Episódios de Vamos aos Fatos

O Detalhe Bizarro que Entregou o Plano da Esposa e sua Família

13 de maio de 202623min
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📌 Matthew Restelli acreditava que estava viajando para Utah para salvar seu casamento e buscar sua família. O que ele não sabia era que estava caindo em uma emboscada mortal planejada pela própria esposa, Kathryn Restelli, com a ajuda de sua mãe e seu irmão.Neste vídeo, conto como o que começou como uma "piada" cruel em mensagens de texto se tornou uma execução a sangue frio. Vamos analisar o erro bizarro que desmascarou a farsa da legítima defesa: o detalhe da faca plantada na mão errada, já que Matthew era canhoto.► No vídeo de hoje:A falsa promessa de reconciliação.O momento do crime na casa da sogra.Como a perícia descobriu a encenação da faca.As provas digitais e as buscas no Google que incriminaram a família.O Caso Restelli é um lembrete perturbador de como a influência familiar e mensagens de texto podem levar a um desfecho trágico.#CasoRestelli #TrueCrimeBrasil #InvestigaçãoCriminal #MarcosCampos #CrimeReal-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br📲 Me acompanhe nas redes sociais: @eusoumarcoscampos

Participantes neste episódio1
M

Marcos Campos

HostJornalista
Assuntos6
  • Defesa Pessoal Após CalúniasMatthew Restelli · Kevin Ellis · Faca plantada na mão errada · Matthew era canhoto · Sete tiros
  • O Plano de Kathryn RestelliMatthew Restelli · Kathryn Restelli · Emboscada mortal · Falsa promessa de reconciliação · Mensagens de texto cruéis
  • Planejamento familiar e laqueaduraKathryn Restelli · Tracy Grist · Kevin Ellis · Influência familiar · Pesquisa sobre assassinato
  • Julgamento e CondenaçãoKathryn Restelli · Kevin Ellis · Tracy Grist · Conspiração para assassinato · Legítima defesa
  • Investigacao Forense e ProvasProvas digitais · Buscas no Google · Dispositivo de rastreamento · Caso Restelli · American Fork
  • A reconciliação e o perdãoMatthew Restelli · Kathryn Restelli · Viagem para Utah · Falsa promessa de reconciliação · Emboscada monitorada
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Essa mulher e a família dela bolaram um crime perfeito, encenaram legítima defesa, mas esqueceram de um pequeno detalhe que fez tudo desmoronar. Se liga nessa história. Uma mulher atendeu o telefone à noite e ouviu a voz de uma amiga de longa data do outro lado. Essa amiga disse do nada, o Matt tá morto. A mulher pediu pra repetir e ouviu a mesma coisa, Matt tá morto.

Ela perguntou o que tinha acontecido, mas não entendeu muita coisa naquela ligação. Ela só soube os detalhes no dia seguinte pela televisão. O que ela viu naquele noticiário fez ela ligar de volta para aquela amiga e fazer uma única pergunta.

Eu sou Marcos Campos e essa história aconteceu em julho de 2024 num condomínio fechado de uma cidade pequena em Utah, nos Estados Unidos. Envolve um tipo de traição que vai muito além de qualquer coisa que a gente já viu por aqui. Nós vamos investigar a possível resposta que essa amiga fez no telefone, também uma faca encontrada em uma posição esquisita que mudou toda a investigação e o que a polícia encontrou escondida em um dispositivo de rastreamento que revelou semanas de planejamento.

Além disso, que uma busca no Google sobre um outro assassinato revelou, e aliás, revelou mais do que qualquer confissão. Fica comigo porque essa história aqui é de arrepiar. Se inscreve no canal, toda semana tem vários episódios como esse por aqui, deixa um like, um comentário, nem que seja um emoji. Se torne membro se puder e vamos aos fatos.

Na noite de 12 de julho de 2024, um morador de um condomínio fechado em American Fork, uma cidadezinha pequena, uns 50 quilômetros de Salt Lake City, tava ali assistindo seu filme de boa com a família, onde ele ouviu uma sequência de estouros. Foram seis, sete, talvez oito, altos e rápidos, com uma pausa curta antes do último. Ele pegou o celular e ligou pra polícia.

Quando os policiais chegaram, encontraram uma caminhonete estacionada na frente de uma das casas, com o pisca-alerta ligado e um pedaço de papelão embaixo. A porta da casa estava destrancada.

Um dos policiais bateu e quem abriu foi um homem de uns 30 anos, calmo, de braços cruzados. Ele apontou para o corredor da casa e disse que tinha um cara caído ali. O policial entrou e viu um homem de 42 anos mais ou menos deitado de bruxos no chão, perto da escada da casa. O nome dele era Matthew Resteli. Ele já estava sem pulso, sem respiração. O policial se ajoelhou ali, tentou fazer uma massagem cardíaca, mas parou em menos de dois minutos.

Quando os paramédicos então chegaram e confirmaram que todo mundo ali já sabia. O cara que abriu a porta se chamava Kevin Ellis. E ele disse que era irmão da esposa do Matthew. E que morava ali com a mãe. Contou que o Matthew...

tinha entrado na casa com uma faca na mão, muito agressivo, e que ele atirou para defender a família. Legítima defesa. De fato, quando o policial olhou para o corpo do Matthew, ele tinha mesmo uma faca ali com ele, pequena, dobrável, tipo canivete, na mão direita. A esposa do Matthew estava na casa também com os dois filhos do casal. Ela aparentava estar em choque. As crianças estavam ilesas, no entanto.

E o cenário inicial era então de um cunhado que entrou armado, um irmão que reagiu para proteger a irmã e as crianças. Triste, mas aparentemente explicável, não é? Acontece que o policial que se ajoelhou para tentar salvar o Matthew reparou em algo antes mesmo de começar as compressões ali. Algo que não fazia sentido nenhum. A faca estava na mão direita do Matthew, só que a lâmina estava apontada para dentro na direção do próprio corpo dele.

E ele ficou com uma pulga atrás da orelha, pensando que não era comum alguém que estava segurando uma faca para atacar a outra pessoa com a lâmina virada para ele mesmo. O policial então tirou a faca da mão do Matthew para conseguir fazer a massagem cardíaca e ali ele já registrou mentalmente que alguma coisa não batia. Nos dias seguintes, o que os investigadores descobriram transformou aquela desconfiança em incerteza.

A autópsia mostrou que o Matthew levou sete tiros, cinco no tronco, um no quadril e um outro no antebraço direito. E aí entra o seguinte, não é? O tiro no antebraço causou um estrago tão grande que o médico legista disse que era praticamente impossível que o Matthew tivesse conseguido segurar qualquer coisa com aquela mão. E que provavelmente se ele estava segurando a faca apontando para alguém, quando ele levou o tiro no braço ela teria caído. Se a faca apareceu na mão dele quando a polícia chegou...

possivelmente alguém teria colocado ela lá. E tinha mais um detalhe super importante, o Matthew era canhoto e a faca, como eu disse, estava na mão direita. Os investigadores então mandaram a faca para o laboratório para análise de DNA e o resultado voltou e era o tipo de coisa que, olha, fecha uma porta e abre outra, tá?

Nenhum vestígio, nem do Matthew, nem de ninguém. Aquela faca estava limpinha, nunca tinha sido empunhada por ele, nem mesmo usada. Nesse ponto, o detetive responsável pelo caso já sabia que a história de legítima defesa parecia montada. O Kevin tinha matado supostamente o cunhado e plantado uma arma na mão dele para justificar os tiros e a legítima defesa. A pergunta agora era outra. Por que ele fez isso?

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O Matthew não morava ali, era da Califórnia, tinha dirigido mais de mil quilômetros até Utah. O que levou esse homem a atravessar meio país de carro de noite para entrar numa casa com as luzes apagadas? E tinha outra coisa que incomodava o detetive. A mãe do Kevin, que era dona daquela casa, só ligou para a emergência oito minutos depois que o vizinho já tinha chamado a polícia. Aquele que estava assistindo filme de boa, oito minutos.

Com um homem baleado no chão da sala, que teria entrado lá com uma faca querendo agredir as pessoas. Por que essa mulher demorou tanto tempo para chamar a polícia? Bom, para responder essa pergunta da investigação e também entender por que o Matthew foi parar naquela casa, a polícia precisou voltar três semanas no tempo. O Matthew Restelli morava em Temecula, na Califórnia, com a esposa e os dois filhos pequenos, que estavam lá na casa em Utah.

O fato é que o casamento dele com a esposa vinha passando por algumas crises, brigas, tensão com o dinheiro, o tipo de desgaste que alguns casais enfrentam durante a jornada. Nada que signifique o fim do mundo.

A mãe do Matthew, inclusive, a Daiane, disse depois que não via o casamento como algo irreversível. Ela reconheceu que tinha algumas coisas difíceis ali, mas estava longe de ter acabado, visivelmente pelo menos. Só que, no dia 20 de junho, a esposa do Matthew pegou as crianças e saiu de Temekuila sem avisar ele, e foi lá pra casa da mãe dela em Utah.

Disse que precisava de um respiro, que ia ficar umas semanas e depois voltava para casa. O médico ficou preocupado, mas acabou aceitando diante daquele desgaste que estava acontecendo. Deu espaço para a esposa. Três semanas se passaram e chegou a hora de voltar. O combinado era a esposa voltar de carro, dirigindo para a Califórnia com as crianças.

Só que, de última hora, ela disse que não ia dar pra fazer isso. Ela tava com um problema na carteira de motorista de outro estado, tava com o tornozelo machucado, e um monte de conversa que não fazia muito sentido. Mas apesar disso, o Matthew então decidiu ir ele mesmo buscar a esposa. Pegou a caminhonete, encarou mais de mil quilômetros de estrada entre a Califórnia e Utah pra buscar a esposa e os filhos. Gravações do sistema de áudio do carro dele, recuperadas depois pela investigação,

Mostra um cara tranquilo durante a viagem, bem animado até, falando como alguém que tava indo reencontrar a família, dar um abraço, resolver as coisas e voltar pra casa juntos. Nada ali sugeria que ele tava com medo, com raiva ou indo atrás de briga.

Tanto que no meio do caminho a esposa até mandou pra ele o código do portão lá do condomínio, mandou uma mensagem, avisou que a porta da frente da casa ia estar destrancada também. Era só chegar e entrar. Lá pelas 10 da noite então, uma câmera de segurança de um vizinho registrou a caminhonete do Matthew entrando lá no condomínio. Ele estacionou na frente da casa, ligou o pisca-alerta, desceu e entrou. Segundos depois, sete tiros.

Enquanto reconstruía a noite do crime então, o detetive foi atrás da origem daquela faca. Porque aquela faca era no mínimo insólita. Não era o tipo de coisa que você compra em qualquer loja de ferragem, sabe? Era um modelo bem específico que vinha dentro de uma caixa surpresa.

empresa, sabe aquelas assinaturas mensais de caixas temáticas? Então, tipo caixa de produtos táticos com lanterna, canivete, essas coisas. A empresa se chamava My Technical Promos e o detetive rastreou essa empresa e descobriu que alguém realmente tinha trocado e-mails com o fabricante confirmando uma compra meses antes. Uma caixa que incluía exatamente aquele modelo de faca.

Aí ele foi procurar qualquer conexão do Matthew com essa empresa, no celular dele, nos e-mails dele, nos pertences, na casa dele lá na Califórnia, mas não encontrou absolutamente nada. Aqui talvez esteja o principal elo dessa corrente criminal, não é? Porque se a faca foi comprada com antecedência por alguém da casa e depois colocada na mão de um homem morto,

Isso muda completamente o cenário, não é? Não é mais um irmão que reagiu no susto. Legítima defesa. É alguém que planejou, que plantou, comprou o instrumento e forjou tudo ali. E aí, o detetive começou a olhar para aquele crime de um jeito diferente. Será que o Kevin agiu sozinho? Por que ele faria isso?

Quando os investigadores mergulharam nos celulares que foram apreendidos na casa, o caso inteiro virou do avesso. A primeira descoberta foi um rastreador, tipo um AirTag da Apple. Sabe aquele dispositivo de localização? Então, a investigação revelou que uma irmã da esposa do Matthew, uma cunhada dele, que morava na Califórnia também, tinha colocado essa AirTag aí na caminhonete que o Matthew ia usar pra viajar. E a família inteira, irmã, esposa, a mãe da esposa, todo mundo tava acompanhando, a sogra dele, né?

acompanhando a viagem ali pelo celular. Cada parada pra abastecer, cada trecho da estrada, estavam acompanhando. Muito preocupados, não é?

O fato é que eles sabiam exatamente a hora que o Matthew ia chegar. Pra você ter uma ideia da precisão, às 10h01, cinco minutos antes de o Matthew entrar no condomínio, a esposa dele mandou uma mensagem pro irmão Kevin, dizendo o seguinte, fique de olho. Às 10h06, a câmera do vizinho registrou a caminhonete chegando. Às 10h09, o vizinho ligou pra polícia reportando tiros.

E a mãe da esposa, a sogra, que estava dentro da casa, só ligou para a emergência às 10h15. E essa linha do tempo sozinha já soava bem estranha, não é? Aí a polícia foi atrás de mensagens mais antigas. E o que apareceu foi um rastro que vinha de semanas, talvez até meses antes do crime.

A esposa do Matthew tinha pesquisado na internet sobre assassinato entre cônjuges, pesquisou também sobre o que atraía Puma, leão da montanha, para perto de pessoas. Depois isso foi interpretado até como uma tentativa de encontrar formas de simular um acidente ao ar livre. A mãe da esposa, por sua vez, tinha mandado mensagens para uma das filhas dela dizendo que queria estrangular o genro e que ia matar ele. Tudo isso por texto no celular, tudo registrado.

Inclusive sobre isso depois, quando ela foi questionada, ela disse que era só brincadeira, coisa de família. Só que a descoberta que amarrou tudo veio do histórico de buscas do celular da sogra. Ela tinha pesquisado o caso Dona Adelson. Pra quem não sabe, a Dona Adelson é uma mulher da Flórida que foi condenada em 2025 por ser a mandante do assassinato do próprio Genro, um professor de direito.

Ou seja, uma sogra que mandou matar o marido da filha. A promotoria argumentou que a mãe da esposa do Matthew, ou seja, a sogra dele, não tava pesquisando o true crime por entretenimento, tá? Ela tava estudando. Tava vendo o que a outra pessoa fez na mesma situação, o que deu certo, o que não deu, né? Pra matar o genro. Ela queria meio que...

Melhorar o plano. E aí, a investigação finalmente encaixou a última peça que faltava para entender por que a esposa do Matthew saiu da Califórnia em primeiro lugar. A polícia encontrou uma gravação de áudio no celular da sogra e na gravação, a esposa do Matthew estava ligando para um advogado de divórcio durante as semanas em que ela esteve na Utah. Ela perguntava ao advogado como poderia legalmente recusar devolver os filhos para o pai.

E o advogado explicou pra ela que se o pai quisesse, pelas leis lá, ela seria obrigada a devolver até que essa questão fosse resolvida. Segundo a promotoria, foi aí que o divórcio deixou de ser uma opção, se é que vocês me entendem. A esposa não queria perder os filhos, não queria dividir a guarda e não queria voltar pra Califórnia.

E quando o sistema legal fechou essa porta, aquela família abriu outra. A investigação mostrou que a esposa não tinha feito as malas pra voltar pra casa, nenhuma roupa das crianças estava guardada, nada, nenhuma mala pronta, nenhum sinal que ela pretendia sair da casa da mãe. Aquela história do tornozelo machucado, carteira de motorista, balela, tudo fabricado. Ela e a mãe combinaram a mentira pra atrair o método, forçar o cara a dirigir até lá.

Enquanto montava toda essa emboscada traiçoeira pro próprio marido, a esposa do Matthew já tava em aplicativo de encontro. Segundo depoimentos no julgamento depois, tá? Ela já tava se preparando aí pra uma nova vida antes mesmo de ter terminado a vida anterior. Mas sempre tem o mais, não é?

Esse mais é porque o comportamento da esposa do Matthew depois do crime disse muito mais que qualquer prova forense. Catherine Ristelli, a esposa, o que ela fez nas horas seguintes depois do assassinato é o tipo de coisa que não se esquece, tá? Uma amiga dela, pra vocês terem uma ideia, procurou a polícia três dias depois e contou o seguinte. No dia seguinte à morte do Matthew, a Catherine ligou pra ela e disse que o marido tinha morrido. A amiga ficou completamente arrasada, assustada, deu os pêsames.

Mas a Catherine respondeu com uma voz tranquila que estava tudo bem, ela estava feliz. Nesse mesmo dia, essa amiga aí contou que a Catherine estava numa chamada de vídeo com ela, se arrumando para sair supostamente com outro homem. E durante essa chamada, ela chegou a mostrar para a amiga uma imagem de sangue no chão, exatamente onde o Matthew foi encontrado, o corpo dele, não é?

Essa amiga revelou que semanas antes do crime, a Catherine tinha mandado uma mensagem pra ela dizendo que talvez fosse matar o Matthew naquele dia. Na época, a amiga achou que era uma brincadeira de mau gosto, talvez um desabafo exagerado. Depois ela entendeu que não era, não é? Em outubro de 2024, a polícia prendeu a Catherine e a mãe dela, a sogra do Matthew.

O Kevin, o cunhado, irmão da Catherine, já estava preso desde julho. Os três foram acusados de conspiração para assassinato. A primeira a abrir o bico, abrir o jogo, foi a própria Catherine. Em junho de 2025, ela confessou tudo.

assassinato, conspiração, porte ilegal de arma de fogo, disse que estava profundamente arrependida e que o mínimo que ela podia fazer agora era contar toda a verdade sobre o que aconteceu. Ela foi condenada a uma pena que pode variar de 1 a 15 anos de prisão. No sistema de Utah, a Comissão de Liberdade Condicional é quem decide quanto tempo exato a pessoa fica presa ali dentro dessa faixa.

A juiz olhou diretamente pra ela, proibiu qualquer contato com os filhos e disse que as crianças eram vítimas das ações dela. Kevin foi a jura em janeiro de 2026 agora. A defesa dele tentou uma jogada até interessante. Disse que sim, que teve conspiração, mas que o Kevin não fazia parte dela. Que a mãe e a irmã é que tinham tramado tudo. E que a mãe se aproveitou do instinto protetor do filho pra convencê-lo a atirar.

Ele foi manipulado, usado como instrumento por uma mãe que conhecia os botões emocionais do filho e apertou todos. Só que aí a Catherine subiu no banco das testemunhas, algemada, vestida com uniforme de presidiária, e olhou pro irmão e contou tudo pro júri. Disse que os três planejaram juntos.

que ela, a mãe e o Kevin combinaram o assassinato com antecedência. Disse que em determinado momento, ela teve até dúvida e falou pra mãe que não queria mais prosseguir com o plano, e que a mãe respondeu que não tava nem aí, que ia em frente de qualquer jeito. A outra irmã dos dois, a Raquel, também subiu pra depor contra a própria mãe.

contou que a mãe tinha envolvimento direto no plano e que manipulou os filhos para executarem o que ela queria. O júri condenou Kevin por assassinato e obstrução da justiça, mas absolveu ele da acusação de conspiração. Na sentença, em março de 2026, o juiz aplicou a pena máxima, 15 anos, a perpétua pelo assassinato.

Mas penas extras pelos outros crimes. Todos para serem cumpridos ali, uma depois da outra, essas sentenças. Na prática, ele vai ficar no mínimo uns 20 anos preso. E depois disso, a Comissão de Liberdade Condicional de Utah vai decidir se ele sai ou fica o resto da vida preso. Depois da condenação, a polícia gravou uma ligação que o Kevin fez da cadeia para uma das irmãs.

E o que ele disse nessa ligação foi reproduzido no julgamento da mãe dele depois. Ele disse que avisou a mãe antes de tudo acontecer, que disse pra ela que aquilo era uma péssima ideia, que ia mudar a vida de muita gente e que ela nem fazia ideia de quantas vidas iam ser destruídas. E aí, com a voz pesada, ele completou Eu deveria ter dito não e não disse.

Restava agora a última peça desse quebra-cabeças mórbido, não é? A sogra. Uma mulher que mandava mensagens à pessoa que demorou oito minutos pra ligar pra emergência. Essa mulher é a Tracy Grist. E segundo a promotoria, ela é quem montou tudo isso.

O promotor resumiu o caso numa frase durante as alegações finais. Catherine era o motivo, o Kevin era a arma e a Tracy era o cérebro. O julgamento dela aconteceu em abril de 2026, o mais recente dos três. No banco de testemunhas, a Tracy negou tudo, disse que as mensagens sobre matar o genro eram piadas, coisa de família estressada, que pesquisou o caso da dona Adelson, lembra? Porque gostava de true crime.

Afinal, muita gente assiste True Crime, não é? Disse que comprou a caixa surpresa com a faca meses antes, sem nenhuma segunda intenção. Caixinha de True Crime, né? E que demorou 8 minutos pra ligar pra emergência porque ela ficou em choque. Congelou diante daquilo.

Mas a promotoria desmontou cada argumento dela. Um por um, disse que a Tracy separou os móveis ali da casa pra que não houvesse respingo de sangue. Vai vendo. Que ela é quem comprou a faca que foi plantada na mão do genro, que esperou oito minutos, não porque tava em choque, mas porque tava montando a cena junto com o Kevin.

Talvez esperando o Genro morrer de fato, não é? Que a mulher que pesquisou como outra sogra mandou matar o Genro não estava se divertindo contra o crime. Longe disso, ela estava fazendo a lição de casa. E que a quantidade de vezes que aquela família brincou sobre matar o Métio acabou normalizando a ideia até ela parecer aceitável. O promotor disse também uma frase que ficou marcada. As piadas não eram piadas, eram ensaios.

O júri ficou 5 horas deliberando e voltou com o veredito. Culpada, assassinato, conspiração e obstrução da justiça. A sentença da Tracy tá marcada pra junho agora de 2026. E agora, a gente volta lá pro começo da história. Vocês se lembram da mulher que atendeu o telefone? Com uma amiga de longa data? Pois é. Aquela que ouviu a amiga dizer que o Matthew tava morto, ela era a Diane Restelli, a mãe do Matthew.

E essa mulher que ligou, amiga de longa data dela, era a própria Tracy Grist, a sogra. A mulher que, segundo o júri, planejou cada detalhe daquele assassinato. A pessoa que comprou a faca, limpou a casa, rastreou a viagem do gênio, quilômetro a quilômetro, e esperou ele entrar pela porta.

Naquela ligação, gravada e reproduzida no julgamento, a Tracy descreveu o próprio filho Kevin como gentil, doce e carinhoso, disse que ele só agiu em legítima defesa. E a Diane acreditou. Porque naquele momento, ela não sabia que a mulher do outro lado da linha...

era quem tinha orquestrado a morte do filho dela. O irmão mais novo do Matthew, o Jonathan, falou no dia da sentença do Kevin. Ele olhou diretamente para o réu e disse, você roubou uma vida inteira de memórias deles. Ele estava se referindo, evidentemente, aos filhos do Matthew.

crianças que descobriram o que o tio fez pela boca dos colegas na escola. Chegaram em casa confusas, tentando entender por que os amiguinhos estavam dizendo que o tio tinha matado o pai deles. A Daiane, mãe do Matthew, também falou. Olhou pro Kevin e disse que o bom senso dele deveria ter aparecido, que a família dele deu uma orientação ruim e que em vez de pensar por conta própria...

e reconhecer que estava fazendo uma merda gigantesca, ele agiu, mandado. E o tio Mark, que é irmão do pai do Matthew, está criando agora as duas crianças, uma de cinco e outra de oito. Ele disse no tribunal que a família inteira foi mudada para sempre e que não existe superação, só resta agora aprender a viver com as cicatrizes. O mais chocante de tudo isso, desse caso, não é? É que o Matthew morreu fazendo o que qualquer pai, com amor,

Faria. Tentando mais uma vez. Ele estava indo lá buscar os filhos. A esposa. A porta estava destrancada. A esposa mandou mensagem. Pode entrar. A porta está aberta.

Mal sabia ele que a viagem inteira estava sendo monitorada. Aquela era uma emboscada. E quando ele entrou naquela casa escura, achando que ia finalmente encontrar a família que ele tanto amava, a família já estava lá esperando por ele. Mas definitivamente, não do jeito que ele esperava. Que caso bizarro, né? Traição completamente...

Pesada, galera. Assim, quando é família, é urso. Comenta aqui pra mim o que você achou dessa história. E clica aqui nesse caso pra você continuar maratonando o canal. Combinados? Beijo do ruivo. E até o próximo episódio.

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