A Verdade Macabra Debaixo da Terra: O Caso Caroline Muirhead que Chocou a Escócia
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📌 IMPORTANTE — leiam antes de comentar!
Galera, sabemos que algumas informações deste vídeo divergem da série que estreou na Netflix.
Vamos esclarecer:
O roteiro foi escrito e o vídeo foi gravado ANTES do lançamento do documentário, com base nas fontes públicas disponíveis na internet até então (reportagens, registros do caso, depoimentos públicos). A publicação já estava finalizada e programada para hoje quando a série foi ao ar. A Caroline ficou com o namorado por medo dele e do que ele poderia fazer com a família dela, e não por causa da polícia.
Uma série narrada pela própria vítima naturalmente traz uma versão muito mais precisa dos fatos do que as fontes que tínhamos disponíveis.
Agradeço todo mundo que comentou.
FONTES UTILIZADAS:
Wikipedia — Should I Marry a Murderer? (abril 2026): https://en.wikipedia.org/wiki/Should_I_Marry_a_Murderer
Time — The Jaw-Dropping True Story Behind Netflix's 'Should I Marry a Murderer?' (abril 2026): https://time.com/article/2026/04/28/should-i-marry-a-murderer-true-story/
E! Online — The Shocking Story Behind Should I Marry a Murderer (abril 2026): https://www.eonline.com/news/1431370/should-i-marry-a-murderer-where-caroline-muirhead-sandy-mckellar-are-now
Yahoo News UK — Where is Caroline Muirhead now? (abril 2026): https://uk.news.yahoo.com/where-caroline-muirhead-now-true-080900994.html
A&E Crime — A Can of Red Bull Led to an Arrest (abril 2026): https://www.aetv.com/articles/caroline-muirhead-alexander-mckellar-tony-parsons-killing
The Scotsman — Family of charity cyclist killed by drunk driver receive pay-out (janeiro 2025): https://www.scotsman.com/news/scottish-news/family-of-charity-scottish-cyclist-killed-by-drunk-driver-and-buried-receive-six-figure-pay-out-4949880
Primetimer — What happened to Tony Parsons? (abril 2026): https://www.primetimer.com/features/what-happened-to-63-year-old-cyclist-tony-parsons-details-explored-ahead-of-should-i-marry-a-murderer-on-netflix
road.cc — Family still have unanswered questions (outubro 2020): https://road.cc/content/news/family-still-have-unanswered-questions-277705
IBTimes UK — Tony Parsons Cyclist Murder Mystery (agosto 2025): https://www.ibtimes.co.uk/tony-parsons-cyclist-murder-mystery-twin-suspects-how-it-happened-how-can-red-bull-helped-1741388
Netflix Tudum — A Woman's Fiancé Confesses to a Horrible Crime (abril 2026): https://www.netflix.com/tudum/articles/should-i-marry-a-murderer-release-date-news
Moms and Mysteries Podcast — Tony Parsons Murder & The McKellar Twins (abril 2026): https://www.momsandmysteries.com/episodes/tony-parsons-scottish-highlands-murder
BBC / Yahoo Entertainment — Should I Marry a Murderer? (abril 2026): https://www.yahoo.com/entertainment/tv/articles/marry-murderer-love-story-uncovered-232050489.html
📌Crime Confessado: O Dilema Moral que Chocou o Mundo. Caroline Muirhead ia se casar, mas uma confissão mudou tudo: "Você pisa nele todo dia". História do novo doc da Netflix "Casar com um Assassino?
No vídeo de hoje, eu e a Ana contamos a história inacreditável de Tony Parsons, o ciclista que desapareceu sem deixar rastros na Escócia, e a reviravolta digna de filme que envolveu um noivado, o Tinder e uma lata de Red Bull usada como marcador de um crime.-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br
- O Caso Caroline MuirheadCaroline Muirhead · Alexander McKellar · Robert McKellar · Tony Parsons · Atropelamento e Ocultação de Cadáver · Investigação Policial · O Papel da Patologista Forense · Julgamento e Sentença
- Descoberta do CorpoCaroline Muirhead · Alexander McKellar · Tony Parsons · O Local do Enterro · A Latina de Red Bull como Marcador
- Caso Tony ParsonsTony Parsons · Desafio de Ciclismo · Desaparecimento na Estrada A82 · Buscas Policiais e Familiares
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Se o seu noivo confessasse que matou alguém e enterrou o corpo no quintal da casa de vocês, o que você faria? Ir embora, ligava pra polícia, fingia que não ouviu nada e vida que segue. Uma mulher na Escócia ouviu exatamente essa confissão, sentada dentro do carro do casal no meio do nada, de uma fazenda enorme, sem sinal de celular, sem ninguém por perto. E a decisão que ela tomou nos minutos seguintes, resolveu um caso que a polícia não conseguiu desvendar em três anos.
Eu sou Marcos Campos e essa é uma das histórias mais sinistras que eu já trouxe aqui no canal, literalmente um caso pra lá de insólito. E essa semana, inclusive, a Netflix lançou uma série documental sobre esse caso, chamada Should I Marry a Murder? Algo do tipo, devo me casar com um assassino, mas que ficou por aqui como casar com um assassino.
É uma história interessante de uma mulher que descobriu que o noivo dela tinha um segredo mórbido e ao invés de fugir ela ficou pra juntar provas, ficou dormindo do lado do cara, jantando com ele, fingindo que tava tudo de boa enquanto ela trabalhava em segredo com a polícia. E hoje eu e a Ana contamos em detalhes pra vocês essa história surreal que sem dúvida daria um roteiro de filme, tá? Então, depois de muito tempo, seja bem-vinda de volta, Ana.
Muito obrigada. É um prazer estar aqui no canal mais uma vez. Faz tempo que eu não aparecia por aqui, então resolvi gravar um vídeo aqui. Devido a vários pedidos, o pessoal fica mandando mensagem no nosso grupo de membros também. Inclusive, se você quer se tornar um membro, aproveita que você contribui diretamente aqui para o canal. E você tem acesso ao nosso grupo do WhatsApp, que é muito legal, cheio de pessoas super divertidas e legais.
Isso, deixa um like no comentário também, nem que seja um emoji, porque toda semana tem vários episódios. Como esse aqui não, né? Esse aqui é especial, mas tipo esse. Isso. E antes da gente seguir pro caso, eu queria aproveitar e contar aqui uma fofoquinha pra vocês. Eu queria mostrar o presente de Dia das Mães que o Marcos me deu.
É um presente que, na verdade, é um presente quase pra mim também. Porque, na verdade, é o seguinte, galera. Eu mexo demais. Devido aí à idade avançada, as dores nas costas. A ansiedade. Nossa senhora, a ansiedade. Quando dorme já é um negócio assim de louco. E eu fico mexendo. Viro pra lá, viro pra cá, viro pra lá. E tava incomodando, né? Porque, às vezes, a pessoa do outro lado da cama mexe junto, né?
Então eu falei, vou unir o útil ao agradável, presentear minha esposa com um colchão da Ema Colchões, que é um espetáculo, que não tem essa movimentação, como vocês vão ver aí no vídeo. E de quebra, eu tô me presenteando por tabela também, porque afinal de contas, é um baita colchão, né?
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No dia 29 de setembro de 2017, um homem de 63 anos chamado Tony Parsons fez algo que ele já vinha planejando havia meses. O Tony era aposentado da Marinha Britânica, avô morava numa cidadezinha chamada Tilly Country, no centro da Escócia, e tinha acabado de vencer um câncer de próstata.
Pra comemorar e pra arrecadar dinheiro pra uma instituição que lhe ajudava, na verdade que ajudavam pessoas com a mesma doença, ele organizou um desafio pessoal, pedalar sozinho de noite, 160 quilômetros pelas montanhas da Escócia. A rota ia de Fort William, lá no norte, até a casa dele, cortando uma estrada chamada A82, que serpenteia ali todo o meio das terras altas escocesas.
Pra quem não conhece, imagina aí uma estrada de duas faixas no meio de montanhas imensas, sem iluminação, com neblina constante e trechos onde você não cruza com outro carro por quilômetros. É bonito de dia e bem assustador de noite. Você que gosta de correr, teria coragem de correr em um lugar desse?
Jamais. Sozinha, noite. De jeito nenhum. Boa sábado. Bom, aconteceu assim. O Tony pegou o trem até Fort William de manhã e começou a pedalar no fim da tarde. Às seis da noite, uma câmera de segurança registrou ele passando por uma vila chamada Glencoe, pedalando numa bicicleta de quadro amarelo e guidão preto, com um colete refletivo, luvas e uma jaqueta vermelha.
Tudo normal até aí. Ele seguiu em frente. Lá pelas 11h30 da noite, o Tony parou num hotel da estrada, tomou um café, descansou e saiu novamente, seguindo em direção ao sul pela A82. E aí o Tony Parsons sumiu. Simplesmente desapareceu.
A família esperou ele chegar em casa no sábado de manhã, mas ele não chegou. Ligaram pro celular dele, nada, acionaram a polícia. E a partir dali começou uma busca que durou semanas. Equipes de resgate de montanha, cães frejadores, helicópteros, voluntários vasculhando à beira da estrada, quilômetro por quilômetro, mas nada. Eles não encontraram o Tony, não encontraram a bicicleta dele, não encontraram um pedaço de roupa, nada. Era como se ele tivesse simplesmente evaporado naquela estrada.
O caso ganhou o apelido de O Ciclista Desaparecido pela imprensa escocesa. A polícia trabalhou com a hipótese de um acidente. Talvez ele tivesse caído num barranco, talvez a bicicleta tivesse derrapado no asfalto molhado. Mas se fosse um acidente, onde estava o corpo? E onde estava a bicicleta? Os investigadores vasculharam lagos, rios e valas ao longo da A82 e não acharam nada.
Passou um ano, dois, três, nada. Nenhuma pista nova, nenhum vestígio, nenhuma resposta. A bicicleta amarela nunca apareceu. O caso ficou aberto, mas na prática estava totalmente parado. A família vivia num limbo, sem corpo, sem explicação, sem poder fazer um funeral de verdade.
Para o filho do Tony e para toda a família, aquilo era pesado demais. Não saber se o pai estava morto ou vivo, se tinha sofrido, se estava em algum lugar esperando ser encontrado. A família fez buscas por conta própria, nos fins de semana, andando pela beira da estrada, procurando qualquer coisa. Um pedaço de roupa, um fragmento da bicicleta, qualquer sinal. E nunca acharam nada.
E aí, em dezembro de 2020, três anos e dois meses depois do desaparecimento, uma mulher ligou pra polícia escocesa e disse que sabia onde o corpo do Tony Parsons estava enterrado. Mas tem sempre o mas, não é? Pra entender como essa mulher soube onde o corpo tava, a gente precisa contar uma outra história. Uma que começa num aplicativo de celular no meio de uma pandemia e que eu acho que todo mundo já se ligou que é aquela que eu contei lá na introdução.
No começo de outubro de 2020, uma patologista forense de 29 anos que morava em Glasgow, na Escócia, estava tentando recomeçar a vida dela depois de um relacionamento abusivo que tinha durado quase 10 anos. Para quem não sabe, patologista forense é a pessoa que faz autópsia. É a profissional que examina corpos de pessoas mortas para determinar a causa da morte. Ela passava os dias num necrotério no meio da pandemia e o volume de trabalho era brutal.
Numa noite qualquer, ela resolveu abrir o Tinder e deu um like num perfil que chamou a atenção dela. Era um cara alto, tinha quase dois metros. Trabalhava como guarda de caça numa propriedade rural enorme nas terras altas. E parecia o oposto de tudo que ela tinha vivido no relacionamento anterior. Ele era rústico, ao ar livre, simples. Ela combinou de ir até lá num fim de semana pra conhecer ele pessoalmente.
A propriedade ficava a mais de 130 quilômetros de Glasgow, num lugar chamado Out State, uma fazenda de quase 4 mil hectares no meio das montanhas, onde o cara morava e trabalhava junto com o irmão gêmeo dele. Sabe aquele cenário de filme escocês? Montanhas verdes, até onde a vista alcança, ovelhas, cervos, silêncio absoluto. Até demais, eu diria. Então ela chegou lá e se apaixonou pelo cara, pelo lugar também. O romance foi relâmpago.
Em cinco semanas, ele pediu ela em casamento e ela aceitou. Então, ele mudou o status do Facebook pra noivo e ela começou a passar os fins de semana na fazenda dele, correndo pelas trilhas lá do local de manhã, jantando com ele e o irmão à noite. Tudo parecia perfeito.
Talvez perfeito demais pro momento da vida dela. Mas ela tava vulnerável, saindo de anos de abuso, não é? E aquele homem fazia ela se sentir aceita, querida e segura pela primeira vez em muito tempo. Só que antes dela oficializar o casamento, ela fez uma pergunta. A pergunta que mudou tudo. Ela disse pra ele que se eles iam se casar, ela precisava saber de tudo. As coisas que ele tinha orgulho e as coisas que ele não tinha.
Pediu pra ele ser honesto e disse que ia apoiá-lo independentemente do que fosse. E aí, numa noite, os dois estavam dentro do carro, quando ela fez uma pergunta, ele mudou de expressão, mandou ela descer, pegou o celular dela, desligou e guardou no porta-luvas do carro. E aí ele começou a falar.
Disse que tinha feito uma coisa horrível. Disse que três anos antes, numa noite de setembro de 2017, ele tava dirigindo bêbado por uma estrada nas terras altas com o irmão gêmeo dele no banco de passageiros. E que ele atropelou um ciclista. Disse que o ciclista ficou caído no acostamento, machucado, mas vivo.
e que ele e o irmão simplesmente foram embora sem chamar socorro. E depois eles voltaram lá com um outro carro, pegaram o corpo já e a bicicleta, levaram tudo pra fazenda e enterraram num buraco que eles usavam ali pra descartar carcaças de animais mortos lá da fazenda. Jogaram um alvejante por cima do corpo.
E aí, disse pra futura esposa dele uma frase que ela nunca mais esqueceu. Ele tá na fazenda e você corre por cima dele todo dia. Ela ficou parada, processando aquela informação. Ela era a patologista forense, ou seja, ela passava os dias examinando corpos de pessoas mortas. E agora, ela descobria que o homem com quem ela amava e com quem ela ia se casar, tinha matado alguém e enterrado o corpo no lugar onde ela corria todas as manhãs.
praticamente no quintal da casa deles. O ciclista desaparecido, que ela talvez tivesse visto no noticiário três anos antes, estava ali, debaixo dos pés dela, aquele tempo todo. Ela disse depois que naquele momento sentiu algo estranho. Ela ficou lisonjeada. Disse que ele ter confiado nela com um segredo daquele tamanho fez ela se sentir especial, mesmo sabendo que aquilo era profundamente errado.
É difícil de entender, mas ela tava saindo de um relacionamento onde ela nunca se sentiu valorizada. E aquele ato de confiança brutal mexeu com ela de um jeito que ela não esperava. Muito louco isso, né? Porque o fato dela tá vindo num relacionamento abusivo tinha tudo pra fazer ela ficar insegura a ponto de denunciar o cara, né? Naquele momento, ficar super assustada, né? E querer fugir dali. Não, o acaso exerce um papel fundamental nessa história.
Só que a patologista forense dentro dela sabia o que ela precisava fazer quando ela ouviu aquela confissão. E a urgência veio de algo que ele disse logo depois da confissão, tá? Que um empreendedor ia mexer no terreno da fazenda em breve.
E que ele tava pensando em quanto tempo levaria pra queimar um corpo e se livrar das evidências de vez. E quando ela ouviu aquilo, ela entendeu que se não agisse rápido, o corpo do Tony ia desaparecer pra sempre. E com ele, qualquer chance de justiça pra família dele. Ou seja, o cara na verdade tava contando ali pra ela, aproveitou o ensejo que ela perguntou, pra meio que colocar ela na trama, né? E se ela ficasse quieta e aceitasse de repente que ele tirasse pra queimar e estragar as evidências...
estaria nesse momento implicada como cúmplice de homicídio, ocultação de cadáver. Exatamente, coitada. Nos dias seguintes, ela convenceu o futuro ex-marido a levá-la até o local onde o corpo estava enterrado. O cara aceitou, afinal de contas, ela era a noiva dele, não é? A pessoa com quem ele ia dividir a vida, que ele confiava.
Os dois caminharam juntos por uns 15 minutos ali, por uma área remota da fazenda, até chegar num trecho que não tinha ninguém por perto, nenhum ponto de referência visual. Apesar dela passar ali pelas redondezas, era uma mata bem fechada assim, floresta e tal. Então eles caminharam até lá. E o homem apontou pro chão e disse, ó, é ali que ele tá.
E aí, nesse momento, ela fez algo que, olhando depois, foi a maior jogada. Foi isso que resolveu o caso inteiro. Enquanto ele tava de costas, ali, distraído, ela pegou uma latinha de energético que ela tinha no bolso. Era uma latinha de Red Bull sem açúcar. E ela pisou na latinha, enterrando ela no chão. Sem que ele visse, sem que ele ouvisse qualquer barulho. Ela amassou a lata com o pé e empurrou pra dentro da terra. Aquela latinha era o marcador.
o único ponto de referência naqueles 4 mil hectares da fazenda que ia permitir à polícia encontrar o corpo. Depois de marcar o local, então, ela ligou para a polícia escocesa e contou tudo. Aquela ligação que eu já contei para vocês aqui. Mas só que ela pediu anonimato até então. Ela descreveu a localização, falou da latinha que estava ali como referência e, a partir dali, fez algo que a maioria das pessoas provavelmente não conseguiria fazer. Ela continuou morando com o cara.
A polícia pediu que ela colaborasse com uma testemunha secreta, que continuasse o relacionamento, continuasse o noivado e continuasse agindo como se nada tivesse acontecido. Tudo isso enquanto coletava informações. Ela então gravou conversas no celular, voltou ao local do enterro com ele mais uma vez, dormiu na mesma cama, jantou com ele e com o irmão gêmeo. E o tempo inteiro, ela sabia que o homem sentado na sua frente tinha matado alguém e enterrado o corpo no quintal.
Então, finalmente, em 20 de dezembro de 2020, a polícia prendeu os dois irmãos. Ela achou que tinha acabado tudo então, não é? Eles iam ficar presos e ela ia poder seguir com a vida dela. Só que os dois foram soltos sob fiança e eles voltaram lá pra fazenda.
E ela ficou agora exposta, não é? Porque quando a polícia encontrou o corpo do Tony Parsons, em janeiro de 2021 só, usando a tal latinha de Red Bull como marcador, o noivo dela fez a conexão imediata sobre aquele dia que eles foram lá e tal. Não sei se ele chegou a ver a latinha, provavelmente, né? Se ele fez a conexão. Ele sabia que ela era a única pessoa também que tinha ido àquele local e sabia o que tinha lá.
A polícia só indiciou os irmãos formalmente em dezembro de 2021, um ano depois da prisão inicial. E durante esse ano inteiro, ela viveu num limbo. Ela tinha sido afastada do trabalho, porque como patologista forense, ela não podia atuar em casos da promotoria, ao mesmo tempo que era testemunha num processo criminal. Ou seja, ela perdeu a carreira que ela tinha construído, voltou a morar com os pais.
E a saúde mental dela desmoronou. Ela disse depois que a polícia prometeu anonimato e apoio, mas que na hora que eles conseguiram o que precisavam, largaram ela. E aí, não tem outra coisa pra falar, isso não é de sacanagem, né? Ô, louco, não é muito, é muita patifaria. Mas agora eu vou te contar quem eram esses irmãos e o que realmente aconteceu na noite em que o Tony morreu. Porque a história, olha, uns detalhes bizarros, esse bate com que ele contou pra ela lá naquele dia, sozinhos lá.
O noivo dela se chama Alexander McKellar, mas todo mundo conhecia ele como Sandy. E o irmão gêmeo dele era o Robert McKellar. Pois é, os dois tinham 25 anos na noite do atropelamento e trabalhavam como funcionários da fazenda Outstate. A mesma propriedade onde eles enterraram o corpo.
Na noite do dia 29 de setembro de 2017, os dois tinham realmente saído pra encher a cara num bar da região. E na volta o Sandy tava dirigindo bêbado lá por aquela rodovia A82. Era de noite, a estrada tava totalmente escura, neblina. Em algum momento o carro atingiu o Tony Pars. Tava pedalando ali no acostamento de boa. No acostamento, hein? Vai vendo. O impacto foi violento. A perícia que veio depois, quando o corpo foi finalmente examinado, em 2021,
mostrou que o Tony sofreu fraturas na pelve, nas costelas e na coluna. E aqui entra o detalhe mais perturbador de todo o caso, porque os médicos estimaram que o Tony sobreviveu por um tempo, cerca de meia hora depois de ser atingido. Ele estava vivo no acostamento naquela estrada, e os dois irmãos simplesmente foram embora.
Eles foram embora e depois voltaram com um outro veículo, uma caminhonete da fazenda. Pegaram o corpo do Tony e a bicicleta amarela dele e levaram tudo para a Outstate. Primeiro, eles esconderam o corpo numa área de mata e depois transferiram para um buraco usado para descartar animais mortos e jogaram o alvejante por cima.
E simplesmente depois disso eles seguiram com a vida como se nada tivesse acontecido. Durante três anos, enquanto a família do Tony fazia vigília, dava entrevistas, implorava por informações, os dois irmãos estavam lá. De boa, eles acordavam toda manhã naquela fazenda, a poucos metros de onde o homem que eles tinham matado estava enterrado. E eles poderiam ter salvado a vida daquele homem se tivesse ligado pra emergência, provavelmente. Porque eu acho que devia estar um frio danado.
E eles largaram o cara lá agonizando até ele morrer de repente. Não sei se foi pelos ferimentos, não encontrei nada disso, se foi devido a uma hipotermia, enfim, uma mistura dos dois. O que eu sei é que eles agiram de um modo tão frio quanto o clima, eu acho, que tava lá. Pois é, e os irmãos não disseram por que que eles não ligaram para pedir ajuda. O Sandy disse mais tarde que ele não confiava na polícia e que achava que os policiais eram contra eles.
A promotoria argumentou que a razão era mais simples. Ele estava bêbado, ele ia perder a carteira de motorista, talvez fosse preso, e escolheu a própria conveniência, em vez da vida de um homem de 63 anos, caído na beira da estrada, agonizando. Em julho de 2023, quase três anos depois da prisão, o caso finalmente chegou ao tribunal em Glasgow. O Sandy ia ser julgado por homicídio, que no sistema escocês é diferente de assassinato.
A acusação original era de assassinato, mas a promotoria aceitou que ele se declarasse culpado de uma acusação menor, homicídio culpável. Algo parecido com o nosso homicídio culposo, sabe? Sem intenção, mas o cara vai embora, não tem intenção, enfim. Mas com alguns agravantes, tá? O argumento é que ele não teve a intenção de matar, mas agiu com uma indiferença tão grande que meio que escanteou aí a possibilidade do Tony...
Se manter vivo depois daquele acidente. Ele também se declarou culpado de tentar obstruir a investigação. O irmão, Robert, se declarou culpado de ajudar a esconder o corpo e as provas. E assim, bem embaçado, né, galera? Porque pra mim é homicídio com dolo, uma vez que eles não ajudaram, né?
Sei lá, se é tecnicamente falando, é realmente idolo, mas se não é, deveria ser, porque afinal de contas, se atropela o cara no meio do nada, de bicicleta, devia estar frio como eu falei, e vai embora, sem ver o que aconteceu, e depois volta, por que que voltou? Pra ver se tinha morrido? Pra tirar as provas e de lá? Então, assim...
Parece que tem dono. A família do Tony ficou arrasada com esse acordo. Eles queriam um julgamento por assassinato e queriam uma pena mais longa. Disseram que os irmãos sabiam que o Tony estava vivo e escolheram deixar ele morrer. No tribunal, a família leu uma declaração dizendo que o Tony era um marido, pai e avô amado. E quando ele disse tchau e saiu para pedalar naquela sexta-feira, nenhum deles imaginou que seria a última vez que iam ver ou falar com ele.
e que os anos sem saber o que aconteceu, seguidos pela notícia devastadora de como ele morreu e o que fizeram com o corpo, destruíram cada membro da família. Já em agosto de 2023, o juiz deu a sentença. O Sandy pegou incríveis 12 anos de prisão. O Robert, o irmãozinho, pegou 5 anos e 3 meses. As penas foram contadas a partir da data da prisão original. Ou seja, saiu praticamente de graça isso, né?
Totalmente, praticamente Porque assim não tá falando Se eles já sabem, provavelmente já sabem Não, acho que não, né? Eles receberam a pena em 23, né?
Mas tá perto de sair. E assim, no dia em que a quase esposa do assassino ia depor como testemunha no tribunal, a coisa tomou um rumo que ninguém esperava, tá? Em vez de ir pro tribunal, a patologista foi até a fazenda, a Outstate, por conta própria. Ela tava determinada a encontrar a bicicleta amarela do Tony que não tinha sido achada ainda. Três anos de investigação e buscas, galera.
A mulher que resolveu o caso inteiro era uma patologista de 29 anos que conheceu um cara no Tinder. Se apaixonou em cinco semanas e quando descobriu que ele tinha matado alguém, em vez de fugir, enterrou uma latinha de Red Bull no chão pra marcar o túmulo. E fez tudo isso sozinha, sem treinamento, sem apoio, sem ninguém segurando a mão dela.
Mas, convenhamos, não é? A polícia tava numa Inhaca danada, não é? Eita preguiça, porque como assim A mulher achou sozinha a bicicleta e os caras não E ainda os irmãos falando que a polícia Era contra eles, não sei se eles já tinham alguma treta Com a polícia, provavelmente pra ele ter falado alguma coisa A polícia diga, as grudas também
Não me faça pegar ojeriza, não é? Bom, galera, o nome dessa mulher corajosa é Caroline Muirhead. E ela perdeu a carreira, até onde se sabe, perdeu a saúde mental também. Viveu meses fingindo que amava um homem que ela sabia que tinha deixado outro homem ali.
na beira da estrada, um cara frio, alcoolista. Imagina o que ela passou dormindo ao lado desse cara aí. A polícia escocesa prometeu proteção pra ela, anonimato, e segundo ela, não fizeram nada, não cumpriram nenhum dos dois. E ficou quase um ano exposta aos irmãos malucos aí, que ela tinha denunciado, sem apoio institucional, sem conseguir trabalhar, e hoje ela tá num relacionamento novo, segundo consta. Diz que o namorado atual é gentil.
E o Tony Parsons tinha 63 anos, era avô, tinha acabado de vencer um câncer e saiu pra pedalar na noite para ajudar outras pessoas com a mesma doença. Ele tava vivo no acostamento daquela estrada. Sobreviveu entre 20 e 30 minutos depois de ser atropelado. E os dois homens, que podiam ter salvado ele com um telefonema, escolheram fugir e voltar com uma caminhonete diferente, só pra esconder a merda que fizeram. Pegar o corpo e enterrar num buraco de carcaça de animal.
E aí, como eu falei antes lá, é incrível como o acaso atuou no desenrolar, na resolução do caso, mas também nas conexões, nos elos da corrente criminal, porque, pensa, essa mulher vai lá, abre o Tinder, encontra o cara que tinha feito uma merda dessas.
Se apaixona por ele. Aí pede pra ele falar aos podres dele. Sem fazer a menor... O que ela ia esperar, né? Não, eu... Sei lá. Eu toquei a campainha do vizinho e saí correndo. É, ela foi muito forte, né? De pensar que ela corria todo dia por cima ali daquele corpo, né? Sem saber que...
Foi ela que desvendou. Ela queria desvendar tudo ali depois. E se esse caso não dá um roteiro de filme... Aliás, tem filmes já que parece com isso daí, né? Lembram que a gente assistiu, que é espanhol? Que o cara atropela alguém numa estrada? Ah, não fala. É, então. Um contratempo, né? Um contratempo. Nossa, muito bom esse filme. Muito top. Assistam, fica a dica aí.
É isso aí, galera. Você já conhecia essa história? Se não, comenta aqui pra mim o que você achou. Eu achei fantástico. Acho que merecia um filme essa história. Então é uma homenagem pra uma mulher que foi abandonada do sistema lá, aparentemente. Mas eu não vi a série. Pra ela e pro Tony, né? Não vi a série ainda, mas parece interessante. Mas pra quem já viu o nosso vídeo, não precisa... Já tá aqui.
Mas é isso, galera. Não se esqueçam, utiliza o nosso cupom lá no site da Ema. 60% off, mais as condições especiais do cupom. Então, assim, imperdível, né? Presentei sua mamãe aí com um presente inesquecível que ela vai amar. Isso, das mães, aproveita. Vou presentear quem você quiser. Aproveita que está um preço, assim, imperdível. Fechou? É isso. Agradeço imensamente a sua companhia. Muito obrigado pela parceria, pela collab presencial. Se eu faço collab virtual, presencial é da hora. É isso aí.
É nóis. Beijo da Ruiva. Beijo do Ruivo. Até o próximo episódio.
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