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A Perturbadora História Real de Louise Porton

04 de março de 202626min
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📌 Caso Louise Porton-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br📲 Me acompanhe nas redes sociais: @eusoumarcoscampos-------⚠️ Aviso importante:Todo o conteúdo deste canal é baseado em informações públicas, investigações oficiais e reportagens jornalísticas. O objetivo é informar, refletir e promover debates construtivos — sempre com respeito às vítimas, às famílias e à complexidade dos fatos apresentados.

Assuntos8
  • Segurança OperacionalPesquisas na internet sobre como crianças morrem · Mensagens ativas em aplicativos de relacionamento durante crises · Histórico de navegação comprometedor · Registros de câmera de segurança · Análise de comunicações com contatos
  • Padrão de Comportamento Materno AnormalAtividade em redes sociais e apps de namoro durante crises médicas · Falta de sinais de luto após morte de Lexi · Ausência de empatia e comportamento desapegado · Priorização de vida social sobre responsabilidades maternas · Comentário sinistro sobre próxima filha durante velório
  • Morte de Personalidades NotáveisÓbito 18 dias após morte de Lexi · Marcas de estrangulamento no pescoço · Explicação falsa da mãe sobre asfixia na cadeirinha · Mensagens pedindo dinheiro antes de chamar ambulância · Evidências de morte anterior à ligação de emergência
  • Morte de CelebridadesPrimeiro episódio respiratório no hospital (2 de janeiro de 2018) · Segundo episódio respiratório e óbito (4 de janeiro de 2018) · Comportamento suspeito da mãe durante internação · Falta de diagnóstico claro para as paradas respiratórias · Pesquisas da mãe sobre sintomas de convulsões
  • Atividades IlícitasTrabalho sexual informal em aplicativos de namoro · Recebimento de clientes em casa com crianças presentes · Troca de fotos íntimas por dinheiro · Falsificação de identidade profissional como modelo fotográfica · Exposição de menores a ambiente de risco
  • Poder JudiciárioFalta de acompanhamento de serviços sociais · Sinais ignorados pela comunidade · Ausência de intervenção preventiva · Responsabilidade coletiva de vizinhos e autoridades · Detecção tardia de risco
  • História pessoal e trajetóriaInfância problemática e comportamento agressivo · Dificuldades na escola e conflitos com autoridade · Padrão de manipulação desde adolescência · Uso de sedução como ferramenta de obtenção de vantagens · Dupla personalidade (versão dócil vs. agressiva)
  • Cenários de ConflitoSuicídio da avó das meninas · Culpa e tormento mental da avó · Impacto emocional na família · Consequências de longo prazo
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Era 4 de janeiro de 2018, dentro de um hospital na cidade de Rugby, na Inglaterra. Uma situação confusa se desenrolava ao mesmo tempo, mas em lugares diferentes. Em uma das salas do pronto atendimento, médicos e paramédicos tentavam entender por que uma criança de apenas 3 anos tinha chegado ali com sérias dificuldades para respirar. O quadro era muito grave e inesperado também. E naquele momento, sem uma causa clara ainda.

Ali, no banheiro do hospital, tinha uma mulher também que estava parada na frente do espelho, com o celular na mão, ela ajeitava o cabelo, testava alguns ângulos e ficava tirando fotos. Fotos bem íntimas, eu diria. Imagens que não tinham nada a ver com o hospital, com alguma doença ou algum tipo de emergência. Ela parecia só estar ali. Eram fotos pessoais, como eu disse, íntimas. E ela mandava para algumas pessoas.

ao mesmo tempo, sem que uma parecesse interferir na outra. Do lado de fora, ninguém via nada de estranho. Médicos faziam seu trabalho, protocolos eram seguidos, uma mãe aguardava dentro do hospital, a criança que estava passando por aquele atendimento se chamava Lexi. E depois de minutos de tensão, os médicos conseguiram reverter o quadro da menininha. A Lexi sobreviveu, mesmo sem entender exatamente o que havia provocado aquela parada respiratória tão severa,

conseguiu estabilizar a criança, mas sem diagnóstico conclusivo. Pouco tempo depois, Alexi recebeu alta e voltou pra casa então. O episódio ficou registrado como um susto apenas. Um caso estranho, mas encerrado. Pelo menos, era isso que todos acreditavam naquele momento. Sou Marcos Campos, sejam todos bem-vindos. E essa história começa com uma pergunta simples até. O que realmente estava acontecendo naquele hospital naquele dia?

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Se puder, deixe um comentário, nem que seja um emoji. Recados dados, vamos aos fatos. Depois de sobreviver àquele episódio lá no hospital, Alexi voltou pra casa com a mãe dela. Tudo de boa. Os médicos ainda não tinham ali uma explicação definitiva como a gente viu. O que eles sabiam é que a criança havia apresentado um quadro respiratório bem grave. Grave demais pra alguém tão pequenininha assim. Mas não tinha ali sinais claros de alguma infecção, doença crônica. E o caso acabou sendo tratado como algo pontual.

susto realmente. Só que aquele não tinha sido o primeiro susto. Dois dias antes, no dia 2 de janeiro, Alex já havia sido levada ao hospital pela própria mãe com sintomas muito parecidos. Dificuldade pra respirar, mal estar, algo que claramente não era normal. E naquele momento, ninguém desconfiava de nada. Afinal de contas, crianças adoecem, não é? Crises acontecem e mães procuram ajuda médica como a mãe daquela criança estava fazendo. Pelo menos é assim que deveria

Mas o que ninguém sabia no hospital é que enquanto os médicos tentavam entender o que estava acontecendo com a filha, aquela mãe levava uma vida paralela, bastante ativa no... Acho que vocês já ligaram os pontos, não é? No celular, aplicativos de namoro, conversas com algumas pessoas, alguns homens, troca constante de mensagens, fotos, respostas.

parava enquanto a filha estava internada no hospital, passando pelo atendimento emergencial. No próprio 4 de janeiro, aquele episódio que eu abri o relato de hoje, enquanto Alex estava lá entre a vida e a morte, os médicos não sabiam o que estava acontecendo, a mãe estava lá no banheiro. Pois é, aquela mulher que estava lá na frente do espelho tirando fotos, fotos íntimas em poses assim, né? E mandava aí para as pessoas, para os contatos dela.

Tudo isso em troca de grana. Não satisfeita então, ela ainda passou o número de telefone para

um segurança do hospital. Vai vendo. Durante aquele mesmo período, ela trocou 87 mensagens com esse homem. O assunto, negócios, era como se duas realidades paralelas estivessem ali coexistindo. De um lado, médicos exaustos tentando salvar aquela criancinha e do outro, uma mulher que estava tratando tudo ali como se fosse apenas mais um dia comum na vida dela. Mesmo assim, Lexi teve alta de novo. Voltou pra casa e por um breve momento a história parecia ter acabado ali.

Ou seja, só pra fechar o entendimento aqui, no dia 4 de janeiro já era a segunda vez que ela estava passando lá, tá? Mas, como eu poderia dizer aqui, previsivelmente a coisa não acabou aí, não é? Cerca de duas semanas depois, a mãe ligou novamente pro serviço de emergência do Reino Unido. Do outro lado da linha, a atendente perguntou sobre o estado da criança, se ela estava respirando, e a resposta foi direta e seca. Fria, eu diria. Não.

Quando a ambulância chegou à casa, não havia mais nada que pudesse ser feito. A Lexi já estava sem vida. O corpo da menina estava gelado, o que indicava que a morte não tinha sido recente, já fazia um tempo que ela estava ali. Mesmo assim, a mãe não parecia desesperada, nem em choque, nem inconsolável. Muito pelo contrário. No dia seguinte à morte da filhinha,

Ela aceitou 41 pedidos de amizade em um aplicativo de namoro. Passou horas conversando com um homem em outro aplicativo. Naquela mesma noite, marcou até um encontro com um cara chamado Leon. As mensagens estavam todas lá, tá? Registradas para a investigação depois. Datadas. Disponíveis para serem lidas. Em uma delas, enquanto conversava casualmente sobre tatuagens, ela escreveu para um homem o seguinte. Minha filha faleceu ontem.

Sem uma entonação de tristeza, sem um contexto, sem uma pausa, sabe? Não era meio que eu tô tentando seguir em frente, mas totalmente estraçalhada. Era meio que só tipo, ah, minha filha morreu esses dias aí, vida que segue. Qualquer pessoa minimamente humana entende o que é o luto, não é? E a gente sabe que o luto pra cada pessoa acontece de uma forma, mas quando você fala de perder uma criança de 3 anos, pensa aí comigo, quem já perdeu um animalzinho,

de estimação não fica totalmente impactado, triste ali naquela semana, naquele mês. Salvo, claro, se a gente estiver falando de alguém completamente incapaz de sentir qualquer coisa, não é empatia. Infelizmente, Lexi não era a única criança naquela casa. 18 dias depois de tudo isso, uma nova tragédia aconteceria. E dessa vez, não haveria segunda chance. Até aquele ponto da história, o que as autoridades viam era uma sequência de eventos insólitos.

estranhos, uma criança que quase morreu, uma morte repentina, um comportamento materno que simplesmente não combinava com toda aquela situação, mas pra entender melhor o que estava acontecendo, era preciso voltar alguns anos no tempo, entender quem era aquela mulher. A Louise Porton nasceu em 1996 e ela cresceu em uma família que pelo menos à primeira vista parecia bem comum, nada de extremo assim, nada que pelo menos foi registrado como algo que pudesse chamar atenção, mas desde

. . . .

que havia hierarquia ali, meio que rompia isso. Atrelado a tudo isso, tinha também o baixo rendimento escolar e há também lembranças de pequenos furtos dentro da própria família, principalmente na casa da avó dela. Relatos de agressões contra outras crianças, como primos, quando não havia adultos por perto. A Louise também costumava se isolar com frequência, havia sempre a sensação de que ela estava, sei lá, tramando alguma coisa, sabe? Não era algo que alguém pudesse explicar direito, era uma percepção.

Uma percepção que incomodava as pessoas. Claro que tudo isso veio à tona depois, não é? Aqui eu estou apresentando a biografia dela, conforme a percepção depois dos fatos criminais aqui narrados. Mas acho que deu para entender, não é? Ao mesmo tempo, existia também uma outra Louise, tá? Uma versão completamente diferente dessa, que surgia dependendo da situação e principalmente da conveniência da situação. Essa face mais dócil foi descrita principalmente pela mãe dela e também por uma das irmãs.

mas também por pessoas que conviveram com ela anos depois. Vizinhos, clientes, o pai das crianças e até a proprietária do imóvel onde ela estava morando. A Louise sabia se apresentar como boazinha se ela quisesse, saca? Saber agradar, saber dizer exatamente o que o outro quer ouvir, ou aquele camaleão que a gente já viu aqui algumas vezes. E ainda muito jovem, ela percebeu algo importante para a cabeça dela, o poder que ela exercia sobre os homens. Ainda na adolescência, a Louise começou a usar a própria imagem

A sedução, então, virou meio que a moeda de troca dela. Como o canto de uma sereia, eu diria, ela atraía homens e extraía deles algum tipo de vantagem, normalmente financeira, claro. Emocional também, até material. As redes sociais se tornaram, então, o seu palco principal. E aqui cabe até um trocadilho, de repente, ela pescava homens nas redes sociais, se é que vocês me entendem. Bom, aplicativos de namoro, como Me Too, Badoo, eram usados com frequência.

as fontes do caso, eram esses aplicativos que ela estava usando lá no banheiro do hospital, nos dias de luto após o falecimento da menininha. Para alguns contatos, tudo ficava no virtual, fotos nuas que ela enviava em troca de grana. Já para outros, o contato era mais real, mais físico. A Louise também fazia programas. Em algumas ocasiões, ela recebia clientes dentro da casa dela. E o detalhe aqui é que nessa época, ela já era mãe e fazia isso com as duas crianças

dentro daquele ambiente. E aqui vale até um disclaimer também além disso, porque, né, às vezes a pessoa é um desavisado, escuta, aí já começa a falar a mandioca aí nos comentários. Preconceituoso, aí tá falando da mulher que tava se envolvendo com homens. Caramba, olha toda a contextualização. Ela não fala o que quer da sua vida, tô me lixando pra isso. A gente tá falando de um contexto aqui, onde duas crianças pequenininhas estavam sendo descanteadas, sendo mortas ali por essa mulher. Então não é mulher, é a manifestação do maligno na Terra.

Me perdoa a franqueza aqui, mas é isso que eu penso. Entendeu? Sei lá, não era nem pra ter namorado pra fazer as crianças, mas já que fez, tem pelo menos um pouquinho de humanidade, se é que consegue resgatá-la do fundo dessa lama que deve existir dentro da alma dessa pessoa. E, sei lá, coloca pra adoção as crianças. Mas acho que era tão ruim que devia ter até preguiça de ir atrás da burocracia, né? Tem que fazer esse disclaimer. Por incrível que pareça, pra algumas pessoas é preciso fazer, viu?

Você não descontextualiza, porque falou a palavra que está ali dentro da cartilha. Ai, que preconceituoso. Pelo amor de santo Deus. Qualquer pessoa minimamente consciente entende que levar desconhecidos para dentro de casa já gera um perigo para os pequenos. Ainda mais pessoas que você fez contato pela internet, está rolando uma negociação, a pessoa entra lá. Enfim, bastante perigo para os bebês praticamente lá dentro de casa.

Muito longe para imaginar o tipo de gente que pode se aproveitar de uma situação assim, não é galera? Em muitos momentos, a Louise se apresentava como um modelo fotográfico. Não há registros de trabalhos profissionais nesse sentido, no entanto. E é provável que esse título fosse usado apenas para suavizar o que de fato ela estava fazendo. Ela ia atrair talvez novos clientes. Foi nesse contexto que ela conheceu um homem chamado Chris Draper. Eles se envolveram, a Louise engravidou dele.

O relacionamento, o que tudo indica, não era estável. E poucos meses depois do nascimento da Lex, a Louise engravidou novamente. Nessa altura aí, a convivência com o Chris já estava bem desgastada. E ela acabou deixando o cara, se mudou para uma cidade distante, cerca mais ou menos de 55 quilômetros, quando a segunda bebê acabou nascendo. E algo chamou atenção aí, tá? A menina foi registrada com o sobrenome de um outro homem, não o do Chris. Assim, a caçula passou a se chamar Scarlett Volgan.

Draper, após a separação, a Louise cortou completamente o contato com ele e o contato que ele tinha com as filhas. Ele então não conseguiu acompanhar o crescimento da Lex, nunca chegou a conhecer a Scarlett pessoalmente. E não há muitos detalhes públicos sobre disputas legais, tá? Pensão, visitas, essas coisas que envolvem aí quando os pais se separam, né? Coisa de guarda. O fato é que a Louise ficou sozinha com as duas crianças. E nós chegamos então no início de 2018, quando ela tinha 22 anos de idade.

Duas meninas muito pequenas, a Lexi com 3 anos e a Scarlett com apenas um ano e meio. Elas viviam em um pequeno imóvel que era alugado, um lugar onde esporadicamente a Louise, como a gente viu, trabalhava, tanto recebendo as pessoas lá quanto fazendo as suas fotos. E foi dentro desse cenário de instabilidade, eu diria, de uma vida paralela, que a segunda tragédia aconteceu. Como eu disse, 18 dias depois de tudo que aconteceu com a Lexi,

intervalo, galera, entre a morte da Alex, três aninhos, e a nova tragédia dentro daquela casa. Durante esse período, nada indicava que a Luísa estivesse vivendo o luto. Pelo menos, não do jeito mais normal, diria que todo mundo reconhece. Ela seguia ativa nas redes sociais, conversava com os clientes dela, marcava encontros, mantinha a rotina. Era como se a ausência da filha não tivesse deixado um vazio nela, um machucado. Então, no dia 1º de fevereiro de 2018, foi a vez da Scarlett. Naquela noite, a Luísa fez uma ligação

pedindo ajuda médica. A ligação foi atendida, gravada, como manda o protocolo. Do outro lado da linha, ela explicou que a bebê de 18 meses não estava muito bem. Mas em nenhum momento ela demonstrou urgência no caso. Ela disse inclusive que a situação não parecia grave. Mas a ambulância foi, chegou em menos de 10 minutos. E quando os socorristas entraram lá na casa, eles encontraram a Scarlett sem vida. E mais uma vez, algo não fechava nessa história.

O corpo da criança estava muito frio. Os sinais indicavam que a morte havia ocorrido já bem antes da ligação.

Não era uma situação em que a criança tinha parado de respirar assim e a mãe, desesperada, ligou para o socorro. Os médicos também notaram marcas arrocheadas no pescoço da bebê. Indícios consistentes com estrangulamento manual, não é? A explicação para isso que a Louise deu foi outra. Ela afirmou que havia colocado a Scarlett na cadeirinha de segurança do carro para levá-la até o hospital e que a criança teria morrido por asfixia por causa da posição do pescoço.

Uma versão que, convenientemente, tentava mostrar iniciativa em buscar ajuda, não é?

Mas os achados médicos não sustentavam essa narrativa aí que, né, convenhamos. Além disso, imagens de câmeras de segurança de poucas horas antes mostravam a Scarlett andando, correndo. Isso tudo estava acontecendo na entrada do prédio. Nada é compatível com uma criança gravemente doente, como a Louise também alegou. Dois episódios semelhantes, não é? Duas mortes em menos de 20 dias, duas crianças pequenas sem histórico de doenças graves.

no mesmo lugar, mas duas vezes do mesmo jeito. Seria coincidência? Foi a morte da Scarlett que fez tudo mudar nessa história. Naquele momento, os registros hospitalares anteriores, especialmente os dos atendimentos da Lexi nos dias 2 e 4 de janeiro, voltaram para o centro da discussão. As dúvidas começaram a incomodar, né? E pela primeira vez, a hipótese de causas naturais começou a perder força. As autoridades perceberam que se não havia uma doença, uma síndrome, uma queda, um acidente ambiental,

E ficasse aquelas mortes, o que sobrava eram fatores externos causados por alguém. A partir dali, a investigação policial foi oficialmente iniciada. Com a abertura oficial da investigação, os detetives passaram a fazer aquilo que hoje é inevitável em qualquer caso criminal, não é? Voltar no tempo por meio das pegadas digitais. Celular, computador, histórico de navegação, mensagens, etc, etc, etc. E foi aí que a versão da Louise começou a ruir. A versão dela que já não era, digamos,

muito assim, sustentável, acabou de ruir de vez. Primeiro, os investigadores revisitaram os atendimentos médicos da Lexi, lá em janeiro. Naquela época, a Luísia havia dito aos médicos que a filha sofria de convulsões. Essa informação foi decisiva para direcionar o diagnóstico. O problema é que, antes desses atendimentos, a Luísia havia pesquisado na internet exatamente sobre isso. Por exemplo, quais as possíveis causas para uma criança pequena parar de respirar?

Convulsões estavam entre os resultados. Ou seja, quando os médicos perguntaram sobre os sintomas,

respondeu aquilo que ela já tinha pesquisado, já estava preparada para responder. As pesquisas continuaram, tá? No celular dela foram encontradas buscas sobre quanto tempo um corpo leva para esfriar após a morte, em que intervalo a reanimação ainda pode ser eficaz, afogamentos em crianças, medicamentos capazes de causar morte infantil. Caramba, né? Buscas, assim, completamente insólitas, mórbidas. Enquanto isso, durante o período em que a Alexia ainda estava viva, internada lá no hospital, a Louise,

estava enviando mensagens para familiares dizendo que, segundo os médicos, a filha iria morrer. E essa informação nunca foi confirmada por nenhum médico já no julgamento dela depois. Ela anunciava uma morte que ainda não tinha acontecido. As mensagens trocadas após a morte da Lex também chamavam atenção. Como a gente viu, no dia seguinte ao óbito, a Louise estava ativa em aplicativos de namoro, aceitando dezenas de pedidos de amizade, conversando com os caras da cliente dela. Mas houve também algo ainda mais grave.

dentro da casa funerária, a Louise foi vista rindo e conversando em uma chamada de vídeo com um homem. Em determinado momento, ela chegou a dizer que Scarlett seria a próxima. Vai vendo. Uma frase que assim, né? Convenhamos, né galera? Não tem justificativa pra dizer um negócio desse, não é? No caso da morte da Scarlett, os rastros digitais foram ainda mais comprometedores, por incrível que pareça. Na noite em que a bebezinha morreu, a Louise trocou mensagens com um cara chamado Patrick.

9h22 da noite. Ela escreveu pedindo 30 libras para abastecer o carro para poder levar a filha ao hospital. Ela prometeu devolver o dinheiro depois de algum tempo. Em pouco mais de um minuto, ela enviou mais sete mensagens dizendo que a Scarlett não estava bem e que estava perdendo outro bebê. Então, às 9h24, o Patrick respondeu de forma bem direta. Disse para ela não perder tempo e chamar uma ambulância. Ela chamou, como a gente viu, mas já era tarde demais. A impressão é que o pedido de ajuda nunca foi prioridade.

Com o avanço da investigação, testemunhas começaram então a ser ouvidas sobre tudo isso. A primeira delas foi a própria mãe das crianças. E agora, não mais só como testemunha, mas também como suspeita. A irmã da Louise também, a Sharon, tia das meninas, revelou em mensagens de texto que a Louise costumava deixar as crianças sozinhas, trancadas em casa, para sair e se divertir. Segundo ela, muitas vezes ela foi explorada para cuidar das crianças até ajudar financeiramente também as sobrinhas.

A secretária do imóvel onde a Louise morava com as filhas, e era vizinha ali também da região, foi ouvida pela polícia. Ela afirmou que cuidou das crianças em várias ocasiões em que a Louise demonstrava pouco interesse pra ser mais erudito aqui, tá? Essa vizinha disse inclusive que quando a vizinha ia lá pra cuidar das crianças, a Louise meio que parecia aliviada de se livrar da responsabilidade materna, saca? Algumas pessoas disseram que aparentemente as crianças pareciam felizes até, bem cuidadas apesar de tudo isso.

legistas, contaram uma história diferente. Durante as necropsias, foram identificados ferimentos nos corpos da Lexi e também da Scarlett, lesões que indicavam que ambas poderiam ter sido agredidas em outras ocasiões. Os médicos foram cautelosos, não afirmaram com certeza total a origem daqueles ferimentos. Por isso a Louise não foi formalmente acusada de agressões anteriores. Mas aqui entre nós, galera, quem é capaz de matar dois filhos indefesos?

Não seria capaz de machucá-los? Bom, com tudo isso reunido então, mensagens, pesquisas, laudos, testemunhos,

o quebra-cabeça desse caso começava a se fechar, não é? E o que antes parecia só uma sequência de tragédias inexplicáveis, agora apontava meio que com certeza para algo muito mais sombrio. Meses depois das mortes de Lex e Scarlett, o caso chegou aos tribunais. O julgamento da Louise Porton começou em dezembro de 2019. Ele durou cerca de cinco semanas. Foi amplamente acompanhado pela imprensa britânica e chocou, claro, a opinião pública. No tribunal, a sequência cronológica dos acontecimentos,

foi minuciosamente reconstruída. Os promotores apresentaram um caso bem sólido, baseado em provas materiais, registros médicos, laudos periciais, depoimentos de diversas testemunhas, principalmente médicos e legistas, mas o conjunto de provas mais devastador foi produzido pela própria ré. As pesquisas na internet, as mensagens, as atividades constantes em redes sociais e aplicativos de relacionamento. Antes, durante e depois, o comportamento. Para quem convivia com a Louise,

Ficou evidente, ela nunca aceitou a maternidade. Ela queria sempre ser livre. Livre para sair, se relacionar, manter encontros casuais, ganhar dinheiro e viver sem amarras. Nesse contexto, as filhas não eram vistas como uma preciosidade, um bem maior, como prioridade na vida dela, e sim como um obstáculo que, de alguma forma, comprometia tudo o que a Louise queria fazer e ela precisava tirar isso do caminho dela. Assim, o júri, como não podia ser diferente, foi unânime.

A sociedade britânica se perguntou como algo assim tão asqueroso pôde acontecer sem que ninguém tivesse notado pelo menos o suficiente pra impedir. Como uma mãe que estava vivendo sozinha com as crianças, em condições

nunca entrou no radar de um serviço social, por exemplo, poderia de alguma forma identificar o risco e talvez prevenir o pior. Os sinais estavam lá, mas foram ignorados. A tragédia ainda teve um último desdobramento, tá? Porque em fevereiro de 2020, a mãe da Louise, a avó da Lexi e da Scarlett, foi encontrada sem vida. Ela tirou a própria vida dois anos depois da morte das netas. Segundo informações, ela vivia atormentada pela culpa e pela dor de não ter conseguido evitar

o que aconteceu. E é uma tristeza, né? Saber que essas reflexões são quase sufocantes mesmo, né? Depois que as coisas acontecem. Havia um pouco de tudo ali, né? Negligência dessa mãe, desdém, violência doméstica, falha no sistema. Talvez, quem sabe, responsabilidade coletiva ali, né? De pessoas próximas, amigos, vizinhos, parentes, até mesmo autoridades. Aquela história, né? Depois que o leite derramou na mesa, todo mundo enxerga, mas... E antes, não é?

Vamos ver a turbulência no copo. Louise Porton entrou para uma lista seleta de criminosos estudados pela psicologia e também pela criminologia. E ao contrário do que muitos imaginam, ela não apresentava nenhum transtorno mental grave que a impedisse de compreender a realidade ou a gravidade dos próprios atos. Ela sabia exatamente o que ela fazia. Muita crueldade, não é, galera? Muita maldade. Às vezes a gente fica tentando encontrar porquês, não é? Mas às vezes é só o mal pelo mal mesmo.

Ele existe em essência, não é explicável. Ele só tá lá, entendeu? Ele só tá lá. E quando a gente identifica, de alguma forma precisaria haver uma precaução, mas às vezes não dá tempo, né? Mas é ele, é o mal. Aqui talvez duas reflexões, né, que poderiam caber aqui, apesar de, né, eu achar que pra quem tira a vida de duas crianças, uma com um ano e meio, outra com três, toda uma vida, sem contar o lance kármico aí que vai carregar, né?

pessoas. Então, pra encerrar aqui, eu gostaria de pedir pra vocês comentarem aqui nesse episódio o que vocês pensam sobre pais que tiram a vida dos próprios filhos. Pode usar esse caso aí como referência. Comenta aqui pra mim o que vocês acham que seria uma questão justa. Aqui dá quase um livro de filosofia, não é? Mas comenta aí pra gente bater um papo. Esse foi o episódio de hoje. Agradeço imensamente sua companhia. Um beijo do Ruiz e até o próximo.

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