A Trágica História de Shanda Sharer | O Caso que Abalou a América
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⚠️ Aviso importante:Todo o conteúdo deste canal é baseado em informações públicas, investigações oficiais e reportagens jornalísticas. O objetivo é informar, refletir e promover debates construtivos — sempre com respeito às vítimas, às famílias e à complexidade dos fatos apresentados.
- Desaparecimento e Morte de Shanda SharerDesaparecimento em 10 de janeiro de 1992 · Descoberta do corpo carbonizado · Identificação pela análise dentária · Circunstâncias da morte · Investigação e Delação
- Tortura e ViolenciaAgressões físicas no carro · Tortura psicológica e ameaças · Abuso sexual · Queimadura do corpo · Morte por asfixia e queimaduras
- Sequência de Eventos da Noite do CrimeChegada das adolescentes à casa de Stephen Sharer · Recusa inicial de Shanda · Segundo convite já passada a meia-noite · Show de punk rock em cidade vizinha · Atividades sexuais de Hope e Tony com rapazes desconhecidos · Viagem até o Castelo da Bruxa · Ida para prédio abandonado · Violência progressiva · Transporte em porta-malas · Retorno à casa de Laurie · Limpeza e consumo de refrigerante · Despertar de Shanda e segunda facada · Saída para Kanan
- Motivação e Bem-estar PessoalRelacionamento de Melinda com Amanda · Amizade de Shanda com Amanda · Ódio e ciúmes de Melinda · Ameaças escritas de morte · Decisão dos pais de trocar Shanda de escola
- Perfil e História de Melinda LovelaceNascimento em 1975 · Pais: Marjorie e Larry Lovelace · Histórico familiar disfuncional · Pai veterano da Guerra do Vietnã com PTSD · Abuso sexual e violência doméstica · Perversão sexual do pai · Abandono do pai quando jovem · Transtorno de personalidade e tendências violentas
- Fatores Psicossociais e Influências NegativasPobreza e instabilidade econômica familiar · Violência doméstica repetida · Negligência parental · Abuso sexual infantil · Falta de supervisão de adultos · Fascínio pelo ocultismo · Uso presumido de drogas · Ausência de intervenção de sistemas de proteção · Falha de assistentes sociais
- Segurança OperacionalDescoberta do corpo por caçadores · Posicionamento sexualmente sugestivo do corpo · Queimadura de rosto e mãos · Identificação por registros dentários · Posição purgilística · Confissão de Hope Rippey e Tony Lawrence · Evidências forenses no local do crime · Rastreamento de roupas sujas de sangue · Recuperação de facas e outros instrumentos · Depoimentos confusos das testemunhas
- Planejamento CriminalMelinda como arquiteta do crime · Plano de dar um susto em Shanda · Ocultação dentro do veículo · Surpreesa com faca · Execução progressiva do plano · Transporte de materiais (gasolina) · Escolha de local isolado para queimar o corpo
- Perfil e História de Laurie TackettNascimento em 1974 em Indiana · Pais com crenças religiosas extremistas · Pai com duas condenações por crimes graves · Abuso sexual na infância · Tentativa de estrangulamento pela mãe · Diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline · Esquizofrenia · Automutilação e internação psiquiátrica · Fascinação pelo ocultismo
- Relacionamentos FamiliaresNascimento em 1979 em Pineville, Kentucky · Pais divorciados · Múltiplas mudanças de cidade · Remariage da mãe · Participação em atividades escolares: cheerleading, vôlei, softball, basquete · Escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro · Amizade com Amanda Heavrin · Esforço para se adaptar a novas situações
- Dinâmica de grupoSolidariedade e união entre as quatro · Influência de Melinda no grupo · Diferenças de participação no crime · Dinâmica de poder e controle · Papéis distintos: líderes vs. seguidoras
- Prisão e Julgamento de Larry LovelaceInvestigação dos crimes de Larry · Abuso sexual de crianças · Prisão em fevereiro de 1993 · Prescrição de crimes (5 anos em Indiana) · Libertação em junho de 1995 · Processo contra cadeia do condado de Floyd · Pedido de indenização de $39.000
- Perfil e História de Hope RippeyNascimento em 1976 · Pais divorciados e reconciliados · Turbulência doméstica · Automutilação · Amizade com Melinda e Laurie · Envolvimento menor no crime
- Atuação de Lucia na políticaConflito durou 20 anos (1955-1975) · Retorno de veteranos traumatizados · Transtorno de estresse pós-traumático · Impacto geracional na família Lovelace · Conexão entre trauma do pai e violência das filhas
- Perfil e História de Tony LawrenceNascimento em 1976 · Pai caldeireiro · Abuso sexual por parente aos 9 anos · Violência sexual por adolescente aos 14 · Automutilação e tentativa de suicídio · Múltiplos parceiros sexuais · Envolvimento menor no crime
A Xanda era só uma menina de 12 anos de idade tentando encontrar o lugar dela no mundo. Mas isso estava meio difícil para ela. Porque depois dos pais dela terem se divorciado, ela acompanhou a mãe em uma mudança de cidade e um novo casamento. Só que esse matrimônio também não deu certo, nem durou muito. Então após o segundo divórcio, mãe e filha, mais uma vez, fizeram as malas e colocaram os pés na estrada. Agora, para mais longe, para outro estado.
começar uma nova vida em uma nova casa, vizinhança, escola. O que a mãe esperava dela então era não reclamar, ter bom comportamento, bom desempenho, engolir o choro e estar aberta para novas amizades. Assim, foi o que ela fez na noite do dia 10 de janeiro de 1992, quando ela aceitou dar um rolê, uma voltinha de carro com algumas adolescentes mais velhas do que ela. Obviamente que a Xanda não desconfiava que o destino desse passeio
seria o inferno e que uma das passageiras não retornaria viva. Eu sou Marcos Campos, sejam todos muito bem-vindos. Você já sabe, mas não custa lembrar. Toda semana, três episódios aqui, segunda, quarta e sexta. Ativa o seu sininho para não perder. Se puder, se torne membro aqui do canal. Galera, vocês já pararam para pensar que no dia a dia a gente acaba sempre usando a mesma peça de roupa ou as mesmas. Tem umas preferidas ali.
A gente abre o guarda-roupa, dá uma olhada, procura, procura, procura e pega aquela de sempre, não é? Por quê? Tem uma lógica nisso aí.
Porque funciona, é confortável, tem caimento legal, a gente cria uma identificação ali e acaba sendo a peça preferida, não é? E é pensando justamente nisso que eu acredito que é algo em comum entre muitas pessoas que surge a proposta da Insider. Você não precisa ter um monte de roupa, você precisa ter, na verdade, as roupas certas, o tal guarda-roupas inteligente, saca? A peça que eu estou usando aqui hoje, por exemplo, é uma Halo Game Changer.
Essa daqui é preta porque eu acho que combina muito aqui com o meu cenário, mas eu tenho outras cores também, tá?
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E seja feliz. Recados dados, vamos aos fatos. Bom, para entender como essa história aqui terminou em tamanha brutalidade, a gente precisa olhar um pouco para o que começou décadas antes, muito longe daquela noite de janeiro de 92. A Guerra do Vietnã, galera, foi um conflito sangrento que durou cerca de 20 anos entre 55 e 75 e deixou muitas marcas. Sabe aquele lance lá de estresse pós-traumático?
Então, nesse episódio entram lances totalmente bizarros da vida de um ex-combatente e nós nos questionamos se os horrores dessa guerra foram os responsáveis pelos acontecimentos de 1992 que atingiram a personagem central desse episódio, a Shanda, como se os elos de uma grande corrente criminal se alongassem no tempo e no espaço.
vai chegar nessa parte aí da história. Pra que ninguém fique perdido, então, vamos prosseguir aqui com a nossa personagem inicial, a Shanda Renee Shatter, 12 anos de idade, filha de pais divorciados e que costumava passar os finais de semana na casa do pai, o Stephen Shatter, lá em Madison, Indiana. Lembrando que a garota que nasceu em 1979 em Pineville, no Kentucky, tinha acompanhado a mãe, a Jacqueline, pra viver em Louisville e depois,
Em 1991, as duas haviam novamente se mudado para a cidade de New Albany, na Indiana. Foi lá em New Albany, onde a Shanda morava naquele momento, que todos os acontecimentos centrais dessa história se desenrolaram. Na escola, por onde ela passou, a garota participou dos times de líderes de torcida, vôlei, softball. Na época dos acontecimentos, ela estudava na escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e fazia parte do time de basquete feminino de lá.
pessoal para tudo dar certo. Assim, no dia 10 de janeiro de 1992, pouco antes de escurecer, um carro parou na porta da casa do Sr. Stephen Shatter. No veículo, estavam quatro adolescentes que procuravam a Xanda e se apresentaram como amigas de Amanda Hervey, uma garota da escola que era amiga da Xanda. A proposta era que todas elas dessem uma volta de carro para se encontrarem com a tal Amanda
como Castelo da Bruxa, que era uma casa de pedra em ruínas, localizada em uma colina isolada, com vista para o rio Ohio. E eu acho, galera, que nem preciso dizer que essa proposta por si só já soa bem insólita, esquisita, não é? Talvez até poderia dizer aqui uma cena clichê de que vai dar ruim de um filme de terror, saca? Um monte de jovens, uma floresta, talvez ali um ambiente perfeito pra um assassino, um maluco matador aí aparecer, acabar com a vida de todo mundo, não é?
não ficou entusiasmada com a programação. Ela disse que não, que tinha uma festa pra ir, mas sugeriu que as meninas voltassem mais tarde, lá por volta da meia-noite. Talvez fosse uma desculpinha, né? Pra não ficar chato. E aqui a gente não sabe com certeza o que aconteceu, tá, galera? O que aconteceu, na verdade, é que naquela noite, o pai e a madrasta da Xanda foram dormir e permitiram que ela ficasse no andar de baixo da casa assistindo televisão. A menina estava só com 12 anos de idade,
quando tudo aconteceu. Mas meia-noite, as cinderelas dos satanás retornaram e o convite continuava em pé. Pois é, a tal Amanda ainda estava no castelo da bruxa esperando pela galera. Então a Xanda trocou de roupa e saiu com as meninas. Uma aventura noturna, como vocês podem imaginar ou adivinhar, foi ela que jamais retornou desse passeio. Seus pais, o Stephen e a Jacqueline Walgett, relataram o seu desaparecimento no dia seguinte,
o almoço, por volta das 15 para as 2 da tarde. Na verdade, no começo daquele dia, quando o pai e a madrasta perceberam a ausência da garota, eles seguiram o mesmo roteiro de sempre, de telefonar para os amigos, parentes, colegas, depois informar para a mãe da menina sobre a misteriosa e inesperada ausência dela e finalmente comunicar o caso à polícia. Assim, sem outra opção, pai e mãe se encontraram e registraram um boletim de ocorrência de pessoa desaparecida. Lá, junto do
xerife do condado de Clark. Não consta, mas é bem provável que no levantamento inicial de informações, o pai tivesse relatado a visita das tais adolescentes desconhecidas, com aquele suposto convite pra darem um rolê. Mas, que a Xanda tinha recusado. Era importante saber também que, de qualquer maneira, eles não ouviram nada, não viram nada e desconheciam outros detalhes sobre a saída da menina. Que deve ter acontecido, como a gente percebeu aí, quando os pais,
Na verdade, o pai e a madrasta tinham ido dormir e as meninas retornaram. O ponto aqui, galera, e um dos elos dessa corrente é que a Xanda não queria ir. Muito provavelmente ela deu aquela desculpa mesmo lá no começo. Mas, como eu dei uma zoada aí, né? As cinderelas do capeta voltaram. Por quê? Por que será, né? É o que a gente vai ver agora. O que é importante saber nesse ponto, no começo da investigação, é que não tinha sinal de entrada forçada nem violência lá na casa, tá? Lamentavelmente, então, mais tarde, naquele mesmo dia,
11 de janeiro de 92, dois caçadores que estavam andando ali por uma área isolada encontraram o corpo da menina. Os restos mortais estavam em um campo próximo a uma estrada de terra. O estado do cadáver e os detalhes posteriormente revelados pelo laudo do médico legista seriam parte de um dos relatos mais assustadores dos Estados Unidos. Uma constatação do declínio real da humanidade. Foram os irmãos Don e Ralph Folly que avistaram o cadáver na beira da estrada.
Inicialmente, eles pensaram que fosse algum tipo de manequim, mas ao saírem do veículo e se aproximarem, eles perceberam que se tratava mesmo claramente de um corpo carbonizado, possivelmente de uma criança. Eles ligaram para a polícia imediatamente por volta das 5 para as 11 daquele dia e foram instruídos a retornar ao local e esperarem lá até a chegada dos policiais. E quem estava disponível nesse momento era um guarda rodoviário estadual e o xerife do condado de Jefferson.
de detetives, os homens iniciaram uma investigação, coletando evidências forenses naquele local que parecia ser a cena de um crime. E galera, eles estavam bem chocados inicialmente, tá? E eles também inicialmente suspeitaram de uma negociação de drogas, ou seja, um crime cometido por bandidos profissionais, pois eles não acreditavam que moradores locais pudessem ser responsáveis pelo que estava ali diante dos olhos deles. O cadáver estava posicionado de forma sexualmente sugestiva,
O rosto e as mãos da vítima tinham sido queimados numa tentativa de torná-la irreconhecível, claro, não identificável, não é? Ela estava ali também com os braços estendidos e os punhos cerrados, numa posição conhecida como pugilística, que é uma característica da contração dos músculos devido ao calor, um resultado da morte por queimadura. Os detetives obtiveram registros dentários que identificaram positivamente a menina, que tinha sido reportada como desaparecida.
Shanna Renee Shatter como sendo vítima daquele caso completamente perturbador. A polícia precisava saber quais tinham sido os últimos passos da garota na noite anterior para desvendar o crime brutal. Porém, não houve necessidade de trabalho investigativo. Uma vez que duas adolescentes entraram em uma delegacia às 8h20 do mesmo dia, acompanhadas dos seus respectivos pais, já era noite, não é? Então elas contaram o que havia ocorrido.
Foram Hope Anna Rippey, de 15 anos, e Tony Lawrence, de 15 anos também. Elas disseram que estiveram presentes, porém, que as envolvidas ou responsáveis pelo homicídio seriam outras duas adolescentes. Melinda Lovelias, de 16, a caçula de três filhas de Marjorie e Larry Lovelies. E também Marie Laurine, ou Laurie Tackett, de 17 anos, filha de um homem com duas condenações por crimes graves. Vai vendo.
atoras ou testemunhas, a Hope e a Tony, deram declarações muito confusas, mas identificando a vítima como Shanda, nomeando as responsáveis ou possíveis responsáveis pelo assassinato, não é? E descrevendo os principais eventos da noite anterior da melhor maneira que elas conseguiram. Essas quatro mocinhas, Hope, Tony, Melinda e Lauri, eram as ocupantes do veículo que estacionou lá na porta da casa do pai da Shanda, lembra? Pois é.
que insistiram pra que a Xanda saísse com elas e fosse dar um rolê lá no tal castelo da bruxa. A partir daqui, a dinâmica entre elas muda completamente. Nem todas terão o mesmo papel no que está prestes a acontecer, ok? Cada detalhe dessa história aqui, dessa noite, é bem repugnante e poderia ser um elemento de ficção mesmo de um filme de terror slasher. Olha só, pra começar, naquele intervalo entre a primeira abordagem e o momento perto da meia-noite,
dela, né? Entrar nesse carro aí com essas garotas. Elas ficaram rodando, fazendo hora ali perto da casa da futura vítima, tá? Sabe de tocar e ali dando uma olhada? Pois é. Depois elas foram até uma cidade vizinha ali de Louisville, assistiram a um show de punk rock, mas a Tony e a Hope rapidamente perderam o interesse na música e foram para o estacionamento do lado de fora, onde estava acontecendo isso aí. Onde elas supostamente teriam se envolvido em atividades sexuais com dois garotos desconhecidos. E essa
é que não tem nada a ver com o caso, mas mostra pra gente um comportamento completamente tranquilo, como se a vida estivesse correndo ali normalmente. O que eu quero dizer é o seguinte, galera. Elas já estavam com esse plano na cabeça, mas apesar disso, elas foram ali levando a vida delas normalmente. Uma galerinha lá assistindo o show, outra galerinha no estacionamento ali, no rala e rola, e vida que segue. Apesar disso, o crime cometido naquela noite
resultado de planejamento, de premeditação. Melinda Lovelis foi quem arquitetou tudo. Ela organizou essa saída em grupo e estava armada com uma faca. Aparentemente, ela convenceu as outras três colegas de que o objetivo era apenas dar um susto na Xanda. Como uma punição por ela ser uma menina imitadora e interferir no relacionamento da Melinda com a namorada dela. Mas calma que logo mais eu chego nessa parte aí, tá? O que foi posteriormente identificado pelos
é que a Melinda se escondeu dentro do veículo e surpreendeu a Xanda. E nesse momento aí ela já estava assustando a garota, ameaçando, logo depois de ela entrar no veículo. E é importante abrir um parênteses aqui para esclarecer que essa Melinda Loveless aí, talvez a pior do grupo, nutria há muito tempo já um ódio mortal contra a Xanda. Mesmo sendo meio absurda a história, as supostas origens desse sentimento vinham do fato da sua ex-namorada, a Amanda Hervin,
Ser amiga da Xanda e isso gerar ciúme em Melinda. Acho que vocês se lembram, né? Que todo o start dessa história toda começou com, ah, vamos dar um rolê lá no esquema da bruxa lá, que a Amanda está esperando e tal. Então, a Amanda teria aí um relacionamento com a assassina, que tinha ciúme da Xanda, que era amiga da Amanda. Ligamos todos os pontos? Pois é. Amanda, aparentemente, estava com 13 anos. Um ano a mais do que a Xanda naquele momento.
Elas estudavam na mesma escola e por motivos aleatórios não se gostavam. Nada em comum no colégio. Elas estavam ali no sexto e sétimo ano da escola. Elas competiam e se odiavam. Até um dia em que as duas foram levadas para a diretoria e ficaram na detenção da escola. De castigo mesmo. Nesse dia aí, elas foram obrigadas a ficar lado a lado. E assim elas acabaram conversando, dando risadas e se tornaram amigas. Aparentemente boas amigas até.
que os elos disso vão se fechando, cara. Mas Melinda Lóvelis, que era apaixonada pela Amanda, não aceitou essa reviravolta aí, tá? Essa nova amizade da Amanda. Com isso, a Melinda, que era uns três ou quatro anos mais velha que as outras meninas, mirou todo o arsenal de rancor dela contra a Xanda. As ameaças eram tão graves e foram levadas tão a sério que os pais da Xanda decidiram tirar a filha da escola onde ela estudava e convivia com a Amanda e matricular a Xanda em um outro colégio. Separando assim as amigas,
mas garantindo a segurança da Xanda em relação às maluquices aí da outra adolescente, não é? Aparentemente, Xanda e Amanda continuaram a se falar por telefone, até mesmo trocar cartas. Coisa de amiga, adolescente, não é? Se elas se gostavam num aspecto mais romântico, podemos dizer, isso não fica claro na história, tá? Esse cenário, no entanto, dava ensejo aos desejos sombrios da Melinda Lóvelis de agredir e matar a Xanda,
se existia ali um sentimento mais romântico entre as duas amigas, para a assassina, isso havia, evidentemente. Na cabeça dela isso existia. Ocorreram ameaças públicas e evidências por escrito, com bilhetes e ameaças de morte. Isso chegou ao conhecimento das autoridades, tipo um juizado de menores, saca? Porém, nada foi feito. As ameaças não foram levadas a sério. Assim, a vida seguiu e os pais da Shanda acharam melhor mudar a filha de escola, como a gente viu.
Xanda provavelmente foi orientada sobre evitar confrontos com a Melinda Lovelis. Com esse cenário montado então, é certo que ela não sabia que sua inimiga estaria dentro do carro e participaria do rolê daquele seu último dia de vida. A Xanda foi levada sim até a casa da bruxa, esse local aí, mas sua amiga Amanda não estava lá e nunca esteve envolvida nessa história sórdida de violência e morte. Quando a Xanda se viu presa dentro do carro, diante da lâmina da faca e das ameaças da Melinda Lovelis,
ela começou a chorar e a pedir pra descer, pra retornar pra casa dela. Mas, essa fragilidade dela só aumentou o prazer das outras meninas em torturá-la. Primeiro psicologicamente e depois fisicamente mesmo. Quando chegaram no castelo da bruxa, elas arrancaram o Chanda Scherer do carro e levaram pra dentro desse local aí. Amarraram a garota, amarraram os braços, as pernas dela com corda. E nessa condição aí, totalmente indefesa, a Melinda a provocou, dizendo que ela tinha um cabelo bonito,
e que estava imaginando como ficaria bonita se o cortasse. O que assustou, obviamente, a Xanda ainda mais. Depois, a Melinda começou a tirar os anéis da Xanda e entregá-los às garotas. Retirou o relógio do Mickey que elas estavam usando ali e elas, inclusive, dançaram ao som da música que o relógio tocava. A Xanda foi assustada com histórias de corpos humanos abandonados no local e que o dela seria o próximo. Elas queimaram uma camiseta como num ritual e depois saíram dessa casa abandonada
aterrorizada para um prédio escuro e abandonado perto de uma estrada. Era uma área completamente densa, de floresta. Nesse momento, parece que Hope e Tony ficaram assustadas também e ficaram no carro. A partir desse ponto, Hope e Tony deixam de participar diretamente das agressões, enquanto Melinda e Lauri assumem o controle total da violência. Parece um negócio de droga mesmo, né? Elas começaram ali aos poucos, o negócio vai entorpecendo, elas vão... sei lá, cara. Um negócio assim, do mal mesmo.
pelo mal, não é? A Melinda e a Laurinha, então, obrigam a vítima nesse momento aí a ficar apenas com as roupas íntimas. E depois, elas espancam a Xanda. No corpo, na cabeça, a boca ficou muito machucada por causa dos golpes que ela recebeu e também do aparelho que ela usava nos dentes. O pescoço da Xanda não foi totalmente cortado porque a faca não estava amolada o suficiente. Mas, de alguma forma, elas seguraram a Xanda e esfaquearam a garota. Depois, estrangularam a menina com uma corda até que ela desmaiasse. E depois,
colocaram a garota no porta-malas do carro como se ela estivesse morta. Depois, seguiram pra casa de Lauri, onde as quatro se limparam e beberam refrigerantes. Vou dar uma descansada, não é? Em algum momento, a Xanda presa no porta-malas do veículo acordou e começou a gritar pedindo socorro. A Lauri, com uma outra faca em mãos, foi até o carro novamente, esfaqueou a Xanda de novo. O sangue espirrou e sujou a Lauri, que retornou pra dentro da casa e se lavou. Elas tratavam a situação ali com humor.
Na verdade, um humor perverso, né? Se sentiam ali juntas, unidas. E depois disso, elas ficaram ali juntas, se divertindo por um tempo. Nesse momento da madrugada, a situação já havia ultrapassado qualquer limite. O que restava não era mais intimidação, mas a decisão de finalmente matar. Às duas e meia da madrugada, Hope e Tony ficaram pra trás, enquanto Melinda e Lauriz saíram do carro pra dar uma volta pelo interior, dirigindo até a cidade vizinha de Kenan.
o porta-malas. E como Shanda ainda estava viva, totalmente destruída, machucada, mas estava viva ainda. Incapaz já de falar, as duas criminosas a golpearam com uma barra de ferro que também foi utilizada pra abusar sexualmente da menina que ainda respirava. Elas retornaram pra casa, acordaram as amigas Hope e Tony. A mãe de Lauria acordou com a conversa da filha e das amigas também e se ofereceu pra preparar o café da manhã delas.
Claro que ela não sabia de nada, não é? Mas as meninas recusaram isso aí e disseram que precisavam
casa, ou seja, as amigas, não é? Elas saíram juntas, então, Xanda ainda estava no porta-malas do carro. Então, as garotas saíram com o carro, pararam o imposto de gasolina, abasteceram ali de boa, compraram uma garrafa de dois litros de Pepsi, que foi esvaziada e enchida com gasolina. Era a fase final daquele plano completamente maligno. Depois de encontrarem um local considerado deserto, então, seguro para a desova do corpo, elas utilizaram o cobertor que estava ali no veículo para transportar a Xanda para o mato, ao lado de uma
estrada. Despejaram um pouco de gasolina e, em seguida, incendiaram o corpo. Minutos mais tarde, elas retornaram pra despejar o resto da gasolina sobre ela, uma vez que Melinda achava que a sua vítima ainda pudesse estar viva. É mole? O legista mais tarde afirmou que a menina respirava quando foi queimada. Cara, foi uma tortura, assim, praticamente de uma madrugada inteira, não é? As meninas, então, foram a um restaurante, depois disso, um McDonald's, por volta das nove e meia da manhã já, pra tomar o café da manhã.
onde riram do corpo queimado da Xanda, dizendo que ele se parecia com uma das salsichas que estavam comendo. Apesar da monstruosidade do crime, das... não das consequências, do comportamento das pessoas depois desses atos aí, as maquiavélicas não guardaram o segredo. Elas telefonaram para amigas, amigos e relataram o que elas tinham feito, incluindo a tal Amanda, suposta pivô de tudo isso, pedindo apenas que a história não fosse contada para outras pessoas.
Mas como já foi adiantado aqui, Hope e Tony foram à polícia, mesmo estando envolvidas na execução do crime. A polícia recuperou inúmeras provas, materiais e depoimentos que as incriminavam também. Por exemplo, tanto no deslocamento de ida quanto no de volta, elas passaram em postos de combustível pedindo informações, também para comprar gasolina. Não se menciona os celulares ou se eles podiam ser rastreados na época.
as facas e muitas outras coisas que podiam comprovar a autoria, a participação de todas essas garotas nesse homicídio. Meios, motivos e oportunidades não eram mais um mistério para os familiares, amigos, colegas e policiais. Também para nós hoje, a verdadeira pergunta sem resposta é como esses seres se desenvolveram para chegar nesse nível de maldade difícil até de relatar. Porque elas estavam, além de toda a conduta conhecida e esperada
para quatro adolescentes, não é? Normal, pelo menos, eu diria. Elas cometeram atos de barbárie que, em outro contexto, seriam considerados como crimes de guerra, até. Crimes cuja condenação seria a pena de morte. Mas não se esqueçam, galera, que elas eram só menores, adolescentes. Nesse ponto da história, nós vamos, de maneira bem objetiva, pontuar o histórico de vida das quatro adolescentes e tentar, com isso, responder essa pergunta que eu acabei de fazer para vocês. Como esses monstros,
Bom, Melinda Lovellis nasceu em 75, em Indiana. Ela era caçula de três filhas do casal Marjorie e Larry Lovellis, como eu comentei antes com vocês. Larry foi convocado para o exército nos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, alcançando o posto de sargento. Embora emocionalmente traumatizado, ele foi tratado como um herói ao retornar. A esposa falou que ele era um pervertido sexual, no entanto, que usava as roupas íntimas e maquiagens dela. A esposa falou, tá?
Ele a submetia a encontros com outros homens e mulheres, em uma mistura ali bem complicada para a vida da Marjorie. Na vida civil, o homem tentou diversos empregos, até mesmo de policial, mas foi dispensado após agredir um cidadão negro. Vai vendo. Ele também tentou ser carteiro, mas não cumpria com as suas obrigações básicas e destruía correspondências em vez de entregá-las. A situação econômica da família era instável e dependia em grande parte de Marjorie.
A mãe dessa família. Cenas de violência doméstica eram comuns e as meninas estavam sempre sujas, famintas e entregues aos seus próprios cuidados. Sua própria sorte, eu diria, não é? Apesar disso tudo, marido e mulher continuaram juntos por anos, quando Larry se apresentava como médico ou dentista. Nessas ocasiões, ele realizava um jogo impiedoso apresentando a esposa como sua namorada envolvendo ela em orgias, onde ela era abusada. Naturalmente que isso acabou com a saúde emocional e psicológica dela,
levando Marjorie a repetidas tentativas de tirar a própria vida. Ela foi espancada e hospitalizada mais de 10 vezes. O que levava o sujeito para a prisão por períodos curtos, sob acusações de agressão? Ou seja, resumindo aqui, galera, um círculo de terror sem fim. Em relação à conduta dele com as três filhas, nós não sabemos, mas dá para supor aqui que foi mais ou menos a mesma coisa, até porque as meninas dormiam na cama com o pai e ele molestou uma sobrinha.
por assistirem o que acontecia ali com a mãe, né? E as diversas tentativas de Marjorie se matar. Uma casa de horror, como eu disse, em medo. As três filhas, que tinham orientação sexual diversas, viviam em um ambiente familiar altamente disfuncional. Após muitas situações bizarras e constrangedoras, além de agressões com arma de fogo e faca, Larry abandonou a família, pediu divórcio e se mudou. Um alívio, não é? Mas o estrago acho que já estava feito, né?
infeliz é que Melinda, a caçula, ficou devastada quando o pai abandonou a família. Especialmente quando o Larry se casou novamente. Ele escreveu cartas para a filha durante algum tempo, mas acabou por cortar todo o contato com ela. E finalmente ele foi chamado para o inferno no dia 16 do 12 de 1998, quando sofreu um acidente de carro. O estrago na personalidade da Melinda estava feito e foi irreversível. A menina era tudo de ruim que vocês possam imaginar, desde muito cedo. Problemática com tendências
muito violentas, que a levaram a sair de casa e abandonar a escola. O reflexo, não é, galera? Não estou falando que isso justifica, não. Está bem longe disso. Mas é um negócio que a gente consegue encontrar os pontos que se ligam. A menina fazer o que fez com a Xanda lá é um reflexo dessa alma que foi apodrecida também. Se ela já tinha alguma coisa ali inata, não sei. Talvez tivesse. Talvez todo esse histórico familiar ajudou a jogar água na sementinha. Não sabemos.
Marie Laurine, ou Laurine, não é? Teket, a segunda que participou ativamente de todas as partes do plano, ela nasceu em Madison, na Indiana, em 74. A mãe dela era uma religiosa bem extremista, casada com um operário de uma fábrica, com duas condenações por crimes graves na década de 60. Outra família disfuncional também que não protegeu a menina. Com isso, ela foi molestada sexualmente várias vezes na infância.
era vítima de predadores sexuais, tentou estrangular a menina que insistia em se vestir como homem. Os assistentes sociais não foram de grande ajuda. Mesmo fazendo visitas inesperadas na casa da família para monitorar a educação que estava acontecendo ali, os abusos dentro de casa continuavam. E também afetaram Hope, amiga da Lauri, por causa do uso de um tabuleiro Ouija pelas meninas. A Lauri parecia fascinada pelo ocultismo
fingindo estar possuída pelo espírito de Dina, a vampira. Vai vendo, galera. Com suas emoções e psicológico afetados ali, não é? Ela começou a se automutilar no início de 1991, ao mesmo tempo em que ela se envolveu com uma garota que também buscava respostas no ocultismo. E quando seus pais descobriram a prática da automutilação, internaram a garota em um hospital onde ela recebeu uma prescrição de remédios antidepressivos e tudo mais. Dias depois, na companhia da namorada,
e da Tony Lawrence, Laurie cortou profundamente os pulsos e foi levada de volta ao hospital, o que provocou uma internação psiquiátrica. Diagnosticada com transtorno de personalidade borderline e esquizofrenia, ela só recebeu alta uns três meses depois, mas não se recuperou a ponto de retomar a própria vida. Assim, no semestre seguinte, ela abandonou o ensino médio longe da casa dos pais e ela conheceu a Melinda Lovelis e elas se tornaram grandes amigas inseparáveis.
nasceu em Madison em 1976. O pai dela era engenheiro em uma usina elétrica. Os pais dela se divorciaram e posteriormente reataram o casamento. Havia alguma turbulência dentro de casa, mas nós não sabemos qual a razão dos problemas dela, que a levavam também a automutilação aos 15 anos de idade. Os pais reprovavam a amizade dela com a Melinda e a Lauri, porém as garotas se identificavam e eram bem unidas, como a gente viu. Tony Lawrence, por sua vez, também nasceu em Madison em
O pai dela era caldeireiro, sustentava a casa e não existiu divórcio na família. Infelizmente, ela foi abusada por um parente aos 9 anos e novamente sofreu violência sexual por uma adolescente aos 14. Em relação a esse segundo ataque, a polícia apenas emitiu uma ordem para que o rapaz se mantivesse afastado da Tony. A família dela fez com que ela frequentasse sessões de terapia, mas isso não aliviou a dor que ela sentia.
se matar na oitava série. Olha só, galera, eu não sei quanto a vocês, mas pra mim aqui pareceu tudo muito sólido, pesado demais, complexo demais. Quatro meninas com histórias de vida assim, desgraçadas, estarem próximas, serem vizinhas, colegas e, por fim, aliadas de um dos crimes mais bárbaros que eu já contei aqui, não é? Elas eram as suas próprias, entre muitas aspas, psicólogas e conselheiras, totalmente incapazes de lidar com tudo que tinha acontecido
com os sofrimentos, né? Da vida delas. Assim, quem é que as ajudaria a pensar com clareza sobre esse ódio injustificado pela Xanda? Quem colocaria um freio nas loucuras delas? E mesmo que não se mencione, eu acho provável que rolasse álcool e drogas nas rotinas das quatro amigas, tá? Ou seja, uma mistura explosiva sem nenhum adulto também, de repente, 100% consciente pra tentar, de alguma forma, desviar esse
caminho que tava indo pro precipício, não é? Em 12 de janeiro de 92, as adolescentes Lauri e Melinda foram presas pelo assassinato da Chanda Reni Scherer. Acho que nesse caso, foi mais do que justificado e necessário que a investigação e a construção do processo acontecessem em segredo de justiça, não é? Sem a divulgação de detalhes pra imprensa. Mas a promotoria declarou imediatamente sua intenção de julgar Melinda Lovellis e Lauri Tecte como adultas.
Então, pra evitar a pena de morte, as meninas aceitaram acordos. Aqueles acordos
No processo judicial, cada uma recebeu um destino diferente. Tony Lawrence foi a primeira a aceitar um acordo judicial e cumpriu 18 anos de prisão, sendo libertada em 14 de dezembro de 2000. Provavelmente não, né? Antes do cumprimento total. Hope foi inicialmente condenada a 60 anos, mas teve a pena reduzida para 35 e saiu também em 2006. Melinda Lovelis e Lauri Techt também firmaram acordos lá em 92.
em 2019 só. Lauri deixou a prisão um ano antes, em 2018. Ou seja, elas que participaram de todas as etapas, cumpriram um pouco mais ainda de tempo. E como vocês devem saber, os detalhes das vidas das quatro adolescentes envolvidas no homicídio vieram à tona porque foram explorados pelas respectivas equipes de defesa. Ou seja, se expôs ao máximo as vidas erráticas e os abusos sofridos na infância por elas. Também seus estados mentais. Tudo isso para minimizar a culpa delas
do tribunal, para que elas fossem vistas como vítimas e incapazes de discernir o certo do errado, etc. Aquela história que a gente já sabe, né? Os advogados continuaram a entrar com petições e pedidos de redução de pena, revisão do julgamento e até pedidos de indenizações milionárias. O julgamento de Melinda Loveless expôs o crime de seu pai, o Larry Loveless, o ex-soldado da Guerra do Vietnã. Ele havia abusado de várias crianças, além das filhas. Consequentemente, ele foi preso em fevereiro de 93
acusações de estupro, sodomia e agressão sexual. Porém, a maioria dos crimes ocorreu entre 68 e 77. Ele permaneceu na prisão por mais de dois anos aguardando o julgamento, mas um juiz acabou decidindo que todas as acusações, exceto uma de agressão sexual, deveriam ser retiradas devido ao prazo de prescrição dos crimes, que era de cinco anos em Indiana, a altura de estudo aí, não é? Ou seja, Larry se declarou culpado da acusação de agressão sexual e como ele recebeu uma sentença equivalente ao tempo já cumprido,
Ele foi libertado em junho de 95. O cara ainda teve coragem de processar sem sucesso a cadeia do condado de Floyd em um tribunal federal pedindo 39 milhões, alegando ter sofrido ali punição cruel e incomum durante seus dois anos de encarceramento. Ele deu lá as suas baboseiras, mas nem vou comentar aqui. O pai da Shanda, o Stephen Shatter, morreu de alcoolismo em 2005 aos 53 anos. Na verdade, quem o conhecia disse que o homem estava tão transtornado com o assassinato da filha
pôde para se matar, exceto apontar uma arma para a cabeça, como disseram. O coração dele estava partido e ele bebeu até morrer. E a mãe dela, vejam só, doou um cachorro em 2012. A mãe dela, como acontece em muitos casos, se engajou em causas, em projetos. Enfim, ela doou um cachorro para Melinda Lovellis treinar isso dentro de um projeto com detentas chamado Indiana Knine Assistance Network.
muito criticada na época, tá? Mas parece que ela queria seguir em frente, não é? De alguma maneira. O crime foi documentado pelo menos em dois livros jornalísticos e um romance de ficção. Pedi pro editor colocar na tela aí pra vocês. Também houve peças de teatro, filmes, poesia e inúmeros documentários elaborando toda essa temática ao longo dos anos. Além, claro, de séries policiais que relataram o caso da Shanda Scherer. Às vezes usando pseudônimos, tá? Por isso talvez você não vá achar aí. Mas apesar dos livros, filmes, análises,
séries, tudo aí. O que há de concreto é uma criança, podemos dizer, de 12 anos de idade que foi torturada até a morte, não é? Não se esqueçam disso. Esse é um caso criminal que, mesmo que seja recontado muitas vezes, jamais perde a sua força. É impossível não ficar chocado com a tortura e a morte dela, não é? Da Xanda. Imagina, um sofrimento que durou uma madrugada inteira, foi levado de um lado pro outro por seres assim que estavam, sei lá, tomados pelo mal, só pode, não é? O que você vai caracterizar como mal?
critério de cada um. Quero saber o que você achou desse caso chocante, não é, galera? Comenta aqui pra mim. Eu agradeço imensamente a sua companhia. Um beijo do Ruivo e até o próximo episódio.