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Ele Pegou a Esposa no Flagra e Acabou Congelado e Desmembrado

16 de março de 202631min
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📌 Caso Marjorie Orbin-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br📲 Me acompanhe nas redes sociais: @eusoumarcoscampos-------⚠️ Aviso importante:Todo o conteúdo deste canal é baseado em informações públicas, investigações oficiais e reportagens jornalísticas. O objetivo é informar, refletir e promover debates construtivos — sempre com respeito às vítimas, às famílias e à complexidade dos fatos apresentados.

Assuntos15
  • Retorno inesperado de Jay e confronto violentoviagem de trabalho de Jay à Flórida em setembro de 2004 · retorno antecipado por causa do furacão Frances · chegada surpresa em Phoenix em 6 de setembro de 2004 · encontro de Jay com Larry na casa · confronto violento entre os dois homens · disparos de arma de fogo
  • Desaparecimento de Jay OrbinJay desaparece em 8 de setembro de 2004 · aniversário de 45 anos não comemorado · ausência de contato com família e amigos · comportamento anormal para Jay · Marjorie mente sobre viagem de trabalho por duas semanas · denúncia à polícia em 22 de setembro
  • Compra de materiais para ocultação de corpocompra em loja de duas caixas plásticas grandes · compra de produtos de limpeza · imagem de câmera de segurança de Marjorie comprando · uso de cartão de Jay para pagamento · código de barras e série ligando caixa ao corpo encontrado · segunda caixa nunca localizada
  • Deserto23 de outubro de 2004: achado de caixa plástica no deserto ao norte de Phoenix · descoberta do torso de corpo humano desmembrado · ausência de órgãos internos e intestinos · corpo em estado avançado de decomposição · confirmação por DNA de que era Jay Orbin
  • Reconstrução dos crimes pelos investigadorespremeditação com base em ameaças anteriores · colocação do corpo na garagem após disparos · congelamento proposital para evitar sangramento · desmembramento com serra elétrica após congelamento · transportação de partes em caixas plásticas · abandono das partes no deserto · clara intenção de evitar sangue na garagem
  • O Papel da Fé e Espiritualidadeconfissão parcial de Marjorie em novo interrogatório · versão de que apenas ouviu confronto · confissão a colega de célula sobre os crimes · relato detalhado assumindo responsabilidade · testemunho de amiga sobre ameaças anteriores · ameaça de atirar na cabeça do marido · ameaça de envolver corpo em cobertor e abandonar no deserto
  • Conhecimento e reencontro com Jay Orbinencontro inicial em 1980 em clube de Las Vegas · Jay frequentador assíduo e generoso · período de 10 anos sem contato · carreira de Jay em artefatos nativos americanos e joias · reencontro em 1993 · casamento na Little White Wedding Chapel
  • Casamento com Jay Orbin e vida conjugaltransição para vida doméstica após casamento · afastamento da indústria do entretenimento · mudança para Phoenix, Arizona · tratamento médico para infertilidade com recursos financeiros · nascimento do filho em 1996 como 'milagre' · Marjorie assumindo papel de mãe e dona de casa
  • Determinação de Penadebate sobre aplicação de pena de morte · pena de morte como possibilidade real · avaliação de fatores agravantes e atenuantes · impacto psicológico no filho Noah como fator atenuante · condenação a prisão perpétua · possibilidade de condicional negada
  • Movimentação financeira investigadasaques significativos da conta empresarial de Jay · saque de aproximadamente 45 mil dólares após desaparecimento · compra de piano de 12 mil dólares · compra de caixas plásticas e produtos de limpeza com cartão de Jay · benefício de 1 milhão de dólares de seguro de vida
  • Segurança Operacionalresistência e evasividade de Marjorie nos interrogatórios · recusa de fazer teste de polígrafo · chamamento de advogado · mandado de busca na residência · encontro de cartões, documentos e celular de Jay em casa · contradição sobre viagem de trabalho
  • Relacionamentos Familiaresseis casamentos antes de Jay Orbin · relacionamentos com homens do circuito de entretenimento · busca por parceiro financeiramente estável · casamentos curtos e sequenciais · nenhum relacionamento resultou em filhos
  • Carreira como dançarina e artistatrabalho como dançarina profissional · apresentações internacionais (Paris, Tóquio, Alemanha) · trabalho em navios de cruzeiro · atuação como coreógrafa e modelo · participação em filme 'No More Dirty Dios' em 1990 · apresentações em casas de espetáculo para entretenimento adulto
  • Economia do Governo Lulapressão financeira pelo padrão de vida elevado · compras frequentes e gastos excessivos · viagens frequentes de Jay para trabalho · divórcio oficial em 1998 apenas por motivos fiscais · continuação da convivência e apresentação como casal
  • Infância e adolescência de Marjorie Orbinnascimento em Boulder City, Nevada · família estável e tranquila · diagnóstico de infertilidade aos 18 anos · abandono do projeto de maternidade · traumas e problemas familiares ausentes
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O homem estava caminhando à margem de uma rodovia no deserto do Arizona. Enquanto ele percebeu que tinha uma caixa jogada ali perto da estrada. Era uma caixa de plástico, estava envolta em sacos. Ele ficou meio pensativo e foi lá. A curiosidade falou mais alto e foi dar uma olhada para ver o que era. Quando ele abriu, ele encontrou parte de um corpo humano. Corpo humano aberto. Não havia órgãos naquele pedaço. Quando a polícia então começou a investigar aquele achado,

Aquilo estava ligado à vida de alguém que por anos tinha circulado livremente em palcos, festas, clube de luxo e casamentos milionários. Eu sou Marcos Campos, sejam todos muito bem-vindos. Você já sabe, mas não custa lembrar, toda semana aqui tem episódios às segundas, quartas e sextas, então ativa-se o sininho para não perder. Se torne membro, se puder, deixa um like e um comentário, nem que seja um emoji. Mercado dos dados, vamos aos fatos.

início da década de 1960, em Boulder City, em Nevada. Era uma cidade de classe média, pequena, tranquila, localizada ali a menos de 50 quilômetros de Las Vegas. Um ponto estratégico pra vida dela, eu diria. Cês já vão entender. Ela cresceu sem registros de traumas graves, violência doméstica, ou aqueles problemas familiares conhecidos em episódios de True Crime. A infância dela foi bem tranquila, estável, parecida com a de muitas garotas americanas dessa época aí.

E nada indicava que o seu nome um dia estaria associado ou figurando em um episódio de crimes reais. Nem muito menos em um dos crimes mais comentados do Arizona. Na adolescência, a Marjorie tinha planos claros pra vida adulta dela. O plano principal, eu diria, envolvia se casar, formar uma família, ter filhos. Mas ela não aceitava qualquer coisa, tá?

que não é só, a gente só vê em filme. Alguém que oferecesse status, grana, conforto, uma vida muito acima da média. Esse desejo aí não ficou apenas no discurso. Ao longo dos anos, ela realmente buscou esse padrão aí com insistência. Aos 18 anos, porém, a trajetória dela mudou de forma abrupta. A Marjorie recebeu um diagnóstico médico que mudaria tudo. Nesse relatório médico, ela ficou sabendo que ela não podia ser mãe.

desmontou completamente o projeto de vida que ela tinha até então. A maternidade, que era central nos planos dela, passou a ser vista como algo improvável. A partir desse momento, então, ela meio que abandonou o seu plano A, que era se casar, viver ali com um cara que pudesse sustentar ela e tudo mais. E um novo plano para o futuro, um plano B, começava a brotar dentro dela. Esse novo plano aí envolvia independência, dinheiro,

e visibilidade. Desde jovem, a Marjorie demonstrava talento artístico. Ainda adolescente, ela começou a trabalhar profissionalmente como dançarina. E ela não ficou restrita a apresentações escolares ou eventos locais, tá? Longe disso. Ela rapidamente passou a circular por grandes centros, viajando por vários estados americanos e também pra fora do país até. Ela se apresentou em lugares como Tóquio, Paris, Itália, Alemanha, além de trabalhar em navios de cruzeiro, casas de espetáculo,

voltadas para o entretenimento adulto. E essa carreira não se limitou à dança. A Marjorie buscava qualquer oportunidade que ampliasse a sua exposição e renda. Ela atuou como coreógrafa, modelo, figurante em videoclipes e até pequenos filmes. Participou de calendários e campanhas publicitárias e passou a frequentar ambientes onde produtores, empresários e artistas circulavam com naturalidade.

Deals, que era uma produção dirigida por um cara chamado Michael J. Peter, um empresário com muita grana, milionário mesmo, que também era dono de clubes por onde a garota já tinha passado e se apresentado. O dinheiro e a liberdade vieram, mas a instabilidade também. O mundo do entretenimento tem períodos de alta e também de baixa. Quando os trabalhos diminuíam, a Marjorie recorria a apresentações como dançarina exótica, se é que vocês me entendem.

Nessas casas aí, segundo relatos, as ofertas de trabalho eram constantes e as gorjetas bem generosas. Compensava pra ela. Las Vegas, pela proximidade com Boulder City, acabou se tornando um dos principais polos da vida profissional dela. Entre os 20 e 30 anos de idade, enquanto construía essa carreira aí fragmentada e intensa, a Marjorie também investiu pesadamente na vida amorosa, sempre em busca de um parceiro ideal.

Mas foram relacionamentos curtos, sequenciais e, ao que tudo indica, insatisfatórios. Não sei se aí tem aquele elemento de ela ter recebido aquele diagnóstico com 18 anos. O que necessariamente ela estava buscando nesses relacionamentos aí? A gente não sabe. Se alguém tiver um palpite, comenta aqui. Nenhum desses relacionamentos resultou em filhos confirmando o diagnóstico que ela recebeu realmente lá na juventude.

maridos sabiam disso, eu não sei, tá? Mas todos eles tinham algo em comum. Eles pertenciam aos círculos do entretenimento. Tinham dinheiro pra caramba e acesso a uma vida bem confortável. Algo que ela buscava também, né? Como o plano B que virou A, né? Alguns desses caras aí eram clientes ou frequentadores dos clubes por onde a Marjorie já tinha passado, trabalhado. O próprio Michael J. Peter, lembra aquele produtor do filme lá e tal?

Então, ele chegou a se envolver romanticamente com ela e por um tempo acabou até se tornando

noivo da garota. Apesar das uniões formais, a prioridade da Marjorie parecia estar sempre em outro lugar. Viagens, eventos, conexões com pessoas influentes e um estilo de vida bem luxuoso. Tudo isso se sobrepunha à estabilidade emocional dela. O que quer dizer é, digamos que a saúde mental dela ficava em segundo plano, porque ela estava fissurada nessas coisas que ela queria. Então, ao fim dessa fase, ela acumulava já seis ex-maridos,

a gente viu, e vários ex-namorados, sem ter encontrado aquilo que, aparentemente, ela dizia procurar. E foi nesse contexto que um homem do passado voltou a cruzar o caminho dela. O nome dele era Jay Orby. Eles haviam se conhecido ainda no início da década de 80, em um clube lá de Las Vegas, onde a Marjorie trabalhava temporariamente como dançarina. Na época, ela tinha 19 anos e o Jay já estava com 26. Ele era um frequentador assíduo do local, conhecido por ser sociável e generoso.

Esse rapaz demonstrou sempre interesse pela Marjorie, desde os primeiros momentos ali. Ele presenteava a garota com muitas coisas, ele dava atenção pra ela. Apesar disso, naquele momento, o contato entre eles não evoluiu pra um relacionamento íntimo ainda. Depois desse primeiro encontro, a vida seguiu caminhos diferentes pros dois. Durante cerca de 10 anos, enquanto a Marjorie se casava e se divorciava, o Jay construiu uma carreira sólida.

nativos americanos, passou a negociar joias e investiu em imóveis. Com o tempo, então, ele se estabeleceu em Phoenix, no Arizona, e alcançou um nível financeiro bastante confortável. E assim eles voltariam a se ver somente em 1993. Quando o Jay Orbin voltou a fazer parte da vida da Marjorie, digamos, em 1993, ele já não era mais apenas aquele frequentador simpático de um clube de Las Vegas. O Jay estava financeiramente muito bem,

O reencontro civil era reconhecido no mercado como negociante de artes e joias, tinha imóveis pra caramba, trânsito entre pessoas influentes e condições reais de oferecer estabilidade financeira. Pra Marjorie, aquele reencontro representava algo diferente de tudo que ela já tinha vivido até então. O relacionamento avançou rápido. Pouco tempo depois do reencontro, eles se casaram em uma cerimônia simples até, na verdade assim mais intimista, realizada na Little White Wedding Chapel lá em Las Vegas.

marcou uma transição importante na vida da Marjorie. Ela começou a se afastar do ritmo intenso dos shows, das coisas que ela fazia, sabe? Viagens, apresentações. E passou a experimentar uma rotina mais previsível, confortável ali mesmo de, sabe? De uma casa, de um lar com rotina. Após o casamento, o casal se mudou pra Phoenix, no Arizona, e o Jay incentivou a Marjorie a deixar de vez as coisas que ela fazia, sabe? A indústria do entretenimento. E ela passou a se dedicar, então, à vida doméstica.

marido nos negócios dele. Pela primeira vez, então, a ideia de estabilidade parecia estar se materializando. Eles se apresentavam como um casal funcional, com uma vida organizada e planos comuns. Um dos maiores desafios enfrentados por Marjorie desde a juventude voltou à tona, no entanto, nesse período aí, que era a maternidade, não é? O diagnóstico dela ainda pesava emocionalmente, mas agora havia recursos financeiros suficientes para buscar algumas alternativas.

E o Jay financiou tratamentos médicos considerados ultra-avançados pra época. Ele não poupava nem um tostão. Grana ali não faltava. Então, após três anos de tentativas, algo que antes parecia impossível, aconteceu. Em 1996, a Marjorie engravidou. E o nascimento do Noah foi tratado pelo casal como um milagre. Pra Marjorie, aquilo apresentava uma mudança profunda de identidade. Pela primeira vez, ela se sentia plenamente realizada.

Noah trouxe ali um... Imagina aí uma cena mental, sabe? Fazendo uma analogia aqui, galera. O bebezinho trouxe ali o Noah, foi limpando tudo que era amargura, desgaste emocional, rachaduras. Mas... Bom, seguimos. A Marjorie assumiu com entusiasmo nesse momento aí o papel de mãe, esposa, dona de casa. Nos primeiros anos, a família parecia muito sólida. O Jay trabalhava intensamente, a Marjorie ajudava na administração dos negócios

em torno da criação do filho. Durante esse período, nada indicava, publicamente pelo menos, que aquela estrutura estivesse prestes a ruir. Com o passar dos anos, porém, surgiram sinais de desgaste. A relação entre o Jay e a Marjorie começou a enfrentar problemas, que envolviam ali tanto questões emocionais quanto financeiras. Apesar da renda elevada, o padrão de vida exigido pela Marjorie era muito alto. Luxo, compras frequentes e gastos excessivos passaram a pressionar os negócios do Jay.

que precisava viajar cada vez mais pra atender clientes, enfim, renegociar, fazer um monte de coisa ali pra poder manter o estilo de vida da Marjorie. O fluxo de dinheiro precisava ser enorme. Em 1998, então, o casal tomou uma decisão incomum. Se divorciaram oficialmente, mas apenas por motivos fiscais. Vai vendo. Na prática, mesmo, eles continuaram morando juntos ali, funcionando como uma família normal, assim, e se apresentando, inclusive, socialmente como marido e mulher.

papel mesmo. Para amigos e conhecidos, a separação parecia mais um detalhe burocrático do que uma ruptura real, saca? E foi nesse contexto aí que a Marjorie passou a se envolver em múltiplos relacionamentos extraconjugais. É aquele momento que a vaca vai pro brejo, sabe? Mas vão percebendo aí como os elos dessa corrente criminal são complexos, né? Muito mais calcados aí, eu diria, nas questões emocionais, não é? Coisas do cérebro. Um desses casos aí extraconjugais

Mas acabou ganhando destaque, tá? O homem se chamava Larry Weisberg. Era um gerente de produção, fisiculturista também. O cara tinha cerca de 60 anos. Bom, eles se conheceram na academia, porque a Marjorie também treinava lá. O relacionamento se intensificou ao ponto de o Larry passar a frequentar a casa da família Orbe. Claro que quando o Jay não tava lá, não é? Tava viajando a trabalho. Pois é. Apesar dessas tensões, o casal mantinha uma aparência ali de normalidade diante das outras pessoas.

E o Jay já desconfiava de alguma coisa? Não sei. Os eventos familiares aconteciam, compromissos sociais, tudo. Eles estavam levando a vida ali. Só que o nível de desgaste já era bem grande. O Jay continuava viajando com frequência e a Marjorie seguia administrando a casa e cuidando do Noah. Em agosto de 2004, o Noah completou 8 anos de idade. A festa de aniversário aconteceu no dia 26 daquele mês. Segundo relatos, tudo transcorreu de forma normal.

sinais ali visíveis de conflito iminente. Poucas semanas depois, no entanto, algo saiu completamente do controle. No início de setembro de 2004, o Jay Orman estava em uma viagem de trabalho na Flórida. O retorno dele pra Phoenix não estava previsto pra aqueles dias. Vai vendo, galera. A viagem foi interrompida inesperadamente por causa da chegada no furacão Francis e atingir a região ali onde ele estava e resolver desmarcar os compromissos e voltar pra casa, não é? Só que,

Ninguém sabia. Meio que foi uma surpresa. Aquele mesmo dia, a mãe dele, a Joanne Orby, ligou pro filho e a ligação aconteceu ali justamente quando o Jay estava chegando em Phoenix. E esse detalhe só ganharia importância mais tarde, tá? Durante a investigação, quando a polícia tentou reconstruir os últimos movimentos do Jay. Veja, ao chegar em casa, o Jay se deparou com uma situação, assim, complicada, eu diria, tá?

estava lá de boassa na casa do cara. O Jay não esperava encontrar ninguém além da esposa e do filho dele. O Noah tinha 8 anos, como a gente viu. Ele estava na casa, estava dormindo lá. O encontro entre os dois homens, marido e amante, claro, não foi pacífico. Houve um confronto violento entre eles. O que exatamente foi dito ou feito dentro daquela casa naquele momento só seria parcialmente esclarecido depois, por versões, inclusive,

conflitantes e meio deslocadas, fragmentadas. O que se sabe é que a discussão envolveu gritos e disparos de uma arma de fogo. Explico. Depois desse episódio, o Jay Ormin nunca mais foi visto com vida. No dia 8 de setembro de 2004, data em que ele completava 45 anos, o Jay simplesmente desapareceu. Nenhuma comemoração aconteceu, nenhum contato foi feito com a mãe ou com a irmã, algo que não fazia parte do comportamento dele.

O Jay era descrito como um homem responsável, sem vícios conhecidos e extremamente ligado à família, especialmente ao filho dele. Mesmo assim, a Marjorie não comunicou o desaparecimento imediatamente. Durante cerca de duas semanas, ela afirmou para conhecidos que o Jay estava viajando a trabalho, algo que, segundo ela, fazia parte da rotina dele, e realmente fazia, as pessoas sabiam disso. No entanto, a família do Jay, por essas particularidades que eu comentei, de não atender o telefone, não mandar mensagem, nada disso,

declaração da Marjorie, não era muito confiável, não. Imagina, o cara sumir assim, do nada, mandar mensagem pra mãe, pra irmã, pra esposa, pro filho, ainda mais sendo a data do aniversário dele. Insólito. No dia 22 de setembro, então, de 2004, a Marjorie finalmente entrou em contato com a polícia. Quando os investigadores começaram a fazer perguntas, e perguntas básicas, ela apresentou resistência, eu diria. Ela foi evasiva, sabe, ao fornecer informações, como, por exemplo, detalhes sobre o veículo

do Jay. Também não fornecia ali as respostas pra coisas que poderiam ajudar a encontrar o Jay. Em determinado momento, quando foi sugerido um teste de polígrafo, a resposta dela foi curta, direta e reta. Disse que achava melhor chamar um advogado. E esse comportamento, claro, acendeu um alerta, não é? Por que, né? Chamar advogado. Pouco depois, a polícia de Phoenix conseguiu um mandado de busca e entrou na residência da família Orby.

Dentro daquela casa, eles encontraram os cartões de crédito do Jay, talões de cheque, chave,

telefone celular, tudo dele estava ali. Isso dava a entender que o Jay tinha estado na casa antes de desaparecer, não é? Se ele estava viajando a trabalho, ele passou na casa antes de sumir pela última vez. Os investigadores também foram até a empresa dele. E os funcionários ali confirmaram que ele não tinha aparecido, feito contato, nem nada disso. E isso contradizia uma das versões da Marjorie sobre viagens a trabalho, né?

Então, mesmo sem uma cena de crime evidente naquele momento ali, a narrativa apresentada por ela começava a chamar muita atenção, né? Então, cerca de um mês depois do desaparecimento, algo mudou o rumo dessa investigação. No dia 23 de outubro de 2004, pouco mais de um mês após o desaparecimento do Jay, uma descoberta meio que virou a chavinha desse caso aqui. Vocês lembram daquele cara que tava passeando ali perto de uma estrada no deserto e tal?

vocês lá na introdução do episódio? Pois é. Lá, à beira desse deserto ao norte de Fênix, um homem estava caminhando e achou uma caixa plástica, grande, estava embrulhada ali em sacos. Quando ele abriu esse recipiente aí, ele percebeu que não era lixo, não era qualquer coisa. Dentro estava o torso de um corpo humano, já em estado avançado de decomposição. A polícia foi acionada e os primeiros exames revelaram que o corpo havia sido desmembrado.

Os órgãos internos e os intestinos tinham sumido. A necropsia não conseguiu determinar a causa exata da morte,

os peritos chegaram a duas conclusões importantes. O corpo havia sido congelado antes do desmembramento, do espostejamento. E isso tudo tinha sido feito com uma serra elétrica, provavelmente. Pouco depois, testes de DNA confirmaram que aquele torso ali realmente se tratava do J. Orbe. Com essa confirmação, o caso deixou de ser tratado como, obviamente, como um desaparecimento, assim, com uma causa sem explicação nenhuma. E agora era tratado como homicídio. E a partir desse momento,

Tudo o que havia sido visto como um comportamento estranho da Marjorie ganhou outro peso, não é? Os detetives aprofundaram a análise da residência da família Orbe e um exame forense bem detalhado revelou vestígios claros de violência lá. Na garagem da casa foram encontrados sinais de grande quantidade de sangue. O local havia passado por uma limpeza intensa, a superfície tinha sido lavada com ácido, depois revestida com epóxi e esfregada com produtos químicos de limpeza. Mesmo assim, estava lá, tinha vestígios.

Ao mesmo tempo, os investigadores começaram a rastrear a movimentação financeira após o desaparecimento do Jay. A Marjorie tinha feito saques significativos da conta empresarial do marido dela, incluindo até um saque de aproximadamente 45 mil dólares. Isso pouquíssimo tempo depois do desaparecimento oficial do Jay. Ela também realizou compras de alto valor, como um piano de cerca de 12 mil dólares. Ou seja, completamente fora da normalidade.

roborava suspeita sobre ela, vocês não acham? E além de todo esse dinheiro movimentado aí, a Marjorie era beneficiária de uma pólice de seguro de vida do Jay. Somado tudo isso aí, passava de um milhão de dólares. Para os investigadores, o possível ganho financeiro passou a ser considerado como motivo. E durante esse período, a postura da Marjorie continuava a gerar desconfiança. Em uma ligação telefônica feita pela polícia para tentar agendar um depoimento com um polígrafo para ela, eles ouviram alguém, uma voz masculina no fundo. Sabe ali no mesmo ambiente?

Pois é, um homem estava falando, xingando os investigadores, mandando que eles calassem a boca. A voz foi identificada como sendo de... Isso aí, Larry Weisberg. E esse detalhe levou a uma nova linha de apuração. Pouco depois, os detetives descobriram que um controle remoto da garagem da casa da Marjorie estava guardado na residência desse Larry, o amante da Marjorie, como vocês se lembram, não é? Na prática, ele tinha acesso total à casa da família Orbe.

namorado oficial da Marjorie, também talvez suspeito ali, não é? Com todas essas informações reunidas, o corpo encontrado, os indícios na casa, o comportamento financeiro e também o comportamento social, os vínculos com o amante, a polícia considerou que o caso estava suficientemente estruturado para uma prisão. Assim, no dia 6 de dezembro de 2004, Marjorie Orbin foi presa pela polícia de Phoenix. Ela foi formalmente acusada de homicídio em primeiro grau,

mil dólares e duas acusações de esquemas fraudulentos. Os promotores pediram que ela permanecesse presa sem possibilidade prática de fiança. O que quer dizer é, os caras fixaram a aviança lá de mais de um milhão de dólares e na prática ela não teria como pagar, então ia ficar presa até terminar o inquérito. Mas a história ainda estava longe de terminar, tá? Nos meses seguintes, novas informações surgiram. Algumas vindas da própria boca da Marjorie. Meses depois da prisão, a Marjorie Ormin voltou a ser interrogada.

Dessa vez, ela apresentou uma nova versão do que tinha acontecido. Segundo o relato, ela não teria presenciado o confronto entre o Jay Orby e o Larry Weisberg. Vocês se lembram que o Jay, quando chegou de viagem, ela de surpresa, pegou o cara lá na casa dele, não é? Bom, ela disse sobre isso que apenas ouviu os dois brigando, gritando, e tudo isso estava vindo da garagem da casa. Eu comentei com vocês que teve uma reação não tão boa entre eles, né? Pois é.

de uma arma de fogo. Ela afirmou que não viu o marido morto e que não sabia o que tinha sido feito depois disso, provavelmente com o corpo dele. Essa versão transferia claramente a responsabilidade do crime pro Larry, não é? Para os investigadores, porém, essa narrativa aí não se sustentava diante das evidências reunidas. O nível de envolvimento de Marjorie ia muito além de alguém que apenas ouviu uma discussão e ficou escondida ali na casa. A quantidade de sangue na garagem, os sinais,

de limpeza profunda e a ausência de reação imediata após o desaparecimento do marido indicavam participação direta. Porque tipo assim, né, galera? O marido some e a pessoa fica de boa, assim. Esquisito, né? Outros elementos começaram a reforçar essa conclusão aí dos investigadores. Uma colega de cela que tava ali nesse momento da prisão, né, enquanto o inquérito era conduzido, essa colega de cela procurou a polícia, na verdade ali os caras dentro da cadeia mesmo, né, e afirmou que a Marjorie tinha trocado uma ideia com ela e acabou confessando o crime.

Segundo o relato, ela descreveu as ações com bastante detalhe, assumindo a responsabilidade pelo que tinha acontecido com o J. Orby. E esse testemunho aí passou a integrar o conjunto de provas da acusação. Além disso, uma amiga próxima de Marjorie entrou em contato também com a polícia para relatar ameaças feitas por ela antes do crime. Aquela reação em cadeia, né? Quando a pessoa já está enroscada, que a coisa começa a se revelar, as coisas vão aparecendo, sabe?

atirar na cabeça do marido. Em outra ocasião, afirmou que envolveria o corpo dele em um cobertor e o abandonaria no deserto. Essas declarações feitas antes do desaparecimento passaram a ser vistas como indícios claros de uma premeditação com base na reconstituição feita pelos investigadores. O que teria ocorrido após os disparos foi o seguinte, vejam. Depois do Jay ser baleado, o corpo foi colocado dentro da garagem da casa, fora da visão de possíveis vizinhos, não é? Descem testemunhar ali e tal.

Em seguida, a Marjorie congelou o corpo em um freezer doméstico. Mas, prestem atenção, recebeu disparo. Sangue. Mas, houve o expostejamento, não é? Então, olha só a premeditação, o nível de sapiência do que estava acontecendo. Ela sabia exatamente o que estava acontecendo. Então, ela congela o corpo, coloca no freezer. Depois que o corpo está completamente enrijecido ali, congelado, é aí que ela usa a serra elétrica para desmembrar.

Tudo isso com a clara intenção de não esparramar mais sangue ainda ali na garagem, não é?

No dia seguinte ao crime, então, imagens de câmeras de segurança mostram a margem em uma loja comprando duas caixas grandes de plástico, além de diversos produtos de limpeza. As compras foram feitas com o cartão do marido dela, cara. Uma dessas caixas foi posteriormente ligada diretamente ao descarte do corpo. O código de barras e o número de série do produto coincidiram com a caixa encontrada lá no deserto por aquela pessoa que estava passando lá.

Já a segunda caixa, que supostamente também tinha as outras partes do corpo, essa nunca foi localizada.

A Marjorie transportou as partes do corpo separadas nas duas caixas e abandonou no deserto. Apenas o torso foi encontrado, como a gente viu, e nenhuma outra parte nunca foi recuperada até hoje. Com esse conjunto de provas, então, materiais, financeiras, testemunhais, circunstanciais e tudo que você quiser aí achar, a acusação passou a tratar o caso como um homicídio premeditado, planejado e executado com frieza. É, o negócio não estava bom para o lado da Marjorie, não. O processo judicial, no entanto, ainda levaria alguns anos,

chegar ao fim. O julgamento da Marjorie Orbe só teve início em 2009, quase 5 anos depois do assassinato do Jay. Esse intervalo foi resultado de uma série de estratégias jurídicas adotadas pela defesa, que conseguiu adiar o processo repetidas vezes. Quando finalmente começou, o julgamento se estendeu por 8 meses, um período considerado bem longo para um caso complexo de homicídio. Durante o tribunal, a promotoria apresentou um conjunto robusto de provas. Tudo isso que eu já comentei com vocês.

as movimentações financeiras, todo o comportamento da Marjorie, as evidências forenses mesmo, tudo. Os promotores também destacaram os vestígios de sangue encontrados na garagem da residência, as tentativas de limpeza, toda aquela questão de congelar para evitar o sangramento. O testemunho da colega de Sela, que relatou a confissão da Marjorie, e também o depoimento da amiga, que ouviu ameaças anteriores ao crime, reforçaram a tese de premeditação. A defesa tentou sustentar dúvidas sobre a autoria direta,

possibilidade de que o Larry Weisberg, o amante, tivesse sido o responsável pelos disparos. No entanto, mesmo essa linha não afastava a participação ativa da Marjorie na ocultação do corpo, no desmembramento e no descarte dos restos mortais, pontos que pesaram decisivamente para o júri. Assim, em 1º de outubro de 2009, o veredito foi anunciado, a Marjorie Orbin foi considerada culpada por homicídio em primeiro grau. Além disso, foi condenada pelas acusações de roubo em valores superiores a 100 mil dólares e pelos esquemas fraudulentos ligados ao uso

das contas e cartões do Jay Orby. O marido que ela matou e depois continuou usando a grana do cara. Bizarro, né? Após a fase de determinação de culpa, o processo entrou em uma segunda etapa destinada a decidir a pena. O júri avaliou se a Marjorie deveria ou não receber a pena de morte, uma possibilidade real naquele momento. O debate foi bem intenso e envolveu fatores agravantes e também atenuantes. Ao final, o júri decidiu não aplicar a pena a capital. E um dos fatores considerados para isso foi o impacto

que a execução teria sobre o Noah, o filhinho do casal, que ainda era criança na época dos fatos. Imagina, pai assassinado pela mãe e a mãe condenada a pena de morte. Olha, estrago total psicológico pra criança, não é? Diante dessa decisão, então, o júri sentenciou a Marjorie à prisão perpétua, sem possibilidade de condicional. Na prática, vai morrer na cadeia. E o caso, claro, teve ampla repercussão nos Estados Unidos. Foi destaque em jornais, programas de crimes reais, séries investigativas. A história também foi registrada em livros. Em 2010, pra vocês terem uma ideia,

Camille Kimball lançou a obra O Que Ela Sempre Quis. No ano seguinte, em maio de 2011, a jornalista Shanna Hogan publicou Dancing With Death, que aprofundava todos os detalhes desse caso. Resumo da ópera. Marjorie Ormin, como eu disse, vai morrer na prisão. Mas quem quiser escrever pra ela, de repente saber os motivos, e escrever de maneira tradicional, cartinha, papel, caneta, coloca o endereço pra galera aí na tela, editor. Bizarro, né? E assim, bizarro também é o fato de que

Não tenho dúvida não que tem um monte de gente que faria uma cartinha, viu? Mas é estranho também, né? Porque o povo, tipo assim, se apaixona, né? No caso dela, tinha toda aquela questão lá, né? Que ela recebeu o diagnóstico, ficou ferrada emocionalmente. Quis destinar tudo pra grana, né? O cara, vou ficar independente. Depois, casou seis vezes. Aí, finalmente arrumou um cara, assim, por quem, supostamente, ela se apaixonou de verdade e tal. Tiveram filhos. A vida caminhava bonitinha, né, cara?

morre do nada, se apaixona de novo por alguém assim, do nada, e aí simplesmente quer tirar o outro de cena, matando. É mais fácil pedir o divórcio, cara. Cara, que coisa. É que aí entra a questão da pólice de seguro, né? Na verdade, a grana tava sempre no topo da pirâmide dessa equação psicológica e complexa. Pelo menos é o que eu acho, mas eu quero saber a opinião de vocês aqui. Coloca pra mim nos comentários. Eu agradeço imenso também a sua companhia. Um beijo do Rui e até o próximo episódio.