O Dia dos Pais que terminou em 5 assassinatos
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- O Caso Anthony HarveyInvestigações Policiais · Descoberta dos corpos · Caderno com anotações sobre crimes · Confissão do autor · Impacto da comunidade
- Violência no MaliMorte de Mara Harvey · Morte de Charlotte Harvey · Morte de Beatrix Harvey · Morte de Alice Harvey · Morte de Beverly Queen · Método e armas utilizadas
- Relacionamentos FamiliaresDiferença de idade · Casamento precipitado · Conflitos financeiros · Controle e ciúmes · Desgaste emocional
- Descoberta dos corpos pela políciaChamado anônimo · Entrada na casa · Estado de decomposição · Reação emocional dos policiais · Cena chocante
- Diário de Anthony com confissãoAnotações pessoais · Referências a assassinos em série · Intenção de abraçar a escuridão · Obsessão por crimes famosos · Admiração por assassinos
- Dependência química de Anthony HarveyUso de cocaína · Uso de metanfetamina · Gastos semanais com drogas · Impacto nas finanças familiares · Recusa em assumir responsabilidades
- Comportamento de Anthony após os crimesPermanência na casa · Interação normal com outras pessoas · Falta de busca por ajuda · Ausência de remorso · Preparação para fugir
- Investigacao Forense e ProvasReconstrução dos acontecimentos · Coleta de evidências · Entrevistas com vizinhos e parentes · Análise do padrão de comportamento · Ausência de insanidade mental alegada
- Abuso e Controle EmocionalInveja e Ciúme · Rastreamento da esposa · Controle do celular · Discussões Gerais e Debates · Saúde Emocional
- Estrutura financeira e independência de MaraPropriedades imobiliárias · Economia pessoal · Investimentos · Compra de franquia · Controle das finanças familiares
- Reação pública e comoção socialMobilização da comunidade · Arrecadação de fundas · Velório das crianças · Homenagens e flores · Impacto emocional coletivo
- Mãe Beverly QueenApoio financeiro à filha · Presença na casa para ajudar · Crítica ao comportamento de Anthony · Interferência percebida como negativa
- Desenvolvimento PessoalPeríodo probatório em relacionamentos · Conhecimento profundo de parceiros · Impacto de filhos na dinâmica de casal · Dificuldade de romper elos familiares · Importância de percepção antes do compromisso
No dia 9 de setembro de 2008, durante uma investigação na Austrália, policiais entraram em uma casa localizada na Cold Street, isso no subúrbio de Bedford. Dentro daquela casa, entre objetos pessoais, eles encontraram um caderno. Não era um documento, nem algo escondido ali na casa. Era só um caderno comum. Mas as anotações feitas à mão não tinham nada de comum. Em várias páginas, havia referências recorrentes a crimes reais,
de assassinos em série. Mas não era um interesse pelo assunto, mas sim pelo que os caras faziam. Naquele momento, aquilo ali não explicava nada ainda. Era apenas mais um item encontrado dentro de uma casa onde muita coisa precisava de resposta. Essa mesma casa havia ficado dias sem nenhuma movimentação, vazia, o carro tava na garagem, as janelas fechadas, a porta trancada, nenhuma criança no quintal, ninguém entrando ou saindo de lá. Pra quem passava por aquela rua,
parecia só uma casa vazia, de repente, a família foi viajar, tava passando algum tempo fora. E assim, a rotina daquela rua, daquele bairro, seguiu normalmente. Foi só mais tarde, quando os policiais começaram a sair de dentro daquela casa, passando mal, literalmente, vomitando, chorando no gramado da frente. É que ficou claro que aquela não era uma ocorrência comum. Mas, pra entender como esse tal caderno, essa casa, a família que morava nessa casa se conectam,
voltar alguns anos no tempo. Sou Marcos Campos, sejam bem-vindos. E é sobre essa história pra lá de triste e cabulosa que a gente conversa hoje. Já se inscreve aqui, ativa o sininho, segunda, quarta e sexta tem episódio novo. Se torne membro, se puder, deixa um like e comentário, nem que seja um emoji. Caso dos dados, vamos aos fatos. A Mara Queen passou boa parte da vida dela, da vida adulta, né? Já planejando cada passo, assim.
Ela era muito cautelosa. Ela não era alguém, sabe, que tomava as decisões, assim, num impulso.
pensar em casamento e em ter filhos, a Mara já vinha estruturando a sua vida, trabalhava pra caramba, economizava, investia. Então, quando ela decidiu que queria formar uma família, já aos 30 e poucos anos de idade, ela tinha uma base financeira muito sólida, imóveis no nome dela, dinheiro guardado, ou seja, uma baita vida, já que ela construiu ali com o próprio suor. Assim, em 2013, a Mara estava trabalhando numa mineradora chamada Sino Steel, em Cape Preston, na Austrália.
exatamente qual era o cargo dela, mas o contexto do lugar ajuda a entender aquele momento da vida. A empresa havia recebido investimentos de bilhões de dólares e tinha a expectativa de operar por décadas, sendo projetada para se tornar uma das maiores minas de minério de ferro magnetita do mundo. Era um ambiente de muita estabilidade, ou seja, de projetos de longo prazo. Nessa fase da vida, a Mara já era dona de alguns imóveis.
dela para o futuro, renda, segurança financeira e aposentadoria. Além disso, ela mantinha dinheiro guardado, a Mara tinha controle da própria vida financeira e pensava sempre alguns passos à frente. O que ela acreditava estar faltando naquele momento da vida dela ali era um marido, parceiro, alguém que estivesse disposto a compartilhar a vida com ela, assumir o papel de marido e pai. Foi nesse contexto que ela conheceu o Anthony Robert Harvey.
colega de trabalho dela lá na mineradora. A diferença de idade entre eles era grande, mas isso não impediu o início do relacionamento. O interesse surgiu ali e pouco tempo depois eles já começaram a namorar. Em agosto de 2014, a Mario e o Anthony ficaram noivos e já em novembro do mesmo ano eles se casaram. Poucos meses depois do casamento então, já nasceu a primeira filha do casal, a Charlotte Harvey. Com a chegada da criança, a família se mudou então pra casa da Cold Street em Bedford.
Estão lembrados aí? Pois é. O imóvel já era da Mara desde 2008. Com a família formada, então, a Mara começou a organizar a nova rotina da casa. Em determinado momento, ela decidiu comprar uma franquia da Jeans Mowing, que é uma rede australiana de manutenção de jardins. Esse modelo de franquia oferecia suporte para os proprietários associados, mas permitia também a independência, mais liberdade.
tanto em clientes, horários, etc. A decisão da Mara era bem simples. A ideia era que o Anthony tivesse ali um negócio para ele tocar. Ela levou em conta a dificuldade que ele tinha naquele momento para conseguir um emprego fixo, porque ele não tinha nenhuma formação profissional. Além disso, o Anthony não gostava de receber ordens. Vai vendo. Quem que gosta de receber ordens? O Anthony, a gente faz, porque tem que fazer. Como franqueado, ele não teria um patrão direto, alguém ali falando para ele fazer as coisas.
Para a Mara, esse arranjo parecia resolver várias questões ao mesmo tempo. Questões que estavam surgindo na vida deles. Tudo seguia dentro do planejado dela. Era a Mara quem tomava as decisões importantes da família, no entanto. Era ela quem pensava na estrutura financeira, nas soluções para manter a casa funcionando, a roda girando. Na prática, porém, o negócio não evoluiu. Trabalhar por conta própria exigia também, exige na verdade, muita disciplina, comprometimento.
Não é assim também um mar de rosas como as pessoas supõem às vezes. Precisa ter muita disciplina ali justamente pelo fato de não ter ninguém ali te comandando, né? Você mesmo. E o Anthony não se dedicava como esperado não, viu? A franquia, claro, ficou estagnada, não crescia. E claro, também não rendia o suficiente, pelo menos não, para aquele plano inicial, né? De repente que a Mara pensou ali e tal. Com isso, então, começaram os atritos dentro de casa. Discussões.
frequentes, especialmente por causa de money, grana, dinheiro, bufunfa. Mesmo assim, a Mara seguiu com os planos pessoais. Ela engravidou novamente. Em 27 de junho de 2016, nasceram as gêmeas Beatrix e Alice. Agora a casa tinha três crianças pequenas, lindas. Pessoas próximas ao casal sabiam, no entanto, que o casamento já não era mais aquelas coisas naquele período do nascimento das gêmeas. Ainda assim, Mara acreditava que mais
poderiam, de repente, unir a família novamente. Ela queria uma família grande e insistiu nessa ideia. As fotos dessa época aí mostram uma família realmente aparentemente feliz. Anthony aparece sorrindo, segurando as filhas no colo, posando ali como um pai presente. Para quem via de fora, ele parecia mesmo um marido trabalhador e um pai dedicado às três menininhas pequenas. As imagens públicas não levantavam suspeitas, então. Mas, dentro de casa, a coisa era diferente, tá?
da imagem que o casal passava para fora, o Anthony Harvey não era o marido e pai que parecia ser. Dentro de casa, o comportamento dele era outro. Ele não se dedicava ao trabalho, não assumia as responsabilidades da família e passou a apresentar um padrão constante de abuso e dependência química. O Anthony usava drogas com frequência. Segundo as apurações posteriores, ele chegava a gastar cerca de 300 dólares por semana com drogas. Entre essas drogas, maconha, metanfetamina e quem sustentava a casa,
era a Mara. Em todos os sentidos, eu diria, não só financeiramente. Tinha que ter o suporte ali. Enfim, ela pagava as contas, mantinha os compromissos financeiros, tentava manter alguma estabilidade ali pras filhas. E pra evitar que o dinheiro da casa fosse todo consumido pelo vício do marido dela, a Mara passou a controlar as finanças. Ela entregava então ao Anthony um valor fixo ali mensal, tipo uma mesada. Vai vendo. E esse arranjo aí, ao invés de reduzir os conflitos, aumentou, não é? O Anthony agora começou a ficar ressentido disso, sabe?
orgulho dele, que eu não sei de onde ele tirou, ferido. E esse ressentimento aí não se limitava a Mara, tá? Ele passou a direcionar essas frustrações dele aí nas filhas. O Anthony dizia que a esposa e as crianças haviam arruinado a vida dele, tirando a liberdade que ele acreditava ter. Em discussões, ele repetia que era infeliz, que não via a hora de se livrar daquela família e que tudo aquilo estava atrapalhando o estilo de vida que ele queria levar.
Na prática, galera, o Anthony desejava continuar a vidona de solteiro dele lá, enchendo a cara, usando drogas,
e sem nada para prestar contas. A rotina de uma casa com três bebês exige demais. Cuidado constante, alimentação, banho, choro, noites que você tem que acordar de madrugada. Enfim, é a tensão total, meu amigo. Teve filho, já era. Você fica em segundo plano até morrer. Esse é o fato. O Anthony participava o mínimo necessário para manter a aparência de pai, especialmente nos momentos públicos. Dentro de casa, acho que não fazia nada mesmo. Com o tempo, a situação da família começou a se deteriorar.
em todos os sentidos, até financeiro. As economias da Mara foram se esgotando, o negócio de jardinagem não rendia nada, e ela não tinha mais condições de assumir a administração da franquia, já que ela cuidava das filhas, trabalhava à noite, e diante disso, a Mara colocou um dos imóveis dela, que ela tinha conquistado na época de solteira ainda, à venda. Em esse período, a mãe da Mara, a Beverly Quinn, passou a se envolver mais diretamente lá na família. A mulher já estava com mais de 70 anos,
e a estar presente também na casa com mais frequência para auxiliar ali nos cuidados das netas, melhor dizendo. Essa presença não foi bem recebida pelo Anthony. A Beverly também passou a opinar sobre o casamento da filha. Pessoas ali mais próximas deles relataram que ela criticava o comportamento do genro e não aceitava que a Mara sustentasse o vício dele em drogas. E isso, claro, deixava o clima assim pesadíssimo dentro de casa. Há relatos, inclusive, de que o Anthony demonstrava ciúmes excessivos.
Traição e provocava discussões frequentes por causa do celular dela. É assim, né? Um espírito esquisito desse rapaz, né? Porque ao mesmo tempo que queria vazar da família, não via a hora de ficar solteiro, tem aquele lance do comando, né? Esse negócio de ciúme e de seguir. Porque na verdade, assim, ele quer levar uma vida do jeito que ele quer, mas quer que a mulher fique ali, né? Bajulando, ficando do lado dele, né? Folgado pra caceta.
Enfim, nessa época aí, ele queria ver as mensagens dela no celular ali, né? Tudo isso começou a fazer parte da rotina. Brigas relacionadas a isso também se tornaram recorrentes.
acompanhava a família mais de perto ali, os problemas eram visíveis já. As dificuldades financeiras, o desgaste emocional, psicológico da Mara e a postura do Anthony já indicavam que a situação estava se tornando insustentável. Ainda assim, nada foi oficialmente registrado como, por exemplo, violência doméstica, um BO naquele período lá. Do lado de fora, então, porém, a imagem seguia meio que preservada, sabe? O Anthony continuava parecendo um pai comum, a Mara seguia tentando manter as aparências ali,
fazendo a casa funcionar de fato, as crianças eram pequenas demais para entender qualquer coisa que estivesse acontecendo ali ao redor delas. E esse era o cenário que existia quando a família chegou ao início de setembro de 2018. No início de setembro de 2018, a rotina da casa lá na Cold Street seguia tensa, mas funcionava ali de alguma maneira. Os problemas do casamento já eram conhecidos por quem convivia com a família,
muito fora do comum, estava prestes a acontecer. No domingo, dia 2 de setembro de 2018, se comemorava lá na Austrália o Dia dos Pais. A família passou o dia junto, o Anthony brincou com as filhas, esteve presente dentro do que era esperado para aquele momento, a posição dele. As crianças eram muito pequenas, então para elas estava tudo certo. E no dia seguinte, segunda-feira, o Anthony ficou responsável pelas três meninas durante parte do dia. A Mara trabalhava à noite, então ela precisava de certo modo ter algum momento
energias e ela fazia de tudo pra manter a casa funcionando. Já o Anthony deveria cuidar do negócio de jardinagem, mas os registros indicam que naquela segunda-feira ali, ele fez apenas dois orçamentos pra uns clientes, isso por volta das 6 horas da noite já, 6h21, 6h37. Nesse intervalo de tempo aí, ele estava em casa com as filhas. Não há informações de que ele tenha saído pra trabalhar de fato naquele dia. Apenas esses contatos foram registrados. Por volta então das 11 da noite,
Mara chegou em casa após encerrar o seu turno. Não se sabe exatamente o que aconteceu a partir daquele momento. Não há registros de ligações, mensagens ou testemunhas que indiquem se houve uma discussão imediata ou algum tipo de confronto verbal quando a Mara entrou na casa. O que se sabe é que aquela noite marcou o ponto final de uma sequência de conflitos que vinham se acumulando já há anos. Todos os problemas financeiros, o ressentimento do Anthony, o desgaste emocional da Mara,
constante da sogra lá e a incapacidade do rapaz aí a assumir as responsabilidades que a vida familiar exigia. Tudo isso meio que convergiu naquele momento. Mais tarde, os investigadores reconstruíram cada acontecimento daquela noite, com base nas evidências que eles encontraram, nas perícias, tudo ali com laudos. Naquela noite, o Anthony Harvey estava com 24 anos. Ele matou a esposa dele, a Mara Quinn, que já estava com 41, e as três filhas do casal, Charlotte, de 3 anos, e as gêmeas Beatrix e Alice.
de dois aninhos. Os laudos indicaram que Mara foi atingida na cabeça com um cano de metal de aproximadamente um metro. E depois disso, ela foi esfaqueada repetidamente com uma faca. As lesões indicaram extrema violência. As crianças foram mortas com uma faca menor, retirada da própria cozinha da casa. Cada uma delas foi atacada separadamente em seus quartos. Após os assassinatos, o Anthony permaneceu na residência. Não há indícios de que ele tenha tentado buscar ajuda, fugir imediatamente ou comunicar a qualquer pessoa
Naquela noite lá. Ele ficou lá. O que aconteceu dentro daquela casa. Não foi descoberto no dia seguinte. Como a gente viu. Não é? Na manhã do dia 4 de setembro de 2018. Mais um crime. Foi cometido naquela mesma casa da Cold Street. A Beverly Quinn. A mãe da Mara. Já com seus setenta e poucos anos de idade. Não tinha o hábito de ir lá. Sempre. Tava perto ali. Olhando os netos e tal. Naquele dia ela foi também. E ao chegar a casa.
A Beverly entrou. E não há registro de que ela tenha conseguido sair. Ou pedir ajuda. Dentro da casa. O Anthony.
E ele atacou a mulher também. Assim como ele fez com a Mara, ele atingiu a Beverly na cabeça com aquele cano metálico. Em seguida, esfaqueou a mulher diversas vezes. Isso com a mesma faca que ele usou na filha dela. Os corpos da Mara e da Beverly ficaram no chão ali, lado a lado. E as crianças foram mortas nos quartos e ficaram lá. A cena, como seria contado depois, era de extrema violência. Naquele mesmo dia, o Anthony deveria ter atendido dois clientes da franquia de jardinagem. Mas ele não compareceu a esses compromissos.
com outras pessoas. E essas pessoas aí relataram depois que o comportamento dele era absolutamente normal. Nada fora do comum que demonstrasse o que tinha acontecido há pouco tempo. Nenhum descontrole emocional, nada. Nos dias seguintes, a casa permaneceu fechada, meio que vazia, sem dar sinal de que tinha alguém lá. Do lado de fora, a caminhonete estava estacionada na garagem. E no dia 6 de setembro, alguns vizinhos notaram que o veículo não saía de lá. Mesmo sem ver Mara ou as crianças, a presença do carro
Tava a impressão para os vizinhos mais próximos ali que a família podia estar em casa, só mais reclusa naquele momento. Enquanto isso, dentro da residência, os corpos permaneciam no local, entrando em estado de decomposição. O sangue havia se espalhado, coagulado e secado já. E durante esse período, o Anthony permaneceu organizando alguns pertences, levantando dinheiro e se preparando para deixar a cidade. Em determinado momento, ele saiu de Bedford, cidade onde eles viviam ali, e viajou cerca de 1.500 quilômetros até Panawonic, que é uma região mais ao norte da Austrália Ocidental,
Austrália. Era lá que vivia parte da família dele, incluindo o pai dele. Ao chegar, o Anthony contou tudo o que ele tinha feito. Diante dessa confissão aí, o pai dele pegou o cara e falou a gente vai na polícia, meu amigo. No dia 9 de setembro de 2018, então, o Anthony Robert Harvey se apresentou às autoridades e relatou os crimes. Após a comunicação, a polícia da região de Bedford foi acionada e foi lá até a casa da Cold Street para verificar a situação.
O que os policiais encontraram a entrar no imóvel confirmou o relato do Anthony. Os corpos da Mara, da Beverly, das crianças,
estavam já em avançado estado de decomposição. Houve os passados cerca de seis dias desde os crimes. A cena encontrada lá foi relatada como uma das mais chocantes já vistas pelos agentes lá da região. Alguns policiais deixaram a casa imediatamente após entrar. Eles foram vistos, inclusive, do lado de fora da casa, ali no jardim, no gramado, passando mal, vomitando, chorando. Eles estavam realmente tomados por um nível extremo de impacto emocional. Imagens, galera, desse momento aí circularam depois.
Caso se tornaria público. Quando o caso se tornou público, a reação foi imediata. A dimensão da violência e o fato de envolver cinco vítimas na mesma família causaram comoção em toda a Austrália. Em pouco tempo, pessoas que não conheciam os Harvey passaram a doar dinheiro pra tentar ajudar de alguma forma nos funerais e tal. Foram arrecadadas dezenas de milhares de dólares. No velório, as três meninas foram enterradas em caixões pequenos decorados com ursinhos de pelúcia. Galera, é assim um negócio de cortar o coração, tá?
Vocês podem ver aí. É um negócio que quando você olha, inclusive quando eu vi esse caso aqui, resolvi trazer pra vocês. Foi por causa dessa imagem aí que no site era pra chamar atenção mesmo. Porque assim mostra que, cara, isso é o fundo do poço do que uma alma humana pode chegar mesmo, né? Pra muitos, aquela imagem ali sintetizava o impacto do que tinha acontecido. E assim como acontece em outros casos, a casa onde tudo aconteceu virou um ponto ali de homenagens. Flores, velas, cartões, fotografias, brinquedinhos.
frente como uma forma de prece, de homenagem. Era uma forma de expressar luto e indignação, mas também de reconhecer aquelas vidas interrompidas. Enquanto isso, a investigação ia avançando. Com o autor confesso sob custódia, os policiais passaram a reunir informações sobre o histórico da família. E aí, veio tudo aquilo que eu já contei pra vocês, né? Vizinhos, parentes, amigos, clientes, todo mundo começou a falar que já via que aquilo ali tava se deteriorando. O Anthony Harvey não era visto como alguém que assumia
ter uma vida sem compromissos, com liberdade pra sair, beber, usar drogas. O consumo de maconha, metanfetamina, muito provavelmente fazia parte da rotina diária ali já daquela casa. E por que não das decisões futuras desse ser asqueroso aí, não é? A função de marido, pai, provedor, nunca foi aceita por ele plenamente. Embora fosse, digamos, uma realidade que se exigia, não é? Naquele momento ali. Ele fosse, de fato, um homem. Os investigadores confirmaram que
era quem sustentava a casa. Ela trabalhava, pagava as contas e controlava o dinheiro. O Anthony recebia valores semanais dela, como se ele fosse um meninão bobo sendo alimentado ali pela mulher dele, como se fosse um quarto filho dela. Só que isso fazia o cara se sentir ressentido. É surreal, não é? Relatos também indicaram que o relacionamento era marcado por conflitos constantes. Havia discussões, controle ou tentativa de controle por parte do Anthony, episódios de ciúmes, como a gente viu. Mas, apesar de tudo isso,
Nunca houve um registro formal, um BO, dando notícia de que estava acontecendo alguma coisa assim. Durante a investigação, um elemento chamou a atenção dos policiais. Um diário escrito pelo Anthony e estava lá na casa. Esse material funcionava na prática como uma confissão dele, porque nas folhas o Anthony escreveu sobre a intenção de abraçar sua escuridão e seus instintos animais. Em outro trecho, ele afirmou que precisava fazer algo impensável para se libertar da família.
o Anthony admitiu ser obcecado por serial killers. Ele não apenas se interessava pelo tema, mas ele admirava mesmo, era o tipo de criminoso, a pessoa, expressava o desejo de viver algo semelhante. E essas informações, claro, foram incorporadas ao inquérito do caso. Não houve a alegação de insanidade, também não foi apresentado o argumento de que ele estivesse sob efeito de álcool, droga, no momento de cometer os crimes. E a conclusão da investigação foi de que Anthony agiu de forma consciente e deliberada.
E assim o processo avançou rapidamente. No julgamento, o Anthony já estava com 25 anos e diante das provas reunidas e da própria confissão dele, ele se declarou culpado pelo assassinato da esposa, das três filhas e também da sogra. Não houve tentativa de contestar os fatos. O processo se concentrou na definição da pena. A justiça da Austrália Ocidental, esse estado lá da Austrália, considerou o caso sem precedentes. O juiz responsável, o Stephen Hall, afirmou que não havia crimes realmente comparáveis àquilo que o Anthony tinha feito.
A sequência de homicídios, a forma como foram cometidos e o contexto familiar colocavam o caso fora de qualquer padrão comum. Porque pensa, galera, o cara fez isso com a esposa, com as duas filhinhas, bebês em defesa, uma covardia assim num nível imensurável. E depois ele ficou na casa porque encontrou a sogra lá no dia seguinte. Porra, sabe que não esfriou? Essa alma podre dele não esfriou? Não parou de feder? Cara, é surreal isso, bicho. Na sentença, o juiz declarou que as ações do Anthony
dos limites da conduta humana aceitável e que causariam horror e repulsa até nas pessoas mais acostumadas a lidar com crimes graves. Ele também falou outras coisas, como o Anthony falhou em exercer o seu papel de pai. Bota falhou nisso, hein, juizão? E assim, o Anthony Robert Harvey se tornou a primeira pessoa na Austrália Ocidental a receber uma sentença de prisão perpétua sem possibilidade condicional. Essa decisão significava que ele passaria o resto da vida na prisão sem qualquer previsão legal pra ele poder sair. Apesar disso, a defesa dele recorreu
sentença, tentando reverter a decisão que impedia ele de pleitear a condicional. O recurso não alterou nada e continuou do jeito que estava mesmo. O caso terminou oficialmente no tribunal, mas não acabou e nunca vai acabar, porque deixou uma cicatriz terrível. A história começou com uma mulher. Estava vivendo a vida dela até os seus 30 e poucos anos, determinada, organizada, com a vida feita. E aí falou assim, estava faltando alguma coisa. Ela queria um companheiro, um marido.
Um cara decente que pudesse compartilhar a vida com ela. Por alguma razão que a gente não sabe, ela acreditou nesse cara. E assim, eles construíram a vida. Pouco tempo ali até que foi de alguma forma, pelo menos pelos relatos públicos aí. Mas chegou um momento que deteriorou até esse ponto aí que só o mal consegue explicar mesmo, não é? Um pouco mais de cinco anos, galera, de relacionamento. A história daquela família se transformou em uma sequência de conflitos assim que chegou na violência extrema, não é? Aconteceram as cinco mortes.
Aquela casa lá que abriu o episódio de hoje, na Cold Street, que só parecia estar vazia. Alguém podia estar viajando. Se tornou o cenário de um dos crimes familiares mais violentos já registrados naquela região. Pois é, cara. É o que eu falei aqui certa vez em um episódio, né? A gente devia fazer um período probatório, não é? Pra... Quando você tá conhecendo alguém, assim, passa um tempão. Um ano, dois, três, se for necessário.
Você conhecer a pessoa, mas se possível, até mora um pouquinho ali, sem um compromisso tão formalizado, pra ver.
o que tá acontecendo, ver como é que a pessoa é, porque se a gente só conhece profundamente uma pessoa, eu acho, quando passa a conviver mesmo, né? Ali que as pessoas se mostram, né? Mostram quem é quem. Não sei, mas eu tenho essa percepção. E aí quando entra filhos na jogada, galera, meio que o laço nunca mais se rompe, né? E aí por uma série de elementos que nem cabe aqui discutir, as pessoas vão levando muitas vezes, né? Sem perceber que esse levando muitas vezes com a intenção boa, né? De talvez voltar ao que era um dia, tá fazendo com que o elo da corrente,
Se feche. Uma vez fechado. É, não tem o que fazer mais. Eu quero saber a opinião de vocês sobre essa história bárbara aqui nos comentários. Agradeço imensamente sua companhia. Um beijo do Ruivo e até o próximo episódio.