O Que a Brasileira Alega Contra MrBeast na Justiça?
https://creators.insiderstore.com.br/MARCOSCAMPOSUse meu cupom MARCOSCAMPOS e aproveite o aniversário da Insider Brindes progressivos no site! #insiderstore📌 Uma brasileira que trabalhou como executiva do MrBeast acaba de processá-lo na justiça federal dos Estados Unidos. Lorrayne Mavromatis alega assédio sexual, discriminação por gravidez e demissão após licença-maternidade. A Beast Industries nega tudo e chama o processo de "busca por atenção". Neste vídeo, eu explico tudo o que se sabe até agora — com as alegações, a defesa da empresa e o histórico de polêmicas do maior youtuber do mundo. Os dois lados da história, sem sensacionalismo.Processo federal — Distrito Leste da Carolina do Norte — abril de 2026⚠️ Todas as informações são baseadas em documentos judiciais públicos e reportagens de veículos como NBC News, Associated Press, Fortune, Variety e Boston Globe. As alegações ainda não foram julgadas.“Importante reforçar: todas as acusações mencionadas fazem parte de um processo em andamento. Até o momento, não houve decisão judicial sobre os fatos, e as alegações ainda serão analisadas pela Justiça.”-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br📲 Me acompanhe nas redes sociais: @eusoumarcoscamposMrBeast
Marcos Campos
- Processo contra MrBeastassédio sexual · discriminação por gravidez · retaliação · Lorrayne Mavromatis · Beast Industries · Jimmy Donaldson · James Warren
- Cultura da empresaclube do bolinha · Bíblia do MrBeast · licença-maternidade
- Polêmicas anterioresTeam Trees · Team Seas · Beast Games · Ava Christaisson
Anteontem, dia 22 de abril de 2026, em Nova York, o Jimmy Donaldson, o Mr. Beast, subiu no palco da Time 100 Summit, um evento da revista Time que reúne as 100 pessoas mais influentes do mundo.
E aí ele começa a falar sobre como a empresa dele cresceu, como ele trouxe gente mais experiente pra lidar com tudo lá, e como ele reconhece que não é a pessoa certa, digamos, pra definir a cultura de uma empresa de 750 funcionários. Bom, só que quando ele tava naquele palco, algo tava acontecendo nos bastidores. Uma ex-executiva da empresa dele, a Beast Industries, que é, na verdade, a empresa por trás de tudo que é Mr. Beast, acabava de protocolar um processo federal na Carolina do Norte.
E essa ex-executiva é brasileira. Uma brasileira que saiu do Instagram e entrou, digamos, no coração da maior máquina de conteúdo do YouTube. Subiu rápido e agora tá dizendo em juízo que o que ela viveu lá dentro foi um pesadelo. O conteúdo desse processo pinta um retrato bem diferente do que o Mr. Beast tava vendendo, digamos, lá naquele palco.
Eu sou Marcos Campos e hoje então a gente vai abrir esse caso aí que deu uma sacudida no mundo dos criadores de conteúdo. O que essa ex-funcionária alega que acontecia dentro lá da Beast Industries? Por que ela foi demitida menos de três semanas depois de voltar da licença maternidade?
E o que um manual suposto interno de lá chamado Bíblia do MrBeast revela sobre a cultura real por trás dos vídeos de milhões de dólares? Bom, você quer entender tudo que tá acontecendo sobre esse exposed aí do MrBeast? Então fica comigo, já deixa um like, comentário, nem que seja um Emorti se torne membro se puder.
Deixa eu te falar uma coisa aqui bem rapidão que tem muito a ver com esse vídeo. Porque assim, galera, muita gente acha que o que eu faço aqui no canal é inspiração, tá? Mas olha, eu te garanto que é processo, é ralação. É sentar o bumbum aqui, pesquisar pra caramba, testar a narrativa, ajustar até funcionar. Se não funciona...
eu descarto e tento de novo. E é por isso que eu curto pra caramba uma marca que pensa exatamente desse jeito, que é a Insider. Essa camiseta aqui que eu tô usando, meu pretinho básico de todo dia pra gravar os vídeos aqui pra vocês, é uma Tech T-Shirt. E olha, não é sobre estética em primeiro lugar, tá? É sobre conforto, galera. Resultado no processo mesmo, sabe?
Os caras testam, ajustam, repetem até chegar num negócio que funciona no mundo real. Tipo, não fica com cheiro, não amassa fácil, é confortável pra caramba pra gravar aqui durante horas, num calorzão, é feito pra rotina de verdade, saca? Isso pra mim faz toda a diferença.
Porque no final das contas, você percebe quando existe um método por trás daquilo. Inclusive, eles estão no mês de aniversário já, tá? Nove anos e olha, eu acho que faz uns três já que eu tô junto com essa parceria, hein? Um terço estamos juntos aí, Insider. Agora, nesse mês, você tem brindes progressivos, tá? Eu vou deixar aqui na tela pra vocês. Conforme você vai colocando no seu carrinho aí, vai melhorando o brinde. E se você quiser aproveitar todos esses benefícios, é só clicar no link que eu vou deixar no comentário fixado, que já vai direto lá pro site da Insider. Combinados? Recados dados. Recados.
Vamos aos fatos. A gente precisa falar de um império aqui. Pra quem não conhece, eu acho quase praticamente impossível não conhecer. O MrBeast é o maior youtuber individual do mundo. O nome real dele é Jimmy Donaldson, como eu disse. Tem 27 anos, mora em Greenville, lá na Carolina do Norte. O canal principal dele tem mais de 480 milhões de inscritos, galera. Vocês têm noção do que é isso, galera? Eu tô lutando que vai chegar em 1 milhão. Eu quero ter 480 milhões.
Só pra título de comparação, assim, é mais gente do que a população dos Estados Unidos. Mas o MrBeast não é só um canal de YouTube, tá? Ele montou ali um conglomerado. Tem a Feastables, que é ali a marca de chocolate deles, de snacks, né? Ele comprou também o Step, que é um aplicativo de banco digital voltado pra adolescentes. Tem o Beast Games, que é um reality show lá na Amazon Prime Video, que já tá na segunda temporada, inclusive.
Tudo isso roda por dentro de uma empresa chamada Beast Industries, que hoje emprega mais de 700 pessoas. É uma operação gigantesca com um orçamento mensal de centenas de milhares de dólares só em produção de conteúdo, tá? Até aqui, a imagem pública do Mr. Beast era basicamente a de um cara que dá dinheiro pra todo mundo, um cara filantropo, acessível, o amigão da internet, sabe?
O MrBeast cofundou o Team Trees, que plantou mais de 24 milhões de árvores. Lançou o Team Seas, que já arrecadou mais de 300 milhões de dólares para limpar os oceanos. Em 2025, fez o Team Water, mais de 40 milhões para levar água limpa.
E olha, é um currículo de filantropia difícil de bater e, na verdade, tem que bater palmas, porque é realmente um trabalho incrível. Só que, nos últimos dois anos, essa imagem valiosíssima, sem nenhum arranhão, está tomando uns arranhõezinhos, um atrás do outro, eu diria. E esse processo novo aí é, sem exagero, talvez o mais pesado até agora.
E quem tá movendo esse processo aí contra a Beast Industries é a Lorraine Mavromat. Ela tem 34 anos, nasceu no Brasil e antes de pisar na Beast Industries, ela já era criadora de conteúdo conhecida, um milhão de seguidores no Instagram, canal do YouTube com mais de um milhão e meio de inscritos, conteúdo de beleza, viagem, lifestyle, ou seja, não era uma novata, ela já entendia bem o jogo das redes sociais.
Segundo os documentos do processo, ela entrou na Beast Industries em agosto de 2022, contratada como o Head do Instagram do MrBeast. O salário inicial dela era então por volta de 100 mil dólares por ano. Em menos de um ano, ela foi promovida duas vezes. Primeiro pra Head de Criação, depois pra uma posição de diretoria na Divisão de Verticais, que segundo ela, era um cargo executivo com...
20 funcionários sob comando e um orçamento mensal de quase 500 mil dólares. O salário nessa posição aí chegou a 250 mil dólares anuais. E todos esses números, galera, são estimados, né? São divulgados, se é exatamente isso ou não, não sabemos. Segundo o processo, em maio de 2025, a empresa chamou ela pra ajudar numa gravação com o Neymar aqui no Brasil. A Lorraine se ofereceu pra ir argumentando que seria valioso ter uma cidadã brasileira no local pra ajudar lá na equipe, produzir o conteúdo e tal.
Ou seja, a empresa sabia do valor que ela trazia para as produções. E mesmo assim, segundo o processo, tudo o que ela tinha construído dentro da Beast Industries foi destruído depois que ela abriu a boca para reclamar. Então, olhando assim, a gente está falando de alguém que subiu lá na empresa, estava subindo os degraus lá, melhorando na carreira, ganhava bem, e pelos números, era valorizada dentro da empresa.
Aí então você deve estar se perguntando, né? Mas o que raios aconteceu então? O processo foi protocolado na Justiça Federal do Distrito Leste da Carolina do Norte até ontem, dia 22 de abril de 2026, enquanto o Mr. Beast estava lá no palco da Time Summit lá, não sei o quê. Os réus, são duas empresas, tá? A Mr. Beast YouTube LLC.
E também a Game Changer 24-7 LLC. O Jimmy Donaldson pessoalmente não é real de nada, mas é citado diversas vezes nos autos. As alegações são divididas em três frentes. Assédio sexual, discriminação por gravidez e retaliação. Segundo a Lorraine, a Beast Industries era o que ela chama de clube dos meninos.
um clube do Bolinha, um ambiente de trabalho dominado por homens, onde mulheres eram sistematicamente diminuídas. Ela alega que era mandada calar a boca em reuniões, excluída de encontros que eram exclusivamente masculinos e que comentários sobre a aparência de funcionários mulheres eram comuns e ignorados.
A acusação mais pesada envolve o James Warren, que é um primo do Jimmy Donaldson e, na época, CEO da Beast Industries. Segundo o processo, Warren exigia que a Lorraine fizesse reuniões individuais na casa dele e, durante essas reuniões, ele fazia comentário sobre como ela ficava nas roupas que usava.
Quando a Lorraine reclamou que um cliente da empresa estava dando em cima dela, a resposta que ela alega ter recebido foi que ela deveria se sentir honrada pela atenção. E tem mais, segundo o processo, quando a Lorraine perguntou pro Warren por que o Jimmy evitava contato visual com ela, a resposta que ela diz ter ouvido foi a seguinte, que o Jimmy ficava sem graça perto de mulheres bonitas, e que quando ela estava por perto e ele ia ao banheiro,
não era exatamente pro banheiro que ele tava indo. E um detalhe importante aqui, a Beast Industries contestou essa alegação especificamente, tá? Dizendo que foi fabricada pra gerar manchetes. A empresa atribuiu as idas ao banheiro à doença de Crohn que o dono supostamente tem, uma condição intestinal aí.
que inclusive ele já declarou publicamente ter. Mas alegações não param no Warren, o Primo. A Lorraine também diz que o próprio Mr. Beast diminuía em reuniões, que o tratamento dado às mulheres para a liderança masculina da empresa era algo que ela chama de sistêmico, não pontual.
Segundo ela, o processo de queixa dentro da empresa era praticamente inexistente em 2023. Não tinha canal claro pra denunciar assédio ou discriminação. E aí entra um detalhe que conecta esse processo aí com outra polêmica. O processo alega que os executivos homens da empresa riam e faziam piadas sobre participantes mulheres do Beast Games, que reclamavam de não ter acesso a absorventes e roupas íntimas limpas durante as gravações do programa.
Não é a primeira vez que surgem queixas sobre condições nas gravações do Beast Games, tá? Já existe um processo coletivo em andamento movido por ex-participantes que a gente vai falar daqui a pouco, tá? Mas antes, a gente precisa falar desse processo da Lorraine que diz sobre discriminação por gravidez.
E essa talvez seja a parte mais impactante do ponto de vista dela do processo. A Lorraine alega que a Beast Industries não tinha, na prática, uma política clara de licença-maternidade, na época em que ela trabalhou lá, pelo menos, né? E que a cultura da empresa pressionava funcionários a trabalhar sem limites de horas. E pra entender essa pressão, é preciso falar de um documento que aparece várias vezes no processo, tá? Um manual interno de 36 páginas, chamado Como Ter Sucesso na Produção Mr. Beast.
Esse manual, digamos, que alguns funcionários apelidaram de Bíblia do Mr. Beast, era distribuído para todo mundo que entrava na empresa. Segundo os autos, o manual tinha seções como Tudo bem os meninos serem infantis, e a quantidade de horas que você trabalha é irrelevante. Tinha também, segundo o processo, uma frase que dizia Não, não significa nada.
Não, em referência à persistência criativa, segundo a empresa, mas que Lorraine alega criar um ambiente ali onde recusar tarefas era visto como fraqueza. E tinha também instruções dizendo que se alguém da equipe criativa quiser, por exemplo, desenhar um pênis no quadro branco durante a gravação de um vídeo,
Os outros deveriam deixar. Foi nesse ambiente, então, suposto ambiente, né, que a Lorraine diz ter entrado em uma reunião de trabalho por videoconferência enquanto estava num hospital em trabalho de parto. Segundo ela, ela precisava prender a respiração entre as falas por causa das contrações.
e tinha medo de ser demitida se recusasse participar. Ela cancelou uma reunião naquele dia, avisando que estava em trabalho de parto. E aí a Beast Industries mostra uma resposta de uma colega, dizendo que ela nem deveria estar olhando as mensagens. A empresa usa isso pra dizer que colegas tentaram impedir que ela trabalhasse, contradizendo a ideia de pressão institucional ali. Quem vai precisar apurar isso aí com destreza? Será a justiça pra saber quem tá falando a verdade, quem não tá?
se é uma coisa pontual, se não é, se é realmente uma cultura institucional. Mas tem outro ponto, tá? A Lorraine alega que a empresa não informou a ela sobre os direitos dela sob a lei americana que garante licença sem remuneração para situações como o parto, por exemplo. A Beast Industries respondeu mostrando um print da assinatura de Lorraine confirmando o recebimento do manual de funcionários que continha as políticas que falam sobre essas questões aí.
Isso foi em março de 2025, tá? Mas, tem mais, segundo a Lorraine, tem uma retaliação aí, é demissão. Segundo ela, em novembro de 2023, ela fez uma reclamação formal sobre assédio sexual e o ambiente hostil ao RH da empresa, que, segundo o processo, era chefiado pela mãe do Jimmy Donald's.
Pensa nessa estrutura por um segundo, galera. A pessoa responsável por receber queixas trabalhistas é a mãe do dono da empresa. Pra quem trabalha dentro de uma empresa assim, isso cria um problema óbvio de conflito de interesses, ou não. Você vai reclamar do filho pra mãe dele sobre o que ele tá fazendo dentro da empresa dele que o RH é chefiado pela mãe.
É um negócio meio zoado, meio confuso, mas é assim. Segundo consta, pelo menos, né? A resposta que ela, então, alega ter recebido foi que as queixas eram infundadas. E logo depois disso, ela diz que foi rebaixada, transferida para um cargo de gerente de mídias sociais da loja de merchandising no Mr. Beast.
que é uma posição aí que os próprios funcionários chamam de a divisão onde a carreira vai morrer. E aí vem a parte da licença. A Lorraine saiu de licença-maternidade. Segundo o processo, mesmo durante a licença, ela fez trabalho substancial e contínuo por oito semanas, com medo de retaliação se não fizesse.
Eu fui let go. E a razão foi, e eu quero dizer, Você é tão alto de um calibre para essa posição. Nós precisamos de alguém de um calibre.
Disseram que ela era qualificada demais pro cargo que tinha sido colocado. Aí fica meio confuso de entender, né? Porque, tipo, você é rebaixado porque você tá reclamando, aí depois você é demitido porque você é bom demais pro cargo que colocaram você porque você reclamou. E segundo o processo também, depois que ela saiu, a empresa contratou um homem pra exercer as mesmas funções que ela fazia antes de ser rebaixada.
Se for verdade, e isso evidentemente vai ser investigado no processo, enfraquece muito o argumento de que o cargo foi eliminado por reestruturação, como foi alegado também. A Beast Industries diz que o cargo de Lorraine foi eliminado como parte de uma reestruturação interna feita pelo novo chefe de e-commerce e que vários cargos foram cortados, e não foi só o dela.
Bom, sobre tudo isso, fazendo um resumão geral aqui, a resposta da Beast Industries foi bem incisiva. A empresa chamou o processo de reclamação de quem busca atenção e disse que as alegações são baseadas em representações deliberadamente falsas e em declarações categoricamente inverídicas. A empresa afirmou ter provas extensas.
Mensagens de Slack, conversas de WhatsApp, documentos internos e testemunhos, que segundo eles, desmentem tudo. A empresa também atacou a parte sobre a condição de saúde do Donaldson. A empresa diz que é repugnante esse processo explorar a condição da doença de Crohn do Mr. Beast, também uma condição ocular que ele tem, que segundo o consta, são ambas públicas, só para gerar manchetes e tentar arrancar milhões de dólares. E assim, galera, olhando assim, sendo franco...
O negócio é extremamente famoso, né? Você olha o Mr. Beast, claro que na frente da câmera ninguém sabe como é por trás de fato, a não ser que quem conviva, né? Mas, cara, é um ambiente, assim, acredito eu, muito sanguessuga aparece. Pelo amor de Deus, não estou falando que é o caso da Lorraine, tá? Mas, assim, olhando para a argumentação da empresa, eu acredito que eles devem passar por isso realmente várias vezes. Por isso que eu estou dizendo que a gente vai ter que esperar, porque a justiça americana vai ter que, no mínimo, investigar tudo isso aí, né?
Sendo um terço verdade, né? Essa questão de rebaixamento, de meio que agressão psicológica, não é? Diminuir e tal. Tem uma cicatriz, tem uma mancha grotesca aí, né? Bom, um porta-voz do ACO, o James Warren, disse que a alegação mais pesada contra ele foi fabricada com o único propósito de gerar mesmo repercussão.
O Warren aí era o primo lá, né? Lembra que ele era CEO e tal. E segundo fontes da indústria, os representantes de Lorraine teriam procurado abistir indústrias antes do processo em busca de um acordo financeiro milionário. E o que isso significa? Bom, é comum em Letizios trabalhistas, galera, ambas as partes tentarem resolver antes disso ir pra público e jorrar pra todo lado depois que o ventilador liga, não é?
Não é necessariamente sinal de má-fé, de reconhecimento, de tudo, mas é sim um sistema que funciona ali, né, muitas vezes. Mas o fato é que a empresa tá usando isso aí pra argumentar que a motivação é financeira, não de justiça de fato. É uma narrativa aí, portanto, então, que cada lado vai ter que argumentar na justiça aí nos próximos meses.
Mas olha, eu preciso dizer pra vocês que não é, evidentemente, a primeira vez, né? Como eu acabei de comentar, devido aí a todas as circunstâncias, já tem precedente. Pra entender o peso desse processo, é importante a gente saber, então, que ele não cai num vácuo, tá? A Beast Industries já vinha acumulando polêmicas nos últimos dois anos.
Para vocês terem uma ideia, em julho de 2024, surgiu o caso da Ava Christaisson, que era integrante original do grupo do Mr. Beast, amiga de infância dele. Acusações de que ela teria tido interações inapropriadas online com menor de idade estouraram nas redes sociais nessa época. O Mr. Beast, então, cortou laços publicamente, dizendo que estava enjoado.
Contratou uma firma de advocacia independente para investigar tudo. Em novembro de 2024, depois de analisar centenas de milhões de documentos, entrevistar várias pessoas, a firma concluiu que as alegações de aliciamento, digamos, não tinham fundamento. Mas o estrago na imagem...
Já tinha sido feito, não é? Na mesma época, vieram à tona vídeos antigos do Mr. Beast fazendo comentários racistas e usando termos homofóbicos. Ele atribuiu esses vídeos aí à imaturidade da adolescência. Em setembro de 2024, cinco ex-participantes do Beast Games entraram com um processo coletivo contra o Donalds.
a Amazon e as produtoras do programa, alegando condições perigosas de trabalho e assédio sexual durante as gravações. O programa, pra quem não sabe, galera, reuniu mil participantes disputando um prêmio de 5 milhões de dólares, o maior da história da TV. Segundo o processo dos participantes, as condições incluíam situações que teriam levado alguns ao hospital até. E a acusação de que participantes mulheres não tinham acesso a absorventes e roupas íntimas limpas e a acusação de que participantes mulheres não tinham acesso a absorção de um hospital.
vem dessa mesma época, tá? E esse processo ainda tá em andamento, pra vocês terem uma ideia. Mas, apesar disso, o Beast Games, mesmo assim, foi renovado pra uma segunda temporada que foi ao ar agora no começo de 2026. Só fazendo um parêntese aqui pra falar da Cris, né? Que surgiu aí os vídeos onde o Mr. Beast supostamente tava fazendo alegações preconceituosas, etc. E pra quem não se lembra, a Cris passou por um processo de transição, né? Você pegar as temporadas mais antigas do Mr. Beast, você vai ver que...
A Cris aparece como homem e depois fez a transição de sexo aí e se tornou a Cris. Foi quando supostamente surgiu esses boatos aí e ela sumiu do programa, enfim. E depois de todas essas polêmicas, o Mr. Beast prometeu mudanças. Ele supostamente teria mudado ali um...
esquema interno da empresa, que segundo consta, a Associate Press teve acesso dizendo que precisava criar uma cultura onde todos se sentissem seguros. Prometeu também contratar um diretor de RH, um diretor financeiro, um conselheiro jurídico geral, treinamento de sensibilidade para toda empresa, inclusive a empresa recentemente contratou uma firma de advocacia terceirizada para fazer uma auditoria independente da cultura de trabalho, entrevistando funcionários atuais e antigos.
É que eu tava pensando durante tudo isso, galera, assim, eu não sei como é que foi a ascensão do MrBeast, mas presumo que foi meteórica, né? Tipo assim, foi um sucesso muito rápido, muita grana, e pra você estruturar tudo isso daí, dá a sensação, às vezes, que é feito meio que...
Sei lá, naquela cultura de amizade mesmo, né? De garagem entre amigos. Não tô dizendo que é isso, mas a sensação que dá olhando tudo isso aí que tá vazando, né? Vários funcionários atuais também se pronunciaram publicamente defendendo o Donald's, o Jimmy, o Mr. Beast, dizendo que o ambiente de trabalho atual é profissional e seguro, sim. Mas é exatamente aí que fica complicado, porque esses depoimentos falam do presente, e o processo da Lorraine fala do período de 22 a 25.
A pergunta que fica então é, o problema foi resolvido ou foi varrido pra debaixo do tapete? Certamente, caríssimos, é a justiça que vai responder isso aí. Ou não, também quem sabe, né? O que nós temos é que no mesmo dia em que esse processo aí foi protocolado, explodiu no mundo com...
vídeo da Lorraine, né, fazendo uma expose daí, o Mr. Beast tava lá no palco da Time 100 Summit. Quando perguntado sobre a cultura da empresa dele, ele disse que começou aquele negócio aos 11 anos de idade e que na época nem sabia o que aquela palavra significava. Sem deixar claro qual palavra é, mas presumo que seja esse negócio de cultura de empresa, né, modelo de negócio, enfim.
Diz que a empresa cresceu para 750 funcionários e que ele trouxe líderes mais experientes porque reconhecia que não era a melhor pessoa para definir a cultura de uma organização daquele tamanho já. É uma resposta, eu diria, calculada, reconhece que houve problemas sem admitir uma culpa direta. Terceiriza a irresponsabilidade para gestores anteriores.
e posiciona a versão atual da empresa como diferente da que a Lorraine descreve. Se vai funcionar ou não essa limpeza da imagem pública, a gente vai precisar aguardar os próximos capítulos. Não sei, me comenta aqui pra mim o que vocês acham. Em processo trabalhista, de alto perfil pelo menos, esse timing da ação aí é quase sempre estratégico, tá? Dá uma forçada na questão aí no momento de maior visibilidade do réu. E a Beast Industries usou exatamente isso também no contra-ataque.
dizendo que o processo foi desenhado para gerar manchetes com esse timing. Então, fazendo um resumão geral aqui, a gente tem uma ex-executiva lá da empresa Mr. Beast, alto escalão, que alega assédio sexual, da parte do CEO, um ambiente de trabalho que ela chama de clube do bolinha, clube dos meninos, pressão para trabalhar durante o parto, rebaixamento depois de reclamar, e demissão menos de três semanas depois de voltar da licença de maternidade.
Do outro lado, tem uma empresa que diz ter provas de que tudo isso é mentira, que acusa a autora do processo de buscar atenção e dinheiro e que aponta evidências documentais que contradizem pontos específicos da denúncia. Enfim, agora é guardar pra saber o que vai acontecer diante de tudo isso e não vai acontecer nada. Por enquanto é isso, caríssimos. Eu agradeço imensamente sua companhia. Espero vê-los no próximo episódio. Um beijo do Ruivo e até lá.
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