Episódios de Vamos aos Fatos

Matou o Amigo Depois do Jantar e Levou o Dedo no Guardanapo

16 de abril de 20261h22min
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📌 Nessa live, eu conto os detalhes de um caso que aconteceu em Santa Maria da Serra, no interior de São Paulo — um filho que matou a própria mãe, arrancou o dedo dela pra desbloquear o celular por biometria e foi preso no velório. Depois, a gente assiste juntos ao vídeo sobre o caso do dentista Rafael Caranhato, que jantou com um cara que achava que era amigo e foi assassinado enquanto dormia — o criminoso arrancou o dedo dele, enrolou num guardanapo e saiu sacando dinheiro no caixa eletrônico. E no final, eu trago mais um caso com o mesmo padrão. Três crimes, três dedos arrancados, a mesma pergunta: a biometria que deveria nos proteger virou o nosso maior risco?Se inscreve e me ajuda a chegar a 1 milhão de inscritos.Caso principal começa em 20:15-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br📲 Me acompanhe nas redes sociais: @eusoumarcoscampos-------⚠️ Aviso importante:Todo o conteúdo deste canal é baseado em informações públicas, investigações oficiais e reportagens jornalísticas. O objetivo é informar, refletir e promover debates construtivos — sempre com respeito às vítimas, às famílias e à complexidade dos fatos apresentados.

Participantes neste episódio1
M

Marcos Campos

HostJornalista
Assuntos5
  • Caso de Santa Maria da SerraAssassinato da mãe · Roubo de dedo para biometria
  • Caso do dentista Rafael CaranhatoAssassinato do dentista · Roubo biométrico
  • Vulnerabilidades da biometriaRoubos utilizando biometria
  • Legislação sobre tornozeleiras eletrônicasNova lei de proteção
  • Impacto da tecnologia nos crimesCrimes relacionados à tecnologia
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Rotina puxada, né? No meio de tantos compromissos, também é preciso se comprometer com você. Chegou Nestlé Vital, a nova linha de suplementos para o bem-estar adulto, com opções para apoiar o seu dia e a sua noite. Vital é ter foco sustentado ao longo do dia. E também ter uma boa noite de sono, para começar o dia bem. Qual você escolhe? Um ritual matinal ou um ritual noturno? Clique no banner e conheça, porque se cuidar é vital.

Muito bom dia, carispos abduzidos. Sejam todos bem-vindos a mais uma live criminal aqui neste canal. Hoje, quarta-feira, quase que eu falei quinta. Quarta-feira, ansioso aí pelo final de semana, né? Quarta-feira, 15 de abril, exatamente 10h31. E olha, sexta-feira passada...

Tô trazendo, o tema principal dessa live vem muito do que aconteceu na sexta-feira, né? Tivemos uma notícia bem interessante do ponto de vista, digamos que o lado bom e o lado ruim da sexta-feira. E um crime completamente surreal que aconteceu lá na cidade de Santa Maria da Serra, que fica perto de Piracicaba. Não sei se vocês ouviram falar de um filho que tá sendo investigado e suspeito de tirar a vida da mãe por uma causa assim completamente...

surreal e que é o MOT, o nosso fio condutor da live de hoje. Mas eu já falo mais em detalhes. A notícia boa é uma lei que entrou aí, né? Agora pra colocar obrigatoriamente uma tornozeleira eletrônica no calcanhar, no tornozelo de agressor de mulher, né? De criança, enfim.

Eu acho super válido, mas não só pelo fato de colocar, porque tem um detalhe muito interessante aí que inclusive eu comentei quando eu tava falando sobre o caso da Bruna Angleri que aconteceu aqui em Araras, que foi assassinada pelo ex-namorado. Namorou com o cara seis meses, o cara achou que já tinha poder sobre ela e tal. E ficou circulando a vida dela, ameaçando ali durante um tempão. Ela tinha medida protetiva contra o cara, a ex-mulher do cara também que já tinha avisado a Bruna e tal.

E, resultado, o cara conseguiu assassinar ela. Talvez, se já tivesse valendo o que essa lei aqui prevê, pudesse ter sido evitado, porque tem um dispositivo ali com a possível vítima também, né? Achei muito interessante, depois eu conto em detalhes pra vocês. O caso principal que eu escolhi hoje pra live é do dentista, um caso que aconteceu lá no sul, dentista, chamado Rafael Caranhato. Um caso que aconteceu em 2022 e que tem a ver...

Com esse que aconteceu lá em Santa Maria da Serra, sexta-feira passada agora. Não sei se vocês ouviram esse barulho.

Gente, vocês têm noção que aqui dentro, olha minha capinha como tá zoada, dentro desse dispositivo você carrega a sua vida. Não tô falando não só do seu aplicativo de banco, das suas contas de redes sociais, das suas fotos, seus documentos, sua carteira de habilitação, sua conta do GOV. Tudo tá aqui hoje. Eu nem ando com carteira mais, pra vocês terem uma ideia.

Eu tenho uns amigos aí que quando eles vão pra umas cidades mais perigosas, eles vão com o celular do ladrão. Acho que muita gente que mora em cidade grande faz isso, eu acho. É complicado, né? Você imagina? O cara rouba isso aqui e tá roubando a sua vida. Mas agora, aqueles caras mais perversos, mais mórbidos, além de querer o seu celular, estão querendo o seu dedo pra ativar a biometria.

Tem celular que faz biometria com o rosto, né? Eu não quero nem imaginar. Mas tem os que são ali com o dedo, né? E é justamente isso que aconteceu lá em Santa Maria da Serra, né? Na sexta-feira. Mas antes de eu comentar esse caso com vocês, deixa eu dar um bom dia aqui pra galera. Já vai deixando seu like, seu comentário. Eu sou o Marcos Campos, seja muito bem-vindo aqui a mais uma live. Já deixa seu like aí, por favor.

A intenção dessas lives, galera, de quarta-feira às 10h30 da manhã é justamente você aí que tá fazendo seu almoço, trabalhando, fazendo uma musculação, correndo, seja lá o que for. Deixa a live rolando no modo antigo. Sabe aquele radinho? Minha mãe escuta aí na radinha. Espero que ela esteja ouvindo minha live hoje, mas... Sabe aquele? Se não, você bota o radinho ali, tá lavando uma louça, fazendo uma comida. Vai acompanhando a live aí.

Isso ajuda bastante o nosso trabalho aqui, tá? E se não estiver prestando atenção, deixa rolando aí. Fechou?

Vamos lá então, Flávia Queiroz, muito bom dia. Deixa eu ver o que mais aqui. Maristela, Larissa, Diana, Beatriz, Débora. Débora, esposa do mafioso Frank. Piada interna, galera, do grupo lá de membros do canal. John, deixa eu ver o que mais. Giza.

Marli Souza, Raul, Geni, sejam todos bem-vindos, galera. Simarques, eu vi que a Cinnamon Roll, Cinnamon Pepper, estava aqui também. O Augusto, a Eliana, sejam todos muito bem-vindos. Já terminou o que você estava fazendo aí, Augusto? O chat fica salvo, viu, galera? Quem quiser saber o que ele estava fazendo, dá uma olhadinha aí no chat para cima, que vocês vão saber.

Mas é isso então, galera. Já deixa o like aí, um comentário. Vai participando aqui do chat, pra gente engajar aqui. Eu vou falar, viu? Léo, Maria Freire, enfim. Todos muito bem-vindos. Vocês ficaram sabendo do caso de sexta-feira lá em Santa Maria da Serra? Região de Piracicaba, tá, galera? Uma cidade bem pequenininha ali, no entorno de Piracicaba. O que acontece é o seguinte.

Uma senhora de 53 anos, que é servidora pública lá dessa cidade dela, chamada Andrelina dos Santos.

Esse caso não tem muitos detalhes porque ele está em investigação ainda, né, galera? Afinal de contas, faz 4, 5 dias só que aconteceu. Então, assim, a polícia não divulgou muitos detalhes, deu só, digamos, o escopo do que aconteceu lá, né? Foi o seguinte, é provável que eu acho que ela morava sozinha porque é dito que o filho dela, um rapaz também que não teve a identidade divulgada...

Um rapaz de 26 anos, supostamente morava em São Paulo. E nessa sexta agora, dia 10, ele tava lá passando, muito provavelmente, o final de semana com a mãe. Afinal de contas, mãe é mãe, não é, galera? Quando a água bate no bumbum, quem tem mãe, quem tem a graça de ter mãe, vai lá pedir um socorrinho, não é? Pois é, e foi o que o sujeito fez aí. Ele foi lá pra Santa Maria da Serra.

E ele estava acompanhado de uma mulher de 34 anos, que também não teve o nome revelado. Nem o cara, nem a mulher, tá? Por enquanto. Então eles entraram lá na casa. Tudo se dá da seguinte forma. A polícia descobriu que eles chegaram lá por volta das 18 horas, porque tinha câmeras de segurança ali. Eles conseguiram recuperar essas imagens. E eles entraram na casa da senhora Andrelina. Andrelina, melhor dizendo. Beleza, só que eles só saíram de lá por volta das 11 da noite.

Então, qual foi a trajetória que eles fizeram? Eles saíram, pediram um táxi, depois a polícia conseguiu identificar esse táxi pra confirmar que era mesmo o filho dessa senhora. E eles foram até São Pedro, uma outra cidade ali da região. Depois pediram um Uber pra ir até a rodoviária de Piracicaba, de onde eles embarcaram pra Campinas, onde eles pernoitaram lá num hotel e saíram de lá por volta das oito e meia.

Galera, só corrigindo aqui um fato, na verdade eles foram pra Piracicaba depois, né? E às oito e meia eles iriam pra Campinas. Essa é a cronologia dos fatos, segundo o que a polícia divulgou, tá? Muita coisa ainda vai ser esclarecida, mas seja como for, é evidente que é uma rota de fuga, né? E os caras conseguiram contato com o taxista, com o Uber, na rodoviária, na recepção do hotel. Então tá tudo confirmado, muito embora eles não tenham dado nome aos bois ainda.

Mas o que teria acontecido nesse intervalo ainda das 6 até por volta das 11 horas da noite de sexta-feira, dia 10? Eles assassinaram a dona Andrelina. Quem participou ativamente não se sabe. Mas eles assassinaram a mulher com o intuito de cortar o dedo dela.

A polícia encontrou lá a casa toda revirada, não deram detalhes de como aconteceu o crime, mas disseram que estava cortado aqui na altura da falange o dedo indicador direito, com a clara intenção de usar isso para a biometria. Se eles conseguiram fazer isso, também não foi divulgado, se eles de fato conseguiram pegar dinheiro dela, etc e tal.

Presumo que o que tem acontecido é... O cara meio folgadão chegou lá, pediu dinheiro pra mãe, talvez não quisesse dar, porque a gente não sabe do contexto, de tudo que estava acontecendo lá. Então, presumo que deve ter acontecido uma briga e chegaram lá nos finalmentes. Qual é a participação dessa mulher que estava com o cara? É o que se precisa esclarecer. Mas o que aconteceu, então, dando sequência?

A polícia descobriu o crime no sábado de manhã, dia 11. Provavelmente algum morador, algum vizinho, deu por falta ali da dona Andrelina, comunicou às autoridades que foram lá e começaram a puxar tudo isso que eu contei, né? Câmera, questão do táxi, do Uber, da rodoviária, do hotel, tudo. Conseguiram traçar o passo a passo que eles fizeram, hein? Beleza.

Quando a notícia que a dona Andrelinha tinha sido assassinada foi publicada ali na imprensa local e tudo mais, o cara, o filho dela, usou as redes sociais dele pra se fazer de vítima. Tipo assim, fazer de vítima não, fazer de coitado. Tipo, eu não tô sabendo de muita coisa ainda, eu tô em São Paulo indo aí pra Santa Maria da Serra, eu vou procurar me informar e tudo mais, aquele papinho brabo. E ele foi ao velório da mãe.

Só que, quando o cara já estava lá no velório, a polícia já tinha montado todo esse quebra-cabeça que, convenhamos, foi muito assim, né? Só nem ser um investigador profissional para conseguir ligar essas peças, né? Então, quando o cara chegou lá, a polícia entrou devagarzinho lá na cerimônia também para não fazer um baita alarde lá, né? E falou, amiguinho, vem aqui um pouquinho. Explicaram para ele o que estava acontecendo. E o cara foi preso, né? Tem até aqui...

Uma foto da prisão dele aí, ó. Esse cabra aí, ó. A mãe dele é essa senhora aqui que tá com blusa azul. Ele foi preso, o caso tá sendo investigado, porque a polícia tá encarando isso aí, já foi feito aí todo o inquérito com base em latrocínio, né? Então eles tinham a intenção, muito provavelmente, a motivação era realmente ter algum benefício financeiro, né?

E a mulher, cara, de 34 anos que estava com o cara, ela tá foragida ainda. Pelo menos até a última pesquisa que eu fiz, antes de iniciar a live aqui, ela tava foragida. Pode ser que já tenha sido encontrada, mas... A polícia precisa esclarecer agora qual que é o peso, né? A participação deles, quem matou, como matou. E, enfim, o que vai acontecer. Mas...

O que chama a atenção é justamente isso que eu comentei com vocês sobre o celular, né, galera? As pessoas agora estão roubando dedos. Porque você vai achar que isso aqui é isolado? Cara, o que tem de caso acontecendo de pessoas matando parentes, enfim, amigos?

Pra poder pegar a grana do cara e aí precisa do dedo, né? Só que tem uma questão técnica nisso, que no caso do dentista Rafael, que eu vou colocar pra vocês agora, a perícia técnica falou que não é tão simples assim, que os aparelhos de biometria mais modernos, eles, eu vou dizer, eles conseguem perceber a condutividade de uma pele viva. Vocês se lembram lá do...

Naquele caso que o rapaz assassinou, ele tinha saído com um rapaz, era um encontro romântico, ele assassinou o cara e usou a face dele pra tentar acessar o aplicativo do banco do cara. E aí, acho que era o Santander, se não me engano, o aplicativo reconheceu que o cara tava sem vida. Vai vendo. Então, os caras evoluíram, hein? A unidade tá evoluindo aí de uma maneira assustadora. Mas vocês já tinham ouvido falar desse caso aí que aconteceu ontem sexta-feira?

Cara, o que se passa na cabeça de um cidadão que mora longe, que vai visitar a mãe muito provavelmente pra pedir grana, e chega num extremo desse? Será que essa mulher de 34 anos teve alguma participação no sentido ali de... Sei lá, de coordenar também. O cara tinha 26 anos, né? Não sei.

bobão ainda, ou também era sementinha do mal, não sei, eu queria muito saber o contexto do que estava acontecendo nessa família, porque o cara morava em São Paulo, enfim, deixa eu dar uma olhada aqui, o que está acontecendo nesse chat, Sandra Matias, boa tarde de Portugal, muito boa tarde, que bom dia ainda.

A Vera, bom dia, adoro ouvir você narrar os casos. Valeu, Vera. Fico muito grato. Patrícia. É um horror atrás do outro, concordo. Mas o que mais espanta é a frieza das pessoas que fazem. Porque assim, pensa. Será que uma pessoa assim nas...

normal, entre aspas, que não tem nenhum desbloqueio aí de algum transtorno, conseguiria chegar nesse ponto? Você imagina, vamos supor que aconteceu ali uma discussão, sei lá, escalou ali, ficou aquela coisa que... Aí eles mataram a mãe do rapaz.

Aí eu falo assim, vamos cortar o dedo pra tentar acessar aqui o negócio. Ah, esqueci de comentar que a polícia não encontrou o celular dela. Provavelmente eles levaram. Porque se fosse pra acessar o aplicativo do banco, precisava cortar o dedo, né? Então a intenção provavelmente era ir, talvez um terminal aí de banco e tal, pra fazer o saque, né? Mas eu fico me perguntando, o que se passa na cabeça de umas pessoas dessas, cara? Pra ter essa frieza de seguir adiante com o negócio. Isso é real, né?

Simarx, mano, eu sempre falo nós trabalhadores temos uma enorme dificuldade para comprar imóvel, veículo, enfim às vezes nem somos aprovados como é meu caso mas esses camaradas com... eu imagino que você esteja indignada, né Simarx?

Stephanie, um beijo para o Acre, Rio Branco. Sacanagem que o pessoal fica fazendo esses memes com o Acre, né, Stephanie?

Kelly Silva, amei mais uma live manda um beijo pra Angra dos Reis de Janeiro, um beijo pra Angra dos Reis me convidem uma casa Lisboa, manda um oi o que mais

É, a Malu Carvalho. Meu app abre com a digital, mas pra pegar meus únicos 2 reais precisa de senha. Aí tá de sacanagem, né? Ó.

Verdade, Larissa. A pessoa... Eu presumo que seja isso mesmo. A pessoa tá numa noia ali tão grande, tão focada no que ele quer, que eu acho que desconsidera tudo, né? Porque você pensa a relação de um filho e de uma mãe. Cara, pro cara tá indo na casa dela no final de semana, existe ali uma construção de amor, né? Que o cara bota tudo a perder por causa de grana, assim, e provavelmente nem era tanto. Mesmo que fosse, enfim. É um negócio surreal, né?

Gente, eu vou apresentar o caso do dentista pra vocês. Daqui a pouco eu volto pra gente trocar mais ideias, tá? E eu mostrar pra vocês aquela lei que eu falei da tornozeleira lá, que agora é obrigado, né? O cara agressor de mulher, de criança, tal, usar. Eu achei bem interessante um dispositivo que tem ali pra prevenir, né? Proteção da vítima. Achei super interessante.

Vamos conhecer o caso do dentista, que ele tem bastante detalhes e ele aborda essa questão de roubo, de impressão digital, dentro de um contexto de amizade, de confiança. Enfim, esse caso do dentista é surpreendente em vários níveis também, em várias camadas, porque o cara que fez é de um deboche.

Eu não sei se foi levado em consideração na hora. Até foi, né? Porque assim, os caras juízes aqui também tem que seguir as nossas leis, que são brandas. Mas, assim, sei lá. Um cara que tem uma frieza dessa e que faz o que ele fez, como vocês vão ver. Não sei. Se um pouco tempo de pena assim resolve. Bora assistir? Já volto aqui com vocês.

Um policial abre o porta-luvas de um Fiat Palio preto. Ele puxa um guardanapo de papel amassado, abre bem devagar e dentro tem um dedo humano, o indicador esquerdo de um homem de 24 anos que naquele momento já estava morto há mais de 10 horas.

Ele estava enrolado num cobertor dentro do próprio apartamento, a quase 200 quilômetros dali de onde essa cena estava acontecendo. O policial olha para o motorista do Palio, um rapaz de 22 anos, de boné, com roupas que não são deles. No banco de trás tem um Playstation, uma televisão, uma caixa de som, instrumentos odontológicos e cerca de 6 mil reais em espécie. O rapaz não corre, não resiste.

Não diz nada, mas o dedo no guardanapo diz tudo. Olha só galera, esse caso é sobre um dentista recém formado cheio de planos que abriu a porta do apartamento dele para um cara que ele achava que pudesse ser um amigo. Os dois jantam juntos, pedem comida, conversam e poucas horas depois esse mesmo cara está arrancando o dedo do dentista com um canivete com um objetivo para lá de insano.

sacar dinheiro em um caixa eletrônico. Nós vamos tentar entender como uma noite entre amigos pode terminar com um corpo enrolado dentro de um cobertor, um dedo decepado, enrolado em um guardanapo. Por que ninguém desconfiou de nada antes? E o que as câmeras de segurança do prédio gravaram naquela madrugada? Olha, bora investigar juntos, mas eu já te adianto que os detalhes desse caso são muito, muito insólitos.

E pra começar, eu preciso apresentar pra vocês o dentista que cantava. O Rafael Caranhato tinha 24 anos e ele era de Maximiliano de Almeida, que é uma cidade pequena ali no norte do Rio Grande do Sul, perto da divisa com Santa Catarina. Ele se formou em odontologia em janeiro de 2020.

pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, em Erechim. Depois de formado, o Rafael se mudou para Fraiburgo, que é uma cidade de uns 40 mil habitantes, mais ou menos, no meio oeste catarinense, conhecida pela produção de maçãs. Ele montou, digamos, a sua vida ali. Era ali que ele trabalhava, numa clínica odontológica no centro da cidade, morava num apartamento no segundo andar de um prédio, também na área central da cidade.

O Rafael era muito pontual, dedicado, querido pelos colegas e tudo na vida dele seguia aquele script lindamente no fluxo normal da vida. Só que o Rafael não era só dentista. Nas redes sociais ele fazia sucesso, ele tocava violão, cantava.

postava vídeos no Instagram que chegavam a 20 mil visualizações. Ele era um cara vaidoso, bem-humorado, cheio de amigos. E nas fotos ele estava sempre sorrindo, sempre cercado de gente. Amigos da faculdade, colegas de trabalho, pacientes que viraram amigos dele. Inclusive uma dentista chamada Cassiane, que era próxima dele, escreveu nas redes sociais depois que tudo já tinha acontecido.

que o Rafael sempre foi um cara incrível, que deixava todo mundo feliz e que todo mundo o amava do jeitinho que ele era. O irmão mais velho do Rafael, o Bruno Ricardo, disse que os pais eram muito apegados ao Rafael. Ele era o tipo de filho que liga pra casa, sabe? Que manda notícias, que conta como foi o dia. Eu diria que uma particularidade na personalidade dele, né? Esse carinho familiar e tal.

Nos últimos tempos, a gente não tem visto tanto isso, as pessoas estão sempre na correria, naquela afobação. Bom, a família morava longe, lá em Maximiliano de Almeida, no Rio Grande do Sul, mas eles se falavam sempre. O Rafael tinha construído uma vida em Fraiburgo, como eu disse, três anos ali já. Ele tinha consultório, tinha pacientes, tinha uma rotina estabelecida já.

E ele tinha também uma característica que naquele contexto se tornaria fatal. E esse é o principal elo dessa corrente criminal, que vai inclusive como o alerta principal desse caso. O Rafael era aberto, ele recebia gente em casa com facilidade, dividia comida, conversa, espaço, ou seja, ele não enxergava perigo nas pessoas. E talvez por isso, por ser exatamente esse tipo de pessoa que confia nos outros, que ele infelizmente...

não desconfiou de nada do que estava prestes a acontecer. O cara de poucos amigos. De outro lado, a gente tem o Leonardo Proencio, um cara de 22 anos. Ele nasceu em Fraiburgo, mas morava em Rio do Sul, no Vale do Itajaí, aos 160 quilômetros de distância. Ele era um cara discreto, quase invisível, eu diria. Nas redes sociais, ele se descrevia como solteiro e de poucos amigos.

Numa foto do Instagram dele, ele escreveu uma legenda que depois da morte do Rafael ganhou um significado importante. A frase dizia que quem o visse não imaginava quem ele era de verdade. Vocês já vão ver. Em outra frase, ele falava em ficar cada vez mais forte e com mais raiva.

A polícia depois descobriu que o Leonardo tinha passagens já por ameaça, invasão de domicílio e outros crimes. Ou seja, tinha uma capivarinha ali já. Duas condenações de lesão corporal contra o ex-companheiro e também contra a mãe do ex-companheiro.

Vai vendo, os processos corriam em segredo de justiça e para completar, tinham mandado de prisão em aberto por descumprimento de medida cautelar. O Leonardo era, de certa forma, o oposto do Rafael, nosso personagem principal. Enquanto um era muito alegre, cantava para 20 mil seguidores, todo mundo o descrevia com carinho.

Do outro a gente tem um cara que escrevia frases sombrias pra quase ninguém. Mais uma vez na internet e sempre na internet, não é? E segundo a polícia, os dois se conheciam. Eram então, por falta de uma palavra melhor, amigos. A Última Noite

Era quinta-feira, 15 de setembro de 2022. O Rafael saiu do trabalho por volta das 20 horas. Em algum momento da noite, ele encontrou o Leonardo então. Segundo testemunhas, os dois foram vistos juntos numa lanchonete perto do prédio do Rafael. Eles comeram algo ali, conversaram. E por volta das 10h40 da noite, câmeras de monitoramento do prédio registraram os dois entrando juntos no apartamento.

Até aí, tudo normal. Dois amigos, dois caras que se conhecem, subindo para o segundo andar de um apartamento, provavelmente para continuar a conversa, enfim. Alguma coisa aí chamaria atenção. Só que o Leonardo não estava ali só para conversar, bater um papo, estreitar a amizade, nada disso. A investigação descobriu depois que antes de ir ao encontro,

de Rafael, o Leonardo tinha comprado um canivete. O que dá uma conotação aí de que, definitivamente, para o Leonardo, aquele não era um encontro casual, não é? Era um plano, provavelmente. O que aconteceu dentro daquele apartamento, entre 10h40 e meia-noite daquele dia,

Ninguém viu, mas os vizinhos ouviram barulhos estranhos vindos ali do segundo andar do prédio. Sons que definitivamente não combinavam com uma noite entre amigos. A polícia científica estima que a morte aconteceu por volta da meia-noite mesmo. Rafael já tinha se deitado.

E os fatos se deram, segundo o divulgado, da seguinte forma. Ele estava na cama quando o Leonardo atacou. O primeiro golpe foi no pescoço, um corte profundo com o canivete que impediu, logicamente, o Rafael de gritar por socorro ali naquele momento. Muito provavelmente também de ter uma força contundente suficiente para parar aquele ataque.

para qualquer reação mais severa. Na sequência, vários outros golpes, no rosto, no tórax, no abdômen, no braço, na mão. Rafael tentou se defender sim. Os laudos indicam lesões compatíveis com tentativa de agarrar a lâmina, apesar de fraco pelos golpes do ataque, covarde, não é?

Havia nele ali marcas de quem tentou lutar pela vida, mas ele não teve chance. O primeiro golpe no pescoço selou tudo, digamos, né? Com o Rafael já sem vida, então, o Leonardo não foi embora. Muito pelo contrário, ele ficou lá um tempão. Primeiro ele pegou o canivete, mesmo que ele tinha acabado de usar pra tirar a vida do amigo, e cortou o dedo indicador esquerdo do Rafael. Embrulhou o dedo ali num guardanapo de papel.

E guardou com ele. Gente, assim, é muita, muita frieza, não é? Muita maldade e aquele mal, no sentido até, pra quem acredita aí, de possessão maligna mesmo, não é? Coisa horrível, cara. Uma pessoa em sã consciência, assim, nas plenas faculdades, não sei, eu acho que é pouco provável de fazer uma coisa assim, não é?

Bom, seja como for, depois ele tomou um banho no banheiro do Rafael. Importante frisar isso, porque a polícia científica encontrou lá depois manchas de sangue diluídas ali no box. O Leonardo se lavou, se secou na maior calma, se vestiu com as roupas do Rafael. Ou seja, porque as roupas dele tinham ficado sujas de sangue, né? Então ele abandonou ali no apartamento, colocou a roupa do Rafael.

E continuou seu plano macabro ali. E começou a roubar, não é? Entre 3 e 34 da manhã, as câmeras lá do prédio flagraram o Leonardo. Fazendo várias viagens entre o apartamento e a garagem do prédio. Descendo com o Playstation, subindo de novo. Descendo com a televisão, subindo. Descendo com a caixa de som, com roupas. Com os instrumentos odontológicos do Rafael.

Cada viagem acionava a luz do corredor ali. Foram tantas idas e vindas que o sensor de iluminação ficou acendendo e apagando sem parar durante a madrugada toda com aquele espírito ruim. Pior que filme de terror, não é, galera? Só que tinha um problema aí.

O Leonardo botou tudo no Fiat Palio do Rafael, que estava na garagem do prédio, mas ele não tinha o controle do portão. Ele ficou preso lá dentro, então, no carro da vítima, carregado de objetos roubados, com um dedo humano num guardanapo, guardado ali com ele, esperando alguém ali, algum morador, abrir o portão. Ele esperou horas, sentado no carro de um homem que ele tinha acabado de matar, cercado pelos pertences do mesmo homem morto, com o dedo desse homem no bolso.

Assim, às 7h20 da manhã de sexta-feira, 16 de setembro de 2022, o morador do prédio acionou finalmente o portão para sair com o carro. Leonardo aproveitou e saiu junto, saiu atrás ali, usando, claro, o palio do Rafael. Depois ele pegou a estrada. Mas antes de fugir de Fraiburgo, da cidade onde tudo aconteceu, ele fez uma parada. Ele passou numa agência do Banco do Brasil, tirou o guardanapo do bolso, desembrulhou o dedo do Rafael e teria pressionado aquele dedo.

contra um leitor biométrico de um caixa eletrônico. O saco supostamente foi de R$ 2.000. O detalhe é que peritos questionaram depois se isso era tecnicamente possível com os leitores biométricos modernos. O Banco do Brasil, segundo consta, chegou até a emitir uma nota dizendo que seus terminais possuem a tecnologia mais moderna em biometria e que não seria possível realizar transações daquela forma.

A polícia científica de Santa Catarina também levantou dúvidas, dizendo que sensores modernos exigem condutividade da pele viva. Mas o fato, seja como for, é que o saque aconteceu e foi registrado. O dinheiro saiu da conta. Se Leonardo usou mesmo o dedo amputado ou não, um cartão ou alguma combinação dos dois, isso foi levantado, melhor dizendo, respondido contundentemente.

Não sei dizer. O que não tem dúvida é o seguinte. O Leonardo saiu da agência com mais dinheiro, entrou no palio e pegou a BR em direção ao Vale de Itajaí. Passou por Rio do Sul, continuou dirigindo. A cada cidade que ele passava, estava mais longe lá de Friburgo. A cabeça dele estava se safando, não é? Mas não estava, não. A ausência.

Na mesma manhã de sexta-feira, na clínica odontológica onde o Rafael trabalhava, lá no centro de Freiburgo, o colega estranhou a ausência dele. O Rafael não tinha aparecido, não respondia as mensagens, não atendia as ligações. Para quem conhecia o Rafael, isso era simplesmente, no mínimo, insólito, impossível. Os amigos disseram, mas pensa, ele era um cara super pontual, organizado, tinha pacientes agendados para aquela manhã. Era no mínimo alguma coisa que estava acontecendo.

Os colegas então foram até o prédio do amigo Rafael. A garagem estava vazia, o palio não estava lá, não é? O apartamento trancado, ninguém atendia. E aí a preocupação começou a crescer, não é? Por volta das 10h40 da manhã então, a polícia militar foi acionada. Os agentes chegaram ao prédio e com a ajuda de um chaveiro, eles forçaram, conseguiram entrar lá no apartamento. O que eles encontraram lá foi sangue nas paredes, no chão.

no desjuntor e no meio do quarto revirado, debaixo de um cobertor, estava o corpo do Rafael Caranhato. Sem sinais vitais, evidentemente, sem o dedo indicador esquerdo. O violão dele estava jogado ali em cima da cama, entre caixas e objetos espalhados. O apartamento estava completamente revirado.

A polícia científica entrou em seguida e o perito criminal Márcio Bolzã coordenou ali a coleta de vestígios. A equipe encontrou manchas de sangue diluídas no box do banheiro, como eu disse, não é? Sinal de que o assassino tinha ali, sem o menor pudor, tomado um banho no box da sua vítima. No chão do banheiro, havia roupas sujas de sangue que não eram do Rafael. Eram as roupas que o Leonardo estava usando quando ele entrou lá no apartamento, com todo o plano supostamente arquitetado já.

Na mesa da sala, copos com restos de bebida. A perícia então coletou ali as impressões digitais dos copos. Algumas bateram com as digitais do Leonardo, já registradas no sistema, por causa da passagem dele anterior. Passagens, melhor dizendo. Os laudos preliminares indicaram que o Rafael morreu de múltiplas perfurações mesmo, causadas por um objeto compatível com um canivete. Quatro golpes na região do tórax e um corte profundo no pescoço.

Mas os peritos notaram algo mais. Aquilo que eu já contei pra vocês. As lesões nas mãos do Rafael. Cortes na palma, nos dedos. Ou seja, o Rafael tinha tentado ali segurar a lâmina de alguma forma. Lutado pela vida dele, né? Tinha tentado sobreviver, mas infelizmente, essa batalha ele perdeu. A investigação do caso foi bem rápida. As câmeras do prédio entregaram tudo, né? Meio que o caso pronto ali já pra promotoria e tal. Um inquérito fechado quase. Mas precisava, lógico, saber aí da...

de toda aquela tria de meios, motivos, oportunidades. A polícia viu nessas imagens o Rafael entrando com o Leonardo por volta das 10h40 mesmo. Só que viu o Leonardo saindo sozinho, carregando os objetos ali de madrugada. Viu também o Pali saindo por volta das 7h da manhã, atrás daquele carro de um morador. A placa do carro foi informada a todos os órgãos de segurança do estado então.

Funcionou, porque por volta das 15 para o meio-dia daquele dia, a polícia militar recebeu a informação de que o Palio tinha sido avistado passando por Rio do Sul, a uns 160 quilômetros lá de Freiburgo. Ao meio-dia e meia então, menos de duas horas depois da descoberta do corpo, o Palio foi parado no trevo de acesso de Ibirama, que fica no vale do Itajai.

O Leonardo estava ali, dirigindo o carro do Rafael, vestindo as roupas dele, cercado pelos pertences da pessoa que ele tinha assassinado. Um dos policiais abriu o carro ali. No banco de trás estava lá o playstation, televisão, os instrumentos odontológicos, avaliados em mais de 31 mil reais. No porta-luvas, cerca de 6 mil reais em espécie. Um cigarro de maconha, um canivete com marcas de sangue e o guardanapo. O Leonardo foi preso em flagrante. Segundo a promotora do caso...

Na hora da prisão, ele confessou meio que informalmente, mas depois na audiência de custódia, no dia seguinte, ele não disse uma palavra. A advogada de defesa pediu liberdade provisória pra ele, mas a justiça negou e converteu a prisão em preventiva. Pelo menos não ofereceram um café pra ele, uma blusa de frio, caso o ar-condicionado tivesse muito frio, né? Já é um começo, né, Abduzidos?

Mas tem sempre o mas, não é? A denúncia do Ministério Público de Santa Catarina veio de forma célere, rápida. Leonardo foi denunciado por latrocínio, matar e roubar, enfim, roubo seguido de morte, não é? E também por transporte de drogas para consumo pessoal.

A justiça recebeu a denúncia e autorizou a quebra de sigilo dos celulares do Leonardo e do Rafael. O juiz Felipe Nóbrega da Silva, da segunda vara de Freiburgo, explicou que a perícia nos celulares permitiria recuperar arquivos excluídos e extrair conversas, fotos e vídeos que poderiam revelar a natureza da relação entre os dois e a verdadeira motivação do crime. A família de Rafael não conhecia o Leonardo, tá? O irmão dele disse, o Bruno Ricardo Caranhato, disse que nunca tinha ouvido falar desse sujeito.

O Rafael também nunca tinha mencionado ameaças ou problemas com alguém que tivesse acontecendo ali naquele momento da vida dele. A família descobriu o crime por meio de colegas de trabalho que ligaram preocupados com a ausência do Rafael. No julgamento, o Leonardo alegou legítima defesa. Diz que tinha sido o Rafael quem começou a agressão, que ele só se defendeu. A juíza não comprou isso não, tá?

Nenhuma peça do processo do inquérito sustentava essa versão. Os laudos mostravam que o Rafael tinha ferimentos de defesa, ele tentou segurar a lâmina e que o primeiro golpe foi no pescoço, provavelmente por trás ou de surpresa, o que elimina qualquer cenário de legítima defesa, não é? Mais do que isso, o canivete tinha sido comprado antes do encontro. Leonardo não trouxe o canivete por acaso, não era uma faca de cozinha que estava ali e ele pegou para fazer o crime por alguma razão ali daquele momento.

Era uma arma, entre aspas, que ele comprou com provavelmente algum propósito, não é? A juíza Bruna Luisa Hoffman destacou na sentença a brutalidade do crime. A vítima foi atacada enquanto estava deitada em defesa. Depois da morte, teve o dedo amputado. O assassino ainda tomou banho no apartamento, se vestiu com as roupas da vítima e passou muito tempo saqueando pertences antes de fugir. Cada ação demonstrava premeditação.

E frieza. Uma audácia que, olha, eu vou dizer aí, galera, realmente insólita e, acima de tudo, revoltante, vocês não acham? O Leonardo era reincidente, como a gente viu. Tinha condenações anteriores por lesão corporal, não demonstrou arrependimento em nenhum momento do processo. A própria advogada que o representou na audiência de custódia pediu depois pra sair do caso, dizendo que não se sentia mais confortável pra continuar.

Galera, vocês têm noção disso? É raro, mas acontece, né? A sentença foi 30 anos de reclusão e regime inicialmente fechado por latrocínio inicialmente fechado. Leonardo Proencio está preso desde 16 de setembro de 2022, o dia em que ele matou o Rafael. Bom, galera, hoje, 15 de abril de 2026, quase 4 anos já da pena, né?

Precisa ficar de olho nisso aí, né? Senão, logo alguém estará correndo risco de vida de novo, lamentavelmente. Os fatos, né? Os crimes não me deixam mentir, não é verdade? Gente, os dois tinham jantado juntos, tá? Tinham dividido um lanche ali, um refrigerante. Em algum momento daquela noite, enquanto o Rafael conversava, tocava violão, mostrava vídeos no celular. As coisas que ele fazia ali com todo mundo, não é? O Leonardo estava maquinando o que ia fazer. O canivete estava no bolso.

Assim o Rafael, confiante de que estava ali na presença de um mamico, foi se deitar. Fechou os olhos e o primeiro golpe veio no pescoço. Uma covardia extrema, não é? Dá uma sensação total de insegurança. Fica inclusive, como eu disse, um dos elos desse caso, um alerta para que vocês tomem cuidado com as pessoas que vocês colocam dentro de casa, não é galera? Existem muitas máscaras por aí.

Mas o que me chama a atenção é o fato de tudo ter acontecido e o cara não ter nenhum pingo de pudor de fazer isso, né? Ele sabia que tinha câmera lá, não é possível que não sabia, a não ser que tava numa possessão tão grande ali que não enxergou nada. Pelo que eu vi aqui, não foi alegado também nenhum transtorno, nada nesse sentido, tá? Se foi, me perdoem, não entrou aqui na minha pesquisa, mas...

Não sei, é raro, mas acontece também às vezes. E olha só, o que aconteceu lá em Freiburgo, como a gente tá vendo aqui hoje, não é um caso isolado, não é? É um padrão já. No Brasil, nos últimos anos, vários criminosos assassinaram pessoas pra cortar os dedos e acessar contas bancárias por biometria. De Rondônia a São Paulo, de Santa Catarina ao interior paulista. Em 2020, pra vocês terem uma ideia, um casal de inquilinos matou os donos do imóvel em Rondônia e cortou quatro dedos de uma idosa pra tentar sacar dinheiro.

uma agência alabancária. Em 2018, em Pouso Alegre, em Minas Gerais, um pedreiro matou uma advogada de 67 anos, colocou o corpo numa mala e cortou o dedo dela pra acessar a conta. Casos diferentes, vítimas diferentes, mas o mesmo gesto macabro, não é? Arrancar um pedaço do corpo de alguém pra usar como chave. A biometria foi inventada pra nos proteger, né? De certo modo. A ideia é simples. Seu corpo é uma senha.

Ninguém pode roubar sua digital, certo? Só que alguém pode roubar o seu dedo, não é? E é isso que tem acontecido na mente desses doentes. A tecnologia criou uma nova categoria de crime sem querer, muito provavelmente, né? O roubo biométrico. E os criminosos não precisaram de nenhum curso de informática pra descobrir como explorar essa vulnerabilidade. Precisam só de uma lâmina, não é? E eu diria, acima de tudo, de uma alma...

podre, porque convenhamos, não é, galera? Porque tem que estar muito desesperado, possuído, desorientado, perturbado, seja lá o que for, pra conseguir fazer um negócio desse, não é? O irmão do Rafael disse que o sentimento da família é de inconformação, por ter sido daquela maneira, não é? Não pela morte em si, que já é totalmente inaceitável, mas pela maneira que tudo foi conduzido.

pelo canivete comprado antes, pelo jantar compartilhado, pelo banho tomado no banheiro da vítima depois de ter sido assassinada já, pelas roupas trocadas, pelo dedo guardado num guardanapo. O criminoso simplesmente ignorou qualquer resquício de humanidade que podia haver dentro dele ainda e começou a escarnecer da vida e da memória do Rafael, não é?

Cruel e desumano demais. Leonardo escreveu uma vez nas redes sociais, e eu comentei lá no início, vocês se lembram? Que quem o visse não imaginava quem ele realmente era, não é? O Rafael imaginou que ele era um amigo. Mas, definitivamente ele não era.

Realmente longe de ser amigo, né? E tava pensando aqui, será que existe mesmo um mecanismo de defesa, de controle sobre a digital, por exemplo, ser usada com um dedo sem vida? Eu presumo que sim, né? Não é possível. Porque se não, é porque eu falei ali, né? Os bandidos descobriram uma vulnerabilidade. Será que é uma vulnerabilidade mesmo?

precisaria um especialista em TI agora para responder isso para a gente. Mas, cara, o que chama atenção nesse caso aqui é que é aquele esquema de quando matar vira um ato tão banal, tão normal para o cara, que ele já estava com esse intento, que ele chegou...

a roubar as coisas do cara, subir e descer ali do apartamento dele, como se não fosse nada, cara. Como se ele tivesse, sei lá, tipo assim, despreocupadaço se alguém ia vê-lo ali com as câmeras, né? Porque qualquer condomínio hoje tá lotado de câmera. Tipo assim, será que tava em surto? Mas não tava em surto também, né? Porque não foi falado. Se tivesse, o caso já acontecia em 2022, teria sido dito isso, né? Não foi alegado nada disso.

Então, surto não era, ele estava consciente mesmo e talvez até... Aí talvez tenha aquele lance de sentir prazer no que fez. Me fez até lembrar, quando o cara vira a chavinha do capeta na cabeça dele, eu acho que ele vira um bicho totalmente irracional mesmo, porque, vou contar uma história aqui para vocês, uns cachorros que eu tinha antigamente, mas que serve de analogia.

Eu tava num lugar onde eu morava E a gente tinha vários cachorros Chegamos a ter, sei lá, sete, oito cachorros E tinham três lá

Duas enormes, saudáveis, tudo vira latão, mas cachorrão bruto. Sabe aqueles vira latão bitelo, assim? E tinha uma que era toda cheia de problema, assim, sabe? E a gente pegou ela por causa disso, pra cuidar, tal.

E, cara, um belo dia eu tava lá nesse lugar e escutei uma latida, uma gritaria de cachorro. Eles estavam longe de mim, tipo uns 50 metros de distância. Quando eu vi que eles estavam brigando, essas três cachorros, as duas fortonas, pegando a pequenininha lá que já tinha ali as suas deficiências físicas. E aí, cara, eu saí correndo lá pra tentar separar a briga, né?

Eu juro pra vocês. Chegou num ponto ali, eu tentava puxar elas, arrastar assim. Elas voltavam pra cima como se eu tivesse possuída. Eu cheguei a dar, sei lá, chute na barriga de uma lá da maior, porque ela não largava, ela ia matar a outra pequena lá.

Cara, ela saía rolando assim e voltava com mais fúria ainda. Até que outra galera que estava lá em casa ouviu também, estavam bem longe assim. Aí foram lá me ajudar, conseguimos apartar. Mas não parece que é um negócio meio assim, meio de bicho, de animal, que perde completamente qualquer esquício de racionalidade?

Só que ao mesmo tempo você tem em contraponto O fato do cara ter matado, cortado o dedo Roubado todas as coisas do amigo dele Subido, desci do elevador ali Como se ele estivesse, sei lá, indo passear

Assustador, né, cara? Assustador. Vocês já conheciam esse caso, galera? Isso é de 2022, eu nunca tinha apresentado ele aqui no canal. Eu tava procurando por causa do caso de sexta-feira aí, né? Lá de Santa Maria da Serra. Eu vi que tem alguém aqui de Piracicaba que comentou que tinha visto já o caso. Então aí eu fui procurar um caso análogo. Apareceu esse aí do dentista Rafael. Achei também bem...

E como eu comentei no vídeo, tem vários casos acontecendo nesse sentido. Então se é uma vulnerabilidade, a gente está lascado. Esses casos precisam rever isso aí. Isso precisa ser divulgado para os... Noia da vida é isso, não.

Mariana, diz que a digital não funciona, pois não tem circulação de sangue. Assim esperamos, Mariana. Porque não é dito se os caras conseguiram. É, no caso do Rafael, falou-se que o cara conseguiu sacar 2 mil. Então se ele conseguiu, embora o Banco do Brasil e a polícia tenham falado que não é possível tecnicamente, aparentemente ele conseguiu.

Augusto fica falando umas coisas. Pelo menos a gente fica... Relaxa um pouco a tensão. Bom dia, Michele. Olha. Opa. Não estava reconhecendo aqui o seu nickname. Como é que está, Michele? Há esse tempo que não a vejo por aqui.

Fátima Lima? Marcos, isso já aconteceu na minha cidade. O quê? De alguém matar alguém pra cortar o dedo e usar no banco? Qual é a sua cidade, Fátima?

Deixa eu mandar um abraço aqui especial pra galera que tá nos acompanhando internacionalmente. Eu vi que tem uma galera aqui de Angola, Portugal, França. Na live passada tinha uma galera dos Estados Unidos. Brazucas internacionais acompanhando aqui a nossa live. Eu preciso dar um nome pra essa live aqui. Radinho Criminal. Às 10h30, às 11h30. Com você, todas as quartas. Participe. Se informe.

Ah, vai lá, boa, Augusto. Saudades da Michelle e do Cleo. Eu sou o Cleo. Vamos ver aqui o que mais, quem está falando.

Gente, quando vocês vão trocando ideia aqui no chat, que eu vi que tá bacana, quero mostrar pra vocês aquela lei que eu comentei lá no início da live. Achei bem interessante. Eu vou até aqui pra passar direitinho pra vocês. Olha só que interessante isso aqui. Deixa eu...

Olha só, acusado de violência doméstica que colocar em risco a vida de mulheres e crianças deve usar tornozeleira eletrônica de imediato. A lei 15.383 de 2026, aprovada recentemente aí, né? Na sexta-feira, dia 10, com publicação no Diário Oficial da União.

Veja só, antes dessa lei aí, existia já a Maria da Penha que, digamos, pegava um pedaço dessa questão, né? Porque a lei Maria da Penha autorizava o monitoramento por tonoseleira eletrônica apenas como opção.

Então a nova lei tem origem em projeto dos deputados aqui, enfim. E foi aprovada no Senado, como eu disse, né? E o que ela diz, que é o mais importante aqui pra gente? A determinação do uso da tornozeleira passa a ser imediata sempre que houver risco à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher em situação de violência doméstica e familiar ou de seus dependentes. Isso é importante também, né?

Além disso, delegados de polícia poderão determinar o uso da tornozeleira eletrônica a agressores de mulheres em casos de risco em localidades que não são sede de comarca. Ou seja, galera, que não tem um juiz lá, tá ligado? Então, atualmente, o afastamento imediato do lar é a única medida protetiva que o delegado pode adotar nessas localidades a fim de proteger a vítima.

A determinação de monitoramento, quando feita pelo delegado, deverá ser comunicada em 24 horas para um juiz, para ele decidir se ele mantém ou se ele não mantém. E aí, calcanhar de Aquiles, né? Juizão. Pelo amor de Deus, né? É claro, galera, que tem uma subjetividade aqui que é muito importante também de debater. Talvez a gente não seja o melhor cenário aqui, mas só para pontuar...

Tem que tomar cuidado para esse tipo de mecanismo também não ser abusivo. Precisa ter ali a mínima investigação, que nem eu usei o exemplo do caso da Bruna Angleri. Por quê? Já havia uma medida protetiva de uma ex-mulher do cara que assassinou ela, já tinha uma medida protetiva dela contra ele, ou seja, tinha um histórico ali para provar que o cara era...

perturbado, que ela estava correndo sérios riscos de vida. Por quê? Pessoas, testemunhas já tinham visto ele circulando a casa dela, tem áudios, tem várias reportagens, inclusive no Reels que eu fiz sobre esse caso lá no meu Instagram, você vai ver que tem áudio dele falando com ela, ela falando assim, ó, segue a sua vida, não precisa trocar ideia nenhuma comigo. Ele, não, não é bem assim, não. Ou seja, tinha ali uma série de elementos...

enfim, o cara estava subindo os degrauzinhos que mostrava que ele estava caminhando para uma coisa pior. Então, evidente que nesse caso isso se aplica. Agora, quando é a palavra de um contra o outro, aí a gente entra naquele limbo que fica complicado. Mas seja como for, eu enxergo como positiva essa mudança aqui, porque se a gente olhar os números...

evidentemente existe muito mais violência entre homens do que contra as mulheres, mas isso não quer dizer que todos os homens, porque às vezes quando eu apresento feminicídio aqui as pessoas falam assim, ah, sempre um homem. Mas galera, se a gente for olhar em números absolutos, a quantidade de mal-caráteres, de bandidos, sementes do mal, em relação aos milhões de homens que existem também, é mínima. Mínima, mínima, mínima. Então tem muita gente boa aí.

pessoas trabalhadoras e tal, e que acabam levando a fama por causa de meia dúzia de FDP. Isso é o BO. Mas, enfim, uma coisa não exclui a outra e dentro das estatísticas falando de crime, óbvio que a gente tem que aplicar o que há de mais severo. Por isso, inclusive, que o feminicídio virou, infelizmente, uma pauta...

uma agenda política que não deveria, porque eu enxergo o crime pelo crime. As pessoas falam que devia ser só homicídio. Concordo, beleza, só homicídio. Mas daí você recebe lá, vamos supor, 30 anos. Aí com feminicídio o cara pode pegar 40. Ok, não estou falando que é isso, não sei os números exatos, mas a gente tem um elemento ali que penaliza mais a covardia. Então, assim, super válido.

Alguém discorda? Vai comentando aí pra mim que eu tô de olho aqui no chat. Quero saber se alguém pensa assim também ou se pensa de outra forma.

Eu acho que é válido esse debate. Mas só para concluir aqui, galera, de acordo com essa lei aí, então, a 15.383, que foi aprovada sexta, nas situações de uso da tornozeleira, deve ser cedido à vítima, e aqui está o ponto principal que eu comentei, um dispositivo de segurança que alerte sobre eventual aproximação do agressor. Esses equipamentos, galera, são de altíssima tecnologia. Se por acaso o cara tentar quebrar para que a vítima não perceba que ele está chegando,

Creio, não está dizendo isso aqui na matéria, mas creio eu que tanto a polícia quanto elas receberão uma notificação de que o negócio está fora do ar. Presumo. Ela recebe tanto um, como é que eu vou dizer ali, um alerta de proximidade quanto de disfunção, ou seja, de desconexão offline do equipamento. Aí temos o cenário perfeito. Isso aqui que eu achei fundamental, porque usando mais uma vez o caso da Bruna aí...

Ela tava num barzinho na noite que ela foi assassinada e o cara tava rondando lá depois que a polícia descobriu, não é? Você imagina se ela tivesse esse dispositivo com ela ali, recebendo o bip toda hora que o cara tava passando ali. Quando ela foi pra casa dela, que era um condomínio afastado aqui na cidade, imagina se ela recebe um bip que o cara tá rondando o condomínio dela ali, que é uma área bem, digamos assim, não é rural, mas é bem afastada.

Então, assim, talvez. Deve se ter poupado, né? Cara, eu comentei isso diversas vezes já em casos de feminicídio aqui.

Pelo amor de Deus, isso aqui já era pra ter acontecido faz tempo, cara. O que adianta uma medida protetiva? Você vai contar com a boa fé de um cretino, de um covarde? É claro que isso não vai dar certo. Ah, você tem uma medida protetiva, você não pode chegar a mil metros da pessoa aí que tá contra você. Mas você acha que o cara vai obedecer? Você tá cagando e andando com o perdão da expressão aqui. Cagando e andando, precisa de só um papel, ninguém vai ver. Vai ver só depois que já matou.

Porque daí aparece um monte de testemunha que falou que ele estava rondando a sua casa ali. Cuidado, liga. E daí? Vai deixar um carro de polícia 100% do tempo atrás do cara? Pô, a tecnologia está aí para isso. Coloca uma tornozeleira no pé do cara ali que já tem aquele cunho desmoralizante. Esse cara andando com uma tornozeleira eletrônica ali. O cara já pensa duas vezes. E aí um dispositivo que é fundamental para a pessoa fala que acabou que está perto aqui, pelo amor de Deus. Liga para a polícia. Eu achei muito foda, muito da hora isso aqui.

Ah, isso aqui também é legal. A imposição da tornozeleira também será prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas protetivas anteriormente impostas. Caso o juiz decida que a tornozeleira não deverá mais ser usada como medida protetiva, a decisão deverá ser fundamentada expressamente com a exposição de seus motivos. E aqui temos outro calcanhar de Aquiles. Eu pergunto para vocês e eu quero abrir um debate aqui para a gente conversar no chat.

Se por acaso um juiz chegar lá, tô até com a caneta da minha filha aqui rosa hoje pra fazer minhas anotações aqui, se o juizão chega lá e fala assim, notifica-se fulano de tal ou o seu otorgado a tirar a tornozeleira eletrônica de imediato. A ação deve ser não sei o que.

Tá. Aí o cara, dois, três dias, um mês, uma semana depois, vai lá e mata a pessoa que tinha medida protetiva contra ele. Responsabiliza-se quem? Eis a questão. Comenta aqui pra mim. Vocês entenderam, né? Se precisar tirar, o juiz tem que fundamentar pro expresso ali. Tá. Matou. Quem é responsável?

Quem é responsável, chat? Comenta aqui pra mim quem é responsável. Quem é responsável se acontecer uma coisa dessas? Mariana, o Estado. O Estado, assim, como o polo passivo ali que está sendo processado, ou o juiz que deu a decisão? Os dois. Essa possibilidade também, né?

Vamos lá. Sandra Matias, ambos. Sou mais do ambos também. Juiz, lógico. Tem que parar com as saídinhas, redução de benefício de penas. Isso também, mas...

Eu acho que isso aí é um absurdo, dependendo do crime. Não sei, com base no que os caras fizeram isso. E parece que não pode mexer, né? Uma vez colocado em pauta aí, parece que é proibido mexer. Ah. Beco...

Cap Edu. Se aplicássemos a maior pena e os criminosos cumprissem a totalidade da pena, já seria maravilhoso. Pelo menos para crimes graves que o juiz que leve para casa, se fosse com ele, não liberaria. Esse é o pensamento da maioria. Tem gente que reduz isso para um pensamento de senso comum. Mas vamos ser sinceros.

Andam aparecendo uns especialistas em segurança pública que convenhamos. Então assim, a pessoa parece que não vive na vida real. Eu conversando sobre essa lei com vocês, usando o caso da Bruna. Quem não conhece esse caso, dá uma olhada pra vocês. Que ele é um manual de que vai dar merda. Ele é praticamente o manual da merda do feminicídio. Praticamente o manual. Então assim...

Realmente, né? O cara pegou, acho que... Eu não lembro qual foi a pena dele. O cara que matou a Bruna. Foi, acho que, 30 anos, 30 e pouco, não sei. Tem a progressão, cara. Daqui a pouco tá por aí. Isso é um absurdo. Devia cumprir o mínimo, né? Ou você estende e coloca uma condicional. Se é pra ter um termo apaziguador, um humanizador do negócio. Beleza. Tchau.

Minicídio, covardes, você vai ser condenado a 80 anos. Você terá direito à possibilidade condicional depois de 35 de cumprimento. Antes disso, sem conversa. Aí sim. O juiz nunca será penalizado.

É um assunto complexo também, né, galera? Porque, assim, quando você mexe nessa questão, você abre brecha e precedente para uma série de outros assuntos que dizem respeito à justiça também. Quando o juiz, às vezes, tem que ser mais incisivo. E aí ele pode responder. Porque a gente está num lugar onde as pessoas vão procurar pelo em ovo ali para poder ferrar o seu adversário político. Infelizmente. Como dizem aí, tudo é política. Então é bem isso.

Quem está olhando o bem maior da sociedade, infelizmente? A maioria olha para o próprio umbigo mesmo. Fazendo umas reformas na lei. A necessidade, né? Já fizemos algumas aí. Reforma tributária, reforma da previdência. Agora está na hora da reforma criminal, né?

É, isso é uma questão também, tá, Penélope? A questão não é quem vai ser responsabilizado, mas quem paga o pato, que é a pobre vítima. Exato. Ali a gente tem um negócio que é irreversível, mas eu penso que é o mesmo princípio do peso da lei, da pena, melhor dizendo. Colocando mais um assunto aqui que é calcanhar de Aquiles para muita gente, que é o negócio da maioridade.

Você tem que colocar a medida de punição na medida do ato que foi praticado. É meio que matemática básica. Então, assim... Realmente, o juiz lá manda tirar a tornozeleira e a pessoa que sabia que o cara era perigoso...

morre. Por que o juiz pediu para tirar a tornozeleira? Há de ser explicado, há de ter uma mínima responsabilização ali, né? Porque quando você olha a lei, aí o cara vai ler assim, ah, porque está escrito assim na lei, que tem que tirar, se em 45 dias ele não tiver nenhuma ocorrência que coloque ou que demonstre que a pessoa está correndo risco.

completamente subjetivo, né? Se os caras for muito tapados, né? Porque ele vai ser instruído pelo advogado que, ó, fala, você fica no pianinho, hein, uns dois, três meses. Aí depois você vê o que você faz, porque o juiz vai ser obrigado a dar aqui a sua soltura aí de tornozeleiro. Saca o raciocínio? Então, assim, há de se ter muita cautela com isso.

Fanny Jardim, Marcos poderia gravar o caso da Guta aqui de Araraquara? Aconteceu aqui do lado de casa, meu sogro disse que... Os assassinos, acho que é, né? Pediram ajuda pra ele na época que ele tinha... Ah, que ele tinha bar aqui, tá? Falando da moça. A gente já fez, viu, Fanny?

Tá aí no canal, vídeo antigo já. Dá uma procurada aí. Que na época, temporada 23 pra trás, ou até 24, não lembro, os vídeos saíam com nomes que eu não colocava o nome da vítima pra evitar que o algoritmo derrubasse o vídeo, porque o true crime ainda era meio estranho, assim, pro algoritmo, sabe? Hoje em dia melhorou bastante, tá? Pra colocar o nome. Então, se você... E aí

Da temporada 24 pra cá, talvez do meio da 24 pra cá, se você botar o nome, caso fulano de tal, em meu nome, Marcos Campos, ou Insólito, você provavelmente vai achar. Agora, de 23 pra trás, difícil. Vai ter que procurar nas playlists. Eu acho que ele tá na de 22 ou na de 23, salvo engano.

Marcos, bom dia. Desculpe inserir outro assunto. Galera, o que vocês acham de Suzane von Stoff participar de um reality? Oana, a gente debateu isso aqui na live de quarta-feira passada. Deu um bafafá, viu? Porque assim, o negócio realmente que...

É lá, provoca, tira um sarro da nossa cara. É o que eu comentei semana passada. Tem gente que não vai ganhar na vida inteira o que essa fulana está ganhando para falar sei lá o que, quem quer ouvir o que essa pessoa quer falar. Eu acho que existe uma curiosidade, até um pouco mórbida na maioria das pessoas, de querer ver um assassino que ganhou tanta notoriedade. Mas aí tem um ponto.

que eu coloquei lá no meu Instagram, teve alguns comentários que apareceram assim, ah, por que tanto mimimi, tanto blá blá blá, a gente assiste série, documentário de assassino já há tanto tempo, fora daqui, não tem esse blá blá blá. Aí eu fiquei pensando sobre isso, mas tem um detalhe muito importante nesses documentários, a maioria deles americanos. Você pega, por exemplo, o Richard Kuklinski, tem um documentário, um baita documentário dele, falando um monte de...

coisa, na minha opinião, ilusória, ele se cria como personagem, acho que o cara percebe que ele tá dentro da cadeia e não vai sair mais, ele começa a criar uma fantasia, um mito em torno dele, sabe? E aí ele conta, mas tem um detalhe, ele, o Teddy Bundy, onde que esses caras estavam quando eles estavam dando seus depoimentos, seus pontos de vista? Presos, na cadeia, não em...

vivendo a liberdade depois de ter cometido um crime tão cruel quanto aquele. Então aí que tá o ponto, sabe? É isso que revolta as pessoas, porque a gente não aceita, né? Pelo menos quem é uma pessoa minimamente...

saudável em termos de moral, ética, civilidade, não aceita que uma pessoa que matou os pais daquela forma tão brutal e covarde esteja vivendo em sociedade, hoje levando uma vida como se nada tivesse acontecido. Outra pessoa que a gente pode usar de exemplo também é a tal da Paula lá. É Paula o nome dela, né? Que matou a Daniela Pérez junto com o ator lá, o Guilherme de Pádua. Como que pode, cara? A pessoa tá vivendo assim como se não tivesse feito nada.

Que mensagem a gente passa? Nesse caso, no caso da Suzane, de que matar virou um comércio? Então quanto mais escabroso for o crime que for praticado, melhor é para depois render lucro. Nos Estados Unidos os caras colocam isso na sentença, né? Você não pode lucrar com o que você fez. Talvez fosse o caso de aplicar isso aqui no Brasil. Não sei se tem, tá, galera? Não sei realmente se isso já existe, mas se existe devia ser colocado em todos os assassinos, né? Na sentença deles. Você não pode lucrar com o que você fez.

É exatamente isso aí André Não deveria ter direito de ganhar não dinheiro Exato Aqui na minha cidade Tem três assassinos que vivem livres Casados e ricos É isso Que mensagem a gente passa Pra sociedade

Ana, vi que você falou que vai assistir. Foi a live da semana passada que a gente falou da Suzane, tá? Mas pode assistir essa também desde o início. Agradeço. É uma tentativa de ir numa escola aqui de Boa Vista.

Passou na TV. Galera, eu tô lendo os chats mais antigos aqui, tá? É, olha só o backup. Edu comentou uma coisa interessante. Tenho falado isso também em alguns casos.

Quando a gente coloca um esquema, um mecanismo, um instituto dentro de uma lei que prevê que se o cara tiver bom comportamento, etc, etc, aquela ladainha que a gente conhece, ele pode diminuir a pena dele. Você acha mesmo que um cara frio... Por exemplo, o caso do Rafael aí, do dentista, o cara que matou ele. Você acha que esse cara dentro da cadeia... Gente, ele subiu e desceu o elevador várias vezes roubando o cara com o cara morto, com o dedo dele no bolso.

Você acha que esse cara não vai saber manipular os esquemas ali dentro da prisão pra ele ter esse benefício? Ah, velho. É demais, né, mundo? Eu sei, claro. Tem a questão de você prejudicar o bom por causa do ruim. Sim, tem que ser avaliado a cada caso. Mas convenhamos que assassino, frio, calculista, metódico, não tem ninguém bom, né? Vocês concordam? Ou eu tô...

Estou muito punitivista. Esses dias falaram, principalmente no podcast, lá no Spotify. Sou muito punitivista, que esses dias eu virei assunto num grupo de outro canal. Vai catar coquinho na descida, você que fala que eu sou punitivista. Eu acho que sei lá o que vocês querem. Deve ser aquele bando de hipócrita que quando chega na rua e fala assim, a gente tem um programa social aqui que está pegando os caras que acabaram de sair do sistema penitenciário e estão precisando de um lar temporário. Você consegue receber eles por cinco dias na sua casa?

poder inserir eles de novo. Ai, não vou poder, tô viajando. Ai, já tô com visita. Ai, não vou poder. Ou seja, é um bando de cagador de regra que na hora da prática foge, né? O discurso é lindo, né? E poucos têm coragem de falar o que pensam na verdade, né? Eles preferem seguir uma cartilha que é politicamente correta pra não causar atrito com ninguém. Tem um monte aí de chuchu, sopa de chuchu azedo que, né? Fica pisando em ovos, assim. Não que eu não faça isso, eu faço também porque, afinal de contas, né?

É assim que se vive. Mas, porra, tem certas coisas que são meio que elementares, né? Não dá pra fugir muito. Opa. Pois é, Eliana. Vai ler O Pequeno Príncipe pra poder reduzir, né? Foi o Nardone que fez isso, né? Foi o Nardone, Eliana, que a gente viu lá na... Foi o Ulisses que falou isso aí numa...

Onde que a gente tava? Tava na live lá do Beto, né? Daquela live de um milhão dele, né? Nesse tempo. Que o Ulisses falou, né? Que o cara leu, passou no teste de Rorchar. Cara do céu, um negócio assim.

Mônica Falando sobre maioridade penal Deveria ser de acordo com o crime praticado Exato Não é todo ato infracional Como está na lei Ah tá, não é tudo ato infracional Como está na lei, tem psicopata sádico Assassino com 10 anos de idade, por exemplo Complexo, né

Foi ano passado, ano retrasado, que teve um caso lá nos Estados Unidos da menina que matou a mãe com três tiros. Esse vídeo viralizou pra caramba, porque tinha uma câmera na cozinha da casa lá. A mãe tava lá de boa, a menina também andando pra lá e pra cá. Dali a pouco ela pegou a arma, foi lá e pau no peito da mãe, deu mais dois tiros. Depois ligou pro padrasto falando que não sei o quê, não sei o quê, queria matar o cara também. Ele conseguiu se defender. Acho que ela tinha 14 anos, essa menina.

Era bem novinha. Perpétua, cara. Sem condicional. Você imagina, velho? Menina tem uma década de vida e vai pra cadeia perpétua, cara. Complexo, né? Mas, sei lá, né? É, pois é, Débora. Deveria ser obrigatório o bom comportamento. É o mínimo que você espera do cara dentro do presídio.

Mas não é o que acontece, né? Nessa semana mesmo, você viu um vídeo que viralizou aí de uns presos matando outro de facção rival dentro da cadeia lá com arma. 9 milímetros dentro da cadeia. Os caras foram lá na cela do outro e chumbaram o cara, sei lá quantos tiros lá. Cara, tá tudo dominado, né? Aí você vai falar assim, ah, mas porra, não tinha lá os caras olhando o que tava acontecendo lá? Mas quem tem, tem medo, né, minha gente?

Marcos, você tinha que fazer vídeo junto com a Cris Nunes do DocDocCriminal. Vocês têm opiniões parecidas. Acho que ia ser legal. Não eu conheço. Vou procurar espiar. Tá. Sorry. Opa. Esse aqui.

Olímpia. Igual quando falam do Pedro que teve bom comportamento na prisão. Claro, não tem criança só dentro da prisão. Olha, Olímpia, você fez uma frase aí quase no estilo do Léo Linz, hein? Cuidado. Mas é bem isso mesmo.

Aliás, eu penso que esse tipo de criminoso aí tem nem que cogitar sair. Nem que cogitar. Porque o cara tem uma disfunção séria no cérebro ali que não tem condição de voltar, né? Agora que vocês estão falando saúde pra mim, obrigado, obrigado. Manda um abraço pra Boston. Liana Batista, um abraço pra Boston. United States of America.

Andréia, obrigado. Gosto do conteúdo do seu trabalho. Muito obrigado. Paula... Devia não... Ô Paula, eu não sei se você está falando de uma prisão injusta, né? Tem isso também. Perigoso. Vários casos aí, né? Prisão assim...

investigação porca, aí fica a palavra da pessoa que está sendo acusada contra a investigação, é complexo. Mas hoje, infelizmente, existem muitos meios de prova, né? Então, assim, a probabilidade de ter uma investigação porca é mínima. Tem, mas é mínima, assim, se espera, né? Porque, porra, tal das pegadas digitais, cara...

Mano, você está sendo monitorado 100% do time. 100% do tempo. Você já parou para pensar? Fala qualquer coisa perto do seu celular. Fala assim, ah, sei lá, chuveiro elétrico. Chuveiro elétrico. Daqui um dia vai aparecer uma propaganda de chuveiro elétrico. Você concorda? Aqueles termos que você assina sem perceber. O seu celular está te ouvindo. Tal dos cash, como é que chama?

você está sendo sempre ouvido. Então, assim, para a investigação não conseguir te rastrear, saber exatamente seus passos e da outra pessoa que foi vítima também é muito difícil.

Deixa eu fazer a propaganda aqui no próximo vídeo do canal, que vai sair na sexta. Gente, um caso extraordinário e com final feliz, tá? O nome da menina é Carlisha. Aconteceu lá nos Estados Unidos assim. Foi totalmente filmado o que aconteceu com ela. Tanto é que o cara lá da investigação falou assim, cara, 40 anos de polícia aqui, eu nunca vi um cara tão audacioso de fazer também. É tipo o assassino do dentista aqui.

Ela cagando pras câmeras. Fez. E a menina Carlicha. Ela teve uma sacada muito boa, assim, sabe? Pra ela ser encontrada com vida. E aí eu não vou contar, não vou dar spoiler. Se você não tem que assistir. Sexta-feira, o próximo vídeo do canal, tá? Mas é um caso, assim, super legal. Pois é, Augusto. Caso da Vitória, do Cajamar, né? Do Henri Borel.

Muita coisa vindo à tona depois, né? Realmente é lamentável que depois de tanto tempo se volte a falar de coisas que não foram faladas quando deveriam ter sido faladas, né? Surreal isso. Eita!

Sofia, é isso aí. Eu tomei um susto agora, Sofia, porque por pura coincidência, eu tava pesquisando isso antes de começar a live. Bike elétrica. Eu falei, uai, temos um hacker aqui que só não vai me amar aqui, né? É isso aí, Mirelli. Ansiosa pra assistir. Sexta-feira anota na sua agenda.

Gente, vou fazer uma pergunta aqui rapidão pra vocês. Antes de encerrar, a gente já pode ir pro final, né? Vocês preferem que os vídeos do canal, os vídeos comuns, que saem segunda e sexta, provavelmente as lives serão de quarto nesse horário aqui mesmo. Mas segunda e sexta, vocês preferem o vídeo às 11 da manhã ou à 1 da tarde? Como era lá na temporada 22, 23. Comenta rapidinho aqui pra mim.

Só pra eu saber, assim, qual é o horário que vocês estão mais disponíveis aí no celular. A ideia de eu postar 11 horas, assim, é porque é o horário que a galera tá saindo, às vezes, pro almoço, né? Ou tá fazendo o almoço ali. Mais ou menos como essa live aqui, de funcionar como um radinho de pilha antigo que você bota lá e fica ouvindo quando você tá fazendo suas tarefas, tá ligado?

Ixi, vai dar debate isso aí, hein? Vai dar debate. 11 horas, 11 horas, 13 horas, 13 horas, 11 horas, lascou.

Vocês costumam assistir os vídeos na TV? Cara, eu acho super gostoso assistir os episódios na TV de canais que eu acompanho. Tipo assim, a hora que você sabe, chegou o fim do dia, você vai lá, deita e bota o seu canal preferido. Eu adoro. Inclusive, eu comecei a fazer os vídeos em 4K justamente para ficar melhor na TV. Então, fica o convite aí para quem quiser ver na TV. É bem da hora.

Tô perguntando porque eu consigo ver aqui no Analytics do canal que a maioria assiste pelo celular. Mas pela TV é bem da hora.

Vanessa Moraes. Eu só assisto na TV. Viciei meu marido no seu canal assim. Que bom. Um abraço pra você e pro seu marido. André, tô no trabalho ouvindo a live. Fica na minha muda aí se ninguém perceber.

É isso então, galerinha. Espero que vocês tenham apreciado o nosso conteúdo de hoje. Separei os casos aqui. Achei interessante. Notícias. Começar a preparar a pauta da live da semana que vem. Vocês estão curtindo? Comenta bastante para mim. Na hora que eu encerrar aqui, deixa um like lá no arquivo que gerar da live. Isso é importante também. Comenta lá também.

Isso ajuda muito o nosso canal, galera. É complicado alcançar bastante pessoas, talvez pelas opiniões que eu emito, das coisas mais assim que fogem um pouquinho da bolha, da bolha não, da casinha, do politicamente correto. Às vezes, não sei, tem essa percepção. Então, se vocês puderem sentar o dedo no like, deixar o vídeo tocando em...

Mesmo que vocês não forem assistir naquele momento, quando ele sai, sabe? Quando você recebe a notificação. Bota ali, deixa tocando quando você está fazendo outra coisa. Me ajuda muito, muito mesmo. E dá ânimo para fazer mais episódios. Porque quando os episódios desempenham mal, depois vocês perguntam para a Ana lá no Instagram da César, vocês veem que eu fico...

Porque é uma dedicação tão intensa De fazer um bom trabalho De ter um porquê Das histórias que a gente escolhe Então assim Quando um desempenho a gente fala Caramba, o que tá fazendo de errado? Dá uma frustração, é complicado trabalhar com números Porque YouTube é números

E às vezes não é porque a galera não tá querendo assistir, porque às vezes não notifica, né? Então assim, segunda, quarta e sexta, dá uma olhada no canal que sempre vai ter episódio novo. Mais uma vez, fico o convite pra quem gosta de outro tipo de assunto que não tem nada a ver com o criminal, seguir lá o Marcos e Fatos também, por lá tem aparecido vários documentários legais. E é isso. Fechados? Obrigado mesmo, galera. Tamo junto.

Sexta-feira tem o vídeo que eu falei que está bem legal. Segunda tem mais um vídeo. E quarta estamos de volta aqui com... Me ajudem a pensar num nome para essa live. Vai ser legal colocar o nome aqui. Fechou? É isso então. Um beijo do ruivo para todos vocês. E até o próximo vídeo.

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