Ele deu entrevista pra TV sobre um crime que ele mesmo cometeu
📌 Neste caso perturbador, um crime chocante revelou até onde uma mente aparentemente comum pode chegar.Lauren Giddings era uma estudante de direito com um futuro promissor… até desaparecer misteriosamente sem deixar pistas. O que parecia ser apenas mais um desaparecimento logo se transformaria em algo muito mais sombrio — e difícil de acreditar.À medida que a investigação avançava, detalhes estranhos começaram a surgir. Comportamentos fora do normal, contradições e uma frieza que chamou a atenção de todos.Mas o que ninguém esperava… era quem estava por trás de tudo.Um homem instruído, alguém que conhecia a lei… e que parecia ter planejado cada passo com precisão.Ou pelo menos, era isso que ele pensava.Neste vídeo, você vai entender como esse crime aconteceu, o erro que mudou tudo e por que esse caso ficou marcado como um dos mais perturbadores envolvendo alguém que deveria conhecer os limites da lei.Se você gosta de histórias reais, mistérios e casos criminais que parecem roteiro de filme… esse aqui vai te prender do começo ao fim.-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br📲 Me acompanhe nas redes sociais: @eusoumarcoscampos-------⚠️ Aviso importante:Todo o conteúdo deste canal é baseado em informações públicas, investigações oficiais e reportagens jornalísticas. O objetivo é informar, refletir e promover debates construtivos — sempre com respeito às vítimas, às famílias e à complexidade dos fatos apresentados.
Marcos Campos
- Desaparecimento de Lauren GiddingsLauren Giddings · Macon · Joe · David · Stephen McDaniel · crime perfeito
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- Comportamento de Stephen McDanielStephen McDaniel · entrevista para TV · obsessão por crime
- Consequências do Crimeprisão perpétua · impacto nas vítimas
Na noite do dia 25 de junho de 2011, a Lauren Giddens saiu com um homem. Não era o namorado dela, na verdade, era o ex. Então eles passearam juntos durante a noite e no dia seguinte, a Lauren sumiu. Mas, calma, segura aí, não se precipite nas suas conclusões investigativas. Esse é o tipo de história que vai ficar aí na sua cabeça, tá? Por dias. E antes de eu começar a falar todos os detalhes, eu preciso te avisar uma coisa. Esse caso aqui tem detalhes perturbadores, tá?
Não, longe de sensacionalismo, nada disso. Pura realidade. Eu sou Marcos Campos e hoje eu te conto a história da Lauren Guidez. Já deixa aqui seu like, seu comentário, nem que seja um emoção. Orne membro se puder e verifique a sua assinatura aqui no canal, o seu sininho, me ajude a chegar em um milhão de inscritos. Será que a gente consegue? É isso. Recado dos dados, vamos aos fatos.
A Lauren tinha 27 anos e tinha acabado de se formar em Direito, Advogada. Ela tava morando num prédio ali, bem do lado da faculdade onde ela fez toda a formação, em Macon, na Geórgia. E naquele momento ali da vida dela, ela estava bem focada, estudando pra caramba, pra ela poder passar lá no exame de ordem deles lá.
Nas semanas antes de desaparecer, ela tinha avisado a família que ela ia ficar um tempo longe do radar, sabe, focada nos estudos, ela não queria que atrapalhasse ela e ficasse mandando mensagem toda hora por qualquer coisa, ela queria estar focada no estudo. E talvez aí tenha um elo dessa corrente. Só que, passado algum tempo então, né, depois que ela avisou que ela estava estudando, a irmã dela, a Caitlyn...
Começou a perceber que tinha alguma coisa errada porque ela não recebia nenhum bom dia, nenhum emoji, absolutamente nada. Isso era bem incomum. Então o que a Caitlyn fez, a irmã dela? Começou a ligar para os amigos, né? Escuta, vocês sabem da Lauren? Estiveram com ela hoje? Sabe de alguma coisa aí? Todo mundo respondeu que não.
Ela parece mesmo ter feito aquilo que ela falou, sumido do radar. Uma amiga dela chamada Ashley foi então até a casa, lá onde ela morava, o prédio, e ela sabia onde a Lauren guardava uma chave reserva. Sabe aquela história de colocar a chave atrás do vaso, debaixo do tapete? Pois é, amiga foi lá, pegou.
Abriu a porta. Quando ela entrou lá no apartamento, os livros da Lauren estavam na mesa, como se ela tivesse estudado ali mesmo. As chaves, algumas chaves estavam por lá também. A bolsa dela estava lá. O carro estava lá na garagem do prédio. Mas a Lauren, zero, nenhum sinal dela. É como se ela tivesse realmente desaparecido no mapa. E aí ela pensou, e agora? Quem poderá me defender?
Claro que foi a polícia. Ela ligou pra polícia. A polícia chegou lá rapidão, começou a vasculhar o apartamento. E eles notaram ali que não tinha nenhum sinal de arrombamento. Luta visível, tava tudo organizadinho, assim. Nem aquele tipo de organização que a pessoa faz pra...
despistar mesmo, sabe? Tipo assim, que você vê que é um negócio isso aqui foi arrumado não tá do jeito que era pra estar naturalmente os caras lá, os peritos, eles manjam disso e bate o olho e já sabe, né? Então o que o detetive que chegou lá nas próximas horas, assim, né? Logo depois desse aviso de desaparecimento, começou a fazer? Chamou a galera da perícia, pediu pra borrifar luminol no banheiro Olha
As paredes, o chão, a banheira, tudo acendeu pra caramba ali, mostrando que o banheiro tava coberto de sangue. Invisível, claro, a olho nu, mas tava lá. A partir daquele momento, então, aquilo não era mais um caso de pessoa desaparecida, não é? Então, a polícia isolou completamente ali o local, apartamentos, arredores, começou a vasculhar todo o entorno ali do prédio, perímetro, na verdade. E foi nessa hora aí que literalmente um so...
Pro do acaso, chamou a atenção dos investigadores. Um ambiente ali ao redor, onde eles estavam olhando, mudou de direção e trouxe um cheiro. E aí um dos detetives que estava lá sentiu esse cheiro aí. E galera, um cheiro inconfundível pra quem já... ...
sentiu diversas vezes esse cheiro aí. E ele tava vindo de uma lata de lixo que ficava lá nos fundos do prédio. O detetive já tinha sentido aquilo, reconheceu na hora. Então ele foi até lá, já meio que sabendo o que era, pra verificar a lata. Quando ele abriu, tava embrulhado lá num plástico o torso da Lauren Giddens.
Só o torso, galera. Sem cabeça, sem braço, sem pernas. Evidentemente, agora era definitivamente uma investigação criminal. Tinha acontecido um homicídio ali e a polícia agora precisava descobrir quem tinha feito aquilo. Então, eles começaram a puxar o fio da meada. Sabe os pontos, os elos da corrente criminal.
A última vez que alguém viu a Lauren com vida foi na noite de 24 para 25 de junho. Ela tinha saído com um cara chamado Joe, ex-namorado dela. Então eles passaram a noite juntos, aparentemente. Ele foi então a última pessoa a estar com ela. Mas tem sempre um mas, não é? O Joe não era o único homem na vida da Lauren naquele momento ali, tá? As pessoas estavam se relacionando com ela. Tinha também um cara chamado David, que era o atual namorado dela.
E ele tava numa viagem, supostamente, aí, de golfe, talvez ele fosse jogador. Ele tava na Califórnia, no fim de semana do desaparecimento, tá? Conveniente, talvez? Um álibi ali a 3 mil quilômetros de distância, não é? O que vocês me diriam? E os investigadores, claro, foram mais fundo no relacionamento dos dois, tá? Da Lauren e do David. E o que eles descobriram ali foi, hum, eu diria...
complicado. O David descreveu a relação deles, dele com a Lauren, como uma relação meio fluida e contínua. Eu não sei o que ele quis dizer com isso. Talvez que fosse um negócio ali meio líquido e vai, depois volta e não volta e vai. Então ele disse também que eles tinham ficado meses quase sem contato, sabe? Que ele tinha se afastado quando sentiu uma pressão de um compromisso. Talvez a Lauren tivesse falado pra ele, ó, ou a gente assume isso.
direito, sem esse negócio aí de fluido e contínuo, ou cesarpa, meu filho, não quer mais nada com você, não. Então ele disse isso aí pra polícia, né, e ficou meio que por isso mesmo. E aí, na última noite que alguém viu a Lauren, ela tinha saído com o ex, que eu comentei com vocês, não é? Aí eu te pergunto, será que o David sabia disso? Que a namorada dele tava saindo com o ex? Bom, mal começou o caso e nós já temos pecinhas insólitas nesse quebra-cabeças, não acho?
Bom, se David sabia que a namorada estava saindo com o ex, era exatamente o que os investigadores precisavam e queriam descobrir.
Bom, enquanto tudo isso estava acontecendo, os moradores lá do prédio onde ela vivia, todo mundo estava em choque lá, né? Afinal de contas, nunca tinha acontecido aquilo ali, nem na região e muito menos no prédio. Então a polícia começou a vasculhar os apartamentos, entrevistavam um aqui, outro ali, todo mundo foi ouvido. E um dos vizinhos da Laura, especificamente, se apresentou para ajudar desde o começo. Ele era um cara chamado Stephen.
Um sujeito tão tranquilo, meio quietão ali na dele, retraído. Só que ele disse pros investigadores que ele e a Lauren eram bons amigos. O Stephen ajudou nas buscas, inclusive, deu entrevista pra TV. Ficou por perto o tempo todo enquanto a polícia trabalhava. Ele parecia mesmo um amigo abalado, sabe? Em choque, tentando de alguma forma ele ajudar os investigadores. Com o que ele podia, afinal de contas, ele morava lá também.
Mas, no princípio, só um cara realmente meio assustado com tudo que aconteceu. Porém, ele também chamou a atenção dos investigadores por ser um pouco estranho. Mas nada além disso foi dito. Até porque, né? Estranho? Um negócio relativo, né? O que é estranho? O cara era quietão na dele ali.
Vou passar para vocês aqui uma leve bio dele, tá? O Stephen era advogado. E como eu disse para vocês, colega da Laurie. Mais precisamente, colega de turma dela. Estudavam juntos. E ele morava num apartamento ao lado dela. Então, se a gente tirar esse negócio aí que a investigação disse que o cara era meio esquisito, meio estranho, tudo indicava mesmo que era um bom amigo.
que estava em choque. Aliás, várias pessoas ali da Redondez, dos vizinhos, também estavam assim. Não era só o Stephenzinho. Mas vai vendo. A polícia, então, anotou o nome do cara, guardou ali no caderninho de investigação, e vida que segue. O foco, naquele momento ali, pelo menos, era o David, o boyfriend, namorado. Por quê? Teve uma coisa que apareceu aí durante a investigação, tá? Na noite de 25 de junho, a Lauren mandou um e-mail pro David.
E ele estava na Califórnia. E no e-mail, ela mencionou que dois dias antes, ela achava que alguém tinha tentado arrombar o apartamento dela. Aí surgem alguns questionamentos, né? Já com base em tudo isso que eu contei pra vocês até agora. Pense, será que foi o próprio David que fez isso?
Ou será que ele tinha, talvez, ido até Malcolm, de repente, para checar alguma coisa, não quis assustar a ex? Será que a viagem de golfe lá, que eu comentei, é um álibi montado? Muito serás, não é? Será? Bom, os investigadores, então, puxaram tudo, obviamente. Registros de viagem, cartão de crédito, testemunhos.
O David foi filmado numa entrevista e disse que estava na Califórnia, mesmo durante aquele final de semana inteiro do desaparecimento, depois da descoberta do torso. Que a relação com a Lauren era complicada, como eu já disse, mas que ele não tinha feito nada disso. Aí então, com essas informações meio que adormecidas...
A polícia achou que era a vez de dar uma conversada com o Joe, o ex-namorado com quem ela tinha saído na noite antes do desaparecimento. O Joe foi entrevistado também. Ele tinha sido o último a ver a Lauren, não é? E assim, os investigadores olharam com atenção cada detalhe daquela véspera.
Mas aí, eu lamento informar pra vocês, que estavam apostando aí em um dos dois, que ambos, David e o Joe, foram descartados da investigação. Segundo consta, os dois tinham um álibi sólido, tá? Pelo menos isso é o que a polícia divulgou. E a polícia ficou sem o suspeito óbvio nesse momento, não é? Namorado, ex-namorado, pra quem que se olha num caso assim, né? Desaparecimento de uma jovem, estudante.
estudante, morava sozinha, aí saiu com um ex, tinha um atual, que tinha um relacionamento complicado, era meio que elementar eles olharem pra lá primeiro. Mas daí, os dois são descartados pela investigação. E galera, óbvio também, eu preciso pontuar aqui, é uma palavra que não se encaixa muito bem ao lado dos criminais, vocês não acham? Às vezes, o que tá na cara ali, acaba confundindo. Mas vamos ver o que os nossos incansáveis investigadores acharam depois disso, tá?
Nesse ponto da história, com o namorado e ex-namorado totalmente descartados, os investigadores se lembraram de um nome que eles tinham anotado num caderninho de investigação lá. Alguém se lembra dele? Pois é, ele mesmo, o Stephen McDaniel, o vizinho.
quietão, colega de turma, ou que ficou lá por perto todo o tempo, deu entrevista pra TV. Os investigadores chamaram o carinha pra bater um papo, conversar de novo, né? Só que dessa vez aí, já era um tom de interrogatório, não mais só uma testemunha ali, o que você viu, né?
Afinal de contas, galera, tudo precisa ser olhado com atenção em um crime desses, não é? Se achar um torso dentro de um condomínio residencial. Será que os policiais tinham moscado com o amiguinho dela aí na primeira conversa? Bom, tinha algo no jeito dele que não fechava, digamos. Um dos detetives descreveu que o Stephen McDaniel ficava olhando demais pro nada entre as respostas.
que era como se ele estivesse meio que calculando cada palavra que ele ia usar antes de falar. E num dado momento da primeira entrevista, ele tinha até sugerido que a Lauren talvez tivesse saído pra correr e sido sequestrada por um estranho. Haha, eu já vi esse filme aí.
O cara querendo induzir a investigação. Será que ela não saiu pra correr e foi sequestrada? Esquisito, não é? Muito esquisito. E pra um investigador experiente, já careca de tanto caso assim, grita. O cara tava meio que querendo ensinar o padre a rezar o terço, mancha.
Mas tinha uma coisa mais concreta aí. No apartamento do Stephen, durante a busca inicial, os investigadores tinham encontrado alguns preservativos. E aí eles perguntaram pro cara, né? Falou, o Stephen, por que você tem tanto preservativo aqui, meu filho? E aí ele respondeu, tá?
Ele disse que tinha invadido alguns apartamentos de dois colegas ali, enquanto eles estavam viajando fora. Entrou, sem permissão, usando uma chave mestre que ele tinha ali do prédio. E de cada apartamento ali, ele levou um preservativo. Quando perguntaram por quê, ele disse que estava aguardando para quando precisasse.
que ele era virgem, que estava só esperando ali se resguardando para o casamento. Eita, a coisa vai ficando insólita, hein, caríssimos. Apesar de bizarro, a conduta dele foi inapropriada no que diz respeito à invasão do apartamento dos amigos, totalmente ilícito, invadir propriedade privada.
cadeia. E de fato isso foi suficiente pra a polícia prender o sujeito por arrombamento. Agora com ele detido digamos que a polícia estava com a faca e o queijo na mão pra poder esmirilhar aguçar a investigação do caso da Lauren pra saber se o carinha aí tinha alguma coisa a ver ou não. Então os investigadores foram mais uma vez a casa do Stephen e o que eles encontraram lá dentro olha, daria um filme de terror com o roteiro pronto já.
Preparados? Eles encontraram a embalagem de uma serra de uma marca em um tamanho específico. Uma calcinha com DNA da Lauren Giddens. Dentro da cômoda dele isso aí estava. Os investigadores também acharam duas chaves. Uma mestre do prédio e outra chave feita sob medida. O chaveiro fez para abrir um único apartamento do prédio onde eles viviam. Quem acertar qual apartamento é ganha um doce. Claro, o apartamento da Lauren.
Também encontraram pendrives. E nesses pendrives tinham ali arquivos pesados de exploração sexual infantil. Bingo pra uma semente do mal aí, não é? Na lavanderia do prédio, a poucos metros ali do apartamento dele, eles encontraram a serra que correspondia com a caixa e o tamanho daquela caixa de serra que foi encontrada no apartamento dele. E adivinhem, tinha sangue da Lauren nessa serra. Depois eles testaram e correspondeu.
E aí os investigadores encontraram também um cartão de memória de uma câmera do Stephen. Nesse cartão tinha vídeos da Lauren filmados de fora da janela ali do apartamento dela. Tipo aqueles caras obcecados que ficam escondidos ali, sabe? À noite, olhando. A gente já viu isso diversas vezes em filme, sério, não é? Totalmente medonho. O Stephen tinha amarrado uma câmera na ponta de um pedaço de madeira, assim, tipo uma vara longa, com fita adesiva.
E ele ficava, sabe, colocando esse negócio assim na janela dela pra poder filmar sem que ela percebesse. Tipo o You, sabe? As coisas bizarras do You que a gente olha e fala assim, isso é muito viajado, isso não acontece na vida real. Tá aí o Stephenzinho pra provar que...
Existe. O promotor do caso depois descreveu tudo isso publicamente. Ele disse que eles encontraram vídeos deletados do Stephen que ele usava para vigiar a casa da Lauren. Um kit completo de um lunático perigoso disfarçado de amigo. E o histórico do computador dele mostrava buscas repetidas pelo nome da Lauren, pelo perfil dela nas redes sociais. E essas buscas aconteciam ao mesmo tempo que ele pesquisava pornografia de conteúdo violento.
Às vezes, inclusive, na mesma sessão de navegação. Não quero nem pensar o que esse sujeito aí tava fazendo nesses navegadores aí, viu? Nujo da porra. Agora, sabe o que é a parte mais perturbadora, eu diria, de tudo isso? A Lauren talvez soubesse de que...
Alguma coisa estava acontecendo, né? Porque você lembra daquele e-mail que ela enviou para o David, para o namorado? Na noite do dia 25, na noite dos fatos. Então, foi nesse e-mail aí que ela descreveu que dois dias antes ela já tinha percebido que alguém talvez tivesse tentado arrombar o apartamento dela.
Além desse detalhe bizarro aí, ela também contou pra irmã semanas antes que ela sentia que as coisas ali do apartamento dela tinham sido remexidas, que parecia que alguém tinha entrado. Vai vendo. Ela chamou de bandidos de Macon. Tipo assim, ela achou que era algum, sei lá, algum moleque da faculdade, sabe? Um trombadinho, alguma coisa desse tipo aí. Até falou que, ah, acho que eu tô exagerando.
Só que definitivamente ela não estava, né? Ela estava certa sem saber. Só que a pessoa que entrou no apartamento dela e mexeu nas coisas lá, que ficou inclusive do lado de fora da janela dela com uma câmera, como a gente viu, não era um estranho qualquer. Era um vizinho.
O que é tão... O amigo dela. Um cara que passou totalmente despercebido por todo mundo. O mesmo cara que participou das buscas por ela quando ela sumiu. O mesmo que deu entrevista pra TV falando que... A Lauren era muito simpática. Uma pessoa como ninguém. Que ele tava muito sentido. Chocado.
É impressionante como as pessoas vestem máscaras, não é, galera? É assustador o negócio. Só que tem um detalhe que daqui a pouco eu conto pra vocês sobre essa máscara do sujeito, tá? Guarda aí. Na audiência de sentença do caso já, o promotor revelou uma coisa, tá?
Colegas de faculdade do Stephen McDaniel contaram aos investigadores que ele, ao longo dos três anos de faculdade, falava sobre a fantasia de cometer um crime perfeito. E eles disseram que não foi uma vez só não, tá? Era um assunto recorrente que ele levantava toda hora. O cara era advogado e queria cometer um crime perfeito. Se ele era um bom advogado, talvez ele fosse um perigo com essa cabeça aí. O promotor disse o seguinte, era uma obsessão pra ele. O sonho dele era cometer um assassinato e sair.
Impune. Olha, eu vou dizer pra você que não fosse um... Aquele sopro do acaso, talvez, viu? Bom, então quando o Stephen entrou naquele apartamento lá, numa madrugada, ele tava de máscara, luvas, uma chave do apartamento, que ele mesmo mandou fazer, né, num chaveiro. Era por volta das quatro e meia da manhã, do dia 26 de junho já. Aquilo não era um impulso, como a gente já pôde perceber por tudo que eu contei, não é? Também não foi uma raiva momentânea por alguma coisa. Foi realização de um sonho.
Cara, muito bizarro. E tem um detalhe sobre esse sonho aí, tá? Que eu já conto pra vocês. Mas falando do crime em si lá, ele ficou parado no quarto escuro, olhando a Lauren dormir. Mas quando ele se mexeu ali, talvez na direção dela pra fazer alguma coisa, acabou fazendo um barulho e a Lauren acordou. Então ela abriu o olho, ficou assustada, gritou pra ele sair de lá, só que ele pulou em cima dela, ela lutou.
Só que ele estrangulou a garota com as próprias mãos até ela parar de se mover, parar de respirar. Depois ele arrastou o corpo pro banheiro e voltou pro próprio apartamento dele e naquele dia ele seguiu. Na noite seguinte só foi que ele voltou lá com a serra e aí ele desmembrou o corpo na banheira mesmo. O torso foi parar lá na lata de lixo onde aquele policial sentiu o fedor e foi lá verificar.
E o resto, né, cabeça, braços, pernas, foi pra uma caçamba que supostamente ficava atrás da faculdade de direito, do outro lado da rua. Só que essa caçamba foi recolhida pelo caminhão de lixo antes da polícia chegar naquele dia. Então os restos da Lauren nunca foram encontrados, até onde se sabe. E parece que ele quase conseguiu seu sonho mórbido mesmo, não é?
Porque, veja, em 2014, quase três anos depois, o McDaniel aceitou um acordo, tá? Ele assinou uma confissão lá, ele recebeu uma prisão perpétua com possibilidade de condicional em 2041. E o juiz do caso, Howard Sims, chamou o crime de verdadeiramente monstruoso. E na audiência, a mãe da Lauren leu uma declaração em voz alta, muito provavelmente direcionada aí pra esse maluco. Ela disse o seguinte, ele tentou apagar a luz da Lauren com a escuridão que ele tinha.
Mas ele não chegou nem perto. Teve uma amiga da Lauren também que foi lá pro microfone na audiência e direcionou uma palavra pra ele. Você é o diabo. E o McDaniel, cagando, ficou lá olhando pra baixo durante todo o tempo, não disse uma palavra sequer. Mas antes de fechar a história aqui, tem uma coisa que você precisa saber, tá? Os próprios investigadores admitiram que a confissão provavelmente não abrangia tudo. O detetive, principalmente o Scott Chapman, que participou aí de toda a investigação,
Disse que ele teve muito tempo pra preparar essa confissão dele. Ele disse que tinha certeza que tinha mais coisa aí que ele não contou pra ninguém. Não sei se se referindo aí a possíveis crimes anteriores, falando especificamente do caso da Lauren. Seja como for, né, por tudo isso que eu contei, não dá pra botar um dedinho sequer no fogo pra esse cara aí, não é? O que eu penso aqui é que, com certeza, esse cara vai levar muita coisa pro túmulo, viu? E tem um detalhe nesse caso todo que chama atenção, que é o caminhão de lixo.
O investigador, esse mesmo aí, o Chapman, revelou anos depois que a descoberta do torso da Lauren lá dentro daquele cesto de lixo, foi questão de puro acaso, como eu disse. Porque o caminhão que pegava o lixo lá do prédio, onde aconteceu tudo, atrasou naquele dia. Vai vendo. Se o caminhão não tivesse atrasado, a lata teria se desvaziada lá e provavelmente ninguém descobriria o corpo. Assim como aconteceu com o lixo lá da faculdade, que foi retirado e ninguém achou mais as partes.
Pois é, galera, o cara que sonhava com um crime perfeito quase conseguiu um crime perfeito. Não fosse um detalhe do acaso, muito louco isso, né? E tem uma última coisa aqui que não sai da minha cabeça nessa história aqui, galera. Vocês lembram da entrevista que o Stephen McDaniel deu pra TV no dia 30 de junho, quando a polícia tava lá vasculhando o prédio?
Aquela onde ele falava que a Lauren era simpática, comunicativa, que estava super preocupado com ela. Então vai vendo. No meio dessa entrevista aí, o repórter mencionou que um corpo tinha sido encontrado. Naquele momento ali, o Stephen congelou. Dava até para ver o vermelho do rosto dele descendo, ficando branco. Os olhos arregalaram e ele disse bem baixinho para o repórter. Corpo, acho que eu preciso sentar. E ele sentou ali no chão mesmo, na frente da câmera.
Sem qualquer pudor. Mas para quem estava olhando aquilo ali de fora, para a maioria das pessoas que não entendeu o contexto que eu já apresentei, aquilo parecia um amigo desolado com a notícia de que o corpo da amiga dele, que ele tanto gostava, tinha sido descoberto. Só que na verdade, galera, aquilo ali tudo era um choque dele.
Por ter sido descoberto. O crime perfeito dele, ó, foi por água abaixo. Esse foi o choque que deixou o cara pálido. E essa, inclusive, é a máscara que eu falei pra vocês, lembra? A máscara do cara caiu, como consegue, não é? Ali, na verdade, não conseguiu, não é? Porque você percebe ali os meandros, né? As raízes psicológicas na cabeça do cara. Porque, tipo assim, né? Se não tivesse descoberto esse corpo aí, ele teria passado facilmente ali pelo amigo...
Tadinho, todo destruído. O que eu sei, galera, é que os restos da Lauren não foram encontrados, tá? Existe um banco cor-de-rosa lá no Washington Park, em Macon, e também uma placa na Mercer Law School, que é a faculdade onde ela estudou lá, com o nome dela. Ela tinha só 27 anos, era a mais velha de três irmãs, era a primeira da família a ir pra faculdade. E quando ela chegou lá em Macon em 2008, ela e o Stephen entraram na mesma escola.
no mesmo semestre e foram morar no mesmo prédio. O mais assustador é que, para ela, ele era realmente um amigo. Ela nunca sequer imaginou quem, de fato, estava do outro lado da parede daquele apartamento. Pois é, mais um caso que mostra que...
Ninguém sabe de nada, não é? As pessoas escondem muito bem quem são. Comenta aqui pra mim o que você achou de tudo isso. Não esquece sua inscrição, verifique seu sininho aí. Me ajude nessa meta de chegar a 1 milhão de inscritos ainda em 26. Será que consegue? Não sei, mas tô torcendo por isso. Obrigado pela sua companhia. Um beijo do Ruifo e até o próximo episódio.