Caso GIOVANNA EP 02 - Ele achou que tinha vencido… até tudo virar contra ele
📌 Anos depois… o caso ganha uma reviravolta inesperada.Neste episódio, surgem novos relatos que colocam um novo nome no centro de tudo: Martônio.Depoimentos de ex-companheiras revelam um padrão perturbador de comportamento — e levantam a pergunta que ninguém quer ignorar:o verdadeiro responsável estava livre esse tempo todo?Agora, com um novo suspeito preso e o caso prestes a prescrever, a verdade pode finalmente vir à tona… ou desaparecer para sempre.-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br📲 Me acompanhe nas redes sociais: @eusoumarcoscampos-------⚠️ Aviso importante:Todo o conteúdo deste canal é baseado em informações públicas, investigações oficiais e reportagens jornalísticas. O objetivo é informar, refletir e promover debates construtivos — sempre com respeito às vítimas, às famílias e à complexidade dos fatos apresentados.
Marcos Campos
- Investigação do caso GiovannaMartônio Alves Batista · Denúncias de abusos · Inocência dos Petrovits · Reabertura do caso · Impunidade e erros da investigação
Um homem que morava ao lado de uma menina de 9 anos que foi assassinada tinha vários elementos apontando pra ele logo nos primeiros dias depois do crime, mas mesmo assim ele passou quase 20 anos praticamente esquecido pela investigação. Denúncias de ex-mulheres, ameaças explícitas envolvendo o nome da própria vítima, relatos de ex-companheiras e nada. O cara continuou a vida, mudou de cidade, enquanto o caso seguia outra direção completamente diferente.
Porque o suspeito que estava ali bem perto com indícios na própria casa não foi investigado com mais profundidade na época. Porque mesmo com alertas de mulheres que conviveram com ele, as coisas demoraram tanto tempo para ganhar força. Será que era mais fácil e mais interessante seguir outra narrativa com apelo sensacionalista que levava a manada para o lado mais fácil de condenar?
E agora, só às vésperas de o crime prescrever em 2026, as coisas finalmente começaram a se encaixar, a se mover de verdade. Como é possível um caso tão grave assim ter ficado tanto tempo sem uma resposta de verdade? O negócio é bem bizarro, tá? E hoje, no episódio 2, a gente volta no tempo para continuar a investigação do caso da Giovanna.
Então prepara o coração aí, tá galera? Porque tem coisa aqui que assim, é difícil de acreditar. Sou Marcos Campos, sejam todos muito bem-vindos. Esse aqui é o episódio 2 do especial sobre o caso da Giovana dos Reis Costa. Se você ainda não viu o episódio 1, corre lá dar uma olhada, tá aqui nessa playlist sobre o caso da Giovana. É um teste que eu tô fazendo aqui no canal, tá galera? Não vai ser sempre assim. Mas eventualmente, quando o caso exige muitos detalhes, pra não ficar um vídeo extremamente longo, a gente divide em cap...
Capítulos, combinados? Mas tá tudo organizadinho aqui no canal, o caso tá numa playlist, episódio 1, episódio 2, e se houver mais, episódio 3, 4 e assim por diante, fechou? Recado dos dados, vamos aos fatos.
No primeiro episódio do caso da Giovanna, a gente apresentou aqui os fatos referentes a 20 anos atrás, quando tudo começou. Foi numa segunda-feira, 10 de abril de 2006, que a Giovanna, de 9 anos de idade, desapareceu quando ela estava vendendo uma rifa de ovo de Páscoa da escola, ali perto da casa dela, em quatro barras, na região de Curitiba.
Dias depois, o corpo dela foi encontrado em um terreno baldio perto de onde ela morava. E a perícia constatou que a morte se deu por asfixia mecânica, com esganadura ou sufocamento. E que a vítima também tinha sinais extremos de violência sexual. Então a investigação partiu do pressuposto que os responsáveis, ou o responsável, seriam pessoas ali que moravam próximas da casa da garota.
O mandado de busca, então, era bem abrangente, assim vários imóveis vizinhos foram vasculhados e supostos indícios levaram à construção da linha de investigação que apontava para uma família cigana que estava ali na redondeza, Petrovic, como o responsável, possível responsável desse crime. Por fim, seis anos após a morte da menina, os acusados foram levados a julgamento e...
totalmente inocentados. A promotoria admitiu que não existiam elementos suficientes nem mesmo pra acusá-los. Vai vendo. Com isso, é como se o caso tivesse voltado ao zero. Ou não. Não exatamente, não é? Porque, como foi mencionado no final do episódio anterior, a chave do mistério poderia estar no testemunho de uma ex-vizinha da garotinha Giovanna, que esteve no julgamento dessa família dos Petrovitz.
E chamou muita atenção no seu depoimento no tribunal, que foi o que não ficamos sabendo. Pelo menos não naquela ocasião. Porque o depoimento lá foi feito de portas fechadas, sigiloso. O que é minimamente insólito, não é?
Mas depois você vai começar a ligar as pontas e vai falar assim, hum, será que é por isso? Mas segura aí. Então isso tudo deixou no ar aí uma suspeita de que o ex-marido dessa mulher pudesse ser culpado desse crime. O outro suspeito.
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Bom, existia então ou existiu uma segunda linha de investigação nesse caso e é sobre ela que nós vamos falar a partir de agora, tá? Martônio Alves Batista, que no ano de 2006 estava com 35 anos de idade e era vizinho da Giovanna. Da mesma maneira que outras pessoas, ele foi interrogado quando policiais foram à casa dele no dia em que a Giovanna desapareceu. A mulher, que à época estava casada com Martônio, disse aos policiais que ele estava sozinho no imóvel naquele horário ali em que supostamente a Giovanna sumiu.
Na residência, os policiais encontraram um colchão com manchas de urina recente. Assim, eles solicitaram que a mulher não mexesse em nada, que aguardasse a chegada da perícia, até porque os peritos haviam detectado que a calcinha da Giovanna estava também impregnada de urina, o que exigiria uma análise comparativa entre as duas amostras da roupa da vítima e do colchão.
No quintal dessa casa aí do suspeito, os policiais encontraram também um fio de energia que era semelhante ao fio que estava amarrado no corpo da criança. Mas, quando os detetives voltaram à casa, horas depois ou no dia seguinte, o colchão não foi mais encontrado e a casa tinha sido lavada com água sanitária.
Pois é, cara. Apesar desses fatos, o Martônio prestou depoimento e foi liberado. Não houve pedido de prisão preventiva contra ele e ele ficou livremente esquecido. Assim o tempo passou e a vida seguiu. A delegada e todos os esforços investigativos se concentraram nos ciganos.
Em uma entrevista concedida por Pero Petrovic, que a gente já conheceu no outro episódio, né? Essa entrevista é em 2022. Ele relembra que entre as provas recolhidas na casa da mãe dele, estava uma alegada imagem satânica, que na verdade, galera, era um brinquedo do McLanche Feliz. Um brinquedinho do Corcunda de Notre Dame.
E como sua mãe atendia como cartomante, era comum ele receber objetos dos clientes. Coisas que as pessoas, por exemplo, encontravam nas suas próprias casas e achando que poderiam ser trabalhos espirituais, levavam lá pra Vera Petrovic benzer, tirar um mau olhado ou coisa do tipo. Vocês estão ligados, né? Cara, é surreal isso. Segundo Pero, havia na casa dele ali um pote de vidro com objetos aleatórios que também foram considerados como...
Prova do assassinato da Giovanna no contexto de um ritual satânico, de bruxaria, quando ele mesmo, o Pero, foi chamado diversas vezes de bruxo. Pois é, galera, um negócio assim completamente cabeludo, bizarro pra caramba. Seguir o caminho totalmente mais fácil, não é? Porque teria esse apelo aí completamente grotesco, sensacionalista, que levaria a manada pra direção que a investigação queria, não é? Tipo assim, vamos fazer um monte de diligência aqui, procurar apelo em ovo.
Vamos chegar e acusar os caras aqui mesmo. Vai que encontra aí uma prova circunstancial e outra. Bingo. Totalmente lamentável. Vocês não concordam? Comenta aqui pra mim. Mas retornando então aqui à linha do tempo, após os ciganos suspeitos terem sido inocentados, praticamente nada aconteceu no inquérito da morte da menina. Sete longos anos se passaram.
Então, em 2019, uma isenteada desse sujeito sobre o qual a gente está falando agora, o Martônio, procurou a delegacia e relatou que no passado ele cometeu abusos sexuais contra ela. Naquela época dos crimes que ocorriam dentro de casa, ou seja, desses abusos aí, com o homem no papel de padrasto dessa vítima, a menina estava com cerca de 11 anos de idade, os ataques ocorreram durante 3 anos, ou seja...
Mais ou menos dos 11 aos 14 anos dela. Então a menina foi repetidamente abusada, mas não tinha coragem, entre aspas, de contar a alguém ou pedir socorro. Isso porque o homem a ameaçava. A denúncia, então, em 2019, foi feita depois que o homem foi brevemente preso em março de 2018 por ter instalado câmeras de vídeo no banheiro feminino de uma pastelaria da qual, melhor dizendo, ele era dono, lá em Londrina. Cara, assim...
Completamente insano tudo isso quando você vai ligando os pontos, não é? Quando essa garota assistiu na televisão uma reportagem sobre o crime lá na pastelaria, onde a cara feia do abusador dela apareceu depois de tantos anos, ela imediatamente reconheceu o Martônio. Finalmente, então, ela conseguiu tirar o peso que carregava há anos e contou para a mãe sobre os abusos sofridos na infância. Na sequência, elas procuraram ajuda jurídica e o denunciaram para a polícia.
Esse era o elemento necessário para esclarecer outras coisas, pois um detalhe muito importante da investigação de abuso sexual é que o Martoni ameaçava a enteada de morte, dizendo que ela seria a próxima Giovanna.
Mas o mais insano e inacreditável disso tudo é que nada foi feito em tanto tempo, pois os outros elos dessa corrente criminal supõem-se que foram revelados por essa ex-companheira, a mesma que em 2012, lá no julgamento dos Petrovits, testemunhou a portas fechadas.
Beira surreal, não é? Vocês se lembram do que eu falei, na hora que eu tava falando disso aí, lá no começo, né? Tipo, o que será que falou? Por que que fechou as portas? Aí eu falei assim, ah, depois vocês vão entender ligando os pontos. É sobre isso, galera. Tipo assim, será que já tinha ali um rumor, alguma coisa assim, alguma ponta que falava assim, hum, será que a gente tá fazendo cagadinha aqui? Então vamos fechar a porta, pelo menos ninguém vai saber, a imprensa não vai divulgar e tal.
E a gente bota uns panos quentes. Não sei, só tô fazendo aqui uma... Como é que fala? Um devaneio, tá? Nada... Nada...
Assim, contundente, só coisa na minha cabeça. Mas comenta aqui o que vocês acham sobre isso. Bom, após a denúncia feita então pela ex-enteada retornando aqui em 2019, a polícia voltou finalmente a olhar um pouco mais com atenção pro Martônio Alves Batista. Embora ele já tivesse um mandado de prisão expedido, acredite se quiser, pela juíza Luciane Regina Martins de Paula, da primeira vara criminal de São José dos Pinhais, desde 2011.
por ameaças contra sua ex-mulher e as duas filhas dela. Foi só a reabertura do inquérito do caso da Giovanna, no entanto, que impulsionou novos depoimentos de ex-companheiras e pela proximidade do prazo de prescrição que o negócio se intensificou. As buscas.
Sim, galera, vocês não entenderam errado, não. Ele ficou mais um tempinho de boa. Quando ele foi preso em 19 de fevereiro agora de 2026, o Martoni foi submetido a exame de DNA. E segundo a delegada Vanessa Alice, responsável pelo inquérito também do caso da Raquel Genofre,
no caso de 2008, lá em Curitiba, o resultado foi negativo, tá? Dessa, desse exame aí. Os crimes Giovanna e Raquel guardam diversas semelhanças, como a gente já viu, não é? No episódio anterior. Apontadas aí pelo doutor Cláudio Daledoni em 2012.
Vocês estão ligados no que eu estou falando, não é? Consta também que na época do caso da Raquel Genofre, o Martônio, esse cara aí que a gente está falando sobre, era motorista de ônibus de uma linha entre Curitiba e São Paulo e sempre portava uma mala para carregar suas roupas e itens de viagem. Galera, olha só.
A vítima, Giovana, foi encontrada perto da residência dele. E a outra vítima, Raquel, foi encontrada na rodoferroviária de Curitiba, local de trânsito de trabalho do suspeito. Ambas as garotas estavam em posição fetal, amarradas com um fio de luz dentro de sacos de lixo. O corpo da Raquel, além de estar dentro do saco de lixo, estava fechado numa mala.
A violência que elas sofreram e a causa da morte foi igual. E finalmente as meninas estavam com a mesma idade e eram fisicamente parecidas. Mas apesar de tudo isso, como talvez alguns de vocês devem já saber ou se recordar, que acompanharam todo o caso da Raquel também, o responsável pela morte dela foi posteriormente identificado como Carlos Eduardo dos Santos, cujo julgamento ocorreu em 2021, 13 anos após esse outro crime é igualmente chocante.
Enfim, tô batendo nessa tecla aqui também porque, sei lá, não é? Enfim, diga aí o que vocês acham também. Mas retornando ao caso da Giovanna, esse novo suspeito aqui no relato, Martônio, por ser vizinho da menina Giovanna, também foi interrogado na delegacia, tá? Lá no começo das investigações. Inclusive, chamou a atenção que ele foi reprovado num teste de detector de mentiras. O que não é conclusivo, mas normalmente é um indício importante numa investigação, não é?
Apesar disso e dos outros indícios, do fio elétrico, do colchão descartado e também da casa lavada com água sanitária, ele ficou de boa. E pouco depois do crime, desapareceu de quatro barras. Aí eu pergunto, né? Será que a tara pra prender os ciganos era tão grande assim, caramba? Como foi mencionado, após alguns anos, aconteceu então a emissão de um pedido de prisão por conta de violência doméstica, não é?
porque ele maltratava a mulher e ameaçava molestar as duas filhas dela, com idades entre 8 e 12 anos. Segundo a denúncia, a mulher era submetida a práticas sexuais vexatórias e mais de uma vez ele demonstrou carícias exageradas nas meninas, nas crianças. Isso teria então provocado a separação do casal.
Martoni, ouvido na justiça, alegou que a mulher fez acusações por vingança por causa da separação. Bom, como eu comentei também, em 19 de fevereiro de 2026 agora, ele teve prisão decretada. Finalmente, a denúncia oficial em relação ao caso da Giovanna aconteceu um mês antes do crime prescrever.
Em abril agora de 2026. Segundo a Polícia Civil, que reabriu a investigação, agora Martônio Alves Batista, com 55 anos, é o principal suspeito desse crime. Conforme o Ministério Público, ele foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, com uso de meio cruel, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima. Um marmã, acho que na época tinha trinta e tantos anos. Vai fazer isso com uma criança de nove, né galera? Assim...
Bota recurso cruel, né? Bota covardinha nisso. E o homicídio teria sido praticado pra assegurar, digamos, a impunidade após um crime anterior, que foi a violência sexual contra a Giovanna. A investigação também identificou que ele cometeu atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver. Porém, esses dois crimes prescreveram.
E galera, só como um extra aqui, deixa eu explicar rapidamente pra vocês que conforme o artigo 109 do Código Penal, se um crime tem pena máxima aí de 3 anos, por exemplo, ele prescreve em 8 anos, tá? Como, por exemplo, a ocultação de cadáver. Se a pena chega a 10, como é o atentado violento ao pudor, prescreve em 16 anos e assim por diante, tá? Homicídio qualificado prescreve em 20 anos, pra vocês terem uma ideia.
Bom, Martônio Alves Batista, com 55 anos, foi preso em Londrina e o Ministério Público está pedindo, além da condenação dele, que ele pague 100 mil reais aos familiares da Giovanna e que eles tenham atendimento multidisciplinar, com os custos pagos pelo agressor ou pelo Estado. Aí, sei lá, parece um pouco tarde para isso tudo aí, mas...
É aquela coisa, né? Melhor tarde do que nunca, mas ainda assim me parece um negócio meio... Deixa pra lá, vai. Continuando aqui com as informações mais recentes, a gente precisa entender que com a reabertura do caso, a polícia ouviu ex-companheiras do Martônio, tá?
Outras, várias ali. Algumas contaram que a mulher que tinha sido casada com ele lá em 2006, o ano da morte da Giovanna, procurou essas ex aí e alertou que ele era um cara perigoso. Nessas tais conversas aí, a ex-mulher dele relatou que foi obrigada a limpar a casa para eliminar possíveis provas do crime lá à época. Uma das mulheres revelou à delegada encarregada que Martônio confessou como teria agido no assassinato da Giovanna. Isso inclusive condiz com as provas apuradas pela perícia, tá?
Entre aspas, ele relatou à ex-companheira que na data dos fatos, a Giovanna estava vendendo rifa e ele falou pra ela que ela não tinha dinheiro ali com ele, ali na frente da casa, ali na rua e tal, e pediu pra que ela entrasse com ele pra dentro da casa. Ele falou isso porque ele disse que iria pegar o dinheiro lá. Assim, a pobrezinha da Giovanna, inocente pra caramba, entrou.
Assim, esse monstro atacou a garotinha, sufocou a menina até ela desmaiar, então abusou sexualmente dela. Com o crime consumado já e sabendo que a Giovana poderia reconhecê-lo, denunciá-lo, ele decidiu tirar a vida da menina. Ele tirou as roupas dela, descartou tudo as roupas de longe do corpo.
com a intenção de incriminar terceiros, de repente. Na reabertura do caso, em 2026, uma testemunha ouvida pela polícia informou que, anos depois da morte da Giovanna, o Martônio debochava do crime e utilizava os acontecimentos daquele dia lá pra aterrorizar a companheira, em um contexto, claro, de violência doméstica, de controle total. Ele se referia aos policiais lá, que investigaram tudo, como idiotas e tapados, afirmando que estava tudo na cara deles.
Disse que o pedaço de fio que foi utilizado para amarrar o corpo da criança foi cortado de um rolo que ele tinha em casa. Durante a diligência policial, ele segurou o rolo de fio cuja extremidade em numeração se encaixava perfeitamente no pedaço usado no crime. Surreal, né? Tudo isso enquanto a polícia o examinava sem perceber nada.
Isso tudo, galera, tá registrado em um dos documentos que compõe o inquérito policial, tá? Ou seja, na cabeça do suspeito, do réu agora, ninguém o pegou naquela época e ninguém nunca iria pegar. Com base nessa situação, ele ficou sapão, né? Ameaçava as companheiras, afirmava, eu posso sumir com você e ninguém nunca vai lhe achar, hein? E eu nunca vou ser preso.
Pois é, galera, é bizarro o que faz a certeza da impunidade, não é? Terra de ninguém mesmo, né? Meu Deus. Ele não tinha vergonha do crime. Nenhum arrependimento ou pudor. Na verdade, acho que tinha orgulho, né? Isso conforme as diversas declarações de mulheres, como a gente viu, tá? Que o conheceram depois de 2006.
elas teriam ouvido da boca dele a título de ameaça que ele já havia feito muito mal para uma menina. E aquela ex-enteada também, se elas contassem o que vinha acontecendo, elas também seriam vítimas. A mãe da jovem que o denunciou por abuso relatou à delegada que, quando se relacionava com o Martônio, chegou a confrontar o homem ao perceber sinais estranhos no comportamento da filha dela, que fazia questionar se o cara estava fazendo mal para a criança, para a enteada dele na época.
Nessa oportunidade, o Martônio admitiu que no caso de Quatro Barras, da morte da Giovanna, ele disse que não era testemunha do crime, mas sim o autor. Nesse momento, hoje, abril de 2026, nós vemos ali uma luz no fim do túnel em relação a esse longo caminho percorrido pelo inquérito sobre o homicídio da Giovanna dos Reis Costa. É nosso desejo, claro, sincero, que absolutamente tudo seja esclarecido, que a verdade e a justiça prevaleçam.
Porque algumas perguntas ainda ficam na cabeça, não é? Onde esteve escondido o corpo da Giovanna entre o momento da morte dela e a localização? Será que estava dentro da casa do suspeito? Em que momento ele transportou o corpo então para o terreno onde foi localizado? Houve ou não a utilização de um objeto no momento do abuso? Esse fato foi diagnosticado pelo legista. Houve ou não a retirada do sangue da Giovanna? O laudo menciona a palidez nos órgãos?
Por último, após o julgamento do réu, havendo sua condenação, os pais e demais familiares da Giovanna poderão falar em justiça. Justiça ainda que parcial, tardia, não é? O mesmo que foi oferecido aos pais da Raquel Genofre. Isso inclusive nos lembra as palavras do próprio Pero Petrovich, acusado injustamente de um crime que não cometeu.
Ele, a mãe, a Vera perderam 5 ou 6 anos da vida deles atrás das grades e perderam imóveis para custear todas as despesas judiciais, até serem definitivamente absolvidos em 2012. Que tipo de reparação tem para isso? Além disso, houve todo o impacto emocional e psicológico provocado pelas acusações, pela incerteza do futuro e até pelo preconceito da sociedade. Aquela história que a gente já viu de manada.
Um fala, outro acredita e vira uma bomba, né? E aí? Como é que apaga essa reputação manchada aí? O que eles esperam, creio, no mínimo, é um pedido de desculpas da parte de quem estava envolvido, né? Em toda a investigação aí, demais envolvidos no inquérito. Pelos erros cometidos, erros que devastaram suas vidas como um tsunami. Pero afirmou que não guarda rancor de ninguém, no entanto.
e que mesmo nos dias mais difíceis, sempre acreditou que seria inocentado pela verdade. Ele mantém contato com a família da Giovanna até hoje, sempre na expectativa da resolução do caso. E é assim que nós nos sentimos também. Depois de duas décadas de dor, erros e impunidade aparente, finalmente o caso parece ganhar ali ou caminhar para uma resposta, não é? Claro que nós vamos continuar acompanhando de perto e torcendo para que a justiça, mesmo que tardia, chegue de verdade.
É assim que fica o nosso sentimento, às vésperas de uma notícia muito aguardada há 20 anos, que é a condenação do assassino da Giovanna.
Quero muito ler os comentários de vocês aqui sobre esse caso tão emblemático, tão cruel, né? E que assim, tem tantas camadas de deboche com a sociedade, de injustiça, uma mente completamente perturbada, né? Conscioso por esse julgamento pra saber de mais detalhes. Quero saber a opinião de vocês. Comenta aqui pra mim. Vou ler os comentários, trocar uma ideia aí com vocês. Esse foi o nosso especial sobre o caso da Giovanna em dois episódios.
Se vocês gostaram desse formato, como eu comentei, não é definitivo, é um teste, um experimento. Se vocês gostaram, comenta aqui para mim. E sabe, a gente faz outros aí, em casos mais complexos ainda, que exigem mais episódios. Pode ser uma maneira legal aí também da gente fazer um conteúdo diferente. Obrigado pela sua companhia, um beijo do Ruivo e até o próximo episódio.