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Caso GIOVANNA EP 01 - A polícia ignorou as provas… e alguém pagou por isso

13 de abril de 202619min
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📌 Um crime brutal, uma investigação controversa… e pessoas que pagaram por algo que não fizeram.Neste primeiro episódio, você vai entender como tudo começou no caso Giovana dos Reis Costa — desde o desaparecimento até a prisão da família de ciganos que, anos depois, seria inocentada.O que realmente aconteceu nesse caso? E como a investigação chegou a suspeitos que talvez nunca devessem ter sido acusados?Esse é só o começo de uma história cheia de erros, reviravoltas e perguntas sem resposta.-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br📲 Me acompanhe nas redes sociais: @eusoumarcoscampos-------⚠️ Aviso importante:Todo o conteúdo deste canal é baseado em informações públicas, investigações oficiais e reportagens jornalísticas. O objetivo é informar, refletir e promover debates construtivos — sempre com respeito às vítimas, às famílias e à complexidade dos fatos apresentados.

Participantes neste episódio1
M

Marcos Campos

HostJornalista
Assuntos5
  • Desaparecimento de GiovanaCaso Giovana dos Reis Costa · Investigação do desaparecimento
  • Morte ritualísticaAsfixia mecânica · Violência sexual · Rituais religiosos
  • Julgamento e CondenaçãoDefesa dos acusados · Erros na investigação
  • Segurança OperacionalFamília Petrovic · Prisão dos ciganos
  • Discriminação da comunidade ciganaEstigmatização dos ciganos · Cultura cigana
Transcrição53 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

20 anos atrás, numa segunda-feira, dia 10 de abril de 2006, muitas crianças estavam na expectativa da Páscoa, que seria comemorada no domingo seguinte, no dia 16. Expectativa pelo feriado prolongado, por eventuais viagens, ou pela certeza de que iriam ganhar muitos chocolatinhos.

Olha, eu nem me lembro o que eu tava fazendo nesse dia aí, viu? Mas a família da Giovana dos Reis Costa se recorda bem dessa data. À época, a garota estava com 9 anos e morava no município de Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba. A família se recorda porque foi nesse dia, 10 do 4, que a Giovana saiu sozinha de casa pra vender rifa de Páscoa da escola. E não voltou mais.

Uma caminhada pela vizinhança, sem retorno, com a menina sendo engolida pela noite. Nesses 20 anos, o nome da Giovanna poderia ter sido esquecido, perdido entre inúmeros outros registros criminais do país. Mas as particularidades horríveis da sua morte, que foram identificadas como parte de um ritual, transformaram a investigação literalmente em um espetáculo, em uma caça às bruxas.

e o processo em um pesadelo jurídico prestes a prescrever agora no seu vigésimo aniversário. Contudo, novos elementos que surgiram há poucos dias poderão enfim levar à justiça o monstro responsável pela morte da Giovanna.

Eu sou o Marcos Campos, sejam todos bem-vindos. Hoje um episódio diferente aqui no canal, tá galera? Eu perguntei lá no nosso grupo de membros, inclusive se você não faz parte fica aqui o convite pra se tornar membro. E a galera falou que acho que pode ser legal, que é o seguinte, explicar aqui brevemente. Esse episódio aqui como tem muitas informações, na verdade esse caso...

Eu vou dividir em episódios. Então esse aqui será o primeiro episódio do caso da Giovanna, tá? Então eu vou montar uma playlist e depois a gente vai ter lá todos os episódios referentes a esse caso aqui. Fechados? Olha só, preciso informar que não vai ser uma regra no canal, tá? É um experimento que eu tô fazendo. Pode ficar tranquilo, não precisa comentar assim, ah, gostava mais do outro jeito. Calma, é só um experimento.

Se rolar, se a galera curtir, a gente faz em outros, mas não em todos, ok? Combinados? É isso então, recados dados, vamos aos fatos.

Olha só, pessoal, existem duas linhas, grandes linhas, na verdade, de investigação que a gente vai explorar aqui uma depois da outra, ok? Por isso, vão aparecer os nomes de vários envolvidos no processo. Isso é, pessoas que, em algum momento nesses 20 anos, foram consideradas como suspeitas, acusadas, julgadas e inocentadas.

Ou seja, elas serão mencionadas da mesma maneira que os advogados, promotores, delegados, porque fazem parte da história que nós estamos aqui reconstituindo, com base, claro, nas fontes abertas, nas fontes públicas, naquilo que tem sido divulgado sobre o caso durante todo esse tempo. E olhando para o passado, será fácil perceber alguns erros.

Mas nosso objetivo aqui não é provocar críticas pessoais, ok? Dito isso, nós seguimos aqui então com a história. A Giovana desaparece então no dia 10 de abril de 2006, enquanto ela estava vendendo uma rifa escolar ali de ovos de páscoa perto da casa dela, lá em Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba.

Como a menina não retornou pra casa no final daquela tarde, o que era esperado, os pais dela, o senhor Altevir Costa, de 45 anos na época, e a senhora Cristina Aparecida Costa, de 38, começaram a procurar pela filha. Aquele processo que a gente conhece, não é? Quando uma preocupação incerta vai tomando conta ali da boca do estômago, não é? E totalmente angustiado, as pessoas começam a perguntar pra todo mundo. Afinal de contas, a gente tá falando de uma garotinha de 9 anos, gata.

Assim, logo os vizinhos se uniram à família ali naquela angústia pra tentar encontrar o mais breve possível a menina. Até mesmo porque, como eles mais tarde falaram em depoimento oficial à polícia, alguns foram visitados pela Giovanna, algumas pessoas, e compraram a rifa de Páscoa que ela tava vendendo. Então, era estranho ela desaparecer de tão perto de casa. E isso, claro, sensibilizou muitas pessoas. Apesar disso, ninguém tinha nada de especial pra relatar.

Diante do risco que ela poderia estar correndo, a alternativa então era transformar o desaparecimento em uma notificação oficial, um BO, boletim de ocorrência. Mesmo que isso signifique formalizar a gravidade dos fatos, não é? É aquela história que eu já contei aqui pra vocês, não é?

bate aquela coisa de falar assim, reconhecer na verdade pode ser grave e eu preciso da polícia. Lamentavelmente, dias depois, em 12 de abril, o corpo dela foi encontrado em um terreno baldio envolto em sacos plásticos de lixo de cor azul ou branca. Ambas as informações aparecem nas pesquisas e amarrado com fios elétricos.

A perícia constatou que a morte se deu por asfixia mecânica, com esganadura ou sufocamento, e que a vítima tinha também sinais extremos de violência sexual. Infelizmente, é necessário expor alguns detalhes aqui para que se compreenda a dinâmica das investigações. Consta no laudo do médico legista que um objeto metálico havia sido introduzido nas partes íntimas.

As roupas de Giovanna foram localizadas em outro terreno desocupado, a cerca de 50 metros de distância da casa, onde até então ela morava com a família. E de maneira bem preliminar, a delegada, que era responsável pelo caso na época, a doutora Margarete Alferes de Oliveira Mota, declarou, a criança desapareceu ali nas imediações e o corpo foi localizado ali também. Tudo indica que o crime ocorreu em uma daquelas residências vizinhas.

Nas considerações apresentadas pela delegada, com base no laudo cadavérico, a menina foi sangrada viva. Ou seja, enquanto o coração dela batia, um objeto metálico de ponta irregular foi introduzido em sua vagina e dilacerou o perímetro. O médico afirmou que quando examinou o cadáver, todos os órgãos estavam pálidos, não tinha sangue algum. O sangue foi jorrado porque o coração ainda funcionava enquanto ela era torturada.

A retirada do sangue pode ter demorado mais de uma hora e a menina foi asfixiada só depois desse sangramento. Partindo dessa constatação, se elaborou então a tese de uma morte ritualística com a coleta de sangue da vítima. Ação presente em rituais religiosos quando certos animais são sacrificados. Naquele momento então, a investigação estava procurando o quê? Por quem?

por suspeitos que se enquadrassem no perfil de assassinos ritualísticos, não é? Praticamente de magia, igualzinho a gente vê em filmes. Apesar de que eles, os tais assassinos feiticeiros, bruxos, praticantes de magia, são bem raros nas histórias de true crime, não é? Nacionais e internacionais. Existem diversos casos de crimes horríveis, violentos, que foram inicialmente atribuídos a esse tipo de coisa, mas depois, com o avanço da investigação... E aí E aí

se entendeu que, na verdade, eram crimes cometidos por surtos psicóticos ou pessoas muito más que procuravam enganar a polícia. Eu acho, inclusive, que o único caso que a investigação levou efetivamente à prática de sacrifícios humanos foi do menino Adam, que foi encontrado lá no Rio Tâmisa, em Londres.

Em 2001, vocês se lembram dessa criança africana que o caso já foi apresentado aqui no canal? Pois é, mas voltando aqui, consta que o matagal onde o corpo da Giovanna foi encontrado fazia fundos com o terreno que abrigava um grupo de ciganos, entre eles uma família chamada Petrovich. Eles se tornaram então suspeitos da morte da menina quando fugiram, entre aspas, do local antes do corpo da menor ser localizado.

E olha, aqui daria pra colocar duas observações. Vocês comentem aí pra mim, por gentileza, o que vocês acham, tá? Eles foram visitados pelos policiais durante as buscas pela Giovanna. Eles eram discriminados pela comunidade local. E aqui vale saber que em uma entrevista já de 2022, muito tempo depois...

Uma dessas pessoas, né, envolvidas, entre aspas, o próprio Pero, explica que eles não fugiram de casa por ocasião do crime. A família estava em Curitiba, a poucos quilômetros de Quatro Barras, nos preparativos e realização do casamento do irmão do Pero, uma festa que, pela tradição cigana, dura vários dias.

Mas a polícia tinha em mãos um mandado de busca coletivo para todos os imóveis da região. Assim, entrou e revistou a casa dos Petrovich, onde foram encontrados 12 fios de cabelo no ralo do banheiro, supostamente conectados à vítima.

e também sacolas de supermercado iguais às que estavam lá na cena do crime. De acordo com a delegada, como parte das investigações, a família Petrovic foi procurada em outros estados, como São Paulo, Santa Catarina, quando escutas telefônicas revelaram hábitos estranhos, entre aspas, e a ligação dos ciganos com o tráfico de drogas e estelionatos.

Aproximadamente um ano depois da morte da Giovanna, com o caso estagnado, foi realizada a prisão de integrantes dessa família, os ex-moradores de Quatro Barras. Eles foram presos em 26 de maio de 2007, em Arassatuba, interior de São Paulo, pela polícia militar da cidade. Eram suspeitos, no caso do Paraná, as seguintes pessoas. Vera Petrovic, 58 anos à época, conhecida na comunidade dele como Diva Acartomante.

E seu filho, Pero. Eles estavam na casa de parentes em um bairro de classe média da cidade paulista de Arassatuba. Além deles, foi considerado como envolvido no crime o sogro do Pero, um homem chamado Renato Michel, pai da esposa do Pero, uma adolescente de 16 anos na época. Sogro e genro foram descritos profissionalmente como vendedores autônomos.

Com base em provas colhidas pela polícia, o promotor de justiça Otacílio Sacerdote solicitou então a abertura da ação penal contra os três adultos e o internamento da adolescente num educandário. Julgamento e absolvição.

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Em 12 de março de 2012, uma segunda-feira, às 9h30, o Tribunal do Júri de Curitiba realizou o julgamento dos ciganos suspeitos do assassinato da Giovana dos Reis Costa. A acusação que pesava sobre eles era de homicídio duplamente qualificado, cometido no contexto de um ritual de magia. Sobre a motivação, o promotor de justiça, o Otacílio,

Lá de Quatro Barras, alegava que Vera Petrovic seria a mentora do crime, pois ela precisava do sangue de uma virgem para um ritual que garantisse prosperidade e principalmente a virilidade de outro filho dela. Pois esse outro filho se casaria naqueles dias ali quando tudo aconteceu.

Ela, a matriarca da família então, empenhada nos preparativos do casamento, teria recebido a ajuda do filho Pero, da nora dela, a esposa do Pero, e também daquele senhor, o sogro do Pero, o Renato Michel. Dentro dessa narrativa fantasiosa, Giovanna teria cometido o erro de interagir com os vizinhos ciganos, justamente naquela ocasião em que eles buscavam uma vítima para o macabro sacrifício pré-nupcial. Daria um filme daqueles, né?

terror meio bizarro assim, consta que a menina teria pedido a vários colegas de escola pra que acompanhassem ela nessa venda da rifa aí, mas nenhum deles poderia ir. Então a Giovana acabou indo sozinha, saiu pelas ruas do bairro e se tornou uma presa fácil. Olha, aqui eu vou dar todos os detalhes desse julgamento, mas eu já adianto pra vocês que os acusados foram absolvidos.

Em 2012, quando o julgamento ocorreu, os réus foram defendidos pelo escritório do advogado Cláudio Daledoni Jr., uma referência nacional na área jurídica e presente em vários casos de grande repercussão. De acordo com a defesa dos acusados, houve falhas na investigação policial e não havia provas para condenar Vera Pero e o senhor sogro dele, o Michel. A defesa fez um trabalho de convencimento do promotor e dos jurados. Foi demonstrado que não havia provas consistentes contra os réus, contra os três réus.

Segundo o advogado Daledoni, a promotoria se convenceu da inocência dos réus e pediu a absolvição deles. E olha só, aqui tem um ponto extremamente importante, porque a gente não pode esquecer que os acusados ficaram presos por seis anos aguardando o julgamento.

Seis anos presos, esperando um julgamento. Sabes que o Pero passou por uma depressão grave nesse tempo aí, emagreceu muito, mas na verdade é difícil imaginar como eles enfrentaram esse tsunami real na vida deles, não é?

Pois é, galera, a defesa sustentou que a morte da Giovanna ocorreu de forma semelhante ao assassinato da Raquel Genofre, o que dava em sejo a hipótese de um pedófilo solto pela região, um predador à espreita, um assassino em série atuando lá em Curitiba e região. As fotos das meninas colocadas lado a lado evidenciam semelhanças entre elas, o que poderia fazer parte, de repente, de um modus operandi de um assassino hoje.

A gente sabe que essa tese estava errada, no entanto, e que foram dois assassinos distintos nos casos Giovanna Costa e Raquel Genofre, que é, pra quem não lembra, aquela menina que foi encontrada abusada, morta, lá em uma mala abandonada na rodoferroviária de Curitiba, em 5 de agosto de 2008, três dias após desaparecer. Bom...

Na época, então, dos julgamentos dos ciganos no caso da Giovanna, com todos os jornais voltados para o caso, foi necessário que o presidente da Associação de Preservação da Cultura Cigana, o senhor Claudio Domingos Jovanovitch, explicasse que rituais envolvendo sacrifícios humanos não têm nada a ver com a cultura cigana. Bastante preocupado com a discriminação que a comunidade cigana estava sofrendo em consequência do suposto envolvimento dos ciganos no assassinato da Giovanna,

ele declarou que não se podia confundir as coisas, nem fazer um genocídio cultural. Segundo ele, as pessoas, por desconhecerem a cultura cigana, já tinham feito um pré-julgamento dos réus, estendendo a condenação a toda a comunidade cigana. Aquela história, né, galera? Se planta uma coisa, o sensacionalismo começa a ficar um monstro, e aí muita ignorância começa a comprar isso aí sem saber nada. A pessoa lê lá a tarja, a headline, a manchete.

E aí sai, né, defecando pelos dedos, pela boca e se cria uma situação bem complicada, né? Existem casos aí que provam isso, né? Que alardes, boatos, acabam resultando em coisas muito graves, né? Lembram da moça lá que foi linchada no litoral? Porque era confundida lá com a bruxa, não sei quem lá. Pois é, cara, um absurdo completo. Mas seguimos aqui. Principalmente falando sobre isso no Paraná, os ciganos estavam sendo hostilizados.

Suas tendas estavam sendo queimadas. Claudio Domingos e Ivanovitch. Foi bem claro em considerar que se Vera e Pero fossem julgados culpados no caso, na hipótese, isso corresponderia a um crime deles, um ato isolado de responsabilidade deles. Uma violência que não poderia ser associada à cultura deles, dos ciganos.

A ideia de que os ciganos roubam criancinhas é parte de folclore, como outras crenças sem fundamento nenhum. Assim, o que os ciganos podiam e esperavam era serem tratados com respeito, como qualquer outro cidadão brasileiro. Resumidamente, durante os três dias de julgamento, mais de 15 testemunhas de defesa e acusação foram ouvidas. Os jurados votaram pela inocência dos réus depois que o promotor, Dr. Marcelo Balzer, pediu a absolvição deles.

por entender, claro, que não havia prova suficiente contra nenhum dos réus. Além disso, o promotor Marcelo citou que a delegada respondia a um processo por corrupção e ele apontou 15 erros na denúncia efetuada pelo promotor da comarca de Campina Grande do Sul. Um detalhe relevante foi a colaboração de ciganos rivais da família Petrovic que realizaram o trabalho solicitado...

pela delegada, na tradução do dialeto romanês, ou romane, das gravações e escutas telefônicas, as quais foram prejudiciais e contribuíram para a prisão de mãe e filho. Você se lembra que eu comentei lá no início, que tinha rolado ali umas ligações, que ela...

que a investigação considerou estranhas, insólitas. Pois é, é disso. Por fim, o doutor Daledoni alegou que as falhas do inquérito policial tiveram duas grandes consequências. A prisão de inocentes, a permanência do assassino em liberdade, já que não havia mais investigação em curso desde a detenção dos ciganos. Os pais da Giovanna nem compareceram ao terceiro e último dia de julgamento, quando a sentença foi proferida.

E olha, preparando esse episódio aqui, a gente acabou descobrindo, por meio do trabalho da jornalista Cristiane Fortes, que entre os presentes no julgamento estava a advogada Miriam Stanescon, de 60 anos. Ela foi a primeira cigana a ter curso superior no Brasil. Se formando em Direito pela Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, em 73, a doutora Miriam resolveu se dedicar profissionalmente à causa da sua comunidade, os ciganos, não é?

Por isso, ela viajou do Rio de Janeiro para Curitiba para acompanhar os três dias de julgamento e apoiar o seu povo.

Na ocasião, ela concedeu entrevistas e falou sobre a discriminação que o povo cigano sofre, não somente no Brasil, mas no mundo todo. E diante de tudo isso, a grande questão que nós temos aqui em um julgamento como esse, que leva à absolvição dos suspeitos, é se não eles, Vera e Pero, quem seria o responsável por esse crime?

A chave desse mistério parece ter sido apresentada por uma das testemunhas do caso, uma ex-vizinha da família Costa. E o que chamou a atenção no seu depoimento no tribunal foi o que não ficamos sabendo, pelo menos não naquela ocasião. Durante os três dias de julgamento, foram ouvidas mais de 15 pessoas. Porém, o que chamou a atenção de verdade de todo mundo ali foi o depoimento da ex-mulher de um motorista morador próximo do local do crime.

porque o depoimento dela foi sigiloso e os presentes foram convidados a se retirarem do tribunal. Talvez uma prática ilegal dentro do rito, mas insólito, eu diria. O que vocês acham? Isso deixou claro no ar uma suspeita de que ele, o ex-marido, pudesse ser o culpado desse crime. Mas, entre 2012 e 2025, nada aconteceu, nenhuma novidade.

Melhor dizendo, a polícia realizou diligência sobre a morte da Giovanna com o processo arquivado. Então agora, em 2026, às vésperas da prescrição do crime, a justiça decidiu reabrir o caso após a apresentação das evidências que ligam um homem ao crime.

Mas, pra saber a continuidade de tudo o que tá acontecendo, das atualizações, eu convido vocês a assinarem, a melhor dizendo, a ativarem o sininho de notificações de vocês aí, que o próximo episódio será a continuação desse daqui na série do caso da Giovanna. Acho que vale muito a pena, não é, galera? É um caso extremamente simbólico de uma violência sem igual. Então, acho que vale a pena contar com muitos detalhes aí pra vocês.

Combinados? Então, eu espero vocês no próximo episódio aqui do Caso da Giovana. Lembrando que os casos normais do canal seguem, tá? Não se preocupem. Obrigado pela companhia, um beijo do ruivo e até a próxima.

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