A MENINA ENTROU NA VAN… E NUNCA MAIS SAIU
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📌 Caso Athena Strand - Uma menina de 7 anos desaparece no próprio quintal… e horas depois, a polícia descobre algo perturbador: ela foi levada por um entregador que tinha acabado de passar na casa.O mais assustador?Tudo foi registrado por uma câmera dentro da van.Neste vídeo, você vai entender como um simples pacote de Natal se transformou em um dos casos mais chocantes dos últimos anos — e como um detalhe quase ignorado levou os investigadores até a verdade.-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br📲 Me acompanhe nas redes sociais: @eusoumarcoscampos-------⚠️ Aviso importante:Todo o conteúdo deste canal é baseado em informações públicas, investigações oficiais e reportagens jornalísticas. O objetivo é informar, refletir e promover debates construtivos — sempre com respeito às vítimas, às famílias e à complexidade dos fatos apresentados.
Marcos Campos
- Desaparecimento de Athena StrandCaso de sequestro e assassinato · Investigação policial · Legislação sobre alertas Amber · Impacto na comunidade
- Papel do Entregador Tanner Lynn HornerConfissão de Tanner Horner · Câmeras de segurança da van · Antecedentes criminais de Horner
- Reações da comunidadeAlerta Atena · Mobilização da comunidade
Olha só galera, essa imagem que vocês estão vendo foi gravada por uma câmera escondida dentro de uma van de entregas. A gente vê aí uma menininha, 7 anos, ela tá ajoelhada. Você percebe aí que ela tá olhando pro motorista com uma cara meio de espanto, assustada. Ela certamente tá atenta, só que ela não faz a menor ideia do que está prestes a acontecer com ela.
Eu sou o Marcos Campos e essa história mostra que o perigo tem múltiplas facetas de verdade. Às vezes ele toca a campainha da sua casa várias vezes por mês. Bora conhecer esse caso em detalhes? Então já se inscreve aqui no canal, me ajuda a chegar em 1 milhão de inscritos. É minha meta, meu objetivo desse ano. E olha, isso é muito importante para o nosso trabalho aqui, pessoal.
Dá essa moral aí, verifique sua inscrição, deixa um comentário muito importante, escreva aí mesmo um comentário sobre o caso depois que eu apresentar a linha inteira, fechou? Recado dos dados, vamos aos fatos. Imagina aí uma estrada de terra que corta um pedaço de mata no norte do Texas. Um lugar onde o vizinho mais próximo está a mais ou menos meio quilômetro de distância da sua casa. Um lugar onde o único barulho que você ouve à noite é de grilo, de vento.
E onde a criançada cresce correndo descalça, né, pro meio do mato, sem ninguém se preocupar com nada. Esse lugar é Paradise, uma cidadezinha de menos de 500 habitantes no condado de Wise, a uns 100 quilômetros a noroeste de Dallas. E galera, o nome da cidade é esse mesmo, tá? Paraíso, Paradise. E por muito tempo, pra uma menina de 7 anos, chamada Athena Strand,
Era exatamente isso que Paradise representava pra ela. Athena tinha se mudado pra lá em maio de 2022 pra morar com o pai, o Jacob Strand, e também a madrasta dela, a Ashley. A mãe da garotinha, a Maitlyn Gandy, morava em Lawton, no Oklahoma.
Mas ela, por alguma razão, estava passando por um momento difícil, estava doente, sem muitos detalhes sobre isso. E a Tena, então, precisou trocar de casa por um tempo, ficar lá com o pai. A ideia era realmente temporária, ela ia voltar lá para a Oklahoma para morar com a mãe, depois das festas do fim daquele ano. Mas, enquanto isso, a Tena estava aproveitando ao máximo cada centímetro ali daquela propriedade rural. A madrasta descreveu a garotinha no tribunal, depois que tudo aconteceu.
como uma criança que gostava de correr livre e solta pelo terreno. A professora dela, também do primeiro ano, a Lindsay Thompson, também disse algumas palavras sobre ela, disse, na verdade, que ela tinha uma alma livre. E esse era o tipo de menina que a Atena era de verdade. O tipo que sai pra brincar no quintal, e você precisa ir atrás dela quando escurece, porque ela não volta sozinha, sabe? Aquele tipo de garota que não...
Não vê perigo em nada. E foi exatamente isso que aconteceu no dia 30 de novembro de 2022. Era uma quarta-feira. A Tena voltou da escola ali por volta das 4 e 20 da tarde. A Ashley, a madrasta dela, pediu pra que ela fosse separar umas roupas sujas e tal, fazer umas tarefas ali de casa.
Mas a Athena era a Athena e ela desobedeceu, né? Ela foi pro quintal brincar. A propriedade era muito grande, cheia de mato, com um trailer abandonado num canto ali e bastante espaço pra criança brincar. Ninguém se preocupou. Era o que ela fazia todo dia.
E aí chegou a hora do jantar. Seis, seis e meia, nada. A Ashley então foi chamar a Athena, mas não encontrou a garota. Ela procurou no quintal todo, procurou no quarto, procurou atrás daquele trailer abandonado, mas nada. Então ela chamou, começou a gritar pelo nome dela, andou ali por toda a propriedade. No começo ela achou que era só uma brincadeira, que a menina tava se escondendo.
A Atena era teimosinha, tinha ali as suas coisas, né? Então, o tipo de criança que você precisa procurar mesmo, sabe? Às vezes, assim, ela pregava essas peças. Mas, conforme os minutos foram passando, aquele silêncio começou a se transformar em angústia, né? E a Ashley entendeu que tava acontecendo alguma coisa errada de verdade e ela ligou então pra polícia. Ninguém sabia ainda, mas nessa altura, Atena já estava sem vida.
O xerife lá do condado onde tem essa cidade, o condado de Wise, o Lane Ecken, recebeu então a notificação por volta das 7 da noite. E ele tava voltando de uma viagem de Austin, de carro, ele planejava pernoitar em uma outra cidade, mas quando ele soube que uma criança tinha sumido assim, sem explicação...
no meio do nada, sem rastro nenhum, ele virou o carro imediatamente e dirigiu direto pra Paradise. Na cabeça dele, podia ser um caso comum mesmo, né? Uma criança brincando ali no meio do mato, se perdeu, vai aparecer de repente na casa de um vizinho, isso acontece, é o que ele tava pensando. Mas algo no caso não fechava. E ele evidentemente queria estar lá pra investigar de perto. Naquela mesma noite, a operação de busca já tava montada.
Muitas pessoas ali, agentes do Departamento de Segurança Pública do Texas, guardas florestais, enfim, uma galera também, inclusive de Fort Worth, varrendo todas as áreas ali com holofotes, com lanternas. Mas foi na manhã seguinte, dia 1º de dezembro, que a coisa ganhou uma dimensão que o xerife disse nunca ter visto antes.
Cerca de 300 pessoas da comunidade apareceram ao amanhecer ali pra ajudar nas buscas. Praticamente toda a galera lá da cidade, né? Vizinhos que nunca tinham se falado chegaram com quadriciclo, cavalo, cachorro, né? Que esse cachorro farejador e tal. E o xerife descreveu a cena no julgamento depois com a voz meio embargada. Ele disse, foi ombro a ombro, todo mundo ali se ajudando.
Assim, eles montaram ali uma base de apoio numa igreja e começaram as operações, propriedade por propriedade, foi vasculhada, começaram a vasculhar cada centímetro de mata, cada barranco, cada estrada de terra, um raio ali crescente ao redor da casa dos Strand. Só que, enquanto 300 pessoas penteavam, digamos, o mato procurando uma menina perdida, um pequeno grupo de investigadores estava seguindo uma outra linha investigativa completamente diferente.
E ninguém no campo de busca fazia ideia. Bom, quando a Ashley, a madraça da garotinha, ligou pra polícia na noite do desaparecimento, ela mencionou um detalhe que na hora pareceu irrelevante. Uma caixa do Walmart tinha sido entregue na propriedade naquele mesmo dia. Dentro dessa caixa aí, tinha um kit de bonecas da Barbie, da linha Você Pode Ser Qualquer Coisa. Um presente de Natal pra Atena.
A entrega foi feita pela FedEx e o pacote estava largado ali perto daquele trailer que ficava abandonado no terreno. No primeiro momento, isso era só um contexto, mas quando os investigadores começaram a montar o quebra-cabeça, puxar a linha do tempo daquele dia, eles perceberam algo que chamou a atenção. O horário da entrega do tal pacote coincidia quase que exatamente com o intervalo em que a Atena...
provavelmente desapareceu. A menina tava brincando no quintal, não é? O entregador tava lá na propriedade. As duas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Aqui, eu devo dizer que temos um elo dessa corrente criminal. E nesse momento, os investigadores precisavam saber quem fez aquela entrega.
E aí começou uma cadeia de ligações. Primeiro, contataram a FedEx. A FedEx disse que não usava motoristas deles ali, né? Contratados direto deles naquela rota. O serviço era terceirizado por uma empresa chamada Big Topspin. Uma subcontratada pequenininha ali, sediada numa região de Dallas-Fort Worth.
cujo endereço comercial era uma casa residencial, ou seja, empresa pequena ali mesmo. E através dessa big topspin, eles chegaram ao nome do motorista que fez a rota naquele dia. Tanner Lynn Horner. Ele tinha 31 anos, era morador da região de Fort Worth. E aí, galera, entra o FBI na jogada.
O agente especial Patrick Maguire foi designado para rastrear aquela entrega de ponta a ponta. O Maguire identificou que o pacote tinha saído de uma unidade da FedEx no aeroporto Allianz e que a van usada pertencia mesmo a Big Topspin. O próximo passo então era falar com esse tal Horner.
Mas McGuire não queria ligar direto pra ele. Em vez disso, ele pediu pro supervisor dele lá da Big Topspin fazer uma ligação pro cara e deixar o telefone no Viva Voice. Então o agente tava ali do FBI, sentado junto com o...
Chegou, o Horner atendeu e disse que não lembrava que tinha feito nenhuma entrega por lá. Pensa comigo, cara. O sujeito fez uma entrega naquela mesma semana numa rota que ele conhecia, num endereço que tava na lista dele e disse que não lembrava. Isso por si só já era insólito, não é? Mas ficou pior quando o Maguire checou o sistema da FedEx e viu que o pacote entregue na casa dos Strand não tinha sido registrado como entregue.
O pacote foi encontrado lá, tá, galera? E não era o único, tá? Havia outros pacotes daquela rota que também não foram marcados como entregues. É mais ou menos como se o Horner, em determinado momento do trampo dele ali, ele tivesse simplesmente parado de registrar o que ele precisava, o trabalho dele. Como se ele tivesse abandonado o trabalho ali no meio do nada, sabe? Então os agentes decidiram agora, com essa informação aí, ir falar pessoalmente com o Horner. O Maguire descobriu que ele tava fazendo entregas naquele dia lá.
Como se a vida estivesse seguindo normalmente, né? E foi até a localização dele. Quando o McGuire e outro agente se aproximaram da van da FedEx, o Horner tava saindo do veículo com um pacote na mão. Ele viu ali dois agentes federais caminhando na direção dele, se assustou e deixou o pacote cair no chão. Aí, de repente, a memória dele ressuscitou. O Horner disse que sim.
Ah, aquela casa lá, lembro, lembro, fiz sim uma entrega lá para os Strains. Mas que ele não tinha visto nada de estranho naquele dia. Na verdade, ele disse que viu uma vã verde suspeita que estava parada ali na região. Aham, já vi esse filme, hein?
Ele deu detalhes, inclusive, descrevendo tal veículo. Sugeriu, inclusive, que os investigadores fossem atrás dessa van. E os investigadores foram atrás. Não me perguntem por quê, né? Com todas essas coisas aí já se conectando. Mas eles foram dar uma checada. Mas a verdade é que eles só gastaram tempo e recursos, tá? Não acharam van verde nenhuma. E...
provavelmente essa van nunca existiu, era só um migué do cara, um papo furado. Mas durante essa conversa, Maguire percebeu algo, o Horner estava muito nervoso para quem não tinha nada a esconder. No momento inclusive ali da conversa, ele ficou emocionado e disse que não conseguia acreditar que algo assim pudesse ter acontecido com uma criança. Maguire notou tudo, mas não tinha prova nenhuma naquele momento.
O Horner, então, foi embora. Só que tem um detalhe que o Horner não sabia. E esse detalhe...
Muda tudo, viu? Vai vendo. As vans da FedEx, usadas ali pela Big Topspin, tinham câmeras internas de segurança. Câmeras apontadas para o interior do veículo que gravavam tudo o que estava acontecendo dentro da van durante as entregas. A Maguire, então, pediu acesso a essa gravação para a empresa, a van que o Horner estava dirigindo no dia 30 de novembro. Quando eles recuperaram as imagens, o que apareceu ali na tela...
Acabou com qualquer dúvida. A gravação mostrava o Horner colocando uma menina pequena na parte de trás da van. A menina tava viva, tava falando com ele. Tava olhando pra ele, na verdade, ajoelhada atrás do banco do motorista. Pois é, exatamente a imagem que eu descrevi no começo do episódio. Aquela menininha era a Atena. E agora você entende o peso disso, não é?
Com aquela gravação em mãos, os investigadores voltaram pra cima do Horner. E dessa vez, ele não tinha escapatória, não é? Confrontado com a imagem da Athena dentro da van dele, o Horner desmoronou e confessou. A versão que ele contou foi a seguinte. Ele disse que tava dando ré na van ali, trabalhando normalmente na entrada da propriedade lá da família da menininha, quando ele bateu na Athena acidentalmente.
Disse que ela caiu, mas que não ficou gravemente ferida. Tava só meio tonta ali pela batida, mas tava falando e até disse o nome dela pra ele. Mas ele entrou em pânico, teria entrado na segunda versão dele. Ficou com medo então que ela contasse pro pai o que tinha acontecido, decidiu colocar a menina dentro da van.
Vai vendo. Uma historinha pra boi dormir, não é? Segundo a confissão, uma vez dentro da van, o Horner tentou quebrar o pescoço da Atena, mas ele não conseguiu, segundo ele. Então, a estrangulou com as próprias mãos.
Uma menina de 7 anos, 30 quilos, estrangulada por um homem de 115 quilos na parte de trás de uma van que ele tava trabalhando. Num pedaço de estrada rural no Texas. Enquanto tudo isso tava acontecendo, a cena em si, que eu já vou detalhar mais pra frente. O Horner teria visto a câmera lá escondida na van e cobriu essa câmera aí.
Mas ela continuou gravando o áudio. E os jurados, no dia do julgamento, não viram o que aconteceu exatamente ali, mas eles puderam ouvir. O Horner, então, dirigiu com o corpo da Atena por mais de 20 quilômetros até uma área remota ali chamada Bulbo Crossing, perto de um rio chamado Trinity, ao sudeste da cidadezinha de Boyd. E ali ele deixou o corpo nu numa vala próxima a um riacho.
Quando confrontado pela polícia, ele levou os investigadores até o local. Na noite de 2 de dezembro, uma sexta-feira, muitas horas depois do desaparecimento, o corpo da Atena foi encontrado exatamente onde ele disse que estava. Tanner Lynn Horner foi preso às duas da manhã, com fiança fixada em um milhão e meio de dólares. As acusações? Sequestro agravado e assassinato capital de pessoa menor de 10 anos.
que é uma tipificação criminal lá dos Estados Unidos, punível com pena de morte. O xerife, aquele que tava dirigindo, que foi notificado às sete da noite do desaparecimento, lembram dele? Wacken? Pois é. Ele descreveu o momento em que precisou dar a notícia pra família da menininha. Foi de partir o coração, ele disse. Até o último minuto, a gente tava torcendo pra encontrar ela viva. Mas aí, alguém pode pensar, não é?
Ele confessou, levou a polícia até o corpo, tem vídeo da menina dentro da van. Caso encerrado, não é? Mas, tem sempre um mas, não é? O promotor lá do condado de Wise, onde tudo aconteceu, James Statham, não acreditou numa palavra da confissão do Horner, exceto a parte que ele disse que matou a Athena. Que especificamente sobre toda aquela questão, né, de...
bateu, ficou assustado e por isso tirou a vida. Porque tinha coisa pior aí. Na abertura do julgamento, esse Statham olhou para os jurados e foi bem direto, tá? A única coisa verdadeira que o Horner disse para as autoridades é que ele matou a Atena. O padrão e a teia de mentiras que ele montou vai ser difícil para vocês acompanharem, tá?
É mentira em cima de mentira. Statham disse também que a história do atropelamento acidental era uma balela absoluta, que Athena não tinha nenhum ferimento quando Horner a colocou dentro da van, que ela definitivamente não foi atropelada, não caiu, não se machucou, que Horner pegou a garota deliberadamente. E aí veio o detalhe que mudou o jogo, tá? Segundo o promotor, quando Horner colocou Athena na van, ele se inclinou na direção da garotinha.
E disse, não grita, que eu vou te machucar se você gritar. Teria dito isso duas vezes ainda. Parece a frase de alguém que tá em pânico porque atropelou sem querer a menina. E outra, atropelou sem querer, vai colocar a menina, vai matar a estrangulada.
O que é isso? Essa é a frase, galera, definitivamente de alguém que sabe exatamente o que está fazendo. O promotor Statham avisou os jurados que as provas seriam difíceis de suportar, que eles iam ver vídeos e ouvir áudios que ninguém deveria precisar ouvir. Vocês vão ouvir o que um homem de 115 quilos consegue fazer com uma criança de 30 quilos. E quando eu digo que é horrível, eu quero dizer que é horrível de verdade, tá? E as provas foram além do vídeo.
O DNA do Horner foi encontrado debaixo das unhas da Athena. Ela lutou, galera. Ela tentou se manter viva ali diante de um monstro desse. Mais uma menininha de 7 anos, galera, lutando contra um cara desse.
Não tinha a menor chance, não é? E o DNA dele também foi encontrado em lugares onde não se deveria encontrar DNA de um adulto numa criança, viu? Aqui eu preciso ser preciso com vocês. Porque nesse ponto aí existe uma pequena divergência no...
Na verdade, é uma contradição nos registros. O laudo oficial do Departamento de Medicina Legal do Condado de Dallas, divulgado em fevereiro de 2023, determinou a causa da morte como lesões por força contundente, com asfixia, por sufocamento e estrangulamento. E classificou como homicídio, mas esse mesmo laudo afirmou que não havia evidência de agressão sexual.
Mas agora, no julgamento, que aconteceu agora, em abril de 2026, essa semana, por isso inclusive estou fazendo esse caso, o promotor apresentou evidências de DNA que, na visão da acusação, indicam sim que houve abuso. É um ponto que os jurados vão ter que avaliar com atenção ali, com as evidências que serão apresentadas ainda. E tudo isso pode ser esclarecido conforme o julgamento vai avançando. Mas antes de dar mais detalhe aqui, eu preciso contar pra vocês...
Quem é esse sujeito motorista da van? Tanner Lynn Horner. Ele tinha 31 anos, como eu disse, na época do crime. Morava na região de Fort Worth. Tinha estudado na escola de ensino médio de Asley. Era músico, tocava em bandas ali. Era, de certo modo, conhecido na região de Dallas, Fort Worth.
Nada muito grande, mas tinha ali as suas conexões. Também já tinha trabalhado como motorista de aplicativo de transporte. Em 2022, estava rodando como motorista contratado por essa empresa, a Big Topspin. Fazendo entregas terceirizadas para o FedEx. Um cara completamente comum.
Até onde se sabe sem antecedentes criminais, e eu já digo por que até onde se sabe. A FedEx, galera, informou que os motoristas das subcontratadas aí passam por verificação de antecedentes, mas são feitas por terceiros, e o Horner passou sem problema algum. Só que, logo depois da prisão dele pelo assassinato da Athena,
Começaram a aparecer. Sabe aquela reação em KD? Começa a surgir, não é? E o Horner, então, foi indiciado por mais três acusações de agressão sexual contra menor de 17 anos no condado de Tarrant. E essas acusações não tinham nada a ver com o caso da Atena, tá? Eram referentes a três incidentes separados em 2013, quase dez anos antes. Mas sobre esses casos específicos não tem muitos detalhes e nenhum julgamento até agora foi marcado, tá? Ou seja, caríssimos.
O homem que passava na verificação de antecedentes, que dirigia uma vanda FedEx, entrando na propriedade das famílias ali, tinha acesso livre à porta da casa de qualquer pessoa na rota dele, carregava um passado que ninguém encontrou ou que ninguém procurou direito, não é?
Diante de tudo isso que foi descoberto, o caso ainda assim ficou parado no sistema de justiça por uns três anos. O Horner foi indiciado formalmente em 16 de fevereiro de 2023 por assassinato capital e sequestro agravado. E o promotor Staten anunciou no dia seguinte que ele ia buscar a pena de morte. Em março de 2023, o Horner se declarou inocente. A partir daí, a defesa fez o que a defesa faz em casos de pena de morte, não é? Tentou de tudo. Pediu mudança de foro alegando que a imprensa estava... Tentou de tudo.
Explorando demais ali no condado de Wise. Estava difícil de achar um julgamento justo. Com jurados ali. Que já não estavam com a decisão tomada.
E a defesa conseguiu, viu? O caso foi transferido para o condado de Tarrant, em Fort Worth, em setembro de 2024. A defesa também pediu a exclusão das entrevistas de Horner com a polícia, alegando a violação de alguns direitos dele. Em janeiro de 1926, entrou com 28 moções de uma vez só, incluindo uma para retirar a pena de morte da mesa, argumentando que Horner tinha autismo e que isso reduziria a culpabilidade moral dele. Em março, pediu que os termos psicopata e sociopata fossem proibidos durante o julgamento.
A seleção do júri começou em 30 de janeiro de 26 e levou mais de dois meses. Cada jurado precisava ser questionado individualmente sobre sua visão de pena de morte. Finalmente, em 7 de abril de 26, três anos e quatro meses depois da morte da Atena, o julgamento começou. E aí, veio um plot que ninguém esperava.
Quando o juiz abriu a sessão lá, numa terça-feira de manhã, antes mesmo de os jurados entrarem na sala, o Horner chamou os advogados, vem cá meus advogadozinhos, e disse que ele queria mudar a declaração dele. Três anos brigando ali na justiça, por cada detalhe, cada moção, cada recurso, empurrando ali com a barriga, e no minuto em que o julgamento ia começar, ele decidiu.
admitir tudo. Quando os jurados foram chamados e o juiz perguntou, senhor Horner, a acusação de assassinato capital, o senhor se declara culpado ou inocente? Horner se declarou culpado. Com isso, a fase de determinação de culpa foi eliminada e o julgamento foi direto para a fase de sentença. Agora os jurados precisam decidir entre duas opções, prisão perpétua, sem possibilidade condicional.
ou pena capital. A acusação quer a morte, a defesa quer a perpétua. O advogado de defesa abriu dizendo que as evidências contra Horner são esmagadoras e terríveis, mas pediu aos jurados que considerassem o contexto. Disse que a mãe do Horner bebeu muito durante a gravidez, que ele tem autismo, que sofreu de diversas doenças mentais ao longo da vida, e que foi exposto a níveis altíssimos de chumbo na infância e blá blá blá. E quando o cérebro de alguém é o que está lesionado, a gente não vê.
Aí, blá blá blá, vocês já sabem, né? Mas o cara tava trabalhando de motorista, não tava? De entrega, fazendo rota, tendo que anotar os pedidos. Então acho que tinha clareza nas ideias, não é não? O promotor respondeu chamando tudo isso aí de uma longa lista de desculpas.
E olha galera, o fato é que o julgamento que deve durar até 3 semanas ainda está em andamento, tá? Enquanto esse caso aqui está sendo gravado. Inclusive, hoje é dia 8 de abril, acabou de começar, não é? Então, na verdade a gente só vai saber qual será mesmo, o que ele terá que cumprir, né? Porque não tem muito para onde correr diante de todas essas evidências, não é?
Enquanto o caso se arrasta aí na justiça, a mãe da Athena não ficou parada, tá? A Maitlyn Gandy tinha 26 anos quando perdeu a filha dela. Ela morava em Lawton, em Oklahoma, com as filhas mais novas, incluindo a Rylan, que é a irmã de 3 anos da Athena, que não entendia porque a Cici dela não voltava mais pra casa. Que dó, não é, galera? Mas a Gandy canalizou a dor numa causa que poderia salvar a vida de outras crianças, tá?
O problema era o seguinte, quando a Athena desapareceu, a Gendie pediu um alerta a Amber que fosse emitido ali imediatamente, mas o sistema de alerta do Texas exigia que a polícia confirmasse que um sequestro tinha acontecido antes de disparar o alerta. Só que naquele momento ninguém sabia se a Athena tinha sido sequestrada. Podia ser só uma questão local que ela se perdeu na mata, estava na casa de um vizinho, enfim. A confirmação só veio quase 24 horas depois, quando já era tarde demais. Ou seja, o sistema falhou com essa família.
Nas palavras da Gend, a mãe dela. Em abril de 23, ela testemunhou perante um comitê de justiça do Texas e disse Eu implorei desde o momento em que cheguei a propriedade do pai da minha filha para uma alerta Amber. E continuei pedindo, mas a resposta era sempre a mesma. O caso dela não preenchia os critérios. Pois é galera, mais uma vez os burocratas olhando apenas para o...
papel, não é? Gend pediu que os legisladores criassem então uma forma de emitir alertas regionais assim que uma criança fosse reportada como desaparecida, sem esperar a confirmação de sequestro, nada disso. Um deputado então, o Lin Stuck, republicano, apresentou o projeto de lei 3556, que foi apelidado de alerta...
Atena. A Câmara aprovou em maio de 23, o Senado aprovou em seguida, e o governador Abbott assinou a lei em 13 de junho de 2023 com efeito imediato. O alerta Atena usa o sistema já existente do alerta Amber, mas permite que a polícia possa disparar a notificação num raio de 100 milhas do desaparecimento sem precisar de nenhuma burocracia. Desde que a lei entrou em vigor, o número de alertas emitidos no Texas saltou de 31 em 2022, e o número de alertas emitidos no Texas aumentou em 31 em 2022.
para 44 em 2023. A mãe da Atena disse que me dá um conforto saber que o legado da Atena vai viver e ajudar a salvar a vida de outras crianças no Texas. A família também processou a FedEx e a Big Topspin, argumentando que as empresas falharam miseravelmente para verificar os antecedentes criminais do Horner. A ação foi retirada em 2023 sem que os motivos fossem revelados. Acordo, provavelmente, não é?
Mas resumindo tudo aqui, galera, tudo que se encaixa, pacote de Natal, uma menininha brincando no quintal, um motorista que ninguém verificou direito, uma câmera dentro da van, que ele provavelmente ou sabia ou não sabia, tem matéria que fala que sabia, tem outra que fala que não sabia, um alerta que não foi emitido quando deveria.
Um corpo encontrado num riacho a 21 quilômetros de casa. E uma confissão que, segundo a promotoria, foi construída em camadas de mentira. Mas fica muito claro aqui, né, galera? A criança lá sozinha, naquela região remota, sem vizinhança, sei lá, meio quilômetro de distância. O cara chegou lá, uma janela de oportunidade perfeita pra um...
Predador, não é? E é triste pensar que o pacote que ele entregou naquele dia era uma caixa de bonecas da Barbie. O presente de Natal da Athena, que ela não teve oportunidade de abrir. É um elo, um ponto assustador nessa história. Porque a Athena viu o entregador. Ficou animada, vendo o presente dela chegando. Não passou nenhum momento pela cabecinha dela que aquele homem, na verdade, era um monstro.
É isso, meus abduzidos. O caso segue lá sendo julgado, né? Vou colocar um comentário fixado aqui pra vocês depois, só pra falar qual foi a sentença, tá? Eles vão decidir lá os jurados entre morte ou perpétua. Se você estivesse nesse corpo de jurados aí, o que você escolheria? Obrigado pela sua companhia, um beijo do Rui e até o próximo episódio.
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