Episódios de Vamos aos Fatos

Ele fingiu ter 16 anos e passou 2 anos conquistando uma menina de 10 — até sumir com ela

03 de abril de 202621min
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📌 Uma menina de 12 anos saiu de casa para ir à escola e nunca chegou lá. Dentro da mochila: material escolar, um vestido rosa e um par de sapatos novos. O que ninguém sabia ainda é que, por trás desse desaparecimento, havia dois anos de manipulação online — e um plano cuidadosamente executado para atravessar o Brasil.-------📧 Contato comercial: contato@mpcampos.com.br📲 Me acompanhe nas redes sociais: @eusoumarcoscampos-------⚠️ Aviso importante:Todo o conteúdo deste canal é baseado em informações públicas, investigações oficiais e reportagens jornalísticas. O objetivo é informar, refletir e promover debates construtivos — sempre com respeito às vítimas, às famílias e à complexidade dos fatos apresentados.

Participantes neste episódio1
M

Marcos Campos

HostJornalista
Assuntos3
  • Desaparecimento Vitoria FigueiredoInvestigação do desaparecimento · Eduardo da Silva Noronha · Manipulação online · Relação virtual com menor
  • Relação de Eduardo e AlessandraEduardo se passando por adolescente · Viagem para Minas Gerais · Sequestro e cárcere privado
  • Questões legais e processuaisPrisão de Eduardo · Processo judicial · Segredo de justiça
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Seus olhos estavam fixos na comissária de bordo, e ele ouvia suas palavras sobre fechar a mesinha e retornar a poltrona na posição original, pois logo eles estariam em procedimento de descida no aeroporto do Rio de Janeiro. Porém...

Seus pensamentos estavam longe dali e seu coração batia tão forte dentro do peito que parecia que ia explodir. Mas ele tentava se controlar, esperava que ninguém ali estivesse percebendo a sua alegria, sua euforia, seu medo. Porque ele estava chegando ao rio e depois de dois anos, enfim, ele iria se encontrar com a sua amada.

Dois anos falando com ela pelo computador, pelo celular. Eles dois fazendo planos para o futuro juntos. E agora faltava bem pouco para ele a conhecer pessoalmente. Vê-la de perto, de verdade, na sua frente, nos seus braços. Depois seria dar continuidade aos sonhos. Não poderia dar errado. Pois é.

Esse até parece o começo de uma história de amor, não é? Mas, eu te garanto, tem um problema aí. A amada desse homem tinha apenas 12 anos de idade.

Eu sou Marcos Campos e toda semana aqui eu apresento pelo menos três casos criminais, segunda, quarta e sexta. Então já ativa o seu sininho aí, deixa um like, um comentário, nem que seja um emoji. Se você puder, se torne membro porque me ajuda muito nas produções aqui, combinados? Se preparem porque o caso de hoje é daqueles. Vamos aos fatos.

Na manhã do dia 6 de março de 2023, uma menina de 12 anos saiu da casa dela como ela fazia todos os dias para ir à escola. Ela saiu por volta das 6h30 da manhã usando o uniforme e carregando a mochila. A escola ficava perto da Barra de Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Só que naquele dia, ela nunca entrou na escola para assistir às aulas. Na hora do almoço, quando a Alessandra não voltou para casa, os pais dela começaram a estranhar. A primeira coisa que fizeram foi tentar ligar para o celular da filha.

Mas o telefone ou estava desligado ou fora da área de cobertura. Então eles ligaram para a escola e foi aí que eles receberam uma informação que deixou tudo pior. A Alessandra não tinha entrado na escola naquela manhã.

E isso não fazia o menor sentido. Segundo os pais, a menina era tranquila, compromissada, nunca tinha fugido de casa, nunca tinha feito aquilo. Não tinha histórico, por exemplo, com problemas envolvendo outras pessoas. Sempre seguia a mesma rotina. Ou seja, na cabeça da família não existia um motivo para ela simplesmente desaparecer.

Mas duas informações começaram a levantar suspeitas. Primeiro, dentro da mochila, além do material escolar, Alessandra tinha levado um vestido cor de rosa e um par de sapatos novos. No segundo, algumas pessoas disseram que viram a menina conversando com um homem desconhecido na porta da escola. A partir desse momento, para a família, aquilo deixou de ser apenas um atraso. Virou um caso de polícia.

O início da investigação Com a menina desaparecida, os pais foram até a delegacia de descoberta de paradeiros no Rio de Janeiro e registraram o caso. A partir dali, começaram as primeiras diligências. Os investigadores conversaram com familiares, colegas de escola e com as pessoas que tinham visto a Alessandra por último naquela manhã. E logo nas primeiras conversas...

surgiu uma informação bem importante. Alguns meses antes, os pais tinham descoberto que a filha estava mantendo uma amizade online estranha com alguém que eles não conheciam. Segundo eles, a Alessandra conversava com um rapaz que dizia morar em Minas Gerais e os dois tinham se conhecido pelo TikTok.

Quando descobriram isso, os pais naturalmente ficaram preocupados. Eles chegaram a tirar o celular da filha por um tempo para cortar esse contato. Na época, a menina dizia para algumas amigas que aquele tal rapaz seria o namorado dela.

Segundo o que ela contava, ele se chamava Eduardo e teria cerca de 16 anos. Mas os pais nunca confiaram nessa história. Na verdade, eles suspeitavam que aquele perfil fosse falso e que por trás dele poderia estar, na verdade, um homem adulto, bem mais velho. Mesmo assim, depois de alguns meses, os pais acabaram devolvendo o celular para a filha.

Segundo o pai, a Alessandra ficou muito abatida durante o período em que ficou sem o telefone. Ela prometeu então que não falaria mais com aquele rapaz e por isso os pais deram um voto de confiança e decidiram liberar o celular novamente. Mas agora, com a menina desaparecida, os investigadores precisavam considerar todas as possibilidades. Essa, obviamente, que também.

Porque mesmo com apenas 12 anos de idade, entender os relacionamentos da vítima, inclusive os virtuais, podia ser fundamental para descobrir o que tinha de fato acontecido. Enquanto isso, outra informação começou a surgir. Algumas pessoas que estavam perto da escola naquela manhã, disseram que a Alessandra parecia tranquila enquanto conversava com o tal homem que estava lá na frente da escola com ela.

Ou seja, tudo indicava que ela não tinha sido levada à força. Ela simplesmente entrou em um carro com ele e foi embora. E naquele momento, ninguém fazia a menor ideia do que realmente estava acontecendo. Mas a grande pergunta era, quem era aquele homem? E pra onde ele tinha levado a menina? A mensagem.

Com o passar das horas, o desespero da família só aumentava. Amigos e parentes começaram a ajudar nas buscas. Aquele protocolo padrão, cartazes com foto da Alessandra foram espalhados em vários pontos da região e o caso também começou a circular nas redes sociais. O disco e denúncia passou a receber informações, mas muitas delas acabavam sendo falsas.

Teve até gente dizendo que tinha visto a menina em bairros diferentes, em comunidades diferentes, e cada nova informação fazia os pais criarem esperança. Só que quando eles iam até esses lugares, não era filha deles. Em meio a esse desespero, chegaram até a receber trotes. Pois é, galera, tem gente ruim nesse nível mesmo. Algumas pessoas mandaram mensagens dizendo que a Alessandra tinha sido abusada e estava em um determinado hospital.

Mas nada daquilo era verdade. E a situação só ficou ainda mais estranha no dia seguinte ao desaparecimento, porque a família recebeu uma mensagem enviada do celular da própria Alessandra. Junto dessa mensagem, veio também uma foto da menina dentro de um carro. Nesse texto, ela dizia que estava bem e que era para os pais ficarem tranquilos, não se preocuparem.

Mas tinha algo ali que chamou a atenção imediatamente. Uma prima da menina comentou depois que a mensagem estava escrita de um jeito muito certinho, entre aspas. Com pontuação perfeita, frases completas. E segundo essa prima, aquilo não parecia o jeito natural da Alessandra escrever. Ela não costumava mandar mensagem daquele jeito. Além disso, na foto a expressão da menina foi descrita como triste.

Para os investigadores, então, aquilo levantou um alerta importante. Era possível que alguém tivesse ditado ou orientado aquela mensagem. Depois disso, o celular dela voltou a ficar desligado. A investigação avança, então, e é nesse momento que surge uma outra informação relevante.

Uma colega de escola contou que a Alessandra tinha comentado que estava pensando em viajar para Minas Gerais para encontrar o namorado virtual. Aquela mesma pessoa com quem ela conversava tinha conhecido no TikTok. Agora, para os investigadores, aquilo já começava a fazer um certo sentido. A hipótese que ganhava força era de que alguém tinha enganado a menina pela internet.

conseguido convencê-la a ir embora com ele. Mas, ainda faltava responder a principal pergunta, quem era essa tal pessoa? Quem era o homem?

Enquanto a investigação avançava, os policiais começaram a analisar os contatos da menina nas redes sociais. Era preciso seguir as chamadas pegadas digitais, histórico de mensagens, contas utilizadas, aparelhos que tiveram contato com o celular da garota. E aos poucos, os investigadores foram montando as peças desse quebra-cabeça e chegaram a uma conclusão. O homem que tinha levado a Alessandra...

Não era um adolescente de 16 anos, era um adulto. O nome dele era mesmo Eduardo da Silva Noronha, só que ele tinha 25 anos. Eduardo era natural de Paulo Ramos, uma cidade pequena no interior do Maranhão, com cerca de 20 mil habitantes.

E, segundo a investigação, o contato entre os dois não tinha começado recentemente. Na verdade, ele já estava com a Alessandra há cerca de dois anos, ou seja, desde quando a menina tinha apenas 10 anos de idade. Durante todo esse tempo, o Eduardo manteve conversas frequentes com ela pela internet. Segundo os investigadores, ele foi se aproximando aos poucos, criando confiança, até convencer a menina de que os dois tinham um relacionamento.

E havia mais um detalhe preocupante aí. No celular da Alessandra existia um aplicativo espião. E esse tipo de aplicativo permite que outra pessoa acompanhe mensagens, localização, várias atividades feitas no aparelho. Segundo a polícia...

Foi assim que o Eduardo conseguiu monitorar a rotina da garota. Ele sabia quando ela saía de casa, quando ela chegava da escola e quais eram os horários em que ela ficava sozinha. Com essas informações, ele começou a planejar o encontro. O Eduardo trabalhava e durante um tempo ele foi juntando dinheiro.

O plano dele era viajar até o Rio de Janeiro e encontrar a menina e levá-la com ele para São Luís, capital do Maranhão. E foi exatamente isso que aconteceu. Na manhã em que a Alessandra desapareceu, o Eduardo já estava no Rio de Janeiro. Ele tinha viajado de avião do Maranhão até lá. Creio que todo mundo se lembra da abertura do episódio, não é? Onde eu narrei um homem que estava aflito, ansioso, querendo disfarçar as emoções enquanto o avião estava no procedimento de pouso.

Pois é. Depois que ele pousou, ele foi até a escola da garota e encontrou com ela. A partir daquele momento, os dois começaram uma viagem de mais de 3 mil quilômetros pelo país. Mas existia um problema aí. Um grande problema, eu diria. A Alessandra tinha só 12 anos.

Ela não estava com os documentos. E por conta disso, ela não poderia embarcar em um avião, um ônibus. Então o Eduardo precisou improvisar. Arrumar uma outra forma de voltar ao Maranhão. E a solução que ele encontrou foi algo talvez insólito que surpreendeu até os investigadores. A viagem.

Qualquer uma das opções mais comuns, digamos, de transporte, exigiria, como a gente viu, uma identificação oficial da menina. Então o Eduardo precisou encontrar uma outra forma de zarpar sair do Rio de Janeiro com ela. O Eduardo contratou um carro de aplicativo para fazer essa longa viagem. O trajeto entre Rio de Janeiro e São Luís do Maranhão tem cerca de 3.100 quilômetros. Dependendo das condições da estrada, são dois a três dias de viagem.

Segundo o próprio Eduardo, contou depois, a corrida teria sido agendada cerca de uma semana antes. E o valor pago por esse trajeto aí, segundo consta, foi combinado em aproximadamente 4 mil reais. Mas não fica claro se essa corrida foi combinada diretamente com o motorista ou aconteceu ali dentro do aplicativo mesmo.

O que se sabe é que os três passaram dias inteiros dentro do carro. O motorista, o Eduardo e a garota de 12 anos que tinha acabado de desaparecer do Rio de Janeiro. Durante esse período, enquanto eles cruzavam vários estados do país pela estrada, a família da Alessandra continuava em desespero, angustiada, sem saber o que estava acontecendo e onde ela estava. A única pista concreta...

Era aquela mensagem estranha que tinha sido enviada do celular dela. Enquanto isso, os investigadores seguiam tentando rastrear os movimentos digitais envolvidos no caso. Até que, alguns dias depois, finalmente surgiu um direcionamento claro. Os dados levantados pela investigação indicaram que a menina poderia estar mesmo no Maranhão.

Diante disso, a polícia do Rio de Janeiro entrou em contato com os oficiais, os policiais civis lá de São Luís do Maranhão. E a partir daquele momento, começou uma operação conjunta para localizar a Alessandra. Porque agora os investigadores acreditavam que sabiam exatamente onde procurar. O resgate.

Trabalhando em conjunto agora, os investigadores dos dois estados conseguiram localizar um endereço. E claro, que eles foram pra lá. Depois de alguns levantamentos, os policiais chegaram até um imóvel no bairro de Vineia, em São Luís. Ali existia uma pequena kitnet alugada por Eduardo. No dia 14 de março de 2023, oito dias depois do desaparecimento da Alessandra, os policiais foram até o local pra verificar a situação.

Quando eles chegaram, eles tentaram contato na porta do imóvel. Enquanto os agentes estavam ali tentando entender se havia alguém dentro daquela casa, uma menina apareceu na janela.

Pois é, era a Alessandra. Naquele momento, os policiais tiveram certeza de que tinham encontrado a vítima que procuravam há mais de uma semana. Segundo o delegado Marconi Matos, responsável pelo caso, a menina estava sendo mantida dentro daquela kitnet e não podia sair sozinha. A situação foi caracterizada como sequestro e cárcere privado. A Alessandra foi imediatamente retirada do local e levada para receber atendimento.

Ela ficou sob os cuidados do Conselho Tutelar na Casa da Mulher Brasileira em São Luís, um centro de atendimento para vítimas de violência. Enquanto isso, lá no Rio de Janeiro, os pais receberam a notícia que estavam esperando desesperadamente havia dias. A filha deles tinha sido encontrada, estava bem, viva. O alívio foi enorme. Agora o desafio era outro. Eles precisavam viajar até o Maranhão para buscar a menina.

Como a Alessandra estava sem documentos, os pais teriam que ir até lá pessoalmente para levá-la de volta para casa. Ou seja, além da viagem de ida, eles seriam obrigados a comprar três passagens para volta. Uma despesa inesperada. Mas naquele momento, nada disso importava, não é? O que realmente importava era que a filha deles tinha sido encontrada e logo estaria de volta em casa com a família.

E enquanto isso, o Eduardo era preso e a partir dali, o caso seguiu para a justiça. Depois da prisão, o Eduardo da Silva Noronha passou a responder pelos crimes de sequestro e estupro de vulnerável.

mesmo que naquele momento ainda não existissem provas de que de fato houve alguma relação íntima. Até então, ele não tinha antecedentes criminais. Mas logo após a audiência de custódia, a justiça tomou uma decisão que gerou bastante repercussão. O Eduardo recebeu o direito de responder ao processo em liberdade, usando apenas uma tornozeleira eletrônica.

A decisão levou em consideração, entre outras coisas, o depoimento da própria Alessandra. Segundo o que foi relatado, a menina disse que teria viajado com ele por vontade própria. E na versão apresentada por Eduardo, a história seria diferente do que a investigação apontava. Ele afirmou que os dois mantinham um relacionamento e que os planos...

eram começar um namoro de verdade quando ela completasse 18 anos. Segundo ele, a viagem aconteceu porque a Alessandra teria problemas dentro de casa e queria ir embora. Eduardo também disse que pretendia avisar a família dela de que estava tudo bem assim que a situação se acalmasse. Inclusive, segundo ele, foi a própria Alessandra quem enviou as mensagens para os pais durante a viagem.

Na narrativa dele, os dois estavam arrependidos e a menina voltaria para casa em breve. Mas, com base nessa versão dele, enquanto tudo isso estava acontecendo, passando pela cabeça deles, a polícia chegou e deu flagrante. Enquanto o processo seguia então, na justiça, surgiram novas atualizações. A primeira etapa do julgamento aconteceu no dia 29 de outubro de 2025, na oitava vara criminal especializada em crimes contra criança e adolescente em São Luís.

Por envolver uma vítima menor de idade, o caso passou a tramitar em segredo de justiça. E aí temos um nó no que é de fato público sobre essa história.

Também foi informado que Eduardo chegou a se mudar para o Pará e que em determinado momento não estava mais usando tornozeleira eletrônica. Mesmo assim, entre as medidas impostas pela justiça, estava uma proibição de sair do país, de manter qualquer contato com a Alessandra. A defesa dele afirma que pretende buscar a absolvição das acusações, argumentando que não teria ocorrido abuso sexual. No fim das contas, o que esse caso mostra é.

É algo que infelizmente vem se tornando cada vez mais comum, não é? Um adulto se passando por um adolescente, conversando por dois anos pela internet com uma criança. Ali ele vai criando confiança, influenciando decisões, até convencer essa menina a atravessar o país inteiro para viver com ele. E olha, eu queria saber a opinião de vocês sobre uma determinada coisa.

Hoje, é muito comum ver crianças e adolescentes passando horas isolados dentro de quartos, não é? Dos próprios quartos, usando o celular ali. Na opinião de vocês, até que ponto os pais conseguem realmente saber o que os filhos estão fazendo na internet? Com quem eles estão falando? Porque pensa aí comigo, sei lá, não é?

Pra um cara mais velho, adulto, mal intencionado, com essa semente podre aí, parece uma tarefa semelhante a roubar doce de criança, fazer uma lavagem cerebral em uma criancinha entre 10 e 12 anos, não é? Um perigo danado. Eu espero agora o desfecho dessa história. Como tá em segredo de justiça, a gente não sabe dos detalhes a partir dessa descoberta aí, da volta da menina pra casa.

Não sabemos se a investigação descobriu ou não, através de algum laudo, de algum exame, se houve ou não algum elemento que possa tornar ou colocar mais agravantes no crime, não é? Por hora, é o que a gente sabe. E eu resolvi trazer essa história aqui pra vocês porque ela parece um conto, não é? Tão absurda que é.

Mas mostra isso aí que eu acabei de comentar, não é? Para uma pessoa mal intencionada, é muito fácil ir direcionando a cabeça de uma pessoa de 10, 12 anos a ponto dela trair a confiança dos pais para não trair a confiança daquele que na cabecinha dela é mais legal, mais amigo, entende as vontades dela. E olha, eu posso falar porque eu tenho duas filhas. Uma inclusive de 12.

Então assim, eu percebo isso, sabe? Às vezes os pais são só os caras chatos mesmo, né? Que não conseguem entender nada que eles querem. Que sempre melam o rolê, etc, etc, etc. Cara, é uma fase complexa. Mas há de se ter vigilância constante.

Uma vez eu vi uma pessoa dizendo uma coisa muito importante sobre um relacionamento com o filho, que eu acho que vale para todos nós, para todos vocês também que são responsáveis por crianças, adolescentes. Eles não precisam nos amar nesse momento. É a gente que precisa amá-los a ponto de colocar limites. Mesmo que pareça para eles que a gente não os ama.

Fechou? Agradeço imensamente a sua companhia, deixe sua opinião sobre esse caso aqui. Um beijo do Ruivo e até o próximo episódio.