Episódios de Troca Fitas

S03E10 - Tiago Di Tullio Freitas (Filmes com Batata)

09 de setembro de 20261h13min
0:00 / 1:13:20

Cochileta russa, nossa relação com cinema, filmes de terror frenéticos, IA dominando tudo, o diminuto número de ouvintes, cinema de rua, dicas de filmes e séries, a saga Evil Dead e o som remanescente do rock anos 90 foram alguns dos assuntos deste episódio do Troca Fitas, onde recebemos Tiago Di Tullio Freitas do Filmes com Batata!

Abertura por ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Aletrix⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

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Participantes neste episódio3
J

João Pedro Ramos

Host
Z

Zé Victor Ramos

Co-host
T

Tiago Di Tullio Freitas

Convidado
Assuntos6
  • A autenticidade e espontaneidade na criação de conteúdo onlineFilmes com Batata·conteúdo autêntico·spontaneidade
  • Recomendações de filmes de terror com comédia e splatterCasamento Sangrento·Eles Vão Te Matar·terror comédia·splatter
  • A crítica ao jornalismo atual e a busca por cliquesjornalismo digital·caça-cliques·Rolling Stone
  • A importância de valorizar a cultura independente e localcultura independente·festivais de cinema·cinema de rua
  • A evolução do cinema e a renovação através de produções independentescinema independente·Backrooms·Evil Dead
  • A nostalgia do rock anos 90 e a portabilidade da músicarock anos 90·portabilidade da música·Discman·Walkman
Transcrição158 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
JPJoão Pedro Ramos

Olá, olá, caros ouvintes e espectadores e tudo mais do Troca-Fitas! Vocês estão bom? Hoje eu estou mais descabelado porque sou idoso e acabei dormindo sem querer. Legal, eu dormi sem querer, coisa de idoso. Eu sou João Pedro Ramos e a idade chega para todos. Eu nem sei porque estou com tanto sono. Estamos em Campinas, onde choveu um dilúvio nessa madrugada. Talvez tenha sido isso, porque eu acordei achando que era o apocalipse, a 1 da manhã, e fiquei uma hora acordado ouvindo a chuva destruir todas as casas ao meu redor.

Estou aqui com ele, que tem a barba mais cheirosa de Campinas e que não sei como foi o dilúvio lá em sua residência. Zé Vitor Ramos.

ZVZé Victor Ramos

É, eu também não sei, Johnny, porque como você estou idoso e esse fim de semana foi corrido para um senhor caralho. Eu tive uma viagem, eu tive que sair daqui de Campinas para ir para Santos para estar lá às 2 horas da tarde de sábado para uma despedida de solteiro. E acontece que na sexta-feira à tarde o meu carro superaqueceu. Então já a aventura começou já na sexta-feira à tarde tentando achar um carro para que eu pudesse fazer a viagem.

E aí, como eu passei o dia inteiro, quando você faz um rolê desse, você passa 4 horas no rolê e 5 horas na estrada. No domingo eu fiz exatamente o que você fez, Johnny. Eu dormi sem querer umas 6 horas da tarde, acordei meia-noite, aí almocei, sabe?

JPJoão Pedro Ramos

Pelo menos eu dei sorte que meu cochilo involuntário, a cochileta russa, foi, foi, não ia acordar meia-noite, ia deixar vocês esperando. Nunca fiz isso, é a primeira vez, mas acontece, acontece. A idade chega e a vida é assim.

ZVZé Victor Ramos

Pelo menos, pelo menos eu falei, de todas as desculpas que a gente tem para atrasar o podcast, mano, a soneca bem tirada é uma das melhores.

JPJoão Pedro Ramos

Vai, Johnny. Foi sem querer, completamente assim, mas enfim, estamos aqui com um convidado que eu estou para chamá-lo há muito tempo. Finalmente, aliás, já cheguei a chamá-lo, mas as agendas não bateram. Agora eu consegui, falei com a produção dele, ele falou com a minha produção, falamos com as nossas produções entre si. E conseguimos decidir um horário. Ele que é o segundo convidado, vindo diretamente da Turma 33 de Jornalismo da PUC Campinas, e ele que é o dono do canal Filmes com Batata, que está crescendo cada vez mais.

E eu só tenho orgulho dessa pessoa tão maravilhosa que está aqui. Thiago de Túlio Freitas, o Batata, está aqui. E aí, rapaz, finalmente conseguimos, hein?

TDTiago Di Tullio Freitas

Cara, não sei o que tava mais difícil, se era a gente se reunir com a turma, reunir 487 pessoas pra poder fazer um churrasquinho mísero de 2 horas, porque todos estamos velhos. E aqueles de nós que não estão, estão envelhecidos, estão com filhos, que também dificulta bastante a agenda, né? Ou se era mais difícil conversar com você por aqui. Mas finalmente, putz, que da hora que tá aqui, cara. Não tem noção do orgulho que eu tenho.

Eu ouço o podcast, tava falando aqui antes pra você e pro Zé, acho do caralho, porque se eu não tivesse a cara de vocês, talvez eu não acharia da hora participar. Porque a gente vê tanta coisa engomadinha e preparada e sem espontaneidade por aí, cara. Não que isso seja ruim também, né? Seguir roteiro é legal, mas um bate-papo nada substitui, né, velho? Então, para mim, é uma honra do caramba estar aqui. Valeu demais pelo convite, cara.

JPJoão Pedro Ramos

Essa é a ideia do podcast. Eu nunca já falaram, ah, você faz roteiro, tudo. Eu falei, eu tenho A gente tem o básico do roteiro, né, pra seguir aqui. Tem coisa que a gente tem que tocar, mas de resto é... Aqueles podcast, os mesmos podcasts sempre falam, ah, a gente é um papo de bar, tal. Mas eu falo, não, papo de bar eu acho que é o que a gente faz aqui, porque a gente não segue roteiro nenhum. E a gente não tem patrocinador aqui, né, infelizmente. Papo de bar não tem patrocínio, infelizmente não tem.

TDTiago Di Tullio Freitas

Mas eu acho que é uma questão de tempo. Quem sabe não aparece uma grande marca de cerveja querendo, sei lá, regar as nossas noites aqui no... Aí eu vou querer participar mais, se for, me chame mais quando estiver com uma marca bacana de cerveja, né? Não sei se, acho que o Zé Victor gosta de uma cervejinha também, né?

ZVZé Victor Ramos

Cara, eu não bebo tanto, tanta cerveja, mas eu sou, se tiver uns licor, umas coisa docinha assim, eu sou super aceito. A coisa é assim, eu ia agradecer primeiro, né? Porque de verdade é bacana saber que tem gente ouvindo, por mais que a gente acha que nunca tem. A gente faz piada com isso o tempo todo, a gente faz podcast mais para a gente do que para os outros. Mas é, eu endosso essa ideia porque assim, a segunda parte é parabéns pelo canal e bem-vindo à internet, porque eu acho de verdade que falta muita autenticidade online, cara.

Falta, a galera fica pensando 2, 3, 14 vezes antes de entrar online. O Johnny me forçou a estar aqui e eu vejo que tipo quando eu passo um tempão online e quanto mais tempo eu passo eu vejo que falta a galera ser eles mesmo. Tá ligado? Falta um pouquinho de se soltar, de fazer as piadas que você faz no dia a dia, ser autêntico, mano. Dá nojo de ver a galera toda tentando ser o MrBeast, fazendo, sabe, thumbnail igual. Me irrita um pouco aquelas thumbnail com careta.

JPJoão Pedro Ramos

Ah, sim, sim. Nossa, me dá uma agonia as thumbnail com careta do YouTube, né? Todo mundo igual.

TDTiago Di Tullio Freitas

E você sabe que a IA invadiu e elas deixam as pessoas nem parecidas com elas mesmas. Então eles fazem tudo as thumbnails hoje em dia pelo Tumblr, não é Thumb? Então não é aquela rede social que existia em 1902. Tá ficando tudo plastificado, tá tudo igual, né? Tanto na questão de espontaneidade, na questão de apresentar, quanto nas capas, etc. Eu tenho no meu canal, Zé, o dia que você puder dar uma olhadinha, já te mostrei as coisas.

Eu tenho feito capas pra vídeos porque eu tenho uma coluna sobre cinema na Rádio CBN aqui em Campinas. E eu coloco no YouTube, tá, para deixar lá também, até como arquivo, portfólio, etc. Mas de jeito nenhum que eu ponho minha cara lá, cara. Eu acho isso aí babaca para caramba. Eu acho isso, pô, sei lá, eu não sou dessa onda de ficar aparecendo. Eu gosto de fazer conteúdo porque eu sou jornalista, sabe? Não porque eu quero aparecer.

E esse lance, cara, do Troca-Fitas ser uma coisa feita para vocês, fazemos mais para nós mesmos do que para os outros, para mim vale a máxima 1000%. O meu canal, as minhas coisas, até eu ganhei meu primeiro seguidor no X essa semana, um seguidor eu tenho no X. Eu faço para mim, velho, tá ligado? Tá tudo bem, sabe?

JPJoão Pedro Ramos

É, então quando a gente faz, fala assim, ah, quantos ouvintes vocês têm? Eu falo, somos poucos, mas somos loucos. Porque assim, quem tá ouvindo, a gente não tem uma pretensão de explodir, não sei o quê. Se tiver mais ouvintes, legal, mas espero que sejam ouvintes que estejam interessados no que a gente tá fazendo. Porque tem 1 milhão de pessoas. Putz, não, se aparecer, aliás, se a Insider quiser aparecer aqui, patrocinar a gente, a gente tá ali.

Se patrocinam cada coisa, patrocina a gente também. Eu tenho uma camiseta de vocês, eu era mó xingador da Insider até eu ganhar uma, e realmente é confortável que nem eles falam, viu?

ZVZé Victor Ramos

Se a gente for negar patrocínio, tem patrocinadores piores. Tem aqueles BetterHelp que tira o povo do psiquiatra para ficar falando com o IA. Tem um monte de coisa que a gente pode negar, mas a Insider é camiseta, camiseta é o mínimo.

JPJoão Pedro Ramos

Tipo, mas tigrinho eu não consigo. Aí o negócio, exatamente, os restaurantes do bairro, restaurantes do bairro, se quiserem patrocinar, botecos, que mais, qualquer estabelecimento, casas de tolerância, marmitaria, todas as tias que faz marmita.

ZVZé Victor Ramos

Eu sou feliz quando eu como comida de tia, cara. Aqui no prédio tem várias vós, eu subo para o meu andar sentindo cheiro de comida de vó, dá mó saudade, cara.

JPJoão Pedro Ramos

Eu queria que, já que você falou da CBN, já citou, eu queria que você falasse um pouco de como tá sendo a trajetória do Filmes com Batata, que você começou porque você teve vontade. Você sempre foi um cara que é apaixonado por não só filme, música, tudo. Filme, você sempre foi um cinéfilo, digamos assim, mas não cinéfilo de ficar— você não é daqueles cinéfilos que não, porque eu assisti, porque tem aquele cinéfilo chato também.

Isso não é o seu caso. Você é porque você é um cinéfilo apaixonado pelo cinema Mas não, ai não, porque o diretor e não sei o quê, a obra. Isso que eu gosto, você fala das coisas que você gosta. Então tem filmes, tem uma frase do seu canal que é: bom é aquilo que te diverte. Pô, é exatamente essa a ideia do primeiro podcast.

ZVZé Victor Ramos

Johnny, posso tentar resumir o que que você tentou dizer? É assim, é a arte de falar de algo complicado sem soar pedante, tá ligado?

JPJoão Pedro Ramos

Perfeito. É, eu queria que você falasse um pouco sobre o canal.

TDTiago Di Tullio Freitas

Cara, é assim, eu agradeço vocês por esse espaço demais, porque qualquer divulgação hoje ela é preciosa, ainda mais quando a gente sabe que vem de pessoas que dão valor à cultura, né? Acho que a gente tem posicionamentos muito parecidos em muitas coisas. Eu vou falar só isso porque eu não quero também espantar ninguém daqui, mas eu acho que a gente tem posicionamentos muito parecidos em muitas coisas, cara. E uma coisa que eu não suporto, e eu vou já usar o espaço que vocês me deixaram aberto aí para falar palavrão, eu vou falar mesmo, cara.

O negócio que eu não suporto é cagar regra, velho. Eu não sou, quem sou eu na ordem do dia para falar para os outros o que que é bom de assistir, o que que é ruim, o que que ele tem, que que a pessoa tem que assistir, o que que ela não tem que assistir, que que ela tem que escutar, que ela não tem que escutar. Posso falar do que eu gosto, que eu não gostei. Ah, cara, o que é ruim para mim pode ser bom para caramba para você, velho.

E quem sou eu para falar, não, você tá errado, né? Então assim, eu falo ali, eu dou as notas ali, são de menos, e eu tento achar o copo meio cheio. E às vezes eu até me arrependo disso. Outro dia, uns 3 anos atrás, eu vi um filme da GK, GK, é umas personalidades dessas novas aí que eu não conheço ninguém. Não porque não é arrogância isso, é só porque eu realmente eu não acompanhei essa nova leva de personalidades. O filme é ruim pra caralho, eu dei uma nota 4,5 assim, porque eu fiquei com dó, mano.

Aí eu falei assim, um ano depois, falei, nossa, por que caralho que eu dei um 4,5 pra esse filme? É ruim pra caralho, não valeu nenhum essa bosta de filme. Mas isso é pra mim, mano. Se tá lá na plataforma é porque alguém tá assistindo, porque eu tenho demanda, porque as pessoas gostam de assistir. E eu acho que sim, o canal ele tem um público cativo. Somos poucos, mas somos bons, de pessoas que têm esse mesmo pensamento, cara, que querem ali pra ter uma curiosidade.

Pô, será que ele viu tal coisa? O que será que ele achou e tal? Mas não que aquilo vá ditar cagar regra de alguma coisa na vida dele. Porque bom, cara, é o que diverte a gente. Quem sou eu para falar que o cara que tá ouvindo funk tá errado, o cara que tá ouvindo indie tá errado, o cara tá ouvindo— meu, eu não sou ninguém na porra da ordem do dia. É que nem querer cagar regra para o tipo de amor que as pessoas sentem. Quem sou eu para querer mandar no que os outros amam, velho?

As pessoas que os outros amam, sabe? Então assim, não só espontaneidade, mas eu acho que o nosso jeito ele tem que estar imprintado ali no lugar, sabe? E às vezes a gente, por não ser a gente mesmo, a gente acaba passando imagens erradas. Eu não quero isso. E como que surgiu isso, velho? Na verdade surgiu porque eu tava começando a assinar um monte de plataforma. Netflix foi começando a ganhar concorrência, né? E isso começou a ganhar volume aos pouquinhos.

E lá em 2021 eu comecei a colocar alguns filmes assim no stories do meu Instagram pessoal, tipo, puta, gostei desse filme, nossa, esse filme é uma merda. Nota 1, nota 2, nota 5, nota 20. E aí, velho, aquilo começou a crescer, eu vi que tinha muito comentário e falei assim, por que que eu não faço uma página só para isso, né? E deu certo assim, deu certo dentro da bolha que se encontra ali com 6 mil pessoas, mais 300 gato pingado de YouTube, mais 2 mil e pouquinho no Threads, mais um no X.

JPJoão Pedro Ramos

Já tem um seguidor, pô. É que eu nem levo em conta porque aquela rede lá Ah, ela deu uma afundada, mas que bom que tem uma.

TDTiago Di Tullio Freitas

Então, mas você sabe que ela afundou totalmente, eu entendo perfeitamente arrasar, mas o X e o Threads eles funcionam para mim muito mais como uma plataforma de divulgar o portal, porque logo depois que eu vi que começou a funcionar eu comecei a querer voltar às minhas origens de jornalista, né, Johnny? E aí eu criei o portal filmescombatata.com.br, que tem uma pegada totalmente diferente do Instagram. Instagram é dica, Dica de filme, videozinhos bacaninhas, veja isso no cinema, vamos sortear ingresso pro cinema.

E um portal de notícias do dia a dia, de coisas que estão no circuito. E principalmente, cara, coisas que não estão no circuito, coisas que as pessoas não têm voz. Então festivais do interior do Brasil, festivais de cinema negro, festivais de cinema indígena, coisas que a gente não vê em grandes portais porque não gera clique, né, velho?

JPJoão Pedro Ramos

Sim, total. Isso é um negócio que a gente, quando a gente fez jornalismo, a gente ainda pegou, a gente pegou bem essa virada do impresso para o digital. A gente teve aula de jornalismo digital com a PageMaker, né? Tipo, não se usa mais aquilo lá. A gente viu, a gente estava na faculdade, exatamente estreou, a gente estava na faculdade e a gente pegou até a virada da fotografia. A gente pegou, a gente fez um pedaço com câmera digital e um pedaço a gente tinha feito com analógica.

TDTiago Di Tullio Freitas

Foi incrível, até me arrepia, verdade.

JPJoão Pedro Ramos

As fotos com analógica ali foi incrível, revelar tudo.

?Voz D

Tudo.

JPJoão Pedro Ramos

Só que aconteceu essa, assim, sempre teve, né, vender jornal sempre foi um negócio que faz parte. Eu fiz o meu TCC, foi sobre notícias populares, e o negócio de vender era muito importante para eles. Por isso as manchetes, por isso o sensacionalismo, etc. Mas agora, cara, o jornalismo, depois ainda mais que tiraram, aí tiram a obrigatoriedade de diploma, e aí também os portais eles sobrevivem com anúncio, e para o anúncio funcionar você tem que ter clique.

Aí virou tudo um grande NP, só que sem os palavrões. Mas assim, você colocar uma manchete para chamar atenção— e tem umas manchetes que não falam o que que é a manchete, que me irritam tanto, falando assim: Príncipe tem um negócio, como é que fala? Príncipe tem uma revelação incrível, veja. Eu falo: Putz, isso não é manchete, cara. Não é uma manchete.

TDTiago Di Tullio Freitas

Não é. Não é para a prática do bom jornalismo, não é.

ZVZé Victor Ramos

Para mim, o pior é quando a manchete vem de um rumor, cara. Você vai ler a manchete, sei lá quem faz tal coisa, aí você vai ler a porra da manchete, é sei lá quem disse que alguém talvez tenha visto tal coisa acontecer, sabe? Nossa, isso me leva doente.

JPJoão Pedro Ramos

E ainda pra nossa área que a gente falou de cultura, que é o que a gente mais gosta, né, até no jornalismo também, isso acontece muito. Nossa, ainda mais esses portais, eu não vou nem citar quais, mas enfim, vários portais de cinema e de cultura As manchetes estão péssimas. Eu vou citar um que eu sempre cito, que é a Rolling Stone, que foi uma queda tão vertiginosa na qualidade da Rolling Stone, do impresso para essa digital, que tem essas manchetes que são caça-clique, é basicamente.

Não tem assim a novidade da banda tal, não fala qual que é a novidade, não fala o que que vai acontecer para você clicar, e aí sim você descobrir. Às vezes é no último parágrafo. Negócio de lead também morreu assim. Porque você tem que girar para você passar pelos anúncios. Então, putz, a gente tá ferrado. Eu acho, fico puto.

TDTiago Di Tullio Freitas

Eu chamo essa prática, João, de prática futebol interior, porque eles começaram no Brasil uma coisa que rola muito no esporte ainda, é aquela coisa assim: ex-jogador de Palmeiras e Corinthians assina com time belga. E aí você tem que clicar para saber quem que é esse jogador. Às vezes é um cara que passou pela base dos dois, tá com 15 anos, tá assinando contrato para jogar no sub-16 do time da Bélgica. É uma pessoa que você Todo mundo falar, mas tá lá.

O que que aconteceu? Você gerou a curiosidade de um cara, gerou o clique. Então, cara, eu tô vendo que a gente tá indo por um caminho. Claro que é legal falar de Homem-Aranha, mano. Eu gosto de Homem-Aranha, eu gosto de ver filme de super-herói, entendeu? Eu gosto de ir para um cinema bacana quando tem oportunidade de ter um dinheirinho a mais, sentar numa sala que você pode botar os pés para cima na poltrona, sabe? Lógico que eu gosto, eu não sou besta.

Eu gosto de conforto, eu gosto de ver filme, eu gosto de ver filme. Interessa se é, não interessa qual é. Né, mas eu vejo que a gente no Brasil, cara, outro dia deu uma notícia, cara, que me doeu pra caramba. Até mandei mensagem pra assessora no dia, porque sim, eu copio e colo release, release bem feito eu copio e colo sim, tá? Porque tem jornalista bom escrevendo coisa legal aí. Então não vejo problema nenhum nisso também, se o texto é bem escrito, tá?

Antes que comece a querer cagar regra naquilo que eu tô fazendo também. Era um cinema, festival, o 6º Festival de Cinema Negro de Belo Horizonte tinha sido cancelado por falta de patrocínio. Ele foi aprovado pela Lei Rouanet, foi aprovado 5 anos consecutivos. No 6º ano, os caras ficaram 1 ano atrás de patrocínio e caiu. Aí eu, com dor no coração, falei com a Mariana, assessora, eu falei, Mari, que notícia mais lazarenta, mas eu vou dar porque quem sabe não gera algum buzz, alguma coisa, né?

Gerou, cara, graças a Deus. O festival foi confirmado 3 dias depois, um patrocinador veio, bancou, teve um resgate. Agora vai rolar festival no mês que vem. Então assim, Esse tipo de coisa, cara, que então assim, cinemas infláveis que viajam pelo Brasil levando filmes, cara, levando cultura, levando coisas diferentes para realidade de pessoas diferentes, de situações mais vulneráveis do Brasil. Por que não falar disso, sabe? E eu não vejo as pessoas falando disso, velho, para ser sincero.

E assim, eu vejo poucos portais dando. Hoje em dia, cara, ao cinema e a música, a música um pouco menos, mas o cinema principalmente, cara, ele virou um negócio assim que é mais fácil vender fofoca, né? Nada contra o jornalismo de entretenimento, até porque isso existe faz 800 anos, né? O Leão Lobo tá aí para provar isso, né? Mas hoje o cara, ele quer clicar, ele quer ver a foto da Indy Navarrete com a roupa nova da Vogue, entendeu, velho?

O cara que tá aqui na no Parque Ozeal em Campinas, quando algum instituto leva para lá alguma ação cultural, o cara não quer isso aí, não vai gerar clique para ele, a internet não tá lá no Parque Ozeal.

JPJoão Pedro Ramos

E aí não chega outras coisas, porque a gente descobre quando você se interessa tudo. Eu tenho o seu canal, enfim, tem outros canais também sobre cultura que a pessoa é obrigada a procurar, porque senão ela não tem jeito. Que tem sessões de cinema gratuitas até em vários locais que não são divulgadas. Tem um que acontece há muito tempo aqui em Barão Geraldo, que é o Cineclube Terracota. Eu não sabia, e aí eu fui ver um dia e o Instagram— então aí o Instagram de repente funcionou, né, o algoritmo me agraciou, e ele mandou assim e falou: hoje vai ter sessão de cinema às 8, corra que a polícia— não, apertem os cintos, o piloto sumiu.

De graça e tal. Eu falei, porra, eu fui lá assistir, mas é um negócio tipo bem pequeno, lógico, com cadeira lá no, foi no Clube Terracota, mas eles fazem na Pavão Cultural, etc. Tem o MIS, que de vez em quando, várias vezes, tem sessão de cinema aqui no centro de Campinas. Mas se você não vai atrás, é como se não existisse essas coisas. E existe. É isso, a gente tá falando do microcosmo de Campinas, né? Mas vai pensando nacionalmente o quanto de coisa que tá sendo feita e não chega O que chega é, sei lá, Luísa Sonza acaba com seu namorado, veja. Foi isso, chega, cara.

TDTiago Di Tullio Freitas

Exato. Ana Castela compra novo chapéu para o show do peão de Barretos, veja. É o que a gente falou, o cara que liga para ver uma foto de chapéu, velho.

JPJoão Pedro Ramos

A gente tá falando do cinema, mas aí vai falar da música, que fala, ai, mas não existe mais música, bom mesmo era no meu tempo. Não, é que não chega que nem antes. Não tem uma MTV, não tem até a cultura. Graças a Deus voltou com o Bem Brasil agora.

TDTiago Di Tullio Freitas

Graças a Deus, ótima notícia essa.

JPJoão Pedro Ramos

Fala, Zé.

ZVZé Victor Ramos

Eu, eu ia, eu vi que você já tava entrando em jornalismo, eu ia cutucar o jornalismo de vocês no segundo bloco. Eu vou primeiro no audiovisual, que eu acho que eu vou dar, eu queria tirar uma dúvida na real, porque vocês são bem mais cinéfilos do que eu assim. Do meu ponto de vista, eu tenho muito mais contato tipo com videogame e música do que com filmes em si. E o que eu tenho ouvido falar é que como forma de mercado, como meio de fazer lucro, os videogames passaram o cinema muito tempo.

Então eu tenho visto a galera falar coisas que eu ouço falarem de música, que é o cinema morreu, não tem mais não sei o quê, não tem mais não sei o que lá. O meu ponto de vista, por ter esse histórico de ter ouvido música e ter andado nesse meio por causa do Johnny e da nossa doença por música o tempo todo, é a dica que eu tinha, eu era de música, que é, não morreu. Não interessa qual gênero você ame, não morreu. Você só não procurou o indie, você só não procurou o suficiente, você não achou o festival certo, rolê da hora.

Então assim, do ponto de vista de minigameiro, eu, quando o videogame morre, quando para de sair AAA, quando para de sair coisa mainstream, eu vou no indie. Todo mundo que eu conheço que joga diariamente ou semanalmente vai nos indies. Na música parece ser a mesma coisa. A minha pergunta é: o filme é mais ou menos a mesma coisa? Os meios trabalham igual assim? O audiovisual é mais ou menos tudo uma mistureba da mesma coisa? Funciona dessa forma também?

JPJoão Pedro Ramos

O pensamento acho que é o mesmo, cara, porque se você vai atrás sempre tem o que você quer. O cinema em si teve uma— tudo teve uma mudança, mas ao mesmo tempo sempre tem aberto, porque apesar de agora ser muito— eu não sei o quanto que é mais difícil, né, de um cineasta estourar, etc. Mas ele tem recursos que antigamente não teria nem a pau, assim. Às vezes com um iPhone ele tem um recurso muito maior do que teria com uma puta câmera antes, sabe?

Então dá pra fazer. E aí eu não sei se você viu, você viu a notícia, Zé, do filme? Ele é chinês ou é japonês? Que a mamãe e um filho fizeram uma animação que ela é só eles fizeram, eles dois fizeram só juntos, só, só, só os dois assim. E a animação é muito tosca porque os dois fizeram só os dois assim. É uma animação tipo bizarra. E aí todo mundo, as pessoas viram e falou assim, nossa, isso é muito feio. Mas aí tipo tá começando a bombar por causa disso, porque a história em si falaram que é ótima, só que a animação foi feita tipo com chiclete cuspe, sabe? Os cara aprenderam no YouTube.

ZVZé Victor Ramos

E tudo bem, mano, às vezes é tudo que você tem para jogar sua arte para o mundo. E eu aceito isso também, cara. Para mim é mais difícil, é mais difícil para mim tá tentando acompanhar um canal de, sei lá, dissertações e perceber que foi um roteiro de IA, sabe, que o cara não tá falando as coisas que ele entende, do que ver uma pessoa que simplesmente tentou fazer a melhor arte que ela conseguia.

JPJoão Pedro Ramos

Exatamente. Então é isso aí. O que que você acha, Batata? Que eu te atropelei quando o Zé falou?

TDTiago Di Tullio Freitas

Não, eu concordo. Na verdade, assim, tem público para tudo e tem produção para tudo. Vocês ouviram falar de um filme esquisitíssimo chamado Backrooms que tava no cinema até Pouco tempo.

JPJoão Pedro Ramos

Eu vi, eu vi. Eu não vi o filme, eu sigo sempre as coisas de terror, né, que eu gosto de ficar mais informado do que deveria. Esse é um dos, porque esse eu vi muita gente elogiando e muita gente xingando também, falando que é ruim, mas tem muitos fãs assim.

TDTiago Di Tullio Freitas

Eu vou falar uma coisa para você, cara, eu não faço a menor ideia se eu gostei, porque eu não faço a menor ideia também se eu não gostei, porque não é um rolê que eu entendo. Mas ele nasceu, cara, de uma websérie de um cara que virou agora o diretor, o Kenny Parsons. Ele nasceu de uma websérie feita no YouTube de vídeos de lugares deformados e espaços caóticos, etc., e pessoas deformadas. Enfim, nasceu de um trem completamente abstrato, de um público totalmente nichado, com uma história que não tem necessariamente começo, meio e fim, ele é uma loucura, mas pegou, cara, pegou geral.

E foi para o cinema isso aí, meu, ninguém tá esperando nada. Lançou, fez sucesso para caramba e relançou com, sei lá, 5 minutos a mais, 10 minutos a mais, tá? Aquilo que o Zé Vitor fala agora, Zé, que isso foi que você falou, cara, gerou um buzz, foi para o mercado de uma vez, foi para o mercado a segunda, velho, porque o cara no YouTube ele explodiu com uma websérie de um negócio aleatório que eu não sei, cara, eu não sei, não me pergunte porque eu não sei.

Aquilo que eu falo para vocês é, eu tenho que ser honesto com aquilo que eu faço. Eu não entendi essa porra desse filme. Então assim, você gostou? Não sei, mano, não sei.

ZVZé Victor Ramos

Então eu conheci o Backrooms como um jogo, para você ter uma noção, que eu já tinha ouvido falar.

JPJoão Pedro Ramos

É um conceito de túneis subterrâneos desconhecidos que você vai cair.

TDTiago Di Tullio Freitas

Isso, exatamente.

JPJoão Pedro Ramos

É um negócio muito louco assim. Mas acho que até do Obsessão, Obsessão também é dirigido por pessoas que vieram do YouTube, não é isso? Eu não sei se é isso exatamente. E não só ele, muitos outros assim são pessoas que tinham canais do YouTube que faziam independentemente e acabaram de alguma forma conseguindo um patrocínio. Acho que o Fale Comigo também é.

TDTiago Di Tullio Freitas

Então tem muitos que é bem legal, bem divertido, incrível assim.

JPJoão Pedro Ramos

E é ótimo que isso tá acontecendo, que dá uma renovação. Na música a gente vê muitos, muitas bandas independentes aqui, lá fora, só que não existe um aglutinador, não tem uma MTV para mostrar um top 10 e essas bandas começarem a ter.

ZVZé Victor Ramos

Vai muito, vai muito da sua coceira, basicamente a resposta é sim, mas vai muito da coceira de quem é curioso, né, mano?

JPJoão Pedro Ramos

Ô Zé, por falar em coceira, como faltam 10 minutos para o fim do primeiro bloco, que a gente passou, passou voando, hein, cara. Zé, fala da sua recomendação, vamos tocar pelo menos a sua hoje.

ZVZé Victor Ramos

Quantos minutos ela tem, Johnny? Porque de verdade, a minha recomendação— ufa, pelo menos dá tempo então. A primeira que eu ia escolher é tudo da mesma banda, é tudo da minha banda favorita. O Johnny falou que pode, então eu vim bostear, mas vocês vão ser obrigado a ouvir. Mas assim, eu escolhi a primeira música, ela tinha 14 minutos. Eu falei, eu não vou cansar o bloco, ficar fazendo todo mundo ouvir 14 minutos. Aí eu fui escolher a segunda.

A segunda é uma que a minha esposa gosta, que foi trilha sonora de um jogo do Batman. Só que aí eu fui pesquisar e todas as versões ao vivo que eu encontrei tinha ou muita gente gritando em cima, ou um som porco, ou o cara que gravou cantou junto. Aí fica difícil demais fazer vocês ouvirem. Aí eu fui para a terceira, que é Running Free. Eu não lembro de qual álbum é, mas é uma banda, é uma música boa para explicar o Corrida em Cambria, porque tem de tudo um pouco.

Tem a guitarra solando, tem o Cláudio fazendo a voz mais fina que ele consegue, porque ele tá ao vivo, e deve estar frio, e a voz dele às vezes não sai que nem é do estúdio. Tem uou, uou, uou para caralho. E eu tenho alguma coisa que o Johnny sempre gostou e que eu aprendi a gostar também, que é participação da galera, palminhas e tudo aquilo lá. Johnny, solta aí, vê o que que vocês acham de Running Free do Corrige, vai.

JPJoão Pedro Ramos

Vamos lá, é Running Free, Corrige em Câmbria, na versão da Vans Warped Tour 2007, ao vivo. E aí, se você estiver vendo Spotify vai estar linkado a versão original, versão não ao vivo, para vocês pôr na sua playlist caso queira. Vamos lá, já voltamos então.

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JPJoão Pedro Ramos

So if you do me a favor and accompany Mr.

TDTiago Di Tullio Freitas

Chris Penny.

?Voz D

How could you ever think you might get here? Was it greed that pushed you on? Who struggles you with that? Can't say about them. Innocent, no, I didn't know. The cards are prints on the white. Does it matter? You saw coming home, you running free. Você me viu morrer, mas você nunca voltou. Agora você tá vivo, você achou o caminho. E não desiste, você vai vencer. O que me deu? Onde me vi antes de conhecer o Cineão? O que você notou nesse insight?

Como você nunca imaginou que poderia ser? O que você ouviu e o que você ouviu? Como você sabe que o melhor é o caso? Innocent, por baixo, não. Não se conhece só me one, dá-te um beijo. Porque eu tô me colando, tu vai me ver. Só me uniria, se você nunca duvidasse de tudo o que eu sei. Que falta é minha. E não troque de TV, vai, vai, vai. One more, one more, one more. Spend your time well before you go. One more, one more, one more, one more.

Hearing me now. There's a hell in— Spend your time well before you go. Lost, it's all your own. There are no secrets you can hide from this devil in your mind. Leave the words to walk behind. You're running free. I told you what they— if you run a road, I'm ready to die. Você sabe que é real, que você não pode me enganar. E não troque a sede por casa. Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh. Se o teu time é único, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh. Keep running, oh.

JPJoão Pedro Ramos

Tá aí, vocês ouviram Running Free com Corrido. E cara, eu gostei para caramba, mas eu nunca fui ouvir. Eu sei que a sua banda preferida, mas nunca ouvi tão a fundo. Já ouvi alguma coisa. Essa música em específico me lembrou um cruzamento, sei lá, entre o Alien Ant Farm e o My Chemical Romance, sei lá. Me parece, eu acho que a voz dele me lembra alguma coisa do Alien Ant Farm, sabe? Só eu gosto daquele CD, aquele CD que tem, que eles fizeram cover de Smooth Criminal e tal.

Aquele disco é muito bom, recomendo o disco inteiro. Inclusive tem uma música chamada Movies, ó, tem até a ver com o que a gente tá falando. O que que você achou, Batata, desse som?

TDTiago Di Tullio Freitas

Cara, eu gosto de música assim, velho, é minha praia. Eu não entendo porra nenhuma de música, eu não sei qual, se o riff é foda, se o vocal tá da hora. Eu gosto porque eu acho que a gente se identifica, cara. Eu passei minha vida inteira ouvindo esse tipo de coisa assim, sabe? Que pelo menos me parece coisas assim, né? Então tipo, para mim me agrada muito.

JPJoão Pedro Ramos

É, eu também sou, eu sou, é bom, né?

ZVZé Victor Ramos

Corrige é uma banda de rock progressivo, então se você não gostar de um álbum, pula para o outro que não vai ter nada a ver, tá ligado? Mas de qualquer forma, o que me chamou atenção quando era molecote, eu peguei eles ao vivo no Rock in Rio, um Rock in Rio que o Johnny foi E aí eu, eu, um dia anterior eles tocaram, e a aparência, o Cláudio Sanches é um nerdola gordinho que tem o cabelo mais size de show bob que você pode imaginar.

E aí ele abriu a boca e pareceu uma garota cantando num tom que eu fui ver, tem vários cantores de, ou melhor, professores de canto que dizem que o tom que ele canta é quase impossível, cara. O cara manda para caralho. E assim, eu acho engraçado só, eu acho fantástico a capacidade pulmonar do mano.

JPJoão Pedro Ramos

É muito bom. Não, eu gostei. Eu tenho que pegar e ouvir o disco inteiro, porque esse negócio de prog que eles fazem com conceito, negócio, tem que pegar progressivo. Quando você quer pegar, você tem que pegar e ouvir o disco inteiro. Aí você pega um negócio mais legal, aí dá para você pegar a história do negócio. Cara, você tá terminando o primeiro bloco porque passou voando mais do que eu imaginava. Então daqui a pouco voltaremos com o segundo bloco, onde teremos minha recomendação, recomendação do Batata, mais papo de cinema, mais papo de filmes que são ruins que a gente acha bom.

Mas papo de filmes que são bons, a gente acha ruim, etc. Já voltamos, fiquem com o intervalo e já já estamos de volta. Cinema é na Band. Para vingar a morte de sua irmã, ela é capaz de usar como arma toda a sua sedução. Conduta Imprópria, filme inédito no Cine Privê, sábado após o Cinema 5 Estrelas. Voltamos do intervalo. Então, cara, antes de a gente voltar a falar, deixa eu só— não fiz o nosso jabá, né, Zé? As pessoas curtirem, compartilharem, comentarem, fazerem tudo, hype se tiver.

E aí você ajuda a gente, dá estrelinha lá no Spotify. E aí você pode ajudar a gente no apoia.se/trocafitaspod, dando qualquer trocado, é bem recebido. E aí você pode entrar no nosso grupinho do WhatsApp, onde a gente fica trocando recomendações musicais, novidades musicais, dicas musicais, xingamentos a quem deve ser xingado. E a nossa incrível count de citações. O Zé tá lá, ele não fala nada, mas o resto do grupo é muito legal.

Tem gente bacana que já— para todos os convidados, são convidados a entrar no nosso grupo do WhatsApp. Então tem muita gente legal lá, tem gente de bandas gigantes, tem gente de banda independente, presidente, tem jornalista, tem gente que nem trabalha com música, mas também gosta um monte. Então é isso. E, cara, por exemplo, acabei de mandar lá, a gente tava falando sobre isso, a gente não tem notícias do que tá sendo lançado, né?

Acabei de ver que saiu semana passada um disco novo do Prince, porra. É, o Prince morreu há 10 anos, mas ele deixou, eu acho que de gaveta, eu acho que tinha 800 ou 900 músicas guardadas. Então ele lançou um, ele lançou um Prince, não, lançou um disco e eu fui dar uma ouvida agora, eu mandei lá no grupo e, cara, é muito, é Prince, né? Mas ele tem, pô, tem uma música, chama, acho que é Guilty Ones, que é tipo um single e já é ele tocando guitarra com o Prince, é um puta guitarrista assim.

E aí tem aqueles solos loucos do Prince, é muito bom, cara, pra quem gosta. E pra quem não gosta de Prince, tente de novo, ouça de novo, porque o Prince é genial tanto quanto o Michael Jackson, cada um em sua Cada um tinha seus pontos fortes e fracos. Eu acho muito bom. Então é isso, apoia.se/trocafitaspod, e aí você entra no nosso grupelho do WhatsApp, além de outras vantagens que estão lá, mas a principal é o grupo do WhatsApp, tá?

Eu não vou mentir para os ouvintes, qualquer trocadinho é bem recebido, como dizia o Falcão do Rapa, quando o Rapa era legal ainda. Vamos começar o segundo bloco já, eu vou pôr minha música aqui. Que aí a gente já desova a minha recomendação. Cara, eu vou trazer aqui uma banda de amigos, né, e com uma música de um disco que está fazendo 10 anos, é o ano do ano que o Príncipe nasceu, nasceu não, morreu ou renasceu, como você quiser.

A banda é o Antiprisma, do Vitor e da Elisa, um casal que inclusive abraços para o Vitor e Elisa. Eles fazem um som que fica entre o principalmente folk, mas não só folk. Eles também fazem de vez em quando uma coisa que puxa para o grunge, às vezes shoegaze, às vezes rock alternativo, muita coisa assim misturada, que eles gostam de muita coisa. E aí o disco Planos para Essa Encarnação tá fazendo 10 anos. A gente tá falando de coisas que não tem essa grande, a grande mídia em cima, mas eles fazem um som muito bom.

Eles têm uma harmonia vocal dos dois é muito boa. Essa música é de um disco que é um pouco mais puxado para o folk, para o violão e tal, mas eles têm coisa também meio psicodélico, com um tiquinho de prog também. O Vitor toca viola caipira no meio, que é muito legal quando ele põe a viola caipira no meio das músicas assim. Ele inclusive tá trabalhando numa pesquisa sobre viola caipira aí, que em breve vocês vão ver que o cara é É um gênio, mano.

Ele é— eu gosto muito dele. Vamos lá então ouvir a música Subsistência do Antiprisma, do disco que tá fazendo 10 anos, Planos para Essa Encarnação, que é muito bom, recomendo. Vamos lá.

?Voz D

Gostar aqui então.

ZVZé Victor Ramos

Guarde os pés no bolso, jogue a chave fora.

?Voz D

Tudo que já Tudo que já vi, nada se compara. O que está por vir? Se você estivesse aqui, saberia agora.

ZVZé Victor Ramos

Acima da saudade, acima da saudade de você.

?Voz D

Então me leve junto, pense no assunto. Pois tudo que já vi, tudo que já vi, nada se compara. O que está por vir, se você estivesse aqui, saberia. E agora.

JPJoão Pedro Ramos

Obrigado, obrigado. Isso aí, obrigada, Nilson.

?Voz D

Boa noite.

JPJoão Pedro Ramos

Tá aí, Subsistência com Antiprisma. O que que vossas senhorias acharam da música?

ZVZé Victor Ramos

Delicinha, me lembrou um grupo que me foi apresentado nos meus tempos áureos, pegando ônibus no Terminal Barão Geraldo e ouvindo a famigerada rádio muda, que era o Magic Numbers, cara. Não sei por quê, mas acho que é o— é, então me deu o tom de voz, a viola assim. Mas é como você falou, O bom dessa banda também é igual que eu falei do Corrida. Se você não quiser, se não gostou dessa, vai ouvindo outras que você chega até no chuguês, segundo o Johnny, mano. É só fuçar direitinho.

JPJoão Pedro Ramos

Não, tem o disco deles Hemisférios, é muito bom, é bem bacana. Batata, sua opinião?

TDTiago Di Tullio Freitas

Eu fiquei esperando, cara. Eu não tenho conhecimento vasto de música e talvez se eu te falar alguma merda, por favor me corrija. Eu tenho medo de ser corrigido, tá? Mas o timbre da cantora me lembrou muito a Fernanda Takai.

JPJoão Pedro Ramos

Sim, cara, sim, eles gostam bastante também até.

TDTiago Di Tullio Freitas

Esse dueto me lembrou muito Fernanda Takai e John, assim. Eu acho o John baita de um músico, sabe? E eu acho que eles fazem um trabalho, é o que eu falo do Brasil, às vezes a gente reconhece pouco trabalho bem feito, trabalhos feitos com amor, com devoção, com dedicação, né, cara? E tá aí um bom exemplo que você deu, João. Eu acho que parece, lembra o Pato Fui. Isso me agrada muito, que é uma banda que eu acho muito honesta, velho.

JPJoão Pedro Ramos

Sim, não, o Pato Fui é uma das bandas mais— eu falei faz pouco tempo, né, Zé, aqueles tipo do mainstream, eles são tipo muito subestimados, porque é uma puta de uma banda assim, incrível, incrível assim. E quando foi, se passa no penúltimo episódio, enfim, a gente tava falando, foi com Yurius Terrakis, foi, a gente citou o Pato Fô, eles falaram, putz, Pato Fô é uma baita referência. Porque também cada disco é uma coisa, tem maluquice, tem coisa mais folk, tem coisa mais eletrônica, tem música em japonês, tem música em francês, tem música, tem doideira, tem coisa engraçada, tem coisa emocionante.

ZVZé Victor Ramos

Era essa mistureba que me fez gostar do André Bujão.

JPJoão Pedro Ramos

Sim, também, também, que é outro, ele produz um dos discos do Pato Fu também. É, não tem muitas, muita coisa. Por isso que a gente fazer esse podcast, esse programa, ele não tem fim, né? Porque música não tem fim, cara. O que a gente tava falando, não só de música, de cinema, de TV, a arte em si não tem fim, cara. E aí não tem esse negócio tipo é ruim. A gente até fazia o nosso é ruim, né? Mas enfim, não era para zoar com você.

ZVZé Victor Ramos

Acabou voltando para minha pergunta Cara, porque toda vez que você chegar num ponto de tipo, ah, esse gênero, que nem eu sou, o Johnny sabe, o povo que escuta podcast já deve ter cansado de ouvir que eu sou fã de Scarra. E cara, chegou uma hora que você fala, acabou as coisas de Scarra. Não, não acabou. Você que não foi num festival que tá rolando com umas bandas novas, você que não ouviu um disco que era referência do cara que você gosta, você não fuçou o suficiente, cara.

JPJoão Pedro Ramos

Sim, por falar nisso, já que a gente tá falando disso e já que o o canal Filmes com Batata, ele é focado em filmes. Eu queria que você falasse, desse algumas recomendações cinematográficas aí que você, já que você gosta bastante de assistir filmes, que passaram longe do radar da galera. Tem muita coisa que não passou tão— eu tô vendo até das coisas chiclete. Eu gosto de ver filme, sabe, filme que você desliga o cérebro, como dizem?

Cara, eu assisti, ele teve a sequência agora, talvez o pessoal assistam. Eu assisti os dois na sequência, que foi o Casamento Sangrento, que é o Ready or Not, com a—

TDTiago Di Tullio Freitas

é legal para caramba esse filme.

JPJoão Pedro Ramos

E os dois são muito bons, cara. Eles fizeram um segundo muito bom. E é o tipo de filme que eu gosto, ele é de terror, mas ele é de comédia, terror, de terror. E, cara, tem tanta coisa, você vai fuçar. Lógico que eu vi um filme horrível esses dias também, que foi o Piranha 3D 2. Esse é péssimo. Mas assim, às vezes você vê coisas péssimas, acontece.

TDTiago Di Tullio Freitas

Eu tenho uma amiga, aliás, um beijo para Ana, ela deve estar, ela, vou mandar para ela quando sair podcast. Tá até usando a camisa do Pennywise, que é o filme preferido dela. E eu falei esses dias da série, cara, eu tava até fuçando nisso esses dias, a série tem na HBO Max, que é um prequel, né? É o que eu me chamo, Derry. A trilha, cara, essa vai ser uma trilogia, essa série, tá? Uma, porque o Pennywise ataca a cada 27 anos. Então essa situação é uma trilogia que vai ser feita ao contrário.

Então essa situação em 62, a próxima vai ser 1935, e depois eles vão, a última temporada em 1908, tá? Então eles vão voltar no tempo 27 anos sempre. E então, cara, a trilha sonora é muito divertida porque é música dos anos 60. Eu acho isso Sensacional, eu adoro, cara, trilha sonora assim, aquelas musiquinhas. Uma das partes que eu mais gosto do De Volta para o Futuro, por exemplo, é quando o Marty McFly chega no passado, no primeiro filme, e tá tocando Mr.

Sandman no fundo assim, sabe? Eu adoro aquela música, remete a coisa passada, aquela coisa antiga, vintage, enfim. E a trilha sonora tem um monte de coisa legal, tem Sam Cooke, tem Patience and Prudence, Peggy Lee, tem um monte de coisa legal. Então assim, Uma recomendação para que as pessoas assistam e se divirtam, que gostem de terror e que queiram ver uma trilha sonora não original. Tem a parte original, evidentemente, né, da orquestrada, tudo, mas uma trilha sonora não original de músicas muito bonitas, muito legais, é aí, cara, é bem legal.

Tem um filme, cara, tem também na HBO Max, você falou do Casamento Sangrento. Quem gostou de Casamento Sangrento tem que assistir esse filme, mas que ele é bem meio mais bizarro. Tá, mas a pegada é a mesma, chama Eles Vão Te Matar.

JPJoão Pedro Ramos

Eu vi, eu vi, cara, eu vi semana passada, é a mesma pegada, mas ele é maravilhoso porque ele tipo, ele já começa ligado no 220 nos 5 primeiros minutos assim.

TDTiago Di Tullio Freitas

Exatamente, você não espera aquilo, né, velho?

JPJoão Pedro Ramos

Não, e a protagonista é incrível, cara, e ela, eu não conhecia ela, ela fez, eu não vi os Deadpool todos, ela tá no Deadpool 2 e eu não vi ela, tipo a Domino, acho, a personagem. E é um filme de açãozaça, né? Ele é de terror, vamos pôr aspas, mas ao mesmo tempo ele é de ação com sangue pra cacete, né?

TDTiago Di Tullio Freitas

Então, cara, ele é aquele splatter puro, porque assim, ele não é focado naquele gore tipo Terrifier, né, com palhaço arte fazendo todas aquelas coisas, mas ele é splatter, o sangue espalha, velho. Isso aqui nem no Casamento Sangrento, né? O filme chama Casamento Sangrento em português, que aliás absolutamente nada a ver com o nome em inglês, mais uma vez, né? As traduções nossas Mas, cara, as nossas traduções são as melhores, velho.

JPJoão Pedro Ramos

A gente tem poucas, a gente tem algumas que são incríveis, tipo A Hora do Pesadelo, que eu acho mais legal que a Nightmare on Elm Street. Mas é difícil, né, quando os cara começa a querer. Pior que eles quase se ferraram, né? Se o segundo não tivesse, o segundo nem tem. Ah, até, ah não, não vou dar spoiler, mas enfim, ele até acaba funcionando, eles deram sorte.

ZVZé Victor Ramos

Eu tô feliz que vocês queimaram minha pauta, porque eu ia super pedir recomendação de filme de terror, cara, que eu tô com muita saudade. E o Johnny cresceu assistindo comigo, a minha esposa detesta, entendeu? Tô treinando ela a aceitar assim. Eu comecei com Braindead, que é um splatter bem tosco. Depois, o último que ela assistiu foi Evil Dead, que aí tem, entendeu? Tem um pouquinho mais de terror. Eu tô treinando aos poucos assim, mas atuais eu tô meio perdido, cara.

O último que eu achei, a última série que eu achei muito louca de terror foi Insidious, tá ligado? Então eu tô muito atrasado.

JPJoão Pedro Ramos

Você viu os Evil Dead novos, os novos, né, dessa nova leva aí?

ZVZé Victor Ramos

Ainda não, Johnny.

JPJoão Pedro Ramos

Eu assisti, eu fui assistir agora, né, os dois que tiveram. Eu achei muito bons, na verdade, apesar, eles fogem um pouco, né, do, enfim, eles dão uma expandida. E aí saiu agora um no cinema que eu não vi, aí começaram a falar, pô, esse é o primeiro que é mais abaixo. Falei, pô, não, não fala isso, eu gosto muito da franquia, sabe?

TDTiago Di Tullio Freitas

Então, mas aí que foi o que eu falei, mais abaixo para quem, né, entendeu?

JPJoão Pedro Ramos

Então, porque é assim, falaram é mais abaixo, só que Tipo assim, eu não sei o que a pessoa tava esperando também, quem falou, porque assim, para eu não gostar real de um filme, ele precisa, ele tem que me incomodar, incomodar assim de ruim, porque eu não tenho. Isso é uma coisa que talvez você até veja, as pessoas estão, a crítica, etc., tem muita gente sem paciência. Eles falam assim, putz, o irlandês, ele é muito longo, mas aí tipo tinha 3 horas.

Eu falei, porra, mas Poderoso Chefão tinha 3 horas desde sempre, assim. O que que vocês estão falando que é muito longo? E aí as pessoas não têm paciência. Se o filme tem diálogo, já fala assim: este filme ele é muito lento porque ele tem diálogo, sabe?

TDTiago Di Tullio Freitas

Pô, gente, então as pessoas elas não aprenderam a entender, cara, que existem estilos e estilos. Então assim, cara, ninguém fala mais na face da terra do que Woody Allen. Os filmes do Woody Allen sem diálogo, eles não existem. Sim, porque é aquela coisa, é aquela verborragia total o tempo inteiro. Eu amo ele, velho. Aliás, nobres fora aí, eu amo ele porque eu acho é uma das coisas que eu mais me divirto assistindo. Sempre a mesma história, os problemas são sempre os mesmos, os personagens se parecem muito.

Acho que quando ele não é o protagonista, ele coloca alguém para fazer papel dele mesmo, né? Então assim, ele consegue cativar, né? Mas é verborrágico, né? Tem coisas, cara, que dá pra criticar, que deixam a cadência um pouco mais chata. Então, por exemplo, eu gostava muito daquela série Downton Abbey, porque assim, o aristocrata foi lá e atirou no passarinho. Em vez dele chegar na casa e falar, eu estava caminhando pela relva quando eu vi um passarinho da cor vermelha, eu atirei, matei o passarinho, caiu e morreu.

Não. Já tá no— a hora que ele chega em casa, tem um juiz esperando ele. Ó, você matou o passarinho, você é filho da puta. Entendeu? Porque ele não fica nessa enrolação de contar as coisas, entendeu? Então, então, por exemplo, Casamento Sangrento, você tem um bom exemplo. Quando começa o filme, ele vai te posicionando, a câmera vai te mostrando a Samara Weaving ali vestida de noiva, vai começar a cerimônia, ela já fala que ela não, que ela quer ser aceita pela família de qualquer jeito, ele começa a te preparar.

Agora, eles vão te matar, velho, você, a hora que você chega, você já tá com o pé no peito, já foi, já foi.

JPJoão Pedro Ramos

Eu acho, ele não, ele tem uma preparação bem, bem curta assim. E vamos lá, e de repente a moça já tá dando cambalhota e chute na cara.

TDTiago Di Tullio Freitas

E exato, tem coisas absurdas, toscas, que assim, tipo, eu dei risada. Eu falei, meu, que merda é essa que eu tô assistindo? Mas no fim eu me diverti tanto, mano, que eu falei assim, pronto, tá aí, é ruim, mas é bom porque me diverti, velho, entendeu?

ZVZé Victor Ramos

Um dos meus filmes de terror favoritos me pegaram por começar assim Plá, logo de cara, que é Dawn of the Dead, o remake de acho que 2005.

JPJoão Pedro Ramos

Sim, sim, sim, aquele é do, acho que é do caralho, do Snyder, não é? Não, não é isso. Eu acho que é do Snyder, eu acho que é do Snyder, eu não sei se é, mas é um desses cara que acabou indo fazer coisa de quadrinhos e tal.

ZVZé Victor Ramos

Eu acho que é do Snyder, porque depois ele acabou fazendo um outro filme de zumbi que tem tigre zumbi.

JPJoão Pedro Ramos

É ele mesmo, é ele mesmo, mas é muito bom. E ele tem até o Phil Dunphy, pô, do Modern Family lá no no meio. Aí depois eu fui ver Modern Family, falei, olha, tem o cara lá.

ZVZé Victor Ramos

É um remake muito bem feito, cara. A gente tá na era do remake, esse foi um que ganhou meu coração. Assim, ele é muito, muito antes da era do remake agora.

JPJoão Pedro Ramos

Agora tem remaster, é que nem a Disney tá tipo se refazendo com live action de um jeito que nem precisa, só para ganhar dinheiro, né? E eu, putz, eu não tenho nem visto. O último que eu vi foi O Rei Leão, que aí eu falei, putz, não É, e o Aladim na verdade eu acabei gostando, viu? O pessoal falou que é uma bosta tal, foi o Guy Ritchie que fez. Eu achei assim, não achei maravilhoso, mas achei honesto dentro do que se propôs ali.

Mas eu não, aí eu parei, sabe, para ver a mesma coisa. Acabaram de lançar Moana, o negócio novo, já fizeram igualzinho.

ZVZé Victor Ramos

É o motivo que eu não acompanho Miranha, porque eu fui dar uma chance para o Miranha quando falaram, ah, fizeram outro Miranha, aí Aí eu fui ver e era a mesma história do primeiro Miranha, onde o tio toma o tiro. Parecia que eu tava assistindo a quarta vez do Quem Matou o Senhor Burns, tá ligado? Eu não quero ver outra pessoa fazer essa mesma cena, cara.

TDTiago Di Tullio Freitas

Pois é, o lance é que a Disney, acho que eles estão com um pouco da imaginação, acho que estão querendo ganhar dinheiro em coisas já prontas, né, achando que o público vai aceitar as mesmas coisas. Aladdin é legal, A Bela e a Fera é legal pra caramba. O Rei Leão é bem feito, mas, cara, o Rei Leão é bem feito, mas é inexpressivo. Os personagens não têm expressão, cara. Dá dó. Você não sente. Perde.

JPJoão Pedro Ramos

É porque não tem, não tem, os animais estão parecendo reais? Estão. Só que eles não têm caras e bocas, que é o que fazia o... Não tem, né?

TDTiago Di Tullio Freitas

Exato. E outra, são animais reais? Não são. São animais criados em CGI. CGI é um tipo de animação. Então não deixa...

JPJoão Pedro Ramos

É, não é live action. Não é live action, na verdade.

TDTiago Di Tullio Freitas

É uma animação que não é animação, entendeu? Então acho que eles perderam um pouco a mão nisso, cara. Eu gostei, mas né, não tanto.

JPJoão Pedro Ramos

Agora não tem jeito, não tem como superar.

TDTiago Di Tullio Freitas

É difícil. Aí, aí é o sarrafo, tá muito alto, né? Pois é, tá muito alto. Agora, o Branca de Neve, eu comecei a assistir, eu não demorei 5, não, eu não consegui passar de 5 minutos. Eu ainda pretendo tentar, mas eu não sei quando, só quando tiver muito à toa aí, porque A hora que eu olhei, falei, mano, se nem a atriz que fez essa porra desse filme gostou, por que que eu vou gostar, né, mano? Então fizeram marketing reverso, fale mal, mas fala de mim, né?

ZVZé Victor Ramos

Eu confesso, eu confesso, eu levei a irmã da minha esposa, minha cunhadinha, para assistir. Eu assisti do começo ao fim, cara, é difícil nível Gal Gadot de difícil.

JPJoão Pedro Ramos

Então ela sabe, isso que eu ia falar, porque assim, ela é bonita, tudo, ela é de Mulher Maravilha, ficou, vestiu bem o uniforme ali, mas assim, chamar ela assim, a atuação dela não é o forte da moça, não é a parte mais interessante que ela tem. E ok, assim, tanto é, eu gosto tanto do ator que não é maravilhoso também, não vou xingar a atuação dela.

ZVZé Victor Ramos

De todos os motivos para odiar a Gal Gadot, eu acho que ela fez parte da IDF. Aí você pode odiar o quanto você quiser por causa disso, por exemplo.

JPJoão Pedro Ramos

Pois é, Batata, diga, vamos para sua recomendação antes, para não deixar para última hora então, que eu queria, cara, você mandou duas, eu peguei aqui a que eu não conheço. Queria que você falasse um pouco antes da gente tocar.

TDTiago Di Tullio Freitas

Cara, na verdade eu escolhi a outra, escolhi que eu gosto pra caramba, eu escuto meio que em repeat na minha playlist, eu gosto demais, que é My Chemical Romance, né? Teenagers.

JPJoão Pedro Ramos

Sim, não, aquela música é incrível.

TDTiago Di Tullio Freitas

É muito legal essa música, né? É uma música dark, é tipo assim, eu fico pensando, cara, como os adolescentes são assustadores mesmo, será que eu era desse jeito? Essa música me põe pra refletir, mano, eu acho que eu era, tá ligado?

JPJoão Pedro Ramos

Éramos, éramos.

TDTiago Di Tullio Freitas

Eu acho que era mesmo.

ZVZé Victor Ramos

Essa música se torna muito mais assustadora quando você pensa que ela se trata de adolescentes estadunidenses.

TDTiago Di Tullio Freitas

Exato, aí piora muito. Não, você vai mais longe, piora muito, piora muito. Aliás, assistam o drama com o Robert Pattinson e a Zendaya, porque aí vocês vão assustar realmente com a juventude estadunidense.

JPJoão Pedro Ramos

Não sei se tá na HBO, se tá na Disney, eu sei que já tá no streaming, tá no Prime, tá no Prime Video, pode mandar bala. Eu vou fazer uma listinha, eu sou rei Uma lista assim, ó, eu já vou pondo.

TDTiago Di Tullio Freitas

O drama é surpreendente, cara. Eu não esperava nada, entregou tudo. É muito legal, velho, maravilha, muito legal mesmo. Que você não, que você não espera, não leia spoilers na internet, senão estraga a experiência, sério. Porque a hora que ela solta a verdade, você fala assim, mano, esse cara vai casar com ela, esse cara vai casar com ela, não é possível, esse cara vai casar com ele, vai ter coragem de casar. Porque você não tá esperando aquilo, você tá esperando qualquer coisa menos que ela vai falar, mano.

Sério. Então fica a dica aí pra turma toda assistir. Agora, a escolha que eu— essa segunda música, cara, na verdade assim, eu tive uma experiência muito bacana na minha vida que foi morar por alguns meses, 8 meses, na Europa, né? Morei em Londres e lá eu ouvia muito, muita coisa legal, né, cara? Porque eu ia num pub, John, que tipo tinha 3 andares. Embaixo era galera tomando cerveja, paletó e gravata, assistindo alguma merda na televisão ali futebol.

No segundo andar era R&B e músicas mais techno, puts-puts, para turma mais jovem. E no terceiro andar, rock and roll vivo, né? Então eu estava lá quase todos os dias ouvindo rock and roll vivo no terceiro andar do pub, né? E um som não atrapalhava o outro, você não ouvia nada dos outros andares, era incrível. E ali eu ouvi muita coisa. E essa música eu ouvi lá pela primeira vez, Buck Rogers do Feeder. E o Phoebe é uma banda galesa, ou seja, lá do Reino Unido.

E por que que me chamou atenção, cara? Porque eu conheci o Buck Rogers como personagem de livros, de quadrinhos, e que depois teve uma série no fim dos anos 70 ali, começo dos anos 80, e até chegou a ter um filme. Eu não cheguei a assistir o filme, mas até chegou a ter um filme aí que dizem que foi bem ruim. Mas, cara, A hora que eu fui ouvir a música, a hora que eu ouvi a música, eu não imaginava na minha vida que o nome dela fosse Backwards, porque ela não tem absolutamente nada a ver com a porra do personagem, né?

É uma música de uma bad, bateu uma bad no cantor do Feeder na época que ele tinha terminado com a namorada, e ele escreveu uma música meio que na bad assim, bebaço, falou, vou fazer essa música, porque eu acho que vai. E aí eles iam, ele ia vender, eu ia tocar essa música numa outra banda. Só que aí alguém, né, da produção do vídeo falou assim, não, toca essa música para o vídeo porque vai rolar, essa música é legal, né? E ela foi nomeada de Buck Rogers porque era o jeito que ele chamava o namorado mais recente da ex dele, que achava que era um cara futurista.

Buck Rogers é um personagem que é um astronauta, né, mano? Então, como ele fazia referências ao término e a ex tava com um cara que ele achava que era turista, ele tornou a música do Bucky Rogers. Não tem porra nenhuma a ver com a letra, nada a ver com a letra, mas a música é legal para caramba. Então assim, acho que tem a ver com um pouquinho da pegada de produção audiovisual, né, cinema, etc., séries, blá blá blá, quadrinhos, HQ.

E ou seja, ela passa por um monte de coisa cultural e ela vai ser o nome de uma música que não tem nada a ver, que é legal para caralho.

JPJoão Pedro Ramos

Então vamos ouvir Feeder com Bucky Rogers. A versão que a gente vai ver aqui é ao vivo no Reading Festival de 2001. Mas eu vou linkar no Spotify, vai estar a versão de estúdio para quem quiser colocar na sua própria playlist. Vamos lá, já voltamos.

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JPJoão Pedro Ramos

Esse aqui é total as coisas que eu gosto, que é tipo ao vivo em 2001, que ele tem total aquela cara de alt-rock anos 90, começo 2000, assim, é muito chicletinho. Pô, delícia, achei muito bom, cara. Eu não sei se eu já ouvi ou se ela só me lembra coisas dessa época, porque eu achei muito familiar.

ZVZé Victor Ramos

Eu tava mais ou menos, tava mais ou menos por aí também, Johnny, porque as comparações que eu consigo fazer, primeiro, o riff abriu completamente Boxcar Racer, você sabe? A primeira abertura de guitarrinha foi Boxcar Racer do começo ao fim. Aí depois ele mudou e me lembrou de uma banda que eu adorei dos meus 15 aos 19 anos, que é Motul City Soundtrack, que é uma banda daquelas época meio Weezer, que começa com uma guitarrinha leve que vai distorcendo.

Muito legal para caramba, todo mundo fazia, tá ligado? Então assim, entraria muito fácil na minha playlist. E é uma música que tem a cara da história que você trouxe, porque assim, pequeno backstory, eu tenho o privilégio de ter uma sogra que foi mãe muito jovem. Então a minha sogra é da idade de vocês. Uma vez ela me chamou para um rolê, ela e o marido dela me chamaram para um rolê que era um show ao vivo no subsolo de uma locadora.

Às vezes você cola num rolê desses e a música ao vivo não é nem tão boa, mas a discotecagem tem muito a te ensinar, tá ligado, cara?

JPJoão Pedro Ramos

Você falou do Motown City soundtrack, eu lembrei também do Dimitri World também, pô. Isso aqui poderia estar no Dimitri World também, fácil.

ZVZé Victor Ramos

Tá na mesma playlist das duas, cara. Tá ali no meio, na meiuca. E realmente são duas bandas que eu ouvi para cacete, então entrariam muito fácil nas minhas playlists, cara.

JPJoão Pedro Ramos

Eu gosto muito dessa fase do rock ali, 92, 2000. Puts, eu gosto de muita coisa de pós, pré, enfim, eu gosto de Beatles, mas assim, essa fase 92, acho que até pela nossa idade foi um momento ali da nossa infância barra adolescência barra começo da juventude, que acho que é ali que a gente pega as coisas que a gente vai ouvir para sempre, né?

TDTiago Di Tullio Freitas

Você sabe o que que eu acho, João? Acho que isso é explicar, e muito explicado pelas, pela portabilidade das coisas. Foi nessa época aí que começou a popularizar Discman, Walkman. Você podia ouvir a fita, cara, puta, quantas vezes eu ia para faculdade com Discman, você lembra disso? Ficava o dia inteiro, sabe, a gente ouvindo fita cassete, gravava fita. Porra, falar, as pessoas não têm noção que a gente ficava esperando a rádio tocar Faz nossas músicas favoritas para apertar o rec, velho, para gravar, para a gente ter acesso àquilo.

E o cara tinha que esperar o locutor falar o nome da banda, falar o nome da música. Hoje você aperta o Shazam, acabou, filho.

JPJoão Pedro Ramos

Sim, sim, um segundo ele te mostra e já enfia na playlist.

TDTiago Di Tullio Freitas

Exatamente.

JPJoão Pedro Ramos

Ele já põe na sua playlist.

TDTiago Di Tullio Freitas

Exato, exatamente. Então assim, eu acho que nessa época a portabilidade ela explica.

JPJoão Pedro Ramos

E a facilidade agora, hoje em dia, a gente tem pouco tempo, mas só rapidinho, a facilidade que tem acesso acaba tirando até o valor, né? Até para nós, não tô falando dos jovens não. Que até bandas que eu gosto, que a gente até fez um debate sobre isso, chega o disco novo do Foo Fighters, vamos dizer, saiu esse ano, aí eu ouvi uma vez, aí ouvi duas e só. Antigamente ele saía, você tipo, você ia para você, você até comprar o CD provavelmente ou pegar emprestado, aí você ia acabar ouvindo porque você teve que ir atrás daquele negócio, fala, pô, deixa eu ouvir. Hoje em dia você ouve e fala, é, tá bom, e aí não pega mais nunca mais.

TDTiago Di Tullio Freitas

A gente fritava ouvindo as coisas, cara.

JPJoão Pedro Ramos

É, a gente ficava, às vezes me obrigava a gostar de um CD porque eu comprei ele. Pô, gastei dinheiro com isso aqui, eu ouvi até gostar.

ZVZé Victor Ramos

Quanto tempo ainda temos, Johnny? Você que tem relógio na tela aí.

JPJoão Pedro Ramos

5 minutos.

ZVZé Victor Ramos

Mas porque eu queria cutucar o jornalismo de vocês para tirar uma dúvida, porque tá super na moda de criticar jornalista e querer falar, tipo, mandar na pauta do jornalista e falar que, ai, sei lá quem fala muito disso ou daquilo Eu tenho aprendido bastante, que eu sou fã de jornalismo para caralho, assim, eu não consigo negar. E eu tenho percebido que, tipo, vocês que eu queria tirar dúvida, vocês dois têm informação nisso, é às vezes o jornalista escolhe a pauta mais pela importância, pela importância que ele vê no problema da pauta, do que, por exemplo, falar de Monark, sabe?

Porque o Monark em si não é, não é uma pauta, mas as merda que ele fala é importante o suficiente, não importante o suficiente para, tipo, o mínimo do mínimo você tem que apontar: ou tem um babaca falando nazismo, sabe?

JPJoão Pedro Ramos

É que assim, você tá falando de jornalismo, aí tipo sempre tem um editor ali, a menos que você tenha um blog, você tem um site, enfim.

ZVZé Victor Ramos

O Batata tá falando, tipo, é, então o consumidor final assim, porque as pautas eu imagino que vocês tragam de baseada, né? Vocês têm que apresentar 15 para 5 ir para o jornal, talvez.

JPJoão Pedro Ramos

Sim, sim, pelo menos quando eu trabalhei foi assim.

TDTiago Di Tullio Freitas

Mas eu vou meter o bedelho aí, vou falar uma coisa que eu acho assim, que eu acho que é necessária. Infelizmente, cara, falta fiscalização, até porque isso é crime, na verdade, né? Você fazer apologia a certas coisas é crime. E o jornalismo, o bom, a boa prática jornalística diz que a gente tem que denunciar aquilo que tá errado, né? Isso que seja governamental, seja de crimes da rua, seja de crimes, de qualquer tipo de crime, né?

Porque é isso aí que faz alertar a segurança pública, faz alertar, enfim, para um monte de coisa. Ou seja, o jornalismo tem que estar a serviço do cidadão, né? Então assim, o que falta eu acho é interesse mesmo. As pessoas, elas se apoiam na narrativa da liberdade de expressão como se isso não infringisse crimes. A sua liberdade de expressão ela termina quando começa a liberdade do outro, amigão. Então o nazismo ou fascismo são regimes totalitaristas que tiram liberdades.

Então não é liberdade de expressão, minha modesta opinião. Eu acho que falta olhar.

JPJoão Pedro Ramos

Estaremos concordando com isso. Assim, liberdade de expressão irrestrita, não tem restrito, meu amigo. Assim, a partir do momento que é um crime, não tem. Tipo, ah, vale piada porque piada com tudo. Tudo vale, só que a partir do momento que é um crime você tem que ser responsabilizado pelo crime. É isso, cara.

ZVZé Victor Ramos

Exato. Tipo assim, só para não parecer aleatório assim jogar isso no meio do podcast no final assim, é porque tipo eu tenho visto até a própria esquerda criticar jornalista de esquerda por ficar falando do Monark demais. E aí às vezes tipo para mim faz sentido, o cara tá tentando trazer a importância da pauta, não do Monark, cara. O Monark é o gancho, sabe? Você tem que saber o mínimo de interpretação de contexto para saber como a porra da manchete é criada.

JPJoão Pedro Ramos

A galera não tem o mínimo, mas é que você acaba criando celebridade porque o pessoal segue as pessoas que falam imbecilidade.

ZVZé Victor Ramos

Aí é foda, porque se você anunciar alguma coisa de tipo noticiar suicídio, é o mesmo princípio.

JPJoão Pedro Ramos

Hoje em dia não se noticia assim dessa forma, né? Hoje em dia às vezes até deixam, tipo, não falam tanto.

ZVZé Victor Ramos

Caralho, desculpa, tô usando todas as palavras que não pode.

JPJoão Pedro Ramos

É, mas enfim, eu acho que é tipo bater, ficar batendo entendendo. Tipo, o cara vira celebridade, é foda, mas eu acho que assim, você tem que noticiar, tem que noticiar. Mas falta 2 minutos, não vamos acabar com esse papo. Relaxa, vou dar um tempo para vocês se despedirem aí. Pô, obrigado, Batata, pela sua— finalmente para ter participado. E agora você já é de casa, pode voltar assim que quiser.

TDTiago Di Tullio Freitas

Eu que agradeço vocês dois o espaço. Parabéns pelo trabalho de vocês. Tomara que isso prospere, porque não só no sentido de vocês prosperarem, espero que vocês prosperem bastante, mas espero que as pessoas o Troca-Fitas como um exemplo de uma coisa feita com carinho, com amor, com vontade, com zelo, de pessoas que gostam do que estão fazendo. Eu acho que isso é a coisa mais importante que a gente pode, pode passar. Valeu demais pelo convite, sucesso demais. E cara, espero voltar, de verdade, pode me convidar.

JPJoão Pedro Ramos

Pode deixar. Como é que as pessoas seguem? Só procurar Filmes com Batata, eles acham, né?

TDTiago Di Tullio Freitas

Em qualquer lugar, @filmescombatata, tá em tudo que é lugar.

JPJoão Pedro Ramos

Perfeito. José, você tem 1 minuto para falar tchau.

ZVZé Victor Ramos

Cara, foi um prazer continuar me divertindo com o João e seus vegetais, porque toda vez que eu via João eu via Tomate, que era seu cachorro. Agora eu tenho o prazer de conhecer Batata no seu podcast. Vamos ver qual o próximo vegetal que Johnny me apresenta.

JPJoão Pedro Ramos

É isso, meus amigos. Obrigado pela audiência e pela sua paciência, que todo mundo fala. Acho que virou bordão de todo mundo. E semana que vem, se tudo der certo, tem mais podcast. Sigam Filmes com Batata, ouçam música. E perdoa o Zé, que foi sem querer que ele fez o barulhinho aí, nem sei o que foi. Então, semana que vem tem mais. Um abraço a todos, tchau!

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