Episódios de Troca Fitas

S03E08 - Yuri Terra e Otávio Brunet (Yuri e os Terráqueos)

24 de agosto de 20261h31min
0:00 / 1:31:35

Trabalho independente autoral feito literalmente em casa, versões de músicas ao vivo, processo de composição mesmo na escala 6x1, ficar na frente da câmera de segurança da rua, bandas subestimadas, bandas amigas que merecem espaço, discos feitos com objetos e MC Carol de Niterói foram foram alguns dos assuntos deste episódio do Troca Fitas, onde recebemos Yuri Terra e Otávio Brunet da banda Yuri e os Terráqueos!

Abertura por ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Aletrix⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

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Participantes neste episódio4
J

João Pedro Ramos

Host
Z

Zé Victor Ramos

Host
O

Otávio Brunet

Convidado
Y

Yuri Terra

Convidado
Assuntos8
  • Lançamento do disco "Para Jorge"Processo de composição e gravação·Conceito do álbum·Estrutura e organização das músicas·Trabalho artesanal e caseiro·Capa do disco·Flip Mags
  • Shows ao vivo e agenda da bandaLançamento do "Para Jorge" ao vivo·Próximos shows em Niterói e Juiz de Fora·Divulgação da agenda
  • Cena musical e público no Rio de JaneiroComparativo com São Paulo·Queda no público de shows internacionais·Preço dos ingressos·Cultura de compra antecipada·Deslocamento e transporte
  • O som de Yuri e os TerráqueosDificuldade de definição do gênero·Influências diversas·Rock alternativo e de guerrilha·Rock de menino bom·Rock artesanal
  • Gravação do disco "Para Jorge"Gravação caseira e em sala·Gravação de bateria com apoio externo·Uso do espaço Barricada·Processo de gravação em 6 meses
  • Música ao vivo e performanceReal Big Fish - SNR (Master of Rhythms)·Rumbora - Freio de Mão (ao vivo no Gordo a Gogó)·Tem Mas Acabou - Esconderijo (ao vivo)·Drogma - Sensações Delimitadas (ao vivo)·Yuri e os Terráqueos - Aceitar (ao vivo no Porta Bonita)·Yuri e os Terráqueos - Morto (ao vivo no Porta Maldita)
  • Cultura musical brasileira e influênciasFunk como MPB·Preconceito com outros estilos musicais·Experimentalismo e apropriação de influências·Música feita com objetos·Pato Fu e seus projetos·Antiprisma e o disco "Coisas de Verdade"
  • Nomes artísticos e identidade localCarol de Niterói·MC Gorila·Yuri e os Terráqueos·Niterói como polo cultural
Transcrição208 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
JPJoão Pedro Ramos

Olá, olá, caros ouvintes do Troca-Fitas! Vocês estão bom? A gente tá de volta. A gente dá umas engasgadas, mas a gente volta sempre porque a vida acontece. Aqui em Campinas, nessa cidade que é grande mas acha que é pequena, a gente teve um feriado surpresa do Dia do Evangélico. É sério! Falando sério, existiu um em Campinas em agosto, tem feriado, é o Dia do Evangélico, e isso é a coisa mais Campinas que existe. Eu sou João Pedro Ramos e estou aqui novamente com ele, que não é evangélico, então não foi feriado para ele, Zé Vitor Ramos.

ZVZé Victor Ramos

Eu tiro proveito do feriado alheio, Johnny. Eu também não sou a pessoa mais católica do mundo, Johnny fez catequese, eu não fiz, e eu comemoro todos os feriados cristãos possíveis. Adoro as comedinhas de feriado cristão. Johnny, passei várias semanas comemorando o tempo dessa bosta justamente por causa de um dia como hoje, onde estou com o cabelo molhado porque eu acabei de tomar banho para poder suportar a temperatura da porra da máquina que tá aqui do lado e do apartamento que toma sol da tarde.

Suado que nem uma porra. Mas aí quando eu fico puto, Johnny traz uns convidados muito porreta. Johnny falava, vou animar o meu irmãozinho. E ele falava, pega, pega umas bandas da hora para trazer. Johnny, explica Fala para nós quem veio hoje, por favor, cara.

JPJoão Pedro Ramos

Primeiro vou agradecer aqui a quem me indicou para falar com eles, que foi a nossa amiga Carol Thunder da banda Suti Arrasgado, que, cara, ela é uma grande agitadora de Campinas aqui, musical e cultural. Então ouçam também a Suti Arrasgado, a gente tem um episódio com elas. Ouça que o episódio muito divertido, inclusive. Estamos aqui com eles diretamente de Niterói, bem longe de Campinas, sorte deles. É, então, cara, acabaram de lançar um disco muito bom, disco aliás, e que, bom, eles vão falar um pouco desse novo lançamento.

Yuri e os Terráqueos, estamos aqui com Yuri e Otávio da banda Yuri e os Terráqueos. E aí, como é que vocês estão, meus amigos?

YTYuri Terra

E aí, rapaziada, boa noite, tranquilidade, valeu aí pela oportunidade, mano.

JPJoão Pedro Ramos

Tamo junto, cara. Fala um oi aí, Otávio, também, para aparecer sua carinha.

YTYuri Terra

Ele consegue se desmutar lá?

JPJoão Pedro Ramos

Espero que sim. Ah, pera aí, se desmuta aí, rapaz.

YTYuri Terra

Agora.

OBOtávio Brunet

Boa noite, pessoal, que prazer estar aqui com vocês. Vamos para conversar aí, muito papo.

JPJoão Pedro Ramos

Eu queria que vocês falassem primeiro do novo lançamento, né? Faz uma semana agora, faz 8 dias mais ou menos.

YTYuri Terra

Pois é, hoje é terça-feira, uma semana, uma semana oficialmente para hoje.

JPJoão Pedro Ramos

Então queria que vocês falassem um pouco do disco novo aí, pô. Baita disco, aliás, desde a capa até, bom, tudo, cara. E vocês fizeram um disco mesmo, não é um negócio, ah, juntamos um monte de música, a gente fez aquela cara de disco. Então eu queria que vocês falassem.

YTYuri Terra

Deu trabalho, deu trabalho, mano. Foi, cara, o Para Jorge é muito suor mesmo, cara. Tipo, a gente já tá, as músicas já foram escutas já um processo daí de, sei lá, desde 2022, 23, acho que até 23 para frente ali, né? Na época do nosso primeiro disco, lançamento do nosso primeiro disco, eu já tava escrevendo algumas coisas que vieram para esse. E cara, é um porra, é um sonho realizado também, né? Tipo, lançar um disco desse tamanho, lançar um disco também, pô, bem trabalhado, bem, bem animal assim, cara. Feliz demais com isso, cara.

JPJoão Pedro Ramos

Eu gostei muito que o disco não tem uma coisa que acontece muito hoje em dia, são discos curtos, são quase EPs assim. As pessoas fazem EPs que são ótimos, tudo bem, eu adoro EPs também, mas eu gosto quando a banda tem um disco assim grande com bastante música. Você tem bastante coisa aqui sem nesse negócio de música curta, que agora, ah, vamos fazer música curta porque agora música curta faz sucesso. Vocês fazem músicas bem trabalhadas e com uma construção legal, tanto da música em si, cada música em si tem uma construção bacana de cada canção, e também como uma obra, como um disco.

Então as músicas, elas seguem uma lógica ali, o espaço dela no disco ali. Então isso que eu achei muito bom no Para Jorge. E cara, queria parabenizar vocês pelo lançamento, eu gostei demais.

OBOtávio Brunet

Cara, muito legal ouvir isso porque foi uma coisa muito pensada também. Então a gente fica feliz. Quando a gente começou a pensar no disco assim, de estruturar alguma coisa, né, a gente nem sabia do conceito assim. A gente tinha muita música, né, e ele tinha escrito muita coisa e acumulou, né. Eu lembro que a gente começou a contar as músicas, tinham 32 músicas, cara, era muita coisa. A gente botou tudo num papel A gente se juntou na casa de Helena, né, que canta com a gente também, e a gente começou a brisar no que que saía, o que que entraria.

Então juntamos 16, realmente as 16 saíram naquela reunião, e o trabalho foi como é que a gente vai organizar e contar a história, né.

JPJoão Pedro Ramos

E vocês têm coisa para caramba ainda desse disco que foi escrita, que ainda tem, ainda dá para sair uma parte 2 aí, um Inside.

YTYuri Terra

Dá para sair uma coletânea aí, dá para sair coisa, bastante coisa. Mas é, cara, essa parada, tipo, a gente teve o trabalho de pensar também na vida como um trabalhador assim do dia a dia, até porque nós somos, né, além disso. Mas também tentar no geral ali criar histórias, sei lá, que, que jogassem a cara assim as precariedades que a gente vive aí com as casas por um, com essas coisas todas. Então foi basicamente esse o conceito ali que a gente trabalhou, né, que é a coisa que eu vivo, que muita gente vive, muita gente vive.

E é bem interessante, né, que a gente na hora de montar o disco, a gente parou ali, pensou ele por bloco. Se a gente parar para analisar ali cada 4 músicas, eles têm um universo ali dentro que se ligam e tal. E a gente teve esse trabalho de pensar que, pô, seu trabalho também, que a gente tá postando tudo assim, né, meio que Pô, nossa, a gente dedicou todo tempo, botou dinheiro, botou amor na parada. Por isso que eu acho que saiu tão legal.

JPJoão Pedro Ramos

Sim, dá para ver, dá para ver que foi um trabalho feito bem com vontade assim. É um negócio que dá para passar bem o que eu vi nos vídeos ao vivo, né? Assim, eu ainda não consegui ver vocês ao vivo. Agora já tô na pilha de conseguir ver vocês ao vivo assim que possível. Mas dá pra ver que o show é um negócio que vocês levam muito a sério, assim, a parte do ao vivo ali. A gente vai ver aqui no intervalo e depois no final trechos do show de vocês, pras pessoas também sacarem qual é.

Mas eu queria saber agora, depois do lançamento do disco, como é que vocês estão? Já tem show marcado? Como é que tá essa parte?

YTYuri Terra

É, temos, temos. A gente lançou ao vivo agora sexta-feira passada o Para Jorge pela primeira vez, né, na íntegra. Talvez a primeira em um bom tempo. A gente vai segurar aí porque é muito grande para fazer ao vivo e nem sempre a gente tem esse tempo todo disponível, né. Mas o próximo show agora vai ser aqui em Niterói, no Banda de Casinho. Daqui vai ser a primeira edição do Banda de Casinho na cidade. O próximo já é na sequência Juiz de Fora, lá no Maquinaria, que a gente tá tocando lá também.

Aí, por enquanto, são esses que a gente tá divulgando, mas tem outro já marcado que a gente vai lançar mais para frente aí, que precisa confirmar algumas coisinhas ou outras, gente.

JPJoão Pedro Ramos

Para as pessoas seguirem, como é que elas fazem para ficarem sabendo da agenda e tal, para ficarem ligados?

YTYuri Terra

Yuri Esterhakos em todas as redes sociais, exceto Twitter, que é só @esterrakos.

JPJoão Pedro Ramos

De resto E o Uros Terracos, mas o Twitter a gente pode fingir que ele não existe, não tem problema.

YTYuri Terra

Não, é, a gente usa muito pouco também, usa muito pouco. Só por isso a diferença também, né?

JPJoão Pedro Ramos

Desde que ele perdeu o nome dele, a gente não entra mais. O Zé acho que também não, o Zé não entra desde antes, na verdade, né? Você entrava, cara?

ZVZé Victor Ramos

Eu dei graças a Deus que o meu navegador deu um logout sozinho, esqueceu minha senha, e eu não tinha ela anotada mais assim, porque é um lugar onde você entrar e passar raiva, cara.

JPJoão Pedro Ramos

Eu fiquei mais de ano sem entrar e um dia eu entrei e falei, deixa eu ver como é que tá. Nossa, não dá, cara.

YTYuri Terra

Ainda mais hoje na era da remuneração por tweet, né? Então as pessoas ficam tweetando um monte de coisa pra te fazer raiva, só pra você ir lá e mandar ele tomar naquele lugar, tá ligado? Só aí ele já ganha com isso.

ZVZé Victor Ramos

É que meio que do meu ponto de vista tá tudo virando um fórum assim. A galera, esses cara ricaço, era muito mais fã de ir forchando do que deveria. Tá ligado? E aí eles tão fazendo tudo virar uns forchan do cacete, sem lei nenhuma, com um monte de gente soltando qualquer tipo de coisa que quiser. E aí vira um papo de monarca, manja? Começa a abrir pra qualquer coisa mesmo, aí não dá, mano.

?Voz E

Cara...

YTYuri Terra

É porque existem vários monarcas no Twitter, né, cara?

?Voz F

Sim.

YTYuri Terra

É bizarro, meu irmão.

ZVZé Victor Ramos

Justamente, quando você abre uma mesa pra qualquer retardado, começa a chegar esses Kanye West da vida, tá ligado? Quando você fala o assunto é... pode qualquer coisa, fudeu.

JPJoão Pedro Ramos

É, infelizmente. Aliás, deixa eu aproveitar, interromper, já que a gente falou de fórum, vou falar de, vou falar de coisa boa, vou falar do grupo do Troca-Fitas no WhatsApp, que quem quiser entrar, que não é um fórum desses, porque lá só temos gente fina. Então temos eu, tem o Zé que não fala lá, a gente tá com esse grupo faz 6 anos, o Zé falou 2 vezes.

ZVZé Victor Ramos

Eu falei 2 vezes, mas uma delas foi para fazer propaganda de uma das pessoas que tá no grupo, e eu não tinha me tocado de que o Rafa também tava lá, e Muitíssimo bem vestido, por sinal, com uma camiseta lindíssima do nosso amigo ET.

JPJoão Pedro Ramos

Então, porque assim, o grupo do Troca-Fitas ele tem basicamente eu, o Zé, os apoiadores, que é disso que eu quero falar, e pessoas que já passaram como convidados por aqui. Então Yuri e Otávio serão convidados caso queiram entrar no nosso grupo, porque lá o que a gente fala de música, a gente troca o lançamento disso aqui, lançamento daquilo ali, vocês ouviram isso aqui, vocês viram esse vídeo.

YTYuri Terra

E conversamos, sempre bom recomendações.

JPJoão Pedro Ramos

E aí a gente fica xingando também duas pessoas em específico, o Digão e agora o Marcelo Nova, né? O Marcelo Nova é o novo Digão porque também tá uma metralhadora de bobagem. Mas a gente evita o Digão, a gente tem uma regra lá no grupo que é muito só lá do grupo, que a gente evita falar sobre ele, né? Porque senão, porque ele fala merda especificamente por isso, porque ele é monetizado para isso.

ZVZé Victor Ramos

É, ele, quando ele foi polêmica, é exatamente, é que nem proibido falar do Olavo, porque se você for falar do Olavo vai virar treta, tá ligado? Então não fala do Olavo logo.

JPJoão Pedro Ramos

E aí lá a gente tem a Digão Count, que a gente fica tentando não falar, e aí quando alguém fala, aí tem um gifzinho do Digão Count zerada, porque a gente zera, porque estamos até em dia sem falar de Digão, porque o cara não para de falar bobagem. Ele acabou de fazer uma lá de Inclusive. E apagou, apagou, arregou, pela saco, como ele gosta de falar, pela saco. Então, mas para você entrar nesse grupo tão especial, específico e secreto, você vai no apoia.se/trocafitaspode, e aí você dá todo o seu dinheiro para gente.

Se quiser, melhor do que dar para igreja, já que a gente falou do dia do evangélico. A gente pelo menos vai usar para coisas melhores, né, Zé?

ZVZé Victor Ramos

A gente não— exatamente, a gente também é internauta de rua, a gente também é pedinte online. Se precisar mandar para alguém, manda para nós que a gente compra um braço de microfone fone para o João também. Eu compro uma iluminação melhor para não ficar parecendo que eu tô no filme de terror aqui, ó.

JPJoão Pedro Ramos

A minha testa, a minha testa brilhosa. Mas, e outra coisa que a gente esquece, né, porque a gente não fazia vídeo antes, é falar para as pessoas curtirem, compartilharem, comentarem, dá like, hype, sei lá, qualquer, tudo que tiver aí você pode dar, deu que tiver.

ZVZé Victor Ramos

É exatamente, mas a dica principal é sempre vai dar uma procurada nas bandas que a gente menciona, que a gente se esforça mesmo é para achar da hora para falar daqui, né, Johnny?

JPJoão Pedro Ramos

Exatamente, cara. Já que a gente falou disso, daqui a pouco a gente fala também um pouco mais da carreira do Yuri Sterakis, que a gente vai permear o episódio sobre isso. Vamos começar a trocar recomendações então aqui. Eu queria, José, você quer começar, já que você já tinha?

ZVZé Victor Ramos

Cara, eu peguei, o Johnny me fez um pedido bastante específico de pegar coisas ao vivo, coisas ao vivo que não fossem que não fossem oficiais, porque a gente sabe que coisa oficial é fácil da parada achar. Eu achei um canal, um canal chama Midwestern de Ugalu, e ele tinha um ao vivo de uma banda que eu gosto bastante há muito tempo, que é um ao vivo de uma música que foi a música que me fez gostar da banda. Um amigo meu falou, cara, tem uma banda que faz um ao vivo que ela toca a mesma música de 1 minuto e meio em umas 8 versões diferentes.

Eu falei, ah, não é possível, mas muito da hora isso. É Real Big Fish tocando SNR. Que é uma música de 1 minuto e meio sobre o fim de uma outra banda de ska. É o meu golpe de poder falar de duas bandas ao mesmo tempo. A outra banda é Suburban Rhythm, que é uma outra banda de ska fantástica. E eles fizeram uma música de 1 minuto e meio só reclamando que o Suburban Rhythm acabou. E a música chama É Senar. E eles tocam essa música e depois eles tocam essa música numa versão em cada estilo diferente.

E aí eu acho, se eu não me engano, que essa versão que eu achei ao vivo no Midwestern de Ugalú é uma versão que eles chamam de Master of Rhythms, que eles tocam em todos os ritmos aí o É Senar. Johnny, toca aí, ou melhor, mostra aí. Vai tocar, vai tocar.

JPJoão Pedro Ramos

Não, agora a gente vai inserir aqui a música e ela é ao vivo. Deixa eu só falar para os ouvintes, né? Vocês devem ter acompanhado nossos últimos episódios, a gente tentou burlar de tudo que é jeito. Eu tentei colocar 10 segundos das músicas, caiu assim que eu pus no ar. Então agora a gente vai tentar fazer versões ao vivo e aí a gente vai conseguir, porque a gente é muito persistente com esse podcast. Então fala de novo aí, Zé, o nome dos bagulho tudo aí. Real Big Fish?

ZVZé Victor Ramos

Vamos lá, é a banda Real Big Fish e a música chama Essnar, que é uma referência a Suburban Rhythm, que é uma outra banda que quem gosta de ska vai amar.

JPJoão Pedro Ramos

Então bora, vocês vão ouvir e a gente já volta.

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JPJoão Pedro Ramos

Vocês ouviram aqui Real Big Fish com SNR em todas as versões aí. Se você quiser ouvir a versão original, a versão de estúdio, se possível eu vou linkar aqui no Spotify, caso você esteja no Spotify. E no YouTube você vai na barra de busca lá e faz o que você tem que fazer, porque você sabe como procura música, já que você está ouvindo, assistindo esse podcast. Agora eu queria fazer uma pergunta para vocês sobre a banda. Que eu fiquei falando assim, pô, mas eu ouvi, né, a Carol mandou o som de vocês, eu fui ouvir e eu não sei se foi para o Zé ou para outra pessoa que eu falei que ia gravar e falou assim, ah, mas qual que é o som da banda?

E eu não consegui definir. Então eu queria que vocês tentassem dar uma definida.

YTYuri Terra

Eu pelo menos eu também não consigo.

JPJoão Pedro Ramos

É difícil porque assim, tem um negócio que todo mundo fala, ah, é indie. Indie pode ser qualquer coisa, mano, pode ser White Stripes ou sei lá, Wise Stripes ou Franz Ferdinand, que não tem nada a ver um com o outro, e o LCD Soundsystem, sei lá, ninguém tem nada a ver, é tudo indie. Então não sei como definir assim direito o que ouvir de vocês, porque tem muita coisa ali, tem muita influência, né, cara?

YTYuri Terra

Eu basicamente não consigo definir também. Quando as pessoas me perguntam, eu costumo falar rock suave, mas eu acho que a gente também já não tá mais tão suave assim. Então eu já tô me perdendo também nas minhas próprias respostas, né? Então eu acho que o Otávio sabe definir melhor.

OBOtávio Brunet

É, eu tava, mas tem um dia que eu falei para o Yuri quando eu tava mexendo no som aqui assim, eu não sei, cara, o que que a gente tá fazendo, tá ligado? Tipo assim, geralmente quando a gente começa a gravar um disco, a gente pega às vezes referências de som. Por que que eu tive essa brisa, né? A gente pega referência de som, tá, é isso aqui, playlistzinha, Aí quando foi no meio do processo, a gente dá uma olhada no que a gente separou, cara, não tinha nada a ver, não tinha nada a ver.

E eu acho, eu acho que a gente acabou indo para esse caminho porque a gente não tem também um recurso específico para poder fazer aquele som específico, tá? Eu acho que muito do que a gente faz nesses anos assim de som é a gente foi aprendendo fazendo na raça, né? E quando eu me toquei nisso, falei, cara, tipo assim, eu não vou querer ter aquele som da caixa dos anos 70 sequinho, porque a gente só quer gravar o som e ir embora, entendeu?

Se algum dia a gente tiver essa oportunidade, maravilhoso. Mas só que meio que eu entendi que a gente abraçou essa guerrilha aí, né, de não ser tão criterioso. E meio que a gente usou os equipamentos que a gente tinha aqui, né, e não ficou pensando em timbrar de uma forma específica. A gente foi timbrando de uma forma que a gente achava que que ia ficar maneiro. E eu acho que a gente é um rock alternativo, rock de guerrilha assim, sei lá, muito do que ter ajudado reacender alguma chama em São Gonçalo e Niterói nos últimos anos assim.

JPJoão Pedro Ramos

A gente tava falando do Rio de Janeiro inclusive no grupo, eu não sei se não foi hoje, foi ontem, porque aí nem falando de vocês e nem da cena independente na verdade, mas a gente tava falando do Rio de Janeiro porque vai vai ter, o papo começou porque vai ter o show do Feito no Amor com o Sistema Fodão, por enquanto só no Rio de Janeiro, por enquanto lançaram só no Rio de Janeiro. E a gente falou, pô, o André Barsinski e outras pessoas que produzem tal shows grandes falam que o Rio de Janeiro infelizmente agora tá com público muito menor para shows de rock de bandas internacionais.

O público, a diferença quando é São Paulo e Rio de Janeiro tá muito grande assim, você vê Rio de Janeiro ter 200 pessoas de público e São Paulo ter 1000, assim, é bem uma disparidade muito grande. E Rio de Janeiro sempre foi assim, é um local que os gringos tudo conhece, né, eles sabem falar Rio de Janeiro de qualquer jeito, pelo menos de nome, né. Eles acham que tem jacaré na rua, mas eles sabem que tem Rio de Janeiro. Mas que é um berço do rock, assim, muito assim.

O rock carioca é muito enorme e tem bandas maravilhosas. Mas o que que eu não sei, o que que aconteceu, e a gente tava tentando discutir isso, é para ter essa queda no público, pelo menos em se tratando de bandas internacionais, bandas grandes, shows grandes assim. Por que que isso acontece hoje em dia? Porque o que se falou é que você consegue marcar até em Minas ou Porto Alegre e tal e ter um público maior do que no Rio de Janeiro hoje em dia.

Só que não tem uma definição do que que aconteceu. Eu não sei como é que tá nas coisas, o que que vocês veem isso Cara, eu não sei, né?

YTYuri Terra

Tipo, é bem, é bem diferente mesmo em todos os sentidos, até para banda internacional, banda nacional, até São Paulo, Rio de Janeiro, é surreal a diferença mesmo, sabe? Eu não faço ideia do que possa ser essa parada, mas tipo, não sei se a pandemia teve alguma coisa a ver, tá ligado? Também não sei se Mas eu acho que, sendo sincero, acho que não, cara. Acho que o público do Rio de Janeiro é muito diferente mesmo, sei lá.

OBOtávio Brunet

Não sei, eu tava analisando outro dia também, tentando entender como é que você trabalha com cultura, com som, tipo, nos lugares. Sim, beleza. Tipo assim, eu acho que a gente pode partir talvez do que o carioca ouve mais, grande parte das coisas, e que eu tentei conectar com o trabalho de som. Aqui no Rio tem muito pagode, muito samba. Então, tipo assim, se tu é uma pessoa que quer trabalhar com isso, tu vai ter toda hora uma gig desse tipo de coisa.

Então, e tem a questão de acesso também. Um show internacional é caro, então tá cada vez mais caro também.

JPJoão Pedro Ramos

A gente tava falando primeiro do preço desse do Faith No More, porque tava Eu queria ver, mas ele tá bizarro de caro.

OBOtávio Brunet

Então assim, o carioca vai priorizar o quê, tá ligado? Pensando uma coisa mais geralzona, né? Ir num show de rock que ele consegue pagar R$20, R$30, uma galera que ele conhece, que é uma galera que vai poder tomar cerveja, ficar de boa ali, escutar um som maneiro, tá ligado? E ou se esgoelar para assistir o Faith No More assim, só se for uma coisa assim, se a pessoa tiver condição ou se ela batalhou muito.

YTYuri Terra

Exatamente. Eu acho que ultimamente vale mais a pena para a galera assistir banda cover, tá ligado? Sim, rola em qualquer barra de rock, rola banda cover, é mais barato a entrada, cerveja, tudo muito mais barato. É a realidade também, esse é um bom ponto, né? Porque, porra, o preço muitas das vezes é quase a metade do salário, tá ligado? Então a galera quer ou assisto, assisto ou como, mano.

ZVZé Victor Ramos

Foi para isso que eu desmutei o Mike, tipo A parada é mais ou menos isso, cara. Uns 500 conto que o cara vai gastar num fim de semana da hora, indo, saindo com a galera dele, ele vai botar na mesa, tá ligado? 500 conto seco num show internacional que ele vai chegar lá e a latinha de qualquer 250 ml vai ser R$35, mano. Ou num 500 conto num fim de semana que nem vocês falaram, vai pagar R$40, R$50 no ingresso e vai gastar os outros 250 em cerveja, churrasco, Uber, tá ligado?

JPJoão Pedro Ramos

Então eu falei de banda grande porque eu acho que isso não tá afetando na cena independente, a cena underground, tudo. Eu acredito que essa visão não seja a mesma. Eu acho que assim, os shows devem ter um público meio que, mesmo que não seja gigante que nem o do System of a Down, claro, não deve ter esse impacto de diferenciação com o de São Paulo, acredito eu, né, cara?

YTYuri Terra

É bem diferente, eu acho, que a forma de lidar, né, com o show em si. Eu acho que o público carioca, ele deixa muito para cima da hora as coisas e tal. Pela impressão que eu tive outras vezes indo para São Paulo para tocar e tal, é de que a galera comprava antecipado, mano. Isso aí faz total diferença. É claro que, pô, o valor é muito, é muito diferente para um show do System, obviamente, R$20, na maioria das vezes é no máximo R$35 o ingresso de um show Independência, tá ligado?

Mas eu acho que tem alguns fatores que diferenciam as cenas, a forma de lidar com o público, que poderiam ser diferentes, que não mudariam muita coisa na vida do carioca, vamos assim dizer, sabe? Tipo, eu acho que comprar antecipado, por exemplo, às vezes a pessoa tem a condição de comprar compra antecipada, deixa para comprar em cima da hora. Isso já faz a diferença também no evento, sabe? Eu acho que isso deixa a preocupação também ali do, do— e muitas das vezes também nem vai também, né?

Nem compra assim, né? Tipo, é muito o público ali pequeno da banda que cola, é amigos. Esse, esse é muito isso, né? É muito difícil você ver uma galera diferente vindo para conhecer bandas novas. Geralmente a galera que já conhece acontece que puxa um amigo ou outro, sabe? Não foge muito disso assim. Aí às vezes quando tem um evento maior que tem a banda independente ter oportunidade de tocar, é diferente, né? Tipo, evento maior que eu digo, por exemplo, até o Banda de Casinha que vai vir para Niterói, acho que já chama mais pessoas, né?

Já eu tava conversando até com a Bia, já tem ingressos já vendidos, que tipo a gente tava com show de lançamento que já tinha mais vendidos do que o nosso. Tu tava na porta já, tá ligado? Chegou na hora, deu sucesso, deu quase, quase esgotou, tá ligado?

JPJoão Pedro Ramos

Ótimo.

YTYuri Terra

Mas porra, mas é absurdo só porque pelo nome também, né, mano? Não é nem pelas bandas às vezes, sabe? Às vezes é pelo nome do evento, mas enfim, não vai muito da pessoa também, né, cara?

JPJoão Pedro Ramos

A gente tá, uma coisa que eu pensei quando a gente tava falando isso sobre isso de São Paulo, São Paulo também tem uma cultura que eu acho que o Rio talvez não tem que começou esse negócio das pessoas que vão no show sem saber o que estão, tipo, ah, fui, fui no show lá, aí fui na pista VIP lá, e aí fica tipo, foi, só foi, não sabe o que que tá vendo e tal. Paulistano tem muito esse negócio, né?

YTYuri Terra

Rola muito isso em bares assim que tem uma cultura de banda cover e tal. Mas uma coisa também que facilita muito São Paulo é o deslocamento, né, cara? Que no Rio, por exemplo, A gente que mora no Niterói, é Niterói, São Gonçalo, para ir para um show na Áudio Rebelde em Botafogo, que é onde costuma rolar mais assim, é difícil, mano. Para voltar meia-noite de lá é foda, não tem condução, é só Uber, e Uber é 60, 70 prata. Aí fica difícil mesmo de colar.

Mas aí, tipo assim, quando é Niterói, a gente tenta fazer o esforço, né, mano, porque também em casa assim é Aí tenta colar, pelo menos por minha parte, né? Assim, viajando dos amigos e tal.

JPJoão Pedro Ramos

Cara, deixa eu— a gente tá chegando ao final do primeiro bloco. Antes eu queria só falar com vocês sobre a gravação do disco. Você falou até desse negócio de timbre. Como é que foi a gravação do disco para a gente? Como é que foi feita ela e tal?

OBOtávio Brunet

É assim, a gente fez uma grande parte das coisas, foi feita aqui nessa sala aqui. Então foi caseiro, né? A gente botou uns amplis ali na sala, no corredor, ampli em banheiro, puxou cabo e a técnica era aqui. É, mas o desafio é sempre a bateria, né?

?Voz E

Sim.

OBOtávio Brunet

E a bateria a gente contou com suporte também da galera do que é um espaço cultural também em Niterói, que muita gente faz show lá. A gente colocou o Hudson e o Bento também, que eles ajudaram a gente a captar a bateria. E também a gente gravou, fez um ou dois, foi dois dias na real, dois dias de gravação no Barricada. Barricada é uma associação que a gente faz parte lá no Niterói, né, no DC da UF, uma ocupação que a gente tem construído aí, tem conseguido equipamentos para a gente poder fazer gravações independente, de forma independente, né?

Então foi muito um desejo nosso assim de fazer com as nossas mãos, né, ter essa experiência, aprender fazendo sozinho também.

JPJoão Pedro Ramos

E vocês terem gravado, vocês mesmos gravaram assim, é um negócio que transparece e foi feito com muita qualidade. Assim, pelo menos eu achei muito bem, a mixagem tá muito boa, tá assim uma obra bacana. E assim, dá para sentir que foi, isso não é uma crítica, eu ia falar dá para sentir que foi feito em casa, não como uma crítica, mas como um negócio assim, você fez na sua casa mesmo, você dá para ver que você pôs a mão na massa.

ZVZé Victor Ramos

Isso no sentido mais gastronômico possível, mais mineiro, mais saborosíssimo, tá ligado?

JPJoão Pedro Ramos

Exatamente.

ZVZé Victor Ramos

É tipo, é aqui em casa assim, o podcast vocês não conhecem o formato, mas assim, o Johnny costuma não me contar as paradas para não influenciar, tipo, escolha de músicos, caralho. Então ele me mandou qual seria a banda meia hora antes da gravação, e aí eu toquei aqui, eu já chamo a patroa, já falou quem vai participar hoje, mano. Agradou muito, de verdade. Eu até botei, eu botei um selo, eu gosto de botar apelido. Johnny sabe que eu faço minhas comparações idiotas.

Eu falei que é Rock de menino bom, mano, sabe? É muito bonzinho, cara. É os maconheiro que colava nos meus rolê, que aparecia em casa. Minha mãe gostava de todos, não sabia que tinha nada de errado, tá ligado? Rock de menino bom.

JPJoão Pedro Ramos

Já anota aí, cara. Quando perguntarem o que que vocês tocam, trabalhador, né?

YTYuri Terra

Menino bom, trabalhador.

JPJoão Pedro Ramos

Pô, faz as coisas na raça, faz em casa tudo, artesanal. Rock artesanal.

YTYuri Terra

Não é, cara, tipo assim, esse processo foi muito louco, né? Porque o Otávio, ele mora no Rio, eu hoje moro em Niterói. Então, tipo, cara, eu trabalho de segunda a sábado, mano. Então várias vezes, todos os meus domingos do mês, eu tava indo para casa do Otávio. Minhas únicas folgas eu passava o dia todo lá gravando. A gente fez um, até porque tinha, a gente já tinha tinha produzido bem as músicas, tocando, ensaiando e tal. A gente não tinha uma pressa para lançar, mas eu tava com pressa, né?

Então, porque eu queria muito lançar essa parada, sabe? Então foi nesse rolê também da necessidade de estar indo também, porque são várias bandas envolvidas também dentro de uma banda só. Então a galera tem que dividir o tempo para vários projetos, para trabalho. Então é sempre nessa correria, né? Então acho a gente fez tudo em 6 meses nessas de ida e vinda para o Rio. Otávio vinha para Niterói, a gente gravava na Barricada, no Nil.

E foi porque assim, foi duro, foi difícil, foi cansativo, mas pô, foi maneiro para caramba, né, cara? Tipo, sempre bate aquela saudade depois.

JPJoão Pedro Ramos

Maravilha, cara. Vamos para o intervalo. E o intervalo agora vai ser com um trecho do show do Yurius Terráqueos. E aí eu fui pegar aqui e o negócio saiu, voltou. E vai ser a música Aceitar. Aí aqui, ó, que eu ia falar o nome errado da música. Foi na Porta Bonita, certo?

OBOtávio Brunet

Foi, foi.

YTYuri Terra

A gente gravou esse ao vivo lá com Alemão Siciliano.

JPJoão Pedro Ramos

Muito bom. É, eu assisti, achei muito bom. É por isso que eu falei também do show, porque esse vídeo aqui ficou muito bom. Então vocês vão ficar agora com Aceitar e Yurius Terráqueos. Aí durante o intervalo você já pode seguir eles no Instagram lá e tudo, porque aí vocês já vão saber os próximos shows. E já voltamos então, que a gente vai ter recomendações musicais minha, do Yuri, do Otávio. A gente vai falar mais de som, vai falar mais de tudo que vier à nossa mente, como em todo episódio do Troca-Fitas. Então vamos lá, aceitar Yuri Esterhaki. Já voltamos.

YTYuri Terra

Demorei, mas entendi.

?Voz F

Ninguém quer ficar para trás desse jogo que é a vida. Eu transcendi, eu vivo em paz. Eu vivo em paz, eu me comprometi com tudo que eu respiro, com tudo que eu como, e eu ganhei Sei se lá para não matar, caiu no chão e eu comi.

YTYuri Terra

Foi do meu lado, mas o que não mata engorda.

?Voz E

Quem foi que fez?

?Voz F

É como eu, sofredor, um sonhador que pensa em tudo e não Não tem nada, não tem nada como o ar, ar como fala. Ele te ama, ele te ama como eu. Igual você, como quem quiser, como quem quiser, como quem quiser, como quem quiser.

?Voz E

Voltamos.

JPJoão Pedro Ramos

Espero que vocês tenham gostado do som do Yurius Terráqueos. E se você não gostou, você não tem com gosto musical. Então pode parar de ouvir o podcast, matando com os ouvintes. Não, se você não, cara, ouve direito, porque é uma baita banda. Eu mandei pro Zé, falei assim, dá o play que você vai gostar em 25 segundos. Foi o que aconteceu.

ZVZé Victor Ramos

Então, cara, foi rápido, foi rápido. E assim, se você não gostar da primeira, tem várias, tem várias outras, cara, de verdade. Não é tão, nem, né? Então, mas é que nem tudo é parecido com o que é o anterior, tá ligado? Eu ouvi 3 ou 4 nesses 20 minutos que eu tinha antes do podcast, não tem nada, tinha nada a ver com nada, tudo era mais ou menos rock.

JPJoão Pedro Ramos

Talvez você não seja um bom menino se você não gostou, mas também, cara, aí você vai lá nos Spotify da vida ou no streaming, seu streaming preferido, procura lá Para Jorge e Yurius Terráqueos. Foi lançado hoje, então no dia da gravação faz uma semana, né? Tá aqui na terça-feira, uma semana hoje. Então, e aí tem música para caralho para vocês ouvirem, 16 músicas.

ZVZé Victor Ramos

Músicas.

JPJoão Pedro Ramos

E aí quando terminar as 16 músicas, aí você vai lá no disco anterior deles, e aí você vai lá no Estranho Novo Mundo de 2023, aí você ouve também. Deixa eu ver quantas músicas tem lá. Vamos lá, tem mais música, 9 músicas, ó. Então tem mais coisa, cara. Então vocês vão ouvir tudo porque aí você já compra merch depois. Vocês têm camiseta, essas coisas já? Ó lá, então temos.

YTYuri Terra

No último, no último show a gente tava com a banquinha, a gente tinha camisa tinha boné, tinha pano de prato, aí tinha uns quadros também, através, inspirado nas músicas assim, que eu fiz, eu mesmo fiz aqui em casa.

JPJoão Pedro Ramos

Então, e é o que tá hoje em dia, o que dá banda para as grana, não, que dá grana para as bandas é mais o merch.

YTYuri Terra

Tem lugares que são muito bons de vender assim também, cara. Eu acho bem legal, bem interessante isso. Tem lugares que tem uma cultura também gente comprar merch, tipo Espírito Santo. Espírito Santo, galera lá gosta de comprar merch, cara, é surreal. Isso é muito maneiro, cara. Falando disso, quando dá uma bilheteria legal assim, dá uma galera, também dá para tirar um cascalhinho, né? Não é muita coisa, mas ajuda a pagar uma passagem, alguma coisa assim.

JPJoão Pedro Ramos

Já que a gente falou do merch, vamos falar da capa, né, que a gente falou até em off. Falar da capa do do disco, que a gente, eu e o Zé, somos grandes apreciadores das artes de disco, não só da capa como do encarte, da contracapa. A gente é da época do, do serviço de consultoria.

ZVZé Victor Ramos

Mas assim, ler letra, ler crédito, saber quem foi o artista, mano, é da hora.

JPJoão Pedro Ramos

Eu tinha olho bom na época, né, porque para ler eu lia tipo, não precisava do óculos. Agora, hoje em dia, o encarte precisava ter uma fonte 14 ali para eu conseguir ler. Mas a capa, vamos falar da capa, que vocês usaram uma capa. Eu gosto muito de capas assim como vocês fizeram, assim, que é uma capa que não é uma capa, eu não sei nem definir, eu ia falar não é uma capa fácil assim, você bate e fala assim, ah não, é uma capa conceitual com uma foto aqui.

Eu queria que vocês falassem, você falou um pouco em off, né? Se quiser falar aí um pouquinho sobre como ela foi feita.

YTYuri Terra

Cara, essa capa aí foi inclusive você falou da contracapa, para quem quiser ver a contracapa tem no nosso Instagram. Lá no Spotify só vai ter a capa e os créditos lá, mas a contracapa tem no nosso Instagram lá e tá bem maneira também. Mas, cara, essa capa foi muito louca porque a gente tava no processo pensando, né, tipo eu e o Flip. O Flip foi quem fez a capa, né, Flip Mags. Aí a gente tava pensando como seria e ele trouxe uma ideia de fazer algo com câmera de segurança, né.

Tá, que é, aí descobriu sobre usar e como fazer isso. Tipo, eu tava com uma ideia muito clara de fazer alguma coisa com as câmeras dos ônibus, sabe? Tentar acessar de alguma forma ou pegar aquela câmera, aquela televisãozinha que tinha na frente, que tem, não sei se os ônibus são iguais em São Paulo, no Rio deve ser, mas tem a televisão, uma telinha que ele vê a porta de trás e tal, alguma coisa assim. Aí nesse de pensar A gente descobriu que aqui em Niterói tem câmera pública que todo mundo pode acessar da Nittrans, né, que é o negócio de trânsito, de agência de trânsito de Niterói.

A gente descobriu isso, cara. A gente foi para rua, escolheu o melhor ponto ali para olhar as câmeras que tinha, né. Aí comecei a correr lá na frente da câmera igual maluco, lá na Capaçamba. Comecei a correr no meio dos carros. Aí tinha uma parada engraçada, que a câmera tem um delay de 3 minutos mais ou menos. A gente teve que entender que tinha um delay de 3 minutos, teve que— foi o maior processo. A gente passou um domingo inteiro ali correndo na rua.

Tipo, como eu falei, eu só tenho domingo em casa de folga, trabalha igual um condenado. Então eu tirei meu domingo para correr na rua, já é o ponto, né? Correr na frente de um sinal, de uma câmera de segurança. E outro fato engraçado também sobre essa câmera de essa que recentemente passamos lá, né, ela foi roubada, né. Então virou um marco histórico aí, pegaram os últimos momentos da coitada.

OBOtávio Brunet

Não tem mais a câmera lá.

YTYuri Terra

A gente até tirou umas fotinhas assim da câmera destroçada, roubada. Mas foi engraçado fazer essa capa assim, até porque a gente também fez essa, a gente tava com isso na mente, mas a gente também fez outras fotos para casa caso não desse certo, né, que não fosse só contando com a câmera de segurança. Mas aí acabou que essas fotos vão virar promocionais mesmo, porque a capa deu super certo lá, câmera de segurança. Eu fiquei muito feliz com o resultado também.

O Felipe, né, o Felipe Araújo, o nome dele, ele mandou muito bem assim na capa, em todo o processo, capa contra capa, encarte. Achei bem, bem absurdo assim o trabalho dele.

JPJoão Pedro Ramos

É um comentário É, vocês estão levando CD em show e tal?

YTYuri Terra

Então, o CD a gente levou, a gente tava com alguns CDs piratas que a gente mesmo gravava, fazia na caneta e tal. Mas aí agora a gente já tá com uma remessa para chegar aqui de CDs do Para Jorge com capinha, tudo bem bonitinho assim.

JPJoão Pedro Ramos

Te interrompi, Otávio, pode mandar.

OBOtávio Brunet

É, desculpa, eu também. Eu acho que só vale destacar, eu acho que o processo do Felipe também, né, ele gosta sempre de se desafiar, né, do processo. Então ele meio que assim, cara, se eu tenho que ficar cortando vários papéis e ter mil pedaços de papéis para fazer alguma coisa, ele corta, sabe? Então ele trouxe isso para o projeto, né, e tem a ver também nos pegar todo o contexto, né, questão de trabalho e tipo quanto que leva tempo e esforço levou para fazer alguma coisa.

Esse é avalio ali da capa também. O Felipe também tem muitos projetos muito bons, vale a pena vocês verem aí. Ele inclusive fez o projeto da capa do Terno Rei, daquele álbum Gêmeos também.

JPJoão Pedro Ramos

Ah, legal!

OBOtávio Brunet

Assim, ele tem um currículo absurdo, então foi um prazer enorme assim trabalhar com ele também.

YTYuri Terra

E acredito que você gostava também, igual a gente.

JPJoão Pedro Ramos

Fala, José.

ZVZé Victor Ramos

Não, como ouvinte eu tenho que falar como sempre falo, cara, obrigado por criar. E aí, se vocês me permitem filosofar um pouco, cara, eu acho que esse processo que a gente conversa com— eu tenho a oportunidade de ser um bosta irmão de um cara muito bem, com uma lista de contatos muito diversa, que me dá oportunidade de conversar com vários jornalistas e fazer essas perguntas bestas e perceber que tipo vocês todos trabalham num carinho caseiro muito gostoso, cara.

É muito legal saber que tem muita coisa que tipo vocês falam, vocês vêm aqui desabafar do quanto é difícil, do quanto foi feito na dedola, tá ligado? E é muito legal porque para mim eu vejo isso como uma declaração de amor à música, que tipo é foda, é trampo, e vocês têm que enfiar na agenda, e o tempo de estúdio é limitado. E aí tem o dia que sei lá quem foi eletrocutado porque o microfone tava errado, tava Obrigado, mano. A gente já ouviu de tudo aqui, cara.

Eu queria parabenizar vocês pela dedicação, que de verdade não é todo dia que tá um dia bonito, né? Todo dia que vocês vão se olhar da hora no estúdio, que tá ligado, porra. E passar por tudo isso, passar aí um bagulho de uma hora e meia, passar aí tudo isso para poder trocar ideia e falar, mano, parabéns pelo trampo, de verdade, de coração. E obrigado por continuar criando, porque a última vez que eu ouvi um bagulho que me bateu assim, eu falei, mano, vai entrar na minha playlist de domingo, foi super combo, sabe?

OBOtávio Brunet

Faz tempo, tá ligado?

ZVZé Victor Ramos

Então assim, para minha dica pessoal para galera que você deu algum jeito de ouvir, não gostar, vocês ouviram no dia errado, mano. Põe na playlist de domingo, dica do pai, confia em mim, cara.

JPJoão Pedro Ramos

Vamos continuar nossas trocas de recomendações aqui para dar tempo de todo mundo fazer, tá? Eu vou falar minha rapidinho porque eu peguei uma ao vivo aqui. Essa aqui é a banda, todo mundo conhece, mas ela é muito subestimada. Eu já falei dela aqui. Vou falar novamente da banda do nosso amigo Alfie Sá, chamada Rumbora. Rumbora é uma das melhores bandas de sua geração e muito subestimada, porque ela tem uma trinca de CDs incrível.

E aí eu peguei a música que foi o single, primeiro single do terceiro CD, que ele foi um pouco menos ouvido, que foi depois de um intervalo ali que eles tinham estourado com Mapa da Mina, tocava na Malhação, etc., tal. Aquele segundo disco rolou legal. Esse terceiro disco é uma formação diferente, em trio, né? Chama Trio Elétrico esse disco. E ele tem muito mais influência de dancehall, de reggae. Na época eu falei com o Alfie, né, quando eles vieram tocar em Campinas, que Campinas tinha shows, era legal.

E aí eu falei, pô, me recomenda uns sons aí para ouvir. O que ele tava ouvindo era Queens of the Stone Age na época, em 2004, e Xampô. Ouve os discos do Xampô, tá muito foda. E, cara, esse disco ele transparece tipo esses dois lados assim, ó, shampoo e com o Stone Age, chama Trio Elétrico, o disco. E aí vocês vão ficar agora com uma versão ao vivo no Gordo a Gogó, ó, para vocês lembrarem que a MTV existiu e a MTV tocava muita coisa legal, especialmente nesses programas, com Freio de Mão, que é o primeiro single.

Ele tem muito desse baixão, dancehall, e vocês vão reparar. Então vamos embora, Freio de Mão, vamos lá!

?Voz E

Às vezes até o fim pode ser o melhor. O que tava ficando ruim vai terminar na base melhor. Porque quase nada é perfeito, mas sempre tá defeito. Não é culpa de ninguém. Eu não tenho, eu vivo sem, eu não vou Ser teu freio de mão, vai viver os teus sonhos, convém dizer, eu não vou ser teu freio de mão. Não se tira a liberdade de ninguém, é um preço impossível de pagar, até uma O amor morre também se a alma sufocar. Não, não, nada nunca é perfeito, quase sempre tá defeito.

Não é culpa de ninguém, não. Se eu vou pro ar, tu não vem. Eu não vou ser teu freio de mão. Vá viver os teus sonhos como bem quiser. Eu não vou Eu não meto o freio de mão, vai viver os teus sonhos como bem quiser. Eu não vou, eu não meto o freio de mão. Viver os teus sonhos como bem quiser. Eu não vou, eu não meto o freio de mão. Viver os teus sonhos como bem quiser. Viver o teu sonho não se tira liberdade de ninguém.

JPJoão Pedro Ramos

Você acaba de ver então Rumo Embora com Freio de Mão. E vamos para as próximas recomendações, depois a gente continua. Vamos fazer um bloquinho recomendação agora então. Já o Zé já fez a dele, então quem de vocês quer começar aí?

YTYuri Terra

Vamos lá, posso começar então?

JPJoão Pedro Ramos

Manda, manda, cara.

YTYuri Terra

Eu fiquei bem na dúvida, cara, sobre o que recomendar. Eu queria muito recomendar bandas de amigos, banda daqui da galera da cena daqui de Niterói, São Gonçalo. Tem muita banda boa aqui, então dá uma atenção para galera daqui também, que vale a pena. Mas eu tive que selecionar uma e eu selecionei a banda que meio que divide integrantes com a gente. Meio que divide não, é totalmente dividido. Que até mais acabou, banda de nossa banda irmã aí, nossos amigos.

É a música Esconderijo, que é uma música nova que não saiu ainda, vai sair no próximo álbum deles, só saiu nessa live.

JPJoão Pedro Ramos

Ó, aí sim, exclusivo! Tem que fazer uma vinheta exclusiva aqui, né? Não é a primeira vez, não é a primeira. Agora com esse negócio do ao vivo, a gente tá conseguindo coisas. A gente tá conseguindo coisas do tipo. Então vamos lá, repete, repete para mim então o nome do Tem Mas Acabou. Como é que é o nome da música?

YTYuri Terra

Tem Mas Acabou Esconderijo.

JPJoão Pedro Ramos

Vamos lá então, fiquem com Tem Mas Acabou Esconderijo exclusivo no Troca-Fitas. E aí vocês já sigam depois a banda. Tem Mas Acabou, inclusive, grande disco do Pato Fudo. Vamos lá e a gente já volta. Pronto, já voltamos. Vocês ouviram, tem, mas acabou. Acabou. É, se procurar Temas Acabou no Instagram, o pessoal vai achar, né? Provavelmente vai ser o perfil Temas Acabou, acho.

YTYuri Terra

Inclusive, esse álbum do Patafu, eu gosto muito também, cara.

JPJoão Pedro Ramos

Cara, é uma banda também, outra banda que apesar dela ser mainstream, tipo, tocar para caramba, ela é subestimada pela qualidade que ela tem, também pela, por ser tão ampla. Cada disco tem um, depois acabou ficando uma coisa mais, tem alguns discos, né, que eles fizeram que são um pouco mais daquele jeito, a Fernanda atacar e tudo, são poucos, porque a maioria é uma zona, né, tipo, eles vão para muitos lados. Isso que eu gosto na banda.

E eles já foram até indicados, não sei se foi a Billboard, a Spin, alguma dessas revistas lá de fora, e colocou ele, tipo, das 100 melhores bandas do ano, tava lá o Patafu, a única brasileira assim.

OBOtávio Brunet

Referência máxima.

JPJoão Pedro Ramos

É, porque especialmente uma coisa que é deixada de lado são as músicas que encanta o John, que são as que eu gosto. Eu gosto muito das músicas do John, que era no começo, né, o vocalista principal. Depois que a Fernanda acabou pegando mais, mais esse lado aí. Mas eu gosto muito do Patufu, especialmente por eles irem para tudo que é lado assim, não terem medo. Daí eles vão lá e lançam um disco só com brinquedo fazendo som. Os cara, eles vão e fazem.

YTYuri Terra

Eles têm até um programa, né, eu não lembro qual o canal fechado, que tem, que é muito maneiro. Eu lembro que quando a gente foi para São Paulo a última vez, a gente ficou assistindo esse programa lá na casa que a gente ficou. E pô, muito maneiro, cara, muito maneiro mesmo.

OBOtávio Brunet

Eu fiquei emocionado inclusive vendo, sei lá, era um ao vivo, tipo num teatro, e tava lá os Fantoches tocando os instrumentos, tudo com música, tudo costumado de brinquedo, né?

JPJoão Pedro Ramos

Sim, sim, mas é, mas é, mas eles brincam mesmo. Tem um documentário É um mini, eu acho que é um mini doc assim, ou entrevista, mas que o John falou, cara, é a turnê mais difícil de se fazer porque você tem que afinar um gatinho de brinquedo, cara. Como que você afina um gatinho? O estoque de pilhas, ele falou, é enorme que a gente tem o estoque de pilha porque não pode falar, não pode falhar a pilha na hora. Então você tem que afinar tipo um foguetinho que faz o barulho de tal, você tem que afinar uns negócios loucos.

OBOtávio Brunet

Assim.

JPJoão Pedro Ramos

Então é uma turnê muito difícil de fazer, mas que eles gostam muito de fazer. Eu não sei se eles ainda fazem, mas de tempos em tempos eu vi que eles já voltaram mais de uma vez, né? Teve duas vezes isso aí.

YTYuri Terra

E aí teve, eles têm um programa mesmo, tipo, que rola interação com os fantochezinhos muito além do show mesmo, né? Sim. É, eu acho que eles têm esse programa, eles lançaram até temporada nova final do ano passado, alguma coisa assim.

JPJoão Pedro Ramos

É, foi, foi. Eles fizeram, eu não sei nem se no programa são as mesmas músicas ou se eles fizeram mais ainda para o programa, que eu não acompanhei, mas é um trabalho doido, né? É um negócio meio Pink Floydiano assim de mexer com essas coisas. Tem um negócio do Pink Floyd que eu li uma vez que eles iam fazer um disco que foi abortado, não rolou, seria só com objetos de casa, na real, assim, só com objetos de casa, mas não fizeram.

Mas quanto a isso, tem os nossos amigos do Antiprisma, fizeram Coisas de Verdade, né, um disco que saiu Já vai fazer 2 anos, cara, mas é um grande disco. E eles usaram alguns objetos em uma música meio que nem os Titãs, assim, que nem os Titãs no Blask Blom ali. Fizeram com, tem chapéu, sapato, moeda.

YTYuri Terra

Já me dá vontade de fazer também, mano, papo reto.

JPJoão Pedro Ramos

Eu acho isso foda, eu sempre acho foda.

YTYuri Terra

Queria ter sido o primeiro a pensar.

ZVZé Victor Ramos

Eu ia super falar, cara, aqui no podcast a gente é super a favor do experimentalismo, mas a gente não faz a mínima ideia do trabalho que dá. Cara, ficar sabendo que você tem que afinar pato de borracha já me dá ideia muito besta do que pode fazer com a turnê do pessoal, sabe?

JPJoão Pedro Ramos

Eu acho que era o teclado de gatinho que ele falou que tinha lá, que fazia miau miau. Ah, tem uma música, eu acho que é pior que agora eu lembrei até qual é, porque meu filho gostava, que é a versão deles de palco do Gilberto Gil. Começa com um gatinho, teclado de gatinho fazendo miau miau miau miau miau, e era aquilo que ele tinha que tipo deixar o negócio funcionando. E tem que ter um backup, eu acho que eles devem lançar várias versões do brinquedo, porque vai que explode, né?

Você sabe, brinquedo é foda. Brinquedo, você mexeu um pouquinho torto, o bicho já não quer mais, cara. Otávio, manda a sua aí. Eu quero interromper, já que você tá bebendo água.

OBOtávio Brunet

Não, tranquilo. Então eu pensei também, foi muito legal você ter direcionado para o ao vivo também, que me fez pensar mais. E eu vou indicar a droga Cara, eu particularmente não lembro agora o nome da música, eu teria que pegar aqui no—

JPJoão Pedro Ramos

depois a gente, a gente, eu incluo. Bom, quando eu coloco, eu coloco escrito também.

OBOtávio Brunet

Então eu mandei para o Yuri aqui, é importante falar porque é uma música que eles tocaram pela primeira vez ao vivo.

JPJoão Pedro Ramos

Ah tá.

OBOtávio Brunet

E eu achei linda, né? Eu tava nesse show, a gente fez um rolê em São Paulo e foi um jeito que a Drogma, que é uma banda cabeçada pelo Álvaro Mendes, que é um guitarrista, compositor, cantor da Baixada aqui do Rio de Janeiro. E ele fez um som de duo com a Helena Quadros na percussão e ele com a voz com ela e ele na guitarra também. Deixa eu ver se eu consigo pegar aqui.

JPJoão Pedro Ramos

É porque assim, vou falar para os ouvintes, é a música tá no meio de um show aqui, então para pegar não dá para falar assim, não, vamos ela tá lá, tá ali no meio. Então por isso que acaba sumindo, ainda mais por ser uma música que não tá no vídeo.

ZVZé Victor Ramos

Esse é o momento que o Johnny se arrepende de ter virado um jornalista de audiovisual, porque ele vai ter que trabalhar com minutagem.

JPJoão Pedro Ramos

É uma das coisas que a gente aprende na faculdade, esquece 2 minutos depois. O que eles mandaram aqui é a minutagem, tá?

ZVZé Victor Ramos

Melhor tipo de convidado, mano. Eu tive um cliente esses dias que me mandou uma planilha com todos os endereços de imóvel que ele queria, cara. Eu fiquei assim, eu adoro esse tipo de gente, cara.

OBOtávio Brunet

Aqui achei, ó, Sensações Delimitadas, o nome da droga, ótimo nome.

YTYuri Terra

Então é difícil de lembrar mesmo, você passa, você passa bem aí que é difícil de lembrar esse nome mesmo.

JPJoão Pedro Ramos

Vamos lá então com Drogma, Sensações Delimitadas, e a gente já volta.

?Voz F

Azul, aqui é de dia, já viu muita cara. Só se é azul, feliz de ver.

?Voz E

Obrigado.

YTYuri Terra

É a primeira vez que a gente toca essa música.

OBOtávio Brunet

Ele falou, pode ser aquela que a gente não ensaiou.

JPJoão Pedro Ramos

Voltamos. Sensações Delimitadas do Dogma. A gente viu, ó, o Otávio pesquisou, encontrou, porque assim acontece. Agora a gente vai entrar nessa nova fase do Troca-Fitas, que vai ter os ao vivos aqui. Mas eu vou pedir para você, ouvinte, você gostou do que você ouviu, ou você que fala, putz, queria ouvir, vai na versão original, caso tenha, né? Lógico, a gente tocou aqui algumas músicas também que ainda não tem versões, versões de estúdio.

É uma coisa que aí a gente fica com exclusividades também. Então Spotify às vezes ele fode com a gente, mas a gente dá a volta por cima e fode com ele de volta, porque assim que a gente trabalha com esses.

ZVZé Victor Ramos

Exatamente, esse podcast ele se recusa a ser estrangulado pela indústria musical eletrônica das internets. Então se algum dia a gente for necessário, a gente vai tocar em MIDI ou a gente vai fazer, sabe aquela que faz? Foda-se, a gente vai falar de músicas, se for necessário.

YTYuri Terra

Vai tocar aquele ringtone de celular que você comprava por SMS?

?Voz E

Sim.

JPJoão Pedro Ramos

Ah não, a gente aprende a tocar violão, a gente faz uma versão violão ao vivo aqui, eu e o Zé. A gente vai fazer uma versão, mas é isso que estamos fazendo, cara. Toda vez que vocês falam que são de Niterói, eu venho na minha cabeça Karol de Niterói. Por que será que a Karol de Niterói, MC Karol, ficou tão gigante, cara? Niterói virou sinônimo de Carol de Niterói, cara.

YTYuri Terra

Não tem como não pensar em outra pessoa, né, cara? É muito difícil.

JPJoão Pedro Ramos

Pois é.

YTYuri Terra

E ela representa mesmo. Paulo Gustavo, outras pessoas assim, mas Carol de Niterói sempre a primeira que vem, pô.

JPJoão Pedro Ramos

Ela pôs o nome, ela pegou o nome, cara, pegou, pegou e pôs, meteu no peito. É Carol de Niterói. É isso.

ZVZé Victor Ramos

Celebridades locais são difíceis, né, Johnny? Aqui em Campinas tem algumas, mas são são todas mais viajadas assim, mas a Carol de Niterói marcou demais, cara. De Campinas, eu tava até falando em off, mas assim, esses bagulho de nome é muito pesado para mim, pelo menos eu valorizo um bom nome. Eu tava falando para os cara, é como, sei lá, ouvinte de música comum, eu acho Yuri Sterraks um nome fantástico, mas como marqueteiro eu acho melhor ainda, cara. Puta nome!

JPJoão Pedro Ramos

Cara, já que eu citei a Carol de Niterói, deixa eu só falar para os ouvintes aqui, se vocês quiserem ter momentos inesquecíveis, procurem a parceria que teve de Carol, MC Carol e MC Gorila juntos cantando junto, cara. Isso foi maravilhoso. Então não esqueçam, porque a gente não costuma tocar funk aqui, mas respeito máximo, tá? Especialmente essa dupla aí, essa dupla dinâmica, porra. MC Gorila, inclusive, estamos desejando melhoras aí, que ele tá doente.

Fez ali, ele tá com, está, eu tô tentando ficar, fique tudo bem com MC Gorila, porque eu sou fã do MC Gorila, cara. Já entrevistei ele.

ZVZé Victor Ramos

No assunto funk, que a última vez que eu entrei no assunto funk online, eu entrei numa discussão porque eu tava tentando dizer para alguém que funk era MPB e a pessoa se negava a dizer que não. Eu posso trazer essa discussão para cá? Eu acho que é um ponto comum.

JPJoão Pedro Ramos

Eu concordo com você, não É que MPB é tão amplo que nem eu falei no começo. MPB, indie, é amplo, cara. MPB, música popular brasileira. Você pode falar que o Raimundos é MPB porque é uma música popular brasileira. Você pode falar que, sabe, é um negócio que englobava. MPB foi o pós-tropicalismo ali, né? É MPB.

ZVZé Victor Ramos

Eu não sou velho o suficiente para ter vivido, mas para mim me tem o jeito que o funk é tratado hoje em dia, me tem o retrogosto do samba. Samba, sabe, de ter sido proibido e ser coisa de favelado e essa merda toda. Eu só ouço, então eu ouço essas coisas, só parece que eu tô ouvindo falarem do samba, manja, mesmo sem ter vivido.

YTYuri Terra

Era, era, eu acho que esse é o problema quando você dá um nome às coisas que estão sujeitas à interpretação dos outros, né, mano. Aí as pessoas vão, tá ligado, vai ter essa discussão sempre.

JPJoão Pedro Ramos

Então assim, vocês que fazem, vocês tocam rock e tal, a gente também A gente sempre foi do rock. O Zé tem um pé a mais, um pé e meio no rap, que ele gosta muito de rap. Eu também gosto, mas assim, o Zé é muito mais que eu, até muito mais descolado. Mas cara, para quem gosta de rock, toca rock, é chato você lidar com as pessoas que ouvem a mesma coisa que você e são muito preconceituosas com qualquer outro estilo, né? Fica assim, só rock presta.

Os rock wins da vida, cara, é muito, eu acho insuportável. E aí tem, se você segue alguma coisa no Instagram tal dessas coisas, tipo, ah, vou seguir essa rádio rock, vou seguir 89, a rádio rock, porra, você vai ver cada lixo sendo escrito ali, cara. Então comentário bizarro. E uma coisa que acontece, a gente já citou várias vezes, eu não quero entrar de novo nesse assunto, mas entrarei um pouquinho. Como o ouvinte médio de rádio FM de rock é resistente a qualquer coisa nova, qualquer banda nova, qualquer artista novo, qualquer— o comentário vai sempre ser: que lixo, que bosta. Especialmente se tiver mulher na formação, aí você vai ver o negócio.

OBOtávio Brunet

E eu vejo isso sempre que alguma rádio tenta apostar em uma banda nova, rola muito assim, é muito chato, é muito É uma coisa também, eu acho que particularmente também a gente tá querendo entender como é que é toda essa indústria, né? A gente tá querendo saber mais no detalhe, de curioso, e porque a gente, né, quer saber como funciona essa máquina melhor, ainda mais quando a gente tá aprendendo fazendo, né, na raça. E realmente eu gosto, eu gosto de ouvir rádio.

Inclusive eu consegui consertar um rádio Antigo, muito foda. Aí eu achei na Praça XV aqui, consertaram. Só que é isso, tipo assim, por que esse conforto com música de fora, sabe? Será que é porque a gente cresceu ouvindo isso, né? Eu acho que a gente fazendo som, a gente pegando essas referências e estudando e conhecendo mais pessoas, a gente acaba entendendo que é importante a gente ver as raízes de onde a gente veio, do Brasil, entendeu?

Então eu, por isso que a gente aqui que faz o som, os amigos e amigas assim, a gente acaba se influenciando e buscando coisas novas. Então a gente tem que se desafiar também, sim, entendeu? A gente tem que parar de, ah, porra, não é porque você ficou ouvindo esse som quando você era moleque, tá ligado, que é o conforto. Eu, por exemplo, eu sou viciado em Pink Floyd, viciado em Pink Floyd. Mas eu tenho essa minha autocrítica, tipo assim, mano, já deu, tá ligado?

JPJoão Pedro Ramos

Então é que nem eu sou muito fã de muitas bandas que eu— e as bandas que eu sou muito fã são as que eu mais critico assim. Tipo, eu sou muito fã do Chili Peppers, só que ao mesmo tempo eu fico assim, poxa, cara, é porra, já Tipo assim, comigo aqui, tá ligado?

OBOtávio Brunet

Tipo, eu aprendi, meus primeiros solos foi do Gil, mora ali, tá ligado? Tá ligado? Pega essa ref e cria teu bagulho, tá ligado? Tipo assim, eu passei a estudar carimbó, tá ligado? Total, paraense, que é minha família, tudo de lá. Junta essa porra, cria, mano. Quando eu peguei essa visão, é a melhor coisa. Não precisa desmantelar tua ref, entendeu?

JPJoão Pedro Ramos

Sim, fazer um carimbó. Mas assim, a referência pode ser transformada ali dentro do liquidificador e virar outra coisa, que é o que eu vejo os artistas grandes, que o próprio Pink Floyd, cara, eles assim, eles não pegam uma coisa ali, eles reproduzem a coisa igualzinho, e é isso aqui, cara. Eu vi o último disco da Rosalía lá para longe, né, vamos para Espanha, pode Referência. Quanta coisa ali, cara! Muita, muita coisa. Isso é uma coisa legal quando a banda faz isso.

A gente já tava falando, você falou do lado do Norte, né? A gente, quando a gente falou de músicas que foram versões exclusivas ao vivo, foi uma banda lá do Norte que chama Lelita Pavone, né? E, cara, eles também misturam tudo lá, só que não é um negócio assim, tipo, ah, vamos ficar tocando da sua música. Tem muito do de lá de Belém e tal, mas não é reproduzir o que já foi feito, sabe? Eu acho que isso que deve ser feito. E assim, vocês fizeram em casa, né?

Isso que é legal, isso que fez o negócio ficar muito mais foda. Então eu acho que— e aí vocês ainda têm esse negócio de tentarem também trabalhar uma coisa da região que vocês estão aí, né? Tipo, você falou muito das bandas aí, não só, vocês falaram bastante de Niterói, mas do Rio de Janeiro em geral, né?

OBOtávio Brunet

Sim, dá para ver também que a Yuri Sterrakis tem uma identidade de como fazer som assim. Eu acho que isso eu falando como fã, né? Porque eu entrei na banda como fã também de Yuri, né? A vida me apresentou dele. Mas o Yuri é um dos melhores compositores que a gente tem aqui no Rio, assim, e é muito foda, assim, poder trabalhar com uma música já muito boa assim que dá para você tocar no violão facilita muito as coisas, né? Então ele sabe, o que eu vejo dele também, que ele sabe botar uma imagem muito boa na letra, você imaginar as coisas, ele sabe sabe botar umas métricas muito diferentes também, juntar as palavras.

Eu não sei como é que ele faz isso, entendeu? Mas é uma coisa que assim, isso que eu falei, tem umas músicas que no Para Jorge que tem identidade da Yuri Sterracci lá de 2017, 2018 ali, né? Um jeito de tocar no violão, uma levada Pink Floyd, mas só que eu vejo É porque é o Parajós, tem esse rolê de evolução de todo mundo, do Andrew, do batera, do Yuri como vocalista, compositor, guitarrista. Tem que mencionar, falar muito do Wilson.

O Wilson foi, era o baterista da Eurostars no início, e a vida fez com que ele saísse. Aí tem um arco sem o Wilson, e o Wilson volta agora tocando baixo. Ele não sabia tocar nada assim, tipo, das músicas, mas o moleque caiu para dentro, sabe? Tipo assim, o nível de evolução assim, a gente meio que tava sem baixista e a gente tinha que gravar, e eu gravava os riffs aqui, e o moleque foi lá e hoje ele tá tocando tudo, sabe? Muito bom, sabia?

JPJoão Pedro Ramos

Uma transformação.

OBOtávio Brunet

Exato. E E você vê uns vídeos nossos de 2018, sabe, é muito orgulho assim que a gente tem que ter. Aí você bota a Lena, que é uma, acho que é uma das melhores vozes da nova música no Brasil, na minha opinião, e também a sensibilidade dela, as ideias que ela dá, entendeu? E eu fico muito feliz, sabe?

JPJoão Pedro Ramos

É bom você ser fã da banda que você está, é uma coisa muito Cara, é gostoso ouvir você falando isso assim.

ZVZé Victor Ramos

Dá para ver a alegria que vocês estão de poder lançar o bagulho que vocês fizeram com tanto carinho, tá ligado? Porque acho que também transparece, caso uma banda não esteja se entendendo, tá ligado? Dá para perceber no álbum quando tem alguém ali que tava numa vibe diferente. E o Johnny, como bem falou, o álbum tá muito bem construidinho. A gente adora esse tipo de viagem que começa numa vibe, vai para outra, tem uma fase, mano.

Pelo jeito o Otávio deve até conhecer que parece ser fã de progressivo. A minha banda favorita é Corrida em Cambria, cara, sabe? É um rock, é um rock progressivo que tem 15 mil estágios, é quase um Naruto aquela merda. A gente é super fã de construções assim e de mexer com o audiovisual completo. A gente é órfão da MTV, cara, não preciso falar mais.

JPJoão Pedro Ramos

Isso é um debate que ainda vai entrar. Eu quero fazer um debate um debate sobre a importância dos clipes, cara, porque a queda no mundo dos videoclipes— ainda tem quem tem muita grana, faz, né? Tipo, a Lady Gaga vai lançar um clipe, todo mundo vai ver, tudo bem. Mas, pô, quando tinha MTV, até tem banda independente que tinha clipe ali que o cara só com a ideia dele ganhava o negócio ali. Puts, aí tinha uma alta rotação na MTV porque o clipe pegou, sabe?

Isso não existe mais, infelizmente. Apesar de ter uma puta de uma exposição, YouTube deixar a banda subir, o negócio dele viralizar, vamos pôr aspas, né, como viralizava na MTV, morreu infelizmente. Mas enfim, as coisas vão transformando e a gente vai dançando conforme a música, que nem a gente tá fazendo com a versão nova do Troca-Fitas. Tá chegando no final do episódio, que a gente bate papo, o tempo passa rápido. Esse aqui passou mais rápido que o primeiro, inclusive, esse bloco. Eu acho que o Yuri travou, então ele está muito parado ali. Ah não, pronto.

ZVZé Victor Ramos

Mas se a voz não travou, tá bom.

JPJoão Pedro Ramos

Não, mas a voz tá vindo, então não tem problema.

YTYuri Terra

Estão me ouvindo?

JPJoão Pedro Ramos

Sim. Não, a voz tá indo. Então é isso, isso que mais importa. Podcast, a gente é do podcast, para nós podcast é áudio. A gente só grava o vídeo agora porque é quase obrigatório.

YTYuri Terra

Só detalhe que a voz às vezes trava, então se eu não responder o que vocês me perguntarem é porque eu entendi, eu vou falar também.

JPJoão Pedro Ramos

Estamos chegando ao final agora. Só queria agradecer a vocês por terem participado aí e agradecer a Carol por ter mandado vocês para nossa, para o nosso podcast.

ZVZé Victor Ramos

Sem querer abusar da memória de vocês, mas já abusando, se alguém quiser deixar arroba, canal YouTube, qualquer merda, fica à vontade. Se quiser falar que tá vendendo pastel, falar o bairro, a gente não tá nem aí, cara. Espaço é de vocês.

YTYuri Terra

Eu vou falar que eu acho que não tô interrompendo ninguém. Não sei se vocês estão ouvindo ainda. Então segue a gente lá no @yuristerrax, Instagram, Spotify é @yuristerrax também, YouTube @yuristerrax, tudo @yuristerrax. Segue lá que a gente, a gente acaba sendo uma banda muito ativa em vídeo também, que a gente gosta muito de postar o que tá legal. Então vira e mexe você vai achar um vídeo aleatório que a gente não divulgou no YouTube.

E do nada também a gente às vezes posta um IP aleatório. Então fica sempre ligado que a gente tá sempre lançando alguma coisa.

JPJoão Pedro Ramos

Muito bom.

OBOtávio Brunet

Uma indicação aqui também, sigam o Selo Barricada, tá? Eu acho que sempre bom relembrar que a gente tá nessa associação de artistas e bandas independentes. Lá tem muita banda maneira também que tá associada. Então, @selobarricada no Instagram. E em Niterói a gente tá sempre movimentando um pico lá no DCE, fazendo show, fazendo evento para fazer ativações artísticas, oficinas, né? Então a gente tem muita coisa pela frente aí. E fiquem de olho, Niterói tá no mapa, hein, galera?

Pode colar, manda mensagem, nós Fiquem, fiquem à vontade para mandar mensagem, são sempre bem-vindos.

JPJoão Pedro Ramos

Maravilha. Ó, quando vocês forem no Instagram aqui, vocês vão aqui, ó, Yurius Terráqueos. Aí você clica aqui, ó, e aí você seguiu, e aí você vai ser uma pessoa mais feliz. E agora, para você ser uma pessoa mais feliz ainda, você vai ficar com Morto, a música do Yurius Terráqueos, ao vivo no Porta Maldita, que foi um baita de um show. Assistam inteiro depois, a gente tá passando os trechos aqui, mas você vai lá no YouTube, põe o nome da banda, que aí você vai encontrar o show inteirinho com mais músicas.

Aí você já segue também o canal deles lá, faça tudo isso, segue a gente, comenta, compartilha, hypa, faz todas essas coisas. É muita coisa, você tem que fazer um monte de coisa para a gente ter um pouquinho mais de audiência. Mas a nossa audiência pode não ser grande, mas ela é muito boa porque ela está a fim de ouvir bandas diferentes, fiel e curiosa. Johnny, exatamente. Então, se tudo der certo, semana que vem tem mais Troca-Fitas com mais discussões musicais e não musicais. E é isso, né, Zé?

ZVZé Victor Ramos

Sim senhor, senhor. Eu tô aqui tentando fazer de conta que eu não tô fazendo barulhos no fundo, porque a vizinhança está barulhenta hoje.

JPJoão Pedro Ramos

Uns barulhos bizarros aí, cara. Então, barulhos bons. Fiquem agora com Morto de Olhos Terráqueos, e semana que vem tem mais Troca-Fitas.

?Voz E

Obrigado.

?Voz F

Obrigado, boa noite, boa sorte.

?Voz E

Valeu, galera, valeu, abraço!

?Voz F

Dos anos foi ficando muitos dias de prazer e o corpo foi aceitando que não queria mais, a mente trabalhando. Meu corpo já parou porque tá muito cansado. Ele tá muito cansado, cansado. A gente foi parando cada segundo, passando devagar. Bem gelado, já deitado em um piso bem legal. Ele tá morto, morreu. De cansaço, morto, ele tá morto.

?Voz E

Correu de torturar, parar.

?Voz F

De cansaço, de amor, de tanta dor, de tanto dar, dar, dar.

S03E08 - Yuri Terra e Otávio Brunet (Yuri e os Terráqueos) | Castnews Index — Castnews Index