Avanços tecnológicos que estão revolucionando o cuidado com a visão - Dr. Gabriel Botelho e Dr. Edmundo Almeida - #204
Nesta live especial da RetinaPro, o Prof. Dr. Edmundo Almeida e o Dr. Gabriel Botelho conversam sobre as inovações que vêm transformando a oftalmologia, trazendo mais precisão nos diagnósticos, segurança nos procedimentos e novas possibilidades de tratamento para os pacientes.Uma oportunidade para entender como a tecnologia está impactando diretamente o futuro da saúde ocular.🔔 Inscreva-se no canal e ative as notificações para acompanhar nossos conteúdos semanais.🔗 Acompanhe a RetinaPro:👉 Instagram: https://www.instagram.com/retinaproclinica?igsh=MTN1ZzQ3NmRhaDZmcQ==👉 Grupo WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/EhBuhk3OBg55dyO2pSJ3YI?mode=gi_t👉 TikTok: https://www.tiktok.com/@retinapro?_r=1&_t=ZS-968m0TEH5cK#RetinaPro #Oftalmologia #Retina #SaúdeOcular #Tecnologia #Visão #Inovação #Live🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5505835896143872
- Tomografia de Coerência Óptica (OCT e OCTA)Revolução do OCT na retinologia · Análise das camadas da retina com OCT · OCT Angiógrafo (OCTA) para análise de vasos · Aplicações do OCTA: diabetes, oclusões, degeneração macular · Exames não invasivos
- Microscópio Cirúrgico e Cirurgia 3DEvolução dos microscópios cirúrgicos · Cirurgia 3D em oftalmologia · Vantagens da cirurgia 3D para o cirurgião e equipe · Documentação e gravação de cirurgias em 4K
- Roberto de LucenaHistória e invenção da lâmpada de fenda · Alvar Gullinstra · Uso no exame clínico oftalmológico · Exame de fundo de olho com lente condensadora · Tonômetro acoplado à lâmpada de fenda
- Cirurgia ocular e pós-operatórioTécnicas antigas de cirurgia de catarata · Implante de lentes intraoculares · Lentes de foco estendido · Preconceito contra o implante de lentes
- Tratamento de Moscas VolantesCausas e percepção das moscas volantes · Diagnóstico e mapeamento de retina · Opções de tratamento: vitrectomia e IAG laser · Riscos e benefícios dos tratamentos · Adaptação do cérebro às moscas volantes
- Diagnóstico e Tecnologias OftalmológicasO que é o buraco macular · Sintomas do buraco macular · Exames para diagnóstico: retinografia e OCT · Tratamento cirúrgico (vitrectomia) · Fatores prognósticos para o fechamento do buraco
- Topografia de Córnea e Disco de PlácidoPrincípio do Disco de Plácido · Evolução para a topografia de córnea · Origem portuguesa da invenção
Boa noite, meus amigos da Retina Pro, boa noite, internautas. Sejam bem-vindos a mais uma live, pontualmente às quartas-feiras, às 8 da noite. Meu nome é doutor Gabriel Botelho, eu sou médico oftalmologista aqui da clínica, especialista em catarata, retina e vitro e doutor em ciências visuais pela Unifesp. E hoje nós temos mais um tema de live muito interessante, né?
Por quê? Nas últimas décadas, a oftalmologia passou por várias revoluções tecnológicas, né? E a gente vai navegar hoje por inovações que transformaram o diagnóstico oftalmológico e a cirurgia, né?
ajudando a devolver visão para várias pessoas. Então, imagine que há 50, 60 anos atrás, a gente dependia basicamente de poucos exames, do oftalmoscópio, da lâmpada de fenda, e hoje, em poucos segundos, nós temos aparelhos que conseguem imagens panorâmicas, tridimensionais.
da retina e até mesmo da circulação ocular, nem mesmo tocar no paciente, né? São exames não invasivos. Não que o exame clínico, né? O exame clínico tradicional, ele fique de lado. Pelo contrário, o nosso exame clínico, oftalmológico dentro do consultório, ele é sempre primordial. E ele nos guia para poder pedir os exames complementares, né, gente? Então, eu vou abrir um parênteses aqui na live, que assim, nós temos muita tecnologia dentro da oftalmologia. Isso daí traz uma revolução no tratamento.
Mas nada vai substituir o nosso exame clínico, que é ele que nos guia tanto no diagnóstico, quanto no tratamento e quanto na solicitação dos exames pertinentes. Então, estamos aqui em mais uma live, né, pessoal? Lembrando que aqui a gente traz conteúdo de qualidade, baseado em ciência, e a gente também não está aqui para mudar a conduta de nenhum médico, né? A gente sabe que cada caso deve ser vivo de forma pessoal.
E hoje eu convido a vocês o professor doutor Edmundo Almeida, que foi professor de muitos médicos aqui da cidade. É uma honra, professor, ter o senhor aqui com a gente. Ele é, inclusive, um dos fundadores da Retina Pro, que teve essa ideia brilhante de trazer a nossa cidade para a nossa cidade, essa clínica que eu tenho muito orgulho de fazer parte.
Boa noite. Estamos aqui prontos. Eu sou Edmundo Almeida, médico oftalmologista da Retina Pro. Sou professor da Universidade Federal do Pará e da Estadual do Pará. E tenho doutorado...
na Universidade de Minas Gerais e pós-doutorado na Universidade da França. Mas o meu forte hoje é a retina pró, minha paixão. Vamos juntos, vamos lá. Então, o doutor Edmundo teve o prazer de participar da mudança na oftalmologia em várias eras, né, professor?
Conta um pouquinho aí da sua história, quando o senhor voltou lá da França, do seu bós-doutorado, o senhor trouxe um aparelho chamado Lâmpada de Fenda, praticamente no colo do avião, eu acho interessante isso. Foi exatamente isso que você falou, eu trouxe no colo com a minha filhinha recém-nascida, Marina.
de dois meses no colo, eu trouxe a lâmpada de fenda dessa forma. Porque a lâmpada de fenda era uma lâmpada de fenda suíça, que até hoje é uma lâmpada de fenda fantástica. Para vocês terem ideia, eu tenho essa lâmpada de fenda há 45 anos, ela nunca teve um defeito. Então, maravilhoso ter um aparelho assim de uma durabilidade incrível. Agora, a lâmpada de fenda, Gabriel, ela revolucionou a oftalmologia.
Por que ela revolucionou a oftalmologia? Porque ela colocou o microscópio para ver o olho de uma forma fantástica que até hoje é usada. Esse indivíduo que bolou esse aparelho chama-se Gullinstra. Alvar Gullinstra, um sueco, nasceu em Estocolmo, que imaginou essa lâmpada de fenda e até hoje...
é claro que ela foi modernizada, mas o princípio dela é fazer um corte óptico de todas as estruturas do olho e vê-la no microscópio. Então, é por isso que é chamado biomicroscópio, microscópio em vida. Então, isso revolucionou a oftalmologia mundial. E até hoje, esse aparelho é usado, ele é mandatório. Todo oftalmologista tem esse aparelho, tem que ter esse aparelho. Porque ele que permite que você...
avaliar todas as estruturas do olho, desde os cílios, da pálpebra, conjuntiva, córnea, câmara anterior, íris, cristalino, vitor, retina, nervo óptico, enfim. Todas as estruturas do olho são estudadas neste aparelho. Então, ele realmente revolucionou esse homem brilhante que foi Gullin.
E até hoje, a sua sala lá, que tem a sua lâmpada de fenda que o senhor trouxe lá da França, é a preferida dos médicos, então a gente tem um carinho muito grande também por essa lâmpada de fenda do Dr. Edmundo, que tem que deixar exatamente do jeito que ele está acostumado a deixar, não é, professor? Dá para ver aí a lâmpada de fenda na imagem? É muito de velho, não é?
Mas está disponível para todos os colegas que quiserem usar. Eu não sou egoísta, não sou egoísta nesse ponto. Os aparelhos são para a gente dividir, dividir conhecimento, então é muito bacana isso.
Tá. Então, eu acho que a gente abordou bem, né, gente? A lâmpada de fenda, ela faz parte do exame clínico-oftalmológico. O microscópico, a gente vai ampliar todas as estruturas do olho, né? O cristalino, que é a nossa lente natural, onde o olho consegue focar a imagem, a íris, a córnea, a conjuntiva. Então, a gente consegue ver...
de modo muito amplo, todas essas estruturas, e anotar isso daí, tudo ir no prontuário do paciente, para a gente ter evolução, né? E através também de uma lente condensadora, né? Uma lente de 90 ou 78, de optrias, a gente consegue, com essa lâmpada de fenda, fazer o exame de fundo de olho, né? E a gente consegue ver detalhes do nervo óptico, da retina do paciente.
E fazer um exame bem completo, legal. E a gente tem que lembrar também que a gente tem um tonômetro que pode estar ocupado dessa lâmpada de fenda e a gente vai medir a pressão do paciente. Então, ela consegue nos dar muitos detalhes, né? Muitas informações específicas de cada caso. E a gente já passou pela lâmpada de fenda. Vamos comentar agora sobre o microscópio cirúrgico, né, professor? A revolução também que o doutor Edmundo acompanhou até chegar nesses microscópios atuais.
O senhor quer comentar? Gabriel, quando falo para os meus estudantes, tanto da Federal quanto da UEPA, eu digo para eles que na época que eu comecei a residência, que eu fiz a residência médica, só tinha este aparelho e aquele aparelho que a gente coloca na cabeça que é o oftalmoscópio binocular indireto. Não tinha mais nada além disso. Então, assim, não tinha retinógrafo, não tinha OCT.
enfim, não tinha nenhum aparelho mais. Hoje nós temos um parque de aparelhos que nos ajudam muito. A ciência médica, ela evoluiu muito com a tecnologia. Toda parte da ciência médica hoje, qualquer especialidade, hoje eu estava conversando com um colega que...
no laboratório aqui em Belém, né? Então, talvez, engraçado, quando a gente era estudante, o único aparelho que nós tínhamos era o raio-x, não tinha nem ultrassom, cara. Então, assim, era propedeutica pura, era olhar o paciente, examinar o paciente, escutar o paciente, palpar o paciente, enfim. E aí, mas a tecnologia veio avançando de uma tal forma, invadindo todos os órgãos, que hoje você não vive sem ela, né?
No entanto, tem um lado que não é muito bom disso, que encareceu também a medicina, porque esses aparelhos são super caros. Você estava falando agora, por exemplo, da cirurgia 3D que a gente tem na retina pro, que a gente coloca um óculos 3D e vai operando, olhando lá na tela de televisão, vai operando, olha aqui, essa foto aqui, que é interessante. Quer dizer, é uma tecnologia fantástica, fantástica, você fica com...
Sim, a câmera está acoplada ali, só projetando na tela, e você vê em 3D isso, em três dimensões. É um negócio de um avanço sensacional. É possível também fazer no microscópio? Claro que é, mas essa tecnologia também veio dar um plus mais, principalmente para ensinamento, porque você pode colocar várias pessoas dentro da sala cirúrgica, cada um com o seu óculos 3D.
E também ensinar, mostrar o que você está fazendo e todo mundo está vendo ao mesmo tempo. Isso é uma coisa muito legal também para o ensino, sabe? Exatamente, professor. Então, a gente tem a parte cirúrgica, todo oftalmologista para operar o olho, é uma estrutura muito pequena, a gente precisa de algo que vai ampliar. A gente vai usar um microscópio, então nós temos um microscópio convencionado, que ajuda a gente a visualizar as estruturas intraculares durante o seu...
cirurgia e nós temos também o sistema de 3D que a gente mostrou a foto aí né que é uma estrutura acopada ao microscópio e vai trazer a imagem para uma TV de alta definição e a gente com óculos que vai conseguir enxergar em 3D e a gente vai ter diversas vantagens do sistema né a gente está aqui em que a gente é bem apaixonado por operar em 3D
No dia das cirurgias eu fico bem empolgado, né? A gente está ali e nem parece que está trabalhando, né? Está fazendo o que a gente gosta. E qual é a vantagem do 3D, né? Primeiro, para o cirurgião, a gente consegue ter mais conforto durante a cirurgia, ter uma postura mais ereta. Isso é bom para a nossa coluna, né? A iluminação, a gente pode reduzir também a iluminação, que é...
incidida no olho, né, e aplicar uma iluminação maior na tela. A gente tem uma ampliação um pouquinho mais maior da profundidade e do campo, né, ou seja, a gente tem uma esteropsia, uma visão em 3D melhor das estruturas. Toda a equipe está acompanhando, né, então é muito legal lá na Retina Pro, a gente tem uma equipe muito bem alinhada no centro cirúrgico, né, nós temos profissionais fantásticos lá que trabalham com a gente.
Tem vermelha, a leite, né? A TAG sempre está com a gente lá. E todo mundo está olhando a cirurgia, então está atento. Então, às vezes eu estou operando, eu não preciso nem falar, né? O próximo passo da cirurgia, que está todo mundo alinhado, olhando na TV. Eles já vão abrindo os instrumentos ou então os materiais. A gente nem fala, né? A gente só gesticula, a gente consegue ter mais dinâmica durante a cirurgia.
E tem um fato muito interessante, que é a questão da documentação. A gente consegue filmar essas cirurgias e ter uma reprodução depois em 4K, seja para apresentar algum caso interessante no Congresso. A gente tem uma reunião clínica lá na clínica todo mês, então a gente discute os casos diferentes entre os médicos, a gente pega outras opiniões.
o paciente sair ganhando e ter várias opiniões de um caso só, isso daí é muito bom para o nosso crescimento também como médico, porque aqui ninguém é dono da verdade. A medicina é constante... Tem uma pergunta aqui do Danilo, qual a tecnologia a medicina está trabalhando para tratamento das moscas volantes? Lamentável que uma medicina menospreza...
esse tema está corroendo minha saúde psicológica. Olha, Danilo, eu queria dizer para você que tem lives sobre isso, então a gente não menospreza esse tema não, até porque muitas vezes as moscas volantes são oriundas de roturas retinianas que levam ao descolamento de retina.
Toda pessoa que vai com essa queixa de mosca volante, a gente faz um mapeamento de retina para ver se tem alguma alteração na retina periférica e trata com laser. Agora, o habitual é que a partir de 50 anos, todo mundo tem a mosca volante.
Aí você pergunta, tem tratamento? Tem, tem tratamento que é a vitrectomia, que é uma cirurgia que a gente faz. Mas assim, o que eu costumo... Hoje eu falei com uma paciente, olha, você está com mosca rolando, mostrei para ela, o seu cérebro vai se acostumar com isso, você não vai ter nenhum prejuízo. Eu acho que se eu operei dois casos na minha vida, de 40 anos de oftalmologia...
Eu acho que se eu perei dois casos foi muito, porque você sabe que toda cirurgia tem seu risco, e como a gente tem a experiência de tantos casos que a gente viu de alimosca volante, que sabe que o paciente vai se adaptar muito bem, a gente não indica de cirurgia. Exceto talvez no caso seu, que você está corroendo, como você fala, a sua saúde psicológica. Então, eu sugiro a você que consulte com o retinólogo.
E aí ele decide se vai fazer a vitrectomia ou não. Lembrando sempre que é uma cirurgia, não existe o IAG laser, que é um tipo de laser que a gente pode usar para fragmentar essa mosca volante, torná-la...
mosquinhas, digamos assim, às vezes também não é satisfatório. Mas tem tratamento sim, e isso nunca foi menos pesado não, viu, Daniel? Tá bom? E nós temos lives sobre isso. Se você procurar lá Moscas Volantes, você vai ver lives sobre isso. Tá bom? Um abraço.
Exatamente. Olha, sobre a mosca volante, a gente recebe muito no consultório, então tem muito discutido entre os médicos. Sobre o tratamento, a medicina está em constante evolução, inclusive está acontecendo um congresso mundial de pesquisa em oftalmologia, em Denver, a ARVO, e sempre tem alguma coisa nova lá sobre a mosca volante. Quando eu estava fazendo doutorado lá na Unifesp, há uns oito anos atrás, mais ou menos, tinha um colega que ele estava estudando o IAG laser para a mosca volante.
Só que começou a ter alguns efeitos colaterais como rasgaduras na retina, né? Porque você dispara um laser ali numa gelatina e essa gelatina está aderida às vezes na retina, ela pode contrair e dar umas rasgaduras.
Então, isso é um risco, né? Então, todo procedimento que a gente faz em medicina, seja ele muito leve, ele tem um risco associado. Então, quando a gente indica qualquer cirurgia ou procedimento, a gente tem um risco e benefício. O outro tratamento, né? Claro que o IAG laser é algo que ficou muito de lado, né? Tem casos muito específicos, né? Isso ainda é estudo, ainda não está tanto assim na prática médica. É a vitrectomia, conforme o doutor Edmundo comentou, né?
Mas isso daí a gente vai fazer mais para aqueles casos que estão com muita opacidade no vidro, que a mosca é muito grande, muito densa. Central, né? Central, atrapalha o vidro do paciente. Só que assim, a cirurgia é segura, mas ela tem riscos pequenos, mínimos tem. Só que às vezes o paciente ainda fica com alguma mosca volante residual. Às vezes o paciente é muito sensível, tem uma visão muito boa e ele acaba tendo.
Mas isso daí eu acho que o teu caso tem que ser personalizado, tem que ser avaliado e a gente vê o que seria melhor. Gabri, tem outra pergunta aqui sobre o buraco de mácula. Se tem um aparelho para buraco de mácula, então responda aí para nós, por favor. Vamos lá. Márcia Cruz, boa noite, Márcia. Que prazer ter você aqui com a gente. Bom, se tem algum aparelho para buraco de mácula, eu entendi que seria algum exame para diagnosticar o buraco de mácula, certo? Pois é, é isso aí.
Então, o que acontece? A mácula é a região central da retina, onde a imagem é formada de maneira mais, digamos assim, delicada, mais...
fidedigna. E se a gente tem uma condição chamada buraco macular, a gente vai ter uma falha nesse buraco, nessa mácula. Então, uma interrupção da retina. Uma falha chamada buraco macular. E o que a pessoa pode ver? Ela pode ver naquele olho que ela tem um buraco, ela pode ser uma mancha no centro da visão, uma falha na visão. E isso daí a gente vai diagnosticar esse buraco macular.
No exame que a gente comentou agora de fundo de olho, que pode ser com a biogloroscopia de fundo com a lâmpada de fenda, a gente vai ver uma área vermelha no centro da retina, que vai ser aquele buraco. E a partir daí a gente vai documentar esse buraco com dois exames. Um vai ser a retinografia, que é uma fotografia da retina, e o outro vai ser a tomografia de coerência óptica, o famoso OCT. Não é um tomógrafo igual àqueles que tem de hospital, um aparelho menor.
um exame super seguro, em dolor, e ele vai delimitar o tamanho do buraco, como é que está, se é um buraco macular de grande tamanho ou de pequeno tamanho, e vai, digamos assim, guiar a gente no tratamento, saber se esse tratamento vai ser cirúrgico, o que a gente pode poder fazer. No geral, os buracos maculares, o tratamento realmente é cirurgia, a cirurgia segura, a gente faz uma cirurgia chamada vitrectomia.
Em geral, a gente tira a tração que tem ali na borda do buraco, na retina, removendo uma membrana e colocando um gás dentro do olho, onde esse gás, em resumo, vai pressionar a borda do buraco e esse buraco vai tender a fechar.
Aí a Marcia continua aqui a pergunta, para operar com mais certeza de fechamento? O exame seria realmente o OCT de mácula. A gente mede o tamanho do buraco e consegue ter fatores prognósticos, a chance do buraco fechar. Então depende muito do tamanho dele. Quanto maior, menor a chance. Mas cada caso tem uma técnica específica, apropriada, para a gente ter uma maior taxa de sucesso na sua cirurgia. Você quer comentar alguma coisa, professor?
Não, não, acho que está correto. Agora, assim, é uma cirurgia que é arrojada, digamos assim, uma cirurgia muito delicada, né? E como você falou, nem sempre a gente consegue fechar o buraco. Evidentemente que tem uns dados que a gente usa, que vem do exame do ACT, né? Para medir o tamanho do buraco, né? Ver se vale a pena operar ou não.
mas é uma cirurgia segura, no entanto, às vezes a gente não consegue fechar o buraco, tem que levar isso em conta, mesmo com toda a tecnologia hoje, às vezes a gente tem dissabores, não é uma cirurgia, digamos assim, absolutamente que vai fechar, entendeu? Mas o tratamento do buraco macular é cirúrgico.
E duas coisas importantes, então. Vamos resumir aqui. Um, para dar o diagnóstico de buraco macular, é o ACT, ponto. E a retinografia também ajuda. E o outro, a cirurgia, em função dessas medidas, seria indicada ou não. E aí é uma...
a orientação do próprio médico, que vai dizer, olha, a chance de você fechar o buraco nessa cirurgia é X ou não, mas não é uma coisa, digamos assim, 100% segura que vai fechar. Você tem, às vezes, casos que você não consegue. Principalmente aqueles buracos mais antigos, de grande tamanho, por aí vai. Isso aí. Vamos aproveitar e falar um pouquinho do ACT, professor. O que o senhor acha?
O OCT, eu estava hoje mostrando para um colega, esse colega médico que está comigo hoje, mostrando para ele como ele revolucionou a retinologia, essa parte da retina, da análise.
Só para a gente ter uma ideia, a retina, histologicamente, ela tem em torno de um milímetro. Então, ele consegue, esse aparelho consegue, e ela tem, histologicamente, dez camadas. Então, esse aparelho consegue mostrar todas essas camadas.
E assim, a gente, cada camada, digamos assim, alterada, a gente casa com uma doença, né? A doença X atinge mais essa camada interna, a doença Y, a camada mais externa. Então, assim, foi um exame que revolucionou.
a propedeutica da retina, sobretudo da mácula, e também dando prognósticos das doenças, em função dos achados que a gente tem. E a gente tem mais modernamente o OCTA, a tomografia angiógrafa, que a gente chama, que mostra os vasos da região macular.
É um trabalho, é um aparelho muito interessante, sobretudo para aquelas pessoas que têm diabetes, que têm hipertensão, que fazem oclusão de veia, oclusão de artéria, que a gente analisa áreas de isquemia nesse aparelho. O que é interessante, Gabriel, acho que tem que frisar muito bem para os nossos internautas, é que todos esses aparelhos que nós falamos até agora, nenhum toca no olho.
Isso é legal, não é? Então, você não precisa ter medo. Você sobe o queixo lá e a gente vai fazer o exame, o técnico vai fazer o exame, mas sem tocar no olho. Porque às vezes a pessoa pensa, será que vou tocar no olho, é uma tomografia, vou entrar no aparelho? Não existe isso. A pessoa coloca o queixinho lá no aparelho, o aparelho capta essas imagens e depois manda para a gente examinar. Então, é um exame que a gente chama de exame não invasivo.
Então, é excelente, um negócio fantástico. Eu sou apaixonado por essa tecnologia, que a gente consegue mostrar essas estruturas tão pequenas, de uma forma maior, de uma forma bem estudada, para definir as doenças e, consequentemente, definir os tratamentos.
Exato. Então, o professor resumiu muito, o OCT, que é a tomografia que a gente tem do nosso olho, e a gente tem também o OCT angiógrafo, que é a tomografia combinada com a angiografia, só que sem a necessidade de enjeção do contraste. Então, vai ter o OCT e a gente vai estudar os vasos da retina.
E aí como é que funciona essa tecnologia? Ele utiliza o movimento das hemassas para mapear a microvasculatura da retina e também da coroide. Então é um exame fantástico que a gente tem aí. Ele é um exame de grande angular que a gente tem na...
na clínica, ou seja, ele consegue mapear todas as áreas, os ângulos da retina, que antes, regiões mais periféricas, nos aparelhos mais antigos, a gente não conseguia enxergar essas regiões pelo OCT, né? Então, lesões antes passavam desapercebidas, né? Despercebidas, quer dizer. E hoje a gente consegue ver com OCT áreas de isquemias periféricas, né? Alterações das retinas periféricas.
E eu acho interessante que a gente vai com esses aparelhos novos redescobrindo a forma como as doenças se comportam no nosso olho. Eu acho que isso é muito legal. Esse exame veio também para aqueles pacientes que tinham alergia ao contraste, por algum motivo não queriam fazer o contraste, para fazer a angiografia tradicional com contraste. Ele veio aí para ajudar a gente com esses pacientes que não podiam, por algum motivo específico, não fazer o contraste.
E é um aparelho que é muito útil para pacientes que têm diabetes, principalmente retinopatia diabética, que é a alteração do olho causada pela diabetes. Às vezes, mesmo caso que a gente olha no consultório, são muito iniciais, a gente coloca nesse exame, a gente já vê que tem alterações mais profundas no OCTA, nas angiografias. A gente usa também para...
oclusões venosas, né, para uveítes. A gente usa também para uma doença chamada degeneração macular relacionada à idade, que cursa um paciente com mais de 70 anos, é muito importante a gente ter esse exame. E também para diversos pacientes, né, que às vezes tem uma miopia um pouquinho alta, né, e a gente quer estudar melhor a retina desses pacientes. Então, a gente tem diversas indicações.
O senhor quer comentar agora, professor, sobre a evolução da retinografia? A retinografia não existia na época que eu fiz residência, sabe, Gabriel? Ela veio depois, né? Que também é um exame invasivo, não invasivo, né? É um exame que faz uma fotografia do fundo de olho.
que é extremamente útil. Eu estava dizendo para esse meu colega hoje, que a gente estava conversando, trocando ideia, e assim como os nossos antecessores eram muito espertos, muito inteligentes, eles conseguiam, com aquele oftalmoscópio pequeno, focando no olho, fazer o desenho das doenças. Eu tenho livros antigos.
que mostra o desenho que eles faziam, um negócio fantástico. Como é que o cara com aquele oftalmoscópiozinho e a cirurgia de retina, viu, Gabriel? Era operada com aquele aparelhinho assim. Olha só, que evolução nós tivemos. Que evolução nós tivemos. Então, isso realmente nos dá, melhorou muito a recuperação das doenças oftalmológicas em função de um diagnóstico mais preciso, também de um tratamento mais preciso.
Então, é muito interessante de você ter essa tecnologia. O problema é que essa tecnologia é cara, não é, Gabriel? Claro, sim, caro. Tudo é muito caro. Se você tem um parque de aparelhos como nós temos, precisa reunir uns 10 colegas para poder comprar um aparelho desse, fazer empréstimo, pagar no primeiro ano, e ir pagando com juros subsidiados, porque senão você não consegue comprar.
nos dá uma segurança profissional muito grande. E assim, a gente projeta lá na clínica, na Retina Pro, a gente pega esse exame que é feito e projeta na televisão mostrando para o paciente, olha, aqui você tem um buraco, está vendo o tamanho do seu buraco? É muito grande, olha aí a altura com a largura. Então, o prognóstico não é bom de operar, acho que não tem mais indicação de operar você, ou tem, entendeu? Então, a pessoa está vendo aquilo, ela não está só olhando para você.
e acreditando em você, ela está vendo ao vivo, digamos assim, né? Olha, está aqui o seu buraco, né? Está aqui a sua alteração estrutural da sua retina, está aqui a sua vascularização que está comprometida, né? Então, assim, é muito legal porque essa interação com o paciente fica muito fácil, né? Por exemplo, hoje, vamos voltar lá na moscavolante, hoje eu era uma colega médica, ficou aí mesmo.
e ela tinha uma mosca volante, estava incomodando, era uma mancha que tem no centro, aí eu mostrei para ela com o exame, que realmente a mancha fica bem no centro, sabe? Eu digo, olha, aí tem duas opções, eu acho que o teu cérebro ainda vai se acostumar com isso, porque eu também tenho mosca volante, conforme eu disse, todo mundo acima de 50 anos vai ter mosca volante, é fisiológico, e eu conheço minhas moscas, se eu olhar para uma superfície branca, por exemplo, se eu estiver deitado e olhar para o teto que é branco, eu vejo minhas mosquinhas todinhas.
O problema é, eu conheço minhas moscas, já sei que tem aquela quantidade de moscas. Agora, aparecer um bando de moscas, aí corra no médico, que alguma coisa aconteceu. Isso chama atenção, porque a gente fala que é fisiológico, que todo mundo vai ter, mas tem hora que não. Tem hora que é um achado importante. Uma hemorragia vítrea, por exemplo, pode dar isso, um rompimento de vaso pode dar isso, um rompimento da retina também, que vai levar ao descolamento da retina, pode dar esse sintoma. Então, assim, moscas volantes...
tem que fazer mapeamento de retina. E o colega vai ver, essa mosca volante é fisiológica. Esse descolamento do vidro é fisiológico, a sua mosca é fisiológica, não se preocupe. Agora, apareceu demais, aí não, aí já é diferente, aí você vai ter que saber a causa disso.
O senhor contou algo muito interessante, professor. Eu tinha um paciente, eu tenho ainda um paciente, e tinha umas moscas volantes. Isso incomodava muito ele, era pouco. E eu sempre acompanhava ele com a retinografia panorâmica.
Ele realmente não tinha nenhuma rotura, nada. E ele tinha o meu telefone, né? Porque ele estava muito preocupado com essas moscas. Até que próximo, no Natal, ele mandou uma mensagem numa quinta-noite. Ele falou assim, doutor, esse olho da mosca, eu comecei a ver uns raios de sangue. Aí, opa, eu fiquei alerta. Falei, olha, tu vai amanhã, oito horas, lá na clínica comigo.
Ele foi lá, ele estava com uma hemorragia vítrea, e no ultrassom, que é um exame que a gente faz quando a gente tem opacidade de meios, ou uma catarata muito alta, ou hemorragia vítrea, que a gente não consegue ver a retina, a gente faz o exame de ultrassom. Nesse ultrassom, eu vi a hemorragia vítrea, a retina estava colada, só que tinha uma rasgadura na retina.
E aí, gente, quando a gente tem um caso assim, né, uma hemorragia vítrea, com uma rasgadura na retina, a gente considera uma cirurgia de urgência. E eu fiz na mesma manhã, quando eram 11h30, a gente já estava com ele entrando no centro cirúrgico, né, eu consegui operar ele na hora do almoço, e eu operei, né, a gente removeu o sangramento com a vitrectomia, fez laser na rasgadura, terminou o olho com gás, né, pra esse gás pressionar a rasgadura, evitar que tenha descolamento e cicatrizar o laser.
E ele evoluiu bem no pós-operatório. E muito feliz, porque, consequentemente, eu removi a gelatina dele, o sangramento, e sumiram as moscas volantes. Eu achei interessante que esse cara eu nunca mais encontrei. Encontrei ele um dia desse no clube. Eu falei assim, como é que está se doutor? Estou muito feliz. Por isso que eu não vou mais lá com o senhor. Então, eu achei interessante. Foi algo que aconteceu, e que, no final das contas, até veio para o bem dele.
Agora ele está muito mais feliz depois da cirurgia, porque ele não tem mais as moscas dele.
Mas foi uma condição que necessitou da cirurgia. E aí seria mais ou menos esse o raciocínio. Então, a gente está indo para os minutos finais, professor. O senhor quer comentar sobre a evolução das cirurgias de catarata? A cirurgia de catarata revolucionou. O tempo que eu aprendi catarata, só para você ter ideia, Gabriel, a gente abria, fazia uma incisão no olho de 10, 12 milímetros para tirar a catarata.
tirava com um aparelho chamado CRIO, congelava a catarata e puxava para fora. Não existia lente intracular, a gente não implantava lente.
Então, olha a evolução que houve, né? Depois veio a cirurgia com as incisões menores, depois apareceram as lentes intoculares, reabilitando todo mundo que opera de catarata, né? E agora a gente está numa fase mais avançada ainda. Nós temos lentes, vocês estão vendo aí os internautas, eu estou sem óculos porque eu estou operado de catarata, e foi implantada em mim uma lente de foco estendido, que a gente chama, que dá uma boa visão de perto e também uma boa visão de longe, né? Então, assim, essa recuperação, né?
diante desse progresso da ciência, sobretudo tecnológico, mostrando que hoje a gente não opera ninguém sem plantar lentes. Foi curioso, Gabriel, quando eu cheguei aqui, que começou a lente intracular, um colega meu de Belo Horizonte disse, olha, eu voltei agora nos Estados Unidos, o negócio lá é lente intracular.
Aí eu digo, vou aí contigo. No outro dia eu peguei o avião, fui para lá aprender a fazer com ele. E vi ele fazendo. Depois ele veio aqui, dá um curso para nós, operou meu pai, inclusive. E aí foi uma revolução. Agora, o que é curioso, como as pessoas às vezes têm um preconceito contra o avanço. Eu tinha paciente que não me consultava, eu quero operar catarata com o senhor, mas eu não quero que implante lente.
Eu fui sendo radical. A senhora vai procurar outro colega que eu não vou ir operar. Porque a diferença é muito grande. A senhora não tem ideia. Eu tenho uma foto da minha sogra com aquele óculos no fundo de garrafas. De autorização, obviamente, dela, eu mostravava. Essa é a minha sogra aqui. Ela foi operada em uma época em que não existia lente. Olha o óculos que ela tem que usar. O peso desse óculos na base do nariz. Era óculos de 16 graus, 18 graus.
muito elevado, né? Então, assim, é tão lindo, né? Eu ter acompanhado, assim, ver toda a evolução dessa oftalmologia, cara, é um negócio surpreendente, né? Agora, a gente tem que buscar, né? Tem que estudar, tem todos esses métodos aí que vêm. E olha, Gabriel, eu soube recentemente, tem o disco de Plácido, né? Que a gente faz, que é o princípio da ceratometria, né?
Então, da topografia de córnea. Aí eu fui ver, o Plácido pegou um prato e pintou uns anéis, um preto, um branco, um preto e branco, pegou o sol e iluminou os olhos da pessoa. E aí a luz, essa reflexão da luz na córnea da pessoa distorcida, ele disse assim, olha, isso é um problema na córnea desse paciente. Por isso que ele não enxerga. E aí eu fui, antes de estudar o aula na Federal, eu fui...
e descobrir quem é Plácido. Não tem nenhuma foto do Plácido. Ele é português, cara. E até hoje esse princípio do disco de Plácido é o princípio da topografia de Korn. É um negócio muito legal. Isso foi em 1920, mais ou menos, que ele inventou essa história.
Então, é uma evolução bacana de a gente ver de onde veio. E foi assim, normalmente são os ingleses, os suecos, os suíços que inventam essas tecnologias. Isso foi o português, cara. Fiquei muito feliz de saber. Plácido. Não tem nenhuma fotografia dele, cara. Não consegui nem... Até na IA procurei, não tem, não tem foto do Plácido. Não existe. Então, está bom. Legal, não é? É legal isso. Foi recentemente que eu vi isso. Então, é isso.
O pessoal aqui já parou de mandar as perguntas. Professor, o senhor tem aqui alguma frase aí de dica, de encerramento para os internautas sobre essas tecnologias, de como a oftalmologia evoluiu? Alguma coisa, um recado que o senhor quer dar final aí para os nossos internautas?
Eu acho que o recado importante é dizer para vocês, internautas, que a gente nunca pode perder essa relação médico-paciente, que transmite confiança, tranquilidade para o paciente. E tem exame, a gente primeiro examina todo o paciente para pedir exame. Não sair pedindo exame, às vezes exame desnecessário. Eu vejo muitos pacientes, às vezes, que já vem com pacote de exame, exame que não tem...
não tem muito a ver com a queixa e com a doença que ele tem. Então, a tecnologia veio para nos dar suporte. O avanço dela é fantástico, nos ajuda muito, nos ajudou muito a compreender as doenças em si, ajudou muito a compreender o tratamento das doenças, efetivo que a gente tem hoje. Eu vi no início, parece que tinha alguma colocação sobre chip, para pessoas que não enxergam, é uma coisa que vai avançar.
Não vamos parar aqui. O avanço da ciência é um avanço absolutamente dinâmico. Você não para nunca. Não para nunca. Por isso que o médico nunca pode parar de estudar. Tem que estar sempre se atualizando, porque sempre estão surgindo coisas novas. Então, um abraço a todos. Muito obrigado pela participação de todos. Um abraço, Gabriel. É isso aí, pessoal.
Abraço. Então, a oftalmologia evolui de forma extraordinária, a gente já tem hoje exames panorâmicos, que vem o olho, a retina como um todo, cirurgias de 3D, e a gente consegue diagnosticar mais cedo, tratar com precisão, oferecer mais segurança e qualidade aos pacientes.
Então, pessoal, não esqueça, se tiver qualquer dúvida, pode deixar nossa caixa de perguntas. Não esqueça de nos seguir nas redes sociais e compartilhe isso com amigos, com parentes, porque pessoas bem informadas, que têm informação, elas têm sempre a melhor decisão a tomar. Então é isso, pessoal. Até a próxima, quarta que vem, às 8 da noite, aqui pontualmente, onde vai ter a nossa live.
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