Recomeçar nos EUA - desafios, medos e superação de uma brasileira
Paulo Paternes conversa com Lecticia, uma brasileira que decidiu mudar completamente de vida ao recomeçar nos Estados Unidos. Longe da família e da zona de conforto, ela enfrentou todos os desafios típicos de um imigrante: medo, adaptação e incertezas sobre o futuro. Determinação foi a palavra que guiou cada passo dessa jornada. Mesmo sem diploma americano e com as dificuldades da rotina, Lecticia encontrou seu caminho na área de tecnologia, superando obstáculos e provando que recomeçar é possível em qualquer fase da vida. Essa história é um retrato real de coragem e persistência — mostrando que, com foco e atitude, dá para transformar dificuldades em oportunidades e construir um novo capítulo de sucesso na América. Contato Instagram: https://www.instagram.com/Lecticia_sem_roteiros ≡≡≡≡≡≡ 🚀 Conecte-se com a nossa comunidade! 🎥 Inscreva-se no Canal Perguntas e ative o sininho 🔔 📲 Instagram: @canalperguntas 🤝 Empresas que confiamos: https://canalperguntas.com/patrocinadores/ 🎯 Transforme seu sonho americano em realidade 📚 O melhor curso sobre imigração legal, com profissionais renomeados: 👉 https://construindoosonhoamericano.com 💬 WhatsApp oficial: 🌎 Quem ainda não mora nos EUA https://chat.whatsapp.com/GslfdA28Kfl8CRkOmceS2t 🗽 Quem já mora nos EUA https://chat.whatsapp.com/5omnZPlVhQx6zlbqK3eOEM 📢 Quer falar com Paulo Paternes ou contar sua história? 📞 Envie mensagem para +1 (321) 285-2551 https://wa.me/13212852551 Copyright © Canal Perguntas e Paulo Paternes. Todos os direitos reservados. #amigosnoseua #vidanoseua #podcast
- Experiências de vida e superaçãoResiliência diante de adversidades · Importância de não se vitimizar · Aprendizado com as cicatrizes do passado · Filosofia de vida: correr atrás do sim · Propósito de inspirar e ajudar outras mulheres
- Casamento precoce e relacionamento abusivoConhecimento online e pedido de casamento · Gravidez e vinda para os EUA · Violência doméstica e abuso mental · Chamada à polícia e fuga do agressor · Retorno ao Brasil e divórcio
- Carreira e Realização PessoalRetorno aos EUA e busca por emprego · Trabalho como segurança e transição para TI · Desafio de aprendizado e oportunidade na área de TI · Especialização em infraestrutura de data center
- Realidade dos Casamentos AtuaisConhecimento no trabalho e amizade inicial · Desenvolvimento do relacionamento e casamento · Mudança para a Virgínia e foco na carreira · Família de nerds e vida na Virgínia · Custo de vida e comunidade na Virgínia
- Crescimento de divórcios no BrasilConhecimento na praia e início do relacionamento · Visita à Rocinha e interação com a comunidade · Planejamento de aposentadoria e moradia no Brasil · Processo de união estável e casamento · Mudança para os EUA e educação dos filhos
Fala aí galera, beleza? O Paulo está falando ao vivo, diretamente de Orlando, Flórida, Estados Unidos. E hoje eu vou direto ao assunto, porque eu acho que vai ter muito assunto para falar. Bem-vindo Letícia. Ô Letícia, eu não coloquei o teu Instagram. Peraí, fala qual é o teu Instagram que eu vou colocar bonitinho aqui para você. É o meu nome.
Underline, Letícia, underline, sem, underline... Espera aí, calma, filha, calma, calma. Letícia, deixa eu achar, underline, o quê? Underline, sem... Tem de 10 ou...? Sem, não, sem de nada, S-I-M. Ó, limites? É, sem, roteiros, underline, roteiros. Underline...
roteiro deixa eu colocar aqui já o nome que tem no meu canal e ver se a para que eu coloquei aquele lugar errado eu não queria colocar aí para que eu ia colocar grande deixa eu copiar aqui para aí coloca grandão para todo mundo é para todo mundo seguiu é claro logo aqui no meio do negócio ao vivo pronto vamos lá da onde você era do Brasil lá no Brasil o que você fazia e quando você veio para os Estados Unidos
Ok, eu sou de Vitória, Espírito Santo. O que eu fazia antes, o meu último emprego, emprego não, eu era cabeleireira e tinha meu próprio salão, e por que eu vim para os Estados Unidos, aí depende de qual das vezes, porque eu já vim duas vezes. Então, porque você veio para morar. É, eu vim para morar. Duas vezes eu vim para morar.
Para namorar? Para morar. Tá, mas então vamos lá. Você está lá trabalhando. Você é casada ou solteira no Brasil? Da última vez eu já era casada. Peraí, Vindel. É que você está me confundindo todo. Vamos lá. Não quando você... Você já morou aqui antes? Já morei aqui em 2008. Eu vim para cá em 2008. Eu vim como noiva.
como noiva de cidadão americano. E fiquei aqui durante quase dois anos, foi um ano e pouco, quase dois anos. Então, aconteceram algumas coisas nesse período que eu estava aqui, relacionada à dever, dever, né? Espera aí, relacionada ao quê?
relacionada a... Pode falar? Pode falar se você quiser, Kis. Ah, ok. Foi relacionada à violência doméstica. Eu tive violência doméstica e eu quis ir embora para o meu país. Eu queria... Ah, moçã, então vamos lá. Então você conheceu esse primeiro marido online? Uhum. E aí ele se apaixonou e veio para cá para morar com ele.
Nem foi, me apaixonei tanto, né? Eu gravidei. Você não engravidou online. Você não engravidou online. Não, eu conheci, então, mas mudou o começo. Eu conheci ele online, através de um aplicativo, de um website que a minha amiga me inscreveu.
E nós conversamos durante seis meses, mais ou menos assim. Então, ele foi para o Brasil para poder me conhecer pessoalmente. Então, quando ele chegou no Brasil para me conhecer pessoalmente, aí ele apaixonou, né?
Eu acho. E aí ele foi me pedir em casamento. Na época eu falei assim, tudo bem, vamos casar. Aceitei o pedido de casamento. Ele não foi nada programado, no entanto que ele comprou a aliança lá no Brasil mesmo e tal, nos encontramos com os amigos e fizemos ali um noivado ali simbólico.
E aí, nesse período, ele ia no Brasil mais ou menos de dois, três, quatro meses, assim, ele ia no Brasil. Ele era de onde? Oi? De onde que ele era? De Illinois. De Illinois. Ele trabalhava com o quê? Para poder ir para o Brasil? Ele trabalhava por conta própria, ele tinha uma loja. Ah. Nem?
E aí ele ia, então nesse período que ele ia e voltava, eu fiquei grávida da minha menina. E aí, nessa época que eu fiquei grávida da minha menina, eu até não estava querendo mais...
ficar noiva ou vir embora ou vir para cá e tal. Mas aí acabou que eu resolvi ter a minha filha e nós continuamos. E eu falei assim, tudo bem, pode fazer o processo e eu vou, só que eu vou ter minha filha aqui no Brasil.
E aí eu resolvi ficar até minha filha nascer, minha filha nasceu, aí nós viemos para cá a primeira vez. Eu, a minha filha, ela era bebezinha, e o meu menino, que tinha quatro anos na época. Vocês vieram para os Estados Unidos pela primeira vez? Pela primeira vez. Noiva. Qual que é o vício de noiva? Oi? Foi com vício de noiva? Foi o K1, é. K1.
Aí eu vim com... É K1, acho que é K1. Acho que é K1, aham. É, e eu vim com visto de noiva. E aí, dentro desse período que eu fiquei aqui, nesse visto de noiva, nós nos casamos dentro dos 90 dias e tudo mais, e aconteceu de acontecer as...
Os abusos. Os abusos. Porque ele se transformou depois que casou, depois que chegou aqui, quando foi que você começou? Logo depois que casou. Eu acho importante a gente falar sobre isso, Letícia, para outras mulheres não caírem na mesma cilada. Claro, não tem problema nenhum. O que foi que mudou? Mudou muito. Ele era como e como ele passou a ser?
Ele era uma pessoa carinhosa, ele era um homem carinhoso. Qual a diferença de idade de vocês? A nossa diferença era 10 anos de idade. E ele era um homem carinhoso, super carinhoso comigo, com a nossa filha, com o meu filho, com a minha família, toda vez que ele ia no Brasil. E quando eu vim, super empolgado e tudo mais.
estava tudo muito certo, e depois que nós nos casamos, tudo mudou, assim, mudou muito. Eu não sei se foi influência das pessoas, porque muitas pessoas ficavam falando aquelas coisas, ah, ela está com você aqui por causa disso, por causa daquilo outro e tudo mais, por causa de documento, por causa de vir para os Estados Unidos, isso e aquilo outro, e não era o caso. E aí a...
aconteceu o primeiro episódio, né? E aí começou a violência, o abuso mental, sabe? Discutir, me chamar de vários nomes, sabe? Que não eram legais e tudo mais. E depois até chegar ao ponto da violência mesmo física. Ele pôs a mão em você? Várias vezes. E você, várias vezes. Você chama a polícia alguma das vezes? Chamei. E ele foi preso?
Não, ele saiu de casa, a polícia não prendeu ele, não. Não prendeu, mas mandou ele ir embora? Ele fugiu antes da polícia. Ah, ele fugiu! E a polícia recomendou você fazer o quê na época? A polícia perguntou se eu queria ficar na casa ou se eu queria ir para um abrigo. Como eu não sabia de nada de abrigo, como queria ser de abrigo ou alguma coisa nesse sentido, eu falei com eles para poder me deixarem no hotel. E eu dormi aquela noite lá no hotel com meus filhos.
E aí você voltou para casa, e aquela promessa, não desculpa, não estava bem... Olha, e essa vez que eu chamei a polícia, quando foi a terceira vez. A primeira vez, eu não chamei a polícia, eu falei que eu queria ir embora para o Brasil. Aí, quando eu falei com ele que eu queria ir embora para o Brasil, ele falou bem assim, tudo bem, você pode ir embora, mas a minha filha você não leva. E eu jamais iria deixar a minha filha para trás.
Aí eu falei assim, não, tudo bem. Aí eu tipo assim, mudei de ideia, sabe? Aí eu falei assim, não, eu tenho que sair daqui, mas eu vou sair com a minha filha, eu não vou deixar a minha filha para trás. Por mais que a minha filha nasceu no Brasil, eu não sabia se ele teria o poder realmente de ficar com a minha filha, né? Eu não conhecia nada. E eu não tinha ninguém para poder me orientar. E aí, quando aconteceu esse primeiro episódio, eu falei que eu queria. No segundo episódio...
foi muito doloroso, porque quem teve que me defender, quem me defendeu e tirou ele de cima de mim foi a filha dele. Ele já tinha filha, então, do primeiro ano. Ele já tinha uma filha de 15 anos que morava com ele, porque a mãe era falecida. E aí, da terceira vez, eu peguei e chamei a polícia. Eu chamei a polícia.
E liguei para a polícia e a polícia veio, ele fugiu antes da polícia chegar, né? E aí, quando eu voltei, ele fez as promessas de que nada ia acontecer. A mãe dele veio me acusar como se a culpa fosse minha, tá? E eu fiz a egípcia. Eu literalmente, eu fiz a... E eu não tenho pudor e vergonha nenhuma de falar. Eu fiz a egípcia. Não tem aquele fake until you make? Aham.
Foi isso que eu fiz, eu fiz o Fake and Cellular Maker. E aí eu falei que tudo bem, passei, falei que não ia fazer nada e tal. Até para você sobreviver, você estava meio sozinha aqui. Eu estava sozinha, eu não conhecia ninguém, ninguém. Era uma cidadezinha longe de Chicago, tipo uma hora e meia de Chicago, eu não conhecia praticamente ninguém, eu não conhecia ninguém ali. E aí nesse período, o que eu fiz? Eu comecei a articular a minha forma de...
casa e aí eu peguei aí nessa coincidiu nessa mesma época o meu pai tava muito doente ele tava entre idas e vindas de hospital e a minha avó teve uma empolia pulmonar um e aí eu peguei falei bem assim eu preciso para o Brasil ver meu pai e minha avó porque se acontecer alguma coisa com eles eu tiver aqui eu não vou me perdoar e aí ele falou assim mas você não pode sair porque eu tava no meio do processo de ajustamento de status né
E aí eu falei assim, não, vê com ele se eu posso sair, porque é o caso de emergência. Aí ele ligou lá para a imigração e eles falaram que eu poderia ir, eles iriam fazer um re-entry visa para mim, eu daria entrada e aí depois que eu desse entrada, eu poderia ir e voltaria depois.
quando tivesse tudo pronto aí ele falou assim então tá tudo bem você vai e aí eu fui comprei minha passagem ele falou mas eu não tenho dinheiro comprar passagem para você agora ele cheio de desculpa ele eu não tenho dinheiro para comprar passagem para você agora falei não mas eu tenho três minhas reservas e eu tinha as minhas reservas eu quando eu vim eu não vim assim sabe aí eu comprei uma passagem para mim para os meus filhos e vim e falei assim tá bom daqui a três meses eu falto
Voltei lá. Voltei para o Brasil e nunca mais voltou. Ah, não. Não. Quando ele descobriu, quando ele me mandou os papéis para poder assinar, para poder voltar, eu não quis assinar. Ele bateu no Brasil na semana seguinte atrás de mim, querendo saber por que eu não ia voltar, e eu falei que eu não ia voltar. Só que ali no Brasil, ele não tinha como fazer nada comigo, né? Ele tinha que agir pianinho, por causa que a minha família estava ali para poder me defender.
E aí foi que depois falei que eu não ia voltar mais, e aí nós, dentre vários problemas e discussões, nós nos divorciamos.
E como ficou a tua filha? Ela ficou comigo. No início, ela não entendia muito. Ela era muito pequenininha, ela sentia saudade do pai, ela não entendia muito, mas eu nunca expliquei para ela, de fato, o que aconteceu. A única pessoa que vivenciou aquilo tudo comigo, que lembra de tudo e que tem isso na memória até hoje, é o meu filho. Porque algumas das vezes ele veio para me defender.
E aí ela não tinha muito ideia, ela só sabia que ela sentia falta do pai. E como ficou legalmente ela? Legalmente ela ficou de boa comigo, porque ela nasceu no Brasil. Tá, mas ela é filha do americano também, ela é americana também.
Ela é americana também, mas ela tem a cidadania, os documentos dela americanos, mas como ela nasceu no Brasil e foi registrada no Brasil primeiro, ela é cidadã brasileira primeiro. E aí qual foi? Vocês fizeram um acordo? Não, aí no divórcio ele cuidou de tudo, quem assinou foi a juíza e ele me deu a guarda.
E ele paga a pensão bonitinho ou não? Não, nunca pagou e eu nunca fui atrás. Aí você ficou no Brasil quanto tempo? Aí eu fiquei no Brasil durante... 10... Eu fiquei 11, 12, 13, 14, 15? Dá cinco anos? 10, 11, 12, 13, 14? É, cinco anos.
Você ficou... Nossa, tua filha deve ter uma mocinha já, então, é? A minha filha vai fazer 18 anos agora, infelizmente. Graças a Deus. Porque ainda tem mais história, porque quando eu voltei, eu tive que enfrentar muitos problemas por causa dele, que não aceitava eu ter voltado para cá. Na cabeça dele, ele falou, você nunca mais volta para os Estados Unidos.
Então, é bom. E por que você voltou depois de 10 anos? De 5 anos. Foi de 5 anos. É. Então, quando foi mais ou menos um ano e meio depois...
Eu conheci o meu ex-marido, também americano. Peraí, quantos exes você já tem? Já tem meia dúzia de ex nessas alturas. Bom, no total de casamentos, eu estou no quarto casamento e de casamento com o americano foram três. Então vamos para o segundo. Onde você conheceu o segundo? O segundo eu conheci no Brasil, ele estava lá de férias.
Conheci na praia. Você mora em um lugar turístico? É, Vitória é turístico. Tem praias. E aí eu conheci ele na praia. E nessa época eu nem morava em Vitória. Eu morava no Rio de Janeiro. E aí teve uma época... Eu trabalhava para um casal de americanos como personal assistente. E também empava a casa deles. Fazia tudo o que... Você falava já inglês.
Oi? Você já falava o inglês. Já falava o inglês.
E aí, em um desses dias, eu fui para a praia com uma amiga, que nós tínhamos um ensaio fotográfico para poder fazer, que nós dançávamos. E aí, ele passou e começou a tirar foto da minha amiga. E a minha amiga começou a xingar ele em português, e ele não entendendo nada. Aí eu falei assim, desculpa, ela não entende, ela não fala inglês e tal. E eu comecei a explicar por que ela estava xingando ele.
que ela não queria que tirasse foto dela, né? Ele nem pediu permissão e tal. E aí ele falou assim, ah, você fala inglês? Eu falei, um pouquinho, eu falo um pouquinho de inglês. E aí nós começamos a conversar, eu expliquei para ele que ela não queria, e eu expliquei para ela que ele foi e falou que era a primeira vez que ele estava lá e tal, que ele queria tirar foto para levar para os amigos dele, para trazer para os amigos dele. O que é foto? Foto de vocês? Vocês estavam de biquíni pequenininho? É, biquíni.
Eu nem tinha tirado o meu pequeno, a minha roupa ainda. Eu estava setada na cadeira. Eu estava muito cansada. Eu tinha acordado sete horas da manhã para ir trabalhar. Eu tinha trabalhado a manhã inteira, entendeu? Fazendo as coisas que eu tinha que fazer para aquele casal americano e limpando a casa deles.
E aí eu fui pra praia, eu até falei com ela, falei assim, a minha, eu vou dormir e você toma o seu sol, tá? E você vigia nossas coisas. Ela falou, tudo bem. Eu não tinha nem tirado minha roupa, ele tava tirando, ela tinha tirado a roupa dele, aí foi tirar a foto dela.
Aí ela falou, não, não, não, e começou a brigar com ele. E aí eu expliquei a situação toda para ela, e ela falou assim, tá bom, ele pode tirar umas duas fotos. Aí ele tirou umas duas fotos dela, e aí ele perguntou, ele falou assim, não, você aprendeu inglês? Eu falei, eu já morei no seu país. Eu falei assim, e você fala bem caipira, né? Ele, é, um pouquinho, é porque eu sou de Columbus, Ohio. Eu falei, ok, ok.
E aí ele perguntou, posso conversar, sentar aqui e conversar com vocês? Eu falei assim, pode. Pega a cadeira e senta. Ele sentou lá, conversou com a gente e tal. E foi embora, ele e o amigo dele. E nós fomos embora. E aí ele pediu meu contato e tudo mais. E aí depois disso... Aí nesse dia ele perguntou assim, eu posso levar você pra jantar? Eu falei assim, não, você não pode porque... Era quarta-feira. Eu falei assim, eu trabalho amanhã e depois, depois, depois.
Só na sexta-feira que você pode me levar para jantar, se você esperar até sexta-feira. Ele falou, tudo bem, eu espero. Aí, quando foi na sexta-feira, ele me ligou e falou, e aí, vamos jantar? Eu falei assim, tudo bem, vamos jantar. Cheguei atrasada nesse jantar, porque eu saí do trabalho, fui dormir, cheguei lá atrasada, mas fomos jantar. Nisso, eu passei o final de semana com ele, nós saímos e tal, levei ele para poder conhecer. Eu morava na favela da Rocinha naquela época.
Eu levei lá para a favela para poder conhecer a favela e tudo mais. E aí ele falou assim, eu gostaria de manter contato com você e vim aqui te visitar de dois em dois meses, eu posso? Falei, tudo bem, não tem problema. Ele era negão, então? Ele era negão? É, sempre.
Ah, você é chegada no Negão, então. Sempre. Deixa eu fazer uma pergunta para o... Agora é curiosidade minha. Desde nova. Eu não conheço a favela. Eu queria conhecer a favela da Rocinha. Quando eu for, se eu for com um morador, não é perigoso?
Não, não é perigoso. Nada, nada, nada, nada, nada. É super tranquilo. Olha, eu já morei em Zona Sul do Rio de Janeiro e morei... A Rocinha faz parte da Zona Sul também, né? E morei na favela. Eu nunca fui tão bem tratada na minha vida igual ali na favela da Rocinha.
É um censo de comunidade tão grande, tão maravilhoso. No dia que eu mudei, eu estava com um monte de criança e o pessoal tudo me ajudando a carregar a mudança, fazer as coisas. É um lugar maravilhoso. E você pode visitar aqui, é super de boa. Ninguém mexe com você. Mas é cheio de gente amada, essas coisas. Não mais. Não? Não mais. Não mais. Eu estou louco para ele. Mas já foi. Já foi. Já foi, né? Já foi bom.
Aí tu levou o negão gringo lá, ele é americano ou americano mesmo? Ele é americano, ele nem parecia tanto americano, ele parecia meio brasileiro, mas ele era negão também. Ah, então ele tava em casa já, então, já não sabia disso.
ele é uma pessoa super, sabe? De boa. De boa. E eu levei ele, ele adorou, eu levei ele no baile de funk e tudo mais. Ele adorou. Aí ele falou assim, eu quero me te ver sempre. E eu falei assim, tá bom, não tem problema. Você levou no baile de funk da favela? Levei. Aí ele ficou louco quase o meu. Tava dançando até o chão.
E aí o que aconteceu? Depois de quanto tempo tu veio pra cá e casou? Não, aí é, aí nesse período, ele ficava de vindo de dois em dois meses, ele falou que queria ter um relacionamento sério comigo. Eu falei, tudo bem, mas só que eu não quero ir pros Estados Unidos, eu não quero voltar pra lá.
E aí ele falou bem assim, não, não tem problema. E ele era bem mais velho do que eu, tá? Esse já era 20 anos mais velho do que eu, ele era bombeiro. E ele já estava prestes a se aposentar, ele ia aposentar mais cedo. E aí ele falou assim, eu me aposento daqui a dois anos, e daqui a dois anos eu venho morar no Brasil com você. Eu falei assim, de boa, então tá bom. E assim foi feito. Ele ficou mais ou menos um ano em indivíduo, depois ele pegou uma licença.
né que eles tinham uma licença de baixo Oi tu deixa os gringos apaixonado então
Não sei. O que você faz, menina? Não, não quero nem saber. Não me conta isso, o que você faz. Vamos focar nesse tema. Não, mas não é nem isso. Eu acho que é o meu jeito de ser. Eu sou uma pessoa muito simples. Eu sou uma pessoa que, tipo assim, a minha vida é simples. Eu não vou querer te mostrar aquilo que eu não sou. A minha vida é simples, a minha família é simples e eu gosto de viver essa vida.
Você tá entendendo? Então eu acho que é isso que eles se encantam, não sei dizer. Porque meu marido atual, ele ama o Brasil e ele ama a simplicidade que a gente vive no Brasil. Ele ama. Por isso que você se envolve com os gringos, que os gringos chegam com grana lá no Brasil. Se chegam, eu não sei qual, porque eu só casei com o ferrado.
Tadinha, mas vamos lá, aí nesses dois anos o bombeiro ficou indo, vindo... É, aí ele pegou uma licença de vários meses, uma licença lá de mental health. E aí ele foi... Mental health, ele era soropeto, então. Oi? Ele era meio doido, então.
Não, não, é porque eles têm o direito, porque quem trabalha como bombeiro vê muitas coisas, né? Ah, ele tirou uma licença, tipo, para... Para saúde mental. Entendi. E aí ele tirou essas licenças seis meses antes dele se aposentar, da data dele se aposentar, e aí ele já foi para o Brasil de vez. Aí ele foi para o Brasil e... Você já morava na favela com você? Não, não, não, não. Nessa época eu já morava em Vitória, já tinha mudado de...
volta para a história. Nossa, menina, tu é viajada também. Eu sou, eu não sou árvore não, Paulo. Se um lugar não tiver bom para mim, eu vou para o outro. Vai fazer... Aí foi para a Vitória. E ele foi morar com você e ficou quanto tempo no Brasil? E ele vivia com o dinheiro daqui? Com a aposentadoria? É, ele vivia com a aposentadoria dele e eu vivia com o meu salão que eu tinha lá no Brasil.
entendeu?
Aí depois que eu voltei para Vitória, eu abri meu salão, eu tenho uma casa lá que eu já construí há muito tempo, há muitos anos eu construí minha casa aos poucos, então eu morava na minha casa, eu abri um salão e eu fiquei lá em Vitória. E aí ele veio para o Brasil e ficou de vez no Brasil. Nesse período que ele ficou de vez no Brasil, ele não podia ficar mais do que 180 dias. Ah, porque ele ia ficar ilegal daí. É.
E aí nós tentamos fazer um processo de união estável, porque eu não queria casar. Eu falei, vamos fazer uma união estável, ver se eles deixam você ficar aqui com um processo de união estável. Aí nós fomos lá na Polícia Federal e tal, para poder fazer o RNI dele e tudo mais, mas ele não foi aceito por causa da... Por causa da...
Fala aí o nome. Da União Estado. Da União Estado. Da União Estado não aceitaram. É, eles não aceitaram. Aí nós tivemos que casar. Ele teve que sair do país e voltar no ano seguinte. Ele saiu tipo em dezembro, virou o ano, ele voltou. E aí nós ficamos... Aí nós casamos, né? Eu tive que casar com ele. Mas só que eu também não queria vir embora. Aí ele ficou morando no Brasil. Nós moramos no Brasil durante...
Dois anos e meio, quase três anos da época que ele voltou, tá?
É, não, três anos, mais ou menos. E aí ele falou meio assim, eu queria voltar para os Estados Unidos, vamos para lá. Eu falei assim, não, eu não quero voltar para lá, eu estou muito bem aqui. Eu tinha uma vida super tranquila, tinha o meu salão, eu tinha funcionária que trabalhava na minha casa, meus filhos estudavam só escola particular, sabe? Eu tinha uma vida super tranquila. Eu falei, eu não quero ir embora daqui.
Aí ele falou assim, não, vai ser melhor para a educação das crianças. Aí foi aí que ele me comprou na conversa. Falou que é melhor para a educação dos meus filhos. Eu falei, tá bom. Falei, vamos tentar então. Só que nesse período de fazer o processo, o que acontece? Você lembra lá atrás que eu fui embora no meio do meu processo de...
De mudança de status. De mudança de status? Você nunca fez. Eu não terminei o processo, então eu não poderia voltar para cá no período de 10 anos.
Ah, você abandonou o processo. Eu abandonei o processo. E aí eu falei assim, tá bom, vamos tentar fazer o processo. Custou, nós conseguimos uma advogada que finalmente quis, porque nenhum outro advogado queria pegar, porque falou que não iria dar certo. E aí uma advogada, ela pegou o meu processo, ela fez, nós fizemos o processo de visto de esposa, e eu voltei para cá com os meus filhos. Aí dessa vez eu trouxe meus três filhos, a minha filha mais velha e os dois pequenininhos.
Você teve dois com o segundo. Com o segundo marido, você teve dois. Eu não tive dois com ele, não. Eu tive meus filhos de outros... Você teve um antes, que tinha quatro anos, quando você veio para cá a primeira vez. É. Então, deixa eu fazer a matemática aqui. Eu casei muito cedo. Eu casei com 16 anos, que eu tive a minha filha mais velha. O pai do meu menino, eu não casei com ele.
Entendi. E eu tive a menina com esse americano. Ah, que você tinha uma menina também antes, quando você veio pra cá a primeira vez, que você não mencionou. É, eu não trouxe ela daquela época. Ah, entendi. Ainda bem que eu não trouxe ela, porque ela ia ter que vivenciar aquilo tudo. Hoje eu entendo o porquê. E aí eu voltei com os meus três filhos. Pra Ohio? Hum? Pra Ohio? Pra Ohio, pra Columbus. Ah.
Dessa vez a volta foi mais tranquila, eu já dirigia, eu já tinha o meu documento para trabalhar, para viver a minha vida, e eu fui vivendo a minha vida, vivendo, vivendo, vivendo ali. E aí, nesse período que eu voltei para Ohio, mais ou menos, deu uns meses depois, ele falou que ele tinha que ir no Brasil para poder ver como estava a casa.
porque eu deixei a minha casa fechada com os nomes... Mentira que você não arrumou outra mulher online. Não, ele já tinha desde que eu estava lá, filho. Mentira! Uhum.
Ele já tinha. E se eu prestasse, se eu fuçasse um pouquinho mais, eu ia descobrir que ele já tinha muito mais gente na minha vizinhança do que eu fiquei sabendo. Mentira, ele rodou a banca lá na vizinhança, Vitória. É, ele pegou uma galerinha lá na minha vizinhança, só que tinha uma que ele estava mesmo com ela.
né, que era sogra de um amigo dele lá, que levava ele pra poder passear e sair e tudo mais, e eu souber de boa não iria impedir ele de sair, sabe e aí, é, ah, churrasco com os amigos, vamos churrasco ali no bar e tal, tá bom pode ir, vai, vai lá e aí, ele ele veio pra poder visitar a casa ficou um mês visitando a casa e aí
E eu não vim nessa época... Não, você não foi, você está nos Estados Unidos agora. É, eu não fui, exatamente. Desculpa. Eu não fui porque nessa época eu trabalhava na BMW, no serviço financeiro da BMW, e eu não tinha férias. E aí ele foi...
E ele ficou lá um tempo, as crianças foram também, e aí ele foi lá. E aí as crianças vieram, ele ficou lá um tempo, depois, quando a minha mãe foi embora, que ela veio me visitar, ele foi levar a minha mãe, para minha mãe não viajar sozinha, e visitar a casa de novo. Prestativo ele.
É, Prestate Super. E ficou lá mais um mês. Aí uma pessoa, da minha confiança, descobriu tudo, ficou sabendo de tudo, porque essa segunda vez ele nem escondeu nada, ele foi passear no shopping com ela e tudo mais. E aí ele foi e...
a pessoa foi e me contou. E eu sou o tipo de pessoa também, você vai me contar, mas eu acredito vendo, eu vou atrás de provas. Aí eu não falei nada com ele, eu fui atrás de evidências. E aí eu comecei a puçar as coisas dele, telefone, comecei a ver, comecei a ver e descobri um monte de coisa. Muitas das conversas que eles tinham, ele deletava, só que eu ia lá, só que ele não sabia que depois de deletado, ele tinha que deletar de novo dos deletados.
E aí eu recuperava tudo, mandava tudo para mim, entendeu? E mandava para o meu celular, mandava para o meu e-mail, ia lá e deletava de quando eu enviei do telefone dele. E fui juntando as minhas evidências, fui juntando as minhas evidências, e aí quando foi um dia eu coloquei as evidências na cara dele, falei assim, você vai para o Brasil por causa disso, e disso, e disso, e disso, e disso.
Entendeu? E aí eu peguei e falei, não quero mais, não quero saber de você e acabou. E aí eu fui e terminei o relacionamento. Nessa época que eu terminei o relacionamento, você vai pegar um homem lascado, filha, outra coisa, mulheres, aprendam uma coisa pra vocês. Se o homem trair uma vez, não adianta, ele vai trair de novo.
e não adianta, não tem taxa de segunda chance, porque não adianta, é caso pedido. E aí ele falou bem assim, ele queria voltar, e falou que não ia fazer mais, que não sei o quê, e eu falei assim, tá bom.
eu vou voltar e vou te dar uma segunda chance. Porém, contudo, sobretanto, nós vamos ligar para ela e vamos resolver a situação nós três, porque não dá para poder ficar assim. E aí, nesse dia, eu fui trabalhar. Quando eu voltei e que nós fomos ligar para ela, ela não atendia mais a minha ligação. Não atendia, não atendia, não atendia. Eu liguei do meu número, do número da minha filha e tudo mais. Aí eu falei, esse trem está estranho.
Aí eu fui ver, ele estava lá em cima no quarto dormindo e deixou o iPad dele ali e o telefone dele carregando na sala. E aí eu peguei e fui lá para poder olhar. Ele tinha trocado a senha do telefone dele. Só que ele não... Eu, muito das ligeiras, quando eu fui configurar o telefone dele, que ele não sabia configurar o telefone novo, eu coloquei a minha digital.
E aí eu fui lá e ele trocou a senha, eu fui lá e coloquei a digital e eu peguei. Então ele já tinha conversado com ela naquela manhã, tinha até screenshot que ele tinha deletado, os dois conversando e rindo em videochamada e tudo mais. Aí eu falei assim, não, chega, não quero mais e tudo mais. E aí eu passei um período bem turbulento com ele dentro de casa, porque aí ele começou a...
a se rebelar contra mim. Ele não aceitava que eu fosse deixar ele. Ele falou assim, já que você não quer ser minha mulher, você vai sair da minha casa. Eu não quero você aqui mais. Eu falei assim, como assim sair da sua casa? Ele começou a fazer coisas, esconder a minha chave de casa, a chave extra do meu carro. Ele escondeu a chave de casa. Ele tirou o...
Aí ele fez tantas coisas que eu acho que nem vale a pena falar, sabe? Tanta covardia que ele começou a fazer comigo e com meus filhos dentro de casa. E aí ele pegou e falou, e ele queria colocar a gente aí pra fora de casa. Eu falei assim, não, eu não vou sair, eu vou sair, mas eu vou sair na hora que eu quiser. Porque você me trouxe do meu país pra poder ficar aqui.
entendeu? E não se preocupe com a sua casa, que eu não quero nada que é seu. Eu sou mulher o suficiente para poder ir atrás do meu, como eu sempre fui, desde que eu cheguei aqui. E aí, eu chego, teve uma época lá que ele ameaçou o meu filho, porque meu filho me contou uma coisa que ele queria tomar a chave do meu filho, meu filho me contou, e eu fui bater de frente com ele, e ele ameaçou o meu filho, falou que o meu filho ia se arrepender amargamente pelo que ele fez, porque por ele ter me falado.
Aí eu chamei a polícia pra ele, falei, tá ameaçando meu filho de menor e tal, não sei o que. A polícia explicou pra ele o que ele não podia me colocar pra fora de casa, porque eu era casada legalmente com ele.
E aí, e até me explicou que eu poderia pedir uma ordem de restrição contra ele e tudo mais, eu falei, não vou, eu só vou sair, vou embora. E aí, nesse ano, eu fui e... Aí deu uma semana, eu falei assim, não, eu tenho que sair daí, eu fui, procurei um lugar, eu estava juntando dinheiro, mas eu procurei um lugar e falei assim, eu vou para o primeiro lugar que eu achar. E aí eu fui e mudei com meus filhos, sem nada, né? Porque eu não queria esperar juntar o dinheiro para comprar minhas coisas.
Aí eu mudei e fui viver com meus filhos. Aí eu mudei para uma cidade vizinha, em Wollington. Eu morava em Ohio, de um lado, e eu fui para Wollington, do outro lado. Que era uma área até bem melhor do que... Você acabou ficando com ele quanto tempo aqui nos Estados Unidos? Olha, nos Estados Unidos foram... Quatro anos? Mais o tempo do Brasil. No total, a gente tinha sete anos.
sete anos de casado. E aí o que aconteceu? Tu mudou, você e teus quatro meninos... Mudei com meus quatro meninos. E aí foi a hora que a Letícia tinha que se reinventar para poder sobreviver aqui. Com três filhos e um neto. E aí você já tinha um neto já. Já tinha um neto.
Gatinho Neto. E aí nós fomos embora. Eu peguei minhas coisas. Quantos anos a sua filha foi mãe aqui? Minha filha foi mãe aqui. Minha mãe, eu ouvi minha mãe, minha filha. Desculpa, eu tenho TTH, tá? Minha filha foi mãe aqui. Com 16 anos também? Não, minha filha já tinha 20 anos.
quando ela foi mãe. Você falou que ela tem 18 agora. Não, a mais nova tem 18. A mais nova tem 18. Ela tinha quase 20 anos. Ela tinha 19 anos quando ela foi mãe do Telo. 19, 20 anos. E aí, o que acontece? Eu fui recomeçar a minha vida com os meus filhos. Fazendo o quê? Trabalhando com o quê? Eu trabalhava nessa época, eu já não trabalhava mais na...
na BMW não eu trabalhava em outra empresa que eu saí da BMW que eu tinha o sonho de me tornar TI então eu saí da BMW e comecei a trabalhar fazer Uber fazer várias coisas fazer cabelo em casa porque eu queria fazer essa escola de TI que eu encontrei lá em Columbus que ela era de graça e você só que você tinha que estudar de 8 a 5 né de segunda a sexta
E aí eu queria fazer essa escola. Aí eu fiz a prova, acabou que não passei na prova. Aí logo depois começou essa turbulência toda dentro da minha casa. E aí eu deixei esse projeto de lado um pouquinho e fui trabalhar em outras coisas. Aí eu trabalhei para uma empresa que elas estavam desenvolvendo um carro autônomo lá em Columbus, né? E levava as pessoas para poder... E aí
Não passei no carro, tem a experiência desse carro autônomo. E eu era a condutora, né? Caso o carro perdesse o controle de alguma coisa, eu teria como pegar o controle na hora. E aí eu trabalhei nessa empresa durante um tempo, até que eles perderam o contrato aqui em Columbus, e aí eles voltaram para Detroit.
E aí eu fiquei sem trabalho e aí eu fiquei procurando, procurando, procurando, procurando, procurando emprego e parecia que todas as portas estavam fechadas para mim, tá? O único emprego que estava ali aberto para mim era um emprego para poder trabalhar com segurança que ganhava 14 dólares por hora. E eu falei assim, gente, não posso ganhar 14 dólares por hora. Como que eu vou sobreviver? Como que eu vou pagar aluguel? Como que eu vou cuidar dos meus filhos? Você ficou quanto tempo desempregada? Ai, fiquei uns dois meses.
E como você sobreviveu esses dois meses? Eu fazia Uber, eu fazia várias coisas. Eu fazia Uber, fazia DoorDash. Eu tinha minha conta do Uber, de DoorDash. A minha amiga tinha uma empresa de limpeza, ela me dava os... para poder limpar. Eu fazia, eu limpava. Às vezes eu levava até meus filhos para me ajudar na limpeza.
sabe mas é aí mas eu tava procurando e aí nem o errar os eu tava conseguindo vaga de emprego
E só aparecia esse da segurança. Eu falei assim, quer saber de uma coisa? Eu preciso de uma coisa certa. Eu não sei viver do incerto, se eu vou ganhar ou não. E aí eu falei assim, eu vou aceitar esse trabalho. Aí nisso que eu aceitei o trabalho e fiz a entrevista e entrei para esse emprego, eu fui, tinha duas vagas, uma perto da minha casa e uma que era um pouquinho mais longe, mas essa mais longe era de segunda a sexta, de oito às quatro. Eu falei, eu vou...
essa vaga porque quatro horas da tarde eu posso arrumar um segundo emprego para trabalhar à noite, para complementar a renda. Aí eu peguei e falei assim, eu posso fazer delivery ou alguma coisa. E aí eu fui e peguei e aceitei esse emprego. E esse emprego era dentro de um data center. Era como segurança recepcionista dentro de um data center, de um banco. E aí eu fui trabalhar lá e trabalhei lá.
Mais ou menos um mês. Eu estava como segurança, eu fiquei como segurança mais ou menos uns. Eu entrei em setembro, no final de setembro, vamos colocar aí outubro, novembro, dezembro. Eu fiquei três meses como segurança. Mas um mês e meio depois, eles abriram uma vaga como TI lá. Para TI. E aí eu falei bem assim, cara, eu vou aplicar para essa vaga.
Eu até falei com o meu amigo de trabalho, eu falei assim, eu vou, Rick, eu vou aplicar pra essa vaga. Ele, mas, Brasil, ele me chamava de Brasil, mas, Brasil, você tem certificado de TI? Eu falei, eu não tenho certificado de TI, meu filho, mas eu tenho o que vale mais, que é o certificado da fé. O não, eu já tenho, eu vou atrás do sim. E aí ele falou assim, você é louca. Eu falei, eu vou aplicar. Aí eu fui atrás do gerente.
do time, né? Do manager do time. E aí eu falei assim, eu tô sabendo que tem uma vaga aí de TI e eu tô querendo aplicar. Aí ele falou assim, você conhece alguma coisa, você tem certificado ou algum certificado? Eu falei, eu não tenho não. Ele falou, você sabe o que é Fiber Cable? Eu falei, eu não sei não, mas se você me der um minuto, eu posso ver no Google e te falar o que é. Aí ele começou a rir da minha cara.
Eu falei assim, eu não sei vergonha nenhuma. Eu falei assim, para você ver, eu falei assim, eu estou disposta a aprender. Eu não sei, mas eu aprendo muito rápido. Eu estou disposta a aprender. Eu só preciso de alguém que me dê uma oportunidade.
Aí ele falou assim, ok, vou falar com o team leader, né? Que não é só eu que resolvo. E aí ele falou com o team leader, eu fui lá para uma entrevista com o team leader, o team leader falou que ia falar de novo com o manager, e aí ficou aquele vai e volta, e todo dia eu ficava, e aí, tem alguma resposta? E aí, tem alguma resposta? E eles só me davam um talvez. Quando eles me davam um talvez, não me davam um não,
Eu estava ali atrás. Até que eu ia...
Ele pegou e ele falou com a site manager, falou assim, conversa com ela aqui, Elisa, que ela está precisando falar com você. Aí ela falou assim, tudo bem, eu converso com ela. E aí ela me entrevistou e eu falei com ela que eu queria aquele cargo e que eu precisava daquela oportunidade, que eu trabalhava em dois empregos e eu precisava de um emprego, eu queria muito entrar para aquela carreira, eu não tinha condições de fazer um curso.
E eu tinha uma facilidade muito grande de aprender e que eu precisava daquela oportunidade, eu queria muito aquela oportunidade. Ela foi e me deu um desafio. Ela falou assim, tudo bem, você aprende tudo muito rápido, não é? Eu falei assim, sim. Ela falou assim, então eu quero que você tenha uma semana para me trazer tudo o que você souber, tudo o que você conseguir aprender sobre cabos, servidores e racks.
né? Eu falei, tudo bem. E o tempo pra estudar que eu não tinha, que eu tava trabalhando em dois empregos, que naquela época eu tava trabalhando no warehouse da Abercrombie Feeds, packing de 5 às 10, e de manhã eu trabalhava de 8 às 4 lá no data set. Eu falei, eu tenho que fazer alguma coisa. E aí eu peguei, estudei, gravei tudo no meu celular.
E todas as respostas, sobre tudo, e gravei tudo no meu celular. E à noite, no trabalho que eu trabalhava empacotando, eu podia usar o fone de ouvido em um lado do ouvido. Então eu empacotando e eu ficava ouvindo, memorizando aquilo tudo. E fiz. Aí durante uma semana, deu uma semana, ela não me chamou.
para poder fazer o teste, né? Eu falei assim, tá bom, mas eu vou atrás dela. Eu falei assim, Lisa, estou pronta para o teste. Ela falou assim, tudo bem, senta aí. Ela foi me fazer as perguntas, eu respondi tudo. Ela falou assim, parabéns, eu vou mandar seu nome para poder ser contratada. E foi daí que eu comecei na minha carreira de TI.
Ah, que legal, parabéns. Tem experiência nenhuma. Era para fazer o que exatamente, Notícia? Oi? Era para fazer o que exatamente?
Eu trabalhava na infraestrutura de um data center, né? Fazer cabeamento, conexões, instalações, de e-coms, que é desinstalar servidores, fazer todo um projeto. Eu trabalhava em toda a infraestrutura de data center. Essa que é a minha especialização, toda a infraestrutura de TI, a infraestrutura de data center.
E aí, me fala desse último marido aí. Aí, esse último marido eu conheci lá no meu trabalho. Então, que você está hoje?
É, aí quando eu conheci ele, nós trabalhávamos juntos. Eu ainda estava como segurança. Ele foi lá para buscar uma chave, né? De um lugar lá onde tinha peças. E aí ele olhou para mim assim e falou assim, você é nova aqui? Eu falei, sou nova aqui. Ele, você é de onde? Eu falei assim, eu sou brasileira. E aí ele foi, pegou a chave e foi embora. Quando ele voltou, ele voltou com a chave e o número de telefone dele.
Eu sei que eu tenho vários amigos negão, eles amam as brasileiras.
Não sei o que é, eles também têm um negócio com as brasileiras. É, e eu tenho um negócio com as pessoas, com os negrões. Seja brasileiro, seja estrangeiro, é o meu tipo, sabe? E aí eu peguei e falei, na hora que ele me deu o número dele, eu peguei e olhei para a cara dele e joguei o número dele no lixo, na frente dele. Mentira! Para trabalhar.
Eu estava ali para trabalhar, eu acredito naquele... Onde você ganha o pão, você não come a carne. O pai, atenção! Essa daqui. Onde você ganha o pão, não... Você não come a carne. Entendeu? Então, e eu estava ali muito focada em... Sabe? Em me reconstruir como mulher, como mãe, e cuidar dos meus filhos, e me reinvitar nesse país, sozinha.
A última coisa que eu estava pensando é de ter relacionamento com alguém, receber número de telefone, sabe? Eu estava trabalhando em dois empregos, cansada. Não, não. Aí eu joguei fora o telefone dele. E aí, nós começamos, mas mesmo assim, eu sempre no horário de almoço, eu ia almoçar na cozinha, na cafeteria. E aí todo mundo ia, sempre fui muito comunicativa. Comunico com todo mundo e brinco. E esse é o meu jeito, sabe?
E aí eu fiz amizade com todo mundo, inclusive com ele. E nós ficamos amigos, assim, na amizade mesmo, durante um ano, um ano e dois meses. Demorou da primeira vez que ele te deu o número até que deu o pega? Demorou tanto assim? Mais de ano. Mais de ano. E você ficou solteira? Eu só tinha um lugar de amigo pra ele na minha vida, naquele momento. Você ficou solteira esse tempo todo? Fiquei.
Fiquei. Eu estava focada em, sabe, conquistar a minha carreira e me reinventar e aprender a sobreviver aqui sozinha.
Eu não tinha tempo. E logo depois que eu comecei a trabalhar como TI, eu falei, eu não quero ficar como técnica, eu quero aprender, eu quero aprender de verdade. E aí eu comecei uma faculdade de engenharia de software. Então, eu estava estudando, trabalhando, cuidando dos meus filhos, levava o meu filho para a escola, levava o meu filho para o trabalho e ainda cuidando da minha casa toda. Eu não tinha nem...
Sabe? Porque aquilo ali era algo que eu tava conquistando pra mim, pro meu futuro. E ali é que tava o meu futuro. Não era em relacionamento com ninguém. E aí eu peguei e comecei a trabalhar lá e nós tínhamos uma amizade muito bacana. Sabe aquela pessoa quinta série? Eu e ele éramos dois quinta séries que brincavamos com o outro o tempo todo. Sabe? Muito palhaço. Uma amizade muito bonita, muito legal.
E aí, depois de um tempo, essa amizade... Aí teve uma vez que eu fiquei doente, né? Era bem perto da pandemia, eu fiquei doente e eu estava em casa por causa que poderia ser Covid ou não e tal. E aí ele me perguntou... E eu estava... Como eu estava em casa, e meu filho trabalhava no Walmart nessa época, e eu buscava o meu filho no Walmart.
para poder trazer para casa. E aí ele me ligou para me perguntar se eu estava bem, se eu precisava de alguma coisa. Eu falei assim, eu preciso sim. Ele falou, ok. Eu falei, preciso que você vá buscar meu filho no trabalho, porque eu não estou conseguindo levantar no sofá. Ele falou assim, tudo bem, eu vou lá. E ele foi e buscou meu filho. Quando ele chegou em casa, e meu filho abriu a porta, e meu filho falou assim, mãe, onde você conheceu uma pessoa tão maneira?
Como que o seu amigo, olha o marido, o seu amigo é tão maneiro e tal, mas eles vieram o tempo todo falando de game, de computador. Meu filho fazia escola, meu filho estudou o fundamental e o high school dele. Ele estudou todo, o middle school e o high school dele foi todo em escola de tecnologia.
Então eles começaram a falar de tecnologia, de games, de tudo mais. E estávamos, assim, conversando o mesmo idioma, praticamente. E aí, naquele momento, eu falei assim, cara... Aí você olhou diferente. É, aí eu comecei a ver ele de forma diferente. Mas você falou, daí você começou a ver ele como um pedaço de chocolate. Não, eu comecei a ver ele como um chocolate todo.
É verdade. E tanto que o apelido dele hoje, nem eu chamo tanto de chocolate, mas o apelido dele é Big Mac, eu chamo ele de Big Mac. Big Mac? É, Big Mac. E aí, então, quer dizer, nessa fase, foi que eu comecei a ver ele com outros olhos, aí eu comecei a convidar ele para poder ir lá jantar com a gente, para poder interagir, então ele e meu filho ficavam conversando muito tempo e tudo mais.
Né? E num desses dias que ele foi lá juntar com a gente, quando ele foi embora, eu dei um beijinho no rosto dele, falei tchau. E ele foi embora. E aí ele falou, ele me ligou na mesma hora e falou assim, o que que tá rolando aqui? Aí eu falei bem assim, tá rolando que eu acho que a gente tá junto. Eu acho que nós estamos juntos.
Aí ele, nós estamos juntos, a não ser que você não queira. Ele, eu quero, eu quero, eu quero. E aí começou, nesse período que eu aceitei ter um relacionamento com ele, até o período do casamento, foram seis meses. Nossa, demorou, né? Demorou não, acho que esse casamento foi muito rápido. Esse negócio tá muito mole, porque desde o telefone, tudo passou mais de ano.
Desde o telefone passou mais de um ano. É, mas era só amizade. Nós éramos só amigos. Mas do tempo que eu comecei a ver ele com outros olhos e que nós casamos, que nós começamos a namorar e que nós casamos, vocês pensam que foi muito rápido. Você viu ele com outros olhos. Ele já estava querendo pegar você desde o começo. Ele fala até hoje que quando ele me viu lá no Data Center, quando ele me viu, ele falou bem assim, que ele viu a esposa dele.
Naquele momento. E ele é divorciado desde 2001. E ele falou bem assim, nunca casou, relacionou. Provavelmente teve os relacionamentos dele. Mas casar mesmo, ele não tinha casado mais. Ele falou que ele não ia casar mais até que ele achasse a esposa dele. E ele falou que quando ele me viu, ele falou que ele viu a esposa dele. E aí, só que ele entendeu naquele momento que eu só tinha um lugar de amigo na minha vida para ele.
E aí depois, quando foi mais ou menos uns três meses depois, numa festa brasileira que teve lá em Goiá, ele me pediu um casamento no meio da festa, no palco, na frente de todo mundo, sabe? Eu nem estava esperando, armou tudo com os meus amigos. E aí quando foi em julho, nós casamos aqui no cartório e quando foi no ano seguinte, nós fizemos o casamento no Brasil. Quanto tempo juntos?
Agora vai fazer quatro anos de casados e cinco anos juntos. Uau, parabéns. Aí eu quero que seja para a vida, porque eu acho que eu nunca tive na minha vida uma pessoa tão igual a mim.
assim. Deixa eu falar uma coisa agora. Ele é maravilhoso. Quando ele faz participação lá no meu canal, ele é sucesso garantido. Isso que eu vou falar para você. Você é extremamente agradável. Você é muito simpática. Você é bonita. Você é carismática.
Então isso é bem legal. Eu vi o teu Instagram, eu fui ver o teu canal também. Bem legal ver o teu marido. Eu acho que vocês fazem um casal bem bacana. Ai, obrigada, eu também acho. E é bem fácil, agora que eu estou conversando com você pela primeira vez, é bem fácil gostar de você, porque você é uma pessoa carismática. E fala sorrindo, você é uma pessoa espontânea, dá para ver o que fala. As coisas nem pensa muito, ela falando.
Na minha vida, eu acredito que na vida a gente dá aquilo que tem, né? Então, eu só tenho amor, compaixão, gratidão, sabe? Lealdade, para poder dar às pessoas a minha alegria. Meu nome significa alegria, né? Letícia significa alegria. E eu só tenho, eu sou esse tipo de pessoa. Mesmo nos meus momentos que eu estou mais triste, que eu estou com problemas que todo mundo tem, vários problemas, ninguém nunca me viu assim...
reclamar e tudo mais. Na época que aconteceu tudo que aconteceu comigo, as pessoas nem sabiam. Hoje, com o canal, é que as pessoas sabem o que realmente aconteceu. E eu resolvi contar para poder alertar e ajudar outras mulheres também. Mas até o momento ninguém sabia, ninguém sabe das horas que eu estou triste ou que eu tenho alguns problemas. Porque eu gosto de... Essas pessoas que eu sou, eu gosto de...
E onde você mora hoje, Letícia? Hoje nós moramos na Virgínia. Lembra que eu te falei que nós mudamos muito? Quando nós morávamos em Columbus...
Na época que eu e meu marido, nós nos assumimos e tudo mais, nós trabalhávamos juntos, logo, um pouco antes, eu saí do trabalho. E eu estava em outro... Eu já estava para começar em outro data center, ali perto da minha casa.
Só que eu vi, eu queria que meu marido é muito, ele tem 15 anos, hoje ele tem quase 20 anos de experiência na área de TI, na área de infraestrutura, de data center, né? E eu vi que ele tinha muito knowledge, muita experiência, muito conhecimento e pouca oportunidade. As pessoas usavam o conhecimento dele, mas na hora de dar oportunidade para ele crescer ali dentro, não davam.
E eu estava ali, eu vi o que as pessoas falavam nas costas dele e tudo mais. E aí eu falei assim, não, eu tenho que tirar ele dali. Eu tenho que tirar ele dali porque ele tem muito para poder crescer ainda. E aí nessa época, ele apareceu uma oportunidade para poder ele pegar um cargo maior em Dallas, no Texas.
E ao mesmo tempo casou deles me oferecerem esse trabalho, esse emprego lá perto de casa, que era um emprego super bom, eu ia ganhar muito mais do que eu ganhava antes e tudo mais. E aí eu falei assim, não, se eu não for, ele não vai crescer. E foi aí que eu abri mão desse emprego e nós mudamos todos para o Texan. E ele começou nesse outro trabalho dele como MVP.
que antes ele era team leader, aí depois ele foi para a MVP, que é assistente vice-presidente, assistente vice-presidente, e aí nós ficamos lá no Texas durante dois anos. Lá no Texas eu trabalhava para outro data center, eu trabalhava para Cisco. Aí nesse período, desses dois anos que nós estávamos no Texas, um antigo boss dele falou sobre esse cargo aqui, que era um cargo 1.
pouco maior do que o que ele tinha, que ele tinha o AVP e agora ele tinha um cargo de VP para ele aqui. E aí ele perguntou, e aí eu falei assim, nós vamos? Eu falei assim, vamos ver como é que é o salário, o que eles vão te oferecer, e nós vamos. Se for bom se compensar, nós vamos. Ele falou assim, tá bom, então vamos ver. E aí o salário compensou, eles aceitaram o que ele pediu, e aí nós viemos para cá.
para a Virgínia em dezembro. Nós viajamos no ano novo de dezembro de...
2023 para 2024. Aí eu estou aqui já vai fazer dois anos. Em Virgínia. E vamos aproveitar esses minutinhos que nós temos. Vamos falar sobre custo de vida. Tem bastante brasileiro onde você está? Onde você está na Virgínia? Nessa área que eu moro aqui, que é perto do Dulus, aeroporto. Não mora muito. Eu moro em renda. Não tem muito brasileiro, não. Eu vejo mais indianos.
asiáticos né que eu tô aqui na área eu vou totalmente voltada para tecnologia tem assim aqui tem mais de 160 data centers aqui perto da onde eu moro o Google e WS do Google aqui logo do outro lado né E aí nós escolhemos essa área para viver porque o meu filho trabalha como tem e a minha filha também está estudando ter e também vai pegar entrou todo mundo para a família toda a família toda meu filho é a mulher virou nerd então
É uma família de nerds. E aí nós escolhemos essa área para poder morar. Então, aqui eu não vejo muito brasileiro, não. Pode ser ali em Chantilly, tem até alguns, mas aqui nessa área da Virgínia, o custo de vida é bem elevado. Eu imagino, porque tem uma galera de TI, as empresas, tudo aí, né? É, aqui. E esse lado aqui da Virgínia, quem trabalha em Washington DC mora para esse lado aqui.
Bem rapidão. Qual que é o aluguel de um apartamento ou casa de dois quartos ou três quartos?
Olha, apartamento, eu não sei, mas eu acho que apartamento está na média de uns R$ 2,500, R$ 2,00 e pouco. Agora, a casa igual townhouse, de três andares igual a esse que nós moramos aqui, está na média de R$ 3,00 a R$ 4,00 mil. E uma casa, casa, casa, casa, que sai muito acima de R$ 4,500 por aí. Legal. E qual é a tua despesa mais alta? Aqui na minha casa? Ah.
Acho que só o aluguel. Comida, não? Não, a comida eu achei que o valor aqui é um pouquinho mais caro do que no Texas, mas não está muito diferente, não. Porque na questão de alimentação, aqui é um pouquinho mais caro, mas na questão de utilities, aqui é mais barato. Água, luz, essas coisas assim, eu achei aqui mais barato. Até o seguro do carro aqui é mais barato.
E você está morando com você, que é você, e tem um marido e dois filhos? É, aqui mora eu e o marido, dois filhos e dois cachorros. Ele já teve filhos antes? Ele tem, ele tem três filhos do outro casamento dele. Entendi. É. Meu marido é veterano, ele casou muito cedo também, teve filho muito cedo também, mas ele divorciou muito cedo. Ele tem os filhos, os filhos dele moram em Ohio, em Columbus. Vou fazer uma pergunta, você está feliz? Ai, muito.
Por que você perguntou? Você parece ser uma menina que está feliz, mas aí você falou que você está sempre de boa, que às vezes você esconde, você não quer que as pessoas... Não, às vezes... Porque às vezes...
Mas mesmo quando eu estou com problemas, problemas pessoais, não pessoal meu, de casa, família. Às vezes, eu tenho que resolver, ok, eu quero ver minha mãe, ou a minha mãe vai fazer uma cirurgia, ou o pai dele precisa de alguma coisa, a gente tem que resolver isso. Coisas que acontecem, vamos colocar, igual meu filho, eu estava no Brasil, meu filho bateu com o carro aqui. Essas coisas que acontecem...
cotidiano que acontece na vida de qualquer ser humano mesmo quando eu tô, às vezes me afetam, né? Porque me dá as crises de ansiedade mas aí eu não consigo transparecer isso pra ninguém eu prefiro, sabe? Ou eu fico calada
ou eu sabe eu vou estar ali sorrindo e porque essa sou eu eu vejo eu sou de uma pessoa que eu vejo o copo quase cheio não quase vazio é isso aí perfeito por isso que você chegou onde você chegou e vai chegar muito mais longe e ainda tá carregando o teu marido e olha que eu tô
Eu faço isso tem muitos anos, tem 11 anos que tem o canal Perguntas. E eu já entrevistei mais de 4 mil famílias. É o único canal que põe conteúdo todos os dias da semana, já por muitos anos. E eu aqui com a tua história e você é uma boa contadora de história. Então é fácil, eu fiquei quieto e deixei você falar.
Aí no começo da tua trajetória, você contando, aí eu vejo as pessoas te julgando. Tipo assim, no começo, da história aqui, que a gente não te conhece. Nem eu te conheço, eu estou conhecendo agora. Então, automaticamente, a gente faz os nossos pré-julgamentos. Tô criado na tua história, conhecendo... Aí chegou aqui no final, tudo muda.
que aqui no final você conseguiu revelar também por causa da idade, da sofrência, de já ter vivido tudo o que você viveu, quem é a verdadeira Letícia. E eu vejo aqui a Letícia, uma mulher batalhadora, uma menina que estava meio perdidona, que também com certeza não veio de uma família estabilizada, tudo bonitinho, repetiu os mesmos erros uma vez, duas vezes, três vezes, naquele ciclo vicioso que a maioria das pessoas...
que estão nele, é difícil de sair, porque passa a ser o teu normal. Aquilo que você vê, teus pais, teus amigos, é o teu normal. E você tem que quebrar isso, mesmo com três filhos, que não é fácil. Aqui é difícil de dar certo sozinho, muito mais com... Marido e mulher já é difícil. Aí vem com um filho, fica difícil. Você sozinho com os filhos.
deve ter comido ou deve ter ficado sem o pão que o diabo amassou muitas vezes. Já tive até o meu carro tomado pelo banco.
Que essas partes que as pessoas não enxergam... Não enxergam. Não sabem. São partes que eu nunca fiz questão de falar, porque eu nunca fiz questão de ter que me explicar para as pessoas. Eu acho que o julgamento das pessoas vai acontecer, vai acontecer como acontece até hoje, tá? Mas isso não me agrega em nada na minha vida, o julgamento deles. Não vai mudar a minha opinião, não vai mudar o que eu vivi de verdade. Uma vez Deus me falou, assim, que...
tudo que eu passei, que mesmo que as pessoas me julguem, tudo que eu passei, ele estava lá e ele sabe do que eu passei. Então, eu acredito que se eu cheguei até onde cheguei, foi com muito suor, foi com muito trabalho, eu não desisti, mas eu também nunca me vitimizei, nunca contei nada para ninguém, por causa disso, nunca quis. E eu sei que a opinião vai aparecer, mas eu...
Mas eu terminando aqui, mas do começo do vídeo, eu falei, puta, essa menina é muito doida. Agora eu acho você maravilhosa. Obrigada. Entendeu? Só que se eu tivesse saído do vídeo, faz conta que eu sou um telespectador, se eu tivesse saído do vídeo na metade, eu ia conhecer uma Letícia.
Agora que... Para quem ficou até aqui agora... Quem ficou até aqui agora, nesse final, está apaixonado por você. Porque você é apaixonante. Você correu brilho nos seus olhos. Dá para ver que você é uma pessoa do bem. Eu vejo zero malícia e zero maldade em você hoje.
passado todo mundo tem, a gente vai aprendendo, mas hoje essa Letícia é uma Letícia maravilhosa, você soltou e eu pensei, você é muito preocupada com seus filhos, desde o início, então é muito bacana isso, é bonito de se ver e eu tenho certeza que tanto esse vídeo e quanto o canal do YouTube que você criou vai abençoar, vai motivar.
muitas mulheres, muitos homens, muitas famílias, muitas pessoas a correr atrás. E você, para terminar, falou uma coisa muito legal, que é uma coisa que eu bato na tecla desde o comecinho do canal Perguntas, há 11 anos atrás, a gente não pode se vitimizar. Não interessa se você é pobre, se teu pai era um drogado, se você nem teve pai, ou se é negro, não importa nada.
O que importa é você ir atrás dos seus sonhos. É mais difícil para um do que para o outro? Verdade. É. Eu sei que é mais difícil do que para outros. Mas não é impossível. Não, não é impossível. E é isso que eu quero, que eu tento passar no meu canal, para as mulheres. Esses dias eu até soltei um vídeo ontem sobre a história de uma amiga minha que...
adotou cinco crianças, né? Ela já tinha dois biológicos, ela adotou cinco crianças. A história de superação, como ela superou aquilo tudo e outras mulheres. E depois que eu comecei a falar um pouco da minha história no canal, eu tive muitas mulheres que entraram em contato comigo através do meu Instagram, que se identificaram, que já passaram pelas mesmas coisas.
e que superaram, e que identificam comigo. E realmente, eu não estou aqui para poder fazer... Eu tenho orgulho de tudo que eu já passei na vida, tudo que eu fiz, das escolhas que eu fiz na vida, eu não tenho orgulho nenhum. Mas eu vou esconder essas cicatrizes jamais. Porque essas cicatrizes me trouxeram aprendizado.
Na minha vida. E eu jamais desisti. Não é porque uma coisa deu errado, eu vou desistir. E como eu falei com você, o enquanto eu... O não eu já tenho. Eu vou correr atrás do sim. Enquanto eu tiver o maybe, o talvez, vou pensar, eu vou lutar por aquilo até conquistar.
E é assim que é a filosofia de vida. E é isso que eu passo para os meus filhos. E é isso que eu passo para o meu marido. O meu marido fala. Se não fosse você, eu estaria lá naquele emprego até hoje. Acomodado.
entendeu? Você me fez ver um mundo de forma diferente, você me fez ver a vida de forma diferente, a carreira de forma diferente, então é bacana isso, e se eu puder fazer isso, transmitir isso para outras pessoas, cara, se eu quiser conseguir transmitir para alguma pessoa a mais se quer, eu vou estar feliz da vida, muito realizada. Porque esse é o meu propósito.
Parabéns. Para o pessoal que está aqui assistindo o canal Perguntas, além de eu pedir para vocês seguirem no Instagram, vai conhecer o canal, vai assistir, vai conhecer mais a Letícia, é bem legal. Fazer vídeo no YouTube não é fácil, não é fácil ganhar seguidor. O YouTube está bem difícil hoje em dia para quem está conversando.
né? Mas eu tô fazendo assim por diversão, por amor, né? E tá bacana, eu tô gostando muito, tá sendo muito terapêutico pra mim, meu marido tá gostando também, nós estamos colecionando memórias e também ajudando as pessoas com informações, igual a gente vai trazer mais informações sobre as pessoas que querem entrar pra área de tecnologia e tudo mais, e mais de uma forma descontraída, divertida, cheia de membro, porque é...
Essa é a pessoa que eu sou. Pessoal bem quinta série. É isso aí. Letícia, beijo, menina. É um prazer te conhecer. Obrigado, pessoal. Vocês ficaram até aqui, não se esqueça, deixa uma curtidinha, compartilha essa história maravilhosa da Letícia aqui e vai seguir ela no canal dela e no Instagram. Beijo, pessoal. Fica com Deus. Beijo, Letícia. Beijo. Tchau.
E aí
Construindo o Sonho Americano
Curso sobre imigração legal