Como é realmente viver e trabalhar nos EUA, sem romantismo
Paulo Paternes conversa com Cleisom Costa, um mineiro de Ipatinga que decidiu recomeçar a vida nos Estados Unidos. Após 14 anos na Usiminas, ele deixou tudo para trás e embarcou com a família rumo a Orlando, em busca de novas oportunidades e mais qualidade de vida.
Cleisom compartilha como foi o desafio de começar do zero, trabalhar com o que nunca havia feito e construir, com esforço e fé, uma vida estável na América. Ele fala também sobre o empreendedorismo, as dificuldades no início e como transformou o trabalho em um verdadeiro propósito.
Entre histórias reais e conselhos sinceros, Cleisom mostra que viver nos EUA não é tão fácil quanto parece, mas que com dedicação e paciência, é possível conquistar o sonho americano e garantir o futuro da família.
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Oi caramba, vocês não sabem o que aconteceu. Aí me deu um branco no nome do Cleiton, tava a vinhetinha entrando. Clayson. Clayson. Isso. E é Clay I, porque eu tenho um Clayson que trabalha comigo aqui no canal Perguntas, que é com Y, eu tenho um I. Com I. É. Eu tava aqui com Clayson, aí me deu um branco no nome do Cleiton, eu falei Clayson. Aí, em vez de eu prestar atenção...
Eu fiquei aqui e aí apareceu o negócio do nada. Seja bem-vindo ao canal Perguntas. Paulo Paternes aqui. E vamos aqui a lá com Clayson, que eu não poderia esquecer. Bem-vindo, Clayson. Tudo bom? Tudo bem. Clayson, é o seguinte, vamos lá. Da onde tu era do Brasil? E patinga. Mas calma, velho. Deixa eu terminar. Mas que menino e patinga que não...
Já tá correndo, mineiro tem que falar devagar, velho. Vamos lá. Da onde você era do Brasil, o que você fazia e por que você decidiu vir para os Estados Unidos? Sou de Patinga, Minas Gerais. Você me pagava com o que lá? Trabalhava na Uzi Minas, manutenção mecânica. 12 anos e 8 meses de Uzi Minas, mais um ano e meio de Senai.
Uns 14 anos lá. Uau. E tu é casado, solteiro? Estou casado. Tinha filho? Tinha um filho. Na época ele tinha 6 anos. E aí o que foi? Você falou, ah, vamos lá pra América.
Aí foi a ideia da minha esposa, né? A gente falou, vamos lá passear e tal. Eu falei, beleza. Você tinha visto? Não, ainda não tinha. Aí meu irmão mora aqui há uns 22 anos. Quem mora? Meu irmão. Aí ele falou, vem, vem passear. Eu vou te ajudar a conseguir o visto, pegar o documento e vocês vêm. Falei, ok. Aí a minha esposa teve a ideia, a brilhante ideia. Vamos fazer o seguinte? Vamos orar?
E se for da vontade de Deus conseguir o visto, a gente vai embora pra morar. Qual o nome dela? Karine. O Karine, você foi mó caô esse negócio de vamos morar. Deus falou, a resposta de Deus veio só pra você, né? Aí eu falei, ó, eu não gosto de avião. Eu já tô indo passear com medo. E a gente vai lá tentar o visto. Se for da vontade de Deus a gente ir embora, vai dar certo. Se não for, a gente continua por aqui.
Na vida não tava ruim, tava aquele ruim que você aprendeu a sobreviver. É, tava começando a complicar. Tipo assim, a gente tava começando a ficar meio apertado financeiramente, a gente beleza. Quando a gente chegou pra tirar o visto... Foi aonde? São Paulo ou Rio? No Rio. Quando a gente chegou pra tirar o visto, aconteceu várias situações.
E caiu, deu pane mundial no sistema da imigração. Mentira! Mandaram quem mora no Rio de Janeiro embora pra casa e remarcar. E pra nós, deu a opção de remarcar ou voltar pro hotel e aguardar o sistema voltar. A gente correu na rodoviária, trocou a passagem pra mais tarde. Quando a gente retornou pro consulado, tinha acabado de liberar.
Na hora que o táxi deixou na porta... Putz, trocou a passagem de... E acabaram de liberar. Quase que deu pra voltar, não é? O outro tá igual o mesmo... Meus voos. O mesmo... Era de ônibus, mesmo ônibus pra... Ah, é? Que tu não gosta de voar? Não gosta. Aí quando a gente chegou, o cara fez quatro, cinco perguntinhas pra mim. Você lembra que as foram as nossas perguntas, ou não? Eu acho que eu vou lembrar. Ele falou assim... Onde você trabalha?
Eu falei na Uzi Minas. O que é a Uzi Minas? Eu falei uma multinacional trabalha com fabricação e exportação de aço.
Aí ele falou... Foi umas cinco perguntas. Essas duas eu lembro. Essas duas eu não esqueci. Aí a gente perguntou o valor que eu ganhava e o que eu ia fazer. Eu falei, vai ao Orlando, na Disney. Aí perguntou a minha esposa. Ela falou, eu tenho uma clínica de estética. Ele falou, quando você ganha mais ou menos? Ela falou, ok, seu visto está aprovado. E eles estavam com muita pressa para liberar. Porque tinha muita gente atrasada. Muita gente atrasada. Então eles não estavam...
Não sendo muito chato. Não sendo muito chato. Eu acho que foi até isso. Foi mão de Deus mesmo. E aí, beleza. Pegaram o vício. Isso foi quando? Pegamos o vício em setembro. No final de setembro. Aí, quando eu retornei pro trabalho, eu já pedi pra ele me mandar embora. Nossa. Não fez nenhum acordo, nada? Eu falei, não, eu preciso ser mandado embora. Eu já tava bem satisfeito também. Falei com o meu supervisor. Você nunca me ajudou.
Você falou? Você já aproveitou e soltou os cachorros. Você nunca me ajudou. Ele, por quê? Você viu que eu consegui o visto, né? Que eu pus no Facebook, lá na época, né? Aí ele, vi. E eu falei, eu vou embora. Agora eu preciso que você me ajude a ser mandado embora. Porque eu sabia que o meu gerente não ia mandar. Você era um bom trabalhador. É, eu me considerava, né? Eu sabia que ele não ia mandar. Aí ele falou, eu vou tentar te ajudar.
Aí ele subiu no prédio, voltou. Seu gerente vai te mandar embora. Putz! Ele falou que não vai mandar você embora, não.
falei agora não sei e falou não apronta fica de boca vou te ajudar a fazer o máximo que der com três meses depois de mandar embora é porque no brasil quando manda embora você tem um monte de tipo de benefício é um monte de benefício tem um monte de benefício estava quanto tempo nessa empresa 12 anos e quando eu saí estava com 12 anos 8 meses
É difícil também sair, não é? É. Uma tristeza, que é o que você sabe, é o que você vive. Dozir é uma vida. Eu entrei com 16 anos e meio. E saí com 31. Você sai com quanto hoje? 41. Então nós estamos falando que isso aconteceu há 10 anos atrás. Isso. 10 anos e meio, que é o tempo que eu estou aqui. 10 anos e meio, uau. E aí o que aconteceu? Você veio pra cá, o teu irmão. Onde o teu irmão mora? Aqui em Orlando.
Aí veio, chega aqui, sai lá de patinga, já vê se é aeroporto de dó. E pra voar aqui, nunca chega, né? Nossa, Deus, eu ainda falei, compra passagem à noite, porque eu não quero viajar de dia, não. Tomei 40 gotas de dramim. Nossa, dormiu que nem um bebê. Dormi, dormi. Aí chegamos em Miami, aí não teve como, aí teve que ser de dia pra cá. Aí a gente chegou aqui, meu irmão recebeu. Ah, vocês fizeram emigração em Miami? Em Miami. Foi tranquilo também? Super tranquilo, perguntaram nada. Nada, nada.
E aí vieram dirigindo ou de avião para Orlando? Aí vieram de avião para Orlando também. Aí que você foi ver o que era voar. Aí eu vi o que era voar de verdade. Já não tinha efeito de drama mais. Aí deu medo? Demais. Medo do quê? De subir ou descer? Ah. Ou de cair? É tudo. Há dois anos atrás eu fui em Nova York. Depois de oito anos que eu tinha andado de avião. Aí eu fui em Nova York.
Falei, agora eu não vou ter muito medo. É a mesma coisa. Então na hora que o bichão sobe ou desce? Nossa, meus meninos dormem, acordam só lá. Aí eu, na hora que sobe... Pra mim, na hora que sobe...
Na hora que tá descendo é a melhor parte, que eu sei que ele já tá descendo, mas na hora que ele tá lá, que ele tá em cima lá... Você fala assim, cair isso aí. Meu Deus, só pensa besteira. Só pensa besteira, né? E aí, quando você veio, teu irmão trabalhava com o quê? Com cerâmica. E você foi trabalhar, que é com esses piso? Trabalhar com piso, instalação de piso, é. E você já sabia isso? Nada. Nada. Eu trabalhava nada a ver com construção, nunca tinha trabalhado, como diz, nunca peneirei o baleiro. Peneirei o baleiro inteiro, né?
Eu trabalhava numa manutenção mecânica de máquinas grandes lá, era outra coisa totalmente diferente, né? E aí você falou, vou meter a mão agora. Agora é aprender. E tua mulher foi pra faxina? Foi pra faxina. Ela foi pra faxina, eu fui pra cerâmica e eu fui aprendendo a cerâmica. E ela foi trabalhando por dia na faxina, né?
E aí depois, nesses 10 anos, vamos lá, vamos dar uma esticada, o Clayson. E aí, ela demorou quanto tempo? Ela fez um schedule de faixa? Fez, ela pegou e fez um schedule com... Depois que eu acho que... Depois que meu filho nasceu, meu segundo filho, o Caio. Depois de quanto tempo você estava aqui? A gente já estava aqui... Não foi... Agora eu me perdi um pouco, mas...
O Caio tá com 7 anos. E a gente tem o sked tem mais tempo. Então você ficou uns 3 anos ela sendo empregada, aprendendo, trabalhando. Sim, sim, durante um tempo e depois ela começou a montar o sked dela. E você trabalhando com o teu primo ainda? Não, aí eu comecei a trabalhar pra mim.
Aí depois de um certo tempo eu comecei a pegar trabalho no The Village. Aí do The Village eu voltei e comecei a pegar os trabalhos de cerâmica pra mim mesmo fazer. E você pegava com quem? Você aprendeu inglês? Como que é? O inglês é ainda intermediário, mas aqui em Orlando já viu, né? Não precisa de inglês. Você não precisa de inglês. Lá no The Village, por exemplo, o cara, dono da companhia, ele era brasileiro. E passava os trabalhos pra gente.
Quando eu vim pra cá, comecei a pegar trabalho repassado. Os brasileiros pegam na companhia, repassam e tiram a porcentagem.
Ah, tem um negócio desse. Por exemplo, o Paulo Patel não sabe nada de piso, mas eu sou bom de conversa, de vender. Você tem a companhia, você tem o inglês, você sabe vender o seu trabalho, você garante lá o trabalho, pega o trabalho, repassa para quem sabe fazer e tira a sua porcentagem.
E qual que é a porcentagem? 20%, normalmente. Ah, até não é coisa de outro... É, mas a pessoa ganha no montante. O cara pega 10 casas, passa pra 10 pessoas... Sim, eu tô falando, não é pro cara que tá recebendo o trabalho ou não é ruim? Não, não é não. E ele não tem o trabalho de carregar, de lá na companhia carregar. Ele fica na casa, o cara que pega o trabalho... Ah, ele traz tudo. Traz tudo e deixa na garagem. Aí eu trabalhei assim durante um tempo, depois eu comecei a trabalhar em trabalho particular.
Que aí já é... Pegar direto com o dono? Direto com o dono. Aí já não é nem casa nova mais. É casa com morador. Aí é tipo, é reforma? É reforma. Ah, quero trocar o piso, colocar piso. Quero trocar o piso, colocar, reformar a master, o banheiro. Tu faz isso ainda? Faço.
Pra você mesmo? Eu faço. Eu faço pra mim. Tem quem trabalha pra mim também. Às vezes eu não posso fazer. Eu vou pegar teu número que eu tô precisando. Aí. Só benção. Só benção. Só benção. Canal Perguntas é uma benção aqui esse lugar. Só benção. Ah. Aí. Mas mesmo se eu não for pôr a mão. Eu vou junto. Ah. Mas você só faz chão ou você faz tudo? Tudo. Faz tudo. Se eu precisar reformar um quartinho assim. Você faz tudo. Sim. Aí eu tenho quem faz a pintura pra mim.
Aí eu piso. Eu tenho quem faz pra mim. Às vezes eu mesmo faço o piso. Você tá me dando cara do 20% então.
É, às vezes sim. Às vezes sim. Essa semana mesmo, eu tô resolvendo com dois caras que eu tô começando a pegar do fora das casas também, que é o Soft, a Calha. Legal. E a tua esposa? A minha esposa. Agora a gente tem um esquete de limpeza. Quantas casas tem?
70, 80. E todo dia tem casa? Tem. A gente tem equipe com quatro meninas. Duas pra um lado, duas pro outro. A gente chegou a ter seis. Mas como a minha esposa engravidou, aí teve que dar uma... Tem aqueles clientes que só aceitam se ela for e ela não podia ir. Ah, porque não é casa de passeio, é essas casas, tem tudo. É casa, é residencial, né? Residencial. É, e agora a gente tá migrando pro comercial também.
Tipo aqui, ó, Cleis, eu preciso uma vez por semana que as meninas vêm aqui no estúdio do canal Perguntas. A gente combina o valor, as meninas vêm uma vez por semana, duas vezes por semana, o que você quiser. E o residencial também. Só que no comercial a gente não tá entrando com a mesma companhia do residencial, a gente tá separando.
Por exemplo, o residencial é o Carines, que é o nome da minha esposa, Carines Business Service. E o comercial é o KBC. KBC? É, KBC Facility Solutions. Facility Solutions. Sim. Que é aí pra atender as empresas. Entendi. E teu filho que veio pra cá com seis anos, seis? Ele veio com seis, sim. E como foi a adaptação dele na escola, essas coisas todas?
Foi bem tranquilo. Eu queria ter a mente que esses meninos têm. Porque com dois meses ele já falava inglês. Porque não tem nada. Porque é tudo cabeça vazia, velho. Não sabe o preço de um pão, velho. É? Não precisa se preocupar, né? E quando a gente veio, a gente falou. É o seguinte. A gente tem o tempo de adaptação dele. Se ele não adaptar, a gente volta. Aí quando deu uns dois, três meses, ele já estava super tranquilo. Já adaptou. Falei. Então é isso mesmo. Vamos ficar por aqui.
mas dependia dele se não adaptasse a gente ia voltar você você mora em metroeste falou assim e porque você ainda ficou em metroeste e desse modo lá desde chegou não desde que cheguei só não só mudei de condomínio agora no interior que agora é um condomínio de casa né eu morava no condomínio de apartamento de casa de casa e porque porque metro oeste ali ponto eu as pessoas falam que metróis cara eu adoro metro oeste eu não eu não moro mas já morei em metro oeste quando eu cheguei aqui na flórida cara tá perto de tudo
tudo a gente é a escola pessoal mas é ruim é ruim não olha onde meu filho estuda também por exemplo caiu de sete anos é da pai a pé da minha casa sai da minha casa levou ele dá para ir a pé tão pertinho tranquilo e ele é autista e ele é tratado assim
Muito bem. Eles dão muita atenção pra crianças ativas. E como que descobriu que teu filho era autista aqui? A gente começou a desconfiar quando ele começou a falar umas palavras e depois parou de falar aquelas palavras. A minha esposa é sempre muito ligada, porque tem que ter muito cuidado. Porque normalmente os pais não querem ver. Os de fora veem, mas os pais não querem ver. E ela nunca tapou os olhos. Ela sempre olhou e... Não, eu vou olhar o que é que tá acontecendo.
Aí a gente foi consultar, ele com três anos, ele não falava. Já não falava praticamente mais nada. E ficava rodando na sala sozinho. Gostava só de dinossauro. E os brinquedos que tinha, gostava de colocar um em cima do outro. Foi dando... São sinais. Sinais. Aí quando a gente levou ele pra consultar, aí confirmou que ele era autista.
Nossa. E aí você não sabe o que é, dá um desespero, né? É, aí eu não sabia nada. Minha esposa o tempo todo correndo atrás, correndo atrás. E aí começou a fazer consulta. Aqui tem grupo, a tua esposa deve estar no grupo das mães, né? Sim, das mães de crianças autistas. Aí a gente foi correr atrás pra fazer as terapias e tudo. E as escolas, como que elas se envolvem nisso? Tem escola...
Que já, tipo, ok, pode trazer que a gente tem todo um suporte. Agora tem escola que já não é muito por esse lado, assim, de dar esse suporte para as crianças. Mas aquele estudo é ótimo, ótimo, ótimo. É, e você estava me contando que ele já, se você, hoje, ele já evoluiu tanto que poucas pessoas sabem. Evoluiu muito, muito. Isso é um assunto até meio complicado, porque tem pessoas que não acreditam na questão da vitamina e alimentação.
Mas eu sou... Quem não acredita em vitamina alimentação tá louco. Questão do autismo. Ah, eu entendi que isso pode melhorar no... No autismo. No autismo. Mas hoje... Mas tem... Eles estão mudando. Eu tenho visto muitos médicos no Brasil já... Já indo por esse lado, mas... Aqui mesmo a gente falou sobre isso com o médico. E teve médico que falou assim, não vai fazer mal nenhum pra ele porque é vitamina. Vai fazer bem, mas não tem nada a ver com... Mas não tem nada a ver com o autismo. E eu sou prova viva.
do que foi feito na vida dele. O que foi? Fala pra gente. Quando ele não falava nada, a gente levou ele em um médico que trabalha particular, o plano de saúde dele não cobria. Se eu não me engano, é até uns 500 dólares a hora da consulta. E ele fez os exames pra ver como estavam as vitaminas e o que ele ia cortar. Na hora ele já cortou lactose.
açúcar e glúten. Nunca mais você vai dar isso pra ele. Isso inflama o intestino dele. Isso atrapalha o desenvolvimento dele. E fez os exames e... E passou as vitaminas de acordo com o que ele precisava. O B12 do meu filho era quase zero. Uau.
Quando ele começou a tomar B12, tinha que ser na veia. Dia sim, dia não. Na veia, de tão baixo que o B12 era. E o médico falou assim, você vai ver. Você vai melhorar a alimentação. Você vai dar a vitamina, ele vai dar o B12. Hoje ele fala, oi. Depois da próxima dose, ele vai falar, oi mamãe. Com uma semana, ele vai estar formando frase. O médico falou isso? Falou desse jeito. E por incrível, Deus sabe o que eu estou dizendo aqui.
Ele começou tipo... Água. Aí a gente dava água. No outro dia, quero água. Aí passava mais uns três dias, pai, quero água. Aí passava mais uma semana e pouca, tô com sede, quero água. E as palavras foram vindo, foram vindo, foram vindo, foram vindo, foram vindo, foram vindo. Foi vindo, foram saindo. Hoje, graças a Deus, na sala que ele estuda, é só crianças típicas mesmo. Só ele que é atípico. E ninguém nem sabe.
Não. As professoras, tipo assim, tudo sabem que pode ser alguma coisa, mas quem olha ele assim, graças a Deus... Ele fala normal... Fala inglês e português. Olha só. Hoje ele conversa com o meu filho mais velho em inglês e olha pra nós e conversa em português. Uma velha não fala português, não? Ah, não. Ah, com vocês que não fala inglês. Com ele é inglês. Com ele, com o meu filho mais velho, inglês normal. Quando olha pra gente, ele já vira a chavinha na mente e conversa só português com a gente.
Caramba, deixa eu fazer até uma pergunta, nós somos de 2025, qual que tá o custo de vida? Subiu pra caramba desde quando você chegou. Subiu. Pra hoje o custo de vida é bem maior do que era antigamente. Vamos falar em Metro S, quanto que tá o aluguel hoje? Aluguel de casa hoje... A tua digital são 3 quartos? Nossa, são 4. 4 quartos, quantos pagos tem o aluguel lá? 2,7 mil.
Mas não tá ruim não, cara, tá bom. Tem no mesmo condomínio de 3 quartos por 2,900. É, então, vocês estão com um contatinho bom. É, porque já tem 4 anos, eu acho, que eu tô lá. Hum, subiu ainda. No primeiro ano, eu comecei com 2,500, no segundo ano foi pra 2,700. E não aumentou mais.
E quais outras despesas? Uma coisa que minha esposa até chamou a empresa de eletricidade Lá pra olhar se tava vazando Porque a minha eletricidade tá cara A minha também subiu muito, Paulo Subiu, não subiu? Eu pagava na faixa de 280 de luz
Só que também eu tive visita, meu pai e minha mãe veio, minha sogra, meu sogro tava aí em casa, também ajuda a subir. Mas eu paguei 400 no outro mês e nesse mês 440. É, mas... Subiu. E o meu eu tenho... Então também não tá muito maior que a minha, porque a minha tá 650, mas eu tenho dois carros elétricos que eu... Ah, não, é. Que eu carrego em casa também, é como se estivesse colocando gasolina. E falaram que esse ano é um dos anos mais quentes.
nós tivemos. Fez muito calor. Fez calor pra caramba, né? Fez bastante calor. E qual outras... E carro? Cada um tem o teu, você tem a tua esposa? Quais são as despesas que hoje um imigrante tem que ficar esperto? Hoje, quando a gente chega, quando a gente chega, é diferente você...
Alugo um apartamento menor, igual eu cheguei só com um filho. E infelizmente, quando mais a gente vai melhorando de vida, mais a gente aumenta as despesas. O dinheiro nunca sobra. Você ganha mil, vai mil, ganha dois mil, vai dois mil. É um erro da gente, né? A gente vai aumentando o ganho e vai aumentando a despesa. Aí tinha a questão do meu filho ser autista. Vai melhorando o estilo de vida. Melhorando o estilo de vida. Aí com a questão dele também, morando em apartamento, falei, poxa, ele é autista, ele vai precisar de espaço.
Vamos alugar uma casa? Aí a gente foi pra uma casa. Mas é normalmente as pessoas vão aumentando.
então pra quem chega vai pegar um apartamento hoje de dois quartos 1800 dólares falando um metro oeste onde eu sei mais simples é colocar médio não é um pai em rios não é também um indermí não tem que estar ali no meio né aí a pessoa vai ter uma despesa menor mas hoje uma pessoa com família igual eu estou dois carros energia elétrica alimentação taberano 9 10 mil dólares despesa
Pra sobreviver. Pra viver. Viver tranquilo, né? Sem deixar faltar nada. Tá bem alto de espera. Tá de espera. É engraçado que você falou esse número. É bem parecido com o número que eu também gasto. Gente, parece que é muito. É porque se você estiver no Brasil ouvindo a gente falar 10 pau, nós estamos falando de 60 mil reais.
É realmente, é bastante dinheiro. Mas é aqui. Apesar que é difícil ganhar 10 pau aqui. Não é? Não é verdade? Só que a gente não pode converter, né? A gente ganha em dólar, gasta em dólar. É como se a pessoa gastasse 10 no Brasil, a gente gasta 10 aqui. A gente não tem como converter. Mas eu tô falando, eu acho que é mais difícil ganhar 10 aqui do que no Brasil. O que você acha? Ou é igual ou não? Não, acho que aqui. Lá é pior?
Lá é... Lá é... A pessoa fichada, por exemplo, pra ganhar 10, ele tem que... Eu acredito que ele tem que estar num patamar...
Agora empreendedor não, uma pessoa fechada. Você se considera fechado, né? Eu era fechado lá. Eu era fechado lá. Dez anos atrás eu ganhava tipo 3 mil reais. Se eu estivesse lá até hoje eu estaria ganhando 6.
Depois de 25 anos de empresa. 25 anos de empresa. Agora o empreendedor não, aí a conversa muda. Aí você vai olhar o dono de um supermercado, um dono de um açougue, às vezes o dono de uma loja pequena, aí ele vai estar fazendo um... Um dinheirinho melhor. Um dinheirinho melhor. Agora aqui nos Estados Unidos, a gente acaba todo mundo quase que sendo empreendedor, né? Não tem outra opção. É, se você trabalha pra mim e faz uma cerâmica pra mim, aí por trás, eu não estou nem sabendo, um cara fala assim, eu estou precisando colocar uma cerâmica na minha casa.
Cara, eu faço Aí em vez dele ganhar uma diária de 200, 250 Que eu pago Ele vai fazer uma diária de 500 Se ele pegar 4 trabalhos no mês, ele vai dar uma inteirada Sim, já começa a engordar um pouquinho É, já ajuda Eu acredito que aqui ainda seja mais fácil E tua esposa na limpeza lá Como que vocês estão? Vamos falar sobre isso Como que é Quando tu ganha uma helper 5 5 5
Como funciona uma casa? Quanto que é a média? Aqui em Orlando, eu acredito que tem diferença de estado para estado. Aqui na Flórida, por exemplo, eu vejo que as pessoas pagam, tem valores diferentes. R$35, R$40, R$45, por casa.
não há uma casa duas normalmente duas duas pessoas mais ao mais ajudante não só as duas as duas não tem ajudante tem uma dupla que faz até que a maioria das vezes quatro casas no dia então aqui ganha 40 faz quatro casas ela faz 160 ganha mais 10 por causa para dirigir ela faz diária de homem a gente de 200 dólares a rala também né tá mas elas trabalham
E elas trabalham e manda mais. É? É, manda mais, manda mais. Se tiver só duas casas, elas brigam. Não, só duas casas não, tem que fazer pra elas três. Isso que eu ia falar, pra você contratar pessoas, você tem que ter casa pra dar pra elas, senão elas não ficam. Senão não fica. Senão elas não ficam. E foi interessante a forma que a minha esposa montou esse schedule. Ela não comprou uma casa. Foi tudo através de parceria com o Instagram dela.
Como assim? Ela grava conteúdo, né? Aqui, em Orlando. Ela é influencer. Qual que é o nome dela? Vamos fazer o jabá dela aqui. Karine Guida. Segue lá, Karine Guida. Karine Guida. Ela...
Ela montou o sketch de casa dela todo através do Instagram dela. As pessoas conheciam o trabalho, ela mostrava ela limpando as casas. Aí as pessoas entravam em contato. Aí teve uma vez, ela entrou em contato com a Nivis Thelma. Aí ela foi limpar a casa da Nivis Thelma. A Nivis Thelma divulgou ela. E ela foi assim. Essa aqui é a que fosse? Não, deixa eu ver. Claro. É porque é com isso. Deixa eu... É porque você colocou com isso.
Como que é? É, com Y. Karine Guida com Y. Karine... Já apareceu aqui, ó. Ai, que bonita ela, que bebezinha. Ah, ela ia. Dois meses ontem a Mel fez, minha filha. Acabou de acesa aqui. Posso mostrar aqui? Pode, pode. Ai, que linda aqui, gente. Dois meses da Mel. Dois meses... Mel? Mel do... Mel, Mel, M-L. Mel, só Mel. M-L. M-L, é.
Ai, que família bonita. Posso mostrar? Pode, pode. Pode? Cadê? Olha que linda família, gente. Segue lá, Karine Guida, gente. Olha lá, olha aqui, gente. É só seguir, tá aqui em cima. Mostra o peito. Ó, tem os dois, ó. Karine Guida e Clayson Costa. Muito legal, cara.
É, tem o teu filhinho aqui. E aquele cabelo que parece um ninho de cobra? Isso é porque eu corto. Qual o nome dele? Igor. Ô, Igor, cortar esse ninho de cobra aí, mano. Eu falo com ele, corta esse cabelo. Não, não. É, tá na moda. A gente tá com quantos anos, Igor? Vai fazer... Ele tá com 16, faz 17 em novembro agora. Os moleque na escola, cara. Eu vejo tudo com esse cabelo.
serve tudo que se escabe na dívida de passarinho de guache nossa e assim você é igor o igor cara não sei se essa menina gosta desse cabelo não vai não eu falo que ele tava na hora de cortar ele joga bola que ele faz ele agora ele não tá jogando mas ele jogava jogava bola e ali no o ronaldo ggs ele pensou mas agora ele dá uma parada e como tá aqui o igor na escola como que é
tranquilo, sou pro tranquilo. Ele tranquilo igual você ou é doido igual a mulher? Quem é mais tranquilo em casa? É você, né? Não, eu sou um tranquilo. Não, você ou ela? Acho que eu, acho que ela é mais brava. Ela é mais brava. É. Mas o Igor foi engraçado, a gente ficou impressionado com a adaptação e o inglês dele aqui. O Igor com seis meses, ele falava inglês fluente, fluente, fluente. E hoje ele não nasceu. É, o Igor é mais americano do que brasileiro. Sim, ele tem o maior tempo da vida dele aqui, né?
Aí você vê umas atitudes assim, tem hora que não é atitude de brasileiro, eu falo, caramba, esse menino tá parecendo americano. Tipo o quê? Dá um exemplo aí pra mim. Ah, tipo... Não é alimentação não, né? Porque aí ele come igual a gente mesmo. Mas as atitudes, às vezes tem as atitudes... A forma de pensar, de agir. É, de agir, você fala assim, nossa, esse menino tá parecendo americano, aí a gente vai pegando, pega. É porque pega, né? Pega. Os amigos americanos, então...
E ele tá indo na escola, tá indo ok? Tudo tranquilo, graças a Deus. Ele é muito bonzinho. Muito bonzinho. E namorada? Não mexe com isso ainda não. Não, ele até... É muito novinho. Até namorou com uma hispana aí. Aí não deu certo. E agora ele não quer mexer com isso mais não. Ô Igor, cara, vou falar pra você agora, pro Igor e pra toda molecada. Pra homem e mulher. Namoro. Agora vocês estão ouvindo de um cara que já foi muito namorador.
Na minha época de menino. Né? Então eu vou dar uma dica pra vocês. Que agora eu tô velho. Agora é a dica de pai aqui. Eu tenho quatro filhos. Tenho filho de 25 a 11 anos. Há 10 anos, Paulinho. E, cara, namorar é distração.
Você vai arrumar uma namoradinha, daí você vai fugir do foco da escola, acaba fugindo do foco de uma faculdade. Igão, foca no que você quer fazer na vida. Você que está com 16 anos, talvez não esteja pensando, vai entrar no militar, pensa o que você vai fazer na faculdade de direito, vai ser advogado, médico, o que você gostar. Foca nisso. E quando você arrumar uma namorada, você vai perguntar, isso serve para as meninas também, tá?
Você vai falar o seguinte, esta pessoa é a pessoa que eu quero casar? É a pessoa que eu quero comigo pro resto da minha vida? Se a resposta for sim, você vai e começa a namorar, foca nos estudos. Nós homens temos que ser o provedor, a gente tem que me meter, tem que trabalhar. Trabalhar, trabalhar e estudar. E a regra, vou falar pros jovens, é simples. Quando você não estuda com a cabeça, o corpo padece. Você não trabalha com a cabeça, trabalha com o corpo.
E é só pra vocês entenderem, eu tô falando com os jovens. Quanto mais você sabe, menos você trabalha e mais você ganha. É. Quanto mais topeira e burrão você é, mais você trabalha e menos você ganha.
Aí você vai escolher. Eu quero ficar inteligente, quero ter uma profissão pra trabalhar menos e ganhar mais ou quero ser um burrão pra trabalhar mais e ganhar menos. Essa é a regra. Você vê que eu vou falar agora com o Igor, você vê teu pai e tua mãe e rala.
porque eles não nasceram aqui, não vieram pra cá pequeno. Você tem toda a oportunidade do mundo. A única coisa é que você não pode ser, Igor. A única coisa é presidente dos Estados Unidos, que pra ser presidente tem que ser nascido aqui. Tirando isso, você pode ser o que você quiser.
neste mundo. Este país te dá oportunidade. E tua mãe e teu pai tão ralando, não é pra você deixar esse cabelo de língua de passarinho crescer não. É pra você estudar e pegar todas as oportunidades que existir e investir nela. Você já tá com 16 anos, já começa a pensar o que você gosta, o que você quer fazer. Parece que é novo, ó. Eu vim pra cá com 21, já tô com 49.
Eu vim pra cá menino, eu já tô um velho. Eu tenho filho mais velho do que eu vim pra cá. Olha que maluquice que é a vida. Então não vai, foca nisso, namorada é legal, essas coisas, mas pensa assim, se casamento fosse bom, não precisava de testemunha. Não é preciso... Garou o pano da minha mulher. Mas é verdade, é moleque... Galera, e ó, Igor, se você fizer o teu melhor...
Você vai... E não precisa ser o melhor do mundo. O teu melhor. Você vai ver uma baita diferença. Você se destacando em tudo que você for fazer. E pensa, namorada e namorador para as meninas, né? É distração na cidade. Primeiro sabe o que você quer. Entrou na faculdade, passou o primeiro ano, o segundo ano, aí arrumou uma namorada top para casar. Não vai mal que está estudando ainda.
O conselho tá aí, né? O conselho tá aí. Se você quiser ficar burrão, chumentão, não é teu pai. Se teu pai vai sofrer, devia você sofrer. Porque eles estão fazendo a correria deles. Você vê, eles estão inteligentes, os dois.
Os dois, eu tava falando pra ele que era de Patinga, quem me fez virar macho nessa terra com ética de trabalho e me ensinar a ser homem, que todo o que fazer é o seu melhor. Não tô falando homem de piu-piu, tô falando homem de meter a mão mesmo, fazer trabalhar. Foi o tio Tonho, que é de Patinga, amo o tio Tonho, que vai morar aqui, sei lá, em Canérico, não sei quantos anos. Ele falou, não, você, cara, trabalhar comigo tem que ser macho.
Então aproveita o exemplo do teu pai e da tua mãe que são empreendedores, tiveram que aprender sem empreendedor, são empreendedores de sucesso dentro do que eles estão fazendo, mas não adianta focar neles, foca em você e não tenha que trabalhar negócio pesado. Usa a cabeça, você quer trabalhar com o negócio do teu pai e da tua mãe? Vai pra escola, faz uma faculdade de gestão, de marketing, de administração de empresa, e fala agora eles vão fazer nossa empresa bombar.
mas vai pra escola. Desculpa, velho. Não, é que eu gosto de falar às vezes com os meninos e com as meninas porque é importante ouvir de fora. Porque mãe e pai é chato pra caramba muitas vezes. Eles acham que só querem encher o saco. Mas ouvindo de fora, escuta.
E vamos falar sobre a imigração bem rapidinho. Você está em Metro Oeste. O Metro Oeste é o ninho dos brasileiros. Ah, quem chega... Brasileiro que vem pra meter a mão não vai pra Uendemir. A galera... Olha eu perdendo meus amigos de Uendemir agora. Uendemir vai... Uendemir. E o Utegarden vai as Nutella pra fazer Uber. Fazer essas coisas fácil. Tô brincando, gente. Mas a gente sabe que o brasileiro raiz pobre que vem pra cá é Metro Oeste.
É o Metro Oeste, é ali que eles estão, porque ali tá no meio de tudo, tá fácil. Você tá vendo alguma diferença, galera, indo embora ou não indo? O que você vê no meio lá? Quando eu cheguei aqui eu comentei com você, né? A gente escuta as pessoas falar, as pessoas estão indo embora por causa desse problema de imigração e tal, mas... E o trânsito?
Parece que tá só aumentando. Aumentando gente vindo aqui, né? Parece que só tá aumentando. Um dia, uns 30 dias atrás, veio um amigo meu passear aqui e falou que ele ficou sabendo que tá chegando muita gente. Falei, então pode tá indo, mas deve tá chegando muito. Se tiver indo, também tá chegando, né? Você não tá sentindo diferença nesse trânsito? Ah, o trânsito aqui tá horrível. Tá muito puxado o trânsito. Então, se tá indo, eu não sei. Agora, questão de trabalho, questão de trabalho, deu uma caída de trabalho.
Você acha que caiu porque tem mais gente do que trabalho? Pode ser? Ou porque as construtoras deu uma diminuída? Isso. Eu acredito que seja. Eu não sei se vou dizer que diminuiu porque não tem quem faça. As casas estão aí. A gente precisa colocar cerâmica, mas a cerâmica não chega.
Ah, cerâmica que não chega? Não, eu tô dando tipo um exemplo. Por exemplo, a gente precisa colocar cerâmica, mas as portas não veio porque eles não fabricaram ou não tem quem fabrica. Não sei te falar o motivo. Ah, então tá faltando material. Tá faltando material. Eu acredito que seja problema dessa imigração.
Ah, olha que interessante. É a primeira vez que eu ouço isso. Tá faltando alguns materiais por falta da mão de obra dessas fábricas. Sim. Às vezes alguém vai assistir e vai falar assim, ah, mas eu tô trabalhando, como que ele tá falando isso? As pessoas estão trabalhando. Sim, todo mundo trabalhando. É, naquele ritmo que a gente trabalhava. Diferente. Eu estou vendo diferente.
Pode ser que pra um ou outro não atrapalhou nada, depende do contato, onde a pessoa trabalha. Não tô generalizando nada aqui. Mas com as pessoas que eu tenho conversado, as pessoas que eu tenho costume de trabalhar junto, todos estão falando a mesma coisa.
Caiu, caiu bastante trabalho. Agora eu vou ter que fazer uma sacanagem. Gente, eu tô conhecendo o Clácea agora. O Clácea foi me buscar na sala que eu tava lá. Uma coisa bem maluca, gente. Eu vou contar pra vocês rapidinho. Eu te coloquei o Clácea aqui. Eu entrei na sala. Um vizinho meu aqui de brasileiro tá montando um negócio. Ele nem me convidou pra ir ver. Eu tava na cozinha lavando uma xícara. Duas xícaras.
E aí ele falou, Paulo, eu tô montando um negócio. Aí ele me falou um negócio, eu não vou falar pra vocês ainda, pra não dar spoiler. Aí eu falei, ai que legal, deixa eu ver como tá ficando aí. E eu entrei. Eu entrei nessa sala. Tinha um maluco meio com cara de indiano. Rapaz, brasileiro. Ali, eu fiz oi. E eu tô conversando com esse meu amigo. Aí meu amigo saiu da sala.
O cara do nada começou a falar, ó, meu nome é pastor Fulano e eu profeto na tua vida. E começou a falar umas paradas muito doidas ali pra mim. Muito doida? Porque, é, tipo, ele falou umas coisas de verdade. Resumindo. Daí apareceu o Clayson lá na porta, perdido, também falando, eu ouvi tua voz. Foi o que você falou? Falei, eu bati na sala, ninguém atendeu, eu ouvi sua voz, eu voltei aqui. E voltou. Clayson, mão de obra, tá tendo de trabalho.
mão de obra ainda tem, ainda tem mão de obra, as vezes as pessoas mandam mensagem, tem trabalho, como que tá... Mas trabalho que deu uma diminuída. Vamos falar do perfil, agora eu vou sacanear você, vamos falar do perfil, eu vou falar o estado e você fala... Eu falo o estado do imigrante, gente isso aqui é uma brincadeira, mas é que você fez um comentário, eu vou ter que zoar, eu falo o estado, você fala a profissão.
Tá. Vamos lá. São Paulo. São Paulo... E pode repetir, profissão, não tem problema. São Paulo é instalador de cerâmica, pintor. Mineiro. Brick. Brick. Tijolo, concreto, cerâmico. Mais pesado. O mineiro já vai no... Carioca. Uber, loja.
Uber, quiosque. É, quiosque do Alvaro, do Outlet. Qual que é a raça na tua... Não falei pra sacanear, gente. Qual que é a raça na tua opinião? Qual que é o grupo... Gente, e outra coisa, ninguém tá generalizando. Mas existe um fator meio verdade aí. Os mineiros... Gente, você pode falar o que for dos mineiros. Os mineiros vêm pra fazer dinheiro. Eles trabalham. Eles não se incomodam de trabalhar.
Pode estar sol, pode estar chuva, pode estar caindo raio, furacão. Só que eles querem dinheiro. E eles produzem. A minerada produz. Onde que dá mais dinheiro? É no mais pesado. Qual que é o mais pesado? É tal, é lá que eu vou. É lá que eu vou. E eles produzem, gente. A mão dos caras parece uma pata de cavalo. Um casco de cavalo, não é? Os caras metem a mão no becão velho. Deixa eu... Nem lembro que eu tava... O que eu tava te perguntando? Do... O que eu tava te perguntando?
Você falou que eu vou sacanear outra coisa. Daí nós tivamos falando, eu falei da profissão, eu já viajando. Não, porque é porque eu dei risada dos cariocas. Ah, qual que é os caras que mete a mão mesmo? Você acha que os mineiros, ninguém mete a mão mais que os mineiros? Não, eu acredito que não. De pesado? Os mexicanos brasileiros. Sim, os mexicanos também é bruto. Mas é normal, você chega na obra, um brick, uma cerâmica, um trabalho mais puxado, você...
De onde você é? Ipatinga, Itaúmi, Valadares? É por aí. Pelo menos aqui, né? E por que tu ficou em Orlando? Você não foi pra fazer dinheiro mesmo lá pro norte? Porque eu acho que tem um pouco de enganação esse negócio de ir no norte dar mais dinheiro. Explica aí. Porque se você for colocar na porta do lápis, aqui a gente trabalha o ano inteiro.
É lógico que vai variar de profissão. Mas onde a gente trabalha, por exemplo, na construção? Quem trabalha na cidade? Ou na faxina? Trabalha o ano inteiro.
e agora por exemplo, lá quem trabalha ah, mas aqui eu ganho tanto mas quando chega o frio, aquela neve a pessoa não consegue sair de casa, não consegue trabalhar do lado de fora às vezes quem trabalha dentro ainda consegue continuar trabalhando, mas quem trabalha fora não e sem falar que os preços das coisas elas são mais caras, né? lá tem os preços do trabalho são melhores mas o custo de vida em certos lugares também são maiores e tem essa questão, que eu bato muito na tecla você trabalha o ano inteiro aí aí
E quando você vai olhar também, às vezes, lá, pra quem tá chegando, realmente é melhor. O salário do ajudante. O cara chega lá, sei lá, 17, 18, 15, não sei o valor certo por hora. Aqui não, aqui ele vai ganhar por dia, que é diferente. Lá é por hora, aqui é por dia. Ah, lá é por hora? Lá é por hora, aqui é por dia. Eu falo entre norte e aqui. Isso, Flórida e Massachusetts. Isso, Flórida, Massachusetts, isso.
aí às vezes para ajudante sim mas a partir do momento que eu pego um trabalho aqui de pintura serão sozinho se já foi ele quem pega lá se você for olhar não tem ela por ela já vai ficar eu acredito que vai ficar elas por ela a partir do momento que você é um profissional você trabalha lá quanto é o salário profissional lá a 30 dólares 30 dólares a hora a mas é que é quanto 300 dólares
Eu prefiro trabalhar por dia do que pela hora. Porque lá se você não fizer as 10 horas, você não vai ganhar os 300. Tô dando um exemplo de valor. E não adianta fazer as 10 horas e não fazer nada, que você também não vai ganhar os 300. Não vai ganhar. Agora aqui você saiu de casa, pegou o serviço 7,6, você combinou com o 4,7, 7,6 ou 8. Passou de 2 da tarde, você já vai ganhar seu dia. Ah, finalizou o trabalho 3, 3,6, 4, você vai ganhar seu dia.
Lá não, lá ele vai ter que fazer as 10 horas pra ganhar o mesmo valor. Então, colocando na ponta da caneta, eu realmente acho que não é... Não é tudo isso. Não é tudo isso de diferença. E sem falar que aqui a nossa qualidade de vida devido ao tempo é melhor por causa do frio, essas coisas. Aqui é um Brasil melhorado, né? É. Porque esse clima aqui da Flórida, não tem... O que você faz pra se divertir, você e tua família?
Eu faço muita coisa em casa. A gente passeia, a gente recebe muitas visitas aqui durante o ano. Todo ano vem meu pai, todo ano vem minha mãe, todo ano vem irmão, todo ano vem amigos. Agora, semana passada mesmo, foi embora dois casais de amigos que estavam na nossa casa. Vem passear, vai nos parques. A gente faz muita coisa em casa hoje em dia. Antes não, antes a gente ia mais num barzinho de vez em quando, num restaurante assim. Hoje a gente faz muita coisa em casa.
E a gente já andou muito aqui, né? E a gente gosta de viajar também. A gente tem esse negócio desses resorts, que aí você paga mensal e não tem direito. Ah, é time share. Eu acho que é time share. Então a gente sempre pega um resort, vai com a família, vai com minha irmã que mora aqui também, meu cunhado. Eles pegam e a gente vai junto, eu pego. E eles vão junto com a gente.
Agora, final de outubro, a gente pegou um resort em Daytona, ali da Windy em Daytona. Natal a gente vai pra Tennessee, vai passar Natal em Tennessee. Ah, faz bastante coisa. A gente vai, a gente passeia muito. Quando não tem muito, não sai muito fora, a gente vai muito ali em Miami, Fort Lauderdale. Sempre a gente pega um resort e vai passear.
Agora em casa, todo fim de semana, faço churrasquinho, alguma receita diferente. É, tu faz direto? Faço. Todo final de semana faz alguma coisa diferente? Alguma coisinha, sim. E você, você bebe? Cerveja ou não? Light. Você é do estilo mineirão que vai, acorda no sabadão, já vê uma carninha, abre uma cervejinha. Sim, abre uma cerveja, toma uma carninha ali. No domingo, o que eu vou fazer? Vamos fazer uma feijoada. Aí eu vou lá, faço. Você gostou que cozinha?
É fim de semana. Fim de semana é. Eu gosto. Não, eu... Não, e pode estar ruim que a minha esposa fale que tá bom. Da... Não, ela nunca reclama. Porque ela prefere que eu faça, então ela não vai reclamar. Ela fala, não, tá ótimo, tá muito gostoso. E ela boa de boca também come qualquer coisa. Conhe, tudo que a gente... Comida mineira, comida mineira...
quem não come né bom demais né demais demais da conta demais da conta só cara e qual que é a dica que você daria nesses 10 anos que você tá aqui você pegou bastante experiência qual dica que você daria para o novo imigrante para dar certo para conseguir conquistar as coisas e tem muita atenção em quem confia tomar muito cuidado com o que você escuta quando você tá no brasil
Eu falo de experiência própria. Eu escutava, quando cheguei aqui não é o que eu escutava, não. Eu escutava com cinco anos você já aposentou no Brasil, com cinco anos você já construiu tanta coisa, nunca mais você vai precisar trabalhar pra ninguém. Aí quando você chega aqui você vê que as coisas são mais diferentes. Ainda mais eu era acostumado, eu era fechado, todo mês o meu caía, final de ano eu tinha meu décimo terceiro, eu tinha minha pele, eu tinha meu abono. Chega aqui você não tem nada.
Se você chegou aqui e tem trabalho, você levantou um dinheiro esse mês. Mês que vem, se não tiver o trabalho, você não tem o dinheiro. Choveu? Azerto? Não tem dinheiro? É. Ah, quem trabalha lá de fora choveu? Não tem trabalho. Não tem trabalho? Não tem dinheiro. Você não tem uma garantia de quanto você ganha mensal. Você pode fazer 5 mil esse mês, mês que vem você fazer 10 e no outro você fazer 2.
Então tem muitas coisas que eles não te contam. Então eu acho que a pessoa tem que, tipo assim, filtrar bastante o que... As informações. As informações. Porque não tem um que eu converso que não fala a mesma coisa. Que quando chega aqui assusta. As coisas se ajeitam. Se a pessoa correr atrás, a oportunidade o país te dá. Mas a pessoa se assusta. Porque não é tão fácil de ganhar dinheiro como as pessoas imaginam, né? Isso, é isso aí. Não é tão fácil como as pessoas imaginam. E todos que correram atrás, venceu.
nas batalhas, venceu, quem não desistiu, venceu. Mas não é fácil, igual as pessoas dizem. Agora tá tendo esses problemas aí, né, com a imigração, essas coisas e tal. Mas aqui é um país que a gente pode ir embora e falar mal da gente. Eu não dei certo porque eu cansei por causa disso, por causa daquilo. Agora, oportunidade igual o país dá, é difícil achar outro país que dá.
E eu posso falar ainda mais, posso falar que não existe. Eu queria falar, mas eu fiquei com medo. Não, não existe, cara. Quantas pessoas a gente vê que com passaporte consegue comprar carro, alugar casa, não é verdade? Você chega aqui sem nada e você financia as coisas. Financia carro. Loucura, né? Abre conta de luz no seu nome. Dá oportunidade, tem Estado que deixa eu tirar carteira. Então dá muito, agora tá tendo problema, tá, mas dá muita oportunidade pra imigrante.
Eu acho que não tenho ideia. E você falou uma coisa que eu nunca ouvi dizer e eu vou sempre usar. Você que falou. Eu aprendi com você hoje aqui. Se você quiser voltar pro Brasil, tudo bem. E se você achou que alguma coisa não deu certo, o que não deu certo foi você. Não fale... Ou não fale nada. Fala, cara, Estados Unidos top, pá, não é pra mim. Tudo bem, não tem nada de errado. Isso. Da mesma forma que a Itália não é pra mim, Espanha não é pra mim. Não vou.
O estilo que eles vivem, o estilo de dinheiro que eles ganham não é pra mim. Eu não vou pra Portugal. Não é minha pegada pra trabalhar e ganhar dinheiro. Talvez eu vá passear. Ou pra aposentar, talvez. Então, não tem nada de errado. O que é errado, pelo que eu entendi que você falou, e eu concordo, é sair falando mal dessa terra abençoada aqui, que só não vence quem não quer trabalhar.
Verdade. Agora, se acontecer de não ter trabalho e ter uma crise, ok. Tudo, aconteceu. Foi a crise, não o país. Não o país. Eu vi um vídeo, o cara... Foi até minha esposa mandou o cara falando. Ó, tô aqui no Brasil, minha mãe mora aqui na frente, eu moro nos fundos, meu irmão do lado, tô feliz, vim embora dos Estados Unidos, porque caiu o trabalho e eu tava trabalhando pra pagar a conta e comer. Pra pagar a conta e comer, eu fico perto da minha mãe e da minha família.
Tudo bem. Tá super explicado. Por mim, ok. Da mesma forma, não, beleza. Que não tá legal nesse momento, eu quero ir, eu vou. Mas o erro ainda continua sendo meu se eu fizer isso. Porque se eu tivesse guardado o que eu ganhei, eu poderia continuar aqui até a crise passar. Com certeza. Eu acho que o importante é ser feliz.
E não pegar e transferir a culpa. E você falou uma coisa perfeita. Também duas coisas que você falou perfeita, né? Sobre eu assumir a responsabilidade. Ah, não é, cara, eu tomei um tombo, não me pagaram. Tudo bem que você aprendeu com isso. É a vida. Você tomou o chapéu de aqui? Há dois, três meses atrás, eu tomei no mês 4 mil dólares. Um cara que... um porto-riqueno.
que eu fazia trabalho pra ele, o trabalho dele é muito bom. Paga bem e tudo. Mas você conhece português. E fiz o trabalho pra ele, ele pagou um, segurou o cheque do outro. Aí na hora que eu tive que fazer mais um trabalho pra ele pagar o outro. Quando chegou no último cheque, ele, espera que eu tô sem dinheiro. Espera que eu tô sem dinheiro. Esse trabalho era 2.900 dólares. E no mesmo mês eu tinha feito o Cile numa cliente da minha esposa. É americana.
E ela, como o Cili é um trabalho feito muito rápido, as pessoas combinam com você e depois na hora de pagar acha que você ganhou dinheiro fácil. Mas você tá fazendo pelo que você... O seu preço é pelo conhecimento que você tem do trabalho. Não é pelo tempo de trabalho. E começou a arrumar problema comigo e segurou mil dólares meu. E o outro segurou dois novecentos. Então foi três mil novecentos. Quando eu fui... Aí eu dessa cliente, eu falei, ok, não te atendo nem na limpeza mais.
E a gente limpava a casa dela toda semana, duas vezes por semana. Era um bom cliente. A casa dela é 4 milhões. E tem a cara de pau em fazer isso. Ela vendeu uma casa e comprou uma outra, que ela no mínimo uns 3 milhões e meio de dólares. E me segurou mil dólares meu, e o outro que segurou os 2,900. Aí a secretária dele começou a enrolar, falando que ele tinha ido pra Porto Rico. Resumindo o assunto, tava preso. Olha só.
É a vida, é o carmo, né? É o maior preso. Quer dizer, aquele mês, 3.900 dólares que eu trabalhei, ficou. Agora imagina se você estivesse contando, que é o que acontece com o recém-chegado. O recém-chegado que veio com pouco dinheiro, ele conta com aquele dinheirinho. E quando toma um tom, acaba a vida do cara. A única coisa que eu falei, quem toma conta da minha vida é Deus. E não vai deixar faltar. Eu não vou sofrer, realmente eu não sofri. Não sofri por causa disso. Você fica triste, né? É, mas não, falei, beleza.
O que é meu, é meu. E Deus vai cobrar deles. E resolve com eles. Não vou sofrer por causa disso. Até isso você aprende nessa terra. Se fosse antes, eu ia ficar remoendo. Eu não ia dormir. Eu ia ficar nervoso. Eu ia matar o cara. Eu ia querer matar, ficar estressado. Eu falei, não, gente, não adianta. Você faz o que está nas suas mãos. O que está nas suas mãos, você deixa pra Deus. Você faz a sua parte. Minha parte é fazer o trabalho que eu fiz. Agora, se eu não consigo receber, não adianta eu querer. Vou fazer o quê?
O cara sabe que deve ser, sabe que você fez o seu melhor. É. Aí não adianta, né? Mas tem várias situações aqui que... E tua esposa, você tomou chapéu de cleaning? Ou de helper que falou que limpou, não limpou? Até que ela não. Até que ela não. Tem, às vezes, alguma menina quebra alguma coisa e a gente tem que pagar. Alguma coisa assim. Mas tem cliente também que é super tranquilo. A gente tem muito cliente brasileiro. Tem uns americanos também, mas tem muito cliente brasileiro também. Que é super de boa.
os que não são de bolsa vai tirando devagarzinho vai trocando é que tem ser humano qualquer área que você for vai ter os bons e os ruins não adianta cara muito legal parabéns né para eu fico feliz pelo teu filho que está melhorando que está novo praticamente a tendência vai crescendo vai melhorando
Cada vez mais. Obrigado por ter vindo compartilhar um pouquinho a tua história. Por que tu é maluco e não quis vir, não? Ah, uma menininha novinha lá, né? Ah, que amixinha. Aí, agora na que eu saí, elas estavam acordando, aí de noite não dormem, às vezes não dormem bem. Mas a gente vai olhar isso aí. Tu tá trampando todo dia?
na manhã no auxílio não se não falar mal dos caro, o mineiro vem falar mal dos cariocas eu fiz uma pergunta que ele tinha que falar olha aqui minhas mãos rapaz chega uma hora que você tem que descansar faz até manicure mas chega uma hora que você começa a tirar o pé um pouquinho tá com quantos anos? eu 41 dá pra dar mais uma?
Não, mas eu ainda faço. Vou lá reformar sua casa e você vai ver. Eu vou fazer. Será que vai fazer? Tá combinado, então. Cleitão, muito isso. Obrigado. Qual que é o Instagram da tua mulher de novo? Fala aí. Karine Guida. Karine com Y. Com Y. Karine Guida com Y e Cleitão vai estar lá também. Vai lá, segue eles, dá um... Mostra a força do canal Perguntas. E a gente vai se falando. Valeu, obrigado. Fica com Deus. Com Deus. Tchau, tchau.
E aí
Construindo o Sonho Americano
curso sobre imigração legal