Casal brasileiro conta a dura adaptação de morar nos EUA
Paulo Paternes conversa com Maria e João, um casal que deixou carreiras consolidadas no Brasil para recomeçar a vida nos Estados Unidos. Eles contam os primeiros passos em Orlando, as dificuldades enfrentadas e como foi reconstruir tudo longe da família e dos costumes brasileiros.
A entrevista mostra de forma transparente os desafios da adaptação, as mudanças profissionais e as preocupações em oferecer uma vida digna para seus filhos. Maria e João também compartilham como superaram barreiras emocionais e culturais para continuar firmes no propósito de prosperar em solo americano.
Com muita sinceridade, eles revelam que, apesar dos obstáculos, é possível recomeçar e construir novas oportunidades nos EUA. A história inspira outros brasileiros a acreditarem que, mesmo com dificuldades, há caminhos para realizar sonhos.
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Fala aí, galera, beleza? Ainda bem que eu falei pra Maria ficar quietinha, que a bicha... Eu fiquei falando duas horas ali, agora você vai falar, Maria, bem-vinda. Obrigada, Paulo, pelo convite, a gente tá muito feliz de estar aqui com você hoje. Gente, é o seguinte, eu já comecei, eu falei assim, falei assim, ó, vou ficar quietinha agora, que vai entrar a musiquinha. Não foi? Tava quieta até agora, na hora que não ia falar, falou.
Maria, bem-vinda. João, bem-vindo. Olá, tudo bem, Paulo? Muitíssimo obrigado. E vamos lá. Vou fazer a primeira pergunta. Da onde vocês eram do Brasil? O que vocês faziam e por que vocês decidiram vir para os Estados Unidos? Vamos lá. Somos de dois lugares distintos, mas nos juntamos. Fala, fala, Maria. Vamos puxar mais perto de vocês se precisar. Puxa seu cabinho para cima, que tem um monte de cabo. Abaixo, isso.
Eu sou do Rio de Janeiro, João é de Belém, no Brasil. A gente se conheceu no Rio. Os dois eram executivos da Vale. De lá do Rio, vivemos há mais alguns anos no Rio. Depois, os últimos cinco anos no Brasil, a Vale... Eu até tinha saído da Vale nessa ocasião, o João ainda estava. Ele foi convidado para Carajás, lá no Pará.
E eu acompanhei nessa jornada floresta amazônica, viver dentro da selva, que foi uma experiência incrível. E dali eu recebi um convite, voltei para a Vale, a Vale estava implantando um projeto que hoje é a maior mina de ferro do mundo, que é o S11D. E aí eu fui para o planejamento, para a operação, participei da inauguração e do ramp-up da mina.
E passamos aí nessa jornada de Amazônia cinco anos, não foi? Cinco anos, foi. E por que vocês decidiram vir para os Estados Unidos? Começou lá nessa jornada de Amazônia. Eu acho que a floresta te faz um chamado maior de reflexão interna. O Brasil, a vida toda lá é um país maravilhoso, todo mundo ama, mas tem os pontos de desconforto que a gente não sabe identificar muito bem.
essa jornada lá dentro da floresta a gente se desconecta do mundo porque você perde acesso a tudo você não tem um shopping você não tem nada se vive dentro da mata ea sua vida social é churrasco em casa com os amigos da empresa nessa sua vida e aquilo ali te leva para um ponto de reflexão que a gente parou para pensar sem pô estudamos
Fizemos carreira bonita, ganhamos dinheiro, viemos sendo promovidos, reconhecidos, família tá aqui, tá ótima, mas assim, e qual o próximo passo disso? Aonde que a minha vida vai, né? Propósito, o que a gente tá falando. E aí a gente começou a sentir falta de... Acho que já tinha dado tempo de mundo corporativo, a gente queria atuar com alguma coisa que fizesse mais sentido pro mundo do que...
é ser bom executivo e ganhando dinheiro isso ainda no brasil eu vou fazer o que aí teve outro ponto a gente tem quatro filhos né estavam numa idade assim os mais velhos tinham 15 voltar com dois adolescentes para o rio de janeiro que estavam há cinco anos vivendo dentro da amazônia com liberdade autonomia total direito de ver como é que a gente volta para o rio de janeiro e aí começou a dúvida que a gente faz
nosso próximo passo não vai ser nesse mundo corporativo como a gente está mas também voltar para o rio e não era uma opção e a gente já tinha uma vida mais ou menos aqui a gente tinha casa que lá perto do rio a gente já vinha bastante gostava muito daqui daí veio a ideia né
Pensar em restaurar... Com essa ideia, João? É, acho que isso aconteceu de forma, acho que está bastante natural. Porque a gente já tinha essa vontade de sair do corporativo. Eu já estava na Vale, já tinha 30 anos, mais ou menos. Comecei na Vale, era estagiário e fui crescendo também de uma forma bem interessante.
fui um dos diretores paraenses, muitos diretores paraenses na Vale, então tinha uma história lá legal, mas aquilo já, como Maria falou, quando a gente estava lá em Caracas, aquilo já não fazia parte muito da nossa... Faltava alguma coisa, você sabe quando você pensa assim, falta alguma coisa. Porque você se dá ali da sua vida, da sua alma e você quer dizer, mas pô...
Isso é realmente o propósito que a gente tem aqui. Uma vez você faz coisas que, de certa forma, algumas vezes ferem os seus valores, ou você se sente um pouco constrangido. E a gente já estava nessa fase que a gente não deveria passar mais por isso. Eu acho que cabe até um parênteses. As pessoas costumam avaliar, assim, há um executivo de sucesso.
Principalmente no Brasil tem essa visão. Pra você ser alguém, ou você é um grande empresário, ou você é um mega executivo de sucesso. A vida de um executivo tem muitas dores ali por trás. A quantidade de sapo que se engole e de coisas que você faz que você não necessariamente concorda.
hoje eu penso que assim é uma vida útil essa caminhada sabe e todo mundo que eu conheço todos os amigos eu tenho muitos amigos executivos no brasil mas cedo cada um tem o seu ponto de inflexão de mais cedo mais tarde as pessoas chegam no ponto assim cara
Eu não vou mais vender minha alma aqui, porque tá indo contra... Eu não vivo mais, eu sobrevivo. Me acostumei a viver bem, a ganhar dinheiro, a estar dentro da festa, a estar nas rodas. Mas, quando eu boto a minha cabeça no travesseiro, sinceramente, eu falo o que eu tô deixando aqui pra minha família, pro mundo de referência.
começa a pesar no fígado mesmo sabe sim é uma coisa que vai sendo construir nada um dia para o outro não o meu processo individual eu vou te dizer que foi nos últimos dois anos lá de carajás a gente estava muito bem ganhava muito bem não tinha custo de vida empresa proporcionava tudo as crianças estavam muito bem era uma vida quase que utópica mas eu olhava para frente assim eu falava
Tá legal, eu lembro a gente tinha uma janela virada pra mata, assim, à noite a gente parava ali, ficava naquela janela, João e eu. Mas o que que tá faltando? E esse papo começou assim, e aí Orlando foi uma coisa que a gente vinha a lazer, vinha a turismo, porque lá do Pará era mais fácil pra gente ver, né? E tinha casa já aqui, então era mais fácil.
E a gente começou a vir com mais frequência. E toda vez que eu chegava aqui, eu sempre tive senso de pertencimento nesse lugar. Sim, a gente sentia a atração. Chegava aqui e falava de muito, eu gosto de estar aqui. E uma coisa importante foi a educação também, das crianças, a questão da segurança que esse ambiente aqui proporciona. Então, esse foi um dos...
Isso foi o que pesou na hora da gente Foi divisor de áreas A gente realmente tomar Essa decisão E venham pra cá
Nosso projeto era mais assim, tinha alguns propósitos nossos de vida, mas não tinha nada em mente, vou para os Estados Unidos, fazer aquilo, aquilo outro. A gente tinha zero plano de vida aqui, zero. Não era assim, vou para os Estados Unidos para ganhar dinheiro para fazer, não foi esse. Mas vamos voltar lá um pouquinho, até para as pessoas entenderem. Quando você bateu, você falou, nós vamos.
Quando foi? Teve um... Não sei nem se dá pra falar disso, mas eu vou falar. Teve um gatilho da empresa que ajudou a gente, que foi o acidente de Brumadinho. Nós estávamos aqui de férias em janeiro de 19.
Estávamos dentro do parque da Universal, meu filho falou, mãe, está descendo lama na mina da Vale. Eu falei, como lama? Esse aqui saiu correndo, pegou, porque ele era sustentabilidade na Vale. Pegou o avião, largou aqui com as quatro crianças, foi embora correndo, pegou o helicóptero, ela foi parar lá em Brumadinho e eu fiquei aqui.
Aquele processo todo, quando a gente voltou dessas férias, ele viver aquela situação foi uma coisa que só corroborou com o sentimento que a gente já estava, sabe, daquele mundo. E acelerou. E aí foi a hora que a gente falou, nosso plano era vir para cá em 21.
vamos voltar para o rio vamos para são paulo que a gente vai fazer não embora agora a gente simplesmente veja as malas e vieram a nossa casa que a gente mora que a gente tinha que comprar comprado ela na planta antes nem pronto tava a gente não tinha nem pra onde vir porque ela 19 um brumadinho aconteceu em janeiro de 19 gente chegou aqui 7 de abril de 19 então foi voltar mais malas e
E como vocês não tinham casa, entre as coisas, de vocês ali, se foram embora por causa das coisas do corpo, praticamente? É, a gente tinha casa lá no Rio, né? É, no Rio, no caso. É, a gente deixou coisas no Brasil, mas de Carajás a gente arrumou as coisas, empacotou, saíram sete caminhões, distribuíram tudo. Foi coisa pra todo lado do almoço, tudo quase que a gente tinha. É, e viemos só com... Pegamos as malas das crianças e viemos embora pra cá. Pois o pé aqui foi quando?
7 de abril 19 7 de abril e é bom então aqui a gente não vai aguentar ficar muito tempo sem fazer nada
esse processo é um processo... Olha só, esse é um ponto importante tá certo que a gente tinha uma retaguarda financeira que dava suporte a gente podia ficar tranquilo um bom tempo sem ter essa preocupação, preciso trabalhar, tem pessoas que chegam com 300, 400 dólares no bolso, uma família pra sustentar e que tem que começar a trabalhar no dia que chega que é uma outra realidade sim, é outra realidade
não foi o nosso caso graças a deus a gente tinha essa oportunidade de pensar com mais calma gente uma casa
de vacation lá no Acorque, a gente ficava lá e alugava o raio da casa e a gente saia. Cara, em um mês a gente chegou aqui, eu e o João, as 4 crianças e 18 malas. Nós mudamos 6 vezes de lá dentro de um mês, eu e o João, as 4 crianças e as 18 malas. Ah, mas é porque vocês saiam da casa. Porque alugava a casa, aí mandava a gente sair. Como a gente não se planejou direito, vamos segurar os aluguaios da casa, não. A casa tá... Ah, porque já estava alugada. A casa era de ver que a gente não tinha no plano e já...
já estava lá planejando e a gente e agora os vagava lá e a gente olha pro hotel eu ficava no outro lugar e ficava nesse movimento mas aí graças a deus depois a outra quantas crianças vieram 4 4 vieram
É, vou alugar nem sem eles não. Agora já estão indo, né? Mas, é... Daí um mês depois, graças a Deus, a casa que a gente tinha comprado na planta pra mudar em 2021 ficou pronta. E aí nós mudamos lá pro chão, né, João? No início, a gente pôs na escada, não tinha uma cadeira pra sentar, não tinha nada, mas funcionou. E as dores, quando você chega aqui, mesmo tendo uma estrutura de retaguarda, assim, financeira que te dá suporte...
É um processo que ele é complexo. Em vários sentidos. É um país novo. É uma língua nova. Que não é a tua zona de conforto. Mesmo para quem fala inglês. Eu estudei inglês a vida inteira. João também. João foi professor de inglês no Brasil. Mas a gente chega aqui até o ano. Você foi professor de inglês? Professor de inglês. Como é que você fala? Você lembra? Cara. Nessa época eu estava entrando no vestibular.
começando a universidade. Já falava inglês naquela época? Já falava inglês. Aí eu passei uns dois anos, porque também eu não gostava de depender do meu pai. Então eu tinha muito de... Meu pai era médico, tinha todo um recurso, mas eu não me sentia bem. Então eu sempre buscava recursos, renda para eu... Seja pai, eu quero que ele compre isso. Me dá um dinheiro. Eu nunca me sentia à vontade. Então, aí pela...
Claro, ele me deu o recurso para formar em inglês. Aí eu dava aula de matemática, dava aula de física e dava aula de inglês. Estou tentando lembrar o nome. Ah, não foi numa escola grande de nome? Era uma escola que já tinha umas 4 ou 5 unidades em Belém, estava crescendo bastante. E eu fiz lá os testes.
os certificados todos que eu tinha e fiquei lá uns dois anos sendo professor aí você acha quando estava no brasil eu também me formei no curso aí fiz depois eu tive oportunidade até pela vale eu fiz em inglês
é diferente como se bem morar mesmo que eu ia falar que até o seu ouvido acostumar realmente não inglês são pelo menos uns três meses assim e aí se descobre que não fala é bosta nenhuma que você sabe escrever no caso é essa até tenta se comunicar e compreende bem mas falar falar
E aí, então tem toda essa adaptação que a gente estava falando do idioma, das regras locais, escola de criança, como que funciona, e aí fazer documento da gente aqui, e aí passa por processo imigratório.
E quem falou do processo? Você já veio meio que preparado para o processo migratório? A gente já sabia mais ou menos o que ia acontecer. A gente já tinha contratado uma empresa para fazer o nosso visto. A gente tinha dado início nele no Brasil. Ah, no Brasil. A gente ia fazer ele consular e viria em 21 já com o Green Card.
mas com essa antecipação de plano de dois anos a gente veio e fez ajuste de estátua. A gente fez aqui, depois... A gente entrou como turista e ajustou aqui. Que foi uma jornada longa ali, Doni, com aquela produção de documento. Mas você saiu de uma vida corporativa, né? Que você sempre tem aquele salário final do mês, né? Tem todo aquele...
que é o environment de uma empresa gigantesca, como é que a gente trabalhou, e vem para cá, aí a ficha começa a cair. E assim, puxa, e agora? Mundo de verdade agora. Outro mundo, né? A gente só fala muito que quando você muda, miga para cá, na realidade você está estratando uma nova vida.
porque é outra realidade, é outra situação muito diferente do que você tinha, então você tem que se reinventar. Tem muita incerteza, por mais que tenha o dinheirinho, você só vê o dinheiro acabando, não é mais parte, você começa a ver preço. Você precisa se traduzcer do Brasil então hoje com esse dólar aí a 5,5. Então te faz pensar diferente, é um desafio muito interessante, aí você acho que cresce também muito.
Porque você começa a lidar com coisas que você não tinha nenhuma experiência. Então você realmente fica... E a gente chegou aqui, logo em seguida teve pandemia. A gente teve uma sequência de eventos. Às vezes a gente questionava, mas será que esse foi o melhor caminho? Com certeza, imagino. Porque estava fora da sua zona de conforto. Mesmo com a gente, com todo...
Graças a Deus, naquela oportunidade, a gente tinha recursos para segurar algum tempo. Mas essa questão não é do dinheiro, é a questão da vida. Eu tenho filho no primeiro casamento que ficaram no Brasil. Os nossos filhos que vieram para cá não queriam ficar aqui.
Queriam voltar para o Brasil. E a gente falava, o que nós vamos fazer aqui? A gente nunca foi empreendedor na vida. A gente sempre... Foi CLT. Foi CLT. Recebi seu salário. E basicamente na mesma empresa a vida inteira. A vida inteira. Então, realmente é outra vida. A gente se... E aí, vamos lá. E aí, qual foi o primeiro trabalho aqui nos Estados Unidos?
Então, aí a primeira coisa que eu fiz foi eu abri uma empresa de decoração de interiores, interior design. Eu gosto, quando a casa nova ficou pronta, eu decorei ela toda e aí eu tinha uns amigos que eles eram realtors e...
trabalhavam na sorte visitar uma rede enorme de fama gente não se levou muito jeito pra coisa que você não vai trabalhar com decoração aí começaram a indicar eu fui montar um portfólio e comecei a fazer projeto mesmo trabalhei e fiz um fez bastante projeto é o último foi o da underground depois eu fiz alguns assim só no amor para os amigos eu fiz
a área gourmet lá do mall, onde fica o underground. Fiz um japonês para um amigo meu, aqui no restaurante. E eu gosto desse negócio, acho bacana, a decoração. E agora eu voltei toda na decoração, montando os projetos novos. E a gente tinha também um princípio que nós não gostaríamos mais de trabalhar, de ter um salário, mas a gente queria fazer coisas diferentes. Por exemplo, minha formação, eu sou engenheiro, eu tenho...
um monte de MBAs, se eu olhar meu... Aqui eu não sou nada. Comecei a pesquisar, e agora? O que eu faço? Eu sou engenheiro. E comecei a ver que eu terei que refazer, estudar, para ter o diploma aqui, ou para validar algumas coisas. Então, isso te dá um desafio interessante. E agora?
A partir daí a gente começou, esse processo foi um pouco lento, de a gente descobrir o que a gente pode fazer, qual o propósito nosso, e o que a gente precisa, dentro da nossa mudança para cá, o que a gente precisa...
desenvolver qual tipo de realmente de negócio que a gente quer fazer principalmente que tem que ter um propósito de ajudar as pessoas a gente não eu vou em aqui porque vamos ganhar dinheiro eu quero fazer um negócio para ganhar dinheiro não
Acho que o dinheiro é uma consequência que você faz, não é a meta, mas a gente sempre com esse propósito, eu quero fazer alguma coisa que possa nos trazer esse benefício de estar ajudando as pessoas. Acho que lá atrás a gente nem tinha essa clareza de tudo isso que o João está falando, mas, assim, primeiro, o que eu penso é que realmente quando a gente chega aqui, você nasce de novo, é uma reinvenção.
E para você descobrir um caminho, você tem que matar os conceitos que você tinha lá no Brasil. E a gente vinha de um... estava dentro de uma nata, que também não é a realidade de todo brasileiro, mas a gente vinha de um... os dois com background de engenharia, com carreira executiva em empresa, cheio de formações, formações internacionais. Isso sustenta na gente lá no Brasil uma capa de um personagem.
que você vira você depende daquela roupa daquele personagem para dizer que você é alguém você aceito né se aceito pra você ser pior do que você se aceita pra você se achar capaz de realizar alguma coisa você depende da força que você depende daquela daquele cartão de visita
O convite aqui é muito sensacional, eu acho, desse mundo. Eu sou fã incondicional dos Estados Unidos, cara, hoje. Porque dentro desse processo de você se reinventar, é você entender que aquela capa que é necessária no Brasil, aqui ela não é necessária. Aqui, independente se você é engenheiro, se você é isso, se você é aquilo, se você tiver um bom espírito empreendedor, se você tiver paixão por alguma coisa, e falar assim, isso aqui eu sei fazer direito, sei fazer bem feito.
se dedicar e fizer de fato bem feito, a coisa vai funcionar, vai acontecer. E com o tempo as pessoas vão evoluindo dentro desse processo de renascimento e vendo que aquela capa que era necessária da sua autoestima, não há para você existir, aqueles títulos e aqueles cartões de visita que estão muito mais dentro de você, dentro da sua força interna realmente do que dos títulos externos que você adquiriu.
é interessante então a gente sai com essa capa vem pra cá e hoje o pessoal pergunta você é barbeiro
Pior que nem isso é, né? Pior que nem barbeiro é. Nem barbeiro? Você tinha loja lá no Brasil? Ué, como é que foi isso? Não. Realmente é uma situação... A coisa da barbearia foi assim... A gente começou eu fazendo esses projetos de decoração.
Por eu gostar da coisa da decoração, mas eu olhava assim e falava, cara, ainda não é isso, sabe? Quando eu olhava dentro de mim, assim, não é isso. Eu queria fazer alguma coisa que a gente interagisse com pessoas. E aí o João também falava sobre isso. E a Maria tinha um problema, né? De cobrar os serviços dela.
Você perguntava quanto é que é isso? Ih, agora complicou. Ela não sabia... Dar o preço. Dar o preço. Não, não é só dar o preço, eu tinha vergonha. Eu tinha vergonha de cobrar, isso aqui custa X ou Y. Não foi um mecanismo que eu me acostumei ao longo da vida. Eu sempre tive salário caindo na minha conta, bônus, essas coisas, e isso era determinado pelo que eu entregava, né? E eu nunca disse meu preço pra ninguém.
Então foi novo isso pra mim e é uma questão que até hoje, meu velho, eu tenho que fazer terapia. Até hoje você ainda tem esse problema com... Eu tenho esse probleminha. Opa, então precisamos fazer um negócio aqui, ó. Eu faço com amor, meu filho. Eu amo amor, funciona o contudo. Agora se eu tiver que cobrar... Daí veio essa necessidade de assim, cara, mas a gente queria fazer alguma coisa. E João ficou meio assim, quem foi pra decoração? Fui eu, entendeu? E João lá, eu falo, e aí? O que que vamos fazer?
Aí eu falei, vamos pensar alguma coisa que tire ele, que motive, né? Quem viu pro coração foi boa. Então, quando for falar de negócio, eu falo só com você, tá? Deixa eu ver o negócio. Quem gosta de criar lá, de inventar ele, agora se reinventou também. Mas, como é que foi essa história? Então, eu tinha um barbeiro, um aqui, o Bruno, um cara muito competente, que falei, cara, eu vou abrir o negócio.
a gente sempre conhece a técnica eu não sei nada desse negócio mas eu tenho experiência de gestão eu sei tocar negócio tocava vários negócios lá na outra empresa aí eu cheguei em casa com essa ideia e falei você é maluco abriu não, abriu uma barbearia acho que
E tava no nosso propósito, no final a gente começou a descobrir isso, né? Porque a gente começou a trazer muitas famílias pra cá, né? Mas peraí, volta da barbearia, vamos começar no começo. Vamos, vamos, vamos. Da onde que veio a ideia da barbearia? Então foi dessa ideia, de dizer, cara, vamos abrir esse negócio. Era o teu barbeiro. Era meu barbeiro. Aí começamos, ah, legal. Aí começamos a procurar um espaço, né? E a Maria também entrou nesse projeto nosso.
e por isso que deu certo é a mulher mesmo negócio primeiro me interessei em fazer a parte do coração aí começa a falar vamos fazer o que que vai fazer cara vamos fazer o negócio
Porque barbearia, a gente olha aqui, toda esquina tem barbearia. Toda esquina, na realidade, é uma commodity cortar cabelo. Mas a gente queria fazer um negócio que trouxesse alguma experiência para o cliente, que o cliente sentisse bem, que saísse, se tivesse melhorado. A gente queria coisa além de cortar cabelo.
O final barbearelo é um detalhe cortar cabelo, eu acho. É um meio, mas o objetivo maior que a gente traz para o cliente é a gente sempre com esse conceito de ter uma...
O que eu posso dizer? Do nosso conceito, o cliente, a gente não tem nenhuma restrição de cliente. A gente gosta muito da diversidade das pessoas. Então, a gente começou a montar quais seriam os valores. A gente queria escutar histórias de vida, se inspirar nas histórias, participar de histórias de vida. E é uma grande oportunidade. O cara senta ali.
no sentido de cortar o cabelo, de fazer uma barba, mas ele tem uma família, ele tem uma história, ele tem as dores dele. Esse contato humano era uma coisa que faltava, dentro do nosso incômodo de mudança de vida, uma das coisas que a gente sentia era isso, a necessidade de interagir mais com pessoas, compreender o mundo humano melhor. A gente compreendia muito bem.
de finanças, de projetos, de processos, de estratégias. E isso era a nossa praia, mas a gente queria estar mais perto do ser humano. E esse negócio, ele proporcionou isso, essa era a ideia.
Mas você não corta cabelo, nem o João. É, foi coisa de Deus, cara. A gente estava lá desde o início, sentava os clientes e a gente ia nas cadeiras e conversava. A gente tem muitos clientes do início, assim, que a gente conhece e são nossos amigos até hoje. Eu fui recepcionista várias vezes.
Você deu o perfil para ser recepcionista, por sinal. Então a gente realmente começou a se reinventar. E acho que através desse nosso background de gestão, de cuidados.
gestor, a principal função dele é cuidar das pessoas. Como fazer isso, a forma de fazer isso, eu acho que esse é o nosso diferencial. Como a gente lida com o ser humano. Tanto com nossos clientes, com relação também a nossos...
os barbeiros, os cabeleireiros, o ânico, todos também os nossos clientes. Então a gente tem uma forma, a vida trouxe isso, de como a gente lidar com isso, muitas das vezes até...
Ah não, João, pode parar. Mentira. Olha aqui. É um mundo totalmente diferente, tá? Porque a gente aprendeu a lidar dentro de um mundo corporativo, porque existe uma educação corporativa, né? Então você tem todas as questões. Ser humano é ser humano tem ego em qualquer lugar do mundo, em qualquer negócio. Mas dentro de um ambiente corporativo você tem padrões de educação corporativa mínimo, né?
entrar no mundo de barbearia, de salão de beleza foi uma escola pra gente no sentido de... É porque barbeiro é tudo que tem o ego lá em cima. Isso, artista! O barbeiro e o mecânico parece que foi cortado na mesma forma. Só de... O raça difícil de lidar, viu? Não, e não tiveram essa bagagem que a gente teve de uma educação. Estrutura. Cara, lá venho eu fazer grandes eventos lá na casa. E aí eu peguei e fui fazer um grande evento no início.
botei o palco fechamos a loja bota no preparo tudo com o carinho cara mega evento todo organizado várias dinâmicas no final de dia na dinâmica de tudo que você pensa que eu fazia isso né na valia as coisas de timbio
Quando, nesse dia, na primeira vez que a gente fez, no final do dia, Paulo me dava vontade de chorar. Eu falava, João, eu fiz isso tudo sozinha, com tanto carinho. Eu nunca vi um show de horror desse, as pessoas se degladiavam, sabe? Uma falta de educação, generalizar. Me explica, me dá um... O que que aconteceu?
pessoal tinha preparo eu fui fazer assim vamos fazer uma dinâmica de solução de problemas a gente tem problemas o melhor olhar que tem que ter todo dia vai trazer os problemas funcionários aí está dando a nossa curva de aprendizado aqui de transição de carreira
Que uma coisa é você estar dentro de um ambiente corporativo. Todo mundo formatadinho. Outra coisa é você vai, empreende, pega um monte de gente que não tem ainda uma formação corporativa como você teve. Aí você vem com as suas brilhantes ideias, técnicas. Que você achando que aquilo é o normal, que todo mundo faz, porque você viveu isso. O seu olhar é assim, poxa, vou dar pra eles oportunidade de viver. Um negócio incrível que eles nunca viram.
Não vai ser ótimo, porque eles vão aprender, vão participar e a gente vai construir um...
Aí você pega, monta uma dinâmica de solução de problema. Rapaz, cada problema que surgia na mesa virava um quebra-pau. E neguinhos se matando e... E no final... Foi um horror, né? O primeiro. Aí eu dei um passo atrás. A gente até hoje faz os eventos. Mas isso trouxe um aprendizado bastante interessante.
Não adianta se trazer... A cultura é diferente. A cultura é totalmente diferente. Não é que dizer que o barbeiro é mais ou menos... Não, porque é outra cultura. É outra forma de vida. É outra estrutura que cada barbeiro tem. São formas diferentes que a gente não estava acostumado a conviver. E a sentir como é aquela...
aquela dinâmica. Então a gente realmente teve que dar passos, teve que reaprender de como fazer essa gestão de pessoas, a própria gestão do negócio de forma muito diferente do que a gente estava acostumado a fazer. Então foi realmente...
Até nisso a gente tem que se reinventar. Toda a experiência que você tem, ela conta muito, ela te ajuda porque você já passou, você já tem técnicas, ferramentas, mas quando você vai para um mundo novo, num contexto novo, na realidade você tem que reaprender quase tudo. Aliás, a gente aprende todo dia, né? Todo dia. Todos os dias a gente aprende. É engraçado você ter falado...
Isso sobre essa diferença, porque pra vocês aquilo é o correto. Pros barbeiros, não, a gente sempre fez dessa forma. O que esses loucos acham que são? Então, hoje a gente tem outro tom, tá? Hoje a gente faz a cada seis meses, a gente para tudo, leva todo mundo.
O último agora, em julho, foi num parque aberto. Então a gente tem todas as atividades indoor, outdoor. E hoje tem participação, engajamento, mas a gente mudou a linguagem. É a forma de se comunicar é que é outra, sabe? Teve também toda uma evolução do próprio time interno. A gente veio aprendendo melhor a lidar com eles.
a entender né tem as transições tem aqueles que ficam no caminho que realmente não dá para caminhar junto não né não é todo mundo que tem que estar no mesmo propósito
Hoje a gente tem uma equipe que a gente se orgulha tanto dela. É um time de estrelas que são realmente. Tem galera ali parruda, no Brasil, super reconhecidos. E estão aqui, cada um eram empreendedores no Brasil, tinham seus negócios lá. Hoje estão junto com a gente, construindo uma marca nova.
e num outro formato de vida e tá tudo certo porque a gente tem propósito comum, que é de todo mundo crescer junto. E eles veem isso, entendeu? Eles entendem que não é da boca pra fora que a gente fala isso, a gente vive ali no dia a dia. Isso foi construído.
E aprendemos muito com eles, com essas pessoas, com a forma profissional que eles são. Era diferente da gente. Então, no final, a gente não impôs. Tem que ser essa forma, essa é a forma de tratar. A forma de tratar hoje de uma pessoa, de um empregado que a gente tinha lá, Vale.
hoje que temos aqui, é muito diferente. A essência é igual, a gente sempre... São seres humanos. Eu sempre fui, tinha uma posição altíssima na Vale, mas eu sempre fui muito humilde em relação às pessoas.
não fazia disso, se não fosse a pessoa era, sei lá, o eletricista lá, pra mim isso também, nunca passou pela cabeça, também isso ajuda, eu acho que isso ajuda muito, Maria também tem essa mesma sintonia, então acho que com essas bases que a gente tem, de estrutura, de estruturar o negócio.
E com a convenção que cada um é diferente, que a estrutura, que cada um tem a sua visão diferente das coisas. Acho que dá para juntar no momento que você teve, como o Mariano falou, tem um propósito. Vamos criar um propósito único que a gente acredita que vem do coração. Porque quando você faz missão de uma empresa, visão, a gente fez 500 mil missões e visões de várias empresas. Mas eu acho que uma coisa que precisa ser feita antes, vamos definir o propósito.
Porque o propósito vai conectar valor, vai conectar missão, vai conectar tudo. Às vezes fazem aquilo da boca para fora porque tem que escrever no papel. Mas se não tiver o coração ali no meio, se não tiver o propósito...
as coisas viram muito mecânicas. Eu tive uma virada de chave no caminho. Quando a gente abriu esse negócio, o nosso propósito naquele momento era reiniciar a vida. Depois era fazer esse negócio crescer. E a gente ficou, a gente foi bem conservadora. A gente abriu essa loja, a primeira, em dezembro de 21.
vamos fazer quatro anos aí no final desse ano, e estamos esse tempo todo ali marchando, comendo arroz com feijão, entendendo o cenário, compreendendo bem agora que a gente começou a fazer o movimento de agora vamos expandir. E quando chegou essa hora de vamos expandir...
E aí, você vai abrir mais uma? É, vamos abrir mais uma, mais duas, mais três ao mesmo tempo. De repente agora apareceu uma quarta. E cada vez que aparece uma oportunidade, é assim, vocês vão dar conta disso? Não é só sobre o investimento, não é só sobre a grana, de dar conta do negócio.
Mas hoje eu tenho tanta clareza quando eu olho para um negócio que funcionou, que hoje de certa forma virou uma referência aqui. Para quem não conhece o nome? Underground. Underground One. Eu descobri o One. Esse Underground One é a empresa... É a Rolta. É a Rolta. Porque a gente começou como Underground Barbershop. Era uma barbearia e um estúdio de tatuagem.
O ambiente ficou bacana, foi uma boa decoradora, né? Sim, é lindo, eu conheci gente, foi mais linda. E aí o pessoal começou a frequentar, famílias, assim, aí as esposas começaram a pedir serviço, a gente acabou fazendo um femininozinho lá atrás, aí veio o Underground Beauty. E hoje, aí depois nasceu a One, que era pra integrar barbershop com tatu, com beauty, tem tudo que é serviço, dando lugar só. Aí nasceu a história da One.
E tem o Academy, né? Que é a escola que hoje a gente forma os profissionais também. Também tá embaixo da UAN. E nessa transição aí do crescimento, no meio do caminho que a gente entendeu, entraram pessoas, saíram pessoas, outras já tão lá marchando com a gente, caminhando junto há um bom tempo. E quando a gente chega ali, que a gente olha, cara, cada pessoa, cada profissional que tá ali trabalhando, na casa dele tem uma família.
todos eles ganham mais do que a gente que a empresa ela deu todos a empresa vive da soma do que sobra deles mas eles todos ganham muito bem você pega a gente que era top no brasil de ser referência assim e que tinha que era empreendedor que era empresário hoje está melhor aqui do que do que estava lá no brasil com certeza a gente quando você olha assim o negócio é bom pra todo mundo sabe então joão fica
Mas, Maria, vamos nesse agora de novo. Aí vem uma clareza no meu coração. São mais 20, 30 famílias que estão vindo aí, o que vai acontecer de Deus vai se sustentar. Vamos tirar o medo, porque a gente foi conservador de esperar, de aprender com as dores.
Agora que a gente tá se sentindo preparado, vamos com tudo porque... Então é você, a ideia é tua então de ficar querendo... Você tava ali e falou pra mim, olha, eu não vi o jovem de se acabar. É, o João também, o João também, ele tá... Mas ele de vez em quando tem medo, de vez em quando ele fala. Mas o medo faz parte, o medo... A gente tem que ter medo, porque se você não tiver medo... O medo é o que controla a gente, a gente ficar consciente, que faz buscar mais conhecimento.
Eu acho que a conexão, quanto mais próximo a gente está do divino, do universo, não estou falando de religião, cada um tem a sua, mas a sua forma de se conectar com a força maior. Quanto mais próximo a gente está dela, vem dentro do nosso coração. Não tem lugar que não é para a gente, não. Então já teve oportunidade de coisa de a gente fazer, de a gente chegar lá e olhar, né? Isso. Vem assim no coração, não.
Aí alguém te fala, não, mas esse lugar aqui é muito bom. Não, mas o meu coração, na hora que a gente se conectou, não falou que não. Assim como tem coisas que a gente pega, dá um passo que parece estar maior do que a perna, num dado momento, mas aí a gente olha assim e fala, não vambora, porque vai funcionar. E como que é o business? Explica pra nós, pessoas comum. Vou falar como que eu acho, não sei, tá? Como que é o business? Eu vou...
Eu também não sou barbeiro ou cabeleireiro. Então, mas eu tenho a grana. Vou dar um exemplo, tá? Fazendo faz de conta aqui. Então eu tenho o dinheiro. Vou lá, vou alugar um espaço, vou colocar 10 cadeiras. Fazendo de conta, não tenho quanto com vocês. 10 cadeiras. Agora eu preciso dos barbeiros. Os clientes são do barbeiro. Porque eu, quem eu pago pra terra, não pago pra terra ninguém. Não tá me cortar cabelo. Então os clientes são do barbeiro.
Aí, qual que é o incentivo que eu vou dar pro barbeiro a querer vir trabalhar pra mim?
No meu salão que eu fiz bonito, com aquele barzinho que vocês têm bem bonito. Hoje, depois de quatro anos, o incentivo dele é trabalhar na underground. Porque ela se estabeleceu e hoje ela é uma marca que é maior do que cada um deles individualmente, inclusive do que nós. E esse foi um aprendizado que a gente teve no caminho. Ninguém está na altura dessa marca, nem eu, nem o João, nem nenhum deles.
E nós todos juntos, João, eu e eles, a gente trabalha para isso, para elevar cada vez mais essa marca. E qual o objetivo? Para que ela seja uma coisa forte, que ela ajude esse movimento de crescimento, que assim como cada um que está ali dentro hoje vive bem desse negócio e cresce junto com ele, outras pessoas também possam vir e dar continuidade nesse movimento. Para isso, essa marca tem que ser forte.
esse nome tem que ser maior do que cada um de nós e é esse o nosso trabalho hoje todos mas vamos lá vou eu tô tentando que eu quero pegar a cabeça de vocês como funciona para aprender então mas eu comecei agora agora o paternism grounds fazendo de conta ninguém conhece o que que vocês faziam para captar pessoas a gente começou com um time inicial muito forte é um pessoal dois estavam aqui
E eram seis no início, né? Os outros quatro vieram do Brasil, mas uma galera parruda, assim. Boa do Brasil. Boa, boa, boa com força, assim, sabe? Então, esses dois que estavam aqui... Vocês contrataram o do Brasil.
Esses quatro, sim, vieram do Brasil. E os dois que já estavam aqui inicialmente, que um deles até era nosso sócio lá no início, ele já estava muito bem estabelecido, excelente barbeiro, excelente, tem uma carteira enorme, foi super importante para povoar no início. Mas essa galera que chegou, que veio do Brasil também, acho que juntou um monte de coisas ali. Um ambiente bacana, que era diferente.
A pegada do trabalho brasileiro, que é diferente, você pega um profissional americano, um profissional hispano, ele não tem o talento que o brasileiro tem. O brasileiro é um bicho bom, cara, ele que faz, né? Faz, sempre faz bem. E a gente atraiu o público americano também, desde isso, por causa do conceito e por causa da qualidade do profissional. A gente trouxe um negócio que é intangível, né? Porque a gente tem um local legal, um local bem decorado.
A gente tem profissionais muito bons, tem uma estrutura, tem uma unidade. Então a gente tem toda uma estrutura que faz trazer o cliente, que faz o cliente se sentir bem. Mas acho que tem uma coisa intangível ali naquele local, que é construído com todo mundo. Acho que através dessa cooperação e o entendimento de cada um é diferente, é a energia do local.
A gente está desenvolvendo franquia também E o consultor que a gente tem perguntou Mas peraí, fazer franquia você tem que ter alguma diferença Porque o papel você tem O que você tem de diferente lá? Eu falei energia
Então a gente ficou, como isso? Porque as pessoas vão lá e se sentem gostam do ambiente, se sentem acolhidos, têm uma empatia do local. E onde que você mantém isso hoje na multiplicação? É na seleção.
Só pode estar dentro desse barco pessoas que mantêm essa mesma energia que atrai. Sabe aquela coisa que você não enxerga, mas que você quer estar ali? É um negócio que é difícil copiar. Você não consegue. Você pode fazer outro underground, mas você não vai fazer como... É o espírito. É o espírito. Porque os nossos profissionais, para entrar lá...
o cara não precisa ser o melhor do mundo hoje, nunca foi assim. Ele precisa ter valores que sejam importantes, que sejam casados com o propósito daquilo. É claro que todos eles são muito bons, João. Não, quer dizer, esse é o primeiro critério. Como é que eu vou selecionar lá o outro? Primeiro a gente vai conversar e vai ver qual é o propósito de vida dele, qual é o valor que move ele, o que ele tem de atributos.
O que ele tem para oferecer. Se ele consegue se conectar com os outros barbeiros, se consegue ter uma conexão. Qual é a visão realmente de mundo dele? E claro, tem que ter aptidão. Mas esse... O aptidão muitas pessoas têm. Tem um monte de barbeiro bom. Você mesmo falou. Isso você consegue fazer. Você consegue fazer curso. Você consegue ver o colega do lado fazendo. Aprende.
mas o que está no seu DNA é mais difícil. Então, esse é o primeiro critério de seleção. Eu acho que todo mundo tem que buscar isso. Hoje a gente vai se dar ao luxo, graças a Deus. Ter seu propósito e as pessoas que estão com a gente, porque na realidade todo mundo é dono do underground, porque todo mundo recebe comissão.
Todo mundo faz parte do crescimento da receita e da despesa, né? Pro mal ou pro bem. Da despesa também. Eu falo a despesa que, quando eles... Eles não participam da despesa, mas a contribuição da comissão é pra pagar as despesas, né?
então você tem que ter pessoas ali conectadas com o seu objetivo então eu acho que essa é uma essência que você tem que construir isso e você constrói isso todo dia toda hora todo momento agora tem uma coisa que é muito desafiador se você quer trabalhar com brasileiros aqui toda mudança que a gente tem que passar de mindset eles também né
Se é alguém... Principalmente os recém-chegados, né? Os recém-chegados são complexos. Porque dentro desse mundo aí de salão de beleza, de barbearia, já vem comendo... Cadê a moça da Copa? Cadê a moça da faxina? Ah, no Brasil tem. Eu tô há muito tempo aqui. É, não. Tem a moça da Copa. Essa aqui é a sua vassoura, entendeu? A sua estação. É você mesmo que limpa. Ah, no Brasil tem uma pessoa que só fica limpando? Ela tem faxineiro todo dia, que fica lá o dia inteiro limpando. Que entrega do café. Tem um não sei quê.
E aí, assim, amor, deixa eu te explicar que Estados Unidos, a realidade é outra. Você tem na sua casa uma faxineira todos os dias, igual você tinha no Brasil, não, você não tem. Então aqui também não dá pra ter.
É um processo de conscientização coletiva. Essa foi a nossa grande dor no início. Nós éramos recém-chegados com uma equipe recém-chegada e ninguém entendia nada dos Estados Unidos. Hoje não. Hoje a gente já transita nesse mundo com mais naturalidade, já vai melhor. Mas foi pão, em que isso ajustar esse mindset. É isso que eu ia falar. Muitos empreendedores, eu converso com muitos todos os dias.
que não deram certo, que teve uma leva que voltou agora há pouco, alguns dois anos atrás, foi porque eles não quiseram mudar o mindset. Falou, eu tive sucesso no Brasil, eu sei que assim funciona, problema é o país, não sou eu. Isso. É isso que faz o cara falir. É outro mundo, é isso aí. Em tudo. E esse é um dos desafios quando você é empreendedor e de você lidar com fazer gestão de pessoas.
se for um brasileiro que veio da mesma realidade que a gente, ele também vem com esse mindset. Sim. Pra você explicar pra ele. Pra ele aceitar. Pra ele compreender, cara. Porque pra ele aceitar, ele precisa compreender, né? E você fazer entender que, assim, as leis aqui são outras, a dinâmica aqui é outra, o risco aqui é outro. Você sabe o que é lability aqui, o que é processo.
e que graças a Deus hoje eu tenho uma visão assim, eu acho incrível como que esse mundo é mais adiantado de recompensar as pessoas aqui não tem trabalho escravo, no Brasil o trabalho é sendo escravo, é assim que eu vejo hoje
empregado doméstico no Brasil, que eu tinha 4, 5 na minha casa, sempre tratei como se fossem da minha família. Mas aquele modelo de contratação hoje me dói. Porque aquela pessoa não tem condição de ter uma vida digna como a moça que faz a faxina que tem. Tem carro melhor do que o meu. Que vive muito bem. Obrigada. Frequenta os mesmos restaurantes que você.
usa a mesma roupa que você e ninguém sabe quem tá trabalhando na faxina, quem tá trabalhando... É verdade. Quem é empresário... É a gente que é um faxineiro, né? Porque é um mundo melhor, cara, porque você tem oportunidades iguais, só que isso parte de um modelo que você... Isso é muito legal aqui, é. Você não trata alguém como um semi-escravo, entendeu? Com aquele salário de miséria que ele não vive.
Só que aí, por outro lado, não dá pra você ter um negócio, não tem uma receita infinita. Então, tem determinados... Que tem-se como regalias no Brasil, que hoje eu entendo como serviço semi-escravo, que aqui não dá pra ter. Todo mundo tem que se adaptar, colaborar, fazer a sua parte. Então, é uma mudança de mindset mesmo. Você tem que adaptar a cultura local, não tem jeito.
Ou você está na Índia ou nos Estados Unidos, você tem que estar conectado com a cultura. Tem que aprender o inglês, tem que aprender as leis. Ontem eu estava conversando com uma pessoa que disse, olha, aquele local que a gente abriu lá, fechou. Mas o recepcionista do local não sabia falar inglês. Só falava português.
o erradinho aí? como é que você vai abrir um negócio num país e você não tem uma pessoa na linha de frente você acha que tem que falar só português? a nossa loja, quem entra ali, a nossa loja tem uma identidade, tem um mapa múndio na frente porque ali não é brasileiro, não é americano, a gente quer dar essa percepção de uma loja que todo mundo é bem vindo até porque Orlando, isso é uma característica muito de Orlando que levou a gente a esse lugar
O Orlando é uma cidade que tem gente do mundo inteiro, né? Então não dá pra você dizer assim, árabe eu não aceito. O indiano eu não aceito, chinês eu não aceito. Porque tem muito aqui, tem muito de tudo. E você tem que estar aberto pra... A nossa conexão, se você olhar a nossa loja, ela é inglês. Por quê? Porque aqui o país, a língua oficial é Estados Unidos. Eu não me sinto bem, né? Colocar, ter uma percepção.
Colocar uma mensagem, um logotipo brasileiro, português. Vocês já eram aqui, vocês estão vendo aqui, né?
Não tem nada do Brasil Eu acho que assim Depende do propósito Quando alguém abre um negócio brasileiro Voltado para a comunidade brasileira Faz sentido falar tudo em português E faz sentido usar o nome em português Porque o meu nicho é esse, é esse público que eu quero atrair Eu quero atrair o brasileiro Agora, se você se propõe a abrir igual a gente fez Um negócio que você quer pra todo mundo Aí assim, a língua em inglês, desculpa Não é português
Você vai atrair mais brasileiro? Vai. Vai porque você é brasileiro, o teu time é brasileiro, e o brasileiro se sente confortável de estar no meio do brasileiro. Mas se o teu idioma prioritário ali, você se comunica primordialmente em inglês, o americano também se sente em casa.
O hispano, você dá um jeito, faz aquele portunhol lá que a gente acomoda também. Então, isso é um desafio interessante para quem quer ser empreendedor. Você tem que estar conectado ao local. Se essa língua local é o inglês, tem jeito. Você tem que ter... A sua porta de entrada da loja tem que ser em inglês. E esse é um desafio também que a gente tem no dia a dia. A gente tem profissionais que...
falo muito pouco inglês. Então a gente sempre está motivando todo mundo a se conectar com o mundo americano. Não adianta ter só o nicho... O mais legal daqui, hoje, eu gosto muito de você perguntar quais os fatores que você volta para o Brasil, jamais. Deixa eu passear.
passear e sinto muita falta dos meus amigos da minha família só minha riqueza maior ea por isso que eu vou o brasil mas eu não sinto falta da dinâmica do brasil
aqui a gente cria senso de pertencimento porque a gente tem uma segurança que passa a ser um fator de população pra você porque você tem oportunidade porque as pessoas têm um mindset uma cabeça mais aberta julgam menos e você não consegue muitas vezes nem distinguir quem é pobre quem é rico lá no brasil tem essa coisa né tem um carro tal tem a roupa usa roupa tal mas saiu mal vestido de casa que as pessoas vão de pijama para qualquer lugar então tem uma liberdade vamos dizer assim maior
Eu acho que você vai incorporando isso no seu dia a dia, isso vira um ativo da sua vida que não tem preço. Você não consegue precificar uma coisa dessa. Você só vive, não é? Fala, não troca isso por nada.
Então, agora, o que está por trás de tudo? É uma cultura americana. A gente teve a oportunidade, nosso filho menor veio para cá com 5 anos, a gente alfabetizou ele na escola, então a gente acompanha um ciclo de educação desde o início. É incrível, cara, como uma criança é convidada a ser cidadã desde o jardim de infância, ela já faz trabalho voluntário naquela ocasião, eles falam sobre egoísmo, sobre altruísmo.
tem pilares da escola e as crianças são distribuídas a entender sobre esse conceito, ao respeito ao próximo. Então isso vem da base, do povo educado dessa forma. E é um povo, eu acho, no geral, mais empático do que a gente. Brasileiro é mais bacana, é mais caloroso, gente boa, festeiro. Mas na hora de precisar, cadê?
Exatamente isso. Porque o americano é formado na base. O americano ajuda mesmo, com força. Ele foi educado desde pequeno a fazer trabalho voluntário, desde a escola. Ele entende que apoiar, suportar o próximo é um dever de todos, independente de quem seja.
e para você compreender isso só está conectado com o americano só você interagindo com o americano conversando com ele e aí vem a necessidade do inglês é bem interessante você falar porque é só vamos pensar na política os políticos de hoje nos estados unidos eles estão trabalhando
Pra daqui 10 anos. Porque daqui... 10, 20 anos. Porque daqui a 20 anos a coisa tá ótima. Então eles tão mantendo essa roda. Eles... É diferente do brasileiro, do político brasileiro que ele tem que fazer pra hoje, ele quer roubar pra hoje. Ele tem que sanar o backlog lá de trás. Sim. No caso ele tem que pegar a parte dele antes. Aí ele não consegue resolver nenhum problema que ainda não foi resolvido. É bem interessante como eles pensam no futuro, nos netos, quando você vê o...
As campanhas são feitas pro futuro. Assim, pro futuro longo, não pro futuro amanhã. É bem esse negócio de empatia e de ajudar. As pessoas falam que o americano é frio, não fala inglês. É verdade. O americano não é frio, ele é direto. Inclusive, eu acho maravilhoso.
Não tá falando dos médicos, né? A gente tá acostumado a uma cultura que fica cheia de jeitinho, assim, pra falar a coisa. E no final não fala o que tem que falar. E aí vira uma bola de neve por falta de comunicação. O americano, ele chega e fala assim, ó. Tá bom. É assim. E resolve, né? Eu descobri há pouco tempo que o brasileiro não sabe falar não. É. Então, você pede, ele fala ok, só que desaparece. Só que não vai fazer. E não vai fazer. O americano, ele vai falar assim, a forte não vai fazer.
Você estava falando dos médicos, é a mesma coisa, né? A gente vê assim, ah, mas é um médico americano, não gosta, gosto mais do médico brasileiro, né? Aí tem muita isso, a gente adora os médicos americanos, né? Nossa, a gente pegou uma tropa de elite aqui. Lá em casa tem um zoológico, né? A gente não tem filhos, a gente tem um zoológico. É uma diversidade de todo jeito, assim. Você tem muita nenhuma?
não, os filhos mesmo são quatro você tá pensando assim tem filho que usa lógico? é o tipo de bicho que você pensar lá tem desafios interessantes e a gente teve muito suporte aqui em todos os sentidos tanto com médico quanto com educação escola que puxa vida nosso filho um dos nossos filhos é autista bem
teve tem teve e tem um suporte incrível cara da escola pública a gente não paga pra isso não é uma escola pública que te dá esse suporte e hoje a gente já teve esse mesmo filho tem tumor no cérebro já passou uns sustos aqui
Você já usou médico muitas vezes? Eu já tive tumores nos seios. Então a gente tem referência de médicos incríveis. João, com as questões dele. E a gente tem um relacionamento... E tem uma forma diferente de se conectar, de tratar. Mas a gente gosta. Eles também continuam sendo objetivos. Eles têm muitos procedimentos que a gente tem que seguir.
até porque a questão das liabilidades aqui, dos processos todas as vezes a gente tem protocolos importantes que a gente tem que seguir não é aquele médico, teu amiguinho igual a gente está acostumado lá no Brasil então, de volta para a cultura que a gente falou lá atrás que aconteceu com os barbeiros e vocês, então até aquela cultura de empresa
Ó, nós somos executivos, é assim que funciona. Tem aquelas... Isso. Tem o dos barbeiros. Aí tem o dos médicos brasileiros, que tá acostumado com a cultura brasileira. Você vai lá e você conversa, fala que tua mãe teve isso. Nossa, a minha avó... Minha mãe me contou um dia que a minha bisavó... É. O cara daqui, ele já mandou uma enfermeira que te fez dez perguntas que ela já colocou no computador. Isso, isso. A hora que ele entrar ali, olha o computador. Olha só.
Repete as perguntas e vamos para a solução. Não quer saber da tua bisavó, da tua tataravó. Se você tem que levar teu filho na escola. É, a estrutura é muito... O médico, você vai... Você tem aqui o médico que é o seu primário, que chama, né?
tem que ter o histórico todo ali. Se você vai pegar um outro médico, eu quero agora para um urologista. Transfere tudo, né? Ele tem acesso a todo o seu histórico, tudo que você já fez, que precisa fazer. O sistema te dá essa oportunidade de ter essas informações. Informação é a chave de tudo. Uma coisa interessante é que até nos médicos a gente vê...
a questão do processo de educação. Lá no Brasil a gente infantiliza nossos filhos, em todos os sentidos. Teu filho ele vai falar com o médico quando ele for adulto, porque com 18 anos, com 20 está você ligando para o médico, respondendo, vai na consulta e tem coisas que ele tem que nem sabe, que você nem trata simplesmente e a criança nem sabe.
Aqui não. Aqui você chegou, o médico conversa com a criança. Tem toda a questão do liability, tem que ter um adulto acompanhando, mas a gente viveu isso com criança com 5, 6 anos ouvindo os diagnósticos que ela tinha do médico. O médico explicando, olha, você tem isso, você tem isso. E não tem muito... Passa a mão na cabeça não, é direto também, né? Pega e fala, explica o que é e fala. Então eu espero de você esse comportamento, que você cumpra isso, isso e isso.
te ajuda no processo de educar o senso de responsabilidade desse cidadão pro mundo. Agora, eu escuto um monte de mimimi. É, tem mães que não gostam. Mas ela não vai falar assim com o meu filho e eu não dou o direito de fazer isso. Então, isso é uma coisa, antes da gente fechar aqui, uma coisa que eu acho que é importante, vocês estão tocando muito nisso, e é porque é importante. Quando a gente muda de pai, é mesmo que eu vou dar um exemplo bem simples. Quando você me convidar pra ir na sua casa,
Você vai falar, Paulo, aqui na minha casa nós tiramos o sapato na entrada, nós lavamos a mão depois que usa o banheiro, nós não subimos até os quartos, o convidado fica aqui na parte de baixo, superior, inferior.
Se eu achar que é muita regra para mim e que eu não quero, eu não vou na sua casa. Mas a partir do momento que eu decidi entrar na sua casa, eu devo seguir as regras. Correta? E quando a gente vem para os Estados Unidos, é a mesma coisa. A gente precisa estudar as regras, falar, bom, tá, ganha dinheiro, tem a vida boa, o pobre vai ter uma vida digna, tá, e o resto.
E a cultura? E a lavada de mão? E a tirada do sapato? Se for essas as regras, eu estou disposto? Porque não dá pra escolher. Não dá. Eu quero aceitar isso, eu não quero aceitar isso na sua casa. Ah, eu tiro o sapato, mas não lavo a mão. Essa daí que você tá falando...
É o divisor de águas de quem fica e quem vai embora. Porque logo no início, a gente recebe uma chuva dessas regras. E olha que não dá pra conhecer todas, né? Tudo não dá. Mas muitas vêm, assim, e tem um processo, às vezes, de resistência das pessoas, de falar assim, ah, mas isso aqui é errado. Bom, não é julgamento de mérito certo ou errado. É assim que funciona. É assim que funciona. Ou eu tô disposta a seguir, ou realmente aqui é meu lugar, né?
Eu acho que escorrega muito por aí. E você, voltando à conexão, você tem que estar conectado à cultura, acho que tem que buscar falar inglês, porque você ganha essas vantagens. Acho que isso é uma vantagem que você vem pra cá, é um upgrade que você tem na vida. Quando você se conecta e começa a entender isso, e tirar vantagem disso, é um crescimento. Viu o lado bom, né? O lado bom, no momento você vive no nicho.
do brasileiro olhando para os Estados Unidos, mas não inserido nos Estados Unidos, você vai sofrer mais, você não vai tirar vantagens importantes dessa cultura. Então, acho que é uma regra importante. Se abrir. Se abrir e se conectar. Não querer bater de frente. Já que você escolheu vir aqui, deixa eu entender como ele funciona. É primeiro mundo, por quê? Se conectar com o povo. Isso aí, na realidade, eu acho que essa...
esse tom que o João tá dando, ele serve pra tudo na vida, né? Não é só o fato de ter migrado pra cá. Se a gente se abrir pra ouvir o diferente, pra entender o que tem, tudo vai ter sempre o lado bom e o lado ruim.
se a gente se abrir para ouvir, compreender o que quais são as demandas e fazer aquela análise que você fez, eu quero estar aqui nessa casa, quero frequentar isso ou não. Eu tenho direito de julgar, mas primeiro eu tenho que estar aberta a entender quais são as regras, como que funciona e não querer mudar as regras. A Vale, por exemplo, eu aprendi isso.
acontece na vai vai por exemplo brasileira aí tem uma empresa no canadá uma empresa na índia ou empresa na áfrica que fazer uma coisa então que a vai sempre busca é difícil mas que que eu vou colocar lá de qual são meus diretores lá tem que ser local sim vou pegar diretor brasileiro
para ser diretor dessa empresa lá. Claro que vai ter que ter o suporte, tem a cultura, mas eu tenho que respeitar a cultura daquele país. Então não adianta criar uma empresa. Eu vou encher lá de brasileiro. Se eu não tenho a conexão local.
empresa tem que estar cheio de canadenses se for no Canadá, tem que estar cheio de indianos se for na Índia, você tem que estar conectado à cultura. Então acho que a lição que eu aprendi é o que a gente faz aqui. Mesmo trazendo profissionais brasileiros, sempre te conecta. Cara, tem que estar conectado localmente. Isso é importante. Tira a vantagem disso que vai ser muito mais tranquilo. Afinal, na minha visão, é um mundo melhor.
Com certeza. Com certeza. É melhor pra gente, é melhor pra eles, é melhor pra todo mundo. Isso aqui, eu sou super fã dos Estados Unidos. E eu acho que isso aqui é primeiro mundo, exatamente. A gente não tem que copiar de quem tá ganhando. Por que a gente vai querer vir aqui mudar?
E trazer coisas que não estão funcionando no Brasil para enfiar na goela das pessoas aqui. Eu acho que é aprender, copiar as coisas boas, o que você não quiser levar para você, para a sua casa. Não leva, mas a partir do momento que você põe o pézinho para fora na rua, tem que seguir aquele padrão, aquelas leis, aquelas regras, gostando ou não. E sempre tentando perguntar para você por que será que é assim, né? E com certeza, como o João falou, vai existir um motivo.
Não é por acaso, você falou do crescimento da criança. Olhar pra criança e falar, olha, eu preciso que você não coma mais doce, porque teus dentes estão todos escariados. Talvez, o que você quer fazer? Se você continuar comendo, vai arrancar esse dente pra cabanguela. Se for no caso do dente. Mas quando o dentista fala, quando o médico fala, já mostra ali uma autoridade. E a criança vai ouvir muito mais do que o homem falar, olha, Joãozinho, não pode fazer isso, aquilo, aquilo, aquilo, aquilo. Tudo bem?
E aí fala, é, ainda é mal criado pra mãe sem educação. Não é? É isso. Daí já tomou um tacão do Paulo Patrins aqui. É, então, concluindo. Vamos concluir pra gente comer, vambora. O sistema ajuda de uma forma coletiva, cada um fazendo a sua parte, a coisa evoluir e ser mais, ser primeiro mundo, né, por aí. Vem desde, pelo que a gente viveu até hoje, né, vem desde a educação na escola, da base, da formação do cidadão.
a esse mecanismo da comunicação objetiva e direta do americano inclusiva e responsabilizatória. É essa palavra? Isso aí. A criança é responsabilizada desde pequena, ela tem atribuições claras que ela tem que cumprir, ela sofre sanções por aquilo que ela descumpre e todo mundo vai criando um senso de responsabilidade maior e a pessoa que é autorresponsável, ela é feliz.
Muito legal. Agora a última pergunta pra gente encerrar. Quero que você olha pra essa câmera aqui. Essa aqui, meu dedo. Eu quero que você dê uma dica pras pessoas que vêm pros Estados Unidos, que já tem uma condição ok no Brasil. Uma pessoa bem sucedida no Brasil que vai recomeçar a vida aqui.
Dá três pontos que ela precisa fazer, na sua opinião, não é que você é dona da razão, mas batizado no teu conhecimento até hoje, ou três pontos, o que ela pode fazer para diminuir a chance de dar errado? Primeiro, se ela tem condição financeira já para se iniciar, ter certeza que vai fazer alguma coisa que esteja conectada...
ela alguma coisa que deixe ela feliz porque você querer investir em alguma coisa só porque dá dinheiro a chance daquilo não funcionar é enorme se não tiver conectado com algo que dá prazer que faz sentido pra você que você se vê ali que você volta pra casa feliz bota cabeça para o cara meu dia foi legal fiz coisas que eu gosto e isso acho que é o primeiro ponto certo qualquer lugar qualquer segundo que não fazer
é você não criar expectativas daquilo que você não compreende vai estudar vai vai escarafunchar o negócio ver como é que é a regra como é que a coisa funciona porque a maior motivo acho que de desilusão de decepção das pessoas é criar expectativa em cima daquilo que elas nem conhecem sabe sonho aqueles castelos de areia sim
E no final, quem é o próprio responsável? Não é o mundo. Aí vem todos aqueles discursos. Ah, porque o fulano me passou a perna. Porque o mundo é injusto. Não. Trazer pra si... Assumir as responsabilidades. A responsabilidade de saber onde está pisando. E planejar aquilo que é alcançado. Ok.
Eu acho que essas duas, fazer aquilo que tem conexão e se autorresponsabilizar e ter todo o cuidado de saber onde está pisando, estudar, compreender, respeitar, acho que não tem como não. E você, João? O que a pessoa, nessa tua câmera aqui, qual a dica que você pode dar para quem está pensando em recomeçar a vida aqui nos Estados Unidos? Acho que o primeiro é esse.
ver o seu propósito, ver o seu propósito de vida. Acho que o segundo seria o propósito, o terceiro seria o propósito. Acho que é fundamental você ter esse propósito. E ter essa conexão local, ter foco, ter perseverança, porque as coisas não vêm sem suor, sem lágrimas. Mas aqui nesse país é um país que...
se você fizer as coisas de forma organizada, correta, com o propósito, você vai atingir aquele seu objetivo.
e ela vem ganhar dinheiro isso acontece no momento que você começa a ter a própria proposta sempre você vai não sei que tiver um negócio de trás eu vou por esse caminho eu vou por aquele você pergunta qual é o meu propósito
você escolhe o caminho certo. Porque às vezes você não tem propósito, às vezes você vai para um caminho e depois você muda outro caminho. Às vezes você tem os seus valores, você precisa de um guia. O guia para mim é você poder responder o que eu faço e o que eu não devo fazer. Então isso te traz o caminho para que você escolheu.
pra aquele negócio em propósito assim para não traduzir isso é melhor eu acho que você diz todo mundo tem um chamado na vida e seus talentos deus não dá talento para ninguém atua é para ser usado às vezes a gente tem dificuldade de reconhecer qual é
Então, se está em dúvida, se não consigo clarear qual é o meu propósito, qual é o meu talento, tenta ver assim, me sinto feliz fazendo isso, porque toda vez que você está fazendo alguma coisa que é o seu talento e que está conectado ao seu propósito, você está em paz e se sente feliz. Por isso que quando você me perguntou, eu falei...
Faz aquilo que você gosta, tem que chegar em casa todo dia e falar assim, gostei do meu dia, gostei do que eu fiz. Quer dizer que eu tô dentro do meu caminho. Começou a fazer coisa que não desse bem aqui na... na coisa... na... da mal-estar, provavelmente você tá desconectado do que o João tá falando, que é o seu propósito. E eu vou, pra encerrar, em primeiro lugar, muito isso, obrigado, vocês dois, concordo com... Não teve uma coisa que eu falo, ó, eu penso diferente.
Concordo com tudo que vocês falaram. Eu moro aqui desde 98. Eu só vou colocar a minha opinião sobre o propósito que eu fui descobrir depois. Sabe o que eu acho que a gente veio descobrir depois de velho, né? Depois de velho que eu falo assim. A gente tá dando uma tudo de sábio aqui é porque são três velhos que já fez um monte de coisa errada na vida. É isso. E agora... Isso é importante, é.
E agora que você tem que ser inteligente, de aprender com o erro dos outros, não ficar batendo cabeça agora que você é jovem. E o propósito que a gente, que eles estão falando, que eu concordo, que eu descobri tem 10 anos que eu descobri o meu propósito, imagina uma coisa assim, se você vai acordar todos os dias 6 da manhã e você tá feliz que você vai acordar, porque você vai fazer aquilo, aquilo que te dá uma paixão, aquilo que te dá um tesão, aquilo que você fala cara, eu...
Você ama que você vai trabalhar. Agora, se o relógio, teu despertador, tocar às sete, seis, seja o horário que for, e você fazer, ai, que saco, e colocar no snooze. É isso. O que é snooze em português? É silenciar. É silenciar pra daqui cinco, dez minutos tocar de novo.
você não está vivendo o teu propósito. É sobre isso. É mais ou menos isso, resumindo, não é? É isso, é isso. Se você não está feliz com o que você faz quando você chega em casa à noite, avalia seu dia e fala, cara, que legal que foi meu dia. Foi cansativo, fiz um monte de coisa, mas estou feliz porque eu consegui fazer isso tudo e porque está conectado com o que me dá paz. Como você falou, eu acho que o jovem, a gente já tem uma certa idade, e...
Eu não pensei nisso. Eu passei muito na minha vida sem pensar nisso. Eu ia para uns caminhos que a vida me levava. Então, umas coisas acertei, a maioria acertei, por sorte, por orientação de vida, sei lá, por várias coisas. Mas o jovem, a primeira coisa, ele tem que se autoconhecer.
pra definir propósito, primeiro tem que se conhecer. Sei lá, se não se conhece, vai no psicólogo, vai no... Acho que logo quando eu comecei a trabalhar, um psicólogo falou, cara, primeira coisa, você quer ser líder, você quer desenvolver alguma coisa, se conheça primeiro.
E pra vocês se conhecem, você começa a definir seus propósitos, ver o que te traz felicidade, o que te traz tesão, o que te traz ansiedade. Então, eu acho que quanto mais jovem você pegar isso, cara... Aí o mundo fica pequeno. Não foca no dinheiro, é como a Maria fala. A gente vai terminar, não, com isso aqui. Se você...
viver o teu propósito, o que significa? Aqui é terra fértil, você coloca, se você colocar a a sementinha, você regar, você adubar, não tem como não colher, é impossível não colher se você fizer essas coisas com amor todos os dias e você só vai fazer com amor todos os dias, que é com chuva, com raio, com trovão, com furacão, com covid, seja o que for.
Quando você estiver vivendo o propósito. Porque pode cair o mundo que você vai acordar feliz. Que você está fazendo o que você gosta. Não é verdade? Tem uma música do... Não vai terminar isso, vai, Maria? Eu não vou terminar mais isso, não. Do Almir Sater com o Renato Teixeira. Que o refrão fala sobre isso. Tocando em frente, né? É preciso paz pra poder sorrir. É preciso a chuva para florir.
Precisa o paz para sorrir e chuva para floreir. Não adianta. E como o João falou, não tem dinheiro sem sacrifício. E tudo, tudo na vida que vale a pena, você teve que colocar um suor. Com certeza. Não teve nada que te deram fácil que foi bom. E aí eu esqueci uma frase importantíssima desse refrão, que é preciso amor para poder pulsar. É isso aí.
Gente, muitíssimo obrigado. João, Maria, a gente vai se ver no próximo dia 30 de setembro. Ele vai estar com a gente lá nos Amigos, eu compartilhando o conhecimento dele pra vocês empresários aqui de Orlando, que eles vieram pra cá com vida boa e tiveram que meter a cara, se reinventar, aprender, sofrer, pagar.
Então a gente vai aprender com eles pra gente não ter que ficar sofrendo muito e pagando muito pelos nossos erros, às vezes por cabeça dura de achar que é o dono da raça, que sabe tudo. Quem pensa que são? São dois empresários bem sucedidos, ou melhor, dois executivos, não empresários, não empreendedores, bem sucedidos no Brasil, que trabalham numa multinacional, ganham muito bem, que é cheio de gente trabalhando pra eles, cheio de empregado, que esses bandos de barbeiros vão falar quem que eu sou, o que que eu tenho que fazer? Não sabem nada, morro de fome.
E aí que você tem que trabalhar a sua cabeça. Porque se eles não tivessem a humildade e falarem, opa, peraí, peraí, a gente não sabe nada. Se tá todo mundo falando, vai pra direita, por que eu vou puxar pra esquerda? Deixa eu entender o porquê que eles estão falando antes de tomar minha decisão. É mais ou menos isso. Não é? Gente, vambora então, que se não você vai comer sushi agora, né? Bora, gente, fica com Deus. A gente vai falando. Tchau, tchau. Tchau, pessoal.
E aí
Construindo o Sonho Americano
curso sobre imigração legal