Histórias de RPG
Leo (@nerdkit ) e Paola atravessam o portal do Passando de Nível Offline para falar sobre suas Histórias de RPG.
Toda mesa de RPG guarda mais do que aventuras… guarda memórias. Neste podcast, Leo e Paola abrem o grimório das suas campanhas para compartilhar histórias épicas, momentos caóticos, decisões absurdas e aquelas reviravoltas que ninguém viu chegando. Entre dados rolando e risadas sinceras, você vai viajar por mundos fantásticos onde tudo pode acontecer.
Sente na mesa, role os dados e venha viver essas histórias com a gente.
🎧 O primeiro episódio do Passando de Nível Offline já está disponível em todas as plataformas de áudio.
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- Histórias de RPGPersonagem Maximilien (ladino) · Campanha de 10 anos · Roubo de bolsa de guarda · Blefe para incriminar o clérigo · Uso do Saco Sem Fundo · Personagem Daenerys Targaryen · Personagem Druida (cura e plantas) · Personagem Goblin Bárbaro (Pathfinder 2e) · Personagem Ninja colorido (3DT) · Personagem Guerreiro feio (AD&D) · Personagem Arqueira (dificuldade com magia) · Experiência como Mestre (improvisação) · Roubo de resultados de dados pelo mestre · Conflito com jogador 'Zé Regrinha' · Ego inflado e cagar regra · Desprezo por ser mulher na mesa de RPG · Grupo de RPG com temática medieval e imersiva · Migração para jogos de cartas Pokémon · RPG de mesa vs. jogos de cartas rápidos · Personagem Elfo Clérigo fanático (Tormenta) · Personagem Clérigo do Deus do Caos · Aprendizado com outros mestres · Mestres famosos e superestimados · RPG Planet (Cello e Lina) · Estratégias de board game em RPG · Uso de miniaturas em RPG · RPG com foco na imaginação vs. visual · Adaptações de livros para RPG · Improvisação e mundo aberto em RPG · Combate com cartas de bônus · Personagem Auri (O Nome do Vento)
- Produção de PodcastsPassando de Nível Offline (fator replay) · Cine Geek (podcast sobre Mario) · Degustando de Monark
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Olá meus amigos e minhas amigas, sejam todos bem-vindos a mais um Passando de Nível Offline, sim, seu podcast de jogos de mesa aqui do Multiverso. Aqui que você fala, Leo Nerd Kit, e hoje, hoje, vamos atender a pedidos. Os sub-40s desse podcast vão contar suas histórias de RPG. Eita! Vocês ouviram aí, eu não estou sozinho, estou com ela.
Foi pessoal. A Paula vai contar as histórias dela hoje, e nem eu sei, hein. Eu não sei de nada, a gente nunca jogou junto, tá. Então, vai ser uma surpresa pra mim as histórias dela, e vai ser surpresa pra elas as minhas histórias. Então, vai ser um negócio bem louco hoje aqui. Mas antes, né, meu, segue nós. Arroba multiverso.daguique aí. Acabou de sair um passando de nível, eu acredito que esse podcast deva sair na segunda-feira.
dia 4, então o Passando de Nível deve ter saído na sexta-feira, então não perde lá o Passando de Nível, que a gente falou do fator replay, jogos que a gente jogou várias e várias vezes lá, interage lá com a gente também, Cine Geek, também atravessei o multiverso aí, e fiz lá o podcast sobre Mario, eu que joguei pouco Mario na vida.
Pô, pouquíssimo. Falei bastante de easter egg nesse Cine Geek, então vai lá e quem quiser, quem tiver curiosidade, vai lá, escuta. Também tá passando nosso degustando aí de Monark.
Então quem quiser, Rafael e Josimar estão gravando todos os episódios, acho que já deve ter acabado a série, nesse momento que a gente está gravando aqui. E se você quiser saber sobre o meu trabalho, arroba NerdKit com dois três no Instagram, o link da loja está lá na bio, e conteúdos de RPG e games lá no NerdKit. E o Tubio, certo? Sem mais delongas, senta que lá vem a história.
Começou a jogar cedo, né? Cara, comecei com 10 anos de idade. Você deve ter muita história de personagens aí pra contar pra gente. Conta pra gente quais são os seus melhores personagens e quais as histórias dele. O quê? Virei o jogo.
Era pra começar com você falando, né? Eu sou o Roche, mas tá bom, né? Certinha, tipo, novo. Virei. Nossa, mano. Nossa, deu reverso mesmo. O Party Game foi um outro, viu? Tá vendo? Cara, o meu melhor personagem foi um personagem de D3.5 chamado Maximilien. Ele era um ladino.
onde nós chegamos no nível épico. Então a gente jogou uma campanha de 10 anos de IPG, que a gente jogou desde o primeiro nível até o vigésimo e até passamos um pouco. Então ele era um ladino de um vigésimo e Messi ladino de vigésimo primeiro a trigésimo. Então a gente passou um pouco aí. Mas foi uma aventura bem legal, mas ele era assim, peripécia pura, ele era zoeira.
que é o tipo de personagem que eu jogo, bagunça. Bagunça. É, então, por exemplo, Rafael, quando ele ouvi isso aí, ele participou dessa campanha, teve uma que, assim, ele era ladino e tal, eu tava confiante nos dados ali, né, batia a carteira de um, pegava não sei o que de outro, aí eu vi um guarda, ele tava com uma armadura prateada, né, era guarda, assim, real, né, não era qualquer guarda. Eu falei, não, aquele guarda tem dinheiro.
E aí os caras, Maximiliano, você é maluco. Você vai lá pegar o dinheiro do cara. Eu falei, vou, mano. Vocês me cobrem aí, porque o dinheiro também é de vocês. Mentira, era nada. Então, vamos lá. Aí eu fiz o teste, tirei um. Aí, qual que foi a interpretação? O cara estava com a algibeira de boro no lado esquerdo da cintura.
Eu dei um tapa na nádega direita dele. Assim, bem forte. Meu Deus. Daquela que você bate assim. E fica com a mão e desliza a mão bem devagar. Aí eu tive que fazer uma bichona, né? Ah, força quebra, né? Fala, o que é isso? Não sei o que. Falei, nossa, tava passando aqui. Eu vi você e não resisti. E tal. Aí, tipo, eu coloquei o dedo na boca dele, assim. Nossa. Nossa.
Aí eu apanhei pra cara, eu ia começar a apanhar do guarda, aí eu falei assim, não, não, não, é brincadeira, brincadeira, tudo culpa dele, apontei pro clérigo, que era o Rafael, né? E aí eu tirei 20, ou seja, eu errei crítico e depois eu tirei acerto crítico. Convenci o guarda, tá aqui a culpa nele. Ele falou assim, não, ele tava me pagando pra fazer isso, sei lá, me pagando, ameaçando minha família, sei lá. Foi a culpa dele. Aí ele prendeu o Rafael, não prendeu.
Foi eu lá invadia... Ele vai contar as histórias pra gente também, né? É, o Rafael podia aparecer. Ele vai aparecer. Ele vai aparecer. Não conseguiu aparecer hoje, mas ele vai... Nos próximos aí, ele deve aparecer aí com a gente. Mas e aí? Eu zoei muito nesse jogo, então. Você eu zoei? Nossa senhora! Mas os caras queriam morrer comigo.
E você deve ter usado isso pra blefar com muita gente, né? Blefei muito, muito. O Maximilian, ele não era um personagem de batalha. Ele era um personagem focado em perícia. E como você agia nas missões? Ah, deixava eles se lascarem. Porque assim, já tem um monte de brucutu no grupo. Por que eu que vou lutar? Eu não. Então eles que soem a camisa e eu vou lá e pego o spoiler. E os caras ficam bravos, né?
Aí eu falava, não, tamo junto, tá aqui, olha os itens que eu peguei. Eu pegava os melhores pra mim e deixava uns pouquinho pra eles lá. Aí eu só não deixava os ruins quando o mestre colocava itens que de fato não poderia usar. Aí eu falava, ó, esse aqui é bom pra você. Ó, esse daqui é bom pra você. Mas se tivesse itens que eu pudesse usar, não dava nada não, pegava tudo. Ali tava pra usar, mas tá.
Aí teve um que a gente enfrentou uma criatura extraplanar e a gente devolveu ele pro plano dele. E aí os itens eram pra que abriu o portal. Era uma gema que eu não me lembro o que fazia e um cajado do gelo. Aí eu fui, quando a gente conseguiu derrotar a criatura e jogamos ele no plano, eu fui lá e tirei esses itens do lugar pra que o portal fechasse.
que ele servia como se fosse uma chave, né? Eu peguei pra mim, aí os caras falaram, vamos destruir, falei, vamos destruir, deixa que eu destruo. Aí veio o metaplay, né? Os caras falaram, não, não, você não vai destruir, não sei o que. Falei, gente, vamos interpretar, pô. Se eu tô falando que eu vou, eu vou. Aí meti um bluffar nos caras. E com certeza eu passei, porque minha pediça era muito mais alta do que a deles.
E na verdade eu guardei, porque eu tinha um item que chamava saco sem fundo. Que esse item mágico, ele era uma mochila infinita. Não infinita, mas ele suportava em torno de... Acho que era 100 ou 200 quilos de item. Sem você sentir nada. Então ele é como se fosse um portal, ele é como se fosse o chapéu do presto, sabe?
Então, eu tive o chapéu do Presto, só que é uma mochila. Então eu guardava ali. Eu falei, ah, agora você é comigo. Não, guardei pra mim. Aí teve uma outra continuação da aventura, que um dos itens que eu usei foi o cajado de gelo. Aí os caras, pô, você não destruiu essa merda aí, não sei o quê. Eu falei, não, você é outro. É outro cajado, não é aquele. É aquele que eu destruí. Blefar de novo e passei de novo. Então, esse cara queria morrer comigo.
zoava pra caramba tem que ser desinibido e eu acho que esse era um dos meus erros quando eu jogava, porque
Os meus primeiros jogos foram na mesa, assim, e eu não tinha tanta destreza pra interpretar. Aí eu demorei um pouquinho pra engatilhar, mas eu sempre joguei na minha zona de conforto, que é ser clérigo, druida, mexer com chás, ervas, coisas naturais. E aí eu...
Tive a brilhante ideia de simplesmente virar uma Daenerys Targaryen ali, eu tava lendo os livros na época. Mas eu fiz um personagem assim, tão doido, mas sempre sendo dessa parte da cura que era o que eu mais gostava, né?
Aí quando eu peguei mais um macete de jogar, começou a ficar bom, porque eu juntava com um amigo que gosta de jogar de ladino, e a gente meio que blefava junto. E eu sempre dava umas proteções pra ele, então eu era meio que a pessoa ali pra salvar todo mundo quando alguém fazia uma presepada. Mas eu sempre joguei mais na minha zona de conforto. Não tive nada épico pra contar, mas eu sempre fui muito briguenta.
Nossa, eu fiquei muito mal a primeira missão que a gente perdeu e tal. Mas eu sempre gostei de ser a mãezona do time, sabe? De estar ali curando, de estar ali dando assistência. Se o Ladino tinha que roubar, a gente dava aquelas blefadas. Então, para mim, o divertido era a experiência de conseguir enganar os outros ali, não no mau sentido, óbvio.
Mas eu deixava a zoeira com eles, que já estavam assim há mais tempo jogando. E eu ficava ali pra dar assistência, cobertura e concordar com o que tinha que ser feito. Mas do contrário, você era a porradeira da galera, né? Você era a mais forte ali. Eu acho que eu não era a mais forte porque eu não tinha tanto tempo e tanta habilidade. Eu entrei no jogo depois, então eu sempre fui level mais baixo que os outros.
Mas eu era a pessoa que era mais assim, deixa eu ficar um pouco resguardada, porque eu gostava mais de prestar atenção no que os outros estavam jogando, para depois vir quebrando alguma regra, sabe? A cena do convo. Então foi a hora que eu resolvi me unir com as pessoas que eram mais estratégicas, que tinham mais argumentos.
Então eu tava ali pra curar as pessoas quando o mestre decidia que ia matar alguém. Aí ele foi de orgulho. Aí era a hora de pedir um lanche, pedir uma comida. Mas qual que era a ficha dela, você lembra? Lembro muito, já faz uns 15 anos aí, mas eu sempre sou a pessoa que mexe com chazinho, com plantinha, que tem as firulinhas, sabe? Sei, a druida.
É, a druida, né, no caso. E assim, sempre que eu me inspiro em personagem, eu me inspiro muito em Senhor dos Anéis. E eu sou sempre a pessoa que mora no mato, num chalé afastada, que é inastecível, véia das plantas, dos bichos. Sempre tem uma plantinha na bolsa ali pra salvar tudo. Sim, nossa, se eu ficar falando aqui, o episódio é só do Maximilha. Mas eu vou mudar... Ele é seu favorito.
Ah, não, ele é o melhor. Só pra você ter uma ideia, eu não jogo mais de Ladino por causa dele. Eu aposentei ele. Não aposentei. É seu clássico. Não, eu aposentei o Ladino. Não jogo mais de Ladino. É muito difícil. Mas é bom jogar o Ladino que continua. Mas assim, eu sempre faço zoeira. Só pra você ter uma ideia, meu último personagem que eu joguei numa mesa online era um Goblin Bárbaro. Um Goblin Bárbaro. Conte mais.
Ah, ele era bonzinho, mas ele era louco. Então, assim, o sistema era Pathfinder 2ª edição, e o Bárbaro no Pathfinder é focado em intimidação. Então, além de porrada brutal, você tem intimidação. E o Goblin, ele tem intimidação dele. Então, ao invés de eu ficar bravo na fúria, eu ficava louco, começava a coringar.
Oxi. E aí a gente tava enfrentando uns caras perto de um... Não sei se era uma taverna ou se era uma casa. Que o cara pegou o meu Goblin e jogou por cima da casa. Foi uma magia. Eu ataquei de cima pra baixo, ele pegou e jogou a magia comigo no alto e ele me jogou pro outro lado da casa. Eu acho que era uma taverna. Daí ele chegou no meu turno de novo e o mestre falou, ó, você vai gastar um turno e aí
Pra você chegar na luta de novo. Eu falei, não, mestre. Eu vou pela parede. E aí? Aí eu coringuei, né? Entrei em fúria. Aí falou, beleza, tira um teste de força. Eu fui, passei no teste. Ainda ganhei um ataque. Porque lá você tem três ações. Eu quebrei duas paredes. Entrei na batalha de novo. E dei uma machadada no cara ainda. Boa.
Então era essa doideira aí, meus personagens tudo assim. Mas você se inspirava em alguma coisa pra criar esses personagens? O Maximilian foi o Jack Sparrow puro. Puríssimo. Mas sem embriaguez. Os outros não, os outros é bagunça mesmo, é loucura da minha cabeça. Então você meio que coloca o que você gostaria de ser. É, o baguncinha. Eu fiz um ninja colorido. Como assim?
Assim, nós jogamos pouco com ele O Rafael também tava nessa mesa O sistema era 3DT E no 3DT Você tem as desvantagens Só que ele tinha uma roupa vermelha Tipo um torre É, ele não se camuflava E ele era um ninja que ia de frente Porque era louco mesmo Só que ele era forte, forte pra caramba Então era Qual foi o pior personagem que você já montou?
Você arrependeu de ter começado ele? Ah, cara. Vários. Tem um que eu fiz uma build completamente errada. Ele ficou fracão. Ah, era um guerreiro feio que eu fiz. Um guerreiro feio. É, que a gente jogava AD&D. O AD&D tem um sistema de aparência. Então você joga 2D10 e tira uma porcentagem de aparência. E eu tirei menos de 50. Era feião.
E ele era um arqueiro mascarado, mas ele era muito fraco. E além de fraco, ele era chato. Eu tentei fazer um personagem mais chatão. Mas era tão chato que eu cansei de jogar com ele. Não curti muito, não. Eu tive a experiência também. Quando eu inventei... Eu gosto muito de arco e flecha também. Mas quando eu inventei de fazer uma arqueira, parecia que nada dava certo, sabe? Porque eu saí muito da minha linha de... É isso...
de raciocínio e eu me perdia nas missões. Aí eu não conseguia nem focar num jogo, sabe? Tipo, do nada eu parava de prestar atenção. Então, tipo, eu tava sendo negligente com os meus colegas ali jogando porque eu não tava confortável com o personagem que eu fiz. E isso eu acho que foi a pior coisa que eu fiz. Tanto em postura na mesa, porque eu tava sendo chata.
Jogando de qualquer jeito, não queria pensar. Porque assim, quando a gente mexe com magia, a gente consegue ter umas ideias mirabolantes com que a gente... Não sei se você tem essa ideia também. Tenho, tenho. Então eu me sentia limitada, sabe? Tipo, vou tacar três flechas aqui, tipo... Pode não acertar, eu posso deixar cair. Agora magia, raramente, assim... Ou vai acontecer uma catástrofe muito grande, ou vai dar muito certo.
E como mestre? Conta pra mim. O que você fez de presepada como mestre? Eu nunca mestrei, então essa é toda com você. Ah, acho que eu fiz a principal presepada de qualquer mestre. É você fazer as coisas pela metade, né? E você não saber improvisar.
Não é nem saber, não ter a malícia de improvisação. Então você acaba deixando a aventura chata, não deixando os jogadores fazerem nada. Acaba que a aventura fica chata, os personagens ficam chatos, os jogadores não querem mais jogar, e aí você perdeu seu tempo.
fazendo aventura pros caras, pros jogador não gostar, sabe? Mas eu já descontei muito também, assim, tem aquele jogador chatão, porque eu tô jogando com escudo, então eu tenho a liberdade de roubar resultados de dados. Ah, isso eu já fiz muito já. Você roubou resultados de dados? Ô louco, já matei personagem por menos. Vixi, o cara começa a me irritar, já dou dano.
sabe o Zé Regrinha? Que o cara que... Você tá na roleplay, você tá imersiva, o cara para não, porque na página 400, na linha tal, tá dizendo... Ah, eu odeio gente assim. Que não pode. Não, esse daí eu já mato já. Eu tive um sério problema, que é isso que aconteceu quando eu comecei a jogar de arqueira.
Acho que foi um conflito pessoal e eu achei antiético, porque assim, eu não tinha muita experiência com Arcano, nem Daemon na época. E tinha um Zé Regrinha, só que ele queria roubar o jogo pra ele. E ele tava sendo muito invasivo comigo na época.
E assim, eu tinha tempo... Por exemplo, eles viravam à noite e eu não podia virar à noite porque eu estava em época de faculdade e estágio. Então, assim, muitas vezes eu saía com 5, 6 horas de jogo, sabe? Não virava com eles. E ele pegava e tentava trapacear para ele inflar o ego dele em relação aos outros. Porque geralmente eu era a única mulher da mesa. Depois a Alicia começou a ir junto comigo.
E como eu não entendia, ele queria meio que demonstrar que ele tinha lido todo o manual, que ele sabia tudo. Aí, como o mestre, que era o dono dos livros, morava perto da minha casa, eu falei pra ele, me empresta os livros pra eu entender. Eu trouxe os livros pra minha casa, dei aquela estudada, na época eu lembro que eu até entrei em alguns fóruns do Facebook, que tinha aquelas comunidades, né?
Pra entender mais sobre as regras, o que eu podia fazer, e ele tava errado. Aí eu cheguei no mestre e falei, olha, o fulaninho tá me falando isso, isso e isso, e tipo, ele tá estragando a jogatina de todo mundo, sabe? Porque ele queria meio que me proteger pra não acontecer nada comigo no jogo, e eu ser grata a ele de certa forma.
que ele acabava deixando o resto das pessoas todas desconfortáveis. Hoje eu e ele a gente nem conversa mais, inclusive não foi só problema no RPG, ele levou esse problema pra eventos que a gente ia de games e cosplay, porque ele fazia cosplay, além de jogar RPG, e a gente estudava design de games junto, e eu sei que...
Eu fui madrinha de casamento de um casal que era da turma do RPG e ele não foi nem convidado. Pra você ter ideia do tamanho do mal estar que ele conseguiu causar numa mesa. E eu fui a última pessoa a chegar no grupo. Caramba! É, ele conseguiu destruir um grupo de amigos por causa de ego, por tentar cagar regra e cagar regra errado que não existia.
de querer blefar no jogo de um jeito desconfortável, que ele destruiu a amizade que ele tinha ali há 8, 9 anos, por besteira. Nossa. Aí eu ainda fiquei jogando com esse pessoal mais uns 2, 3 anos, mas aí a gente variava entre board games e RPG de mesa.
Mas depois veio a quarentena e a gente foi se afastando, veio esse casamento, eu fui madrinha e tudo. Inclusive o casamento foi todo temático, gamer. Mas hoje toda essa turma aí resolveu migrar para as cartas de Pokémon porque são jogos mais rápidos, né? E ninguém mais tem tempo de vir à noite jogando. A gente vai ficando velho.
É, vai ficando velho, vai ficando difícil. Cara, ó, como nós somos da mesma cidade, eu já joguei com o cara desse jeito aí. Eu acho que depois em off eu falo o nome, talvez. Me manda o nome no WhatsApp. Vamos ver. Eu acho que é o mesmo cara, mano. Provavelmente você conheça porque ele é famosinho no mundo... Não. Não é? Não.
Não, porque tem um cara com esse nome que puta que me pariu. Era difícil jogar com o cara. Conhece? Conhece. Então, ele que a gente estudava junto. E aí ele falou, ah não, você gosta de jogar, vamos jogar, vamos lá com os meus amigos, eu tenho dragão, eu tenho espada, não sei o que, olha a minha coleção. Mas não era nada dele, ele cantava a bola com as coisas dos outros.
os livros de mestrar era de outro amigo, a miniatura de dragão era de outro amigo, nada era dele! E ele tipo, com aquele ego inflado que você deve conhecer, que fica... Assim! E ele estragou a jogatina de todo mundo, no final das contas eu continuei jogando com o pessoal, a gente tinha... Toda sexta-feira a gente montava lá o grupo, inclusive gosto muito de todos ali, embora a gente não tenha mais contato frequente.
Fui muito bem acolhida, aprendi muita coisa, porque eu era muito tímida assim pra jogar. Nem sei se fala com os meninos mais. Mas até então que eu tava sabendo, tinha acabado a camisade de todo mundo. Agora esse aí eu já ouvi falar, mas eu não tive o desprazer de conhecer. Esse desquerido. Não, não, nossa, esse era difícil. Porque assim, bom, RPG... E aí
Só que quando a gente saia muito do roteiro que ele queria, nossa, ele ficava bravo, começava a descontar na gente, vinha cagar regra aqui, não sei o quê. Papapá, papapá. Só que esse outro cara aí que eu... Hoje eu já nem tenho mais que um papo com ele. Mas a gente descontou nele. Ele jogou uma mesa, não foi a mesa do pessoal do bairro, foi uma outra mesa que eu joguei. Que a gente não deixou ele jogar, não deixou ele fazer nada.
Tá tão puto com ele que a gente não deixou ele fazer nada. Tipo, ah, eu vou fazer não sei o quê.
Ah, eu fui primeiro, mestre. Ah, tá bom, você vai primeiro. Ah, não sei o que, não, mestre, eu fui primeiro, vai primeiro. Ah, é pra deixar ele bravão mesmo. Porque, nossa, ele é muito insuportável, muito chato, muito chato. E isso, e vinha metendo uma de eu sou o senhor mestre, eu conheço todos os sistemas. Só que ele esqueceu que quem ensinou ele a jogar 3DIT foi eu, né? Quem ensinou a jogar e ele tava cagando regra em você. É.
Desnecessário. Aí eu falei, ah, meu amigo, aí não. Que fim levou esse rapaz aí? Não sei, não. Tem um pessoal daqui que eles são meio esquisitos, não é esquisito, sabe? Arrumam a briguinha por nada, acham que é melhor que todo mundo. Eu senti até um desprezo por ser mulher. Algumas vezes, sabe? Como se eu não fosse suficiente por estar ali. Ou que eu fosse burra demais pra jogar, mas assim.
Como muita coisa ali pra mim era novidade, eu preferia ficar quieta pra eu entender a linha de raciocínio pra depois eu entrar na partida. E não foi assim só com RPG, foi assim com alguns board games também. Eu gosto muito de aprender olhando, ou jogando direto. Mas a hora que eu deslanchar, eu não tenho trava.
Aí eu ficava muito incomodada com certos comentários que dava a impressão que eu era a burra ali. E o bom de fazer essa análise que você fez é pra ver se vale a pena continuar, né? Sim. Tem essa também.
Teve uma época que até... O primeiro grupo, antes desse que eu falei que eu gosto, que eu tenho contato até hoje, que eu tava em outro grupo, talvez você conheça as pessoas também, porque são pessoas que vão em eventos de RPG e tudo, que vão em evento medieval e etc.
que eles fizeram um grupo que a gente tinha que se encontrar no parque da cidade e estudar uma suposta era que existiu e levar roupas e artefatos. No começo eu achava maravilhoso, porque eu queria muito conhecer um evento medieval, tomar hidromel, ter essa experiência imersiva. Mas depois começaram a cagar muita regra. E tipo, eu não tinha tempo hábil e salário de estagiário. A gente não compra nada com salário de estagiário, né? Quanto mais uma...
Uma cota de uma alha, uma espada e... Levava muito a sério e tipo... Eu só queria fazer a minha historinha, meu personagem ali, rolar meus dados. Já era. Aí tipo, depois eu fui ficando cansada.
Aí depois eu só fiquei com esses jogos de mesa. Foi depois, antes deles caírem no Pokémon, esse pessoal que eu gosto muito ainda, a gente jogava RPG de board game. Porque eram partidas rápidas, rolava o dado ali, tirava as cartas, a gente dava risada, pedia um...
uns podrão na época eu ainda podia comer essas coisas, hoje em dia eu não posso mais, por causa de problema de saúde, mas a gente pediu uns lanchão insalubre, se divertia, ria, eu voltava pra casa meia-noite, uma hora da manhã, feliz da vida, animaíssima, vou pesquisar mais nos Reddit, nos Facebook da vida, pra aprender mais do jogo, tô vendo até meu Facebook aqui, eu tô em vários grupos de Daemon RPG sistemas ainda, tem várias atualizações de sistema de trevas.
que eu fico muito curiosa em saber como tá hoje em dia, que dá vontade de jogar. Hoje em dia tá mais fácil. Ah, com certeza, né? Hoje em dia tá mais fácil porque... por dois motivos, né?
Primeiro porque o público que o RPG quer atingir ainda é a nossa faixa. Os mais jovens não gostam de ler. Então é um sistema bem dinâmico. Você vai participar de alguma coisa com a gente e você vai ver. Ele é bem mais dinâmico, ele é bem mais fácil de jogar hoje em dia por causa disso. Galera não lê.
também como eu disse é focado na gente porque né dia a dia correria tal às vezes o cara não quer um negócio mais robusto que é pegar ali sentar e jogar rapidão é tá desse jeito agora
Em falar em nerd, você já leu o nome do vento ou já ouviu falar? Sim. Então, um dos personagens que eu cheguei a fazer, que eu tava falando pra você nessa minha época de Daenerys, ler Game of Thrones, eu dei uma misturada na Daenerys com a Auri, que era uma personagem que eu gostava muito. É que assim, eu não curto muito bardos, então eu nunca faria um coach da vida, um personagem assim. Mas eu gostava muito dessa parte mística.
que é mais contida, mais quieta, pra poder entender o mecanismo, né? Pra não chegar causando no jogo dos outros e jogar errado e... Eu me cobrava muito, sabe? Mas acho que hoje eu teria outra postura, outra mentalidade, eu queria ir naquela paola daquela época e dar uma sacudida e falar vamos, mulher, você é capaz.
Pra fazer um jogo melhor e, tipo, também não ser desatenta quando eu não gostar do próprio personagem que eu fiz e... Procurar estudar um pouquinho mais pra procurar outras saídas em vez de me matar. E eu já tentei fazer isso no meio da partida só pra poder sair do jogo e não ir mais. Hoje eu sinto falta, sabe? Talvez eu devesse ter dado mais valor. Ah, nada. Você vai ver, você vai curtir.
Mas jogador chato tem em todo lugar, né? Tem, nossa senhora. Zé Regrinha, o Combeiro. O Combeiro eu sou de boa, mano, porque o Combeiro... Ah, o Combeiro a gente passa. Ah, o Combeiro, ele tem que ter a noção, assim, faça o seu combo, mas saiba que eu vou fazer um também. Com certeza. E aí se eu fizer um que por um acaso, por uma ironia do destino...
Ser mais forte do que o seu, não chora. Não chora. Se o cara tem isso em mente, faz o que quiser, mano. Mas qual outro personagem que você fez? Eu não fiz muitos, né? Porque foram essas mesas que eu participei. E depois a gente ficou mais nas coisas online, né? Porque dava pra sair, eu já tava estudando, eu tava estagiando, então...
Não tive muitas oportunidades de jogos grandes, igual você que jogou durante anos o mesmo jogo. Esses períodos entre as mesas de Arcanum, Daemon, D&D, foi uns 10 meses aí, entre os 3. E depois a gente começou a mudar para os board games, né? Então tinha o personagem pré-definido, eu também ia na parte da cura, também ia no mago, clérigo, essas coisas mais assim.
Só que depois que essa pessoa chata saiu da mesa, que eu comecei a me soltar, que eu falei que eu comecei a blefar mais com o Ladino. Às vezes eu até ajudava o mestre, dando os blefes para complementar as coisas que ele tinha falado. Aí eu comecei a virar muito trapaceira. Mas a trapaceira que é bom. É, depois eu percebi que isso é vantajoso e não é ruim.
Eu tinha a impressão que se eu blefasse, eu ia ser achata, entendeu? Que eu ia estragar a jogatina e eu não queria arrumar encrenca, porque eu não conhecia muito todo mundo. Aí eu tinha visto uma partida de Munchkin, que o pessoal também discutiu bastante. Aí eu fiquei, ai... Se eu fizer alguma coisa errada, eu extrago tudo. Mas hoje em dia, eu acho que eu...
Eu teria que fazer diferente. Eu ia cagar regra mesmo pra ver o circo pega-fuga. Ah, não. Circo pega-fuga é a melhor coisa que tem. Nossa, que eu zoava os caras. Tem um elfo que eu fiz. Eu nem gosto muito de jogar de elfo. Mas assim, vou fazer o elfo fora do padrão. Como era seu elfo? Ele era, inclusive, clérigo da deusa dos elfos. A gente jogou em Arton, né? A gente jogou em Tormenta. Só que ele era mercenário, desgraçado.
Mercenário. É, então assim, ele não se importava muito não. Se não fosse um elfo do grupo, que ele tem que respeitar os elfos, antes, nessa época, quando você era um clérigo dos elfos, você tem que parar tudo pra ajudar um elfo. Então assim, você pode ter um tempo limitadíssimo pra salvar o mundo, mas se um elfo pedir pra você tirar o gato dele da árvore, você tem que parar e fazer. Meu Deus.
É a regra dos elfos. Então eu fiz isso. Então eu vou ser um fanático. Eu vou ajudar elfos pra caramba, como se fosse um irmão. Mas as outras raças que se foda. Então eu era clérigo. Eu deixava os caras se lascar. Uou, você não vai curar não? Não. Quero não. Você não é elf? Quero não. Você não é elf? Tô nem aí. Ah, mas cura aí, não sei o que. Beleza.
E a pecinha de ouro vai ser quando? Vai sair quando aí? Nossa, os caras ficavam machos. Os caras ficavam bravos, mas eu zoava pra caramba. Os caras me zoavam também e no final a gente brigava ali, mas o que acontecia na mesa ficava na mesa. Então, depois que acabava a mesa, vida que segue, tudo certo. Quando que é a próxima sessão? Era assim. Então a gente pegava e zoava mesmo, sem dó.
Eu era mais contida. Talvez eu fosse mais zoeira, com mais liberdade. Um dos nossos amigos fez um clérigo que... Do deus do caos, né? Do caos da loucura. Os virotes dele gritavam. Então ele atirava, virote. O virote fazia... Dá uns gritão. Aí o que a gente fazia? Toda vez que ele atirava com esse negócio...
A gente falava, ó, ah não, que não sei o que. Interpreta, senão você vai perder o ataque. O mestre falava. É, você vai perder o ataque. Aí ele tinha que interpretar. Fazia um negócio assim, às vezes metia um Michael Jackson, às vezes gritava que nem um doido desvairado, às vezes ele fazia risada do Coringa, era engraçado pra caramba. Meu Deus. Infelizmente essa mesa foi muito curta, acho que foi umas três sessões.
Mas é que a gente se divertiu, que a gente riu nessa daí. Foi muito bom. Nossa, essa daí a gente saia com o maxilar doendo de dar risada. Ah, eu queria umas mesas, sim. Foram poucas que eu tive isso. Vai ter. Tá nos planos aí da gente fazer umas mesinhas aí. Vocês vão voltar aí nos tempos bons. Tem algum personagem que algum conhecido seu amigo de mesa fez que você falou, putz, eu deveria ter feito isso? Tipo, mestrando?
Ah, várias vezes. Eu poderia fazer melhor, né? Eu poderia fazer igual e tal. Não, várias vezes. Que é um aprendizado, né? Você vê os caras mestrando assim, você vai aprendendo. Por exemplo, a minha especialidade é fazer descrição do cenário e bagunça.
Eu faço pra dar risada, pra pessoa descontrair. Quando é uma one shot, né? Agora, quando é um negócio mais prolongado, aí eu foco na narrativa mesmo. Faço uma narrativa do que eu vou propor no começo. Então, se é o medieval raiz, então vai ser o medieval raiz. Se é o medieval com dark fantasy, então a gente vai colocar uns elementos mais gore, mais pesadinho e tal. Então é o foco da narração. Aí você vai aprendendo com os caras.
Tem um amigo meu que ele é muito bom em mistério. Ele é excelente em mistério. Excelente em narrativa de personagem. Tipo assim, ele é capaz de fazer você chorar. É louco. É, ele é capaz de fazer você chorar. Então assim, ele é muito bom nisso. Então você vai aprendendo. Você vai pegando técnicas e vai aprendendo. Eu tenho 27 anos de RPG. E eu ainda tô aprendendo com os caras. É.
É um aprendizado diário que a gente tem. Então, assim, conheço mestres aí famosos que são bons, mas, na minha opinião, são superestimados. Superestimados. Tem mestres aí que exageram um pouco na linguística, tentando trazer algo difícil. Mas não adianta publicar, né? E deixando, dando um ar de mistério que eu acho que é exagero. Eu me acho melhor que esse cara.
Eu acho que o jogo pode colocar coisas difíceis, mas tem que facilitar para todo mundo poder acompanhar o raciocínio. Isso, por exemplo, o Cello do RPG Planet, um abraço para o Cello, não sei se ele nos ouve aí. Mas o Cello é muito bom. O Cello é muito bom em narrativa, ele é muito bom em situações de crise, ele é muito bom em deixar o grupo em situações perigosíssimas.
Nem deixar os caras na dúvida. A Lina, que é a esposa dele, tem uma narrativa excelente de combate. A narrativa de combate dela é completa. É muito legal. E você vê, é um casal. Cada um tem seu estilo de narrativa. Então é muito legal. Então se inscrevam no RPG Planet, pessoal. Pra quem não conhece, se inscrevam que é um canal bem legal. Focadaço em D&D. São muito bons.
Você traria alguma estratégia de board game pra dentro de um RPG? Eu uso muito quando é pessoal. Quando a gente tá no tete-a-tete. Que aí eu consigo trazer carta. Então eu consigo trazer o elemento de carta. Bônus até. A gente pode fazer uma cartinha de bônus. Lembrar que você tem um bônus. Pra jogar um D20 a mais, por exemplo.
Então a gente traz esse elementinho de cartas, às vezes eu coloco na mesa. Fica dinâmico, fica mais simples, e também serve para um lembrete para a pessoa que quer, que não lembra, às vezes, de uma sessão e outra, a pessoa não anotou alguma coisa, esqueceu de anotar, simplesmente não lembra mesmo, aí ele tem essa cartinha que fala, opa, eu tenho esse aqui, posso usar.
Então eu uso muitos elementos também. Às vezes eu não gosto muito. Eu gosto mais de usar imaginação. Mas eu uso miniatura também. Então tem um quadro de batalha com as miniaturas. A gente vai mexendo ali. Isso é legal. Aí usa as regras de movimento e tal. Mas eu particularmente não gosto muito. Eu acho que a essência do RPG é a imaginação. E quando as coisas ficam muito visuais, perde a imaginação.
Sim, também tem essa. Eu não gosto muito, mas eu uso. Tem a regra também pra isso, então eu uso também. Você já chegou a jogar dessa forma? Não. Não o board game Dungeon Crawler, mas um RPG mesmo com miniatura você já jogou? Não, não tiro essa experiência.
Então, ele sim, serve mais pra usar regras de movimento, distância de ataque, né? Que, por exemplo, tem magias que vão em cone, tem magias que são explosões, tem magias que vão em linha reta. Então, é mais pra pegar esse negócio e mais pra pegar também movimento, né?
Pra você se esconder. Cada personagem anda no máximo 9 metros. Então você vai andar o número de quadradinhos equivalente a 9 metros. Por aí vai. Então é mais pra isso mesmo e pra ficar visivelmente bonito na mesa. Tem alguma história que você queira... Eu queria ter uma experiência com miniatura porque eu acho que é legal. Montar cenáriozinho e tal. E tipo, eu acho que o visual ajuda, mas não pode ser a base de tudo. Ele é mais pra batalha, pra explorar danjo. Essas coisas assim.
Fora o resto, a maioria, a maior parte é a imaginação mesmo que você usa. Que é o que eu gosto mais. Acho que é um efeito igual ao do livro, né? Você pode perguntar para qualquer um. O que você prefere? Assistir Game of Thrones ou ler Game of Thrones? Com certeza, ler. Então, ler porque a nossa imaginação vai adequar do jeito que a gente gosta. O melhor cenário possível. Agora, se você está vendo, pode te agradar ou não.
Então é por isso que eu gosto de mais explorar a imaginação e deixar mais imersivo do que usar miniatura e tal. Aí quando você vai ver a adaptação, o personagem não é nada de como você queria que fosse. Exatamente. E quando você usa imaginação, você abre o leque pra improvisação. E quando você abre o leque pra improvisação, se torna um mundo aberto. Então o personagem faz o que quer.
Todo mundo se diverte, todo mundo gosta. E o Messi também. Então, mais alguma historinha aí? Acho que é isso, né? Aí pro ouvinte que tiver história, quiser comentar, se já jogou com a gente, quiser comentar alguma coisa que a gente não comentou, esqueceu, fica à vontade, tá, gente? Gosto muito de saber o que vocês pensam. Isso, e se você ouvinte quer contar a sua história, comenta aí que a gente pega o contato, a gente coloca vocês aqui.
divide suas histórias com a gente e vai ter uma parte 2, tá? Vai ter uma parte 2 que tem mais histórias pra gente contar aí. Então, Paola, muito obrigado pela sua presença, mais uma vez. Até a próxima, galera. Valeu! Valeu!