Episódios de Um Eventual Ocultismo

Apenas Uma Mordiscada - Chrono Trigger

08 de maio de 202624min
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Venham conosco olhar mais uma vez para essa querida aventura que transcende as eras.

Mandem e-mails com comentários para: umeventualocultismo@gmail.com

Participantes: Pedro Santos e Vítor Batista

Música: Frog's Theme (Yasunori Mitsuda, Chrono Trigger OST)

Participantes neste episódio2
P

Pedro Santos

Host
V

Vítor Batista

Co-host
Assuntos4
  • Chrono TriggerHistória e premissa · Sistema de combate · Viagem no tempo e suas mecânicas · Escrita e pacing do jogo · Múltiplos finais · Side quests e desenvolvimento de personagem
  • Morra de EscadaFormato do episódio · Discussão de interesses momentâneos
  • Comparativo com Trails in the SkySistema de combate e grid · Linearidade e liberdade de escolha · Pontos de honra e investigação
  • Chrono CrossSequência de Chrono Trigger · Menos discutido
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Olá, Vitor Batista! Como é que você tá hoje? Eu tô bem. Eu planejava começar esse podcast mais cedo, porque eu queria jogar um Dark Souls 3 ali com o Luca pra nos preparar pra um episódio vindouro aí, mas estamos aqui agora. É. Mas se você tivesse uma máquina do tempo, isso não seria problema, não é verdade? É verdade, é verdade. Só que causaria vários outros problemas, eu tenho certeza. Absolutamente. Estamos aqui hoje, como vocês aí, ouvintes, bem sabem.

falar sobre um dos maiores clássicos da história dos JRPGs da vida que eu joguei pela primeira vez recentemente. E já que eu tenho um espaço para falar sobre ele, por que não? Vamos lá, Chrono Trigger. Mas antes da gente explorar os mistérios do espaço-tempo e da história da humanidade, quem somos nós e por que nós estamos aqui? Você já disse que eu sou o Vitor.

E eu sou o Pedro, as pessoas não sabiam disso até agora. Isso é uma morra de escada. Uma morra de escada é um episódio do eventual ocultismo mais curto que a gente usa pra poder falar de coisas que estão nos interessando no momento. Basicamente a gente leu algum livro, algum quadrinho, algum mangá.

Leu algum jogo no caso de JRPG? Exatamente, leu algum jogo também. A gente vem aqui falar sobre isso. É de maneira mais rápida, mas talvez improvisada, sem pauta. Eu costumo fazer pauta, Pedro, não sei você, mas eu faço pauta. Eu faço anotações pras minhas morrescadas. A maioria delas. Eu costumo ter um ponto específico que eu quero falar assim, mas não precisa ter necessariamente. Exato. De vez em quando eu faço, mas a maioria eu não faço. Eu sou o contrário de você. Ok. Mas...

Cara, Chrono Trigger, né? O que falar de Chrono Trigger já não foi dito um milhão de vezes por um milhão de pessoas, porque esse jogo é um marco, pô, eu acho. Você conhece Chrono Trigger? Claro que eu conheço Chrono Trigger. Nunca joguei não, mas conheço. O que você sabe sobre Chrono Trigger? Cara, eu sei que é um JRPG que foi meio que uma confluência de muitos talentos juntos pra poder fazer ele, parecido com o que foi o Cowboy Bebop pros animes, sabe?

tem uma galera do Final Fantasy e tem a galera do Dragon Quest é tipo os dois JRPGs das duas maiores franquias juntando pra fazer um jogo com eles inclusive o Toriyama vem por parte do Dragon Quest que ele é o character designer do Dragon Quest entendi e eles se juntaram parece que eles estavam fazendo uma viagem em algum momento dos anos 90 e eles falam, por que a gente não faz um jogo junto e aí Chrono Trigger existe legal demais AI! AI

Eu sei também que todo mundo gosta desse jogo, mas um amigo meu específico, que é talvez o maior jogador de JRPGs que eu conheço, ele acha esse jogo meio superestimado. Olha só, é curioso. Eu gostaria de conversar com esse cara pra ver porque ele acha isso. Você lembra das opiniões dele? Eu nunca cheguei a me aprofundar muito sobre isso com ele. Depois eu pergunto. Já eu, gostei bastante do jogo. E eu gostaria de falar.

com você e pros ouvintes, o que que eu acho que tem de diferente, porque eu também sou uma pessoa que joga muito JRPGs, assim, né, já joguei muito Persona, já joguei muito Final Fantasy, então, já joguei Mother, gente, tem o episódio de Mother 3, escuta o episódio de Mother 3. Olha isso, ouça o episódio de Mother que é muito legal. Ele é muito legal. Então, eu já joguei muita coisa, mas o que que ainda me impressiona de JRPGs, sabe?

Aham. E o Chrono Trigger foi um jogo que me impressionou, cara, porque eu sinto que ele tem várias ideias.

E várias... ele me impressionou principalmente com relação à escrita dele, mas de um jeito diferente. Antes da gente entrar no jogo mesmo, o que é Chrono Trigger em termos de história? Chrono Trigger é a história desse menino que chama Crono. E ele só... tipo, por acaso, assim, não é uma coisa planejada nem nada, ele descobre um portal dimensional que leva ele para o passado. E aí ele...

volta para o presente dele, só que agora esses portais são uma coisa que ele tem que lidar, e enquanto ele está descobrindo e lidando com esses portais, junto com os amigos dele ali, ele descobre que em algum momento do futuro o mundo vai acabar. E o jogo é várias viagens do tempo para impedir o mundo de acabar, ok? É uma grande jornada de você e amigos impedindo o fim do mundo.

E como que esse jogo joga? Ele é um JRPG mesmo. E ele foi feito pela Square e pela Enix, antes dela serem Square Enix. Não tem sentido. Na verdade ele é publicado pela Square, mas como tem a galera do Dragon Quest que participa também, eles são a parte da Enix do rolê. E ele é um JRPG tradicional, mas ele tem várias mudancinhas que eu acho muito bem-vindas. Por exemplo, não tem combate surpresa. Você não tá andando no mato e pá, combate do nada. Pô, isso é muito bom já de cara.

De cara. Isso afasta muita gente. Sério? Não, eu digo, o combate de surpresa afasta muita gente. Ah, entendi, entendi. Realmente, eu acho que é um avanço. E melhor do que tudo. Porque no Mother também, você consegue ver os inimigos. Mas meio que não tem muita coisa que você pode fazer sobre isso. Você só vai ver o bicho vindo te bater. Você pode tentar desviar se você for o brabo. Mas geralmente você vai só bater neles. Normal. Sim.

Aqui você também vai fazer isso, mas quando você derrota o inimigo, ele geralmente não volta. Então dá uma sensação de limpar uma área, que eu acho muito bem-vinda, sabe? E você anda ali com a sua pare, o bonequinho fica te seguindo, e quando você vai começar um combate, ele não entra naquela tela de combate, tipo inimigos de um lado, heróis do outro.

ou no caso do Dragon Quest, que é só você de frente para os inimigos, vendo os inimigos assim como se fosse primeira pessoa, aqui ele é mais dinâmico. Então quando você choca com algum inimigo, todo mundo da tela vai se espalhar assim, meio que aleatoriamente, e você vai enfrentar eles meio que misturado. E isso junto com o sistema que já tinha no Final Fantasy VI, se não me engano.

Que é o Active Battle System lá. Que é o turno que não é turno, sabe? Então é um jogo muito rápido e muito dinâmico. Tanto nas posições quanto no tempo. Você não precisa ficar esperando as coisas acontecerem. Assim que a barrinha já enche, você já faz a sua parada. E o jogo tira muito proveito disso. Então tem vários golpes. Que são, por exemplo, esse golpe acerta em linha.

uma magia de raio, um D&D da vida então você vai mirar num inimigo e todos os inimigos que tiverem uma linha com esse inimigo vão tomar dano também e isso só é possível porque as paradas são dinâmicas no cenário isso me lembra muito o Trills in the Sky que ele é assim também pô, maneiríssimo e eu não sei se no Trills in the Sky é assim também porque aqui ele parece meio rudimentar

Então, muitas vezes, você não tem muita certeza se o seu golpe em linha vai acertar ou não um inimigo, sabe? Ah, não, não. No Trails, ele é mais... Tipo, ele veio depois, então... Já tinha mais... É assim, não. Tipo, ele tem um gridzinho muito certinho. E quando você mira um ataque, os inimigos que vão ser acertados, eles ficam circulados. Você sabe exatamente quem que vai pegar e quem que não vai.

Entendi. Aqui também eles ficam com uma mãozinha, tipo, você pode selecionar o alvo com uma mãozinha e todos os inimigos que vão ser acertados, eles ficam com uma mãozinha piscando, assim. Mas, às vezes, você acha que vai pegar e não pega. Tá ligado? Tem umas situações meio estranhas, assim. O Trails deve ser mais refinado com relação a isso. Tem vários momentos também que os inimigos se espalham na tela de um jeito que é o menuzinho que te mostra a vida e a mana dos personagens tampam os bichos.

Então tem esse tipo de problema Mas não é nada que quebra o combate O combate ainda é muito prazeroso E eu acho ele muito legal Às vezes me dá a sensação de que se O combate de ação mesmo Fosse mais fácil de fazer E mais prazeroso Na época do Super Nintendo Que é o console que esse jogo saiu originalmente Esse jogo talvez fosse um jogo de ação Em tempo real, sabe? Não em turno

porque me dá muito esse sentimento de você chega e o combate já começa e você já bate no bicho e já acaba e você já tá correndo pra outra parada então se pudesse só apertar um quadrado e resolver isso numa porrada ao invés de entrar num menuzinho de combate, eu acho que eles prefeririam é a sensação que me passa mas é isso, você tem esses vários tipos de área de efeito de ataque diferentes, tem bomba tem ataques que emanam do seu personagem né, parece AI

coisas assim. E, diferente de Final Fantasy e Dragon Quest, aqui você tem um senso muito grande de que os seus personagens são um grupo mesmo. Então não é só o seu healer que tá fazendo jogando em equipe, enquanto a galera tá preocupada em dar o dano delas, tá ligado? Aqui eles têm os golpes em conjunto. Se você esperar a barra de dois personagens se encherem, você consegue usar os dois pra fazer um golpe team-up deles. Muito parecido com Seastars.

Legal. É, eu sei que o CF Stars é muito inspirado nele, né? É, muito. Nossa, como é inspirado no Chrono Trigger. Mas tá certo. Tem que esperar em coisa boa mesmo. E os golpes de team up são muito legais, cara. São muito visualmente maneiros. É legal você ficar caçando quais personagens tem, quais combinações, quais são os efeitos delas. Tem uns muito quebrados, mas é ótimo quando você consegue acertar eles. Acho foda. E...

No mais, o gameplay é isso. É um JRPG que tem essas ideias novas, que nem sempre acerta o uso delas, mas que é muito divertido e muito prazeroso de se jogar. A parada que me impressionou de verdade mesmo nesse jogo foi como ele faz a escrita dele. Porque um JRPG, muitas vezes, é lembrado pela história que ele tem. Como que ele faz personagem, como que ele faz temas, como que faz até a narrativa mesmo.

E é isso que costuma carregar esse tipo de jogo. Só que, tipo, o Chrono Trigger, apesar de ter uma história bem legal, com personagens muito cativantes e carismáticos, eu sinto que ele faz escrita de videogame muito bem. Eu percebi isso, assim. Olha aí. Porque é especificamente de videogame, sabe? Eu não acho que Chrono Trigger seria um livro tão legal quanto ele é um jogo muito maneiro.

por conta que ele tem um senso de pacing de jogo muito bom. E já que ele está fazendo uma história de viagem no tempo, e coisas assim, que costuma ser uma coisa complicada de se fazer, eu admiro muito isso nele, cara. Porque ele pensa em vários detalhezinhos. Então, para você ter uma ideia, que é uma parada que me... Vou dar um exemplo de uma coisa que me impressionou muito. Que o jogo abre com você controlando o crono, indo numa feira.

Porque você vive no ano 1000, que a estética dele é meio fantasia, o setting de fantasia medieval genérico. E você vai numa feira do milênio, porque você tá no ano 1000, e por ser o ano 1000 a galera resolveu fazer um grande feirão, assim, com brincadeirinhas de feira, e corrida, e várias atividades que você pode fazer, e você de fato pode fazer elas.

você pode apostar quem você acha que vai ganhar a corrida. Você pode participar daquele joguinho de bater o martelo num negócio assim pra ver o quão forte que você é. Você pode participar de um campeonato de bebê refrigerante. Quem beber mais ganha, tá ligado? E é muito divertido. E além disso, você tem como interagir com muitas pessoas ali na feira. Você pode comer o lanche que um maluco deixou na mesa dando mole. Você pode...

conseguir um item tipo, achar um bagulho que caiu no chão e vender esse bagulho que caiu no chão pra um mercador que tem no meio da feira lá e todas essas coisas a princípio, são só filler, não tem porque você lidar com isso, porque o crono tá na feira, mas a feira é só pra você ter um lugar pra começar a história, né, tipo, aí você conhece uma menininha lá e a partir daí vocês vão começar o trem, se você se der ao trabalho de interagir com as coisas da feira eventualmente no futuro você vai descobrir que essa menina AI

É a princesa do reino que tá resolvendo fazer um rolê meio jasmini do ladinho, assim. Ela quer fugir do rei pra viver a vida dela e tal. E quando voltam, eles acusam você de ter sequestrado a princesa. E tem uma parte de julgamento de se você é um cara gente boa que não faria isso ou se você é um esquisito, entendeu? E o que vai determinar se você vai passar ou não no julgamento é as suas ações na feira.

Então, eu acho muito foda. Tipo, você come o lanche do cara lá e ele fala o maluco roubou meu almoço, cara, pau no cu e tal. Ou então, se você resolve ser generoso, salvar o gatinho da menina lá e fala, não, ele é legal, ele salvou o meu gato. E isso tem no jogo todo. Num jogo de viagem no tempo, como eu já bem disse. Então, se você vai pro passado e faz alguma coisa, esse...

essa parada que você fez vai ter repercussões no futuro. E isso costuma ser... Isso parece muito complexo. Muito complexo, cara. Isso é a base de todas as quests do jogo, basicamente. A estrutura deles de história é meio que, né, vocês tendo que salvar o mundo, e aí vocês vão pra diversas eras, e nessas eras geralmente tem um problema que vocês têm que resolver. E aí tem um grande maluco, né, que vocês têm que derrotar, ou fazer alguma coisa nesse sentido pra poder prosseguir.

Mas também tem outros problemas acontecendo, que vocês podem lidar com eles ou não.

Então, deixa eu ver. Tem uma quest, que é a quest da Pedra do Sol. A Pedra Solar. Que a Pedra Solar é uma rocha que armazena a energia do Sol e você consegue utilizar essa rocha energética pra fazer várias coisas fodas. E o bagulho é que essa energia eventualmente acaba e ela vira só uma pedra. Consegue armazenar a energia do Sol como se fosse uma esponja, mas ela não faz mais nada. E pra ela voltar ao ponto dela ser uma Pedra do Sol, ela precisa ficar carregando a energia do Sol por muito tempo.

Então você consegue ir na época dos dinossauros, colocar a pedra num lugar lá pra ficar tomando sol sem ser perturbada, e aí você vai muito pro futuro e pega a pedra energizada, entendeu? Essa que é a ideia da quest. Só que no meio do caminho, algum imbecil rouba a pedra, e você tem que descobrir em que período do tempo que a pedra foi roubada, e aonde que tá. E eventualmente você descobre, e o cara que roubou...

não necessariamente roubou, mas o cara que está com a pedra de momento, ele é muito mesquinho e ele não quer te dar, porque agora é uma coisa que ele tesoura ali, que ele quer ter pra ele, porque é uma pedra bonita, é minha, foda-se. Então você consegue ir no passado desse cara, fazer uma boa ação pra avó dele, ou pra tataravó dele, e através dessa boa ação a recompensa é, ah, eu vou ensinar meus descendentes a serem muito generosos no futuro e aí consequentemente o maluco fica generoso no presente lá e ele te dá a pedra, tá ligado? Pra você conseguir fazer o... AI!

E esse jogo é cheio dessas coisas, assim, e pô, isso é impressionante, fala sério. Não, com certeza, com certeza. E o que eu sabia também de Chrono Trigger antes de jogar, é que ele é um jogo com muitos finais, você tá ligado nisso? Não sabia, não sabia. Ele é um jogo que é notório por ter vários finais, se não me engano são 12 ou 13 finais, assim. Coisa de maluco. E isso é possível porque ele meio que não limita quando que você vai pro dia do juízo final lá.

lutar contra o chefão final. Você pode ir lá a qualquer momento. Basicamente. Caraca, entendi. Então, você meio que faz a introdução do jogo, faz um negocinho ali, e eventualmente você vai parar num lugar que é o fim do tempo. Que é um hubzinho que você consegue ir para várias partes do tempo diferentes. Os personagens que você não usa na sua parte, eles ficam nesse lugar, nesse hubzinho.

Esse lugar é interessante também porque nele tem um NPC que te dá dicas das coisas. Então você não é obrigado a pegar todas as pistas sozinho, não. Você vai ter esse cara que vai ficar te dando diquinhas se você precisar. Mas nesse lugar, como tem portais pra várias épocas, você pode só ir pro final do jogo ali e foda-se, entendeu? E o que vai determinar o final é em que momento do jogo e quais ações que você tomou, que você já fez antes de ir resolver o jogo, tá ligado? Então, por exemplo, se você vai AI

pra época dos dinossauros, que eu já falei que existe e você não lida com o plot da maga dinossauro que quer criar a era dos dinossauros e resolve o jogo, no futuro todos os seres vivos, todos os seres humanos não existem mais, então a raça dominante são os dinossauros e você faz o final que todo mundo é dinossauro

Ah, velho, esse jogo é muito carismático, sim. Esse jogo é muito... Ele tem muito carinho, sabe, nas decisões que ele faz. Parece que é um projeto que deve ter dado muito trabalho, mas que eu acho muito foda, de verdade. Porque esse carinho passa demais. Tem alguma coisa que você gostaria de perguntar sobre? Tá, tem, na verdade. Porque eu acho interessante isso que você falou.

Mas eu sinceramente costumo duvidar da liberdade que a maior parte dos JRPGs te dão pra você fazer as coisas e acabar errando e consertando ou meio que deixando você pensar por conta própria.

E você falou muito de viagem no tempo, e tipo assim, me parece ser muito legal, só que tem como você fazer isso indo pro passado e pro futuro, só como algo pro plot, sem... Ahn...

fazer com que isso sejam decisões ou escolhas ou coisas que o jogador tem que fazer de verdade, sabe? Meio que fazer isso ainda sendo linear. Tipo, o mais que a história não é linear, a gameplay que leva até essa história é linear. Não tem muito espaço pra decisão. E eu queria saber mais ou menos o quanto que isso acontece ou não, sabe? Eu pensei nisso porque eu tinha feito antes aquela comparação com o Três in the Sky.

E uma das coisas que eu mais gosto do Trails é, por mais que tal qual a maior parte dos JRPGs, ele é bastante linear nas missões e na progressão dele, tem diversas missões que a recompensa das missões é você ganhar... É... Tipo, como se fosse uns... Eu esqueci o nome, mas é tipo uns pontos de honra que você ganha com a guilda dos Bracers, que são os pebas aventureiros daquele mundo que você faz parte.

E aí, dependendo da forma que você cumpre a missão, você pode ganhar mais ou menos pontos. E aí tem, tipo, uma missão de investigação. E aí, tipo assim, a missão é linear, sabe? Você vai interagir com o bagulho, com algumas bagulhas, o personagem vai entender.

o que aconteceu, e você vai conversar com o NPC e, tipo, a história vai pra frente e você vai encontrar quem cometeu o crime que você tá investigando. Porém, tem várias pistas reais no meio da missão. Além, é claro, de ter várias missões secundárias que você pode perder, mas, assim, isso é a missão principal. E aí tem várias pistas reais no meio da missão. E aí, depois, junto com o momento que você, tipo, pega o bandido tem um questionário sobre, tipo...

motivações dele, coisas que ele fez, como que ele entrou na casa e tal, que você pode responder se você de fato investigou e conversou com as pessoas e ligou os pontos e... interagiu com tudo. E você pode responder e você pode errar, sabe? Se você errar, a história continua no profite igual, só que você ganha menos pontinho de braces. Então tem várias coisas que, de acordo com como você faz a menção, você pode ganhar mais ou menos ponto se você fez certas escolhas ou... é...

cumpriu certos objetivos secretos e isso eu achava muito legal. E eu acho que o Chrono Trigger me parece ser um jogo que tem muito potencial pra ele poder fazer essas coisas, mas eu não sei o quanto que ele faz de fato. Eu queria saber sobre isso. Nesse sentido, ele, como você disse, ele é um JRPG e costuma ser linear. Em missões assim, não tem muita escolha que você possa fazer. Além de quais membros da sua parem estão envolvidos no rolê.

Mas o que ele faz, na verdade, é interesse. Nem sempre as interações que você faz vão ser tão profundas quanto o exemplo da feira que eu te falei. Mas ele, na verdade, te deixa aberto para fazer o que você se interessa em fazer. E aí ele não força sua mão em nada, entendeu? Então você vai ter a historinha principal que é bem linearzona, mas durante essa historinha principal...

tipo, entre os capítulos dela, vamos dizer assim, você pode meio que parar o que você está fazendo e ir para qualquer lugar do tempo resolver qualquer problema que você deixou pendente em qualquer parte do mundo inteiro, tá ligado? O que vai te limitar é a sua vontade de explorar e quais meios de transporte você tem no momento. Então, o que eu sinto é que se você é alguém que gostou desses personagens, gostou desse mundo e você quer ver mais desse mundo, você tem liberdade total para fazer isso.

Mas você não precisa fazer se você não quiser. E isso, inclusive, determina muito dos finais do jogo. Vários dos finais. Você resolveu tal quest com tal personagem. Você fez... Aconteceu tal coisa na história principal. Você foi atrás de resolver isso ou você só continuou jogando e fuda? Entendi. Então, ele dá um pouquinho de liberdade pra você. Mas é mais questão de o que você tá afim de fazer ou não. Sabe? E eu respeito isso. Eu acho que funciona bem.

Pra esse jogo. Mas assim, eu fiz tudo. Eu achei muito legal e eu fiz tudo. Então eu queria saber. Eu acho que é cativante o suficiente. Pra te interessar as pessoas que estão jogando. Pra tentar resolver os problemas de todo mundo ali. Pelo menos eu me senti dessa forma, sabe? E meio que... Cada personagem que você tem. Na sua pare, no final do jogo. Tem uma sidequest específica deles. Que eles vão... E aí

ter um desenvolvimento de personagem e conseguir equipamentos fodas pra eles que vão te ajudar bastante na luta mais pra frente, né? Tipo, nos combates mais difíceis, mais pra frente. Chefe opcional, coisas assim. Então, a sua recompensa por fazer essas partes mais de escolha nesse jogo são equipamentos na maior parte do tempo. E pra mim funciona, sabe? Justo. O que você acha? Você tem vontade de jogar ele em algum momento?

Eu tenho, com certeza tenho. Inclusive, tenho ele na Steam e só não joguei ainda. Ah, maravilha. Ok. Não joga a versão do Play 1, porque a versão do Play 1 tem muito loading. Jogar JRP com loading é tenebroso. Toda vez que você abre um menu tem que carregar um negócio. Nossa senhora. Mas se você conseguir uma versão mais lisinha, eu recomendo demais esse jogo para todo mundo. Eu acho que ele é um jogo que tem que ser diferenciado por todo mundo que gosta de JRPGs. Porque ele é um grande clássico e não é à toa, sabe?

Eu gostaria muito de ouvir o que seu amigo lá pensa sobre ele. Pra ver quais pontos que tem. E é isso. Geralmente, se eu fosse fazer uma morriscada mais comum em temas, eu falaria do Chrono Cross. Que é a sequência desse jogo. Que eu não vejo tanta gente falando assim. Mas eu não joguei o Chrono Cross ainda. Então fica a promessa no futuro aí de assim que eu jogar o Chrono Cross, eu volto aqui e falo dele também. Perfeito. Mas eu acho que é isso. Agora...

talvez eu vou ter que pegar a máquina do tempo aqui e voltar pro passado pra ver se a gente consegue gravar esse episódio um pouco mais cedo, porque era a sua vontade, né? Era a minha vontade. Vamos lá, vamos terminar aqui e a gente volta pro passado.