Quando ser mãe é uma missão e não apenas um papel (Camila Goossen)
- Maternidade como missãoMaternidade como chamado divino · Fazer discípulos em casa · Filhos como herança de Deus · O papel da mãe na eternidade · Sacrifício materno
- O papel da mãe na formação para o Reino de DeusMaternidade como campo missionário · Formando vidas para a eternidade · Ensinar a amar e servir a Jesus
- Ensinando valores bíblicos aos filhosImportância do exemplo dos pais · Dependência do Espírito Santo · Formando caráter e fé · O impacto do ensino na vida dos filhos
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E já estamos por aqui com mais uma edição do nosso podcast ligado na verdade. Que bom estar com você novamente. Deus abençoe sua vida, sua família. Se você quer conferir os demais episódios, é só ir no site radioceara.fm. Meu amigo Inácio, beleza? Fala aí, João. Tudo bem, cara? Graças a Deus. Mais uma vez por aqui.
para mais esse episódio do nosso Ligado na Verdade. Vamos falar hoje, então, sobre maternidade, né, João? É isso aí. E, inclusive, a gente está com a mamãe aqui para trazer um assunto muito importante. O Inácio já adiantou aí. É Camila Gossen, do Café e Graça em Mucambo. Camila, prazer recebê-la. Que legal ter ela conosco pela primeira vez aqui no nosso podcast. Tudo bem?
Tudo bem, eu agradeço o convite. É muito legal poder participar aqui, compartilhar um pouquinho do que Deus tem me ensinado ao longo desses anos sendo mãe. E você é mãe de quantos, Camila? Sou mãe de quatro meninos. Eu e Josué moramos em Mucambo e nossos filhos são quatro meninos que Deus nos deu entre 10 anos e 3 anos.
Beleza, então fica ligado, tá imperdível o nosso podcast de hoje. Você está ouvindo Ligado na Verdade, na Rádio Seara. Olha só o tema. Quando ser mãe é uma missão e não apenas um papel. Ser mãe, de fato, Camila, é muito mais do que apenas ter um título, é um projeto, uma missão para a sua vida. Camila, o que podemos aprender sobre esse tema à luz da Palavra de Deus?
Sim, quando vocês mandaram o tema para mim, eu fiquei repletindo por alguns momentos. E aí, sempre que vem na minha mente essa questão de missão, eu sempre penso na missão que Deus nos deu, deu a todos nós. Então, assim não seria diferente com a maternidade. Como você mesmo falou, a maternidade não é só um papel, é uma missão.
E aí eu penso, sempre que eu penso em missão, eu penso nas palavras de Jesus, lá em Mateus 28, que é um texto muito conhecido pela maioria dos crentes, dos discípulos de Jesus, que é quando ele manda a gente ir. Quem já é seguidor de Jesus agora vai, ir de por todo mundo, fazer discípulos de todas as nações, ensinando a guardar todos os mandamentos que ele tem nos dado.
E é isso que me vem à mente quando você falou em missão, e a maternidade não seria diferente, é um id também. Então, os nossos filhos, eles são discípulos nossos. Então, quando a gente pensa na maternidade, tem que lembrar disso, que nós somos chamados para fazer discípulos em casa também, que os nossos filhos são os nossos discípulos. Então, esse chamado que Jesus nos dá é para todos. Todos aqueles que já receberam ele como salvador são responsáveis de fazer novos discípulos. Então...
Talvez é fácil pensar que essa missão é dada para pessoas específicas, para quem está na igreja servindo lá na frente, pregando, ou até mesmo alguém que tem um chamado missionário de tempo integral para ir a outro lugar. Mas a realidade é que esse chamado, para nós mães, começa dentro da nossa casa. Nós temos essa missão de fazer discípulos dentro da nossa casa. Então, nossa casa é um campo missionário. E é muito importante que a gente veja isso mesmo. Então, vamos lá.
Porque hoje em dia é muito fácil e é muito ouvido que o trabalho da mãe, o papel de mãe, dona de casa, não é importante, não é nada demais ou não faz nada. E, na verdade, nós temos um papel, eu diria assim, mais importante mesmo.
O trabalho mais importante e a missão mais importante que é de cuidar daqueles seres que Deus nos confiou, que não são nossos, são dele, mas é a nossa responsabilidade é discipular eles. Então, quando eu penso em maternidade como missão, eu penso nisso. Meus filhos são meus discípulos e eu tenho o papel de ensinar eles o caminho de Deus e para que eles façam outros discípulos também de Jesus.
E a gente entende, e muitas mães enfrentam, às vezes devido à correria, essa dificuldade de tentar ter tempo de qualidade, de ensino bíblico. Mas é importante, pode ser árduo, pode ser, às vezes, um pouco difícil, devido a diversos contextos, às vezes o pai não é cristão, e por aí vai. Existem várias situações.
Mas deve haver, de fato, isso em mente, esse desejo de levar essas crianças a Cristo. Isso, exatamente. Então, desde o princípio, Deus nos privilegiou como mães, nos privilegiou poder gerar filhos. Então, lá no início mesmo da criação, Deus já falou para os seres vivos, para o Adão, para a Hebe, para todos os seres vivos de frutificar, de multiplicar.
E isso não era só a questão de gerar outros seres humanos ali fisicamente. Sim, esse é um abenço, é um privilégio. Mas, além disso, é gerar discípulos mesmo de Deus, que compartilhar a fé, compartilhar os valores, os princípios bíblicos.
É ensinar eles a ter um relacionamento com Deus. Aqueles seres que nós somos muito privilegiados de poder ter filhos, de poder gerar outras vidas. E não são só seres humanos, eles físicos. São seres eternos, são espíritos. Então a gente tem que lembrar disso sempre. Que nós estamos criando esses seres eternos. Não é para o mundo, não é para... Muitas vezes se fala assim, estamos criando os filhos. Não é só o nosso, é do mundo.
Não são, são para a eternidade. Então é importante lembrar disso, que Deus nos mandou frutificar não só fisicamente tendo filhos, mas frutificar na fé, frutificar nos discípulos. Então quando a gente frutifica tendo filhos, temos que lembrar que esses filhos devem gerar outros filhos, não só fisicamente, mas na fé também. Então ser mãe é realmente participar da obra de Deus, da obra criadora de Deus.
E outro versículo que eu gosto muito de lembrar, acho que todas as mães lembram desse versículo, é de que os filhos são herança do Senhor. E a herança é algo precioso que a gente recebe de Deus. E essa herança não é só para ser negligenciada. Como eu falei, os filhos não são nossa propriedade, eles são o presente que Deus nos confiou. E essa herança vem com a responsabilidade. Essa responsabilidade é de passar para eles, para a próxima geração.
Os princípios bíblicos é de conversar com eles, de explicar, de ensinar quem é Deus, como amar Deus, como ser mais parecido com Jesus, para que eles possam passar essa herança para frente, para as seguintes gerações.
E detalhe, a gente sabe que o mundo tenta atrair as crianças através de várias formas. O diabo também tem interesse nas crianças. A gente vê o maligno infiltrado em desenhos animados, às vezes na própria escola e por aí vai. Daí a responsabilidade da mãe, também do pai, mas o foco aqui é a mãe.
E sempre conduzindo o coração do filho a Deus, a Cristo. Porque se não for Cristo, qualquer coisa vira apenas uma religiosidade. Mas levar a Cristo, colocando Cristo acima de qualquer coisa, como o nosso maior tesouro, acima deste mundo.
Exatamente, e essa missão é para a eternidade mesmo, é para a nossa vida toda aqui. Os filhos são confiados a nós por um período de tempo, de certa forma, porque eles crescem, ficam adultos e vão ter as próprias vidas, as próprias crianças, as próprias famílias. Mas enquanto eles estão conosco, confiados a nós, nós devemos se dedicar. É perseverança, é dedicação e, como você falou, é dependência do Espírito Santo, que a gente mesmo, pela nossa própria força, não pode, não consegue.
Então, assim, não é uma missão importante, árdua, mas não é tão complicada assim, de certa forma, porque fazer discípulos é guiar eles, é andar com eles, é caminhar com eles, é isso que a gente deve fazer pelos nossos filhos com eles, é caminhar com eles, é ensinar para eles em toda e qualquer oportunidade que a gente tiver.
nas conversas simples ao redor da mesa, ensinando a tarefa de casa, nas decisões, pelo nosso próprio exemplo. Então, fazer os nossos filhos ter essa missão de ter eles com os nossos discípulos é isso, é caminhar com eles. Não é nada mágico, não é nenhum conjunto de regras, mas é caminhar junto com eles, sempre lembrando que nós devemos afrontar eles para Jesus e que nós devemos fazê-los mais parecidos com Jesus e não com a gente.
Então, assim, se a gente tiver essa mentalidade, a gente vai, sim, aproveitar toda e qualquer oportunidade, até mesmo assistindo um filme, assistindo um filme que é até secular, às vezes, mas a gente vai poder lembrar o que a gente pode ensinar para eles, como é que a gente pode apontar eles para Jesus, como é que a gente pode mostrar para eles que aquilo não é certo, que esse princípio não é bíblico, e como é que eles podem, eles mesmos, aprenderem.
E assim eles vão poder, é como o provérbio diz, você ensina a criança no caminho que ela deve andar e ela vai aprender, ela não vai se desviar. Ela vai aprender a andar pelos próprios pés dela e quando tiver uma oportunidade que ela vai ter que decidir ali, ela vai saber o que é certo e o que é errado. Então é uma missão difícil no sentido de você tem que perseverar, você tem que ser constante e consistente.
Não dá para desistir, devemos depender do Espírito Santo, mas lembrar que a gente pode fazer disso também algo divertido, algo leve, e aproveitar essa jornada, criar os nossos filhos para que eles sejam parecidos com Jesus. Só lembrando, em Deuteronômio, outro versículo muito conhecido que fala, ensina o teu filho.
Em todo canto que tu for, é sentado, é em pé, é deitado, quando deitar, quando levantar, caminhar. Então, assim, é importante a gente, claro, se dedicar para aprender novas formas de ensinar nossos filhos, mas não precisa complicar, sabe? Assim, a vida é na vida mesmo, isso é discipulado, né? Então, não seria diferente com nossos filhos, se a gente enxergar eles como discípulos nossos.
A gente vai entender que é assim que a gente vai. A gente vai caminhando com eles e mostrando cada dia com exemplo e com os ensinos mais simples, mais triviais do nosso dia, como é que eles podem aprender também a ser discípulos de Jesus. Mas também eu entendo, é se sacrificar. Não existe assim um...
Amar sem se sacrificar. Então, se essa missão de ser mãe é sacrificial também. Muitas vezes a gente tem que, talvez, com certeza, abrir mão de coisas que a gente gosta, que a gente gostaria de fazer. Talvez um emprego, uma carreira, enfim.
Mas se a gente tiver essa mentalidade que essa é a missão mais importante que nós temos, que Deus nos deu, e é para a eternidade, esses outros desejos do nosso coração não vão ser tão importantes. Então, criar os nossos filhos, lembrar que a maternidade é uma missão de Deus também.
É sacrificial, né? Nós amamos eles, queremos que eles sejam discípulos de Jesus, sejam seguidores de Jesus verdadeiros mesmo, que entendam como Jesus ama eles e queiram servir a Jesus pelo próprio desejo. Então, a gente tem que lembrar que nós devemos nos sacrificar também, e é por um período, né? Um sacrifício que não é assim para a vida toda. A gente se sacrifica assim por um período, por exemplo. Hoje eu não posso talvez fazer um curso que eu gostaria, eu não posso talvez trabalhar tantas horas como eu gostaria.
Mas, tudo bem. Eu lembro, é uma fase da minha vida e é importante que eu esteja presente na vida dos meus filhos nessa fase que eles realmente precisam mais de mim, especialmente as que têm filhos menores, filhos que precisam de trocar a fralda ainda, de segurar, dar comida. Então, assim, são fases da vida e todas essas fases passam. Então, a gente tem que se sacrificar nessas fases, lembrando que elas vão passar e que é importante a gente estar presente completamente na vida deles, perto, ensinando, mostrando mesmo.
Na verdade. Ligado na verdade. E uma coisa interessante sobre o que você falou, Camila, é sobre esse sacrifício, né? Que às vezes é algo ali pontual, ou você pode até imaginar assim, sei lá, alguns filhos saem da casa dos pais com 18, com 20, ou por aí. Mas aquele momento, aqueles anos de vida que você dedicou cuidando, ensinando, eles não vão ser só...
por um tempo, as digamos assim, as consequências daquilo, aquele tempo investido o seu amor, o seu cuidado, apontar para Cristo, falar do amor de Deus tem consequências eternas
É, exatamente. E o que você falou me fez lembrar do Timóteo, né? O Timóteo, por exemplo, na Bíblia, é citado ali a mãe dele e a avó dele. Então, assim, são figuras importantes, até a figura da própria avó na vida dos netos, figuras importantes que...
O impacto do ensino delas na vida do Timóteo foi tão incrível que está ali na Bíblia. Então, a fé do Timóteo começou, por exemplo, dentro de casa, vendo sua mãe e sua avó ensinando eles. Como você disse, os resultados podem também não ser imediato. A gente vê ali, a gente ensina, ensina aquela coisa toda, a gente ensina e a criança falha de novo, fez de novo, fez de novo, você não vai ter, não, o resultado, mas é cada ensinamento, olha, cada ensinamento, cada oração.
Cada exemplo que a gente dá, disciplina, né? Tudo isso vai formando ali o coração da criança, vai formando caráter. E lembrando também que é o Espírito Santo, né? A gente tá ali ensinando, ajudando eles a entenderem, mas a partir do momento que eles entendem que são amados por Deus e eles se tornam filhos de Deus realmente, confessando que Jesus é Senhor e recebe o Espírito Santo, tudo aquilo vai fazer completamente sentido na vida deles.
Camila, queremos agradecer demais a sua participação. Parabéns pelo seu dia, Camila. Deus lhe abençoe grandemente. A gente agradece muito a sua vinda aqui no nosso podcast Ligado na Verdade. Eu que agradeço, viu? E eu queria só deixar uma última mensagem para as mãezinhas que lembre, você não está apenas criando filhos, você está formando vidas para o reino de Deus, discípulos do Deus vivo. Então, a maternidade é um campo missionário, confia.
Amém. Então, você que acompanhou, compartilha esse podcast no site radioceara.fm e até a próxima, se Deus quiser. Valeu, Inácio. Valeu. Se ligou? Esse foi o Ligado na Verdade. Na sua Rádio Seara, uma sintonia de paz.
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