ODRES NOVOS
Imagina Jesus dizendo em Lucas 5:
“Vinho novo não se põe em ODRES VELHOS.
Se fizer isso, o odre rebenta, o vinho se perde e o recipiente também.”
Na época, odre era uma bolsa feita com couro de ovelha.
Quando colocavam VINHO NOVO ali, ele começava a fermentar, a expandir, a “empurrar” o couro.
Se o couro estivesse NOVO e maleável, ele esticava junto e tudo bem.
Mas, se estivesse velho, ressecado e rígido… rasgava.
Perdia-se o vinho e o odre.
Jesus pegou algo do dia a dia e disse, em outras palavras:
“Eu estou trazendo VINHO NOVO.
Mas, se vocês continuarem COM O MESMO JEITO DE SER,
sem deixar Deus renovar o coração, vocês não vão suportar o que Eu quero derramar.”
Vinho novo fala de:
– novos movimentos de Deus na sua vida;
– novas unções, direções, correções, estratégias;
– tempos em que Deus muda rota, confronta, estica, amplia.
Odre velho é o coração duro, rígido, resistente:
– “Eu sempre fiz assim.”
– “Eu já sei de tudo.”
– “Eu não mudo mais.”
Esse tipo de coração não aguenta o novo de Deus.
Por isso a mensagem foi um chamado à RENOVAÇÃO.
Não adianta pedir “Senhor, derrama vinho novo”,
se por dentro a gente insiste em ser o mesmo odre velho:
– repetindo velhos pecados,
– velhas teimosias,
– velhos ciclos de injustiça, controle, orgulho, murmuração.
O pregador lembrou que até governos e sistemas humanos mostram isso:
quando não há mudança de caráter,
a história se repete: corrupção, favoritismo, abuso de poder.
Com Deus é diferente:
Ele quer tratar a gente por DENTRO,
pra que o que Ele derramar não se perca.
Isso exige:
– humildade pra pedir conselho,
– abertura pra ser confrontado,
– disposição pra dizer: “Senhor, me quebra, me amolece, me faz de novo.”
Houve também um alerta geracional.
Na reconstrução do templo, no livro de Esdras,
quando o novo templo foi inaugurado:
– os mais novos gritavam de ALEGRIA;
– alguns mais velhos choravam, lembrando a glória do templo antigo.
O som se misturava: festa e lamento.
É o choque entre “vinho novo” e “vinho velho”.
Hoje, isso aparece:
– na igreja (novas formas, novas músicas, novas estratégias);
– na família (pais com uma história, filhos com outra cabeça).
Deus não quer guerra de gerações.
Ele quer ALINHAMENTO.
Pais precisam aprender a:
– reconhecer o valor dos “leões novos”;
– dar espaço pro chamado, dons e criatividade dos filhos;
– deixar de ver o futuro só pelo que viveram no passado.
Filhos precisam aprender a:
– honrar a experiência, a cicatriz e a sabedoria dos pais;
– ouvir conselhos, ainda que nem tudo seja do seu jeito;
– entender que antes deles chegarem, alguém já pagou preço.
Malaquias 4.5–6 diz que, antes do grande Dia do Senhor,
Deus converteria o coração dos PAIS aos filhos,
e dos FILHOS aos pais.
A iniciativa começa com quem?
Com os PAIS:
– pais biológicos,
– pais espirituais,
– líderes, autoridades.
Pais que têm coragem de dizer:
“Eu errei com você. Me perdoa.”
Isso não te diminui; isso te torna um odre novo.
E quando esse ambiente de reconciliação é criado,
o vinho novo de Deus flui sem quebrar a família.
CONTINUA