#328 - Não é Ela
Um thriller psicológico avassalador que transforma férias tranquilas em um pesadelo inesquecível. Courtney Gray planejou as férias na expectativa de passar dias tranquilos na companhia de seus familiares em um resort bucólico à beira de um belo lago no norte de Wisconsin. No entanto, a desejada paz é violentamente interrompida quando ela escuta um grito vindo da cabana em que a família de seu irmão está hospedada. Ao chegar lá, se depara com os corpos sem vida do irmão e da cunhada, não vê sinal de sua sobrinha Reese, e encontra Wyatt, o outro sobrinho, dormindo no andar de cima.
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Gabs
- Livro de EnoqueCourtney Gray · Mary Kubica · Reese · Wyatt · Darkside Books · Thriller psicológico · Investigação criminal · Paranoia e desconfiança
- Análise de personagens e temas em ficçãoReese (adolescente) · Daniel · Questões de poder · Preconceito · Influência da internet
- Comparação com outras comédiasCara Hunter · Freida McFadden
Oi, esse é Terminei um Podcast sobre Livros, eu sou a Gabs e hoje um livro que me surpreendeu muito, muito. Eu não sabia o que esperar, eu não tinha lido acho que nenhum livro dessa coleção da Darkside, né, do Ellas, que é sobre investigação principalmente relacionado ao público feminino, mas eu não tinha lido nada dessa autora. O livro de hoje é "Não é ela", da Mary Kubica. Ela já tem outros livros publicados por outras editoras, mas esse é exclusivo da Darkside.
Esse livro vai contar a história da Courtney, na verdade ela vai estar contando essa história pra gente, de um dia que ela é acordada por um grito muito alto da sobrinha dela, da May. E ela não sabe o que tá acontecendo, não sabe o que tá acontecendo, sai lá fora, a May vem correndo, abraça ela, ela sente que a May tá meio pegajosa, quando vê a May tá suja de sangue. Ela entra em desespero e fala: "May, fica aqui que eu vou lá na cabana ver o que aconteceu." Ela entra na cabana onde tá a família da May, né, no caso a mãe, o pai e os dois irmãos.
Quando ela chega, a mãe e o pai estão mortos, tipo, sangue pra tudo quanto é lado. Não tem sinal nem do menino nem da menina. Ela chama a polícia, tudo, e aí a gente vai ter os dois pontos de vista. O da Courtney, que é quem está acompanhando o que aconteceu, porque quem morreu ali dentro foi a melhor amiga e o irmão dela, né, que são um casal. E o sumiço da sobrinha dela mais velha, a Reese, que tem todo um contexto, porque a Reese é uma adolescente de 17 anos, ela tá nesse momento de transição entre ser uma garota e ser uma mulher, ela tem todos os problemas que uma adolescente comum tem, de problemas de autoestima, problemas de amizade, se provar o tempo inteiro, brigar sempre com a mãe, é normal.
Só que ela tem uns pensamentos meio pesados assim, tipo pensamentos suicidas, também tem questões de muito ódio. Então ela vai se passando e ela tem um romancezinho, né, nesse verão. Eles estão umas cabanas no meio do nada, e aí tipo assim não tem muito como saber o que tá acontecendo. A polícia vem tentar ajudar, mas assim fica muito difícil entender. Só que ao mesmo tempo aconteceu, há 5 anos antes, o desaparecimento de uma menina também nesse mesmo lugar.
E aí eles tentam entender se tem uma ligação, se é serial killer, se não é. Então assim, esse livro ele vai criando todas essas paranoias na sua cabeça. Sim, você vai ficar paranoico, você não vai confiar em ninguém, você vai ficar que nem a Courtney. Ela olha uma postagem na internet: não, pode ter sido meu marido. Não, mas e se for a criança? E se for menino? E se for não sei quem? E vai indo, entendeu? E assim, é muito doido porque você também vai desconfiando de todo mundo, porque as coisas vão ficando cada vez piores.
E o livro é baseado num crime que aconteceu de verdade, então vai ficando pior porque você vai ligando com outros crimes. Eu liguei primeiro em um que eu achei que era uma coisa, principalmente quando a gente vai entender o relacionamento da Reese com Daniel, mas não era. Depois eu liguei em outro por causa do White e algumas questões dele, mas também não era. Quando você chega no plot do que realmente aconteceu, você fala: velho, puta que pariu!
E aí você entende porque o livro chama Não Ela. Eu não vou contar esse plot porque eu acho que é o momento de descoberta do livro mais importante, mas é muito pesado você pensar sobre as questões de poder, as questões de lugar e como algumas pessoas interpretam as coisas de forma diferente. Teve gente que não gostou desse livro, teve gente que gostou muito. Eu vou fazer parte do clube de leitura da Darkside aqui em Aracaju no fim de semana do dia 20 de junho, e eu li esse livro tipo em 2 dias e meio mais ou menos, e eu peguei ele tipo na semana do evento porque eu precisava ler Eu gosto muito de suspense, fazia muito tempo que eu não lia um suspense tão bom, bem construído.
A autora, ela cria esse ambiente de você desconfiar de todos e de tudo que tá acontecendo, principalmente nos momentos que tem um gancho muito grande, ela corta e vai para o próximo personagem, você fica completamente perdido. Mas eu acho que o maior plot desse livro não é descobrir o que tá acontecendo, né, descobrir o nome do livro, mas o que acontece no pós, né. Eu acho que Ele é um livro que fala muito sobre preconceito, de como a gente olha para as coisas e olha para as pessoas e acredita que seja aquilo mesmo, de como a gente não confia nas pessoas que estão com a gente.
E eu entendo, porque em situações de risco, em situações de desespero como essas, eu acho muito difícil você confiar no outro. Mas é importante ter um apoio, ter pessoas para confiar. A questão de como a internet influencia as coisas, esse livro Ele me lembrou algumas questões relacionadas a— eu não sei se vocês lembram disso, de uma época que teve uma mulher que foi linchada porque postaram na internet uma foto dela dizendo que ela era sequestradora de bebês.
Até virou novela depois e tudo mais. Então ele me lembra um pouco disso, mas não a questão do linchamento, né, mas a questão de como a gente posta coisas na internet e hoje em dia as pessoas não conseguem separar o que é real, que não é, principalmente por conta daí, a Mas também a questão de como isso mexe com o psicológico de algumas pessoas. Como brincar com algumas coisas que não deveriam ser brincadas podem transformar situações.
E assim, eu entendo, né, algumas questões ali no livro eu entendo, mas eu não sei o quanto isso é tranquilo, o quanto isso é bobo. E eu acho que eu também não sei como lidar com essa questão. Tipo, eu fiquei pensando no pós de tudo isso, tipo, como eles iam lidar. Mas assim, é muito legal, é muito impactante. Eu acho que a autora, ela consegue construir isso de uma forma muito boa. Eu acho que eu não li tantos suspense com mulheres escrevendo.
Eu acho que os últimos que eu li que eu gostei muito foi, por exemplo, da Cara Hunter, que escreve super bem. Eu gosto bastante. Eu sei que a gente tem a Freida, mas eu não li nada dela ainda para dizer assim, nossa, gosto muito. Eu sei que as pessoas gostam muito dela, mas a Mary Kubica, ela me surpreendeu. Eu acho que ela consegue construir. Eu sei que às vezes as pessoas que vão ler vão falar assim: "Ai, mas às vezes tem termos repetitivos demais, frases que eu falo, ai, não tem necessidade de existir." Mas para criar essa paranoia, esse desespero, esse sufocamento que você precisa ter num suspense, a gente precisa ficar repetindo as coisas, a gente precisa criar esse ambiente que você fala: "Meu Deus do céu, não aguento mais ele descrevendo uma caixa de sapato." Tá, você tem que se sentir sufocado.
"Ah, eu não aguento mais ela falando sobre sangue", mas você precisa se sentir com nojo. Então assim, ela precisa criar esse ambiente que às vezes é complicado. E eu vi também algumas pessoas falando: "Ah, porque a personagem, né, a Rizzi, ela é um pouco insuportável". Cara, ela é uma adolescente. Se você tem mais de 30 anos, qualquer adolescente é insuportável. E ela é insuportável, mas por conta da idade dela. Mas se você se colocar no lugar dela, você vê que pô, ela sofreu bullying, ela foi trocada pela melhor amiga.
Tipo, às vezes só tem uma pessoa na sua vida e simplesmente só acontece. Você é irmã mais velha, tem um monte de gente na sua frente agora mais novo que sua família dá mais prioridade. Porra, é foda, entendeu? Então assim, ela não é insuportável, ela só é uma criança triste, e acontece. E se ela não tivesse todo o diálogo que ela tem ali no final do livro, talvez ela tivesse tornado uma pessoa horrível, e não foi isso que aconteceu.
Então assim, é muito importante esse tópico que a autora coloca, de tipo, sim, adolescentes surtam, adolescentes falam coisas que eles não queriam falar, mas é importante você conversar com eles e estar ali presente para eles também, mesmo que sua vida esteja um caos, que era o caso, né, do casal, né, que faleceu. A vida deles tá um caos, eles são um casal que tá brigando direto, que tá querendo tipo se divorciar já, porque, né, a vida não tá muito boa, porque não tem a mesma química.
E a Courtney, por ser melhor amiga de um e irmã do outro, sabe que nunca aconteceu esse encontro deles, né? Então é muito importante ter esse contato com os filhos, principalmente. Então o livro traz muito sobre isso. Quem já leu Não É Ela, me manda no @termineicaste. Quem não leu, eu recomendo muito. Inclusive, eu acho que eu vou começar a fazer parte do clube da Darkside aqui, né, de Aracaju. Já sei qual que vai ser 2 próximos livros, então eu quero muito lê-los, até porque o próximo eu já li, mas eu quero muito ler os outros porque eu acho que é uma forma muito legal de conhecer autores também e tem um prazo assim bom para dar uma lida. E é isso, um beijo para quem ficou até agora e tchau!
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Livro "Não é ela"Terminei um Podcast sobre Livros