Episódios de Terminei

#331 - Sobre Fadas e Faróis

24 de julho de 20269min
0:00 / 9:30

Nani tem um objetivo bem claro: fugir de sua terra natal. Para isso, vai precisar passar um ano e um dia cuidando de um farol -- posição que conquistou de maneiras nada honestas.

No entanto, ela não estava contando com Mobula, uma criatura mágica para quem o farol não é só um segundo lar, mas parte importante de sua sobrevivência.

Nenhuma delas pretende mudar de ideia, ou ir embora do farol. E o que começa como uma guerra de nervos pelo território acaba se transformando em algo bem mais complicado -- e especial.

Dedicatória: a família Bon Voyage, que está comigo em todos os momentos e que se tornou meu farol. Amo vocês de todo o meu coração.

Livro: https://link.amazon/B0hgs8AUo

Twitter e insta: @termineicast

Participantes neste episódio1
G

Gabis

Host
Assuntos2
  • Fadas· CulturaSAF · Mobula · Lir · Lei Rouanet · Fernando a Tartaruga · Fadas · Faróis
  • Lamento e sofrimentoPerda de entes queridos · Superação · Família Bom Voyage · Mei
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
GGabis

Oi, esse é o Terminei, um podcast sobre livros. Eu sou a Gabis e talvez seja um dos episódios mais difíceis de eu fazer sem chorar, porque eu tô muito emocionada de estar fazendo esse podcast sobre um livro de um casal de amigos que eu amo muito e entender todo o processo por trás dessa história, ter participado um pouco ali. A gente leu antes Mas ver ele pronto e saber que a gente faz parte da história deles é o que me deixa mais assim.

O livro de hoje é sobre Fadas e Faróis, da Mim Mortari e do Sol Coelho. E aqui a gente vai ter a história de duas meninas. Nani, que é uma fada, é uma fada bem trapaceira. Ela saiu de férias para e morar num farol, porque fadas precisam de faróis. E ela foi para esse farol porque ela trocava cartas com o Lir, que era o antigo, a antiga fada que morava ali. E ela sabia que ele morreu, então ela foi para lá porque ela tem que ficar 365 dias mais um vivendo nesse farol para poder sair pelo mundo humano, por qualquer lugar, sem virar espuma.

E aí ela vai junto com Silas, que é o seu morceguinho rosa, morar nesse lugar. O que ela não esperava é que o Lee tinha um segredo. Esse segredo é a Móbula, que é conhecida como uma mulher muito forte que trabalha no CAIS, né? E ela não fala, né? Ela faz, ela usa a linguagem de sinais, né, Libras provavelmente, né, mas aí do jeitinho dela. E ela é o segredo do Olivier porque quando ela chega lá e encontra a Nani, ela faz: ué, por que você tá fazendo na casa do tipo meu pai, né, basicamente assim.

E ela fala: a casa é minha agora. Ela fala: não, não é sua não. E aí esse encontro, esse choque de duas pessoas, sendo a Móbula uma pessoa que é mais livre porque ela tem também um outro segredo, ela é um monstro, E a Nani, que é trapaceira e tudo mais, é um universo completamente diferente e lindo se encontrando. Porque eu chorei, né, lendo esse livro. Não foi por conta do final. Assim, não vou dizer para vocês que o final é feliz, nem que o final é triste.

Como diria meu amigo, eu mandei: pessoal, tem gays vencendo? E ele respondeu: só tem gays. Então é basicamente isso. Mas é um livro que faz a gente lidar muito com a questão do luto, né, com a perda recente de alguém que a gente ama muito, principalmente quando a gente sente que talvez a pessoa poderia ter vivido mais, poderia ter feito mais. Mas eu acho que o luto, ele também não é só sobre isso. A gente tem perdas enormes de pessoas que a gente ama, mesmo sabendo que elas estão para ir embora, e isso dói de qualquer forma.

Eu acho que mesmo a gente esperando que a pessoa vá porque a gente sabe que ela já tá cansada, que ela não aguenta mais, que ela não tem mais nada assim para ser feito, que ela só tá sofrendo, ainda dói da mesma forma. E esse livro ele traz muito disso, principalmente de mãe e sol, né, que tiveram perdas muito grandes durante toda a vida. Mas eu acho que de todos nós, dentro do nosso grupo de amigos, né, nossa família, né, do Bom Viagem, a gente também teve muitas perdas no decorrer desse período de estarmos juntos.

E a gente também teve alguns problemas dentro de nós ali que acabou afetando, que poderia ter gerado uma perda muito maior, que seria nós nos perdemos de nós mesmos. E é doloroso, é triste. E eu acho que encontrar pessoas onde a gente pode se apoiar e viver uma esperança de ter coisas novas, de ter uma perspectiva diferente, de criar esse laço de família, de lar, eu acho muito bonito. E eu acho que é o que acontece com a Móbula e com a Nani, é o que acontece, o que acontece não, o que aconteceu com a gente.

Pessoas completamente diferentes que encontraram em um assunto algo próximo, e no final a gente se tornou mais do que só esse assunto. Às vezes ele é só o plano de fundo ou algo que fica ali, mas estar presente, ser parte um da vida do momento é o mais importante. E as dores e as perdas de cada um de nós é doloroso para todo mundo. Quando aconteceu a perda da Mei, né, no período que aconteceu, eu estava num momento muito ruim e eu acabei descontando algumas frustrações minhas nela nesse momento em que ela tava mal.

E Eu me desculpei depois de um tempo, quando eu me senti já melhor, quando eu entendi tudo que tava acontecendo. Mas eu acho que esse podcast também pode ser esse pedido de desculpa a mim. Eu errei muito naquele período, mas eu não me sentia bem também. Então eu acho que o maior medo que eu tinha naquele momento era de ser substituída, de ser deixada de lado. Eu acho que é um dos maiores medos da minha vida, não ser mais necessária na vida das pessoas que eu amo.

E foi ruim, foi um timing horrível. Eu sinto muito por ter feito você sofrer tanto e feito não só você, mas o Sol terem crises e ficarem preocupados, porque eu também não tava bem. E eu acho que não é uma justificativa, claro, mas é basicamente para entender o que tava acontecendo. E eu sinto muito, muito mesmo. Sei que a gente já conversou sobre isso, a gente já entendeu um pouco mais, a gente já se perdoou bastante sobre, mas eu precisava pedir desculpas de novo.

Mas no geral, esse livro é lindo. Ele, eu não sei como em poucas páginas, mas só conseguiram construir um universo tão maravilhoso que eu queria mais e mais e mais e mais. E quando tudo acontece, eu fiquei pensando, cara, por favor, escrevam mais, eu preciso de uma alegria. Temos um personagem maravilhoso que é Fernando a Tartaruga. Minha senhora Carol, ela não gosta de tartarugas, ela já ficou meio assim, mas eu amei Fernando a Tartaruga.

Por vários motivos. Primeiro, porque ele toma coquinha gelada. Segundo, porque ele não acerta o nome de ninguém e eu só via minha avó nessa pessoa. Mas depois de saber quem ele era, por que que ele existe, né, baseado em quem ele tá ali, ele se tornou ainda mais mágico. Então eu sou apaixonada por ele. Eu espero que a gente tenha um pouco mais sobre essas fadas, sobre Móbula. Eu gostei muito da personagem. É baseado, né, num dos ships que a gente mais gosta do K-pop, né, que é no S.Coups e no Jihyun do Seventeen, mas na versão sáfica deles.

Tudo bem que o Jihyun não teve muita diferença para a versão sáfica dele, né, porque assim, se você olhar para o Jihyun, você vai falar, ué, mas não é versão sáfica já? Mas enfim, eu amei muito, muito, muito. Consegui identificar os dois nessa história, mas eu também consegui ver os meus amigos e ver o quanto esse trabalho foi maravilhoso para eles para escrever. Mês Sol tem mais um livro para sair esse ano pela Sambi, físico dessa vez, graças a Deus.

Mas esse eu queria muito que fosse físico porque a capa dele é maravilhosa, mas não é, ele é digital. Então assim, vão na Amazon, comprem, avaliem, vão conversar com eles porque A criação desses dois é muito maravilhosa. May é uma professora de inglês e alemão, né, há muito tempo ela já é também produtora de conteúdo. Assim, o que May não fez? Vamos por aí. Sol, ele mudou a área de vida dele mais de uma vez, assim, já foi pesquisador, já foi da área, né, de literatura, já trabalhou com livros.

Ainda faz essa parte, né, de orientação, né, de preparação de texto, e hoje tá na área de TI. Eu amo, eu amo, entendeu? Então assim, são pessoas que têm um milhão de vidas nelas mesmas, sabe? E eu amo demais esses dois, eu amo demais a família que a gente construiu, né? Ju, Alexia, Gui, Nátaly, que é minha irmã mesmo, mas também faz parte da família. Carol. Eu acho que é lindo tudo que a gente tem. Quem já leu sobre fadas e faróis, me manda no @termineicash.

Quem não leu, eu recomendo muito, muito, muito. E Meio Sol, parabéns! Vocês merecem um farol gigante, muitas cartinhas de morcegos. E um universo para conhecerem ainda. Eu amo vocês e é isso. Um beijo para quem ficou até agora e tchau!

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