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Prédica Culto Jovem 02/05/2026 - Romanos 5: 6-11 - Reconciliação

03 de maio de 202657min
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Prédica Culto Jovem 02/05/2026 - Romanos 5: 6-11 - Reconciliação

Participantes neste episódio7
A

Agostinho

ConvidadoSanto
C

Cris

Convidado
J

João Paulo II

ConvidadoPapa
J

John Wesley

ConvidadoMissionário e Pregador
M

Martinho Lutero

ConvidadoReformador Protestante
M

Mehmet Ali Agca

Convidado
T

Tim Keller

ConvidadoAutor
Assuntos3
  • Aula sobre Romanos 5A igreja como antecipação do dia do Senhor · Cristo venceu a história e reconciliou todas as coisas · O perdão de João Paulo II a Mehmet Ali Agca · A sociedade moldada pela meritocracia vs. reconciliação · O Evangelho como organização da carta aos Romanos · A condição humana: fraco, ímpio e inimigo de Deus · A justificação pela fé e graça em Cristo · A iniciativa de Deus na reconciliação · O papel de Satanás como acusador e divisor · A importância da reconciliação na comunidade e família · A adoração a Deus como foco principal
  • A igreja reunida como ato cósmicoComunhão e antecipação do dia do Senhor · A igreja como sinal do que acontecerá na eternidade · A igreja declarando a vitória de Cristo · O poder de uma igreja reunida para derrotar impérios
  • O estudo da carta aos Romanos na história da igrejaAgostinho e seu arrependimento · Martinho Lutero e a Reforma Protestante · John Wesley e o Grande Avivamento Inglês
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O Cris, na oração dele, falou, eu sempre gosto de lembrar que quando a gente está em comunhão, gente, a gente, a Bíblia diz isso, a igreja em comunhão, ela antecipa o grande dia do Senhor. Quando Cristo vai voltar e todas as nações vão se dobrar e todos os povos vão louvar, a igreja quando se reúne, ela está antecipando esse dia. A igreja quando se reúne, ela é um sinal daquilo que vai acontecer por toda a eternidade.

E quando a gente se reúne, não é só nós que nos reunimos aqui, mas muitos outros cristãos e crentes no Senhor se reúnem em outros lugares. E quando a gente canta, a gente está cantando não só aqui, mas está cantando com gente de todo o povo, de toda a língua, de toda a nação, que também está cantando a Deus nesse exato momento, junto com a criação.

Então o que a gente está fazendo aqui, pode parecer pequeno, mas é um ato cósmico. O que a gente está fazendo aqui, quando a gente se reúne com uma igreja, é a igreja declarando que Cristo venceu a história.

Quando a gente se reúne, a igreja declarando que Cristo reconciliou consigo todas as coisas. Que Cristo foi viterioso. Que a gente está do lado que venceu as guerras. Que a gente está do lado que venceu a dor. Que a gente está do lado que venceu a morte. Que a gente está do lado que venceu. É muito poderoso que é uma igreja reunida. Uma igreja reunida é capaz de derrotar impérios. Uma igreja reunida é capaz de derrubar muralhas. É o povo de Deus. É o Deus que está com eles.

Então, valorize isso, valorize esse momento que está acontecendo agora e valorize outros momentos de comunhão com o povo de Deus. Não perca isso, nunca. Quando a igreja se reúne, ela anuncia que Cristo reconciliou todas as coisas e que ela foi reconciliada com Deus por meio de Jesus. E falando em reconciliação...

Eu quero te convidar a gente refletir no texto de Romano 5, e a gente vai ler do 6 até o 11, é um texto do apóstolo Paulo, numa carta que eu gosto bastante, que é a carta que ele escreve à igreja de Roma. A igreja de Roma foi fundada, muito provavelmente, depois do Pentecostes, quando os judeus que estavam ali se converteram ao cristianismo e voltaram para Roma, e fundaram aquela comunidade cristã ali em Roma.

pela pregação então da palavra que foi dada a Pedro naquele dia, a gente vai, daqui a alguns domingos, vai comemorar esse grande dia de Pentecostes, que é considerada a fundação oficial da igreja, a gente sabe que a igreja esteve nos planos eternos de Deus para sempre, mas na história a gente comemora o Pentecostes, lembrando da fundação da igreja por meio da pregação de Pedro ali. Romano 5, 6 ao 11, Romano 5, do 6 ao 11.

Esperar parar de ouvir algumas páginas e aí a gente começa a leitura da Palavra de Deus. 5, do 6 até o 11. Palavra de Deus que nos revela a perfeita Palavra de Deus, Jesus Cristo de Nazaré. O apóstolo Paulo escreve assim, Porque Cristo, quando nós ainda nos eram fracos, morreu ao seu tempo pelos ímpios.

dificilmente alguém morreria por um justo, pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.

Porque se nós, quando inimigos fomos reconciliados com Deus, mediante a morte do seu filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos agora, a reconciliação. Reconciliação. Eu...

Me interessou bastante essa palavra enquanto eu estudava esse texto. E eu quero usar um exemplo que aconteceu. Eu não era vivo. Talvez o pastor lembre desse exemplo. Com todo respeito, pastor.

Esse exemplo aqui, em 13 de maio de 1981, na Praça de São Pedro, lá em Roma, o Papa João Paulo II fazia um trajeto aberto com os fiéis, quando Mehmet Ali Agka, eu fiz questão de saber decorar o nome desse cara, é Mehmet Ali Agka.

Disparou contra ele, contra o Papa, a queima-roupa. E o Papa foi gravemente atingido no abdômen e na mão. E ele foi levado então com urgência para o hospital, onde ele passou por uma cirurgia longa. Sobreviveu, embora tenha ficado em estado crítico por um bom período.

Esse Mehmet, ele foi preso imediatamente, porque viram que ele atirou contra o Papa, ele foi preso na hora, imediatamente. Ele foi julgado ali na Itália e ele foi condenado à prisão perpétua por tentativa de homicídio contra o Papa. Porque na Itália é quase considerado um crime de Estado. É um atentado contra um representante de outro Estado, mesmo sendo dentro da Itália, o Vaticano tem uma autonomia, etc. E ele foi condenado, então, à prisão perpétua por causa disso.

Ainda durante a recuperação, ou seja, o João Paulo II nem tinha se recuperado totalmente, o João Paulo II declarou publicamente que ele perdoava o Mehmet, que ele perdoava o autor daquele atentado. E aí, em 27 de dezembro de 1983, ou seja, dois anos depois, o Papa visitou pessoalmente o Mehmet na prisão de Rebibia, em Roma.

E o encontro aconteceu dentro da cela. Eles ficaram sentados próximos um do outro e conversaram em particular, sem ninguém ver, por 20 minutos. A gente não tem um registro completo dessa conversa, mas o próprio Papa confirmou e reafirmou que o perdão, que ele tinha perdoado então naquela conversa pessoalmente o Mehmet.

E após esse encontro, o João Paulo II manteve uma postura muito consistente. Ele continuou frequentemente falando para a mídia que o agressor dele já tinha sido perdoado e que a mídia não devia estar falando dele como assassino, porque ele tinha sido perdoado pelo Papa. E nos anos seguintes, o Papa também visitou a mãe do Mehmet.

e apoiou iniciativas para que o atirador recebesse clemência, ou seja, perdão. E em 2000, por decisão do presidente da Itália, o Mehmet foi perdoado judicialmente e extraditado para a Turquia, onde ele ainda cumpriu pena por outros crimes que ele tinha cometido lá, antes de ser libertado em 2010. Então, ao invés de receber prisão perpétua, por causa dessa intercessão do João Paulo II, o Mehmet foi liberado.

Esse conjunto todo de ações, especialmente a visita pessoal que o Papa fez e o pedido de perdão, tornou um dos episódios, um dos casos mais reconhecidos de reconciliação no contexto contemporâneo. E a minha pergunta para a gente é o que nós faríamos nessa situação? Porque para mim esse é um exemplo muito impressionante de alguém que agiu como cristão diante de um agressor que tentou tirar a própria vida.

dessa pessoa, de alguém que sofreu um atentado, ferimentos graves e mesmo assim perdoou, o que você faria nessa situação? Como é que você lida quando outros erram com você? A nossa sociedade gente, ela é moldada pela lógica da meritocracia, ou seja, onde nós temos capacidade de lidar com as habilidades, mas não com as falhas das pessoas.

O nosso mundo frequentemente projeta ideais, expectativas de como as coisas deveriam funcionar. E se não funcionam? O que fazemos quando as pessoas que amamos, a comunidade, o meio em que nós vivemos, nos frustra? Na nossa sociedade, muita divisão, brigas, desavenças.

E diante de tudo isso, chamado para nós como filhos e filhas de Deus, é simples, reconciliação. Conectar o que estava desconectado, unir-se em meio às nossas diferenças, pois é justamente nelas que a gente descobre o valor de sermos irmãos e irmãs. E é isso que Paulo nos convida a pensar, como Deus nos reconciliou.

Assim como Ele nos reconciliou, nós devemos ser agentes de reconciliação. Reconciliação que começou em nós, por meio de Jesus.

Nessa carta aí de Romanos, Paulo apresenta de forma organizada para a gente o que é o Evangelho. Eu acho que é uma carta que qualquer cristão tem que se dedicar para ler. É uma das cartas mais importantes da história. Eu vou dar alguns exemplos do que aconteceu na leitura de Romanos na história da igreja. Conta a história que Agostinho recebeu uma parte do livro de Romanos e ali ele se arrependeu. Isso consta no livro Confissões de Santo Agostinho.

Mas tem outro fenômeno ainda mais importante para nós especialmente, que envolve a carta de Romanos. Foi Martinho Lutero estudando Romanos que iniciou todo o processo da reforma protestante. Mas ainda aconteceu outra coisa no estudo de Romanos na história da igreja. John Wesley, que foi um grande missionário e grande pregador, ao se reunir então para estudar Romanos...

Começou aquilo que foi conhecido como o grande avivamento inglês. Onde a igreja na Inglaterra. Que deu origem aos nossos irmãos metodistas. Do qual essa igreja tem até uma ligação histórica. Que esse templo tem uma ligação também com eles.

Na carta aos Romanos, Paulo apresenta de forma organizada para a gente o que é o Evangelho. E primeiro ele mostra que todos, judeus e gentios, lembra que eu falei no início que a igreja de Roma foi fundada por judeus vindo de Pentecostes, então era uma igreja judaica, mesmo em meio Roma. E começou a chegar muitos gentios. Então Paulo escreve para essa igreja para mostrar que judeus e gentios estão em pecado e precisam de Deus.

E eu quero que você foque nessa expressão, estão. Porque é necessário a gente entender o pecado como um estar. Então Paulo escreve para mostrar que os judeus e gentios estão de pecado e eles precisam de Deus. Depois ele explica que a salvação vem pela graça, por meio de Jesus, mediante a fé. O justo viverá pela fé, Romanos 1,17. E não por esforço algum dos seres humanos.

E em seguida ele mostra para a gente que isso se cumpre em Jesus, que as promessas feitas a Israel se cumprem em Jesus e agora inclui todos os povos, que todos os povos são reconciliados em Jesus, que a partir disso formam um único povo, que é o povo de Deus, que é a igreja. E Paulo termina ensinando para nós como essa nova vida deve ser vivida na prática, com humildade, unidade e amor.

Toda a carta de Romanos aponta para uma ideia central, Deus está sendo fiel às suas promessas que Ele fez para o povo de Israel no Antigo Testamento ao formar um único povo, superando as divisões entre judeus e não judeus e criando uma nova forma de viver. Nesse texto Paulo está falando justamente disso, das consequências da reconciliação que Deus promoveu em Jesus.

O apóstolo Paulo nos ensina que enquanto éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós, trazendo reconciliação com Deus. Esse ato de amor e redenção deve nos motivar a buscar reconciliação em nossas relações pessoais. E olha lá no verso 6, vamos ler o verso 6 de novo? Acompanha, a gente vai caminhar pelo texto aqui. Quero que você repare em algumas palavras que mostram quanto nós éramos por um problema.

Olha só, porque Cristo, quando ainda éramos, o que está escrito aí? Quando ainda éramos fracos, vamos fazer bonitinho, quando ainda éramos fracos, morreu ao seu tempo pelos ímpios. Agora eu quero que a gente olhe lá no verso 10, como Paulo também descreve, porque se nós quando inimigos, vamos fazer isso.

Pensa nessas três palavras que descrevem aquilo que nós somos, a nossa humanidade diante de Deus. Paulo usa esses três termos para descrever o estado do ser humano antes da intervenção divina. Paulo usa fraco, ímpio e inimigo. Nossa condição era essa. E Paulo está mostrando para a gente uma progressão. A nossa fraqueza nos torna ímpios, pecadores. E o pecado nos torna inimigos de Deus.

Fraco aqui é quem não tem recursos. Pense em alguém que afunda e não sabe nem nadar. Não adianta gritar para a pessoa que não sabe nadar, ô, joga a pessoa, ela começa a afundar, tente mais. A chance dessa pessoa morrer é altíssima. Ela não sabe nadar. Alguém aqui já passou por uma experiência de quase afogamento?

Eu lembro, para mim essa é uma imagem clara, eu lembro que quando eu era menor eu estava numa piscina, numa festa de firma, sabe? E estava toda a empresa reunida, meus pais estavam com, meu pai, era a firma do meu pai, meu pai estava com os amigos dele lá, e tinha uma piscina, um lugar que a gente alugou, e eu estava nadando, e aí veio uma menina mais velha, e ela passou brincando com os mais novos, não sei, acho que nem foi maldade, ela empurrou, e eu era bem pequenininho, e eu afundei na parte mais funda da piscina, e eu não sabia nadar.

E eu fui afundando, fui afundando, eu só fui olhando, sabe quando tu olha a luz por cima da água assim? Eu lembro da cena até hoje, a luz em cima da água assim, e eu quase me afogando, e eu lembro que, graças a Deus, uma tia viu que estava acontecendo alguma coisa errada, e colocou a mão e me puxou, eu lembro da cena dela me puxando, para ver como foi traumatizante para mim, eu lembro disso, dela me puxando para fora.

Isso aqui é a ideia de fraco, é alguém que está afundando, alguém que não tem nada, alguém que não consegue, é incapacitado. Alguém que ajuda dessa pessoa precisa vir de fora, precisa de uma mão puxar essa pessoa. E a fraqueza de que Paulo fala não é a fraqueza que surge quando a gente tenta fazer algo certo e não consegue, mas é a ausência completa de capacidade de se estar certo.

Cada um de nós somos completamente incapazes por natureza de se aproximar de Deus. E esse é o primeiro ponto que a gente tem que reconhecer. Paulo usa a segunda palavra, ímpio. E ímpio aqui é a ideia de um carro que tem um alinhamento completamente errado. Alguém já teve essa situação de um carro que está puxando mais para um lado que para o outro? O eixo está zoado?

Essa é a ideia de ímpio aqui, que o carro até anda, mas ele fica puxando para um lado, isso desgasta os pneus e ele fica, tu luta com o volante para ele seguir em linha reta. Essa é a ideia, esse é o ímpio, é alguém cujo centro está desalinhado da relação com Deus. O ímpio, ele não é necessariamente alguém cruel e violento, quando a gente fala ímpio, a gente já imagina na própria encarnação do mal, né?

Não, mas é alguém que às vezes não é nem cruel ou violento, mas o coração está desalinhado com a vontade de Deus. Deus deixou de ser o centro da vida e outra coisa substituiu. Sucesso, aceitação, prazer, controle. O olhar dessa pessoa está desviado da adoração correta. Talvez o melhor sinônimo para ímpio aqui seja idólatra. Alguém que substitui a adoração correta a Deus.

Essa condição da humanidade, fraco, incapaz e ímpia, desalinhada dos propósitos de Deus. E tudo isso nos torna inimigos naturais de Deus. Você já tentou colocar Deus no centro da sua vida por esforço? Ah, essa semana vai ser diferente na minha vida. Essa semana eu vou ser o homem mais santo. Essa semana eu vou me canonizar de tão correto que eu vou ser.

E aí, segunda-feira, putz, deu ruim. Já errei. Tu já tentou colocar Deus no centro da sua vida por esforço? Ser correto por esforço? Ah, mas eu fiz o bem. Ah, que bom que tu fez o bem. Tu tá se orgulhando que tu fez o bem? Orgulhoso. Se a gente tenta pelo nosso próprio esforço, não dura muito tempo.

E o texto que Paulo está mostrando para a gente, ele não começa pedindo para a gente esforço. Ele começa descrevendo a nossa incapacidade de alcançar Deus. Porque quando nós ainda nos eram incapazes, fracos. Eu conheço muitas pessoas, até mesmo eu, que... E...

A gente mede muitas vezes a nossa espiritualidade por aquilo que a gente consegue fazer. Então se eu estou orando mais, se eu estou fazendo mais devocional, se eu estou sendo mais missionário e evangelizando, isso significa que está tudo certo com Deus. E eu assino lá o checklist de bom cristão. Mas a verdade é que nós podemos ser facilmente ativistas cristãos e ainda assim estamos longe do verdadeiro Cristo.

Nós podemos ter experiências com Deus e ainda assim não conhecer a Deus. Nós somos incapazes de atingir o padrão de Deus. E Paulo segue no versículo 7, acompanha comigo, olha o que Paulo diz. Dificilmente alguém morreria por um justo, pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Olha só.

Mesmo nós, na nossa condição caída, ainda temos possibilidade, pela graça de Deus, e fique claro que é unicamente pela graça de Deus, de talvez, com imenso esforço, raramente, morrer por alguém ou por alguma causa que a gente julga digna.

Essa palavra aí, dificilmente, ela traz a ideia de um esforço tão gigantesco, de que é como rolar uma pedra montanha acima.

é algo muito difícil de acontecer. Paulo está dizendo assim, dificilmente, é um esforço enorme, talvez com muito esforço, a gente olhando para alguém que é justo, para uma causa que parece ser boa, para uma pessoa que é dotada de qualidades positivas que a gente está vendo, talvez a gente se sacrificaria por essa pessoa. Talvez uma mãe morra por seu filho, talvez um pai morra por sua família, e...

Por quê? Porque nós julgamos essas coisas dignas da nossa morte. Ninguém se joga na frente de uma bala por uma peste. Ninguém se joga na frente de uma bala por um bandido. Ninguém se joga na frente de uma bala por um estuprador.

Ninguém se joga na frente de uma bala para um pedófilo. Pelo contrário, a gente deseja que a justiça seja feita e que a bala entre nessa pessoa. E agora eu quero dizer e perguntar para a gente, qual é o preço que você coloca numa pessoa para decidir se ela merece ou não o seu perdão? Com base em que você decide que alguém merece uma segunda chance? A gente usa o padrão do versículo 7.

Talvez, dificilmente, se a gente achar que é uma pessoa justa, que é uma pessoa boa, a gente morreria por essa pessoa. Só que é exatamente esse padrão que o versículo 8 vai destruir. Ele vai mostrar para a gente, olha lá, o que Paulo diz no versículo 8? Mas Deus...

Prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Eu não morreria por um bandido. Eu não morreria por um estuprador. Muito menos por um pedófilo. Cristo morreu por cada uma dessas pessoas. E foi assim que Ele provou o amor dEle.

Ele não provou o amor dEle morrendo por alguém digno. Porque o próprio Paulo em Romanos 3 vai dizer para nós, não há um justo, todos pecaram, todos carecem da glória de Deus. Jesus destrói esse padrão que a gente coloca para aqueles que merecem o nosso perdão ou não. Ele simplesmente morre por alguém que diante dos nossos olhos não merece o perdão.

Isaías 59, 2 diz algo muito claro, as suas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus. O pecado ele nos separa de Deus, mas o pecado, e aqui eu gosto de ressaltar, lembra que eu disse para você pensar, estão em pecado? O pecado ele é muito mais do que as nossas ações ruins, e desejos ruins. O pecado para a Bíblia é a nossa condição.

É uma força sombria que domina todo o nosso mundo e que nos influencia. Todo mundo se encontra sobre essa força terrível que se acumula em todo lugar. O pecado é a nossa condição. O pecado não é fazer algo. O pecado é ser algo. Nós somos pecadores. Nós não fazemos pecado.

O pecado é aquilo que domina todas as coisas. Então quando nós erramos e fomos contra a vontade de Deus, isso é fruto daquilo que domina nosso coração. Dos quais nós somos fracos, ímpios, inimigos para conseguir mudar.

Isso significa então para nós, que a nossa reconexão com Deus, que a nossa reconciliação, definitivamente não pode ser resolvida por terapia, por nosso esforço, por decidir ser uma pessoa melhor. O problema está na nossa natureza, na natureza da nossa relação com Deus, e não apenas no comportamento.

Isso requer, obviamente, então, uma intervenção externa, uma mão que puxe na hora que nós estamos nos afogando. Alguém que resolva as coisas do lado de fora, porque não pode ser resolvido do lado de dentro. Não tem como o próprio problema ser a própria solução. É o problema, precisa de uma solução que venha de fora. E vai parecer clichê o próximo ponto?

mas Deus é a solução. Às vezes a gente vê umas frases assim em caminhão, né?

mas o que eu quero que a gente entenda, olha como é que começa o versículo 8, mas Deus, e aqui fica uma dica para quando tu está lendo a Bíblia, especialmente as cartas de Paulo, quando tu vê o mas, presta atenção, o que é o mas? Ele está fazendo um contraste entre tudo aquilo que ele falou e aquilo que ele vai inserir agora, então ele primeiro mostrou toda a nossa condição, toda a nossa incapacidade, tudo aquilo que nós somos, e ele agora fala um mas, e é um mas que muda tudo.

Ele cria aqui um contraste, as pessoas normalmente ajudam quem merece ou quem é bom, mas Deus faz o contrário e age por quem não merece. O texto diz que Deus prova o seu amor, ou seja, Deus não só diz que ama, Ele prova efetivamente que Ele ama.

E a prova que Deus nos dá é sangrenta, é o Cristo Jesus crucificado no Calvário. Jesus morre por pessoas que estavam em pecado, longe de Deus e sem oferecer nada em troca, sem poder oferecer nada em troca por essa salvação. Deus não esperou que a raça humana mudasse para Ele agir. Ele tomou iniciativa quando a situação ainda era desfavorável para cada um de nós.

E é muito interessante essa frase aí, mas Deus prova o seu amor para conosco, pelo fato de Cristo ter morrido por nós, quando ainda éramos pecadores. A frase, quando ainda não éramos pecadores, está mostrando para a gente o momento dessa ação de Deus. Não foi depois de um esforço, não foi depois de uma busca espiritual da humanidade, Deus agiu antes de qualquer movimento humano.

E isso muda a forma da gente entender o amor de Deus, que diferente da nossa sociedade, não depende de desempenho, não depende de mérito, não depende da capacidade de raciocínio, Ele age porque Ele age. Não é porque Ele encontra algo em nós.

A gente anuncia isso toda vez que a gente batiza uma criança, que Deus age independentemente daquilo que nós somos capazes de fazer ou pensar. Que a graça de Deus, a promessa de Deus é uma palavra que não depende do nosso mérito, da nossa capacidade de articular. Que a cruz confronta toda a ideologia de mérito.

A cruz ela não aparece para a gente como resposta ao nosso esforço, mas como ponto de partida de qualquer transformação. Quer ser transformado? Cruz, cruz de Cristo, somente Cristo.

Não adianta você trocar sua rotina, você fazer uma série de coisas, isso pode te ajudar, se te levar a reconhecer que você é dependente de Cristo. Quando essas coisas se tornam fins em si mesmos, quando essas coisas se tornam escadas para alcançar a Deus, sinto te informar, uma vez os homens se reuniram para alcançar os céus, e Deus desceu e confundiu eles, porque a salvação não se dá por tentativas nossas de alcançar a Deus.

E a igreja é fundada quando Deus desce, quando Deus intervém, quando a ação é de Deus. Paulo segue no versículo 9, logo muito mais agora, sendo justificados, presta atenção nessa palavra, que é uma das palavras mais importantes dos últimos 500 anos de história de igreja.

Justificados pelo seu sangue, seremos por ele, salvos da ira. A ideia de Paulo é que o veredito já foi dado. E Paulo usa a linguagem de um tribunal para dizer que nós fomos justificados. O que significa ser justificado? Significa que diante de Deus, por meio de Jesus, Deus nos vê como pessoas justas.

Diante de Deus, quando ele olha lá do céu, eu gosto de imaginar essa cena, não é literal, mas eu gosto de imaginar essa metáfora. Quando ele olha para o Gabriel e olha para todos os pecados do Gabriel, o que ele vê é o sangue do Cordeiro.

E assim como ele saiu com o anjo da morte, quando via lá na Páscoa do Antigo Testamento, quando viu o sangue nas ombreiras das portas, o anjo da morte desviava daquela casa, quando Deus viu o sangue do seu filho em nós, ele não nos imputa a ira dele. O que é isso? Graça.

Pura graça. Nós somos justificados. E a palavra justificado aqui, essa parte gramática é importante para nós, ela é um passivo. O que significa? Que quem justifica não somos nós. Que o agente ativo da ação de justificar é Deus. Que nós somos incapazes de nos tornarmos justos.

Diante de Deus, não há um processo aberto aguardando o resultado. Você não precisa mais viver com o medo de estar em constante ira de Deus. A ira de Deus, toda a ira de Deus, foi depositada em Jesus Cristo no Calvário. E todos aqueles que em Cristo creem, pela fé, são declarados justos.

Deus não exige de nós boas obras, mas que acreditemos que Ele é capaz de fazê-las em nós. As boas obras, Paulo também vai dizer que as boas obras foi algo que Deus preparou muito antes para que fossem executadas em nós. A salvação sempre será pela pura graça e pela pura fé.

E eu quero dizer para ti que se você ainda vive sentindo que você está sendo avaliado o tempo todo, carregando o tempo todo a culpa e tentando o tempo todo provar um valor, a primeira coisa que eu vou te dizer é uma exortação. Se Deus disse que você é perdoado em Cristo, por que você acha que você é mais inteligente que o próprio Deus para dizer o contrário?

Não é falsa humildade, ai gente eu sou tão ruim, não, é arrogância isso, você está se colocando no lugar de Deus e dando seu próprio veredito, sendo que o próprio Deus disse que você é perdoado.

Tim Keller, dizendo sobre o Evangelho no livro dele, que é um livretinho, que é maravilhoso, que é o ego transformado, que é o suficiente. Tu leia em 20 minutos talvez. Diz que a essência da humildade resultante do Evangelho não é pensar em mim como se fosse mais, nem em mim como se fosse menos. É pensar menos em mim. E acreditar mais na palavra de Deus, que me declara justo por meio de Jesus.

Cristo já perdoou o nosso passado, Cristo já perdoou a nossa culpa, Cristo já perdoou tudo aquilo que a gente fez, está fazendo e vai fazer. Nós muitas vezes olhamos para os outros...

que erram como pessoas erradas, e talvez de fato essas pessoas tenham erradas, mas se o Criador do universo, o único bom, puramente bom, digno de se irá contra o pecado, se Ele vê aqueles que erram como pessoas inocentes por meio de Jesus, porquê que nós somos melhores? A cruz mostra que Deus agiu primeiro.

que o amor foi demonstrado em ação, não só em palavra, Cristo não apenas nos declara justos, Ele nos torna justos por meio da cruz, e a partir disso nós somos declarados justos por meio do Seu sangue, mostra que a decisão de Deus em favor de todo pecador, está fundamentada não nas nossas obras, mas na obra de Jesus.

E a vida cristã que passa a ser vivida a partir desse conhecimento, de se apegar firmemente a essa promessa, de que nós fomos perdoados, que nós fomos justificados, ela não age de maneira boa como tentativa de conquistar algo, porque já foi dado para ela. Ela age de maneira boa como vocação, como instrumento daquilo que foi recebido.

Recebeu aquilo que não podia ter e entrega aquilo que foi recebido. Isso significa para nós que nós fomos reconciliados para reconciliar. Verso 10. Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus.

mediante a morte do seu filho, muito mais estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. Paulo usa para a gente uma palavra forte, inimigos, e a palavra inimigo aqui é a palavra de guerra, ou seja, aquele que está contra a nossa nação, aquele que merece o empenho da força violenta para a gente destruir. Inimigos, essa é a situação humana diante de Deus, era uma situação de oposição.

A reconciliação que Cristo promove nos traz uma mudança completa de relação. De oposição para a comunhão. De oposição para a coinonia, para participarmos da vida de Deus e da vida um dos outros. E foi exatamente nessa nossa condição caída que Deus nos chamou para a sua comunhão.

Essa palavra, a ideia de reconciliação que aparece aqui, a ideia que os gregos tinham sobre essa ideia de reconciliação é que quem toma a iniciativa de reconciliar é quem ofendeu. Então, quando Paulo usa essa palavra reconciliação para se referir a Deus, que é o ofendido que toma a iniciativa, ele está inovando o uso dessa palavra.

Ele está pregando uma boa nova completamente diferente de tudo que aquelas pessoas que liam Paulo entendiam. Ele está pregando a reconciliação de quem foi ofendido ir em direção a quem ofendeu. E não de quem ofendeu ir em direção a quem foi ofendido.

Ele está pregando a lógica da graça e não da retribuição. Isso era algo extremamente novo, especialmente para aquele judaísmo do segundo templo, que a gente fala que o templo foi destruído, depois ele foi reconstruído. Enfim, tem várias histórias sobre isso. Mas, porque a ideia desse povo era de que, quanto mais eles alimentassem a Deus por meio dos sacrifícios, restaurando o culto dos sacrifícios, lembra que a comunidade de Roma era fundada por judeus?

Quanto mais eles fizessem isso, mais próximos de Deus eles estavam. E quando eles olhavam para os gentios, que não tinham todo esse sistema que eles receberam, eles se sentiam orgulhosos por conta disso. Nossa, uau, sou bom. Então Paulo está dizendo, não, não, não. Esses sacrifícios de nada valem, porque o sacrifício preciso foi feito.

Você foi reconciliado. Então alguém que sabia que essa palavra significava que o ofendido ia em direção àquele que ele ofendeu, talvez ouvia a palavra reconciliado, levasse na cabeça a pessoa e pensasse, tá como? Como é que eu fui reconciliado? Eu nem fui em direção? É isso mesmo, você nem foi em direção. Você foi reconciliado. A reconciliação começa quando Deus alcança o ser humano.

Quando alguém decide agir apenas por iniciativa do outro, está seguindo o padrão comum, o padrão meritocrático, o padrão que é esperado. Mas o Evangelho apresenta para nós um outro caminho. Quem vive do perdão recebido por Deus, passa a agir na mesma direção com os outros. É como se a gente estivesse indo de encontro a Deus. Quando tem uma pessoa ali, eu estou aqui, eu estou indo de encontro a essa pessoa.

E de repente Deus me puxasse e nós voltássemos para cá juntos. Mudou a direção. Então quem é reconciliado passa a reconciliar. Pelo poder de Cristo. Dando as mãos a Cristo. Mas situar então agente de reconciliação é isso que Paulo vai dizer em Coríntios. Quando diz que foi nos dado o ministério da reconciliação.

Em Colossenses ele vai dizer que Cristo estava reconciliando consigo todas as coisas, nos céus e na terra. O Evangelho traz uma boa e uma nova base para a vida. A nossa identidade, o nosso valor estão firmados naquilo que Deus declarou. E por conta disso, a gente pode agora tomar iniciativa nos nossos relacionamentos com segurança.

Às vezes a gente tem medo de se relacionar uns com os outros de maneira honesta, porque isso significa mostrar aquilo que nós somos. Isso significa, de fato, mostrar o que há de pior em nós. As coisas que nós gostamos de esconder. Às vezes a gente tem medo de fazer aquilo que é certo em público, porque isso significa se expor. A gente tem medo da exposição, a gente tem medo de relacionamentos profundos.

mas quando a gente se agarra à segurança de que o único que era capaz e que era justo para nos julgar, que era digno de nos julgar, não nos julgou, antes nos perdoou e colocou o seu próprio filho, isso deve nos dar uma segurança para irmos em direção um dos outros, porque a minha identidade não está mais naquilo que fulano diz sobre o meu pecado.

está naquilo que Deus disse sobre o meu pecado, ele disse que eu estava perdoado, ele disse lá na cruz do Calvário, tetelestai, está consumado, foi feito, foi julgado. Jesus antes de subir para o Calvário, o apóstolo João registra, ele diz, está chegando o momento em que um príncipe desse mundo será julgado. Satanás é aquele que acusa.

O nome Satan significa acusador. E aqui tem uma curiosidade muito legal. Satan é o nome que é usado para esse inimigo de Deus muito no Antigo Testamento. Satan é uma posição jurídica. Hoje seria equivalente a um promotor de justiça. Era aquele que ia lá e mostrava o crime que foi cometido e dava os argumentos pela condenação.

Então, no Antigo Testamento, às vezes, Deus é chamado desse acusador que se posiciona, não que Deus é o diabo, gente, pelo amor de Deus, deu para entender, né? Mas que se posiciona contra o seu povo em situação de julgamento. Então, o Satã não é aquele que acusa. Toda vez que você comete um pecado, a primeira armadilha que você cai é a culpa e a acusação. E quem te acusa? É o diabo.

É o teu próprio coração orgulhoso que ouve a voz de Satã te acusando. Só que no Novo Testamento, a gente não vê esse inimigo de Deus, quase nunca, sendo referido como acusador. Ele é referido por outra palavra, diabolos. Que não é aquele brinquedo, alguém lembra esse brinquedo do diabolô?

Depois pesquisem aí. Não é. Diabolos. O que é o diabolos? Balo é aquilo que une. É lançar símbolos. É algo que é unido. Então, símbolo, quando a gente vê, é porque aquilo nos une a um conceito, a uma ideia, a alguém. Diabolos é aquilo que divide. Diabolos significa lançar fora.

Por que o Novo Testamento se refere ao acusador então como o Diabolos? Porque o diabo perdeu o seu poder de acusação na cruz do Calvário. Não há mais acusação, o veredito foi dado e nós somos inocentes. Então como ele trabalha a partir do fenômeno da cruz? Se ele não nos pode acusar, ele pode nos dividir.

Ele pode afetar esse trabalho através da falta de reconciliação, através da divisão. Uma igreja dividida, uma família dividida, uma amizade rompida, é uma vitória a mais para o divisor, para o diabolos, para o diabo.

Tem tanta gente que vive com medo do diabo e odeia o seu irmão. Toma cuidado. O diabo não vai aparecer num objeto. O diabo não vai aparecer num filme de terror. Não vai aparecer de chifre. Ele talvez vai aparecer naquele ódio que você nutre contra alguém e nunca buscou reconciliação. Ele é o divisor. É aquele que rompe as relações. É aquele que lança fora.

Pensa nas suas amizades, todo mundo aqui já teve amizades que esfriaram, uma briga que afastou, um grupo que se dividiu. E quase sempre acontece a mesma coisa, todo mundo fica esperando o outro tomar o primeiro passo. Se fulano não se arrepender do que fez, eu também não vou atrás dele, eu não vou correr atrás. Já ouvi essa expressão sendo usada nesse contexto, eu vou jogar pérolas aos porcos? Hum, pérola.

E talvez seja exatamente que você esteja assim com alguém, ou com uma comunidade, ou com um grupo, esperando. Esperando que esse alguém tome o primeiro passo. Isso até parece justo, talvez você seja de fato quem foi ofendido. Mas o Evangelho coloca a gente em outro lugar. Você conhecer um Deus que tomou a iniciativa quando você ainda estava longe. Então a pergunta é simples.

Tem alguém para quem você precisa mandar uma mensagem essa semana? Algo simples que abre uma porta. Pensa na tua casa. É lá que tudo fica mais intenso, porque não é só o momento. São anos convivendo com pessoas que conhecem o melhor e o pior de ti. São pequenas coisas que vão se acumulando, porque a gente acha que quanto mais próximo, mais fácil de se expor. Não, na realidade é mais fácil ainda de não se expor.

A gente só não consegue, a gente deixa escapar, mas o tempo todo talvez a gente lute para não se expor. Pensa na tua casa. Pequenas coisas que vão se acumulando e o coração que vai endurecendo. Ofensas ouvidas de irmão, de pai, de mãe, que nunca foi trabalhada, que nunca foi conversada, que nunca foi reconciliada.

Não deixe a distância virar algo permanente. Você foi reconciliado com Deus. E isso tem que começar a aparecer primeiro onde você vive. Senão, nós estamos não cooperando com Deus na obra do reino, como Cris disse. Mas cooperando com o diabo em dividir aqueles que foram reconciliados.

E tem um ponto que talvez seja um dos mais comuns hoje, que é a sensação de culpa. Nós muitas vezes carregamos um peso constante. Coisas do passado, erros que se repetem diariamente e constantemente. A sensação de nunca estar bem o suficiente diante de Deus. E a excelente notícia que eu tenho para dizer é que você nunca vai estar bem o suficiente diante de Deus. Mas Deus já declarou algo sobre você por causa de Jesus.

A tua mente pode continuar satã acusando. Mas existe uma palavra maior que já foi dita. E aprender a viver a partir desse veredito muda tudo. E por fim, gente, pensa na gente como comunidade, como igreja. A forma que nós nos tratamos fala muito mais alto do que talvez alguém que nunca vai vir aqui para uma igreja porque tem ódio de crente.

E aí ele olha na rede social, vê tu brigando com teu irmão porque ele é de esquerda, ou porque ele é de direita, ou porque ele gosta de tal time, ou porque vê você indo para um evento social e usando o nome de Deus em vão, não no sentido de falar Deus, mas ser o povo que carrega o nome dele e não agir de acordo com a vontade dele. Isso é usar o nome de Deus em vão.

Se existe divisão no nosso meio, se existe fofoca, se existe distância, isso tudo está comunicando algo. Está comunicando que talvez o diabo esteja vencendo a batalha pelos nossos corações. Mas quando existe perdão, quando existe iniciativa, quando existe reconciliação, isso também comunica algo. Que o evangelho é capaz de transformar o caos em ordem.

Então, no fim, para a gente ficar algo bem direto, Deus tomou a iniciativa quando a gente ainda estava longe. Agora, essa mesma lógica tem que começar a aparecer na forma que a gente vive, nas nossas amizades, na nossa família, dentro de casa, dentro de você e aqui entre nós.

Você foi reconciliado com Deus sem mérito, eu fui reconciliado com Deus sem mérito, sem iniciativa própria, enquanto a gente vivia como fraco, inimigo, ímpio diante dele. E esse é um fato que você tem que carregar como o fato mais sólido da sua vida, mais forte do que qualquer rejeição que você já enfrentou, mais profundo do que qualquer erro que você já cometeu, mais estável do que qualquer relação que se rompeu pelo caminho.

Paulo escreve então, no versículo 11, e não apenas isso, mas também nos gloriamos em Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem agora recebemos a reconciliação. Ou seja, isso não é só um passado, reconciliação é algo presente, constante na vida do crente, reconciliar, uma vez reconciliado, ele busca se reconciliar com todos.

Paulo escreve na Carta aos Romanos que a gente recebeu a reconciliação. Agora, hoje, nesse momento. Isso define a nossa posição diante de Deus agora, hoje, nesse momento. Então fica a pergunta aberta para nós. Existe alguém com quem você pode e deve tomar a iniciativa? Existe ainda uma culpa que ocupa espaço dentro do coração, por causa do teu orgulho, mesmo depois de Deus ter te declarado que você era perdoado?

Existe uma relação parada no tempo esperando o movimento. A cruz mostra o que Deus fez por cada um de nós. E ao mesmo tempo mostra o caminho de como nós devemos viver uns com os outros. Tomando a iniciativa. A partir daquilo que nós recebemos. E Cristo segue nos reconciliando com Deus. Cristo segue reconciliando todas as coisas.

Quando Cristo morre na cruz do Calvário, ele inicia um período até a concretização do reino de Deus. Onde ele está reconciliando por meio do seu povo todas as coisas. E ele faz isso não com uma agenda cristã. Ele não faz isso com políticas cristãs. Com éticas cristãs.

Ele faz isso quando o povo dele deixa as diferenças de lado e se reúne como igreja para receber dele graça, misericórdia, comunhão e responder tudo isso em adoração. Eu gosto de lembrar que nesse momento no céu, em Apocalipse 4, quando João tem a visão do trono de Deus, não é uma visão do futuro diferente das outras visões que ele tem.

que ele coloca pelo menos como visão do futuro, ele tem uma visão do presente, ele diz que ele foi levado ao trono de Deus, e lá ele viu os anciãos e os anjos cantando, santo, santo, santo. Imagina que toda vez que a igreja se reúne, céus e terra são um, e a gente declara como povo, deixando as diferenças de lado,

Deixando todas as coisas que nos impedem de chegarmos uns aos outros de lado. A gente declara juntamente com o céu. Santo, santo, santo. A gente não declara que nós somos bons. Porque declarar que nós somos bons começa a fazer a gente olhar para os outros, julgar os outros e dizer, nossa, como essas pessoas são ruins.

A gente não declara que nós somos capazes de compreender, de entender a misericórdia de Deus. Não. A gente olha para aquele que é único, que é santo, que é puro, que não tem impureza, que não tem pecado, que não tem erro. Que é o supremo bem, a suprema luz de onde todas as coisas fluem. O Deus trino, o eterno. E a gente diz, santo, santo, santo. A adoração da igreja...

Não é olhando para o lado. É olhando para o alto. Não é olhando para o erro do irmão e dizendo, ai, essa adoração está contaminada. Não. Olhando para a luz que vem do alto e reflete no rosto meu. Reflete no rosto do teu irmão.

E juntos, apesar das nossas impurezas, apesar das nossas babaquices, apesar dos nossos erros, juntos, nós clamamos santo, santo, santo. Alguém te ofendeu? Olha para o céu e clama santo, santo, santo. Porque é o único que é santo.

Você ofendeu alguém? Olha para o céu e clama, santo, santo, santo, ao único que é santo. E eu tenho certeza que a partir desse momento, quando nós desviarmos o olhar dos nossos erros e dos erros dos outros, e olhar para aquele que é único que é santo, nós vamos dizer, Senhor, tem misericórdia de nós, porque eu sou pecador. Isaías e alguns outros profetas descrevem que quando eles tiveram a visão de Deus, eles tiveram exatamente esse sentimento.

de pavor, de desespero, diante de uma santidade da qual eles eram incapazes de contemplar. E quando eles olharam para os céus, eles disseram, Senhor, tem misericórdia de mim. E Zé descreve que um anjo pega um incenso e coloca na boca dele fogo e o purifica. Quando a gente diz, Senhor, tem misericórdia de nós, Jesus olha para nós e diz, justo, justo, justo.

Quando a gente clama santo, santo, santo, Jesus responde com justo, justo, justo. E diz, tu justo viverá pela fé. Pela fé nesse Deus que é santo. Tem algo que você precisa fazer hoje, essa semana, para se reconciliar. Faça, faça enquanto os céus não irromperam, enquanto a trombeta não tocou. Corra!

A Bíblia diz que se você tem algo contra o teu irmão, deixe a tua oferta no altar. Vai se reconciliar com o seu irmão. A mesma palavra aparece nesse texto. E depois vai oferecer a tua oferta ao altar. Se você não se reconciliou com quem você precisa se reconciliar, não venha ainda. Não, não. Se reconcilie. Se reconcilie enquanto há tempo. Amém? Vamos orar, gente.

Senhor Jesus, Tu és Todo-Poderoso, Tu és Santo Deus, sem nenhum pecado, Tu és o justo, Senhor a gente Te exalta como o Teu povo, como a Tua igreja reunida, reconhecendo que o Senhor é o Deus Todo-Poderoso que nos criou, que nos alcançou um dia, que nos reconciliou com Deus.

A gente olha para dentro de nós e a gente vê, Deus, que há tantos pecados, que há tanta divisão, que há tanta briga no nosso meio. Jesus, tem misericórdia da Tua igreja. Nos ajuda a ser instrumento de reconciliação, não de divisão. Tem misericórdia de nós quando nós não nos reconciliamos uns com os outros. Nos perdoa, Deus.

quebranta os nossos corações, para que a gente veja o teu trono, e olhe somente para ti, e declare junto, apesar dos nossos erros, apesar das nossas diferenças, que somente o Senhor é santo, que somente o Senhor é digno, que somente o Senhor é puro, tem misericórdia de nós, e vem com a tua brasa Deus, toca nos nossos lábios, nos purifica, nos torna instrumento de reconciliação pela tua graça, pela tua capacidade, ô Senhor.

o teu povo tem sido um mau testemunho para ti, nós temos sido um mau testemunho para ti, as pessoas ouvem sobre a tua igreja e muitas delas olham com rejeição, e quem der a rejeição fosse pelo fato de estarem cegos pelo pecado.

É muitas vezes porque nós pecamos e nós nos dividimos. Porque ao invés de promover a reconciliação, nós temos promovido divisão. E ao invés de sermos instrumentos teus, nós temos sendo instrumentos do inimigo de nossas almas. Tem misericórdia de cada um de nós. Promova a reconciliação no nosso coração, Senhor. Promova a reconciliação no nosso meio, nessa igreja.

Que mágoas sejam restauradas em amizades reais, em irmandade profunda pelo teu sangue. Que nós olhemos uns aos outros como perdoados em Cristo, como reconciliados contigo. Que relacionamentos rompidos sejam reerguidos e sejam testemunho de que o Senhor nos une apesar dos nossos erros. Nos dê um coração misericordioso que não olha para as falhas.

mas olha para a potência que há no teu sangue de transformar todas elas. Nos dê um coração amoroso que olha para o nosso irmão, não com julgamento, mas com acolhimento. Tem misericórdia do teu povo. Vem sobre nós no restante desse culto, no restante dessa semana. E que a tua graça seja ministrada aos nossos corações. Seja tempo de reconciliação.

Nesse nome poderoso de Jesus, aquele que nos reconciliou contigo, Deus. A gente ora pelo poder e pela atuação do Teu Santo Espírito. Amém.

Prédica Culto Jovem 02/05/2026 - Romanos 5: 6-11 - Reconciliação | Castnews Index — Castnews Index