Série B do Board Game #001 - Por que é bom ser série B e Papatobas no Hot Streak
Edição - Fabs Fabuloso. Capa - Gustavo Lopes.
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Trilha: Music by Andreas G from PixabayMusic by
Eric Campos
Gustavo Lopes
Lucas Fratini
Mais Um Gustavo
- Polêmica do jogo Hot Streak· EntretenimentoAsmodeus Jogos·Tradução de nomes de personagens·Hot dog antropomórfico·Bun Banger vs. Papatobas·Posicionamento de party games para adultos
- Criação de Conteúdo e Mídias Sociais· SociedadeInstagram Reels e TikTok·YouTube e conteúdo longo·Marketing em podcasts·Desafio de engajamento·Produção de conteúdo de board games
- Série B do Board Game· EntretenimentoLiberdade criativa em podcasts·Mudança de foco na criação de conteúdo·Valor do conteúdo longo vs. rápido·Podcast como mídia nichada
- Jogos Recentes· EntretenimentoFantan·Doom Imperium Uprising·Cafezinho·Estalinho·Rumble Nation·Carcassonne·Anacras com Doomsday·Luz
- Podcasts de Board Games· EntretenimentoSobrevivência e apoio mútuo·Importância da periodicidade·Desafios da produção de áudio·Apoio financeiro da comunidade
- Dicas Aleatórias· SociedadeFones de ouvido KCY·Explorar novas músicas·Trilhas sonoras de Gran Turismo·Drink com Licor 43·Débito automático de contas·Música de Domi e JD Beck·Música de Charli XCX
Gambiarra Board Games. Começando a série B dos board games. Você achou que esses caras iriam desaparecer da podosfera? Iriam desaparecer dos podcasts? Não deixaria o seu legal não aqui no Gambiarra. Como eu falei, para quem não ouviu, ouça o último episódio aí que a gente teve, foi o nosso episódio de 7 anos de Gambiarra. Com 7 anos a gente aprende, e eu aprendi finalmente em trazer mais pessoas aqui para dentro deste feed que você está nos ouvindo.
E hoje, hoje não tem um, não tem dois, não tem três, tem quatro hosts. Para caso você tenha dúvida de que esse podcast não estava unido com a Série B da criação de conteúdo sobre jogos de tabuleiro, vou começar apresentando aqui em ordem alfabética, porque eu tenho toque. Ele que não abandonou o navio do podcast, ele só trocou de navio. Estamos com ele aqui, Eric Campos!
Fala, galera! Eu sou o Eric, o ex-Corsário, tá? Atualmente gerente do famoso bar Fala Mansa. Escutem, tá bom? Mas é um prazer inenarrável estar aqui ao lado destes monstros do podcast e do Lorde Cavalo, que é o é o cara mais querido e amado de toda a blogosfera. Só isso que eu queria deixar.
Porque assim, né, se você leu a descrição do episódio, você sabe quem tá aqui. Mas a gente faz todo esse negócio. João Kleber, né.
Ei, dei spoiler.
Deu spoiler, né. Acontece, acontece. Mas seguindo na ordem alfabética, eu não vou me apresentar porque você já sabe. Mas tô com o meu xará. Ele que eu não sei, hein. Não sei se ele vai desbloquear o skin pica-pau maluco da barriga vermelha nesse episódio ou nos podcasts do Gambiarra. Porque ele... Vocês conhecem ele pelo Ludogênese, toda pelo finesse, pelo...
Detalhamento.
Mas ele, quando você encontrar ele num grupo de jogo de tabuleiro, quando você tem um cara que assim, esse cara é o pica-pau da Barriga Vermelha, tá ligado? Não é o pica-pau do desenho, do que tem lá a torta de escocesa lá, butterscotch. Não é o pica-pau moderno, não é do filme também, é o pica-pau da Barriga Vermelha, que é o pica-pau biruta. Estamos com ele, meu xará Gustavo Ludogênes.
Pô, com a introdução dessa fica até sem jeito, né? Mas obrigado pelo convite aí, Gusta, por participar aqui hoje e sempre, né, se Deus quiser. E quer dizer que então com 7 anos você resolveu fazer um set de podcaster, é isso?
Olha aí, estamos fazendo set collection, é a ideia essa, né? E agora, para trazer mais conhecimento ainda para esse podcast, não sou eu que vou trazer esse podcast, e não é ele por hora, porque ele é o Sou Eu, mas aqui ele é o Sou Ele, não sei. Estamos com ele agora, o Biribeiro Enrustido, que finalmente foi integrado com Biribeiro. A gente tava falando disso aqui antes de gravar, mas essa é uma informação que vocês precisam ouvir, porque depois de 100 carteados, depois de 100 episódios, ele finalmente se se tornou um biribeiro oficial. Estou com ele, Lucas Frattini. Tudo bem, Luquinhas Frattini?
Sim, tudo certo, tudo certo. É, pois é, cara, agora eu sou oficialmente um biribeiro. Eu fui batizado aí com a espada de copas e vamos ver o que vai acontecer nesse grupo. Inclusive, fui intimado, na verdade, a participar do grupo com um questionamento de: caramba, você não tá no grupo? Eu falei: não, não estou no grupo. Uau, por que que você não está no grupo?
Eu falei: sei lá, cara.
Não sei porque eu não tô no grupo, mas eu já fiz as pazes com carteado já tem um tempo também. Eu acho que teve um momento canônico na minha vida que foi quando um que já participou inclusive aqui do podcast, Giovanni, que é meu amigo príncipe aí das vazes. Beijo, Giovanni. Ele achou novas cobaias pra testar os carteados duvidosos dele. Então quando ele vem me apresentar um carteado agora, só o fino mesmo, ele filtra e fala, olha, esse aqui é bom dentre esses 30 malucos que eu importei de não sei aonde.
Aí eu falo, uau, esse realmente é muito bom, que bom, nossa, existem jogos muito bons de carteado. Então eu fiz as pazes e agora Agora formalmente fui batizado nos rios aí do baralho tradicional. Mas muito animado pra começar esse novo projeto aí com vocês também. E só reforçando a apresentação do Gustavo, que a gente conhece ele muito pelo Ludogênese, né? Mas eu que já pude— Eric também, a gente pôde dividir juntos um apartamento com ele no DOF do ano passado.
Grande fim de semana!
Eu fiquei impressionado, eu não imaginava que o Gustavo ele já acordava no 220 cantando, passando café, oferecendo chimarrão e falando que horas a gente ia chegar no DOF. Fiquei escovando o dente, o cara já tinha feito 200 mil coisas, tava lá pilhado cantando, é... Menina Veneno. Menina Veneno.
Menina Veneno.
É isso aí.
Na cozinha, eu falei, gente, quem é essa pessoa? Que que você fez com o Gustavo?
Um abraço pra Menina Veneno, um abraço.
Saudosa. Cara, é que eu, em modo viagem, eu ligo uma chavinha e filho, vai essa besta aí assim, desenjaulada, né? Meu Senhor do céu.
Desbloquearam, né? Desbloqueia o modo maluco. Eu tô falando que é o Pica-Pau Biruta, vocês não tão acreditando.
Não, mas sério, era a cada 5 minutos ou você escutava o Gustavo cantando Menina Veneno imitando Veneno ou ele imitando é os guri, né, meu?
Eu nem sei imitar, mas o Gustavo faz.
Vai, os guri, né, meu? Vai, os guri não tem jeito, né?
Pois é, gente, com esse espírito que hoje nós estamos aqui reunidos para mostrar para vocês o que vem pela frente. Mas também a gente vai fazer esse programa aleatório para vocês. Quando vai ter esse aqui igual esse aqui, só vocês vão saber quando aparecer no feed, porque agora o feed do Gambiarra vai ser isso. Cada semana você vai ter uma surpresa Uma hora vai ser o Eric, uma hora vai ser o Gustavo, uma hora vai ser eu, vai ser o Frattini, vai ser o Fábio, sei lá.
Pode ser quem quiser, porque a gente juntou essa galera justamente pra fortalecer aqui o feed, trazer formatos diferentes. Como eu falei, né, pra quem não viu de novo, tem o episódio de 7 anos, eu expliquei melhor lá, não vou ficar explicando de novo. Mas como eu tenho mania de explicar de novo, eu vou explicar de novo. Que é isso, trazer esses sabores diferentes, né, para o Gambiarra. E aí vocês vão julgar se foi interessante ou não.
Mas eu imagino que pra galera vai ser muito maneiro, porque a gente tem aqui uma galera que já tem experiência com podcast e também tá aqui aqui para fazer podcast e curte fazer, né, o formato, né. E aí, para a gente começar o nosso programa aleatório da Série B aqui, eu queria saber o que que o meu Série Beers, como pode se chamar os cara quando é o Série Bs, ou quando a gente fala tipo assim, ah, tem os meus tabuleiristas, sei lá, tem a criativo lá da Nerd Criativa, é os criativos, né. Tem que ter um nome, né.
Os Be Lovers.
É por isso que ele é o cara do marketing aqui, ó, o cara que é o diretor de arte.
Parece que eu vou, sei lá, namorar uma É igual B-movie, né? É foda.
Só quem viveu a Série B sabe o que é viver uma Série B. B-lovers.
Então, o que que os nossos B-lovers jogaram aí? Agora eu quero fazer a ordem alfabética invertida. Então vai começar com o Fratini. Fratini.
Muito obrigado.
Olha aí.
Então é a ordem beta-álfica.
Ai, meu Deus.
Isso aqui aí não precisa ser de board game, né? Porque assim, ultimamente, pra fazer conteúdo de board game não precisa jogar, né? Você vê por umas mídias aí que você só precisa ter a caixa do jogo. Polêmica!
Mas...
Quem sabe? Às vezes cê jogou, cê jogou uma biriba, jogou um negócio diferenciado aí, quer saber.
Ultimamente, né, acho que... esse ultimamente foi um pouco... otimista, enfim. Mas, venenos à parte, cara, que que eu joguei recentemente? É... eu tenho testado uns jogos de uns amigos meus. Eu não sei se... cê já jogou aquele jogo chinês, Fantan?
Fantan? Acho que eu nunca ouvi falar. É biriba isso aí?
Não sei, acho que pode ser considerado, talvez. É, acho que pode ser... será que pode se considerar uma escalada? É, eu tenho jogado, porque eu tenho dado uma estudada no Fantan, então eu tenho jogado, tipo, na internet, online. É aquele jogo que você meio que você vai clicando, você não sabe o que tá fazendo, aí você começa a entender uma lógica, e aí depois alguém vai lá e te corta, você fala, ué, mas por quê? Aí você te cobra, ah não, porque sei lá, o 2, que nem no cribbage, né, que é o valete de não sei o que lá vale 10.
Por quê?
Ah, porque o cara que criou gostava de valete, então valete vale 10 pontos. Fala, ah tá, ok, tudo bem. É, também é um jogo tradicional chinês que ele tem um lance espacial bem legal, que eu tenho jogado e gostado bastante de jogar online. Fora isso, Tô tentando lembrar o que que eu joguei recentemente. Eu joguei Doom Imperium Uprising recentemente. Muito bom, né? É, eu achei incrível. E eu tomei uma surra homérica. Geralmente eu jogo ok Doom Imperium.
Não sei o que aconteceu, acho que foi personagem que eu peguei que eu demorei pra— foi aquela menina que depois vira Evangeline, né? Que fica toda tatuada na cara.
Sei, a Madame, Madame não sei o quê, que vira Madre Teresa de Calcutá.
É a mãe do Lizão Algaíbe lá do Power Trades, né?
Isso.
Aí eu demorei muito pra flipar ela, eu fiquei segurando o poderzinho dela. Enfim, quando flipou já tava tarde demais, eu fiquei mal pra trás no jogo. E aí eu tomei uma surra, mas eu sempre muito bom, adoro o Dunympirion. É, eu joguei o Cafezinho também e o Estalinho, que esses meus amigos queriam conhecer. É, continuo sendo uma negação dos meus próprios jogos, sobretudo no Estalinho. Eu tenho uma parada meio, meio mística, que é quando ninguém tá vendo, eu sempre gabarito todas as pontuações.
Tipo, impressionante, eu acerto tudo, tudo, tudo. Tipo, onde eu quero arremessar a carta, eu arremesso. Aí quando eu tô jogando com as pessoas, eu erro 50%. E aí enfim, joguei o Stalinho e cafezinho, Stalinho da pequenininha, né? E basicamente foi isso, esses foram os jogos que eu joguei.
É o pescador nível board game, né? Tem aqui, eu peguei um peixe gigantesco, menino, que eu vou tirar foto.
Assim é fácil, né?
Quando eu jogo modo solo eu faço 60 pontos, o cara faz 12.
No DOF mesmo eu tava no estande da Capcat, aí eu fui jogar uma partida com Igor, abraço Igor aí da Capcat, e eu errei tudo. Eu falei, cara, que que tá acontecendo? Não tô conseguindo nem clicar, eu criei a parada e não tô conseguindo jogar. Aí E ali a gente parou de jogar, aí ele virou para trás e aí fiz pontuação máxima. Aí eu falei, ah, que pontuação máxima, não sei o quê e tal. Eu mostrei, olha a mesa, tá tudo em cima.
Você montou isso aí, ninguém viu, ninguém filmou, tá errado.
Você só montou, não precisa. Cara, e é, o Arthur também, eu fui jogar com o Arthur, mesma parada. O Arthur me ganhou e o Arthur nem é da destreza, ele me ganhou. E a gente, e eu fiquei revoltado, eu falei, pô, não é possível, tô errando tudo. Aí a gente terminou de jogar, eu na frente dele fiquei pá pá pá Ah, e acertei tudo. Aí eu falei, ah, esse daí eu tenho um problema mesmo com esse jogo. Acho que eu fico muito nervoso, não sei o que que é jogando com as pessoas, né? Mas esses foram os jogos que eu joguei.
Eu ia falar um termo pra quando o cara não performa bem quando tá nervoso, mas eu esqueci esse termo. Então vou passar pro meu xará comentar o que que ele tem jogado aí pela enésima vez ou não.
Cara, então eu tenho jogado pouco jogo físico. Nas últimas semanas eu joguei algumas vezes que a gente foi numa, um café de jogos aqui perto. Jogamos Deception: Murder in Hong Kong, que Ah, cara, é um jogo que existe aí, né? É meio antiguinho e tal. É um jogo de galera assim, tem os elementos de dedução. Eu achei o jogo interessante, mas para jogar tipo umas 2 vezes e beleza, talvez mudar de galera, né? Mas não teria— se quiser jogar para perder um tempo, para conhecer assim, vale para conhecer, mas não fiquei muito empolgado não.
Fora isso, jogamos— putz, esse jogo eu tenho jogado muito, nossa— Rumble Nation. Que jogo bom, nossa senhora! Já falei ele acho que 10 podcasts diferentes e tal.
Mano, esse jogo é muito bom, velho. Eu gosto muito dele.
Ele é ridículo, cara.
Ele é ridículo.
Eu fico cabreiro com ele porque ele é muito ridículo. É muito ridículo e ele é muito bom.
Ele é bem legal.
Eu não vou falar muito sobre ele porque, cara, é simplesmente bom. Conheçam, tem no BGA. Comprem, ele tá barato. Se vocês tiverem aí a oportunidade, conheçam, joguem eventos porque ele joga, ele te entrega uma experiência de controle de área muito legal em 20 minutos.
Caraca, ele teve uma promoção muito braba lá na Bravo. Eu vi ele aparecendo aí e eu me lembro que esse jogo era vendido na Amazon do Japão, só que era tipo mó caro, tipo, sei lá, 500 pau para importar. Aí veio para o Brasil e aí tipo do nada ele começou a cair o preço assim loucamente. Talvez, não sei se apresentação dele pegou a galera que é o jogador de euro assim, ou ele não, sei lá, não sei se ele chegou. Eu tenho impressão que ele não chegou na galera. Não, mas é importante falar desse tipo de jogo.
Ele não chegou na galera, ele veio com preço, preço cheio dele não é muito caro assim, cara. Como lançamento ele vem um pouco mais caro do que o normal, R$270 e tal. Hoje tu encontra ele no preço normal de R$200, eu acho.
Mas cara, R$120 R$120.
Tem R$120, R$150.
E para quem é apoiador, fazendo a propaganda do Catarse desse podcast, tem cupom. Então a galera pode usar o cupom e ainda pegar 5% e mais R$7 no Pix, né?
Olha aí, comprei o jogo.
Aí, brabo, me paga! Não, ele já paga o Catarse, já paga. Mas enfim, brabo, brabo, brabo.
Mas além disso, eu tenho jogado no BGA o Carcassonne recentemente, porque acho que é um jogo bem, bem divertido de jogar assim em duas pessoas. Ele é bem tático e tal, para tu ir pegando a malícia. Até porque eu tava pensando, depois a gente vai conversar um pouco sobre os 4 aqui pela frente, né? E eu tava pensando pegar um pouco mais, estudar um pouco mais, ver como ele funciona. E ele tem, ele tem me surpreendido. No início eu não, eu achei ele legal, mas não muito.
E agora que eu vou jogando e vou lendo assim o que o oponente vai fazendo, tentando botar aquelas armadilhas, preparar uma cidade, preparar um terreno, aquele fazendeiro para tentar depois fechar o negócio. Então tem várias nuances assim que eu consigo entender porque a galera joga ele competitivo, sabe? Porque ele é interessante.
Você joga muita coisa em turno, né?
Jogo. Doideira.
Aí quando você vai pro real, você sente muita diferença do jogo? Principalmente Carcassonne, porque Carcassonne tem um ritmo muito— tá, tá, tá.
Tem que decorar as peças. Isso pra mim é muito importante, decorar as peças no Carcassonne e saber o que já saiu, porque isso é importante. Tem a estradinha que tem, tem o castelo com a estradinha de lado encaixado, nunca vai fechar. Você tem que ficar de olho nessas coisas assim, né?
Uhum. Eu não sinto tanta diferença não, assim, porque eu já me acostumei. No início, quando eu comecei a jogar muitos jogos em turno, eu senti que quando eu ia pra mesa eu tinha um pouco mais de AP, porque quando a gente joga por turnos pode pensar um pouco um pouco mais. Mas agora já me adaptei, acho que eu tô jogando normal independentemente da plataforma. O Carcaçol ele tem sido bem legal, assim, comecei a jogar recentemente e tenho gostado.
Mas mais do que isso, eu tenho feito no BGA agora, lá na parte de pesquisa tem uma opção lá embaixo para ele te jogar no jogo aleatório. Então todo dia eu tô entrando lá, caindo no jogo aleatório que tem, sei lá, 3 pessoas do mundo inteiro que jogam, e tenho criado uma partida para jogar, para conhecer, assim, para pegar repertório e, né, e conhecer coisas cada vez mais obscuras. Esses dias inclusive eu fiz isso e caí no Malabarismo.
Olha aí, e tem bastante coisa no BGA. Eu lembro que tinha um YouTuber que era o Zetod, não sei o nome, é um japonês lá que ele teve uma época que ele jogou todos os jogos do BGA e fez um ranking deles. Tipo assim, ele jogou todos os jogos do BGA. Na época tinha 395 jogos do BGA, se eu não me engano era mais ou menos esse número assim. Hoje já tem o dobro, talvez. É muita coisa no BGA hoje depois que foi comprado. E aí todo jogo tem que ter essa implementação.
Aí tem a galera que tá aqui do Brasil levando os jogos do BGA, que isso é muito foda, né? Tipo, o BGA é uma iniciativa muito foda legal para quem quer conhecer jogos e não gastar nada, né? Então, porra, só tem que apoiar aí o rolê, né?
Sim.
E Eric Campos, nosso capitão, que que tu jogastes recentemente, cara?
Essa semana até tava olhando o BG Stats aqui, eu joguei o Anacras com Doomsday, o modo Doomsday, e eu não gostei muito do Doomsday, eu acho muito aleatório, né?
Dá uma aleatoriedade muito bizarra para o jogo, né?
Sei lá, eu achei meio esquisito. No caso dessa partida, a gente não— meteoro não caiu, eu tava do lado de que não caísse meteoro.
Nossa, não meteoros nessa situação, pode não cair ou cair antes.
É problemático dos dois jeitos.
Ele tava pra cair na terceira rodada, no fim da terceira a gente falou assim, meu Deus, vai cair, lascou. E a gente falou assim, não, vamos, vamos correr. A gente correu pra não deixar cair, ele não caiu, só que a gente correu tanto que aí não caiu definitivamente. Mas enfim, foi uma partida meio esquisita, eu não sei se eu gostei muito do modo, mas foi a primeira vez que eu joguei com Doomsday, mas espero que seja a última. E aí eu também joguei Luz, que, cara, tinha gostoso, muito bom, velho, meu Deus.
A gente tava jogando toda segunda jogo board game, toda terça eu jogo RPG, né? Então está na septuagésima, 75, mais fácil, estamos na sessão 75 de Desce ao Avernus, né? Tá acabando. E aí acabou a partida, eu falei, gente, a sessão, falei, gente, vamos jogar uma partidinha de Luz. Aí vamos, apresentei o jogo para galera, a galera ficou maluca, muito bom. E também joguei, ah, joguei Clãs da Caledônia sábado, muito legal também. Clãs da Caledônia é um Age of Innovation barra Terra Mística mais simples, um pouquinho mais simples, Achei bem legal fazer.
Mais de 3 anos que eu tinha jogado, nem lembrava do jogo direito. Então foi bem maneiro. E ao meu ouvir, isso até falei no, no, no casting do Fala Manso, que ainda vai sair, o Luzero, né, com o nosso amigo Lucas Frattini. Mas eu joguei Lightspeed Arena, mano, que jogo maluco! Eu tô meio frenético nesse jogo. Não sei se vocês conheceram, já viram, é da Ludofan.
Ludofan trouxe, tem um aplicativozinho, você bota as navezinhas, né?
É, você coloca numa mesa ali, faz tipo um tabuleiro, um tabuleiro assim, né? Você coloca uma esquina entre 75 cm por 75, mais ou menos, e aí cada um tem, sei lá, 5 naves, 6 naves. Aí a gente vai colocando as naves em tempo real. Então a partida dura, sei lá, no máximo, sei lá, 4 minutos, 5 minutos. Aí você tira a foto da mesa, aí o aplicativo lê, e aí começa a navinha explodir navinha, atirar na navinha, atirar na base. Mano, o jogo é maluco e eu gostei muito.
Programa na mesa e depois com essa foto ele estoura a porrada.
É, a cada que alguém, por exemplo, a gente joga em 4, né, normalmente. Então você tem a sua base e aí tem as navezinhas, aí você vai colocando, é uns tilezinho, uns papelãozinho quadrado de nave. Aí você coloca a nave, ela tem um laser mirando para algum lugar, ela tem uma quantidade de vida, e você vai mirando nas naves dos amiguinhos. Só que os amigos também pode mirar na sua nave, só que as naves também tem escudo. Só que isso em tipo 10 segundos, é muito rápido.
Você coloca, conta 10 segundos, aí ele dá um tempo, pega a segunda nave aleatória, 10 segundos, segunda, terceira nave aleatória. E aí você vai colocando as naves na mesma, no final você tá uma suruba de naves ali no meio atirando para tudo quanto é lado. E aí tem iniciativa, então sua nave vai atirar por último, mas ela já foi destruída lá no começo, você já perdeu. É loucura, gente, mas é um jogo muito legal de tempo real que eu tô jogando bastante também.
Caraca, eu cheguei a jogar, eu fiquei com a impressão que na verdade a graça do jogo acontecia ali mais no aplicativo do que na mesa, né? Tipo, ali na animação.
É nos dois, é na hora que você vê a animação acontecendo e as navezinhas atirando, é bem legal. Só que o momento de você colocar na mesa é aquele negócio, né? Colocou o dedo na peça, vai mexendo. Tirou o dedo, você não mexe mais. E como é muito rápido, às vezes fala assim: meu Deus, acabei de mirar na minha nave, não vi que ela tinha dois laser, um laser tava atirando na minha própria nave. Aí você fica: meu Deus! E aí tem fogo amigo, né? Então você fica naquela loucura. É bem divertido o jogo.
Caraca, nossa, esse eu nem cheguei a ver lá, tinha tanta coisa na Ludofan. E além dos carteados, o único jogo que eu curti assim, que eu olhei rapidão, era um jogo lá de que você programa seu anime assim, tipo você é um estúdio de anime. Eu achei muito louco o jogo.
E da Esper, né, Esper Games, né?
É isso, exato. Eu falei, pô, esse aqui é brasileiro, é brasileiro, é um brasileiro que mora fora, né? Eu acho que ele mora no Japão, né?
Sim, sim. Eu fiquei chocado porque ele tem um Tokyo Game Club, né? Ele tem um canal no YouTube que ele entrevista, tipo, ele entrevistou, quem entrevistou recentemente? O Hiro Ken, eu acho. Olha, cadê? Aqui do Eternal Dex, né? É, então é ele mesmo, cara. Ele tem entrevistado japoneses, é muito bom porque esses japoneses difícil Difícil botar eles pra falarem, né? Porque precisa falar japonês. E aí eu tava vendo o canal dele e aí foi muito engraçado que aí o nome do cara que tava entrevistando era tipo Bernardo Antunes, não sei se esse é o sobrenome dele, mas é um sobrenome que você fala, cara, essa pessoa é brasileira, com certeza.
Aí eu fui lá, busquei, enfim. É, então, aí eu achei esse Bernardo, aí eu vi no QD que ele é brasileiro.
Aí eu falei, pô, esse maluco é brasileiro, pera aí então.
Aí eu cliquei em outro vídeo e tava lá Rodrigo Que eu pensei, ó, talvez fosse espanhol. Aí eu fui lá e joguei, falei, uau, como assim? Esse maluco é brasileiro, cara. Os brasileiros dominando o mundo, pô.
Brasileiro é igual barata, cara. Quando cai uma bomba nuclear no mundo, só vai sobrar brasileiro.
Brasileiro, chinês, né? É porque assim, fora do Brasil, quando você vai, tipo assim, você vai para turismo assim na Europa principalmente, cara, como tem chinês em tudo quanto é lugar, cara. Impressionante. Tava no Castelo de Praga lá, tinha uns chineses.
Brasileiro também, cara. Tu acha que ele tá protegido falando em português, fofocando em português do lado? Daqui a pouco passa um brasileiro falando uma coisa, não dá certo hoje em dia.
A gente viu um cara xingando e aí a gente falou, ah lá, o filho da— mas enfim, o Rodrigo Esper, eu descobri ele no BGG porque ele participou de uma polêmica. A gente vai falar de polêmica aqui hoje, mas não é agora, sobre um jogo polêmico que era um jogo que ele começou esse jogo utilizando arte de IA, que é o The Queen's New Capital. E eu me lembro que ele colocou no BGG o processo dele de criação, ele não escondeu nada, tava lá Midjourney AI, né, no nome do artista.
E ele falou que ficou tipo meses tentando conseguir o mesmo estilo de arte em todas as cartas. Tipo assim, ele fez mais de 10 mil prompts e tudo mais. E a galera desceu a lenha nele, porque ele queria um estilo específico de arte que ele não conseguia pagar. Era uma arte, cara, que é tipo como se fosse uma miniatura, só que com foto. E ele falou, eu não ia conseguir pagar por isso pra fazer o meu protótipo. E aí, tipo, ele fez, ficou bem legal assim.
Ele conseguiu fazer uma parada meio consistente. Mas o anti-IA no BTG é até mais forte que aqui no Brasil, né. Aqui no Brasil, eu vejo que tem um movimento da galera que é anti-IA. Fora, no BGG o negócio é mais violento. Tipo, a galera é mais pesada nisso, né? Cara, da minha parte aqui, eu joguei 4 jogos novos, né? Mas 3 aqui são legais de comentar, pra não precisar comentar todos, né? Eu joguei os novos jogos da linha Micro da Paper.
E é curioso porque essa é a primeira vez que não é o Rainer Nizia o autor. Você tem o Bruno Faidutti, o Ludovic alguma coisa e um outro cara que eu não lembro o nome. Então eu trouxe a informação aqui bem completa pra vocês, só que não. Mas o nome dos jogos eu trouxe. Eu trouxe, esse eu trouxe. Tem o 6 Suspeitos, o Bang, Te Peguei e o Rei das Sombras. O 6 Suspeitos é um jogo de dedução que você vai ter 6 suspeitos em cartas, embaixo deles tem 2 cartinhas.
O jogo é você, no seu turno, você olha uma carta e põe de volta. Aí voltou pra você, você olha uma carta e põe de volta. Depois que você fizer esse ciclo 4 vezes, você pode não olhar uma carta e falar assim, ó, eu já sei quem é o suspeito. E aí cada outro jogo, os outros jogadores jogam mais uma vez, e aí você tem que revelar copiar tudo. E aí assim, o legal do jogo é que tem carta que copia a carta do lado, aí tem carta que se move, troca de lugar.
E aí no final das contas, que o suspeito é o que tá, que tem mais dinheiro com ele, vamos dizer assim. Então os policiais e tal. E foi bem legal, a gente jogou 4 partidas seguidas dele e foi os efeitos que aconteceram, foi muito interessante. Teve partida que tipo teve realmente um único suspeito e saiu copiando a badge do policial para tudo quanto é lado. Teve um que empatou o suspeito, tipo foi bem interessante assim. Eu curti, até curti bastante, diferente assim para um jogo micro, né?
É um jogo que, cara, às vezes o pessoal espera pouco, mas Eu achei que ele entregou legal. O Bang que eu peguei é um jogo que, tipo assim, ele tem uma ação simultânea no começo pra você ganhar umas cartas. E aí, essas cartas são vida. E aí, tem a parada do puxa... Tipo assim, forçar sua sorte, assim, realmente. Porque é um... Imagina o barril de uma arma. Então, tem uma bala, 5 vazio. E aí, você vira a carta e pode dar o click ou pode dar o Bang.
E se der o Bang, você é eliminado. Então, tipo, achei bem legal que tem formas de você mitigar isso. Pode gastar carta pra você reembaralhar e girar o tambor de novo. Você pode gastar mais cartas, de acordo com quantos jogadores estão vivos ainda, pra você não clicar, então tipo lá. Então também muito maneiro, de novo, jogo micro. E o Rei das Sombras, ele já é um pouco mais, ele é para 2, né, especificamente. Os outros, eles são para mais jogadores.
Mas o Rei das Sombras é bem legal, você tem 4 cartas numa fileira, você tem uma mão de cartas. E a ideia também é simples, você troca a carta com a mesa, você revela uma carta. E essas cartas têm efeitos, eles têm várias formas de ganhar. Ela tem que ter 3 reis na corte, tem que ter 3 rainhas na sua mão, tem que ter um assassino, 2 assassinos em uma carta. E aí os efeitos é para isso, para você tipo ver carta do jogador, descartar carta, Então são 3 jogos realmente simples, mas eu achei assim, aí é minha opinião, que eles têm mais sustância do que os outros da linha micro.
Porque aí na minha cabeça, né, o Nízia fez versões de jogos dele e reduziu elas pra micro, sistemas que ele tem, coisas assim. E esses 3 aqui, eles já foram feitos com a intenção de ser micro. Então tipo, sei lá, eu achei que essa linha, esses 3 foram os mais legais até agora. Não sei se vocês chegaram a ver alguma coisa desses micro aí.
Não, não cheguei a ver.
Eu não vi, mas a sua descrição já pareceu claramente muito mais instigante do que os micro que foi lançado do Nízia, né, que pareciam certamente, você falou, um jogo que ele pegou uma ideiazinha, um fragmento de algum jogo maior dele e botou ali na, na NEMIC. Você tira, além de sem contar o Procurratos, que eu acho, com todo respeito ao Nízia, meio delírio, tipo, assim, também com todo respeito à franquia McDonald's, parece um jogo de bandeja de McDonald's, sabe, que antigamente vinha uns joguinhos impressos.
Tipo, chegou a jogar o Kikitanda, Fratini?
Não, não joguei. Eu joguei o Procurratos, Duo Regna e E o que mais, que que mais tinha do Micro? É, achei maneirinho, na real, não achei ruim não.
Dos hieróglifos, né? Hieroglifos, negócio assim. Glifos, glifos, glifos.
Tem o quê? Eu sei, deve saber de cor. Tem o quê? O quê? Tem o Kiki Tanda, aí tem o Glifos, tem o Glitches, Lux Nova, Córdoba, Lêmur. Quase lembrei todos, hein? Tô quase. Do Reggae, né, que vocês falaram, né?
Enfim.
E eles tinham dado uma pausinha, né, no jogo de Micro. Agora voltou.
Agora voltou essa daí. Eu acredito que vem mais, hein? Ó, fica um semi-spoiler porque eu não sei, mas sei, não sei, talvez venha mais micros aí. Então para quem gosta, tipo o Tosque, um abraço para o Tosque, gosta de jogo micro aí, ó, tem muito jogo micro ainda para acontecer aí, né?
E tomara que venha assim, né? Tomara que venham jogos que trazem uma proposta diferente assim, né? Sem querer puxar sardinha aqui porque o Fratini tá aqui também e o Tosque é bem conhecido do pessoal, mas a Pikmin tentou fazer isso, né? São jogos que cada um deles é um pouco diferente de uma coleção para outra, tem uma pegada, uma proposta diferente, porque não vão ser sempre jogos inspirados em Espralópolis, sempre jogos inspirados em, sabe?
Não, cada um deles tem a sua proposta diferente, tem destreza, sabe? Com 18 cartas.
É bem, bem experimental, tá?
Agora, gente, o tema principal desse episódio, que é mais ou menos o tema, mas não é, a gente que tava comentando sobre por que ser Série B é muito bom, né? Eu queria começar aqui fazendo uma colocação que se junta um pouco com o que eu falei nos últimos episódios aqui do GMBI, principalmente no último, que é o fato de que por nós estarmos na série B do conteúdo, e principalmente pelo fato de que nós estamos num podcast, a gente tem uma liberdade muito maior de experimentar conteúdos, de experimentar formatos e de poder trazer pra vocês aqui um papo sobre board game que às vezes nem board game tem, mas a gente tenta trazer o board game e até outras coisas junto, mas que principalmente a gente não precisa ficar preso sem jogos.
E eu queria que vocês comentassem um pouquinho aí dos programas de vocês, as ideias que vocês estão rolando aqui pro Gambiarra. Mas um pouco também sobre o que vocês acham do estado atual da criação de conteúdo, que seria a Série A. E vamos definir Série A como Instagram, Reels, TikTok e também alguns formatos de vídeo para o YouTube. Ainda tem valor, até onde eu sei, para algumas editoras ainda existe valor no conteúdo médio.
Porque eu não vou dizer que é um conteúdo longo, porque o conteúdo longo, que é um gameplay maior, é uma resenha mais detalhada. Claramente, a gente tem hoje um volume menor de pessoas que estão assistindo. Se você olhar, assim, pela média, vamos dizer assim, né, das visualizações de hoje, é muito diferente da média de visualização desse tipo de conteúdo no passado. E assim, criar conteúdo já é um negócio complicado. Mas claramente, houve aí uma mudança de foco, principalmente por fatores da atualidade, déficit de atenção, ansiedade, formatos descartáveis, né.
A gente tá aqui fazendo um formato que é completamente oposto a tudo isso que é pregado na Série A. Mas queria saber, vou começar com o Frattini. Com o Frattini é o cara da direção de arte, ele que sabe o que a gente não está fazendo certo, que é fazer conteúdo e não cobrar. Não, mentira, né? Mas enfim, Frattini, Nelson, o que que você acha desse, desse estado atual da criação, especificamente de board game? Porque de outros conteúdos talvez uma outra coisa seja uma exceção, né?
É, não, eu ia falar que não sei se eu sou a melhor referência para falar sobre isso profissionalmente, profissionalmente, porque eu tenho trabalhado no dia a dia, enquanto os projetos maiores acontecem num ritmo de tartaruga, com novelinha vertical, que é a parada mais— não sei se vocês já viram novelinha vertical.
Isso é um absurdo. O que é isso? É a do Toma Tudo? Toma Tudo?
Não, não, não, não, não, não, não.
Banano Muito?
Mas respeito, respeito. Acho que eles atingiram um nicho ali impressionante.
Como o nível cai rápido nesses negócios aqui, né? Eu sinto.
Não, cara, eles conseguiram fazer algo Tipo popularizar de uma maneira, sei lá, é creepy muito demais, mas galera pegou no gosto. E é isso, são frutas antropomórficas meio sexy, essas paradas, sabe, que tipo, enfim, que se não existisse internet não teria como isso acontecer.
E esse formato, mano, tem uma vibe furry, né? Eu acho que tem uma vibe furry as frutas, tipo assim, o negócio é meio crinjão assim.
Então são melodramas, é um melodrama clássico e tal, com essa pegada meio hot que as novelinhas geralmente têm, essa coisa meio hot. Só que são frutas, né? Então tipo, é isso, é a banana e a dona abacate, não lembro se era abacate, outra fruta, na academia. É uma banana musculosa e você fica, cara, que que tá acontecendo? Mas aí o estranhamento é envolvente de alguma forma, né? Então você acaba, como são 30 segundos, você acaba vendo 30 segundos e fala, cara, que que eu fiz da minha vida?
Tipo, será que eu não tinha 30 segundos melhores pra gastar? Então como que isso reflete nos jogos tabuleiro, né? Principalmente no que a gente tá fazendo aqui, que é quando a gente senta no microfone pra conversar, como é, amigo, e debater os assuntos, a gente no podcast, por a gente não trabalhar até nesse formato, nessa disputa de atenção constante do celular, ninguém ouve um podcast mexendo no celular enquanto tá vendo notificação e outras coisas.
A gente geralmente faz coisas cotidianas que exigem, né, nossa atenção motora, e o podcast tá ali. Então nosso foco na verdade tá nesse outro espaço. A gente acaba postando também formatos um pouco mais longos, né? Eu não sei se Eu nunca ouvi particularmente um podcast de 1 minuto, 1 minuto e meio. Não sei se me interessaria ter esse envolvimento de alguém entrar na minha vida por 1 minuto e meio só em áudio, porque eu gosto de ouvir podcast fazendo outras atividades banais.
E justamente por ter esse espaço um pouco mais longo, a gente acaba também tendo a chance de se aprofundar em temas. Então eu sempre vi e continuo vendo podcast como um lugar de existência de pessoas que querem debater os jogos pra além de apresentar por si só os jogos. E eu acho que esses dois verbos têm uma diferença fundamental. Né? Eu sinto que essas mídias mais topo de funil e tudo mais, que são essa coisa de você fazer awareness, eles estão nesse lugar do conteúdo rápido, porque você só precisa ter, gerar um lead basicamente, né?
Você precisa apresentar, a pessoa precisa ver aquela imagem, fisgar, e aí depois dali ela vai entrar naquele funil de compra muito louco que a gente tá vendo hoje em dia. E o podcast não, ele opera numa outra, num outro espaço, numa outra relação com o público. Isso é dado, né? Que é meio impressionante, né? É dado, mas não é tão aplicado, apesar de ter dado comprovado que é por a gente enquanto podcaster ter uma relação mais íntima próxima com o ouvinte, né?
Marketing em podcast funciona super bem, porque você se sente próximo daquela pessoa, você confia naquela pessoa, aquela pessoa tá realmente, faz parte da sua rotina diária. Não é só um leadzinho que apareceu ali 5 segundos, você não sabe quem que é aquela pessoa. A gente acaba falando muito sobre nossa vida e tudo mais. Então é uma pena que o podcast não seja tão valorizado nesse lugar, e muitos deles acabam, enfim, entrando aí em hiato ou se aposentando por ser cansativo mesmo fazer, se propor a fazer esse debate e falar sobre jogos, não só apresentar jogos, é muito desgastante, né?
Chega uma hora que a gente fica, cara, não aguento mais, vamos lá, mas a gente senta e aí vem um outro fantasminha. Tem que ter também uma inquietude que eu acho que todos aqui nesse chat, nesse episódio, a gente tem, né? Eu vejo o Gustavo como um cara completamente inquieto, os dois Gustavos na verdade, né? Tanto no do Gênese quanto Gustavo Gambiarra. E você pega tanto o arco de produção de conteúdo dos dois, é muito clara essa inquietude, esses picos de interesse do que vem e volta, e novas questões vão surgindo.
Então o Eric também, que agora tá aposentando o Navio Corsário com o Mungo, mas você pega o começo do podcast que era acho que quase 100% humor, aí ele foi lá trazendo os assuntos sérios, mas sempre trazendo da forma dele bem-humorada. Então acho que esse é um dom muito difícil de se fazer e que o Eric e o Mungo conseguiam fazer no Corsário, né, falar sobre os jogos de uma forma séria mas com muita leveza. Então beleza, o estado do podcast hoje em dia, fazendo esse mini Sou Eu dentro do episódio.
Eu acho que ainda tem muita gente fazendo, tentando fazer coisas legais e que eu vejo que bebem muito na nossa fonte. E não só vejo, como comprovadamente bebem. E eu vou destacar, por exemplo, um nome que eu acho que surgiu super forte recentemente, que é o Richard lá do Família de Papelão. Ele ouve podcasts, enfim, já trocou uma ideia comigo também sobre o Sou Eu, que era ouvinte. Então você vê que era uma uma galera que pega às vezes provocações feitas pela gente e transpõe pra outra mídia, traz o ponto de vista numa mídia também onde se sente mais confortável de fazer, que é o YouTube.
Então eu acredito que ainda exista espaço nessas outras mídias pra gente trazer debates saudáveis e mais aprofundados. Mas eu, infelizmente, eu acho que isso ainda é restrito ao YouTube, porque o YouTube valoriza um pouco mais o conteúdo longo. Você, com jogos de cartas e afins, aí você deve estar mais por dentro de como tá essa monetização, esse esquema do algoritmo do YouTube. Mas eu acho, cara, TikTok e Instagram, infelizmente, eu particularmente não tenho muita esperança não.
Eu acho que o que entrega, o que é disparado, o que é consumido é essa coisa da rapidez, do informação curta, informação curta. E a plataforma já se estabeleceu assim, já se entendeu aqui. Assim, acho difícil ela querer tentar competir com podcast, com YouTuber, esse tipo de coisa.
Eu ia até comentar que com certeza as editoras que fazem, né, a maior parte faz a decisão de você usar o conteúdo viral, né, seja na rede social rápida ou seja, principalmente na questão visual, né? Eu acho que eles realmente querem uma extensão do setor de marketing deles para conseguir alcançar principalmente o grande público, que eles já sabem que normalmente a gente vai estar falando na comunidade, né, com pessoas que já estão inseridas no contexto, né, entre aspas, do hobby, dos jogos de tabuleiro, dos jogos de carta.
Já sabe que as pessoas que normalmente escutam o Gambiarra, que escutam o Tipo Ouro, que escutam qualquer outro podcast que a gente tem aí no meio, e já são pessoas que já vão muito provavelmente conhecer ou comprar aquele jogo, né? Principalmente esses jogos que a gente tem uma divulgação mais ampla via editoras maiores, né, que tem mais fluxo, mais saída de jogos. Eu vejo que faz sentido, né, com certeza faz questão de números para eles tomarem essa decisão.
Mas ainda tem um contraponto, eu vejo que eu pelo menos nunca comprei um jogo por conta de alguma coisa que eu vi no TikTok ou no Instagram. Eu sempre, mas eu já comprei jogos porque, sei lá, o Gustavo tava conversando com Robert Coelho, sei lá, sobre um jogo X, sei lá, Cartas a Vapor. Eu fui atrás do Cartaz a Vapor pra conhecer.
Caiu no golpe do Cartaz a Vapor, infelizmente, tá?
Infelizmente eu fui também nessa, caí nesse também.
Meus pêsames, tô vendendo, hein, gente.
Mas já comprei jogos muito, muito bons, né? Esse foi só um erro, mas já comprei jogos muito bons por conta de pessoas que eu confio e que eu falo assim, pô, é, ali tem uma, um mercado, ali tem algo que tá fora do normal, né? Normalmente a gente ouve até falar dos jogos B-Side, né, ou esses carteados esquisitos, a gente não ouve falar deles na mídia tradicional, Instagram, mídia tradicional, né, entre aspas, mas Instagram, TikTok, a gente acaba não vendo muito desses jogos.
Agora na série B, né, nos podcasts, a gente tem mais abertura para falar também de mais jogos. Então eu vejo assim, abertura que talvez as editoras menores deveriam usar mais para tentar divulgar seus jogos sejam justamente nesses conteúdos longos, porque a comunidade que tá ali talvez não conheça seu jogo ainda, né. Então eu vejo que ainda tem uma uma luz no fim do túnel. Mas de fato, né, a gente faz, eu pelo menos faço podcast porque eu gosto de podcast, né, independente de todas as dificuldades de fazer o conteúdo em si, é o conteúdo que eu gosto de fazer.
Eu tô cagando para o Instagram, tô cagando, nem uso TikTok. Então tipo assim, eu não tenho paciência para ficar rolando, scrollando 15 milhões de vídeos. Eu gosto de, mano, minha rede social que eu mais uso é o YouTube. Eu pego o YouTube, pego um vídeo longo, boto lá o vídeo rolando, vou fazer outra coisa, eu vou no Spotify, pego podcast, começa se escutar. Mas esse é o meu perfil, né? Talvez as editoras que estejam as maiores, né, angariando público e angariando pessoas para entrar e conhecer mais e conseguir dar vazão na quantidade de jogos absurda que elas vêm trazendo, né, ainda vem trazendo ultimamente, dessa forma de tentar um viral, de conseguir colocar de alguma forma esse jogo que já tá na boca de todo mundo, colocar ele agora na boca das pessoas que não conhecem jogos de tabuleiro, né?
Então, para mim, uma virada da criação de conteúdo, né, e do porquê ser Série B, tá legal? Porque a gente pode falar daquilo que a gente gosta e também fazer a comunidade que muitas vezes não conhece, por exemplo, Lightspeed Arena, que é um jogo da Ludofan, que sim, tem uma base ali, por exemplo, de pessoas que conhecem a editora, que conhecem os jogos dela. Mas talvez aquela pessoa que não tá tão por dentro fala, pô, não conheço esse jogo, pô, vou conhecer, vou lá ver.
Aí eu vou procurar um vídeo, aí eu vou procurar, né, conhecer mais do jogo e acabar comprando, né? Então eu vejo por esse olhar hoje.
Pode crer. Não, e tem mais assim, né? Eu penso também que A questão do engajamento é muito difícil, é muito difícil medir engajamento hoje no mercado de jogos tabuleiro da forma como as editoras têm parceria com os criadores de conteúdo. Porque, por exemplo, às vezes um episódio aqui do Gambiarra que teve 500 downloads, que é um volume pequeno se for comparar com um vídeo de 5 mil views ou um viral que bateu 1 milhão. Mas desse 1 milhão, quantas pessoas definitivamente prestaram atenção no conteúdo que tava sendo colocado, que realmente olharam para aquele jogo e falaram, pô, vou atrás.
Que parou aquela rolada na tela de coisas ali para falar assim, pô, isso aqui eu vou dar atenção. Porque a pessoa que tá ouvindo aqui, se você tá ouvindo esse podcast por 40 e poucos minutos, você tá dando de certa forma alguma atenção, né? Mesmo que seja em 2x, mas de alguma forma você deu atenção para esse podcast, né? Por isso que eu acho tão importante que esses formatos sejam privados. Mas a gente tá aqui gambiarra há 7 anos dando soco em ponta de faca.
E eu, pelo menos na minha parte assim, o bom senso no uso do podcast como uma ferramenta alternativa de marketing, pra mim já se foi. Assim, hoje eu não tenho mais essa... Não diria vontade, mas pra mim não faz nem muito sentido eu pensar nisso. Porque tipo, o conteúdo que a gente tá fazendo aqui não é um conteúdo voltado pra editora, não é um conteúdo voltado pra vender. O conteúdo que a gente tá aqui fazendo é um conteúdo voltado pra quem gosta do rolê e tá ouvindo aqui porque achou legal, principalmente porque cada vez mais a gente tá trazendo coisas diferentes aqui, né?
No caso aí do meu xará, a mesma coisa. Por mais que o programa dele pode vender jogo, provavelmente vai vender uns jogos, mas não é a ideia, né, Gustavo?
Não, não é a ideia. Eu achei até engraçado ver vocês falando sobre isso, sobre mídias e tal, porque eu tô meio por fora desse mundo de mídias rápidas e tal, não acompanho muito criação de YouTube ou TikTok, nem TikTok, acho que o Eric falou também, né? E Instagram, sempre que aparece uma coisa de jogo tabuleiro eu pulo. Eu não entro no Instagram pra ver isso, eu quero ver ou animal fofinho ou vídeo de besteira, né? Basicamente meu algoritmo é isso.
E cara, esses dias tinha um vídeo de um compilado de pavão de estimação, tu fica assim, cara, que coisa maravilhosa! É isso que eu quero ver, sabe? É isso. Mas aí enfim, aparece coisa de jogo tabuleiro, claro, por causa do filtro ludogênese também, né? Mas pra mim o podcast ele sempre foi uma coisa assim de conteúdo mais aprofundado, E outra coisa, antes de entrar na discussão do jogo de tabuleiro em si, eu acho que o podcast, eu não sou especialista em mídia, longe disso, mas eu vejo a mídia podcast como uma mídia já bem nichada, que quem ouve podcast é assim, o podcast faz parte da cultura da pessoa, sabe?
Assim, a pessoa já procura coisas em podcast com uma relação muito diferente com esse conteúdo, sabe? Então não é fácil primeiro de você convencer uma pessoa a entrar no universo de jogos de tabuleiro, mas também não é tão fácil quanto convencer uma pessoa a entrar no de podcasts. Então a interseção desses dois mundos é muito pequena. Por isso acho que a gente tem até esse formato de essa liberdade maior dentro do formato pra poder fazer coisas pra pessoas que têm esse nosso perfil, que é de consumir podcast, ouvir podcast, entrar nessa discussão e fazer parte dessa comunidade, sabe?
Então isso pra mim não tem relação com venda, não tem relação com divulgação, não tem relação com nada. Tem relação com o que eu quero entregar de conteúdo. Até voltando assim, abrindo parênteses dentro do parênteses, né? A ideia dessa junção de pessoas aqui de fazer essa série B era justamente tipo, tá, mas tem umas pessoas pessoas que falam sobre jogos de tabuleiro, pessoas que têm uma proposta diferente de conteúdo, não tem mais esse espaço ou não tem até esse pique de ter essa recorrência, porque o público ele é um pouco mais reduzido.
É uma produção que exige muito tempo de edição, muito tempo de escrever pauta e marcar convidado e tudo mais. Então se a gente juntar esses esforços todos num feed só, fica mais fácil de manter, a gente consegue criar uma nova relação com comunidade. É uma coisa bem interessante de fazer, mas além de, acima de tudo, É algo que é um nicho dentro do nicho e por ser algo tão nichado, a gente tem essa liberdade de fazer assim o formato que a gente quiser, numa abordagem que a gente quiser, pensando ou não em números.
Eu particularmente não penso muito. Sempre que eu vou gravar um episódio, eu penso assim, tá, por que que eu tô gravando esse episódio? O que que eu tô trazendo de diferente que já não existe por aí? Sabe? Assim, longe de mim querer fazer um conteúdo, por exemplo, ah, fazer um conteúdo altamente descritivo sobre um jogo. Não precisa disso, já existe esse tipo de conteúdo, sabe? Agora, se for a ideia se aprofundar em um jogo depois de ter jogado várias vezes, ou fazer um quadro que envolva trazer pessoas de fora pra contar experiências, algo que extrapole a mecânica e que seja difícil de replicar num vídeo de 30 segundos, pô, aí conte comigo, sabe?
Então, a minha relação com a mídia, ela é diferente porque ela é, como é que eu posso dizer, ela é primariamente em uma relação com o formato podcast. Não consumo tanto os outros formatos e o podcast pra mim é algo que faz parte da minha cultura, faz parte da minha rotina, sabe? Então é uma visão muito diferente de números e engajamento e marketing, divulgação. Até acho que faz sentido, infelizmente, as editoras não olharem tanto para o podcast, porque as pessoas que estão nas editoras não estão tão dentro dessa cultura quanto nós.
Então para elas isso não é um espaço, elas não conseguem ver isso tão fácil, porque é muito fácil você tá passando pelo Instagram, que é uma coisa que às vezes faz parte da sua vida, e você vê pessoas falando de jogo de tabuleiro, isso acaba fazendo parte faz parte da sua rotina, mesmo que involuntariamente, mesmo pelo algoritmo, isso é jogado na nossa cara. Agora o podcast não, podcast não é jogado na tua cara, você tem que ir atrás dele, você tem que se inscrever, procurar.
Então se você não faz parte dessa cultura de podcast, eu não tô nem falando de jogo de tabuleiro, podcast no geral, você não vai chegar nisso e você não vai dar importância para isso. Então é uma coisa triste, mas por outro lado, volto, voltando no que eu falei, abre espaço para a gente fazer coisas para pessoas que consomem podcast, e aí a liberdade é maior e a relação é maior.
Mas aí que diferença. Às vezes eu acho que tem que olhar justamente o ato de você procurar, clicar no conteúdo de podcast como algo que angaria um engajamento para o produto, ou enfim, para a marca em si que estiver investindo, né, na mídia podcast, como um ganho a mais. Porque você, até na fala do Frattini em relação aos leads, né, o lead tá ali caindo, mas o que que de fato vai fazer esse lead entrar entrar no funil e esse funil de fato virar a pessoa ir atrás da marca ou ir atrás do produto.
Eu vejo que quando a pessoa ouve através do podcast, que dentro de uma comunidade que já conhece dentro desse contexto, para mim faz muito mais sentido a marca divulgar o podcast, divulgar, né, a comunidade em si, que é muito mais— eu vejo que é uma comunidade mais sólida, que uns conhecem uns aos outros, as pessoas se sentem inseridas naquele contexto, e angariar as pessoas através disso. Mas de novo, se eles tomaram essa decisão é porque na visão deles o que eles querem é de fato esse conteúdo viral ou esse nome estar mais conhecido, né?
Falem de mim de alguma forma, que esse nome desse jogo, dessa marca, ele esteja na boca do pessoal, em vez de justamente olhar para esse engajamento dessa forma, do pessoal falar assim, pô, eu vou, sei lá, vou escolher aquele podcast X para poder divulgar minha marca, divulgar meu jogo, e falar, caramba, é realmente a pessoa que tiver tiver ouvindo aquilo ali, ela vai ter muito mais chance de querer conhecer o meu produto do que de fato apenas saber o nome dele.
E tem mais uma parada, né, que— e isso depois vocês falaram assim, eu refletindo aqui, eu falei, caramba, né, quando a gente começou o podcast fazendo aqueles reviews, eu tenho certeza do quanto isso engajou a galera, ao ponto de que assim, a gente teve um turnover muito grande, né, de ouvintes aí por conta de ter parado esse formato. Mas como eu já expliquei aqui, o parar esse formato tava mais ligado ao fato de que era insustentável pra gente seguir com ele, de fazer review de jogo toda semana do jeito que a gente fazia.
Porque é aquela história, quanto mais você fala, mais você tem que ter certeza do que você tá falando pra você não escapar uma bosta. Então assim, em 30 segundos é muito mais fácil você conseguir chegar numa fala que não transpareça alguma fraqueza, algum problema, alguma coisa que você, porventura, não teve a sagacidade de pegar porque você não se aprofundou, do que se eu falar 10 minutos sobre um jogo. Se eu ficar 10 minutos falando sobre um jogo e eu não tiver jogado ou não entender daquele jogo, uma hora eu vou escapar pra uma merda, entendeu?
Uma hora eu vou falar uma coisa que o cara que jogou ia falar, ó, essa pessoa não sabe jogar, porque ela falou um negócio aí e esse negócio não tá na regra. Eu quantas vezes, gente... Aí fica aí uma denúncia. Porque quantas vezes eu já não ouvi isso de parceiro parceiros meus, criadores de conteúdo, alguém vim pra mim e falou assim: Olha, você gravou com fulano, ele falou um negócio no podcast que tá errado, não é assim a regra do jogo.
Eu falei: Caraca, meu, não joguei, não tem como validar isso, né? Mas... E aí vem nisso, a gente fez 250 e poucos episódios de jogos diferentes. Chega uma hora que não tem mais... Pelo menos na minha opinião, não tinha mais condição. E assim, de novo, depois que o Gustavo falou, né, tipo assim: Pô, o cara que tá no podcast, ele procura o podcast, então ele tem a cultura do podcast. Procurando um podcast daquele assunto que ele gosta.
E ele é um público, às vezes, quase que à parte. E eu sou um público misto, porque eu consumo podcast, eu consumo outras mídias. E eu olhava pra outras mídias, eu falava, pô, os caras estão fazendo basicamente o que eu tô fazendo, só que com uma efetividade maior. Então não faz muito sentido pra mim, porque os meus downloads estão caindo, é um esforço muito grande. E tava dando um burnout de jogar. Então, tipo, eu entendo hoje que a galera queria continuar acostumar ouvindo sobre jogos naquele formato, porque é a pessoa que não tem o hábito de ver isso, por exemplo, no YouTube, ou talvez não tem uma mídia rápida.
Por exemplo, eu também não tenho TikTok, eu não instalei esse aplicativo e eu não vou instalar ele, a menos, como eu já falei no episódio anterior, se um dia eu falar assim: olha, eu vou criar conteúdo no TikTok para tentar alcançar um público que eu não alcanço hoje. Mas consumir a plataforma, eu não vou consumir. Eu prefiro, tipo, pedir ajuda para alguém me ajudar, falar assim: olha, eu não conheço TikTok. Um abraço pro Luiz Runzo, que é um amigo meu, que ele manja dessas coisas.
Ele foi na sede do TikTok, acho que mês passado, ver uma apresentação dos cara lá pra ele lá. Então ele manja, eu não manjo. Então, tipo assim, se eu for criar conteúdo no TikTok, eu preciso da ajuda dele. Porque eu não pretendo consumir, e eu preciso entender como ele consegue ser tão bom nisso. Porque não é algo que conversa comigo, eu não sou o público. Talvez eu seja uma minoria que entenda de como funciona e consome aquilo.
Eu já não consumo nem Reels direito. Então eu já sou um público que nem vê vídeo com áudio, eu costumo ver. Eu tenho o hábito de ligar a legenda. E mesmo depois que eu descobri que dá pra colocar meu browser em inglês e tipo assim, eu pegar um vídeo em português e ele automaticamente vai me trazer legenda em inglês, eu faço isso só pra praticar, por tipo, por loucuragem mesmo, né. Mas eu não sou o público que vai assistir ativamente, ficar rolando feed e tudo mais, né.
Então é difícil conversar com algo que você não domina e que você não consome, mas é uma alternativa porque pra tentar alcançar outras pessoas, né?
É, e tem surgido também uma galera, acho que bem menos do que antigamente, e eu digo bem menos porque acho que todo mundo aqui, a gente pode falar, não sei se o Gustavo também, mas eu e o Eric, a gente já abertamente falou que se a gente começou a fazer podcast, a culpa foi sua. Então se minha companheira reclama de eu gravar podcast, a culpa é sua.
Poxa, e os gatos reclamam também? Arranhando a porta, tá ligado?
Ah, cara, então já rolou isso de tipo tá na hora de jantar, de comer, e eu tô gravando, eles ficam, pô, vamos dar comida aí, cara, não sei o quê, você tá aí fechado, trancado no quarto. Mas tô brincando, nunca reclamou, sempre incentivou. Mas eu sei que os times do tipo Ó também, né, abertamente já falaram algumas vezes, começaram a fazer o podcast por causa do gambiarra. Então são sementinhas que você vai plantando. E acho que o Gustavo falou uma coisa, o Gustavo falou, Gênesis, foi uma coisa que é fundamental, que a gente tá aqui porque no final quando a gente gosta da mídia e a gente, por gostar da mídia, quer participar da mídia de alguma forma, né?
Encontrou esse, acha que a gente tem um lugar a acrescentar ali nesse universo. E tem surgido também uns podcasts novos, bem esporadicamente, alguns não vão pra frente, né? Aquele clássico primeiros 20 episódios a galera dá uma desanimada, né? Acaba morrendo. Mas eu fico um pouco preocupado em relação ao futuro do podcast. Eu não tô falando nem por questão da qualidade, os jogos estão surgindo mesmo, mas sobre sobre a quantidade de podcast.
Você vê que, por exemplo, sou eu agora, dei uma pausa porque não tava conseguindo mais tocar, o navio tá terminando. E o fato da gente ter se juntado aqui, eu também acho que é um gesto de sobrevivência e apoio mútuo, né? Porque aquilo, quando apesar de estar todo mundo querendo desistir, um não deixa o outro desistir, mesmo no fundo querendo desistir. Então a gente se ajuda, a gente acaba fazendo esse Megazord aí, desse Frankenstein, para poder sobreviver juntos numa média que, como vocês falaram, né, a gente é muito, a gente, a gente é valorizado porque realmente importa, né, que é o público e nós mesmos felizes com o nosso conteúdo.
Mas quando a gente não tá tão feliz mais com o nosso conteúdo, que a gente quer fazer alguma coisa diferente, acaba ficando meio difícil sustentar, né, esse ritmo. Então, mas que bom que o Gustavo também foi super gentil de ter aberto esse espaço e o Eric ter feito toda a ponte entre todo mundo falando, cara, tá todo mundo no mesmo lugar, na mesma mesmo dilema. Ia falar crise, mas acho que é um dilema mais que crise. E vamos se juntar e fazer uma coisa juntos.
Então nasceu esse projetinho aí, e o Gustavo gentilmente reforçando, cedeu o espaço do Gambiarra pra gente poder tocar.
E pra fechar um ponto aqui importantíssimo, olha só, hein, vou botar, vou fazer uma proposta aqui, porque assim, uma das coisas que não é que me desmotivou, mas ela estava espiralando para o fim do Gambiarra, era justamente Eu senti assim, além da redução, eu assim, é uma redução numérica. Então claramente eu consigo ver nas minhas estatísticas que a quantidade de ouvintes reduziu, mas também a quantidade de pessoas que apoiam o podcast.
Eu falei, eu brinquei no começo do Catarse, mas o Catarse inicialmente ele foi criado, eu e o Carol, a gente criou na conta no Catarse para tentar pagar uma edição. Então esse era o primeiro ponto, né, pagar edição. O segundo ponto era tentar pagar alguém para pra fazer as artes do podcast, criar thumb, essas coisas todas. Que pra mim tava muito complicado. Mas aí, depois, eu acabei pagando o software com o valor e tal, né. E até pagar outras iniciativas.
Pra vocês terem ideia, assim, pra quem nunca ouviu aqui, né. O podcast hoje tá num servidor que não fica no Brasil. Porque tinha um monte de problema com latência em 2020, 2021. Então eu quis hospedar fora, eu não quis ficar refém de uma plataforma como, por exemplo, Spotify. Porque eu sei que tem o Anchor lá, dá pra hospedar, dá pra fazer. Dá para fazer de graça, só que você fica refém da plataforma. Aqui não, aqui eu posso pegar o MP3 e distribuir se eu quiser.
Eu não dependo, tipo, de ter um lugar para colocar. O servidor é meu, FTP onde eu ponho os arquivos é meu. Então tá tudo lá, eu tenho gestão disso, coisa que numa plataforma externa você não tem. E isso tem um custo, e esse custo subiu muito. No começo a gente tinha promoção, era 200 conto por ano para pagar o servidor. Agora quadruplicou. Então, tipo, a gente se junta lá no Papo de Louco para pagar também e tal, porque também é um servidor compartilhado.
Mas enfim, e Com o tempo a gente teve uma redução muito grande do apoiador, eu reduziu pela metade. Mas assim, ó, se a gente bater, ó, essa meta, não falei com ninguém, e se der merda é culpa minha, mas se chegar em 250 apoiadores, 250 apoiadores, eu pago o StreamYard para a gente transmitir essa gravação. São muita gente falar, aí você devia fazer podcast com vídeo. Eu abri hoje o Spotify, tava lá um comentário, cortar o cabelo agora, né? Seria maneiro ver vocês gravando, fazendo, seria muito maneiro.
Mas tem que sair do quarto e ir para o escritório, velho.
Que merda. 250 apoiadores dá para a gente fazer. Inclusive dá para pegar a grana, dividir, pagar equipamento para galera, pegar uma câmera que não é da Temu. Não, brincadeira, né? Porque o Gustavo tava com a câmera aqui, ó. A minha câmera é a mais—
respeita minha câmera de R$200, cara.
Câmera de R$200, aí ele pixelou no meio Gravar, porque assim, ó, só para deixar o spoiler assim, mas deixar a sementinha. Vocês não estão vendo a gente, mas a gente tá se vendo. Então vocês perderam essa. Eu tirei uma foto, mandei no grupo de apoiadores para gravar essa gravação lendária aqui. Tem uma gravação lendária com a bagunça que tá. Eu tô com sacola em cima da cama, eu tô com rolo de plástico boiando a parede, tô de boa.
Falando com boneco do Tintim na mão, que eu fico nervoso, eu pego o que tem na minha frente.
Eu tenho um spinnerzinho que eu fico girando.
Eu vi um que é um cachorrinho que você aperta, aí ele sai o olho.
Olha que louco, cara!
Aí comecei a problematizar, falei, nossa, meio violento, né? Você apertar o cachorro e sai o olho. Eu falei, ah, deixa. Mas ele era gostosinho, ele era legal de apertar. Eu tenho essa mania, eu fico pegando qualquer coisa para apertar. Aí tinha um tintim, aí eu peguei o tintim.
Pois é, ninguém reparou que eu fui atacado por uma mariposa? Se tivesse ao vivo, dava para ver. Eu acabei de ser Acabei de ser atacado por uma mariposa que eu não sei onde ela foi parar. Ela tá aqui, foi atacada, cara.
O marketing da Elizabeth Hargrave tá indo longe demais.
Essas mariposas eu já vendi já, só sobrou o bicho aqui do quarto, mas beleza, né? Enfim, então ficou essa meta. Mas assim, ó, pra gente fechar esse quadro pra entrar na polêmica da vez, então pra você que tá nos ouvindo aqui, vocês vão ouvir mais agora. A partir de agora vocês vão ver esse povo aqui todo ao longo desse feed com vários programas. O Eric tá prometendo aí um programa com lado A e lado B, né? É o, como é que é, é o, é agora me fugiu o nome.
Eu falo mano, mano, eu falo manso, tem 2 programas, né?
O Fala Mansa lá do A e o Fala Mansa lá do B.
É lá do A, lá do B. Então acertei aí, ó. Beleza. Então eu tenho até a enésima vez, Fratinho já tá participando dos programas aqui. O espaço também tá para ter mais programas aqui dessa galera toda, a gente fazer junto, misturado e tal. Então eu espero que isso para vocês que tá nos ouvindo seja muito legal, porque assim, para mim é muito legal porque eu já ouvia os 3 aqui. Então para mim é um negócio legal de ter eles aqui com a gente porque eles também já participaram várias vezes do Rodada dos Ouvintes, como eu já comentei aqui também os episódios.
Mas também porque eu sinto falta desses podcasts diferentes. Essa coisa que o Fratinho falou, que é um receio meu da podosfera de board games se sumindo, é, ele principalmente no último ano aqui tem sido uma realidade. Apesar que agora, né, o Didi Braguinho, abraço pro Didi, tô devendo gravar com ele faz 2 meses, tô ghostei ele aí, mas vou gravar com você, o Didi Braguinho, vou te chamar ainda de novo. Mas é, voltou, então eu Ele tá, ele tá com força aí de novo.
Ele ficou um tempo parado, né? A gente tá agora com mesa pra um da galera lá do jogo que joga solo. Então é legal ter mais podcast, porque a gente cresce quando tem uma, literalmente, uma podosfera, quando tem vários podcasts. E com isso a gente cria uma ambiência, porque a pessoa que veio por um podcast, ela acaba às vezes, pô, o cara só solta uma vez por semana, vou ouvir aquele outro. Foi assim que começou lá no Gambiarra, o GurujaCast, depois o Tipo Ouro, e foi chegando mais mais podcasts, porque a gente não dá conta das 8 horas que a pessoa às vezes tem para ouvir podcast no trabalho, para ouvir podcast no trânsito, lavando louça, dando rolê com cachorro, fazendo academia.
E o podcast, por ser essa mídia longa, ela acaba trazendo a pessoa para ela ficar pendurada nisso por muito tempo. Então eu sei que tem várias pessoas que são ouvintes do Gambiarra que elas ouvem tudo, e elas ouvem tudo e reclama que não tem tanto. Então assim, aqui essa galera tá aqui para que vocês tenham essa recuperação, trazendo essa galera de novo para trazer programa programas para vocês num ritmo que se todo mundo faz um, a gente consegue um feed que tem toda semana alguma coisa para vocês.
Que para mim essa periodicidade ela é muito importante para que vocês tenham sempre assim conteúdo dentro do feed. Mas ao mesmo tempo eu espero que essa corrente também chame mais pessoas a voltar ou para criar o seu podcast e entender que os formatos são infinitos. Basta você ter uma loucura aí de uma ideia e pegar o microfone e gravar. Porque querendo ou não, é uma mídia que ela é mais fácil de produzir, mas ela é mais difícil também ao mesmo tempo.
Porque ao mesmo tempo que você precisa de apenas um microfone decente, e hoje qualquer celular tem um microfone decente, o fone do celular tem um microfone decente, um headset, ao mesmo tempo o processo de pós-produção para ele ficar bacana, porque como a pessoa só tá utilizando um sentido que é audição e ela tá concentrada nisso, tem que ter um esmero maior do que, por exemplo, pro vídeo. Porque pro vídeo você tem ferramentas lá que dão uma equilibrada no som.
Então o som, ele é só uma parte, o vídeo tem que ser bom. Mas às vezes nem o vídeo precisa ser bom. Às vezes uma câmera frontal e uma pessoa falando bem já atrai mais a pessoa. Mas porque é uma forma diferente de consumir. A mídia rápida, a mesma coisa. Ela é tão rápida que nem sempre a qualidade daquilo que tá sendo feito é questionada. Agora, no podcast, em 5 minutos, tiver uma fungada... Já tem alguém reclamando. Ah, pô, o cara fica fungando muito.
No vídeo já acontece isso. Eu lembro que tem outros caras que falam, ah, mas o fulano funga muito. Porque é natural, né? Muitas vezes a pessoa corta, faz o, né, dá uma picadinha ali, né? Mas aqui no podcast ainda mais tem que ter esses meros. E assim, a gente vai ter um aumento do custo, provavelmente, do podcast nesses próximos meses, por conta desses programas são maiores, tem mais gente e tudo mais. Mas eu espero que você que tá nos ouvindo, se você gosta muito desse formato, considere apoiar, porque com isso a gente Queria mais programas.
Quem sabe aí no futuro traz mais colaboradores pra fazer duas vezes por semana de novo. Hoje eu não tenho condição de produzir duas vezes por semana, mas se eu tiver com oito pessoas aqui, com vários hosts produzindo coisas diferentes e trazendo conteúdo, é possível. Basta, é claro, aí tem que ver se o Fábio consegue editar tudo, né? Não adianta falar assim: vamos fazer um programa por dia. Aí o Fábio tá fodido, né? Mas sei lá, né?
No passado ele editava dois por semana, então talvez, né? Os nossos nosso saudoso Fábio, porque aquilo lá, né, nosso saudoso Fábio é a âncora desse podcast. Porque sem o Fábio a gente afunda, né? Então ficamos à deriva, na verdade, né? Que a âncora não deixa a gente ficar à deriva.
Não entendi nada aí, eu não entendi nada. Só queria deixar uma informação bem clara, tá, para quem tá ouvindo, que ao contrário desses dois arregões, o Ludogênese não vai acabar, tá? Porque eles ficam assim, ah, é porque eu não quero mais fazer podcast, isso aqui.
Episódio novo não tem, né?
Calma lá, calma lá, veja bem.
Eu estou fazendo, é uma dupla jornada agora.
Fica muito fácil falar que o episódio não acaba, o podcast não acabou, mas não lançar nada. Queria só falar isso.
Claro, cara, é só todo mundo definir uma periodicidade, entendeu? Tu faz quando dá.
É o famoso hiato infinito.
O Bruno até ganhou o prêmio Ludopédia e o episódio não tinha saído.
Ah, falou o cara que ficou aí do 99 para o 100 no Sou Eu, ficou 5 anos mês e meio, né, pô? E falar de pirilhicidade para cima de mim.
Ó, só quero deixar um adendo: o Ludogênese não conseguiu ir para o Prêmio Ludopédia, tá? Porque não lançou episódio suficiente.
E nem vai conseguir de novo esse ano. É consistência, entendeu? É todo ano fora do prêmio.
Agora vamos com o bloco, porque aqui a gente pode ter assim, ó, já vou dar um spoiler para vocês: no próximo programa aqui da Série B não vai ser eu que vai apresentar. Nós vamos fazer um jogo que alguém vai apresentar no meu lugar. Qual vai ser esse jogo? Não sei. Quando vai ser esse jogo? Você também não sabe. Mas os blocos também não precisa ser. E aí, o meu bloco que eu quis pôr e que os nossos hosts futuros podem pôr ou não é o polêmica da vez!
Polêmica! Polêmica! E dessa vez, eu quis falar dessa polêmica porque essa é uma polêmica que é, ao mesmo tempo, é o ri chorar, né? Você... Estou chorindo. Porque se eu tivesse comprado o jogo, eu teria rido muito. Mas eu fico pensando nas pessoas que compraram esse jogo pras suas famílias, jogar com a sua filha, com seu filho, com a sua criança, pra levar pra escolinha. Porque assim, ó, não sei aonde você está aí sabendo, pode ser que sim, pode ser que não.
Mas eu falei aqui, né, que no Diversão Offline nós tivemos um destaque de vendas, né. Que era o jogo que tava todo mundo maluco, fazendo fila. Lembra que eu falei que no Rudolph anterior tinha pessoas correndo quando abriu a catraca e elas saíram correndo pra uma fila específica? Esse ano foi pra esse jogo, que é o Hot Streak. O Hot Streak, que é um party game que foi lançado lá fora em 2025. 2026. A Asmodeus Jogos tá trazendo pro Brasil, trouxe para o Brasil.
É um jogo supostamente joga de 2 a 9 jogadores, da minha odiada editora Cimic, que é a editora que consegue estragar os carteados fazendo um design gráfico péssimo, com umas cartas extremamente coloridas que não fazem sentido algum, não tem arte. E carteado sem arte, pra mim, ou tem que ser genérico igual Uno, ou tem que estar a carta bonita. Senão eu nem passo perto.
É, carteado sem arte é Kado.
Ai, fazer trocadilho no inferno!
Aí, ó, tá vendo?
Uau!
E aí... Mas assim, os tabuleiros, os tabuleiros, o jogo tabuleiro dela consegue ser muito atrativo, muito visual, né? O Magical Athlete, que foi anunciado aí no último, sei lá, spoiler, alguma coisa que eles fizeram com algum canal aí, também é um jogo que pegou a galera por conta do design gráfico e por ser um jogo bobo. Mas assim, o bobo que a gente gosta, é um bobo legal assim, né? E eu me lembro que o Magical Athlete, quando a galera conheceu esse jogo, Muito tempo atrás, falava, pô, mas seria legal se tivesse uma arte diferente e tal.
E aí vieram com uma arte diferente, aí estourou, né. Mas o Hot Streak... O que é o Hot Streak? Pra você que está vivendo fora da bolha do board game. Ele é um party game no qual você tem 4 bonequinhos. E são bonequinhos, tá? Não são action figures, é boneco, tá? Pra você que não quer deixar, ah, meu board game não é coisa de criança. É bonequinho! Sabe aquele bonequinho que você ganha, tipo, sei lá, promoção do McDonald's? Que é um bonequinho que tem uma basezinha assim, né.
Meio maluco, é esses bonequinhos do Hot Streak. Tem um ursinho lá, tem um rei, tem um peixe, aquele peixe que tem um negócio na cabeça que tem a luz, né, que é o Anglerfish, que eu não sei o nome dele em português agora, me fugiu, mas meti o inglêsão aqui. E tem o hot dog, né, que é a polêmica da vez, né. Por que que é a polêmica da vez? Porque no inglês ele tem um nome que é Banger Bun, né, ou melhor, Bun Banger. E só pra vocês Só pra vocês terem o contexto, o banger bun no inglês é o hot dog, só que na Inglaterra.
Então é um banger, um banger bun é um hot dog. É literalmente, se você procurar... Eu mandei exemplo pra galera que duvidou. Um banger bun, tava escrito lá banger bun e tava o hot dog do lado, e era um site britânico, tá?
Caramba.
E aí, tipo, no Hot Streak eles colocaram o inverso, que é o bun banger, que seria um papatoba. Pra gente deixar ainda o programa 14+ aqui, né? Vamos dizer assim, né?
O bun, e aí o banger.
Banger, enfim, né? Aí o que aconteceu? Um iluminado na Asmodeus, claramente, por isso que é Asmodeus Games, ele falou assim, ó: eu vou trazer a discórdia para o mundo. Porque o jogo lá fora, se eu não me engano, segundo o BGG, é 6+. E aqui no Brasil, para muito, como muitas editoras quer dar o avoid aí, ó, o avoidance, né, no Inmetro, eles jogam 14+. E aí não, acho que não é considerado brinquedo, ele não passa por uma inspeção lá, alguma coisa assim.
Por isso que o jogo que é 8, 10+, aqui vem 14, para ter esse avoidance aí, né? E aí o nosso iluminado Nasmo Deus Games resolveu dar o nome do nosso cachorro quentezinho, que poderia ser um senhor salsicha, um senhor linguição, alguma coisa para criança dar risada. Deu o nome maravilhoso, tá até difícil aqui, gente, porque isso foi incrível.
E eu preciso, temos que ser analíticos aqui, temos que ser, falar a verdade no ecrã. Eu vou abrir a ludopédia e vou ler o nome dele, tá? Porque eu não estou inventando isso.
Ó, eu estou com a carta do jogo na minha mão nesse momento. O boneco ele chama Giba, que poderia ser muito bem Jeba, como apontaram no grupo do Gabiá, que eu achei um absurdo não ter colocado Jeba, colocado Giba, mas ele tem o codinome Apatobas de Pau Grande. Papatobas do programa. Me desculpe você, ouvinte, que esperava que a gente ia manter o decoro nesse episódio, mas não dá para manter o decoro com uma tradução dessas. Assim, a gente pode relevar um monte, eu pelo menos posso relevar um monte de coisa, mas eu acho muito complicado você transformar uma piada de duplo sentido numa piada que tem dois sentidos, mas na verdade é só um, né?
Como bem pontuado, meu xará, aí também no grupo lá do gambiarra. Agora eu queria saber a opinião dos senhores especialistas de podcast Série B do board game, se a gente pode admitir ou não. E aí, em defesa das modelos games ou não, que que vocês acham? Começando pelo pica-pau da barriga vermelha.
Cara, vamos começar pela resposta. Primeira resposta: eu acho que foi um erro deles, tá? Foi um vacilo. Por quê? Eu acho, eu enquanto apreciador, tá, de trocadilho trocadilhos, dessa malemolência entre as palavras, entendeu? De tu ter essa nuance, é muito importante tu trabalhar no limiar, sabe? Tu deixar abrir essa questão pra trocadilho, pra piadinha, pra interpretação, fazer essa malícia, entendeu? Quando tu joga na cara da pessoa um negócio assim, né, não literalmente no caso, né, mas cê perde a magia do negócio, entendeu?
E aí cê fica tipo, pô, mano, às vezes cê não consegue nem mais dar a mesma risada, entendeu? Porque a 5ª série foi tirada de você, ela foi tirada de você e ela foi jogada na sua cara no formato de uma agressão, tu bota fé? E aí é foda, aí como é que eu vou concordar com um negócio desse? A primeira vez tu olha assim, tu ri, mas tu não ri da carta, tu ri da localização. Fala, meu Senhor do céu, cara, o que que tá acontecendo, mano?
Quem que foi o CPF responsável por isso? Mas né, longe de mim julgar, quem sou eu pra falar alguma coisa, né?
Eu tô bem alinhado com o Gustavo, na verdade. Eu não sabia, eu descobri hoje, acho que hoje foi a grande polêmica aqui aconteceu que alguém revelou isso e achou, eu não sei, só chegou na minha boca.
Já tava na Ludopedia já tinha uns dias, mas eu acho que foi eu que mandei lá no Gambiarra, eu não lembro se fui eu, alguém mandou lá.
Ok, deve ter. Então, e cara, e para ser bem sincero, gente, eu não joguei ainda a versão nacional do, do, eu falo papatobas, do, como é que é, do Hot Streak. Eles não traduziram o nome, né?
Tipo, o nome do jogo tá como Hot Streak, né?
E aí escolheram o que precisaram traduzir, eles podiam botar, sei lá, é, ih, meu gato tá derrubando tudo aqui.
Até o gato do Fratini tá indignado com isso, vocês veem como que é o negócio.
Essa hora ela quer comida, não sei se dá pra ver aqui, ela sobe no negócio dos jogos e ela sai derrubando tudo que é jogo.
Se você tivesse apoiando o Gambiarra nesse momento, você teria visto.
Tivesse 250 apoiadores, vocês teriam visto o gato fazendo isso. 1, 12 mil gatos.
Mas então podia ter traduzido o nome também, né? Então achei que eles foram seletivos e seletivos de uma que é porque o Gustavo falou uma coisa que eu acho que é muito importante. A gente, quanto uma mídia séria, tem que falar, que é: eu não sabia o nome dos personagens. Então, para mim, eu poderia chamar de Papa Tobas, o que seja, e faria parte daquele meu universo ali controlado entre meus amigos. A gente chama de Reizinho do Peixão, Peixada, entendeu?
E aí o cara já chega: não, esse aqui se chama Papa Tobas do Pau Grande. Tipo, acaba com a magia, a piada já vem pronta, você consome a piada e você não pode chegar em grupo e falar, aí, galera, esse aqui é o Papatobos, e ter ele virar uma coisa dentre vocês. Então acho que esse tipo de humor tem que vir do jogador. Eu acho meio nada a ver, na real. Assim, no fundo, sei lá, acho que deve ter sido um estagiário que botou isso e a Stronda achou graça no email e mandou publicar, talvez.
Mas é o fato de saber que eles têm nomes e que o peixe não chama peixada, e faz eu não querer saber qual o nome real do peixe, entendeu? Então no Papatobos é a mesma coisa.
Mas tipo, eles podiam ainda, por exemplo, ter colocado, por exemplo, Pau Grande é uma cidade, eu não sei qual estado que é, mas tipo, eles podiam ter colocado, por exemplo, ah, de Pau Grande com estado tal, para referência à cidade. Seria resolver o problema? Provavelmente não, mas pelo menos daria essa nuance. Ou por exemplo, em homenagem ao navio corsário, colocar de Rolândia no Paraná, entendeu? Sabe, pô, não, não é em relação, né, ao o órgão sexual de um cachorro-quente antropomorfizado. Não é isso, é a localização de origem dele, é de onde ele veio, entendeu?
Será nova novela vertical, Papatoba do Pau Grande?
Aí, Platina, oportunidades agora, perfeito.
Quando você menos esperar no seu algoritmo do TikTok.
Eu gostaria de mandar um abraço para o Esporte Clube Pau Grande, tá? Pau Grande é uma cidade, é um bairro pertencente ao distrito da Vila Inhomirim, que é o 6º distrito do município de Magé, da região metropolitana do Rio de Janeiro. Então um abraço para os mil habitantes deste lugar de pau grande, tá bom? Mas eu vou defender Asmodeus, que assim, ó, Asmodeus, parabéns. Mas eu queria te deixar dicas de novos personagens para o Hot Streak, tá?
Então eu separei aqui 5 novos personagens. Eu quero ver a opinião de vocês sobre esses personagens, tá? Primeiro eu pensei no Rebolado do Pilão Manso, tá? Eu acho que é um personagem muito bom, tá, que a gente pode utilizar.
Qual que é a miniatura?
Por favor, deixa eu ver.
Descreva o personagem, por favor.
Pô, é um pilão, obviamente, né? É um pilão mesmo em si. E ele, ele tem uma cintura, né, uma bela cintura, vamos dizer assim, que demonstra o seu belo rebolado, né? Tal qual um pilão tem uma parte fina, uma parte mais larga, né? Seria esse personagem perfeito. Inclusive, vocês podem inclusive aproveitar um próprio pilão, tá bom?
Tipo Tung Tung Sarrur.
E ele faz a melhor caipirinha que você já vai tomar na sua vida.
O segundo personagem seria o Jeba Lover de Rolândia, tá? Também seria em homenagem ao Jeba Lover de Rolândia. O outro ponto seria o Furico da Serra Molhada, também um ótimo personagem pra vocês, tá?
Muito bom, esse é ótimo.
Eu também queria deixar um adendo aqui pro Sacão de Itapuã, também eu acho que seria um ótimo nome pra vocês usarem.
Passar uma tarde em Itapuã, ele e o Toquinho, Sacão e o Toquinho iam se amarrar e passar uma tarde tapuando.
E por fim, eu gostaria de deixar aí um abraço, né, para todos os nossos amantes do forró, né. E eu queria sugerir o Baião ou Sanfoneiro, aí fica a critério da miniatura que for mais fácil para as mulheres fazer, né. Mas o Baião do Forró do Xirapeido, né, em homenagem aos clássicos memes do Anegão, né, o Forró do Xirapeido, que claramente é um marco da internet brasileira. Então é isso, Asmodeus tá correta. Errada de não colocar esses nomes que eu sugeri, outros nomes melhores, tá bom?
Obrigado. Eu acho que uma expansão, faria uma expansão figuras brasileiras, né? Aí colocaria o Chupa-Cu de Goianinha, esse tem que ter, clássico, clássico. A gente pode colocar umas mais para família, porque aí você quer, sei lá, você tá jogando com a família, você pode pôr ET de Varginha, você pode, sei lá, pôr o ET Bilu, alguma coisa no lugar do, né, do Papatobas. Aí seu jogo tá safe também. É, teve beluga, é verdade, cara.
Mas eu não entendo ainda, tá? Não, por exemplo, cara, eu não entendo, eu realmente não entendo. Virou agora o quadro do Felipe Neto, não faz sentido, tá? Cai a vinheta e tal, fala de Crepúsculo. Agora foi porque, pô, os cara podia fazer, por exemplo, vou falar aqui, você vai fazer brainstorm, faz um mini guarda-roupa com bracinho e perninha e chama de Mario. Pronto. Tá ligado, gente?
Cara, tô saindo da gravação, galera.
Valeu, não tem como fazer mais.
Mas cara, não faz sentido. Eu vou ficar repetindo não faz sentido, então vou parar de falar porque não faz sentido.
Agora, agora você que acha que não faz sentido, você acha que foi sabotagem interna? Se foi alguém que gostou da ideia, deu risadinha e falou para manter, tive que ver de cima aquele cara que tipo às vezes é o presidente. Nossa, que ideia má! Nossa, não acredito, o cara falou isso no almoço! Aí todo mundo fica, não é Impossível que ele vai usar Comic Sans. Não é, é, vai usar, pode pôr que eu gostei. Ou pode ser um vacilo geral, tipo assim, passou por todo mundo e ninguém viu.
Ou se é uma forma, se a Asmodeus Games quer posicionar mais party games para adultos, porque party game geralmente é visto como jogo, ah, é para criança, é festinha e tal. E aí eles querem posicionar o jogo diferente, como ele é lá fora, de algo mais adulto. Que que você acha? Que que faz faz mais sentido, meu xará.
Cara, eu assim tendo a acreditar que foi um erro na cadeia de comando como um todo, sabe? Primeiro já falei que na minha visão é um erro, então vou chamar de erro, tá? Mas se você acha que não é, tudo bem. Mas deve ter vindo de alguém ali da localização, essa pessoa deve ter mostrado essa ideia para mais pessoas, as pessoas gostaram da ideia, foi aprovado, passou por vários setores, isso não falou tipo, porra, baita ideia, vamos seguir.
Eu acho que foi um erro coletivo, não acho que foi uma sabotagem de uma pessoa só, tá? Porque tem gente gente que achou engraçado, teve um público para isso. Só que aí, batendo um pouco nessa tecla de trazer jogos party game para o público adulto, igual você comentou, ainda assim, na minha visão, não é uma postura adequada, porque a grande graça de um party game é você poder jogar com qualquer pessoa. E se fosse uma linguagem mais trocadilho, mais sutil, você pode entregar na mão de uma turma da 2ª série e eles jogarem.
E você pode levar na mesa da galera que joga um Anacrone com a expansão do Tempo Invertido, não sei o quê, que eles vão gostar. Ou você pode juntar todo mundo, você junta sua avó, sua mãe, seu tio, o Serra, todo mundo, e joga, se diverte, tá ligado?
Caraca, meme do José Serra foi obscuro.
É, como a sua tia, como Gustavo Ludogênesis.
Poderia ser mineto? Não, não poderia. Ele Ele ia processar, não poderia.
Mas assim, ó, eu já, o Gustavo não me acionou, mas já vou me acionar automaticamente. Eu acredito que, eu acredito que, espero que tenha sido uma reunião longa, que poderia ter sido um email, mas eu espero que tenha sido uma reunião longa, eles discutindo várias vezes assim, gente, qual nome seria? E aí eu imagino que tenha sido um momento de catarse coletiva quando o estagiário anunciou o Papa Toba do Pau Grande. Espero que esse estagiário seja o novo gerente de marketing dessa companhia.
E alguém levantou assim, né, batendo palma, não acredito que você essa sacada, vou te promover.
Não, foi efetivado, agora é um analista de marketing de sucesso, tá? E assim, júnior, obviamente, né? Mas cara, que acerto!
Temos o erro e o acerto. Fratini, que que você acha?
Cara, eu acho que na verdade é assim, eu acabei de falar que foi estagiário, não sei o quê, e eu, ah, eu acho que a gente, eu entendo o raciocínio de ser um posicionamento das modelos, mas me parece um pouco pós-conceito, entendeu? Tipo, acho que a gente tá talvez superestimando demais a escolha, que foi claramente alguém que deu uma risadinha e aí foi passando e passando. As pessoas que foram revisando só foram, ah, deixa isso aí, entendeu?
Não sei se teve um, um, é, deixa. É, não fui eu que botei, entendeu? Deixa. Tem uma coisa que no meu trabalho às vezes a gente tem muito isso, né, que a gente sabe que a coisa vai dar ruim, mas tem vêm umas vozes criativas por cima que falam que vai, não vai dar ruim, você falar, cara, deixa, deixa dar merda, entendeu? E aí deu. Aí você fala, caramba, né, que coisa! Não é que eu tinha falado? Não é que eu já sabia? Mas olha só.
Então acho que é um pouco nessa, nessa linha de pensamento que eu pelo menos tento enxergar, porque tentar pode até ser, né, mas me parece um tiro tão, tão de superestimar essa decisão de um trocadilho, de um nome tão, tão, sabe, uma piada que eles botaram ali no manual. Mas eu acho que mesmo assim ele acha absurdo eles não terem traduzido o nome então, porque eles poderiam claramente ter. É, o Gustavo dá 5 minutos, Gustavo numa sala ele tinha que dar 15 trocadilhos de nomes poderem ser usados se quisesse realmente posicionar logo de cara o jogo como um party game para o mercado adulto, né?
Eu só queria deixar um adendo aqui que eu fui procurar sobre a cidade de Pau Grande, escrevi Pau Grande no Google e a primeira aba, primeira pesquisa foi uma pesquisa do X Vídeos e me delicia.
Foi uma giba. Não, desculpa, mas ó, vou concluir com, já aproveitando esse pensamento do Fratini, vou concluir esse pensamento aqui com uma lição, uma lição de vida. Olha só que tem aqui, tem isso também nesse podcast. Fábio, música de pensamentos. Preste atenção nesse conhecimento que eu levei anos para entender isso, tá? Isso é um ponto importante. Tem pessoas que às vezes não entendem e acabam se dando mal no trabalho por causa disso.
Tem algumas decisões que elas vão além da razão, mas se no final do mês você vai receber o mesmo salário, não lute contra ela, só siga.
Você não é homem.
Lindo, maravilhoso.
Quem sabe, sabe, né? Quem sabe, sabe.
Perfeito.
Viva o capitalismo!
Viva o capitalismo! Agora, para fechar esse episódio de vez, queria colocar rapidinho para vocês, de novo em ordem alfabética, dica aleatória. Pode ser qualquer dica, vai, Eric. Você é o dica aleatória, qualquer coisa.
Gente, cara, eu comprei um fone recentemente da KCY, um fone pequeno com cancelamento de ruído ativo, muito bom, cara. E não paguei tão caro e gostei dele, estou usando ele gostei bastante. Essa é minha dica.
Bom, bom. Meu xará, ordem alfabética.
Não tava preparado pra isso, cara.
Qualquer coisa, dá uma dica, pode ser uma dica de vida também. Eu não dei, a minha não foi essa, mas pode ser a minha também, porque eu não vou pensar. Eu trouxe o quadro e eu não tinha, tenho uma dica, mas você pode dar uma dica.
Não, vou dar uma dica então assim, ó, que vai fugir completamente de qualquer coisa aqui, né? Mas volte a buscar por músicas diferentes na sua vida.
Muito bom.
Para de ficar ouvindo o que o Spotify que o Spotify te recomenda e tenta, né, buscar alguma coisa diferente aí, algum artista, alguma música, algum estilo, alguma época, algum país, para expandir um pouco a mudança, assim, mudar um pouco a sua perspectiva, né, de consumo de música. Porque quanto mais a gente tá exposto a coisas diferentes, mais a gente se descobre, né. Então fica aí, ó, uma reflexão aí para vocês também.
Eu quero dar uma reflexão, e se antes da sua reflexão eu posso fazer uma reflexão da sua reflexão?
Fica à vontade, cara, que é espelho em cima de espelho e fica o bagulho infinito.
É uma reflexão. Olha só, também pode ser, né? Mas olha o que aconteceu, eu tava assistindo um vídeo hoje justamente sobre isso, de como as músicas estão algoritmizadas. E ou você coloca uma música como pano de fundo e aí você não presta atenção em nada e ela não é, você não aprecia essa música, ou você está sujeito a cair nas mesmas, nas mesmas escalas musicais, as as mesmas notas, as mesmas letras sobre narcisismo, sobre o eu, sobre o ego.
E isso faz parte da música pop, do rock mais comum, do funk, do sertanejo universitário. Então, não querendo trazer preconceito contra esses gêneros, mas faça como o Gustavo, ouça uma coisa que não está no seu estilo, por exemplo. Eu descobri recentemente que eu estou no pique, no hiperfoco em trilhas sonoras do Gran Turismo. E é isso. Eu nunca joguei Gran Turismo. Eu joguei Gran Turismo uma vez em 2018. 2007, mas o Gran Turismo tem trilhas meio lounge, meio jazz, tem umas paradas meio jazz fusion, tem umas paradas assim que são bem desafiadoras para o meu ouvido.
E eu estou— eu tenho um vídeo que são 5 horas de trilhas do Gran Turismo e eu estou ouvindo ele em loop. Então eu preciso sair dele também, porque agora que eu conheci ele, eu tô tão hiper focado nele que eu preciso sair dele. Mas trilhas do Gran Turismo são muito boas. Fica a dica e a reflexão.
Posso dar uma reflexão. Então, coisa rápida, 60 ml de licor 43, 30 ml de suco de limão siciliano e 20 ml de xarope de açúcar. Bate com gelo e você vai ter um ótimo drink.
É isso, obrigado, Fratini. Agora fica nas suas mãos para encerrar esse episódio com uma dica aleatória. E eu pus pressão, mas é só isso, na verdade.
Você tava falando essa questão do vídeo, eu vi, foi do Bassinchi, que não, o vídeo que você viu, o André Bassinti, que foi do Lorde Vinheteiro Academy. Ah, tá. O Bassinti fez um vídeo recentemente que ele leu aquele livro dos algoritmos e tal. Aí ele tava falando sobre isso. Eu não entendi, eu não sei quem são essas pessoas. Enfim, mas é engraçado, né?
Enfim, cliquei. Desculpa, perdão, cliquei.
Tudo bem, tudo bem. Eu não quanto reações do piano. Mas, e aí ele tava falando sobre isso, sobre tipo essa parada dessa pesquisa e tal. E aí talvez seja a mesma que o próprio esse rapaz falou. E aí tinha um lance do vocabulário que eu fiquei bem chocado com isso, que o vocabulário das músicas tinha reduzido tipo mais ou menos 30%.
Essa pesquisa, sim, essa pesquisa.
Tipo, se antes, sei lá, você tinha 100 palavras numa música, agora você tem 30, e essas 30 se repetem. É muito doido isso, né? Dito isso, dica útil para vida: cadastre seus impostos e conta de luz, sobretudo, no débito automático. Muito importante isso. Assim, um dia você vai esquecer. Então cadastre no débito automático. E eu gosto de Gustavo. Ouça coisas diferentes, provocadoras, que te instigam de alguma forma. Eu gosto de música pop, né, também.
Então, sei lá, as coisas que eu mais tenho ouvido recentemente Por mais díspares que pareçam, é o disco novo do, da Domi e do JD Beck.
Ah, isso é top, meu amigo, isso é um pulo no suco da loucuragem, é bom.
Ah tá. Em paralelo eu tenho ouvido Charli XCX assim direto, o novo disco dela tá muito bom. E aí eu tenho visto muito ao vivo.
E ótima DJ, ótima DJ.
Aí eu não sei, mas é, o ao vivo, eu tenho muitas, as performances ao vivo delas tão muito boas. Ela tem tocado o disco inteiro e só selecionou as melhores músicas do Brad, daquele disco que ela tá na cama com a filmadora também. É, tá muito bom o Satirista, muito legal ouvir. Então ficou alternando, é meio estranho. Tipo, o novo disco do JD e da Domi é muito bom. Tem uma música chamada Concertino que é lá para o final. Sim, toda vez que eu volto eu falo, cara, pera aí, calma, que que eu tô ouvindo?
Aí eu volto, eu falo, caraca, isso aqui é muito bom. Então, então é isso, né? Né, tipo, abre o leque de possibilidades e ouça de tudo e coisas diferentes, que você vai encontrar camadas e enfim, sons que vão te desafiar e vão te confortar e vão te provocar sensações inúmeras. Então é isso, gente, cadastrem seus impostos de adapta automático e ouça de tudo mesmo.
Cara, mas isso que ela faz, isso tudo de música com duas notas só, né, dó e mi. Imagina quando usar o resto.
Ponto final no Fala de Cooper. Não, desculpa, ponto final na Série B. Queria agradecer meus co-hosts aqui, Eric Campos, Gustavo Ludogênese, porque faz parte do nome dele isso, tá, gente? Não é ele não ter o sobrenome dele Ludogênese.
Tá no cartório, tá registrado assim, Gustavo Ludogênese. Na verdade, tá reescrito mais um Gustavo Ludogênese, né?
Mas desculpa, mas então ele tem que estar no M, né? Eu fiz errado. Mudado aqui a ordem, né? Eu coloquei ele depois, primeiro Gustavo.
Vou fazer uma denúncia aqui, tá? Antes de tu fechar, teve algumas rodadas dos ouvintes no passado, tu me colocou no M, na hora da conversa.
Verdadeiro, mas é que hoje na gravação ele colocou o nome não verdadeiro, que é Gustavo, é mais Gustavo. Desculpa, essa correção faremos em outro episódio. E também Lucas Trattinelson aqui, biribeiro oficializado. Queria agradecer a todos aí e espero que você que tá nos ouvindo também curta essa loucura, e as próximas loucuras estão vindo por aqui. Então, palavras finais em ordem alfabética correta. Então é o Eric, depois o Lucas, depois mais um Gustavo, porque eu já falei muito.
Sempre um prazer estar aqui. Agora vocês vão ouvir a minha voz mais vezes aqui, dos convidados e da loucuragem, né? Acompanha, gente, o Fala Manso é um cast novo, proposta nova. Lado A e lado B são lados antagônicos, né, do mesmo cast. A gente que tá ali na proposta daquele bar speakeasy clandestino, né? Então você tem a parte liberada que é o lado A, então a gente tem um assunto ali mais sério, a gente conversa com mais calma com as pessoas.
O lado B, o lado da loucuragem frenética, né? O Ludogênese até perguntou assim, o que que vai ser seu cast? Eu falei entretenimento. Do quê? Não sei ainda. Meu tesão é fazer vocês rirem. Então espero que vocês deem risada e comentem bastante. Por favor, apoia o porque é a única forma da gente conseguir manter esse projeto aqui em pé. Mais uma vez, Gustavo, muito obrigado por abrir as portas aí para nós, e um prazer estar com vocês aí. Lucas, Ludo Gênesis também, sempre um prazer, amo vocês, beijo.
Fratini?
Ah, sou eu agora, desculpa.
Sou eu, sou eu. Não é esse podcast.
Você é bom, cara, você é bom, cara.
Ah, que mais o Gustavo? Verdade. Não é, você faltou rolar o dadinho. Desculpa, tava viajando aqui. Queria agradecer sobre o meu programa, especialmente Eu Quero Ser o Arroz de Festa, dessa vez durante um tempo. Porém, como eu até joguei lá no nosso grupo Série B dos Board Games, eu tô com uma ideia. E eu não sei se eu vou tirar ela do papel, mas eu tô com uma ideia. Então talvez a gente tenha um programa meu, talvez não tenha.
Mas enquanto isso eu tô sendo aí arroz de festa tanto do tanto do programa do Eric quanto desse mensal. E se tudo der certo, a gente vai fazer aí daqui no feed do Gambiarra. Então em breve novidades, não prometo nada, então por isso em breve novidades, vou deixar só no ar.
Eu gostaria também de agradecer ao espaço. Eu comecei a fazer podcast por conta do Gambiarra também, né, porque foi que me jogou aqui no meio de podcast de jogo de tabuleiro. Então é muito legal fazer parte aqui. Da minha parte, esperem participações aleatórias também, por exemplo, no quadro do Eric. Com Fratinha a gente tá conversando ainda o que a gente vai fazer e tal, estamos pensando. Mas nesse primeiro momento o conteúdo que eu vou trazer vai ser um conteúdo um pouco mais sério, é para quem tava com saudades de análises de jogos.
A ideia é trazer um quadro de análises mensal onde a gente escolhe um jogo de tabuleiro para se aprofundar um pouco mais dentro das dinâmicas dele, dentro das decisões, das malícias, enfim, depois de já ter jogado N vezes esses jogos. Mas caso vocês tenham esse programa, claro, foi mais caótico, foi mais para conversar começar mesmo e expor essa primeira ideia. Se vocês tiverem algum tipo de sugestão de programas, algum tipo de adendo fazer, sempre comentem, falem com a gente e mostrem ali o que vocês gostaram, não gostaram, nos comentários, nos grupos, porque é muito importante a gente ter esse retorno.
Enquanto a gente tá gravando, enquanto podcast no geral, né, a gente tá falando para uma tela, conversando, editando, e esse eco é difícil de— esse retorno, né, é difícil de ter. Então, por favor, interajam com a gente, né? Pelo amor de Deus, interajam com a gente e digam o que vocês querem que a gente faça nesse sentido assim de, ah, pô, poderia mexer nisso, mexer naquilo, tá legal, não tá legal. Todo feedback é sempre bem-vindo.
Inclusive, feedback é uma coisa que poderia ter tido ali no processo da Asmodeus, mas tudo bem, deixa claro, né?
E é isso, gente, encerramos o programa. Valeu, pessoal, tamo junto, aquele forte abraço e até o próximo. Próximo, que pode ser esse, pode ser outro. Agora é só surpresa para você que ouve esse vídeo aqui. Fui! Está perdido com tantos episódios? Consulte na descrição o nosso índice completo de episódios e playlists.