GBG Especial - Sete anos de Gambiarra Board Games
Edição - Fabs Fabuloso, Gustavo Lopes. Capa - Gustavo Lopes.
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Gustavo Lopes
Carolina Gusmão
- Gambiarra Podcast· EntretenimentoIntegração de novos podcasters no feed·Podcast 'Fala Mansa' com Eric Campos·Quadro 'Pela Enésima Vez' com Gustavo Bernardo·Participação de Lucas Frattini·Transformação do Gambiarra em hub de conteúdo
- Futuro do Podcast e Conteúdo· TecnologiaEspaço para podcasts no mercado de jogos·Impacto da inteligência artificial·Vídeo vs. Áudio·Board games como nicho
- Cenário de Criação de Conteúdo· CulturaDiminuição de podcasts sobre board games·Aumento de criadores de conteúdo·Mudança na relação com editoras·Novos formatos de conteúdo (videocast, cortes)
- Mercado de Board Games· NegociosAumento exponencial de lançamentos·Mudança na frequência de eventos·Crescimento do mercado nacional
- Evolucao do Hobby de Jogos· EntretenimentoRedução da frequência de jogatinas·Diversificação de interesses (videogames, animes)·Burnout de hobbies·Consumo de conteúdo de board games
- Impacto do Podcast· SociedadeReflexão sobre a marca deixada nos ouvintes·Maturidade do podcast após 7 anos
Gambiarra Board Games. 7 anos fazendo podcast! Meu Deus do céu, como vocês nos aguentam! Estamos aqui hoje, eu e a Carol, no nosso episódio clássico de aniversário. Agora em agosto, 7 anos de podcast. Você já imaginou que você, Carolina Gusmão, estaria por 7 anos criando conteúdo na internet, falando com milhares de pessoas, muitas que você nem imagina quem são.
Caramba, hein? Nunca imaginei isso na minha vida. Eu já pensei tanta coisa, inclusive acho que já disse aqui para vocês que quando eu era criança eu pensava em ser patinadora de supermercado, astronauta. Eu já pensei muita coisa, mas nunca isso.
Pois é, gente, e cá estamos aqui com vocês Depois de tantos anos ainda fazendo podcast. Então hoje faremos nosso episódio clássico. Ele não vai ser como sempre, porque nunca é e a gente sempre fala que vai fazer diferente. Mas primeiramente, antes de tudo, que a gente não pode esquecer, é agradecer todo mundo que ouve ou já ouviu esse podcast. Afinal, sem vocês e principalmente os nossos queridíssimos apoiadores lá do Catarse, nós não estaríamos aqui hoje, definitivamente. Isso é uma certeza.
Com certeza. Fábio, põe aí na edição pequenos aplausos. Pequenos, porque se pôr muito longo, aí ocupa muito tempo do áudio aqui do nosso podcast. E com certeza a gente tem que ter o tempo dos números, que o Gusttav deve ter trazido números hoje, né?
Só tenho 2 números.
Não é possível.
2 números. Pra não ter muito número.
Sabia que viria.
Sempre tem, né, gente? A gente tem que comentar aqui. São 631 episódios, contando com esse episódio. 600 episódios é algo assim absurdo. Tem muitos podcasts que eu participo como convidado, ou que eu conheço, ou que eu acompanho, que não chegaram a essa quantidade de episódios. Então já começa que isso é um feito dentro dos board games. Eu sei que quando a gente fala de vídeos, muitos canais têm 1.500, 2.000 vídeos, mas leve em consideração a quantidade de tempo que a gente tem por episódio.
São 30 minutos, são 1 hora e meia por episódio. Então é muito conteúdo sobre jogo de tabuleiro, ao ponto de que às vezes a gente fica até pensando que ainda tem uns coisas para falar, né? Acho que esse é um ponto importante depois de tantos anos, né?
Nossa, até eu penso isso. Eu não sei como que o Gustavo arranja tanta pauta, tanto assunto.
Cada dia é mais difícil, eu imagino.
Cada dia tá ficando mais difícil, né? Porque vai se consumindo o conteúdo aí. Nem sei, tem mais coisa.
É curioso, né? Essa é uma reflexão que eu também tava fazendo. Eu tava conversando com outros criadores de conteúdo, né, sobre o que falar sobre board games depois de você falar tanto tempo sobre board games. Essa é uma reflexão muito difícil, porque no começo é tudo muito fácil. Você tem que falar de mecânicas, tem os tops, tem os assuntos padrão que todo mundo faz, colecionismo, as coisas de hobby, enfim. Mas vai chegando um momento que você já falou tanto que o que você ainda quer falar?
Acho que esse é um ponto pro nosso 7º, pro 8º ano aí, que é o que nós ainda queremos passar pra vocês de mensagem, o que a gente ainda quer transmitir de conteúdo. Essa é uma reflexão que eu tenho feito bastante e ela está chegando numa conclusão. Mas tem novidade pra eu comentar hoje nesse episódio. Então, de novo, 630 é um número— 31, no caso, né, porque esse episódio tá contando já— é um número muito expressivo em relação a conteúdo.
E dentro disso, nós chegamos aí à marca de mais de 750 mil downloads. Ou seja, esses conteúdos que a gente tá fazendo ainda são consumidos. Eles não têm mais o mesmo poder de alcance que eles tinham, sei lá, nos primeiros 4 anos, mas ainda assim eles alcançam uma quantidade grande de pessoas. Tem muita gente ainda maratonando podcast, ouvindo episódios antigos. Aí fico bem surpreso quando, sei lá, eu vejo um comentário no episódio 34, no episódio 52, tipo coisa que a gente gravou em 2020, 21, ainda tem comentário chegando.
Então é muito louco você pensar que alguém tá te ouvindo agora algo que você falou 5 anos atrás, né? Hoje, ouvindo hoje, provavelmente a opinião hoje nossa é diferente, é mais madura, é diferente. Mas é muito louco porque quando você é criador de conteúdo, e eu já falei isso algumas vezes, quando alguém pega para maratonar o seu conteúdo é uma experiência que eu acho extremamente bizarra porque ela tá comprimindo uma parte da sua vida em algumas centenas de horas, mas ainda assim são horas, não são anos.
Então essa passagem do tempo, ela acontece de uma forma quase que tudo muito junto. Então é até como eu tava falando com a Carol esses dias, a gente tá assistindo Bleach, né? A Carol tá assistindo tudo hoje, tá disponível, quase tudo, né? A última saga aí tá terminando, ainda tem alguns episódios para sair, acho que vão ser 10, tá no quarto, então são 6 semanas aí. Mas imagina que eu comecei a ler Bleach em 2001, sei lá, e eu acompanhei, eu assisti o anime na época.
Então para mim Pra mim, essa passagem de tempo levou uma década. E pra Carol, vai ser uma coisa de alguns meses. Então, o sentimento de ver tudo junto é diferente do sentimento de quem acompanhou e sofreu com os fillers, com as encheção de linguiça, com a expectativa do que vai acontecer na outra semana ou no próximo episódio. E aqui no podcast, pra quem tá maratonando, tem tudo junto. Então, a pessoa tá passando com a gente o começo da gente no hobby, assim, mais profundamente.
Depois, os tempos pandêmicos. Depois, a euforia da volta da normalidade. E até mesmo um momento mais complexo da nossa jornada, que é a redução das jogatinas e a redução da coleção dos jogos, que é uma empolgação diferente, é um aproveitamento diferente. Mas essa é uma reflexão muito maluca. E aí eu dividi aqui na nossa pauta aqui em 3 partes, começando um pouquinho sobre como era o mundo quando o podcast nasceu, porque era um momento completamente diferente de hobby, de mercado e da nossa vida, como é hoje e como a gente espera para o futuro.
Eu acho que quando a gente fala de um aniversário, ainda mais 7 anos, que é um número primo. E eu gosto muito de números primos, ainda mais porque eles vão ficando mais espaçados com o tempo, né? Porque aí a gente só vai ter agora o número primo com 11 anos. Então é muito... Então o 7 é um número que ele é primo e ele é uma jornada longa, mas não é tão longa a esse ponto, né? Porque eu sei que tem alguns conteudistas aí que já estão completando 10, 11 anos de hobby, né?
Que também é um feito pra se celebrar quanto tempo também, né? Começaram antes da gente e ainda continuam. Por mais que a frequência não seja a mesma, a gente ainda mantém frequência toda semana. Alguns dias demoram um dia a mais, tem semana que sai antes, mas veja, pessoal, praticamente todas as semanas dos últimos 7 anos da nossa vida a gente lançou um episódio.
É muita coisa, hein? É muito louco, da hora pensar isso.
Então, lembrando aí como era o cenário quando o podcast nasceu, né? Se vocês terem uma ideia, quando o podcast nasceu, a quantidade de jogos que eram lançados por ano era de 5 a 7 vezes menor do que hoje. Eu peguei alguns números aí para fazer uma estatística e a gente percebeu lá que nos anos 2017, 18, 19, lançava-se 100 jogos no ano, era muita coisa. Isso levando em consideração até jogos de, sabe, mass market assim. Então tipo jogo da Game Office, da Grow, da Estrela, você até esses jogos, o volume total de jogos no ano era de 100 jogos. E hoje a gente teve um marco do ano passado de mais de 650 jogos.
Caramba, é muita coisa, hein? Então mudou muito esse mercado.
Não só mudou, mas olha só que interessante, lá atrás com 100 jogos, você concorda comigo que se você fosse num evento uma vez vez por mês e jogasse 10 jogos, que é um, já é um número grande, mas não é um número absurdo, você jogaria todos os jogos que foram lançados no ano. Olha só, uma vez por mês, 10 jogos, é um número factível. Se você for pegar, por exemplo, a nossa experiência lá no começo, quando a gente ia no BGSP, era muito comum a gente jogar 7, 8 jogos diferentes.
Então era muito possível em um ano jogar todos os lançamentos. Claro que um ou outro jogo a gente acabava não jogando porque não tinha no BGSP, ou porque era um jogo mais complexo, não era muito a nossa praia na época. Mas era muito possível jogar tudo. E era muito tranquilo frequentar esses eventos, porque não tinha tanta gente, pra falar a verdade. Naquela época, a gente às vezes ia no BJSP de novo, ou num Corujão da Galápagos, que tinha, por exemplo, lá no Starbucks, na Paulista.
Você chegava lá, tinha mesa no começo, você jogava, beleza. Demorava pro evento lotar, demorava pra começar a ficar aquela barulheira toda, que normalmente é quando a gente vai embora, né.
Sim. Isso era uma situação que a gente... Se for comparar com agora, não existe mais.
Não existe mais.
Agora tudo tá enchendo muito mais rápido. Acho que por conta mesmo da mudança do mundo mesmo, a gente tem muito mais possibilidade de alcance, né? As pessoas terem alcance de informações assim muito mais rápido, né? Então atinge as pessoas muito mais rápido. E aí acaba que esses eventos acabam lotando. Isso não é ruim, é bom também.
É bom no sentido de que tem mais gente conhecendo, mas a gente acabou mudando para fazer os nossos próprios encontros particulares para poder jogar, né? Uma vez, 2 vezes por mês. Então meio que no começo a gente jogava com até alguma certa frequência, eu e a Carol e nossos amigos, mas era muito comum 2 vezes por mês a gente se juntar ou na casa de alguém ou aqui em casa ou em um evento. E depois a gente passou muito tempo jogando muito toda semana, tipo quase todo dia ou todo dia, e a gente meio que voltou à frequência que a gente tinha no começo, que era jogar algumas vezes por mês e ir num encontro entre os amigos 1 ou 2 vezes por mês.
Então a gente teve um momento de descoberta que ele foi indo de, né, numa crescente de jogar razoavelmente ok, uma quantidade ok, até o exagero, na minha opinião hoje. Mas na época não parecia exagero, porque a gente tava nesse flow maluco de jogar todo dia. E a gente passou a voltar pra essa frequência, a gente deu a volta aí nesse sentido, né. Outra coisa interessante de se comentar dessa época, quando o podcast nasceu, era a quantidade de podcasts que existiam sobre jogo de tabuleiro, que era muito pouco.
Tinha um Meeple Maniacs, tinha o Nordcast, o Ludocast, que é da Ludopedia. Eu acho que ele já tinha acabado na época. Tinha um ou outro projeto menor, alguns projetos... Agora não me lembro o nome de todos. Tinha o Carpeta, se eu não me engano. Enfim, já tinham existido alguns podcasts que começaram e acabaram. Mas na época que a gente começou, e depois começou junto aí o Lost Token, mais pra frente teve o Tipo War e N outros podcasts que apareceram depois.
Mas naquela época, pra nós inclusive parecia uma ideia sensacional fazer o podcast, porque a gente tava num nicho muito único. Nós éramos um podcast que falava de resenha de jogo, num momento em que o podcast, ele só era utilizado pra normalmente falar de assuntos relacionados ou pra fazer formatos muito longos. A gente tinha episódios de 10 minutos, 15 minutos.
É que era a ideia a princípio, né, que a gente fizesse coisas bem rápidas mesmo, né.
É, até porque a gente não gostava de consumir podcast longo, a gente acabava vendo um vídeo. Então tipo, a gente gostava muito de assistir os vídeos do Aftermath, que era tipo, dá uma introdução, fala um pouquinho do jogo, tem um papo reto lá do que que é as ideias do jogo, acabou. E o podcast começou meio assim também.
Foi, foi mesmo.
Então é curioso porque hoje existe uma gama muito grande de formatos, tem vários, como eu falei, vários podcasts começaram e acabaram, tem muitos que a gente sente saudade. Mas vocês vão ter uma revelação até o final desse episódio é que pra mim é muito boa. Porque era uma ideia que já tem muitos anos que eu tentei implementar. E foi preciso alguns podcasts acabarem, ou eles reduzirem aí a produção pra que a gente conseguisse colocar isso em prática.
Mas eu já comento sobre isso, mas... E até o volume de criadores de conteúdo no geral era muito pequeno em relação ao que é hoje. Tem um amigo meu que ele fala que se você balança uma árvore, cai 10 criadores de conteúdo. E pra quem vai no DOF e tem ido no DOF desde que voltou, né, dos nossos tempos pandêmicos, fica muito claro a quantidade de pessoas que estão lá como influenciadores ou criadores de conteúdo. Então hoje a gente concorre com muito mais pessoas do que antes.
E naquela época parecia uma boa ideia fazer um podcast uma vez por semana, depois duas vezes por semana. Teve semana que saiu um episódio por dia, teve mês que saiu um episódio por dia junto com os episódios regulares. Então assim, era um nível de loucura que 7 anos ou 5 anos parecia legal e normal. Hoje eu acho que eu não tenho mais esse pique nesse nível.
Acho que não tem pique nem tanto assunto também, igual a gente tava falando no começo.
É o assunto, isso.
Antes tinha tanta coisa se explorar tanta coisa, hoje já foi explorado, né?
E você sabe que, tipo assim, eu tinha um Trello, né, que é um, para quem não conhece, é uma ferramenta de gestão com um monte de assuntos. E na época que eu comecei esse Trello, eu achava, meu Deus, eu tenho assunto para vida toda! Até o ponto que eu cheguei de olhar para o Trello e não achar mais nada. Falar assim, poxa, esse assunto já gastaram, esse assunto eu não quero falar mais, esse assunto a pessoa que eu pensei na época hoje já não cria mais conteúdo.
Então, às vezes eu olho para o Trello, eu falo, poxa, não tenho nada. Esses temas que eu juntei ao longo dos anos, eles já não são mais tão válidos como era naquela época. Eu devia ter gastado alguns lá e deixado algumas pautas frias para depois.
Mas como saber, né?
Como saber?
Não tem como saber. Até porque muita coisa, tipo, explode o assunto naquele momento, você tem que falar naquele momento, né? E outras coisas a gente não— enfim, como saber, né? É difícil. Até porque eu acho que o podcast em si vai amadurecendo enquanto o jogador que é um criador de conteúdo também vai amadurecer. Então se você tá aprendendo as mecânicas para você começar a entender melhor o que você tá fazendo no hobby, você vai acabar falando sobre isso porque é uma coisa que você tá vivendo, vivenciando ali.
E o podcast, ele tinha uma natureza muito diferente no passado, que a gente conseguia gravar 1 a 2 meses com antecedência os temas. Isso foi uma coisa boa porque permitiu que a gente tivesse esse fôlego por tantos anos, mas ao mesmo tempo eu perdi algumas oportunidades por ter essa programação muito rígida. Hoje, inclusive, antigamente a gente passava os temas lá para os apoiadores. Hoje a gente não tem nem como fazer isso por conta da natureza atual do podcast.
Era um ponto inclusive inclusive, né, do nosso Catarse, do pessoal votar nos temas. Mas hoje eu não tenho tanto tema pra ser votado. Então não tem por que fazer uma votação de um tema, não faz sentido. Então quando tem oportunidade lá no grupo da gente pedir pra galera algumas ideias, a gente coloca. Mas também não é a mesma coisa que antes. E eu acho que isso influencia em algumas coisas que eu também já vou comentar. Outra coisa que eu acho que mudou muito é com a quantidade gigantesca de criadores de conteúdo, até a forma como as editoras se relacionam com produtores de conteúdo na época e hoje.
Na época, você ser um criador de conteúdo e ter ter um bom público, um certo engajamento, já era motivo suficiente pra todas as editoras quererem o seu conteúdo. Então a gente teve um período muito grande que a gente não conseguia nem atender tudo, porque a maioria das editoras entrava em contato conosco. Com o tempo, a gente também foi cortando um pouco isso, negando algumas coisas, reduzindo algumas parcerias. E esse é um ponto que, na verdade, pra mim foi positivo, porque ele reduziu muito essa necessidade de estar sempre jogando e, sabe, fazendo do jeito que a gente fazia antes, que era uma coisa insana.
E que eu sei que tem criadores de conteúdo que ainda fazem, e eu continuo achando isso cada vez mais insano. Ainda mais pensando que o cenário hoje, de novo, são 650 lançamentos em um ano. Você imagina cobrir metade disso, é um jogo por dia.
É muita coisa, é muita loucura, insano total.
Então a relação também mudou. Então hoje é muito mais difícil você entrar se você não tiver um bom conteúdo. Por exemplo, se você for um cara tipo o Sotero, né, do Jogatina Mil Graus, ou o Jean, que saiu do Covil e criou o próprio canal, você tem que ter as assim, não é só carisma, mas qualidade, formato e gana de fazer conteúdos. E não só fazer um único tipo de conteúdo. Porque hoje, pra você ser um criador de conteúdo visível em uma editora ou valer a pena, não adianta você ter uma presença no YouTube.
Você tem que ter uma presença— ou no caso, no nosso caso, só o podcast. Tem que ter uma presença no TikTok, no Instagram. E não é todo mundo que consegue, por exemplo, acompanhar essas tendências, né. Tem canais que ainda são canais como o nosso caso. Ou eu sempre dou o exemplo do Borders and Burgers, que é o que tá mais próximo de mim aí, em relação a isso. Mas é difícil você ter excelência em tudo que você faz, se você faz muita coisa.
A menos que você tenha muitas pessoas fazendo coisas diferentes. Mas aí, de novo, você acaba perdendo um pouco. Porque, ah, no YouTube alguém é principal, no Instagram é outro. Às vezes a pessoa que acompanha o canal, ele gosta de acompanhar aquela pessoa do YouTube. Mas aí você tem a diversificação do público. Enfim, é muito complexo pensar nisso hoje em dia. Porque pra cobrir tudo não dá. A gente mal consegue cobrir o podcast.
Eu mal consigo ter esse canal e o do YouTube lá, do Jogos de Cartas e Afins hoje. Então é loucura você conseguir estar em todos os meios. Ou você prioriza os meios que fazem mais sentido pro público hoje. Que no caso são as mídias rápidas, né. O Instagram, o TikTok, o Shorts, Reels, essas coisas. A gente sabe que hoje é o produto que tem mais valor, é a tendência atual. Pode ser que a tendência de conteúdos customizados é uma tendência que tá entrando aí, gente.
Já fica de olho aí, essa coisa do conteúdo customizado. É aquela coisa que ela é feita quase que de forma artesanal pro público que ela quer aquilo, né? A gente sempre fez isso, mas parece que tá virando uma tendência de tanto conteúdo cuiá e conteúdo mastigado aí na internet, né? E aí, por fim, eu acho que produzir um podcast na época que a gente começou também era diferente, porque a gente não tinha o tal do videocast, esses podcasts que é uma mesa, o entrevistado de um lado, a pessoa do outro, e falação por 3 horas.
E aí as pessoas acabam assistindo, não muitas vezes o ao vivo, mas os cortes. A gente não entrou nessa tendência, eu não acho que isso faz sentido para o podcast. Eu acho que para a gente aqui, para quem quer ouvir, é ouvir a história, não é ouvir um pedaço dela. E esses formatos, eles se tornaram muito populares, e isso também mudou um pouco do formato como o público consome o conteúdo hoje em dia. Quantas vezes você não entra no Instagram, tem um corte de podcast, né?
Nossa, diversos. E sinceramente, às vezes a gente, a gente até consome uns desses assim também aqui, mas eu acho interessante ver Eu queria assistir isso, não produzir, né? Não produzia.
E é uma coisa louca isso, né? Porque às vezes você gosta de fazer algo, mas você não gosta de consumir a mesma coisa que você faz.
Ah, sim. Inclusive o podcast, por exemplo. Eu não sou uma grande consumidora de podcasts. Eu tenho um ou outro que eu ouço, mas nada que é tão regular até.
Exatamente. Tipo, é muito comum, por exemplo, que nem hoje, né? Eu tava trabalhando e eu tava ouvindo uma entrevista do Rick Beato com a Domi e o Jay de Beck, que são uns malucos aí da música, né? É uma entrevista que ela é basicamente falação, tava assim, tipo, num segundo plano, é praticamente um podcast. Mas de board game hoje é muito raro eu consumir. Às vezes eu consumo algumas lives que eu não pude assistir ao vivo, e aí o conteúdo me interessa, e aí eu deixo rolando no fundo, vou ouvindo e tal.
Mas ao vivo mesmo eu não costumo consumir. Então também é por isso que eu não produzo conteúdo ao vivo, né? No máximo aí eu participo de algum canal. Carol raramente tem essa participação nesse sentido, né?
Ah, isso foi mais no início do podcast que eu participei, né?
Agora, como é hoje, né? Pensando, a gente falou aí como era, né? Era tá muito diferente, é óbvio, totalmente diferente. A gente teve é um crescimento exponencial do mercado de jogos tabuleiro no Brasil. Talvez esse crescimento ele esteja chegando num ponto que de um ano para o outro não vai mudar tanto, mas eu acho que de 2020, 21 para frente as coisas multiplicaram, né? Foi um momento muito diferente para quem já tava fazendo conteúdo há muitos anos, né?
E esse crescimento ele acompanhou até algumas tendências. A gente teve várias tendências, por exemplo, o carteado, que era um assunto que tava em alta 2 anos atrás por aí e que eu tava ali encabeçando junto com uma galera esses conteúdos. Hoje acabou que se naturalizou no meio da coisa. Então até mesmo, às vezes, um nicho do nicho que você faz parte, ele já não faz tanto sentido. Apesar de que a gente ainda continua acompanhando as tendências, curtindo.
A gente vai em breve aí no Cartapalooza que vai rolar. Então é uma coisa que a gente espera aí todo ano. É diferente a abordagem hoje em dia. Mas esse crescimento do mercado nacional também dificultou pra nós, como criadores de conteúdo de podcast, ter acesso a tudo e conseguir falar de tudo. E ao mesmo tempo, querer jogar, ver tudo. Porque é uma coisa quando você tá na empolgação de que você quer conhecer de tudo, a outra coisa é quando você já tá num nível.
E isso é uma coisa que a gente fez, que eu, no final das contas, é boa para o lado profissional trabalhar com isso, né? Tipo, trabalhar com analisar jogo, revisar essas coisas assim. Mas para jogador, como jogador foi muito ruim, é ter chegado e passado a marca dos 1000 jogos.
Eu concordo, sabia? Tava pensando isso, a gente falou um pouquinho sobre isso no último cast também, e eu fiquei pensando depois, né? Muitas vezes depois parece que você tá consumindo mais do mesmo.
Exato.
E aí tipo fica meio, caramba, cansativo assim, sabe? Um lado é bom porque tipo muitas vezes você aprende a jogar de forma mais rápido, né? Tipo você pega o jogo mais fácil, mas por outro lado tipo não te empolga mais tanto, né?
Esse é o ponto de nada empolgar. Eu acho que na minha vida no geral isso é muito comum para mim de Tipo, por exemplo, na música. Até hoje tem muita coisa que eu ouço hoje, que eu ouço há muito tempo, mas quando eu ouço algo novo não me empolga. Só que na música ainda tem essa coisa de buscar dia a dia por algo que me empolgue e eu fique fixado naquilo por um tempo. Mas no jogo em si, eu acho que a gente queimou muito rápido. Porque teve até uma fala lá do Tomaz da Cordilheira Games esses dias, que eu geralmente tendo a não concordar com ele, mas os vídeos dele lá sobre teoria de jogo.
Mas uma coisa que ele falou é importante, que muita coisa hoje você só adapta, você não cria. Então você tem um jogo que a base é deck building, é muito comum que esses jogos eles sejam variações da variação da variação. E se você já jogou alguns deles, é muito provável que nenhum outro te empolgue tanto, a menos que alguém consiga implementar ou fazer uma fusão que seja algo muito inovador, muito único. Por isso que quando a gente tem uma simplicidade maior, como por exemplo carteado, que ok, muita coisa já não empolga mais também, porque vaza com aposta, tem 200, 300, 500, vaza com aposta.
Mas quando tem aquele negócio, aquele diferencial, que você fala, porra, esse aqui, esse me impressionou, esse aqui foi um destaque. E eu acho que no jogo de tabuleiro, por ele ser muito complexo, ter muitos elementos, muitos sistemas, você tende a ser mais difícil de inovar. É diferente também, como por exemplo, jogo de destreza. Na destreza, por ser algo tão simples, às vezes um diferente que você usa no jogo, já fala, pô, olha só, isso aqui é diferente, hein, isso aqui é legal. Porque a simplicidade acaba ganhando nisso.
Sei lá, um formato diferente de uma peça já muda tudo, muda tudo e traz um quesinho a mais para o jogo, né.
E acho que isso também acompanha com essa coisa da explosão dos financiamentos coletivos e dos lançamentos, né. Há 7 anos atrás era muito difícil você lançar seu próprio jogo, e quando lançava, muitas vezes ele era passível, ai, jogo nacional é uma merda, era aquela coisa toda, tinha muito jogo ruim mesmo, mas é aquilo que eu sempre falo, é o dilema Tostines. Ele é ruim porque ele é brasileiro ou por estar no Brasil a gente tá vendo todos os jogos e a gente tem dificuldade de filtrar?
Porque a mesma coisa na Alemanha, ok, na Alemanha lança muito mais jogo que aqui, mas será que a maioria dos jogos alemães não são ruins e na verdade a gente só vê aqui uma parte deles, que é a parte que foi filtrada? Então como você tá no país, você tá vendo tudo que é produzido ali, mas quando você tá vendo de fora você só vê aquilo que as editoras trazem. Então se você vai para fora e vai ver outros jogos, você vê que tem jogo ruim lá também.
Então hoje, para ser ainda mais complexo ainda, o volume de lançamentos nacional é muito grande. A gente tava falando sobre o DOF no episódio do DOF, que a maioria dos destaques, a maioria eram jogos brasileiros. Você ia a cada editora, você tinha destaques de jogos brasileiros, com algumas exceções, mas a maioria, mesmo a Asmodee, que normalmente é só jogo importado, tinha lá um jogo que eu esqueci agora, Batalha dos Deuses, lá do padrinho lá, enfim.
Mas ainda assim tinha um destaque muito grande porque a produção nacional aumentou muito. E por a produção nacional ter aumentado muito e os lançamentos também aumentaram muito, pensa só, em 2 anos, se a gente contar esse ano, ano passado, já terá lançado no Brasil mais jogos do que os jogos que nós jogamos durante mais de 10 anos. Porque nós, eu e a Carol, levamos mais de 10 anos para jogar quase 1.300 jogos. Em 2 anos no Brasil vão ser lançados 1.300 jogos.
É muito jogo, gente, é muito jogo. Se você para para pensar, é tipo muito jogo. Isso quem não tem muito juízo dá uma sentada, né? Tipo, o nível de consumismo na pessoa pode explodir aí.
Porque também tem aquela questão, está lançando muito jogo, é muito provável que muitos desses jogos vão ser passageiros, vai lançar uma vez, esgotou, acabou. Porque não tem como 650 jogos lançados no ano fazerem sucesso. Se, sei lá, 30 desses jogos fizeram muito sucesso, vai ser um recorde. A maioria dos jogos, eles vão ter um sucesso mediano ou ruim e eles vão sumir. Então isso acaba influenciando as pessoas consumirem ainda mais, porque não quer perder.
Chega nessa parte do consumismo que você falou, né? Tem várias coisas que mudaram também, né? O padrão que a gente ainda faz aqui de— e falando de conteúdo, né? Padrão de conteúdo que a gente faz hoje, ele não é o padrão de hoje, ele é o padrão da época que a gente começou. Mas a gente insiste em manter ele porque a gente tem uma base de ouvintes fiel, são essas pessoas que acabam sendo atingidas pelo nosso conteúdo. E também é muito daquilo que a gente gosta de fazer.
Mas aí tem um ponto que influencia diretamente na quantidade de conteúdo que a gente consegue fazer, que é o que a gente tá vivendo no momento. E aí tem várias coisas que nesse último ano mudaram, né? Primeiro, alguns consumos de conteúdo. Eu não tenho mais consumido tanto conteúdo de jogos de tabuleiro. Eu consumo conteúdo de tudo, mas eu especificamente sobre jogo de tabuleiro, eu tava um pouco cansado do formato que todo mundo faz. Então por isso eu parei de consumir maioria dos conteúdos.
E o Gusta nem TikTok tem, né?
Já começa que eu nem tenho.
Fica mais difícil para ele consumir o que é da atualidade. Eu também não tenho, eu não sei, gente, que vergonha, né? Eu nem sei usar TikTok.
O que eu tenho às vezes que eu vejo é nos Reels lá do Instagram, né, que é muita gente reposta.
Então assim, isso eu vejo, mas só também porque TikTok eu não encosto nisso.
Eu já assisti muitos conteúdos de psicologia falando de TikTok e é uma coisa que eu não Eu nem perto. Talvez um dia você vai me ver no TikTok, mas eu consumir TikTok você não vai ver instalado no meu celular pra eu assistir. Pode ser que um dia eu fale assim, ó, eu quero fazer conteúdo rápido. Mas consumir eu não vou. É mais por conta, tipo assim, eu preciso atingir um público que eu não atinjo mais, né. E olha lá, mas ainda é algo que não faz sentido.
E teve... A gente já falou várias vezes aqui da redução da quantidade de tempo que a gente usa pra jogar. A gente acaba dividindo o nosso tempo em outros interesses. Como, por exemplo, videogame, que eu tenho jogado bastante. E sempre joguei, na real. Né? Pra quem acompanha o podcast aí, lembra da época que eu tava nas platinas do Elden Ring lá atrás, na pandemia, e jogando coisa no PlayStation, depois no Switch, aí vai e volta.
Eu comecei até o gambiarra qualquer coisa pra tentar falar um pouquinho sobre isso, mas esses podcasts aí tiveram uma performance bem pior do que os demais. Então enfim, é aquela coisa, você tá fazendo algo que você gosta, mas não é todo mundo que vai gostar daquilo que você gosta também. E o Pokémon também já tem alguns anos, né, por Por sinal, se vocês pararem para pensar, faz anos já de novo, né, que tô nessa aí. Isso acaba até afetando a parte orçamentária da coisa, porque eu já não tenho comprado jogos.
Eu raramente compro. A gente comprou o Challengers recentemente, a gente falou aqui no podcast. Mas esse ano, se eu comprei um jogo por mês, que já é um volume grande, foi muito. Eu comprei, sei lá, o Flip 7, mas acho que foi ano passado agora, não lembro. Eu comprei a Vaza dos Senhores Anéis Parte 2, que a gente deve começar a campanha em breve aí. O Avengers, sei lá, coisa do Doffy que eu me arrependi.
Enfim, e também tem os animes, os animes que também a gente tá firme e forte assistindo anime aqui.
A gente tinha a Carol, na verdade, tava, começou a se empolgar mais com One Piece, né, que a gente tava assistindo loucamente.
Terminamos, acho que tudo começou pelo One Piece mesmo, né, basicamente.
Depois assistimos várias coisas junto, Monster, Evangelion, Death Note, antes ou depois, falar a verdade, eu nem tenho certeza se antes tempo depois. Mas a Lost in Space, a Another, sei lá, a gente viu tanta coisa. Agora, como eu falei, está assistindo Bleach. Enfim, com isso o nosso tempo é dividido entre vários hobbies. Isso é algo que eu acho mais saudável do que você colocar todas as suas fichas num único hobby. Eu tenho visto muito falar sobre burnout de hobbies, sobre como as pessoas acabam obcecadas pelos seus hobbies e criando um burnout no hobby.
Já basta os burnouts do trabalho, agora burnout de hobby, o nosso escape, a nossa fuga.
Eu acho que a fuga, se ela também não é dosada, começa a se tornar um problema. Porque aí você começa a ver que tem tanta coisa para fazer dentro do que você gosta, e aí você começa a entender que você não tá dando conta. E sei lá, também pode ser uma das coisas que te traz uma frustração, uma angústia, né?
Você acaba criando um compromisso para uma coisa que deveria ser um lazer.
Exato, é mesmo, né, gente? Criar um compromisso de um negócio que era para te trazer um descanso, aí é terrível. Aqui, por exemplo, eu tenho agora, acho que que nem cheguei a comentar sobre isso, mas eu tô colecionando meus cristais.
O Gustavo fala que é minerais, igual o Hank do Breaking Bad, para quem sabe a referência.
Eu falo pedra, eu falo coleciona pedra, mas o Gustavo fala que não é, é minerais. E aí eu tenho pesquisado um pouquinho sobre eles, mas nada de fazer tudo com desespero. Criei lá minha planilhazinha, tô colocando o nome dos que eu tenho, quais são as funções energéticas. E aí agora comecei inclusive também a dar uma pesquisada sobre ervas, para que que serve cada uma. Mesma coisa que tem essa função para os minerais, para as ervas também.
E eu tô gostando muito, gente. Isso tá sendo um negócio, um refúgiozinho para mim também, mas sem pressa, sem desespero.
Exato, é para ser uma coisa saudável. E eu acho que quando você também se enfia muito dentro de um hobby e até passa a participar de comunidades e tudo mais, é aonde pode acontecer o desencanto. Para quem já é velho no rolê, que nem é o meu caso, eu sei que todo hobby vai ter um lado negativo. Eu sei que algumas pessoas nem gostam de falar desse lado negativo, acabam reclamando, ah, mas a gente tem que só propagar coisa positiva.
Eu concordo, mas eu acho importante entender que existe sim um lado negativo. E no caso especificamente, né, dos jogos tabuleiro, muitas vezes tá ligado à comunidade, tá ligado ao FOMO, né, o fear of missing out, de você querer consumir para não ficar de fora, essa coisa da exclusividade. Então é complicado, tem várias, tem pessoas, né, um hobby feito por pessoas. O jogo tabuleiro não se move sozinho, a gente precisa de pessoas para jogar.
E quando tem pessoas envolvidas a coisa se torna extremamente imprevisível, porque você vai encontrar todo tipo de gente na comunidade, desde criadores de conteúdo tóxicos até pessoas na comunidade são tóxicas, ou pessoas que são extremamente boas, extremamente disponíveis e que vão te ajudar, vai pegar na mão, vai fazer. Então assim, tem de tudo. Então tem pessoas muito empolgadas, tem pessoas que não estão mais empolgadas, tem aquele que quando você posta um jogo a pessoa fica super feliz que você tá com jogo novo, pergunta.
Tem pessoas quando você posta jogar, esse é ruim, já começa a desmotivar. Então quanto mais você se aprofunda num hobby, mais você vai encontrar esse tipo de elemento. Então o burnout dos hobbies também, ele tá ligado a isso. Então também por isso que é bom, dentro do possível, você ter mais de um hobby, né? Você não apostar todas as suas fichas num único hobby. Porque se alguém que é próximo a você enjoar, ou se você enjoar, você acaba ficando nesse estado de vazio.
E eu acho que isso tem um impacto negativo para uma vida que a gente tem aí, as pessoas cada vez mais ansiosas, aquela coisa toda. A gente já falou isso aqui também, né? Não vou prolongar isso aí, mas é mais o sentido de que hoje a gente divide mais o nosso tempo, o que significa que a gente consome menos conteúdo para fazer conteúdo para vocês no geral. Um outro ponto que para mim é um impacto sobre hoje, de novo ainda sobre criação de conteúdo, e aí o Doff foi um ponto importante da gente presenciar e de entender, é que por mais que a gente tenha tentado fazer uma coisa ali diferente, tal, que o público espera, no final das contas todo mundo tá fazendo as coisas muito muito parecido.
Isso é uma crítica no geral que já tem algum tempo que eu tenho comentado, mas a gente cai nisso também, dessa dificuldade de sair do padrão e de que esse que não é padrão atinja mais pessoas com impacto. A gente no DOF lá via as pessoas fazendo a mesma coisa, a gente tinha que concorrer com outros criadores de conteúdo para meio que tentar fazer algo diferente que é quase igual. Porque no caso do Jogos de Cartas e Afins, a gente fez a cobertura só dos jogos de cartas, mas você concorda que no final das contas, depois a gente foi refletir, as pessoas que estão indo nos estandes para cobrir a editora, elas incluem Também os jogos de cartas e também o resto.
É que no nosso caso, a gente filtra. O que é legal pra quem gosta. Mas no final das contas, não é nada diferente. A forma como a gente fez ficou muito legal. Vários takes, a Carol foi câmera girl aqui.
Câmera girl! Não recebi nada por isso.
A entrada.
Ah, é. Verdade.
E o transporte.
O transporte.
Que a gente dividiu. Enfim. Mas isso também teve um impacto, pra mim, complicado de tentar... Pô, o que eu tô fazendo, sabe? E acho que isso sempre foi um incômodo meu. Carol já falou isso aqui pra vocês também. Que eu tô sempre incomodado em querer fazer algo diferente. E quando eu não consigo, eu tenho que explorar outras oportunidades que, de novo, até o final desse episódio vocês vão saber.
Meu Deus, tá parecendo João Kleber.
Para, para, para, para, para, para, para. E tem uma coisa que aconteceu também, especialmente nesse último ano, até por uma questão de redução de custos e de overhead, de facilidade também em produzir. Porque assim, o nosso Catarse já foi muito bom, mas hoje ele é metade daquilo que ele já foi. O que significa que alguns custos eu acabei cortando do podcast. E também com relação à produção do conteúdo, chegou um momento que eu tava Eu tava tão— e a palavra, gente, vocês me desculpem— mas tão puto com marca, desmarca, marca, desmarca com convidado que eu decidi parar de chamar convidados pro podcast.
Tanto que vocês veem, ou sou eu sozinho ou eu e a Carol pelos últimos meses criando conteúdo. Era uma coisa que as pessoas tavam reclamando que a Carol não tava participando tanto. E isso realmente era uma época que tava muito difícil pra ela participar. E agora tá um pouco melhor, de alguns meses pra cá. Então ela tem participado mais. Mas ao mesmo tempo, eu tentei depender menos de pessoas de fora e de ferramentas pra fazer o podcast.
Podcast. A gente ainda conta com a edição do Fábio, é o que o Catarse basicamente paga, junto com outro software que eu uso, que eu também preciso cortar, hospedagem. É aquela coisa de você querer fazer as coisas de forma muito manual, é aquela coisa artesanal, e isso tem um custo. E esse custo, ele é alto. E esse custo alto acaba influenciando no geral, né? Então essa foi uma mudança que eu acho que muitos de vocês devem ter achado positivo, talvez outros tenham achado ruim.
Comentem, porque a gente nunca sabe. A maioria dos nossos apoiadores acabar comentando que ficou legal, que tem sido legal ter essa dinâmica eu e a Carol de novo, que era algo que tava faltando no podcast. E a gente tem feito muito bem aí há bastante tempo.
Aí agora nessa nova fase do podcast, né, eu fico feliz quando você fala isso, que o pessoal relata essas questões.
É porque tipo assim, é uma visão diferente, entendeu? Quando tá tipo, sei lá, eu e outros criadores de conteúdo que todo mundo já conhece, as pessoas têm já essa perspectiva. Mas a sua perspectiva as pessoas só ouvem aqui, não tem outro lugar, entendeu?
Tô fazendo aqui um coração coração coreano para vocês.
Então, por esse motivo, a gente fez a nova temporada dos Tem Dado em Casa, falando os nossos tópicos com base aí nesses mais de 1.200 jogos que a gente jogou, ou até mesmo os Rádio Gambiarra, que a gente tem abordado assuntos dentro desses encontros de jogatina que a gente tem feito, que eu também acho que tem ficado muito legal. Eu vi uns comentários bem legais aí do último que a gente falou, né, sobre jogar com crianças. Então foi uma forma também da gente conseguir retrabalhar a essência do podcast de novo, dando essa volta toda, porque o podcast começou só e a Carol.
Depois tinha o programa e a Carol, e o programa convidado. Depois passou a ser mais convidado do que eu e a Carol. E agora voltando, né, eu e a Carol, né.
Mas é igual a pochete, no passado usava pochete, aí parou de usar pochete, agora o povo voltou.
E o vinil, vinil mais ainda, né.
Vinil, acho que é mais antigo que pochete, bem mais.
E o vinil tá na moda aí.
Mas é isso, ombreira, quando vai ser a época das ombreiras?
Não, você sabe o que que tá voltando? O CD. Os caras querem voltar. Eu tava vendo na Temu, e pior que eu olhei, eu falei, nossa, que muito louco, né, mano. Não vou cair nesse jibri. Talvez meu pai fosse legal. É um tocador de disco, de CD, né, que ele parece um que a gente tem em casa, que ele é na vertical transparente. Então você vê o CD lá dentro, mas ele é pequenininho. Antigamente era aqueles grandão, né? Agora tem uns pequenininho, né?
Mas enfim, agora a gente vamos para o futuro, né? Porque já falamos do passado, já falamos desse ano. Qual que é o futuro?
Primeira coisa, agora é a parte do João Kleber.
É já já. Meu Deus, depois da comercial da Shein.
Isso daí é essa referência do Igor Guimarães, gente. Ai, desculpa, um dos podcasts que a gente assiste, né?
É verdade, né? Os Igor Guimarães no YouTube, né? Agora vamos lá, aí vem as reflexões, né? Será que ainda existe espaço para podcast no mercado de jogo? E eu refleti muito sobre essa pergunta que eu me fiz, e aí depois eu anotei isso em um TXT e fiquei me perguntando várias vezes. Eu acho que sim, ainda tem espaço, porque enquanto os formatos forem sempre os mesmos no Instagram, no TikTok, no YouTube, o podcast tá aqui para vocês ouvirem a gente falando por uma hora e ouvindo no seu caminho para o trabalho e ouvindo enquanto você tá fazendo uma academia, enquanto você tá fazendo faxina, ou então você tá deitado na cama, tá fazendo alguma coisa, sei lá.
Esse é o formato que você vai conseguir ouvir sobre jogos de tabuleiro e adjacências que não seja falando de jogo. Olha só, a gente quase não falou nomes de jogos até agora nesse episódio. Nós falamos um outro, um Challenge, esse que eu falei, né, uma outra coisa, Flipset, mas tipo assim, nós em nenhum momento até agora falamos regra de jogo, falamos, fizemos review. A gente tá falando sobre um assunto que vocês gostam. Eu acho que essa proximidade do assunto com aquilo que você gosta é que é o forte do podcast.
Eu acho que tem espaço para isso. E mesmo falar de jogo tem espaço, mas de um jeito diferente. Então essa é uma pergunta que eu tô respondendo com a Carol aqui, basicamente também, basicamente eu respondi, basicamente um monólogo. Mas eu acho que ele é um ponto importante pra que eu e a Carol consideremos aquilo que nós vamos colocar no podcast daqui pra frente, tá? Esse é um ponto. Outras perguntas que eu me fiz aqui e que eu anotei pra Carol também compartilhar aí o que ela acha.
Até porque tem um ponto aqui que é importante, é curioso. Já vou dar risada com ela aqui. Primeiro é se a inteligência artificial vai mudar essa produção. Eu acho que por hora a IA não conseguiu bater esse artesanato. Isso aqui é um artesanato.
Nem as thumb do podcast você tá fazendo. Não, não faço.
É tudo Pixabay, que é o repositório de imagem, e eu procuro as que não são IA, porque tem isso. Agora o Pixabay tá infestado de IA.
O Gusttta é o cara anti-IA. Tem os anti-vacina, tem os anti-qualquer coisa, o Gusttta é anti-IA.
Eu não sou anti-IA.
É o progresso, meu filho, é o movimento.
Eu só acho que a gente depender 100% da IA pra fazer as coisas que a gente faz vai tornar a gente dependente e burro. E aí o que vai acontecer? Se uma IA dessa for desativada, você faz o quê? Como aconteceu, ó, vou falar, vou fazer um relato próximo aí, né?
Um relato próximo.
Pra programação, tem uma ferramenta que é o Cloud, né? É o Claudinho, né? Que ele é uma inteligência artificial, ela é mais voltada pra desenvolvimento de software. E isso acelera muito trabalhos de programação. Eu já usei pra testar, e meu irmão usa muito, meu time usa pra caramba. Só que assim, todo mundo que tá no meu time, ou meu irmão, por exemplo, sabe programar de verdade. Então, se tiver um apagão de IA, acabar crédito, token...
Whatever, consegue programar e consegue continuar trabalhando. Porém, tem uma geração que agora depende da IA pra programar. Então, aconteceu numa sexta-feira, algum dia aí, não lembro que mês que foi, que esse tal desse Claudinho aí parou. Tava com problema, tava fora do ar, sei lá o que aconteceu. Uma empresa que eu conheço parou, porque ninguém mais programava, porque tudo tava na mão dos agentes do cloud. Eu uso ChatGPT pra muita coisa, o Copilot, o cloud, Gemini, eu uso várias inteligências artificiais no meu dia a dia.
Dia a dia, mas elas são um auxílio para que eu faça o meu trabalho bem e mais rápido. Mas elas não substituem o que eu faço, porque no final eu faço. Mas a gente já teve caso, e até não sei se foi para frente isso, de podcasts brasileiros de jogos de tabuleiro por IA imitando o nosso formato. Aconteceu, teve um caso aí que era um personagem masculino e um feminino que supostamente jogavam os jogos, falavam dos jogos e depois faziam um review, que é basicamente como a gente começou o podcast.
Só que o que que essa IA tá fazendo? Ela tá pegando o conhecimento que tem por aí e criando algo, ou melhor, ele está reproduzindo algo como se ele tivesse jogado. Para algumas pessoas que eu vi nos comentários, a pessoa achava isso melhor do que, por exemplo, algo artesanal como eu e a Carol fazemos, porque aí ela tem a visão de milhares de criadores de conteúdo e nós só temos a nossa. Mas você concorda que se você quer ver a opinião geral é mais fácil você pesquisar no Google?
Sei lá, enfim, né? Isso Incomodou um pouco, mas não mudou a produção. Porque se tivesse dado certo, esse podcast tinha ganhado o prêmio do Dopide e não o Covil, né? Mas enfim. E aí o outro ponto é se o vídeo vai substituir o áudio, que é uma pergunta que todo ano a gente faz, se os videocasts vão matar o podcast. E aí vem a parada que a Carol é consumidora assídua. Se o vídeo, se a televisão, ele tivesse eliminado o rádio, não teria rádio.
Gente, o Gusta fala isso pra mim e eu achei um assunto muito interessante. Ele fala que eu sou uma das pouquíssimas pessoas que ainda ouve rádio na rede de pessoas que ele conhece.
Você que tá nos ouvindo, você ouve rádio? Comenta aqui nos, nos, nos, nos comentários.
Rádio AM/FM assim, sabe? Não ligar o rádio do carro e botar o Spotify, não. Ouvir rádio AM/FM lá.
Pode ser até rádio online, vai, porque eu ouvia Energia FM e a Cultura FM online antigamente. Se você hoje, você se conecta numa frequência fazia para ouvir rádio ao invés de entrar no seu carro, colocar o Bluetooth e o Spotify? Comenta aí que a gente quer saber. Porque de novo, se o vídeo tivesse substituído o áudio, não tinha mais rádio. E você tem hoje muitas rádios. Para quem não lembra o que é rádio, tem a 89.
Assim, não lembra o que é rádio?
As rádios tipo é energia, 106.3 é mix, tá vendo? Se você não lembra dessas coisas, porque existe pessoas que não sabem, tem gerações que nem sabe que isso existe, gente, entendeu? É que nem a gente assistiu esses dias o vídeo do Canal 90 sobre as gírias, que são dos anos 90, gente, como se tipo fosse um bagulho ancestral, né? 90% do vídeo a gente fala eu e a Carol até hoje. Pior, somos dinossauros. E aí a gente vai continuar sendo os bastiões aqui do áudio sem o vídeo, né?
E aí a última pergunta aqui, e aí essa é uma pergunta meio retórica, a resposta meio óbvia, a gente já respondeu isso Isso, né? Mas se o jogo de tabuleiro ainda é um nicho, eu acho que na verdade ela não é tão retórica, é uma pergunta um pouco complexa, porque assim, na nossa bolha o jogo de tabuleiro é um nicho. Fora nossa bolha é muito difícil dizer, porque você chega para pessoas que não tem a mínima ideia do que é um jogo, e é uma pessoa que é próxima a você.
E às vezes você conhece uma pessoa do nada que ela sabe sobre jogo de tabuleiro, e isso é um negócio meio maluco. E é curioso porque na data que esse episódio tá sendo gravado, para você que tá acompanhando tempo passa aí, a gente tá tendo um surto da galera vendo Neymar abrindo cartas de Pokémon em live nos stories dele. E não foi um evento isolado, porque ele começou fazendo uma live, aí hoje, na data desse episódio, ele postou 3 stories chegando o produto na casa dele, ele tá comprando e abrindo.
Sei lá até quando isso vai durar. Se isso vai mudar, isso vai influenciar uma geração, a gente não sabe. Porque há um tempo atrás, a Anitta tava jogando Azul e nunca mais falou disso.
É verdade. Larissa Manoela também jogava, né? A Larissa esses dias postou um vídeo com a coleção de jogos dela.
Será que ela vai postar outros vídeos para mostrar mais jogos? Se ela postar, talvez mude, porque ela tem 56 milhões de pessoas no Instagram dela, é um sexto da população brasileira. Ou é, acho que é um sexto, se o Brasil tá com 300 milhões aí, 56 milhões é muita gente para alcançar, né? Então é um nicho, mas a gente não sabe até quando, né? Então é um ponto importante. E aí, sobre os planos que eu falei até agora, vai, João Kleber.
João Klebs, só botar logo essa.
Os nossos apoiadores já sabem, a Carol já sabe, já tem meses que a gente tá preparando isso. Mas eu chamei para integrar o nosso feed de podcasts aqui do Gambiarra vários podcasters aposentados ou não para seguir com seus podcasts Powered by Gambiarra aqui no Gambiarra. Por que isso? Lá no começo do podcast eu falei que a gente já falou muito no podcast, são 600 e 31 episódios e cada vez menos... Não que a gente não tenha o que falar, mas eu acho que a gente pode utilizar esse meio de comunicação pra dar mais vozes e trazer mais variedade pra dentro do podcast.
Porque antes eu trazia variedade com convidados, com temas, com pesquisa, algo que hoje eu não tenho tempo ou empolgação, talvez, ou meios pra fazer como eu fazia 5 anos, 4 anos atrás. Então eu chamei Eric Campos do Navio Corsário, mais um Gustavo para esse podcast, Gustavo Bernardo do Ludogênese, e chamei o Lucas Frattini do Sou Eu. Também chamei mais gente, teve alguns que aceitaram, outros não. No caso, eles aceitaram, então quem aceitou tá aqui, mas para produzir podcasts, episódios de podcast dentro do feed do Gambiarra.
E já de cara nós estamos preparando para lançar para vocês 2 2, que é 3 na verdade, mas é 2 dividido em 1 e 2, e aí tem o outro. Meu Deus, mas vocês vão entender, porque é o seguinte: o Eric é um cara meio maluco. O Eric é um apoiador nosso de longa data, ele começou o podcast. Tem um episódio perdido que eu gravei com ele que nem apareceu, de tão polêmico que ele seria. Desapareceu, então ele não existe mais, porque a gente falou de várias coisas da minha infância no episódio.
Não, brincadeira, não é porque era tão polêmico assim, mas é porque não deu para sair o episódio mesmo, deu ruim lá, sei lá o que aconteceu. Mas ele também sempre participou aqui do Rodada dos Ouvintes, então ele já é uma figurinha carimbada para vocês. E ele vai produzir aqui no Gambiarra o Fala Mansa, que é um podcast, que é um podcast sobre jogo de tabuleiro e cartas apresentado pelo Eric, ambientado como se fosse um bar clandestino no estilo dos speakeasies americanos da Lei Seca.
E esse podcast, ele é dividido em dois programas que eles funcionam como se fosse dois lados do mesmo bar, ou dois lados de um disco. Acabamos de falar de vinil, né? O lado A seria o balcão da frente, vai ser uma conversa mais calma, mais coesa, mais íntima, um papo tranquilo com os convidados, um ritmo de quem tem tempo para tomar uma dose com calma. É aquela conversa que ela se estende mais, tá ali todo mundo ali em aberto. E já o lado B, o lado B é aquele porão clandestino que você precisa de uma senha para entrar, que muda todo dia.
É um negócio mais caótico, mais frenético, prático. Algo que, por sinal, eu vou parafrasear o negócio aqui: eu sempre quis ter alguma coisa aqui no podcast que fosse alguma coisa de comédia, alguma coisa nesse nível de caos. Inclusive, quando o Eric participou aqui comigo e com o Augusto Augusto, o episódio foi nesse nível de caos que eu não consigo, porque eu tomo muito controle, eu sou muito controlador nesse sentido, muito certinho.
Como é que a palavra lá do Canal 90 lá é? Não é Caxias que ele fala? Caxias. Aí, ó, parafraseando 90 aí, né? E o Eric, ele consegue, ele tem esse mojo de trazer esses quadros rápidos. No episódio que nós gravamos, do nada ele bolava um quadro, ah, jogo rápido, aí jogava no meio assim, sabe? Então tem muitas reviravoltas, tem participação surpresa, tem humor mais debochado. E cada episódio, a ideia é que o Eric ele traga convidados, né, do meio de jogos.
Eu também vou participar do quadro dentro do próprio gambiarra aqui, né, também junto, né, em algum momento aí. E o Fio, condutor de cada lado, normalmente se inspira em algum jogo específico específico ou em algum tema que der na telha. Então o Eric me falou essa ideia, eu achei excelente, falei: o que você fizer, você tem minha bênção, nós vamos colocar no podcast aqui nesse começo do programa. Então esse é o nosso primeiro programa com duas partes, são dois programas, que é o Fala Mansa.
Achei muito legal essa ideia. Quando o Gustavo falou, né, que tava pensando em fazer isso e tal, eu já na hora falei: muito legal! Porque tipo, são pessoas que por algum motivo não seguem fazendo mais conteúdo, mas que eram conteúdos que a gente— o Gusta, né, como consumidor na época de bastante podcast, ele falava que era um conteúdo muito bom. E poxa, como assim sumir, né? Eu achei muito legal ter essa parceria, né, conseguir trazer isso pra cá.
A princípio eu não tava entendendo como que ia acontecer, mas quando ele me explicou melhor e tal, eu— puxa vida, na hora eu falei, tem sim, tem que abraçar e trazer eles mesmo, porque vai somar muito pra gente também. Também. Sim, e não vai deixar de dar voz para o canal que eles tinham também, né?
Essa para mim sempre foi uma parada de trazer essas pessoas que querem fazer conteúdo, mas por algum motivo eles têm alguma dificuldade técnica. Então, por exemplo, normalmente podcast é a edição, é você decupar o áudio, é que a gente é chato, a gente quer que vocês estejam ouvindo aqui na melhor qualidade possível, porque senão você tá só ouvindo, você só tem um sentido focado no conteúdo. Então se for um áudio ruim não vai dar certo.
Então essa parte técnica ela tem que ser muito bem colocada, e por isso a gente ter o Fábio e o nosso Catarse que paga essa edição, que é basicamente pra isso que tem o Catarse. E o outro quadro, como eu falei, existe espaço pra falar de jogo. E o outro Gustavo, o Mais Um Gustavo, vai participar aqui com a gente com o quadro. Pela enésima vez, ele traz pra mim a essência do que pra mim precisaria ser um quadro hoje. Se eu fosse produzir um quadro sobre jogos, teria que ser desse jeito.
Porque o Gustavo de Oliveira, nosso Mais Um Gustavo, vai ser um programa de análise de jogos de tabuleiro jogados muitas vezes pelo host e pelos seus convidados, a fim de, após vencida, a arrebentação de se aprender regra e jogar uma partida e jogar de novo e de novo, analisar os nuances que se apresentam nos jogos depois de ver tanta mesa. Essa mesa pode ser uma mesa virtual, como por exemplo no BGA, ou pode ser físico. E aí tá a vantagem, por exemplo, do Gustavo, o outro Gustavo, de jogar no BGA, porque ele pode jogar às vezes mesmo jogo centenas de vezes sem precisar se preocupar com setup, em parar para juntar todo mundo e analisar essa parte do jogo, que é a parte da jogabilidade, depois que você já passou da curva de aprendizado e você já tá na curva de aprender a jogar o jogo bem.
E além dessa análise de jogabilidade em si, a proposta é entender e categorizar quais as principais decisões que a gente toma, os dilemas que se revelam e como as estratégias do jogo se desenvolvem partida após partida. E de novo, quando ele me colocou essa ideia, falei, pelo amor de Deus, nós vamos colocar isso no vídeo do Gambiarra. Porque a essência do Gambiarra sempre foi jogar o jogo muitas vezes antes de fazer o episódio.
Lá atrás, nos primeiros 50, 100 jogos, muitos dos jogos nós jogamos 10, 50, 100 vezes pra fazer o episódio. Hoje a gente não conseguiria, nesse mesmo ritmo, fazer disso pra muitos jogos num ritmo, sei lá, mesmo que seja mensal. Então, como a gente tá fazendo um feed compartilhado com vários hosts principais, fazendo vários conteúdos, a gente tem uma facilidade maior de trazer mais conteúdo condensado num único episódio. Porque aí a gente vai ter lá o Rádio Gambiarra, aí vai ter o lado A e depois o lado B do Fala Mansa, aí depois vem o Pela Enésima Vez, aí sei lá, volta um programa meu e a Carol.
Então a gente vai ter um espaço pra ter mais conteúdo pra vocês sem deixar o feed vazio, pra ficar esperar acumular. A gente tá num nível hoje, eu e a Carol, quando a gente tem uma coisa legal pra falar, a gente grava e já posta na mesma semana. Agora a gente vai poder produzir algo que eu sempre falei para Carol que eu queria com o Rádio Gambiarra, de fazer um programa mais longo, de ter blocos, de falar de coisas que a gente tá fazendo, não só de jogo, de ter um assunto principal, de ter o que a gente jogou no mês.
E assim, eu mencionei também o Lucas Frattini, porque o Lucas Frattini está no nosso grupo aqui para também participar desses episódios. Então ele tá, ele tá aí à disposição, ele tá com ideias aí, já fiquei sabendo lá no nosso grupo que tem aí coisa para produzir, que eles estão bolando lá. Ele Gustavo também, já falei, opa, depois vocês me falam o que que vocês estão pensando aí. Mas além disso, a gente tendo isso, nós podemos participar desses episódios.
Tem vários jogos que a gente não cobriu no Gambiarra que eu posso cobrir junto com o Gustavo no Pela Enésima Vez, participação aí, surpresas aleatórias no Fala Mansa, eles participarem comigo de outros blocos, da gente conseguir fazer mais programas em conjunto. E justamente esse fôlego que é legal, porque só de ter mais pessoas junto com a gente produzindo, já tem novas ideias aparecendo. Porque se tá só eu e a Carol, e claro, os apoiadores nos ajudando, a gente tem um fluxo de ideias que tá confinado ali.
E colocando eles, que também estão na empolgação, e quem sabe mais criadores de conteúdo... Queria mandar um abraço pro Renan, do Mesa Pra Um. Eu até chamei o Mesa Pra Um pra integrar aqui, né, o feed. Mas eles estão com um projeto de fazer o podcast lá, estão empolgadão. Eu falei, cara, se vocês estão empolgados, tem gente perto que tá tentando fazer, vocês estão no esquema, façam num feed de vocês, do jeito que vocês querem.
É isso aí. Porque aí é maneiro, vocês estão empolgados. Se algum dia surgir a possibilidade, entra aqui, porque jogar solo não é algo que nenhum de nós aqui fazemos. Seria legal ter isso no feed. Inclusive, se você tiver uma ideia muito boa, e principalmente se você já foi alguém que já gravou aqui comigo, ou que tem vontade de fazer conteúdo e a sua limitação técnica hoje é edição, a edição está garantida aqui no Gambiarra. A gente precisa de mais ideias, mais programas, para que tenha uma variedade legal para vocês, e que o Gambiarra, nesse nosso 8º ano de existência, ele se torne um hub de conteúdos em que eu e a Carol começaremos junto, mas com esse fôlego novo para depois de 7 anos a gente ainda conseguir trazer coisa nova para vocês, que é aquilo que sempre foi a minha missão aqui junto com a Carol, de trazer conteúdos que ninguém faz. Isso é muito importante para mim.
Puxa, isso é muito interessante mesmo, porque é muito tempo gasto com conteúdo e tal, como a gente começou falando, se esgotando. E aí tipo vem aí um fôlego diferente. Isso daí eu acho que vai dar um tom muito bom para os podcasters no geral, né, que estarão também participando aqui. Participando não, compondo aqui, né?
Que isso sim, sim, não é uma participação, é uma composição mesmo.
E eu acho que até se vocês forem pegar os outros, os nossos outros episódios de aniversário, muitas vezes a gente falava sempre com aquilo, sempre tinha essa fala: não sabemos ainda por quanto tempo vamos aguentar. E eu acho que dessa vez a primeira vez que, mesmo sendo o tempo mais longo aí na nossa trajetória, hoje essa fala não surgiu, porque tem essa nova perspectiva aí que eu acho que vai ser muito legal, muito positiva. Eu espero que vocês gostem também.
E é como o Gustavo falou, se tiver aí algum podcaster que tá nesse interesse de compor aqui e talvez não tá dando conta de fazer isso por por conta das coisas que um podcast exige, né, para manter nível de qualidade e tudo mais, manda aí uma mensagenzinha para o Gusta que com certeza vai ser bem-vindo.
Porque assim, gravar a gente sabe que é a parte mais legal.
Todo mundo gosta. Gravar é mais tranquilo.
Gravar a gente deita aqui no sofá e a Carol, como sempre fizemos desde o primeiro episódio. Então, gente, a gente continua gravando do mesmo jeito, com microfones diferentes, mas desde o início do podcast a gente grava no mesmo lugar. Assim, teve uma mudança, nós invertemos o lado.
É, antes eu ficava do lado direito, agora eu tô do lado esquerdo, mas é sempre na mesma situação. Um deitado de lado aqui olhando para a cara do outro enquanto conversa, gato no colo, gato no colo dormindo, preguiçinha. É um momento de lazer até para a gente também fazer isso aqui.
Mas puxando essa, a Carol puxou um gancho aqui, ó. Ela nem tá com a pauta, né, Carol? Nunca tá com a pauta. Eu antes projetava na televisão Eu sou sempre a convidada, gente.
Nunca, não tem jeito.
Fica mais legal assim, fica mais legal. Mas é mais, não diria improviso, mas é uma conversa. A gente tá conversando aqui, né? Eu só tô jogando os tops. Mas como a Carol falou disso, a gente não teve essa frase que realmente eu aguentasse aqui, não sei o que lá. E muito pelo contrário, a gente tá chegando com outro fôlego. Fala assim, ó, não, vamos botar essa galera, vamos fazer um negócio diferente, ver no que vai dar. Se eu gambiar, aí vem uma frase, tava escrito na pauta, hein?
Tava escrito na pauta, tá aqui a prova. Se eu gambiar, aí de novo, ó, é o João Kleber aqui. É só um comentário que eu quero que vocês coloquem aqui, porque quando a gente tiver o nosso próximo comentário comentários que esse quadro não vai sair. E é muito provável que ele se torne mais caótico, porque eu devo colocar os meninos para gravar comigo. Então já fica essa dica para vocês de como vai ser melhorado o quadro também. Se o gambiarra acabasse amanhã, você que tá nos ouvindo, acabasse amanhã, qual você acha que é a principal marca?
Qual que é o nosso legado que a gente tá deixando para você, nosso ouvinte? Isso é uma frase que eu li aí num outro conteúdo falando assim, ah, mas se foi em vídeo, né? Ah, se eu parasse Se você chegou no canal hoje, o que você acha que seria a minha contribuição na sua vida? Eu quero ouvir de vocês. Lê, no caso. Aqui nos comentários desse episódio, a resposta dessa pergunta.
Legal, é uma pergunta interessante. Pode mover mundos.
E é isso aí, fim de episódio. Sétimo episódio aniversário. Mais uma vez, gente, muito obrigado a todo mundo que nos acompanha, que nos acompanhou, que acompanha esporadicamente. A galera que já jogou com a gente, que já encontrou com a gente nos DOF da vida. Que tá lá no nosso grupo de apoiadores. Vocês são todos muito importantes pra essa saga desses 7 anos da gente fazendo conteúdo. Algo que, como eu falei lá atrás, a gente nem imaginava.
Não imaginava que um dia a gente faria isso e estaria tanto tempo fazendo isso de forma regular, que é mais importante ainda. A consistência desse podcast sempre foi muito grande. Não vou dizer que seremos 100% consistentes nas minhas férias, mas eu acho que nas minhas férias. Como nós temos conteúdos novos, vai ter cobertura. Dessa vez eu não estou sozinho para cobrir. A gente de loucura aqui fazer 5 episódios numa semana para poder cobrir o mês inteiro.
Então vocês verão como é que vai ser o negócio aí. Não sei se já vai ser semana que vem, na outra, sei lá, mas tá em breve de iniciarmos esse novo feed, esses novos programas. Já sei que o Eric mandou que gravou um monte de coisa já. Tô até com medo do tanto que ele já gravou, mas Mas é um medo bom, é aquele medo de empolgação. E é isso, gente, muito obrigado, tamo junto!
Muito legal, gente, 7 anos aí com a gente. Eu acho que 7 anos é uma vida, uma vida longa, hein? Se a gente for falar em ser humano, 7 anos a criança já tá na escola, já tá, já sabe, já tá começando a aprender a ler e tudo mais. Ou seja, já tem uma maturidade, né? Então se a gente for transcrever aqui para nível de podcast, o podcast já tem uma boa maturidade que também já acho que a gente conseguiu atingir muitas pessoas. E com isso a gente cresceu também, por conta dos feedbacks que vêm daí pra cá, né.
Então enfim, eu acho que é muito legal tá sabendo assim que apesar de tantos anos, apesar da gente não ter o mesmo alcance como a gente teve, né, há um tempo atrás, ainda assim tem pessoas sempre muito próximas, né. E isso faz o que faz a gente ter o gás, que é tentar procurar coisas novas para trazer para vocês e trazer esse gás de não encerrar, né? Porque a gente sabe que tem pessoas que gostam e trazem isso que faz parte da vida, do dia a dia deles, e eu acho que isso é muito legal.
Então muito obrigada, agradeço muitíssimo que vocês estejam aqui com a gente pelo nosso 7º ano.
E é isso aí, gente, se Se tem lenha, tem fogo. E se tem fogo, tem podcast. Tamo junto, aquele forte abraço e até o próximo episódio.
Beijo, tchau!