GBG Turno de Comentários #110 - Como decidir os jogos que ficam na coleção?
Edição - Fabs Fabuloso e Gustavo Lopes. Capa - Gustavo Lopes .
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Gustavo Lopes
Carolina Gusmão
- Desafios da coleta seletivaIntenção da coleção · Jogos favoritos vs. variedade · Frequência de jogo · Coleções dentro da coleção · Valor sentimental e histórico
- Sistema de InventárioEspaço físico limitado · Venda e leilão de jogos · Efeito Netflix na escolha · Redução de volume de jogos
- Análise de seleções e estilos de jogoIntenção de compra atual · Valor de mercado atual · Jogos que desapareceram · Jogos parecidos e mecânicas · Característica única do jogo
- experiência de jogoFunção do jogo na coleção · Apego emocional e histórico · Motivo para não jogar · Valor sentimental
- Furosemida Refratária e Estratégias AdjuvantesVeto pessoal de jogos · Redução proporcional por tamanho · Espaço temporário para jogos · Reciclagem de coleções
Com quase 7 anos de podcast, porque semana que vem faremos aniversário mais uma vez desse podcast, já estamos virando mês e é chegando 7 anos já.
Que beleza!
Hoje nós vamos trazer para vocês aqui um pouco do nosso processo de discussão para que vocês entendam como a gente vai decidir quais jogos ficam na nossa coleção, e até como uma forma de vocês terem também aí uma forma de pensar. Esse vai ser um turno de comentários especial. Eu sou Gustavo Lopes, eu tô aqui com a nossa comigo, meu co-host Carolina Gusmão. Oi, oi, já tinha começado antes. E hoje a gente vai colocar aqui com vocês essa discussão que a gente já tem um tempo que tá adiando, que tá precisando fazer, e finalmente a gente chegou no denominador comum, que tá na hora, não tem jeito, por diversos fatores que talvez a gente comente aqui nesse episódio.
Mas nós vamos compartilhar com vocês aqui a nossa discussão para tentar chegar numa fórmula, numa ideia em como nós vamos decidir quais jogos vão ficar na coleção. Isso que só para dar um background para vocês aí, né, para vocês terem ideia, né. A gente já tinha falado sobre isso aqui no podcast, tava um tempo aí que eu tava querendo ver quantos jogos tem na coleção. E agora com o Doff e esses últimos meses aí, nós chegamos a uma marca recorde de 530 jogos dentro dessa casa, o que é um absurdo para o nosso, para nossa realidade.
É muita coisa, é um quarto, gente, pequeno. Eu não sei falar a metragem do quarto, não lembro lá da planta do apartamento como é que tá a metragem do quarto, mas ele é um quarto pequeno, razoavelmente pequeno. E ele tem dois armários assim, um deles é maior, né, duas estantes na verdade, uma estante maior e duas menores.
E essas duas menores, uma delas inclusive tá envergando, já tem um tempo que ela tá dando essa envergada, tá fazendo a barriga assim na prateleira.
E a gente tem também duas prateleiras com os jogos da Paper.
É, na verdade é uma que tem tanta coisa em cima que uma hora ela vai cair, né? Na verdade a gente precisava dar um jeito nela, mas isso é uma conversa.
Fizemos uma prateleira em cima da outra prateleira. Na verdade são jogos em cima que poderiam ser duas prateleiras. Exato. Enfim, e a cadeira, e uma cadeira também que tá acumulando jogos, porque era uma cadeira que o Gusttson ia reformar, aí depois falou, ah, eu vou doar. E aí a minha tia que ia receber a doação nunca veio buscar, e aí E essa cadeira acabou virando também suporte de jogo. Então tá lá.
E tem o meu armário também.
E tem jogo, é verdade.
Tem jogo no meu armário.
No outro quarto.
Então... Que não era pra ter jogo lá.
Não.
Enfim.
E a gente tá com essa situação aqui em casa.
Então assim, a gente começou, a gente chegou a fazer uma boa limpeza. Tava muito pior do que isso. A gente conseguiu vender muito jogo de caixa grande que tava ocupando espaço, que a gente não tava jogando. Nós conseguimos separar bem as coisas, mas... Várias coisas ficaram, a gente ficou nessa coisa, ah, vou tentar vender só pra quem tá muito perto, pro pessoal aqui da cidade, pro grupo de apoiadores. Mas chegou um momento que não dá mais pra isso, e o que vier, veio, né.
Eu vou seguir a dica do Sandro lá do Bórsa em Burgos, da gente começar a fazer alguns leilões lá na Ludopedia. Eu vou fazer uma última semana só pra garantir que todo mundo que queria, dos nossos apoiadores, nossos amigos que queriam os jogos que estão nessa coleção, vão acabar pegando. Mas fora isso, meio que já deu, né. Agora não tem jeito, porque por diversos motivos. Diversos fatores. Acho que aí, comentando um pouquinho ainda nesse background, né?
Primeira coisa, que esses jogos estão na cadeira, eles precisam sair da cadeira. Então esse é um ponto importantíssimo, porque essa cadeira também tem que ir embora. Exato. Então isso é um ponto importante. Um outro ponto é que eu gostaria de liberar um pouco, pelo menos uma das prateleiras, duas ali do quarto, para colocar outras coisas, desentulhar um pouco. Porque a questão é que tá tudo encaixado lá, mas quando chega um jogo novo não tem onde pôr, porque tá com espaço 100% ocupado.
Então não é mais só sobre conseguir devolver os jogos para determinados espaços, mas também para manter espaços livres, não só para o futuro, mas também para outros jogos, para poder ter essa lacuna que não vai ser preenchida. E tá tudo bem. Eu acho que não precisa ser só jogo também ali, pode ter jogo de videogame, pode ter ali um enfeite. O que não dá é para ser esse blocão de jogo que a gente nem tem jogado tanto assim.
Estamos jogando um pouco mais, mas não tanto assim, não tanto quanto a quantidade de jogos que estão aqui.
Exato, porque eu me lembro que quando a gente tava perto dos 300 jogos, a gente brincava, ah, tem um jogo para jogar, um jogo diferente por dia, isso já era muito. Agora tem quase 1,5 para jogar diferente por dia. Então é um momento que, ok, o espaço é um problema, né, porque ele tá no seu limite e eu quero reutilizar esse espaço, mudar um pouco ali, dá uma limpada. Mas não é também só sobre isso, mas eu acho que tem uma reflexão que é importante que a gente faça, que, ok, O jogo é um produto, é um bem de coleção, mas ele tá ali deteriorando.
Então não só ele acaba perdendo valor com o tempo, mas é um dinheiro que tá parado ali que não está com um uso atual. E ok, esse é o menor dos problemas, talvez a questão do espaço e do exagero também são pontos mais importantes pra mim, mas essa noção de ter tantos jogos, ela acaba criando aquele efeito Netflix. Que você tem tanto jogo para jogar que você acaba demorando mais para escolher ou para pensar o que vai jogar do que simplesmente jogando.
E aí, no nosso caso, no Netflix, a gente fica com tanta dúvida, tanta dúvida, que assiste The Office.
Põe para assistir The Office, o que não é ruim. Quer dizer, foi uma decisão. A gente tinha tanta coisa para escolher, mas escolheu repetir algo que é seguro.
E aí a gente tem feito isso às vezes aqui com os jogos também.
Exatamente. Então esse é o intuito dessa discussão, de nós chegarmos a um denominador comum e entender o que que vai ficar e o que vai sair. Eu não quero definir um número exatamente, apesar de que eu gostaria de reduzir essa coleção por pelo menos metade. Ou seja, desses 530 jogos sobrar no máximo 250, que ainda é um número grande, ainda continua sendo um número muito grande, porque são 250 jogos diferentes. Que até um ponto, porque tem jogo repetido na coleção, mas Ah não, não é exatamente a metade, né?
Falei pelo menos uns R$250, mas isso vai depender muito do que a gente vai olhar para coleção e falar que vai ficar. E aí eu comecei a refletir, né? Fez umas anotações. Já tem mais ou menos uma semana que eu tô ali dando uma mexida com isso, quando eu tô com algum tempo. E aí eu coloquei algumas perguntas para caso você esteja nesse mesmo processo, talvez seja interessante você também se perguntar. Você, você, seu parceiro, parceira, ou amigos, não sei como é que você tem a sua coleção aí.
E acho que a primeira pergunta, quando a gente fala de coleção, e aí volta para várias reflexões que eu tenho feito lá com o Sandro do Bors Burgers e tal, e tem sido umas reflexões bem saudáveis, né? A gente também deve falar no Bors Burgers sobre isso futuramente, é qual é o intuito da nossa coleção. E aí é uma coisa que eu acho que é legal essas perguntas, eu e a Carol respondendo, até para a gente tentar entender o que a gente, aonde a gente quer chegar, né?
Na minha opinião, o intuito da coleção de jogos é ter um número interessante de jogos para que a gente possa jogar entre a gente Eu ia falar isso.
Jogar em 2 e, pra mim, pare.
E jogar com as pessoas, legal. Acho que esse é um ponto. E fora que assim, ok, esse é um intuito. Dentro dessa coleção de jogos, ou esse acervo de jogos, eu tenho certas coleções dentro dela. Que eu quero tentar não manter tantas coleções. Isso é uma coisa que eu tenho feito também com Pokémon. Tipo, não dá pra você colecionar tudo. Porque se você colecionar tudo, primeiro que você não tem foco. Segundo, que é um gasto imenso. E terceiro, que você não dá tanta atenção a tantas coleções ao mesmo tempo.
Gente, deixa eu falar que eu tô colecionando pedra.
Aí, ó, a Carol tá colecionando pedra. É uma coleção.
Eu não gosto que fala de coleção pedras. É minerais.
São minerais.
Eu tô com bastante.
Então, mas você vê, é uma única coleção.
Tem que caber no negocinho.
Eu tenho o meu... Você tem um espaço físico limitado.
O espaço é pequeno. Então, assim, o tamanho da pedra não pode ser grande, porque tem que caber nos nichozinhos, assim, de uma caixa que eu comprei. Então, é um dos limites que eu tenho já.
É, mas aí, e se terminar esse limite? Você vai lá e comprar outra pra fazer dois andares e colocar mais pedra? Não dá, não cabe.
Porque é só aquele tamanho.
Não, eu digo, mas é outra caixa.
Não, eu vou ficar nessa daí esperando.
Mas tá vendo, é assim que começa, entendeu?
É, você tem quantos catálogos de Pokémon, né?
Então é assim que começa, entendeu? Vamos lá. Então eu também quero— eu tava colecionando, por exemplo, carteado, e eu acho que é uma coleção que ela tem algumas coisas ali que estão repetindo. Então por mais que eu tenha jogos que são às vezes muito bons, talvez seja necessário eu ter um critério para manter esses jogos. A única coleção que realmente eu ainda quero manter é a da de games, mas só dos jogos pequenos, porque aí, querendo ou não, são jogos que ocupam pouco espaço.
Essa prateleira que a Carol falou, ela tem dezenas de jogos num espaço que é basicamente o tamanho, por exemplo, da caixa do Anacrony Infinity Box. Então, com o espaço de um único jogo, tá ocupando 100 jogos, por exemplo.
Sim, que também podem ser transferidos para um espaço na prateleira, na estante, por exemplo, e colocar enfeite na prateleira, que fica bem perto ali das suas coisas do escritório. Então ficaria bonitinho.
Tudo vai depender do que a gente chegar aqui na, nesse nosso intuito aqui, né? Então acho que o intuito é um ponto importante da gente sempre pensar quando, que que você quer ter na sua coleção, para qualquer, qualquer ideia da sua coleção. Ela tem uma ideia ou você só tá acumulando jogo? Não tem problema se você tem espaço, tem dinheiro. A gente já falou que várias vezes não é uma questão de julgamento. Se você quer ter tantos jogos, não tem por que você não ter, se você não tem uma resposta negativa para essa pergunta, né?
Outro ponto que é interessante a gente colocar aqui é sobre se nós vamos manter na coleção uma grande variedade de jogos ou se nós vamos focar nos nossos jogos favoritos. E por que que isso tem diferença? Porque quando a gente fala de variedade, a gente tá pensando também um pouco no e se, né? Eu acho que existem jogos na coleção, e provavelmente você que tá nos ouvindo talvez tenha algum desses, que ele está numa categoria e se.
E se eu jogar com 8 pessoas? E se eu for jogar em 3 jogadores? E se eu tiver um tempo específico por ano jogar esse jogo. Enfim, assim vai, né? Eu acho que o ICI, claro, ele tem muito mais a ver com quais pessoas você vai jogar e com a quantidade de pessoas do que com eventos, com coisas específicas assim, né? Mas o que que você acha, que a gente vai mesclar um pouco disso, ou você acha que a gente deve colocar como critério principal os nossos favoritos?
E aí, se a gente tem um jogo que é parecido com o favorito, a gente tira fora, ou se não, a gente vai em detrimento às vezes de deixar um favorito A gente vai manter um jogo porque ele pode ter um papel fundamental na coleção.
Ah, eu acho que seria legal se a gente tivesse pelo menos um de cada mecânica favorita, alguma coisa assim, né? E dentre esses de mecânicas favoritas, dentro deles, qual é o mais legal deles? Tem alguns que eu acho que a gente vai acabar abrindo mão de forma mais fácil, mas outros, mesmo que seja repetido, eu acho que a gente ainda vai acabar tendo um pouco de dificuldade para desapegar, pensando nesse, nessa questão do e se. Mesmo assim, eu acho que a gente ainda vai acabar tendo um pouquinho de apego por conta dele, dele ser especial, verdade, motivo, enfim.
Tem um ponto aqui que eu coloquei aqui de observação nesse ponto do apego, né? Um outro ponto que eu coloquei, uma pergunta que você que tá nos ouvindo aí pode fazer, é se um critério para manter os jogos na coleção é o quanto você já jogou. E na verdade, esse critério eu tava pensando e conversando, né, com o Sandro, por exemplo, porque Porque já teve casos de jogos da nossa coleção que nós vendemos porque nós jogamos tanto o jogo que a gente acabou, né, vendendo ele por esgotamento.
É assim, esgotar, mas não é que a gente esgotou o jogo de verdade, porque eu acho que os jogos, tabuleiro, muito difícil eles são esgotáveis, mas esgotou do que a gente queria jogar, né?
Eu acho que no esgotou eu quis dizer enjoou.
Isso, enjoamos, beleza. Então pra nós eu acho que esse não é um critério tão importante, mas eu acho que certos jogos que ainda, que sempre rodaram muito, E que a gente sempre fala aqui no podcast, um Kingdomino, um Dragon Castle, um Nova Luna. Esses são jogos que, assim, é certeza pra mim que não faz sentido a gente vender. Porque eles continuam sendo bons mesmo depois de tanto tempo. É os nossos, entre aspas, evergreens, né.
Eu acho que no caso do Kingdomino e tal, pra gente ele é um jogo que não se esgotou ainda, como eu tinha falado antes, né. Esse termo, mas também porque é uma familiazinha que se completa. No caso do Kingdomino e do Queendomino, eles você pode associar, jogar juntos, e a gente gosta desse tipo de jogo.
Então, apesar de que assim, por exemplo, a gente manteve o Queendomino, mas faz muito tempo que a gente não joga, que não joga e põe junto. Ou Kingdomino Origins também. Então é uma coisa a se pensar.
Eu acho que a gente não precisa se apegar só no porque um completa o outro, tipo, completa no sentido de sequência e não que não sejam independentes.
É quase uma expansão também, mas eles são independentes.
É, ainda assim, inclusive expansão, eu não acho que a gente deva se apegar à expansão sendo que joga só jogo base. Enfim, eu acho que vale a pena isso também.
Outro ponto para você que tá nos ouvindo aí, que é uma boa pergunta, e essa é uma pergunta que ela vai precisar ser respondida dentro da, de como a gente vai fazer isso, porque só fazendo um mini spoiler aqui, a minha ideia é que a gente coloque, a gente já tem isso basicamente, os jogos, uma planilha. Nessa planilha eu também coloquei até onde tá o jogo da casa para a gente poder localizar em qual prateleira, qual estante tá.
E aí vem o ponto, se jogo ele está na coleção porque ele faz parte de uma coleção que a gente não quer desfazer, ou se ele está ali com uma função de jogar. Porque para muita gente isso não vai fazer sentido, mas para quem coleciona jogos por algum critério, isso faz. O exemplo, e novamente tô usando o Sandro como um ponto aqui para vocês, porque muitos de vocês conhecem o Sandro do Borzenburgers, ele também—
acho que muitos vão ou amar ou odiar o Sandro a partir de agora por conta do exemplo que ele tá dando.
Então, o Sandro, ele tinha várias coleções dentro da coleção dele, coleção dos jogos da editora Alea, todos os jogos do Stefan Feld. Ele tava colecionando jogos do Michael Kiesling e do Wolfgang Kramer. Ele tem uma coleção de jogos da editora Queenie Games. E ele começou a reduzir essas coleções pra falar assim, olha, eu vou manter uma única coleção na minha coleção aqui. Então, a coleção dentro da coleção, porque ela tem um intuito.
No caso, ficou a coleção da Queenie Games, porque ele já colocou várias vezes que tem jogos que ele gosta dentro dessa coleção. Mas essa coleção tem um intuito estético também, porque ela tem as lombadas numeradas, é quase como se fossem livros. Isso faz parte do quarto, do cenário dele lá. Então essa coleção foi priorizada ao invés das demais. Então ele desfez a coleção da Leia, do Kiesling Kramer, a coleção do Feld. E isso é algo que eu busco ter aqui também, de ter uma única coleção específica, que no caso já comentei, é a da Paper Games, de jogos pequenos.
Mas tentar ter essa visão de que às vezes tem um parzinho de jogo ali que ele tá— eu deixei porque é uma mini coleção. Ah, é um, sei lá, é uma editora que lançou alguns jogos. E Aí eu peguei todos eles. Então é esse tipo de desfazer aqui que a gente precisa ter em mente. E nessa planilha colocar lá: ele tá na coleção porque é de uma coleção, ou ele tá na coleção porque é um jogo que a gente vai jogar. E aí, se vai jogar, aí tem outros critérios que aí a gente tem que pensar aqui também dentro dessa grande coleção, né.
Já dá datas de agendamento de jogo.
Tem que começar a colocar, né. Nós vamos jogar esse jogo tal dia. Não, também não precisa ser tão maluco assim.
Uma outra pergunta, essa aqui foi um que eu vi num comentário de um vídeo.
Falando o seguinte: os jogos da sua coleção, elas devem representar o seu momento atual ou manter a sua história. E esse é um ponto difícil da gente avaliar, porque o Fel Barros falou uma vez que os jogos muitas vezes podem representar como se fossem retratos da partida que você jogou dentro da sua memória. Então você olha um jogo e aí você lembra de uma partida memorável, e por isso você tem um apego muito forte a esse jogo, tá certo?
Que se você tivesse tirado uma foto com todo mundo jogando, teria valido muito mais. Mas, né, pensando no apego emocional e também no desapego do jogo, né. Mas essa é uma pergunta que eu tenho me feito bastante. E eu acho que nesse momento tá na hora da gente tirar um pouco dessa parte da história. Ah, esse jogo foi meu top, esse jogo foi não sei o quê. E chegar na conclusão: ele vai ser parte da nossa história daqui pra frente?
Vale a pena eu manter esse jogo simplesmente por apego histórico, por apego emocional, porque em algum momento ele foi muito importante, mas hoje ele não é?
Pra mim isso é tão complicado. Complicado, porque é como eu já falei outras vezes, eu não sou todo dia a mesma coisa no sentido de vontade de querer jogar. Então eu falar sobre o meu momento atual é outro hoje do que foi há 2 meses atrás. Então assim, é outra coisa, entendeu? Então eu não sei, eu fico meio apegada também com as questões históricas deles, e para mim vai ser difícil isso aí.
Eu acho que quando a gente fala de questão histórica assim, a gente, ainda mais quando a gente tá pensando, pô, mas daqui a um mês eu posso mudar daquele, mas se a gente olhar um ano para trás 2 anos talvez, você já começa a ter um retrato melhor daquilo que você é hoje, né? E assim, o fato da gente não registrar mais partidas acaba deixando mais difícil essa avaliação. Mas tem muitos jogos que só de bater o olho a gente sabe que a gente não joga esse jogo há muito tempo.
E aí a gente precisa ter uma escolha: a gente vai manter ele, vai seguir com outro jogo, ou esse estilo já não vale mais a pena. Isso é uma coisa que para mim tem sido bastante com euros médios, pesados, né, de olhar para prateleira e falar assim, poxa, eu tenho vontade de jogar de novo, mas eu tenho um monte. Se eu tirar um pouco dessa coleção, talvez por ter 2 ou 3 ou 5, sei lá, não sei quantos são, mas eu consiga aprender. Não é que aprender, aprender já aprendeu, mas a gente consiga reter mais esses jogos para poder tirar aquela inércia de ter que reaprender o jogo para poder jogar, acabar fixando um pouco mais regra de menos jogos, né, isso, e passando para frente para também é uma forma de esvaziar Exato, porque assim, o meu HD de regras é muita coisa, gente, muita coisa.
Eu ainda trabalho com várias coisas de jogos e acompanho a comunidade, então é o tempo todo novas informações. Isso com o tempo ficou muito mais difícil do que era, por exemplo, há 5 anos atrás, de você olhar para o mercado e falar, porra, eu conheço todos os jogos mais ou menos aí que lançaram. Hoje eu não conheço metade dos jogos porque eu não consigo acompanhar todo mundo e todas as editoras, e é muito jogo que é parecido. Então eu Eu acho que esse inclusive é um problema.
Quanto mais você joga jogos diferentes, mais você vai encontrar jogos iguais. E isso acaba deixando a experiência não tão interessante. Então, o fato de a gente ter jogado mais de 1.200 jogos, na verdade, foi um problema no final das contas, nesse sentido, né. A gente já falou um pouquinho sobre isso aqui. Mas eu acho que essa parte da história, ela foi muito importante. O podcast tá aí pra vocês ouvirem vários desses momentos que a gente teve.
E é curioso, porque quem começa a ouvir o podcast do começo hoje vai ter os últimos 7 anos nossos condensados numa maratona. E essas mudanças condensadas são mais difíceis de enxergar. Porque quem ouviu 250 episódios de jogos diferentes e aí começar a pegar essa parte mais recente do podcast, que a gente tá com uma frequência menor, você já não consegue enxergar tanto que houve uma mudança durante vários anos pra chegar no que a gente chegou hoje, pra justificar, por exemplo, vender jogo A ou jogo B.
Um outro ponto, que é uma pergunta que eu também vi num comentário de um vídeo falando sobre esse assunto, foi você se perguntar se o jogo merece estar na coleção ou se ele apenas não merece sair. E isso é uma mudança de perspectiva para nossa análise, porque quando a gente tem muito jogo que a gente acha, não, esse jogo tem que estar na coleção. Mas aí eu quero, você tem que se perguntar, esse jogo ele tá na coleção só porque você não quer tirar ele da coleção?
Porque se for isso, talvez não seja um bom critério, porque aí você tá mantendo o jogo novamente por apego e não porque você tem uma função para esse jogo. E aí essa é uma palavra que eu tenho discutido bastante em relação a essa coisa da coleção: qual é a função do jogo? Eu acho que todo jogo. E esse vai ser um exercício que não vai ser de um dia para o outro que a gente vai chegar nessa conclusão, mas a gente tem que chegar numa função para aquele jogo.
Ah, aquele jogo ele vai ser o jogo pesado, né, um jogo 4 pontos alguma coisa, tá. Mas esse outro jogo também tem essa função. Então esses jogos eles têm a mesma função. Será que eu preciso de 2 jogos com a mesma função? Dependendo do jogo, sim. Pode ser que jogos família que joga para 2, a gente queira manter 10, 20 jogos que tem essa função. Agora agora, será que tem vários jogos que estão mais ou menos na mesma função, que eles estão ali por estar, porque você tá numa indecisão de qual ficar, porque os dois são bons?
E aí fica nessa de eu vou jogar, eu não vou jogar. Então esse é um ponto que você que tá nos ouvindo pode se perguntar, mas a gente vai precisar se perguntar para cada jogo.
Mas eu acho que a gente podia fazer assim, por exemplo, não sei se esse número exato, mas cada um tem uma moeda para, sei lá, segurar 10 jogos.
A gente tentou isso, você lembra? A gente tentou desse jeito da última vez, inclusive.
Não, Mas 10 jogos, esses daqui são os que eu não quero abrir mão. Qual o motivo? Não interessa, é meu.
10 jogos sem motivo.
É, não, tô sugerindo 10 jogos para cada um sem motivo. Eu quero guardar por, sei lá, porque assim, não quero pensar, não quero raciocinar. Esse aqui é um jogo que eu vou querer, mas é limitado. Tô falando 10, mas pode ser 15 ou 20.
Acho que 10, porque se a gente for colocar 250 jogos, 10 para cada dá quase um décimo da coleção.
Então já é um volume grande, mas depende do tamanho do jogo que você tá escolhendo. Anacronismo. Bom, de qualquer forma, a gente pode pensar nisso: 10 jogos e não se fala nele, e aí os outros vai para votação.
É tipo aquele veto, eu tô vetando e é isso e acabou, né?
Eu tava tentando procurar uma palavra que achasse, eu falei moeda, mas é isso mesmo, é veto.
Então o seu vetozinho lá, esse aqui não, e acabou, né?
Exato, não se fala nele, não quero para pensar mesmo.
Perfeito. E eu também compilei algumas coisas aqui para— e aí, de novo, eu sei que tudo isso são perguntas, né, mas eu acho que é importante a gente se perguntar falando de jogos no momento como esse. Quanto mais perguntas você tiver, mais respostas você vai ter, mais informação você tem para chegar nessa conclusão. Porque, por exemplo, uma pergunta que é legal, que pensando aqui em relação ao momento, mas que o momento pode mudar é que se eu não tivesse esse jogo na minha coleção, se hoje eu compraria.
Essa é uma ótima.
E aí, pensando nessa pergunta, ainda tem a pergunta A.1, tipo, se eu fosse comprar ele hoje, eu estaria disposto a pagar o preço dele hoje? Porque isso é uma questão que a gente já falou aqui no podcast sobre os jogos que desaparecem no mercado. A gente fez um episódio só disso recentemente, eu e a Carol, de jogos que não tem mais e que são bons. Então esse jogo, vamos supor, não é o caso, tá? Mas vamos supor, Parade, que a gente tá falando várias vezes.
Esses dias saiu um leilão do Parade por R$400. A gente, se vendesse o Parade hoje, eu pagaria R$400 num baralhinho de 50 e poucas cartas? A resposta para mim é nunca.
Eu acho que eu já tenho um veto.
Mas o Parade, então, mas esse é um motivo para não vender o jogo, porque se hoje eu não tô disposto a vender e eu ainda quis, se acha eu acho, eu ainda acho que esse jogo é minimamente bom, esse é um motivo muito forte para ele ficar.
Não, o que eu entendi dessa sua fala é outra coisa. O que eu entendi assim, tá, beleza, eu compraria o jogo hoje, e tá, então vamos ver qual é o valor do jogo. É tanto, ainda assim você compraria? Seria a segunda pergunta.
Eu não, eu não. Por exemplo, Parade, eu paguei R$100, aí eu vejo hoje por R$400, eu não pagaria R$400.
Ah, tá, eu só não acompanhei a sua linha de raciocínio.
Então eu não, então não é um bom candidato para a gente colocar para vender.
Se a sua primeira resposta foi Sim, você compraria?
Beleza, já é um bom motivo para não vender, porque eu compraria de novo.
Exato. E aí, se ela é você não compraria com esse valor, então ela é certeza que é um não vendo, é mais forte ainda.
Perfeito, é mais forte.
Só que se você compraria e pagaria o valor atual, ela não é tão forte. Você pode, eu tô disposto, entendeu, a conversar e a gente pensar em manter outro jogo no lugar dele.
Exatamente, essa é a linha de raciocínio. Ainda nessa mesma linha de raciocínio dos jogos que desaparecessem do mercado. Se esse jogo desaparecesse, pensar, olhei para o jogo, esse jogo sumiu do mercado, eu sentiria falta dele em algum momento?
Mandaria mensagem para editora: diga se de passagem, boa, ótima, boa. Eu fiz isso na minha única, a única coisa na vida que eu fiz isso, mandei email para empresa, foi o Toninho de Maracujá da Yakult. É a única coisa na vida que eu mandei email para empresa perguntando se eles voltariam a fabricar. E a resposta foi não, saiu de de linha.
Olha aí, então esse é um que você manteria, meu tonil de maracujá, fazer estoque de tonil de maracujá, né? Então se o jogo, assim, se a resposta for sim, se os jogos aparecem no mercado, não se tira a falta, é instalar, instalar, vender.
Boa! Esse daí não tem, independente se ele já saiu de linha ou não.
Exato, porque uma hora pode ser que ele saia.
Não, mas e se ele já tiver saído?
Já tiver saído, mais ainda. Então tipo assim, ele já sumiu, se você vender, você não vai querer comprar ele de de volta? Aí é uma, essa é uma pergunta muito importante, né? Uma pergunta que a gente já comentou e que essa é crucial para quem quer jogar mais os seus jogos ou que tem muito mais o foco em ter essa experiência de jogar, aproveitar, é se eu tenho um jogo parecido. E quando a gente fala de mecânicas, aí tem a questão do a que nível você quer um nuance diferente dentro de uma mecânica.
Por exemplo, alocação de trabalhadores é uma mecânica que, apesar de eu ter vendido muitos jogos, ainda tem muito jogo de alocação de trabalhadores na coleção. Então eu preciso olhar para ele e falar assim: eu preciso desse daqui porque ele tem esse motivo específico de alocação? Se sim, ele fica. Se tem um jogo parecido, talvez não. Vou dar um exemplo.
Tem que pagar comida, devolve, vai, vende.
Quer ver um exemplo que não é a mesma coisa, mas na alma é a mesma coisa? O Grand Austro Hotel e o Golem. Eles têm uma mecânica de seleção de ação muito parecida, apesar de ser um gimmick, bolinha, dadinho diferente. Eu preciso dos dois? Não. Então eu sei que essa é uma avaliação muito fácil da gente fazer. O Granaos tá esgotado, eu compraria provavelmente de novo, me arrependeria. O Golem não, então o Golem vai embora. E aí mantém o Granaos Totel.
Tem essa comparação, é muito importante. O Granaos Totel inclusive é um dos que, se a gente chegasse numa conclusão, eu talvez vetaria, porque eu acho que ele é uma peça importante para coleção e a gente deveria ter aproveitado ele mais, jogado ele mais. Agora tem vários jogos, tá nessa categoria, A gente ficou na coleção porque a gente achou que ia jogar eles mais. Como a gente não jogou, tem que ter menos ainda. Então, entre um Grand Austin e talvez um K-Flower, o K-Flower vai embora. Entre o Grand Austin Hotel e o, sei lá, o Expedition to Newdale, que a gente—
que eu gosto do Newdale, mas a gente jogou uma vez só, mas eu gosto.
Então, mas aí começa a complicar, entendeu? Então é o momento, a gente vai jogar, vai ficar, vai vetar.
Ó, boa dica, viu? Obrigada, tá?
Vamos ver, vamos ver em alguns Esse é um exemplo de discussão, gente, que isso aqui vai longe. Obviamente tá certo que o primeiro leilão, que deve sair em breve, o quanto antes a gente conseguir tirar as fotos e colocar, já são de jogos que a gente já tinha decidido previamente que ia vender e não vendeu. Então esses é certeza que já vai para o primeiro leilão e é isso, né? A gente já tinha mandado para o pessoal, todo mundo sabia, ninguém quis, é isso aí, nós vamos vender, vai para o leilão e paciência.
Agora esses outros jogos, que é um pouco maior o rolê, então ainda vai ter essas reflexões dentro aí desses critérios que a gente tá comentando, dessas ideias que a gente tá jogando funcionando para você, né, e para gente também, né. E ainda falando nesse negócio, tem um jogo muito parecido. Uma coisa que a gente tem que determinar, e é legal até para a gente ter um índice dos nossos próprios jogos, é qual é a característica única sobre esse jogo em relação aos demais.
Então você tem um jogo, por exemplo, tipo Cat Demon, que é um jogo de empilhar escadinha. Só por essa temática em si só ele já é único. Ele é um jogo de empilhar escada, não existe outro jogo. Tem, a gente pode, por exemplo, colocar o Beaver Creek, mas o Beaver Creek ele tem um é um pouco diferente, ele tem um pouco mais de regra, mas ainda assim rola o dado, empilha a coisa. Então será que essa comparação é forte o suficiente para a gente manter o Cat Demon e mandar o Beaver Creek em diante?
Ou será que o Beaver Creek tem algo único que ele deve manter para que a gente fique com os dois? Então novamente, esse é um exemplo de discussão para a gente ter em relação a jogos que a gente pode considerar de certa forma parecidos. Mais um ponto: por que a gente não tem jogado determinado jogo? Então essa é uma reflexão para a gente deixar claro que a gente não tá jogando esse jogo porque a gente não tem vontade, ou a gente não tá jogando porque a gente não tem tempo, mas tempo a gente tem.
Se a gente quiser, a gente pode ter. E assim vai. Então será que é uma questão de eu quero jogar, mas eu não quero mais jogar, mas não quero assumir? Porque ainda tem, a gente tem muito disso, né, com pessoas. Às vezes a gente tem um desejo, mas ele é um desejo no nosso consciente, mas o subconsciente já decidiu que aquilo não é mais, não faz parte mais daquele momento para você. Então a gente ter essa desculpa de que vai jogar de novo, mas não justificar porque a gente não tem jogado, é um ponto muito importante a ser discutido.
Outro ponto: se o jogo tem valor sentimental. E essa não é bem uma discussão, isso é mais uma pergunta que a gente acaba podendo fazer, porque às vezes um jogo foi dado de presente, às vezes tem uma promo, tem uma expansão, tem um upgrade, alguma coisa que é mais querida. E aí existem muitas formas de abordar, né, esse sentimento, em mandar um chega de sentimentalismo. E aí tipo simplesmente fala assim, olha, isso é um produto, isso é um jogo, e é isso, eu tenho que avaliar ele como esses, os mesmos critérios que os demais.
Ou se ele realmente é especial ao ponto de falar assim, não, poxa, esse aqui foi um presente de uma pessoa e eu quero manter. Então enfim, ele acaba entrando nesse critério. E novamente, tá tudo bem, é uma forma de você avaliar. Só é importante ter em mente que esse não é um critério 100% racional, ele acaba levando aí em consideração outros elementos que não dá para a gente quantificar. E E aí, no momento que você tiver um monte de jogo para considerar, qual vai ser o critério mais importante no final das contas?
Tem aí nas suas coisas aí da sua pauta alguma questão relacionada a dimensões físicas?
Não, a dimensão física é aquela coisa, eu já falei no comecinho, a gente tem um espaço e a gente tá falando de reduzir, reduzir para ter mais espaço.
Vamos lá.
Sim, então obviamente que existe um equilíbrio entre um jogo pequeno e um jogo maior, mas a gente também, eu acho que esse equilíbrio tem que ser levado em consideração para que a gente só só não se livre jogo grande, e aí só fica com pequenininho.
Talvez da gente começar a organizar assim, ó, jogos de caixa média, caixa grande, caixa pequena. E aí a gente poderia talvez reduzir proporcional, talvez proporcional ao tamanho deles, né?
Então caixas pequenas provavelmente a gente teria mais, e mais proporcionalmente a gente tem que reduzir porque tem aquela coisa da prateleira que uma hora vai cair, porque tem muito jogo em cima e tudo mais.
Então, mas aí ainda assim a gente tem que reduzir, pensando nas questões de vários de mecânicas iguais e com tipo temática diferente, e não faz muito sentido mais manter, e tudo isso que a gente já falou. Mas eu acho que vale a pena a gente pensar também na dimensão física do jogo para selecionar essas, essas departures. Sim, sim, é importante para ter essa ideia de que você não gosta que fala em inglês. É porque eu quis, eu falei para o pessoal.
Ela meteu um departure aí, gente.
Só olhei para a cara dele para ver o que que ele ia, qual seria a reação, e não foi nenhuma, na verdade.
Tentei não virar o olho. Não, brincadeira. Mas sim, isso é um ponto, tamanho de caixa, o espaço que ele ocupa, planejar esse espaço futuro também é um critério interessante. Interessante. Claro que ele vai, ele entra mais em segundo plano porque a gente tá com volume muito grande de jogo. Então, independente de qual critério for, se a gente chegar nesses 250 que vão embora, já vai desocupar muito espaço.
Claro que são 250 pequenos, só vai jogar fora aquelas 4 caixas de plástico que tem um monte de caixinha, os container lá.
Na verdade, vai substituir, né? Porque dá para colocar os jogos da Paper naquele container para facilitar. Enfim, né?
Aí é uma coisa que eu tô falando, vai ser 250, metade dos jogos, mais da metade eu acho que deve ser caixinha pequena.
Acho que se for levar em consideração a nossa coleção hoje, pelo menos uns 400 são pequenos.
Então, no final das contas, no final, na verdade, a gente precisa também reduzir muito pequeno. Exato, reduzir muito desse pequenininho. Só que eu quero dizer que para que a gente tenha espaço físico para pôr esses pequenos que quer manter, os caixa médio, tem que ir os grande.
Claro, claro, tem que ter. E tem vários dos grandes que pelo menos eu já tenho em bastante aqui. Alguns deles a gente já tinha decidido antes, eles já estão até lá no meu armário lá, né, que o meu armário tá com os jogos reservados, aqueles que a gente já sabia que ia embora. Então já tinha, a gente já fez uma reflexão antes, mas ela foi realmente, ela foi diferente, né. Na época a gente fez essa, essa primeira grande mudança na coleção, a gente pegou os jogos, tirou tudo de todas as prateleiras e tentou colocar de volta e falar, ó, só o que couber aqui é o que fica.
E deu, foi um método que deu certo daquela vez, mas é um método que é muito trabalhoso, depende parar um final de semana Bagunçar tudo e tal.
E a ideia dessa vez é ter espaço livre, né, também.
Isso, exato.
Coisa que da outra vez a gente não considerou.
E detalhe, né, pra ter o espaço livre tem que ter um espaço temporário pra deixar aquilo que vai embora e nesse momento não tem espaço temporário pra deixar nada.
Nem...
Não tem. Não tem. Meu armário, que é o espaço temporário, tá lá com um monte de temporário, então...
Tá lá os temporários até hoje.
Exatamente.
Quando for fazer o leilão tem que pôr uns jogos tranqueira junto, enfiado, e alguns que são bons junto.
Não, não é tranqueira. Não, tranqueira também.
Ninguém quer vender de jeito nenhum.
Tem uns tranqueiras, sim, eu não vou mentir, é normal.
Aqueles que não, já sabe que não vai vender. Tem uns jogos que a gente coloca para vender e ninguém nem tem interesse nele.
É, mas assim, acho que aí eu vou pegar umas dicas. Dando tudo certo, eventualmente eu gravo, a gente grava um episódio para falar dessa experiência, dá umas dicas, a gente conseguir ter um volume legal de venda e tal. Porque eu tenho minhas dúvidas, porque eu nunca fiz leilão. Eu fiz um leilão na Ludopedia mil anos atrás, um leilão que a gente fez para o Gambiarra, que a gente inclusive comprou jogos com o valor que a gente conseguiu nesse leilão para fazer review.
Isso muito tempo atrás, muito tempo atrás. A gente comprou o Ankh, se eu não me engano, comprou o Red Cathedral, que inclusive é um que, tipo assim, se for levar em consideração é tamanho de caixa e ter jogado mais vezes e tal, ele é um que fica. O Ankh já se foi porque era um jogo que ocupava muito espaço, era muito grande, enfim, né? E a gente não jogava tanto quanto, não curtia tanto mais essa dinâmica de brigar com os bonequinhos no mapa e tal.
E acho que por mais que a gente falou aqui muito de perguntas, eu acho que também tem um pouco de refletir sobre o sentimento que isso pode causar. Porque assim, a gente tem que aceitar numa situação dessa que a gente vai ter que deixar algumas coisas irem embora. Então entender que se a gente quer reduzir uma coleção, muita coisa vai ser fácil de lidar e de mandar embora, mas talvez outras coisas a decisão ela não seja tão fácil de aceitar num no primeiro momento.
Pode ser que no futuro a gente olhe para trás e fala, pô, realmente, né, eu vendi aquele jogo, nunca mais eu joguei ele, nunca mais eu falei dele. Pode ser que algum outro jogo a gente fique, putz, lembra daquele jogo? E aí cai se a gente respondeu muito bem esse monte de pergunta que a gente colocou, ou se a gente vai selecionar algumas perguntas para essa grande planilha e a gente conseguir responder ela bem. É muito provável que o nosso nível de assertividade em chegar nesse ponto seja bom.
E claro, eu acho que isso também tem muito a ver com o que nós vamos utilizar o dinheiro, por exemplo. Também, porque eu sempre falo que eu já tive várias coleções e que elas foram se transformando ao longo do tempo. Eu já tive coleção lá atrás de card games, Magic, Pokémon, já colecionei em vários momentos da minha vida. Algumas coisas eu me arrependo de ter vendido antes, me arrependo, mas naquela época fazia sentido. Eu vendi, comprei um monte de mangá, eu li, eu aproveitei, eu vendi, comprei um monte de livro, depois eu li alguns, eu curti outros, depois não, não sei o quê.
A maioria deles eu vendi também. Então isso reciclando também se tornou o board game. Então os jogos tabuleiro, eles se tornaram parte desse ciclo que vem aí de muitas décadas. E até de coisa, por exemplo, que eu vendi junto com meu pai. Meu pai tinha uma raquete de colecionador da Wilson e a gente tinha uma dupla de raquete. A gente vendeu as duas, eu fiquei com o dinheiro de uma, ele ficou com a da outra. Então até as coisas que ele colecionava eventualmente se tornou esse ciclo de reciclagem das coisas que a gente tem, né?
E esses jogos também serão reciclados para para outras coisas. Vai ser jogo digital, vai ser Pokémon de novo para voltar no ciclo lá atrás, né? O ciclo que começou em 99 tá voltando agora em 2026, né? Enfim, mas se a gente der valor às coisas que estão sendo recolocadas no lugar, talvez faça sentido. Porque eu acho mais difícil quando é assim, quando a pessoa precisa do dinheiro. Tipo, ah, poxa, né? Eu vejo muita gente que acaba tendo que vender muito jogo porque teve filho e o tipo, custo agora é maior.
É fralda, é nan, aquelas fórmulas. Isso é caro, gente. Uma latinha daquela ali hoje é 2, 3 carteado. Então já é um mês de fralda, já é um board game também. Então você, né, a pessoa vai cortando o custo. Nós não temos nesse custo nesse momento e não temos nada que a gente esteja hoje dependendo. Mas nesse ponto é mais difícil de desfazer do que no estado que a gente tá agora. Então se você tá ouvindo e tá nesse momento de que você vai precisar se desfazer por um outro motivo, por uma questão financeira, por uma questão de mudança, é ruim.
Eu entendo que vai, pode acontecer esse momento, pode existir essa ruptura que você precisa fazer por conta de mudanças na sua vida. Mas se você conseguir ter essa decisão de chegar no filtro maior, como por exemplo na época que o Luquita vendeu 500 jogos, ficou com 6 jogos, ele chegou 6 de 500. Então assim, para um cara que todo mundo fala até hoje, o cara não tá mais no hobby faz, sei lá, quase 10 anos, não, né, pelo menos 7 anos, que a gente, quando a gente começou, ele tava saindo do hobby.
Se um cara que tava mergulhado, ele conseguiu se radicalizar ao ponto de manter 6 jogos, e talvez hoje ele nem tenha algum desses jogos. Ou Davi Coelho, que comprava jogo importado para fazer vídeo antes do jogo lançar no Brasil, conseguiu chegar numa coleção menor, em reduzir, em aproveitar mais o hobby, eu acho que você que tá nos ouvindo também consegue, independente de quanto tempo você tá no hobby, independente do motivo pelo qual você tá pensando em reduzir sua coleção, independente dos motivos pelo qual você decidir ficar com esses jogos.
Mas essa é uma reflexão que ela pode ser passageira, pode ser que nesse momento você tá precisando, depois você consiga e você compre de novo certos jogos. Então é importante que esse processo que a gente tá tendo, por mais para nós será mais fácil do que para quem tá ouvindo por um outro motivo, ainda assim essas perguntas elas podem te ajudar a amenizar um pouco cuidado com essa questão.
É, e lembrar também qual é a prioridade, né? Acho que colocar na frente, sem dúvida.
Por mais que, de novo, às vezes essa prioridade ela foi imposta, né? Ela aconteceu, ela é um, sei lá, um problema que você precisa resolver. Mas ainda assim ela é uma prioridade. E no final, como a gente já falou diversas vezes, o jogo de tabuleiro é um modo de entretenimento, ele é um hobby, ele é uma coisa que incita o colecionismo e comprar e chegar a acumular jogo que nem nós acumulamos aqui. Aí é um mea culpa aí complicado.
Tá certo que muito disso foi porque nós somos criadores de conteúdo e por muito tempo a gente manteve essas parcerias e recebia quantidades grandes de jogos por ano. Mas com o tempo a gente conseguindo reduzir isso, agora a gente tá chegando num ponto que é o ideal para nós fazer essa redução e refletir. E a gente não parou de jogar, a gente continua se encontrando com os amigos todo mês para jogar, pelo menos duas vezes por mês.
A gente tem jogado de novo mais em casa aqui, eu tenho jogado várias coisas para experimentar também ainda, por mais que eu já não tenho mais essa gana de ficar jogando jogo novo. Mas é um ponto de reflexão que eu acho que é bem válido. Acho que eu espero que esse episódio ele tenha uma utilidade para quem tá ouvindo. A ideia do turno de comentários aqui sempre foi trazer esses assuntos que são relacionados a jogos, que traga essa reflexão, alguma utilidade.
Então é isso, espero que tenham gostado e que a gente daqui um mês, dois, que seja aí, a gente volte para falar disso e mostrar para vocês o resultado dessa reflexão, como foi, o que que a gente conseguiu chegar.
E é isso, muito bom, gente. Eu acho que vale a pena mesmo refletir em cima disso tudo. Essas perguntas perguntas são algumas aí que veio, né, que o Gustavo encontrou na comunidade mesmo, em vídeos da comunidade, perguntas que ele achou importante colocar aí. Mas se por acaso inclusive vocês tiverem mais alguma outra que vale a pena para a gente pensar no momento de uma venda, no momento de se desfazer de um jogo, coloca aí para a gente saber também. E até quem sabe até entrar para o nosso critério de desapego, né?
Interajam aí. Lembre-se que eventualmente tem aquele episódio do Comentando Comentários. Então o que vocês trouxerem para gente aqui voltará aqui para o— vai ser, vai retroalimentar aqui o nosso podcast.
Muito bem, valeu, minha gente! Beijos para vocês, até breve!
Então é isso aí, pessoal, tamo junto! Aquele forte abraço, até o próximo episódio.
Valeu!
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