Rádio Gambiarra S03E05 - Jogando com crianças
Capa - Gustavo Lopes .
O Rádio Gambiarra é o novo formato de episódios sobre jogos do Gambiarra Board Games. Ao invés de fazer um episódio por jogo, a partir de agora faremos episódios agrupando os jogos que jogamos entre um programa e outro, tendo a possibilidade de colocar quantos jogos forem possíveis entre lançamentos, jogos escolhidos por nossos ouvintes, jogos já cobertos no passado, expansões e inclusive blocos temáticos, sempre focando na nossa experiência com o jogo.
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Gustavo Lopes
Carolina Gusmão
- Projeto SALA da Paper GamesAdaptação de jogos para crianças · Paper Games · Habilidades estimuladas · Idade recomendada
- Impacto da Brincadeira na CriançaAdaptação de regras · Frustração e aversão à perda · Explicação de jogos · Experiência com crianças de 9 anos
- Oposição e Ciro GomesAdaptação de regras · Lhama · Cariba · Experiência com Uno · Frustração com Lhama
- Nobjects com criançasAdaptação de regras · Nobjects · Nível 1 de cartas · Remoção do tempo
- Time's Up com criançasDivisão de times · Time's Up · Mímica e memória · Adaptação de cartas
- Tensão EUA-IrãAdaptação de tema · Ito · Caretas engraçadas · Lugares para morar
- La Feria de Pulgas com criançasAdaptação de pontuação · La Feria de Pulgas de Titiriuquén · Gritaria e caos · Regra de "quem juntar ganhou"
Você sintonizou na Rádio Gambiarra. Gambiarra Board Games. Em todos esses anos dessa indústria vital, uma uma experiência que a gente quase não teve foi jogar com crianças. E nesse final de semana a gente teve uma experiência bem bacana para compartilhar com vocês e fazer aqui um Rádio Gambiarra, esse programa no qual a gente fala sobre jogos aqui. Eu, Gustavo Lopes, um dos co-hosts, e junto comigo estou com ela, Carolina Gusmão.
E aí, turma, hoje vamos falar da criançada que arrasou nas nossas experiências. A gente teve pouca, né, como você falou, a gente teve pouca. Mas não só nesse fim de semana a gente jogou com duas crianças, né, filhos de amigos, e também outros momentos que a gente teve, né, experiência com criança, acho que vale a pena a gente comentar aqui.
O objetivo desse episódio de hoje aqui, além de falar de jogos, e até falar de jogos que a gente já falou aqui no podcast, recomentar sobre esses jogos, mas também colocar eles nesse contexto de jogar com crianças. Esse é um conteúdo que a gente nunca fez aqui, especificamente eu e a Carol. A gente já convidou, por exemplo, Paizinho Vírgula, o Romir, para falar jogos, top jogos para crianças. Mas hoje a gente vai abordar de uma forma um pouco diferente, principalmente porque eu e a Carol e um amigo nosso também fomos os responsáveis por explicar esses jogos pra duas crianças de 9 anos.
E essa é uma experiência que eu nunca tinha tido nesse nível de não apenas explicar, mas explicar e jogar junto. Vou comentar primeiro da minha parte, depois a Carol vai comentar como que foi a experiência dela. No meu caso, eu joguei 3 jogos, né? No caso, foi uma mesa de 4 pessoas, uma mesa com 5 pessoas, e depois a gente teve uma mesa com bastante gente, né? Primeiro jogo que a gente jogou foi o Nobreaks. Porque como que foi o contexto?
A gente tava numa festa julina que normalmente a gente vai todo ano para jogar. Tinha essas duas crianças, né, de 9 anos para jogar, que estavam ali. Eles não iam jogar inicialmente, elas estavam ali brincando e tal. Elas viram aquele monte de jogo e vieram perguntar para a gente. A gente ia começar um arboreto e aí elas perguntaram: a gente pode jogar? Falou: pode. Que que vocês gostam de jogar? Primeira pergunta que a gente fez: que que vocês costumam gostar?
A primeira coisa que uma das meninas falou foi Mímica. E a outra falou: ah, eu gosto de Uno. E aí a gente, né, rapidamente: pera aí. Então nós subimos na casa desse amigo nosso, ele tem uma coleçãozinha razoável de jogos, e a gente começou a selecionar jogos desse perfil. Então a gente selecionou para esse esquema de mímica inicialmente o No Objects e o Time's Up, que já tava selecionado. Do estilo Uno, a gente pegou um Llama, um Cariba, que tem cartas com números.
E também tinha um jogo que elas queriam jogar, que elas viram no meio da bagunça, que é o La Feria de Pulgas de Titiriuquén, que é um jogo espanhol, é um jogo chileno.
Não sei por que sempre que eu vou falar desse jogo eu falo ticaricatica.
A gente fala ticaricatica porque é mais fácil, né? Mas é, o nome verdadeiro dele é Titiriuquén. Rio Claro Investimentos. Se você, por algum motivo, um dia for pro Chile e passar numa loja que chama Entre Juegos, é muito provável que eles vão te oferecer esse jogo, porque todo mundo...
Meu Deus, é uma loucura esse jogo. Vira uma bagunça. O lugar é inabitável pra outras pessoas que não estão jogando.
É, esse jogo aqui no Brasil, o que seria o jogo parecido com ele, que é da mesma linha, pensando numa linha de carteados nesse estilo, é o Tinku. Mas eu já volto pra falar dele. Então, a primeira coisa que a gente fez foi jogar o Nobjix. Mas aí veio o primeiro ponto que eu quero comentar aqui. Que é, na hora eu pensei, poxa, nós vamos ter uma dificuldade se a gente jogar o jogo como ele foi, né, vamos dizer assim, pensado, por dois motivos.
O primeiro deles é porque no No Objects, pra quem não conhece, é um jogo no qual você tem cartas com três níveis, você rola um dado e o resultado que sair no dado você vai desenhar com o dedo na mesa. Então, né, fingindo que você tá dizendo com uma caneta, mas imagina com o dedo a forma ou o conceito que você pegou. E aí o primeiro ponto é que tem tempo. E tempo geralmente gera ansiedade. Então a gente nesse momento excluiu o tempo.
E nós também excluímos as cartas de nível 2 e 3. Porque na hora de olhar as cartas, logo a gente percebeu que tinham coisas muito complexas em relação a como representar isso. E aí a gente resolveu jogar só com as cartas de nível 1. Então já começa por aí. Pelo menos na minha experiência, eu acho que isso... Experiência limitada, né. Mas também de pessoas próximas que já comentaram comigo que eles fazem isso. Na hora de jogar um jogo com crianças, nem sempre vale a pena você aplicar a regra do jeito que ela foi feita pra jogar.
Porque se vale a pena você adaptar alguma coisa pra ter uma experiência mais legal com a criança, eu acho extremamente válido. Então esse foi o primeiro ponto que a gente colocou ali. E o segundo ponto é com relação à frustração e à aversão à perda, ou perder e tudo mais. Mas esse foi uma coisa que a gente contornou de outra forma. Então, primeiro, foi uma experiência muito legal porque as duas meninas estavam bastante engajadas no jogo.
Elas às vezes davam exemplos, né, de coisas achando que tava acontecendo ali mais complexos do que, né, o que deveria assim parecer pra gente. Por exemplo, uma das palavras foi relâmpago. Elas foram pra vários lados: eletricidade, energia, para-raio. Mas o relâmpago, no final das contas, acabaram não encontrando. Ou na hora de representar um braço, uma das meninas, ao invés de tentar desenhar um braço, ela tentou desenhar um braço fraquinho, aí um halter e depois um braço forte.
Então ela contou quase que foi mais história na hora de tentar representar esse conceito, né? Então esse foi um ponto que foi legal a gente ter tirado cartas complexas justamente por isso. Mas aí vem um ponto também, eu já tô falando vários tópicos aqui pra gente discutir, mas eu dando só o que nós vamos comentar, né, que foi em relação a jogar sério ou tentar tirar o pé, vamos dizer assim. Porque no primeiro momento eu joguei 100% engajado, então eu tava tentando jogar pra ganhar.
E aí eu ganhei muito rápido, mas aí eu brinquei, ah, esse jogo eu gosto bastante, eu joguei muito, duas partidas, eu geralmente sempre ganho e tal. E aí, né, esse amigo nosso tava na mesa junto, ele tava tirando um pouco o pé. Tipo, ele sabia mais ou menos a resposta, mas ele tentava se segurar um pouco pra ver se as meninas descobriam. E o outro amigo nosso que tava na mesa também, ele tava full maluco pra ganhar. Inclusive, esse é um ponto que eu vou falar de um outro jogo que a gente jogou.
Então, com esse único jogo, o Nubjats, que novamente é um jogo super simples, é cartinha, rola dado, desenha com o dedo, você ganha a carta se você acertou, e a pessoa que desenhou também ganha uma carta. Obviamente que tem o tempo, justamente porque a pessoa que desenhou pode não ganhar ponto. Mas essa foi uma coisa que a gente tirou, né, essa coisa de ponto. Que a gente falou assim: Ah, você ficou em primeiro, você ficou em segundo.
E a gente ia saindo de jogo quem ia, entre aspas, fazendo 5 pontos, né. Mas aí, olha só, super simples. Mas com crianças, a experiência, além de ter sido bem mais interessante, ela foi bastante enriquecedora pra todo mundo. Porque logo de cara, a gente já começou com essa coisa de: Ah, como explicar? Qual que é a melhor forma de explicar? Se a gente vai adaptar alguma coisa, se vai jogar, né, assim, fortemente. Ou vai jogar de boinhas.
E também a coisa do ganhar ou perder, né? Então a gente conseguiu observar tudo isso com um único jogo. Agora, qual que foi o que a Carol— ela também jogou alguns jogos, então eu já coloquei aqui que eu joguei alguns, mas queria primeiro que a Carol comentasse sobre esses pontos, se para a partida que ela jogou, para as partidas que ela jogou, se teve alguma adaptação desse estilo, qual que foi a experiência no geral. Porque assim, no No Object, como eu falei, elas estavam indo muito bem para 9 anos, elas tinham vocabulário muito bom.
Às vezes elas viajavam muito da palavra para uma coisa que é simples, e às vezes elas representavam algo simples de uma complexa, o que me surpreendeu.
Então a gente jogou o Ito, né, aquele jogo onde a gente precisa ordenar os números, né, cada um vai tirar um número e aí a gente precisa, de acordo com a regra que foi eleita lá, né, o tema, né, o tema, a gente vai estar ordenando esses números em ordem crescente, né. E então para que isso aconteça a gente precisa dar uma dica dentro daquele tema que represente basicamente o número que a gente tirou. Diferente da regra normal do jogo, a regra escrita lá do jogo, a gente deveria tirar um número aleatório e aí ver lá qual era o tema que se enquadraria naquele número, né?
Mas a gente decidiu que pegaria lá simplesmente e olharia qual seria o tema interessante para jogar junto com elas, né? O primeiro tema, até para poder fazer com que elas entendessem melhor o jogo, eu escolhi que fosse caretas mais engraçadas. Né? Então seria da careta menos engraçada, seria um número baixo, para careta mais engraçada de todas, que seria um número mais alto. E esse tema realmente tá lá, né, nas possibilidades de temas.
E aí a gente começou, né, explicando que deveria fazer as caretas. Todo mundo faria uma careta de acordo com o seu número. Expliquei, ah, um número bem baixinho, a gente não vai fazer uma careta tão engraçada, tão elaborada. E aí depois a gente vai tentando aumentar, né, as caretas, deixando elas um pouco mais engraçadas. E a gente vai fazer um comparativo entre todas as caretas, e aí depois a gente vai colocar em ordem os números, né.
A gente vai tentar descobrir em consenso, né, de forma conjunta, os números. E aí beleza, né, todo mundo fez as suas caretas lá, tal. Foi a primeira rodada, fizemos lá as caretas, e aí foi colocado completamente errado, tudo bagunçado, porque elas fizeram as caretinhas delas, eu fiz a minha. Acharam que a minha careta era muito engraçada, sendo que eu só tinha feito uma careta comum.
Olha aí quem que afundou o time!
E aí, nada tão elaborado, pô, foi, achei que não era nada tão elaborado, não usei nem a mão para fazer as caretas junto. E ainda assim tomei uma nota alta e baguncei um pouco a ordem dos números, mas foi uma experiência assim engraçada, todo mundo deu muita risada. E aí a próxima rodada a gente fez por lugares aonde a gente gostaria de morar. Considerando que o menorzinho seria um lugar que a gente, teoricamente, não acha tão bom de morar, ou não gostaria de morar.
Bairro dos Chaves, né.
É, até um lugar maravilhoso. E eu achei muito interessante que elas trouxeram, principalmente, contextos de vida, assim, né. Trouxeram um pouco sobre o que elas gostam, o que elas não gostam em um lugar, né, tal. Eu já fui mais, tipo... Ah, morar embaixo da... Eu tinha tirado o número 4. Morar embaixo da terra respirando e se alimentando por meio de um canudinho.
Aí estava fácil, né? Era bom pra caramba.
Ah, daí era bom pra ser um lugar baixo, né? Um número baixo. E aí, tipo, elas foram falando, ah, uma mansão e no Japão, porque eu já vi que no Japão falaram, achei até interessante que uma delas falou, ah, porque eu já vi que no Japão tem o banheiro com o assento aquecido.
Aí, ó, é o meu sonho, gente, ter a tampa lá top do banheiro.
Eu achei engraçado porque o Gustavo sempre falou isso. E a outra falou, até coisas que ela viu na mídia sobre Nova York e tal. Enfim, né, trouxe temas que a gente nem imaginaria que crianças na idade delas, né, talvez por ser uma idade que a gente não conviva tanto, né, não tenho tantas pessoas nessa idade de convivência frequente assim. Então eu não sabia o nível de conhecimento. Achei super legal, né, ter compartilhado isso e elas terem trazido isso pra gente.
Essa daí foi uma rodada que a gente ganhou de ordem, né. Mas a gente, claro, teve que levar consideração um pouco da ênfase que elas estavam trazendo para esses, para essas opiniões que elas estavam dando, sabe? Tanto que pelo que elas trouxeram, né, uma delas lá trouxe, é Nova York era um lugar tão ruim de morar, tão ruim, que ficou abaixo de Guarulhos. Eu achei assim, a gente conseguiu ordenar de acordo com a ênfase, né? Óbvio que a gente deu uma colher de chá aí, mas foi legal ouvir um pouquinho do que elas estavam falando.
Muito interessante no caso do Itu, e eu não joguei, isso foi uma falha minha, né? A gente não jogou cooperativo, que o Itu é cooperativo. A gente só jogou o jogo, pelo menos no meu grupo ali, a gente só jogou o jogo competitivo. No cooperativo, veja, vocês não precisaram adaptar quase nada, praticamente nada. Vocês jogaram pra valer, né?
Foi, não, total. Mas claro, dando as colherinhas de chá no meio das ênfases delas, né? Foi muito legal, muito engraçado. A gente jogou também o de menor animal para maior animal. Ah, legal, foi legal. Ela Mas essa daí dos lugares para morar foram elas que escolheram, foi bem legal.
E vocês chegaram a jogar com elas o Time's Up, aquele de mímica?
Jogamos também, porque o de mímica aí tem um ponto, né?
Elas queriam jogar mímica, isso daí é a primeira coisa que elas falaram. E o segundo ponto é que são times.
Exato, a princípio elas queriam ficar no mesmo time, né? E aí foi um pouco de convencimento para elas entenderem que seria legal que cada uma ficasse num time, porque às vezes poderia ter coisas que a gente saberia porque viriam coisas mais antigas, coisas que não não é tão familiar para elas. E o contrário também. Então foi legal que elas entenderam que faria importância que cada uma ficasse em um time diferente. Elas se separaram, mas foi muito legal assim a maneira que elas— a competição não foi igual a nossa competição doentia quando se tem uma competição entre adultos, né?
Para no caso delas foi bem leve, bem tranquilo. E que eu achei bem legal é que elas não tiveram nenhuma inibição para jogar com adulto assim, sabe? Foi muito tranquilo, a gente explicou bem as regras, explicou que a princípio a gente poderia falar e fazer mímica ao mesmo tempo, tudo junto. E que isso seria importante porque, querendo ou não, aquele jogo especificamente de mímica também envolveria memória. E aí, isso fez com que elas entendessem o jogo de uma outra maneira. Porque a princípio, no nosso caso, veio, por exemplo, de cartas Gretchen.
É isso que eu ia perguntar, como que ficou as cartas?
Então, a gente fez... Usando também da memória. E elas souberam fazer interpretação da Gretchen, fizeram da Gretchen, fizeram de Meu Pé de Laranja-Lima.
Foi bem, caraca! Então tinha, então vocês não pré-selecionaram as cartas com contextos tipo para elas, vocês jogaram com tudo?
Jogamos com o que veio, foi aleatoriamente. A gente pegou, cada uma escolheu os seus. Elas acharam que elas fariam as mímicas e tal só das cartas que elas tinham pego. Aí quando entenderam que ia para um baralho único, embaralhava e todo mundo ia rodar todas as cartas, A princípio ficaram meio, meio apreensivas assim, porque poxa, mas e se eu não souber? Aí a gente deixou elas bem à vontade para passar, para a gente, né, também faz isso quando não sabe, a gente passa para trás e vai tentando fazer o que sabe, mas utilizar de palavras, principalmente no começo, a primeira rodada, né, utilizar de palavras que dessem a entender aquela, aquela que tava na carta. Por exemplo, saiu o cantor belo.
Nossa!
E elas, elas saiu super bem, ela falou uma característica de uma pessoa que é bonita, né?
Eu achei isso legal.
Ela não sabe quem é o Belo, mas ela trouxe dessa forma. Foi muito legal. Rebeca Andrade foi legal porque uma delas faz ginástica artística e aí soube interpretar muito bem, até com um exemplo prático, exemplo prático, que eu pensei, meu Deus, se fosse eu fazendo essa ponte, que ela virou uma ponte assim, eu acho que eu ia precisar chamar o Samu. Enfim, foi muito legal, né? Então a primeira rodada só conversando, e isso a gente vacilou porque principalmente só usou de palavras.
A segunda a gente podia usar uma palavra e fazer mímica à vontade, e a última rodada era só mímicas, né? Por isso que elas entenderam a importância do jogo da memória misturado ali. Então a gente fazia um símbolo de assim, toda vez fazia o mesmo símbolo na segunda e última rodada, e daí a gente já conseguia acertar. Foi bem legal, caiu, caiu bastante coisa que que elas sabiam, que sabiam interpretar. Saiu a Dory, saiu O Senhor dos Anéis, souberam interpretar. Foi legal, gostei bastante de jogar com elas também.
Eu devia ter pego o trio para jogar com elas.
Trio, elas iam amar.
Se elas estavam da memória, a gente ainda ficou: será que a gente pega o trio e tal? Teria dado muito certo, né?
Pensando nisso, elas iam gostar.
E foi interessante que assim, vocês jogaram, né, o Time's Up, tem um pouco de caos, né? O Ito tem a coisa do engraçado. O La Feira de Pulgas, para quem não conhece o Tchinko, La Feira, né? Carol já jogou também, várias. Carol é campeã no La Feira de Pulgas. Basicamente você tem cartas de diferentes números e a ideia é que você tem que juntar todas as cartas de um número na sua mão. E aí durante a rodada você tem que trocar cartas.
Então você tem lá, eu quero trocar duas cartas, sempre cartas iguais, né? Eu posso trocar uma única carta ou duas ou três ou quatro, tanto faz. Só que você tem que ficar gritando na mesa, ó, 4, 4, 4, 2, 2, 2, 2, 5, 5. E até alguém te ouvir, te dar as cartas, você dá as cartas e aí você checa sua mão para ver se você tem as cartas suficientes. Normalmente esse jogo se joga, ele joga com pontos. Então você vai até 250 pontos e o set de cartas que você juntou, o valor das cartas vai te dar o ponto.
Então se você juntou as cartas número 100, você vai ganhar 100 pontos. Você juntou todas as cartas de 55, 55 pontos, assim por diante. Para ficar, como a gente tá jogando uma mesa com todo tipo, tinha muita gente, eu acho que tinha 9 pessoas na mesa, a gente acabou tipo quem juntar ganhou. Então não importava o valor da carta, o que importava era juntar. E então para facilitar ali nessa coisa de marcar, e também até porque eu eu não curto muito esse jogo, mas elas queriam que eu jogasse junto.
Então eu falei, se a gente jogar terminou a rodada ganhou e a gente jogar algumas partidas, vai ser mais de boa do que até o final da partida, que vai levar ali um bom tempo. Porque até alguém juntar ali os 250 pontos, ou tem que dar muita sorte, ou tem que estar no esquema que nem a Carol fez já numa última partida que a gente, que eu vi eles jogarem, né, porque eu não joguei, mas eles estavam jogando, facilitaria toda essa matemática.
E acabou que assim, elas ficaram muito empolgadas. A gente jogou 4 rodadas Só que assim, eu ganhei as outras 3 rodadas. Aí eu falei, ah, gente, se vocês quiserem jogar, continua jogando. Já ganhei muito, briguei assim, né? Mas elas se divertiram bastante com esse caos que fica na mesa, gritaria e tal. É que nem a Carol falou, quando começa esse jogo, gente, eles estavam conversando do outro lado do salão, tava passando o jogo já, né, da França-Inglaterra. É inaudível.
Não, não tem como, não tem. E o salão, ele é grande, mas não tinha como, não dava para ouvir o jogo de jeito nenhum.
Imagina 9 pessoas gritando números ao mesmo tempo. Então esse é um exemplo de um jogo que também tem uma mecânica bem simples, foi divertido, todo mundo gostou, mas Mas o que me surpreendeu na realidade, na real mesmo, é que a gente acabou pegando para ver se dava certo, porque elas falaram que elas gostavam de Uno. Então a gente pegou o Lhama e o Cariba para jogar. O Cariba eu não joguei com elas, eu fui meio que o mestre da mesa.
Eu expliquei as regras, jogaram as duas mais um amigo nosso e uma amiga nossa. E foi interessante porque tanto essa amiga nossa quanto esse amigo nosso, eles estavam jogando para valer. Eles não estavam tipo assim, ah, vou fazer uma jogada que não é tão interessante, uma jogada burra. Não, não, eles jogaram para ganhar. E uma das meninas ganhou o jogo, mas foi tipo disparado, né? Foi tipo 17 a 11, a 11 a 8. Acho que foi mais ou menos essa a pontuação, né?
Na hora de explicar as regras, até o amigo nosso que tava explicando junto comigo lá, o Zach, ele falou, ó, eu ia explicar, ó, tem cartas de 1 a 8. Ele, não, calma, calma, explica que é um lago, que tem os animais, e que o animal maior, que é um número maior, ele espanta o animal menor.
Mas que o rato espanta o elefante porque o rato tem que tentar ser lúdico.
Eu tenho, é porque quando eu expliquei o lhama primeiro, o lhama é só número, né? Então esse, esse no caso, o carimba, permitia uma explicação mais lúdica. Então foi bem legal que elas pegaram o jogo muito rápido, elas já pegaram umas manhas do jogo de você jogar às vezes uma cartinha ali para que o outro jogador, se ele completar— porque o Careeba é assim, você tem cartas de 1 a 8 no círculo. Se você colocar 3 ou mais cartas, e se já tinha a carta você só coloca por cima de um mesmo animal, o que tá mais perto dele em ordem decrescente você pega como ponto.
Então tem umas manhas. Por exemplo, se eu jogo 3, 6 e pego uma carta 5, só que depois alguém pode jogar 3, 7 e pegar esses 3, 6. Então você faz umas manipulações ali para você impedir que os jogadores peguem cartas mais próximas se você não tem como pegar. Por exemplo, eu sei que tem 2 6 na mesa, tem 2 5, tem 2 4, aí eu jogo um 5 no meio para que se alguém jogar 3 6, ele pegue um 5 e não os 2 4, ele pontua menos. Então elas pegaram isso muito rápido e foi nessa que uma delas ganhou, né, porque elas rapidamente entenderam o esquema do jogo.
Não teve house rule. A única coisa que a gente não colocou foi o modo avançado do Cariba, que tem o mercado. A gente achou que ia ficar muita informação, mas ninguém tirou o pé, ninguém explicou a regra diferente. O jogo foi como ele deveria ser e elas jogaram super bem. E no caso do lhama, que esse sim é o mais parecido com o Uno, também elas pegaram o jogo muito rápido. E eu fui explicando por camadas. A primeira coisa que eu expliquei foi: é tipo Uno, só que você só, em vez de você jogar o número igual ou cor igual, você joga número igual ou número maior, uma a mais.
Então rapidamente elas pegaram que 1 vai para o 2, 2 vai para o 3, do 6 vai para o lhama e do lhama vai para o 1, só que o lhama vale 10 e o lhama, a lhama é ruim, né? Rapidamente elas pegaram essa, essa malícia. E também o esquema de quando passar porque no Olhama você quer ficar sem cartas na mão. Só que às vezes vale a pena você passar e você vai pontuar negativo tudo que ficou na sua mão, porque você só pontua uma única cópia de cada número.
Então se eu tenho 4 números 5 na minha mão, não é 20, eu pontuo só 5. Então nas primeiras jogadas elas já pegaram que às vezes você tem um monte de 2 na mão e chegou na sua vez, tá com 4 na mesa para você jogar 4 ou 5, desiste, porque isso é 2 pontos negativos, tá? Ótimo. E tem também a regra que quando você bate, você se livra de uma ficha, você troca 10 fichas brancas por uma preta. Então é bom você bater quando tá com uma ficha preta.
Elas viram isso na prática, tanto que uma delas ficou em segundo lugar no jogo, indo muito bem, porque ela rapidamente entendeu essa coisa. Agora, nesse jogo foi curioso, porque uma das meninas, ela tinha jogado uma lhama, aí voltou a vez pra ela, ela comprou uma carta, veio uma lhama. Antes de voltar pra vez dela de novo, acabou, alguém bateu. Mas ela ficou tão brava que ela comprou uma lhama, ela: eu já tinha descartado essa lhama, eu comprei outra!
Jota. E foi engraçado ver essa frustração também, mas eu acho que elas lidaram super bem com o fato de que elas estavam jogando com adultos, que elas estavam indo muito bem e que elas estavam jogando corretamente. Então não teve nada assim muito de diferente assim, né, do que se elas tivessem, se a gente tivesse jogando entre si lá. Tanto que, de novo, Lhama não teve adaptação de regra, foi a regra como foi. É um jogo que é basicamente número para falar, mas como elas tinham esse background do Uno, né, elas já tinham jogado uno, elas entenderam o jogo muito bem.
E a cada jogo que a gente foi jogando, a gente foi perguntando: ah, vocês gostaram do jogo? Quer jogar de novo? Quer jogar um novo? E foi muito legal que tinha muito jogo. Então elas queriam jogos novos, aquela coisa de tipo descoberta. Então foi bem legal que a gente, que elas conseguiram jogar 6 jogos diferentes num único dia. Para quem tá acostumado com um outro jogo na existência, né, isso foi uma experiência que eu imagino que para elas foi muito rica, mas para a gente também também foi muito rico entender essa coisa, por exemplo, de eu praticar melhor essa explicação mais lúdica quando for possível, de praticar isso de você adaptar para jogar e entender quais são as pessoas que têm perfil também para jogar com criança.
Porque como eu falei, um dos amigos nossos tava jogando, ele tava jogando bravão assim, jogando tipo vou arrebentar, entendeu? E ele ficava meio assim, quando alguém ficava demorando para jogar, ele é sua vez, Sabe? Então não tem tanto esse tato para jogar com criança. Enquanto que um dos, o outro amigo nosso, né, o Zaca, não só ele tem tato para explicar, mas ele tem tato para tentar, tipo assim, ah, eu vou, eu quero que elas tenham a melhor experiência possível mesmo que eu perca.
Aí eu acho também válido, né, falar da experiência que eu tive com o Ravi, que é nosso sobrinho de 3 anos, jogando o Monstro das Cores. É um que o Gusta encontrou aí, que foi publicado recente, né?
É essa versão pequenininha recente, ele é um jogo da Devir, bem pequenininho, muito legal, gente.
Ele é, ele pelo que eu vi, né, o monstro das cores tem outras emoções e tal. E esse daí ele é uma coisinha mais enxuta. Então tem tipo medo, alegria, né, é tristeza, coisinhas mais simples. E enfim, aí eu fui jogar com ele, mas eu acho que ele ainda não tem essa veia de entender que é um jogo. Então ele quis brincar com o monstrinho tal, ele não interpretou que aquele aqueles potinhos eram as emoções. Então a gente tentava falar para ele, ó, aqui quando chegar aqui a gente tem que falar das coisas que deixou a gente triste.
Aqui a gente, aí quando chegar nessa parte aqui a gente vai virar e ver se o monstrinho ele entendeu o que é que fica triste, o que é, o que é que fica feliz, e se ele ficou com sentimentos confusos e tal. Enfim, mas ele ainda não entendeu. A gente tá com o joguinho lá no no quarto dele, mas vai incentivando aos pouquinhos porque ele só quer brincar, ele quer pegar o bonequinho e ficar: oi amigo, você quer ser meu amigo?
E é curioso, né, porque esse jogo ele é recomendado para 3+, né, mas tudo depende da experiência da criança. Acho que a criança que tem uma experiência com jogos, que foi esse caso, são duas meninas de 9 anos, mas elas já jogavam além de jogo tipo que nem o Uno, baralho, elas também estavam com a gente, joga Roblox. E elas comentaram, no Roblox tem coisas que para elas são mais complexas do que aqueles jogos nós estávamos jogando, mas com coisas mais simples também.
Então foi legal que tipo elas enxergaram isso, tipo, da coisa da complexidade do jogo. E tipo, a gente perguntou, foi muito, você acha que ficou muito complexo, foi muito simples? E tipo, por exemplo, Liana falou, ah, eu achei muito simples. Falei, caramba, que legal, né? Tipo, elas pegaram a manha do jogo. E até fazendo uma ponte para um projeto que eu participei aí com a Paper Games, para quem depois tiver interesse, no site da Paper Games tem o Projeto SALA, que é a sigla para Simples Alternativas de Lazer e Aprendizagem, né?
A ideia do Projeto SALA é traduzir numa simples ficha o que é cada jogo da Paper Games do ponto de vista de educadores e de pais. Então ele dá sugestões para professores de aplicação do jogo em sala de aula, mas ele tem uma parte que ela é exclusiva para tentar mostrar para os como eles podem usar o jogo com as crianças e quais são as ideias principais de cada jogo, o que cada jogo trabalha, se ele trabalha cooperação, se ele trabalha frustração, comunicação, aprendizado de regras, seguir regras.
Então tem toda uma lista de skills lá que é colocada para cada jogo. E para mim esse projeto foi muito fascinante porque ele me trouxe certas visões das pessoas que participaram que eu não tinha, dessa coisa de adaptar a regra do jogo, de, ah, para uma criança joga com as cartas abertas no jogo que jogaria com as cartas fechadas. Ah, se ele não é cooperativo, talvez fazer uma versão cooperativa. Então, dentro da regra do jogo e da possibilidade que o jogo tem, cada uma das fichas— então ele tem, se eu não me engano, tem todos os jogos da Pepper Games que estão em circulação.
Porque tem jogos mais antigos, por exemplo, ah, não vai fazer uma ficha pro Luna, pro Grand Austria Hotel, um Planet. Mas pra maioria dos jogos que estão em circulação, na verdade pra todos, né, olhando aqui no site, já foi tudo publicado. E os jogos mais novos, eles estão sendo atualizados ao longo do tempo. Então fica em jogos jogos.ppgames.com.br/sala. E eu acho muito legal poder aproveitar e divulgar esse projeto também aqui no podcast.
E já falei dele em outros conteúdos também. Porque às vezes as pessoas perguntam, ah, me fala um jogo pra jogar com criança. E aí, se você vai olhar, por exemplo, numa Ludopedia ou até em outros conteúdos, ele tem a idade recomendada pela editora. Mas nem sempre a idade recomendada pela editora é uma idade que leva em conta certos aspectos culturais, aspectos educacionais.
E...
É bem legal porque tem um índice desse projeto que é tipo um boletim, né, com os jogos e as habilidades estimuladas. E lá é colocada, com base na análise dos especialistas que participaram desse projeto, por exemplo, qual é a idade que eles recomendariam para jogar. Então, por exemplo, vou dar um exemplo aqui do primeiro jogo da lista, que é o Bandido, né. Se você for, por exemplo, lá na Ludopedia e procurar pelo Bandido, a idade recomendada tá 6+, mas no boletim aqui ele tá como 5+.
O Cariba, por exemplo, ele tá como 7+, mais. Mas enfim, isso depende muito do jogo, da época que ele foi publicado, por conta daquela coisa do selo do Emeta. O Lhama, por exemplo, tá 6 anos e eu não tinha me tocado. Eu falei, pô, 9 anos aqui dessa lista da Paper Games, pô, quase tudo dá para jogar. Ele só não coloca aqui, acho que o Splitto ele coloca 9+, o No Tanks ele coloca 10+, mas o restante dos jogos, a maioria deles tá aqui entre 5 anos, ou até 4, né?
Procuratos, o Quem Foi, Kikitanda, ele tá colocando como Gato, tá com gato, ele coloca como 4. Mas a maioria dos jogos estão entre 5 e 9 anos. Então, tipo, eu poderia ter selecionado outros jogos da Paper para testar e a gente acabou na hora ali, eu esqueci de ver isso. Então é muito legal para vocês que têm jogos da Paper, por exemplo, porque eu acho que é a única editora que tem esse material assim, né, de dar uma olhada, de procurar.
Por exemplo, Bonanza, eu queria ter jogado Bonanza com elas, mas na caixa não, acho que a caixa tava mais a idade. Mas aqui na recomendação ele coloca a faixa etária 8 anos. Bonanza ideal para criança a partir dos 8 anos, com regras fácil de compreender e sem necessidade de grandes adaptações. Então é bem legal que todo o projeto ele foi feito pensando se precisa ou não adaptar alguma coisa para determinada idade.
Ah, interessante, né? E só me explica uma coisa em relação a esse projeto: vocês levam para as escolas para que eles comecem a implantar isso nas escolas? Como é que funciona?
Então essa parte da iniciativa eu não tenho muita ideia. O que eu sei é que isso tá sendo divulgado em feiras, como por exemplo a Abrin, né? Então agora vai ter acho que a Office Escolar também, que é uma outra feira, né, de coisas relacionadas à escola e a Paper tem um stand lá e eles estão com as fichas impressas e também lá o QR codezinho para quem quiser baixar. Mas se você entrar lá no site, tem a ficha de cada jogo individual, tem o boletim, tem a explicação do projeto.
E claro que assim, esse é um negócio que é muito abrangente. Imagina, para se tivesse que colocar gente para ir em escola, seria— eu não sei, eu acho que eles hoje eles não fazem isso, né, de ter uma pessoa que vai nas escolas divulgar isso. Mas isso tá sendo divulgado justamente para esses nichos. É importante divulgar para que eles disseminem também, porque quando a gente fala de jogos de tabuleiro A gente tá sempre pensando, ah, vamos melhorar, vamos ampliar o hobby.
Ah, mas outro dia eu ouvi numa, eu tava na live, eu não lembro que live, que eu acho que era do Borzenburgers, né, que alguém tava falando, é, mas o jogo complexo é o que sustenta o hobby. Meu amigo, você está redondamente enganado. O jogo complexo ele pode sustentar o nicho e as editoras mantendo esses jogos de nicho, mas é esse tipo de iniciativa. A Devir também tem uma iniciativa parecida, né. Eu lembro que o Nuno, um abraço pro Nuno aí se ele tiver ouvindo, ele ia nas escolas, levava jogos, representava a Devir para levar isso para comunidades, por exemplo.
E eu acho que é esse tipo de iniciativa que começa na escola, colocando as crianças para fazer essa diversão offline, essa diversão offline, né, com uma diversão que tem diferentes aspectos, que a criança tá brincando, mas ao mesmo tempo ela tá praticando uma habilidade que ela normalmente não praticaria se ela tivesse jogando outra coisa digital ou no celular, né. Que é essa, essas iniciativas que lá no futuro vão garantir a sustentabilidade e o crescimento do hobby, como por exemplo de videogames.
A nossa geração, né, ou geração X, a milênio e tal, é essa geração que hoje fez com que a indústria de videogames hoje seja uma das maiores do mundo em relação a faturamento e lançamentos e tudo mais. Porque eu lembro quando eu era pequeno, jogar videogame queimava a vista, falava essas histórias, né?
Toda geração teve suas questões, né?
Jogar videogame deixava criança violenta.
Violenta era, isso foi uma das coisas que mais falava, né? Mas eu acho que é importante tudo se renovar, né? Inclusive enxergar que que esses projetos, essas ideias que vêm surgindo assim, como é o caso do Projeto Sala, são coisas inovadoras aí para melhorar o processo de aprendizagem das crianças, porque é uma maneira de estimular raciocínios diferentes, né? Ficar muito naquilo que a gente— claro, a educação em si, né, o educar hoje em dia se adaptou muito em relação à atualidade, né, colocando também para se utilizar de ferramentas como computador, tablet e tudo mais.
Agora, e aí, né, tem sido muito discutido também. Exato, que a gente tá na era da IA agora. Então tudo isso tá sendo implantado, tá sendo conduzido aí na parte da educação. Só que eu acho que esse tipo de projeto pode sim ajudar em relação à criança a despertar raciocínio, porque é uma forma da criança também, não só da criança, né, da pessoa em geral, ter um contato com alguma coisa diferente, é que foge um pouquinho do que ela tá ali no dia a dia aprendendo, mas mas que remeta depois lá dentro da sala de aula, remeta aquele raciocínio que ela precisou para o jogo, né?
Enfim, fazer conexões neurais no geral eu acho que é sempre importante. Então, que legal, esse projeto é bem interessante.
Não, e essa ficha ela inclui justamente isso de na sala de aula você ter essa abordagem, mas em casa ela ser contínua, porque você tá aplicando uma ferramenta lúdica dentro de sala, mas fora de ela também. Então não é aquela coisa, é um jogo educacional, nenhum jogo aqui educacional, mas eles podem ser usados com essa finalidade e aproveitar esse momento também para brincar. Então por isso que a gente sempre, eu pelo menos, né, quando se fala de jogo infantil, eu sempre recomendo ou jogos da Paper ou dá uma olhada lá com o canal do Paizinho Vírgula, né.
Esse eu tenho que, jogando juntos, né, mais uma vez é um canal do Thiago lá que ele aborda muito essa coisa, ele fala de ter jogado com as crianças. Mas assim, ó, as crianças dele estão ficando cada vez mais velhas, assim, em relação assim, tipo, elas estão crescendo. Então talvez cada vez mais ele vá aplicar os jogos para as crianças mais velhas. Então novamente isso se renova para procura de conteúdo para crianças pequenas, que é uma coisa que todo mundo pergunta.
Ah, mas eu tenho filho de 5 anos, o que que eu jogo? O que que eu posso jogar com ele? Então esse material da PP Games já é um norte. Tem muito jogo, né? PP Games tem mais de 100 jogos no catálogo. Então assim, parece que eu tô fazendo propaganda da PP Games, é porque eu participei do projeto revisando um monte de coisa, mas também porque eu não me lembro ou não encontrei uma iniciativa tão intensa e tão detalhada e no nível que eu gosto, que é essa coisa de ter um Excel enorme e aí você tem o nome dos jogos e tem a idade e você tem as planilhas dele.
Amo essas coisas. Eles têm uma planilha bonita, hein, porque foi desenhada e tal, ficou muito legal, parece um boletim escolar mesmo, né? Então eu acho que por mais iniciativas dessa, a gente tá divulgando essa dentro desse contexto que a gente teve, que foi essas jogas que nós fizemos recente, né? A gente comentou aí 6 jogos, foi muito legal ter jogado alguns deles de novo. Continuam gostando de La Feira de Pulgas de Tikri Kwen lá, continuam querendo jogar Time's Up.
Eles jogaram entre eles lá, é muito bom.
E eu sou muito boa ainda, cara, é foda, gente. Puta zoeira, Time's Up!
Nossa, a minha memória é boa para isso. Agora ela é o tempo do jogo, sei lá, 40 minutos, a minha memória é boa. Depois disso acabou a memória, não Eu não tenho memória.
E assim, reforça o Nobogix para mim, que é um jogo que eu gosto bastante. Reforçou também o quanto eu gosto de Llama e como ele pode ser um jogo simples, mas que tem ali a sua maldade. E o Cariba como nosso fishingzinho absurdo, que tem como jogar em qualquer ocasião. Uma pena que ele seja só em 4 pessoas, seria legal se ele fosse em mais. Mas o Llama cabe 6 pessoas, então foi possível jogar com mais gente na hora. O Nobogix também, acho que a gente jogou em 5, mas acho que cabe 6, se eu não me engano.
Então são ótimos jogos. Jogos que quando eles foram lançados, né, talvez até mais o No Object que os outros, eu acho que eles não tiveram uma atenção tão importante dos criadores de conteúdo. Porque aquela coisa, é um monte de jogo, tem muita gente que gosta de jogos mais complexos e acaba fazendo, né, essa tipo, ah, mas mais um joguinho, ah, não vai dar view, não vai dar clique. Mas muitos desses jogos podem ser aplicados e para outras finalidades junto com o jogar.
E eu acho que isso também entra na importância deles aí nosso hobby. Mas é isso, pessoal. Espero que vocês tenham gostado desse Rádio Gambiarra. Comente aqui no Esporte Flávio Hugo Spotify sobre os seus jogos. Se você joga com criança, qual é a idade, que jogos que dão certo, que jogos que não deram certo.
E é isso aí, muito legal. Gostei de falar desse tema hoje. Inclusive, eu gostaria de jogar com mais crianças. Vamos expandir esse nosso conhecimento com jogos com crianças, porque tivemos poucos contatos. Já jogamos com os filhos da Marcela, já jogamos com a Valentina, filha de uma amiga nossa, enfim. Mas foram poucas crianças no geral. Acho que a gente precisa jogar com mais crianças.
Verdade.
Não, isso é muito legal.
A gente jogou com primos meus, Saboter, mil anos atrás.
Mas isso já nem conta, porque a gente não lembra da experiência, o raciocínio que se teve sobre isso. Acho que vale a pena a gente fazer outras vezes jogos que incluam as crianças aí, porque a gente tem tido cada vez mais oportunidade. Aliás, cada vez mais oportunidades não, nossos amigos estão ganhando filhos por aí. É verdade, o meu cunhado Nick tá com 2 filhos. Aí a gente já pode jogar, tem o Ravi. Então a gente vai começar a ter mais contato, talvez em breve aí, com crianças, porque a gente, as gerações vão mudando, os filhos vão nascendo, e é isso aí.
Então é isso aí, pessoal. Espero que tenham gostado do episódio. Tamo junto, aquele forte abraço e até o próximo episódio. Episódio. Valeu, beijo, tchau! Está perdido com tantos episódios? Consulte na descrição o nosso índice completo de episódios e playlists.
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