Convenção Batista Piauiense: Pr Fernando Brandão - Liderança/ Ministério Pastoral 17/07/2026
Mensagem Bíblica do Pr Fernando Brandão na sede da Convenção Batista Piauiense 17/07/2026 Ser Pastor é permitir que Jesus o Supremo pastor pastoreie e sustente a Igreja.
Fernando Brandão
- Vida e vocação sacerdotalSer pastor é uma escolha divina, não humana · A necessidade de intimidade com Jesus para pastorear · A vida de oração como definidora do ministério pastoral
- Humildade e serviço no Reino de DeusA glória pertence a Deus, não ao pastor · A necessidade de diminuir para que Cristo cresça · A importância de não buscar reconhecimento humano
- A Importância da Visão EspiritualA importância de conhecer a visão de Deus para a igreja · A fidelidade à vocação e ao chamado de Deus · A necessidade de não recuar diante das dificuldades
- A Igreja de ÉfesoA igreja pertence ao Senhor Jesus · O preço da igreja: o sangue de Cristo · A igreja como a coisa mais preciosa na Terra
- Desafios do pastoralismoO papel do pastor como líder da noiva de Cristo · A importância do amor por Jesus para o ministério · A igreja como movimento missionário liderado pelo Espírito Santo
- Cooperação interinstitucionalA importância da cooperação para o avanço do Reino · A igreja como corpo de Cristo, não um pequeno império · A necessidade de humildade e perdão entre os batistas
- Formação do Partido MissãoMoisés como pastor da escassez · A importância da promessa de Deus e da missão · A necessidade de não recuar diante dos desafios
Obrigado, querido, vocês estarem aqui. Tô feliz de estar aqui no Piauí. Eu já vim muitas vezes aqui, já tive, tivemos projetos por aqui, já andei por esse Piauí, já comi sanduíche no Dogão com Pastor Giovanni, já andei por esses interiores, já evangelizamos por esses interiores. Aliás, eu tava assim com projetos no Piauí até quando eu era pastor em Brasília, né? Nós tínhamos umas congregações aqui no interior do Piauí, que a igreja lá, a gente tinha, abria congregação, ia.
Quando eu deixei a igreja, acho que a gente tinha 38 congregações em 6 estados plantando igrejas. 51% do orçamento da igreja a gente investia em missões todo mês. Não era oferta, era do dízimo, de tudo, 51%. Eu falava para os líderes da igreja assim: gente, quem é o dinheiro da igreja? É de Jesus. Jesus gosta de quê? Almas, tem festa no céu. Então vamos investir o dinheiro naquilo que o dono gosta. Se é dele, eu tenho que investir no que ele gosta, não o que eu acho, o que eu penso, que eu acho que deve ser.
Eu quero saber o que que ele gosta. Se a igreja é dele, a igreja tem que viver para glória dele, cumprir a missão que ele deu para ela. E ele quer que vidas sejam alcançadas de Jerusalém até os confins da terra. E aí a gente abria frente missionária para tudo quanto é canto. Era uma farra, era uma festa. Viagem missionária era uma por mês com a igreja. Mas, queridos, eu tô muito feliz de estar aqui com vocês nesta manhã. Trago o abraço do nosso presidente, Pastor Rafael Abdala, da nossa diretoria.
Ontem eu falei com ele, mandou mensagem. Pastor Raimundo ouviu no carro, eu botei o áudio. Olha, Ele tá lá no Paraná, na convenção lá paranaense, falando lá. Ó, transmite um abraço aí para os meus queridos irmãos piauienses e saudação da Convenção Batista Brasileira. Feliz de ver a Convenção Batista Piauiense avançando. Hoje vou mencionar isso à noite, mas meus irmãos, aqui nesse auditório nós temos pastores, Temos esposas de pastores, temos educadores, líderes de juventude, pessoas que oram, irmãos queridos, pessoas dedicadas ao Senhor, que faz a obra de Deus.
Deixe-me colocar algumas coisas aqui para a gente começar a fazer umas reflexões nesta manhã. Primeiro, a igreja é do Senhor Jesus, a noiva de Cristo. Ele comprou com o próprio sangue. Ele morreu na cruz pelos nossos pecados. A igreja dele, ele pagou o preço. E ele vai voltar neste planeta aqui, Terra, só por uma razão: buscar a noiva dele, a igreja dele. A igreja é a única coisa que tem futuro na eternidade. Tudo vai virar pó, o resto vira pó.
Só a igreja É herança do Senhor nesse planeta. A coisa mais preciosa que tem na face da terra é a Igreja do Senhor Jesus. O preço dela é incomensurável. Nós não conseguimos definir o preço da igreja. Foi o próprio sangue de Cristo. Então a igreja é o que é, o que existe de mais precioso na face da terra. Pertence a ele, o Rei dos Reis, o Senhor Jesus. É a noiva dele. A igreja é para glória dele. E ele, ele confiou a pessoas como você a liderança da noiva dele.
O que há de mais precioso na face da terra é a noiva do Senhor Jesus. E você tem o privilégio, a honra de liderar a Igreja do Senhor Jesus, de servir, seja como um professor na escola bíblica, seja na educação cristã, seja na oração, seja como pastor da igreja. Em qualquer área você tem a honra e o privilégio e a responsabilidade de liderar, de servir o que há de mais precioso na face da terra. A igreja. O Senhor Jesus conversando com Pedro antes da partida dele, ele disse para Pedro lá na Galileia, no mar, depois do café da manhã, tinha peixe, pão: Pedro, você me ama mesmo para valer?
Se você realmente me ama, eu vou confiar minha igreja a você. Pastoreie as minhas ovelhas. Só pode cuidar da noiva do Senhor Jesus quem ama muito Jesus, não é pouco. A igreja não é uma escola, não é um supermercado, não é empresa, não é um projeto meu. A igreja é algo, a igreja é um movimento missionário liderado pelo Espírito Santo. Ela não é minha, ela não existe em função da minha vida. Dos meus sonhos, dos meus projetos. A igreja é do Senhor Jesus.
Só pode servir, liderar na igreja quem ama muito a Jesus. Às vezes as igrejas têm problemas porque algumas pessoas que não amam muito Jesus assumem o ministério pastoral, às vezes cargos e funções na igreja. Isso é muito ruim, que ela começa a prevalecer segundo ela mesma. E não segundo a visão do Senhor Jesus. A Igreja tem dono, é o Senhor que é o dono dela, e quem trabalha na Igreja tem que trabalhar para a glória do dono da Igreja, do Senhor da Igreja.
A gente tem que ter esse discernimento, entendimento do que é a Igreja, de quem é a Igreja e o privilégio que nós temos de servir na Igreja. E aí eu quero me dirigir aos pastores. Pastor, a maior honra que alguém pode ter na vida é ser pastor. Maior privilégio que alguém possa ter na vida é ser pastor. Não tem honra maior alguém ser pastor. Não importa o número de pessoas que você está pastoreando, você está, foi chamado pelo Senhor Jesus para liderar a noiva dele, o que há de mais precioso na face da terra.
E um detalhe: todas as outras profissões as pessoas podem escolher, decidir a ser, estudar, se preparar e vai exercer. Mas ser pastor não é uma escolha humana, é uma escolha do Espírito de Deus. Nós não escolhemos ser pastor, ele nos escolheu. E isso é um privilégio tão grande, uma honra tão grande, gente, Ser escolhido pelo Senhor. Só pode liderar a Igreja do Senhor Jesus quem foi escolhido pelo Espírito Santo. E na verdade é importante que a gente entenda, pastores, que nenhum ser humano tem habilidades, habilidades, capacidades suficientes para pastorear a igreja.
Nenhum de nós pode pastorear a Igreja do Senhor Jesus. Entenda isso. Não é porque você prega bem, fala bem, tem carisma, capacidade de administrar, de liderar. Não é porque você tem capacidade de liderar pessoas que você vai pastorear a Igreja do Senhor Jesus. Não é isso, não. Jesus não chamou você para pastorear a igreja dele, não, viu, pastor? Deixa eu me explicar uma coisa: só tem um pastor na igreja, é o Senhor Jesus. Aleluia!
Glória a Deus! Eu tava com saudade. Você precisa voltar. A igreja só tem um pastor. Ele não me assusta não, que eu tô acostumado. Ele lá no conselho, ele faz isso. A igreja só tem um pastor, o Senhor Jesus. Então, e eu nessa história? E você? Quando o Senhor Jesus, o Espírito dele chama alguém para ser pastor da igreja, Jesus está chamando para que essa pessoa permita que ele pastoreie a igreja dele através da sua vida. Ser pastor é permitir que Jesus, o Pastor Supremo, o único Pastor da Igreja, pastoreie a Igreja dele através da sua vida.
Eu vou repetir, pastor: Jesus chamou você para que ele pastoreie a Igreja dele através de você. De quem é o poder? É dele. De quem é a palavra que transforma? Quem transforma vidas? Quem consola? Quem edifica? De quem é a glória? Quem é que abençoa as pessoas e as famílias? Quem sustenta a igreja? Quem comprou? Quem deu sangue? Quem vem buscá-la? As ovelhas pertencem a quem? Percebe de quem é a igreja? Chamou você para que ele pastoreie a igreja dele através da sua vida, pastor.
Olha aqui, ó, para ser pastor a gente precisa ter a visão dele, estar com a mente dele, o coração dele. A coisa mais importante na vida de um pastor, na vida pastoral, é a intimidade dele com Jesus, é a vida de oração. A vida de oração do pastor define o seu ministério, o ritmo do seu ministério. A nossa intimidade com Deus, a nossa intimidade com Deus define quem nós somos, define a nossa família, define como nós tratamos as pessoas, como nós lideramos a igreja.
A nossa intimidade com Deus define as nossas prioridades. A nossa intimidade com Deus define como nós falamos, como nós como nós pensamos. A nossa intimidade com Deus define como nós fazemos os nossos negócios, como nós lidamos com as coisas do reino, com as coisas do dia a dia. A nossa intimidade com Deus, pastores, define como nós tratamos a nossa esposa, os nossos filhos. A nossa intimidade com Deus define o nosso casamento.
A nossa intimidade com Deus define quem nós somos. A coisa mais importante na vida de um pastor é a vida de oração dele. Eu percebo que os pastores, nossos pastores, temos muita demanda, demanda, demanda, demanda, demanda. E o povo às vezes quer ver a gente correndo para lá e para cá. E às vezes você chega no domingo para ministrar a palavra, sábado à noite você tá no sufoco. Alguns estão recorrendo aí ao Google para copiar alguma coisa.
Essas mensagens não servem, porque o Senhor Jesus chamou você para alimentar as ovelhas dele com aquilo que você vai receber dele na intimidade com ele. Eu conheço as minhas ovelhas, chamo cada uma delas pelo nome, eu sei o que elas precisam, precisam. E eu chamei você para que eu alimente as minhas ovelhas através de você. E é na intimidade comigo que você vai receber o alimento para ministrar as minhas ovelhas. Mensagens, alimentar as ovelhas, meus irmãos, não é copiar mensagem.
Isso é palestra, as palestras. Mas alimentar espiritualmente a igreja só é possível se você tem intimidade com o Espírito de Deus. Vou repetir: Alimentar espiritualmente a igreja só é possível se você tem intimidade com esse livro, Intimidade com o Espírito Santo. Ovelha, irmãos, não é um grupo de pessoas que você juntou lá e você é um ministro eclesiástico. Você não é gerente de igreja. Nem administrador eclesiástico. Deus levantou você para ser líder da visão dele onde ele colocou você.
É isso aí. Deus chamou você para liderar a visão dele, e para liderar a visão dele você precisa conhecê-la. E para conhecer a visão de Deus, você precisa ter intimidade com ele. Ser pastor é a maior honra do mundo. Esposa, Seu esposo é um privilegiado, ele foi chamado pelo Senhor para liderar a igreja dele. Nós não precisamos ter inveja do dono da Apple ou Google ou outro aí, ou presidente da Petrobras ou coisa parecida, esses grandes líderes aí de empresas no mundo, tantas coisas.
Precisamos ficar com inveja disso? Pois Deus nos chamou para liderar o que há de mais precioso. Acorde cada segunda-feira com alegria e gratidão, pastor, de que você está servindo ao Senhor Jesus e você lidera a igreja, o que há de mais precioso. E não importa se ela tem 5 pessoas ou 1.000, uma ovelha para o Senhor Jesus é preciosa. Ele chamou Felipe, enviou Felipe no sul de Jerusalém para correr atrás de um carro e encontrar uma pessoa, pregar para ela, discipulá-la e batizá-la.
E eu acho que nunca mais ele viu aquele moço. Não importa a quantidade de ovelhas que o Senhor Jesus confiou a você, você precisa corresponder com expectativa de quem chamou você. E a expectativa é que você seja fiel, o busque, esteja cheio da palavra e cheio do Espírito, para liderar a Igreja do Senhor Jesus. Quem não tem uma vida cheia do Espírito não pode liderar a Igreja do Senhor Jesus. Quem não tem uma vida cheia do Espírito não pode nem fritar pastel na cantina.
Quem não tem uma vida de intimidade com Deus não pode nem distribuir boletim na porta da igreja. A igreja é séria, testemunho é vida, vida no altar. Pastores, deixe-me dar um exemplo aqui. Domingo de manhã você vai pregar, 100 pessoas é seu auditório, 100 pessoas. Naquele auditório tem um casal que brigou a noite toda no sábado, veio para igreja brigando. Depois do culto vai falar contigo para marcar que eles estão falando, querem separar.
No outro banco tem uma senhora que descobriu durante a semana, o exame, foi no médico, tá com câncer, vai começar a quimioterapia. No outro banco tem um casal, uma família que descobriu que o filho tá usando drogas. No outro banco tem uma jovem desanimada, depressiva, tá se cortando, perdeu a vontade de viver. No outro banco tem um empresário quebrado. No outro tem um irmão que foi demitido, 3 filhos. Segunda-feira ele não sabe para onde vai.
Mas no outro banco tem um casal super feliz que a esposa engravidou, não conseguia, agora engravidou. No outro tem um casal que a família tá feliz porque o filho passou para medicina. No outro tem um empresário que fez um ótimo negócio, vai até dar uma oferta para igreja. No outro tem um outro jovem que passou no concurso da Petrobras. No outro banco Tem uma família, um jovem, uma mulher, um homem, não tô nem aí para nada, tá sentado ali, tanto faz, tanto fez, acabar o culto agora, pode ir até mais tarde, não tô nem aí.
E aí você vai pregar para esse auditório. Me diz quem é o inteligente, o sabido, que tem uma mensagem capaz de atender todos esses corações. Dá para mim um sabido que vai trazer uma mensagem naquela manhã, que aquela irmã que vai começar aqui na terapia vai sair encorajada dali com esperanças, e aquele irmão que tá feliz vai glorificar mais ainda a Deus, que aquela família que não sabe para que lado vai fazer com aquele filho que tá usando drogas, e você vai pregar.
A mensagem da inteligência artificial não serve não, gente, e nem do Google, nem qualquer outro canto. A única mensagem que vai tocar no coração de todo mundo é aquela que vem do altar do Senhor, que você esteve com ele durante a semana. Você vai pregar o quê? Você já deve ter passado por isso. Eu lembro que eu preguei uma vez, Pastor Gilvão, era lá na Segunda Igreja em Brasília. Preguei de manhã assim, sabe quando eu pensei comigo: é, hoje não foi bom, hoje foi fraco, hoje nem eu dava conta dessa mensagem, nem eu queria ouvir essa mensagem, nem eu queria.
Aí eu cheguei na porta e uma senhora falou comigo: pastor, que coisa linda hoje, hein? Tô saindo outra daqui, o irmão foi boca de Pastor, como Deus falou meu coração nessa manhã, nem eu tava acreditando em mim. Eu aprendi na vida algumas coisas, irmãos, que o poder não está em nós, o poder é de Deus. Não somos nós que somos capazes de pastorear a igreja, é o Senhor Jesus. Por isso, pastores, Humildade, dependência de Deus, buscar o Senhor, buscar a visão de Deus.
O Senhor é conosco, ele que nos sustenta, ele que nos fortalece, ele que nos dá visão, ele que nos encoraja, ele que nos dá o ânimo, é ele quem cuida da nossa família. É viver nessa dependência de Deus. Eu sei porque eu estou onde estou e eu sei quem me colocou aqui, e eu vou servir o Senhor com alegria, na total dependência dele. Que privilégio é ser pastor! Que privilégio é servir na igreja! Que privilégio é varrer aquele local que as ovelhas do Senhor Jesus vai servir ali!
Cada membro da igreja precisa ter essa consciência de servir ao Senhor com alegria. Eu tenho umas coisas que ficam na minha memória e que Deus usa para me encorajar. Eu fui pregar numa igreja lá na Baixada Fluminense no meio de semana, irmãos. Tava muito quente e é longe para chegar lá, o trânsito intenso. Uma igreja naqueles bairros meio complicados lá pelo Rio de Janeiro, naquela cidade satélite, naquela cidade ao redor do rio, uma igreja vibrante fazendo.
Era uma quarta-feira, tinha um culto de missões e eu fui. Uma igreja tinha lá naquele auditório umas 150 pessoas e os irmãos vibrando. E foi um culto lindo. Aí o pastor me chama depois do culto para lanchar. E aí tinha uma cantina missionária e aquela igreja, na sua simplicidade, construiu uma cozinha debaixo de uma escada, irmão, sem ventilação. E ali tinha uma senhora fritando pastel debaixo daquela escada. Tava quente no rio, debaixo daquela escada eu acho que tava o dobro da temperatura.
E aquela irmã ali suando, fritando pastel com sorriso no rosto, quando ela me viu falou: Pastor Fernando, eu não pude nem terminar de ouvir a sua mensagem, já vim para cá fritar os pastéis missionários. Pastor, não recue não, vamos avançar, vamos enviar missionários. Naquela época tava com a campanha de mandar missionários para Amazônia. Vamos avançar, pastor. Tô muito feliz aqui fritando pastel para o meu Jesus, para a gente avançar e pregar o evangelho.
Pastor me falou: pastor, essa mulher sai 5 horas da manhã de casa, ela pega um ônibus, o trem, chegando no centro, na estação lá, vai pegar outro ônibus para ir para o trabalho. Ela veio de ônibus, veio de trem, chegou aqui, depois aqui ela vai para casa, vai fazer a marmitinha dela, amanhã ela tá de volta. E aquela mulher debaixo da escada quente, uma cozinha quente, dentro da cozinha quente, debaixo da escada, fritando pastéis, com os olhos brilhando, um sorriso nos lábios, um coração ardendo, e dizendo: eu tô fritando pastel para o meu Jesus, para proclamar o evangelho e alcançar pessoas na Amazônia.
Pastor Raimundo, eu voltei dirigindo, louvando a Deus, dizendo: obrigado, Senhor. Porque o Senhor ministrou na minha vida essa noite, me encorajando. A alegria daquela mulher, não tem como recuar. Pessoas que sabem por que estão fazendo, a quem estão fazendo, para quem estão fazendo, dedicado a ele, para proclamar o Evangelho de Cristo Jesus. Irmãos, tratem a igreja com muito zelo, cuide das coisas do reino do Senhor Jesus, a proclamação do Evangelho.
Da obra missionária. Não brinque com isso, não brinque. Não impeça a igreja de viver o extraordinário de Deus pela sua falta de visão e mediocridade. Tem líderes medíocres às vezes e falta de visão, e não permite que a igreja viva o extraordinário de Deus na missão, na proclamação do evangelho, na fé, nas decisões, no avanço. Trava a igreja. Não impeça da igreja viver o extraordinário de Deus pela sua falta de visão. Busque no Senhor a visão dele para a igreja que está naquele lugar onde Deus te colocou.
Deixe-me ler a palavra para começar a mensagem, irmãos. Eu fui só dando uma palavra de introdução. Eu já preguei sobre esse texto em alguns lugares. É um texto que eu sempre medito. Os missionários, Pastor Raimundo já deve ter ouvido isso, que lá eu falava isso sempre para os missionários. É a segunda parte do capítulo 3 do Evangelho de João. João capítulo 3 é um capítulo maravilhoso, mas a partir do verso 22, a primeira parte fala do novo nascimento e também no versículo 16, que é lindo, lindo, lindo, lindo, né?
Porque Deus amou o mundo, né? Mas a partir do verso 22 tem uma história em que os discípulos de João Batista estavam discutindo, né, no WhatsApp deles lá, no grupo de WhatsApp, eu acho, quem que era o batismo, né, o mais importante. Essas coisas que às vezes o povo fica discutindo, que não vai para lugar nenhum. Aí fica essas discussões bestas, desculpa, bobas. Discutindo. Às vezes ficam inimigos uns dos outros por coisas que o Senhor Jesus não tá, não quer que a gente foque nem se envolva.
E eles estavam discutindo lá essa questão de batismo, né? João estava batizando lá para o lado de Salim, né, ali nas bandas do Jordão. E surgiu uma disputa entre os discípulos de João com um certo judeu acerca da purificação, acerca do batismo. E aí eles foram até João e olha que confusão, falaram para João assim, para o João Batista, tá? João Batista, Evangelho de João, mas aqui é o João Batista. João, aquele moço que você batizou, lembra dele?
Que você falou bem dele, você batizou tal de Jesus. João, ele agora tá batizando também, tá todo mundo indo para lá. João, presta atenção, tá furando teu olho. João, você é o profeta, você é filho de Zacarias, linhagem sacerdotal, filho de Isabel. Você é um profeta, João. Olha só, João, você falou bem do moço, deu toda moral para ele, e agora, João, tá todo mundo indo para lá. João, olha só que situação, irmãos. O cenário tá montado para quê?
A inveja, maledicência, intriga, discórdia. O cenário tá montado. Aí João dá 4 respostas para esses rapazes. Eu sempre leio esse texto e medito para minha vida pessoal. As 4 respostas que João dá para ele, para esses caras, Sobre essa questão de que agora todo mundo tá indo para o batismo de Jesus, ainda que Jesus mesmo não batizasse, mas os seus discípulos. E que João, João, ninguém tá vindo mais para o teu batismo, perdeu. Isso ainda falou bem do moço.
Aí a primeira resposta que João dá é a seguinte, verso 27 diz: João respondeu: Ninguém pode receber coisa alguma se não lhe for dada do céu. O ministério que eu recebi vem do Senhor, vem do céu. O poder é dele. Eu não sou o poder e eu não tenho poder. Eu sei quem me chamou, eu sei que o poder é dele, não é meu. Eu sei onde está o poder e quem lidera é o céu, não sou eu. Não sou eu quem define as coisas espirituais. É o céu, é o Senhor.
Eu não sou dono dessa obra, eu não sou dono da igreja, eu não sou o centro das atenções, eu não fui chamado para ser um case de sucesso, eu fui chamado para glória dele. Eu sei quem é o poder. A segunda resposta, João diz assim: vocês são testemunhas quando eu disse: eu não sou Cristo, Mas eu fui enviado adiante dele. Eu sei quem eu sou, eu sou João, eu não sou o Cristo. Eu sei quem eu sou, eu não tenho crise de identidade, eu não preciso imitar ninguém, eu sei quem eu sou.
Deus me conhece, minha estatura, o jeito de eu falar, conhece minhas esquisitices. Eu não sou o Cristo, eu sou João mesmo, e Deus me chamou para me usar do jeito que eu sou. Eu não preciso imitar ninguém, o jeito de ninguém falar, o jeito de ninguém vestir, ter a barba de fulano, ter a barba do pregador tal, usar camisa do pregador tal. Deus não me chamou para imitar ninguém. Jesus me chamou para ele, através da minha vida, pastorear a igreja dele.
O poder é dele, a glória dele. Eu não sou Cristo. E aí ele diz: eu fui enviado adiante dele. Eu sei para que ele me chamou. Eu conheço o ministério que o Senhor Jesus me chamou. Irmãos, quando a gente sabe para que Deus chamou a gente, não tem crise, não tem frustração. Eu não vou reclamar do bairro, da rua, da cidade, porque eu vim para cá. Não, eu sei porque eu tô aqui, quem me colocou aqui. Eu não vou ter crise de identidade, não vou ficar inveja, com inveja do outro que está fazendo um trabalho lá, o Senhor tá agindo lá, a glória do Senhor Jesus.
Eu não tenho que ficar imitando ninguém, eu não tenho que ficar me comparando com ninguém. Eu sei para que Deus me chamou e eu sei porque eu tô aqui. Alguns líderes, às vezes missionários, pastores, vivem certas frustrações porque estão onde estão e não sabe por que estão ali, não conhece os propósitos de Deus para sua vida. Uma oração que o Paulo em Colossenses, ele fala no capítulo 1, não vou ler, mas no capítulo 1 de Colossenses ele diz assim: eu estou orando para que vocês tenham plenitude de conhecimento da vontade de Deus, discernimento espiritual.
Capítulo 1 de Colossenses, depois você leia e busque isso na sua vida. Ore permanentemente para conhecer a plenitude da vontade de Deus, os propósitos de Deus para sua vida, e ter discernimento espiritual porque você está onde você está. E às vezes é frustrante, você fica desanimado, desencorajado, porque você não sabe por que tá ali. Qual é a visão de Deus para sua vida, para sua família, onde ele colocou você? Qual é a visão de Deus para o ministério que Deus confiou a você na juventude, na educação cristã?
Qual é a visão de Deus para a classe que você está ministrando? Qual é a visão de Deus para a igreja, para o lugar onde ele colocou você? João Batista disse: eu não sou o Cristo, eu fui enviado diante dele. Eu sei para que Deus me chamou. Você sabe para que Deus chamou você? Deixe-me dar um exemplo aqui bem forte. Paulo e Silas, juntamente com Timóteo e Lucas, eles estavam na segunda viagem missionária de Paulo, trabalhando na Ásia, na Ásia Menor, que hoje é a Turquia, região da Bitínia, Capadócia, ponto.
E ele tentando ir para tudo quanto é canto pregar o evangelho. Ele tinha botado uma base em Éfeso, formando líderes, enfim. E o Espírito de Deus não permitiu que Paulo fosse para alguns lugares. E aí, quando eles estavam em Troade, Paulo, eles tiveram uma visão, um chamado de Deus, e a visão era passar para Macedônia. Macedônia era Europa, e eles foram para Macedônia e foram parar numa cidade chamada Filipos, uma cidade de importância no Império Romano, a quarta cidade de importância.
Filipos tinha sido fundada pelo pai de Alexandre o Grande, Filipe II, no 4º século antes de Cristo. Quase 400 anos aquela cidade já tinha de existência. No 1º século, perto de 500 anos. E eles começaram a pregar o evangelho ali, se converteu uma mulher chamada Lídia, comerciante de púrpura. É só que Paulo e Silas foram presos. Naquela cidade. Tomaram uma surra, varadas, varadas, uma surra que não era brincadeira. E eles foram jogados numa masmorra insalubre, e a recomendação é que eles ficassem presos no tronco.
Presos duas vezes na prisão, e dentro da prisão tava com os pés no tronco. Apanharam Sem julgamento, sem nada. Você tem ideia de que que era uma prisão naqueles dias? Insalubre. O pior lugar da cidade de Filipos, o pior lugar de uma cidade, eu acho que é a prisão. Eu nunca ouvi alguém falando: ah, eu vou passar um final de semana no Rio de Janeiro, quero ficar hospedado lá em Bangu 1. Não vai. Quem vai? Eles foram levados para o pior lugar da cidade.
Não esqueça disso. Eles estavam nas piores circunstâncias que o ser humano pode viver: fome, dor e privação da liberdade. Dor, fome e privação da liberdade. Meia-noite, esses dois cidadãos estavam fazendo o quê? Glória, glória! Estavam adorando a Deus, irmãos, e orando. Eles não são diferentes da gente. Quando eu passava nesse texto, passo nesse texto, fico pensando, rapaz, será que esses caras não sentiam dor? Sentiam dor. Qual a motivação que eles tinham para orar e glorificar a Deus, irmãos?
Glorificar a Deus ali, adorar a Deus. Às vezes tem crentes que vai para igreja para adorar o Senhor, e aí, não, mas a climatização não tá boa, a música não tá boa, nada tá bom. As pessoas parece que elas, a motivação para a gente adorar, qual que é? O Senhor. O Pai procura adoradores que o adorem em espírito. E às vezes a igreja parece mais um local de entretenimento, casa de shows, do que lugar de adoração. As pessoas estão indo para lá para serem servidas, entretidas.
Na verdade, nós vamos lá é para adorar o Senhor. A música tem que atender somente a uma pessoa, o Senhor Jesus, não é a mim. Aí eles estavam no pior lugar da cidade, no pior lugar da cidade, os condores com fome, e eles adoravam o Senhor, glorificavam a Deus e oravam. Aqueles presos lá, imagino, estavam ouvindo aquilo: são doidos mesmo! Irmãos, aquela que poderia ter sido a pior noite na história da vida daqueles dois missionários, daqueles dois pastores, aquela que poderia ser a noite que eles trariam na memória uma noite de dores, uma noite de tristeza, uma dor de uma noite de prisão, aquela que poderia ter sido uma das piores noites na vida de Paulo e Silas, se tornou uma noite de batismos.
O pior lugar da cidade de Filipos viu a glória de Deus naquela noite. Não importa onde Deus colocou você, se o lugar é bom ou ruim, ele colocou você ali porque ele vai revelar, ele quer revelar a sua glória, a glória dele através da sua vida. Me impressiona a fidelidade, a chamada fidelidade à vocação de Paulo e Silas, no pior contexto que eles podiam viver na cidade de Filipos. Mas não importa onde Deus me colocar, onde ele me levar, onde eu vou, eu serei fiel à vocação, fiel à proclamação do evangelho.
Eu buscarei o Senhor, eu o adorarei em todas as circunstâncias, não importa onde ele me colocar, porque onde eu for, aquele lugar verá a glória de Deus por meio da minha fidelidade e obediência ao Onde Deus colocou você, pastor? Você está na expectativa de uma outra cidade, de um templo melhor, de uma equipe ministerial melhor? Você está aí na expectativa de um salário melhor para você viver o extraordinário de Deus? O que que você tá na expectativa?
O que que você tá na expectativa? Qual é a sua expectativa para você viver o extraordinário de Deus? Aquela noite foi uma marca muito forte na vida de Paulo e Silas, o que Deus fez naquela prisão. Ele vai escrever depois a carta aos Filipenses, são 104 versículos, 4 capítulos. Que coisa linda aquela carta! Ele abre o coração. Aquela igreja em Filipe se tornou igreja missionária, que ofertou, sustentava, enviava oferta missionária para sustentar Paulo e os missionários quando eles desceram para Tesalônica, Bereia.
Muitas vezes ele cita, olha, não foi uma, mas várias vezes vocês me ajudaram, me sustentaram. Ele escreve uma carta, abre o coração exortando, encorajando, mas também expressando toda gratidão porque aquela igreja representava para obra missionária. Eu sei porque eu estou aqui, quem me trouxe para cá. Moisés foi chamado pelo Senhor para pastorear 40 anos. No deserto. Ministério da escassez. Faltava água, faltava comida, murmuração, um pouco difícil.
Enfim, 40 anos no deserto. Moisés sabia porque ele estava ali e quem tinha levado ele para lá. Eu sei quem me chamou e eu sei porque eu tô onde eu estou. Por isso que eu não tenho crise, por isso que eu não tenho inveja do ministério de ninguém. Pode todo mundo ir lá para o batismo de Jesus, eu sei porque eu fui chamado e para que eu fui chamado. A terceira resposta dele, ele diz assim: a noiva pertence ao noivo, a noiva tem dono, eu sou amigo do noivo, a noiva é para glória do noivo, eu não vou flertar com a noiva do Senhor Jesus.
Não flerte com a noiva dele, você vai tropeçar nas próprias pernas. Tem alguns líderes imprudentes que flertam às vezes querendo a glória da igreja e acham que a igreja é dele e é para o sonho dele, para glória dele, e às vezes até para elegê-lo como candidato a algum cargo público. A igreja não é plataforma política de ninguém. Ela existe para glória do Senhor Jesus. Alguns estão flertando com a glória da noiva e isso não vai dar certo.
E a gente tem visto alguns tombando por aí, alguns líderes caindo porque estão flertando com a noiva do Senhor Jesus. Acham que a noiva é para sua glória, que a igreja é para servir alguém e a igreja tem dono. A noiva pertence ao noivo. Eu, eu sou feliz demais porque eu sou sou só amigo do noivo e ele me confiou cuidar da noiva dele. Imagina, o noivo confia a noiva a você e você quer começar a flertar com a noiva, querer a glória da noiva para você.
Não vai dar certo. Olha a honra que é cuidar da noiva do Senhor Jesus. Ele virá buscar sua noiva e você tem a honra de ser amigo do noivo, de cuidar da noiva. Pastor, ser pastor é muito zelo, é muito sério. Não brinque com isso. Você não é, não é gerente de igreja, não é dono de igreja. A paixão pelo ministério pastoral, irmãos, alegria e o privilégio de ser pastor é muita honra, é muita honra. Eu tive assim ao longo da minha jornada com missões nacionais, eu fui em tantos lugares.
Eu preguei em tantos lugares e algumas coisas marcaram a minha vida. Deus usou para ministrar na minha vida de uma forma muito especial. Eu tive uma experiência no Amapá. Eu preguei numa das maiores igrejas que eu já preguei na minha vida. Foi no bairro do Araxá, no Amapá, o bairro mais pobre daquela cidade. Só tinha uma rua asfaltada que passava ônibus, as outras todas de terra. Tinha Operação Jesus Transforma lá, uma das equipes iria para aquela igreja.
E eu fui pregar lá numa terça-feira à noite, cheguei um pouquinho mais cedo. E aí cheguei na porta da igreja, aquela rua de terra, irmãos, um lugar muito simples, mas muito simples. E assim, na rua passava assim um esgoto Para entrar na igreja, a gente tinha que pular assim, aquele esgoto assim, aí tinha a calçadinha ali, aí você entrava na igreja. O templo tava sem reboco, as janelas de ferro, algumas já tinha vidro, outras tinha um plástico preto.
Pastor me mostrou a salinha dele, era uma mesa assim, uma cadeirinha. Vi o lugar onde a água entrava, descia. A janela do gabinete dele era de plástico. Daquele plástico preto. E aquele pastor todo feliz mostrando a igreja para mim, não sei o que ele tava querendo mostrar, mas ele mostrava. Mas ele me mostrava a igreja, eu nem olhava para igreja, eu olhava mais para ele, alegria dele. E aí tinha um pessoal ensaiando para o culto logo mais.
E aí ele me mostrou assim, ó, pastor, aquele da bateria ali, que ele era avião do tráfico, agora, ó, tá discipulando aquele outro. Aquele era um bairro, um bairro violento, tinha muitos muitos bares, muitas drogas, ficar perto do porto, do porto lá no Amapá, no Rio lá. E tinha uma menina dirigindo louvor, ensaiando, e ele falou: aquela ali fazia ponto, pastor, no cais do porto. 10 anos de idade ela já tava lá no cais do porto.
Agora ela já tá com 18 anos, ela é líder de louvor aqui da igreja. Aquele pastor, numa simplicidade, irmãos, aquele templo eu acho que cabia uma 100, 120 pessoas sentadas. E ele falou para mim, ó, pastor, hoje à noite muita gente vai aceitar Jesus, faça apelo. Eu falei, mas você combinou com o povo? Ele falou, não, pastor, nós estamos orando, estamos orando. Irmãos, uma paz quente naquela noite. Dentro daquele templo tava quente e foi enchendo, enchendo, enchendo.
Acho que tinha umas 150 pessoas dentro daquele templo, não cabia mais ninguém, tinha gente lá de fora. Eu tava do ladinho dele assim, entrou uma família e falou assim, eu acho que aquele moço hoje vai entregar a vida Jesus. Eu já comecei a ficar com responsabilidade. Gente, eu preciso pregar com alguma coisa. Aí começou o louvor e aquele, aquela música. Irmãos, aquele lugar era muito simples, muito simples. E de fato, naquela noite, várias pessoas aceitaram Jesus.
Não era pela minha pregação, mas pela palavra do Senhor. E acho que nem precisava pregar, uma igreja orando. E aquele pastor vibrando, ele me pediu: pastor, você me arruma 10 mil folhetos Eu falei: para que que você quer 10 mil folhetos? Você vai abrir uma livraria para vender folheto? Ele falou assim: não, pastor, é que esse bairro tem 10 mil pessoas e eu quero alcançar todas com o evangelho de Jesus. Aquele pastor me impressionou.
Igrejinha dele simples. Talvez ele me pedisse: pastor, me arruma uma oferta, arruma um cimento, pastor, para a gente rebocar essa igreja. Pastor, você não quer arrumar alguém para me ajudar a botar os vidros na janela dessa igreja? A visão dele não era uma visão de prédio, a visão dele era do templo do Espírito Santo, vidas. Eu quero alcançar, pastor, com cada, com o evangelho, cada pessoa do bairro Araxá. Por isso me arrume 10 mil folhetos, que não vai ficar uma pessoa nesse bairro sem ouvir de Jesus, porque a nossa igreja vai estar aqui para alcançar todo mundo.
Jesus botou a gente aqui para alcançar todo mundo desse bairro. Pastor Giovana terminou o culto, aquele pastor, pai, eu fico emocionado. Ele pegou a bicicletinha dele, a esposa dele sentou na garupa assim de ladinho, e naquela rua empoeirada, escura, aquele pastor sumiu na escuridão e na poeira. Salário, um salário mínimo. Eu conheci um dos pastores extraordinários nesse Brasil Batista, das maiores igrejas que eu conheci. A visão daquela igreja, a visão daquele pastor era uma visão extraordinária, do extraordinário de Deus.
Eu tô no— eu não tô— ele não me reclamou: pastor, me dá uma força aí, eu tô aqui nesse bairro, a rua da igreja, pastor. Ó, pastor, não tem um templo. Ô, pastor, aqui é tudo muito difícil. Ó, pastor, tô vibrando, Deus me colocou aqui para ganhar muita gente para Jesus. Jesus. A história desse bairro será outra porque a nossa igreja, pastor, tá aqui para ser sal e luz, é um farol para esse bairro. Nós não vamos sossegar até alcançar cada pessoa dessa cidade.
Qual é a visão que você tem de onde Deus te colocou? Depender do poder dele, ter a visão dele. Às vezes encontro pastores desanimados, desencorajados, irmãos, então esperando às vezes uma oferta, alguma coisa material para ficar animado. Não, não vai, porque isso vai passar. Na primeira escassez que tiver, desanima. O que nos anima, o que nos encoraja ao ministério não são as posses, os recursos que nós temos, mas a visão que Deus nos dá.
Vou repetir: não é o templo Não são os recursos, não é a cidade, não é o que você tem que vai te encorajar, que vai te motivar, que vai te fazer realizar do ministério. É a visão, é isso que vai, é a visão. Eu sei porque Deus me botou nesse bairro aqui. Pastor, eu tô aqui, mas se você ficar sabendo de uma igreja, indica meu nome. Eu não quero ser indicado para nada, eu quero estar onde Deus quer que que eu esteja. Eu quero viver a plenitude do ministério que Deus me chamou.
Eu quero viver a plenitude de Deus, ainda que seja para alcançar uma pessoa só, lá no deserto, andando na estrada, correndo atrás. Eu quero é viver o ministério que Deus tem para mim, a plenitude do ministério. E é nessa plenitude do ministério que eu me realizo. Aquele que foi vocacionado pelo Senhor para o ministério, ele vai se realizar vivendo a plenitude desse ministério. A coisa não é material, não é humana, não são esses valores do mundo que às vezes você vê aí na internet, as pessoas querendo curtidas, curtidas.
Eu quero é a curtida de Deus. Eu quero saber se Jesus tá curtindo a minha vida, dando like como eu vivo, como eu trato minha família, como eu trato a igreja. Quero saber se o Espírito de Deus tá dando like no meu estilo de vida. A noiva tem dono e eu sei para que eu fui chamado. Eu sei de quem é o poder, eu sei quem eu sou e eu sei a quem pertence a noiva. E aí ele encerra a conversa com a última resposta. Lá no meu interior, na Bahia, fala assim: aí fechou a tampa do caixão, acabou a conversa.
Importa que ele cresça e que eu— Pastores, deixe-me dizer uma coisa para você: Deus chamou você para diminuir. No mundo funciona assim, as pessoas fazem as coisas para terem e para serem. E todo mundo quer sucesso, e não tá errado não. Isso mesmo, empresário quer crescer, o advogado, o médico, o professor, o empreendedor, ele quer crescer. Passou no concurso, quer crescer. Todo mundo quer brilhar, todo mundo quer ser um case de sucesso, todo mundo quer ser um influencer.
Todo mundo quer crescer. Agora, ser pastor é ser chamado para diminuir. Não se iluda achando que você foi chamado para aparecer. O ministério não é seu, o ministério é do Espírito. A glória não é sua, a glória é dele. Se o seu nome estiver aparecendo, tem alguma coisa errada. Se você fica frustrado se você não for chamado, não for citado, não for mencionado— o pastor reclamou comigo, foi no evento e sequer chamaram para ele fazer uma oração silenciosa.
E às vezes em nossas convenções, em nossos encontros e associações, às vezes aqueles que estão liderando se sentem na obrigação de chamar alguns para orar para poder prestigiar. Isso é pecado, irmãos. Nós temos que pedir perdão a Deus. Eu prego isso, preguei agora lá os pastores no Rio. Eu falei, irmãos, eu já vi situações que chama fulano só para orar, para dar um prestigiar, e o cara vai orar, ele nem ora. Eu fico prestando atenção na oração, ele elogia a mesa e começa assim, Senhor, eu te agradeço por— aí começa a dar tipo assim relatório, é prestigiar a gente.
Ele tá, por isso parece que ele tá pregando para Deus e na verdade não tá orando. Deus não vai ouvir essa oração. Nós temos que nos arrepender, pedir perdão a Deus, irmãos. Isso é uma vergonha para nós, pastores, líderes, não ter maturidade espiritual para entender que a glória é do Senhor Jesus. E nós não somos autoridade, nós não somos governador, nem senador, nem político que precisa de reconhecimento para ter capital político.
Nós não precisamos de reconhecimento, nem o nosso nome ser chamado. Se não for, se não formos reconhecidos, ah, não participa mais dessa convenção, não vou mais nesse negócio, não me indicaram para nada. Não chamaram para eu estar sentado lá na frente, nem me indicaram para alguma coisa, nem me chamaram para fazer uma oração. Eu sou pastor da maior igreja dessa convenção, fui na assembleia, ninguém me chamou nem para orar, também não vou mais lá não.
Isso é pecado. Você não foi chamado para ser aplaudido. Pastores, a gente precisa de humildade. Isso é vida com Deus. Eu não tô dando recado para ninguém aqui, isso eu prego em qualquer lugar. Se eu vou no local, as pessoas mencionam: o diretor da convenção tá aqui, vai dar uma saudação em nome da Convenção Batista Brasileira, e representando a instituição. Mas o Fernando em si, eu não preciso de reconhecimento nenhum. Lá no Rio de Janeiro, os caras ficam bravos comigo porque eles têm esse negócio de ser cidadão, reconhecer-se de ser cidadão.
Já tentaram me dar título de cidadania no Rio umas 3, 4 vezes, também do estado, e eles já sabem que eu não quero. Mandaram uma carta para Convenção Batista Brasileira quando eu tava Nacionais, um deputado lá, porque dizendo que eu esnobei, que eu não quis receber o título de cidadão do Rio. E eu falei, não vou, porque eu já sou cidadão do Reino de Deus, eu sou cidadão baiano, não vou entrar para trás. Esses políticos quer dar título de cidadania para nós agora esse ano.
Então é assim, querendo dar título para nós para poder tirar foto da gente, para o nosso, para a gente ser capital política, arrumar voto para eles, fazer média. Eu não quero, eu não quero título, eu não fui chamado. Eu falei, olha, se querem, era porque por causa da Cristolândia, o trabalho social de Missões Nacionais, que realmente é grande, bonito. Aí eu falei, olha, gente, se tiver alguma coisa para reconhecer, tem que reconhecer todos os missionários, todas as igrejas que ofertam, promotores de missões, quem ora.
Olha, faz uma moção aí na Câmara e tal de reconhecimento ao trabalho dos batistas pela ajuda de Missões Nacionais, trabalho relevante social. Faz aí um negócio desse para mim, tá ótimo, e glorifica a Deus. Agora, dar título de cidadania para mim, até não. Não preciso de aplausos de glória não, pastores. Nós não fomos chamados para isso, para ser estrela não, meus pastores queridos. E aí às vezes a gente vê a igreja perecer, gente sofrendo, porque a gente tá distante dos propósitos de Deus, da intimidade com Deus.
A gente tá com essa carnalidade. Quanto mais a gente fica longe do Espírito e da palavra, essas coisas tomam conta do nosso coração e a gente fica frustrado, fica decepcionado com os outros, fica magoadinho. E pastor magoado é para o resto da vida. É impressionante quando pastor fica magoado. Magoe qualquer pessoa menos um pastor, rapaz. Eu, olha, vou falar para vocês, eu já passei por homens aí andando pelo Brasil, os cara, o cara vinha falar comigo, eles levantavam coisa de missões nacionais de 20, 30 anos atrás que aconteceu um negócio.
Falei, pastor, vira essa página, perdoa quem precisa ser perdoado, vamos viver um novo momento, meu pastor. Gostou, mas fica com aquilo magoado. Aí aconteceu um negócio lá atrás, na época, na convenção piauiense, eu fiquei chateado, magoado, também não participo nada. Rapaz, já pensou se Deus te tratasse assim? Já pensou se os membros da tua igreja se comportasse assim? Desculpa, queridos, falar, tratar algumas coisas sérias nessa denominação.
Eu tô nesse negócio, não tô aqui por cargo não, não precisa disso não. Eu tenho compromisso com Deus, com a palavra dele. Botei minha vida nesse negócio e eu não vou falar nada para ficar agradando, não. E nós temos que ter pastores quebrantamento, buscar o Senhor. E se você for no evento, não mencionar você, não chamar você para orar, não fica magoadinho, não. E se tiver ficando triste, vai para casa, entra no teu quarto, ora e pede ao Senhor para encher o teu coração da alegria do Espírito.
Quando a gente tá cheio da alegria do Espírito, tanto faz, tanto fez. O que me alegra, o que me traz plenitude, não é o que as pessoas fazem comigo, é a presença de Deus na minha vida. Não é o que as pessoas falam de mim, não é o que eu vivo, não é a viagem que eu faço ou entretenimento que eu possa ter que vai trazer plenitude. É a minha intimidade com Deus, alegria do Espírito, que lá Em Gálatas fala: o fruto do Espírito é alegria, paz, contentamento, domínio próprio.
Aleluia! Glória a Jesus, pastores! Algumas vezes a sua igreja cresce mais um pouco, e aí assim: eu não preciso de convenção, não preciso mais de nada, aí eu vou solo, porque agora não, agora eu vou, aí eu não ajudo mais ninguém, não coopero mais nada, porque agora tem o recurso aqui aumentou. Quando era pouco até eu cooperava, mas agora está dinheiro, não vou mandar. Cooperação para convenção não, eu não vou ofertar mais, eu mesmo é que controle tudo.
Dolícia, gente. Agora meu pequeno império, meu pequeno reino, eu sou o cara, eu sou melhor que a convenção, eu administro melhor e não vou mandar o dinheiro porque eu administro melhor, eles não sabem nada. Coitado. Nós batistas temos aí mais de 150 anos que estamos nessa jornada, irmãos, e chegamos até aqui porque cooperamos e fazemos missões. Tem alguns pequenos impérios de igrejas que a gente tá vendo aí na, na, na, na, na, na, na em mídias, na imprensa, uma vergonha.
A disputa pelo poder, né, alguns pequenos reinos que dura só uma geração. Nós batistas somos um povo de cooperação, de humildade. Ah, eu queria que a minha igreja crescesse muito na época, e tava crescendo, e quanto mais crescia, mais eu cooperava. Um dia chegou um pastor lá, um grupo de uma igreja lá em Brasília, e chegou o pastor: nós não temos condições, não estamos dando conta de pagar o nosso pastor, o senhor, a igreja não pode nos ajudar de alguma forma?
E a gente tava assim, ó, já no talo do talo dos comprometimentos. Vamos ver. Aí, não, vamos assumir o salário do seu pastor um ano. 6 meses a gente vai pagar 100%, 3 meses mais 75%, mais 3, 50%, para vocês terem um fôlego. Não, e o senhor? Não, mas o senhor ajuda a administrar? Não, eu não quero administrar a igreja de vocês, não. Posso dar algumas orientações para liderança. Mas vocês têm que buscar o Senhor, a igreja de vocês.
O senhor não quer que seja uma filial sua? Não quero filial não. A igreja de vocês tem que andar com as próprias pernas. Eu não quero um pequeno império meu não. Eu quero ajudar a igreja, quero ver a igreja. A igreja não é minha, a igreja não é uma rede de lojas, a rede não é uma rede de supermercado, eu ter o meu pequeno prédio. A igreja tem dono, é a noiva do Senhor Jesus. E cuidado, pastores, com a ganância, com a ambição do coração humano.
A glória humana. Importa que ele cresça e que eu diminua. Pastores, nós somos chamados para diminuir. Você tá sendo diminuído se está a glória a Jesus. Seu nome nem aparece. Quanto mais você trabalha, quanto mais você serve, o nome dele é glorificado, o nome dele está sendo proclamado, as pessoas estão buscando o nome dele, o nome dele sendo exaltado, a igreja crescendo, vidas sendo transformadas. Mas quando começa a dar alguns resultados assim, aí você já diz: sou eu, olha só quem eu sou, que ministério!
Vem no encontro de pastores, parece que a pessoa não pisa nem no chão, né? Que ele é o pastor e Deus só trabalha através dele. Tolice, tolice, carnalidade. Importa que ele cresça e que eu diminua. Se você vai no lugar Não chamaram você para orar. Um dia eu fui ouvindo algumas coisas ao longo dessa jornada. Um líder, meu irmão, um líder assim reclamando comigo, foi no negócio e que não chamaram para ele fazer nem oração silenciosa.
Meu irmão, você não orou lá do seu lugar sentadinho? Pois uma oração. Alguém tem impedido alguém de orar? Na verdade, não é que ele queria orar, ele queria aparecer. Queria ser visto. Isso é imaturidade, isso é infantilidade. Sabe aquela criança que quer chamar atenção? É isso aí. Olha que imaturidade! Agora, sabe de onde vem essa imaturidade? Da falta de intimidade com Deus. Pastor imaturo, líder imaturo revela falta de maturidade com Deus.
De saber para que Deus o chamou, o que que realiza. Desculpa, irmãos, trazer essas coisas para nossa reflexão, mas nós precisamos hoje de pastores cheios do Espírito, líderes cheios do Espírito, diáconos cheios do Espírito, professores de escola bíblica cheios do Espírito, líderes de educação cheios do Espírito. Nós não estamos em competição política, competição de quem é melhor, de quem é maior. Precisamos de pessoas cuidando da cantina da igreja cheias do Espírito, missionários cheios do Espírito, líderes, diáconos, tesoureiros, líderes de igreja cheios do Espírito, e gente que tem intimidade com Deus.
Eu sei de quem é o poder, eu sei quem eu sou e para que eu fui chamado. A noiva tem dono. A minha honra é servir a noiva, ser amigo do noivo. Importa que ele cresça, que eu diminua. Pastores, vocês estão animados? Meu irmão, minha irmã, você tá feliz em servir a igreja? Rapaz, acho que eu falei muito aqui, passei da hora. E eu ainda tinha uma outra palavra para dar para vocês. Eu vou encerrar, deixa eu tomar um gole d'água aqui.
Mas irmãos, nós estamos num tempo, eu tô orando para Deus trazer um avivamento sobre a nossa denominação, um avivamento sobre as nossas estruturas. E esse avivamento, esse avivamento não acontecerá se os pastores não se quebrantarem. Pastor, a coisa mais importante na sua vida é sua vida de oração. Temos que pedir perdão a Deus, irmãos, ter humildade. Um tempo desafiador onde as trevas avançam, o certo vira errado, o errado vira certo.
E às vezes a gente tá com distrações entre nós, brigando às vezes entre nós por tolices, por bobagens, vaidade pura, quando na verdade o inimigo tá lá fora matando Roubando e destruindo. Para concluir, eu queria explicar para vocês que o pastor Moisés, que liderou o povo lá no Egito, era batista. Amém? Desde quando ele era batista, gente? Que amém, gente! Agora deixa eu mostrar para vocês um negócio. Parece que, parece que ele era batista.
Você quer ver o negócio? Olha só, Moisés foi chamado. O Senhor fala com Moisés: Moisés, eu tenho um negócio bom para você, dá um pulinho ali no Egito e diga a Faraó para liberar o meu povo. Como é que é? É ir no Egito falar para Faraó liberar o teu povo? É. É só isso que o senhor quer? Senhor, deixa eu te explicar umas coisas aqui, com todo respeito. O senhor sabia que Faraó é o cara mais poderoso da face da terra? O senhor sabia que o seu povo lá é a mão de obra do Egito?
O senhor sabia que no Egito tem milhares de deuses e a fila é grande e o senhor não parece nem tá nessa fila? A turma lá não te reconhece assim não. Faraó não reconhece o senhor não. Quer dizer que o senhor quer que eu vá lá, digo o homem assim: libera meu povo para ir adorar. É, mas não vou sentar para negociar com ele. Não tem contrapartida, Pix, um cheque, uma construtora para substituir a mão de obra? Não tem, não tem contrapartida, não.
Diga para ele para liberar o meu povo. E o que que eu digo para ele mesmo? Diga que eu sou o mandor. Você queria estar no lugar de Moisés? Senhor, deixa eu só te avisar mais um negócio. Até outro dia meu nome tava na Interpol lá. E outro dia tinha cartaz meu lá, procurado. O senhor tá lembrado? Tô. E ele na zona de conforto, casou, trabalhando com sogro, ó, e Deus o chama. Você queria estar no lugar dele? Aí ele ainda vai em outra variante, diz assim: mas, Senhor, e o teu povo?
O que que eu digo para o teu povo? Diga para o meu povo que você esteve comigo. Moisés entra no Egito, irmãos, com duas experiências tremendas. Primeiro, ele esteve com Deus e ele tinha uma mensagem de Deus. Pastor, você só precisa disso para o ministério. Você esteve com Deus e você tem uma mensagem dele. Os irmãos conhecem a história, ele sai daquele Egito, encara aquele deserto, irmãos, mais de 1 milhão de pessoas. Experimenta encher um ônibus de gente e rodar com esse ônibus 1 ano pelo Brasil.
Vê uma coisa, experimenta. O povo começa a reclamar da comida, do Ônibus, não sei o quê, e um milhão e tanto de pessoas, e pelo deserto. Moisés foi um pastor da escassez. Faltava água, faltava comida, só deserto para ele. Pressão, reclamações, um líder do deserto. Pastor, a vida dele me inspira, amo ler sobre ele, que me inspira a fidelidade desse homem à vocação e ao chamado, obediência ao Onde Deus me colocou, que confusão me colocou.
E ele lidera esse povo, irmãos. E aí chega num determinado momento, aí que eu acho que ele era batista. Aí num determinado momento ele nomeia uma comissão. Vê se não é coisa de batista. 12 membros a comissão tinha, um de cada tribo, um de cada associação, para nenhuma ficar desagradada. Nomeia uma comissão, 12, um de cada tribo. Deu um prazo de 40 dias para apresentar o relatório. A missão dessa comissão era: vão na Terra Prometida, Canaã, passa o pente fino e traz um relatório.
Vão lá espiar a terra. Você lembra o nome dos caras, dos 12 membros dessa comissão? Só Josué aí. Os outros 10 tem lá, mas por favor não aprende o nome dele não, não vale a pena. Aí eles foram, rapaz, fizeram um trabalho bonito lá, visitaram tudo, e aí voltaram. Aí a comissão voltou dividida. Esse negócio de batista, nomear a comissão, um de cada. A comissão voltou dividida, 10 tinha uma posição Josué e Caleb tinham outra posição.
E aí o presidente Moisés convocou a assembleia extraordinária para ouvir os relatórios de acordo com o estatuto, publicou lá em algum lugar e avisou, né, vai ter assembleia do povo para tomar decisão. E aí aqueles 10 que tinham relatório já tava articulando entre o povo, o texto deixa isso claro, e eles já estavam armados para votar, apoiar o relatório dos 10. Isso não é coisa de batista, Tava todo mundo já preparadinho para votar aquele relatório dos 10, e a confusão tava armada.
Bom, o presidente convocou a assembleia e tal, todo mundo presente ali. Aí avisaram: Moisés, tem 2 relatórios. Josué e Caleb não assinou o relatório desses 10 aí não, eles têm outro relatório. O presidente sabiamente falou assim: nós vamos ouvir os 2 relatórios então. E aí, não sei quem era o relator dos 10, Falou, presidente, nosso relatório tem 3 pontos. Josué falou, o nosso também tem 3 pontos. Então vamos ouvir ponto por ponto, englobadamente, ponto por ponto, ver se não é coisa de batista.
Aí lá vai o primeiro ponto, senhor presidente. E o povo lá já vibrando e tal, que vinha para roubar aquele ali. Senhor presidente, é o seguinte, a terra é boa. Maravilhosa, mana leite e mel, linda, linda, linda, linda, linda. Olha cada caixa de ovo. Aí Moisés pergunta: Josué, o nosso ponto também igualzinho, mesma coisa, concordamos com eles. Vamos para o segundo ponto: eles são fortes, bem estruturados, poderosos, dão 10 a 0 na gente, 1000 a 0.
São bem mais estruturados, exércitos, cidades. Josué e Caleb concordamos também com o segundo ponto. Aí aqueles 10 foram para o terceiro e conclusivo ponto e disseram: senhor presidente, considerando que eles são mais fortes do que nós, mais poderosos, nós propomos recuar, não entrar na terra, porque se a gente entrar lá, a gente vai ser destruído como gafanhotos. Aí eu não sei se foi Josué ou Caleb que gritou: senhor presidente, pela ordem!
Pela ordem. Aí Moisés falou: mas qual é a questão de ordem, senhor presidente? A questão de ordem é o seguinte: essa proposta tá fora de ordem. Por que que tá fora de ordem? Nós, essa proposta, o senhor não pode aceitar em plenário. Essa proposta de recuar está totalmente fora de ordem. E eu vou lhe dar, presidente, 3 razões, pelo menos 3, porque essa proposta tá fora de ordem. Eu poderia até lhe dar mais, eu vou lhe dar só 3.
Aí a coisa tava armada, né? Os caras, os 10, estavam fervendo e o povo todo pasmo. E aí Josué e Calebzinho lá na frente dizendo assim: tá fora de ordem essa proposta, presidente, não pode aceitar. Microfone 1 aqui. Qual, por que que tá fora de ordem aí, Josué ou Calebe? Não lembro quem falou. E aí: senhor presidente, primeiro, essa proposta fora de ordem porque é o seguinte, quando o nosso Deus Chamou o nosso pai Abraão, trouxe lá de Padã-Aram, desde Ur dos Caldeus, da Caldeia, levou para Padã-Aram, trouxe o nosso pai Abraão.
O nosso pai Abraão, lá em Siquém, o Senhor mostrou as estrelas do céu, disse: eu vou te multiplicar como as estrelas do céu, tua descendência. Pediu para o nosso pai Abraão olhar nas 4 direções E diz para o nosso pai Abraão: essa terra que você tá com seu pé, essa terra vou te dar de herança ao teu povo. Senhor presidente, essa proposta está fora de ordem porque nós temos uma promessa. Segundo, senhor presidente, o Deus que fez essa promessa é o Deus Todo-Poderoso que criou os céus e a terra e nos tirou do Egito e até aqui.
Senhor presidente, o povo que tem uma promessa de um Deus Todo-Poderoso não pode recuar. E terceiro, senhor presidente, quando o Senhor chamou o nosso pai Abraão, ele disse que na descendência dele todas as famílias da terra seriam abençoadas. Senhor presidente, nós somos um povo que tem uma missão de ser bênção para todas as famílias da terra. Um povo, senhor presidente, que tem uma promessa de um Deus Todo-Poderoso e tem uma missão dada por ele para ser bênção para todas as famílias da terra não pode recuar.
Nós vamos avançar, senhor presidente, entrar nessa terra, e o senhor que elegerá por nós, nós conquistaremos a terra. Irmãos, aquela proposta de recuar, ela só tinha duas direções para o povo. Se o povo recuasse, eles iam ou continuar no deserto ou voltar para escravidão. Há muito líder que tá vivendo o deserto do ministério e às vezes a escravidão de uma, de várias coisas. O medo, escravos do medo, escravos da insegurança, vive um deserto ministerial porque não tem coragem de confiar no Deus da promessa, no Deus Todo-Poderoso e no Deus que nos deu a missão.
Perdeu a visão da promessa. O líder que perde a visão da promessa, perde a visão do poder de Deus, perde a visão da missão, esse líder medroso recua com o povo, com a igreja. Por isso que eu olho para Moisés e me inspira a liderança dele. E acho que ele era batista, porque os batistas não recuam, meu irmão, não recua não, porque nós temos um Deus que nos prometeu que estaria conosco todos os dias. Temos um Deus todo-poderoso e a nossa missão é ser bênção para todas as famílias da terra, como Paulo disse.
Lá em Gálatas, que nós somos descendência de Abraão. Nós somos descendência espiritual de Abraão, meus irmãos. Então não podemos recuar, pastores, líderes. O Senhor é conosco. Confia no Senhor, espera nele, na dependência dele. E aquele povo entrou na terra. Os irmãos conhecem a história. Mas quando você tem líderes que não têm visão do poder de Deus, visão das promessas e visão da missão, a igreja enfraquece, a igreja recua, a igreja tem medo.
A igreja fica no deserto. Líderes que deixam a igreja no deserto, líderes que deixam a igreja na escravidão do medo, líderes que não têm coragem de avançar com a igreja, de ir para o campo, de abrir frentes novas, de evangelizar, de discipular, de confiar, de esperar no Senhor. Ah, mas eu não tenho os recursos. Nunca vai ter mesmo, não, nunca vai ter. Deus nos chamou para viver o extraordinário dele. Não importa onde Deus nos colocou.
Deus quer nos usar para glória dele. Pastores, louvo e agradeço a Deus pela vida de vocês, que são fiéis à vocação e obedientes ao chamado. Pastores queridos, parabéns! Líderes, parabéns! Convenção Batista Piauiense, nós não vamos recuar. E eu sei que se depender dessa convenção, a gente não recua. A gente vai estar cada vez mais unido, um ajudando o outro, superando as diferenças, dificuldades, as lutas, perdoando quem precisa ser perdoado, mas unidos com o mesmo propósito de levar o evangelho a cada pessoa nesse estado e até os confins da terra.
Em qualquer lugar que Deus nos enviar, vamos testemunhar e pregar o evangelho, alcançar todos unidos, um encorajando o outro, vivendo na dependência do Senhor humildemente, vida de oração, quebrantamento, vivendo em santidade, vivendo na luz, andando na luz, andando na luz, queridos, andando na total dependência do poder de Deus. Deus nos abençoe e fortaleça, pastores. Deus nos dê graça. Parabéns, pastor, pela sua dedicação ao ministério, e Deus vai fazer muito mais através da sua vida.
Mas não recue, não. Vamos avançar. Temos um Deus Todo-Poderoso que nos prometeu e que nos deu uma missão. Vamos orar. Quero orar com vocês agora. Eu queria pedir os pastores que viessem aqui à frente para a gente orar. E aí a pessoa, já vou fazer duas coisas de uma vezada só, a gente vai orar aqui na frente. E você que tá com a máquina, querida, esqueci seu nome, seu nome, aí tu tira uma foto da gente. Eu queria tirar uma foto com os pastores.
Vem aqui pertinho de mim para a gente orar. Eu vou pedir os outros que fiquem de pé. Pastor, você tá feliz porque você é pastor? Você é realizado porque você é pastor? É bênção ser pastor? Se alguém falar para você: olha, eu toda segunda-feira quero desistir, diga para ele: maior honra é ser pastor, meu irmão. Isso, agora nós vamos orar, irmãos. Pastor, fecha seus olhos. Isso, depois a gente dá um abraço e conversa, mas agora a gente vai buscar o Senhor.
Qual é a sua preocupação, meu pastor, hoje? Família, ministério, quais são seus medos e inseguranças? Você tá vivendo a plenitude do ministério, do poder de Deus na sua vida? Senhor nosso Deus, maravilhoso Pai, graças te damos pela vida de todos os pastores, líderes desta convenção. Te agradeço por eles, ó Pai, serem obedientes e fiéis à vocação. E sobre eles, Pai, eu quero pedir porção dobrada da tua graça, que eles sejam cheios do teu Espírito.
Dá a tua visão a cada um deles, ó Pai. Discernimento espiritual, fortalece, renove as forças, ó Pai. Abençoe a esposa, a família, os filhos, os netos. Guarda-os, livra-os do mal. Abençoe a saúde física, emocional, espiritual. Ó Deus, encoraja-os com a tua visão, com o teu poder. Ó Deus, Abençoe a Convenção Batista Piauiense, a liderança desta convenção. Abençoe esses dias que estaremos juntos, ó Pai. Abençoe toda a programação.
Que o teu nome seja glorificado, exaltado e proclamado, e que a gente possa ver a tua glória, Senhor, através da vida e dos ministérios dos pastores da Convenção Batista Piauiense. Pai, dá-nos a tua visão, Enche-nos, ó Deus, enche-nos da alegria do Espírito, enche-nos de coragem, ó Pai, vinda de um Deus que promete, fiel, e que nos dê uma missão. Que a tua boa mão seja sobre todos nós, sobre todos os meus irmãos também nesse auditório, líderes, juventude, educação cristã, diáconos, irmãos que oram, esposas.
Ó Deus, toma nas tuas mãos, ó Deus. A equipe dessa convenção. E, ó Deus, que o teu nome seja glorificado e proclamado sempre por meio dos teus servos. Obrigado por esta manhã tão preciosa, em nome de Jesus. Amém. Deus abençoe. Vocês querem sair na foto? Então vem rapidinho, que todo mundo fica aqui e a gente tira uma foto com os pastores. Bem rápido, fica para a gente tirar foto com todo mundo. Já tirou, não? Já? Então vamos lá, capricha, faz bonito, dá um sorriso.
Pastor Gilvã, cadê você, filhão? Gilvãzinho, cadê você? Vamos ficar aqui do meu ladinho. Bota para gravar o vídeo aí, querida. Bota para gravar o vídeo. Tá gravando o vídeo? Tá? Eu quero gravar o vídeo. Pronto, eu tô com o microfone aqui. Rola aí, bote aí. Espera aí, 1, 2, 3 e já! Amados e queridos batistas brasileiros, estou no Piauí, na nossa querida Teresina, café da manhã com os pastores aqui, com a convenção, meu querido amigo Pastor Gilvão, um povo muito precioso e é impressionante a alegria, vibração da Convenção Batista Piauiense com o avanço da obra, com a proclamação do evangelho, missões.
E a pergunta que eu quero fazer para eles aqui é a seguinte: se depender dos pastores, Pastor Gilvão, aqui do Piauí, a gente recua ou avança? Avança! Amém! Aleluia! Glória a Deus! Fiquem que agora o restante vai arrebentar. Meus irmãos, acho que o Fernando vai tomar um pouco de água. Vocês vão estar Uma caminhadinha. Saiu perfeito, ó. Os mais altos fiquem para trás, por gentileza. Olha para cá. Uma, duas, três. Bota a mão para o alto.