COMO FUNCIONA O RECRUTAMENTO NA IRLANDA | JURACY ANTUNES | TALKEANDO PODCAST #380
Hoje tem Talkeando Podcast ao vivo e vamos conversar com o Juracy Antunes @juracyantunes e vamos aprender como funciona o recrutamento na Irlanda. Ao vivo as 20h Dublin/ 16h BrasíliaApoiadores do Talkeando Podcast:📚 - @ciirlanda - Ensino Superior na Irlanda🌭 - @gauchosacai - O açaí mais cremoso de Dublin - Cupom: TALKEANDO10👷🏻♀️ - @eu.engineer - Ajudando engenheiros na busca de trabalho na Europa👨🏽🔧 - @dachshundshomeservices - Serviço de manutenção domiciliar 🎬 - @studios.talk - Estúdio audiovisual em DublinInscreva-se no nosso canal!TalkeandoPodcast.comAnfitrião: @thalesandrade88Direção: @dbast0s-—#talkeandopodcast#talkeando#podcast#europa#talkers
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Está começando o Talkando Podcast diretamente aqui de Dublin, na Irlanda. Eu sou o Thales Andrade e juntamente com meu Muito boa noite, parceiro. E aí, tá calor, hein? Graças a Deus. Brasil eliminado. Aí não, é tristeza. Argentina virou o jogo.
Tenho fortes opiniões sobre isso daí, mas meu advogado falou para não comentar nada em público.
Que isso, cara?
Sobre o Brasil?
É, ô louco! Tu achou que ia ganhar? Que tu achou que ia chegar longe?
Não, pô, mas assim, também não achei que fosse. Atuação tão ruim.
É, tu viu o jogo?
Não, eu tô feliz que não foi 7 a 1, né?
Ah, tá. Pô, mas que jogo ruim, velho.
Nossa, só Noruega jogou.
A Noruega ainda, cara, a Noruega tocava a bola lentamente e não sofria pressão nenhuma para ter a bola roubada. Então ela só ficou ali no tum tum.
Aí os cara do ataque lá só tem a função, não é só a função, mas a função do cara é fazer o gol. E Copa do Mundo é zero erro, meu parceiro, é zero erro.
Copa do Mundo ensina que a gente pode falar mais para frente das oportunidades que a vida dá. Com certeza, acho que com certeza a gente pode tirar dessa Copa do Mundo que se você tiver oportunidade de fazer o gol, faça.
E se você tiver ali no comando, não coloca o Bruno Guimarães para meter aquele pênalti, né, meu querido? Aí não dá, velho.
É, entendeu? Então se você estiver num time, sempre o melhor do seu time tem que fazer bater o pênalti, né? Concordo. Não bota outra pessoa. A gente vai falar disso mais para frente. Hoje, Pupulim, episódio 380 do Talkando Podcast. 380 episódios já, irmão, na nossa programação. Estamos recebendo aqui o Juraci Antunes. Tudo bem, Juraci?
Tudo ótimo, Carlos. E você, como é que tá?
Tudo ótimo, graças a Deus. Seja bem-vindo ao Talkando Podcast, é uma honra te receber aqui, cara. É, antes da gente começar, deixa eu dar um recado para você que tá vindo agora e não conhece o Talkando. Talkando Podcast é uma conversa para fazer você pensar um pouco fora da caixa, te motivar a sair da sua zona de conforto e mudar de vida. Se você não tá inscrito, inscreva-se agora no nosso canal. E se tiver na dúvida, veja esse episódio que com certeza até o final desse episódio você vai querer se inscrever nesse canal e saber mais das histórias que a gente vê por aqui.
Não deixa também de seguir as nossas redes sociais, todos os nossos arrobas são @talkandopodcast. E essa live tá sendo transmitida simultaneamente no YouTube, no Twitch, no Facebook, LinkedIn e no Instagram também. Só que se você tiver alguma mensagem, alguma pergunta para mandar para o Juraci no decorrer desse episódio, basta vir no live chat do YouTube que até o final desse episódio nós vamos responder todas as perguntas e mensagens.
E caso você queira participar desta conversa, você manda um Super Chat para gente que a sua mensagem vai ser lida aqui na hora e vai virar o assunto aqui da mesa. Quero agradecer os nossos patrocinadores. Hoje com calor, hoje tá um calor atípico aqui, né, aqui em Dublin. E aí os nossos açaís já foram já de arrasta, mas daí quero agradecer o nosso Gaúchos Açaí Hot Dog Burger. E você tem um cupom do Talkando Podcast, que é o TALKANDO10, que você tem 10% de desconto em qualquer pedido do Gaúcho em qualquer loja.
O Gaúcho tá situado ali na Queens, na Smithfield, bem na esquina ali com o Liffey, com o Rio Liffey. E também tá dentro do Jarvis Square, dentro com quiosque do Gaúcho Açaí.
E tem um QR code na tela.
Então aqui, ó, code também na tela aí para você ir pedir o seu açaí ou hot dog ou burger usando o nosso cupom para você ter 10% de desconto. Não dá bobeira. E também temos a CI Irlanda, que é uma agência de ensino superior aqui na Irlanda com mais de 38 anos já atuando no mercado do Brasil e no mundo. Para você, né, que tá, já fez o curso de inglês, não quer voltar para o Brasil, ainda não conseguiu o visto de trabalho, ainda não, né, não conseguiu ainda, né, a um visto, né, que é o de trabalho, ou não casou também, né, que tem gente que casa, né.
Mas então o ensino superior é a melhor saída para você que quer continuar aqui na Irlanda, né, e melhorar aí na sua carreira também, se você também, principalmente se você não fez faculdade no Brasil, veio para cá fazer o intercâmbio só de inglês. Então, Açaí Irlanda te ajuda desde o início. Coffee, com 5 eurinhos ali você paga um café para gente, nos ajuda a manter a luz acesa e trazer convidados incríveis como o Gilson, que tá aqui hoje com a gente.
É isso, Pupirinho? É isso, meu querido, é isso, né? Vamos de papo. O nosso convidado de hoje é o Jorancia Antunes, ele é de Guaiaçu, Guanambi, falei certo? Guanambi, na Bahia. Ele é autor, palestrante e fundador, fundador do Get Hire Doraí. Ele vai explicar pra gente o que é o Get Hire. Eu sei o que é, mas não vou falar, né? Não vou dar spoiler aqui. E ele tá, vai nos ensinar também, né? Mostrar hoje como tá o processo de recrutamento na Irlanda, principalmente depois da pandemia, depois de um monte de coisa que aconteceu no mundo corporativo, né?
Hoje em dia. Geralcice, seja bem-vindo ao Tocando Podcast. Obrigado mais uma vez por aceitar nosso convite. Deixa eu só ajeitar o microfone pra você, que é mais ou menos aqui. E é isso aí, tudo bem?
Perfeito. Primeiramente, é um prazer estar aqui, tá? E para os outros que eu já fui em outros, por favor, aprendam, tá? Açaí na entrada ajuda bastante.
Acho que é o quarto podcast que tu veio já.
Se eu falar, tava exatamente contando isso ontem. Eu já participei, entre participações de evento e tudo mais, essa é a vigésima.
Vigésima! Nós foi o único que te deu açaí, né?
O único que foi dar um açaí.
Aprenda com o Talquinhos no podcast, o único podcast que te dá um açaí. Já começamos bem. Então aqui a gente vem com fome, que se tu fizer ali tu fica alimentado aqui no nosso delivery. Mas e aí, cara, como é que você tá, velho? Como é que tá as coisas?
Tudo bem, tudo tranquilo. Esse tempo tá aí para fazer um pouco de turbulência, né? Trabalhar com calor, a gente faz aquela saudade do Brasil, né? Que tudo pra gente é desenhado pro calor, né? Aí quando chega aqui na Irlanda tudo é desenhado pro frio. E pra você lidar com isso parece que é um pouco difícil, né? E a gente vai se adaptando, mas assim, a gente não pode reclamar também, porque quando você quer reclamar as coisas mudam e vem a chuva de novo. Então vamos curtir, né?
Essa última, esses últimos 2 meses tão bons assim de clima, vou dizer, não tá?
É que tá a questão, tá muito bom do clima, mas se você for pensar, porque você tá pensando no momento, vamos aproveitar o tempo, né? Mas no meu caso eu tô assim, eu trabalho com recursos humanos, hoje eu sou Head of HR, E eu tô começando a receber, e eu nunca tive isso na minha vida, de receber reclamações sobre o tempo quente. Olha, porque muitos escritórios nossos, porque assim, nunca ninguém pensou que a Irlanda teria um tempo europeu como qualquer pessoa.
Porque nessa ideia é o quê? Você ganha-se decentemente bem em relação a outros países, e você pega esse dinheiro, viaja, curte o verão de verdade, em novembro, dezembro vai para um lugar mais um pouquinho mais quente, tipo Portugal e Itália, e pronto, e vive sua vida. Mas agora a gente tá começando a ter dois problemas muito grandes em relação a isso. Primeiro, porque se a Irlanda tiver um tempo agradável da mesma proporção que outros países da União Europeia, vai começar todo mundo vir morar aqui.
Sim, porque até então muita gente não vem morar na Irlanda porque o tempo é horrível, ninguém quer morar aqui. Agora imagina a Irlanda com o mesmo tempo de Portugal, da Espanha, da Itália, com os nossos salários.
Eu tenho uma teoria que isso aqui já teria virado uma Ibiza, ou 3 vezes mais louca que Ibiza.
É, pessoal, vou pensar por um lado, nunca pensou do jeito que a área chama louco, cara. Tem uns brasileiros então aí que é um negócio.
Não, mas eu digo também, não sei se você já viajou para lá, costa oeste aqui. Eu já fiz aquela uma vez, eu fiz aquela Atlantic Way, que ela começa em Cork e vai até Letterkenny, lá na Irlanda do Norte. Cara, eu vi umas praias assim paradisíacas, parecia Caribenha assim, água cristalina. Então assim, se aqui fosse mais quente, se fosse quente, né, nossa, aqui seria um outro país, uma outra—
Imagina um mês e meio, 2 meses de verão próprio começando a vir a partir do ano que vem em relação à nossa crise habitacional e preço de hotel na Irlanda, o que isso vai se tornar nos próximos anos. E o que vai imaginando todos os prédios que nós temos que não estão preparados para esse tipo de tempo, ia ser o caos.
Mas eu acho que se É porque o país, ele, ele é frio, né? Então acho que não é preparado para esse boom de pessoas vindo para cá, a não ser que tem um evento ou outro e tal esporádico.
Não, mas aí que tá a questão. Agora o verão é todo final de semana você vai ter no mínimo 2 jogos em 2 estados diferentes, você vai ter um concerto. Se você for no site do Board Guest, todo final de semana tá tendo alguma coisa acontecendo sem parar. E se você pegar ali a região do Gaúchos, que daquela região ali que eu vivo, todo sábado e domingo é tráfego, porque vem todo mundo do país inteiro para cá assistir um jogo, vem para cá curtir algum evento.
E se isso começar a crescer cada vez mais, acho que criar um polo muito maior vai chegar num ponto que, vamos dizer, que vai ser preocupante. Um ponto positivo em questão de acomodação, tudo mais, mas eu acho que a Irlanda tá bem no tempo que ela tá. Acho que um ponto de vista de trabalho, de oferta de mão de obra A gente não pode melhorar muito o tempo não, mas se melhorar, vamos ter alguns challenges no ponto de vista profissional de mercado de trabalho.
É, acho que a infraestrutura não acompanhou, né?
Exato.
Não foi, não acompanhou. Tu tá aqui já há 13 anos, né?
13 anos.
13 anos. Tu chegou em que ano? 2026? 2013.
Exatamente.
Cara, como é que era a Irlanda nessa época?
Então, é uma coisa que é interessante porque assim, a gente percebe a mudança das coisas.
Sim.
E uma coisa que eu achei bem interessante porque Quando eu vim para cá 3 anos atrás, eu estudava na NED, sim, que é ali que hoje tem um Luas, né, que na época não tinha Luas naquela rua. E hoje eu trabalho na esquina da NED e eu vejo assim como aquela região mudou, como as coisas acontecem. E aquela brincadeira, né, que você veio para Irlanda para poder aprender inglês, eu ainda tô aqui 3 anos depois, eu tô aprendendo alguma coisa, né.
Mas eu acho que a Irlanda ela foi crescendo, ela foi evoluindo E a gente percebe esse fluxo porque vem momentos da sociedade. Tinha, teve um boom de brasileiro naquele tempo. Eu consegui meu PPS com uma semana, eu consegui meu banco com 2 dias. Então era um ano de visto, cara. Por favor, não fiquem com inveja, tá, gente? Existiu uma época que era um ano de visto, você podia renovar por 3 vezes. E era quanto o depósito na época? Acho que não era muito.
Depósito que você diz é aquele de comprovação?
Isso.
Eu acho que não sei se a tua época era já a minha. Quando eu vim já ainda era R$3.000, acho que era R$3.200 na época.
R$3.000 mesmo.
Mas acho que antes de tu acho que era R$1.000, aí depois já era, quando tu veio já era R$3.000.
Então aí todo mundo falou que ia quebrar o sistema, que não ia dar certo.
Agora já tá R$6.000, né?
R$6.000 também, inflação, inflação, mas tudo ficou mais caro também.
Mas então assim, 2013, pô, antes, muito antes da pandemia, aqui era tudo diferente. Passagem da Ryanair baratíssima.
Não, cara, eu ainda lembro assim, a questão de custo de vida da época, por exemplo, é uma questão que é muito simples, porque assim, eu costumava ir na Eurogiant comprar coisas o tempo todo. E eu lembro que quando eu comecei a morar aqui, com 50 euros você pegava duas sacolas pesadas que você não conseguia carregar. Hoje, com os mesmos 50 euros, se você conseguir sair com uma, com metade do peso, você tá no lucro.
Eu fazia Deliveroo, né, em 2018, e eu pagava fazer o mercado da semana só com as gorjetas que eu recebia. E não era muito, era 20 euros no máximo que eu fazia o mercado da semana. Hoje é 50, não dá mais.
Naquela época, acho que tudo assim, a questão de aluguel. Eu lembro que o meu primeiro lugar na Irlanda era um quarto compartilhado com mais 3 pessoas, era 200 euros. 200 euros.
Eu compartilhei uma sala e paguei 300, pagava 300.
Eu acho que hoje ninguém consegue conseguir nada por menos de R$600.
Nem no interior, talvez nem, é, não, nem possível. Quem tiver, quem tem não fala que tem.
E aquela coisa, quem tem é antigo, são contratos antigos que foram mantendo com as legislações que foram vindo, que só podia aumentar 2% a cada momento e não mudou em nada. E essa questão toda, porque assim, quem tem não abre mão e não vai sair do que tem, ou vai passar para algum amigo para manter ali naquele sistema.
Porque agora existe, eu falei globalização.
E o governo, ele acredita na oferta, da questão da oferta e procura. Mas o problema é que não tá tendo tanta oferta e a procura que tá cada dia maior. E aí vem aquela questão que a gente tava falando no início: a Irlanda ainda continua sendo um polo atrativo para as pessoas que querem melhoria de vida. A cada novo país que entra para União Europeia, para cada novo país que cresce, a Irlanda continua sendo um polo de pessoas. Você vai ter que pegar, por exemplo, a gente tem uma grande onda de africanos, indianos e filipinos, pessoas da União Europeia, que venha à Irlanda como uma porta de entrada, principalmente para trabalhos que dão visto.
Se você pegar, por exemplo, órgãos do governo como TUSLA ou como HAC, muitas das áreas clínicas elas dão visto de trabalho. Então essas pessoas vêm com visto de trabalho já com a ideia de trazer as famílias no futuro. Então todo mundo se cria um sistema. E no momento que a Irlanda já tem um salário atrativo e começa a ter outros atrativos, automaticamente mais pessoas começam a vir. E nesse momento é que a questão: se eu tenho 50 pessoas na minha porta que querem alugar minha casa a R$1.600, se eu colocar R$1.800, eu ainda tenho pelo menos 40.
No mesmo tempo, 51, 40. Se eu colocar de 2.000 vão ter 30. Então assim, se eu chegar a 2.200, ainda vou ter pelo menos 10 pessoas na minha porta que vão querer alugar aquele apartamento. Então não vou querer baixar o preço, vou querer aumentar, porque sempre vai ter uma demanda para isso. E é uma questão do risco, porque, por exemplo, eu enquanto empregador, enquanto recursos humanos, eu vou estar tendo gente que vai recusar vir para Irlanda ou para Dublin, que já foram muitos casos, porque o custo de vida daqui é maior do que de outros lugares.
Isso assim, não hoje, por exemplo. Eu trabalhei pro Google, trabalhei pro Banco de New York, e nesses lugares todos as pessoas falavam, ai, meu sonho é trabalhar pro Google, meu sonho é trabalhar pro Banco de New York, eu quero trabalhar. Ah, mas a vaga é em Dublin, você tem que vir morar aqui. Ah, então algum jeito que eu trabalhe de casa? Isso era antes da pandemia até. Eu posso trabalhar de casa? Posso trabalhar de Google Portugal, Google Itália?
Não, a vaga é pra Google da Irlanda. Ah, Irlanda, você tem que vir. Eu vou colocar pra cá, a gente ajuda você, tem um relocation package e tudo mais, mas você tem que vir pra cá. E tem gente que desistia disso.
Já, já vi casos disso mesmo. Mas por quê? Qual era um dos maiores motivos assim?
Habitação.
Habitação.
No meu caso, minha única experiência de recrutamento, a maioria dos casos as pessoas que desistiam da oferta ou que vinham, ficavam por um mês, até então era habitação. Porque muitos países, por exemplo Portugal, Espanha, Itália, eles não estão acostumados a dividir casas. Não é uma coisa comum para eles. Por mais que você pague um pouco a mais, você ainda mora só. E aqui, e no nosso caso, nós estamos numa situação que nós dividimos quarto, que não é uma coisa nem pensável para eles.
Já dividir a casa é algo estranho. E muitas dessas pessoas, elas querem morar com famílias. E você pegar uma casa para uma família com custo de vida, essa casa vai custar pelo menos 4.000 euros. Uma pessoa ganha 6.000 no mês, então você acaba afetando muito o padrão de vida, custo de vida. Então, para ganhar 6.000 aqui, só ficar com 2.000 de folga, morar em Portugal numa casa que você já tem, ou numa casa que você vai gastar 1.000 euros, num salário de 2.500, você já tá num padrão de vida melhor lá.
É, e também chega um certo momento da vida que tu não vai morar nem com outra pessoa num outro quarto ali, tu vai querer morar sozinho, tentar construir tua família e tudo mais, né?
É isso que eu acho que é o que acontece muitas vezes até na comunidade brasileira, porque assim, no meu caso eu mesmo experienciei isso. Eu cheguei na Irlanda, eu dividi quarto, eu dividi casa e agora eu consigo ter meu próprio espaço. E quando você consegue ter aquele, porque assim, acho que a questão de nós enquanto profissionais, nós chegamos, nós aceitamos alguns espaços para trás, não vê tanto futuro. Então hoje você vai ter aquela galera que tá aqui há mais de 10, 12 anos, por exemplo, que já tá tentando ter o mesmo padrão que tinha no Brasil.
Porque querendo ou não, no Brasil, ao poder dizer, pelo menos 80% dos brasileiros que estão aqui, eles já tinham seu próprio apartamento, a própria casa, sua própria vida. Então hoje você já vê mais brasileiros que têm um trabalho estável, um trabalho fora desse nicho de trabalho que é considerado subemprego, que eu acho um pouco não o termo correto, esse trabalho de hospedade.
A gente aprendeu aqui com a Tana, atividade secundária.
Atividade secundária, adoro a Tana.
Ela é que tu tava nesse episódio, foi antes de tu dar era para o Pilinha ainda.
Caramba, gente, falando, encontrei com a Tana esse domingo.
Beijo, Tana, saudades.
E aí, hashtag volta a Tana.
Ela tá lá, tá na Espanha, né?
Ela tava aqui esse final de semana, é, mas ela é Espanha e aqui.
Aí, tá vendo?
Aí vem outro nível, aí vai, aí veio outra possibilidade. É que você Você tem o brasileiro que chegou aqui, que vai pegar o quê? Que começa a ter uma profissão, tem uma estabilidade, vai ter o quê? Vai ter o desejo de ter a própria casa, aluga a própria casa, vai ter o desejo de comprar a própria casa. Então você tem aquela geração que tá aqui há mais de 10, 15 anos que vai ter a própria casa, quanto à questão de um mortgage ou comprada, você vai ter o próprio, a pessoa já tem um carro, muitas vezes já tem um carro usado, já tem um carro novo, que já tem uma vida que considera, que a gente poderia dizer considerada normal.
Então você vai ter hoje, você vai ter na comunidade brasileira o que a comunidade polonesa tem. Nós estamos em todos os nichos de mercado. Se você for em qualquer lugar hoje, você vai encontrar pelo menos um brasileiro. Ou vai ser no serviço público, no privado, no nonprofit, em qualquer organização que você for, vai ter pelo menos 2 brasileiros lá. Se você for hoje no Banco da Irlanda, no Airbnb, no hospital, isso é interessante, você vai ter diversos tipos de brasileiro na mesma mesa.
Por exemplo, você vai chegar num lugar, você vai ter um brasileiro trabalhando como O cleaner vai estar trabalhando como recepcionista, como segurança, como atendente, como a parte de operations ou até como gerente. Então nós criamos essa visão que nós conseguimos não nos infiltrar, mas nós conseguimos compartilhar e distribuir esse espaço entre a gente de uma forma que nós fazemos parte da sociedade irlandesa de um nível tão grande que a gente nem consegue mais fazer o tráfego dessas informações.
Por quê? Porque é tão misturada a questão de números. Por exemplo, no momento que o brasileiro ele vira italiano ou que ele vira irlandês, a estatística não traz ele enquanto brasileiro. Então, por exemplo, a gente fala hoje que no serviço público da Irlanda existem, por exemplo, dentro do Reite Açaí, 28% de estrangeiros. Mas esse número não é tão real, porque, por exemplo, hoje eu tenho um passaporte irlandês, então eu não tô nesse número.
Mas que eu me aceite, que eu me considere brasileiro, mas para nível de estatística, para nível de governança, eu sou um irlandês como qualquer outro imigrante. Exato. Isso perde para a gente uma oportunidade muito grande de mostrar para a sociedade o nosso poder da força de trabalho.
Entendi, entendi o que vocês quiseram dizer. É isso para mim, os estatísticos, né? Porque aí, mas eu teria que fazer uma outra, como é que eu vou dizer, uma outra pesquisa, né? No caso assim, mais detalhada no sentido de qual a nacionalidade da pessoa, né? Ou a primeira nacionalidade.
Isso é interessante porque assim, a nível de governo Nós fazemos isso dentro do governo da Irlanda, a gente só faz europeu e não europeu, porque a lei hoje determina que toda organização tem que ter pelo menos 55% de europeus. Então você tem autorização de dar visto de trabalho, fazer sponsorship até 45% do seu workforce. Então você tem esse cálculo. Isso é muito comum assim, empresa de home care, porque eles vão estar realmente fazendo esse cálculo, porque pode ser uma diferença de 2 a 3 pessoas para fazer a diferença, porque é tanto estrangeiro trabalhando que faz a diferença no payroll deles e na estrutura da empresa.
Mas se você for, por exemplo, as Nações Unidas, as Nações Unidas elas tentam dividir o número de empregados dela de acordo o número de nacionais de cada state member. Então, por exemplo, a Organização Mundial de Saúde, ela vai contribuir lá. Por exemplo, Brasil faz parte, então o Brasil tem 200 e poucos milhões de habitantes, então eu preciso ter X amount of people, número de brasileiros ali. E uma coisa que é interessante, a Irlanda é um número que está acima do permitido.
Existem mais irlandeses nas Nações Unidas do que o número que seria sugerido, porque a Irlanda é um país pequeno e por ser um país muito caridoso e muito altruísta, nós temos muitas pessoas trabalhando nisso. E dentro das Nações Unidas existe um número muito grande de irlandeses na parte de recursos humanos e de pesquisa e extensão.
Legal.
E o Brasil, ele tá abaixo da expectativa. Então, por exemplo, se você for numa entrevista de trabalho para as Nações Unidas e você é brasileiro competindo com um irlandês e as duas pessoas têm o mesmo número de pontos, o brasileiro ele vai ser o preferido. Terem dia por conta dessa apresentação do país dentro das Nações Unidas.
Legal, legal, interessante, sabia desse detalhe.
Então são coisas que faz um pouco de diferença, porque assim, nós precisamos criar mecanismo enquanto recursos humanos para dar oportunidade para outras pessoas de virem, de entenderem, de fazerem parte desses mecanismos. E o que faz as Nações Unidas um organismo forte é a participação de vozes diferentes, de opiniões diferentes. Então ter só um continente ou só uma nacionalidade presidente de um departamento, isso, como a gente chama, contamina o processo.
Porque nós precisamos ter conflito de pessoas numa forma positiva, que são ideias diferentes, são visões diferentes. Porque se eu sou do Brasil, tenho uma ideia, eu tô na mesma mesa com um irlandês, com um australiano, com inglês, com africano, cada pessoa vai ter uma visão e vai ter uma forma diferente. E nós precisamos encontrar um consenso de qual é o aproche, qual a melhor forma de lidar com aquele problema que seja voltada para todos esses países.
Ideia que se cria necessidade de se ter uma discussão, diálogo para criar soluções para que consigam encaixar para todos.
Entendi. Como é? E vou levando para o meio privado, acredito que você já tenha criado times, né? Ou então tendo que, óbvio, né, contratar pessoas assim diferentes justamente para, sei lá, criar um time, criar uma equipe. Como é que isso é feito nessa parte de vocês assim, no sentido? Porque nas suas unidades tudo bem, tem que ter pessoas diferentes, mas como você falou, por exemplo, Uma empresa irlandesa ou europeia que tem que ter 55? Tem que ser irlandesa?
Não, qualquer empresa dentro da Irlanda, o mínimo é 55% de europeus, o mínimo. Então você possa ter 99%, não tá errado. Você não precisa ter estrangeiros, você tem que ter o mínimo de europeus. Essa é a norma para evitar que sejam todos não europeus. Que acontece o quê? E o governo sabe, todo mundo sabe que o não europeu é menos pago, os salários são menores. Isso é uma coisa típica, porque o não europeu, ele quer o visto, ele quer oportunidade, ele tá ali no sub— qual o termo mesmo?
Atividade secundária.
E não atividade secundária, grato, uma atividade secundária. E ele tá ali crescendo para oportunidade, então ele vai aceitar. Por exemplo, eu fui esse caso, eu fui gerente de recursos humanos literalmente ganhando a metade do salário que uma pessoa irlandesa estaria ganhando, porque eu aceitei aquela negociação porque para mim foi o primeiro passo para eu construir minha carreira internacional, para eu construir minha carreira aqui na Irlanda.
Então assim, para mim aquele momento foi um jogo de win-win porque eu ganhava em ter a minha experiência, eles ganhavam em ter uma pessoa que queria fazer um trabalho bem feito para criar nome. E eles também sabiam que no momento que eu tivesse uma oportunidade melhor eu estaria saindo. Então assim, muitas empresas aceitam essa pessoa vir fazer um trabalho bom por 1 ou 2 anos para sair com salário menor e vai vir outro, vai acontecer isso.
Então muitas empresas de serviços, por exemplo, que você pode até dar um exemplo da Accenture ou da Home Care ou outras call centers e tudo mais, elas não estão usando essa approach, vão estar com portas abertas a uma diversidade maior de pessoas porque sabem que ali é uma porta de entrada para pessoas que estão buscando um outro trabalho.
Nesse caso, esse tipo de empresa, a rotatividade é normal então, né?
Já é esperado, portanto, porque o investimento em treinamento em outras áreas não é tão grande, porque eles não querem investir tanto em você, te pagar cursos e outras oportunidades, porque sabem que você vai estar saindo em algum momento. Então assim, o modelo de negócio já foi criado dessa forma, já foi pensado nisso. Aí você vê na questão de recrutamento, por exemplo, se é uma empresa grande, se eu sou recrutador, eu tenho obrigação de dar conselhos, fazer o advisory para o hiring manager.
Então, por exemplo, e já teve vários casos, por exemplo, Vou tentar entrevistar mais dois do gênero masculino só para criar um balanço, para te dar uma oportunidade de ter uma visão diferente. Porque muitas vezes o que chamamos de bias, porque assim, é tão natural que a gente não percebe. Então, por isso, quando a gente faz career coaching com as pessoas, que a gente fala de como aplicante, tenta fazer a pessoa trazer o mínimo de informações pessoais possíveis e focar nas suas conquistas enquanto profissional de trabalho para poder puxar isso ao seu favor.
Porque naquele momento aquilo pode ser positivo ou negativo. Aí vem questões, por exemplo, ah, eu coloco logo uma foto no currículo? Não. Ah, mas quero colocar uma foto. Ah, mas você fala assim, para que eu vou colocar uma foto no currículo sendo que a pessoa que vai ver aquele currículo pode ter uma visão positiva ou negativa? Que, por exemplo, se você falou assim, ah, eu tava namorando, vou terminar, terminei com a minha namorada mês passado, um exemplo, e sua namorada era branca, loira, de olhos azuis.
Aí chega hoje um currículo com uma pessoa branca, loira, dos olhos azuis. Por mais que você fala, pô, bonita, linda, mas você tá tão revoltado porque você foi aquela pessoa que automaticamente aquela pessoa já perdeu a oportunidade dela porque o seu estado emocional implicou nisso. Isso chega só um currículo que você analisa, olha, 10 anos de experiência, muito bem qualificado, e você nem percebe o nome, você tá lendo porque o nome que você não consegue entender se é masculino ou feminino, pá, tipo Juraci da vida.
É homem ou mulher estranha, gente? Aí você olha ali, aí você vai olhando ali, ó, perfeita, é uma experiência, trabalho internacional, ok, eu preciso de experiência, tá aqui, eu preciso qualificação, tá Pronto, vem para entrevista. E a oportunidade de mostrar você. E aquela questão toda, quanto menos detalhe você deixar transparente no seu currículo, falar de você, melhor. Porque a gente evita criar essa questão da— pode ser positivo ou negativo, mas cria-se uma bias.
E eu sempre vou em alguns projetos dar palestras, e eu lembro que eu fui num chamado Epic, que ajuda pessoas, imigrantes, refugiados, a entrar no mercado de trabalho. E foi um pouco tenso naquela época, porque foi bem na época da questão da Rússia e da Ucrânia. E é assim, tinha essa menina que era russa, e ela: ai, eu amo meu país, quero colocar que eu sou desse país. Eu falei: olha, eu não vou entrar no mérito da discussão, não cabe a mim.
Eu tô dizendo enquanto recrutador que eu não quero saber de onde você é. Eu quero saber o que você fez. Ah, mas eu vou falar que eu sou da Rússia. Eu falei: é um direito seu, você tá trazendo essa informação, você tá dando porque você quer. Dentro das leis irlandesas de PGR, eu só preciso saber se você tem permissão de trabalho na Irlanda, que é o RTY, que é Right to Work na Irlanda. Se você tem, beleza. Eu quero saber qual a sua experiência, o que você traz enquanto profissional.
Se você é do Brasil, da Índia, da África, isso não importa. E isso não deveria importar para você nem para o empregador. E porque eu acho que eu tava dando um exemplo nesse particular, porque sim, muitos países você consegue entender de onde eles são na primeira sentença que eles falam, que existem padrões que são criados. Por exemplo, o brasileiro, quando ele vai para entrevista de trabalho, a primeira sentença de 90% dos brasileiros é: oi, tudo bom?
Meu nome é Juraci Antunes, eu sou do Brasil e estou aqui na Irlanda há 13 anos. E quase todo brasileiro começa dessa forma, e não há necessidade. Oi, tudo bem? Sou Juraci, today I'm Irish citizen, eu tô vivendo na Irlanda há 13 anos, eu tenho experiência no serviço público, nonprofit, privado, já trabalhei para o governo da Irlanda, já trabalhei para as Nações Unidas. E pronto, é o que você adiciona que é importante.
Já que isso, eu fazia isso, eu fui, você sabe, né, fui de layoff no ano passado. Acho que quando eu tava trabalhando na empresa anterior, toda vez que tinha, que a gente tinha que se apresentar, né, para alguém novo lá da empresa, aí eu já ia falar, não, meu nome é Thales, sou brasileiro, sou do Rio de Janeiro. E era básico assim. Aí tinha uns amigos lá, começava a rir que eu falava da minha nacionalidade e tudo mais. Mas pô, Como é que a gente define o que falar e não falar?
O que que a gente, o que que é recomendado falar e o que que é recomendado você não falar de forma alguma?
Então, na realidade, assim, você tem as questões que são protegidas por lei, que são chamadas Nine Grounds of the Alice Law, que você não precisa falar e que se te perguntarem você não é obrigado a responder. Então essa primeira parte que são grounds, que são áreas de discriminação. Então, e tem coisas que você pode falar ou não. Na minha visão é Você precisa aprender a ler a sala, a entender isso. E eu vou te dar vários exemplos meus próprios.
Por exemplo, quando eu comecei a trabalhar na Irlanda, o meu primeiro trabalho foi de segurança. E assim, eu sou gay, não tenho problema nenhum em relação a isso, mas assim, um trabalho de segurança, ele ainda é um trabalho muito heterossexual, é um trabalho muito masculino. Então eu nunca usei a palavra parceiro na expressão do termo masculino. My partner, I'm going out, we have a nice time. E pronto, porque naquele momento eu não achava que seria bom para mim, me ajudaria em nada, porque eu saberia que no momento que as pessoas ao meu redor, no meu dia a dia, soubessem disso, eles iriam me tratar de um modo diferente.
Eu não poderia dizer que iriam me tratar com desrespeito, com discriminação, mas muitas das brincadeiras, muitas das coisas iam deixar de acontecer. E assim, eu nunca fui discriminado assim, ah, você é gay, você não deveria estar aqui, ou o que seja, mas eu sempre deixei as coisas. Isso volta até na minha realidade no Brasil. Porque assim, naquela época você não podia ter escolha, você não podia ser professor se você fosse homossexual.
Você tinha que se disfarçar pra poder ser aceito nessas escolas particulares. Isso fez parte da minha vida. E quando eu cheguei aqui na Irlanda, quando eu vi isso, eu me senti um pouco assim, pô, tô aqui pra ter uma melhor vida, eu tô tendo que fazer isso. E naquele momento assim, mas eu entendi que pra eu chegar onde eu quero, onde eu tava almejando naquele momento, seria esse o passo. E hoje, por trabalhar em recursos humanos, por trabalhar com diversidade e inclusão, eu não tenho mais problema em trazer isso.
E se eu tiver numa sala e que eu trazer isso, que eu ver que alguém vai me olhar de uma forma diferente, eu vejo que aquele lugar não é para mim, não é um ambiente que eu vou estar podendo. Ou pode ser um ambiente que eu vou estar enquanto recursos humanos fazendo a diferença e mudando aquela capacidade de visão das pessoas. Mas é uma decisão que eu preciso tomar. Então assim, é importante falar isso ou não? Essa vaga que eu tô trazendo, por exemplo, esse diversidade e inclusão, tudo bem, faz parte de recursos humanos, eu posso trazer isso, mas realmente Isso vai me adicionar ou não?
Claro que eu preciso entender que aquela empresa— e quando a gente aplica para uma vaga, a gente acha que aquela vaga vai ser para 5 anos, 10 anos. Ninguém aplica para uma vaga achando que vai ficar 1 ano, 2 anos para sair. Você quer, você tem um desejo de estar ali por um período longo de tempo. E você precisa ver aquela vaga, aquela empresa é que eu quero. E vem aquela questão que a gente faz, todo mundo assim, porque muitas vezes as pessoas vai aplicando, aplicando, aplicando, e você aplica para conseguir a vaga.
A empresa te escolhe, mas você parou pra escolher aquela empresa? Eu quero estar ali, faz parte daquilo que eu quero. Aí vem a questão dessas coisas pra se falar. Por exemplo, ah, eu tenho 3 filhos em casa, eu vou falar na entrevista? Aí vai ter tipo assim, se for uma mulher que também tem 3 filhos em casa, ela pode ter duas visões. Pô, eu já tenho que sair daqui pra fazer coisa do meu filho, eu vou ter que abrir mão pra ela também, eu não vou ter ajuda.
É aquela própria pessoa que tá na mesma situação que você, não pode querer. Pode querer alguém que tá numa situação diferente, porque ela já sente o peso que é. Ou ela pode pensar, pô, ela tá vivendo o mesmo que eu, eu vou dar uma chance pra ela porque ela entende o que é ser mãe, o que é ser trabalhadora. Então você vai ter duas visões, a mesma pessoa com duas visões. Ou você pode ver uma pessoa do gênero masculino, pô, é uma mulher, vou dar uma oportunidade, é uma mãe trabalhadora.
Aí toda a sua entrevista, ao invés de ser o que você trabalhou na sua vida toda, o que você produziu, o que você correu atrás, deixa de existir. E o que faz parte da história é se você vai ter tempo de entregar o que você tá aplicando ou não. Então, para quê eu vou trazer esse momento, sendo que aquele momento de 30 minutos ou de 1 hora é para vender quem eu sou enquanto profissional? Eu sou o Juraci Antunes, que teve oportunidade de trabalhar no Brasil, na Argentina, na Irlanda, nas Filipinas.
Eu já trabalhei para Filipinas, a gente vai para todo lugar, filho. Deu uma oportunidade de ir para lá, a gente aprende. Eu trabalhei nas Filipinas, né, em Manila, para Organização Mundial de Saúde. Ficou uma experiência maravilhosa na minha vida, que realmente tenho assim uma saudade muito grande. Eu acho que qualquer pessoa que hoje tem uma oportunidade de trabalhar para as Nações Unidas ou fazer um tipo de trabalho que seja voluntário ou que seja através de alguma ONG ou de algum mecanismo, aproveite, porque você tem uma visão totalmente diferente.
E eu achava que quando vim na Irlanda, porque eu era professor no Estado do Brasil, tinha toda uma vida classe média no Brasil, trabalhando com professor universitário, trabalhando e tudo mais, você cria uma visão de classe média no Brasil. Você tem pessoas para fazer as coisas para você, você tem pessoas para te ajudar, até porque você não tem tempo, você trabalha o tempo todo. E quando você chega aqui, que você vai trabalhar no restaurante de Kid Potter, que você vai fazer segurança, você revê a vida, que você vai dividir seu quarto, vai dividir sua intimidade, que você vai, volta e ganha todos esses espaços.
Mas quando você chega lá, que você faz parte de algo que realmente é importante para o mundo. Você tá ali, parte do grupo de pessoas ajudando a melhorar a vida de pessoas ao seu redor. Você sente o quão, o quanto a gente pode contribuir. Porque muitas vezes a gente fala assim, muita gente trabalha aqui na Renato, fala: eu não faço diferença em nada. E a gente esquece que todos nós fazemos a diferença. Você que acorda, que vai para o escritório, você lembra aquele escritório?
Você tá ajudando uma pessoa a chegar, a encontrar um escritório limpo, aquela pessoa produzir algo que vai determinar outra pessoa, que vai determinar outra pessoa. Todos nós fazemos parte de uma cadeia e a gente não percebe o poder que nós temos em relação aos outros. No momento que você não vai no trabalho limpar aquele escritório ou ajudar naquele momento, você afeta uma cadeia muito grande de pessoas, de humores, de outros todos.
Aquela pessoa, aquele técnico que estaria para consertar o ar-condicionado, aquele prédio que não pode abrir porque não tem ar-condicionado, tem que mandar todo mundo embora, aquela pessoa que foi para o escritório, tem que voltar para casa, que perdeu 2 horas do dia de trabalho. Que poder dentro traga um relatório. Então assim, é tudo tão conectado hoje em dia que todos nós precisamos de todos nós. Se você acha que o seu trabalho não é importante, está errado.
Por mais simples que seja, por mais mínimo que você faça, você faz parte de um sistema de ajuda mútua. E fazer aquilo bem feito mostra o quê? Para você ser notado. E eu acredito que hoje muitas pessoas aqui estão em visto de trabalho porque começaram a fazer algo simples e foram notadas por outros, foram notadas por outros. Então assim, a questão de ajudar um ao outro, de dar o suporte, Pode ser no dia a dia, pode ser na vida, pode ser— isso faz toda a diferença.
E é por isso que eu gosto de fazer esse tipo de atividade. Hoje, por exemplo, de manhã eu tava fazendo parte de um projeto chamado Job Care, que uma vez por mês eu vou para ouvir pessoas fazendo entrevista de trabalho e dar minha opinião de como eles poderiam melhorar. E eu vejo porque assim, as pessoas mais— dar um feedback é algo muito difícil, porque quando você faz uma entrevista de trabalho oficialmente, eu não posso chegar para você e falar tudo que você fez errado, porque aquilo ali pode me colocar numa situação jurídica muito forte.
E quando eu tenho essa oportunidade de ir no career coach ou de ir no voluntariado, eu tenho oportunidade de falar exatamente onde está o erro, exatamente onde você precisa melhorar. Olha, você esqueceu de falar isso, por exemplo, você tá fazendo entrevista para um hospital e você nunca usou a palavra paciente durante sua entrevista. Querendo ou não, por mais que você tá no escritório digitando folha de pagamento, aquele trabalho reflete na vida dos pacientes, porque as pessoas vão estar trabalhando para poder ajudar os pacientes, mesmo que você não seja um médico, enfermeiro ou cuidador de idoso, você reflete todo um ciclo.
Então, se você vai numa entrevista no hospital, você não fala da questão paciente, cuidado, caring, trust, você não fez nada. Então assim, são pequenas coisas que fazem a diferença, porque você tem que entender o impacto que o seu trabalho vai fazer dentro da organização e para outras pessoas, e qual a sua forma. Porque todos nós hoje, principalmente, eu acho isso uma coisa que eu vejo muito na questão da comunidade brasileira, Nós não temos medo, a gente aceita o desafio e a gente vê aquilo e a gente cresce e a gente evolui em relação a isso.
Isso é muito legal porque no momento que a gente entende o sistema, a gente quer fazer parte dele e a gente quer colaborar para evoluir ele. E uma coisa que é muito bonita é você ver muito brasileiro, ele faz o challenge do sistema. Não, isso aqui tá errado, por que isso? Por que não aquilo? Isso é importante porque faz a gente pensar assim: o que eu posso fazer para melhorar esse sistema? O que eu posso fazer para contribuir?
E é isso uma coisa que eu vejo muito feedback que eu vejo muitos empregadores é que ai eu tenho um brasileiro no meu time é aquela aquele tipo eu tenho um brasileiro é o Marcos você conhece o Marcos conheço os dez e às vezes acho que eles não entendem que assim porque assim na experiência dele o Marcos ele carrega consigo a comunidade da mesma forma que esse Marcos ao invés de ter feito um trabalho maravilhoso tiver feito um trabalho péssimo ele não vai ser o Marcos que fez um trabalho péssimo vai ser o brasileiro fez um trabalho péssimo naquela empresa.
E a gente cria uma responsabilidade com o sistema em relação aos outros. Da mesma forma, o imigrante de forma geral. No momento que você é um imigrante numa empresa ou na organização, na sociedade, você não se torna— não é o tipo o Juraci que roubou um carro na esquina, foi um brasileiro que roubou um carro na esquina. Ninguém vai falar o irlandês foi ali e fez isso, ou o John Martin foi ali e furtou aquilo, fez aquilo. Mas no momento que é um imigrante, aquele, a nacionalidade se torna a linha do raciocínio das pessoas.
Então assim, o que eu sempre digo para as pessoas, assim, as suas ações, elas não só refletem em você, elas refletem em toda a comunidade. E por isso a importância de todos nós nos mantermos unidos e temos esse tipo de trabalho. Por isso são 380 episódios, são 380 pessoas compartilhando a vida delas. Para que eu tenho que fazer meus próprios erros se eu posso entender dos erros que o Juraci fez e tentar evitá-los? Por que não ouvir ouvir a Tana, que tá anos de experiência, não ouvir outros, ou a Beatriz, ou qualquer pessoa, porque são experiências que nos ajudam a nos moldar para ir para o nosso próximo passo.
Porque todos nós queremos, por exemplo, se eu ver uma pessoa conseguindo trabalho, não vou ficar triste com isso, pelo contrário, vou ficar super feliz. E é isso que nos torna feliz, porque se eu ver um brasileiro indo para o Departamento de Saúde ou de Educação ou para algum outro órgão, aquela pessoa vai com certeza querer ajudar um outro para ter um outro e vai ter essa evolução. Nós, enquanto sociedade, nós queremos que os outros construam e mantenham essa presença.
Eu acho que o brasileiro vai ser o único que vai ser uma exceção. Em qualquer país, você chegar: ah, eu sou brasileiro, que legal, vamos conversar, vou te apresentar, vou te mostrar isso, vou te mostrar aquilo. Isso é importante, porque essa é a linha que nos faz mostrar para a sociedade: nós não estamos aqui para mudar a sociedade deles, nós estamos aqui para ser parte da sociedade. E isso é uma coisa que é importante dentro da área de recrutamento, porque a cada experiência que você tem e que você compartilha, É um erro a menos que você faz.
E todo o processo de recrutamento é quando você tem pontos. Você pode assim, já sei, minha entrevista foi ótima, foi maravilhoso, você fez lá dos 100 pontos, você fez 85 pontos, mas a outra pessoa fez 87. Então a sua entrevista de trabalho não é tão qual bom você é, é também o quão convinçam os outros.
Eu passei por isso tem semana passada, né, Dani? Foi, eu tava, eu cheguei até o final de um processo seletivo numa empresa Depois eu te falo qual que é. Tive a reunião lá com diretor do time e tal. Aí eu assim já tava na certeza que eu ia entrar, cara, tava assim, pô, vai dar bom, vou viajar, vou ficar tranquilo e tal, não sei o quê. Aí recebi a negativa, cara. E aí é uma empresa que não dá feedback geralmente. Aí eu pedi o feedback para o recrutador, ele me deu, aí ele mandou, ele falou assim, cara, a gente recebeu um alto volume de muita gente talentosa aqui.
E muita gente teve uma nota maior do que a sua na parte técnica, mesmo a gente tendo gostado muito de você, da sua personalidade, enfim, whatever. Mas foi exatamente isso que aconteceu comigo. Então às vezes assim, nem sempre, né, basta ser uma pessoa legal.
Não, mas então é questão de pontos. Quando a gente fala, aí volta aquela questão, você tá ali na entrevista, te focar na questão, como você falou, da parte técnica. E toda entrevista você vai ter basicamente 4 pontos. Que vai ser liderança, vai ser time, vai ser management of tasks e technical knowledge. Quase sempre vão ser essas 4 competências na maioria dos trabalhos. E o technical knowledge é uma dessas assim que é uma parte difícil, porque ou você sabe fazer o trabalho ou não sabe.
Então ela é realmente muito importante. Mas o leadership, ele é importante porque você tem que mostrar para as pessoas que você é capaz de fazer, mas ensinar os outros a fazer. Porque o líder é aquele que Tá aqui, eu sei fazer. Ótimo, mas você sabe ensinar os outros fazerem? Porque muitas vezes você tem um time de 10 ou 20 pessoas, você não vai conseguir fazer aquilo, mas você tem que mostrar para os outros como fazer, você vai ter que corrigir, você vai ter que aprovar, e você tem que, vai ter que ter toda uma visão em relação a isso.
E você tem essa visão ou não? E isso que faz toda uma diferença. E aquela questão, como você falou, outra pessoa não tem, e você teve o feedback, então você viu que tudo aquilo que você preparou foi muito bom. E tem esse ponto E assim, o que a gente pode— e aquela questão, receber um feedback muito triste, porque querendo ou não você não conseguiu a vaga. E a gente entende isso, mas sempre fala para as pessoas: peça um feedback, tente fazer uma ligação.
Porque quando é por email, você não vai escrever nada que vão comprometer ele. E quando você faz essa ligação, peça para pessoa: fala para mim honestamente o que eu errei. Eu não tô gravando nada, eu só quero melhorar para minha próxima entrevista. E eu lembro que eu fiz uma entrevista muito tempo atrás E a pessoa falou, Juraci, você não falou a palavra. Eu fui, foi bem para o departamento de saúde, para o departamento de saúde, desculpa.
Você não falou a palavra saúde e paciente uma única vez na sua entrevista. Você falou da lei, falou de lei trabalhista, você falou de artigo, você falou de tudo, mas em nenhum momento você falou da questão paciente ou você falou da palavra saúde. E você tá trabalhando para o departamento, para o HSC. Então como é que você quer trabalhar para um lugar que você não conseguiu usar a palavra? Você falou dos valores, você falou do dia a dia, você falou de tudo de RH possível, mas você não falou do produto fim, né?
Vamos dizer assim.
Exato, porque nós estamos aqui exatamente por causa disso. Por exemplo, RH no hospital só existe porque existem pacientes. Os médicos só existem porque existem pessoas doentes para serem cuidadas. Então não adianta eu ter uma equipe, um prédio, uma estrutura se não existem usuários para aquilo. Da mesma forma, se você for pensar, eu tenho estradas, mas eu tenho pessoas para dirigir os carros, usar essa estrada. Então tudo tem que ser conectado porque o resultado final é o usuário, é o user daquele serviço.
E isso tem que estar tudo na nossa vida. E aquela outra coisa também é o seguinte: tudo que eu faço, ele tem que ser quantificado.
Nossa, isso aí é, acho que é um dos mais difíceis do dia a dia.
Não, se você for pensar, porque assim, por exemplo, você acabou de falar uma coisa, eu fiz 380 episódios. Então assim, a sua marca, olha, é isso na Irlanda há 10 anos, parte do meu projeto. Eu tive a oportunidade de fazer 380 episódios ao decorrer de 10 anos, daí que me dá uma média de 50 episódios por ano. E nesse meio tempo, dividi em 3 nichos de mercado: recrutamento, saúde e atividades. E eu acredito que é uma forma que eu tenho como atividade voluntária de devolver para a sociedade.
Foram mais— aí você faz uma média de quanto cada episódio dá o quê? 2 horas de edição. Então foram uma média de 380 vezes 4, de 1.300 horas de edições usadas. Então no momento você começa a criar parâmetros, tudo se torna measurable, tudo é mensurável. E é isso que faz parte, porque assim, se você não consegue criar números, criar data, número, porcentagem, isso não existe. E é isso que faz toda a diferença para nós enquanto profissionais, porque quando eu pegar o seu currículo inteiro que vai lá de 2 ou 3 páginas, o tal desse premissa torna 3 linhas.
Ah, tem anos de experiência, trabalha nessa área, trabalhou nesses 2 tipos de mercado, tá fora do mercado há 3 meses, tá fazendo isso como serviço voluntário, tá fazendo isso, isso e isso. Então sua vida se torna literalmente 5 linhas no corpo de um email que eu vou mandar para o hiring manager, entre 10, para ele escolher 5 ou 6 para entrevista.
Entendi.
Falando de currículo, falando de currículo, falando de currículo, vamos lá.
Hoje assim, primeira pergunta é: existe um tempo mínimo, como é que eu vou dizer, assim, um tempo mínimo que não fica, até onde não fica perigoso ficar fora do mercado? Que a minha pergunta, por que que eu pergunto isso? Já não é novidade para ninguém que eu sou de TI, né, sou programador. E aí teve um layoff lá na empresa que eu trabalhei, foi em outubro do ano passado, então já vai fazer quase 9 meses. E aí, pelo menos assim, na minha visão, não foi um empecilho nessa empresa que eu acabei de falar, que teve, que foi para parte técnica e tudo mais.
Mas o recrutador me perguntou, pô, tô vendo aqui que você tá com um gap, né, no teu currículo aqui desde outubro e tal, o que que houve? Foi um career break? Aí eu tive que explicar toda a situação do layoff, mas E atualmente o mercado de TI, ele tá bagunçado, tá? Tem muita gente, todos os mercados, eu, é por conta da questão do IA assim, tá? Então assim, a primeira pergunta é essa assim: existe ali uma média segura ali de você ficar fora do mercado?
E o que que alterou hoje, né? O que que a gente tem que melhorar hoje nos nossos, alterar no currículo por conta da, hoje antigamente era um software lá que verificava o currículo, né? E aí o software filtrava o gaúcho ali, mandava para o recrutador. Hoje não, hoje é uma LLM ali.
Calma, calma, calma, calma, calma. Você trouxe 10 coisas ao mesmo tempo, pegar um monte cada vez.
É porque tá tudo acontecendo comigo ao mesmo tempo.
Vamos pegar uma coisa de cada vez. Primeiro, antes mesmo de existir AI, ainda existia ATS, que são Application Tracking System. Então até então, até hoje, eu vou dizer hoje, você aplicava uma vaga para as Nações Unidas, você trabalhar para o governo da Irlanda, para qualquer vaga, Nós do time de recrutamento temos que olhar currículo por currículo. O AI pode trazer scores, estrelas, ele pode fazer um highlight de keywords, mas eu tenho que ver todo currículo.
Não existe isso, seu currículo foi cortado por AI. Não, ainda não. Até hoje, nesse exato momento dessa conversa, 4 de julho, 4 de julho de Jesus, 7 de julho, 7 de julho, 7 de julho de 2026, não. AI não faz, AI ajuda, mas ela não te elimina ainda. E na maioria dos processos seletivos hoje, no screening, o recrutador ainda tem que ver os currículos. Qualquer empresa hoje, o AI não corta currículo, tá? AI ajuda, ela pode fazer assim 2 pipelines de candidatos, mas eu ainda tenho que ir currículo por currículo, 7 segundos.
Não, não, não, não, não, não, não, eu tenho que clicar uma opção. Então assim, o AI vai me ajudar com isso, mas ele não vai estar te cortando. Eu vou ter que ver curículo enquanto recrutador ainda, por obrigação técnica, eu tenho que— todos os softwares que existem hoje, eles não cortam currículos automaticamente, eles têm que ser vistos. E eu pego umas Nações Unidas que a gente tá bem atrasado ainda. Se você aplicar 600 pessoas, eu tenho que— eu tenho lá um Excel, tá, gente?
Você vai trabalhar para as Nações Unidas, a gente usa Excel ainda, tá? Eu passo uma lista com todo mundo do Excel. Nossa, meu não, meu time fazia listinha de todo mundo, aí colocava ali: 5 anos de experiência, sim, não, tipo graduação, tipo de faculdade, procede sim ou não, qual Não sei, tudo era manualzinho, currículo por currículo, tá? Então assim, não acho que isso é aquele currículo que você faz de 10 folhas, fica feliz com isso não, porque não, viu, tá?
Porque só o tempo que eu tenho que ir até lá embaixo não me deixa felicidade nenhuma. Pelo contrário, fico com raiva de você, tá? Então não façam a vida dos recrutadores serem de ranço. E outra coisa, não apliquem com PDF, não faça esse currículo. Você não tá na área de marketing, você não tá nesse, seu currículo deve ser em doc, né? Bem Word bonitinho, PowerPoint, bem simples e prático. E se eu não ficar feliz com metade da primeira página que eu vi, eu não vou para segunda.
Você tem que me conquistar na primeira metade, tá? Aí vem a questão. Então, AI ainda não te rejeita. Um humano foi lá, olhou seu currículo e te rejeitou automaticamente. Então você ainda foi rejeitado por um ser vivo ainda.
Entendi.
Pronto.
É porque assim, é difícil. Desculpa te interromper, mas é difícil assim, porque é para gente que tá, né, mandando bastante currículo assim, tem umas respostas que assim parece muito, pô, é resposta automática. Talvez porque depois que o cara aperta lá para recusar Aí tem uma mensagem automática. Aí tem uma inscrição muito rápida, já é bom.
É porque na verdade assim, porque muitas vezes assim depende muito do timing, porque por exemplo algumas campanhas são abertas por 2 semanas. O que acontece, por exemplo, se eu tô fazendo 5 campanhas, todo dia de manhã eu vou lá 8 horas da manhã, vejo aqueles assim 5 melhores currículos, eu já tenho tipo os 15 que eu quero, já tô adiantando meu paperwork ali, tudo bonitinho. Aqui não, mais ou menos, mais ou menos, mais ou menos.
E lembra o seguinte, 5 anos atrás, até durante a pandemia, o mercado era driven by the candidates. E agora tá driven by companies. O que acontece é a lei da oferta e da procura. Então, por exemplo, 5 anos atrás você teria 10 pessoas para 20 vagas, então estaria chorando. Thales, pelo amor de Deus, vem para cá, eu te dou o que você quiser. Era realmente dessa forma, você estaria chorando, estaria brigando com o hiring manager. Ah, eu quero alguém.
Não tem. Ou você quer isso ou você não quer, você fica sem, você escolhe. E você já tá com outra vaga, por isso você não escolher amanhã, você perde ele e precisa de mais 10 mil. E aí você vai correndo atrás, você tinha o argumento para brigar com a pessoa. E quando veio essa questão do AI, o que que aconteceu com AI? O AI não vai fazer você perder seu trabalho, o AI vai dificultar novas pessoas entrarem no mercado de trabalho.
Porque o que tá acontecendo, a maioria dos trabalhos estão virando o quê? Não vai ter mais muito trabalho entry level porque o AI tá cobrindo a parte entry level, que era o básico. Então muitas pessoas não estão tendo oportunidade de entrar para aprender o básico porque AI tá cobrindo o básico. E o que acontece, a gente não tá contratando novas pessoas porque as pessoas middle level, middle term, elas estão conseguindo cobrir essas vagas por causa do AI.
Então só preciso ir lá, ao invés de ter um grupo de time de 10 pessoas reportando para mim, só preciso de 6 hoje porque o AI tá fazendo parte disso. E aqueles 6 estão olhando e verificando para ver se tá tudo isso. É tão importante, por exemplo, precisava mandar um email para você recusando alguma coisa, é tão assim interessante a forma que tá vindo, que eu colocava lá para o email, para o AI, é, please reject this request on base on the policy tal, tal, tal.
E pronto, ele faz todo o template para mim, que demoraria meia hora para eu escrever aquele email todo, principalmente porque inglês não é minha primeira língua. Perfeito, só preciso ir na policy da empresa, tá exatamente igual, porque ainda existe essa questão. Hoje ainda assim o AI tá ajudando a gente, mas eu tenho obrigação de ler o que eu tô mandando, principalmente que eu sou do RH. Então assim, o que eu vou mandar é a minha responsabilidade e eu tenho que fazer.
Eu olho, eu confirmo, tudo certinho, tudo bonitinho, mando. Então assim, uma coisa tá demorando 3 horas, tá me demorando 30 minutos. Então isso agilizando muito a vida das pessoas, é a primeira coisa. Então aí, voltando então do gap, isso é uma coisa muito interessante. O que eu pergunto para você é o seguinte: não é por quanto tempo você tem um gap, o que você está fazendo esse tempo livre nesse gap. E é que eu quero saber, porque o que acontece quando você sai do mercado, quando você sai do mercado, primeira coisa que você perde é conhecimento.
Você perde a evolução. Por exemplo, RH, quais são as novas leis, as novas regularizações? Por exemplo, o que aconteceu no recurso humano nos últimos meses? A gente tem uma nova lei de probation, do parental leave, do sick leave. Então essas coisas que vão acontecendo, se eu não tiver no mercado no dia a dia, eu não vou estar absorvendo isso. Isso vai gerar um impacto muito grande enquanto profissional. Então a gente evita contratar pessoas que estão mais fora do mercado de trabalho por muito tempo, porque essa pessoa perdeu essa essa informação, essa linha de raciocínio.
Como você mesmo disse, tecnologia, muitas ferramentas. Quando você mesmo piscar, tava conversando comigo, meio que ele é de BI, Business Intelligence, que nem ele falou assim, eu não tô conseguindo acompanhar, acompanhar, porque assim, de ChatGPT já veio para Perplexity, que já veio para cloud, e do cloud já faz isso, já faz aquilo. E ele tá assim, ele tá tão estressado, porque assim, é uma pessoa já de uns 60 anos que tá assim fazendo treinamento à noite, final de semana, para tentar acompanhar tanta coisa que tá vindo.
Porque assim, essa geração mais nova, que é fácil, esse pessoal do energético consegue fazer tanta coisa, e assim consegue fazer tanta coisa que não consegue com cafezinho, cigarrinho dele mais. Então você fica assim com medo de realmente em relação a isso. Aí volta a questão assim, a primeira coisa é, aí vem aquela questão, né, quando a pessoa faz isso lá, tem essas coisas básicas, os primeiros 6 meses falar, eu viajei para o mundo, eu voltei para casa cuidar na minha família, eu tirei um tempo.
Mas aí você precisa começar a conversar outras coisas. Por exemplo, olha, eu realmente saí do meu trabalho, eu tô tendo dificuldade, mas nesse meio tempo eu tô fazendo um mestrado novo, eu tô aprendendo uma nova língua, eu fiz um curso de leadership, eu fiz um curso de project management. E tem assim, você falou do PetCursos, esses cursos são gratuitos, no Springboard esses cursos são gratuitos. De uma certa forma ajuda a cobrir.
Ó, eu sou diretor de duas nonprofits, Porque assim, por exemplo, sempre que eu comecei, desde que eu tenho minha vida de recursos humanos na Irlanda, eu sempre fiz serviços voluntários enquanto palestrante, para onde, tanto em inglês como português, como eu te falei, para o JobCare, para o EPIC Program, para o Outhouse, para esses lugares todos, para o Open Door Initiative. Por exemplo, ano passado eu fui fazer a abertura do Grad Ireland, então você vai criando esse tipo de coisa, você vai criando referência.
Aí o que acontece, eu também sou director e 3 não-profit organization, e que eu ajudo a fazer isso no tempo livre. Então assim, Tem um gap. O que a gente vai fazer com esse gap? O que você vai provar para as pessoas tá fazendo nesse meio tempo? E o que a gente vai fazer para poder quebrar esse gap? Então assim, o que eu percebo muito assim que hoje em dia, hoje em dia é que muitas pessoas estão saindo do serviço privado para o serviço público pela questão de estabilidade, porque querendo ou não, o serviço público ele oferece de tudo.
De todas as áreas possíveis. Então muitas vezes a gente vê pessoas, claro, de R$150 mil como managers, e no pouco tempo ganhar R$80 mil, R$90 mil. Por quê? Porque é uma segurança, não tem aquele estresse: eu vou ser mandado embora, eu não vou ser mandado embora, o que vai acontecer amanhã, o que vai acontecer depois. Então assim, e hoje uma coisa que eu percebi é o seguinte: a quantidade de brasileiros que estão entrando no serviço público é imensa.
Se você for qualquer área do governo, qualquer departamento, no Silicon Valley, nos departamentos, na guarda, no Tuzla, vai ter um brasileiro todos eles. Então é uma possibilidade, porque assim, o processo ainda existe. Não muitas pessoas querem trabalhar para o governo porque o salário é menor, mas a estabilidade é maior. E com a questão do AI, tudo isso, a gente vai ter uma tendência. Então assim, quando você pensa assim, o que eu estou fazendo no meu tempo livre para mostrar para o recrutador que eu não estou parado sem fazer nada, que eu estou tendo conhecimento ali, você fala assim, ah, career break.
E nesse meio, aí você faz uma explicação assim, olha, eu tô realmente Porque chega aquela questão que você chega no momento que assim o break tá ficando tão grande que você pode começar a servir para o recrutador como uma pessoa que tá fora do mercado. E algumas áreas pode ser difícil para questão do conhecimento que você tá perdendo. Então você tem que provar para eles que alguma coisa tá fazendo nesse meio tempo. Então isso vai ajudar bastante você nesse sentido.
Entendi, entendi. Voltando àquela questão do AI de novo, é que agora eu lembrei de um, de uma situação. Essa empresa acho que eu vou falar, é a Apple. Foi a Apple, fiz entrevista na Apple.
Olha, parabéns!
E aí que acontece, e foi assim, foi uma surpresa para mim porque que eu tinha aplicado para vaga, tava pingando lá no LinkedIn o tempo todo. E aí eu fui lá, botei meu currículo no próprio sistema da Apple e tudo mais. E aí veio aquela mensagem automática lá que eu não tinha sido escolhido, né, para a próxima etapa. Aí do nada, do nada, um recrutador me chamou no LinkedIn. Não tinha foto, não tinha descrição de nada, nada, só tinha um nome e sobrenome.
E aí eu não sei se era homem ou mulher nem nada, só isso. E aí entrou, eu até achei que fosse fake, cara, todo mundo até achei que fosse fake, porque aí a pessoa mandou uma mensagem para mim falando, ah, Thales, tem uma vaga aqui, eu sou recrutadora da Apple e tal, tem uma vaga aqui e pô, aplica aí, entra nesse link aqui e tal e manda teu currículo e tal. Aí eu olhei assim, foi realmente o site da Apple e tudo mais, mas alguma coisa, sei lá, eu fiquei Fiquei encucado com aquilo.
Aí passou um dia, no segundo dia ela manda meu email de novo. Então, Thales, eu não vi aqui tua aplicação e tal, não sei o quê, aplica aí e tal. Aí eu fui, olhei lá, eu já tinha aplicado. Eu falei, olha, eu já apliquei, né, botei, apliquei e deu recusado, não sei o quê. Aí ela respondeu, tá, eu vou ver aqui. Aí ela viu lá internamente, realmente meu tinha sido declinado. Ela foi, mudou lá, e eu fui para entrevista técnica. E foi, era realmente na Apple assim.
E aí acabou que eu não, infelizmente não passei, tava, era uma vaga bem mais assim sênior, né, do que eu já, do que eu faço. Mas aconteceu isso. Então até por isso também que eu fiquei nessa assim, cara, será que eu fui recusado automaticamente?
Ou na realidade é o seguinte, existem times, certo? Por exemplo, todo recrutamento tem um chamado recruitment leader e tem um sourcer. Muitas vezes os sourcers são outsourcing. Que são empresas terceirizadas. Então, que por exemplo, a CPL tem alguém lá que é pago pelo CPL, mas que trabalha para a própria empresa. Então, por exemplo, o que a gente chama de RPOs também, né, que é alguém, por exemplo, da Comfair, que trabalha ali.
Então qual a função deles? É buscar os candidatos. E muitas vezes, quando eles acham alguém que pode ser próximo daquela vaga, o que eles fazem é o seguinte: eles tentam trazer aquela pessoa para entrevista. Então muitas vezes assim, enquanto o recrutador principal, o manager do recrutamento manager da vaga ou especialista daquela vaga pega e recusa você, fala, o sócio fala, olha, eu conversei com ele, eu acho que é legal, e como está tendo dificuldade para essa vaga, reconsidera ele.
Então existe essa possibilidade, porque muitas vezes vai para o QPI daquela pessoa, ou muitas vezes é um outsourcing trabalhando para aquela pessoa e vem uma comissão, olha, eu vim aqui, conversei com ele, eu acho que tem um perfil bom. Então tem essa possibilidade. Então muitas vezes eu posso garantir que hoje ainda não. Não, na época, porque assim, como o nosso número de recrutamento tá tão baixo hoje em dia, eu acho que eles estão insistindo assim.
Pode ser que daqui 5 anos, 6 anos, pode diminuir. Aí pode começar a recusar realmente os currículos, mas ainda, ainda não. Ainda a gente tá tendo muito. O que tá acontecendo é porque assim, antigamente, por exemplo, enquanto eu trabalhava no Banco de Nova York, eu tinha 60 vagas. Eu tava assim trabalhando 15 horas por dia, uma loucura, com um time de 10 pessoas, aquela coisa toda. Mas ainda agora, possivelmente esses times, o quê, são menos pessoas, mas assim, ao invés de ter 60 vagas, deve ter o quê, 10 vagas com time de 3.
Então assim, existe uma queda porque não tá tendo recrutamento muito, muito. As empresas estão recrutando muito menos e numa velocidade muito menor. Então tendo mais, muito, muita qualidade de candidato, porque muita gente que foi fora do mercado e vê aqueles momentos. Por exemplo, tem você, por exemplo, que tá 9 meses, mas tem gente até 1 ano, 1 ano e meio E essas pessoas, quando elas deixam de estar no mercado, nos primeiros 6 meses elas estão assim: eu quero ganhar mais do que eu tava ganhando.
E tá tudo bem, porque é a visão delas. Mas quando passa 8 meses, ah, tudo bem, eu quero ganhar o mesmo, mesmo tanto. Ah, eu quero full remote. Ah não, agora já trabalha 2 dias no escritório. Então cada mês que vai passando sem uma vaga, vai caindo a expectativa. Aí depois de 1 ano a pessoa fala: eu trabalho full on-site, eu posso trabalhar todos os dias. É, acho que agora eu aceito um corte no salário. Eu vou mais do que 5 km, porque assim, no primeiro momento que você acabou a lei, naqueles 6 primeiros meses, principalmente com essa nova lei do governo agora, você ganha proporcional ao seu salário.
Então você queria um padrão de 6 meses, tipo, se vier uma coisa muito boa, aceite, senão meu seguro-desemprego tá bom, porque igual a gente tá muito parecido com o padrão do Brasil agora, né? Aí depois dos 6 meses que vai começando a, vai diminuindo dinheiro e o foco vai diminuindo um pouco.
Sim.
Então você vê as pessoas caindo assim, por exemplo, recruitment manager ganhava R$60 mil, tava virando recrutamento especialista por 50. Então você vê que as pessoas vão aceitando um pouco de visões para poder garantir a presença deles no mercado de trabalho.
Tu acha que a gente vai voltar a ter o mesmo cenário de 5, 6 anos atrás? Nunca mais?
Eu acredito, por mais que a gente tenha crescimento hoje em dia, vai ser muito crescimento de data center, vai ser muito crescimento de AI, Mas a gente tem muito investimento em casa, em construção no momento. Muitas dessas partes administrativas, técnicas, elas não vão vir como era antigamente. Eu acredito que vai voltar muito a questão do governo ser um dos grandes empregadores. Eu acho que tá tendo muita gente vindo até, por exemplo, no nível de aplicações que a gente tá tendo no dia, no momento, para vagas mais sêniores.
Eu tô vendo muita gente do serviço privado com vagas muito grandes mesmo, com salários assim astronômicos, querendo vir para as Nações Unidas, querendo pro serviço de saúde, pro serviço público, numa questão tipo assim, ah, já tô com 55 anos, só preciso mais 10 pra aposentar, alguma coisa do tipo. Eu quero uma estabilidade, não quero ter esse estresse que eu posso ser mandado embora hoje ou depois, num layoff. Então você tá vendo esse ciclo muito grande.
E as pessoas que já estão no layoff, que não conseguiram alternativa, que estão tendo assim, ou eu vou pro serviço público ou ninguém vai me contratar mais. Então existe assim um pouco de tudo no momento, mas a gente tá vendo muita gente que tá ainda trabalhando, que já tá tentando ver alternativas porque estão sentindo essa pressão. E a Irlanda é um mercado caro. Então, querendo ou não, muitas das vagas caras que existem na Irlanda, essas são aos poucos transferidas para outros lugares.
Então, por exemplo, para que eu vou pagar um gerente de contas 120 mil euros aqui se eu posso pagar essa mesma vaga na Itália 60 mil, em Portugal 40, ou mandar para Índia, para as Filipinas por 30 mil? Então assim, tá tendo muito essa questão de ver como, enquanto empresas corporativas, o que eu posso fazer para manter ter uma presença naquele país e economizar ao mesmo tempo. Então já tem muito essa flexibilidade. É aquela coisa, com AI você pode trabalhar em qualquer lugar, você pode trabalhar das Filipinas, da Índia, de Portugal, do Brasil, e a mesma qualidade profissional.
Indiferente de trazer ele todo para cá, muitas vezes muitas vagas vão ser remotas. Por mais que existam muitas legislações no momento contra isso, se é uma empresa que tá em vários países, ele pode fazer o mesmo trabalho de outro país.
Tá começando a me convencer aí a virar funcionário público aqui.
Eu acho que hoje é uma tendência muito grande. Eu acho que a gente tá vendo essa visão de que o serviço público ele tá sendo alternativa muito grande no mercado. Isso tá virando uma coisa muito presente pra gente.
É, eu cheguei a fazer concurso público no Brasil, cheguei a fazer aqueles clássicos, né, auxiliar administrativo na Petrobras e tal. Só que eu vi a quantidade de gente, que o Brasil é enorme, né, você vê a quantidade de gente, a concorrência assim, pra independente do tipo de concurso, né, né? E aqui não é concurso, né?
Aqui é entrevista, aqui é entrevista, né? Depende da vaga, tá? As vagas mais middle term, sênior, 90% delas vai ser só entrevista, como numa empresa privada. Você vai pegar ali, vão ter 30 candidatos, a gente faz shortlist, a gente reduz o shortlist dos candidatos e a gente puxa eles para entrevista. Dependendo do nível, a gente faz uma taskzinha de 5, 10 minutos ali com apresentação, aplicação, tem entrevista, num caso ou outro vai ter uma segunda round, mas muito difícil.
Se for o que eles chamam open competitions, que é para todo o serviço, por todos os departamentos, seriam todos os ministérios, ou para o serviço, ou para o City Council, para vagas mais júnior, eles podem fazer tipo um sistema de provas, um tipo de questionário, só para reduzir o grupo, para poder fazer em grupos. Então, por exemplo, eu tenho 10 mil candidatos, então esse ano entrevisto mil, daqui 6 meses ou um ano entrevisto mais Então a gente pode fazer um padrão para criar isso, mas basicamente vai ser ou uma provazinha de 15, 20 minutos que você faz ali online e depois a entrevista, ou se for uma vaga mais middle term, você seria só entrevista.
E assim, tu tá falando que tu fala, tu diz que há muitas pessoas, né, entrando no, mas assim também tem muita gente saindo, tipo se aposentando. Como é que tá essa renovação das pessoas assim no na área pública, né?
Então eu posso falar de onde eu trabalho. Então eu trabalho, nós temos expectativa de que 15% dos funcionários vão se aposentar nos próximos 5 anos, que para um grupo de 500 pessoas, que é onde eu sou Head of HR, é um grupo grande. E nossa estratégia é o quê? Tentar contratar mais pessoas júnior, que a gente tem essa questão do serviço público, crescer essas pessoas para que sejam capacitadas no futuro através de promoções, através de expansão dos serviços, assumirem vagas mais sênior.
Então Então, no nosso caso, se um head vai estar saindo, quase sempre tem, a gente pode trazer alguém externo ou a gente pode até ver se existe alguém dentro daquela área que possa ser promovido para aquela vaga.
Interessante. E existe algum trabalho público assim temporário?
Sim, gente, tem trabalho temporário. Por exemplo, você tem pessoas que estão de sick leave, tem pessoas que estão de maternidade livre, são chamadas specific term contracts.
Entendi.
Então são contratos temporários. Por exemplo, meu time agora mesmo eu contratei 2 grade 7 de recursos 2 anos para 1 ano cada para cobrir maternidade. Então você já é uma experiência, já é uma visão, já traz você parte do serviço e ajuda você crescer dentro do serviço. E o segundo passo também você pode fazer o quê? Tem algumas empresas, por exemplo a CPL e outras, que tem vaga de clerical officer, que seriam administrativas, 3 ou 4, que são para 3 meses, 4 meses, te dá uma visão, te dá uma experiência.
Tipo assim, ó, tô buscando alguma coisa, quero alguma coisa temporária, eu vou ali para não sair da CPL põe clerical officer, o que aparecer ali você aplica. São vagas mais simples, tipo, você vai ficar na recepção de um hospital, você vai trabalhar, por exemplo, uma vaga muito comum, tem muita vaga temporária. Você vai no hospital, não tem aquele formulário, sua pastinha com todos os documentos? Tem que ter alguém para ir lá no arquivo pegar ele, trazer ele e colocar ali na mesa para o médico, para o enfermeiro ter acesso.
E depois vai levar ele lá e colocar no lugar certo para ser achado no lugar certo. Certo. Então eles contratam bastante, parece que não, mas é uma vaga que quase todo mundo quer contratar do permanente para essa vaga. Depois de um ano cansa de fazer isso, aí vai aplicar para uma promoção interna e é promovido internamente. Então muitas vezes sim, ali uma porta de entrada na sua vaga do serviço público.
Legal. Não tem estágio, né? Então assim, não existe um estágio, né, no serviço público.
Tem internship, que seria uma forma, mas quando você tá na faculdade ainda. Mas basicamente você pode pegar uma vaga temporária ou pegar uma vaga permanente, passa seu probation, que é um ano no serviço público ao invés de 6 meses de serviço privado. Isso, se você for para Tusa, 9 meses, mas para o HSID, departamentos, 1 ano. Passou sua probation, se você for, eu chamo de grade, você tem do grade 3 ao grade 8, que são os níveis.
E depois disso tem GM, que é General Manager dos serviços. Aí no momento que você tá ali no grade 3, passou o primeiro ano de probation, fica com 4. Aí você não tem um novo probation, você já passou no primeiro probation, será crescendo e crescendo. E uma coisa assim, a maioria das vagas, elas são só primeiramente, o advertisement delas são só internos. Então, por exemplo, tem um grade 5, 6, a prioridade, as pessoas estão dentro do serviço, elas só vão para competição externa se não tiver ninguém ali que queira fazer aquela vaga naquele momento. Então você entrando no nível 3 ou 4, você vai se promovendo ao longo do tempo.
Interessante, vou olhar. E qual o requerimento mínimo? Para pessoa poder aplicar para uma vaga pública?
Então depende, porque por exemplo, se eu fosse, por exemplo, falar recursos humanos, eu faço parte do GM, sou um general manager. No caso meu teria que ter 7 anos de experiência na RH e um mestrado em RH, esse foi o recrutamento para essa vaga. Eu vou para ICT, se eu sou um grade 5, vai ser 3 anos de experiência na área técnica. Se for um grade 6, 4 anos. Com grade 7, 7 anos. Então assim, vai depender do nível.
Eu digo no sentido assim, por exemplo, da pessoa que tá assistindo a gente aqui, ela é estudante de inglês, Wise, ela não pode aplicar para uma vaga pública.
Não, aí você teve até as vagas que eu não visto. Quais são as vagas que não visto hoje em dia? São as vagas de enfermeiro, healthcare assistant, social care worker, social workers. Essas vagas elas estão visto, mas você primeiro tem que qualificar seu visto com algo competente, que a maioria das vagas médicas o instante do CORU, você tem que ter uma certificação do CORU antes de aplicar e o governo te dá o visto. Tem muita gente que vem para Irlanda já com visto de trabalho trabalho para essas vagas.
Então seria uma área diferente. Mas você tá aqui com o seu Stamp 4, o seu passaporte europeu, você quer vir para uma área administrativa, é bem fácil. Finanças, administrativo, RH, clerical 3 ou 4, é bem tranquilo. Você entra e você vai sendo promovido ao longo do tempo. Tem uma coisa que é interessante, porque todo ano você tem um incremento, que é o quê? Um aumento salarial todo ano é garantido. Então você não tem a questão do serviço privado que assim, ah, isso foi um ano bom, foi um ano ruim, pode ser 1% ou 2% ou pode ser nada.
No serviço público, todo ano você vai ter aquele incremento do ano e você vai ter a oportunidade de ser promovido e tá dentro de um pay scale diferente, de um salário diferente. E não existe muita competição, porque assim, no serviço privado você vai estar numa mesa, tá aqui 3 pessoas fazendo o mesmo serviço e pode ser 3 salários totalmente diferentes. E eu tive essa experiência porque eu trabalhava numa empresa que eu ganhava literalmente R$30 mil a menos que a pessoa que estava do meu lado, no mesmo nível de grade.
Nós éramos recrutamento especialista na época. Na época, e eu trabalhava 10 vezes mais que ele, não querendo assim me gabar da minha capacidade e tudo mais. Mas assim, quando eu descobri o salário dele, eu fiquei super chateado, porque assim, como assim, gente? Esse cara faz mal, mal básico, e eu tô aqui fazendo milhões de coisas ao mesmo tempo. E aí você fica— então assim, o bom do serviço público é que você não vai ser discriminado dessa forma.
Todo mundo vai começar, se você tá fora do serviço privado, você vai começar do primeiro ponto daquele scale, daquele salário, e todo ano você vai crescer um ponto Então não existe uma discriminação salarial, porque a vaga é daquele nível, você tá naquele nível. Então acho que o serviço público hoje ele cria uma oportunidade de igualdade sem criar muitos processos dentro disso. Então isso ajuda bastante.
Só o fato de não ser concurso no sentido de prova já é muito mais, já facilita muito, acessível assim. Porque tem gente que fica nervoso em prova e não dá, e por melhor que seja a pessoa, às vezes, né, tem certos momentos ali que ela não Não performa bem, sabe? Perdão. Legal, vou então, você que tá, cumpriu os requerimentos mínimos, talvez seja uma boa aí dar uma olhada nos public jobs. E quais são, qual é o canal para a gente aplicar para os public jobs?
Então você vai ter, como você falou, public jobs do Araí seria um deles. Você teria, se você pode ter a questão das vagas da Tuzla, que seria a Tuzla, nossa agência de crianças, que tem um próprio site deles, da Tuzla do Brasil.
Como é que é o nome? É Juizado de Juizado Especial de Menores, acho que seria o Conselho Tutelar.
Conselho Tutelar seria o equivalente ao Conselho Tutelar, com a diferença, um pouco diferente, mas seria a ideia dele, seria o Conselho Tutelar. E aí você teria o HACI propriamente falando, que seria para todas as áreas de saúde, teria Irish Rail. E acho que seriam esses mínimos. Então assim, cara, que tu falou Irish Rail uma vez, foi recente, cara.
Eu vi uma vaga para maquinista Quase 68 mil por ano. Eu tô falando bosta, mas assim, um salário bom assim.
Mas o salário mínimo médio da Irlanda hoje ele é 52 mil.
Ah é?
Tanto assim que a gente tem aquela ideia de quem ganha mais de 30 mil é um salário alto, mas se você tem uma vida decente na Irlanda você tem que ter no mínimo 50 mil cada pessoa da família. Então assim, qualquer serviço público hoje, se você pegar um grade 4, por exemplo, você vai estar um salário mínimo, que é uma vaga bem entry level do governo, você vai pagar uns 40 mil, um G5 vai estar em torno de 52 mil. Então assim, então você vai ter todos esses valores.
Lembrando o seguinte: se eu sou um G4 e meu trabalho é fazer isso aqui todo dia, daqui um ano eu vou ganhar um aumento salarial de 1.000 euros para continuar fazendo a mesma coisa. Eu não vou ter que fazer mais nada. E daí outro ano eu vou ter 10 mil, mais mil e mais mil. E aquela coisa, se eu não quiser ser promovido para fazer isso Eu vou continuar fazendo isso o tempo todo porque é o que tá no meu job description e tá no meu ponto de trabalho, e pronto.
É, para quem não, né, não fica entediado fazendo a mesma coisa, né?
Ah não, você tem pessoas aí. Até coisa, tem muita pessoa que faz aquele trabalho ali, tudo bem. Esse foi um exemplo um pouquinho mais medíocre que eu pude trazer.
Até no Brasil mesmo tem, tu vê alguns órgãos públicos, sei lá, você mora no bairro, você vai A gente lá tem o Detran, né, que a gente emite, né, os documentos e tal. Pô, às vezes você mora no mesmo bairro, você vai na mesma instituição pública ali, sei lá, 10 anos, a mesma pessoa trabalha lá mais 10, 20 anos fazendo a mesma coisa. Tem gente que tá tudo bem.
É aquela coisa, porque se você for pensar, muita gente, muita gente tem família. Por exemplo, é muito comum você tá no serviço público, é um casal, aí vai ter o primeiro filho, depois vai pedir aprovação, vai ter o segundo, vai ter o terceiro, porque você ganha um salário durante sua maternidade. Você volta, você tem direito ao parente-alívio, trabalha 4 dias por semana durante algum período. Você tem toda uma flexibilidade de fazer acordos e está ali tranquilo.
Então assim, você não quer assumir responsabilidade, você quer chegar de manhã 8 horas, terminar às 4 da tarde e ir para casa cuidar das suas crianças. Você quer trabalhar, fazer o shopping, um quer trabalhar 11 meses ao invés de 12 para cuidar da sua família, e esse vai ser seu foco. E tá tudo bem, porque assim, vai existir outras pessoas que vão estar buscando aquela promoção, está buscando aquele foco no serviço, e esse vai fazer toda a diferença.
Legal. É, acaba isso naturalmente, o sistema vai equilibrando ali, porque tem pessoas que querem mais, outras que estão de boa, e por aí vai. Tu sempre trabalhou com RH?
Não, eu era professor universitário no Brasil, trabalhava no Instituto Federal.
Mas assim, tudo bem, você era da área de administração também? Qual era professor de quê?
Eu era professor de filosofia, didática, português e inglês. Trabalhava para o SENAC, dava aula de parte de rotinas administrativas, trabalhava nessas faculdades particulares de cursos de final de semana, de noite. Então assim, toda a parte de educação. E quando eu cheguei aqui, assim, eu tava terminando o meu mestrado, tava iniciando meu doutorado, precisava melhorar o inglês. E assim, tava concursado no Brasil, vida tranquila no Brasil, Vou aqui, fico um ano aqui, melhoro o inglês, termino meu doutorado, volto para o meu serviço público que eu tava com uma licença não remunerada de um ano, e beleza, né?
Aí fui ficando, fui ficando, tô aqui. Aí tem aquele momento que você pega assim, eu não tô mais aqui para estudante, não tô mais aqui curtindo meu momento porque eu tenho minha cidade no Brasil, eu tô aqui porque eu tô aqui, eu vou ficar aqui.
Aí um dia eu ficar, né?
E aí você vai, algum momento você Gente, eu não vou voltar, vou ficar aqui para sempre. Aí você começa assim, o que eu consigo fazer?
Pô, tu veio em 2013, eu lembro que 2014 o país tava, entrou numa crise ferrada. Acho que saiu primeiro, foi sua energia aí da crise. E aí, como é, só foi falar e nasce, foi Governo de— não, Deus me livre. É, como é que foi para tu? Acredito que foi mais tranquilo, né? Mas assim, você tinha uma vida estável, né, no Brasil, já concursado, né? Então é uma vida estável, né?
Sim, mas é que a questão, quando você tá no Brasil, que você vem para cá por um ano, eu não venho com aquela mentalidade que muitas pessoas vieram, que eu vim para ficar. Sim, eu vim na mentalidade que eu ia ficar um ano, ia voltar e continuar com a minha vida. Então assim, da mesma forma, no segundo ano foi a mesma coisa. Eu vou continuar aqui para o segundo ano, tem um emprego no Brasil. Então assim, a minha mentalidade era viajar, era aprender o inglês, era curtir, era fazer amigos.
E era até aquele momento, tinha um tempo limite, né, que você ia voltar para o Brasil para voltar para tua vida normal.
Exato. E isso não aconteceu. E aí as coisas, aí veio aquele momento assim, ops, eu vou ficar. Foi no momento que eu tive que pedir minha exoneração do cargo público, que eu tive que ficar. Aí que veio, opa, agora tá na hora de fazer as coisas, tá na hora ver o que eu tenho. E aquela coisa vem, é, vem aqui, tá dando um processo, porque assim, que é muito importante você ter um career coach nesse processo, porque assim, é, você, tudo muda.
Por exemplo, trabalhava de segurança, então você vai deixar de trabalhar de noite assistindo Netflix no seu telefone, você vai ter que acordar de manhã, você vai ter que ir para o trabalho, você tem tudo uma rotina. Isso não é, parece que é simples, mas só a rotina de acordar de manhã, tomar banho, se vestir, ir para o trabalho, para o escritório, é diferente do que trabalhar à noite.
O seu relógio biológico muda, o seu corpo muda, A exposição aos perigos também, né? Nossa, sendo segurança mesmo.
E até a questão, ficar 2 anos fazendo uma atividade e voltar a fazer outra, porque assim, segurança é uma questão de presença, é uma questão física. E o trabalho administrativo é sentado, são trabalho que você depende no raciocínio que você precisa refazer. Então todo o seu corpo vai mudar, da mesma forma que tu tá fazendo aqui. Isso é uma coisa, se você a partir de amanhã fazer, vou virar coach de carreira, eu vou fazer corrida.
Então seu corpo tem que se reajustar, existe um momento de transição para isso. Então você precisa ter cuidado, porque assim, o seu primeiro trabalho pode ser ruim, você pode só ficar um mês, ser demitido. Isso acontece na maioria dos casos porque você tá mudando, você tá realinhando, você não tava fazendo emails a cada meia hora, você não tava fazendo isso. Então tudo isso é um processo, tem que ter muita paciência, muita calma, você não pode estressar Por isso que eu digo assim, você precisa ter uma ajuda, um preparo para poder presenciar isso e conhecer os seus direitos, conhecer a legislação, pegar, ler, se informar, entrar nesse nível de uma forma que você consiga entender quem você é e o que você pode fazer em relação a isso.
Isso é muito importante. Então, quando as pessoas que fazem essa transição da mesma forma em cada momento, porque da mesma forma, como você falou, seu caso, eu tô 9 meses, então assim, a sua rotina hoje é diferente. Porque assim, muitas vezes assim, quando a pessoa para no primeiro mês, ah, vou acordar 8 da manhã, vou para academia, vou chegar, vou aplicar para o trabalho, fazer um curso, vou aprender uma língua, vou fazer isso.
A rotina muda porque o seu tempo muda, sua disposição muda, o seu humor muda. Então é isso, e aquela questão Por exemplo, nesse meio tempo teve 3 mil leis que apareceram. E assim, como é que eu consigo mostrar para eles que mesmo fora do mercado eu sei o que tá acontecendo, eu sei que eu sou importante? Linhas que a gente tem que fazer assim, o que eu posso provar para eles, porque eles não vão perguntar para você, você sabe o que você tem feito porque você tá fora do mercado de trabalho que você perdeu?
Então assim, eles não vão te querer colocar nessa situação meio constrangedora, então eles vão tentar fazer perguntas e você tem que trazer aquela informação mesmo não sendo perguntada. Sim, isso é importante. Porque você tem que mostrar para eles que você tá um passo além deles. Você tá provando que você tem um certo leadership. Não, olha, você pode estar preocupado em relação a isso, mas não se preocupa não. Eu sei que nesse período de 6 meses aconteceu isso, isso e aquilo.
Eu já fiz curso em relação a isso, isso e aquilo. A diferença da segunda pessoa que você tá no mercado e da minha é que eu tô tendo tempo de trabalhar. Eu já tive tempo de fazer 5 cursos, já tive tempo de conhecer essas 5 linguagens, que possivelmente aquela pessoa que só tá trabalhando com HTML ou com Java não teve tempo porque só tá em fazer as entregas deles todos os dias.
Entendi, entendi.
E assim, essa pergunta não foi feita, mas você sabe que isso é importante porque vai te trazer um ponto a mais nesse processo para mostrar isso para eles.
É a questão de procurar estar sempre atualizado, não adianta. Isso, independente da área, nunca, a gente nunca vai ter, nunca vai conseguir parar de estudar, né?
Exato.
Essa é a mais pura verdade. E aí Qual foi a ideia de criar o Gearhead?
Então, é todo esse período. Eu lembro que assim, logo nos meus primeiros dias de Irlanda trabalhando segurança, eu tava ali em pé bonitinho na porta do Burger King e tinha um grupo de brasileiros na mesa conversando, né? E uma pessoa falou para outra assim: sabe que para trabalhar no governo irlandês você precisa falar irlandês? E assim, já nasci da porta, ouvindo a conversa dos outros. Ali ouvindo, ouvi isso, ficou na minha cabeça, nunca me preocupei ou não, porque também tava com um ano de visto, não estaria nem pensando em trabalhar para o governo, né?
E beleza, quando eu comecei a estruturar minha vida, que eu estava buscando trabalho e tudo mais, que eu consegui meus documentos e tudo mais, falei, pronto, e agora? E eu conversei com recrutadora e era uma vaga para cobrir uma pessoa que tava de licença-doença na Bordbia, que é uma agência do governo que faz promoção de marketing. Marketing do governo fora, para outros países, de produtos irlandeses. Aí eu perguntei assim, mas a Board BIA é a government agency, não é uma parte da semi-state, que seria o Banco do Brasil, a Petrobras, por exemplo.
E assim, mas é, eu não preciso falar irlandês. Ela começou a rir na minha cara no telefone, mas eu falei assim, se todo mundo for trabalhar para o governo, tiver que falar irlandês, a gente não consegue nem cobrir 10 pessoas nas vagas. Eu falei, ah, não precisa. E assim, tentando assim, ah, não é porque é uma vaga de licença, uma vaga curto período? Não, não precisa. Se a vaga precisa de falar em holandês, fala em holandês, mas você não precisa.
Eu descobri que foi a primeira fake news da minha vida. E isso o quê, 3 anos atrás, com o terminário no popular. E nesse momento eu comecei a desconfiar de tudo, eu comecei a desafiar tudo que vinha até minha frente. Toda vez que vi uma informação Então eu ia assim, tá, eu posso ligar para o WSI fazer uma pergunta, eu posso mandar um email para isso e fazer essa pergunta. E eu comecei a fazer isso. E nesse meio tempo eu comecei a escrever livros sobre isso.
O que acontece, você vai ajudando uma pessoa aqui, aqui, ali, aqui, ali, você consegue colocar tanto material junto. E eu comecei a me especializar numa área, eu comecei a me especializar em ajudar pessoas que estão passando por processo de redundância, porque muitas vezes processos foram discriminatórias, porque assim, muitas pessoas com pegadas tipo, ai, vamos usar a redundância para mandar embora, porque eu não consigo mandar embora, mas eu consigo fazer redundância.
Ah, não é você, tá? É sua vaga, tá? Não estou falando de você. Aí eu consigo criar um processo para ver, vamos analisar se é você ou não, o que a gente pode fazer. E desde o início a gente vai pegando peça por peça para tentar ao menos fazer um acordo um pouco mais agradável, por assim dizer, né? Vamos ver o que é legal, o que é legal e claramente o que que a gente consegue. E muitas das vezes a gente conseguiu os acordos melhores.
E nesse meio tempo eu já começo a ajudar as pessoas no psicológico delas para poder planejar os próximos passos, que é o quê? Como a questão de fazer do tempo livre, a questão dos cursos para cobrir um possível gap. Porque muitas pessoas às vezes querem ter um break, e tá tudo bem pegar 2, 3 meses de break, mas o que a gente vai fazer no primeiro, segundo mês para cobrir esse break, para te dar um alinhamento para próximos mundos da sua vida.
E é isso que faz toda a diferença. E aí, nesse momento que eu fui escrevendo livros, aí eu tenho um deles aqui que eu trouxe para você.
Opa, obrigado!
E esse é um livro de carreira. Então assim, espero que ajude você, espero que passe bem. E a importância do coach.
Aí, ó, mostrar aí o livro, pessoal. Como é que faz para adquirir esse livro, Juraci?
Você pode ir no Instagram, você vai ter o link do site, você pode comprar pelo site ou pode mandar uma mensagem E eu posso passar os links tranquilamente. E a questão assim, tudo esse material que foi adquirido, foi criado ao longo do tempo, não foram livros que foram criados hoje por causa do AI, foram materiais que foram criados naquele arquivozinho de Word, que foram colocados dentro de uma pastinha, que foram revistos, revistos e foram criados.
E assim, muito carinho, porque assim, a gente sabe da importância. E toda vez que eu fiz no livro, o seguinte, tudo que eu coloco, eu coloco o links. E eu não vou ali falar assim, acesse a página, coloco o link completo para na hora que você for, você entrar na página correta, para você não pegar, criar o risco de entrar na página errada. E quando você vai nessas páginas, para você também criar esse senso assim, o que eu posso fazer da minha parte?
Então assim, sempre faça a questão de desafiar sua própria informação. Essa informação correta, aonde eu consigo verificar essa informação? Como eu consigo entender isso? Porque vocês precisam confiar no Juraci 100%, você não precisa confiar no Thales, tipo, essa é a forma que nós temos, nós trabalhamos. Mas assim, tem 5 pessoas diferentes e cada pessoa tem uma forma de ver, de analisar isso. Por isso eu falo que é importante analisar a sala, read the room, e ver a linguagem corporal das pessoas na sua frente.
Porque tem informações que pode, que eu posso usar, que eu não usaria na minha própria entrevista, mas se você vê que pode ser que seja, que te ajude. Então assim, confie no seu instinto, confie na sua direção e tente pegar algo que você veja que seja o melhor para você. Você e para o seu time naquele momento.
Entendi, top. Pupilinho, a gente tem perguntas e mensagens?
Temos uma pergunta aí no chat, mas a galera tá meio tímida hoje. É, gente, por favor, né?
Manda aí essa pergunta aí, Pupilinho, para gente. Tu tem pergunta, Pupilo?
Não tenho, não tenho. Pergunta do Jeff Bala, falou assim: boa noite, pessoal. Juraci, na sua opinião, a melhor estratégia para ingressar na área de tecnologia na Irlanda seria aplicar para vagas entry entry level, ou existe um caminho mais efetivo dado ao número de candidatos? Ó, a questão da entry level, ele é sempre um pouco challenge, porque se você não é da área, você entra level, por mais que você faça, você tem que fazer seu currículo, tudo mais.
Mas o que existe é uma questão do approach. Então, por exemplo, se eu vou aplicar para uma vaga amanhã, eu tenho que ter referrals, porque toda hoje, todas as vagas pólice. Todas as companhias têm um pólice. Esse pólice diz o seguinte: se eu trabalho para o Google e o Thales tá aplicando para o Google, e eu enquanto funcionário colocar o sobreferro lá, o recrutador tem que abrir e tem que falar porque não vai colocar você para o recrutamento.
Então existe um cuidado maior em relação àquela vaga. Então o sobreferro ajuda muito. Mas você ajuda, você não conhece ninguém. E aí vem um Vai no LinkedIn e começa a ver todo mundo trabalha para o Google. Se eu sou do RH, eu vou ver todo mundo que é RH e vou começar a ver pessoa por pessoa e eu vou começar a conectar com essas pessoas. E se eu ver que alguém lá, um brasileiro, é uma pessoa que foi na mesma faculdade que eu, fala: olha, tô vendo aí, Thales, que você também é brasileiro, que eu sou brasileiro, e você tá trabalhando para o Google na vaga que eu tenho vontade.
Você teria oportunidade de bater um papo comigo, um café online, para você me dar umas dicas, umas ideias? Você tá vendo que eu não pedi um referral, eu pedi uma oportunidade de conversar, porque eu não quero chegar por trás e falar, tá, me dá um referral. Eu quero que essa pessoa chegue para mim, conheça minha história, se sinta à vontade com minha história e que ofereça isso. Então uma forma que tem uma linha de dois raciocínios, porque é o momento que se cria uma oportunidade.
Então acredito que a primeira coisa é tente criar um network dentro da área que você tenha. Então se você é novo na área de tecnologia, você possivelmente fez um curso aqui, aqui, você vai ter seus professores, você vai ter seus colegas de faculdade. Então começa a criar uma linha de contato, começa em eventos, comece aí em stand-up eventos, começa aí em atividades, por exemplo, Grad Island, outros job fairs, e tente ver a possibilidade de conectar com pessoas do seu mesmo país, da sua mesma faculdade, para conseguir um referral.
Acredito que referral vai ser o melhor ponto de partida. E se você fez a faculdade aqui, você teve possivelmente a oportunidade de fazer um Jeep ou algum placement. Então use isso como ponto de partida, que muitas vezes que faz o placement consegue fazer um networking legal para conseguir uma vaga.
Entendi. Show. Tem mais pergunta? Chegou alguém, mandou mais alguma coisa? Por enquanto não, tá. Teve alguma área que não foi afetada com a AI?
Saúde, saúde, saúde, rodovia, construção, trens, como você falou aí, dos maquinistas, motorista de ônibus. Todas essas vagas ainda não foram afetadas. Criadas. AI não vai roubar vaga de motorista de ônibus por enquanto, dos maquinistas dos trens, da pessoa do mecânico ainda, mas que os carros elétricos estão vindo. E aquela coisa, se você tem uma área de trabalho, a evolução do AI tá vindo para todo mundo. Então assim, eu acho que se adaptar, se evoluir, tá no presente.
Então assim, nenhuma vaga no serviço público foi cortada pelo AI, pelo contrário, estão sendo construídos departamentos de AI dentro do serviço público. Então tá tendo muita contratação nesse sentido. Enfermeiro nenhum tá sendo cortado pelo AI. Então existe muita vaga na área de saúde. Eu ainda não vi nenhum prédio cortando segurança por AI ainda, não existe robozinho ali fazer segurança. Então assim, eu acho que a questão de banco, insurance, call center, sim, foi afetado muito, porque justamente essa vaga de entry level estão sendo cortadas, estão sendo diminuídas pelo AI.
Porque assim, a gente coloca ali uma máquina para fazer o pre-screening dos candidatos, aí você tem que colocar, em vez de ter 5 pessoas, tem 3. Então tá dando uma diminuída.
Vida.
Mas essa semana, por exemplo, teve uma nova lei da Irlanda e da União Europeia que se você ligar para um insurance ou para um banco e você pedir para falar um humano, você tem que falar com um humano e tem que ser mandado. Exatamente. Então assim, então ainda existe um pouco ainda de pausa. E você vê assim muitas das informações que muitas empresas demitiram muita gente, eu tendo que recontratar eles.
É, eu fiquei, eu vi, isso foi da Amazon, que eles demitiram 30 mil, estão recontratando 10 mil porque aí ficou muito cara ou não Não tá.
Então ainda é muito novo para saber o impacto, mas o que eu posso garantir que assim, de trend do mercado, vagas entry level estão sendo mais afetadas. O AI tá vindo para ajudar pessoas que já estão no middle level ou do management para reduzir a capacidade deles para pegar mais atividades. Então muita parte administrativa tá sendo usada pelo AI, tá sendo reduzida pelo AI, mas ainda assim redução de vaga de mercado dentro dessas áreas ainda não.
E assim, nós ainda só temos 5% de employment rate na Irlanda. 5% é considerado nada em relação a muitos países. Então assim, ainda existem muitas oportunidades em diversos setores.
Então assim, ainda é, então a Irlanda ainda é um destino bom ainda para trabalho então, que você diz?
Acho que a União Europeia como um todo, especialmente a Irlanda, tá muito aquecido. O que você precisa tá mais preparado. Acho que aquela questão antigamente, tipo que eu te falei 6 anos atrás, que eu estaria brigando por 10 pessoas com 20 vagas, isso acabou, isso não existe. Mas você precisa mostrar assim como é que eu me apresento em relação aos outros. Então assim, você vai estar concorrendo hoje em dia, você vai estar realmente concorrendo com mais 5, 6 pessoas nas suas entrevistas de trabalho, vai estar um pouco mais diferente, um pouco.
Mas assim, pelo fato também do país não oferecer tanto assim, né, que eu vou dizer, infraestrutura Você acha que isso também vai afetar negativamente essa questão das aplicações? Sei lá, vai ter, vai chegar um momento que as pessoas vão embora e vai ter mais vagas de novo para menos pessoas, ou não?
O nível de pessoas saindo da Irlanda não tá tão grande. Existe um fluxo assim, menos gente vindo, mas assim, e aquela questão, fluxo de pessoas saindo hoje não tá tão assim, a gente não tem data, e assim, a gente tem um controle muito grande em relação a isso. A gente vê assim empresas muito grandes, como eu falei inicialmente, cortando vagas, puxando muitas das vagas para o AI, ou vagas são caras para outros países. Isso vai afetar um pouco da arrecadação, então pode, e sim, mas a gente vê que o governo tá investindo muito assim.
A gente pode estar caindo na vaga de tecnologia, mas farma tá ainda muito forte. Então tá tendo muito investimento em AI, data center, construção, casa, rodovia, expansão. Construção. Você vê ali o Children's Hospital com mais de R$2 bilhões, aí agora veio o metrô. Então assim, e vai vir mais construção de casa. Então assim, a gente não consegue construir tanta casa e prédio porque não existe gente para construir isso. Então tem muitas construtoras pegando 10 projetos, ou que eles estão fazendo, focando em 3, ou fazendo, em vez de entregar 6 meses, estão entregando 2 anos porque não existe funcionário.
Então assim, existe um shortage de mão de obra ainda em muitas áreas, mas é um impacto maior hoje na questão de redução vagas seriam chamadas vagas de colarinho branco, que seriam vagas área técnica, parte de onde ser bank, insurance, tecnologia, seriam as vagas mais afetadas do momento. Mas ainda existem muitas vagas, existem empresas crescendo, empresas vindo. Querendo ou não, todas as empresas precisam ter presença na União Europeia, e a Irlanda ainda continua sendo a melhor, o melhor ponto, a partir do paraíso fiscal, a questão de taxação.
A questão de impostos, a questão da língua, a questão de mão de obra qualificada. Então assim, nós ainda estamos— pode ser que possa ser um problema daqui 10, 15 anos, mas não é um problema que tá sendo visto como tendência de mercado na parte de custos humanos hoje.
Tá, mais uma pergunta é— putz, tava aqui na cabeça agora. Caramba, às vezes você vai falando e a gente vai tentando pensar, mas era algo relacionado a Puts, eu esqueci agora, não lembro mais. Se eu lembrar, eu falo. Ah não, agora sim. Então, pelo assim, pela, pelo que eu entendo assim, os trabalhos manuais, ou que não vou dizer manual, mas é os que dependem menos da tecnologia, eles estão ainda de vento em popa, né?
É porque, querendo ou não, área de serviço ainda é uma área forte. Então assim, querendo ou não, você ainda precisa de alguém para limpar seu apartamento, para lavar sua roupa, fazer sua unha, seu cabelo, a massagem, depilação. Essas áreas nunca foram cair, caíram e nunca vão cair, porque são terras muito caras aqui, então elas ainda estão em alta. Serviço, restaurante, o AI não tá cozinhando a feijoada do brasileiro. Você ainda vai ter a fila ali nos restaurantes, você ainda vai ter a galera fazendo seu açaí ali.
Então assim, não muda isso, entendeu? Mas assim, eu acho que existe mercado, existe possibilidades. A questão de saúde, a população tá envelhecendo. E tem alguma coisa que é interessante, eu tava indo numa reunião ontem, a gente tava falando isso. Nós estamos ficando mais velhos, estamos vivendo mais, mas automaticamente, porque nós estamos vivendo mais, nós estamos ficando mais doentes. Porque no momento que você vive 10, 15 anos a mais, não são 10, 15 anos a mais pulando, saltitando por aí.
São pessoas que vão estar com Alzheimer, com deficiência, em cadeira de rodas, vão estar acamados. E tudo isso gera custo, gera custo de medicação, casas têm que ser adaptadas, nursing homes têm que ter mais capacidade, como diz, home care tem que ter mais pessoas. E são áreas que já estão com deficiências. E querendo ou não, dentro do rede a si, mais de 20% da população vai precisar. O rede a si tem que crescer, o TUSA tem que crescer, área de segurança tem que crescer.
Existe um risco, tanto risco de questão de segurança, de saúde. Então assim, a gente não tá ainda no momento de colapso dos sistemas, mas assim, se você for numa emergência numa sexta à noite, no sábado à noite, você vai ficar lá horas. Isso é normal. Isso eu tô nem contando que assim, agora com o verão aumenta, porque a pessoa bebe mais, tem mais acidente, só vai mais para festa, briga mais. Então assim, então assim, são coisas que aqui nós ainda não estamos condições.
Então, por exemplo, o Hospital da Criança, ele vai vir, mas ele já tá overcapacity, então nem foi aberto, ele já tá na capacidade máxima dele, precisando de um outro. O aeroporto de Dublin já tá na capacidade máxima, precisa de um novo terminal. Então assim, são tudo que geram, não é só, por exemplo, eu não preciso no hospital, não é só criar mais 10 camas. Eu crio mais 10 camas, eu tenho que ter mais segurança, eu tenho que ter mais construção, eu tenho que ter mais enfermeiro, tem que ter mais médico plantonista.
Então é todo um ciclo que cresce ao redor de tudo. Eu preciso ter mais gente em cirurgia. Da mesma forma, se eu faço mais screening para câncer de mama, para câncer de cervical, se eu faço mais screening de pessoas com câncer de eu posso ter mais resultados positivos. Se eu tenho mais resultados positivos, eu tenho que ter mais cirurgias. Então tudo que se expande existe um efeito cascada para todos os outros setores. Isso afeta toda a economia de uma forma geral.
Então assim, o que você faz hoje, ele afeta toda a sociedade, não é só um tópico, ele afeta todos.
Interessantíssimo. Nossa, agora mind-blowing, né? Você vê que é apenas um setor que foi afetado, vamos lá, setor de tecnologia, né? Então mesmo assim, quando um setor afeta, outros acabam continuando crescendo.
Só para deixar claro aqui que assim, que assim, a gente vê muito assim, pessoal, não sou daquele pessoal do time vem para Irlanda, tão paraíso não, tá? Você vai sofrer ainda no início, tá? Acomodação tão desastre, conseguiu o primeiro trabalho, a língua tem que ser falada, o mercado de trabalho tem um pouco mais seletivo. Então assim, não sou daquele time paz e amor, tá tudo perfeito, só chegar aqui amanhã você tá dirigindo Mercedes no segundo dia, no terceiro dia você vai estar em Dubai com a BMW.
Ou de lá, vai ter um processo, tá? Então assim, depois você fala assim, ah, eu fui para Irlanda, o Juracic falou que tava perfeito lá, que tinha trabalho, e agora não tô. Então assim, por favor, faça sua pesquisa, faça seu alinhamento para estar tudo bem certinho, tá?
Pupilinho, tu ia falar alguma coisa, não ia?
Não, ia falar só daquela parte que a gente tava falando da população ficando mais idosa, e ao mesmo tempo você tem os mais jovens, né, principalmente daqui da Irlanda, não querendo ficar na Irlanda por conta da situação do mercado. Então ao mesmo tempo que você tem, e não fazendo filho também. Exatamente, você tem menos produção de filho, você tem uma população idosa ficando idosa, e a que vem em diante não tá no país para suprir a necessidade. Acho bem legal a forma de falar produção de filho, né, gente?
Senão o YouTube derruba.
Então vamos lá, então. E assim, mas isso não é uma trend que é nova, isso já vem feito por anos. Por exemplo, as pessoas querem melhor qualidade de vida. Então, da mesma forma que o filipino, que o indiano, que o brasileiro vem para Irlanda por oportunidade melhor, o irlandês vai para Dubai, vai para Austrália, vai para Nova Zelândia, para o Canadá, para ter um salário melhor. Isso é muito comum. Da mesma forma que no futuro eles querem vir para cá comprar uma casa aqui, ter a família aqui e tudo mais.
Da mesma forma, agora que com o novo governo dos Estados Unidos tem muito americano indo para Portugal, indo para Espanha, comprando uma casa, porque eles sentem isso. Então assim, existe mudanças na sociedade o tempo todo. Existem pessoas indo para os lugares buscando melhores formas de trabalho. Então assim, existe um êxito de profissionais capacitados no Brasil para outros países, existe da Irlanda para outros países. Então assim, é um ciclo que se repete ao longo do tempo e nós ainda não criamos condições para essas pessoas voltarem ou para essas pessoas ficarem, que é algo muito ruim, porque você vê pessoas muito qualificadas saindo.
Da mesma forma que tem muitos profissionais muito bons que vão para a questão da Itália, da França ou de Portugal que vem para cá buscando alternativas melhores porque não tem um salário digno nos seus países. Então assim, um ciclo que se renova a cada dia de formas diferentes. Então nós precisamos desse ciclo para manter o que chamamos sociedade e para alimentar um sistema. Isso não se mudou por vários anos e não vai mudar. Então assim, da mesma forma que você ainda vai ver poucas pessoas, nós estamos vendo outras pessoas também, outras oportunidades.
Então sempre vai existir oportunidade Para quem quer trabalhar, não importa onde você vá.
Show! Então, Pupilinho, tem mais mensagens ou perguntas? Por enquanto não. Não, tá. Juraci, terminaram as perguntas aqui, mensagem. Teve alguma pergunta que eu não fiz que você gostaria de ter respondido?
É só um conselho, é: se você for em entrevista, lembre-se, leia a sala, leia a linguagem corporal das pessoas, não Então não foque em você enquanto pessoa, foque em você enquanto profissional. Sempre traga números, indicadores, porcentagens. Mostre que você consiga quantificar o seu trabalho e mostre o que você é enquanto profissional. Esse seria meu conselho para entrevista. Você no seu dia a dia enquanto profissional, lembre-se, você carrega toda uma nação com você e o exemplo que você lhe dá naquela empresa pode abrir portas ou fechar portas para muitas outras pessoas.
E querendo ou não, nós fazemos isso e é algo que faz muito presente. E sempre tenha uma oportunidade de ajudar o próximo, porque aquela pessoa que tá do seu lado na sala de aula ou no trabalho pode ser o seu melhor amigo, pode ser padrinho de casamento, pode ser a pessoa que vai te apresentar a pessoa que você vai casar. Então sempre tente transmitir uma linha de que nós estamos aqui para nos ajudar e para crescer juntos enquanto sociedade, tentando um lugar melhor no nosso próprio dia a dia.
Dica de ouro aí, ó, valeu uma consultoria essa dica aqui, né? Não deve. Então, Juraci Antunes, o que é a vida?
O que é a vida? A vida é um conjunto de atitudes e de memórias que nós criamos dia por dia.
Juraci Antunes, ladies and gentlemen! Juraci, cara, muito obrigado, valeu mesmo, pô, foi uma honra mesmo te receber aqui. E, cara, daí teus considerações finais, manda recado para quem tu quiser e dá teu recado.
Também? Ah, não acho. Acredito que primeiramente eu acho que sempre lembrar das pessoas que ajudaram no início. Eu lembro que a primeira pessoa que me ajudou aqui na Irlanda foi o Enísio, na Nerd College, que é uma pessoa que eu tenho um carinho muito grande. Depois disso, esqueci o nome dele, mora na Holanda hoje, que era cuidador da Noel, o Ricardo, que também foi a primeira pessoa assim que me abriu os olhos. Eu também tive muito carinho com Foi uma pessoa muito legal que até hoje nós mantemos amigos.
Eu tava até falando que esse final de semana encontrei com a Cantana, com a Kawane. E você vai vendo assim que a Irlanda ela vai te trazendo pessoas, amigos, vai trazendo momentos, e cada um deles é uma oportunidade. E uma coisa assim que eu realmente gosto de estar fazendo isso, porque é uma forma de ajudar outras pessoas a chegarem no mesmo caminho que o seu. Porque existem muitas pessoas com muito desejo de crescer, e se elas saberem seguir os passos, lembre-se o seguinte: que o recrutamento ele é um jogo e você tem que saber jogar cada passo.
Mas não é isso, não ser igual o Brasil que não soube usar as suas oportunidades, é saber lidar com cada um dos pontos. Em todo o recrutamento ele é feito de forma muito estruturada, ele não é aberto, ele é fechado. Então tudo você fala, ele dá caixinha, ó, tic tic tic tic. Então tudo você fala você tem que cobrir um ponto e muitos desses pontos são falados E por isso a importância de se preparar e de olhar suas respostas e de analisar e de falar aquilo que a pessoa quer ouvir.
Não é só dar a resposta da pergunta, mas só dar o que a pessoa quer ouvir, porque aquela pessoa tá dali. Lembre-se o seguinte: você não tá na entrevista para mim, para eu te ajudar. O que a gente assim, ah, eu tô aqui, eu preciso de uma oportunidade. Não, eu não sou pago para poder dar oportunidade, eu não sou pago para te ajudar. E isso é uma coisa que uma coisa muito pesada de se dizer, mas é importante de ser dita, porque o meu trabalho é encontrar pessoas para resolver meu problema.
O meu trabalho não é encontrar para pessoas para trazerem mais problemas. Isso é importante, porque você tem que se vender como uma pessoa que vai ajudar a resolver os problemas da minha empresa ou do meu setor. Não se preocupe, todo mundo é treinado, todo mundo tem que passar por treinamento, todo mundo tem todas as ferramentas à disposição. Você não vai estar ali sozinho, você não vai construir uma casa sozinho, você vai ter um time, você vai ter um grupo, você vai ter supervisor, você vai ter coordenação, você vai ter compliance ao seu redor.
Então assim, é mostrar para você, para eles, que você tem a experiência internacional, que você tem uma visão de que você tem a capacidade de resolver o problema dele e de ajudar a resolver esses problemas. Tá ali para fazer parte da solução, não para adicionar um problema na lista de problemas que aquele gerente já existe. Então essa é a forma que eu gostaria de fechar aqui hoje. Pense em como você pode ajudar as pessoas, não como as pessoas podem te ajudar. É isso.
Então é isso, ajude as pessoas, não faça só o bem a nós, pense no vosso reino também.
Perfeitamente.
Mas é isso aí, muito obrigado, tá? Espero receber você aqui de novo numa breve oportunidade.
Vai ser um prazer. Valeu, meu bom. Juraci, obrigado. Obrigado todo mundo que vem aí do futuro também para assistir, deixe comentário.
E é isso, dá deixa o like. E muito obrigado, quero agradecer também os nossos patrocinadores mais uma vez, Açaí Irlanda e o Gaúchos. Descrição do nosso vídeo tem mais informações do nosso— é isso então, muito obrigado por terem acompanhado até aqui. Espero que tenha sido bem enriquecedor esse episódio de hoje, né? A gente falou bastante aqui de iniciativa privada também, principalmente public jobs. E tem oportunidade, bastante oportunidade aqui na Irlanda.
Então fiquem, fiquem de olho. Obrigado, Juraci, mais uma vez. Obrigado, Pupilim. E obrigado a você que nos assistiu. Semana que vem, quinta-feira, a gente tá de volta. Nessa semana que vem, nossa semana são 2 episódios. Então é isso, uma boa noite, fiquem com Deus. E esse foi o Talkiano Podcast.