FAIXA PRETA E PROFESSOR DE JIU-JITSU | ERICK SOUZA | TALKEANDO PODCAST #383
- Moda e Jiu-JitsuDiferenças entre jiu-jitsu e grappling · Talento vs. esforço no esporte · Crescimento do jiu-jitsu na Europa · Importância da dedicação e estudo
- A Paternidade de São JoséNascimento da filha Luna Naomi · Desafios da paternidade à distância · Solange
- Recrutamento na IrlandaAbertura de academia de jiu-jitsu · Filial da JS em D15 · Visto de trabalho
- Caso André Galvão e Normas de Conduta no Jiu-JitsuGraduações e responsabilidade dos professores · A importância da índole e comportamento · Jiu-jitsu como ambiente seguro para famílias · O jiu-jitsu como negócio vs. disciplina
- Valores pessoais e filosofia de vidaHonrar pai e mãe através de atitudes · Importância da conduta e integridade · Fé em Deus como pilar · Visão sobre a vida e superação
- Jiu-JitsuVisão sobre ser um professor completo · A importância de 'enxergar' o jiu-jitsu · Diferença entre competição e jiu-jitsu · Ensinar o que se sabe sem limitações
- Liderança e autoliderançaLidar com pais de atletas · A importância da calma e do exemplo do professor · Consequências de atitudes negativas no esporte
- Jiu-jítsu e Desenvolvimento FísicoA importância do treino específico de jiu-jitsu · Jiu-jitsu como 90% da preparação · Diferentes biotipos e suas adaptações
Muito boa noite, está começando o Talkando Podcast diretamente aqui de Dublin, na Irlanda. Eu sou o Thales Andrade, juntamente com meu Pupilinho. Muito boa noite, meu parceiro. Estamos de volta, estamos de volta, voltamos à programação normal, voltamos à programação normal depois de uma semana em Ibiza. Calor do cacete, a internet não funcionava direito, mas foi muito bom.
Memórias, memórias.
Bom estar de volta, e mas também bom passar um pouquinho tempo fora de Dublin.
É bom, é bom.
Hoje é o episódio 383 do Talkiano Podcast. Estamos recebendo de volta Pupilinho, nosso mestrão.
Aí, a lenda!
Eu passei uma semana fora de leve, mas então passou 4 meses, né?
4 meses.
Seja bem-vindo novamente, Eric Souza.
Obrigado.
Então, beleza, nosso querido, nosso mestrão, nosso professor de jiu-jitsu, e tá aí novamente aqui no Talkando Podcast. Mestrão, antes da gente começar, deixa eu dar um recado para você que tá vindo agora e não conhece o Talkando. Talkando Podcast é uma conversa para fazer você pensar um pouco fora da caixa e te motivar a sair da sua zona de conforto e mudar de vida. Todos os convidados que vieram aqui fizeram isso, mudaram de vida e vem aqui contar a história para você se inspirar e mudar também.
Então, se você não está inscrito no nosso canal, inscreva-se agora aí, liga o sininho e comenta também nesse vídeo. Dá o seu like também nesse vídeo para o YouTube entender que nós somos relevantes e propagar mais o nosso conteúdo para mais pessoas. Também não deixa de seguir a gente nas redes sociais, todos os nossos arrobas são @tauquiandopodcast, né? E essa, essa Esse episódio está sendo transmitido simultaneamente no YouTube, no Facebook, no LinkedIn, no Instagram.
Que mais, Chupirim? Instagram, TikTok, Twitch. Isso. Mas se você tiver alguma pergunta, alguma mensagem para mandar para o Eric no decorrer desse episódio, basta vir no live chat do YouTube. Mais para o final desse episódio a gente vai responder a todas as perguntas e mensagens. E caso você queira participar desta conversa, você manda um Super Chat para gente. Quero agradecer aos nossos patrocinadores que nós temos aqui. O Gaúchos Açaí, que é esse açaí maravilhoso aqui que eu tô, que estamos aqui degustando no decorrer desse episódio.
E também tem o Gaúchos, o burger, que hoje é dia de burger. Hoje a gente tá com burgão aqui, o negócio tá bom, hein? É, hoje a gente tá de burgão. E também tem o famoso hot dog do Gaúcho. E para você aproveitar todas essas promoções do Gaúcho, basta usar o nosso cupom TALQUIANDO10, você tem 10% de desconto em qualquer pedido do Gaúcho. QR code na tela, QR code na aqui passando, e mais informações na descrição desse vídeo aí. Aproveita aí, ó, pede aí o seu hambúrguer, seu cachorro-quente ou seu açaí, e assiste esse episódio aí comendo uma delicinha do gaúcho.
Também temos a CI Irlanda para você que já tá aqui na Irlanda, já terminando a sua etapa do intercâmbio do inglês, não quer voltar para o Brasil, não quer sair da Irlanda e não sabe o que fazer, ou então, né, ainda tá decidindo o que for fazer. Tem a CI Irlanda com que é especialista em ensino superior, com mais de 38 anos no mercado atuando, e mais de 10 anos apenas aqui na Irlanda. Então, CI Irlanda, ela te ajuda desde o início, a escolha do curso, todo o processo, a tradução também de documento, e te direciona para a faculdade que te melhor atende.
Também tem curso de mestrado e doutorado, e também outras pós-graduações. Mais informações também aqui na descrição do nosso vídeo. CI Irlanda. Tá bom, é isso, né, Pupilo? Tem o canal de apoio e temos o canal de apoio, verdade, temos o canal de apoio que é o Buy Me a Coffee, que também o QR code vai estar passando na sua aqui na tela durante o episódio, que com €5 por mês você nos ajuda a manter a luz acesa e trazer convidados incríveis aqui como o Eric que tá aqui.
Só para reforçar que faltam 12 inscritos aí para a gente chegar a 6 mil no Instagram, no YouTube. Então dá essa força para gente, você que tá nos assistindo aí, ó, e não é inscrito no nosso canal. Faltam 12 inscritos para a gente chegar a 6 mil inscritos. Aí, ó, cada ano a gente aumenta mil inscritos, graças a Deus. Amém! Vamos que vamos!
No próximo aí a meta aumenta 2 mil.
Então é isso aí, o nosso convidado de hoje é o Eric Souza. Ele é de Manaus, no Amazonas, e ele é faixa preta, professor e atleta de Brazilian Jiu-Jitsu, e agora pai. Eita! Como é que tá as coisas, mestrão? Bem-vindo de volta ao Toquendo Podcast, uma honra te receber aí.
Valeu, obrigado aí. Primeiramente aí tá agradecendo aí todo mundo aí pela oportunidade. E é isso aí, tô de volta com ajuda aí do Jorge, da Laura e do Tiagão. Consegui estar de volta aí com meu visto de trabalho, né? Voltando na Irlanda eu tava estudando e agora posso ficar aí mais tempo com visto de trabalho. E a gente tá agora com foco de abrir academia, né? Abri uma filial da JS em D15, lá em Trilistão, e tamo a todo vapor aí, trabalhando bastante.
Tá animado, mestre?
Tô animado.
Agora tá pronto para aviação, Érico 2.0, agora na Irlanda.
É dono de academia agora, abrir, trabalhar bastante, e pai, né, cara? Que quer ver tudo junto, o pacote todo, que é uma coisa muito boa também na minha vida aí, você Ser pai, né? E, cara, é um sentimento que você, cara, não dá para explicar, né, mano? A gente passou por muita coisa aí, eu e a Solange, né? Ela engravidou, né? E nós estávamos aqui na Irlanda ainda. Aí nós achava que ela tava com uns 3 meses, mas aí ela decidiu voltar para o Brasil para ter os tratamentos lá, né?
Que lá A gente tem um SUS lá, é melhor. E ela foi para lá, chegou lá, acho que ela tava com 4 meses e pouco, quase 5, cara. E também tinha também o problema dela de asma, e ela tava meio com medo da neném vir com alguma coisa assim. Ela queria se aprofundar mais, fazer exame e tal. E deu tudo certo, chegou aqui no Brasil, chegou lá no Brasil e fez todos os exames. Na primeira semana já fez exame, já descobriu quanto tempo tinha, descobriu se era menino, menina.
Tudo, tudo, é, já foi. A neném tava bem saudável, foi, foi. Graças a Deus deu tudo certo. Teve uns contratempos aí da gravidez, né, que também tem, mas graças a Deus deu tudo certo. Ela foi guerreira, teve 3 dias de parto. Caramba, 3 dias ela teve a neném normal. Foi, é embaçado, né? Agora ela fala Eu sou campeão europeu e só fui e tive parto normal, 3 dias aqui segurando. Caraca, isso é longe assim, cara. Foi para mim, foi para mim daqui também foi muito difícil, para ela também foi lá porque a gente tava longe.
Mas ela falou, decidimos junto, ela falou, não, fica aí trabalhando, vai para o Brasil e vou até a nossa neném lá e tal, mas fica aí, trabalha, segura as pontas, e quando você der para você ir, você vai. Que a gente tinha uma oportunidade, né, tirar o visto e tal, e para poder ficar aqui, porque ela não quer, a gente não quer ficar no Brasil, né, que aqui a vida é bem melhor para gente, trabalho, oportunidade também. E ela foi, né, a gente decidiu, foi bem difícil a hora de dar saída do aeroporto, né, foi bem difícil para a gente, mas é por algo maior, é por algo maior.
Aí foi engraçado porque quando ela foi, eu estava junto, a gente foi lá pro aeroporto e tal, a gente se despediu. Quando eu cheguei em casa, mano, eu cheguei em casa e eu dormi. Quando eu acordei, eu liguei que eu tava sozinho. E foi tipo, sabe, você fica meio tristão, você fala, caramba, agora eu tô sozinho e tal. Mas tem que ser forte, né, ser forte e seguir o baile, correr atrás do sonho e tal. Falei, mano, meu objetivo agora é arrumar as coisas para dar tudo certo para nós dois.
E foi ela do lado também segurando as pontas lá, foi para o Brasil, segurou, fez. E eu tava dando aula, tava dando aula, eu dei aula de beginner 6. Aí a minha cunhada ligou e falou assim, ah, a Solange tá aqui, tá, só não está no trabalho de parto já, tá dilatando bem e tal. Conversei com ela, tava chorando muito, eu falei, ah, mas você tem que ser forte, vamos tentar somar um pouquinho, vai. Ela, não, meu amor, não quero, tá doendo muito e tal.
E é difícil, né, mano? Já tá no segundo, terceiro dia já, eu agoniado. E desci para dar aula das 7. Quando eu acabo a aula das 7, que eu já, eu já corri lá para trás para ver o celular. Aí eu ligo o celular, a minha cunhada mandou, a cunhada dela mandou a foto da neném. Ah, nasceu! Nossa, primeira vez você vê assim. Aí depois foi uma ligação, eu vi nasceu com a cara fechada. É, velho, só a gente falou que ela tomava a primeira vacina e nada, ficou brava e tal, só deu um chorinho assim.
E ela é braba, uma nenenzinha é braba. Eu vim conhecer ela só depois, com 3 meses só, que aí foi que eu pude voltar para o Brasil e tal. Mas foi bem difícil falando com ela no celular. Eu falava um pouco com ela na barriga aí antes da cirurgia, aí depois Eu ficava conversando com ela no celular, aí ficava falando com ela, falava, aí conversava com ela um pouco. Aí quando eu cheguei, quando eu fui para o Brasil, eu cheguei lá, era de noite, aí ela tava meio que dormindo, aí tava na cama, aí ela começou a se mexer, a neném, né?
Foi a primeira vez que eu peguei ela, ela tava dormindo, bem pequenininha, peguei assim. Aí você já sente um sentimento, né? O cheiro do neném, é um sentimento ali que é, mano, é muito bom. Aí eu botei ela na cama e ela começou a se mexer, né? Ela começou a se mexer para lá e para cá. Aí eu falei, ô minha filha, papai, papai tá aqui. Aí a minha voz no celular para voz pessoalmente deu uma diferença. Acho que ela sentiu e ela abriu o olhão assim, aí virou para mim assim, começou a rir, mano.
Eu falei, caraca! Nossa, ela nem ri, mas toda vez quando eu falava por causa do celular, ela ficava rindo, ela abria o sorrisão. Nossa, ela só sorri para mim. Nossa, e o pessoal na rua brinca com ela assim, já fica com a carona fechada. Aí minha mãe vai falar com ela, ela não ri. A minha sogra vai falar com ela, não ri. Difícil ela rir, mas muito difícil. Aí a Solange brinca com ela, ela ri. Quando ela brinca comigo, dá gargalhada.
E é da hora, mano. Nasceu bem cabeludinha também. Nossa, velho, e pesada, filho. Caramba, ela tá com 7 meses agora e 8,5 kg, tá subindo para 9. Ela tá subindo de categoria igual eu também subi. Ela tá subindo, se alimenta bem, graças a Deus. E cara, eu vejo que eu sou um homem de sorte, né? Graças a Deus, Deus me abençoou com— hoje em dia eu sou casado, tenho minha esposa que me ajuda muito, eu amo muito ela. Tem a minha neném agora que tá saudável.
Então isso para mim não tem preço, né? Qualquer coisa Tipo, poderia alguém querer comprar minha felicidade de ser pai, por todo o dinheiro do mundo eu não trocaria. Porque eu, dependendo da situação que eu vá ficar, eu esteja, se eu tiver com a minha mulher e com a minha neném, eu acho que não tem dificuldade.
Nada mais abaixa, né?
Nada mais abala, né? Você fica com um sentimento, você parece que você é o Hulk, né, mano? Você fica forte pra caramba. E é isso, cara, é um sentimento muito bom, cara, ser pai. Você entender que aquela pessoa ali depende de você, né? E às vezes o pessoal fala assim, é, não, agora você tem uma pessoa que depende de você, que você tem que fazer isso, fazer aquilo. Mas, cara, é um sentimento diferente na minha percepção. É não só que ela depende de mim, mas o amor, sabe?
Eu dependendo, pode estar passando dificuldade, pode estar ali, mas se eu tô junto com ela, a gente tá junto, a gente consegue se virar, entendeu? É diferente, é um sentimento bem diferente. Eu Tava lá, eu fiquei o máximo que eu pude lá ficar junto com ela, tá junto, cuidar, ajudar a Solange a cuidar da neném também, para ter aquela aproximação que eu poderia ter. Treinei bastante, mas eu sempre levava ela com a gente para o treino, ela assistia o treino todo.
É, botava no bebê conforto assim lá do tatame, nossa, ela ficava lá, assistia o treino, viu fazendo sparring, ela ficava assim, ó, se mexendo, sabe, querendo, sabe. Eu falei, caramba, que da hora, velho. E cara, eu sou um cara abençoado, mano. Graças a Deus, tudo certo agora, consegui voltar aí.
E quanto tudo isso, além de Deus, é graças ao jiu-jitsu? Quanto tudo isso que você acabou de falar aí também é graças ao jiu-jitsu?
Quanto disso tudo, cara?
Porque assim, a gente vai lembrando da nossa primeira conversa, né? Tu saiu de Manaus com 18, não foi?
18 foi.
Vem cá, tu voltou para Manaus?
Não voltei, não voltei não.
Mas tu viu teus pais?
Eu, a minha mãe foi lá, mas quando a neném tava, tava, ela nasceu, minha mãe foi lá, mas só que ela teve que ir embora antes. Aí eu não cheguei a ver minha mãe ainda, mas quando eu tava lá eu falei, pô, não vou, eu não vou para Manaus, porque na minha, eu ainda tenho um negócio, tipo, quando eu saí de lá, você voltar para o Brasil, você tá aqui fora, depois você volta para o Brasil, você vê que a pessoa não evolui nada, né? Tipo Eu ouvi uma frase, o cara fala assim: se você amou tanto um lugar, não volte lá depois, porque você acaba se entristecendo com que você vai ver, entendeu?
Essa é uma pergunta que eu ia te fazer: qual foi a sua percepção quando chegou no Brasil, né? Depois de quanto tempo você ficou aqui? 3 anos.
3 anos, muita coisa acontece. É, acontece, mano. Quando a Solange primeiramente ela chegou lá, ela falou que nada mudou, tava a mesma coisa. Aí eu fui para lá e realmente eu vi muito caro as coisas, mas o pessoal da mesma, no mesmo mundo, na mesma coisa, no mesmo pensamento. Aí eu falei, cara, se aqui não mudou, em Manaus não mudou nada também, não. Então para mim é meio difícil voltar lá, entendeu, para ver a mesma coisa que tá aí desse tempo todo que eu passei longe de lá, e minha cabeça não vai conseguir calcular ainda, entendeu.
É mais fácil eu levar minha mãe para lá. Mas a minha mãe conheceu a nenê, conseguiu conhecer a nenê. Aí aconteceu o contratempo que ela teve que voltar, ela voltou. Mas a gente vai ter outra oportunidade de se encontrar de novo. Mas para mim agora já faz, já faz um tempo já que eu não vejo eles pessoalmente, entendeu? Mas é isso, meu amor continua pela minha família. Pela minha mãe, pelo meu pai, pelos meus irmãos. Mas eu tenho que continuar a minha trajetória por causa que eu tenho minha família agora, que é meu pai.
Meu pai super entende isso, ele sempre fala que é o filho, a gente cria para o mundo. E agora ele fala, não, agora você tem sua família, você tem que cuidar da sua família, tem que cuidar da sua mulher, cuidar da sua neném, porque agora se desvinculou, né? Sim, tem, chega uma hora que você tem que entender isso, né? Eu sei que é difícil muita gente entender. Eu já trabalho com pessoa, né? Ah, tem um aluno e tal. Muitas vezes eu falo com uma pessoa, eu falo: não, você— ah, mas eu tenho minha mãe, eu tenho meu pai, eu tenho isso.
Cara, vai chegar uma hora que você— uma vez eu tava essa semana, eu acho que eu tava conversando, eu falei: cara, se isso é certo, sua mãe, seu pai ama você, mas ele quer ver o bem, o seu bem. Ah, mas minha mãe vai estar, vai— se ela morrer e eu não ver ela e tal, cara, Seja honroso, cara, com seu pai, com sua mãe. Ser honroso não é você chegar lá e mandar postar uma foto no aniversário, ou só pegar e ficar mandando presente ou alguma coisa assim, cara.
Assim, na minha percepção de honrar pai e mãe, é você— que o meu pai me ensinou a nunca fazer coisa errada, então eu tenho honrado a palavra, a palavra para ele que ele me ensinou, minha mãe. Eu nunca roubei, nunca enganei ninguém. Eu nunca bebi, nunca fui para festa, sempre me dediquei naquilo que eu acredito e sempre fui, tive fé em Deus. E cara, eu, eu na minha cabeça eu honro meu pai e minha mãe da forma que eu vivo e da forma que eu vivo, que eu nunca traí minha mulher, eu nunca fiz nada de errado.
Então hoje em dia eu sou casado, tenho minha família e cara, eu tento seguir tudo isso certo, sabe? Porque na minha cabeça eu tô honrando meu pai e minha mãe com a com a minha atitude de homem na terra, entendeu? Então isso para mim é, eu levo muito comigo. Eu tenho um, já tem um pensamento formado já que é difícil mudar. Muitas vezes o pessoal fala que eu sou difícil, mas cara, tem muita coisa na minha cabeça que eu falo, cara, não, eu já vi muita coisa, eu já vi muita coisa acontecer, eu já passei por muita coisa.
E nem pelas coisas que eu passei, já passei fome, mas nunca deixei a minha É o meu, a minha conduta. Sempre guardei minha conduta, fiz tudo certo, corri atrás do meu, e eu continuo assim até hoje. É uma coisa que eu quero passar para minha filha, que eu quero passar, que minha filha passe para o filho dela, e vai criando uma geração, entendeu? Porque se a gente quer mudar alguém ou mudar o mundo, a gente tem que começar pelos nossos, né?
Então, tipo, tem uma filha, meu trabalho é fazer ela respeitar, ela honrar, depois ela vai passar, e assim é o que eu posso fazer, né? No jiu-jitsu a gente faz isso porque a gente passa, porque a gente tem muito aluno, então, tipo, criança, a gente consegue ajudar mais pessoas, entendeu? Então a gente consegue fazer tudo isso. Então, mas para mim é mudar a vida da minha família, da minha filha, ensinar ela o caminho certo, igual meu pai me ensinou.
Meu pai bebeu, meu pai já fez muita besteira, já bebia muito, mas ele sempre falava para mim, ó, nunca beba, nunca faça isso, não quero ver você. Se você roubar, você não tem mais pai. Então, tipo, sempre dependendo das coisas que acontecia, eu sempre mantinha minha palavra porque eu sempre lembrei, eu sempre penso no meu pai. Eu não tenho, eu não tenho muita conversa assim com ele hoje em dia, mas toda vez que eu converso com ele, para mim o meu pai é o homem mais sábio do mundo.
Tipo, toda vez quando eu converso com ele, ele senta comigo, ele fala sobre a Bíblia, ele conversa. Ele é um cara que ele é muito sábio, sabe? Então as conversas que eu já tive com meu pai foram muito produtivas para mim, entendeu? Então eu admiro muito meu pai. Eu, o jeito que eu sou é como eu vejo que meu pai era, tipo, ele me ensinava e eu vi as formas que ele fazia as coisas. Então eu tentei seguir o exemplo, porque meu pai sempre foi um homem bom, independente dos erros, porque não existe gente perfeita, mas ele sempre educou a gente, nunca deixou faltar nada para gente, sempre Ensinou a gente o caminho certo e hoje eu sigo o caminho que ele me ensinou e eu, na minha percepção, é certo, né?
Eu tento fazer tudo certinho, fazer as coisas que tem que ser feita. E o jiu-jitsu foi uma grande, eu acho que o jiu-jitsu foi uma chave muito grande na minha vida que me ajudou a seguir o certo, que eu comecei desde cedo com 12 e eu comecei a competir cedo, então tinha que me preparar, treinar, alimentar bem, perder peso, então Desde cedo eu já aprendi isso, desde os 12 anos já aprendi isso. Então nunca quis beber, nunca quis sair, nunca quis gastar noite de sono, sempre queria aprender o jiu-jitsu, aprender mais coisas, né?
Porque o jiu-jitsu foi, como eu falo para muita gente, eu fui agora para o Brasil, eu falo, não, eu não tenho estudo, eu larguei na 7ª série a escola, não tenho estudo, e a única coisa que eu tenho na vida é o jiu-jitsu. E o jiu-jitsu é onde ele me trouxe. Agora eu vou ter minha academia, eu sei falar inglês, moro fora. E foi, e Dom Bilês. Então eu acho que hoje em dia a pessoa precisa, o pessoal, né, precisa acreditar muito no trabalho dele, ir para frente e acreditar que aquilo vai dar certo.
Foi o que eu fiz, né, acreditar que, acreditei que o judício poderia mudar minha vida. E com o tempo foi passando, fui conhecendo pessoa boa, pessoa me ensinou assim, estuda, faz isso e tal. Eu sempre estudei, busquei informação sobre o que eu queria, que eu queria saber, entendeu? Nutrição, assisto muito podcast, eu vejo muitos cara falando, vejo sobre preparação física, assisto luta, tudo que envolve luta, jiu-jitsu, eu procuro saber.
É, tem muita coisa que eu assisto, que eu faço assim, às vezes o pessoal conversa comigo e fala, cara, como é que você sabe disso? Eu falo, ah não, ouvi, eu escutei, eu estudo, eu vejo, entendeu? Quando me interessa uma coisa. Porque eu quero encher bastante minha mente com coisa boa, entendeu?
Tu assistiu o Polaris que teve aqui?
Eu assisti só algumas lutas, pois. Tu curtiu, cara? Eu acho que eu tava— foi engraçado porque eu tava no— eu tava numa academia lá em Sorocaba que chama 50 Fight, e tem um cara lá que ele faz fotos pro Badigestar. Ele conhece o Fepa. Aí ele tava conversando comigo, ele faz charrocha. Aí falou, não, vai ter o Polar e tal. Aí eu falei, é, vai ser lá na Irlanda, vai fazer um time do Brasil contra o time europeu. Aí eu falei para os cara, falei assim, cara, o Brasil vai tomar uma coça.
Eu já sabia, mano, eu já sabia. Eu falei, mano, o Brasil vai tomar uma coça. Aí os cara, não, mano, não tem como, europeu, os cara vai ganhar, né? É o país do futebol, país do jiu-jitsu, mano. Eu falei, cara, Falei, não vai, mano. Primeiro, o faixa preta aqui do lado do Brasil, mano, ele não, ele não quer, ele não quer treinar no gi porque no gi vai, vai usar uma coisa que o pessoal não treina lá, que é chave de perna e hook cruzada para dentro.
Só treina de kimono porque dá para segurar, dá para travar. De kimono o pessoal é duro, mas sem kimono a gente tem muito talento, a gente é muito talentoso, e é o talento acaba deixando o cara preguiçoso. O europeu não, por não ter talento, ele se esforça muito, cara. Eu vejo os cara treinar aqui, eu vejo como é que os cara é. O cara estuda, ele faz uma planilha de treino, ele vai, ele faz, ele faz dieta, ele tudo é planejado, né?
Então se o cara, o cara pode ter o talento do mundo, mas se ele é preguiçoso e não quer estudar e não quer melhorar aquilo, o cara vai passar ele no esforço, não tem para onde correr. E os cara não quer, eles acham que são bons e tal. Então a maioria do pessoal que tinha no time do Fepa lá do BD Digitais, eles eram, eles estão no ADCC, que eles ganharam trials no Brasil. Aí eles pegaram o pessoal aqui, mano, os cara, os moleque, moleque aqui, o Pavel, moleque lá da Polônia, muito bom, mano.
Eu já lutei com ele, mano, ele finalizou os cara, parecia que, porra, você é faixa branca, mano. É só no pé, só no pé, só no pé. Jogou, moleque. E ele ganhou, foi brasileiro, ganhou o Brasileiro Peso Absoluto. Eu lutei com ele, a nossa luta foi 3 a 2, eu raspei e ele passou minha guarda. Eu lutei aqui em Dublin com ele.
Tu ganhou ou tu perdeu?
Não, perdi 3 a 2. Mano, ele chegou lá e valeu todo mundo, velho. Chegou no brasileiro, ele fez 8 lutas, 8 finalizações. Ninguém segura o moleque, mano. Ele pegou, acho que o primeiro ano de faixa preta dele.
Caraca.
Aí tem o Mateusz Ciesielski também, que é lá da Polônia também, um moleque bom para caramba, velho, que não lutou, ele não lutou lá no dia. Aquele moleque é bom para caramba. Nossa, tinha tomado de lavada, velho. Esse cara não aguenta. Então esse negócio de talento, a gente é talentoso. Tava conversando com uns amigos meus, eu falei, falei, cara, O jiu-jitsu tava antigamente, é igual futebol, né? O jiu-jitsu antigamente dominava tudo.
A gente dominou o UFC, a gente dominou o kimono e a gente dominou o ADCC. Aí agora os cara não domina mais o UFC, não domina mais ADCC, só tá dominando mais o de kimono, que é o mundial. A gente tem um número maior de campeões mundiais de kimono, mas antigamente a gente ganhava tudo. Aí foi diminuindo, foi diminuindo, foi diminuindo. Agora só estamos com kimono. E vão perder daqui a pouco porque o pessoal tá treinando também, se dedicando mais.
É, se os caras sem kimono se dedicar no kimono, filho, vão pegar os brasileiros, vão varetar, entendeu? Porque é um—
mas tu não acha também que nesse caso a infraestrutura também pesa um pouco? Pesa, pesa. Que aqui, pô, cá entre nós, por mais que tenha, por exemplo, menos escolas, a infraestrutura ainda assim é melhor, né?
É bem melhor, bem melhor. Investimento é melhor, você consegue viver, né? No esporte no Brasil não. No Brasil você vai ter, tem esse ponto também, que no Brasil você vai ter um cara trabalhador que vai treinar por hobby. Ele não vai viver do jiu-jitsu, que não tem como, não tem como sustentar esse sustentado treinando só jiu-jitsu e competindo. O cara vai ter que abrir uma escola, vai ter que dar aula, tem que fazer muita coisa que vem, que vai acabar atrapalhando ele ser um cara muito bom.
Mas compensação, os cara ganha na raça, né, que eles são, a gente é muito talentoso, que ele não tem talentoso, mas O país também não ajuda, é difícil. Aqui é bem melhor, eu acho. O meu nogi melhorou muito aqui. Meu professor já ensinava, me ensinou bastante, o Fran me ensinou bastante chave de calcanhar, me ensinou bastante chave de perna, nogi. Mas até o momento lá eu nunca vi nenhuma academia que ensinava, cara, não. Eu tive a sorte do meu professor.
É sempre aula de sexta-feira, né?
É sempre aula de sexta-feira, mas eu tive sorte, mano, que o meu professor me ensinou, o Fran. Ele me ensinou chave de perna, ele me ensinou queda, ensinou judô, cara, me ensinava tudo. Entendi. Então ele falava, você vai ser faixa preta completo. Aí vai ser o faixa preta completo. Às vezes eu falo assim, o faixa preta completo, não é que eu quero ser melhor do que os outros, mas é porque, cara, eu aprendi tudo, aprendi tudo. E mesmo assim, no jiu-jitsu, você treina tudo, você não é praticamente nada.
Mas eu aprendi a enxergar o jiu-jitsu de verdade, sabe? Ele falava isso: no dia que você começar a enxergar o jiu-jitsu, você vai ver o que que eu tô falando. E hoje em dia eu vejo que é uma coisa básica, que eu, por exemplo, você me mostra a posição, eu tenho que saber analisar aquela posição e ver os modos que eu tenho que sair dela. Isso é uma coisa que você pega com o tempo, é só o tempo você pega, muita prática e o tempo você vai pegando isso.
Então quando você começa a enxergar o jiu-jitsu de verdade, é diferente. Ele sempre falava para mim, ó, você vai enxergar o jiu-jitsu, você vai ver Você vai ver que a forma que eu vejo na minha cabeça é tudo, eu vejo assim, ó, uma posição, já sei onde é que vai o pé, onde é que eu vou bloquear, onde é, sabe? Pode ser uma posição nova, eu vou falar não, aqui, aqui não, tenta aqui, tenta aqui, não faz, a gente vai destrinchar, a gente vai conseguir.
E às vezes o pessoal fala não, porque você é melhor. Não, não sou melhor do que o pessoal, que todo mundo, não quero ser melhor. Ah, mas você ainda não foi campeão mundial, você não foi campeão brasileiro. Mas só que a questão é O jiu-jitsu, ele não é baseado em competição. O jiu-jitsu, a competição é um jogo, é um jogo que se você treinar para aquele jogo, você vai ganhar. O jiu-jitsu, se você ganhar de uma vantagem, não é jiu-jitsu.
Eu posso chamar na FIFA, te enrolar na pele e ficar segurando o cara, bater a bunda dele no chão, voltar a ganhar por uma vantagem. Aquilo ainda é jiu-jitsu, entendeu? É o jogo. Eu entendi o jogo, eu entendi. Ah, vou jogar com a regra de baixo do braço. Beleza, você joga com a regra do braço, você é campeão mundial 3 vezes. Mas você sabe realmente o que que é o jiu-jitsu numa luta valendo só finalização, entendeu? Ou numa luta bem pegada mesmo, você vai conseguir se você tiver, se tudo, você treina para tudo correr da forma que você quer.
Se sair daquele, se sair do caminho que você tá querendo, você vai conseguir desenrolar até voltar? Que nem o Buchecha falava, quando eu lutava era improviso, eu entrava com um plano, mas toda vez saía do lugar, eu improvisava. No meio improvisava. É o jiu-jitsu, cara. Eu procurava os caminhos até eu chegar na finalização. Hoje em dia não. Você vê os cara, é muita vantagem, é um ponto, é porque sabe da regra. Mas eu não posso basear o cara ser bom de jiu-jitsu ganhando competição. Eu tenho que basear no nível técnico dele.
Ele sim, no dia a dia, né?
Exatamente. Treinar, ver se ele sabe dar uma aula, se ele sabe passar o que ele sabe, a técnica. A mesma coisa que eu tenho muito estudado é isso, poder passar o que eu sei, poder passar o que eu aprendi, entendeu? Eu sou um tipo de professor que eu ensino tudo que eu sei para os meus alunos que treinam comigo. Por quê? Que eu quero, que eu quero ver que pelo menos um saia bem melhor que eu. Eu não treino limitando, entendeu? Porque meu professor nunca me treinou limitando, e a minha, a minha realidade é totalmente diferente. Quando eu era faixa azul, já bati em faixa preta.
Então Também a força da porra.
Então realidades, é, são realidades diferentes. Não tô falando, ah, não, mas eu não fico com raiva se um faixa azul bate no faixa preta. Eu não fico com raiva se um faixa azul bate no faixa marrom, porque eu vejo, eu fico feliz que eu vejo que aquele cara tá treinando. Hoje em dia o pessoal fica com raiva. Ah, não me desrespeitou, porque, ah, porque ele viu. Não, eu respeito o mais graduado Eu respeito, te cumprimento, respeito, não falo besteira para você, te respeito dentro da TAM.
Mas na hora do rola, é rola, é luta. Você vai falar que se você rolou, se o faixa mesurada rolou duro comigo foi porque a mídia respeitou, ou foi porque eu tomei um acelero e meu ego não deixa, entendeu? E minha realidade foi totalmente diferente. A realidade do meu professor foi diferente. O meu primeiro professor que eu tive em São Paulo foi o Dida. O Dida abriu uma academia, ele era faixa roxa, ele batia em todo mundo. As histórias dele é essa, ele batia em todo mundo desde faixa azul, ele batia em todo mundo, abriu academia, aí foi pegando a preta e tal, foi testado por muita gente.
Aí foi para o Fran, o Fran a mesma coisa, o Fran desde faixa azul já batia nos cara, já faixa roxa já batia nos cara, entendeu? E ele me formou e eu já cheguei de roxa lá, ele me ajudou, eu cheguei lá para treinar, os cara já tava me amassando, mano, eu achei que era brabo, cheguei lá de rosto, os cara me amassou, ele me ensinou. Então já na minha realidade, desde mais de novo, eu já bati nos mais graduados, entendeu? Então os cara que treina comigo, eu tento fazer eles serem duros dessa forma.
Lógico que não desrespeitando e tal, não desmerecendo os mais graduados, mas eu acho que sim, um cara que é menos graduado batendo faixa preta, numa bater, vamos dizer assim, rolar duro e finalizar, não é a forma que a gente fala, né, bem grosseiramente, é bater, mas é luta, é luta, eu fico feliz, mano. Se às vezes eu tô rolando com aluno meu, pô, pô, ele pega meu pé, eu falo, filha da mãe, velho! Aí ele bate, aí eu bato, mano, fala, cara, pegou!
E eu fico feliz, mano, que eu falo, caramba, mano, ele me pegou, mano! Caramba, ele finalizou! Pô, moleque tá indo bem! Isso me deixa feliz, cara, entendeu? Eu não tenho esse ego de falar, não, o cara não pode me bater porque eu sou mais graduado que ele, entendeu? Hoje em dia eu vejo muito isso, mano, e em várias academias, todo lugar que eu vou. Eu vejo isso, mano, sabe?
Mestrão, como é que foi tua percepção? Porque no Brasil, aliás, fazendo um comparativo, né, entre Brasil e Irlanda no jiu-jitsu assim, porque eu digo porque, pô, aqui tu já ganhou, tu ganhou 3 ADCCs, 4, foi mal, tetracampeão do ADCC. E aí tu também, tu foi competir o Brasileiro, que é o maior campeonato do mundo, né?
Foi, foi.
Conseguiu? Ele teve algo que te chocou? Tipo assim, qual foi a sua percepção assim da diferença, ou como tá hoje o jiu-jitsu nos dois mundos assim?
Cara, eu lutei o brasileiro de kimono, o ADCC sem kimono, né? E são regras diferentes. ADCC é grappling, não é jiu-jitsu, né?
Mas eu digo mais nisso, no universo mesmo, sabe, das lutas assim no nosso jiu-jitsu grappling, né?
Vamos dizer, eu acho que o jogo do O jogo do nogi, mano, ele é muito bom com esse ataque de perna e tal, é muito, tem mais opções de entrar ali e tal. E se o cara não tiver preparado, mano, os moleque, o gringo vai varetar. Se o gringo implementa esse jogo de nogi pro kimono, ele vai ganhar também. É o que eu tento fazer. Eu fui lutar Brasília de kimono e eu tentei fazer um jogo de nogi, consegui ganhar de uns caras bem famosos que tem lá no Brasil e tal. Eu perdi, eu perdi para dois caras.
Pô, um foi o Eric, né?
Um foi o Eric Muniz. Ele é brabo demais, ele é brabo demais.
Ele é alto para cacete, né?
Também ele é alto, velho. Eu lutei, mano, tem até 100, né? Tá pesado de pai.
Tendo vindo para o Brasil, subiu quantas categorias, velho?
Eu era 88, eu fui para 94, 100, 3 categorias. Eu bati Agora no Naga eu bati 108 kg, velho. Meu Deus, aí hoje eu bati 104, tô tentando voltar aí, maluco.
Mas a gente caiu nos 200 kg, tá doido, velho.
E cara, eu lutei, lutei absoluto, perdi nas quartas de finais pro Bombom, Alex Pimenta, Bombom.
Ah, o negão Bombom, cara, gigante também, foi 2 a 1 nas vantagens.
Eu acho que aquela luta ali foi, é, teve uma situação na luta ali que Eu achei que eu tinha levado, sabe? Eu falei, caramba, mas o negão é muito gente boa. Até fui na Jeff Team, cara, muito gente fina, você não tem noção. Aquele cara ali é de outro mundo, velho. E a outra foi eu, foi o Eric Muniz, no outro dia. Eu passei para outro dia, né? Ganhei de um moleque que era, que é duro também. Ele foi campeão brasileiro ano passado na faixa marrom e subiu para preta.
Fiz uma guerra com o moleque, ganhei de 2 a 0. Para conseguir raspar ele no final. Aí foi para outro dia e lutei com o Eric Muniz. Aí o Eric Muniz é embaçado demais, né? Moleque é bom, velho. Moleque é bom.
Não deu para ver porque na filmagem da luta vocês saem assim.
Ele rodou para o meu braço, eu tentei subir no kata guruma, ele rodou para o meu braço. Ele é um cara muito rápido, mano. Pesa quase 100 kg, acho que é 97. Ele é muito alto, mano, deve ter 1,90 e alguma coisa. Mas também é muito gente boa também, solto, mano, solto. Jiu-jitsu, mano, jiu-jitsu dele é surreal, mano. Ele é bom, mano, ele é muito bom. Então tipo, eu lutei com esses cara, e no ADCC aqui tem muito cara bom, mas é do grappling, né, do no-gi.
São bastante, mas esse o nível técnico comparado assim, se eu for comparar, eu acho que eu O gringo é mais esforçado, mas o brasileiro ainda tem mais, tem um molho. Se treinar, se se dedicar, com certeza vai passar. Mas é a preguiça que ferra o atleta. A preguiça vai, a preguiça, mas é normal, né, mano? Vamos dizer assim, você tem talento, você vai querer, você vai ter mais, você vai ter menos vontade de querer aprender mais. Você fala, eu sou bom, eu vou ficar assim, entendeu?
Mas tem que ser obcecado se você quer ser bom. Ainda mais não tem habilidade de competição. Mas a Europa tá crescendo muito, e antigamente era Estados Unidos, agora veio aqui para Europa. A Polônia tá muito forte e o UK tá muito forte. A Irlanda tá vindo com muito atleta bom também. Então no UFC você vê que tem o Ian Garry, tem uns cara, então tá crescendo bastante, que os cara tão estudando, tão treinando, tão se dedicando. E daqui a pouco eu acho que a Europa vai estar dominando aí. Sendo que a tanto o ADCC vai ser aqui na Polônia.
Verdade, verdade, entendeu? Vai lutar?
Ah não, não passei. Eu lutei o trials lá, entendi. Eu lutei o trials também, o trials ADCC. Eu fiz duas lutas, foi duas lutas. Eu lutei com um cara do Preguiça, aí eu finalizei. Aí na segunda luta eu peguei um cara muito bom, velho, que eu, mano, Quando eu era faixa azul, mano, eu vi ele lutar de preta já. Caramba! Não, de marrom já. É de marrom. É o... Já viu um cara? É o Felipe Trovo. É um cara que ele deu um crucifixo no Heberth Santos.
Que o Heberth Santos passa a guarda dele, ele vem e dá um crucifixo na Copa Pódio. Ele ganhou do Adnan Adzinski.
Acho que eu tô ligado. Acho que eu vi.
Ele finalizou o Adnan Adzinski no Mundial No-Gi. Aí eu lutei com ele. Mano, quando eu falei, vai, ele toca o Felipe Trovo. Falei, caramba, mano, Felipe Trovo é embaçado, mano. Só que aí eu entrei, mano, eu entrei meio que relaxadão, tipo, sabe, não tá sem peso nenhum. E comecei a trocar com ele ali, ele foi atacar meu pé. Só que minha perna é um pouco curta, tirei, engatei no calcanhar dele, mano. Ele gritou, velho, cara, nem acreditou.
Finalizei ele. Caraca, foi, caralho, mano. Falei, vou finalizar o Felipe Trovo, cara. Felipe Trovo é uma lenda, né, mano? Os cara brabo lutava com o Hebs Santos, com os cara aí mais pica que ele. Aí eu vi que uma coisa que, mano, jiu-jitsu, ele é, se você treinar e se dedicar, você não fica, você tem que pensar que você vai chegar lá, você tem que ter dedicação. Nunca achando que se você só imaginar que você é melhor que o cara, que você vai bater nos outros, você vai viver uma ilusão sem treinar.
Você tem que treinar, tem que se dedicar, tem que fazer o que tem que ser feito, entendeu? E mas eu sou um cara que eu não gosto de puxar preparação física, eu confesso que eu não gosto, não gosto de fazer preparação física. É uma beleza, mas mano, se tu me botar 10 vezes para treinar, Eu treino 10 vezes no dia, não tô nem aí. Jiu-jitsu para mim é o que manda, entendeu? Aí eu vou ver se eu consigo fazer um negocinho, mas mano, o meu negócio é treinar jiu-jitsu, jiu-jitsu, tá no tatame treinando e lutando e fazendo rola, fazendo específico, pé, speed drill.
E fazendo, eu faço, mano. Tem que botar aí o dia todo no tatame, eu vou treinar. Agora você fala assim, ó, vai lá puxar ferro, vai correr. Ah mano, sou corredor, eu vou lá, mano, ficar.
Mas quanto que esse Esses exercícios, vamos, digamos assim, fora jiu-jitsu, ajuda no jiu-jitsu?
Cara, vai de pessoa em pessoa, mano. O que que acontece hoje em dia? O pessoal acha que tudo é—
só fala um pouquinho mais aí.
O pessoal acha que tudo é hoje em dia é uma coisa só, só que eles têm que entender que são corpos diferentes, são pessoas diferentes. Por exemplo, a pessoa negra tem um biotipo, a pessoa branca tem um biotipo, o índio— eu sou índio, mano, eu tenho um biotipo totalmente diferente. Eu fui para academia lá, mano. Eu sou índio, mano. Eu sou bem diferente, cara. Ô, você vê, cara, é que o mestrado da zoeira é você, mano. Aí você vê o Fabrício Andrei, ele luta com os cara, mano. Ele pega o cara, tu viu, cara?
Ele é animal demais.
O moleque é desse tamanhinho, mano. Ele é baixinho, ele é índio, pô. Moleque, tu viu o físico do moleque?
É o Hokage, tá ligado?
Não, mano, tem coisa que você fala, mano, o Mikael Galvão é surreal, são de outro mundo. Então, Davi contra Golias, o cara fala assim, mano, você é muito forte, mano, mas nem puxa o ferro, mano. Cara, você é forte. Não, mas se tu me levar, é força de índio, não é, mano? Se tu for me levar puxar ferro, eu vou pegar tipo assim, eu vou pegar, se eu vou fazer aqui no bíceps, eu vou pegar 5 kg e vou fadigar meu braço, eu não vou conseguir fazer peito, mano.
Eu pego o pé de cada lado do estouro andando, filho. É sério, mano. Aí os cara fala, caramba, você não, aí vai no jiu-jitsu, É outra força, mano, porque eu sei mexer tudo, mano. Eu faço, eu mexo o meu corpo todo para fazer um movimento só, entendeu? Eu aprendi isso com um fisioterapeuta, mano, um cara aqui lá, o Kleber. Falou, mano, é tudo e vai se apontando um ponto só, você vai mover. Eu aprendi a movimentar, mano, movimento, a forma que tu vai se mexer, a forma que você vai pesar, a forma que você vai mexer o corpo.
Que o Marcelinho Garcia antigamente era a mesma coisa, entendeu? A parte física assim vai fazer, vai fazer aquele a mais quando você Quando você tiver lá no cansaço e tal, entendeu? Mas é muito relativo, tem, depende da pessoa também, eu acho.
Mas no geral, acima de tudo, é o treino de jiu-jitsu.
O treino de jiu-jitsu para mim é 90%. O que acontece hoje em dia, o pessoal treina 90% academia, 10% jiu-jitsu. Eu não posso me cansar puxando ferro para treinar jiu-jitsu depois, eu vou me fadigar, eu vou cansar, vou até romper o músculo.
Entendeu?
É a mesma coisa se eu pegar um cara que nada, eu vou botar ele para correr. O cara nada, o cara nada, vai correr, tá ligado? Fala, caralho, mano, por que que eu vou correr? Vai para dentro da água. Tem um cara, o Rogério Camões, mano, esse cara é pica, mano, eu gosto dele, mano. O que, o Negão, já viu ele?
De nome eu sou muito difícil de lembrar nome, velho.
Ele tem 60 e poucos anos, bicho puxa preparação física para lutador, mano. Ele fala, mano, pega dessa, vai para tatame, vai fazer. É mais fácil eu correr na rua ou fazer o uchikomi, que é entrada de queda. O uchikomi é entrada de queda. Uchikomi é entrada de queda.
Isso é japonês, né?
É japonês.
É, calma aí, mano.
Entrada de queda. Aí vai falar, prefiro. Então você vai ou fazer speed drill, vamos dizer, vai para academia, aí você vai de manhã fazer um treino de manhã, aí você faz speed drill. Ah, eu tenho uma hora para correr, mano, vai para cá. Você treina jiu-jitsu, vai para academia, faz speed drill, vai fazer o rola, vai fazer sparring. Tem uma hora de sparring, para mim conta mais, que é diferente, mano. Você não vai pegar um cara que corre, vai botar no jiu-jitsu, ele não vai ter gás.
Pode crer.
Você vai pegar um cara que joga futebol e o cara que corre não vai, não vai bater, que é diferente. O jiu-jitsu é o corpo todo, entendeu? Eu sou de acordo de manutenção, é fazer uma musculação para manutenção do corpo, deixar o corpo ali perder um peso, ganhar uma massa, porque a massa fica melhor que a gordura, entendeu? Aí você ganha uma massinha, deixa o corpo ali alinhado, beleza. Faz fisioterapia assim, o negócio tá muito pesado, aí depois você taca jiu-jitsu, vai treinar jiu-jitsu, alimenta bem, treina jiu-jitsu. Mas é relativo, vai de pessoa para pessoa, entendeu?
É sinistro, os cara tem uma força surreal. Mestrão, tava, né? Ai, tem açaí também. Tu tava no Brasil nessa época, né? Como é que foi lá? Tu que tava no meio do miolo do jiu-jitsu ali, como é que foi receber essas notícias assim dos escândalos que aconteceram no mundo, no meio do jiu-jitsu? Porque assim, eu perguntei para algumas pessoas aqui se esses escândalos atrapalharam de alguma forma os negócios, né? Acredito que muita gente tem ficado com receio de colocar uma filha, lógico, uma esposa.
Enfim, é, cara, é difícil, mano, porque você ouviu quando era menor, meu professor me falava, mas ele falava de, falava o quê, do Alcino, esses cara. Mas ele falava, Alcino é viado, Alcino não sei o quê, fica com os molequinho, pega. Mas era pequeno, não achei que era zoeira, né? Eu falava, esse cara faz isso, esse cara faz aquilo. A gente falava, mano. Só que aí foi cair agora. Eu era, eu tinha começado jiu-jitsu, eu tinha 14 anos, já ouvia falar.
Só que lá em Manaus, mano, é tipo como se fosse uma terra sem lei, cara, entendeu? E o jiu-jitsu, mano, ele é isso que, mano, é uma coisa que eu não, que eu não concordo. Eu falo, caramba, mano, dá faixa preta para qualquer pessoa, cara.
Entendi.
Eu falo isso, às vezes o pessoal, não, não, porque, ah, o cara tem que, não, mano, não é assim, mano. Porque automaticamente, se eu te dou uma graduação, uma faixa preta, uma faixa marrom, você automaticamente pode abrir uma academia, cara. Eu te dou, te dou um certificado, mano, você vai abrir uma academia. Então eu tenho que ser bem seletivo disso, mano, porque não só também falando tecnicamente, mas, cara, você não sabe o que a pessoa pensa, você não sabe o que a pessoa vai tá fazendo, você não conhece a ídolo da pessoa, mano.
Se você não tiver ali com seu aluno, você não entender, você não observar a pessoa, mano, você não vai entender como é que ela é. Porque, mano, não tem como. Se você ter uma pessoa que ela tem esse tipo de, esse tipo de comportamento, cara, você vai ver no tatame, você vai ver, porque o tatame não mente, cara. Não mente, mano. Se eu tô aqui, eu tô dando aula, eu observo tudo, mano. Eu já olho, tem coisa que eu vejo assim, eu falar, aquele ali é desse jeito, que ele é desse jeito, que ele é desse jeito.
Você vê pelo comportamento na hora da porrada, entendeu? Você vê pelo comportamento na hora que eu falo escolhe um rola, aí o cara vai lá e chama uma menina. O cara vai lá e rola, entendeu? Isso dá para ver, mas só que hoje em dia não. Ah, o business, que isso não. Isso, mano, é uma coisa que a gente tem que se policiar, mano. O jiu-jitsu vai cair pela mão do próprio jiu-jiteiro, cara. Que hoje em dia é business, porque não sei o quê.
Não, mano, não tem essa. Eu tenho que tomar cuidado, eu tenho que tomar conta. Assim como eu tenho que, preciso ganhar meu dinheiro, eu tenho que tomar conta dando, ensinando o certo para os meus alunos e vendo a forma que as pessoas são dentro do tatame, para depois eu não ter um erro muito grande, entendeu? E isso é muito importante. Hoje em dia o pessoal dá faixa preta para qualquer um. Pessoal vê assim, ah, é duro de jiu-jitsu, mas você tem que ver o comportamento do cara, mano.
Uma faixa preta ela não vem só com o cara ser bom de porrada ou bom tecnicamente, mas também ele vem com a índole da pessoa, mano. Se um faixa preta, cara, hoje em dia eu vejo assim, é Eu sou um cara, mano, que eu nunca bebi, nunca fumei, nunca fui para festa. Eu nunca fiquei de ideia com mulher, eu nunca fiquei de graça com ninguém, cara. Eu sempre respeitei, mano, muito, muito. Eu, eu, eu, eu como professor, cara, eu vou dar aula para criança, cara.
Eu tenho uma filha, mano, tá ligado? Antigamente eu já pensava isso porque eu tinha uma irmã. Eu tenho uma irmã, então eu cuidei da minha irmã desde pequena, até os 8 anos de idade. Eu já pensava nisso. Agora eu tenho uma filha, entendeu? Então eu falo, caramba, mano, eu observo tudo, cara. Pô, será que eu posso levar esse lugar? Será que eu posso fazer isso? Eu posso ver aquilo? Será que a pessoa que tá aqui comigo eu confio?
Será que os meus alunos aqui eu confio, entendeu? Será que eu vou poder trazer? Que é um ambiente bom aqui para minha filha entrar, entendeu? Quer ver se eu falo assim, pô, minha filha não pode entrar no meu tatame porque, por exemplo, Você vai treinar, vou dizer assim, você tem a sua mulher e você vai treinar jiu-jitsu. Aí a sua mulher fala: posso ver seu treino de jiu-jitsu? Aí você fala: não, não pode ir não. Mas por que que ela não pode ir?
Ah, porque fulano vai falar merda, fulano vai fazer isso. Então tá errado, na minha percepção está errado. O tatame, ele tem que ser um lugar para família, tem que ser um lugar onde que o pai entra, a mãe entra, filha ou filho entra, e não vai acontecer nada que vá constranger ou fazer alguma coisa, ou falar besteira, entendeu? Que você vai falar, caramba, mano, aqui é um lugar da hora, aqui é uma paz, aqui é um lugar tranquilo, entendeu?
É um lugar que você se sente bem. Aí o cara fala assim, ah não, não vai não, porque eu não posso levar a mulher, não posso levar minha filha, porque o cara fala besteira, porque esse cara quer. Não, mas então não é um lugar seguro para estar, entendeu? Então o tatame, ele tem que ser um lugar seguro para todo mundo. Isso cabe ao professor, o dono da equipe, o professor que tá cuidando do tatame, entendeu? Eu, cara, sou um cara que eu não concordo com muita coisa que acontece no jiu-jitsu hoje em dia, mano, entendeu?
Que é relacionamento dentro do tatame, essas coisas que fazem as pessoas, tipo, relacionamento entre parceiros de equipe, coisa que, mano, querendo ou não, acontece confusão, acontece essas coisas, entendeu? Então, tipo, eu como professor, eu policio muito, converso muito com o pessoal, eu tenho meus alunos que eu converso muito com eles, entendeu? Tomar cuidado com as coisas. Porque se você vai ter, você vai, quer ser professor, quer, vai abrir uma academia, você tem que ser exemplo, cara.
Eu não posso sair fazendo merda, porque, mano, aí meu, eu tenho um aluno pequeno, beleza, eu dou aula. Ah, mas eu só saio de noite, tal, só faço isso. Aí chega um dia que o seu aluno vai saber disso, vai falar, vou fazer, meu professor faz. Eu tenho um professor chamado Eric Tererê, né, o que É um negão lá que puxa a mão dos caras do UFC. Ele lutava competição, ele não tomava refrigerante, não fazia nada, só tomava água. Um monte de criancinha, ele falava, ó, não come doce, não come isso, vai comer salada.
Os mais todos respeitavam ele. Aí ele ia para competição, lutava, perdia. Aí ele falou assim, pô, Tererê vai lutar, mas ele sempre perde. Ele falou assim, mas eu luto não é porque, não é porque eu quero ganhar a luta, por causa dos meus alunos. Porque assim como eu luto, eu tenho que ser exemplo para os meus alunos. E você falou para mim, Eric, se você quer ser professor, você tem que ser exemplo. Então eu sigo como mantendo o exemplo, entendeu?
Então você consegue diminuir isso sendo exemplo e não só abrindo uma academia para ganhar dinheiro e dando faixa preta para qualquer pessoa, entendeu? E lá em Manaus tem muito, cara. Agora tá limpando. Eu acho bom que caia bastante porque vai limpar. Vamos fazer daqui a pouco, a federação vai ter que fazer alguma coisa para fazer curso para ver o psicológico do cara também, entendeu? Porque, mano, faixa preta é além de— a faixa preta vem com muita coisa, cara, muita responsabilidade.
O cara vai—
se você falar para mim assim, ah, eu quero pegar faixa marrom, a faixa preta, mas eu é só por hobby, isso não existe, cara. Porque você vai ter que— você é comunidade. Se você souber alguma coisa, você vai ter que ajudar seu amigo, você vai ajudar. Não tem para onde correr, cara, você vai— não tem como correr. Você vai conseguir ver um faixa branca fazer alguma coisa errada, você não vai ajudar ele?
Com certeza.
Agora imagina se você, por exemplo, você não sabe como é que você vai ajudar, entendeu? Então aí fica um ensinando errado, aí vai fazer uma coisa errada. Então tem que ter disciplina e tem que ter, botar a mão na consciência e fazer isso, porque senão, mano, vai. Mas agora que ele tá dando uma limpada, eu acho que vai ser bem melhor para gente, porque eu dei um alívio, mano, porque eu vi tanta gente caindo e tal. Para muito é ruim. Ah, é ruim para o business? Não, é só academia não ser dessa forma.
Exato.
Ou você tem alguma coisa na sua academia que você compara e você vai falar, porra, na minha academia aconteceu isso aqui, agora eu tô com medo. Então só tem medo quem deve. Eu penso nisso. Eu acho isso uma maravilha, mano, que limpa. E eu, meu, os professores só vão botar, os pais só vão botar no lugar onde que eles têm confiança, que a gente conhece o professor, que eles vão ver que Ali é certo, deu, é uma academia de família. E ah, mas o cara vem, paga?
Não.
Tem um amigo meu do Canadá que ele pegou e falou isso para mim. Ele falou, cara, na minha academia não entra qualquer um não. Do Canadá, bom para caramba. Ele falou, cara, chegou um faixa preta lá, ah, eu posso treinar na sua academia? Aí falou que viu que não deu, tipo, não bateu assim com o cara. Ele falou assim, não, não, irmão, não precisa não. Aí pegou, ligou o professor do cara, não, o cara saiu daqui porque ele bateu na mulher, fez isso e aquilo.
Aí falou, mano, eu senti, mano, eu não vou deixar a maçã podre entrar aqui no meu cesto, mano, porque senão vai apodrecer muita gente, entendeu? Então, professor, você vê a atitude dele como professor de fazer aquilo, entendeu? Tem uma situação lá no campeonato que um cara que treina com a gente pegou, tava lutando, um aluno nosso tava lutando, e o cara que treina com a gente pegou e tava lutando com a gente, e no cara tá falando com a gente, falou assim, é Aí o nosso aluno ganhou e o cara pegou, chegou assim atrás de mim, né, tava cotilhando o moleque.
É isso mesmo, é Argentina, aqui é Brasil, que o cara argentino. Aí eu falei, ô, não faz isso não, faz isso não, baixa aí. A minha atitude de professor foi como? Corrigir para que não aconteça besteira. Foi, não, respeita. Não, não, baixa não. Desculpa, desculpa. Aí depois veio falar comigo, pô, mano, cara, sua atitude ali foi boa, porque você— mas eu já pensei, eu falei, não, Não fala isso não, entendeu? Então qualquer coisa, eu mesmo como professor, eu tenho que saber o momento, né?
Todo mundo tem que estar preparado para isso. Eu sou novo, só que eu já vi tanta coisa, eu já vi tanta coisa que eu falo, caramba, mano, eu tenho que, eu hoje em dia eu quero, eu quero tentar ajudar o jiu-jitsu da melhor forma que eu posso. Lembra que eu falei que se eu quero ajudar o mundo, eu tenho que educar minha filha? Se eu quero ajudar o jiu-jitsu, eu faço, eu faço isso. Eu me ponho na postura e eu dou o exemplo. Se quiser seguir, segue.
Se não quiser, não tem problema. Mas eu tô seguindo o plano que eu plantei para mim, sabe? Manter exemplo, fazer o que tem que ser feito, certo? E é isso aí. Mas para mim, eu concordo com isso. Eu tô achando bom. Tô até ficando mais aliviado que tá caindo muita gente. Tem muita gente para cair lá de Manaus ainda. Entendeu?
E por que que tu acha que muita gente tá tendo coragem só agora assim? Acho que tá tendo respaldo, talvez pode ser.
É, tá tendo mais.
E também é porque eu converso com algumas pessoas, aí algumas pessoas assim mais antigas, né, fala assim, cara, isso aí todo mundo sabia, mas acho que ninguém teve como provar, vamos dizer assim, ninguém viu, mas o pessoal sabia.
É a mesma coisa do Belk. O cara tinha o poder, né? Vai que você vai.
E eu só fui saber que ele era polícia depois que saiu esses casos tudo.
E é muita corrupção, né, mano? Ali assim, mano, não tem como, é difícil, mano. Você vai pegar um cara que não é ninguém e um cara que tem poder, tem autoridade, você vai fazer o quê? Vai poder falar nada? Recebe uma ameaça, você não sabe o que vai fazer, você não tem meios para isso. Você fala, caramba, mano, você é moleque de projeto social, Pode crer, é isso lá em Manaus, é isso, é projeto social, é pessoa que vai treinar, cara.
Eu dava aula numa igreja, eu era faixa azul. Acho que muita gente não sabe disso, mano. Eu dava numa igreja, eu era faixa azul, mano. Eu tinha 16 anos, cara. Eu dava aula para muita criança, mano. Os moleque vinha da rua assim, ó, não sabia nem onde os moleque vinha, mano. Sem pai, sem mãe, sem nada, mano. Cara, falar, caramba, mano. Tinha um moleque que treinava comigo, o pai dele foi morto vendendo droga. Moleque era bom, mano.
O que aconteceu? Desbandou, tá ligado? Então tipo, fala, caramba, mano, é umas coisas que eu desde novo já vi aquilo já, mano. Eu já via, cara. Quando eu treinava de quando eu era pequeno, eu ia para, eu ia para uma academia, fechou, né, do Josilda. Eu comecei a treinar na academia de um conhecido nosso, Ângelo, lá. Dava um tempo de caminhada, 40 minutos de casa. Eu ia sozinho, passava por uma viela assim, ó, chama de hip-hop lá, cara.
Mano, é, ah, fulano morreu no hip-hop, fulano morreu no hip-hop, aconteceu isso no hip-hop. Parecia uma favelinha, tá ligado? Passava lá todo dia, mano. Cara, eu fechava o olho, orava e falava, mano, tá tudo por causa de um sonho, mano. E mano, eu tenho muita fé em Deus por causa disso, mano, que eu vivi tanta coisa que eu falo, tipo, sozinho assim, que eu falo, caraca, mano. Era eu e minha cabeça, mano, pensando, fala, caramba, mano, eu tenho que sair daqui, mano, tem que sair daqui, eu tenho que fazer virar, entendeu?
Então tipo, eu tive uma realidade parecida com a deles, de ver assim e o pessoal ter pouca coisa, o pessoal prometer as coisas e não cumprir. Mas eu sempre fui escardado, nunca, pessoal dava, falava assim, né, eu, pô, será que vai? Eu nunca fui besta, que meu pai sempre me, né, falava, ah, meu filho, não é assim, me explicava muita coisa. Imagina o cara que não tem pai, o cara que não tem mãe. Hoje em dia eu gosto do 38ão, mano.
Eu gosto do 38ão, mano. Ele fala a verdade, mas só que acontece, a verdade machuca, mano. Se você fala uma coisa que é verdade, o cara vai avançar em você, mano.
Principalmente na internet, na internet, cara.
Aí ele faz verdade, mano. Você vai ser um filho, um filho que só é criado pela mãe, um filho que só quer— não que é, pô, uma mãe ela pode sim, mas, mano, a mãe e o pai tem, é o conjunto da obra, mano. É o conjunto da obra, mano.
Se falta uma perna ali, se falta uma peça, não dá, mano.
Ó, se eu botar aqui um quebra-cabeça faltando uma peça, não vai ter como, vai, mano? Você vai falar, pô, não tem a peça, tem que colocar ali, mas não tá, tá faltando, mano, entendeu? Vai faltar, porque é difícil criar um filho, mano, é difícil, mano. E o meu pai, mano, me criou, minha mãe me criou, sendo da forma deles lá, mas eles estavam sempre juntos. Eu tive minha mãe e meu pai, cara. Entendeu? Minha mãe, meu pai me dando expor, tipo assim, de falar, ser rígido.
Minha mãe dá as porradas. É a mesma coisa também, é, mano. Uma vez eu briguei com meu irmão, minha mãe pegou assim, ó, cabeça com cabeça, tal. Você é louco, mano. Assim, ó, pai, eu não lembro disso, não lembro. Lógico que não lembra, quem bate esquece, né? Quem bate esquece. Agora, mano, cabeça com cabeça, ai, caramba, minha cabeça, mano. Nunca mais briguei com meu irmão, velho. Mas é isso, mano, entendeu? É o conjunto da obra.
Precisa ter o pai e a mãe para disciplinar, doutrinar. E porque um vai dar-lhe porrada, outro vai fazer isso, outra vai aquilo e tal, entendeu? Mas é isso. Eu vi muita criança sem pai, criança sem mãe, ou com mãe drogada, ou com pai drogado, entendeu? É realidade igual do Rio de Janeiro, sabe? É coisa que você fala assim, mano, só quem vive lá sabe, mano. Então, tipo, já passei, eu não sou um cara que fica me, eu não fico me vitimizando.
Ah, porque, ai, coitado. Não, mano, eu dormi no tatame, eu passei fome, eu fiz isso, mas isso foi tudo, fez parte da minha trajetória, cara. Eu sou bem, eu sou bem conformado com isso, cara. Se eu não tivesse passado por isso, eu acho que eu não conseguiria chegar onde eu cheguei, entendeu? E eu não vou conseguir chegar onde eu vou chegar se eu não tivesse passado por isso, entendeu? Eu não seria a pessoa que eu sou hoje. Hoje em dia eu sou muito criticado porque eu sou um cara que eu falo só porque eu conheço.
Quem eu não conheço, eu não falo. Eu sou assim, cara. Eu não tenho um amigo que não treine jiu-jitsu, um conhecido que não treine jiu-jitsu. Não conheço. Ah, mas o fulano, não quero nem papo, quero, mano, treina jiu-jitsu. Não vai entrar, não vai, eu não vou conversar com o cara, sabe? Porque não vai ter o mesmo pensamento, entendeu? E jiu-jitsu é um mundo Pô, é outro mundo. E cara, aí mesmo que você não conheça o cara, eu não falo.
Mas se eu converso com o cara, eu gosto de vivência, mano. Que que é vivência? Viver tipo todo dia eu te vejo.
E aí, mano, convívio, né, que você diz.
É, mano, a vivência, um cara, eu convivo com o cara ali, mano. Pô, tudo bem? E aí, beleza? Aí depois de um mês eu vou falar, pô, e aí, como é que tá?
Beleza.
Depois vai soltando, vocês vão fazer uma amizade. Sim, sim, tá ligado? Mas se eu nunca te vejo, se eu não te vejo direito todo dia, eu não consigo ter uma amizade com você. Eu não consigo, cara, não consigo. Fico, caramba, porra, consigo, mano, tá ligado?
Então acho que é uma síndrome de quando a gente conhece muita gente, a gente fica assim. É, eu digo que poder, 6 anos já de podcast, né, por aí. São várias histórias assim que tu não sai acreditando em tudo assim que tu escuta, né? Principalmente quando a galera do bet é uma desculpa. É, pô, não deu para fazer isso não, tava difícil, não sei o quê. Aí, pô, depois de tanta história aqui de vagabundo que passou por algo bem mais difícil.
É, mano, tem coisa que eu não posso chegar aqui, ah, minha história foi mais difícil.
Não, mano, tá de sacanagem, sacanagem, pô.
Tem gente, mano, tem gente, cara, quando eu tava passando fome, mano, eu pensava no pessoal que, que, mano, tá na merda mesmo, sabe? Falei, mano, mas eu tenho energia, mano, eu comi ontem. Tem gente que já não comeu, tem gente que não. Falei, caraca, mano, Eu tenho água, eu tenho isso. Eu sempre penso na frente, mano. Eu sempre sou um cara que eu tenho muita fé, mano. Eu acredito muito, sabe? Eu falo, mano, vai dar certo. Não, isso aqui vai dar certo.
Eu sou um cara que tem muita fé, mano. Minha fé não caiu até hoje, minha fé não caiu. E eu nunca espero que Deus me permita que caia minha fé, mano. Eu tenho muita fé mesmo de acreditar no que aquilo vai dar certo. Tem coisa, mano, que parece que o pessoal fala, pô, isso aqui não vai dar certo. Eu falo, mano, vai dar certo, vai dar certo, eu acredito naquilo, acredito, acredito, mano, o bagulho vai lá e pum, dá certo. Aí o pessoal, ah, eu não acreditava.
Mas quem tem que acreditar é eu, quem tem que ter fé é eu, mano, entendeu? Então é isso, mano, eu tenho muita fé nas coisas que eu acredito, eu sigo muito o certo que eu acredito que é, mano. E esse negócio de amizade também, mano, só falo com quem eu conheço. Às vezes É, o pessoal fala que não é certo, mas é o meu jeito, né? É, por exemplo, você tem seu jeito, tem meu jeito, o Pupulinha tem o jeito dele. Então eu respeito tudo, mano.
Às vezes eu, por exemplo, acho que você também, carioca, a gente é mais aberto, né? Então a gente faz amizade muito fácil. Às vezes já aconteceu de eu me arrepender de tipo assim, caraca, porra, me abri demais para essa pessoa.
Exatamente. É, eu, mano, é, mano, eu, mano, tá ligado, né, filhinho?
É, mano, eu acho que ainda mais aqui, tá ligado?
Aquele processo que tipo assim, pô, não conheço ninguém, tu vai formar primeiras conexões, vai ficando escaldado assim, né? Mas eu, é, mas eu analiso tudo, mano, sabe? Eu fico vendo assim, eu sou muito calmo, eu fico analisando, mano. Tem situação, mano, que eu falo, mano, é isso aqui. E eu acerto, mano, falo, mano, é isso mesmo.
Mas tu fala, ah, eu estudei até 7ª série, mas pô, acho que a tua vivência ali Cara, uma vez eu vi, foi com o Lex Friedman, quando eu descobri que Lex Friedman era faixa preta, tá ligado? Lex Friedman, ele tem um podcast, é um PHD sinistrão aí e tal. E aí acho que foi quando ele foi receber o cara, ele é um cara top, ele faz podcast com o Marques Uremer, e aí acho que ele tava recebendo o grau dele, ele falou, cara, falou assim, cara, eu fiz master, eu fiz, fui, é esse cara aí, ó. Nunca ouviu falar não?
Não.
Lex Fridman.
Aí, agora eu sei quem é.
Ele é sinistro, ele é faixa preta aí de jiu-jitsu. De jiu-jitsu.
E aí não tem nem o olho estourado.
Não, pior que ele tem. Eu acho que é da direita, é outro. Vê, Pelin, se tu tem, se tu acha Lex Fridman jiu-jitsu, que ele é faixa preta aí. E aí ele tava falando que ali, ó, eles competindo. Promote o Bike Who. Enfim, e aí ele falou, cara, eu fiz PhD, eu sou nerd, não sei o quê, mas olha com o Craig Jones, tava ele aqui com Craig Jones e tal. E aí ele falou assim, cara, mas assim, as maiores lições da minha vida eu aprendi nesse, nos tatames.
Porque o tatame não mente, cara. Você é quem você é no tatame, você vê, mano. Tem como, mano. Ele não, o tatame não te deixa mentir, cara. Tatame é embaçado, mano. É embaçado demais, velho.
E qual foi a pessoa mais assim que tipo assim que te surpreendeu depois que você rolou com ela? Teve alguém assim que, sei lá, que aquilo, né? A gente às vezes se conhece quando já tá de kimono, né, e tal, tá ali para entrar para o treino.
Ali todo mundo é É mais um segurando uma faixa, tipo de ser embaçado assim.
E aí depois que tu viu que a pessoa tirou o kimono e tal, tu viu quem era, tu falou assim, caraca, treinei com essa pessoa. Teve alguém assim já aqui, cara? Ou não?
Não, não teve não.
Não teve não?
Nunca ninguém me surpreendeu assim, só de enrola, né? Tipo, só em trend amassar. Mas teve uns cara que são meio louco que eu vejo assim, mano, esse cara é louco. Já treinei com um cara louco, mano. O cara ficar louco assim no meio da tampa porque tomou uma vantagem, sabe? Aí eu falo, mano, esse cara aqui é louco, o cara nunca sabe perder, entendeu? Bom, o cara não sabe perder, mano. Fala, cara, o cara não sabe perder, ficar gritando aí, falando, tá ligado?
Mas é um dos caras top, né? Esse cara é louco, entendeu? Mas nada de absurdo, que eu já vi tanta coisa, mano, que eu falava Acho que nada mais me abala, né? Me abala, não tem nada que me abala.
É porque também começou a dar aula muito cedo, né?
Foi já na faixa azul, tu já tava dando aula já, mano, para criança ainda, mano. Que criança ainda, ainda moleque de comunidade que não tem pai e mãe? Sim, quero ver, filho. Joga aí na mão desses cara para ver se vai conseguir. Não vai, mano. Os moleque te põe no bolso, mano.
Aqui é mais fácil lidar com as crianças daqui, eu acho.
Muito mais fácil lidar com criança e com os pais, eu acho. Eu acho porque você tem que saber conversar, mano. Eu sei conversar, entendeu? Eu sei conversar, eu sei tocar em ponto que vai o ego do pai, eu sei tocar um pouco, sabe? Porque eu sou muito, analiso tudo, analiso tudo, mano.
Como é que tu lida com pais que parece que querem vencer mais do que os filhos? Eu vou te falar um exemplo, aconteceu, eu teve o, qual foi o último campeonato, cara, que teve agora? Da Ireland BJJ, Jesus. Foi o último agora, não foi o Sean O'Rourke não. Pô, perdão, Henrique. Perdão, Henrique, desculpa. Tava fazendo lá transmissão para Flow Grappling e tal. Pô, foi maneiro, um marco histórico. Eu vi o vago do programa, tem vários tomando conta de 7 computadores já, cara. Maneiro.
Pupilim tava lá não?
Não.
Ah, pois deu mole, hein.
Vamos ver se setembro Pupilim vai voltar para trabalhar lá.
Tá na branca ainda, Pupilim? Branca ainda. Ah não, tem que pegar azul para treinar. Achei a branca fazer merda, cara.
E aí teve um match lá, um tatame que era só de exibição, exibição, mas não tava valendo nada, meu irmão. Só sei que tinha uma criança lá que ela começou na vantagem, não sei o quê, do nada ela tomou uma raspada, enfim, perdeu a luta no final. O pai deu um berro, mas assim, que pesou tudo assim, tinha até o Os, né, bombeiro não, o pessoal que fica ali da saúde, os paramédicos, perdão. Teve um coroa com paramédico que chegou assim falando assim, cara, esse cara tem que ser banido, ele não pode estar aqui, que não sei o quê.
Então assim, como é que lida com esses pais assim que, cara, no campeonato gigante, cara, um monte de gente, o cara berrando, assim, parecia que o garotinho devia ter uns 6, 7 anos no máximo, e ele berrando, come on, man, what are you doing? Não sei o quê.
Eu falei, que isso, cara, a criança É complicado porque muitas vezes o pai quer ganhar mais que o filho, né, mano? E às vezes o pai ele põe a frustração dele na criança, né? Tipo, que não, ele não conseguiu, esse moleque vai conseguir, esse moleque é bom. Vejo muita gente, muito pai que é assim, mas cabe ao professor botar no lugar deles, mano, conversar, falar, ou deixar o moleque, ó, não vai competir por causa que tá acontecendo isso e aquilo.
Ó, você vai competir, ó, não faça isso, faça aquilo, entendeu? O coach sou eu, quem vai, porque, mano, Tem o pai, ele vai tirar, ele vai tirar do jiu-jitsu, vai acabar tirando. E é uma coisa que infelizmente eles não conseguem empatar, mano. Chega uma hora que ele vai pegar e falar: não vai treinar mais jiu-jitsu. Aí só que é pena daquela criança, né, porque gostava de treinar. Eu já vi muito parar por causa disso. Eu já vi lá em Manaus o cara dar um tapa na cara do filho dele, mano. Filho dele perdeu uma final, mano. Caraca, porque o moleque era bom, né?
E aí não fizeram nada com o pai?
Não faz nada, ninguém faz nada não. Faixa preta renomada, respeitada, filho.
Cara, o cara não é faixa preta.
É, mas com a faixa preta, filho dele faixa azul e tal, foi lá, lutou, perdeu uma final, uma vantagem, rapaz, porrada. Vai fazer o quê? Bairro perigoso, o cara é de lá, você não faz nada, você fica refém, cara. E pai assim, mano, tem que sofrer alguma coisa, tem que Tava conversando com o Feijão sobre evento, falei, mano, o cara tem que sofrer alguma coisa, mano. Ele tem que sofrer a consequência, porque ele vai falar, porra, ele faz um escândalo tudo, beleza, seu filho não vai mais competir.
Aí eu falo, porra, entendeu? Disciplina, tem que disciplinar. Se não disciplinar, o cara não vai dar um jeito, que ele vê que tudo que ele faz não vai ter consequência. Mas é que é triste, mano, de ver um pai que Que tipo vai brigar com filho só porque perdeu, porque não consegue ganhar, sabe? Tem que apoiar, né? E isso é uma coisa que a gente não pode intervir mais, né? A gente só chega até um certo ponto, conversa, a gente fala, mas se o cara não quiser mudar o que ele faz, tira o filho do treino.
E acontece muito isso, tira. Aí depois já vai sofrer a consequência do que ele escolheu. O filho vai parar de treinar, vai começar a sair, vai fazer, que eu já vi muita coisa acontecer assim.
Entendeu?
Consequência dos atos do pai, né? Aí tem coisa que a gente já não pode intervir, que a gente só pode ter vindo durante um tempo lá, tentar conversando, tentar conversar. Tem até pai que vai, entende, mas tem pai que tem a cabeça dura e não vai não, cara. Então vou tirar meu filho, beleza, aí tira. Aí põe outra academia, acontece outra, aí vai, expulsa também, acabou, entendeu? Essa é uma situação bem complicada, mas eu sei Tipo, já tive situação na academia de conversar com o pai, que eu tinha que mudar.
Eu tive que mudar, tinha dois irmãos, né? Tive que mudar um para aula de adulto porque ele era muito grande, já tava batendo nos pequenos. E o cara só, como é que era muito grande? Aí eu peguei e falei assim, ó, você vai mudar de treino. Aí eu falei, eu quero conversar com seu pai. Aí o moleque, quer dizer, irmão dele falou assim, ah, mas eu falei com meu pai, pai falou que não vai mudar de treino. Falei, eu quero conversar com seu pai.
Aí chamei lá o pai dele para conversar. Aí desceu, era o quê? Era o quê? Meu pai tá aí, meu pai tá aí. Aí subiu lá. Eu falei, então, já que você tá tudo bem e tal, ele é muçulmano, ele. Eu falei, então, seu filho precisa falar com você que eu vou subir ele de classe para ele treinar nos adultos e tal. Não, mas meu filho ele é na criança. Falei, não, mas ele é muito bom, ele tá batendo todas as crianças. Você, se ele continuar nesse treino, ele vai ficar ruim, cara.
Não tem como, ele vai estagnar, ele não vai evoluir. Nado adulto, ele vai ser mais disciplinado porque são adultos, vai ter um tratamento diferente porque já tá grande. Como é que ele na sua casa? Ele tá meio— então a gente consegue ajudar essa parte aí, bota no adulto, aí vai começar a tomar massa de gente grande, vai evoluir mais, vai ficar mais forte. Olha o tamanho dele, é bom. Olhou para mim assim, olhou para ele: a partir de amanhã você vai mudar.
É tudo a forma como fala também.
Exatamente. Eu não vou chegar, o cara: não, você vai ter que mudar seu filho. Aí: não, mas não, vai ter que mudar. Eu não vou gritar com o cara, mano. Conversar com ele, troca uma ideia. Chega o cara, falei: como é que você tá? Você tá bem?
Beleza.
Então, sua situação aqui, pá. Não, mas a gente vai ter que mudar porque, poxa, tem isso, tem isso, essas vantagens, desvantagem, vantagem e desvantagem. O cara vai falar, pô, fazer meu cálculo aqui, a minha vantagem é essa, então vou fazer isso, entendeu? Então você tem que saber conversar com a pessoa, você tem que saber chegar num ponto que vai falar, pô, né, negociar, né, mano? Você tem que saber negociar, não é só para vender, mas também para você saber conversar com o pai.
Então tem muito pai que entende, você conversa Entendeu? Tem pai que chega alterado. Ah, como é que o pai vai estar alterado? Aí você não pode ser alterado, você tem que ser calmo, que você tá com uma faixa preta na cintura, você é professor, você tem que mostrar mais calma para todo mundo. Mesmo que o mundo tá desabando, você tá estressado, você não pode gritar. Se você vai ser só mais um cara que é lutador descontrolado, o pessoal falar: não, ele é descontrolado, meu filho vai ficar assim, entendeu, mano?
Eu sou um cara muito calmo, mano. Eu sou muito calmo, mano, não brigo. Sabe por quê? Eu tenho assim, ó, na minha cabeça, se eu tô conversando com você e você, se eu ver que na minha conversa com você, se eu ver que você não vai, você não quer me entender, você não quer entender meu ponto, eu não falo mais, eu fico calado. Porque eu não vou gastar, mano, o meu pensamento com uma pessoa que não vai entender, cara, que é o dono da razão.
Eu sou muito assim em tudo, cara. Eu vejo uma pessoa conversando assim, eu vejo que a pessoa não quer entender que o que eu tô querendo falar, eu não falo mais. Tá bom, você tá certo, valeu, pô, mano, acabou. Porque, mano, não tem como você ficar, vai ficar martelando na ponta de prego, dando soco na ponta de prego ali, mano, do cara não vai. E hoje é difícil, mano, é difícil você conversar com uma pessoa assim, entendeu? Aí você tem que Saber desenrolar.
E se o cara não quiser entender, você vai lá, não dá mais. Então tá bom, beleza, valeu, fica aí de boa. Faixa preta, é isso aí.
E mestrão, como é que tá a expectativa para nova escola? Manauara Style BJJ School, esse é o nome?
Manauara School BJJ, afiliada JS. Afiliada JS, a gente botou lá JS Estilo Style, né, que vai ser a filial. Aí eu botei lá a minha logo, que vai ser Mano na Hora Jiu-Jitsu School, né?
É dentro de Blankestown, D15, do lado.
Cara, tô feliz para caramba. Primeiro, né, mano, a primeira vez agora depois de 16 anos de jiu-jitsu que eu vou ter uma academia, cara. É um sonho, né, mano, que você vai, que eu vou estar realizando agora, né, mano? E poder trabalhar, mano, fazer meu trabalho e mostrar da forma que eu trabalho, mostrar o jiu-jitsu para Irlanda da forma que eu penso, porque cada academia tem uma uma forma de pensamento, tem uma forma de ensinamento.
E essa oportunidade de eu mostrar minha forma que eu trabalho, né, forma que eu trabalho, forma que eu penso, o meu ensinamento. Eu sou um cara muito, eu gosto muito do respeito, da regra, de botar ali. E eu quero mostrar que o jiu-jitsu ele pode ser, não é o desculpa, vamos dizer assim, Porrada, não, só a disciplina, entendeu? A gente só quer a disciplina. O jiu-jitsu é o jiu-jitsu para todo mundo, mas só que qual é o diferencial?
Disciplina. O pessoal gosta de disciplina. Da forma que eu aprendi, entra no tatame, cumprimenta, vai treinar, fazer posição sem fazer muita firula, bagunça, entendeu? O jiu-jitsu para todo mundo no tatame. O business corre, na minha, no meu pensamento, o business corre fora do tatame. Dentro da TAMI não é mais business, é jiu-jitsu. A pessoa, você vai para lá para fazer o quê? Para treinar jiu-jitsu e aprender. Isso que é uma escola de jiu-jitsu.
Quando eu falo escola, você vai entrar para quê? Para aprender. Você entra numa escola, você vai aprender. Você entra numa academia, mano, você vai lá, pagou, e vai fazer, vai, o que vai acontecer? Não sei, vai lá, entendeu? Então eu vou trazer o princípio do jiu-jitsu e a forma que eu penso. E o meu jogo, que o jiu-jitsu ele é um esporte que é uma luta que você cria o seu estilo. Você vai criar seu estilo de ensinar, vai criar seu estilo de lutar.
A base tem que ter, a base não muda, mas só que aí o resto que você vai ensinar ali você vai adaptando para você, tudo dentro daquilo, entendeu? Porque eu tenho 1 milhão de oportunidades, 1 bilhão de oportunidade de técnica que eu vou ter para te finalizar, é igual xadrez, mas eu não vou usar todas, eu vou usar o caminho que eu achei Para mim, mas eu tenho uma base, o básico que eu tenho, a base. Aí eu te ensino a base bem, bem, né?
Você vai ter uma base boa, depois você vai crescendo da forma que eu vou te ensinando. Você vai pegando jiu-jitsu, vai ensinar tudo, praticamente toda a base, meia guarda, guarda fechada. Aí você vai escolher a posição que você quer fazer, vai escolher tipo o jogo que você quer, porque você tem que pensar assim, na minha cabeça o jiu-jitsu funciona dessa forma. Eu comecei a treinar jiu-jitsu a primeira vez, certo? Aí eu vou treinando até achar o que eu quero fazer.
Eu quero dar, eu gosto da queda, então vou aprender a dar queda, entendeu? Aí beleza, o cara sabe, aprendeu da queda. Agora quando cai no chão, eu quero saber se eu quero cair na montada, se eu quero cair com o joelho na barriga, ou se eu quero sair na, aí você vai escolher. Ah, quer cair não sei quilo, beleza. Chegou não sei quilo, o que que você quer fazer daqui? Pegar as costas, finalizar daqui para montada. Cheguei na montada, tem que fazer tanto essas finalizações.
Então você vê o tanto de ramo que eu tô abrindo para você aprender jiu-jitsu é dessa forma que é, entendeu? A gente, a escola ensina tudo, mas o aluno, ele tem, você tem a oportunidade de pegar, não de aprender tudo, mas o seu jogo de luta vai ser, vai ter um jogo. Por exemplo, eu tenho um jogo de luta, eu luto de uma forma, mas eu sei muita coisa, eu sei ensinar, mas muita coisa que eu não consigo fazer, mas eu sei como é que faz o passo por passo ali, o step by step, para ensinar para o meu aluno.
Entendeu? É isso que é ser o professor. Mas eu tenho um jogo, eu tenho um jogo que eu adaptei para mim, e tem muita técnica que eu adaptei para mim, que eu tenho a perna curta. Mas eu sei muito bem ensinar um cara que tem a perna longa, entendeu? Um cara que é mais alto que eu. Porque aquele negócio, quando você começa a enxergar o jiu-jitsu, é tempo de tatame. Você tem que ter tempo de tatame, estudo, se você quer ser bom. Eu quero ser, eu quero ser um professor excelente, mano.
Sabe por que que o Guilherme, o Rafael Mendes são bons de Então, que os caras eram obcecados e treinavam, e chegaram lá, estudaram, e os caras estão lá procurando posição, aprendendo, e revolucionaram o jiu-jitsu. Por que que eu não posso fazer a mesma coisa? A mesma coisa, estudo, procura, assiste. Eu vejo, assisto, eu vejo posição nova, isso aqui vai dar, isso aqui dá. Se eu vejo, por exemplo, um cara falar, pô, se você tem a base boa, beleza, troca de pé.
Ah, você é flexível, vem fazer uma guarda, tem a perna grande em vez de guarda fechada, entendeu? Ah, eu tenho a perna grande, mas eu quero, eu tenho a perna grande, eu faço guarda. Ah, mas eu quero aprender a dar queda. Que tá, sua perna é grande, porra, haraigoshi, golpes de perna. Eu sei, tem muito professor que não sabe, porque eu aprendi judô com meu professor, aprendi wrestling com meu professor, aprendi é o passar, fazer kimono, sem kimono, entendeu?
Então vou saber ensinar. Então aí eu vou estar trazendo esse, essa, por isso que eu ponho Manauara, que lá em Manaus, mano, você vê que lá em Manaus você lembra de campeão. Entendeu? Então os caras são bons porque lá o pessoal treina também, se alimenta bem para caramba também. E eu vou trazer um jiu-jitsu, eu na minha percepção vou ajudar muito a Irlanda com jiu-jitsu, entendeu?
Acho que ainda falta aqui na Irlanda, mas sempre pergunto isso aqui, que tá assim, tá em ascensão ainda para caramba, né?
Tá crescendo muito, né, mano?
E tem muito espaço para crescer nesse meio. Pupilinho, bairro do Pupilinho é New Bridge. Não tem Ponte Nova, não tem, não tem academia em Ponte Nova.
Já tem aluno aqui querendo, mas não tem.
Vai ver que tu vai ser o dono da filial de Ponte Nova, hein?
Aí, ó, é a faixa branca, pô. É, pega azul e estudava para branca.
Pelo menos Pupili é bom de administração. É boa, Pupili é bom de Excel, né, Pupili?
Excel a gente conversa, bom já são diferentes. Cara, é que nem eu falei, mano. Eu falei, cara, eu incentivo todo mundo a vir, mano. Tô nem aí, velho. Vai, vai para fora, vai para, mano, vai para Irlanda que tem espaço. Se alguém perguntar para mim, ó, tem espaço? Tem, mano. Vai lá abrir uma academia, cara. Que nem eu falei para você, mano, eu sou a favor disso, de vir pessoas novas de equipes diferentes, porque quanto mais academia abrir boa, eu vou, eu vou sair da minha zona de conforto, eu vou trabalhar mais para eu crescer, entendeu?
Eu não vou ficar, nossa, eu tô com medo porque o cara vai abrir academia. Porra, abriu uma academia, mano, o cara pode abrir do meu lado, mano, meu trabalho vai continuar, eu vou mostrar o meu trabalho e vou evoluir mais que o cara, eu vou me aprofundar no estudo, vou fazer isso, entendeu? Quem quer mais, né, entendeu? Então eu acho que é bom, velho, e tem que vir, mano, e vai crescer cada vez mais. Sim, aqui já tem, pessoal fica aqui, já tem muito espaço ainda, tem, mano.
Ixi, o que falta é Problema da Irlanda é esse, né, questão de infraestrutura, né, que mesmo assim ainda tem muita gente tendo dificuldade de achar espaço, né.
É porque acho que é difícil, cara, não aluga assim o espaço fácil, mas conforme vai indo o pessoal vai abrindo, vai. É bom, mano, é bom ter bastante academia, porque depois quando tiver bastante academia cheia os cara vai escolher só as melhores. Aí daí que vai começar o problema, porque ah não, você vai ter que melhorar. Qual vai ser a melhor? O cara fala, pô, treinar com o Galinha é melhor, treinar ali é melhor. Pô, ali é melhor, então vou melhorar aqui.
Então vai evolução, sabe, é constante, mano. Então você vai evoluir, é igual jiu-jitsu, você vai lutar com o cara, aí você pergunta, o cara dá resposta, você pergunta, a resposta, vai lutando ali. Eu dou tiro, ele devolve tiro. Chega uma hora que a munição acabou, eu tô aqui, ó, entendeu? É isso aí, é isso aí, mano.
Diga, como tá de mensagem?
Temos mensagem no chat.
Podemos ver as mensagens, mestrão? Bora ver as mensagens. Antes de vermos as mensagens e perguntas, quero dizer que o Talkendo Podcast é um oferecimento de Gaúchos Açaí Burgers e muito mais, e CI Irlanda, ensino superior na Irlanda. Deixa eu ver aqui, pera aí, pera aí.
Pô, mas aproveitar que a gente tá com mestrão aqui falando de jiu-jitsu e tal. Desde o ano passado eu ouço uma história que ia ter um tal de um churrasco com jiu-jitsu e até hoje não rolou.
Aí o churrasjitsu, né?
Agilizar aí, pô. E aí, bora ou não bora aproveitar que a gente ainda tá calor aqui? Daqui a pouco vem frio, né? O churrasjitsu, pô, aí sim, uma resenha igual do Verdun.
É mesmo, vai ter espaço. É isso mesmo, vai ter espaço para o churrasco. Vai ter espaço para um churrasco lá na academia, mestre? Podia já esquematizar, né? Inaugura quando, mano?
Então tá esperando pegar a chave. Era para ser agora, dia 1º de agosto, mas só que o cara vai soldar a chave 1º de agosto, eu vou ter que adiar. Aí eu vou ver que lá tá. Então vou montar o tatame, botar as coisas lá, tudo certo aí. Mas vai ser esse mês já, esse mês de agosto a gente vai estar inaugurando. Pô, fazer um igual do Verdão ali, hein? Pô, churrasquinho e a live rodando ali, hein?
Isso é mole, só arrumar o esquema do churrasco. A live é fácil, a live a gente faz.
Caraca, meu irmão, aí sim, hein?
Dá até para fazer um podcast lá, não tá tanto. Agora a gente tem equipamento para tudo agora.
Aí sim, velho!
Não, esquematizar isso, botar o Dário para lutar de novo, dá até mais tempo, voltar da aposentadoria. Vamos lá, Aerobru mandou um beijo aqui. Valeu, Bru, beijo! A Solange aqui, ó: hoje que eu não fui tem comida, paga R$10.
Olha aí, ó, tem que pagar para nós.
A Solange manda a gente pagar R$10. Ela já é preta? Já não, né?
Ela é faixa marrom, marrom já, 4 anos de marrom já.
Já tá pegando, já daqui a pouco pega preto, né?
Quando ela ganhar o Mundial, falei para ela, vai pegar quando ganhar o Mundial.
Olívia, Olívia Luísa, BJ&J Sisters. Hi, Professor Eric!
Ah, ela pediu para eu falar.
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E aí, Luísa, como é que tá? Beijão aí para vocês aí, a Olívia e a Luísa. Ah, essas meninas são demais, nossa, velho!
Compre o livrinho da Luiza, ela é do jeito. Tem que comprar o livrinho de jiu-jitsu de colorir, muito bonitinho.
Rapaziada, comprou o livro das meninas aí, senão vou amassar vocês.
Bernardo Mota Ficarella, mestre sagrado.
Ah, é o Bernardo, a gente boa demais.
Samuel botou aqui os mestres. Leonardo Aguiar, mestrão brabo da madeira. Aí botou, Pezão lutou com os melhores do mundo.
Foi mesmo, velho.
Aí a Olivia botou aqui: you are example— não, you are our example. Daiane Calabria: um dos melhores professores que já tive. Nossa! Leonardo Aguiar: quando vai vir passar uma semana aqui em Cava, mestrão?
Aí, ó, você já vou lá, rapaziada. Vamos, vamos marcar aí que a gente vai passar uma semana lá de camp com os cara. Ô, Léo Bernardo, são embaçado aí, velho. Aí os cara da chave de perna, acho que foi eles que levaram O Bernardo ganhou a DCC esse ano, ganhou, ganhou peso absoluto. Eu conheci ele, foi em 2019, foi em 2020, eu acho, foi quando ele foi lá para Santo André. E quando eu cheguei lá, mano, eles chegaram lá, na verdade eles foram lá treinar na academia onde eu treino, né?
Aí os cara mandaram mensagem no grupo, pô, tem uns cara aqui que só deu taca de perna, taca perna, taca perna, taca perna. Eu treinava aquele tempo já com os cara, tá ligado, no Aí os cara, pô, não tô conseguindo pegar o cara. Só tinha um bochecha lá que é duro para caramba, né, que treinou com eles também, que conseguiu finalizar eles. Aí o resto tinha que pegar todo mundo, né, deixava de perna. Os cara nunca gostava de fazer, os cara era preguiçoso.
Aí os cara, o Fran mandou mensagem para mim, ô rapazão, vem aqui pegar, que você pode pegar os cara. Aí eu fui lá, aí eu fui lá, treinei com eles lá e tal, e eu acabei até machucando o joelho do Bernardo.
E assim nasceu uma grande amizade.
Nasceu uma grande amizade. Eu fui dar um suplex nele e estourou o joelho, quase estourou o joelho dele. É, mano, os cara são embaçados demais. Aí foi daí que surgiu, ó. Ele já tinha falado para mim, ó, se você estiver lá pela Europa lá, tenta ir lá e tal, não sei o quê. Aí quando eu rodei a Europa lá, que eu tava lá em Londres, aí eu mandei mensagem para eles, eles me ajudaram a entrar aqui a primeira vez e me deram ajuda aí para estar aqui hoje, mano.
Eles te ajudaram a vir para Irlanda, né?
Foi, foi.
Mas tu chegou a passar por Londres, Portugal e Paris também, né?
Foi Portugal, Paris e Londres. Aí até cair aqui, até cair aqui. Eu tava quase indo embora de Londres, aí eu falei com eles, ele falou, não, pode vir para cá que a gente vai te ajudar. Eles me ajudaram em tudo, mano.
Top, maneiro demais, viu, moleque? Tô sempre conto com eles, tá sempre, então sempre na atividade, né? A última vez que eu vi Bernardo foi no workshop no Polaris. Agora não lembro qual foi a ordem, mas eu vi eles nos dois.
Eles estão, estão com academia agora, né, em Caldas estourada aí. E cava, JS cava, os cara tão, é, mano, é os cara que também tem um exemplo de aula, mano. Se você for ver aula dele lá, é bem assim alinhado, fazendo tudo certinho. Ainda não assisti aula dele, pessoal educado, questão do judô, né? Sim, mas são bem, a aula é bem sinistra. Eu vou rolar com os brancadeiros, então vai, você vê, rola com os brancadeiros, faz tudo básico, tudo certinho.
É dedicação, cara, treino. E você, mano, você tem que gostar, mano. Tem que gostar que você faz, mano. Não vai só pelo dinheiro não, porque hoje em dia abre academia que dá dinheiro, mano. Beleza, dá dinheiro, mas só que você tem que trabalhar, você tem que gostar que você faz. Não abre academia só por abrir pelo dinheiro, mas vou abrir porque— só que você sabe o peso que tem que você abrir uma academia, mano, que você é, você faz parte da criação de uma criança e você faz a parte da formação de um homem também, né?
O cara já tá mais velho ali, tem cara que tá passando por uma dificuldade, cara. É, eu abri academia agora, né? A gente tá, eu botei o Instagram para fazer academia e tal. Tinha um cara, um indiano, velho, que ele é o Nimo. É, ele treinou com a gente, treinou comigo na Blue Grappling. Aí depois eu saí da Blue Grappling, fui para Fiana, ele foi lá dar aula, ele foi lá treinar também. Aí depois, quando eu vim para JS dar aula aqui, ele veio.
Aí todo mundo ficava falando, ah, esse cara é louco, não sei o quê, porque é o jeito dele, né? Aí sempre eu trocava ideia com ele, mano. Aí beleza, mas trocava ideia com ele assim, ele perguntava as coisas, eu conversava com ele. Aí pensava umas coisas pessoal, prestava umas opiniões, eu falava com ele. Aí beleza, ele sumiu. Aí agora que eu mostrei lá, ele mandou mensagem do Instagram. É, pô, gostaria muito de estar treinando com o Professor Hélio.
Tô muito feliz de estar abrindo academia, eu quero treinar com ele e tal. Ele foi o cara que me ajudou numa fase difícil que eu tava da minha vida, que eu tava com depressão, ele falou. E pô, hoje eu tô bem, graças a Deus, tô trabalhando, fazendo umas coisas boas aqui. Eu quero voltar a treinar, mas eu vou voltar com ele porque ele me ajudou bastante, tá ligado? Eu falei, caramba, velho, às vezes uma conversa que você tem com uma pessoa te Ajuda, né, mano?
E eu nem sabia, mano, tinha esquecido. Eu só falei por falar, sabe? Tipo, conversei com ele assim, falei o que tinha que falar da forma que eu falo, sabe? Então, tipo, ajudou, sabe? Às vezes uma conversa que você tem com uma pessoa, de chegar com ela e só falar, porra, não, mano.
Já me ajudou também. Uma vez eu cheguei zoadão também no treino, aí eu falei, Dombele! Não, mandou, não, falou assim, mano, mas o jiu-jitsu é jiu-jitsu. Jiu-jitsu vai te ajudar a trocar.
E é verdade, é, eu lembrei, naquela época lá do tontiadasso, chegou lá, pá, falei, cara, muxim, velho, jiu-jitsu que vai te salvar, Felipe. Pior que é mesmo, mano, tudo, ó, tudo que vai acontecer na sua vida, se você treinar jiu-jitsu igual eu, pode acontecer tudo, um monte de coisa na minha vida. O que que eu vou fazer? Eu vou botar meu kimono e vou para o tatame. O jiu-jitsu vai te ajudar, mano. Ele vai te ajudar a se controlar, ele vai te ajudar a pensar, a calcular o que você vai fazer, ele vai te ajudar se vale a pena ou não fazer alguma coisa, ele vai te ajudar ali se você vai ficar com raiva ou não, entendeu?
Você vai treinar, você vai esvaziar a cabeça, você vai treinar, você vai sair, vai ter a resenha do vestiário que sempre tem, a resenha, tem que ter resenha, mano. E é uma, te ajuda de tudo, mano. O jiu-jitsu é uma coisa que é, mano, é um esporte incrível que vai te Mano, tudo que você for fazer vai te ajudar, é outro mundo, velho. Você chega aqui, você treina jiu-jitsu, você consegue trabalho, você consegue, mano, contato, velho, entendeu?
Contato para caramba, contato para caramba, velho. Você viu, jiu-jitsu é uma, nossa, velho, é da hora, velho, é uma seita muito da hora.
Feliz aniversário do jiu-jitsu!
Não pode, Pupili, tem que treinar, cara, não interessa. Assim, meu caso aí é motivo de força maior porque eu não tenho uma escola perto.
Aí, ó, mora quase uma hora daqui. New Bridge é longe para porra.
Uma hora. E lá no Rio, como é que fazia? Quanto tempo?
A gente começou a treinar aqui, a gente não treinava no Brasil. Porra, Pupili, a última mensagem aqui é do Bernardo, que ele manda: mestrão, fala aí um pouco do campeonato do Republic of Jiu-Jitsu.
Ah, é, eu vou estar lutando, fui convidado para lutar o campeonato agora do Republic of Jiu-Jitsu. É dia 29 de agosto, eu vou estar lá lutando. Os caras chamaram os melhores da Irlanda e me colocaram. Aí tem vários caras duros lá, né? São 8 pessoas. Aí fizeram uma seletiva e botaram os últimos 2, e os primeiros, sei lá, que eles colocaram foram escolhidos a dedo. E me chamaram para lutar lá, vai ser sem kimono, dia 29. E vamos lá, né? Então pagando uma boleta para o campeão lá e vamos para cima.
Vai ter dinheiro, vai ter dinheiro.
Mas vão pagar 2.500 euros se ganhar.
Pô, maneiro!
3 lutinhas ali e eu tô treinando, né, mano?
Para sair na mão, tá tentando sair na mão.
É o que nós vamos fazer, né?
Sair na mão de graça.
Aí até paga, né, para sair na mão lá.
Mas falei, pô, às vezes eu fui zoar, viado, fiz lá os crossfiteiros que tava correndo na rua. Eu falei, ah lá, paga para correr na rua. Pô, me vem a Laura, a Laura 10 minutos depois. Porra, tu paga para apanhar, cara.
Paga para apanhar, mano. Paga para apanhar, ainda faz o privado.
E a gente volta no dia seguinte.
Tem cara que o gringo faz o privado, aula privada para apanhar. Tem cara que faz uma hora de rola. Vem fazer treino? Beleza. Aí vai, o que que quer aprender? Não, quero só fazer uns treino aí. Não, mas pode amassar.
Vai, cara.
Ah, tem uma situação lá que aconteceu ali na, lá no Eu acho que ele tá até assistindo aí. Eu conheci um pessoal legal lá em Sorocaba, lá foi o Lucas Tacano, né, e o Doni lá, os cara que eu tava treinando lá da Zerte, né, tá na Zona Norte de Sorocaba. Os cara me acolheram lá, tá ligado. Aí eu tava treinando, entrando com os moleque e tal, fazendo uma aula só a gente. Aí chegou um tempo, né, antes de eu ir embora, o Doni, né, chegou e falou assim Ô, ô, mano, é faixa marrom, pretinho baixinho, chama de buiú.
Aí ele pegou e falou assim, ô, ô, mano, vem aí como se tivesse na competição. Falei, mano, não, pode mandar, bicho de neguinho desacreditado. Cara, eu dei um cacete nesse moleque. Nossa, eu finalizava ele assim, nossa, eu fico até meio que assim, né? Aí o professor deu tacada, falou, vai falando, mano, esse cara não tem noção das coisas que ele faz, mano, tá ligado? Eu fiz uns treinos duro lá, mano, lá em Sorocaba. Tava outra academia lá, a 50 Fight, né, que o meu amigo lá, o Felipe, dá aula.
Os cara é duro ali, mano, guerra, mano. Porra, o bagulho é louco, hein, mano. Mas já era longe, já era para Zona Sul. Eu tava na Zona Norte, era para Zona Sul já. Os cara lá, mano, primeiro dia que eu fui lá, mano, os cara queria me engolir, filho. Teve um grandão lá que me jogou na parede. Ele entrou assim da boa, assim, golega em mim, mano. Aí foi engraçado que ele, cara, gente boa, né? Eu conheci ele depois. Aí me chamou para rolar, vamos enrolar, grandão.
Beleza. Aí começou embaixo, ele engatou na single leg, eu levantei, aí sabe, me empurrando para parede assim, ó. Aí me bateu pá na parede assim, onde tava filmando, né? Ação, Júnior, para mim assim, ó. Olhou para mim assim, eu falei, caramba, falei, vou botar para torar. Peguei, eu dei um armlock nele, filho. Ele não queria bater, mas quase quebra os braços do cara. Nossa, cara, é. Aí ele, eu tava pegando ali, pô, mas quase eu saio.
Eu falei, é, quase eu saio. Desafio, mano, desculpa dizer.
Muito desafio, mano, muito desafio, velho. Da hora.
E aí, tem previsão de voltar ao Brasil agora? Só esperar Solange vir mesmo?
É, vou trazer a Solange agora. Eu vou Agora tem academia, né? Agora academia, dedicar na academia, dedicar também na minha marca, né? Manauara Style. Vou tá fazendo camiseta. A próxima que vai sair é a Don't Be Lazy, né? Que é a frase clássica, a clássica, né, do Manauara. Vai sair o Don't Be Lazy. Eu tô fazendo sensacional, velho, camiseta. E eu tô querendo fazer muita coisa, cara. Camiseta, eu quero fazer, eu quero montar a marca de roupa de streetwear, né?
E cabeçais e calça. Eu quero fazer touca, fazer boné, essas coisas que é o estilão que eu gosto, né? Sim, sim, sim, gosto desse estilo.
É maneiro, pô, é maneiro.
É roupa larga e essas coisas aí.
Agora, Eric é professor, empresário, modelo.
Modelo, é.
E aí, vamos embora, vamos para cima.
E vamos para cima. E trazer a Solange, eu sei que fixar todas as coisas, eu vou estar trazendo minha neném também, que, pô, já tá com saudade já também, mano.
Aqui, rapaz, já tá com saudade já, mano. Mestrão, acabaram as mensagens aqui. Teve alguma pergunta que eu não fiz que você gostaria de ter respondido?
Cara, não, não.
O Pilin, você tem pergunta?
Não tem.
O Bernardo botou aqui, ó: e o ombro, como tá, mestrão?
Vixe, foi mesmo massa a situação aí. Você não viu? Não, eu tava lutando lá na semi do absoluto. Aí que aconteceu, o cara pegou, é, berimbolou na minha perna para dar calcanhar. Aí eu fui para fora, chegou fora, o juiz falou parou. Aí ele pegou na minha cintura, abraçou lá fora. Aí o juiz falou parou, aí parou. Aí beleza, aí pediu para voltar para o meio tatame. Aí ele foi me levando, aí eu fui andando assim como para cima, mano.
Quando chegou no meio do tatame, ele me levantou e me jogou e Eu caí em cima do ombro, quase desloca meu ombro. Aí o juiz teve que bater na corda dele para ele parar. Aí quase desloca o meu ombro, meu ombro tá doendo ainda. Tô treinando assim, eu passo a fita, né, e vou treinar, e vou treinar só de um lado. Aí machucou, mano, para caramba, velho. Lutei, eu perdi, ombro zoado, mano. Mas aí agora recuperar, vou fazer, eu vou ver se semana eu consigo no fisioterapeuta, porque dia 29 de agosto eu tenho uma guerra, né, tem uma guerra, né, uma guerrinha aí. Vai pegar, acabar pegando o pé também. É verdade, vamos para cima.
Então, Eric Souza, o que é a vida?
O que é a vida agora? Minha vida e a vida da minha mulher é a Luna Naomi, né? É a nossa neném, que graças a Deus aí veio para nossa vida e só trouxe alegria. E também vai ser uma lutadora aí, juditeira braba.
É isso aí, mestrão. Obrigado, irmão. Obrigado, Eric Souza. Mestrão, suas considerações aí, dá teu recado e vamos que vamos.
Primeiramente, só quero agradecer a Deus aí por mais uma vez aí eu tá voltando, né? Agradecer também ao pessoal que me ajudou a estar aqui hoje, o Alauro, Jorge, o Thiago, que me ajudaram a vir aí. Agradecer a minha mulher e a minha neném, né, que estão me dando força aí para continuar a jornada aqui, mesmo estando longe. E já já a gente tá aí junto. Te amo! É isso aí, valeu, meu bom, tamo junto, mestrão! Valeu, valeu, pessoal da live aí, quem vai vir do futuro também, é, quem futura aí.
Muito obrigado aí todo mundo que é agradecer todo mundo que nos assistiu até aí, que nos acompanhou até agora. Tá, pessoal que tá vindo do futuro aí, que nem assistindo episódio depois, muita gente assiste depois, não deixa de se inscrever. Eu acho que agora falta menos, né, para a gente chegar aos 6 mil, né, Pupilinho? Faltou menos de 10 aí, menos de 10. Então você que tá chegando aí, esses que não tá inscrito, se inscreve aí, ajuda a gente a bater. Senta o dedão aí, bater 6 mil aí, inscrito no YouTube.
Senta o dedão aí que o Pupilinho tá esperando.
Quinta-feira a gente está de volta. Essa semana estão 2 episódios do Toqueando, então nos aguarde aí quinta-feira. Espero vocês aqui no mesmo horário, no mesmo canal. Então é isso, né, filhinho? Valeu, valeu, Ericão! Tamo junto, mestre! Até a próxima e até quinta-feira. Esse foi o Toqueando Podcast. Uma boa noite, valeu, gente!
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