França x Espanha e Inglaterra x Argentina: o que esperar das semis e quem faz a final da Copa do Mundo - Linha de Passe
No Linha de Passe deste domingo (12), nossos comentaristas analisaram tudo da reta final de Copa e avaliaram o peso das semifinais com quatro gigantes. Vem com a gente!
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A hora é agora, foi minha esposa.
E ele passa, a gente entra antes no YouTube. E aí quando a gente começa na ESPN, no Disney Plus, já tem um debate que no caso é Inglaterra e Argentina, mas não o scratch formado por 11 jogadores, e sim um trio, uma banda de com 4 integrantes. O rock inglês, segundo o Jean Odi, não leva pau para o rock argentino.
Eu só falei que não precisa desprezar e menosprezar o rock argentino, como me parece que alguém fez.
Foi tema do podcast.
Olha só, vocês já sentiram como é a vibe do Linha de Passe neste domingo? Um abraço ao Léo Bertozzi, ao Jean Odi, ao Jailson Vilas Boas e ao Eugênio Leão. Aqui é só um oi, é o salve. A gente vai fazer uma pausa, vamos voltar para o YouTube. Pior que tem assunto, hein? Dá discussão. E aí na volta a gente vai falar dessas semifinais. 4 times que já venceram a Copa, isso não acontecia desde 1990, de 4 semifinalistas campeões para aumentar a sua galeria. Quem chega mais forte?
A gente faz uma pausa e volta já.
Estamos de volta para começar o programa. Léo Bertozzi, muito boa noite. 4 campeões na semifinal, tá animado, Léo? Tô super.
Opa, sabe que quando a FIFA mudou este critério para se os 4 melhores do ranking fossem primeiros e cruzarem nas semifinais, talvez nem ela acreditasse que desse tão certo assim, no sentido de que todo mundo ia chegar, porque sempre tem uma zebrinha, né? E se tem uma fase a mais de mata-mata, teoricamente a chance de dar mais zebras é maior. Só que não tivemos tanta zebra assim. Teve uma ou outra, Paraguai tirando a Alemanha. Você pode considerar que pelo tamanho histórico do Brasil, o Brasil sair para Noruega É uma certa zebra também, mas no geral, com mais ou menos dificuldade, as potências foram passando e elas vão ficar frente a frente.
Então, a gente estava fazendo mais cedo no podcast o exercício de tentar entender se são, de fato, as maiores semifinais desde 90. Porque as de 90 são as dos últimos com 4 campeões, né? Que ali era Argentina e Itália, que tinha o Maradona em Nápoles, na sua casa, então era espetacular como narrativa. E Alemanha e Inglaterra, que já era uma rivalidade histórica, tinha pouco mais de duas décadas depois da final polêmica de 66, já era uma rivalidade histórica por si só.
Aí eu tentei pensar, 2006 foi Alemanha e Itália na Alemanha e França e Portugal, mas Portugal sem o mesmo peso ainda. E 2014 aqui no Brasil, 2014 aqui no Brasil foi Alemanha e Brasil, que foi final, e Argentina e Holanda, que também foi final.
Com a ótima Holanda, que era vice da última Copa.
Com a chance de um Brasil e Argentina no Maracanã decidindo a Copa do Mundo. Então, eu acho que é a que mais se aproxima. Mas acho que essa é maior ainda, porque são 4 campeões mundiais e são as 4 melhores seleções da Copa, pelo menos na nossa projeção prévia. Se você discutisse aqui quais são as 4 melhores seleções da Copa, eu acho que a maioria ia concordar que são essas. Então, no final das contas, é o que a gente imaginava que fossem as 4.
Chegaram, umas jogando melhor, outras nem tanto, umas aos trancos e barrancos, estou falando da Argentina, outras jogando fino, estou falando da França, mas elas chegaram. Então acho que as histórias estão aí para ser contadas e vão ser grandes jogos. França e Espanha com histórico recente de mata-matas entre elas em outras competições, só que uma coisa os resultados dizem e outras a forma diz, e elas dizem coisas diferentes, porque a Espanha ganhou os últimos jogos Mas a França está jogando melhor.
E Argentina e Inglaterra, cara, tem tanta história em torno disso, tem tanta, tanta coisa para contar, para falar em torno disso, que dá para fazer um programa só disso. Então eu acho que, colocando tudo na balança, eu acho que são as maiores semifinais desde 90. E ponderando que 90 foi uma Copa ruim tecnicamente, que foi a Copa que mudou a história do futebol, que era um futebol tão defensivo, tão para trás, que as regras mudaram a partir dali.
Acabou bola recuada pro goleiro, vitória passou a valer 3 pontos, o impedimento em mesma linha passou a não ser impedimento. Então assim, os duelos eram legais, mas o jogo não era tão legal. Então eu tendo a achar que essa é a maior semifinal desde então.
Olha, eu vou girar todos vocês. Tem um tema que o Léo passou que esse vai virar um debate mais pra frente, que é essa história da: são as 4 melhores mesmo? Porque quando o Léo falou, eu não sei se foi o Jean ou o Jair só que fez um E aí eu vou querer saber, porque aí a gente amplia para eventualmente quem não chegou, discordância. Jean, são as semifinais mais pesadas desde 90? Jean, boa noite.
Boa noite, boa noite, Felipe. Boa noite a todos. Eu acho que são as mais pesadas, certamente, né? Até pela grandeza do confronto, acho que assim, entre Inglaterra e Argentina, que não tem necessariamente a ver com a grandeza das seleções, mas tem a ver com o embate entre elas, né? É uma semifinal muito pesada, é uma semifinal muito grande. Acho que o Escaloni tratou inclusive, né, de na coletiva dele sempre muito sereno, sempre muito sóbrio, e falar: não, não, não, não, vamos para o lado esportivo.
Ele falou: vamos parar, vamos parar, isso aqui é esporte, trata-se de um jogo de futebol, nós estamos falando de um jogo de futebol e é apenas um jogo de futebol. E acho que ele foi bem, né, para também não trazer toda, todas as questões políticas, Malvinas, etc. e tudo mais. Mas de qualquer maneira a gente sabe que essa rivalidade acaba criando sim uma atração maior para semifinal. Então acho que as semifinais são gigantes. E acho que em relação a serem as 4 melhores, pode entrar já nessa, uma passadinha.
Eu acho que assim, o que a gente pode discutir depois é se são os 4 melhores elencos, porque eu até via, e eu tô de acordo que a gente pode dizer maiores barra melhores, juntando as duas coisas, né, qualidade de seleção mais tamanho, camisa. Porque acho que havia muitas dúvidas em relação à Argentina no começo da Copa do Mundo. Por razões físicas, pelos adversários que enfrentou, pelo fato do Messi tá com 39 anos e a gente não saber se ele podia jogar no nível que ele tá jogando.
E ele tá comprovando tudo. E você tinha Portugal podendo cair ali naquele quadrante. E Portugal, o elenco de Portugal é um elenco muito forte. Eu não tô falando de Cristiano Ronaldo, não tô entrando nessa, como diria Paulo Calçade, Cristiano Ronaldo, Messi, mas tô falando da qualidade do elenco de Portugal, que talvez a gente possa olhar e dizer, pô, Portugal tinha mais jogadores, mais elenco do que a seleção argentina. Não acho absurdo quem imagina a coisa nesse caminho, mas no fim das contas eu acho que é um pouco na linha do que disse o Léo, de que são as semifinais que todo mundo, que todo mundo não, que a FIFA provavelmente estava esperando, talvez imaginando um Brasil também podendo passar ali pela Inglaterra na parte de cima e tudo mais.
E só uma curiosidade para encerrar, Eu fiz uma enquetezinha no Twitter no começo do dia e é impressionante que apesar de semifinais tão pesadas, na opinião das pessoas, o favoritismo tá muito claro dos dois lados, porque mais de 50%, né, são 4 alternativas evidentemente, e mais de 50% aposta na mesma semifinal, na mesma final, que é França-Inglaterra. 54% apostam em França-Inglaterra. 21% França e Argentina, 17% Espanha e Inglaterra, e apenas 8% apostando em Espanha e Argentina. Eu acho que esses percentuais mais ou menos fazem sentido, são compreensíveis.
Jailson, tá animado para esses jogos?
Muita coisa!
É mesmo?
Boa noite, Jailson. Boa noite, Motta. Boa noite, companheiros. Boa noite aos fãs de esporte. Muita coisa, bem empolgado, até porque para mim, né, de fato Tendo em vista que Portugal foi uma grande decepção, sinceramente, até pelo futebol, a falta do futebol apresentado, né, para falar a verdade. Então eu acredito sim que são as 4 seleções que desempenharam um bom futebol em determinado momento, né, tirando a França, né. Vamos colocar assim, a França acima das outras 3.
A França saiu atropelando todo mundo, a Argentina da sua forma, mas com um dos maiores jogadores da história que várias vezes durante essa campanha pegou a bola, colocou embaixo do braço e chamou o time para conseguir ali viradas históricas, por exemplo, como por exemplo o que foi contra o Egito e alguns outros resultados ali na bacia das almas, mas passou. É, das 4 seleções a gente pode falar que a Argentina talvez seja que tá, esteja passando mais dificuldade, né?
Mas de resto, a Inglaterra, a gente pode falar do Tuchel também por conta da briga que ele comprou com a imprensa inglesa quando saiu a convocação E ele provando em jogos físicos, né? Ele prova contra o México, prova agora também na última partida, jogos físicos, esses embates contra Noruega também, que foi ali não só na qualidade técnica, precisava de alguns caras saudáveis, né? Vamos falar a realidade. E a França, como eu já falei, a Espanha crescendo um pouco também, né, nesse sentido.
Para mim, o De La Fuente mostrando como ele tem o time na mão, que ele tira o Pedri da equipe titular agora, né, nas quartas de final. Um susto ali. E o cara que ele colocou no lugar, que era o Fabián Ruiz, chega e faz o gol, o primeiro gol ali da partida. Então, como esses técnicos também muitas vezes já sabem o que esperar de cada jogador em cada momento. Por exemplo, toda vez ele coloca o Merino, sabendo dessa veia artilheira do Merino, que o Arteta ali descobre o centroavante no Arsenal.
E o Merino como esse cara que pode entregar duas funções sendo um cara só. Ó, preciso de mais marcação, vou colocar o Merino que ele vai me entregar um cara a mais de meio-campo, mas eu vou precisar de um cara infiltrando na área. Vem cá, Merino, você pode fazer os dois, por favor? E o Merino vai te entregar. Então assim, tirando a França, que para mim aí eu tô com os companheiros ali do Jean Odd da rede social, é, para mim a França tá acima, eu já colocaria, né?
Mesmo sendo um enfrentamento muito difícil que a gente vai discorrer sobre aqui, mas eu colocaria isso, a França e os outros 3. Um pouco ali, um patamar mais abaixo.
Geralmente quando a gente gira aqui o Boa Noite inicial, o último do Boa Noite é quando começa verdadeiramente o debate. Então para você, Eugênio, eu quero trazer esse ponto do si para você. São, e eu acho que tem duas formas de encarar, né, se são os 4 melhores do ponto de vista de futebol apresentado ou de tamanho até prévio daquele que a gente antecipava, poxa, Os 4, tanto que o ranking diz isso, temos 1, 2, 3 e 4 no ranking da FIFA.
São os maiores barra melhores na semifinal da Copa do Mundo? Eugênio, boa noite.
Boa noite, Felipe, Jailson, Jean, Léo, fãs de esporte. Você me permite só antes de entrar no caminho abrir um parênteses aqui? Porque eu não sei se a gente vai ter lá na frente espaço para isso. Eu queria falar sobre a coluna de hoje na Folha do Tostão.
Então manda ver.
Só assim, babar, babar em cima da coluna dele, porque ele é uma grande referência, ele é um campeão do mundo, foi um jogador importantíssimo no maior time, na maior seleção brasileira de todos os tempos, e participou aqui, né, foi comentarista aqui da ESPN e mantém essa coluna na Folha. E foi uma alegria muito grande perceber que ele enxerga, entende a questão do futebol brasileiro da mesma forma que a gente aqui, sem— claro que não existe nunca unanimidade aqui, mas com uma visão muito parecida com coisas que a gente defendeu aqui ao longo da Copa.
E ele é uma referência, foi uma referência dentro de campo, é uma referência fora de campo. Não conheço pessoalmente, não tenho essa honra de conhecer, mas fico muito feliz de ler traduzido brilhantemente em algumas linhas um pensamento que a gente batalhou aqui durante a Copa para falar. Endosso. Vamos lá, aqui no Mundo F, né, o Léo participa diariamente, a gente tinha antes da Copa, né, como é que era o nome? É o Power Ranking da Copa.
A gente sempre, a cada, sei lá, a cada mês ou a cada 2 semanas, fazia lá quais são as seleções mais fortes e tal. Eu participei acho que 2 vezes e eu colocava assim, Espanha, França, Argentina. O quarto eu deixava sempre meio no ar, porque podia ser Inglaterra, podia ser Portugal, podia ser, quem sabe, dependendo do que acontecia, uma Holanda. Nunca coloquei o Brasil entre as 4, tá? Mas o que a gente tem ali não é surpresa nenhuma, a Inglaterra completar esse quarteto.
Só que durante a Copa, né, a França toma a frente, a França é a grande favorita à conquista do título. Eu só tenho ali a Espanha e Argentina, que são equipes que gostam da bola, que acho que é um ponto para a gente debater a importância de você gostar da bola. Embora ontem a Argentina não tenha ficado tanto com a posse de bola, mas a importância de equipes que saibam trabalhar a posse de bola, saibam o que fazer uma vez de posse da bola, pensando para o dia a dia do futebol brasileiro, porque no futebol brasileiro E nas categorias de base do futebol brasileiro que a gente vai fazer isso chegar na seleção.
E essas duas seleções têm essa característica muito forte. E a Inglaterra, que chegou porque tem qualidade no elenco. Acima de tudo, tem qualidade no elenco. Eu acho que a classificação dela ontem passa muito pelo banco de reservas. Quando você consegue ir pra prorrogação com o time que você tira do banco minutos antes da prorrogação, contra uma Noruega que deu o máximo que tinha, mas não tinha mais de onde tirar, Aí você tira do banco esse, você tira do banco, corrigir alterações que no primeiro momento não deram certo.
É verdade, né?
Depois ele corrige, passa o Luis James para direita, e ele consegue começar a prorrogação com um time que é absurdo, sim, e com 5 jogadores que saíram do banco de reservas para consertar aquele time ali. Então acho que ela se fez valer da profundidade de elenco, que é algo muito importante numa Copa do Mundo. A gente pode pensar que não, que 11 titulares futebol de hoje se joga com 11 mais 5, ou de repente na prorrogação mais 6 que saiu do banco.
Isso é fundamental para manter a equipe competitiva e para mudar o jogo nos momentos que você tá abaixo do adversário. Então é merecida a posição da Inglaterra? Acho que sim. São os times que durante a Copa, esses 3 primeiros confirmaram a minha expectativa, e a Inglaterra mostrou que aprendeu a jogar vivendo e aprendendo a jogar. A Inglaterra foi um time nas últimas Copas que tinha muita expectativa, mas não tinha poder de decisão falhava nessa hora.
Contra o México, ela deu a virada. E contra a Noruega, ela mostrou que manteve essa capacidade de decisão. Então é muito justa a chegada da Inglaterra entre os 4.
Deixa eu fazer uma pergunta pra vocês. O Power Ranking geralmente fica 1, 2, 3, 4. É tipo ranking mesmo, não é prateleira, né?
Não, não.
Então deixa eu trazer a visão de apresentador do EsporteCenter. Comanda muito o Caracara e Tati e tal. Eu fiz alguns com variados comentaristas. Geralmente trabalho muito com o André Kifuri e o Gusttavus Upach, mas fiz com outros. E era quase uma unanimidade assim: França e Espanha na primeira prateleira, Argentina com uma interrogação desse ciclo meio fantasma, pô, nunca, não me lembro de uma seleção escondendo um pouco o jogo e tal.
E a terceira prateleira, a Inglaterra sempre era, mas puxavam o resto do bolo junto.
Assim, a Inglaterra, mas tem Portugal, Brasil, Alemanha, Holanda, tem uma galera ali.
É isso assim para vocês? Era isso? O que o jogo na Copa mudou essa terceira prateleira para Inglaterra chegar?
A consistência, a capacidade de sair de situações difíceis. A Inglaterra nessa fase de mata-mata, ela, 2 jogos que ela ganha são de virada e o outro é um jogo em que ela resiste um segundo tempo com jogador a menos no campo do adversário. Então assim, foram 3 testes de caráter, caráter no sentido de entrega, de personalidade, né? E o time superou. E a Inglaterra foi sempre questionada por isso, né? De na hora H, cadê a Inglaterra, né?
Cadê a Inglaterra que aparece, que decide, que se apresenta nos grandes momentos? E esse time tem apresentado isso. Então eu acho até que em alguns momentos a Espanha tava no topo e a França vindo atrás, até porque a França ganhou os últimos embates, né? E só que a Copa subverteu isso porque ninguém joga mais bola que a França nessa Copa do Mundo. Só que a Inglaterra faz por merecer estar aí, até pelo que os outros não fizeram.
Porque é isso, Portugal foi uma grande decepção, o Brasil não conseguiu ir longe, a Alemanha muito menos. Então assim, a Holanda também caiu cedo. Então quem poderia ocupar esse buraco aqui do 4º colocado não ocupou. E a Argentina, queira ou não, está indo. Mas ela não— É curioso, a Argentina está na semifinal, mas ela nunca tirou as dúvidas que a gente tinha. A gente continua com as mesmas dúvidas.
E ela pode ser campeã do mundo e você manter suas dúvidas.
É porque assim, é isso, o ciclo, você pega o último ano do ciclo, acabou a eliminatória, último jogo que a Argentina perdeu foi pro Equador, né? Depois disso, os jogos são Angola, Mauritânia, Zâmbia, Honduras, e o único europeu que ela enfrentou no ciclo inteiro foi a Islândia no último jogo antes da Copa. Quer dizer, a gente não teve a finalíssima porque a Argentina fez de tudo para não ter, no final das contas, né, depois da crise no Oriente Médio.
E então assim, a gente não viu, e agora que viu, a gente não conseguiu tirar a dúvida também.
Eu acho que assim, em relação à Argentina, a dúvida que foi sanada foi a dúvida, e parece uma loucura falar, a dúvida em relação ao Lionel Messi. Mas não é uma loucura, não é uma loucura, porque assim, é um jogador de 39 anos.
Então como a gente não tá vendo competir em alto nível toda semana, a gente sabe, não tá numa das ligas principais do mundo.
A gente não vê competir o tempo todo. Ainda que compita em alto nível, significa menos do que se ele tivesse competindo em alto nível, sei lá, no futebol europeu, por exemplo, nas principais ligas da Europa. Então eu acho que a dúvida em relação ao Messi era normal e essa foi desfeita. É claro que com esse acúmulo de minutos, com esse acúmulo de prorrogações, com esse acúmulo de jogos do jeito que estão sendo os jogos da Argentina, isso pode cobrar uma conta para o Messi. Mas eu acho que ele desfez qualquer dúvida.
Eu acho que chegar até aqui, e a seleção que chega numa semifinal de Copa do Mundo, não dá para cobrar nada mais.
Exato, exatamente. Então assim, ele entregou, cara, ele entregou. E acho que assim, as dúvidas eram normais, porque olha o Cristiano Ronaldo, olha o Cristiano Ronaldo. Beleza, tem mais idade, mas ele não consegue já entregar o que a gente sabia que o Cristiano Ronaldo entregava. Tem o caso do Neymar, que é completamente atípico, jogador fora de forma, mas que também por estar fora de forma não conseguiu entregar nada. Eu acho que o caso do Messi, no fim das contas, ele entregou, ele respondeu, e se sair agora, a dúvida já terá sido desfeita com ok.
Eu, a única coisa que eu acho que assim, a Inglaterra tem tudo que o Léo falou, a beleza, passar por situações difíceis, capacidade de decisão indiscutível dos seus dois craques, dos seus dois grandes jogadores, e isso faz uma diferença enorme. Mas eu ainda acho que no futebol jogado, e claro que a gente tem um olhar mais rigoroso para Argentina, porque Argentina sofreu e sofreu muito em todos os jogos. A Inglaterra sofreu em contextos que de alguma maneira nos permitem dizer, bom, mas ela tava jogando contra o México fora de casa, naquele estádio, com jogador a menos.
A Noruega que eliminou o Brasil. Mas o que eu quero dizer é, a Inglaterra ela passou por Congo, México e Noruega. Não é um dos caminhos mais temerosos que você pode ter para chegar a uma semifinal de Copa do Mundo. E não acho que ela dominou nenhum dos jogos, que ela foi absolutamente superior em nenhum dos jogos.
Então eu acho que do ponto de vista do futebol, o técnico deles concorda com você. É isso que ele falou ontem. Nem contra o México ela foi superior.
Não, é o jogo inteiro que nos faz destacar.
Então foi que o México foi superior à Inglaterra?
Eu achei que foi.
Eu só não lembro do primeiro tempo. Sim, sim. Se você lembrar, no momento que a Inglaterra faz 2 gols quase na sequência, o México tava criando mais.
Sim.
Aí a Inglaterra faz os 2 gols, o México faz o primeiro e perde 4 chances, e perde 4 chances. E o Pickford salva a Inglaterra naquele final de primeiro tempo. E no segundo tempo, claro que ela não ia ser superior, aí justamente por conta das expulsões, porque ela tinha um jogador a menos. Mas independente dos contextos, o fato para mim é esse: foram jogos contra Congo, México e Noruega, e em nenhum deles a gente fala a Inglaterra dominou, a Inglaterra amassou, a Inglaterra— quer dizer, em nenhum deles ela fez o que a França faz em todos os jogos.
Acho que essa é a questão. E não se exige que ninguém faça atualmente o que a França faz em todos os jogos, mas em nenhum momento, mesmo contra adversários mais frágeis, ela conseguiu fazer. Agora, na comparação com a Argentina, certamente ela jogou mais até aqui, e acho que por isso até as pessoas acreditam muito mais na final entre França e Inglaterra do que França e Argentina, por exemplo.
Então, contra, no caso da caminhada da Inglaterra, né, contra a República Democrática do Congo, para mim foi quando a Inglaterra demonstrou mais fragilidade defensiva, principalmente nas costas dos laterais. E isso ficou evidente no primeiro gol da República Democrática do Congo, e depois lá de novo, né, Kane, Bellingham. Kane tira um chute inclusive que ninguém esperava, ele consegue botar a bola no ângulo ali, no segundo gol, que aquilo ali é sacanagem.
Mas parte muito do— para mim, a campanha da Inglaterra passa muito pelo Tuchel. Para mim é muito difícil não falar Da briga que ele compra, como eu já falei, com a imprensa e tal, e com os nomes que ele levou. E também dizimado ali, eu digo, o lado direito, né, a lateral direita, os dois pontas que ficaram alternando a titularidade, né, o Saka e o Madueke do lado direito, Rashford e o Gordon do lado esquerdo. E no final das contas, o Saka, que poderia entregar um pouco mais de talento, tá com essa dificuldade física que a gente já falou.
Então, né, não à toa O Madueke foi titular agora na última rodada também. E o Gordon, que pra mim, eu falando, né, que eu sempre gostei mais do futebol do Rashford do que do Gordon, eu não entendia por que que o Gordon era titular. Aí o Gordon desembesta, dá assistência pro Bellingham e pro Kane uma rodada atrás da outra. Aí eu falei, cala a boquinha, né, fica quietinho, vamos observar o que tá acontecendo.
O Rashford sumiu, o Rashford sumiu.
O Rashford, por exemplo, nesse último jogo nem entrou. Não foi nem opção. E eu acho que é justamente por conta dessa questão física. A Inglaterra, o que eu vejo das seleções que chegaram agora nas semifinais, né, é a Inglaterra para mim no aspecto físico de briga, né, de intensidade física, eu acho que a Inglaterra, tirando a França, tá, gente, eu tô, eu não vou, eu vou ignorar a França nesse sentido porque a França para mim é a primeira prateleira mesmo, né.
Mas na briga física, para mim, Argentina sentindo demais isso, a gente nem precisa discutir. Mas na questão física, pra mim, a Inglaterra tem me agradado. Por exemplo, Gordon pelo lado esquerdo brigando contra a Noruega, ganhando basicamente todos os embates. O Spence, quando entra, também fazendo a diferença naquele pênalti, né, que acabou voltando lá em cima do Bobby. O Bellingham, a gente também não precisa aqui falar sobre o que que o Bellingham tá fazendo nessa Copa do Mundo.
O Bellingham, inclusive, no final do segundo tempo, até falei isso hoje de manhã no EsporteCenter, que a treta lá dele com o Túrril, é uma treta, né, que o Túrril falou, ah, e chegou no ouvido do Bellingham, ele acabou ali dando a resposta. É porque tu imagina também, né, tu faz 2 gols, você tá louco, você se matou, correu pra caramba, foi destaque absoluto, chega no final do segundo tempo, o Bellingham dá um tapa lá, um tiro assim, uma corrida em cima do Regan, o Regan já tava pedindo pelo amor de Deus, puxando a perna, Porque ele tava com cãibra.
Ele quase ganha, ele quase ganha a bola. O Hagen tem que fazer uma falta aqui, inclusive ali meio que sem querer. Vai que o VAR, né, vem uma intervenção ali do VAR e der um cartão vermelho. Tinha a possibilidade, porque rolou um pisão do Hagen, mesmo que sem querer, no Bellingham. O Bellingham sai extenuado. Ele já tinha saído como centroavante contra o México. Ele vira centroavante porque o Tuchel vai fazendo as modificações, ele se matando de correr também.
E aí tu chega, tu sai do campo, aí tu escuta que o treinador não gostou do futebol jogado. Aí já foi o tom do... Peraí, cara, calma aí.
Como é que resolveu a bronca?
Mas ele não falou do Bellingham. Não, não, ele não falou do Bellingham.
Do time como um todo. Quando houve a declaração, ele mesmo ponderou: não, não, acho que não tem problema. Mas também eu entendo o jogador falar: pô, meu...
Nesse nível de embate, cara, não dá mais pra você cobrar que o time jogue o ideal, o perfeito do que você imaginou que o time jogaria. É um embate de alto nível.
Até porque o próprio Ball não fez besteira, né?
Assim, no final das contas, nas trocas, ele foi corrigindo o que ele tinha errado.
Se ele não tivesse banco, ia ficar por isso mesmo, porque ele vai, muda para linha de 3, a Noruega começa a atropelar ali, principalmente no segundo tempo. Uma chance atrás da outra, o Pickford ali fazendo algumas defesas, a bola na trave, né, se eu não tô enganado, do Ayer, né, que a bola ali do zagueiro E aí depois ele, graças ao elenco que ele tem, a seleção que ele convocou sabendo que cada um pode fazer, ele corrige a rota da prorrogação.
É um time impressionante, ofensivo, agressivo.
Ele joga o Rodgers e o Bale.
Então tem uma coisa assim, de repente, cara, parece que o Foden e o Palmer viraram o Gerson e o Rivelino.
Eu também, cara, exatamente a mesma coisa.
E assim, você viu a temporada?
Não acho que estejam fazendo falta, sinceramente.
Não estão.
É só ver o que que ele faz.
Eu acho que faltou um lateral direito.
Sim, eu acho que, por exemplo, a questão dele com o Arnold, a gente tem que entender exatamente o que que é, o que que o Arnold faz.
Também tem que ver o que que ele faz da vida, se ele é lateral ou se ele é volante, entendeu?
É, essa é a questão.
Mas o foda, assim, porque na cabeça dele é: eu preciso de 2 pontas na direita, o Saka e o Madueke. Ah, o Palmer joga na direita. Sim, mas ele não é ponta.
Não é, exato, entendeu? Então assim, ia brigar de 10, né? Ia brigar com o Weah, ia brigar com o Bellingham, ia brigar com o Morgan Robertson.
Acho que a gente discutiu isso muito na época da convocação e acho que é compreensível, quer dizer, esse olhar. Agora, é ousado, é ousado demais para um técnico alemão no comando da Inglaterra. Quer dizer, ele chama para si uma responsabilidade enorme. E só faço uma pequena ressalva, que é dizer, e aí tudo bem, claro que ele tá olhando para capacidade de marcação dos caras, de recomposição, mas se tem uma força hoje da seleção inglesa do ponto de vista ofensivo, essa força não tá nas pontas, não tá nas beiradas, né?
A força tá muito nos dois monstros ali, Bellingham Ofensivamente, a gente pode falar do Rice e do Anderson, né?
Isso que é louco. Os caras que são os dois volantes que deveriam ser lá, né, os brigadores, é o cara que vai roubar a bola e vai entregar. Pera aí, deixa eu roubar a bola e entregar para o Bellerin para ver o que que o Bellerin e o Kehrer vão fazer. Os dois estão carregando.
Acho que agora aconteça o que acontecer, a escolha dele já se provou. Sim, já se provou.
Mas, Léo, deixa eu te fazer uma pergunta. A gente falou sobre esse ciclo fantasma da Argentina. É um grande enfrentamento contra a Inglaterra. Agora é essa coisa do sucesso. Primeiro, você acha que faz falta numa hora como essa, ou esse time, por já ter se provado tanto, ir para um jogo como esse não precisaria ter uma memória muscular de amistoso?
Talvez faça mais falta para a gente ter noção do que para eles terem consciência do que eles podem fazer. O problema para mim é menos do que eles saibam o que tem que fazer do que eles conseguem fazer fisicamente. Para mim, assim, Argentina tem que ter perna para esse jogo. Porque o Jailson destacou, a Inglaterra tem um time físico forte e a Argentina não parece ter essa força na hora de embate, de correr atrás, de sustentar. E essa que é a minha principal dúvida.
Então assim, nesse momento assim, eu queria ter visto mais da Argentina no ciclo para formar uma opinião, para ter uma ideia, e a gente não tem ideia. E assim, a campanha da Argentina nos deu mais dúvidas que certezas.
Sim, sem dúvida, né? Concordo.
Então assim, eu queria saber do que a Argentina é capaz e até agora não.
Essa é a magia do futebol.
Exato.
A gente muitas vezes não tem como quantificar, botar no papel, mas é raro numa semifinal de Copa a gente chegar nesse estágio, né?
Não tem como você prender. Eu falei, eu te falei, acontece ali. Eu falei, tem questões, muita gente reclamando de questões de arbitragem e tal, mas independente disso, o time consegue soluções que não estão dentro do roteiro, que não estão em script nenhum. São soluções a partir de uma, claro, do talento, mas de uma conexão entre eles.
Exatamente, sinergia ali.
É, exatamente, eles têm essa conexão dentro do time e com arquibancada que faz com que as energias, mas também as coisas também às vezes vão caminhando, né?
Ontem a Suíça lá o enrolou, mas aqui o adversário acabou colaborando muito. Então o Marmouche lá, o Marmouche, o contra-ataque no pé.
A muleta da arbitragem é muito conveniente, porque assim, tava 2 a 0, faltando 10 minutos, o Egito tomou a virada.
Exato, sabe? O Marmouche pegou no contra-ataque, tinha acabado de entrar no jogo.
Sempre lembrar o jogo do Egito, gol anulado, tão reclamado. E eu entendo a discussão a respeito da anulação daquele gol.
Ele foi anulado e logo depois o Egito fez o gol com o mesmo cara.
Ou você acha que o Egito ia fazer o terceiro gol e aí realmente o jogo é validado?
A gente não teria mais tempo.
Inclusive a jogada do Hassan pelo lado direito e o gol do Zico.
Então assim, eu de fato acho, agora eu acho que a Argentina tá virando os jogos na alma muito, né, nesse espírito, nessa coisa que o Eugênio falou, mas não vai acontecer o tempo todo. E nesse jogo especificamente, acho que assim, a gente nesse jogo especificamente, o que a Argentina vai ter a mais em relação a jogo contra o Egito, a jogo contra a Suíça, a jogo contra Cabo Verde, ela tem mais estímulo, ela tem um olhar para Inglaterra que a gente sabe, quem conhece a Argentina, os argentinos, é igual o touro na arena, né?
Exato, sabe que é uma coisa especial. Agora, isso não é o que falta, essa não é uma carência, a Argentina já tem. Então você ganhar, poxa, eu vou ter um estímulo maior, cara, no estímulo, na vontade, na garra, na dedicação Eles já viraram todos os jogos. A questão é outra, que acho que o que tá faltando talvez seja uma questão física de fato. E aí eu gosto sempre de lembrar, a média de idade da seleção da Argentina que entrou em campo nessa Copa do Mundo é, ela é 4 anos mais velha do que a média de idade da seleção da Inglaterra que tem entrado em campo. É muita coisa, 4 anos é muita coisa.
Informação que a média era de 30 e pouco, que era desde 1962, não tinha uma média tão alta.
Exato. Da Argentina, 30 e pouco, e da Inglaterra, 26 e meio. Então assim, cara, é muita diferença. E eu me pergunto como a Argentina vai fazer, quer dizer, aí vai depender, claro, desse cara que tá aí na perna.
Porque eu queria, era justamente essa discussão, porque sobre o Lionel Scaloni, tudo bem, tá chegando, isso é indiscutível. Só que muita, em alguns jogos inclusive, eu fiquei esperando algum tipo de mudança em relação à forma da equipe jogar ali na na necessidade de um cara mais velocidade. E o Lionel Scaloni, ele não muda, né? É assim, é o Nico González no máximo pelo lado esquerdo. O Giuliano Simeone não entra pelo lado direito de forma alguma.
Essa é uma questão que a gente vê, que ele parece o pai sempre de camiseta, com camisa argentina. E a gente, pô, será que o pai deve estar esperando o filho entrar em alguma? E é um jogador com uma característica que não tem no time, é que não tem no time, mas que assim Ontem até era um jogador que em algum momento do jogo era interessante ela entrar.
Exatamente.
Mas na maioria dos jogos da Argentina ela tem a bola no campo de ataque, aí nisso é pouco, pouco preciso.
Mas quando o jogo de ontem era um jogo para ele ser usado, então justamente por isso, porque contra o Egito eu até entendi por que que ele não foi usado, porque você vê o Messi na hora que o jogo tá entrando ali, né, no 2 a 0 para o Egito. O Messi, mesmo com 39 anos, é um absurdo, ele volta para zona de conforto dele, que era a ponta direita. E a gente viu o Messi com 39 anos pegando a bola e driblando 3 egípcios lá e chegando na linha de fundo.
Acabou não conseguindo, né, muita coisa. A bola vira um tiro de meta, mas ele passando por 3 jogadores.
Aí ele põe a bola no pé, você não notava.
Eu virei e falei assim, é, tudo bem, Juliano Simeone, dá, né, segura a onda aí que tu não vai entrar ali na ponta direita. Mas nesse agora, no último jogo, deu para ver o Messi esgotado contra a Suíça. E assim, consequência do jogo, do jogo, exato. E agora mais ainda para o próximo, e até do peso emocional contra a virada contra Cabo Verde. Eu acho que eu imaginei que ele fosse usar jogando pela direita para deixar o Messi mais centralizado, para ele ter mais opções de passes abertos, sabe?
Então, mas é que eu acho que primeiro o Messi, ele fica onde ele quer, ele joga onde ele quer, ele não precisa ir para direita, ele não precisa, ele fala, eu quero jogar aqui, eu vou jogar aqui, ele joga aqui. A questão é que eu acho que possivelmente na cabeça do Scaloni dar esse ritmo diferente, essa intensidade para o jogo não interessa para Argentina. A Argentina tem que jogar de uma outra maneira. Acho que por todas as questões que a gente falou, Argentina joga esperando o momento do passe crucial para o Lionel Messi.
E eventualmente, contra adversários mais fechados, o que ele acaba fazendo é o que ele fez ontem, porque ele termina o jogo com Julián Álvarez, com Lautaro, com Flaco López e com Messi. Empilha, a gente já sabe, ele empilhou jogador a mais, né? E assim, e nenhum deles é limitado. Flaco Lopes entrando, que não tava acontecendo antes também. Então, o Flaco Lopes entrar pra mim foi uma grande surpresa, mas no fim deu assistência. É, ele pega aquela bola, ele toca, porque deu passe, né?
É o passe que vira assistência, porque foi o último passe antes da finalização.
Mas é a coisa que o centroavantão de área normalmente não faria, não faria. Então, o que eu quero dizer é, ele é ok, ele é muito bom saindo da área. Ele colocou 3 centroavantes, né? Além do Messi, que já é um cara que fica lá na frente, ele colocou 3 centroavantes, só que são 3 centroavantes que tem mobilidade, que sabem o que fazer com a bola. E no fim, eu acho que o Scaloni considera que esse jogo é muito mais interessante para Argentina do que o jogo do cara com eventualmente mais velocidade, mais agudo.
Porque e aí, esse cara vai ficar ali sozinho tentando enquanto o resto do time joga naquela marcha 2 ali?
Muito dos padrões de todos os outros times da Copa do Mundo. Tem um quê, eu já falei aqui em uma outra edição aqui do Linha de tem um quê de futsal, de futebol de salão. E aí eu falei, quando eu falei isso aqui, eu recebi material assim do Scaloni falando sobre isso e imagens de treinos da Argentina, não nessa Copa, tá, acho que na Copa passada, dentro do campo, da quadra de salão. E é claro que ele usa aquilo para, porque o salão, essa coisa da mobilidade, não guarda conta, troca de passe, girar todo mundo, aproximação.
É um espaço curto, né, que se faz o treino dentro do campo, você faz no salão. Mas também com algo que é importante, que eu acho que é o segredo dessa Argentina: o ambiente. É, era o salão para eles também é o momento de descontração, de brincadeira, né? E esse é o grande segredo do Scaloni na Argentina desde que ele assumiu. E essa coisa foi, não vou dizer família Scaloni, mas é isso.
Uma frase dele agora na Copa que corrobora o que você tá falando, Eugênio, não sei se você viu essa entrevista, Entrevista em que ele ressalta o assado, é isso, o churrasco, que ele fica falando do churrasco, do que ele sente prazer, do que é para ele legal viver.
E é o que ele falou, acho que nesse mesmo trecho que ele fala o seguinte: daqui a 10 anos a gente vai lembrar da Copa, mas a gente vai lembrar também dos nossos momentos, do nosso, como era bom a gente estar junto. Exato. E isso daí é fundamental para esse time chegar no campo e um jogar pelo outro. Exatamente, ele joga um pelo outro o tempo inteiro.
Tem essa sensação de compensação, se perder a gente vai ter que ir embora, pô.
É por isso que o Messi foi às lágrimas também, né?
Foi contra a Cabo Verde, né, que ele não foi contra o Egito. Desculpa isso, contra o Egito que vem a virada.
E o Messi, é claro que tem isso também muito de você ter sido campeão na última Copa, então o peso é muito diferente.
Mas acho que quando eles viram que poderia ter acabado, se eles voltassem Se eles viessem para casa contra a Suíça, cara, nossa, iam ser recebidos, iam ser recebidos, aquela baita festa em Buenos Aires.
Porque já são heróis.
Então é isso, eles estão, eles têm uma tranquilidade, por mais que você tenha a tensão da competição.
E chegaram aqui, eu acho que não chegam na final, acho, tenho o sentimento que não chegam, porque agora o adversário é de outro nível, é muito superior a todos, todos que a gente enfrentou até aqui, e vai impor a ela dificuldades que ela não teve até agora. Mas assim, chegar até a semifinal, cara, tá bom para caramba.
Para mim, eu até tava pensando ontem, apesar de todo o favoritismo da França, de, né, da França tá jogando mais bola do que todo mundo, indiscutivelmente, eu acho que até vejo por essa, pelo que a gente tá vendo da Argentina, que a distância, talvez o favoritismo da Inglaterra para chegar à decisão seja maior do que o da França em relação à Espanha. Porque a Espanha tem mais argumentos, é porque a Espanha é o calcanhar de Aquiles.
O mesmo programa aqui no dia do jogo da Espanha, né? Foi um bate-boca tremendo com o Calçade e o Hoffman defendendo a seleção espanhola contra a Espanha. Dando favoritismo. É, ele foi favoritismo.
Com números, Calçade. O Hoffman, não sei se ele deu favoritismo.
Eu não tava no dia.
Não, o Hoffman a gente ouviu.
O Calçade eu lembro, foi um debate interessante. 55 a 45 pra Espanha, o Calçade.
Ele lembrou tudo.
E uma coisa, a gente vai ouvir o Scaloni. Acho que foi o Léo que trouxe a história do peso fora de campo. Vamos ouvir o que o Scaloni falou sobre a rivalidade. Sobre guerra e tudo mais, e este Maradona. Fala, Escalona.
Mas vamos mirar o positivo. O positivo é que estamos em semifinais, estamos em um lugar para mim privilegiado do futebol. Quedamos por descontado, a lo mejor não é tão fácil, e é para estar satisfeito, contento, ilusionado e Y ahora vamos a lo que podamos, es la realidad. A todo lo que vamos hasta el final con la última fuerza que tengamos, con la última gota de sudor que tengamos, pero vamos a ir por todo. Si lo logramos, perfecto, y si no lo logramos, lo vamos a intentar.
Eso que no tenga ninguna duda, porque este envión anímico, está claro que hay veces que la suerte puede estar de tu lado, aprovechémosla. Hoy es un partido de fútbol. O mensagem é que é um partido de futebol. Não, não busquemos outra coisa. É um partido de futebol e vamos jogar um partido de futebol contra uma grande seleção que tem um grande treinador, que eu aprecio, lo admiro mucho, e é um partido de futebol. Ponto. Não, não, não, não há mais que isso.
Eu preciso falar. Eu estava vendo semana passada um documentário Tem nas redes sociais, aí você consegue nas plataformas de vídeo, que conta a história do título da Argentina de 86. Muito interessante porque ele pega antes, porque a gente olha para trás e a gente pensa, pô, Argentina, Maradona botou a bola debaixo. Havia muita dúvida em relação ao Bilardo, aquela seleção argentina e tal. Mas na véspera do jogo com a Espanha, foi quartas de final, com a Inglaterra, quartas de final, É, na entrevista do Bilardo, ele fala exatamente a mesma coisa.
O Bilardo, técnico da Argentina em 86, antes do jogo com a Inglaterra, ele é perguntado, ele fala, aqui é apenas um jogo de futebol. São as mesmíssimas palavras do Scaloni. Aí o Diego vai lá, faz o gol de mão, faz aquele golaço histórico, e aí aflora toda. E a gente dentro do campo viu que aquela rivalidade estava posta.
Eu vim pesquisar aqui porque eu sabia o ano que foi, 82, mas não a data. A Guerra das Malvinas, ela aconteceu durante o período da Copa de 82. Ela é de abril a junho. Então assim, é fascinante imaginar o que o Maradona fez também, por isso, porque a gente tava falando de um país que ainda sangrava aquela guerra, gente que perdeu parente e tal. Não tô dizendo que os argentinos esqueceram, só tô falando que 40 anos depois é uma temperatura diferente do que 4 anos depois.
Mas o que eu acho curioso é que a rivalidade dos países no futebol, assim, eu conheço muita da época de Fórmula 1, muitos argentinos e muitos ingleses que tinha uma rivalidade pelo jeito de ser também. A gente conhece o jeito de ser argentino, que para o brasileiro às vezes é arrogante e tal, e para boa parte da Europa o inglês tem esse perfil também. E existiam pequenos atritos de postura às vezes lá. Quanto isso entra em campo?
A história da guerra, Maradona ganhar com gol de mão e povos que, digamos, disputam ali esse olhar superior?
Eu acho que entra. Eu acho que, claro que assim, eu tô elogiando, acabei de elogiar a declaração do Scaloni, mas entra, cara. Tanto entra aqui na principal canção, na principal música da torcida argentina, que é a música reproduzida depois de todo jogo pelos jogadores no vestiário. Eles falam: pelas Malvinas, por Diego, pela última do Léo. É essa estrofe, acho que deixa claro que as Malvinas estão presentes. E eu assim, você sabe que eu adoro viajar para lugares remotos, eu adoro a Patagônia argentina, eu vou muito para lá.
Em qualquer cidadezinha, em qualquer lugar do sul da Argentina, você vai encontrar facilmente hoje, em 2026, as Malvinas são argentinas. Então essa é uma questão que tá lá presente, é algo—
um dos principais estádios argentinos chama Estádio Malvinas Argentinas. Exato, exato.
É muito assim, é muito presente. E não tem jeito, num jogo contra a Inglaterra, isso eu acho que de alguma maneira entra em campo. Os jogadores sabem que isso entra em campo, por mais que o Scaloni corretamente esteja reforçando. É uma partida de futebol.
Tu acha que ali na pré-eleição, antes ali de entrar, não vai botar um MM de 10 minutinhos da Argentina de 86? Sim, sim, a maldição famosa de 86, o golaço. Do Maradona.
É o jogo da vida do Maradona.
É absurdo. É, duvido que não, cara. É demais, é demais. Aquele jogo é épico, é um dos maiores jogos da história das Copas. Para mim, o gol, o gol do Maradona driblando o time é o maior gol da história das Copas.
É bizarro.
Acho difícil argumentar o contrário.
Eu tava vendo os jogos de Maradona, é o maior gol individual na história das Copas.
É inacreditável.
É boa, boa, boa, boa.
Mas o gol individualmente, o que o Maradona fez ali é— e aí ele começa a jogada driblando para lá atrás.
Vou botar a pimenta então agora, Jairson. Coloque a pimenta, porque foi o gol de mão.
E tá todo mundo reclamando da arbitragem hoje. Tô falando do golaço que ele saiu driblando, do primeiro.
Ele abre o placar com um gol de mão e que a Inglaterra reclamou na hora. Não tinha VAR, não tinha essas coisas. O árbitro se fez de jogada.
E tem gente que sente falta dessa época.
Eu particularmente não sinto.
Não.
Outro dia apareceu um corte para mim do Líneker falando do gol, porque o gol ficou registrado, a arrancada do Maradona quando ele pega de costas e gira e vai. Só que 10 metros antes ele toma um carrinho de duas pernas, de voadora assim, um carrinho voador, cai. Ele fala: ninguém lembra, mas foi falta em mim. E aí mostra o lance inteiro. Eu falei: cara, nunca vi o lance inteiro.
Eu vou até procurar para mostrar para vocês. Hoje eu tava vendo de novo, e aí a jogada começa, o Maradona dominando a bola, passa por ele, ele domina tava andando para trás antes do meio-campo.
Não, eu não tô falando de fazer de lado, só tô falando como as coisas ficam registradas. Quem sabe que de fato o gol foi de mão? Não tem discussão, gol foi de mão mesmo.
E se você tinha e tem uma questão dos argentinos por conta das Malvinas até ali, os ingleses têm, os ingleses passaram a ter mais ainda por causa da mão. Claro que já tinha, quando você participa de uma guerra, que ainda mais é uma guerra recente, isso tá no lado, tanto o lado que ganhou como o lado que perdeu a guerra, ambos obviamente sentem aquilo na pele, no seu dia a dia, os sentimentos estão ali ainda aflorados e tudo mais.
Mas é óbvio que para Inglaterra o gol de mão, e a gente tá falando de futebol, a gente tá falando uma Copa do Mundo, o gol de mão também cria uma antipatia maior pelos argentinos. Então é uma via de duas mãos, ainda que a gente possa até, acho que pelo que a gente ouve falar, pelo que a gente percebe dos sentimentos do futebol dos dois países, eu acho que ele é mais forte do argentino em relação ao inglês do que do inglês em relação ao argentino.
A música de 2022 também, muchachos, falava de los pibes de Malvinas, que jamais ouvi da vida. Ela tá presente no imaginário o tempo inteiro, então não dá para agora fingir que existe. Embora no discurso oficial é óbvio que ninguém vai jogar gasolina no fogo, né?
É o famoso também, quem bate esquece. É isso.
Em relação à guerra, mas é exclusivo.
Exato.
E tem um segundo capítulo que é menos lembrado que o Maradona, mas Beckham e Simeone. Sim, Beckham e Simeone, 98.
E ele não é pequeno, porque tem a série do Beckham, que aliás é fantástica. A passagem é a hora que o Simeone aparece.
É, e ele fala, é, meu amigo, só eu vou fazer o quê? Picardia. O jogo é, cara, Argentina e Inglaterra. Eu, se eu tiver a chance de levar alguém para fora, eu vou levar.
E é isso.
E o Simeone, eu também assisti o filme do Beckham, e é isso. Simeone, ele fala sem nenhuma vergonha. Eu simulei para botar ele para fora.
Ele até se orgulha.
É, ele se orgulha disso.
É isso.
O Beckham dá um totozinho nele, ele caindo no Beckham, como se ele tivesse levado um tiro e o Beckham é expulso. Não tinha VAR também, né? E aí o árbitro vai na dele e o Beckham vai pra rua. E o Beckham fica um bom tempo com o filme queimado na Inglaterra em função disso, né? Porque foi um jogaço de bola, 2x2. O Michael Owen faz um golaço também driblando todo mundo. Era uma Inglaterra boa que tinha Beckham, tinha Scholes, era boa parte do United que seria campeão da Champions o ano seguinte. Tinha Alan Shearer, né? Era uma boa Inglaterra.
E era uma Argentina do Bielsa, né? Que tinha feito uma grande campanha de eliminatórias, tinha uma expectativa muito grande. Falar em Bielsa, o Diego Forlán era o próximo técnico.
Uruguai nessa Copa Argentina, cai depois para Holanda, aquele gol do Bergkamp. É, ó, a gente tem uma tela, essa tela é interessante porque o histórico de Inglaterra e Argentina, viu, Júnior?
Bielsa era 2002.
Ah, você tá falando de 98? Desculpa, eu confundi as Copas.
2002, o Bergkamp faz o gol de pênalti.
Tem outro jogo deles, né?
Ó, cara, O retrospecto é grande, hein? 5 jogos em Copa não é pouca coisa, né? Então vamos lá, Inglaterra venceu 3x1, 6x2.
Confundiu.
6x6 é um jogo que dá uma confusão desgraçada. Eu acho que o Ratinho expulso.
O Ratinho que morreu ontem, né?
Ah, não tinha associado.
É velho, porque quando ele é expulso, ele é expulso e ele pede um intérprete porque ele não entendia. Por isso que eles inventam o cartão amarelo depois em 70 e vermelho. Vermelho, ele sai, ele amassa a bandeira da Inglaterra e senta no tapete vermelho da rainha.
Só isso. E 86, aí, aí é, a gente tem uma vitória da Inglaterra, duas aí, 2 a 1, jogo do Maradona. 98, esse que a gente falou, Beckham e Simeone. 2002, Argentina e Inglaterra. Esse é o que eu lembro menos.
Esse é um gol de pênalti do Beckham que deixa a Argentina obrigada a ganhar da Suécia na última rodada para passar. A Argentina não ganha e é eliminada na fase de grupos.
Era o grupo da morte.
Isso, é a Copa de 2002 que Vários times grandes.
Essa era do Bielsa, de fato.
Turma, acho que tem bastante coisa para a gente falar também do outro jogo. E do outro, mas a gente inclusive, eu acho que o que tá legal aqui hoje, até porque amanhã a gente tem a véspera desse jogo, é nem focar tanto na questão só tática, mas nas jornadas.
Isso que a gente já tava brincando com o Léo no podcast, por isso que ele falou, o dia quer falar bastante, cara. O que a gente falou, analisou taticamente nesse jogo, acho que eles foram, não tá na TV Umas 68 horas de análise tática. Pô, mas a gente vai conhecer Espanha?
É, porque então—
Eu quero uma hora todo dia.
Não, eu quero mais um dia.
Mas não tinha uma hora. A gente ainda tá na Argentina e na Inglaterra.
A Maé também tá em jogo ainda.
É isso, mas aí pelo menos já tem umas coletivas, já tem umas MD menos faladas. Material, né? Tem material novo para o nosso debate. Vamos lá. Eu ia trazer esse ponto que o Jean falou sobre a diferença, porque o olhar hoje é de uma Inglaterra possivelmente favorita. Claro, ninguém vai ficar surpreso com a Argentina ganhando. A maior dificuldade hoje para esse jogo, do ponto de vista argentino, é a questão física? Mais do que tática, bola, questão técnica dos jogadores?
Tá tudo interligado, né? Para você executar bem um plano, para você defender bem contra essa Inglaterra, você tem que estar fisicamente inteiro, apto. Porque assim, o problema da Argentina, a Argentina é uma seleção que até pressiona bem, mesmo sem o Messi pressionar, os outros jogadores conseguem pressionar bem. Mas quando ela tem que correr para trás, quando ela tem que defender ali bloquinho mais baixo, ela sofre um pouco. Ela não, ela não tem uma organização defensiva muito boa aí.
Até Cabo Verde expôs isso, né? Então assim, a Inglaterra com jogadores que ela tem de lado, se ela consegue abrir o campo, jogar a bola na área para infiltração de Bellingham, para Harry Kane na área, É, como que a Argentina vai lidar com isso? Então acho que essa é minha principal preocupação. Isso tá muito ligado com físico, porque é perder os embates, né?
Então eu queria levantar também essa questão da— é um jogo muito particular da Argentina, né? O Eugênio já falou isso, enfim, a gente tem acompanhado. É porque a Argentina joga no losango, né? E é um meio-campo, é um time sem pontas, é um time que joga por conta de necessitar da posse da bola, geralmente joga por dentro e precisa muitas vezes que os laterais cheguem um pouco mais à frente para você ter um escape por fora. Só que não tem tido esse escape tanto por fora porque não são grandes laterais, exatamente.
Medina tava jogando por ali, o zagueiro, né, veio o Tagliafico, mas também já não tem com essa capacidade toda ofensiva. Então a Argentina precisa ter a posse da bola basicamente no meio-campo, e aí você vai enfrentar 3 meio-campistas, além de técnicos, que estão na bala, né, fisicamente estão voando. Tudo bem, o Rice estava doente agora, né, por isso que ele jogou só o primeiro tempo. Mas Rice, Anderson e o Bellingham, que fisicamente estão entregando muito, e tecnicamente também.
A gente pode destacar, por exemplo, o Bellingham com diversas infiltrações, correndo o campo todo, passe de primeira do Rice para o Bellingham chegar na linha de fundo. É o Anderson agora no último jogo, ele que carrega a bola e dá no Gordon, e o Gordon que dá no Bellingham para o Bellingham fazer o gol. O Rice, quando precisou jogar de lateral direito, foi jogar de lateral direito para Inglaterra até a virada contra a República Democrática do Congo.
Então assim, a Argentina para mim passa muito fisicamente, que a Argentina vai precisar controlar o meio-campo contra a Inglaterra. E aí para mim que mora o problema da Argentina, porque ao mesmo tempo tenha mais jogadores Mesmo que tenha mais jogadores, mesmo que o Messi vá baixar, porque agora mudou, né? O Paredes entra como primeiro volante para fazer a saída de 3 e joga um pouco os laterais para fora. Só que aí você tem Gordon, se você precisar fisicamente, o Gordon e o Madueira que vão te entregar por fora tanto marcação quanto velocidade para você acionar as costas dos dois laterais.
Então acho que a Argentina vai ter, vai, a conta vai chegar. Do que aconteceu nos últimos jogos em relação até o emocional, as viradas, prorrogação, e de um time já envelhecido, como o Jean já trouxe, de 4 anos de média, sabe? Eu acho que vai ter esse ponto contra a Inglaterra.
Eu acho que tem um ponto legal para falar da Inglaterra, que vocês estavam falando que quem chega na semifinal não passa vexame, a não ser que tome um 7x1 em casa. Mas assim, são exceções das exceções.
Como o time dos Estados Unidos já foi eliminado, não sei.
Boa, boa. Mas eu acho que tem um ponto que é assim, a gente tá falando da Inglaterra, foi campeã há 60 anos, e tirando a final de 66, semifinal só 2018 e 90.
É a terceira, é a terceira.
E mesmo 2018 chega, perde de um time sólido da Croácia na prorrogação, o Urumandžukić. Mas vamos combinar, é um peso isso aí. É aquilo que eu tava falando, você conhece ali ingleses, é sempre um assunto quando tá futebol lá, porque os criadores do futebol ficam às vezes loucos.
É um peso.
Quanto isso é um peso, cara? Quanto, quanto que é um peso?
Eu acho que é um peso, mas eles estão lidando bem. A sensação que eu tenho de que é uma mentalidade, quando você vê o Bellingham, quando você vê até mesmo na entrevista, que eu acho que é uma coisa que ele mostrou personalidade ali e tal, sabe se colocar, a postura dentro de campo. Eu acho que esse time tá lidando bem com isso. Então eu não creio que isso vai jogar contra. Eu acho que tá essa, essa ambição tá jogando a favor assim.
Eu tô vendo a Inglaterra motivada para chegar bem na final. É claro que tem um peso, porque assim, a Inglaterra 10 anos atrás, a Inglaterra tava saindo para Islândia do Jean nas oitavas de final da Euro, passando uma vergonha assim. A Inglaterra não sabia mais por onde passar vergonha, né? Saiu na fase de grupos aqui na Copa do Mundo, saiu nas oitavas de final da Euro para Islândia. Então assim, não tava mais para onde ir. Aí o Southgate faz um trabalho legal, mas bate num teto também, né?
Chega em finais de Euro, chega em semifinal de Copa, mas acho que eles perceberam que beleza, a gente bateu no teto e precisa de algo mais. Aí foram buscar o Tuchel.
Então é assim, é o treinador que tem a capacidade de ajudar o time nesses momentos. Perfeito. É porque embora ontem ele tenha errado em algum momento, depois ele não tem medo de mexer no time para corrigir, como ele fez contra o México. Ele não teve medo. Ah, vamos tomar uma pressão, bota o Dan Burnham aqui, 10 zagueiros, estresse.
Ontem de novo, então é, vamos alçar a bola na área, tá bom, tem um zagueiro de 2 metros.
É a racionalidade acima de tudo. E aquela coisa de saber que assim, ah, se isso vai me dar mais chance de ganhar o jogo, eu vou fazer, eu não vou me preocupar se preocupar com a opinião popular. Como ele não se preocupou com a opinião popular ao convocar a seleção?
É mais capaz de tomar decisões decisivas, decisões decisivas é ótimo, decisões que afetam diretamente no resultado final do jogo do que os anteriores passaram, porque ele é um técnico de muita experiência. É um cara que ganhou a Champions com o Chelsea muito inferior ao City numa final. Ele soube jogar aquele jogo decisivo. E ele tá fazendo também com que esses jogadores ganhem essa personalidade decisiva, que de não tremer na última hora.
Inglaterra tremia muito na última hora. Então chegou até aqui assim. Eu não sei se vai passar da Argentina, acho até que vai. É muito difícil ganhar da França, mas gente, é mais do que a Inglaterra tava fazendo nas últimas décadas todas.
E outra coisa, Eugênio, que eu acho que para mim, eu falei muito isso antes do jogo contra a Noruega, eu acho que isso que você falou do peso, da pressão, da obrigação, era até valia até a Noruega, porque você não podia ser eliminado para o Congo, você não podia ser eliminado para o México, você não podia ser eliminado para Noruega. Agora é Argentina, é Argentina. É, não, eu acho que assim, claro, eles querem chegar na final, mas assim, cara, eles chegaram na semifinal da Copa do Mundo, vão fazer 8 jogos.
Do outro lado você tem uma camisa muito muito mais pesada do que a sua, porque é mais pesada, com um dos maiores jogadores da história do futebol que ainda tá jogando muita bola, que é o Lionel Messi. Então assim, cara, é, eu acho que não é aquele, aquele confronto que se você perder você vai colocar o carimbo de fracassado na testa, como contra a Islândia, por exemplo.
E assim, vamos lembrar, a Inglaterra joga a Euro de 28 em casa. Ah, perdeu a última, perdeu em 21 em casa, ok, mas pô, A Inglaterra vai sair dessa Copa do Mundo ganhando ou perdendo grande, grande, grande. Vai olhar para essa Euro em casa daqui a 2 anos, pô, vamos ganhar essa aqui, sabe? Se não ganhar agora, dá para ganhar daqui a 2 anos, né? Porque precisa ganhar alguma coisa, né? Uma hora vão ter que ganhar também, né? E acho que eles sentem que essa é uma geração que tem que ganhar, porque, pô, você já viu aquela geração lá de Gerrard, Beckham e Lampard e Rooney e companhia limitada?
Nada. Só que lá na época os técnicos tentaram encaixar todo mundo, privilegiaram colocar as estrelas e não exatamente ter um time, o talento, e nunca tiveram um time, né? E agora o técnico resolveu privilegiar o time e tá funcionando.
Eu acho que esse é o ponto, né, assim, do Túlio em relação a forjar até um caráter, cara, sinceramente, né? Porque eles são novos, né, cara? O Palmer é muito jovem ainda, o Foden também. É muito jovem ainda. Há duas temporadas o Foden era o melhor jogador da Premier League, mas de fato desde então ele não conseguiu mais jogar. Jogou em diversas funções com Guardiola: ponta esquerda, ponta direita, centralizado, e ele não conseguiu mais desempenhar aquele futebol que ele tinha jogado.
O Palmer teve lá a primeira temporada dele no Chelsea, um impacto absurdo, voou, mas também caiu de produção. Chelsea também, né, arrastou todo mundo para baixo. Então assim, Eu achei interessante até para o Bellingham, por exemplo, que o Bellingham teve essa questão quando ele vai para o Real Madrid. Até os ingleses lá que já tava falando vamos, vamos, né, já tava lá no espanhol. E alguns torcedores lá encrencando com Bellingham, pô, não veio jogar na Premier League e tal, escolheu ir para o Real Madrid.
E o Bellingham aí, ó, jogando uma barbaridade na Copa do Mundo, pô, beijando lá o escudo, mostrando mesmo o garra. Então acho que assim, até questão de caráter mesmo, não, não só o talento, sabe? Tá bom, esses caras também têm talento, eles estão aqui porque além do talento eles têm a força física, vontade, agarra, enfim, eles não desistem em momento algum. Até para mostrar para quem ficou de fora e para quem tem idade, né? Para quem é novo, por exemplo, aí eu tô falando especificamente do Foden, do Palmer, até o Alexander-Arnold também, né?
Mas não é mais tão jovem assim, mas enfim, o Arnold tem o quê, 28, 28, 29, alguma coisa desse tipo. Mas enfim, é mostrar caras ficaram de fora, que tem que ter o algo a mais também. Então assim, bem interessante o que o Túlio fez. E eu vi que teve essa questão dessa polêmica, que eu nem achei tão polêmica assim, porque ao meu ver, na última temporada, os caras que lá estão jogaram mais do que quem não esteve.
Uma coisa, eu não sei, a gente falou um pouco dessa Argentina com interrogação por causa do ciclo e pelo que fez e não fez na Copa do Mundo. Eu não me lembro se foi o Eugênio ou o Léo que falaram assim, é, e a gente chega numa semifinal final sem saber exatamente. Quando vocês imaginam um jogo, porque se a gente pega o mata-mata da Argentina, a postura dela também foi muito condicionada ao que o jogo se apresentou do placar, né?
Porque Cabo Verde, ela sempre abriu o placar, aí o Cabo Verde tentava buscar o empate, aí ela voltava. Contra o Egito, o Egito sai, sai na frente, e aí ele fica mais recuado e ela com o jogo. Com a Suíça começou, começou, começou, sai um ela volta no 0 a 0, minuto 1. Vocês imaginam o quê? Bola com a Inglaterra e a Argentina atrás, ou Argentina tentando?
Eu acho que a Argentina precisa tentar ter a bola, porque sem a bola ela sofre. E assim, ela nem que seja para tentar um ritmo mais lento do jogo, mas ela precisa se proteger com a bola, porque se ela tiver que correr atrás da bola vai ser difícil, né? Então eu imagino, mas assim, em algum momento eles vão ter que também ter certas precauções. A Inglaterra contra Noruega mostrou que contra um adversário muito fechado ela pode sofrer.
Os piores momentos da Inglaterra até agora foi adversário fechadinho. Só que eu não vejo na Argentina a capacidade de jogar fechadinha e nem, e nem a condição física de jogar fechadinha, né?
Então não tem contra-ataque, não tem. Então como é que você vai jogar fechado? Não tem contra-ataque.
Essa questão, você não tem jogadores rápidos, você tem um gênio lá na frente, mas também não vai ser na bola, não vai na bola longa. Então você precisa subir com o bloco todo. E aí assim, eu até, eu até acho assim, olhando para Inglaterra, para o poderio da Inglaterra, e sobretudo para os dois caras que estão fazendo a diferença, eu acho que a Argentina vai começar com as linhas mais baixas, sim, vai tentar fechar e vai tentar sair jogando, trocando, não, não a bola longa, porque a bola longa para o Messi é vai fazer, o Scaloni não vai fazer a mesma coisa que ele tentou fazer agora, uma tentativa assim, ó, contra a Suíça.
Porque antes do jogo contra a Suíça, eu lembro que a gente tava conversando no Esporte Center, eu falei, cara, eu acho que a Suíça vai jogar no Xhaka porque o Messi não marca e o Xhaka baixa nos zagueiros para fazer a Suíça jogar. E principalmente no Ndoye, que era o cara de velocidade. E foi basicamente isso, a Suíça contra contra Suíça. E ali, contra o Egito e Argentina, eu lembro que o Hassan, ele coloca o Hassan, né, o 12, o ponta-direita, que faz até a jogada dos 2 gols.
Ele faz a jogadaça no gol anulado, arrancando lá de trás, e depois ele faz a jogada para dar assistência para o Zico, né, o ponta-direita canhoto. Quando ele saiu, inclusive, depois o Egito não conseguiu mais puxar nenhum contra-ataque. Mas o que que eu tô falando isso? As duas seleções, para mim, elas exploraram essa questão, essa fraqueza em determinado momento da Argentina, né? O Raul Sanz, seja saída pelo lado direito, né, um jogador ali físico.
E no caso da Suíça, foi a questão do Xhaka aproveitar que o Messi não faz ali, enfim, determinada sombra. Só que contra a Suíça, o Scaloni, ele virou o Alvarez, vem cá, mano, você gosta de jogar com o Messi, né? Você é apaixonado de jogar. Então a gente vai fazer o seguinte, você vai correr 90 minutos de um lado para o outro e a bola vai sem você.
Era o que o Lautaro fazia. Então o Lautaro fazia mais esse papel, acho que tático até, do que o Julián Álvarez.
É porque hoje o Julián Álvarez fisicamente consegue entregar muito mais. Vale a gente lembrar que quem desarma o Salah, né, era o Julián Rúlian Álvarez lá. E ontem também no jogo contra o Xhaka, quem desarma também é o Rúlian Álvarez. E a Argentina ontem, em diversos momentos do jogo contra a Suíça, não conseguia ficar com a posse da bola. E o Scaloni abertamente virava para o Dibu Martínez, quebra em alguma diagonal. Para quê?
Para você jogar o Rúlian Álvarez para fazer a pressão, para aí sim fazer o que o Jean acabou de falar, levar o bloco todo para para você ali tentar tomar, né, roubar a bola na parte ofensiva para você conseguir criar suas jogadas.
Eu acredito, é o esquema, vai ser, mas é o esquema saída do PSG, esquema saída do PSG, que a gente usa.
Inclusive, eu acredito que vai ser mais ou menos isso, quebra a bola no Rúlio Álvares, faz correr, faz pressão, ganha o lateral, qualquer coisa do tipo, para subir.
É isso, é a questão só é que assim, na pressão contra, com esses adversários que você citou, não tem como. O poderio ofensivo do adversário é descomunal.
Mais condição de superar uma pressão.
Exato, exato. É mais complicado.
Tem várias armas para isso.
Eu tenho algumas mensagens aqui. O Deilson Ataíde: time da Inglaterra mais jovem, mas time da Argentina é mais experiente.
É, mas aí é uma equação, é mais jovem, o outro é mais experiente.
Vai ser um jogão.
Vai, valeu.
Eu também acho. Quarta-feira esse super jogo, semifinal de Copa do Mundo, Argentina, simplesmente Argentina e Inglaterra. Eu vou dando uma olhada aqui no chat, mas turma, bora falar de França e Espanha. Ah, tem, valeu, valeu, Silvana. Tem intervalo antes, então depois do intervalo a gente vai falar de França e Espanha. No intervalo eu vou ler mensagens como a do Deilson Ataíde.
Grande abraço, Deilson, valeu pela mensagem.
A gente volta já. Estamos de volta e como você sabe, todos os jogos da Copa você acompanha com transmissões ao vivo da Casetv dentro do Disney Plus. Aí você fala, tá acabando, é, mas agora tá acabando em alto nível. Faltam 4 jogos, os 4 jogos, né, as 2 semifinais, a disputa pelo terceiro lugar e a grande final. Essa semana promete semifinal terça a outra quarta, e aí sábado e domingo, terceiro e quarto e finalíssima. Turma, vamos falar de França e Espanha, e eu começo com você, Léo Bertozzi.
Ok.
Eu tava ouvindo algum colega, algum que definiu a França, algum colega, um ex-jogador do Sport TV, não vou me lembrar o nome, eu não vou me lembrar quem é, na verdade não é o nome, mas eu acho que foi o Alexandre, tá, que ele falou assim: você mede também a força da França não só pelo que ela faz, mas pelo que ela está fazendo com o adversário na forma como ele joga somente contra ela. O que ele quer dizer? Pô, ele pega, ela pode jogar contra bons adversários, mas você percebe no minuto 1 que esse adversário já veio tipo aquele filme O Gladiador, que tanto você gosta, que tem aquela imagem do túnel escuro, que tá vindo, vai vir um gladiador e a câmera tá no carinha, sabe?
Aí a luz tá no carinha com a espada tremendo, mais ou menos isso, né? A França tá ali no túnel escuro e tal. A Espanha é o único time que consegue, não tô dizendo ganhar, mas jogar o que joga em qualquer jogo contra qualquer time, também com a França.
Vamos entrar na fala do Lamine Amal?
Vamos.
Que disse, todo mundo joga fechadinho contra a França, né? Mas a gente não é todo mundo. Sabe quando sua mãe fala, você não é todo mundo? Eles acreditaram. É, então eu acho que a fala do Lamini vai muito nesse sentido. Não faz nem sentido a Espanha querer jogar sem a bola, porque eles não sabem. A Espanha não é preparada para jogar sem a bola, não faz parte da identidade deles e não faz parte nem da preparação deles. A Espanha nem tem uma estratégia para jogar sem a bola.
Então quer dizer que eles são teimosos? São. Eles não abrem mão?
Não abrem mão.
E assim, para outros isso daí é teimosia, né? Quando é aqui no Brasil É, quem tenta manter a sua ideia costuma dar certo contra a França, para Espanha.
Ela tem material humano, o DNA da base, né? Desde a base, cara, não sai.
Por exemplo, isso é uma ideia, só que em algum momento pode dar errado. Desde que o De La Fuente trabalhava com as seleções de base até a principal, e desde que outros técnicos, enfim, esse é o modelo de jogo da Espanha. A Espanha, a Espanha joga assim há pelo menos duas décadas.
Acho que o marco é 2008, né?
É, sim.
Primeiro tiro de pênalti.
O time do Aragoneses de 2006 já tinha alguns indicativos de jogar assim e 2008 é campeão. E aí, bom, aí você funde isso com o Guardiola no Barcelona e a coisa se expande. E cria uma identidade.
Eu acho que a grande questão, né, por exemplo, de Portugal, que não conseguiu criar.
O Rubem Dias falou isso. O Rubem Dias deu uma entrevista para o Quaresma. E aí o Quaresma, eles começaram ali uma discussão, né?
Vocês podiam ter feito mais.
Rubem Dias, você viu, né?
É interessante, né?
Porque o Rubem Dias começa a falar e tal, e o Quaresma: não, não, acho que vocês podiam ter feito mais e tal. E aí o Rubem Dias, para encurtar, né, a conversa, ele vira e fala: é, a gente não tem um ADN, a gente não tem um DNA que a Espanha tem. A Espanha tem um DNA que eles jogam da mesma forma desde o sub-12, eles jogam da mesma forma. Portugal ainda não tem isso. É uma questão que a gente precisa identificar e passar a ter. Que o Rubem Dias estava falando muito da questão da posse de bola.
Exato.
Foi o primeiro enfrentamento entre Portugal e Espanha que a Espanha não teve larga vantagem na posse de bola, e ele tava felizão com isso. Aí o Quaresma não tava tão feliz, perdeu o jogo, perdeu o jogo do mesmo jeito. Daí não adiantou nada.
Quem sabe Jorge Jesus consegue aplicar a maneira dele de entender o jogo, que é muito própria dele, E daí começar a construir isso, porque qualidade individual tem, tem, sem dúvida.
Eu acho a melhor geração que Portugal teve em muito tempo. Mas falando da Espanha, acho que é isso assim, a Espanha não vai abdicar dos seus princípios. A Espanha, e assim, para Espanha não sofrer com a França, é tentar tirar a bola da França, é o que ela pode fazer de melhor.
E aí tem um ponto que a gente pode levantar em relação aos outros enfrentamentos, até de Paraguai e Marrocos, porque Marrocos tentou tentou fazer isso, só que o Marrocos não conseguia passar do meio-campo. E aí Marrocos tentou se defender com a posse da bola. A questão é que tinha lá, acabou que o Saibari se machuca, ele não entra com o Raimi, que seria o substituto natural, centroavante. E ele tenta com Taalbi, o Brahim Dias, tentar ali aquelas bolas mais longas.
Só que até na bola longa tu tem dificuldade porque tu tem o Upamecano, ele se bate.
O El Canut também, tentando ficar com a posse da bola, mas eles tinham medo do que fazer com a bola porque do outro lado tinha a França. E eu acho até que por isso, porque assim, de novo, a gente tá falando desse jogo já há muitas e muitas horas, e é óbvio que até rodadas anteriores, né, esperando eles. Esse confronto é o grande confronto da Copa, esperado há muito tempo de fato. E acho que as ideias de jogo são muito claras. É óbvio que a Espanha vai tentar fazer É óbvio que a França vai tentar fazer.
Eu acho que, embora no caso da França eu até ache que existem possibilidades diferentes, mas no caso da Espanha não tem discussão. No caso da Espanha não tem discussão. Eu acho que a discussão, e isso é essencial para que a coisa ande, para além de ficar com a bola trocando passe, porque você tá falando de uma França que hoje defensivamente também é forte, que tem zagueiros em alto nível jogando muito bem. Então o que eu acho, no fim das contas, que pode ser o fator essencial é aquilo que também a gente fala desde o começo da Copa, que é Lamine Yamal vai estar como?
Porque a verdade é que ele melhorou jogo a jogo, jogo a jogo ele foi melhorando um pouquinho. Não sei, não vai ser o melhor Lamine Yamal. O Nico não está à disposição. Se jogar, vai jogar 10, 15 minutos. Com ele acho que não se conta. Mas eu acho que não basta também você ter a bola contra a França, porque é uma França muito difícil de ser, de ser agredida mesmo que você consiga manter a posse de bola. E aí, se você tem um cara, né, a questão é que a França tem 2 ou 3, 4. É, exato.
Eu não tô nem contando, tô falando aqui, hein.
Eu não tô nem falando dos do banco, não, tô falando do banco, não, do titular.
Eu sei, então, mas eu tô tirando o Lise dessa, pensando nele como o homem da assistência.
Exatamente.
Tudo bem, tudo bem, tudo bem, tudo bem.
Agora, para a Espanha é importante ter um desses pelo menos para que o cara—
eu acho que tem uma questão que é claro que o maior poder da França é o poder técnico uma vez de posse da bola, mas tem um poder muito importante que é o físico. O físico, quando eu digo, é o porte dos seus jogadores.
Diga a defesa que o diga, né? Os dois volantes também da França.
Porte do seu jogador.
Foi Espanha? Não, não, eu comecei a te ouvir pensando na Espanha.
Então é um porte físico que ele dificulta quando esses jogadores estão— e eles fizeram isso muito bem com Marrocos, subindo marcação. Marrocos não tinha condição de sair trocando passe. E aí tem uma entrevista interessantíssima do Bono depois do jogo, falando assim, é porque Marrocos no primeiro tempo, especialmente quando a bola vinha no Bono, o que que ele fazia?
Quebrava.
Quebrava para fora, teve chute dele para fora assim, não quero a bola. Ele entendia que não era bom ter a bola. E aí no segundo tempo, acho que no intervalo, o técnico falou, vamos jogar, vamos jogar um pouquinho, vamos sair. Adiantou um pouco, no que saiu tomou 2 a 0.
E os caras, é bom dizer, os melhores jogadores de Marrocos estavam mal tecnicamente. Hakimi tava muito mal ainda, mas eu acho que o mal é em função dessa imposição física, eu só não acho isso, gente, porque o Hakimi conseguiu errar até bola parada assim, né? Bateu uma falta ridículamente, duas, ele isolou. Então assim, ele não tava num bom dia, o Brahim não tava num bom dia.
Eu acho que tem um impacto muito físico e psicológico. Sim, o cara entra com medo, não tem jeito. E aí o que eu ia falar da entrevista do Bono é o seguinte, ele fala depois do jogo Se a gente tivesse jogado como o Paraguai, talvez a gente tivesse chance. Porque o único time nessa Copa do Mundo que tirou a Espanha da zona, a França da zona de conforto, foi o Paraguai. Você vai criticar, vai dizer que aquilo não é futebol, que é antijogo, que não sei o quê e tal, mas você pega até o gol desesperado, né, Maxi, é o menor da França, é o menor.
Só que no Paraguai é zero.
Eu achei que tirou da zona de conforto, sinceramente.
Achou, porque a França não conseguia.
Ela achou o pênalti, mas a pessoa sente 5 a 0, aí o Paraguai não assustia em momento algum. Eu sei que foi 1 a 0, que foi daquele jeito.
Ele tinha um jogador que era um pouco mais avançado, era só o Enciso que ficava correndo que nem uma maratona, que não é um jogador com força.
A estratégia do Paraguai era levar o jogo para os pênaltis.
E de repente, o jogador que tiver essa capacidade de arranque, de explosão, poderia numa outra equipe ter mais sucesso do que o Paraguai.
Meu ponto é assim: um time jogar como o Paraguai, no caso do Paraguai, é absolutamente compreensível, tá certíssimo, e tinha que fazer exatamente o que fez. Ainda assim, jogando daquele jeito, a sua chance de se classificar é de 5%, porque a chance de você jogando do jeito que tu joga era de zero. Eu sei, mas assim, a chance se classificar jogando daquele jeito, ela é quase nula. Porque assim, precisa dar tudo certo. O Mbappé precisa errar um pênalti, a bola precisa ir na trave, tudo tem que dar certo para você conseguir levar para os pênaltis.
Mas aí gera um favoritismo estratosférico. Então você assim, o que que eu posso fazer? Vou tomar uma goleada, vou sair daqui com 7 a 0. Não é o caso da Espanha, tô colocando o que o Bono colocou. Mas aí quando trago isso para Espanha, por isso que eu vejo dificuldade da Espanha, é como ela vai lidar com essa imposição física da França.
Isso é algo que eu quero ver também em relação à troca de bola rápida, porque assim, a imposição física, porque a França também tem adianto nas linhas.
Quando você consegue trazer essa bola para o campo de ataque e a defesa adversária tá bem postada, ela deixa de ser rápida.
Mas você, o jogo da França, o da Espanha, por isso que eu acho que encaixa, no sentido de que por isso que eu acho que a Espanha é que mais pode incomodar jogo da França também, acho, porque o jogo da Espanha é um jogo que evita o contato físico. O jogo da Espanha é de evitar o contato físico, porque aquilo, a bola chegou num, tá chegando alguém, já tem outro para receber. E ela evita todo e qualquer contato físico dos seus meio-campistas com os meio-campistas adversários.
Ela quer trocar passe rápido e fazer a bola rolar, os jogadores se movimentam, e ela chega lá.
Se tudo der certo, não vai dar nenhum joguinho de corpo assim.
Se tudo der certo, eles vão Eles vão triangulando até entrar no gol.
Mas será que a França não consegue encaixar melhor?
É, claro.
Uma lembrança que me deu agora, né, não comparando o placar, né, porque foi aquele 8x2, lembra, do Barcelona e Bayern, né? Não o placar, mas até lembra como aquela foto que ficou, que viralizou na época, de todos os jogadores só no meio-campo dando aquele pedacinho? Eu acredito que possa acontecer exatamente isso nesse França-Espanha. Porque a França tem jogado basicamente a Copa toda no campo adversário, não deixando a equipe adversária sair.
Basicamente vai sair com chutão e olhe lá. E a Espanha é um time que tranquilamente, né, tem a posse da bola, tem essa qualidade para reter a posse e não, não, geralmente não se assusta com pressão adversária.
Uma dúvida que eu tenho é: a França pressiona o Neymar com a bola, com risco deles saltar essa pressão e sair em superioridade numérica.
Eu acho importante. Eu não confio no Neymar.
Então, mas se o passe sai, eu também não confio.
Não é só com os pés não.
Mas se for recordista de minutagem sem gols, mas aí é bozoia.
Então eu sei, mas é pelo time. Eu sei, mas é pelo sistema.
Aí eu peguei um desses jogos, fiz a conta, tinham sido 6 jogos, a direção do gol em 6 jogos.
Ele faz poucas defesas, então ele tomou um gol trabalhado.
Ele recordista, não é ele, é um time, cara.
Mas ele dá para contar, ele é o recordista, é o time todo. No caso da França, eu vou além, nem me pergunto se ela vai marcar o Neymar lá em cima dentro da área. Eu me pergunto se de repente alguns momentos do jogo ela não vai fazer o que sempre fez, os que sempre fizeram os times do Deschamps, que não se incomoda. Vem aí, vem trocar passe aqui no meu campo de defesa, vem aqui, tu trocar passe, que se eu te roubar uma bola, eu tenho 3, 4 caras que são uns raios.
E eles têm feito gols dessa forma na Copa, e o Olise se notabilizando por ser aquele facilitador, né? Ele que dá o primeiro passe geralmente.
Exato, por isso que eu disse, cara, eu não sei qual vai ser a postura da Espanha. Eu acho que a postura da Espanha a gente sabe qual vai ser, o que ela vai tentar. Se vai dar certo ou não, se eles vão conseguir ou não aplicar isso, é outra história. Mas a Espanha certamente vai tentar ter a bola e jogar desse jeito que a gente tava falando. A França, eu acho que eu quero esperar para ver se ela vai querer se jogar na frente, se ela vai ter momentos e momentos.
É isso, exatamente isso. Em determinado momento, para mim, só corroborando que você tá falando, a França vai querer que isso aconteça. Eu vou trazer um bom estúdio de reportagem.
A minha memória da época de repórter é melhor do que a minha memória de apresentador, porque E eu queria fazer uma comparação que eu não sei se vocês concordam ou não, e eu acho que esta França é muito mais poderosa do que o exemplo que eu vou trazer de 15 anos atrás. Mas quando a gente pega esses ciclos de Copa, de Eurocopa, a gente tá falando também de gerações de países que vão se comunicando, às vezes uma tá mais velha que a outra e tal.
E eu me lembro bem, óbvio, aquela Espanha de 2008, 2010 e 2012, talvez seja vista, até porque se provou maior do que era. Essa, mas eu me lembro da narrativa da Copa de 2010, que eu cobri a Espanha na Copa de 2010, tá, que era assim: eles se enfrentam com a Alemanha, a Alemanha renasce uma geração em 2006, aí eles se enfrentam na Eurocopa, ganha a Espanha de forma incontestável. Só que aquela Alemanha era muito forte. Na Copa de 2010, a Espanha passa por Portugal de 1 a 0 nas oitavas, Paraguai assim, nossa, um sofrimento, 1 a 0, perdendo pênalti, e a Alemanha ganha 4 a 0 e 4 a 1 de Inglaterra e Argentina.
E eu me lembro Porque quando tem enfrentamento de semifinal, a narrativa era essa de uma Alemanha poderosa. É verdade que Espanha atual campeã europeia, mas esse contexto tem também. A Espanha é atual campeã mundial, não era mais gigante, não era campeã mundial.
Não, não, não.
E aí é um jogo de 1 a 0, gol do Puyol, mas que a bola ficou o tempo inteiro com ela. E Alemanha, você pega os melhores momentos, acho que ele dá um chute, não acontece nada.
Eu acho a França melhor do que que a Alemanha.
Mas aquela geração da Alemanha, depois de 2014, ganha. É isso que eu tô falando de ciclos comunicantes. Eu não acho que a França seja espelhada a essa Alemanha, mas eu acho que a gente pode ver sim um jogo em que a Espanha tenha mais posse de bola. E não me surpreenderia ela ganhar de 1 a 0 um jogo, entendeu?
E a gente olha, como eu olhei quando Portugal enfrentou a Espanha, para o jogo do ano passado. E ainda são 2 jogos nos 2 últimos anos Vencidos pela Espanha. E no jogo do ano passado, semifinal, a Espanha faz 4 a 0. O jogo termina 5 a 4, mas ela abre 4 a 0 sabendo explorar questões, e com gols inclusive de transição.
O jogo do Cherki, né?
É que quando o Cherki apareceu, e aí muda a seleção da França, o time cresce, quase consegue o empate.
Fica assim, fala, fala.
Não, eu só acho que essa Espanha vai parecer maluquice falar isso, porque como você disse, Agora, aquela Espanha se provou, aquela Espanha, né, ganhou duas Euros, ganhou Copa do Mundo. E essa daí tá numa semifinal de Copa do Mundo, já ganhou uma Euro. Eu acho que talvez essa possa mais, no sentido de que ela tem, além desse jogo de DNA cadenciado, de troca de passe em velocidade— cadenciado não, porque a troca de passe em velocidade— mas ela tem os caras agudos, ela tem os caras de de quebra de linha, ela tem os caras habilidosos.
Então ela mescla as duas coisas muito bem. O problema é que nessa Copa isso ainda não apareceu, porque o Nico Williams não está jogando a Copa do Mundo praticamente. Ele joga 10, 15 minutos por jogo e claramente fora de condição. E a gente viu o quanto ele é bom, o quanto ele é capaz de fazer essa seleção. Não, ah, antes foi absurdo dele. Poderia ter sido, eram tantos candidatos a melhor da Euro, mas ele poderia ter sido um deles.
E o Lamine Amal tá melhorando a cada jogo, mas ainda tá longe do que a gente sabe que ele costuma entregar.
Foi esse ponto que eu discuti com o Hoffmann. A gente tá, o Hoffmann fez a entrada lá no SC1, ele tava viajando, e a gente conversou sobre isso, que eu pontuei. Aí ele falou, Jailson, só uma atenção, é essa Espanha completamente diferente das últimas seleções espanholas. E para mim também já não é a mesma da Euro, né, de 2 anos atrás. Mas o que eu pontuei é que, ao meu ver, principalmente com os protagonistas, Lamine Amal e Nico Williams, a gente viu eles chegar— mesmo muito bizarro isso, né, que eles são muito novos, né, eles são muito jovens.
Mas a gente viu o auge até agora, tá, deles dois fisicamente, tecnicamente, naquela E aí, para mim, essa conta pode ser, pode chegar nesse jogo que a gente tá vendo. A gente está vendo na atual competição a melhor apresentação dessa França, que essa seleção é a melhor França dos últimos anos. O que eles estão fazendo um jogo atrás do outro de fazer, muito melhor que desses dois últimos. É melhor do que deixou para os últimos jogos da história dele de mais de uma década, para o absurdo encaixe físico, técnico, técnico tático desses caras mudando de função várias vezes.
Mas pelo que eu entendi você, você só não concorda porque eu discordo do Rafa que é totalmente diferente da Espanha. Então ela tem as duas coisas ou ela teria capacidade de ter as duas coisas?
Foi nesse sentido de ter as duas coisas, mas aí eu pontuei que a diferença maior, desculpa, a diferença significativa seria a questão física dos dois pontas.
Cara, é isso aí, assim, é ter mais um meia do lado esquerdo do que ter um por conta deles perderam jogadores de lado.
Então, não, não, mas a diferença dessa para do ciclo, porque do ciclo realmente não tinha os caras agudos, não tinha.
Eu vejo, eu vejo muito do time de 2010 aqui.
É isso, é que o Rótulo falou, foi o que o Rótulo falou.
Isso eu vejo também, é exatamente igual de 2024.
Eu acho que essa fábrica de jogadores da Espanha, fábrica entre aspas, né, ela é centrada em jogadores de meio-campo de lado de campo, mas ela foi capaz de produzir bons zagueiros, né? E agora, nos últimos anos, surgiram jogadores de lado de campo. Tá faltando um 9 funcional. A Espanha precisa produzir para variar, né? É, né? Para completar o time, porque falta muitas vezes.
Digo para variar historicamente, porque quantas vezes a gente já falava que, claro, você já teve melhores da Vivinha.
Não era exatamente um 9. Era 10, ele vinha da esquerda para dentro.
A melhor Espanha que eu vi é de 2012, aquele 4 a 0 na Itália. Aquela atuação da Espanha na final, assim, é para guardar. É um absurdo, assim. E era isso, né? Não tinha ataque, era Xavi, Iniesta, David Silva, Fábrica. Quem que era atacante?
Ninguém.
E vamos lembrar do histórico dos atacantes, assim. Se você lembrar do Morata e da relação dele com o torcedor.
É por isso que ele não produz bons atacantes. Morata é um senhor perdedor de gols, um dos maiores.
Falei, em cada competição era um. Porque 2008, Fernando Torres faz os gols da final. Na Copa de 2010 já era o David Villa, era meio que quem tava melhor no Milan.
Em 2010 ele já tava com problema no joelho, já não tava legal.
É porque a Espanha não tem produzido um 9 funcional. O centroavante, centroavante hoje é o Borja Iglesias. Que o De La Fuente não usa.
Acho que ele é um 9 avante, vai ser em determinado momento, né?
Vai se alçar a bola na área.
Precisa fabricar um centroavante que se encaixe no seu estilo de jogo. Agora eu queria falar rapidinho, importante, que eu acho que vai ser central, decisivo para o jogo, um duelo de dois atletas que têm sido donos dos seus times. Rodri Rodri e Olise, ou Olizê, como você quiser, que um vai marcar o outro. O Rodri é um cara que tá gerando jogo absurdamente nessa Copa, e uma vez a Espanha de posse da bola, o cara que circula mais próximo dele é o Olise, e vice-versa, né?
O Olise é um jogador que pifa no time da França e quem tá mais perto para marcar ele também é o Rodri. Quem ganhar esse duelo tem grande chance de vencer o jogo.
De acordo, concordo.
E assim, é isso, o Rodri fez uma fase de grupos discreta e só tá só subindo hoje, cara. Tudo passa por ele. E eu duvidava, porque assim, o Rodri pós-cirurgia, e cirurgia de joelho não é fácil, ainda mais para um jogador que sempre teve mobilidade, mudança de direção.
Não conseguiu voltar jogando, não voltou mesmo.
Mesmo nível. Então assim, ele recuperar— eu vi o número do último jogo que ele fez 62 passes quebrando linha.
É o que mais faz na Copa inteira, é vertical, é vertical.
Não é que é o cara que toca de lado. Por exemplo, a Copa do Vitinha foi uma Copa extremamente burocrática, sim, só toca de lado.
Que raiva, hein?
Então, e você viu que depois o Jorge Jesus falou, né? Acho que ele quer que o Vitinha jogue a mesma coisa na seleção portuguesa que ele joga no Paris Saint-Germain. Se o time joga completamente diferente, você vai querer que ele jogue?
Falou, melhor meio-campo do mundo, esse não é esse que jogou a Copa, não foi, porque ele tava quebrando o Roberto Martínez, né? Ele soltou metralhadora em cima do Martínez.
Ele falou lá, né, que tava lá a comoção e tal, né, em cima do futebol de Portugal, tirando a parte desportiva.
E ele falou assim, o meu modelo de jogo não tem nada a ver com isso daí.
O confronto existe, mas eu acho que o Rodri é muito mais essencial para a Espanha do que o Lise para a França. E não porque o Lise não seja um cara que faz o jogo girar, ele faz, obviamente é a posição dele, é a mais importante para isso. A questão é que talvez a dependência em relação ao rendimento do Rodri para que o meio-campo funcione bem, ela é maior do que a da França. Porque a França é o que a gente sempre fala, né, cara?
Se você tirar o Mbappé da França, você pode tirar o Mbappé da França que mesmo assim a França vai ser temida do jeito que o Jailson tava falando pelos seus adversários, o Eugênio tava falando, cara, é um negócio absurdo, entendeu? Porque é uma quantidade de bons jogadores. E claro que o Olise é o mais diferente nesse aspecto. Se você olhar para Mbappé, para Doué, para Dembélé, né, são os caras mais agudos e tal. O Olise faz a bola girar mais, tanto que é, né, o líder de assistências da seleção.
Mas eu acho que olhando para o embate entre os dois, acho que o Rodri jogar bem é essencial para que a Espanha consiga fazer aquele jogo que a gente tava falando acontecer.
E nesse embate que o Eugênio trouxe aqui destacar, vai ficar ruim para o Rodri se o Olise conseguir girar, hein? Né? Porque o Olise, a gente tava falando hoje também, né, que é assim, a gente vai, a gente acaba repetindo os assuntos, né, dos programas.
Não tem jeito, audiência rotativa, tanto que eu não vi.
Então É porque o Olise no Bayern de Munique, ele joga na ponta direita, ele joga trazendo para dentro. E ele começa a Copa assim. Depois que a França tem dificuldades ali contra Senegal, a inversão. Porque no início da Copa, o Guardiola tenta um 4-2-4 com o Olise na direita, Dembélé e Mbappé por dentro. E aí quem baixava para sair as jogadas era o Dembélé. O Dembélé tava tentando baixar como central, não deu certo contra, no primeiro tempo contra Senegal.
E o Deschamps inverte, bota o Olise como um 4-2-3-1, e aí esquece. E aí a França começa a encaixar seu jogo e melhora significativamente ali na Copa, no próprio jogo, e depois sai atropelando todo mundo. É, o que eu quero dizer com isso é que o Olise, para mim, ele foi se adaptando à movimentação, porque é muito diferente você jogar protegido com a linha lateral atrás de você, que você sabe que não tem ninguém atrás de você, e você jogar centralizado sabendo que a qualquer momento um volante pode vir, tá te jantando, um zagueiro dando no meio.
Então você tem que, naquilo que fala no futebol, né, quebrar o pescoço o tempo todo para saber quem tá atrás de você. E o Olise é um cara, faz isso muito bem, que faz isso muito bem. E o drible dele no primeiro toque é muito bom. Ele tem conseguido girar em cima desses volantes que tentam pegar ele na primeira. Então por isso eu entendo perfeitamente essa questão do, desse embate no meio-campo. Só que se sobrar para o Rodri e marcar o Olise, né, numa tentativa de evitar um contra-ataque, qualquer coisa desse tipo vai ficar ruim.
Porque se o Olise conseguir num tapa girar em cima do Rodri, o Rodri vem, tudo bem, vem numa crescente tecnicamente e fisicamente também, só que ainda tem para mim a mobilidade afetada por conta da lesão grave que ele teve. Então se o Olise conseguir num tapa dar o giro, aí você vai ter como ele pifar Dembélé na direita, doeu o Barcola na esquerda, seja lá qual for a escolha que o Deschamps vai ter, ou Mbappé centralizado fazendo a diagonal. Então vai ficar difícil.
Antes desse jogo teve troca de farpas, tipo boxeadores fazendo aquela encarada. É a pesagem. Lamine Amal mandou recado, teve troco da França. Vamos colocar, olha só, Lamine, se eles têm algo a temer somos nós. Somos nós, somos nós, fomos nós que os eliminamos na Euro 24. Somos duas das melhores seleções do mundo, para mim as duas melhores, e não temos medo de nada. Desde o início do Mundial todos esperavam por esse jogo. Verdade, eu tava nessa, Lamine.
Se alguém pode ir com segurança contra a França, somos nós. Eu gostei dessa, ele falou na zona mista. E aí o Konaté foi perguntado, esse assunto chegou também do lado da França. Para ser honesto, não ouvimos o que está sendo dito. Não temos que temer ninguém, temos que continuar humildes e não cair em armadilhas, ainda mais nessa fase da competição. Ele, o Yamal, pode falar o que quiser. Vamos tentar nos preparar da melhor forma. No fim do jogo, veremos quem levou a melhor. Eu adoro o Jota.
Não me venha com essa cara de que não, não, não, não, não, não, nenhum dos dois passou do— eu acho que é claro que a frase do Yamal, ela pode soar um pouco mais provocativa porque ela diz: se eles têm, se eu já só queria, se eles têm algo a temer, somos nós. E eu acho que ele tem toda razão nisso, porque não existe nenhuma outra seleção nessa Copa que a França pode olhar e falar: pô, esses cara aí vai ser muito difícil passar.
Eu acho que assim, o muito difícil passar se aplica para Espanha. Acho que pelo histórico recente, pelo encaixe do jogo, pela qualidade que tem a Espanha, acho que isso é muito claro. É verdade que muitos jogadores não falam mesmo quando isso é verdade. E aí você pode até dizer, pô, precisava o Yamal falar isso, porque mesmo que ele falhe usando o C, a gente sabe que isso vai ser usado por vocês da imprensa. É, vocês da imprensa vão pegar essas frases, vão colocar A resposta do Konatê também é absolutamente correta e nem provoca.
Fala, cara, a gente não ouviu o que ele falou, não quero ouvir. E ele pode falar o que ele quiser e depois, no fim do jogo, a gente vê quem levou a melhor.
A gente viu isso com o rapaz do Japão lá. A gente aqui também tem uma mania de achar que tudo é menosprezo, tudo é provocação, tudo é isso. E às vezes não é nada, é só uma opinião, é só o cara falar, cara, O que ele falou de errado?
É proibido aos jogadores de futebol ser verdadeiro.
A gente pede tanto, né?
Mas assim, qualquer coisa gera mimimi.
O Yamal não falou nenhum absurdo, porque nos últimos 10 jogos, se eu não tô enganado, entre França e Espanha foram 2 vitórias da França, 1 empate e 7 derrotas da Espanha. A gente mostrou essa tela, eu tomei um susto porque eu não tinha. Eu falei, tá errado isso aí, velho. 7, 2, 1, 7, é isso mesmo. Então o Yamal não tem nada de errado no que ele falou.
O mata-mata famoso de Espanha e França, que eu acho que é 2006, que a Espanha, a França vem naquele jeitinho França quando parece que não tá legal, né, fase de grupos, empatando com a Suíça, sofrendo para ganhar os jogos. E a Espanha já começando aqui, bolinha de lá, bolinha de cá, ganhou fácil o grupo.
Chegou na oitava de final, cara, o Zidane pôs a bola debaixo do braço aqui e falou, Espanha, como ele fez quase a Copa inteira, até dar uma cabeçada.
Falou, Espanha, tchau, tchau. Então assim, é isso, essa é a hora que os grandes jogadores aparecem.
Aparecem.
Essa é a hora que os caras batem no peito e falam: hoje eu vou resolver isso aqui.
Eu até acho assim, olhando para a frase do Yamal, eu acho que de fato tem um— se eles têm algo a temer, não sei se tem, mas se eles têm algo a temer somos nós, faz sentido. Ele ressalta a força da França o tempo todo na frase dele, quando ele diz: são as duas melhores seleções do mundo, são, é o jogo que todo mundo queria ver. Então ele faz elogios à França que estão embutidos ali. Eu até acho, a respeito do, ah, tudo Cara, eu acho que tem coisa que você não tem que falar mesmo.
Eu vou pegar um exemplo: o Rafinha. O que o Rafinha falou antes daquele jogo da Argentina tava na cara, aí passou completamente do razoável. Mas é que eu acho que tem coisa, às vezes existem até verdades que você não tem que dizer, que você não tem que falar, que você não tem que dar, ainda mais em culturas como é a nossa, em que isso funciona, e a da Argentina também, em que essas coisas funcionam, em que Você pode falar, mas dá uma dissorcidinha aqui, prega lá no vestiário, que isso vai fazer efeito. Mas existe, Eugênio, existe e faz efeito. Existe e faz efeito.
Eu tenho vergonha alheia, porque às vezes o cara é campeão e ao invés de comemorar o título, ele quer ir lá e falar assim: ganhei de você!
Mas é ridículo!
É ridículo, mas acontece.
Não pode ser essa motivação.
Eu não esqueço isso. Eu entendo que aconteça dessa forma, mas eu acho que Eu não esqueço nunca de uma coisa. João Canária, lembra do João Canária? Nosso querido João Canária.
Ricardo Oliveira.
Ricardo Oliveira, que o Ricardo Oliveira tava com a gente no Bate-Bola.
Sim, naquela época da Copa do Brasil, 2015.
Cara, a gente tava sentado lá e ele é santista, o Canária é santista, abertamente sempre falou que era santista e tal. E eu nem lembro, nem lembrava que era o Ricardo Oliveira que tava. A gente tava entrevistando e tal e tava, cara, uma entrevista legal, era a época da Bate-Bola na Veia, né? O que hoje é o Equipe F, né? E aí a gente tava lá, sofazinho, conversando, e o Canalha falou, pô, e aí quando a gente ganhar esse título aí, era final, era Palmeiras e Santos.
E na época o Ricardo Oliveira se pegava com o Prats, né?
Teve a máscara no caminho.
Isso, tinha uma rivalidade, mas não tinha nada a ver com essa rivalidade o que o Canalha falou. Ele falou, e depois quando a gente ganhar esse jogo aí, for campeão, vamos fazer um churrasco churrasco, sei lá, na minha casa, no meu sítio, no teu sítio. Você vai me convidar para um churrasco no teu sítio?
E o Ricardo Oliveira deve ter dito: tá bom.
Então tá bom virou a frase. Mas, cara, a loucura foi aí, eu lembro, mas ele deve ter concorrido. Aí a gente acabou o programa no domingo seguinte, o Palmeiras foi campeão, e acho que era o Mendes, eu não me lembro quem era o nosso repórter, que foi entrevistar os jogadores do Palmeiras. E, cara, Todos aquele cara fala limpo, joga canalha, que não sei o quê, quero ver o churrasco. É isso aí que vocês falaram, muita bobagem. O que eu quero dizer assim é uma brincadeira de um torcedor, foi usada, foi usada, e aparentemente mexeu com os caras, porque se não tivesse mexido eles não iam depois de terem sido campeões.
É, mas os caras não iam correr menos por causa disso também.
Mas ele não pode.
Eu também acho igualmente ridículo, eu só não acho que dá para minimizar isso.
É uma loucura. Você vai entrar, independente de qualquer provocação ou não, você vai entrar querendo ganhar o jogo.
É uma loucura, mas existe.
Em algum momento gerar uma briga, gerar uma confusão que vai além do jogo, mas é uma coisa que também é muito ruim.
A gente pode discordar, a gente pode achar ridículo, eu acho ridículo, eu discordo, mas faz parte, né? Faz parte, faz parte. Os caras usam isso.
Pode ser que em algum momento, quando a chega perto do Lamine Amal, dá um cutucão nele e fala: fala agora, moleque.
Então pode ser, como fizeram com o Rafinha na Argentina.
Pode ser, e é normal também, cara, tá sendo substituído, todo mundo vai chegando.
Mas aí o Rafinha passou completamente os limites.
Eu acredito que isso exista assim, tá, lá na hora lá do jogo. Sim, é uma encarada, é você lembrar o que o cara falou, às vezes você correr um a mais. Sim. Você corre uma mais uma dividida, você chega um pouco mais forte, você dá uma no meio, a primeira bola que às vezes que o cara gira dá uma.
Eu acredito que isso também tem a questão da guerra psicológica do jogo. Isso faz parte da guerra psicológica.
Mas só fazer uma coisa, você pode acabar se complicando tomando um amarelo. Assim, se você assiste a série do Michael Jordan, não é assim? Michael Jordan o tempo inteiro ele numa final da NBA, ele encontra o técnico adversário no restaurante, o técnico passa reto. Quando o técnico passa reto, o repórter que tava junto fala assim: errou. Porque isso foi suficiente para o Michael Jordan, sozinho com ele próprio, que era o George Karl, que ele fala assim: ah é? Ok, amanhã tem jogo. Isso acontece, são as motivações.
Eu queria sair desse assunto, claro, à vontade, porque a gente tá falando do Lamine Amal, né? É a grande estrela da da seleção espanhola. É um jogo coletivo, mas individualmente é um jogador que consegue muitas vezes achar espaços que outros não acham. E o Yamal joga aberto pela direita, trazendo para o meio. Ele, mais uma vez, mais uma vez um duelo. Ele vai enfrentar um jogador no um contra um que eu não vou dizer que é o elo fraco da seleção espanhola, da seleção francesa, Mas talvez seja o Elo menos forte.
Ele é um lateral regular, sim, que não compromete, mas não é brilhante como quase todos os outros jogadores da equipe. Ele, ok, completa, ninguém espera dele nada extra, e ele vai pegar um extra-série. Talvez esse seja um outro duelo muito interessante da gente observar no jogo, como é que vai funcionar. O Dinho é marcando. Não, se ele tirar o Dinho, botar o Theo Hernandes, aí fica mais fácil ainda. Até por isso que o Dinho ganhou a Porque é até o jogador ofensivo, mas defensivamente com muita dificuldade.
O Lamine está evoluído?
Para mim tá, jogou um jogo fantástico, mas tá longe do que a gente sabe que ele pode render.
Mas nessa Copa ele não vai chegar no Lamine Camara que a gente conhece.
Para mim tem um ponto nesse enfrentamento que o Eugênio citou, porque contra a Bélgica o De Kuyper e o Doku, coitados, eles passam um veneno absurdo com Lamine Amal, porque o De Kuyper não tava conseguindo dar dentro. E aí teve que chamar o Doku para ver se fazia uma sobra. E depois entra, exatamente, depois a troca de laterais para ver se acontece alguma coisa. Só que no lado francês, né, nesse enfrentamento entre França e Espanha, os laterais espanhóis, para mim, eles têm mais responsabilidade no jogo do que os dois laterais franceses.
E eu acho que fisicamente isso pode exigir em algum momento, porque o Pedro Porro e o Cucurella, eles precisam tanto atacar quanto defender. Então eles precisam aparecer no ataque também. Os laterais franceses, eles geralmente ficam um pouco mais. A gente tá falando do Koundé, que era um zagueiro e vira um lateral direito no Barcelona, e o Digne, que ganha a vaga do Theo Hernández justamente porque marca mais. E o Deschamps pensa: eu não preciso tanto de um lateral ofensivo aqui não, eu preciso de alguém que cumpra a função de marcar.
Por isso que ele tá sendo utilizado. Então, ao meu ver, é o Dinho. Eu não sou falando que vai ser uma das funções mais fáceis do mundo, né? Mas ele, a função dele vai ser de fato tirar o espaço do Yamal. Então fisicamente ele pode ser poupado.
E aí tá um dos jogadores mais velhos do time, né?
E aí talvez tendo o Duê ou o Barcola, o Lamine Yamal vai precisar fisicamente ser um pouco mais exigido, como ele foi até nos últimos jogos, tendo que descer um pouco mais para fazer marcação contra Portugal e contra a Bélgica também. Então assim, ao meu ver, o Digne, no final das contas, meu amigo, você tem uma função, é tirar espaço do cara aqui. E no caso, quem for jogar na ponta esquerda, fazer com que o Lamine Amal corra para trás.
Então acho que essa questão física também vai contar dos dois, dos quatro laterais.
Que a entrada do Fabián no lugar do Pedri, ela já gerou uma mudança na Espanha, né? O o Fabián cai mais pela esquerda, então você consegue gerar mais situações de um contra um do Lamine do outro lado, né, na inversão, né. Porque como o Pedro joga mais para direita, muitas vezes o Lamine já recebia a bola muito próximo, né, então a marcação já mais próxima dele.
Então agora ele tem que ganhar esses duelos, né, e a França necessariamente vai ter que dobrar a marcação também, porque vai ter que obrigar o Barcola a descer, por exemplo, ou Rabiot que joga pelo lado esquerdo a fazer ali uma tentativa de uma sombra para sobrar espaço no meio. Isso a Espanha faz muito bem, né?
Não, só queria agradecer o Alan Teixeira aqui que lembrou. A gente falou Ricardo Oliveira, tá? Mas o João Canalha deu uma, tirou um sarro do Vitor Hugo. Ah, tá, a época zagueiro do Palmeiras que tava com a gente no sofá, e ele fez uma brincadeira. Então só agradecer o Alan Teixeira da lembrança do episódio, de quem era o personagem.
Está evoluindo fase a fase o Lamine Amal?
Tá.
E por isso mesmo, cara, porque eu acho que assim, também muitas vezes a avaliação da, da, de quanto o jogador foi bem ou mal numa partida depende do lance em que ele acerta terminar em gol, resultar em gol. Então a gente já viu nos dois últimos jogos jogadas em que o Lamine Amal passou por dois, passou E se ele passa por 2 e mete essa bola no ângulo ali numa finalização, avaliação que a gente teria sobre o Lamine Yamal decisivo nesses 2 últimos jogos já teria sido muito acima do que, do que foi.
Ele só precisa às vezes passar por 1 e acertar a bola na gaveta.
Exato, só isso.
E ele tem essa capacidade, ele mostrou essa capacidade. O gol no final das contas é sair disso. Mostra a capacidade de fazer isso nos dois últimos jogos, eu acho. Então eu não duvido que ele faça isso de repente contra a França, um lance, é um lance que ele consiga eventualmente fazer uma das jogadas que ele fez nos dois últimos jogos. Só que ao contrário de cruzar e a bola ir para escanteio, ao contrário da bola ser bloqueada, ela morrer dentro da rede, a gente já vai falar, olha lá, é o Yamalck.
Agora, claro que ele não consegue o tempo todo ser aquele cara que a gente já viu ele ser, né? Acho que principalmente na Euro, mas principalmente na Euro não, na Euro e também no Barcelona quase que constantemente. Então vamos ver, cara. Eu acho que de uma hora para outra a gente pode mudar a avaliação do Yamal. E porque agora obviamente o destruidor de favoritos, não, são dois jogos que valem muito, né, Felipe? Então assim, são dois jogos que valem muito.
Então se ele acaba com o jogo com a França Ele entra na seleção hoje. É uma insanidade pensar no Yamal na seleção da Copa do Mundo, não faz nenhum sentido.
Mas se ele acaba com o jogo, ele acaba com o jogo, ele entra.
Porque eu acho que vai ser esse jogo, final, ele acaba com a final aí, pode até acabar virando o craque da Copa.
Pode acontecer.
Hoje a gente nem fala do Lamine Yamal na Bola de Ouro. Se ele decide os dois jogos, ele vira candidato.
Eu acho que pode ser também essa questão, né, da Espanha às vezes tiver na dificuldade, a França, sei lá, 1 a 0, a França com mais, ele começar mesmo a chamar, né? Dá a bola em mim, vamos parar. Não, vamos jogar, ficar circulando a bola e tal. Não, não, não, vamos parar de circular a bola. Ele chega lá no Pedro Porro lá atrás, me dá a bola aqui e vamos embora. A gente começa a tentar subir, mas eu vou chamando essa responsabilidade. Acho que isso pode acontecer também.
Previsão aqui, amanhã a gente vai falar muito mais, mas a França precisa resolver no 1 a 0, porque se tiver 0 a 0, Merino, o Tupanzinho da Copa, aos 40 do segundo tempo, O meu resumo, o homem que arrisque de fora da área.
O homem que odeia prorrogação.
Tá valendo muito a pena arriscar de fora da área.
Tá mesmo.
Abraço para você, Jair. Eu sou o Velho Esporte Center. Amanhã tem mais. Que horas que é? 10:30? 10:30.
Tamo com vocês.
Tchau, tchau, pessoal.
Estamos.