Primeira semifinal definida! O que esperar de Espanha x França na Copa do Mundo? - Linha de Passe
Nesta quinta-feira (10), nossos comentaristas repercutiram a vitória da Espanha sobre a Bélgica e projetaram o confronto com a França pela semifinal da Copa.
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André Linares
Eugênio Leal
Gustavo Hoffmann
Gustavo Zupac
Jean Odi
Mário Marra
Paulo Calçade
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Chegamos com o nosso Liga de Passe e teremos sim, vocês estavam certos na ansiedade, na expectativa ontem. Sim, teremos Espanha e França numa das semifinais desta Copa do Mundo. A Espanha venceu agora a Bélgica por 2 a 1, avança à próxima fase. Temos alguns positivos aqui nesta mesa. Vou começar por um deles daqui a pouquinho. Homem foi de uma sensibilidade incrível com relação ao gol da vitória da Espanha. E claro que a gente já vai projetar os confrontos de amanhã também, porque afinal de contas amanhã tem essa Inglaterra e Noruega, tem Argentina e Suíça.
A gente vai falar bastante sobre isso com os companheiros aqui à mesa e também com os nossos companheiros in loco. Daqui a pouco tem Gustavo Hoffmann, tem Gustavo do Parque, tem Mário Marra. É a tropa toda hoje nesse Linha de Passe com você. Agora a gente vai lá para o YouTube. Para atender os primeiros participantes. E a gente volta já já aqui na ESPN. Porque você falou que ele sempre manda, a gente sempre manda, né? Então é o Aurelino Pedro Filho, de Cafelândia, de Cafelândia, cidade do interior de São Paulo, região de Marília e Bauru.
Ele disse que ele é conhecido por fazer embaixadinhas com algumas frutas e objetos. Grande abraço a todos. Quais frutas você utiliza, Aurelino? Será que ele consegue fazer com uma melancia, um melão, uma fruta do Congo?
Vai ter problemas de ligamento se ele fizer.
Acho que vai ser um pouco complicado, né? Aurelino, responde aí para nós, por gentileza. Isso, segue aí, ô Bernardo, por favor.
O Nanda Perfeita começou. André Deusberg dizendo bom trabalho para gente. Na onda perfeita. Ontem também desejei bom trabalho, não sei se estava trabalhando, descansando, estava trabalhando, preparando alguma coisa, ele mandou aqui. Grande abraço, grande abraço. O Alex está falando que a França vai passar com tranquilidade. Sim. Júlio Grande está falando que a Espanha não segura a França, jogo é jogo e tudo pode acontecer. Ele acha que não segura.
O Aurelino disse que já fez com melancia já. Coco, maçã, limão, acerola, uva e jabuticaba.
Pelo amor de Deus, Dili! Vou te falar, se ele fosse mais jovem, na época do Silinho, que mandava os jogadores treinarem com bola de tênis, que era uma revolução pra controlar a bola e tal, ele provavelmente teria alguma chance de ser um jogador profissional.
Ai, cara, Aurelino sensacional, rapaz.
Cauê Nunes, eu não sei se é por superstição, por toque ou por ser apaixonado pelo gigante da música, ele pede mais uma vez, eu mando mais uma vez um abraço pra Bob Dylan.
Bob Dylan, ele deve estar assistindo.
Tenho certeza disso.
Um abraço para o Bob Dylan.
Me fez lembrar o Brenner uma vez aqui, que manda um abraço para o Tim Maia, que tava assistindo a gente. Falei, o Tim Maia só de outro plano para estar assistindo. Porque é maravilhoso, isso é um marco da TV brasileira.
Não é? Pode ser, pode ser.
Ai, ai, ai, estamos aqui com o Vitor Birner, com o Paulo Calçade, com o Eugênio Leal, com o Jean Ode. Daqui a pouco os Gustavos também participando conosco. Eu vou abrir essa linha de passe com o nosso Jean Sensitivo. O que você acha? Estávamos ali, você vai entender, estávamos ali na maquiagem, na maquiagem, olhando ali um a um, um a um, um a um, falou: Ei, gente, é, vamos sair mais tarde hoje, esse jogo vai para prorrogação e tudo, sabe como é que é, né?
E aí Jean Odi diz o seguinte: ele vai colocar o Merino e o Merino vai entrar e vai fazer o gol da vitória.
Nada como ter o ingresso para o evento depois, né?
Chamarção, abertura é sua. Parabéns! Que coisa, rapaz!
Na verdade, boa noite, William, boa noite a todos. Eu só tava repetindo o roteiro que a gente viu há pouco, né, com Merino resolvendo também uma outra partida, saindo do banco para isso.
86 e fez o gol aos 88.
Exato, saiu aos 86, fez o gol logo depois, entrou aos 86, fez o gol logo depois. E hoje, né, a mesma coisa. Na verdade, aí é triste, até cruel dizer isso, mas eu acho que a definição do jogo veio dos bancos de reservas dos dois, né? Porque também a saída do Courtois e a entrada do Lammens acabou— é cruel demais falar isso, eu fiquei com pena do goleiro da Bélgica, mas é um fato. Mas isso também acho que é incontestável, que dificilmente o Courtois daria aquele rebote sorte para que o Merino fizesse o gol, com os méritos todos.
Eu acho que a Espanha jogou mais. A Espanha de novo não foi brilhante, a Espanha não criou um monte, a Espanha não massacrou o adversário como a França costuma fazer, mas ela foi superior mais uma vez. Ela avança. A gente vai ter a semifinal que todo mundo esperava no começo da Copa, quer dizer, todo mundo que ia preenchendo aqueles simuladores de primeiro aqui, primeiro ali, Para quase todo mundo, a semifinal desse lado da chave era França-Espanha.
É o que vai acontecer. Eu não acho que esteja tão definido como muita gente acha. É claro que se você olhar para o que a França jogou até aqui, para o que a Espanha jogou até aqui, a França jogou muito mais. Aí a gente não precisaria nem disputar a partida. Mas a gente sabe que o futebol não funciona dessa maneira, que tem a questão dos encaixes, de como um time joga, como outro time joga, o quanto jogadores decisivos vão vão brilhar ou não.
O Yamal ainda está devendo, ainda que tenha feito hoje, acho que um bom primeiro tempo, né? Mostrou brilho em alguns momentos. Não sei se vai mostrar contra a França ou não, mas é, acho que, a grande semifinal. Mesmo que do outro lado a gente tem a Inglaterra e Argentina, do ponto de vista técnico, essa é a grande semifinal. E diria que é assim, no começo da Copa era o grande jogo da Copa do Mundo que a gente poderia esperar. Se me perguntassem antes da Copa qual é o melhor jogo que essa Copa do Mundo pode ter, qual é o jogo com as duas equipes mais fortes, esse confronto seria França-Espanha. E esse confronto vai acontecer na próxima terça-feira.
É, desse lado da chave deu a lógica, né? Porque a gente tá falando em França-Espanha como as favoritas ao Titas Print. Tinha até uma prateleira só de França-Espanha desde o começo, a gente tá falando isso, e isso vai acontecer na semifinal. Gusttavos Upac tá com a gente aqui nesse Linha de Passe. E aí, Zupá, Mbappé tem 8 gols, o Messi tem 8, mas os 2 do Merino vale pelos 8, hein? Tudo bem?
É, vale muito, William. Abração para você, para turma toda e para o fã de esporte. Só para contextualizar, estou aqui no Hard Rock Stadium. Já tivemos hoje as atividades da Noruega aqui. Daqui a pouco teremos, logo depois do Linha de Passe, entrevista de Thomas Tuchel e um atleta da Inglaterra na preparação para o jogo de amanhã, que vai ser tema mais tarde do Linha de Passe. Mas Já tô aqui no palco do jogo e tava assistindo aqui no centro de mídia o jogo da Espanha.
É curioso como a Espanha tem o Lamine Yamal, que concordo que o Jean fez um jogo melhor do que vinha fazendo, participou de muitas articulações, né, muitas, inclusive o primeiro gol da Espanha numa belíssima bola que o Lamine Yamal coloca para o Pedro Porro. Então ainda que ele não esteja sendo o protagonista que se espera Ele está num processo evolutivo dentro da Copa. É a Espanha do Rodri, é a Espanha dos seus talentos no meio-campo, mas são os meio-campistas menos badalados que estão resolvendo os problemas da Espanha nesta Copa do Mundo.
O Miquel Merino com 2 gols, o Fabián Ruiz, que foi novidade para hoje também. Então é uma Espanha que tá em alguns momentos com a dificuldade de achar profundidade, e os seus meio-campistas é quem tem infiltrado para definir. Tem sido uma tônica da Espanha nessas últimas partidas. Eu gostei do jogo da Espanha hoje, eu gostei do jogo da Bélgica também. Acho que a Bélgica, dentro do que ela podia fazer para enfrentar a Espanha, ela tentou se defender o melhor que ela pôde.
Talvez tivesse faltado, tenha faltado mais contra-ataque no segundo tempo, como teve a escapada do primeiro tempo que terminou no belo gol do De Ketelaere. Mas assim, quando um time não consegue sair para jogar contra a Espanha, nem sempre é porque ele foi mal. Às vezes é porque a Espanha te amassou, te empurrou para trás, te prendeu atrás. E a Espanha teve muito volume de jogo hoje, né? Foram quase 20 finalizações. O Courtois era um dos nomes do jogo até sair.
Então, ainda que a Espanha tenha encontrado problemas para definir, problemas para atacar essa profundidade, eu gostei do volume de jogo e de como a Espanha tentou rodar bem essa bola, sobretudo usando o lado direito como lado mais forte, para tentar machucar a Bélgica. E machucou, machucou e machucou. Para mim, mereceu vencer, ainda que a Bélgica tenha feito um trabalho defensivo quase que o melhor que ela pôde, mas a Espanha de novo contou com seus meio-campistas que infiltram.
E o Mikel Merino, que fez tantas vezes isso pelo Arsenal na temporada quando foi necessário ser um centroavante, é mais na última temporada, né, quando foi necessário ser um centroavante, e ele jogou algumas vezes de centroavante, ele tem esse potencial de infiltração. Tanto ele quanto o Fabián Ruiz, com as infiltrações, classificam a Espanha para o jogo que tanto se espera lá em Dallas, né, essa semifinal entre França e Espanha.
Zupa, fica à vontade para acionar a hora que você quiser. O Eugênio, é impressionante essa Espanha, né? Porque ela não faz o mais vistoso dos jogos, de repente aquilo que se espera da Espanha, mas você sabe vendo o jogo que em algum momento ela vai ser fatal, ela vai ser cirúrgica. Ah, não tá legal aqui, tá faltando uma coisa aqui, outra acolá, outro time cresceu um pouco de produção. No caso, hoje a Bélgica teve algum momento Mas você sabe que cedo ou tarde a Espanha vai lá e ela não vai perder o jogo. É impressionante, Eugênio.
Tudo bem?
Tudo bem. Boa noite, William, Jean, meu amigo Vitor Biner, meu amigo Paulo Calçades, meu amigo Jean, meu amigo William, Gustavos, fãs de esportes. É isso, a Espanha é consistente. Ela tem alguma dificuldade no chamado último terço do campo, ela não tem o homem gol. O homem gol tá sendo o cara que sai do banco, que muitas vezes faz esse papel também no Arsenal, saindo do banco e virando, às vezes nem saindo do banco, começando já como titular no ataque e tal.
Mas o Ersabal às vezes consegue fazer o papel, mas não é exatamente esse camisa 9. E o Ferran Torres, que faz esse papel no Barcelona muitas vezes, não tá funcionando centralizado. Aí precisa sair o Merino do banco para entrar e fazer o gol. Mas faz porque a Espanha consegue controlar o jogo a partir da posse de bola. É uma característica que a Espanha desenvolveu durante esse século, ter jogadores habituados a trabalhar a partir da troca de passes, com muita capacidade técnica para dominar a bola, parar, pensar, entender o jogo.
E isso faz dela um time muito forte. Ela não tem as individualidades ofensivas, a não ser o Yamal, no mesmo nível da França, que vai ser sua adversária. Mas ela consegue no coletivo, a partir desse tic-tac modernizado, ser muito forte. Eu estava aqui pensando, imaginando o seguinte: Nico Williams, 1x0. Merino, 2x0. Lamine Yamal, 3x0. Pedri, 4x0. Aí, pênalti. Gol de Mbappé.
Meu Deus, depois falei, Lamine Amal de novo, 5 a 1.
Tá querendo ser sensitivo demais, não é?
Aí depois gol contra da Espanha e depois no último minuto um gol de cabeça, 5 a 4. Foi o jogo de ano passado, é verdade, semifinal da Nations.
Que loucura, né?
5 a 4, uma Espanha que foi muito superior, mas de repente ela achou que o jogo tava ganho e a França foi para cima e quase conseguiu um empate no final. Acho que não será assim dessa vez.
Até porque o Nico não vai estar em campo, né? No começo.
É, o Nico entrou no jogo hoje.
Entrou, mas não vai começar.
E outros jogadores, o último gol foi do Kolo Muani, por exemplo. O gol contra da Espanha foi do Vivian. São jogadores que não necessariamente estão ali. Mas acho que é engraçado, em um ano, esse jogo foi há um ano mais ou menos, a França evoluiu muito. É curioso, né?
E a Espanha?
E a Espanha está estagnada. Talvez até dado um passo atrás em função do Nico Williams não estar bem.
E o Lamine também, né, não tá tão bem.
Até evoluindo jogo a jogo, né?
Faz um momento, tem a menor dúvida.
O problema é que ele não tem o cara do outro lado para compensar isso, né? Muitas vezes os dois, mesmo jogando relativamente afastados, mas o equilíbrio ou desequilíbrio que eles causavam dos lados fazia muita diferença, né? Especialmente na Euro, né? Ano passado na Nations, a Euro já tem 2 anos, a Nations não foi tanto assim. Eles brilharam mais na Euro. Então acho que a França evoluiu muito, a França chegou nessa Copa do Mundo e vai jogo a jogo se aproximando da perfeição.
E para mim é a grande favorita da semifinal, apesar de toda a solidez da Espanha.
Embora a França, a França tem grandes valores individuais, mais do que a Espanha, mas a gente falou que funciona muito bem coletivamente também, né? Eles se procuram, eles sabem onde cada um tá e tudo. Ainda assim, você pode olhar a França e falar assim, o nome aqui é o Mbappé, o nome em outro lugar é o Harry Kane. A gente já tava falando disso na redação. A Espanha, ela não tem, ela deveria ter, seria o Lamine Amal, mas não tem no momento esse cara.
A França tem vários nomes, mas você tem que escolher um.
Você pode escolher o Mbappé, falar, pô, Mbappé é o cara. Não tem esse cara na Espanha, né? E é impressionante como o jogo coletivo funciona mesmo com as dificuldades. Que não tá indo bem.
Tem dois motivos aí, né? O que a Bélgica marcou lá do Lamine hoje foi uma enormidade. Então assim, também não posso obrigar o Lamine a passar por três ao mesmo tempo.
E ele tentou, hein? Ele tentou algumas vezes.
E eram três. Você tinha um trio na marcação, né? Então assim, o Lamine para mim cresce durante o Mundial porque ele veio, ele começou o Mundial no banco de reservas porque ele não tinha condições. Então é um cara que tá usando o Mundial nessa sequência para ter condição de chegar à final. Se vai chegar ou não é outro papo, mas— e pode chegar, eu acho que pode ganhar da França, mas são times totalmente diferentes, né? Você pega uma França que tem um— nossa, entrou um cisco no olho no meio do programa.
Acontece. Saiu?
Não, não venceu a carreira do Oscar, inclusive.
Quer que eu passe para o Biro?
Não, não, não, agora saiu. O que faz assim para diferenciar um do outro, né? Você pega o quarteto da França, os 4 são verticais assim, eles conseguem entrar, todos eles. O Mbappé com sua potência, o Dembélé faz isso, o Olise faz isso, Dué, Barcola também. Então ele é bem distribuído e agudo, não é? A Espanha este time, do jeito que tá hoje, a bola, ele não é totalmente vertical como a França, ele circula mais de um lado para o outro, né?
Ele fica ali pendendo, flutuando, para tentar entrar um contato, ter um contato na área. O contato da França é fácil, é o Mbappé, né? Quando você coloca de frente para o gol, com um pouquinho de profundidade, é o melhor. Você não vai ver o Mbappé paradão esperando a bola. Isso não vai acontecer. Agora, a França— a Espanha teve 42 ações dentro da área da França, da Bélgica, contra 11 da Bélgica. A gente tem que entender que a Bélgica chega muito mais fácil, porque ela chega sem a marcação na área da Espanha que ela proporciona ao time do De La Fuente.
Então a Espanha morou na área da Bélgica. Problema é que faltou, e não é que é uma receita que todo mundo deve seguir, Mas em alguns momentos falta um jogador de mais potência física, porque o Oyarzabal é um jogador de— é um grande jogador, ocupa o espaço, ele recebe a bola no pé, ele finaliza, mas não é um jogador do choque. O jogador do choque não dá para pôr para jogar, porque o Mbappé, vai tirar uma bola do Mbappé, é mais difícil, porque você vai bater num paredão.
No Real, sabe ou não. Então o Lukaku faz isso na Bélgica, embora tenha entrado no final, porque não tem condição para jogar 90 minutos. Então vejo a Espanha com essa dificuldade. Ela tem acesso à área, às vezes falta o quê? Uma finalização. E a gente tem também entender que a Bélgica veio preparada para isso. E tem um, estrategicamente, tem um ponto muito interessante, né? Entra o Pedri, que ficou no banco, entrou o Fabián Ruiz começar jogando e fez o gol.
Então não dá para reclamar do De La Fuente, até porque o Pedro vinha mal, né?
O Pedro não vem fazendo uma Copa brilhante. E o que acontece, o Pedro entra aos 10 do segundo tempo e o Witsel, que é um 37 anos, é um marcador apenas, é que já jogou até na linha de 3 zagueiros do Atlético de Madrid. Ele entrou só para marcar o Pedro. Você olhava o Pedro e tava o Witsel, Pedro e Witsel, ou seja, Aqui também não vai sair jogo. Então foi um jogo de muita paciência, muito difícil. A Espanha dentro do estilo dela, dentro do estilo dela, você não pode exigir mais.
Nico e Amau travadíssimo pelo lado. O lado esquerdo é um lado de associações, enquanto o direito é um lado de ruptura do atacante. E o lado esquerdo funciona com o Cucurelha, com Baena. Depois entrou o Nico Williams no final. Vamos ver qual é a capacidade do Nico Williams de jogar ainda mais tempo. Cara, o jogo, eu não imaginava um jogo tão diferente. Só seria diferente se a Bélgica fosse jogar normalmente. Vou encarar a Espanha, não quero nem saber. Não fez isso.
E isso para mim chamou muita atenção, porque a escalação da Bélgica era para encarar o jogo de igual para igual. Lembra que o Birner até falou, acho que foi anteontem ou ontem, enfim, a gente comentando a escalação da Bélgica, E o Hubertozzi usou um termo, falou, fazerinho o seu time, alguma coisa assim. Foi quase o time fazerinho do Bayern, ou seria o time fazerinho, porque o Tielemans estava escalado. Machucou. E o Tielemans machucou e foi pro banco.
Aquecimento.
Não entrou, ele se machucou no aquecimento. Mas não é que o Vanaken entrou no... Na verdade, o De Bruyne já estava escalado.
Sim.
Não foi o De Bruyne que entrou no lugar dele, porque aí eu acho que seria até compreensível. Bom, beleza, vai então, já que machucou o Tielemans, entra o De Bruyne. Não. O time ia ter o Tielemans, o time ia ter o De Bruyne. Os dois iam começar jogando, e o Trossard também. Então aquela ideia de que, ah, ele vai manter o time mais pegador, o time mais físico, o time mais marcador, não foi o que ele fez na escalação inicial.
Depois ele teve um a um, segundo tempo, ele falou, pô, vou dar uma segurada.
Não, e no fim das contas ele acabou fazendo um time mais marcador do que ele queria. Porque o Vanaken não estava escalado desde o começo do jogo. Ele foi ele que entrou no lugar do Tielemans. O Tielemans ia ser, vamos dizer, o segundo volante. O Tielemans ia ser um dos dois volantes.
Isso.
E o De Bruyne já estava escalado. Então assim, a escalação inicial, a escalação que o Rudi Garcia queria colocar em campo era uma escalação de quem queria jogar, de quem queria ter a bola, de quem queria esse embate com a Espanha. No fim das contas, ele não pôde começar com essa escalação. Por conta da lesão do Tielemans. Mas a mim surpreendeu muito. E ele coloca o Doku, aí eu já acho que era mais, era mais previsível ele entrar no lugar do Lukebakio, pela qualidade que ele tem, né, de jogar de maneira vertical, de puxar contra-ataque pela direita, justamente porque o lado direito você tem ali o Yamal.
E acabou que saiu o primeiro gol por ali, né? E tem o Pedro Porro que apoia muito. Então ele, acho que ele tentou ali Então, jogador de muita força. E agora, ele atacou muito pouco pela esquerda, né? Ele ia trazendo a bola para o meio sempre, que ele tinha que sair lá de trás. Ele muitas vezes, ele era a válvula de escape do time da Bélgica, e ele não conseguia conduzir muito a bola. Quando conseguiu, saiu o gol da Bélgica. Foi quando ele conseguiu levar essa bola até intermediária, saiu o gol da Bélgica.
Fala, Zupa.
E acho que ele também opta pelo De Bruyne, é assim, fisicamente, para um jogo onde você tende a ser mais controlado, é arriscado você ter o De Bruyne, porque ele vai te contribuir muito pouco na compactação desse meio-campo. Mas tenho a impressão de que ele também opta pelo Kevin De Bruyne para ter alguém que pudesse esticar essa bola para o Leandro Trossard de um lado e para o Jeremy Doku do outro, apostar em velocidade. Embora eu prefira, eu entenda que o Trossard rende melhor do lado esquerdo, mas para encaixar o Jeremy Doku, que é o jogador mais perigoso da Bélgica, para esse tipo de jogo, joga o Trossard para direita e tentou ter o De Bruyne para pifar essa bola.
O detalhe é que no lance do gol da Bélgica, quem faz a bola girar para direita para chegar no Castagne até o cruzamento por De Ketelaere é o Trossard, né? Embora tivesse o De Bruyne escalado, quem tava na faixa mais central para fazer essa bola girar para o lado direito era o Trossard no movimento de centralização que ele faz muitas vezes dentro, dentro do Arsenal. Acho que o time ia sofrer mais para, assim, eu acho que a Bélgica marcou bem e acho que teria mais dificuldade para marcar bem se o Tielemans não tivesse machucado.
Às vezes uma coisa acaba compensando a outra. A Bélgica quase levou o jogo para prorrogação, talvez infelizmente pelo problema que o Tielemans teve, que é um jogador tão importante. Mas acho que esse meio-campo ia sofrer, ia olhar muito a Espanha rodar a bola se fosse meio-campo com Tielemans e Kevin De Bruyne juntos.
Eu tô muito com o Zupa. E só para ressaltar o meu erro também, né, não só a minha capacidade sensitiva de saber que o Merino ia fazer o gol, como você destacou no começo do programa, ontem eu falei aqui, falei, não, De Bruyne nenhuma chance, nenhuma chance do De Bruyne começar jogando. Eu, o cara saiu jogando, eu imaginei que era impossível ele começar jogando, justamente por isso que o Zupac falou. Se você olhar para campanha e para o que o De Bruyne poderia acrescentar ao jogo nesse contexto de jogo de hoje, achei que era absolutamente impossível.
Acreditava sim na entrada do Doku, acreditava que o Lukaku fosse entrar no final como sempre, mas o De Bruyne, do ponto de vista tático, é muito difícil entender, né? Claro, acho até que do jeito que acabou sendo, tudo bem, tudo bem. O Tielemans fez muita falta porque é junto com o Trossard, ou foi junto com o Trossard, um dos 2 melhores jogadores da Bélgica. Mas no fim das contas, eu acho que o peso de ter o De Bruyne foi menor porque justamente ele colocou um cara mais marcador, porque foi forçado a isso.
E eu acho que só para terminar, o Birner quer falar?
É porque eu preciso fazer abertura do Birner e do Hoffman ainda. Mas ainda não, ainda não falou. Pelo amor de Deus, por favor, vai, vai, vai, vai, vai. Chegou também. Vamos lá, Birner, cumprimentada. Boa noite a todos. Boa noite. Seria bombástica a sua abertura, seria bombástica.
Eu deixei por último.
Boa noite, Willian. Não tem nada de bombástico.
Desculpa, Biner, porque realmente a gente já falou umas 4 vezes aqui, não entendi nada ainda. Cara, a gente vai ter, olhando o que a Espanha fez até agora na Copa, porque a Espanha, se a gente for pegar o ciclo até a Copa do Mundo, deve ter sido a melhor seleção do mundo, jogou o melhor futebol do mundo. E aí teve uma França oscilando durante o ciclo com potencial enorme que desabrochou de vez na Copa do Mundo. A Espanha, com o nível de jogo que ela tem apresentado, a gente vai ter um jogo do futebol triste contra o futebol ultra propositivo, futebol feliz francês.
Triste, porque é competitiva, tem muita posse de bola, mas quando o adversário marca bem E essa Bélgica, eu vou muito pelo que o Jean disse, olhando a formação da Bélgica, a tendência não era um time marcar muito bem. Eu esperava que a Espanha deixasse o jogo muito desconfortável para Bélgica. E você pode deixar o jogo desconfortável para adversário com a bola, eles podem deixar sem. Eu sempre sinto como um jogo clássico, todo mundo lembra que o time adversário ficou sem a bola e deixou o jogo muito desconfortável.
Inter de Milão e Barcelona, quando o Militão é expulso, Eto'o é marcado do lado. O que o time do Mourinho, da Inter, marcou naquele jogo deixou aquele Barcelona espetacular do Guardiola extremamente desconfortável e foi eliminado no final das contas. A Espanha tinha tudo hoje para fazer um jogo em que a Bélgica ia ficar acuada. A Bélgica ficou mais acuada exatamente no momento em que ela fez o gol. Até aquela parte do jogo, para mim, em que a Espanha parecia que ia deslanchar na partida, ia fazer um segundo gol.
Se faz o segundo, a Bélgica sai, aí provavelmente a Espanha cadenciando ia se impor, ia fazer o terceiro, aí o jogo ia ser tranquilo para a Espanha. A Espanha não fez isso, porque a Espanha joga um futebol competitivo, ela tem uma personalidade muito forte, ela tem uma mentalidade vencedora. A Espanha joga com atitude de quem pode ser campeão do mundo, mas falta aquilo que completa o jogo de posse de bola, de posição da Espanha, que pode, que pode ser, e tem no elenco, mas não estão jogando como pode, os jogadores de lado de campo.
E a mal muito abaixo, Nico Williams também. Tem muito a ver com a questão física, principalmente o Nico Williams. Ou se tivesse, vou dar um exemplo, eu tava discutindo isso com o pessoal do digital, se tivesse um Haaland na Espanha, é muito calçado e fala sobre jogador de força, aí ia ficar muito ruim pros adversários. Aí a bola ia chegar lá mais vezes, a Espanha ia acionar mais o seu centroavante. Mas tem o Oyarzabal, que é um cara que não faz isso, mas encaixa muito bem no jogo espanhol.
A gente vê o Oyarzabal muito mais fora da área do que dentro da área, porque ele tá complementando com muita inteligência todo o jogo.
Que é feito da construção de bola da Espanha. Só que para mim essa construção de bola ela fica entre um pouco perigosa e um pouco insoça, porque tá faltando complemento para a gente ver essa Espanha ser uma seleção à altura de encarar a França. É óbvio, França e Espanha é um jogo muito diferente, é um jogo muito especial, já tudo pode acontecer.
Quem gosta do meio de campo já inverte a situação, aí a França fica devendo.
Não, é porque não precisa.
Não precisa. Eu adoro meio-campo.
Aí nós vamos discutir só o ponto final, que é o placar.
Meio-campo é o que alimenta o ataque, é o que protege a defesa.
Mas agora, meio-campo essencial.
Se precisar contra a Espanha, no 5x4, a França tem mais posse de bola que a Espanha.
Eu não usaria esse jogo, não usaria esse jogo como referência.
Também não, não acho que vai ser essa loucura.
Mas por isso que esse jogo é tão legal, por isso que esse jogo é tão legal. Um embate de características completamente diferentes. Hoje com a França jogando muito mais, mas como disse o Biner, no ciclo a Espanha jogou mais do que a França. E é um jogo, gente, assim, essa coisa de achar que tá tudo resolvido antes da hora, meu, é esse jogo jamais.
Você não sabe como é que vai chegar nessa Copa.
A França pode até, se a Espanha não subir de nível, golear, pode se impor, mas as chances agora para mim é 51 a 49%.
É isso aí, eu acho que a França tem um leve favoritismo ali, tem um leve favoritismo a França, mas a Espanha passar 0,81 a 49, eu achei, achei só conservador com a Pix, bem conservador.
Você acha que é 40? Ah, 55, 45, mas não é muito diferente, né, Leandro? 49 é praticamente a mesma coisa. Então já ampliou, já ampliou.
Minha França é favorita no jogo. Não tô secando, tô dando minha opinião.
Como é que você definiu mesmo, Alcides? Como é que você definiu mesmo o jogo? Futebol triste na Copa do Mundo?
Não tô falando que o futebol do ciclo da ESPN é triste, ao contrário, que eu quero passar pro próximo.
Vai lá com essa, vai lá. O futebol triste, o futebol triste contra o futebol que encanta.
Eu acho que o destino ultimamente vai entristecer a França. É possível, vai entristecer.
Gostei muito do jogo anterior da Espanha. Triste é o futebol da fase, da primeira fase da Espanha para mim foi triste.
Dos times amarelos que já deixaram a ver, contra Portugal, eu gostei. Gostei.
O jogo de hoje eu achei médio.
Vamos lá, Gustavo Hoffmann, é ousadia e alegria versus tristeza. Você concorda?
Óbvio que não, definitivamente não. E com todo respeito, um grande abraço a vocês. Lembra que eu falei alguns dias aqui no Linha de Passe mesmo, né? Se alguém espera da Espanha um futebol mais ousado, mais ofensivo, que vai oferecer mais entretenimento, esquece, isso não vai acontecer. Para mim, a expectativa é realidade, ponto. A Espanha não vai te entregar esse jogo, esquece. A Espanha vai jogar assim do início ao fim, e é desse jeito que ela pode ganhar a Copa do Mundo.
Se o Haaland fosse espanhol, jogaria assim, porque aí o time funcionaria muito mais, muito mais em função desse atacante. A Espanha joga desse jeito pela característica dos seus jogadores e pela cultura de futebol que há no país. A Espanha não vai jogar como a Inglaterra, a Espanha não vai jogar como o Brasil, a Espanha vai jogar como Espanha. E já é uma Espanha adaptada a alguns novos jogadores. Falava hoje mesmo, antes do jogo começar, a Espanha de 2026 tem as ideias de 2010 e resquícios de 2024.
Esse time aqui não é igual de 2024, esse time não é igual de 2010, E não é igual o do 5 a 4. Por isso que o 5 a 4 não serve de análise. A gente não tem Nico Williams e Lamine Amal voando em campo. A gente tem um time mais horizontal, menos vertical. Essa é a Espanha, esse é o futebol espanhol. Respeito quem não goste, mas eu acho que entre aquilo que eu falei outro dia aqui do estilo que se tornou predominante no mundo e que as pessoas naturalmente atrelam à qualidade, e nesse ponto eu discordo radicalmente, O futebol de intensidade, velocidade e vertical, ele gera entretenimento, ele é o futebol que agrada mais.
Eu não tenho dúvida quanto a isso. A cada jogo que eu vejo, eu tenho mais convicção sobre isso. No entanto, esse jeito não é o único de se ganhar jogos de futebol. O jeito da Espanha de jogar futebol é completamente diferente e, admito, pode gerar descontentamento Porque as pessoas gostam daquele outro jeito de se jogar futebol, mas o jeito da Espanha jogar é vitorioso, e a Espanha não vai mudar e vai jogar assim também contra a França, no melhor jogo que existe hoje de seleção. Não há um jogo de seleções no mundo hoje melhor para mim do que França-Espanha.
Muito bem, apoiado Hoffman. Isso é 55 a 45 Espanha.
Aí, 55 a 45 Espanha.
Espanha.
É mesmo? É.
Vamos lá, baseado no meio, baseado, são dois, são coisas, são, vamos lá, times completamente opostos, diferentes, diferentes, completamente diferentes.
Quais são as vantagens da Espanha?
Vantagem da Espanha é a bola, a bola é importante. A Espanha hoje teve, já repetiu, 42 ações dentro da área, 42, foram 6 defesas dos goleiros E como o Hoffman falou ontem, você que falou, né, Hoffman, do Courtois?
Foi ele, ele foi o sensitivo da vez também.
Foi o Courtois sair de campo, saiu o gol, saiu o gol, falha, teve rebote. Então é o seguinte, um time que faz o goleiro adversário defender 6 vezes, a gente fala da dificuldade, que não tem ali um Haaland, e não tem mesmo.
Mas é o seguinte, o goleiro trabalha e vai trabalhar o goleiro francês, e vai trabalhar projetando o próximo jogo, só para entender.
Embora eu Acredite o seguinte, Biner, que a Espanha com posse oferece à França o espaço que a França tá esperando desde o início da Copa.
Você acha que essa posse de bola pouco agressiva, ou não tão agressiva, não vou dizer pouco, vou ser mais literal, não tão agressiva da Espanha, se é que a Espanha vai ter mais posse de bola que a França, essa é uma outra discussão, se é que a Espanha vai ter mais posse de bola que a França.
Se ela fizer um 2 a 0, a posse maior vai ser da França.
Agora, você acha que é confortável para Espanha ter essa posse de bola que ela teve ali todos os jogos da Copa do Mundo no campo de frente, meio de campo, perde a bola, o que acontece?
Eu pergunto para você, você acha que é confortável para França ter um time que joga dentro da área dela o tempo todo? Eu acho que a França com essa posse de bola o tempo todo dentro da área, e ela não vai se defender tão bem quanto a Bélgica?
Eu acho que ela vai se defender quase tão bem quanto a Bélgica.
Eu acho que, bom, vamos ver Dembélé, né, o Lise, todo mundo marcando para caramba.
Marcou muito, os cara marcou muito, tá? Isso não são características de jogadores de característica defensiva.
Ontem foi um jogo com Marrocos, elogiado porque melhorou a sua troca de passe e tal. Muita gente falou do Boadi, que volante maravilhoso! Boadi vem aqui, pega a bola contra o Brasil. Não conseguiu nada, ninguém fez nada ontem. Só depois que a França fez 2 a 0 que eu falei assim, ah, joga aí, vai Marrocos, vê o que vocês fazem aí.
Completamente diferente, né?
São fisicamente muito fortes, são muito intensos na recuperação de bola, e Marrocos não conseguia. O Bono deu um trecho depois do jogo, falou assim, é melhor fazer igual o Paraguai, fica todo mundo aqui trancadinho atrás, que a gente tentou sair, no que tentou sair, no segundo tempo, quando tentou sair, tomou 2 a 0.
Eu se fosse amigo dele lá na frente, chegaria para ele agora no vestiário e falava assim, você vai ficar com a posse de bola no campo de frente e vai criar isso? Cuidado, amigo.
Duvido que com a posse de bola 0 a 0 a defesa vai ser maior.
Eu tenho uma percepção de futebol assim, uma coisa, calçade, também duvido.
A bola era espanhola, sem que aconteçam circunstâncias da partida que mudem o roteiro.
Aí assim, França fez uma, a Espanha fez 1 a 0, bom, a França vai ter que ter a bola, é de qualquer jeito.
Eu entendo assim, futebol tem uma coisa, o jogo jogado, tá, às vezes uma equipe controla o jogo, tem a bola e não consegue o resultado. E outra coisa é o resultado, né? Quantos times jogam por uma bola e ganham, ou quantos times jogam pior que o outro mas conseguem de alguma forma ganhar a partida. A Espanha controla o jogo, a França é um time que mata o jogo, entende?
Mas é o time com potencial ofensivo, pode matar o jogo a partir da posse, uma letalidade muito maior que a Espanha tem. Crenças diferentes. Eu consigo ganhar o jogo a partir da posse. Eu consigo a partir—
ambos muito baseados nas características dos jogadores.
Mas a França também tem posse, só que é uma posse diferente.
A Espanha seria mais vertical se tivesse o Nico Williams bem.
Sim, seria com 2 agulhas. A gente assim, para mim hoje a grande vantagem da França é que ela tem 4 caras que estão ou no nível de um Nico Williams bem, ou quase lá. Então acho que essa é a grande vantagem da França, porque eu venho falando desde o começo da Copa, inclusive quando a Espanha não tava jogando bem, que a Espanha pela capacidade— não, é que eu tô falando 4 em campo ao mesmo tempo, né? Porque o Barcola quando entra sai, o Doué, enfim.
Quando cansa ainda tem, pode chegar o Cherki.
Então acho que assim, o ponto é esse: a França tem muitos caras com a capacidade de resolver o jogo. Eu não acho que seja uma— que o favoritismo da França venha da maneira de jogar versus a maneira de jogar contra a Espanha. Aí eu tô muito de acordo com o Calçade, que acho que os dois tipos de jogar futebol podem te levar a ganhar um jogo. Até porque o da Espanha em geral impede o adversário de jogar. Quando você tira a bola do adversário, você dá menos oportunidade para o adversário jogar.
A diferença hoje é que a França, grosso modo, tem mais ou menos 4 Lamines e Amal. Aquele melhor, não esse de agora que tá melhorando a cada rodada e pode ser decisivo.
A França não tem nenhum meio-campista como a Espanha.
Não tem.
Não tem.
Não tem.
Não tem. Mas a gente há de convir. Então, mas de novo, eu não quero entrar nesse papo de qual tipo de jogo é melhor pra ganhar a partida, porque eu também acho que os dois tipos de jogos são. Agora, a gente tá falando de uma França cujos meio-campistas são elogiáveis, a qualidade indiscutível, bababi bababá. Mas é uma Espanha que tem criado muito menos. E por criar menos, eu não tô falando número de finalização, eu tô falando o que a gente tem visto a França fazer.
É um caminhão de grandes chances de gols desperdiçadas e tudo mais. Acho que isso tem a ver muito com o fato da França ter esses caras, porque eu acredito mesmo que se a Espanha tivesse com o Nico Williams voando, se tivesse com o Lamine Yamal voando, os dois voando, eu coloquei no meu bolão da Copa do Mundo Quando eu achava que essa seria a situação, a Espanha é a minha campeã. Lá atrás eu coloquei Espanha campeã da Copa, porque eu acho que essa mescla das duas coisas, de você ter a posse e de você ter os caras agudos, é o melhor dos mundos.
É melhor que o mundo da França hoje. Só que não é o que a gente tá vendo na Copa. É que para a Espanha tá faltando esse negócio.
Fala, Zupa.
Acho que foi o Zupa, né?
E assim, assim, O olhar para mim, até de maneira mais objetiva assim, para mim é claro que individualmente a França é melhor do que a Espanha. Para mim também é claro que o momento do coletivo da França também é melhor do que a Espanha, embora eu concorde com o Birner de que o ciclo, o ciclo da Espanha para mim dava a sensação ali de melhor time do mundo, embora a França tivesse os melhores jogadores para montar o seu time. O que eu acho que vai ser curioso para esse confronto, que para mim é o melhor jogo possível do futebol mundial, não há melhor jogo possível do ponto de vista técnico e tático do futebol mundial do que um França-Espanha atualmente, é o quanto que a Espanha vai conseguir fazer o seu jogo contra a França.
É porque até agora a França fez com todo mundo aquilo que ela quis, ninguém teve nenhum tipo de controle contra a Espanha, nem a equipe que mais gerou problemas maiores defensivos para França na Copa, que para mim foi a seleção do Senegal, foi assim: Senegal gerou os danos que gerou no primeiro tempo contra a França lá há muito tempo, na estreia da Copa do Mundo, através de transição. Ninguém machucou a França através do controle.
A Espanha vai ser o primeiro time que vai tentar isso, e vai tentar isso porque é o DNA desse time. A minha grande curiosidade não é nem o que a França vai fazer, O que a França vai fazer eu já sei. A questão é o quanto a Espanha vai conseguir fazer o que ela tá sempre disposta a fazer. Se ela conseguir de alguma forma controlar territorialmente o jogo e tentar enrolar a Espanha na sua, na sua teia de aranha, na sua maneira de jogar, enrolar a França na sua maneira de jogar, vai gerar um tipo de desconforto que a França não conviveu ainda nesta Copa do Mundo. E para mim aí tá o segredo desse jogo.
Só uma coisa, Cusupa, vamos supor que a Espanha controle a bola, controle meio-campo como ela faz. Eu acho que nem assim. Eu acho que o duelo aí se decide dos lados de campo, porque os laterais da Espanha fazem uma grande Copa. O Cucurella é o melhor lateral esquerdo da Copa do Mundo. Só que o Cucurella tem que marcar o Dembélé, o Olise cai por ali. Eu não sei como vai ser esse duelo, quem vence esse duelo, quem se preocupa com quem. Do outro lado, duelo também é muito forte, é tranquilo.
Din e Lamini Amal, tranquilo, né? Mas eu tô mais preocupado com só ele, não põe ninguém lá, não põe ninguém, só deixa o Lamini Amal e o Din.
Eu acho que os franceses têm que fazer uma boa proteção.
Já saiu um volante, o meio ficou vazio. Você já trouxe o Doué para jogar, o Barcola? Porque se não, se você não marcar com dobra, o Lamini Amal passa voando.
Todo mundo marca.
O que eu vejo é o seguinte, o que acontece, nós estamos desde o início falando da França de 4 4 caras, 4 caras, 4 caras. A França, a Espanha não tem 4 caras, mas ela tem jogo. E não é que o jogo da França não é coletivo, talvez coletivamente seja a melhor versão do Deschamps, é sem dúvida, pelos caras também. Mas nós, a gente sempre bate nos personagens, e na Espanha é outra, é outra coisa, é outra coisa. É o Pedri, o Pedri não tá bem, a Lamine Amal não Aí, ah, o Ersalvo, o Ersalvo, o Rodri, entendeu?
Mas você concorda que você conhece bem os caras?
Esses caras não estão bem mesmo, você concorda?
Até aqui não estão, mas o Rodri já tá bem para caramba.
Olha a Copa do Rodri já, o Rodri tá bem desde o primeiro dia da Copa. E o Lamine, o Pedro não tá bem, o Lamine tá crescendo, tá crescendo.
O Fabián Ruiz fez um bom jogo. O Baena, enquanto teve o Baena, eu esperava muito menos dele. O Baena tem quebrado o galho pelo lado esquerdo. E esse é um jogo também, é, o Dani Olmo jogou bem hoje, o Dani Olmo jogou muito bem. E outra, é uma vantagem que a Espanha tem de ter até 5 jogadores no meio de campo. Porque você pegar o posicionamento médico, médio do médico, não, médio do Oyarzabal, você vai ver onde ele tá hoje, ele tá no meio de campo.
Eu digo, esses caras voltam e eles empacotam o meio de campo. Então quero ver como a França com esses agudos vai sobreviver ao meio de campo, onde joga o Baena, o Oyarzabal, o, pode jogar o Fabián Ruiz, o Pedri, o Rodri. A Espanha tem essa vantagem do meio. A França, o meio tem que baixar o Olise. O último jogo era Olise vindo pegar a bola nos volantes. Então ele já não foi, como vai ser Como vai ser se a França tiver menos posse? Que eu acredito, enquanto tiver 0 a 0, a posse vai ser da Espanha.
Mas o Zuca falou, eu queria até uma questão, porque você sofre marcação, a França sofre marcação com muita pressão, muita intensidade. Então, mas não é você pediu ao Mbappé e ao Dembélé para voltar, eles marcam saída de jogo, não pegou nada igual.
É isso, porque não tem nada igual.
Tem talvez a Argentina, mas assim, um pouco Né? E nem a Espanha pegou uma intensidade, porque eu acho muito que a disputa da posse de bola vai passar, claro, por uma Espanha que tem o controle, a qualidade técnica, controlar e trocar passes. Só que isso depende muito da força física, e fisicamente os jogadores da França têm mais capacidade de, no ombro a ombro, de antecipação, na velocidade, ganharem essa disputa.
E da saída de bola da Espanha passar da marcação primeira da França na frente.
Ontem, ontem foi isso. Marrocos tinha que tentar ligação direta e devolver a bola. O bolo chutando lá, tiro de meta para Espanha.
Não vai fazer isso.
Mas eu tenho uma dúvida, eu tenho uma dúvida.
Perde uma bola ali, ele vai ficar jogando.
O que o Zupa falou, eu já sei o que a França vai fazer, já sei o que a França vai fazer. Você sabe que então é isso que eu até queria ouvir do Zupa, porque eu tenho dúvida sobre o que a França vai fazer. Porque se a gente pegar a França desde que o Deschamps assumiu a seleção francesa, e nós somos todos unânimes ao dizer que a A França de agora é a melhor, é a França mais impositiva, é a França que marca alta, é a França que rouba a bola, que fica com a bola a maior parte do tempo.
Mas o Deschamps já não teve nenhum problema durante a vida toda e o ciclo dele com a seleção francesa de baixar a linha.
Fez com que o Griezmann recuasse muito mais na última Copa do Mundo, por exemplo.
De roubar a bola e de matar os adversários jogando menos, entre aspas, que os adversários. A França já foi campeã assim, a França já jogou de uma maneira que muita gente dizia, pô, isso que vai acontecer. Então, que dizia, pô, a França pode jogar mais do que isso, porque a ideia é a França pode se impor mais pelos jogadores que tem.
Momento do jogo ela vai subir uma casquinha.
Se ela vai, se ela não vai de repente em algum momento falar, não, beleza, quer vir aí trocar passe, vem trocar passe, que a hora que eu roubar eu tenho esses 4 caras.
A minha percepção é que a França vai começar o jogo a milhão. A milhão para fazer o gol rápido, e a partir daí jogar como ela quer. Eu, o que eu espero da França é isso, tentar começar o jogo a milhão, porque o gol rápido, o gol no começo para França é fundamental para toda essa história que a gente tá contando da característica das duas equipes. O quanto mais o jogo se enrolar para ter vantagem, eu acho que é pior para França.
É por isso que eu imagino uma tentativa, pelo menos evidente, né, uma tentativa de começo muito forte do time do Deschamps, para depois ela tentar fazer aquele planejamento que ela quer dentro do campo.
É um primeiro quarto de muita intensidade. Aí, exatamente, dependendo do que for o jogo nesse período, você pensa ali o segundo momento, ou uma meia pressão, começar a marcar lá 10, 15 metros à frente da linha do meio de campo.
Mas a Espanha sabe disso. Pode falar, a Espanha assim, acho que eu tô plenamente de acordo com o Zupac, assim, a ideia eu acho da França início de jogo vai ser esse, até pela forma física dos seus jogadores, começar com intensidade, velocidade, explorando justamente o que ela tem de ponto forte, que é a qualidade individual e a força desses jogadores de frente, dos 4 jogadores de frente. A Espanha sabe disso. Se nós aqui sabemos, o Luis de la Fuente também sabe disso.
E eu acho, e aí entra um pouco de opinião, que a França não vai conseguir isso pela imposição do jogo espanhol. Aí entra para mim o domínio do meio-campo espanhol e a maior posse de bola espanhola. O conceito de jogo da Espanha é de eu tenho a bola e você não me ataca. Esse conceito e esse domínio de jogo evidentemente ele não perdura por 90 minutos. Jogo vai ter altos e baixos dentro da estratégia de jogo da Espanha. Em alguns momentos com certeza a França vai conseguir pressionar alto, vai encaixar essa marcação, vai conseguir abusar da velocidade dos seus jogadores Mas para mim o roteiro do jogo ainda é de controle da Espanha e uma França naturalmente mais recuada, não por vontade própria, por imposição do jogo espanhol.
E outra, a Espanha, a Espanha vai comemorar se a França subir para marcar. Espanha não vai ficar chateada com isso, os caras fazem isso o tempo todo. Hoje eles fizeram uma saída que foi um negócio assim de outro mundo, teve Eu não lembro que minuto foi que pra cá, pra lá, pra lá, pra cá, pra lá, a bola vai na área. Porque é o seguinte, a gente tem a ideia que só a França é aguda e a Espanha não é. A Espanha não é porque nenhum adversário permitiu isso, nenhum.
Ninguém deu esse espaço ainda. Então é o seguinte, se subir, cara, você acha que ele entre colocar o Lamine Amal pra correr A França falar, não, não, não, não, não, vamos todo mundo lá pra frente, a Espanha, né? E vamos tocar a bola porque a gente só faz gol tocando a bola. Cara, o Oyarzabal nesse tipo de jogada, quando você aprofunda, faz gol. O Lamine faz gol pelo lado esquerdo, o Baena pode fazer isso, o meio de campo pode subir com o Dani Olmo, o Dani Olmo é muito bom nisso.
Então onde eu quero chegar? A gente tá muito concentrado numa forma de jogar da Espanha que é da natureza do time e também da natureza dos adversários que ela enfrentou. Agora, a França vai partir, e acredito que sim. França não vai, com a Copa que a França está fazendo, seria, seria um vexame se chegar no começo do jogo, tá a França o tempo todo, todo mundo lá atrás baixinho esperando. Eles vão para cima, eles vão jogar.
Eu não acho vexame, mas tudo bem.
Eu acho vexame, eu acho também. Você não acha? Eu acho, a gente tá falando, a gente tá falando dos 4 o tempo todo, aí os 4 estão lá atrás, só lá atrás, e aí não é um vexame?
Se você é um time que tá com muita confiança, vamos para o jogo.
Tudo isso, vamos lá para o jogo, já que vocês são tudo isso.
Você tá gostando dessa pessoa?
É uma delas, uma das melhores linhas da Copa.
É tudo isso aí na hora da escolha. Eu vou ficar com ele, é um time que tá com muita confiança.
Vamos mostrar que Você tem o jogo que eu falei, você tem meu apoio, Calçadinho. É isso, pessoal aí que acha que é só Premier League, tá certíssimo.
Então se contradizendo em relação ao que vocês mesmos pregam assim, você tem que sempre usar o esquema ou o caminho que você acha o caminho mais adequado para ganhar de um determinado adversário. Eu acho que assim, você escolheram um outro caminho eventualmente, entendo exatamente o que o Zuca falou. Eu acho que de fato o começo do jogo isso não vai acontecer. Mas se a França num determinado momento achar que ela baixando linha, roubando a bola e escapando com Dembélé de um lado, com Mbappé, com Olise, ela vai matar o jogo, tudo bem fazer isso, cara.
Eu no lugar do Deschamps, eu faria uma marcação meia pressionada, só segundo, Rafa, 10, 15 metros à frente. Não faria essa pressão louca no começo do jogo. Quando a Espanha tiver confortável com a posse de bola, aí agride. Eu acho, desculpa, Rafa.
Hoffmann, depois o Zupa na sequência, que tinha pedido para falar também. Fala, Hoffmann.
Um jogo de futebol, todos nós aqui sabemos, ele, ele não é uma estrutura fixa, né? Quando a gente tá aqui falando sobre a ideia de jogo da Espanha, posição da Espanha, se a França vai jogar recuado ou não, o jogo ele é feito de momentos. E nessa Copa do Mundo, mais ainda pela divisão que o Eugênio acabou de citar dos 4 quartos, o jogo de futebol nessa Copa do Mundo mudou. Não temos 2 tempos de 45, temos 4 quartos espalhados entre os 90 minutos.
Dentro desses 4 quartos, o jogo alterna muito, muito, talvez mais até. Acho que isso é motivo de estudo para depois da Copa do Mundo comparar com outras competições de seleções de tiro curto, porque eu acho que os 4 quartos eles implicam numa mudança radical do jogo de futebol nessa Copa do Mundo, porque a parada técnica, parada para hidratação tem resultado em mudanças drásticas no próprio roteiro da partida. A equipe que está pior consegue se recuperar, consegue reagir.
Então o jogo entre Espanha e França será um jogo de muita alternância. Ainda acho que será um jogo de maior controle da Espanha, com maior posse de bola da Espanha, mas não vai ser um jogo de 70% de posse espanhola. Haverá momentos em que a França vai crescer, haverá momentos aí que a Espanha se sentirá recuada. Eu acho que assim o conceito principal aqui da discussão, e aí brincadeiras à parte que a gente fez agora há pouco, é esse, sabe?
Eu não acho que nenhuma das duas seleções vai abdicar da sua ideia de jogo, mas no encaixe dos estilos, eu acredito mais na imposição da Espanha do que da França. E a partir dessa imposição espanhola com maior posse, a França naturalmente um pouco um pouco mais recuada para explorar a transição. Não que ela vai jogar com bloco baixo, Dembélé e Dué marcando o lateral lá no fundo, não, mas é o fluxo natural da partida, vai acabar criando uma situação em que a Espanha vai acabar empurrando um pouco mais a França em determinados momentos da partida.
Sabe o que eu tô achando engraçado, William? Eu, eu me senti a Copa do Mundo inteira o grande defensor da seleção espanhola aqui. O cara aqui ficava: a Espanha, a Espanha, só a Espanha pode eliminar a França. Só que o calção de Gustavo tão me fazendo também, não é tanto assim. O favoritismo da Espanha eu acho exagerado.
Só para trazer em números, a Espanha tem a maior média de posse de bola da Europa, 65 ponto alguma coisa por cento. Só que a da França não é pequena também, é de 57%, é uma média alta de posse de bola. Não é que ele não sai, é uma seleção que não sai bater a posse de bola, são maneiras diferentes de lidar com a posse de bola.
Tem um número de passes bem menor, viu, Eugênio? Não chega a ser um número de passes bem menor. Eu acho que isso ajuda a entender, tava em 500 passes a menos para as quartas de final. Agora não sei como que ficou.
Eu posso dar uma olhada aqui, não chega a ser tão menor se você comparar com as outras, na proporção de 65 para 57%. A questão é a maneira como elas trocam os passes.
Passe.
A Espanha é uma seleção de passes mais curtos, que você trança mais a bola, você vai envolvendo vários jogadores. E a França é um time que trabalha mais lateralmente para achar um passe para quebrar a linha e aí decidir. Normalmente esse passe sai de um jogador que é um jogador que poderia jogar na seleção espanhola, que é o Olise. Esse cara é o que quebra a linha. Na Espanha você tem outros jogadores quebrando linha. E aí você vai resolver muitas coisas, muitas jogadas na seleção francesa com a individualidade de um jogador que vai aparecer como Mbappé.
Como agora você não pode dar um espaço, porque com um espaço ontem, na hora que tava perdendo o jogo e Marrocos tentou subir marcação, um passe do Lise deixou Mbappé e Dembélé por dentro e foi letal.
Mbappé corre, leva a marcação, e tem uma coisa, os jogos jogos contra Marrocos, principalmente contra o Paraguai, pela característica dos confrontos, foram jogos muito desconfortáveis para o Lizzie. O jogo da Espanha não. O jogo da Espanha é um jogo que os caras não vão caçar os adversários, vai ser um jogo duro, limpo, muito brigado, limpo dentro do que o futebol permite. E nesses jogos o Lizzie tende a crescer.
Só um minutinho, gente, que o Zupa tinha chamado. Eu tô devendo para o Zupa. Vamos lá, Zupa.
Não, não tá devendo nunca, William. Mas é, não, essa discussão ela tá muito, muito agradável. Eu tô como participante, mas também como ouvinte, porque eu tô distante. E ela tá muito agradável porque assim, esse jogo tem esse elemento que é incrível, porque claramente são as duas melhores seleções do mundo. Acho que quanto a isso cabe pouca discussão. Mas poderiam ser o confronto das duas melhores seleções do mundo que não fossem tão distantes quanto a estilo, como elas são.
E isso torna esse jogo ainda mais interessante. Então a gente tá muito claro que a França é o melhor time da Copa. Todo mundo que vê os jogos entende que a França é o melhor time da Copa, mas a Espanha também é um grande time. E a gente tem na mesa duas, na mesa uma, mas no programa duas pessoas que são assim das maiores conhecedoras de futebol espanhol que esse país tem, que é o Calçade, que é o Gustavo, que mora lá. O sabe, de tantos anos de La Liga aqui na ESPN, que trazem muito essa discussão.
Então eu tô me sentindo ouvindo uma conversa antes de uma final de Grand Slam entre um tenista que é excelente no saque e voleio e aquele fundista de quadra que é espetacular. Então é muito bom para essa semifinal de Copa que essas seleções tenham estilos tão diferentes e que sejam tão bons, tão boas seleções dentro dos seus estilos. E aí vai virar uma, uma O jogo vai ser uma guerra de narrativa. Qual é a melhor forma de derrubar uma favorita?
Com um jogo agressivo, um trator, que é o jogo da França, ou jogo absolutamente de controle e de boa defesa e de agressividade, tudo a partir deste controle? Então, o antagonismo de estilos torna essa semifinal ainda maior.
Melhor que isso só se fosse na final, né?
Exatamente.
Valendo o troféu, só para trazer um O dado que eu tava falando com o Hoffman, nesse momento são 600 passes a mais somando todos os jogos, portanto 100 passes a mais por jogo para a seleção espanhola. E eu acho que diz muito o que é essa maneira do passe curto, da aproximação do jogo aqui entre eu e você, triangula aqui para sair desde lá de trás. Enquanto agora no tempo de posse de bola não há tanta diferença entre elas, mas é a questão de esse passe curto é justamente que dá o tal controle que a gente fala aqui da Espanha, que ela consegue aproximar e gerar superioridade.
Sem passes por jogo, sem passes, é um meio-campista talentoso a mais em campo. Tô brincando, não é que tem um a mais, mas é isso, sabe?
É um jogador a mais.
O Xavi, o Iniesta cansaram de ter 100 e poucos passes, né? É um jogo, é como se fosse um jogador a mais em passes em campo.
É, acho que assim tem uma diferença também, que talvez seja isso que me faça colocar também a França como favorita, apesar de sempre ter achado que se tem alguém que pode derrubar a França é a Espanha, né? Mesmo quando a Espanha ainda não tava jogando o que tá jogando hoje, que acho que é mais, que é a França, ela tem mais chances de vencer, abre aspas, jogando mal. Eu acho que a ideia do jogo da Espanha, ela tem que prevalecer para que a Espanha derrote a França.
Quer dizer, a ideia do jogo é a ideia do jogo, que no fim das contas torna a Espanha forte. A questão das individualidades, no momento em que a França— porque já aconteceu com a França muitas vezes no ciclo do Deschamps. Ele não tá precisando disso nessa Copa do Mundo porque a França tá atropelando todo mundo. Mas quantas vezes em Copas passadas, em Euros passadas, a França fazia um jogo bem mais ou menos?
Foi pior que o adversário contra a Inglaterra, por exemplo.
É isso, adversário.
Aí foi pior que a Inglaterra, o jogo contra a Inglaterra, por exemplo.
E aí chega um cara ali, e ela tem hoje 3, 4 caras com essa capacidade de decisão. Isso também muda as coisas no futebol. Então eu acho que essa capacidade individual de fato é o que talvez coloque hoje a França à frente, muito mais do que o estilo de jogo. Porque de estilo de jogo, eu inclusive gosto do estilo de jogo da Espanha, não sou dos que não gosta. Eu acho demais essa coisa do time trocar passe e ter sempre 2, 3 jogadores se movimentando para para receber passe.
Tá sendo cooptado mesmo.
Não, pensa, por exemplo, pera aí, eu também gosto, só que eu gosto quando ele é mais bem executado.
Porque eu digo que para mim, para ele ser bem executado, falta a última parte do jogo dessa seleção espanhola.
Tudo bem, mas é só isso.
A questão é só essa. Não faltou na Euro 2 anos atrás.
Só porque não tá, porque as peças estão sendo feitas. Eu acho que a questão para mim é essa, precisa mais peças que decidam.
Como eu falei, uma coisa é ter o controle do jogo, outra coisa é matar o jogo.
Mas é que para o relógio, às vezes a Espanha não mata. Eu sei, mas a lógica do jogo da Espanha, ela funciona em todos os jogos. E por isso que as pessoas falam que é chato, porque o que tá funcionando é só isso. E aí estão faltando aquelas peças que mudam essa lógica, né, da triangulação de 2, 3 jogadores sempre se movimentando para receber o passe de quem tá com a bola. Isso eu acho demais, olhar para isso acontecer.
Agora, o cara que o Merino tem conseguido ser nos últimos jogos, o cara que tá dentro da área antevendo a jogada, fazendo a leitura, É o cara que vai, que é o especialista daquela faixa de gol, que é a faixa decisiva.
Qual é a capacidade da Espanha de reter a bola, trocar passes? Vocês dando uma nota para vocês nessa Copa, agora, hoje, amanhã, o jogo, 8,5. E a França de reter a bola? É 7. E no jogo de profundidade da França?
9,9.
E da Espanha?
E não dá 10?
6,5.
E você já viu o adversário dando isso aí para Espanha na Copa?
Não, mas também tentaram não dar para França.
Não, mas a França faz trocando passe ali. A França, vocês ficam falando que a Espanha fica só no verde.
Você concorda com as minhas notas? É importante.
No último jogo contra o Marrocos, o seu Olise foi jogar no lado direito.
O seu Olise?
Foi jogar no lado direito. No primeiro tempo, ele deu até apagada no Dembélé, porque o Dembélé joga ali e tá o Olise ali carregando a bola em cima da grande área, indo do outro lado.
Calma, sai da direita para dentro.
Só tô dizendo também que do jeito que vocês falam, parece que toda jogada da França ela é aguda e o adversário marca.
Não, tem que achar espaço.
E a Espanha tem mais gente no meio de campo do que a França. Então a Espanha obrigará, da mesma forma que a França pode ter uma vantagem em ter um adversário que joga mais alto no campo, e isso ninguém deu à França ainda, ninguém também colocou tanto jogador no meio de campo com a capacidade que tem de trocar passe.
Concordo com tudo.
Uma coisa é encher de jogadores no meio de campo, a outra é colocar, encher de jogadores no meio de campo, saber jogar. Aí totalmente sobre o E isso a França não encontrou ainda.
O Elton Coelho tá falando de míster da Liga. A capacidade de sustentar a posse de bola da Espanha, né, que realmente é muito grande. Aí eu fui buscar aqui o número no nosso ESPN True Media, a média de tempo de posse de bola de cada seleção na Copa do Mundo. E aí o curioso assim, o primeiro lugar não é da Espanha, e é de uma outra seleção que tem um estilo parecido, que seria curioso vê-las Frente a Frente, elas teriam se enfrentado, mas não se enfrentaram na finalíssima, que é Argentina.
Argentina tem a média de 42 segundos e meio a cada posse de bola. É um número altíssimo, porque também é um time que privilegia o meio-campo e a capacidade dessa troca de passe.
Mas é diferente, né? Falava disso ontem, Eugênio. A Argentina, ela mantém a troca de passe, mas é um outro ritmo, né? Se você for avaliar, mas acho que também é cadenciado, só Funcionamento é outro. A Espanha é mais, pode ser a final.
Girar a bola e achar um espaço livre para o Messi, que não é o caso da Espanha.
E o girar a bola é um girar a bola bem cadenciado, às vezes no campo de defesa. Não é que nem a Espanha.
A Espanha tem um outro, Argentina, a Espanha é quarto lugar nisso aí, é procurando o Messi.
Só para terminar esse dado que eu acho interessante, segundo Portugal, terceiro Marrocos, quarto Brasil. Quinto, Espanha, média de tempo a cada posse de bola. A França é 19ª.
Ó, é tudo papo maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso. Só para entender uma coisa, eu tenho que liberar o Gustavo Hoffmann, é isso?
Então tá bom.
Pera aí, pô, pera aí.
Não precisa liberar.
Eu vou ficar sozinho aqui.
Calçade se sentiu ótimo.
Tranquilo, tranquilo.
Vai, vai, que de boa. Isso é uma fala de emoções aqui, eu não sei até que horas vai o programa, mas fala, Hoffmann.
Eu vou pressionar o Calçade.
Fala, Hoffman.
Não, eu tô de boa aqui, viu? Não tenho nada para fazer não, é mesmo.
Então é o seguinte, só que a gente vai mudar o assunto, tá?
Queriam boicotar a discussão do Hoffman e do Calçada.
Não, mas a discussão dos dois acabou, porque agora a gente vai virar a página. Antes a gente vai chamar o André Linares, mas no próximo bloco a gente vai falar da Argentina, o jogo que tem contra a Suíça, e a gente vai falar da Inglaterra contra Noruega. Aliás, veja só, até para fazer justiça, hein, O Zupa ia entrar nesse programa só para falar de Inglaterra e Noruega, mas já veio desde o começo para já entrar na dança da Premier League.
Claro. E o Hoffman tá se disponibilizando a ficar mais, e daqui a pouco tem mais um. Eu gosto do povo que gosta de trabalhar e que tem conteúdo e que tem, e que agrega para o programa.
E o Zupa, que é o Mister Premier League, e o Hoffman, ele é contra Premier League. Mas na França só tem 2 jogadores, só tem 2.
Eu sou contra, só acho que exageram.
Não vamos entrar nesse debate agora, que é ótimo, hein, mas não posso entrar nele agora. Vamos lá, André Linares nesse momento com a festa em Madrid.
Vamos lá, Linares, mais um, mais um da Espanha.
Oi, William, grande abraço para todo mundo aí no Brasil. Estamos na Fan Fest en Madrid, claro, aquí en la Plaza de Colón. Los torcedores españoles celebrando mucho esa victoria.
Ha sufrido mucho en este partido, más que esperaban.
Sí, ha sido un partido sufrido porque ellos han planteado un partido cerrado atrás, y cuando todo el equipo se mete atrás es difícil entrar. Nos ha costado, pero bueno, los cambios se ha notado que entraban frescos, y otra vez Merino sale de suplente e marca outra vez. Portanto, sempre haverá que sacá-lo para que meta o gol da vitória.
Mais uma vez com o Miki Merino saindo do banco de reservas, sendo decisivo. Falando do desafio que foi enfrentar a Bélgica, que em determinados momentos se colocou atrás, mas que a seleção espanhola conseguiu mesmo assim garantir essa vitória. Tu esperavas um 2-1, me dizia?
Eu esperava um 2-1 e um 2-1 hemos ganado, hemos sufrido muchísimo, hemos sufrido Pero yo estaba muy segura de lo que íbamos a conseguir.
Tengo certeza que ese 2 a 1, y ahora toca Francia, ¿no? Ahora toca Francia y este mundial es de España.
Confiante, confiante.
Tenía Francia en la semifinal, más yo hablando que España va a conquistar un mundial.
Un partido va a ser muy difícil también en Francia, es un partido difícil, pero yo creo que ellos nos tienen más miedo a nosotros que nosotros a ellos, porque nosotros somos España y E vamos raiar por todas, está claro?
Veja que a França tem mais medo da Espanha do que a Espanha tem medo da França. Os últimos dois confrontos, a Espanha venceu na Euro e na Nations League. A Espanha venceu aquelas partidas. A festa vai seguir por aqui, madrugada adentro, William.
Volto com vocês aí no Brasil.
É, e é o seguinte, a festa continua aqui por mais 53 minutos no Linha de Passe, mas a gente vai fazer uma grande pergunta para o Rafa.
Mas só no intervalo, só no YouTube.
Vamos lá, muito bem, de volta aqui com o nosso Linha de Passe, sempre agitado. Esse Linha de Passe da Copa do Mundo tá especial, edições uma melhor que a outra, viu, uma melhor que a outra. E para você acompanhar os jogos da Copa do Mundo, vamos ver o que vai acontecer nessa França-Espanha. No final de contas, quem vai ter razão nessa discussão toda aqui é na próxima semana, em semifinal. Você vai acompanhar na Casé TV, no Disney Plus, Assim como todos os jogos da Copa do Mundo ao vivo.
É isso aí, terça-feira, terça-feira, se eu não me engano, 4 da tarde, 4 da tarde, para você acompanhar na Gazeta TV. Esse quarta, semifinais nesse horário, certo? Bom, a gente vira a chavinha agora, aproveitando o Zupac. Lembrando, Zupac chegou nesse programa, eu vou falar de Inglaterra e Noruega, mas aí você vai falar de França e Espanha também. Ele já saiu falando, e o Mário Marra tá chegando também, porque é o seguinte, o Mário Marra vai falar do jogo da Argentina contra a Suíça.
Mas como ele também já chegou, fala aí de Inglaterra e Noruega também, porque afinal de contas é o homem que sabe tudo de futebol inglês. Então a gente começa pelo Zupa e depois eu já quero o Mário Marra coladinho ali para falar também dessa Inglaterra e Noruega. Zupa, você abre o jogo, o confronto entre ingleses e noruegueses, que para mim era o mais esperado dessa fase, é o que eu tô mais empolgado para ver, viu?
Tende a ser um confronto equilibrado. Me parece óbvio que a Inglaterra é um time melhor do que a Noruega, que a Inglaterra é um time de melhores individualidades do que a Noruega, mas para mim vai ter jogo. Isso torna essa quartas de final o jogo mais equilibrado. E dentro da, assim, a gente tava no bloco anterior na grande discussão entre Espanha e França, semifinal, sobre como vai ser o jogo, né, quem vai sobressair, quem vai fazer fazer o quê, quem vai conseguir fazer o quê dentro de campo.
Trazendo para essa conversa o Solskjær, né, o técnico norueguês, que é uma figura muito interessante, deu entrevista aqui do estádio hoje mais cedo. Ele foi perguntado se ele acha que contra Inglaterra ele vai ter a possibilidade de ter 66% de posse de bola e o controle do jogo como ele teve contra o Brasil. Ele falou não, mas de jeito nenhum, assim, é muito improvável aconteça. Eu sei que o jogo de amanhã vai ser um outro tipo de jogo.
Então a Noruega tá se preparando para um confronto muito diferente daquele que ela se preparou para enfrentar o Brasil lá em New Jersey. Então ele entende, e eu também acho, que a Noruega, que a Inglaterra é quem vai tomar, tentar tomar mais a iniciativa da partida. Mas o próprio Solbakken também falou, olha, eu também não posso ceder isso o tempo inteiro, ficar muito laterais, senão vai ser um jogo muito longo para gente, não vai terminar nunca tentar resistir às pressões da Inglaterra, né?
Então vai ser um jogo onde a Noruega vai adaptar um pouco o seu estilo porque vai enfrentar uma seleção muito forte que vai tentar pressionar. É, para mim, um dos temas deste jogo, além das questões individuais de Haaland, de Harry Kane, que claro que vão tomar conta das discussões e devem tomar conta das discussões, é a condição física da Inglaterra, que a Inglaterra vem numa pegada de desgaste, né? O tanto que a Inglaterra batalhou para virar o jogo contra a República Democrática do Congo e o quanto que a Inglaterra batalhou com o homem a menos para segurar o México no Estádio Azteca com altitude durante praticamente um tempo gerou um desgaste grande na Inglaterra.
Para falar em horas treinadas, a Noruega treinou mais horas do que a Inglaterra para esse A Inglaterra chegou a dar folga para o elenco 2 dias depois do confronto contra o México porque havia preocupação com as viagens. Viagem para o México, agora viaja aqui para Flórida, com as viagens e com como os jogos aconteceram. Além da questão muscular do Guerry, da questão do Declan Rice que não treinou ontem porque tava com uma virose, é da própria suspensão do Konsa, das questões físicas do Reece James que deve voltar a ficar à disposição, mas não sabemos jogos, por quanto tempo.
Então é a questão. E a Inglaterra é um time que depende muito da parte física, porque o Tuchel é um técnico que gosta que o seu time pressione bastante no sem bola, recupere, demore pouco tempo para recuperar essa bola. Até já falou durante essa Copa do Mundo que o time dele tem que saber dosar um pouco mais a energia para chegar melhor na reta final dos jogos. Então acho que isso vai tomar conta um pouco desse jogo. Acho que a Inglaterra tem vantagem para o duelo de amanhã.
Mas vai ser um confronto muito interessante porque até aqui ninguém conseguiu parar o Erling Haaland. E os jogadores que o conhecem muito bem vão ter essa missão para o jogo de amanhã.
Gente, eu vou concentrar um pouquinho nesse momento nos dois, que daqui a pouco tem que liberar o Zupac. Não que ele queira sair não, é que ele tem um outro compromisso também, coletivo. É, exatamente. Então vou ter que liberar, mas eu vou ficar nos dois aqui. Daqui a pouco eu abro também discussão para gente para falar de Kane, de Haaland, desse confronto. Você ia perguntar para o Marra?
Já sabendo, vai entrar os desfalques da Inglaterra, nos jogadores talvez não possam jogar, na condição dos jogadores e tudo mais. Como profundo conhecedor do futebol inglês e do Haaland, é exagero dizer que dá para apostar que esse vai ser o jogo com mais gols dessa fase da Copa do Mundo?
Eu acho que esse prazer tá com os companheiros, é até estranho falar boa noite, né? Aqui tá esse sol aqui em Kansas, chegando aqui hoje 5:13 da tarde. Na verdade, um calor daqueles. É aquela história de um sol para cada um, mas eu não vi, eu vi 4 pessoas ali sem carregar o sol, ou seja, eu devo estar com uns 4 ou 5. Então eu acho que vai ser, eu acho que vai ser um jogo mais aberto mesmo, jogo mais, mais franco. Mas eu acho que a informação que o Zupac traz em relação ao Declan Rice é determinante, porque ele é um jogador de imposição física quando a função é se defender, e é um jogador de qualidade técnica para fazer a bola chegar ao ataque.
Tanto que até no jogo contra a República Democrática do Congo ele caiu para o lado direito, né? E no Arsenal mesmo ele cai pelo lado direito várias vezes para fazer as jogadas, às vezes como lateral, e tem ali muito bom entendimento com Saka. É a tendência, Vitor, é que seja um jogo mais aberto. Em alguns momentos talvez pareça um jogo descontrolado. Jogados, né, sem uma equipe destacadamente tendo o controle da partida.
O Zupan, te agrada mais ter uma referência na área como Haaland ou Harry Kane? Porque são jogadores da mesma função, porém que fazem, criam situações diferentes para suas equipes. As necessidades das equipes impõem algum tipo de comportamento tático dos dois, né? Mas qual dos dois te agrada mais?
Curioso, porque ao longo da carreira acho que demorou bastante tempo para o Harry Kane ser enxergado como jogador que ele é, do ponto de vista da complexidade, do quanto ele oferece à equipe. Acho que durante muito tempo ele foi visto como um jogador tipo Haaland, jogador da definição, mas ele é muito mais, né? Ele oferece muito para o jogo da equipe, ele volta muito, dá muita assistência, assistência, muita preparação de jogada, tem uma movimentação muito boa.
Tava até vendo uns dados comparativos entre os dois. O Harry Kane costuma, nesta Copa do Mundo, ele corre em média 1 km a mais por jogo do que o Haaland. Ele corre 10 km por jogo, o Haaland corre 9, embora o Haaland ataque muito mais profundidade do que o Harry Kane. Então são movimentos diferentes que eles fazem, né? O Haaland tem um dado interessante Interessante também. O Haaland finalizou nesta Copa do Mundo 18 vezes, 10 delas com o pé esquerdo.
Dessas 18 vezes, 17 foram de um toque só. O primeiro toque na bola já foi a finalização. Isso diz muito sobre como joga a Noruega procurando o Haaland e como joga o Haaland de maneira muito direta em relação ao gol. Então, embora eu entenda o Harry Kane como um jogador mais completo, com mais repertório, O Haaland me impressiona mais. O Haaland é um jogador impressionante. O Haaland é um jogador que me parece mais imparável, mais fenomenal nesse sentido.
Então, se eu— coitado, meu time, deixa meu time para lá. Tá até bom ficar esse tempo longe dele. Mas assim, se eu pudesse escolher um dos dois, eu daria 9 do meu time para o Haaland.
Muito bom.
E aí dá 10 para o Kane, tá tudo bem. Porque essa é a questão, né? Acho que assim, são dois jogadores, no fim das contas, complementares, é, complementares e incomparáveis. Porque é difícil comparar, justamente quando eu digo incomparáveis, não é porque um é muito melhor que o outro, é que eles exercem funções tão diferentes, eles têm capacidades tão diferentes. E eu em geral gosto mais de jogadores como o Kane. Quer dizer, o Kane é um cara, porque o Kane é meia também, ele é um baita meia, não é que ele é um meia mais ou menos, né?
Ele não é um grande centroavante que pode eventualmente fazer num determinado momento o papel de meia. Ele é um baita meia também. Então assim, é difícil essa escolha mesmo.
Você dividiu o campo, né, em 4, vai. Você dividir a metade onde jogam no ataque, os 2, você divide ao meio. O Haaland é mais jogador do último, da última parte. O Kane é do campo todo até a metade. Então assim, a interferência do Kane no jogo é maior que o Haaland. Isso não quer dizer que ele vai fazer mais gols, eu digo ele interfere mais no jogo de construção. O Haaland tem o jogo construído para ele. Inglaterra, se deixar cruzar a bola com facilidade, toda bola cruza na área, vai tomar gol, vai tomar gol, porque a imposição física do Haaland é absurda.
Eu acho que essa questão, porque eu acho que o calçado finalização do Haaland e do Kane são parecidas, só que o Haaland vai chegar em várias bolas atacando espaço e nesses cruzamentos que o Kane não chega, mesmo sendo jogador fisicamente muito forte.
O Haaland é outra parada.
O Hoffman chamou.
Tem um dado dessa Copa do Mundo que ajuda a entender bem a diferença que faz o Erling Haaland para sua seleção e que tem a ver exatamente com isso, com a característica dele, e até em comparação com o Harry Kane até as quartas de final, ou seja, não contando o jogo da Espanha e o jogo da França, os jogos de Espanha e França, a Noruega foi o time entre os 8 que chegou com a melhor conversão de aproveitamento, né? A Noruega teve 53 finalizações na Copa do Mundo e marcou 12 gols.
Isso dá um aproveitamento na conversão de 22,64%. Eu até escrevi sobre por isso. A Noruega é um time com talento em todos os setores do campo, super equilibrado taticamente, mas que tem como diferença, que o que faz realmente a diferença no time, o seu centroavante, que é um craque e aproveita as chances que ela cria.
Deixa eu liberar o Zupac então certinho, ó, 7:20, horário aqui de Brasília. Zupa tá liberado, mas não para curtir, para trabalhar um bocadinho mais, viu? Valeu, querido.
É, vou lá para dentro, vai ter coletivo do túnel. Só para fechar, o Haaland é uma figura tão divertida nessa Copa, né? Ele tá curtindo tanto essa Copa do Mundo e arrebentando com todo mundo que passa pela frente dele. Eu tava vendo no Instagram, ele fez uma postagem há poucas horas com uma arte do jogo, é como se fosse ali na Abbey Road, né, atravessando a rua ali dos Beatles, na faixa de pedestre. Ele, o Odegaard, o Haaland e mais um quarto jogador que eu não me lembro, que não me lembro qual era, como se fosse os 4 Beatles.
E a legenda da foto é: Here come the Vikings. Então ele tá se divertindo, ele tá brincando de ter o prazer de poder enfrentar a Inglaterra, que não só é o país onde ele joga, mas é o país onde ele nasceu. Ele é nascido em— o Haaland é inglês, nascido em Leeds, e vai enfrentar o seu país natal no jogo de amanhã aqui em Miami. William, um abraço.
É isso, um abração para você. Agora, Mário Mahá, para a gente, é o Heerson na foto. É quem?
É o Hirson.
É o Hirson.
Perfeito.
Lateral.
É o Marinha. Para a gente às vezes entender o tamanho, a importância, relevância nesses comparativos de jogadores que a gente vive fazendo na Copa do Mundo, a gente tira esse cara do time. E é correto afirmar que se a gente tirar Haaland da Noruega e Harry Kane da Inglaterra Obviamente a Inglaterra ainda consegue sobreviver e a Noruega para por aí.
É, a Noruega tem boas possibilidades de ficar com muita complicação em campo, né? Claro, pode colocar o Sorloth mais adiantado, mais por dentro, né? Mas a Inglaterra tem, tem o Watkins, que não é do mesmo nível, mas é um jogador bom. Tem o Toney também que faz gol. Na verdade, fez muito melhor que eles, mas se a gente não— é, sim, é. Só que alguém vai ter que fazer o lado, né? O Nusa faz, né? O Nusa faz, ou Bob mesmo. Mas eu acho assim, os jogadores não olham para o— eles não olham para o Kane, talvez, do mesmo jeito que eles olham para o Haaland.
O Haaland é muito o jogador que é assim, que Precisamos dele o tempo inteiro. O Kane é um jogador espetacular. Eu, nessa votação aqui, eu sou mais o Harry Kane. Na temporada, para mim, o Harry Kane é o melhor jogador da temporada que terminou, né, agora, que termina agora. Mas eu acho que o Haaland faz mais falta por uma questão também de liderança. Tem outros líderes na seleção da Inglaterra. Mas por que que você tá com esse papo? Não, não tira nenhum dos dois, não.
Deixa os dois então.
Tá preocupado, né? É só um exercício aqui para a gente entender o tamanho dos dois jogadores.
Se a seleção inglesa, o Haaland e o Olise nascido na Inglaterra, quisesse jogar, tivesse que jogar na Inglaterra.
Meu Deus do céu, aí seria favorita, aí seria favorita mesmo, dito, seria favorita. O Hoffman parece que já não concorda tanto com essa coisa que tirou o Haaland, acabou Noruega, tem vida ainda.
Não, não, não, não, não, não, é não, isso é, é isso, é isso, é isso. Porque assim, eu sigo o mesmo raciocínio do Marra, tá? O Haaland na proporção ali, ele é mais importante para Noruega do que o Harry Kane para Inglaterra. Também voto no Harry Kane como melhor jogador da temporada, mas o meu ponto aqui é, sendo muito específico e chato, né, você tá falando, ah, tira o Haaland, beleza, coloca o Solot como centroavante, que é melhor do que o Ollie Watkins, é melhor do que o Tony, é, e joga pelos lados do campo com Oscar Bobb e Nusa.
Talvez o Solot inclusive vá para o banco nessa partida contra a Inglaterra, pensando no que deve ser a partida eventualmente, para ter jogadores de velocidade pelos lados do campo. Solot Haaland está sendo sacrificado na seleção norueguesa para o Stale Solbakken colocar em campo os seus melhores. Só que como você tem 2 centroavantes, você não vai deslocar o Haaland, você vai deslocar o Solbakken. Mas o Solbakken é um centroavante finalizador.
Então assim, a Noruega, o time da Noruega tem talento em todos os setores do campo, né? O Nyland é muito bom goleiro, o Ayre é muito bom zagueiro, o Hirsson é um excelente lateral que joga como zagueiro também no Dortmund. Ele e o Ian Coulter, eles se alternam aliás. Quando o Harrison. Às vezes o Harrison é ala pela direita, às vezes o Harrison é zagueiro pela direita, na ala direita. Um meio de campo repleto de talento, a gente já cansou de falar disso da Noruega, assim como, assim como o ataque, que tem banco.
Eu nem citei o Sjeldrup, por exemplo, de ótima temporada pelo Benfica. Então assim, eu acho que a Inglaterra é favorita, tem um time melhor, mas vai ser um grande jogo contra um adversário que tem muita qualidade e um craque, um cara excepcional fora do comum que é o Haaland.
Noruega, eu ia com a troca que ele fez contra o Brasil. O time melhorou muito. O Sorloth ali no canto é complicadíssimo para ele. Ele tentou matar duas bolas, uma no peito, caiu fora do estádio. O Sorloth perto do Haaland não dá para comparar, é um outro planeta de futebol que ele nasceu. Mas ainda assim é um atacante que se você ele pega uma defesa mais adiantada, você lança de frente para o gol, ele mantém posse e finaliza.
Ele entra, viu, o Solati é o titular, ele vem jogando a Copa como titular no conceito de um jogo de transição. Ele é velocidade e força. O gol que a Noruega fez e que foi anulado contra o Brasil é ele que ataca o espaço pela direita, e aí ele até que entra impedido e faz o cruzamento para o gol, que seria do Berg. Quando a Noruega percebeu que o jogo não tava para aquilo, que o Brasil baixou as linhas de marcação, então não ia encaixar essa transição em velocidade, ela coloca o Bob, que é um jogador do Manchester City.
Manchester City é o quê? O time que sabe trabalhar a posse de bola, o estilo espanhol do Haaland.
É um jogador que se aproxima para fazer as tabelas e fazer um jogo mais de controle do que Teoricamente faz mais sentido você ter o jogador agudo de velocidade quando o outro time te pressiona, te marca, né? Quer dizer, te marca alto. Então a minha dúvida é, porque todo mundo falava isso, né?
Mas a Inglaterra também não é um time de ter controle de posse de bola o tempo inteiro.
Mas o que eu quero dizer é o seguinte: todo mundo falava que o Scarbob ia começar o jogo contra a seleção brasileira, né? Havia essa ideia de que isso poderia acontecer e não aconteceu. A foto lá que usou para falar, e o Sorlotti começou jogando jogado contra a seleção brasileira. E no fim das contas, assim, para quem teve mais posse de bola, até faz sentido você ter o Sorloth, porque na hora que você fica, né, com a posse de bola no ataque, eventualmente cruzando bolas na área— e óbvio que a Noruega faz isso porque tem o Haaland ali— se você tem um outro com essa capacidade, você aumenta as suas chances de gol.
Então é assim, só que este jogo é diferente. Eu me pergunto, será que a Noruega tem a consciência? E me parece pelo que o— agora já nem é tanta gente entrando, que foi o Gustavo— pelo que o treinador falou, que ela tem a consciência de que o Brasil foi uma coisa que eu também não sei se ela esperava, e com a Inglaterra vai ser outra. Então, e com a Inglaterra vai ser outra. Então talvez de fato a ideia de que ele saiba que a Inglaterra vai atacar mais e vai portanto dar mais espaço para o jogador agudo, aí pode ser que aquela mudança que todo mundo achou que ia acontecer contra o Brasil aconteça desde o começo contra a Inglaterra, com a entrada do Oscar Bobb.
É mais prudente, até porque o Oscar Bobb, ele consegue fazer algo para o solo no lado. Ele tem muitas limitações. O Oscar Bobb é um cara que, se precisar jogar dentro do centro do campo, ele faz esse movimento, como fez contra o Brasil. Então assim, ele te dá mais opções e a gente ele não pode, tudo bem, contra o Brasil já era, o mata-perdeu, vai embora. Mas talvez ao admitir que o jogo é diferente, e é diferente, esteja imaginando: este é mais difícil.
Então não é só uma diferença de times, é esse adversário é melhor do que o anterior. E é, né?
Mas eu quero, minha pergunta, Calçadinho, essa admissão de que o jogo é diferente, ele tinha essa consciência antes do jogo do Brasil? Porque É óbvio. Agora, ele foi perguntado: você acha que a Inglaterra vai jogar como o Brasil jogou? E ele sabe como o Brasil jogou. Mas eu me pergunto, será que antes do jogo do Brasil ele tinha a noção de que o Brasil abriria a mão da posse de bola e deixaria a bola com a Noruega? Eu acho que não também.
Aí que tá, ele esperava um Brasil diferente.
Isso acho que pode ser que sim.
Não acredito que ele só tinha convicção que a bola ia ficar, o Brasil ia 70% de posição.
Vamos deixar o Marra falar que eu tenho que encerrar aqui na TV para ficar no YouTube, mas eles vão seguir com a gente. Mas pode falar, Marinha, tem 2 minutinhos.
Não, tranquilo. É só assim, a gente tá fazendo comparações aí, né, de jogadores que daquela liga, daquela outra liga. O Nilan, por exemplo, o Nilan, ele na Inglaterra ele jogou no Norwich, você entende? Assim, é uma diferença muito grande. Norwich é um time que tá há alguns anos na segunda divisão, e quando esteve na Premier League ele caiu, então, e voltava e voltava. O Bob, o Bob já não tá no City mais. O Bob fez uma temporada que ele custou para ter espaço no Fulham, né?
São jogadores que dentro de um conjunto, dentro de uma ideia, e eu sei, isso aqui é uma Copa do Mundo, todo mundo quer fazer além do que é capaz de fazer, mas são jogadores que no contexto de Inglaterra não estão no nível dos jogadores da Inglaterra. Jogador da Inglaterra, o centroavante é do Bayern de Munique, né? Assim, não tem o Ayer, zagueiro, é jogador do Brentford. Não tem jogador do Brentford, né, na seleção da Inglaterra titular.
Tem o Henderson, mas o Henderson, né, assim, é muito mais uma liderança de vestiário. O Henderson bom mesmo era aquele Henderson de 4 anos atrás.
Vou encerrar aqui. E o Sonotti é um jogador de pouquíssimos momentos no Atlético de Madrid também. Na ESPN, a gente segue no Disney Plus, a gente segue no Disney Plus, a gente segue no TikTok e a gente segue no YouTube. Mais meia horinha de chorinho. Eu tenho mais um plazinho aqui de Inglaterra e Noruega, mas 95% agora dessa próxima meia hora vai ser com Argentina, o jogo contra a Suíça.
Saúde e paz a todos e a todas daqui. Que vão embora na televisão, aos que vierem no YouTube até daqui a pouco com outro Saúde e Paz.
Com Saúde e Paz também, né? Sim, para todo mundo.
Vamos dar um especial para o calçado de hoje, né?
Porque o pessoal não vai ficar, que não merece saúde.
Mais saúde ou mais paz?
Mais saúde sempre, que ajuda a ter paz.
É isso que eu ia falar, uma coisa, né?
Não, é porque eu acho que com mais saúde tem mais chance de ter paz.
Não há paz sem saúde.
Oi?
Não há paz sem saúde.
Tem que ser muito evoluído para isso. Tem gente que consegue.
William, só uma informação ainda sobre o jogo que terminou.
Já entrou?
Já, já estamos.
Nem saiu.
O Courtois deu uma declaração dizendo que ele tava com muitas dores, é verdade, e que isso dificultaria muito a fazer chute de bolas longas e tal, mas que ele por ele continuaria no jogo. O técnico decidiu.
Ah, mas isso é uma coisa muito belga, né? Isso toda Copa é atacante roubando zagueiro, toda Copa do Mundo tem isso. A Bélgica é essa festa de alterações.
Então digamos que eliminação tá na conta do Rudi Garcia, porque o goleiro que entrou falhou. Mas essa é a leitura, não do goleiro.
Se fosse o Rudi Garcia, a Bélgica não teria chegado a essa fase com aquelas alterações absurdas. Acho que ele tá no lugar.
Então tá bom, é o seguinte, só para fechar aqui, Inglaterra e Noruega bem rapidinho para a gente entrar no assunto Argentina. E o Mário Marra também tá aqui para isso.
É isso.
Vamos lá, começando com os dois aí. Gustavo Hoffmann, parte anímica, que isso mexe muito, ainda mais numa competição de tiro curto. Mexe mais com o anímico eliminar o Brasil ou mexe mais com o anímico fazer o jogo que a Inglaterra fez contra o México no Azteca com homem a menos?
É isso, esse é o ponto. Eu acho que assim, naturalmente acaba sendo uma comparação, Mas o contexto inglês eu acho que é maior, porque serviu para Inglaterra ter realmente um jogo grande com algo que eles não vivem. A Noruega, ela não era favorita contra o Brasil, sabe? O Brasil era a seleção favorita em campo. É claro que para Noruega tem um peso enorme também, só que eu tô olhando muito pela ótica inglesa, sabe, de um jogo grande, algo que, como eu disse, eles não tinham vivido ainda.
Jogar em altitude com torcida contra pressionando o tempo todo, fogos de artifício para você não dormir à noite, uma noite meio de Libertadores. Então assim, eu acho que foi um jogo muito grande para seleção inglesa. O bem inglês, o inglês necessário, turning point, sabe? Eu acho que aquele jogo que, caramba, que deu— se der tudo certo para Inglaterra daqui em diante e o time bater campeão, os caras vão falar, ó, foi naquele jogo do México, foi aquele jogo gigantesco México lá no Azteca que fez a diferença.
Marumar, concordo, concordo muito. Acho que seleção da Inglaterra, ela, bom, eu sou até meio crítico em relação a isso porque acho que nas eliminatórias a Inglaterra fez um jogo bom e mesmo assim esse jogo bom contou com 500 falhas da defesa da Sérvia, que foi aquele 5 a 0 lá na Sérvia. Então assim, ok, mas Mas depois não jogava bem. E eu cheguei até muito perto da Copa a me questionar se o Southgate tava tão errado assim, porque o Southgate jogava mal também, mas pelo menos é assim, nas competições jogava melhor, em mata-mata, tudo, até o jogo do México.
Ali os caras se uniram de uma forma, ali os caras compraram uma briga de uma forma. Feito ali naquele jogo. E aí fica, aí fica coisa grande, porque tem jogador bom em todos os setores, tem uma coisa, uma obsessão, né, de conquistar alguma coisa. E a Inglaterra tá chegando mais perto de conquistar alguma coisa, né. Além da geração, organização, bom time, isso tem ficado claro. Eu acho que ali foi uma bela de uma virada de chave.
E vejo como talvez tenha, talvez a Noruega, eu não tenho coragem de falar que a Noruega, ah, ganhei do Brasil, agora eu posso tudo, porque os jogadores se falam, né, William? Eles sabem como foi aquele jogo e eles sabem da dificuldade que é o próximo. Os caras convivem entre eles lá, vários jogadores de Premier League. Hoje, já há algum tempo, a seleção da Inglaterra é melhor organizada. Seleção brasileira tem Quantos jogos foi com o Ancelotti? Foram 16 jogos com ele, né? Não dá para comparar.
É isso, no pique aqui então.
Essa é uma visão externa de quem tá observando os dois, tentando dizer o que foi maior. Internamente, cada um pegou o seu feito e multiplicou por 20. Então assim, dentro do ambiente da Inglaterra, tudo isso que a gente citou, todos todas as dificuldades foram potencializadas para falar: olha o que trabalho vocês fizeram, olha que vitória vocês tiveram. Já Noruega tem o Brasil pela frente, embora não seja um Brasil que mereça lá muito respeito, mas é o Brasil e é uma vitória, né, com gols do Haaland.
É um time que soube jogar, enfrentar a seleção brasileira. Então você também potencializa isso internamente entre os jogadores e o treinador. Então, para mim, cada um usou isso ao máximo, sem transformar essas vitórias numa garantia do próximo resultado.
Claro.
Então isso, e tem que tomar muito cuidado para não ninguém sair se achando. Apenas que dentro da Inglaterra, que é uma construção, fala assim: ei, depois desse jogo podemos ganhar a Copa do Mundo. E a Noruega? Pô, podemos ir longe aqui, não podemos? Podemos, cara. Então acho que a gente vai ter, assim, eu acho muito difícil nessas quartas a gente ter um jogo ruim. Sim, vai ter emoção e vai ter características completamente diferentes, e para a gente observar e trazer.
E é difícil ter um passeio também, né?
Alguém, é, grande vantagem, surpreendente.
Eu só acho assim, eu até nem consigo fazer, mensurar isso, né? Qual ganha mais mais com aquilo pelo qual passou. Agora, me parece que talvez olhando para esses dois episódios, a diferença é a seguinte: a Noruega, cara, cumpriu seu papel. A Noruega eliminou a seleção mais vezes campeã do mundo. Ele, a Noruega, o que vier a partir de agora é lucro. Claro que ela quer todo lucro possível, né? Ela quer chegar semifinal, ela quer chegar à final, ela quer ser campeã, mas ela cumpriu o seu papel Europa.
Claro, para Inglaterra é diferente enfrentar Noruega do que seria enfrentar o Brasil, pelo tamanho das seleções. A obrigação tá toda com a Inglaterra. A Inglaterra entra com hype em todas as competições, entra, né, toda bem cotada em toda Euro, em toda Copa do Mundo. A geração é uma das gerações mais fortes do futebol inglês, se não é mais forte, talvez a segunda. Muita gente discute esse tipo de coisa, Então o favoritismo da Inglaterra é indiscutível para esse jogo.
Talvez tenha sido, ou seja, o terceiro melhor elenco da Copa do Mundo. Então o que eu acho que talvez traga de diferença para esse confronto é que ao ganhar do Brasil, a Noruega disse, meu papel tá cumprido. E o Haaland, maravilhoso, tá repetindo isso o tempo todo, né? Mas a gente não tinha que ganhar do Brasil? E nós ganhamos do Brasil. Desde antes, desde antes, a gente já cumpriu papel. A entrevista dele antes da Copa é o seguinte: é, Inglaterra precisa comprovar o seu favoritismo.
A Noruega estar na Copa, antes da França, é exatamente da França, o que ele falou assim, ó, eles vão ganhar a Copa, eles vão ganhar da gente. Mas assim, estar na Copa já foi uma conquista, porque ela não foi para a última. Noruega tinha tempo que não ia para Copa do Mundo, e a gente ficava pensando aqui, nossa, será que a gente não vai ver o Haaland numa Copa do Mundo? E aí, antes da Copa, ele é entrevistado, ele fala sobre isso assim: beleza, vamos lá, vamos lá jogar, sabe?
Não tem pressão. Aí tem aquele jogo com a França, vai ganhar da França? Não, acho que eles vão ganhar da gente mesmo, não tem problema. Agora, ganhar do Brasil já tá mais do que no lucro. Agora entra contra a Inglaterra com essa leveza, com essa tranquilidade, zero pressão.
Acho que é exatamente isso. Eu acho que a Noruega desfruta do seu momento, que vai ficando cada vez mais feliz, que vai desde as eliminatórias, ao crescimento da seleção, ao time que mais fez gols nas eliminatórias da Europa, ao time que fez gols em todos os jogos nessa Copa do Mundo, que conseguiu contra o Brasil o seu maior resultado da história, porque vencer o Brasil numa eliminatória de Copa do Mundo é o maior resultado da história da Noruega.
E ela entra leve para enfrentar uma Inglaterra que carrega um peso de meio século Parece meio seco, não, não, 60 anos, 60 anos nas costas, numa seleção que precisa ganhar um título, onde a pressão é enorme. O Marra, como citou, tem os jogadores maiores em clubes mais fortes, jogadores melhores em algumas posições do que os noruegueses. Eu acho que a Inglaterra vai machucar a defesa norueguesa, mas eu também acho que a Noruega vai fazer gol.
E se a Noruega faz um gol, como que os ingleses lidam com esses 60 anos quando acontece esse gol? Se faz 1 a 0 para a Noruega, Como lida com esses 60 anos, sabe, de jejum, de pressão e tal. Eu acho que vai ser um jogaço. Eu acho que vai ser o jogo mais louco da fase.
A maior expectativa dessa fase de quartas de final é esse jogo, porque eu acho que tem condição física também, que tem jogo. E essa Copa mostrou pra gente em muitos momentos que times considerados inferiores conseguiram equilibrar jogos. Às vezes, ou na maioria das vezes, não ganharam esses jogos porque faltava um poder de decisão. E poder de decisão tudo que a Noruega tem.
Por falar em parte anímica e poder de decisão, vamos falar da Argentina, Mário Marra.
Vamos, vamos sim. Só um destaque aqui, os moleques falou isso há mais tempo, tem vários jogadores da Inglaterra que estão no limite, hein, no limite físico, estão para estourar, e alguns no limite lateral direito, hein, Marra. Então é só, é apenas mais um ponto.
É bom lembrar.
Ah, pois é, né, cansamos de criticar o Torreiro aí, né.
É, mas é opção do Urutu, meu.
Ô Mário Mahá, me diz uma coisa: se existe favoritismo da Argentina contra a Suíça, é por conta do Messi?
É, é, tem favoritismo. Para mim, Argentina é favorita. Mas, ô William, se esses 4 confrontos das quartas, se você desenhasse, ó, vai ser assim, tá? Vai ser Espanha contra Bélgica, vai ser Argentina contra Suíça. Se você me mostrasse isso há um mês antes da Copa rolar, ou no início da Copa, vai ser assim nas quartas, eu ia falar: nossa, pobre Suíça, pobre Suíça, Argentina vai acabar com eles. Mas depois de Cabo Verde e depois do Egito, eu espero.
Por outro lado, eu tenho certeza que esses caras estão no vestiário conversando sobre isso. Tenho certeza que no do WhatsApp, para o Scaloni não ver, eles estão falando sobre isso. Eu espero uma Argentina diferente. Tudo bem, eu já esperei uma Argentina diferente contra o Egito e acabei queimando, queimando a cara, né? Mas quebrando a cara. Eu já tô tanto tempo fora do Brasil que eu tô errando até as expressões. Então assim, eu, tá queimando muito, muito mesmo, Calçade.
Tá um calor daqueles. A sensação que eu tenho é que os caras entenderam Porque não dá para bobear mais. E acho, para mim, né, para mim eu tenho certeza, é a Suíça é superior a Cabo Verde e superior ao Egito. Tem mais jogadores que podem acertar num dia legal, não precisa ser aquele dia especial, num dia de jogo normal eles podem ganhar os jogos. É uma pena que não vai ter o Mzambi, né?
Isso é uma pena, vai fazer coisa confirmado, né? Havia essa dúvida, já tá confirmado, lesão no joelho esquerdo. E aí realmente dificulta muito.
Você que é o nosso especialista em Suíça, não, não é.
Eu acho que o nível de dificuldade, né, para superar a defesa suíça, para jogar, continua sendo o mesmo. Agora, claro que a Suíça ganhar o jogo sem o Manzambi muda bastante. E concordo plenamente com o que o Marra falou, assim, é um adversário mais duro do que os dois últimos que a Argentina enfrentou. Então, jogando o futebol que ela jogou contra nas duas últimas partidas, não vai ser suficiente. É por isso, eu até assim, eu entendo quando todo mundo falar o jogo mais disputado, mais equilibrado, mais imprevisível das quartas.
E nos dois que já foram, passaram os favoritos, o jogo mais imprevisível é Inglaterra e Noruega. Mas eu não vejo essa Argentina e Suíça com esse favoritismo tão grande para Argentina pelo que a Argentina fez nos dois últimos jogos, né? Acho que foi porque a gente tá falando muito dos feitos, são incríveis.
Isso, exatamente, os feitos são incríveis e tal, mas a gente fala muito do Messi nesses feitos.
Cara, ele tem 39 anos, ele passou por jogos absolutamente desgastantes, um deles com prorrogação. Então assim, eu acho que foi, é o Messi, é ridículo falar, pô, mas surpreendeu muita gente, mas eu acho que ele surpreendeu Porque havia uma dúvida em relação à condição física de um jogador de 39 anos numa Copa do Mundo, de um jogador que tava jogando numa, numa liga, abre aspas, marginal, numa liga que não é das mais importantes.
Mas me parece que ele fez a melhor preparação possível para chegar à Copa do Mundo e começou destruindo, né, na Copa do Mundo, e continua sendo decisivo. Mesmo que no último jogo ele tenha atuado muito bem 15 ou 20 minutos. Bastaram 15, 20 minutos de Lionel Messi para que o time avançasse. Vamos ver se ele vai continuar no mesmo nível.
Fala, Marlon.
Hoje, William, olha que coisa incrível, né? Eu tava no aeroporto hoje de Atlanta para pegar o avião para vir para Kansas, e aí eu vejo um senhor cabelo branco, mas assim muito branco, e eu olhei e falei, não é possível, Não é possível, é o Peckerman, José Peckerman. Aí eu fui chegando como quem não queria nada, tentei gravar, fazer um videozinho com ele. Ele falou que tava na Telemundo, né, assim, e que ele precisaria pedir uma autorização, tal, tal, tal.
Eu não quis incomodar. E passados alguns minutos, aquela coisa, né, incrível desses dias de aeroporto, que você acaba vendo situações fantásticas. Sabe quem chega do lado? Mário Kempes. Aí aquela coisa, né, a gente tá falando de José Pekerman, que é um educador do futebol na Argentina, que é um campeão várias vezes na base, depois chegou a ser técnico da seleção e foi técnico também em Copa do Mundo da seleção da Colômbia. E chega Mário Kempes, né, Copa de 78, ele botou no bolso e foi campeão, né, pela primeira vez com a seleção da Argentina.
A seleção da Argentina foi campeã pela primeira vez com ele. E aí eu ia assim me apresentei como sendo alguém da ESPN, né? O Kempes conhece todo mundo, né? E foi um papo muito legal, né, assim, entre nós três. E até entendi porque que ele, porque o Peckerman não queria que mostrasse, que filmasse alguma coisa, porque quando perceberam que era o Peckerman e que era o Mário Kempes, acabou a conversa, porque ficou lotado de gente para tirar foto.
Mas eu participei dessa conversa durante uns 15 minutos, ficamos ali E eu percebi uma situação: eles estão muito confiantes, né? Os argentinos estão muito confiantes, mas eles trabalham hoje em dia com uma vírgula. Antes não tinha vírgula, antes era ponto de exclamação. Agora tem uma vírgula: mas é, mas precisa jogar, né? Precisa confirmar. Pode ser que assim, porque uma hora eles estavam falando sobre quem faria a semifinal aqui, né, lá em Atlanta.
E aí o Kempes falou, espero que a gente. Isso não tinha antes, a confiança era muito grande. E poxa, eu ouvi isso da boca de Mário Kempes, eu ouvi isso da boca do Peckerman, precisa jogar mais. Um dia para mim inesquecível, tenho certeza que para todo mundo aí, né, poder ouvir e participar de uma conversa com com esses dois, uma honra.
Eu vejo que tem equipes que trabalham com a possibilidade de prorrogação como um fator de vitória, e equipes que precisam fugir da prorrogação porque é uma possibilidade de derrota. Nesse caso, a Suíça é o time que a prorrogação leva para vitória. A Argentina pode complicar a vida. Os argentinos estão discutindo o seguinte: Interessante. Em 101 jogos de Lionel Scaloni nesses 8 anos, ele repetiu o time 3 vezes, só 3, tem amistoso.
Agora ele pode repetir pela quarta o time que iniciou contra Egito. E aí são 4 jogadores no meio de campo: Paredes, Enzo Fernández, McAllister e De Paul, Messi, e entraria com Julián Álvarez na frente. É o time que fica procurando o Messi procurando o Messi o tempo todo, né? Porque é diferente quando— ah, mas vocês não falam que a Espanha tá cheia de jogador meio de campo? Com outra característica, né? Totalmente diferente. Aqui é um time que essa formação eu acho que é a grande dúvida do Scaloni.
Na atual fase do futebol, espanhóis bem melhores.
Se ele vai com Thiago Almada, um jogador que é um jogador de meio de campo mais para o gol, voltado para o gol, ou se ele vai com esses 4 que são jogadores que vão manter a posse, então, mas preciso encontrar o Messi.
Mas com Almada jogando por dentro mesmo, ou jogando, saindo do lado para dentro?
Aí ele ajuda mais a marcar, hein?
O Almada joga, o Almada onde jogou a Copa até agora, do lado esquerdo. Perfeito, né? Sendo do lado esquerdo, ele usou Depay, Almada, entrou o Paredes, talvez fique, talvez o Paredes entrou e fica esse Paredes e Enzo. Talvez para repetir teria que colocar o Paredes, mas ele tiraria, não, Mac Allister, Enzo, Paredes e Depol.
Repetiu meio de campo.
E aí teria que tirar um deles para colocar o Thiago Almada, né?
Um dos 4.
Agora, se ele for tirar um deles, ele tiraria o Paredes.
Se ele não tirar vai ser uma Argentina que vai ficar, cara, aí a Suíça tem um jogador para ela tirar do jogo, que é o Messi. E aí esse meio de campo vai ficar trocando passes e vai restar o Julián Álvarez. Então vejo que é um jogo estratégico, depende muito, todos eles são, mas depende muito da escalação da Argentina para Suíça modular o seu jogo.
E tem o que sai do banco. Banco, cada vez mais importante o que sai do banco para decidir jogo. Então às vezes esse cara tá no banco, como Lautaro saiu e foi decisivo, vai sair lá, o Merino saiu duas vezes, vai sair ou no primeiro minuto depois do intervalo ou aos 15 minutos do segundo tempo. Mas é um tempo, é que você tem mais gente no banco de reservas que não depende só do time que começa.
Pera aí que tanto Marra quanto Hoffman chamaram. Hoffman chamou primeiro. Vamos lá, Hoffman.
Vai, mas vai com Marra primeiro, porque o Marra é para dar sequência aí no Calçade. Eu vou trazer um ponto totalmente diferente porque eu tenho remado contra a maré em relação à Argentina.
Perfeito, então vamos lá, Marrinha.
Não, é que eu acho que a Argentina talvez tem um olhar especial. Não vai ter Manzambi, né, pelo lado da Suíça, mas eu não afasto a possibilidade de ter alguém muito em cima do Xhaka, porque o passe bom, a organização das jogadas desde lá de trás começa com Xhaka. E se você diminuir os espaços do Xhaka, e é claro que o Scaloni tá vendo tudo isso, a Suíça fica assim, já sem um jogador de penetração como o Manzambi, sem um jogador de passe e de organização, de controle como Xhaka, eu não afasto a possibilidade de ter alguém ali em cima.
Ah, mas esse cara não vai jogar? Possivelmente, talvez até jogue menos mesmo para ocupar a cabeça do Xhaka e não deixar ele jogar.
Pode ir, Guga.
Vamos lá, vocês já me conhecem muito bem, o fã de esportes que acompanham há certo tempo a ESPN também, já são 15 anos aqui, né? Então eu sempre fui um cara que sempre tentei fazer análise, sempre olhei o futebol de maneira muito fria, até muito a parte tática, sempre gostei muito desse lado, a questão técnica do jogo, mas naturalmente com o tempo vem algo que se chama experiência. E eu aprendi a valorizar muito mais o que hoje é chamado de lado anímico do jogo, o emocional, o que a gente não consegue medir com números, que não aparece ali na estatística fria.
E isso me fez em vários torneios ver equipes de maneira diferente. E para mim, a Argentina é o time diferente nesse sentido na Copa do Mundo. Talvez porque eu já tenha vivido, trabalhando como jornalista, a cobertura de dois títulos da Argentina: a Copa América no Brasil, cobrindo inclusive para ESPN Argentina. Foi aquele período de COVID ainda, eu cobri aquela Copa América para ESPN Argentina e vi o Messi fazer coisas extraordinárias.
Na última Copa do Mundo, tive o prazer também de, pela ESPN, estar na cobertura até a e cobrir a decisão, o título da seleção argentina, vi tudo que o Messi fez. A Argentina tem algo diferente. Argentina tem uma alma que nenhuma outra seleção dessa Copa do Mundo tem. Nenhuma, nenhuma. Então o time precisa melhorar em aspectos técnicos e táticos, sem dúvida alguma. Fisicamente eu acho que é um time que chega prejudicado, talvez mais até do que a Inglaterra, pelo cansaço dos jogos, né, a demanda que foi a última partida e a prorrogação da rodada anterior.
Mas nenhum time tem a alma da Argentina nessa Copa do Mundo. O que a torcida canta por Diego, por La Última de Lionel, isso a gente vê em campo. Então a Argentina ganha da Suíça e vai para semifinal. O nível de confronto, o nível de confronto contra, eu imagino, a Inglaterra será ainda maior. Talvez esse lado emocional do jogo não seja suficiente, mas eu jamais vou duvidar dessa seleção argentina com Lionel Messi.
Hoje faz 6 anos da final da Copa América, que a Argentina venceu o Brasil 1 a 0 no Maracanã. Então são 6 anos daquela construção da escaloneta, da escaloneta, escalada nos escalões do time que tá aí hoje, que é bom lembrar, tá sendo chamada de a infartoneta na Argentina nas últimas semanas.
E por isso mesmo, assim, eu concordo muito com o Gustavo em relação à alma, o espírito dos jogadores, a maneira como os caras encaram a Copa do Mundo de maneira geral. É que eu acho que a cota de alma talvez já tenha sido esgotada. Mas aí com você, acho que assim, vai precisar de futebol, porque daqui a pouco só na alma não dá mais.
Tá forte agora, o corpo tá no espaço.
Eu acho que o mental da Argentina é—
e tem uma queda do Dibu, né?
Ah, vamos entrar nisso aí, Mário Mahá. Já vou te passar essa bola.
Mental da Argentina é disparado mais forte da Copa do Mundo. Argentina joga com muita alma, e desprezar anímico e contexto, situação, circunstância de momento no futebol é um erro para quem quer entender o potencial de cada equipe em cada jogo. Por outro lado, o corpo de alguns jogadores não responde. É óbvio que fisicamente a seleção tá longe de ser a melhor da Copa do Mundo. O Calçade já falou sobre a dificuldade da Argentina quando os jogos se prolongam.
Eu imagino que essa sequência de jogos tá exigindo muito, e ali vai deixar tudo em campo. Então eu acho que é por causa do mental e de ser uma seleção com uma aura e uma mentalidade vencedora, a Argentina tem mais chance que a Suíça de passar. Não pelo futebol que ela vem mostrando. A verdade é que a Suíça é uma seleção chata, equilibrada, chata de jogar contra, equilibrada. E como a Noruega também tá leve, fez o que tinha que fazer na Copa do Mundo, ela sabe que ela pode tirar grandes seleções, porque a história da Suíça mostra isso.
Mas se a gente fosse, se eu fosse olhar só o desempenho das equipes, Eu acharia, com frieza, com a razão que a gente não tem que ter plena no jogo, eu diria que o jogo é totalmente equilibrado.
Uma piadinha rápida que mandaram aqui no chat, que é boa. Eu odeio as teorias conspiratórias e tal, mas eu falei da infartoneta e o cara mandou aqui: é a infantoneta.
Essa é boa também. Quem mandou?
Quem mandou?
Eu preciso ver.
Felipe Guilherme.
Sobre a Argentina, a gente tá olhando para Argentina, tá vendo o time da Argentina, tá falando e tá deixando lá assim, ah, porque joga para o Messi, ah, porque só tem o Messi. A gente tem que dar o peso do Messi. Poucas outras seleções têm o Messi. Sim, aliás, nenhuma outra tem o Messi. É um cara que é capaz de resolver Em 10 minutos o jogo você tá perdendo de 2 a 0. Você não pode desprezar isso. Ah, eu não gosto da Argentina.
Joga um futebol que tem como objetivo privilegiar o Messi e dar a ele condições de resolver. Ela sofre defensivamente quando perde a bola, contra-ataque é letal muitas vezes. Ela só que ela tem um cara que você não pode deixar de lado. Ah, vamos analisar o time da Argentina sem o Messi.
Não.
Porque o time ainda montado para jogar para o Messi, para que ele faça a diferença, e ele ainda tá fazendo. É verdade que os adversários foram de menor qualidade até aqui. Agora, será que, não sei, esse time, se a gente tirar o Messi, também não tem condição de jogar diferente, de potencializar outros jogadores e de repente ser mais competitivo nesse momento de recomposição defensiva?
Reserva?
Não sei. Eu sei que o que existe hoje é um time que tem uma característica, tem uma forma, tem uma— aí vou usar uma palavra que vocês vão ter— uma magia. E o futebol às vezes é a magia. Às vezes assim, o rei do futebol acima de tudo é o aleatório, né? O livro Os Números do Jogo fala sobre isso. A aleatoriedade às vezes decide muitas coisas. E quando você tem um cara como Messi, você não pode desprezar o time da Argentina. Claro que eu não sei qual é a condição física dele, acho que ele chegou num limite contra o Egito.
Não sei como será nos próximos jogos, especialmente no jogo contra a Suíça, mas ele é um jogador que precisa ser considerado porque ele não é qualquer um.
Eu preciso passar aqui para o Mário Marra. Por falar em magia, onde está a magia de Dibu Martínez, ô Mário Marra?
Então acho que aí tem um problema. O La Nación hoje fez uma boa matéria mostrando que tem um abatimento no Dibu. Vale lembrar, né, ele teve uma, ele teve uma fratura um pouco antes de um dedo, né, um pouco antes da Copa. Ele, vamos lá, ele teve, sofreu 9 finalizações em gol e sofreu 5 gols. Ele fez 4 defesas dessas 9 finalizações. A média dele coloca ele como como quinto em defesas, como quinto pior goleiro da Copa. E depois do jogo contra o Egito, o Lançon fala sobre isso algumas vezes, de como ele abaixa a cabeça, agradece tudo, e como ele tava insatisfeito com o rendimento dele mesmo.
Volta no tempo, volta para 4 anos, para a última Copa, Copa do Catar, como ele foi importante, como ele foi decisivo nas defesas impossíveis. Na atual Copa do Mundo Ele está se sentindo abaixo e nas poucas vezes que foi testado não dá para falar que ele tenha sido aprovado. Agora, pode ser também que amanhã ele escreva uma nova história, porque qualidade técnica todo mundo sabe que ele tem, né?
Não frangou, né? Não falhou na Copa. Tô lembrando aqui dos gols, não teve nenhuma falha e tal, né? Mas tem umas, não foi brilhante, né?
Não foi, sai um pouco atrasado, algumas bolas.
Isso aí é Impossível. Aquele goleiro tem que chegar antes do atacante, ele demora para decidir, para tomar decisão. Exatamente, isso tá claro. Assim, eu não vejo um time com vigor, vigor físico. Sim, o anímico é lado super importante, agora ele precisa corresponder fisicamente. Se eu sou a Suíça, eu vou com a ideia de enrolar gente. Não tem para a Suíça, tem que pensar o seguinte, o jogo 120 minutos.
O tempo joga a favor da Suíça.
O tempo joga a favor da Suíça.
É isso.
Suíça já enfrentou a Colômbia, que não é um jogo fácil.
Claro, cara, até porque eles criaram o relógio, né?
A Suíça não tem as armas, né? E vem ali, fantástico.
Ou seja, pode ter um chocolate amanhã também.
Depois dessas duas eu tenho que encerrar. É melhor encerrar.
E no Cansitá, tá? Temperatura máxima, tudo bem, o jogo é mais tarde, mas pode chegar a 32, Então não é uma temperatura amena, temperatura forte. Então vamos ver como é que vai ser o segundo tempo depois do chocolate.
Temperatura máxima não era de segunda, não é de segunda noite?
Nossa, só tá piorando! Chega, vai, tchau, gente! Tchau, tchau, tchau! Segue o Gusttavo no Tela Quente, viu? Tela Quente, isso aí na segunda noite é Tela Quente.
Temperatura máxima era de sábado?
Não, não, na tarde de domingo.
Domingo é tudo errado.
Muito tempo fora do Brasil, já esqueci como se faz.
Acho melhor a gente parar com esse caldeirão, hein?
Saúde e paz a todos e a todas.
É muito bom, acabou, acabou.
Tava bom, não tava? Fazer o programa com mais vocês é ótimo.
Vamos embora.
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