França vence Marrocos e garante vaga na semifinal da Copa do Mundo - Linha de Passe
No Linha de Passe desta quinta-feira (9), nossos comentaristas analisaram a vitória da seleção da França contra Marrocos, e deram seus prognósticos para as partidas restantes da Copa do Mundo.
Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
William
Gustavo Hoffmann
Jean chambre
Paulo Calçade
Pedro Ivo Almeida
Vítor Birner
- Análise da Seleção FrancesaPotencial histórico · Talento e abundância de jogadores · Legado de Deschamps · Formação em Clairefontaine · Diversidade racial na equipe
- Corrida por João PalhinhaImpacto da Copa do Mundo · Temporada de Messi · Temporada de Harry Kane · Temporada de Mbappé · Temporada de Dembélé
- Estaduais chegam às finaisPotenciais adversários da França · Espanha vs. Bélgica · Argentina vs. Inglaterra · Favoritismo da França
- Herança e sucessãoInvencibilidade e defesa sólida · Estilo de jogo cadenciado · Rodri e Pedri · Lamine Yamal · Confiança e candidatura ao título
- Marrocos na Copa do MundoAnálise da vitória francesa · Desempenho de Mbappé · Estratégia de Marrocos · Arbitragem
- Confronto na USPDisputa pela artilharia · Narrativas individuais na Copa · Lionel Messi · Kylian Mbappé
- Historia do FrevoComparativo de grandeza · Holanda e seu legado · Inglaterra e seu peso histórico · Uruguai e suas conquistas · Evolução da Espanha
- Alemanha na Copa· EsportesDesempenho inconsistente · Dependência de Courtois · Lesão de Tielemans · Estratégia contra Espanha
- Condições climáticas pela manhãImpacto do calor nos jogadores · Desgaste físico dos profissionais · Estádios climatizados vs. abertos
Olá para você que é fã de esportes! Começando nossa linha de passe depois de mais uma vitória francesa na Copa do Mundo, classificação garantida. O que que estão dizendo aqui? O Elton Corinthians, o Boa noite, âncora e bancada. Aonde mais aqui? É isso?
Faça abertura aí.
Você lê aí, você lê aí que o pessoal já tá participando no chat, hein? Bom, é o seguinte, hein? Continua a briga. Tô falando aqui durante toda a Copa do Mundo: o Messi faz um gol, vai lá pra frente. Aí tem jogo da França, o Mbappé faz o gol, iguala com o Messi. Essa briga continua incrível e com uma narrativa até certo ponto parecida hoje, né? Porque também perdeu o pênalti, foi lá e resolveu, fez o gol que abriu o placar. Assim como o Messi perdeu o pênalti, foi lá e resolveu.
Contextos diferentes de jogo. Mas os dois tiveram uma narrativa um pouquinho parecida aí nessa fase da Copa do Mundo. Aliás, o Messi na outra fase, né, porque a Argentina ainda vai jogar por essa fase. É tanta fase que a gente até se confunde, é tanto linha de passe, mas tanta informação e tanta análise que eu vou dar só uma respiradinha aqui e a gente volta já já para falar sobre essa classificação francesa à próxima fase. Aí hoje tem prévia até do jogo da Espanha amanhã, tem muito para a gente bater papo aqui.
Número de pessoas, você falou que em relação ao comentário do dia.
É isso, né?
Eu tinha razão?
Tinha muita razão, muita razão.
Por enquanto, daqui a pouco haverá milhares.
Milhares é bom, hein? Milhares é bom.
Boa noite, Boto.
Vocês querem que eu peça likes hoje?
Boa noite a todos e a todas.
Pede like, vai.
Vamos pedir like, vamos likear.
Vânia Santos, bem-vinda mais uma vez.
Fala, senta o dedo no like. Você tem que pedir direito.
Cadê nossa referência? Cadê nossa referência? Cadê geórgica?
Que ousadia e alegria, né?
Você tem que falar isso aí, você tem que seguir o padrão. Delta Corinthians, boa noite. Só responder para você, eu nunca disse que o Mbappé passará a ser maior do que o Pelé. Falou assim?
Não falei não.
Falou, falou, falou.
Não entenda essas coisas, você é maldado.
Falou, falou isso.
Eu falei que se o Mbappé ganhar a Copa do Mundo, ele passa a ser o segundo maior jogador das histórias da Copa do Mundo, atrás apenas do Pelé.
Responde a enquete.
Vamos buscar Quem termina essa Copa na frente da galeria? Messi ou Mbappé?
Não vou falar pelo Nazário.
Botou no Mbappé.
Despegaram o pacote do F Show e começaram a soltar aí, tá vendo?
Deve ser mesmo o cara do áudio.
José falou que a seleção de Marrocos foi meio ingênua, muito ingênua.
Acho que ela fez o que era preciso.
É do equipe, é do equipe.
Eu ia falar isso, botou um atacante e eles perderam.
Solta o normal do Pascalzinho.
Normal!
Luciane fez.
Felício, boa noite para você também, obrigado. Rafael Antônio Santos Ramos, Ancelotti deveria treinar a seleção olímpica para renovação.
Não, esquece seleção olímpica, cara, deixa o cara focar no que interessa.
André de Deus Berger, boa noite para você também, bom trabalho. Obrigado para a gente dizer bom trabalho para a gente, obrigado para você. Acho que tá descansando, se tiver bom descanso, se tiver bom trabalho também.
Valdir, vem chegando, meu povo, vem chegando aqui no chat. E aí tem que ser contundente, né, Calçadinho? Como é que é o negócio para pedir like?
Tem que ser contundente, fazer como é o negócio, senta o dedo no like, senta o dedo, mas com uma certa—
é, não é assim, é uma coisa um pouco mais viril, mais viril, um pouco mais viril. Eu vou aquecendo aqui durante o programa, tá? E você aí participando com a gente. E tem que fazer como fez no outro programa, senta o dedo no like, tá bom assim?
Melhorou?
Melhorou?
Então tá bom.
Tô com medo de perder você já.
Vamos começar o nosso Linha de Passe com Paulo Calçade, com Geódio, Leonardo Bertozzi, também o Vitor Bina. Daqui a pouco tem o Pedro Ivalmeida que vai acompanhar a coletiva do Deschamps, né? E daqui a pouquinho tem Gustavo Hoffmann para falar também da seleção espanhola. A gente vai fazer uma prévia do jogo desta sexta-feira. Vitor Birner, você que é um entusiasta da França, você que ama o Mbappé, você que é um cidadão parisiense.
Não, sou brasileiro, com todo respeito.
É, mas tá quase sendo condecorado lá. Quando vai para Paris, todo mundo já te conhece, né? Todo mundo sabe quem é você por lá. Seleção francesa, ele trouxe o pão francês, trouxe o pão francês para o Brasil.
Só a França não conhece ainda, não tem pão francês aqui, não sabe ir na França.
É chamado só de pão.
Vamos lá.
A França continua sua campanha vitoriosa. Tá difícil imaginar essa França sem ser uma finalista dessa Copa do Mundo, né, Bernardo?
Tudo bem?
Tudo bem, William. Boa noite a você.
Não sei como chegar na Itália e pedir um filé à parmegiana. Ninguém sabe o que é.
Parmegiana na Itália é só berinjela, o Jean pode confirmar.
Boa noite, Calçade.
Boa noite, Pedro Ivo, que daqui a pouco vai estar com a gente. As fãs e os fãs do esporte. Mas uma atuação muito forte da França. Eu imaginei que a França fosse enfrentar um pouco mais de dificuldade. Nesse jogo, mesmo sendo a melhor equipe da Copa do Mundo. Achei que o Marrocos respeitou demais a seleção francesa. Eu não tô falando da postura coletiva, tô falando de algumas chegadas a mais, essa coisa que a Copa do Mundo tem permitido, testar um pouquinho arbitragem, como o Paraguai fez, por exemplo, contra os franceses.
O Paraguai ofereceu mais resistência à seleção francesa que o Marrocos, e o Marrocos tem muito mais equipe que o Paraguai, só para fazer uma comparação. E mesmo perdendo um pênalti, Na hora do aperto, o Mbappé tirou mais um coelho da cartola, mais um golaço, né? Finalização perfeita. O Bono, para mim, era o melhor jogador em campo até aquele momento. Não dava para pegar aquela bola, né? Daquele momento em diante, o jogo ficou literalmente fácil.
O jogo que tava duro, mas controlado, ficou um jogo fácil para a seleção francesa. Eu só não tenho certeza toda. Eu acho que a França vai à final.
Eu acho que pode ter uma Espanha no caminho, né?
Porque tem uma Espanha no caminho e Como sempre diz o Jean Calçade, todo mundo fala, Léo, isso daqui é uma Copa do Mundo, tudo é diferente, é um jogo só, de repente vai para os pênaltis. A Espanha não tomou gol ainda. Se a gente tiver um França-Espanha, vai ser muito interessante de ver o ataque mais poderoso das últimas Copas, não só dessa Copa do Mundo, contra o time que não tomou gols ainda. Então não dá para dizer que a França vai ser campeã, só que é o melhor time do mundo e hoje ela comprovou mais uma vez em campo.
É bom lembrar, né, Jean, que a França no mata-mata também não tomou gol ainda, né, deu uma ajustadinha lá na parte defensiva também.
Pois é, tudo bem, William? Boa noite, boa noite a todos. É, exatamente, eu acho que a França ela tem dois grandes trunfos, né, para não deixar o adversário jogar. A gente fala muito da Espanha que consegue ter a bola o tempo todo para não deixar o adversário jogar. A França tem dois grandes trunfos. Primeiro, o respeito prévio do adversário. Sempre é, todo mundo sabe e morre de medo dos atacantes da França, do que a França é capaz de produzir.
Acho que isso por si só já faz com que as equipes joguem da maneira como o Marrocos inclusive jogou hoje, né? A gente viu como o Marrocos começou o jogo contra o Brasil, sua estreia na Copa do Mundo, e como o Marrocos começou o jogo contra a França hoje, quer dizer, com as linhas muito baixas, sem tentar atacar, meio que dizendo, olha, se for para os pênaltis, tá ótimo. A minha impressão é que Marrocos incorporou o Paraguai, né?
No começo do jogo disse, não, é, o caminho é esse, o caminho é não tomar gols. E o segundo motivo pelo qual evidentemente a França não deixa o adversário jogar é a capacidade de imposição mesmo. O time se impõe, o time não tem apenas os atacantes muito fortes, mas tem ótimos meio-campistas também. De novo, destacar a participação do Koné. Acho que a França, ela vem jogando um grande futebol, ela vem sendo uma equipe predominante nos jogos e no mata-mata mais ainda.
Porque eu acho que se a gente olhar até na fase de grupos, tinha uns momentos ali que ela já tinha resolvido o jogo, largava um pouco mão, né, tomava alguma pressãozinha ali que não significava nada. Mas no mata-mata isso não aconteceu. E em contrapartida, do outro lado também, os caras que podiam eventualmente criar alguma coisa ou fazer diferença estiveram muito mal no jogo, ou estiveram bem abaixo do que a gente tinha visto até agora.
Para mim, especialmente o Hakimi. O Hakimi foi terrível, né? No primeiro tempo não acertou nada, isolou duas faltas, errou passe, simulou, tentou simular uma falta no lance que acaba resultando o pênalti para França e não foi absolutamente nada. Aliás, só elogiar, né? Porque senão fica sempre aqueles zoom, zoom, zoom antes dos jogos e depois todo mundo esquece o que aconteceu. Elogiar arbitragem argentina. Eu sei que tem gente dizendo que não foi pênalti, E não são poucos dizendo isso.
É mesmo? Tem, não são poucos.
Eu discordo, eu discordo, mas depois a gente fala disso.
Eu acho que ele dá uma, quando eu vi a revisão demorar, eu não achei que fosse o primeiro lance, achei que fosse no contato, tentando encontrar o contato. Não, achei que era dentro da área, que o que tava sendo revisado era dentro da área. Se houve, se teria ocorrido o contato ou não. Mas isso não, o problema do jogo não é esse. Eu sei que não dá para exigir mais do Marrocos, cara. O Marrocos, ah, o Marrocos contra o Brasil, claro.
Marrocos olha para o adversário, identifica suas fragilidades e via muitas no Brasil. Olha para a França, conhece os caras, jogam, eles conhecem, o Hakimi joga com vários deles, joga no campeonato francês, conhece todos os caras e a gente sabe o poder da França. Então assim, completamente diferente. O que tem a França, a gente sempre falou do Deschamps, né, que não era o maior, não era um treinador do tamanho do elenco, né, como qualidade.
Até acho que ele tá fazendo um bom trabalho nessa Copa, como Scaloni também, que sempre ficou no segundo plano na Argentina como o cara que Parece que tudo caiu no colo dele e não é verdade. Embora tenha caído no colo dele, ele quando caiu, ele soube dar o— ele soube arrumar o time. Então é importante até a gente olhar o que realmente está acontecendo, né? E o pênalti foi o primeiro momento que a França foi a França, que é quando você tem espaço para jogar.
É terrível, por isso que o adversário não sai. Precisa ser muito adversário, muito corajoso e muito forte para dar o campo para a França. Porque quando você oferece o campo para a França, ela vai te fazer gol. Isso aconteceu também no segundo tempo. Então vai ficar lá atrás tentando especular, fazendo o tempo passar, um calor do cão. Espera o calor, se possível prorrogação. Então, cara, você tem que saber jogar com quem puder jogar no calor, com 120 minutos contra equipes que são melhores.
No caminho. Você vai fazer o tempo passar, a responsabilidade maior é da França do que de Marrocos. E características, né? O Mbappé não é o cara— vamos olhar para o Haaland, para o Mbappé e para o Harry Kane, tá? O Haaland é um cara que você jogou na área, ele vai encontrar a bola. É o melhor dos três, ele vai encontrar a bola e ele vai ganhar no salto vai ganhar na imposição física e vai fazer o gol. Tá aí o Brasil que não nos deixa mentir.
O Mbappé não é esse cara. O Mbappé você tem que passar de frente. Tanto que as finalizações do Mbappé são assim, né? Não é o Mbappé que vai receber de costas, fazer um pivô. Você jogou na área, ele achou a bola. O Mbappé é de frente. Então você colocou a bola de frente para o gol, cara, esquece. Porque como no lance do pênalti, Ele acelera para bater de canhota e aí vem, você tem que entrar nele, não tem jeito. E o Harry Kane faz tudo isso aí, né?
Porque o Harry Kane, quando tá na área, tá legal, ele é o cara que encontra a bola e ele vem aqui se precisar dar uma batizada na bola com os volantes.
Cara, só não tem na relação, eu tô de acordo com você, mas só não tem o que o Mbappé tem na velocidade, com espaço absurdo, toda a força física do Haaland.
Eu disse Eu digo do movimento que ele faz. Se ele tiver que estar, se a Inglaterra precisar de alguém com presença na área, ela tem. E se precisar de alguém que venha trabalhar a bola um pouquinho fora dela, sim. E eles são, todos eles são diferentes. E sorte de quem tem, né? Quem não tem sente muita falta disso. Mas, cara, aí foi uma vitória tranquilésima da França. Pois é, foram, quer ver, as finalizações, a gente tem que dar o número certo porque que senão nós vamos perder aqui.
É um negócio fantástico. 22 finalizações contra 5, né? 8 no alvo contra 1 de Marrocos. Então, cara, era impossível Marrocos ganhar esse jogo. E eu tava vendo aqui, né, isso que é a confiança do treinador. O Mbappé sai aos 77 minutos, tá 2 a 0. Que certeza que você vai ganhar o jogo, né? Que certeza que nada vai acontecer.
Ele tirou o Kone antes, que tava pendurado com cartão.
Aliás, que partida, hein?
Cara, não tinha Marrocos, parabéns, mas não dá.
E é só bom dizer sobre o Mbappé, porque ele sai e aí obviamente já vem a imagem daquele gelo no tornozelo e tudo mais. Para quem não viu, sei lá, já tinha mudado para assistir com a gente, o Mbappé tava pulando que nem um louco comemorando com a torcida. Ou seja, acho que o gelo era só uma questão de precaução, uma prudência ali, mas evidentemente não é nada de mais sério, porque senão ele não estaria pulando do jeito que tava Comemorando com a torcida a vitória.
O Bertozzi, por ser uma competição de tiro curto, muitas vezes até o campeão da Copa do Mundo não chega no teto do que pode apresentar. A gente olha e fala, cara, foi campeão, bem, mas podia um pouquinho mais. A França é a seleção que está mais próxima do seu teto, assim, das que estão ainda competindo, que está mais próxima do seu melhor nível de atuação?
Ô, Willian, se isso aí não for o teto, eu fico assustado com qual seria o teto, né? Pô, se tem um teto acima disso aí...
Eu acho que tem mais pra dar mais do que isso. Porque assim, por exemplo, a atuação na final contra a Argentina, ela foi um nivelzinho acima do que a gente tá vendo, mas porque é uma final, pede isso, né?
É um fator final.
É, tem um contexto. Então por isso que eu acho que tem mais um negocinho ali.
A parte anímica, né? Tira aquele algo mais. Em termos de capacidade de todo mundo, porque você olha para os caras da frente e assim, minha visão, tá? Pra mim, se você pegar os 6 melhores jogadores da Copa, são 3 franceses: Olise, Mbappé e Dembélé. Os outros são Messi, Kane e Haaland. Pra mim, o top 6 da Copa tem 3 franceses. Eu estou com a sensação de estar vendo um time histórico das Copas do Mundo.
Opa, eu também!
Um time que a gente vai falar daqui a 20 anos, daqui a 30 anos. Cara, aquela França de 2026, ou aquela França do ciclo. De 22, 26, 30, porque você olha a idade dos caras e é isso que assombra. Você vê esse time daqui a 4 anos e talvez você veja esse time melhor daqui a 4 anos, com os caras mais maduros, mais entrosados.
E com mais uns 5 demônios jogando nele que o Clairefontaine vai produzir. Com o Zidane de técnico.
Não, assim, de fato, aliás, o The Champions garantiu agora que são mais 2 jogos, né? Independente de ser semifinal ou final, semifinal deixando de terceiro.
Vai para 8.
Vai para 8 jogos. Essa França vai fazer todos os jogos previstos na Copa do Mundo. Não temos garantia de que vai ganhar, a gente já falou sobre isso, tem uma semifinal pela frente. Lembrando que a Hungria histórica, a Holanda histórica, o Brasil histórico, os 3 seleções não foram campeões, mas existem equipes históricas de Copa do Mundo que não foram campeãs. Eu acho que essa França está nesse patamar, porque é um time assim, cara, você acorda falando hoje tem jogo da França, e eu acho que é o que eu suponho que as pessoas em 82 com o Brasil acordassem no mundo inteiro nessa pilha. Hoje eu quero ver o Brasil jogar.
Era isso.
É, acho que na verdade assim, esse nível de favoritismo que a França adquiriu durante a competição não é normal. É muito normal uma seleção chegar favorita a uma Copa do Mundo, mas o futebol não corroborar o favoritismo. Isso acontece muito. E acho que a própria França talvez seja o melhor exemplo disso. A França que ganhou Euro, a França que ganhou Copa do Mundo, Não foi uma França brilhante, não foi uma França espetacular, e essa França ela tá sendo espetacular.
Ela confirmou, nem a Espanha de 2010, que era favorita, nunca deu pinta de favorita ao longo da competição.
Exatamente, quer dizer, às vezes uma seleção carrega o favoritismo pelo potencial, pela crença de que aqueles jogadores podem fazer a diferença, mas não pelo futebol. A questão é, a França chegou a essa Copa do Mundo como favorita E ela vai não só confirmando como ampliando esse favoritismo em relação à chance de conquistar o título. Eu, a minha visão é que se há alguma chance realmente maior, claro que chance sempre existe, mas se há uma chance maior da França ser eliminada nessa Copa do Mundo, não ser campeã, essa chance tá numa semifinal contra a Espanha.
É isso aí.
Eu acho que a Espanha é a seleção com mais condições de eventualmente eliminar a França.
Gustavo Hoffmann já chegou com a gente. O homem trabalha, viu? Vamos falar da Espanha hoje, vem com a gente aí. Pô, lógico, à disposição. Só que é o seguinte, eu vi o jogo da França, quer que eu participe do programa todo? Lógico, evidente. Então vamos embora, vamos falar de França também com Gustavo Hoffmann. O Hoffmann, a nossa geração que teve aí o privilégio de acompanhar Messi, de acompanhar Cristiano Ronaldo, por exemplo, Estamos diante também de uma França histórica. Tudo bem contigo?
Tudo bem, William. Um grande abraço a você, aos companheiros, ao fã de esporte. Só para explicar onde estou: aeroporto de Los Angeles. Eu vi o jogo da França voando. Eu fiz exatamente o que a França fez, né? Voou em campo. Eu voei literalmente de Dallas até Los Angeles. O voo tem a transmissão ao vivo, né, da Copa do Mundo, os canais aqui dos Estados Unidos. Então eu tive a oportunidade de ver o jogo inteiro, tranquilo, sem ninguém me enchendo o saco.
No meu assento lá, só com fone de ouvido. E foi uma partida absolutamente tranquila de uma seleção que caminha sim para ser histórica, porque o time campeão do mundo de duas temporadas, de duas Copas atrás, já mudou. É, o time vice-campeão da última Copa também já não é o mesmo do atual. É, figuras históricas como Griezmann, que estava na arquibancada inclusive, né, novo reforço do Orlando City, é Benzema, esses jogadores já não estão aí.
Então essa já é uma nova versão da seleção francesa e é uma versão 2.0, porque a abundância de talento, principalmente no ataque, assusta. A vitória hoje foi algo corriqueiro, protocolar. Marrocos, como Calçade disse, fez o que pôde. Não dá para fazer muito mais sendo um time inferior tecnicamente. E esse é um ponto que mostra o atual domínio da seleção francesa na Copa do Mundo. Suécia há duas rodadas, Paraguai e Marrocos hoje, as três seleções admitiram a inferioridade e arriscaram um jogo perfeito defensivamente.
A Suécia não chegou nem perto disso, o Paraguai chegou perto do sonho de levar a partida mais adiante, para um pouquinho mais além do normal, e Marrocos sustentou o quanto pôde até a metade do segundo tempo, sendo que a França já deveria ter aberto o placar no primeiro tempo ainda, o pênalti muito mal batido pelo Mbappé. Então assim, foi uma vitória da França, ela aconteceu de uma maneira tão natural que acho que não houve dúvidas em nenhum momento do jogo, mesmo com pênalti perdido, Marrocos sustentando ali o empate.
Em nenhum momento acho que houve dúvida de que o gol da França sairia. E a hora que o Mbappé acerta aquele chute espetacular, a partir dali só se confirmou o que todo mundo já tinha certeza: a França é Definitivamente o melhor time dessa Copa, e para derrotá-lo o adversário precisará de um dia perfeito, de uma estratégia muito bem elaborada.
Não, vê na postura, vê na postura do Marrocos. Eu fico pensando nas pessoas que reclamaram do Paraguai defender, catimbar. Que que o Paraguai podia fazer?
Reclamaram?
Que que o Paraguai podia fazer? Muita gente. O Biner é um sortudo por não ter rede social, sabia? Porque assim, não, as pessoas estavam indignadas com o Paraguai catimbando, defendendo, melando o jogo.
Não tem outro jeito de jogar contra o Marrocos, né?
O Paraguai tinha que tentar levar o jogo para o terreno dele e o Marrocos ainda tinha um recurso.
Não funcionava, né? Os caras não estavam jogando também.
O Marrocos ainda tinha um pouquinho mais de recurso. Marrocos perdeu, e o Marrocos ainda perdeu o que na minha visão era o melhor jogador dele na Copa, que era o Saibari. Com o Saibari, Marrocos ainda teria uma chance de tentar segurar a bola na frente um pouquinho, um jogador que se movimenta. Consegue, sabe, tem um porte físico, você tenta fazer uma ligação direta com ele, sustentar, não tinha nada. O Bilal Kanoush, que jogou de centroavante, não é centroavante, também não tem essa dinâmica.
Perdeu essa bola bem perdida antes da Copa.
Antes da Copa perdeu essa bola bem perdida.
O Brahim também teve abaixo, o Brahim Dias não jogou e o Hakimi foi terrível.
As individualidades enormes do Brasil. Além de tudo isso, os caras individualmente não foram bem. Então assim, o que o Marrocos podia fazer? Acontece, fizeram uma ótima Copa, tem um ótimo trabalho, vão continuar competitivos. São sede da próxima Copa, ou seja, perspectiva de de novo tentar ficar entre os 8 melhores existe.
E assim, essa seleção vai continuar, né? Claro, porque se pegar a faixa etária desses caras, são muito valorosos.
De torcida, né? É, sim, faz muita diferença vídeo México no atual Mundial.
É, exatamente.
Não pega o treinador um mês antes da Copa, mas funciona, funciona.
Tem que de novo dar título.
Só para a gente ter uma ideia, a média de Média de idade do time titular da França, 27,2. 25,5 a média de idade da seleção de Marrocos hoje. Quer dizer, 2 anos praticamente mais nova do que a seleção francesa, que tá longe de ser uma seleção velha.
E outra coisa, para quem não acostuma, não tá acostumado cultura de arquibancada de futebol e ficou impressionado com a torcida mexicana, que foi impressionante, isso vai se repetir com Marrocos. Vai, eles são enlouquecidos, são muito fanáticos.
Notícia da Inglaterra hoje, que a Inglaterra ficou tão satisfeita e impressionada com o Azteca, que quer convidar o México para um amistoso em Wembley por gratidão a como foram tratados no México. É isso, eu achei muito legal.
Tirando a parte que eles não dormiram à noite.
Ah, mas verdade.
O México não dormia lá. O México deixou todo mundo acordado. Agora nós vamos devolver. É amistoso, mas vamos lá, procurando um rojão.
Ô Hoffmann, hoje mais uma vez o Mbappé resolveu fazendo o gol que abriu lá o placar, mas teve gol do Dembélé também, enfim. O Bertozzi falava aqui, né, Mbappé, para ele os 3 melhores jogadores da Copa são os franceses. 3 entre os 6, 3 entre os 6, né? A gente tem aí o Dembélé, o Mbappé e temos o Olise. Dos 3, o Mbappé tem mais gols, parece a escolha mais óbvia. É ele mesmo o melhor dos 3 franceses? Era quem você escolheria por enquanto, né?
Temos 2 jogos aí pela frente ainda, mas por enquanto seria O Mbappé mesmo, você enxerga de outro jeito?
Não, não, não, é o que ele é, Mbappé, sem dúvida alguma. O difícil é fazer o top 5 da Copa, né? O top 6 ficou fácil, Bertozzi foi bem no top 6, eu tô plenamente de acordo. O problema é você tirar um desses aí. Eu acho que pelo jogo de hoje, pelo jogo de hoje, o Ulisses caiu. Ulisses hoje não teve uma grande atuação, né? Não é que jogou mal, longe disso, mas ele não teve uma grande atuação e o Dembélé foi melhor. Então acho que Por conta do jogo de hoje, o Dembélé na minha lista passa o Olise.
Então eu fecharia um top 5 com Mbappé, Dembélé, e aí os outros 3: Messi, Haaland e o Harry Kane. O Kylian Mbappé para mim, Willian, tirando Messi e Cristiano Ronaldo já, que evidentemente... Eu ia falar, não vivem o auge, mas é difícil falar do Messi depois do que ele está fazendo nessa Copa do Mundo. Mas enfim, tirando Messi e Cristiano Ronaldo, Tá? Pra mim, o Mbappé é o melhor jogador do mundo. Não necessariamente ele esteve como o melhor do mundo na última temporada.
Aí é aquela velha história de ser e estar o melhor do mundo, prêmio da Bola de Ouro. Mas quem é o melhor jogador do mundo? Pra mim, é o Kylian Mbappé.
E eu acho que nesse momento ele tá ganhando... Até no final da temporada, o favorito pra Bola de Ouro era o Harry Kane, né? Pela temporada que ele fez. Mas eu acho que o Mbappé já começa a despontar como favorito, cara. A não ser que a França não seja campeã. Né, mas como a França é a favorita para ser campeã, eu acho que se a França for campeã, não tem como não ser o Mbappé, o Bola de Ouro.
Aliás, daqui a pouco a gente vai falar sobre isso.
Então desculpa queimar aí.
Não, imagina, não queimou largada não, relaxa. Deu até o gancho aqui, deu o teaser. É o teaser aqui para um dos assuntos do programa que a gente vai falar sobre esses caras aqui. Vamos falar sobre Haaland, vamos falar sobre Harry Kane, sobre Messi, sobre Mbappé, Dembélé também tá nesse pacote aí, né. Exatamente, que é o atual. Como é que a gente tá vendo essa questão aí da Bola de Ouro mediante o que ele está apresentando na Copa e o que foi a temporada?
E aí, se um recorte— que o Messi não chegou na Copa como favorito ao Bola de Ouro, mas a Copa que tá fazendo recorte de 40 dias vai determinar, vai fazer ele passar à frente dos outros se a Argentina for campeã. A gente vai conversar sobre isso no programa. Até por ser um assunto futuro no programa, eu vou concentrar aqui nos franceses então primeiro. Mbappé, Dembélé e Olise, ou Olizé, como o senhor prefere.
O Mbappé, o melhor deles. O que eu mais gosto de ver jogar é o Olise, mas eu assino embaixo o que disse o Hoffman por conta desse jogo e do jogo contra o Paraguai, porque quando literalmente a porrada começou a comer, ele ficou um pouco mais acanhado no jogo, ele sentiu o perfil do jogo. Então, olhando a primeira fase Tem um hat-trick para mim, Dembélé. Para mim, a melhor atuação de qualquer jogador de toda a primeira fase da Copa, melhor atuação individual foi a do Dembélé naquele jogo, reserva da Noruega.
Eu até esse momento, pode mudar, Mbappé é o primeiro, tá? Por enquanto, Dembélé acima do Líder por causa do desempenho nos mata-matas e aquela atuação específica.
Você vai nessa também, Calçadinho?
Cara, tem vários fatores, né? Primeiro que você tem, ele tá num time que ele decide, né? O Lise concorda e combina, ele joga demais. Tanto que o jogo hoje, quando você tem uma França toda projetada no campo ofensivo, a gente sabendo que o melhor do jogo da França é quando ela tem espaço, velocidade, para— como surgiu um pênalti? Pênalti é um exemplo de como a França gosta de jogar e joga melhor. Mas o adversário, um adversário que se preze, não vai dar isso para França.
O Marrocos permitiu na primeira vez, tomou um pênalti. O que acontece, olha aí, essa característica da França, sempre assim nessa progressão. Quando o adversário tá fechado, o Olise baixa, o Olise vira jogador em meio de campo, o Olise vai buscar o jogo no lado direito, talvez até atrapalhando um pouquinho o Dembélé no primeiro tempo, que teve menos Dembélé no jogo, mais Olise. Mas Olise vem trabalhando da direita para o centro, para bola ir para o Doê ou para o Dinho para cruzar no lado oposto.
Foi assim que saiu, foi o Upamecano de cabeça, né, que fez aquela jogada que o goleiro pegou. Foi o Upamecano, que essa é típica jogada. Então, cara, quem decide acaba ficando na frente. E o Dembélé, ele tem uma projeção de Copa do Mundo já, campeão do mundo, e de Real Madrid, de PSG. Deste jogador global. Não que o Lise está caminhando para isso. Então o foco é no Dembélé e no Mbappé. Porém, tudo tá no clima deste jogo aqui. Se a gente amanhã, se Messi decidir o jogo mais uma vez, amanhã nós vamos voltar para o Messi, entendeu?
A coisa assim. Então aí eu vou ter que esperar acabar a Copa. É, mas o Dembélé, o Dembélé, assim, o time que caminha para final, ele carrega o seu craque e o coloca num lugar especial. Para você não dar o melhor, o título de melhor da Copa ou melhor do mundo para um jogador do time campeão, é porque muita coisa aconteceu aí. Você tem que caçar alguém. Vamos lá, né? Já foram caçados alguns.
E nesse caso, Calçadinho, eu acho que tem o seguinte: você tem protagonistas, exceção feita a Espanha, você tem protagonistas muito claros nos principais candidatos ao título. Então assim, é óbvio que o campeão da Copa do Mundo vai ter o Bola de Ouro. Agora, na França, para mim não tem nem discussão. Eu acho que não tem nem discussão. A distância do Mbappé para o Dembélé e a distância do Dembélé para o Lise pode ter, mas tem que ver que o Dembélé ele acaba, né, fazendo gols em quase todos os jogos.
Ele acaba sendo, eu acho que a ordem é muito clara, o pódio da França é muito claro. Mas acho também que, né, na comparação com os outros, é óbvio que quando você tem companheiros que resolvem além de você, o teu protagonismo ele tem um peso menor do que os protagonistas das outras seleções. Vamos pensar, vamos pensar uma coisa, pensa na Noruega sem o Haaland, Pensa em 3, sem o Messi. Pensa a Inglaterra sem o Kane. A França, acho que perdesse um dos 3.
Só explicar uma coisa, pessoal do chat. Vocês pegou andando o Fred Carvalho, o Fred Garcia, o Alisson Carvalho. Nós estamos discutindo apenas sobre o trio francês. Isso, não tem Messi, não tem Haaland.
Daqui a pouco a gente vai entrar nessa conversa, todo mundo.
Daqui a pouco a gente vai entrar nessa discussão sobre outro. Vamos apenas sobre o ranking entre os franceses e apenas entre eles, tá?
Vocês lembram quando o Ronaldo chegou aos 15 gols contra a Gana em 2006? Que ele marcou, né, ele marcou 4 em 98, ele marcou 8 em 2002 e marcou 3 em 2006. 15 gols. O Mbappé chegou a 20 gols hoje na sua terceira Copa do Mundo em 20 jogos, né? Assim, o Messi é o artilheiro hoje, tal, não sei quem dos dois vai ficar na frente agora, mas Mas uma hora vai ser, né, o Mbappé. 20 gols em 20 jogos de Copa. Isso é uma coisa tão absurda, mas tão absurda, mas tão absurda, né?
Eu vi agora na Opta que ele tem 8 gols e 2 assistências nessa Copa, como teve na última também. Quer dizer, ele tem 10 participações em gols na última Copa e nessa Copa, que ainda tem mais 2 jogos.
Na última Copa, 3 só na final. Isso é um negócio gigante.
Só 2 homens na história fizeram gols 3 gols em finais, ele é um deles. Então assim, o que o Mbappé está conseguindo em termos de marcas, em termos de desempenho, é um cara que assim, ele, ele tem 3 Copas do Mundo e ele já é no mínimo semifinalista em todas, no mínimo.
E não cabe para o Mbappé uma argumentação que eu acho que vai poder ser cada vez mais utilizada, evidentemente, em relação a essas marcas, esses recordes, porque grandes jogadores muito melhores do que jogadores que superarão as marcas desses esses craques, vamos ver essas marcas sumirem.
Por quê?
Porque você tem uma Copa do Mundo com muitos times mais fracos a partir de agora, inclusive uma Copa do Mundo com mais jogos, com 16. Era outra parada. É óbvio que as marcas do Pelé, cara, esquece, eram Copa do Mundo com 16, entendeu?
Isso se aplica ao futebol, né, Jean?
Se aplica ao futebol de maneira geral.
Todos os campeonatos têm mais jogos.
Agora, eu só acho importante ressaltar isso que o Léo tá falando, que no caso do Mbappé, se você for fazer uma análise qualitativa dos gols, quer dizer, onde ele faz esses gols, contra quem ele faz esses gols, tudo bem.
Mata-mata, né?
É, exato.
Já é o artilheiro em mata-mata de Copa.
É isso.
E o contraponto de tudo isso é que o PSG só ganhou a Liga dos Campeões quando o Luiz Henrique falou para o Mbappé, pô, vai ser feliz no outro lugar.
E aproveita, Neymar, vai embora.
E lá no Real Madrid o pessoal tava querendo que ele fosse embora fora já, 3, 4 meses. Teve jogo do Real Madrid que ele foi vaiado, a torcida queria o Gonçalo Garcia.
Isso eu acho maravilhoso, quer dizer, porque agora é maravilhoso, porque numa era em que torcedores torcem mais para indivíduos do que para times, é verdade, é maravilhoso chegar um técnico, falar: Neymar, vaza. Messi, vaza. Mbappé, vaza. Vazaram os 3, beleza. Uma Champions, duas Champions. Quer dizer, é isso, isso é muito legal, quer dizer, porque ele seria um maluco, né, de que o futebol é um esporte, seria um maluco hoje, porque assim, ele perde as duas, é claro, porque E a França, a França funciona porque ele funciona dentro de um coletivo.
Ele não carregaria o time sozinho.
Não, tanto que você pegar Dembélé, Olise e Mbappé, estão jogando na Copa igual ou melhor do que jogaram a temporada toda.
Total.
Sim, o Mbappé melhor, sim, foi a vida no Real Madrid. O Olise, mesmo deslocado e tal, também faz uma ótima Copa. E o Dembélé também, você não fala do Dembélé, que deu uma, tem uma quedinha aí. Então, cara, isso cria uma potência e uma certeza, um ambiente no grupo e uma convicção. Então o Mbappé sabe que ele vai receber bolas em situação de gol pelo menos 2, 3 vezes durante cada jogo e que ele não pode perder. E ainda perdeu um pênalti.
E eu diria até que ele, assim, para mim a postura dele é diferente. Postura de dedicação para o time, de liderança também. Então, porque talvez tenha a ver com isso, mais maduro, cara. É uma coisa assim, você vê ele, você vê ele dando combate, sabe? Acho que a gente vê um outro Mbappé. E assim, se o título vier, obviamente vai fazer muita justiça à campanha que a França tá fazendo até aqui, né? E ao favoritismo que ela vai reforçando a cada rodada.
Mas de alguma maneira também O Deschamps, se o título não vier, eu acho que o Deschamps de alguma maneira justifica os seus títulos anteriores. O que eu quero dizer é assim, para mim era até essa Copa do Mundo um técnico cuja seleção era maior que ele, não tinha se expressado da maneira que poderia se expressar, não tinha jogado a bola que poderia ser jogada. Essa Copa do Mundo a gente tá vendo a França jogar tudo que ela pode.
Se vai ganhar ou não, eu não sei, Mas também acho que para o técnico é legal, porque é um treinador que você vai poder dizer na hora que acabar essa passagem dele, e faltam 2 jogos para acabar essa passagem dele pela seleção francesa, você vai poder dizer: bom, este foi o técnico que ganhou o que ganhou e que fez sim a seleção francesa jogar, ainda que eventualmente não tenha sido na mesma forma.
Ele pode ter o título e o desempenho.
E a gente tá falando aqui desde o início do programa dos jogadores da seleção da França, a gente não falou da maneira como ela joga. Do sistema. E é algo que a gente, a gente usou muito do nosso tempo aqui para discutir a forma de jogar da seleção brasileira, por exemplo, porque a gente não encontrava nos jogadores. Então você transfere para seleção, além da seleção, mais os jogadores da França. É que sempre o brilho do craque, do jogador, ele é muito, ele é enorme quando ele funciona.
Mas se você comparar, é uma França que tem tinha Koné e Rabiot hoje, 2 no meio de campo e 4 jogadores. Era como a ideia de Brasil jogar lá no, quando o Ancelotti começa a manejar seleção brasileira, de ter o Estevão, Vinícius, o Rafinha, Rodrigo, 4. A gente jogou assim nas eliminatórias. E tanto que Casemiro e o Bruno Guimarães estavam absolutamente certos, foram os caras mais utilizados Ao longo da trajetória. Mas aí as coisas não funcionaram como a gente gostaria, individualmente também falando.
Então você volta para o sistema e tenta ver o sistema, muda o sistema, põe mais um, põe Paquetá, tira Paquetá, perde Paquetá e tal. E a França, cara, nós não estamos discutindo aqui, a gente reconhece que a França tem um estilo de jogo preferencial, que é: pode, pode me atacar aqui, que Vocês vão ver a velocidade do Mbappé, Barcola, Dembélé, Mbappé. Já tem excesso aí, né? Já tem, sempre tem jogador de fora para entrar. Isso funciona.
É que todas as vezes que a gente viu quartetos mágicos supostos, cuidado com isso. Não, a tendência era sempre o fracasso, os times eram desequilibrados sempre. Essa talvez seja a versão mais equilibrada, mais consistente de um time que joga com 4 jogadores muito especiais, características de atacantes que eu vi.
Mas tem uma coisa, e é engraçado que a mudança que ele faz laterais agora em relação ao volante.
E acho que também tem uma questão física do Tchouaméni, mas é uma mudança teoricamente que te deixa ainda mais ofensivo, que poderia te trazer um desequilíbrio, né? Porque eu acho que o Tchouaméni— o Koné é um grande marcador também, e acho que a gente não discute isso, mas o Tchouaméni marca mais, ele se dedica mais a essa fase do jogo do que o Koné, que tem uma capacidade de chegada maior. Então essa mudança poderia inclusive ter trazido o contrário, e não foi o caso, né? O Marrocos não jogou hoje.
Ele compensou isso com o Dini no lugar do Theo, que não é bom marcador, né? Ele já tem o Koundé, que é um zagueiro lateral. Então assim, ele tem uma linha defensiva que todos eles marcam bem.
E o Dini meteu uma na trave ainda, só pra gente lembrar.
Mas eles não se restringem apenas, não, eles conseguem passar do meio de campo.
Mas a Copa que faz o Upamecano assim é seleção da Copa, é, então facilmente.
E tinha algumas dúvidas, né, pelo começo, inclusive a fase de grupos ali.
Como tá defendendo para a área, né, com posição.
Deu uma espirrada hoje no taco, mas tudo bem, faz parte do jogo.
O Saliba, a gente viu a temporada dele no Arsenal, a dupla com o Gabriel. Saliba é elite, né? Mas assim, a Copa do Upamecano é coisa de cinema também.
O Hoffman tinha chamado aí.
Hoffman, para jogar assim taticamente, há uma entrega muito grande sem bola do Dembélé e do Doué, ou quando joga o Barcola como titular pelos lados do campo também. Acho que isso é importante ressaltar, o talento acima de tudo dos jogadores, mas a entrega tática sem bola desses dois jogadores permite também que a França atue dessa maneira. E eu acho que a palavra que melhor define, no final das contas, o trabalho do Didier Deschamps é legado, porque ele deixa um legado.
O próximo treinador, que será o Zinedine Zidane, recebe uma seleção jovem que está entre as melhores do mundo. Se será campeão ou não, descobriremos nos próximos 7 dias, mas o trabalho do Didier Deschamps com tudo que foi feito na Federação Francesa em Clairefontaine, já citada pelo, pelo Calçade, que é um exemplo na formação de atletas, é quem mais forma jogador para seleção hoje em dia, porque forma não só para França, mas para outros países também que foram colonizados pelos franceses.
Então assim, o trabalho de base lá, com tudo que fez o Didier Deschamps nessas últimas 3 Copas, isso resultará em um espetacular legado para sequência agora com Zinedine Zidane.
Só para completar a informação do Rovman, são 99 jogadores nascidos na França distribuídos por todas as seleções que estavam ou estão na Copa do Mundo, o que é uma loucura, né?
Porque a gente não tá falando—
lembrando que na França nem todos são franceses, e vamos deixar uma coisa clara, não é só quantidade abaciada, tem muita qualidade.
Com passagem para o Sub-21, seleção francesa, aconteceu com o Brasil no Mundial de Futsal. Tinha seleção brasileira, mas dava para formar mais uns 20 jogadores brasileiros distribuídos. Você pega na Rússia, os caras jogam lá. E o que é incrível, só para um paralelo, né, a gente vai, França caminha para decidir a Copa, ver se vai ganhar ou não, caminha. Ela tem estrutura, time para acontecer. E se isso acontecer, aí os olhares Tudo destinado para a formação da França, de Clairefontaine, que é um centro de formação onde os jogadores são recebidos lá.
E esse centro de formação trabalha o ano todo. Se a seleção, quando não existe, está convocada, o centro de formação está trabalhando. Você vai ver daqui a pouco. Ah, vamos lá conhecer Clairefontaine, vamos. Isso aconteceu aqui. Vamos conhecer a La Liga. Premier League, vamos conhecer nos Estados Unidos. O povo adora viajar para conhecer. Trazer para cá e fazer, não, a gente não consegue.
Até documentário, calçado.
E sabe o que é pior? A gente tá cheio de profissional aqui só para não perder a oportunidade. Nós temos vários profissionais no Brasil espetaculares que a maioria não conhece, que são capazes de criar para você um plano. Não tô dizendo parecido, talvez até melhor, né, de formação de jogadores, de formação de jogadores inteligentes que tomam decisões corretas e tal. Porque, por que que eu tô dizendo isso? Porque é o que a França produz.
A França não produz é só jogadores, tudo jogadorzinho mediano para o mundo todo. Não, ela produz grandes jogadores porque ela vai no talento, né? Tanto que é uma seleção francesa, quantos jogadores pretos tinha hoje? 9, tirando o Dinho, Rabiot, Isso é uma pancada na França para muitos lá, é um horror, né? A gente adora, eu adoro, então eu adoro que eles sofram com isso, né? Porque eles merecem. Mas você veja, a França vai buscar onde tem o talento, não tá preocupada onde está o talento.
E quando você pega o povo que adora ir para Paris e tal, é legal, né? E não, não, mas o Billy vai concordar comigo, eu tô falando porque eu gosto de ir.
O Billy vai Eu vou para Paris do mesmo jeito que eu vou para Santos.
Quando você fica, quando você fica ali, pode acreditar, quando você fica ali naquele lugar mais turístico, que é aqueles lugares que normalmente a gente vai, é uma coisa, é uma França. Quando você pega um, pega o metrô, opa, e começa na hora, o metrô às 6 da tarde, eu já peguei, e vai embora com ele, começa a aparecer uma outra França que você não conhece. Essa França que tá no campo. É essa França que a França prepara e bota para jogar, hein, com 99 jogadores.
A França que tá fora dali, é. E nós não estamos conseguindo fazer isso. A gente ainda tem, a gente traz jogadores mais pobres, né, porque é uma forma de você mudar de vida e tal. Mas nós não estamos sabendo detectar o talento, dar o tempo certo para o talento se desenvolver, não mandar o talento embora porque ele é pequenininho. Ou nem porque ele é, ele não tá maduro ainda. A gente erra muito e nós temos gente aqui capaz de fazer isso.
Porque eu quero dizer, onde eu quero chegar, eu sei, vai ter, vai ter caravana para Clarefontaine depois da Copa, né? E nós não vamos olhar aqui para dentro, nós vamos ainda buscar um exemplo fora que pode nos dar boas ideias, mas a solução tá aqui dentro, cara, né? Mas é isso tudo, você vai ver Você vai ver o calçade sensitivo depois da Copa, você não vai ter chance.
Chamou, Rafa?
Sensitivo é ótimo.
Sim, calçade. Até para complementar isso que você, tudo isso que você trouxe, né, assim, um dado bem, bem direto e bem específico. O CIES Futebol é um centro de estudos do futebol localizado na Suíça, e ele anualmente ele publica um atlas demográfico do futebol mundial. É um estudo que eu gosto demais, eu sempre tô de olho nesses números, né. E o último publicado foi há poucos meses inclusive, né, ele se refere à temporada passada, a jogadores expatriados.
O que são jogadores expatriados? Jogadores expatriados são aqueles que tiveram a sua formação em um país e atuam em outra liga. Ou seja, isso pode incluir também jogadores estrangeiros, tá? Mas é para entrar nesse critério você precisa atuar pelo menos 3 anos na base desse país. O Brasil ainda é o país com o maior número de jogadores expatriados do mundo. Foram 1.455 medidos nessa última temporada. A França vem na sequência com 1.275 e a Argentina ocupa a terceira posição com 1.016.
O quarto colocado é a Espanha, com uma diferença já brutal, cai para 681. Ou seja, Brasil, França e Argentina hoje fornecem a base de jogadores para todo mundo.
Cara, que loucura! Dá para você hoje, você monta tranquilamente 2, 3 seleções francesas. E eu vou te falar, e a segunda seleção francesa, é exagero dizer que brigaria pelo título?
Não, pega, pega o time que tava no banco hoje com o Barcola, com o Cherki, Mateta, Thuram, no banco, e tenta montar 26 ali no banco. Mas É, sumiu, esquecido no churrasco. Você vê, quando você pega o time olímpico do Henry 2 anos atrás, time que foi vice-campeão olímpico em Paris, perdeu para Espanha a final, tinha vários desses caras aí. Tinha o Lise, tinha Mateta, tinha vários jogadores. E isso é Clairefontaine, cara, isso é transição.
2 anos.
Mas é maluco isso, né? Tô pensando aqui no Thuram, que talvez se tivesse, né, 100% para seleção brasileira Talvez ele fosse o titular como centroavante ali da seleção brasileira. E na França, o cara se machucou no primeiro jogo, mas ninguém nem falou dele.
Não lembram dele.
Não precisa. E provavelmente ele não vai jogar até a última partida da França, as próximas duas, porque você tem caras muito grandes e que entram no banco e resolvem.
Pergunta para mesa, né? Seria este Esta França com Doué, pode ser Barcola, mas Dembélé, Olise e Mbappé, a França mais parecida a um PSG desse, eu digo, em funcionamento de— tudo bem que o Mbappé vem de outro lugar, ele vem da Espanha, ele tá no Real Madrid hoje, mas o que é o PSG do Luiz Henrique?
Acho que a diferença tá um pouco mais na forma de controle do meio-campo. É, né, de Vitinha, do João Neves, a maneira de fazer a bola circular.
Aí ia atrapalhar. Mas eu digo, na mobilidade dos caras de frente, sem bola, tudo, é, eu digo a frente da linha de fundo, sabe?
Aí, pô, aí acho que é muito parecido.
Só não fala os jogadores que o Dechamps não quis levar, né? Camavinga.
Ah, bom, aí é uma lista ali, escolha.
Não quis levar o Benzema. A França pode se dar esse luxo.
Ele tem jogador, o Acliouche, ponta do Mônaco, que é ótimo jogador, jogaria em várias outras seleções também.
Ele tem condições de convocação?
Não tinha, né? Porque tá fora da Copa. Provavelmente teria lugar, condições, provavelmente estaria em condições. Quer dizer, olha quantos caras são.
Só falando aqui a gente já vai montando metade de uma outra seleção.
Ele seria o 5º cara dessa linha que brigaria pelo título.
Podia ser para amanhã essa pergunta até, mas eu não vou aguentar não.
Vai, vamos lá.
Não guarde para amanhã, cara.
Guarda aqui, vai que amanhã acontece alguma coisa muito diferente.
Vai que amanhã tem um 5 a 4. É, então você vai dar tempo?
Não dá. Não deixe nada para depois.
5 a 4 no jogo da Espanha, seu Calçadão tá muito otimista, hein? É isso aí.
Seria lindo, hein, Calçadão?
É pela quantidade marcada e sofrida. Você primeiros 4? Vai tomar gol amanhã a Espanha ou não?
Uma boa pergunta.
Essa é uma boa pergunta.
A Espanha e França no passado foi 5 a 4.
Foi 5 a 4.
Bom, mas numa época que o Yamal e o Nicoletto estavam voando, num raríssimo jogo em que a Espanha teve menos posse de bola que o adversário.
Se desenha aqui, Gustavo Hoffmann, uma, uma, um confronto França-Espanha, mas respeitando que o confronto ainda não aconteceu entre Espanha e Bélgica, eu vou reformular aqui.
Vamos lá.
A França agora, ou ela vai pegar a Espanha ou Bélgica na semifinal, ok. E numa final, se ela passar, ela terá ou Noruega ou Inglaterra ou Argentina ou Suíça. A final da França, se a Espanha se classificar, a final da França é a semifinal ou existe alguma outra seleção do outro lado que possa ferir a França como a Espanha pode?
Sim, existe outra seleção do outro lado que pode ferir a França. Eu não acho que isso vai acontecer. A França é a grande favorita, a França será favorita contra qualquer adversário daqui em diante. Mas se Lionel Messi está em campo, se Lionel Messi está jogando nessa Copa do Mundo, você tem que respeitá-lo acima de tudo. E a Inglaterra é um time que contra o México mostrou alma, fez jogo grande, jogo de time que pode ser campeão também.
Então acho que tem dois times do outro lado, eu já tô dando meus favoritos aqui que são os óbvios, né? A Inglaterra e Argentina acho que farão uma semifinal, mas tem que, tem que respeitar o que jogou a Inglaterra contra o México, o que faz o Lionel Messi, sem falar evidentemente na força espanhola.
É, eu, aliás, essa coisa de final antecipada, para mim, eu lembro muito de Brasil, eu lembro muito de Brasil-Holanda em 98, final antecipada. E aí a França foi lá e falou E ainda mais por ser fora de casa, né? Porque assim, Brasil-Holanda em 98, quem não viu, veja, que é um dos melhores jogos tecnicamente da história das Copas do Mundo.
Baita jogo.
Jogadores no auge, cara, assim, qualidade técnica aqui, você pega as escalações, é uma coisa absurda. Aí você fala, quem ganhar isso aqui vai chegar e vai atropelar domingo. Bom, deu no que deu. Então às vezes você tem times fantásticos e a final é uma outra história. Mas eu tô com o Gustavo assim, eu acho que do lado de lá, diria Luciano do Vale, A Inglaterra tem mais qualidade técnica, tem mais condição de fazer uma final.
Do lado de lá é a equipe com mais qualidade técnica?
Eu acho que hoje é, no geral sim. É o que a gente discutiu aqui ontem, né?
Com potencial de crescimento.
E há um indício de melhora. E pode pegar o impulso do jogo contra o México. Se eles entenderem o que foi o jogo contra o México, que aquilo é a base para continuar na Copa, Porque teve um comportamento absurdo na Inglaterra, né? Porque ela foi, ela teve, porque ela foi, ela sabia que o ambiente, primeiro que ia haver uma torcida que eles não estão acostumados, né? Um ambiente, não vou chamar hostil, parece que eles vão jogar pedra, não é isso?
É um hostil para quem tá acostumado, né, com um negócio mais suave. É torcida que joga junto. E eles foram para dentro do México ali, eles foram bem. Então, se eles tiverem um bom exemplo do que eles fizeram para o resto da Copa, eles podem até evoluir. É que a França já mostrou tudo, né? Assim, Inglaterra vai, né? A França já botou na mesa e pode não ser a campeã.
Eu acho o desafio para Inglaterra no eventual final é o peso de ser Inglaterra numa final.
Concordo, concordo.
E assim, estão falando do peso de 60 anos, né?
60 anos.
60 anos.
E a França, queira ou não, tá, vem de duas finais, sabe? A França tá acostumada a decidir.
Tem duas finais, não só vem de duas como olha para frente e percebe que vai ter aí mais.
Exato. Mas é claro que é uma final hipotética, né? Precisa acontecer muita coisa para isso. Mas já que estamos projetando, isso, França e Argentina seria a revanche das revanches, seria uma coisa tipo, né, já aconteceu, teve Alemanha e Argentina duas seguidas, não seria inédito, mas um título para cada.
A França é a nova Alemanha Ocidental, né?
É, como o Brasil fez 3 finais seguidas, a Alemanha fez 3 finais seguidas, a França poderia repetir isso.
E nesse caso, a França em relação à última Copa, acho que uma diferença maior em relação à Argentina. Eu acho que sim, eu acho, né? Aumentou a diferença, o que não define a final.
Mas pela bola que estão jogando hoje, hoje não daria jogo França e Argentina, hoje não daria jogo mesmo.
Começa Mesmo começo, nem França e Bélgica, supondo assim, não daria jogo. Só estão jogando hoje, só os países, é claro.
É que se a Argentina chegar à final, significa que ela melhorou, porque se ela não melhorar, ela não chega na final.
E outra, a gente não sabe até o caminho da final, se não vai ter mais, se são 90, 120.
Exato, exatamente.
Porque a França, a França hoje no início, se ela teve um, ela se comportou, ela subiu, foi jogar no campo da o tempo todo no campo do Marrocos, com e sem bola. Não era só com bola. Às vezes você joga só com a bola, sem a bola não. E você tinha os encaixes bem definidos. Claro que o calor, a gente assim, é muito fácil aqui, tá uma delícia, né? Mas assim, o calor que esses caras estão submetidos, porque eles não só jogam como eles treinam, como eles vivem.
Aliás, eu até queria o Hoffmann, queria ouvir o Hoffmann sobre isso. Que quem tá na rua o tempo todo, como é que tá se sentindo com o calor assim? Tá tudo bem? Tá de boa? Porque a gente gosta de calor, a gente vem de um país, a gente tá acostumado com calor aqui, é o calor, o sol, isso dá uma alegria, né? Muito mais gostoso, né? Mas seguinte, cara, você ficar 40 dias ali, né, direto, ainda para eles, então direto na rua esperando para entrar, sol na cabeça, Aí chove, aí tem um temporal, você se esconde, aí você volta.
Cara, deve dar um, deve baixar um cansaço ali. E o jogador tá o tempo todo ali também nessa.
Vamos então à análise térmica de Gustavo Rocha, climatológico. Hugo travou lá, perdemos. Acho que devido ao calor, devido ao calor, retomou uma água.
Alguém entrou na sala de embarque lá.
Vamos tomar uma água. Fala, Jean, sobre esses possíveis confrontos com a França, onde a pedra é maior ali.
Eu acho assim, o que eu falei no começo do programa, para mim a Espanha é, com uma boa margem, aquela que pode criar mais problemas. Acho que a Espanha pode criar muito mais problemas, tanto do que a Argentina e até mesmo do que a Inglaterra. Eu acho que tudo bem, a gente tá partindo de uma crença que a Inglaterra ter passado pelo episódio do Asteca mudou a casca, mudou tudo, mudou a postura. Foi de fato um jogo muito grande, mas eu acho que do ponto de vista do futebol jogado ainda tá muito distante.
Eu acho que tá muito distante do que a França mostrou. Eu não acho que a Inglaterra fizesse uma grande partida contra o México. Eu acho que ela encontrou 2 gols ali no momento que o México era até melhor. Depois o México ainda pressiona, né, e o Pickford faz boas defesas no final do primeiro tempo para impedir o empate. E depois, claro que vira heroico por todo o contexto, pela expulsão. Você joga com um jogador a menos o segundo tempo inteiro naquele ambiente.
Foi uma baita vitória gigante da Inglaterra. Mas como a gente tá falando da França, que joga bola, né, que consegue dominar e impor o seu jogo, eu ainda acho que existe uma diferença grande em relação à Inglaterra, muito grande em relação à Argentina. E aí fica sempre aquela, o asterisco, Lionel Messi. Que a gente não sabe do que ele é capaz ou não de fazer. E eu acho que a Espanha tem a condição de fazer aquilo que outras seleções não têm, que é tirar a bola da França.
Se você tira a bola da França, a França tem menos chances de se impor. Não tô dizendo que a Espanha vai massacrar a França, que vai criar um caminhão de oportunidades, não é nada disso. Mas eu acho que a Espanha tem a condição de tirar a bola, de ter mais posse de bola do que a França, por exemplo. Em geral, a Espanha tem mais posse de bola. A gente tem um jogo mais ou menos recente entre essas duas seleções para usar como base, embora um jogo bastante atípico, né, para o que costumam ser os confrontos entre seleções desse nível.
Mas eu acho que a Espanha é, sem dúvida nenhuma, aquela com mais chance de eliminar a França. Ou seja, vamos esperar para ver também o que a Espanha vai fazer contra a Bélgica, porque é um confronto aberto, não é?
Não, porque é fantástico a gente falando tudo isso aqui, aí a gente abre o programa e a Bélgica eliminou a Espanha.
Aí realmente eu acho que aí para França o caminho fica para final bem mais aberto, né? Bem menos dúvidas. Ainda que eu acho que a França é favorita contra a Espanha, só para deixar claro, quando eu digo que a Espanha é aquela que mais pode eliminar a França, eu não tô dizendo que ela é favorita contra a França. A França é favorita contra a Espanha, claro, mas eu acho que entre todas as seleções que estão na Copa, a Espanha que tem mais chance.
E aí, hein, Berner?
Não, para mim a Espanha tem considerável favoritismo contra a Bélgica, é a seleção mais difícil em tese para a França enfrentar. Eu fico muito curioso para ver um jogo desses, além da força, porque eu concordo com o Jean, mas eu lembro do 5 a 4, e o meio-campo e ataque da França no jogo que a França perdeu por 5 a 4 na Nations para Espanha era exatamente o que tá jogando agora, eram os mesmos jogadores. E a França conseguiu ter o controle da bola, ter um bom controle do meio-campo, ficou mais com a bola que a Espanha e perdeu no contra-ataque, e perdeu no contra-ataque para Espanha.
E a Espanha já não tem no mesmo nível por conta da ausência do Dani Alves.
Agora, é sempre um desafio do tamanho do planeta Terra do futebol é você ter mais posse de bola contra a Espanha. É para essa seleção francesa também, né? Então esse, se acontecer, esse vai ser o jogo, antes de falar de futebol em campo. Aliás, Se a gente tiver Inglaterra e Argentina, é o ápice da rivalidade, da tensão do futebol extracampo, principalmente do futebol argentino. E do outro lado você tem o ápice do jogo em campo.
Só uma curiosidade que você tá falando. Eu brinquei aqui ontem nas Malvinas, que ia virar hashtag e tal. Aí eu ouvi, não sei se vocês viram esse vídeo que viralizou dos jogadores da Argentina cantando no vestiário.
Vocês viram?
Não.
A música que eles cantam Fala pelas Malvinas, por Diego. Quer dizer, você imagina se acontecesse?
É a música da torcida.
Quer dizer, você imagina se esse confronto vier acontecendo na semifinal de Copa do Mundo?
Como a gente tá diante de um grande negócio, não dá para ser ingênuo. Havia uma possibilidade antes da Copa começar, né, de ser Portugal e Espanha. De Portugal, Argentina, o Messi versus Cristiano, pô, essa final é legal. Aí Portugal, Inglaterra versus Argentina, pô, essa final é legal. E Argentina e França, pô, repete, é uma revanche. Eu digo, tem argumentos, né?
Então, cara, assim, são as semifinais dos sonhos também.
França e Espanha com Argentina e Inglaterra, se for isso aí, era Brasil e Argentina. A tabela foi direcionada para isso.
Exatamente. Essas duas semis aqui, cara, se não tiver jeito de fazer a final, já fica aqui. Já para aí, a gente dá um jeito.
Só a disputa do terceiro lugar que se torna melancólica nesse caso, porque eu sempre tenho a teoria de que pode ser um grande terceiro lugar.
Depende de quem vai disputar.
Terceiro lugar fica um jogo aberto, pô. Eu sei, fica um jogo aberto, mas é menos quando você tem uma seleção tipo Marrocos.
É outra vantagem. É isso, exatamente.
Terceira grande, você tem alguém babando para ganhar aquele terceiro.
Dói, mas é uma conquista. No caso aqui é um fracasso.
Se forem os 4, qualquer um dos 4, se for a Bélgica e a Suíça, pode ir a Noruega.
A Bélgica também não é novidade ela chegar para decidir o terceiro, quarto lugar, né? Também não é uma coisa que para ela vai ficar ali num patamar.
Às vezes vale artilharia, tá?
Vale artilharia.
Às vezes vale artilharia. No caso, aí a gente vê 90, Itália, Inglaterra, que o Schillaci pegou o pênalti para bater contra.
Aí tem elementos mais mais pessoais do que, pô, aqui tem Mbappé, tem Haaland, tem Harry Kane, tem Messi.
Brincadeira, suposto vai dar Noruega, é para queimar nossa língua, né?
Suíça fazendo a vaga na final.
O Gustavo Hoffmann voltou, questão técnica. Quer fazer a pergunta térmica para ele?
Não, queria saber, Hoffmann, como é que vocês, a gente tá falando do calor que interfere também numa seleção em 90 minutos. E em 120. Às vezes a gente fica cobrando aqui intensidade, movimentação, pô, e os cara tão derretendo. Aqui é fácil. E eu digo, vocês também estão derretendo no dia a dia, né, que estão ali o tempo todo na rua. Eu queria saber como é que você sente, como é que vocês que já estão aí há vários dias, se isso, o calor acarreta um cansaço maior, se vocês estão de boa. Claro que tem né, todo assim, alegria tá no Mundial, mas mora cansa.
Vamos lá, Calçade, assim, vou começar pela parte final da sua pergunta, tá bem do lado jornalístico aqui do nosso trabalho. Tá difícil, tá bem complicado porque tá muito quente. Há 2 dias, por exemplo, eu estava cobrindo o treino da Espanha em Dallas no estádio Cotton Bowl, que é um estádio aberto onde o Brasil hoje, não, hoje é dia 9, é hoje, né? Foi hoje, até publiquei. Na Copa de 94, em 9 de julho, o Brasil ganhou da Holanda por 3 a 2 lá no Cotton Bowl, né?
E eu fiz esse treino da Espanha, a gente tem direito ali aos primeiros 15 minutos, mas eles abriram um pouco antes. Então eu fiquei ali debaixo do sol entre esperar a chegada dos jogadores espanhóis e sair do estádio, coisa de 25, 30 minutos. Hora que eu saí do estádio, olhei o termômetro, marcava 38 graus. 38 graus no termômetro, a sensação térmica muito acima de 40. À noite, era 10 horas da noite, eu já não sentia meu corpo assim, sabe, de cansaço, um pouco de insolação talvez até.
Isso eu tenho, eu sei de companheiros e companheiras que estão aí na rua também trabalhando, que tá todo mundo sofrendo muito com calor, muito mesmo, tá bem difícil. E aí, olhando agora prospecto esportivo, Se eu sofri ali na arquibancada, os jogadores da Espanha em campo também sofrem, também se desgastam mais. Acho que esse é o termo mais correto, o desgaste é maior no dia a dia por conta desse calor. Tá muito quente, muito quente.
Felizmente alguns estádios são climatizados. Então, por exemplo, essa potencial semifinal entre, entre Espanha e França vai ser num estádio climatizado, Dallas, tá tranquilo. Mas quem joga em estádio aberto, a França mesmo jogou outro dia em Filadélfia com calor também próximo de 40 graus. Então calor interfere sim, tanto no dia a dia dos treinamentos aí para os profissionais que estão aqui trabalhando, como para os profissionais de campo, os jogadores e todo mundo.
Mas pelo menos os jogos em estádios, nos jogos com estádio climatizado, isso não gera nenhum problema.
Bom, a gente vai fazer o intervalo. O Rafa continua com a gente, que no próximo bloco a gente vai fazer uma prévia do jogo da Espanha com a Bélgica. Eu estava vendo aqui que você falou da questão do cansaço. A Argentina é a única aqui que viveu o dilema da prorrogação. A Inglaterra não viveu, não. Noruega também não. A Suíça viveu, viveu pênaltis, né? Foi na prorrogação. É justamente adversária. Exatamente. Ou seja, se eles forem para prorrogação, meu Deus do céu, até com a Noruega vão comemorar, vai esfolar.
Porque é o seguinte, a Argentina, ela viveu prorrogação com Cabo Verde, mas não viveu, né? Não viveu, mas cara, cansou mais. Meu Deus do céu, cansou mais do que se tivesse prorrogação. Ela se arrebentou no final.
Gente, isso tava claro, claríssimo.
Jogadores extenuados até começar o processo da virada, parecia que não ia sair mais nada dali porque claramente no campo não tinha mais força. Então teve um processo de desgaste ali muito grande e o calor colabora muito também, né? Atenda o nosso YouTube aí no break, Vitor Birna, por obsequio. E a gente vai continuar com o nosso YouTube aí também durante o próximo bloco porque como a gente não fica só uma parte no YouTube, vai ficar direto na TV, no YouTube, é bom a gente atender durante o próximo bloco também. Mas vamos para lá, meu querido, vamos nessa.
Uma aguinha da imprensa aí.
França é muito favorita para ganhar a Copa do Mundo?
Opções: a Copa já é da França, 60% por enquanto votam na opção favorita, mas não muito, 37%.
E não é favorita, 3%. Em qual você votou?
Não interessa.
Então eu vou votar e não vou te contar também.
Eu não seco, claro que é.
Eu não quero secar.
Mas isso é o que eles vão fazer, é isso?
Tem um plano? Claudenilson Freitas, bem-vindo. Ele diz o seguinte: boa noite, pena que a Copa tá acabando e vamos voltar à realidade do futebol brasileiro.
Não vamos tocar nesse assunto, não vamos tocar.
Cumprimentando o Leão. Denis Silva falando que Alemanha 8 e Brasil 7. Quartas de finais. MacGyver, Suíça dá trabalho, mas a defesa ele acha, a defesa, o resto ele acha mediana, achata a Suíça. O Everaldo Arruda vai torcer para Argentina. E o Fred Garcia destaca a força emocional da equipe de Scaloni.
O Leão falou aqui também, Holanda saiu cedo demais dessa Copa do Mundo. Marrocos fez seu melhor jogo contra a Holanda, ela pararia uma, ela pararia uma França. Você concorda com isso?
A Holanda?
É, não, também acho que é difícil, hein?
Acho que não.
Caiu para Marrocos, que caiu para França.
Honda 0175: a chance de tirar a Argentina da final é se enfrentar a Inglaterra na semi. Contra os ingleses não vai ter essa história de na dúvida. Ah, tá falando arbitragem aqui.
Ah, é essa comoção com relação à arbitragem. É emocionar o alto da Argentina, isso é verdade. Agora, esse negócio da Argentina é curioso porque Ah, contra Cabo Verde, não, agora prendeu emocional, tá lá em cima. Aí foi acontecido a mesma coisa. E de novo a gente tá com esse discurso, vamos ver se agora ligou essa chavinha, né?
Isabela Mazotti, já te cumprimentei aqui, agora cumprimentando em voz no YouTube. Daniel Santos, o Brasil não tem jogadores para disputar uma Copa e vencer, muitos anos não vemos isso. Jairo Vieira, Quem acompanha futebol no mundo em nada está surpreso, acertaram quase tudo. Doutora Sara Gil Pier vai torcer para Espanha.
Lamini Yamal, você canta, você sente, na Espanha está presente.
Marcelo, aliás, morreu a Bonnie Tyler, que sim, rapaz, fiquei triste, é muito da minha época.
Ela compôs a música das torcidas argentinas.
Muito bem, voltou a aguentar. Não quer mais água? Não, pode ir, não, tá tranquilo. Ele não é aqui agora, mudar o móvel de lado hoje, tô desse lado aqui. Muito bem, tem mais alguma mensagem que o senhor quer ler agora?
Não, tem muitas mensagens.
Espera um pouquinho só que eu vou mandar uma mensagem aqui para o nosso fã de esportes, que é a seguinte, hein: amanhã é dia de Espanha e Bélgica, tem linha de passe também, você acompanha Espanha e Bélgica na Kazé TV, no Disney Plus, todos os jogos da Copa do Mundo ao vivo. Agora faltando só 7 jogos, né? 7 jogos.
E já deixando um gancho sobre o seu pauta, o Felipe Fonseca pergunta, tá, boa noite a todos. Sem a mesa, perguntar para todos na mesa se é gostoso de saber se a Espanha tem chance de ser campeã sem tomar gol. Isso já aconteceu alguma vez na história das Copas?
Não, a Espanha igualou a Itália que começou com 5 jogos sem levar gol em 90 e levou gol fase de grupos, sexto, que foi a semifinal, foi o gol do Caniggia, e aí perdeu nos pênaltis e ficou fora da final.
Mas eu acho que pode ganhar a Copa sem levar gol.
Sem levar gol?
Não.
Aí aumenta a chance, mas pode ser eliminada sem levar gol, porque tudo pode. A resposta completa é: uma seleção já saiu da Copa sem levar gol, que foi a Suíça de 2006. Foi, não levou gol na fase de grupos.
A Holanda sai da Copa quanto? Sem perder.
A Holanda não perde desde a final de 2010, porque 14 foi nos pênaltis, 18 ela não foi, 22 e 26 nos pênaltis.
Ela tá invicta desde 2010, mas é um fracasso total.
Responde uma coisa para o Telson antes, o Telson pergunta: o Willian tem mais de 60 anos?
Que isso! Tenho, tá aqui, tenho 79.
De televisão, gente, mas vamos lá, programa de televisão, meu.
Não tem problema, ele entra naquela fila, tá vendo? O nosso Vinícius aqui, por isso que o Vinícius é maravilhoso. Não vou falar o que ele falou aqui no meu ouvido. O Gustavo Hoffman, em compensação, a Espanha— não, se eu tiver mais de 60, eu tô bem para caramba, viu?
Com todo respeito, se eu realmente tiver mais de 60, bem mesmo que você tenha menos de 60.
Não, tenho 79. O Gustavo Hoffman, a gente tá falando aqui da invencibilidade da Holanda e a Espanha, hein? Quando foi a última derrota, você lembra?
Faz tempo também, hein? Faz tempo. E vem numa sequência de 35 jogos sem perder, né? Espanha vem bem demais, né? Numa sequência incrível. E para mim, depois dos dois últimos jogos, recuperou a condição de favorita. É, hoje França e Espanha são as duas melhores seleções. Então, até respondendo um pouco Depois daquela sua pergunta, né, de certa maneira é uma final antecipada, mas respeitando o que Inglaterra e Argentina podem fazer também.
Mas acho que a Espanha, depois do que ela fez essas duas últimas partidas, recuperou essa condição. Algo que a gente já debateu aqui mesmo no Linha de Passe é uma seleção espanhola que se adaptou aos problemas. Sem Lamine Amal na melhor forma física, com o Nico Williams tendo problemas médicos novamente. Já chegou baleado, se machucou de novo, e a gente não sabe ainda qual será a real condição dele para o jogo. Então assim, que que o Luiz de la Fuente fez?
Olhou para o seu elenco, falou: esse time tem muita qualidade. Colocou o Alex Baena na equipe, entrou com o Dani Olmo para ser o seu meia mais avançado. Na prática, colocou mais 2 meio-campistas em um time que tem o Mikel Oyarzábal e o Lamine Yamal. Então assim, a Espanha de 2026, ela parece mais a de 2010, mas sem perder características do time de 2024. E aí eu trago alguns números até de uma matéria que eu publiquei, eu nem sei se publicou, eu mandei já para o site da ESPN, não sei se tá no ar ou não, mas Argentina e Espanha são os dois times com maior número de passes na Copa do Mundo até aqui.
Algo até que a gente já falou aqui de como, de como são as equipes que formam a resistência ao estilo da Premier League, de intensidade, velocidade, verticalidade. Espanha e Argentina não. Espanha e Argentina tem um jogo mais cadenciado, mais horizontal, menos vertical. São os dois times com maior número de passes trocados até aqui, mas a Espanha não deixou de finalizar. Lembra que em 2010 era um time que finalizava muito pouco, ganhava de 1 a 0, mas tinha dificuldade para criar, finalizar, arrematar para o gol?
Enquanto o time de 2026 já era mais vertical, tendo amplitude com os dois pontas, criando muita coisa. A Espanha, até as quartas de final, ou seja, não tô contando o jogo de hoje da França, foi o time com mais finalizações da Copa do Mundo, 93 finalizações. Nenhum time finalizou mais do que a Espanha. É bem verdade, o primeiro jogo contra Cabo Verde colabora nesse sentido, mas eu acho, eu acho que a Espanha ela consegue é nessa Copa do Mundo tentar ser, ter o que o time de 2010 tinha de melhor, essa qualidade do passe, o domínio de meio-campo, e tenta recuperar um pouco da força ofensiva do time de 2026.
E eu acho que os dois últimos jogos mostraram que é uma Espanha fortíssima que pode sim ganhar da França. Não será favorita, porque nenhuma seleção será favorita contra a França, mas sem dúvida alguma a Espanha pode sim vencer a França. E para isso precisa de mais uma grande atuação do Rodri, como foi na última partida.
Cenário de jogo, pode. Vamos supor que é contra a Bélgica ou contra a França? Uma Espanha e França, você tá falando sobre isso, né?
Não, não, vamos olhar para Bélgica aqui também, mas pode falar, pode falar.
A Espanha para mim é bem favorita contra a Bélgica. Vamos supor que a França faça um gol, alguma coisa especial?
Não, normal.
O que a Espanha faz daí em diante?
Segue jogando, como a bola no chão, no controle, procurando espaço.
O que eu acho que assim, o Gustavo acho que ressaltou bem, né? Porque é engraçado, se você for olhar a média de posse de bola, até já falei aqui, e a prova de que não significa muito por si só, as maiores médias de posse de bola dessa Copa do Mundo são da Turquia e da Alemanha, talvez os dois, as duas maiores decepções da Copa do Mundo tem as duas maiores médias de posse de bola. Então é importante a gente ficar com esse dado.
Agora, como bem disse o Gustavo, aí não estamos falando de média, estamos falando total de passes trocados. A Espanha e Argentina tem mais. Aí eu acho interessante a gente perceber o seguinte: a Argentina, eu acho que se ela vai jogar contra a França, ela não consegue manter essa troca de passes, essa bola Porque a maneira como a Argentina troca os seus passes, isso teve também muito a ver com a primeira fase, teve muito a ver com os adversários.
Então a Argentina conseguia naquele ritmo mais lento trocar passes, né, ficar trocando passe no meio-campo de uma maneira que os adversários também não incomodavam muito. Contra a França você não consegue fazer isso. A Espanha, eu acho que pela maneira como ela troca passe, pela velocidade dessa troca de passe, pela movimentação dos jogadores ela é capaz de manter a bola mesmo contra a França. Não é fácil, é claro que não é fácil, porque a França é um time muito intenso, são caras que pegam, são caras que marcam.
E a gente tava destacando há pouco como os pontas também fazem isso, né? Então não são apenas o Koné, seja o Tchouaméni, o Rabiot, quem quer que seja. É difícil, mas eu acho que a Espanha ela tem a capacidade, pela maneira como troca passes, de ter a posse de bola contra a França. França.
Argentina, eu acredito que não.
Argentina vai baixar bem as linhas para jogar contra a Argentina.
Subir para trocar bola, passes lá na frente, vai dar à França tudo que ela deseja, que é o pênalti, tá? Campo aberto para jogar. Aí a França te arrebenta. Não é estranho, mas talvez a evolução da França seja o seguinte: a potência que é a França hoje, maioria dos adversários vai baixar Para ficar esperando. Então a França é obrigada a operar no campo adversário dentro, não assim totalmente à vontade, dentro da sua característica.
Quando você encontra o adversário que sobe, vai jogar no campo, muito obrigado, muito obrigado. Então, e Argentina, a recuperação da Argentina não é a melhor, a Copa mostrou isso. Aí é um perigo também baixar todo mundo, dá. Ele no último, na última partida, o Scaloni meteu 4 no meio de campo, largou o Messi.
Argentina não consegue fazer, perde pressão, não consegue.
Consegue. E até porque o Messi nem participa disso. Então, cara, a coisa fica ruim aí. É diferente daquela final. Esta final é diferente. Se o encontro dele seria diferente do último lá na outra Copa.
Mas a Espanha, como que você vê? Porque acho que a Espanha tem um dilema ali.
A Espanha joga no campo do adversário. A Espanha, com o problema do Nico Williams, vai sempre com o quinto jogador no meio. Vai, vai ter Amal ou Yassabou. E talvez venha com Dani Olmo. Não sei nem se contra a França ele iria com Olmo ou Merino, mais um central, mais um Fábio Ruiz. Pode ser Rodri, Pedri, Fábio Ruiz e Baena aqui, que tem jogado bem. Mais jogadores no centro do campo. É uma Espanha que não tomou gol, não quer dizer que não vá tomar da França, mas não vem numa história de vulnerabilidade na Copa.
Europa. Então esse jogo da Espanha dá jogo contra a França. Argentina, se fizer isso lá, vai dar muito espaço para França.
E o Calçadinho tocou num jogador que é o Oyarzabal. A gente fala de grandes atacantes, né, de Haaland, de Mbappé, e o Oyarzabal é o patinho feio, né? Joga na Real Sociedad e tava assim, ele já é um dos maiores artilheiros da história da seleção espanhola, você não ouve falar dele, e ele tá ali de falso 9, sai da área E a bola sobra para ele, ele guarda.
E dá um toque só também.
Ele não é protagonista de nada e ele tem uma entrega consistente e ele tem uma regularidade impressionante.
Mas ele é um fruto, acho que o sucesso dele—
É fruto do sistema.
É isso. Claro. O sucesso dele é fruto do jogo coletivo da Espanha.
Mas ele é um jogador de encaixe perfeito nesse sistema.
É isso.
E da ausência de grandes centroavantes na Espanha hoje em dia.
É, não, e dá até para dizer, Hoffmann, que assim, a Espanha, ao ter o Lamine Amal, não ter o Nico Williams, naturalmente os adversários vão dedicar, mas vão dedicar e melhorar só a marcação ao lado do Lamine Amal. E a Espanha eu sinto que acaba se aproveitando disso, que é o seguinte: Lamine Amal é uma luz, né, que tá ali. O adversário vai ter, vai se mover para esse lado. E a Espanha joga justamente tentando ou aproveitar a ruptura que o Lamine Amal é capaz de gerar no jogo, ou invertendo bola, justamente jogando com o lado oposto.
Porque o Cucurella, seguinte, Cucurella é um cara hiper importante hoje. O Baena não é o cara que tá aberto, não é o melhor lateral esquerdo da Copa. E o Cucurella, cara, ele também, ele é muito inteligente. Ele levantou a cabeça, ele passa a bola, ele não vai querer inventar ali no lado. Até porque ele precisa voltar para marcar. Então assim, eu acho que dá jogo, dá um jogo enorme, que eu não saberia hoje te dizer quem que venceria.
Vamos esperar a Espanha jogar primeiro, que amanhã a Espanha arrebenta, a gente vem com a Espanha desse tamanho para o meio.
Ou então amanhã a Espanha não arrebenta e eu vou ter que abrir e falar que, olha, França e Bélgica É agora, é agora.
Pelo menos a gente vai ter uma pauta nova, porque a de amanhã já ficou velha. Vocês vão ganhar.
A gente repete que é o de dezembro, tá bom?
Tá certo.
Fala, Gustavo.
Vou torcer para a Espanha, tá? Nova pauta de amanhã.
Não, então, para tudo isso acontecer, tem que jogar e ganhar da Bélgica, né?
Exatamente.
Então assim, para ganhar da Bélgica, o que que vai, o que que eu acho?
É isso.
Então assim, o que que eu acho que vai acontecer diante da Bélgica? Projetando um pouco pelo lado belga da história, né? Eu acho que eles, que bom, De Bruyne, Lukaku permanece no banco de reservas. Acho que o Doku pode voltar ao time titular para jogar com Doku e Trossard pelos lados de campo, projetando uma Bélgica um pouco mais recuada, bloco médio, bloco baixo, aproveitando a transição e a ligação rápida nas costas da segunda linha de marcação da Espanha, justamente para aproveitar um eventual espaço de uma Espanha avançada te pressionando.
Por isso que eu acho que o Doku e o Trossard seriam boas opções de lado de campo, ao invés do Lukebakio fazendo uma dessas funções. O Doku que foi reserva na última partida. Pelo lado espanhol, exatamente o mesmo jogo das últimas, não, não contra Portugal, né? Porque contra Portugal, Portugal é o espelho da seleção espanhola. Portugal tenta ser o que a Espanha já é, né? Agora o Roberto Martínez se foi, o Jorge Jesus chega e as coisas vão mudar, mas A Espanha diante da Bélgica é jogo para 1 a 0, posse de bola alta, paciência, rodando a bola de um lado para o outro, é procurando o melhor espaço, a melhor finalização.
Não acho que será um jogo emocionante, não acho que será um jogo de gols. Palpite objetivo é 1 a 0 Espanha.
Não duvido não, eu não duvido a Espanha não tomar gol nesse jogo amanhã. Para mim é o mais provável.
Amanhã é provável, provável. Mas é, mas é o confronto, é permitir raríssimas finalizações belgas.
Eu tô muito na dúvida em relação, e falei ontem, a gente ontem sobre a possibilidade de entrada do Doku no lugar do Lukebakio, mas eu tenho muita, não sei nem se o Gustavo, que acompanha bastante a imprensa espanhola, enfim, viu alguma coisa em relação à Bélgica sobre isso. Porque por um lado, beleza, faz sentido, porque você vai jogar provavelmente com as linhas mais baixas do que a Bélgica não vai fazer contra a Espanha, o que ela fez contra os dos Estados Unidos.
Por outro lado, né, quando você vai jogar com as linhas mais baixas, você precisa ter o cara com a capacidade de de repente arrancar e num contra-ataque ali fazer o seu gol e ganhar o jogo contra a Espanha. Com o Lukebakio é mais difícil isso acontecer, com o Doku não. Só que assim, é para marcar a Espanha também você precisa, é mais trabalhoso marcar a Espanha do que marcar os Estados Unidos, ainda que o Lukebakio tivesse tivesse teoricamente o Pulisic ali na faixa de campo dele e tivesse que ir por ali trabalhar bastante.
O ponto é, o ponta-direita vai ter que acompanhar o Cucurella.
Exato, exato. E talvez, e tudo bem, a gente pode até dizer que assim, por melhor que seja o Cucurella, se você pega um Pulisic em forma e um Cucurella em forma, é mais difícil marcar o Pulisic, que é um atacante, não é um lateral. Só que a Espanha, quer dizer, então O meu ponto é, beleza, você vai abrir mão de um atacante, de um meia atacante que se dedica tanto à marcação, que se dedicou tanto à marcação, para ter um cara mais ofensivo?
Se esse cara mais ofensivo de repente não vai te entregar essa dedicação defensiva. Então eu não acho que seja um dilema tão fácil assim o do Rudi Garcia para escolher entre Lukebakio e Doku.
O Correia, que durante muito tempo da vida dele foi atacante, foi atacante. É, então ele lá em cima ele sabe o que fazer.
É, mas eu ainda acho o Pulisic mais capaz, o melhor Pulisic.
Acho que a Espanha tomou gosto, obviamente, né, de não tomar gol. Quer dizer, porque às vezes uma equipe que é muito vazada, cara, já faz parte da vida dela no Mundial. Ela sabe o peso, né, sabe que precisa fazer gol porque as coisas lá atrás não são seguras. E a Espanha é segura com Kubasi, né? Kubasi, menino.
Aliás, os zagueiros da Espanha muito criticados, o Laporte, o Kubasi, fazem Copas de uma boa Mas é o sistema, não é só, não são só os dois ou o Naissimmo.
Agora assim, tem algo que a Espanha tem que é, se olhar para todas as equipes do Mundial, quando você pensa em Rodri, em Pedri, ou Dani Olmo, ou Fábio Ruiz, ou Baena, cara, você tem um time capaz de encher seu saco jogando por dentro aqui na frente da sua grande área. É a Espanha. Isso lá na frente, lá não sei se vai passar da Bélgica, mas a Bélgica acho que não enfrentou isso ainda. Se a França, se passar a Espanha, a França pegou os dois volantes da França, não encontraram um peso desse, vai ter que mexer na França todinha se for o caso, porque não dá para largar os 4 com 2, vai ter que todo mundo, é um equilíbrio.
Então assim, tem muito jogo e muita Copa diferente para acontecer ainda. Nesse, nesse, nesses jogos que restam, que não são muitos, mas são enormes.
A gente tava falando aqui do anímico da Inglaterra, né, depois do jogo contra o México, do anímico da Argentina depois dos confrontos que teve agora, os dois últimos, e de um anímico da Bélgica. Vamos lá, a Bélgica foi buscar um 0 a 2 lá contra Senegal. Claro que não foi uma boa apresentação da Bélgica, mas foi assim, assim como a Argentina também não foi uma boa apresentação contra ele.
A gente tem para muitos aí, nós estamos falando de bons resultados.
Foi isso, foi buscar o resultado. E o jogo contra os Estados Unidos, para mim, claramente, aí uma boa atuação. E para mim, claramente, também uma respostinha ali, um negócio que os caras se mobilizaram por causa da história do Balogun e tal.
A Bélgica mudou para jogar contra o Doha.
Então, seguindo, esse é o principal ponto.
Ele amanhã vai além do estímulo do Trump, do Dr.
Trump. Ele saiu, ele pegou o time do fim do jogou com Senegal e falou, esse é o time.
É isso, né?
A partir desse princípio ele não muda o time contra Espanha. Eu também acho que aí já coloca embaixo, realmente achei o time mais coeso.
Então, do ponto de vista das tarefas, agora tem um ponto: a lesão do Donaná, volante, que é recuperador de bola, protege a defesa. Eu acho que não é uma lesão para a gente subestimar, porque hoje o Tielemans é o cara que vai bater direto com o Rodri E já tem esse ponto, né, que ele vai ter que, com bola, ele é um cara que chega dominante, mas sem bola ele é um cara que vai ter que, porque assim, deixar o Rodri livre, o Rodri vai ditar o jogo, e como ele fez nos últimos 2 jogos.
Então assim, o Tielemans é o cara mais importante da Bélgica hoje, amanhã, hoje, hoje atualmente, e amanhã no jogo de amanhã.
E ele é o cara, eu acho que tem outro jogador mais importante. Para mim, o jogador que pode realmente fazer a diferença para a Bélgica se chama Thibaut Courtois. A Copa dele pode não ser espetacular, mas projetando um jogo no qual a Espanha será bem melhor, terá um volume de jogo e vai com certeza criar mais oportunidades do que, do que a Bélgica, eu acho que a classificação belga passa essencialmente por uma grande atuação do Thibaut Courtois.
Para evitar o gol espanhol e eventualmente, em uma dessas transições que a gente projeta, a Bélgica matar o jogo, eventualmente levar a partida para prorrogação e pênaltis. Mas para mim, o jogador da Bélgica amanhã é o Thibaut Courtois.
É impressionante, né? O cara não consegue largar Real Madrid, Barcelona.
Eu já tinha comentado aqui, não foi por sorte.
Calçade, calçade, calçade! Eu cansei de ver, eu cansei de ver o ver o Courtois ganhar jogo para o Real Madrid na Champions League ali na minha frente, sabe? As Champions que o Real Madrid ganhou, as duas últimas, tem as mãos do Courtois nelas.
Para mim, a atuação do Courtois contra o Liverpool foi, para mim, disparado o melhor jogador em campo, principal atleta para o Real Madrid ganhar aquela Champions.
Eu, você, a Bélgica não, a Bélgica do último jogo ela é o, acho que é o projeto ideal para Espanha. Você tem que ter um time que tenha condições de ajustar muito a marcação, precisa deixar a Espanha começar e troca, passa para cá, para lá, para cá, para lá. Cara, chega uma hora que se passar isso 45 minutos, você uma hora não tem 100% de acerto, você vai errar em alguma coisa e eles vão chegar lá. Então você precisa encaixar a marcação, não deixar trabalhar tão baixo na tua defesa que aí começa aí passe para uma infiltração.
Então é essa Bélgica mais voltada para as tarefas, que é com mais energia, mais dedicação.
Então, mas eu, outra Bélgica, eu não, então eu não tenho a menor convicção disso.
Do quê?
Que a Bélgica de um dia para o outro se tornou um time consistente, competitivo, capaz de jogar o futebol. Então eu não tenho a menor convicção disso. É por isso que eu por que que eu aposto tanto as fichas na Espanha? Além de ser mais time, além de ter um meio-campo muito mais forte, além de ter jogadores melhores, além de não ter tomado gol, além de ter mais camisa, além de ter mais preparada para jogos grandes por todo o histórico, inclusive nesse ciclo da seleção da Espanha, a Bélgica não se prova uma equipe consistente.
Ela fez um bom jogo contra os Estados Unidos, um bom jogo na Copa do Mundo inteira, que não seria suficiente para encarar a Espanha porque é um jogo muito diferente, muito diferente.
Então, e tá assim, vamos lá, a França acabou de despachar Marrocos, a Noruega vai pegar Inglaterra, Argentina vai pegar a Suíça. Este confronto que a gente tá falando, Espanha e Bélgica, é onde tem o maior desnível, maior desequilíbrio.
Para mim sim, é isso, dos 4.
Para mim também, sim, para mim também. Até pelo que eu não confio na Argentina hoje.
Mas você falou que era França e Marrocos.
É, não, ah não, aí eu já falei que já foi, já eliminou. Não, esse jogo já foi, Já foi.
É porque eu tô bem com a sua, eu achava que pela força da França também. Sim, França e Marrocos.
Achei que você tinha tirado esse da equação porque já foi, mas era França.
Tirei esse dos 4 porque já foi, mas sim, era esse, era esse.
Acho que o jogo inclusive confirmou isso. Sim, sim, sim, sim. Mas agora, do que sobrou, os 3 que faltam para mim é Espanha e Bélgica, porque eu não confio na Argentina. Eu não confio Argentina, e eu confio na Noruega fazer um jogo duríssimo com a Inglaterra.
É isso, é mais pela Inglaterra. Eu acho que agora a Bélgica pode fazer um outro bom jogo, Gustavo, ele tem razão em relação ao Courtois. A Bélgica, eu acho que ela precisaria talvez conseguir segurar o jogo até um determinado momento em que aí beleza, vai, você vai pôr os caras no final ali para tentar de repente, né, uma, ou levar para os penas. Então eu acho que de fato, para Bélgica, é aquele tipo de jogo que precisa dar tudo certo para conseguir eliminar.
Na realidade, agora para Bélgica precisa dar absolutamente tudo certo até dia 19, né? Porque assim, se ela passar pela Espanha, ela vai pegar a França. Se ela passar pela França, aí o outro problema, amigo, tem que ser uma conjunção.
Você quer ganhar a Copa do Mundo contra quem também?
Tudo bem, mano, a Argentina tá aí, tá nessa, né?
É, também, também. Aliás, você tinha chamado, né? Fala aí.
Não, sim, não, porque assim, eu acho que tem um aspecto muito importante que é pouco falado sobre a Espanha. E aí eu vou trazer um pouco da perspectiva de dentro da Espanha mesmo, né, de conversas com torcedores espanhóis e com muitos jornalistas com quem, com quem eu convivo no dia a dia lá de Real Madrid, aqui na, aqui na cobertura da Copa do Mundo também. E aí também de entrevistas com os jogadores. Da Espanha. A Espanha fala em ser campeã com naturalidade já.
A Espanha não carrega mais aquela pressão de ter que ser campeã ou não lida bem com a condição de ser candidata. Hoje os espanhóis têm muita consciência de que são candidatos a título e isso não é um peso negativo. A Espanha, ela conseguiu se transformar nesse, nesse sentido. A responsabilidade de ser candidata ao título já não é um peso negativo para Espanha. Então os jogadores falam: nós viemos aqui para ser campeões. A torcida espera o título.
A imprensa trata a França como candidata. Então acho assim, esse aspecto anímico que a gente não vê, não é algo palpável, eu percebo já nessas conversas e nas entrevistas dos próprios jogadores. Ser candidata ao título já não é um peso para Espanha.
Mas eles não veem a França como favorita diante de tudo que aconteceu na Copa?
Sim, vem, vem, vem. Não é, não é, não é, não é tirar o favoritismo da França, mas é saber lidar com essa condição de candidata ao título, sabe? Acho que isso é um aspecto importante para um jogo tão grande como esse que a gente projeta contra a França. E para esse contra a Bélgica, eles têm plena consciência de que eles são os grandes favoritos. Favoritos. E a responsabilidade é toda da Espanha. A Bélgica entra em campo muito leve nesse sentido.
O ciclo 2008-2012 mudou o status da Espanha no futebol mundial. Antes de 2008, você olhava para Espanha, é a Espanha, mas não dá para acreditar na Espanha, né? Em algum momento ela não concorria. Você lembra da Copa de 2006 na Alemanha? Calçade tava lá. A Espanha jogou uma bola redondinha na fase de grupos, tocava, tocava, tocava, tocava, E a França foi ali aos trancos e barrancos, jogando mal, passou em segundo, empatou com a Suíça. Chegou Espanha e França...
A Suíça, ela tá sempre no caminho para as coisas ruins, né?
Chegou Espanha e França, o Zidane pôs o jogo no bolso, a Espanha foi para casa e a França seguiu até a final. E era comum isso. Em 98, a Espanha tinha uma baita geração legal, o Raúl novinho, uma boa seleção e tal, e caiu na fase de grupos. E era comum em Euros, em Copas do Mundo, a gente ver, pô, que potencial essa Espanha. E nada, o ciclo 2008-2012 de bicampeão europeu, de campeão do mundo, falou, cara, a gente não precisa mais carregar complexos, a gente vai ser candidato. E se não ganhar essa, a gente pode ganhar a próxima.
Eu falava ontem, né, da ideia que havia sobre esses gigantes do futebol mundial. Se você olhar bem, as duas últimas décadas elas reformularam isso, né? Porque a França também entrou no time, a França não tava também Eu acho que tanto França como Espanha entraram no bolo das gigantes hoje, né, como mais fortes do que as gigantes, vamos dizer assim. Se você for colocar em patamar histórico, né, a grandeza, camisa e tudo mais, elas entraram hoje como competidoras até mais fortes, né.
A gente falava do Brasil, da Alemanha, a Itália nem se fale. Argentina conseguiu, né, voltar a se colocar ali como uma candidata muito forte a partir daquela Copa América. Mas é engraçado porque nas duas últimas décadas, de fato, as duas principais competidoras mundiais, né, são seleções que não estavam no grupo das 4 gigantes, como eram chamadas, né.
É difícil dar espaço. A Espanha conseguiu porque você tem uma boa equipe, mas ninguém te olha.
A Holanda tá tentando muito, ninguém Ninguém te olha com respeito.
O dia que a Holanda conseguir finalmente ganhar a Copa do Mundo, as coisas vão ser mais fáceis.
Portugal também, né?
Portugal também.
Mas a Holanda, se você olhar bem para a Holanda e para o histórico dela, é talvez a maior, é o maior ruído que existe entre desempenho de verdade nas Copas e grandeza. Quer dizer, ela é vista como uma grandeza menor do que o desempenho dela nas Copas do Mundo.
Ela tem 3 gerações: a geração do Cruyff, a geração do Van Basten, Gilles e Tricker, e depois a geração que perdeu para o Brasil. Como é que alguém disse, no mínimo 3 grandes gerações para ser campeão do mundo?
Como é que alguém disse que a Inglaterra é maior que a Holanda?
Ainda coloca a geração de Sneijder, Van der Vaart, geração de Mbappé.
Bom, esse aí é campeã mundial, é campeã mundial, foi mais anos, foi campeã mundial, mas os ingleses se acham maiores do que qualquer um, né? Para eles não tem ninguém maior do que eles.
Isso aí, o que eles acham, eu não concordo.
Dentro do campo, o peso é de quem não ganhou nada.
Eu vou contar uma historinha. Antes da Copa, eu fiz uma postagem falando assim: a Argentina não ganha numa seleção de ponta em Copa do Mundo desde 90. Porque ganhou nos pênaltis da França, né? Não ganhou no tempo normal.
No tempo normal, é.
O pessoal, é, você é uma lenha. Primeiro porque não entende que vitória nos pênaltis é uma vitória.
Sabe que eu nunca tinha pensado nisso?
E segundo, o Vero adorou essa.
É, agora ele vai usar muito isso.
Vocês gostam, acabou.
Aí, ah não, porque ganhou da Croácia e a Croácia era de ponta em 2022. Não, não era, cara. A Croácia não é de fazer uma e duas Copas boas, não te transforma numa seleção de ponta, né? Então assim, ganhou da Bélgica em 14, a Bélgica tinha um time bom, sim, tinha um time bom. Para você mudar o seu status do futebol mundial, você tem que fazer coisas muito maiores.
Você não acha que a Holanda é que talvez tenha o maior ruído entre status.
Mas então, mas eu chamo, mas se você me perguntar, eu considero a Holanda uma seleção de ponta.
Você põe ela nas seleções de ponta? Nem da Holanda a Argentina ganhou.
Não pergunta.
E a Inglaterra?
O grupo das campeãs mundiais eu considero. Tá bom. O grupo das campeãs mundiais eu considero. A Inglaterra é muito maior que a Holanda, não dá para discutir.
Ele pôs mais a Holanda.
Para mim, o grupo das seleções de ponta são as campeãs Mundiais, mais a Holanda.
Pronto, é isso.
Tá bom, sorte do Uruguai, hein?
É porque, mas o Uruguai sempre se arrisca muito.
Os cara tão provocando muito Lugano, eu não quero ver isso.
Não, não, não provoca muito não, senão eles acham mais uma, eles colocam mais uma estrelinha aí só para encher um pouco o saco.
Vai lá, essa, essa aí no grupo de seleções de ponta, qual é a categoria? Como é que são os patamares?
Então eu acho que Acho que Holanda, a Holanda, e aí Uruguai e Inglaterra, que a Inglaterra se segura ali pelo título de 66, né?
Então na rabeira.
E o Uruguai se segura por um passado. É que o Uruguai ainda, ainda beliscou aquela semifinal ali em 2010, ganha uma Copa América aqui e ali.
Beliscou a semifinal em 2010 quando a Holanda foi finalista.
Então para mim, William, se o futebol acabasse hoje, não existe mais, e vamos gosto de contar a história do futebol com frieza, que eu vou dando todas as épocas, todas as etapas, tudo que aconteceu. O Brasil é a maior seleção do mundo, Alemanha e Itália em segundo, Argentina vem no terceiro lugar, a França em quarto.
E a gente começa a falar sobre Inglaterra, Espanha, tem 4 na frente da França, na França tem que estar em quinto.
É, para mim a França seria quinta. E a gente começa a discutir ali se quem, quem entra depois, se a Espanha, Inglaterra No momento, hoje, a Espanha é uma seleção muito mais temida que a Inglaterra, né?
Uns dias aí sem jogos, conversa aqui, essa conversa é boa. Olha, vamos ouvir o André Linares, que ele vai dar uma passadinha aqui no nosso Linha de Passe. Tava na Champs-Élysées acompanhando, né?
Tudo que a gente falou, tudo que a gente falou. Olha, dá uma olhada ali.
Espanha, seleção mais confiável da Copa.
A última derrota da Espanha foi em 2024, um amistoso para Colômbia, que colocou reservas porque enfrentar o Brasil isso 3 dias depois, e num jogo valendo foi em 2003 em março para Escócia na eliminatória da Euro.
Que coisa, hein?
2023.
É, rapaz. Mas é bom, e é bom lembrar que a seleção brasileira de Dorival Júnior arrancou com 3 a 3 ali, prejudicado pela arbitragem.
Isso é verdade.
Vamos lá, André Linares, chegando aqui no Linha.
Oi, William, grande abraço para você, para todo mundo aí no Brasil, para nossa equipe fazendo a cobertura também nos Estados Unidos. Estamos na Champs-Élysées Champs-Élysées em Paris. Aqui ao fundo o Arco do Triunfo. Torcedoras marroquinas passando aqui celebrando o momento da seleção, apesar da derrota para a França. Seleção marroquina que inclusive vai ser uma das anfitriãs da próxima Copa do Mundo, só que assim como na edição de 2022, acaba caindo para a seleção francesa.
Uma celebração relativamente contida aqui na Champs-Élysées porque o policiamento foi bastante ostensivo antes mesmo de começar a partida. Todo um cuidado em relação, por exemplo, às linhas de metrô também sendo fechadas aqui nas imediações para evitar uma aglomeração muito grande. Havia uma preocupação muito especial, até porque em 2022, depois daquela semifinal que a gente comentava lá no Catar, aqui teve muita algazarra e até 170 pessoas acabaram sendo batidas, né, aquela ocasião.
Isso só aqui na cidade de Paris. Vocês vão ouvir buzinação, motos, mas no geral é muito policiamento realmente presente por aqui. Por isso bem mais contido nesse sentido. Até mais cedo a gente via, né, as lojas aqui colocando tapumes para evitar que houvesse qualquer quebra em relação às vitrines. Uma preocupação muito específica, até porque mesmo recentemente, né, com a conquista do PSG na Champions League. Foi também uma bagunça bastante grande aqui na cidade.
Isso foi um assunto bastante recorrente no dia de hoje, olhando para o noticiário. Falavam até mais às vezes do que do jogo, principalmente noticiário especificamente aqui da cidade de Paris, que claro vai dormir feliz. Vamos ver que horas vão dormir já a madrugada de sexta-feira por aqui, celebrando a equipe avançando para semifinal da Copa do Mundo. Jogou a última decisão. Na outra foi campeã, claro, quer voltar a conquistar o título e tem muita confiança nesse elenco, ainda mais com o Mbappé, apesar do pênalti perdido, marcando, sendo decisivo, se igualando na artilharia aí com o Messi na disputa nesse ano.
E claro, vai seguir por aqui a festa, William. Torcedor aproveitando para buzinar, para curtir, para trazer sua bandeira para rua para celebrar a classificação da seleção francesa.
Muito bem, Elenar, está aí. Tinha uma grande preocupação com relação à segurança, felizmente nada aconteceu.
Só para registrar, muita gente criticando a gente não citar Croácia entre as maiores seleções.
Eu falei, para mim a Croácia tem 3 campanhas boas na história, até porque é um país jovem, seja uma nova revolução. Nas outras Copas ela não fez nada. Ela tem 3 campanhas boas: 98, 2018 e 2022. Nas outras Copas ela não fez nada, nem Euro.
Nessa linha de raciocínio Né, nessa linha de raciocínio, eu tava falando com relação a Uruguai, a Inglaterra.
E assim, a Holanda tem esse legado também de décadas de diferentes gerações de formação, de, pô, anos 70, anos 80, anos 90.
E uma geração espetacular, outra muito boa, e não só aquilo que fez na Copa, mas aquilo que deixou para o futebol, né? Então é justo.
O homem se esforçou e conseguiu chegar. Pedro Ivo Almeida tá com a gente a partir de agora, que ele acompanhou lá a coletiva do DG. Agora, como você costuma dizer, o linha de passe sobe de patamar, sobe de patamar. Exatamente, galgou parâmetros, como disse o Neymar.
9 de julho, 9 de julho, 10 dias para acabar a Copa, e você contando historinha de papinho. Ô, Vitor Biene, faça-me um favor, vai. Todo mundo cansado já também dos seus papinhos. Eu tô cansado, não, absolutamente tô cansado de papinho em reta final de Copa do Mundo, né, meu amigo? Pô, pelo amor de Deus. E com você é aquela história, tem aquele cara que fica puxando o saco. Com você eu falo, ó, Birne, não enche meu saco, para de papinho, vamos para o que interessa.
Sobe de patamar, pipipi. Meu irmão, tem um negócio que eu odeio, essa repetição aí.
Agora infelizmente já não vai ser mais o mesmo, porque agora eu vou fazer difícil, porque eu gosto de sinceridade. Eu tô tentando dos dois Perfeito.
Pedro, a única coisa que eu vou concordar é com o William, o esforço foi grande, porque olha, vou te falar, tem que andar para caramba nesse estádio, The Champ demora para caramba. Mas ele ainda tá falando, tá? Larguei o restinho final ali de coletiva para vir aqui rapidinho, senão a gente não entrava nesse linha de passe. Um beijo para o nosso Vini, nosso Vini Malvadeza, que tava ali controlando comigo. Eu falei, vamos embora, senão a gente não aproveita nem os últimos minutos.
Mas diga lá, William, manda aí, meu querido, como é que foi a coletiva do homem?
Rapidamente, primeiro, a coletiva de Marrocos. É muito interessante como a seleção marroquina, ela não quis dourar a pílula. A França é muito melhor, algo do tipo, a gente tenta mas não consegue, o time deles é fascinante, a gente tem uma ideia mas ela acaba não sendo executada porque de fato França consegue ditar o ritmo do jogo. Me chamou muita atenção o nível de respeito, o nível de aceitação do que foi o jogo depois de uma entrevista coletiva pautada muito pela imprensa marroquina sobre a projeção.
É, obviamente, né, eles vão sediar a próxima Copa, uma quantidade considerável de jogos. Marrocos vai ser um hub muito importante da Copa de 2030. Então se falou em legado, em projeto a longo prazo, algo como vimos de Ancelotti, né, ciclo curto, agora ciclo longo. O que que se pretende, o que que não se pretende? Então a entrevista coletiva de Marrocos foi muito pautada por isso, um respeito muito grande, aceitação do resultado, entender que a França de fato é quem dita o ritmo do jogo, é muito de projetar.
A do Deschamps me chamou atenção, que assim, fica obviamente um papo. Eu imagino que os amigos já se debruçaram ao longo de mais de uma hora e meia sobre a qualidade do nível da França, como eles controlam, como eles resolvem quando vão jogar, como aceleram com facilidade. Isso acaba sendo a tônica também da entrevista coletiva. Imprensa do mundo inteiro quer falar sobre isso e o Deschamps ele meio que vai afastando. Ele não tem nada de final, ninguém tá falando em título, não tem final, a gente não sabe nem quem a gente vai acompanhar.
Que a gente vai pegar ainda na semifinal. Então é claramente um deixando, evitando. Porque é bom lembrar, recentemente cada vídeo de rede social dos perfis da seleção francesa que acabava pintando ali os jogadores descontraídos, jogadores brincando, ficou um debate ali meio de que, nossa, estão assim, sabe, salto alto, confiantes demais, talvez um pouco arrogantes ou não. Então acho que a França tá tentando ao máximo tirar essa coisa do estamos nos sentindo acima dos outros.
Então ele claramente só queria falar do jogo de hoje. Foi um bom jogo, reconheceu bastante o valor do time de Marrocos, pontuou e elogiou a capacidade do seu time, que o que mais encanta ele é capacidade de defender e pressionar cada vez melhor. Ele disse que tá gostando de como a equipe pressiona e tá gostando como a equipe se defende quando tem que se defender. Com bola, acho que a gente já tá cansado de falar o que que é essa França nessa Copa do Mundo, mas afastando ao máximo essa coisa de final, de favoritismo, de título, de campeonato, e mais uma final e tudo mais.
Então assim, o Deschamps tentando na figura dele também, um cara muito acostumado, um cara campeão do mundo, né, no banco e em campo, tentando tirar um pouco de tudo que é falado. Não andava para ser diferente, o tom da coletiva da França era muito como onde essa seleção pode chegar, o que falta para o título, tá fazendo contagem regressiva, era mais ou menos assim. O Deschamps tentava chutar esse papo para longe.
Boa, Pedro. Pedro, eu vou te liberar, cara, mas foi ótimo você ter entrado aqui, trazer essa, trazer a informação aqui, falar como foi a coletiva de Marrocos. Legal, porque foi mais ou menos esse o tom aqui da nossa conversa mesmo, aturar a provocação do Bierner, né? É, eu só lamento por isso, entendeu? Não tá, não fazia parte do roteiro, mas teve que pagar esse preço, faz parte do jogo, né? Tento evitar isso na próxima.
Poxa, o Bierner faz umas dicas.
Só falta o Jean agora tá caindo no papinho do Bia.
Também, também, também. O Vitor Bia, né? Ou seja, todo mundo aqui, viu? É brincadeira, é brincadeira. Pedrão, na sequência, no Equipe F, você vai estar também, né? Vai participar.
Tem Equipe F, tem Esporte Centro também hoje inteiro. Fica tranquilo que lugar não vai faltar para a gente comentar.
Beijo, gente, obrigado, obrigado pelo esforço, viu? Valeu demais, valeu demais mesmo. É para a gente caminhar aqui mais 14 minutinhos de programa. Põe na tela aí, Vini, põe na tela aí. Vamos comentar aqui sobre esse assunto que a gente falou sobre os franceses, né? A bola de ouro é a corrida pela bola de ouro, tá? Esses são os números dos jogadores desde agosto de 2025, ou seja, é a temporada, certo? Temporada de Messi, 46 jogos com 45 gols mais 27 assistências.
Esse cara entrou na Copa, ninguém tava falando de Bola de Ouro para ele. É verdade, tava jogando nos Estados Unidos, ninguém tá falando nada. Harry Kane, 63 jogos, um demônio, 73 gols, 8 assistências. Esse pessoal colocava na briga. Mbappé, 58 jogos, 56 gols mais 12 assistências. E uma parte da torcida lá do Real Madrid fazendo abaixo-assinado para despachar o cara. É uma loucura, mas é isso aí. E inclusive não tava se colocando muito na briga Bola de Ouro por causa dessa situação no Real Madrid.
E não ganhou título também, né? Isso aí pesou também. E o Dembélé, 49 jogos com 25 gols, mais 14 assistências, atual Bola de Ouro. Esse aí tava se colocando na briga. Vamos lá, amigos, realmente o que vai determinar É o título da Copa do Mundo.
Então, por exemplo, deixa eu fazer uma pergunta para você.
O que aconteceu nos clubes pesa alguma coisa?
É, depende.
Então é por isso que eu tô falando, foi a pergunta que eu fiz. É o título da Copa do Mundo que vai resolver?
Definiu da Copa do Mundo? Define. Argentina campeã é Messi, França campeã Mbappé, Inglaterra campeã é Kane, Espanha campeã é talvez seja Messi. Eu aí eu olho um pouco para aí, eu olho um pouco para o que é esse prêmio, cara.
Então vai ser corte da Copa.
Depende se a Argentina sair para Suíça, eu não sei.
Então tudo bem, aí depende um pouco do— não, é que o Messi depende muito do Messi.
Ele tem um amarre, ele tem, ele começa já com—
exato, ele parte com um monte de voto, cara.
Eu, sim, sim, nós estamos falando da temporada e o julgamento e a nota final vai depender só de 40 dias. É uma conversa de doido isso, mas o voto é esse. Então a gente faz assim, é o melhor da Copa, dá um prêmio. Mas é assim que funciona, porque, cara, o sujeito jogando nos Estados Unidos, eu não boto ele nesse prêmio nenhum, nenhum. Hoje eu não coloco. Ah, tá na Arábia, não coloco também. Ele tem que estar jogando num futebol que vai exigir mais dele.
É isso. Aí você pega o Harry Kane, cara, ele, ele tem ele chega acho que a 73 participações em gol, marcando ou passando a bola para alguém.
Até repetir a tela aí se quiser.
É um absurdo, é um absurdo. Você pode até dar o prêmio para um outro, que é um número aproximado. São 81 participações, 81 em 63 jogos, cara, é uma máquina. O Mbappé tem 68 e 58, outra máquina. O Dembélé tem a participação menor, dá 39 em 49. Agora, não é só o número, que se for só a soma, tá bom, Harry Kane já levou, tchau.
Ganha até do Messi.
O que não dá é para você pegar alguém que tá jogando Estados Unidos e comparar com o cara que fez uma final de Liga dos Campeões.
Mas se a Argentina for campeã do mundo, começa resolvendo.
É, então aí você vai esquecer, ele é o melhor Copa, ele não é o melhor da temporada, ele é o melhor da Copa do Mundo. É, mas aí eu acho que pelo peso que tem a Copa do Mundo, gente, uma coisa é o que é, o como funciona o colégio eleitoral, outra coisa é o que a gente acha. Para mim, ninguém jogou mais bola na temporada do que o Harry Kane. Agora, quem vai ganhar a Bola de Ouro é outra história, porque aí o colégio eleitoral funciona dessa forma: as pessoas olham só a Copa do Mundo, esquecem o prêmio de melhor da temporada, eles esquecem os outros 11 meses.
E o que mostra a real importância desses prêmios.
É, mas a importância, infelizmente, acho que a gente já não pode mais negar, né, Calçade? Porque assim, os próprios jogadores têm essa ambição, não vou dizer acima de tudo, acho que assim, carreira deles, se os jogadores dão a importância, a importância ela acaba existindo. Eu até acho que assim, a Copa do Mundo é uma coisa que acontece a cada 4 anos, então eu acho que o peso é gigante mesmo. E acho que Dependendo do protagonismo que um determinado jogador consiga ter na Copa do Mundo.
Então eu acho que para essa Copa, se Argentina viesse a ser campeão, que não me parece o mais provável, provavelmente o Messi ia ter um protagonismo absurdo. Ele ganharia isso aos 39 anos de idade. Eu não acho nenhum absurdo dar esse prêmio para o Messi, por mais que ele não tenha sido o cara da temporada, mas tem que ser assim. Agora eu vou dar outro exemplo que eu dei. Se a Espanha, vamos dizer, é campeã da Copa numa final contra a Argentina, e pelo fato da Espanha hoje não ter o grande protagonista, porque o Yamal não faz uma grande Copa, o Messi levar esse prêmio, aí é brincadeira.
Para mim, se a Espanha for campeã, o prêmio fica completamente imprevisível. É a única situação em que o prêmio fica imprevisível. Se a Argentina for campeã, o Messi leva.
Isso aí é, não tem jeito.
Por mais que a gente ache, é É o que o Gustavo tá falando assim, a gente pode achar uma coisa, eu votaria no Harry Kane hoje, mas assim, uma coisa que a gente acha, uma coisa que vai ser.
Você disse que fica imprevisível. Não, vocês podem ganhar, eu não, eu realmente ganhei a final da Copa por 1 a 0, gol do Lamine Amal.
Então ele ganhou o prêmio, cara.
Esse povo, esse povo que vota, cara, ele, o recorte é muito pequeno dele, vai depender muito desse tamanho.
Olha ali, pô, esse povo da partida dele na final. Eu acho que é possível, mas não tenho certeza.
Eu acho que se for o Cucurella, aí volta para o Messi.
É, mas eu não acho o raciocínio do Calçade ruim. É, muita gente pode pensar, ele decidiu a Copa do Mundo, ele é bom, ele parte da imagem que ele já tem, é um futebol mundial.
É que o meu ponto é que quando você tem concorrentes, e o Messi é um concorrente hoje, quando você tem concorrentes como Messi Messi e Cristiano Ronaldo, esses caras eles já partem muito na frente da corrida, independentemente do que eles tenham feito, pelo que eles são, pelos tamanhos que eles têm. E outra coisa, o Harry Kane joga na Alemanha, né? O Harry Kane não ganhou a Champions League. E de novo, eu não estou corroborando com essa ideia, mas isso também, ele sai muito atrás do Mbappé que joga no Real Madrid.
Os caras que jogam no Real Madrid, no Barcelona, também não ganhou a Champions League.
Mbappé não ganhou nada, mas a gente tá considerando que ele ganharia a Copa do Mundo.
Aí a história, com números individuais incríveis.
Porque eu vou pegar um outro exemplo, o Sneijder, 2010. Ele ganhou tudo, sim, ele ganhou tudo, e ele chegou à final da Copa do Mundo, uma Copa do Mundo em que do outro lado você não tinha o grande protagonista. Sneijder tinha que ter levado o prêmio, o Bola de Ouro da FIFA, o Bola de Ouro e o prêmio da FIFA. Ele tinha que ter levado as duas coisas, não levou nenhum.
O Messi jogou tanto, mais tanto, mais tanto que as pessoas falaram, ah, o Messi levou.
Colégio eleitoral desse, você tem, você tem os prêmios, tem o prêmio que tem os jornalistas votando no mundo todo, e você tem o prêmio que tem os capitães e os treinadores. É tanto um quanto o outro, cara. Cristiano e Messi já saem com votos. Se eles tiverem, se eles tiverem no hospital contundidos, eles vão ganhar voto. Por isso que eu acho que esse último da FIFA é isso, é isso, é isso.
Não tá exagerando, os caras votam assim.
Teve um ano que o Messi foi eleito, ele ficou quase constrangido, que era óbvio que Lewandowski tinha que ganhar aquele prêmio.
O último ano que o Messi ganhou, porque a Copa do Mundo já não estava no período de avaliação, isso. E teve muita gente que falou, ai, não sabia.
É, peraí, cara.
Exato, exato. Sim, eu, a gente tá legal e tal, mas eu até acho que historicamente os dois prêmios são diferentes, no sentido de que a Bola de Ouro da France Football é mais técnica. A Bola de Ouro avalia melhor os jogos. É, acho que isso que a gente tá falando aqui é mais avaliado na Bola de Ouro da France Football do que no prêmio da FIFA, que é o prêmio da FIFA. Você pega aqui a tabela dos votos é um negócio inacreditável. Primeiro que tem mais da metade votando em amigo, em parceiro.
Então assim, é um negócio muito contaminado o da FIFA. Eu acho que o da Bola de Ouro é mais técnica. Agora, ultimamente a gente também não tem visto tanta diferença.
No ano, por exemplo, do Rodri, o Rodri não tinha feito um ano melhor que o do Vini.
Então, mas você vê como é uma, de qualquer maneira, o Rodri ganhar teoricamente tem mais Tem uma coisa, olhar menos para o nome, para estrela.
Mas ali foi uma rejeição, é um exemplo, já. O Rodri não é exemplo porque ali teve contexto. Exato, Calçade, obrigado.
Tudo bem, tem a rejeição ao Vinícius, não tem dúvida nenhuma, mas no prêmio da FIFA jamais o Rodri ganhava. Então eu acho que é exemplo sim, porque também o Rodri não foi essa porcaria que todo mundo fala, porque aqui no Brasil foi uma doideira. Se foi o Vinícius que perdeu, parece que o Rodri é um negócio.
Ele não foi, mas ele foi a opção, a rejeição ao Vinícius. Se não, se não, se o Vinícius não tivesse a rejeição que ele tem, beleza, ele teria levado o prêmio.
Beleza, eu tô de acordo.
Mas ali eu tô de acordo.
Aí você vai num cara que foi bem, é o que eu tô querendo dizer, exatamente. O Rodri não seria nem, porque o prêmio da FIFA ele olha para Messi, Mbappé, Cristiano Ronaldo, Vinícius Júnior, Neymar atacante. Ele olha para esses caras. E acho que no Prêmio da Bola de Ouro não, os caras olham eventualmente, mas todos eles têm assim umas bizarrices.
Eu já acho, é, a Bola de Ouro mesmo, um jornalista assim, eu entendo o que você quer dizer, mas eu acho que a Bola de Ouro perdeu muita credibilidade. Na última, por exemplo, houve jornalista que admitiu que esqueceu de votar no Vinícius, por exemplo. Houve jornalista que depois pediu para sair do Sabe, eu acho assim, esses prêmios perderam muita credibilidade, mas como vocês já colocaram, são extremamente importantes para os jogadores, não apenas para ego, mas também por questões contratuais. Eles significam aumento salarial de jogadores.
Existe até um prêmio, tem 5 milhões de euros no contrato ali.
Vem aí o Equipe F. Ótimo, show de bola como sempre, obrigadíssimo, meu querido.
O Equipe F chegou, hein? Mourinho, Mourinho está no pedaço. Se prepara, se prepara, hein, Rafa.
Aí vai ser uma temporada, começa segunda-feira, vai ser divertida. Acho que o Rafa já devia ir lá segunda-feira.
Ó, Rafa, acabou a paz, hein?
Não, não acabou não.
Agora tem, faz favor, faz favor. O Mbappé entra de férias só na outra segunda, vai esperando ele voltar agora.
Deixa a gente falar mais um pouco de França-Espanha, que a gente quase não falou. E o Henrique?