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As quartas de final da Copa do Mundo vão começar! Quem vai avançar para as semifinais? - Linha de Passe

09 de julho de 20261h49min
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No Linha de Passe desta quarta-feira (8), nossos comentaristas analisaram as quatro partidas de quartas de final da Copa do Mundo e deram seus prognósticos! Seis europeus e apenas um sul-americano mostra um desnível entre os continentes? E quem merece continuar na Seleção Brasileira para o próximo ciclo? Vem com a gente!

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Participantes neste episódio6
M

Mota

Host
E

Eugênio Leal

Comentarista
J

Jean Odi

Comentarista
L

Léo Bertozzi

Comentarista
M

Mário Marra

Comentarista
V

Vítor Birner

Comentarista
Assuntos8
  • Legislação BrasileiraGoleiros: Alisson, Ederson, Everton · Laterais: Douglas Santos, Danilo, Alexandro · Zagueiros: Marquinhos, Bremer, Beraldo · Meio-campo: Casemiro, Paquetá, Bruno Guimarães · Ataque: Neymar, Vini Jr., Estevão · Formação de jogadores no Brasil · Falta de meias criativos
  • Copa do MundoFrança vs Marrocos · Espanha vs Bélgica · Inglaterra vs Noruega · Argentina vs Suíça · Desempenho europeu vs sul-americano
  • Desempenho de JogadoresEspanha e seu crescimento · França como favorita · Marrocos e sua evolução · Bélgica e a nova geração · Inglaterra e sua força · Noruega e Haaland · Argentina e a dependência de Messi · Suíça e sua resiliência
  • Expansão da Copa do MundoDistribuição de vagas por continente · Qualidade técnica dos times · Impacto nas eliminatórias europeias · Representatividade da Ásia e Oceania · Aumento de vagas para África e América do Sul
  • Campeonato Brasileiro de FutebolFalta de meias criativos · Produção de pontas e atacantes · Papel dos clubes na formação · Importância do trabalho coletivo · Torcedores de jogadores vs. torcedores de clubes
  • Comparação entre futebol brasileiro e europeuDominância europeia nas quartas de final · Comparativo com a América do Sul · Evolução do futebol africano
  • Pressão sobre a Seleção BrasileiraJejum de títulos e pressão · Comparação com a Argentina de Messi · Mentalidade coletiva vs. individual
  • O futuro de Cristiano Ronaldo e Jorge JesusPossibilidade de Cristiano Ronaldo continuar jogando · Jorge Jesus como técnico de Portugal
Transcrição447 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz B

A hora agora foi de esporte, o Linha de Passe está no ar. Nesta data em que não tivemos jogos pela primeira vez desde que começou o Mundial, não tivemos uma partida, aquele momento duro, mas amanhã começam os duelos de quartas de final e agora é só duelo entre grandes. O que vai acontecer nessa fase de quartas de final. Estou bem acompanhado de Léo Bertozzi, de Jean Odi, Eugênio Leal e Vitor Birner. E o cardápio é esse, meninos: nós vamos falar das quartas de final, analisando elas meio emboladas e depois pontuando.

E na parte final do programa encararemos a realidade brasileira, o que vai ser do Brasil, da seleção, de agora em diante. Rápida pausa e já voltamos. O YouTube já começou inflamado, o chat muito divertido, o programa não tinha nem começado. O Vitor Birner está daquele jeito, corre pra lá, corre pra cá. Ele é o nosso mestre do chat. Junte-se a nós no YouTube, a gente volta já já aqui na ESPN Brasil.

?Voz D

Tá tudo bem, cara? Tudo bem.

?Voz B

Ah, vamos nessa! O Linha de Passe está agora no ar pra valer, pra gente começar o debate. Eu apresentei a bancada, mas temos um membro que não está na bancada. Trata-se de Mário Marra, e eu quero saber, antes de falar de quartas de final da Copa do Mundo, Mário Marra, existem nomes de cidades, dos Estados Unidos, complexos de falar assim no embalo. Atlanta é uma palavra simples, Atlanta, mas vai falar que nem os caras. Já aprendeu depois de 3 semanas aí a falar Atlanta, tipo Paulo Antunes, ou não? Abraço para você, hein, meu amigo.

MMMário Marra

Fala, Mota, prazer estar com você, com os companheiros, com fã de esporte, pessoal do estúdio. Já um mês, né, um mês completando agora. E o pior de tudo é que eu já percebi que algumas pessoas tiram o primeiro T, algumas tiram o segundo T e algumas tiram os dois Ts. Aí fica Alana, né? Assim, é difícil. Então assim, eu acho que eu já aprendi para alguns. Eu, a maioria, tenho percebido, tem tirado o segundo T. Então é um primeiro T meio mudo, Alana, algo assim.

Mas é aqui que eu estou. E algumas cidades com nomes diferentes, eu e o meu amigo David Loves, que estivemos em Chattanooga, em Chattanooga ou Chattanooga, aqui no Tennessee, para acompanhar os tênis da Espanha. Mas isso lá no início da Copa, Mota. Prazer estar com os companheiros. É um dia estranho, né, sem Copa, um dia estranho, mas amanhã tem mais.

?Voz B

Vamos começar o debate. Quartas de final, a gente pode falar que tem 6 europeus, um sul-americano e um africano.

?Voz A

Vou fazer uma parte.

?Voz D

Ah, faça, por favor.

?Voz F

Boa noite.

?Voz A

Boa noite, boa noite. Boa noite, companheiros. Boa noite, Mário Marra. Mário Marra estranhar é muito, me surpreende, porque ele é de Minas Gerais como eu, onde tem Posto Caldas, Tocotó, sumiu umas letrinhas, não é um problema, né, Mário Marra? Pô, Divinopes, Divinopes, Ferlande, né? Deixa para lá, feito à parte.

MMMário Marra

Badia dos Dourados.

?Voz D

É bom que se diga, foi bom essa partida.

?Voz B

Turma, vamos lá, a gente pode falar dessa questão, a gente pode falar que em todo confronto de quartas de final tem um campeão e um não campeão. Tem bastante coisa para a gente falar, mas, Marra, começa o debate com você aí para voltar para mesa. E aí fique à vontade para interromper aqui o nosso debate. O que te chama, qual é a marca dessas quartas de final para você? O que você quer abrir o nosso debate, Marra?

MMMário Marra

Não, eu por mim eu já tô querendo decidir esses jogos. Eu queria fazer um combinado com os companheiros. Acho que a gente tem força de voto na FIFA da gente ter semifinais entre Espanha e França e Inglaterra e Argentina. Boa noite, um abraço. Para mim tá fechado assim, amanhã a gente se fala mais. Não, assim, tem várias seleções que apresentaram menos do que deveriam apresentar, que a gente esperava, mas Pra mim tem uma seleção que acho que vai sofrer, acho que vai ter dificuldade, mas ela tem, na verdade, duas, talvez três.

Mas tem uma seleção que eu quero puxar um pouquinho pra ela, ela enganou a gente. Ela jogando mal, empatando com Cabo Verde, tendo dificuldade nos outros jogos, mas a Espanha não sofreu gol. E ela fez com que a gente olhasse pras outras. A gente olhando pras outras seleções acabou a gente bobeando, esquecendo da Espanha. A Espanha não sofreu gol, a Espanha vem crescendo, vem se acertando, e o departamento médico pode começar a liberar mais jogadores.

Então fico com esse olhar, mas gostaria muito que a Espanha pegasse a França e que a Inglaterra pegasse a Argentina. Acho que a Copa ia ficar mais legal.

?Voz B

Pra pegar o gancho do Marra, Leobertosi, a Espanha com a Bélgica é— a Bélgica vai fazer uma Copa bem mortinha, fez um bom final de 16avos, ganhou bem dos Estados Unidos. É o jogo mais discrepante?

?Voz A

Pra mim não. Boa noite, boa noite de novo. Agora feito à parte, boa noite pra valer. E pra mim é França e Marrocos.

?Voz B

Mais discrepante?

?Voz A

Pela França, pela França, porque eu acho que a França é a seleção mais dominante, a seleção que se impôs mais sobre seus adversários até aqui. Então eu acho que o jogo da Espanha ele pode ficar mais enroscado, a Espanha com mais dificuldade pra chegar ao gol. Então eu não sei assim, eu acho que nenhum jogo é absurdo de dar um resultado diferente. Eu não consigo tratar nenhum jogo como uma super zebra, mas acho que na escala de zebras o Marrocos é a maior, tá?

Eu acho que o Marrocos é uma zebra maior do que a Bélgica contra a Espanha. Então, e não é, e não é um demérito ao Marrocos isso, mas na verdade é um reconhecimento à força que a França demonstrou no torneio até aqui. Eu colocaria em segundo lugar a Espanha. E já para fazer o ranking inteiro, a Argentina em terceiro, e Inglaterra e Noruega sendo o menos desequilibrado, ou o mais equilibrado. E para divertir do Marra, eu quero uma surpresa pelo menos na semifinal.

?Voz B

Boa, boa. Vamos fazer o seguinte, como é um programa que são temas bem que se comunicam e amplo, eu vou costurando entre vocês para depois a gente começar o debate. Ele falou que acha a maior discrepância Marrocos e França. Para mim, dos não campeões, talvez quem tenha jogado melhor na Copa talvez tenha sido Marrocos. O problema do Marrocos é a França?

?Voz D

É, eu acho que sim. Eu acho que sim. Boa noite, boa noite a todos. Eu acho que sim, eu acho que quando o Bertozzi fala que a maior discrepância está nesse confronto, está nesse confronto e não pelo piso, é isso, é pelo que a França tá jogando, né, e não pelo que Marrocos não fez. Ainda que eu ache que Marrocos foi muito instável, Marrocos foi muito irregular, sobretudo contra os times piores. Eu acho que isso é interessante. Como a França é o melhor time da Copa até aqui, pelo menos, acho até que a gente de repente pode esperar algo mais de Marrocos.

Mas é que o poderio da França realmente é impressionante até aqui. E não é impressionante até aqui porque o poderio já era impressionante antes do começo da Copa. A França, acho que ela se notabilizou nesses anos todos, né, em que ela passou a ser uma gigante do futebol. Porque acho que antes, né, houve uma época em que a gente apontava duas europeias e duas sul-americanas como as gigantes do futebol mundial, e a França não tava entre elas.

Acho que isso mudou, evidentemente, né? A Espanha entrou nesse bolo, a França entrou nesse bolo. E a França entra no bolo pela qualidade técnica dos seus jogadores, mais do que pelo futebol que ela costuma jogar. Acho que ela já ganhou Copa, já ganhou Euro, e já ganhou Copa e Euro sem jogar tudo que podia. Nessa Copa ela tá jogando muito. Então eu, o que eu diria é o seguinte, vai, para dizer algo novo também: A semifinal entre França e Espanha tá muito, mas muito mais próxima do que a semifinal entre Inglaterra e Argentina, né?

Eu acho que essa é a questão, porque de fato eu entendo você ficar na dúvida também se a Espanha não é a maior diferença em relação à Bélgica. É que a Bélgica mudou, né, tirou os seus craques e fez uma partidaça contra os Estados Unidos. Então eu não sei se o Doku vai entrar, né, de volta no time ou não. Tenho certeza que o De Bruyne não deve começar contra a Espanha, o Lukaku também não, mas eu acho que a mudança que a Bélgica fez talvez coloque um olhar mais esperançoso para os torcedores belgas do que seria se tivesse simplesmente acabado a fase anterior e ele não tivesse jogado a partida que jogou contra os Estados Unidos.

Então acho que essa semifinal entre, entre França e Espanha é uma semifinal Muito, muito provável e muita gente poderia dizer final antecipada. Óbvio que isso é sempre uma bobagem num torneio de mata-mata, ainda mais quando o mata-mata na verdade você tem um jogo apenas decisivo. Mas eu acho que se acontecer de fato, o favorito vem dessa chave. Ou França ou Espanha, seja contra quem for, será a favorita na final da Copa.

?Voz B

Birner e Eugênio, com vocês diferente, pra gente realmente começar com o primeiro ponto do debate, que a gente vai ter tempo de ir pra todos os jogos. 6 europeus, 1 africano e 1 sul-americano. O abismo Europa-resto do mundo está maior ou é algo que se espera em toda a Copa do Mundo? Porque a chance de europeus na hora do afunilar é maior do que os outros continentes. Boa noite para você, Bernardo.

?Voz C

Boa noite a você, Jean Léo, Eugênio, Almarra, os fãs do esporte. Eu acho que o abismo É o mesmo. Acho que, por exemplo, eu não vejo a seleção do Senegal com menos força do que a seleção suíça, por exemplo. Mas tem o cruzamento, eu discordo da arbitragem. Aliás, alguns momentos decisivos da Copa do Mundo eu tenho discordado bastante. Estava muito boa, estava bom demais para ser verdade. Quando os critérios desaparecem ou reaparecem, mas a seleção senegalesa é uma seleção forte, a marroquina é uma seleção forte.

Em relação aos sul-americanos, eu acho que ele está maior. Porque as únicas seleções que podem sonhar em fazer frente com os europeus são a Argentina, que é pior que as melhores seleções europeias, a Colômbia, que é pior que as melhores seleções europeias, e o Brasil, que é pior que as melhores seleções europeias. Então ali eu acho que o abismo está um pouco maior e, no final das contas, as chegadas de França, Espanha, Inglaterra não surpreendem ninguém.

Bélgica e Suíça um pouco mais surpreendentes, mas também ninguém vai achar que é uma loucura, uma zebraça a chegada dessas seleções, como não é também a da Noruega. Então eu acho que o estágio das seleções europeias é melhor de futebol do que aqui. Eu acho que a grande questão é formação e principalmente talvez o fato dos europeus precisarem jogar bem o ciclo inteiro se quiserem disputar as competições, enquanto aqui a Argentina pode, por exemplo, se dar ao luxo de passar 4 anos sem jogar com ninguém. E chegar na Copa do Mundo.

?Voz D

Você pensa parecido, Eugênio?

?Voz B

Temos um abismo ou não? Um abraço, boa noite. Fala, fala, Marra.

MMMário Marra

Não, não, perdão, é, deixa o Eugênio concluir. Não, então tá bom, então vou lá. É só para lembrar que na Copa passada já foi muito parecido, né? É que tinha o Brasil a mais, né? Eram, sim, eram, tinha Marrocos, Argentina, Brasil e os europeus.

?Voz F

É um fato. E aí, só para começar pelo que o Marra falou, Eu acho que Brasil e Argentina são as grandes potências, historicamente falando, da América do Sul. E são os países que o pessoal brincava, né, que a Euro era uma Copa do Mundo sem Brasil e Argentina.

?Voz C

Exato.

?Voz F

O fato é que o Brasil saiu dessa elite do futebol mundial. Essa é a questão. O Brasil deixou de participar. Está cada vez mais se distanciando. Esse é um outro debate. Mas quanto à quantidade de países europeus nessa fase, se a gente pegar continente por continente, a Europa também foi o continente com mais países eliminados. Porque ela começou com 16, 10 europeus foram eliminados até agora. Ou não?

?Voz A

E alguns com um futebolzinho bem pequenininho, né?

?Voz F

Exato. Então, porque você vai olhar assim, quando começa a Copa, a Europa tem 1/3 dos países, dos times que estão disputando a Copa. Então é natural...

?Voz C

Mas o Gato usa achar pouco.

?Voz F

É natural que ela, conforme vá caminhando a competição, ela vá tendo mais. A probabilidade matemática É maior. É verdade que agora você tem um percentual bem maior do que isso. 75% dos países nas oitavas de final são europeus. Mas se a gente fizer a proporção sul-americana, é a mesma, exatamente a mesma. 12,8% no início, 12,8% agora. Os 6 sul-americanos do início se equivalem a 1 sul-americano agora das oitavas de final. Então estão faltando ali, tem um africano de 10 que começaram, então África perdeu mais do que a América do Sul.

Estão faltando os asiáticos, né, que a gente tinha esperança de que o Japão pudesse ser melhor, mas acabou caindo para o Brasil. E América Central e do Norte, inclusive os 3 times, os 3 países que sediaram o torneio, que ficaram no meio do caminho, embora tenham passado de fase. Relativamente bem, acabaram não aguentando. Eu vejo que essa Copa, para mim, na minha maneira de ver o futebol, ela mostrou uma evolução muito grande dos times africanos.

Concordo. E eles todos, até os que foram eliminados até agora, exceção de Marrocos, caíram ali no limite, ou na prorrogação, ou nos acréscimos. É, contra times grandes, eles tiveram muito perto, quase todos eles, Muito perto de passarem de fase. Falta pouco. Quem sabe daqui a 4 anos a gente possa ver os africanos andarem mais, alguns países com futebol muito interessante.

?Voz A

E com consistência, né, Eugênio? Por exemplo, Marrocos, nunca nenhuma seleção africana— a gente teve Camarões, chegou a uma quarta de final, depois ficou um tempo sem nada. Senegal, mesma coisa.

?Voz B

Gana em 2010 numa Copa Africana.

?Voz A

Marrocos é a primeira que faz 2 Copas muito boas em sequência, 2 quartas de final em sequência. Uma semifinal e agora quarta de final. Então assim, conseguiu repetir, fazer um ciclo bom e carregar esse, em inglês falaria o momentum, né, mas carregar esse embalo, digamos assim, para Copa do Mundo seguinte e ter um projeto de futebol, né.

?Voz C

Inclusive eu discordo de você sobre essa convicção toda de que a França passa. Eu acho que vai passar, eu acho que é favorita, mas eu acho que tem outras questões ali bem pessoais Depende muito da condução do jogo. Se for uma arbitragem que com um pouquinho mais de rigor—

?Voz B

Lembrando que é um argentino, né?

?Voz C

Oi?

?Voz B

Lembrando que é um argentino que apita.

?Voz A

Que apita Libertadores.

?Voz C

Eu sei, eu não ia comentar isso.

?Voz F

Ele só lembrou.

?Voz C

Eu sei disso. Eu não entendi.

?Voz D

Não, é que é um francês apitando uma Copa Argentina.

?Voz C

Então eu também não entendi.

?Voz D

É bom que se diga, porque senão assim, eu sou contra alimentar essas Essas coisas não, tudo bem.

?Voz C

Mas assim, arbitragem do jogo lá contra Egito não dá. Mas tudo bem, eu preciso acreditar no que eu tô vendo. Eu posso estar errado, obviamente. Se o árbitro usar o critério de primeira fase, deixar o jogo correr, deixar as entradas fortes e tal, mas com limite, eu acho que a França tem ali uma considerável vantagem. Se for uma arbitragem tipo França e Paraguai, eu acho que o jogo pode ficar bem duro. Para os franceses, até porque, como disse o Jean, é um mata.

Se o Marrocos faz um gol, a França tem fragilidades defensivas, é uma máquina de jogar bola quando ataca. Então, provavelmente os jogadores devem estar vendo o noticiário, por exemplo, tem um mega esquema de segurança em Paris, já teve confronto dos argelinos com os marroquinos, deve ter visto uma coisa horrorosa que aconteceu ali. Então tem rivalidades assim muito pesadas e no futebol, no mata, em Copa do Mundo, isso em algum momento pode pesar.

Eu acho que a França vai passar, mas eu não acho que a França tem, digamos assim, um adversário mais fácil do que tem a Espanha com a Bélgica.

?Voz A

Acho que a Espanha é mais favorita contra a Bélgica.

?Voz C

Sim, e se a Argentina jogar qualquer bola, precisa jogar bola, né?

?Voz D

Sim.

?Voz C

Não dá para ser desse jeito sempre. Tem a Suíça que é mais fácil.

?Voz A

Eu acho que a Argentina jogando o que pode seria, mas é porque eu—

?Voz F

Perfeito.

?Voz A

O que eu tô vendo da Argentina, eu entendo que a Argentina jogando o que jogou até agora não passa. Da Suíça, jogando o que jogou até agora, se jogar o que jogou com Cabo Verde e Egito, não passa da Suíça. Fica tranquilo, não passa.

?Voz D

Eu assim, eu acho que essa discussão sobre as questões continentais ela é muito importante porque eu não duvido nada, pelo contrário, eu acredito que vai acontecer de aumentar, da gente ter 16 novas vagas. E aí assim, a minha opinião, eu sei que ela é impopular porque enfim tem essa questão dos colonizadores, etc. e tal, da né, uma, uma grita que a gente viu inclusive nas redes sociais, né, contra as seleções de países colonizadores.

Mas eu acho que a gente precisa olhar um pouquinho para o esporte também, para a qualidade dos times, para a qualidade do futebol que se joga e que vai se jogar numa Copa do Mundo. Porque por mais que eu também ache que a Copa seja uma festa de nações, algo que tem uma, é uma celebração da humanidade no fim das contas, e a humanidade toda precisa estar presente, também é a elite do esporte mundial, a elite do futebol jogando. E aí eu acho que assim, é bonito esse papo de, ah, que porcaria, hein, esse time da Turquia, que vexame, olha como jogam mal os europeus.

Agora assim, a Turquia foi uma grande decepção, foi uma porcaria. A Bósnia é um lixo de time, acho um lixo mesmo, acho muito fraco o time da Bósnia, que vale dizer eliminou a Itália, mas é fraco mesmo. Ele tem razão, é muito fraco, é muito fraco. Para mim talvez só A África do Sul fosse um time que jogou pior do que a Bósnia na primeira fase e tal. Mas eu acho que quando a gente vai discutir uma, eventualmente, um acréscimo de 16 equipes para a próxima Copa do Mundo, cara, a gente precisa olhar para quem ficou de fora e para quem a gente vai chamar.

Então eu até fiz o exercício aqui, se você me permite, rapidinho, tá? Os 4 mais bem colocados no ranking da FIFA de cada um dos continentes. Legal, legal. Vamos lá. Itália, Dinamarca, Polônia e Sérvia.

?Voz B

Tem jogo os 4, né?

?Voz D

América do Sul, que aí a gente sobraram, a gente acaba com as eliminatórias, não tem mais eliminatória na América do Sul. Chile, Venezuela, Peru e Bolívia, tá? Acho que a África, corroborando que vocês disseram, a África tem, né? A África tem, a África tem a Nigéria, África tem Camarões, Nigéria, Camarões, Mali e Burkina Faso. Seriam os outros, tá? Então assim, eu acho que a África de fato mostrou poder. A África tem grandes seleções que ficaram de fora.

E aí, para mim, entra a questão assim: 9 vagas para Ásia. Com todo respeito, cara, a gente precisa olhar para o que os times da Ásia fizeram nessa Copa do Mundo. E aí vamos olhar para quem ficou de fora.

?Voz C

É o desejo de colocar China e Índia na Copa, como disse o Calçadinho.

?Voz D

Eu sei, mas então, então vamos parar de pensar um pouquinho no dinheiro, porque na hora que a China evoluiu seu futebol Acta a estar para jogar uma Copa do Mundo, a gente vai. Porque o que que a gente vai trazer?

?Voz F

Vamos lá, não conseguiu e já meio que desistiu.

?Voz D

Então vamos olhar aqui: Ilhas Salomão. E quem ficou de fora pelo ranking da FIFA? Ilhas Salomão, Nova Caledônia, Tahiti, Ilhas Fiji, Vanuatu. Isso olhando para— não, isso eu tô olhando para Oceania.

?Voz A

Sim, sim, sim, mas aí aumentar, se aumentar, se aumentar, tudo bem.

?Voz D

Aí vamos lá. Vamos, vamos para— eu tô agora, eu tô falando todos os continentes que eu acho que não faz nenhum sentido. Isso, agora vamos para Ásia. É Omã, China, Bahrein, Síria. Sim, quer dizer, e vamos, e aí vamos para América Central, que eu acho até que para América Central e do Norte aí tem uma questão que também tem a ver com o fato das eliminatórias.

?Voz F

Você vai ter de volta nas eliminatórias os 3 Exato.

?Voz A

E teve muita zebra esse ano.

?Voz D

Aí que tá. E aí eu acho que até para América Central, se você olhar aqui, Honduras, Costa Rica, Jamaica, tem jogo, tem jogo, tem jogo, tem jogo, concordo.

?Voz F

Então acho que assim, a gente ainda assim é um continente como um todo que não está representado agora nas quartas de final.

?Voz D

E é isso, e não tá, embora tenha tido as 3 sedes.

?Voz C

Eu tô de acordo com você, tem que estar representado.

?Voz D

Mas também é legal lembrar que 3 dos times que estão ali estão por conta da de serem mandantes. Então, então é isso assim, quer dizer, Oceania, eu acho que a Ásia elas não têm, elas concordam. E América Central eu diria que pode manter do jeito que tá, sobretudo porque nós estamos falando de seleções que disputaram essa competição porque eram países sede que vão entrar nas eliminatórias. Agora não tem muito jeito, se a gente quer uma Copa do Mundo forte A gente precisa, a gente vai precisar de novo, quer dizer, aumentar as seleções europeias. Infelizmente é assim, por isso que eu discuto.

?Voz B

Vamos ouvir o Marra aqui.

?Voz A

Fala, fala, Marra.

MMMário Marra

É, não, não, eu tô curioso aqui que eu esqueci quais são os 4 europeus, mas eu percebi, né, hoje mais cedo no podcast Futebol no Mundo a gente tava falando sobre isso, né.

?Voz D

Rapidinho para você, Marra.

MMMário Marra

A Geórgia, né, assim Tá, então tá bom.

?Voz D

Como assim os 4 europeus?

?Voz B

Não, não, não, os 4 europeus.

?Voz D

Itália, Dinamarca, Sérvia e Polônia. Ucrânia também, aí não sei se tá. Ucrânia, Dinamarca, Itália, Sérvia e Polônia. São 5, vai, dos mais bem colocados no ranking.

MMMário Marra

Tá. E ainda assim não teria Kvaratskhelia, por exemplo, na Copa do Mundo. Não teria Szoboszlai na Copa do Mundo. Diversos jogadores grandes, né, que poderiam estar na Copa do Mundo. E olha, mesmo abrindo Por outro lado, algumas seleções que nunca iriam para uma Copa do Mundo, né, Ilhas Fiji, né, assim, estaria na Copa do Mundo e um Kivaratitila, por exemplo, não estaria.

?Voz A

Então eu acho a proporção atual com 48 ok, porque é isso, começou a vir esse papo aí de, ah, muito— o efeito colateral para mim é do formato da eliminatória. E não é passar pano para Itália, porque a Itália tinha que estar. Até porque uma vez pode ser, duas vezes pode ser, três— não, duas vezes não pode ser, três vezes pode ser menos ainda. Mas não vamos negar que o fator campo, um jogo só, um jogo só, por exemplo, sorteado o mando, quer dizer, aí o formato eliminatório ele é consequência do calendário e não do número de vagas, né?

?Voz F

Porque se você tivesse mais tempo para fazer, você faria como Como se fazia antes, né?

?Voz A

E você poderia ter grupos maiores e tudo mais, mas aí eles pensaram, pô, mas aí é Europa, encaixa Nations, porque eles pensaram também, é ficar um ano e meio jogando com Gibraltar.

?Voz D

Aí eles pensaram, eliminatórias da Euro, eliminatórias da Copa, é um erro, é um erro da UEFA. Quer dizer, a UEFA já incha o calendário deles próprios. A UEFA é responsável por fazer com que as melhores seleções europeias de maneira geral não estejam na, não estejam na Copa do Mundo. É culpa da Europa, né? Porque se a Dinamarca— para não falar da Itália—

?Voz A

se a Dinamarca não tá na Copa, perdeu da Tcheca, e foi um jogo só fora de casa nos pênaltis.

?Voz D

É o mesmo caso da Itália, é o mesmo caso da Itália.

?Voz A

Obviamente, falar, desculpa, na Suécia via Nations League, que foi última colocada no grupo de eliminatórias.

?Voz D

Ela foi última nas eliminatórias e ganhou a vaga por representante. Então assim, ninguém trabalha pior as suas eliminatórias do que a Europa. A Europa é terrível, e é claro que é culpa dela isso daí. Mas o que eu tô querendo dizer é que no momento em que a gente tá inflando a Copa do Mundo por causa de grana, né, por causa de questões políticas, por causa de votos, que pelo menos se pense um pouco na qualidade dos jogos que a gente vai ter.

Porque isso, acho até que o Léo talvez discorde de mim, a gente já falou disso no Futebol no Mundo, mas eu acho que tinha muita seleção fraca nessa Copa do Mundo. Sim, tinha muita seleção fraca.

?Voz B

Trazendo um pouco para América do Sul, América do Sul, vocês passaram um pouco de talvez abaixo nesse afunilamento por Brasil e Colômbia. Colômbia foi eliminada nos pênaltis para Suíça. Há uma crise na América do Sul e só a Argentina representa isso?

?Voz A

Eu acho perigoso isso porque historicamente, a não ser tipo 2010, que foi uma coisa totalmente fora da curva, que foi Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai nas quartas de final lá na África do Sul, né? Foram mais sul-americanos que europeus nas quartas daquele ano. Mas nem no Brasil foram tantos sul-americanos, que foi Brasil, Argentina e Colômbia. Nas quartas de final. Mas fora isso, são sempre 2, 3 no máximo. Então assim, a Colômbia, se a Colômbia passa, seriam 5, 2 e 1 africano, igual na última.

Então assim, acho que a diferença, no fim das contas, não é que tenha revolucionado o futebol e a América do Sul tenha caído de 4 anos para cá, entendeu? Acho que é uma coisa que a gente pode tratar como circunstancial. O problema é que assim, o status da seleção brasileira, por exemplo, não mudou. A gente tinha expectativa do Brasil ir mais longe, pelo menos repetir a campanha, e não aconteceu. Então acho que isso acentua, de certa forma, a percepção.

Mas um africano só nas quartas não reflete a figura maior. A gente não pode falar que, ah, um africano nas quartas, na última um africano nessa, e a África não andou. Não, a África andou pra caramba.

?Voz C

E o nível de jogo, mais do que a colocação.

?Voz A

Não adianta só olhar pra distribuição agora nas quartas e falar, ah não, a realidade é essa. A Europa continua super acima do resto.

?Voz D

Até porque é isso que eu digo, eu odeio esses recortes que são feitos depois de uma determinada fase, porque quando acabou a fase de grupo tava todo mundo justamente— 9 de 10 na África, acabou Europa, menos europeias na Copa do Mundo. E eu pensei com os meus botões, eu falei, cara, menos europeias na Copa do Mundo, a gente vai ser mais quem? A gente vai subir para 64? A gente vai pegar as Ilhas Salomão? É isso? Quer dizer, é O Haiti.

E eu acho assim, é legal para caramba as histórias dessas seleções quando elas jogam futebol suficiente para se colocar na Copa do Mundo. E aí a gente aplaude, a gente vibra, mas precisa ter um mérito esportivo. Então quando as pessoas falavam isso, né, em nome do contra-colonialismo e tudo mais, eu falava, cara, mas a gente tem que pensar um pouquinho no futebol também. Não dá para pensar só na política, a quem a gente é simpático, antipático.

E digo mais, Olhando para isso, imaginando um acréscimo de 16 seleções, para mim não tem a menor condição de você colocar mais seleção da Ásia, não tem a menor condição de você colocar mais seleção da Oceania. Talvez você devesse ter menos seleções da Ásia, inclusive pelo que essas seleções mostram, tem mostrado. E o Japão, a gente bate palma, o Japão deu um baita azar, porque o Japão realmente podia estar nas quartas de final, podia chegar na semifinal.

É uma É uma tristeza que o Japão, né, tenha saído tão cedo, ainda que para a gente não seja uma tristeza porque pegou o Brasil. Mas não dá para ter mais seleção asiática, não dá mais para ter seleção da Oceania. E acho que a gente— esse é o meu ponto, realmente, eu não tô mais brincando— eu acho que talvez seja o caso de dizer: a América do Sul vai toda, vai todo mundo.

?Voz A

Mas acho que seria o caso, não, porque todo mundo já trabalha, a CONMEBOL já trabalha para que a partir de agora a eliminatória passe a se chamar Liga das Nações, igual já é no feminino. Talvez saia uma seleção, porque aí é você, você é a mesma coisa que agora, turno e retorno, mas você transforma aquilo realmente num campeonato pontos corridos. Porque assim, as seleções precisam jogar, né? Você não tem mais jogos com os europeus, você não tem mais jogos com outros continentes, tá todo mundo fazendo as suas eliminatórias. Então você cria um campeonato de seleções, né?

?Voz F

Turno e retorno, porque as seleções incluem as 3 que estarão sendo Cede também, senão elas ficariam sem jogos.

?Voz A

E aí você pode fazer, porque essas seleções precisam vender esses jogos. E é por isso que— ah, por que que nunca mudou a fórmula? Porque essas seleções, elas têm esses 9 jogos para vender e elas têm que vender. Sim, né? Então assim, tem uma coisa mercadológica aí e tem que manter o calendário, cara. Ah, tem que ter menos data FIFA. Sim, meu amigo, aí você vai ficar jogando amistoso. Não é que se a gente não jogar, as outras seleções vão parar de jogar. Então não faz sentido essa lógica, né?

?Voz B

O Mar chamou. Fala, Mar.

MMMário Marra

Nesse momento, Mano Menezes escancara um sorriso feliz porque vai conseguir levar a seleção peruana para a próxima Copa do Mundo.

?Voz F

Se chegar lá, né, Mar?

MMMário Marra

Isso é um outro ponto assim que, isso é um outro ponto que eu acho que vale a pena a gente refletir, da dificuldade que é as eliminatórias da África, porque é um continente imenso com muita dificuldade. E com dificuldades de locomoção também, né? Assim, não é fácil. E a quantidade de países, a gente citou aqui, né, por exemplo, a Nigéria e Camarões, que estamos muito acostumados, não estão sempre disputando Copa do Mundo, mas que não conseguiram se preparar bem para o atual Mundial.

Não é assim nenhum favor aumentar mesmo, aumentar de verdade mesmo, tratar as proporções de uma forma mais equilibrada. E aumentar o número de seleções africanas. Não é nenhum favor, é uma questão de justiça. Você imagina a dificuldade que é já aqui na América do Sul. Agora imagina as viagens, que eu tô dizendo. Agora imagina no continente africano, com toda dificuldade que tem. Então assim, não é favor para ninguém aumentar o número de africanos na Copa.

?Voz C

Eu acho que se você vai realmente houver 16 vagas a mais, elas têm que ser distribuídas principalmente para africanos europeus e para América Central e do Norte. América do Sul, eu acho, América do Sul mais vaga, já uma vaga mais, tudo bem.

?Voz D

Eu não tô falando, eu não tô brincando mesmo. Eu acho de verdade que se você vai ter mais 16 seleções, eu acho que a América do Sul acabou eliminatória, ou sei lá, vai sobrar um resta 1, 4, né? Então aí é o resta 1 e você, beleza, você pega os últimos do grupo da Nations League faz uma repescagem para ver quem não vai para Copa.

?Voz B

Boa, boa, né?

?Voz D

Porque assim, não dá para não aumentar a América do Sul. Eu acho que se você aumentar 16 seleções, você tem que aumentar a África, você tem que aumentar a América do Sul e você tem que aumentar a Europa sim, porque senão assim não vai dar. A gente vai ter uma competição de um nível técnico muito fraco.

?Voz A

E curiosamente, quem puxa o lobby dos 64 é a CONMEBOL. Sim, as outras confederações, a sua ideia foi a mesma.

?Voz D

Para mim é tão curioso porque ela vai, ela vai ter todo mundo na Copa.

?Voz A

Não, então, e também tem a questão das sedes, né? Porque vamos lembrar, a CONMEBOL aceitou para, para se gabar de uma vitória política, já que ela nunca teve chance de ganhar a sede de 2030, ela aceitou esses 3 jogos, né, para falar, não, vai ter Copa na América do Sul, 3 jogos, um em cada país.

?Voz D

Tem isso, é isso, é isso, é uma coisa. Desculpa, Felipe, é que assim, cara, a gente tá num dia de não futebol e assim tem tanta coisa que incomoda realmente, porque isso daí, cara, o grande barato da Copa do Mundo sempre foi essa festa de nações, essa celebração acontecer num lugar em que o mundo todo se encontrava, que as torcidas se encontravam, né? E isso, a política, a agenda FIFA e a politicagem da UEFA também, porque as Euros agora estão sempre, né, espalhadas.

?Voz A

Aquela bagunça de 2020 que acabou em 21 não vai ter mais, né, porque eles viram que foi um desastre logístico.

?Voz D

Exato. Mas assim, essa coisa de querer agradar todo mundo e querer dar, né, agradinho para todo mundo, no fim das contas também desmontou uma coisa que era tão legal de, pô, num país apenas todo mundo se junta As torcidas se encontram e se encontram na boa, se encontram. Raras exceções, a torcida da Inglaterra que ficava quebrando o pau com todo mundo, ou da Rússia e tal, mas raríssimas as exceções. Você tinha realmente uma confraternização entre torcidas, era tudo tão legal. E agora você vai ter uma Copa em 3 continentes por razões políticas.

?Voz C

Agora, se você pensa realmente, 64 seleções, eu acho que você não precisa pensar em algumas outras coisas também diferentes. Por exemplo, Como vira uma festa dos povos e como é um torneio comercial, por exemplo, eu acho que todos os campeões e vices do mundo, da história, tem que estar automaticamente classificados. Por exemplo, tem que estar automaticamente classificados os últimos campeões continentais, sabe, das últimas duas, do torneio, por exemplo, entre os 5 de Copa, tem que estar classificado.

?Voz A

Tirar a competição das seleções no ciclo, eu acho muito nocivo.

?Voz C

Então, não, a festa, mas automático, né?

?Voz A

Também, mas assim, muita gente fala que aqui não tem, mas nos outros continentes tem, pô.

?Voz D

É que eu sou super contra isso que ele falou em geral, porém eu só penso nisso aqui, tá? Nesse caso eu pensaria porque foi uma, foi algo tão artificial esse inchaço, quer dizer, foi tudo tão político e econômico que no fim das contas eu não sei, acho que assim, não tenho opinião formada a respeito disso, mas eu entendo que se coloque Inclusive, eu não trato como tão automático o aumento, porque eu acho que algumas confederações, a própria UEFA, vai pensar: eu quero transformar minha eliminatória numa coisa tão automática assim para seleções de ponta?

?Voz A

Eu quero que a eliminatória da Copa seja uma coisa tão fácil de classificar? Porque a da Euro já é hoje, né? A da Euro, pô, 24 seleções, já é quase que uma formalidade. Eu quero que a da Copa do Mundo seja no mesmo caminho? Ela já vai mudar o formato para ser uma coisa tipo Champions assim, fase de liga, menos grupos, maiores, mas com o mesmo número de jogos. Talvez isso ajude até a gente não perder tantas seleções grandes assim no meio do caminho, né?

Mas não sei, eu acho que nem todas as confederações vão aceitar tão facilmente os 64 pelo impacto nas eliminatórias.

?Voz B

Ô Marra, mudando aqui de assunto para as quartas de final, no sentido de a gente vai ainda detalhar os confrontos, mas dos times que estão nas quartas, quem chegou te convencendo não só no sentido de futebol apresenta? Vou dar um exemplo meu aí, a Inglaterra. Eu fiquei surpreso com a Inglaterra no Azteca. Assim, um grande amigo meu que vive futebol tava no Azteca, falou: eu nunca vi uma atmosfera daquela, daquela de doer cabeça, assim.

E os cara, os cara foram bruto, então exatamente. Eu queria então, pegando isso que eu trouxe da Inglaterra, falando de favorito, falando de quem é surpresa, quem chega que você fala, meu, chegou com um punch para um mata-mata tão agudo? E quem ainda não te convenceu?

MMMário Marra

Não, assim, eu acho que é muito forte a seleção francesa. Para mim é a número 1, é assim, de impacto em campo, de, olha, o jogo não tá se resolvendo Eu posso trocar 5 jogadores aqui e eu posso acabar com meu adversário porque tem um banco fantástico. Então, para mim, a França é diferente, é diferente dos outros, apesar de achar que o confronto é um confronto chato, né, bem chato. Seleção do Marrocos, uma seleção bastante boa que até merecia escapar da França, mas não teve jeito.

Mota, eu concordo com você que descendo um pouquinho o olhar, e já elogiei aqui a Espanha, E também hoje cedo, conversando com o Jean no podcast, a gente falou sobre isso. Para mim foi impactante o que fez a seleção da Inglaterra no Azteca. Por quê? Porque ali a Copa começou. Sabe aquela situação do que aqui no Brasil os técnicos esperam, e muitas usam até declarações de imprensa, de adversário, para falar, são todos contra a gente?

E a partir daí criam um clima de motivação e de concentração interna que faz os caras acreditarem em tudo. Não teve isso, teve uma união em torno de uma dificuldade. Porque o Tuva falou o tempo inteiro: é, tem altitude, a gente não tá acostumado, é, os caras vão jogar em casa, vai ter chuva, morreram 4 em celebração. Ou seja, tem um clima um pouco mais— isso na Cidade do México— tem um clima um pouco mais tenso. E a Inglaterra ainda perdeu um jogador expulso.

Assim, a Inglaterra, eu acho que ela juntou toda a adversidade para transformar, para servir como impulso, impulso para entrar na Copa. E quando esses caras passam a acreditar em tudo, a gente sabe como é o futebol profissional, é difícil. Daqui a pouco eles vão contar essa história: não, lembra daquele dia que a gente— e a gente já viu esses times se unirem, como por exemplo a Argentina na Copa passada e a gente tá vendo os frutos até hoje.

Mas pra mim, na escala, França e Espanha. Engraçado que, né, deu volta pra lá, deu volta pra cá e voltou como antes de começar a Copa, né? França e Espanha.

?Voz D

É o seu power ranking, né? É o meu também. Aliás, eu me lembro que depois da primeira fase eu fiz e um monte de gente ficou brava porque eu pus a Espanha em segundo ali, porque enfim, cara, porque a Espanha é isso. A Espanha eu sabia que, né, acho que assim, a gente sabe do poder dessa Espanha Ainda que ela não tenha jogado tudo que podia jogar. E o Léo sempre falou isso, né? Falou, cara, primeira fase é uma coisa e depois eu esqueço completamente, né, o que foi na primeira fase e o que essas seleções vão jogar.

Então acho que hoje você tem sim, eu tô muito com Marra em relação à ordem. E aí olhando para futebol jogado, e lamento um pouco que a gente tenha 4 quartas de final sem um grande clássico, né? Aí é incompetência das gigantes. E vou citar sobretudo Brasil, do Brasil com Inglaterra, para pegar Inglaterra. Incompetência da Holanda, não, não, da Alemanha, que poderia ter pego, já poderia ter pego a França, né? A gente não teve esse clássico Alemanha e França que poderia ter acontecido nas oitavas de final.

?Voz A

A Holanda, eu até, no caso do Marrocos, podia ser Holanda, mas é que o Marrocos não faz a gente sentir falta da Holanda.

?Voz C

Esse é o ponto.

?Voz B

Faltou Portugal liderar o seu grupo e pegar a Argentina.

?Voz D

Porque Portugal estaria pegando a Argentina agora se ele tivesse ficado em primeiro na chave. Então assim, no fim das contas, a gente tem 4 quartas de final com favoritos destacados, e a minha ordem é exatamente a mesma do Marra. Quer dizer, ele não falou da Argentina, mas imagino que seja essa: Argentina depois da Inglaterra hoje, em relação a, né, França primeiro, Espanha segundo, Inglaterra terceiro e Argentina em quarto. Em relação ao favoritismo para ganhar a Copa, vai.

?Voz A

Ah, sim, é porque eu acho favoritismo para Copa diferente favoritismo das quartas.

?Voz D

Ah, sim, sim, não, claro, é o que a gente já falou. Eu acho assim, favoritismo das quartas a gente já disse.

?Voz A

É que eu acho, eu acho, eu acho a Inglaterra, eu hoje Inglaterra e Argentina, eu sou mais Inglaterra, mas eu acho Inglaterra, a Inglaterra corre mais risco com a Noruega. Eu acho que a Noruega assim, fala assim, uma seleção que você acha que pode aprontar das 4 Eu acho que a Noruega, cara, se ela conseguir botar a bolinha no chão, sabe, trabalhar a bola e iniciar o jogo—

?Voz F

Noruega tem variação de jogo.

?Voz A

Tem, não, e é isso, é um time que já mostrou—

?Voz F

Em princípio ela é mais forte até na transição.

?Voz A

Não, mas ela mostrou que sabe se adaptar aos diferentes tipos de jogo, né, contra o Brasil. Então assim, eu acho que é um jogo chatíssimo para Inglaterra.

?Voz D

Você põe acima de—

?Voz A

porque assim, eu acho mais equilibrado.

?Voz D

Tem a questão do Mazambi jogar ou não Também contra a Argentina, que muda muito, que muda bastante. Mas a Argentina, eu acho que a Argentina vai jogar melhor.

?Voz A

Eu acho que assim, né, a Argentina é o tipo da seleção que à medida que os jogos vão ficando mais duros, ela tem mais de onde tirar.

?Voz F

Eu tenho uma dúvida quanto à condição física do Messi.

?Voz A

Eu tenho dúvida da condição física da Argentina como um todo.

?Voz F

Eu tô achando, especialmente do Messi, que é o cara que faz a maior diferença. Sim, sim, eu acho que ele tá sentindo.

?Voz A

Faz tempo que ele não tem uma sequência dessas, né, nos Estados Unidos.

?Voz F

Ele normalmente não tem essa sequência sendo exigido em jogos em que teoricamente não seria exigido. Então ele teve que, ele terminou o jogo derrubado, e também emocionalmente, né?

?Voz D

Agora, olha o que, em cima do que você tá falando, e eu concordo, porque no fim das contas é um jogador de 39 anos que, por mais brilhante que seja e por mais que tenha decidido nos 15 minutos finais do jogo, o que impressiona é um jogador de 39 anos que jogou uma prorrogação. Mas isso tudo para dizer, olha o peso também nesse aspecto da virada ter acontecido no tempo normal do jogo. Imagina, porque você imagina se tivesse jogado uma outra prorrogação de 30 minutos.

?Voz A

Agora quem tá com a prorrogação nas costas é a Suíça, né?

?Voz D

É verdade.

?Voz C

Mas a Suíça tá no lucro.

?Voz A

Não, não, claro, mas assim, e a Suíça, eu acho que tem que dar crédito à Suíça. A Suíça nos últimos, ó, a Suíça na última Euro saiu para Inglaterra nos pênaltis depois de dar um vareio na Itália. A Itália não sabe nem de onde veio a Suíça. Suíça nas oitavas de final. Na Euro anterior, a Suíça tinha eliminado a França nos pênaltis, depois está 3 a 1 atrás e buscar. Ou seja, é uma seleção que tá acostumada a jogo grande, tá acostumada, sabe levar jogos grandes.

?Voz D

E é uma seleção muito física também, ela é física, mas acho que também tem um pouco essa questão de que ninguém olha para Suíça exigindo alguma coisa da Suíça.

?Voz C

Vai competir com tudo e leveza, tá leve.

?Voz A

Já é a melhor campanha em 72 anos.

?Voz B

O Haaland falou sobre isso, inclusive, no Brasil. A pressão tava com eles e deu para notar isso no jogo hoje, falou claramente.

?Voz F

Então essa a gente tem visto, acho que acima de tudo uma Copa de muito equilíbrio, à exceção da França. A gente vê muitos jogos que a gente imaginava, como esse da Argentina com Egito, que a gente imaginava que ia ser tranquilo, e a Argentina passou no sufoco. E quem chega às quartas não chega por acaso. Todo mundo que tá nas quartas passou por dificuldades.

?Voz A

Pela primeira vez passou de 5 jogos para chegar nas quartas.

?Voz F

Exatamente. Então, por mais que a gente tenha os favoritos destacados para todos esses jogos, não assusta da Suíça dificultar o máximo o jogo com a Argentina, da Noruega dificultar o máximo com a Inglaterra, nem com a França. Eu vou assustar se algum É, e às vezes é um detalhe que vai decidir.

?Voz D

Eu tenho até dúvida, eu vou te falar, porque eu sempre acho, falei antes do jogo com a Colômbia, acho a Suíça muito chata assim para jogar contra.

?Voz A

E eu acho chato de ver também, pode falar.

?Voz D

Ainda mais sem o Mazambi, né, que justamente é um cara que tava fazendo a diferença nesse aspecto tal, e que a gente não sabe se vai jogar ou não. Mas eu fico até na dúvida, sabe, em relação a essa disputa qual é o jogo mais indefinido, quem pode dar mais trabalho, se a Noruega para Inglaterra ou se a Suíça para Argentina.

?Voz C

O Mário Marra, que é um cara que acredita muito na mística do futebol, dos times, sabe que nas últimas Copas do Mundo sempre chegou uma seleção que não está entre as principais seleções do mundo. Ou seja, não vai ser surpresa se outra vez acontecer, não é novidade.

?Voz A

Se não der semifinais para o Marra aqui, então, e só para passar para o São as semifinais que a FIFA quer também. E não tô falando de conspiração, não. É a chave, pela primeira vez foi direcionada. Antigamente é no grupo que você cair, caiu. Agora no sorteio você é tipo tênis, que o Jean tanto gosta, acompanha, Grand Slam.

?Voz D

Os cabeças, os cabeças, é uma espalhada.

?Voz A

Agora você tem os 4 primeiros do ranking e se eles passarem em primeiro, eles não se cruzam antes da semifinal. É feito para ser assim e é justo isso. E deu certo. Porque os 4 foram primeiros do grupo, então se eles forem avançando, as semifinais são França, Espanha, Inglaterra e Argentina. Então não foi acaso, não foi coincidência, não foi que o sorteio deu para ser assim. O sorteio já foi projetado para que os 4 se separassem e por enquanto tá dando certo.

Então assim, eu acho que isso vai se manter, porque você acabou evitando que o sorteio causasse um encontro prematuro de 2 favoritos.

?Voz C

Depois eu vou ter uma pergunta para o Léo, depois passar para o Márcio. Depois você me responde, por favor, se O que precisa acontecer para o Brasil não ser cabeça de chave na próxima Copa do Mundo?

?Voz A

Ah, bom, quantos grupos? 12, 16? Não, tô falando formato. Não, mas assim, não tá ruim. Se os 4 primeiros passarem, o Brasil é o 5º no ranking ainda.

?Voz C

Ah, perfeito.

?Voz A

Mas se o Marrocos passar da França, o Marrocos passa o Brasil, o Marrocos passa para 5º.

?Voz B

Diga lá.

MMMário Marra

Mas essa situação da mística, essa situação da mística que disse o Vitor, é uma situação da É uma seleção que às vezes não vem jogando bem e que sente muita pressão, né? Sente a pressão de ter que decidir, de ter que responder por 5 Copas do Mundo, por exemplo, ter que responder por 4 Copas do Mundo, por exemplo, por ser tricampeã do mundo, por exemplo. E aí acaba, não consegue conviver com a pressão porque já não tá, não tá jogando futebol.

E por exemplo, encontra uma Croácia, encontra uma Bélgica, e aí, e aí quando perceber, já tá voltando para casa. Eu sinceramente assim, eu penso, a gente já falou sobre isso muitas vezes, mas eu gosto de repetir isso: Copa do Mundo é diferente. A gente tem visto isso, né? Pessoas que não são pessoas do futebol, que não estão acostumados a acompanhar a Série A italiana, La Liga, Premier League e tal, essas pessoas elas não sabem quem é o Haaland, elas não sabem, não tem a menor ideia de quem vem a ser o tal do Harry Mas quando tem uma Copa do Mundo, elas se reúnem para assistir.

Então eu gostaria, assim, é apenas uma, não tem poder para nada, eu gostaria de ver essa semifinal, é assim, a Argentina e Inglaterra, Espanha e França, porque aí é jogo para essas pessoas. A gente vai gostar de qualquer um, gente, a gente vai ficar feliz com qualquer seleção, porque a gente vai tentar extrair de cada seleção alguma coisa legal para o nosso dia a dia. Mas para as pessoas que não são das pessoas do futebol, que são pessoas da Copa do Mundo, então pessoas que estão vendo televisão ali de 4 em 4 anos, eu acho que seria incrível se elas tivessem oportunidade de ver essas 4 seleções que são as melhores, né, as mais conceituadas das quartas.

?Voz D

Até porque eu tô mais ou menos com o Marra, até porque eu acho que a gente teve pouco clássico nessa Copa, né. Repito, por incompetência do Brasil, por incompetência de Portugal, que ainda que Portugal tenha feito talvez o único, a Espanha, único grande clássico. Portugal, Espanha, ele foi lá, foi jogar com a Espanha em vez de jogar o que faria agora, jogar com Argentina. Mas a gente poderia ter tido Uruguai e Argentina também logo na fase de 16avos.

França e Alemanha por incompetência da Alemanha. Então assim, a gente poderia ter tido um monte de jogo gigante, que é o que o Marra tá falando, e não tivemos. É Brasil e Holanda também. Não, Brasil, é, não, se a Holanda fosse segunda, é, mas aí acho que a Holanda cumpriu o que ela precisava ter feito. Eu acho que quem impediu que esses grandes jogos acontecessem foram Uruguai, Brasil, Alemanha e Portugal. Tudo bem, não jogou com Argentina agora, mas já fez o jogo.

?Voz A

É bom lembrar isso, porque numa dessas aí de que tudo é pilotado, né, falaram da Argentina pegar Cabo Verde, mas a Argentina pegaria o Uruguai ou, num cenário dramático, Espanha.

?Voz D

O caminho da Argentina era um caminho, teoricamente, se os outros não tivessem sido incompetentes, complicado.

?Voz B

Sim, sim, sim.

?Voz D

Era Portugal agora.

?Voz B

Mar Vermelho se abriu para eles.

?Voz D

Era Uruguai e Portugal para até chegar na próxima fase e tal. Era Uruguai e Portugal.

?Voz A

É igual, lembra, quando a—

?Voz F

O encontro de Messi e Cristiano que muita gente sonhou.

?Voz A

Lembra a Croácia em 2018, que tava aqui, que foi todo mundo para o outro lado? Aí eles iam pegar a Espanha, aí a Espanha caiu para Rússia, foi. E aí eles foram indo, foram indo, foram indo, chegaram na final, pegaram Inglaterra e passaram, foram para a final.

?Voz B

Chamou uma—

MMMário Marra

ô Léo, oi! Eu acompanhei nos primeiros jogos lá da Espanha, eu tava indo nas coletivas da Espanha, que é mais ou menos aqui perto de Atlanta, né, 2 horas e meia daqui mais ou menos. E a gente tava indo fazer o bate-volta. E foi falado em coletiva e foi perguntado pelos jornalistas, e tem matéria escrevendo isso, que como aquele começo irregular da Espanha naquele empate, que a Espanha tinha que ganhar o segundo jogo e tinha que ganhar o terceiro jogo para evitar um desagradável encontro contra a Argentina. Isso foi falado na primeira rodada.

?Voz A

Bastava, é isso, bastava um tropecinho a mais ali, a gente podia ter de cara, né?

?Voz D

Ia ser na 16ª, senão, porque contra Portugal ainda foi nas oitavas, né? Porque acho que até discutível, sei lá, hoje, ou pelo menos no começo da Copa, ou pelo menos naquele momento, que era pior pegar Portugal ou pegar a Argentina. Acho que no começo da Copa isso era uma dúvida, porque havia enorme dúvida em relação ao que a Argentina ia apresentar, em que condições o Messi estaria ou não estaria, né? E Portugal havia uma expectativa muito grande. Portugal acho que é uma grande decepção da Copa do Mundo, turma.

?Voz B

Vamos assim, eu vou trazer agora especificamente os confrontos para a gente falar.

?Voz F

Portugal fechou com Jorge Jesus, né? Vamos ver como será esse ciclo português.

?Voz A

Será que ele leva o Cristiano para mais um ciclozinho de Euro?

?Voz B

Acho que não.

?Voz A

Ah, o cara quer chegar nos milzinho, pô.

?Voz F

Então eu acho que para Copa do Mundo não, Copa do Mundo não, mas vamos lá, de repente uma Nations, ele precisa de uma foto, né?

?Voz D

A gente O que eu acho só é que pela personalidade do Jorge Jesus, pelo caráter do Jorge Jesus, é ele que vai escolher.

?Voz A

Não, tudo bem, mas é, mas eu acho que ele se coloca à disposição, entendeu? Eu acho que ele não vai se aposentar da seleção.

?Voz C

Não dá ideia para os veteranos.

?Voz D

É, não dá ideia.

?Voz C

Tem Copa América aqui, não dá ideia.

?Voz D

Isso daí eu tô muito tranquilo, viu, Biner? Não morri ainda. É, eu tô tranquilo porque Por questões físicas. Mas eu só quero dizer, é diferente o Cristiano Ronaldo com o Jorge Jesus na seleção do que se o Messi quiser só para entrar no livro dos recordes e na próxima Copa, diz, falar 7 Copas, eu quero jogar o primeiro jogo na Argentina, eu vou jogar 5 minutos.

?Voz A

Que ideia, hein? Ou eles fazer só o primeiro jogo na Argentina na próxima Copa, ó, não é má ideia não, hein?

?Voz B

Vamos agora, a gente tá passando por todos os jogos, mas eu vou claquetando um jogo pra gente bem assim pincelar, arrematando, que já já a gente vai falar do Brasil. Marra, começando contigo. França e Marrocos, que se enfrentaram em semifinal na Copa passada. A percepção que eu tenho é que o Marrocos tá jogando melhor essa Copa do que a passada, só que a França também parece que subiu o sarrafo. A diferença entre elas era maior em 22 ou em 26?

MMMário Marra

Opa, a diferença, eu não, eu acho que 22 era meio novidade. E aí Marrocos acreditando num sonho, o Anrabat jogando feito um louco, ganhando todas as divididas. Acho que ali era novidade, agora é uma realidade. Então para mim a diferença era maior lá, agora é uma realidade. Acho que todo mundo tá, todas as seleções estão com as barbas de molho contra Marrocos. Ainda assim eu acho que França.

?Voz A

Acho que, acho que o que o Marra quer dizer tentar colocar em outras palavras, em 2022 era uma coisa meio, o que que eu tô fazendo aqui? E agora é, eu pertenço aqui, né? Aqui é meu lugar.

?Voz C

Eu acho que o Marrocos se defendia melhor do que essa. Essa parece um pouco mais perigosa com a bola. A França subiu muito de nível. A França não era a melhor seleção da última Copa do Mundo, estava entre as melhores seleções da última Copa do Mundo. A diferença agora aumentou.

?Voz F

Concorda? É, eu acho que aumentou pela evolução da França, honestamente, pela evolução da França. E porque Marrocos, embora Marrocos hoje jogue um futebol que tenta sair só da história de fazer retranca e puxar contra-ataque, ele ainda não é um futebol consistente. A gente já falou aqui hoje que o time de Marrocos oscilou nessa Copa do Mundo, e dentro dos jogos, dentro dos jogos e de um jogo para o outro. Então ele tá tentando melhorar o jogo dele, ele melhorou o jogo dele, ele ganhou mais alternativas de jogo, mudança de técnico, mas também ao mesmo tempo ele olha para uma França que perdeu a última Copa nos pênaltis e é melhor do que da última Copa.

Porque você soma o Lise, você soma um Doué que sai do banco, você, você olha quem saiu Né? Você tinha, por exemplo, o cara que perdeu o gol do título, né? Aquela bola, defesa escorpiu, não defesa, é o X do handebol.

?Voz A

O Mané foi quem fez o segundo gol do jogo da semifinal, foi contra o Marrocos.

?Voz F

É, então, mas é, você troca ele pelo Olise, olha só a diferença.

?Voz B

Só esse jogador, Jean, trazendo agora Espanha e Bélgica.

MMMário Marra

Ah, todo mundo se zoa, parou para pensar que pode ser o último jogo do Deschamps.

?Voz A

É verdade, agora tem essa, tem essa, quebrou o pau hoje, né?

?Voz B

Então é mais um componente desse jogo.

?Voz A

Os marroquinos, os repórteres marroquinos estavam pilhados, foram para cima.

?Voz B

O Jean indo para Espanha e Bélgica, e eu quero pegar a Bélgica. Ah, porque essa geração jovem que ficou velha, eu vi muita gente fazendo piada da geração nova que não ganhou nada, foi semifinalista duas Copas, tá de novo nas quartas de final.

?Voz A

Mas essa é a velha arrogância brasileira, né?

?Voz B

Os caras estão indo mais longe.

?Voz A

A gente acha que todo mundo é medido pelo mesmo metro enquanto a gente tá aí caindo para o primeiro europeu. Até escrevi isso em rede social e tá todo mundo adorando. Então, mas é basicamente isso, cara. A régua da Bélgica é diferente, pô, né?

?Voz B

E os caras tiraram os figurões no jogo e tal, e os caras lutaram. E tem briga aí ou não tem?

?Voz D

Não, eu acho que tem briga. Eu tô muito com o Léo em relação a gente não achar que tem favas contadas em nenhuma das quartas quartas de final, né? Acho que até na última fase, e mesmo assim em jogos que a gente já dizia, eu imaginava que a coisa tivesse completamente resolvida, elas não se resolveram rapidamente. Mas acho que nas quartas de final não dá para dizer que nada tá definido. Mas acho que isso, neste caso contra a Espanha, a gente diz muito pelo que a Bélgica jogou contra os Estados Unidos, que foi uma evolução muito grande.

A Bélgica tinha mostrado muito pouco até aqui na Copa do Mundo, E essa evolução veio, né, e acho que não foi coincidência, junto com a mudança significativa no time, né, da saída dos craques, dos caras renomados. O Lukaku não era titular, em nenhum momento foi titular, embora tenha sido titular em um jogo. Eu acho que ele não era, né, na cabeça do Ricardo Cego, um titular da seleção. Os outros sim, e os outros saíram. E acho, tenho certeza praticamente que o De Bruyne não vai entrar para jogar contra a França.

Pode ser que entre durante o jogo. A Espanha, desculpa, a gente tá— não vai entrar para jogar contra a Espanha. O Doku eu já acho diferente, porque eu acho que ele talvez signifique a arma a mais que a Bélgica pode ter jogando, né, um pouco mais retraída, não partindo para cima.

?Voz A

Então é o cara, velocidade, né?

?Voz D

Tem que ter velocidade, até porque, então acho que essa talvez seja a arma. Mas eu vejo, eu vejo a Espanha como favorita.

?Voz C

Eu acho que o crescimento da Espanha passa muito pelo crescimento de ambos seus laterais, principalmente do Cucurella. Para mim, se você falar o seguinte, são os melhores, o melhor lateral esquerdo da Copa para mim até agora.

MMMário Marra

Mas e se o Doku muda de lado?

?Voz A

Pode mudar, ele é isso. Mas enfim, os dois laterais da Espanha são muito bons, mas quando a Espanha perde a bola tem espacinho para atacar dos dois lados.

?Voz F

O grande barato da Bélgica é aquela seleção que chegou desacreditada, sim, brigando, começou mal, continua brigando, mas ela foi assim, ela viu a morte de perto, sabe qual é? Foi eliminada e de repente ela conseguiu se manter viva. Então o que vier é lucro, ela tá ali para se jogar no mundo, se joga na festa, como dizia o samba nesse ano. É, e ela foi crescendo, ela foi ganhando casca.

MMMário Marra

Ainda teve o fato novo, né?

?Voz A

A Copa do Mundo da Bélgica começou no Salão Oval, né? É isso, é isso.

?Voz F

A hora que o homem pegou o telefone, isso daí dá uma motivação gigantesca para o time. E de repente ele se viu assim potente, ele passou a acreditar em si próprio. Caramba, olha aqui, a gente viu a morte de perto, a gente superou, a gente atropelou os Estados Unidos.

?Voz B

E até o Trump a gente derrubou.

?Voz D

Mas é que eu acho que assim, eu adoro essa teoria do Léo, eu gosto mesmo, eu gosto de imaginar que foi isso que eles falaram.

?Voz A

Só você ver eles dançando no final do jogo, pô.

?Voz D

Não, claro que eles estavam mexidos. Não tem como ser espontâneo que estavam mexidos por isso, eu não tenho dúvida. Mas é que eu acho que como uma coisa técnica, no jogo contra Senegal, quer dizer, o fato de você fazer as mudanças que o Rudi Garcia fez e aquilo dá certo, porque ele ia ser apontado, chamado de maluco pelas mudanças que ele faz. Você tira todos os craques do time e consegue os gols, e consegue a virada, e consegue se classificar.

?Voz A

Os craques aí na parada para hidratação, os cara voltam brigando.

?Voz B

É isso, é isso.

?Voz F

O fato é que assim, você tira os caras de mais nome, talvez, porque os craques ficaram. Um saiu do banco, que é o Lukaku. Lukaku não tem condição de jogar muito, mas ele é um jogador fundamental para Bélgica. E o Trossard tá jogando demais nessa Copa. A gente até brincou, aí você tira ele de um lado, bota por dentro.

MMMário Marra

O Tielemans também, hein?

?Voz A

Tielemans, aliás, para mim o Tielemans é um dos melhores.

?Voz F

Muito bem também.

?Voz D

Então, mas é que assim, eu tô de acordo, mas é que quando a gente fala os craques, a gente tá falando os jogadores, né? É isso. E por que são? Eu acho o De Bruyne o maior de todos. Todos. Para mim, o De Bruyne é o maior de todos. Ele é o— só que hoje ele não é o que rende mais, ele não é o que entrega mais. E você tira esse cara. Mais surpreendente ainda talvez seja tirar o Doku, porque este não é um jogador que já tá na fase descendente da carreira.

Ele é o cara, e você tira o cara, e aí você vira o jogo. E agora sim, eu só não sei justamente porque tem uma diferença do Doku para o Lukebakio, né?

?Voz B

Tem.

?Voz A

Ó, o Doku é muito mais jogador, é muito mais jogador.

?Voz D

Talvez o fato disso ter acontecido, né, de dizer, ó, Doku, beleza, você quer entrar no time de volta? Se mexe aí, você vai entrar, eu vou te colocar no lugar do Lukebakio. Agora, se você não se empenhar, se você não se dedicar ao time como ele se dedicou, meu craque, tá, beleza, fica no banco aí que a gente vai golear.

?Voz A

Talvez seja você, esse é um jogo que a Bélgica, os caras que gostam da bola, vão ter que ter paciência. Porque, cara, a Espanha flerta com 65%, 70% de posse de bola.

?Voz D

Por isso De Bruyne não faz sentido.

?Voz A

Não, não faz nenhum. Vai ter que brigar com o Rodri. E o Birner citou os laterais, eu quero citar o Rodri também, porque o Rodri fez uma fase de grupos bem mediana. A notícia é que ele vai ter que operar depois da Copa do Mundo. Mas, cara, os 2 últimos jogos, mas contra Portugal, ele fez uma partidaça.

?Voz F

O que ele acha de passe é uma festa.

?Voz A

É brincadeira, ele só distribui. Só distribui e tudo passa por ele.

?Voz B

Vamos fazer o seguinte, Argentina e Suíça a gente falou bastante, tá? Mas aí eu jogo para você, Marra, para falar de Inglaterra e Noruega. A gente falou bastante da Inglaterra. Noruega joga com a Inglaterra do mesmo jeitinho que jogou com o Brasil ou não? Porque a gente teve uma Noruega no primeiro tempo, na segunda sobreformação. Como vai ser a estratégia norueguesa?

MMMário Marra

Qual jeitinho? Aquele de ter a bola 60%? Não, não vai jogando. É, cara, é isso. Seleção Brasileira foi, fez uma escolha de ficar com 30 e poucos por cento de posse de bola, e a Inglaterra não vai fazer essa escolha. A Inglaterra vai jogar em cima. Eu acho que tem ali uma relação de muito respeito. Os caras jogam contra o Haaland, os caras jogam às vezes com o Haaland sempre, e eles jogam contra e com o Odegaard. Eles se conhecem ali, tem uma relação de de respeito grande.

A sensação que eu tenho é: a bola vai estar muito mais com a Inglaterra, ou seja, não vai ser o mesmo jogo que foi contra o Brasil, que a bola teve muito mais com a Noruega. E a Noruega vai tentar se fechar e sair, e sair bem em velocidade. Ou seja, Mota, respondendo a sua pergunta, um jogo muito diferente para Noruega.

?Voz F

Tem um outro lado, Mota, que também a Inglaterra não jogou contra o México propondo o jogo. Assim como o Brasil não fez.

?Voz A

A Inglaterra não tem meio-campo pra controlar posse.

?Voz F

Então, e é essa a questão, porque aí daí eu imagino um jogo muito lá e cá. Eu acho que é um jogo eletrizante, de muitos gols, porque o ataque da Noruega é poderosíssimo, é muito forte. É óbvio que o Haaland é o principal, mas não é só ele. Tô falando isso aqui já há muito tempo. Claro, claro. O ataque da Inglaterra também é poderosíssimo e não dá pra confiar tanto assim nas duas defesas. E nem em meios que, como por exemplo a gente citou aqui, Espanha, Argentina, que são times que gostam de ter a bola.

Não é exatamente o caso dessas duas equipes. A Noruega soube variar para isso quando o Brasil abriu mão de ter a bola, morrendo de medo do contra-ataque da Noruega. Para mim, a história do jogo é: tomou um gol de contra-ataque, né, de transição rápida, logo com 2 minutos, volta todo mundo, fica aqui atrás. O Brasil fez isso e a Noruega teve que mudar o jeito de jogar dela. E por isso a entrada do Bob no lugar do Sorloth. E aí passou a jogar com troca de passes, aproximação.

Não acho que vai ser assim. A Inglaterra não vai ficar postada lá atrás, ela vai jogar. Só que ela joga e ela vai deixar a Noruega jogar também. Por isso eu acho que, como os ataques de ambas as equipes são muito bons, teremos um jogo aí.

?Voz A

Precisa do campo para o Gordon poder jogar, para o Saka poder jogar, para o Bellingham poder infiltrar. Para Inglaterra não é interessante. Eu acho que vai ser o jogo mais animado dessa fase, porque a Inglaterra, o sofrimento da Inglaterra nos jogos foi contra blocos baixos, né? Os momentos mais difíceis da Inglaterra foi contra times fechadinhos. Então eu acho que nem Inglaterra vai querer um cenário também de só ataque contra defesa.

E, gente, Haaland, desde o começo das eliminatórias, ele fez gol em todos os jogos. Ele fez gol em todos os jogos eliminatórios, ele fez gol em todos os jogos da Copa do Mundo. Ele só não fez gol porque não jogou, que aí não tem como fazer gol.

?Voz B

7 em 4, ele tem só isso, em 4 jogos de Copa do Mundo.

?Voz A

Então assim, a chance do Haaland não fazer— o Haaland é um jogador que ele entra em campo e a chance dele não fazer gol é menor do que a de fazer.

?Voz C

E a Noruega também tomou gols em todos os jogos, ou seja, vai ter gols.

?Voz D

Ele conhece bem todo mundo que tá do outro lado, né? Essa ele tem o conhecimento absoluto. Eu só acho que assim, a Inglaterra tem mais condições condições de ter a bola, ou faz até mais sentido do que o Brasil, olhando para o meio-campo que o Brasil tinha. Então, olhando para o meio-campo do Brasil, olhando para o meio-campo da Inglaterra, talvez de fato ele— eu não condeno, tá, ao contrário de tanta gente, eu não condeno a escolha do Brasil.

Acho que o Brasil teve vários problemas, a gente já tá exausto de falar sobre esses problemas aqui, mas entre eles, para mim, não tava.

?Voz A

Para mim, você faz, você faz o quê? De maneira muito Acho que o Brasil criou mais chances que a Noruega. Você faz o pênalti, você faz o gol, ninguém tá falando de posse de bola.

?Voz F

Brasil, mas o Brasil só abre mão de posse de bola porque ele sabe da sua fragilidade. Mas também tivesse o mínimo de condição de ter a bola, ele jogaria como ele sempre joga.

?Voz D

Também porque ele sabe das suas, da sua principal característica ofensiva, quer dizer, o que ofensivamente, como ele é mais letal, com a velocidade, com a transição. Ele não tem meias criativos.

?Voz B

Vocês já começaram o tema no próximo bloco. É Brasil, é Brasil, mas não é posse de bola.

?Voz D

Ou é?

?Voz B

A gente vai fazer uma pausa aqui no Linha de Passe, continuamos no YouTube. Lembrando que na ESPN, no Disney Plus, a gente vai até 23:30, no YouTube até meia-noite. Tem sempre um chorinho. Vamos lá, rápido intervalo e já voltamos.

?Voz D

Tem sempre um limoncello.

?Voz B

Estamos de volta aqui no Linha de Passe. No momento que o Bia tá se entendendo, tem umas mensagens que precisa decodificar de vez em quando. Mas tem uma audiência boa, é maravilhosa. Queria mandar um abraço, pessoal, e de alto nível. Muito obrigado, discordando, concordando, assim que é legal. Recado para vocês: todos os jogos da Copa você pode acompanhar ao vivo pela Gazeta TV no Disney Plus. E agora chegou a fase aguda, quartas de final.

Um campeão versus um não campeão em cada uma das partidas. Tem muita coisa legal para acompanhar nesta Copa ainda. Só não tem Brasil mais, porque o Brasil está eliminado, minha gente. Eu não sei se vocês estão a par, o Brasil ficou pelo caminho. E aí começa uma discussão que sempre acontece sobre a renovação. Renovar tudo, só apostar na outra. Tem gente que faz a conta dos 4 anos, olha um determinado jogador, fala: daqui 4 anos Mas isso não significa que neste ano, no próximo ano, ele não renda ou ele não acrescente.

Vocês acham que a revolução tem que ser assim, total? Cara que você olha, vai estar com Alisson, por exemplo, vai estar com 37, ah, vai estar veterano, ou não, não tem que fazer conta nenhuma, tem que viver o pós-Copa e pensar, vai ter outro, a gente sabe, a gente já tem outro goleiro pronto.

?Voz A

Ou não vai ter outro. Tem que preparar outro, tem, mas não pode descartar nada. Para começar do goleiro, mas falando numa figura geral, tem que parar também de que assim, a cada derrota, tá tudo errado, nada presta, vamos zerar tudo, vamos— que a gente já teve essa ideia também em outros momentos, né?

?Voz F

Mas assim, eu acho que no caso do Alisson já são 3 Copas e nenhuma delas assim ele foi brilhante. A melhor deles inclusive foi essa agora para mim, porque ele foi mais exigido nessa.

?Voz A

A outra ele chutava, não chegou mais acho que o comprometesse, mas nada que o desabonasse.

?Voz F

Mas ele no auge da forma, quem que você vê substituindo agora?

?Voz C

Se a gente for pensar em desenvolvimento de jogador com maior potencial, Carlos Miguel. Então, mas assim, beleza, é o Pedro Murisco do Coritiba olhando lá para frente, quem sabe.

?Voz A

Não, o ponto é assim, é como aconteceu com Tafarel, tá? Por exemplo, passada a Copa do Mundo, é, o Tafarel não foi nas primeiras convocações e tal, e aí chegou um momento que, pô, beleza, cara, não nós temos, vamos, volta Tafarel, entendeu? Vamos desenvolver e tal, mas não, não o deixando de lado, mantendo o leque aberto. Eu acho que, acho que o Brasil não pode se dar ao luxo de descartar ninguém da seleção que não queira ser descartado, que não fale assim, ó, para mim já deu.

Se amanhã o jogador fale assim, para mim já deu, porque tem que acompanhar. Hoje em dia, idade, se o cara tiver bem fisicamente, não quer dizer nada. Hoje em dia você não olha mais e fala assim, ah, esse cara vai ter 30 e tantos e não pode mais jogar.

?Voz C

Machucados Marquinhos, Wesley, para olhar com carinho os títulos de Copa.

?Voz F

Mas eu acho que assim, há jogadores que sim.

?Voz B

Eu também acho.

?Voz F

Casemiro não dá mais.

?Voz C

Não, não dá mais.

?Voz A

Danilo não dá mais. Mas é mais questão técnica.

?Voz C

Não vai para Copa.

?Voz B

Aí, não, não, sim, sim.

?Voz C

Marquinhos não vai para Copa.

?Voz B

Alisson, você acha que o Marquinhos não vai com 32? Ele vai ter 36. Marquinhos eu não acho que tá no balde do Casemiro, por exemplo.

?Voz D

De idade. Eu acho que talvez esteja pela quantidade de grandes zagueiros que a gente tem. Eu acho que a gente sempre tem que olhar para o que tem à disposição, o que tá pronto para chegar. E aí eu vou ser muito sincero, eu olho para os veteranos dessa seleção, para os caras já mais velhos, e não olho para ninguém que seja indispensável. É esse para mim é o ponto. Por isso, e eu concordo, assina embaixo que o Léo falou, esse negócio de Sempre tem que haver uma revolução, sempre tem que mudar tudo.

Eu discordo. Porém, eu olho para os veteranos dessa seleção e digo, cara, nenhum deles mais é essencial. Essenciais são os jovens dessa seleção, né? Acho que, e alguns que estão na idade média ali, 27, 29. E aí vamos lá, e vamos olhar para os que estavam fora também. Então assim, aí o Vini Júnior e o Estevão e o Hendrik, e o, então assim, eu acho que tem o Rodrigo E o Militão, quem sabe? O meu ponto é, nesse caso tá muito— eu acho que a renovação, entre aspas, ela é bem parcial, ela não é uma coisa radical, e ela tá fácil, tá fácil de você pegar a lista do— pode ser a pré-lista lá do antelote, não precisa nem ser a dos 26— e dizer, ó, esses daqui a gente não precisa mais.

E pode ser que de repente na hora da Copa América de fato você fala, não, vem cá, Marquinhos, porque eu concordo com você que é importante ganhar, então Então tá bom, se a gente chegar à conclusão que os outros, né, Bremer, Murilo que nem foi, jogadores que estão numa idade, Vitor Reis, que é Geraldo, então Alexandro, é que eu acho que assim, os que foram convocados, então Bremer, por exemplo, acho que ele vai ter muito espaço, ele vai, ele é um cara que vai ganhar espaço, com algumas diferenças em relação ao Marquinhos, por exemplo, melhor na bola aérea para mim, com alguma consistência.

?Voz C

Pouco é rápido, mas um pouco menos rápido que uma saída de bola um pouco pior que a do Marquinhos. Você monta. O problema do Brasil é que para você dar opções para o técnico, você precisa ter pelo menos um jogador capaz de controlar o jogo no meio-campo. E nós não temos jogador em nível de seleção brasileira com essa característica. Isso é formação de clube, a não ser que o Ancelotti pegue durante o ciclo e decida.

?Voz D

Ele não tem como fazer isso, então, porque é muito pouco tempo.

?Voz A

Mas é por isso que é o que eu sugeri aqui outro dia, de fazer uma aproximação com o ciclo de Seleção Sub-23, de fazer mais trabalhos próximos.

?Voz D

Mas o problema, né, Léo, é que assim, no fim, os jogadores eles se formam nos seus clubes e não nas seleções, seja ela de base, seja ela principal. Então é óbvio que isso é um problema que vem, como disse o Bilu, que vem da formação de jogadores. E hoje o Brasil não conta com esses caras mesmo. Pode ser que se encontre um, pode ser que se encontre outro, Sabe o que eu penso, Jota? O que o Ancelotti não pode é de repente ligar para um treinador dos clubes brasileiros e dizer, pô, será que você não poderia, sei lá, ô Abel, será que você não quer transformar o Andrés Pereira num meia a mais? Vai ficar com a bola direito.

?Voz C

Olhando hoje os que estão jogando futebol, alguém que vai aparecer, o único para mim que pode ter essa capacidade pode desenvolver isso, só que não vai fazer isso onde tá, seria o Estevão. Mas não vai fazer isso lá.

?Voz F

Mas não é, o Estevão não é técnico. Essa é uma questão que não se resolve a curto prazo.

?Voz D

É isso.

?Voz F

É uma questão de longo prazo e precisa de ação. Uma ideia que me surgiu agora, por exemplo, o Brasil é um país gigantesco, continental, com milhares de clubes, com categorias de base por aí. A gente chega aqui na Copa São Paulo, tem 100 clubes jogando, né? É difícil você trabalhar com todos esses clubes, no sentido de você, enquanto CBF, tentar ajudar a desenvolver jogadores de outras posições. Porque a categoria de base no Brasil, ela é uma fábrica para exportar jogadores.

E os jogadores brasileiros que têm valor no mercado, quase todos eles são pontas. Então você, na categoria de base dos clubes, se o cara aparece jogando pelo meio, você leva ele para ponta para poder vender ele como ponta.

?Voz C

São jogadores caros, inclusive.

?Voz B

São jogadores caros.

?Voz F

Então os clubes, não só os clubes tradicionais, como os empresários, que existem muitos por aí, trabalham para formar pontas. E você tem um ou outro zagueiro e tal, mas não tem mais lateral e você não tem jogador de meio-campo e nem centroavante. Tem uma carência nessas posições.

?Voz C

Isso vai aparecer, aposto.

?Voz F

É, pode ser que sim, pode ser que não. Não acontecerá se você não fizer um trabalho para desenvolver esses jogadores. E aí talvez fosse interessante usar as categorias de base da seleção para isso. Já que você tem Sub-15, pega Sub-15, ao invés de reunir para uma competição e parar, não, vem cá, vamos ficar aqui 2 meses com jogadores da Sub-15. E aí a CBF aplicar ali uma proposta de construção de ideia de futebol nesses jogadores que vai complementar o que eles têm no clube, sabe? Sub-15, Sub-17, Sub-20.

?Voz D

Que você acha que os clubes não se oporiam a isso, né?

?Voz F

Nessas faixas sub-15, sub-17, eles não têm muito, não são usados no time principal.

?Voz D

E na verdade, para vender também, exatamente. Na verdade, para o clube valoriza.

?Voz F

Se você consegue nessas faixas etárias desenvolver outras valências nesses jogadores, além daquele básico que os clubes já dão, de repente você já consegue dali começar a moldar uma outra maneira de jogar que valorize as posições que são carentes hoje.

?Voz B

Vamos lá, Marra.

MMMário Marra

Então, eu penso que é muito, muito difícil o panorama, especialmente porque pensando em 4 anos, né, pensando em 2030, não sei, 28 anos, é um peso para muitos jogadores que hoje não têm sido convocados. Então eu acho que pelo menos durante um bom tempo de— meu irmão, a gente não sabe se vai ter eliminatórias, né— um bom tempo de competições Locais aqui, aqui não, aí na América do Sul, é importante que tenha algumas, alguns outros jogadores que podem passar experiência.

Mas ontem, terminando o Linha Mota, o William comentou sobre isso, falou que a gente ia falar sobre isso, sobre uma mudança na seleção brasileira e tentar trazer dados, tentar trazer uma luz sobre isso, né? E eu fui para o quarto aqui no hotel e comecei a buscar nomes de Campeonato Brasileiro. Não tô propondo uma revolução, foi apenas para tentar dar uma olhada, né, e tentar entender melhor o panorama. Sim, o Paulinho tem 25 anos, gente.

Paulinho, ex-Atlético, ex-Vasco e atual jogador do Palmeiras. É claro que ele precisa de uma condição física, é claro que ele precisa ter uma boa condição clínica, mas Paulinho tem 25 anos. Eu acho que esse é um, assim, tem jogador que tá aqui que tá aqui, não, que tá aí no futebol brasileiro, que tá, que tá jogando. E que Marcos Antônio não oferece algo diferente, também precisa ter saúde. Breno Bidon não oferece algo diferente, precisa ter saúde.

Eu não tô falando de jogadores como Pedro, que já tem 29, como Matheus Pereira, que já tem 30, mas eu anotei sobre eles também. Então assim, são jogadores que devem estar em algum radar. Mas eu acho que é muito importante ter um apoio, o apoio talvez do Marquinhos durante um tempo, o apoio do, obviamente, o apoio do Vinícius Júnior, talvez o apoio do Paquetá, né? Esse eu tô dando nomes porque senão o peso é muito grande. E outra coisa, se a Argentina for de novo campeã do mundo, esses caras vão sentir, os novos vão sentir muito mais ainda porque o terreno é muito mais hostil.

Porque a comparação é imediata. Mas tem muita gente. E de novo quero repetir o que falamos ontem, esses dias: a comissão técnica da Seleção Brasileira fez uma declaração claríssima: não confia nos jovens goleiros do futebol brasileiro. Porque convocou 3 goleiros que estiveram na última Copa, não teve ninguém nem para ganhar uma experiência. E não tô falando que é uma necessidade que tenha alguém para ganhar experiência, mas se não convocou de jeito nenhum é uma declaração de que falta confiança.

?Voz B

É, e o Alisson teria 37, tem 33, né?

?Voz A

Assim, falando especificamente do Alisson, a questão é, ele não teve lesão na Copa, mas ele teve lesões recorrentes nos últimos anos, e isso precisa ser acompanhado, né? Porque o cara que acompanha o Liverpool sabe que isso foi um problema, e ele tá entrando no último ano de contrato lá, inclusive.

?Voz B

A gente tem uma reta final que a gente vai para o YouTube já já. Fala, fala, Mar.

MMMário Marra

Um jogador que eu esqueci de falar, que eu acho que é importante que a gente conviva no futebol brasileiro, é o Martinelli também, né? É o outro jovem jogador do futebol brasileiro que acho que seria uma cara diferente, com uma proposta diferente de meio-campo do lado de Breno Bidon, do lado de—

?Voz B

é impressionante, né? O Martinelli tem 20, ele tem 28, não, não, ele tem 24, né?

?Voz F

Martinelli do Fluminense, mas eu tava olhando aqui o Gabriel Martinelli.

?Voz B

Ele é mais novo do que eu imaginava. Ele vai ter 28 na próxima Copa. Engraçado, achei que ele tinha um— não que ele fosse velho, mas eu achei que ele tinha uns 26, 27 agora.

?Voz F

Ele apareceu muito jovem no time do Fluminense. A questão do Martinelli do Fluminense, ela se assemelha, por exemplo, a do André, que era o cara. O André estava à frente do Martinelli no Fluminense do Diniz, e ele foi para a Europa e não conseguiu deslanchar, né? Ele tinha tempo de jogo, ele sabia cadenciar, ele tinha uma potência muito grande para voltar e marcar, mas também é para virar zagueiro. Ele foi para Europa, não que ele tenha jogado mal na Europa, mas o time dele foi rebaixado.

?Voz A

Ele com João Gomes, outro volante que agora deve ir para o Atlético de Madrid. Tem alguns movimentos para a gente acompanhar, tá? É Ederson e André Santos indo para o Manchester United, né? Vamos trabalhar.

?Voz F

São todos jogadores que a gente esperava que talvez pudessem estar nessa Copa e não aconteceram até agora.

?Voz C

Por exemplo, o jogador que pode desenvolver, hoje não tem estágio de seleção, mas não desenvolve exatamente por causa das características do futebol brasileiro aqui dentro, é o Breno Bidon. Se o Bidon jogasse mais centralizado, quase como meia, muito potencial, com quase como meia, a bola passasse mais. Mas aqui tem a velha história, técnico entra todo jogo pressionado, o time joga para ganhar de 1 a 0, o calendário destrói o jogador, etc.

?Voz D

E o jogador não desenvolve como pode, mesmo num time que não tem pontas, né, como é o Corinthians. Quer dizer, isso é uma loucura. Quer dizer, mesmo num time que peca pela falta de jogadores pelas beiradas, o meia acaba não sendo meia assim. Ele, ou ele é pouco meia como poderia ser. De fato, você não tem muito essa figura, né, nos times.

?Voz C

E o meia mais cultuado e melhor meia que joga no Brasil joga no Flamengo Uruguaio.

?Voz D

É, exato.

?Voz B

Vamos fazer o seguinte, eu vou dar um abraço no Mar. A gente tá na reta final do Linha de Passe, vem o Esporte Centro, mas a gente segue no YouTube.

?Voz C

Uma missão, o Rod Mateus continua com a gente.

?Voz F

Ah, maravilha!

?Voz B

Eu sei que o Má adora a versão digital de Mário Má. A gente vai ter o YouTube seguindo, o debate que a gente vai carregar para lá é esse. Mas agora indo para o setor, assim, pegando que a gente falou aqui, eu já vou lançar a pergunta aqui na TV para a gente continuar no YouTube, que é: Gol ou Mayuca? Onde o sinal é amarelo nessa renovação? Pessoal, para vocês não mandar tchau, o dono do YouTube Tá bom, mas para vocês, vem um grande abraço, pessoal brasileiro.

Mas se você tiver com aquela preguicinha boa e quer ficar no Esporte Center, vai também acompanhando também. Tchau, tchau, pessoal! Boa noite, YouTube! Seguimos.

?Voz A

O Biner é TikTok, não?

?Voz D

Ah, o Biner é TikTok.

?Voz B

Chegamos agora no YouTube, sempre esse silencinho até o Felipe Silvani falar. Vamos colocar, vamos colocar a arte. Essa arte a gente já postou, o pessoal do digital já colocou no Instagram, que é a idade dos jogadores na próxima Copa. Deixa eu pegar aqui, deixa eu pegar aqui que o Silvani me mandou para dar uma lida. Vamos lá, por idade na próxima Copa. Ó, que bacana ali no telão para facilitar para vocês. Mas vamos lá, Alisson 37 anos, Ederson 36, 42 o Everton, Pera aí, aqui tá meio, não enxergo nada.

Casemiro, 38. 33, eu não enxergo ali. Quem que tá ali? O Bremer, 38. Danilo, de longe eu tenho que ver de óculos.

?Voz F

Douglas Santos, 36.

?Voz B

O Douglas Santos é que me assustou, eu achava ele mais, um pouco mais novo. Ele fez uma boa Copa, podia resolver um pouquinho.

?Voz C

Tudo isso, a idade dos jogadores, próximo a Copa.

?Voz B

Léo Pereira, 34. 34, Marquinhos 36, 31, quem que tá ali? Não, 32 o Bruno Guimarães. Eu pulei alguém, é o Ibanez, pulei Ibanez. 39 Alexandre, ali agora vai atrás da câmera. Vamos lá, Danilo 29, 36 Fabinho, 32 Paquetá, 30 o Ederson, 23 Hendrik, 28 Gabriel Martinelli, 29 o Igor Thiago, ou seja, o Igor Thiago tem 25, 28 Luiz Henrique, 31 o Matheus Cunha, 38 Neymar, com Rafinha 33, 23 o Rayan, 29 o Vini Júnior. Vamos lá, antes do que eu falei na televisão para encerrar dos setores, tem bastante gente que vai estar novo, hein, gente.

Vamos combinar que o Brasil está longe de ser uma seleção velha. Ele tem algumas peças-chave com alguma idade.

?Voz F

Olhando para essa tela É destacar que essa Copa do Mundo agora viu subir a média de idade dos jogadores titulares no geral da Copa. E aí você tem veteranos em grande fase como Modrić, como Cristiano Ronaldo, como Messi, que possibilitaram essa média de idade em outras seleções também.

?Voz A

É por isso que eu tô falando assim, hoje a gente tem que ter muito cuidado a falar, esse cara vai ter 30 e tantos, ele não vai ter condição. Vamos ver, sim, vamos ver a condição que eles vão estar. É claro que você vai privilegiar os mais jovens. É claro que eu tenho dificuldade de ver o Fabinho, por exemplo, ou Danilo Alexandre. Esse eu não imagino. E acho que num primeiro momento você não vai, não deve contar com eles. O Neymar, eu acho que nem ele vai ter a intenção nem a motivação para estar lá.

Eu sinceramente tenho dúvida se ele ainda vai ser jogador profissional em 2030. Eu, se eu tivesse que dar um palpite, eu diria que não. Mas, mas, cara, assim, o Rafinha com 33, eu imagino que o Rafinha com 33 anos ainda vai ter um ótimo nível para estar em seleção brasileira. De resto, assim, a gente tem certezas, cara. Você tem certeza que o Hendrik vai estar, que o Estevão vai estar, que o Rayan vai estar. Esses meninos, assim, a não ser que aconteça algo, algo muito ruim em termos de lesão e tal, esses caras, Rodrigo, Vini Júnior, os caras vão estar.

?Voz F

Então, se tiver inteiro, é esses mais jovens aí tem todo esse potencial. Os que estão passando de 30, 32 anos ali vai depender muito do desempenho deles daqui até lá.

?Voz D

E alguns a gente olha e sabe dizer que não deve rolar, outros a gente tem que esperar, como disse o Léo. Acho que a questão é essa. Mas eu acho, o que eu acho interessante para a seleção brasileira é que ela parte bem olhando para daqui a 4 anos, ela parte bem. Ela parte bem, ela parte bem, porque você tem de onde trabalhar. Quando você fala em Estevão, Rayan, Hendrik, partindo desses 3, você já tá, você já tá partindo bem, né?

?Voz F

Quer dizer, você já tem, eu acho, eu discordo, eu acho ainda muito limitado, muito limitado.

?Voz D

O quê? Geral, que a gente não precisa de 2, 3 jogadores, a gente precisa, não, mas não é, mas eu acho 6, não, mas você tem, você tem zagueiros muito bons gols, você tem zagueiros muito bons, zagueiros de alto nível, você tem bons atacantes. Acho que sim, nós estamos falando daqui a 4 anos. A questão, ela é hoje uma questão do pontal, das laterais e do meio-campo, como a gente fala há tanto tempo.

?Voz C

E como lidar com esse jejum, porque tá pesado demais.

MMMário Marra

Isso pesa, hein?

?Voz C

Tá pesado demais.

?Voz A

28 anos, né?

?Voz C

Pesado demais assim.

?Voz F

Já, já, sinceramente, eu acho que a gente gente precisa entender o futebol de uma nova ótica. Já falei isso aqui ao longo da Copa do Mundo, tirar esse peso não vai ser fácil, mas educar a população para que—

?Voz A

eu não tenho essa esperança.

?Voz F

O passado é o passado, o que passou passou, a realidade é outra. Não somos mais disso. Não, acho que todo mundo sabe disso, todo mundo que vive o futebol no dia a dia com olhar mais crítico. A maior parte da população vai continuar cobrando, exigindo vitórias, goleadas, e nós não temos material humano para isso.

?Voz D

Deixa eu fazer uma pergunta para o Eugênio. Eu concordo que a gente não temos material humano.

?Voz B

Eu concordo com o Eugênio que tem uma distância.

?Voz A

A maior parte da população não tem senso crítico para futebol.

?Voz F

Sacanagem, cara.

?Voz B

Mas eu concordo que se a gente olha para esse telão e imagina daqui 4 anos, existe uma distância muito grande para o futebol apresentado, por exemplo, para a França. Quando você olha pros outros quartos-finalistas, você acha que tem uma diferença abissal pra França e pra Espanha? Pros outros, abissal assim, de não dá pra chegar?

?Voz F

Você acha que o elenco brasileiro é pior que o argentino?

?Voz A

Eu não acho.

?Voz C

Eu acho que o mental argentino dá de 50 a 0 no brasileiro.

?Voz B

Eu acho que o núcleo de trabalho deles é ruim.

?Voz A

Eu acho que tira o Messi, o elenco brasileiro é melhor.

?Voz D

Eu também acho.

?Voz C

Só que o mental argentino...

?Voz F

A questão toda é essa assim. É um jogador que tem um peso gigantesco.

?Voz D

Ah, é, é o Messi.

?Voz F

Tem um peso gigantesco.

?Voz A

Ninguém chega perto do que ele tem de peso. Se amanhã o Messi se aposenta amanhã, Quem vai ter material humano melhor, Brasil ou Argentina? Eu acho que o Brasil.

?Voz D

Eu também.

?Voz F

Eu também não sei. Eu acho que hoje, sinceramente, você tem hoje vários jogadores da Argentina de alto nível do meio para frente. É claro que o Messi é o Messi, ele é um extraterrestre. Mas, gente, o Brasil não teve time para encarar a Noruega.

?Voz A

Pera aí, Eugênio, o Brasil jogou melhor que a Noruega.

?Voz D

Não é verdade que não.

?Voz F

Deixa eu te entender, eu não concordo. Quais jogadores da Noruega seriam titulares? Se você abre mão de jogar um futebol que é o futebol conhecido pelo Brasil, reconhecendo a sua fragilidade, entrega a bola para Noruega, você entende que não tem o time para disputar a Copa do Mundo.

?Voz D

É isso, isso eu discordo, Eugênio, porque eu acho que assim, é escolher esta maneira de jogar não é reconhecer a sua fragilidade, eu acho que é também reconhecer onde tá sua principal força ofensiva. E aí entra no que o Bebel tá falando. Eu vou para coletiva do A gente tem, a gente tem Vinícius Júnior, a gente tem Rayan, a gente tem Estevão, que machucou infelizmente, a gente tem Rafinha, a gente tem Endrick, Rodrigo, Martinelli.

Isso é falta de qualidade no ataque? Claro que agora tá todo mundo falando que todos esses caras são uma porcaria, é tudo um lixo, é tudo. Agora, esses caras são protagonistas, alguns são protagonistas. Ué, o Vinícius Júnior tava brigando por mim, o Rafinha tava brigando por melhor do mundo.

?Voz F

Recentemente, só o Vinícius é protagonista, só o Vinícius. Ok, mas assim, tirando a França, da Espanha, só o Lamini é protagonista, que não tá no nível do Mbappé, por exemplo, ou do Haaland. Ele tá com outras características, mas o desempenho dele é inferior. Eu acho muito limitado. E sobre a escolha do Brasil no jogo com a Noruega, o Ancelotti, ele Ficou desviando, desviando, mas ele falou claramente que ele falou que não dava para marcar alto porque a transição era muito forte, que ele teve que baixar o time.

?Voz A

Ok, mas assim, se ele tentar jogar, ele ia tomar um varejo. Até a pausa para hidratação do segundo tempo, o Brasil tinha tido as melhores chances, mas não teve força para concluir essas chances.

?Voz C

Entrou em mata-mata, aí matou o time, gente.

?Voz B

E daí tem as substituições. Substituição.

?Voz F

Diga aí, Marra.

MMMário Marra

Não, não, é que às vezes eu não consigo entender, mas não, mas só preciso polêmica, só preciso assim deixar. A gente precisa lembrar que o Ancelotti tinha 15 jogos, né, 16, né, no jogo contra Noruega. Ele vai ter 4 anos, né. A observação do futebol brasileiro é completamente diferente. Eu acho que tem que ter o contexto, tem que ter o cenário nisso. Senão assim, ali vai ser realmente um absurdo, pensando em história do futebol brasileiro.

Mas ali era uma situação que ele chegou, 15 jogos, 16 jogos, precisa resolver isso aqui. Eu entendo que uma preparação de 4 anos vai exigir um sobrevoo maior e vai exigir ele montar um time diferente.

?Voz B

Turma, indo para fragilidades, ou assim, as maiores dificuldades? Eu vou, eu falei no ensinamento, na parte no linear, meio-campo e goleiro. Acho que precisamos acrescentar laterais, né? Porque eu tava pensando em setor defensivo e acho que zagueiros não temos problema, assim, não, aparentemente não temos problemas. Laterais temos há um bom tempo. O que vocês acham mais complexo de resolver?

?Voz C

O meio-campo, é o meio, por ele ser até mais determinante pro jogo coletivo. Porque assim, vamos supor que o Brasil desenvolva um goleiro um pouco, vamos supor que o Carlos Miguel chegue em outro nível, outro goleiro assim, o que é possível?

?Voz D

É um que você precisa.

?Voz C

É isso, é isso.

?Voz D

A verdade é isso, você precisa de um.

?Voz C

É isso. Não vai ter Cafu e Roberto Carlos, tá? Não vai ter, vamos ser realistas. Aliás, nunca ninguém teve Cafu e Roberto Carlos a não ser o Brasil, dois desse nível ao mesmo tempo. Você pode hoje em dia jogar com os zagueiros abertos pelo lado. Isso você ensina jogadores a marcar, você usa a força física, você desenvolve isso. O grande problema para mim é ter jogadores com capacidade de controle e de pensar o jogo no meio-campo.

Esse para mim é o que o Brasil não tem, e é o que se o técnico tiver pode dar ele diferentes maneiras de mudar o jogo de acordo com o adversário. Porque o Brasil, como tem muitos atacantes de qualidade pelo lado, o técnico fica sempre dependente de uma, duas, três ideias ali dentro de uma ideia muito parecida, que é esse jogo de transição rápida.

?Voz A

Eu acho que tem, eu acho que tem laterais, laterais que são válidos. O Wanderson que se machucou, mas para mim é um jogador com 25 anos, tem condição. O Wesley para mim é titular. O Kaique Bruno que acabou de ir para Itália agora, muito, muito bom jogador. Eu acho que tem que estar no grupo. Assim, existem os jogadores, sim, existem. Podem não ser Cafu e Roberto Carlos de fato. Luciano Juba, como o Márcio citou também, quer dizer, Agora é colocar para jogar.

?Voz B

E outro, Douglas provou que você não precisa ser gênio para fazer uma boa Copa.

?Voz A

Até porque o Douglas fez uma Copa super digna e ele é um que tem que seguir.

?Voz D

E até porque, como a principal força do Brasil está, e me parece continuará estando, é o que o Bidner falou: você tem os jogadores agudos, você tem os caras para agredir pelo lado, os atacantes, né? Como hoje a gente não tem meia e a gente tem muito ponta, você também não precisa ter o lateral que vai ser, né, um exímio atacante, chegar o tempo certo. Mas não precisa, é melhor se tiver. E eu acho que o Wesley faz isso muito bem.

?Voz A

Wesley faz isso muito bem, inclusive contra a Noruega, fez um jogo impecável.

?Voz D

Então, porque, e é isso, porque não precisa ser brilhante. Então eu tô de acordo com o Biner. Acho que olhando também para o que a gente tem de bom hoje, você não precisa ter os laterais tão ofensivos, tão agressivos. A questão maior é o meio-campo. E acho que quando ele leva o Paquetá, e tanta gente reclamou dele levar o Paquetá, Paquetá, ele leva o Paquetá porque no fim das contas é o cara que mais se assemelha a isso que falta, né?

?Voz C

Alguma cadência ao jogo em algum momento.

?Voz A

Quer dizer, ele é o cara que a gente até subestimou o peso do desfalque dele, né?

?Voz D

Eu acho que a gente subestima. Então aí entra um pouco nessa coisa de cenário de terra arrasada. A gente subestima todos os desfalques, né? Claro que o Estevão, todo mundo fala que fez muita falta, mas se você tirar o Estevão Você vai ver um monte de gente dizendo, ai, que alívio que o Rafinha machucou, que alívio que o Rodrigo machucou, que alívio que o Wesley machucou, que o Militão tá jogando. Acho que o Militão e o Estevão são poupados dessas análises.

De resto, tem um monte de gente que diz que foi um livramento, que foi muita sorte para o Ancelotti ter perdido.

?Voz C

Cara, eu não acredito.

?Voz A

Imagina você ter o Rafinha num jogo em que o Ryan tava tão inspirado. Você preferia ter o Rafinha ou ter o Neymar?

?Voz B

Deixa eu fazer uma pergunta. Sobre a questão do meio-campo, o Eugênio trouxe aquela questão da base. A gente tem um cenário que a gente pode chegar na Copa de 2030 com muitos protagonistas pelas pontas, em que você não vai conseguir inclusive acomodar todos num time titular. Algum desses poderia, no início de ciclo na seleção, ser tratado como esse meia?

?Voz A

Cara, meia não sei. Mas atacante centralizado, Rodrigo Estevão, um pouco. Então, mas o próprio Vini, no primeiro momento, na formação inicial, né, o Ancelotti falava para o Vini: vem mais para dentro, vem mais para dentro, vem jogar mais perto. Isso dentro do Real Madrid, ele fala: vem mais para dentro que você vai fazer mais gol. Ele não precisa ser exatamente um 9, mas gostar de jogar mais perto da área, gostar mais de fazer gol.

Isso é uma coisa que ele mudou muito desde que ele começou a trabalhar com o Ancelotti.

?Voz D

Para mim, o Vini não tem a qualidade do passe diferente, quer dizer, ele tem um problema, melhorou muito na questão da tomada de decisão, mas acho que de parar o jogo, né, Jean?

MMMário Marra

É isso, e de parar o jogo e tal, ele vai acelerar.

?Voz D

É isso, perfeito. A característica dele é essa, de aceleração.

?Voz F

Os caras são atacantes, é diferente de meio-campo. E esse meio-campo que a gente não tem o cara que temporiza o jogo, que gira, que acha um passe, que pera aí, agora não, agora vou, que seja um Olise, cara. Não tem esses caras, cara, que tem essa, é mais agressivo, mas ainda é um meio-campista. Mas por exemplo, não é um Rodri, não é um Merino, não é um Pedri. A gente precisa desse tipo de cara para poder, quando for necessário, cadenciar o jogo e controlar o jogo a partir da posse de bola.

?Voz A

Oferece os atacantes, desenvolver esse Desenvolver esse cara tem que ter primeiro conhecimento de quem treina, conhecimento de quem treina, e eu sinto que falta isso, paciência, né? E em time que o técnico tá para cair, desenvolver um Rodri é difícil.

?Voz B

Diga, diga, Marra.

MMMário Marra

Então, nessa função aí, assim, não dá para comparar, tá, gente? O Rodri é diferente. Mas a gente, quando tava falando aqui, colocando as idades de Fabinho e de Casemiro, um Casemiro titular, Fabinho reserva, foram na última Copa, né? A gente chega à conclusão que é difícil olhar para 4 anos e que os dois vão estar aí.

?Voz C

Pode aparecer um problema para o jogador brasileiro.

MMMário Marra

Então tem um jogador no futebol brasileiro que tem jogado num time que vence campeonatos ano sim, ano também, e que foi buscar o espaço dele, que tem jogado todos os jogos, por exemplo, do Campeonato Brasileiro, todos os jogos, por exemplo, de Libertadores, que é o Everton Eu entendo que esse jogador vai já já tá no radar porque é um jogador muito jovem. Ah, mas ele precisa desenvolver. Sim, ele precisa desenvolver, ele é muito jovem, só que é preciso ter paciência para desenvolver.

Se ele errar no primeiro jogo, se o campo começar a ficar quente e ele tiver dificuldade, é preciso ter paciência.

?Voz F

É tudo que não tem no futebol brasileiro, paciência.

?Voz D

Mas também tem vários caras que acho que poderiam de alguma maneira E tudo bem, por mais que sejam mais volantes, eram volantes com uma qualidade técnica para de repente serem adiantados num determinado momento. Os caras que o Eugênio tava citando e que a gente viu jogarem no futebol europeu mesmo, que depois não se firmaram. Quer dizer, eu não sei, eu acho que esse problema do meia, se a gente vai chegar à conclusão de que a gente precisa do meia, esse não é um problema facilmente solucionado.

?Voz C

Sabe, você tá aqui, Matheus Pereira vai ter 34.

?Voz F

Olha, pega esses caras todos, vão jogar no futebol espanhol, se possível no Barcelona, dá um jeito de encaixar isso.

?Voz B

Essa é uma ideia, mas deixa eu trazer um. Eu adoro estar aqui no Linha, ouvir vocês, que eu vou ouvindo e matutando. O Bruno Guimarães teve uma Copa considerada muito boa, falaram depois, no sentido inclusive de chegada em área, com assistência, com finalização. Então e tudo mais. Eu entendo que quando a gente tá discutindo meia, a gente tá pensando nesse 10, não o 10 dos anos 80, mas um 10 tipo Odegaard e tal. Dá para ter um bom meio de campo com 3 8 como Bruno Guimarães? Vocês entenderam? No lugar do Casemiro vem um cara como Bruno Guimarães.

?Voz D

Quero que o Ancelotti tentou fazer com Martinelli, né? E o Ancelotti, eu acho que quando ele tenta fazer isso com Martinelli, ele tá justamente tentando não pegar um volante para transformar em meia, mas pegar um atacante para transformar em meia, que teoricamente vai te trazer mais qualidade com a bola nos pés. Quer dizer, se você conseguir transformar esse cara em meia— mas de novo, ele tentou. Eu acho que a explicação e a entrevista dele a respeito de por que ele queria tentar no Martinelli um 8 é muito boa.

Na teoria, tudo muito bom. Agora, não é um negócio que você vai conseguir na seleção brasileira fazer durante durante uma Copa. Exato, porque você precisa torcer para que algum técnico desses jogadores nos seus clubes tente fazer isso com eles.

?Voz A

A notícia do dia é que o Bruno Guimarães queria jogar com o Odegaard no Arsenal, né? O Newcastle acabou de vender o Tonali, vai vender mais um, né? Mas a notícia do dia, né, pro Tottenham, é, mas a notícia do dia foi essa, de que ele quer ir, né? Então vamos ver o que vai acontecer, mas seria até interessante ele, ele quer ele iria para um time de ponta, o atual campeão, times mais fortes do mundo hoje, e meio-campo que já é bem disputado.

Mas o Arsenal acho que não contrataria o Bruno para disputar a posição, né? Hoje ele é um dos meio-campistas mais respeitados da Inglaterra, assim, não chegaria para ser mais um no time. Mas assim, eu entendo o seu ponto, assim, já que você não tem esse jogador. O Odegaard, por exemplo, é jogador que a gente não tem. O Odegaard deu ele acertou 101 passes contra o Brasil, 101. E os únicos que ele errou foram escanteios, que aí não é passe que ele tá lá atrás, né, incisivo, é distribuindo, é achando o passe, achando, quebrando linha.

Então assim, é um jogador absurdo e de fato é um perfil que não tem assim. Mas é o que, voltando para quando o André tava aqui, quando o Calçadinho tava aqui, que a gente discutiu no dia, esses são processos de ciclos, no plural, né? Então assim, o argumento do Eugênio de que isso tem que ser feito na base, isso é fato. Agora a gente tem que só torcer para achar para a próxima Copa, a gente tem que torcer para achar, porque ele já nasceu, já tá aí, né? Já estão aí jogando.

?Voz D

Ou torcer para que algum jogador seja dentro do que você tá falando, né? E pode ser um volante que é colocado para jogar mais à frente, pode ser um atacante que é colocado para jogar mais atrás.

?Voz A

Não tem tempo dele transformar mais.

?Voz B

É isso, mas também ter o rabo de algum técnico fazer isso num clube.

?Voz D

Exatamente, se algum técnico resolver fazer isso no seu clube e achar, exato. E aí beleza, então pode ser, quer dizer, foi aleatório, não é isso? Eu não acho que o Ederson tem essa capacidade toda, mas ele pode, ele é mais físico, mas pode se tornar um jogador importante na linha do que você tá falando, dos 3 oitos ali, né? Porque o Bruno não fez uma grande Copa nesse Até porque se você pegar, né, assim, a gente fala, tudo bem, o Modrić é um meia-meia de fato, mas se você pegar o meio-campo que fez o que fez com o Ancelotti no Real Madrid, é isso assim, é, você tem caras que são, mesmo problema, vocês vão voltar para o meio-campo daquele meio-campo da Croácia que tinha Brozović, Kovacic, Modrić, era um meio-campo muito semelhante a esse que você tá falando.

?Voz A

É isso, exato, com essa característica.

?Voz D

Modric, e acho que assim, mesmo hoje com a idade que ele tem, ele tá lá marcando, tá pegando o tempo todo.

?Voz B

Então assim, cara, é, ó, na reta final do programa a gente vai fazer um check ou não check, um cara a cara ali de quem vocês acham que fica. Mas só para dar uma pergunta perigosa, porque pode embalar, porque pode embalar. Mas começando com uma pergunta que eu vou falar, é difícil responder em 4 anos, porque hoje, por isso começa Jogador, eu vou começar com o Mar. O jogador que tem mais projeção e destaque, nem sei se debateram aquela hora, do que nem o Haaland na Noruega, é o Vini Júnior.

Mas quando vocês olham no ciclo, pensando no que vocês acreditam, não é um exercício de futurologia, é um exercício de preferência, é um exercício de preferência. Quem você olha com potencial de nessa transição virar o destaque, a cara da seleção brasileira?

?Voz C

Não, para com isso.

?Voz B

Não, para você eu posso pular, mas para o Mar ele não vai ter solução. Mas quem?

MMMário Marra

Vinícius é o Vinícius, pode ser o cara da seleção. Mas assim, eu acho que o Estevão também pode ser, eu tô entre eles.

?Voz D

É isso, eu acho que assim, até por ver o que o Estevão tava fazendo com o Estevão, era o principal jogador da seleção do Ancelotti. Eu fico muito feliz que o Vini tenha feito tudo que ele fez na seleção brasileira na Copa do Mundo, porque Eu acho que ele foi bem no fim das contas. Eu também acho, na média ele foi bem. É claro que a eliminação acaba fazendo com que as pessoas baixem a avaliação de todo mundo, e acho normal e ok que seja assim, vai baixar mesmo avaliação.

Mas eu acho que o Vini vinha fazendo uma grande Copa, o Vini conseguiu chamar o protagonismo, que era algo que todo mundo pedia. Mas se eu olhar para moral que o Ancelotti deu para o Estevão Pro fato de que o Estevão já tinha virado o artilheiro da era Carlo Ancelotti na seleção brasileira, já era talvez o principal jogador antes de se machucar, eu acho que tem muita chance do Estevão virar esse cara para a próxima Copa.

?Voz C

Eu adoro, eu adoraria que a gente começasse a pensar o jogo do ponto de vista coletivo do time. Um dos motivos que o Brasil tá nessa situação é porque ficamos muito, ficamos Eu não, muita gente ficou muito em negação com essa questão do jogo coletivo. Nós não formamos técnicos, nós não formamos técnicos. Acho que essa é a primeira vez na história que não tem um técnico brasileiro numa Copa do Mundo, nem na seleção brasileira, né?

Então eu acho que esse técnico vai aparecer, até por causa da invasão estrangeira, que em algum momento isso vai ser revertido. E eu acho que o dia que a gente entender o jogo coletivamente, a formação vai ter influência disso também. A gente vai formar outros tipos de jogadores. O problema aqui não é talento, Não é quantidade de gente querendo jogar bola, não é quantidade de gente querendo ganhar dinheiro, não é falta de amor à camisa da Seleção Brasileira, não é falta de nada disso.

E uma outra questão para mim é: nós estamos numa era, isso para mim tem muito a ver com o que foi com Neymar, onde a gente tem muitos, principalmente a galera mais jovem, eu não tenho nenhum problema com isso, eu só não sou assim, são torcedores de jogadores, não são torcedores de clubes, são torcedores de jogadores. E o que forma A ideia coletiva é você entender o que é o coletivo, jogador servir o clube ou servir a seleção, tá?

Isso não é só uma questão brasileira, é uma questão mundial, né? O Messi tem muito mais torcedores do que tem Argentina, o Cristiano muito mais do que tem Portugal, e assim por diante. Uma coisa é você admirar, adorar. Eu adoro alguns jogadores, eu admiro alguns jogadores, mas eu não vou torcer por esses jogadores quando eles estão jogando contra o time que eu gosto, contra a seleção que eu gosto. Então eu acho que a gente precisa jogar o futebol de uma outra maneira coletiva, reverenciando os ídolos, colocando os ídolos nos seus devidos lugares, mas entendendo que a camisa e a equipe estão acima dos jogadores.

Se a gente começa já a pensar quem vai ser, quem vai ser o craque, a gente começa a depositar tudo em cima de alguém. Obviamente hoje o Vini tá na frente dos outros, Estevão pode passar, até lá não sei.

?Voz B

Turma, vamos lá, por posição: Alisson, Ederson, Everton.

?Voz F

Concordo 100%, 200%.

?Voz D

Eu acho que Renovação vai ser praticamente 100% nos goleiros. 100%, eu acho que sim.

?Voz A

Eu acho que a gente tem que continuar deixando o Alisson em standby para não fazer uma renovação total, mas atento à parte física. Mas tem que, nas próximas convocações, eu acho que vale a pena fazer uma renovação total para observar, para já ampliar o leque.

?Voz B

E aí, Marra?

MMMário Marra

Eu acho também que vai ter que ser devagar, né? Acho que Fica o Alisson durante um tempo. Tem que saber se o Alisson quer também, hein? Acho que esse é um ponto. Mas tem goleiros, né? Tem Brazão, tem o Otávio no Cruzeiro, goleiro jovem. No futebol brasileiro tem goleiros, tem que renovar os 3, precisa urgentemente renovar.

?Voz F

O Alisson não foi mal nessa Copa, mas também não foi brilhante. Ele não tá entre os goleiros que se destacaram na Copa. Tivemos vários goleiros na Copa que se destacaram Muito. Ele fez bem o feijão com arroz, ele não chegou nas impossíveis como alguns chegam, como alguns estão chegando. Então eu acho que a gente precisa renovar. Ah, se tem novo, não tem, aí é a mesma coisa das outras posições carentes. Goleiro é uma posição carente, lateral é uma posição carente, meio-campo é a maior necessidade de todas, e centroavante também.

E a gente precisa trabalhar esses talentos que estão surgindo aí para que eles se potencializem e cheguem prontos numa Copa do Mundo.

?Voz B

Vamos para laterais. A gente tem ali o Danilo, o Douglas, o Danilo, o Alexandro e o Ibanez, que tá de lateral. Mas enfim, não era um lateral nenhum também. Mas você não começaria o ciclo com o Douglas?

?Voz A

Eu acho que o Douglas, no primeiro momento, ele pode se manter. Mas de resto, acho que os outros—

?Voz B

você não acha, Amaral, que o Douglas ganhou o direito de permanecer um Pelo menos até aguentar?

MMMário Marra

Acho, acho sim. Acho que ele foi bem na Copa, para surpresa de muita gente. Acho que ele é um jogador confiável. E acho também que tem outros laterais no futebol brasileiro. Citei aqui o Juba, na direita o Wesley jogaria Copa do Mundo. Acho que tem outros laterais, mas é um problema. Na Copa passada a gente falava do Arana. O Arana, depois da contusão, ele teve uma queda. Na Copa passada a gente falava do Renan O Renauld depois na Europa, ele tá custando para se estabilizar agora no futebol brasileiro.

Então assim, você começa a pensar, tem o Cuiabano, mas você começa já a ficar assim, tem, é mais difícil nas laterais, mais difícil.

?Voz D

Sempre para quem você tem também, né? Eu acho que é isso. Por isso que eu acho que só o Douglas, assim, só para deixar claro também, a gente tá falando de agora, próxima data FIFA, é isso? É, não estamos falando de Copa de 2030, porque isso tá feio de Quem você vai? Ah, tá, entendi. A próxima data FIFA é uma anterior, não é pensando em 2030.

?Voz B

Quem aí é fim de ciclo e quiser seguir na seleção?

?Voz D

Acho que Danilo já deu. Para mim, eu ficaria com Douglas só, porque eu acho que você tem outros laterais de fato que para chamar, é o que a gente já citou aqui todos eles.

?Voz B

Eu vou até agora ser mais específico, até porque o tempo urge. Marquinhos, zaga, vou de Marquinhos. Marquinhos, Magalhães, para começar, ciclo, ou ele segue?

?Voz C

Não, eu acho que ele pode ser útil na transição do ciclo.

?Voz A

Eu começaria em torno do Magalhães, mas acho que tem muito zagueiro jovem para trazer. Murilo, Beraldo, Vitor Reis, eu acho que já dá para ampliar.

?Voz B

Sim, no meio-campo, Casemiro, fim de ciclo.

?Voz A

Acho que temos que ter, e tem volante bom de fora aí. Acho que tá na hora de Andrei, tá na hora de outros jogadores da posição.

?Voz B

Tá saindo da Inglaterra, vai para os Estados Unidos e tal. Paquetá e Bruno Guimarães, para mim ficam os dois, os dois ficam. E o ataque, agora eu vou botar aqui, o ataque não tirando o Neymar, o ataque é um ataque jovem, Igor Thiago mesmo, Matheus Cunha, Vini Júnior.

?Voz D

No ataque a questão é o Neymar, né? Pelo amor de Deus, gente, pelo amor de Deus!

?Voz A

Vai matar o cara.

?Voz D

Eu duvido que vai ter um outro lá.

?Voz A

Dá uma Copa América para o Neymar.

?Voz D

Pelo amor de Deus, fim de ciclo.

?Voz B

Fim de ciclo, Eugênio.

?Voz D

Só falta, cara.

?Voz B

Há necessidade, diria nosso amigo João Guilherme. Pelo amor de Deus, já acabou.

?Voz D

Não vamos conversar.

?Voz F

Antes dessa Copa já acabou.

?Voz B

E tem alguém que independentemente da idade você não gostou do que apresentou e não é fim de ciclo, mas fundo da fila porque não agradou?

MMMário Marra

Eu acho que o Ancelotti tem, eu acho que o Ancelotti tem. Ele teve uma decepção com Igor Thiago, ele teve uma decepção, puxa, com o Luiz Henrique, né, que foi muito impressionante. Mas é Luiz Henrique, é o Luiz Henrique.

?Voz D

Sim, então foi impressionante mesmo. Agora, só que eu não gostaria de falar isso porque assim, a gente não viu, a gente não sabe o que aconteceu, quer dizer, não sei se em algum momento se isso vai vir à tona, se não vai vir à tona, mas a gente não sabe, entendeu? Então eu, pelo que eu vi o Luiz Henrique jogar com a camisa da Seleção Brasileira, eu não diria, ah, fim do ciclo, tira Luiz Henrique. O que eu sei é que ele não jogou mais.

Agora, na média, quando ele entrou e vestiu a camisa da Seleção Brasileira, na média ele foi bem, ainda que na última vez ele não teve.

?Voz A

E outro que acho que também não vai mais, o Ibães.

?Voz B

Turma, chegamos ao fim. Eu vou começar com o nosso homem, Alana. Abraço, Marra!

MMMário Marra

Prazer, Mota. Abraço a todos aí no estúdio. Já tô ouvindo a musiquinha subir.

?Voz B

Abraço, turma!

?Voz A

Aqui não, é só para você, mano.

?Voz B

É que a gente tem mais 15 minutos sem você.

?Voz D

Para a musiquinha para você, mano.

?Voz B

Tchau, Jean!

?Voz D

Valeu, valeu, Bia!

?Voz B

Valeu, Jênio! Valeu, gente! Até mais! Começa a quarta de final, a fase de quartas de final nessa quinta-feira.

?Voz D

Tchau, tchau!