Episódios de Linha de Passe

Messi dá recital nos minutos finais, Argentina tem virada apoteótica contra o Egito e avança para as quartas da Copa do Mundo - Linha de Passe

08 de julho de 20261h50min
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No Linha de Passe desta terça-feira(7), nossos comentaristas analisaram tudo sobre a virada épica da Argentina sobre o Egito nas oitavas da Copa do Mundo. A vitória nos pênaltis da Suíça com a Colômbia e a situação da Seleção Brasileira também foram assunto. Vem com a gente!

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Participantes neste episódio6
A

André Kifuri

Comentarista
E

Eugênio Leal

Comentarista
J

Jean Odi

Comentarista
L

Leonardo Bertozzi

Comentarista
M

Mário Marra

Comentarista
P

Paulo Calçade

ComentaristaJornalista
Assuntos9
  • Lionel Messi e o futuro da ArgentinaApoio incondicional · Paixão pelo clube · Rivalidade com Inglaterra
  • Rivalidade Brasil x Argentina no futebolConfiança e mentalidade · Cultura do futebol argentino · Liderança e caráter decisivo · Neymar · Vinícius Júnior
  • Pressão sobre a Seleção BrasileiraPotenciais líderes da nova geração · Influência do ambiente no desenvolvimento de jogadores · Estevão · Endrick · Vini Jr.
  • Seleção Argentina· EsportesFormação tática de Scaloni · Dependência de Messi · Limitações defensivas · Jogo pelos lados
  • Diego Maradona· EsportesComparação geracional · Percepção dos torcedores · Maradona · Lionel Messi
  • VAR e arbitragemIntervenção do VAR no gol anulado · Pênalti em Tagliafico · Perda de credibilidade da FIFA · Interpretação das regras
  • Análise do jogo do InterJogo pouco atrativo · Força defensiva · Capacidade de propor o jogo
  • Análise do Adversário· SociedadeEstilo de jogo da Suíça · Organização defensiva · Granit Xhaka · Mohamed Amine El Amraoui
  • Análise da Seleção EgípciaReclamações egípcias · Gol anulado · Salah
Transcrição348 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

E aí, fã de esportes, tudo bem? Ponto final nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. E agora há pouco a Suíça acabou passando nos pênaltis pela Colômbia. Não teremos confronto sul-americano. Podia ter Colômbia contra Argentina, podia ter Brasil contra Argentina, não vai ter nada. Podia ter rolado Uruguai e Argentina, nada disso. Só Argentina segue como sul-americana e o resto, Marrocos, equipe africana, e outras equipes, as outras 6 equipes são europeias.

A gente vai falar sobre essa próxima fase, claro, passando por essa classe, mais uma classificação épica da Argentina. Eu sei que você tá louco para falar da arbitragem, já seja, tô vendo aqui o chat, arbitrar, claro que a gente vai falar, fica tranquilinho aí. Mas antes de tudo, a gente precisa falar sobre Lionel Messi E o que essa seleção argentina fez hoje, um jogo para entrar para a história da Argentina. Pode não ser uma final de Copa do Mundo, pode não ser um confronto contra um grande europeu, mas o que aconteceu hoje é para entrar para a história.

Chegando o nosso Linha de Passe com o Paulo Calçade, com o Jean Odi, com o Leonardo Bertozzi, também com o Eugênio Leal e daqui a pouquinho já com o André Kifuri e também Mário Mar, para a gente começar falando sobre a Argentina. Sim, a classificação da Argentina para a próxima fase, vai enfrentar a Suíça. É, olha, falar uma coisa para você, é uma seleção que é atual campeã do mundo, é atual campeã da Copa América, é a campeã da Copa América anterior, ganhou aquela finalíssima também antes da última Copa do Mundo.

É uma seleção que nadou de braçada nas eliminatórias, tranquila, tá devendo nada para ninguém, assossegada, não tem fila, não tem essa toda que eu, como a seleção brasileira tinha também. E aí ela tá perdendo para o Egito por 2 a 0, 34 do segundo tempo. Você pode olhar e falar, pô, não deu, né? É, não deu, acontece, já ganhamos tudo, já tá tudo certo e tal. Pô, a gente queria ganhar, mas não deu, fizemos o máximo, tá tudo certo.

Não tem conformismo. Aí o tal do Messi, que é o artilheiro dessa Copa, que segundo maior jogador da história do futebol, Para muitos, o primeiro. Tudo bem, a gente pode discutir. Para mim, é o segundo, que faz gols em todos os jogos dessa Copa do Mundo e já vinha fazendo nos últimos da outra Copa. Cara de recordes, cara de números estratosféricos, cara que tem um dom privilegiado. Coloca a bola embaixo do braço aos 39 anos, com a seleção toda fadigada, ele fadigado, extenuados, porque vinham de uma prorrogação no jogo anterior, e falou: não, não, não, não, não.

Eu quero mais, a gente não vai ficar por aqui não. E promove uma virada absurda para cima do Egito, capitaneada por este cara que no final do jogo, com tudo que já ganhou, com que essa seleção já ganhou recentemente aí nos últimos anos, o treinador também, os caras ainda se emocionam e vivem como se fosse um título, como se fosse aquele jogo, a coisa mais importante que aconteceu na vida, é de um valor absurdo que esses caras fizeram.

O Messi, além da técnica, além de ser genial, além de ser incrível, além da competência, além do dom que ele tem, além da sorte muitas vezes que acompanha gente desse tipo, da criatividade, tudo. Hoje o Messi também mostrou que, ó, tem, viu? Tem muito, muito, muito, muito. Isso é entender o que eu quis dizer, né? É só mais uma das qualidades para esse cara que parece, né, sempre tirar uma carta da manga, alguma coisa para fazer de diferente.

E hoje mostrou também uma alma, uma entrega incrível. Boa noite, Calçade, tudo bem?

?Voz B

Boa noite.

?Voz A

Foi, a gente vai, foi épico, né?

?Voz B

Vamos dividir os temas, vamos dividir. É que a gente ainda gosta de falar de jogo, né? O jogo ainda é importante. É claro que o jogo pode ser decidido de várias maneiras, mas vamos falar do jogo. 1x2, realmente parecia, fala, o Egito tava bem guardando. O Egito começou muito cedo já a guardar esse 1x0, parecia que não ia segurar porque a Argentina tava em cima, mas o Egito faz 2x0, chegou a fazer antes até. E aí quando o Scaloni vai para as mudanças, ele coloca o Nicolás González, tira Tagliafico, tira o Depay, põe o Lautaro, ele joga a Argentina ainda mais para dentro lá da seleção egípcia, ele toma o segundo.

Foi nesse momento, quer dizer, a tua resposta vem com um balde de água gelada. E a Argentina aí, a partir disso, com 13 minutos tomando 2 a 0, ela vira para 3 a 2. O Scaloni respeitou muito o Egito. O Scaloni mexeu na seleção, ele manteve o Paredes à frente da linha defensiva, e aí manteve os 3. Ele tinha o De Paul, o Mac Allister e o Enzo Fernandes, e ainda eram 4 jogadores de meio de campo, Messi e o Julián Álvarez, que veio como titular numa talvez precaução barra antevendo o que iria acontecer.

E não é fácil, a Argentina ela não tem essa característica de velocidade, de imposição, de dribladores. Mesmo o Giuliano Simeone, que não teve espaço na Copa até agora, praticamente zero. Ele não é um jogador para um time que tá fechado, não. Jogador para um time que se abre, que quando ele tem um espaço para atacar— e Argentina percebeu que não vai encontrar muito isso na Copa do Mundo, porque a Argentina é a campeã do mundo, tem o Messi.

E eles foram, e eles foram bem. O Egito obviamente tem o mérito da Argentina, as falhas do Egito. Então eles tomaram 2 gols de cabeça, né? E tem o gol do Messi. O Messi tem uma característica, a gente vai mostrar isso ao longo do programa, que é bem legal. Você não pode mais esperar o Messi como ele jogava nos melhores momentos no Barcelona, pegando a bola lá direito e formiguinha driblando todo mundo, bola colada no pé e passa 1, 2, 3.

Ele fazia esse movimento da direita para o centro, ou ele batia para o gol com a esquerda Ou ele mandava uma bola para infiltração. Mas ele tinha duas opções: bater ou servir. Esse Messi não existe mais. Existe um Messi que é muito parecido com o que o Romário fazia quando mais velho jogava no Brasil. O Romário, ele fica— ele era o rei da segunda trave. Romário ficava ali quietinho e tal, sobra para o Romário, o Romário só guardava.

O Messi, ele fica fora do bololô. Se ele entrar nas confusões, vai mais difícil para ele, para ele aguentar o ritmo, aguentar a Copa. Ele não tem mais aquela mobilidade, mas ele conseguiu redefinir o jogo dele. Ele continua impecável porque ele continua interferindo nos resultados, no placar e na seleção. E a seleção da Argentina mostrou algo que é muito importante: você, se você tiver os melhores jogadores do mundo, mas não tiver caráter Sim, não tiver isso, né?

?Voz A

Aquilo que eu quis dizer aqui eu não falei.

?Voz B

Se você tiver também só caráter e não tiver bom jogador, você não domina uma bola, você mata no peito, ela sai do estádio. E Argentina conseguiu equilibrar. Você acredita na Argentina campeã do mundo? Não. Mas eles superaram dificuldades imensas com caráter e com Messi.

?Voz A

Exatamente. Bertozzi, é impressionante, né? Porque O Messi, você vê a Argentina dependendo do Messi. A gente tá até discutindo isso aqui, isso aqui é um ponto claro assim. Em dados momentos do jogo, você olha e fala, pô, hoje não vai dar. E assim, tá tudo bem, porque esse cara já carregou tanto, carregou tanto, carregou tanto, carregou tanto, que uma hora não dá pra, sabe, essa laranja não vai sair mais suco, não é possível. E aí o cara surpreende, espreme mais um pouco e entrega uma classificação.

?Voz B

Saiu um suco de laranja de 1 litro.

?Voz C

Incrível. Boa noite, boa noite, companheiros. Boa noite, fã de esportes. Pensa num cenário que é Argentina seria eliminada com o Messi perdendo um pênalti.

?Voz A

Sim.

?Voz C

O quarto dele em Copas e o segundo nessa.

?Voz A

Exato.

?Voz C

Nunca nenhum jogador perdeu dois pênaltis na mesma Copa. O primeiro tinha que ser ele, quer dizer, até o recorde ruim tem que ser dele.

?Voz A

A kriptonita do Super Messi é o pênalti, não tem jeito.

?Voz C

Metade dos pênaltis que ele bateu em Copa do Mundo ele errou, né? E olha que ele é o maior artilheiro de Copas com 21 gols e ele perdeu o pênalti. E não só isso, de fato, Hoje parecia um dia que ele tava sem forças mesmo. Se o jogo acabasse aos 75, além de ser contra a regra, seria um jogo ruim do Messi, porque ele não tava conseguindo fazer fluir, ele não tava conseguindo entrar no jogo, não tava conseguindo desequilibrar realmente.

Não era um bom jogo do Messi. E aí, pô, ele podia se render, porque é isso que você falou: quem vai culpar o Messi por alguma coisa? Ah, o Messi ia virar o vilão da eliminação para Argentina? Nossa, o Messi afundou a seleção porque ele perdeu um pênalti no jogo da eliminação. Não, né? O Messi, não há nada que vá diminuir o Messi para o povo argentino a essa altura do campeonato.

?Voz B

E que o faça se sentir mal, né? Nada, nada.

?Voz C

Não, ele continuou, né? É simplesmente não era um dia bom, mas ainda havia tempo. E Argentina não, ao mesmo tempo, Argentina tem essa leveza porque Vamos lembrar que 10 anos atrás ele dá aquela famosa entrevista pós-Copa América. É, parece que isso não é para mim, né, seleção? Pois é, cara, parece que não é para ser. E muitos argentinos que hoje o exaltam, que o jogam para cima e que o tratam como um semideus, são os mesmos do peito frio.

Ah, mas o Messi é espanhol. Ah, porque o Messi não nasceu para jogar pela Argentina, porque o Messi sente a camisa da seleção. E é a mesma pessoa, mas agora ele e os jogadores que estão com ele não tem o peso do mundo, esse peso que começou a sair aqui no Maracanã naquele dia de 2021 e hoje não existe mais, né? Então os caras se desdobram porque primeiro eles querem continuar juntos, porque se perdeu hoje vai cada um para sua casa e talvez aí sim seja o ocaso dessa geração, mas eles querem continuar juntos, querem continuar curtindo, eles querem continuar curtindo, eles querem continuar aproveitando a Jogar pela Argentina nessa geração é um grande barato.

Esses caras têm um prazer de estar juntos, de correr um para o outro, que assim, é isso. Futebol não é só quando a gente fala, que eu falei aqui ontem, que a gente não pode analisar só a parte técnica, tática, tem que analisar a parte do caráter, da entrega, da, né, sabe, de não olhar só para o protagonismo individual, mas olhar para o todo. É isso que a gente está falando. Né? É o time que olhou para um 2 a 0 ali e na hora que veio o primeiro gol, que sentiram o cheiro do sangue, ah, meu amigo, aí assim não vai nem ter prorrogação isso aqui, né?

Vamos matar esse jogo porque a gente tá sentindo que eles vão, que eles vão, que eles não vão aguentar, né? Não precisa ir para prorrogação porque eles não vão aguentar. E é claro que tem talento individual, né? A bola que o Lautaro meteu, não, incrível, brincadeira, centroavante que não fazia uma boa Copa do Mundo e por isso veio do banco e mete uma bola com essa precisão para o terceiro gol. Então assim, o Egito, depois a gente vai falar das reclamações do Egito, eu acho que são exageradas.

Eu acho que se você tá ganhando de 2 a 0 aos 34 do segundo tempo e perde, se você não tem condição de culpar ninguém que não seja você mesmo, né? Então assim, o Egito lutou, o Egito fez uma boa Copa, mostrou uma organização defensiva maior parte do tempo boa, e é por isso que eu acho frustrante para o Egito tomar 3 gols em tão pouco tempo.

?Voz A

Tem um goleiraço, tem um ótimo goleiro.

?Voz C

O pai dele jogou a Copa de 90, né? De família de goleiros. Então assim, que o Egito tenha se desorganizado tanto no final também me frustrou um pouco com o Egito, porque eu achei que o Egito também se desorganizou, perdeu a cabeça. A avalanche da Argentina veio e o Egito não teve a calma ali de vamos parar a bola um pouquinho, vamos tentar jogar um pouquinho, vamos tentar, sabe, nem que seja de Paraguai, é ser um pouco Paraguai.

?Voz B

O que tanto se criticou no Paraguai, que não deveria ser criticado, desorganizado, faltou para o Egito esse gol aqui.

?Voz C

Faltou malandragem, cara.

?Voz B

Ele é um gol, o time tá toda frente diante da possibilidade de jogar uma prorrogação contra um time que já tinha jogado na prorrogação e que poderia sofrer muito nela. Tudo bem, apesar das trocas, mas teria mais 30 minutos para jogar.

?Voz C

E como você falou, né, Calçadio, é desorganizado porque já tinha feito muitas trocas, então não tava equilibrado.

?Voz B

É hora de calma. Dói você tomar um empate 2 a 2, mas muito mais tomar um 3 a 0. E ali faltou um pouco de experiência, de calma, enquanto a Argentina era 100% coração, né?

?Voz A

André Kifuri, a Argentina tá se complicando num caminho que tinha sido descomplicado, né? Porque o Uruguai saiu desse lado, Portugal saiu desse lado, e a gente olhava, Cabo Verde. Aí depois, quando se apresentou o Egito, falou, Egito, Talvez lá nas quartas com uma Colômbia. Acabou que nem a Colômbia vai, né? Vai a Suíça. Mas esse caminho aqui da Argentina tá mais acessível, tá melhor. E a Argentina tá se complicando nesse caminho, mas o Messi tá descomplicando tudo. André, tudo bem?

AKAndré Kifuri

Tudo bem, William. Um abraço para vocês todos aí no estúdio, uma saudação especial aos nossos amigos e amigas que acompanham Linha de Passe ao vivo aqui em Morristown. A gente teve o prazer hoje à tarde de ver a Argentina jogar mais uma vez. E por que que eu falo sobre o prazer de ver a Argentina jogar? Porque essa, essa ópera que foi o jogo, muito bem descrita pelos companheiros durante o programa, ela tem tudo que a gente quer como espectador neutro num jogo de futebol.

E muito provavelmente é o grande jogo até agora dessa Copa do Mundo. Porque é, além de todas as reviravoltas e da possibilidade da campeã mundial ser eliminada pelo Egito, que é uma equipe que enfrentou o Brasil aí nos amistosos antes da Copa do Mundo, então tá, a gente tem a imagem do Egito, mesmo que alguém não tenha visto o Egito jogar durante a Copa, tem a imagem do Egito como time de futebol por causa do amistoso com a seleção brasileira.

E aí teve a possibilidade da eliminação dos campeões mundiais numa fase precoce, né, em relação ao que é o objetivo claro da Argentina, contra um adversário tecnicamente inferior, mas que fazia um jogo do ponto de vista estratégico muito competente. Ganhava por 1 a 0, ganhava por 2 a 0. E aí tem aquela coisa que o futebol sempre nos mostra, que já aconteceu diversas vezes, que é quando o time que não deveria estar ganhando se vê numa posição de vitória iminente, as coisas às vezes acontecem, né?

E aquela sensação que a gente tem: se a Argentina fizer um gol, ela ganha o jogo. Uma situação de 0 a 2. E foi o que aconteceu em poucos minutos. Agora, por que aconteceu? A gente pode ficar aqui conversando horas e horas e horas, talvez a gente não chegue a nenhuma conclusão absolutamente completa, mas eu acho que tudo passa por dois aspectos. O primeiro aspecto é aquilo que um time que é uma equipe de futebol no sentido mais coletivo da palavra há muito tempo acredita que pode fazer, mesmo com jogadores 4 anos mais velhos, mesmo numa situação muito difícil pela— pelo que faltava de tempo e o buraco que a Argentina tinha se encontrado.

Mesmo numa situação em que o jogo coletivo que levou a Argentina a ganhar a última Copa do Mundo ainda não tenha aparecido nessa Copa, e talvez nem apareça, mas a crença na capacidade de resolver os problemas de algum jeito, mesmo que falte muito pouco tempo, ela é permanente. E você viu essa crença no semblante dos jogadores argentinos até no pior momento do jogo com o Egito. E o segundo aspecto é que essa crença passa pela presença de um homem que não é normal.

O que o Messi faz, independentemente da idade, não é normal. Ele é um jogador que banaliza o extraordinário, e ele sempre fez isso a vida toda. Aquilo que o Messi faz e que acaba se esperando dele com a frequência que ele mesmo entrega É absolutamente anormal. Por isso que eu digo, e as pessoas às vezes não é que elas não entendam, mas elas acham que eu me engano, que eu errei a palavra, que eu usei a palavra errada. O Messi como jogador de futebol, ele é subestimado.

Ele é um dos jogadores mais subestimados do futebol porque ele continua sendo como foi a vida toda, comparado a jogadores que são muito inferiores a ele, muito inferiores a ele do ponto de vista técnico, na capacidade de tornar os outros melhores, ser um símbolo, ser um exemplo, puxar o próprio time, provocar, como faz na seleção argentina, essa teia de relações que permite que esses jogadores continuem atuando em alto nível. Então ele é incrivelmente, inacreditavelmente subestimado.

Deu mais uma prova hoje do extraterrestre que é. E se a Argentina vinha na Copa passada com uma missão, e eu falei isso aqui, né, eu sei que eu já tô me repetindo, com uma missão que era impedir que a carreira do Messi terminasse sem um título de Copa do Mundo, E agora o objetivo é o que o Léo falou, é estender a carreira do Messi, estender a participação da Argentina na Copa, continuar vivendo tudo isso, continuar acordando, indo para o treino, fazendo refeições juntos, indo, entrando no ônibus, indo para o estádio, essa comunhão com o torcedor, e dentro, dentro do campo encontrando as soluções.

Calçade falou, você acredita na Argentina como campeã do mundo? Ele disse que não, porque ele nota a diferença do futebol que a Argentina jogava no Catar e agora, e o nível da competição que a Argentina vai ter pela frente. Eu concordo plenamente com ele, mas eu me reservo um espacinho para acreditar, porque eu não sei se existe outro time que tem essa conexão, que tem essa ligação. E talvez isso seja suficiente para os argentinos em campo encontrarem as soluções em todos os jogos, de alguma maneira, por causa desse jogador, Lionel Andrés Messi.

?Voz A

Isso aí é legal, já imaginando uma reedição de uma final França e Argentina, né? Você acha que isso, isso é suficiente para equilibrar as coisas? Porque do futebol a gente vai falar também, dos jogos Se passar sufoco contra Cabo Verde, contra Egito, né, mostra que tem coisas erradas. Tomar 4 gols nesses 2 jogos e tal mostra que tem coisas erradas. Essa conexão, esse caráter e tal é suficiente para equilibrar um confronto contra a França, por exemplo? Tudo bem, Jean?

ELEugênio Leal

Tudo bem, William. Boa noite. Então, eu não sei se para equilibrar o confronto contra a França, e acho até injusto analisar a Argentina olhando para a França hoje, né, pela força que tem a seleção francesa. Mas eu vou fazer uma análise que eu nem gosto muito de fazer, no sentido de que são coisas que em geral soam oportunistas, porque a gente tá falando isso um dia depois da eliminação da seleção brasileira, 2 dias depois da eliminação da seleção brasileira.

Mas a Argentina tem muita coisa boa e muita coisa que não tem jeito, a gente inveja. Tem muita coisa para invejar nessa seleção argentina, né? É claro que existem coisas que vêm de um último título conquistado, a última Copa do Mundo, obviamente te traz uma confiança que a seleção brasileira, por exemplo, não poderia ter. Mas essa coisa do brilho, da conexão, do caráter, da coragem que esses caras têm, da crença que eles têm que eles vão buscar um resultado mesmo numa condição tão adversa, da liderança exercida pelo Messi, acho que são coisas que passam muito longe do Brasil.

Então é uma coisa que você tem ali um jogador que de alguma maneira move todo mundo, consegue mover todo mundo, porque ele não é só é um líder como ele é um ídolo dos caras, e os caras querem fazer história ao lado desse ídolo, e para fazer isso eles se matam. Então é engraçado que quando o Egito faz o segundo gol, a transmissão mostrou muitas das expressões dos caras da Argentina, e a expressão que eu via era Sim, eles estavam de alguma maneira desolados, mas tinha aquela, sabe, aquela, aquele dente cerrado, aquele vamos pegar a bola e vamos jogar, a gente acredita nisso.

Então acho que assim, esse brilho, esse caráter dos caras é algo invejável. O fato da Argentina ter conseguido, né, ter um craque que aos 39 anos se manteve em forma para jogar uma Copa do Mundo do jeito que o Messi conseguiu jogar uma Copa do Mundo. E aí, no próprio andamento do jogo, porque a Argentina faz um gol e não vai fazer palhaçada. Então você vê o Cuti Romero, ele faz o gol, ele sai que nem louco correndo para o meio-campo pedindo para o jogo recomeçar, acreditando que eles vão fazer o segundo e vão fazer o terceiro.

Então tem muita coisa ali. E vou falar até uma outra coisa que vai soar meio desagradável, mas não foi uma vez só que a gente ouviu, e não só de companheiros nossos, como o Zupac, que falou Pela primeira vez eu vi o estádio tremer. O Zupac falou isso, o Everaldo Marques hoje falou isso na transmissão da Rede Globo. Então também a torcida é uma torcida. E aí a gente pode discutir um monte de coisa, se a nossa torcida patrocinada funciona menos do que outras torcidas.

Acho que tem uma série de coisas para se discutir. Não dá para entrar nos detalhes de tudo que eu estou citando, mas é de alguma maneira triste que a gente tenha tanta coisa para invejar da Argentina hoje. Porque eu não acho que eles ganharam no sistema tático, né? O Calçadinho até falou assim, imagina um técnico do Brasil tirando o único meia que você tinha para colocar mais um volante, jogando com, abre aspas, 4 volantes. Imagina o que ia ser.

E não tem problema. Então assim, a questão não era tática, a questão não é técnica, porque não é que eles tenham no geral mais qualidade técnica que o Brasil. Eles têm um craque fenomenal, acima da média, um dos maiores do mundo. Onde a gente vai colocar o Messi? Se vai ser, né? Enfim, não vou entrar nessa questão.

?Voz A

Espero o Pirne voltar.

ELEugênio Leal

Isso, é isso. Quando ele voltar, a gente fala disso.

?Voz A

Deixa o Mbappé jogar mais uma também.

ELEugênio Leal

Você junta tudo isso e percebe quanta coisa a gente tem hoje para invejar em relação à seleção argentina. Não é oportunismo, eu não gosto de falar essas coisas assim pegando dois resultados em uma competição, mas é que é um sentimento, é uma sensação que eu já tenho de outros jogos, de outros enfrentamentos, de outras competições. É um sentimento recorrente e acho que talvez esse seja o momento para explicitar isso, porque para mim ficou muito claro a diferença de tudo que eu citei, né, no jogo do Brasil e no jogo da Argentina.

?Voz A

Muito dependente do Messi, mas como é bom depender do Messi, hein, Eugênio? Gostoso, né?

?Voz C

Tudo bem?

LBLeonardo Bertozzi

Tudo bem, William. Boa noite, boa noite, companheiros. André, Marra, que tá lá, a galera que tá em casa. Marra na próxima já chega, ou em qualquer outro em outro lugar, às vezes não tá em casa, tá vendo em outros, tá no trabalho, enfim. É esse sentimento que o Ginho fala de inveja. Eu já especifiquei aqui no dia da estreia da Argentina na Copa do Mundo, eu já fiz de discurso aqui falando da inveja e do quanto a gente olha para o Messi e enxerga nele algo que a gente gostaria de ver com a camisa do Brasil.

Aliás, tá sendo muito triste, né, acho que doloroso para aquele Pacheco brasileiro, aquele que gosta muito de Dizer que o Brasil... Até tinha uma musiquinha do movimento verde e amarelo na Copa, né? Cristiano veio passear, Messi não sei o quê, nós temos o Neymar. Que vira... Era quase uma piada pronta aquela musiquinha, né? E hoje é uma piada estabelecida. Mas a gente olha para o Messi e a gente gostaria. Então, o cara que torce para o Brasil achando aquele orgulho do brasileiro, pentacampeão do mundo, acima de tudo, e que odeia, que adora secar a Argentina, odeia as vitórias da Argentina, tá apanhando muito, tá sofrendo muito.

Convido você a apreciar o futebol acima dessa coisa de rivalidades, de olhar para o lado e não gostar do cara dali. Eu sei, por exemplo, recrimino mais uma vez o que a torcida argentina continua fazendo no aspecto de gestos racistas, de ofensas racistas. Isso acontece sempre e não tem sinal de que vai parar de acontecer. Isso é muito triste e lamentável. Porém, na parte torcida que ajuda o time, ela dá uma aula na torcida brasileira, uma aula, não só agora como já deu na Copa de 2022 e costuma dar.

A gente está sempre aí vendo os jogos e acompanhando os jogos das competições sul-americanas e ver como o espírito de apoiar, de incentivar o time acima do resultado. Eu recentemente fiz o jogo do Boca com o Cruzeiro no Mineirão. O Cruzeiro venceu o Boca. Uma hora depois do jogo, a torcida do Boca estava cantando na arquibancada do Mineirão, que tem que esperar para sair. Ficavam lá cantando, berrando, cantando. Orgulho de torcerem para o Boca, independente do resultado.

É você gostar do time para o qual você torce, independente dele naquele dia ganhar ou perder. Ter orgulho de participar parte daquilo.

ELEugênio Leal

E a torcida da Argentina, eu acho que é importante isso que você tá falando, talvez, né? E é uma coisa para se discutir, como eu disse, mas a questão da torcida especificamente, a gente sabe que a torcida argentina da seleção argentina nos estádios de Copas do Mundo é uma torcida em grande parte formada pelas torcidas dos clubes argentinos. Então é a torcida de time, é a torcida que tá acostumada a lidar com coisa, e não é uma torcida, né, que é patrocinada por uma marca ou que está O estádio não é uma novidade.

E acho que isso poderia ser uma coisa para se pensar, já que é para patrocinar a torcida, não vamos, né, vamos patrocinar os caras que façam de fato a diferença.

?Voz B

Eu acho que não rola. Mas no fundo assim, a cultura, as organizadas vão, tá bom. Qual é o percentual dos organizados, né? Duvido que tá todo mundo lá.

LBLeonardo Bertozzi

Eu acho que é mais do que isso, é uma cultura do argentino, é comunidade.

ELEugênio Leal

Melhorar um pouco.

?Voz B

Eu concordo com você, mas a Copa foi tão absurdamente cara, e isso foi feito realmente, se tentaram tirar o máximo, que você não consegue também levar todo mundo que quer ir, né? Então são alguns eleitos que podem fazer isso. Mas esse é o retrato do Brasil, né, de torcida profissional e dirigentes amadores. É um negócio assustador, mas é verdade. É tudo de cabeça para baixo o negócio, né?

?Voz C

Lá são dirigentes amadores e torcida amadora.

ELEugênio Leal

É amadora. E a torcida amadora é boa, dirigente amador assim tanto.

?Voz B

Nós estamos mais envolvidos nesse setor. Eu só queria ter um ponto, a gente está falando do Messi desde o início do programa e desde o início da Copa e ele justifica tudo isso, mas hoje olhando assim, observando fisionomia dos jogadores quando acabou. Você pegando o Messi ali, o Messi tava triturado, né? Porque, gente, as pessoas não se ligam numa coisa, né? O teu lado físico, do teu empenho físico, mas emocionalmente e mentalmente você sai destruído.

LBLeonardo Bertozzi

E o Messi, o Calçadinho, ele falou, ele deu uma entrevista Explicando o que passava na cabeça dele. Ele estava se sentindo culpado pela eliminação da Argentina porque perdeu o pênalti, bateu muito mal o pênalti. Então, na cabeça dele, ele tinha que fazer alguma coisa. Era a torcida apoiando com 2x0 contra e ele falou assim, gente, eu não posso ficar como o responsável pela eliminação.

?Voz C

No 2x1, o Cassati falou das movimentações antigas dele. Tem uma jogada que ele vai na linha de fundo, eu não lembro mais quem cabeceia, a bola que passa à esquerda ali. Mas é o Lautaro, Lautaro, que sai driblando. Eu vi, eu vi o Messi de 10 anos atrás, 15 anos atrás, aquela jogada foi assim.

?Voz B

Então, e nesse ponto, eu queria era observar o seguinte, né? Foi um 3x2 com um gol dele que empatou o jogo. Então o gol tem uma importância, né? E nada diminui o que a gente tá falando aqui. Porém, com a vitória 3x2, não foi uma vitória 90% do Messi, 80% do Messi. Foi uma vitória do time da Argentina com o Messi hoje. E você percebia isso no rosto dele, na comemoração com os companheiros. É tudo bem que os caras— ele é tão amado, idolatrado pelos companheiros, e no final do jogo ele tava fora da roda.

?Voz C

Eu tô fascinado com essa foto.

LBLeonardo Bertozzi

É como se ele foi mais alto que isso aí.

?Voz C

Olha a expressão do Nico Paz aqui, ali atrás do Dibu Martínez.

?Voz A

Isso é uma foto, isso é uma foto para quem Para que assim, pousou agora, não sabe o que aconteceu, ele fala, pô, Argentina foi campeã do mundo, cara.

?Voz B

Ele tava nesse momento, ele tava fora dessa roda. A roda existia ali, eles estavam ali, ele tá fora, e ele parece que tava bebendo lá alguma coisa, e ele entra na roda. Na hora que ele entra na roda, ele é envolvido e arremessado, né? E arremessado. Então hoje eu vejo que O Messi, ele é um alívio pro time da Argentina, ele é o cara que decide. Hoje foram os companheiros que decidiram, que deram um alívio pra ele. E você percebe isso nele e nos caras.

Então isso foi muito legal, porque assim, a gente mesmo discutiu aqui, debateu a Copa toda. Você não tem algumas posições, você não vai falar com o Molina, o Tagliafico, O Facundo Medina, são assim expoentes do futebol mundial.

?Voz A

Longe disso.

?Voz B

O Depay hoje, né, são caras mais juntos, né?

?Voz A

Completa aí, Eugênio.

ELEugênio Leal

Por causa do Messi, né?

LBLeonardo Bertozzi

Antes de você chamar o Márcio, só para encerrar assim, os sentimentos antagônicos que esse jogo me traz. Um deles é: caramba, Argentina é capaz de milagres, de venceu um jogo que tava literalmente perdido. Por outro lado, eu olho, não consigo ver esse time ganhando os jogos mais difíceis da Copa.

?Voz A

É isso, acho que todo mundo pensa isso.

LBLeonardo Bertozzi

Vai precisar de milagres em todos os jogos, porque ele costuma mais do que devia contra adversários mais fracos.

ELEugênio Leal

Só uma ressalva, Eugênio, eu acho que jogos mais difíceis da Copa, ele olhando para o que tem pela frente como caminho, e também pelo que a Inglaterra não fez, porque a Inglaterra não fez, mas a Inglaterra jogou mais Jogou mais, jogou mais, jogou mais, jogou mais, mas da maneira como ela estava jogando no primeiro tempo, ela tinha que ter. O resultado do primeiro tempo é bom.

LBLeonardo Bertozzi

Se for o Cabo Verde contra o Egito, vai sofrer contra o Egito.

ELEugênio Leal

Por esse olhar, sei o que eu tô querendo dizer. O que eu tô querendo dizer é, a gente fala, olha para este lado da chave e vai exaltar quem? A Inglaterra. Beleza, virou heroica. A vitória da Inglaterra porque ela teve um jogador expulso. Porque se não fosse por isso, o resultado do primeiro tempo da Inglaterra contra o México é enganoso também. Eu acho que hoje, numa Inglaterra e Argentina, a Inglaterra pode ser vista como favorita porque de fato a Argentina tem as suas fragilidades.

Mas o que eu quero dizer é que assim, olhar para a Copa do Mundo e dizer, ah, tem vários confrontos aí que nos jogos difíceis, mais complicados e tal, ela é muito, tá muito desfavorável a Argentina, Eu acho que isso é um jogo apenas.

?Voz A

Gente, precisa acionar o Marra, pelo amor de Deus. Deixa eu colocar o Marra na parada que ele tá lá esperando. Não, já falei, adoro quando o papo tá assim.

?Voz B

A gente faz assim, é que eu preciso colocar o Mário Marra.

?Voz A

Falou da Inglaterra, dá o Mário Marra aí, pronto. Mário Marra, seja bem-vindo ao Linha de Passe. Fique à vontade para falar desta Argentina, para falar de Lionel Messi e para saber de que testemunha ocular da história. E eu quero saber o seguinte, Mário Marra, Mário Marra, se você, se você ainda acha, assim como Eugênio, assim, está nessa pegada, caramba, essa Argentina tá entregando na base do caráter, na base da raça, na base do Messi e tal, isso tá legal de ver, mas ao mesmo tempo você também pensa, caramba, olhando um pouquinho mais para frente, não vai ser suficiente, hein? Tudo bem, Mário Marra?

MMMário Marra

Fala, William, prazer estar com você, companheiro, e também com os companheiros, com fã de esportes, pessoal do estúdio. Eu tô ainda pensando lá no início, né, quando o Calçade abriu o programa falando que também, e acompanhei o vídeo dele também nas redes sociais falando sobre isso, eu tô com essa frase na cabeça, vi que o André falou também sobre isso, é difícil projetar a Argentina campeã. E a sua pergunta gira nisso, porque, bom, primeiro que eu tô aqui ouvindo os companheiros e pensando como eu sou felizardo porque vocês falaram de coisas que viram pela televisão.

Eu tava lá, né? Eu tava vendo a emoção, tava vendo as reações, e tava vendo as reações do torcedor que tava do meu lado, do jornalista que tava do meu lado. Então realmente é um privilégio, né? E é um privilégio estar no Linha, é trazendo o conteúdo de quem tava lá, né? Quem tava acompanhando de perto e vendo as reações. Mas, William, tentando escapar um pouco do que foi falado, Pensando uma frase do Calçade, essa que eu já citei, a Argentina mostra muitas dificuldades no lado esquerdo, gente, mas muita dificuldade.

E hoje teve o Tagliafico cavando o pênalti por ali, teve uma formação diferente, mas não tinha o Almada que poderia ajudar. Apoia raramente pelo lado direito. Eu acho que como time tá muito abaixo. Mas, repetindo o slogan da Copa do Mundo do ano que vem, feminino, Copa Feminina no Brasil, vai ser épico. Se for campeão, vai ser épico. Porque é incrível como tem uma doação em torno do Messi, como tem. E hoje eu concordo com os companheiros, assim, eles precisavam entregar isso para ele, para tirar o peso dele, porque ele tira o peso dos outros, ele resolve os jogos de uma forma incrível.

E como ele fez o gol e da forma que ele saiu vibrando, isso é emocionante. Sempre precisando pontuar, é uma, era ainda o Egito, é bem abaixo, bem abaixo do que a gente pode esperar da campeã do mundo. Mas como é que tira os caras? Não tira os caras, é difícil tirar os caras. E acho também que a Suíça não vai tirar os caras, acho que vai ser mais para frente. Enquanto isso, eles vão ganhando casca, cada vez mais casca.

ELEugênio Leal

Impressionante. Sabe o que é engraçado? Porque eu acho que no fim das contas essa consciência das limitações tá muito clara para o Scaloni também. Sim, porque hoje a Argentina enfrentou o Egito, não era nem a Noruega, era o Egito, que acho que é mais fraco que a Noruega. E mesmo enfrentando o Egito, ele tira o único meia, vamos dizer assim, que ele tinha no time para colocar o Paredes. Quer dizer, ele depois de ver o que aconteceu contra Cabo Verde, de alguma maneira dá um passo atrás e fala, não, eu vou ser Paraguai aqui.

Quer dizer, claro que eu tô exagerando, porque o Paraguai jogou contra a França e tudo mais, Mas de fato eu acho que o Scaloni tá com a consciência clara sobre as suas limitações. Entendo o que o Calçade falou, que o Marra também, mas tem uma coisa: o Messi fez um jogo muito abaixo por 75 minutos. O Messi estava jogando muito abaixo. E no fim das contas, por mais que a gente possa dizer, ah, o time entregou isso para ele, se não fosse o Messi fazer uma partida brilhante nos 15 minutos finais do jogo Argentina não teria virado, porque é ele que dá assistência para o gol, é ele que faz o segundo gol, ele passa a jogar de uma hora para outra quando parecia impossível, porque ele tem 39 anos, né?

O fogo nos outros jogadores, ele despertou. E isso, obviamente, a qualidade técnica traz muito para o jogo. Talvez tenha isso que o Eugênio tá falando também. Mas o impressionante é, eu acho que a Messi-dependência hoje talvez tenha ficado até mais clara, porque nos outros jogos o Messi jogou bem quase que 90 minutos. Hoje ele tava muito abaixo por 70, 75 minutos, só que na hora que ele resolveu aparecer, os caras vieram juntos. E acho que isso vai ser essencial para a gente avançar.

?Voz B

E Egito, né? O Egito tomou 2 gols de cabeça e nós não estamos falando que o Haaland joga na Argentina, falando gols de cabeça que você percebe, não é, não é que foram achados, achados parece que você que o adversário te deu, mas o adversário mal preparado para defender esse tipo de bola. Você vai pegar uma seleção da Suíça, não é um time despreparado para defender. Outra coisa, o jogo que salvou a Argentina. Então o Scaloni nesse momento deve estar pensando assim: o que que eu posso fazer com os jogadores que eu tenho?

Porque assim, a resposta dele foi empacotar ainda mais o meio de campo. Mais um, ele tirou Almada. O Almada é um jogador de meio de campo Para frente. Ele tira o Almada e coloca um jogador em meio de campo para trás. E aí você passa a exigir de Mac Allister, de Enzo Fernandes e do Depay que também produzam, não só marquem, porque senão é Messi e Lautaro. E o Messi não é o jogador para ficar do lado do Lautaro dentro da área. Ele é um jogador, ele é do seleção da Suíça, tudo isso pra gente.

Ou Lautaro, quando tá jogando, ele é um companheiro que não pode ficar livre, ele é um companheiro que tem que estar numa zona de entendimento do jogo para sair um passe. Senão ele fica parado recebendo a bola e ele não vai jogar no meio da confusão.

ELEugênio Leal

Talvez ele tenha apostado muito, né, Calçadinho, no fato de que— e isso acho que é indiscutível— a gente pode chamar de 4 volantes, pode, mas todos com muita qualidade, que sabem jogar. Mas é diferente de um meia ofensiva.

?Voz C

Desculpa rapidinho, quando esse time tem a bola, o adversário tá fechadinho, tá em bloco baixo. Imagina, enfrentou isso várias vezes, não tem jogo pelo lado. Você pode achar lindo o futebol associativo, ai, que os jogadores se comunicam, se entendem por dentro, sabe?

AKAndré Kifuri

Não tem jogo.

?Voz B

Você já dá o seu adversário o seguinte: dificilmente a Argentina vai fazer uma jogada em que a bola vai no lado do campo ser trabalhada para aquela entrada e aquela batida do fundo do campo, aquela para marca do pênalti, que quando chega alguém de frente— quantas vezes isso acontece no jogo da Argentina? Argentina não tem essa característica do lado. Hoje foi retirado mais ainda. Então você tinha, é, depois pelo lado direito aqui é o Mac Allister e Enzo Fernandes, que não vão fazer isso, e o Messi aqui entre o Julián Álvarez e esse trio.

Então é por isso que aí fica tocando, cara, toca, toca, toca. Por isso que o grande erro do, além dessas bolas altas, mas o Egito devia, calma, espera prorrogação, cara, que vai ser um, continua o sofrimento. Quem que vai sofrer mais?

?Voz A

E aí é desgastar, né?

?Voz B

Quem que vai sofrer mais na prorrogação, o Egito ou Argentina?

?Voz A

Chamou lá, vai lá, Mário Marra.

MMMário Marra

Não, é que eu tava falando das falhas e a gente tá falando aqui das falhas também, né? Assim, a Suíça, como disse o Calçade, a Suíça tá vendo tudo isso. E vou repetir, os 2 gols que sofreu contra Cabo Verde foram pelo mesmo lado. E hoje o lance polêmico da falta lá, né, interferência do VAR, o Lisandro Martínez tava de joelho na linha de fundo e a jogada toda foi construída e a Argentina não matou a jogada pelo lado esquerdo. Então assim, é incrível.

E até olhando com os outros olhos, é comovente como mesmo diante de tantas falhas a seleção da Argentina consegue vencer, e vencer de forma, repito, épica. Porque é incrível arrancar a vitória do seu adversário como foi, e agora nos 90 minutos.

?Voz C

É assim, é mais provável a Argentina ser campeã ou a Espanha? A Espanha, por um motivo muito simples. A Argentina tomou 2 gols de Cabo Verde, Argentina tomou 2 gols do Egito.

?Voz B

E a Espanha tomou quais?

?Voz C

Tomou 0 gol em 5 jogos na Copa do Mundo. É muito difícil um time tão vulnerável atrás ser campeão, muito difícil. Pode acontecer, você não vai fazer, sabe, tudo bem, Argentina tá numa sequência que desde que perdeu para Arábia Saudita, todo jogo de Copa do Mundo a Argentina fez pelo menos 2 gols. Isso é impressionante, mas isso também é improvável que continue assim. Não é todo dia que a Argentina vai conseguir produzir esse volume ofensivo.

Então assim, a defesa, quando a Argentina não consegue pressionar e roubar a bola, ela precisa correr para trás. E na hora que a Argentina tem que correr para trás, não tá legal.

MMMário Marra

E você percebe que o, eu, e hoje a ideia era pressionar e roubar a bola.

?Voz B

Exato, é isso aí.

MMMário Marra

Na entrevista coletiva ontem do Scaloni, ele falou sobre isso o tempo inteiro, de pressionar e roubar a bola. Era Paredes que Paredes tem uma circulação melhor e mais rápida e ele também se impõe fisicamente. E falou muito do Mac Allister, de como o Mac Allister ajudou lá atrás. Vale lembrar, o Mac Allister, a gente passa toda semana aí na ESPN em Premier League, ele nunca, nunca é muito, vai, raramente joga como 5 porque atrás dele joga o Gravenberch.

Ele joga mesmo saindo mais, chegando na área várias vezes. E aí era muito claro a manutenção de Mac Allister e Enzo com Paredes atrás. Era para roubar a bola o tempo inteiro, era um controle a partir dos caras perderam, vamos recuperar, vamos recuperar. Era esse tipo de controle que não existiu, né? E que o Egito conseguiu tirar proveito disso, porque se o bloqueio de meio-campo não era bem feito, e parecia até em algum momento cansativo roubar a bola no meio-campo, tá pesado, tá difícil, e o Egito explorava a velocidade.

E olha, o Egito não teve o melhor salário, né? Eu acho até que teve um Salah muito bem no jogo. Eu tô vendo muita gente criticar, mas dentro da limitação física dele, limitação até clínica, porque ele estaria fora dos dois últimos jogos, ele consegue jogar numa faixa de campo que não é a faixa que ele pertence. E em vários momentos ele consegue segurar e bloquear e carregar a bola, como ele conseguiu fazer no lance de um dos gols.

?Voz A

Deixa eu só passar também para o André para conversar um pouquinho com ele também. A gente tá com uma tarja aí já algum tempo, André Assis, se a Argentina de 2026 é a mais Messi-dependente desde a estreia do craque. A gente acompanha lá desde 2006, a gente viu todas as Copas, a gente viu, a gente acompanha a Argentina a fundo. E eu te faço essa pergunta: é o momento de maior dependência da seleção argentina do Lionel Messi?

AKAndré Kifuri

Talvez seja, mas digamos assim, da fase mais recente, né, desde o título da Copa América no Brasil, passando pela conquista no Catar e agora, né. Porque a seleção argentina, desde que o Messi joga, isso já tem 20 anos, um pouco mais, sempre foi dependente dele. Porque não há como você ter um jogador desse calibre estratosférico no seu time e você não depender dele. Mas essa coisa de Messi dependência, Neymar dependência, sei lá o quê, dependência, ela é usada para criticar equipes que deveriam ter um repertório mais amplo e talvez o mesmo nível de competitividade barra sucesso sem esse jogador, o que é completamente impossível, impensável, né, e desnecessário.

É claro que é preciso saber jogar, e durante muito tempo da carreira do Messi com a camisa da seleção argentina Eu falei isso hoje à tarde, o Marra tava também no ar no Mundo F. O Messi foi visto como salva-vidas, né? Os companheiros, os vários, né, as centenas de companheiros que o Messi teve na seleção argentina olhavam para ele com um pedido, né? Resolva todos os nossos problemas, nos salve e faça com que a gente ganhe. E nunca deu certo, até que houve uma mudança de identidade de jogo, aquela coisa toda que a gente já conversou tantas vezes aqui no Linha de Passe e várias vezes já nessa Copa do Mundo, né, ao longo da fase de grupos.

E o Messi foi colocado numa posição em que ele é o jogador diferente, ele é o jogador que brilha. E isso não significa que ele não seja o jogador que resgata o time de uma situação complicada, como aconteceu hoje, em todos os sentidos. Ele continua sendo isso, mas ninguém pode apostar que até mesmo ele seja capaz de fazer isso sempre, ou contra adversários mais qualificados como os que inevitavelmente a Argentina deve ainda encontrar nessa Copa do Mundo, passando, é claro, pela Suíça, porque eu não considero a Suíça um adversário um time mais qualificado no sentido de colocar medo na seleção argentina, né?

Embora o que a gente viu da Argentina até agora faça com que não seja uma coisa fora do comum, fora do, fora do que acontece normalmente no futebol, um time com tantos defeitos e tantos problemas ser eliminado por uma equipe tecnicamente inferior. Mas a tal dependência talvez agora seja mais evidente e maior, porque coletivamente a Argentina não consegue repetir aquele nível de jogo que no Catar resultou no troféu, né? E ao longo desse ciclo, mesmo que seja que a gente também já tenha comentado, escolha de adversários, o que a Argentina fez nas datas FIFA não tenha tido muito sentido, mas passou por umas, passou pelas eliminatórias absolutamente sem nenhum problema.

Deu um banho de bola na seleção brasileira naquela fatídica noite de terça-feira sem o Messi em campo. Mas na Copa, até agora, a gente não viu a Argentina fazer um jogo sem que ela demonstre que ela poderia perder, né? Perder não aquele jogo específico, mas perder mais adiante quando a coisa começar a ficar séria de verdade. Então eu acho que sim, né? Então desde que a Argentina se reorganizou e o Messi passou a ocupar o lugar que é o lugar dele e não o lugar no qual ele foi colocado para salvar todo mundo, eu acho que agora o momento atual é o de maior dependência do futebol dele.

ELEugênio Leal

É, pessoal, acho que assim, tem uma coisa que inclusive nos facilita muito responder se é o momento de maior Messi-dependência ou não da Argentina, que é Ángel Di María na última Copa do Mundo. A presença do Di María por si só Eu acho que já de alguma maneira fazia com que a messa e dependência fosse menor na última Copa, por exemplo, né?

?Voz C

Quem decidiu a última Argentina e Suíça aqui na Neoquímica Arena?

ELEugênio Leal

E se você pegar a atuação do Di Maria também na final da Copa do Mundo, foi grandiosa. Então assim, era um cara que América, que foi escaloneta, então era um cara que em vários momentos chamava a responsabilidade responsabilidade para si, dentro do que dá para chamar responsabilidade para si, quando você tem o Lionel Messi como companheiro. Porque na verdade, nessa Argentina de hoje, você pode até dizer que você tem qualidade, né, de meias atacantes no banco.

O Nico Paz, a gente sempre fala, é um talento absurdo e tal, mas nem entra em campo e não tem que entrar mesmo, até pela posição de campo que ele ocupa. Não dá para jogar com Messi, como Dybala, por exemplo, não jogava na Copa passada. Enfim, existem jogadores que quando você tem o Messi, realmente— e aí a gente tem que lembrar, um Messi que sempre vale a pena ter em campo, mas que obriga todos os outros jogadores a atuarem de uma maneira que não é a maneira como eles atuam nos seus clubes.

Esses caras então, como é o Nico Paz nesse caso, como era o Dybala na Copa passada, eles não tinham— Papu Gomes também, lembra o Papu Gomes, que era um jogador também tecnicamente muito capaz, mas jogava um pouco. Agora, o Di Maria, esse não. Ele, quando tava em campo, fazia uma diferença enorme. Acho que fazia com que a Messi-dependência fosse bem menor na última Copa.

?Voz B

Argentina vem de 2 jogos, o mesmo placar, né?

?Voz A

3 a 2, sofrimentos parecidos.

?Voz B

Isso é claro que ao final a gente tá num calor de uma atuação de virada, de luta, de uma busca incessante, com um craque que é icônico, né, vai sempre lembrado para sempre no futebol mundial. Mas é preciso entender que a Argentina sofreu nos dois jogos mais do que deveria. Então esse para mim é o panorama da Argentina, uma Argentina que não está nesta fase contra dois adversários africanos, não são também o Egito. O Egito, ela ganhou do Egito no tempo normal, E o Egito é uma seleção, tem um futebol, não dá nem para comparar, muito mais desenvolvido que Cabo Verde.

Mas Cabo Verde deu um trabalho que levou à prorrogação. Então é preciso ter cuidado. É legal a história da Argentina, é legal ver o Messi, mas a Suíça é um baita adversário.

?Voz A

Tem um sinal amarelo ligadinho ali.

ELEugênio Leal

O futebol que esse time tá jogando, dá para dizer que é difícil chegar na final, né? É difícil, é difícil chegar na final. E a gente falava, né, que o problema não tomou gol ainda, né, que o problema da Argentina era mais defensivo mesmo, né. A gente falou desde o começo assim, olhando inclusive para o próprio elenco, para qualidade. E aí olhando até para a linha defensiva, né, olhando para os laterais, olhando para os zagueiros, que acho que até a dupla de zaga vem fazendo até uma boa Copa.

LBLeonardo Bertozzi

Acho que passa mais, o Jean, mais pela proposta de jogo do que exatamente pelo individual.

ELEugênio Leal

É, mas é que eu acho que os caras não vivem também os seus melhores momentos, sejam os laterais, sejam Os zagueiros, ainda que repito, Lisandro fez um jogaço, mas também ofensivamente na última partida, né? Eu não sei, eu acho que é um time que sofre muito porque criar, cria, né? E hoje o goleiro do Egito, nossa, podemos dizer que assim, no primeiro tempo fez 3 defesas absurdas, né? Poderia ter terminado 3 a 1 para Argentina no primeiro tempo.

?Voz A

É que assim, quando a Argentina ganhou do jeito que ganhou de Cabo Verde, né, A gente olhava, falava assim, bom, tá dado susto, né? Aprendeu a lição. Acho que é aquele jogo, a gente até comparou com o jogo da Arábia Saudita na Copa passada. É aquele jogo que você perde e tal, tá dado o recado, tá dado o susto. Esse jogo é para virar a chave e casca grossa e voltar melhor. A gente imaginou isso contra Cabo Verde. Não sei se foi o Bertozzi que lembrou, não sei quem lembrou do jogo da Arábia Saudita, falou, pô, pode ser uma boa É uma boa comparação.

E aí hoje a gente vê isso de novo, né? Então, mais uma, mais uma Arábia Saudita. Da Copa passada foi só uma, agora são duas, né, Marra? Então assim, não me parece que é uma questão de lição, de estar acordado, de comportamento nem nada. É bem o contrário, é uma questão de limitações dessa seleção mesmo, né? Você que tá aí de perto, você pode até falar melhor.

MMMário Marra

E nas duas oportunidades que aconteceu, né? Perdeu para Arábia Saudita, mudou meio time, isso empatou, e tava empatando, e levou até o final, né, de uma prorrogação contra Cabo Verde, e mudou boa parte do time também. Mudou na lateral, mudou no meio, mudou no ataque. Ou seja, dessa vez a resposta não foi a esperada. E tanto que ele faz muitas mudanças também para o segundo tempo, e mudanças, como disse o Calçade de novo, né, para ganhar o jogo, e mesmo assim é surpreendido.

Só que depois as mudanças se mostraram positivas, jogadores entregaram resultado. Mas sim, pode estar chegando perto do limite, né, William? Assim, pode acontecer. O problema todo é, não pode também desconfiar de um grupo que consegue o que conseguiu, por exemplo, contra a França na última final de Copa do Mundo. Não pode desconfiar desse grupo. Tem conteúdo ali, tem paz entre eles, tem devoção entre eles, especialmente para uma pessoa, né?

Mas eu concordo, assim, tá cada vez mais o sinal sendo obrigado a ser observado pelo Scaloni e pelos jogadores.

?Voz A

Eugênio, vamos falar um pouquinho desse confronto contra a Suíça, porque daqui a pouco a gente fala da eliminação da Colômbia e tal, que ficou faltando, mas Já vamos projetar essa Suíça que se classificou nos pênaltis. Lembrei muito do Jean Odd hoje, que o Jean Odd, aliás, né, aliás, né, já falei, não sei quem é mais chato, se é o Gustavo Hoffmann, se é o Jean Odd, se é aquele futebol da Espanha, ou se é a Suíça, né, ou se é a Suíça.

Eu lembrei muito do Jean hoje vendo o jogo da Suíça. Mas já dá uma projetada e daqui a pouco a gente fala da arbitragem. Ela só é chata, né, ela só é chata.

LBLeonardo Bertozzi

Então ela hoje em 120 minutos chutou duas vezes no gol, né, da Colômbia. Muito pouco. Mas ela— vamos ver qual vai ser a situação do Mazambi para o jogo.

?Voz C

Exatamente, muita falta.

LBLeonardo Bertozzi

Faz toda a diferença para ela ser menos chata. Ele é um jogador que consegue dar graça ao ataque da Suíça. Mas de qualquer forma, ele é um time muito estruturado, organizadíssimo. Forte nos compartimentos de defesa e meio de campo, que vai dificultar ao máximo o desempenho do jogo da Argentina. É um time difícil de ser enfrentado. Não é mais aquela Suíça que, por exemplo, ganhou da Espanha na estreia de ambas na Copa do Mundo de 2010, né, jogando por uma bola.

E depois a Espanha acaba sendo campeã apesar disso. É uma Suíça que sabe jogar também com a bola. Houve vários momentos no jogo hoje e ao longo da Copa do Mundo em que ela propõe o jogo.

?Voz C

Tem o Xhaka, que é um jogador que dita ritmo.

?Voz B

Isso.

?Voz C

Tem Ndoye, tem Embolo, que são jogadores que conseguem proteger a bola no ataque. O Ndoye tem drible. Então assim, quem espera também que a Suíça vá só para retrancar, né, na Suíça não é mais essa.

LBLeonardo Bertozzi

Especialmente se tiver o Mazraoui, que é o jogador, uma das revelações, se não a principal revelação da Copa, né?

ELEugênio Leal

É isso, pode ser eleito, né? É que agora precisa ver se ele vai jogar ou não. Sinceramente, não acho que ninguém viu ainda, né, o estado, a questão. Foi uma lesãozinha, era dúvida para hoje. Mas assim, raramente a Suíça cria mais ou cria muito mais do que seu adversário. Não foi o caso hoje, mais uma vez. Só que hoje também enfrentou a seleção que cria muito e que criou muito durante a Copa toda, e que aquela chance do Campazzo Ainda prorrogação.

?Voz C

Exato, meu Deus do céu, não era uma chance, não dá para perder aquele gol. Era uma chance assim daquelas dentro da pequena área, mas era ele e o goleiro, né?

LBLeonardo Bertozzi

Eu tava pensando aqui, a gente falava agora pouco do Di Maria e agora do Campas, porque ali na frente, torcedor do Corinthians, o Corinthians enfrenta o Rosário Central e os dois estão ali na Libertadores.

?Voz C

Quer dizer que é melhor a bola do jogo cair no Campas do que no Di Maria?

LBLeonardo Bertozzi

Exatamente.

ELEugênio Leal

Desculpa, voltando.

?Voz A

Não, não tem problema.

LBLeonardo Bertozzi

Porque ali na frente já teve Libertadores.

?Voz B

Mas um jogo do ponto de vista físico, do embate, que que é pior para Argentina? Que seria pior enfrentar a Suíça? Aliás, para Suíça, hoje vou inverter. Para Suíça, ela vai sofrer mais no jogo? Sofreu mais contra a Colômbia no jogo físico ou do que a Argentina?

?Voz C

Acho que no físico com a Colômbia.

?Voz B

Esse teste desse grande confronto que foi, não é fácil, cara. Às vezes a televisão não mostra, os caras são muito fortes. E 120 minutos ali não é fácil você manter um 0 a 0. E a Argentina vem também com caras mais velhos, caras, não é um jogo de confronto físico, não tô falando da garra, da vontade, isso é outra coisa. Tô falando daquele, daquela dividida que te joga na placa se você vai meio mole.

ELEugênio Leal

E o pior é isso, e acho que seria, além disso, quer dizer, a Colômbia seria pior também, porque a gente tá falando de uma Argentina que sofreu muito defensivamente contra o Egito, que sofreu muito defensivamente contra Cabo Verde. E a Colômbia, por mais que ela não tenha feito os gols, de fato ela não fez, é uma das seleções que mais criou nessa essa Copa do Mundo. Quer dizer, ela, as oportunidades ela cria. Então nesse aspecto também eu acho que a defesa argentina sofreria muito mais do que contra a Suíça.

?Voz B

Tem uma chavinha de um confronto sul-americano que você roda ali, final de Copa América, tinha vingança da Copa América, é outra parada.

?Voz C

Não, tanto que assim, os relatos que tenho de quem tá nos Estados Unidos ou na Argentina, tipo, foi comemorada a vitória da Suíça.

LBLeonardo Bertozzi

Suíça.

?Voz C

Ninguém queria um clássico sul-americano, eles prefeririam a Suíça, porque é um jogo que tá mais, dói menos, é um jogo mais frio.

ELEugênio Leal

Eu me pergunto se eles vão torcer, o que que é antes? É obviamente antes Noruega e Inglaterra. Para quem eles vão torcer?

LBLeonardo Bertozzi

Porque o último jogo, né, Argentina e Suíça, é sábado à noite.

?Voz A

Isso, exatamente.

?Voz C

Eu acho que pelo ódio entre argentinos e ingleses, a seleção fala pode vir.

ELEugênio Leal

É, pois é, mas é mais arriscado, né?

?Voz B

Aí não dá para arriscar. Aí vamos ter que esperar o jogo para entender o que é o pode vir.

ELEugênio Leal

Não, e eu garanto que Malvinas vira trending topic.

?Voz A

Ah, sempre!

?Voz B

Se tivermos errado aí, anos depois.

?Voz C

É que no meio do caminho teve 98, tem a expulsão do Beckham, tem história esse confronto.

?Voz B

Tem, tem. E a questão das Malvinas, ela tá viva.

ELEugênio Leal

Ah, claro que tá.

?Voz B

Ali no estádio do Platense. Suíça, sempre tá lá na Malvinas, Argentina, qualquer lugar da Argentina, as Malvinas são na Argentina, não é com a Suíça.

?Voz A

Deixa eu acionar o Mário Marra e o André Kifuri, na ordem Marra, depois o Kifuri, sobre esse confronto contra a Suíça. E Marra, você, Malvinas, você que é também o nosso especialista em futebol inglês, o nosso especialista em Malvinas, também podendo falar de um futuro confronto.

?Voz B

É, pergunta para o Marra.

ELEugênio Leal

Joga essa.

?Voz A

Não, não, não vou fazer isso com ele.

ELEugênio Leal

Você é de Campinas ou de Faltas?

?Voz A

Não, coitado do Mário Barra. Já fiz o Mário Barra esperar um monte no começo do programa, não vou fazer mais uma sacanagem com ele, tadinho. Vai, Marra.

MMMário Marra

Não, assim, eu vou primeiro. Eu tava no estádio e na saída do estádio reação nenhuma assim das pessoas que estavam no estádio. Dos argentinos, que tem um telão também do lado de fora. Tavam nem aí para Suíça, para Colômbia, quem tava lá no estádio, nem aí. Estavam se divertindo, cantando, rindo, falando mal do futebol brasileiro, cantando assim, mas nem olhando, nem olhando para o telão. Sério, sério, sério. E depois eu fui para centro de imprensa.

No centro de imprensa, para minha surpresa, é, nem tanto. Também não tava nem vendo o jogo. E assim, tá vendo, né? Não foi tão surpreendente. Mas não, a gente, eu, aí a opinião minha, eu acho que a Colômbia traria mais possibilidades de dificuldade. A Colômbia tem um jogador como Luiz Dias que, por mais que ele perca gols, por mais que ele fique em impedimento, Ele é um jogador que entregou no total, entre gols e assistências na temporada, mais de 40, né? Então assim, é preciso respeitar um jogador desse que tem essa capacidade.

ELEugênio Leal

Fez uma Copa bem abaixo, né, Marra? Porque acho que ele poderia ter feito toda a diferença, né?

MMMário Marra

É, ele é um jogador e as pessoas gostam muito dele, né? Os outros jogadores gostam muito dele. E olhando lá para frente Olha, eu também acho que a Inglaterra veio mal, jogando mal, mas talvez a chavinha— chavinha é coisa mais antiga— tenha virado no confronto contra o México, porque os caras entenderam muito da dificuldade que era aquele jogo. Sim, a tal da altitude, jogador a menos, confronto, chegada mais dura. E assim, os caras sabiam também que o México não perdia em casa.

A BBC tinha feito uma matéria no dia super completa, levando lá dos 70 vitórias, 17 empates e 2 derrotas. Não dá para ganhar no Azteca. E os caras ganharam, né? Então talvez a Inglaterra tenha entrado na Copa.

?Voz A

Quero ouvir do André Kifuri sobre esse confronto com a Suíça. Só uma coisa aqui, galera que tá no chat, a gente vai falar da arbitragem, mas para falar de arbitragem Gente, vocês estão participando, tá muito legal. O número aqui tá alto de gente acompanhando a gente, só que o número de likes tá baixo. Precisa dar like.

?Voz C

Ah, é?

?Voz A

Precisa dar like, precisa dar like.

?Voz B

Você entrou nessa também? Isso aí, só like.

?Voz A

Senão não tem jeito, né? Senão não tem jeito, precisa de like. Então se a gente subir mais uns 500 likes aqui, a gente fala de arbitragem. Senão não vou falar de arbitragem aqui não.

LBLeonardo Bertozzi

Rapaz, nunca imaginei.

?Voz B

Que canalhice, cara! Que negócio!

?Voz A

Vamos lá, André Kifuri, confronto com a Suíça.

?Voz B

É o seguinte, se o André Kifuri pedir os likes, aí pronto, aí a gente fala de arbitragem.

ELEugênio Leal

Eu adoraria assim, ó, deixa o seu like.

?Voz A

Adoraria o André Kifuri fazendo isso.

?Voz C

Ai, André, vou pela cara dele, ele não fará, ele não fará.

?Voz A

Acho que não fará, né, André?

AKAndré Kifuri

Que, em que mundo vivemos? Governamental num jogo de Copa do Mundo, uma questão disciplinar, gente achando que o Neymar como titular teria resolvido a classificação da seleção brasileira, e vocês pedindo like.

?Voz B

O que é pior? O André acabou de criar uma pesquisa que temos que fazer aqui.

?Voz A

Pessoal aí do chat, por favor, pessoal responsável pela pesquisa hoje, por favor, né? Como é que é?

?Voz C

O que é pior, de likes ou achar que o Neymar tinha que ser titular?

ELEugênio Leal

O Neymar titular, né?

?Voz B

O Neymar titular resolveria o jogo.

?Voz A

André, você pode não pedir like, você acabou de criar uma enquete maravilhosa, maravilhosa. Maravilhosa, maravilhosa.

AKAndré Kifuri

Tudo bem, tudo bem. Aí, aí é conteúdo do programa. Eu não vou pedir e nem vou dar like. Nem isso eu vou fazer.

ELEugênio Leal

Eu vou dar o like do André aqui, que eu não tinha dado like ainda.

?Voz A

Você já deu o seu like aqui no Linha de Passe?

?Voz B

Vou dar o like, vou dar o like.

MMMário Marra

Não, porque tem aí o gel block, tem tudo assim.

?Voz A

Não dá, né?

?Voz C

Não é possível. Mas ele pode, você não vai conseguir ver, mas o like ele pode dar.

?Voz A

Mas liga para alguém Dá um like, a gente dá o like aqui por ele. Ô André, vamos lá, vamos tentar falar sério.

MMMário Marra

Deixa eu dar um like.

?Voz A

Fala, fala, ô Barra. Pronto, é isso, joinha, like, pronto, tá dado, deu um joinha, tá dado, deu o nosso joinha. E ó, tá subindo, já subiu 300. Chegar a 500 eu falo da arbitragem, então não vou falar, senão vamos ficar, vamos ficar vendo avios aqui, hein.

AKAndré Kifuri

Ô André, vamos lá, condicionado.

?Voz A

A gente tava falando do caminho da Argentina se abrindo quando a gente viu Cabo Verde no caminho, quando a gente viu Egito, mas a Argentina foi se complicando nesses confrontos. Eu acho que não dá mais para falar que de repente ficou melhor ser a Suíça do que a Colômbia, no ponto de vista enfrentamento. Talvez tem essa coisa do confronto sul-americano e tal, uma série de coisas, mas de alguma forma encaixa mais, fica o jogo um pouco mais favorável para Argentina do que seria contra a Colômbia, ou não?

AKAndré Kifuri

Eu acho que sim, porque um eventual confronto com a Colômbia, apesar de ser uma coisa conhecida, né, é um jogo doméstico, acontece sempre na América do Sul, e a Argentina teria todos os motivos para se sentir confiante. Mas eu acho que seria um jogo muito físico, né. Futebol da Colômbia que caracteriza essa seleção, embora tenha jogadores técnicos. Eu achei uma pena a Colômbia sair da Copa. Mas é um futebol de muita imposição física e a Argentina talvez sofresse com isso.

Certamente a Colômbia iria investir nesse aspecto do jogo. Contra a Suíça, eu acho que é uma outra coisa e eu concordo plenamente. A Suíça é chata, não é legal de ver jogar, mas ela pode travar, né? Ela pode desligar alguns mecanismos da Argentina. Ela pode ir devagarzinho e conseguindo o que ela quer, enervando os jogadores. Não acho que uma eventual, também hipotética, classificação da Suíça sobre a Argentina passa por um jogo que tenha outra história, que não seja uma coisa lenta, modorrenta, tentando se defender muito bem, tentando convencer mentalmente os argentinos de que não é o dia deles.

E claro, pode acontecer, mas eu entendo a Argentina, até pelo que vem demonstrando até agora, muito provavelmente haverá uma movimentação para tentar encontrar um pouco do futebol que a Argentina sabe que pode mostrar e não mostrou ainda. Concordo com o Jean, acho que foi o Jean que disse alguns programas, não dá para esperar que a Argentina seja muito diferente disso que ela tá fazendo, não dá mesmo, mas ela pode fazer melhor, né?

Eu acho que isso pode e deve acontecer, tem que acontecer, senão a Argentina vai ser eliminada da Copa. E já olhando um pouco mais adiante, concordo totalmente com o que o Marra falou. Vocês sabem, né, foi com vocês aqui que eu fiz uma brincadeira irônica, falei que a Argentina não passaria pelo Azteca, imaginando o encontro com o Brasil em Miami, aquela coisa que a gente pode fazer aqui colocar o carro à frente dos bois. O Brasil já não está mais, e a Inglaterra não só passou pelo Azteca como desmistificou uma série de coisas, né?

A Argentina fez um jogo contra o México que eu não sabia que os jogadores argentinos tinham dentro deles, os jogadores ingleses tenham dentro, tinham dentro deles, ingleses, troquei. Foi muito surpreendente o comportamento da seleção inglesa comandada por um treinador alemão, no jogo contra o México, naquele, naquela atmosfera e com a história que o jogo foi tomando. Então esse é o tipo de jogo que pode mudar o caminho de uma equipe de futebol, um jogo que faz com que ela conheça capacidades que ela não sabia que tinha.

E é preciso tomar muito cuidado porque existe requinte técnico na seleção inglesa, que parece estar adicionando, agregando uma personalidade que para mim é nova. Então interessante, a Copa ganha muito com essa nova Inglaterra que pode aparecer aí. Mas entre Suíça e Argentina, eu acredito que a Argentina vai passar.

?Voz A

Intervalo urgente com uma informação. Atingimos rapidinho, mas rapidinho, foi só pedir arbitragem na próxima. É o seguinte, Primeiro agradecer a vocês, vocês são maravilhosos, tá vendo? Só foi só pedir, o povo foi solidário aqui, né? Vai lá, todo mundo quer ouvir falar da arbitragem, né?

?Voz B

Nesse ritmo nós vamos perder o William.

?Voz A

Muito bem, vamos à arbitragem. Você pediu, você likeou, você terá. Começando pelos depoimentos de jogadores do Egito.

ELEugênio Leal

Sobre o que aconteceu hoje بس na derrota para Argentina.

LBLeonardo Bertozzi

Vamos lá.

?Voz B

لازم هنضور الله على حل عشان ما يجيش جول تاني كنا الأفضل في كل شيء ولكن النتيجة كانت فيها مؤثرات مش خارجية داخلية جوه الملعب وخارجية قبل الملعب قبل الماتش فواضح أن الدخوطات اللي تعاملت على الحتم قبل المباراة من جانب الأرجنتيني نجحت أن يكونوا معتردين على الحكم وعشان فرنسا ومش فرنسا ومتخب فرنسا كنا من حقنا نحن نكسب ومش عايز أقول هارد لك ليه لا احنا طلعنا بشرف بشرف من نهايتنا لكن النتيجة غير النتيجة المؤثرة غير بعيد عن الفير الفير بليه لازم يلعب عليه التحدك والفيفة ولا رسبكت ولا رسبكت ولا فير بليه تضيع Na hora, me fiz respeito. Olha, fi, fui orgulhoso.

MMMário Marra

Muito bem, Mário Marra, você que estava em campo, em campo, não necessariamente em campo, mas só espero que você não peça para eu falar alguma coisa sobre as entrevistas.

?Voz B

Vai ser difícil, vai ser difícil.

ELEugênio Leal

Já tá aí, entendeu nada?

?Voz B

Faz jogo do Salah vários anos.

?Voz A

Já conversou várias vezes com o Salah, é amigo do Salah. Como ídolo, é verdade. Já conversou com o Salah, já almoçou na casa do Salah.

?Voz B

E decepção, hein?

?Voz A

Decepção, Mário Marra. Bem lembrado, Calçadinho. O Mário Marra, você que estava in loco, vamos lá. A tua impressão sobre arbitragem, as reclamações dos egípcios, elas são exageradas? São justas? Realmente teve essa interferência toda?

MMMário Marra

É, eu achei assim, teve um papo na tribuna de imprensa que eu estava assim em relação ao lance da falta, né, e logo depois anulação do gol. Inclusive falar um negócio para você, tribuna de imprensa que tinha recém-nascido, é do, do, né, só pode ser assim. Tava uma bagunça o que tinha de torcedor ali, egípcio e argentino. Na área de imprensa, área de mídia de imprensa.

?Voz B

É maravilhosa, hein?

MMMário Marra

Portal Baby News vai ter vários acessos. Eu vi que a criancinha tava lá, eu tenho foto, tirei foto, tirei foto inclusive.

?Voz A

Manda para gente.

MMMário Marra

Então vamos lá, mando, mando sim. Então vamos lá, a conversa que teve ali, William, a gente não tinha o replay, né, cara? E tava no estádio ali, você não tem esse recurso, né? Mas a conversa que tava ali era assim: não é possível que isso foi falta, porque o árbitro tava mais ou menos perto, ele não viu, deixou rolar. E depois a Argentina teve oportunidade várias vezes de matar a jogada e não conseguiu matar. O Hassan fez a jogada espetacular, né, pelo lado direito, e a partir dali o Salah e o gol.

Eu tenho a minha opinião em relação a isso. Para mim, esse é o tipo de lance que não vale a entrada do VAR. Porque o árbitro estava lá, o árbitro concordou com aquilo, e o lance foi bem lá atrás. E assim, é ficar fuçando para ficar procurando alguma coisa para parar o jogo, é você querer, é você dar ao VAR um valor que não era para ele ter. Porque se fosse um lance depois, se fosse um lance que o árbitro tá, sei lá, ele não prestou atenção assim, mas deixou rolar.

Então, mas a conversa na mídia, na parte de imprensa ali, era louco, todo mundo louco querendo ver a repetição da jogada e não tendo acesso, mas muita gente desconfiando que aquela, que aquela foi uma interferência indevida do VAR.

?Voz C

Para mim, William, é, a regra diz que toda a fase de ataque tem que ser revista, né?

?Voz A

Então começa lá no começo, no comecinho, comecinho.

?Voz C

100 metros. Então, dentro disso, se é falta, mesmo que seja lá no começo da jogada, e foi, para mim foi assim. Para mim, se existe o contato, o Colina falou isso, né, a gente instruiu para o contato de jogo deixar rolar, mas nem todo contato é contato de jogo, né. Para mim, o pisão tira.

LBLeonardo Bertozzi

E se não sai o gol, ia passar totalmente.

?Voz C

Para mim, assim, para mim, o pisão é no Lisandro, né. Para mim, o pisão tira o Lisandro da jogada. Então Para mim é falta. E assim, quais são os lances mais reclamados? O pênalti, o gol e talvez uma falta na origem do gol da Argentina.

LBLeonardo Bertozzi

Seria um pênalti.

?Voz C

É, esse eu não acho que foi no Salah. Eu acho que o Salah mergulhou. Então nada. O pênalti no Tagliafico para mim foi, mas vamos supor que não foi. O Messi perdeu o pênalti.

?Voz A

Eu tenho seríssimas dúvidas sobre esse pênalti no Tagliafico, tá? Eu não sei se eu daria não, mas ok.

?Voz C

Para mim, pênalti. Tudo bem, mas mesmo que não tenha sido, ele perdeu. O segundo gol anulado, vamos supor que a falta tenha sido mal marcada, o Egito fez o segundo gol logo em seguida. Então assim, não é que, ah, estaria 3 a 0. Futebol não funciona assim, né? Não é que um gol, o jogo seria o mesmo. É a mesma coisa que achar que— eu cheguei a ver gente falando que, ah, nossa, o gol do Neymar podia ter sido gol de empate. Não, gente, não podia.

O jogo não funciona assim, né? O jogo não é condicionado dessa maneira. Então assim, na prática, mesmo que você não concorde com as decisões, o Egito não tomou a virada por causa da arbitragem. Você pode até contestar as decisões, eu não acho indiscutíveis as decisões de fato. Eu acho que o pênalti você pode discutir, eu acho que a falta você pode discutir, você pode discutir se a barra para intervenção estava ou não. Eu particularmente não discordo das decisões, mas entendo que mesmo que você discorde, A vitória da Argentina não passa pela arbitragem, mas de maneira nenhuma.

?Voz B

Eu, assim, depois da intervenção do Donald Trump na FIFA, foi uma intervenção, foi lá para ele anular o cartão, veio numa federação de futebol que tá organizando um campeonato no país dele, ele mandou fazer e eles fizeram. O negócio é assustador. Todo mundo tem o direito de achar qualquer coisa que tem O evento não contribuiu para um entendimento de todos de que aquilo, que o resultado final será um resultado perfeito, com lisura e tal.

?Voz C

Já tem um viés de confirmação, elas já olham querendo acreditar, Angelina.

?Voz B

Já olham assim, é, o que foi feito leva todo mundo a crer que todos perdeu a credibilidade, perdeu total. Então assim, eu, quem acredita que é que teve uma sacanagem, eu não posso, eu não vou conseguir convencer.

LBLeonardo Bertozzi

Porque vamos lembrar aquele golo lá do Brasil, do Vinícius.

?Voz B

É um negócio, aquilo foi um escândalo mesmo. Então, cara, essas pessoas conseguiram destruir a credibilidade do futebol, que nem sempre também anda em alta. Esse é um ponto. O outro é o seguinte: existe aquilo que eu acho que deveria ser ser e aquilo que é. Existe a regra do jogo e existe para eventos como esse, Mundial de Clubes, Copa do Mundo, um comitê de arbitragem que pega o time que vai apitar, fala assim, e aperta parafuso, aperta parafuso.

Seguinte, olha, essa situação aqui eu quero que você julgue desse jeito. O cara, quando voltar para o país dele, você acha que os árbitros ingleses, quando voltarem para a Inglaterra, Vão poder apitar como apitaram aqui? De jeito nenhum. Como os brasileiros não vão apitar? Então é o seguinte, para aquele momento tem uma série de ajustes e tal. E a regra é o seguinte, que eu discordo. Você tem, você pega um lance e vai olhar o que aconteceu 60 metros antes do gol.

A bola passou por 10 jogadores, voltou e o cara pegou e falou: Ah! Naquele lance lá teve um pisão no pé, mas é o seguinte, é a regra, eu discordo, mas foi levada para esse ponto e os caras pediram para fazer. Se num outro jogo não tivesse a revisão, aí eu posso te garantir que foi uma sacanagem. Se ela for respeitada como ela está escrita, aí eu vou dizer para você cumprir a regra, embora é uma competição que eu Prefiro estar subjúdice, eu prefiro esperar até o final, porque, cara, né, tem um pelinho no ovo aqui, o outro ali, vai valer para todo mundo, não sei se vai.

O outro já foi lá e falou: tira o cartão vermelho aí, vai jogar. Não sabe nem o que é cartão vermelho, nem falta, mas falaram para ele e todo mundo aceitou, que é feio, né? Jogador aceitou, sei, é difícil não jogar. Treinador aceitou, todo mundo aceitou, e a imprensa lá, alguns não conseguiram nem discutir porque não sabe o que é futebol.

?Voz C

Aliás, depois o Rúdio Garcia falou que o Balogun foi para ele constrangido falar, cara, eu tipo, eu só entrei.

LBLeonardo Bertozzi

O cara mais certo nisso foi o Balogun, que se recusou a jogar.

?Voz B

Ele entrou, ele entrou, não jogou.

ELEugênio Leal

Então, mas é verdade, é verdade. Assim, eu acho que no fim das contas a FIFA merece merece. A FIFA, eu odeio teorias conspiratórias, mas a FIFA merece todas as teorias conspiratórias que surgirem nessa Copa do Mundo, porque ela tá pedindo, ela pediu. O Gianni Infantino junto com Donald Trump pediram para que todas as teorias conspiratórias apareçam e que as pessoas, como disse o Calçade, possam desconfiar. A gente tem que desconfiar de tudo nessa Copa do Mundo.

Eu tô plenamente de acordo e acho que é assim mesmo, é assim. O Infantino pediu para que as pessoas desconfiem do campeonato dele e acho que tá todo mundo correto em desconfiar. Em relação aos lances específicos da arbitragem, eu vou muito na linha do que disse o Léo em relação aos outros lances todos. Eu acho que a questão de o pênalti do Taliafico para mim foi, os outros lances reclamados na área não foram. O que eu acho que tem uma discussão grande, porque o Calçade tá falando, né, De fato, você tem uma regra ali, mas essa regra às vezes tem uma margem ali de interpretação, tem uma subjetividade.

E o que eu acho que torna tudo muito subjetivo em relação ao lance do gol anulado especificamente é que o VAR nessa Copa do Mundo ele tava funcionando mais à inglesa do que à brasileira. Ou seja, ele revisava menos, ele deixa passar mais as coisas.

?Voz B

Qual é o dia do VAR, né? É um dia brasileiro, é um dia inglês.

ELEugênio Leal

Só para concluir, eu acho que assim, nesse caso específico, é, pode continuar no YouTube. O VAR foi contra aquilo que o VAR costuma fazer, mas eu não vejo nenhum absurdo. Eu não vejo esse absurdo todo que as pessoas estão vendo juntando um monte de lance.

?Voz A

Quiser continuar no YouTube, pode, viu? Seguindo, só um minutinho, já vou te acionar no YouTube, tá? Só preciso encerrar aqui na TV, aí a gente segue no YouTube, a gente segue no Plus. A gente segue no TikTok com Linha de Passe e o programa volta amanhã.

?Voz C

Beijo!

?Voz A

Pode falar, Mário Mahá. Depois eu quero ver o Eugênio também.

MMMário Marra

Já não, é só para só ter um ponto para mim assim, e eu quero pedir perdão em relação a isso porque eu tava saindo do estádio gravando o boletim gravando coisas assim, tava em movimento, então não deu para parar para depois entender um pouco mais isso. Mas o Rossan Hassan, ele fez várias vezes o gesto de racismo.

?Voz A

Sim, fez.

MMMário Marra

Ou não fez? E os áudios foram conversar com ele, assim, teve uma apuração em cima disso. Repito, eu não, eu estava em movimento. Eu peço até informação de vocês, se ele fez e ele sabe o que ele tá fazendo.

?Voz C

Ele fez assim com as mãos abertas. O gesto de racismo seria assim com as mãos fechadas. Então não há nenhuma informação sobre ele ter feito de fato o gesto.

ELEugênio Leal

E o que que é assim com as mãos abertas?

?Voz C

Não sei, pode ser alguma coisa do Egito, eu não sei de fato. Mas assim, é que não há informação de que foi acionado o protocolo antirracismo.

LBLeonardo Bertozzi

E depois ele não toca nesse assunto.

?Voz A

É, não falou disso, né? Senão acho que seria—

?Voz C

Não toca nesse ponto.

LBLeonardo Bertozzi

E ele faz isso no momento em que o Messi se aproxima dele.

ELEugênio Leal

E já que estamos em momentos de dúvida serem dissecos.

MMMário Marra

Perguntei, né?

ELEugênio Leal

É, não, é, já que o Mar— eu também queria fazer uma pergunta porque eu não sei se alguém teve alguma informação. Teve um momento que o jogador do Egito cai, e isso me preocupa muito porque eu amei essa regra do caiu, foi atendido em campo, você sai, fica um minuto fora.

?Voz B

Quase ninguém se machucou na Copa.

ELEugênio Leal

E eu tenho muito medo de que os árbitros brasileiros façam vistas grossas para isso, o que não tem acontecido na Copa do Mundo. E aí teve um momento que o jogador do Egito caiu, recebeu lá uma massagem no peito, um tratamento até diferente do que a gente tá acostumado a ver, e ele seguiu em campo.

?Voz C

Porque depende do tipo de lesão, se é considerado uma coisa mais grave, depende do choque.

ELEugênio Leal

Quer dizer, o árbitro avaliou que ele precisava mesmo.

?Voz C

Exato, exato.

?Voz B

Então é o seguinte, quando o árbitro desconfia, ele manda o cara sair. Porque aqui no Brasil Agora já tô normalmente assim, o jogador, o jogador quando pede atendimento, aí, porque assim, tem um lado injusto também que é o seguinte, ele é, eu acredito que esta regra eliminou sim uma série de, a gente sabe disso porque a gente vê a quantidade de jogadores tiveram que ficar um minuto fora, foi baixíssima, né? E a gente tá acostumado a mesmo os 10 segundos da substituição também, acho que só uma vez, os caras matando o jogo.

Porém, quando o sujeito sofre realmente, vamos supor, o Eugênio joga num time ou no outro, entra na minha canela, eu tenho que ser atendido, ainda eu sou punido, tem que ficar um minuto fora.

ELEugênio Leal

Aí cabe uma avaliação, faz sentido. Agora, espero que os árbitros não sejam generosos.

LBLeonardo Bertozzi

Generosos.

?Voz B

Agora, aquela que, gente, o árbitro sabe quando, cara, todo mundo sabe quando o jogador tá dando, tá fazendo, sabe?

ELEugênio Leal

Claro.

?Voz B

Quando o sujeito lá do outro lado cai, faz assim, começa a aquecer alguém. Aí determinado momento o cara cai ali, faz assim, ninguém se mexe no banco. Tá todo mundo sabendo do negócio. Tomara que os árbitros aqui não atrapalhem.

ELEugênio Leal

O único problema é que continua, e a gente viu um pouco nesse jogo também, e que é, eu não digo que é insolúvel porque eu já dei uma belíssima solução, mas Ainda não foi adotada pela FIFA. É o goleiro, né? Goleiro não tem jeito.

?Voz C

Mas uma medida já foi adotada, que é quando o goleiro for atendido, os jogadores não podem na beira do campo receber instrução.

ELEugênio Leal

É assim, para evitar. Agora tem a parada, agora tem a parada já.

?Voz B

Ou você faz o seguinte: goleiro, quando vai ser atendido, entra o reserva.

ELEugênio Leal

Então esse é o meu, entra o reserva, aí pode sair. Goleiro, né? Mas tudo bem, poderia passar por essa variação do árbitro também. Mas a minha sugestão era essa: o goleiro reserva de fato trabalha pouco, né? Quer dizer, treina muito, mas joga pouco. Deixa o cara aquecendo lá o jogo todo.

?Voz C

Uma outra sugestão para testes foi: se o goleiro for atendido, você tira um jogador de linha por 1 minuto.

?Voz A

Ah, pode ser também interessante, também interessante. Eugênio, eu quero te ouvir para dar uma arrematada nesse assunto arbitrágio. O que que você pensa? Você tá de acordo com ele? Você viu algum problema? Você viu alguma injustiça, perseguição, etc.

LBLeonardo Bertozzi

O problema que eu vejo, diga lá, o primeiro é antes desse jogo, é no jogo com Cabo Verde, a imagem que viraliza do Infantino comemorando a vitória da Argentina ao lado do Alejandro Domínguez, do Tiki Tapia, na tribuna do estádio. Essa imagem viraliza. E aí você, num torneio, como disse aqui já o Calçade, com toda propriedade, que perdeu a credibilidade, você começa a pensar, a figura do Messi é uma figura comercial importantíssima para a Copa do Mundo.

?Voz B

E já mandaram o Cristiano para casa, também atrapalhou um pouco os planos.

?Voz A

Que na fase de grupos poderia ter sido expulso por uma entrada também, a gente ficou discutindo aqui que passaram batido nesse lance.

LBLeonardo Bertozzi

Aí você, isso você permite a criação de uma teoria da conspiração, de várias que existem no futebol. E aí você junta o fato de que, porque você falou que estava sendo muito questionado aí no nosso chat, demais. O que acontece, especialmente aqui no Brasil, mas não só no Brasil como em muitos lugares do mundo, a tendência de todo mundo é torcer aqui contra a Argentina, em geral pela equipe mais fraca.

?Voz C

E tem também a questão que a gente discutiu aqui sobre a questão Messi e Cristiano Ronaldo, que é: existe uma grande base de fãs do Cristiano Ronaldo que entende que o Messi é constantemente beneficiado. Existe uma teoria da conspiração que o Messi foi campeão do mundo porque a FIFA marcou pênaltis para ele.

LBLeonardo Bertozzi

Aí você vai colocar no meio as marcas que patrocinam ambos e tal.

?Voz A

Ele cansa de perder pênalti.

?Voz C

Mas existe essa teoria, sendo que marcaram 2 pênaltis para a França na final.

LBLeonardo Bertozzi

Você permite possibilidades de interpretações que levem às teorias da conspiração, que são tão queridas pelo torcedor, não só no Brasil, mas especialmente no Brasil, mas no mundo inteiro.

?Voz B

Já viram?

LBLeonardo Bertozzi

Você permite isso. As pessoas estão torcendo para o no Egito e ficam revoltadas com isso. Agora, sobre a falta, vou ficar aqui no lance do gol, no lado que para mim foi o mais importante do jogo.

ELEugênio Leal

Esse lance, enfim, para mim é—

LBLeonardo Bertozzi

eu até conversando com um amigo, ele falou assim: não teve um pisão, teve um pisinho, porque foi de leve. Mas ok, você pode configurar a falta. O que acontece é que no jogo jogado, no jogo ocorrido, o árbitro não marca aquela falta, vai seguir o lance. Como foi um gol, como essa jogada termina no gol, o VAR tem que revisar. E aí o VAR vai, porque se fosse uma jogada que não deu em nada, chutou para fora, bate tiro de meta e segue, ninguém vai parar para rever aquela bola.

Então, como está no protocolo do VAR, você tem que olhar o lance desde o início, checar tudo que acontece no lance. O árbitro olhou assim, ó, tem um pisinho aqui, vem dar uma olhada. Se você achar que foi E o cara achou que foi e o gol foi anulado. Então passa também, isso é da arbitragem do futebol, tudo tem um pouco de interpretação. E no que tem interpretação, por mais que algumas pessoas queiram dizer que não pode haver interpretação, não tem como, não tem como.

Tem coisa que é interpretativa, o cara vai achar que aquele contato foi faltoso, foi, não foi faltoso.

?Voz C

Você vê torcedor achar que o juiz interpretou alguma coisa bem para o time dele?

ELEugênio Leal

Não vê, cara.

?Voz C

Então assim, o cara já pôs na cabeça dele que tá todo mundo ali para beneficiar o Messi.

ELEugênio Leal

Não, e assim, a gente tem, a gente tem no Brasil, a gente tem aí falando do Brasil mesmo, tá? A gente tem um costume aqui de transformar lances discutíveis em lances indiscutíveis. Indiscutível, não tem, não tem discussão, porque, né, foi a favor do meu time, eu fui contra o meu time, então não tem discussão. Coisas que eu acho que É, só que quando você fala da Argentina, você tem um país todo agindo dessa maneira. Obviamente isso reforça muito essa ideia.

Agora, só para não deixar passar, em cima da linha do que o Léo tá dizendo também, o gol anulado tava 1 a 0 para o Egito, certo? Seria o segundo gol do Egito. Na verdade, o segundo gol do Egito sai depois, ou seja, o tempo seria ainda menor para Argentina conseguir virar o jogo. O que eu quero dizer é que, assim como o pênalti, que se você quer contestar, você contesta, e ok, o Messi perdeu, o segundo gol do Egito teria saído até antes.

Quer dizer, a gente não teria até mais tempo, teria tido mais tempo para virar o jogo do que ela teve. E o Egito conseguiu mesmo assim, né, mesmo tendo menos tempo ainda que segurar o jogo, conseguiu tomar virada. Então é um pouco do que o Léo tava falando, cara. Você pode até dizer que foi, ou vocês acham que ia ser 3 a 0, quer dizer, Entendeu? Essa é a minha, essa é a minha questão. No fim das contas, o tempo ficou ainda menor para que a Argentina virasse um jogo de 2 a 0, de 0 a 2 para 3 a 2. E mesmo com esse tempo menor, eles viraram.

LBLeonardo Bertozzi

Vai além da arbitragem, né? Ele tira os 2 jogadores decisivos para os seus gols, o anulado e o que valeu, o Hassan e o Zico. Os jogadores saem do jogo, entra o Marmush, que é um nada na Copa.

?Voz C

Era um contra-ataque superioridade numérica e o Marmuxo erra um passe.

MMMário Marra

Já tinha saído do achô, né?

LBLeonardo Bertozzi

Fácil. É, já tinha saído do achô. Então assim, acontece, é do jogo. Aí assim, as pessoas têm uma mania de querer tornar tudo muito objetivo, muito preto no branco.

?Voz C

Mas é o que o João tá falando, a gente pode divergir sobre esse lance, nós estamos divergindo sobre esse lance, porque isso vai do critério interpretativo que Existem lances em que não existe a verdade absoluta.

ELEugênio Leal

Eu não tô— eu tô divergindo de mim mesmo porque eu não sei direito.

LBLeonardo Bertozzi

Não precisa ver o mundo, é aqui ou é ali.

?Voz C

E no lance que não existe a verdade absoluta, a gente tem que ter a maturidade de aceitar a decisão, cara. Aceitar a decisão.

LBLeonardo Bertozzi

E aí eu não repreendo o torcedor porque ele coloca a emoção na frente. Então deixa o torcedor reclamar.

ELEugênio Leal

Mas é que assim, absurdos têm que ser tratados como absurdo.

LBLeonardo Bertozzi

Mas o ponto do calçadinho é um ponto importante. O torneio perdeu a credibilidade dele.

?Voz A

Sem dúvida, sem dúvida.

?Voz B

É zero.

?Voz A

Ô Mário Mahá, vamos fazer o seguinte, mais um teminha aqui para nós, porque é o seguinte, se você quiser dar uma palavrinha sobre a história da arbitragem também, mas eu já estou virando aqui o assunto porque a gente tem mais 20 minutos de programa.

LBLeonardo Bertozzi

Pode virar.

?Voz A

O Jean Odi, no comecinho do programa, falou, fez aquela comparação de Argentina e Brasil. Os companheiros também passaram de alguma forma e tal. Eu queria só aprofundar um pouquinho mais, porque além dessa história da arbitragem, hoje foi um tema muito forte aqui no Brasil assistir o jogo da Argentina e lembrar do que foi o jogo do Brasil, tá? Então a comparação foi o dia inteiro, o dia inteiro, o dia inteiro. E aí eu quero te ouvir, Mário Marra.

Evidentemente que além do Messi, o que que a Argentina tem, essa Argentina tem que o Brasil não tem? Ou não teve?

MMMário Marra

Então, mas eu acho que assim, o Messi ajuda a explicar muita coisa, né? Os jogadores, ele é o melhor jogador, ele é um jogador espetacular. Os outros jogadores fazem tudo para agradar, fazem tudo por ele. E aí eu tô falando para agradar inclusive na questão física e tática mesmo, né? Eu preciso correr por ele, preciso me matar por ele. E depois que você começa a vencer vencer, vencer, você trabalha com um nível de confiança que há muito tempo o futebol brasileiro só tem o de clubes.

O de clubes, e 2 ou 3, 2, né, na verdade, eles têm nível de confiança muito elevado. Os outros não, os outros estão sempre tendo que provar e sempre tendo uma pressão imensa nas costas. Ah, eu vi muita gente falando que você não vê esse esforço do jogador brasileiro Cara, assim, eu não sei, eu não tenho um esforçômetro, né, um aparelho que vai medir ali o nível de esforço. Mas sem dúvida alguma, os caras da Argentina, eles têm muito esforço, eles.

Mas isso tá muito na cultura do futebol também argentino, né? Se for preciso ganhar no carrinho, vamos ganhar. Se for preciso ganhar na raça, vamos ganhar. É também a cultura do futebol gaúcho, é de precisar quebrar a trave, a gente quebra a trave. Mas eu acho que mais hoje em dia, assim, um gênio espetacular e a base de confiança, porque você consegue vencer, vencer, vencer. Porque falar que o futebol argentino dá aula de estruturação, de assim falar que a AFA— eu não tenho coragem de falar isso, né?

?Voz B

E eu entendo o seguinte, a gente sempre coloca, geralmente torcedor, quando o time não tá bem, fala que falta raça e falta garra. Às vezes o time dele tá lutando, tá correndo à beça, tudo errado, tudo errado, né? Você precisa saber como você faz, né? Não é o fato de correr, porque senão você colocaria velocistas em campo ou maratonistas, correriam 90 minutos e ainda fariam mais uma prova, mas tá tudo errado. Então a garra é uma coisa, e isso não faltou ao Brasil.

O que faltou ao Brasil, que eu vejo que falta ao Brasil, é ter jogadores com esse caráter decisivo de—

?Voz A

não é porque a qualidade o Vinícius tem, qualidade não é problema, qualidade outros têm.

?Voz B

Mas assim, em alguns momentos jogadores super importantes eles sentem, ficam pequenos. E você tem jogadores que nem sempre tem uma grande qualidade técnica que viram gigantes jogando. Mas quer um exemplo? Aqui tudo bem, você tem que ser bem mais velho para para lembrar disso que eu vou falar. Mas o Chicão na Copa do Mundo de 78 na Argentina, eu adoro quando ele dá exemplo que nem eu posso contar uma dessas. O Chicão entrou na Argentina, o Coutinho botou o Chicão, cara.

Batalha de Rosário, na Batalha de Rosário, cara, 0 a 0, primeiro jogo que eu me lembro de ter alguma lembrança na minha vida. Ele não era, ele não era o estilista, era um jogador do São Paulo, um jogador de meio de campo do São Paulo. Não era um craque, mas ele era aquele volantão, sabe? O que eu vou falar vai diminuir assim, mas é quando você fala, pois isso aí é um zagueiro, isso aí joga na fazenda. Quer dizer que o cara é rústico e que se chegar perto dele você vai para o alambrado?

Era o Chicão, cara. Então é o seguinte, é um comportamento que às vezes você— e não tô falando bater no adversário, eu tô falando ser respeitado pelo adversário, ter a consciência de onde você está e o que você pode fazer. E eu sinto que a seleção brasileira, ao longo desses anos todos sem título, de 2002 para cá, ela foi murchando, né? Você foi ficando pequena assim. E com jogadores que pode decidir o jogo, né? Então é um comportamento que é algo mental que eu entendo que precisa ser trabalhado para outras gerações.

?Voz C

Posso te citar um exemplo que não está na Copa do Mundo, e é por isso que eu vou citar o exemplo? A Itália em jogo decisivo hoje. A Itália entrou no jogo contra a Bósnia, tava ganhando de 1 a 0, teve um jogador expulso e sucumbiu. Acabou.

?Voz B

Itália que quando enfrentava a Alemanha, falar assim, eu lembro, tá do lado de Gerd Wenzel, 2006, Alemão perde de Wenzel em Dortmund. O Wenzel, ó, Alemanha sempre perde, não tem jeito. Falei, que isso, Wenzel? Mas não deu outra, Itália, cara, a Itália tomou conta da Alemanha dentro da Alemanha.

?Voz C

E o Cannavaro disse que eles tinham certeza no vestiário que iam ganhar.

?Voz B

É bom, então é isso, é isso, cara. É um negócio assim, mas é um, você vê como você tem E você pode perder.

?Voz C

E 20 anos depois você tá jogando na Bósnia e morrendo de medo.

?Voz B

Você não compra isso, você não tem para sempre.

ELEugênio Leal

Então, mas eu tô plenamente de acordo, mas até reforçando o que eu falei no começo, porque eu falei, tem muita coisa, não vi nada.

?Voz C

Deixa eu contar uma do Chicão rapidinho antes de mudar o assunto. O Barra vai lembrar, acho que ele tava nesse mesmo Bola da Vez com o Qualité de Calil, filho do Elias Calil, que era o presidente do Atlético. E o Chicão era odiado em Belo Horizonte por causa da final de 77. Ele desceu a lenha, né? E aí foram levar o Chicão. E aí ele conta que ele disse que ali ia trazer e falaram, cara, você tá louco, a torcida odeia ele. Falou, deixa ele vestir a camisa e entrar em campo primeira vez que você vai ver se a torcida não vai amar o Chicão. E não deu outra, né? Porque é isso, a torcida quer se personificar, cara.

ELEugênio Leal

Mas isso é um padrão, acho até, né, para contratações de jogadores polêmicos e tal, que, ah, tiveram passagem pelo rival, Essas coisas, o cara chega, faz 2 gols e pronto, muda tudo. Não, é que assim, eu, eu, o que eu queria dizer, que até falei um pouco no começo, é beleza, tem muita coisa que vem da confiança, é uma coisa adquirida, que é uma seleção que acabou de ganhar a Copa do Mundo, ganhou a última, né? Isso fortalece, confiança muito, muito, né?

Confiança, tranquilidade, quer dizer, o peso é menor. E a Copa América no Brasil forneceu Exato, começou ali. Mas assim, sabe, eu acho que se a Argentina perder numa semifinal de Copa do Mundo e voltar para casa, a escaloneta vai ser— você acha que já tá apelidada de infartoneta, né?

?Voz C

Você acha que hoje a Argentina perderia duas Copas América para o Chile do jeito que foi? Não é isso. Naquela época era o peso que a Argentina carregava.

ELEugênio Leal

Mas eu acho que vai além um pouco disso. Quer dizer, as coisas que eu me referi que eu tenho inveja lá no começo do programa, eu acho que vai além disso, é além da confiança, é um pouco o perfil dos caras assim, de maneira geral.

?Voz A

A história do caráter, né?

ELEugênio Leal

É isso, é que o caráter muitas vezes quando a gente usa caráter aqui, as pessoas acham que é falta de caráter. Exatamente, isso é mal interpretado, ninguém tá achando que é falta de caráter. Mas fala, Marra.

MMMário Marra

E não, e aí, William, assim, tava trabalhando hoje com a nossa querida Natália Pérez, né, conhecida como Natália Lenda, maravilhosa. E ela foi fazendo pergunta para os argentinos e eu fui ver depois porque ela tinha me falado o placar 14 a 2. Isso me doeu muito o coração, mas é isso, é o retrato do momento, 14 a 2. Quem é melhor, maior para você? A pergunta dela: Messi ou Maradona? Deu 14 a 2 para o Messi. Aí me doeu, porque eu sou da época de venerar Maradona.

Eu sou maradonista, adoro Maradona, nossa, acho espetacular. Mas quem tá vendo o que tá vendo e quem tá nessa aventura maluca que os argentinos estão no Catar, aqui nos Estados Unidos— esses dias eu fui para entrar aqui no Sport Center, William, um caminhão passando aqui Em Atlanta, caminhão grande, assado argentino, um caminhão. Os caras trouxeram um caminhão para cá para fazer um churrasco. Sim, quem tá vivendo esses dias vai venerar o cara que tá entregando isso hoje em dia, né? Vai falar do Messi.

ELEugênio Leal

Mas acho que o Marra matou a charada já, né? É amostragem contaminada, porque eu acho que assim, se você for para Buenos Aires, a coisa, a coisa Só que aí depende muito da geração. Então, mas geração, quem vai lembrar?

LBLeonardo Bertozzi

Quem há de lembrar de Di Stéfano?

ELEugênio Leal

Eu só acho que a coisa da geração, então, a coisa da geração vale para o Di Stéfano. E o argentino, eu acho que tem uma relação com Maradona que é nacional, que o brasileiro não tinha com Pelé. É, não, certamente não, mas é que ela é, ela parece Isso é um negócio perene, assim, uma coisa que não diminui. Tanto que eu sempre me surpreendo, né? Eu vou bastante para Buenos Aires, tá? Toda vez que a gente vai, cara, você tem o mesmo número de referências ao Maradona que você tem de referências ao Messi na cidade. Sim, eu tô dizendo de pinturas nos muros, de pôsteres.

?Voz B

É um estrangeiro no Brasil.

ELEugênio Leal

Exato, você não acha coisa, não é que você anda por São Paulo, pelo Rio de Janeiro por Belo Horizonte, que você vê um monte de coisa do Pelé, você não vê, você não vê.

?Voz B

Uma sugestão para Natália é buscar com os torcedores argentinos referências da Copa de 78, que a gente fala do Maradona da segunda, fala do Messi da terceira, e aí tem Maradona, Messi. Agora, os caras que abriram tudo isso era Oswaldo Ardiles, Mário Kempes, Passarella. Isso daí, perto dessa O Kempes é comentarista da ESPN.

LBLeonardo Bertozzi

E ele participa eventualmente dos programas da ESPN Argentina, ele trabalha na ESPN dos Estados Unidos. E ele é muito, muito respeitado, mas não tem a popularidade hoje desses outros citados.

?Voz A

Agora, nisso que a gente está falando, desse comparativo entre Brasil e Argentina, e falando de Messi, evidentemente, que é a grande referência, é um ídolo que ainda está nessa equipe. Esse cara que teria que ter sido essa referência desta geração para o Brasil, Foi o Neymar, aconteceu tudo que aconteceu, que a gente sabe. Nessa nova fase, essa nova transição agora, essa nova geração, esse pessoal que vai jogar em 2030 e outras Copas também, tem essa figura?

Tem essa liderança? Tem um potencial? Porque não tem, né? Mas tem um potencial de liderança? Seria o Vini Júnior?

ELEugênio Leal

Quem seria?

LBLeonardo Bertozzi

Hoje o jogador brasileiro mais destacado é o Vini Júnior. Pode ser que daqui até 2030 se transforme o Estevão nesse jogador. Dificilmente vai aparecer nesse curto espaço de tempo um novo jovem com todo esse potencial. Mas eu temo muito, porque vejo que a cultura brasileira, ela estraga jogadores jovens que aparecem com muito potencial. O Neymar é o melhor exemplo, ou o pior exemplo disso. Neymar foi estragado pelo ambiente em que ele viveu de futebol no Brasil.

Tudo o que girou em torno dele atrapalhou o desempenho dele enquanto jogador de futebol. E a gente vai voltar um pouco atrás e vai ver outras realidades, porque o Ronaldinho Gaúcho foi um gênio da bola, acabou muito cedo para o futebol. O Adriano acabou muito cedo para o futebol. E a gente vai buscar outros nomes. O Brasil, o ambiente do Brasil, isso vem desde o início da vida de cada um, das dificuldades de onde eles saem, mas como eles enxergam o futebol, o que o futebol representa para eles, para família deles, o que eles passam a ganhar em torno do futebol, o tanto de mentira que cerca essas pessoas em função de interesses de estar ali por perto para bajular, para ganhar alguma Algum benefício.

Isso tudo faz com que essas pessoas acabem não atingindo o nível de profissionalismo e de longevidade que a gente vê o Messi alcançar, que a gente vê o Cristiano Ronaldo alcançar, que a gente vê outros grandes jogadores do mundo alcançarem. O Brasil, o meio ambiente do Brasil, a maneira como os grandes craques do Brasil são tratados em todos os níveis, em todas as esferas onde eles circulam, estraga os jogadores de futebol brasileiros.

Futebol, tô falando nem das pessoas, sabe? O atleta de futebol, ele não consegue, ele sucumbe no meio do caminho para isso.

ELEugênio Leal

Mas sabe o que eu acho legal, Eugênio, dentro do que você tá falando e olhando especificamente para a seleção brasileira? E aí eu falo de dois caras com quem a gente conversou aqui durante duas horas para gravar o Bola da Vez. Se você olha, por exemplo, para o Estevão e para o Endrick, Eu acho que talvez eles tenham menos— bom, primeiro que eles foram embora muito cedo, então talvez eles já não estejam expostos a esse ambiente que você tá citando.

Mas também é evidente, né, e isso para mim, de novo, Neymar é um exemplo muito claro de que o ambiente familiar, os pais, o que a família espera, a coisa do que que a família espera do jogador, eu acho que, e cobra e exige do jogador, também ajuda muito, né? Ajuda ou atrapalha muito?

LBLeonardo Bertozzi

Eu acho que eu tô pegando as pessoas que cercam.

ELEugênio Leal

Especificamente para esta seleção brasileira, se a gente apontar, porque para mim o Vini Júnior já é uma realidade, é algo indiscutível, já tá ali hoje como o principal protagonista da seleção e chamou esse esse posto para si nessa Copa do Mundo. Mas você tem talvez as duas maiores promessas, que são o Estevão, para mim num patamar ainda acima, mas também o Endrick. Depois você tem o Ryan. Então, mas já estamos falando de dois caras que tem uma cabeça muito boa, que eu acho que esse negócio de talvez de se perder com algumas coisas ainda, né, são muito jovens, mas tem cabeças muito boas.

Nem parecem tão jovens como se a gente conversa com eles e inclusive conversa com os próprios pais. Então eu acho que nesse aspecto, de repente, a gente pode, pode ficar esperançoso, né? Quer dizer, pode ter um olhar de craques promissores para o futebol brasileiro.

?Voz A

Omar, quem você enxerga com esse potencial de líder? É o Vini mesmo?

MMMário Marra

É o Vini mesmo. Acho que no meio-campo, e concordo demais que Endrick e Estevão jogadores altamente confiáveis. Meio-campo, Bruno Guimarães. E tem um jogador assim que, pena que não tava na Copa, né, mas estaria na Copa, que é o Éder Militão, né. É um jogador já de 27, 28 anos, né, posso estar na minha conta, ele tem 27, 28. E é um jogador que tem mais uma Copa e que tem uma liderança e que tá, que joga em alto nível. Mas eu vejo muito problema por exemplo, a declaração que fez a CBF na convocação na última Copa, que não confia nos goleiros, que não tem um goleiro jovem brasileiro que poderia estar como terceiro goleiro.

Isso é um problema, porque, ah, ok, tal, agora vai ter uma renovação, tal, vai ter uma renovação, mas não tinha um para levar como terceiro goleiro? E eu acredito que essa avaliação deve ter sido uma avaliação bastante profissional, de alguém como Tafarel conversando com Ancelotti e trazendo jogadores jovens, convivendo, olhando no olho, treinando. Isso é preocupante.

?Voz C

Aliás, deixa eu fazer um parênteses rapidinho, já que o Marra tocou em goleiro. A gente não teve muito tempo de falar sobre isso, né?

?Voz A

Dessa vez, aliás, vamos falar bastante amanhã, viu?

?Voz C

Amanhã tem esse pente na pauta, mas pode falar, mas pode falar. Dessa vez Acho que ninguém vai conseguir botar a culpa no goleiro, né? Porque o Alisson faz uma defesa cara a cara com Odegaard no primeiro tempo, faz outra no segundo tempo.

?Voz A

Fora nos jogos da fase de grupos, teve defesas importantes, teve momentos importantes.

?Voz C

Já beirava desonestidade intelectual culpá-lo nas outras Copas. Nessa é só coisa de ignorante mesmo, para dizer o mínimo.

?Voz A

Aliás, você me deu um gancho, Marra, também de lembrar, o Linha de Passe de amanhã, até para a galera que tá no chat aqui, a gente vai meio que tem que montar o quadro da seleção brasileira, os jogadores que estão aí, faixa etária e tudo, e tentar analisar para quem encerrou realmente o ciclo, quem vai ter oportunidade, quem até pela casca, pelas Copas do Mundo, já que o Vini Júnior, por exemplo, já irá para sua terceira Copa do Mundo na próxima, né? A gente imagina, né?

?Voz C

Beirando 30, mas vai estar aí tudo.

?Voz A

Quem são esses jogadores que devem permanecer na barca? Esse aqui não presta e tal. É uma análise, sabe? Porque tem que melhorar, o que que precisa melhorar, o que que precisa renovar, de quem a gente espera, jogadores que não foram e que possivelmente, se permanecer no mesmo nível, estarão. A gente falou do Estevão aqui, o próprio Rodrigo, legal, Éder Militão que a gente falou, Wesley, quem sabe, tudo posições mais carentes onde a gente tem que ter um olhar especial para laterais, para goleiro, para meio. Vai ser legal.

?Voz B

Com o Ancelotti vai pensar a maneira de jogar do Brasil.

?Voz A

Exatamente. E Isso, exatamente.

?Voz B

Ele veio rapidamente, escolheu um formato, abraçou para Copa porque não dava tempo. Agora ele tem 4 anos.

?Voz C

Beraldo, Vitor Reis, vai ficar até amanhã.

LBLeonardo Bertozzi

Só uma coisa curiosa, a gente assistindo, você tinha perguntado sobre uma comparação Brasil e Argentina. Tem tanta coisa para a gente falar que dá para fazer uma semana de programa sobre isso. Mas um ponto que me chama atenção, a gente debateu hoje o quê? O que que faltou? O que que falta para seleção argentina, principalmente hoje? Jogadores de lado.

?Voz A

Nós também.

LBLeonardo Bertozzi

Não, que que sobra para eles?

?Voz B

Nós temos, nós temos, mas o que nós temos é só jogador de lado.

?Voz A

Desculpa, você falou jogador de lado, eu pensei laterais.

LBLeonardo Bertozzi

A gente tem só jogador de lado.

?Voz C

Fazer um combinado, a gente tem um monte.

LBLeonardo Bertozzi

Nós não temos meio-campistas, a gente tem sobrando.

?Voz B

Verdade. Manda o Messi, a gente manda uns 2.

?Voz A

Muito bem, é isso, gente. Mário Marra.

?Voz B

Para 2030, 2030.

?Voz A

Obrigado, hein? Vai ganhar aguinha hoje, cervejinha, alguma coisa aí, ou hoje vai ter que pagar?

MMMário Marra

Já, já. Não, não, não, não, não, não, não. Mas a moça do hotel aqui vai trazer uma água.

?Voz B

Atrás de você é um trailer ou é um forno a lenha?

?Voz A

É uma árvore de Natal ali atrás.

MMMário Marra

Não, não, não, é um caminhão desativado, um caminhão desativado.

?Voz B

É um trailer, né? É, eu já achei. Falei, pô, podia ser um forno a lenha, já fazer uma pizza, né?

?Voz A

Ali é um trailer, é onde fica o Marra. O Marra se marquei. Camarim especial, tipo filme, sabe? Quando vai gravar o filme e tal, os atores têm lá os seus trailers e tudo, onde tem o atendimento especial.

?Voz C

Tá nessa ativa aí desde cedo hoje.

?Voz A

Tchau, Mário Marra, obrigado, viu?

MMMário Marra

8 horas da manhã.

?Voz A

Valeu, vamos que vamos! Valeu, meu povo, beijo para vocês, brigadão! Amanhã, linha de passe e volta, e amanhã mesmo, né, que não passar passamos da meia-noite.

LBLeonardo Bertozzi

Milagre, né?

?Voz A

Olha só, que sebra mesmo! Acabou o corujão da Copa às 10 da noite. Amanhã não tem jogo, né? Mas a partir de quinta já começa as quartas de final. Beijo!

Messi dá recital nos minutos finais, Argentina tem virada apoteótica contra o Egito e avança para as quartas da Copa do Mundo - Linha de Passe | Castnews Index — Castnews Index