Espanha marca no fim, elimina Portugal, 'aposenta' Cristiano Ronaldo de Copas e vai às quartas - Linha de Passe
No Linha de Passe desta segunda (6), nossos comentarista analisaram tudo da eliminação precoce da Seleção Brasileira, da queda de Portugal contra a Espanha e da classificação da Bélgica contra os Estados Unidos! Vem com a gente!
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William
André Kifuri
Gustavo Hoffman
Gustavo Zupac
Jean
João Castelo Branco
Pedro Almeida
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Muito bem, fã de esportes, o Linha de Passe está chegando com a classificação da Bélgica. Bélgica apareceu, deu as caras. Essa é a Bélgica que o povo gosta, essa é a Bélgica que o povo quer, né? 4 a 1 para cima do Balogun— não, desculpa, da seleção norte-americana, certo? 4 a 1, está classificada a próxima fase, vai enfrentar a Espanha. A Espanha bateu Portugal por 1 a 0 com gol no finalzinho. A gente vai falar dos dois jogos, desse enfrentamento, também da despedida de Cristiano Ronaldo das Copas, eu acho, né?
E claro, o dia da seleção brasileira pós-eliminação. A gente vai projetar um pouquinho o que pode ser essa seleção para o próximo ciclo. Daqui a pouquinho no Linha de Passe, a gente segue no YouTube, no TikTok, na ESPN, no Disney Plus. Fique à vontade aí que são 2 horas de programa até 1 da manhã pra gente conversar. A gente volta daqui a pouquinho. Falar da beleza de Jean Odi é chover no molhado. Então, tô elogiando o conteúdo de Jean Odi aqui no nosso chat.
Aí já é mais raro.
Pode mandar mensagens elogiosas. Mensagens elogiosas, elas são bem-vindas também. É tanta porrada que quando elogia, a gente quer. É gostoso, gostosinho pro nosso coração também, viu? A gente já vai falar dessa classificação da Bélgica, da classificação da Espanha, seleção brasileira. Vamos girar vários companheiros aí. O Gustavo Zuppacchi, tem o Gustavo Hoffmann, tem André Kifuri, tem uma galera para conversar com a gente hoje no programa.
Mas antes de qualquer coisa, eu quero abrir essa linha de passe com Leonardo Bertozzi, como consequência do programa de ontem e vários posicionamentos que decididamente passaram dos limites. Eu não vou nem qualificar alguns deles, é melhor não. Eu vou abrir aqui com Leonardo Bertozzi para o Léo falar.
Obrigado, tudo bem, William? Boa noite, boa noite, companheiro. Boa noite, fã de esportes. Sabe que o garoto, quando ele começa a jogar bola na infância, né, ele sonha em jogar no time dele, né, do coração, né?
Sim.
E porque é o grande objetivo da vida dele, né? E eu sempre tive o Linha de Passe para mim como se fosse isso, cara, como se fosse um menino que quer jogar no time dele, né? Então quando eu realizei esse sonho, para mim foi isso. Né, porque eu vi os meus ídolos da comunicação aqui, eu vi os caras que sentavam nessa mesa aqui. Pô, o Linha de Passe é um programa que na Copa de 98, né, quando eu ia, quando eu ia fazer vestibular para jornalismo, eu assistia o Linha de Passe.
Ainda nem imaginava que ia estar aqui um dia. Mas uma coisa que o Linha sempre foi para mim foi o lugar para estar nos grandes momentos, porque eu sabia que eu ia ver no Linha as opiniões que me representariam. E por coincidência, agora há pouco eu tava vendo o Gabriel Wacker, para quem eu mando um abraço, né?
Obrigado pela citação.
Muito generosa sobre a nossa cobertura e sobre o Linha de ontem. E ele disse uma coisa que me pegou muito: o torcedor nessas horas de eliminação, ele quer se sentir representado, ele quer, ele quer um pouco de sentimento também, ele não quer só Por que que as alterações não deram certo, e não deram, por que que a bola não entrou. Ele quer ouvir um pouco também do sentimento dele. E eu, sem querer trazer elogio para o nosso lado, até porque quem tem que fazer isso é o outro lado, eu acho que a gente conseguiu fazer isso ontem, né?
E se a gente foi mais duro em alguns momentos, especialmente na atitude do atleta Neymar no final do jogo, foi porque aquilo nos incomodou. E sempre que algo incomodou alguém nessa mesa, foi dito, foi dito. O Linha do 7 a 1 é um Linha histórico, histórico. Ele até hoje é referenciado como um programa histórico, como um documento histórico de um momento pegado, pesado do futebol brasileiro, né? E as pessoas ainda falam, cara, que é o lugar que eu quero estar nos momentos que eu preciso me identificar com o que vai ser dito.
Então assim, de tudo que foi recebido ontem, de repercussão, de gente que acha que um jogador de futebol é intocável e não pode ter uma postura criticada, eu fico com o outro lado, de muita gente que se sentiu representado e mandou mensagem falando que se sentiu representado, que ouviu o que queria dizer. E se para muita gente não era o que queria ser dito, no mínimo a gente espera respeito, no mínimo a gente espera a discordância saudável, porque isso faz parte.
Nem todo mundo é obrigado a concordar com o que é dito aqui, mas é obrigado a ter respeito por quem fala, né? Então eu quero principalmente agradecer a todo mundo que teve ontem e dizer que é uma honra fazer parte do Linha, cara, e é uma satisfação. E agradecer vocês também pela companhia de sempre, pela solidariedade. E vamos que vamos, que tem muita Copa ainda pela frente e a gente espera fazer menos linhas de eliminação e mais linhas de vitória, né, como foi em 2002, né?
Porque a gente tem uma responsabilidade muito grande como fã de esporte, que é falar o que a gente pensa, não é lamber ninguém.
É um prazer e uma honra ter você com a gente sempre. Tamo junto conosco.
Essa mesa, o Linha Sem Eliminação durou de 98 a 2002. É isso aí, desde 2002 para cá É, é duro.
Ontem, ontem tava me perguntando como é que a eliminação. Falei, gente, eu tava no lindo 7 a 1. Isso aqui a gente, infelizmente, a gente já tá acostumado, calejado com essas eliminações e com os fiascos da seleção brasileira. Infelizmente. Vamos ver se muda no próximo ciclo. Aliás, vai ser tema desse programa, hein? Vamos abrir agora falando desta vitória da Bélgica, esta goleada da Bélgica sobre os Estados Unidos, 4 a 1. Ô Infantino, o que será que tá passando na tua cabeça agora, hein, garoto?
Acho que ele tá pensando: me livrei de uma, hein?
Será que o Trump vai me ligar para tentar reverter alguma coisa aqui? Foi muito impactante, 4 a 1 não dá para reverter, vai ficar devendo favor, Infantino.
Ele deve estar pensando: até 3 a 1 eu dava um jeito.
Isso, 4 a 1, é quase quarto gol. Acho que ele vai falar, quando o Trump ligar, ele vai falar assim, ele vai falar isso: falar, Trump, 3 a 1, eu tava, tinha uma saída aqui, tinha uma saída, cara. Aí você tem que conversar com teu treinador, teus jogadores aí, porque eu Eu não posso fazer milagre também, né? Não sei, quem sabe ele negocia uma outra Copa nos Estados Unidos depois da próxima que vai ser na Europa. Copa América, pode ser a Copa América, nunca sabe, né, o que que vai, quais são esses trâmites, quais são essas coisas, esses enroscos.
Como é bom defender o Klaus, hein?
Não é?
É, tá certo. E bom, a gente vai falar muito disso, vamos falar disso, vamos falar, porque esse tema não tem como, amigo.
Seguinte, sabe, este jogo Bélgica e Estados Unidos, a gente vai falar do jogo, a gente vai falar de uma Bélgica que foi bem finalmente na da Copa do Mundo, etc., é desse confronto contra a Espanha. Mas evidentemente esse assunto envolvendo a retirada do vermelho do balão, essa suspensão do vermelho do balão por um ano, tem que ser tema aqui, não tem jeito. É uma mácula nessa Copa do Mundo, definitivamente, né? É uma mácula histórica.
Todo mundo vai lembrar disso daqui a 3, 4, 5, 6 Copas do Mundo, vão lembrar desse momento. E coincidiu com a eliminação dos Estados Unidos. Deixa eu ir com Gustavo, Gustavo Zupac, primeiro. Primeiro Gustavo Zupac pedindo passagem aqui, porque parece que você acompanhou o jogo aí em meio a torcedores norte-americanos, né? Eu queria te ouvir também aí sobre essa goleada da Bélgica aí, que avança e finalmente dá as cartas aí nessa Copa do Mundo, né? Vai às quartas de final.
Tudo bem?
Tudo bem, William. Um abração para você, para os companheiros e para o Fundo Esporte. É verdade, acompanhei o jogo aqui neste bar que está atrás de mim, é um bar aqui em Miami. Que serve de concentração para a torcida organizada dos Estados Unidos, né, os American Outlaws, os americanos fora da lei. Gostei do nome. E eles deram uma festa muito legal, foi muito interessante acompanhar o jogo com eles, porque assim, é um esporte que tá aos poucos sendo inserido nas últimas décadas, né, cada vez mais, mas aos poucos sendo inserido na cultura do americano.
Eu tava curioso para ver como é que eles iam se comportar E é algo, algo entre a cultura de esportes americanos e a nossa maneira de torcer. Não é nenhuma coisa nem outra, é algo no meio do caminho. É interessante. Tinha aqui centenas de torcedores, vibraram muito, cornetaram o Freese, o goleiro, quando ele vacilou no terceiro gol da seleção belga. Se animaram quando os Estados Unidos ameaçou reagir, mas não conseguiu reagir, fez o gol de empate, logo depois sofreu o gol.
Acho que foi uma boa experiência, William, para mim, né? Para eles não, porque o time tomou de 4 e deu adeus à Copa do Mundo. Acho que foi uma atuação muito fraca da seleção do Maurício Pochettino, especialmente do ponto de vista defensivo, né? Um time que permitiu muito à Bélgica desde o começo, tentou apostar em transição para atacar, e no fim das contas a seleção do Pochettino nem defendeu bem nem atacou bem, e a Bélgica enfim se apresentou para o jogo, né?
Então é fim de uma jornada que para os estadunidenses, para os americanos foi uma jornada positiva, foi uma boa Copa do Mundo do ponto de vista do torcedor, e curtida aqui no país por eles como uma boa jornada da sua seleção, batendo oitavas de final, que não é muito comum para seleção dos Estados Unidos. Mas hoje uma frustração, o jogo acabou muito rápido, né? Depois do 3 a 1, o jogo já praticamente se encerrou, e foi uma equipe que mostrou pouquíssima resistência.
Sobre o assunto do Balogun, William, mais cedo eu fiz uma rápida aparição no Equipe F, né? Que você estava lá. E eu entrevistei um torcedor que gosta, acompanha muito futebol, e eu perguntei para ele: você acha justo o Balogun jogar hoje? E ele ficou desconcertado porque ele não acha justo, mas ele não podia falar que não achava justo porque é o torcedor, né? Então assim, até para os norte-americanos, essa revogação da suspensão por hora do Balogun gerou um desconforto.
Eles ficaram felizes porque o artilheiro do time ia jogar, Mas no fundo todo mundo sabe o quanto que isso cruza a linha, né? E a UEFA usou esse termo, o quanto que essa medida da FIFA e do governo dos Estados Unidos perante a FIFA cruza uma linha muito perigosa, né? E ficou, ficou feio para todo mundo. Ficou feio para o Gianni Infantino, que hoje teve que soltar nota, a FIFA soltar mais uma outra nota com seu comitê disciplinar para explicar que tudo bem, teve a ligação, mas não foi a ligação do Donald Trump que fez a FIFA mudar a punição do Balogun.
Ficou feio porque todo mundo sabe que foi, e ficou feio até para o Rafael Claus, né, que foi chamado de suspeito, árbitro suspeito. Uma declaração muito infeliz do presidente dos Estados Unidos, é que de alguma forma investigaram a vida, o trabalho do Rafael Claus, e identificaram ele como um árbitro suspeito. Muito feio, muito ruim. Assim, é uma mancha, é uma marca nesta Copa do Mundo. Não é a primeira vez que a FIFA revoga um tipo de suspensão, mas em uma Copa do Mundo é, envolvendo o país sede, depois de uma ligação do presidente.
É o tipo de interferência que de alguma forma mancha não só a Copa do Mundo, mas de uma maneira muito clara cola uma marca política indevida, né, do presidente da FIFA, o Gianni Infantino.
Muito bem. Zupa continua com a gente. Zupa, quer participar do debate aqui? É só chamar também, vou te acionar. Mas pode dar os pitacos aí, ficar à vontade aí, meu querido. Tá perto do bar, pode até puxar uma cadeira aí para ficar um pouquinho mais confortável. Gustavo, de repente bater um papo, né? Fica mais tranquilo, hein? O outro Gustavo já tá com a gente também. O Hoffman tá ok também? Então deixa eu acionar também o Gustavo Hoffman.
Já girando a nossa galera aí em loco para falar dessa classificação da Bélgica. A Bélgica acordou, hein, Gustavo Hoffman? Justamente, sabe que deu a impressão, Hoffman? Eu quero pegar tua impressão também. É que esse caso todo acabou mexendo com os jogadores da Bélgica, treinador, etc., como se precisasse dar uma resposta, sabe? E a gente sabe que essas coisas funcionam como motivação, né? Parece que teve um pouco disso hoje também. Queria tua impressão sobre isso também. Um abraço para você.
Também tenho essa impressão, William. Um grande abraço a você, a todos no estúdio, ao Zupac, ao fã de esportes. Estou em Dallas, onde eu acompanhei a classificação da Espanha contra Portugal. Daqui a pouquinho a gente fala mais da vitória espanhola por 1 a 0. Só para situar, explicar onde eu estou, estou na Founders Plaza, Praça dos Fundadores de Dallas. E aqui ao fundo, do meu lado direito, é possível ver o memorial em homenagem ao JFK, John Fitzgerald Kennedy, que foi assassinado aqui em 1963, bem aqui ao lado.
A Dealey Plaza, local do assassinato do JFK, ela fica a uma quadra exatamente aqui à minha esquerda. Local então uma quadra histórica para os Estados Unidos, marcante na história do país, que completou 250 anos ontem. Não, antes de ontem, né, 4 de julho. Se eu não me engano, hoje é 6 de julho, né, tô completamente perdido nas datas. Enfim, foi dia de classificação da Espanha e dia de classificação da Bélgica. Jogo absolutamente tranquilo da seleção belga, de imposição e domínio do meio-campo.
A vitória belga, ela se tornou fácil porque os belgas controlaram o meio-campo. Houve falhas individuais decisivas do lado dos Estados Unidos, o Matt Freese principalmente no lance do terceiro gol, em um momento em que os Estados Unidos sonhavam em reagir, porque o gol foi um achado, uma bola que o Courtois não teve muito o que fazer no desvio, na cobrança de falta do Malick Thielmann. Segundo gol dele de falta no Mundial. Ele que já tinha jogado muito bem na temporada com o Leverkusen, né?
O Malenkiwicz, ele faz o gol, a bola desvia, o Courtois não tem muito o que fazer. Aquele sopro de esperança para os Estados Unidos, mas aí o terceiro gol sai logo na sequência, muito rapidamente. A Bélgica em nenhum momento permite que os Estados Unidos tente tirar o seu controle do jogo. E aí destaque para Tielemans, O Onana, que começa o jogo, se machuca, entra o Vanaken, veterano, 33 anos, experiente jogador da seleção belga.
A gente tá cansado de vê-lo jogando na Champions League pelo Bruges, sempre é um destaque do Bruges na Champions League. O Vanaken teve uma grande atuação também saindo do banco de reservas. Então o Haskens, que foi titular também, De Bruyne no banco de reservas. A Bélgica ganhou o jogo para mim no meio de campo, no meio de campo, tendo também uma atuação decisiva do De Ketelaere no ataque, marcando gols, abrindo a vantagem. Então não vejo a Bélgica subindo de patamar, William.
Sinceramente, eu acho que foi uma vitória esperada de dois times de patamares diferentes. A Bélgica é melhor do que os Estados Unidos. A seleção estadunidense, na minha perspectiva de Copa, surpreendeu. Eu não achava que os Estados Unidos chegariam tão longe e nem que teriam jogado tão bem como jogaram algumas partidas, principalmente aquela contra o Paraguai. Eu sempre tive muitos questionamentos em relação ao trabalho do Maurício Pochettino. A Bélgica avança, mas para mim sem grandes perspectivas de seguir adiante.
A gente chegou a falar aqui, né, Jean, sobre um equilíbrio nesse confronto, muito por conta, claro, do fator casa, da empolgação dos jogadores norte-americanos, que elas estavam dando certo e tal, até surpreenderam, como o próprio Hoffmann falou e tudo. Que que aconteceu então, hein? Porque foi um atropelinho, hein? Tudo bem?
Tudo bom, William? Boa noite. Pois é, primeiro que eu acho o seguinte, até olhando um pouco para o que tinha sido a Copa até aqui, Quem fosse olhar apenas para futebol, eu até entenderia esse alguém torcer pelos Estados Unidos, pelo que os Estados Unidos tinham feito até então. Os Estados Unidos tinham jogado mais bola que a Bélgica até então, mas obviamente, por tudo que aconteceu fora de campo, a vitória da Bélgica foi uma redenção do futebol, né?
A vitória da Bélgica salvou o futebol, de alguma maneira salvou a Copa do Mundo, porque você imagina se os Estados Unidos tivessem ganhado esse jogo por 2 a 0, 2 gols do Balogun. Putz, o que não ia ser, quer dizer, você já ia ter tirado uma seleção da disputa por um jogador que não deveria estar em campo. Acho até que a gente pode discutir a falta em cima do Balogun, que gerou o gol dos Estados Unidos. Então, de alguma maneira, ele participou ali do gol dos Estados Unidos.
Mas é claro, acho que a vitória da Bélgica é uma redenção para o futebol, é uma redenção para Copa do Mundo, tira os Estados Unidos, que no fim das contas ajuda a FIFA a não passar mais vexame. Porque a FIFA tá passando vexame atrás de vexame com as atitudes do Donald Trump, né? Saiu ali o segundo gol da Bélgica, eu já vi o Trump pegando o telefone. Mas como disse o Calçadão, na hora que é 4 a 1, não tem muito o que você fazer, não dá pra fazer mais nada.
Foi um passeio da Bélgica, que jogou muito mais, que mereceu se classificar, que é melhor. Mas o que chama atenção é que foi uma Bélgica que não tinha Doku, que não tinha De Bruyne, que não tinha Lukaku. Então assim, foi uma Bélgica que abriu mão das suas grandes estrelas e por isso talvez tenha jogado com uma intensidade muito maior, né, com uma outra rotação em relação ao que a gente tinha visto nos outros jogos. E repito, mereceu vencer por 4 a 1 e faz pelo menos esse tipo de vexame de influência dentro de campo parar agora, porque o Trump não vai mais pegar o telefone para tentar beneficiar nenhuma seleção, né?
Sabe o que chama atenção? O quanto o Trump fez questão de deixar claro que foi ele mesmo. Porque o que que ele quis fazer? Ele primeiro, ele vai nas redes sociais e diz que foi ele. Depois ele dá entrevista dizendo tudo que diz. E quando ele faz isso, ele humilha, ele pisa no infantino, porque ele diz: olha, o meu capacho atendeu aos meus desejos. Foi isso que ele fez no momento que ele torna público, porque ele podia ter ficado feliz simplesmente com a retirada.
Você acha que o Infantino tá preocupado?
Não, é um pouquinho, eu acho que sim, viu?
O Infantino criou um prêmio da paz para o Trump.
Eu sei, mas é que é quando pega dentro do campo, eu acho que a coisa, a coisa foi mais dura. Agora você tá mexendo no resultado esportivo, toda confiança. Então eu acho que tudo bem, ele pode não ter, não estar completamente abalado, mas me parece que assim, a repercussão foi toda muito negativa. E para sorte do Infantino, os Estados Unidos foram eliminados, porque senão eu não duvido que o Trump pegaria o telefone mais uma vez ali para tentar alguma interferência no campo de jogo, o que é ainda mais grave do que ele já tinha feito.
É isso aí, 4 a 1 contra o Brasil.
Posso trazer um contexto, Willian?
Pode, pode, Guga, vai lá.
Porque essa visão, da qual eu estou de acordo e faço parte, Jean, ela é global, mas ela não existe aqui nos Estados Unidos. Aqui nos Estados Unidos, a repercussão da anulação do cartão do Balogun foi extremamente positiva. Difundiu-se aqui a ideia de que o cartão vermelho para o Balogun foi injusto, que a falta não foi para cartão vermelho. Eu vi diversos analistas nos mais variados canais e meios nos Estados Unidos falarem isso.
A torcida comprou essa ideia. Então eu só queria trazer esse contexto, que a repercussão negativa ela existiu na América do Sul, na Europa, imagino que nos outros continentes. Falo com tranquilidade da Europa e da América do Sul, mas aqui nos Estados Unidos a repercussão da anulação do cartão vermelho do Balogun e a sua suspensão foi positiva.
Só bom lembrar, né, nós estamos falando de um país que conhece muito pouco o futebol, que não tem nenhuma intimidade com essa modalidade. Eles não sabem que tem suspensão automática, eles não sabem que não pode retirar um cartão vermelho.
Ele fica desesperado assim, será que acharam que o time ia jogar com 10 se não jogasse o Balogun?
Só foi justa, né, só para deixar claro.
Fala, Zupac.
Não, a expulsão foi justa, né?
Só para deixar claro, por mais que seja um acidente de trabalho, ele pisa com a trava da chuteira no tornozelo, dobra o tornozelo, não tem como fazer.
O Berner ia falar alguma coisa aqui. Tudo bem, Berner?
Não, é só tá lembrando rapidamente, dá boa noite a vocês, Jean Noel, aos Gustavos, aos fãs do esporte, que quem desmantelou a direção antiga da FIFA foi o FBI.
Eu tinha pensado isso, porque assim, quem tem, tem medo, né?
Ou seja, é isso, é claro, quem tem, tem medo. Essa é uma questão, aquelas coisas que eu tava falando aqui, né?
Aquelas lavagem de dinheiro e todas as coisas que a gente viu ali.
E vamos falar a verdade, aquelas artimanhas de bastidores. Vamos, a gente precisa também ser claro, quer dizer, é óbvio que isso tem a ver com a consciência do Infantino de que este governo dos Estados Unidos ele tem muito menos pudor de usar toda a sua máquina global para interferir nas coisas do mundo, como tem acontecido. Então assim, se o outro governo já fez o que fez porque tinha ficado magoado por perder a Copa do Mundo, você imagina este governo fazer isso?
E não é um governo que tenha pudor em tomar crédito por coisas eticamente erradas. Perfeito, né? Por isso que ele fez o que fez. É isso, né? O importante é ter o crédito.
É isso o que ele fez com Infantino, ele fez com alguns chefes de Estado, aliados dele.
Exato, verdade, você tem razão.
Calça, eu vou te passar a palavra. Vamos fazer o seguinte, o João Castelo Branco conversou com alguns norte-americanos sobre essa situação, né? E aí volta para você depois dessa, dessa, desse giro com os torcedores ali, para saber o que eles pensam. Gustavo trouxe um lado interessante da repercussão nos Estados Unidos com relação a esse cartão vermelho. Vamos ver o que o povo conversou com João Castelo Branco. Vamos lá, João.
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So, esse é um ponto aí.
Parabéns para esse aí.
Esse com a pronúncia bem melhor.
Parabéns para esse aí.
É porque assim, eu não vou, não vale nem entrar no mérito se é para cartão, se foi o lance para vermelho ou não foi o lance para vermelho.
Interessa isso.
Só para explicar assim, de onde vem isso? Todo mundo citou muito o caso do Garrincha, né? Da expulsão de 62, que ele ficou fora, que ele ficaria fora da final, mas não tinha nem cartão vermelho. Não teve julgamento, não existia cartão vermelho. Os cartões vêm depois do caso do Ratinho, né? 66, que ele é, que o juiz tenta expulsá-lo, ele faz que não entende o jogo, né? Aí 70 começa a ter os cartões, mas na época não existia automática.
Então tudo, toda expulsão tinha julgamento. Só que aí sumiu súmula, o juiz sumiu, né?
Os dirigentes brasileiros é que o juiz, que era uruguaio, isso, né? Foi jogo contra o Chile, né? Gaixa tomou porrada, revidou, isso, né? Foi retirado de campo, não tinha cartão. O juiz não compareceu, isso é dado na conta da gestão brasileira do esporte daquela época. Então, por isso não houve um julgamento e por isso o Garrincha atuou na final da Copa do Mundo.
Não é uma comparação correta porque não havia suspensão automática, mas é um dos motivos pelos quais é uma cláusula pétrea, cara. Assim, cartão vermelho, suspensão automática, a não ser que seja um cartão vermelho objetivamente errado, né, cara? Assim, tipo, muita gente levanta, ah, mas e o caso do Plata no passado? Sim, o Plata levou o segundo cartão amarelo num lance em que ele sofreu a falta. Volta, entendeu? Aí você tem um argumento objetivo para falar, cara, esse cartão aqui ele não deveria ter sido aplicado, ele foi contra a lei do jogo, ele só não foi alterado porque o VAR não podia intervir. Então não dá para comparar as situações.
É, ainda que o que se diga que assim você só pode realmente retirar ou mudar se a regra foi mal interpretada pelo árbitro.
Perfeito.
Quer dizer, o árbitro não conhece a regra, né? E toma uma decisão baseado em algo que não tá ali no jogo.
E aqui é mais grave, porque na nota do Comitê Disciplinar é o seguinte: ó, não, porque ele entrou em campo depois do jogo expulso, e aí isso não pode. Então a gente aumentou a pena, mas aí a gente suspendeu a pena, sabe como é que é? E assim, ah, por quê? Porque a gente pode. Existe lá um artigo disciplinar, que é o do Comitê Disciplinar, que é o artigo 27, que é A FIFA pode mudar qualquer punição, se não for coisa de manipulação de jogo, ela pode suspender qualquer pena que ela quiser suspender.
E eles falaram isso. Aí eles falaram justamente isso, ó, a UEFA tá reclamando aí que cruzaram a linha, mas nos campeonatos da UEFA a gente vê cartão sendo retirado direto e eles não falam nada.
Exatamente.
Então, tipo, o argumento para a decisão foi, nós podemos. O argumento foi só esse. Nós fizemos porque nós podemos. Né? Então, argumento técnico não existe. Então assim, foi uma coisa muito constrangedora. Teria sido muito constrangedora uma vitória dos Estados Unidos, mas não deixa de ter sido porque a Bélgica venceu. E a mancha tá aí, cara. A mancha tá aí, ela não vai embora por causa do resultado. E é muito importante que não se esqueça que isso aconteceu. Ela diminui, poderia ser pior se tivesse vencido o gol do Balotelli.
Porque já teve gente criticando, passa pano para CBF. Na época não tinha CBF, era CBD.
E você fala que esse programa passa pano para CBF, aí realmente, aí eu vou embora, aí eu vou embora, hein.
A Bélgica inclusive disse que estava jogando sob protesto e ela teria motivos para questionar a alineação, tava falando espanhol, a escalação indevida do jogador, porque ela poderia, né, tentar contestar o resultado depois. Imagina um tapetão na Copa do Mundo.
E acho que tem um problema que perdura agora, que é assim, as seleções que têm jogadores suspensos para a próxima fase, a França A França já se mexeu, a Inglaterra tem que se mexer.
Teve um parlamentar britânico que mandou uma cartinha para FIFA, falou: gente, aí, aí, o Konsar, que foi expulso ontem, é porque aí é isonomia, é jurisprudência, é total, total. Qual o motivo para qualquer jogador que foi expulso agora por falta violenta ser cumprido suspensivo agora, né?
Isso que eu quero ver. Calçado, passar para você o artigo 27 que ele fala, né, do código disciplinar. É, foi um período probatório de 1 ano, suspenso por um período probatório de 1 ano esse cartão. Caso o Balogun cometa outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante esse período probatório, a suspensão será revogada e a sanção aplicada sem prejuízo. Mas assim, eles falam aqui em gravidade, gravidade semelhante, ou seja, é quase gravidade.
Esse negócio de Trump infantil acabou saindo, alguém saiu Grávido, mas de tão grave que foi, cara, seguinte, o que o Trump tenha um completo desprezo pelo futebol e utilize os momentos do futebol ao seu bel prazer, tá tudo certo dentro da visão dele de mundo, onde todos estão abaixo dele. Agora, que o Infantino, que é o guardião Mó, é o máximo do futebol. Aceite isso. Para mim, eu não vejo diferença da crise do Blatter, José Maria Marim, Marco Polo Del Nero, todos aqueles caras foram presos.
O, como era, o Jerome Valk. Sim, nossa, Jerome Valk era um leão aqui. Lá os nossos colegas relatam nos Estados Unidos a dificuldade de trabalhar das instalações, de tudo. Pedro Ivo ontem falou isso. Então é o seguinte, na verdade a Copa foi feita de qualquer jeito para FIFA colocar 13 bilhões de dólares na conta e vale tudo. Então o que o Infantino fez foi colocar em risco o futebol no mundo, porque é o seguinte, nós vamos ter Campeonato Brasileiro, nosso podcast, não, café, cuidado, futebol do Brasil, 600 edições, calçade, a gente tá bem, pô.
Hoje, justo antes de a gente chegar, ele coloca isso É o seguinte, agora quando voltar a Libertadores da América, o Brasileirão, é, por que não pedir a mesma coisa?
Opa, imagina!
E por que não em todas as competições agora? No Mundial de Clubes, porque ele, né, a FIFA agora ela promove eventos o tempo todo, ela é uma concorrente de todas as outras associações. É por isso que a UEFA olha para FIFA, fala, daqui a pouco elas vão tomar a Liga dos Campeões. Da gente.
Vai ver no Mundial, próximo Mundial, quantos times vai ter.
E tá aí todo mundo feliz, você pega dinheiro, pega dinheiro dos árabes, pega dinheiro de tudo que é lugar, enfia nos clubes, os clubes ficam calados. Mas o que ele fez é te permite a não acreditar mais em nenhum resultado esportivo. Quem me garante que se a Argentina foi campeã mundial não foi a ligação do Trump pro Infantino pra ajudar o amigo Milei? Eu posso acreditar nisso.
Agora dá para acreditar em tudo.
Eu posso imaginar tudo isso.
O mundo do futebol pode imaginar. Então nós somos num sentido muito perigoso de algo que já é instável, porque não é o mundo mais estável e que você pode acreditar.
E o torcedor de futebol, ele já tem uma tendência natural a conspirar, a acreditar em teoria da conspiração.
Agora é oficial.
Então quando você alimenta isso, quando acontece um caso que é comprovado de interferência, você eleva isso, né? Porque é isso, você permite que esse cara fala: ah, então eu tava certo, então pô, daqui a pouco tudo é possível.
E negar os outros pedidos com que argumento? Pois é, até pedidos exatamente parecidíssimos nesta Copa do Mundo.
E tem mais, diga, e tem mais: dois pesos e duas medidas. Imagine, imagine, imagine se a interferência tivesse sido feita por uma, por um país africano, por uma nação africana em sua respectiva federação de futebol. Essa nação, essa federação seria automaticamente suspensa pela FIFA, como ela cansou de fazer nos últimos anos, cansou de fazer e propagar que interferência política, a interferência direta do Estado na federação, resulta em suspensão.
E ela fez isso com alguns países, como no caso agora foi com os Estados Unidos, tá tudo certo.
É isso.
Isso aconteceu na Europa naquela época pré-Blatter, Marinha, aquela confusão toda, quando deputados da Comunidade Europeia, um deputado inglês, eu vou pegar o nome dele direitinho aqui, eu vou procurar, porque aquilo foi muito marcante na época, falando assim: opa, FIFA, Calma, eu sei o que vocês fizeram no verão passado, então não venham com essas ameaças. Foi quando as coisas começaram a mudar. Não venham com essas ameaças porque o pau do galinheiro de vocês está bem sujo, né?
Então aí eles ficaram— o que eu sei que é uma ilusão, é mais do que uma utopia, é uma ilusão, mas a gente tá num mundo que a base desse mundo que o Trump participa, o infantino, é a concorrência. E nós temos entidades que não aceitam, não existe concorrência. O futebol é o seguinte, o infantino manda, todos mandam e ninguém abre a boca. Se você abrir a boca, você tá fora, você tá excluído. Então chegou a hora da gente começar a discutir isso.
Eu sei que não vai mudar, Eu sei que o Infantino tem mil possibilidades de dar um cala-boca, mas é hora da CONMEBOL falar assim: pô, isso aí não é legal, temos 10 votos na América do Sul. E aí com a CAF, vocês estão no bolso do Trump e do Infantino ou a gente pode discutir? E os países árabes, como é que eles estão? É claro que isso é um problema gravíssimo, até porque a gente tem relatos comprovados, são jornalísticos. De compra de voto, compras de sede e uma série de coisas.
A Copa do Catar é comprovadamente comprada e mantida na sua sede.
Então é hora de o mundo do futebol começar a contestar isso. Não vai, tá? Não vai. É só uma ilusão.
É só uma falsa ilusão. A CONMEBOL, ela compôs pra ter 3 jogos na próxima Copa do Mundo. 3 jogos. Um pra cada um, porque também não dá muito trabalho, né, Léo?
Você faz um, deixa todo mundo feliz e fala, agora...
Faz uma obrinha aqui, uma ali.
Área, todo mundo lá para Europa.
Papo ótimo, gente. Mas assim, falar um pouquinho dessa Bélgica dentro de campo também, já projetar um pouquinho o confronto. Vou lá com o Zupa e com Hoffman também, começando pelo Zupa. Se essa vitória da Bélgica passa pelas opções do treinador hoje, deixando De Bruyne e Doku no banco, hein, Zupa?
É, e deu resultado, né, William? Só para juntar os dois assuntos ainda, falando sobre o episódio todo. A falta de transparência foi tão grande para a própria Federação Belga, né? Federação Belga comunicou à FIFA, mandou ofício para FIFA e não recebeu resposta. A FIFA despistou o quanto pôde na reunião pré-jogo, não tocou no tema punição, suspensão direta do jogador, né? A própria Federação Belga, ao se manifestar sobre o caso, expôs a falta de transparência da FIFA num sinal claro de constrangimento da própria entidade para com a outra equipe envolvida, de uma, de uma atitude tão, tão arbitrária, né?
E a se destacar que UEFA soltou nota contra a revogação do cartão e CONMEBOL soltou nota defendendo Rafael Claus. Até as duas entidades que também são muito controversas dentro das suas próprias políticas internas, UEFA de um lado, CONMEBOL, que a gente sabe que também tem vários problemas do outro, nesse caso também se colocaram contra essa, esse escárnio que foi a revogação do cartão do Balogun e as declarações do presidente dos Estados Unidos, especialmente contra o árbitro brasileiro Rafael Claus.
E o Léo falou sobre a tendência conspiratória do torcedor, especialmente quando seu time perde e é prejudicado de alguma forma. Aqui no Brasil, a figura do árbitro é tão marginalizada. Não bastasse isso, agora temos o presidente da nação mais poderosa do mundo chamando de feito um árbitro brasileiro. Imagina o que que não vão buscar dessas entrevistas do Trump na próxima falha, ou possível falha, do Rafael Claus no cenário nacional.
Bom, sobre a Bélgica, de fato o time, o time esteve melhor, né? Como Gustavo falou bem, o time no meio-campo ficou mais consistente mesmo com a lesão do Onaná. Tielemans comandou o meio-campo, o Trossard primeiro tempo muito bem pelo lado esquerdo, aproveitando o lado direito muito frágil dos Estados Unidos, né, com o Freeman de um lado e o Serginho Dest também fechando por ali, mas com muita fragilidade. E o De Ketelaere jogando mais por dentro, aproveitando muito essa bola que passou, aproveitando o cruzamento por baixo, aproveitando o cruzamento pelo alto, desarmando o goleiro para servir o terceiro gol.
Então, de fato, foi uma Bélgica que se apresentou para Copa do Mundo. Esse foi, esse foi o sinal, era um nível de intensidade muito distante. Parecia uma seleção europeia acostumada a esse tipo de jogo contra uma seleção dos Estados Unidos de décadas passadas. Um jogo até inocente em alguns momentos, né? Mas é bom porque se esperava algo da Bélgica. Foi uma fase de grupos horrorosa da Bélgica, um futebol muito fraco. E enfim, ela se apresenta a tempo de conseguir enfrentar a Espanha.
E aí agora é outra conversa, é outro tipo de jogo. O controle que a Bélgica teve hoje muito dificilmente ela terá contra a seleção espanhola. Mas é importante que se diga, dadas as campanhas das duas seleções, o jogo de hoje era considerado um jogo acessível para a seleção do Maurício Pochettino. E aí a ordem se restabeleceu depois da fase de grupos e a Bélgica de fato sobrou. E não acho que vai ter muito motivo para ele ficar mexendo tanto no time agora.
Então acho que no fim das contas, a Bélgica cumpriu a sua missão. Agora o que vier é lucro, porque vai enfrentar a Espanha. E a partir de agora o que vier é lucro. Mas é muito interessante ver como ela chegou, né? Quer dizer, o que aconteceu no jogo passado, né, com as mudanças absolutamente inusitadas, inesperadas, que acabaram rendendo os gols e a classificação. E depois com a escolha do time titular de hoje, né? Porque eu, você lembra, até falei, né, Depois da última partida, eu falei, eu acho muito provável que o De Bruyne não comece o jogo, e o De Bruyne e o Lukaku virem armas para entrar no segundo tempo, a partir de uns 20 minutos, porque aí os dois em condições físicas, tecnicamente, podem fazer a diferença se precisar, né, se for necessário.
Pois bem, ele tira o Doku também, quer dizer, ele tira um jogador de uma capacidade técnica muito grande que saiu chiando, que saiu reclamando. Mas a saída dele também colaborou demais para essa intensidade, para esse meio-campo que briga mais. E não tem jeito, cara, é 2026, não adianta a gente achar que a qualidade técnica por si só vai ganhar os jogos. Então você precisa também de caras que corram, que se dediquem, que marquem.
Óbvio que a qualidade técnica somada a essa postura vai te dar maior chance de vitória. Mas se você tiver que escolher entre uma coisa e outra, hoje em dia não dá pra dizer, pô, esse cara aqui é um craque, viu? Esse cara já jogou muita bola, vou começar com ele titular e vambora. Não dá. Por isso que o De Bruyne foi pro banco. Acho até que ele teria entrado se a Bélgica tivesse perdendo o jogo, mas não tava. De Bruyne não saiu do banco.
Exatamente.
Os outros dois saíram. E é óbvio que contra a Espanha, aí não é jogo mesmo, sobretudo pro De Bruyne, não é jogo pra isso.
Talvez seja jogo pra continuar. A partir desse aqui. É assim, porque se o que que foi a opção, a opção foi travar o time dos Estados Unidos, e você tem que travar muito mais a Espanha. Talvez não tão alto, um pouquinho mais baixo, mas tem que marcar muito a Espanha porque ela é favorita para o confronto. Então este jogo, talvez o próximo seja continuação desse, porque um Lukaku e De Bruyne talvez O Doku ainda talvez, mas com Lukaku e De Bruyne, aparentemente eles serão jogadores para determinados momentos da Copa a partir de agora e não para o início das partidas.
O Lukaku tá sendo um jogador de segundo tempo, desculpa, Bino, tá sendo um jogador de segundo tempo perfeito. O Lukaku já tem, ele tem 3 gols, 3 gols e uma assistência vindo do banco, 215 minutos, Léo.
3 gols e uma assistência em 215 minutos.
É perfeito. E assim, é isso, ele praticamente não jogou a temporada Então assim, ele não tá numa condição física para jogar 90 minutos, ainda mais nessas condições climáticas.
No segundo jogo ele foi titular, não foi? No segundo, isso, ele foi titular, mas aí já não deu certo.
Mas o que ele fez, o que ele fez de bem foi sempre vindo do banco.
Exatamente.
E sempre entrando e colaborando. Então assim, a situação é essa. E hoje o De Ketelaere de centroavante, pô, foi o nome do jogo, né? Defesas já mais debilitadas, é claro, porque ele também não tá inteiro, do que ele querer medir força E sobre o De Bruyne, só para concluir, o Tielemans sem o De Bruyne ele joga um pouquinho mais avançado, tem a liberdade para chegar mais perto da área. E assim, claro, tecnicamente não se compara, mas ele é um monstro fisicamente, é um jogadoraço assim. Hoje ele é, o Zupac falou, ele controlou o meio-campo, eu tô de plena acordo.
Eu acho que o Rudi Garcia tem um enorme dilema porque ele vai perder, ele não tem nem que brigar pela posse de bola com a Espanha. A Espanha vai ter o controle do jogo, vai ter o controle do meio-campo, e ele tem que tomar uma decisão, que uma seria manter esse time, ou a outra, recuar o Tielemans para o segundo volante, perde força de marcação no meio-campo, traz o Odegaard um pouco mais para dentro, joga com o Doku e o Odegaard.
Odegaard vai ser assistente técnico. Ajudaria bem.
Faz parte.
Faz parte. Traz o Trossard para dentro.
Podemos pedir para o Trump para fazer essa transição durante a Copa.
Joga com o Lukebakio e o Doku pelos lados. Para tentar usar contra-ataque, vocês refizeram a recomposição. É um dilema. Você escolhe tentar segurar com essa escalação tendo contra-ataque ainda pela direita.
O que eu acho, o que eu acho é que ele poderia pedir para entregar o meio de campo, Birna.
É perdido. Só uma coisa, tá muito facerinho.
Mas o que eu acho que ele poderia, o que eu acho que ele poderia considerar É o Doku no Lukebakio. Quer dizer, pura e simplesmente. Agora, claro, falando para o Doku, meu querido, você viu que foi o último jogo? Eu quero, eu quero que você corra, que você se dedique. Eu não precisei de você, eu não precisei do De Bruyne, eu não precisei do Lukaku, eu não precisei dos meus craques para ganhar o jogo porque eu tava ganhando antes.
Então você vai entrar e vai fazer o que o Lukebakio fez. E aí, evidentemente, quando você tiver a bola Eu sei que você tem mais capacidade de resolver, pode ser assim? De repente, eu acho que essa mudança única ele pode fazer.
Hoffman, vem aqui para o jogo, me diz uma coisa: qual a melhor estratégia, na sua opinião, para enfrentar a Espanha? A gente já tá virando aqui para o confronto contra a Espanha, já vamos falar do jogo da Espanha com Portugal também. Qual a melhor estratégia para a Bélgica pegar a Espanha?
Aceitar a sua inferioridade e arriscar, porque é mais fácil o Trump reverter a derrota dos Estados Unidos hoje do que a Bélgica controlar a partida contra a seleção espanhola. Isso não vai acontecer. A Espanha vai mandar no jogo, a Espanha vai ter uma posse de bola alta contra um time que, pela própria imposição espanhola e o jeito de jogar da Espanha, com um jogo mais horizontal, vai fazer com que a Bélgica marque no bloco médio, bloco baixo, variando, correndo atrás da bola, tentando tirar a bola dos pés da Espanha.
Para tentar a transição rápida. Nesse contexto, eu acho que a escalação do Doku com Trossard pelos lados faz todo sentido, e com De Ketelaere, porque o De Ketelaere é um jogador que também te dá movimentação, velocidade, bem diferente do Lukaku atual. O Lukaku de 2018, 2022, a gente lembra, mas o atual não. Então assim, é aceitar a sua inferioridade, entender que o seu adversário é melhor, vai controlar o jogo, terá uma posse de bola bem maior.
E cabe a você ter um jogo de 90 minutos com extrema atenção defensiva, extrema concentração, muita concentração, bloco compacto, porque os passes entre linhas da Espanha definem o jogo. O que aconteceu hoje foi exatamente isso: passe rápido de primeira do Rodri, o passe na sequência do Ferran Torres, a finalização do Miquel Merino entrando como centroavante na grande área. Então, para Bélgica, é entender essa inferioridade, ter 90 minutos de absoluta concentração e abusar da transição rápida pelos lados do campo para tentar surpreender a Espanha.
E mesmo assim eu não acho que vai dar certo, mesmo assim eu acho que vai dar Espanha.
Então, tá, Zupa, vamos ver se você tem um olhar um pouquinho mais otimista. O Gustavo desenhou toda a possibilidade, mesmo assim ele acha que não vai dar certo. Qual o caminho para dar certo? Torcedor belga acompanhando em peso aqui o Linha de Passe quer saber de vocês, Zupa, qual o caminho para dar De fato, é apostar na velocidade, né?
E quando a gente pensa no contexto dos clubes, é, os principais jogadores da Bélgica para este duelo jogam bem na transição, né? O Jeremy Doku, ele é, ele é a transição do Manchester City. O Tielemans joga num time, no Aston Villa, que ataca em transição muito bem, seja ele segundo ou o homem ou o 10, seja ele o 8 ou o 10. E o próprio Trossard, o Arsenal é um time que também tem uma transição muito forte. Então faz sentido ter esses jogadores disponíveis.
E eu concordo que o De Ketelaere tem que ser o centroavante. O que pode ser uma vantagem, não vantagem, mas um pouco mais animador para Bélgica é que embora a Espanha tenha vencido e mereceu vencer Portugal, a Espanha não fez um, tirando de lá o jogo contra a Arábia Saudita, mas Aquele jogo que se esperava que a Espanha fizesse na Copa, a Espanha ainda não fez. Primeiro tempo hoje achei bom, depois segundo tempo caiu de produção e venceu no final com as trocas.
Mas a Espanha não se afirmou na Copa. Isso abre uma pequena brecha para a seleção belga. Mas no que diz respeito a como vai ser o jogo, é muito improvável que não seja como está se conjecturando, com a Espanha controlando como ela controla praticamente todo mundo. E a Bélgica apostando em velocidade, porque se tem algo que os atacantes disponíveis da Bélgica tem para oferecer para um jogo de quartas de final de Copa contra Espanha, é justamente a transição.
Boa, Zupa! Abração para você.
Tenho que liberar o Gustavo Hoffman.
Pode falar, Hoffman.
Eu já acho que a Espanha se apresentou. Não sei se o Zupac já vai sair ou não.
Já tá saindo.
Vamos lá, tô aqui. A referência atual né, de qualidade da seleção espanhola é a Euro de 2024. Só que o time da Euro de 2024 não está no Mundial de 2026. É importantíssimo entender isso. O time do Mundial de 2026 é mais parecido com a seleção espanhola pré-Euro de 2024. Isso se deve à condição física do Lamine Yamal, que não é a ideal, a lesão do Nico Williams e a falta hoje de atacantes de de maior amplitude no seu ataque. O que que foi a Espanha na Euro de 2024?
Lamine Amal e Nico Williams aberto te dando a profundidade, abrindo a defesa adversária, abrindo o centro da defesa até para você ter uma entrada mais forte por dentro também. Por conta dessas condições físicas desses dois atletas, essencialmente a Espanha não consegue replicar a Euro de 2024 no Mundial de 2026. E hoje, para mim, foi sim um cartão de apresentação da seleção espanhola. Porque contra a Áustria acho que teve uma ótima atuação, contra Arábia Saudita foi muito bem, decepcionou nas outras partidas, mas hoje eu vi a Espanha clássica.
E é uma Espanha que não entretém, esse é o ponto principal. E é isso que eu acho que gera muitas vezes no torcedor de maneira geral uma percepção, no meu ponto de vista, claro, uma percepção errada sobre qualidade de jogo da Eu vou bater numa tecla aqui que já falei aqui no Linha de Passe outras vezes, no podcast Futebol no Mundo. Pessoal até pega no meu pé, acha que eu que tô provocando, mas assim, a referência mundial hoje de qualidade de jogo é a Premier League.
Então as pessoas de maneira geral partem da premissa que um jogo bom é um jogo de intensidade física com velocidade e vertical. Para tentar resumir de maneira bem simples, a Espanha é o oposto disso. A Espanha do Mundial de 2026, assim como a Argentina nesta Copa do Mundo, essas equipes jogam de maneira oposta à ideia que existe predominante hoje na Premier League. Isso é ruim?
Não.
Isso é uma outra forma de se jogar futebol e que ganha, e que ganha. A Espanha não vai jogar com intensidade. A Espanha não será um time de transição. A Espanha não jogará com imposição física. O jogo da Espanha não é entretido. Eu entendo isso, eu de verdade eu entendo que o torcedor gosta muito mais desse jogo lá e cá vertical. A Espanha não vai entregar isso. Hoje para mim foi uma atuação segura da seleção espanhola, não foi uma atuação eficiente.
Porque ela deveria ter feito 1 a 0 no começo do jogo, no primeiro tempo. Tanto é que o expected goal dela ficou lá em cima já no primeiro tempo. Acabou correndo risco porque não foi eficiente. E aí, no caso, a crítica recai sobre o Oyarzabal. No segundo tempo, Portugal criou chances também, porque é uma seleção parecidíssima com a Espanha. Mas no final das contas, o banco, como o Zupac colocou, fez a diferença. E aí entra a qualidade que tem o elenco da Espanha.
Então, Zupa já tá liberado. É, já vou ampliar a discussão sobre a Espanha aqui, é que o João Castelo Branco tá com a gente a partir de agora. Ele acompanhou o jogo entre Estados Unidos e Bélgica. A gente acabou de colocar o povo lá falando, né, os norte-americanos, torcedores da Bélgica também falando com o João Castelo aí sobre a expectativa do jogo, sobre a história do Balogun e tal. E agora eu aciono o João Castelo Branco para falar um pouquinho do que foi esse clima do jogo, como é que foi aí no estádio, como é que foi para os norte-americanos essa eliminação e toda essa história envolvendo o Balogun também. Tudo bem, João Castelo?
Tudo certo, muito obrigado. Legal falar com vocês aqui no Linha. Como dá para ver, ainda é dia aqui em Seattle, né? O pessoal saindo do estádio, claro, os americanos decepcionados, os belgas fazendo a festa, mas foi realmente Vocês rodaram as entrevistas que eu fiz antes do jogo, né? Antes dessa partida, totalmente dominado o assunto nessa questão do Balogun. Mas agora, de certa forma, morreu essa história, né? Assim, claro que a Copa fica manchada, todo mundo vai ficar de olho na FIFA, será questionado.
Agora todo mundo pode apelar os cartões, como é que vai funcionar daqui para frente. Mas em termos da Bélgica, né, a imprensa, por exemplo, conversei com muitos jornalistas que estavam chocados antes do jogo, torcedores furiosos querendo ainda mais vencer. Agora que ganharam, ficou para trás, né? Eliminaram os Estados Unidos mesmo com o Balogun, fica um gosto ainda mais especial. Agora para os Estados Unidos é que fica essa, essa questão para ser mais uma coisa analisada, né?
Na zona mista eu passei por ali rapidinho agora, muitos jogadores sendo questionados sobre isso, como que isso afetou o grupo e tal. O que eu pude ouvir é os jogadores falando, olha, Não afetou. A gente conseguiu ficar blindado ao barulho que vinha de fora. Isso não afetou a gente. A gente perdeu no campo. A Bélgica conseguiu anular a gente, botar mais intensidade. A gente tem que assumir nossos erros e isso não teve muito impacto.
Então essa história, de certa forma, acaba aqui com a saída dos Estados Unidos. Se tivesse ganhado, ia ser bem diferente, né?
Sem dúvida. João Castelo, obrigado pela tua participação. Curta, mas importante. É fundamental o pessoal tá lá trazer esses relatos para gente, repercussão, zona mista e tal, que tá acontecendo, principalmente em cima de um tema tão, tão importante aí. Valeu, João Castelo, um abração para você. Obrigado, viu?
Valeu, pessoal, bom programa aí para vocês.
Até logo, show de bola! Valeu, valeu demais. Bom, Espanha agora, hein? É Espanha. O Gustavo Hoffman falou, essa é, não é que não encanta, Ok, não encanta. Tem como encantar? É necessário encantar? Ou se permanecer nessa atuada aí, continua favorita ao título, você vê crescimento na seleção espanhola?
Em outra situação poderia chegar perto disso, tá? A situação que é ter bem os seus atacantes. Lamine Amal ter chegado, poderia ter chegado numa situação melhor e não de contusão. Não podemos esquecer que ele foi convocado machucado e Ficou machucado durante um tempo, ele iniciou a Copa no banco de reservas. Nico Williams não tá jogando porque não tem condição. Eles muito bem, como na Euro, eles arrebentam, porque aí Espanha tem opção dos dois lados do campo, a distribuição do jogo é completamente diferente, a participação dos laterais também, e o mesmo controle de bola do meio-campo.
Exatamente. E ainda se tivesse o Rodri no melhor momento dele, mas Tá tudo certo. Então assim, a Espanha já teve com a maioria desses jogadores o melhor momento e ela chegou na Copa assim arrumando a casa. O único que não chegou à Copa arrumando a casa foi a França, chegou com a casa arrumadíssima, até com excesso de jogadores. E bem, já a Espanha teve isso, então não encanta. Com o trio atacante bem, talvez fosse mais interessante de assistir.
Você teria mais ruptura, drible pelo lado esquerdo com o Nico Williams, e ela não tem. Então ela tem que subir o Cucurella para deixar mais aberto. O Baena vem para jogar entre a lateral e jogar por dentro no meio de campo com o Dani Olmo.
E aí mais um meia, né?
É, e aí é mais um meia, e é mais toque, e é mais bola, e é mais passe, e a bola circulando e com um jogador agressivo pela beirada, você tem mais passe para ele. Então é uma Espanha que entraria pelos dois lados o tempo todo e com isso dividiria a atenção dos adversários entre marcar o lado esquerdo e o lado direito. Com isso você teria mais e melhores inversões de jogo para o lado oposto da bola. E a hora que tá com Lamine Amal, tem o Nico Williams preparado para atacar, Tá com Nico Williams, o Lamine Amal muito bem posicionado.
Então fica uma Espanha que ela pensa, porque várias equipes pode jogar assim, um atacante puro por um lado e um meia pelo outro. Portugal tentou jogar assim, né, vem com João Félix, não foi com Rafael Leão desde o início para equilibrar o meio do campo, que é onde a Espanha brilha e brilha muito forte. Brilha assim, brilha, já brilhou mais, Mas retém o jogo, e quem retém o jogo ali às vezes fica com o controle também, né? Embora tenha sido um jogo, eu acho que a Espanha venceu merecidamente pelo que produziu, mas Portugal poderia ter aproveitado oportunidades.
Teve bons momentos, inclusive bola na trave.
Jogo não é só uma competição de quem tem mais chances, e sim de quem marca os gols, né?
Mais uma coisa que o Brasil não diga.
Estertores, como diria o outro.
Bom, você tá vendo aí que, né, Tudo de primeira, jogadaça do Ferran e o gol do Merino. A gente que acompanha o Merino no Arsenal, né, é o volante mais centravante que já existiu, né. Até já jogou de centravante improvisado várias vezes quando foi necessário, quando o Arsenal tava com poucas opções ali, porque ele tem um faro de gol que é impressionante. O que que me lembra muito, e é uma lembrança que vai ser boa para os espanhóis, me lembra muito o time de 2010.
Muita gente achava aquele time de 2010 chatíssimo, que é na conta do Xavi, o Vitor Wiener, né?
E olha que, mas eu achava favorito também, mesmo achando chato.
Não, é que aquele ainda tinha um problema, né, Léo, que não tinha centroavante.
Sim, né?
O de hoje tem o Sabu que cumpre esse papel.
Quem resolveu o jogo com o Portugal não foi o Llorente? Um jogo duro como esse, assim, gol no segundo tempo, 0 a 0.
Pelos lados tinha, era Pedro, Villa, que era basicamente o Barcelona com as dificuldades do Barcelona. Porque você tinha no meio de campo Xavi, Iniesta, Busquets e o Xabi Alonso do Real Madrid. Eram 4. Então a bola rodava que era uma coisa. Só que naquela época, vou chamar de novidade, mas trazia muito do Barcelona, que era um impacto muito forte para aquele momento do futebol no mundo.
E no Barcelona tinha um cara que pegava a bola de repente, né, e fazia algumas coisas com ela.
Até hoje tá fazendo. Era diferente.
Tá fazendo com a Argentina ainda.
Então E a Espanha não tinha. Então assim, a Espanha ganhou os últimos 4 jogos de 1 a 0 na Copa de 2010. Todos os mata-matas foram 1 a 0. E é isso que eu tô vendo em comum. A Espanha ainda não levou gol na Copa do Mundo. Só uma vez isso aconteceu na história. 5 jogos, os 5 primeiros. A Itália em 90 foi levar gol do Caniggia na semifinal, foi o gol que levou pros pênaltis e ficou fora. Então às vezes acontece. Mas assim, porque esse time fica com a bola, fica com a bola, fica com a bola, fica com a bola. Como é que o adversário vai fazer gol em você?
Já sabe.
A redução da chance do adversário E por isso que eu falava ontem, até mesmo em relação à França, eu acredito que num jogo entre França e Espanha eventual, que pode acontecer na semifinal, a Espanha tenha condições de ter mais a bola, de ficar mais com a bola. E é claro que se você tirar a bola da França, já é um grande passo, porque com a qualidade que a França tem, se você consegue reter a bola, a coisa muda. Hoje acho que o jogo foi muito na linha da Espanha de 2010.
Né, da Espanha vista como chata por muita gente. Eu gosto, cara, eu confesso que eu gosto esse negócio de ter sempre alguém posicionado.
Você também é chato, Jean.
Exato, de graça.
Alguém se mexer para receber, eu não deixava, velho.
Alguém se mexer.
Eu sou chato para caramba também, né? Por isso que eu me reconheço no Jean.
Ele se identifica.
Não, mas é verdade, é verdade. Tudo isso é verdade. Eu sou chato, Gustavo é chato, a Espanha é chata.
Mas você gosta, é isso?
Mas eu gosto de todo mundo, de mim, do Gustavo e da Espanha.
Não, mas falando sério aqui, e do Rodri? E do Rodri, Jean? E do Rodri? Porque, ó, como dizem os espanhóis, o Rodri, o Rodri, Rodri hoje fez um jogo de alto nível, já foi bem contra a Áustria. E para essa Espanha mais parecida com 2010 do que 2024, o Rodri bem é fundamental.
É, então, sem dúvida, eu acho que o Rodri fez uma partidaça hoje. Mas o que me impressiona na Espanha é que é justamente essa capacidade do jogo coletivo se impor às características individuais dos jogadores. A Espanha muda peças, e hoje não vai à toa que um cara que tinha entrado em campo há 5 minutos acaba resolvendo, né? E resolvendo participando da jogada. Não é que ele resolve porque, ah, você pôs um centroavantão que fica lá na área para receber bola pelo alto e o cara mete a cabeça.
Não, ele faz tudo. Merino faz tudo, né? Ele sofre uma falta lá atrás, depois segura a bola, começa a jogada, infiltra, recebe o passe e faz o gol. É a cara da Espanha. A vitória da Espanha hoje tem a cara da Espanha de 2010. Só que eu acrescento, eu não duvido nada que no próximo jogo contra a Bélgica o Yamal, que a gente tá dizendo que tá fora de forma, até porque de fato Ele começou a Copa machucado, só que ele começou a Copa machucado e tá jogando jogo após jogo, né?
Tá ficando os jogos inteiros ou quase inteiros. Então assim, ele está aos poucos entrando em forma, e esse cara tem uma capacidade individual de resolver jogos muito grande, algo que a Espanha de 2010 não tinha. Então você soma o fato da Espanha estar jogando o seu jogo chato, mas eficiente, com a presença de um craque de bola, porque é assim que a gente pode definir o ir a mal, eu acho que a Espanha é consideravelmente favorita contra a Bélgica e pode levar muito perigo para a França.
Os craques estavam todos no meio de campo, você não tinha no ataque, e hoje ele existe no ataque e ele faz, ele é incrível. Eu acho que tem algumas semelhanças, mas é um jogo que a Espanha adotou, né, ele, o jogo da posse Independente das mudanças em relação ao Guardiola, que foi— você olha para o Guardiola, ele parece ser o padrinho dessa ideia, né? Mas a Espanha adotou essa forma de jogar, a forma da posse, do passe, da movimentação.
Sem movimento, no caso da Espanha, começou no Aragonês ainda, né? Exato. Então a Espanha, eu acho isso bem bacana. Porque isso remete ao Brasil. A Espanha consegue fazer um jogo de posse em 2010. Ela, tudo bem que teve problemas nas outras Copas, mas ela, se ela ganhar esta Copa, será assim. Então será a segunda vitória dela com o mesmo estilo de jogo. E ter, eu gosto de times que têm a bola, tá? Eu, times que não tem a bola, é assim, eu acho, eu aceito também, aceito não ter a bola, aceito o time que fica na defesa marcando, porque o futebol te permite tomar suas decisões.
Eu aceito até o Paraguai, né? Então, massacrado Paraguai, aceito super o Paraguai para fazer.
Eu assim, eu não acho legal quando um treinador— eu sei que isso é difícil, você é irresistível, você treinador, quando tem um adversário que marca, marca, marca, marca, marca, tática, você adversário não criticá-lo. Mas se ele tá fazendo bem aquele estilo de jogo, é você que tem que resolver, ele tá na dele. E aí Paraguai apanhou de todo mundo e tal.
Eu acho que Paraguai, se ele tiver que te perguntar como é que você quer que ele jogue, pelo amor de Deus, né?
Como é que você quer?
Olha, eu acho que começa em 10 e que tá, eu acho que existem contextos em que isso é criticável. Eu vou citar um exemplo, Léo sabe, acompanhou bastante O Milan do Massimiliano Allegri. Quer dizer, quando você tem um técnico que tem um elenco superior à maioria dos times que vai enfrentar e você opta por marcar, marcar, marcar e jogar em contra-ataque, aí não dá, aí não é aceitável. Agora, as pessoas quererem que o Paraguai saia para atacar a França é um pouco demais.
Com jogadores de Brasileirão enfrentando o candidato a Bola de Ouro, pô.
Eu, eu sei que a França é melhor que o Marrocos, Mas tem jogo, claro que tem. Até porque esse jogo envolve algumas questões extracampo ali de entre os jogadores nacionais. Inclusive, boa sorte à polícia francesa, é o seu país.
Muitos criados perto um do outro.
Então assim, a torcida de Marrocos em Paris move serem queimados.
Você lembra o que aconteceu na última Copa?
Só um detalhe, Rafa, só uma coisinha. E no último jogo entre Espanha e França Quando a França fez 5 a 4, né, 5 a 4, foi 25, né?
Não, foi ano passado, é semifinal da Nations League, chega a abrir 5 a 1.
A França com a mesma escalação, mesmo meio-campo e ataque que jogou, por exemplo, contra o Paraguai, tomou conta do meio-campo do jogo. Foi a única vez que eu me lembro assim claramente dos jogos que eu assisti, pelo menos, que alguma seleção conseguiu ganhar a posse de bola da seleção espanhola. Por outro lado, o Yamal fez 2 gols e o Nico Williams 1. Ou seja, sem esses, sem essas válvulas de escape em alto nível, a França, se não apresentar alguns problemas defensivos que a França tem, que o Deschamps vive falando que precisa corrigir, que precisa melhorar, a França tem um pouco mais de chance que a Espanha nesse confronto.
Fala, Hoffman.
Algo que pouco é falado de maneira geral na imprensa internacional, e se fala já se aborda, se aborda de uma maneira diferente na Espanha, é a mentalidade desse time. E eu percebo isso nas próprias palavras dos jogadores. Hoje, na zona mista depois da partida, o Mikel Merino não foi nem questionado, mas ele instintivamente falava, falou em: viemos aqui para ser campeões. O Rodri falou assim também. Falar em ser campeão hoje para a Espanha é algo natural.
Há pouco tempo isso pesava, hoje já não pesa. Então, além de toda a questão técnica, tática e física, o que eu vejo de muito positivo na seleção espanhola nessa Copa do Mundo é o lado anímico, é a mentalidade. A Espanha veio para cá consciente da sua responsabilidade, ciente de que é um dos melhores times da competição e que veio aqui para ser campeã. Eu acho que esse é um ponto muito positivo na seleção espanhola, que eu acho que cresce no torneio, né?
No meu, no power ranking do Jean, para mim hoje é França em primeiro lugar, e eu já coloco a Espanha retomando o segundo lugar à frente da Argentina, pelo que esses times jogaram no torneio. Tô falando de bola jogada na competição, expectativa, e o que eu conheço dessas equipes. Para mim, o top 3 hoje é França, Espanha retomando o segundo lugar, e depois Argentina.
Gente, eu preciso acelerar um pouquinho, mas não dá para deixar de falar de jeito nenhum sobre a despedida de Cristiano Ronaldo. Com Portugal eliminado, Cristiano Ronaldo se despede das Copas do Mundo, muito provavelmente, né? A não ser que Portugal, enfim. Queria saber de vocês o seguinte, vou começar aqui pela mesa e fecho lá com Hoffman. O patamar histórico do Cristiano Ronaldo a gente já sabe onde ele tá, isso aí beleza, e é um dos grandes da história do futebol mundial, ponto final.
Patamar do Cristiano Ronaldo em Copas do Mundo, Qual o patamar dele fechando essa carreira em participação? São 6 participações.
Bem abaixo de todos, apesar de ser jogador histórico.
Mas isso aí tem mais a ver com o Cristiano ou com ele fazer parte de uma seleção que para alguns até chegou como favorita nessa Copa, mas não tá sempre no bolo das favoritas?
Portugal poderia ter feito Copas melhores. Essa mesmo, Portugal pegou a Espanha. Ah, pegou a Espanha porque ficou atrás da Colômbia no grupo e era favorita do grupo.
Perfeito.
Podia estar do outro lado da chave.
É isso aí.
Então esse já é um ponto. Ok, ele tem o recorde de ser o único cara a marcar em 6 Copas, isso é relevante, mas só um desses gols em mata-mata, isso também tem que ser lembrado. Na Champions League, ele talvez seja o maior nome da era moderna da competição, pelo menos. Talvez não, é.
Ele é, não tem nem discussão.
Pelos números, pelos títulos, por tudo isso. Mas em termos de Copa do Mundo, acho que assim, o que eu acho que poderia ser a grande Copa do Mundo dele, a de 2014, A gente tá falando de jogador que chega em situação física ruim, ele jogou a Copa do Mundo totalmente sem condição física. Então, na Copa de 2018, que ele faz aquele jogo fantástico com a Espanha, que acho que é o grande jogo de Copa dele, né, sendo do hat-trick. Mas Portugal também não tá num bom momento coletivo, sai cedo pro Uruguai.
Então assim, acho que as coisas não convergiram para que ele tivesse um grande jogo em Copa do Mundo. Hoje ele procurou falar que, ok, fiz o que pude, ganhei 3 títulos, para mim a Euro é tão importante quanto uma Copa. A gente sabe que no fundo, no fundo não é, mas ele vai tentar valorizar e tudo bem.
Acho que olhando para Portugal, foram grandes conquistas.
Claro, não, Portugal não tinha conquista nenhuma, né?
Então acho que esse é o ponto. Primeiro, ele muda o patamar da seleção portuguesa e isso é muito grande, né? Ele é o maior jogador da era moderna da maior competição de clubes do mundo e isso também é muito relevante. É, então assim, a questão de— e ele tá pra mim entre os 10 maiores jogadores da história do futebol. Eu não— pra mim não tem muita discussão em relação a isso também. Então aí a gente— eu acho que assim, querer colocar a posição dele em relação a maiores ou menores jogadores das Copas, a gente pode fazer, é divertido, é uma brincadeira, é um exercício.
Porque é um recorte curioso que não condiz muito com a carreira dele, né? Então, mas eu acho que significa pouco diante da— a gente querer fazer uma classificação de Copa do Mundo significa pouco diante diante do jogador que ele é, do tamanho que ele adquiriu. E eu ressalto que eu sempre ressalto: um cara que conseguiu competir a carreira toda com o Messi, e ele competiu com o Messi, essa dúvida Messi ou Cristiano Ronaldo, Messi ou Cristiano Ronaldo, durou por mais de uma década.
E se você olhar as qualidades que um tem e que outro tem, o Cristiano Ronaldo conseguir fazer isso é um absurdo, assim, é algo que a gente tem que aplaudir. De pé o tempo todo, porque é fruto de uma dedicação, de um empenho, de um amor a essa profissão que talvez nenhum outro jogador tenha no planeta. Ele não tem o mesmo talento e conseguiu rivalizar com Messi a carreira toda por conta do empenho dele, da dedicação dele. Você tinha jogadores com mais talento do que ele na teoria, eu não vou citar nomes, as pessoas sabem, e esses jogadores não conseguiram.
Chegar nem perto do Messi. O Cristiano Ronaldo conseguiu. Então eu acho que assim, a gente pode até discutir qual é o tamanho dele nas Copas e tudo mais, mas é bom lembrar, na hora que a gente vai discutir o tamanho dele nas Copas, que ele mudou o tamanho da seleção portuguesa.
Isso é só um exercício, não muda nada dos jogadores. Para mim, o Messi só se torna um jogador maior que Cristiano Ronaldo no futebol quando ele ganha a Copa do Mundo. Antes, para mim, eles estavam no mesmo patamar. Eu não conseguia colocar um acima do outro.
Eu não acho absurdo também, não acho.
Pô, ele é muito mais talentoso.
Porque a gente tá falando do maior jogador da maior competição de clubes do mundo. E assim, isso tem um peso muito grande porque isso acontece durante 8 meses de todos os anos, não é um mês a cada 4 anos. Então a gente tem que considerar isso como algo muito grande, como algo muito relevante.
Fala, Calça.
Assim, eu acho que às vezes a gente fica comparando, né, coisas que não Claro que o Messi se deu bem porque ganhou uma Copa do Mundo, e aí ele fica perto do Cristiano, é imbatível. O Cristiano vai ganhar uma Copa, mas o que Cristiano fez em clubes pelo Real Madrid e na Europa é inegável. Então a gente sempre quer, é uma tendência sempre eliminando um, outro, outro, para chegar num único jogador.
Vamos lembrar que ele vai fazer mil gols, né?
É, com certeza.
E ele tem 41 anos, né? É um, ele é um absurdo. Assim, o que ele fez fica até difícil comparar com outros jogadores, que tem gente, muita, jogadores de muito talento pararam com 33 anos, e ele tem 8 anos a mais de carreira do que aqueles que pararam com 33.
E só para você ter uma ideia, o Neymar se tornou o mais velho a marcar pelo Brasil em Copas, com 34 anos. Quer dizer, isso mostra muito da não longevidade de jogadores brasileiros em Copas do Mundo, né?
É que assim, o Cristiano Ronaldo é completamente fora da curva.
Mas assim, pode ter um dia que ele fizer 37, 38, acontece.
Outros caras com 37, o futebol já teria abandonado, por mais vontade que ele tivesse. Porque assim, tem jogadores numa forma, com uma forma física espetacular, mas chega uma hora que o jogo não encaixa mais. É como se o jogo tivesse sumido da vida dele. E eu não sei se o Cristiano não tá chegando nesse ponto. Embora fisicamente ele possa estar melhor do que quando ele era garoto, mas é outra coisa. Agora, ele é fenomenal. E esta época de Cristiano e Messi foi sensacional.
Que bom que a gente desfrutou, hein?
A gente desfrutou demais, foi muito bacana.
Eu só me pergunto se essa coisa da rivalidade, porque é meio doentio que a gente vê em rede social aqui no Brasil, para variar, essa coisa de que um gosta de um e tem que Você de travar o outro, você e tal. Eu me pergunto, eu não sei, talvez até o Gustavo possa responder melhor, se isso é um fenômeno mundial, quer dizer, se essa rivalidade é um fenômeno mundial no sentido de que quem gosta de um, quase que é necessário, quem gosta, quem é polarizado, fanboy de um, tem que necessariamente detonar o outro, ou se é uma coisa muito nossa, porque a gente tem essa tendência aqui também de polarização.
Responde aí, Hoffman, já fala do Cristiano Ronaldo.
É global, e eu vou além. A impressão que eu tenho, inclusive convivendo nas grandes competições com torcedores dos dois, né, é de que os fãs do Cristiano Ronaldo são mais extremistas do que os fãs do Messi. Eu vejo um fanatismo maior dos fãs internacionais do Cristiano Ronaldo do que os fãs internacionais do Messi. Porque uma coisa é fãs portugueses do Cristiano Ronaldo, fãs argentinos do Messi. Os fãs argentinos idolatram o Messi, é uma adoração, tá?
Então é diferente. Eu tô me referindo majoritariamente aos fãs internacionais que fazem essa fama global dos dois jogadores. E aí eu acho que há mais extremismo nos fãs do Cristiano Ronaldo. Aqui mesmo na Copa do Mundo, o que eu percebi nos jogos, e eu trabalhei algumas partidas nessa Copa de Portugal e Argentina, os jogos da Argentina são jogos da Argentina, não são jogos do Messi. Os jogos de Portugal eram jogos do Cristiano Ronaldo.
A torcida que estava nas arquibancadas, a maior parte estava ali pelo Cristiano Ronaldo. Tanto é que várias vezes, hoje mesmo, ouvia-se os gritos. Eu imagino que na transmissão também seja possível ouvir de Cristiano Ronaldo, Cristiano Ronaldo, Cristiano Ronaldo. Os jogos de Portugal neste Mundial, até por ter sido a última dança do Cristiano Ronaldo em Copas, ele disse que não joga mais Copa do Mundo, se tornaram partidas internacionais, muito além da nacionalidade nas arquibancadas em relação à nacionalidade que estava em campo.
Sobre o Cristiano Ronaldo, Copa do Mundo, o tamanho dele em Copa é menor do que deveria ser, não é condizente com o tamanho dele na história do futebol. É como o Jean disse, top 10 da história. E eu comparando, olhando para carreira e para o tamanho do LeBron, do LeBron, já tô misturando, e do Cristiano, eu vejo muito do LeBron James, porque eu vejo muito, eu comparo muito Cristiano Ronaldo ao LeBron James. O LeBron para mim no basquete ele é o maior atleta da história, mas ele não é o maior jogador, não é o melhor jogador.
Isso tudo para mim é o Michael Jordan. Mas no futebol talvez o Cristiano Ronaldo seja o maior atleta, a já ter jogado futebol. Não é o melhor jogador, não é o maior jogador, há alguns na frente dele, mas em termos de atleta, dedicação ao esporte, paixão, competitividade, a essa altura da carreira, com essa idade, jogando ainda em alto nível, marcando gols, é sendo importante para sua seleção em Copa do Mundo, eu comparo muito ao que é o LeBron James.
E tem toda lógica isso que o Guga falou sobre o fanatismo maior dos fãs do Cristiano Ronaldo, porque se você for pensar bem, a aura que fica, e ela tem muito a ver com a técnica, com a estética do jogo, né, voltando ao assunto de estética, só que dessa vez individual, não coletiva, é como se os fãs do Cristiano precisassem provar o tempo inteiro que ele é melhor que o Messi, enquanto os fãs do Messi, o que gosta do Messi, não vai discutir quem é tecnicamente melhor, porque não precisa. E o grande mérito do Cristiano é justamente entrar nessa briga.
E é assim com o LeBron. E é isso que o LeBron, quem defende o LeBron como o melhor jogador da história do basquete, tem que defender o tempo todo. Enquanto quem viu o Michael Jordan e sabe da qualidade dos dois monstros nem precisa se esforçar, né?
Mas tem um fator que fecha aí, calçado, e a gente pode trazer para o Brasil. Vocês vão logo lembrar quem que eu tô falando, é a ostentação. O Messi é zero ostentação, Cristiano é 1000% ostentação. E aí você tem aqui o Neymar, 1000% ostentação. Quando o cara é ostentação, e eu não tô discutindo a qualidade dele, estou falando como ele se relaciona, se relaciona com o público, aí ele tem defensores, como falou o Hoffman, É quase uma religião, porque eu sei porque você sofreu, eu também tive aqui.
Sei que eu dou risada, né, porque sempre o mesmo tipo, aquele tipo assim, tomou uns anabolizantes, tomou anabolizante, tirou a camisa e bateu uma foto de perfil, né. Eu me divirto demais, que é impressionante. Fora algumas frases que eles colocam também, que eles, engraçado, eles te xingam, mas eles acreditam em Deus Enormemente, né? Eu fico imaginando onde é que tá esse Deus deles, né, para te xingar tanto. Mas é outra coisa.
Então tem essa proximidade, a ostentação, porque ele se projeta no cristiano. É que eu só acho que nesses caras é quase um: eu não posso chegar lá, mas eu tenho um representante.
Perfeito.
E o Messi, o seguinte, é que o Messi, o Messi tá lá batendo bola com moleque na sala de vez em quando.
O Messi é completamente totalmente alheio deste mundo, para o que são hoje as figuras do tamanho dele. Caras como Messi hoje em dia, eles quase que não existem. Quando o cara é muito craque, muito, muito bom, em geral ele é uma figura midiática, ou pelo menos a sua figura ela é muito explorada comercialmente. Claro que a do Messi também é, mas ele pessoalmente não faz muito isso. Eu só acho uma injustiça, eu assim, eu não ligo para os bombadinhos mandando mensagem, então assim, Eu só acho uma injustiça a comparação do Cristiano Ronaldo com o Neymar, porque assim, o Cristiano Ronaldo é uma figura muito midiática como Neymar, mas é um exemplo, não, e é o maior exemplo de dedicação ao futebol que talvez a gente já tenha visto na história.
Quando Neymar, só comparei na seleção, chegou, hein, o futebol não dá para comparar, chegou, não dá mais tempo.
Papo ótimo. Aliás, eu adoro quando é assim, adoro quando assim dura quando tá devagar, mas hoje tá bom demais. Campeonato Estadual ano que vem, é isso, é isso.
Calçada, obrigado, meu querido, valeu demais, demais, viu? Um abraço, tá convocado para o Estadual.
Não, não, tira o Hoffman disso, pelo amor de Deus, ele não merece.
Já passou, já não me pertence, isso aí não me pertence mais não.
Já pagou esse pesadelo.
Hoffman fica acordado até de madrugada para ver Estadual.
Isso não pertence mais ao Hoffman, já pagou esse pedágio na vida, tá livre, subiu no patamar. Tchau, Hoffman, obrigado, viu? Vamos seguir para o nosso intervalo.
Tchau, tchau, gente, até a próxima! Tem um mourinho pela frente, Calçadinho, eu tenho uma temporada de mourinho pela frente.
Nossa, é verdade, vai dormir na porta do CT do Madrid.
Vamos para o YouTube, TikTok, daqui a pouco a gente volta para falar de seleção, para falar de seleção brasileira. Brasileira. Ai, ai, ai, rescaldo!
Tem isso.
Cadê os bombadinhos do Calçadinho?
G Carvalho 911.
Ah, bombadinho!
Você acha que ele ia mentir para você?
Se vocês querem ilustrado o que o Calçadinho tá falando, G Carvalho 911 no Instagram.
Divirta-se!
Pelo amor de Deus, só para ilustrar, só para ilustrar.
É a última do cara que mete uma foto sem camisa no Instagram, demais.
Não dá, meu amigo, minha amiga. O negócio é o seguinte: amanhã tem Argentina, amanhã não, hoje tem Argentina em campo, tem a Colômbia em campo também. Pode ser um confronto sul-americano, pesado, e ficam criticando o cara, né? Pode ser, ó, quartas de final de Copa do Mundo, podemos ter Argentina e Colômbia, esse confronto sul-americano. E para assistir essas partidas, assim como todos os jogos ao vivo desta Copa do Mundo, você vai na Casé TV no Disney Plus, certo?
E para acompanhar André Kifuri, Pedro Ivo Almeida, você tem que vir aqui para o Linha de Passe, além da nossa programação evidentemente, mas agora puxando a sardinha para nós aqui no Linha de Passe, os dois, porque o assunto agora é seleção brasileira, é o rescaldo, né? É o dia da ressaca, é o dia de ressentir, né? É o dia, isso é o dia de pensar o que vem. Os dois juntos hoje, olha! E olha a pose dos dois, cara, um lado, outro aqui, um lugar meio sombrio, né?
Triste. A gente entende, a gente entende. Parece um dia de chover, eu gostei muito do estilão dos dois.
Essa pose aí deu muito certo, viu? Sejam bem-vindos aqui ao Linha de Passe, viu?
Obrigado, boa noite.
Boa noite. A gente tava tentando entender, tem algum motivo específico para tamanha alegria, felicidade? Bom, eu tô gostando dos companheiros hoje, a presença de vocês também, eles queriam ir para outro lugar. A gente tava pensando em alguns posts sem camisa no Instagram, mas é contra a gente sem camisa no Instagram, então a gente preferiu um figurino um pouco mais adequado. Boa noite, estamos aqui hoje dentro, né, na parte interna, nosso 72 Como você chama, André?
Esse é o 72.
Esse é o 72 do hotel que serve de base para nossa equipe aqui em Morristown. Esse é o André que Fura, esse é o 72, esses somos nós aqui na ressaca do dia seguinte da eliminação do Brasil na Copa do Mundo. Agora vai você, aquela bermuda com camisa branca. A gente, de jeito nenhum, calça preta do uniforme.
Tô aqui para provar, calça preta. Não vou me levantar aqui, claro que não. E nem vou pedir para o Isra nos mostrar por inteiro, porque não faz sentido, não tem cabimento nenhum. E cumprimentando os senhores aí no Brasil pela ótima discussão agora há pouco com o Gustavo, discussão no sentido do debate de ideias com o Gustavo ao vivo sobre Messi, Cristiano, LeBron James, Michael Jordan e todas essas relações que podem existir entre os esportes e seus grandes ídolos.
Eu e o Pedro, Pedro e eu estamos à disposição para neste bloco falarmos sobre a seleção brasileira.
Muito bem, olha que bela, que bela introdução aí dos dois, hein? A gente vai fazer o seguinte, ó, nós temos 5 minutinhos ainda na TV e daqui a pouco mais meia hora no YouTube. Então vou começar o papo, se eu precisar interromper, gente, eu vou dar um sinalzinho só para a gente encerrar na TV e seguimos no YouTube, tá? Mas começando com a dupla, toda vez que o Brasil é eliminado de uma Copa, toda vez que acontece isso, tem sido muito comum nos últimos nos últimos anos, nas últimas edições de Copa, a conversa do dia seguinte é renovação, mudança, quem fica para trás, quem perece espaço, o que que tem que se pensar no próximo ciclo.
E tem quem defenda que tem que ter um corte já, olha, próximo jogo, próxima data FIFA, já tem que ter mudança geral. E tem gente que defende que, apesar de alguns jogadores não, certamente não participarem da próxima Copa, a renovação tem que ser gradativa, tem que haver uma transição, certo? Na opinião de vocês, as mudanças, elas têm que ser de um lado ou do outro? Serão gradativas ou para a próxima data FIFA já vamos zerar tudo e começar a escrever uma nova página?
William, eu conversava pouco até com o André para um outro boletim que a gente gravava para programação, de como seria feito esse processo. Eu tenho muita curiosidade porque o Ancelotti, ele lida de maneira muito particular, né, com tudo que envolve seleção brasileira, futebol de seleções. Por exemplo, ele não vai chegar na próxima data FIFA preocupado se ele tem que fazer 3, 4 ou 5 a 0 na Austrália para se recuperar um pouco da eliminação na Copa.
Então acho que estamos muito mais próximos de um treinador que vai começar de fato a olhar para 2030, por mais distante que esteja, E acho que a gente pode aguardar uma lista com muitas, muitas surpresas. Gente que já foi testada recentemente, como é o caso do Kaique Bruno lateral, como é o caso do Vitor Reis zagueiro. O Rayan, eu acho que vai encabeçar essa lista dos novos nomes. Ele quer um cara para próximo ciclo. Por força das circunstâncias, das ausências, acabou pintando já em março, depois na Copa do Mundo, e muito bem no time titular.
Mas o Ancelotti não tem essa coisa de vamos ter os líderes do elenco para dar aporte ao resultado que eu preciso buscar contra Austrália em setembro. Seleção joga duas vezes contra Austrália em setembro e mais um terceiro amistoso nessa agora Super Data FIFA, final de setembro, início de outubro. Então eu tento achar que o Ancelotti não vai se apegar essa coisa, não, calma, não é hora do Marquinhos sair porque precisa fazer uma transição para o zagueiro jovem, não é hora do Danilo sair da lateral porque precisa passar o bastão da lateral, o Casemiro precisa coordenar como é que vai ser esse novo meio de campo.
Eu acho que se um desses nomes pintar, porque ele acredita que ainda pode entregar alguma coisa para meio ciclo, para uma Copa América, para o início de eliminatória, seja lá o que for. Agora acho que ele vai ter pouco apego a essa coisa do preciso apresentar resultados em amistosos para sustentar no cargo. Ele não precisa disso e tem muito mais a ver com rodar. Acho que tem muita coisa, a gente tá falando de uma possível troca do gol, possível troca na espinha dorsal de zaga e meio de campo.
Não temos laterais, ficamos ali sem entender quem seria lateral esquerdo. Douglas Santos estabelece na Copa, o Danilo é de fato um improviso, podemos chamar assim. Ele já é muito mais um zagueiro no Flamengo porque não tinha exatamente. Do meio para frente, acho que talvez tenhamos uma média de idade um pouco mais baixa para pensar, mas acho que ele não vai se apegar muito essa coisa da transição necessariamente. Acho que vai mais do começar a tocar olhando para frente.
Ele fala em buscar novos caminhos, buscar novas ideias na entrevista após a eliminação de ontem.
É, eu não sei se nós temos ainda tempo, né, William? Você falou que talvez a gente a gente precisa interromper. É, então eu só vou começar aqui o meu, o meu raciocínio assim. Tem uma novidade nessa história toda em relação a outras eliminações, né, que é não haver dúvida a respeito do treinador, né. Quem será o técnico do Brasil depois da Copa? Contrato foi renovado, é o Ancelotti, e ele será o técnico na próxima Copa, a não ser que ele não queira ser, né.
E aí é uma questão contratual que ele que ele vai ter que resolver. Não vejo motivo para ele não querer, né? Um grande projeto para carreira de qualquer treinador, e ele está bastante envolvido já. E então ele vai poder começar a trabalhar de acordo com aquilo que ele considera importante, né? E ele vai ser o comandante desse processo. A Seleção Brasileira tem muito pouco a ver com a realidade do futebol no Brasil. O universo de jogadores é muito grande, e é muito valioso, mesmo que não seja em termos de fora de série a mesma coisa, né, o mesmo cenário que foi durante tanto tempo.
E ele vai ter condição de encontrar jogadores, de desenvolvê-los, etc. Eu sempre tive uma curiosidade a respeito do trabalho dele, que a falta de tempo, né, o período em que ele começou a trabalhar em relação à chegada dessa Copa não permitiu que fosse satisfeita essa curiosidade. Ele como treinador treinador não brasileiro vai trabalhar para que a seleção brasileira recupere a sua identidade de jogo, digamos, vai simplificando, do jogo bonito, ou ele como treinador europeu vai fazer com que a seleção brasileira dele seja uma intérprete do futebol moderno aos olhos dele, né?
Ele tentou, ele tentou fazer a segunda de acordo com o que dava para fazer, trabalhando com o que Itália, né? E na Copa do Mundo esse processo se acelerou ainda mais. Então eu acho que agora, com 4 anos, ele— eu, André, gostaria que ele se debruçasse sobre o resgate da maneira brasileira de jogar futebol, mesmo que seja pela interpretação de um italiano. Eu adoraria que isso acontecesse.
André, André, perfeito, cara, perfeito! Você deu o gancho ideal para a gente começar o papo no Excelente esse papo de mudança, né, nesse pensamento dele de como montar essa Seleção Brasileira, resgatando o que é o DNA da Seleção Brasileira. Perfeito. A gente segue esse papo no YouTube, no TikTok também, no Disney Plus, e na ESPN você segue com a nossa programação. Linha de Passe na ESPN volta amanhã, amanhã 8:30 da noite. É isso, valeu!
Meia horinha de outubro, se me permite, William.
Permito.
Você falou sobre DNA brasileiro resgate, não é a cara do Ancelotti.
Ah, então já começamos o papo.
Pode falar. Ancelotti nunca fez times jogar futebol. O Ancelotti é time adaptável, se for necessário com um pouco mais de posse de bola, se for necessário reativo. Essa coisa que você fala do jogo, o técnico disponível no mercado para isso é o Guardiola. Esse podia recuperar alguma coisa mais parecida, né?
Mas é que, mas é que o trabalho, o trabalho dele agora é diferente, né? Quando ele tá num clube, mesmo que ele seja um cara de top de linha na Europa, ele não sabe se ele fecha o ano no comando do time. Ele no Everton, ele não se deu bem, já passou no Bayern, ele passou um ano só. Ele não tem essa condição de olhar muito para frente aqui na na Seleção Brasileira, na CBF, ele sabe exatamente como as coisas serão. Ele tem total condição de preparar um time de futebol por 4 anos até a próxima Copa do Mundo.
Isso é um cenário muito promissor e muito diferente do que é o normal para qualquer treinador. Então, se ele quiser, ele pode fazer isso.
Eu acho que esse resgate de um jeito de jogar mais bonito para a maior parte das pessoas, cada um gosta gosta do futebol de um jeito. A gente teve essa discussão agora há pouco sobre gostar do jeito da Espanha jogar, gostar do jeito da França jogar, ou de ambos, tá do seu jeito. Vai depender para mim muito daquilo que as individualidades vão fazer, do Estevão, do Rodrigo tá bem, porque o Rodrigo é um jogador que se encaixa de qualquer jeito, do desenvolvimento do Rayan, de quem sabe, quem sabe o Ender, que para mim não é uma certeza, vai ser um jogador top nível europeu assim.
Eu acho que vai ser um jogador útil sim, mas não sei. Então Hoje em dia, hoje em dia, o que simboliza muito mais o Brasil e agrada o torcedor, André, para mim é o Matheus Cunha, que é um guerreiro, que faz tudo, mas longe de ser um jogador com essa estética que o Murilo citou.
O último técnico que fez isso, e eu não tô falando sobre o Brasil de 70, muito menos o Brasil de 82, o Tite fez isso no ciclo de eliminatórias para 2018, durante um bom período, segundo turno inteiro das eliminatórias, a partir do momento que ele assumiu. Aquilo é o jeito brasileiro de jogar futebol. Esse é o jeito brasileiro de jogar futebol. Não tô falando sobre o camisa 10 matar no peito, a torcida falar, ah, e ele virar para o lado e subir.
Não é nada disso. Eu tô falando sobre uma maneira com a qual a torcida brasileira se identifica. A última vez que isso aconteceu foi no final das eliminatórias de 2018. O time chegou capenga na Copa, o Neymar machucado, perdeu um jogador que era importante, que era o Renato Augusto, e aí as coisas se complicaram muito.
É, eu acho que aquela eliminatória, uma eliminatória do Tite épica, ele assume isso, se não me engano contra Equador, né? 3 a 0 lá, ou seja, seleção voa. É que aí nós temos a questão, a questão de parâmetro. Quando eu penso em futebol brasileiro, eu penso, eu olho para a França e eu vejo. Eu não penso no time do Tite, mas o time do Tite eu gosto, é uma outra coisa.
Eu não, só que assim, você olha para a França, eu não vejo nada do futebol brasileiro na seleção francesa, nada, nada.
Porque eu acho que a seleção francesa em geral não é, ela não espelha o que a gente imagina como ser o futebol brasileiro.
Ok, a França de Ferguson, modernizado, era na época do Platini talvez, mas agora não tem absolutamente nada. Agora não é nada, tá em outro espectro completamente diferente, não tem nada a ver.
França tem jogadores de muita qualidade, isso é outra coisa, lógico.
Uma coisa para mesa aqui que o Ancelotti falou na época da convocação, que ele enxergava muito como qualidade dos times campeões os times de 94 e os times de 2002, que eram times que se organizaram defensivamente, que foram campeões deixando o talento resolver na frente. Vocês consideram que os times de 94 e 2002 eram representantes do futebol brasileiro?
2002 mais.
Então, é porque na minha cabeça o torcedor espera ser representado pelo futebol brasileiro como futebol que vence. Na minha cabeça é essa.
Para mim esse é o meu ponto. Acho que a gente precisa também definir o que que é o tal do futebol brasileiro que a gente quer ver.
Não é pessoal isso?
Não, então, mas assim, por isso mesmo, Pedro, eu acho que por isso mesmo a gente não precisa definir, é pessoal. Por isso mesmo, acho que cada vez tá mais claro que o torcedor brasileiro, ele vai ficar satisfeito com o título da Copa do Mundo e ele vai ficar insatisfeito sem o título da Copa do Mundo. Ainda que o discurso seja da recuperação da característica, né, da beleza plástica, do joga bonito, né, para utilizar slogans aí que correm pelas redes sociais, ainda que isso tudo seja de alguma maneira incitado, chamado, né, ou pedido, Na verdade, a avaliação do treinador, ela é absolutamente em cima do resultado final, que é campeão ou não.
Eu acho que no caso do Brasil, nem você chegar numa semifinal, talvez numa final de Copa do Mundo, seja suficiente.
Hoje a posse de bola virou um fantasma, né? Um dos assuntos do dia, né? Meu Deus, saímos com 35% de posse de bola para Noruega. Ficou com 35% de posse de bola.
Eu não gosto disso.
Mas ficou com 35% de posse de bola. O Brasil tivesse feito as duas chances que desperdiçou, o pênalti e o gol, eu não sei se não é um gol.
Jogou melhor que a Noruega.
Você talvez tenha, você talvez tenha se dado mais fácil, vocês da mesa. Quanto o Brasil teve de posse contra o Japão exatamente no primeiro tempo e depois no segundo tempo?
Eu vejo aqui, o calça também.
Mas assim, o Brasil até o jogo do Japão teve 55% de média, sendo que ele pegou Haiti e Escócia quando ele teve naturalmente mais posse.
Primeiro tempo contra o Japão, o Brasil teve 68% No segundo, o Brasil teve 70 e foi 69 a 31 no geral.
É que aí no dia seguinte, e aí que eu ia chegar, não, mas que eu ia chegar, o Calça, é que se a bola do Martinelli não entra, o problema não seria posse de bola, seria outro. Aí a bola do Martinelli entrou, aí passou a ser o Ancelotti tem um plano. E aí eu tô muito com Jean, cada vez mais a gente vencer, estamos próximos do nosso. Se não vencer, não estamos. Então Eu acho que é pouco sobre tal jeito brasileiro, mas fala, gente.
Não, só para corroborar assim e para dar os dados, as duas seleções com maior média de posse de bola na Copa do Mundo até aqui são Turquia e Alemanha. Obrigado, um abraço.
O Calça quer falar aqui, gente. Fala aí, Calçadinho.
O jeito brasileiro, e eu quero esclarecer, se a gente, se a gente, eu, eu, essa é uma recomendação que eu faço para todo mundo. Quando o Brasil em 2020, na pandemia, durante a pandemia Eu, Renato Rodrigues, trabalhava, eu trabalhava aqui, o Renato. Que que a gente fez? Que a gente podia trabalhar de casa, a gente assistiu todos os jogos da seleção brasileira de 70 e comentou os jogos de 70. Depois a gente não podia exibir as imagens, mas podia comentar o que a gente tinha visto.
Cara, o povo acha que o Brasil de 70 ficava só trocando passe. Nada, cara. O Jairzinho, as bolas, os gols que o Jairzinho fez Ah, por que que o Gerson ficou conhecido? Exatamente. Então o Brasil era um time que ficava, e tenho certeza que você perguntar para o povo em geral, o Brasil de 70 era um time de posse de bola, um time de agudo? Não, time de posse de bola. A gente acha que o futebol brasileiro é esse ideal de Brasil, ele é raro aqui, mesmo nos anos que a gente ganhou.
Esse ideal criado de um time que tem 80% de posse de bola. Isso é Espanha. A gente não pode até criar, tanto que a gente acha a Espanha chata.
É um detalhe, a seleção de 70, a maior seleção da história do futebol de todos os tempos. Exatamente, de todas as seleções.
Existe assim um imaginário, a gente, Vitor Birner, viu, André? Só para deixar claro, existe essa Espanha chata.
Sim, às vezes sim, existe um imaginário do futebol que ele nem sempre condiz com a realidade. Quanto mais o tempo passa, mais uma ideia talvez equivocada sobre a seleção de 70 o povo consegue alcançar. Isso não é para diminuir, eu acho o time fenomenal, claro. Apenas que é preciso olhar, e quando tentarem se extrair de 70 um padrão, saber exatamente que padrão você tá tirando do time do Telê, que era uma coisa de 70, outra no time de 94 ou 2002.
O famoso gol do Carlos Alberto, né, calçado, não tem um passe desnecessário ali, nada.
E o Brasil pode formar o seguinte, né, o Ancelotti, como é que eu vejo a abordagem dele? Ele chegou faltando um ano, ele sabe que não dava tempo para muita coisa. Imediatamente ele pegou e abraçou uma ideia que era 4 atacantes, 2 no meio, Casemiro e Bruno Guimarães. Eles foram convocados o tempo todo, eles jogaram, jogaram, jogaram, jogaram. Aí ele começou a perder jogadores, ele perde lateral, ele perde candidato a lateral, ele perde o Rodrigo, ele perde o Estevão, e ele tem que começar a mexer.
E vem o Mundial também, e dentro do Mundial ele muda a ideia. Então olha, ele muda a ideia, o tempo curto, ele tentou sedimentar um formato, esse formato ruiu, ele muda durante o Mundial, e aí ele fica entre um e um e outro no Mundial. Talvez com 4 anos ele tenha uma ideia mais bem formada e consiga desenvolvê-la. Porém, eu te pergunto, tá bom, vamos para esse time de posse de bola, dê o nome dos jogadores aqui para data FIFA.
Aqui não tem, não tem.
Então como é que ele vai fazer isso?
Vai abrir mão do Vini Júnior, do Rainer?
Eu tô falando como um trabalho de 4 anos, eu tô falando como um trabalho de 4 anos, não para data FIFA de setembro. Eu tô mais, talvez, o que assim, eu posso falar da minha opinião, né? E esclarecendo o que eu falei agora há pouco, no final dos últimos minutos, enquanto estávamos só na TV. O que que eu entendo assim, isso é como eu penso, se daqui a 4 anos o tipo de jogo que a seleção brasileira fizer na Copa de 30 for com os mesmos conceitos de 26, eu não vou achar legal.
Nós falamos várias vezes sobre isso aqui. Eu não tenho problema nenhum com a seleção brasileira ter tido menos posse nessa Copa do que a Noruega, porque eu não entendo que daria para jogar de outra maneira. E você tem que tomar as decisões que você acha que aproximam o seu time da vitória. E foi o que ele fez, e eu assino embaixo. Ele não precisa da minha assinatura, mas eu faria a mesma coisa. Mas se daqui a 4 anos, depois de um ciclo inteiro, a seleção brasileira tiver menos posse do que a Noruega num eventual confronto, eu não vou achar legal.
André, eu só acho que não é uma questão só de posse, não, não é uma questão só de posse. E eu acho que talvez seja possível em 4 anos encontrar jogadores, desenvolvê-los numa ideia brasileira de futebol. É essa, essa é a minha opinião, porque eu também acho que existe em momentos centrais de partidas em que o Brasil foi eliminado um problema de não saber lidar com pressão por causa de todo esse tempo sem ganhar uma Copa. Isso aconteceu contra a Bélgica, isso aconteceu contra a Croácia, isso aconteceu contra a Noruega.
E eu entendo, né, numa discussão que pode ser mais complexa e mais demorada do que o que a gente tem aqui, que o desenvolvimento de uma ideia na qual os jogadores se sentem parte, por uma questão de cultura de futebol, pode levá-los a se sentirem mais confiantes e mais confortáveis. Mas essa é, de novo, aqui agora sim eu tô me excedendo em relação ao papo proposto.
Não acho não, acho que o ponto é excelente. E quando você fala sobre os jogadores se sentirem confortáveis, eu vou exatamente por isso discordar de você, concordar com o Calçade. Porque você pega o que que a gente pode olhar, por exemplo, que o Brasil tem hoje, né? Vamos supor que o Beraldo cresça como um volante, como tem sido no PSG, pode ocorrer muita qualidade de passe. Passe para acionar o talento dos jogadores da frente.
Você pensa o quê? O Ederson, vamos pôr mais, usar um pouco mais a seleção, passe. Bruno Guimarães, passe. Cadência e pensar o jogo não tem. E aí eu não posso questionar o Ancelotti sobre a ideia de jogo e não vou responsabilizá-lo se a ideia de jogo não for mais parecida com a que você quer. O ideal seria que o Brasil pudesse, o Brasil possa fazer isso, será várias coisas diferentes se os clubes aqui não desenvolverem jogadores com essa característica, porque os jogadores aqui se sentem confortáveis exatamente com o jogo de passe longo, transição rápida, recomposição, pressão alta.
Qual jogador brasileiro aqui se sente confortável com um toque de bola curto parecendo o Ganso? Mas no caso não dá para seleção brasileira.
Só que depois do Ganso surgiu o Neymar.
É essa questão para mim, tão rapidamente, né? E acho que é uma questão, e isso não vai mudar tão rapidamente.
Para mudar o futebol brasileiro, 8 anos 10 anos é um tempo médio, 12 anos você consegue.
É muito longo porque a gente tá falando, eu acho que nós deveríamos, eu acho que esse deve ser o objetivo, essa é a minha opinião.
Aí assim, é criar um plano, um Plano Nacional de Futebol, que é olhar para as bases e perceber. Hoje todo mundo precisa vender, então é o seguinte, todo mundo que chega com qualidade vira ponta, você vende para o mundo todo E aí você contrata os gringos para jogar no meio de campo. Todo o time brasileiro tá cheio de gringo, jogador de força, né, jogador de força. Então, se a gente não tá nem aí, porque com 9 contratações, pode variar, com 9 contratações estrangeiros, você contrata quem você quiser, você põe 3 no meio de campo e continua só vendendo os moleques.
Você tem que convencer os clubes que é preciso formar integralmente jogadores e nas várias posições. Os clubes estão dispostos a isso? Tem alguém na CBF hoje preocupado com isso, ou eles estão preocupados em manter o poder porque já tá sendo, já estão sendo atacados para derrubar o atual presidente? E aqui eu não tô entrando no mérito se ele deve cair, se não deve cair, só tô dizendo qual é o cenário. Ele já tá tomando os torpedos porque tem gente querendo o lugar dele.
E quando você tá só na guerra pelo poder e pelo dinheiro, ninguém tá preocupado em desenvolver futebol nenhum, só preocupado porque Os patrocinadores estão fazendo fila na porta da CBF já para patrocinar a seleção para 2030. O dinheiro entrando, eles não estão nem aí para qualidade do jogo. Até porque nenhum patrocinador desiste porque o Brasil não ganha nada. Eles fazem fila, é impressionante. E nós fomos atordoados nessa Copa do Mundo.
Fiquei atordoado de tanta coisa, cara, que eu via. Eu falava assim, quero ver no dia seguinte. E eu falei para você, lembra da Escócia? Eu falei, foi um horror. Que horror, tal. Não vai longe, porque, cara, que você tá vendo um futebol que é pobre. Agora, o Ancelotti, o Milan dele não era pobre, o Real Madrid não era pobre. Agora, talvez não seja nem o Milan nem o Real Madrid a essência do futebol que a gente quer ver.
Com todo respeito a você, Calçadio, com Casemiro, Kroos e Modrić, muito melhor que o meio-campo do Brasil, ou com o Ambrosini. É muito superior, vocês do Brasil.
Fala, Pedro, dá para jogar?
Não, é porque eu achei curioso esse lance do projeto de 12 anos, que eu acho que seria lindo. Eu acho que a cada eliminação de Copa a gente tem sempre um novo projeto assim. Só que esse projeto de 12 anos eu acho que acaba sendo um pouco utópico. Esse projeto de 12 anos resistiria a um novo debate desse aqui após as oitavas de final de 2030? Porque estaríamos ainda no início início de um mega processo. Estamos aqui no primeiro terço desse mega processo para tentar desenvolver.
Então é muito difícil pensar em futebol no Brasil. Eu ouvi, eu ouvi aqui durante a Copa do Mundo que um dos tantos debates que a gente acaba presenciando no dia a dia, André tava comigo, e existe uma discussão sobre uma situação específica que não cabe falar aqui, que eu acho que até deselegante com outros colegas. E a gente foi tentar ouvir, e ouvi assim, Pedro, as pessoas às vezes que acima de uma entidade esportiva, a CBF é uma entidade política.
E aí ele tava conversando com o André, parece que aquilo ali acaba um debate, sabe?
E a FIFA também é uma entidade política.
Que assim, por mais que a gente saiba, saiba daquilo ali, eu tava argumentando sobre um assunto, a pessoa, não é bem assim, no meio da Copa do Mundo. Pedro, o Pedro, somos entidade esportiva. Quando eu falo num projeto para 12 anos, uma entidade política E a gente, não, sim, mas só para trazer como é que as visões são distintas. E eu concordo com você, Calçade, que ali talvez a grande preocupação não seja o que se desenvolveu do Ancelotti.
Até porque, vamos falar friamente, quem manda na CBF hoje não tem condição, e não é demérito não, de avaliar. Se tem alguém ali, o Cícero, Rodrigo e tal, que podem fazer uma avaliação técnica, eles não estão sentados na mesa de poder da CBF para definir plano de 12 anos, investimentos e tudo mais. Quem senta nas grandes mesas de poder não avalia se o trabalho do Ancelotti, Calçade, Tem identidade, não tem? 4 anos melhora, não melhora? Nem tem condição de avaliar, infelizmente.
Mas fala, eu só tô dizendo, quando eu digo um projeto para 12 anos, eu não tô dizendo para abrir mão da próxima Copa 2030, 34, 38.
Tô dizendo o seguinte, você quer mudar de forma que você acha que duraria, né? Eu não sei se a gente tem maturidade aqui para entender isso.
Você tem que ter a maturidade de analisar o macro pelo resultado para criar uma ideia e para continuar desenvolvendo com o que você tem. Pode ser que ele ganhe 3 Copas do Mundo sem que esse projeto esteja aí planificado e sendo jogado.
Agora a moda é, porque a Alemanha parou de ir bem nas Copas do Mundo, descredibilizar o processo da Alemanha até 2014, sendo que ele existiu e é documentado. Ele existiu, não é que ele, ah não, agora virou tudo sorte, né? Não, ele existiu. Mas o que eu queria dizer, eu acho que o Brasil precisa trabalhar também com metas de curto prazo, porque inclusive assim, mais curto do que 2030, Por exemplo, 28 tem Copa América. Ah, vai ser nos Estados Unidos? Pô, adoraria que não, mas tudo indica que sim.
E grande, né?
Grande.
Talvez com os países da CONCACAF.
É ir para ganhar.
Eu falei aqui ontem, né, quando eu estava falando sobre a mudança de panorama do futebol, de mais seleções, e que a gente acostumou com o Brasil, ah, Copa América, ganha com o time reserva, ganhava mesmo, né? E assim, eu lembro da última, que quando acabou a Copa do Mundo, pensei, pô, vai ter Copa América, a presença da campeã do mundo, Argentina, lá talvez valorize a Copa América. Brasil foi para Copa América, saiu nos pênaltis, ninguém nem ligou, não aconteceu nada.
Mas então, mas eu só acho que isso, eu concordo plenamente com você, só que eu acho que isso não tem muito a ver com a CBF, porque os problemas da CBF, tô falando do projeto do time mesmo. Não, então, mas O que eu tô querendo dizer é que a Copa América, infelizmente, ela não é como uma Euro porque ela é o que é.
É porque ela deveria ser tratada como se fosse pela seleção brasileira.
Eu sei, mas o problema é que é difícil que as pessoas— as pessoas não tratam a Copa América como uma Euro, por exemplo, por culpa— e aí é culpa da CONMEBOL. Então o que eu digo é que essa competição ela é desvalorizada. Organizada. E aí acho que a culpa não é dos torcedores brasileiros que não ligam, porque eles não ligam. Não é da gente que eventualmente, se tiver rolando mais ou menos junto com o brasileiro, vai olhar mais para o brasileiro.
Não é assim. A culpa é de uma entidade que não conseguiu transformar uma competição que deveria ter o tamanho da Euro, né? Ok, com menos times poderosos e tal, mas a gente também poderia ser uma competição muito legal. E agora ainda mais mais, né, você juntando seleções de outros países. Só que o fato de que você, por quanto tempo você teve a Euro a cada 4 anos?
Quanto?
Sempre, sempre foi assim, né?
Só que aí o que acontecia? Edição especial de aniversário, edição de não sei o quê, virou um negócio que você tinha Euro Bienal, você aí 3 anos. Então assim, a Euro nunca, a Copa América nunca foi respeitada por quem organiza a Copa América. Então acho que esse é um problema, mas seria uma baita solução de fato levar a sério a Copa América.
Mas a Copa América, até para passar para nossa dupla lá, o André e o Pedro, a Copa América ganhou um peso agora para seleção brasileira por tudo que tá acontecendo, por tudo que aconteceu, por esse novo ciclo? Ela ganha um peso?
Antes de passar para ele, porque eliminatória, vamos lembrar, eliminatória que mesmo que Argentina, Paraguai Uruguai participem, porque a tendência, eles não estão competindo pelas vagas. Sim, assim, a disputa por classificação, assim, não existe mais, né? Então assim, o processo eliminatórias, ele vai ser um processo não competitivo.
Perfeito.
Então o único processo competitivo que o Brasil tem é a Copa América.
Você ficar atrás de quem nem precisa se classificar, aí vai doer.
A Copa América, que o Brasil pode ganhar a Copa América As coisas aqui não estarão resolvidas, só estarão um pouco melhores.
Vamos lá, André e Pedro.
Eu não, eu não diria que a Copa América ganhou um peso no sentido de que a opinião pública vai cobrar o título da Copa América, ou alguém vai parar no CT lá em Teresópolis para botar o dedo na cara dos jogadores. Nada disso vai acontecer, é claro que não, e nem acho que haveria maior pressão sobre o Ancelotti, se a seleção brasileira não ganhar a próxima Copa América. Mas eu tô de pleno acordo com o Léo mais uma vez, e isso me deixa muito, muito orgulhoso e aliviado.
É preciso também ter um trabalho com metas em curto prazo, porque o trabalho ele precisa constantemente ser avaliado. E essa competição é uma competição importante, a seleção brasileira precisa competir Um treinador estrangeiro cada vez mais se ambientando, embora ele pareça adorar o Rio de Janeiro, o tratamento que ele recebe. E acho que qualquer pessoa na posição dele se sentiria da mesma forma. E que bom que ele foi tão bem recebido no Brasil, exceto por um grupo de treinadores ou ex-treinadores brasileiros que até agora não entenderam ou digeriram a contratação dele.
Mas tudo bem, isso é um assunto menor. Não haveria pressão. Eu acho que ele precisa encarar o que existe de competição no calendário da maneira mais séria possível.
Fala, Pedro.
Eu acho pouco provável que a gente consiga dar esse peso à Copa América, e por N motivos. Acho que foi o Jean que lembrou, se o calendário não para, ela não é o foco principal, sabe? Se o Ancelotti venha ganhar, não vai ser também a solução Sabe, para todos os problemas. Foi assim de 18 para 22, foi assim de 22 para 26. O Brasil chega numa Copa América em 2024 com o Dorival, tinha apenas 2 jogos, ele tinha só aqueles 2 amistosos de março.
O Edinaldo volta ao poder em janeiro, demite o Diniz porque tinha que demitir, porque precisava do fato novo, chama o Dorival porque quem tinha vencido os últimos torneios no Brasil. Ele tinha 2 amistosos em março, o amistoso contra a Espanha do Racismo, amistoso contra a Inglaterra, ele já vai para Copa América. Então assim, a gente também trata muito mal, acho que não é só CONMEBOL, a gente também trata muito mal as coisas. Agora, depois de um tempo, teremos esse ciclo completo.
Eu acho que é pouco. Você entende o negócio da meta curto prazo, mas ainda acho que é pouco. E também não acho que vai ser exatamente um sucesso numa Copa América que vai dizer se o Ancelotti tá indo pelo bom caminho. Acho, pelo tamanho que ele tem, pelo tamanho que ele tem, vai sempre ser aquela coisa do: e a Copa? Se ganhar, vai ser, mas e na Copa? Se não ganhar lá dentro, vai ser que não era para isso. Estamos em desenvolvimento, metade do ciclo.
Barulho sempre vai existir porque a seleção brasileira, ela, diferentemente do clube, a seleção ela não tem um núcleo duro ali da torcida para defendê-la. Então ela tá sempre sendo muito atacada, com exceção da Copa do Mundo, todo mundo abraça. Ela tá sendo constantemente atacada. A gente vê, ela é atacada o ciclo inteiro porque ela não desperta o amor genuíno, ela desperta só a raiva ali, tá vendo? Tirou meu jogador, não ganhou, é isso aí, não ganha mais Copa.
Ela tá sempre despertando uma raiva que não tem a paixão do torcedor para defendê-la. Então eu não sei exatamente se a Copa América vai resolver essa insatisfação. Essa insatisfação vem de muita coisa, ela não vem para mim do Ancelotti, ela só representada na figura do Ancelotti. Agora, e acho que ele sempre vai ficar essa coisa do mais. Ele não é um treinador, eu acho, para Copa América, para metas a curto prazo, ainda que eu concorde com o Léo, com o André, de ter essa avaliação.
E outra coisa também, eu vou bater na tecla: quem vai fazer essa avaliação? Uma coisa está sendo bem A gente não tem avaliação para Ramon, para Diniz, para Dorival, sempre demitidos no afã de um novo fato político, que alguém tá desidratando politicamente, que pode acontecer na CBF a qualquer momento. Eu acho que o Ancelotti chega a 2030, mas eu não consigo afirmar que ele chega a 2030. Eu não sei qual é o humor de alguém que possa vir a tomar o poder e esteja alinhado a valores do tipo: eu não quero mais um gringo aqui.
Não sei, não consigo afirmar isso categoricamente só porque tem um contrato. Então acho que tem muita coisa no meio do caminho aí e desconfio sempre de quem possa fazer essa avaliação da meta a curto prazo, como citou o Léo, reforçou aqui o André.
Por exemplo, existe um projeto Sub-23 para 28, Olimpíada. Seria legal fazer um projeto mais próximo às duas seleções, porque eu penso muito que, cara, é Mateus Cunha, por exemplo, foi do time campeão olímpico. O outro jogador, o Douglas Santos, que jogou essa Copa do Mundo, foi campeão olímpico em 2016. Tava meio esquecido aí e tal, mas fez uma Copa do Mundo bem digna. É um jogador que acho que até pode ainda ser útil para a seleção brasileira.
Então tentar, tentar, quanto mais você abrir o leque, ter mais opções, enfim, é tentar achar maneiras também de que o trabalho possa abrir o leque. Acho que a frase é essa mesmo, abrir o leque de opções, né? Se conseguir agregar, fazer com que essas datas FIFA sejam de repente as duas seleções trabalharem juntas Alguma ideia, né? Alguma ideia. Essa é essa super data FIFA agora de setembro, que vai ter, são 4 datas agora, porque eram 2 em setembro e outubro, agora é uma só, né, junta. Então é mais tempo para os times passarem juntos.
Só uma pergunta rápida, eu sei que a gente tá quase acabando.
Uma pergunta para o Pedro, 2 minutinhos para a gente fechar.
Informação, vamos supor que o Brasil comece uma renovação e comece a perder com Ancelotti, amistosos, Depois do fracasso na Copa do Mundo, pode acontecer. Por exemplo, uma coisa assim, né, jogos são lá, né. Existe uma possibilidade da CBF mudar de planos e mandar o técnico embora, por exemplo?
Essa CBF de agora não, essa CBF de agora não. O Ancelotti, ele é muito importante dentro de campo, fora de campo também. Você tá aqui a todo momento, você tá falando que a expressão do Ancelotti, é o Ancelotti, é a figura do Ancelotti. Ninguém desperta mais curiosidade no dia a dia da seleção que o Ancelotti. Talvez o Neymar, ele, de certa forma. Então é útil também para muita coisa da CBF atual ter o Ancelotti. É uma boa marca à frente da modernidade que eles tentam implementar por N projetos que eles têm de poder à frente da CBF.
Não acho que vai ser resultado de amistoso que vai ditar esse A minha, a minha dúvida, o que resta para mim de ponto de interrogação, é se mais uma vez— e a gente não tá aqui confabulando de algo que não poderia acontecer— se mais uma vez uma troca de comando na CBF possa vir a nos apresentar um presidente que pense: olha, o anterior gostava muito de estrangeiro, mas eu não gosto, então eu pago a multa e acabou. Porque agora, e aí fazer valer de algum resultado.
Mas esse grupo que está lá hoje, acho muito pouco provável. Antelote hoje inclusive é uma informação ele é muito próximo ao núcleo de poder da CBF atual. O núcleo de poder da CBF gosta muito dele, Ancelotti gosta muito desse núcleo de poder. É interessante para as duas partes. Ancelotti tem todos os seus desejos atendidos e também, sabe, serve a esse núcleo para muitas coisas. Então não acho que seja um risco nesse momento, não, Bnet.
Perfeito. Ponto final no Linha de Passe. Acabou, meu povo. O papo tava ótimo. Tem muita conversa de seleção brasileira ainda para os próximos dias. A nossa pauta aqui tava recheada de coisa que a gente vai jogando para os próximos dias.
Até quarta que não tem jogo.
Meu Deus, vai que vai, vai que vai! André e Pedro, brigadíssimo, viu? Bom descanso aí para vocês.
Abraço a todos aí, abraço aí, pessoal.
Boa!
E para vocês, saúde e paz, tá?
Saúde e paz a todos e a todas. Uma excelente terça-feira.
Os bombadinhos também.
Os bombadinhos.
Os bombadinhos.
Como o senhor não treina, não treina pesado, o senhor fica criticando de tudo que é jeito.