Brasil é destruído por 'inevitável' Haaland e dá adeus à Copa do Mundo em 6ª queda seguida para europeus - Linha de Passe
No Linha de Passe deste domingo (5), nosso timaço analisa todos os detalhes da eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo.
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William
André Kifuri
Gustavo Zuppacchi
Jean Oddi
Leonardo Bertozzi
Lili Nascimento
Marcela Rafael
Mariana
Paulo Calçade
Pedro Ivo Almeida
Rodolfo
Vítor Birner
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Olá para você que é fã de esporte, seja bem-vindo, seja bem-vinda. Começando o nosso Linha de Passe em dia de mais uma eliminação da seleção brasileira numa Copa do Mundo, dessa vez nas oitavas de final. Brasil de novo chegou ao seu quinto jogo e mais uma vez empaca no quinto jogo, só que o quinto jogo representa nesta Copa do Mundo as oitavas, portanto o Brasil regrediu das últimas copas para essa. E o Linha de Passe vai falar sobre isso, vai falar sobre as mudanças que foram feitas na equipe no segundo tempo, sobre a atuação de determinados jogadores, sobre os jogadores que entraram, sobre tudo que aconteceu em mais uma eliminação da seleção brasileira numa Copa do Mundo.
Antes foi para Bélgica, aí era Croácia inferior àquela Bélgica, e agora é a Noruega. O Brasil vai andando para trás conforme os 4 em 4 anos passam. Já já A gente volta aqui na ESPN. Seguimos no YouTube, no TikTok. Muito bem, fã de esportes, antes da gente começar a debater aqui tudo que aconteceu nessa eliminação brasileira, vamos repercutir aí com o pessoal a frustração do torcedor brasileiro em alguns pontos onde estão nossas equipes, começando pela Marcela Rafael, direto de Dallas.
Fala, Marcela! Eu ia te perguntar se tá tudo bem na sua vida. Claro, tudo bem, mas o no dia de hoje não tá nada bem com a eliminação brasileira, né?
Fala, William! Aquele sorriso, né, protocolar, para a gente falar com os fãs de esportes, para entrar no Linha de Passe e para falar de mais uma eliminação da seleção brasileira. Ou seja, o Hexa vai ficar para daqui a 4 anos. Mais uma vez, 5 jogos, como você tava lembrando, só que agora em oitavas de final, né? Não conseguimos chegar nas quartas de final porque agora temos aquela segunda fase nesta Copa do Mundo. Algumas crianças chorando, alguns brasileiros muito, muito tristes.
Alguns mexicanos que no começo do jogo falaram que iam torcer para a seleção brasileira saíram felizes da vida porque disseram que queriam pegar a Noruega porque achavam que a Noruega era um adversário mais fácil. Mas antes eles precisam ainda passar pela Inglaterra e daqui a pouco eles vão estar aqui, ó, na FanFest de Dallas, lotada de mexicanos, muitos mexicanos, mas alguns brasileiros também, alguns saindo aqui. Deixa eu conversar com os brasileiros então. E aí, amigo, tudo bem?
Tudo em ordem.
Qual é seu nome? Rodolfo. Rodolfo, a gente tinha conversado inclusive antes da partida, né? O que que aconteceu? Qual é o principal erro? Como foi que você viu esse jogo?
Eu acho que o time jogou bem dentro do que foi possível, mas as alterações, especialmente a saída do Ryan, quebrou o esquema. E o Ancelotti até tentou corrigir colocando o Ederson, enfim, mas o time ficou muito vulnerável. Então a Noruega, que tava acuada, veio para o ataque e aquele script ruim que a gente conhece já alguns bons anos, goleiro que falha antes Pega tudo contra a gente, a bola não entra. A gente pode ficar até amanhã chutando no gol que a bola não entra.
O mais importante eu acho que é assim: tem que confiar no ciclo.
Nós perdemos 6 jogadores que eram praticamente titulares. O técnico não é qualquer um, é o melhor que a gente poderia ter.
E se preparar para os próximos 4 anos, é o que resta.
E para as crianças que estavam chorando, confia que vocês vão ver o Brasil campeão, eu tenho certeza.
Tá bom, muito legal, né? Realmente é uma análise, análise agora Mesmo depois do jogo, uma análise de cabeça fria, pensando no Carlo Ancelotti agora em um ciclo completo, ele que realmente perdeu muitos jogadores importantes. Deixa eu— Oh, hi, how are you? You're happy?
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É isso que a gente vai aguentar. Olha, os noruegueses aqui felizes da vida, 5 jogos e nós temos 4. Aqui passando pelo Brasil. And did you expect a game like that?
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Pois é, ele tá falando: Você esperava um jogo como esse? Ele falou: Olha, eu não me esperava. É claro que eu tinha uma esperança, né? Eu estava querendo que isso acontecesse. Mas é a primeira vez que a gente chega tão longe agora como nesta Copa do Mundo. But the team is really, really good. And you have Haaland, right?
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É isso. De nada. É isso. A gente tem que falar. Tem que falar mesmo congratulations para ele. Parabéns. Jogaram muito melhor apesar da seleção brasileira ter quase feito gols no primeiro e no segundo tempo ter perdido um pênalti. A gente ficou com aquele gostinho de que sim poderia ter dado essa classificação. Mas agora, quando a gente encontra os noruegueses, é isso. Noruegueses, parabéns, vão curtir esse momento porque é um momento importante.
Deixa eu falar com mais brasileiros aqui. Deixa eu falar com você. Tudo bem? Como é seu nome?
Rafael.
Não tá tão bem não, né?
Meu xará Rafael. Rafael, como é que você vê esse jogo? Qual é o principal erro da seleção brasileira, na tua opinião?
Assim, falar agora de erro é muito difícil.
É assim, Copa do Mundo é um jogo só, todas as seleções são muito perto de um nível técnico muito igual. A gente teve chance, teve o pênalti, teve a chance com o Hendrik, algumas chances que não pode em jogo de Copa do Mundo, em mata-mata, são chances que não podem perder, que fazem a diferença no final. A chance que perdeu, acabou não fazendo gol quando teve chance.
O Haaland na cabeçada teve uma chance, ele um chute fortuito também teve outra chance.
Então eles fizeram gol quando tiveram uma chance. O Haaland teve dois chutes, eu acho, no gol, fez o gol quando teve chance.
E a gente, quando teve chance, infelizmente não conseguiu marcar.
É verdade, é esse dia, acontece. Obrigada, viu, Rafael? É um dia muito triste, aquele dia muito marcante na vida das pessoas. A gente sempre se lembra quando o Brasil foi eliminado, o que você estava fazendo. A gente sempre acaba se lembrando de tudo isso, faz parte da história do brasileiro também, esses dias tristes, esses dias de eliminação. Deixa eu conversar com mais uma brasileira que tá passando por aqui. Oiê! E você é?
Mariana. Mariana, é um dia muito triste, né? Como foi que você viu esse jogo? Você tava esperando algo muito diferente do que a seleção brasileira apresentou?
Olha, eu achei, depois quando o jogo começou eu falei, putz, vou mudar meu placar, 1 a 0 tá muito truncado.
Eu acho que o erro foi ter tirado o Rayan porque ele tava marcando bem e depois ficou meio solto. E eu acho que a seleção depois do primeiro gol que tomou ficou bem perdida.
Eu até brinquei, falei para os meninos, eu falei, vai tomar outro, quer apostar?
E não deu certo. Acontece porque tem que ir para frente, né, e acaba abrindo muitos espaços. Obrigada, viu? Bom, é isso, tá, William? Tá aqui, a gente tá na Fan Fest de Dallas, que tá muito animada porque tem muito mexicano aqui em Dallas, tem muitos mexicanos. Eles estão chegando para assistir a partida do México contra a Inglaterra, enquanto os brasileiros vão saindo, vão saindo aos poucos, com aquela tristeza de mais uma eliminação e com aquele sonho que vamos deixar para daqui a 4 anos.
William, é isso, Marcela. Vamos com a Lili Nascimento agora, também repercutindo em outro ponto essa eliminação brasileira aí com os torcedores. Fala, Lili.
O papel aqui hoje ainda é 10 horas da noite, menina.
Fechou?
Desculpa que eu tô triste, né, com a eliminação.
Você tava assistindo ali do meu lado, eu vi que na hora que o Neymar foi bater o pênalti, né, você tirou a camisa, vibrou ali junto com ele, mas que você ficou bem chateado com a eliminação.
É, primeiramente eu queria falar que o Neymar é foda pra caralho. Perdão, o Neymar Ele é estrutura da seleção brasileira como uma base maior. Para mim, perdão, para mim, a seleção brasileira sem um jogador como Neymar, eu acho que a gente não tem cabimento de passar às vezes uma eliminatória ou coisa do tipo.
É um jogador muito importante para a gente.
Perdeu oportunidade ali com o Hendrik, perdeu a oportunidade do pênalti também.
Eu acho que o jogo tomou outro andamento depois que a gente perdeu o pênalti, que é uma conclusão muito importante para a seleção brasileira se dar jogar bem.
E as outras, e a outra oportunidade que a gente teve com o Hendrik, infelizmente a gente não conseguiu concluir o gol.
Mas dependesse de qualquer coisa, a gente é brasileiro desde novinho, nós vive isso a vida toda.
A gente não pode julgar a seleção brasileira da forma que a gente pensa, entendeu?
Porque o Neymar é brabo, seleção brasileira não atuou bem como a gente queria, mas A gente não tava lá dentro jogando junto com os cara, mas nós tava de fora mandando boa energia, entendeu?
Sendo os maiores campeões, né?
Então os maiores campeões é assim que foda-se a vida. Eita, ei, mas baboca suja, hein, ô William!
A festa tava cheia, tinha muita gente aqui. É claro que assim que acabou o jogo todo mundo foi embora, muita gente saiu chorando também, tinha criança. Vamos tentar falar com mais um torcedor. Você é brasileiro?
Brasileiro.
Como é que você avalia o jogo, essa eliminação triste do Brasil precoce?
Ah, eu achei que perderam muita oportunidade, pênalti, mas Neymar fez o gol, tô feliz.
É isso aí, Neymar, gol dele numa Copa do Mundo, tá ótimo.
Eu queria que ele jogasse, jogou, tá, para mim tá perfeito. A equipe jogou muito bem.
Então tá bom, é isso, é muitos torcedores que eu conversei aqui a hora que acabou o jogo, ele, eles falaram assim: tava nas nossas mãos e a gente deixou escapar. Então lamentável, por isso que é uma eliminação triste, né, para quem veio torcer, para quem veio trabalhar.
Acabou, feito, feito. É, realmente é um dia triste aqui, o torcedor brasileiro, para todo mundo que acompanha aí o Brasil também. Pode voltar para cá, pode voltar para cá. Para o torcedor que acompanha aí também, evidentemente se criou uma expectativa durante a Copa do Mundo por uma evolução ali de jogo a jogo, pequena, média, mas enfim, se criou uma expectativa contra a Noruega. E a gente, claro, cansou de destacar aqui que sim, a Noruega era uma seleção acessível para a seleção brasileira.
Aí nós temos um jogo onde tem um pênalti perdido, tem um gol cara a cara ali com o Hendrik que ele acaba desperdiçando, tem algumas mudanças que a gente vai questionar aqui também no segundo tempo, tem entrada do Neymar, enfim. O goleiro adversário sendo talvez a grande figura ali da partida, só não foi a figura da partida porque o Haaland meteu 2 gols. E o Haaland se tornando artilheiro da Copa do Mundo junto com Messi e com Mbappé.
Fato é que, somado tudo isso, no placar final, 2 a 1 para a Noruega. E o Brasil assim chega à sua maior fila na história das Copas em relação a títulos. O Brasil vai para 28 anos sem vencer um título, de novo batendo no 5º jogo. Foi assim em 2010, foi assim em 2018, foi assim em 2022, é assim esse ano, com uma diferença. O 5º jogo esse ano é nas oitavas, então o Brasil cai uma fase antes. No meio disso teve uma passagem de quartas, mas para acontecer o que aconteceu era melhor que não tivesse passado, aquele 7 a 1 para Inglaterra.
E de ano a ano o Brasil sendo eliminado por uma seleção cada vez mais inferior. Então foi a Bélgica, depois foi a Croácia, agora a Noruega. Tudo isso a gente vai discutir a partir de agora com os companheiros aqui à mesa e também, claro, com o André Kifuri, Gustavo Zuppacchi, que já estão conosco. Vitor Birner, boa noite para você. Boa noite já, né? Boa noite para você. Bom, Vamos lá destacar o que aconteceu de errado hoje. Essa hecatombe, o Brasil ser eliminado pela Noruega.
Boa noite, Jean. Boa noite, William, Léo Calçade. Boa noite, André Zupac, aos fãs do esporte.
É o famoso, o que deu errado, cara?
Assim, foram muito assim, eu acho que o Brasil foi um jogo superior ao da Noruega quando a gente fala de construção e marcação. O Brasil criou mais chances que a Noruega, mas o Brasil teve problemas de conclusão e a Noruega conseguiu usar a sua principal virtude, que é usar o seu centroavante, que provavelmente, se jogar até os 36, 37 anos de idade, vai ser o jogador com mais gols talvez na história do futebol, alguma coisa próxima disso, né?
As chances de gols do Haaland, os 2 gols do Haaland foram chances, por exemplo, muito menos claras que as chances do Brasil. Ou seja, o Brasil teve o controle do jogo até as mudanças, e as mudanças atenderam ao desejo de muita gente. Entraram o Endrick, que era a solução para tudo antes da Copa do Mundo, perdeu um gol. É um menino, faz parte, né? Quando ele coloca o Neymar, o Endrick vai marcar na direita, aí falta marcação no gol da Noruega.
O Ryan fazia essa marcação muito bem no lance do cruzamento. O Endrick não é responsável único, mas com o Ryan a marcação funcionava melhor daquele lado. E quando entra o Neymar, o Brasil perde a pressão na frente, né? Porque mesmo com o Brasil perdendo o jogo, Neymar trotava, porque talvez não tenha condição de fazer uma correria de pressão alta que os outros jogadores do Brasil faziam, porque o jogo era estruturado em pressão alta.
Noruega fazia lançamentos longos o tempo inteiro para tentar ganhar essa primeira bola e ficar com a segunda bola. E o Brasil perdeu essa pressão e passou a ter que jogar um jogo mais cadenciado ou de contra-ataque com uma Noruega que tocou muito a bola porque saiu com mais facilidade de trás do que saía. Ou seja, teve o pênalti perdido, tem o gol perdido pelo Endrick, tem um pouco de azar nas jogadas, tem a baita atuação do goleiro da Noruega, tem as substituições. Mas não tem só um responsável pela eliminação.
Muito bem. A pergunta é uma só para vocês todos nessa abertura. Boa noite, Jean. O que que deu errado hoje?
Tudo bem? Boa noite, William. Boa noite a todos. Olha, é assim, acho que existem algumas coisas que são muito óbvias, né, que deram errado. O Bruno Guimarães não podia perder o gol que perdeu. O Endrick não podia perder o gol que perdeu. O goleiro da Noruega fez de fato grandes defesas e foi importante. Então não quer dizer que o Brasil jogou mal ou que o Brasil não tenha merecido um resultado melhor nessa partida. Mas eu vou ser muito sincero aqui, e não é pegar no pé, porque eu acho que no fim era uma obviedade.
O que me incomoda mais no jogo todo é que o Ancelotti tenha estragado o melhor momento do Brasil na partida para colocar o Neymar em campo. Não é pegar no pé do Neymar, não é culpar o Neymar, tá? Eu tô culpando o Ancelotti, que quis colocar o Neymar naquele momento, porque na hora que ele coloca o Neymar em campo Ele tira o Hendrik do meio e coloca o Hendrik para direita. E o Hendrik tava levando perigo. Ah, perdeu o gol, perdeu o gol que não podia perder.
Mas o Hendrik vai marcar na direita. Como bem disse o Birner, o Hendrik nem marca bem na direita e é menos perigoso por ali. Então ele já perdeu a qualidade do Hendrik. O Vini, que ficava muito mais solto na hora que você não tem o Neymar em campo, obviamente tem que marcar, porque o Neymar tá dando aquela corridinha cenográfica atrás dos noruegueses. Porque o Neymar não é mais um jogador profissional de alto nível, como a gente falou desde o começo, desde o dia da convocação.
E agora as pessoas vão falar: ah, bem que vocês iam falar isso se o Brasil fosse eliminado. É só olhar para o jogo. O melhor momento do Brasil no jogo era o momento em que entraram o Danilo e o Neymar. A partir dali, o Vini Júnior não ficou mais solto na frente. A partir dali, o Hendrik, que levava muito perigo, foi marcar do lado direito. E aí aconteceu o que aconteceu. É óbvio que não é só isso, mas é o que mais me incomoda, porque as outras coisas são coisas que acontecem no futebol.
Você perde gols, o goleiro adversário faz uma grande atuação. Agora, tem coisa pela qual você não precisava passar: levar um ex-jogador ou um jogador em final de carreira para Copa do Mundo. E foi o que o Ancelotti fez. E repito aqui, a culpa é do Ancelotti, a culpa não é do Neymar. O Neymar tá acostumado a ter todos os seus desejos atendidos desde os 15, 16 anos de idade. Tá, então assim, a culpa é do Ancelotti, infelizmente.
E eu acho até que o Ancelotti fazia um bom trabalho, William. Sim, eu acho que fazia um bom trabalho gradualmente, jogo a jogo, encontrando soluções. Mas aí não sei se nessa crença de que um cara que não joga futebol há 5 anos vai mostrar de volta a sua genialidade de uma hora para outra, porque o Neymar era um gênio, eu não discuto isso, mas era muito difícil que a genialidade toda aparecesse, né, de uma hora para outra. Então não sei se era crença ou se era, como disse o Birner, um desejo de atender a ânsia das pessoas.
O fato, isso me incomoda muito porque era um momento em que o Brasil tava muito bem no jogo, talvez o melhor momento do Brasil no jogo, criando chances, desperdiçando a verdade, mas criando chances. E a partir daquelas mudanças, né, dessas mudanças que eu citei, ele mexeu no Hendrik, ele mexeu no Vini Júnior, o Brasil não criou mais, tomou os gols. E tá eliminado da Copa do Mundo. Que pena. Acho que assim, a boa notícia é: nós temos um grande técnico ainda assim para 2030, que vai, eu imagino, poder levar 26 jogadores em condições físicas ideais para jogar uma Copa do Mundo em 2030. Espero que ele faça isso.
E tem uma geração muito promissora aí para a próxima Copa. A gente tá falando do Ryan, tá falando do próprio Hendrik, o Estevão, bem claro, que acabou saindo porque se machucou e tudo. Você tem um Martinelli que tava bem, foi bem no jogo hoje. O Martinelli, só destacar rapidinho, porque esses caras vão passar batidos, né? Os caras fizeram, tiveram uma boa atuação, passava o Cunha, Martinelli, caras que estavam bem no jogo inclusive, e vão ser engolidos por uma eliminação e tal. E ninguém vai falar.
O próprio Bruno que perdeu o pênalti, tá fazendo um bom jogo.
São caras que vão ser engolidos por uma eliminação sendo que estavam fazendo um bom jogo, inclusive uma boa Copa do Mundo também. E aí o Ancelotti morreu com o Neymar em campo, Bertozzi.
Sim, William, boa noite, boa noite, boa noite, companheiros, boa noite, fã de esporte, aos colegas também nos Estados Unidos. Eu tava terminando o jogo assim com aquelas de, cara, vamos aceitar que é o esporte. Como disse o Jean, essas coisas acontecem no futebol, você perder gols e o adversário ter uma aberração de jogador que já tem 7 gols em 4 jogos de Copa do Mundo. Agora ele tem 62 gols em 54 jogos pela Noruega. Brincadeira, né?
Enfim, média absurda. De fato, se ele jogar mais Copas do Mundo, e a tendência é jogar, Talvez se o Mbappé passar, talvez ele ainda passe o Mbappé depois. Enfim, não sei, mas é uma coisa de outro planeta, realmente. Esse cara provavelmente ia fazer gols, né? Sim, o Brasil não podia passar em branco porque era difícil que ele passasse em branco. É difícil que ele passe em branco em qualquer jogo. Então o Brasil teria que estar preparado para a possibilidade de levar gols.
Mas no final do jogo eu acabei assim sendo atropelado pela cena ridícula, abominável do Neymar indo na cara do goleiro gritar, fazer graça, chamar o protagonismo para si. Você tá sendo eliminado da Copa do Mundo, cara. Põe a bolinha debaixo do braço, vai para o meio de campo e tenta ainda ganhar o jogo, empatar o jogo, fazer qualquer coisa. Não é sobre você, você não é maior que nada ali, você não é nada naquele momento, sabe?
Não adianta depois fazer essa ceninha aqui, não adianta, né? Você já tentou trazer o protagonismo para você, um protagonismo que não é seu, você não devia nem estar ali. Você só tá ali porque o técnico, como diz o Jean, o levou para atender sei lá quem, para atender o desejo de não sei quem, para fazer um agrado a não sei quem também, para atender uma parcela da população que queria que ele fosse. Fez festa, fizeram todo aquele, aquela cena lá no Rio de Janeiro.
Falaram com a Lili, sim, problema deles era o Neymar, não era o Brasil.
Então assim, tem gente que acha o Neymar mais importante que a seleção brasileira, que torce para o Neymar mais pela seleção brasileira. Não sei se essas pessoas até comemoraram o gol, porque o Neymar fez gol em Copa do Mundo. Palmas para ele, né? Ele deve estar super feliz com isso no final das contas. Então assim, é isso. A gente vai falar do jogo também. Acho que o Brasil— eu não me incomodo com o Brasil ter tido menos posse. Viu muita gente falando, ah, o Brasil não pode jogar com menos posse.
Isso não foi um problema. Isso não foi um problema no jogo.
Posse e controle são coisas diferentes.
Exatamente.
Embora me falte sim pressionar mais. E aí, por todos os motivos que o Jean já colocou, que o Birner já colocou, O Brasil chamou muito a Noruega e quando você chama muito um time que tem o que tem para fazer de gol, uma hora a bola vai entrar, uma hora a bola vai chegar nele. É impossível a bola não chegar num jogador dessa categoria. E quando você desestabiliza os dois caras que estão marcando pelo lado, e ele tirou os dois, né?
Então acho que de fato hoje o Ancelotti, que acertou muito contra o Japão, hoje o que ele pensou em ganhar com as mudanças ele acabou perdendo mais com quem saiu do que ele ganhou com quem entrou. Isso o jogo mostrou e a gente tá vendo muito claramente agora. Então assim, é, eu acho que a cena final da comemoração do Neymar, ela embrulha o estômago, para dizer o mínimo.
Trouxe para o pessoal uma disputa pessoal com o goleiro, os dois se provocando. Ele bate o pênalti, faz um gol que não adiantou para nada, para nada, um gol que não valeu de nada. E aí ele vai provocar o goleiro e tal, etc., completamente fora de contexto, completamente não havia a menor necessidade disso. É para de repente já colar lá, pegar a bola embaixo do braço, botar para o meio-campo, quem sabe dá tempo. Não, teve um momento solo, teve um momento solo dele com o goleiro que de nada adiantou. Boa noite, Calçade.
É, boa noite. É, bom, o melhor momento da carreira dele foi quando ele lidou com o jogo coletivamente, que ele tinha Messi e Suárez do lado dele. A partir do momento que ele passou o jogo é sobre mim, não sobre nós, as coisas não funcionaram. E hoje foi mais um exemplo. Que que eu te falei ontem aqui?
Sobre ele, sim, sim, sim. E tava louco para colocar, tava arrumando um escape ali para colocar o Neymar.
E colocou cedo.
E eu ainda te falei, mas só se tiver ganhando. Falou não, você ainda falou não, não, não, ele vai arrumar um jeitinho.
Foi mesmo, foi mesmo, cara. Eu vejo a chance do Brasil de ganhar, para mim era a mesma de perder, né? Porque nós não temos uma seleção dominante. Você olha para o Brasil e fala assim, O Brasil é muito bom nisso aqui. O Brasil é muito bom no quê? A Noruega foi o primeiro time na Copa do Mundo que deu à seleção brasileira aquilo que ela mais queria desde o início. Como é que era na cabeça do Ancelotti a seleção sem os, sem os contundidos?
Se não tivesse problemas, o Brasil teria jogado hoje com Estevão, concorda comigo? Talvez Vinícius e Matheus Cunha e Rodrigo.
Sim, né?
É bem diferente, porque com 4, a ideia dele era essa lá atrás. Quando chegou na Copa, desandou um pouco, ele colocou um terceiro no meio de campo, que era o Paquetá, e as coisas estavam fluindo assim. Mas era uma seleção preparada para jogar no espaço, que o primeiro time que deu isso ao Brasil foi a Noruega, foi o primeiro time. E o Brasil poderia ter vencido o jogo assim. O pênalti numa jogada de velocidade mais rápida, não com a Noruega lá no fundo do campo, que ficava num 4-5-1, né?
Aí o treinador foi bem demais, mas ele foi bem demais. Ele tira o Sorlotti, que o Sorlotti foi matar a bola no peito, acho que com 10 minutos saiu pela lateral, saiu do estádio. Depois outra bola para ele, o treinador falou, peraí, Oscar Bob. Oscar Bob vinha por dentro, ele começou a bagunçar a marcação. Porque é o seguinte, Sorlotti e o Douglas Santos, cara, é essa parada aqui, ele não vai sair Quando ele só vai para área e você acompanha quando tiver um cruzamento do lado oposto, senão ele vai ficar aqui.
Cara, tava bom para o Douglas Santos, só que a Noruega trocou. Então a Noruega melhorou o time. E o Ancelotti, para mim, o grande erro, assim, quando ele começa a mexer no time, ele mexe aos 67, vem Neymar e Danilo. Porque ele veio, o que ele faz? Ele coloca um terceiro no meio de campo, tanto que o Danilo entra assim, né, fazendo assim, claro. Era Danilo, Bruno Guimarães, Casemiro, porque ele precisava um pouco mais de peso no meio de campo, onde a Noruega só trocava a bola.
O Brasil já tava com a pilha baixa e não recuperava a bola. Só que ele tira, ao tirar o Hendrik depois do centro e colocar o Neymar nessa posição, o Brasil perdeu o quê? A profundidade, que era a primeira bola do Hendrik, era o jogo que o Hendrik sabe jogar. Estica para ele, ele chega antes, tanto que ele perde o gol. Quando você coloca o Endrick do lado direito, pronto, cara. E o Neymar por dentro, é o Neymar por dentro, você passa a bola com que confiança?
Ele precisa pisar na bola e esperar o time chegar, porque ele não vai sozinho. O Endrick vai, o Vinícius vai, o Martinelli vai, são caras que têm saúde para fazer isso. Ele não tem. E aí o time fez assim, ó, E o que acontece? Aí o Endrick volta pelo lado direito, põe um pé na bola que ele mal marcou. Daquela tentativa dele de fechar o lado, teve o cruzamento, 1 a 0, e ali acabou. Então assim, o Ancelotti certamente deve estar maluco com isso que ele mesmo fez ao deixar o Neymar.
Ele sabe por dentro, ele sabe, ele sabe, ele sabe, ele conhece o campo desde o dia 18 de maio. Que dia que foi?
Foi 18 de maio. Mas por isso é inaceitável, né, porque era tão óbvio Acho que assim, por isso que dá raiva, porque era óbvio, era óbvio que essa mudança—
é claro que tudo pode acontecer, uma parcela, porque você viu a galera que saiu do estádio?
Mas isso aqui, eu sei, então, mas isso aqui é quase dominante.
Eu sei, cara, tem um monte de gente, sabe, que tá nos vendo, fala assim: ah, se o Neymar tivesse entrado, já tá xingando a gente, inclusive. É claro, já recebi coisas, já recebi mensagem no pessoal aqui.
É isso aí, legal, sua opinião, tá tudo bem.
Eu não sou obrigado assim, que as pessoas têm conexão com futebol, você tem conexão.
O que me incomoda é isso aqui, o roteiro É que no fim esse roteiro, essa entrada, o mais provável desta entrada do Neymar era dar nisso, entendeu? É claro que pode sempre acontecer outra coisa, porque vai que ele tem um lampejo do gênio que ele já foi e resolve o jogo. Quantas vezes já não aconteceu isso? Mas desmontou o time, desmontou o melhor momento do Brasil no jogo.
E você foi muito claro, você foi muito claro, está responsabilizando o Ancelotti pela escolha.
Posso contar uma história sobre também jogador que eu acho que é essencial?
Por favor. E aí eu tenho que acionar o André, os UPA que já estão aguardando a gente.
Sabe que eu trabalhei muitos anos com Rivelino, campeão do mundo em 70, figuraça. Riva, saudades. Deve estar sofrendo com o resultado da seleção brasileira. E quando a seleção brasileira foi se concentrar para Copa do Mundo do México em 70, a comida da cantina não era o futebol de hoje, não era boa, tá? E os jogadores estavam meio bravos porque o bife era duro pensar em reclamar, não sei o quê, cara. De repente tá o Rivellino, o Gerson, eles veem o Pelé cortando bife em pedacinhos muito pequenininhos, é uma boa tática para facilitar de mastigar.
E eles falam, e eles falavam que eles idolatravam o Pelé, como jogadores do Brasil hoje idolatram o Neymar, né? Tanto que o Riva falava, por exemplo, quando ele jogava no Corinthians, que ele olhava os jogadores do Santos no Pacaembu, uniforme branco, subindo assim, que tinha uma reverência já de jogador para jogador. E eles falavam assim: se o rei do futebol, se esse cara não reclama, se esse cara tá só trabalhando coletivamente, se esse cara é só mais um, como a gente vai reclamar de alguma coisa?
Como a gente vai criticar alguma coisa? Vamos ganhar essa porcaria desse campeonato. Não usou esse termo assim, eu tô, eu sou eu que tô falando, porque O jogador tricampeão do mundo, o cara que tem o mesmo número de títulos que tem a Argentina, que a Argentina conseguiu o ano passado, que tem mais títulos sozinho do que tem até hoje a França, do que tem mais títulos, tem 3 vezes mais títulos que a Inglaterra, o Pelé. Esse cara não reclamava e o futebol não girava em torno dele na camisa mais pesada do mundo.
Então é só para entender como deveria funcionar o futebol. Eu não sou uma pessoa saudosista, mas é óbvio que a camisa tá acima de qualquer jogador, como a camisa de qualquer clube tá acima de qualquer jogador. E eu acho que os jogadores, por isso, hoje muito bem remunerados e tratados, devem servir a seleção. E eu acho que os jogadores fizeram isso, não tô criticando nisso, mas não a seleção servir aos jogadores. Agora, eu respeito o direito de cada um ver o futebol.
Se alguém tá satisfeito porque o Neymar entrou, fez um pênalti no final, em vez de pegar a bola arrumou confusão com o goleiro, e se ele tá feliz com isso, mesmo com 80% do país estando muito triste, a questão do futebol é essa, não são os jogadores. É o que o povo sente, é como a gente vê os lugares lotados, as camisas amarelas, como que o Brasil, sabe, parece que se une.
Mas alguém se sente representado nesse comportamento? De em vez de ir pro meio de campo, tirar onda do goleiro, alguém se sente representado nisso? Alguém é capaz de se sentir representado nisso? Eu aprendi uma coisa na vida. Alguém se sente representado nesse comportamento?
Eu aprendi uma coisa na vida, tá? As pessoas podem pensar as coisas do jeito que eu não entendo.
Eu não entendo. É que é difícil entender, mas tudo bem.
É cada um é cada um. É difícil entender, mas... Eu acho que a gente tem que tomar posição, sabe, Birner?
As coisas.
Também a minha conta da história.
Não, exato, exato, concordo. Assim, a única questão é que eu acho que é o que o Léo tá falando, assim, quem se sente representado num ato como esse, né? Até porque é uma burrice, não passa de uma burrice, porque você ainda tem a expectativa, a esperança de mais um ataque. Exato, de jogar mais, de jogar mais 30 segundos que seja. Mas não, o cara sai rindo depois de fazer um gol que não vale nada, e em vez de tentar pegar a bola, sair correndo para jogar os outros 30 segundos, jogar uma bola na área e tentar um cabeceio e fazer o gol.
Não, ele vai lá brigar com o goleiro, chamar o seu protagonismo habitual. Infelizmente, assim, de fato, assim, não é, ele não é um cara gostável para mim. Eu não, mas não é por isso, não é por isso, é que as atitudes dele elas não são condizentes com quem quer ganhar o jogo de futebol. Elas são condizentes com quem olha única e exclusivamente para o seu ego. Que é o que ele faz há tanto tempo, cara. É por isso que assim, quem preza o futebol coletivo não pode prezar uma atitude como essa.
Só de chamar os nossos companheiros, que é o clima, o clima tá quente aqui.
A substituição do Neymar foi aos 22, aos 67 minutos. O gol do primeiro gol da Noruega, Neymar e a substituição foi Neymar, entrou Neymar, o Martinelli, o Hendrik tinha entrado antes. É que com a entrada do Neymar e do Danilo você modifica o ataque. Então o Brasil tomou o gol 12 minutos depois, o primeiro gol. Antes de tomar o gol e antes da entrada do Neymar, o Brasil teve muitas oportunidades para ganhar o jogo, inclusive um pênalti perdido.
Só para contextualizar, quando toma o gol e está instalada dentro de campo essa nova seleção brasileira com o Hendrik de um lado, o Neymar por dentro sempre, acabou o jogo ali por dentro. O que que o Brasil perde ali? O Brasil perde a contundência, o mínimo de contundência que ainda havia com Martinelli e tal. Então assim, essa nova estrutura, ao tomar o gol, ela não conseguiu reagir porque ela não tava pronta para isso. E aí, aí sim entra o erro do Ancelotti. Claro, claro, o Brasil perde desde o primeiro minuto por causa do Neymar.
Longe disso, longe disso, longe disso.
Naquele momento já era para estar ganhando o jogo, já era para estar ganhando o jogo. Vamos acionar o André Uzo Paco, já estão esperando falar um tempão, mas é assim mesmo.
Hoje, hoje o programa é nessa pegada mesmo. Tivemos a abertura ali com os torcedores e tudo, o pessoal trocando aqui. Então agora, André, Isupac, tem o tempo que for suficiente para fazer análise de vocês aí sobre essa eliminação da Seleção Brasileira. Vou começar com André Kifuri, que já está na tela. Fala, André!
Oi, William, um abraço a vocês todos aí, uma saudação aos nossos fãs de esportes que acompanham o Linha de Passe nesse dia triste de eliminação da seleção brasileira aqui nos Estados Unidos. Deixa eu passar um panorama para vocês do que tá acontecendo aqui na frente do MetLife Stadium. A proporção de torcedores dentro do estádio era mais ou menos 75 a 25, talvez até mais do que isso, até 80 a 20, com maioria clara da torcida do Brasil.
Mas evidentemente só se ouvem os noruegueses saindo do estádio comemorando uma classificação histórica, a extensão da invencibilidade da seleção do país deles sobre a seleção brasileira. 4 jogos antes de hoje, agora 5 jogos, a Noruega ganhou mais uma vez. São 3 vitórias e 2 empates no confronto histórico. Pela segunda vez na Copa do Mundo, a Noruega também vence o Brasil. 2 a 1 em 98 na França, agora 2 a 1, mesmo placar repetido aqui em Nova Jersey.
Silêncio por parte dos brasileiros. Qualquer barulho que vocês ouvirem são os Vikings saindo. E é isso que aconteceu por aqui. Eu queria dizer a respeito do jogo, primeiro me colocar numa posição aqui de debater com vocês em relação ao que vocês têm como ideias. E eu já ouvi todos, todas as, todos os comentários dos colegas A gente sempre fica curioso em relação a estar no estádio ou estar na televisão e certas diferenças de percepção de algumas coisas, né?
Claro, na televisão tem replay. Do ponto de vista da informação, você tá numa posição muito mais privilegiada. Dentro do estádio você não tem isso, mas você tem o calor, você tem as sensações, você tá evidentemente perto do campo. E eu fico aliviado por agora estar sentindo rigorosamente as mesmas coisas que vocês aí no estúdio e ter em relação ao jogo, em algumas situações específicas, rigorosamente a mesma opinião de vocês. Então, o que, o que eu entendia da Seleção Brasileira até a chegada para esse jogo com a Noruega era um time que tinha qualidade suficiente, né, que conseguiu construir qualidade suficientes desde o início da Copa para passar hoje e talvez passar a próxima fase, ir até adiante.
Mas também ainda tinha defeitos suficientes para causar eliminação do Brasil hoje, na rodada anterior contra o Japão, ou eventualmente numa fase posterior. E o que aconteceu para mim hoje foi que a soma dos defeitos da seleção brasileira, junto com o brilho de um jogador absolutamente extraordinário que é o Erling Haaland resultaram nessa eliminação. Acho que do ponto de vista futebolístico foi um resultado natural e que só a seleção brasileira tem a reclamar das suas próprias falhas, porque a obrigação de fazer mais gols do que o Haaland faria estava muito clara.
E o Brasil teve com o pênalti, com uma jogada em que a bola passou praticamente embaixo da trave e não entrou, e depois com pelo menos mais duas oportunidades no segundo tempo. As ocasiões para o Brasil ganhar o jogo hoje foram generosas, porém foram desperdiçadas. E em relação à responsabilidade que deve ser sempre compartilhada entre técnico e jogadores, e eu quero lembrar uma frase do Ancelotti depois da vitória sobre o Japão.
A vitória dos jogadores, me responsabilizem quando perdermos. Ele disse isso e eu o responsabilizo hoje com absoluta tranquilidade, porque antes desse jogo, no intervalo entre Japão e Noruega, nós elogiamos demais o Carlo Ancelotti aqui no Linha de Passe, no SportsCenter. Eu pessoalmente não gosto de falar muito sobre mim, mas escrevi uma coluna na qual eu chamava o Ancelotti de o sábio por tudo que ele demonstrou durante o segundo tempo do jogo contra o Japão.
Mas a forma como ele desestruturou a seleção brasileira hoje, colocando em campo o Neymar no momento em que a seleção brasileira precisava construir alguma coisa, é espantosa. Não, não encaixa com com quem é Carlo Ancelotti. Então a frase que ele disse na entrevista para Mônica Bergamo, e o Jean estava na edição do Futebol no Mundo quando a gente comentou sobre isso, o Léo creio que estava também, a frase que ele diz: está claro que eu cometo erros, mas também está claro que eu não sou um tolo.
Vale para o bom momento e vale para o momento ruim. Hoje ele errou, errou pesado, ainda entrada do Neymar em campo não é compatível com o tamanho de treinador que é Carlo Ancelotti. E é uma coisa que eu acho que a gente precisa discutir. Eu adoraria saber o que o atual técnico da seleção brasileira pensa do comportamento do Neymar na comemoração do gol de pênalti, quando a seleção brasileira ainda tinha mínimas esperanças de empatar o jogo, e ele quis tirar uma onda.
Então eu, eu compartilho dessa indignação. Estamos aqui num debate de opiniões e eu tô passando a vocês o que eu senti e o que eu continuo sentindo agora. Eu entendo que o Carlo Ancelotti é um excelente treinador de futebol, que a seleção brasileira está em ótimas mãos para o próximo ciclo de Copa do Mundo. Eu não acho que a renovação de contrato dele deve ser questionada, nada disso, nada. Mas eu adoraria saber o que ele pensa dos erros que ele cometeu hoje e do comportamento do Neymar depois do gol de pênalti.
Espero que a coletiva traga essas respostas, né? Vamos ver se o pessoal pergunta sobre isso, principalmente sobre esse comportamento aí, sobre as opções que ele teve, o que que ele imaginava que dava para acontecer. Porque realmente, assim que as mudanças aconteceram, a gente na ali, a gente falou, gente, tá tudo errado, pera aí, não é assim, não é na hora. A gente, a gente já percebeu que aquilo não ia dar certo. Vamos com Gustavo Zuppacchi.
Zuppacchi, primeiro obrigado pela paciência, tá? A gente tá girando hoje, o pessoal tá falando um bocadinho mais porque realmente é um dia até de desabafos, né? E eu quero te ouvir aí também se tá realmente na conta do Ancelotti. De novo, para deixar bem claro, não é caças-bruxas, acaba agora o Ancelotti, que lixo, que porcaria, não tem mais 5, não renova, traz outro técnico. Não é isso, é pontualmente a gente analisar o que aconteceu, erros pontuais, um erro que custa sim uma classificação da Seleção Brasileira, uma sequência na Copa do Mundo. Tudo bem, Zupá?
Tudo bem, William. Um abração para você, para o Fundo Esporte. William, esperar o tempo que tiver que for para, tiver que ser para entrar no ar não é o problema. O problema é você tem que entrar depois de Vitor Birner, Jean Oddi, Leonardo Bertozzi, se Paulo Calçade, André Furi, e ter visto algo que eles não viram no jogo. Este é o meu desafio. Mas é de fato assim, eu achei a eliminação do Brasil justa. O Brasil poderia ter vencido o jogo, mas o jogo é de oportunidades, né?
E o Brasil não aproveitou as suas, a Noruega aproveitou as suas. Então, dentro de um jogo que teve momentos de lado a lado, que foi um jogo até bem jogado, equilibrado durante uma considerável parte parte dele, talvez 2/3 do jogo bastante equilibrado dentro das propostas de cada equipe. De maneira muito objetiva, venceu quem aproveitou melhor as suas chances. E essa é a diferença de ter um camisa 9 como Erling Haaland. Eu acho que o jogo de hoje, a eliminação do Brasil, a gente pode começar a analisar de forma objetiva, como se fosse uma lente daquelas câmeras poderosas.
E aí você vai abrindo o foco e você vai olhando de maneira mais ampla. Então, de maneira muito objetiva, a Noruega venceu porque ela aproveitou as chances capitais que teve e o Brasil não. O pênalti do Bruno, muito mal batido, é muito— aliás, um pênalti claríssimo. Que loucura ter que ser um pênalti marcado pelo VAR, mas ok. Um pênalti muito mal batido pelo Bruno, que fez uma excelente Copa do Mundo, e uma chance clara do Endrick, que o tipo de bola que todo centroavante gostaria de ter.
Se o Igor Thiago perde o gol que o Endrick perdeu, o Brasil passaria o resto do ano dizendo que era o Endrick que deveria ter tido aquela bola. Infelizmente, o garoto perdeu a chance, o que faz parte da carreira de um camisa 9. Então, esse é o olhar mais objetivo. Aí a gente abre um pouco mais, e é o que os companheiros falaram, o Brasil não ter a bola era um modelo de jogo que tornava confortável a partida para os homens de frente do Brasil.
Um time que tava em campo com Vini, com Martinelli, com Rayan, com Matheus Cunha, era um time que se sairia melhor reagindo do que propondo contra um bloco baixo. Então não ter a bola tava tudo certo. Mas no decorrer do segundo tempo, com a queda de energia do meio-campo do Brasil, Casemiro, Bruno e o próprio Martinelli perderam energia, e posteriormente com as trocas, o Brasil passou, o Brasil deixou de ser um time esperando sem bola para atacar confortável, para ser um time que foi controlado pela Noruega.
Em dado momento do segundo tempo, ainda no 0 a 0, ou um pouco antes do 1 a 0, o Brasil tinha no segundo tempo 25% de posse de bola. E se você joga dessa maneira, você tem que garantir a sua contrapartida. Qual é a contrapartida de não ter a bola? Contra-atacar. E o Brasil deixou de contra-atacar após as alterações. Se você abrir um pouco mais a lente da câmera e olhar de maneira mais ampla, é o Carlo Ancelotti, que teve muitas lesões no seu ciclo, e que curto ciclo, e que foi tendo as suas ideias minadas pelas lesões, foi trabalhando na tentativa e erro diante dos problemas físicos e dos problemas técnicos que o Brasil teve, porque o Brasil viveu um ciclo muito incipiente, né?
O Brasil não perdeu o jogo de hoje porque o ciclo foi ruim, mas é um ciclo trágico, desembocou em um técnico tendo que fazer escolhas e conhecer o resultado das escolhas com Copa do Mundo em andamento. E hoje isso não deu certo. Contra o Japão deu certo, hoje não deu certo. Então assim, acho que em relação ao Neymar, tudo que os companheiros disseram eu concordo. E para mim, um exemplo disso, de como foi problemática a entrada dele— o Brasil não perdeu porque ele entrou, Mas ajudou a piorar as coisas e ajudou a diminuir a chance de reação é a quantidade de ajustes que o Ancelotti teve que fazer para conseguir acomodar o Neymar, né?
Então, para acomodar o Neymar de falso 9 como ele queria, ele teve que deslocar o Endrick e piorar a marcação pelo lado, e ele teve que reforçar o meio-campo, colocar Danilo ali para fazer a trinca de meio-campo, e depois o Ederson inclusive, para sustentar um atacante que não ia marcar na frente. E um jogador pelo lado do campo que também não tem a marcação como seu ponto principal. A quantidade de ajustes para você acomodar um jogador que há 4 anos praticamente não joga futebol em alto nível simboliza o quanto foi errada a convocação e a entrada dele em campo hoje.
Então assim, o Brasil perde para um bom time de futebol. O Brasil poderia ter vencido, mas perde para um bom time de futebol. O Brasil tem como carrasco um centroavante absoluto absolutamente espetacular, que atropelou o Gabriel Magalhães no primeiro gol, né? O Gabriel que teve dificuldade para ganhar no corpo do Haaland o jogo inteiro, e se esperava muito esse duelo. Infelizmente, o Gabriel foi atropelado no lance do gol. Mas para mim, o Brasil perde basicamente— o Brasil tá fora da Copa basicamente por dois motivos: quando teve as suas chances, o Brasil falhou.
Quando o técnico foi mexer na equipe, o Brasil piorou e por isso a Noruega passa com justiça para mim para as quartas de final.
É, pô, isso faz sentido, né, Bento?
Porque olha só, não tem interferência de arbitragem, é justo.
Sim, perfeito. O primeiro tempo, o primeiro tempo do Brasil, até quando terminou o primeiro tempo, eu tava falando com o pessoal na relação, bom primeiro tempo. Porque assim, a Noruega, ela, ela teve um gol impedido no primeiro tempo e basicamente mais nada, basicamente mais nada no primeiro tempo.
Passa para gente os gols chances esperados do jogo da Noruega é baixíssimo.
Brasil é 3 vezes ainda superior a 3 vezes mais chances claras de gol, tudo.
Tem uma, tem um jogo, são 2 momentos. Tem um momento até a entrada do Neymar e Brasil poderia estar ganhando o jogo, e nitidamente estar com o jogo resolvido. Ele poderia ter feito 1 a 0, continuaria esperando a Noruega, talvez a substituições fossem diferentes e não as que foram feitas. Quando ele vai, ele substitui, ele muda, ele tá no 0 a 0. Ele não muda porque tá perdendo o jogo, ele muda porque está empatado o jogo e ele quer vencer.
Perfeito.
Só que a mudança desestrutura o Brasil, principalmente ao tirar um jogador que tem profundidade pelo centro, que é o Hendrik, contra um time que está atacando. Então assim, a facilidade oferecida para Noruega foi uma coisa enorme.
Eu acho outra coisa que é ousado, quando ele faz essas trocas, é no momento que ele coloca o Neymar, no próprio momento que ele coloca o Danilo, ele praticamente faz ali como que fosse uma aposta alta para resolver o jogo no tempo normal. Sim, porque se fosse para prorrogação, ele mesmo falou que o Neymar não tem condições de jogar esse tempo, ou seja, ele teria que tirar o Neymar em algum momento da prorrogação. Você tava ali com jogadores que não haviam atuado juntos na Copa do Mundo, aquela estrutura de em nenhum momento.
Aí você vai para o momento mais tenso do jogo e você tira alguns jogadores que estavam bem. O Bruno perdeu o pênalti, mas o Bruno fez um bom jogo, né? O Martinelli também.
Desculpa te interromper, talvez assim não precisasse mexer naquele momento. A entrada do Hendrik, o time tava se adaptando à entrada dele ainda e tinha dado boa resposta. No primeiro momento ele já sai na cara do gol.
No jogo contra o Japão, o Ancelotti tava no banco e acho que o André até que relatou escreveu um texto muito legal ali a respeito do jogo, né, que justamente que o Ancelotti falava, pô, o gol vai sair, eu sei que o gol vai sair, eu tô tranquilo que o gol vai sair. E a impressão que dava antes da entrada do Neymar e da mudança de lugar do Hendrik, da mudança de postura do Vini, era que o gol ia sair, porque o Brasil tava pressionando para fazer o gol.
Então é isso que me incomoda assim, eu acho até Talvez tenha exagerado. Já tomei bronca da minha mulher, inclusive. Por que você não fala igual o Bertozzi, com calma? É que eu realmente fiquei nervoso.
Ela achou que eu falei com calma?
Mas foi uma indignação educada.
Exato.
Indigna e mandou assim: por que você tá brigando com o Bino? Eu falei: eu não tô brigando com o Bino.
Ele teve a oportunidade de falar um palavrão e segurou.
Então, é assim, é verdade. Mas assim, às vezes a gente, eu acho que eu Eu às vezes fico mais nervoso e não acho que é o correto, não é. Eu não gosto, inclusive não gosto de ver os vídeos depois. Mas assim, falando com mais calma, eu acho que é isso assim, o que incomoda é que a impressão que dava é que o gol ia sair, sabe? A impressão que dava é que o gol ia sair. E na hora que você faz a mudança, você mexe, como disse o Calçade, você reestrutura o time de maneira que a chance do gol claramente diminuiu.
Diminuiu, piora.
Exato, a reestruturação piorou porque você Tirou os caras mais perigosos dos lugares onde eles estavam sendo perigosos. Ainda que o Endrick tenha perdido o gol, ainda que o Vini não tenha feito o melhor jogo dele, ele ficava mais solto também. Na hora que entra o Neymar, que não marca ninguém, a gente sabia que não ia marcar ninguém. Repito, isso não é culpa dele. O Neymar não vai marcar, ele fica lá correndo, dando uma disfarçada atrás do jeito que ele tá, e nem o arranque como o Calçadinho.
Então assim, por quê? É isso que eu me pergunto, por quê? Não é pegar no pé, mas é simplesmente é retratar uma obviedade e que a gente falou durante muito tempo, né, no momento da convocação. Depois, repito, poderia ter acontecido o contrário dele pegar uma bola e gênio que é ter driblado 2, poderia, mas não era o mais provável porque essas coisas não acontecem há praticamente 5 anos. Então acho que é isso que incomoda muito, mas claro que a gente lamenta, né, o gol perdido pelo Hendrik, que não é um gol que ele costuma perder, o pênalti perdido pelo Bruno Guimarães.
E eu lamento sobretudo porque eu acho que realmente o Brasil, ele vinha melhorando. Eu acho que o Brasil tem um treinador competente que errou feio, porque também quero repetir isso: a culpa não é do Neymar hoje, a culpa é do Ancelotti. A mudança que ele faz é que acaba tirando a chance ou diminuindo a chance do Brasil vencer. Então realmente incomoda, porque era uma obviedade que no fim das contas se confirmou.
Quando o Endrick— eu vou passar uma perguntinha aqui para o André, mas quando o Endrick entrou e ele tem a chance, eu falei, cara, de novo a gente vai para o papo da estrela do Ancelotti. Porque no jogo anterior foram as mudanças, você chamou atenção, né, Vazão? Pô, ele fez as mudanças, as coisas deram certo, primeira jogada, primeira jogada. Aí o Endrick, falei, cara, impressionante jogadaça do Vini. Aí o Endrick, exatamente, aí o Endrick vai e perde o gol. Então o Ancelotti hoje foi de gênio, de treinador estrela, né, a besta.
E normal, né, no momento para o outro, o resultado dito.
É, agora, agora, o André, você acha que a entrada do Ederson é uma assinatura do erro do Ancelotti?
Talvez, né, talvez ali naquele momento ele tenha percebido que o time tinha ficado muito vulnerável, e ao tirar o Bruno Guimarães para colocar o Ederson, ele tenta ali arrumar alguma coisa já no momento mais de desespero do que de qualquer outra possibilidade. Mas em relação ao que você disse, é durante a jogada, a jogada é rápida, né, mas passa tanta coisa na nossa cabeça, né, a gente tem essa, essa reação com pouquíssimo tempo, mas muitos pensamentos.
Então no momento em que a jogada foi se desenhando e o Hendrik foi lançado com tanto para surgir na frente do goleiro da Noruega. O que eu pensei, falei, não é possível que esse menino tem tanta estrela, ele vai fazer outro gol importante no primeiro toque na bola. E eu já tava quase que comemorando o gol dele. Infelizmente ele bate assim com muito defeito, a bola saiu bastante. Mas o jogo estava oferecendo tudo que a seleção brasileira precisava para ganhar.
Brasil tinha espaço, Brasil tinha criação, criação, o Brasil tinha articulação, só não finalizava bem. E de uma hora para outra, o time que estava em campo não estava mais. Era um time que passava a tentar jogar de uma outra maneira e permitia que a Noruega fosse cada vez mais perigosa. E assim, e isso no campo, eu acho, né, no estádio assume uma magnitude diferente do que você sente pela televisão. Quando o jogo foi se tamanho do final.
E é, né, aquele trecho de partidas decisivas como essa, em que cada decisão fica mais importante e cada erro tem mais possibilidade de ser decisivo, ter muita influência no resultado. E o resultado, para um lado ou para o outro, é eliminação ou classificação. A cada vez que a bola chegava perto do Haaland, o caos era maior. E muito curioso, né, a Noruega tem tentou acionar o Haaland o jogo inteiro, ou por baixo ou por bolas longas dos zagueiros ou do goleiro.
E ele ganhava no corpo de 2 jogadores, a bola sobrava. No primeiro tempo sobrou para o Odegaard, ele bateu mal, o Alisson defendeu, mas era um tremendo de um alvoroço a cada bola que ia na direção do Haaland. Na primeira jogada pelo alto, ele se antecipa ao Gabriel Magalhães e faz um gol que ele já fez mil vezes e vai fazer outros milhões de vezes, né? O Haaland pelo alto, com a capacidade, a facilidade que ele tem para saltar e cabecear, fica quase impossível para o goleiro.
Foi impossível hoje para o Alisson. Então tem muito mérito da seleção norueguesa de aproveitar o momento em que o jogo ficou muito quente, era hora de decidir, mas a seleção brasileira completamente desestruturada, quase que desperdiçou uma oportunidade que tava diante dela para fazer o seu gol, né, colocar o seu peso no campo e ganhar o jogo. Eu entendo que hoje a responsabilidade precisa ser muito compartilhada com o Ancelotti, as decisões que ele tomou, porque não é, não, não foi pouca coisa.
E se a gente tá aqui para elogiá-lo, quando ele mantém o Casemiro em campo numa situação contra o Japão em que muita gente queria a saída do Casemiro. Ele coloca o Gabriel Martinelli em campo, Gabriel Martinelli faz o gol da vitória, da classificação. E de novo, a gente o chama de um treinador sábio. Hoje ele está do outro lado. A vida dos técnicos é assim, erros e acertos. Hoje os erros dele foram desastrosos para a seleção brasileira.
Se repetiu o jogo da Costa do Marfim, foi mais ou menos isso com relação ao Haaland, né? A bola não chegou, não chegou, não chegou. O Haaland tá ali, aí tá morto e tal.
Ela bateu nele e entrou contra a Costa do Marfim.
Exatamente.
Ele tentou dominar, a bola bateu nele e entrou.
Você deu uma brecha, Costa do Marfim deu uma brecha para o Haaland. O Brasil deu duas brechas durante a segunda, o time já tava meio escancarado mesmo tentando empate.
Aí dá para citar isso, né? O Ancelotti, um jogo que moldou muito a carreira dele, o o Istambul, né, o 3 a 0 que o Milan faz no Liverpool no primeiro tempo, em 6 minutos toma o empate. Assim, como que isso pode acontecer?
Pode acontecer.
Quando é final da Champions, para quem não souber, exatamente, Milan e Liverpool em 2005. Então assim, ele já viveu muita coisa no futebol e na vida a gente nunca para de aprender, né. Então mais uma, mais uma que ele aprende, né, e vai levar. Eu acho que agora ele tem que levar esse um ano como aprendizado sobre como funcionam as coisas na seleção brasileira, dentro da CBF, dentro do grupo. Foi a primeira, foi o primeiro período que ele passou com o grupo.
Eu acho que isso é valioso, né, porque é um outro tipo de cultura, é um outro tipo de convivência, não só com o grupo, mas com a imprensa, com o torcedor. Eu acho que isso pode ser valioso daqui para frente. Eu não estou nem cogitando, evidentemente, que a CBF pense em qualquer mudança, que acabou de renovar o contrato e ele tem contrato por mais 4 anos.
E quando renovou sabia que as chances maiores era de dar errado.
O Brasil nunca esteve na primeira fila de candidatos para essa Copa do Mundo. Qualquer pessoa racional entende que a chance de perder era maior que a de ganhar. Claro que se esperava no mínimo repetir quartas de final, porque o Brasil não cai nas oitavas de final, não caía nas oitavas de final desde 1990 para Argentina. Ainda que seja uma fase a mais, mas enfim. Você não tá entre os 8 melhores da Copa do Mundo pela primeira vez em 36 anos.
No final das contas, no frigir dos ovos, o Brasil vai ter a sua pior colocação em Copas do Mundo desde 66.
Isso é isso.
E vai chegar na próxima Copa do Mundo podendo, porque a Copa do Mundo começa em 30, o Brasil ganha em 58, 28 anos. Ou seja, se o Brasil não ganhar a próxima Copa, vai ser o maior período da história das Copas que você não vai ter uma Copa, porque ele já superou o período, né?
Já superou o maior jejum entre duas. Agora vai ser, agora ele vai, ele vai chegar com o maior jejum entre a primeira e entre a primeira Copa disputada e o primeiro título, né, de 30 a 58.
É que eu acho assim, só acho que é importante relativizar a fase a mais, porque cair nas oitavas no fim é cair no primeiro mata-mata, né? Era cair no primeiro mata-mata, ou seja, é mais no segundo. É, não sei que você considere normal cair na fase de Copas, e para o Brasil isso não é, não é o caso. Então assim, cai no segundo mata-mata, exemplo das outras Copas. Agora, o que eu acho que, de novo, 5 jogos, né? Então o que eu acho que chateia é que, é que realmente ali, primeiro pelo caminho, pelo que não jogou a Inglaterra até agora, por você ver, né, que a França tá do outro lado, a Espanha tá do outro lado, pela própria evolução do Brasil, que repito, eu acho que aconteceu, eu acho que houve Então assim, dava para acreditar numa, numa, não vou dizer em ser campeão do mundo, porque isso acho que tava muito longe.
Eu tô de acordo com o Bertozzi, mas dava para acreditar numa seleção brasileira indo mais longe.
Sendo muito racional, e eu sei que as pessoas não vão gostar de ouvir isso, o jogo do Brasil até as mudanças finais, quando tava 0 a 0, era o melhor jogo do Brasil até agora na Copa. A seleção tava encorpando jogo após jogo, ela podia ganhar esse jogo, encorpar, chegar mais forte no próximo.
Tinha um adversário que permitia ter o que o Brasil tem de melhor. Isso é que é mais importante, mesmo empilhando chances perdidas.
E que era mais forte, mas também, e por outro lado, né, Calçade, que era mais forte ofensivamente e que não tinha produzido nada. Porque acho que isso também é importante. A gente olha para os outros times todos que o Brasil enfrentou, e exceção feita Marrocos, a gente não vê quase nenhum poderio ofensivo, né? Isso Isso vale para o Haiti, vale para a Escócia, vale para o Japão de certa maneira. O poderio ofensivo do Japão, ele era muito mais tático do que exatamente técnico.
E o Brasil não sofrer naqueles jogos era uma coisa, não sofrer contra a Noruega eu acho que tinha um outro valor. Então eu até entendo a fala do Bittner nesse aspecto também, porque o Brasil poderia ter sofrido mais contra a Noruega. O começo de jogo foi muito ruim, mas foram 5 minutos, 6, 7 minutos, e depois aquilo parou. Aí, ok, houve o gol anulado, mas de resto a Noruega não tava fazendo nada. Então assim, de fato, acho que era um bom jogo contra o adversário com poderio ofensivo alto e forte, e o Brasil não sofreu e tava fazendo aquilo que acho que a seleção brasileira se proporia fazer até o final da Copa, que é: beleza, vem aí, fica com a bola, que eu vou soltar no Vini Júnior, eu vou soltar no Mateus Cunha, depois eu vou soltar no Endrick, e esses caras vão resolver o jogo para mim.
Achei o Ryan tímido, né, quando ele esteve no ataque, recebeu a bola no ataque, mas tava fazendo dele defensivamente. Eu tô me referindo mais ao primeiro tempo, né, porque eu acho que ele recebia a bola e ele não fazia aquilo que a gente tá acostumado a ver ele fazer. Mas era um bom jogo, de fato, era do Brasil. Infelizmente, repito, as escolhas do Ancelotti, né, e aí Não sei baseado em que exatamente ele acreditou que valia a pena tirar o Hendrik do lugar, mudar a postura do Vinícius Júnior para colocar o Neymar.
É mais dolorido tá ganhando da Croácia e tomar um gol no final e ser eliminado, ou é mais dolorido você ser eliminado pela Noruega num jogo onde você era superior, controlava o jogo, perdeu um pênalti, o goleiro adversário fez várias defesas do seu melhor jogo na Copa, de repente você tá fora justamente nesse momento.
Eu não acho que era o melhor jogo do Brasil na Copa. Acho que o jogo contra a Escócia foi o melhor jogo do Brasil na Copa. Acho que o Brasil tomou o gol num instante que ele já não era melhor. Para mim esse é o ponto. Para mim foi mais dolorido, assim, indiscutivelmente mais dolorido, mais dolorida a eliminação para Croácia. Eu achei a eliminação hoje dentro do contexto contexto dos 90 minutos, justa. Qualquer um ali poderia se classificar hoje.
Contra a Croácia, o Brasil deveria ter se classificado e perdeu, viu o jogo escorrer pelo ralo faltando 4 minutos e pênaltis. Eu acho que em termos de dor, e dor é subjetiva, eu por exemplo sinto dor, eu tenho horror à dor, também acho que é muito forte a dor. Acho que contra a Croácia doeu mais. É mais uma coisa que me chama atenção, é que o Brasil continua sem ganhar em mata-mata de seleção europeia. E isso não é coincidência, essa é uma dificuldade que o Brasil tem de enfrentar seleções de um porte mais alto, né?
A última seleção europeia— e o Léo é ótimo para isso, se eu tiver errado, Léo me corrige— a última seleção europeia no mata-mata de Copa que o Brasil venceu foi a final contra a Alemanha em 2002. Em 2006, o Brasil ganha de Gana e cai para o Japão, e cai para a França. Em 2010, o Brasil ganha do Chile, cai para Holanda. Em 2014, o Brasil ganha de Chile e Colômbia, perde para Alemanha e depois perde para Holanda. Em 2018, o Brasil ganha do México, perde para Bélgica.
Em 2022, ganha da Coreia, perde para Croácia. E agora ganha do Japão e perde para Noruega. Então assim, tem um padrão aí. A hora que o grau de exigência vai para um degrauzinho acima, a seleção brasileira nessas últimas décadas vem sofrendo. Ainda que hoje, como foi contra a Croácia, como foi o segundo tempo contra a Bélgica, tenha tido oportunidades para construir as suas vantagens, mas não conseguiu. Em relação ao Ancelotti, eu reputo o trabalho como de regular para bom.
Não acho que é um trabalho muito bom, nenhum trabalho ruim, acho que é um trabalho de regular para bom, que teve, claro, muitos problemas de lesão, né? Acho que 5, 6 titulares dele foram sendo limados por lesão. Mas é, ter renovado o contrato dele antes da Copa foi um acerto grande da CBF nos dois cenários, né? Porque se o Brasil ganhasse a Copa e não tivesse renovado o contrato, como ele mesmo falou, ia ficar mais caro, ia ser mais difícil.
E se o Brasil não ganha a Copa e o contrato não estivesse renovado e a responsabilização caísse alguma forma sobre ele, como eu acho que vai cair hoje, como nós concordamos que de alguma forma deva cair hoje, a opinião pública, a pressão de opinião pública ia tornar mais complicada a renovação. Nem acho que seria o caso exatamente hoje, mas era um risco que se corria. Ter renovado antes deu tranquilidade, deu— a decisão passou por todos os lados menos pelo emocional.
Foi uma decisão racional ter renovado antes. E em um momento de derrota, de eliminação, ter tomado essa decisão racionalmente, eu acho que pode ser interessante para a seleção brasileira pensando no ciclo para 2030.
Tem um assunto aqui delicado que é o seguinte, vamos lá, é óbvio que a seleção brasileira é uma seleção histórica absurda, é a pentacampeã mundial, ninguém vai chegar a 5 títulos nessa Copa do Brasil, vai continuar sendo o único penta. Tem uma mística, tem a camisa, tá tudo bacana, ok, a gente entende tudo isso. Mas a gente tá falando de uma seleção, de novo, que de 2006 para cá não passa do 5º jogo, e quando passou foi para tomar de 7 a 1 e 3 a 0 na sequência na decisão do 3º lugar.
Uma seleção com vários problemas de ciclo. Você pega, você pega problemas de ciclo em todos esses momentos, e esse foi o pior de todos. Muitas trocas de treinadores, etc., e tudo, e eliminações de novo, cara. Para seleções, Bélgica, Croácia, com todo respeito, e a Croácia já foi semifinalista, finalista de Copa recentemente, tudo ok. A Noruega, gente, a Noruega não ia para uma Copa do Mundo há 28 anos. O Brasil vai ficar 28 anos sem um título de Copa, é o tempo que a Noruega sequer foi para uma Copa do Mundo. 28 anos.
Então eu pergunto para vocês, historicamente, o Brasil não se discute. Mas pelo que tem entregado neste século, vai, vamos tirar 2002, claro que ganhou, mas no século, o Brasil hoje ainda é uma seleção top de primeira prateleira pelo que entrega?
William, eu acho que a gente precisa, desculpa, acho que a gente precisa descer do salto primeiro.
É aí que eu quero chegar, descer do salto. É aí que eu quero chegar.
E não é entender que não somos fortes, é entender que não estamos sozinhos.
Perfeito.
Sentido de que assim, até outro dia, né, a gente vivia nessa soberba aí Porque no Brasil viveu de 94 a 2002 aquele período, né, incrível. 3 finais de Copa, 2 títulos. E assim, e isso se seguiu, né, que o Brasil ganhava a Copa América com time reserva. O Brasil, né, aquela coisa, se procura rival. A Argentina entrou naquela crise danada e o Brasil parecia não fazer esforço. A gente tratava a Copa América como estadual, né, isso aqui não tem nem importância.
O Brasil ganhar Copa América, Copas Confederações, o Brasil pisava no campo e ganhava, ganhava quase por inércia as coisas. E a gente tratava como se não fosse nada. Então a gente se acostumou a ver o Brasil atropelar todo mundo. Beleza. O futebol de 30, de 40 anos atrás, ele tinha Europa, América do Sul, e ele era muito incipiente no resto do mundo.
América do Sul, você diz Brasil, Argentina, Uruguai.
Hoje, cara, os melhores jogadores da Ásia jogam em alto nível, os melhores jogadores da África jogam em alto nível. Os melhores jogadores da CONCACAF jogam em alto nível, o que significa que as seleções da África vão ter alto nível, as seleções da Ásia vão ter alto nível. A gente tá vendo isso na Copa do Mundo. Nenhum jogo mais contra essas seleções— o que eu quero dizer é que assim, hoje em dia não adianta mais você olhar para a Copa do Mundo e falar, ah, quem pode ganhar?
Essas 4, 5 aqui. Não, hoje em dia existem 10, 15 seleções competitivas. É por isso que o Brasil pode ser eliminado pela Bélgica, pode ser eliminado pela Croácia, pode ser eliminado pela Noruega. É por isso que a Alemanha pode cair duas vezes na fase de grupos e uma vez no mata-mata. É por isso que a Itália pode ficar fora de três quartos. Aí não dá, aí não pode. Mas está acontecendo. E tô falando isso assim, as três maiores escolas de futebol, os três maiores campeões mundiais são Brasil, Alemanha e Itália.
Só Itália e Alemanha poderia igualar o Brasil em títulos mundiais.
E último jogo de mata-mata da Itália foi a final de 2006, e o último jogo e e o último jogo de mata-mata da Alemanha que ela ganhou foi a final de 2014, porque ela chegou agora e perdeu.
Só para lembrar, a Espanha campeã de 2010 só agora foi voltar a vencer um jogo de mata-mata.
Eu não tô usando as outras para justificar o Brasil e acho que o Brasil está vivendo um período complicado na sua história. Mas o que eu quero dizer é assim, a gente precisa descer do salto e entender que assim, a gente não perde só pelos nossos problemas, mas porque a gente precisa entender que assim, o resto do mundo melhorou o resto. Hoje se faz futebol no mundo inteiro, existe acesso à informação. Hoje um técnico na África, ele tem acesso a, que seja cursos online, desenvolvimento, né?
O Calçadinho é muito bom nessa área também de formação acadêmica. Hoje você consegue se desenvolver como profissional em qualquer lugar do mundo, né?
E você se desenvolve e pagar o É, agora eu só acho importante a gente dividir a coisa do ponto de vista do Brasil. Tudo que o Léo falou é indiscutível, né? Hoje o futebol é o clichê do não tem mais bobo. Não tem mais bobo mesmo, ou tem muito pouco bobo no futebol. A verdade é essa. E você pode perder para qualquer um. E essa Copa, como outras já mostraram, tá mostrando isso. Esse é um ponto. Ainda assim, o Brasil tem um potencial a inexplorado muito maior, talvez do que todas as seleções do mundo.
Aí, por uma série de razões, de questões, né, tamanho da população, é o clima do país, é o amor pelo futebol, é o quanto se joga futebol em todo lugar. Então é claro que o Brasil precisa fazer um trabalho bem feito. E esse trabalho aí não tem a ver com o técnico, quem ele vai convocar, não vai convocar, quem vai escalar, não vai escalar. Tem a ver com outras questões de estruturar futebol no país. Isso é um trabalho longo e isso não é um trabalho que necessariamente vai te trazer um título de Copa do Mundo.
Porque a gente também tem essa mania de atrelar bons trabalhos a títulos, maus trabalhos a derrota cedo. Não é assim. A Argentina é campeã do mundo. Não existe talvez uma grande seleção com um trabalho pior da sua federação do que a Argentina. A Federação da Argentina é mil vezes pior que a CBF, mil vezes pior que a CBF em tudo. A Alemanha era, nossa, tá vendo como eles trabalharam bem este ciclo para ser campeão em 2014?
E aí, mas eles fizeram.
Não, eles fizeram, mas o que eu tô querendo dizer, para, não, mas então assim, Brasil, Brasil não é nem essa coisa, a gente só tem que ter um plano.
A gente não tem plano.
É o que eu tô falando. O que nós temos é o seguinte, é o que eu tô falando, só não dá para achar que o plano vai te levar a ganhar uma Copa do Mundo.
Pode perder a Copa do a gente vai melhorar a situação.
Perder a Copa do Mundo significa você não ter feito esse trabalho.
A gente vê futebol aqui como erva daninha que cresce em qualquer lugar. Jogador, você vai pegando jogador e tal. Nós não temos nenhum plano. Tanto que se você olha os jogadores, a maior parte dos jogadores que atua no futebol brasileiro nasce, ela é nascida no início do ano. Por quê? Porque os garotos que nascem no final do ano, quando eles estão na mesma categoria eles têm uma diferença em relação aos que são mais velhos dentro da mesma categoria e são limados, não são bem observados como deveriam.
Então nós já temos um problema, vários problemas estruturais que estão dentro dos clubes do futebol brasileiro. O que a gente deveria fazer? O que que a Espanha faz de diferente que de repente a Espanha era fúria, era uma loucura, e a Espanha passou a jogar um futebol diferente? O que que a Espanha fez diferente? Porque nós não podemos dizer aqui, seria bom, não, você veja a Espanha, olha a França e a Espanha como eles são, como tem a influência de outros países, né?
Você pega um Amine Amal, você pega um Nico Williams e o Iñaki Williams, que o pai é de Gana, e eles jogam pela seleção. Então essa mistura, né, que forma o futebol maravilhoso Se tem alguém que tem isso, é o Brasil. Então nós não podemos— os outros estão usando isso agora, a gente sempre teve. Então nós temos as condições básicas, só que a gente trabalha muito mal. Nós não temos um plano, a gente deixa o futebol aparecer. E eles têm um plano.
A Espanha teve um plano, a Alemanha teve para 2014. Tanto que aqui, quem que veio aqui? Foi o Paul Breitner, que teve aqui da outra vez, que falou assim: o plano é lá na frente, 2002.
Ele falou aqui, 2002.
Já foi um susto, não era para chegar.
O que eu tô falando é que a gente não pode considerar a Copa o objetivo final, ou a Copa, o resultado na Copa, o indício de bom ou mau trabalho. Porque eu tenho certeza que a Federação Alemã não faz uma porcaria de trabalho.
Faz agora, já fez bons trabalhos.
Eu tô falando que não faz um mau trabalho.
Olha o que faz a França. A França tem o Clairefontaine lá, o centro de treinamento. Eles pegam lá 24, 25 jogadores jogadores da França toda que tem condições de jogar na seleção e liberam esses caras. Eles ficam lá treinando durante 2 anos e eles voltam para os clubes para jogar no final de semana e continuam treinando. Então a França não ficou assim catando os moleques e tal. A França faz um trabalho orientado, me parece que tem dado algum resultado.
Em 99 jogadores franceses nascidos na França na Copa do Mundo, e várias seleções da África, outros lugares, tem jogadores sub-21 francês, sub-19 que jogaram em seleções francesas.
Nós vamos ganhar a Copa?
A França vai ganhar a Copa? A Espanha vai ganhar a Copa com isso? Nós não sabemos. Nós sabemos que as chances vão aumentar, vai melhorar. Porque é inadmissível que há várias Copas do Mundo, e a gente falou isso aqui antes do Linha de começar a Copa, o Brasil não tenha meio de campo. O meio de campo do Brasil seja um lugar para bola viajar rápido, ou a bola passa por cima ou ela vai rapidamente, porque Você preenche de atacantes, que são importantes, mas não há equilíbrio no time.
Ou você joga de um jeito ou de outro, né? E é só do outro jeito que a gente joga. Há várias Copas do Mundo. Então aquele setor que dominava o futebol mundial, o meio de campo brasileiro, simplesmente não existe. Não estou dizendo que é assim que vai ganhar uma Copa, apenas que é possível, com um bom plano, formar jogadores mais preparados, jogadores inteligentes, jogadores que tomem as melhores decisões, descobrir jogadores, não desperdiçar talentos.
O que a gente desperdiça de talento, uma enormidade. Então assim, trabalhar bem é o ponto inicial para a gente ver se dá para ganhar a Copa.
Aumenta a chance.
Não estou dizendo assim, garanto que a gente vai ganhar a Copa do Mundo com isso.
Agora, o país é no dia a dia que a gente vê isso, que sempre tem melhores jogadores, se tiver o melhor plano Tende a também.
E aí a gente vê se ganha a Copa. Problema é que o Ancelotti foi contratado faltando um ano para apagar um enorme incêndio de um ciclo horroroso e de cartolas que não merece nem a gente classificar aqui, né? Tá na cara o que eles fizeram, né, com a seleção brasileira. E aliás, eles vêm fazendo, Marco Paulo Deonério, é uma sucessão realmente, é uma sucessão Especial, todos eles, inclusive, inclusive os que ganharam.
Inclusive os que ganharam. É só porque esse é meu ponto, assim, eu acho que a gente tem uma, a gente consegue mensurar o quanto o futebol brasileiro vai bem ou não vai bem muito mais do que na Copa do Mundo, onde acontecem coisas que já aconteceram com a Espanha, com a França, né? O time bom, bem trabalhado, perde, o mal trabalhado ganha. É, isso acontece no futebol Eu acho que a gente consegue mensurar muito melhor no nosso dia a dia aqui.
E quantas coisas a gente não repete no dia a dia depois de um Campeonato Brasileiro, né, dos problemas todos do Campeonato Brasileiro, do futebol brasileiro de maneira geral.
Consegue fazer uma liga, entendeu? Não consegue organizar assim. Mas a CBF assim tem problemas do futebol brasileiro, a gente fala de clubes, e tem questões relativas à CBF. É claro, quando a gente fala em jogadores jogadores, a CBF não tem um jogador, ela tem que pegar jogador de clubes, estejam eles no Brasil ou jogando fora do Brasil. Mas a minha questão é a formação. Quando a gente pega os jogadores do futebol brasileiro, você vai ver uma quantidade muito maior nascida no sul do Brasil jogando do que do Norte, Nordeste, em alto nível.
O talento nasce aqui, não nasce lá, né? Nós temos uma série de deformações que são visíveis e são estudadas. Tem, eu conheço vários profissionais que fala assim, ah, é isso aí que você tá falando, eu reúno umas 10 pessoas para lidar com esse assunto amanhã, que são especialistas e conhece profundamente. Só que é gente que não tem acesso ao futebol, é gente que nasce, porque quem tem acesso ao futebol tem outros interesses, né? Bastando, né?
A gente se acostumou com geração espontânea.
Eu sei que hoje é um dia que tá mais difícil, mas assim, o futebol está cercado de outros interesses. E esta Copa do Mundo é um grande exemplo. É bom lembrar do que fez a FIFA em tirar a suspensão do Balogun, que levou cartão vermelho merecidamente. E o Rafael Claus precisa ser aplaudido. Espero que ele não seja colocado na geladeira, que foi o árbitro brasileiro.
A suspensão não foi anulada, ela só foi a suspensão foi suspenso.
Olha, nós vamos ficar de olho em você. Eu vou te falar, isso é uma picaretagem de um tamanho que quando a FIFA diz para os governos: não interfira no futebol, senão você vai ficar fora da Copa do Mundo. O que fez a FIFA foi aceitar uma interferência de um governo a ponto Donald Trump agradecer, falar: é isso aí, FIFA!
É isso aí, cara. Para mim, isso daí é o tapa na cara. Na verdade, o agradecimento do Trump é uma humilhação para o Infantino. O Trump humilhou o Infantino no momento em que ele agradece pelo cartão vermelho retirado. O Brasil pelo menos foi eliminado da Copa, um dos dias mais vergonhosos da história da Copa.
E a partir desse momento, eu duvido de tudo que acontecer nessa Copa. Eu tenho o direito de duvidar das decisões que forem tomadas dentro e fora do campo.
Qualquer jogador que for expulso por jogada violenta tem o direito de contestar a expulsão.
Exatamente, falar, pera um pouquinho, mas jurisprudência, total. Vamos fazer um intervalo, a gente volta já já. O André Kfouri também vai responder essa perguntinha aqui sobre se o Brasil mudou de patamar na nova ordem do futebol mundial. E também vamos ter Pedro Ivo, hein, que acompanhou o coletivo do Ancelotti e tudo mais. Vamos tentar ter no YouTube que hoje tá difícil, tá bombando aí o negócio, tá, tá aqui, né?
Vamos lá.
Bom, voltamos aqui. Deixa eu acionar o André Kifuri para ele participar dessa conversa também. A pergunta tinha sido sobre o patamar do Brasil mediante o que aconteceu nesse século, né? Porque tirando ali 2002, já neste século, quando o Brasil consegue o pentacampeonato, daí para frente o Brasil não passa de 5 jogos. E quando passou, 7 a 1, e foi eliminado pelas mais diferentes seleções dos mais diferentes níveis. E aí eu te pergunto, nessa nova ordem do futebol mundial, que inclusive muito bem explicada aqui pelo, pelo Bertozzi, o Brasil mudou de patamar, André?
É, o Brasil mudou de patamar porque eu acho que os patamares foram reescritos, né? Eu tô muito, muito de acordo com a linha que o Léo tomou, no sentido de que existe companhia, uma companhia mais numerosa e mais qualificada. Tem algumas coisas que são claras, né, que todo mundo que acompanha o futebol com mais atenção, é por obrigação ou só por gosto, já percebeu. O Brasil revela menos jogadores, faz menos, joga um número menor de jogadores considerados fora de série do que em eras anteriores, né.
Então os craques, os jogadores que são fora da curva, eles aparecem hoje de maneira mais diversificada. E não que o Brasil tivesse o monopólio disso, claro que não, mas existia aquela coisa, né, o que será que há na água que esses brasileiros bebem, que tantos jogadores continuam aparecendo ali naquele país e destinados a serem superestrelas do futebol? Isso deixou de acontecer, né, com a mesma frequência, mas isso não significa que o Brasil não produz mais jogadores de altíssima qualidade ou tenha deixado de ser o país do jogador de futebol.
Eu sempre discuto quando amigos meus dizem, ah, mas nós somos o país do futebol. Eu não acho que nós nunca tenhamos sido o país do futebol. Nós sempre fomos o país do jogador de futebol. E talvez nem isso mais com tanta clareza nós sejamos hoje, embora eu ainda ache que essa posição pertence ao Brasil pela quantidade da revelação e não necessariamente pelo número de jogadores que atingem uma estratosfera nas suas carreiras. Que aí a gente tá falando de Romário, de Ronaldo, de Neymar, nós estamos falando de tantos e tantos outros jogadores de diferentes posições.
Mas é isso, eu acho que a companhia é mais numerosa e mais qualificada. Existe muito bom trabalho, existem trabalhos muito bons institucionalmente feitos em outros países, existe revelação de jogadores e desenvolvimento de jogadores desde cedo, feitos com muita capacidade além do que acontece no Brasil. Mais ou menos simplificando aquela frase famosa de que quando o talento não trabalha, o trabalho ganha do talento, é mais ou menos menos isso.
E a seleção acaba refletindo esse tipo de coisa num patamar menor, eu creio, do que o dia a dia do futebol de clubes em cada país. Porque existem países cuja seleção não reflete aquilo que é feito dentro da indústria, da chamada indústria do futebol local. E a seleção brasileira muitas vezes, durante muito tempo, deixou de refletir ou nem chegou a refletir o que se fazia dentro do Brasil em termos de futebol de clubes. E nós estamos muito atrasados no nosso ambiente interno.
Talvez a seleção brasileira hoje tenha uma, seja uma reflexão disso também. Então, se o futebol brasileiro, nos seus problemas, nas ligas que existem, ligas de clubes que não conseguem formar uma só, a forma como os campeonatos são administrados administrados, geridos no Brasil, categorias de base, revelação de jogadores, capacitação de treinadores, intercâmbio, etc., etc., tudo isso tá num ritmo muito atrasado em relação aos lugares onde o futebol é tratado com mais profissionalismo, mais respeito e talvez com menos talento.
Mas aí as coisas acabam se equiparando. Eu tô muito, muito de acordo com o que o Léo disse.
De 2006 para cá, vou pegar o recorte 2006 porque Vegas, né? Então aquilo ali foi uma zona. E a seleção tinha uma altíssima expectativa, né? Meu Deus do céu, aquela seleção era um espetáculo. De lá para cá foi— se a gente pegar o momento em que a seleção é eliminada, pode falar: é, foi a pior seleção que eu vi de lá para cá. Se você quiser falar assim: ah, mas aquela tomou de 7 a 1 da Alemanha. A seleção mais—
menos—
eu não vejo uma pior que a gente viu de lá para cá.
E são várias, várias seleções, vários trabalhos, vários treinadores, várias administrações, uma Copa em casa com uma característica, outra Copa fora, as outras fora, né? Acho que a gente não conseguiu em todas. O fato que nos une aí, tirando 2006, 2006 havia talento de sobra para caramba, aquela era a melhor de todas, melhor A possibilidade de 2006 de ganhar o título era maior que 2002. 2002 chegou lá e tal, e tinha Ronaldo e Rivaldo vindo de contusão, Ronaldinho Gaúcho menino, e o Felipão conseguiu dar um jeito, fechar o time no que precisava e liberar os caras, ganhou a Copa. 2006 veio com todos os caras mais maduros e excesso de jogador bom, era favoritaça, mas o escândalo começou na CBF, né, quando a CBF resolve transmitir transmitir os treinos do Brasil para os adversários. Já viu isso em algum lugar?
Eu trabalhava na CBF, eu tirava a sala da seleção, falei, você não vai ganhar esse título nunca.
E além de tudo, além de fazer isso, e aí a responsabilidade é de todos esses jogadores que participaram e hoje em dia ficam lá comentando, não sei o quê, mas participaram da bagunça, porque todos eles participaram, né? Me diga, talvez o Kaká, o Zé Roberto, alguns ali que se sentiram incomodados com aquilo, mas a maioria entrou na esbórnia. A gente via, porque o treino era transmitido, e não só lá, a gente via os treinos lá, tava na Alemanha, você olhava e falava, é muita, é muita festa, muita risada, é muita bagunça, cara, você não ganha uma Copa assim.
Então ali é um caso à parte. Aí 2010 a gente passou a ter uma dificuldade muito grande de formar jogadores, jogadores, jogadores que eu digo de relevância no meio de campo. O Brasil sai de 2010 ganhando a Holanda de 1 a 0, foi o primeiro tempo, no primeiro tempo muito bom do Brasil, e toma uma virada.
Brasil de um ciclo muito bom. Então, e com o Dunga, com o Dunga, que era para acabar com a bagunça, né?
Então você vem, né, você acaba com a bagunça, aí você estala a bagunça. Então, cara, a gente precisa arrumar a casa. Eu só consigo ver esse caminho. O outro é: deixa seguir e nós estamos em 2026, em 2029 a gente volta a falar disso. Esse eu não gosto, eu prefiro tentar arrumar casa. Infelizmente, talvez a CBF só se abrace, só se segure no Ancelotti. Treinador tá aqui e vai, ele vai fazer um trabalho, e é importante dar, carimbar nas costas do Ancelotti o trabalho da reformulação formação agora.
Não, Ancelotti vai reformular, porque você joga para o Ancelotti, entendeu? Mas o que o futebol brasileiro, por meio da CBF, tá fazendo para reformular? Para descobrir talentos, para conversar com o que tá sendo feito na base, para definir padrões e parâmetros do melhor futebol do mundo que a gente não pratica aqui.
Teve um comentário no chat que eu vou aproveitar que você falou, eu vou mentir, não lembro de quem foi, mas obrigado pelo comentário. Ele critica a dos clubes brasileiros, porque eles privilegiam basicamente jogadores de força.
Força.
E isso tem isso também, tem isso.
Eu acho que 2006 é o caso mais grave disparado, porque é o que o Calçade falou. A gente muitas vezes senta nessas mesas e quer ficar encontrando explicações para vitórias e explicações para derrotas. E muitas vezes essas explicações não são tão claras, não é uma ciência isso aqui. Futebol não é matemática, muito pelo contrário. Só que ali tava muito claro, né, Calçade? Então acho que assim, em 2006 você tinha um motivo muito claro, né, de por que o Brasil fez aquela campanha patética, aquela coisa ridícula na Copa do Mundo.
Era uma seleção que de fato não levou a sério uma Copa do Mundo. Nas outras a gente vai encontrar motivos, razões, né, escolhas erradas, um erro técnico aqui, um erro técnico ali, uma troca que que não fazia sentido, uma opção por jogar com um time mais ofensivo que talvez devesse ser mais defensivo. Enfim, e uma curiosidade aí, viu, né, são coisas normais, né, no futebol, essas outras.
Só uma curiosidade, você tá falando aqui de escolhas, curioso, né? A gente fala de 2022, 2026 agora, Neymar ter sido uma escolha errada na hora da convocação. E justamente em 2010 a crítica era não ter levado Neymar, que tava Neymar e Ganso.
E a crítica até nesse momento, se ele tivesse o Neymar em 2010, era a grande novidade do futebol brasileiro, era Neymar e Ganso.
Exatamente. E agora o levarem que foi o problema. Mas fala, Bertozzi, que eu te interrompi.
Não, não, acho que é isso mesmo assim, é sobre fim de ciclo. Não, não era para ter ido, acho que foi muito claro que não era para ter ido, o comportamento dele. E basta ver a turba que o defende, o comportamento que tá tendo agora também. Mas paciência, isso aí não, isso aí é do jogo. Agora, o lado positivo é virar essa página. Sim, porque acredite se quiser, o Neymar é só mais um na história do futebol brasileiro.
E falou, ó, tentei, agora acabou, tá?
Entrevista do Neymar, pelo menos ele tá falando, porque senão é capaz de ter gente pedindo, ah, talvez dê na próxima Copa.
É um grande jogador, Neymar é um grande jogador É um grande jogador da nossa história, é o maior artilheiro da história da seleção brasileira, mas muito pouco por ano. Mas há muitos jogadores acima dele na história, mas muitos, muitos, muitos e muitos e muitos, e vai haver outros. Então assim, que essa página seja virada e a gente possa olhar para frente.
E assim, você brinca assim, eu entendo você falar, você acha que acabou mesmo? Mas assim, não acabou, porque obviamente você imagina um jogador que se cuidou do jeito que ele se cuidou nos últimos 4 5 anos, daqui a 4, 5 anos. Porque tudo bem, alguém poderia usar argumentação da genialidade técnica e pegar como paralelo um gênio que tá em campo hoje, bem mais gênio do que ele evidentemente, mas que tá fazendo toda a diferença para sua seleção, que é o Messi, e dizer, pô, ele vai estar com a mesma idade do Messi agora e o Messi tá fazendo toda a diferença do mundo.
A diferença óbvia, além da qualidade qualidade técnica em relação ao Messi, mas não, por exemplo, em relação ao Cristiano Ronaldo. A diferença muito clara e evidente entre ele e esses dois outros é a maneira como os dois se comportaram como atletas, mesmo depois dos 30 anos. Eles não largaram, eles continuaram jogando, olhando para o treinamento, olhando para o futebol e não para outras coisas. Não adianta você voltar, né, a querer treinar e se dedicar ao futebol 6 meses antes de uma Copa do Mundo? Com essa idade não existe.
É como um atleta olímpico, ele resolve 6 meses antes jogar Olímpico, participar da Olimpíada.
Cara, em que condição você vai chegar?
Sabe o que mais me chama atenção? Que aqueles que são fãs incondicionais, que não conseguem ter um posicionamento crítico, não conseguem enxergar isso. É, a imagem dele tá tão exposta comercialmente que as pessoas confundem o comercial com o que é jogar dentro de campo. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. O que você faz comercialmente, parabéns, mas assim, o futebol ainda, graças a Deus, é jogado dentro de campo. E apesar de muitos interesses fora dele, tá aí a Copa do Mundo, né?
Mas, cara, não dá para fazer isso 6 meses antes não, né? E a gente falou isso aqui um tempo, né? Não estamos assim viajando na maionese. Então eu lamento, só que este ser comercial e pop simplesmente iluda aquilo que todo mundo deveria enxergar, que é um jogador de futebol acima de tudo. O Messi e o Cristiano, ainda com toda dificuldade que tem nesse Mundial, o Cristiano é pura dedicação àquilo que ele é, jogador de futebol. O Messi também.
O Messi é um absurdo. Agora, se o Messi tivesse largado desde a última Copa, ele não largou, ele só foi para algo mais confortável.
Ele não tá jogando, tá entregando. 7 gols, né? Assim como o Mbappé e o Haaland. Aliás, o Haaland, eu tava falando do Harry Kane aqui outro dia, que a gente não vai falar do Haaland, imagina, ainda vou entrar agora com o Pedro e a seleção brasileira, mas a gente ainda vai falar mais do Haaland. Eu falei do Harry Kane, dos gols decisivos, né, na briga pela artilharia. Olha os gols decisivos do Haaland. Ele decidiu 16avos de final e ele decidiu as oitavas de final também.
E pela frente terá Inglaterra ou México, que aí para mim é pau a pau, não me surpreenderia. Normalmente tem para dizer, Pedro Ivalmeida pode responder essa pergunta para você, por gentileza, porque ele estava na coletiva. Pedrão, fica à vontade, destrincha o que foi a coletiva. Tem ainda 20 minutos de programa, quero te aproveitar o melhor possível nesses 20 minutos.
Vamos lá, vamos lá, William, vamos lá. Um relato aqui que infelizmente chego tarde aqui no programa porque num dito país de primeiro mundo, que estrutura horrorosa para trabalhar, horrorosa. A gente aqui vai catando sinal, parece que vai como se tivesse catando milho, né, para conseguir trabalhar. Estrutura muito ruim aqui. Curioso porque é o estádio da final e a pior estrutura para trabalhar. Alguns amigos já falaram bastante.
Sobre Ancelotti, eu não sei o que que os amigos já se debruçaram. Tentei passar para vocês a situação da ordem, né, de cobradores de pênaltis. Agora, uma coletiva muito curta, lembrou muito o que foi aquela entrevista coletiva contra Marrocos. Um pouco menos de irritação, um Ancelotti talvez um pouco menos mal-humorado, mas um clima quase que de velório. Dá para falar que a gente tinha um clima de velório, poucas palavras. Quem chegava por ali da com a missão técnica não queria falar muita coisa, não queria dar muita ideia, falava o básico do básico, mínimo que tivesse que ser falado.
E o Ancelotti, que eu até tentei abrir a entrevista perguntando o que ele queria com Neymar, Vini Júnior e Endrick, ele foi sucinto e falou um pouco mais de frescor. Acho pouco, né, para o trio que ele tinha. Depois, sobre a ordem dos cobradores de pênaltis, porque Brüning e Maranhão bate pênalti, não outro jogador, ele fala que era algo absolutamente normal, porque na visão da comissão técnica a ordem dos cobradores seria Neymar, Igor Thiago e Bruno Guimarães.
Como nenhum dos três estava no campo na hora da cobrança, ficou o Bruno Guimarães. E curioso, o Vini Júnior não era nem a quinta opção. Depois do Bruno Guimarães viria o Martinelli, ou seja, Vini Júnior não estava entre os 5 principais cobradores de pênaltis da seleção brasileira aqui para o MetLife. No mais, ele evitou de se debruçar muito sobre o jogo. Sempre que confrontado sobre o que queria, o que não queria, o que foi o segundo tempo, troca do Ryan pela beirada, ele não se debruçava muito.
Falou que é hora de saber digerir a tristeza, falou que estão todos muito tristes no vestiário, muito arrasado, não era para ser diferente, e que é hora de buscar novas ideias, novas ideias para o ciclo que começa já em setembro, amistose na Austrália. Muito provavelmente Singapura ali, né, ou Catar, um terceiro jogo, que agora tem a tal da Superdata FIFA a partir de setembro, início de outubro. Então fala muito em buscar novas ideias, evitou rotular nomes assim de ciclo, de fim de ciclo.
Mas foi provocado a falar sobre o Casemiro, falou, não quis falar exatamente sobre o Casemiro especificamente, fim de ciclo Seleção Brasileira, mas falou que é hora sim de buscar novos nomes e soluções para o meio de campo da Seleção nesses próximos 4 anos. O Ancelotti, isso sinto, claro, muito incomodado, assim como todo mundo da CBF que passava por nós aqui após a eliminação. Mas acaba a campanha, William. E agora, muito mais uma visão minha do que exatamente, né, a entrevista coletiva.
Eu acho que a gente tentou acreditar muito a partir do dia 18 de maio, quando estávamos todos lá no Rio, Jean, você, Calçade, todo mundo, aquele linha de passe da convocação. Depois, dia 25 de maio, quando a gente já chega a Teresópolis, dia 27 de maio, quando começa a preparação, a gente tentou acreditar ou entender ou destrinchar o que poderia ser feito para corrigir um ciclo que não vinha sendo nada bem feito. O desfecho era esse.
Se tentou imaginar como poderia ser diferente agora de um ciclo que pouco foi trabalhado, que pouco foi privilegiado, que foi bem utilizado. Não era exatamente um ciclo de título, não é questão de ser engenheiro de obra pronta, mas A seleção a todo momento tentou corrigir rotas. Chega aqui sem entender qual era a sua cara, corrige uma convocação, não era para ter tanto meia, convoca o Ederson no corte do Wesley, não começa bem, depois vai ajustando.
Agora tem o Paquetá, depois tem o Rayan, depois sofre para passar do Japão. Já Brasil se equilibrando ali para ver como é que ele poderia sonhar numa Copa do Mundo que permite imprevisibilidade. A gente viu 18, 22, o trabalho muito sólido que não deu em nada. O Brasil tentando acreditar no que poderia fazer diferente. Não fez. E hoje me surpreendeu porque o jogo nunca se apresentou, acho que nos últimos jogos nunca se apresentou tanto um jogo tão alfeitido que o Ancelotti quer.
Depois a gente pode debater se tinha que ter dado a bola ou não, mas nunca se apresentou tanto que ele queria, né? Noruega em cima, seleção em bloco baixo para escapar. Agora, quanta ausência, né, de personalidade, de resolver, de pegar a bola, de fazer. Bruno Guimarães não fez, Endrick não fez, Neymar ainda complicado de explicar a sua entrada, o que numa beirada de campo, uma posição que não vinha atuando ao longo da Copa do Mundo, não entrava com beirada, teve que recompor beirada, não era isso que dele se esperava.
Então o Brasil foi tentando corrigir a rota, imaginar como é que poderia chegar, meio que se ter construído para isso. Não chegou, para por aqui, volta a pensar numa Copa do Mundo, vive o seu maior ciclo. É a pior colocação em termos de classificação final, abaixo do 8º lugar desde 1966. E muita coisa a ser explicada. Tô vendo que os amigos já estão conversando sobre Ancelotti, sobre o Neymar, sobre troca, sobre futuro. Mas é claro, um clima que não era para ser diferente, de velório aqui na coletiva.
Poucas explicações, muito pouco ali de objetivo, de ordem de batedores, do que queria. Não explicou exatamente porque tinha Neymar, Endrick e Vini no momento ali que a seleção tinha que ter algo um pouco diferente. Foi um breve resumo do que tem sido ainda esse pós-jogo do Brasil. Ainda tem muita coisa para tentar entender nos próximos dias. Sigo por aqui, reta final de linha de passe. A gente segue por aqui também ao longo da programação dos próximo dia para a gente tentar explicar o que acontece, o que vai acontecer com a seleção daqui para frente.
William, o Pedrão, me ajuda aí. A gente falando de fim de ciclo, Neymar acabou de falar para ele, tentou, não deu e tal. E para o Neymar se encerra. Mas vamos lá, você tem aí Casemiro, você tem aí Marquinhos, quem mais?
Me ajuda aí para encerrar. Eu acho que o Alisson também, o Danilo, falando das lideranças. Marquinhos, Gabriel Magalhães, você pode olhar um pouco mais para frente. Alexsandro, lateral lateral esquerdo também não é alguém que fica. Casemiro, tô tentando impor posições, né?
Sim, sim.
Eu acho que Bruno, você ainda tem Copa. Vini, você tem Copa. Cunha, você tem Copa. Rayan, muita coisa pela frente. Estevão, que não tá aqui. Rodrigo, que não tá aqui. Acho que é muito isso, né? Dos senadores aqui do vestiário, acho que essa liderança vai começar a ser trocada, né? Alisson, Danilo, Neymar, Casemiro, Marquinhos. Essa turma começa a ser uma página um pouco virada. Entender quais serão essas novas lideranças, entender que esses nomes vão começar a assumir certas responsabilidades, também momentos para definir.
Não foi nessa Copa ainda que essa galera da transição, que as novas lideranças apareceram. Próprio Bruno Guimarães, que era então festejado como grande nome do Brasil, seleção da Copa, um dos melhores meias, quando foi chamado ali para tal opção de resolver, acabou falhando. Então, só reforçando, o Antiello explicou o porquê do Bruno Guimarães. Na cabeça da comissão, a ordem de cobradores é Neymar, Rafinha, Igor Thiago, Bruno Guimarães o quarto.
O primeiro que em campo, e Martinelli seria o quinto. Vini não tava nem nesse top 5 aí, top 5 de cobradores de pênaltis. Aí eu acho que cabe, cabe muito debate, porque aí vai um pouco além de treinamento. A gente tá falando de mata-mata, de assumir responsabilidade. O Vini já cobrou quase 20 pênaltis em carreira, em momentos de grandes jogos. Então acho que isso cabe muita conversa por aqui, William.
Segundo, eu fiz uma pesquisa rápida, pode estar errado, tá? Tem 12 cobranças de pênalti do no Madrid com Ancelotti, 9 acertos, 3 erros.
19 nos últimos anos, tá, como profissional, tá bom? Só para complementar aí, Vitor.
Perfeito. Só na era Ancelotti, não contei a última temporada do Madridista.
Bom índice, né? Agora precisa ver os outros, agora precisa ver treinamento, como é que foi. Tem uma série de circunstâncias que levam a história.
Perdido é uma coisa do jogo, é bateu mal, foi péssimo, péssimo. Mas o último foi o primeiro penalti perdido do Brasil num jogo de Copa em 40 anos, desde o famoso do Zico contra a França, né?
Era o Careca. E ali também tem discussão, era o Careca que era para ter batido aquele pênalti.
Muito parecido, aliás, baixo no canto esquerdo, um pênalti muito parecido do jeito que foi batido até. Mas assim, é isso, aí é do jogo, é do jogo, cara. Aí é um gol perdido como outros, não adianta. Inclusive assim, o Bruno fez uma Fazendo senhor a Copa do Mundo, foi muito bem. Então assim, é porque amanhã vão falar que ele perdeu o pênalti, que a culpa é dele assim, e não é dele, tá? Ele perdeu, ele assumiu para bater. E também não é falar que, ai, o Vini tinha que ter pegado a bola e batido.
Não é assim que funciona, gente. Definido antes do jogo, tava definido antes do jogo que era o Bruno, era o Bruno, ponto. Não era o Vinícius, não tinha que tirar a bola dele e bater porque ele é o Vinícius. Não é assim que funciona.
O grande problema, é difícil dizer que não foi pênalti, mas a produção do Brasil até tomar o primeiro gol era uma produção para estar ganhando o jogo. Então não é só o batedor. É claro que o pênalti é a situação mais aguda e clara, é um batedor e o goleiro. Mas o Brasil teve as oportunidades, né, para estar na frente. Inclusive foram 2,6 os gols esperados, que é o que tudo que você produz no jogo em situações agudas dentro da área, possibilidades de finalização.
Então isso é medido, isso dá uma dimensão legal do que foi. Foi 2,73 para o Brasil contra 0,84 para Noruega. Eles ganharam 2 a 0, 2 a 1, né? O Brasil fez um gol ali com Neymar. Então assim, o jogo de 90 minutos, um pouco mais, ele teve várias etapas e situações, e não dá só para definir no pênalti. Claro que é gigantesco o importante. Você faz 1 a 0, talvez a Noruega se desestabilizasse naquele momento e tomasse o segundo. Isso é futebol, claro.
Que o Brasil se mexe é que o Brasil já tinha as alterações brasileiras foram antes de tomar o primeiro gol, elas não foram em função do primeiro gol. O Ancelotti, você pode falar o que quiser também, ele errou, mas ele não errou, ele não teve uma postura, ele não ficou imobilizado. Diante do 0 a 0, ele mudou a seleção para ganhar o jogo. É que a grande decisão, e a mais equivocada para um cara do tamanho dele, é que é o que pega.
Ele tem tanto conteúdo de futebol que nesse ponto ele não pode errar. E ele fez isso conscientemente, se deu mal, que é tirar o Hendrik de onde o Hendrik é mais agudo e perigoso, botar o Hendrik do lado lado e deixar o Neymar por dentro. E repito, quando você deixa o Neymar por dentro, toda velocidade que você tem pelos lados, ela não flui. Claro que você toca a bola ali, o jogo— ou se ele tá conduzindo a bola, ele tem que esperar alguém, porque ele não tem uma potência física hoje para disputar na velocidade e para cima.
Vamos ver o que aconteceu durante a Copa, porque teria muito mais lógica, não vendo a Copa, mas vendo pré-Copa, que o Luiz Henrique entrasse na direita, poderia continuar adiantado, simplesmente a marcar melhor na parede, a puxar o contra-ataque e tal, tava inteiro para o jogo.
Mas agora eu até imaginei que isso fosse acontecer. Claro que até pensei, ah, o Rafinha poderia ser uma opção ofensiva, mas não ia entregar nada, né, na marcação. Até porque é um cara que tá fora de forma fisicamente, tava machucado. Mas o Luiz Henrique seria talvez uma alternativa para fazer esse trabalho pela direita ali e dar talvez mais qualidade ofensiva, já que o Ryan não tava conseguindo entregar. Mas não, a opção foi pôr o Endrick por ali e colocar o Neymar.
O Pedro, pegar o teu lado comentarista também aqui do Linha de Passe, é só olhando um pouquinho para frente aí, tem muito chão até a próxima Copa do Mundo, mas desses jogadores aí que a gente falou Então vamos lá, Alisson, Marquinhos, Alexsandro, Danilo, Casemiro, essa galera aí que tá encerrando o ciclo. E o Brasil buscando Neymar, sim, Brasil buscando novas lideranças. É o ciclo que vai construir isso, né? Porque de bate-pronto pensar em jogadores para essas posições ainda também não tem ninguém ali sendo já preparado já para isso, né? Acho que o ciclo é que deve definir isso, né?
É, a gente volta a ter um ciclo de 4 anos, né? Algo que a gente não tinha desde a Rússia para o Catar. Esse ciclo agora ele tem 3 anos e meio, ou na conta da CBF, menos 1 ano, porque a CBF também escolheu jogar 2 anos e meio fora. Agora a gente volta a ter um ciclo de 4 anos, ao que tudo indica, com Ancelotti. Não há nenhuma movimentação dentro da CBF que o resultado dos Estados Unidos aqui nessa Copa mude isso. Pelo contrário, Ancelotti é a figura ideal para que não se conteste o não trabalho dos últimos anos.
Agora o discurso será de temos 4 anos agora. Eu acho que a gente já começa a falar em alguns nomes internamente na comissão técnica. Sempre foi falado em nomes como Ryan, acabou estando aqui na Copa, Vitor Reis, zagueiro, Kaique, lateral do Cruzeiro. Eu acho que a dificuldade vai ser pensar em goleiros, meias, volantes, mas acho que para frente a coisa tá um pouco direcionada, pelo menos para esse início de ciclo. A gente não tem como prever até lá, meio de 2030, né?
Marrocos, Portugal, Espanha, sede da próxima Copa, além do início aí na América do Sul. Mas acho que tem muita coisa começando a ser pipocado. O início da lista do Ancelotti, né, setembro, vai ser muito interessante. Ancelotti dá muito pouco valor resultado de amistoso, então acho que ele vai testar bastante, observar bastante, inovar bastante em listas. Ele sabe que ele perde uma espinha dorsal considerável do que ele tinha. Ele precisava no primeiro momento ter gente de confiança para esse ano até Copa.
A partir de agora ele pensa em olhar bastante, porque tem 4 anos até a próxima Copa, onde imaginamos que é nova até para ele. Ele agora conhece o que é Copa do Mundo, mas ele não sabe o que é um ciclo de 4 anos de Copa do Mundo. Acho que os nomes são esses. Acho que vai, desse primeiro momento, foge pouco disso. Vai se observar muito nessas posições que eu acabei citando. Agora, só você falar um pouco dos comentaristas, um pouco de reportagem também, um pouco de informação.
Se fala muito Luiz Henrique. Luiz Henrique já me parecia uma carta fora do baralho há algum tempo aqui nessa Copa do Mundo, considerado disperso e fora do que a Copa pede aqui nessa Copa, aqui nesse Mundial, aqui nesse torneio, aqui nesse contexto. Ele já não era exatamente uma opção ali, foi testado ali em algum momento em amistoso, pré-primeiro jogo, mas depois eu vi até de uma pessoa, comentamos ao longo da preparação, que falava assim: repare quando o jogo vai para o intervalo ou o jogo acaba, primeira coisa que ele faz é olhar para arquibancada, tá pensando pensando em tudo, na família, na esposa, no amigo, no periquito, papagaio, em todo mundo que tá na arquibancada.
Depois ele pensa no jogo. Aí fiquei com isso na cabeça depois da primeira fase. Olhei em 16 avos e de fato, primeira coisa que ele faz é sempre olhar para tudo que se arque, menos para o campo. E isso em algum momento lhe fez bem. Muita gente dizia, o Luiz Henrique entra bem em campo porque ele não quer saber de nada, ele tá absolutamente alheio ao contexto. Então não, entra e resolve. Mas aqui parece que ele ficou alheio demais ao peso ou ao não peso tava muito disperso, não era exatamente uma opção aqui nessa Copa do Mundo, acabou ficando com uma carta fora do baralho.
Só uma informação do Luiz Henrique, porque que tem Hendrik pela beirada, porque que tem outro tipo de mudança. Mas é um pouco do que já deu para colher de informação, a gente vinha contando ao longo dos últimos dias. Sobre renovação, ela se faz necessária, né, William? Acho que a gente já passeou por essas posições, vai contar muito ao longo das próximas datas FIFA, super data FIFA, ao longo dos próximos anos tem Copa América também, tem muita coisa para o Ancelotti entender o que que é exatamente um ciclo completo e uma Copa do Mundo de fato à frente da seleção brasileira.
William, a Copa América ficou importante.
Pois é, né? Agora ganhou um peso.
Mas a outra parte da nossa arrogância que eu falava antes, a gente sempre olhou para uma competição menor e os nossos vizinhos sempre valorizaram para caramba. E agora que, né, que a gente precisa ganhar alguma coisa, talvez olhe para o Sul-Americano de seleções.
Um minutinho para acabar.
Eu queria só, porque assim, eu Eu sei que a eliminação do Brasil obviamente foi a grande notícia do dia, mas a gente não pode não bater com mais força na questão do Balogun, do absurdo. O Brasil, ele foi eliminado num dos dias mais vergonhosos da história da Copa do Mundo. Quer dizer, a FIFA, que sempre exigiu que os seus associados não cedessem a pressões governamentais, é um cachorrinho de um governo. Hoje. Quer dizer, é um negócio impressionante.
Abaixa a orelha, abana o rabinho. Tudo que já tinha sido feito antes do começo da Copa do Mundo em relação às delegações das seleções, as comissões técnicas, dirigentes— eu não vou nem falar dos torcedores, porque aí eu posso até entender, né, o veto à entrada de determinados torcedores. Todas as leis, todas, tudo tão rígido. Agora, em relação, né, a comissões técnicas, era tudo um absurdo. A FIFA ficou quietinha. Agora ela conseguiu entrar em campo, ela tá interferindo no jogo.
Então é uma vergonha absurda. Não sei o que vai acontecer. Eu acho que todas as outras seleções que eventualmente vierem a ter jogadores suspensos nessa Copa tem que dizer: não, não, jurisprudência, eu não vou cumprir suspensão.
Já falou que quer tirar o amarelo do Olise, né? Porque tá pendurado.
Tá certíssima, tem que jogar. Agora tem que virar bagunça. Tchau para o André, tchau para o Pedro Ivo Almeida, Paulo Calçades, Jean Ode, Leonardo Bercovati.
Até agora, William, a Copa continua, hein, gente.
Pedro ficou com rapidinho até agora, 2 horas pós-jogo, não tem nenhuma palavra da seleção na zona mistra ainda. Os jogadores seguem dentro do vestiário lambendo as feridas dessa eliminação. Por enquanto ninguém falou. Vamos ver o Jornal do Esporte sempre, só para comunicar.
Boa! Vem aí o Equipe F, talvez no Equipe F role alguma coisa, né? Só um abraço, eu vou terminar o programa com elogio, pode ser? Meu vizinho de prédio lá, o André, disse o seguinte: eu que não gosto muito de futebol parei no programa porque vocês, seus colegas, são sensatos e inteligentes nos comentários. Que coisa maravilhosa, tá vendo?
Depois de tanta paulada, abraço também para Fernando Fernando Meligeni, maravilhoso também, um abraço.
Tino!
Valeu.