Episódios de Linha de Passe

França fura ferrolho do Paraguai com pênalti de Mbappé e vai pegar o Marrocos nas quartas - Linha de Passe

05 de julho de 20261h53min
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No Linha de Passe deste sábado (4), nossos comentaristas falam sobre a vitória suada da França sobre o Paraguai. Agora, os atuais vice-campeões irão enfrentar o Marrocos, que dominou o Canadá. E é claro, o que esperar da partida do Brasil contra a Noruega. Vem com a gente!

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Participantes neste episódio7
W

William

HostNarrador
A

André Kfouri

ConvidadoJornalista
E

Elton Serra

Convidado
E

Eugênio Leal

Convidado
G

Gustavo Hoffmann

Convidado
J

Jean Oddi

Convidado
P

Paulo Calçade

ConvidadoJornalista
Assuntos7
  • Copa do Mundo: França e Argentina estreiamEstratégia do Paraguai · Calor e condições climáticas · Pênalti para a França · Desempenho de Mbappé · Mérito francês · Diferença técnica entre as seleções · Cera e tempo de jogo · Comparação com outros jogos da Copa
  • Brasil x Noruega: Relembrando o passadoAusência de Paquetá e substituições · Opções para o meio-campo · Análise do adversário (Noruega) · Estratégia de jogo do Brasil · Papel de Neymar · Condição física dos jogadores · Bola parada
  • Críticas e Elogios a JogadoresPressão sobre técnicos · Narrativas prontas para resultados · Desempenho de Casemiro · Análise de jogadores brasileiros · O papel de Neymar
  • Marrocos na Copa do MundoAnálise do jogo de Marrocos contra o Canadá · Marrocos como surpresa ou favorita · Estilo de jogo de Marrocos · Desafios para a França · Comparativo com o jogo de 2022 · Possíveis estratégias de Marrocos
  • outros jogos da CopaMéxico x Inglaterra · Colômbia x Suíça · Comparativo de seleções (Marrocos, México, Colômbia) · Histórico de confrontos e expectativas · Viagem e altitude na Cidade do México · Uso de Viagra no futebol
  • Tim Vickery e futebol sul-americanoResistência e luta em condições de inferioridade · Diferença entre futebol brasileiro e sul-americano · Valorização do futebol ofensivo vs. defensivo · O 'saber sofrer' no futebol
  • Duração de Jogos e EngajamentoPausas para hidratação e VAR · Impacto no ritmo do jogo · Comparação com o Brasileirão · Previsão de pausas comerciais
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?Voz A

Olá, fãs de esportes, ligadíssimo na Copa do Mundo, assim como Linha de Passe, hein? É, estamos começando já com um confronto de quartas de final definido. França e Marrocos vão se enfrentar na próxima fase. A França agora há pouco eliminou o Paraguai, venceu por 1x0, gol de pênalti do Mbappé, que se iguala ao Messi. A briga continua. 7 gols para cada um e a briga pela artilharia continua e a briga pelo título dessas duas seleções continua.

A Argentina passou ontem, a França passando hoje e Marrocos mais cedo fez 3x0 para cima do Canadá, despachou um dos donos da casa dessa edição da Copa do Mundo, né? A gente vem chegando com esse Linha de Passe aqui na ESPN, no Disney Plus, no YouTube, no TikTok, com a sua participação. Vamos fazer um rápido intervalo, a gente volta já já para falar dos jogos de hoje, projetar um pouco esse confronto de França e Marrocos e, claro, muito de seleção brasileira.

Porque estamos aqui na véspera dessa partida decisiva contra a Noruega. Daqui a pouquinho a gente volta.

?Voz B

Vamos ver, hein?

?Voz A

E já voltamos. Que break mais rapidinho, hein? Que bom. Começando o Linha de Passe. Tem Eugênio Leal, tem Elton Serra, tem Paulo Calçade, tem Jean Oddi, tem você no nosso chat. Tem André Kfouri, hein? Que acompanhou a França de pertinho. E o Paraguai também, né? E André Kfouri agora pouco falava para mim: "Pô, vim para cá para ver o Lise, para ver a França e tal, mas não foi exatamente isso que eu vi." Mais uma seleção pesada aí que passou sufoco, né?

Se ela não passou sufoco na fase anterior, 16 avos, passou agora, assim como a Argentina passou, assim como o Brasil passou, assim como outras passaram e acabaram sendo eliminadas, como Holanda, por exemplo, e Alemanha. Não ficou fácil nem para a França, hein? Quem diria contra o Paraguai, que já tinha eliminado a Alemanha. Tudo bem, André?

AKAndré Kfouri

Tudo bem, William? Um abraço a vocês todos aí, uma saudação direto da Filadélfia ao vivo para todo mundo que acompanha esse Linha de Passe. E aqui na Filadélfia hoje a gente viu um jogo de Copa Libertadores, né? Jogo de Copa Libertadores válido pela Copa do Mundo de seleções. Foi o que aconteceu. E brincando com você, a gente veio para cá na estrada conversando Eu e o Chico Gilberto, vamos ver o Olise, vamos ver o Mbappé, vamos ver se o Cherki entrar no jogo e tal.

Mas a dinâmica da partida foi tomando um caminho de ataque versus defesa, com a posse da França encostando nos 80%, um calor absolutamente indescritível. Quando a bola rolou, eu olhei no aplicativo, 38 graus. Mas é óbvio que isso era só a temperatura. A chamada sensação térmica era muito mais alta e, consequentemente, muito mais difícil do que apenas, entre aspas, 38 graus. E aí os jogadores da França e de Portugal obrigados a desempenhar, né, a jogar futebol sob essas condições.

Eu sei que essa é uma conversa que não vai para lugar nenhum, mas só queria registrar. E o jogo tomou essa questão do calor e da temperatura eu creio, ajudou entre ali principalmente o primeiro tempo de maneira geral, a estratégia do Paraguai de tornar tudo mais difícil, tudo mais lento, tudo mais custoso, porque na verdade era, eu acho, né, do ponto de vista da capacidade do Paraguai, o que a seleção paraguaia tinha que fazer mesmo.

E não foi um jogo bonito, né, não foi um jogo legal, não foi Não foi um jogo interessante, mas eu acho que além disso há pouco a dizer. O pênalti, a meu ver, foi claro. Não há muito, não há muito não, não há nada a reclamar em relação à marcação, mesmo que o VAR tenha chamado, o árbitro tenha ido ao monitor. O Mbappé fez mais um gol, né, e poderia ter feito um outro no final, quando o goleiro paraguaio negou o que seria o vigésimo gol do Mbappé em Copas do Mundo.

Já nos acréscimos, quando todo mundo aqui no estádio já sabia quem venceria e quem seguiria na Copa. Segue o favorito, segue o candidato, segue quem teve mais mérito, quem procurou mais, quem tentou jogar mais. Mas não foi um espetáculo que a gente imaginava ver na estrada entre Morristown e aqui a cidade da Filadélfia. Foi um jogo mais brigado, uma tentativa francesa de encontrar buracos na defesa paraguaia que ela não conseguiu encontrar.

E depois que o Doué entrou, no momento ali, 60 minutos, por volta disso, que o Deschamps quis fazer novas perguntas à defesa paraguaia, a coisa mudou, porque a França se tornou mais incisiva, saiu o pênalti. E eu acho que não dá para questionar, de questionar de maneira nenhuma o mérito francês no jogo de hoje.

?Voz A

Curioso no jogo de hoje, né, Jean? É que assim, Citei aqui algumas seleções que passaram por dificuldades. E isso todo mundo passou. Algumas caíram, outras passaram. Mas todo mundo com dificuldade. Mas quando a gente vê o jogo Brasil-Japão, por exemplo, o Japão teve seus momentos na partida. Depois o Brasil no segundo tempo foi pra cima e ok. Cabo Verde contra Argentina teve jogo. Cabo Verde jogou. Seleções que ficaram pra trás: Holanda, Marrocos teve jogo, tanto é que Marrocos passou e Marrocos já tá na próxima fase, inclusive.

O próprio Paraguai contra a Alemanha, em algum momento ali no começo do jogo, mas muito timidamente, mas ok. Só que hoje esse Paraguai, de todas essas seleções aí que ou eliminaram as grandes ou ficaram pelo caminho no confronto direto, talvez o Paraguai foi o que menos quis jogar bola, né? Eu acho que não tinha outra saída para o Paraguai, era isso ou isso, né, ô Jean? Me parecia que se pudesse ir para os pênaltis, iria.

?Voz B

Pois é, tudo bem. Boa noite, William. Boa noite a todos. Foi isso. O Paraguai, na minha visão, o Paraguai fez o que ele podia fazer, porque quem está exigindo que o Paraguai saísse para jogar futebol, saísse para atacar a França, acho que não leu as escalações iniciais da França e do Paraguai. Acho que assim, a diferença técnica é monstruosa, é um negócio, é uma diferença abissal. Eu acho que a chance que o Paraguai tinha era a chance de segurar a defesa da França, o ataque da França, até porque essa é uma característica e uma qualidade da seleção do Paraguai, né, uma defesa que sabe como se comportar, embora tenha surpreendido muita gente negativamente naquela estreia contra os Estados Unidos, mas depois mostrou a sua qualidade defensiva e fez o que podia fazer.

Ah, mas bateu! Ah, mas fez cera! Eu acho o seguinte, você vai no limite do que o árbitro vai te permitir fazer, né, e em geral essa Copa do Mundo não tem sido uma Copa do Mundo que permite a cera, nem acho que tenha tido tanto tempo gasto assim com cera. As questões de "ah, foi violento, não foi violento", de novo, você vai no limite da arbitragem, você corre o risco eventualmente, mas repito, eu acho que não dava para o Paraguai fazer outra coisa.

O Paraguai, dentro da enorme diferença técnica que tinha em relação ao seu adversário, só tinha essa possibilidade praticamente de tentar levar o jogo para prorrogação, esticar e levar para os pênaltis. Claro que você pode, né, na sorte, num lance fortuito, conseguir encontrar um gol. Mas eu acho que de fato o Paraguai não tinha muito como trabalhar para isso. Ele tinha que se preocupar única e exclusivamente em segurar o ataque da França, e ele fez isso, fez isso por muito tempo.

Acabou tomando um gol num pênalti indiscutível para mim. Tem gente discutindo pênalti, não vejo nenhuma discussão a respeito dessa penalidade.

?Voz D

Nem eu nessa cadeira aqui hoje.

?Voz A

Pena que ele não tá aqui hoje, mas hoje ele ia Hoje ele vai falar que foi pênalti. Hoje ele fala que foi pênalti.

?Voz B

Ah, é verdade.

?Voz A

Hoje ele daria o pênalti.

?Voz B

Mas assim, eu acho que o Paraguai fez um jogo, taticamente, dentro daquilo que podia fazer, perfeito. Se bateu ou se fez mais cera do que as pessoas queriam é porque a arbitragem eventualmente permitiu, mas também não acho que tenha sido uma coisa de outro mundo. Parece que nós estamos vindo aqui, a gente passou assistindo o Campeonato Suíço o tempo todo e agora tá todo mundo surpreso com com esse tipo de postura. Eu acho que é uma postura que a gente está acostumado a ver muito pior, inclusive na Libertadores.

Libertadores não tem bola rolando e hoje a gente teve bola rolando, mas na bola rolando a França não conseguiu superar a defesa do Paraguai, não criou tanto quanto se imaginava. E eu fico me perguntando, se o Paraguai tivesse uns dois Incisos ou tivesse, melhor ainda, um Vinícius Júnior e um Rayan, será que a coisa não poderia ter sido diferente? Porque a verdade é essa. O Paraguai não tinha qualidade técnica para tentar agredir a França como muita gente está pedindo nesse momento.

?Voz A

Verdade, até elencando aqui os jogos de seleções da dificuldade, vamos lá: República Democrática do Congo teve jogo, Senegal teve jogo, Senegal, meu Deus do céu, teve jogo.

?Voz B

Cabo Verde, quando precisou.

?Voz A

Costa do Marfim teve jogo contra todo mundo, de alguma forma jogou, todo mundo mostrou que tinha de alguma forma qualidade individual ou recursos maiores do que essa seleção paraguaia, que já foi, por isso que a gente falou, foi um grande feito eliminar a Alemanha.

?Voz B

Mas eu acho que é bom a gente ressaltar, William, porque isso é uma diferença muito grande.

?Voz E

Sim.

?Voz B

Uma coisa é o quanto você vai tentar atacar um outro adversário, a outra é você tentar atacar a França.

?Voz A

Sim, exato, que é o mais problemático desses adversários.

?Voz B

Por melhor que seja a Inglaterra, por melhor que seja a Argentina, por melhor que seja essas seleções, você tem muito mais condição de tentar atacá-las não sofrendo contra essas equipes do que contra a França, cara. Contra a França você tem que fazer de tudo para não tomar gol, e o Paraguai quase conseguiu.

?Voz F

Sem dúvida.

?Voz A

Acho que nesse quase conseguiu, Eugênio, é que fica o sinalzinho aí, porque ele só quase conseguiu porque teve o pênalti, certo? Porque durante todo o jogo, aquele jogo associativo, aquele jogo de troca e tal da França, ele não aconteceu. Muitos chutes de fora da área, a França começou a arriscar de fora da área, então todo mundo tentou, Mbappé tentou, o Rabiot tentou umas 2 ou 3 vezes, e tudo de fora da área. O goleiro do Paraguai é excelente também, foi muito bem no jogo, mas assim, é Não aconteceu aquela França muito por mérito do que o Paraguai fez defensivamente.

Acho que fica um recadinho para quem quer passar pela França, né? Não necessariamente tem que jogar assim. Quem tiver qualidade pode armar um esquema parecido, mas com recursos, como disse o Jean, que se tivesse um Rayan, um Vini Jr. e tal, poderia de repente conseguir melhor sorte. Tudo bem?

?Voz F

Tudo bem, William. Boa noite para você, para os companheiros todos, para o André que tá lá nos Estados Unidos, para os fãs de esportes. É, eu acho que Fica a dica. A gente se perguntava, né, será que alguém consegue parar a França? Olha, o Paraguai não conseguiu parar a França por causa de um pênalti bobo, porque assim, não havia necessidade alguma do Diego Gomes esticar o pezão ali em cima do Duenna na área.

?Voz A

Ele não tava em direção ao gol, ele tava driblando.

?Voz F

E tinha gente acompanhando ele, se ele tentasse armar o chute, alguém podia tentar bloquear. Ele estica o pé ali, um lance bobo, e até aquele momento não apenas era 0x0, como não tinha havido susto para o Paraguai. Como você falou, chutes de fora da área. Depois teve uma jogada do Mbappé que foram duas grandes defesas ali do Rios, mas fora isso, apoderosíssimo o ataque, o poder de ataque da França com Mbappé, Olise, Dembélé, Barcola, Depois o Duen entrou e ajudou muito.

Mas até então, que a gente sempre fala assim: "Ah, tem seleções que tem um jogador de destaque, outras tem dois." E a França tem 4, 5 jogadores de destaque no ataque que podem resolver. Isso estava sendo bloqueado e só deixou de ser bloqueado, repito, por uma decisão individual equivocada. O custo disso é você ter dificuldade para passar do meio de campo. Então você vai... E aí é uma coisa que é cultural, tá, do futebol paraguaio.

Não é de hoje. Futebol paraguaio, se você for olhar a trajetória dele em Copas do Mundo, dificilmente você vai ver o Paraguai partindo para cima de alguém.

?Voz A

É mesmo?

?Voz F

Qualquer que seja o adversário. E foi até agora na Copa, foi assim. Ele vai, claro, de vez em quando ele vai dar umas tocadas, vai chegar e tal, mas diante de uma França, que é a equipe até aqui mais poderosa da Copa do Mundo, O técnico falou antes do jogo, né? O Alfaro tem todas as suas frases, né? Ele falou: "É como se fosse uma tormenta elétrica cheia de raios. Lá no interior da Argentina onde eu nasci, quando tinha isso, a gente corria para debaixo de algum lugar para se abrigar.

O que a gente tem que fazer contra a França? Se abrigar. Então todo mundo dentro da área, fecha ali, não deixa a França entrar." E eu acho que dentro das perspectivas paraguaias, da cultura, do que é o futebol no Paraguai, do que é o futebol, em boa parte, o futebol sul-americano, porque a gente só valoriza o futebol ofensivo, né? Tem, você precisa entender também que tem a beleza e tem a estratégia por trás do futebol defensivo.

Você conseguir, por boa parte do jogo, brecar um ataque tão poderoso quanto o da França, não é por acaso, não é só bota os caras lá atrás, porque se fosse isso qualquer um faria. "Ah, e a França tá passando por cima de quase todo mundo." Não, eles conseguiram se posicionar e jogar com a inteligência suficiente para fazer isso, até que um deles errou e gerou o gol. E ainda assim ficou em um gol só. E eles levaram o jogo até o último minuto com a França ainda naquela tensão de que: "Olha, numa bola chutada de longe pode acontecer alguma coisa." "Saliu lento." É porque o Paraguai não tocou na bola dentro da área de ataque.

O jogo inteiro, mas podia acontecer num cruzamento a bola desviar e acabar entrando.

?Voz D

76 passes do Paraguai no primeiro tempo, passou 45 minutos com 76 passes.

?Voz F

E quando tinha, tentava ligar para o Enciso o tempo inteiro, conseguia fazer alguma coisa sozinho.

AKAndré Kfouri

Fala, André, foi sim, um passe por minuto. O jogo teve ao redor de 103 minutos, o Paraguai trocou 103 passes.

?Voz G

Nossa!

AKAndré Kfouri

"Um passe por minuto".

?Voz B

É, e agora, só que é bom dizer, né, nesse primeiro tempo, foi um primeiro tempo que a França não produziu nada.

?Voz A

Nada, nada, nada.

?Voz B

O Paraguai conseguiu trocar apenas 73 passes no primeiro tempo e, mesmo assim, graças ao posicionamento dos seus jogadores, impedir que a França, que a toda poderosa França jogasse. Então eu estou muito com o Eugênio, tem mérito aí, óbvio que tem mérito, né?

?Voz F

E assim, é importante a gente entender Já falamos sobre isso aqui em outros programas. Cada seleção vai para a Copa do Mundo com um objetivo, com uma meta, com algo a alcançar. O Paraguai ganhou a Copa dele quando eliminou a Alemanha, gente. O Paraguai eliminou a Alemanha.

?Voz B

Aliás, a Alemanha fez muita gente ganhar sua Copa.

?Voz F

É, o Equador. O Equador e o Paraguai. E depois, o que viesse seria lucro. Então, o Equador já caiu para o México e o Paraguai já caiu para a França. Mas os caras já tiveram um momento de Sabe, comoção nacional, de alegria máxima. Beleza, porque agora é hora de gente grande. A gente está entrando numa fase da Copa que todo esse folclore, esses países que a gente gosta de ver, que se animam e tal, esses caras vão ficando pelo caminho e vamos ver quem fica.

Quem vai, de fato, disputar a Copa. Então, eu acho que para o Paraguai era isso. Levantar a cabeça para seguir adiante.

?Voz A

Até coração aquilo, você tinha aquele golzinho...

?Voz B

Ganhou a Copa dele contra a Alemanha também com aquele gol, é verdade.

?Voz A

Fazendo um golzinho ali. Calçade, o que pesou mais? A competência paraguaia? Talvez um pouco da ineficiência francesa? Pesou um pouco, sei lá, questão física também? Calor, como o André relatou aí?

?Voz D

Pesou 120%. Boa noite, gente. Achei impossível a gente debater do ar-condicionado o jogo. Impossível. André Furic, que estava lá, pode falar. Porque aqui não teve, a temperatura não teve nenhum impacto. Estava até friozinho hoje.

?Voz A

Que tava gostosinho.

?Voz D

E os caras jogando a 38, a 38, é um— não dá para falar de uma partida normal. E aí tem um combo, né, de situações que favoreceram. Acho que primeiro, nenhum campeão mundial que ainda participa desta Copa deixou de sofrer nela. É isso, nenhum. Tem um, Argentina, Cabo Verde, Olha o jogo de cair. Meu Deus. A França, a Alemanha já foi embora.

?Voz A

Brasil.

?Voz D

Uruguai já foi embora.

?Voz A

Espanha sofreu.

?Voz D

A Holanda, trivice, já foi bem cedo. Então tá todo mundo sofrendo. A Inglaterra, a Espanha, todos eles. O Brasil, evidentemente.

?Voz A

O Uruguai também que já foi.

?Voz D

Então, cara, primeiro que é algo que acontece na Copa, eu acho bem legal. Ah, legal? É legal, cara. Eu prefiro uma Copa onde tá todo mundo ali jogando e tendo que jogar muito para superar obstáculo do que ficar vendo um time passando assim 4x0, 9x8, 7x6. Você fala: "Pô, legal". Para mim não tem graça, mesmo que fosse o Brasil. Eu gosto de jogo, de luta, os caras batalhando pelo seu gol, pelo seu espaço, e é isso que a gente viu.

?Voz E

E o que aconteceu?

?Voz D

Um jogo com essa temperatura e a postura do Paraguai, A temperatura e a postura do Paraguai, e na verdade a postura da França no jogo, em função do calor, talvez, em grande parte, potencializou a ideia do Paraguai. Ficou grandão o Paraguai. Que era não jogar, era... Mal se podia falar que o Paraguai estava especulando. Especulando nada, cara. Até a saída de contra-ataque era uma saída assim que... O inciso tava na frente e o time tava na grande área ainda.

?Voz A

Toda vez que tinha um contra-ataque, quem partia, partia sozinho. Ninguém, mal acompanhavam.

?Voz D

Cara, você pega as beiradas, o Junior Alonso lateral, linha de 5 do Paraguai, o Cáceres na outra. Você pega o Almirón e o Galarza, que são jogadores à frente deles, o mapa de movimentação dele tá sobreposto. Lateral com jogador, porque os dois atuaram fechando os lados da França. Você tem Dembélé de um lado, Barcola do outro, o que você faz? Você tranca a última linha, joga mais 4 caras e ali. E a preocupação do Almiron, assim, olhando para a França e para o jogo, é: "Cara, não permite a França jogar no espaço do meio de campo." Então, sim, foram linhas muito próximas, daí Que uma chegada lá na frente tinha que ir de táxi, porque não chega.

Muito compacta. E em vários momentos você percebia: a bola estava com o Koundé, a bola estava com o Upamecano, a bola estava com os volantes, a bola estava com o Rabiot e não acontecia nada. Eles deixaram a bola até na linha dos volantes que se aproximavam e a marcação era muito próxima à grande área. Ali sim o Paraguai saía para o bote. Para não dar espaço para os pontas, que num toque chegam na linha de fundo. Então deixou até a bola com caras que podem resolver o jogo.

E aí a França teve um ritmo abaixo, talvez em grande parte em função do calor, né? Aí é um combo. Pode ser que a França tava num dia ruim, o calor aumentou muito isso.

?Voz A

Um adversário que não queria jogar.

?Voz D

Correndo bem menos, porque não estava no sprint, ele estava ali só... Só uma inciso. É, só vai lá inciso. Com linha de 5 você fica aqui, né, naquele movimento. Você não tem muito espaço para cobrir e os 4 aqui na frente brigando. Então acho que o Paraguai foi perfeito. Exigir o Paraguai um jogo assim, como se o Paraguai tivesse Lionel Messi no time, Dembélé, Mbappé, É uma sacanagem. O Paraguai fez o que ele podia fazer e acho que até nesse jogo fez demais. Que foi nada.

?Voz A

Exatamente, nada. Mas também, mas também o que que ele fez com a França? Eu não vou jogar, você também não vai jogar. Se vira aí que eu não quero jogar. Você é campeã do mundo, problema seu, pega a bola aí.

?Voz B

Eu até acho que se propusessem para o Paraguai no começo do jogo falar o seguinte, ó: a gente vai começar o jogo aos 30 do segundo tempo e vai estar 1 a 0 para a França. Você assina? Eu acho que talvez eles assinassem, cara.

?Voz A

Não é possível.

?Voz B

Porque é muito difícil fazer o que o Paraguai fez. É muito difícil você perder só por 1x0 para esse time da França, tendo o time que o Paraguai tem, que é um time que não preocupa o adversário do ponto de vista defensivo.

?Voz A

É possível. Elton, o mundo olha para a França, né, procurando defeitos, problemas, aonde a França é mais frágil, o que pode acontecer ali, de onde eu vou tirar proveito. Para tentar eliminar a França. Quem tá muito de olho agora é Marrocos, tem todo aquele lado ali, tem Portugal, tem Espanha, tem a galera do outro lado, Argentina, Brasil. O que que o jogo de hoje mostrou para quem tá de olho em problemas na França? Tudo bem?

?Voz E

Tudo bem, boa noite você, companheiros fãs de esportes. Eu vejo muito pouco de defeitos nessa equipe da França, porque a França ela consegue vencer jogos em cenários diferentes mostrando algo que poucas seleções mostram, que é essa diversidade para tentar jogar com contextos diferentes. Enfrentou o Uruguai, e aí eu vou na linha do Eugênio, o Paraguai, perdão, porque eu acho importante a gente olhar contextos, né? Primeiro, o Paraguai tomou uma sacolada dos Estados Unidos nessa Copa do Mundo.

Então assim, já fugindo um pouquinho das suas características. E a gente não pode deixar de falar de seleções quando vão para Copa do Mundo sem analisar o contexto esportivo Dessas seleções, porque o Paraguai, que vamos lá, o Paraguai tem essa questão da garra guarani, que eles chamam, né, que é a cultura que veio da Guerra do Paraguai, que aquela questão da resistência, da reconstrução. Você vai no Paraguai, eles falam sobre isso.

A nossa questão não é estética, é não vender caro o jogo. E assim sempre foi, e assim o Copenhague É assim com o Nacional, é assim com o Olimpia. Estou falando da questão dos uruguaios também que vão nessa linha.

?Voz F

Diga, Eugênio. Não, desculpa. É porque muita gente olha e fala assim: "Ah, é Jogo de Libertadores". Não é por acaso que a competição continental na América do Sul, ela se chama Libertadores e não Campeonato Sul-Americano ou Champions da América do Sul. É porque a história dos Libertadores da América é muito importante para o continente e é uma história de luta e resistência em condição Significa inferioridade, isso significa estratégias de defesa que vão além, como no jogo de hoje, além só da tática.

O jogo já teve muita provocação do Paraguai, a França ficou irritadíssima com isso. No final, o Mbappé falou que, ah, vocês jogam sujo também. Ele deu essa entrevista. Então assim, é uma cultura do futebol sul-americano, e você tira o Brasil disso, que o Brasil não faz parte disso, porque Libertadores do Brasil, a libertação do Brasil foi outra coisa. Foi outra história, mas só para entrar nessa história que eu tô falando.

?Voz E

Eu não sentei na frente agora do celular, do tablet, do computador para assistir o jogo esperando o Paraguai jogar de igual para igual com a França. Eu sentei esperando exatamente o que aconteceu, porque essa é a cultura paraguaia de futebol, ponto. Isso, o que a gente viu contra os Estados Unidos foi Algo que, por exemplo, o Uruguai, guardadas devidas proporções, o Bielsa tentou fazer e a gente já discutiu isso aqui. O Uruguai fugiu das suas características e precisou Valverde ir lá conversar com o professor e dizer: "A gente não vai jogar de igual para igual com a Espanha, não.

A gente vai jogar a modo Uruguai." Aí ele disse: "Não, a gente vai espelhar o jogo da Espanha." E deu no que deu, o time não conseguiu jogar contra a Espanha. Então, essa questão cultural entra em campo. E aí vai a França. Que de 30 anos para cá mudou a sua cultura de futebol. E eu acho que isso hoje foi aplicado no jogo, porque a gente viu muitas vezes o De Champ ser criticado por ter uma geração muito boa que não era explorada 100% da sua capacidade de decidir jogos.

E ele pensou: opa, tô sendo criticado demais, eu vou jogar de uma maneira então diferente, já que eu vou embora mesmo. "Já vou deixar depois da seleção." Ele só fez uma modificaçãozinha, né? Colocou o Olise por dentro, o Dembélé aberto, e ficava modificando o ponta esquerda. Hoje ele começou com o Barcola, porque a intenção era ter um ponta que abria mais o campo para abrir essa defesa do Paraguai. Não conseguiu. Tanto que o Mbappé saía mais da área, tentava jogar um pouco mais recuado para tentar atrair essa linha, e o Paraguai: "Não, não vou sair daqui." Tanto que o...

O time não conseguia entrar na área e o Mbappé, ele só tocou 5 vezes dentro da grande área. E aí entrou o Desirée Doué. Desirée Doué é um francês que tem origens marfinenses. Inclusive, o irmão mais velho dele joga na Costa do Marfim.

?Voz A

Sim, fez um gol no amistoso.

?Voz E

E aí essa diversidade francesa fez muita diferença, porque ele se colocou um cara que pisou a mesma quantidade de vezes que o Mbappé pisou na área, E sofreu pênalti. E aí eu acho que essa questão de você ter alguém que o Deschamps pensou: eu preciso de alguém que quebre linha, não tava conseguindo, vou botar o moleque que com 20 minutos vai fazer isso por mim.

?Voz B

E pior que não é que ele não tivesse caras que não quer quebrar linha ali, né?

?Voz E

Mas com 75 minutos, com o calor que estava fazendo no jogo e com o Paraguai esquentando ainda mais a partida, vou colocar esse moleque para decidir. E foi o que aconteceu. Então, William, defeitos, toda seleção tem. E eu acho que nenhum campeão do mundo, eu digo nenhum, pega todos, nenhum campeão do mundo viveu céu de brigadeiro numa Copa do Mundo. Eu acho que a França viveu seu momento de dizer: opa, nem tudo é perfeito nesse jogo contra o Paraguai, graças à cultura paraguaia de futebol.

?Voz A

Eu quero pegar esse comentário, jogar para o André também, por in loco. Eu queria saber a visão do André sobre isso. Vamos lá, que tipo de sinal a França deu para quem está esperando assim: "Pô, preciso achar algum defeito ali, preciso ver por onde eu vou explorar esse time para poder vencê-lo", porque a França é a seleção a ser batida na Copa.

AKAndré Kfouri

Sim, eu estou de acordo com os companheiros, a França aceitou que o jogo ia ser disputado num ritmo mais lento, naquele caso de "as coisas são como são". A França sabia que o Paraguai trataria a partida da maneira como tratou e entendeu que não valeria a pena estrategicamente atuar de uma outra forma. Então claramente deu para perceber a seleção francesa ok com a dinâmica do jogo e sem, na verdade, não havia nem como acelerar, né?

O único time que poderia acelerar o jogo de hoje era o Paraguai pela forma como as coisas estavam postas, e o Paraguai Só tentou fazer isso esporádicas vezes, com um jogador só, uma bola esticada vez ou outra, como vocês comentaram muito bem. A nossa posição no estádio hoje aqui na Filadélfia, para nossa sorte, era muito próxima do campo, bem central e muito, muito próxima do campo mesmo. Deu para ver, por exemplo, não só os semblantes dos jogadores, mas deu para fazer uma comparação do ponto de vista físico.

E eu nunca tinha visto a França in loco. É impressionante como o time francês é forte fisicamente e grande. Se o Upamecano entrar num restaurante aqui nos Estados Unidos com roupas civis, digamos assim, e for confundido com um jogador da NFL, vai ser absolutamente normal. O Rabiot parece um jogador de vôlei e o Koundé tem o físico de um jogador de rugby. É, são coisas assim que chamam a atenção. A rotação da França, mesmo hoje no modo lento, impressiona pela capacidade física.

Deve ser de fato muito, muito difícil enfrentar essa equipe dentro do campo em qualquer condição. E quanto ao que o jogo se transformou e as críticas feitas à escolha que o Paraguai fez para atuar dessa maneira, Eu acho que qualquer pessoa que tiver bom senso, gostar de futebol, acompanhar, entender quem são os jogadores que estão de um lado, quem são os jogadores que estão do outro, e exigir que o Paraguai, porque está na Copa do Mundo, numa fase como essa, depois de eliminar a Alemanha, e tem que abrir seu peito e querer jogar futebol de uma maneira que ele não é capaz de fazer, contra muito provavelmente o pior adversário possível para ter essa atitude tresloucada, Sim, é um pouco demais, né?

Existe uma tese que a retranca, esse defensivismo exagerado, essas linhas tão justas, a proteção da própria área com a própria vida, né, figurativamente falando, claro, é um direito dos oprimidos tecnicamente no futebol. E eu acho que há situações em que é verdade. Ah, mas André, o que você faz então quando um time assim resolve se abrir e consegue um resultado melhor?

?Voz F

Eu aplaudo.

AKAndré Kfouri

Eu acho que é uma coisa corajosa, de altíssimo risco, que o futebol às vezes permite, mas na enorme maioria das vezes dá muito errado. E é por isso que os treinadores que estiveram hoje na posição do Alfaro tomam essas atitudes e convencem os seus jogadores a atuar assim. Tem uma outra coisa que eu queria falar. Houve muita pressão dos paraguaios na arbitragem ao final do jogo. Eu não imagino que tenha sido por causa de falta de Tempo de acréscimo, porque o Paraguai sabe que gastou tempo.

Houve situações no segundo tempo em que o lateral, perdão, era para o Paraguai e um paraguaio dava um chutão na bola para demorar mais ainda a reposição. Imagino que talvez tenha sido por causa do pênalti marcado, VAR, checagem de monitor, etc. Mas de novo, não dá para questionar a marcação do pênalti. Eu tô de pleno acordo com a decisão da arbitragem, mesmo que tenha demorado um pouquinho. E no final do jogo, alguns jogadores paraguaios, Gustavo Gomes entre eles, muito comovidos.

Eu acho que quando se atua dessa maneira e se perde, a dor é muito grande, porque a equipe em campo se toca de que ela fez tudo que ela podia fazer, ou talvez até mais, se dedicou num nível de esforço absurdo, porque é preciso muito esforço, muita abnegação para jogar desse jeito. E no final não conseguiu, mas ficou perto, porque a diferença foi pequena. Os jogadores paraguaios muito comovidos, muito tristes dentro do campo hoje.

?Voz A

É isso de ficar perto, sabe? O nível do desafio, ficar pertinho e não conseguir, dói demais. Agora, assim, a boa notícia, né, Jean, para a França é que ela não vai mais enfrentar esse tipo de característica de jogo. O calor e tal pode até acontecer, porque Marrocos ou Portugal ou Espanha, Mesmo Estados Unidos, Bélgica e uma eventual final aqui com o Brasil, com Argentina, não vai ter mais isso pela frente, né?

?Voz B

Não, não vai ter mais isso. Agora, eu insisto assim, é claro que foi difícil para a França, mas para que ela perdesse o jogo, ela precisaria perder nos pênaltis. Então, o que eu digo é: o Paraguai fez tudo certo, fez do jeito que tinha que fazer, escolheu o caminho dele, que era o caminho viável, mas ainda assim, dada a diferença técnica monstruosa entre os times, a chance era mínima, mesmo fazendo tudo certinho. Como eu acho que o Paraguai fez, a França acabou vencendo.

E acho que se chegasse nos pênaltis, a gente até fala: "Ah, o Paraguai chegou perto." Chegou perto de ir para os pênaltis e ali você teria 50% para cada time. Então assim, chegou perto de igualar as possibilidades de se classificar. E ainda faltavam, né, 30 minutos de prorrogação. Então assim, o Paraguai foi no caminho dele e só esse caminho era possível para o Paraguai, por isso eu aplaudo demais o que fez o time sul-americano.

Agora, na hora que você for enfrentar uma Espanha, por exemplo, vamos supor que a semifinal seja contra a Espanha, eu acho que é um jogo muito mais perigoso, evidentemente. Por mais que a Espanha não vá jogar dessa maneira, eu acho que a Espanha contra a França vai ter mais posse de bola. E isso é, acho que a primeira coisa, a principal coisa para você tentar impedir a França de ser tão letal, tão nociva, é tirar a bola dela, é ficar com a bola, porque quanto mais transição, é, então, exato.

?Voz D

Mas a França Ela assina esse cenário aí. Você fala: "Você quer o do Paraguai ou você quer o adversário com a bola?" Ela fala: "Adversário com a bola." Parece meio maluco falar isso, mas é verdade.

?Voz B

A gente tem exemplos já da França. Primeiro, a França mudou. A França era o time só da transição. A França era só o time da transição. Não havia França como a que a gente viu contra a Suécia. Não havia França como a gente viu no primeiro tempo do jogo anterior à Suécia. O próprio jogo contra o Iraque. Então assim, a França era um time de transição. E eu lembro que a França era muito criticada, porque fala: "Pô, você olha pra esse elenco, você olha pra esse time e o time vai ficar ganhando?" E ganhou Copa do Mundo em contra-ataque, Euro em contra-ataque e tudo mais.

?Voz D

Eu acho que os adversários tiraram essa possibilidade da França. Por exemplo, você tem um Brasil e França, o senhor gosta de cenário? Vamos lá, vamos lá.

?Voz A

Mas você já tá querendo uma final.

?Voz D

Não, eu tô falando assim: Brasil não jogaria como Paraguai. Lógico, mas já aconteceu esse ano, é um pouquinho melhor que isso aí, mas é aquilo que você falou. Quem que falou que se tivesse um Vinícius e um— eu, você. Então, e o Brasil tem uma equipe que, que os adversários que marcarem no seu próprio campo e derem a bola para França vão ter uma equipe que vai subir, que vai levar todo mundo para frente, e eles vão ter se tiverem velocidade e jogadores habilidosos, vão causar muito problema para a França.

O Paraguai não tinha esses jogadores, tanto que o Paraguai jogava, tava todo mundo em cima da linha da grande área. Então até o Pamecano tava na marca do pênalti porque tinha ninguém para marcar. Agora, a questão física também, eles vão dar a França, eles, os adversários estão olhando a França, fala assim, meu, toma aí uma coisa, a bola se você tem mais dificuldade, você quer um espaço.

?Voz B

O jogo de hoje vai reforçar esse cenário.

?Voz D

Não concedeu espaço.

?Voz B

O jogo de hoje vai reforçar esse cenário. É que eu só acho que estão subvalorizando a Espanha, porque a Espanha é a seleção capaz de ter—

?Voz D

A Espanha não vai jogar lá atrás.

?Voz B

A Espanha é capaz de tirar a bola da França, mesmo sendo a França hoje uma seleção diferente, mesmo sendo hoje a França uma seleção muito física, que como disse o André, os caras são— eles nem parecem Alguns, eles têm um porte de jogadores de outras modalidades que exigem muito mais força física. São todos muito fortes, todos muito grandes. Só que a Espanha, ela é capaz de tirar a bola e ficar com a bola contra a França e deixar a França jogar menos. Claro que jogar contra a França é sempre um perigo absurdo.

?Voz E

Tem uma declaração já viralizada do Lamine Yamal falando disso, né? Porque ele foi perguntado se a grande favorita ao título é a França, ele falou que não. Eles consideram a ganhar uns da França na Nations League, por exemplo.

?Voz F

Eu ouvi falar, é, porque são jogos repetidos. A gente vai ter Espanha e Portugal, que foi a final da Nations. É. Revi esse jogo ontem, inclusive. E a gente vai ter, possivelmente, né, se a França passar por Marrocos e se a Espanha passar por Portugal, uma reedição da semifinal, que foi 6x5 Espanha contra a França. Foi um jogaço de bola. E eu acho que é exatamente isso que se espera.

?Voz E

Pode ter uma repetição da final Portugal e França.

?Voz F

Sim, é, mas pode ser, Portugal e Espanha vai ter agora, já nas oitavas. Mas assim, esse placar de 6x5 mostra que é um jogo imprevisível, não tem assim, ninguém garante que vai ganhar um ou outro.

?Voz B

Oi, Eugênio, eu falei outro dia aqui pro—

?Voz F

Foi 6x5? Acho que foi 5x4.

AKAndré Kfouri

5x4, desculpa.

?Voz B

Eu acho que foi 5x4. Eu falei outro dia aqui pro, acho que foi pro William, falei: cara, eu acho que pra alguém conseguir vencer a França, você vai ter que produzir muito ofensivamente, você vai ter que fazer gols, porque tomar gols da França você vai. O Paraguai até quase que me desmentiu hoje, né, porque o Paraguai quase conseguiu segurar a França. Mas é praticamente impossível você jogar 90 minutos contra a França e não tomar um gol.

Então eu acho que, só que assim, não é qualquer seleção que consegue tirar a bola da França. Eu acho que são pouquíssimas as seleções. Talvez para o Brasil um cenário melhor fosse esse cenário de tentar, e acho que seria com certeza, né, Olhando até para o Real Madrid do Ancelotti, porque o Ancelotti está testando com a seleção brasileira. Claro que seria um cenário do Brasil chamando a França e explorando o Haaland de um lado e Vini do outro, sei lá, os dois atacantes.

Mas com a Espanha eu acho que não. Eu acho que o caminho para a Espanha é um outro. A Espanha não baixa a linha e fica ali esperando para lançar o Jamal na frente.

?Voz A

Meio que trocação, né? Meio que trocação desses dois.

?Voz F

Trocação do Brasil chamar a França com o Danilo na lateral.

?Voz B

É, mas é o Danilo na lateral, não, mas aí assim, é todo mundo, é o Rayan marcando o que ele tem marcado.

?Voz D

O cara esperando do que ele correr na traseira.

?Voz F

Mas se o Rayan volta, se o Rayan baixa muito, ele vai ter muito espaço para percorrer uma vez de boa recuperação. Problemas para todos.

?Voz D

Balão, exato, balão na vila.

?Voz F

O Danilo tem que marcar o Nouza, o Chou Derabi, o Balerdi tem que marcar o Sambat, o Bode, o Koundé.

?Voz E

Mas olhando o que a França tem pela frente, o Marrocos não é... O Marrocos é uma seleção que mudou um pouco em relação a 2022. É um time ainda de transição rápida, mas a mudança de comando fez também o time jogar melhor. Eu acho que é um time que tem mais a bola do que teve contra a França em 2022, por exemplo. Então ele já vai encontrar um meio termo entre Paraguai e Espanha na próxima fase. É lógico que o mata-mata— é sim, com certeza.

Mas é lógico que o mata-mata traz um contexto diferente do que foi a fase de grupos e do que foi, por exemplo, a fase, a segunda fase, né? Porque a França passou com uma facilidade da Suécia, que a gente queria enfrentar inclusive.

?Voz A

Pois é, nossa, isso é uma benção.

?Voz E

E eu acho que a seleção marroquina já vai trazer para a França algo que vai incomodar um pouco. Perdeu o Tchouaméni, ok. Para mim, o Kone traz algo diferente, chegada na área também, mais um cara para chegar, né. O Rabiot prende um pouco mais e ele sai para o jogo. O Tchouaméni é um cara mais marcador, talvez aquele setor do meio-campo tem um cara mais pegador. A seleção marroquina joga com 3 caras que marcam muito forte, então o jogo vai fluir pelos lados.

É por onde a seleção gosta de jogar também. Eu acho que é um desafio maior para seleção francesa, que vai subir nos degraus, né? É claro. E eu repito, nenhum campeão do mundo foi campeão com o pé nas costas. Vamos citar o time de 70, da seleção brasileira, a seleção de 70. Lembra o que aconteceu contra o Uruguai, que Pelé teve que dar cotovelada no Uruguai?

?Voz A

Teve jogo difícil contra a Inglaterra, aquele 1x0. Não tem um céu de brigadeiro.

?Voz B

É, no fim, o que o Elton tá falando é assim, cara, cada seleção obviamente tem que ter um plano para tentar jogar contra a França. Então a gente pegou o Brasil como exemplo porque o Brasil tem os dois caras, né, da transição rápida, tem gente capaz para fazer esse trabalho, e é um time que vai gostar de se defender quando puder fazer isso. Quando contra o Japão não dava para o Brasil ficar lá parado esperando o Japão porque o Japão não viria.

Então assim, era um outro cenário, mas eu acho que O Antelotti já mostrou que esse é um caminho que ele provavelmente vai utilizar. O Paraguai tentou o caminho dele, que era o quê? Levar para os pênaltis. Não vou nem tentar fazer o meu gol, eu vou tentar levar para os pênaltis. A Espanha, se enfrentar a França, vai tentar um caminho que é tirar a bola, como tirou na Nations League e como venceu tirando a bola na Nations League.

Eu só acho, Elton, olhando para o que foi o jogo do Marrocos hoje, que talvez— e você tem toda razão na avaliação que você faz da diferença do Marrocos da Copa passada para essa, mas aí você olha para como saíram o segundo e terceiro gols do Marrocos hoje, você olha para eficiência dos contra-ataques, você olha para o adversário. Eu acho que aí vai ser uma—

?Voz D

já começou a jogar.

?Voz E

Os 15 primeiros minutos da seleção brasileira contra o Marrocos foi de puro amasso assim, a seleção Do Marrocos. Não, Brasil, os 15 primeiros minutos foi com a bola o tempo inteiro. Quando o Marrocos faz 1x0...

?Voz B

Mas o Brasil não amassou o Brasil na primeira meia hora?

?Voz E

Nos primeiros 15 minutos a seleção teve muito mais a bola. Houve o erro de saída, acelerou por dentro e o Marrocos fez o gol. A questão é que muitas vezes, e aí partindo obviamente do calibre da seleção que está do outro lado, a seleção marroquina, ela hoje já não espera muito como era antes, porque venceu contra o Brasil, ela não esperou.

?Voz B

Para mim, ela que amassou o Brasil na primeira meia hora.

?Voz E

Então, eu acho que assim, o jogo contra Marrocos e contra o Japão, pensando na seleção brasileira tendo um pouco mais a bola, os primeiros 10 minutos foram essas as propostas. Mas a seleção marroquina acho que apresentou algo mais de roubar e acelerar que o Japão não apresentou. E o Japão fez um gol assim também, né, erro de saída, e e o gol.

?Voz B

É porque o Japão sim, com o Japão eu estou de acordo contigo.

?Voz E

A seleção do Marrocos, e aí eu vou até voltar um pouquinho no tempo, até porque é um trabalho consistente, né, apesar da mudança de ciclo, jogadores mais jovens nessa equipe. Na Copa Africana de Nações que Marrocos não ganhou no campo, foi uma final contra Senegal, que é uma seleção que é muito mais transição. Então o Marrocos teve muito mais a bola naquele jogo, foi um time muito superior, venceria talvez ali no tempo normal, se não fosse tudo que aconteceu.

O Brian Dias perdeu um pênalti, o jogo foi para prorrogação, e aquela história que a gente viu. Já era ali uma equipe que não— vamos ser protagonistas dentro do continente porque nós temos capacidade de controlar o jogo com a posse. E assim, a seleção marroquina, a gente sabe das origens, a gente sabe que muitos acabaram saindo do Marrocos para jogar na Espanha, né? O Hakimi, por exemplo, quase joga pela seleção Espanhola, é, você tem uma característica ali de jogadores que aprenderam e beberam dessa água, sim, da Espanha da década passada, de ter a bola.

E eu acho que hoje eles têm essa capacidade de ter mais a bola. Não é que vai ter mais que a França, de ter mais a bola. E a França também tem um pouco de conforto quando isso acontece, porque é um time que tem um quinteto E eu vou incluir, obviamente, dois pontas pelo lado esquerdo que sempre se revezam, Desirée Doué e o Barcola. Você tem um quinteto que quando joga a bola para eles, eles vão resolver contra qualquer defesa, como aconteceu hoje contra o Paraguai, num contra um, pênalti e o gol.

?Voz A

O Gustavo Hoffmann, ele acompanhou esse jogo, ele traz uma análise aqui para gente, para a gente continuar nessa conversa aqui que a gente tá até mais—

?Voz B

Já levamos para o Marrocos, fomos bem, né?

?Voz A

Muito bem, mas muito bem. A gente tá pensando aqui em confrontos grandes, né, contra a Espanha, né, contra Brasil e tudo. A gente nem falou o que a Argentina poderia fazer com França mediante que tem Argentina. Mas vamos falar de Marrocos, que é o próximo adversário. Oi?

?Voz B

É o meme do balão, a Vini, a Messi.

?Voz D

Argentina é o time que tem mais dificuldade para jogar quando o adversário dá o campo para ela.

?Voz A

Vamos colocar Argentina nesse pacote primeiro, mas vamos colocar Argentina nesse pacote também, que faltou Argentina. Gustavo Hoffmann primeiro, falando de Marrocos aí, que passou pelo Canadá 3 a 0.

GHGustavo Hoffmann

Tudo bem, companheiros? Um grande abraço a vocês diretamente do calor de Houston, onde Marrocos eliminou o Canadá da Copa do Mundo e está classificado para as quartas de final da competição. Na prática, confirma a condição de favorita e de uma das melhores seleções do mundo. Marrocos entrou na Copa do Mundo como sétima colocada no ranking da FIFA, atual vice-campeã em campo da Copa Africana de Nações, semifinalista da última Copa do Mundo, com uma geração extremamente talentosa, jovens talentos surgindo.

Na prática, na minha opinião, Marrocos confirma a condição realmente de uma das melhores equipes da Copa do Mundo, classificada agora para as quartas de final. Sobre o jogo em si, o 3x0 não explica bem o que aconteceu. Canadá no primeiro quarto da partida, ou seja, antes da primeira pausa para hidratação, foi bem melhor, dominou o jogo, criou oportunidades, poderia ter aberto o placar. Os marroquinos sequer finalizaram nos primeiros 23 minutos.

Depois da pausa de hidratação, o jogo fica um pouco mais equilibrado. E ali no final do primeiro tempo e o início do segundo, acho que o Marrocos consegue mudar o panorama da partida, porque ajusta o seu sistema defensivo, já passa a não oferecer tantos espaços assim para transição do Canadá, que tinha o Buchanan, por exemplo, jogador do Villarreal, aproveitando muito bem essas transições. Acho que há esse ajuste defensivo. A partir daí, Marrocos, com mais qualidade e mais experiência, constrói a vantagem.

O primeiro gol surge de uma falha defensiva do Canadá, uma jogada de bola parada que é rolada para entrada da grande área e ninguém ali na marcação do Nahri. Depois do 1x0, o jogo fica muito favorável aos marroquinos porque, como eu disse, acho que o maior talento e a maior experiência dos principais jogadores de Marrocos pesaram. Esses dois fatores pesaram muito. Para mim, o melhor jogo do Brahim Diaz na competição. O Nahri marcou 2, mas o Brahim Diaz deu 2 assistências.

E para mim, o jogador do Real Madrid assumiu a responsabilidade, principalmente no segundo tempo. Talento esse time de Marrocos tem. Talvez não tenha brilhado na competição ainda. Eu acho que chega nas quartas de final com 3 a 0 seguro. Bastante eficiente, mas é um time que tem um potencial maior, poderia conseguir atuações melhores. Mas enfim, acho que acima de tudo, mais importante para Marrocos é confirmar, confirmar as expectativas e estar agora nas quartas de final.

Pela frente, a seleção francesa. O que vier daqui em diante para Marrocos, para mim, é lucro, porque para realmente conseguir equilibrar o jogo e ser competitivo contra a seleção francesa, por tudo que a gente viu até aqui, o time precisaria subir bastante o nível. Não vejo isso acontecendo, sinceramente, companheiros.

?Voz A

Então, o treinador de Marrocos disse o seguinte na coletiva: nós não somos mais uma surpresa, né? Não tem mais essa de, ah, olha, Marrocos tá chegando, olha, Marrocos aí é "quadro finalista" e tal. Para ele não tem mais surpresa, não é mais assim que o Marrocos tem que ser visto. Mas ainda assim, seria surpreendente Marrocos eliminar a França e não uma zebra, sim uma surpresa?

?Voz B

É que assim, o problema aí é a França, né? Porque a França, ela ficou tão favorita com o passar da Copa e tal, e claro que o jogo de hoje pode diminuir na cabeça de algumas das pessoas o favoritismo. Eu acho sinceramente que não diminui muito, mas eu acho que a questão é essa. Como é a França, talvez você possa até chamar de zebra, ou ok, surpresa caberia. Surpresa não se discute, né? O que eu me pergunto é, um pouco em cima disso que o Elton falou, assim, como ela vai jogar?

Eu acho que ela vai jogar com a linha bem baixa, eu acho que ela vai jogar para contra-atacar. Até talvez um pouquinho influenciada pelo que aconteceu hoje, porque ela é uma seleção que muda de acordo com o adversário. E porque, vale lembrar, eu acho que Marrocos tem jogado melhor contra as seleções mais fortes e tem tido mais dificuldades contra as seleções mais fracas. Para mim, hoje o jogo foi bem surpreendente. Eu confesso que eu esperava Marrocos passando com bastante facilidade. Aí você vai dizer: "Ah, mas passou, né? 3x0." Não. Nada, né?

?Voz A

Não é bem assim.

?Voz B

Nada, quer dizer, Canadá jogou melhor metade do jogo, Marrocos soube explorar os contra-ataques, mas eu acho que o Canadá fez uma belíssima partida, o resultado acaba sendo muito cruel para os canadenses, mas a questão é essa, eu acho que o Marrocos fez seus melhores jogos até contra as seleções mais fortes. Sabidamente, contra o Brasil e contra a Holanda. Mas não acho que ela vai tentar repetir contra a França aquilo que ela fez na primeira meia hora contra o Brasil, porque aquilo ali foi— o Marrocos se impôs contra o Brasil. Primeira meia hora tomou muito de Marrocos e muito de Brasil ali, né? É, exato.

?Voz D

Também tinha o medão da estreia.

?Voz F

Desculpa, depois, no segundo tempo, quando o Brasil conseguiu se equilibrar melhor, aí foi dentro Nem se imaginava. Mas aí ele conseguiu fazer um bloqueio defensivo muito compacto, interessante, que pode funcionar contra a França.

?Voz D

Mas eu acho que assim, a gente viu o Marrocos contra o Brasil, principalmente nós brasileiros, né? E o impacto da estreia foi muito forte. E tanto que depois da estreia o mundo caiu, né? A gente trocou 5, 6 jogadores, né?

?Voz B

Sim.

?Voz D

O que acontece é o impacto. Poxa, esse Marrocos, hein? Só que o restante da Copa até agora do Marrocos não foi igual ao Brasil, foi diferente, foi adaptável, foi adaptado aos adversários. Por exemplo, hoje o início, se o início do Canadá fosse o Marrocos jogando daquele jeito, fala assim: olha aquele Marrocos que jogou contra o Brasil, tal. Porque o Canadá pressionando poderia ter saindo na frente. E aí a bola parada espetacular na entrada da área vazia, aquele toque de uma falta, 1 a 0.

E aí, cara, esperou e contra-ataque. Então, o que Marrocos vai fazer contra a França é olhar o Paraguai, falar: isso aqui incomoda. Mas o Marrocos, o que eu posso fazer mais? Só que o Marrocos tem aquilo que falta ao Paraguai, que é chegar e chegar bem. Então, exatamente, eu não vejo o Marrocos indo para cima da França como foi, como aquele início contra o Brasil. Não vejo. Eu vejo é a França em cima do Marrocos, como teve o Canadá.

E o Marrocos tome cuidado para não tomar um gol logo no início na França. E o jogo passando, opa, aí é outra conversa.

?Voz E

Vamos lembrar de uma coisa: o Marrocos jogou 120 minutos mais acréscimos e pênaltis contra a Holanda, e foi um jogo onde teve muito mais teve mais volume do que a Holanda, principalmente ali na prorrogação, mostrando que fisicamente é um time que tem essa imposição. Mas é um time que mescla essa intensidade, porque o treinador falou sobre não ser surpresa, e ele falou, rebateu o Jesse Marschall, né, que disse que o time foi muito melhor, que jogou, e ele falou na coletiva: Canadá teve muito mais intensidade, é verdade, mas não só intensidade ganha a gente joga com eficiência também. Então enfrentou o adversário, ele usou o velho saber sofrer, né? Exatamente.

?Voz A

De novo a história do saber sofrer. Ninguém é campeão sem sofrer.

?Voz E

Mas o saber sofrer, o Marrocos teve mais a bola que o Canadá no jogo, nos 90 minutos. Como o Hoffman trouxe, o primeiro tempo do Canadá foi melhor, mesmo primeiro quarto, exatamente.

?Voz A

E faz sentido isso, né?

?Voz E

Daqui a pouco as estatísticas virão jogo assim em quartos, né? Mas a partir, a partir do segundo tempo dos dois últimos quartos do jogo, a seleção marroquina dominou o jogo com a intensidade da equipe do Canadá. Era muito mais para tentar recupera e acelera, recupera e acelera. E o Marrocos baixou um pouco essa intensidade para justamente atrair o Canadá. E porque aquela questão, a gente fala, mas A gente vê os 5 segundos finais dos gols.

Uma bola esticada, o cara recebe em profundidade, mano a mano, gol. Mas e os outros 40 segundos que o time trabalhou a bola, atraiu a marcação, tentou abrir espaço e aí sim acelerou? É isso que o Marrocos tem que eu acho que é diferente de 2022 e é diferente do que a França enfrentou até agora na Copa do Mundo.

?Voz F

Isso aí é indiscutível. Joga mais bola do que jogou em 2022. Nesse contexto do jogo tem também as mexidas. Eu estou curioso para saber qual vai ser a condição física, médica do Saibari.

?Voz E

Saibari saiu, né?

?Voz F

Porque nesse jogo com a França, ele vinha sendo, até então na Copa, o cara da flecha do arco, né? A bola nele. E ele será muito importante se tiver condições. Ele saiu com uma pancada no rosto, né? Uma coisa que está meio assim... A gente não sabe se impedirá esse jogador de voltar. E hoje, um jogador que voltou à cena foi importante depois do 1x0. Rabat.

?Voz B

Ele baixou aqui: "Rabat, protege a minha área aqui que a gente vai sofrer um pouquinho." Aliás, ele por uns 10 centímetros não faz um pênalti na linha, mas já tava, acho que já tava 2x0.

?Voz F

Mas é uma presença ali, né? Ele é uma presença pela experiência que ele tem, pelo destaque que ele foi na outra Copa. Então, assim, O cara foi buscar um jogador que foi talvez um dos grandes símbolos daquele time de 2022, tanto que depois ele vai para Manchester United e tal, não consegue decolar.

?Voz B

É o James Rodríguez do...

?Voz F

Mas ele coloca num... Ele mostra que tem uma peça que para determinadas situações de Copa do Mundo pode ajudar bastante.

?Voz D

Essa contratação dele mostra como o mundo do futebol às vezes ele também funciona dentro de métricas técnicas, que elas não mudam. Porque é o seguinte, a gente tem muito mais ferramentas e elementos para acompanhar um jogador. E se acompanha ali durante 1 ano, 2, 3, eu tô falando dos grandes times. Então nenhum time, nenhum time que se presta, vai precisar da Copa do Mundo para descobrir alguém. Aí começaram a rabate, tal lugar, esse cara é demais, melhor jogador da Copa.

?Voz B

É muito louco. Mas acontece toda Copa, né, Cássio?

?Voz E

Só posso esperar que o Vozinho vai conseguir o gol.

?Voz A

E ele passou a metade de temporada jogando bem na Fiorentina.

?Voz E

E aí todo mundo achou que era o jogador, o suprassumo da volância.

?Voz D

E aí o suprassumo tava no banco.

?Voz E

E vai ser o confronto de quinta série na próxima, o Rabiot e o Amrabat agora.

?Voz A

Aê, eu tô pronto. Você deu a sua assinatura nesse meio de campo.

?Voz B

Isso aconteceu em 2022.

?Voz E

Voltar essa história de novo.

?Voz D

Nem vou te dizer, nem vou comentar.

?Voz A

Ontem você brilhou, viu?

?Voz G

Ontem você brilhou.

?Voz B

Mas eram 2 da manhã, 2:30 já.

?Voz D

Eu nem vou entrar no tema, só vou manchete. O jornal The Sun na Inglaterra publicou um artigo falando que a Inglaterra poderia usar Viagra pra jogar na Cidade do México. Se dilatar os vasos sanguíneos e tal, mas acima de, só acima de 4.000. 3.600, 4.000, ali com 2.000 metros...

?Voz A

O companheiro nosso sofreu com isso.

?Voz D

Com 2.000 metros isso não faria tanto efeito assim. Mas isso entrou na discussão porque não é... O sildenafil, que é o princípio ativo, não entra nas substâncias dopantes. Então eu imagino a Inglaterra como seria na Cidade do México se ela fizer uso do negócio.

?Voz B

Se ela ganhar o jogo.

?Voz A

A Inglaterra, né? Como diria o Adriano Luxemburgo? Lá na Lua, né? Alegria de olhar para o céu.

?Voz D

Apontado para o céu.

?Voz A

É a Inglaterra apontada para o céu.

?Voz D

Embora artificialmente, com uma ajuda, né?

?Voz B

Sim, sim, sim. Aliás, só por falar em artificialmente, saindo um pouco da seara do Viagra...

?Voz A

Mas por quê? Tava tão bom.

?Voz D

O Elton que começou.

?Voz B

Não, o Elton começou também com a questão dos 4 quartos. Quartos, né? E foram 4 quartos de fato. Bom lembrar, no estádio climatizado, tá? Porque o pessoal, vocês ficam falando aí, e o calor, a hidratação, a necessidade, estádio climatizado, os cara tavam jogando no ar-condicionado.

?Voz D

Acho que tem um fator assim de injustiça que o senhor comete com os 4 quartos, porque no Brasil tem 10 quartos. Porque assim, pausa, o VAR vai analisar, 5 minutos, o cara sai, Vai ao banheiro, vai comer um lanche, o cara vai visitar a família, volta para o jogo. Aí o goleiro, um goleiro cai, eu tô plenamente de acordo com você. Agora é o fulano, tudo bem que a gente critica isso aqui, né? Não, mas a gente não tem jogo aqui.

?Voz E

Agora a gente tem lugar de fala, né? Porque a gente critica do ar-condicionado, eles jogam também.

?Voz D

O que a gente não diz que o jogo mudou, o que a gente diz que o jogo muda quando tem a paralisação na Copa. Mas quando tem o VAR de 5 minutos e eles vão tomar água e conversar, a gente não fala com o jogo.

?Voz B

Mas a gente diz que o jogo—

?Voz D

a gente reclama que parou, quebrou o ritmo, mas que mudou a partida.

?Voz B

Não, mas não foi só. Então, mas o VAR acontece muito isso com VAR no Brasil porque o VAR é muito utilizado. Eu sempre falei disso assim, para mim a gente prejudica muito o jogo quando usa o VAR jogo o tempo todo, quando para o jogo o tempo todo. Só que assim, o que é contraditório é que a FIFA fez um movimento muito positivo, muito bom na Copa do Mundo, com medidas que aceleraram o jogo e que justamente acabaram com essas interrupções.

Em compensação, como Maradona já previa lá atrás, né, tá viralizando essa frase do Maradona, onde obviamente muitos anos atrás, em que ele dizia: "Stop the game!" Vocês esperem que na próxima Copa nos Estados Unidos eles vão transformar o futebol num jogo de 4 quartos com a pausa para publicidade. E foi exatamente isso.

?Voz D

Quero ver o que o senhor vai falar dos 30 minutos de intervalo na final.

?Voz A

Ah, tem show, tem show, tem show, tem show. Olha, só pra gente fechar esse França e Marrocos, fazer um break, poder falar de seleção.

?Voz D

Dá 13 bilhões de dólares.

?Voz A

Você fica dando ideia dessa parada do VAR aí, que ficam 5 minutos aqui, é capaz de fazer uma parada comercial quando for o VAR também. Já, de alguma forma, já tem isso.

?Voz B

Vocês são muito hipócritas, vocês vão parar o programa agora para vender o jogo.

?Voz A

Comparar o programa a um jogo de futebol. Aí é brincadeira, mas tem isso, tem razão.

?Voz D

Vai comprar o jogo que você assiste.

?Voz A

Exatamente. E para a gente poder estar aqui falando, né, também, né? Tem que pagar os negrafistas. Grafista, o cara do áudio, o pessoal do switcher, editor, produção.

?Voz D

A Premier League ainda não tá saindo de graça.

?Voz A

Exatamente, é bem carinha por sinal, viu? É só para fechar aqui esse França e Marrocos, assim, vamos fazer um exercício aqui comparando algumas seleções. Vamos tirar as da primeira prateleira aí, vamos pensar assim: a França vai pegar Marrocos, vamos colocar Marrocos numa segunda prateleira, vamos colocar Noruega nessa prateleira do Marrocos, Vamos colocar México e Colômbia, pode ser nessa prateleira de Marrocos?

?Voz B

Todo mundo, né?

?Voz A

Tá bom, essa prateleira a gente pode dizer que Marrocos é a seleção mais complicada dessa prateleira, seja qual for adversário ou não? Quem é? Colômbia, México.

?Voz F

Complicadíssima.

?Voz E

Ah, eu acho que o México é mais complicado.

?Voz F

México também.

?Voz A

Cada um tem uma aqui.

?Voz F

Vamos lá.

?Voz E

Não tinha uma opinião.

?Voz A

Sim, sim, sim, mas é legal porque cada um citou uma aqui, tem uma preferência, mas diga lá.

?Voz F

A Colômbia tem jogado muito bem.

?Voz B

Sim.

?Voz F

Muito bem. É porque assim, tem gente que não acompanha os jogos que são mais tarde, né? Então os jogos do México, como os jogos da Colômbia e do próprio México, às vezes eram 11 da noite, 1 da manhã e tal, e o pessoal já tava dormindo porque tem que trabalhar no dia seguinte. A gente que trabalha com isso— no meu caso eu trabalho com isso, não, eu tô trabalhando muitas vezes no horário.

?Voz A

No horário do jogo.

?Voz F

A gente que tem obrigação de ver, a gente entende que o México até agora é uma uma campanha impressionante, o Elton pode falar sobre ele. Mas a Colômbia, desde o primeiro jogo, ela joga bem. Tá faltando ali na frente algo mais, um brilho. É aquela história assim, ela tem a estrela dela, é o Luiz Dias.

?Voz B

Então, tá faltando o Luiz Dias, na verdade. Tá faltando o Luiz Dias, porque acho que se o Luiz Dias tivesse entregando tudo...

?Voz F

Sim, dá o estalo.

?Voz B

Era 3x0 por jogo ali, 3, 4...

?Voz F

Mas assim, isso pode acontecer, pode. O que ele pode dar esse passo à frente a qualquer momento.

?Voz E

O que falta a Colômbia tá no México. É porque Quiñones colombiano é o destaque do México, atacante, joga pela esquerda, que se naturalizou mexicano. Então o que falta em um sobra no outro. O México tem a melhor defesa junto com a Espanha, não levou gol ainda. Então acho que é um também uma seleção que para Inglaterra, pensando nesse jogo contra Inglaterra, obviamente "agora não tem como pensar no próximo, é sempre no próximo", não tem como pensar na fase seguinte, só no próximo jogo, para mim é o jogo onde a Inglaterra pode ir embora. Futebol volta para casa sem a taça, pode acontecer nesse jogo contra o México.

?Voz F

E é um jogo em torno do qual está se criando um clima terrível, né?

?Voz A

É, vai se criando um clima terrível.

?Voz F

Do ambiente e tal, a Inglaterra reclamando de altitude.

?Voz D

A chegada da Inglaterra já foi uma chegada...

?Voz F

A chegada foi tensa com a torcida do México.

?Voz D

É Copa do Mundo, não é Estados Unidos, né?

?Voz F

Inglaterra, veja bem, a chave Achava que ia conseguir se esconder no México. A Inglaterra não divulgou o hotel onde iria se hospedar.

?Voz D

Não sabe nem como vai conseguir.

?Voz A

Os caras descobrem, né? Porque, porra, se esconde assim na seleção da Inglaterra? Você vai se esconder na casa do adversário.

?Voz B

E a seleção inglesa. O cara do hotel chegou lá, a lista com o nome dele, nomes pouco conhecidos, né?

?Voz A

Harry, o quê? Harry Kane, Harry Kane.

?Voz F

Ela tava reclamando de sabotagem, etc. A Inglaterra tá criando um ambiente...

?Voz B

De novo, bem-vindo à Libertadores.

?Voz E

É isso, pô.

?Voz F

Embora eu acho que já não participe mais da Libertadores.

?Voz B

Exato, mas é o clima.

?Voz F

Na Copa de 2010, quando a Inglaterra perdeu pra Alemanha naquele fatídico jogo do chute do Lampard que bate no travessão, entra e o juiz não marca, no dia seguinte Eu, a gente estava convivendo ali, jornalistas de todos os lugares, peguei um dos transportes com um jornalista inglês e falei para ele: "Poxa, que pena, né? A Inglaterra foi prejudicada, a bola entrou." Aí ele falou assim: "Tá ótimo, assim a gente tem justificativa para 4 anos." É assim. E agora já estão inventando justificativas antes.

?Voz B

Estão agradecendo se o juiz prejudicou.

?Voz D

This lance foi esse momento, né, no jogo que a gente transmitiu aqui. Eu tava lá, acho que o Paulo Andrade foi, ele foi o propulsor assim de muitas mudanças, como o VAR, a ideia de que é preciso ter um meio eletrônico para poder, porque a bola entrou de 1 metro no gol, né? Foi no estádio, o estádio todo viu, menos o árbitro. "Árbitro tá ali na altura do gramado e tal, ele não viu." E esse lance foi o... ele é o futebol hoje, se deve muito, pro bem e pro mal, não vou nem entrar... Mas é a esse lance mesmo.

?Voz F

Sim, de fato, criaram aquela... Já na Copa seguinte tinha a tecnologia da linha de gol, né, aqui no Brasil, que é um início do VAR ali, depois que vai se concretizar de fato na outra Copa.

?Voz B

Mas só pra assim, em relação às seleções que você citou, eu acho que, como eu acho que a prateleira foi muito bem feita, Eu não consigo ver essa distância enorme entre apontar: "Ah, essa daqui é melhor, aquela é melhor", porque primeiro depende do adversário, evidentemente. Então, é claro que a missão de Marrocos, por mais que talvez a gente olhando para as 4 pudesse apontar Marrocos como a principal força dentro dessas 4 seleções que a gente está citando agora, antes da Copa, antes da Copa.

Marrocos não jogou, eu acho que Marrocos jogou Jogou menos que a Colômbia, jogou menos do que o México, mas no começo da Copa ela era vista como uma das mais fortes. E aí a gente pega jogos diferentes contra adversários diferentes em contextos diferentes para tentar reorganizar e graduar novamente a força. E aí eu tô de acordo com os companheiros, o México e a Colômbia jogaram mais. A Colômbia para mim faz uma Copa muito boa mesmo e acho que era para ganhar de 3 ou 4 todos os jogos as chances que criou.

Só que assim, Marrocos vai pegar a França, né? O México contra Inglaterra, eu acho muito mais difícil para Marrocos tirar a França do que para o México eliminar a Inglaterra. A Colômbia já tá na fase seguinte, a exemplo de Marrocos, e vai pegar Suíça. E acho até que a gente pode apontar talvez um ligeiro, mas para mim muito ligeiro, favoritismo para Colômbia nesse caso. Então é a única das 4 que é favorita.

?Voz F

É porque não tem um gigante pela frente.

?Voz E

Exatamente. O Marrocos atingiu um patamar tão importante que a gente nem colocou a Bélgica nessa conta aí. Não, porque até pouco tempo era time de semifinal de Copa do Mundo.

?Voz A

É que a Bélgica nessa Copa tem dois trancos e barranco.

?Voz E

E tem os Estados Unidos, né?

?Voz A

E olha, pega os Estados Unidos.

?Voz B

Sim. E o futebol dela ainda não justificou uma mudança de patamar como essa.

?Voz D

Significa que aqui vai dar bem.

?Voz A

É, tanto é que a gente tava conversando aqui essa semana, né? Estados Unidos favorito contra Bélgica, parece uma— pareceria um absurdo na Copa passada. Nessa, nessa não é nenhum absurdo.

?Voz B

Eu também acho 50-50.

?Voz A

Vamos para o intervalo, a gente segue no YouTube. Só um recadinho aqui, é um abraço. Não tá ouvindo agora, mas fica a energia do abraço para André Kfouri, porque André Kfouri precisou se retirar Não deu tempo da gente dar tchau para ele porque tá armando uma tempestade lá no local onde ele está com o produtor. Aí, protocolo furiano, foi embora, foi embora, mas deixou um abraço que não poderá estar conosco o restante do programa por questões meteorológicas.

Vamos para o YouTube, o TikTok. Agora no intervalo a gente segue com Linha de Passe até 10:30 na ESPN. E a partir de 10:30 a gente paga mais meia horinha ali também no YouTube, no TikTok, no Disney Plus.

?Voz D

Vamos que vamos no YouTube!

?Voz G

Vamos lá!

?Voz E

Que isso, meu filho?

?Voz A

Agradecer a galera toda aqui que tá no nosso— impressionante, a galera de uma fidelidade aqui todo, que é um negócio impressionante. E estão dizendo aqui, ó, que a Colômbia vai chegar nas semifinais. O Eduardo Zalewski diz isso.

?Voz B

Teve um aqui, significaria eliminar Argentina, o que significa exatamente, exatamente.

?Voz A

O Alex aqui diz o seguinte: o Elton, esse goleiro do Paraguai cai como uma luva para o Bahia, hein? Opa, meu Deus, hein?

?Voz E

Aliás, um 6 da Copa do Mundo cairiam bem inferiores inclusive ao Rio.

?Voz A

Bom, amanhã tem o Brasil em campo. Tentando a classificação contra Noruega. Mais tarde tem o México contra Inglaterra. Eu tô louco para ver esse México e Inglaterra. E você sabe, você vai acompanhar esses jogos, assim como todos os jogos da Copa do Mundo ao vivo, na Kazé TV, no Disney Plus.

AKAndré Kfouri

Acompanhe.

?Voz A

E amanhã o Linha de Passe é coladinho no jogo do Brasil, tá? Terminou o jogo do Brasil, com ou sem prorrogação, com ou sem pênaltis, chega o Linha de Passe. O que será muito bom, porque aí dá tempo da gente sair assistir tranquilamente o jogo doméstico contra Inglaterra, hein? Muito bem, por falar em Brasil, Ancelotti hoje coletiva. Vamos ouvir o treinador da seleção brasileira.

?Voz G

Como es diferente de Mateus Cunha, como es diferente de Ederson. Vamos a, voy a escoger el jugador en función del juego de nuestro equipo, teniendo obviamente en cuenta la fuerza del rival, porque siempre tú tienes que tener cuenta de la fuerza del rival, pero funcional a la idea que queremos meter en el juego de mañana. A nivel defensivo, un jugador que pueda defender en banda izquierda banda izquierda, como lo hizo Paquetá. También, si no es un extremo, cuando el equipo no tenía bola, defendía en banda izquierda.

Esto lo puede hacer Martinelli y también Danilo. Con bola hay que ocupar bien la posición de centro izquierda, que a veces puede ser ocupada para Vini. En este caso, Douglas Santos se adianta. E às vezes pode ser ocupado de outro jogador, que pode ser Martinelli, neste caso. Então, a nível defensivo, a nível ofensivo, não muda. Muda obviamente a interpretação do jogador dependente das características. Danilo é diferente de Martinelli.

?Voz A

É, são todos diferentes. Ele deixou isso bem claro.

?Voz D

Ele precisa para uma vaga que é o Paquetá, vários jogadores diferentes.

?Voz A

Sim.

?Voz D

E por isso que qualquer um deles pode aparecer ali, porque eles não têm ninguém igual ao Paquetá. Quando ele fala em qualidade, assim, não tem ninguém característico.

?Voz B

Ele quis dizer característica.

?Voz D

Característica, senão parece que, pô, agora...

?Voz B

Não tem a qualidade do Paquetá.

?Voz D

O que ele tem que decidir agora é, depois de ter construído isso, de ter o Paquetá com Bruno Guimarães, Casemiro é. Qual é a característica que o Brasil vai ter com a escolha dele? E ele tá olhando para o adversário. Se, como ele falou, o Douglas, o Danilo, Danilo é um volante. O Ederson também é um jogador do centro do campo. Já o Martinelli é um atacante que entrou numa situação contra o— a gente tem que entender o contexto, né?

Uma coisa é essa troca que vai ser no início do jogo, para começar a partida, e a outra é o Brasil tentando sufocar a seleção japonesa no final do jogo. E aí está todo mundo na área. Para iniciar o jogo, o escolhido, se for o Martinelli, nem sempre vai estar onde nós vimos fazendo o gol contra a seleção japonesa. Ele vai ter um papel também no meio de campo, nessa transição. Então acho que na cabeça dele é qual é a melhor escolha para não esvaziar um setor, e deixar o outro— você tá com a área bem preenchida, mas o meio de campo desequilibrado.

E o Bruno Guimarães mesmo falou: dependendo da escolha, muda o meu jogo, o tipo de jogo do clube.

?Voz B

Aliás, é bom dizer que ele cita, né, ele cita muito em passão o Ederson, ele cita Martinelli, o Danilo principalmente, e ele cita o Matheus Cunha, que aí é aquilo que a gente tava falando, significaria seria a entrada do Hendrik. O Matheus Cunha fazendo esse papel, aliás, sendo um pouco cabotino. É legal demais quando tudo que a gente discute aqui por 2, 3 dias, ele, ele coloca lá depois. Quer dizer, é bacana, né? Gostoso a gente ver o treinador, no fim das contas, falar sobre essas, sobre essas mudanças que a gente tava falando aqui, que eram as possibilidades.

Mas lembra que até o Bertozzi me ajudou a fazer as contas que jornalista não é bom de matemática, né? Mas que eu tinha falado 5% Ederson, 15% Hendrik.

?Voz A

Deu 20 aí.

?Voz B

Deu 20. E aí 40% Danilo e 40% Martinelli. Agora eu já mudei para 50-50. Eu acho que os outros dois já estão... Porque ele fala muito do Martinelli, talvez até 55 Martinelli e 45 Danilo pela entrevista inteira, assim. Eu achei que ele falou muito sobre o Martinelli, mas para mim tá meio claro que as opções Hendrik e Ederson acho que estão por hora descartadas. E ele falou em olhar para o adversário para definir entre o Danilo e o Martinelli, basicamente.

?Voz D

O que que o Brasil tava fazendo? O Brasil tinha Bruno Guimarães e o Paquetá. O Bruno, um jogador entrando mesmo, entrando na área, dando passe e tentando criar uma conexão com o Rayan. É mais difícil, tem o Danilo, que não é um lateral como Douglas Santos, que passa, tal. E esse lado, o Paquetá com Vinícius, o Paquetá com Matheus Cunha, com o Douglas Santos. Então, lado esquerdo tá muito mais afinado para esse jogo, e o lado esquerdo perde esse cara que tava afinado.

Ado. Só que você também não pode perder, no momento que a partida solicitar isso, é uma combinação nesse setor. Você não pode ter só o Martinelli dentro da área, porque senão o organizador, quem que organiza por esse lado? Você não vai ser o Casemiro, você vai deixar o Bruno Guimarães para cá e para lá, para cá e para lá. Então é preciso equilibrar o lado esquerdo também, né? A função do Paquetá, que era de de coordenar um pouco ali as coisas naquele setor, será executada por quem?

Porque o Martinelli, se entrar, não pode ser só um jogador dentro da área, porque senão esse lado fica esvaziado. Você aí vai impactar no jogo do Vinícius, no jogo do Douglas Santos. Então certamente durante semana, com os treinamentos fechados, ele testou várias possibilidades. Então ele tiver seguro Que o Martinelli pode fazer essa função de, na hora que tiver todo mundo dentro da área, ele tá junto. E quando precisar organizar o time, ele organizar do lado esquerdo, ele vai escolher o Martinelli.

?Voz A

É só vou lembrar, o Martinelli treinou hoje e ontem.

?Voz D

Não é o Paquetá.

?Voz F

Agora, quando ele olha, ele fala assim: precisamos olhar para o adversário. Quem joga naquela faixa do time adversário? Odegaard. Não, o Sorlotti, teoricamente, ele é o cara do Douglas Santos.

?Voz B

Ele é mais beirada.

?Voz F

Mais por dentro, pela direita, é o Odegaard.

?Voz D

Se não mudar a arma da Noruega, hein?

?Voz E

Por isso eu acho que será o Martinelli.

?Voz F

E aí eu acho que é o Danilo. Porque alguém tem que cuidar do Odegaard, que é o cara que inicia as jogadas todas do time da Noruega. Ele volta para buscar a bola junto aos zagueiros. E a saída dele preferencialmente é pelo lado direito. Ele às vezes, em alguns momentos, joga mais avançado por trás do Haaland, mas não imagino que será assim contra o Brasil. Eles vão baixar um 4-5-1, de acordo com o que eles têm feito até agora. E aí você tem Sorlott, Odegaard, Berg e Nusa fazendo essa linha de 5 no meio de campo.

E essa posição da Noruega bate com esse jogador do Brasil em dúvida. E se é o Odegaard, eu acho que talvez seja melhor ter o Danilo, que é um jogador mais afeito à marcação do que o Martinelli.

?Voz B

É, eu era dessa ideia também, só que assim, cara, eu acho que tem uma coisa que a gente, né, nós estamos falando de um técnico muito grande, muito competente, que treinou, que viu Porque eu, em princípio, olhando para as características dos jogadores, para o que a gente conhece desses jogadores, porque a verdade é que esse Martinelli que o Ancelotti está forjando na Copa do Mundo é uma novidade. Ele inventou esse Martinelli, esse Martinelli não existia até agora.

E tem uma declaração dele que eu li outro dia aqui, né, na íntegra até, muito legal, falando porque ele acha que o Martinelli pode ser o, abre aspas, 8. Quando ele diz 8, ele tá dizendo um homem do meio-campo que não é o primeiro volante ali. Então acho que assim, é muito interessante ver que ele tá fazendo esse trabalho, que ele encontrou uma solução nova. É um cara absolutamente competente para tomar as decisões, evidentemente, e tá treinando, como disse o Calçade, o tempo todo, como cada um tá se formando.

?Voz D

Então assim, cresce o Martinelli. Com essa declaração.

?Voz B

É, então eu acho que sim.

?Voz D

Agora, as notícias que a gente tem lá de dentro é que o jogador que mais treinou nesta vaga foi o Martinelli.

?Voz A

Inclusive, o que eu falei, o treino de hoje e de ontem foi o Martinelli. O Danilo treinou na quinta. Então são dois os dias derradeiros aí com Martinelli.

?Voz E

Muito sentido Martinelli ser titular. Eu tava vendo a coletiva do Soubacchian hoje, técnico da Noruega, e ele falou que A Noruega não pode ficar esperando o Brasil o tempo todo porque nós temos uma mentalidade ofensiva. E aí ele foi perguntado sobre, ah, o Vinícius Júnior tem 4 gols na Copa, é o jogador mais perigoso. Ele falou, a gente precisa não deixar os nossos laterais expostos no 1 contra 1. Então a gente vai precisar muito dos caras que vêm pelos lados do campo para fazer essa dobra e não deixar o Rayan.

?Voz A

Já aconteceu contra a Costa Rica.

?Voz E

O que me faz pensar, o que me faz pensar, pode pode ser que o Solotti seja titular. O que me faz pensar que o Bob tem grande chance de começar como titular, porque é o cara que ajuda, ajudaria no lugar do Solotti, ajudar muito o lado direito ali, justamente, né?

?Voz F

Porque assim, o Solotti é o cara mais físico, grandalhão, 1,96m, que para bloquear espaço funciona mais. O Bob é baixinho. O Bob, ele dá mais a qualidade técnica de um drible, de um passe, de uma aproximação, de uma tabela.

?Voz E

E também dá velocidade na recomposição para acompanhar, por exemplo, um trio com Martinelli, Vinícius Júnior, Douglas Santos.

?Voz F

Mas o Sorlotti tem recomposto. O primeiro jogo deles contra o Iraque, eles sofriam muito porque por dentro vinha o Odegaard e ele não tava recompondo bem por ali. Ele deixava o Sorlotti mais à frente, né, sem a bola, deixava o Sorlotti junto com Haaland E o Odegaard tinha que fechar ali para proteger o lateral, e ele falhou nisso. E aí no segundo tempo desse jogo ele já deixa o Odegaard mais à frente e traz o Solbakken para baixar.

?Voz E

Mas era o Iraque.

?Voz F

Era o Iraque, mas depois ele mantém o Solbakken como titular.

?Voz E

A característica principal do Solbakken, que ele até fala sobre isso na— tem falado sobre essa questão de manter o atacante como titular e aí ter que sacrificar pelo Haaland jogar como ponta, é de que como ele volta para jogar na fase de construção, ele faz um papel de centroavante na ponta, ele sustenta um pivô, por exemplo, na intermediária, para girar e dar um passe para quem vem de trás em velocidade.

?Voz F

Mas às vezes ele sai dali e vai para dentro da área.

?Voz B

Mas por outro lado, né, acho que assim, por outro lado, até pelo treinador ter dito que as características e o DNA dessa Noruega, DNA ofensivo e tal, ele talvez olhe muito para "Como eu posso machucar mais o Brasil?" Quer dizer, que atacante eu escolho para machucar mais o Brasil? E aí, olhando para as dúvidas que a gente ainda tem, porque é claro que as dúvidas em relação às laterais são muito maiores do lado direito do que do lado esquerdo, né?

Eu acho que o Douglas vem fazendo uma boa Copa do Mundo. Ainda assim, eu acho que os adversários do Brasil podem olhar para as pontas como um caminho a ser explorado.

?Voz F

E é onde funciona o jogo da Noruega, exato.

?Voz B

Então assim, pelo lado do campo, o Musa é um jogador já agudo, com características, né, mais parecidas com jogador incisivo, cara. E aí talvez ele faça essa mudança para ter o cara também de drible do outro lado, também jogador agudo, que ganha a bola.

?Voz F

O Martinelli é o cara que vai voltar, é que eu vejo a diferença assim, direito, o Bob ele não é exatamente a característica que tu usa. Pela direita ele não tem o driblador. Ele é um jogador técnico que vai pegar, vai girar, vai achar um bom passe, mas não é o cara de ir para um contra um, entendeu?

?Voz B

Mas ele é mais incisivo do que o Sorlotti, porque o Sorlotti não.

?Voz F

O Sorlotti joga na frente a força física.

?Voz B

Então, é força física.

?Voz F

É força física.

?Voz B

E você já tem o Haaland ali.

?Voz F

E contra o Danilo, o Danilo não, o Douglas Santos, talvez funcione em algum momento a força física.

AKAndré Kfouri

Não.

?Voz D

Quanto melhor, quanto mais a Suécia A Suécia, a Noruega atacar o Brasil, melhor para o Brasil. Até porque o Brasil tem essa característica de velocidade, ele quer isso. Antelotti não vê a hora de aparecer alguém para fazer isso, e até agora não apareceu, porque é um time que tem a característica. Mas o Marrocos fez uma diversão, isso, e tomou o gol do Vinícius na bola, na velocidade. Mas foi justamente o time aberto.

?Voz F

Hakimi não tava lá.

?Voz D

Quem tiver aberto— não tava lá porque ele tava lá na frente. Quem abrir, quem abrir o jogo para enfrentar o Brasil pode se dar muito mal. Então, não, só Noruega não faria muito isso não.

?Voz A

Vamos continuar esse papo no YouTube, no TikTok, no Disney Plus. A gente encerra por enquanto na ESPN, mas a gente segue por esses 3 caminhos. E aí a gente vai ler ouvir um pouquinho mais o chat aqui, certo? Voltamos amanhã na ESPN, após o jogo do Brasil, com prorrogação, com pênalti, ou melhor não ter nada disso, passar direto, mais tranquilo, hein? Já foi muito sofrimento contra o Japão. Seguimos. Muito bem, no YouTube agora, o Elton Corinthians, não é você no caso não, né?

Eu tô sentindo falta de recados aqui do Dimas Copedeu, hoje ele não se posicionou, ou eu não vi, né? 2 dias seguidos de folga, Dimas? Pelo amor de Deus, hein?

?Voz F

Que mamarça, hein?

?Voz A

No meio da Copa, isso.

?Voz D

Impressionante, hein?

?Voz A

E o Ederson, não cairia bem? Agregaria uma força física? Pergunta o Elton aqui. Acho que completamente descartado essa coisa do Ederson.

?Voz B

Parece que sim. Só assim... Pode falar, Gil. Porque isso aqui é típico torcedor brasileiro, ele é corneta demais, obviamente, muito além da conta na minha, mas ele é muito bem-humorado, né?

?Voz A

Aí vale, aí vale.

?Voz B

Porque o Peter Belfort Belfort mandou aqui. Victor Belfort, é isso, opa, tem mais, tá? Lentini. Eu tô tomando cuidado porque, né, a gente sabe, né? Victor Belfort, Lentini. Ele, o Pardal criou o falso 8.

?Voz A

Primeiro, o torcedor brasileiro, Pardal, Pardal, é bom, é bom, excelente. O Davi Silva diz aqui vai ter 2 gols do Vamos lá. O problema do futebol é que ser tradicional é ser centenário. Marrocos é qualificado, mas tradicionais são Camarões e Nigéria, por exemplo, diz o Bruno Bezerra. Entendi, Bruno, faz sentido aqui. Anderson, vai Brasil! É, vamos lá, aqui tem que tomar cuidado com algumas coisinhas. O Eduardo Reis cornetando Casemiro, diz que é um a menos.

Pessoal tá bravo com o Casemiro, tá devendo ainda, hein? Carlos Maurício, oi! Comemorou o gol. É aquela coisa, apesar do gol, né? Marcos, se você tivesse acompanhado a Copa de 70, você jamais esqueceria. É uma provocação aqui entre eles. Amanhã o Ibanez vai decidir. Aí é brincadeira, hein, porque aí realmente se acerta uma dessa. O Japão ganhou da Noruega, pessoal, para deixar claro, diz o Davi Silva. Japão ganhou da Noruega, amistoso, foi antes, foi antes.

?Voz F

É para um grande monte de gente, inclusive do Brasil.

?Voz B

Aliás, só sobre a corneta do torcedor brasileiro, que realmente é talvez insuperável, o Marra, Mário Marra, fez uma matéria para o site com auxílio de uma ferramenta que monitora as menções negativas em todas as redes sociais aos técnicos de seleções na Copa do Mundo nos respectivos países, e o Ancelotti conseguiu estar na 4ª colocação, cara.

?Voz A

Caramba!

?Voz B

É um negócio impressionante, ele grudado no O Bielsa, então realmente, meu Deus!

?Voz A

Acho que é a quantidade, não é possível, é barulhento e tem em grande quantidade.

?Voz F

Martínez?

?Voz B

O treinador da Coreia do Sul.

?Voz F

Ah, esse aí sofreu ameaça de morte, né? Inclusive teve que deixar o país.

?Voz A

O mais curioso foi o da República Tcheca, que falou que depois da eliminação, falou assim: O menos foi o da Tunísia.

AKAndré Kfouri

Que não deu tempo.

?Voz B

Não deu tempo. Aliás, essa Copa do Mundo tá uma pegada Brasileirão mesmo, né? Os técnicos vão estar fora.

?Voz A

Vai cair, vai cair.

?Voz F

O BKCS também, não voou?

?Voz D

O da Tunísia não caiu durante?

?Voz A

Da Tunísia caiu.

?Voz B

Durante o jogo?

?Voz A

Durante o segundo jogo. Da Tunísia caiu no primeiro jogo. O BKCS saiu, mas o BKCS acho que era uma questão mesmo que ele já tinha anunciado que no final da Copa sairia.

?Voz E

O Antiellotti tem duas pátrias pra cornetar ele, né? Uma que não tá na Copa.

?Voz A

Exatamente. E a que tá na Copa.

?Voz B

Aliás, hoje o Patrick André, acho que nem estão cornetando muito, né? Ele tá trazendo uma torcida. Hoje o Flávio Coboli, olha que coisa mais aleatória, tenista que ganhou o seu jogo em Wimbledon, na hora de comemorar, tá no nosso site, né? Tem vários vídeos, comemorou como o Matheus Cunha. O que não faz a falta de uma seleção, né? Ele saiu comemorando como o Matheus Cunha ali surfando depois Quem é o jogo em Wimbledon?

?Voz A

Bom, quem deve ser o substituto de Paquetá? Aqui no nosso chat, o Martinelli tá com 38% e o Danilo tá com 63%, 62 a 38, agora vai variando. Você pode, você pode votar. Então vamos lá, a gente tava falando essa semana dos lados, você citou, né, o Elton, os lados da seleção da Noruega, mas a gente falou muito também sobre como a Costa do Marfim foi efetiva bloqueando esse meio da seleção norueguesa. O Brasil tem condições, o Brasil precisa reproduzir isso, senão fica complicado, esse pessoal vai municiar o Haaland ali.

?Voz E

O gol do Japão foi feito por dentro, um erro de saída ali do Danilo, né, por dentro. O gol do Marrocos também é uma transição por dentro. O Brasil tem muito mais problemas defensivos por dentro do que pelos lados.

?Voz A

Exatamente.

?Voz E

É claro que o Danilo preencheria, seria mais um jogador, mas mas o Paquetá já jogava por ali, o Brasil tomou gols desse jeito. Então a questão não é a formação tática, porque ele já ia por dentro, por dentro, por dentro, é o Casemiro. É também, só que é por isso que ele tem sido muito criticado. Eu acho que o Danilo traria algo diferente no sentido de Danilo já jogou como um cara à frente de dois volantes na própria seleção, e como o Bruno Guimarães é um cara que hoje é o líder de mais extensas do Brasil na Copa, é um cara que chega próximo da área, essa troca é interessante dos dois.

Mas acho que o Antelotti não pensa dessa forma não, acho que ele pensa mais em ter um cara que apoie pela esquerda para dentro e faça o Vinícius render onde ele tem rendido melhor, né, um segundo atacante ali saindo essa diagonal curta que ele faz, né, da esquerda para dentro para encostar no Mateus Cunha, o Mateus Cunha saindo para ele finalizar, por isso que ele tem 4 gols na Copa. Então acho que ele vai pensar mais no em potencializar o Vinícius Júnior do que necessariamente proteger o Casemiro ou o Bruno Guimarães.

?Voz B

A entrada do Martinelli em tantas ocasiões no lugar do Paquetá é a prova disso que o Elton tá falando. Então assim, só vamos ver, porque acho que assim, ele falou que ele vai olhar para o adversário, e existem, porque você pode olhar para adversário assim, beleza, você pode olhar para defesa do adversário, você pode olhar para ataque do adversário, É para marcar o Odegaard ou para aproveitar a fragilidade defensiva dele? Então, por outro lado, a defesa da Noruega é uma defesa tecnicamente mais limitada, meio dura, tal.

Então se você tem mais um cara ali para— Então é aí que tá, o olhar para adversário, acho que tem uma leitura que cabe para os dois.

?Voz F

O Lott é malandro velho, né? Ele não deu dica nenhuma.

?Voz B

Ele falou: "Posso botar esse, esse ou esse." "O papel é esse aqui, todo mundo já sabe." "Eu não tô tranquilo, vocês não vão ficar tranquilos também." Porque ele tem falado, ele tem repetido isso.

?Voz F

O que ele falou não é novidade nenhuma.

?Voz A

Nenhuma, zero.

?Voz F

Zero. Seria novidade se ele falasse: "Vou jogar fulano." Exato. Então ele deixou, continuou deixando no ar a possibilidade que nós estamos debatendo aqui essa manhã inteira.

?Voz B

É claro, né? Pra não ficar tranquilo.

?Voz A

Ele já sabe o que vai fazer, ele tá tranquilo.

?Voz B

Ele sabe, ele sabe.

?Voz D

Ele tentou criar, pelo visto assim, até pelo que o Jean falou, ele tentar inventar Martínez, um jogador de meio de campo durante essa semana. Se ele tiver feito isso, se ele tiver, mas que no Japão, assim, no Japão a sensação do jogo do Japão que ele marca o gol é de que ele pode jogar em qualquer lugar. Ele tava dentro da área no momento assim do jogo totalmente diferente, numa partida que tem 90 minutos. Então, começar é voltar, marcar pelo lado esquerdo, o Ryan do lado direito, Casemiro e Bruno Guimarães.

Fica Vini Jr. e ainda volta o Mateus Cunha, que faz isso muito bem. Então o Brasil ganha até um quinto jogador sem a bola. Se chegar a esse ponto de ser atacado pela Noruega, Noruega com mais posse, não só em velocidade, isso aí facilita muito também o jogo do Martinelli, porque é mais um jogador de velocidade com Vinícius, com o Ryan. E a chegada no Mateus Cunha. Então o Brasil tem como atacar e muito rápido, mas a Noruega totalmente fechada, ele precisa de um cara como Paquetá para distribuir e fazer jogar o lado esquerdo.

?Voz A

Que ela vai totalmente fechada é não seguir a identidade que o treinador tava falando, que não vai abrir mão da identidade.

?Voz D

Não, não, ela vai ficar fechada muito tempo do jogo, muito. Nenhum time fica aberto, né? E ela não vai contra o Brasil jogar lá no campo do Brasil e deixar o campo para seleção brasileira, porque tudo que o Ancelotti, o Brasil tá esperando desde o início da Copa e ninguém deu isso.

?Voz F

Ela vai ficar na transição, que é a grande força do time.

?Voz D

E aí o Martinelli tem que ter confiança quando Martinelli tiver que distribuir o passe, jogar, triangular. No lado esquerdo, ele vai ter que fazer isso. E quando for uma jogada no interior da área, ele pode se apresentar para finalizar. Já o Danilo, eu vejo um jogador que conduz bem a bola, mas aí dar ao Danilo esta camisa do criativo já é uma dificuldade. Eu vejo o Danilo como um segundo no meio de campo. Aí a gente tá falando de meio de campo, tem 3.

?Voz B

Com capacidade de chegada, mas ele, exato, ele chega.

?Voz D

Não ali ele parando, botando o pé na bola. Tanto que o gol do Brasil contra o Panamá no Maracanã é a bola do Paquetá para o Danilo e não do Danilo para o Paquetá. Então eu acho que essa característica do Danilo para uma outra função é excelente. Até de primeiro volante eu colocaria o Danilo. Como jogava no Palmeiras, com uma mobilidade. É claro que ele não tem—

?Voz B

Contra a França eu colocaria Danilo.

?Voz D

Ele não tem a— Ele não tem experiência, claro, do Casemiro. A experiência do cara é muito importante, mas o Casemiro não tem o vigor do Danilo hoje.

?Voz F

Então eu tô pensando aqui, imaginando o jogo em uma outra possibilidade que ninguém Pensou?

?Voz B

Pardal.

?Voz A

Pardal. O gênio Pardal.

?Voz B

É o gênio Pardal.

?Voz F

Porque é um jogador que atuou na Copa, não foi bem e foi defenestrado. O Brasil tem uma diferença em relação à Noruega em média de altura de 6 centímetros.

?Voz A

Vai pro Igor.

?Voz B

Vai ser xingado agora.

?Voz A

Prepara, deixa eu até preparar.

?Voz F

São 6 centímetros. A média da Noruega é 1,87m, do Brasil 1,82m.

?Voz A

Vai farmar haters agora.

?Voz F

85 centímetros, é isso?

?Voz B

É, 82 para quanto?

?Voz D

87.

?Voz B

Isso, 85 centímetros.

?Voz F

A Noruega, você tentar alguma coisa de bola aérea é difícil pensar no Hendrik.

?Voz E

Mas nem é característica do Iago Thiago também, mesmo sendo alto. Mas você pegar a Premier League...

?Voz F

Tem gente grande para bater na área.

?Voz E

Sim, mas aí foge totalmente do que é o o que Antelotti pensa para o Brasil, por exemplo. Mas porque de repente ele pode pensar em surpreender, ele já sinalizou, não colocar os dois juntos.

?Voz A

Você não colocou contra o Japão?

?Voz F

Ele já sinalizou um time baixo.

?Voz E

Então, mas qualquer um centímetro em média mais baixo que o Brasil, mas assim, a defesa era alta de 3 defensores, né?

?Voz F

Praticamente o time todo mais alto.

?Voz E

Eu acho que ele não sinaliza com 2.

?Voz F

Ele não sinaliza, mas às vezes o técnico busca surpresa. Eu tô falando assim, que pode ser, não tô dizendo que eu escalaria, tá? Pode ser uma opção em algum momento, porque além da questão do ataque, de ter alguém no corpo para lidar com os zagueiros, tem a bola aérea defensiva.

?Voz B

Você acha possível que ele faça isso?

?Voz F

Eu acho que de repente pode passar pela cabeça dele.

?Voz B

E aí o Matheus Cunha seria o cara da esquerda.

?Voz E

Seria um falso 10.

?Voz B

Então falso 8 ou falso 9. O que você tá dizendo é naquela escalação dele, quando ele fala uma casquinha aberta, poderia ser o Igor Thiago, é isso?

?Voz F

É que eu acho que o Igor Thiago, não, ele foi mal no jogo que teve, é verdade, mas pensando na característica do time adversário, pelo porte físico dos zagueiros e eventualmente numa bola parada defensiva, talvez não de início, mas em algum momento pode ser que ele Eu acho que quando o Rafinha saiu, ele já poderia ter pensado nisso e não fez.

?Voz E

Ele colocou o Ryan, né, abriu o Ryan e trouxe o Paquetá para dentro.

?Voz B

Ele tem tanto reserva para o lado direito que sai o Rafinha, não põe o Ryan, não põe o Luiz Henrique.

?Voz E

Ele perdeu o Rodrigo e o Estevão nesse jogo. Perdeu dois ali. No jogo contra o Japão, ele já sinalizou por várias coisas assim, né. No jogo contra o Japão, o Gabriel Magalhães, ele incubiu de ser o armador. Quase que um volante ali que distribui o jogo. Tanto que o Martinelli entrou no segundo tempo e caía por ali, disse: opa, não, aqui o Gabriel Magalhães está tomando conta daquela posição, com o time todo pressionando o Japão.

E aí o Martinelli foi para ponta, meia ponta, né, saindo ali entre o lateral e o zagueiro, né. Tanto é que ele faz o gol ali nas costas do Sugawara. Então eu acho que pensando no ataque, eu não vejo ele colocando o Iago Thiago junto junto com o Matheus Cunha, mas em algum momento do jogo pode ser isso. Eu acho que a questão é: ele treinou, ele treinou com o Danilo, e eu acho que o Danilo passa a ser— eu acho que o Martinelli é a primeira opção, eu acho que para o jogo o Danilo tá ali entre as 5 substituições, ele vai ser um segundo ou terceiro, até o primeiro entrar no jogo.

?Voz B

Como tem acontecido, né, depende muito do andamento do jogo, né, do que sim, está ganhando, está perdendo, basicamente Começa por aí, né? Se está ganhando, se está perdendo. Isso acho que vai ser...

?Voz D

Está ganhando, está perdendo, tem possibilidade de prorrogação.

?Voz B

É, exato, né?

?Voz D

Porque já tem um trabalho... Aí tem uma sexta vaga.

?Voz E

E ele é uma primeira opção para o meio. Pode falar o nome dele aqui? Está autorizado falar?

?Voz A

Neymar? Pode.

?Voz D

Porque ele... Se tiver prorrogação.

?Voz A

Então, porque era a opção contra o Liverpool.

?Voz E

Porque o Ancelotti deixou claro que é um cara que Vai, vai ser opção também para fazer essa função do meio ataque ali, ser um segundo atacante ou ser esse ponta do losango, né?

?Voz F

Na convocação ele cita o Neymar como jogador mais avançado, na cabeça dele, é o papel que foi do Hendrick no final do jogo com o Japão, que teoricamente o titular é o Matheus Cunha hoje, próximo da área, jogando entre linhas, mais do que mais avançado, ele fala centralizado.

?Voz B

Centralizado, né, obviamente. Não é ponta e ele entrou assim, jogador de meio de campo.

?Voz F

Assim como o Matheus volta, ele pode voltar também. Com o 3 costas ele entrou assim. Em muitos momentos um losango no meio com o Rayan e com o Vini aberto. Nessa função ali, se deslocando para abrir espaço, para fazer um toque de primeira e tal. Talvez ele pense, porque em algum momento ele vai botar o Neymar.

?Voz B

Então, mas a questão, sabe qual é?

?Voz F

Em algum momento ele vai entrar.

?Voz B

Ele não levou o cara para o Neymar. Tem uma questão assim, eu não vou entrar em todos os, tudo que a gente já discutiu durante tanto tempo sobre Neymar, tal, acho que isso já ficou para trás. Hoje em dia, o que eu acho que a questão é a seguinte: o Neymar, ele é um dilema para o técnico, mesmo que o técnico acha que ele tem a capacidade de decisão. Se você tem a possibilidade de prorrogação, se o jogo tá 2 a 0 para o Brasil, maravilha, você põe o Neymar Faltando 20 minutos, 25 minutos, você diz: ele vai jogar 20, 25 minutos, a não ser que aconteça uma tragédia, e não precisa esticar mais meia hora.

Agora, você não pode pôr o cara, o jogo tá 1x1, por exemplo, faltam— foi o caso do Japão, é, exato, faltam 20 minutos, você vai pôr o cara sabendo que ele não tem condição de jogar 50? Então você coloca o cara faltando 20 minutos para depois ter que jogar mais 30, e aí você vai ter que fazer uma substituição na prorrogação. Então acho que no fim das contas a situação ou contexto para o Neymar entrar parece sim aquele contexto que ou depende do jogo tá resolvido nos 90 minutos, ou você vai guardar o Neymar para entrar na prorrogação.

?Voz F

Agora, né, provavelmente também não tem condição de jogar 90 minutos.

?Voz D

Poderia até, tá bem na frente dele. O Neymar carrega problema de vários anos, né? O Rafinha, embora tenha tido uma temporada mais difícil, ele tava jogando. Então assim, parar 10 dias para o Rafinha é diferente do Neymar parar 10 dias, sendo que o Neymar parou 30.

?Voz F

Então assim, eu acho que o Neymar tá fazendo, o Calçadinho, nessa Copa do Mundo talvez a melhor pré-temporada dos últimos anos da carreira dele, porque ele tá confinado, é claro, tem Ele tem folga, o pessoal sai e tal, mas ele tá concentrado com a seleção brasileira há mais de um mês fazendo tratamento e treinando, fazendo tratamento. Eu imagino que ele esteja numa condição melhor agora do que ele estava no Santos ao longo de todo o primeiro semestre.

Eu imagino que— não, eu acho que assim, agora a real condição, as pessoas que estão lá dentro que sabem.

?Voz B

Eu tô plenamente de acordo com o Eugênio. Eu diria o seguinte: o Neymar, ele tá levando a carreira de jogador de futebol a sério nas últimas 2 semanas como ele não fez nos últimos 4 ou 5 anos. Isso é um fato indiscutível. A partir daí, o que essas 2 semanas renderam para o Neymar realmente estar em condição de jogar 10, 15, 20 minutos— é que assim, a gente sabe que o Neymar não precisa estar 100% para ser decisivo. Agora, qual é o percentual dele?

O que ele pode entregar? Ah, e mais do que isso, eu me pergunto o quanto ele está bem o suficiente para furar a fila do Hendrik, furar a fila do Rafinha, furar a fila do Luiz Henrique, furar a fila de tantos atacantes que o Brasil tem, o Igor Thiago que você citou, furar a fila de tantos atacantes.

?Voz F

Mas ele tem peso, né?

?Voz B

Não, óbvio que ele tem peso e ninguém discute que a qualidade dele, mas acho que a dúvida que paira é essa, é beleza, ele Ele finalmente passou a levar a carreira de jogador de futebol a sério nas últimas duas semanas. Ele só se dedica a treinar e entrar em forma. Ele não consegue fazer— ok, pode pegar o celular, mas obviamente é diferente do que ele vivia e vive há um bom tempo no Santos. Agora, o quanto disso tudo é suficiente para deixar o Neymar, sei lá, 50%?

Porque é óbvio que o Neymar com 50% 90%, já tem uma capacidade de decisão maior do que vários jogadores que eu citei.

?Voz D

Se ele não tivesse se contundido antes da convocação, ele estaria bem agora. O bem, não sei te falar se é bem para jogar 90 minutos, mas ele estaria bem melhor, óbvio. Contra o Japão, ele ia entrar na prorrogação, ia sair o Ryan, ia ficar Martinelli, Vinícius, Neymar e Hendrik. Aí, porque assim, não tem outro lugar para ele jogar além de centralizado jogado pelo meio, ao lado de um atacante. Ele não é beirada, porque não vai correr atrás de ninguém.

Entrou contra as costas, mas não vai correr, não vai correr. Então assim, alguém tem que correr para ele. Ele não pode entrar como jogador de meio de campo, que você perde um jogador no meio de campo. Então ele é um atacante por dentro, aquele atacante que quando os beiradas voltam, ele fica ali, ele e o centroavante. Então fica ali o Hendrick, ele, Mateus, ele, Igor, Thiago. Só tem essa função para ele, não existe outra, não tem outra coisa para fazer. Ele e Vini, mas são os dois atacantes dentro da área, onde você tem quatro.

?Voz F

Porque ele conjuntou essa possibilidade, né, deles jogarem juntos.

?Voz D

Junto, pode jogar.

?Voz E

Você falou do Neymar estar se dedicando à sua carreira agora, né, para jogar minutos, nem jogar 90 minutos, ele talvez esteja encontrando aos 34 anos pela primeira vez na carreira um técnico que é maior que ele. Claro. Ok, ele foi treinado pelo Tuchel, ele foi treinado pelo Pochettino, ele foi treinado por alguns técnicos importantes.

?Voz A

Mas esses caras não são mais...

?Voz E

No PSG...

?Voz F

Mas no Barcelona ele teve uma situação semelhante.

?Voz E

Luiz Henrique, teve com Luiz Henrique também, que não era o Luiz Henrique de hoje.

?Voz A

Mas não era o Barcelona, tinha o Messi...

?Voz F

Mas ele funcionava, né?

?Voz D

Mas ele chegou assim, bem...

?Voz E

Tinha o Messi que era um... Sim, é, então...

?Voz A

E além disso, ele ainda pegou a fase de Xavi, de Iniesta, de Puyol, tinha o Suárez passando ali.

?Voz E

Eu acho que demorou muito tempo para Neymar encontrar alguém maior que ele no comando e viver esses momentos que ele está vivendo agora.

?Voz B

E uma coisa que eu acho, Elton, talvez nem tenha demorado tanto. Eu me lembro muito bem como era o cenário no Brasil quando o Tite assumiu Seleção Brasileira. Hoje vai parecer uma loucura falar isso, mas naquela época todas as propagandas em comercial de televisão e tal, quando o Tite assumiu a Seleção Brasileira e emenda aquelas vitórias todas em eliminatória e tal, o Tite tava muito grande.

?Voz A

Nossa, gigante, cara.

?Voz B

E eu me lembro de ter perguntado para o Tite isso na sede da CBF, falado: Tite, você não tinha o tamanho para ter falado com o Neymar de uma outra maneira, para ter se imposto mesmo, né, ter olhado no olho e falado as coisas. Ou às vezes não é nem falar, porque o Ancelotti não falou muito com o Neymar, né. O Ancelotti simplesmente deu as declarações dizendo: ou ele entra em forma e fica fisicamente bem, ou ele não vai para Copa do Mundo.

Então às vezes é só uma atitude. E eu acho que o próprio Tite naquela ocasião admitiu que talvez ele pudesse ter tido também Tite fez uma coisa vergonhosa, que foi após a Copa de 2018, que o Neymar terminou virando meme mundial, né?

?Voz F

Foi aquele momento lamentável. Na primeira convocação da seleção brasileira, ele deu o braço a dedo de capitão para o Neymar.

?Voz A

Fez isso, exatamente.

?Voz E

E só para não ser injusto, porque obviamente tem um outro cara que treinou ele e que tem uma história, que é o Filipão, e foi naquela Copa de 2014, onde tudo aconteceu, e eu acho que o Felipão chegou àquela Copa do Mundo muito mais pelo Felipão de 2002 do que necessariamente pelo momento dele. E ali a gente viu que foi muito mais por conta de lesões do próprio Neymar, mas assim, acho que o ambiente da seleção brasileira naquela época também não era de hoje, com o Ancelotti dizendo: "Você pode ser o melhor do mundo, Se tiver mal fisicamente, não vai jogar.

E naquela época que Neymar, há 12 anos, era muito melhor do que 2026, se ele tivesse como estava hoje, sem jogar 6 meses, o Filipão convocaria. Então acho que a questão também tem esse peso de olhar para o treinador com respeito que talvez, infelizmente, outros não tiveram.

?Voz D

Talvez seja o caso raro na carreira dele. Pelo momento da carreira dele, Neymar, e também pelo tamanho do Ancelotti, de ele ter quase nenhuma interferência na estabilidade do treinador. É, outros aí você sentia que a estabilidade deles que antecederam todo esse ciclo estava na presença do Neymar. Então é, montei o time para o Neymar, "Neymar, Neymar, Neymar, Neymar, Neymar", a primeira coisa do Ancelotti foi...

?Voz E

O Brasil era outra coisa.

?Voz F

É que o Ancelotti foi muito inteligente, ele é muito malandro sempre, né? Ao convocar o Neymar. Porque se ele não convocasse, aí a grita seria gigantesca em momentos de maiores dificuldades da seleção na Copa do Mundo. Como ele convocou, tá lá. Ah, você não queria que eu levasse? Tá aqui.

?Voz A

É que assim, né, ele abafa a grita, que seria gigantesca, ao mesmo tempo se obriga a colocá-lo em campo em algum momento.

?Voz F

Porque se a seleção brasileira for eliminar, eu não tô dizendo assim, ele não colocou contra o Japão, eu não ouvi grita.

?Voz B

Claro, porque o Brasil passou. Essa questão eu acho, porque eu não passa, era ausência. Se não passa, as pessoas vão falar, por mais que isso seja, ele disse que colocaria, se fosse É verdade, ele colocaria, ele falou que colocaria no segundo tempo, mas aí o gol saiu. Mas vamos supor, sai um gol do Japão no final do segundo tempo, a culpa na cabeça de muita gente, e é absurdo pensar isso, claro, seria também não colocou o Neymar.

Óbvio que é absurdo, por tudo que o Neymar não fez nos últimos 4, 5 anos, mas já que ele convocou, eu sei, mas era natural que se pedisse ele no momento É que eu acho que a grita só não veio ainda porque o Brasil continua na Copa do Mundo. Mais do que isso, as mudanças que ele faz dão muito certo, as mudanças e as não mudanças, né? Porque ele não tira o Casemiro como todo mundo faria e o Casemiro faz o gol. Ele coloca o Martinelli como talvez poucos fariam e o Martinelli faz o gol.

Então fica difícil se apontar o dedo para o técnico e falar: pô, não colocou o Neymar. Agora pode ter certeza Se o Brasil for eliminado e o Neymar não estiver em campo, não tiver entrado em campo, um monte de gente vai dizer que é pela ausência do Neymar. É uma loucura, porque o Neymar não fez nada nos últimos 4, 5 anos que justificasse até mesmo ele estar no grupo da seleção, mas é assim que vai ser.

?Voz E

Mas a narrativa para os dois lados tá pronta também, né? Porque se ele em campo e perder, vai dizer: "Tava bem quando ele entrou, o time perdeu." Então tá tudo pronto, tá tudo pronto. Igual os ingleses, já tem narrativa para derrota contra o México.

?Voz D

No jogo de amanhã, eu entendo que o Ancelotti vai se esforçar para botar ele. Se esforçar? Vai, vai ver que ele vai entrar em algum momento.

?Voz A

Por que se esforçar?

?Voz D

Porque ele já ficou na dívida no jogo contra o Japão. Você acha que isso tá na cabeça dele?

?Voz A

Tô na dívida de colocar o Neymar, vou colocar.

?Voz D

Claro que tem o jogo, o jogo assim, o jogo pode simplesmente impedir isso, como o jogo anterior impediu. Mas contra a Noruega, na primeira oportunidade lá no segundo tempo, tal, ele vai dar um gostinho.

?Voz A

Se tiver tipo um 2x0 para o Brasil, ou se for num cenário—

?Voz D

Se tiver em vantagem, nenhum, não tenho dúvida disso.

?Voz B

É, se tiver em vantagem, então, mas quando você diz isso, Calçadinho, e eu entendo, porque de fato acho que as próprias declarações do Ancelotti, que eu também não sei o quanto é estratégia dele, como você falou e tudo mais, mas as próprias as declarações do Ancelotti dão a entender isso que o Calçade falou. Ao mesmo tempo, eu penso, cara, você tá falando do único técnico que ganhou as 5 ligas grandes da Europa, do técnico maior vencedor da Champions League, e que tinha um sonho de trabalhar numa Copa do Mundo, e que está dirigindo a seleção brasileira com chances, podem ser pequenas, mas com chances de título na Copa do Mundo.

O que eu penso é sempre assim, Ele vai fazer tudo que ele acredita que deixa o Brasil mais próximo de ganhar a Copa do Mundo. Então, acho que assim, uma coisa é se esforçar para colocar o Neymar se o jogo tá 2x0, 3x0. Se o jogo tiver 1x1 e ele colocar o Neymar, eu acho que ele vai colocar o Neymar porque ele de fato acredita que o Neymar pode fazer diferença. Sim, ele vai fazer a diferença.

?Voz A

Então, foi como a ideia era contra o Japão.

?Voz E

E tem um ponto importante, porque...

?Voz B

Mas ali a gente não sabe se é verdade.

?Voz A

É verdade, pode ter a malandragem.

?Voz E

Tem um ponto que eu acho que é muito importante. Ele perdeu o Rafinha, que era o cara da bola parada, e quando o Rafinha saiu, Paquetá passou a ser o cara da bola parada. E ele não tem mais o Rafinha e o Paquetá. E o Neymar, quando entrou no jogo contra, ele foi para As faltas laterais e os escanteios, ele é o que tem melhor qualidade nessa bola parada, isso é indiscutível. E aí ele tá parado também, não vai precisar correr, né?

Bola parada. Porque num jogo encardido da Noruega fechando, baixando, que eu acho que não vai acontecer, na bola aérea ele precisa de alguém com qualidade para fazer essas cobranças também. Então acho que nesse sentido ele ganha um ponto com o Ancelotti nesse quesito, né? Bola parada decide jogo. Ele só não colocou porque ele pensava nisso, porque o Gabriel Magalhães fez o papel dele de cruzar e o Casemiro fazer o gol de cabeça.

?Voz F

Nesse aspecto tem uma vírgula do Antiellotti hoje na coletiva ao falar do Rafinha, que é o seguinte: Rafinha pode nos ajudar em alguns minutos, vírgula, em algumas situações. Situações nesse caso a gente pode ler como Pênalti também. E aí tanto Rafinha como Neymar podem ajudar em pênalti. Então lá na frente, se por acaso tiver uma prorrogação caminhando para pênalti, ele vai pensar nos dois como batedores importantes para seleção brasileira.

?Voz B

Se você me permite, o último minuto de programa, que é maravilhoso para ver que a gente, acho que também muito por conta do YouTube, tem um público novo. Chegando, realmente tem um público novo. Tem, porque o Honda0175 diz o seguinte: como disseram antes, quando o programa entra no momento assessoria de equipe de marketing ou lobistas do Neymar, é hora de cair fora. E ele continua aí, ele é novo, esse é novo.

?Voz A

Seja bem-vindo aqui, esse é o Linha de Pauta.

?Voz D

Meu amigo, abraço lá para os seus colegas em Marte. É, porque um abraço pra galera que tá aí lá em Marte.

?Voz A

Esse realmente é um novato aqui.

?Voz D

Novato. Nos últimos 10 anos você viveu em Marte. Não é no ano passado, 10 anos.

?Voz B

Ele só não assistia a gente.

?Voz D

Mas você já me viu.

?Voz B

Eu fico feliz.

?Voz D

Mais marcianos.

?Voz A

Mas vem pra cá, vem pra cá, viu? Vem pra cá. Esteja conosco amanhã também. Amanhã é dia de Jogo do Brasil, né? Você vai acompanhar na Casé TV Vê o jogo, depois vem com a gente aqui, Violinha de Paz, vê o que que a gente vai falar também.

?Voz D

Nós vamos sofrer amanhã, hein?

?Voz A

Amanhã, é, se prepare, tá? As chamadas de jogos do Brasil mudaram. Quando no meu tempo, amanhã é dia de torcer pelo Brasil, vamos juntos, agora hoje é dia de sofrer pelo Brasil, né? Meu Deus do céu, ou com o Brasil. Muito bem, meus amigos, minhas amigas, obrigado, beijo para todo mundo. Chat foi maravilhoso, nosso chat hoje, vamos embora!

?Voz B

Agora esse sábado à noite Sem fazer, é isso.

?Voz E

Todo mundo vestido, né?

?Voz A

Não fala assim, porque o pessoal que tá chegando agora vai achar que a gente faz programa pelado em algum momento.

?Voz D

É, o Honda deve achar e falar: pô, os caras aí tem que acompanhar as nossas linhas até o final, não é?

?Voz A

É isso. Beijo para vocês, até amanhã.

?Voz E

Eu daqui a meia hora estou no Esporte Center.

?Voz A

Ah, então você daqui a meia hora vai trocar de Dobra a faca.

?Voz E

Ela dobra maravilhosamente.

?Voz A

Vou ficar aqui já sentado.

?Voz E

É isso.

?Voz D

O Eugênio tem uma faca... E ele vai falar tudo diferente do que ele falou aqui, tá?

?Voz F

É isso.

?Voz A

Ele muda tudo.

?Voz D

Ele muda porque senão não tem nada.

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