Brasil acorda após 1º tempo desastroso, vira sobre Japão e espera por Costa do Marfim ou Noruega nas oitavas da Copa - Linha de Passe
No Linha de Passe desta segunda (29), nossos comentaristas analisaram tudo da vitória do Brasil sobre o Japão nos 16 avos de final da Copa do Mundo.
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André Kifuri
André Linares
Conrado Francisco De Laurentiis
Jailson
Jean Calçade
Mário Marra
Pedro Ivo Almeida
Vítor Birner
- Copa do Brasil: Oitavas de finalPrimeiro tempo desastroso · Virada no segundo tempo · Casemiro · Martinelli · Ancelotti · Bruno Guimarães · Vini Jr.
- Análise do jogo do InterOrganização tática do Japão · Dificuldade do Brasil em jogar pelo meio · Estratégia de cruzamentos · Jogo sem bola · Linha defensiva baixa do Japão
- Desempenho de JogadoresCasemiro · Martinelli · Vini Jr. · Bruno Guimarães · Rayan · Danilo
- Análise do Trabalho de AncelottiMudanças táticas no segundo tempo · Gerenciamento do jogo · Confiança do treinador · Estratégia de jogo
- Clima Emocional da SeleçãoSuperação de adversidades · Alma e vontade em campo · Peso da Copa do Mundo
- Liderança BrasileiraNoruega · Costa do Marfim · Comparativo de estilos de jogo · Haaland
- De Arrascaeta· EsportesDanilo · Fabinho · Matheus Cunha · Formação 4-2-4
- Outras lesões no São PauloLucas Paquetá · Casemiro · Rafinha · Neymar
- Análise de Jogos da CopaAlemanha favorita · Estratégia do Paraguai · Escalação da Alemanha · Jogadas de bola parada
Ufa!
Deu uma tonta, meu.
Brincadeira.
Acho que não é à toa não.
Não, não, mas esperar para fazer o ufa, olha, é o famoso quem tenta embeleza.
Ai, ai, ai, viu? A gente volta depois do intervalo, tá? Colher de Passe, galera toda aqui para falar da classificação do Brasil às oitavas de final da Copa do Mundo. Vamos dar uma respiradinha, viu? Fiquei correndo para cá, sufoco, jogo não acabava, Japão lá em cima. Ai, pelo amor de Deus! A gente volta já. Muito bem, fã de esportes, começando o nosso Linga de Passe com o Brasil classificado para as oitavas de final da Copa do Mundo, com muito sofrimento, com muita dúvida, principalmente depois daquele primeiro tempo.
Meu Deus, hein? E o Ancelotti tá iluminado, hein? A gente vai falar sobre isso daqui a pouquinho, hein? Meu Deus do céu, o que o homem colocou e o que o homem não tirou acabaram resolvendo a parada para a seleção brasileira. Marcela Rafael, direto de Dallas. Tem alguém vivo ainda por aí depois dessa, hein, Marcela? Você tá bem, né? Tá tudo certo com você, né?
Só o pôr da rabiola.
Ufa! Sabe quando você tá assim, como diria na minha terra, mas que aperreio pela madrugada, meu senhor! Não faça um negócio desse comigo, pelo amor de Deus! Quase que a gente morre do coração aqui. Mas eu quero mostrar a animação do torcedor brasileiro aqui na FanFest de Dallas. Muitos torcedores que estavam por aqui foram para Houston. Os que ficaram fizeram a maior festa. E olha que a torcida do Japão compareceu E eles são animados, eles gritaram o tempo inteiro.
Mas você falou, né, é um Ancelotti animado. Hoje é o dia do perdão no Brasil. O que vai ter de gente pedindo desculpa pro Casimiro, o que vai ter de gente pedindo desculpa pro Martinelli, não é brincadeira. Mas eu disse que temos aqui dois gols, né, ó, gêmeos. Um gol, gêmeas no caso. Um gol, dois gols. Ficaram acordadas o jogo inteiro. Mas eu quero saber aqui, quem é que tá viva ainda? Como é que vocês passaram esse jogo? Quase tive um ataque cardíaco.
Mas que jogo complicado, gente! Que jogo difícil! Nossa, eu tive quase 5 ataques, quase morri, mas gritei igual não sei o quê em todos os gols. Foi muito difícil, né? E aí depois você sair perdendo em jogo de Copa do Mundo com tantas interrogações que temos na seleção brasileira é realmente algo muito difícil. Mas assim, é aquele jogo que pode ser a virada de chave da seleção também.
É mesmo, nossa!
O Neymar, eu tava pensando que ele vai entrar no jogo e salvar tudo, faz tudo tranquilo, mas Brasil gosta de dar um pouquinho de suspenso no fim do jogo.
Eu queria falar pro Ancelotti colocar o Neymar porque eu acho que ele não tá colocando os jogadores no tempo certo. Então é isso que eu quero falar. Ah, então tá, fica a dica aí. Você?
Eu acredito! Eu acredito no Hexa! Eu acredito!
Eu acredito!
Eu acredito! Eu acredito!
Ou seja, uma coisa bem mineiro, né, também. Galo mineiro aqui. Deixa eu conversar com mais brasileiro aqui. Brasileiro? Brasileiro? Brasileiro?
Quando ganhar, morro, rapaz!
Eu ganho, morro! Tá torcendo pro Brasil? Tá valendo! Vamos, Brasil!
Vamos, Brasil, caralho!
Não, isso não! Isso é palavrão! Família, vamos falar aqui com a família, porque essa família não tem palavrão. Oi, tudo bem? Oi, como é seu nome? Thiago. Thiago, Thiago, que sufoco que a gente levou hoje, mas agora que a gente passou, agora vai. É, eu acho que tinha, foi sofrido, mas a única coisa é pelo menos passou, né? Eu acho que o Japão jogou meio sujo, mas também só tem um time com 5 estrelas, né? Nunca, nunca consegue ser favorito contra eles, então tem que ir todo atrás mesmo.
Tá certo, jogou atrás o tempo inteiro o Japão, foi isso que aconteceu. E você veio dar o apoio para o Brasil também, foi muito sofrido, mas deu certo. Foi sofrido, mas de virada é sempre mais gostoso. Coração acelerou, relógio tocou falando que batimento tava alto, mas valeu. Vai Brasil, é hexa! Vai Brasil também!
Vamos Brasil, hexa!
Vamos! É isso, viu, William? Foi difícil, foi um sufoco. Eu acompanhei com essa torcida aqui o que tem de brasileiro, americano aqui torcendo para seleção brasileira, mexicano, brasileiro também. Eu perguntava, vocês são da onde? Do México, tá torcendo para o Brasil. Americano, Brasil. Por quê? Porque gosta da seleção. Se eles gostam do Brasil, a gente gosta deles. E é isso, fica aí então com a festa aqui da Fan Fest de Dallas e rumo ao Hexa!
Boa, Marcela! Tá o mexicano ali, tá pronto para o fight, hein? Aliás, foi um fight, hein, Vitor Vina, nesse jogo com o Japão, hein? Meu Deus do céu, foi suado, foi sofrido, difícil. Um primeiro tempo onde os vilões já estavam ali todos, a gente já tava preparando as manchetes, né? A gente já sabia o que ia acontecer. É um, é outro, vai ser esse aqui, vai ser o Ancelotti que vai morrer com o Hendrik e com o Neymar no banco, vai ter tudo esse negócio, tava tudo preparado.
Mas o segundo tempo mudou a história, num sufoco, mas o Brasil passou. Vitor Birner, tudo bem?
Tudo bem, William. Boa tarde a você. Quase falei boa noite. Boa tarde ao Jean Calçade, aos fãs, às fãs do esporte. Sem exagero, tá? Porque isso não vale sempre. Na camisa, na qualidade individual.
Muito.
Por mais que o brasileiro não goste, porque eu vejo muita gente já reclamando, na ousadia muito do treinador, por uma formação que deixava o Brasil extremamente exposto contra uma seleção que se encolheu vendo a camisa da seleção brasileira. Porque o Japão é muito mais organizado que o Brasil. O Japão pressionava alto. Quando pressionava, dificultava o Brasil. O Brasil não conseguia dificultar o Japão. Quando encaixava a marcação, principalmente no primeiro tempo, não deixava o Brasil jogar a partir de um certo espaço do campo, um pouquinho ali à frente da linha do meio-campo, protegendo a área.
E o Brasil, quando tentava fazer isso, não conseguia. O Japão chegava com muita facilidade no entorno da área do Brasil, mas o Japão não quis jogar. Por que o Japão, tão organizado, não quis jogar contra o Brasil? Não tô sendo fanista, tô sendo realista. Entrou a história em campo, entrou o tamanho do Vini Júnior, entrou o Casemiro, porque é um jogador que é respeitado, mesmo não sendo jogador do passado, entraram os 2 zagueiros finalistas de Liga dos Campeões, o bicampeão Marquinhos, entraram vários aspectos que estão no Brasil da Copa do Mundo.
Essa é a grande questão, tá? Então não foi uma vitória do jogo coletivo, apesar de ter acertos. O Brasil ficou levantando bola na área, e essa é uma vulnerabilidade do Japão. O Brasil demorou para começar a levantar bolas na área. Quando levantou, o jogo ficou desconfortável. O Japão não criou uma chance de gol. Se o Brasil tivesse sido eliminado, era por um erro individual. Porque até quando jogava mal era um jogo de 0 a 0. Ou seja, uma vitória mais do que merecida, apesar de não ter sido um grande jogo do Brasil.
Foi um grande jogo de postura, um grande jogo de atitude, mas obviamente não um grande jogo coletivo. Para ser campeão do mundo vai ter que melhorar.
É, tem seus problemas, né, Mário Marra? Mas foi um grande teste para a seleção brasileira já de cara no primeiro mata-mata aí da competição, e o Brasil conseguiu superar essa dificuldade. Mário Marra, tudo bem? Aliás, não só a dificuldade que o Japão impõe, mas as suas próprias dificuldades.
Sim, William, prazer estar com você, companheiros do Linha, fãs de esportes, para turma no Brasil. William, pode sair o comentarista e pode entrar o Mário Marra, CPF Mário Marra. Eu tive a oportunidade de assistir o jogo do Brasil em um bar aqui em Atlanta, na região da BeltLine, aqui em Atlanta, e dividido torcedores holandeses aqui torcendo contra o Brasil Isso diz muita coisa. Alguns japoneses, mas muito brasileiro. A emoção é legal, é legal de ver o brasileiro fora de casa, que já tá fora de casa há muito tempo, torcer pela seleção brasileira.
Mas eu concordo, seleção brasileira não foi bem no primeiro tempo. Ó, os holandeses que eu falei estão passando aqui. Eu vou, se ele olhar para minha cara, eu vou virar de costas para ele. Sei, vai secar seu time. Então foi primeiro tempo, não foi Chega aqui para você ver se eu não vou virar de costas para você. Vem, não vem, eu já tô te avisando, não vem. Então, primeiro tempo não foi legal. Ó, presta atenção, presta atenção, William, presta atenção.
Pronto, ó, assim, pronto. Daqui a pouco você vai ver passando aqui, ó, aqui atrás. Tava secando aí, ó, secou, secou, que eu vi. Mas o segundo tempo, o segundo tempo foi bem legal, bem legal. E acho que sim, Gente, é o peso de uma Copa do Mundo, é o peso de uma Copa do Mundo, é o peso de pegar o bilhete hoje à noite e voltar para o Brasil. Então essa responsabilidade ela tem que pesar, ela pesa nos jogadores, mas ainda assim aos 95 sai o gol do Brasil.
É assim, jogando no primeiro tempo mal, mas jogando o segundo tempo muito legal. E um dado que ainda hoje falei cedo no EsporteCenter: seleção japonesa concedia muito pouco defensivamente. Era a terceira melhor defesa em oportunidades concedidas, oportunidades claras concedidas ao adversário. A Espanha, Argentina e depois o Japão. Foram 2 e poderia ter sido mais.
Jean Odi, será que não dá para ser mais como foi o segundo tempo e menos como foi o primeiro tempo daqui para frente? Pelo amor de Deus, hein? Tudo bem?
Tudo bom, tudo bom, William. Então, bom, boa tarde para todos. Cara, eu sinceramente, eu tô vendo muita gente achando que o Brasil tinha que ter passado o trator em cima do Japão. Não sei, essas pessoas, acho que assim, ou elas vivem há uma década atrás, duas décadas atrás, ou não viram nada dessa Copa do Mundo, porque na boa não dava para esperar isso. Acho que, né, tava todo mundo falando, todo mundo que acompanhou a Copa de perto, que viu de perto os jogos do Japão nessa primeira fase, como esse time é organizado, talvez o mais organizado da Copa do Mundo.
Todo mundo sabia que não ia ser fácil, né? O Brasil tem mais qualidade, tem melhores jogadores, é verdade, mas do ponto de vista de armação de time tá atrás. É normal que esteja atrás pelo pouco tempo de trabalho do técnico e tudo mais. Então eu acho que o Brasil fez um bom jogo. Eu acho que o Brasil fazia um bom jogo, um jogo correto, com dificuldades esperadas naquele primeiro quarto. Infelizmente, vamos voltar a dividir o jogo em quartos, mas no primeiro quarto do jogo, acho que o Brasil até que estava bem.
Depois que toma o gol, aí a coisa dá uma degringolada de fato e o Brasil acho que fica nervoso, o Brasil sente, né, mais ou menos como sentiu o começo da Copa do Mundo naquela partida contra Marrocos. E aí assim, na boa, porque eu acho, né, o Birner falou do Casemiro, mas eu sou daqueles que acham, no intervalo, que o Casemiro tinha que sair. Porque fazia um jogo terrível, porque tinha tomado cartão amarelo e tudo mais. E aí entra aquilo que a gente pode chamar de estrela, de competência, de sorte do treinador.
Eu não sei o que é. Obviamente ele tem muitas qualidades, né? Mas ele mantém o Casemiro em campo, acho que contra a vontade de 98% da população.
Eu tava na redação assim, não é possível que ele vai voltar.
Ninguém Ninguém queria o retorno dele. Este mesmo Casemiro faz o gol de empate. O Martinelli, que muita gente não queria ver entrar no segundo tempo, faz o gol da virada.
E jogou bem, hein?
E jogou bem e foi importante. Acho que as mudanças que ele fez funcionaram. E acho que o mais importante, no fim das contas, é isso: o Brasil fez um ótimo segundo tempo, sim. O Brasil pressionou, o Brasil foi melhor, o Brasil mereceu passar. Quem queria goleada, repito, eu acho que tá vivendo numa outra época ou viu um outro Japão jogar, não esse que a gente viu na Copa do Mundo. Então eu acho que foi um ótimo resultado. O Brasil, das grandes seleções, das seleções favoritas, talvez tivesse pela frente o adversário mais duro de todos, né?
Porque se a gente olhar para o adversário que a França vai enfrentar, que a Argentina vai enfrentar, que a Inglaterra vai enfrentar, Portugal, você pode, com a Croácia é uma outra história, e a Holanda com Marrocos, mas não sei se a Holanda tá nesse nível, né, de apostas das pessoas. Então assim, o Brasil passou de um adversário duríssimo e passou jogando melhor. Acho que era o que dava para pedir para esse momento, para esse nível de trabalho.
A gente imaginava, né, Calçadinho, que ia ser um jogo duro, né, não ia ser essa moleza contra o Japão. A gente cansou de falar aqui, aliás, ontem vocês trocaram, o Jajá tava aqui ontem, Mandei no ar já já, né? Mas tá tudo bem, né? Já tá tudo certo. Tava aqui, tava aqui ontem inclusive, pessoal discutindo, trocando ideia sobre o que seria o jogo contra o Japão. A gente sabe que ia ser um adversário duro, mas você imaginava que ia ser tão difícil quanto foi aquele primeiro tempo, Calçade?
Boa tarde.
Boa tarde.
Cara, para mim o jogo atendeu a expectativa. Pelo menos Japão é uma equipe que não merecia sair da Copa. É claro que é o Brasil, você quer que o Brasil passe, eu digo Como equipe de futebol, como time, times ruins, muito piores do que o Japão, vão estar na próxima fase. Então, se o Japão, a Copa merecia ter o Japão, assim como o Brasil na próxima etapa. Fica o Japão, você tem confrontos aí muito abaixo, mas é um Mundial, é sorteio, é classificação, e aí eles vão se encontrando, e o Brasil tinha que passar.
É, como é, não é uma equipe assim, o Brasil não tem uma consistência para abraçar e falar esse aqui é o caminho e jogar aquele jogo que vai ganhar. Isso, o Brasil tá construindo isso. Então teve 3 jogos na primeira fase que foram importantes para melhorar. Eu vejo um pouco do jogo anterior nessa partida aqui, porque você tem um Japão trancadaço, 5-4-1. O Japão em vários momentos, você olhava, o time estava em duas faixas do gramado.
Cada faixa tem 5,5 metros, em 11 metros estava o Japão todinho, né? E não é fácil entrar, mesmo driblando.
Você tem que driblar 1, 2, 3, porque com esse povo todo, e tá um em cima do outro, você tem que driblar um do outro na cobertura rápida.
Na hora que você abre a bola, você dá um tapinha na bola, o outro— não é fácil. Então você tem que ter um time muito bem articulado. Por onde? Eu digo que o Brasil trouxe coisas da partida passada para esse, que é: o Brasil tem uma dificuldade muito grande de jogar pelo meio do campo, há várias Copas. Então você tem nas beiradas Rayan e Vini, bem na beirada o Vini no primeiro tempo, tentando. O Rayan ignorado pelo time porque é mais difícil, o Danilo não é um grande companheiro como lateral.
E aí o Rayan, a bola não é invertida, o Brasil fica lento e ali fica enrolado no Japão.
Eu achei que hoje foi até mais do que você fala. Você já tinha chamado atenção para isso no jogo contra a Escócia, mas hoje talvez o Rayan ainda menos acionado.
E o que acontece no meio do campo, né, pela escalação do Brasil? Tem Matheus Cunha, que é o vai e vem, ele é o atacante, ele é o jogador de meio, né? Então você tem aqui o Matheus Cunha, o Casemiro, Bruno Guimarães, Paquetá. É, só que esse time aqui busca jogar pelo lado porque não consegue se associar por dentro. O Matheus Cunha não fica na linha de zagueiros. Logo, o Brasil conseguia até prender os 5 só com as beiradas, com Rayan e o Douglas Santos, porém não jogava, cara, não jogava, não tinha jogo aqui.
Que que faz o Ancelotti no segundo tempo diante de um Japão que veio para reagir, tá? O Japão não veio para jogar, tava, o Japão veio, bola para o Brasil, 70 a 30 a posse de bola, bola para o Brasil e velocidade na hora que recupera. Tanto que fez o gol assim o tempo todo, os 90 minutos foram assim. É que o Brasil teve altos e baixos, tomou o gol e ruiu, né? Exatamente, depois do gol o Brasil ruiu e desmontou. E o Casemiro é um caso à parte, porque ele faz o gol, mas o Casemiro não tá fazendo uma boa Copa.
Então uma coisa é o gol, o maravilhoso, a outra é o gol é um momento decisivo no jogo, mas Os 90 minutos, a gente tem que olhar a atuação dele no aspecto global, e ele tá mal na Copa do Mundo. Então, o que faz o Ancelotti segundo tempo? Ele vai com o Endrick por dentro, depois coloca o Martinelli. Endrick, Martinelli aqui. Então você empurra a zaga do Japão para ter o quê? Uma velocidade, uma infiltração. Com isso melhora o jogo do Ryan, melhora o Vinícius, e o Martinelli faz o gol.
Por dentro numa equipe que foi insistente. O que eu vejo é que o segundo tempo do Brasil foi de um aprendizado para seleção que nenhuma outra atividade comandada pelo Ancelotti nos jogos anteriores, em treinamento, conseguiu fazer o Brasil aprender tanto, cara. Porque você sai do jogo, não é que sai grandão, mas sai com uma missão cumprida, que é virar um jogo. E é muito difícil virar um jogo de Copa do Mundo.
Ainda mais no mato contra um adversário difícil.
É muito difícil contra a seleção mais organizada.
Contra um time muito organizado que merecia continuar, com outro time não enfrentando o Brasil. Mas se pega um Marrocos, pô, tanto time, tem uns times bem, umas equipes bem ruinzinhas. Mas pega uma África do Sul, vai. Mesmo o Canadá passa.
Sim, sim, sim.
Cara, o Japão, acho que se você excluir os favoritos, O Japão seria favorito contra qualquer uma dessas seleções. Talvez contra a Colômbia fosse ser um jogo muito interessante, porque a Colômbia também tá jogando muito. Mas eu tô de acordo com o Calçade, o Japão deu azar porque pegou o Brasil, porque acho que avançaria contra a maioria dos times que passaram de fase.
E o Carleto, cara, o Jean falava aqui, não era no ar, você falava, né? O Jean falava assim, meu, ele é iluminado, ele é iluminado. O Hendrik vai, ele coloca o Martinelli, faz o gol, ele não tira o Casemiro.
E o Casemiro, irmão, faz 2 gols, né? Ainda teve um ali que, pelo amor de Deus. André Kifuri tá chegando com a gente também. Quero ouvir o André sobre essa virada da seleção brasileira, classificação, e o que que você destaca primeiro de positivo, né? Porque passou. Primeiro de positivo dessa vitória da seleção brasileira sobre o Japão. André, tudo bem?
Oi, William, tudo bem? Oi, amigos, um abraço a vocês todos aí, uma saudação especial aos nossos fãs de esportes. Eu tô de pleno acordo com as leituras gerais dos companheiros até agora a respeito da atuação da seleção brasileira e essa classificação para as oitavas de final. Eu posso passar para vocês aqui a minha perspectiva de dentro do estádio e a sensação que me acompanhou A partir do momento do gol do Japão, quando o jogo ficou perigoso nos minutos finais do primeiro tempo, porque a seleção brasileira foi tomada por uma, um pouco de pressa, que eu acho que é natural para tentar reverter a situação o quanto antes e diminuir o sofrimento, e isso também levou a um certo descontrole.
Mas a partir do momento do gol, a minha sensação era que Não, a seleção brasileira não fazia um grande jogo, mas de todas as tarefas que o Brasil tinha na tarde de hoje aqui em Houston, ela conseguia completar duas. Quais eram as tarefas? Número 1: ditar o ritmo da partida. E o Brasil escolheu fazer isso por intermédio da posse e conseguiu. Segunda tarefa: ser perigoso, causar dano. Isso vinha falhando durante todo o primeiro tempo.
E o terceiro, a terceira tarefa era se proteger em relação ao contra-ataque japonês. O gol que a seleção brasileira toma é um gol que não é compatível com o que o jogo mostrava até então, mas é um gol absolutamente avisado, compreendido, alertado a respeito das coisas que a seleção brasileira tinha obrigação de evitar contra o Japão, que era perder a bola na própria intermediária, em especial com o time fazendo o movimento inteiro para sair e dar ao Japão o espaço que os jogadores japoneses não estavam conseguindo criar.
Sai o gol e passado esse momento de intervalo, quando a seleção brasileira volta, o que surgiu no campo foi um time vivo, um time com alma. E de certa forma isso contagiou a torcida brasileira aqui naquela troca que é tão normal e tão legal num jogo de futebol. O nível de pressão que a seleção brasileira conseguiu aplicar ao Japão a partir do minuto 1 do primeiro, do segundo tempo, foi uma coisa muito importante nesse aprendizado que o Calçade mencionou agora há pouco.
Porque eu acho também que tem vários, né? Seleção Brasileira não virava um jogo em Copa do Mundo desde a abertura do Mundial de 2014, aquele jogo em Itaquera que a Croácia sai na frente no gol contra do Marcelo e o Brasil vira. O resultado é controverso, né? Tem muitas críticas a respeito de colaboração da arbitragem, mas estatisticamente aquele era o último jogo que a seleção brasileira tinha virado em uma Copa do Mundo. E o segundo tempo aqui, lembrando do que o Calçade disse, me parece que causa um ensinamento não só tático, não só de força mental, mas também um ensinamento de, do processo de uma equipe se do ponto de vista da personalidade.
Não foi fácil, tanto que foi um sufoco até o final, mas só havia um time procurando a vitória. O Japão buscava o contra-ataque não como opção estratégica no segundo tempo, mas com a única, como a única coisa que ele podia fazer para sobreviver. Não conseguiu porque a pressão da seleção brasileira funcionou até o final, com uma jogada de clareza nos minutos finais do jogo Uma troca de passes dentro da área para o gol do Martinelli.
Martinelli que tava grogue, zonzo, porque numa bola erguida alguns minutos, alguns minutos antes para área do Japão, ele levou um encontrão. Ele até reclamou com o árbitro que ele tinha levado uma cotovelada, e ele tava de fato um pouco ali sem o mesmo equilíbrio, talvez precisasse até de um atendimento médico. Que não foi necessário, não aconteceu. E ele teve assim a clareza e o equilíbrio na finalização dentro da área para fazer o gol da classificação do Brasil.
A minha perspectiva de dentro do campo: um time que tem alma. A gente não tinha visto isso ainda da seleção brasileira nessa Copa.
O André, cara, perfeito, perfeito, que já trouxe o tema. Eu ia colocar esse tema um pouquinho mais para frente, mas o André levantou essa bola agora. Acho que é por aí, Jailson. É uma seleção em que se questiona muito a personalidade dos jogadores ou a falta de personalidade. Tem muita coisa subjetiva questionada, né? Mas assim, questão de personalidade, questão dessa coisa da alma, do caráter, né? Não tô falando de mau caráter, tô falando caráter no sentido de você conseguir superar as adversidades e tudo.
Mais do que o campo, e a gente vai discutir daqui a pouquinho os ensinamentos que esse segundo tempo traz para o Brasil. Essa parte mais subjetiva, essa parte mental, o Brasil mostra que ele tá num bom caminho, que tem jogadores sim de personalidade? É pra contrapor tudo isso que alegavam dessa seleção?
Boa tarde, tudo bem? Tudo bem, boa tarde, William, boa tarde, fãs de esporte. É exatamente isso que você acabou de descrever, que o André acabou de descrever pra gente também, visto lá do estádio. É porque o primeiro tempo que o Brasil ficou trocando passes, não tinha muita saída, né? O Brasil estático, até a reclamação dos próprios jogadores do meio-campo. A gente via muitas vezes o Paquetá, o Gabriel Magalhães também sinalizando para ter um pouco mais de movimentação no campo de ataque, mas já tinha uma estratégia pelo Ancelotti, pelo visto, ali no primeiro tempo.
E aí vem o segundo tempo, a mudança de estratégia para mim do Ancelotti, isso que a gente ainda vai discutir aqui, mas para mim foi o jogo do treinador, do técnico, para o que aconteceu no segundo tempo. E aí entra essa parte subjetiva, essa vontade, essa alma e a tranquilidade principal, porque o André ressaltou muito bem ali, a frieza nos minutos finais era basicamente o último lance do jogo, né, gente? A frieza nos minutos finais do Bruno Guimarães.
É a 4ª assistência do Bruno Guimarães na Copa do Mundo. É um dos principais jogadores dessa seleção, depois do Vini.
É ele que é o principal depois do Vini.
Com o Paquetá, né? O Paquetá acabou se lesionando ali e abriu a possibilidade do Ancelotti mudar o esquema do jogo. E aí, já jogando pro— eu concordo plenamente com o que você pontuou e com André também. Mas já jogando para parte do campo, bora no segundo tempo, porque o primeiro tempo era basicamente o Japão, como o Jean tinha falado, né, uma linha de 5. A gente tava ali falando na redação com Calçade também, linha de 5, teve hora de linha de 6, o Japão bem preso.
Inclusive eu não esperava o Japão tão atrás, eu esperava o Japão fazendo a marcação ali no meio-campo, na altura do meio-campo, numa tentativa de ligar o contra-ataque, que foi, não foi contra-ataque, mas foi um erro de passe. Do Danilo, que aí acabou sobrando aí a bola para o Marcelo fazer o gol. Mas eu não esperava no bloco tão baixo, eu não esperava um futebol tão reativo. E aí, com a lesão do Paquetá, já entra a primeira do Ancelotti.
Eu tô com Jean no momento que ele fala que bem perigoso ele não ter tirado o Casemiro. Eu achei que ele fosse tirar o Casemiro, até porque já tinha amarelo e ele tava com dificuldade de correr para trás. Isso é algo que já não é nenhuma novidade, mas ele bota uma linha de 4 jogadores na frente, né? Ele aproveita e coloca o Endrick para quê? Para para arrastar ainda mais a linha da zaga do Japão para trás e ter a possibilidade exatamente disso aí, desses cruzamentos para dentro da área, para você diminuir a diferença do número de jogadores do Japão para o Brasil.
Por isso que a gente viu, por exemplo, Gabriel Magalhães fazendo assistência para o Casemiro, porque a linha de defesa do Japão tava toda lá atrás. E aí, por conta dos 4 jogadores de frente, e aí depois ele ainda coloca o Martinelli também, né? Algo que a gente tava discutindo aqui ontem. E por exemplo, não queria o Martinelli, por exemplo, como jogador no meio, mas de meio de segundo volante. E não foi a função que o Martinelli acabou entrando.
Martinelli entrou por dentro, mas um pouco mais à frente, né, para justamente empurrar ainda mais a linha do Japão para trás. E assim, a molecada com personalidade, né, porque o Ryan, eu concordo com o Calçade, não recebendo muito espaço no primeiro tempo, mas no segundo tempo com um pouco mais de leveza e tranquilidade, muitas vezes conseguindo acionar. Botar as bolas para frente. E o principal do Ancelotti também, para passar a palavra para os amigos, ele mexeu na função do Vinícius, né?
Que o Vinícius Júnior no primeiro tempo muito preso por dentro, o Douglas Santos abrir, não recebia bola, o Paquetá toda hora tentando fazer com que os jogadores avançassem, não avançavam. E ele volta para o segundo tempo com Vinícius Júnior aberto, Vinícius Júnior de volta às origens, voltando para ponta esquerda para ter espaço para jogar, porque ele tava entrincheirado na zaga do Japão e não conseguia jogar. E que bola do Bruno Guimarães, pelo amor de Deus!
Que passe do Bruno Guimarães, porque muitos chutariam em cima do japonês, já tava dando ali o carrinho para tirar essa finalização. Ele conseguiu levantar rapidinho ali o pescoço, acha o Martinelli que dá um tapa na bola, e quase que o Suzuki mais uma vez faz a defesa impressionante.
Ele chegou a resvalar na bola, né? Assim como ele evitou aquele gol que a gente vê agora.
Esse é o gol da Copa até agora.
Esse é o gol da Copa, um negócio absurdo que o Vini tava fazendo, né? Um pecado para nós brasileiros, né? Que pena, né? E o Suzuki pegou, quase que ele pega também. Você pediu a palavra, né, Biro?
Não, assim, é porque vamos falar sobre o Casemiro primeiro, por favor. Eu entendo, eu concordo completamente sobre a atuação do Casemiro no primeiro tempo, uma atuação bem abaixo, mais uma, mais uma. Só que você não tá falando de qualquer jogador e nem de qualquer circunstância. Provavelmente, se fosse um jogo de eliminatória de Copa do Mundo contra o Chile em Santiago e o Brasil tivesse perdendo, até empatando, ele tiraria o Casemiro do jogo.
É um jogo de Copa do Mundo. O Casemiro, ele é o jogador mais consistente da seleção brasileira na era em que ele é jogador de futebol. E ele é o principal líder da seleção brasileira. Então você tá tomando 1 a 0, intervalo de jogo, você abre mão da experiência ou você olha só para o jogo com a frieza que o futebol não permite no mata de Copa do Mundo e tira o jogador?
Tira o jogador.
Eu não tiraria o jogador.
Eu tiro o jogador. Assim, e agora fica mais difícil falar, apesar dele ter feito o gol e tudo mais, mas é que assim, Biner, a partida dele era muito fraca.
Concordo.
Ele estava pendurado com cartão amarelo. O Japão tem na sua força justamente uma transição muito rápida, né, no meio-campo, onde ele estava tendo dificuldades para parar os adversários, mesmo, né, com o jogo naquela situação positiva para o Brasil. Porque também eu queria ressaltar isso: o Brasil tava, o Brasil estava jogando muito bem também do ponto de vista defensivo. O Brasil não tava permitindo ao Japão fazer aquilo que o Japão costuma fazer.
O Japão faz o seu gol num erro do Danilo, num erro de passe. O Brasil entregou a bola para o Japão fazer aquilo, porque enquanto o Japão tentou roubar a bola e partir em velocidade como ele fez tantas vezes na primeira fase, ele não conseguiu. Então eu acho que o Casemiro tava sofrendo muito. Para sorte dele, aí que eu brinquei com a estrela do Ancelotti também e tudo mais, ele acaba fazendo um gol, né, numa função que nem é a principal função dele.
Chamou o Rafalão já no contrapoio.
Acho que o Marra chamou, sim.
Sim, sim, e assim, é exatamente dentro do tema. E a coisa mais previsível era o Japão jogar em contra-ataque. O Casemiro já tava amarelado, é mais lento. Então era muito previsível, se alguém perde a bola, ele vai ter que voltar, ele vai ter que fazer outra falta, ele pode ser expulso. E sem contar que, por exemplo, o Fabinho é mais rápido que ele. Então assim, é peito, hein, é peito do treinador, é coragem do treinador. E um outro ponto também que a gente tem falado aqui do 40 para área, né?
Mas o Igor Thiago ficou no banco. Ele mesmo com 40 cruzamentos para área, coisa mais comum seria colocar um centroavante grandalhão lá. Ele não, ele optou pelo espaço e surgiu o espaço.
Perfeito, porque esse parecia ser o jogo, né? Eu até brinquei ontem aqui no Jair, você tava junto, eu brinquei, falei, me parece que o Igor Thiago— eu até brinquei ontem, eu falei, amanhã seria um jogo típico em que o Igor Thiago talvez viesse a ser necessário. Exatamente. Mas se a gente olhar para o que foram as reações todas, a entrada dele, a estreia dele também na Copa do Mundo, acho muito difícil que ele entre, né? E é o que o Marra tá falando, talvez este jogo, neste contexto, e o Ancelotti mesmo assim fazer as opções que ele fez Indiquem que vai ser muito difícil o Igor Thiago entrar, porque ele tem, né, a gente já falou, a gente tá falando sobre isso ontem, ele tem o Endrick que já virou a primeira escolha, não importa na ponta, né, na ponta direita ou por dentro.
E hoje ele manteve o Ryan que tava com dificuldade, né, de no primeiro tempo de pegar a bola e conseguir virar, né, virar o corpo e ir para frente, porque estavam geralmente com 2, 3 jogadores em cima dele. Então ele já vai melhorando no segundo tempo porque pesou a linha, e aí o Japão teve mais gente para tomar conta. E o Danilo começou a passar também, né? Teve muita dessa jogada de associação com Danilo. Danilo passou acho que 2 ou 3 vezes.
Mas enfim, ele tem o Hendrik, ele tem o Martinelli, que ele usou hoje, que ele gosta. Já deu para ver claramente que ele gosta muito, inclusive colocando em outras funções que a gente tava debatendo aqui. E ainda tem a sombra do Neymar no, para, para o ataque, né? Então o Igor Thiago ia ser hoje, para mim, só se o jogo fosse para prorrogação, que a gente falou ontem. Ia só se o jogo fosse para prorrogação, 5 minutinhos do jeito que tava, exatamente exatamente o mesmo cenário que tava hoje, de pegar a bola e alçar a bola na área, pegar a bola.
Mas quantas vezes, oi, Marra, mas aí, quantas vezes nós já vimos isso acontecer, né? Quantas vezes a gente já viu o jogo tá no desespero, tá no 1 a 1 para evitar prorrogação, põe lá o centroavantão? Sempre a gente fez.
Sim, e faz até, faz sentido em muitos casos quando você não consegue produzir, até faz sentido.
Ainda mais hoje, eu acho, por exemplo, que o primeiro tempo do Brasil Eu não gostei do jeito que o Ancelotti, não o jeito que ele entrou em campo, porque eu não imaginava o Japão jogando com as linhas tão baixas. Imaginava que o Japão, que nem o Jair falou, ia marcar um pouco mais à frente, tentar roubar a bola um pouco mais à frente, usar a dificuldade do Brasil de saída de bola. Mas a partir do momento que o Japão tá marcando tão baixo, o Brasil tinha que ter abusado dos cruzamentos desde o início do jogo.
O Brasil tinha que demorar demais.
Exatamente o que o Ancelotti sempre fala quando o time dele precisa pressionar alto e tá bem preparado, Real Madrid. Pressionava. Quando fazia o gol, baixava contra-ataque. Quando precisava cruzar na área, tinha ali jogador que entrava na área. Exatamente jogando em cima dos defeitos e das dificuldades dos adversários. E eu acho que o Brasil explorou muito pouco o cruzamento no primeiro tempo. Ficou tocando muito a bola, tentando entrar por dentro, trocando a bola.
O Japão com a marcação do 5-4 ali extremamente encaixada. Você tinha os jogadores brasileiros bem abertos, dando amplitude, não dava para jogar com eles porque estavam todos muito bem marcados.
Né, só que, mas eu acho que ele não ia adiantar, é porque não tinha ninguém na área.
Exatamente. Mas entra o Mateus na área, joga o Raio para área.
Foi o que ele acertou para o segundo tempo.
Então, mas ele poderia ter feito mais um centralização, não fazendo.
Segundo tempo, ele, a gente viu até nos melhores momentos aqui, ele teve, ele produziu 3 chances de bola no segundo pau, que foi a estratégia, uma das mudanças, que é o gol do Casemiro, teve aquela invertida que bate no goleiro, bate, fica ali em cima da linha.
Que é a cabeçada do Casemiro também.
Então, é, mas é bola colocada aqui, ó, na linha de fundo e nas costas do marcador, porque o Japão não é um time tão alto, né? Então a bola chegava e o Brasil conseguia empatar assim. Outro ponto, assim, acho que do ponto de vista do Japão, o Japão ele tentou investir num problema que o Brasil tem. O Brasil tem um time para ganhar jogo em transição, não para ganhar jogo contra time fechado. Contra time fechado é um problema, é um problema, é um problemaço para o Brasil, porque são jogadores de velocidade.
Não só para o Brasil, tem sido uma característica da Copa. A Copa tem mostrado isso.
Argentina não tem. Não, a França, mesmo com quarteto atacante, mas aí eles são os dois melhores. Não, pera aí, mas aí é mostrando isso. A França tem uma característica, a França joga com dois meia de campo, joga com dois e quatro. Esses quatro entram. O Brasil não. Então a diferença aí, o formato é o mesmo, o resultado é diferente. A Espanha sem os— mas a Espanha tem aí a meiuca preenchida, mas não tem a ponta. Perdeu o Nico Williams, só tem o Lamine Amal, e é outro problema. Sofreu também.
A Inglaterra sofreu para caramba com isso.
Então o Japão falou assim, beleza, Brasil é um time de transição, eu não vou permitir a transição. Vou marcar aqui, 5-4-1. Isso. Em alguns momentos a gente até contou ali brincando na redação, tinha um 8 entre um lado e outro do Japão, ó. 1, 2, 3, 4, agora tem 6 na área. Mas era uma linha, tinha 8 caras, linha de 8, linha de 8. Ele me mostrou, eu mostrei para o Jair, o Jair, dá uma olhada, tem 8. Aí você conta com a imagem aberta, eram 8 caras, né?
Por quê? Porque, cara, a dificuldade do Brasil entrar. Por isso que vem o Endrick e o Martinelli para ter velocidade em cima dos caras. Mas é preciso receber a bola. E ali o Bruno Guimarães foi mágico. Não foi nenhuma jogada de muito espaço, né? Foi assim, porque até que o Japão não permitia espaço, mas foi colocar uma bola de frente para o gol, para uma finalização que ainda vai chorar na grave para deixar todo mundo assim próximo do infarto.
Isso é um detalhe. Tem uma outra coisa, isso é possível porque o Brasil levantando 700 bolas na área colocou o Japão no córner. Você vai minando, minando, minando, minando a confiança. Você imagina, você imagina, você é um jogador de futebol assim, não são seres humanos, vale lembrar. Ele, você tá na área, aí vem uma bola, vem a segunda, vem a terceira, mentalmente física negativa. Ninguém suporta, é muita pressão, é um jogo de Copa do Mundo, é o jogo da vida dos caras, é um jogo só que vale a vaga. E aí você ganha o jogo na força mesmo, na pressão.
Sim, da mesma forma que o Brasil toma o gol aos 29 do primeiro tempo e até o final da primeira etapa é uma equipe instável, poderia ter tomado o segundo gol porque alguns jogadores teve uma falha do Danilo, você teve o Casemiro, porque esse time que não sabe jogar, esse time melhor, time que tem dificuldade para jogar por dentro E contra equipes fechadas, no momento que perde a bola, vai sofrer a transição do adversário. Aí você tem o Casemiro mais lento, Danilo mais lento.
Não é este quarteto. Casemiro, Danilo e os dois zagueiros não vão disputar os Jogos Olímpicos nos 100 metros.
E por isso esse era o temor, né?
Prestando um bastão para o outro ali.
Esse era o temor.
Fala, fala, Marinha.
Não, e assim, é preciso destacar isso, né? Assim, é a tensão emocional, né? É uma, é perder o tchau. A sensação que me passa é que vai ter peixe grande caindo fora agora, porque é mais pesado emocionalmente. E uma outra coisa, quando você joga assim, e quando você joga com tanta gente pressionando no campo de ataque, é muito normal. De novo, a gente vê sempre, qualquer que seja a competição, Campeonato Brasileiro, Premier League, La liga Série A, a gente vê o time que sente mais o peso, sente mais a responsabilidade, sente mais a hierarquia, ele se desorganiza defensivamente várias vezes, ele se desorganiza.
E aí a gente vê lá tomar o gol no contra-ataque. Como é que vai explicar que perdeu para o Crystal Palace? Como é que vai explicar que perdeu para o Osasuna? Como é que vai explicar? Porque se desorganizou. E a seleção brasileira hoje, no segundo tempo, tendo a bola, jogando em cima, 70% de posse de bola, obrigando o goleiro a fazer milagre, não perdeu a concentração defensivamente, não perdeu a concentração no momento sem a bola. Eu acho que isso tem que ser destacado também.
Eu acho só assim, é bom destacar também, e essa lembrança me veio até por tudo isso que o Marra tá falando, me veio no segundo tempo. Você imagina se o Japão tivesse o Mitoma, o Minamino, o Kubo? Então eu acho que se o Brasil tivesse o Vero, o Rodrigo, o Militão, o que eu tô falando, se o Brasil tivesse o lado direito todo O que eu tô falando é que do ponto de vista defensivo, se a gente podia ter o Estevão, a gente podia ter o Rodrigo, a gente podia ter todos esses caras, que o problema apontado pelo Calçade aqui do ponto de vista da transição ofensiva do adversário ia continuar, não ia mudar.
Não é o Estevão que ia marcar lá atrás, não era o Estevão que ia voltar para marcar. Então o que eu tô querendo dizer é que sim, se você pega uma seleção cuja capacidade ofensiva dos adversários ela é mais letal nessa coisa da velocidade. E o Japão é muito organizado, mas esses caras que eu citei são caras muito fortes. Então poderiam ter levado mais perigo para o Brasil, mais problemas para a defesa brasileira. Agora, tem uma coisa que é indiscutível.
Acho que o Calçade falou do ponto de vista tático, né, do calejar desse time, mas também do ponto de vista psicológico. Eu acho que o time tá passando por um momento, eu junto um com o outro, porque se você pegar a estreia. Para mim ficou claro na primeira meia hora, e o Ancelotti falou disso, que os caras sentiram a primeira meia hora da Copa do Mundo e por isso o Brasil não conseguiu jogar, né, ou jogou daquela maneira a primeira meia hora.
E hoje também ficou claro que ao tomar o gol, o time, que era um time correto, nada brilhante, mas correto, que ia fazendo o jogo, acho que se esperava, também sentiu. E no fim das contas O Brasil passou tanto por aquilo como por isso hoje. E assim que você vai crescendo numa Copa do Mundo, acho que tanto encontrando soluções táticas, mas também psicologicamente ficando mais, mais maduro, né?
Eu vou acionar o André Kifuri, que chamou. Só uma informação aqui, André, de passar para você.
Duas.
Cadê aqui? Pedro Ivo Almeida, que tá ali acompanhando coletiva, zona mista, daqui a pouco vai participar com a gente aqui do Linha de Passe. Informação: Paquetá foi posterior Deve fazer exame amanhã em New Jersey. Casemiro, nada demais segundo o DM, não preocupa. Ok, muito bem.
Vai lá, André.
Ok, vamos lá. Se eu posso acrescentar, existe uma mudança de desenho, né, com a substituição no intervalo, a entrada do Endrick e a saída do Paquetá. E o Ancelotti, ele poderia ter ter feito uma substituição de um atacante por outro e tentar resolver o problema com as mesmas ideias, né? Mas não que ele tenha ido para o risco assim, porque esse não é muito feitio dele, mas ele fez a substituição que envolvia a maior quantidade de perigo para a seleção brasileira, mas também era o que o time precisava, né?
Não sei se o Ancelotti vai falar sobre isso durante a entrevista coletiva, tomara que sim. Mas a mudança de postura, de mentalidade no time, é que chama muita atenção a partir do pontapé inicial do segundo tempo, com tantas oportunidades, tantas chances, bola na trave, um gol do Vinícius que, se a trave não impede, seria uma obra maravilhosa, talvez o principal gol da carreira dele. Uma coisa, pelo fato de ter acontecido numa Copa do Mundo, eventualmente ser o segundo gol que classificaria a seleção brasileira, um lance absolutamente fantástico.
Não era possível a seleção brasileira deixar de vencer o jogo. Eu tô falando sobre sensação. É claro que jogos em que um time teve mais volume, mais chance, mais oportunidade, mais quase gols, mais defesas do goleiro adversário e não conseguiram ganhar já aconteceram aos montes, mas a seleção brasileira teve um volume no segundo tempo e uma capacidade física também de fazer o jogo acontecer essencialmente no seu campo de ataque, acuando o Japão.
E acho que foi o Birner agora há pouco que disse: você ganha jogos assim convencendo o seu adversário, que não quer ser convencido disso, é claro, de que não adianta, não será possível impedir mais um gol. E o que, o que para mim fica de qualidade, de virtude da seleção brasileira, além desse pacote todo, é a clareza. Tô me repetindo aqui, eu sei. É a clareza para fazer um gol do jeito que foi a essa altura do campeonato, quando muitas outras equipes já poderiam estar fazendo um cálculo de como estamos para prorrogação, estamos bem, que que o técnico vai fazer, vamos tratar de não perder o jogo, de garantir que o Japão não vai fazer um gol.
A seleção brasileira continuou martelando. E é claro, muitas bolas alçadas à área, muita tentativa de gol, porque, né, o primeiro gol, gol do Casemiro, evidentemente é uma jogada aérea. Isso aumenta a confiança de que pode acontecer de novo. Mas a seleção brasileira não parou de tentar. E eu tenho também curiosidade para para ver aquela imagem do Carlo Ancelotti na hora do gol do Martinelli, porque eu suspeito que ele tenha tido aquela reação que ele tinha quando o Real Madrid fazia gols para virar jogos na Champions League no final das partidas, e todo mundo comemorava, o estádio vinha abaixo, ele pegava um copo de café, ele pegava um copo de água, e nem sorri ele sorria, porque o banco da seleção brasileira estava muito ativo durante o segundo tempo.
Porque a pressão era muito grande, as oportunidades elas foram se acumulando. Mas o Ancelotti, ele gestiona o jogo, ele participa de uma maneira muito calma, muito discreta, ele não perde a linha, como se ele muitas vezes soubesse o que vai acontecer. É claro que eu tô fazendo aqui uma grande figura de linguagem, porque ele não sabe, mas o comportamento dele é um comportamento que acalma a equipe E talvez tenha tido alguma coisa a ver com a calma que o Brasil teve no final do jogo.
Posso pegar o gancho aqui?
O André, o William, rápido, vai lá, Marra, vai lá você.
A Mari te mandou mensagem também?
Mandou.
Será mesmo?
Do Bruno Guimarães?
Isso mesmo.
Vou deixar você falar então. Achei sensacional. Vai lá, ô Marra.
Não, é rapidinho, porque até o Jailson já ouviu essa história no Esporte Center. Eu contei convivendo com a imprensa na Espanha, é muito isso que o André Kieffer falou, muito. Nos últimos, bom, já tem quase um mês, né, tem convivido com gente da imprensa da Espanha e eles, eles cobriram o Carleto, eles sabem como funciona o Ancelotti. E não foi um, não foram dois, assim, uns 5 chegaram para mim e falaram exatamente isso. Parece que ele tem um controle da situação e ele tem um algo no grupo de jogadores que faz com que o grupo olhe para ele de uma forma diferente, coloca ele num lugar de respeito que é difícil atingir.
É, um dos jornalistas falou até um palavrão, e eu obviamente não vou repetir. Fala: quando ele estende o braço direito e põe no ombro direito do jogador, sai debaixo. Ele é pi, porque ele consegue o que quer desse jogador. Parece sim, né, como disse o André Kfouri, que ele tem um controle todo da situação.
É, nossa, hoje é uma bênção, né?
Os caras morrem de medo dele, tá?
Aspas do Bruno Guimarães, né? Para casear.
A Mari Pereira mandou para gente um beijo, viu, Mari?
Obrigado, obrigado, Mari. Ela mandou aqui, ó, eu, o que o Bruno Guimarães falou, tá? Eu vou chutar essa daqui. Levantei a cabeça, vi o Martinelli e tinha lá a linha de 5, 6 do Japão. Eu olhava e pensava, eu não consigo jogar assim, não tem espaço. E às vezes não dá para jogar bonito, é só cruzar e brigar por ali. Foi, para mim, é exatamente aspas que o Ancelotti deve ter falado com os caras no intervalo. Porque o plano, assim, a gente brinca, né, ele tinha um plano, mas para mim o plano ficou muito claro depois que o Brasil conseguiu empurrar a linha do Japão para trás, que era pegar, se não desse para chegar na linha de fundo com Vinícius Júnior, com o Douglas Santos, com o Rayan, com o Danilo era que o Marquinhos ou Gabriel Magalhães, chegando na intermediária, alçassem a bola no segundo pau.
Era muito claro, porque 45 minutos, né, depois foi basicamente isso que o Brasil fez o segundo tempo todo. E aí, para mim, ainda tem uma outra situação, entendeu? Ele leu o jogo e falou, é isso que a gente vai fazer e a gente vai virar o jogo assim. Para mim, é isso que ele colocou na cabeça dos caras no intervalo. E o outro ponto do Martinelli, da opção pelo Martinelli, eu tava ouvindo aqui O Jean falando, tava pensando também, ele coloca o Martinelli e além da questão ofensiva era o buraco no meio que a gente tava falando ali, porque o Martinelli faz uma falta no contra-ataque que só ele alcançaria o cara numa hora que o Brasil erra numa saída, numa tentativa, né, de abafo, o Brasil erra algum domínio e quem alcança o cara para fazer e parar a falta, fazer falta tática, coisa que o Japão também fez tomou o cartão amarelo foi o próprio Martinelli.
Então até nisso também, o que, como o Ancelotti tem os caras na mão, que é você ter sim a questão ofensiva, o Martinelli ora por dentro, ora por fora, geralmente fazendo a diagonal para arrastar a marcação, e o Vinícius Júnior pegar a bola geralmente aqui na linha lateral livre para ter oportunidade do um contra um, do um contra dois muitas vezes, mas também ser esse cara de correr para trás. Ó, Martinelli, vem aqui, talvez a mão no ombro que o Marra esteja falando ali e dando pra gente, tenha sido no Martinelli.
Falou, ó, você vai jogar assim, assim, assim, você vai executar essas funções. Se perder a bola, meu amigo, não interessa o amarelo que tu vai tomar ou o cartão vermelho que vem a ser, pode deixar comigo, mas você para a jogada, que você é o único cara que consegue acompanhar esses caras.
Tem algo incrível, né, que é, a gente tá falando do Ancelotti, seria óbvio com a entrada do do Martinelli. O Martinelli ocupar o lado esquerdo, faz isso no Arsenal, e o Vinícius jogar por dentro com o Endrick.
Essa foi uma grande sacada, cara.
E porque a Copa do Mundo caminha para isso, e avaliação nos últimos jogos de que, e inclusive extraindo palavras do Ancelotti, que o Vinícius é, para ele, ele é muito mais letal de frente para o gol do que ele na lateral, né? É claro que são situações de jogo. Você pode jogar com um trio atacante, ele é o ponta, vamos chamar assim, ponta esquerda. Mas ele, com o Carlo Ancelotti no Real Madrid e na seleção brasileira, antes do Ancelotti também, ele assume uma condição de jogador centralizado.
Você tá num, vamos supor, você tá com o time defendendo, time tá sendo atacado pelo adversário, fica Vinícius e o centroavante num 4-4-2. Ele tá jogando por dentro e continua jogando assim. Nesse caso não, ele não deixa o Vinícius mais próximo do gol, ele continua mantendo o Vinícius pelo lado esquerdo e coloca o Martinelli por dentro, né? Com, eu acho que o Brasil agora pode perder o paquetá. O Brasil tem tido muitos problemas.
O Neymar, sim, o Neymar é um jogador para poucos momentos. Não, ele não pôs o Neymar ao final no segundo tempo porque havia chance de jogar prorrogação. Claramente, se você estenderia a participação dele, 45 minutos, ele não tem essa condição. Então, né, é preciso entender. Então ele segurou o Neymar para prorrogação. Esse formato de Rayan, gente, é o Rayan, ele é vítima muito do que é o jogo da seleção. É só olhar para o Rayan e falar, ah, ele participa pouco, é porque o jogo no Não vai para o lado dele, a menos que ele abandone o lado direito, fala assim: eu quero que vocês se danem, eu vou jogar com Vinícius.
Mas o jogo tem que ir para o lado dele mais? Eu acho que um pouco mais, muito mais pelo seguinte.
Então, mas quando passou para o lado dele no segundo tempo, o jogo melhorou, melhorou por função dele inclusive. Aliás, ele participa desse segundo gol.
Danilo melhorou também muito por conta do Rayan.
Exatamente.
Sabe que o adversário sabe que o Brasil joga pelo lado esquerdo, o peso todo tá lá. Então assim, uma inversão de bola rápida, você tem um lado desprotegido. Esse lado aqui do Vinícius é mais protegido, mas ele tá sempre sozinho. Quando uma grande jogada que ele fez foi no 1-2 com o Danilo, quando ele vai para o fundo, ele é o jogador deste tapinha na bola. Ele tem alguém para se associar, ele tocou, a devolução, ele tá na linha de fundo.
Quantas vezes isso aconteceu no jogo? Uma, duas? Cara, então aí também é jogar todo o peso no moleque que não tem. Mas eu vejo Ryan, Endrick, Martinelli, Vinícius, eu acho que a gente vai ver mais na frente.
E eu queria falar disso porque assim, tem uma coisa que parece que assim, as decisões que um técnico toma no futebol, elas são definitivas e elas determinam erros ou acertos indiscutíveis. Então na hora que o Ancelotti, ele tentou por muito tempo o tal do 4-2-4 tão criticado, e muita gente falando, ah, tá vendo, Não dá para jogar 4-2-4, tem que colocar mais um meia aí, vamos pôr o Paquetá, não dá para jogar assim, não dá para jogar assim.
Agora eu insisto, o que o técnico tá fazendo há um bom tempo é tentar encontrar soluções que vão ser utilizadas em alguns momentos, em outros não. O Brasil ganha o jogo hoje no 4-2-4. Então aquilo que todo mundo tava decretando que era um erro e que ele precisava colocar mais um meio-campista, e tava decretado, tá vendo, errou. E graças à pressão popular Ah, ele tirou um atacante, colocou mais um meio-campista e estamos no 4-3-3 e esse é o sistema.
Ele ganhou o jogo no 4-2-4, porque era óbvio, né, que um técnico que não tá há 4 anos trabalhando com a seleção brasileira vai buscar soluções, vai analisar essas soluções e vai de repente utilizá-las ou não no momento certo. Isso vale para o Martinelli, a gente falava ontem disso, né, Jailson, que ele podia até ter a certeza de que, ah, se eu precisar substituir o Paquetá para fazer exatamente a mesma coisa, eu vou colocar o Danilo Santos.
Mas isso eu já sei, então eu quero testar o Martinelli. E acho que ele testou o Martinelli nos 2 primeiros jogos.
Aquilo foi teste, claro.
Aquilo foi teste. E hoje ele utilizou o resultado desse teste, ele acabou utilizando. Então o que eu quero dizer só é que a gente não precisa pegar uma decisão de um treinador, qualquer que seja o treinador, e dizer que porque ele voltou atrás ou porque ele mudou de ideia significa que ele acha que aquilo ali não funciona, que aquilo ali tá errado e que ele precisa jogar com 3 meio-campistas. Acho que hoje foi um exemplo claro disso.
O 4-2-4 pode ainda ser muito útil para a seleção brasileira. Não acho que ele vai começar jogando dessa maneira a próxima partida, porque ele ganhou no segundo tempo. Pode até depender de quem for, um terceiro no meio de campo. E também te digo uma coisa, eu não sei o que vocês pensam, e a gente pode, talvez isso possa ser uma pauta para Eu acho que de antemão, toda dificuldade que a gente viu contra o Japão, eu já esperava. Acho que já era imaginável, não era estranho.
E na minha visão, e claro que pode ganhar, pode perder, tudo pode acontecer, mas o próximo adversário, seja ele quem for, não é tão complicado quanto o Japão. Eu achei que você fosse falar quem você preferia pegar, a peça para contar quem eu preferia.
Não, isso não torna O próximo adversário, independentemente quem, Noruega ou Costa do Marfim, eu jogo do jeito que jogou o Japão.
Joga do jeito que jogou contra o Japão? Aí com a mesma informação, é onde o Brasil pode trocar, então provavelmente, mas se o Japão jogar, a Noruega já vai ser quase forçada.
Então a Noruega não vai jogar contra o Brasil como o Japão jogou, e isso eu acho muito bom.
Então a Costa do Marfim pode jogar É uma seleção alta, bons fortes. Então, Noruega ou Costa do Marfim? Oi?
Noruega ou Costa do Marfim?
O Jailson prefere a Noruega, já tá claro. Sim, eu quero ouvir vocês. Eu quero ouvir vocês.
Eu acho um jogo muito diferente. Por exemplo, o Brasil não pode, por exemplo, se posicionar como fez contra o Japão no segundo tempo contra a Noruega.
Mas foi circunstância do jogo.
Não, circunstancialmente sim, mas o Brasil não pode por exemplo, tem o meio-campo tão exposto, abrir tanto espaço para o contra-ataque norueguês. Por outro lado, a defesa noruega por cima, ela é pior que a do Japão. É uma defesa extremamente— o que a Noruega tomou de gol por cima em eliminatória, e o que a Noruega falha, mesmo tendo jogadores muito altos, tem volante de 1,95m, tem um monte de jogador com mais de 1,90m e tal, mas eles marcam mal a jogada aérea.
E uma outra coisa, o Ford da Noruega é agredir o adversário. Então eu tô muito com o Jean. A Noruega não sabe jogar dessa maneira. À costa do Marfim pode conseguir fazer um jogo, e um jogo principalmente com o Diomandé no encaixe ali de contra-ataque, muito mais perigoso do que o Japão fez.
Por isso, mais o— eu prefiro, mas é isso, prefiro o Sorloth em cima do Danilo do que o Diomandé.
Ah, você prefere o Sorloth também?
É isso que eu quero ouvir.
Vou começar pelo Marro.
O Marro tá assim, botar a mão no coração, botar a mão no coração.
Mário Marro, que isso?
Não, é, não, é porque o Vitor Bina tá falando assim, não, dá uma olhada nos gols que sofreu a Noruega. É melhor olhar só os que sofreu, porque o que fez de gol foi uma grandeza. Tá aí do lado. Sim, então assim, você só vê um lado, tá? Só vê um lado, evita ver o ataque.
Mas qual dos dois você prefere, Márcio? Já respondeu o Jailson aqui.
A Tunísia. A Tunísia saiu da Copa.
Não sei se você foi informado.
Dá mais uma chance.
Não, mas dá mais uma chance.
Talvez um dia, Mário, eu acho que a gente tem que— do jeito que a Copa vai, um dia eles vão inventar repescagem ainda. Mas não é o caso ainda. Dentro da Copa, repescagem ainda não é o caso.
Turquia?
Não, eu não sei, eu não sei, cara.
Tem que saber, tem que saber. Vai, pensa aí. Quer um tempo?
Não tem verdade absoluta.
Eu super entendo o Marco.
Eu vou falar, eu vou falar, eu vou falar. O bicho é muito feio, o bicho é muito feio. Sabe por quê, William? Eu tava no Paraguai para fazer, acho que era a final da Sul-Americana, e aí alguém do digital falou assim: grava para mim aí que vai ter o sorteio da Copa, quem você não quer que o Brasil encontre de jeito nenhum. Aí, grupos, Imediatamente a minha resposta foi a Noruega. Eu não quero ver o Haaland pela frente. E eu não quero ver o Haaland pela frente, sabe por quê?
Porque esse jogo é jogo, como disse o Ancelotti, né, como a gente fala de mata-mata, mata. Esse jogo o Haaland faz um gol, acabou, cara. É difícil para caramba. Eu assim, eu não quero ver o Haaland pela frente.
Mas então, mas é que eu acho que a Noruega é muito mais frágil defensivamente. Então eu não acho que se o Haaland faz um gol, acabou. Se ele fizer um gol Então, mas hoje o Brasil tomou um gol, foi lá e fez 2. Eu acho que assim, tem o Vini Júnior para fazer também. Mas eu entendo que não é fácil mesmo essa decisão, porque não é só o Haaland.
Se fosse só o Haaland e um monte de pernas de pau, mas é o Haaland lá junto, o Sóloth jogando na ponta direita, a bola, o Musa aberto na esquerda, o Bergwijn, Odegaard, o outro Bergwijn.
NerdStore, lote rápido. Olha esse quarteto, cara, é um quarteto poderoso.
Tem o Oscar Bobbi no banco também, mas eu ainda acho que seria mais— não tem mais jogo tranquilo, né? Vamos falar real, a gente tá fazendo aqui uma situação até que para Argentina, desculpa, desculpa, o caminho da Argentina é realmente mais difícil. Mas eu acho que o enfrentamento com a Costa do Mafim, fisicamente falando também, de correr para trás em cima do Diomandeu O Pepe também lá, tem o Bonique também, é um cara muito rápido.
Tem um menino, acho que é Elaui, alguma coisa, eu vou pegar o nome dele. Olaí, um menino que joga no meio de campo, um volante, que jogou uma barbaridade também pela Costa do Marfim. O jogo, a intensidade da Costa do Marfim com Equador, a Mariana Pereira até tá brincando comigo que eu tô falando disso a Copa toda, mas a intensidade do jogo entre Costa do Marfim e Equador, você tem razão, um alerta em algumas situações. E eu sinceramente não queria enfrentar Costa do Marfim nesse jogo.
Eu acho mais parecido, eu acho a Costa do Marfim tem mais condições de fazer o que o Japão fez hoje, e bem mais do que a Noruega. A Noruega talvez seja o contrário nesse aspecto, porque a Noruega justamente ela tem muita qualidade nos caras da frente, mas a organização é bem diferente, se defende muito menos. Então eu acho que nessa questão— agora também lembro que a Costa do Marfim ela merecia ter perdido o jogo para o Equador, esse cheio de intensidade, e ganhou por 1 a 0.
Então também não é um bicho— por isso que eu acho que o Japão era— eu temia mais chamou lá.
E a Noruega vai dar muitos contra-ataques para o Vini Júnior, vai dar muitos contra-ataques.
Então, porque eu tô falando, o jogo da Noruega encaixa mais com a ideia do Ancelotti, com a característica do Brasil. É isso, jogo na Costa do Marfim pode ser um jogo muito chato, muito parecido com esse aqui. E a Noruega, pelos jogadores que tem, você não pode jogar como jogou o Japão, tendo o Haaland na meia-lua da grande área Marcando, é outro jogo. Tudo bem, ele vai gerar mais perigo, mas é o seguinte, o jogo vai estar um pouquinho mais aberto, embora não veja a Noruega soltando, ou se for o adversário do Brasil, soltinha também.
A turma aqui prefere, a turma prefere a Noruega no chat até agora, tá 60 a 40 a favor da Noruega.
É isso aí, 59 a 41 agora. Isso prefere pegar, é, ou não sei se foi uma Não sei se foi o André, né? Fala, André.
Isso, pode acrescentar aí a minha torcida pela Noruega também. E eu sei, às vezes existe aquela coisa, cuidado com o que você deseja, né? Porque você pode receber e se arrepender. Mas o meu raciocínio vai pelo seguinte, além das questões de encaixe aí bem descritas pelos amigos, eu quero lembrar onde esses jogos estão acontecendo, porque Copa do Mundo é um negócio diferente. E hoje, durante o segundo tempo, especialmente no início, a Copa do Mundo entrou na camisa da seleção japonesa, desempenhou um papel.
É claro que tinha um outro time do lado fazendo pressão, mas chega um momento em que os jogadores começam a duvidar se eles têm capacidade para passar pelas dificuldades que estão sendo apresentadas. Então eu quero saber, entre Noruega e Costa do Marfim, qual time tem mais possibilidades de durante o jogo pensar assim: eu estou aqui na Copa do Mundo em Nova York, né, que o jogo vai ser lá, tentando eliminar a seleção brasileira do Mundial.
E se o time para para pensar nisso, meio caminho está andado para ele não conseguir fazer o se propõe a fazer. Então eu acho que o futebol africano de maneira geral não tem essa coisa, não tem. Então eu preferiria o time que tem mais qualidade técnica e teoricamente oferece até mais perigos, mas tem um tipo de jogo que, entre aspas, favorece as características principais da seleção brasileira hoje. E é a equipe que eu creio que no meio do jogo vai pensar no tamanho de tudo isso, o que o que que ela tá tentando fazer e como essa camisa amarela que ela enfrenta é pesada.
É, eu preciso tomar cuidado quando eu falo esse tipo de coisa, porque existe sempre uma confusão com esse tipo de raciocínio, com a coisa do Pacheco que acha que a camisa da seleção ganha jogos como fez hoje sozinha. E tá muito longe de ser verdade isso, né? Você imaginar o legado, a hierarquia e a tradição como ferramentas que vão atuar ao seu comando de modo que você não precise trabalhar, você vai descobrir que isso tudo não passa de retrato na parede.
E ninguém deve querer ser o retrato na parede, mas eu não discuto a existência desse fenômeno, que é o peso da Copa do Mundo quando tem uma seleção grande como a do Brasil em campo. Eu tenho certeza que esse peso apareceu hoje de hoje em Houston no segundo tempo.
Sem dúvida. Tem que fazer um intervalo, gente. Papo tá bom aqui, tem que dar uma mais rápida paradinha, dinhadinha, dinhadinha, tá? A gente vai para o intervalo. A gente segue, a gente segue aqui, a gente segue aqui no YouTube, a gente segue aqui no YouTube, também no TikTok. A gente tá aqui, vai ficar 2 horas hoje direto, né, na ESPN, também no Disney Plus, concomitantemente, como diria o outro, YouTube. E antes da ida para o intervalo, vamos ouvir Conrado Francisco De Laurentiis, porque essa turma tá ligada em outro jogo dessa fase de mata-mata da Copa do Mundo.
Essa, pela lógica, pela lógica, tem uma favoritaça que é a Alemanha, mas vai que o Paraguai apronta, né? Vamos ouvir os dois, a gente vai para o intervalinho na sequência.
Grande William, abraço para você, para todo mundo aqui nessa edição do Linha de Passe. Alemanha-Paraguai, Alemanha favoritaça, valendo vaga nas oitavas de final aqui em Boston. Tô com Francisco De Laurentiis, a gente tá acompanhando o clima desse jogo. Ontem duas entrevistas muito boas, excelentes, né, Chico? A começar com uma palestra de Gustavo Alfaro, sem vergonha nenhuma. Entenda o sem vergonha, mas eu digo de admitir que obviamente vai jogar por uma bola e que vai jogar fechado. E a gente acaba de ver a escalação assim, né?
Escalação confirma isso, 3 volantes, vai apostar na velocidade do Almirão, do Enciso, nos contra-ataques. E ali na zaga, uma notícia ruim para o Paraguai, né? Apesar de ter o capitão Gustavo Gomes como titular, o Alderete, que é titular absoluto, também não se recuperou a tempo dessa partida. Vai jogar o Canales, zagueiro do Lanús, bom zagueiro também, fez uma grande Recopa Sul-Americana contra o Flamengo. Mas, né, o Gustavo Alfaro queria contar com a dupla entre Gomes e Alderete.
Vamos ver como o Paraguai se comporta, ainda que o Júnior Alonso, outro jogador muito conhecido dos brasileiros jogando de lateral esquerdo. E no banco de reserva, outros jogadores do Brasileirão: Ramon Sosa e Maurício do Palmeiras, e o Isidro Pitta fica como opção ali na linha de frente, né, do Red Bull Bragantino, para entrar no segundo tempo se o Paraguai tiver precisando do gol.
Muito da conversa ontem era de que o processo é longo e que o Paraguai está entendendo que está nesse processo. Paraguai ficou muito incomodado ao ver aí um programa, um Linha de Passe lá da Alemanha chamando a de terceiro escalão, né? Isso vai entrar em campo.
Isso bateu forte ontem na coletiva. O Alfaro disse, é, talvez a gente seja uma equipe de terceiro escalão hoje, mas nós estamos trabalhando para que nos próximos anos a gente consiga chegar ao segundo escalão, quem sabe um dia no primeiro escalão. Mas assim, foi algo que certamente uma raposa velha como ele vai usar ali no vestiário, né?
Vale lembrar que o Paraguai já tá classificado para a próxima Copa, vai ter jogo no Paraguai inclusive em 2030. Rapidinho, Alemanha O Julian Nagelsmann finalmente mexe no time. Eu digo finalmente porque a pressão era grande, sobretudo depois de perder para outro sul-americano, o Equador, na última rodada da fase de grupos. E tinha um cara que tava pedindo muito passagem, que era o Dennis Undav, artilheiro da Alemanha na Copa com 3 gols. Ele começa jogando e aí provoca uma mexida com o Kai Havertz.
Exatamente. O Havertz falou ontem na coletiva da Alemanha também, disse que gosta de jogos decisivos, né? Ele que tem a fama de sempre fazer gols semifinais, em grandes jogos, Mundial de Clubes, Champions League, jogos de Premier League. Falou que ama esses jogos decisivos, só que ele vinha atuando como falso 9. Agora, com a entrada do Undavi, recuado, vai jogar ali como meia armando as jogadas, e o Undavi vai ser o centroavantão que vai brigar inclusive por bolas ali com o Gustavo Gomes na defesa.
Aliás, ficaremos atentos às jogadas de bola parada. O próprio Alfaro falava de tanto repertório que a Alemanha tem, e o Havertz sabe muito bem o poder disso lá no Arsenal.
Até por isso o próprio Alfaro disse, né, que não, o Maurício começaria no banco de reservas porque uma das preocupações que ele tem é como é que eu marco os jogadores de 1,95m da Alemanha. O Maurício não é um jogador de tirar a bola da área, né, então ele privilegiou um time que vai disputar essa bola aérea. É uma preocupação realmente muito grande. Falou que não teria tempo para estudar todas as jogadas de bola parada da Alemanha, mas algumas certamente ele estudou.
Clima maravilhoso o calor forte, mas vai baixando um pouco o sol. Quem passar de Alemanha e Paraguai pega França ou Suécia, que se enfrentam amanhã lá em Nova Jersey, em Nova York. Francisco de Laurentiis, Conrado Juliette, devolvendo para você, William Tavares.
Agora no YouTube, a Irene Ravache.
É, não sei se é mesmo, é Irene Ravache. Tá aqui, 3, 4, 5-6. A Noruega vai ser eliminada pela Costa do Marfim.
3, 4, 5, 6, é ela, né?
Eu acho, eu vou, palpite, a Noruega vai eliminar a Costa do Marfim.
Tá bom, daqui a pouco eu dou a parcial aqui da enquete, mas é o seguinte: você quer ver Noruega e Costa do Marfim? Quer ver o Brasil contra a Noruega ou a Costa do Marfim? Você quer ver a Alemanha enfrentando Paraguai? Mata-mata, todos Todos os jogos da Copa do Mundo ao vivo na Casé TV, no Disney Plus. Então viva essa emoção hoje, foi, viu? Viva essa emoção com a gente.
Só, Marcílio tá falando que o Alisson é mão de alface, fazendo uma bela Copa do Mundo, tem uma bela história no futebol em clubes, é um goleiro enorme.
Não faz milagre, cara, foi a reclamação da redação.
E ele até pode cometer alguma falha, por enquanto a Copa do Mundo dele é Para a gente aplaudir.
Assim, eu vou, eu vou, eu vou acionar o Linares. E assim, vamos lá, né? A gente tem que ter respeito com opinião de todo mundo, concordando, discordando, tá tudo certo. Só uma coisa, você, você que é hater e tal, vai com carinho, pega, vê de novo o lance, por favor. Veja de frente o chute, onde a bola vai e como a bola vai saindo. Inclusive assim, ela tem uma pequena curva, é muito difícil, mas é muito difícil. É que tem essa coisa, ah, tem que pegar a bola impossível.
Então eu sei, eu sei, eu sei, mas ele já fez defesas importantes na primeira fase, pelo menos em 2 jogos da primeira fase. Faz uma Copa muito boa o Alisson. Hoje não, hoje, pelo amor de Deus, por enquanto a Copa dele é elogiável, é elogiável, elogiável, tá acima do nível das outras 2 Copas de 2018 e 2022.
Até porque a bola tá chegando mais no gol do que chegava.
André Linares, você achou que não dava para pegar hoje? Não, não, não, talvez você com a tua altura. Não, não achei, não achei.
Mas é porque para mim já tá o retrato do que pode acontecer: o Brasil ter dificuldades em algum momento para fazer gol e uma bola de fora da área, tipo De Bruyne lá com aquela finalização, o Alisson não pegar e vai voltar.
Ah, mas aí assim, isso, isso, essa manchete é uma das manchetes da eliminação situação hoje já era essa, a gente já sabia que isso ia acontecer, já tava lá.
Acontecesse hoje, seria isso.
Danilo, Alisson, Ancelotti não entrou, entra.
Lembrar do gol do De Bruyne, olhar para o Alisson em vez de olhar para o Marcelo, para mim não dá mais.
Exatamente.
Mas hoje não ia olhar para o Casemiro, não ia olhar para o Danilo.
Copiar e colar é mais verdade.
Ia olhar para o Casemiro, mas também, pô, o Alisson também.
Casemiro olharam, mas assim, sendo que o Danilo, o Danilo é A responsabilização, mas eu falo, mesmo que você acha que dá para pegar.
Olha, o negócio é o seguinte, é, não aconteceu a eliminação do Brasil, então essas manchetes ficam, né, guardadinhas lá. Espero que não usem, espero que não usem, ficar guardados. Mas lá no Japão, quero saber quais são as manchetes lá, se sai de cabeça erguida, se estavam confiantes, acabaram tendo alguma decepção porque abriram o placar, estavam na frente. O que que tá rolando por aí? André Linares com a gente aqui nesse Linha de Passe a partir de agora. Tudo bem, André?
Todo mundo aí no Brasil, esse é o clima no cruzamento de Shibuya, um dos cruzamentos mais famosos, movimentados do planeta. Já de manhã, 2 da madrugada, tá difícil encontrar o pessoal por aqui, mas começou 2 da madrugada a partida. E claro, os brasileiros que são muitos por aqui Vamos! Conta pra mim, sofreu muito, né?
Sofreu, sofremos, passamos, passamos tudo, mas no final deu o que deu, né, Brasil? Sofremos, mas ganhamos, é isso que importa.
É Brasil, caralho!
Vamos que o Brasil vai ganhar!
Não tem jeito, não tem jeito. Ai, ai, o Rala de marca gol, o Vinícius também! Então, começo da manhã de terça-feira por aqui, os brasileiros fazendo muita festa. Puxando uma música, o pessoal já vai derrubar o tripé.
O pessoal cantando, brasileiros fazendo a festa.
Ah, eu perguntei como é que tava o clima no Japão. Tá maravilhoso. Posso falar uma coisa que pesa muito, William?
Quando você está fora do país, eu nunca morei fora, e principalmente Eu vejo as pessoas que moram fora, eu já vi gente que foi morar fora do país aqui criticava a seleção tal, o Brasil joga, quando você tá morando fora, assim, você torce muito mais do que quando você tá aqui no meio assim. E esses caras devem morar ali, estão alucinados, é bom vê-los assim.
Já ficou lá toda madrugada, né, porque o jogo no Japão começou 2 horas da manhã, então Lináris já tava na rua E a brasileirada ali junto, né? E o Linhares se manteve, é importante, ele ficou no mesmo lugar que amanheceu o dia.
Lá já são 5, quase 5:30.
Isso é só profissional, aparentemente ele está. Já a galera ali em torno dele, não posso garantir.
Aí eu já não garanto muita coisa não. Pedro Ivo Almeida chegando com a gente também aqui no Linha de Passe. Aí, Pedrão, é isso aí, meu garoto, acompanhou a coletiva. Mas não tem aí, não tem, não tem bagunça nem nada. Pedro Ivo ali sossegado para falar sério, para falar da coletiva do Ancelotti.
Os detalhes, mentira, é uma grande mentira também a seriedade. Não, o cara, o cara liga a TV de manhã, eu tava jogando água na cabeça que tava com calor, aí ele liga de noite, você vai falar para ele que eu sou sério?
Ninguém é sério, só gente muito chata é sério.
Eu acabo, eu acabo respeitando, eu acabo respeitando um pouco mais vocês e audiência. Sério, sério, sério, a palavra é muito forte para mim. Agora, William, rapidinho, eu soube que você já passou algumas informações que eu ia mandando aí para vocês no grupo, né, sobre situações de lesão, situações. Mas só para trazer uma informação um pouco mais atualizada sobre o Lucas Paquetá, a gente tava lá na coletiva Durante a noite também tendo oportunidade de conversar com integrante do staff da comissão técnica, é do Casemiro antes de qualquer coisa.
Ele deixou o campo, mas não preocupa a situação do Casemiro. Comissão técnica não trata como uma questão de preocupação. Lucas Paquetá, sim, preocupa a seleção brasileira para sequência da Copa do Mundo. Ele vai passar por exames amanhã de manhã lá em Nova Jersey. Foi assim com todo mundo que acabou tendo algum tipo de problema, né? Volta para base, faz o exame. Foi assim com Rafinha, por exemplo, depois do segundo jogo. Vai ser assim com o Paquetá.
Seleção sai aqui final de tarde de Houston, volta para base Nova Jersey. Amanhã pela manhã, Paquetá fará um exame para entender a extensão da gravidade da lesão que se apresenta, ou se não for uma lesão, um edema, o que quer que seja. Mas vamos entender ainda no músculo adutor da coxa. Há uma preocupação num primeiro momento que a gente pôde colher de informação lá dentro do estádio, que a situação preocupa. Não seria algo simples, só que a seleção ainda quer o resultado do exame na mão para poder falar um pouco melhor.
Até ouvi de gente da seleção o seguinte: preocupa, mas a gente também precisa olhar para frente. Problemas acontecem e têm acontecido desde o início do ano. A única boa notícia nisso tudo, se é que tem alguma boa notícia, é sempre teve um problema, a gente conseguiu buscar uma solução. Se for o caso, vamos buscar a solução também para uma posição que o Paquetá tava fazendo ali. O Ancelotti acaba explicando que justamente queria um homem a mais ali, né, no meio de campo.
Hoje acabou não funcionando, mas perde um homem que vinha funcionando talvez mais ou menos bem, razoavelmente bem, podemos dizer assim, nas últimas partidas, tá? Sobre Neymar, Willian, não sei se você já passou, muito interessante, porque o Ancelotti é perguntado diretamente: você pensou em usar o Neymar? Ele esclarece sem rodeios: sim, conversei com o Neymar, a ideia era colocá-lo em campo ali por volta de 60, 65 minutos, mas o time tava bem, encaixou, empatou, eu segurei um pouco.
Depois conversei, a ideia era tê-lo na prorrogação, eu iria colocá-lo na prorrogação. Então, só para a gente antecipar também essa informação que o Ancelotti traz para a gente na entrevista coletiva, ele iria colocar o Neymar na prorrogação caso o jogo fosse parar lá. Mas Martinelli, para o alívio de muita gente, não deixou o jogo ir para prorrogação. Então tem bastante coisa que ele fala aqui da entrada do Martinelli, da atuação do Casemiro, do que ele acha que não deu certo o primeiro tempo, que ele queria que não funcionou e como ele tentou corrigir no segundo tempo.
Ele admite que a ideia de muitas bolas levantadas— eu vi que o Bertozzi já passou essa mensagem para gente, né? É o jogo com mais bolas levantadas em não sei quantos anos. A ideia de ter bola levantada, pesar a área, era uma estratégia dele sim. O Ancelotti queria isso. Não foi exatamente uma falta de criatividade, embora a seleção tivesse sofrendo com criatividade. Ah, não deu para fazer isso, tava só levantando a bola na área.
Ele pediu, ele orientou que isso acontecesse. A movimentação do Martinelli vem um pouco mais por dentro para abrir um pouco mais o Vini. Ele também recompôs um pouco mais, soltar um pouco mais o Vini. Falou bastante Ancelotti aqui na entrevista coletiva. Você perguntar, tô olhando meu caderninho, William, acho que eu não não tô esquecendo de nada não. Acho que ele falou bastante coisa aqui. Os pontos mais importantes foram esse: disse que o sofrimento é normal, disse que tentou uma superioridade no meio de campo e um jogo entre linhas no começo.
Não funcionou, não saiu, não fluiu. E algo muito interessante que ele fala é que se pergunta sobre a tranquilidade dele, porque ele tava tão tranquilo ali na coletiva. Ele responde: eu estou tranquilo porque eu sei que faremos o segundo gol pelo que a gente vê jogando. Eu só não sei se seria ainda no segundo tempo ou na prorrogação, mas nós fazendo o segundo gol, pelo que a gente vinha apresentando. Então, breve resumo do que foi essa entrevista de Carlo Ancelotti aqui no estádio em Houston, essa classificação suada, mas que enfim aconteceu nos últimos minutos ali pelos pés de Bruno Guimarães e Martinelli.
Bruno Guimarães muito elogiado, elogiado por Carlo Ancelotti também na coletiva.
Irã, não, a gente vai falar do Bruno. Só uma dúvida aqui, é a mesma do Jean. Acho que o Jean ficou com a mesma curiosidade que eu. Quando você falou de Casemiro, o Jean chegou aqui e falou assim, você falou o que ele disse sobre o Casemiro. Que que o Ancelotti falou sobre o Casemiro?
Eu até anotei ípsis literis para não errar exatamente, porque eu sei que o assunto tá delicado. Casemiro atuou, abre aspas, Casemiro atuou muito bem, foi um jogador clave, um jogador chave, um jogador fundamental, como a gente queira entender, no jogo. Eu acho que tem muito a ver, William, com não expor um cara do tamanho do Casemiro com a que ele tem, uma liderança do grupo, né, ali publicamente. Foi uma frase só, sucinta, não se aprofundou, mas disse que o Casimiro foi muito bem no jogo.
E ele pontua também que eu pergunto logo na primeira entrevista, na primeira pergunta da entrevista eu falo: Ancelotti, você citou evolução no segundo jogo, evolução no terceiro, você enxergou evolução? Eu acho que ele também tenta passear pelo Casimiro, que ele fala: tivemos muitos problemas, mas também encontramos soluções. Isso para mim é uma evolução, encontrar soluções dentro de um mata-mata, dentro de uma na Copa do Mundo, para ele foi como algo visto como positivo.
E o Casemiro com gol tenta se recuperar dentro do jogo, acho que ele também procurou entender, ou pelo menos passar isso como algo positivo. Essa foi a avaliação de Carlo Ancelotti.
Jean, é, acho que só a sua avaliação é que para mim faz todo sentido, a sua avaliação, porque não vejo como dizer que ele foi um jogador-chave. Quer dizer, o termo jogador-chave até cabe porque ele foi no fim das contas, é, exatamente, ele faz o gol de empate. Mas é, mas eu não acho que a atuação foi boa, de fato. Acho que essa avaliação do Ancelotti talvez tenha muito mais a ver com o que você disse, que aliás é uma característica do Ancelotti, né, não expor os jogadores de maneira alguma.
Tá certo, claro, eu faria a mesma coisa também, faria a mesma coisa.
Mas é que fica rapidinho, só um detalhe dentro da, dentro da não exposição, Jean, e a gente tá acostumado, né, a gente vem debatendo, às vezes muito sucinto, se profunda há pouco, mas dentro da não exposição do grupo, achei até que hoje ele falou um pouco mais. Ó, isso não deu certo, isso aqui não funcionou, eu queria isso aqui, não deu, eu tentei corrigir assim no segundo tempo, eu imaginei isso aqui para o Neymar. A própria resposta do Neymar revelando uma conversa particular entre eles, que ele entraria no minuto 60, 65, ele entraria na prorrogação, do jeito dele, ao jeito Carlo Ancelotti, a moda Ancelotti. Ele até que falou um pouquinho mais hoje, evitando, claro, a exposição.
Explicou porque que ele não temia, porque aparentemente ele não temia perder o Casemiro quando ele não substitui o Casemiro. Porque acho que isso era uma visão de todo mundo. Se alguém aqui, não sei, o Birner talvez acha que o Casemiro não tinha que sair do campo, agora eu acho que é uma visão quase unânime de que o Casemiro precisava sair porque tava jogando mal, mas principalmente que além de jogando mal contra um time que contra-atacava, ele tava pendurado com cartão amarelo. Sobre isso ele não falou nada não, né?
Ele é perguntado também, mas é aquilo, Jean, ele se aprofunda no que ele quer. Ele é perguntado, essa questão entra no balaio da pergunta do colega sobre Casemiro, só que ele se limita a responder: foi muito bem. Avaliação que ele foi muito bem e foi um jogador clave para a partida. Então nesse assunto ele não quis dar detalhe, não quis revelar conversa. E também pergunta se teve alguma conversa com Casemiro no intervalo. Falou: não, não, porque eu sabia que ele voltaria.
Saber o que que o time queria. Então ele meio que evitou também se aprofundar, disse que não teve nenhum papo mais íntimo ali, nenhuma orientação, que só deixou acontecer no segundo tempo.
Eu assim, eu concordo, só para deixar claro, tudo que você falou racionalmente. Eu entendo que tava exposto, eu entendo que tinha o amarelo, eu entendo que até a mudança de ideia de jogo ia deixar ele ainda mais exposto, o Japão podia contra-atacar. Só que um jogador que tem esse tamanho de liderança, mesmo no nível de futebol abaixo, O treinador, para mim, só tira de um jogo de Copa do Mundo se ele achar que o jogador não pode mais jogar como sendo útil à equipe.
E se ele achasse isso, ele não teria convocado. E o segundo ponto, se o jogador tiver sentindo o jogo. E eu acho que se o Casemiro não tá jogando bem é por causa de uma questão física, porque a seleção tá muito bem encaixada, e não porque ele sente o jogo.
Porque ele tirou no primeiro jogo, tirou no primeiro jogo, ele tirou no primeiro O Casemiro recebeu aos 37, acertou numa situação muito parecida na virada. Por isso até que eu tinha certeza que ele ia tirar, porque, cara, se ele tira no primeiro jogo, porque obviamente o Fabinho é a primeira opção.
Não, é porque o Fabinho é a opção ao Casemiro, só que o Brasil tava perdendo. Então a gente ficou até na discussão falando, pô, será que ele bota o Bruno de primeiro? Vai botar o Danilo de primeiro para ter um pouco mais de qualidade, para empurrar um pouco?
O Danilo tava no radar ali para uma prorrogação também.
É, porque o Endrick já tava aquecendo, né? Sim, eu até imaginei, será que ele vai pôr o Bruno de primeiro, justamente deixar Bruno e Paquetá e colocar o Endrick? Quer dizer, o Endrick no lugar do Casemiro seria muito ousado, de fato, né? E no fim o Endrick entrou.
E uma outra coisa, principalmente se o Brasil pegar a Noruega, eu não tenho certeza, não tô falando que ele não vai, eu não tenho certeza se ele vai colocar o Danilo no lugar do Paquetá. Eu não duvido até que ele entre com Fabinho, Casemiro, dependendo das circunstâncias, para jogar no contra-ataque.
Deixa eu colocar o André aqui. O Vitor, o Vitor, o Marra tá bom.
Os dois jogam atrás com os defesas e aí lançamento. Tô aqui, tô aqui.
Mário Marra, quero te ouvir sobre esse papo aqui, hein? Esse substituto aí do Paquetá.
Vamos lá, protege passe longo.
É um meio mais forte, é uma boa opção. Mas eu acho que vai ser a forma que ele vai abordar o jogo. Acho que é pensar em tentar, estamos falando pesar, forçar contra a defesa da Noruega. Depois, se ele tem tempo de corrigir, eu não sei se vai entrar com meio com Fabinho, com Casemiro. Talvez, talvez ter mais um jogador ofensivo, ter no lugar do Paquetá um outro jogador ofensivo com características parecidas. Eu acho que vai ser por aí.
Quer dizer, vamos ver, né, quem vai ser, né? Vamos ver quem vai ser o adversário, né?
O Danilo de primeiro puxando?
Não, não, do jeito que tá, exatamente do mesmo desenho, com Casimiro de primeiro, Bruno. E aí até para você, assim, o Danilo, uma questão para mim é a diferença.
Oi, Danilo Santos, posso só passar uma frase do Ancelotti para vocês, duas frases. Uma, que ele não pensa em ficar mudando de ideia agora de um jogo para outro. Eles entendem que não funcionou, mas buscaram uma solução agora no segundo tempo. Não pensa em ficar mudando de ideia. E hoje ele deixa muito claro, queria mais, queria gerar uma superioridade por dentro e mais passes por ali. Então jogador que ocupe esse setor e tenha mais qualidade de passe e se movimente por ali.
Então acho que nisso a gente também começa pegar uma impressão para entender que talvez não seja um Casemiro, que Fabinho, seja assim um Danilo de meia, de gente com qualidade de passe, gente com ocupação. Só para passar para vocês também que o Ancelotti falou durante a semana e aqui: ocupação, ter superioridade e trocar mais passes por dentro. Quero alguém por ali fazendo isso. Então não acho que vem com um homem de 4-2-4, acho que vem com esse homem por dentro, esse homem um pouco mais de qualidade, não necessariamente pesar um pouco mais linha de volante.
Só para passar o que o Ancelotti entende que ele deva fazer esses próximos jogos, independentemente de Costa do Marfim ou Noruega?
Eu acredito que ele vai manter o terceiro. Ah, então é difícil o terceiro no meio de campo, que é também algo que o próprio time acredita que é melhor. Situação 4 atacantes vai ser para momentos como a gente viu, né, de sufoco. E aí ele tem o Danilo para jogar ali nesse lado esquerdo, que na vaga do Pacquetá significa estabelecer conexões com o lado esquerdo, com Douglas Santos, com o Vinícius. Essa é a missão. Ele tem o Ederson, tem o Danilo, e a outra opção é ter o Matheus Cunha, como ele jogou no segundo tempo.
Ele tem o Matheus Cunha como um terceiro jogador de meio de campo. Aí ele fica com o Rayan, ele pode aí colocar mais um atacante se ele quiser. Pode ser o Endrick e aí o Vinícius. Então ele tem essa possibilidade. O Ederson no campeonato italiano jogou num sistema diferente, num 3-4-3, mas sempre pelo lado esquerdo do meio de campo. É onde ele precisaria entrar se fosse entrar na vaga do Paquetá, seria para ocupar o espaço onde ele jogou o campeonato italiano todo.
Porém, vejo no Danilo um cara com o movimento que o meio de campo não tem ainda, que é o jogador que pode conduzir uma bola, pode conduzir, dar o primeiro drible. Poderia ser uma aposta legal.
Eu acho que você não perde— desculpa, mas eu acho que para você não perder o que— exatamente padrão que o Ancelotti já arrumou. A gente falou 300 mil vezes aqui sobre 4-2-4, 4-3-3, triângulo, né, o losango, triângulo, enfim, um monte de desenho geométrico que a gente falou aqui. Mas de qualquer forma, para você não perder o padrão que já tem, até a perna esquerda é o do Danilo Santos no lugar do Paquetá, para você até girar a cintura.
Você gira para dar o passe no Douglas Santos, para dar o passe no Vinícius Júnior quando eles abrirem por aqui. Acho que a diferença principal entre o Paquetá e o Danilo Santos é que o Paquetá arrisca mais passe para frente do que o Danilo. Acho que o Paquetá é mais armador do que o Danilo. Danilo já jogou de primeiro e de segundo volante no Palmeiras. No Botafogo agora ele tava jogando de 10 muitas vezes, por isso que não à toa um dos artilheiros do Campeonato Brasileiro.
Já perdi, já, enfim, eu apaguei o Campeonato Brasileiro da minha cabeça porque eu só vou ligar depois que acontecer. Mas se ele ainda não for, né, um dos artilheiros lá do Campeonato Brasileiro, porque tem pisado muito na área jogando nessa função mais de armador. Então eu acho que para mim, né, a primeira opção, a não ser que o Danilo Santos não esteja treinando bem, Mas eu acho que a primeira opção para mim, até para manter, né, para manter a mesma coisa, seria o Danilo no lugar do Paquetá.
Deixa, fala, Marinha.
Não, rapidíssimo, é que assim, a gente mesmo já falou aqui que o Bruno tem 4 assistências na competição, né? Isso obviamente os técnicos adversários estão sabendo, estão vendo e estão tentando diminuir a possibilidade do Bruno aumentar o número de assistências, de bater para o gol. Se tem um outro jogador vindo de trás dividindo a atenção como o Danilo pode ser bom para o Bruno, né? Porque vão marcar muito o Bruno, vai dar espaço para o Danilo, porque o Danilo tem essa qualidade de chegar na área, como de acessar a área, de dar o passe para alguém, como o Bruno faz.
Então acho que entre pensar em reforçar mais com o Fabinho e ter o Danilo como um outro que vai participar e que vai dividir a responsabilidade de colocar alguém na cara do gol com o Bruno, eu acho que o Danilo é a melhor opção.
Eu também acho assim. Para mim, Fabinho não faz sentido nenhum. Fabinho tá claramente, ele, ele está lá como um substituto do Casemiro. E acho que se ele tivesse voando nos treinos, talvez até já tivesse jogado mais nessa Copa do Mundo, pelo que o Casemiro não está jogando. Então eu acho que Fabinho não é alternativa. Existiria essa possibilidade que o Calçade falou, mas eu também não acredito, porque tá claro que o Ancelotti quer mexer o mínimo possível no resto do time.
Ele parece estar contente com o que o Matheus Cunha tá fazendo nessa função, né? De centroavante que sai muito, que volta para marcar, que volta para criar com os pontas, tá? Então, para mim, é muito óbvio assim que o Danilo deveria ser alternativa. E olha, eu vou te falar, eu, o Danilo é o tipo de jogador que se entrar e fizer uma partida de alto nível, do alto nível que a gente se acostumou a ver ele fazer nessa temporada, a chance dele entrar e não sair mais do time, não acho que tenha como.
Eu teria começado a Copa com ele.
É claro que a gente não sabe qual é a condição Paquetá, quando vai poder voltar, se vai poder voltar ou não. Mas acho que se o Danilo começar jogando, ele tem boa chance de ficar no time até o final.
Só um agravante para passar a palavra para os companheiros. Eu não sou médico, óbvio, longe disso, mas acho difícil a situação do Paquetá, porque ele sente no primeiro minuto do jogo, né? Ele sente no primeiro minuto. Pedro pode trazer melhor para a gente que tava lá, mas ele sente no primeiro minuto e vai jogar o primeiro tempo inteiro, e dando tapa, né? Dando tapa e correndo para trás.
Porque eu acho que até na transmissão da Globo, Everaldo fala que ele leva a mão naquele primeiro minuto da coxa direita, e depois chega uma informação durante a transmissão de que seria a coxa esquerda.
Eu vi como coxa esquerda.
Então, então eu não sei se, não sei se houve algum engano ali na informação.
Ficou essa dúvida para muita gente, tá, Jean? Desculpa. A gente aqui no estádio agora aqui conversando, o doutor não chegou exatamente a conversar com a gente na saída ali, Mas a gente da comissão técnica também tava nessa de esquerda ou direita. O que dá para falar, só complementando aí para você seguir o papo, acaba o jogo, primeiro tempo no caso, o juiz apita o final do primeiro tempo, o Rodrigo Lasmar, o médico da seleção, ele dá um pique da beira do campo direto no Paquetá.
Ele não espera nada para ver, já dá um pique direto, manda ele parar. Paquetá abaixa. Então assim, era uma situação de preocupação que já tava sendo monitorada ali ao longo do primeiro tempo. Não sei ainda dizer, vamos tentar entender porque ele não foi sacado antes, mas assim, o pique que o Lasmar dá chama atenção, não é comum. E o Paquetá, meio que ele arreia os 4 meses ali de aparelho, já sai uma questão de preocupação. A cara dos jogadores, depois a gente consegue ver pelo telão do estádio, era de um pouco de preocupação.
Mas tendo esse detalhe da direita à esquerda, a gente traz aqui para você. Mas de fato uma questão que preocupa a seleção para essa sequência de Copa.
Então é esse o ponto de complemento, porque é o seguinte, ele pode ter sentido uma fisgada no primeiro minuto, mas deu para continuar. E a Copa do Mundo, né, que a gente fala Copa do Mundo, amigo, né, é Copa E ele vai tentar continuar até o limite. Só que quando ele pula e ele desce, talvez na hora dele, quando ele cai, né, ele força a musculatura como um todo. E ali é o limite, de fato. Estica, deve ter esticado tudo, aquela facada que muitas vezes tu sente na musculatura.
E aí esquece.
Então eu acho muito difícil, até pela forma que ele saiu, né. O Pedro Ribeiro tá trazendo pra gente lá que o Lasmar saiu correndo. A gente conseguiu ver ali rapidamente jogadores apoiando do Paquetá ter condições de sair do gramado para ir na direção do vestiário. Então assim, eu acho que vai ser muito difícil do Paquetá ter condições de voltar. Assim, é só um achismo pelas imagens, pelas imagens que a gente viu. É tipo de lesão chata, geralmente muscular. Eu acho complicado.
Pode tirar uma curiosidade com Pedro?
Pode, tá aí para isso, Pedrão.
Pedro, por favor, Rafinha, alguma chance?
Ô Vitor, quando a gente conversa o papo lá atrás, no pós-jogo da Itália, após o segundo jogo, após o problema detectado, o que a gente ouve de início das pessoas, do Rafinha e da seleção, é: vamos tentar acelerar dali para frente, tinha 2 semanas, o jogo é domingo, para ele estar à disposição no jogo das oitavas de final. Ficava fora do terceiro jogo da primeira fase, ficava fora desse 16 avos. Eu acho que o Rafinha tem muito mais a ver com ficou tratando, e acima ou abaixo, na média, ou além do que poderia ser, houve uma busca por uma solução ali.
O Rayan funciona, No terceiro jogo, o Raí teve ali no segundo tempo, elogiado inclusive pelo Ancelotti, pelo que ele pede abrir ele do lado, o Vinícius do outro. Não estavam fazendo isso muito no primeiro tempo. Então assim, como você minimamente conseguiu resolver aquilo ali, não acho que vai se acelerar um processo do Rafinha no desespero para esse jogo contra a Noruega ou Costa do Marfim sem o Paquetá. Não acho também que um Paquetá, uma possível lesão, vamos ver no exame de amanhã, e um Rafinha voltando, acelerando, voltando antes do prazo, para um mata, como eles chamam, eles chamam de mata-mata aqui, para um mata.
Eu acho que eles não vão fazer esse risco. Acho que eles vão buscar alguma coisa ali, seja um Danilo, manutenção de Rayan, pensar o que que vai ser esse desenho de continuar com 3, superioridade de meio, do que exatamente forçar o Rafinha. Hoje, feeling, ainda não é uma informação 100% checada, mas feeling, não vão trabalhar com forçar o Rafinha para esse oitavas de final, não. Poderia acelerar caso fosse necessário, não tivesse jogador, conforme for, sei lá, ficar no banco, desespero do final, mas não vão acelerar, por exemplo, para um início de jogo não, Berner. Acho que o Marra chamou aí.
Acho que Calçade queria falar. Sim, vai, Marra.
Eu só quero fazer uma perguntinha para o Pedro rapidamente, aproveitando, mas eu vou dar aquela pausa dramática para o pessoal do site fazer o recorte para ver a carinha do Pedro ali respondendo essa pergunta. 1, 2, 3, pessoal do site, se liga. Pedro Ivo, para o lugar do Paquetá, qual a chance de o Neymar começar o próximo jogo?
Pouca, pouca, muito pouca. Porque quando você fala que o Ancelotti ontem na entrevista coletiva ele cita evolução, ele vem muito bem. Aí ele hoje cita aqui a entrevista coletiva: pensei ele para o minuto 60 ou 65, depois guardei para 30 minutos de prorrogação. Eu não consigo imaginar que esse menos de uma semana, esse intervalo de menos de uma semana, vire o Neymar para início de jogo. Eu acho que vai continuar nisso aí. Antes era opção para 75.
Hoje ele fala opção para entrar no minuto 60, 65, depois prorrogação, evoluindo 30, 35 minutos. Mas eu ainda não vejo um Neymar carregando um peso de ainda sem ter sido testado numa alta intensidade de Copa do Mundo e mata-mata. É bom lembrar qual foi o cenário que ele entrou no terceiro jogo, não foi esse. Virar é a solução sem o mata-mata, para, sem o Paquetá, para fazer uma função ali que na verdade o Ancelotti enxerga o Neymar para posição do Matheus Cunha.
Tivesse o Neymar inteiro com 3, 4 jogos já depois do seu retorno, e o Mateus Cunha lesionado, vamos pensar um cenário, a gente não quer, mas só imaginando, eu poderia falar que tem chance. O Neymar na do Paquetá, sem ter 45 minutos ainda, sem ter sido testado do ponto de vista competitivo de mata-mata de Copa do Mundo, acho pouquíssimas chances de ter um Neymar para essa vaga do Paquetá. Mas só não vou falar que zero, porque aí é colocar demais na janela ali, mas é pouquíssimas chances.
Então eu vou te falar o seguinte, com o Ancelotti, mão no ombro, O Marreta deu uma forçada grande, mas ele mostrou, ele queria o corte, mas pelo menos ele avisou, ele avisou, ele avisou.
Respira, conta até 3, gente.
Eu diria até que eu até mudaria para Mário Parsa nesse momento. Foi uma pergunta, olha aí, nem os Parsas perguntariam isso.
Corte perguntando para o Magra se ele perguntou significa que ele acha que é a melhor opção.
Mas, mas cá entre nós, vai dar muito clique, vai dar muito clique.
Mas foi quando alguém lá atrás, foi quando alguém lá atrás falou isso, vai dar muito clique, que desandou o bolo todo, desandou tudo.
Foi nesse momento, vai dar muito clique, aí acabou.
Você quer? Ele iniciou o nosso programa falando que assistiu num bar e eu acho que ele se empolgou, mas compartilhou umas coisinhas. Tá melhor que a gente então. Se empolgou, mas isso nunca. Primeiro assim, eu acho que a chance é menor do que zero.
Eu me empolgaria.
Porque primeiro você tem um jogador que não entrou no segundo tempo porque não tem condição de jogar. O segundo tempo e a prorrogação, que era o que estava quase acontecendo. E aí, se jogador é colocado para iniciar uma partida, em 4 dias ele vai adquirir uma forma física excelente?
Não vai.
Neymar é para jogar numa das duas posições centralizadas, onde estavam Endrick e Martinelli no finalzinho. Ele, se ele entra na prorrogação, acredito que sairia o Rayan. Aí ficaria Martinelli, Vinícius, Neymar e Endrick. E aí seria colocá-lo, seria voltar ao 4-2-4. Então o que eu vejo é o seguinte, eu faria uma pergunta para os colegas, é o Danilo. Vamos lá, Casemiro ele vai manter, Bruno Guimarães não há por que tirar, e entra Danilo.
O Brasil perde no meio de campo sem o Paquetá? Eu acho que não, eu não vejo. Não, se não sentiu o jogo porque é uma Copa do Mundo, saiu Bruno Guimarães.
Bom ponto do Vitor, bom ponto do Vitor. É preciso entender o Danilo também. Danilo é um cara que veio de um pré-Copa do Mundo, muita expectativa. Aquelas 300 enquetes que a gente respondia de quem pode surpreender e assumir titularidade durante a Copa, acho que muita gente falou Danilo, só que ele ainda não experimentou exatamente de fato essa Copa. Eu acho que o ponto do Birne, se eu não me engano, foi o Birne que Danilo aí é de entender como é que vai ser essa entrada dele no time, mas precisa ser considerado. Eu não acho que cairia muito não.
O Ederson seria o 27º jogador, né, na frente. Ele entraria, o último a chegar estaria na frente do Danilo, e pode estar, ele pode. Às vezes acontece, os treinos falam, mas eu iria com a movimentação do Danilo, que é algo que no primeiro tempo, um Brasil xoxo, né. Assim, morrendo na marcação japonesa, e depois toma o gol aos 29 minutos. A seleção, sim, seleção deu uma tremida ali, cara, porque era nítido, né? Era o momento do Japão crescer ali.
O Japão falou, vamos continuar aqui agora só na reação. E foi assim que o Japão perdeu o jogo. Foi uma estratégia, ela é dita, tudo bem, só que contra um time que está sofrendo naquele momento toma o gol, você investe nisso. Não, Japão preferiu ficar. E no segundo tempo, aí, Ancelotti, acredito, não só nas alterações, mas nas alterações com os mesmos jogadores, né? Não de nomes, não de troca, mas reformulando o jogo. O que ele buscou no segundo tempo, ele foi muito bem.
Mas é, eu tô assim bem curioso para ver a solução no meio de campo. A outra opção era essa, né? Você coloca o que foi a opção dele, e deixou o Matheus Cunha fazendo um lado esquerdo no meio de campo, que para ele seria tudo bem, não teria problema. Já jogou na seleção brasileira. Qual foi o jogo? Foi Egito, e ele, o Matheus, volta aqui pelo lado esquerdo. E vários jogos ele fez isso. Ele teria, ele teria um meia atacante, que assim é definido pelo próprio Ancelotti, como um meia atacante.
É claro que sem bola, ele fez no Haiti com Hendrik e Vini. Sem bola, é claro que o Brasil pode sofrer um pouquinho mais, mas eu vejo o Matheus Cunha como esse terceiro jogador no meio de campo, uma possibilidade. Ederson, e a outra o Danilo, né? Sair disso, eu não colocaria esse Fabinho e Casemiro, porque aí é um meio de campo travado. Qual for Você aprofunda o problema que o meio de campo já tem.
Acho que Fabinho ou Casemiro, está muito claro que o Fabinho só foi porque o Casemiro disse, quem me substitui é o Fabinho. A impressão que dá é essa.
Então Casemiro e Fabinho é que nem Clark Kent e Super-Homem, é praticamente a mesma pessoa. Quando tem um, não tem outro.
E no primeiro jogo, e no primeiro jogo ele foi bem superior ao Casemiro, né?
Bem, bem superior mesmo. Eu queria saber do Pedro, é porque eu tava ouvindo aqui o Calçade E a impressão que eu tenho que as mudanças, né, o Ancelotti é impressionante, né, porque as mudanças para mim do Ancelotti do primeiro para o segundo tempo foi muito do sem bola, né, do jogador, onde os jogadores estariam sem bola e não só com a posse da bola. Por exemplo, ó, se o Vinícius Júnior pegar a bola aqui, eu quero que no sem bola estejam 3 ou 4 jogadores na última linha do Japão.
Eu quero que no sem bola o Ryan esteja aberto lá do outro lado, que o Danilo esteja mais próximo. Então, para mim, ficou essa impressão do Ancelotti ter, além de ter mexido no posicionamento do Vini que tava ali por dentro e vira um pouco mais para fora, mas também de mexer nos caras. Então eu queria te ouvir sobre o que o Ancelotti falou dessa mudança do primeiro para o segundo.
Não especificamente como você tá detalhando, mas ele fala um cruzamento, pesar mais a área. Então é isso, posicionamento quando o Vini tem a bola, mais gente ocupando a área. 2, Rayan mais aberto, muito por dentro, não tava abrindo tanto. E 3, coloca o Martinelli com mais frescor para vir um pouco mais por dentro, para abrir um pouco mais o Vini. Ele tentou aquela coisa que deu certo nos últimos jogos, Vini vindo um pouco mais por dentro, não funcionou no primeiro tempo.
Martinelli pesa por ali, Vini aberto, coloca mais gente pelo meio para tentar atrair um pouco mais, abrir um pouco mais o campo. Mas é basicamente a leitura que você faz: abre os caras, pesa a área, busca isso com a movimentação. O tal de sem bola que você diz não é exatamente um sem bola de defesa, mas é onde as pessoas que não estarão portando a bola vão se posicionar para tentar receber e para ocupar espaços.
É o sem bola no ataque mesmo, exatamente. Porque a impressão até nessa questão da estratégia foi o seguinte: o Vinícius Júnior, você tá jogando ali, você tá atraindo a marcação de 3 japoneses, vem aberto. E é justamente o contrário do que a gente falou nos últimos jogos, né, que o Vinícius Júnior, quando tava jogando por dentro, ele tava tendo um pouco mais de espaço para, por exemplo, para finalizar gol. Mas hoje tinha muita gente ali, como o Calçade falou, em determinado momento linha de 8 jogadores.
Então o que que ele também no final das contas fez? Ele abre o Vinícius Júnior aberto numa ponta e bota o Martinelli para ocupar aquele espaço, porque automaticamente ia deslocar 3 jogadores do Japão para marcar o Vinícius Júnior. Então o Martinelli teria um pouco mais de espaço por dentro para quebrar um pouco mais dessa linha de 8. Então Brasil atacando, mas a preocupação para mim do Ancelotti foi no sem bola. Dos jogadores, a posição do todo ataque, né, do Brasil no sem bola para conseguir vencer, seja com bola aérea, seja com a linha japonesa, né?
Exatamente, foi exatamente o que travou o Brasil. A linha japonesa trava o Brasil no primeiro tempo, você precisa movimentar essa linha. Isso aí, exatamente isso aí.
A linha travou o Brasil, sim. O Brasil, a linha não caiu na armadilha de sair para caçar jogador no meio de campo. Você sai um dos 5 Uai, tem 3 pelo centro, um sai para caçar no meio, Mateus, vai, Mateus Cunha. Não, ficavam 5. Às vezes você olhava, era o Douglas Santos prendia uma ponta, o Rayan aqui, uns 5 para 2 ali. Pera aí, se tem 2 do Brasil prendendo 5, é porque tem mais brasileiro aqui no meio de campo. Só que o Brasil não atacava a linha, não chegava, não se associava, pegava a bola, jogava para o lado.
E aí, se cruzasse, não tinha ninguém no meio. O que faz o Ancelotti? Ele preenche, ele coloca todo mundo dentro da linha japonesa. E aí, assim, pra mim, o principal foram os cruzamentos nas costas do lateral. Quer dizer, aquela bola que sai o gol, cruzamento pega o Casemiro na linha de fundo, depois tem outro cruzamento do lado oposto, pega na linha de fundo. Que é aquela jogada também que bate no goleiro, bate no zagueiro. Então o Brasil começou a usar essa bola alta, que pega também não nas costas e não nas traves, mas pega o Bruno Guimarães de frente.
Então os cruzamentos foram uma saída para a seleção brasileira, e um deles gerou o gol. E depois, bom, o gol aí dá uma tranquilizada, quer dizer, na pior das hipóteses, por enquanto vai para prorrogação. E o Brasil até o final, aí o Japão Defendeu, defendeu, defendeu, mas o Japão começou a perder sua capacidade de defender. Tanto que quando a seleção brasileira, as trocas, primeiras trocas do Japão são trocas dos jogadores de beirada e ele substitui por marcadores, que é para trancar o caminho para o Ryan, para o Vinícius, porque aí o Brasil já tinha Martinelli infiltrando, tinha Hendrik, e ele, o treinador, o Moriasso, ele tenta é conter o Brasil pelos lados.
Ele percebeu que a Voz do Alteu ia dar ruim na bola aérea, ele tinha que evitar o cruzamento.
É o Sugawara e o Suzuki nos lugares do Nakamura e do Duan. E a gente até falava ali antes do jogo começar, ele veio para cima mesmo, né? Porque teria opções assim um pouco mais razoáveis de saída. Ele tinha, ele poderia usar o time ofensivo, que não foi, para jogar baixo. Isso, isso.
Para fazer a jogada rápida. O primeiro gol, o único do Japão, tava dentro do panorama dele, que é: eu tenho um time que é agressivo, mas vai jogar baixo. No momento que eu recuperar a bola, eu tô dentro do Brasil. Com as trocas que ele fez, ele já ia sofrer um pouco mais pelas beiradas, mas ele tava apostando tudo na prorrogação.
Então, mas é justamente isso que eu não entendi. O time de saída que ele escalou, para mim, não faz o menor sentido ele jogar lá embaixo. Mas eu achei que ele fosse, eu achei que fosse o contrário, eu achei que ele fosse jogar pelo menos num bloco médio ali no meio-campo.
Para mim faz pelo seguinte, porque ele queria aceleração, ele queria esperar e ter e acelerar.
Mas esse sistema não faz isso, né? Por exemplo, Sugawara é mais marcador do que o Doherty. Ele poderia botar o Doherty um pouco mais à frente.
O medo dele era dar ao Brasil o formato do jogo que o Brasil é melhor. E poucos times no mundo vão atacar como o Brasil, que é com espaço nas costas da zaga. Então é o seguinte, se ele sobe todo mundo e dá meio, não é nem metade do campo, tá? A zaga japonesa não jogou em cima da linha em nenhum momento. Se ela jogasse num bloco médio aqui entre a grande área e a linha que divide o campo, mesmo assim daria espaço para Vinícius, para Rayan, perigosíssimo espaço até para aquela bola que chega e pega o Rayan entrando e o Vinícius na diagonal. Tanto que essa bola de diagonal de atacante entrando não existiu, cara.
Você acha que o bloco baixo foi assinatura de Vinícius Júnior?
É isso, entre aspas. O bloco baixo para mim foi uma opção interessante que ele tomou, o Moriasso, porém ele perdeu o jogo por ela.
E é isso que eu ia falar, porque ele, para mim, ele perdeu até a substituição que ele poderia fazer para tornar o time mais ofensivo depois, se precisasse, que aí não tinha o que fazer.
E viu o caldo entornando, acabou linha de passe.
Eu preciso liberar os meus amigos lá. Mário Marra, que tá no calor ali de 36 graus, mandou até, mandou até a fotinha aqui.
O negócio tá pesado, liberado para todo mundo hoje.
É uma coisa que eu invejo, é isso.
E tem vários ventiladores ali no local perto de onde está o Mário Marra, à esquerda dele ali atrás, se eu não me engano. Ele tá correndo para lá, né? Acho que tem ali, Rafa.
Tem, é verdade, vai lá. Olha, mas vou te falar, vamos falar um negócio rapidíssimo. Esse pessoal aqui de Atlanta, eles são muito, muito gentis, cara, muito gentis. A dona do bar, ela me viu aqui, eu fiquei assistindo o jogo todo lá e eu não consumi uma água lá. E aí ela me viu aqui, você acredita que ela trouxe aqui um energético e trouxe água para mim? Cara, esses caras aqui são fora de série, viu?
Muito bom.
Foi lá, olha que eu sou pão duro, mas tu conseguiu ser gentil. Os holandeses pagaram tudo, a mulher deu água para ele, gastou um centavo.
É brincadeira, o cara não tomou uma água.
O amigo Mário Maradão é muquirana e eu tenho provas. Eu não posso falar nada, seria muita sacanagem da minha parte. Pedro Yvon, abraço para você, obrigado, viu? Valeu, Mariana.
Eu tô levando uma água, não sabia que era tão fácil agradar o Mário. Eu achei que era outro líquido.
Em compensação, agora Mário Marra vai descontar. É de saqueço.
Agora vai, eu também, tá?
Eu também.
Vai então, vai que vai, que a gente vai daqui também.
Agora que a gente volta também. Beijo, beijo, tchau, tchau!
Saúde para todos e a todas, uma ótima—
hoje é segunda-feira.