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Brasil x Japão esquenta o debate: comentaristas analisam todos os detalhes do duelo decisivo da segunda fase da Copa do Mundo - Linha de Passe

29 de junho de 20261h50min
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No Linha de Passe deste domingo (28), nossos comentaristas fizeram o melhor pré-jogo e aquecimento de Brasil x Japão, analisando o momento das seleções, as principais armas de cada lado e o que pode pesar no duelo decisivo pela Copa do Mundo, além das expectativas para o confronto no mata-mata.

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Participantes neste episódio4
B

Breiler Pires

Comentarista
J

Jailson Vilas Boas

Comentarista
J

Jean Odi

Comentarista
P

Pedro Ivo Almeida

ReporterCorrespondente seleção brasileira
Assuntos10
  • Brasil na Copa do MundoOrganização japonesa · Troca de corredores do Japão · Controle do meio-campo brasileiro · Transição defensiva e bola aérea · Estratégias de pressão
  • Copa do Mundo e Seleção BrasileiraMomento das seleções · Principais armas de cada lado · Expectativas para o duelo · Pressão e disciplina tática do Japão · Curva de crescimento do Brasil na Copa
  • Técnico Carlo AncelottiSaída de bola do Japão · Pressão brasileira · Experiência da equipe brasileira · Ausência de favorito claro na Copa
  • Previsao Climatica BrasilLeveza na entrevista coletiva · Diferenças em relação à estreia · Treino na cidade do jogo · Confiança e senso de direção
  • Análise da escalação e do banco de reservasAlternativas táticas de Ancelotti · Testes realizados no segundo tempo · Opções para o ataque (Endrick, Martinelli, Neymar) · Desempenho de Igor Thiago
  • Caminhos das seleções no mata-mataBrasil x Japão · Holanda x Marrocos · Argentina x Austrália/Egito/Colômbia · Inglaterra x Equador/México
  • Futebol Sul-AfricanoPrimeira seleção africana eliminada · Potencial de conquista mundial · Desempenho de Marrocos e Senegal · Aproveitamento de jogadores da diáspora
  • Civilizações Antigas e Ruínas no BrasilComparação com gerações passadas · Pressão e expectativa sobre o time · O termo 'geração de fracassados' · Impacto do resultado na mídia
  • Análise de Jogos da CopaJogo de baixo nível técnico · Desempenho do goleiro Williams · Estreia de Alphonso Davies · Gol decisivo de Eustáquio
  • Papel do sócio-torcedorTorcida mexicana · Torcida canadense · Torcida americana
Transcrição335 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz 1

A hora é agora, futebol! Ah, você, Mari Pereira, conheço bem a peça. O Ninho de Passa está no ar. Vamos lá, YouTube, TikTok. Aliás, galera, nessa Copa do Mundo, TikTok arrebentando. Temos ESPN Disney Plus. E eu bem acompanhado de Breiler Pires, de Jean Odi, de Jailson Vilas Boas e de Mari Pereira. Eu não sei você, fã de esporte, mas eu tô nervosinho, eu tô, e não vou me fingir na mesa com essas grandes lendas do comentário só para ficar bem na foto.

Sabe aquela coisa que você vai num jantar que você fala, pô, eu não tô no nível dos caras, vou ficar aqui com aquela carinha? Não, eu estou nervoso.

?Voz 2

E vocês?

?Voz 1

Breiler Brehler Pires me trouxe um certo alento no camarim.

JOJean Odi

Trouxe alento?

?Voz 1

Não que ele esteja pachecão, vai Brasil, 5 estrelinhas, mas ele tá— Que foi?

?Voz 2

Que foi? Trouxe um alento no camarim, calma, né?

?Voz 1

Ah, tinha todo um contexto, gente. Tinha todo um contexto, gente. Lembra o que estávamos falando antes de entrar no ar? Vamos viver um mundo, vamos trazer o mundo que a gente acredita. Brehler Pires trouxe otimismo e com confiança eu repito: Você me trouxe um alento no camarim com a sua confiança para amanhã. O que aconteceu?

BPBreiler Pires

A confiança sempre, Felipe. Boa noite para você, para o Jailson, para Mari, para o Jean, para o Fantesportes. Olha, jogo que é difícil, não há dúvida, né? O Brasil vai enfrentar um adversário que tem muito potencial para oferecer dificuldade, para pressionar, para conseguir tirar o Brasil da zona de conforto. Mas ainda assim eu vejo que do outro lado Há também muita qualidade individual, evolução durante a Copa, confiança. E se a gente olhar somente, né, o retrospecto na última rodada, eu vejo que a seleção brasileira, o Ancelotti conseguiu fortalecer o time para ter mais confiança diante do Japão.

O Japão, se a gente comparar o ciclo, o Japão andou várias casas para frente enquanto o Brasil regrediu. Mas durante a Copa do Mundo eu vejo que essa diferença pode ser reduzida ainda mais num jogo de mata-mata.

?Voz 1

Queria dizer, fãs de esportes, que a gente ia ter ido pro intervalo. Eu abri com o Breller pra ver se ele dá tranquilidade pra você, assim como ele deu pra mim. A partir do próximo bloco, não me responsabilizo por Jean Mari e o Jajá. A gente já volta, continuamos no YouTube, no intervalo, batendo um papinho com vocês. Vamos lá, estamos de volta aqui no Linha de Passe e de imediato o Brasil joga amanhã 2 da tarde. Sempre na véspera, treinador e capitão ou um jogador importante selecionado falam isso das duas equipes. E a gente apresenta o que Carlo Ancelotti falou neste domingo.

A saída da bola do Japão é muito boa e quando eles passam na pressão são muito, muito perigosos. É um aspecto que Estamos considerando qual tipo de pressão temos que fazer. Ou, pelo menos, hemos considerado, porque tu me dizes, pode dizer, é até agora que fez? Não, já estava considerando este aspecto. O Brasil tem a sorte que tem jogadores muito expertos neste aspecto. Temos, a nível de experiência, esta equipe é muito, muito forte e sabe perfeitamente os jogadores.

Como preparar esse jogo. En este aspecto, eu estou muito confiante. O equipo está concentrado, está motivado, está preparado. Preparado significa preparado a tudo o que pode passar no jogo de amanhã, que pode ser muitas coisas: a prórroga, o pênalti. Estamos, hemos preparado todos os aspectos. Sigo convencido que até agora não há um favorito claro. Pode ser que equipes têm feito melhor que outros nesta primeira fase, mas uma equipe favorita clara não vejo.

?Voz 1

Vamos lá, a gente vai depois de ouvir o Ancelotti. Hoje está divertido aqui no YouTube, bastante informação. Pedro tá, Pedro tá posicionado, né, Selva? Então vamos direto com Pedro Ivo Almeida para trazer bastante destaque, informação também dos bastidores de como foi o clima dessa coletiva e tudo mais. Pedro, quero te ouvir nesse seu primeiro destaque aqui do Linha de Passe. Boa noite para você.

PIPedro Ivo Almeida

Tudo bem, Felipe? Um abração para você, Mari, Jailson, Breiler, Jean, ao novo Pacheco, né? Breiler, não conhecia essa faceta dele confiante, vibrando com a seleção. Nosso Zé Brasil, brasileirinho, mas você falando agora, não, calma não, é o que eu tô ouvindo aqui, ó, desde cedo, desde que vocês entraram, desde que trocou o estúdio, acompanhando tudo aqui atentamente. Então nosso brasileirinho Pachequinho Breiler Pires, o que eu ouvi foi isso.

Agora falando sério, Felipe, tava rodando aí a entrevista coletiva do Ancelotti e do Marquinhos, eu vou voltar novamente um pouquinho lá atrás para a gente tomar como parâmetro. O Jean tava na mesa, ele vai lembrar também quando a gente acaba. Vocês comentavam, eu ouvi aí por um acaso, o ambiente pós-estreia. E eu lembro, né, Jean, que a gente batia muito na tecla de como o Ancelotti tava irritado, mal-humorado. A gente ainda brincava, não tava entendendo, falava também que era comportamento mais reativo e era o momento mais incomodado, mais impaciente do Ancelotti na seleção brasileira.

E passado desde aquele 13 de junho Hoje, né, dia 28, 15 dias véspera desse 16º de final, eu posso dizer que é tranquilamente a entrevista mais leve de Carlo Ancelotti desde que a seleção se reuniu aqui para essa preparação e também para Copa do Mundo. E acho que isso diz muito sobre o momento, né? A tensão da véspera da estreia antes do Marrocos não tinha como ser exatamente algo leve. O pós-jogo do Marrocos, véspera do jogo ali contra o Haiti, era uma seleção, quem diria, pressionada para entrar em campo com a China depois do que não fez no jogo contra Marrocos.

O pré-jogo contra a Escócia era uma seleção que chegava de uma forma um pouco distinta. 48 anos que não fica, não deixa de ficar em primeiro no grupo, precisava do resultado no terceiro jogo de fase de grupos, algo que não acontece de forma rotineira em Copa do Mundo. Então tinha também uma carga ali, uma tensão muito grande. A gente debatia muito aquela coisa, não pode ficar em segundo, vai alterar a logística, seleção não quer, seleção não tá preocupada.

Hoje não, hoje é uma véspera de mata, como eles chamam, não é mata-mata porque não tem ida e volta. É um jogo que se desenha muito complicado para mim, deixando até aqui para depois os amigos debaterem o confronto mais complicado dessa fase, mata-mata mais complicado quando a gente pega para ver os duelos. Só que a gente vê um Brasil que claramente ele parece ter conseguido enfim abrir um mínimo sorriso. É um Brasil que convoca de um jeito, muda do primeiro para o segundo amistoso, perde jogador, muda a ideia de quantos jogadores tem que ter no meio de campo, não se acerta na estreia.

Muda um pouco para o segundo jogo, aposta no novato para o terceiro jogo. Agora não, agora parece que o Brasil tem um norte, parece que ele tem uma cara. Ele agora precisa executar, né, confirmar isso. Mas pela primeira vez o Brasil parece saber o caminho que ele tem que seguir numa Copa do Mundo. Acho que isso ficou muito bem ilustrado, foi refletido na entrevista do Carlo Ancelotti. Brincou, sorriu, despistou, fez piada. Então acho que isso talvez ajude a explicar o clima que você perguntou dessa entrevista coletiva de hoje aqui em Houston.

Um dia diferente, pela primeira vez Nessa preparação, a seleção treina na véspera do jogo na cidade do jogo. Não foi assim, por exemplo, na véspera do jogo do Maracanã, não foi assim na véspera do jogo em Cleveland, não foi assim na véspera do jogo da Filadélfia, em Miami, Nova York. É claro, seleção já tava lá. Dessa vez, seleção treinou aqui pela manhã. Então tudo muito diferente e um clima também bem diferente para esse jogo de amanhã.

Não vejo um relaxamento, mas vejo a seleção enfim conseguindo dar um respiro, conseguindo dormir e pensar: sei o que preciso fazer amanhã, deu certo e vou manter isso.

?Voz 1

Acho que esse relato do Pedro é bem interessante no sentido de a gente viu um Brasil que quando pega Marrocos entra num buraco, durante o jogo até sai do buraco, mas fica uma impressão horrível. Aí vai, bom primeiro tempo com Haiti, segundo cai um pouquinho, dá umas brechas. Ah, mas mesmo com 3 a 0 é o Haiti. A Escócia a gente sabe que não é o primeiro escalão da Europa, mas cara, a gente tá vendo nessa Copa que ninguém tá passando o carro em todo mundo.

E o Brasil ganhou 3 a 0 confortavelmente. Acho que isso fez ali uma linha do tempo de ascensão, de pelo menos chegar no mata-mata com algum senso de confiança. Já é isso?

?Voz 2

Boa noite.

JOJean Odi

É isso aí. Boa noite, Felipe. Boa noite a todos. Eu acho o seguinte, na verdade, o próprio Ancelotti falar: não sei se tem um favorito tão destacado nessa Copa do Mundo. Acho até que tem, que a gente pode até olhar para a França dessa maneira, mas muito porque outros times muito cotados nessa Copa do Mundo decepcionaram bastante até aqui. Então a Espanha decepcionou muito pelo futebol que não jogou, Portugal decepcionou demais, a Inglaterra, outra cotada, começou muito bem, mas ao contrário do Brasil, depois de estrear muito bem contra a Croácia, parece que caiu de produção.

E o Brasil não, o Brasil pelo menos fez a coisa da maneira certa de evoluir um pouquinho a cada jogo. Ah, é o grande favorito para conquista da Copa do Mundo ou para chegar à final? Acho que não, acho que ainda não, não é o suficiente para isso. O teste de amanhã vai ser um teste pesado. Eu tô de acordo com o Pedro que assim, se não é o mais difícil, está entre os 3 confrontos mais complicados, ou dos 3 confrontos maiores. Eu colocaria Holanda e Marrocos mais ou menos nessa, nesse balaio, e Portugal e Croácia.

Acho que esses são os 3 jogos de alto nível assim. E o Brasil parece tranquilo, porque eu tive, claro que o Pedro tem uma impressão muito que vale muito mais do que a minha, por estar lá convivendo e vendo cada momento em que o Ancelotti, né, se locomove e fala com as pessoas, não apenas quando ele tá no ar. Mas eu tive exatamente essa impressão, que ele tá numa leveza, tá feliz, tá numa tranquilidade. A verdade é que esse é mais o padrão do Carlo Ancelotti, né?

O que a gente viu depois do jogo contra Marrocos é que é muito atípico, mas ainda assim, assim, olhando para o que é o padrão do Ancelotti de responder as coisas tranquilamente, de não se incomodar com as pressões, com os pedidos que foram tantos e tal. Me parece que na entrevista de hoje ele tava ainda mais tranquilo, ainda mais leve. Óbvio que isso não significa que o Brasil vai ganhar do Japão, mas significa que acho que ele tá confiante na preparação que ele fez para essa partida.

?Voz 1

Mari, boa noite. Você tá em que casinha? Da confiante, da não tô assim no oba-oba, mas também não tô nervosa que nem você? Ou sim, faço parte do time que dá uma tremidinha?

?Voz 2

Tudo bem, amigos? Boa noite. Boa noite, fã de esportes. O Pedro que tá com a gente, ele já sabe minha resposta, né? Porque eu não lembro, pra mim todo dia é segunda-feira agora na Copa, gente. Eu não lembro qual desses dias abrimos o Esporte Center com o Luciano Amaral me perguntando se eu tava com medo do Japão. Eu falei que eu estava com medo. E o Pedro passou bons 15 minutos ali falando, não, que medo, Mari, por favor. Então assim, estou receosa, vou mudar um pouco a palavra.

BPBreiler Pires

Pacheco, Pedro Ivo.

PIPedro Ivo Almeida

É, não, não, não, não, você ainda tá com esse papo de medo?

JOJean Odi

Não, eu estou ansiosa.

PIPedro Ivo Almeida

O destaque inicial, o destaque inicial da Mária no esporte, não lembro qual foi o dia, foi hoje, é hoje é sábado, né?

?Voz 2

Hoje é domingo.

PIPedro Ivo Almeida

Não, hoje é domingo, hoje é domingo, desculpa, deve ter sido na quinta ou na sexta. O destaque inicial dela foi: não, eu tô com medo. Eu falei: medo? Eu aprovo. Eu falei: não, mas calma aí que a gente tem até segunda-feira para reverter isso. Mas receio e respeito eu tô aceitando.

?Voz 2

Eu falei pra ele que eu tenho medo dos disciplinados. E é o que a gente tem mais falado sobre a seleção japonesa, né? Uma seleção disciplinada pra além disso, claro. Assim, eu concordo muito com os amigos. Eu acho que a curva do Brasil é muito mais positiva, né? Comparada com várias seleções. Algumas seleções, inclusive Portugal, inclusive Espanha, inclusive Inglaterra, até o próprio Marrocos, né? Que começa muito bem ali no grupo e depois cai um pouquinho.

E acho que cai até... Um pouquinho ali do comprometimento com o jogo mesmo assim. Acho que o Marrocos podia ter colocado um pouco mais nas duas partidas. O que me leva a caminhar por esse lado mais receoso, para além do Japão, para além da seleção, do adversário, do bom trabalho, de tudo que a gente tem falado sobre a seleção japonesa, é sobre o Brasil. Ele tem encontrado talvez apenas, entre aspas, um padrão, que já é muito comparado com o que tinha, A gente olhou para Marrocos e falou, não tem nada, perdeu peças importantes.

E agora, como que vai ser? Padrão de jogo muda? Tira os 4 jogadores lá da frente, coloca mais um meio-campista? Para mim, agora a gente tá num momento sobre alternativas. E falei hoje no Esporte Center, né, tem um dado muito interessante de todos esses que as grandes empresas fazem sobre levantamentos, de que obviamente o número maior de seleções, mas é a Copa com uma influência muito maior sobre os jogadores que vêm do banco de reservas.

E isso me preocupa nesse sentido de que o Brasil, ele tem ali os seus 11 e talvez 12, mas a gente não viu alternativas porque a gente não chegou nesse estágio de trabalho do Ancelotti, de trabalhar com alternativas. Ele não teve esse tempo. Então me faz caminhar um pouco mais para o lado receoso da história.

?Voz 1

E aí, Jair, você tava olhando a mesa daquele olhar vidrado que eu não sei se é da confiança.

JVJailson Vilas Boas

Não, tava ouvindo a Mariana e tava fazendo a reflexão.

?Voz 1

E como você tá para essa?

JVJailson Vilas Boas

Cara, então eu tô junto com a Mari assim, receoso confiante, respeitando a organização principalmente, né, a organização japonesa, a força, enfim, o talento, né, a técnica deles individualmente falando também, a toda organização tática, o trabalho já é um trabalho muito, né, maior considerado ali em relação ao Ancelotti, mas ao mesmo tempo eu tenho também com a confiança na curva de crescimento do Brasil na competição. E eu tava até pegando, eu tava anotando aqui enquanto a Mari falava, e o Jean também pegando o gancho da coletiva do pós-jogo, né, contra Marrocos.

O incômodo do Ancelotti, eu me vi representado naquelas respostas secas, ali incomodado com a atuação da equipe, que não funcionou talvez o plano de jogo que ele tivesse ali imaginado, e ele teria que mudar. E pra mim foi isso que aconteceu depois daquele jogo contra Marrocos. Aqueles 30 minutos que foram patéticos ali, né, o Brasil ficando na roda e tal, o moleque de 18 anos comandando o jogo. Então, ao meu ver, aquele incômodo do Ancelotti e os outros 2 jogos e a curva de crescimento da seleção brasileira, então me fez ficar um pouco mais confiante para essa partida contra o Japão amanhã.

Então assim, vai ter que ser aquele jogo, eu acho que vai ser um jogo muito, muito parelho mesmo, até falei isso hoje de manhã. Decidido ali em questões individuais. Então, olho no corredor direito. Para mim, tanto o Ryan quanto o Danilo vão ter que trabalhar muito na questão defensiva. E também a troca de corredor. O Japão, a gente vai falar, né, vai entrar mais na questão tática ali do jogo, mas é porque o Japão troca muito de corredor, é muito rápido, né.

Os jogadores do meio também, tanto o Tanaka e o Kamada, né, são jogadores que— porque fica muito no imaginário, né, no senso comum de que o Brasil vai ter a posse da bola e o Japão vai jogar no contra-ataque.

PIPedro Ivo Almeida

Sofre muito quando adversário troca de corredor, Jailson.

JVJailson Vilas Boas

Então, mas tudo bem, por conta da linha de 3, então tá todo mundo agrupado de um lado e demora para o retorno. Mas é que também tá muito no senso comum de que o Brasil vai ter a posse da bola e que o Japão vai jogar no contra-ataque. Não, jogadores do meio-campo, né, que eu acabei de citar inclusive, gostam muito de ter a posse da bola. O Japão também gosta muito de reter ali a posse. Então acho que vai ser um jogo, aquele início de quem vai mandar.

Quem vai ficar com a posse da bola para obrigar o outro a correr atrás? Então acho que a gente tava falando isso no Esporte Centro, o Zinho também falou sobre isso. Eu acho que vai ser aquele ponto essencial do meio-campo da seleção, Casemiro, Paquetá e Bruno Guimarães, que é o meio-campo hoje, que a bola não queima igual queimou contra Marrocos. Se a bola queimar que nem queimou contra Marrocos, e aí o Japão vai ter a posse da bola, e aí a gente vai ter um problema.

?Voz 1

Deixa eu jogar, eu Meu papel aqui é jogar uns temas pra vocês trocarem. E esse que o Jailson trouxe é o que eu jogaria primeiro. Eu vou começar com o Pedro só por ser mais fácil. E aí, Pedro, quando voltar pra cá, fica à vontade, hein? Espaço aberto. Esse tema que o Jailson trouxe eu acho bem interessante. Me parece um jogo difícil de imaginar o que vai acontecer. Assim, tem jogo que é uma marcação razoavelmente óbvia. Brasil e Escócia era óbvio.

Brasil e Haiti era óbvio. Brasil e Marrocos dava pra ter uma leitura. Quando a gente vê o primeiro tempo, a gente fala, gente, não era o que eu esperava. O jogo de amanhã tem algo que é muito fora do que dá para esperar? Porque me parece algo que pode ir para direita, para esquerda. Eu não tô falando de setor de campo, eu tô falando de roteiro mesmo, Pedro. Que jogo a gente vai ver amanhã, Pedro?

PIPedro Ivo Almeida

Acho que a única coisa que dá para afirmar é que vai ser um jogo muito estudado de início, porque a seleção brasileira ela tem por característica ficar mais confortável em campo quando ela atrai. No primeiro momento ela pressiona, se a pressão não funciona. Se ela já conseguiu algo como um gol, ela tenta começar a atrair o adversário. A seleção japonesa, por estratégia, não necessariamente— eu tô com Jair, não sei se foi ele, se foi a Mari, alguém falou que não necessariamente o Japão vai se fechar, mas em alguns momentos também ter a bola do Japão não é exatamente o ter a bola de muita construção no campo de ataque.

Acho que nem é característica deles. Acho que é um jogo muito estudado, é o Brasil querendo entender para onde o Japão vai. É o Japão se ele jogar o mata-mata, naturalmente acontece isso. É o Japão querendo entender o que que o Brasil pensa. Agora, eu acho que a bola vai passar mais no pé do Japão também do que se imagina. Até porque, quando a gente fala que o Japão é um time que sai muito em velocidade, não é necessariamente esperando o Brasil para sair em velocidade, tá com as costas.

É um Japão que começa nessa linha de 3 que o Jair já falou, circula a bola de um lado para o outro, até em algum momento baixa. Acho que é o Eden, o centroavante, pum, centralavante corre, pega um corredor central, o círculo de meio de campo, tenta atrair alguém para começar a desencaixar às costas dele a marcação defensiva. Então em algum momento é quase que um gatilho. O Ueda se aproxima, sobe um pouco, desgarra um pouco dessa linha ofensiva em tese e tenta começar a desmanchar a linha defensiva do Brasil.

E aí é que ele acelera. Não necessariamente ele acelera só na roubada de bola do Brasil. Então é um Japão tentando entender qual o momento para fazer isso, é um Brasil tentando entender como é que ele vai neutralizar esse tipo de saída de bola do Japão. Mas também, quando Ancelotti fala, quando ele elogia a seleção japonesa e fala que ele tá entendendo esse tipo de marcação, acho que o Brasil também vai modular um pouco esse início de jogo, tentar entender como é que a coisa funciona.

É a saída de bola do Japão, o que que faz? Você baixa, coloca alguém para acompanhar melhor esse jogador que vai até o círculo para não desarmar sua linha defensiva. Porque ora sobe Marquinhos, ora sobe um Gabriel, desencaixa, ataca alguém nas costas, que é como o Japão gosta de acelerar. Então acho que o Brasil vai tentar entender. E aí o Japão faz o quê? Sai de peito aberto para dar campo também para Vinícius Júnior, para dar campo para o Ryan.

Então acho que vai ser um jogo muito estudado de início. Agora, quem vai ter a bola, acho que é muito circunstância do jogo. Agora, são duas seleções que sabem muito bem como sair, como escapar. Então talvez por isso esse lance do estudado. Ninguém vai querer dar brecha de início. Japão não acho que vai ter a bola do ponto de vista de estar no controle do jogo dentro do campo de defesa do Brasil. Brasil acho que vai tentar entender em que momento atrai, em que momento acelera.

Então Um jogo muito estudado de início, porque tá muito claro, é mata-mata de Copa do Mundo, ou mata, né, como eles falam. Então você tá mapeando onde é que é a brecha, até você achar a brecha, atrair seu oponente para enxergar essa brecha. Acho que será um jogo estudado ali de início, Felipe. Tava até comentando aqui, tenho dúvida até que ponto essa ansiedade, esse estudo, essa paciência não vai direcionar o confronto. Mas eu acho que tem muito disso, um jogo muito estudado de início ali.

BPBreiler Pires

É, até pegando esse gancho do Pedro, né, de mata-mata, É, para mim não é oitavas de final, agora 16 avos, mas para mim desde 2014 é o adversário mais difícil que o Brasil tem logo depois da fase de grupos. 2018 foi o México, o Brasil passa até com relativa tranquilidade. 2022 mais ainda, né, Coreia do Sul, Brasil resolve rápido, resolve jogo rápido, não dá sopa para o azar. E aí eu faço a comparação, porque 2014 não tem paralelo, né?

Uma Copa no Brasil, peso, ambiente. Mas o adversário da ocasião foi o Chile do Sampaoli, e era ali a grande geração chilena, como é a geração japonesa hoje.

?Voz 1

Que veio de um grupo difícil, que era Holanda e acho que Espanha, não era? Não, a Holanda com certeza, porque eu fiz o jogo, 2 a 1 na Arena Corinthians.

BPBreiler Pires

É, então, e um time muito bem treinado pelo Sampaoli. E ali eu tava trabalhando nesse jogo no Mineirão, O grande problema do Brasil nesse jogo foi justamente pela pressão da torcida. O Brasil queria ser protagonista a todo momento e oferecia justamente o que o Chile queria: espaço para atacar, para preencher as costas. O Chile nesse jogo, na prorrogação, esteve numa bola no travessão de ganhar, e o Brasil acaba ganhando, e acaba decidindo nos pênaltis, o Brasil passando.

Mas acho que a lição disso daí, de pegar um adversário é que não tem tanta tradição, não é campeão do mundo, mas que tem a geração japonesa no seu auge jogando com confiança, é justamente o que o Ancelotti falou: estar preparado para enfrentar todos os cenários. E eventualmente nesse jogo o Brasil vai ter de lidar bem com a linha mais baixa. E isso daí não significa jogar retraído, jogar de uma forma diferente. É ser estratégico para conseguir também utilizar algumas armas contra o que o Japão não quer.

O Rajime Moriasso, em determinados momentos, ele gosta que o adversário tenha posse de bola. O Brasil tentou no amistoso controlar o Japão pela posse de bola no ano passado e não funcionou, porque o Japão conseguia escapar toda hora, achar passe na entrelinha.

PIPedro Ivo Almeida

Como funcionou, funcionou no primeiro tempo, sim, no primeiro tempo, 2 a 0. A atuação do Brasil contra o Japão no primeiro primeiro tempo é boa. Mas o Brasil vem de uma boa atuação contra a Coreia do Sul, faz um bom primeiro tempo contra o Japão. Só que naquela esteira de observações do Ancelotti, a coisa muda. Eu não consigo colocar o jogo do ano passado no balanço.

BPBreiler Pires

Mas o Pedro, que eu cito, é justamente por ter a vantagem. Depois, com as mexidas, o Brasil foi, ah, vamos aqui controlar, jogar com posse.

PIPedro Ivo Almeida

E o Ancelotti querendo testar Hugo como goleiro, Paulo Henrique como lateral, Carlos Augusto na lateral esquerda, saca Rafael Ramírez, saca a Vini Júnior. É bem distinto de amanhã.

BPBreiler Pires

Não, tudo bem. O que eu tô dizendo é que o Japão, quando tem um adversário com muita posse de bola do outro lado jogando no campo ofensivo, muitas vezes fica confortável. Então isso que o Brasil tem de entender para saber contra-golpear. Exato.

?Voz 1

Enquanto o Jean fala, a gente vai até colocar a escalação daquele jogo para servir como referência. Mas vai lá, vai lá, Jean, vamos nessa.

JOJean Odi

É, eu sinceramente acho que aquele jogo conta pouco. Eu acho que o jogo conta pouco por tudo que já foi dito aqui. Primeiro porque o Brasil toma virada num segundo tempo em que ele tem todas as modificações. Aí a gente tá olhando Luiz Henrique, que até seria uma possibilidade, né? Essa altura, enfim, o Brasil tava sem o Estevão, não tinha perdido o Rafinha, mas o Rafinha não tinha voltado.

?Voz 1

Só um meio que tá ali, né? O Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Pires.

JVJailson Vilas Boas

A linha defensiva foi toda, a linha defensiva não foi.

JOJean Odi

Não, e era o time reserva na defesa, era o time completamente reserva na defesa.

?Voz 1

Os caras não estão nem na Copa, né?

JVJailson Vilas Boas

Então assim, nenhum deles, nenhum deles.

JOJean Odi

Eu acho que assim, por tudo isso, pela escalação que a gente tá vendo aí, pelo que o Brasil teve que fazer naquele jogo para observar, e acho que às vezes as pessoas têm dificuldades também de entender que um técnico quando tem um ciclo tão curto, cara, ele precisa testar, ele precisa ver, ele precisa usar os amistosos para isso. Ainda que isso resulte em derrota, como acabou acontecendo, e tudo bem. Agora, em relação ao jogo de amanhã, eu vou muito na linha dos times que não vão fazer questão de ter a posse de bola.

Eu acho que nenhum nem outro faz questão. Se a gente olhar para o que foi a postura do Japão contra a Holanda, o Japão não quer. Ele é muito rápido, ele é muito letal nos contra-ataques, ele é muito vertical, ele consegue machucar o adversário quando ele joga.

?Voz 2

Envolve quase todos os jogadores ali, né?

JOJean Odi

Na hora que ele— isso, acho que assim, na marcação ele ele marca praticamente um 5-4-1 e depois na hora que sai, ele sai com um monte de gente. Você tem zagueiro jogando na ponta, você tem volante chegando de centroavante. Então assim, é um Japão que sabe o que faz, é um Japão muito sincronizado, é um Japão bem melhor trabalhado taticamente do que o Brasil. E não por demérito do Ancelotti, olha, olha o ciclo, olha o tamanho de tempo que os caras estão trabalhando.

E junto-se a isso toda a disciplina as coisas que a gente tá acostumado a falar sobre o Japão, que alguns clichês permanecem, outros não fazem mais sentido nenhum. Então falar que, por exemplo, o Japão não tem mais qualidade técnica não faz sentido, ainda que ele tenha perdido, né, atacantes, o Mitoma, enfim, atacantes que mudariam tudo do ponto de vista do quanto eles podem oferecer de perigo para o adversário. Ainda assim é um Japão sabe sair com qualidade, que sabe sair bem, é um adversário perigoso.

E eu acho que o Brasil também mostrou que não faz questão de ter a posse de bola, mostrou inclusive contra o Haiti. Se você olhar aquilo que acontece no segundo tempo contra o Haiti, eu acho que o Tchelote já tava pensando na frente, tá falando, beleza, tudo bem, então eu mudei meu centroavante, o Matheus Cunha vai voltar para fazer esse trabalho de losango, de seja na marcação, seja de criação. Então ele já tava montando o time e falou, e a partir de agora eu vou experimentar aquilo que eu vou usar para frente.

Usou contra a Escócia, em alguns momentos do jogo contra a Escócia também. Não é que o Brasil ficou— fica aquela ideia de que o Brasil ficou pressionando, marcando alto, porque de fato bolas, né, foram roubadas a partir dessa pressão.

JVJailson Vilas Boas

Mas se você olhar para vários momentos do jogo, o Brasil foi direcionando para onde queria que a Escócia jogasse a bola, e a Escócia caiu no meio do patinho.

JOJean Odi

Exatamente. Mas em vários momentos o Brasil começa, né, as jogadas lá atrás. Então eu vou muito na linha de que eu acho que ninguém vai fazer tanta questão de ter a bola, mas quando é assim, alguém tem que ter a bola, alguém vai acabar tendo a bola e alguém tem que tentar jogar. Acho que a grande vantagem do Brasil aí é óbvio, é técnica, é a qualidade que o Brasil tem, que os seus jogadores têm de quebrar linha, de quebrar linhas baixas, barreiras adversárias.

Enquanto o Japão, se tiver que lidar com uma linha baixa do Brasil, eu acho que vai ter dificuldade. E até acho que a defesa do Brasil ainda não foi testada, e que em outros momentos, quando o Brasil jogou com a linha mais alta ali, né, por lentidão de alguns defensores, ele sofre e pode sofrer muito. Por isso eu não sei o quanto o Ancelotti vai dar esse espaço para o Japão fazer aquilo que ele deseja.

JVJailson Vilas Boas

Esse é meu ponto em relação ao jogo de amanhã, em relação ao Casemiro. O Tanaka lá, é o Kamado, Doan, Maeda, os jogadores que jogam naquele setor atrás do Eda, né? Falando de todos os jogadores que jogam atrás do centroavante do Japão. E essa questão do correr para trás, vai sobrecarregar ali, porque se o Brasil for entrar nessa de marcar lá em cima, marcar pressão, ah não, é o Brasil, que nem o Brilho tava falando, né, e tal, a diferença em relação à seleção japonesa, tende-se a ter um problema na recomposição na hora que perde a bola.

É isso que a gente tá falando, aceleração no contra-ataque. E os caras já têm o movimento automático. A gente tava até conversando ali na redação em relação ao gol contra a Suécia.

PIPedro Ivo Almeida

Já vinha tendo problema desse tipo nos outros 3 jogos, né, Jailson? Esse é um dos pontos.

?Voz 2

Exatamente.

PIPedro Ivo Almeida

Você acaba o jogo contra a Escócia e fala, tem coisas a melhorar. Eu acho que ele fala especificamente compactação, esse correr para trás e transição defensiva e bola aérea defensiva, que inclusive ele posicionou muitos jogadores hoje, bateu muito na tecla essa semana de bola aérea defensiva.

JVJailson Vilas Boas

Então, pegando essa questão do correr para trás, que eu acho que a grande incógnita até agora do Ancelotti é em relação ao primeiro volante, porque ele mexeu já nisso, né? Não que ele não tenha confiança no Casemiro, ele já demonstrou, já deixou isso muito claro. Só que ele já mexeu algumas vezes na forma do Casemiro. Ao meu ver, ele tá protegendo o Casemiro agora, né, do jeito que ele montou o time, que é o Casemiro de primeiro, Paquetá e Bruno Guimarães na frente, Matheus Cunha, né, fazendo aquela, o falso 9 que a gente fala, né, e fica como referência de centroavante.

Mas ele baixa ali para fechar o losango, para fazer a organização ofensiva também. Só que o meu questionamento é na hora da perda da posse da bola rápida, né, que tá todo mundo naquela tentativa de lá em cima de pressionar o adversário, e aí você perde a posse da bola. Perdendo essa posse da bola nesse momento, aí que mora um perigo, que todos os jogadores aí é o movimento automático que o Jean tava falando, são 2 toques na bola, ele já sabe exatamente qual movimentação que o companheiro de equipe vai fazer.

É, depois fã de esporte, depois experimenta e vê o gol do Japão contra a Suécia.

?Voz 2

Foi basicamente isso, mais bonito da Copa.

JVJailson Vilas Boas

Exatamente, é um dos gols mais bonitos, que o Japão recupera a posse da bola, a bola vai lá na direita com Sugawara, que vai inverter no Nakamura. É outro que vai surpreender muita gente amanhã, que o pessoal acha, ah, é o jogo associativo, vai chegar na ponta, vai tocar para trás e tal. Não, é o cara que vai, se der mole, vai pegar, vai dar uma pedalada em cima do Danilo, vai na linha de fundo. Da mesma forma o Doan lá do lado direito.

Então assim, são movimentos automáticos, eles giram muito o corredor muito rapidamente.

JOJean Odi

Para quê?

JVJailson Vilas Boas

Para justamente arrumar uma brecha. E aí a gente tava falando na hora de ativar, da pifada. Eu acho que esse é um ponto diferente em relação à seleção brasileira. Para mim, o Lucas Paquetá e o Bruno Guimarães, eles têm mais essa capacidade desse passe em profundidade nas costas da defesa. Geralmente o jogo do Japão funciona com o Ueda trazendo e tentando gerar um espaço, né, nas costas, que aí o Cunha tem feito, que aí o Doan e o Maeda acabam entrando.

Mas o Paquetá e o Bruno Guimarães, para mim, eles têm mais essa capacidade da pifada mesmo que a gente fala, né? O Vinícius Júnior dá o gato e nas costas do defensor, o Ryan, a mesma coisa. E aí, para mim, o jogo do Japão, 2 meias, 2 meias, tem mais essa questão da necessidade do pivô. O Ueda vem e aí faz essa jogada de ultrapassagem, aí sim vai ter a pifada muitas vezes no Maeda e no Dohan. Então a minha preocupação é nesse meio-campo mesmo.

Minha preocupação vai ser se o Bruno Guimarães e o Paquetá vão estar, né, ligados ali para fazer essa recomposição, às vezes no bloco mais baixo, que não vai adiantar o Casemiro ficar correndo sozinho.

JOJean Odi

E a tendência é que, eu acho, eu acho que no fim das contas aí vai pesar uma série de coisas assim, é Brasil e Japão. E se os dois não quiserem, e eu acho até possível que os dois não queiram no começo, É o Brasil que vai ficar, é o Brasil que vai partir, é o Brasil também que tem mais qualidade para justamente contra a Hungria. Acho que é normal que seja assim, mas aí cria-se esse cenário de um certo risco para o Brasil.

BPBreiler Pires

Mas acho que é mais questão de modular o sem bola, porque funcionou muito bem no começo contra a Escócia, a pressão alta, o Rayan ali rouba a bola, o Vinícius Júnior faz o gol, mas O Brasil enfrenta um adversário muito mais rápido que a Escócia, com muito mais capacidade de contra-ataque. E como o Jailson falou, Japão, o Japão, é que você falou Escócia, desculpa, não, mais rápido, mais capacidade que a Escócia, mais que a Escócia na comparação com a Escócia.

E aí quando a gente pega jogadores Nakamura, Ueda, Maeda saindo, Doan, são jogadores que vão exigir justamente um Brasil mais postado, um Brasil mais disciplinado nesse aspecto que vai guardar posição em alguns momentos. Então é também até do lado do Ancelotti, eu acredito que ele saiba disso, porque uma das primeiras perguntas que ele responde na coletiva, ele diz, ah, sob pressão alta a gente já considera esses cenários e a gente sabe que vai ser diferente do jogo contra a Escócia, só para não cair naquela empolgação.

E aí eu falo mais entre os jogadores, que, ah, não funcionou bem contra o adversário, a gente vai repetir. É outro plano de jogo e outra característica característica do adversário.

JVJailson Vilas Boas

Amanhã para mim é a questão de preencher o meio, né? É, então marcar ali na intermediária para trás, direcionando para onde o Japão vai jogar.

JOJean Odi

Mas eu queria trazer um ponto para vocês que me chama atenção.

?Voz 1

Pedro vem junto também, que é a história do segundo tempo. Assim, a gente fala do Japão jogar muito bem primeiro e segundo tempo, parece que os caras começam todo tempo do zero. Assim, do zero eu digo de exaustão. Assim, é o primeiro tempo, segundo, se inventaram o terceiro e quarto, vou lá, vem os cara doidão.

JVJailson Vilas Boas

Depende do jogo.

?Voz 1

E o Brasil, o segundo, assim, o segundo tempo com o Marrocos inclusive até melhor que o primeiro, mas o Haiti e a Escócia há uma queda de desempenho, mas existe um contexto naquelas duas partidas, tanto do placar quanto das alterações, que é quando o Ancelotti—

PIPedro Ivo Almeida

e para mim, Pedro, jogando para você primeiro, me parece que são dois intervalos com o jogo resolvido. Então, e ao mesmo tempo que resolvido, permitindo reduzir a marcha, mas fase de grupo você reduz a marcha, claro, claro.

?Voz 1

Mas aí com o tempo, com placar resolvido e com a possibilidade de testar, e sempre que ele testou ele tira o Paquetá e põe alguém com a característica mais do quarteto, sejam, ele usou o Neymar, usou o Martinelli, no outro jogo foi Luiz Henrique, no segundo jogo eu não me lembro, depois eu até checo se puder, Selva, ver Assim, o Paquetá, mas é, ou é o Endrick, eu acho. Eu acho que é o Endrick.

JVJailson Vilas Boas

Mas tá sendo o Martinelli.

?Voz 1

E aí eu te pergunto, Pedro, este segundo tempo, porque se o jogo tiver embolado, a gente tem que trabalhar inclusive com a possibilidade de prorrogação. E a gente fala o quanto movimentar o banco é algo que tem decidido vários jogos nessa Copa do Mundo, e não dá para dizer que o Brasil tem um banco ruim. Não vamos ver como esse, num 0 a 0, 1 a 1, Se alguém no meio cansar, seja o Paquetá, vai, ou Bruno Guimarães, não vou nem colocar o Casemiro, que parece que Casemiro é uma questão binária, ou Casemiro ou Fabinho.

Vem um cara com esse perfil de quarteto barra meio atacante, assim, atacante de lado ou mais centralizado, ou vem um Danilo? Agora na hora do vamos ver, Pedro, o Danilo ou Ederson, enfim.

PIPedro Ivo Almeida

Acho que depende muito do que o jogo pede. E eu particularmente, eu acho que esse lance de segundo tempo tem muito mais a ver com o nosso. Como o Japão joga bem no segundo tempo, a gente fica procurando defeitos onde o Brasil pode falhar. Ou a gente vai se esquecer que lá no primeiro amistoso da seleção, que a coisa não funciona no primeiro tempo contra o Panamá, é no segundo que a coisa é resolvida. Marrocos, fora de contexto, eu acho.

É um Brasil que não sabia onde tava no primeiro tempo. O Vini salva a pele da seleção no primeiro tempo. E no segundo tempo, metade de nada é dobro, né? Então o mínimo que melhorasse segundo tempo gerar algo melhor. Contra o Haiti, o Brasil faz 3 a 0 e começa a rodar. E o Ancelotti mesmo, na coletiva após o jogo, eu lembro que ele fala: é claro que seguiria 4, 5 a 0, só que tem algo como olhar para frente na competição. Não adianta esticar a quinta marcha contra o Haiti, você ainda tinha um jogo importante contra a Escócia.

E contra a Escócia é uma questão de troca. O Brasil tem um primeiro tempo bom, o Brasil tem uma vitória encaminhada, o Brasil vai bem. Ele olha no intervalo para o outro lado e a coisa já tá encaminhada, porque Haiti discutindo para Marrocos. E naturalmente no segundo tempo é diferente. Segundo tempo ali, a grande atração era colocar o Neymar, não entrava em campo há mais de um mês e fez 2, 3 treinos antes de fazer o primeiro jogo.

Então você vai esperar que a desenvoltura com um quarteto que não tá acostumado, com Neymar que não tinha nem 5 treinos com a seleção, nem uma mão cheia de treinos com a seleção, vai ser a mesma do primeiro tempo? Então acho que são contextos diferentes e não acho que o Brasil amanhã vai cair de muito bem no segundo tempo, porque essa tem sido uma tônica. Ele pode cair caso ele resolva a partida no primeiro, ele pode cair porque ele foi superado pelo Japão, mas não porque tem sido uma tônica a queda no segundo tempo.

Eu acho que se a gente for pegar por outro prisma, tem sido uma tônica resolver no primeiro tempo, resolver contra a Itália, contra a Escócia, entendeu? Então assim, acho que tem muito mais uma preocupação de, caramba, onde o Japão é forte? Aceleração. Então cuidado com a transição defensiva, ofensiva. Japão é forte no segundo tempo, então Brasil não foi bem nos outros segundos tempos. Então assim, tem muito mais um procurar, e faz parte do debate.

A gente tá aqui procurando pontos fortes do adversário e pontos fracos do Brasil para ver onde pode morar o risco. Acho que tem mais a ver com isso do que exatamente, ah, o Brasil falta perna, falta ideia, quando chama o banco não resolve. A gente tava coisa de 2 semanas aqui falando que o Endrick tinha que ter chance, né? A gente tava falando que tinha que mudar uma coisa ou outra. O Rayan entrou pedindo passagem, o Danilo veio muito bem no pré-copa ali.

Dos amistosos. Então não acho que seja queda de desempenho no segundo tempo e não falta de opções. Não acho que seja também falta de opções no banco. Acho que tem mais a ver com circunstâncias da partida, que se amanhã a gente chegar e o Brasil resolve a parada no primeiro tempo, no segundo tempo dá uma queda, tá bem pago, tá de bom tamanho.

JOJean Odi

É assim, a minha questão é, e fica muito claro pelas substituições que o Ancelotti faz, ele não tava mudando. Eu acho que o relaxamento não é o culpado pela queda de produção, mas para mim fica muito claro que por não ter tido ciclo, não ter tido 4 anos, ter perdido 5 titulares nos últimos meses, desde março o Brasil perdeu 5 titulares, ele tá buscando soluções. Então eu vou citar um exemplo que para mim é muito claro. Na hora que começa o segundo tempo, você não precisa ganhar o jogo, tá?

Você não precisa ganhar o jogo, não precisa ganhar o jogo, mas o jogo tá ganho. Isso vale contra o Haiti, Isso vale contra a Escócia. Os jogos estavam ganhos, né? Você não precisava de mais gol porque o Marrocos não tava goleando o Haiti. Então o primeiro lugar não tava em risco. E ainda assim, o que que ele faz? Ele tira o Paquetá e coloca o Martinelli, que é obviamente uma mudança pensando no que ele pode precisar para frente.

Ele tá trabalhando o time olhando para contextos de uma necessidade que pode vir acontecer contra o Japão, pode vir acontecer contra a Inglaterra, contra a Noruega, nos jogos que a gente espera que o Brasil ainda vá fazer. Mas o que fica claro para mim é que as quedas eventuais no segundo tempo, elas se dão também porque o Ancelotti tá fazendo teste, ou estava fazendo teste. Agora acho que acabou esse negócio. O que você tinha para fazer, essa era uma Copa do Mundo que te permitia fazer teste pela, pelo regulamento meio bizarro.

JVJailson Vilas Boas

Né?

JOJean Odi

Você classifica 3, você já tava muito tranquilo. Então era uma Copa que te permitia fazer isso, só que agora não dá mais. Agora acho que os testes que ele fez, e cito esse exemplo do Martinelli no lugar do Paquetá, que não era uma necessidade, ele não precisava colocar um outro meia atacante no lugar de um volante meia, vamos dizer assim, né? Duas vezes ele fez isso porque ele queria olhar, bom, se eu precisar de um time mais ofensivo, o que que eu vou fazer?

Eu vou tirar o Paquetá e vou colocar o Martinelli e mantendo Vini, né? Porque antes a discussão era que um brigava pelo posição, isso, que era a mesma área de campo, né?

JVJailson Vilas Boas

E até porque o Vini mudou um pouco, né? Só que então essa troca, para mim, eu entendo perfeitamente a questão do teste, mas é, eu acho perigoso no sentido de você botar o Martinelli para receber a bola na entrada da área. Para mim, inclusive nesse último jogo agora, ele perde a posse da bola ali naquela região. Tudo bem, é uma tentativa ali do Ancelotti botar o time mais para para frente, de voltar, né, ao 4-2-4, de até proteger o corredor, né, deixar o Vini lá. Mas eu entenderia se o Martinelli jogasse um pouco mais aberto.

JOJean Odi

Não, mas você entende que ele pode ter chegado à mesma conclusão que você, com todo respeito, porque é isso que eu tô dizendo, é que me parecia que ele tava fazendo testes. Quais foram as conclusões dos testes? Eu não sei.

JVJailson Vilas Boas

A gente vai ver amanhã, né? A gente vai ver amanhã, ou espero que a gente não precise ver isso. Espero que a gente não veja amanhã mais, né, nesse sentido de botar o time mais pra frente. Eu acho que no final das contas ele vai colocar, precisando, vai ser 4-2-4. Já deixou isso muito claro. Era algo que ele já queria jogar dessa forma, né, de início, mas foi forçado a mudança porque não deu certo. Não tem entrosamento, por exemplo, não tem entrosamento, também não tem a qualidade física e técnica, por exemplo, da França, que joga no 4-2-4.

E não tem como, é um trabalho completamente diferente. Ele pede um lado inteiro que funciona, outro não funciona. Exatamente, se reinventando. Nesse lado direito o ciclo todo. Então assim, ele já foi forçado, né, voltar para o 4-3-3. Mas é bem isso que o Jean trouxe, né, de toda vez que ele precisar esse testezinho de botar um quarto atacante, eu tenho certeza que é isso que ele vai fazer. Mas o ponto para mim é só o que tem me incomodado nesse teste, é o Martinelli recebendo de costas. Mas é isso, também não tinha outro lugar, o teste era na fase de grupo.

JOJean Odi

Pode ser até, não sei, tá, mas pode ser até que ele já tenha uma ideia muito uma coisa muito clara do que seria esse 4-2-4 com o Hendrik.

?Voz 1

É isso.

JOJean Odi

Ou Neymar entrando no lugar do Paquetá, que pode ser, né? Pode ser que ele quis descobrir quem é o cara, se ele precisar disso. Eu acho que eu já tenho essa ideia sobre jogar com atacante mais centralizado, mas e se eu colocar um cara mais de beirada? Como que vai ficar esse 4-2-4? Aí não sei, o Pedro pode falar.

PIPedro Ivo Almeida

Eu acho que o Neymar só para fazer por dentro, e ele inclusive a função do Cunha. E acho que o Endrick a gente pode verificar nas próximas semanas. Só para complementar, porque o Jean citou, um Endrick talvez sendo chamado um pouco antes do que a gente imaginou ali entre o primeiro e segundo jogo, né? Se reclamava muito que ele demorou a ser chamado no final do primeiro jogo. Guimarães sente um pouquinho, ele chama o Danilo, não chama o Endrick.

Fica a expectativa, ele entra no segundo jogo. Acho que o Endrick em algum momento pode acabar sendo essa primeira opção para linha de frente, caso que tenha que trocar. Neymar ainda acho que tá numa situação de— o Ancelotti fala muito brevemente sobre contexto, Acho que a entrada do Neymar ainda demanda um contexto muito específico de já ter algo encaminhado e tê-lo em campo para ajudar sim, mas para ganhar rodagem também, que ainda é um cara voltando, querendo ou não, tem uma semana de trabalho de lesão.

JVJailson Vilas Boas

O Endrick, o Pedro, você que tá aí, a gente viu no último jogo o Endrick entrando no Rayan, né, na ponta direita aqui, jogando. No caso, ele pode atuar essas duas funções, né, ou na referência ou como ponta direita também, que foi a função que ele executou no Lyon muitas vezes. Nessa corrida pela ponta, ele também já tá na frente do Luiz Henrique?

PIPedro Ivo Almeida

Jailson, tá sumindo um pouquinho seu som quando você fala. Você pergunta o Hendrik, no caso ele na frente do Luiz Henrique, direita também, pela ponta, eu acho, direita também. Eu não acho que seja exatamente um Endrick pela ponta direita, especificamente no lugar cativo. Acho que a gente já debateu isso aqui. O Endrick não é exatamente, na visão da posição, na comissão técnica, um jogador de uma função tática específica. Ele tem muito mais a ver com o campo aberto, segundo tempo intuitivo.

Então não acho que ele está na frente do Luiz Henrique para uma beirada de campo. Acho que você pode ter um outro tipo de situação pela beirada e o Endrick sendo um complemento de ter um homem a mais nessa linha ofensiva. Acho muito mais isso. Martinelli é algo muito específico. Martinelli entra por uma beirada e a gente não pode se surpreender se o Martinelli, como aconteceu no amistoso contra a França, como aconteceu antes do jogo contra a Escócia, que algum momento durante treinamento ele foi observado pela direita, não é a dele, mas fazia por ele porque não tinha um jogador específico, tinha preferência pelo Rayan.

Mas uma observação que tem, não acho pouco provável que Martinelli em algum momento troque de lado, Caiá por ali, Luiz Henrique entrando, mas isso para beirada direita, especificamente para beirada direita. Não acho que o Endrick vai furar fila ali, acho que é muito mais para um outro movimento de sistema ofensivo que o Endrick pode acabar sendo chamado antes.

JOJean Odi

É, esse é engraçado, que esse 4-3-3 no fim acabou. Eu sei que existia, existia ou existe um grande clamor pelo Endrick, compreensível por tudo que ele fez com a camisa da seleção, e que talvez agora seja, né, deslocado para o Neymar, não sei, cada um tem a sua ideia. Mas é engraçado que o 4-3-3, acho que o mais prejudicado nisso tudo é o Endrick, no fim das contas, porque como ele não é um ponta, ele não é, não é nem pela direita nem pela esquerda, o Endrick não é ponta, ele é um jogador que faz a função central, mas ele é um segundo atacante, ele não é o centroavante centroavante, e ele também não faz o que o Matheus Cunha faz, que é voltar para marcar, para iniciar as jogadas e tudo mais.

Então, no fim das contas, ele funciona. E eu acho que talvez ele seja o melhor se você quer mudar para o 4-2-4, quer tirar o Paquetá.

JVJailson Vilas Boas

E acho que não é o Martinelli, para mim é o Endrick, porque ele tira umas casinhas ali, né?

JOJean Odi

Mas ele tem que ser ali, entendeu? Porque ele não era beirada, isso, ele é atrás ou até a frente, porque se o central, se o Matheus Cunha baixa ali, ele ataca o espaço. Mas é junto com o Matheus Cunha lá. E isso, no fim das contas, eu acho que a mudança tática tática acabou tirando um pouco de espaço do Endrick, né? Porque claro que os clamores em geral em seleção brasileira, eles são sempre baseados nas qualidades técnicas do jogador.

Quanto mais brilhante o cara é, mais as pessoas querem ver. Isso acho que isso é normal, mas o técnico precisa pensar na função também, né?

?Voz 1

Total, turma. Uma coisa que eu queria trazer não é o cenário do caos, não é isso, mas a gente tá falando de um Abriu o programa falando do nervosismo e daí calma e tudo mais. Há um entendimento hoje que jogar com o Japão é jogar com alguém que está praticando um futebol muito próximo, no mínimo, do que você está fazendo. Mas me parece inegável que cair em 16 avos de final para o Japão é uma manchete histórica.

BPBreiler Pires

É menos carregada do que seria uma década, duas décadas atrás.

?Voz 1

Mas eu acho que tem que ser visto assim, mas eu não sei. Mas essa pergunta começou contigo, Pedro. Pedro, você tá aí seguindo a seleção, o público geral. Será tratada como vexame?

JOJean Odi

E eu caí, foi de arrasto.

?Voz 1

Já caiu até o microfone aqui.

PIPedro Ivo Almeida

Difícil falar, porque qualquer queda do Brasil antes de uma semifinal vai ser tratado como vexame. Acho que a maneira como a gente que consome futebol, e muitas vezes até, não me entenda mal, mas muitas vezes até arrogante, ela acha que o Brasil não tá na semifinal de Copa do Mundo, não está sempre entre os 4 melhores, é sempre vexatório. Não passou da Bélgica, vexame. Não passou da Croácia, vexame. Não vai chegar na semi mais um ano, vai completar o maior jejum, vexame.

Acho que tudo que não seja uma classificação a semifinal, pelo menos, vai ser tratado como vexame. O Japão tem um impacto, porque você não chegou nem às oitavas, né? Acho que carrega muito de frustração Eu acho que são duas coisas. O Brasil não chegar nem a uma oitava de final de uma Copa do Mundo é impactante. Agora, o Brasil em algum momento não conseguir superar o Japão em algum jogo específico não é impactante. Trabalho que o Japão tá fazendo é um trabalho de mais de década.

O treinador que lá está hoje é um cara de 8 anos de comando, que já trabalha para Federação muito tempo, participa de um planejamento. A identidade que a gente fala da seleção japonesa não é uma identidade construída de ontem para hoje. É de anos, é um projeto muito sólido, envolve muita coisa, medicina, em ciência e desenvolvimento, e mirar até a Copa de 2050, falar que quer ganhar o Mundial. Então virar e falar que esse time em algum momento pode acabar gerando dificuldade para o Brasil não é impactante.

Agora, o outro lado da notícia, né, como você conta a notícia, o Brasil não chegou nem nas oitavas, aí sim é impactante. E tá todo mundo esperando só o adversário bambear para dar um soco no queixo dele, para detonar. O Brasil empatou com o Marrocos na estreia, já pintaram vocês falaram no início, como a maior tragédia dos últimos anos de futebol brasileiro. Imagina se foi eliminado para o Japão. Então acho que é muito do contexto.

O Brasil não superar o Japão dentro de um jogo não dá para ser chocante, impactante, vexatório. Agora você pega por um outro prisma, o Brasil não chegar pelo menos a uma oitavas de final de Copa do Mundo, você vai arregalar o olho e falar, caramba, como assim, sabe? Ainda tem oitavas, quartas, semifinal, e o Brasil já vai dar adeus? Para Copa, 3 semanas antes dela acabar. Claro que isso é impactante, mas acho que tem muito mais a ver com contexto.

E pensando numa boa também, é muito bacana o trabalho do Japão, é sólido, mas se olhar para essa seleção brasileira e achar que não tem condição de passar e negociando com risco, eu acho que também é um pouquinho acima do tom. Eu falava isso até no pré-jogo contra a Escócia. Aí, ser segundo, ser segundo, gente, Marrocos não é uma máquina de fazer gol, acabou fazendo depois pela necessidade de jogo. E o Brasil tinha condição de construir uma boa vitória contra a Escócia caso apresentasse uma evolução.

Então às vezes a gente também tá sempre superdimensionando o risco, eu acho pelo menos, do que exatamente traçando uma realidade ali de que o risco é real amanhã. Nossa, é taco a taco, 50/50. Eu ficaria surpreso caso o Brasil não passasse, mas entenderia dentro de um contexto de disputa de jogo de futebol. Mas para chegar e falar não chegou nem nas oitavas O barulho é grande, não adianta a gente querer, sabe, subverter a ordem, ir contra a maré e contra o óbvio.

O barulho vai ser muito grande, que a manchete certamente será: nem nas oitavas de final a seleção conseguiu chegar, né?

BPBreiler Pires

Não, eu entendo esse peso histórico, cultural, mas eu não ficaria surpreso, porque analisando só o aspecto esportivo, a gente olha para o ciclo do Japão, uma seleção que vem disputando Copa desde 1998, Copas de forma esportiva evoluindo, subindo de graus. Exato, com projeto esportivo, mantendo o mesmo treinador por 2 ciclos. E aí você olha para o do Brasil, 4 treinadores, mudança de ideia, mudança de presidente na CBF, mudança de jogadores, perde também jogadores importantes às vésperas da Copa.

Você consegue, a gente pode dizer, ah, mesmo quem defende que é vexame, eu por exemplo, Pra mim não vai ser vexame nenhum perder pra essa equipe do Japão. Agora, independentemente do lado em que você esteja, vai ser muito fácil entender caso o Brasil caia, porque são ciclos totalmente opostos. E hoje no futebol, a gente sabe, não é só qualidade técnica, importa também como você chega a uma Copa, como você se prepara. E pra mim o Japão se preparou muito melhor, tanto é que no coletivo o Japão é melhor.

Considero o Brasil favorito ainda pelas individualidades, pela forma como evoluiu, por ter um Ancelotti no banco. Mas coletivamente o Brasil tem um adversário mais capaz, mais forte.

?Voz 2

Porque senão esse vexame ele também vai ser da Holanda, se ela cai para o Marrocos, da Espanha, se ela cai de Portugal, se cai para Croácia. Assim é o que a Copa apresenta, o novo formato apresenta uma fase antes das oitavas, e qualquer seleção, principalmente uma pentacampeã, que cai agora vai colar esse rótulo, né, para grande maioria. Enfim, eu acho muito difícil o Brasil ele regredir para onde ele chegou assim com o Ancelotti.

Então pensar que amanhã ele pode fazer um jogo muito ruim, muito abaixo do que já apresentou, dá aquela pane que deu contra Marrocos, eu acho difícil. Eu acho que vai ser um jogo da inteligência emocional principalmente, porque assim, eu lembro que a gente recebeu aqui o Arthur Elias, treinador da seleção feminina, para um Bola da Vez, ele tinha acabado de assumir a seleção. E o Arthur é muito bom nessa questão motivacional, e além de entender muito, né, sobre o tópico.

E ele falou que um dos principais pontos dele de trabalhar com essas jogadoras, porque jogadoras experientes, Marta, Tamires, muitas, né, que estiveram em Copas anteriores e também passaram por vexames de cair, por exemplo, em fase de grupos. E ele falou, uma das minhas maiores dificuldades agora é de sensibilizar, dessensibilizar o que essas fases de Copa do Mundo trazem para essas jogadoras. Porque a gente fala da experiência, só que tá indo para o lado contrário, tá pesando em cima delas a experiência de responsabilidade de ter caído sempre.

Então assim, elas estão herdando essa questão e eu preciso tirar isso delas porque elas têm qualidade. E isso em algum ponto me preocupa ali com algum desses jogadores, sabe?

JOJean Odi

E essa geração tem isso, né? Porque No começo, quando acabou o jogo contra Marrocos, me preocupa muito, era abre aspas, a geração de fracassados. Usou-se muito esse termo, geração de fracassados. Então acho que sobretudo Casemiro, que é mais, porque os caras foram mal, né? O Casemiro foi mal e tudo mais. Agora eu só acho que em relação a tudo isso não tem jeito, o barulho midiático, os rótulos fracassados, vexame e tudo mais, isso vem Porque a nossa relação com o futebol é assim.

Ela, por um lado, eu acho que tudo bem ela ser mais emocional do que racional. O torcedor não precisa ser racional, o torcedor pode ser emocional e tá de boa. Ainda que eu ache que isso muitas vezes descamba para uma relação doentia com o futebol, que é o que o torcedor de clube em geral, né, aquele mais fanático, tem no Brasil. Mas o que eu acho que no fim das contas vai relativizar tudo isso e que torna menos pesado o que eventualmente acontecer de uma eliminação do Brasil, seja ela amanhã, seja ela depois, é que neste caso o impacto para o pós ele não existe.

Ele não existe porque, primeiro, ah, tudo bem, vai todo mundo falar, ah, o técnico mais bem pago de todas as seleções ganha milhões para fazer isso aí. Vai ter esse papo, é gringo para isso, que é gringo para isso.

JVJailson Vilas Boas

Então, já que no Brasil renovou o contrato antes Conseguido, nem chegou nem nas oitavas.

JOJean Odi

E na boa, tá certíssimo de renovar. Sim, claro, não tem a menor dúvida de que a gente não tem a capacidade de ter um treinador melhor do que o Carlo Ancelotti para o próximo ciclo. E a Copa dele é a próxima, então pronto. Então acho que é isso. Por mais que tenha essa gritaria, se o Brasil for eliminado amanhã ou logo depois, por mais que as manchetes vão ser as que a gente sabe quais vão ser, que vai ter um monte de gente berrando na frente da câmera, tal, é, o efeito disso vai ser menor do que em geral é.

Porque em geral, no nosso dia a dia de futebol, no cenário, no contexto nacional aqui, quando tem tudo isso, o que acontece na sequência é o técnico vazar, é começar tudo do zero. E nesse caso isso não vai acontecer.

BPBreiler Pires

Mas fosse eu editor de um jornal, eu só estamparia vexame Se o Brasil tomar um passeio, uma goleada do Japão, aí de fato não tem justificativa ser eliminado por um time que não tem um título, uma estrela de campeão mundial, tomando um passeio. Agora, fora isso, perfeito, jogo jogado, perdendo na prorrogação, nos pênaltis, cara, esportivamente, diante de tudo que a seleção japonesa evoluiu, não dá para falar em vexame, em grande fracasso.

E até, olha, a gente tá falando, a Copa do Ancelotti é a próxima. A do Japão é de até 2050 conseguir conquistar um título mundial. Olha o tamanho de um projeto. E claro, o Japão não tem tradição no futebol como o Brasil tem, mas ali existe uma orientação que não vai ter impacto nenhum no que aconteça agora. Pelo contrário, já estão celebrando estar novamente nessa fase.

JOJean Odi

A cultura local permite que seja assim, que você fale: ah, meu projeto é para seguir.

JVJailson Vilas Boas

Imagina, imagina a gente chegar aqui no Brasil Tira esse cara daí, mano!

BPBreiler Pires

Isso é a primeira coisa.

?Voz 1

E o projeto do Brasil 2050 não é base, não é nada, porque lá vai nascer um outro Pelé, entre ela, Mandinga, Ademar, vai estar apto para jogar ainda. Eu queria jogar para você um tópico, porque o Jean passou um pouco a questão dos jogadores Também acho que temos alguns bons. A gente sabe que já houve na história grandes gerações que foram massacradas numa Copa e transformaram isso em combustível, seja qual for o combustível. Cada um leva o combustível que tem.

Ah, porque o Dunga leva tudo. Eu respeito demais o que esse cara já fez em Copa do Mundo como jogador, especialmente como jogador, mas mesmo como técnico em 2010. Mas enfim, e eu tô falando como símbolo de uma geração. Porque se você ouve nos documentários que a gente já fez aqui, outras empresas também já fizeram sobre o Tetra, a quantidade de personalidade que tinha naquele elenco, de gente que soube apanhar e dar a volta por cima.

Essa é uma geração diferente. E aí eu trago hoje um cara que eu gosto bastante, que é o Marquinhos, a declaração dele sobre a soberba do Japão. É uma entrevista, um depoimento à equipe do KZTV. Pedro, o Japão falou primeiro que quando acabou tava todo mundo mal felizão. Enfrenta Brasil e Zico, e Zico e Brasil. E se tem uma coisa que a gente sabe de japonês é, e eu falo com conhecimento de causa, como vocês sabem, eu tenho dois japonesinhos em casa e essa genética não veio do meu lado, é a questão ao respeito que eles têm, mesmo quando acham que, quando querem ganhar, não importa, o cara pode ser o judoka tricampeão olímpico Ele é respeitoso com o adversário dele.

E o Marquinhos viu soberba. Como é que você vê essa tratativa dos japoneses, ou do Marquinhos, em relação ao que os japoneses falaram de que o Brasil não é mais o mesmo?

PIPedro Ivo Almeida

Felipe, desculpa, até para não ser injusto, o Marquinhos falou AKZ TV sobre soberba do Japão. Eu confesso que é isso, mas não deve ser ofendimento aos detentores. Eu tava está no estádio.

JOJean Odi

Perfeito.

PIPedro Ivo Almeida

Desculpa, ele falou exatamente o quê? Desculpa, foi porque tem uma diferença. Ele é provocado, ele é provocado, se você puder rapidinho só para mim, ele é provocado sobre soberba durante a coletiva do Brasil, só que ele não fala de soberba. Ele é provocado a falar se teria uma possível soberba. Aí eu não sei qual foi exatamente o texto da pergunta dos colegas da casa. Foi o quê exatamente?

?Voz 2

Eu posso ler para você aspas.

PIPedro Ivo Almeida

Primeiro, tem uma diferença entre alguém virar e falar fulano é soberbo E outra pessoa vai falar, fulano é soberbo, eu perguntar. A pessoa fala, entendeu?

?Voz 2

Primeiro ele começa falando que esse tipo de depoimento chega assim ao vestiário, né? Só para contextualizar, o FantSports é sobre o Xôgai, que é o atacante reserva, e falou que o Brasil não é mais o mesmo. Então Marquinhos começa falando isso, que sim, que chega ao vestiário e que é bom que eles continuem falando para continuar motivando. E depois ele fala sobre, abre aspas, talvez tenha sido um pouco de soberba da parte deles.

O Brasil ainda continua sendo uma grande seleção, basta a gente mostrar nossa grande força amanhã, nossa grande qualidade. E aí ele continua.

PIPedro Ivo Almeida

É, quando isso, imagino que tenha sido antes da entrevista coletiva. Na entrevista coletiva, quando ele é perguntado, ele é bem polido, ele é bem polido, ele é bem político, ele não entra nessa. Assim, tem essa resposta, a fala ela é soberana, não vou brigar com a fala. Só que eu não achei que o tom hoje ali, seja em bastidor, em treino, conversando com as pessoas ou na coletiva, não achei que o tom fosse esse de o Japão é soberbo e nós temos que atropelá-lo e mostrar quem é o Brasil, quem é o futebol.

Não achei isso, sinceramente não achei. Pelo contrário, tem muito de um respeito em que é até perguntado isso também na se isso não é exagerado. Há um respeito ao futebol japonês, ao que a seleção do Japão vem fazendo até aqui. Há um cuidado em não posar de muito favorito. A seleção brasileira, acima de tudo, ainda que empolgada com a terceira rodada, ela sabe que ela ainda é uma seleção em construção, ela sabe que ela não é uma seleção sólida.

Ela vem tentando ser sólida e construir uma solidez ao longo da Copa do Mundo. Então tem muito de modular um discurso, nem estufar tanto o peito. Nem se colocar tão para baixo e ver o outro tão arrogante. Acho que tem uma questão de achar um meio termo ali. Então não consigo ver exatamente, Felipe, que esse ambiente seja de Brasil entra em campo para derrubar a soberba japonesa. Não tô sentindo isso daqui, confesso. Inclusive não era o assunto nessa entrevista aí que vocês citaram para o debate.

É claro que a fala é de uma pessoa isolada, me parece uma fala de jogador isolado muito mais do que um sentimento geral dos japoneses. É claro que entra, leva para o vestiário, e leva para o vestiário sim, porque tudo que se consome passa no vestiário. Esse papo de que jogador hoje fica olhando menos o telefone celular pode acontecer, não pega na refeição, não pega na hora que tá ali jogando, posta menos, não pega na hora que tá no vestiário.

Mas sempre tem aquele famoso baba lá que fica lá querendo se aproximar. Fulano falou isso, e digo por exemplo de tudo, fala de vocês coisas aqui que chega no vestiário, fala nossa que chega no vestiário, fala do outro colega, sempre chega, sempre chega. Se eles não estão assistindo ao vivo, o corte da fala chega. Agora, impactar, eu acho que é muito mais uma coisa de quando a gente provoca a resposta a eles do que exatamente eles estarem com esse sentimento ali guardado, entendeu, Felipe?

?Voz 1

Não, primeiro, boa, Pedro. Até peço desculpas, acho que esse tema tinha que ter começado aqui porque realmente era uma declaração, mas ao mesmo tempo você trazer esse lado da coletiva é importante. Queria ouvir os amigos.

?Voz 2

A gente sabe quando é um pouco mais exclusivo ali, né? Como é?

?Voz 1

É, não, e é isso que o Pedro fala, verdade. Às vezes vem uma pergunta, e também não tô falando que os colegas foram capciosos, fizeram uma pergunta, acho que tinha que ser feita.

PIPedro Ivo Almeida

Eu só acho assim, pergunta tinha que ser feita, tá tudo bem.

?Voz 1

E eu só acho assim, pegando, por exemplo, o lado do Ryan, muita gente fala assim, quando perguntaram do coisa, eu não vi a menor maldade, não, e alguém poderia usar isso também.

JVJailson Vilas Boas

Olha que arrogante, o Reinaldo é arrogante. Sinceramente, achei até estranho que não foi usado dessa forma.

?Voz 1

Eu também, eu também.

JOJean Odi

Mas quem?

JVJailson Vilas Boas

Quem?

JOJean Odi

Assim, não é porque isso é da nossa cultura. Exatamente. É da nossa cultura transformar declarações normais em estímulo. Então assim, eu vou citar o exemplo do Olise que eu achei...

PIPedro Ivo Almeida

Felipe, rapidinho, você me permite aqui um segundinho só, Jé? Por exemplo, só pra trazer um exemplo, como a realidade é diferente. Vocês estão aí acompanhando, imagino, praticamente todos os jogos da Copa do Mundo, certo? Todos aí é programa atrás de programa. Eu vejo vocês, cara, a gente aqui, e não tô falando jornalista porque a gente não é notícia, mas você não consegue em meio a uma rotina acompanhar os jogos da Copa do Mundo.

Enquanto a seleção do Japão tá jogando, o Ryan tá treinando. Enquanto a seleção do Japão tá jogando outra rodada, ele tá se deslocando entre as cidades, ele tá fazendo refeição. Então o que eles recebem de informação É quando o adversário é definido. Eu confesso, eu não tinha assistido a nenhum jogo do Japão antes da definição do confronto do mata-mata. A gente pega para recuperar depois, a gente pega para assistir depois, a gente pega para estudar depois.

Então imagina se vocês virassem para mim após a confirmação, Pedro, e o Japão? Eu falasse, nem sei do Japão. Não é uma questão de arrogância, é uma questão de que a realidade é um pouco diferente do que as pessoas querem consumir. E aí, Jean, para te devolver, é exatamente isso. É como a gente consome e como a gente fica procurando também um grande problema ali de que, nossa, o Ryan foi arrogante, ou fulano foi arrogante. Você não consegue ter domínio de todos os cento e tantos jogos aí de Copa do Mundo, enquanto você tem uma realidade aqui de seleção brasileira de viagem, de ter o Messi tá jogando, o cara tá treinando, Cristiano Ronaldo tá jogando, o outro tá na refeição.

Então não é uma tabela que todo mundo joga ao mesmo tempo. Então acho que vale pontuar também para para contextualizar como é que a coisa acontece.

JVJailson Vilas Boas

Eu não vi nada demais, desculpa, Gema, só para pontuar, né? Eu também não vi nada demais. É para mim viver num dia de cada vez, é que nem a gente tá fazendo aqui. Todo mundo, ele fala, depois eu vou mostrar o filme. E quem tem que conhecer não é o Ryan, que tem que conhecer.

?Voz 1

E outra, a gente não pode achar lindo o Ronaldo Fenômeno falar que não estudava.

JVJailson Vilas Boas

Claro, exatamente, não é o Ronaldo Fenômeno fenômeno.

?Voz 1

É isso, ele vai poder aí, por exemplo, Vinícius Júnior de agora.

BPBreiler Pires

E é normal dos dois lados, tanto para o lado do Japão, não tem soberba nenhuma.

JVJailson Vilas Boas

O japonês, por exemplo, vai virar: pô, tu sabe quem é o Ryan? Provavelmente não vão saber.

?Voz 1

Rapidinho, rapidinho, eu só vou liberar o Pedro, que o Pedro tem que tocar o barco, porque amanhã, amanhã, malandragem, nesse calor todo, eu quero ver trabalho à beça.

BPBreiler Pires

Pedro, abração para você, gente. Vai ter um ar-condicionado, né?

?Voz 1

Mas ele Floripa também tem um caminho, tem um caminho. O pré-jogo eu sei como é.

PIPedro Ivo Almeida

Vocês são debochados, o nosso aqui é pré e pós. É isso, o ar-condicionado lá é só para assistir ali, o pré vai até a bola rolar e assim que apita a gente tá aqui de volta. Bom, abração, abraço, abração, Felipe.

?Voz 1

Valeu, bom trabalho, bom trabalho amanhã, beijo. Você tava com a palavra também, já manda aí.

JOJean Odi

Não, é que eu acho o seguinte, isso tudo é toda essa discussão e esses debates são muito nossos. A gente tem essa cultura e essa tradição de usar frases ou ausência de palavras como estímulos em vestiário. Eu não esqueço nunca de um episódio do qual, não vou dizer que eu fui protagonista, mas eu presenciei do meu lado o João Canalha. O João Canalha daquele jeito debochado dele, maravilhoso. A gente tava num programa, ele é santista, todo mundo sabe que ele é santista, e aí acho que a gente tava entrevistando alguém do jogador do Santos na época, bate-bola na veia.

E aí o João Canário tava entrevistando algum jogador do Santos, falar, pô, depois do jogo, hein, falou para esse jogador do Santos, que eu não me lembro quem era, alguma coisa do tipo, a gente vai fazer um churrasco, hein, vou fazer um churrasco lá comemorar com vocês esse título, tá assim, brincadeira dele, de um torcedor do Santos que foi para o vestiário adversário, virou preleção. Quando o Palmeiras foi campeão da Copa do Brasil de 2015 Os repórteres da ESPN entravam, acho que era o Mendes, eu não me lembro, que eles iam para entrevistar o recebido de forma hostil, o Mike.

Os cara é bom para você aprender aí o que tá falando, que não sei o quê. Quer dizer, o que eu quero dizer é, isso é utilizado, isso funciona no nosso contexto, na nossa cultura. Quer dizer, então o técnico vai usar quando ele sabe que isso funciona, o capitão vai usar. Hoje até é bom dizer, o Ancelotti foi perguntado a esse respeito e passou por cima.

BPBreiler Pires

Não vamos entrar em jogo mental, não tem nada disso.

JOJean Odi

Ele falou que nem entrar em jogo mental, que não ia usar frase de atacante japonês nenhum, que nada disso foi prepotência. Porque muitas vezes as próprias perguntas, elas têm essa coisa de direcionamento, de querer também, né, gerar uma manchete: foram arrogantes, foram prepotentes e tudo mais. O Ancelotti passou por cima disso no que eu vi o Marquinhos falar, eu não vi essa entrevista, mas na do Marquinhos que eu vi na coletiva, ele também não pegou esse gás aí.

Mas a verdade é que assim, a gente usa muito isso, então talvez os nossos jogadores tenham até mais cuidado na hora de falar do que os estrangeiros. Porque quando o Olise fala, e assim, o Vini Júnior ainda não tinha feito o que ele fez nos 3 primeiros jogos, quando ele fala Não sei quem é o grande destaque, o jogador mais decisivo do Brasil. Não quer dizer que é tudo uma porcaria. Ele pode ser, pô, não sei.

?Voz 1

Se ele quisesse dar um nome agora, ele fala, pode ser o Vini ou Rafinha.

JOJean Odi

Eu não sei, tem Rafinha, tem Vini, tem tanto jogador bom que eu não sei. Mas ele disse só não sei. E aí virou aqui, aí eu fico, crime absurdo e tudo mais. Assim como imagino que a própria fala do atacante japonês, que não tem nada de irreal, ou o Brasil é o mesmo?

BPBreiler Pires

Não, os torcedores brasileiros falam isso o tempo todo.

?Voz 1

Mas a questão é essa, na nossa casa a gente é presente.

BPBreiler Pires

Mas o que me pega nessa coisa é normal, como Jean falou, é cultural da gente querer buscar ali uma fagulha para se motivar. Mas se o Brasil chega na final contra a França e ganha Jogadores vão ali depois de conquistar uma Copa do Mundo, vão falar, cara, se você, se você precisa numa Copa do Mundo, que é o ápice, todo jogador sonhou estar ali, de uma declaração ali um pouco fora da curva de um jogador japonês para ter algo extra numa Copa do Mundo, cara, se você pensar racionalmente Não tem motivo algum, porque você é motivado numa Copa pelo seu país, por querer de fato um título que vai marcar sua carreira. Não é porque o jogador japonês disse que o Brasil não é o mesmo de antigamente.

JVJailson Vilas Boas

Pergunta lá para ele agora.

BPBreiler Pires

Então, não, vai ter.

JOJean Odi

Só que aí eu acho que a gente entra numa outra discussão, porque de fato, como eu já disse, não vejo nada de absurdo no que foi dito, nem no caso do Dili. E nem do atacante japonês, nem nada. Agora, tem uma outra discussão, e que eu acho que é válida, que é: quem conhece o contexto do futebol brasileiro, quem conhece a maneira como os jogadores reagem a esse tipo de coisa, pode dizer: não, tudo bem, eu também acho que não vale nada, mas eu vou usar, eu vou levar e vou pendurar no bastião.

Se for funcionar, é que a questão é: funciona, não funciona? Eu acho que isso depende muito também de perfil de elenco, psicológico e tudo mais. Mas também acho normal que a partir do momento que nós estamos inseridos numa cultura que isso, em que isso funciona e que isso tem um efeito prático dentro de campo, beleza você usar. Agora, mas você imagina uma Copa do Mundo, você não deveria precisar disso para se estimular, né?

BPBreiler Pires

Você imagina o Ancelotti usando isso?

JVJailson Vilas Boas

Não precisaria. Eu tô com Jean, não precisa. Mas na pré-eleção ali, só os jogadores na reunião ali naquele, depois do hino, tô Colocou tudo, já tá tudo pronto aí, aquela reunião. A seleção não é mais a mesma. Bora mostrar para eles. Vamos mostrar para esses caras que a seleção sabe.

?Voz 1

Ou assim, foi o 17 ou foi o 15?

JOJean Odi

Mas eu acho que também faz parte, mas eu acho que faz parte do jogo também.

?Voz 2

Agora, para mim, é uma questão mesmo assim, assim, pensar o tipo de declaração, né, que a gente vê ali. E numa exclusiva você acaba, claro, escorregando um pouco mais. Rafinha com Romário ali contra Argentina, Enfim, e aí, então, exatamente, mas aí tratar como soberba assim, acho que também, bom, as palavras estão aí, né? Tem que colocar um pouco mais de responsabilidade no julgamento.

JOJean Odi

Eu acho o Danilo lateral o cara mais brilhante da seleção. A gente já teve oportunidade de entrevistá-lo aqui no Bola da Vez e me lembro que, pô, saí comentando com o Plihal, falei, cara, que demais, né? Que cara inteligente, que Então, e eu até acho que talvez ele pense, né, que isso também não tem nada de grave. Mas sendo inteligente do jeito que é e conhecendo o contexto, se ele achar que de repente é o caso de usar isso ali naquela rodinha, ele é um cara que eu acho, pode ser que ele use.

Não sei se vai usar ou se não vai usar, a gente só vai saber depois se o Brasil ganhar, porque quando perde a gente nunca sabe de nada do que acontece na preleição.

?Voz 1

Bom, é preleição de derrota, a gente Nunca viu. Quero ver, pôr no vídeo, um videozinho no Instagram. A gente, vamos fazer o seguinte, vamos fazer uma pausa. No intervalo a gente continua em YouTube, TikTok. Eu queria agradecer. E galera do YouTube, é like, like, like! Tem bastante coisa ainda, vai ter inclusive aquela parte do Linha exclusiva para vocês em redes sociais. Então a gente volta. Primeiro mata-mata, Canadá, África do Sul, vamos falar.

E na parte final, que é das 11 às 11:30, só no YouTube, mais seleção brasileira. Já voltamos. Estamos de volta depois de mais um intervalo muito interessante no YouTube, no TikTok. Você sempre tem uma revelação. No próximo round teremos Jailson Vilas Boas contando uma boa sobre seleção ou sobre Copa do Mundo. Por falar em Mundial 2026, você sabe, acompanhe todos os jogos da Copa pela Gazeta TV. No Disney Plus. O mata-mata começou e você já pode acompanhar por lá Canadá e África do Sul.

Canadá passou com um gol no finzinho de Eustáquio, aos 92. Vamos aos melhores momentos para a gente debater aí, turma. O que acharam? Começa aí, Jailson. E essa classificação no Canadá?

JVJailson Vilas Boas

Ah, um jogo ruim, né?

JOJean Odi

Começo dessa forma, resumindo bem.

JVJailson Vilas Boas

Sinceramente, foi um jogo ruim. Você achou? Canadá foi, né? Assim, África do Sul, o modelo de jogo dela, algum momento ali, o modelo de jogo dela na tentativa de atrair o Canadá, né, com o Williams ficando muito com a posse da bola. Williams é o goleiro da África do Sul, só para deixar bem claro. Ele ficando com a posse da bola para atrair o Canadá, para depois sair em velocidade. Conseguiu algumas vezes, mas não foram muitas.

Só que a torcida acertadamente estava pegando no pé toda vez que o Willian ficava com o pé na bola e não dava velocidade ao jogo. E aí a África do Sul começou a tentar acelerar um pouco mais o jogo e fazer o que o Canadá queria, né, naquele momento, que era rifar a bola. E o Canadá tinha ali a paciência para conseguir construir as jogadas. E aí teve essa bola logo nisso, que foi ali a sucessão, né, de defesas. Primeiro O Bombito salta e ali o Modiba salvou na linha, o defensor da África do Sul.

Depois o Buchanan, jogador do Villarreal. E o Willian que defendeu já nos 43 do primeiro tempo. E aí depois, na sequência, tem mais um contra-ataque. É esse lance aí do Oluaseyi que vai sair na cara do gol, tenta a tentativa ali do carrinho, ele consegue ganhar na velocidade. Depois o Willian pega e depois novamente o Mbozak, que inclusive tava jogando bem, o zagueiro pelo lado esquerdo da África do Sul, ele conseguiu salvar. Mas foi basicamente isso.

Depois o Davies entra, finalmente o Davies estreia na Copa do Mundo. E aí o Davies entra como ponta esquerda, e aí ele bota mais a ele já com a posse da bola, inclusive ele já vai buscando muito. E aí o jogo começa a ganhar uma cara mais do Canadá pelo lado esquerdo, pressionando um pouco mais a África do Sul. Só que mesmo o derradeiro só vai sair no finalzinho do jogo. É o Jonathan David perdendo mais uma chance, com todo respeito, para variar, né?

Mas o jogo é decidido num erro. Para mim é um erro que é a bola vai pelo lado direito e ali o Okon foi tentar tirar a bola e ele tira para frente da área no desespero. É esse o lance, inclusive. Ele é lá, ó, tira para frente da área e o West Ham domina a bola e finaliza bem. Esse é o tipo de bola que geralmente, né, os defensores, os zagueiros Ou eles tiram para trás ou eles tiram para onde veio o cruzamento, né, na direção. Bremer, né, Bremer, meu zagueiro, geralmente tu tira para onde tá a direção, não para frente da área.

Tirou para frente da área, um jogador de qualidade que é o Eustáquio, um dos capitães, né, dessa equipe, pega ali de frente e faz o gol e decide o jogo.

BPBreiler Pires

Ali ele contou que a bola subiria mais, mas caiu perfeita.

JOJean Odi

Agora passou a condição um pouco melhor.

?Voz 2

Desde o começo mostrou que desde o começo da Copa, né?

JOJean Odi

Eu até acho assim, acho que o Canadá foi melhor no jogo sim, mas foi bem ligeira essa superioridade do Canadá neste jogo. Agora, se a gente olhar para o que foi a primeira fase, África do Sul não merecia nem passar, porque a mesma vitória contra a Coreia do Sul foi uma vitória em que o África do Sul não mereceu vencer pelo produziu. Então o que eu acho, na verdade, depois de ver esse jogo, e até brinquei, né, no Twitter, o pessoal fica bravo porque parece que Copa do Mundo a gente não pode fazer uma crítica, mesmo que irônica.

Então assim, é o regulamento, é um jogo ruim e tal. E eu brinquei, pô, a boa notícia é que nesse domingo vazio de jogos a gente vai ganhar mais 30 minutos de futebol. A má notícia é que são mais 30 minutos de África do Sul e Canadá, porque realmente eu confronto com o Jailson.

BPBreiler Pires

Então você é o culpado.

JOJean Odi

Foi um jogo, né? Então eu consegui abreviar o jogo. E acho que quem tá dando risada nesse momento são Holanda e Marrocos, porque quem passar desse confronto entre Holanda e Marrocos tem uma grande chance, né, de chegar nas quartas de final. Ainda que eu acho que também com Afonso Davies a coisa muda um pouquinho, o Canadá ganha qualidade, Mas para pegar esses dois não muda muito.

JVJailson Vilas Boas

Tudo bem, ganha na qualidade, mas bem abaixo ele tá fisicamente.

JOJean Odi

Exato, porque ele não tá em condição de—

?Voz 2

mas ainda assim ele dá um salto ali técnico, né?

BPBreiler Pires

E caiu a primeira seleção africana, né? A África conseguiu emplacar 9 de 10 e é um feito, porque a Tunísia cai, de fato não mereceu passar, mas até a África do Sul, pela maneira como avança Eles estão tratando ali como uma participação honrosa, né? A África do Sul chegou até mais desacreditada que a Tunísia e consegue. Então, se a gente fala sobre esse projeto, né, do Japão de conquistar um título mundial até 2050, o futebol africano também, pela diversidade de seleções, até pela tendência de jogadores que da diáspora, que vivem fora ou que nasceram fora da África quererem representar as suas origens, isso pode fazer com que a África em breve tenha um campeão mundial.

Eu acredito que ainda não será nessa Copa do Mundo. A gente tem Marrocos de novo como uma boa seleção. Das seleções africanas que passaram, para mim as que têm mais possibilidades, mas também adversários difíceis: Senegal pega a Bélgica, difícil. Com Costa do Marfim pega a Noruega.

?Voz 1

Sim, Cosmafim jogou muito bem.

BPBreiler Pires

E Marrocos contra Holanda. As três, os três times mais fortes da África têm adversários duros, mas são gerações muito boas e que de certa forma corroboram, né, esse momento também do futebol africano aproveitando melhor os seus jogadores que estão fora do continente. E também a diversidade de futebol, né. Quando você olha para uma seleção, República Democrática do Congo passou jogando um futebol defensivo armando uma retranca muito bem feita, quando a gente vê Senegal, até mesmo Marrocos, né, com jogos muito diferentes.

De certa forma, fiquei satisfeito também de ver essa evolução do futebol africano como um todo.

?Voz 1

Silvani, deixa eu só perguntar quanto tempo a gente tem para galera do YouTube. Temos um minutinho, então vamos lá, um ping-pong rápido, meio casado aqui. Brasil e Japão, passa Brasil?

JOJean Odi

Passa Brasil.

?Voz 1

Aí, Marrocos e Holanda. Esse é treta, hein?

?Voz 2

O Breno respondeu.

BPBreiler Pires

Não, passa o Brasil.

?Voz 1

Não, a mesa já tem maioria.

BPBreiler Pires

Eu fui otimista, deixa eu falar.

JVJailson Vilas Boas

Marrocos e Holanda.

JOJean Odi

Acho que eu vou de Holanda também.

?Voz 1

Alemanha, Paraguai. E qual o jogo mais taco a taco dos três?

JVJailson Vilas Boas

Mais taco a taco?

?Voz 1

Que vai ser mais taco a taco. Qual ganharemos meia hora eventualmente boa?

JOJean Odi

Holanda e Marrocos.

?Voz 2

É, eu acho que vai ser agora.

JOJean Odi

Agora você vai falar Brasil e Japão?

BPBreiler Pires

Agora eu não vou ser otimista, né, pessoal?

?Voz 1

Seguinte, a gente vai seguir no YouTube, tá bom? A gente vai seguir no YouTube com mais 30 minutinhos agora, voltando a falar de Brasil e Japão. Abraço, pessoal da ESPN, do Disney Plus. A gente volta em qualquer outra hora nesta segunda-feira, mas no YouTube a gente continua. Vamos lá! Voltamos, YouTube. Segue a gente. Não, não, assim, a pausa dramática, ela continua. Pessoal do YouTube, é o seguinte: quando a gente encerra, a gente fica um pouquinho em silêncio porque nessa transição, na mudança dos cabos, pode vazar um de repente: é, ó, foi legal hoje, ó, não sei o quê, não sei o que lá.

Ô, não sei o quê lá, e vaza na televisão. Mas aí depois do silêncio, quando o Silvani fala bora, é bora.

JOJean Odi

Ele falou bora, sabe?

?Voz 1

Ele falou bora, e aí Mari Pereira fala, Jair, você pegou o ar?

JVJailson Vilas Boas

Não, não, era só do Senegal e Bélgica. Eu acho Senegal só para pegar.

?Voz 1

Sim, mas pelo amor de Deus, tem jogo Brasil, hein?

JVJailson Vilas Boas

Tem jogo. Para mim Senegal é favorito.

?Voz 1

Ah, eu pulei um amanhã.

JOJean Odi

É que a Bélgica apareceu, eu tava assim, não, não, só tô falando no bracket.

?Voz 1

Isso é só de amanhã.

?Voz 2

Você já tá falando, só o Braque, fale que você é ansioso, sempre tem ansioso.

JVJailson Vilas Boas

Só o Braque dizendo as dificuldades das seleções africanas. Eu acho que Senegal, e dos enfrentamentos que são difíceis que a gente já tá falando, para mim Senegal tem uma boa possibilidade também.

?Voz 1

Opa, concordo, gostei, gostei, Jailson.

BPBreiler Pires

Aí Senegal caiu no grupo, o Jailson, tudo bem de abrir aí com Senegal, mas hoje tem que voltar para cima.

?Voz 1

A gente volta pro Brasil. Ele pode, ele pode.

JOJean Odi

Pra ele não vem não. Já falamos, o seu cliente. Eu adoro fazer YouTube.

?Voz 1

Eu digo, parecendo o grande Avalone naquela briga do Milton Neves. Só que ele fala assim: eu tô perdendo o controle do programa. Porque ele fala não sei o quê e aí o diretor de TV corta. Eu não vou falar o quê, porque é algo que não pega. O Milton Neves fala: e nesta mesa tem... Aí, Márcio Papa, grande Avalone, Mesa Redonda, que mexeu com tantas gerações de jornalismo esportivo.

BPBreiler Pires

Bom, quem não tá no YouTube com a gente, procure no YouTube.

?Voz 1

É isso, coloca, vai na permissão, Avalone Milton Neves, 11:31, você pode ver o momento marcante. Márcio Papa, presidente do Conselho Deliberativo do Palmeiras. Pô, fala, Márcio! Eu vou ter que falar isso mesmo, eu adoro essa parte. Aí você é, vou ter que terminar, gente, me desculpa. Aí ele fala: é um grande desprazer estar participando desse programa.

JVJailson Vilas Boas

O quê?

?Voz 1

Mas enfim, vamos lá, Mari, vamos lá, Mari. O Jailson não, ele já falou que você é legal.

BPBreiler Pires

É um prazer estar participando desse programa, Mari.

?Voz 1

É um prazer tudo que falamos do Brasil. Que você gostaria que a gente abrisse aqui essa parte que não falamos? O Jailson tem um tema bom que eu sei que é a questão no meio-campo, a gente já vai chegar lá. Mas Mari Pereira, você tem poder do—

?Voz 2

tá bom, eu tenho, eu tenho até anotei, inclusive vou pegar aqui. A gente passou a coletiva do Ancelotti e ele fala sobre a pressão, né, sobre como o Japão sai bem, né, na saída de bola, qualidade, enfim, e que o Brasil ia ter que estar muito atento a essa pressão. E aí a gente tava falando sobre ter a bola, não ter a bola, subir a pressão, não subir a pressão. Como que vocês imaginam que o Brasil tem que fazer essa pressão?

JVJailson Vilas Boas

Eu vejo tentar fazer que nem o Brasil fez, por exemplo, na orientação contra a Escócia, só que um pouco mais para baixo. Acho que tem que marcar ali, tentar marcar no setor do meio-campo, basicamente. Porque assim, eu fico pensando no seguinte: o Japão saiu já naturalmente em saída de 3, já são 3 zagueiros, já são 3 zagueiros naturalmente, já são 3 zagueiros. Então se você for espetar nesses 3 zagueiros, você já tá inferiorizado, talvez você tenha tem um pouco de dificuldade, você vai abrir a ala, você vai abrir o corredor, que talvez seja tudo que o Japão queira.

Você ter um corredor com Nakamura, você ter o Sugawara, se for ele, for jogar no corredor direito, para justamente— eu acho que o Brasil, enfim, tem que tentar tirar o Tanaka e o Kamada do jogo. O primeiro ponto é tirar os dois meio-campistas. Só para, né, falar com fã de esporte, o Japão joga no 3-4, tá? 3, 4 jogadores, 2 volantes, 2 alas. 2 jogadores na frente, 2 meias pontas e um centroavante. Para mim é fundamental que o Brasil tire os 2 da faixa central, que são Tanaka e o Kamada, do jogo.

E aí, para mim, para isso ser feito de forma correta, você sabendo que você tem 3 jogadores no meio-campo e que tem 2 nas tuas costas, né, porque o Brasil, por exemplo, vai estar lá Casemiro, Bruno Guimarães e o Paquetá, e vão ter os outros 2, né, que pode ser ali o Maeda, né, jogando no na parte um pouco mais à frente, o Duan também jogando nas costas ali entre o Casemiro e o Bruno Guimarães, o Paquetá. Então, para isso acontecer da forma acertada, ao meu ver, o Brasil deveria tentar marcar na faixa central para tirar esse, principalmente esses 4 jogadores do jogo, que vai ser o que o Japão vai tentar buscar para inverter sempre o corredor que a gente já falou aqui, que é o Nakamura de um lado, Sugawara do outro, para tentar ali acionar o Duan algumas vezes para dar né, o facão nas costas dos defensores.

Então é, para mim seria isso, é você tentar direcionar o jogo do Japão. Mas aquilo que a gente falava de marcar no olho, né, você vai tirando espaço do cara para ele dar a bola onde você quer que ele dê. Por exemplo, foi o que o Ryan fez lá com o zagueiro lá da Escócia, só que já tava dentro do gol dos caras, né? E o sujeito foi inocente para caramba.

BPBreiler Pires

E aí a diferença, né, Jairson, a saída de bola do Japão muito melhor que a da Escócia, saem com muito muito mais qualidade, uma saída bem mais sustentada até por esses volantes. A saída de bola da Escócia ajudou bastante o Brasil, facilitou, e eu justificava essa proposta do Rayan subindo mais. E o Rayan vai ter um papel fundamental porque o Nakamura é esse cara do um contra um, de mais velocidade pelo lado esquerdo. Não dá para deixar no mano com Danilo, e o Danilo se mostrou muito útil jogando mais protegido.

A partir do momento em que o Rayan entra consegue fazer mais essa recomposição, o Danilo ficou seguro até mesmo para apoiar mais ao ataque. Contra a Escócia a gente viu o Danilo subindo, fez passando e chegando no fundo. Eu, o Danilo no auge da carreira, né, no Santos principalmente no começo, subia muito, era um lateral ofensivo, se adaptou, virou zagueiro. Então hoje precisa jogar mais protegido, ainda mais contra o Japão tendo Nakamura para atacar por ali.

JVJailson Vilas Boas

Fez gol na final da Libertadores de 2011, fez um gol antes.

JOJean Odi

É porque o Danilo, no final das contas, voltou a fazer gol de cabeça na Libertadores.

BPBreiler Pires

Foi o futebol italiano que transformou o Danilo.

JVJailson Vilas Boas

Diversos laterais saindo aqui do futebol brasileiro com essa característica ofensiva, quando vão para Europa, são moldados a jogarem, alguns, né, de forma mais defensiva. Só quando, por exemplo, é o caso do Wesley, né, que vai para o futebol italiano, que geralmente joga com 3 zagueiros, e ele lá Vai rolar lá, ele é um ponta esquerda, né, nem ponta direita, né, é um ponta esquerda. Mas eu acho que vai passar muito pelo corredor direito sim, com Danilo e Ryan, mas muito, muito mesmo.

BPBreiler Pires

Ryan vai ter mais trabalho do que teve contra Escócia, bem mais.

JOJean Odi

Eu tô muito curioso para assim, porque acho que a gente já falou bastante da questão de, né, linha baixa, linha alta e tal. Eu tô muito curioso para ver o que o Brasil vai fazer se as coisas não andarem no sentido de não conseguir furar bloqueio do adversário. Porque aí tem uma coisa, né? Então, não, mas se bola longa, não, mas é que acho que bola no Vini vai rolar o tempo todo. O problema é bola longa, talvez não exista essa possibilidade, porque propor o jogo com essa, porque eu acho que o Japão vai jogar daquele jeito.

Mas aí vamos supor, se o Japão tá fechadinho, 5-4-1, e não vai, e não vai, não consegue furar, a gente tá vendo muito jogo assim nessa Copa do Mundo, muito. A gente viu a Espanha com Cabo Verde, a gente viu a Inglaterra com Gana, a gente tem vários exemplos aí de seleções que se fecharam muito bem e que não permitiram o adversário criar. Acho que o Japão tem uma qualidade a mais, que é a saída de bola quando consegue roubar a bola, mas se fechar também se fecha muito bem.

E aí, qual é a solução? Porque a gente falou, né, No último jogo ele coloca o Neymar antes do Endrick. O Endrick parecia ser uma alternativa meio que lógica se você mudar o esquema e quer colocar mais um cara de quebra de linha. Ele tem a tentativa que ele tem feito, que é tirar o Paquetá e coloca o Martinelli, que é mais um cara que tem o drible, mas precisa de espaço também, precisa, né? Não é do nada que ele sai driblando. E ele tem um cara que o torcedor brasileiro não pode nem ouvir falar, mas que diante seria das deficiências do Japão, exatamente, que é o Igor Thiago.

Importante, porque o Japão falha muito por cima ali, não é, não é bom na jogada aérea. Se tiver fechadinho, a bola é defensiva.

BPBreiler Pires

Na ofensiva fez um gol, não é que é uma maravilha, não, mas os caras se posicionam bem, são espertos ali. Eu acho que eles, o Ueda, sim, o cara ganha.

JVJailson Vilas Boas

Ueda inclusive, inclusive, do Brasil.

?Voz 2

Se tem algo que a gente pode apontar de certa preocupação do Brasil nessa fase de grupos é a bola aérea defensiva do Brasil.

JOJean Odi

Mas a defensiva do Japão pode ser uma solução também, né? É um problema deles. E aí eu fiquei—

?Voz 2

a figura do Igor Thiago seria justamente para isso, né?

JOJean Odi

Exatamente, para um contexto desse. Então eu fico me perguntando um pouco, claro que vai depender do que o jogo tá mostrando, mas se for esse cenário, né, de duas linhas muito baixas e próximas marcando muito Não dando espaço, que alternativa buscar entre essas opções no banco?

JVJailson Vilas Boas

Então, de banco de reservas assim, eu acho que vai ser o mais do mesmo. Ou vai ser o Hendrik no 4-2-4, vai ser o Neymar, com certeza absoluta.

?Voz 1

Você acha que o Neymar tá no—

JVJailson Vilas Boas

eu não duvido.

?Voz 1

Não, duvidar eu também não, mas eu acho que hoje nessa lista, num jogo, não, de primeira, não é de primeira, não, mas nem de segunda.

JVJailson Vilas Boas

Ah, não duvido não, mas eu acho que nem de segunda no 2-4 para precisar de alguém para dar um passe para o fundidor.

BPBreiler Pires

Mas o problema do Neymar agora é que o Ancelotti até fala, ah, 15 minutos, se você vai para o risco de prorrogação, são 45, com Neymar você precisa guardar uma substituição que seja para prorrogação.

JOJean Odi

Você tem toda razão, é esse ponto. Ele falou mais do que 15 minutos hoje, né? Ele falou, ele falou, não, não, agora o Neymar já tem condições de mais do 15 minutos. Eu vou confessar para vocês que eu tô surpreso, como primeiro assim, como o Ancelotti não se enche o saco com nada, para falar o popular. Ele parece não se incomodar com nenhuma pressão, nenhum pedido, com absolutamente nada.

?Voz 1

Imagina uma Bela.

JOJean Odi

Exato, exato. E a outra coisa é justamente o fato de que no fim das contas, especificamente em relação ao Neymar, ele não faz assim, ó, Tipo, vou ter que responder. Que nem o filho. Mas o filho não fez isso. Não, não fez.

?Voz 1

Isso foi uma sacanagem.

JOJean Odi

Porque teve gente inclusive editando o vídeo e tirando do vídeo, não sei se você viu a versão estendida ou—

BPBreiler Pires

Então, o membro da comissão técnica.

JOJean Odi

Isso, porque o David Ancelotti, ele tava falando com uma outra pessoa que estava à esquerda dele. E aí ele fala assim e uma hora ele faz assim. E depois ficou olhando pro Neymar. E obviamente quem cortou o vídeo e tira o interlocutor acha que se ele tá fazendo assim, olhando pro Neymar, falando, que saco, esse cara vai entrar. É, cara, é aquele vídeo do Pepe falando sozinho.

?Voz 1

Quem não teve uma foto só?

JVJailson Vilas Boas

Fui enganado durante anos.

?Voz 1

Você tava falando dele levando na Flórida, você tava surpreso.

BPBreiler Pires

Antelotti é isso.

JOJean Odi

Mas ele, então, acho que ele tá levando na flauta, levando tudo bem. Mas eu tô meio com a mesma impressão do Jair. Eu sinceramente não acreditava, e acreditava até numa, em algum tipo de pressão ou de acordo, porque Antelotti é um cara que compõe muito bem com todo mundo, sempre foi assim na vida inteira dele, desde os tempos de Silvio Berlusconi. E eu imaginava que talvez muito da convocação e da manutenção a seleção do Neymar depois da lesão tivesse a ver com isso.

Porque você manter um jogador que você só sabe que só vai jogar nas oitavas de final, na fase de mata-mata, me parecia meio estranho. Agora eu tô vendo o Ancelotti falar, eu já tô na dúvida, eu confesso, do quanto ele tá contando mesmo com o Neymar para essa reta final.

BPBreiler Pires

O Neymar num jogo 1 a 0 ali, o Brasil no final precisando segurar um pouco a bola, Pode ajudar, sim.

JVJailson Vilas Boas

Fisicamente, se o Brasil não precisar fazer nenhuma substituição por questão física e no aspecto na linha de defesa, para mim, o que eu chutaria: Endrick, Martinelli, Neymar. Seriam os 3 jogadores que eu acredito que o Ancelotti vá usar em determinado momento para, se ele precisar mudar jogo. Eu acredito nesse ponto porque o Luiz Henrique sumiu, Luiz Henrique desapareceu. Eu não sei como estão os treinos do Luiz Henrique, A gente fala muito dessa questão do dia a dia do treinador conhecer.

O Zé Henrique desapareceu. Igor Thiago teve aquela aparição lá na estreia, que foi, enfim, ele acabou perdendo o gol que ele não deveria ter perdido. É óbvio que ele é centroavante, a bola passa na cabeça dele, ele não consegue cabecear. E o Matheus, e a ascensão do Matheus Cunha. Então a figura do centroavante, desse outro centroavante, que seria na teoria o João Pedro, que não está lá, não tem.

?Voz 1

Mas será que a memória do Igor Thiago Quando ele cresceu, as ações dele no elenco, justamente entrando em algumas situações, não existe em algum lugar para continuar entrando em algumas situações.

JVJailson Vilas Boas

Eu acho que o Igor Thiago vai entrar naquela situação de desespero. Para mim, o Igor Thiago, se tecnicamente ainda der para resolver, ele para mim não vai ser opção. Ele vai ser opção naquele momento que o Ancelotti falou, rapaz, acho que tecnicamente não vai dar, vamos ter que alçar a bola mais alto para ver o que vai dar. O quanto ele perdeu jogador na campanha. Acho que vai ser nessa situação, sei lá, como o Bremer falou, por exemplo, prorrogação, já tá na prorrogação, ele bate bem pênalti inclusive, o Brasil toma um gol na prorrogação, pô, bora, vai olhar para o banco, meu amigo, vamos embora, fica lá dentro da área e vamos ver o que acontece.

JOJean Odi

A questão é que tem muito atacante para entrar, né? Então você citou já 3 e é isso. Se você imaginar 5 substituições, e se você ocupa a sexta, né, o Vini não sai num jogo assim, não sai. Mas aí você pode tirar o Paquetá e pode até mudar os outros 3 atacantes, os outros 2 atacantes nesse caso, né?

JVJailson Vilas Boas

Não, e numa situação dessa, sinceramente, seria o caso de, sei lá, 3-1 e vai todo mundo.

JOJean Odi

Cuidado, mas parece muito 4 minutos finais. É isso, acho que a questão é essa aqui, parece difícil. O Igor Thiago parece, para hoje, ele parece ser uma alternativa para 5 minutos, pouquíssimos minutos. Exatamente, ao contrário do que era antes. Eu achava até, e eu acho que no fim das contas, nesse aspecto, a estreia foi muito ruim para ele, porque ele pagou também uma conta que não é só dele, né?

?Voz 1

É claro, perdeu o gol, eu sei, mas quantos outros perdem gols também assim?

JVJailson Vilas Boas

Mas não era nem jogo para ele, não era nem jogo para ele.

JOJean Odi

E assim, e eu acho que assim, eu entendi tudo, todas as mudanças, todas as tentativas que o Ancelotti tem feito e tudo mais. Acho que tá tudo muito bem feito. Só não entendi, não vou entender de jeito nenhum essa escolha pelo Igor Thiago como titular no jogo contra Marrocos. Porque ainda fosse contra a Escócia, vai lá. Agora contra Marrocos, que você sabe que inclusive era o time que ia te dar mais espaço, que ia te dar mais meio de campo, ia tentar te atacar, que não ia ficar lá atrás precisando da bola aérea.

Eu sinceramente achei muito estranha a escolha pelo Igor Thiago no primeiro jogo. De resto, acho que o trabalho do Ancelotti vem sendo muito bom.

?Voz 1

Tinha uma pergunta no chat falando sobre a maior fraqueza. Você citou bola aérea, maior fraqueza do Japão qual é?

JVJailson Vilas Boas

O Pedro tava falando de transição também, porque tem uma dessas trocas de corredores, que geralmente é o que acontece quando o time joga com linha de 3, né? Geralmente time que joga com linha de 3, ele se defende em linha de 5. Então ele vai exigir que o Nakamura e o Sugawara, eles baixem para formar linha de 5, fechar o corredor. Geralmente o que acontece é que quando esse time perde a posse da bola rapidamente, não dá tempo desses caras voltarem e fechar a linha de 5.

Então, na teoria, um dos zagueiros vai ter que fazer essa cobertura, e aí tu pode abrir o meio justamente para os caras que jogam centralizado. Então, por exemplo, O Japão tá com uma transição, né, numa tentativa de contra-ataque, e erra. Todo mundo já saiu correndo para frente e erra essa bola. A chance de um Paquetá de achar um Vinícius Júnior na transição— é porque eu ia citar o exemplo do que a gente não tá citando, exemplo daquele Brasil-Japão, mas eu ia citar o exemplo dos gols que o Brasil fez, porque foi o Paquetá dando a bola por cima do Martinelli, que eu tava até vendo hoje de manhã, porque obviamente eu já não lembrava mais, eu não lembrava nem que A gente vai seguir outubro, né?

O Paquetá dá uma bola por cima no Martinelli, bonito. A linha do Japão prontinha ali, o passe bonito, e uma associação do Paquetá com Bruno Guimarães, que no primeiro gol do PH, exatamente, Paulinho vindo de trás para dar uma finalização de 3 dedos. Então assim, eu acredito que a bola, o jogo vai passar muito pela capacidade do Bruno Guimarães e do Paquetá de dar a bola em profundidade, porque eles de fato defendem lá na linha de 5 Só que aquela questão de tentar aquela linha para deixar o jogador impedimento bem regradinha, e você tendo jogadores dessa capacidade técnica, que são os dois nossos dois meias hoje, e aí vale a gente falar também do Bruno Guimarães, né, porque o Bruno Guimarães tá passando batido, né.

Só que o Bruno Guimarães também tá jogando muito, ele é o principal jogador, né, foram duas assistências, né. Então a capacidade desses dois caras e dos nossos pontas, por exemplo, o Rayan e o Vinícius Júnior, em determinado momento conseguirem entrar nas costas dos defensores japoneses em diagonal, e esses caras darem o passe, não ficarem com receio de errar o passe, dá coragem de dar o passe, que é a sua função. Eu acho que isso daí pode ser sim uma fraqueza que o Brasil pode aproveitar.

?Voz 1

Eu sei que no programa, quando eu trouxe esse tema, o Pedro falou, e é mais alguém aqui falou, que depende do roteiro. Eu sei que depende do roteiro, e também ao mesmo tempo, nos jogos que passaram, o Brasil fez o resultado no primeiro tempo e o segundo. Então assim, considerar que houve uma uma queda de desempenho no segundo. Eu concordo muito com o olhar do Pedro sobre, não, não, em vez de olhar que caiu no segundo, a gente pode falar que garantiu no primeiro.

JOJean Odi

E fez testes no segundo, esse é meu ponto.

?Voz 1

Mas com base nos testes, eu não sei. Aí eu tô falando, Felipe, como quase torcedor, nem CNPJ. Num jogo pau a pau, tá 0 a 0, 1 a 1, os cara uma hora vão cansar, alguém vai tirar um amarelo, ele vai ter que mudar alguém em algum momento por qualquer motivo. A opção, se precisar tirar, precisar tirar ou Paquetá ou Bruno Guimarães, ser um Endrick ou ser um— eu não consigo. Eu, se eu levantar a placa e tal, Martínez, acho ótimo, acho é de Endrick. Eu na poltrona falo assim, ai, não, mas os cara vão vir, entendeu?

JOJean Odi

É isso.

?Voz 1

Eu acho que Fazer aquela mudança, o Japão vindo para cima.

JVJailson Vilas Boas

Não, mas você tá falando do Japão vir para cima e botar 4 do Japão para fechar mais?

?Voz 1

Não, não, eu tô falando tirar o Paquetá para pôr um Mendrick ou Martinelli num jogo tático.

JOJean Odi

Eu me seguro na poltrona.

JVJailson Vilas Boas

Eu acho que ele só vai fazer isso se o jogo tiver 1 a 0 para o Japão ou estiver 0 a 0 já lá no final.

JOJean Odi

O que eu acho que ele pode fazer e que eu gostaria até de ter visto mais, mas aí entra naquele pacote de coisa que ele já disse, Não, beleza, eu já sei como funciona isso e eu não preciso testar. Agora, uma mudança que mexe mais no time taticamente, eu preciso testar, como é a saída do Paquetá e a entrada do Martinelli. Porque o que eu acho que é o normal num caso como esse, e até um cara que eu gostaria de ver jogar mais, é o Danilo no lugar do Paquetá. Porque eu acho que o Danilo é outro, né?

BPBreiler Pires

O Danilo Santos.

?Voz 2

E como ele se apresentava?

JOJean Odi

Então, mas talvez seja isso, talvez o Ancelotti tenha guardado, já sei, já sei, vocês podem me entregar. Danilo, se precisar, ele vai entrar no lugar. Então assim, talvez na cabeça do Ancelotti já esteja: ah, se eu precisar tirar o Paquetá e manter o esquema, é o Danilo. Se eu precisar tirar o Casemiro e manter o esquema, é o Fabinho. Então ele tem essas coisas já prontas. E o que ele quis testar nos segundos tempos contra a Argentina, contra a Escócia, se ele precisar mudar.

BPBreiler Pires

Mas é que soa antinatural o Gabriel Martinelli jogando centralizado, né? Algo que a gente nunca viu. Sim, mas para mim—

JVJailson Vilas Boas

mas ele faz isso no Arsenal às vezes. Eu também não gosto, mas ele faz.

BPBreiler Pires

Mas o Gabriel Martinelli, acho que a ideia do Ancelotti é usar velocidade para transição, que o Martinelli na velocidade, na comparação com Danilo Santos, o Martinelli pode entregar mais uma puxada de contra-ataque Mas se tem um adversário em cima, um adversário que consegue te pressionar, eu tenho dúvida se o Martinelli segura o Rojão.

JVJailson Vilas Boas

Mas o Martinelli vai ser esse cara na última linha, não na frente da área recebendo a bola de costas, né?

BPBreiler Pires

Não, pois é.

JOJean Odi

Aliás, é bom destacar isso, que eu acho que assim, quando o Martinelli entrou também teve uma coisa que mudou muito na seleção brasileira, porque nos segundos tempos antes da entrada do Martinelli, acho que mais ou menos isso, agora eu não me lembro exatamente minutos. Mas o que tava acontecendo era o Vini, que em vez de jogar aberto, tá fechado, fechando muito primeiro. E o Douglas Santos ficando lá esperando para receber bolas que não chegavam.

JVJailson Vilas Boas

Ninguém dando a bola no Douglas.

JOJean Odi

Ele tava lá, a tal da amplitude, ele estava dando. Ele tava oferecendo, tô fazendo meu papel. Agora, se ninguém me dá bola, porque tava todo mundo procurando ou Vini mais para esquerda ou Rayan pelo lado direito, é uma outra história. Acho até compreensível que se você quer atacar, você procure o Rayan, o Vini Júnior, e não o Douglas. Mas então eu acho que talvez também a entrada do Martinelli tenha um pouco isso, a ideia de ter o cara mais agudo pela esquerda, mantendo o Vini centralizado, e aí tendo mais qualidade para essa subida do ponta aberto.

JVJailson Vilas Boas

Mas eu entenderia se fosse o exemplo que você acabou de retratar, se fosse o Martinelli lá colado na linha lateral.

?Voz 2

Porque daí vai o Vitinho, ele dava umas caídinhas, porque ele, para mim, ele tava baixando muito para fazer centralizado.

JOJean Odi

Centralizado para fazer esse giro, e ele não tá acostumado a fazer posição do Paquetá.

JVJailson Vilas Boas

E aí eu tô contigo, se for para botar esse cara, bota o Danilo, pelo amor de Deus, que depois podem cortar, falar, pô, comentarista da S1 odeia o Martinelli, porque falou não, pelo amor de Deus, já tá no vestiário. É justamente por conta de gostar do Martinelli, não faz sentido ele jogar de costas centralizado. Se for para botar o Martinelli na ponta esquerda, que seja, tá lindo, vai lá, que Vai, ele vai infernizar a vida do adversário lá do japonês.

Mas botar ele para receber de costas na intermediária, parceiro, aí me quebra, aí não dá não.

?Voz 1

Turma, vamos lá.

BPBreiler Pires

Ó, Felipe, desculpa, o Pedro Brown mandou uma boa aqui no chat dizendo que se depois da Argentina o Brasil também não deu sorte com caminho pegando camisas menos pesadas, nada se compara à Argentina.

?Voz 1

Mas eu entendo, mas é que podia ser pior.

BPBreiler Pires

Se comparar, vou abrir o bracket, pô. Costa do Marfim ou Noruega, de fato não são camisas pesadas, não são campeões do mundo, mas são adversários mais fortes na comparação com Argentina.

JVJailson Vilas Boas

Não, nada se compara a Argentina, não tem nada.

BPBreiler Pires

É um caminho bem mais ingrato do Brasil.

JOJean Odi

Não é o caminho, não é o caminho de Portugal, mas eu acho caminho duro do Brasil.

?Voz 1

Não, duro, duro. Não tem um jogo que você fala sobrou, cara.

JVJailson Vilas Boas

A da Argentina é complicada. Cabo Verde, Austrália, Egito. Egito, e depois, não, mas depois que pode vir a Colômbia, né? Mas a Colômbia, se for a lógica, parece Austrália em primeiro lugar de Portugal.

?Voz 1

E mesmo assim, a Colômbia pode estar jogando um monte. A gente sabe como é o enfrentamento de um Brasil e Argentina contra qualquer outro time sul-americano.

JVJailson Vilas Boas

Argentina e a Colômbia.

BPBreiler Pires

Mas Austrália e Egito já tava previsto ali no caminho da Argentina, possivelmente seria isso mesmo. Agora O que saiu fora da curva, Uruguai eliminado. Porque era muito mais difícil, mas muita gente até da imprensa argentina já projetava o encontro com Biel, 16 avos. Então o fato do Uruguai ter caído para Argentina facilitou muito.

?Voz 1

O caminho, o que eu acho a particularidade do caminho do Brasil de difícil é que nem não tem zebra que ajude. Então, por exemplo, se fosse a Noruega nas oitavas contra um time menor Vai que o time menor ganha. Não, não, é um confronto igual que se o Brasil pegar qualquer um dos dois é difícil. Como é que fala? O quartetinho ali, o lado B, é inteiro, chato.

JOJean Odi

Outra, Felipe, se você fosse fazer um ranking meramente por desempenho das seleções na primeira fase, obviamente isso não é para mim o ranking de força. Aliás, o ranking de forças eu até fiz no meu Twitter ali, enfim. Eu acho que o ranking de forças continua sendo muito parecido com aquilo que era no começo da Copa. A gente leva em consideração, então assim, obviamente a Colômbia subiu muito e tal, mas não subiu o suficiente para mim para superar a Espanha ou a Inglaterra e tal, porque, ou mesmo Portugal, ela foi muito superior a Portugal, a Colômbia foi muito superior a Portugal.

Agora você olha, né, vislumbrando uma possibilidade de chegar numa final E vocês argentinos preferem a Colômbia ou Portugal? Então, exatamente. Então eu acho que a questão, a questão é essa: você tem uma possibilidade agora da Argentina chegar na semifinal com caminho muito tranquilo. O Brasil, se você fosse fazer esse ranking só pelo desempenho na primeira fase, cara, o Japão e a Noruega estão no top 10 de— claro, Noruega optou por colocar só reservas contra a França no último jogo. Mas se você for fazer só por desempenho, e a Costa do Mafim não tá tão mal não.

?Voz 1

É isso, é melhor em jogos.

JOJean Odi

O caminho do Brasil não é fácil não, Brasil. O caminho do Brasil é complicado. E aí, quartas é Inglaterra.

JVJailson Vilas Boas

Não, Costa do Mafim, Equador foi um jogaço. E aí tem a questão física também, porque a Costa do Mafim também, e a Costa do Mafim joga no 4-2-4 também, né? De uma forma ou de outra, com Diomandé Que agora todo mundo quer o Diomandé aberto pelo lado esquerdo.

?Voz 1

A gente, a costa do Marfim contra a Alemanha, a Alemanha jogou melhor e tal, saiu um gol no final. 3 minutos antes do gol da Alemanha, 3 minutos antes do gol, teve um contra-ataque que, pô, não dava.

JOJean Odi

Mas também acho que assim, eu entendo, a costa do Marfim é forte e tal, mas ela venceu o Equador. O Equador foi melhor, o Equador foi melhor, foi melhor. Então assim, eu também Porque assim, eu acho que a Costa do Marfim é um bom time, pode, mas não é, acho que assim, não é uma coisa, o Equador me impressionou muito no jogo contra a Alemanha, me impressionou no jogo contra a Costa do Marfim. Aliás, o vencedor de Equador e México, se empatasse com a Alemanha, tava eliminado.

Então assim, agora o vencedor de Equador e México pega a Inglaterra, aí sim eu acho que a Inglaterra pode ter contra o Equador principalmente alguma dificuldade. Sempre lembrando, né, ao contrário do Canadá, que inclusive já saiu do Canadá, mas poderia ter continuado, mas nas oitavas já sairia do Canadá de qualquer maneira. O México não. Se o México passar do Equador, ele joga em casa. Então tem a seguinte situação para Inglaterra, né, passando pelo Congo, que eu acho que nesse caso ela vai passar, não tem muito, olha, retranquinho do Congo, mas Aí vai ser igual contra o Panamá, entendeu?

Sinceramente não consigo. A Inglaterra mostrou muita dificuldade para passar por defesa fechada e tal, é, mas no fim das contas, quando a diferença é tão grande, é, passou como passou com o Panamá. Mas se ela passar, ela pega ou esse Equador que ganhou da Alemanha e que jogou bem, muito bem na primeira fase, tem um meio de campo fantástico, ou pega o México que vai jogar em casa, que acho que é mais fraco. México que o Equador.

?Voz 2

Sim, tecnicamente sim.

?Voz 1

Não, e posso falar, a não ser que Equador e México saiam na porrada, também acho que o Equador avançando, mesmo jogando no Equador, vai ter mais, muito mais ambiente do que a Inglaterra.

JOJean Odi

Sem dúvida.

?Voz 1

Até o Equador jogou em casa no México.

JOJean Odi

Sem dúvida, vai ser um jogo que a Inglaterra é zero. É que a torcida do México fez diferença, muito. Como eu acho que a torcida do Canadá também fez nos outros jogos, que a gente viu um Canadá melhor do que o de hoje, né?

JVJailson Vilas Boas

Eu tô de acordo, só que eu só acho que tem rolado, até eu acho que foi o Hoffman, cara. Se não foi o Hoffman, eu já peço desculpas, mas acho que foi o Hoffman que trouxe hoje pra gente do Esporte Center falando que a confiança de título não foi no, não sei se foi no Linha, já tô ouvindo tanta coisa ao mesmo tempo.

?Voz 1

Fica tranquilo.

JVJailson Vilas Boas

Mas enfim, alguém dos nossos, é um colega, um colega nosso, em algum programa nosso, em algum programa nosso, Uma seleção, um jogador. E aí é da ESPN mesmo falando que os torcedores mexicanos estão vivendo a possibilidade de título. Não é só que tá, eles têm o Pato a favor, né? Que a possibilidade de título era Pato, né?

BPBreiler Pires

É que como uma das seleções menos badaladas da história do México.

JVJailson Vilas Boas

Só que eu falei isso nos fortes, eu repito, para mim tem uma questão no México que é perigosa em relação à torcida, que era diferente do Canadá e dos Estados Unidos, que a torcida torcida do Canadá já tá naquela, né? Pô, o que vier, o que vier, louco, tamo aí, Canadá, uhul! A dos Estados Unidos também não é exatamente a maior paixão, mas eles estão ali tentando incentivar.

?Voz 1

Você tá louco, eu não vou ao México.

JVJailson Vilas Boas

É do México, ela vai, ela vai, ó, na estreia, o México, porque começou a tocar a bola de um lado para o outro. Não quer ficar tocando a bola de um lado para o outro, não, vai para cima, vai para frente. E o México tentando ali dosar para entender Qual era o momento certo de atacar? É a torcida lá. Então acho que tem esse ponto, tem esse ponto da sociedade.

JOJean Odi

Favorável ao México? Não, negativo.

?Voz 1

Mas acho que nesse tipo de enfrentamento agora não será assim contra uma Inglaterra, se o mexicano vaiar, é loucura.

JOJean Odi

Mas eu não duvido de nada, mas precisa passar pelo Equador.

JVJailson Vilas Boas

Eu, por exemplo, Equador e México, o Equador já começando ali já a causar um pouco mais dificuldade, a torcida mexicana aí é aquilo, né? Ou vai lá para empurrar mesmo e tal, ou tá lá 2 a 0 para o Equador. Vixe, turma, chegou o momento, chegou, né?

?Voz 1

Queria só mandar um recado, galera do YouTube. A nossa live, quem falou isso eu recebo aqui de um certo produtor, quando um certo alguém que torce para um certo Alviverde, tá? Não, produtor não, um certo chefe Já não é chefe, agora é chefe.

?Voz 2

Já é chefe.

?Voz 1

Tinha umas conferências, foi Léo Bertozzi que trouxe essa informação.

JVJailson Vilas Boas

Lulinha, não foi isso?

?Voz 1

Lulinha.

JVJailson Vilas Boas

Isso aí, viu? Eu tava ouvindo.

?Voz 1

Turma, seguinte, pessoal que tá na live, a gente vai seguir com esse link, vai redirecionar o link pro Resenha. O Resenha tá no ar.

JVJailson Vilas Boas

Que susto!

?Voz 1

É ESPN?

JOJean Odi

Nossa, tô liberado!

?Voz 1

A gente vai te redirecionar pra sua casa.

JVJailson Vilas Boas

Obrigado.

?Voz 2

Por isso que ela não tá assistindo, não estou demais não.

JVJailson Vilas Boas

Pessoal, não é o quê?

?Voz 1

Toda semana é o Jailson aí, foi um certo programa, não sei o nome dele. Então continue aqui, vem aí o Resenha.

JOJean Odi

Tchau, tchau, gente.

?Voz 1

Obrigado por me acalmar. Valeu, Mário. Tchau, tchau, gente. Vai dar certo, vai Brasil, vai!

?Voz 2

Voltem para o consolo de vocês no camarim.

BPBreiler Pires

Como é que é?

?Voz 2

Voltem para o consolo de vocês no camarim. Você não falou que ele te consolou?

?Voz 1

O Alen foi, falou, falou. Não era outra.

JOJean Odi

Desculpa.

?Voz 1

Não, alento!

JVJailson Vilas Boas

Alento!

?Voz 1

Aí ela virou, pô, o som você me mata. Não, é que ela meteu assim, ó, no camarim, ela meteu assim, ó. Volta pro seu consultório. Foi ali que quebrou dentro do camarim.

JOJean Odi

Não sei se foi alento não, pelo amor de Deus.

JVJailson Vilas Boas

Mas que seja, mas ali no camarim ela meteu assim, ó.