Confronto definido: Brasil enfrentará Japão na próxima fase da Copa; Equador vira sobre Alemanha e também se classifica - Linha de Passe
No Linha de Passe desta quinta (25), nossos comentaristas analisaram tudo dos resultados de Japão x Suécia e Holanda x Tunísia, que garantiram o confronto entre Brasil e Japão na fase eliminatória da Copa do Mundo, além da classificação heróica de Equador contra a Alemanha.
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William
Professor Paulo Calçade
Gustavo Hoffmann
Jean chambre
Marcelo e Rafael
Vítor Birner
- Equador x AlemanhaVitória histórica do Equador · Feriado nacional no Equador · Alemanha e fragilidades defensivas · Arbitragem e VAR · Enner Valencia
- Enfrentamentos memoráveisBrasil x Japão · Holanda x Marrocos · África do Sul x Canadá · Possíveis confrontos do Equador · Possíveis confrontos da Alemanha
- Situação do técnico e comissão técnicaMoriyasu Hajime · Trabalho de longo prazo · Influência de Zico no Japão · Comparação com Carlo Ancelotti · Mentalidade japonesa
- Vinicius JuniorComparativo Real Madrid x Seleção · Posicionamento em campo · Gol anulado contra Escócia · Rayan e Matheus Cunha
- Nina SimoneClassificação da Holanda · Ritmo de jogo da Holanda · Memphis Depay
- Desempenho do UruguaiMétodos de treinamento de Bielsa · Reunião de jogadores com Bielsa · Jogadores lesionados convocados · Clima interno da seleção uruguaia
- Alemanha· InternacionalFalhas defensivas da Alemanha · Manuel Neuer · Ter Stegen · Convocação de Neuer
- Zebras da primeira rodada da CopaÁfrica do Sul classificada · Canadá · Formato das eliminatórias europeias · Bósnia classificada
Olá para você que é fã de esportes! Linha de Passe na Copa, estamos começando mais uma edição e está definido o confronto da seleção brasileira na próxima segunda-feira às 2 da tarde. Sim, conforme já imaginávamos, o Brasil vai enfrentar o Japão. Teremos Brasil e Japão na fase 16 avos final desta Copa do Mundo. A Holanda passou em primeiro, venceu a Tunísia. O Japão ficou no empate com a Suécia, o que foi bom para a Suécia também, porque ela vai entrar no critério de terceira colocada, chega aos 4 pontos, e todo mundo vai feliz aí nesse grupo.
Todo mundo classificando, menos a Tunísia, evidentemente, que só tomou piaba nos 3 jogos. Negócio impressionante. A gente vai falar sobre isso. Vamos falar sobre o Equador. Que baita história do Equador, hein? Virada sobre a Alemanha, vencendo pela primeira vez a seleção alemã e se classificando também para a próxima fase da Copa do Mundo. Tudo isso daqui a pouquinho no Linha de Passe. A gente segue com você até meia-noite no YouTube, no TikTok, no Disney Plus e na ESPN.
A gente segue até 23:30, certo? Aliás, até às 23:00. Vamos lá, meu amigo Vitor Birner, para o YouTube na sequência. Portanto, começando o nosso Linha de Passe com Paulo Calçadia, Jane Leal, Gian Oddi e também o Vitor Birner para falar desse empate do Japão. Para falar da vitória da Holanda, começando por esses assuntos, mas principalmente o empate do Japão, porque o Japão vai ser o adversário do Brasil na próxima fase da Copa do Mundo.
Então olhos abertos para a seleção japonesa, e a seleção brasileira vai entrar na conversa evidentemente já dando uma olhadinha nesse confronto, né? Evidentemente que o jogo vai ser na próxima segunda-feira. Domingo a gente vai ter uma prévia especial desse jogo, mas como confronto já tá definido, a gente já faz a prévia da prévia hoje, porque é isso que interessa, certo, Jean? Ódio, o Japão passou e será nosso adversário.
Tudo bem? Isso, tudo bom, William? Boa noite para você, boa noite para os companheiros, para todo mundo que tá assistindo. É isso, acho que acabou dando a lógica, que é a seleção japonesa, que eu particularmente acho uma seleção muito organizada, talvez tá até a mais organizada, que tá longe de dizer, de significar que é a mais forte da Copa, mas é muito organizado. Os caras sabem o que fazem, sabem o que fazer na hora que querem fazer.
É, obviamente tem suas limitações bem maiores do que outras seleções. Sinceramente, eu acho que a Suécia, que parecia querer pegar o Brasil, né, porque a Suécia fez todo o esforço para virar o jogo, ficar no segundo lugar, e aí com certeza pegar o Brasil, era, me parece, uma adversária mais acessível para a seleção brasileira. Acessível é um termo completamente equivocado, porque acho que acessível qualquer uma das três Seria, o Brasil poderia passar com a Holanda, pode passar com o Japão e poderia muito passar com a Suécia.
Mas acho que a Suécia das três era a mais, a menos perigosa, vamos dizer assim, apesar dos dois atacantes. E a Suécia não tem a menor noção de quem vai pegar, tá? Não é que ela vai pegar a França como tá todo mundo falando.
Calma, a França ainda vai jogar também, esse grupo ainda vai ser definido, né? Tem França e Noruega.
Acho que ainda que a gente concorde que a França pode ficar em primeiro, deve ficar em primeiro, porque é favorita, Mesmo que a França fique em primeiro, a Suécia ainda pode pegar o México, os Estados Unidos, a Suíça, a Alemanha. São todas possibilidades aí, de acordo com a tabela de enfrentamentos.
A Suécia hoje, gente, desculpa interromper, tem informação, né? É a melhor terceira colocada no ranking dos terceiros colocados. É a melhor porque tem 4 pontos e o saldo tá zerado. O da Bósnia também tá zerado, porém a Suécia tem 7 gols pró, né? Isso quer dizer que a goleada para cima da Bósnia.
A Suécia está classificada. E aí é bom explicar, né, quer dizer, se você se classifica como melhor terceiro, como, né, o oitavo melhor terceiro, que também vai se classificar, não muda nada em relação aonde você vai cair na chave. A distribuição dos terceiros colocados, ela se dá pela combinação de quem se classificou. Então tá tudo pré-estabelecido, inclusive tem para quem tiver curiosidade no site da FIFA, tem toda essa, ah, se classificar o terceiro do grupo A, B, C, D, E, F, G, H e J, vai ser assim.
Se classificado de outro jeito, vai vai ser assado. Então isso tudo tá pré-estabelecido, por isso que eu falei, a Suécia pode pegar um, são 6 possibilidades ainda de enfrentamento, mas me parece que ela tava realmente, não tava se importando em enfrentar a seleção brasileira, porque foi com tudo no final do jogo para atacar o Japão, para tentar vencer, e parece que não considerava um problema enfrentar o Brasil. Isso me chamou um pouco atenção, porque acho que no momento em que os seus adversários podem ser a Suíça, o México, os Estados Unidos, Alemanha, a gente pode discutir.
A França, ok, acho que a França é absolutamente normal hoje alguém preferir pegar o Brasil do que a França. Mas em relação aos outros, talvez fossem até melhores opções do que enfrentar o Brasil. E a Suécia não quis saber, foi para cima e tentou ganhar o jogo.
Só para passar para a galera que tá acompanhando a gente aqui no YouTube, no TikTok, né, ESPN no Disney Plus, alguns confrontos já estão definidos, tá? Então, além de Brasil e Japão, A gente já tem definido o confronto entre Estados Unidos e Bósnia, tá? A gente já tem definido também Holanda e Marrocos, porque a Holanda ficando em primeiro ia pegar o segundo do grupo do Brasil, que foi o Marrocos. Essa conta já tava feita também.
A surpreendente África do Sul, que começou muito mal a Copa do Mundo, primeiro jogo horroroso, conseguiu se classificar em segundo no grupo. Então vai pegar o Canadá.
O grupo era muito fraco.
O grupo era muito fraco. Vai pegar o Canadá. E o resto tá em aberto aqui ainda. Já tem equipes, claro, classificadas, mas ainda confrontos a serem definidos, porque ainda envolve terceiros colocados, segundos colocados.
Fala, Calçade. Canadá ou África do Sul, um dos dois estará nas oitavas.
Pra enfrentar Holanda ou Marrocos.
E Brasil ou Japão, um dos dois vai ficar.
É isso.
Holanda e Marrocos.
Coisas da Copa, Calçade. É isso, boa noite.
Olá. Cara, assim, esse jogo, eu entendo que esse jogo foi bem legal pra gente poder acompanhar o que vem pela frente. Era o jogo de maior interesse. Que era Japão e não era da Holanda, não ia acontecer nenhuma tragédia no jogo da Holanda, a Holanda sairia em primeiro lugar, então Japão ou Suécia. E até que era algo esperado por todos, Brasil primeiro, Japão em segundo, quando todos nós soubemos qual seria o cruzamento. E é isso que vai acontecer.
Esse é um time que em outubro venceu o Brasil 3 a 2, é uma equipe muito bem treinada, muito bem treinada. Nos movimentos dentro de campo. É um time que quando sobe a pressão para pressionar o adversário, a equipe toda vem junto, não fica aqueles espaços. Você olhando assim no mapa de movimentação, é sempre um time que tá bem compacto, quase que horizontal no campo. Quando se propõe a marcar, ele tenta filtrar espaços justamente para ninguém ficar jogando entre linhas, né?
Então é uma equipe que conceitualmente Quem tá olhando pro Japão com uma ideia antiga, pô, esses caras não sabem jogar, de uma equipe ingênua, que era uma equipe de jogador muito bonzinho, que falava, pô, desculpa, não fazia falta, esse foi o Japão, já existiu, mas esse Japão já era. Esses caras jogam em grandes ligas e não dá pra jogar em grandes ligas jogando desse jeito que eu descrevi. Então são caras assim absolutamente afinados com o futebol, com a competição.
De hoje, e eles reunidos, aí você vem com uma, com essa, não assim, digamos, o Japão tem essa questão da disciplina, né? Então eles são extremamente disciplinados nas missões que devem ser cumpridas, e isso é chato para adversário, porque eles fazem bem. Japão joga com 3 zagueiros, joga com 3, um 4-1-3 também. No jogo de hoje, um jogo Estranho assim, porque as laterais foram negadas pelos dois times. Mesmo assim saiu gol, né, da bola do lado, que o Japão toma.
Mas é um jogo muito concentrado. Então o Japão consegue fazer esse movimento de marcar por dentro, marcar por fora. É uma equipe que vai dar trabalho, cara, vai dar muito trabalho, e vem com uma vitória sobre o Brasil. Então acho que a gente tem todos os motivos, né, para ter cuidado. Fica preocupado. Acho que para os jogadores brasileiros nem se fala. Você tem um exemplo recente e vai ser um belo jogo. E o Brasil, se o Brasil conseguir dar um passo além, né, jogo a jogo, conseguir melhorar ainda mais, não cometer erros.
Não é uma equipe que vai te, vai explorar tanto a bola aérea, que o Brasil não tá legal porque não é o forte da seleção. Mas fez um gol na Holanda numa bola parada. E contra a Turquia também. Uma coisa é a bola parada, a outra a gente tá falando do jogo de cruzamentos. É um time que tenta se associar, ele não vai ficar cruzando bola o tempo todo para jogadores de 1,75m, 1,74m. Então eu acho que estrategicamente um time conhece muito bem o outro e o jogo será— o Brasil a gente já sabe qual é, é esse Brasil aqui que a gente— o Ancelotti não vai ser louco de ficar alterando coisas que começam a se desenvolver.
E o Japão pode vir com alteração. Treinador, você pegar os jogos da Copa, às vezes ele muda a dupla de volantes, tem hora que tem um zagueiro diferente. Ele perdeu o Kubo, né, que fazia um terceiro homem no ataque. Mas é uma equipe que roda, cara, e isso é interessante para eles.
É uma equipe, embora o Brasil não seja uma seleção europeia, é uma equipe que vem com uma marca importante, né? Não perde desde 2018 para uma seleção europeia, né? Aquela derrota para Bélgica 3 a 2, aquele jogo maluco, e a Bélgica depois tirou o Brasil, né? É uma seleção que requer muitos cuidados para a seleção brasileira, pode oferecer muitos perigos para a seleção brasileira, ou tô exagerando? Tem gente aqui no chat falando assim: não transforma o Japão na Alemanha. Tudo bem?
Boa noite, William, Jean, Birne, Calçade, fãs do esporte. É um adversário difícil, vai ser o mais difícil que nós enfrentamos até agora na Copa. Então vai exigir que o Brasil melhore em relação ao que já mostrou até aqui. O Brasil tem evoluído, vai precisar evoluir mais a partir de agora. Mas não é também o adversário mais difícil que a gente pode pegar pela frente. É um adversário que eu entendo que o Brasil tenha condições de passar com o que possui hoje.
Pensando aqui em duas questões, né? O Japão tem há 8 anos o mesmo técnico, né? O Moriarty, ele era auxiliar na Copa de 2018 e assume logo após essa Copa. Portanto, o trabalho dele já é anterior a isso, né? Ele entende muito bem, são 2 ciclos de Copa Só com ele no comando. Então ele constrói um time que tem tudo que nós não temos: organização coletiva. Todo mundo sabe exatamente o que fazer em todos os momentos. Há entrosamento entre os jogadores, as variações táticas estão todas desenhadas, as jogadas eles já sabem como vão construir.
Então tudo que o Brasil não tem ou está construindo, eles têm. Só que o Brasil tem o que eles não têm, é a qualidade individual de jogadores que conseguem superar a marcação com drible, com uma ginga de corpo, e em vários setores do campo, porte físico. Time japonês é um time leve, é um time que no contato um contra um tem mais dificuldades. Então acho que isso vale até para o Ancelotti pensar estratégias para o jogo, pensar às vezes escalação em algumas posições para levar vantagem.
Como o Japão sofreu hoje, eu revi durante o dia os 2 jogos anteriores do Japão e agora à noite acompanhamos juntos esse terceiro jogo. O Japão sofreu especialmente contra a Holanda e hoje contra a Suécia muito justamente na imposição física desses 2 adversários, que são times mais fortes e mais altos, e conseguiram em vários momentos do jogo empurrar o Japão para trás, como é o Brasil. O Brasil, acho que fisicamente não tá no nível de Suécia e Holanda, mas tá acima do Japão.
É um pouquinho abaixo, mas a Holanda é um time muito forte técnica e fisicamente. Seria muito difícil enfrentar a Holanda hoje, mas vamos enfrentar o Japão. Então a gente pode depois entrar em detalhes do que eu observei, mas para começar é isso. Para começar, eles têm organização Nós temos a qualidade individual. Não que eles não tenham bons jogadores, alguns são bons jogadores, mas os nossos melhores são melhores que os melhores deles.
E nós temos uma possibilidade de explorar também a força física contra um time, é uma coisa meio do biotipo, né, que não é tão alto e não é tão forte, mas também é um time rápido e leve.
Sim. Birner, você permite Marcelo e Rafael? Se você permitir, se você permitir, eu sigo com Marcelo e Rafael, por favor. Pode ser, muito obrigado, hein. É o seguinte, Marcelo e Rafael Israel, acompanhando essa classificação japonesa. Vai ser o próximo adversário da seleção brasileira. E eu quero só ver se pintar japonês ali por perto, se ela vai desenrolar no idioma, né? Porque em inglês ela vai bem. Eu quero ver no japonês. Tudo bem, Marcela?
Fala, William, tudo bem? Olha, é difícil falar com os japoneses, nem todos falam inglês. Algo que me chamou muita atenção também nessa Copa do Mundo. Mas eu vou tentar daqui a pouco conversar com eles, tá? A verdade é que foi por muito pouco que a seleção brasileira não encara a Suécia, porque Levou um sufoco. Bom, vamos lá. Come on, come on, come here. Hi, how are you?
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Ele é do Nepal e ele tá aqui para acompanhar. Now Japan is facing Brazil. What do you think about that?
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Japan, let's go! A gente ainda aguenta essa. Você ouviu? Seven one ainda aguentou essa. Ele tá falando que sim, que a seleção japonesa pode vencer o Brasil no próximo, na próxima fase e ainda colocou um seven one. Ok, veremos o que é que pode acontecer. Daqui a pouco vão chegando mais torcedores por aqui. Os torcedores japoneses que são muito animados. Eles são muito educados quando eles estão fora do estádio. Eles são muito silenciosos.
E são também, tem aquela fama também que são torcedores que limpam o estádio. Eles demoram para sair do estádio porque ele sai limpando o estádio. Alguns já estão saindo e daqui a pouco é claro que a gente vai acabar mostrando todas aquelas imagens dos torcedores deixando tudo tranquilo, tudo bem limpo no estádio. Bom, mas esses torcedores vão agora para Houston e aí lá em Houston na segunda-feira encarar a seleção brasileira.
Como eu falei, foi um sufoco, por muito pouco eles não vão para terceira colocação nesse grupo. E aí iria encarar a França e o Brasil teria que encarar a Suécia. Antes dessa partida O Isaac perguntou: é verdade que a seleção japonesa ela não perde para seleção europeia na Copa do Mundo, em Copas do Mundo? E é verdade, porque em 2018 perdeu para a Bélgica e aí foi eliminado nas oitavas de final. Mas na Copa passada, em 2022, venceu a Alemanha, venceu a Espanha, encarou a Croácia, foi empate, aí acabou caindo nas oitavas de final, que foi uma campanha muito boa do Japão.
A gente conversando com o Muriaço também O Muriel falou, olha, a gente vai seguir o nosso objetivo. Ele não quis falar sobre seleção brasileira antes desse jogo contra a Suécia, mas ele disse, a gente vai seguir e o nosso objetivo é mostrar o melhor futebol a cada partida. Na minha opinião, não foi o melhor futebol que a seleção japonesa apresentou nesta Copa do Mundo, porque o primeiro jogo da Holanda me pareceu uma seleção muito mais organizada defensivamente.
Eles souberam sofrer, mas dependeram muito do Suzuki. Aliás, olho no Suzuki, Porque ele fez três grandes defesas no jogo de hoje. Let's talk to. Vamos falar então com mais torcedores japoneses por aqui. Hi, how are you? What's your name?
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Yeah, do you trust? Do you think you can win?
I do believe we can beat them. Yes.
Thank you. Thank you very much. E aí tem o pessoal do México. Tem eles estão adaptando aquela aquela música mexicana que os sul-americanos cantam muito, mas eles cantam em japonês. Vem para cá.
Come here.
Did you learn?
A cantar no Yoles, porque cantando la guria feliz e lindo os corações.
Very good! Congratulations! You were talking very well. Tá certo? Então, ó, os japoneses estão aprendendo aqui com os mexicanos a cantarem a música que eles sempre cantam no estádio. Os sul-americanos cantam muito essa música. Pra gente tem aquela conotação triste, né, de estar indo embora. Mas aqui, para os torcedores sul-americanos e mexicanos também, eles cantam muito com essa coisa de agora a gente tá indo para cima. Adorei então um japonês cantando essa música.
Eu disse que ele tava indo muito bem, mas ele pode melhorar muito ainda no seu sotaque. Mas tá ótimo, tá, tá ótimo. Vai treinar um pouco mais ali com os amigos dele mexicanos. Mas William, é isso, torcedor tá animado, torcedor japonês está impressionado com tudo que a seleção pode apresentar nessa Copa do Mundo. Vocês viram aqui, né? Torcedor falou, olha, vai ser muito difícil encarar a seleção brasileira, Mas nós tivemos aquele jogo amistoso em outubro, há 6 meses, e nós vencemos.
Eu falei, mas agora vai ser completamente diferente, agora não é mais amistoso, agora é Copa do Mundo e ainda é mata-mata de Copa do Mundo. Ele falou, é verdade, é muito difícil, mas eu acredito no meu time. Ele tá acreditando no Japão dele e claro que nós estamos acreditando muito na nossa seleção brasileira, William.
Legal, Marcela. Olha aí, tá vendo? Não rolou a Marcela falando japonês, mas rolou a japonesa tentando falar em espanhol, né? Tá tudo certo, tá tudo bem, estamos satisfeitos, Marcela. Um beijo para você, obrigado, viu?
Valeu, William, um beijo.
Esse é o clima da Copa, porque é isso, você vê ali, ó, o jogo é Japão e Suécia, mas tem gente com camisa da Colômbia, tinha gente com camisa do México, tinha um torcedor do Japão, mas que era do Nepal. É assim, os caras vão comprando ingressos, vão para os jogos, leva as camisas das suas seleções, dos seus países, e dentro do jogo escolhe uma seleção ali para torcer. Isso é o futebol, esse é o grande barato aí da da Copa do Mundo, né?
É bom lembrar, daqui a pouco a gente vai relembrar que a escalação daquele Brasil e Japão, a escalação da seleção brasileira, pelo menos o goleiro, os dois zagueiros e os dois laterais, nada a ver com o que a gente tá vendo hoje, gente que nem foi convocada. Vitor Birner, agora sim, tudo bem com você?
Tudo bem, William?
Tranquilo?
Tô tranquilo. Boa noite a você, Marcela, Jean, Eugênio Calçade, aos fãs do esporte. Assim, eu vou muito na linha do que os colegas disseram. Jean usou a primeira palavra que melhor descreve o Japão: organizado. Tanto é que o Japão perdeu os seus 4 jogadores mais influentes para a Copa do Mundo. Perdeu o Endo, capitão, volante, jogador experiente, com boa capacidade de organização de passe, né? Perdeu Mitoma, perdeu Minamino, perdeu Takefusa Kubo, jogadores que desequilibram com individualidade.
E essa individualidade tá fazendo falta e o time continua competitivo porque ele é muito organizado. Só que eu acho que há um dilema para o Japão nesse enfrentamento, para o treinador japonês antes de pegar o Brasil. Porque se ele olhar os jogos do Brasil, ele vai ver um Brasil com uma saída de bola horrorosa nas duas primeiras partidas e uma saída de bola que não foi testada na terceira. Então roubar a bola no campo de ataque, como diz Jürgen Klopp, é o melhor meia do futebol atual, porque você pega a defesa aberta.
Japão não costuma fazer isso.
Sim. Por outro lado, em alguns momentos do jogo avança, em alguns momentos do jogo ele avança pontualmente. Por outro lado, se ele avançar, fizer essa marcação alta e liberar espaço atrás, esse Brasil tem um contra-ataque do Vini Júnior e com Ryan, que entra muito no critério que Eugênio disse do jogador de técnica e força física, que ganha os duelos provavelmente contra a equipe japonesa. Então eu imagino que há um dilema muito grande por parte do Japão de como enfrentar a equipe que o Japão, que os japoneses encaram como os mestres deles no conhecimento ou no desenvolvimento do jogo de futebol.
Porque o jogo japonês não tem nada a ver com o jogo brasileiro hoje, né? É um jogo coletivo, é um jogo de passe de bola, é um jogo muito pouco individualizado. Mas a história do futebol japonês, do Rui Ramos, do futebol semi-amador, passando pelo Zico, pelo Alcindo, pelo Danilo, por outros jogadores que tiveram lá, passa muito pelo futebol brasileiro e há uma reverência. Essa reverência vai estar em campo. No que ela vai se transformar?
Então, é aí que eu quero chegar. Uma reverência que é uma reverência e tudo bem, vamos tentar ganhar o jogo?
Eu acho que isso depende muito, porque a seleção japonesa é muito organizada porque é muito disciplinada, inclusive mentalmente. Você olha, por exemplo, o 2x2, Eugênio, viu hoje do Japão e Holanda, você não vê um jogo com grandes chances.
O placar foi muito maior do que o jogo, para mim pelo menos, pareceu. É um jogo controlado pela Holanda quase o tempo inteiro, que o Japão no final muda o seu sistema de jogo e vai para cima para buscar o empate e consegue.
Só pode fazer isso porque é muito organizado. E aí é o dilema do Ancelotti, porque ninguém tem certeza se o Brasil vai continuar crescendo coletivamente. Se o Brasil tivesse 20 jogos, ele cresceria coletivamente, mas a gente nunca sabe qual vai ser o próximo. Agora, todo próximo é decisivo. Então, se o Brasil crescer coletivamente, aí eu assino embaixo o que o Eugênio disse, é o Brasil fizer um bom jogo defensivamente, bloquear muito o jogo por dentro, né, as dobras de marcações dos lados funcionarem, porque o Japão varia muito as jogadas e é perigoso exatamente porque é um jogo muito associado por dentro e pelos lados, o Brasil tem muita chance de ganhar o jogo.
E depende muito da parte defensiva, muito mais do que o Brasil vai fazer com a bola, porque é muito difícil que se o Brasil conseguir bloquear a seleção japonesa, em algum momento o ritmo de jogo japonês nessas 3 partidas não pese no final do jogo, eu acho, porque eu acho que o Japão parece mais cansado que o Brasil.
Então, nesse ponto, até para levantar, pode ser uma coisa muito simples, mas é uma coisa, por exemplo, o Abel Ferreira, por exemplo, olha nós voltando aqui para o futebol brasileiro, hein? O Abel Ferreira, por exemplo, ele costuma sempre nas coletivas reclamar quando o Palmeiras tem um dia a menos de descanso do que o seu adversário, seja no Campeonato Brasileiro, seja no mata-mata e tal, etc. Sempre tem essa coisa. Né? Ah, mas tem essa questão do dia, ele fala que faz muita diferença e tal.
Vai ser um confronto entre um time que vai ter um dia a mais de descanso. Brasil se classificou ontem, o Japão está se classificando hoje.
É uma vantagem, não é uma garantia.
Qual é o tamanho desta vantagem? Faz muita diferença essa altura do campeonato? O que que vocês acham?
Eu não consigo nesse momento, né, nós estamos na quinta-feira, afirmar que na segunda o Brasil vai ter uma vantagem muito grande porque jogou na quarta e não na quinta. Sinceramente, eu não consigo, também nem consigo avaliar muito essa questão do nível do cansaço de um ou cansaço de outro. Eu acho que é um, cara, é um jogo muito grande, é um jogo em que os jogadores dos dois times colocam em campo toda a energia e possibilidade que eles têm.
Eu acho que a questão ela se coloca muito mais num aspecto tático, e isso é interessante porque fosse a Holanda, acho que seria uma coisa como— as preocupações do Brasil seriam completamente outras. Acho que a partir do momento em que o Japão é o adversário, também fica uma preocupação de como romper essa barreira defensiva do Japão. E se a gente olhar para como o Japão costuma sofrer mais gols, não foi o caso hoje, mas que é pelas bolas aéreas, obviamente o jogador mais indicado para esse tipo de jogo não vai jogar, não vai ser titular.
É porque, porque é isso, é a lógica do jogo, é um truco. Pode ser que obviamente obviamente o torcedor brasileiro vai ficar maluco se isso acontecesse.
Tá 0 a 0 no segundo tempo, faltando 20 minutos, não dá para colocar o cara.
Você tem o Endrick, você tem o Neymar, você tem que— ninguém vai querer olhar ver o Igor Thiago passando. Mas o que eu tô querendo dizer só é que assim, o jogo que se impõe, as dificuldades que vão se impor para o Brasil, elas são muito diferentes das dificuldades que a gente teria diante do Holanda. E aí a minha preocupação iria muito mais em relação a como os nossos laterais vão se sair ou iriam se sair com os jogadores de beirada da Holanda, que são muito mais poderosos do que os do Japão.
O Japão volta e meia ataca com os zagueiros atuando como pontas. Então, nesse aspecto, né, ainda que o Japão saiba o momento de fazer tudo, isso para mim é muito impressionante. Assim, o Japão parece que assim é tudo tão disciplinado, tão digital.
É isso, porque japonês é digital. É isso, não é suíço, é japonês.
Funciona muito bem, entendeu? E eles sabem quando fazer as coisas. Agora, do ponto de vista técnico, e acho que o desafio defensivo para o Brasil vai ser menor. Até porque, né, acho que se tivesse Minamino, por exemplo, a coisa aí, Mitoma, aí o Mitoma acho que mais até, exato. Mas acho que seriam jogadores que ofereceriam ainda mais preocupação nesse aspecto. Acho que nesse aspecto a preocupação vai ser menor do que seria contra os holandeses.
Tem o Nakamura, que é o ala Mas apoia muito e é driblador. Ele parece um pontinha antigo do Brasil, né? Meia arriada, tem um pouco de gingada. É o cara que mais tem a ginga no time e teoricamente cai do lado do Danilo, que não tem essa ginga toda, né? Não tem mais hoje essa pegada toda.
Mas onde você tá preocupação com o Ryan?
O Ryan voltar para ajudar. Mas a gente viu ontem, por exemplo, no jogo do Brasil, que por ali a Escócia chegou no segundo tempo com Tierney e criou algumas situações.
Eu acho que se tem um dia a mais é melhor ter do que não ter, tá? Dará ao Carlo Ancelotti a possibilidade de treinar amanhã. O que o Brasil precisa fazer acima de tudo é ajuste tático. Então ele tem a sexta, o sábado e tem o domingo. Domingo mais leve, véspera de jogo. No sábado um treino mais forte é possível, e na sexta-feira já respeitando a partida anterior, indo mais devagar, mas taticamente consegue mexer. Para um time que precisa tanto, de tanto ajuste, é ótimo ter esses dias, 3 mesmo, não tô falando da quinta, mas sexta, sábado e domingo.
Então assim, isso é muito bom. Sou Japão, o Japão deve jogar com 3-4-3 como joga. Sem a bola ele vai para 5-3, 5-2-3, às vezes depende da saída do adversário e onde ele começa a marcar. O Japão não, ele não deve, não acredito que ele vai até a grande área do Brasil para marcar saída. Por quê? Porque ele é tão compacto que ele prefere baixar e gerar espaço em quem tá com a bola. Trazer, trazer, ele joga num bloco médio, não baixo, um médio na altura do meio de campo.
Por quê? Porque ele tem espaço nas costas, no caso do Brasil, ele tá muito compactado aqui. O Brasil pode optar pela bola longa, pode dar certo com Rayan, com Vinícius, pode funcionar. Mas jogar por dentro da seleção japonesa ali, pelo menos, então eles são tão próximos que é mais difícil. E é ali que ele quer roubar a bola. Por quê? Porque ele tem velocidade, e é por ali que ele ataca. É muito por dentro.
A principal maneira de criar situações de ataque do Japão é pela faixa central do campo, a partir de troca de passes rápidos. É isso aí, o gol de hoje é isso, com o centroavante que é muito técnico. Ele não é centroavante típico, camisa 9, grandalhão de área, mas ele sai da área e ajuda muito nessa construção, muitas vezes saindo para atrair marcação e tocando de primeira para quem vem de trás entrar e fazer o gol. Ele deu uma linda assistência no jogo contra o Aqui a Tunísia não conta muito, é fraca, mas é um toque de primeira no contrapé da zaga que mata a defesa da Tunísia.
O Ueda, aí, esse centroavante, esse gol que nós estamos vendo aqui, ele participa aí, ele dá esse toquezinho, e aí o Doan acha do outro lado o Maeda entrando na diagonal. É um time que gosta muito, e se puder ser vertical para eles, melhor ainda. Eles gostam muito da verticalidade.
Eu vejo O que ele pode ter que fazer, o Japão, é um ajuste. Eu acho que um cara que pode se dar bem nesse tipo de jogo é o Matheus Cunha. O Japão com 3 zagueiros tem Vinícius e Rayan vigiado por eles, o terceiro é uma sobra, não vai ficar no mano a mano. Os laterais, os alas vão bater provavelmente com lateral brasileiro, então vai acompanhar mais o Douglas Santos e talvez vigiar o Danilo. Os volantes, eu colocaria em Bruno Guimarães e Paquetá.
Se marcar, se impedir o Brasil jogar com Bruno Guimarães e Paquetá, todas as jogadas de lado do campo com Vinícius ou do lado direito com Bruno e Rayan serão afetadas. Quem que fica o cara que faz esse movimento de entrar e sair da última linha do adversário, da zaga do Japão, é o Matheus Cunha, que vem do meio de campo. Aí ele tem que ter um jogador também específico na marcação para poder ser acompanhado, senão ele fica livre, ele fica livre para receber o passe.
Mas o Japão, pela qualidade que tem hoje e pelo trabalho de alguns anos, acho que vai tentar dificultar a vida de Paquetá e Bruno Guimarães, porque aí você dá uma travada no Brasil.
Porque você não—
Brasil não é o— você não precisa se preocupar com Danilo passando o tempo todo, ele precisa ser vigiado e Mas não é o lateral que vai te arrebentar.
O Douglas Santos tá vencendo a timidez, tá indo jogo a jogo, tá indo mais.
Primeiro jogo, ele foi, ninguém nem percebeu, nem a Escócia nem o Brasil.
A estreia foi pesada para todo mundo contra o Marrocos, né? Mas eu acho que ele tá conseguindo soltar, entender o jogo do Carlo Ancelotti. O Brasil tem esse desenho de O Casemiro, o que que tá fazendo o Casemiro? Casemiro não é um jogador para longas distâncias hoje, o Casemiro é um jogador para estar muito próximo dos zagueiros. O que fez o Casemiro ontem? Saía Danilo, lateral direito, para marcar, o Marquinhos acompanhava para fazer uma cobertura, o Casemiro, em homenagem ao nosso Eugênio Leal, como se fosse a bateria, fazia o recuo, entrava na zaga e baixava aqui.
Que a gente já cansou de fazer isso com o Ancelotti. Ele vem, ele só, ele tenta dar esse equilíbrio. Então isso também transfere para Bruno Guimarães e Paquetá um trabalho de marcação importante, porque se eles não tiverem atentos, o Casemiro recua para formar, ajudar a formar esta linha defensiva, o meio de campo esvazia. Então assim, o Brasil é esse, tem que sendo, vai sendo refinado jogo a jogo e tentando melhorar. E é Casemiro, Casemiro, aí você tem Bruno Guimarães, Paquetá e o Matheus Cunha que faz esse quarto homem no meio de campo.
Pensando, não acredito que o Ancelotti vai mexer no time para o jogo contra o Japão.
Eu acho que a gente vai ver nesse jogo alguns momentos do Matheus mais recuado do que a gente viu nas últimas partidas. E acionando muito mais o Ryan. O Vini já vai ser acionado, é muito óbvio, não vou ser redundante. Acionando mais o Ryan, Ryan talvez um pouco mais à vontade, até já ter feito um jogo assim. Até porque o Ancelotti falou uma coisa na entrevista ontem, que eu chegando em casa eu revi a entrevista, vi, né, não revi não, porque eu tinha só ouvido.
Ele falou que ninguém sabe onde o Ryan pode chegar. Ele mostra um trato em relação a Ryan muito especial, uma crença. Ele olha para o Ryan, ele fala, é um cara muito diferente, moleque, vai um dia vai ser agora. Então pode ser agora, pode ser agora. E até para o Brasil ser campeão, e ele é um cara muito experiente, muito rodado, ele sabe que alguns jogadores na reta final precisam crescer. O título, por exemplo, do Real Madrid, é um jogador de alto nível e tal, mas o desempenho do Rodrygo no mata-mata de Liga dos Campeões pelo Real Madrid foi acima da média do Rodrygo, que é muito boa em jogos de pontos corridos, totalmente impressionante, totalmente.
Então o Ancelotti, de algum jeito, ele vai tatear para ver o que acontece, porque ele não tem— nenhum técnico tem 100% do controle da situação da sua equipe.
Desculpa, hein? Claro, claro. Eu acho que assim, ontem o Rayan cumpriu melhor o papel do que sem bola ou com bola, do que, por exemplo, o Rafinha tava fazendo até sair, e do que ele próprio, Rayan, fez no jogo contra o Haiti. Ok. Acontece que o Ryan tem 19 anos ainda. Qualquer jogador nessa idade é inconstante, normal. Então jogar expectativas altas sobre ele numa Copa do Mundo pode não fazer bem a ele próprio.
Posso ser chato com você?
Claro que pode.
Qual é a opção?
Não, você tem opções ali. Não tô colocando assim, eu não tô dizendo que ele deva sair do time não. Não, não acho que ele deva sair do time não. Como eu falei, ele melhorou o funcionamento do time no jogo de ontem. Eu acho que ele deva ser mantido. Agora, a questão é criar expectativas de que ele vá ser a grande sensação, de que ele vai arrebentar. E aí daqui a pouco ele tem uma atuação abaixo, porque é normal para um jogador de 19 anos isso numa Copa do Mundo. E aí de repente virar o barco e todo mundo cair de pau em cima dele.
Eu acho normal para qualquer jogador ter uma atuação ruim e concordo contigo que os mais jovens oscilam mais. Pela falta de experiência. Por outro lado, eu também acho que, eu concordo com você que é injusto colocar carga no jogador tão jovem, uma carga tão pesada. Por outro lado, ele tá ali para isso e ele é um jogador especial e ele é um cara que tem vencido etapas na carreira numa velocidade assustadora.
Eu entendo que o Jean tá falando E isso é absolutamente real, a gente vê isso todo dia, vários dias aqui. Agora, ele sai do Vasco e ele não passou por esse momento na Inglaterra, ele é convocado por isso.
Então eu espero, Eugênio, que ele oscile daqui 6 jogos, lá no sexto, ou quando ele cair, porque ele vai oscilar, porque não seja agora, ele vai oscilar natural.
Acho que tem coisas, né, às vezes o treinador, porque o cara, o Ancelotti, tem 5 jogos se for a final. Sim, cara, você tá vendo, ele não bota o Ryan para jogar à toa. Sim, ele tá vendo no dia a dia, ele tá vendo no treino, na conversa, no comportamento. Tem uns que dão migué até no aquecimento, né, gente? Então a gente tem que ver distância. Não no caso aqui da seleção, não tem isso. Mas eu digo assim, a gente só vê aquecimento.
Então no aquecimento você não vai tirar nenhuma conclusão. Os treinamentos do Ancelotti não são são vistos. A gente não consegue nem conhecer quais são as práticas de Carlo Ancelotti no treinamento, no dia a dia dele, de comissão técnica, porque todos eles trabalham. E ele já chegou a dizer assim que alguns treinamentos que ele fez com a seleção ele queria fazer há muito tempo e não conseguia fazer nem no clube. Então, e ele tem um grupo, isso não tem a menor dúvida, extremamente dedicado, extremamente dedicado.
Até o Neymar mudou. Até o Neymar apresenta uma grande mudança de comportamento que é diferente essa Copa.
Aliás, até o momento a construção do ambiente, nota 10 para o Ancelotti.
Então ele é a principal característica, né? O cara chegar e meter a boca no cara do Ancelotti é muito difícil isso acontecer. Então nós temos um período tão curto, tão pequeno, que vamos imaginar que o Haaland suba um degrauzinho a mais.
Mais.
É isso, mas um degrau, cara. Perdemos o Rafinha, e o Rafinha, imagina se o Ryan conseguir evoluir contra o Japão um pouquinho, no próximo passa pelo Japão, no próximo jogo um pouquinho, Noruega, quem sabe, o Rafinha não volta, cara. Você não tira ele do time, até pela questão pelo condicionamento físico também, que o Rafinha nesse tempo todo vai perder sua condição.
Ainda mais um cara que passou os últimos meses, era nossa discussão de 3, 4 programas atrás.
É mais difícil a recuperação desse cara do que aquele que vem bem, teve um probleminha e continua voando. E são coisas que acontecem, né? O Japão mesmo, quantos jogadores foram?
4.
Mas o Cubo hoje perdeu o zagueiro, o zagueiro que ficou sendo o capitão depois que o Endo não foi.
Durante o Cubo foi agora, foi lá no primeiro jogo, cara. E eles foram controlando, controlando, e eles primeiro, eles são focados E eles são absolutamente focados numa disciplina tática. Isso gera, a hora que ele—
o Kubo não chegou a estrear, não, jogou, jogou o primeiro gol.
Na hora que o árbitro apita, eles vão para o intervalo, cara. Você olhando assim na fisionomia de algum desses jogadores japoneses, cara, o sujeito sai com uma confiança ali dentro de campo. Eles mudaram o perfil deles como jogadores de futebol. Então a gente é preciso respeitar.
Eles parecem, não sei, é legal. Acho que o que é legal é que eles mantiveram tudo que sempre foi atribuído como característica do jogador japonês.
Aquilo que faltava.
Isso, exatamente. Então assim, eles mantiveram a coisa da disciplina, da dedicação, né, de seguir as orientações de uma maneira muito correta. Isso, isso obviamente resulta na tal disciplina tática que a gente tava falando. Só que ao mesmo tempo eles acrescentaram a essas características outras que não eram vistas como características do futebol japonês, né? Inclusive a maneira de jogar, às vezes jogar com o corpo, jogar com mais força, dá um chega pra lá, que faz parte do futebol.
E a maioria, né, Jean, fazendo isso fora da liga.
Exato, exato.
E outras ligas.
Então assim, eu acho que agora existem coisas que são limitações que aí você não tem muito como resolver. Então a limitação técnica. E aí acho que nesse aspecto o Japão foi muito, muito prejudicado por desfalques de 3 jogadores tecnicamente muito bons.
Acho que é maior, os desfalques do Japão pesam mais do que os do Brasil.
Então eu sempre falei, para mim o Brasil, o Brasil perdeu 5 titulares, gente. O Brasil perdeu 5 titulares. E quando eu digo 5 titulares, eu tô falando 5 titulares que no momento em que se machucaram eram titulares. Porque é claro que o Wesley não era um titular da seleção brasileira lá atrás, Mas quando ele se machucou, ele era titular. Militão era titular, o Estevão era titular, o Rodrigo era titular, o Rafinha era titular. Ninguém perdeu 5 titulares nessa Copa do Mundo.
Então, para mim, ninguém foi mais prejudicado que a seleção brasileira nesse aspecto.
Mais de 20%.
E acho que se leva muito pouco em consideração isso quando, né, já estavam ali decretando o mau trabalho depois do jogo contra o jogos. Ah, é um mau trabalho porque a gente vê outra seleção. Gente, primeiro, o ciclo do treinador muito curto, e aí você perde jogadores que eram titulares e que tinham tudo a ver com a maneira como o Brasil jogava. Então o time com Militão e Estevão era um, e depois— então assim, eu acho que ninguém foi tão prejudicado como o Brasil.
Mas em todas as vezes que eu falei isso antes, eu sempre colocava o Japão como segundo, né, como grande candidato a desafiar o Brasil nessa, nessa disputa do mais prejudicado por lesões.
Então, Minamino, Mitoma e o Kubo.
Então, então assim, cara, assim, você tá falando de uma seleção que é tão organizada e que se tivesse a qualidade técnica desses jogadores, aí era, olha, era um time muito, muito difícil de ser batido. Hoje acho que a limitação técnica na comparação com o Brasil, como disse o Eugênio, acho que ela existe, é bem distante a capacidade técnica dos dois times. E a questão física das bolas aéreas que a gente tá falando o tempo todo também, e basta olhar para os jogos também, é porque você olha, é até engraçado, a hora que você vai ver o adversário bater um escanteio contra o Japão, você olha ali para as duplas, né, de marcação ali onde você tem a marcação individual, cara, é uma diferença considerável em geral nos marcadores.
Então acho que são coisas que o Brasil tem que tentar aproveitar. E por isso também o Matheus Cunha, ele pode voltar sim, mas ele tem que estar na área para ser o cara para essas bolas. Quer dizer, quando você joga chegando à linha de fundo, Rayan faz isso, acredito que o Douglas vá tentar fazer mais do que ele pôde fazer, porque ele o tempo todo tava livre pela esquerda e não recebia as bolas. Eu acho que sim. Então o Brasil pode jogar com esses caras chegando à linha de fundo, e aí Acho que você precisa ter o Cunha, eu acho que dentro da área, porque ele é bom nisso.
Só para acrescentar o que o Jean tá falando, a bola parada aérea que tem que ser melhorada atrás, mas eu tenho absoluta certeza que o Ancelotti, sabendo que o Japão é o adversário, vai ter um olhar muito carinhoso na bola parada aérea ofensiva.
É a média de altura do time que entrou hoje, resolveu o jogo, não vai ter tanta preocupação com a defensiva. É bom ficar atento, né?
Mas o time começou jogando atacante do Japão de uma média de 1,82m. Os zagueiros que entraram têm 1,89m, 1,88m, 1,86m, mas saindo daí é um time mais baixo. Sim. Então não é por característica, por exemplo, hoje os atacantes, o Ueda, 1,82m, Maeda, 1,73m, Doan, 1,72m. Digo, não é um time que vai explorar o jogo aéreo, até porque a quantidade de cruzamentos é pequena.
E não é nem característica.
É isso. Então é isso, nisso o Brasil não vai sofrer.
Conseguiram fazer um gol de escanteio na zaga holandesa, que é gigantesca.
E aí é uma estratégia de posicionamento, né?
E às vezes é uma coisa que, porque não é o padrão, né, Eugênio? Não é o padrão.
Mas por que fizeram? Porque com certeza trabalharam muito.
A Holanda seria muito mais perigosa para o Brasil nesse ponto do jogo aéreo, que o Brasil, o jogo contra a Escócia, o placar 3 a 0, ele fala mais alto, mas as bolas que foram à área brasileira e foram cabeceadas eram bolas que uma equipe um pouco mais, com mais recurso, faria o gol no Brasil. E isso é perigoso. Então esse tipo de situação na zaga do Brasil precisa ser resolvida, porque tem o Danilo ali, tem o Marquinhos, tem o Gabriel Magalhães.
E eu não tô falando de bola que pega as costas do lateral, eu tô falando de bola cair no miolo da zaga, né? Onde a atenção devia ser muito maior. Ainda tem o Casemiro, quer dizer, é um quarteto assim que no jogo aéreo tem que levar vantagem, não dá para estar em desvantagem como a gente viu. Então o Japão não vai ser esse o grande perigo, também não dá para, né, não tô nem aí. Agora, o que o Brasil tem é nesse crescimento, acho que o jogo, a estreia contra o Marrocos foi muito nervosa porque obviamente todo mundo sabe que é o time mais forte.
Forte.
Você começa, você não tem uma possibilidade de começar jogando com mais fraquinho, depois vai crescendo e tal. Você já começa com a pancada muito forte. Então isso acho que botou o Brasil numa rota de mais tranquilidade, apesar de que a partir de agora é mata-mata, tem prorrogação, pode ir para casa, pode cair. Isso vale para o Japão, vale para o Brasil, vale para todo mundo. Agora perdeu, já é preciso ter muita atenção.
Agora a gente vai Eu acho que eu tenho— espera um pouquinho, Vini, temos que fazer um break porque eu— perfeito, porque é o seguinte, o tempo passou. Eu olhei aqui, já são quase 10 para as 11, voou o tempo aqui nessa conversa. E a gente tem que falar da Holanda ainda, mas depois a gente vai para o YouTube ficar mais uma hora, a gente vai retomar um pouco esse assunto de Brasil e Japão. Vai ter o Gustavo Hoffmann com a gente também, que acompanhou o coletivo e tudo, a gente vai poder falar mais.
Vini Júnior.
Vamos falar de Vini Júnior. E também no YouTube a gente vai falar da classificação incrível de Equador. Aliás, Eugênio Léo trazendo uma notícia importante para quem é do Equador.
O presidente da República lá do Equador, Daniel Noboa, decretou feriado nacional amanhã para comemoração da vitória sobre a Alemanha.
Está certíssimo, já na quinta-feira, a partir de hoje.
Na segunda-feira, né?
Tabela maravilhosa, merecidíssima. A gente vai falar sobre isso, demais a classificação, a classificação, que baita história, né? A gente vai contar, vai falar sobre isso no YouTube daqui a pouco, viu?
A gente tá vendo um fim bem triste de um dos maiores jogadores da história.
Vamos falar do Neuer também, que hoje é difícil, e hoje tomou um gol do Plata ali que não dá para tomar. A gente fala sobre isso daqui a pouquinho. Vamos falar um pouquinho da Holanda antes da gente fechar aqui na na ESPN, classificação também, vitória sobre a Turquia. Em dado momento do jogo, a Holanda apareceu, fez 2 a 0.
Estranho, né?
Eu posso ser muito sincero?
Fala, você não assistiu o jogo?
Você não viu o jogo?
Eu foquei completamente no jogo do Japão.
Eu dei 10% de atenção para Holanda.
Você viu muito, William?
Eu tava olhando muito.
Eu confesso a vocês que, claro, o foco tava mais em Japão e Suécia, mas o jogo da Holanda começou a me chamar atenção porque logo de cara a Holanda faz 2 a 0. Foi bom, já sabia, né? Vai fazer 3, vai fazer 4, vai fazer 5. Só que aí a Holanda começou a perder oportunidades, começou a finalizar, e eles começam, sabe aquela coisa, o jogo tá fácil, é um toquinho a mais, é um driblezinho a mais, vai cruzar, tenta um corte, na hora de chutar tenta um passe de efeito. Eles começaram a adequar.
É, e aí isso contra o Haiti, pegada Marrocos.
Sabe o que tem de tomar um gol? E com o que tava acontecendo no jogo do Japão, tava correndo risco do Japão fazer mais um gol e ficar em primeiro lugar no grupo.
Deram uma acelerada, fizeram 3.
Aí eles falaram, opa, titubeamos aqui, vamos dar uma aceleradinha, 3 a 1. E aí depois do 3 a 1, de novo, toquinho para lá, toquinho para cá, me engana que eu gosto, toque-me boa.
É aquelas coisas, é aquele ritmo de treino, exatamente. O detalhe aí é o Memphis, né? O O Memphis entrou 77 minutos. O Memphis até agora, até você poder esperar, pôr esse jogo, ele vai dar o segundo tempo para o Memphis. Para, e eu acredito que o Ronaldo Cuma não tenha nesse momento a menor confiança para colocar o Memphis.
3 jogos dá 45 minutos de Memphis?
Ah, eu posso olhar para você. Nesse daqui, 45, nesse daqui foram 13 minutos, né? 13.
Eu te falo, já muito, né?
Temos aí a mão só para mostrar.
Vamos lá, contra a Suécia, contra a Suécia, o Memphis entrou 72.
Então foram 18, 18 mais 13, 31.
31, faltando 14, faltando 14. E no primeiro jogo contra o Japão, o Memphis, o Memphis entrou aos 70.
Então mais 20, deu 51, mas os acréscimos, 61. 60 minutos de méritos.
Acontece o seguinte, né, eu acho que muito em função das questões físicas dele e do resultado, ele hoje é o terceiro na fila.
É isso aí.
E o Malen e o Brobbey, embora os dois estejam jogando juntos, né, na posição, jogaram juntos hoje, mas nem sempre podem jogar junto.
E ele é o seguinte, ele foi para Copa se recuperando no Corinthians nessa reta final para jogar o Mundial, e corre de voltar para o Corinthians, se voltar, né? Tem um problema aí no contrato dele. O contrato termina em julho, mas a inscrição dele no Brasileirão já venceu.
Então preciso conversar com o Memphis para estender o contrato dele até agora, dia 30, né?
Então, mas ele tem que terminar. Uma coisa é o contrato que ele assinou no papel, a outra é o BID dele. No BID CBF ele já não pode jogar. E o Memphis vai voltar se recuperando, entendeu?
Foi para Holanda se recuperar, não conseguiu. Gente, Holanda e Marrocos, do que a gente viu de Marrocos, do que a gente viu de Holanda, a Copa da Holanda é muito mais forte. Mas é pau a pau, a Holanda é bem favorita.
Eu acho a Holanda favorita. Não vou nunca bater martelo com nada nessa Copa do Mundo. Não dá para garantir a volta do Neymar.
Você que é TikToker durante o Dia de Páscoa, a Holanda é mais favorita contra o Marrocos do que o Brasil contra o Japão? Se é que o Brasil é favorito contra o Japão?
Não, não diria.
Brasil é favorito contra o Japão?
Acho que sim. E eu acho que talvez seja numa proporção parecida com que a Holanda é em relação à seleção de Marrocos. A Holanda é muito forte, não dá para considerar o jogo de hoje. A Holanda fisicamente é um time que tem porte, é um belo duelo de Gakpo contra Hakimi, a gente assistiu, muito bem organizado coletivamente e tecnicamente tem vários bons jogadores, jogadores de alto nível no seu meio-campo, no seu ataque, que podem fazer diferença.
Me parece um time que tem condições de chegar longe nessa Copa do Mundo, não sei até quando Mas aliás, a Holanda não é novidade nenhuma, né? Nunca foi campeã, mas tá cansada de chegar semifinal, final.
Aliás, só dizendo, tem condições de chegar longe na Copa do Mundo mesmo, porque se ela passa por Marrocos, ela pega o vencedor de África do Sul e Canadá. Nossa, ou seja, quer dizer, para Holanda, e eu tô muito com—
passou agora, tá nas quartas.
É, praticamente a gente pode quase que afirmar isso, né?
Verdade, né, rapaz?
Tô vendo aqui, se ela passar, se passar de Marrocos. Eu acho que esse jogo é um jogo de risco, não vou dizer, eu acho que é um jogo assim, esse é um confronto bem legal. Ao mesmo tempo que Canadá e África do Sul não é um confronto bem legal, esse Holanda e Marrocos vai ser um jogo bem legal.
E se ela chegar, e ela chegando nas quartas, aí o adversário pode ser a Alemanha. Precisa ver se a Alemanha vai pegar Paraguai ou não, né? Talvez ela vai passar. Aí nós temos já uma situação mais complicada, né?
Legal é que o Marrocos Marrocos fez o melhor jogo dele até agora no Mundial contra a melhor equipe que ele enfrentou, que é o Brasil, no primeiro jogo. Depois, Escócia e Haiti, nada bem contra adversários chatos para jogar. Se não, não. E se bem que o Brasil foi desestruturado, nervoso, as coisas não funcionaram bem, sobretudo no primeiro tempo, mas Marrocos entrou com um comportamento muito favorável para um confronto contra um grande do futebol.
E agora ele tem que ter o mesmo entendimento contra a Holanda. Então pode ser um jogo muito melhor do Marrocos do que esse que a gente viu contra a Escócia e contra Haiti, não foi nada bem.
Não, eu só me pergunto o quanto que é, porque o grande momento de Marrocos contra o Brasil, porque também eu vi muita gente falando como se Marrocos tivesse, foram 30 minutos, avassalador com o Brasil o jogo todo, foram 30 minutos que eu não sei o quanto a gente não pode atribuir mais colaboração ao Brasil, ao nervosismo dos jogadores. Isso foi admitido até pelo próprio Ancelotti depois na entrevista coletiva. Então assim, eu não sei o quanto esses 30 minutos dos sonhos do torcedor marroquino não tem a ver mais com o que a seleção brasileira mostrou de fragilidade naquele momento do que exatamente com as qualidades de Marrocos, porque essas qualidades de fato a gente não viu nem contra a Escócia e nem contra o Haiti, ainda que o time seja bom tecnicamente.
Uma mudança que o mata-mata proporcional é o seguinte: a partir de agora tem prorrogação e pênaltis.
Isso.
Então nós podemos ver equipes entrando contando com isso, uma posição, uma postura. Eu não acredito que o Marrocos fará isso, mas posturas um pouco mais defensivas para jogar naquela bola, aquela única bola, aquele chutão para frente, velocidade do atacante escorregando o adversário, um cartão vermelho que pode surgir numa jogada mais rápida e contando com prorrogação e passando em pênaltis. Então nós podemos ver um comportamento um pouquinho diferente de alguns times, alguns só tem esse caminho.
Temos que fazer um intervalo, mas antes um convite para você, meu amigo, minha amiga. Amanhã só tem França e Noruega, bom, França e Noruega logo à tarde, e depois tem Espanha e Uruguai. E o Equador meteu uma pressão para cima do Uruguai agora, viu? Vai Uruguai, tá vexando! Mas Uruguai amanhã não favorita. Espanha é bem favorita, né? Mas Uruguai precisa de resultado. É verdade, e foi de virada, mas jogou pressão porque Uruguai tá devendo futebol.
Mas olha o tamanho dos dois jogos de amanhã. Você acompanha na Kazé TV, no Disney Plus, a Copa do Mundo, todos os jogos ao vivo. E amanhã tem linha de passe, linha de passe amanhã às 11 da noite, certo? Às 11 da noite. Só lembrar, Alemanha cumpria a tabela, aí A Espanha não, a Espanha não cumpre tabela, a Espanha tem que ficar ligada. E amanhã rola um Cabo Verde aí que também pode, pode surpreender, pode chegar. O Linha de sábado, na realidade, ele é domingo. Ele começa 1 da manhã e termina às 3, é pós-jogo da Argentina.
Ao final de tudo, ao final de tudo, a gente vai arrematar.
Ó, vai ser complicado para caramba, madruga a linha, você vai ver. Vamos para o YouTube, vamos para o TikTok, vamos para o intervalinho.
Vai ter beliche aqui, colchão.
Pegar uma mensagem aqui, vou ler agora depois quando a gente for direto para o YouTube. Então é o seguinte, termina aqui na ESPN, mas continua no Disney Plus, continua no YouTube, continua no TikTok. Mais uma horinha de Linha de Passe, a gente vai falar do bravo Equador, a gente vai falar um pouco mais de seleção brasileira porque tem o confronto com o Japão, voltar um pouco um pouquinho no assunto com Gustavo Hoffmann. Fique com a gente que tá imperdível. E o Thiago Duarte aqui diz: Birner ditador. Sim, abre aí o nosso YouTube.
Mas leu o que tá escrito em cima dele? Aí você não lê.
Birner não liga para esses Manés, você é o melhor!
Sabe, tem de todo tipo, tem todo tipo de maluco. Obrigado pelo elogio.
É isso aí, não liga para os manés.
Não vai ler o do Gustavo Santos?
Não, não lê, não lê, não lê, não lê, não lê.
Te avisei, tá vendo que eu vou ser legal com você?
Não, eu sabia, eu li antes. Eu ia falar, Gustavo, não dá para ler sua mensagem. Pedro também aqui dando risada. Birner, Brasil 3, Japão 0, me cobre no madrugadinha.
Luciano Rui de Lima, Grande abraço. E o Guilherme fala que vai ser o pernoitão do Linha.
Pernoitão do Linha.
Pernoitão.
Pernoite.
O NFL pede também porque a minha permanência— exatamente o que escreveu.
Pernoite, graças a Deus.
Ó, o Adilson Lucero Pereira falou que o Brasil vai atropelar o Japão.
Linha de passe na madrugada. Faça o discurso do Pedro.
Felicidade geral.
O UOL Dog Show já colocou a ordem das seleções na Copa do Mundo, como vai acabar.
Fala aí, vamos ver.
Nosso povo pula. Da décima para primeira?
Pode ser, vai lá.
Décima, Uruguai. Nona, Portugal. Oitava, Espanha. Sétima, Inglaterra. Sexta, Alemanha. Quinta, Brasil. Quarta, Messi Futebol Clube. Terceira, Colômbia.
México vai ser o quê?
Messi Futebol Clube.
Segundo, entendi, México.
Eu falei Argentina, essa seleção.
Segunda, Noruega.
Primeira, França. Ou seja, a final vai ser França e Noruega segundo esse. Bom, se a final vai ser França e Noruega, eu não sei. Eu só sei que o Equador se classificou de uma forma histórica.
Obrigado pelo apoio, Iago Ferreira. Agradeço muito.
Tanto é, Jean Wad, que vai ser feriado amanhã. O Eugênio já trouxe a informação. Informação, feriado, curtir, porque foi épico, né?
Vai, foi, não é valorizar o épico, foi, não é exagero não, foi, acho que assim, foi a coisa mais legal do dia, né? Foi um jogo legal, foi, eu até achei que a Alemanha ia poupar, achei inclusive um equívoco, porque eu acho que quando você tá numa Copa do Mundo, se você pode ter essa vantagem física antes de um mata-mata, faz sentido você ter essa vantagem física. A Alemanha abriu mão disso, deve estar considerando, né, que seus jogadores estão todos muito bem preparados e prontos para jogar.
Mas mesmo com o time titular, e aí eu não sei se tem alguma coisa, é jogo de Copa do Mundo, então é difícil imaginar que os jogadores, apesar de ser um jogo com a Alemanha já classificada na primeira colocação, sei lá, tira o pé, não joga sério, porque todo mundo quer fazer história num jogo de Copa do Mundo, né, independentemente dele muito ou não para classificação. E acho que mesmo com o seu time titular, o fato é que a Alemanha não conseguiu ser superior ao Equador. Acho que a vitória do Equador foi justa.
E não que ela não tenha lutado, ela lutou até o final.
Então eu não tive essa impressão justamente de, ah, tô nem aí para esse jogo e tal. Eu acho que a impressão que eu tive é que a Alemanha sim lutou e quis e foi tentando buscar empate, pressionou no final, mas a vitória do Equador foi justa. O Equador produziu muito ofensivamente mais uma vez, não foi a primeira. Agora, claro que produzir contra Curaçao é muito mais fácil do que produzir contra a Alemanha. O problema vinha sendo colocar a bola para dentro.
Uma dessas entrou com gol de Duplata, que inclusive joga no futebol brasileiro, no Flamengo, e o Equador se classificou. Eu acho completamente justo, não só pelo que foi o jogo, mas pelo que o Equador jogou nas 3 partidas. As 3, o Equador jogou uma boa primeira essa fase. E talvez, acho que a Suécia também é um bom time, né, mas talvez dos 3, por como o Equador se defende, talvez dos terceiros colocados o Equador possa ser o adversário mais difícil que alguém aí vai ter que enfrentar.
Confesso que não olhei muito ainda em que grupos o Equador pode, pode cair, em que grupos, em que chaves o Equador pode cair, quem ele mais provavelmente vai enfrentar. Mas acho que não é um adversário simples não para quem for pegá-lo. Eu sei que a Inglaterra é uma das possibilidades, mas a Inglaterra ela tem a questão de que se passar alguém do grupo lá de Cabo Verde, se não me engano, na terceira colocação, Uruguai, é o último. Não, não é, acho que é o grupo do Uzbequistão.
Tô tentando chegar aqui, nós vamos chegar aí porque essa conversa vai render. Aqui, amigo.
Qual que é o grupo do Uzbequistão? É o grupo K: Colômbia, Congo, Uzbequistão e Portugal. O terceiro deste grupo, se passar, obrigatoriamente pega a Inglaterra.
Hoje é o Congo com ponto.
Hoje é o Congo com um ponto. Mas justamente como o Congo tem um ponto, que assim, o Congo tem tudo para ganhar do Uzbequistão, acho, né? E aí ele vai para 4, ele pode se classificar assim em terceiro. E aí e aí pegar a Inglaterra, que acho que seria muito melhor para Inglaterra pegar Congo do que pegar o Equador. Acho o Equador um adversário difícil para quem for enfrentar.
Começou devendo pontos, é o segundo melhor terceiro colocado aqui, 4 pontos também, saldo zerado igual a Suécia. Só é o segundo porque fez menos gols.
Classificado ele já está, né?
Já tá, não, já tá, já foi, já era. Tem até a telinha, essa telinha tá atualizada, tá, gente?
O Equador vem jogando futebol competitivo desde a eliminatória retrasada, no mínimo assim.
Segundo, né?
A seleção que tem alguns jogadores de boa técnica, muita força física, é bem treinado pelo BKT. É o time assim que a torcida tá enlouquecida. A festa foi linda hoje no estádio. E eu, para mim, é um adversário mais duro do que a seleção da República Democrática do Congo, porque é mais time tecnicamente assim. Eu acho que tem mais virtude, por mais que o Congo esteja fazendo uma bela Copa do Mundo. Só queria falar um negócio sobre a Alemanha.
Que é muito do time despreparado.
A Alemanha tomou gol nos 3 jogos e eu não lembro se quem falou foi o Calçade que falou, foi o Jean que falou ontem. Tomar gols em Copa do Mundo, o Léo, tomar gols em Copa do Mundo, assim, quem toma muitos gols não tem vida longa na Copa, não tem como, é muito difícil.
A Argentina é exceção, fez 7, mas tomou 1 de coração.
Tomou gols nos 3 jogos, tomou gol de todo mundo.
Não, mas é um time que tem fragilidades defensivas, é um time que joga muito muito exposto, muito aberto. Ele segura o Kimmich para fazer uma linha de 3 na saída de jogo ali, fica com o Tah e mais um zagueiro. Era o Schlotterbeck que fazia um dublê de zagueiro pela esquerda barra lateral, porque o lateral joga na linha avançada. O time que joga, gosta de jogar com posse de bola no campo de ataque, com muita gente no campo de ataque, muita gente no campo de ataque.
Ficam só os 3 aqui e um zagueiro e um volante. E a partir daí perdeu a bola Tá, não tem essa recomposição rápida. Os zagueiros, o Rüdiger entrando no lugar do Schlotterbeck, melhora um pouco essa velocidade, mas o Tá não é exatamente um zagueiro de velocidade. O Kimmich, você joga a bola na frente, ele é muito técnico, joga a bola na frente, você vai ganhar dele. Então a Alemanha tem questões de recomposição defensiva porque tem uma proposição de jogo ultra ofensiva, com muita gente ocupando o campo de ataque, e perde a bola com uma certa facilidade.
Esse é o grande problema. Isso é um desenvolvimento de jogo coletivo, de noção de jogo, que demora. É o jogo mais falhado.
Algumas coisas assim, ele insiste com Havertz e Musiala por dentro como os dois homens mais avançados.
Eu gosto.
É, o homem gol do time dele é o Denis Undavi, que saiu do banco nos três jogos. Nos dois primeiros ele entrou, conseguiu fazer gol. Hoje, diante de uma defesa muito forte, e esse é o grande, a grande questão do Equador. O Equador, ele é um time que não tem um bom ataque, a definição das jogadas é normalmente ruim, especialmente quando cai no pé do Enner Valencia, ele erra muito.
Até que o Equador só tem 2 gols, os 2 de hoje.
Exatamente. Mas do meio para trás é muito difícil superar o time do Equador.
Páez, Hincapié, vocês estão falando de jogadores do mais alto nível do futebol mundial. Mas tudo bem, eles não são tudo, né? Ficou faltando Mas assim, mas eu esperava mais, eu esperava. Se eles fizeram hoje foi maravilhoso, né?
Mas se você olhar os outros dois jogos, eles perdem para Costa do Marfim no finalzinho do jogo, praticamente no último lance. É um 0 a 0, tava equilibrado, e aí entra um zagueiro que arranca pela lateral, vai embora, e aí abre um espaço, sai o gol.
Depois eles dominam mais que a Costa do Marfim. Eu acho que eles jogaram mais, eu acho que eles jogaram mais no primeiro jogo que a Costa do Marfim. E contra Curaçao, aquela coisa, né, Eugênio? A gente teve vários roteiros de jogos como este do Equador com Curaçao na Copa do Mundo, de um time massacrando o adversário, criando a maior atuação de um goleiro na Copa até agora, né?
Recorde de defesas em tempo corrido, sem contar prorrogação, de um goleiro em toda a história da Copa.
Ontem alguma que foi, qual que foi?
Tanto jogo, cara, é uma loucura ficar. Pera aí, ontem a gente teve uma 15, né? Ontem foi Marrocos.
O número de defesas não, mas na qualidade das defesas eu achei ainda superior.
Ontem a gente teve Suíça e Canadá.
Não foi. Vamos lá, vamos lá.
Outro jogo, bom, teve Bósnia e Catar também, não foi, foi 3 a 1. África do Sul e Coreia do Sul. E o jogo do México contra a República Tcheca.
Então não foi ontem, foi, daí eu vou descobrir. Eu vou buscar.
Não, não foi o jogo em 32, um jogo absurdo.
Mas assim, é que o Equador, assim, embora os resultados não tenham sido os ideais nas rodadas, ele teve bom rendimento. E hoje ele mereceu, ele jogou melhor que a Alemanha, ele enquadrou a Alemanha. Sofreu um gol logo no início, no lance muito discutível, mas é, mas logo depois ele vai para cima, controla o jogo. Só que tem uma dificuldade gigantesca quando chega na hora de finalizar na entrada da área ali, porque realmente há muita dificuldade.
Lembrou algo que ia passando, né?
Eu sei que você tava esperando para falar, por isso que nem entrei a fundo no negócio.
Eu só dei uma assistência aí na tua telinha de serviço.
Hoje, com um pé alto assim, que inclusive toca ali, ou seja, aquilo é absurdo validar aquele gol. O jogador tem, faz uma falta e a árbitra deixa passar, e o VAR morto, morto, mortinho. Ontem também no jogo do Brasil, são dois momentos em que o Brasil é o VAR que chama e dá ao árbitro, pelo menos é o que a gente percebeu, dá ao árbitro a imagem que realmente parece que foi falta do Vini, e o replay quando volta para o jogo vem com a imagem certa.
Do outro lado, aquilo é um absurdo. E hoje, hoje foi um negócio assim que muito estranho. Eu ficaria preocupado. Aliás, eu acho que tanto presidente da CBF, algumas federações precisavam chegar no Infantino, falar: Infantino, o que que tá acontecendo? Porque tá muito estranho. Para mim tá estranho. Por que que tá estranho? Você pega os árbitros, leva lá os esses caras, tal. Aí você cria uma série de novas regras que vai estrear no Mundial.
Esses caras e esses homens e mulheres estão agora, mulheres também, estão confinados e confinadas, sós, tendo as regras ali, né, buriladas, e aquele tempo todo, todo dia, né, com as condutas bem estabelecidas, e algumas delas que a gente só encontra no Mundial.
Posso te dar uma resposta já? A CBF passou que protestou junto, informação do Pedro Ivo Almeida, tá, mandou para nós, que protestou junto à FIFA pelo gol anulado do Vini Júnior. Protesto institucional, caráter mais de posicionamento, sem desgaste com a entidade, mas precisando registrar o incômodo. Classificaram o erro como algo muito fora da curva, muito fora da curva.
Exatamente, é preciso dizer isso, que não passa atenção. Ontem e hoje não passa por interpretação. Isso são fatos.
Eu tô plenamente de acordo com o Calçade. Só, só para dar informação que o Marcos Alves mandou no chat do YouTube, foi o goleiro do Congo no jogo contra a Colômbia, que foi um absurdo.
Foi bem lembrado, foi um absurdo total.
Para mim foi a maior atuação de um goleiro na Copa.
Loucura total.
Só para voltar no tema do Calçade, eu tô plenamente de acordo. São dois lances que são inaceitáveis. Agora, é louco porque eu acho que o lance do Vinícius Júnior, ele vai, ele é mais contraditório com tudo que a gente tem visto nessa Copa do Mundo. Por que eu tô dizendo isso? Porque nessa Copa do Mundo o VAR tá omisso mesmo. E eu até já falei aqui, eu gosto do VAR omisso, não a ponto de ser omisso no gol de hoje da Alemanha, que aquilo ali é um absurdo.
Quer dizer, o cara não é que ele levantou o pé, não é que foi um pé alto, né? Ele enfiou o pé na cabeça do jogador do Equador e o VAR não chamou. Aliás, a árbitra tava grudada também, grudada frontal, não sei como ela conseguiu não ver aquilo, deixou passar. E o VAR, fazendo o que ele tem feito na Copa do Mundo inteira, tá sendo mais omisso, tá deixando passar. Eu sou favorável a um VAR que só se meta quando é indiscutível, como era o caso.
Agora, o caso do Vini é o mais maluco para mim Sim, porque foi o contrário. Quer dizer, porque o VAR foi um VAR brasileiro, no sentido, não obviamente para ajudar a seleção brasileira, ele foi contra o Brasil, mas parece que tinha alguém do Campeonato Brasileiro no VAR, aquele desejo de se meter e achar alguma coisa. Então a mim chama mais atenção até a intromissão do VAR no jogo do Brasil para anular o gol do Vinícius do que a omissão do VAR hoje no no gol da Alemanha.
Que o Infantino tá nem aí para os presidentes de confederação, embora eles votem no Infantino, né? E votem, o voto é deles. Em algum momento ele tem que agradar um pouquinho, e ele agrada com vagas para o Mundial. Claro, então aí fica todo mundo no bolso ali. Mas é preciso se posicionar, porque é algo totalmente fora da curva, estranho. Não, quando cabe interpretação, a conversa morre, porque Você pensa de um jeito, ele do outro, e acabou.
Mas nesse caso de Brasil e de Equador é um negócio muito estranho, muito estranho. O VAR chamou para tirar o gol, o árbitro caiu nessa, e o VAR ali protegeu a Alemanha. E o Equador então foi escandalosamente— merece o feriado, merece, merece o feriado, porque ganhou da arbitragem. O cara é considerado 3 gols, exatamente, de virada. E ainda foram roubados, né? Uma expressão mais simples no mundo do futebol, e cabe muito bem.
Foram roubados, sabe, cara? É como latereio, foram roubados, né? Latereio, não é isso que você gosta?
Latereio. Aliás, você é favorável ao termo latereio? Eu odeio, mas a gente imaginava.
Absolutamente nada contra.
Ele é parente do chutamento.
Chutamento. Olha, o que era Muricy Ball foi Cuca Ball. Vai mudando o termo, né?
É Copa do Mundo, Copa do Mundo.
Para quem não sabe, latereio é quando o cara cruza, é o Cuca Ball, escanteio, vai fazer lateral como se fosse escanteio lá, joga lá na área.
Hoje tivemos, mas porém muito mal executados. O Birner, você puxou um outro assunto que não era o latereio, e o Jean tava falando aqui de grandes exibições de goleiro. Goleiros, goleiro do Congo, o goleiro do Japão é muito bom, Suzuki, hoje fez duas defesas incríveis. Tivemos grandes exibições de goleiro, porém o maior de todos os goleiros da Copa, esse aí parece que vai fechar a Copa, a não ser que no mata-mata ele volte a ser o que ele é.
Para alguns é o melhor goleiro da história, alguns discutem isso, e não, e não recriminando, não tem história para isso, tem conversa, tem muita conversa aí. Ele fez uma temporada, quase respondi.
É o Neuerzinho.
No final da Bundesliga havia uma discussão, eu não sei qual que foi a conclusão, eu acho que renovou, que o Neuer pensava se ia ou não renovar o contrato.
Renovou, né?
Por causa do nível de jogo que ele vinha apresentando. Ele falhou muito mais esse ano do que eu jamais vi. Tô falando em jogos de Bundesliga, em jogo de Liga dos Campeões, E na Copa do Mundo ele não tá bem. Ele teve falha no outro jogo. Para mim, o primeiro gol não foi legal. E o segundo gol, assim, um lance assim que mais me estranha de tomada de decisão do goleiro, porque não era uma bola para encaixar, é uma bola para chegar, dá um murro na bola, tira o adversário da frente, joga a bola para longe, né?
E por isso o Plata inteligentemente fez o gol. E esse cara que vai à Copa do Mundo como uma referência numa seleção que tá sendo reconstruída, com alguns jogadores jovens que ainda precisa achar o seu melhor jogo coletivo, como o próprio povo alemão avalia, para mim é nesse momento o jogador mais vulnerável da Alemanha.
É uma convocação que em algum momento chegou a ser questionada se ia ou se não ia acontecer.
Pode calar minha boca, eu não vou restar na Copa do Mundo, falou até o momento.
Ele é o Neuer, cara, ele pode ser coletivo mesmo.
Afastado da seleção. Não é que ele chegou a ser questionado, ele não participou de todo esse processo. Era o Baumann, o goleiro que tá na reserva dele. É que o Baumann tá lá, não tem o nome. É aquela história de jogar com o nome, sabe? Acontece muito isso. É, ele fez uma boa— ele não que ele tenha feito uma boa temporada. Inclusive eu trouxe esses números aqui no— quando ele foi convocado no Mundo F, ele teve a menor a menor nota média de um goleiro alemão em todas as ligas europeias, as principais ligas europeias, de um goleiro alemão.
Teve a menor de todas. Então ele não teve uma boa temporada individualmente, mas o Bayern teve uma boa temporada e ele estava presente até o final, foi campeão alemão.
Mas contra machucado, né, também no meio da temporada.
Sim, mas ele chega em altos estágios da Liga dos Campeões com o Bayern jogando bem e tal. Então o nome dele fez aqui e ali uma outra defesa.
Então acho que na verdade para mim esse é o Esse é o ponto. Eu acho que o que ele fez contra o Real Madrid não foi uma outra defesa, né, Eugênio?
Sim, mas é um jogo pontual.
Eu sei, mas ele teve uma atuação absurda no momento em que o jogo de volta ele tava louco para entregar, né? É verdade, mas ele fez assim, é uma atuação que tá todo mundo olhando, porque um jogo entre Bayern de Munique e Real Madrid na Champions League é um jogo que todo mundo que ama futebol vai assistir. Aí chega este jogo, o Neuer tem aquela atuação, e é um jogo, é um jogo Tipo Copa do Mundo e o goleiro titular tá mal. Eu sei, mas assim, o que eu tô querendo dizer é que se tivesse Ter Stegen no gol, provavelmente ele não teria se desaposentado e seria uma outra história.
Seria o goleiro do ciclo se não tivesse machucado consequentemente, né?
Foi até para o Girona para tentar jogar e se machucou lá também.
Então assim, eu acho que passa muito pela representatividade do nome Noia. Pô, é o Neuer, vamos chamar o Neuer. Já tinha se aposentado da seleção, já tá numa idade diferente, não, mas vamos trazer o Neuer porque ele é o Neuer. Não sei se teve pressão pública, se as pessoas na rua pediam, se os cantores encontravam com o Nagelsmann nos bares e pediam o nome do Neuer.
Você sempre faz essas indiretinhas para a mesma pessoa, né? Você vira e mexe, você vê essas ideias. Ele consegue sempre levar para um lugar muito bom, mas é muito bom.
Eu tô falando da seleção alemã.
Sabe aquela pessoa que é vítima da polêmica?
A convocação dele para Copa do Mundo.
E você é muito desagradável porque ele faz isso com essa delicadeza, porque alguns não percebem, né? Em geral, aliás, aqueles que não percebam, é o que ele Não, alguns não percebem. Então ele faz com essa sutileza e você vem aqui e escancara a estratégia do Eugênio de falar apenas para alguns e outros não entendem.
Os parças do Neuer foram ao Instagram.
Não sei se ele tem parças, não sei. Eu não acompanhei esse processo, né, tão de perto na seleção alemã, mas tenho certeza que ele foi levado porque ele é um goleiro histórico, icônico, é realmente É indiscutível tudo que ele fez na carreira dele, mas o momento dele não é um momento bom.
Na Alemanha, Parçolândia não existe.
Como seria parça em alemão?
Você que falou, não tenho a menor ideia. Seria uma palavra muito grande, isso eu tenho certeza. Juntas 5 palavras, uma palavra só muito grande, respeitando obviamente.
Pela praia de defesa.
Isso eu vou descobrir aqui. Isso eu vou descobrir.
Procura parça, que é um livro.
Eu vou descobrir.
Não, fala, o Calçadinho.
Cara, acho que a Alemanha já vinha com esse problema, não é dessa Copa. Ter Stegen em alguns momentos chegou a ficar p da vida de jogar, jogar, jogar. Ele teve momentos brilhantes no Barcelona, é um dos goleiros talvez o mais frio do mundo. Quando você toca a bola para ele dentro da área, ele é tão frio que ele quer driblar o atacante, fazer de tudo. Mas ele teve problemas graves no Barcelona com contusões, acho que foram duas.
Depois Girona para jogar a Copa também. Então a Alemanha hoje tem que se reconstruir, mas a partir da outra Copa agora é Neuer ou Baumgartner, vamos ver o que acontece. Mas é um perigo, não, eu acho que aquele cara de confiança incondicional extrema, né, no time já fica um pouco questionável.
Você quer tentar ler o nome?
É, como é que você tira?
É lógico que essa expressão não vai existir na verdade, mas só pode traduzir.
O México convocou o Ochoa, o Ochoa entrou no jogo ontem para entrar na 6ª Copa, copo, mas ele é reserva.
É homenagem.
É isso, tinha uma situação que permitia, né?
Não, mas aí você colocou, não colocou parça, você colocou puxa-saco.
Mas como assim que eu traduzi a informação?
Você escreveu aí puxa-saco, o cara colocou.
Foi muito bem, você conseguiu melhorar ainda o negócio que ele fez. Dá para aproximar e foi buscar em alemão como se escreve puxa-saco.
Já sabe o que é parceiro, vai ficar parecendo que é o caso, que é que será casado.
Como é que é que tá escrito, Eugênio?
Arkushkushen.
Arkushkushen. Arkushkushen.
Ah, tá cheio de Arkushkushen. Tá cheio de Arkushkushen português. Mas tem Arkushkushen.
Você gostou do jeito que eu tentei traduzir a coisa? Não é o Brasileirado, é o alemão.
Você foi bem traduzindo, principalmente traduzindo parça.
O português, né?
Puro alemão anônimo.
Ótimo, perfeito.
Tinha que entender.
E aí você já deixou, vocês cancarou. Tá difícil fazer Portugal entender nosso português, que é cheio de detalhismos.
Olha, o negócio é o seguinte, a gente tá com a enquete aqui no nosso chat: após falhas na temporada e na Copa, Neuer não é mais o mesmo? Sim, já passou o tempo dele, 63%. Não, ele ainda é o Neuer, 37%. Para encerrar esse assunto aqui, Alemanha-Equador, foram os equatorianos que votaram. Para encerrar rapidinho esse assunto, Alemanha-Equador, a gente fala um pouquinho dos chaveamentos aqui já definidos. Daqui a pouco tem o Hoffman também, estamos aguardando aí o Gustavo Hoffman participar do Linha de Passe.
Ele tem 5 minutos.
Não, a gente vai até a meia-noite.
É verdade, já tava tenso, tava tenso pelo Gustavo.
Já pediu para pedir brincadeira, vai sair voando ali.
Ufa, ufa, Gustavo! Ainda bem. Eu já mandei mensagem para ele, falei, cara, vem, entra.
Não, ele já tinha, a moto já tá ligada, mas é uma preguiça também.
Já pega uma moto para ir daqui até ali.
Mas é para não perder o jogo, né?
Tá perfeito. Ó, vamos lá, eu sei que ainda vão ser definidos os chaveamentos, a gente não sabe quem a Alemanha vai pegar, pode ser o Paraguai, enfim, a gente não sabe qual vai ser o adversário do Equador, pode ser Inglaterra. E aí Alemanha para Paraguai, Equador para Inglaterra, é é complicado. Mas assim, olhando, olhando o que as duas equipes apresentaram, na opinião de vocês, o que que é mais provável acontecer? Que que é o Equador surpreender ou Alemanha decepcionar?
O que é decepção na Alemanha para você?
Decepção é de repente ela cair nas oitavas.
Nas oitavas é normal ela cair porque a França Não é decepção, é o padrão.
Que eu tô falando, a gente não sabe chaveamento ainda, né?
Mas é que eu acho que assim, só se alguém tiver aqui, pra gente chamar de decepção, ela precisaria cair na próxima fase. Eu não sei quem pode ser adversária da Alemanha, mas é um terceiro colocado. Então não acho que esperar terminar tudo pra saber, precisa esperar terminar tudo pra saber. E vai ser uma decepção se não cair na próxima fase. Que vai ser o normal, porque ela teoricamente vai enfrentar a França. Claro, a não ser que a Noruega amanhã vença a França e tal, e aí é uma possibilidade, mas não é o mais provável nesse momento, né?
E acho que assim, se cair para França, no fim das contas é normal. Eu acho que o Equador, e aí claro vai depender também dos enfrentamentos, porque afinal de contas o Equador foi terceiro, então não vai ser possivelmente um enfrentamento dos mais Ainda que possa ser, porque a gente tem nessa Copa primeiros também que não são nenhuma maravilha. E eu acredito que o Equador possa surpreender por se defender muito bem.
Então vamos lá, é mais provável, possível, enfim, escolha uma palavra, o Equador fazer frente para a Inglaterra do que a Alemanha fazer frente para a França?
Você tá, você tá hoje, você tá pegando umas coisas que são muito parecidas. É isso, por sinal, fica fácil, porque eu acho que o Equador pode fazer frente à Inglaterra, mas também acho, a história diz isso, né? Eu não sou dos que leva tanto em conta a história, mas, cara, assim, Alemanha tem que ser muito respeitada. E Alemanha não é que tem jogadores ruins, né? Se você olhar, então precisa saber se organizar, o jogo precisa encaixar contra o jogo da França, que não é fácil, obviamente, enfrentar.
Acredito que Alemanha contra França não fosse jogar marcando lá marcar em cima, não fosse dar espaço para os atacantes franceses fazerem o que fazem muito bem, o que gostam.
Se deixar, vira farra.
Qualquer um que fizer isso contra a França. Então assim, eu acho bem parecido também, sabe, William? E não acho impossível que um Equador, se vier enfrentar a Inglaterra, também imponha dificuldades.
Eu acho assim, a gente viu Inglaterra parar na retranca de Gana, e o Equador é capaz de fazer algo parecido, porque defensivamente é um time que tem suas forças. O problema é chegar na frente e fazer gol, é um problema do Equador.
Por isso não dá para jogar muito de peito aberto, não dá, não dá. Preciso reconhecer onde você tá na Copa.
Eu acho que assim, você pode fazer, repito a informação para quem chegou agora, Agora, presidente do Equador declarou feriado nacional amanhã. Eles ganharam hoje a Copa do Mundo. A gente debatia outro dia, né, segunda vez que vai para uma Copa. O grande objetivo de alguma seleção, ganhar da Alemanha e consequentemente se classificar, é muita coisa, é muita coisa. O que vier depois é lucro. Se perder, eles não vão sair tristes, vão lutar.
Óbvio que eles vão lutar. Quanto mais longe eles forem, mais história eles estarão fazendo. E já passaram Uma outra vez de fase. Mas eu acho que hoje foi o grande momento por todo o contexto. Você sai perdendo, tem a questão da arbitragem, é um time que não tinha conseguido resultado ainda, vai lá e o final é um final heroico, os jogadores não aguentam mais correr e seguram a pressão. Então hoje foi o grande momento, tá comemorando, é festa. O que vier depois veio. E eu acho que do outro lado não, do outro lado vai ser—
Eu até acho que isso pode ser pensado depois de ser eliminado. Agora eu acho o contrário, eu acho que turbinou a confiança.
Não, é que eles ganham confiança, mas é, sabe, o grande objetivo tá feito, o que vem agora é um extra.
É, mas a diferencial aí é o seguinte, né, vem alguém grande. No caminho do Equador agora, depois eles ganharam da Alemanha, essa classificação foi sobre a Alemanha. Então a confiança assim já foi um mata-mata na cabeça dos caras. É, eu passei, nós passamos pela Alemanha, podemos passar por outro grande do futebol mundial. Agora é preciso saber jogar. No caso contra a Alemanha, foi um jogo extremamente difícil porque tem um erro de arbitragem, a Alemanha abre o placar.
Você tem que virar o jogo sobre uma equipe que é um campeão mundial. O que tem de tradição, o Equador talvez nunca alcance.
Com jogadores melhores que os equatorianos, não dá para comparar.
Então é o que o Equador fez, é algo heroico, muito grande, heroico, que pode ajudar. Falar assim, peraí, passamos pela Alemanha e tal. Isso não significa mudar a postura, vai ter que ter muito sacrifício, mas vai passar. Que foi meu voto É aquilo, o pessoal do digital pediu para votar antes da Copa, quem é que é o campeão, até onde o Brasil vai. E aí pediram um placar ousado, uma previsão ousada. Aí eu abri a tabela, falei, o Equador ganha da Alemanha.
E aí você meteu essa. Então você é o novo vidente da Copa. Tem vários, você é o novo.
É verdade, o Paulo, mas ninguém vai ser abduzido não, fiquem tranquilos.
Deixar o torcedor do Equador mais alegre inclusive, porque entre as possibilidades a Inglaterra talvez seja a pior delas. Sim, pode ser Portugal também, se Portugal ganhar da Colômbia e for primeiro do grupo, ou a Colômbia, e essa também é uma possibilidade complicada, mas de resto as possibilidades são Suíça, Suíça, Bélgica ou Egito, México. Quer dizer, não é que você tá falando de, putz, só vai pegar pedreira. Eu acho que se tiver um jogo contra a Suíça, contra o Egito, contra o México, ou mesmo contra a Bélgica—
é que eu tô falando aqui em relação à Inglaterra, que essa colocou adversário mais complicado.
Eu acho que assim, hoje você tem uns 5, 6 times, né? Bélgica, Egito, quem ficar em primeiro no grupo, né? No caso Portugal ou Colômbia, quem ficar em primeiro no grupo. A Suíça já seria uma possibilidade certa, o México outra e a Inglaterra outra. Então eu acho que tem um caminho aí até para o Equador de repente sonhar ainda mais nessa Copa do Mundo.
O nosso Vinícius Fernandes, que tá aqui no comando do programa hoje, ele acabou de soprar no meu ouvido aqui: se der Equador-Inglaterra, é 1 a 0 Equador, gol do Enner Valencia. Improvável. Já meteu a garrafa. Enner Valencia vai balançar as redes e o Equador passa.
Ele tem um trauma muito grande desse jogo.
Eu gosto dessa ousadia do Vinícius.
Trauma que não sara de jeito nenhum.
Mas ele adora o Enner Valencia, cara. Ele adora.
Por que você faz isso com ele?
Porque ele que tá falando isso aqui no meu ouvido. Tá falando no meu ouvido, tô falando sério para você. E eu sou muito mau caráter. É o seguinte, obrigado. Vamos lá, ô Vini, então faz o seguinte aí, coloca na tela esses confrontos aí para a gente esmiuçar um pouquinho.
A gente vai ter depois a escalação do Brasil-Japão do último jogo ali.
Eu tenho aqui, tá aqui na minha colinha aqui.
Uma coisa por vez.
Claro, claro. Vamos esmiuçar um pouquinho.
A pergunta que eu vou fazer todas as rodadas enquanto ela for possível: Argentina vai ter adversários mais difíceis ou continua naquele caminho dos sonhos?
O Jean pode responder. O Jean é bom nisso.
Por enquanto, né, óbvio.
O caminho aqui é o Jean.
Então, Argentina agora parece pouco provável que ela pegue Aí o Uruguai, porque o Uruguai precisaria ficar em terceiro, né, em segundo.
Uruguai é a hipótese mais difícil que a Argentina pode ter?
É, mas aí eu acho, desculpa, aí não dá para dizer que é caminho fácil. Uruguai logo de cara, mas é favorita se você olhar, claro, mas a Argentina é favorita contra quase todo mundo que vai olhar. Argentina é diferente, é diferente, pessoal. Agora depois, né, aí o mais provável Hoje é Cabo Verde ou Arábia Saudita.
E depois?
E depois, hoje seria um entre os 4, vai: Bélgica ou Egito, Paraguai ou Austrália.
Quando vai começar a Copa do Mundo, Argentina? Nas quartas de final, é isso?
Diz que a Argentina ganhou a Copa do Mundo só por causa do caminho e da arbitragem.
Eu não vou falar de 78 porque vai ficar pior ainda.
Caminho e arbitragem.
E o Messi?
Você tá—
essa perseguição, o Beni gosta tanto da Argentina, tem amigo do país.
Eu gosto, ele não gosta.
Eugênio, Eugênio, eu vou falar, nunca falei aquilo lá. Minha mãe morou dos 2 aos 21 na Argentina, minha falecida mãe. Meu avô era naturalizado argentino. Mas quando no esporte, só seco e seco muito.
Na hora que você pega no pé da Argentina desse jeito, você fica ao lado de certas figuras que você certamente não Eu gostaria de estar na hora.
Ele é semi-argentino.
Não, não sou nada.
É quase um argentino, é verdade.
Sangue argentino aí, rapaz. Ele é conhecido como El Flaco Biro.
Flaquito. Pergunta para o nosso Vini quando é que nós vamos falar do outro Vini, o Júnior.
Já, já, na sequência, daqui a pouquinho, daqui a pouquinho.
Um pouquinho.
O nosso Vini jogasse bola, ia muito além.
Só uns 5 minutinhos aqui para analisar essa tabela aqui, porque magia, né? O que mais, o que mais me surpreendeu até agora dos classificados, de verdade, ainda tem coisa para acontecer, Cabo Verde pode se classificar, mas até agora essa África do Sul, não? Até pelo primeiro jogo que fez, hein?
África do Sul tá classificada, mas jogou só não, pelos 3 jogos que fez, cara, é É terrível assim, de verdade. Eu acho que assim, é que a gente teve muito, era fraco, né?
O grupo assim complicado que eu digo de assistir.
Eu acho, e acho que mesmo contra a Coreia, Coreia produziu mais, a Coreia criou mais. Enfim, é uma seleção que passa sem muita expectativa. Sorte do Canadá. Mas por outro lado, a África do Sul também pode dizer: sorte minha que vou pegar o Canadá, porque não são realmente Duas potências. E o Canadá agora não tem mais a vantagem de jogar em casa, porque como o Canadá perdeu o primeiro lugar da chave, o que eu acho que seria uma vantagem considerável a enfrentar a África do Sul, porque a torcida do Canadá tava fazendo bonito, ela— o Canadá não tem mais essa vantagem.
Então passa a ser um jogo de duas seleções que realmente acho que não empolgam. Mas se hoje eu tivesse que apostar numa delas pelo que a gente viu na primeira fase da Copa do Mundo, eu apostaria no Canadá com certa vantagem até em relação a essa pergunta.
É a grande zebra até agora? Porque assim, zebras nós tivemos, tivemos Cabo Verde segurando a Espanha, né, até o jogo contra o Uruguai também. A gente teve Congo empatando com Portugal, tivemos alguns momentos. Mas assim, a África está classificada, não é só uma questão de resultado em jogo, ela se classificou. Não, e em segundo grupo, em segundo do grupo, não é que tá entre os terceiros, se classificou segunda do grupo. Tudo bem que era um grupo de nível técnico mais baixo, porém ela está classificada. Talvez ela fosse o nível técnico mais baixo dos 4, talvez, não sei.
Nesse momento, a Austrália é a segunda colocada do grupo, que tem Paraguai em terceiro e Turquia em último. Para mim, uma zebra maior.
Mas ainda não classificou. Não, nesse momento, 2 classificados até agora, África.
É o mata-mata também.
Sim, é.
E os Estados Unidos tá perdendo para Turquia, mas isso é uma outra história de virada. O que acontece com relação à África do Sul é que a gente viu o jogo de estreia contra o México e achou péssimo. Só que depois ela foi jogar o futebol dela. É um jogo de abertura de Copa do Mundo, com todo mundo em cima, jogando no Azteca contra o México, aquela torcida enlouquecida, os caras jogando sombreiro. A África do Sul acabou ficando intimidada.
Depois ela jogou aí, ela jogou mal também, né?
Mas ela passou.
Eu não sei, mas a Tcheca é muito ruim também.
Muito ruim. Essa questão, a gente tá falando aqui do latereio, a Tcheca é rainha do latereio. Tudo é o Fau pegando e jogando a bola na área.
Lembrando que o destaque do Lyon, onde o Hendrik brilhou e se recuperou para a Europa, é aquele Schuller, não sei pronunciar o nome direito, que fez uma Copa do Mundo horrorosa pela República Tcheca.
Sim, não, aí o time é fraco. Eu vi o jogo das eliminatórias e realmente passou, eles eliminaram Dinamarca assim de uma maneira Surpreendente, mas eliminaram, ganharam o lugar deles. Mas assim, e outra coisa assim, é como a impressão inicial era boa da Coreia e como ela desmoronou também. Então assim, não acho que a África do Sul vá longe, mas ela fez o papel dela.
É que eu acho que assim, ela fez o papel dela muito mal. É que ela ganhou da Coreia, ela foi melhor que as outras. Não, mas é que tá, meu ponto é que nem acho que ela foi melhor que as outras, porque eu não acho que ela tenha jogado melhor que a Coreia do Sul. Ela não jogou melhor que a Tcheca, até porque não ganhou. E aí, só fazer um parênteses, porque a Tcheca acho que é um bom— você fez o jogo, você falou, com a Dinamarca. Fiz.
É isso também, é palmas para UEFA, viu, que consegue fazer uma eliminatória tão ruim, mas tão ruim. Porque esse método, eu te garanto que se fosse, fossem 2 jogos Dinamarca e República Tcheca, Tcheca, desculpa, provavelmente, muito provavelmente, a Dinamarca avançaria. Mas esse formato que você sorteia o mando de campo, diz que vai fazer só um jogo, e aí se empatar esse jogo você vai para os pênaltis, você corre o risco. Então o que a gente tá vendo, seleção europeia ruim também, porque para curioso é o formato que classificou a Suécia para Copa.
Aí isso é um absurdo. Foi último lugar no grupo dela nas eliminatórias. Último lugar, ah, mas garantiu uma vaguinha na repescagem por causa da Nations.
Aí é loucura.
E aí tá na Copa, então permanece na Copa. O formato da eliminatória europeia é terrível, porque ao contrário das pessoas falam, e eu acho que é ridículo mesmo você classificar 70% dos times de uma eliminatória como acontece na América do Sul, mas pelo menos você privilegia os times que são os melhores, porque você faz um ponto corrido ali Aí não tem muito jeito, né? Os 6 melhores vão ser os 6 melhores mesmo, ou 7 melhores se for o caso.
E o da Europa, o formato é muito ruim. Mas até para reforçar isso, você falou, é a grande zebra. Eu acho que o fato da Bósnia estar classificada também, também é outra coisa de sangrar os olhos.
E travou o jogo, parece, parecia jogo de Libertadores, pancadaria, jogo Canadá, né, Gandulo? Era bola da área.
Vocês falaram sorte do Canadá, né? E eu já tô com uma perguntinha aqui sobre Vini Júnior, hein, Calçade? Vocês falaram sorte do Canadá, eu acho que a sorte é da Holanda, porque se ela conseguir passar por Marrocos, e ela é favorita contra Marrocos, ela vai pegar o vencedor desse confronto África do Sul e Canadá. Então a Holanda tem um caminho.
Eu acho que Canadá favorito contra África do Sul, né?
Oi?
Canadá favorito, alguma sobra contra África do Sul.
Eu também acho. Boa, seguir. Você pediu Vinícius Júnior, certo, Calçade?
Isso, o público atendeu.
O Luiz Fernando faz uma pergunta aqui para a gente abrir esse assunto Vinícius Júnior, porque o Vinícius Júnior ontem marcou de novo. Vinícius Júnior tem 4 gols, tem 5, mas tomaram 1. Tomaram 1, é verdade. Teria feito um hat-trick ontem. A última vez que isso aconteceu na seleção brasileira, só Pelé em 58. Olha que loucura, hein? Olha o que o Vinícius Júnior fez ontem e o árbitro ainda tirou dele.
O árbitro tirou uma mística de caminho do Brasil para o título.
Exato, também, também. Mas teve um vidente que falou que arbitragem ia ser ruim. Tem vidente prevendo até arbitragem, viu? Qual a melhor versão do Vini, ô Calçade? Jogando na esquerda ou centralizado, jogando livre igual ao último jogo? Vamos lá.
Primeiro assim, eu acho que o Vini tem capacidade para fazer tudo isso aí, tá? Sim, ele tem várias maneiras. E talvez a gente possa encontrá-lo também ainda neste Mundial jogando de várias maneiras. O que tem é algo que muito inteligente. O Vini Júnior hoje, o como é que o Vini jogou contra a Escócia, o Vini fez gols de um cara atento dentro da área buscando posicionamento. Então ele foi perfeito. A outra é depende muito do adversário, da fase do jogo, entendeu?
Porque uma coisa é um adversário que, um adversário que tá em cima ali de você, tá no teu campo, O Vini tá sobrando, de repente o Vini vai buscar uma facilidade de marcação para sair em velocidade, mas ele pode estar pelo centro, pode estar um pouquinho mais pelo lado, né? Então tem posturas do Vini diferentes para cada situação de jogo e situação também da capacidade dos adversários. Mas normalmente hoje é um Vini mais próximo de Vini Júnior versão Carlo Ancelotti no Real Madrid.
Madrid. Então a gente sempre falava, o Vini na seleção não consegue desempenhar o que ele faz no Real Madrid. Ele conseguiu até agora em 3 jogos, o Vini Júnior conseguiu. Primeiro que tem a confiança e um cara que, cara que fez isso, é o mesmo cara que tava lá. Assim, é o cara que ajudou o Vini Júnior se transformar naquilo que ele é hoje, porque anterior ao Carlo Ancelotti o Zidane. Zidane não dá moleza para ele não. Aqui, ó, o Vini na Copa.
Vamos só entender uma coisa: essas manchas são referentes a 3 partidas. Então é um Vini do lado do campo, onde ele joga ainda também, numa fase de construção. Ele pode estar ali tentando receber do Paquetá, com o Douglas Santos, mas ele tem a presença na área marcante. Aquela mancha amarela na área onde ele fez o gol contra o Marrocos, tá? Então ele contra a Fega. São 3 partidas apenas. Aí nós vamos ver o Vini no Real Madrid. Claro que a mancha é muito mais forte, que a gente tá falando uma temporada inteira com Carlo Ancelotti.
Então é diferente, né, a quantidade de jogos aqui. Mas, ó, preenche esse espaço. E eu acredito que ao final da Copa, vamos ver quantos jogos o Brasil tem ainda, né, precisa ter mais partidas. Essa mancha de participação dele vai ser do tamanho dessa daqui, que é da esquerda para dentro da área finalizando, né? É claro que ele tem o Mbappé ao lado dele no Real Madrid. Em alguns momentos ele joga num 4-4-2, ele e Mbappé, um time mais forte no meio de campo.
Em algumas situações chegou a jogar com o Rodrygo. Vamos lá atrás, vai. Benzema ou Mbappé e Vinícius Júnior. Mas ele é um um jogador que quanto mais próximo do gol, melhor para ele, melhor para o Brasil hoje. Mas se o Brasil precisar de uma jogada de linha de fundo, ele pode fazer também. Aí depende muito da leitura do espaço e do momento. Mas é um Vini que está à vontade com Carlo Ancelotti, como estava no Real Madrid. Eu acho que esse é o ponto bem bacana para a gente observar.
E o Carleto, que não é trouxa nem nada, sabe que tem um dos maiores atacantes do mundo, e o que puder fazer, né, para facilitar a vida de ambos, ele vai fazer. Claro, botar o Vini para jogar no lugar que tá longe do gol o tempo todo. Ele tem que ter a inteligência, percepção de onde atacar e por que atacar e quando atacar. Eu acho que ele desenvolveu isso com o Carleto e pode fazer isso agora.
Gustavo Hoffmann acaba de chegar Chegou, Geódio!
Chegou!
Ô, Rafa, mano, tamo aqui enrolando, te esperando, pô.
O Geódio tava preocupado com você, ô Rafa, porque ele falou, ai, era 11:25. Eu falei, mas daqui a 5 minutos acaba o programa. Falei, não, o programa vai até meia-noite. Aí eu tava preocupado com o Rafa. Pronto, tá aí Gustavo Hoffman com a gente. Comemorei que acompanhou a coletiva do treinador do Japão. A gente tá falando aqui de Vini Júnior, versão Brasil, versão Ancelotti, né, no Real Madrid. Versão Brasil, Real Madrid, ambas com Ancelotti.
Quero te ouvir sobre isso, mas primeiro sobre a coletiva do treinador do Japão. É, se claro, imagino que sim, mas você que acompanhou, já tivemos perguntas aí sobre esse confronto com a seleção brasileira, que foi a grande pauta, o grande tema aqui desse programa hoje. Tudo bem, Hoffmann?
Tudo bem, William, um grande abraço a vocês, Alpha Esportes. Acabou agora há pouco a coletiva do Rajami Moriasso, vim correndo daqui para fora para dar tempo ainda de entrar no Linha de Passe. Antes teve a coletiva do Graham Potter também. Evidentemente ele foi perguntado sobre o Brasil, até foi um questionamento se o Brasil, se a seleção japonesa hoje está no mesmo nível ou não, e ele disse que sim. Aliás, que é 50/50, mas que tem que respeitar muito a seleção brasileira.
Eu tive a oportunidade de fechar a coletiva de imprensa e perguntei para ele sobre o Ancelotti. Só elogios ao treinador italiano. O Moriassi até disse, olha, acho que eu nunca vou ser como ele. Citou todo o histórico do Ancelotti. Perguntei também sobre o Zico, né, a importância do Zico para o desenvolvimento do futebol no Japão, porque em outro questionamento o Moriassi foi perguntado sobre essa questão de enfrentar agora novamente o Brasil.
E aí ele fez questão de relembrar um pouquinho toda a história de profissionais brasileiros que passaram pelo futebol japonês. E aí, quando eu perguntei sobre o Zico, a coletiva que estava acabando se estendeu por mais uns 10 minutos, porque ele falou um monte sobre o Zico, disse que ele é o grande ídolo dele, ressaltou demais todo o trabalho que o Zico fez no futebol japonês. Então, logo logo a gente tem as sonoras também da coletiva, mas uma relação bem legal do Moriasso com o futebol brasileiro e com algumas referências do futebol brasileiro, como o Zico principalmente, e agora também o Carlo Ancelotti sendo o treinador da seleção.
William, não sei como é que vocês estão na pauta aí. Se quiser que eu fale um pouquinho sobre a seleção japonesa, já projetando o confronto contra o Brasil também, me avisa aqui que eu já sigo falando, tá?
Não, tranquilo, pode, pode dar o seu parecer sim sobre esse confronto, tá? A gente falou muito na primeira hora, porque afinal de contas veio colado com o jogo, né? Mas agora no YouTube a gente não retomou ainda esse assunto. Então pode falar sobre isso também, o teu parecer. E depois quero te ouvir também, porque o falando sobre Vini Júnior, né, a pergunta até do fã de esportes, e esse comparativo do Vini, Seleção Brasileira, Real Madrid, ambos os momentos com Ancelotti.
Tá bom, vou começar então pelo confronto tendo a ótica japonesa. O Japão tem o mesmo treinador desde 2018, depois da Copa do Mundo de 2018, Moriasso, que era o assistente técnico, se tornou o treinador principal. É uma equipe muito bem entrosada, muito bem organizada taticamente. O Graham Potter disse que está muito impressionado com a seleção japonesa, mas é um time também que tem talento individual praticamente em todos os setores do campo.
O Zion Suzuki é um jogador de alto nível, goleiro do Parma. Aliás, um detalhe: dos 26 convocados, 23 atuam no futebol europeu, sendo que os outros, os outros 3, 2 são os goleiros reservas. E o terceiro é o Yuto Nagatomo, veterano, 39 anos, que está no Japão de novo depois de ter jogado por muito tempo já na Europa. O goleiro é o Zain Suzuki. A linha de defesa é uma linha de 5, 3 zagueiros no bloco baixo, marca com linha de 5 defensores.
O Hiroki Ito, jogador do Bayern, altíssimo nível também. No meio de campo é uma equipe que tem muita qualidade, com Tanaka. O jogo passa muito pelos pés dele, assim como pelos pés do Kamada, né? O jogo do Japão passa essencialmente por ali. No ataque, Ueda, jogador do Feyenoord. O Maeda é muito bom jogador também, assim como Ritsu Doan, que joga na Bundesliga. Então, aonde eu quero chegar? O Japão é um time bastante competitivo e a mentalidade do jogador japonês japonesa mudou, talvez até de maneira um pouco audaciosa demais.
O Zion Suzuki ontem na entrevista ali na mídia opportunity que a imprensa teve com ele depois do treino do Japão, ele disse que o Japão está aqui para brigar pelo título. Caramba, mas o Japão brigar pelo título, audacioso até demais, sem dúvida, eu acho. Mas isso mostra que a mentalidade da seleção japonesa mudou. Então a minha interpretação disso é que disse o Suzuki, e o Nakamura também falou sobre é competir no mais alto nível.
A minha interpretação é a seguinte: a seleção japonesa tem consciência que pode competir com qualquer outra seleção do mundo. Não é favorita contra o Brasil, não seria favorita contra a França, contra a Argentina, contra Portugal, mas a impressão que existe dentro da seleção japonesa é que eles podem sim competir, e em um jogo de futebol de 90 ou 120 minutos é possível vencer o Brasil. Essa é a impressão que eu percebo do lado japonês.
Pontos fortes e pontos fracos. Pontos fortes: é uma seleção realmente muito bem organizada taticamente, que tem talento individual. Alguns pontos fracos: eu acho que a recomposição pelos lados do campo não é ideal. É um time que marca com linha de 5 e tem o Kamada e o ataca por dentro, mas os dois atacantes de beirada não tem uma recomposição defensiva tão forte e eficiente. Eu acho que pelos lados o Brasil pode encontrar espaços, seja no um contra um do Vinícius contra os seus marcadores, ou do Rayan contra os seus marcadores, ou até no jogo combinado do Brasil buscando a vantagem ali com Paquetá caindo para buscar um jogo mais associativo com Vinícius e o Douglas Santos pela esquerda, tentando uma vantagem de 2 contra 2 nesse setor.
Eu acho que um bom caminho para o Brasil está pelos lados do campo. Além disso, é, mesmo com essa mudança de mentalidade, são seleções de tamanhos diferentes, e em uma Copa do Mundo o tamanho e o peso e a experiência que o Brasil tem pode ser determinante contra uma seleção que jamais passou das oitavas de final. Então eu acho que tende a ser um jogo equilibrado. Favorito é o Brasil, e a seleção japonesa vai exigir da seleção brasileira o seu melhor nível para, para tirar realmente o Japão da Copa.
O Graham Potter falou algo muito legal hoje na coletiva, ele falou, olha, o Japão é uma seleção que não te dá nada fácil. E é isso, se o Brasil quiser, e obviamente quer, para o Brasil eliminar o Japão vai ter que jogar bem, precisará de uma boa atuação, precisará seguir com a curva evolução que eu tenho visto da seleção brasileira até aqui. Sobre o Vinícius Júnior, já para devolver, é, peguei um pouco do que o Calçade falou agora, então não quero ser muito repetitivo, mas é cada vez mais o Vinícius Júnior do Real Madrid jogando na seleção brasileira.
E taticamente eu tenho falado, porque em determinado momento, quando Ancelotti deixa de jogar naquele 4-3-3 clássico do Real Madrid, com a trinca de meio-campo de Casemiro, Modrić, Kroos, e adota o 4-4-2 como padrão da equipe madridista dos últimos anos, o Vinícius é um segundo atacante. O Vinícius joga como segundo atacante. E o Ancelotti várias vezes falou, eu mesmo entrevistei o Ancelotti sobre isso algumas vezes, ele falava: eu quero que o Vinícius fique mais próximo do gol, justamente pela explicação que o Calçade deu agora há pouco.
Então Até na Espanha tem um meme, né? Os espanhóis não são muito de memes, né? Mas tem um meme de balão na bine, né? Qual que é a tática do Real Madrid? Balão na bine, né? E aí eu vi o Ancelotti outro dia falando, a gente não tem que jogar bem, tem que ganhar. Isso é exatamente o que o torcedor do Real Madrid se acostumou nos últimos anos e ganhou duas Champions Leagues.
É, e ontem algumas cobranças, apesar do Vini tá muito bem, fase de grupos, foi o cara da Seleção Brasileira. Ah, tem que voltar um pouquinho mais, que às vezes tem um espaço, para que tá. E claramente, até na coletiva, o Ancelotti falou, deixou claro, né, que quer o Vini lá na frente mesmo. Que essa coisa do compromisso em voltar e tudo, ele quer o Vini livre lá na frente. Essa é a proposta.
Mas exatamente o que o Hoffmann falou, né?
Oi, oi, não, desculpa, só para completar, acho que a Vini quer falar. Desculpa, Vini, que porque eu escrevi o texto no site da ESPN, aí eu vim que falar. Eu esqueci de um ponto que eu acho super importante para o Brasil ganhar da seleção japonesa. Além de aproveitar bem o espaço nos lados do campo, nos lados do campo, é olhando para a qualidade do Japão, eu acho fundamental para o Brasil encaixar a marcação com Paquetá e Bruno Guimarães na pressão mais alta no Kamada e no Tanaka, porque o jogo do Japão, como eu falei, passa essencialmente pelo Kamada e pelo Tanaka, que são seus dois meio-campistas Perfeito, perfeito.
Não, olha o que o Hoffman falou, o Madrid ganhou duas Champions League com Vini fazendo gol nas decisões sem jogar melhor futebol, mas se adaptando a todas as características dos adversários no mata-mata, achando soluções e deixando sempre o atacante mais solto, não como um ponta, mas como um jogador que transita ali muito da esquerda para dentro, né? Não é um falso centroavante, não é um ponta, ele atua exatamente entre esses setores e eventualmente, raramente, se precisar, tem liberdade, principalmente no Brasil, para se movimentar ainda um pouco mais.
Tanto é que eu acho que ele pensa no Rayan não exatamente como o Vini, mas também num cara que vai fazer esse movimento da direita para dentro, que vai entrar como centroavante algumas vezes na área, mais do que o Vini, mas também tem essa capacidade de fazer esse tipo de movimentação. E o Matheus também se movimenta. Ou seja, ele tá preparando o Brasil pro jogos e também para ter uma equipe que tenha como crescer nas suas individualidades dentro de um coletivo que não tá pronto.
Eu acho que o Brasil precisa de ajustes, né? Mas o Vini tá inserido nisso. Mas o Brasil tem um formato bem caracterizado agora com o jogo do Rayan. Era com Rafinha, tava tentando encaixar isso, aí machuca o Rafinha, vem o Rayan, O Ancelotti, ele tá buscando, ele não adianta ele ter múltiplas visões sobre o Brasil porque não dá tempo. Isso aí é para o próximo ciclo. Então o Ryan gostou, talvez eu acho que vai ficar. E o Vinícius e Ryan, você tem dois caras muito agudos, pode pegar o Japão, você pode prender, empurrar o Japão para trás e prender também a linha com esses dois pontas.
E aí fazendo esse movimento para dentro para dentro, na lateral e para dentro, com o Matheus Cunha, que pode ser o cara decisivo. E eu concordo com o Hoffmann, os dois volantes, o Japão varia bem as escalações, mas os dois volantes são muito bons, muito bons. Eles sabem, e o Japão tem uma coisa que eles adquiriram que é fenomenal, porque é uma mudança cultural no futebol. Esse Japão aqui que a gente tá vendo é mudança de ritmo.
De repente ele tá lá, pá, pá, pá, pá, aí velocidade. É, então isso é fundamental para um time. É um time que se você entrar na dele, você tá correndo para trás e o atacante tá diferente.
O tempo dá a isso, o tempo está dando cultura futebolística.
Em algumas equipes grandes não tem.
Há países africanos que que tem pouco tempo de disputa de grandes competições, o tempo ele vai ajudando todo mundo a crescer, a ponto dessa mentalidade que o Hoffman falou aí.
Acreditam que pode chegar na final.
E sabe o que ajuda o Brasil nesse confronto? É o Brasil ter perdido para o Japão não faz muito tempo. Então é o seguinte, ninguém vai chegar achando nada, além de que tem que tirar uma derrota que eles tomaram lá de 3 a 2 a 2. Então não é que, pô, goleamos o Japão 5 a 0, vai ser outra goleada. Nada disso.
Parecia porque tava 2 a 0, né?
Justamente o contrário, é justamente o contrário, Hoffmann. É, abra bem os olhos que os caras são muito bons.
É, tem mais 3 minutinhos de programa, Hoffmann, por favor.
Usou essa questão, tá? O Muriasso usou esse jogo para dizer que ele acredita que o Brasil entrará ainda mais motivado justamente porque perdeu esse amistoso. Então, de certa maneira, pode ter esse efeito reverso para seleção japonesa também.
Um ponto, Hoffman. Brigadíssimo, viu? Valeu a correria aí, cara. Sempre bom contar com você, viu? Brigadão.
Imagina, valeu. Um grande abraço, até a próxima.
A saudade das tapas.
Pode falar, meu querido.
Só falar aqui que, cara, tá circulando na imprensa uruguaia, os jogadores chamaram Bielsa para uma reunião.
Demitiram, eu no lugar deles demitiria hoje.
Reclamar dos métodos de treinamento, aquilo que já foi dito uma vez, duas, três vezes, tal. E a conversa continuou e o Bielsa teria dito que sim, é verdade que ele levou jogadores lesionados, porque esses jogadores lesionados foram muito fiéis a ele durante o ciclo. Talvez isso se aplique inclusive ao Piquerez, né, que tá lá no banco, não entrou em nenhum jogo e tal. O Arrascaeta não foi cortado, mas quando foi não tava lesionado, mas se lesionou lá e talvez pudesse ter sido cortado.
E também não jogou nenhum minuto até agora, né? Enfim, e a coisa foi andando. E aí os jogadores inclusive teriam falado sobre questões táticas, né, sobre como jogar diante da Espanha, querendo jogar com as linhas bem baixas.
Imagina o Bielsa mandando os cara marcar individual, Espanha correndo o campo inteiro.
Foi tarde demais.
Telhado com a Espanha encaixando jogada. E aí o Jiménez teria se irritado, levantado, 2 ou 3 jogadores teriam se levantado dessa reunião, vai para o inferno, foram embora. Este é o clima para o Uruguai.
Eu no lugar dos jogadores do Uruguai pegaria meu time, sentaria, vocês concordam?
Concordo.
Vamos fazer isso, esquece esse cara que manda no time, ele provavelmente vai, ele Ele vai embora, joga pela nossa nação. Porque o Bielsa, o futebol do Bielsa não é sobre o time, a seleção, sobre o conjunto, é sobre ele, é sobre ele. Então você tem uma louquice, você tem que fazer o que ele quer. E tem gente que gosta, tem discípulos.
Ele me lembrou uma professora do terceiro, na minha época era terceiro colegial, né? Agora é o ensino médio, uma professora de física física e elétrica. Cabeça, cara, que fazia jornalismo fazer aula de física, né? É importante, mas é muito importante. Eu uso isso aí para trocar lâmpada hoje. Mas é um horror, era um horror. A professora falava um negócio, só ela entendia, cara. Eu lembro dela até hoje, o dental azul e não sei o quê.
Um dia a classe se reuniu, ela falou assim: quer dizer que vocês estão me dizendo que a minha aula é uma bosta? É isso mesmo. Professora, e ela nunca mais voltou. É mais ou menos isso que o Uruguai tentou fazer com o Bielsa.
Eu agora, eu agora destilou o veneno dele. Eu entendo porque ele não gosta do Bielsa.
Ah, é isso aí, é a vingança, né, Genilá?
Por rivalidades locais, vocês não podem deixar passar. Professor Calçade soltinho mandou bosta.
Até tirei o microfone aqui, ó.
Posso falar uma coisa? A meia-noite 1 é muito melhor. A meia-noite 1, isso é muito mais suave do que muita coisa que a gente já viu. Chega meia-noite, saúde para todos e a todas. Como é que é? Não, não lembro.