Vinicius Jr. brinda volta de Neymar com atuação de craque, Brasil bate Escócia e vai embalado à fase final da Copa - Linha de Passe
No Linha de Passe desta quarta (24), nossos comentaristas analisaram tudo de Brasil 3 x 0 Escócia e da classificação da Seleção para a próxima fase da Copa do Mundo!
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William
André Kifuri
Gustavo Zupac
Jean
John Textor
Mário Marra
Paulo Ricardo Calçade
Pedro Ivo Almeida
Rodrigo Jufo
Vítor Birner
- Vinicius JuniorVinícius Júnior como craque da seleção · Participação em gols · Comparação com outros craques da Copa · Jogando por dentro vs. pelo lado
- Pressão sobre a Seleção BrasileiraComparação com jogos anteriores · Melhora tática e de desempenho · Confiança para as próximas fases
- Avaliacao DesempenhoCríticas e defesas importantes · Segurança e confiança do goleiro · Defesas contra Escócia e Haiti
- Jogo do Brasil contra EscóciaDesempenho individual dos jogadores · Estratégia de jogo e compactação · Reação aos erros da Escócia
- Legislação BrasileiraDesempenho de Bruno Guimarães e Paquetá · Falta de jogo pelo centro · Variação tática e necessidade de repertório
- NeymarExpectativa sobre o retorno de Neymar · Papel tático e impacto no jogo · Ancelotti sobre a utilização de Neymar
- Campeonato Brasileiro de FutebolChaveamento e possíveis confrontos · Expectativas e pressão sobre a equipe · Comparação com outras seleções favoritas
- Liderança BrasileiraHolanda · Japão · Suécia · Análise tática dos possíveis adversários
- Papel do CMOOportunidade como substituto de Raphinha · Desempenho tático e ofensivo · Maturidade e adaptação à seleção
Vê livre.
Muito bem, fã de esportes, começando o nosso Linha de Passe. Depois da vitória da seleção brasileira, classificação em primeiro lugar no grupo. Amanhã a gente vai saber se vai pegar a Holanda, se vai pegar Japão, se vai pegar a França. Mas para Holanda e Japão, né, e essas seleções vão entrar em campo amanhã às 8 horas da noite. Aliás, o Linha vem coladinho nesse jogo. Vamos com o Rodrigo Jufo para abrir o programa, porque depois de aquela coisa meio azeda ali no jogo contra Marrocos Depois aquela coisa meio assim, ah, 3 a 0, mas foi o Haiti.
Hoje o Brasil aplica 3 de novo, dessa vez contra a Escócia, e passa em primeiro. Rodrigo Jufo, tudo bem?
Fala, meu amigo William! Todo mundo ligado no Linha de Passe. Que honra poder abrir o programa aqui do Alzirão, 48 anos de tradição dessa rua aqui na Zona Norte do Rio de Janeiro, na Tijuca, onde os cariocas se reúnem para assistir aos jogos da seleção na Copa do Mundo. Nos grandes eventos e também depois de uma vitória como essa, né, meu amigo, que tava ali.
Brasil, Brasil, Brasil!
Neymar, Neymar, Neymar! Até desse pique aqui, Neymar entrou bem para você. Vinícius Júnior, Messi, se prepara! Vinícius Júnior vem aí! Quem? Vinícius Júnior foi o grande nome desse jogo, sensacional! Vinícius Júnior nota 10, Neymar nota 10, Rayan, ei, boa noite! Não teve gol, mas nota 10 também. Muitos destaques cariocas, né, nessa noite.
Vinícius Júnior, Rayan.
Mas meu amigo, aqui quem foi o grande destaque para você nesse jogo, além do Vini, fez 2 gols, mas dá aí uma outra visão para esse jogo. Mateus Cunha fez um bom papel, fez, fez um ótimo papel, ainda fez gol. Vai se consolidar ali como 9 da seleção?
Vai, vai, vai. Se não tiver o Neymar no caminho dele, vai tudo.
E quem que vai sair desse time para o Neymar entrar na equipe titular? Você acha que ele pode virar titular ou vai ficar no banco a Copa toda? Neymar é uma peça de muito valor, entendeu? Ele tem que vir de surpresa no segundo tempo. Ah, então você acha que o Neymar não entra nesse 11 titular não, só o segundo tempo? Eu tô surpreso igual o Hendrik, entrar ali como elemento surpresa, igual o Hendrik. E agora tá esperando Holanda, Suécia, Japão. Quem você prefere na próxima fase?
Japão.
Prefere o Japão? Vamos para cima dele, Brasil! Tá mais confiante agora para o Hexa. Hexa para o Brasil, Hexa! Neymar, você é o cara! É isso então, William. Todo mundo já ainda mais confiante, meu amigo.
Aqui confiança aumentou para o Hexa muita coisa depois que Neymar entrou ali, mudou o esquema do time. Subiu muito o nível da seleção.
Neymar subiu o nível do jogo, com certeza. E o Vinícius Júnior é o cara da seleção também, tá jogando muito, só não fez hat-trick porque o juiz Não, a Bélgica roubada, é uma roubadinha ali, né?
É roubadinha do caraca.
Valeu. E Holanda, Suécia, Japão?
Brasil não tem medo de ninguém, pode vir qualquer coisa que a gente mete gol dentro.
Aqui no Rio de Janeiro, William, pode vir qualquer coisa. Pode vir Holanda, pode vir Japão, pode vir Suécia, que o torcedor carioca, mesmo na chuva, tá empolgado com a seleção, ainda mais depois desse 3 a 0.
Boa, Jufo, valeu! Empolgou, hein, Vitor Berner? Agora o povo tá empolgado, hein? A gente aqui, claro, gostou de ver apresentação da seleção brasileira, muitos pontos para a gente destacar, mas eu acho que seria muito justo começar o Linha de Passe com Vini Júnior, viu? Porque muitas vezes o Vini Júnior abriu este programa e tantos outros do jornalismo esportivo sendo motivo de críticas, que não entregava, que tava devendo, etc., etc.
E que fase de grupos fez o Vini Júnior acho que é o destaque dessa equipe, hein? Tudo bem?
Tudo bem, William. Boa noite a você, ao Jufo. Boa noite ao Calçade, ao Léo, ao Jean, aos fãs e fãs do esporte. É, a fase de grupo deles é irretocável, do Vini Júnior é irretocável. O Brasil com um jogo ruim na estreia, ele fez um bom jogo. O Brasil com um jogo médio, médio, segundo jogo do Brasil, ele fez um bom jogo. E para mim, hoje, com o Brasil fazendo um bom jogo, ele de novo foi um dos destaques da seleção. Porque quando o Brasil faz uma partida como essa, a gente consegue ver alguns outros jogadores além de algumas devoluções coletivas que a gente vai tratar no Linha. Partidaça do Bruno Guimarães, partidaça, partidaça.
Tindo bem contra o Haiti, né?
Não, assim, e o que me chama atenção, para falar apenas desses dois jogadores, como eles estão mais maduros com a camisa da seleção nessa Copa do Mundo. Se a gente for compará-los à Copa do Mundo anterior, são outros jogadores, né? O Bruno conseguiu se salvar ali até na primeira partida do Brasil, quando o Casemiro foi muito mal, o time todo espaçado, a gente ainda viu alguma coisa dele. Hoje funciona na marcação. Tudo bem que a Escócia é um time praticamente monotático para atacar.
É o lance pela esquerda, principalmente cruzamento, entra o McTominay na área com outro jogador e é isso, e é isso, e é isso, e é isso. Mas a gente viu em muitos momentos outro que cresceu no jogo de hoje, não é o jogador de antigamente, o Casemiro, marcando o McTominay, acompanhando ele em vários momentos assim. Uma boa partida do Casemiro, quer dizer, péssima na estreia, média na segunda partida. Hoje uma boa partida do Casemiro.
É óbvio que não pegou os melhores jogadores para marcar, mas A gente já viu uma seleção brasileira mais compacta, com a marcação na frente funcionando bem melhor do que funcionou nos últimos jogos, com muito mais segurança e principalmente com muito mais leveza. Ah, é uma seleção para ser campeã do mundo de jogadores de futebol? Ainda não, mas nem pronta tá ainda. Não, mas você precisa subir alguns degraus para quem sabe chegar nisso. Ela tá subindo esses degraus.
Então esse é o ponto, né, gente, que de jogo a jogo a gente esperava ver a seleção subindo um degrauzinho e tal. O Haiti tinha aquele questionamento que era o Haiti Acho que hoje deu para ver uma evolução dessa seleção. Finalmente a gente viu uma evolução que não transforma ela numa seleção incrível, não foi um baita jogo, mas a gente vê a evolução que a gente tanto queria, né? Tudo bem?
Isso, tudo bom, William? É exatamente isso. Eu acho que, e até falava hoje, né, no Futebol no Mundo, no podcast, que o importante para o brasileiro é que a gente voltasse a ver alguma evolução. Em momento algum a gente ia ver o Brasil hoje fazendo uma partida que o creditasse, né, que o transformasse num favorito à conquista da Copa do Mundo. Acho que não tinha nada que o Brasil pudesse fazer, mesmo que tivesse dado um espetáculo, que transformaria o Brasil num dos favoritos a conquistar o título.
Mas era importante evoluir. Eu tô até curioso para ouvir o Calçade, porque eu acho que o Calçade tem, né, ele não vê tanta evolução assim, mas eu vi.
Eu acho que spoiler, não é para manter o pessoal, expectativa, já quer contar o final do filme.
Mas eu acho que houve uma evolução do primeiro para o segundo, acho que houve uma evolução do segundo para o terceiro jogo, né. Basta lembrar também também o que o Haiti conseguiu fazer com a seleção brasileira. E aí também entra um pouco, eu queria até pegar o jogo do Haiti com Marrocos, que obviamente a gente não viu com nenhuma atenção, mas também, né, para a gente de repente ser um pouco mais comedido no momento de fazer avaliações a respeito do que significa a vitória com um, o empate com outro, a derrota para o outro, né.
Porque Marrocos, de fato, sai daquele jogo com o Brasil, pelo menos para mim, deixando a impressão de que ele ia estraçalhar os outros dois, de que ele ia estraçalhar a Escócia, estraçalhar o Haiti, e não foi o que se viu.
Então a Copa é imprevisível.
Não adianta a gente querer se basear no que acontece na fase de grupos para prever o que vai acontecer no mata-mata. O importante é haver uma evolução, e eu acho que houve evolução do primeiro para o segundo jogo, do segundo para o terceiro jogo. Acho que a gente vai falar especificamente de pontos que são pontos importantes, sem falar no fato que você terminar a fase de grupos na primeira colocação permite, né, que se parafraseie uma famosa dirigente do futebol brasileiro e se pergunte: estão mais calmos?
Porque a loucura, a insanidade que a gente viu depois daquele jogo contra Marrocos Como se aquela derrota, aquele empate, né, eu tô até chamando de derrota, como se aquele empate significasse uma eliminação ainda na primeira fase. Ah, o trabalho é terrível. Eu adoro esse termo, o trabalho é isso, o trabalho é aquilo, depois de um jogo. Não dá, entendeu? O trabalho não tinha como ser maravilhoso, o trabalho não é terrível, é um trabalho cheio de percalços.
O tempo todo a seleção perdendo titulares, isso aconteceu em 5 ocasiões nos últimos 2, 3 meses. Então Não é fácil, mas o Brasil tá evoluindo. Onde vai chegar, se vai passar pelo Japão ou pela Suécia, acho que a gente vai ter que esperar para ver. É óbvio que são jogos de risco, né, tanto com um como eventualmente com outro. Mas enfim, eu acho que tá dentro das possibilidades do que é possível com essa seleção brasileira. E vamos torcer para que o time continue evoluindo como eu acho, pelo menos, evoluiu até aqui.
É, Bertozzi, eu vou deixar o calçado agora, ainda mais que, né, Depois deu essa pimentinha aí, eu vou deixar o Calçade aqui para o final. Para, para, para, para tudo, segura aí que daqui a pouco foi o contraponto do Calçade. Obertozzi, e aí eu volto a falar sobre esse cara aqui porque é o seguinte, né, o Brasil tem 7 gols nessa fase de grupos, ele tem participação em 6, ele tem 4 gols marcados, ele é vice-artilheiro da Copa do Mundo, tá com o mesmo número de gols do Mbappé, do Haaland, e tá a 1 ali do Messi, né. Que Copa tá fazendo o Vini assumir a responsa mesmo, hein.
Boa noite, boa noite, boa noite, William, companheiros, fãs de esporte, nossa equipe espalhada pelo mundo. E podia ter mais um, né?
Devia ter mais um, deveria. Vamos falar disso também, deveria.
Mas eu fiquei pensando aqui se a gente não cita muito pouco o Vini nessa briga aí das feras, né? O povo, Vini já foi melhor do mundo, pô, né? Às vezes a gente esquece de olhar para dentro também, a gente esquece que a gente tem um grande protagonista do futebol mundial também, né? A gente tá muito encantado com a Copa que os craques estão fazendo e o Vini faz parte deles. Então assim, o Brasil tem um grande o grande protagonista da Copa do Mundo, ele atende pelo nome de Vinícius Júnior.
Então a gente às vezes fica esperando pela volta do outro grande protagonista, que entrou hoje, o Neymar, mas o grande protagonista desse time é o seu camisa 7, é o Vinícius Júnior, que fez o primeiro gol, fez o segundo gol e tá aí sendo o grande nome desse time, como desde o começo se esperava que ele fosse, né? E acho que desde o começo do trabalho do Ancelotti ele está sendo. Os números dele melhoraram muito, A participação dele melhorou muito.
E eu até comentei na rede social no intervalo assim, cara, antes do intervalo, antes do segundo gol, cada vez mais parece o Real Madrid do Ancelotti.
Ah, totalmente.
Cada vez mais parece o Real Madrid do Ancelotti, no sentido de assim, às vezes você sofre para encontrar uma identidade, como ele mesmo fala, não quero ter identidade, né? Mas é que às vezes você não consegue enxergar uma identidade, um modelo muito claro, né? Ele não faz questão mesmo de ter um modelo muito claro. Mas assim, em algum momento o time vai encaixar, a bola vai cair no Vini, e aí quando a bola cair no Vini vai acontecer alguma coisa mágica.
O Real Madrid ganhou duas Champions League assim, cara. Então assim, pode ganhar a Copa do Mundo assim?
Pode.
É favorito?
Não é. Mas não descarta, não descarta, porque eu falei antes da Copa e repito, Ancelotti entende de ganhar competições sem ter o melhor time. O Brasil não é o melhor time, o Brasil não é um dos 3 melhores times. Mas também não é, como disse o Jean, a porcaria que tentaram pintar quando empatou contra a Croácia.
E o Madrid, quando ganhou as duas Ligas dos Campeões com ele, também não jogou o melhor futebol da competição.
Não, ganhou com o goleiro sendo o melhor em campo na final. E aliás, parênteses, o goleiro da seleção brasileira hoje mais uma vez mostrou que quando exigido foi bem. O Brasil levou um gol na fase de grupos, né? O Brasil leva poucos gols em Copas do Mundo e de novo levou um gol só na fase de grupos. Isso é sempre bom a gente destacar, porque seleções que levam muitos gols A Argentina na última Copa foi uma exceção, ser campeã levando 2 gols da Holanda, 3 gols na França, levando dos pênaltis, é exceção.
Seleções campeãs levam poucos gols e é esse o caminho que o Brasil tem que seguir. O Brasil que joga no erro do adversário, joga, e tá tudo bem, vai ser assim. Sim, o Brasil vai jogar para marcar pressão, marcar alto, roubar a bola e acelerar, porque os jogadores que o Brasil tem são esses. O Brasil não é uma seleção que vai jogar como a Espanha, Para pegar a bola, rodar, rodar de lá para cá, esperar o espaço. Não, o Brasil gera o espaço chamando o adversário e forçando o erro dele.
Vai ser assim, é assim que o time joga e assim que o time vai continuar jogando.
Perfeito. Paulo Ricardo Calçade, Paulo Ricardo Calçade, não é a sua vez ainda. André Kifuri tá com a gente, quero ouvir André Kifuri. Suspense, suspense. Quero ouvir André Kifuri. Sobre essa apresentação da seleção brasileira, acendeu uma luz no fim do túnel. André Kifuri, tudo bem com você?
Tudo bem, William. Um abraço a todos vocês aí no Brasil. Eu imaginei que você ia me acionar antes do Calçade para manter o suspense, né, da opinião do Calçade, sempre com muito peso, muito critério, muito embasamento. Então, fã de esportes vai ter que esperar um pouquinho mais para ouvir o Calçade. E eu não sei para que lado o Calçade vai, embora eu imagine, mas eu já me coloco ao lado dos companheiros que já falaram, porque eu também acho que a seleção brasileira hoje deu um passo à frente, talvez mais do que um.
O sistema deu um passo à frente num jogo de maior grau de dificuldade e bastante pressão também. Enfrentou um adversário que tem mais possibilidades e mais qualidade evidentemente do que o Haiti. Alguns jogadores individualmente deram passos à frente. Eu creio que quem mais evoluiu desde a estreia foram os dois volantes. Eu tô de pleno acordo com o Birner nesse ponto. Talvez o Douglas Santos seja um jogador que também contribuiu individualmente com muitas características e muitas qualidades.
Mas os dois volantes que sofreram demais, porque de novo é bom lembrar, o susto que nós tomamos no primeiro tempo contra o Marrocos, eu vou insistir nisso, tem origem no atropelamento que o meio de campo da seleção brasileira sofreu. E aí Bruno Guimarães e Casemiro devem ter se sentido muito mal pelo que se passou naquela primeira meia hora. E não só eles, mas o time que tem se demonstrado em campo extremamente caloroso, não só nas comemorações dos gols, não apenas na participação dos jogadores no banco de reservas.
A gente tem percebido um ambiente muito positivo e acho que, como é um grupo de seleção que vai se formando ao longo do tempo, e o tempo ele não é muito generoso, as experiências elas servem também para ir grudando todo mundo. E a experiência negativa da estreia, eu suspeito que tenha tido um efeito muito, muito positivo no sentido desse grupo se enxergar mesmo como um grupo de irmãos, sem exagero nenhum. Isso é o que se reflete dentro do campo, a gente tem visto isso.
Agora, não dá, não dá para não falar, e muito, do Vinícius Júnior, até por uma questão de justiça. A cobrança que o Vinícius recebe quando joga pela seleção brasileira até hoje é de uma ordem de grandeza. O que ele está fazendo nessa Copa do Mundo é de uma ordem compatível. Dá para a gente dizer que a gente não sabe onde a seleção brasileira estaria agora na Copa do Mundo se não fosse atuação individual do Vinícius nas 3 partidas já bem descritas pelo Birner ou pelo Léo.
Agora eu não vou me lembrar exatamente. E de novo, a Copa nos apresentou até agora o dia dos goleadores, né, pela coincidência de colocar em campo Messi, Mbappé e Haaland em um intervalo de algumas horas. E até esse momento eu acho que a atuação individual do Vinícius não vinha recebendo um nível compatível de atenção. Eu não acho que tem que se comparar jogador, e por favor, não é isso que eu tô fazendo, nem tentando. Mas o nível de atenção ao Vinícius precisa ser maior pelo número de gols que ele tem e pelo que ele tem feito pela seleção brasileira no momento de extrema dificuldade e reconstrução de um time em plena fase de grupos da Copa do Mundo.
Hoje ele também deu mais um passo adiante, mantendo o nível decisivo que ele apresenta desde que a Copa começou.
Vale até essa conversa daqui a pouquinho, são 2 horas, né, Dileane? Passe aqui na ESPN, no Disney Plus, no YouTube, no TikTok, vale essa conversa, até colocando os outros também no papo, né? Porque você foi muito bem na Copa, o Vini Júnior foi melhor do mundo outro dia, né? E eu acho que o nível de cobrança dele na seleção brasileira é altíssimo. E também não acho que é injusto não, pelo que a gente esperava. Por isso que até abriu o programa hoje, falando, temos que falar, né?
Primeira coisa, o Vini Júnior, porque acho que o André tá perfeito, é o nível de grandeza ali compatível, tanto quando você é cobrado quanto você tem que ser exaltado. Chegou o momento, hein, Fã de Esportes? Muita gente aqui já no chat perguntando, na expectativa. O Jean começou com essa história e aí jogou um holofote enorme para você, calçado de uma responsabilidade muito grande. Mas a sua experiência, a sua casca, você vai saber lidar com isso, né, Calça?
Tudo bem?
Boa noite. Não tem suspense, né? O que eu posso dizer é: por mais Escócias no caminho do Brasil—
Quantas Escócias teríamos lá?
Se fosse com mais 5, o Brasil é campeão do mundo. O que eu, uma coisa é conviver com o placar, e isso é o que 99% no momento analisa o jogo com placar. O Brasil tem uma campanha boa, empatou com o Marrocos, que era o time mais forte. Se tivesse encerrado contra o Marrocos, talvez seleção poderia ter vencido o terceiro jogo também, né? Depois o Brasil saiu bem contra adversários que o Marrocos teve mais problema para jogar. Brasil fez 7 gols E tomou um.
São números bem legais, bem legais, são números bem legais. Agora, analisando é o rendimento, a evolução do Brasil, eu acho ainda uma equipe pobre. Por exemplo, a subida de pressão hoje foi um horror. Mas fez o gol que o Rayan, tudo bem, numa saída de bola, era um tiro de meta ali que o goleiro resolve sair jogando, e é uma grande de uma, né, mancada, porque em vários momentos você vê o Vinícius sozinho chamando o time e tudo desencaixado no meio, totalmente desencaixado.
Até porque eu fui anotando esses pontos, né, e eles continuam aqui na minha memória. Aqui é, só jogou pelo lado esquerdo. Então se alguém falar mal do Ryan, precisa, a gente tem que entender o contexto. O Ryan foi absolutamente esquecido no jogo, algumas bolas para ele, mas Ele tinha aqui o Bruno Guimarães, do outro lado Paquetá, Paquetá, o Douglas e o Vinícius. O Brasil só jogava aqui, e ainda o Matheus Cunha também vinha lá direito.
Era uma bola na profundidade, não se jogava pelo lado direito do Brasil, só do lado esquerdo. Então o Brasil conseguiu fazer os gols reagindo aos erros da Escócia, e faz parte do jogo. Uma Escócia que entregou e errou muito. Mas não foi uma pressão maravilhosa necessária contra um time bom, não foi. Você vai jogar contra o Japão ou Holanda neste nível de hoje, a gente vai ter mais problemas. Aí evoluiu, podemos entender que sim.
Eu, por exemplo, não gostei da atuação no meio de campo, achei ela ruim, ruim, porque é um jogo que só escorre para fora, não tem jogo por dentro, só tem jogo por fora. É assim, os volantes da Escócia ficavam no Paquetá e no Bruno Guimarães. E o Brasil ali tinha que— os caras tinham que se afastar da marcação para poder fazer alguma coisa. E aí o Paquetá com o Vinícius tentando, né? Então assim, eu vejo que para continuar a Copa são dois tipos de análise.
A minha primeira: os números estão bons. A outra é: o Brasil tá em uma boa atuação para prosseguir na Copa como favorito? De forma alguma. Isso não existe no time brasileiro ainda. Então é, contra a empolgação do placar, eu tô com o pezinho um pouquinho mais no chão. Acho que a nossa trajetória, ela ainda merece, precisa de melhorar muita coisa, muita coisa. Eu assim, pro placar 3 a 0 e tal, legal, mas como seleção pra ganhar uma Copa, a gente realmente não tem ainda nenhum vestígio.
Mas você não vê essa, o Brasil subiu uma escadinha de um jogo pro outro? Pra você, o Brasil de hoje é o mesmo do primeiro jogo?
Não, mas é um adversário diferente, né? É o adversário mais frágil. O que a Escócia— como é que foi o primeiro gol do Brasil?
Falha do zagueiro, pressão lá do Rayan. Segundo gol também, mesma falha do goleiro.
Por mais, e o gol impedido também foi falha. Por mais Escócia no nosso caminho, eu não vejo— eu vejo o Brasil reagindo bem, sem uma pressão maravilhosa que deveria ter, e contra um time que foi, que falhou demais. Então assim, eu não me empolgo, embora reconheça os números que São ótimos jogadores.
Sabe o que eu acho que tem de positivo? É muito o que o Léo falou em relação à comparação com o Real Madrid, que ganhou a Champions com Ancelotti sem jogar. Essa é a convicção da maneira de jogar, porque eu acho que isso não tava claro inclusive no começo, né, no primeiro jogo e tal. Claro que contra um adversário muito diferente, mas se você for olhar o momento que o Brasil era bem superior à Escócia, que foi o primeiro quarto, infelizmente a gente vai ter que começar a tratar o jogo de futebol por 4 quartos, pelo jeito.
Mas no primeiro quarto da partida, o Brasil, ele não teve nem mais posse de bola que a Escócia. Então eu acho que assim, é interessante também, olhando para as possibilidades que o Brasil tem. Óbvio que o Brasil não é favorito para ganhar a Copa do Mundo, mas é interessante essa noção de como é necessário jogar, como esse time pode jogar, o que esse time pode fazer. Eu acho que é até contraditório com o fato de que o Brasil acaba roubando as bolas, né, com falha ou não.
Obviamente, se os caras não estivessem ali, então essas bolas não seriam roubadas. Sim, é fruto da pressão. É que acho que o que o Calçadinho tá falando é que, embora seja fruto da pressão, os erros cometidos pela defesa escocesa não são erros habituais, quer dizer, não são erros que a gente vai ver acontecer com times mais capacitados. Jogos, né? Agora, de qualquer maneira, o Brasil, acho que tá mais claro o que cada um tem que fazer.
E aí tudo bem, a gente entra nas individualidades. Então olhar para o que o Matheus Cunha tá fazendo, para esse trabalho importante, porque aí não tem jeito. Tem uma coisa de olhar para certos jogadores e ver o óbvio, que eles são espetaculares do ponto de vista técnico, que eles são decisivos, que eles resolvem jogos. E nessa categoria está evidentemente o Vinícius Júnior, todo mundo queria protagonista e está entregando todo protagonismo do mundo.
Até acho que ele não foi tão citado nas primeiras rodadas, porque o que se citou muito nas primeiras rodadas foi o número de gols. Então tava todo mundo já 2 gols no primeiro jogo, 2 gols, 3 gols o Messi, e continuaram fazendo 2, 3 gols. Então a coisa, né, acho que foi muito pelo número de gols, porque o Vini já tinha jogado muito bem, tinha feito um golaço na primeira partida. Depois, né, a gente não precisa nem dizer da participação dele contra o Haiti, e hoje os 2 gols.
Então assim, o protagonismo tá todo ali, e óbvio que ele é essencial, assim como a gente fala que, né, a Argentina sem o Messi— e por favor, ninguém tá comparando Vinícius Júnior com Messi— mas assim, assim como a gente fala que certas seleções precisam do protagonista para ter chance de ganhar a Copa do Mundo, o Brasil precisa desse protagonista também, com certeza, deste Vinícius Júnior jogando dessa maneira. Acho que tá muito longe, concordo com o Calçade.
A gente, a partir do mata-mata, vai ver um nível de dificuldade muito maior, e isso vai valer para quase todo mundo, porque vai ter gente aí, Alemanha pode pegar Bósnia, que eu acho que é um presente dos deuses, né?
Embora, cuidado com essa história de presente de Deus, sempre deu errado.
Lembrar, Bósnia eliminou a Itália agora. Mas olhando para uma Copa do Mundo, para seleções classificadas, a Bósnia de fato é um bom adversário.
E o Brasil, acho que assim, O importante é isso.
Embora eu esteja me sentindo um Pachecão aqui perto da análise do Calçade.
Eu me senti um Pacheco como eu nunca me senti na minha vida. Eu nem sou Pacheco, mas perto do Calçade eu tô Pachecasso.
Eu acho que o nível tende a subir com o nível do adversário subindo também na próxima fase, né? Porque você vai exigir um pouquinho mais. É claro que agora a gente vai ter que ver quem vai ser esse adversário, né? Porque as exigências de Holanda, Japão e Suécia são muito diferentes entre elas.
É outro jogo.
Então cada uma exige uma coisa. Tipo, a Holanda, por exemplo, com o seu jogo pelos lados, como é que o Brasil, que não tem laterais ofensivos, vai lidar com isso?
Eu tive rapidamente essa conversa com o Calçade, a gente fala disso depois.
E tem meio de campo, hein?
E tem meio de campo.
Eu não quero, por exemplo, que o Gakpo bata com o Danilo o tempo inteiro.
Perfeito.
É um problema muito sério.
Ao mesmo tempo, o Japão tem uma linha defensiva muito mais disciplinada e que erra muito menos que a Escócia. E nisso eu tô de acordo com o Calçade. O Brasil não vai enfrentar uma outra defesa tão permissiva quanto o Brasil.
Vai sair mais para o jogo do que Holanda e vai dar mais espaço para o contra-ataque.
Não vai sair mais, eu acho.
Não acredito, não acredito, não acredito.
Eu vejo o Japão jogando bem baixinho, vai ficar com a bola, vai ficar com a bola mais do que o Brasil.
O Japão vai trabalhar a bola.
Eu não vi onde é bloqueado, onde tá marcado.
Se você for ver o que foi Holanda e Japão, eu acho a única dos três que tentaria jogar um pouquinho é Holanda, que eu também acho.
Eu acho que o Japão marcaria no bloco médio, daria mais espaço.
Talvez o Japão seja Japão é só mais vertical que a Holanda, porque ele tem, ele é esse jogo o tempo todo.
Sim, é, mas a Holanda quer dizer sair mais, pode ser mais vertical. Eu acho que o Japão, eu tô com o Léo, o Japão sai muito menos, muito menos que a Holanda. Eu acho que a Holanda sai, né, eu acho que a Holanda sai contra o Brasil. E só que aí tem uma coisa que o Binelli falou que eu concordo assim, que é, e aí eu olho muito para isso, porque a gente ficou falando e eu até parei para pensar um pouco, e hoje olhando para uma dúvida também em relação ao Danilo.
Não que ele tenha ido mal, mas vale olhar, né, para quem os adversários têm jogando ali como atacantes agudos pela esquerda. Isso pode ser uma questão, né? Eu acho que isso pode ser uma questão. O Douglas tá indo bem, mas também não foi testado num nível absurdo até agora.
Então aí, outra coisa, só para completar, o Vinícius talvez tem que voltar um pouquinho mais O Brasil tem que tomar muito cuidado porque o Dumfries tem feito também uma grande Copa lá do lado direito, lateral holandês. Ou seja, você tem dois bons jogadores para o lado direito para atacar e você tem o melhor jogador da Holanda do lado esquerdo.
Então os jogadores de lado da Holanda são muito fortes e acho que isso pode ser uma questão. Então é mesmo aquela lógica de, ah, prefiro, prefiro a Holanda ao Japão porque a Holanda é mais faceira, sai mais. Então Na história, eu assim, cara, eu sempre olho para os times, eu olho principalmente para os 11 de um lado, 11 do outro, como joga cada seleção. E eu já não sei, já não tenho essa convicção toda de que é melhor pegar a Holanda do que o Japão, não.
Eu acho que se o Japão ficar esperando, a seleção já mostrou que não tem problema nenhum, mesmo contra a Escócia, de eventualmente ficar também e de jogar para as bolas agudas, principalmente com o Vini Júnior e tal. Então, sinceramente, eu não sei. Mas você vê como as coisas mudam.
É isso que eu tô querendo dizer.
Pode não estar uma maravilha, não é a seleção dos sonhos e nem tinha como ser, mas eu acho que assim, devagarzinho, calma.
Eu achei a análise do Calçatti muito rigorosa, com todo respeito, muito rigorosa.
Realmente lembrou o Cláudio Karsugi. A seleção foi bem, jogou uma boa partida, nota 5,5.
Achou a concorrência grande?
Nada mais.
A sua conclusão, nada mais eu discordo, a sua conclusão de que esse futebol do Brasil não vai levá-lo ao título, a não ser que ele pegue 5 Escócias, aí perfeito, assina embaixo. Então, por outro lado, pensando no jeito que o Ancelotti prepara a equipe, no que ele tem realmente de possibilidades nesse momento, num estágio tão inicial de formação do coletivo, eu entendo, por exemplo, a equipe forçar o jogo pela esquerda. Porque, por exemplo, a Escócia tinha muito mais avanço com o Robertson lateral passava muito mais pelo lado esquerdo e a jogada, o McTominay sai da direita para dentro, entra na área junto com o centroavante, a bola vai para o lado esquerdo, a Escócia cruza a bola na área, chegam os dois juntos.
O Ryan, se a Escócia tivesse 5 laterais direitos, você acha, e marcando o Vinícius, você acha que o Brasil ia inverter o lado?
Eu acho que o Brasil faria, tentaria fazer mais coisas assim. Eu acho que o Brasil tentaria mais coisas assim.
Eu acho que ia insistir no Vinícius e bola no Vinícius. E o Vinícius principalmente, o Vinícius que a gente tá discutindo aqui, Então, Vinícius artilheiro, sim, com gol. Vinícius construtor, que ele também é uma missão dele, eu acho que ainda precisa de mais na Copa. Ele artilheiro, que é super importante, e se ele for assim até o final, ótimo. Na percepção do espaço, de onde está, o que fazer de frente para o gol, isso o Vinícius tá excelente no Mundial, a ponto de ter números, se não é retirado o gol dele, que foi um escândalo, teria sido, ele estaria ali junto com o Messi.
É porque assim, o treinador da seleção brasileira é o Carlo Ancelotti, e o Carlo Ancelotti ele tem obviamente muito da cultura italiana. Não é o italiano do catenaccio, mas é o italiano que vai se adaptar ao que o adversário faz, que essencialmente é a mesma coisa, né, para tentar nos defeitos do adversário matar seu jogo com que você tem de melhor. A partir do momento que num jogo está funcionando, acessa o Vini, a pressão do Vini funciona, o Vini no contra-ataque é mais perigoso, o outro lado oferece um pouco mais de risco, um pouco mais de risco, por que ele não vai trabalhar mais em cima de matar esse pouco risco maior e não continuar acessando o seu principal jogador? Então eu acho que se fosse necessário, ele tentaria fazer outros encaixes.
Ter uma equipe com um repertório um pouquinho maior, mas não vai ter, não vai ter, não vai ser o Brasil da Copa. Você pega assim nos jogos, o mapa A movimentação do Brasil, ela é toda lá do esquerdo. Uma boa marcação por um time que não usa o lado oposto, ele não usa, o Brasil não usa, e quando usa, usa mal. Você tá num dia que você tá repleto de novidades para você superar, porque você não jogou assim dessa forma.
Mas o calçadinho, você acha que tem a ver com as peças?
Assim, não entra, não entra, você não tem bola no centro do campo e se joga por ali também. Não é só pelas— ah, joga, que ele virou um, ainda mais no Brasil, jogar pelas pontas.
Tem dia que não tem jogo associado, mas os passes saem dali.
Tem dia que sim e tem dia que você tem que jogar também por dentro. O terceiro gol sai por dentro. O Brasil não tem condição de jogar, ele não apresentou.
Não tem jogo associado, mas os passes saem dali.
Mas se não tem o jogo ali, um dia que as beiradas estiverem bem marcadas e qualquer um a partir de agora vai fazer isso, que vai aumentar o nível, vai ser a dificuldade um pouco maior.
O André chamou, pera aí, fala, André.
Não, só para recordar aí, no, com objetivo claro de agregar ao debate, né, o terceiro gol é uma construção do Bruno Guimarães por dentro da defesa da Escócia, até dentro da área, e com categoria ele abre e dá uma assistência para o Matheus Cunha. De todo mundo que já explicou o que pensa sobre o jogo hoje na mesa, é, como é que eu posso falar, a minha, a minha linha tá muito próxima da do Jean. E não é a primeira vez que isso acontece, mas também não é tão frequente assim.
Então a gente pode também, né, assimilar, assimilar isso. Mas eu, eu tô no seguinte, com o seguinte pensamento: não era possível estar jogando hoje por música ou com grandes interpretações do tradicionalíssimo futebol brasileiro, jogo bonito, nada disso. Não acho nem que esse seja o objetivo. E a coisa começou tão complicada e tão assustadora que o Ancelotti, ele tá tentando dar passos e ele está conseguindo dar passos a um sistema que tem se mostrado confiável.
Longe de ser perfeito, mas confiável dentro das características dos jogadores para produzir o tipo de jogo, o tipo de competição que o Léo Bertozzi descreveu agora há pouco. E eu não acho que passa pela comissão técnica alguma outra pretensão. Eu acho que o que passa na cabeça da comissão técnica é a evolução desse sistema, mas dentro do mesmo tipo de jogo. Em termos de repertório, É claro que vai ser necessário ampliar um pouco para ter mais saídas, para ter mais opções, mas eu nem sei se o Ancelotti já está pensando naquilo que será necessário, por exemplo, nas oitavas de final.
Acho que ele não tem esse luxo, ele não tem esse luxo. Então ele precisa tentar acertar coletivamente o time do Brasil dentro de uma ideia que para mim tá clara que ele tem, e desenvolver essa ideia. Não acho que nós veremos um time muito diferente desse em relação a perfil, características, mas o repertório eu entendo que precisa melhorar mesmo. E numa coisa eu acho que tá todo mundo de acordo: o futebol apresentado hoje contra a Escócia, por melhor que tenha sido, por mais agradável que tenha sido, não caracteriza, não qualifica a seleção brasileira para se enxergar como candidata por enquanto ponto, pode ganhar a Copa.
É, eu acho o seguinte, primeiro, o Brasil, obviamente, o Ancelotti tem plena consciência disso, não está entre os favoritos. E não é que o time tá jogando por música, repito, ele teve muita dificuldade, ele perdeu 5 titulares, perdeu 5 jogadores no momento em que esses caras eram titulares, e tá remontando o time o tempo todo.
Implodiu o lado direito.
Então é claro que, é claro que ele não vai assim, não é que ele diz, bom, a minha seleção joga joga um futebol de um nível tão alto que não me interessa que adversário vem pela frente, como joga, onde é mais forte, onde é mais fraco. Eu vou jogar do meu jeito. Não é isso, não é assim. E não foi contra Marrocos, por exemplo, porque você pode até falar das peças, mas se você considerar que o Douglas ficou mais contra Marrocos, para que que o Ancelotti tava olhando?
Para força do lado direito de Marrocos, com Hakimi, com Brahim Dias. Então ele vai olhar para o adversário, ele vai tomar decisões baseado naquilo que ele vê de força do adversário. Agora ele tem um time já mais encaixado. E acho que em relação ao fato de usar só o lado esquerdo e não usar o direito, a gente também precisa lembrar do que foi o começo do jogo contra o Haiti, quando ele tinha o Rafinha e não um jogador de 19 anos, que eu até acho que foi bem, fez o jogo dele e tal.
Mas, mas assim, é normal que numa seleção brasileira com essas peças, quando você tem o Vini Júnior caindo mais para o lado esquerdo e arrebentando, com a responsabilidade que tem, né, melhor do mundo, já foi todo peso, a Copa do Mundo que vai fazendo, e um garoto ali estreando como titular do lado direito de 19 anos, é normal que se procure mais o cara do lado esquerdo. E também em relação aos laterais vale isso, porque a gente tem hoje um lateral direito que é um zagueiro, que é o Danilo, que fica e que não vai ficar subindo o tempo todo. Tentou uma vez ou outra, mas acho que nem deve mesmo.
Subir muito, sobe mais.
E o Douglas que sobe mais. Então se você também olhar o mapa de atuação tanto do Douglas como do Danilo, você vai ver que um fica mais, o outro, e cai mais para o meio, joga com mais amplitude.
No segundo tempo, em alguns momentos de posse de bola, o Douglas Santos abriu. O Vinícius veio no segundo tempo jogar, ele jogou menos na beirada do que jogou na primeira etapa. Ele veio para jogar ali naquele esse espaço entre lateral e zagueiro, sem ser perseguido pelos volantes, né, que os volantes estão de olho no Paquetá e no Bruno Guimarães. E o Vinícius, ele tanto que ele coloca o Vinícius por dentro, quando entra o Martinelli, primeiro Martinelli vem jogar por dentro, por dentro, é o Douglas Santos aberto.
O lado direito não tem esse lateral para alargar o campo, Raramente o Danilo faz isso, então você via mais o Ryan. Só entendo que é preciso variar mais, um time precisa variar. No seu principal jogador tá do lado esquerdo e ninguém duvida disso, porém não dá para não jogar pelo lado direito. Até o lado direito como inversão da bola, você atrai o adversário para um lado, beleza, você vai jogar com Vinícius, com Paquetá, Douglas Santos, Mateus Cunha vem por ali, você traz o teu adversário e inverte bola para o cara da velocidade.
Para quem vai estar sobrando, super, isso funciona no mundo todo.
Mas isso não funcionou bem, isso não foi legal. E o Real Madrid do Ancelotti jogava muito mais seleção brasileira, senão parece que tá ali.
Não, mas também é normal, né?
Ele foi fazer isso porque é um time, treinamento todo dia e tal, etc.
Eu achei, ainda que o pessoal fale das bolas na esquerda, na esquerda, na esquerda, e o movimento que a gente viu sobretudo no segundo tempo foi esse mesmo, de um Vinícius fechando mais para o meio e o Douglas dando a tal da amplitude. A gente acaba usando, eu não gosto muito de ficar usando os termos, mas enfim, o Douglas ali recebendo essas bolas, e acho que ele recebeu poucas, porque foram vários os momentos em que o Douglas tava abertão ali pelo lado esquerdo sem ninguém marcando.
Ninguém marcando e ele não recebia essas bolas. Então assim, também talvez o protagonismo do Vini atrai os olhares e a bola. O protagonismo do Vini fazia com que tudo de alguma maneira fosse parar nele. Acho que isso tirou bola do Rayan, tirou bola do Douglas. Mas a boa notícia é: o Vini tá sabendo o que fazer com as bolas que recebe.
E assim, do meio, e por isso que eu tô mais com avaliação do Birner no começo, a partida do Bruno, duas assistências, E a movimentação no terceiro gol, que o André chamou atenção, ela é uma movimentação que se você focar no trio ali, no Bruno, no Paquetá, os dois meias mais avançados, e o Matheus, o Matheus volta para gerar o espaço e troca de posição com o Paquetá, o Bruno ataca o espaço vazio.
Ele foi volante e meia, sim, no jogo.
Ele fez a partida do Bruno, foi muito boa.
Você falou do lado direito, o Calçade, passando até para o André aqui. Nós tivemos o lado direito o Rayan, né? Essa era a expectativa: quem vai ser o substituto do Rafinha? Colocar o Rayan, vai colocar o Luiz Henrique? Enfim, foi o Rayan. O Calçade falou de sentir falta, claro, de maior participação no renda-bola chegar no Rayan, ele ser mais acionado, né?
Eu não tô criticando o Rayan porque eu acho que ele não merece.
É porque o jogo não ajudou. Porque é legal a gente fazer uma avaliação do Rayan aqui, André, porque assim, mesmo que ele não tenha sido muito acionado Eu particularmente, até para um garoto de 19 anos que entrou numa Copa do Mundo numa situação de substituição ao Rafinha, eu acho que o Rayan fez uma boa partida. Inclusive ele participa do primeiro gol da seleção brasileira ali com aquela pressão alta, né?
É, eu também acho que ele fez uma boa partida considerando tudo que você falou e o fato dele ter recebido essa oportunidade. A gente vinha falando nos últimos dias a respeito, né? Da questão teórica, das características, do perfil de jogador do Luiz Henrique, em tese, ser mais adequado ao tipo de jogo que a seleção brasileira enfrentaria em termos das dificuldades oferecidas pela defesa da Escócia. O Ancelotti foi por um outro caminho.
Daqui a pouco o Pedro Ivo Almeida estará aqui participando do programa depois que terminar o trabalho de entrevistas coletivas. O Gustavo Zuppac também vai participar do Linha de E o Pedro tem um pouco mais da visão da comissão técnica da seleção brasileira sobre essa escolha, sobre essa dúvida entre o Luiz Henrique e o Rayan. E aquilo que o Pedro ouviu, e eu vou deixar para ele contar quando ele, quando ele chegar, vai além dessa questão puramente tática do Rayan ter também o drible para o lado direito, não fazer o movimento em diagonal do lado para o centro.
Por dentro, que é uma característica também do Luiz Henrique. E o Ancelotti querer abrir o campo de um lado com Douglas e do outro com o Rayan jogando como ponta tem mais em relação ao que ele oferece ao time, que tem a ver com como ele tem treinado de maneira geral. O pacote oferecido pelo Rayan tem agradado mais a comissão técnica, e isso vale para diferentes tipos de adversários. E diferentes tipos de jogos nessa obrigação que o Ancelotti tem de encontrar o melhor substituto para o Rafinha no ataque do lado direito da seleção brasileira.
Mas eu entendo que o jogo não ficou tão bom para ele mesmo, a bola não, não se apresentou, o time também não procurou tanto, mas ele cumpriu o papel. E se a gente soubesse antes do jogo que ele iria com a pressão que deu origem ao primeiro gol, um gol aos 8 minutos que começa a aliviar aquilo que a seleção brasileira tinha como responsabilidade e os objetivos que deveriam ser alcançados no jogo de hoje, ele teve uma boa atuação, uma atuação com alguns contornos decisivos para a vitória da seleção.
E o Ryan teve uma grande chance, curiosamente, caindo pelo lado esquerdo, né? Quando ele recebe uma bola, tira o zagueiro, dá um chapéu Domina e na hora de finalizar o goleiro defende.
Acho que é um gol que tá para fora. Não só pelo que o Ryan fez, mas aquela jogada foi maravilhosa, foi uma jogada muito bem trabalhada mostrando qualidade de todo mundo. Só para dar os números, foram 55 ações com a bola do Vinícius, 43 do Ryan.
Olha só, 40 jogadores. É, é, exatamente. E aí eu pergunto para vocês, que o Bruna queria falar aqui, o Criciúma ganhou pontos, mas muito, até pelo papel tático.
Mesmo faltando essa parte ofensiva, vai jogar.
Eu vou ter que só na pressão que ele fez ali para geral, vai jogar, vai jogar.
Quer ver?
Manda aí, Berdã.
É, pera aí só um segundinho. É onde que eu separei isso aqui. Bom, eu acho que tem, daqui a pouco eu trago os números. Eu acho que o Raio teve uma participação defensiva muito boa também, mas muito boa também. Bem lembrado, bem lembrado. Muito boa. Deixa eu voltar na bandeira de escanteio uma hora lá Não, e ganhando os duelos. Eu tava procurando os números, o número de ganhos, e acho que na parte ofensiva faltou um pouquinho de tomada de decisão um pouco melhor em um ou outro momento.
Eu acho que até faz parte, mas assim, não errou nenhum passe bobo e tava nos setores do campo onde eram necessários. Eu concordo com o Calçade aí, eu assino embaixo que ele foi um pouco acionado, mas eu também entendo o Rayan um pouco retraído, porque quem via o Rayan estreando no Vasco e jogando na Premier League, ele começa os jogos assim nas suas equipes, é muito à vontade. Não tá à vontade desse jeito na seleção brasileira.
Você vê que ali a coisa é diferente, é um outro tamanho de torneio, é a camisa mais pesada, são 19 anos.
E outra, né, só tem em todos os lados, você pega o Rayan jogando como lateral atrás dele, tem um jogador hiper experiente, o Danilo. E todos os caras muito mais velhos, né? O Brasil tem uma média altíssima. Bruno Guimarães já tá na segunda Copa, Casemiro, então nem se fala. Todos os companheiros do Ryan, tirando o Matheus Cunha, são caras que já fizeram muito, estão numa— ou como Vinícius está numa fase madura da carreira, 25 anos.
Outros já estão passando, não estarão na próxima Copa. Então assim, é um garoto no meio dessa galera. E então tem que se analisar com cuidado. E o Ancelotti, se ele começar, começar assim, a cada rodada ele troca, troca, troca, troca, troca, ele não vai alcançar nunca. Então eu acredito que ele vai voltar com o Raya no próximo jogo, manter essa forma de jogar. O Matheus Cunha cumpre para ele papéis que às vezes, ao olhar do torcedor, não sejam papéis tão interessantes.
Mas para consistência do time, até no centro do campo, onde eu entendo que o Brasil falha muito, é um cara que preenche ali aqueles espaços. E é um, como atacante, a parte atacante do Matheus Cunha gosta de chegar junto com a bola na área. Então isso é bem interessante. Ele gosta de, né, de o jogo vai sendo construído e ele vai junto. E pode ser ainda um parceiro muito melhor para o Vini Júnior. Também tem isso, o Matheus Cunha, que o Vini também não pode, não pode esperar que o Vini faça tudo sozinho.
Ele precisa da bola, ele precisa do passe, ele precisa de uma tabela. E bom, eu acho que nesse caso dá para evoluir.
Só os números defensivos aqui: ele tentou 2 desarmes, os 2 funcionaram, ele interceptou uma vez a bola, recuperou 3 bolas. Então foram duelos no chão, 7, ganhou 5. E duelos aéreos, 3, ganhou 2.
Ele é treinado por um cara, foi treinado pelo Iraola, que fez uma falta só, que cobra muito isso, né? Então assim, ele no dia a dia, desde que ele chegou lá, isso não é opcional, né? Ele é um cara que ele sabe que assim, perdeu a bola, meu amigo, vai para cima, né? Então você não precisa cobrar isso dele, ele vai fazer, né? Então eu assim, hoje você não discute o time que começa.
Exato.
O time tá, não importa quem seja o adversário, tem certeza?
Tem, porque pela primeira vez na Copa a gente não é sinal de evolução. É então, é um sinal claro de evolução quando você olha para o time e fala assim, é esse time, não tem que mexer.
Eu digo uma evolução, mas também olhando para você, não tá bom, é onde é que tá a mudança? Vamos, por exemplo, eu gostaria de ter visto Danilo na equipe. Danilo Zé, meio-campo, jogador do Botafogo. Acho que o Danilo pode, em situações difíceis no meio de campo, ele é um jogador que pode conduzir a bola, ele tem uma chegada na área.
Eu te pergunto, é o momento agora de colocar o Danilo?
Agora sim. O Ancelotti teve 3 jogos e nesses 3 jogos o Danilo não foi o foco do Ancelotti. Sim, não foi o foco. E não seria o Ryan, tá? O Ryan foi porque o Rafinha se machucou. Senão também estaria nessa mesma condição.
Fica aqui comigo, fica aqui comigo.
Eu achava que ele ia começar com o Luiz Henrique hoje.
Só uma coisa, acho que assim, o que ele tinha falado, o que mais me surpreende, porque assim, aí daqui a pouco a gente vai entrar nas entradas dos atacantes e tudo mais, as obrigações praticamente parece que o Ancelotti tem de colocar, né, hoje Neymar, o Endrick, as pressões. Ele até brincou com isso um pouco na última entrevista coletiva. Mas só me surpreende porque ele fez a substituição que seria substituição do Danilo para entrada do Danilo meio-campista, que foi a saída do Paquetá, porque acho que isso poderia sim ser cogitado.
E ele prefere o Martinelli. E o Martinelli, como disse o Calçade, começa jogando ali pelo meio. Então eu acho que no fim das contas ele tá na cabeça, né, com a ideia do Martinelli entrar por ali, porque aí o Martinelli, né, em determinado momento, quando o Brasil tem a bola, abre pelo lado esquerdo, faz aquele trabalho pelo lado esquerdo, permitindo ao Vinícius jogar mais ainda centralizado do que ele tem jogado. Então eu acho que é por isso que, no fim das contas, na hora que ele tira o Paquetá, ele não coloca o Danilo.
Porque o Danilo, quando chega, e ele tem chegado muito nessa temporada para finalizar, para, né, ofensivamente dentro da área, mas ele chega sempre pelo meio.
O Martinelli entrou Aos 66, aos 21 minutos do segundo tempo, quando tá 3 a 0, Matheus Cunha fez o gol 60. E aí eu vejo também uma questão do Ancelotti de buscar elementos assim mais fortes. E quando eu falo elementos, não tô me referindo a uma pessoa, falo do jogo mesmo, de conteúdo, que é de um ataque mais vertical e mais rápido, porque você tem uma vantagem. E o que é essa vantagem? 3 a 0 no placar, Ele vem e coloca o Martinelli.
Martinelli, você tem Vinícius Martinelli, tem o Ryan ainda, você tem velocidade. Uma Escócia que já tá batida e tá saindo, e é pegar o adversário. Vale para Escócia, até o Haiti, ele fez isso contra o Haiti, foi segundo tempo contra o Haiti, mexeu bastante. O segundo tempo de 3 a 0 foi baixar o time, esperar com bloco mais baixo assim, que é o que é o bloco, é todos os jogadores jogadores aqui atrás para contra-atacar. Então vejo que nesses jogos, é, o Ancelotti, não sei se eu poderia chamar isso de treino ou deveria, mas ele está buscando este formato para pegar adversários que jogarão assim contra o Brasil numa fase agora mais forte, mesmo não vencendo o jogo.
Ele aposta sempre, me parece, ele vai apostar cada vez mais no jogo agudo, que é o que a gente falou aqui nesses dias, que era o jogo que mais é a cara do Brasil, né?
Tem união, né? As pessoas, queiram ou não, que o Brasil de repente vão começar a se incomodar com o Brasil baixando linha e jogando recuado para escapar no jogo mais agudo e mais vertical. Mas esse é o caminho que ele aponta. Eu acho que a própria entrada do Martinelli e não do Danilo— e é curioso, né, porque nós estamos falando de um jogador bem mais ofensivo que o Danilo, a gente fala de um meia atacante, claro, ou um ponta, como queiram, né, e não de um volante ofensivo.
Um meia, no melhor dos casos. Mas é porque ele pensa nesse tipo de jogo, porque não são mudanças. Cada vez mais o Brasil vai apostar nisso.
Não são mudanças para reter a bola, é, não é para reter.
Acho que o Brasil não vai querer se impor no jogo, ter mais posse, ficar tranquilo.
E tudo bem, isso Ancelotti não tem nenhum problema.
Aí entrou desde o primeiro momento dele, da primeira fala, primeira convocação, primeira ideia de jogo.
Porque ele sempre foi assim.
E ele é isso.
E eu sempre repito, esse é o cara que já teve Casemiro, Modrić, Kroos, já teve Pirlo, Gattuso, Kaká, Seedorf. Então ele não tem problemas para administrar setores diferentes, ele já teve todo tipo. Apenas que ele olha para o Brasil e olha para ataque, olha para o meio de campo e olha para ataque. Ele fala, eu acho que eu vou investir onde eu tenho mais e melhor, e é o ataque. Ataque e não meio de campo. Agora, a vantagem que talvez, e por isso que eu acredito nesse formato, é o Ryan tá, como disse o Léo, ele, ele quando vai para Premier League você tem alguns contratos.
Você quer jogar, é assim, para ficar no time você tem que ficar cumprindo essas funções, senão você não joga. E o cara joga desse jeito. Aqui no Brasil às vezes é mais difícil, até porque com a dificuldade do Vasco, o que que fazia o Diniz? Pegava a joia e botava a joia para brilhar onde dava, porque os outros jogadores tinham muito mais dificuldade. No caso do Brasil é diferente, no caso também na Inglaterra é diferente. Então você tem o Ryan que volta, você tem, fica o Vinícius, 3 no meio de campo, Casemiro, Paquetá e Bruno Guimarães, mais o Ryan voltando.
E o Matheus Cunha faz isso também, que é da natureza dele. Então o Brasil, quando retorna, Às vezes o Brasil pode retornar com 5, e isso impacta também numa proteção no sistema defensivo. Que eu não gostei de uma coisa hoje: pelo alto, o Brasil ainda esteve vulnerável em momentos que um bom atacante tinha guardado duas vezes. Aliás, aliás, escapou. Mas hoje foi preocupante.
Até para liberar o André Kifuri, com uma última para ele.
Bem lembrado, hein?
Mas assim, no intervalo do jogo, eu passei ali para tomar um café, encontrei o Birner. Conversamos sobre o primeiro tempo e o Birner já apontava essa, e isso aconteceu no segundo tempo novamente. Tanto é que o Alisson faz uma baita defesa, que a bola é uma coisa, o lado vazio do copo pela metade, meio vazio.
A saída de bola do Brasil que não funcionou contra o Haiti nem teve como testar contra a Escócia.
É verdade. Ô André, vamos lá, eu preciso, eu recebi a informação aqui que eu preciso liberá-lo, mas eu queria ouvi-lo sobre inclusive essa questão da manutenção do time, porque eu vi que você se posicionou aí, eu cheguei a te ouvir, essa manutenção da equipe sendo uma amostra de que houve alguma evolução. Quando a gente olha e fala é esse time para o próximo jogo, isso não vinha acontecendo.
Sim, eu tô de pleno acordo com o Léo quando ele diz o time é esse contra qualquer adversário. A gente tem que tomar cuidado, o Ancelotti ele tem os critérios dele e ele enxerga coisas no time que ele está montando, que eu acho que, né, primeiro ele não revela, depois não é todo mundo que tem capacidade de enxergar, e claro, não se sabe dos planos que ele tem. Mas eu tenho a forte suspeita de que ele encontrou o time, encontrou o desenho, encontrou a escolha de jogadores dentro daquilo que ficou disponível depois de tantas lesões e tantos problemas.
Mas é claro, né, a gente já foi levado a acreditar que haveria 2 laterais em campo na estreia, ele mudou, né, o nome desses laterais. A gente imaginou que ele escolheria Luiz Henrique. Daqui a pouco Pedro Ivo e Zupac já estarão aqui para falar mais sobre esse assunto. Então talvez as coisas sejam um pouco diferentes na cabeça dele, mas a minha impressão bem forte é que ele achou o sistema, achou os jogadores para executar esse sistema, e a partir daí ele espera crescer com as variações que o time tem demonstrado.
E é claro, com a entrada de outros jogadores hoje, novamente 5 substituições, incluindo o Neymar, pedido por boa parte da torcida brasileira aqui dentro do Hard Rock Stadium. E muito bem lembrado, a gente não tinha tocado nesse assunto até agora, pelo Calçade, o Brasil foi assediado pelo jogo aéreo escocês em diferentes momentos do jogo. O Alisson fez pelo menos uma grande defesa e um cabeceio livre Foi no meio do gol, na mão dele.
Ele tava ali para defender, é claro, mas também uma jogada perigosa. Esse é um ponto defensivo que a seleção brasileira precisa melhorar. Eu me despeço, grande abraço a vocês, obrigado mais uma vez pela oportunidade. Pedro Ivo Almeida, Gustavo Zuppac, na sequência aqui no Hard Rock Stadium, no Linha de Passe.
Feito, André, um abração para você. A gente se vê amanhã, a gente se vê amanhã. Subiu a placa, segundo tempo do 1 hora de programa, segundo tempo agora a gente faz a substituição para poupar o nosso atleta também, porque ele estará conosco os outros dias.
É só lembrando que o Alisson já tinha feito uma grande defesa em jogada aérea contra o Haiti.
Sim, sim.
E times que não marcam bem jogada aérea não ganham Copa do Mundo.
Vamos lembrar que não é o forte da seleção japonesa, porém eles fizeram um gol de bola aérea contra a Holanda, foi um empate, né?
Mas tá longe de ser o forte deles, o que não quer dizer que é para relaxar. A seleção argentina de novo de 2018.
Eu concordo, eu concordo com os companheiros sobre que provavelmente não muda de time, mas como disse o André, por ser o Ancelotti, talvez se o Brasil pegar a Holanda, como a Holanda também força muito mais o jogo pela esquerda do que pela direita, e é muito mais forte na esquerda que na direita, eu só cogito, não tô dizendo que eu acho, eu só cogito que ele, se treinar e achar que não é para o Rayan, coloque o Danilo para jogar na frente do Danilo e Danilo, pelos Danilos, os Danilo pelo lado direito. Acho que não vai fazer isso até porque ele tá sempre inventando, já reparou?
Qual que foi a última inovação que você quis?
A última foi na convocação, queria jogar com 3 jogadores no meio-campo na Copa do Mundo. Ontem você falou a mesma coisa, 2 goleiros ele queria, a mesma coisa, a mesma coisa, que se ele não jogasse bem hoje ia jogar com Danilo e Paquetá pelos lados, de acordo com o adversário.
Ele não deu nenhum indício, nada até agora.
E eu acho que tem uma coisa que o Ancelotti considera: ter jogado em Copas do Mundo, quanto mais minutos, mais chance tem de jogar com ele, porque ele tá levando isso em conta, experiência. E queira ou não, o Ryan tem mais minutos que o Danilo na Copa do Mundo.
Ele vai fazer, ele vai, ele vai precisar disso que o Benê falou, e talvez ele prefira fazer com um atacante. Por quê? Porque não entra, você recupera a bola, ele tem uma saída. Embora o Danilo do Botafogo. Eu acho que um jogador que eu adoraria ver mais, com mais minutos, que eu acho que ele poderia contribuir demais.
Então, mas essa mudança, né, Bertaz, ela é curiosa, né? Porque antes de começar a Copa do Mundo, até o período da convocação ali com os amistosos e tudo, a gente olhava, falava assim, pô, é Danilo e Luiz Henrique, né? Pois é, é Danilo e Luiz Henrique, né? Claro que tinha a posição do Rafinha, evidentemente, mas a gente falava numa possibilidade, uma situação ali, Danilo, Luiz Henrique, cara.
Tá tão escancarado, né, Léo, que a gente às vezes é tão óbvio que só ele que vê diferente, né?
Parece que assim, na primeira oportunidade que ele tem, ele põe o Rayan, não põe o Luiz Henrique. E o Paquetá, embora não fez um bom jogo hoje, Paquetá, mas se firmou ali.
Você tem que saber fazer as leituras e ver quem tá pedindo passagem, né? E acho que ele viu o Rayan pedindo passagem e decidiu apostar no garoto.
Aliás, é bom dizer, né, Léo, é uma prática comum na carreira do Rayan, breve carreira do Rayan, pedir passagem. Ele tá furando o fio o tempo todo, ele furou fura fila no Vasco, ele fura fila na Inglaterra e ele furou fila na seleção brasileira. Eu só acho assim, se eu tivesse que fazer uma mudança, se me obrigassem a fazer uma mudança, obrigado a fazer uma mudança na seleção brasileira, apesar de não ter sido testado, eu tô com o Calçade, eu tiraria o Paquetá para colocar o Danilo meio-campista ali, né?
Mas para fazer do Paquetá, acho que o Paquetá tá abaixo do Hoje eu acho que ele não fez uma boa partida, foi regular.
Sabe o que eu acho? Desculpa, eu acho que o Paquetá oferece um pouco de pausa às vezes que o time precisa ter, tá? É uma boa, é um time normalmente sem pausa.
Você acha que o Danilo não ofereceria menos?
É, o Danilo não é disso. Mas assim, por outro lado, né, Léo, pausa é uma coisa que o Ancelotti não me parece desejar.
Então às vezes você pode precisar, ele quer a coisa, mas a partida sem analisar. Em dois momentos, primeiro tempo, o Sheik tá muito mal. Uma bola que ele tá no grande círculo aqui, ele recebe. Se ele dá uma mapeada, que é função do jogador que atua no meio de campo, é o tempo todo mapeando. Os grandes nomes do futebol mundial estão o tempo todo mapeando. Por quê? Porque na hora que você recebe a bola, você sabe onde tá cada um.
Ele recebe, o ataque tá para lá, ele toca para defesa. Fala, pô, ele podia, se ele dá uma mapeada, ele perceberia que ele estava absolutamente sozinho.
E tem dois momentos que ele abre a outra para Escócia, é ele no escanteio, a bola sobe e cai no pé dele.
É ali, ele poderia tentar dominar e dar um passe, dominar para chutar. Ele quer devolver a bola, ele tá dentro da grande área, devolver para o Bololô de um jeito muito estranho. Pera aí, ele tem Ele é mais jogador do que isso. Isso que ele ali é um jogador afoito, não é o caso dele. Ele é um jogador que tem a pausa. Então ali eu falei, pô, Paquetá, que que é isso, né? Porque, pô, eu tava, eu tava, eu tava do lado do Silas ali, tá ficando agoniado de ver o meio de campo assim, joga para cá, joga para lá, zero aqui, para cá e para lá, zero aqui, para cá e para lá, zero aqui.
Pô, cara, primeiro o equilíbrio não teve, é só nos lados. Preocupa. Um time, time mais malandro e com nível superior tranca o Brasil por aqui. Quero ver jogar no meio. E a outra é caras que precisam estar ligados. O jogador no meio de campo tem que estar ligado 360, por isso que ele tá numa função muito difícil, né? Você tem espaço nas suas costas, sua frente, tem do lado, você tem o companheiro, a distância do adversário, a bola para jogar.
E você tem que lidar com tudo isso. Quem joga no meio de campo tem esse nível de cobrança e ele tá acostumado a jogar aí. Um cara que jogou na Premier League um tempão, então a pausa lá não dura muito tempo porque vem alguém e janta o jogador. Então assim, eu acho que dá para evoluir, eu acho que dá para evoluir, mas tenho certeza que o Ancelotti vai elogiar bastante.
Isso é uma diferença de você ter o Ryan, como por exemplo tem um outro cara para proteger ali, É porque o Ryan, sendo quem é, não dá para duvidar que em algum momento ele comece a decidir jogos, a fazer gols.
Perfeito. Eu também concordo com você, desde que o time também o enxergue como deve ser enxergado.
O que vai acontecer no Linha de Passe não acontece no futebol, substituição onde sai um e entram dois, né? Mas aqui a regra permite, a regra permite. Então quem faz as regras aqui é o Felipe Silvani, que é o editor-chefe desse programa.
Jamais sou contrariado.
É o Felipe Silvani.
Uma grande seleção.
O nível ficar igual, fica muito alto, lá em cima, lá em cima. Substituição do linha de passe, sai André Kifuri e entram Pedro Ivo Almeida e Gustavo Zupac. Neste momento, com informações coletivas, resolvemos o problema. Ancelotti não podia fazer isso, joga o Raniel Danilo, tá resolvida a parada, tá resolvida a parada. Além de informações de quem estava em loco, de quem acompanhou a coletiva e tudo, claro, É que os dois vão participar aqui dos comentários, das análises.
Tem muito assunto para a gente comentar e tem assunto que a gente pode voltar também para conversar. Só para abrir, o Pedro Ivo Almeida, a questão da logística, pergunta para você: logística da seleção brasileira tá resolvida, tá em risco? Como é que vai ser a situação? Tudo bem, meu querido? Seja bem-vindo também, Zuca.
Tudo bem, William? Beijão para vocês aí na mesa, fã do esporte com a gente aqui no YouTube, na sociais. Zupac, André descansa, vaga encaminhada, vaga garantida. André descansa, eu chamo o dono do pedaço e a gente tenta ocupar a altura de André Camargo.
Essa é assim, o que que é essa primeira que brilha por aqui?
Primeiro, Calçade falou de jogar com 12, o William vai lembrar muito bem.
Eu me lembrei de um jogo entre Santos e Corinthians quando Vanderlei Luxemburgo colocou 12 em campo e o Antônio Lopes, que era o técnico do Corinthians, ficou assim na cabeça, não entendeu nada. E o Jailson fez o gol com 12, mas Exatamente. E essa alteração feita na linha de passe denota a importância do André Furia.
Precisa de 2, né?
Gusttavos Upac mais Pedro Ivo Almeida tentam ser igual ao André Furia. É o que essa alteração nesse momento trazendo um bastidor muito importante.
Vocês pedem sempre essa percepção. André acabou de tirar a capa do comentarista, está aqui na minha diagonal sorrindo. Atenção, agora sorrindo, gargalhando. André saiu um pouco daquele—
o William quer saber informações de Pedro Loggi. Informações de logística com a Pedro Lógica.
E até parece, muita gente pode achar pouco relevante diante de um bom desempenho em campo, para uns nem tanto, mas para outro uma boa vitória. Mas era o fantasma, né, Zupa? A gente vem conversando bastante, Zupa agora com a gente nesse ambiente Seleção Brasileira, entendeu o que que tava acontecendo, todo o temor. Porque a seleção não queria, um, não era uma questão de não ir ao México, mas era não abandonar a sua base. Seleção não queria deixar Morristown, de onde a gente tanto fala por inúmeras vezes.
André também aqui com a gente sempre entrando no ar ao vivo lá de Morristown. E mais do que isso, seleção queria bater e voltar, deslocamento menor, ter sua base, ter sua tranquilidade. Então, sobre logística, uma alteração rápida, tá? A seleção joga agora na segunda-feira, dia 29, em Houston. Diferentemente das outras partidas, dos outros compromissos, até dos amistosos, quando viajava na véspera, a seleção vai viajar na antevéspera.
Ela viaja no sábado à noite, dorme em Houston de sábado para domingo, domingo treina pela manhã já em Houston, se ambientando, aclimatando para o jogo que será às 12 horas local, 14 horas de Brasília. Sai daquele fuso de -1, vai para um fuso -2, meio-oeste ali, Texas, e treina no domingo em Houston, diferentemente do que acontece das outras vezes. Treina domingo em Houston, coletiva do Ancelotti sem atraso dessa vez no estádio da partida, e joga na segunda-feira ainda com adversário a definir.
Só uma informação importante, porque tava em cima, a seleção que respirou muito aliviada de passar em primeiro, ficar em Morristown, jogar em Houston, 16 avos.
E joga meio-dia, isso pode assustar.
Joga no Texas, mas aonde?
O estádio é climatizado, então não vai jogar debaixo do sol de Houston. Eles vão estar na porta do estádio debaixo do sol de Houston, o Brasil vai jogar no estádio climatizado.
Mas é isso. E William, só para passar para você, trazemos aqui assim falando sério. Enquanto o André tava aqui, eu e o Pac lá dentro acompanhando a coletiva de Carlo Ancelotti. Ontem comentávamos que a gente tá achando ele muito sucinto, muito breve, muito rápido, toda hora coletiva. Ontem a coletiva atrasou, hoje falou, falou bastante, se aprofundou, se aprofundou sobre Ryan, se aprofundou sobre Vini, se aprofundou sobre o que viu e gostou e a ponto de evolução, o que ainda falta melhorar.
Então vou só dar um plazinho rapidinho aqui porque eu sei que o André já antecipou o assunto sobre a entrada do Ryan. Me chama atenção quando ele fala, falamos, não bateu batendo muito na tecla, situação do abrir o campo, né? E ele fala: com bola, sem bola, muito bem, fez exatamente o que eu pedi. Ele não responde se vai ser mantido no time ou não, mas ele deixa muito claro que tá muito satisfeito com Ryan. E aí eu bati uma bola rápido com o Zuca, falei: Zuca, acho que a gente tem que contar a história essa semana do Luiz Henrique, que tá pegando, onde ele fica para trás na fila.
O Endrick pediu passagem, o próprio Neymar de linha ofensiva entrou antes. E uma palavra que ele fala sobre Ryan me chama posição. A gente sabe que ele tem personalidade, qualidade, mas ele fala um jogador de muita maturidade apesar da idade. Ele é o mais novo do elenco, exatamente, quebrando recordes aí, marca de entrada, muita maturidade, trabalha muito, e acho que isso também pesou. Então um plazinho rápido sobre Rayan. Anotei aqui no meu papelzinho que tá ficando molhado porque foi muita coisa interessante, mas acho que Rayan, para a gente abrir o papo, foi bem interessante, sem as roupas.
E assim, tecnicamente o Rayan jogou muito bem, tomou boas decisões, ajudou, não conseguiu finalizar para gol assim, para fazer Mas ajudou muito. Agora, o sem bola me chamou muito a atenção.
Time que pressiona, que é o nosso primeiro gol. Pressão de quem?
Do Ryan. E o próprio segundo gol, em que ele tenta jogada e recupera. Mas não é só o sem bola ali, ele baixou para ajudar o Danilo diversas vezes também.
Baixou muito bem, não só fazendo aquela, como é que a gente chama, não deu só aquele migué, não fez só a sombra, não só ocupou espaço. Quando ele baixa ali para ocupar essa segunda, essa segunda linha de 4 homens da direita, entrega por ele, como a gente diz.
E assim, não vai sair do time, não vai sair do time. É duro dizer isso porque assim, o Rafinha é um dos melhores jogadores do mundo, não pode jogar o 16. Indiscutivelmente o Rafinha é um dos melhores jogadores do mundo, mas o Brasil melhorou, não melhorou por causa disso, né, mas o Brasil melhorou substancialmente com a entrada do Rayan na equipe. E aqui tá falando uma pessoa que no pré-jogo preferia ver o Luiz Henrique em campo, mas a decisão tomada pelo Ancelotti, em campo se mostrou muito acertada.
E foi até isso que eu perguntei para ele na coletiva, né? Eu expliquei para ele que no Brasil existe a expressão o técnico achar o time, e falei que não é achar de sorte, é achar de encontrar o caminho. Se ele saiu do jogo de hoje com a sensação de que ele achou o time. Ele não quis dizer que sim, mas uma frase dele me chamou muito atenção: hoje o Brasil jogou como uma equipe.
Aqui, ó, segunda aqui, ó: o Brasil jogou como uma equipe. Agora, agora estamos jogando como equipe. Ele não responde exatamente a pergunta do Zupa. Mas o Zupa abre um caminho ali que ele começa depois a desenvolver, porque ficou essa coisa: o Zupa pergunta isso, depois é, tá com cara de time, é a sua cara. E aí que eu falo, hoje ele foi se aprofundando. Me chama muita atenção, porque eu agora, agora estamos começando a jogar com cara de equipe.
E é algo que ele bate muito na tecla. Me chamou também, é claro que entra a euforia, já soube, já vi aqui que os amigos também pediram, foram um pouco mais ponderados. Acho que vai muito muito pelo que o Ancelotti fala. E ele fala pé no chão, me parece que ele entendeu, né, essa forma de falar do brasileiro. E depois ele pede calma também. E depois do agora estamos atuando como uma equipe, me chama atenção também, Zupa, que ele fala: mas temos pontos a melhorar, temos o que corrigir.
Eu vi vocês falando do Paquetá, o Léo fala da pausa, acho muito interessante. Só que ele fala também em acelerar um pouco mais em alguns momentos que a gente tá com a bola. Acho que ele sentiu um Brasil ainda muito cauteloso, inseguro, um time que ainda tá ficando um pouco mais sólido. E ele bate na tecla de que precisa sim ser mais sólido no mata-mata. Ele usa o termo mata-mata, ele dá uma risada, né, vai se ambientando. Ele fala que hoje também um time mais sólido.
Só que eu acho que ele agora quer encontrar um equilíbrio, Zupa, entre ultrapassar essa barreira da insegurança, ser mais sólido e confiar para girar mais rápido, não ficar tanto segurando e tanto ainda um pouco travado em campo.
E a Copa do Mundo, a Copa do Mundo é bicho solto, né? Copa do Mundo se transforma de segunda para terça, de quinta para domingo. E dentro do universo tão pequeno, hoje é dia 23, 24. O Brasil estreou no dia 13. Estamos falando de 11 dias. Em 11 dias, o Brasil começou dando a impressão de que não iria longe na Copa e termina a primeira fase. E aí não é questão de ser oba-oba não, mas o nível de solidez, assim, o Brasil melhorou um pouco do primeiro para o segundo jogo e melhorou bastante do segundo para o terceiro jogo.
A percepção do próprio treinador é que o nível de solidez que o Brasil sai dessa primeira fase eleva o nível de confiança em todos, em todos, né? Isso, isso me parece visível. E ele sabe que daqui para frente o nível vai melhorar, vai subir de adversário. Ele até, é até interessante que ele foi perguntado sobre as 3 possibilidades de adversário: Holanda, Japão e Suécia. E ele falou sobre os 3, ele deu, destacou pontos, ele foi lacônico, mas ele falou: a Holanda é um time mais experiente, o Japão é um time que fez especialmente no pré-Copa amistosos muito bons, inclusive ganhou do Brasil.
E a Suécia tem uma linha de frente muito decisiva. Então ele rapidamente trouxe o que é que chama mais atenção dele para os compromissos daqui por diante, onde a solidez vista hoje, a evolução vista hoje, vai ter que se mostrar presente para o Brasil seguir na Copa do Mundo.
Interessante, só para passar a bola para vocês, completando hoje 4 semanas, 28 dias da reunião desse grupo lá em 27 de maio para hoje 23 de junho. Acho sim que tem muita coisa a melhorar, acho que a velocidade talvez possa ser um ponto de debate, mas também acho que essa tal evolução do segundo para o terceiro jogo, que é maior do que do primeiro para o segundo, também é um indicativo. Só para passar uma impressão daqui para vocês, um alívio muito grande.
Para além do resultado positivo, para além do primeiro lugar, eu acho que tinha um peso, aquela coisa, apesar do 3 a contra o Haiti, de apresentar essa tal evolução. Dava para ver uma coisa meio ufa nas pessoas que a gente encontrava ali.
São 3 a 0 completamente diferentes.
Eles estavam querendo identificar essa evolução que eles sabem que acabou, ficou ali um pouco para trás, que acabou ficando devendo ali no segundo jogo. Me passa um aspecto de um Brasil que sai um pouco mais aliviado, para além da logística, para além do primeiro lugar, para além da segunda vitória dentro de uma Copa do Mundo. Respostas que começaram a aparecer. Passei aqui rapidamente para jogar. Alisson, hoje vejo um Gabriel Magalhães diferente, não sei se a insegurança da fadiga no segundo jogo.
Bruno Guimarães evolui, começa a ser para mim um jogador que já foi em clube que ainda faltava um pouco mais de segurança, mas assistências na seleção. E o Vini, acho que a gente vai falar muito ao longo dessa semana, a seleção do Vini. Reparem, sabe o que a gente não falou nesse primeiro entrada aqui sobre coletiva?
Quem?
Aquele que entrou aos 75 minutos, que muita gente acreditou. Neymar também, o Neymar também foi assunto na entrevista do Ancelotti, a gente fala já já. Mas hoje aqui é a seleção do Vini. De 11 dias que você falou, do 13 para 24, é um Vini que ainda não tinha existido na seleção brasileira. E também depois eu vou jogar a pimenta, até que ponto o holofote para o Neymar, o holofote para o time, holofote para o trabalho do Ancelotti não ajudou esse Vini que foi menos falado, que jogou muito.
Entregou demais, terceiro jogo com o melhor em campo aqui na Copa do Mundo, William.
É, pode até ser, viu?
Posso te dar um dado alvissareiro, diria o outro?
Sobre quem?
Vini Júnior.
Alvissareiro, eu não tava esperando.
É meio Rafael Marques, né?
É, pode ser. Ele tem um bom vocabulário, né?
Vamos lá. É vernáculo como pouco, né?
Sempre que um jogador fez 3 gols no grupo, o Brasil foi campeão.
Gols nos 3 jogos.
Que isso, irmão? Onde você foi buscar isso aí?
Agora nem jogar mais.
Deu problema de que a Noruega sempre foi eliminada pela Itália.
É verdade, quem vai eliminar a Noruega dessa? Jogo difícil.
Mas o Textor passando aqui com a camisa do Brasil, eu confesso que não entendi. Textor tava aqui, tava só dando um oi, não queria falar. Mas Textor tá aqui com uma Coca-Cola, ele tá fazendo graça, tá dando tchau, mas não quer falar.
Tá bom, melhor, né?
Não sei o que que ele teria para falar.
Rapaz, com a camisa do Brasil, que isso!
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Mudou um pouquinho a conversa, hein? Mudou um bocadinho essa conversa, hein, meus amigos?
Ele falou que ele não queria falar. Depois ele veio. Ele só queria dar oi.
Ele queria falar, e ele falou que queria ver mais do Danilo, do Luiz Henrique. E aí eu perguntei se ele queria ver mais o Danilo só para vê-lo jogar ou para vendê-lo melhor. Aí ele falou sobre a valorização do jogador, que o Davide Ancelotti deu oportunidade para ele no Botafogo, que o Carlo Ancelotti deu oportunidade para ele na seleção brasileira, e que ele é um excelente jogador, um dos melhores do Brasil, foi abraçado pela nação.
Só que antes da Copa, ele, na última manifestação dele pré-Copa, ele havia mostrado um descontentamento com o Danilo, porque o Danilo quis ir embora, quer ir embora do Botafogo, conversou com Palmeiras e tal. E eu perguntei se esse desapontamento mudou. E aí ele deu uma relevada, falou, claro que ele não gosta de que um jogador queira sair do Botafogo, que talvez ele não tenha se manifestado muito bem, mas que ele não vai ficar chateado com jogador de 21 anos, que ele espera que o Danilo volte para se valorizar e que volte para o lugar que ele pertence. E ele disse que o Danilo pertence à Premier League.
E só uma coisa também que é importante pontuar, O Textor hoje está afastado. Sim, importante só pontuar também. Ele fala muito, ele gosta. Ele já tinha passado mais cedo, ficou naquele vai, não vai no nosso pré-jogo. Ele parou ali, disse que não queria dar entrevista, que não queria falar, queria só dar oi. Ele queria falar, ele gosta muito de falar, mas hoje também não é ele que tá ali afastado ainda do comando Botafogo. Mas só para fazer o registro, tem a opinião, tem análise do Diliante Passa, mas acabou que passou aqui, Textor comentando com a gente também, tá bom?
É personagem. Agora, curioso, a hora que ele fala assim, é, eu não vou, eu não vou ficar desapontado com jogador que sonha grande, eu sou apenas o dono e tal. Mudou, mudou completamente.
Bem divertido ele quando ele falou: começamos, o time achou química. Começamos, né? O mais brasileiro de nós, o Joel Texo.
Pode, por favor. O Breno também tem uma daqui a pouco.
Eu assim, sobre o meio de campo, eu falo a verdade para vocês, eu não gostei muito não. Eu não achei que o Brasil evoluiu tanto. Um Brasil ainda que joga só pelas beiradas e basicamente pelo lado esquerdo. Deixa de jogar pelo centro. E talvez tenha um motivo tático também, porque o Matheus Cunha tá sempre trafegando, chegando na área, e o ponto de luz, o holofote, tá no Vini. Então ele tá do lado esquerdo, o time vai por ali. Eu ainda gostaria de ver um desenvolvimento maior no meio de campo brasileiro, porque é bola do lado, bola do lado, bola do lado, e o Rayan mesmo assim não foi tão abastecido como deveria.
Como é que vocês viram aí no jogo, então, bem de pertinho? Isso, Ancelotti chegou a tocar nesse tema?
O Ancelotti falou mais sobre o jogo por dentro, calçadeira, movimentação do Vini. E aí eu acho que assim, aí a opinião minha, que uma boa combinação de Paquetá e Bruno Guimarães para tentar achar o Vini por dentro. E isso Ancelotti mostrou algum nível de contentamento Quando ele fala em solidez, ele fala também desse jogo por dentro. E ele foi perguntado inclusive sobre o Vini jogar por dentro ou pelo lado, sair de dentro, de lado.
E ele falou algo interessante sobre o Vini. Ele falou: quando o Vini joga aberto, ele tem que dar 6 ou 7 passos para chegar perto do gol, para fazer o gol. Quando ele joga por dentro, como ele jogou uma considerável parte do jogo de hoje, especialmente no primeiro tempo, né, Ancelotti abriu Douglas Santos extremidade por um lado, Rayan pelo outro, para o Danilo segurar com os zagueiros, deixar o Vini por dentro, como ele jogou no Real Madrid depois que o Benzema saiu, e ele foi muito bem.
E aí o Ancelotti fala, bom, por dentro ele faz um movimento e ele tá na cara do gol. Então a visão do técnico do Brasil é que o jogo fluiu bem por dentro. Eu gostei mais do Bruno do que do Paquetá nessa função, mas entendo que o triângulo, né, com Casemiro como base e os dois meias à frente, que a gente viu como transformação contra o Haiti, no meu entendimento, deu um passo adiante hoje, especialmente pelo papel do Bruno. Gostei mais do Bruno do que de Paquetá.
Para mim, o Bruno fez mais uma boa, mais uma partida muito boa. E dentro do olhar de solidez, eu vi contentamento do técnico da Seleção Brasileira nesse sentido.
E só sobre o Vini, tem uma questão muito, muito emblemática também. Não é novidade, mas ele é enfático ao falar, não tem pudor nenhum, sobre o sem bola. Eu quero Vini fresco lá na frente. Falou exatamente isso: eu prefiro Vini fresco lá na frente. Tem gente que vai compensar, como é o caso óbvio do Paquetá por ali hoje. Eu vi um meio de campo ora com 4 jogadores, Bruno Casemiro até o Paquetá ali com Cunha de um lado. E sobre o Vini, eu acho, ele fala agora na coletiva, nossos companheiros do digital, né, o Cadu tá lá, o Murilo tá lá, o Nicoletti tá lá também.
O Vini fala, estamos encontrando a nossa formação ideal. Já é um tom diferente do último pós-jogo, onde ele fala, não é onde eu prefiro. Então acho que também o Ancelotti, ele tem essa coisa do peso. Outro jogador no outro momento, com outro treinador, com outro tamanho, talvez tivesse um pouco mais de resistência. Eu acho que o campo também tá mostrando que esse tal por dentro, que talvez ele ora já tenha falado que não curte tanto, tá sendo o melhor para ele e para seleção.
E quando você vira para um jogo como hoje, uma primeira fase que ele fez, acho que o tal descontentamento, não ser o melhor lugar— o melhor lugar é onde ele enfim tá sendo protagonista na seleção. Só um pano rápido para fechar aqui essa impressão do Vini protagonista mais uma vez aqui, William.
É uma pergunta para eles, né?
É uma curiosidade, porque eles estão próximos dos jogadores nas entrevistas, do treinador, da torcida. Em Copa do Mundo a gente já viu ambientes implodirem, seleções. Não tô falando ambiente interno, é tudo que gira em torno da seleção. E a impressão que a gente tem, pelo menos que eu tenho, é que a seleção chegou nos Estados Unidos carregando 500 toneladas nas costas, que depois do jogo contra o Haiti ela passou a carregar 499, que agora ela carrega 250, e tá ficando mais fácil para o Ancelotti.
Hoje ela chegou aqui carregando 700, eu acho, Porque pesado, pesado, Birne.
Desculpa te cortar, mas é isso que eu queria saber.
Eu vi uma seleção pré-jogo contra Escócia com uma carga maior do que pré-jogo contra Marrocos. Marrocos era uma situação de igualdade. Escócia, chegamos pela primeira vez na terceira rodada. Todo esse grupo, todo esse grupo que tá aqui, do mais experiente ao mais novo, ele nunca chegou uma terceira rodada de Copa do Mundo com esse peso. E era um peso de caramba, segundo lugar, caramba, abandonaram a nossa base, caramba, carregaram um peso de 48 anos depois, sabe, não ter um primeiro lugar.
Eu vejo, Birner, aqui de perto uma seleção que carregou um peso maior, peso, peso de ter que responder maior agora do que o peso da primeira semana, que era muito mais ansiedade pré-estreia. Eu acho que a pressão, pressão de ter que responder em campo era maior agora, pré-jogo contra a Escócia.
Antes da estreia na Copa, o sentimento da, acho que da torcida de uma maneira geral, era de expectativa, do tipo, vamos ver o que o Brasil vai ser na Copa, estamos ansiosos para ver o que o Brasil vai ser na Copa, ciente das dificuldades. Depois do jogo ruim contra o Marrocos e da vitória protocolar, porém com evolução, contra o Haiti, acho que o sentimento contra a Escócia era mais de desconfiança do que de expectativa. E para mim assim ficou muito claro que sai do jogo de hoje com muito mais confiante para o mata-mata do que tava antes da Copa e do que ficou depois da vitória, do empate contra, contra Marrocos.
Acho que ter deixado a boa, e para mim foi uma ótima impressão que o Brasil deixou no jogo de hoje, é na percepção e inclusive nas palavras do próprio treinador, é um olhar que muda para os próximos jogos. A Copa do Mundo ela é muito rápida, ela é muito rápida. Eu acho que nesse sentido o Brasil chegou pressionado para hoje e sai mais leve do que estava antes da estreia contra o Manaus.
A gente falou aqui, a palavra era desconfiança, né? O Zupac usou aí. Então tinha desconfiança com relação ao Vini, tinha desconfiança com relação ao Matheus Cunha, tava certo ou não. É, num primeiro momento você vai colocar o Ryan, será que vai dar certo, não vai dar certo? E tinha um cara que tinha muita desconfiança e haters chamado Alisson. Falei hoje, falei assim, faço questão de falar do Alisson no programa, porque não é possível, porque toda hora: a bola foi lá no ângulo, mas olha, se vai um pouquinho mais dava para ter pego.
Ah, porque saiu, mas se sai de outro jeito dava para ter pego. Porque a bola do jogo ele não pega. Ah, porque enfim. Bertozzi, o Alisson no jogo contra o Haiti fez 3 defesas, bolas diretas no gol, boas defesas, uma muito boa inclusive no primeiro pau numa cobrança de escanteio, se eu não me engano foi uma cobrança de escanteio, né? Uma bela defesa, uma bela defesa. Defesa. E hoje, mais uma vez, duas defesas muito boas. Uma delas, uma cabeçada ali, a queimar o que ele tava indo para o outro lado, ele volta e faz a defesa no chão.
Aquela cabeçada no chão é muito difícil, muito difícil. Então assim, é claro que a gente fala de Vini e tal, mas entre esses personagens que vão sendo resgatados, eu acho que o Alisson é um cara que a gente precisa destacar pela, pela fase de grupos que fez. Porque começou o pessoal criticando já contra Marrocos, lembra? O mundo já tava caindo.
E acho acho que o goleiro num time que joga com a linha alta, ele vai, ele tem que sair naquela bola. Não acho que tenha sido uma falha o gol. Enfim, tomou um gol na fase de grupos. E eu acho que quem criticasse o Alisson pelas outras Copas do Mundo pode ter dois componentes: ou desconhecimento técnico, porque não houve nada que ele pudesse fazer diferente nos gols, ou clubismo mesmo. A pessoa que acha que o goleiro do time dele é melhor porque só vê o jogo do time dele.
Isso é muito comum, né? Pessoa só vê Campeonato Brasileiro e não sabe o que acontece no mundo. Então ela jura que o goleiro do time dela defenderia aquelas bolas na Copa do Mundo. Spoiler: não defenderia. Então assim, você não vai achar uma falha do Alisson em 10 anos de seleção, não vai. Ele sempre foi ultra consistente, como é no clube dele. E falha eventualmente no clube? Falha. Todo goleiro falha. Goleiro que não falha não nasceu ainda.
Mas ele não tem nenhum motivo para não ser titular da seleção brasileira. O único motivo seria físico, Mas ele estando bem fisicamente, assim, não acho que não há nenhum motivo para desconfiar. E que bom que tem o Alisson, porque se não tivesse, a gente viu a situação que tava complicada, né?
Agora, acho que essa é a questão, né? A grande dúvida em relação ao Alisson, por tudo que o Léo falou, e assim, lá embaixo, a grande dúvida em relação ao Alisson era uma questão física. E aparentemente essa dúvida não tá existindo, né? A gente tem aí 3 jogos com o Alisson jogando, participando dos jogos, né? Ele tem participado dos jogos, tem feito boas defesas. Eu até acho que a gente, né, fosse um outro goleiro, a gente poderia dizer, e é importante para ele fazer essas defesas porque essas defesas aumentam a confiança e a segurança dele.
A impressão que eu tenho em relação ao Alisson é que, embora ele seja muito criticado de fato aqui no Brasil, isso aí passa meio batido para ele. Ele não precisa dessas defesas para se sentir seguro, para se sentir confiante. Ele vem fazendo uma boa Copa do mundo até aqui, porque ele trabalhou, trabalhou inclusive contra o Haiti, como o Birner lembrou. Hoje fez boas defesas, belíssimas defesas novamente. Então ele tá bem. Agora também a gente sabe, né, por como a banda toca, por como são as coisas em relação ao futebol de maneira geral no Brasil, mas em relação à seleção brasileira ainda mais, é os seus personagens ainda mais, que se tiver uma bola que não é uma falha, mas se tiver num jogo com o Japão na próxima fase, uma bola que não é aquela bola absolutamente indefensável, que o cara precisaria fazer um milagre e que ela entrou, vai vir um monte de gente de novo fazendo essas avaliações do Alisson, que no fim das contas a gente tá acostumado a ouvir há quase uma década.
Tem gente aqui, eu sei que você quer falar, Calçadinho, mas só para pegar uma aqui, porque você vê como o pessoal, como o pessoal pega no pé. E todo respeito, galera no chat, fica à vontade, hein. É Varley. Eu não sei se é Varley ou Warley, enfim, ou Varley. Já falamos as 3 opções, não é possível que seja outra coisa. Alisson tem segurança contra a Escócia. KKK, tá de brincadeira. Deixa eu te falar uma coisa, a questão do goleiro não é com relação ao nível técnico da outra seleção, ela não escolhe adversário.
Exatamente, a dificuldade da defesa, não importa se é contra Se é contra a Escócia, se é contra— o Neuer tomou um gol de Curaçao, então ele falhou porque foi Curaçao que chutou, entendeu? Então assim, a questão é, e respeitando, hein, o Varley, Varley ou Varley, numa boa, a questão é a finalização como foi feita, o nível de dificuldade, etc. E ele fez defesa, uma hoje muito, a mais difícil de todas foi hoje, essa cabeçada no chão, no contrapé dele, defesa dificílima.
Não importa se é Escócia ou se é Uzbequistão, é uma defesa difícil. E também contra o Haiti fez defesas importantes. Então acho que assim, para quem pegava no pé porque a bola ia, toda bola que ia no gol entrava, tem aí pelo menos 5 momentos da primeira fase em bolas difíceis ou quase difíceis que o Alisson tava lá, tava bem posicionado e mostrando que tá em forma.
Problemas que ele enfrentou foram, foi posicionamento da defesa.
Exatamente.
Que permitiu que a bola fosse cabeceada para ele.
Que é o único gol que ele tomou na Copa do Mundo, que não tem possibilidade nenhuma.
Se ele fica no gol é porque ele não saiu. Se ele sai é porque ele tinha, ele saiu.
Gente, se ele não sai no gol, ele facilita a decisão do atacante.
E outro, goleiro joga adiantado mesmo porque para justamente interceptar bolas mais longas no contra-ataque. Então os goleiros vão tomar gol por cima, mas a quantidade de gols que eles evitam, ela não é relatada. Só aquele gol por ano que ele tomou por cobertura. Mas é coisas do futebol, cara. Eu, é a melhor versão dos goleiros brasileiros numa Copa do Mundo? Não. E com isso então o Brasil vai perder a Copa por causa dos goleiros?
Também não. Então assim, eu não vou pegar ninguém para atormentar a vida. Eu acho que sim, cara, o Brasil tem muitos problemas. Eu vejo a seleção com mais problemas do que com virtudes, e ela tem que melhorar jogo a jogo. E tomara que pegue um adversário bom na outra fase e faça um jogo bom, entendeu? É, esse é o, essa é a questão. E se vier Japão, vai ser um jogo exigente. Se vier a Holanda, vai exigir à beça. E o Brasil precisa passar, né?
E se vier a Suécia, possibilidade, sim, também não é fácil, mais difícil de chegar.
Se o adversário é mais, enfim, o Ancelotti fez avaliação correta, eles estão de olho em tudo.
Estou analisando todas as possibilidades para não chegar a partir de amanhã e começar a ir atrás.
Então, mas sabe, o Calçadinho, você que não viu tanta evolução assim, eu fico imaginando assim, o olhar que a gente tem para um jogo contra o Japão agora, acho que já é um olhar diferente em relação àquele desespero que tomou conta de tanta gente depois do jogo contra Marrocos.
Marrocos estreia, o fator estreia.
O time tava cheio de dúvidas, o time tinha acabado de perder uma opção titular dias antes, era muito bagunçada.
Era melhor se me perguntasse qual é a tabela que você faria para o Brasil: Haiti, Escócia e Marrocos no último jogo.
Sim, concordo.
Vai subindo, vai ficando mais leve, mais solto. E começou com o time que fez o melhor primeiro tempo da Copa e o jogo contra o Brasil. Depois foi uma dificuldade.
O Brasil do jogo contra Marrocos perde do Haiti, do Japão. O jogo do Brasil contra o Haiti provavelmente perde do Japão. Esse Brasil tem jogo e o jogo não é fácil para o Japão. A única dúvida é que como a seleção brasileira tem potencial de crescimento e como o trabalho é um trabalho ainda muito embrionário, não é porque o time subiu 5 degraus que ele vai subir o 6º no jogo seguinte. Ele pode subir 3, pode depois voltar 1, 2, você não tem como saber isso. É, não é uma estrada aberta.
E as avaliações sobre os times, como eu disse, né, quer dizer, o Marrocos dava a impressão de que ia destruir os dois adversários seguintes e não foi o que fez, nem contra a Escócia nem com Haiti. Eu acho que o Brasil, se a gente olhar para tabela de maneira geral, para quem, né, acha sempre que o Brasil tem que ser o campeão, não pode reclamar das chaves porque teoricamente a França e a Espanha principalmente vão estar do outro lado.
Agora vai ter muita gente com confronto mais tranquilo na próxima fase, né? Você tem, aí eu já falei da Bósnia, eu sei lá, eu acho que a Áustria, Croácia, a própria Croácia que a gente também falava tanto, talvez Cabo Verde, tem Paraguai. Então assim, vai ter muita gente enfrentando seleções que eu acho que são menos desafiadoras do que a seleção que o Brasil vai enfrentar.
Atenção, hein, daqui a pouco a gente vai falar sobre esse chaveamento. Está aqui nas minhas mãos, gente. Já tô olhando quem tá do lado, quem tá do outro.
Daqui a pouco, da maior erro de arbitragem da Copa do Mundo até agora.
Calma que a gente vai chegar lá. Antes é o seguinte, eu acompanho o Geódia há muito tempo, desde que eu nem fazia faculdade de jornalismo. Sempre admirei, respeitei.
Ainda bem que você não é tão jovem assim.
E ele tumbou com relação ao Calçadinho.
É verdade, você sabe que ele tá baseando é porque vai chegar onde ele quer chegar.
Não, Não, ao contrário, para dizer aqui que durante toda essa fase de grupos eu respeitei Jean Oddi, porque Jean Oddi falou assim, olha, vamos ser sinceros, quando o Neymar não entrar em campo, não tiver alguma coisa, eu não tenho o que falar nesse assunto.
Hoje pode dar uma ova e tal, não sei o quê, papapá.
E eu falei, e eu falei, e eu falei para o Jean, falei, ah, Jean, concordo, até por respeito, admiração, Jean, prazer estar do lado dele aqui todo dia.
22 minutos para discorrer sobre o treinador.
Mas até em virtude desse respeito e dessa admiração, não vou começar por você, eu vou para lá, tá bom? Vamos lá com Pedro Ivo Almeida e também com Gustavo Opa, o Paque, porque o Pedro Eivor falou que Neymar, claro, entrou em campo. Foi um dos assuntos na coletiva, né?
Olhei, olhei lá, foi, foi um dos assuntos na coletiva. E do William, desculpa, mas é isso, Paque, passou muita coisa na coletiva antes da gente chegar no Neymar. Falou-se sobre o Ancelotti cantando hino, evolução do Brasil, esperar de mata-mata, Vini Júnior, passou sobre muita coisa. Exato. E não ficou aquela coisa, Ancelotti, bom dia, bom dia, Neymar. Não foi isso. E acho que até se cumpre um protocolo. Se ele pudesse desenhar um cenário perfeito, seria algo como jogar, não sair daqui com uma cara de precisávamos do Neymar e por isso o futebol não desenvolveu. Ele foi um assunto e que bom que entrou hoje.
Ô Pedro, eu tô achando que não concederam a palavra a alguns colegas então, viu?
Olha só, o Jean, o cara perspicaz, provocador.
Deixaram por último porque eu tenho certeza que tem alguns que afobadíssimos para falar disso.
Pode ficar lá. Agora falando sério, porque tem uma situação que eu acho que ela pesa. O jogo entra resolvido, início de segundo tempo começam os primeiros gritos de Neymar. Terceiro gol aumenta o tom do grito de Neymar. 5 minutos depois aumenta mais ainda o tom do pedido por Neymar. E o Ancelotti chamou. Acho que ele não quis ir contra 3 a 0, olhou, viu como tava Marrocos. Só que o que chama atenção, a primeira bola do passeio, se não me engano, do Danilo, Neymar.
Danilo recebe, conecta o Neymar na lateral, volta. No momento seguinte, o Bruno já tenta um passe no Neymar, se não me engano, Bruno, que não necessariamente movimento natural da jogada seria aquele. Acho que Ryan Depois também. Então, se for para tirar esse peso de ter que rodar a bola no Neymar, tem que passar, tem que participar, Neymar uma hora é acionado no meio de 3 ou 4 marcadores, que não era o melhor passe, e ele tenta fazer. Então, se for para tirar esse peso, para isso naquele momento serviu.
Isso ia acontecer, né?
Que bom que foi hoje, jogo resolvido, no mata-mata, que se precisasse dele.
Uma vez o Neymar em campo, ele seria procurado pelos companheiros fatalmente. Isso acontece inclusive com o Messi na Argentina, em vários outros com Neymar no Santos, vários outros contextos. Uma eventual bola que o Vini poderia bater para o gol, se ele vê o Neymar minimamente bem, ele vai tentar. Ele, isso ia acontecer. O Neymar foi, começou, o estádio começou a pedir no minuto 51, o Ancelotti colocou no minuto 75. E eu até falei isso nos programas pré-jogo.
Eu acho que as duas situações, o jogo tranquilo ou um jogo quase perdido, O Neymar entraria em ambas, seja para ganhar tranquilidade em um jogo resolvido, seja para ser uma última cartada.
Eu tenho dúvidas só se tivesse um pouco mais enrolado, precisando ganhar, diálogo do Marrocos com a gente, tá perdendo o jogo, e a gente precisando ali, Brasil no caso, eu acho que talvez ele ficasse um pouco, enfim, ele acabou entrando no cenário mais confortável, não teve uma atuação de destaque.
Agora me chamou atenção, e eu não sei se isso foi calculado por Ancelotti, que ele terminou o jogo com o ataque que uma parte considera, tipo, o ataque que o Brasil— quando eu falo Brasil é de maneira bem generalista— o ataque que o Brasil queria ver: Endrick, Vini e Neymar. Ele terminou com esse ataque e para mim não é coincidência, é um presente, é um presente para quem ficou tanto tempo enchendo a paciência dele para colocar o Neymar e para colocar o Endrick.
Foi uma atuação protocolar do Neymar, mas assim, e a partir de agora não importa mais se a gente acha que o Neymar deveria ou não ser convocado. Uma vez convocado, uma vez recuperado de lesão, ele tinha que jogar. E hoje entrou, que bom que ele entrou, e espero que ele melhore daqui para frente. O Ancelotti usou o termo ajudar, o verbo ajudar, e eu concordo que por enquanto o papel do Neymar é ajudar. Se ele evoluir, ele vai poder tentar resolver. Por enquanto é ajudar, e o Ancelotti usou esse verbo na coletiva.
Eu tô falando aqui, né, pensando, hoje é dia 24, correto? Mata-mata dia 29, segunda-feira. Não me parece que em 5 dias vai haver um salto, né? Não é de qualidade, veja bem, é um salto de performance de alguém que tá tanto tempo sem entregar exatamente essa performance. E numa rotação de um time que a gente tá falando do segundo para o terceiro jogo evoluiu muito mais do que primeiro segundo, o motor do carro tá girando ali numa situação que o Neymar ainda talvez demore ou não consiga chegar.
O ajudar, Ancelotti diplomático disse que ele foi muito bem quando entrou, que ele vai ajudar em algum momento. Só que eu acho que por enquanto é isso. Ele precisava tirar ansiedade, o que o Brasil viveu talvez contra Marrocos. Neymar precisava tirar ansiedade, precisava tirar o ineditismo, precisava tirar essa coisa de tudo procurar o Neymar. O Neymar, se entra 10, 15 minutos, oitavas de alguma coisa resolvida, o papo já é outro em relação a hoje.
O jogador já não vai buscar tudo. Eu acho que tem muitas coisas aí que a gente precisa entender nesse contexto. Tenho dúvidas de acreditar que o Neymar entraria em algo de 75, 80 minutos ali com o Brasil precisando esticar um pouco mais a corda, porque talvez a coisa tivesse um pouco mais complicada lá em Marrocos e Haiti. Aí dificultou para Marrocos, tivesse feito 2-3 e a coisa que tivesse empatada, não acho que teríamos Neymar.
A coisa ia ser muito mais complicada durante o segundo tempo e o Neymar não tá pronto para isso, não é um problema. Hoje foi muito mais, pai, tira o corpo, começa ele botar ele no meio da festa, ele vai dançando um pouquinho, daqui a pouco ele tá no ritmo da rapaziada.
Foi só isso, foi legal, foi bacana. A gente agora sou meria de abraços, né? O nível de abraço que o Cunha deu no Neymar na hora de entrar diz muito sobre a relação dos jogadores com ele. Isso, isso a gente já sabe como é que é. E ainda sobre essas pequenas coisas do jogo, jogo, tinha uma parte muito boa da entrevista, e que eu não vi o jogo pela TV evidentemente, então eu não percebi. Antelotti foi informado que está repercutindo muito aí no Brasil a imagem dele cantando o hino antes do jogo, que todo mundo gostou de ver ele cantando o hino.
E ele falou, olha, agora eu sei dois hinos, o hino italiano e o hino brasileiro, que é um hino, ele falou, eu adoro cantar. E eu me lembro que na pandemia ele tava acho que lá no Canadá com a família, em Vancouver, e ele postava uns vídeos cantando Ministro, tava técnico do Real Madrid cantando. E ele falou, eu adoro cantar. Mas ele falou, mas é um hino difícil. E aqui no telão da Copa do Mundo aparece a letra dos hinos, né? O hino da Escócia é belíssimo, a letra é lindíssima inclusive.
E ele falou, eu fiquei lendo ali no telão, é difícil, mas eu adoro cantar. Ganhou mais um pouquinho do carinho da torcida cantando o hino brasileiro, que é belíssimo, diga-se de passagem.
Para fechar, até do Ancelotti, devolvendo aos amigos, porque eles lembram bem aqui do grande passe pós-Marrocos. Hoje ele tava mais bem-humorado contra Marrocos. O Passei se deu sorte de estar longe contra Marrocos, o homem só queria se livrar. Inclusive teve a honra de dar o primeiro boa noite a Carlo Ancelotti após a boa vitória aqui contra a Escócia.
Por isso que ele ficou de bom humor, porque a pergunta foi do Zupac, olhou para o Zupac, já sorriu. Olha, eu tenho que ir para um break, eu tenho que ir para um break. Alguém que falou uma coisa muito rápido, muito rápido.
Então não, eu não vou falar, só dizer que daqui a pouco o Ancelotti tá chorando no hino brasileiro, né, do jeito que ele tá evoluindo.
Mas então Só sobre o Neymar, Pedro e Zupac, é, o Ancelotti não demonstrava convicção de outros treinadores para convocar o Neymar. Leva o Neymar como talvez a última e derradeira decisão. E nesse momento eu tenho impressão que ele já tá olhando, falando, de repente tem alguma coisa aí que pode me ajudar. E ele tem 10 dias até as reservas. Eu digo, se não é só assim, eu vou colocar, eu vou colocar porque estão enchendo meu saco.
É, mas hoje ele entra antes do Endrick, por exemplo. Não me parece que se o Brasil não tiver vencendo por 3 a 0, tiver perdendo um jogo por 2 a 1, o Neymar não vai entrar antes do Endrick.
3 a 0, como tava, direcionou isso, né, gente?
Exato.
Até segunda-feira, que você falou, até segunda-feira, tinha uma agenda ali, tinha uma agenda ali.
Até o jogo de segunda ainda é um jogador para entrar com jogo faturado do que para tentar virar jogo. Não tem essa condição.
Break com Vitor Birner no YouTube, a gente volta já já. E no TikTok, atenção, voltando aqui com o nosso Linha de Passe. E é o seguinte, amanhã a gente vai saber qual vai ser o adversário do Brasil na fase 16 avos de final da Copa do Mundo. Tem um jogo do Japão, tem um jogo da Holanda, jogos ali às 20, depois chegando Linha de Passe. Mas para assistir esses jogos, você vai lá na Kazé TV no Disney Plus, porque lá tem todos os jogos da Copa do Mundo, certo, meu amigo?
Então acompanha amanhã, hein? Quem vai ser? Pode ser a Suécia também, né? Será que vai ter surpresa? Acompanha na Kazé TV no Disney Plus e acompanha também o Mário Marra. Comentários muito bons, hein? E ele vem para falar agora de Marrocos, que passou e vai para o outro lado da chave, né? O Brasil vai para um lado, Marrocos vai para o outro.
Amigos do Linha de Passe, terminou aqui o Grupo C. Grupo do Brasil terminou com Marrocos vencendo 4 a 2 a seleção do Haiti. Se você quiser chamar de o jogo da festa do gol, você pode chamar. 4 a 2, 6 gols marcados no estádio aqui em Atlanta. Se você quiser ter um olhar um pouco mais crítico para atuação de Marrocos, tá liberado também. Marrocos hoje carrega um peso que não carregava há 4 anos. Há 4 anos, quando o Marrocos foi passando de fase e eliminando grandes seleções era uma grande surpresa.
Só que depois disso a gente começou a entender um pouco mais o que acontecia ali, e a seleção do Marrocos se tornou uma seleção muito forte. Já tinha bons jogadores e se tornou mais forte ainda. E esse tipo de seleção não pode entrar em campo como entrou hoje no jogo contra o Haiti. O Haiti tinha uma vitalidade juvenil, infantil, uma massa. E é incrível como esses jogadores se dedicaram. Fizeram 1 a 0, tomaram 1 a 1, fizeram o 2 a 1 com gol do Isidoro, um golaço.
Jogador que pertence ao Sunderland, que tá sempre aí nos canais ESPN nos jogos de Premier League. Só que depois as coisas meio que voltaram ao normal para a seleção de Marrocos. Que vai seguir na Copa? E talvez a ficha de hoje seja Positiva, entendendo que não dá para entrar com baixa concentração, entendendo que tem que entrar mais ligado. E esse é o ponto, dá para aprender com essa falta de concentração hoje, porque o segundo tempo de Marrocos, as modificações fizeram o time melhor.
Até onde vai Marrocos? Vai ser a mesma surpresa ou hoje adquiriu esse status de não ser mais surpresa na Copa do Mundo?
É, a surpresa é que Marrocos não foi tão bem quanto a gente imaginava. Eu acho que é por aí, viu? Agora, nos 3 jogos, nos 3 jogos, exatamente, fez um começo muito bom e depois ficou pelo caminho, mas se classificou em segundo lugar para a próxima fase. A gente tem um chaveamento aqui já, um prévio, né? Porque ainda tem muita coisa para acontecer amanhã, depois, enfim, Essa terceira rodada vai até sábado, né? Mas, por exemplo, o Brasil já está no caminho da Argentina, porque a Argentina deve ser primeiro do grupo, né?
Quantos jogos Brasil e Argentina precisam fazer para se encontrarem?
Ah, é quartas de final. Quartas não, acho que é o Brasil tem que jogar 16 avos, aí contra Japão e Holanda, aí vai para— ah, perdão, aí ele vai para as oitavas. Semifinal.
O Brasil seria, o caminho normal do Brasil seria Japão, né, na próxima fase, o mais lógico, vai.
Isso, isso.
Depois eventualmente a Noruega ou Costa do Marfim nas oitavas de final. Depois nas quartas Inglaterra, semifinal Argentina e final aí vocês podem escolher França, Espanha, quem vocês quiserem, Marrocos.
O provocador diria o seguinte: não vai acontecer Brasil-Argentina.
Sabe por quê?
Porque a Argentina não vai passar.
É um provocador, tô brincando.
Você acha que a Argentina não chega?
O quadrante da Argentina se desenha o mais tranquilo.
Fala aí, Bertozzi, fala aí.
Não, porque pode ser um Cabo Verde agora e depois uma oitava de final também sem nenhuma potência, né?
Sério?
Quem seria a oitava de final? Tem de cabeça aí?
Hipóteses?
Eu tenho aqui, ó. Pode ser a Suíça, pode ser a Suíça. Não, desculpa, não, não, Suíça é mais para frente. É Paraguai, Paraguai ou Áustria, Bélgica ou Egito. Paraguai ou Áustria, Bélgica ou Egito.
Na verdade, mas é o mesmo campeonato que o Brasil e Argentina estão jogando. É, mas assim, era para ser uma Argentina e Uruguai esse jogo, né? É que o Uruguai—
então, então vamos lá, olha só, nessa perna aqui do Brasil, que é que interessa mais para nós. Vamos lá, a Argentina pode pegar Austrália, você falou?
Não, Argentina na próxima é Cabo Verde ou Arábia Saudita, mas Perfeito. Aí ainda pode ser o Uruguai, pode ser o Uruguai, se o Uruguai conseguir se classificar.
Mas é difícil, porque se o Uruguai ganhar, aí é difícil ele passar em primeiro, né?
Aí vai para as oitavas.
Aí nas oitavas, aí ou Paraguai ou Austrália ou Bélgica ou Egito são as possibilidades. Aí, aí nas quartas, aí sim teria Portugal, vai.
Ok, aí a coisa seria mais ou menos contra Cristiano Ronaldo, seria como o Brasil pegar Inglaterra, Argentina pegar Portugal, né?
A não ser A não ser que também não é impossível que Portugal não vença a Colômbia. Aí Portugal iria para o outro lado da chave e a Colômbia seria, vamos dizer, a favorita para fazer a— joga pelo empate contra Portugal, a Colômbia joga pelo empate para ficar deste lado da Argentina da chave. Então, de fato, assim, o que parecia uma chave muito complicada para Argentina, com de repente um Uruguai logo na próxima fase e Portugal nas quartas de final, final.
Pode ser uma chave com Cabo Verde na próxima fase e, sei lá, Colômbia nas quartas de final.
É complicado. Você chamou aí, ô Pedro Ivo?
O Jean tava falando de Portugal e Colômbia, né? Devido ao empate do Portugal com Congo, a Colômbia joga pelo empate, né, com as duas vitórias que teve. Esse jogo é o próximo jogo aqui em Miami, então eu tô de olho nesse jogo, vai ser muito interessante. E esse jogo é, ele É um jogo de mais— eu não imaginava isso, mas é um jogo de mais alta demanda do que Brasil-Escócia, porque a comunidade colombiana aqui em Miami é gigantesca, muito grande, talvez a gente tenha visto, né?
E tudo que é Portugal, como tudo que é Argentina, demanda muito. É duas historinhas muito rápidas: a gente, para trabalhar nos jogos, a gente aplica para um lugar, para um lugar para sentar e para ter direito ou a coletiva ou a zona mista. Até agora, em todos os 3 jogos aqui de Miami, conseguimos tudo que pedimos nesse sentido. Jogo de Portugal, a imprensa brasileira não conseguiu nenhuma zona mista porque a demanda é muito alta, é porque é Cristiano Ronaldo e porque é Colômbia.
E eu vi um dado sobre esses sites de aluguel de curta duração. Aí você não vou falar propaganda, mas essas plataformas, ao invés de alugar um hotel, você aluga um apartamento. Um levantamento dessas plataformas que o jogo Portugal e Colômbia teve mais aluguéis de apartamentos de curta duração do que Brasil e Escócia. É o jogo aqui de Miami que acho que são 17 mil apartamentos alugados para Portugal e Colômbia e eram 14 mil alugados para Brasil e Escócia. É um jogo que chama muito a atenção aqui na Flórida.
Os brasileiros que estavam no estádio hoje já moram aí em Miami.
É que os colombianos também, viu, muito, né?
Nenhum.
Me parece, me parece que o Jean gosta, tipo, por exemplo, dos brasileiros de Miami.
Essas, não, não, vocês provocam, eu só tô dizendo, colocando ele numa peça, eu só tô dizendo que tem muito brasileiro que mora aí, eu não tô fazendo nenhum julgamento.
Onde é semi-argentino?
300, acho que são 300 mil brasileiros que moram aqui e 100 mil argentinos aproximadamente.
Eu vi foi colombiano ontem, o Paco, um grande guia nosso aqui pelas ruas da Flórida, Miami, Fort Lauderdale. A gente cruzava, batia o olho, para por aqui, muito colombiano por aqui.
Eu tenho um minutinho, é rapidinho. Tchau, Pedro Ivo! Tchau, Zupac! Obrigado, nos vemos em breve aqui nesse Linha de Passe. Valeu! E o Calçade tem um minutinho para falar.
Fiquem ligados para ouvir o que eu vou falar aqui. Fica lá. O Brasil teve um gol anulado chamado o VAR chamou, e as imagens mostradas ao árbitro induziram o árbitro a tomar a decisão de anular o gol. Aí o replay entra com a imagem que você vê se vê nitidamente que o Vinícius não fez a falta no adversário. Ele foi chutado e o árbitro inverteu. Aí a fabricante das televisões, é uma multinacional chinesa, eu vou falar aqui, eu vou até falar porque ela colocou uma nota, a empresa aqui no Brasil, é sensacional.
Nota oficial: a Hisense, fornecedora da tecnologia para as revisões do VAR na Copa do Mundo, FIFA 2026, esclarece que: sim, garantimos a melhor qualidade para análise de cada lance dos jogos do torneio. Não, não nos responsabilizamos pelo mau uso dos nossos produtos. O Brasil fez 3 gols no primeiro tempo. Vai, Lavini, e vai Brasil, cara!
Parabéns!
Isso é marketing perfeito.
Não, o pessoal do marketing fantástico.
Acabou, acabou.
Eu só não sei se o Infantino vai gostar.
Só um detalhe rápido, o problema—
tchau.
Pois não, fala enquanto tá apagando a luz, fala enquanto tá apagando a luz.
Saúde e paz a todos e a todas, hein?
Não dá para marcar, botar esse sarrafo e dar essa falta, não dá.
Aí, pronto.