Episódios de Linha de Passe

Show de Cristiano Ronaldo, véspera de jogo do Brasil e empate da Inglaterra - Linha de Passe

24 de junho de 20261h48min
0:00 / 1:48:04

No Linha de Passe desta terça (23), nossos comentaristas analisaram tudo da vitória de Portugal com direito a gols de Cristiano Ronaldo, a preparação do Brasil para enfrentar a Escócia e o empate entre Inglaterra e Gana.

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Participantes neste episódio10
F

Felipe

HostInfluencer
C

Cristiano Ronaldo

ComentaristaFootball icon
E

Eugênio

Comentarista
G

Gustavo Hoffman

Reporter
G

Gustavo Zupac

Reporter
L

Léo Bertozzi

Comentarista
P

Paulo Calçade

ComentaristaJornalista
P

Pedro

ReporterJornalista
S

Sinise

Reporter
V

Vitor Pirner

Comentarista
Assuntos9
  • Legislação BrasileiraFalta de confiança e solidez · Evolução do trabalho de Ancelotti · Pressão por resultados · Neymar · Casemiro · Douglas Santos
  • Colômbia vs República Democrática do CongoOrganização da FIFA e perrengues da imprensa · Torcida mexicana e colombiana · Luis Díaz · James Rodríguez · Néstor Lorenzo · Seleção da Colômbia · Seleção da República Democrática do Congo
  • NeymarCondição física e ritmo de jogo · Expectativas da torcida e mídia · Papel tático na seleção · Neymar · Carlo Ancelotti
  • Português europeu vs. português brasileiroShow de Cristiano Ronaldo · Recorde de Cristiano Ronaldo · Desempenho de Portugal · Cristiano Ronaldo · João Félix · Rafael Leão · Fábio Cannavaro
  • Inglaterra e PortugalAnálise tática de Gana · Carlos Queiroz · Desempenho da Inglaterra · Harry Kane
  • Meio de CampoArgentina vs Portugal · Meio-campo da Argentina · Meio-campo de Portugal · Lionel Messi · Bruno Fernandes · Vitinha · Enzo Fernández
  • Análise de Jogadores· EsportesHarry Kane · Bukayo Saka · Jude Bellingham · Cole Palmer
  • Diferencas Regionais Brasil-PortugalDesempenho em empates iniciais · Expectativas vs Realidade · Portugal · Espanha · Inglaterra
  • Regras e Arbitragem na Copa do MundoCritérios de arbitragem · Ritmo de jogo · Regras de substituição
Transcrição343 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

A hora agora é de esportes. Linha de Passe no ar nesta terça-feira, pré-jogo do Brasil, pós-duelo da Inglaterra e show de Cristiano Ronaldo.

?Voz B

Será que é isso?

?Voz A

A gente vai falar de Portugal, de Inglaterra, dos jogos de hoje e o que se chama tecnicamente em um mundial, em uma competição importante, MD-1, match day menos um, que é a vida do Brasil hoje, é o famoso jogo da véspera, é o dia da véspera, é a véspera do jogo do Brasil. Acompanhando, Diogênio Leal, Vitor Pirner, Léo Bertozzi, Paulo Calçade e você, fã de esportes, no YouTube e TikTok. Portanto, no intervalo acompanhem-nos, e também Disney Plus e ESPN.

Rápida pausa e já voltamos com muitos destaques e debates para vocês. Estamos de volta aqui no Linha de Passe. Empate, Léo Bertozzi, Inglaterra 0, Gana 0 a 0. A Gana venceu na estreia enquanto o Panamá, 1 a 0, enquanto vimos aquele show da Inglaterra contra a Croácia. E esse 0 a 0 decepcionante por um lado, ou é que realmente a Gana sabe fazer o serviço lá atrás?

?Voz D

Boa noite.

?Voz E

Boa noite, boa noite, companheiros fãs de esporte. As duas coisas, as duas coisas podem ser verdadeiras. Depois da grande estreia da Inglaterra, eu avaliei como a melhor estreia da Copa do Mundo, você coloca o sarrafo lá no alto, né? Mas foram dois jogos tão diferentes, né? Uma Croácia que deixa jogar, que gosta de jogar, e Gana é uma seleção que, por ser dirigida pelo Carlos Queiroz, que tá em mais uma Copa do Mundo de tantas, que a gente já sabe como trabalha, o objetivo dele é não deixar o adversário jogar.

Se der pra jogar, ótimo. Se não der pra jogar, ótimo também. E não importa se do outro lado tá a Inglaterra ou tá o Panamá, porque a gente viu que foi o jogo da primeira rodada também. Não é que a postura de Gana foi assim porque era a Inglaterra. A postura de Gana foi assim porque é o time do Carlos Queiroz.

?Voz D

Né?

?Voz E

Então assim, Gana chega ao segundo jogo com 4 pontos, sem levar gol, e praticamente garantida na próxima fase.

?Voz D

E vai continuar jogando assim.

?Voz E

Então assim, a Gana tem um histórico, jogadores talentosos, é a terra do Abedi Pelé, legal. Hoje tem o Semenyo ali, bacana para caramba. Mas o treinador, ninguém traz o Carlos Queiroz para jogar assim.

?Voz D

Esse é o ponto, né?

?Voz E

Se você traz o Carlos Queiroz às vésperas da Copa do Mundo, porque esse é o ponto, é esse, a Gana foi a última seleção a trocar de técnico Arábia Saudita trocou para data FIFA de março e Gana trocou— Tunísia, antes da Copa, já dentro da Copa, mas Gana trocou às vésperas da Copa do Mundo. Aí ele fez, aí ele fez o que ele podia, o que ele gosta de fazer, o que ele sabe fazer, porque é indiscutível que o time dele é muito bem organizado defensivamente.

E aí a Inglaterra, com todos os seus grandes jogadores, sofreu, sofreu. É, hoje em dia no futebol Quem monta uma linha defensiva bem estruturada, é, parece que tava Adelino Luxemburgo, né? O campo hoje tem, o campo diminuiu, né? Não é que o campo diminuiu, mas os jogadores, os jogadores têm mais condição física de ocupar os espaços no campo. Então quando você tem uma linha bem disciplinada, as linhas de passe são, são com todo, sem perdão do trocadilho, as linhas de passe elas são menos.

Você tem que ter mais infiltração, você tem que circular a bola mais rápido. Na primeira famigerada pausa para hidratação, o Túlio fala Vamos circular mais rápido a bola de um lado para inverter para o outro. Mas não estava conseguindo fazer isso para deixar um ponta em situação de mano a mano. E aí achei até que no segundo tempo o time melhorou com as trocas, tendo o lado esquerdo ali com a entrada do O'Reilly, a entrada do Saka do lado direito.

A Inglaterra nos últimos 15 minutos jogou bem, só nos últimos 15 minutos. Aí a bola não entrou porque não entrou, né? Bateu no travessão, o Kane perdeu um gol que ele vai fazer 10 vezes se ele tentar 10 vezes. O zagueiro salvou em cima da linha, coisas do futebol, né? Eu particularmente teria colocado um centroavante para ocupar a área e ele levou 3, ele levou o Kane, o Watkins e o Toney. E me surpreendeu porque eu acho que era esse o jogo específico para usar um deles.

Ele preferiu colocar o Eze ali no meio-campo, colocar os 2 pontas descansados, né, o Rashford e o Saka, sacar o Elliot Anderson, que não precisava de mais um volante ali para para segurar ninguém, né? Mas às vezes a bola não entra. Não entrou para Espanha contra Cabo Verde, não entrou agora para Inglaterra. Na minha visão, não altera a posição da Inglaterra na disputa do título, na disputa da Copa do Mundo. Eu acho que foi um tipo de jogo que simplesmente a bola não entrou, e são coisas do jogo assim. Gana entrou para fazer a parte dela também, né?

?Voz A

E aí, Calçade, boa noite para você.

?Voz D

Olá, boa noite. Jogos como esse, você tem, você divide a galera. Né? Porque tem gente que entende que o futebol é um jogo e defender faz parte. E sem equilíbrio entre ataque e defesa, no caso de Gana, é só defesa e muito pouco ataque. Então você barra, você acaba barrando, né? Você acaba ali fechando a porta para equipes mais fortes. É uma forma de jogar. É mais legal de assistir? Não. Agora, do ponto de vista de quem executa e faz bem, Imagina a concentração do time de Gana em mais de 90 minutos manter a concentração, porque um vacilo, tchau, acaba, a casa cai.

E eles mantiveram isso. Então é o Carlos Queiroz, como definiu o Léo, num perfil é perfeito. Ele não é contratado e surpreende quem contratou, ele é contratado para executar um trabalho como esse. E eu acho que aí a direção da da Federação foi perfeita. Eu vou fazer uma troca perto da Copa do Mundo, eu vou aqui criar um futebol maravilhoso. Cara, o cara não tem tempo para nada. O cara não tinha lote com um ano, chegou na Copa, a gente tá na areia.

Então olha o que ele fez, meu: tranca tudo, fecha, o problema é do adversário. E numa dessa ele ganhou o jogo, né? Que Gana, assim, Gana passou o jogo todo nas estatísticas, todas as vezes no primeiro tempo nenhum acerto. No segundo chutou duas vezes e Gana acertou uma vez. A Inglaterra acertou 3, chutou 19. Olha como Gana conseguiu barrar. E aí, cara, é um mecanismo bonito de ver e às vezes chato de aturar, porque você tem lateral, apoio do defensor, o volante, quem tá jogando à frente que volta e fecha, a bola circula, o time flutua para o outro lado e fecha e tal.

Cara, é duro manter isso. É o jogo que eu gosto? Não. É um jogo bonito de ver? Não. Mas se o torcedor ganha, tá super feliz. E é o que o Carlos Queiroz conseguiu fazer. Aí o problema é do outro, do adversário. Qualquer um pode enfrentar isso. E equipes que têm essa condição de se defender bem e tem um ataque rápido, tem jogadores com qualidade e com técnica e capazes de marcar e sair, essas equipes vão caminhar no Mundial.

?Voz E

Se o Semenyo não fica na frente da bola, agora podia ganhar o jogo.

?Voz D

Você vai ganhar jogos, cara.

?Voz F

Imagina se tivesse o Vinícius Júnior em Gana para contratar aqui hoje.

?Voz G

Ah, mas o Semenyo que é um jogador especialista nisso.

?Voz F

Já dando boa noite ao Eugênio.

?Voz D

Boa noite, vamos nessa.

?Voz F

Mota, Calçade, Léo, os profissionais do esporte. Imagina se a seleção brasileira for capaz de fechar e neutralizar os adversários como Gana conseguiu hoje neutralizar a Inglaterra em grande parte do jogo, tendo o Brasil jogadores à disposição de velocidade e força para o contra-ataque, de qualidade, como Vini, como quem sabe o Endrick, o próprio Matheus, que recompõe meio-campo e avança.

?Voz D

Ou seja, não precisa ficar com 20% da bola, é mais.

?Voz F

E outra coisa, talvez esse resultado tenha classificado o Gana para outra fase, fez o quarto posto.

?Voz D

Acho que classificou, é impossível.

?Voz F

E se conseguir repetir uma atuação desse nível, até porque é um jogo muito físico de Gana, além de muito bem posicionado, porque o jogo Assim, a Inglaterra sofreu no jogo de hoje. A Inglaterra, concordo totalmente com o Léo, a Inglaterra continua sendo uma das grandes favoritas ao título da Copa do Mundo. Obviamente não mostrou no ciclo futebol de França-Espanha, não tem os jogadores que tem a França, mas tem uma seleção em condições de ganhar a Copa do Mundo.

O jogo não altera absolutamente nada, é um teste para Inglaterra. As seleções que são campeãs do mundo costumam crescer. O André usou outro dia um termo, André Kifuri, aqui: elas esquentam. Durante a Copa do Mundo e fica difícil pará-las, né? Então eu acho que a Inglaterra teve hoje um jogo muito duro contra uma seleção que faz um jogo forte. O jogo foi bruto em vários momentos, jogo físico, né? Arbitragem deixando o jogo andar dentro das regras e da ética do que é o futebol de fato.

Não houve nada de deslealdade, de abuso, mas um jogo muito duro, físico. E você imagina esse jogo, por exemplo, que Gana pode fazer contra a Croácia, uma seleção um pouco mais envelhecida, que cadencia mais o jogo, Tá, ou seja, eu não tenho nenhuma crítica a fazer ao Carlos Queiroz. A minha única crítica nesse jogo faz parte do futebol, o gol perdido pelo Harry Kane.

?Voz G

Sim, é crachá.

?Voz F

E eu não tinha pensado nisso, mas eu concordo muito com o Léo sobre a entrada do outro centroavante. Algum momento você pode trazer o Kane para fazer o 10 ali, porque ele vai entrar na área, faz no Bayern de Munique o tempo inteiro isso. Assim, o treinador alemão da Inglaterra decidiu não fazer isso. Agora, também acho que o 0 a 0 não é o fim do mundo. Inglaterra vai à próxima fase. E primeira fase é uma Copa do Mundo, o mata-mata é outra Copa do Mundo.

E da primeira fase, Inglaterra já passou, até porque é muito favorita no jogo contra o Panamá.

?Voz A

Boa noite, ô General, tudo bem?

?Voz G

Tudo bem, Felipe. Boa noite para você, Calçade, Birner, Léo, fãs de esportes. É, acho que os colegas resumiram bem o jogo de hoje. Eu fiquei olhando para o jogo de hoje pensando no jogo de amanhã. Brasil e Escócia. Acho que o Brasil terá um desafio semelhante. Claro que a Escócia tem características diferentes da equipe de Gana, mas a Escócia vai baixar a linha e vai tentar negar espaços ao Brasil. Não deve, imagino que não deve incorrer no mesmo erro do Haiti.

E o Brasil vai precisar lidar com essa situação de pouco espaço para trabalhar. O Brasil fez a sua vitória, construiu a sua vitória em cima de um Haiti que subia a linha de marcação até intermediária. E ali o Brasil explorou praticamente o jogo todo. Primeiro tempo funcionou mais, segundo tempo não funcionou tão bem. E essa é a questão. Acho que nessa circunstância, e aí o Léo falou sobre as substituições que o Tuchel fez, sabendo que ia enfrentar um adversário desse, ele erra na escalação.

Eu sou fã do Tuchel, eu acho que ele é um excelente treinador. Eu acho que ele foi muito bem no jogo de ida, ou jogo de ida, no jogo de abertura da Copa para Inglaterra, vitória sobre a Croácia 4x2.

?Voz F

Aumenta a chance da Inglaterra ganhar se comparada, concordo, aos anteriores.

?Voz G

Concordo. Mas a minha percepção, por exemplo, ele entra, ele muda o lateral esquerdo, entra com o Spence e não com o O'Reilly. Num jogo como esse devia ser o contrário. Ele talvez devesse ter começado com o Spence no jogo contra a Croácia e começado hoje com o O'Reilly, porque o O'Reilly é um jogador moldado pelo Guardiola num time do City que tem como premissa trabalhar em espaços curtos. O City empurra o adversário para dentro da sua área e tenta trabalhar o máximo em meio ao bolo de jogadores, ao bloco baixo da equipe adversária.

E o O'Reilly se moldou nisso. Ele nem exatamente é um lateral esquerdo, mas é um jogador que deriva muito para o meio e que consegue trabalhar em espaços curtos. Ele tá trabalhado, treinado, assim, direcionado ao longo do seu trabalho como jogador de clube para fazer isso. Então acho que hoje teria sido melhor começar com ele. O jogo melhora quando ele entra e quando outro jogador que trabalha em espaços curtos entra, que é o Saka.

Tudo bem, o Saka eu acho que é uma questão mais física do que exatamente técnica, a escolha pelo Madueke no lugar dele. Mas o Saka é, você vê que ele é o único que consegue chutar uma bola no gol de fora, né, trazendo para dentro, que é uma das principais características desse jogador. Para mim, tirando o Harry Kane, é o melhor jogador da Inglaterra, com todo respeito ao Rice. Para mim é o Saka.

?Voz F

E o Bellingham?

?Voz G

Abaixo para mim, sim, abaixo dos 3.

?Voz E

Agora, para mim, o mais abaixo da linha de frente, o Gordon.

?Voz G

Sim, eu acho que esse é um caso e é uma coisa a se pensar para os próximos jogos.

?Voz E

Aliás, eu nem pensaria, eu já trocaria. Você tem o Rashford hoje.

?Voz D

E o Barcelona vai trocar, vai fazer toda a defesa contrária. O Barcelona comprou o Gordon e falou assim, Rashford, pode voltar.

?Voz E

Mas até com base no que foi o segundo tempo hoje, porque assim, essas inversões que a gente falou no primeiro tempo, em alguns momentos aconteceram. O Madueke atraía a marcação e tal, conseguia virar para o lado do Gordon, e o Gordon não ia para cima, não fazia jogada individual que se esperava dele. Então eu acho que hoje ele é o elo fraco desse time.

?Voz G

Você não encontra um adversário desse tipo, você não adianta você ficar trocando passe, você tem que ter o drible. Tem, é o drible curto que vai te dar essa possibilidade de tentar criar alguma coisa, porque você descompensa a marcação. E é algo que a gente tem que pensar amanhã para o Brasil. Daqui a pouco a gente com certeza vai entrar nesse detalhe, na escolha do substituto do Rafinha, o cara que tem o drible curto ou o cara que tem a força e velocidade.

Eu apostaria no drible curto, mas é um assunto para daqui a pouco, seleção brasileira.

?Voz A

Mas o jogo de hoje, pelo que passou por vocês, não implica em ver a Inglaterra de forma diferente do primeiro jogo? Continua sendo primeira prateleira entre os favoritos?

?Voz G

Continua sendo para mim. A questão é a seguinte: passou por esse jogo de hoje, acho que não terá dificuldades para superar o Panamá. Na última rodada, e aí classificada. Quais serão os adversários? Que tipo de jogo os adversários vão propor à Inglaterra no mata-mata? Porque esse jogo, se o jogo de hoje fosse no mata-mata, ela teria dificuldades, ela teria problemas. A questão é superando eventualmente adversários ali no 16avos, nas oitavas de final.

A partir das quartas, ela só tem gente grande. E gente grande contra gente grande, não vai ter ninguém fechadinho lá atrás bloqueando o tempo inteiro, vai ter gente querendo jogar. E aí ela entra no jogo de novo como uma das grandes candidatas.

?Voz A

É isso, Bertozzi. E Harry Kane, vamos lá. A gente tá falando uma Copa de destaques. É Messi fazendo tudo que é gol, é Haaland fazendo gol, Cristiano Ronaldo que tava lá, ó, Portugal fazendo barulho, resolve hoje e tudo mais. A gente já vai falar de Portugal. Harry Kane, primeiro jogo incrível. Hoje obviamente perde um gol importante na reta final, mas o valor do Harry Kane não só para seleção inglesa, no futebol mundial hoje, Me parece uma figura muito particular, assim, um futebol muito— ele não é o único no mundo, mas ele é de uma casinha que tem pouquíssimos. Eu não tô falando sobre talento, tô falando sobre estilo mesmo, né, Humberto?

?Voz E

Assim, no jogo como o de hoje, o que que ele faz muito bem? Ele sai da referência, trabalha entre linhas. Entre que linhas, né? Exato.

?Voz G

Assim, esse espaço foi negado hoje, né?

?Voz D

Então, bater até o recheio entre uma linha e outra para não jogar justamente entre elas.

?Voz B

Então, o espaço em que ele poderia jogar não existia.

?Voz E

O Kane tocou 9 vezes na bola no primeiro tempo e ele é um centroavante que toca na bola. Ele não é o Haaland, que às vezes vai tocar 3 vezes na bola e fazer 3 gols.

?Voz G

O Haaland tocou 24 vezes na bola em 2 jogos.

?Voz E

Exato, e fez 4 gols, né? É uma coisa realmente absurda. Mas não, o Kane é um jogador que toca muito na bola, mas hoje no primeiro tempo ele não conseguiu. No segundo tempo os espaços foram aparecendo, jogadores foram entrando e ele teve a grande chance do jogo, perdeu. Acontece aos melhores, né? Grandes centroavantes já perderam grandes gols. Acho que a melhor coisa para ele pensar agora é que ele perdeu quando podia, né? Se ele perder um gol desse na final, ele nunca mais, nunca vai se perdoar na vida.

Ainda tá carregando inclusive o pênalti perdido contra a França na última Copa e tudo mais. Mas assim, eu acho que no final das contas não tem muito a ver com o desempenho individual dele. Era um jogo em que a Inglaterra tinha que encontrar melhores soluções pela posição dele. Não dá para ele vir fazer a armação do jogo sozinho também num jogo sem espaços, porque ele vai armar o jogo para quem também? Se o time de Gana tá bloqueando todo o espaço.

Então acho que não foi particularmente um jogo brilhante dele, até porque ele teria que ter feito o gol da vitória. Mas eu entendo que diante do contexto que Gana apresentou, era difícil mesmo pra ele jogar.

?Voz A

Vamos fazer o seguinte, Birna já falou e o Eugênio também de, ah, mas daqui a pouco a gente vai falar de um certo jogo. Chegou a hora. Brasil-Escócia amanhã pra fechar a fase de grupos. Já já com todos os destaques direto dos Estados Unidos. Mas vocês falavam sobre essa coisa do Brasil enfrentar o adversário que provavelmente apresentará uma característica e uma estratégia parecida com a seleção de Gana. Até porque, história, se Gana, o Bertozzi falou, a terra do Abdipelé, tem futebol, mas contrataram o Queiroz e tal.

Escócia é o novo Bora Milutinović. A Escócia não é uma característica diferente do que ela apresentou ao longo da história, né? Estamos falando sobre a Escócia. Que tipo de dificuldade o Brasil vai ter amanhã, Bernardo?

?Voz F

Bom, eu vou muito na linha do que disse o Eugênio, do um contra um, já entrando na escalação. Temos que falar sobre isso, né? Eu acho que ele vai do Luiz Henrique.

?Voz A

Você acha?

?Voz F

Acho que sim, porque ele mesmo falou na coletiva que o Rayan é um jogador para mais contra-ataque, velocidade, e o Luiz Henrique vai ser um jogador para um contra um. E o Brasil vai precisar do um contra um diante da Escócia.

?Voz G

Eu tava lendo a matéria, desculpa, Bernardo, dos nossos companheiros aqui no site da ESPN, e Lá tá mais para Rayan, indicando que provavelmente será o Rayan.

?Voz A

É, já já a gente vai entrar nesse debate.

?Voz F

Isso gera um certo contraponto em relação à explicação que ele deu depois do último jogo para colocar o Rayan e não Luiz Henrique quando Rafinha se machucou. Mas tudo bem, o técnico tá lá vendo os treinamentos, a gente não tem acesso aos treinos, a gente não vê o desempenho dos jogadores, eu não sei o que tá acontecendo ali de fato. E se houver alguma coisa que precisa ficar dentro da seleção, ela tem que continuar lá e a gente não precisa saber.

Mas acho um pouco estranho, vendo o desempenho do Luiz Henrique em vários momentos da seleção brasileira, que ele não tem uma oportunidade nesse jogo, né? Até porque não dar ao Luiz Henrique uma oportunidade nesse jogo, porque esse para mim ainda é um jogo de preparação. Por mais contraditório que isso possa parecer, eu preciso colocar os pés no chão. A seleção brasileira, a gente tá falando disso algumas linhas de passe, é a seleção, quando a gente fala coletivamente, que mais engatinha no seu processo de construção.

Tá muito no começo, muito no começo. Então várias coisas que poderiam ser desenvolvidas de jogo com bola, de trabalho do meio-campo, de movimentações e etc., não vão ser utilizadas durante a Copa do Mundo porque não dá tempo do treinador preparar. Então o treinador tem que fazer duas coisas agora que são as prioridades dele. Uma, ele gosta que a seleção marque alto e roube a bola ali. Quando não marcar alto, quando tem a transição, recomponha de maneira rápida e perfeita para recuperar a bola e acionar os jogadores mais rápidos, principalmente o Vini Júnior, no contra-ataque.

O Rafinha era uma outra opção. Ele tenta isso o tempo inteiro com 3 atacantes. Eram 4, foram 3, 4 entre aspas, na prática não eram mais 4. E eu acho que se ele não conseguir, ele tem que ir para 2. Então esse jogo é a última oportunidade que o Brasil tem de ser consistente, marcando na frente, recompondo quando perde a bola. Não pode ficar permitindo lançamento nas costas do zagueiro com muita facilidade, não pode permitir que o adversário faça transição e circule no meio-campo com bastante tranquilidade.

Tem que conseguir sair jogando de trás, não conseguiu nem contra o Haiti no segundo tempo, né, para você poder atrair o adversário e usar o contra-ataque. Então esse é o último momento. Se ele acha que o Rayan vai fazer isso Eu não vou controlar o Ancelotti. Em princípio, eu acho que o Luiz Henrique tem mais a cara de quem faz isso, até porque o Luiz Henrique também consegue marcar bem lado direito. Se ele acha que é, se não funcionar, a gente fala depois.

?Voz H

A gente já conversou.

?Voz A

Não, não, vamos lá para os Estados Unidos até. Vamos para os Estados Unidos porque a turma chegou. Pedro Ivo e Gustavo Zupac chegando aqui neste Irinha de Passe. Eu acho que, Pedro, assim, é óbvio que a seleção tem muito mais coisa para debater do que só quem vai ficar ali no lado direito, mas acho que esse é um ponto central pela lesão no Rafinha. Pela escolha no último jogo ser a do Ryan, que em tese, assim, eu sou fã do Ryan, mas eu mesmo dizia, eu sou fã do Ryan, mas não consigo ver ele jogar muito.

Porque se o Luiz Henrique quando entra vai bem, ele talvez seja a primeira opção. E aí hoje acompanhando as redes sociais, o ESPN.com.br, o seu trabalho, dessa sugestão de que aparentemente o Ryan está mesmo à frente do Luiz Henrique. Então vamos focar no jogo contra a Escócia, mas ao mesmo tempo se a gente conseguir entender um pouco. Ele passou em treino, é porque tá marcando melhor lá, tá correndo mais. Que que tá acontecendo por aí, Pedro? Abraço para você, abraço, Zuca. Cheguem mais!

?Voz C

Tudo bem, Felipe? Abração para você, para todo mundo aí na mesa.

?Voz B

Hoje com o dono do pedaço, seja bem-vindo à Flórida, o estado te recebe de braços abertos.

?Voz C

Esse meu americaninho aqui, quase um Orange Boy, o estado da Flórida. Do Paca aqui, é o dono de Miami, dono do pedaço, tava passando por aqui. Eu falei, vem cá, vem cá, vem cá, que tem uma linha de passe, pessoal gosta de você lá. Mas o Felipe, eu acho que essa resposta do Ryan, eu não me atrevo aqui, não vou ter a pretensão de falar que eu sei qual foi o motivo da escolha até agora. A gente soube até pouco tempo atrás que depois de 2 treinos, de muita observação, ele indicou a pessoas próximas ali da comissão, como ele acaba fazendo, não necessariamente passando o time oficialmente para os jogadores já, ou passando em coletiva de imprensa, mas para gente próximo de comissão Ele indicou que deveria ser o Rayan, mas confesso que ainda não tem exatamente uma informação de foi por isso, foi por aquilo.

Acho que a gente já passeou bastante pelo assunto nos últimos dias. Zupa, sobre o Luiz Henrique, talvez te dar algo que você vai precisar mais diante, um bloco muito baixo, fechado, compactado, e criar um espaço por ali, e muitas das vezes abrir trazendo a bola para linha de fundo, mas algo que você não tem ainda. Eu acho que o debate se impõe, ainda que pareça repetitivo. O lado direito da seleção ainda é uma grande dúvida, ainda é uma grande interrogação.

Só tinha um jogador de ofício, esse jogador se machucou, que poderia ser um titular, nem veio para Copa. Quem chega por ali não tá exatamente com uma perna direita que vai ao fundo. A dinâmica que você minimamente conseguiu começar a estabelecer contra o Haiti, de um Rafinha por ali para atacar muito mais espaço, ela deixa de existir porque o Rafinha tá machucado. Acho que esse debate tem que existir num jogo, vai ser muito truncado, que a gente vai falar muito sobre como o Brasil vai arranjar espaços diante dessa defesa escocesa.

É o Ryan, mas eu acho que é taco a taco. O nome surpreenderia também se em algum momento ele viesse a mudar de ideia e tudo mais, mas é o Ryan, me parece, tá agradando, independentemente do último jogo. Mas acho que pela sequência de treinamentos. Então passo a bola para o meu querido dono da Flórida para entender. Ficaria com o Zé Henrique. Parece que Rael tem um indicativo de começar o jogo, mas não dá para falar que é por isso, é por aquilo ainda.

Vamos tentar saber das bocas de Carlo Ancelotti, mas talvez a gente não tenha resposta de Carlo Ancelotti hoje, né, Zupan?

?Voz B

É isso, Pedro. Um abração para turma toda aí do Brasil Profundo Esporte, né. O voo da seleção brasileira demorou muito, eles estão voando agora. Já eram para eles terem chegado, tipo, era para estar chegando no hotel agora. Então todo o processo de chegada, desembarque, entrevista. Vamos ver como é que horas vai ter, se vai ter entrevista do Ancelotti. Todo esse processo fica mais lento para a gente tentar entender. Mas acho que existem algumas, alguns sinais interessantes.

E assim, se confirmada a escalação do Ryan, por mais que possam existir motivos, critérios, mas me fica claro que o Luiz Henrique perdeu fôlego na hierarquia. E assim, tentando entrar na cabeça do Carlo Ancelotti, um técnico com pouco tempo de trabalho em uma missão tão importante, ele me parece não se dará ao luxo de esperar muito tempo, né? Então os pequenos sinais se tornam médios ou grandes. Quando o Estevão se machuca, a grande dúvida era quem jogaria no lugar do Estevão.

E o primeiro amistoso é o amistoso contra o Panamá, a despedida do Brasil no estádio do Maracanã. Você lá estava. Ali o Luiz Henrique foi titular, como ali o Matheus Cunha foi titular. O time titular foi mal contra a seleção do Panamá. Então, dos 4 atacantes, Vinícius, Rafinha, Luiz Henrique e Cunha, Vinícius e Rafinha são meio que intocáveis, continuaram. Cunha e Luiz Henrique perderam espaço, né? Pagaram. É que posteriormente o Igor Thiago não foi bem depois do Egito em diante, depois da estreia, e aí o Cunha reconduziu.

Mas o Luiz Henrique ali, ele perdeu espaço, né? O que eu acho injusto, mas tentando entrar na cabeça do Ancelotti Acho que ele tá se deixando levar pelos pequenos sinais porque o tempo não espera. Eu escalaria o Luiz Henrique no jogo de amanhã, mas ele aparentemente vai optar pelo Rayan. O que pode jogar a favor do Rayan é um conhecimento. Boa parte dos jogadores que estarão em campo pela Escócia, o Rayan está acostumado a enfrentar na Premier League.

Inclusive, o Andy Robertson é o lateral esquerdo da Escócia e é o jogador que vai bater com esse ponta-direita da seleção brasileira. Aí tem uma questão tática que pode ser interessante, porque o ponta, o meia-ponta do lado esquerdo da Escócia é o John McGinn, excelente jogador. E o John McGinn vem da esquerda para dentro e geralmente abre o corredor para o Robertson tentar participar um pouco mais. É nesse espaço que Ryan ou Luiz Henrique podem levar vantagem.

O Ryan minimamente conhece o contexto dos jogadores britânicos, né? Isso talvez pese de alguma forma, mas eu não tô vendo os treinos, aliás. Vocês estão vendo pouco, eu então tô a milhas e milhas de distância. Mas eu entendo que o Luiz Henrique merecia uma hierarquia mais alta no momento como esse. Vamos ver qual vai ser a decisão dele.

?Voz C

Só para passar para o estúdio, Zupa, essa hierarquia que o Zupa toca muito bem, de que houve uma pequena inversão, porque o Luiz Henrique é um cara de ciclo, é um cara que durante o ciclo foi importante muitas vezes.

?Voz B

Sempre.

?Voz C

O Ryan é um cara que aparece pela primeira vez no ciclo em março, por uma questão de desfalques, de peças que não ali estavam. O Estevam não tava por ali, testa mais alguém. Então, opa, é oportunidade de ver alguém que a comissão técnica já observava para o futuro, antecipou-se isso, porque tudo é muito atropelado nesse ciclo da seleção. E já desde o início, lá em Teresópolis ainda, naquela fase de treinamentos, ainda que o Luiz venha a ser titular depois, na primeira semana aqui nos Estados Unidos, e assim foi depois, o Ryan é sempre observado nos treinamentos.

Começa com uma formação, ele o primeiro a entrar. Testa alguma coisa diferente, tá o Ryan pelo corredor direito. Então não é exatamente também uma furada de fila, chamamos assim, uma inversão na hierarquia de agora, dessa semana, para virar e falar, poxa, Inverteu tudo então para o jogo contra a Escócia. Há algumas semanas a gente já pode falar que o Ryan vem formando um pouquinho exatamente essa fila.

?Voz B

Só para deixar claro, eu não acho que seja problema nenhum escalar o Ryan. Acho que o Ryan é um excelente jogador. Eu acho que de Ryan para o Luiz Henrique a mudança é pequena, não é uma mudança grande em termos de perfil, é uma mudança pequena. Eu acho que o Ryan tem todas as condições de fazer um tremendo jogo, mas eu respeitaria o que o Luiz Henrique já fez Neste ciclo pela seleção brasileira. Mas vamos ver qual vai ser a escolha.

?Voz G

Pegar a palavra aqui de uma música famosa da Carmen Miranda, que era Disseram Que Eu Voltei Americanizada. Tô ouvindo, eles estão lá tanto tempo que o Zuca já falou assim, milhas e milhas de distância. Não falou quilômetros, falou milhas de distância. Já tá usando tudo, é temperatura Fahrenheit, com certeza.

?Voz A

Olha que beleza, turma! Vamos lá, eu que eu falei, vocês sabem Vocês lembram que quando eu fiz a escalação eu botei? Eu sou muito fã do Ryan, mas até para mim que sou fã do Ryan chamou atenção Luiz Henrique não ter o primeiro tiro ali de oportunidade como titular. Então de duas uma: ou Ancelotti viu alguma coisa nos treinamentos, ou ele realmente acredita que o Luiz Henrique tem essa característica de mudar jogo em segundo tempo. Não sei e quero ouvir. Calçade, vamos lá.

?Voz D

Eu acho que a gente tem que tomar algum cuidado porque eu o Botafogo campeão da Libertadores, o Luiz Henrique mudava o jogo o tempo todo, jogando na final. O Botafogo fica com jogador a menos e ele arrebenta com o jogo. O Botafogo consegue controlar Atlético Mineiro com jogador a menos e ele teve uma atuação ótima. Então eu não vou ver problema no Luiz Henrique agora. Eu acho que ele pode jogar em qualquer situação na seleção brasileira, como pode jogar o Ryan também.

Não tô aqui defendendo um para tirar o outro. Aí é uma decisão do treinador de algo que a gente não vê. Nós não podemos, a gente assiste eles que estão lá, 15 minutos de aquecimento. É isso, né? Quem conseguir tirar conclusões com 15 minutos de aquecimento, na roda do bobinho, pode definir. Roda de bobinho, define. Então, cara, eu não sei não, ele foi duas vezes para o centro da roda, tá fora. Então a gente não vê isso, e aí é do treinador.

A gente já fez linha de passe aqui no início da Copa falando que o Carlo Ancelotti não tinha que ficar abraçado a ideias porque o Mundial passa muito rápido. E quando a gente acorda, o Mundial já foi, cara. De repente ele tá fazendo isso. Opa, esse aqui me entregou um negocinho diferente, tô sentindo ele no dia a dia, sabe? Da mesma maneira quando o Danilo do Botafogo vai para o campo e você percebe que ele tá com uma luz, cara, uma, algo assim.

Ele, ele tá tão iluminado como que ele é diferente dos outros. Você não deve perder isso do jogador. De repente o Rayan tá assim, e amanhã outro jogo entrou, bom, Tiquinho, é um jogo para ele.

?Voz F

A tendência é que o Rayan tenha uma carreira maior que a do Luiz Henrique, se a gente for pensar no longo prazo, né? Talvez ele veja no Rayan virtudes futebolísticas desse.

?Voz G

Ele já falou antes da Copa, aliás, até imaginava que ele não fosse chamar o Rayan para essa Copa. Acho que é lesão do Estevão ajudou nisso, mas ele falou quando convocou pela primeira vez, que pensava para o futuro, no Rayan, para o futuro. Sobre o que o Paulo tava falando, o que eu acho é que em relação aos dois, essa luz que você viu no Danilo, eu ainda não consegui ver nos dois, nos dois, nem ele na seleção brasileira. Me parecem ainda tímidos.

?Voz F

É, você tá falando do Rayan, do Danilo, é isso?

?Voz G

Do Rayan e do Luiz Henrique. Tô falando dentro da seleção brasileira. No pouco tempo de Copa do Mundo, em alguns jogos o Luiz Henrique foi muito bem, em outros ele meio travado.

?Voz D

Mas e o Ryan teve, por exemplo, o Ryan teve que oportunidades para demonstrar isso?

?Voz E

Nas eliminatórias foi o Luiz Henrique em vários momentos, até pré-antelote ele fez muito bem.

?Voz G

Eu tô falando no momento mais recente, ele entrou muito bem contra a França naquele amistoso, jogou muito bem, mas mais recentemente ele, o que eu entendo, outro dia eu até comentei isso aqui, Eu vi uma participação do Thierry Henry num debate lá na Inglaterra e ele tava falando assim, tava com o Karger, e ele falava, o Karger me marcava, eu sabia que eu ia partir pra cima dele, 50 vezes ele ia me parar 49, mas uma que eu passasse eu ia no gol.

E o que eu acho que eu vi o Ryan, por exemplo, eu vi o Luiz Henrique em alguns jogos, pega a bola, olha a marcação, vira e toca pra trás. É falta de confiança. E por isso que eu achava, na minha cabeça, quem pode fazer essa função cheio de confiança é o Endrick, porque ele faz esse lado de campo também. É um jogador também que tá sendo usado pelo Ancelotti, na cabeça do Ancelotti, mais por dentro, mas que a gente sabe que ele sabe fazer essa função.

?Voz E

Mas hoje, com a função do Matheus, os dois pontas, em teoria, tão vindo jogar por dentro o tempo todo, não seria, Nilson?

?Voz D

Então é o mais verde para você, mas é o que tá com mais farol alto, mais taticamente é o cara que vai te— sim, eu defendi a escalação com ele, mas ele lá vai ser de taticamente, só sem a bola, sem a bola, não na beirada. Mas achar que vai ter muita oportunidade, necessidade dele fechar tanto, ele taticamente vai deixar o Carleto de cabelo em pé, esse sem a bola.

?Voz G

Então acho que ele não vai precisar de alguém que vá para cima, que tenha confiança, que sabe no lado.

?Voz D

Acho que lá na frente, lá na frente ele não precisa ter, pode pode ser, mas eu não vejo problema algum de começar com um ou com outro. Aí é o que o Ancelotti tá no dia a dia sentindo, muito olhar do técnico, tá do lado, é o olhar dele. E não só o olhar dele individualmente com um ou outro, vamos, o Luiz Henrique ou Ryan, o escolhido, e sim também como o escolhido interage com aquilo que ele tá pensando do jogo e seus companheiros de setor.

Eu acredito que, porque não é só isso, acredito que o Brasil tem jogadores pendurados. O Ibanez não vai jogar, mas o Casemiro tá pendurado. Se o Casemiro toma amarelo, ele não joga o primeiro jogo das 16avas, da próxima etapa. Ah, então ele vai pôr o Fabinho? Não sei se ele vai fazer isso. Poderia fazer? É melhor arriscar? E qual é o sentido desse risco? Ele pode tomar um amarelo, pode, na função que ele joga pode tomar. Então tô vendo o Brasil que, acho que o Brasil precisa com um ou outro evoluir.

Sem ele não vai ter mudanças drásticas no desenho tático, naquilo que nós vimos. Então ele vai com 3 no meio de campo, 3 atacantes, e agora a gente tá debatendo se vai com atacante ou outro.

?Voz A

Deixa eu voltar lá com a dupla dos Estados Unidos, Pedro e Gustavo. Vou fazer o seguinte, eu vou jogar a pergunta primeiro para o Pedro, porque ela tem um quê também do acompanhamento diário. E aí, Pedro, você já tabela aí com o Zupa, que é assim: Brasil estreia com o Marrocos, aí é aquele primeiro tempo que assustou a todo mundo, aí depois reage um pouquinho, mas fica um clima meio pesado e tal. Aí ganhando a Itália, um ótimo primeiro tempo, a sensação de que daria para fazer um pouquinho mais de gol no segundo.

Rafinha lesionado, volta de Neymar a treinamentos. Eu queria que você trouxesse um pouco, Pedro, e aí traga isso até para alimentar aqui a mesa e o próprio Zupa. Mas aí a gente começa o debate sobre, sobre essa mudança, esse astral. Que Brasil vai para o jogo com a Escócia? De confiança, de entendimento do que é possível com o Neymar ou não, e esse vislumbre do mata-mata que tá chegando. Vai lá, Pedro, traz para gente, alimenta o debate. Tô jogando para você, você distribui. Você é o 10.

?Voz C

Tô longe, tô longe disso, mas vamos lá, Felipe. É confiante? Eu acho que não seja. O Brasil não é um time confiante para mim. Exatamente é nesse aspecto que ele peca. O Brasil ainda não é o time confiante, assim como não é um time sólido. Como não tem essa solidez, fica numa desconfiança, fica num time inseguro, fica num time que ainda tá tentando se provar. Quando a gente olha para Copa do Mundo, Zupac acompanha aqui outros jogos, acompanha outro outras seleções até mais de perto, tem oportunidade de passar uma seleção, outra passar outra, passou mais jogos, você já viu mais de uma seleção, mais de duas por aqui.

A gente tá olhando para o lado e tá vendo, opa, seleção tal tá jogando bola, seleção bem, tá com time bem montado, seleção aqui tá evoluindo. E a todo momento você entra no questionamento de o Brasil, quando é que vai jogar essa bola próximo? Pareceu que foi no jogo contra o Haiti, mas entra o debate do tempo, do que não fez, do nível do adversário. O que eu acho que o Brasil tem para amanhã são dois desafios. O primeiro deles é que sim, há uma pressão nesse grupo aqui para ser primeiro colocado.

Tá posto internamente que o Brasil não quer sair da base onde ele está. Ficar em segundo significa ir para o México, deixar a base de Nova Jersey, começar a pular de cidade em cidade, e todo um planejamento que foi montado de ter uma base fixa com toda estrutura escolhida a dedo, muito festejado, todo mundo elogiando, isso tudo cai por terra. Então tem uma certa pressão de ter essa primeira colocação. Sim, o Brasil não fica em segundo lugar no grupo há 48 anos, ponto 1. 1 é sobre a pressão.

Ponto 2 é sobre ter que mostrar essa tal evolução, porque quando a gente entra no papo do comparativo, o Ancelotti bate muito na tecla do: mas a minha seleção vai evoluir dentro do Mundial. Ok, podemos falar de uma evolução do jogo contra Marrocos para o jogo contra o Haiti, mas qual é o tamanho da evolução? E se é que ela existe de Haiti para Escócia? E se ela é suficiente já para o mata-mata? Então são esses dois pontos. Acho que a seleção chega por aqui diante desse debate.

E claro, para passar para o Zupac, querendo entender onde entra o Neymar, famoso e velho assunto Neymar nesse contexto. Ele viajou, Tá voando, chega em manhã, vai estar no banco. Ele tá pronto? Ele não tá pronto? Ele tá no banco só para acalmar os ânimos? Ele vai entrar, ele tá de fato apto a participar? São alguns aspectos que cercam esse Brasil-Escócia aqui de amanhã.

?Voz B

Claramente é uma seleção que chega mais pressionada do que confiante. Sim, e acho que o nível de confiança tem a ver com o nível de amadurecimento do trabalho, que claramente não existe. É um trabalho novo quando a gente pensa em ciclo de Copa do Mundo, um trabalho de um ano, é um trabalho novo. É, e dentro desse trabalho novo as coisas poderiam ter andado rápido, rápidas, e elas não andaram.

?Voz C

É normal não andar, mas a gente ficou naquela expectativa de que podia estar andando já.

?Voz B

A gente já viu exemplo claro, 2002 andou rápido, né? Mas não é regra, né? Poderia andar rápido. E para mim, claramente, o Ancelotti teve rápida a ideia, ele achou rápido o que ele queria, mas o que ele queria, por motivos que ele não controlou, que foram as lesões e depois porque algo que talvez ele pudesse controlar, que era a boa execução das ideias, isso andou para trás. Então o Brasil tá num estágio muito próximo de que ele tava meses antes da Copa, e não era isso que se esperava.

E isso em um torneio tão difícil, a gente está vendo, a Copa do Mundo está difícil, tirando uma ou outra seleção que está sobrando um pouco mais ou não. É uma Copa do Mundo complicada, equilibrada, de jogos parelhos, de armadilhas. E o Brasil tá sofrendo com isso, tá sofrendo com isso.

?Voz C

E a gente tá olhando, Zupa, para um jogo de terceira rodada contra a Escócia. O Brasil tá sempre falando demais nos desafios que ele vai encontrar. Marrocos, naturalmente, pela estreia. Haiti é o discurso de não é uma baba como muita gente pensou. Escócia, porque tá com medo, porque pode fazer menos gols que Marrocos contra Haiti, então poderia pegar um segundo lugar de grupo. Essa falta de confiança que o Zupa cita, somado, claro, a pressão que ele também cita, é o que leva a esse cenário de que você não sabe qual é a real situação da seleção brasileira Brasileira hoje.

Você vai fechar a primeira fase amanhã, vai tentar traçar um diagnóstico. Ele não tá exatamente claro, que você falou, tem a ideia, mas não tem exatamente qual é a cara do time. É o time do primeiro tempo contra a Itália, é o time que reage por conta do gol do Vinícius contra Marrocos, mas o resto do jogo é quase se amassar e jogar no lixo, pensar em outra coisa. O que vai ser desse jogo contra a Escócia? O que vai ser da colocação do grupo?

É um grupo que pode ficar em segundo, mas que apresentou uma boa evolução contra a Escócia. Tem muito mais a ver com Marrocos contra a Itália. Você não sabe ainda qual é esse pano aí do Brasil.

?Voz B

E como que a opinião pública, eu digo imprensa, torcida, vai assimilar o que eu acho que não tem um grande problema, mas o Brasil passar em segundo. E isso eu acho que, dadas as circunstâncias, dado o status atual da seleção brasileira, o andamento do trabalho e o grupo que o Brasil está inserido na Copa, e sempre foi tratado que não era um grupo fácil, exceção feita ao Haiti, a gente tem que infelizmente normalizar essa possibilidade.

A Copa do Mundo não acaba na primeira fase, né? Claro que as coisas poderiam ser mais tranquilas, Mas assim, não vai ser, eu não espero nenhum tipo de facilidade aqui. A Escócia é um time competitivo, é um time que briga fisicamente forte, é um time de bola aérea forte, é um time que não ataca bem, tem dificuldades ofensivas, mas tem jogadores experientes. Eu acho que o Brasil tem maiores chances de ganhar, apostaria numa vitória do Brasil. Agora, jogo fácil aqui, vitória larga, eu não tenho essa convicção.

?Voz C

E a interrogação, Zupa, para devolver para o estúdio para esse papo, é porque você não sabe qual é o Brasil. É um Brasil que você olha, tem certeza certeza da intensidade, da briga dentro de campo contra uma Escócia? Você não sabe, porque o início de jogo contra Marrocos não te dá certeza nenhuma disso. É um Brasil que trabalha minimamente melhor contra Haiti, mas é aquilo ali, foi uma coisa isolada ou foi porque exatamente o adversário era fraco?

Você não consegue ter exatamente um diagnóstico. E se vem para cá com muita interrogação. Repito, o Brasil está numa situação que ele pode passar em primeiro amanhã e seguir questionado, ele pode passar em segundo e a gente observar e falar, mas foi um bom jogo, problema é que Marrocos pegou e goleou Haiti. Tem muitas nuances. Acho que o diagnóstico que a gente vai traçar amanhã ele ainda não tá claro. Só que a gente teve o costume de nas outras Copas chegar para o terceiro jogo ou poupando o time, ou com primeiro lugar garantido, ou com uma cara muito clara já falando em mata-mata.

Dessa vez não, dessa vez a gente ainda tá tentando entender que Brasil é esse que vai fechar a primeira fase aqui, Felipe.

?Voz A

Diogo Bertozzi, esse Brasil-Escócia, pegando os elementos trazidos pelos colegas, de um time que tem a dificuldade em criação de jogada, mas forte, competitivo, bola aérea boa, como é que você imagina?

?Voz E

Primeiro, existe um cálculo tático aí que ninguém vai entrar para perder, mas a Escócia sabe que um ponto ela tá dentro. Ela vai, ela sabe que perder por 1 a 0 ou 2 a 0 não é o fim do mundo. Então assim, a Escócia ela não precisa na real atacar o Brasil, não precisa. Ela precisa fazer o relógio andar. Quanto mais o relógio andar, melhor para ela. A Escócia nunca passou de fase numa Copa do Mundo, e olha que a Escócia jogava Copa do Mundo em É, nem nada, né?

Nunca passou de fase na vida, nunca passou de uma fase de grupo. Sempre fez muita festa na arquibancada, sempre. Aliás, os cara tão tomando Miami, foram no jogo de beisebol ontem, tá uma loucura, tomaram conta mesmo. Mas ele, e assim, eles já ficaram fora, eles 3 vezes em saldo de gol: 74, 88, 82. 74 ficaram fora no saldo para o Brasil, inclusive. A única vez que eles conseguiram empatar com o Brasil foi 74, e depois perderam 82, 90, 98.

Então assim, para Escócia é possivelmente o maior jogo da história. É por isso que é importante o Brasil entender o que que tá do outro lado. Sim, e assim, os caras, os caras têm mais de 600 jogos.

?Voz A

Desculpa rapidinho, pega o exemplo do Egito, que não tinha vencido. É a comoção que foi uma vitória, uma classificação.

?Voz D

Mas é isso, sim, eles brigam coisas diferentes. Isso, nós estamos discutindo outra coisa.

?Voz E

Quando o pessoal viu a entrevista do Haaland ontem falando, cara, esse jogo com a França, ele falou, cara, Acho que eles vão ganhar, acho que eles vão ser campeões. Para mim tanto faz, quer dizer, cara, a Copa do Mundo desses países não é a nossa, não é a nossa. A Copa do Mundo da Escócia é amanhã, a final da Copa do Mundo da Escócia é amanhã.

?Voz D

Sim.

?Voz E

Então o Brasil tem que estar pronto para enfrentar uma equipe com essa mentalidade.

?Voz D

E a gente discute aqui primeiro lugar, segundo lugar, como se o segundo lugar fosse já um, sim, uma vergonha para o país. Claro, país que tem 5 títulos mundiais, não passado em uma fase de grupos em primeiro lugar, é uma avaliação diferente de quem nunca passou. E se for em terceiro, já tá lindo. Não importa, é ir, esse é o objetivo. Então acho que isso leva a Escócia dentro desse panorama a esperar.

?Voz E

Se a Escócia passar em terceiro e pegar o México, ela faz jogo duro com o México, é possível passar.

?Voz A

Sim, sim, sim.

?Voz G

Eu só queria fazer um acréscimo do que o Léo falou. Né, a Copa do Mundo deles é diferente da nossa, né? Eu acho que a gente precisa começar a pensar em mudar também a nossa, né? Eu acho, eu acho que a nossa realidade tá distante do que já foi um dia.

?Voz A

Não, isso sim, mas a busca pelo objetivo não pode mudar, gente.

?Voz G

Acho que a gente tem que começar a entender que a realidade hoje tá passando longe disso.

?Voz E

Eu vejo por dois aspectos. Acho que assim, a gente tem que sempre esperar que o Brasil brigue pelo título e cobrar isso, mas aceitar que, por exemplo, esse ano Se o Brasil fizer jogos bons, fizer uma Copa decente, cair num jogo duro numa quarta de final, numa semifinal, pro que é, tá bom.

?Voz F

É isso.

?Voz A

Mas aí tá de encontro, acho que, o que o Eugênio falou.

?Voz E

Eu acho que a gente pode convergir aqui.

?Voz F

Eu senti um certo amargor na opinião do Eugênio.

?Voz G

Não, cara, eu tô— a gente olha pro mundo e eu não consigo ver a seleção brasileira. Quando foi a última vez que a seleção brasileira jogou um futebol realmente convincente?

?Voz F

É, eu assim, essa é uma posição muito polêmica. Eu acho que a seleção brasileira na Copa do Mundo passada jogou 3 jogos contra europeus, foi uma bola no gol do Brasil. Era uma seleção, podia ter sido campeã do mundo. É o detalhe do jogo que tirou o Brasil, uma movimentação errada do Fred, um desvio de bola. Agora não tá jogando bola para defender, para Camarões. Era o jogo que menos valia, mas tudo bem.

?Voz G

Voltou a perder depois disso.

?Voz F

Agora eu tava até comentando ontem que você não tava no programa, por isso que eu vou trazer de novo, se alguém viu. O filho de uma, já adulto, de uma grande amiga minha, Elisângela, ele ganhou um concurso ali, trabalha com internet, negócio, pai, foi morar em Berlim. E ele, por ser brasileiro, quando ele chega na empresa, a empresa tem um time de futebol, empresa é grande, chegou um brasileiro, chegou um brasileiro, ainda mais é Paulinho ainda, Paulinho.

Então ele fala que ele passa para cima da bola, faz um drible, os caras, ó, não sei o quê, os alemães. Os alemães, ele conversando com as pessoas muito sobre futebol nas ruas, os alemães esperam que a seleção— como eles veem a seleção alemã hoje? Como uma seleção jovem, talentosa, para uma outra Copa do Mundo que tem que ser preparada. Mas eles não diminuíram por isso, digamos assim, a grandeza da seleção. Esse olhar, esse olhar não mudou.

Eles só entendem que o estágio atual da seleção não é o estágio da França, não é o estágio da Espanha, Quem sabe ganhar a Copa do Mundo, mas a seleção não está pronta para isso. Eu acho que o Brasil é mais ou menos—

?Voz G

o Brasil nunca tá pronto para imaginar que algo diferente do título possa ser considerado razoável.

?Voz A

Essa é uma Copa que é uma questão, né?

?Voz G

E quando a gente não consegue entender a realidade, a gente nunca vai tentar entender os motivos por isso. O Brasil hoje em dia, ele não forma mais jogadores de várias posições. O Brasil hoje é um país que forma pontas e zagueiros. Bom, e zagueiros meio que na sobra. É isso. O Brasil não tem lateral, o Brasil não tem meio-campista, o Brasil não tem centroavante. O Brasil tem pontas. Aí tem uma fartura enorme. E o futebol não se joga só com pontas.

?Voz F

Deixa eu fazer uma pergunta sobre o campeão do mundo. Argentina forma?

?Voz G

Claro que forma.

?Voz F

E quais são os grandes laterais argentinos? Quais são os grandes atacantes lá do time?

?Voz G

Mas aí são conceitos. Tá aí um time que tá jogando bola.

?Voz F

É porque tem um Messi, uma personalidade que é uma coisa que o Brasil não tem ainda.

?Voz G

Não, é um Messi acompanhado de um time todo, um meio-campo que joga fantasticamente na sustentação, mas não é com variações, com outras coisas. É outro time.

?Voz E

Claro que tem um time que roda o tempo inteiro, mas se tirar o Messi—

?Voz G

mas de qualquer time que você tirar o Messi, eu entendo isso, mas é um time que joga bola.

?Voz E

É que o contexto que faz da Argentina hoje uma candidata ao título é a presença do Messi.

?Voz G

E esse que o Brasil teve com o Tite potencializa muito. Mas se você tira o Messi, que vai acabar parando em algum momento, a Argentina continuará sendo um time que tem jogadores em diversas posições de alto nível.

?Voz A

Sim, mas aí eu acho que despenca. Assim, eu entendo esse negativo, esse negativismo, é liso.

?Voz D

Não me empolga mais. Mas o meio de campo é o mesmo que terminou a Copa do Mundo. De 2022. Isso, eles terem o Fernandes absurdamente.

?Voz G

Aí entrou agora o Almada, que era reserva na outra Copa do Mundo, né?

?Voz A

Fala, Zupa! Fala, Zupa!

?Voz B

Não, só para, só para botar uma pimentinha aí, opa, e botar um peso para balancear a favor do Eugênio. A Argentina foi quanto o jogo contra o Brasil que derrubou o Dorival? 4 a 5? 4, sem o Messi.

?Voz A

Boa, boa.

?Voz D

É o jogo do Dorival.

?Voz A

Eu entendi isso, Paco, mas eu acho que ele tem que entrar no debate do que foram os últimos 3 anos, gente.

?Voz G

Até porque o time do Ancelotti hoje não é tão diferente no conceito do time do Dorival.

?Voz A

Sim, tentando encontrar outros caminhos, mas no conceito não é muito diferente. Pedro, deixa eu fazer uma pergunta para você sobre a questão dos pendurados. O jogo amanhã vai ser visto como pré-mata-mata, é assim, paciência, temos que ganhar. Se der para fazer saldo, boa. Se der para ser líder, prioridade. Ah, perdemos um jogador por um cartão amarelo, é do jogo ou não?

?Voz C

Perdemos um jogador por cartão amarelo, é do jogo. Acho que é assim que tá sendo visto. O jogo de amanhã é tratado como muito importante, tratado como muito importante aqui dentro. O Brasil não quer de jeito nenhum, a gente reforça isso, ficar na segunda colocação do grupo. Houve um debate no início da semana sobre a situação de Casemiro e Dolores Santos, especificamente mais até Dolores Santos. Casemiro Não tinha essa ideia de ser poupado.

Houve um debate sobre os jogadores que estavam mais fadigados após as duas primeiras rodadas. Esse debate também não andou. Então, de tudo que eles conversaram, é: não, segura. Se for fazer troca, é o Rafinha, que não tem condição de jogo, ou alguma coisa técnica de ordem tática que o Ancelotti não esteja gostando. Vai para o jogo quem tiver condições. Não tem essa de: ah, mas segura para o 16º. Não, não, a gente precisa fazer o resultado.

O terceiro jogo do Brasil nessa Copa, ele tem um caráter diferente do jogo até que o Eugênio citou aí de Camarões, do caráter de terceira rodada de outras Copas. Então é, se tomar o cartão, paciência. Se for Fabinho, se for Casemiro, a gente vê com o Fabinho por ali. Se for o Douglas, tem o Alexandre, embora ainda não tenha jogado. E aquilo, vai empurrar, vai adiar até quando? Para depois não tem mais partida para jogar?

?Voz B

São dois jogadores, embora eles mereçam titularidade, e até acho que em termos de peso caso você perder o Casemiro é algo mais significativo. Vamos até lembrar, o Brasil é eliminado para Bélgica na Copa do Mundo da Rússia sem o Casemiro, né? O Fabinho joga, Casemiro tava suspenso. Mas a Copa do Mundo que o Casemiro vem fazendo até aqui não, não coloca nele a roupa do culpado, não gera um alarde que, nossa, imagina aí para 16 avos sem Casemiro.

Especialmente do Alexander. Então acho assim, se a diretoria de seleções Se a comissão técnica entende que ficar em primeiro lugar, mais do que o aspecto anímico, pelo aspecto logístico, pelo chaveamento, é algo inegociável neste momento, vai a full contra Escócia. Se perder eventualmente Douglas e Casemiro para 16avos de final, siga lá pelota, como diria o nosso grande amigo locutor.

?Voz F

Você já pensou se a seleção encaixa, faz um jogo mais com cara de Ancelotti, marcando forte na frente, Marcando bem atrás, acionando contra-ataques com personalidade, e perde o Casemiro, que obviamente jogou bem para seleção ter feito isso, e tem que jogar com outro jogador que não é da função. Depois do Brasil ter perdido em 18 sem o Casemiro, era outro Casemiro, em 22 o Casemiro não ter feito uma falta para não ficar fora do próximo jogo, no lance do gol da Croácia.

Assim, eu obviamente respeito muito a opinião dos colegas, eu acho que esse é um jogo O volante tem que entrar sim pensando em não tomar um amarelo. Se ele tiver que escolher entre não chegar numa bola que ele passa, olha, vou tomar um amarelo talvez, ele deixa o jogador passar, a seleção até toma o gol. Ah, e se não, Casemiro não tiver nível para jogar na seleção, aí você coloca o Fabinho. Mas eu assim, eu acho que tentar chegar com todos os jogadores que o Ancelotti pensa que são titulares no primeiro jogo do mata-mata é essencial e é mais importante do que o resultado nessa partida, tá vendo?

?Voz D

O jogo jogo, e corretamente, né, porque o Brasil exige isso hoje. Você tem seleções mais maduras, para usar uma palavra que usou o Danilo, zagueiro, lateral, e que o Brasil não é um time maduro. Ele tem, longe disso, perfeito, né, o que a análise dele, que é uma análise que é uma convicção dele, do time, do Ancelotti, e isso é conversado lá dentro. Ele não foi só para coletiva, despejou e voltou para o ambiente deles e não conversaram sobre isso.

Então é legal você filtrar um pouco do ambiente nas palavras do jogador. O Brasil não é maduro, no Brasil tá se desenvolvendo. O Brasil chegou para Copa algumas casas recuando algumas casas, algumas várias, algum em relação ao que tava sendo feito. Então o Brasil precisa de mais desse jogo da Escócia para jogar bem. Isso é uma esperança na tentativa de encorpar um pouquinho mais essa equipe, de amadurecer. Você não vai jogar um balde de maturidade só porque ganhou da Escócia, mas é um jogo a mais dentro de uma Copa do Mundo competitivo.

Vamos ver, de repente tem um tempo para o Ryan, um tempo para o Luiz Henrique, porque ele precisa desses caras. Ele tem que, ele precisa que esses jogadores joguem, esteja em condição de resolver problemas da seleção brasileira que vão surgir e vão surgir muito rapidamente. Então não adianta. E ele já, Ancelotti, com a cancha que tem o Ancelotti, cara, ninguém vai explicar futebol para ele, né? Uma outra coisa, ele sabe que é o seguinte, ele não vai, você não pensa em 11 e esses caras vão até o final da Copa.

Então a Copa te apresenta problemas que você tem que solucionar. E se você tem um jogador que ficou no banco a Copa toda e ele é a solução, você tá ferrado.

?Voz C

Então ele tem que pôr para jogar, ele tem que buscar um melhor entrosamento.

?Voz D

E ele vai, vai manter o Matheus Cunha, porque agora não tem sentido tirar o jogador, né? Desde que ele execute o mesmo papel, que é o papel do meia, né? Meia, como ele mesmo diz, o Ancelotti, no meio da ponta, que é uma expressão que o espanhol tem de bem, quer dizer, o centroavante que baixa que chega na área. Isso é importante, é o centroavante que chega, não é o centroavante que mora na área. E aí ele tem jogadores de velocidade para chegar junto, então ele tem que desenvolver isso.

?Voz F

E tem outra coisa, Calçadinho, que é o lado mental, que a Copa do Mundo é onde isso mais pesa entre todas as competições que um time disputa. Mas se a pressão para estreia da Copa do Mundo era enorme contra Marrocos, se a pressão dos jogos da Copa do Mundo é enorme, quando começar o mata, é vezes 500. Sem dúvida, porque o assunto vai ser: o Brasil será eliminado pelo Japão, pelo Japão, por qualquer seleção, será eliminado nos 16 avos.

Só vai se falar disso. Sim, depois do jogo contra Escócia, pode acontecer. Ou seja, é preciso também nesses jogos que haja em campo atletas com muita rodagem, ou tão desconexos da realidade, consigam jogar como se não fosse nada. É isso, é assim, sabe? Então, então, quando eu olho para o Casemiro, eu não estou gostando do futebol do Casemiro. Achei a estreia do Casemiro péssima, eu coloquei ele entre as maiores decepções da primeira rodada.

Achei o segundo jogo dele médio, insuficiente contra uma seleção que não atacou o Brasil praticamente, não tinha qualidade para atacar. Mesmo assim, o Ancelotti mantém pela liderança e porque ele sabe que a experiência desse cara, mesmo que não seja o Casemiro melhor versão, mas o Casemiro 80, 90%, Quando chega o mata-mata, pode fazer a diferença.

?Voz A

Deixa eu dar só um abraço para turma, para o Pedro Zuppa. Destaque final, que eu sei que vocês têm que ir, vão voltar ao longo da programação. A gente vai continuar debatendo aqui, fã de esportes.

?Voz C

Pedro Zuppa, destaque final é que a gente ainda não sabe se terá a palavra de Carlo Ancelotti. Tava olhando aqui no telefone para ver se ele responderia sobre Raelian, sobre os chás pendurados, sobre Neymar e sua possível utilização.

?Voz B

Te responderia no telefone? Você mandou no Zap para mim?

?Voz C

Não, para quem está acompanhando. Calma, assim você me pega de supetão. E quem não vem para cá, Rafinha, tá? Só para passar como informação, Rafinha, assim como Neymar quando esteve lesionado, ficou imóvel. Estão tratando, quem sabe nas oitavas, no planejamento otimista de tentar acelerar a recuperação do atacante da seleção brasileira.

?Voz B

E quem vem é o Neymar. E a gente acabou não falando dele, o que, o que mostra, ou mal, né? Porque a gente falou de muitas questões importantes. É mal para seleção brasileira, A gente falou de muitos pontos que nos preocupam na seleção brasileira.

?Voz C

É bom sinal que dá para falar bastante do que envolve o jogo da seleção sem ficar naquela expectativa de quando o Neymar entra.

?Voz B

Poderia ter gastado esse tempo todo que não falamos Neymar para falar de coisas boas da seleção, e a gente falou de preocupações com a seleção.

?Voz C

Tem sido assim desde o início, nem tocamos no nome do Neymar Júnior.

?Voz B

A curiosidade é por quanto tempo, em que nível de intensidade, o Ancelotti vai poder contar com o jogador do Santos pela primeira vez na Copa do Mundo. Ó, só para fechar, ontem eu encontrei um torcedor da Escócia na Fan Fest Falei com ele no F Show, um barato, pô, gente finíssima, bebe whisky, uma loucura. E ele me deu de presente uma pulseirinha da Escócia. Eu achei bonita e tô usando.

?Voz C

É porque você tem esse jeito europeu.

?Voz B

Deixo ou tiro? É azar. Se for azar, deixa.

?Voz C

Deixa, deixa.

?Voz G

Não, porque deixa o quê?

?Voz C

Não, pô, é chugar, é chugar.

?Voz A

Quebra no ar, quebra no ar.

?Voz F

Deseja muita sorte em toda a vida da Escócia, medo dos outros fazendo.

?Voz D

Usou, usou.

?Voz F

Não guarda no bolso não, que vai usar depois.

?Voz D

É o rei da mística, sei lá, pelo amor de Deus.

?Voz A

O meu tio, que é místico também, ele só viu jogo com as cores do adversário. Então tá podendo, Zuca.

?Voz C

Místico, mística, mística.

?Voz A

Místico, mística.

?Voz C

Pode colocar.

?Voz D

É isso aí, isso aí.

?Voz A

Pode colocar, Zuca.

?Voz F

Usa pulseira ou não usa pulseira, calçade? Pode colocar.

?Voz C

Não, eu odeio ficar com a gente nas redes sociais.

?Voz F

Você não tá nem usando. Você usaria?

?Voz A

Eu não usaria, mas permito que ele use.

?Voz F

O nosso mais cético de todos.

?Voz G

Sim, usaria.

?Voz F

Você usaria?

?Voz A

Eu acho que ele já tirou, gente. Ele já tirou.

?Voz G

A gente pode se contradizer de vez em quando.

?Voz A

Ele já tirou. E ele com a pulseirinha tem cara de escocês, hein, gente. Abraços, o Paca. Abraço, Pedrão.

?Voz G

Tchau, tchau.

?Voz C

Fica nas redes sociais, eu vou contar como essa pulseira veio parar aqui. Sabe aquela coisa que você acorda no dia seguinte, não sabe nem como é que a pulseira tá no braço?

?Voz A

Na rede social conta como é que essa pulseira veio parar contigo. É o pouco que gosta de tomar um whisky. Essa turma escocesa deu trabalho. Abraço, tchau, tchau, tchau, pessoal! Vamos lá, o tema que começou aqui, eu quero ver o Eugênio, eu quero ver o Bertozzi, essa história da questão do amarelo, do pendurado, de como encarar. Porque eu acho que não é só um debate sobre pendurado, é como encarar já a Escócia de repente como um um pré-mata-mata que, a considerar o ciclo do Brasil, em que momento ele tá, não dá para aliviar. Tem que jogar bem, seja como for. Como é que você vê isso aí?

?Voz G

É, eu acho que é assim, minha concepção para Copa é: começamos sem um time estruturado e precisamos usar todos os jogos que tivermos para estruturar esse time, tá? Então, pensando dessa forma, é importante que o time seja o mais próximo do considerado ideal o possível pelo Ancelotti. Ah, mas aí de repente eu posso perder um jogador importante para o primeiro jogo do mata-mata. Que jogadores são os que estão suspensos? Casemiro, Casemiro, Dalila Santos.

É, se perder qualquer um dos dois não vai fazer muita diferença para o primeiro jogo do mata-mata, você acha? Pelo contrário, como concordo com o Birner quando ele disse que não foi bem, que o Casemiro foi muito mal no primeiro jogo, tanto que substituído no intervalo e o Fabinho entra e melhora a posição. E que o segundo tempo, segundo jogo, ele foi pouco exigido ali, nem lá nem cá. E a mesma coisa na lateral esquerda, o Douglas Santos não comprometeu, não, mas brilhou também não.

Então acho que o Alex Sandro precisa jogar, ok, desde que eles entendam, desde que os respectivos substitutos entrem com a mesma leitura de jogo, com o mesmo entendimento tático e façam as mesmas funções, não será para mim uma grande diferença nesses casos. Ah, se fosse o Vini, aí seria diferente.

?Voz E

Eu prefiro sempre no mata-mata ter todo mundo disponível. O que eu quero dizer, eu pouparia os dois.

?Voz A

Acho que assim, porque a lógica do Eugênio até se aplica nisso, né? Se o Fabinho já tá melhor, então já bota ele, né?

?Voz G

Sabe, já pode ser até positivo.

?Voz E

Então, e assim, numa dessa, se for bem, até cria uma dúvida. É isso, né? Até cria uma dúvida. Eu assim, o Casemiro tem histórico de tomar cartão e ficar fora de jogo, né?

?Voz G

Exato, tem muito.

?Voz E

E outro dia o Bine levantou um ponto, né, dele não ter feito a falta contra a Croácia.

?Voz D

Você vai para o jogo, você tem que conversar com o jogador, fala assim: você vai jogar, cara, de verdade, e se você ficar fora, dane-se. Se ele topar, tudo bem. Problema ele passar um jogo pensando em não levar o cartão, e agora ele joga numa posição que ele não tem como, ele não tem como, ele pode ter que matar um contra-ataque Aí você vai ser, aí você vira segundo no grupo.

?Voz E

Você vira segundo grupo, mas ele vai jogar.

?Voz D

E no caso, no caso do Douglas Santos, eu acho perigoso, porque eu acho que ele, até porque o lado do apoio mudou. Exatamente. Aí você vai ter um Brasil com uma saída ruim do lado direito, do lado esquerdo. Então me preocupa, até porque eu acho que ele de um jogo para o outro ele evoluiu bastante.

?Voz A

Eu também acho que ele pode melhorar ainda.

?Voz D

A gente pode ganhar um jogador assim diferente porque o início foi, não foi legal. Mas, cara, isso são decisões do treinador, ele tem, não tem certo ou errado aí. Eu só acho que quem vai para campo tem que jogar de verdade e não ficar preocupado de tomar amarelo.

?Voz A

De acordo com a gente, tem a escalação, Paquetá centralizado como foi no segundo tempo, no segundo jogo, e muito bem no primeiro tempo contra a Haiti.

?Voz G

Não é exatamente o que eu acho desse desenho, não. Não, o que eu entendi do jogo é o Vini, mais um 4-4-2. Você partir daí, o Vini mais para dentro, ao lado do Matheus Cunha, o Paquetá baixa na esquerda. Uma vez o Brasil com a bola, você tá falando, né? Uma vez o Brasil com bola, o Casemiro fica, o Bruno, aí fica uma linha de 4 ali, o Bruno ao lado do Paquetá, o Douglas sobe pela esquerda e você mantém Vini e Matheus lá dentro.

?Voz D

O centro, para jogar assim, quando você tá sendo atacado e o time tá mais baixo, o Vini vai esperar, pode esperar no centro ou no lado esquerdo onde ele tá ali para uma bola de trabalho longa. O Matheus Cunha volta, que é o que ele faz, né, ele volta, ele preenche.

?Voz G

Eu acho que esse é um ponto também que volta mais centralizado do que no início ele tava voltando pelos lados.

?Voz D

Para ele, assim, em relação ao primeiro tempo de jogo contra o Marrocos, quando entra o Fabinho, é também o seguinte: o Brasil voltou bem mais organizado, porque o Brasil teve várias formações táticas dentro do mesmo jogo, né? Com Paquetá começando do lado direito, as coisas não funcionando, e Banes sai, Banes, Casemiro vem, Fabinho, aí eu ajeito o Paquetá. O que eu vejo é o que o Ancelotti vai com centralizado o Casemiro à frente da defesa, o Bruno Guimarães é o jogador do lado direito, um trio O Paquetá é o jogador do lado esquerdo, do meio de campo.

Sem a bola é muito mais fácil para Paquetá só baixar para o lado, escorrer para o lado aqui esquerdo, e o Vini fica com o Mateus Cunha. E o Mateus Cunha ainda volta, ainda ajuda mais, enche a vida dos volantes, cara.

?Voz F

Faz a marcação, encaixa de volta, dá bola adversária.

?Voz D

O Vini fica mais solto. Então acho que isso vai se solidificando no Brasil. E vamos ver o comportamento do Rayan, se ele for escolhido. Pode ser Rayan, pode ser Luiz Henrique. Eu não vejo problemas táticos de este é melhor do que o outro, porque taticamente, eu repito, o Luiz Henrique fez o contra na campanha do Botafogo, que é viva ainda, torcedor lembra, depois ele vai embora. Ele jogou de várias maneiras. O que o Ancelotti pode estar vendo para decidir é entender que o Rayan nesse momento tá melhor e tá tudo bem.

Eu só não quero é criar problemas para o Luiz Henrique, de aí ele não joga assim, não joga assado, porra, ele é mais o jogador do campo, do espaço, melhor é o Rayan, o Luiz Henrique não atua bem assim, quando a gente vê ele no Botafogo fazer isso o tempo todo. Então é o Ancelotti tentando encontrar soluções Eu acho que o Ryan, se tiver mais um tempinho, gente, ele quantos anos tem? O Ryan, 19 anos. Quanto tempo ele jogou na Copa até agora? Alguma fração de tempo. E nós estamos querendo tirar tudo do Ryan.

?Voz E

A última, eu vi um número que a última vez que jogaram dois meninos de 19 anos juntos pelo Brasil foi Pelé e Mazola em 58.

?Voz D

E olha que é uma seleção que na idade, verdade, muita diferença, mas a idade média do Brasil, ela é altíssima. E o Ancelotti já percebeu também que precisa baixar um pouquinho. Ele precisa, se ele tem a experiência de Casemiro e Danilo, caras que dentro de campo você olha para eles e você fala assim, eles falam calma, né? E eles conseguem controlar uma equipe.

?Voz A

Você precisa ter o correria, né?

?Voz D

Preciso ter também a explosão.

?Voz E

É porque a média desse time de 30 anos, né?

?Voz F

Agora baixa um pouquinho com o Raya, mas apesar do do Luiz Henrique ter um contra um talvez melhor que do, talvez melhor que do Ryan. O Ryan faz mais coisas também. O Ryan, por exemplo, ele pode entrar como centroavante, ele pode abrir um paquetazo pelo lado, que ele já fez isso mesmo não funcionando.

?Voz D

Então permite variações na Inglaterra. Ele como lado direito no interior da área, que você entra no bico da grande área, o gol tá aqui, é uma diagonalzinha, cara. Ele entra como foguete ali. Então foi o que ele fez na Inglaterra, força e técnica, e trouxe, e o trouxe para Copa do Mundo. Eu não sei se ele tivesse, e aí não é desmerecer o Vasco, nem o futebol brasileiro, mas é óbvio, quando o cara vai jogar numa liga muito mais forte do que a brasileira, você cresce a tua maneira, o olhar e a maneira de analisá-lo.

E eu acho que esta etapa final na Inglaterra, eu sei, funciona qualquer esporte, sempre que foi convocado pelo, por ter jogado na França.

?Voz F

Eu sempre cito o Xuxa, quando bateu o recorde, foi campeão olímpico, ele falou que ele foi treinar nos Estados Unidos não porque tinha piscinas melhores que as brasileiras, porque tinha adversários melhores, melhores estavam lá. E aí no dia a dia o sarrafo subia e aí ele tirava o melhor dele.

?Voz D

Arraia ao lado, você fala, nossa, tem um campeão olímpico aqui.

?Voz F

Funciona assim qualquer esporte.

?Voz A

É isso, turma. Deixa eu trazer um tema, eu sei que Que é a história do Neymar, porque eu acho que esse jogo ele é diferente, o debate. Assim, a gente tem um cara que não estava treinando, passou a treinar uma amostragem muito pequena. Eu tive um grande mestre assim no jornalismo que falava assim: apresentador não pode ter preconceito com um tema e filtrar antes de jogar para comentarista. Esse eu admito que eu tenho pela questão médica.

Assim, de pensar assim: o cara não estava treinando, treinou 2 2 treinos. Para mim isso não é quase um debate pela questão física, mas ele vai para o jogo. Assim, não cabe a mim, não cabe a você, ele vai para o jogo. Como é a abordagem? O que vocês imaginam, um, de abordagem? Assim, acham que a torcida com intervalo 0 a 0 é Neymar, é Neymar, é Neymar? Olhei, olhei lá, olhei, olhei lá. Acham que o Ancelotti tá 2 a 0? Vamos supor que o Marrocos tá 1 a 0, então vai ser líder.

Põe seus 15 minutinhos. Num 0 a 0, num tá indo, põe para turma também ver. Que que vocês acham que a gente vai ver desse caso?

?Voz D

A pergunta é: Neymar hoje é um jogador para mudar o jogo ou para ganhar?

?Voz A

Boa, é meio isso, é meio isso. Sintetizou, muito obrigado.

?Voz D

É para entrar com jogo ganho, porque um jogador que fica parado um mês— seguinte, uma coisa, vamos pegar um jogador de 30 anos, você não vai pegar um menino de 18 comparar com o de 32. 33. Mas você pega um jogador de 32 anos, 33, que vem atuando numa fase ano após ano, não ficou parado. Você pega quanto tempo ele ficou parado nos últimos anos? Uma enormidade.

?Voz F

Mais do que jogou desde quando saiu do Cruzeiro.

?Voz D

Muito mais parado do que jogando em atividade. Então isso contribui muito para falta de ritmo dele. A outra é um jogador que vem atuando sistematicamente, quando para um mês e retorna é diferente daquele que já vem anos e anos de problemas. Então assim, a recuperação de um que está em atividade é diferente de alguém que vem lutando com isso. E a gente viu no Santos na reta final aquele gás e ele evoluindo, mesmo assim não mudando grandes panoramas dos jogos.

Só que hoje eu vejo que o anti, assim, minha percepção Primeiro que o Ancelotti levou, convocou. Segundo que ele foi, a convocação se deu por um informe médico que não correspondia à realidade, e a CBF abraçou e depois engoliu, ficou quieta, falou assim, deixa quieto. Só que minha percepção é, no dia a dia você tem um Neymar diferente, você tem um Neymar diferente. Era o Neymar, conviveu na seleção brasileira até hoje ele e mais 10.

Hoje você tem 11 e o Neymar, que estão tentando ver se ele consegue voltar. E a comissão técnica, aí é ponto da comissão técnica, tratou isso da forma correta e não de como era tratado o Neymar, que era: meu Deus, ele veio nos salvar, ele é o— voltou como se Jesus tivesse voltado. Toda vez que o Neymar jogar na seleção, São Sebastião, Assim, o comportamento era esse. E agora ele é mais um ali. E o Carlo Ancelotti percebeu que para o ambiente, ele com este outro comportamento, e os caras gostam dele, ele não faz mal, ele não atrapalha, ele não atrapalha em nada, porque ele tá pianinho, ele tá numa outra, ele sabe das limitações dele.

Pois é, me diga se o Neymar hoje seria louco de reivindicar na seleção brasileira um tempo, ele sabe que ele não aguenta. Você entendeu o impacto na imagem de quem não aguenta jogar um tempo? Porque você vai lá e o mundo todo tem expectativas. Pô, é incrível ver, você olha, os nossos companheiros mostram isso diariamente, a idolatria que tem o Neymar com o povo argentino. Impressionante. Foi jogar com o Santos na Argentina, foi uma loucura.

E os caras adoram, foi bonito, foi bonito, mas adoram. Veja o impacto que ele tem num adversário que é nosso grande rival.

?Voz F

Eu às vezes eu vejo uns vídeos dos YouTubers que viajam, o cara mete a camisa do Brasil, o cara tá— não tô exagerando, o cara tá na Indonésia, o cara Neymar, Neymar, Neymar!

?Voz D

Ele é uma figura muito global. Então eu imagino que Carlo Ancelotti, ao vê-lo com comportamento diferente, ao perceber o impacto que ele tem com os demais, que os respeito profundamente, hoje com as dificuldades que o Brasil tem ele já olha para o Neymar com outros olhos assim, que são olhos de assim, de repente ele pode nos ajudar bastante. Eu tentando analisar toda a trajetória a partir da convocação para hoje.

?Voz E

É, então eu falei aqui alguns dias que eu teria pensado em fazer um jogo treino, alguma coisa assim, pega os caras que não, que jogaram menos ou que não jogaram, para seleções que tem feito isso, né? Algumas tem feito isso. Né? Mas enfim, agora sim, porque depois disso é mata-mata. Se ele não passar por algum tipo de teste no campo, que confiança você vai ter para soltar?

?Voz D

E, Léo, como é que você põe para jogar amanhã o cara que treinou 2 dias e ficou um mês parado? Isso que eu não consigo entender.

?Voz A

É isso, é por isso que eu faço o debate que eu falei.

?Voz E

Então assim, para responder a pergunta, o jogo tem que estar muito encaminhado. Sim, eu acho que se o jogo tiver pegado, se o jogo tiver E pode ser um jogo pegado inclusive no aspecto porrada, físico, vai ser, é, entendeu? Vai ser assim, se o jogo tiver tranquilinho ali, já todo mundo mais ou menos satisfeito com o resultado, sabe? Mas eu não sei se vai ter o cenário ideal.

?Voz A

E aí tem o componente do adversário futuro, mesmo que ele entre 3 minutos, ele passa a ser um debate para o adversário futuro também. Pô, o cara voltou 3 minutos, hein, vai pegar nós.

?Voz D

O que eu não tenho condição, que o Ancelotti pode dar Eu acho preocupante um cara que treinou 2 dias.

?Voz A

Eu também, 2 dias.

?Voz D

Porque é o seguinte, ele tinha uma contusão muscular, sim, uma contusão que te impede de ter movimentação de jogador de futebol, que é a velocidade máxima, explosão, o sprint que ele precisa, mudança de direção, o drible. A gente precisa desse Neymar, né? Em 2 dias você não, você não aqueceu. Agora Agora, se o jogo tiver desse jeito que o Léo falou, você botasse 5 minutos, é um tempo para marcar um passo adiante, dá uma volta.

Porque você não vai em 5 minutos se arrebentar também, vai pianinho. Sim, mas é o gostinho de ter voltado, para sentir. Então veja assim, ele entrando em campo nessa situação, pouquíssimos minutos sem forçar a barra, barra. Aquele Neymar tá 2 a 1 para Escócia, Neymar vai lá, isso nós não vamos ver.

?Voz F

É porque assim, tem duas versões do Neymar. O Neymar até o PSG pegava a bola ou pela esquerda ou por dentro, arrancava, dribla 1, dribla 2. Quando dribla, ele abre espaço, desmonta a defesa adversária, tem assistência do pé direito, pé esquerdo, finaliza de esquerda, de direita. Você não sabe o que o cara vai fazer.

?Voz G

Gênio!

?Voz F

Outro dia eu vi Uma recente pergunta para o Messi, perguntava qual é a melhor perna esquerda, ele, Di Maria. Ah, qual foi o jogador que mais força, marcação? Ele falou Puyol. Qual o jogador mais habilidoso que você viu no campo? Neymar Júnior. Messi falou. É recente, tá, semana passada. E então esse jogador, ele não existe há 3 anos, porque dá para discutir.

?Voz B

Sim, sim, sim.

?Voz A

No auge, o Xavi falou para o Romário, né, Romário Júnior.

?Voz D

A gente pode debater, dá para discutir onde onde que ele se encontra?

?Voz A

O Xavi falou sobre o Messi, o único que eu vi chegar perto foi o Neymar de 2016.

?Voz F

Qual a diferença do Neymar do Santos, por exemplo, nesse ano? Vamos pegar o Neymar atual. O Neymar do Santos não tem o arranque. Quando ele não tem o arranque, ele não tem o drible em progressão. Quando ele não tem o drible em progressão, ele não desmonta as defesas adversárias, ele tem que dar o passe pressionado. E aí sim ele tem o passe, a visão de jogo em alguns momentos que são especiais. Mais, que são alguma coisa que você vê, olha, esse cara não é um cara comum.

Em que posição ele pode jogar na seleção brasileira? Em que circunstâncias ele não vai ter a marcação por pressão também? Essa é uma grande pergunta também, porque eu vejo o seguinte, Calçade, onde, onde eu vejo Neymar jogando, se ele tiver condição hoje em dia, como jogador mais adiantado da seleção brasileira, no momento em que a seleção brasileira não queira pressionar alto com o Vini jogando para esquerda, maior nível de obrigações que você puder dar um jogador de futebol para ele hoje é essa.

Agora, como esse cara foi, aliás, ele tem habilidade do gênio e o corpo não consegue fazer que as virtudes dele apareçam nos jogos e resolva jogos, que é para isso que serve habilidade, para isso que serve a genialidade, eu vou muito além do que vocês disseram. O Ancelotti tem que ter o feeling, ó, dá para colocar 5 minutos, vou colocar, vamos ver o que acontece.

?Voz D

Porque hoje, sabe, Só para voltar, para arrematar, você tem, vamos imaginar que o Brasil entre com Rayan, Brasil tem a Rayan, tem aqui o Matheus Cunha e o Vinícius, tá? Neymar vai entrar nem no lado direito nem no lado esquerdo porque é um jogador que não, já fisicamente bem, já não voltava. Então não tem condição nenhuma de ser beirada de campo onde ele não joga faz séculos. Ele é um jogador de, se numa seleção daqueles, daquele, com aquele funcionamento, com 2 volantes e 4 jogadores, você tira os lados.

Vamos imaginar que o Brasil sem Paquetá, tá, com Casemiro e Bruno Guimarães. Aí você tem Vinícius e Matheus Cunha, pode ser o Vinícius, o Vinícius aberto do lado esquerdo, o Rayan. Aí ele pode jogar por dentro. O Neymar aqui ao lado de um outro jogador. Porém, ele não é o jogador de velocidade, ele não tem condição para você lançar uma bola e ele correr 50 metros e ganhar na velocidade.

?Voz G

Tem que sair da posição do mais avançado para achar o espaço, receber a bola, fazer os passes. Ou é no lugar do Vinícius ou do Mateus.

?Voz D

Mas desde que joga por dentro, se for para o Vinícius jogar para o lado dele e voltar, esquece.

?Voz G

Aí você vai tirar o Vinícius? Não, não.

?Voz D

Não dá. E outra, com uma, a não ser que seja cansado no final, ele entra no lugar do Vinícius. Vamos supor que tem Vinícius e Mateus aqui, ele entra no lugar do Vinícius, você vai ter o Mateus para velocidade, que nem é a dele.

?Voz G

É porque hoje o jogador que menos compromisso tem na marcação é o Vinícius.

?Voz D

Sim, é o cara, é o último da fila, é o que caberia. O Mateus por vocação volta.

?Voz A

Vamos lá, vamos para um rápido intervalo. Continuamos no YouTube, no TikTok, Na volta, Portugal venceu de goleada, Cristiano Ronaldo marcou e outros assuntos da Copa do Mundo 2026. Já voltamos. Estamos de volta, o intervalo foi agitado. Eu agradeço sempre o Vitor Biner, que é o craque do chat. E nessa volta aqui do Linha de Passe, um convite para você, que na verdade é aquele anúncio que a gente sempre de convidá-los para acompanhar todos os jogos da Copa pela Casé TV no Disney Plus.

Todos os jogos da Copa nos Estados Unidos, Canadá e México você acompanha pela Casé TV no Disney Plus. Tá falado? Vamos agora a Houston, no Texas, acionar o nosso amigo Gustavo Hoffman, que acompanhou a goleada de Portugal. Hoffman, tudo bem, companheiros?

CRCristiano Ronaldo

Um grande abraço a vocês. Grande vitória da seleção portuguesa contra o Uzbequistão, 5 a 0, com Cristiano Ronaldo como protagonista. 2 gols, primeiro jogador na história a marcar em 6 Copas do Mundo. Neste Mundial dos Craques, neste Mundial das Estrelas, faltava Cristiano Ronaldo. Agora já está na lista também dos goleadores da competição, ao lado de Messi, Mbappé, Erling Haaland, Harry Kane. Enfim, é realmente o Mundial dos Craques até aqui.

Para Portugal, importantíssima atuação depois do que aconteceu na estreia diante da República Democrática do Congo. A seleção portuguesa jogou abaixo do nível que a gente imagina, porque Portugal é uma das candidatas ao título. Precisava melhorar, precisava subir o nível, e o fez aqui em Houston ao golear o Uzbequistão por 5 a 0. A seleção portuguesa se recoloca no trilho dos times mais fortes do torneio. É bem verdade que a seleção usbeque, comandada por uma lenda, Fábio Cannavaro, é bem inferior tecnicamente.

Mas o que a gente espera nesse tipo de situação, em um confronto contra uma candidata ao título? Goleada, imposição. E foi isso que Portugal fez, se impôs do primeiro ao último minuto, nos 4 quartos da partida. O Roberto Martínez fez algumas mudanças importantes no time. A saída do Bernardo Silva, ela já era certa, até porque ela acontece no intervalo da estreia. Mas a entrada do João Félix na vaga do Bernardo Silva fez muita diferença, porque com isso o Roberto Martínez inverteu o lado do Pedro Neto, jogou o Pedro Neto para o lado direito.

Pedro Neto foi muito mal na primeira partida e o João Félix fez o lado esquerdo. Na prática, Portugal tinha a linha de defesa com João Cancelo ofensivamente trabalhando mais por dentro do que pelos lados do campo, mas com liberdade para avançar também. Mas era um jogador a mais na construção do jogo, na saída de bola. Nuno Mendes com liberdade para avançar pelo lado esquerdo, partidaça do Nuno Mendes. 2 volantes mais clássicos, né, primeiro e segundo volantes ali, o Vitinha e o João Neves, uma denominação bem clássica nossa do futebol brasileiro também.

O Bruno Fernandes como esse meia avançado, esse meia atacante. E aí Cristiano Ronaldo como atacante central, mas se movimentando muito mais. Não foi um jogador que ficou apenas parado esperando a criação das jogadas, abriu espaço, ofereceu o passe, foi outro jogador na comparação com a estreia. E aí o Pedro Neto do lado direito cortando para dentro, puxando para perna esquerda. E o João Félix variava as funções, ora um ponta pela esquerda jogando próximo ao Nuno Mendes, ora era um segundo atacante próximo ao Cristiano Ronaldo.

Então agradou muito taticamente a movimentação na seleção portuguesa. E no final das contas, essa goleada por 5 a 0. Para devolver a bola para vocês, Cristiano Ronaldo nesta Copa do Mundo terá condição de ser realmente uma das estrelas da competição? Próximo jogo contra a Colômbia vai dizer muito.

?Voz A

É isso, tivemos a vitória de Portugal. Começa aí, Eugênio Léo, vitória de Portugal com o Robozão aí.

?Voz G

É slap, pegou de primeira ali, tinha acabado de chegar atrasado numa bola que seria logo o primeiro gol do jogo, mas não demorou muito, fez. Aí a jogada bem trabalhada pela seleção portuguesa, todo mundo esperando a batida do Cristiano, mas aquela barreira falsa toda ela entregada achava que ia ser o Nuno Mendes que ia bater, né? E ficou essa uma briga ali uns 3 minutos para bater a falta por causa dessa barreira. E ele ficou fazendo sinais ali, a câmera focava nele.

E mas a barreira falsa era justamente para facilitar o chute do Nuno Mendes. Portugal teve muita facilidade. Seleção do Uzbequistão adotou ali uma estratégia um pouco kamikaze, tentar pressionar em cima, né? Não baixou marcação como fez Gana contra Inglaterra, não. Subiu marcação, queria roubar a bola lá em cima, não tinha capacidade. A única vez que conseguiu foi essa, com falta. Até fez um golaço, mas o gol foi anulado porque houve falta em cima do João Cancelo.

E Portugal foi empilhando seus gols com tranquilidade. É muita gente na torcida por mais gols ainda do Cristiano Ronaldo, mas ele fez, entre aspas, tá, apenas 2.

?Voz F

É a Copa paralela.

?Voz G

É porque é que essas— não é só Messi e Cristiano, não.

?Voz A

Deles.

?Voz G

O que acontece, eu tava até vendo assim a polêmica que aconteceu semana passada na seleção portuguesa, né, envolvendo ali uma declaração do João Neves, depois da noiva dele, que eles— houve muita crítica dos fãs do Cristiano Ronaldo aos outros jogadores portugueses que teoricamente não fizeram a bola chegar ao Cristiano para fazer os gols. E o que a gente via que muitas A verdade da internet hoje é que o Cristiano Ronaldo tem muito mais torcedores do que a seleção de Portugal.

?Voz F

Assim, porque Portugal torce por portugueses simpatizantes, e o Cristiano Ronaldo tem, deve ter um bi de torcedores.

?Voz G

Então essa Copa paralela é dos personagens, ou das personagens, como você preferiu falar, né, que corretamente as personagens: Cristiano Ronaldo, Messi, Mbappé, Haaland, Haaland. No Brasil, a personagem é o Neymar. Então assim, é essa Copa que você fica esperando as grandes estrelas brilharem, que você dá um excesso de visibilidade a essas estrelas. E muitas delas estão dando retorno. Harry Kane, que hoje não deu retorno, mas é uma dessas estrelas.

Hoje o Cristiano, que passou apagado no primeiro jogo, fez 2 gols. O segundo gol dele muito bonito no contra-ataque, um belo passe do Bruno Fernandes, e ele também finalizou muito bem.

?Voz C

Bem.

?Voz G

E agora, o gol mais bonito do jogo é o gol do Rafael Leão. Esse aí, o toque que ele dá na bola. Tudo bem, tava de frente para o gol, não tinha mais marcação, mas ele vira o pé assim, joga a bola no ângulo, uma finalização de muita categoria. E Portugal goleou o jogo que tinha para golear, tá? É o time mais fraco mesmo do grupo, um dos mais fracos para mim da Copa, é o time de Uzbequistão.

?Voz E

E assim, no momento em que a gente fala da na escassez de laterais, né, quem tem Nuno Mendes e João Cancelo tem muita coisa, né, tem muito, não só laterais, né, é, mas assim, pela ausência dos outros, né. E Portugal tem jogadores fantásticos, hoje voltou o Rubem Dias, né, que tava fora do primeiro jogo. Então é um time que encorpou contra a República Democrática do Congo. De fato foi um time que chamou atenção pela falta de repertório ofensivo para os jogadores que um festival de cruzamentos, tentar achar o Cristiano Ronaldo só pelo alto.

Por todos os méritos que o Congo tivesse, Portugal fez um jogo muito pobre. Hoje não, claro que o jogo abriu cedo, né? Se o gol demorasse mais para sair, talvez não. Mas vamos ver, porque a Colômbia tem um jogo duro agora daqui a pouco, né? Não acho que a vitória certa da Colômbia não, o jogo é dificílimo. Então para ver se Portugal, porque de repente Portugal pode ir para um lado da chave mais complicado ficando em segundo. Então vamos ver como é que vai ser daqui para frente, mas Mas Cristiano é um personagem fantástico, o único a marcar em 6 Copas, né? Você quer mais o quê?

?Voz G

Quer mais?

?Voz A

Vamos ver, vamos ver o homem, vamos ver Cristiano Ronaldo.

?Voz H

Melhoramos. La vida es así. Hay contrapartidas que tenemos durante los partidos, durante la vida, y lo más, el objetivo principal es siempre mejorar. Fue lo que hicimos. Te puedo decir que fue una semana muy, muy dura, una semana difícil, una semana que la opinión pública fue muy dura con nosotros, todos los jugadores, especial para mí, para entrenador. Pero sí, es siempre así, no pasa nada, porque como debes calcular, ya son 23 años de profesión y siempre cuando las cosas van bien, Cristiano bien, cuando va mal es un retirado, ya está viejo.

Siempre será así. Pero bien, era una buena respuesta yo y mis compañeros, que era lo que queríamos. Estábamos bien posicionados, jugamos bien, jugamos con las líneas arriba. E quando assim é, é muito difícil parar Portugal. Nós, coincidência, que marcamos 5 golos. Hoje em dia no futebol é muito difícil. E a verdade é que estou muito contente. Agora a descansar e seguir para o próximo.

?Voz A

E aí, Bernardo?

?Voz F

Não, sim, eu acho que foi muito realista. Dele se espera tudo. Quando não acontece nada é porque ele tá velho. É óbvio que ele é um jogador com capacidade de desequilibrar, mas como o Calçade sempre gosto de dizer, ele é um cara que hoje trabalha em espaço do campo menor do que no ápice da forma. Se a gente for pegar no United lá, do cara que jogava do lado direito, né, até a transformação depois em centroavante, né, para jogar no Real Madrid.

Aí no Real Madrid sai da área, ajuda a construir se necessário, tromba. Hoje ele é um jogador da área. Não que ele não possa sair da área e dar um passe certo, mas ele é um jogador da área. E ali, se a bola chegar nele, eu não duvido dele.

?Voz D

Aí ele, o Portugal hoje mudou, claro, tem mudanças como o Bernardo Silva fora, e aí o Pedro Neto você tem ele no lado oposto. E eu acho surpreendente João Félix, né, porque João Félix há um tempão, mas funcionou. Mas o que mudou em Portugal foi o ritmo, o ritmo do jogo, e a parte nossa do Bruno, né, o ritmo muda tudo. Então você, quando você tem um ritmo mais compatível com a dificuldade que você vai encontrar, é a mesma coisa quando a gente pega, você pega um time lá trancadão e o ritmo tá lento, tá ali tocando, você não vai entrar nunca, né?

E o ritmo melhorou muito e Portugal fez os gols. O Cristiano é esse cara do último, de um espaço mais reduzido, que é o homem da definição. E o time sabe disso e aproveita isso e sabe que talvez não tenha outro igual futebol, para isso que ele faz. Bom, vai chegar uma hora que vai acabar. Não sei se é nessa Copa, Cristiano, da próxima.

?Voz F

Ele fará mil gols, Calçade?

?Voz D

Não, que ele não tenha dúvida disso.

?Voz G

Essa é a questão, né? Se um dia ele parar, não dá para—

?Voz D

esse debate não entra, não é nem quando, né?

?Voz G

Será que um dia ele para? É, eu acho que assim, claro que Portugal melhorou, mas a grande melhora foi o nível do adversário, que se opôs muito menos do que fez o adversário do primeiro jogo, que vai daqui a pouco enfrentar a Colômbia, que é a República Democrática do Congo. Tem uma questão interessante em Portugal, o Léo falava dos laterais, né? Portugal forma lateral, forma zagueiro, forma meio-campo. Falta, se um dia o Cristiano parar, ainda não tem um camisa 9 assim pronto para isso, mas O lado direito, como ele tem trabalhado, né?

Primeiro jogo ele tirou o Cancelo da direita, passou para esquerda, e aí bota o Semedo. Tem entrado sempre. E aí também essa variação, quem vai jogar? O Conceição vai jogar, o Pedro Neto vai jogar. Às vezes ele começou lá o outro jogo com o Bernardo Silva, que não é mais um jogador de ponta, ele virou um meia, mas teoricamente fazendo aquele lado direito ali. Então o lado direito ele troca muito do time e eu acho que isso também não precisa você definir, ah, o titular é esse, o reserva é aquele.

Só tem jogadores que atuam numa frequência muito parecida. Então entre João Pedro e Francisco Conceição, ou Pedro Neto e Francisco Conceição, não vejo uma enorme diferença. Entre Semedo e Cancelo também não vejo, acho Cancelo melhor, mas fisicamente Semedo compensa bastante. E o outro lado ele mexeu também, botou o João Félix, Félix, que eu acho que ainda não chegou a ser o João Félix que a gente imaginou um dia, mas tecnicamente ajuda.

?Voz A

A gente, quando falou sobre a Inglaterra, falou, olha, 0 a 0, Gana se propôs a isso, conseguiu, mas não muda nada a forma como a gente encara a Inglaterra. Portugal empata com a República Democrática do Congo, goleia o Uzbequistão, mas era um time pré-Copa visto se não naquela primeira prateleira de França, Espanha, que geralmente todo mundo põe, na prateleira ali do top 5. Isso mudou para vocês ou não?

?Voz G

Semana passada, quando eles estrearam com empates, Portugal 1 a 1 e Espanha 0 a 0, eu falei aqui, olha, não dá para a gente julgar por um jogo, claro, porque a gente sabe que na próxima rodada eles podem golear. E ambos golearam na rodada seguinte. E não vai mudar.

?Voz A

Espanha e Portugal.

?Voz G

Portugal e não vai mudar. Eles continuam sendo muito fortes. Agora são circunstâncias de jogos, há jogos e jogos. Portugal era muito forte, continua muito forte, embora tenha empatado com Congo, com República Democrática do Congo, na primeira rodada. Assim como a Espanha, que empatou com Cabo Verde, depois goleou, mostrando que é a Espanha. São times que a gente sabe que estão prontos.

?Voz D

Tira a Espanha porque empatou, agora volta a Espanha.

?Voz G

Já tive Portugal, vale mesmo para Inglaterra.

?Voz E

Nós em duas rodadas tivemos três seleções que podem ser campeãs empatando os jogos, ficando em empates contra times bem montados na defesa, porque futebol é assim, gente.

?Voz F

São candidatas e até se fizerem uma Copa ruim, se por exemplo forem eliminadas nos 16 avos de final, também é candidato.

?Voz G

Só uma ganha, por exemplo, serão eliminadas.

?Voz A

Mas por que a gente é calmo assim com Portugal e Espanha e não é com o Brasil, por exemplo?

?Voz F

Por uma questão passional, mas é questão passional.

?Voz E

O Line of Passing lá na Inglaterra hoje, os cara não tão calmos.

?Voz A

Só falando, pô, jogamos tão bem na estreia, como é que vamos ganhar isso contra a Gana?

?Voz E

Nossa característica cultural.

?Voz F

Eu tô, por exemplo, a Holanda de 88, quantas seleções que eu mais gostei de ver na vida, campeã da Euro, Gullit, Van Basten, Rijkaard, timaço.

?Voz E

A Copa do Mundo ruim, cara, sabe?

?Voz D

Então assim, é um torneio de um mês e pouco, a cada 4 anos, tem um nível de subjetividade muito maior do que Eu fico, um exemplo aqui, o Brasil 2006 tinha jogadores para ganhar a Copa do Mundo, brincadeira, o que você tinha de caras num grande momento ali do futebol brasileiro. E foi uma vergonha por comportamento do time a partir da CBF. CBF foi lá, instalou uma zona e os cara entraram nela, uma festa ao vivo, tem que jogar bola.

Poderia ter, o Brasil poderia ter esse título, poderia, se eles tivessem Focados mesmo, né? E todo mundo resolveu se divertir durante a Copa do Mundo. É a Copa do Mundo, você vai para se divertir, você volta se divertindo, mas não com a taça.

?Voz A

Mas pegando, por exemplo, a declaração do Cristiano e tal, depois do primeiro jogo, esse debate sobre Cristiano, não de aposentar, não tô nem entrando no que ele falou, se eu tô mal falam que eu vou aposentar, mas sobre titularidade versus ser banco. Em que lugar você tá nesse debate? Assim, você olha o Cristiano como titular incontestável ou não?

?Voz E

Tem esse ponto que vocês levantaram, vai jogar o Gonçalo Ramos, que na outra Copa chegou a jogar o Gonçalo Ramos, né? Sim, assim, se o time vai jogar com centroavante, centroavante é ele, tá? A discussão é, esse time pode, poderia jogar sem um centroavante, com jogador móvel ali na frente? Poderia, tem jogadores suficientes para isso, mas aparentemente não é o que eles pensam, né? É porque eles têm jogadores para jogador para fazer cruzamentos, como hoje.

Tem muito jogador para chegar na linha de fundo e cortar uma bola para trás. Tem jogadores para fazer todo tipo de jogo.

?Voz F

Para fazer uma comparação, Léo, que eu acho que é muito válida, a base dos jogadores da seleção argentina campeã do mundo é a força do seu meio-campo somado à genialidade do Messi. O meio-campo sustenta a equipe, dá ritmo de jogo necessário para que o Messi possa brilhar. Messi, diferente do Cristiano, é um cara que sai da área, constrói, dá passe, é, não fica na área, outra característica do jogador. Portugal, o meio-campo de Portugal tecnicamente está alguns degraus acima do meio-campo argentino.

Assim, eu acho que eles não podem nem ser comparados individualmente. Quando você pensa, por exemplo, qual jogador você leva para o seu clube hoje, tá? Repito, meio-campo de Portugal, ele está tecnicamente alguns degraus, alguns acima da seleção argentina, principalmente. Ou seja, Quer dizer, se a seleção encaixar, ela dá sustento para o jogo do Cristiano. Ele é o cara. A diferença é que enquanto o meio-campo da Argentina carece de mais criação, porque ele é mais óbvio e tem muita força e muita capacidade de cadenciar o jogo, muita inteligência de futebol na hora difícil do jogo, pouca capacidade de criação.

Eu, eu acho, eu não sei, eu gosto do Almada como criador. Eu acho depois de um cara que vai no máximo sair, daria passe longo.

?Voz G

Mac Allister, você viu o passe que o Depay deu para o Messi no primeiro jogo? Tudo bem, eu acho meio-campo da Argentina fantástico.

?Voz F

Depay, Enzo, Mac Allister, se você vai contratar o jogador para o seu time hoje, você leva o Pedro Neto, Depay, Bruno Fernandes, Vitinha, tô dando 3 assim já. Calma, você contrata para o seu time uma coisa de cada vez.

?Voz A

Não, mas era o que ele tava falando.

?Voz G

Eu acho Bruno Fernandes ótimo, eu acho meio-campo de Portugal ótimo também. Agora acho que assim, a gente tá falando aqui de da coletividade. Você falou assim, ah, se o meio-campo de Portugal encaixar, é isso. Aí é o trabalho que tá por trás disso, é o trabalho do Scaloni, que desenhou um time para funcionar de uma maneira a partir do momento que ele começa a trabalhar na seleção argentina, que depois da Copa de 2018 ele foi encontrando esse funcionamento.

E ele entende que com os talentos que ele tem é bom jogar assim. Outra coisa é o Roberto Martínez, que faz um time mais quadrado. Eu tenho um amigo que é técnico de futebol, Antony Santoro, que ele definiu assim para mim ontem: Argentina, ela joga futsal no campo. É um jeito diferente de jogar. Argentina não tem os pontas, ela não é o futebol.

?Voz F

A gente discutiu isso no dia ontem.

?Voz G

Então, nem os laterais. Ela faz o jogo rodar de pé em pé com a qualidade técnica que seus jogadores de meio-campo têm. Claro, começa fazendo a diferença. Portugal é mais quadrado. Não discuto as qualidades do Vitinha. Vitinha e João Neves jogam em Portugal diferente do que jogam no Paris Saint-Germain, porque no Paris Saint-Germain o Luiz Henrique tem um conceito de futebol que é diferente e eles rendem mais jogando no Paris Saint-Germain.

O Bruno Fernandes, não vou te contar o jogo de hoje que foi um jogo específico, mas é um jogador com mais liberdade de movimentação quando joga no Manchester parte do que na seleção. Então assim, individualmente você pode considerar, e talvez eu concorde com você, que o meio-campo de Portugal ele tem talentos individuais melhores, mas eu acho que hoje coletivamente me agrada mais ver o meio-campo da Argentina.

?Voz F

Coletivo, tô falando que por isso que eu falei, se der sustento para o seu centroavante e construir, o time pode jogar em função do Cristiano como Argentina joga em função do Messi.

?Voz A

Vamos fazer o seguinte, partiu México, opa, porque Por esse mesmo grupo de Portugal e do Uzbequistão, teremos para fechar o dia de hoje e aí abrir amanhã a última rodada da fase de grupos, Colômbia e República Democrática do Congo. Eu vou falar, ó, Colômbia contra República Democrática do Congo em Guadalajara, em Guadalajara, né, em Guadalajara, é um jogo, é um combo legal, hein. O Renato Sinistra chegando, esse deve ser um jogo legal de acompanhar, cara, que a torcida dos dois deve ser demais, fora os mexicanos que vão assistir.

O Seniz está no lado da Copa, que eu acho que deve estar legal demais. Seniz, traz pra gente esse ambiente. A gente não tá vendo, é um lado legal, mas aí alguém foi lá e cortou o microfone, eu corto o cabo.

?Voz G

Acabou.

?Voz A

A gente já vai, eu vou enrolando aqui com a bancada. Se no teste aí o som chegar, Selva, você me fala. É Colômbia e República Democrática do Congo. A gente tem a Colômbia, que se a gente falou das prateleiras de favoritos, a Colômbia sempre era citada na prateleira do esse time vai incomodar. Com a República Democrática voltou, vamos lá, vamos, vamos com o Senise. Vai que é a sua, Senise. Ah, voltou.

?Voz J

Olha, eu queria que vocês participassem um pouquinho aqui dos bastidores, porque realmente é um lado muito legal da Copa. Não existe ambiente que nem o do México. A torcida mexicana tá vivendo cada segundo da Copa do Mundo. A torcida colombiana que tá invadindo aqui Guadalajara também. Mas olha, é cada perrengue. Só para dar um exemplo, eu preciso mandar um material, né, para o Brasil antes das partidas, fazer entrada ao vivo.

Eu entro aqui no estádio, não tem nenhum setor destinado à imprensa. Não tem uma mesa que eu possa sentar com Wi-Fi para mandar esse material. Então a internet lá dentro não funciona, o Wi-Fi não funciona, então eu preciso sair correndo para longe do estádio para mandar pelo celular. Esse é só um exemplo. Vou dar um outro exemplo rapidinho. Ontem tiveram as entrevistas coletivas aqui no estádio de Guadalajara. Primeira entrevista coletiva do técnico da Colômbia, que foi, terminou atrasada.

A gente pega o ônibus da FIFA para ir até o CT do Atlas, que fica aqui do lado. Para a zona mista da Colômbia. Só que atrasou tudo, o shuttle da FIFA saiu com atraso, choveu, a gente chegou lá, a zona mista já tava no final. Então todo mundo que chegou, que veio da coletiva para zona mista com o transporte da FIFA, chegou atrasado. E depois pior ainda, porque choveu, caiu um dilúvio, 2 horas e meia, um trajeto que demorava, demoraria 20 minutos para voltar aqui para o estádio de Guadalajara para coletiva do Congo.

E de novo todo mundo chegou, a coletiva já tava quase Então os jornalistas que tentaram fazer tudo perderam praticamente tudo, e tudo com organização da FIFA. Não é que a gente tava indo de aplicativo, não, a gente tá vindo com o transporte oficial da FIFA. Só um exemplo de tudo que tá acontecendo por aqui. Mas tirando isso, realmente é um prazer enorme estar aqui no México porque a torcida mexicana tá fazendo uma festa maravilhosa, colombiana também.

Tô aqui bem na entrada falando um pouquinho de organização também. Conversei com torcedores colombianos, eles estão há meia hora já e ainda não estão nem perto de entrar. Então tem esse problema também, mas todos muito empolgados. Impressionante a confiança que tanto o torcedor colombiano quanto o elenco colombiano, a comissão técnica, tem nessa seleção. Para eles, a melhor seleção desde aquela seleção da década de 90, de Rincón, Asprilla, e ali empatado com a 2014, que conseguiu o melhor resultado da Colômbia em Copas, que chegou nas quartas de final na Copa do Brasil.

E muito por causa de Luiz Dias. Impressionante a idolatria que o Luiz Dias, o Lúcio como eles chamam, né, já tem em relação ao torcedor colombiano. E eu acho engraçado até a comparação com o Brasil, porque no Brasil a gente ainda fala muito do Neymar, né, o Neymar ainda é o principal personagem. Aqui o James Rodríguez, não vou dizer que ele virou um personagem pouco importante, mas ele perde muito, muito importância para o Luiz Díaz nesse momento.

Luiz Díaz é a grande estrela, estreou do jeito que se esperava, deu assistência para o primeiro gol do Daniel Muñoz, fez o segundo gol. Então já entregou logo de cara uma Colômbia que vem jogando diferente, né, com o James Rodríguez já mais velhinho, terceira Copa do Mundo, então mais aberto pela direita, sem tanta obrigação de marcar. Um John Arias mais centralizado, como uma espécie de meio-campo ali. O Luiz Díaz pela esquerda, mas com liberdade, né, para produzir, para se movimentar.

E o Luiz Suárez, o grande atacante do Sport, que fez ótima temporada, como o centroavante. E muita discussão no meio-campo. Vocês falavam do meio-campo, né, da Argentina, o de Portugal. O meio-campo da Colômbia é muito forte também. E o Richard Hills foi banco de reserva, né, na primeira partida. O técnico argentino da Colômbia respondeu sobre isso, falou: o que vocês querem que eu faça? O Puerta jogou e jogou muito bem. O Lerma, que joga no Crystal Palace da Inglaterra, jogou muito bem também.

E o John Arias também. Não tem espaço para todo mundo. Então uma Colômbia que tem um elenco muito forte e que tem condições aí de rodar o elenco e várias opções para o treinador escalar. Do outro lado, a seleção do Congo não tem uma torcida tão grande. É claro, até pela distância, né, por toda a dificuldade envolvendo o Congo nesse momento. Mas é uma torcida que também chega muito feliz, conquistou o primeiro ponto de sua história no Mundial, um ponto conquistado contra a forte seleção de Portugal, de Cristiano Ronaldo e tudo mais.

Então eles chegam não só felizes com o que já fizeram na primeira rodada, mas esperançosos. Quem sabe consegue arrancar mais um empate aqui contra a Colômbia, e aí vencem na última rodada o Uzbequistão, que teoricamente é o time mais fraco do grupo. E aí com um gol, olha só, consegue passar de fase pela primeira vez na Copa do Mundo. Tem como grande destaque o Issa, né, que fez o gol contra Portugal, atacante do Newcastle, teve problemas de lesão nessa temporada, mas chegou em forma, em boa forma aqui para Copa e fez o gol.

Tem o Wan-Bissaka, que fez uma estreia muito boa contra Portugal, conseguiu anular ali primeiro Pedro Neto do lado esquerdo do ataque português, depois Rafael Leão quando entrou, é outro jogador de Premier League, joga no sempre foi forte defensivamente e também fez uma ótima estreia. Então uma seleção de Congo que chega contra a Colômbia sonhando com empate, quem sabe uma vitória, sonhando com classificação para a próxima fase, e que joga por sua população.

Isso é muito legal falar também, é um país que vive muitos problemas. A própria delegação do Congo teve que passar 3 semanas na Bélgica fazendo quarentena antes do Mundial por causa do surto de Ebola que tem no país nesse momento. Fora isso, tem guerra civil que se complicou ainda mais desde 2022. Milhares de pessoas mortas, mais de 3 milhões de pessoas desabrigadas. Então os próprios jogadores do Congo falam: jogamos por nós, jogamos por nossas famílias e jogamos pela população do Congo também.

Então é um jogo muito legal, realmente duas torcidas muito, mas muito animadas aqui, Colômbia e Congo em Guadalajara. Belíssima Guadalajara, viu? Das cidades do México que visitei até agora, é a minha favorita.

?Voz A

Show de bola, Sinisi! É isso, clima divertido, perrengues na mira. É a Copa do Mundo versão mexicana com o jogo Colômbia e República Democrática do Congo. Pessoal, esse jogo tem um componente interessante. Um abraço ao Sinismo, bom trabalho, ele volta ao longo da programação. Que é, Colômbia, caso vença, joga a última rodada contra Portugal pelo empate para ser o líder da chave.

?Voz E

Bertozzi, sim, e sempre foi uma possibilidade, né? A distância entre Portugal e Colômbia é menor do que muita gente considera. Colômbia é seleção competitiva, Colômbia, basta ver os jogadores que tem, jogadores que crescem muito quando tá na seleção, jogadores que às vezes são menos badalados. Mas você pega o Munroz, lateral, que fez o gol no jogo passado, ele é um dos melhores laterais da Premier League pelo Crystal Palace, muito bom jogador, meio-campo forte.

Talvez falte hoje um centroavante como aqueles que a Colômbia já teve, ok, mas ainda assim tem muitas peças boas no time. Então eu acho que aí assim, trabalho longo, né? Néstor Lorenzo é o cara que Quando a Colômbia ficou fora da Copa de 22, né, inclusive com Queiroz, aí o time não fazia gol, né, ficou 6 jogos sem fazer gol, não foi para Copa do Mundo. Mas também não levava, é uma hora para fazer, né. Aí veio o Néstor Lorenzo, ele faz um trabalho muito bom, cara, foi finalista da Copa América num jogo em que deu um trabalho absurdo para Argentina.

Se fosse campeão, não seria nenhum absurdo, sabe. Eliminatória teve seus altos e baixos, mas foi uma eliminatória consistente, ganhou, ganhou dos principais favoritos.

?Voz G

Pontos. Reta final sofreu muitas críticas internamente, né?

?Voz E

Caiu um pouco, mas, cara, é um trabalho longevo, é um trabalho que você percebe que os caras têm entrosamento, sabe?

?Voz D

Então, e tem o favorito de Vitor Binha, né?

?Voz E

Ramiz Rodrigues, né? Que até não foi o melhor do primeiro jogo, mas inegavelmente na seleção é inacreditável, né, cara? A versão Ramiz de junho é uma versão prêmio.

?Voz G

Primeiro jogo eu fiquei apaixonado por uma atuação de poucos minutos pontos. Cuti Hernández entrou bem. Não, aquela jogada que ele faz o terceiro gol é o jogo inteiro. Ele é derrubado, levanta, mete a perna na frente, arranca a bola do zagueiro, vai no fundo, cruza.

?Voz E

Agora, ao mesmo tempo que a Colômbia é dura para Portugal, Congo é duro para Colômbia. Se fizer a atuação defensiva que fez contra Portugal, vai sofrer, porque é um time super disciplinado, tem defensores fortes, tem mais potencial ofensivo. E isso tem Tem, tem, tem.

?Voz F

Bacambu.

?Voz G

A Colômbia ganhou o jogo com o Uzbequistão, sofreu para ganhar, não foi fácil não, porque ela botava vantagem no placar, ela relaxava.

?Voz F

Mas tem o James.

?Voz G

Mas o James não é isso tudo, né?

?Voz D

Você sabe, é o que dizem por aí, né, Berenice?

?Voz G

Eu sei que você é apaixonado, tem saudades e tal, mas não é isso tudo.

?Voz F

Eu sou obrigado a dizer que o James, que vestiu a camisa do Bayern de Munique, do Real Madrid, que já fez a baita Copa do Mundo, que eu tive que bater o pênalti para do São Paulo, a camisa pesou, ele teve medo de bater. Jogador de seleção, é muito tempo que ele trabalhou muito para jogar o São Paulo. O fato que eu falei tá errado, né?

?Voz G

Mas é isso, eu acho que é uma Colômbia que precisa ser mais regular ao longo do jogo. Ela tem talentos, mas ela oscilou muito contra o Uzbequistão, que é para mim uma equipe inferior à equipe da República Democrática do Congo que ela enfrentou.

?Voz A

E aí, Calçadinho?

?Voz D

Tô achando que vai ter uns 2 expulsos nesse jogo.

?Voz G

É jogo com, com muito número de cartões, né? Inclusive o Wilton não deu cartão nenhum ontem.

?Voz E

Claro, assim, já temos jogos o suficiente para entender que o Colina mandou os caras segurarem, né?

?Voz D

Sim, mandou. E eles saíram cumprindo a missão de apertar. Aí eu falo, maneiro.

?Voz F

Eu tô adorando arbitragem da Copa. Eu me sinto no futebol de verdade. Eu sinto que o futebol tá vivo. Não é aquela coisa da última Copa que você, na primeira fase, você encostava no jogador, que eu tô entre as estrelas, você encostava, é pênalti, inventa pênalti, inventa cartão. Na segunda fase, Argentina e Holanda era pancadaria, podia fazer o que quiser. Agora a gente tem uma Copa do Mundo, né? A gente tem critérios. O jogador, aí, pode chegar atrasado e pisar sem querer no pé do outro, pode de propósito, pode.

?Voz G

Elogiar que essas medidas adotadas de última hora que passaram a valer para a Copa do Mundo, o jogo tá fluindo mais.

?Voz E

O lance da substituição, você percebe que jogador às vezes ele fica em dúvida de pedir atendimento ou não, esse cara já falou: levanta aí que a gente vai ficar com a menos.

?Voz G

Essas medidas estão sendo eficazes e estou curioso para ver como serão aplicadas no futebol glorioso.

?Voz E

Não, não, calma, espera um pouco, deixa eu te aproveitar mais um pouquinho.

?Voz F

Não vão ser aplicadas.

?Voz D

Vai ser porque você muda o ritmo também, né? E o jogo, ele, esse ritmo foi sendo alterado ao longo do tempo e pouca gente se deu conta. Primeiro que você tinha, a gente já falou isso aqui outro dia, aqui se jogava com 3 bolas, 2 embaixo da mesa do representante, uma no jogo. Aí você mandava uma para fora do campo, a outra mandava para torcida e a terceira o jogador.

?Voz F

E a outra tava descalibrada.

?Voz D

Agora, isso foi mudando, né? Desde lá do goleiro, do recuo para o goleiro, do tempo do goleiro com posse, recentemente várias bolas. Agora as bolas não ficam na mão do Gandula, que os Gandulas também é isso, manipulando bola, potinho da ração na altitude, ele ficava enchendo a bola para virar uma bexiga, essas coisas todas. Escondiu a bola, sumiu o Gandula. A bola tem que estar no campo, então o jogador vai lá e pega e bate e cobra.

E ele tem tempo para fazer isso. Isso é maravilhoso, tem tempo para fazer isso. O goleiro também, cara. Isso, esse antídoto tem tudo para funcionar, a menos que a gente aqui consiga desvirtuar até o óbvio.

?Voz F

Tem alguma dúvida?

?Voz D

Aí, Bnet, olha ali, tá bom. Ó, que tá ali, ó.

?Voz G

Acabou já?

?Voz D

Acabou.

?Voz A

Dili, passe e volta nesta quarta-feira às 9, logo depois de Brasil-Escócia.

?Voz G

Tchau, Bira.

?Voz F

Tchau, tchau. Saúde para todos e a todas.

?Voz A

Tchau, Eugênio.

?Voz G

Até a próxima.

?Voz A

Bertozzi.

?Voz E

Valeu.

?Voz D

Moçade. No link.

?Voz C

Tchau, tchau.

?Voz D

Vai ter um link fácil de sábado para domingo, que é uma hora. Para os fortes, hein?

?Voz G

Estaremos aqui.

?Voz F

1 às 3 da manhã.

?Voz E

1 às 3, estamos nessa.

?Voz D

1 às 3, estamos juntos.

?Voz B

Valeu.

?Voz D

Valeu. Eu falo.

?Voz G

Valeu.