Raphinha se machuca, Alemanha vence com dificuldade, e Holanda goleia a Suécia - Linha de Passe
No Linha de Passe deste sábado (20), nossos comentaristas analisaram tudo o que aocnteceu de melhor no dia na Copa do Mundo! A goleada da Holanda, jogo da Alemanha e a lesão de Raphinha, que preocupa a Seleção Brasileira para a Copa do Mundo.
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William Tavares
Jean Odi
Leonardo Bertozzi
Pedro Ivo Almeida
Professor Paulo Calçade
Vítor Birner
- Deputada Goretta PereiraRaphinha · Seleção Brasileira · Carlo Ancelotti · Barcelona
- Alemanha vence CuraçaoAlemanha · Costa do Marfim · Niclas Füllkrug · Julian Nagelsmann
- Desempenho de Alemanha e HolandaSeleção Brasileira · Holanda · Alemanha · Maturidade tática
- Suécia· PoliticaHolanda · Suécia · Ronald Koeman · Cody Gakpo
- Michelle Bolsonaro e Alexandre de MoraesVini Jr. · Seleção Brasileira · Romário · Protagonismo individual
- Análise tática da AlemanhaJoshua Kimmich · Jamal Musiala · Leroy Sané · Transição defensiva
- Estratégia de entregas e campanhas publicitáriasPausa para hidratação · Publicidade · FIFA · Virgil van Dijk
- Fase de Grupos da LibertadoresTerceiros colocados · Saldo de gols · Confronto direto · FIFA
É, olha, meus amigos, tá começando o nosso Linha de Passe aqui com Jean Odi, com Leonardo Bertozzi, com Vitor Birner, muito atento aqui às nossas redes sociais, principalmente nosso chat. Se empolgaram com a Alemanha, são duas vitórias, né? A primeira a gente falou é Curaçao, mas hoje era Costa do Marfim. Temos também Professor Paulo Calçade. Daqui a pouquinho, Pedro Ivo Almeida trazendo informações e batendo um papo com a gente sobre a situação de Rafinha na seleção brasileira.
Tudo isso a partir de agora aqui no YouTube, no Disney Plus, no TikTok, em tudo que é lugar. Seguinte, vamos lá, 2 a 1 para Alemanha, vitória de virada, Jean Odi. E a gente olhava para o primeiro jogo, considerava um bom resultado, fez o que tinha que fazer contra Curaçao, fala, vamos esperar o segundo jogo. E agora, virada para cima da Costa do Marfim, tudo bem?
Tudo bem, William, boa noite a você, boa noite para todo mundo. Bom, primeiro que assim, era óbvio que a Alemanha teria muito mais dificuldades no seu segundo jogo em relação ao confronto contra Curaçao. Essas dificuldades apareceram. Acho que a Costa do Marfim se mostrou uma boa seleção, mas eu acho, olhando para os 90 minutos, que foi justo o resultado, foi justa a virada alemã, principalmente pelo que foi o primeiro tempo. Embora o primeiro tempo tenha sido um primeiro tempo de derrota alemã, é aquela derrota que a gente atribui sempre, né, meio clichê também na análise do futebol.
Ah, mas foi mais eficiente, né, a Costa do Marfim conseguiu botar para dentro as chances que criou. Enquanto a Alemanha não tinha conseguido. A Alemanha consegue botar a bola para dentro com um Davi que eu acho que eu não tenho muita dúvida e acho que ninguém aqui vai ter, deve virar titular da seleção.
No lugar de quem?
Então, se vai ser no lugar do Musiala, se vai ser...
O Sané?
O Sané seria dos caras de frente aquele mais candidato a sair da equipe, o Havertz acho menos provável que saia, enfim. Mas tá difícil deixar um Davi no banco, né? Traz a virada, ele marca os 2 gols. É legal, daquelas histórias legais, né? Porque estreante em Copas, 29 anos de idade, e no fim das contas acho pouco provável que ele permaneça no banco. Pode acontecer, vamos esperar o jogo contra o Equador. De qualquer forma, aí colocando só rapidamente um olhar brasileiro para o negócio, precisamos, acho que é importante para o Brasil, imaginando um Brasil primeiro colocado, Alemanha não fica em segundo, Alemanha não fica em segundo, porque senão a Alemanha poderia ser O adversário das oitavas de final do Brasil.
O segundo colocado desse grupo é possivelmente o adversário do líder do grupo do Brasil nas oitavas de final. Então acho que nesse aspecto, olhando para a pegada mais brasileira da coisa, a Alemanha ficar em primeiro faz o quê? Com que ela seja, se ela avançar da próxima fase, né, porque passar já passou, mas se ela ficar em primeiro e avançar da próxima fase, ela pega muito provavelmente a França. Nas oitavas de final. E vai ser divertidíssimo assistir um França e Alemanha nas oitavas de final da Copa do Mundo. Eu quero, tá? Eu torço por esse confronto nas oitavas de final.
Legal, legal, legal. Torcemos, torcemos, torcemos por esse confronto. Bacana. Quanto antes, contanto que não queime todos os confrontos antes, né, e vai esvaziando depois.
Mas por fase, um confrontinho desse nível é legal, é legal. Enquanto você torce por esse jogo, só queria dizer que eu torço para ter seu otimismo.
O Brasil vai chegar lá.
Não, tem isso, que o Brasil vai classificar. O Brasil já classificou. É que é o seguinte, Tá fazendo essa conta aí, você tá fazendo essa conta. Alemanha em primeiro no grupo, a possibilidade é gigante agora, gigante.
Isso.
A Holanda hoje ela fez saldo para ser primeira do grupo, né? Porque aí o Japão ainda vai jogar e tudo, talvez vença seu confronto, mas a Holanda fez saldo hoje, então ela encaminhou bem esse primeiro lugar. O problema é se o Brasil vai ser o primeiro colocado do grupo, porque ontem ele tinha que fazer o saldo, ele não fez o saldo que tinha que fazer, e Marrocos pode levar vantagem nisso.
E mais do que isso, William, como disse o Calçade, é claro que assim, já tá claro que o Brasil vai ter adversário, né, passando em primeiro que seja, vai ter um adversário duríssimo, mais difícil na próxima fase, né. Mesmo que aparentemente não vá ser a Holanda, pode ser o Japão, pode ser a Suécia também. Enfim, acho que a gente vai ter que esperar para ver.
Se eu pudesse escolher, escolheria a Suécia, fosse o máximo.
Depois de hoje, dos três é melhor. Mas Alemanha líder do grupo, acho que virou muito, muito provável, não só pela vitória sobre Côte d'Ivoire, Mas porque por mais frágil que seja Curaçao, 7 a 1 não é todo dia.
É verdade, é verdade.
E não é só de quantos anos? 12 anos. Quero dizer, os outros não sei se vão meter 7 a 1 em Curaçao, ganhar por 6 gols de diferença, né? Pouco provável.
Já tem o 7 a 1 dessa fase de 12 anos, já foi. Leonardo Bertozzi, daqui a pouco a gente vai falar da Holanda, mas hoje teve a mão do Koeman lá, principalmente no segundo tempo, para né, ampliar a vitória, transformar em goleada a vitória da Holanda. Mas agora teve a mão do Nagelsmann, hein?
Teve, teve. Tudo bem? Boa noite, meus companheiros. Tudo joia? Bom, é isso, teve. Segundo tempo, as mudanças acabaram sendo determinantes, né? Essas trocas por atacado, 3 de uma vez, né? O Levering, o Amiri e principalmente o Gündoğan. Porque a Alemanha no primeiro tempo assim era, cara, você via a costa do Marfim, jogadores abertos, o campo aberto, o campo alargado, e a Alemanha assim O time preso, né, por dentro, só jogava por dentro e não conseguia entrar, tinha muita dificuldade e acabou não conseguindo criar grande coisa, né.
Teve até o gol, mas corretamente anulado ali por falta no goleiro. Mas claramente é um time que às vezes sente falta dessa referência. No jogo contra o Curaçao não deu para sentir falta de nada, né, porque o adversário não impunha nenhuma dificuldade. Mas ficou claro nesse jogo que em alguns momentos essa referência de área, que é tão histórica para o futebol alemão, Precisa. E esse tanque de guerra que é o Rundavi, né, pô, é fortinho o rapaz, né?
E ele entrou, fez a diferença. É um jogador que todas as vezes que ele entrou foi bem pela seleção, fez uma bela temporada pelo Stuttgart. Então não é nenhuma surpresa, né, o bom desempenho dele. Mas em alguns momentos o Nagelsmann tentou ter calma com ele, coisa de técnico de seleção aparentemente, né? Falou, não, eu gosto dele vindo do banco, sabe, ele funciona assim. Mas o debate tá aberto. O Chico De Laurentiis, que tava no estádio, falou que a torcida tava pedindo, e depois que a torcida pediu, ele entrou.
É o Hendrik deles.
É, já é o cara mais rodado, já com 29 anos, mas é o cara que a torcida quer ver no time. Então certamente a gente pode ver para o próximo jogo. Lembrando que o Equador ainda pode mexer com esse grupo, o Equador ainda pode ganhar da Alemanha, ainda pode até tirar o primeiro lugar da Alemanha, né, porque pode ter um triplice empate aí. Mas a Alemanha fica numa situação mais confortável agora para, de fato, vamos ver se ela vai querer ser a primeira colocada.
É porque a Alemanha trabalha bem com isso, né? Historicamente, a Alemanha não se incomoda, não tem pudor e é muito pragmática com relação a esse tipo de coisa.
Mas como ela joga antes do grupo da França, também não tem muito como saber, né? Não tem muito como calcular isso. Se ela viesse depois, era outra história, mas ela joga antes. Então assim, ela tá meio no escuro para saber o cruzamento posterior dela. Mas veremos, assim. Acho que a Alemanha tem coisas positivas, tem coisas para resolver. Por exemplo, o Kimmich na lateral exposto a um jogador rápido, driblador, como o Diomandé, foi difícil de ver no primeiro tempo.
Então assim, ok, você tem um problema na lateral, mas você quer resolver esse problema como? Com um jogador que é muito bom na construção e a construção passa por ele fazendo um terceiro zagueiro ali na hora da saída.
Inclusive jogando nessa posição, talvez ele seja, mereça estar fora da Copa do Mundo, na seleção do mundo da temporada.
Certeza, faz muito bem esse papel. Mas na hora de fazer um contra um ali, ele sofre. E ele sofreu. Hoje o Diomandé engoliu o Kimmich num contra um na maioria das situações. O gol inclusive saiu por ali. Então acho que são pequenas coisas táticas que você vai ter que arrumar. A Alemanha se acerta em 14, eu já falei isso aqui uma vez, quando o Lahm sai do meio-campo e volta para lateral. Aqui será que não pode ter um caminho inverso aqui do Kimmich voltar para o meio-campo para ajudar a dar uma estabilizada? Não sei, são coisas para a gente ver. Mas é bom poder arrumar vencendo, né?
Aí eu te pergunto, no lugar de quem? Que nem você perguntou.
É porque o Pavlovic é o cara que estabiliza esse meio-campo, né? Então será que ele abriria mão de um dos caras ali? Porque a Alemanha muitas vezes ataca com 6, né? Porque os caras assim, o Imbécil com bola ele também se lança, chega à frente. Mas e em jogos mais exigentes? A transição defensiva da Alemanha ainda me preocupa e hoje ainda preocupou, porque não vamos esquecer que a Costa do Marfim teve a bola do jogo faltando 2, 3 minutos, né?
Um contra-ataque ali, cara com goleiro, acabou falhando o domínio e era bola para ganhar o jogo, né?
Era bola para ganhar o jogo e era bola, e ela teve outras oportunidades onde ela já poderia ter ficado mais à frente do placar, principalmente 2 a 0, já ter aberto 2 a 0. E ali com 2 a 0 dava, dava para segurar, dava para vencer o jogo, mas aí acabou desperdiçando. E aí Não dá, não dá para— é mais velho do que andar para frente isso que eu vou falar, mas é a realidade. Não dá para você perder oportunidades como perdeu diante da Alemanha.
Alemanha em má fase, em boa fase, não dá, porque aí você vai ser punido. E foi o que aconteceu com a Costa do Marfim. Um Davi titular daqui para frente, Vitor Birner, ou ainda é cedo?
Boa noite, William. Boa noite, Jean, Léo, Calçade, aos fãs das coisas do esporte. Eu tenho muita dúvida, porque eu acho que o Musiala fez um jogo muito bom. E eu tô pensando no lugar do Musiala. Porque no lugar do Sané é outra característica, é um jogador muito diferente, né? O Davi, vale lembrar, ele das 29 vezes que esteve à disposição para jogar na Bundesliga, ele começou em 25, tem 19 gols e 6 assistências. Ou seja, é uma senhora temporada.
Então você pega um jogador inspirado num grande momento que entra numa partida de Copa do Mundo muito difícil, que muda a história da Copa. O que que você faz no próximo jogo? Você muda a característica da sua seleção, você tira o Musiala, que é mais jogador que ele, olhando os jogadores independentemente dos seus momentos, que é mais jogador que ele e tira da equipe? Eu tenho muitas dúvidas sobre isso. E aí tem uma terceira questão: é muito bom você ter no banco de reservas alguém que muda o jogo?
Claro.
Então, em princípio, minha resposta é não.
Não, ainda não.
Pragmaticamente.
Tá.
Vai esperar mais um jogo, talvez ele se transforme, ou você prefere ficar com essa carta na manga?
Até porque a Alemanha está classificada. A Alemanha é mais forte que o Equador e eu acho que a ideia inicial de jogo do Nagelsmann é uma ideia muito inteligente. A equipe tende a crescer ao longo da competição. Se você pensar como a Alemanha chegou e como a Alemanha está, já tem uma evolução. Então eu assim, eu não mexeria na formação, pelo menos na primeira fase.
É isso aí, Calçar. Nessa coisa de jogo a jogo na Copa do Mundo, E a gente tava analisando ontem o Brasil, se deu um passinho para frente, se ficou na mesma, mesmo com a vitória. Alemanha, 7 a 1 em Curaçao, agora 2 a 1 na Costa do Marfim. Avançou um degrauzinho?
Bom, boa noite.
Boa noite.
Alemanha fez 9 gols já em 2 jogos, né? Tudo bem, Curaçao, mas poderia não ter feito.
Exato.
É claro que essa Copa de 48 seleções, ela até que surpreende, que poderia estar bem assim as diferenças poderiam ser muito maiores. E a gente, que para mim, jogo um 7 a 1, eu prefiro esse jogo, muito mais legal. É lógico, 7 a 1 para mim é óbvio, né? Um jogo de um time só. Claro, uma coisa é quando você dá um 7 a 1 no Brasil, é outra coisa, né?
Agora, o 7 a 1, mas aquele ali você também não gosta, né?
Mas não gosto, mas eu digo, ele tem outro significado quando você pega uma seleção sem nenhuma tradição, claro, significa que só um time jogou. E isso não é um jogo de futebol quando só tem um. O de hoje, duas equipes. E aí a Alemanha encarou uma dificuldade muito grande contra uma escola africana. É legal ver, digo, até uma evolução, embora os africanos ainda tenham alguns erros, como o Léo citou no final, numa bola que era para batida A bola vem para o lado esquerdo, era batida de primeira.
Daí eu não lembro, não lembro quem que recebeu ali. Ele primeiro vai ajeitar para dar o segundo toque, para ir dar o terceiro. Cara, já era, já o defensor já levou. É uma bola para chegar chutando. Então assim, às vezes uma diferença técnica, que isso é técnica, se você tem a técnica para chutar de primeira ou você vai ajeitar tanto que não vai chutar, isso muda o jogo. E Alemanha no finalzinho Pelo menos a Alemanha, o que a Alemanha fez é ela justificou todos os números que ela produziu no jogo.
Teve mais posse, ela chutou mais a gol, ela teve um índice maior de acerto. O Ostermar Fech acertou 2 bolas e mandou no segundo tempo. A Alemanha acertou muito mais aqui. Daqui a pouco a gente vê, eu vejo, acho que foram 7 nos 90 minutos. Defesas do goleiro, uma do Neuer. 5 do Fofaná, você tem um desnível aí. Só que o jogo tava caminhando para o empate, né? E a Alemanha conseguiu reverter isso a ponto de você olhar e falar, bom, isso aqui é Alemanha ganhou o jogo em que ela foi melhor, apesar dos problemas.
E problemas todos vão ter. Se não, esse jogo, essa Copa linear de alguém, de alguma equipe que vai se conduzir arrasando todo mundo, isso não vai rolar. E hoje Acho que foi um segundo passo, foi uma tabela que ajudou. Você pegou mais frágil, depois você aumentou o nível de enfrentamento e mesmo assim passou, foi legal.
E o próximo adversário, acho que é um adversário, né, Cássio, que não tá, não é inferior à casca do Marfim. Não, não, basta a gente olhar o que foi o jogo do Equador, inclusive defende melhor. Exato. Então acho que vai ser interessante. Eu acho que a questão do Davi vai ser uma questão pesada, porque por outro lado, jogo a jogo, de acordo com o adversário, a escalação dele. Então, e acho que contra um Equador que defende melhor, talvez você ter a presença do cara de área com essa força.
E aí assim, como contraponto, eu entendo que o Birner falou, ah, tem o cara no banco. Agora eu te falo que eu olho para o banco de reservas em geral e acho que o cara que em geral sai do banco para mudar jogos de futebol é muito mais o cara com a característica de um Sané, de um Musiala, do que o centroavantão. Eu não ia pegar o exemplo da Seleção Brasileira, mas aí o pessoal vai meter o pau, porque o centroavantão da Seleção Brasileira tem sido muito criticado.
Mas o que eu quero dizer é que a gente fala muito, né, e acho que falamos nas duas últimas Copas em relação à Seleção Brasileira, que assim, a Copa mostra, você respeita o que a Copa mostra, E você faz as mudanças, você não fica esperando. Eu acho que o rendimento dentro de uma Copa do Mundo, ele tem que justificar as trocas numa velocidade maior do que se justificaria num campeonato por pontos corridos, por exemplo. Quando você fala, não, não, pera aí, pera mais um pouco, pera mais um pouco.
Na Copa, não. Eu não sei se não seria o caso da Alemanha começar agora com o Davy como titular, com um cara que é muito mais referência ali na frente do que o Havertz, né? Que é quem joga ali mais próximo do gol. O Musiala tem características, é o jogador mais técnico indiscutivelmente, assim como o Sané é um jogador mais técnico e que a gente sabe que não tá rendendo o que ele pode ou poderia render. Mas enfim, acho que é um bom dilema para o Nagelsmann aí, porque existem ótimos argumentos para as duas coisas, né?
Agora, como eu gosto muito do argumento a Copa mostra, e você respeita o que ela tá mostrando para definir a escalação do time seguinte, eu acho que o Davi tem que começar jogando.
É porque um cara que entra, Alberto, faz 2 gols, eu entendo que você tem que entender a característica de cada jogo, né? Mas o cara entrou, fez 2 gols, já tem um clamor popular pelo cara, como sacar esse cara do próximo jogo?
É diferente de você ter um jogador que entra contra Curaçao, por exemplo, e ele vai participar da festa, né? Vai se juntar à festa, ele vai colocar, como diriam os jovens, vai farmar gols.
Aí sim, hein?
Ele tá guardando para usar essa do farmar.
Hoje ele não entrou para farmar agora, até farmou, mas foi decisivo, virou o jogo, entrou para resolver, né? Então ele é um cara que é importante sim você ter no grupo, faz toda a diferença. Porque um ano atrás a sensação que a gente tinha é: esse cara é o Voltemadre, né? Ano passado tava jogando Nations League, né? A Alemanha tava ali, pô, chegou o cara que vai por milhões pro Newcastle, e o começo dele na Premier League foi bom.
Aí de repente ele caiu de rendimento, começou a ser escalado fora de posição. A gente nem lembra que o Volta e Mais tá no elenco. Você fala, você vai falar dele? Não é primeira, não é segunda, não é terceira opção. Então assim, o trem passou, ele ficou ali esquecido no churrasco e os outros caras passaram. Então nesse momento, o momento é Duda, eu entendo também o ponto do Birner de ter cuidado, cautela. Ao mesmo tempo, o jogo do Equador é talvez o último jogo para testar agora. Depois é mata-mata, cara.
Mas aí saiu Kai Havertz. Sim. Ah, perfeito. Aí você tem outro para mudar o jogo que foi para o banco.
O que ele tá fazendo é mudar a característica do centroavante, né?
Ter um centroavante centroavante.
Ele tá jogando ali. O Havertz é que joga na posição dele hoje. Ele entrou no lugar do Musiala. E outra, a Alemanha também tem essa qualidade ou essa vantagem da característica dos seus jogadores Não tô falando do Davi nesse caso, mas dos outros, eles podem, eles podem ser modificados. Quer dizer, quantas vezes a gente já viu o Havertz jogar praticamente nas 4 posições de ataque, né, na Inglaterra? Então ele pode ser o centroavante, ele pode ser o meia atrás do centroavante, ele pode jogar aberto, embora enfim não tenha característica tão aguda e tal.
Eu acho que isso é muito legal. O Musiala é a mesma coisa, né? Eu acho que o Musiala também pode jogar em outras posições que não Essa às costas do centroavante. Então assim, eu acho que a Alemanha tem material. É uma pena que tenha perdido o garoto, me fugiu o nome dele.
Ah, o, eu sei, meu Deus, do Bayern de Munique, o Lennart Kall.
É uma pena que tenha perdido porque ele parecia estar muito pronto para ocupar a vaga do Sané ali do lado direito e ser o titular, né? Quer dizer, o cara que tava chegando atropelando. É uma pena que tenha perdido esse cara, mas ainda assim a Alemanha tem vários jogadores de qualidade que podem jogar em várias posições. E eu acho que você pode mexer nos outros, mas agora colocar um Davy pelo que ele mostrou nesse jogo.
Que dentro do que se chama de intocável no futebol, para mim os 3 mais intocáveis da Alemanha, não tem o Neuer hoje, tá? Então o Wirtz, para mim você não mexe, você não mexe com o Kimmich. Mas eu entendo muito o que o Léo disse, para dar ao Kimmich a melhor versão dele de futebol, que é jogando por dentro e não jogando como lateral, E o Musiala. Eu acho o Musiala um jogador de extrema precisão.
Ele tava bem mesmo.
Tava bem, é um jogador criativo, jogador que constrói, que tem o drible, que tem o arranque, que tem a finalização, que precisa de uma Copa do Mundo. A Alemanha já tá classificada pra próxima fase, então com esses três eu não mexo. Eu acho que o grande dilema alemão pra mim foi a atuação do Sané. O problema é que ali não tá fácil, já que acabou de citar alguém que podia substituir. Não tá fácil você arrumar um atacante de lado de campo que tenha drible, que tem a construção, que tem a finalização.
E aí o treinador vai ajeitando com os seus limites de elenco. Estou falando que ele é um bom jogador, tá? Estou falando que tá abaixo desses outros dois, por exemplo, que eu falei, que atuam atrás do centroavante.
Você tá falando de limite de elenco ao mesmo tempo que o Jean falou que tem possibilidade de mexer. E assim, o caso à parte dos dois gols, né, vamos colocar assim, do Undavi, as mexidas melhoraram Alemanha, né? Ele tem, ele tem de onde tirar, que é muito óbvio. Você coloca o cara, o cara faz 2 gols, óbvio que mexeu, deu certo. Mas eu tô falando dos outros que entraram também. Então assim, a Alemanha, a Alemanha hoje ela tem um banco que dá condições dela mudar jogos para segundo tempo, por exemplo, das partidas?
Eu entendo que tem. A gente tá falando disso aqui, né? Porque se alguém entra, outro sai, aí muda a característica. Talvez a opção do Nagelsmann seja escolher em função do adversário. Isso pode acontecer. Times, olhar assim para a Copa e olhar para a Copa do Mundo, para as escalações, e equipes absolutamente fechadas com uma escalação única, não se mexe. Isso, primeiro, que você não chega ao final da Copa assim. Segundo, quem tá fechado nisso não consegue mudar jogo.
Então acho que a gente vai ver muito, na maioria das equipes, as trocas em função dos adversários, cansaço, porque a Copa aumentou, a Copa tá maior, ela tá no comecinho. A Copa estaria hoje, nós, bom, a Copa aumentou, a gente estaria o quê? Quase praticamente no início de um Mundial anterior de 32 equipes.
Sim, é, já teve tudo isso de jogo e tá faltando um mês ainda.
E ainda tá faltando um mês. Então precisamos aprender a conviver com isso, entender que todos os bancos serão muito mais utilizados. E assim, o nível— tem muita gente se machucando, muita gente. Daqui a pouco a gente vai falar de um caso muito sério aí, sim, chegando no limite. E porque na Copa, cara, não que o jogador não faça isso no dia a dia, né, mas na Copa você continua num ritmo muito forte. Ninguém tá de férias ou passeando, curtindo o verão.
E numa acelerada, o músculo às vezes vai para os passos. Isso aconteceu com Rafinha, pode acontecer com outros. Mas a Alemanha, entendo que tem um banco que pode dar ao Nagelsmann características diferentes para ele explorar durante o Mundial.
A questão é que não tem, talvez não tenha, talvez não, não tem os jogadores que a gente olha para o banco da França, jogadores renomados. Você tem jogadores do Stuttgart, do Mainz, né? O Amiri, são jogadores obviamente que não têm o mesmo nome, o mesmo tamanho, mas eu repito, muitas vezes interessa o que esses caras estão mostrando na Copa do Mundo, cara. É um contexto tão específico, é uma coisa tão maluca, né? Quantos heróis de Copas do Mundo a gente já não viu aparecerem de maneira absolutamente surpreendente?
Caras que não eram, né, os destaques da Champions League na temporada mas que chegavam numa Copa do Mundo e ali naquela conjuntura de 6, 7 jogos acabavam rendendo mais do que a média do que eles rendiam nos seus clubes. Então acho que é importante também olhar para o que tá acontecendo, para os jogadores que saem do banco, para o que eles rendem ou não rendem. Ainda que, claro, a gente não olha para o banco da Alemanha e vê aquele monte de estrela que seria titular em outras seleções de grande nível.
Exato. O Duca abriu mão de caras assim, né, desses caras gigantes, né? É porque olhou pro time.
Fez pensando nisso, naquilo que ele acaba— porque claro, na cabeça de todo mundo há uma lista, há os melhores, e cada um tem uma lista. Só que como esses melhores de cada uma dessas listas diferentes, como eles vão se entender, entrosar? Que jogo eles vão produzir? Pra quem tá fora é muito fácil ficar elegendo, criando lista pro treinador. Agora, o cara que tem uma maneira de jogar na cabeça, quando tem uma, ele já merece aplausos.
Quando tem duas, então já é um fenômeno. Ele tem que seguir o pensamento dele. Então, cara, o que está fora da convocação é uma coisa, o que está dentro dela, que é a realidade, é outra. E aí É na conta dos treinadores.
O Calçade falou das lesões, a gente viu sem gol, né? Acho que pela reação dele, pelo choro no banco, é mais um desses casos.
Tinha feito ótimo jogo na estreia, decisivo no lance do gol inclusive, né?
Pois é. Então é uma pena, mas parece ser mais um cara que dificilmente vai voltar a jogar a Copa do Mundo. Se voltar, vai voltar lá para frente, se a Costa do Marfim chegar lá, né? Sim, então é uma pena, mas realmente está acontecendo demais.
Não acho que vão ganhar de Curaçao, não.
Não, eu acho que vão ganhar. Não, quando eu digo lá para frente, eu não tô dizendo muito na frente, é porque eu não acho que na próxima fase um jogador que sai por um problema muscular e que tem a reação que ele tem, eu não acho que ele vai estar disponível.
Nunca passou, né? Nunca foi mata-mata, né?
Não, não, nunca foi.
Com seleções bem fortes, mas também tinha muito azar no sorteio dos grupos, né?
E é assim, é uma, não à toa, né? Acho que assim, claro que o fato de ser a seleção mais valiosa dentre as seleções africanas tem muito a ver com a juventude, né? Porque essa coisa de valor de time, valor de seleção, tem sempre a ver com a idade dos caras, né? Então, ao mesmo tempo que isso é uma demonstração de qualidade do grupo, é também uma demonstração, vamos dizer, de juventude, talvez, né, exagerada, de inexperiência ainda, mas que é uma boa seleção, é.
E acho que essa questão do valor da seleção, que tem sido muito ressaltado, mostra isso, muita qualidade técnica, mas claro, jogadores jovens.
Você viu aí nos lances que a gente queria estar falando da mudança no segundo tempo, né? Você viu os lances do segundo tempo, só tem lance da Alemanha, né? Sim, é mais agudo, mais perigoso e tal.
Não pontuou bem, a Costa do Marfim pressionou até uns 10 do segundo tempo ali, depois só desviou a Alemanha e ponto final.
Até num comparativo aqui, o Bertozzi, a gente vai entrar daqui a pouquinho na Holanda também, e evidentemente aí a gente vai começar a falar de Alemanha, de Holanda, vai puxar a sardinha para o Brasil aqui, vamos tentar fazer alguns comparativos e tudo, porque a gente tá pensando lá na frente se é que vai ter esse confronto lá na frente, que vai acontecer, né? A gente fica pensando, porque toda hora tem um comparativo com o Brasil.
O Brasil jogou assim, assim, assado. Como é que foi fulano que é favorito? Como é que foi outra seleção grande também?
Só uma coisa, atenção, só rapidinho.
Pode falar, pode falar.
É que quando você olha o estágio da preparação coletiva das equipes, aí é outra conversa, aí não dá. Eu não vou contar Curaçao, talvez o Brasil seja a seleção mais atrasada da Copa do Mundo inteira.
Pode ser coletivamente.
O Brasil regrediu. A gente, o Brasil, ele tava num nível e ele foi com nível abaixo. Isso é claro, ele foi perdendo as soluções, perdendo jogadores. E aí o Ancelotti, você não dá para montar, você tem que montar uma ideia de equipe. Aí você vai passar a montar com terceiro, quarto reserva, porque você pode perder o titular. Ninguém faz. Então, diante do jogador que se foi. Caso do Estevão, é gravíssimo. Acho que o Estevão bem poderia fazer uma grande Copa do Mundo, ser um grande destaque.
Você teria um lado direito totalmente diferente, totalmente diferente com Militão, Estevão. Militão, cara, um jogador que sabe chegar, sabe jogar, ocupar aquele espaço diferente do Ibanez. E hoje em dia talvez com mais vigor físico até do que o Danilo, né? Mas é um Militão com uma temporada repleta de contusões. Daqui a pouquinho a gente vai entrar na história do Rafinha também, porque é muito fácil olhar para o jogador, sai esse, sai, não joga nada, tal.
Mas o povo esquece como é que foi a temporada. No caso do Rafinha, foram 4 meses da temporada sem jogar, contundido. 4 meses de contusão, muita coisa. Então é muito fácil chegar e fora.
Depois não, depois eu vou entrar no assunto Seleção Brasileira.
O assunto Rafinha, ele vai ser um assunto uma parte aqui para a gente tratar. Agora, quando a gente está falando de Holanda, quando a gente está falando de Alemanha, agora a gente vai entrar em Holanda e tal, dá para puxar e fazer esses comparativos com seleção brasileira, que eu acho que faz todo sentido. A Holanda pode ser adversária do Brasil.
O Ancelotti tá meio com as mãos atadas dentro daquilo que ele realmente pode fazer no período que ele tem, mas vamos entrar nisso depois.
Vamos, vamos sim. Para traçar um primeiro comparativo aqui, Holanda hoje goleada, atropelou a Suécia. Foi curioso porque chegou passando o trator, aí teve a parada técnica, que é um outro assunto que a gente vai tratar depois, Aí a Suécia melhorou, aí teve a mão do treinador ali na parada para hidratação, parada do marketing, ou como você queira chamar. Aí voltou para o segundo tempo, aí o Kuma conseguiu retomar o controle das coisas.
E aí a Holanda começa melhor, faz substituições, começa melhor. Aí depois a Suécia melhora um pouquinho também, enfim, teve uma alternância, mas no final a Holanda passou por cima 5 a 1. Hoje quem tá jogando melhor, a Holanda ou a Alemanha, Bertozzi?
Cara, eu gosto da Holanda, eu acho um time muito técnico, mais técnico que a Alemanha. Eu gosto mais de ver jogar. Se você compara a qualidade do meio-campo, por exemplo, quando você junta Gravenberch, Reijnders, De Jong, era dúvida para o jogo de hoje, mas foi para o jogo. E hoje o Koeman fez uma mudança muito inspirada no time, e não era fácil tirar o Sammerville do time depois da partida que ele fez na estreia. Exatamente, não era fácil.
Mas o Brobbey, se você pensar na exigência física de um jogo contra a Suécia, você ter um centroavante com o porte dele fazia sentido. E aí ele foi premiado com o cara fazendo— a única mudança que os dois times fizeram foi o Brobbey, e é o cara que fez 2 gols no começo do jogo. Então assim, essa é a troca que deixa o técnico grandão, né, deixa o cara super feliz. Mas de fato a Suécia voltou diferente porque ajustou a linha defensiva, mudou para linha de 4.
A ideia de colocar 5 na última linha não funcionou para parar o ataque da Holanda. E aí sim, a Holanda tem muito talento, tem uma qualidade absurda. Esse aí é o Dumfries, que Jean Oddi e eu comentamos, cansamos de ver fazendo isso aí, né, Jean, dando assistência, fazendo jogada.
Esse é outro que se segurou pensando na Copa do Mundo, a temporada inteira pensando na Copa do Mundo, né. A gente falou um pouco do Messi outro dia que me parece que tá 4 anos se preparando para jogar a Copa. O Dumfries não tá 4 anos, mas acho que nesta temporada na Inter ele pensou muito no que ia acontecer durante o Mundial.
Enfim, a Suécia queimou boa parte da gordura que tinha no saldo, mas tá zerado, né? Então ainda assim queimou tudo, zerou, zerou. Mas enfim, né, se você não tomar uma goleada do Japão, deve entrar ainda entre os 16. Você acha que pode tomar uma goleada?
Uma goleada é difícil, mas pode perder. O Japão é favorito contra a Suécia.
Mas vocês não acharam? Eu achei. Eu assino embaixo do que o Léo fala sobre a Holanda e a comparação com a Alemanha, mas eu achei o placar muito exagerado para o que a Suécia fez, sabe? Acho que a Suécia também, 5 a 1 é uma cacetada, que parece que você foi humilhado durante o jogo. E no placar isso de fato tá ali exposto, mas eu não acho que a Suécia tenha jogado para tomar de 5 a 1.
Fez 7 defesas. 7 defesas, não foram, não foi bola, foi um dos melhores em campo. Ele defendeu, ele pegou bola nos dois cantos, bola baixa, teve batida de falta, chute de fora da área, chute no alto.
Então assim, a quantidade de defesas num padrão muito difícil, né, de execução, não é um absurdo dizer, desculpa interromper, não é um absurdo dizer, e a gente teve já alguns exemplos, mas que a atuação do goleiro da Holanda, cujo time meteu 5 a 1, foi uma das melhores de um goleiro na Copa.
Extraordinária. Foi extraordinário, porque ele foi muito bem. Foram, e aí o número frio não serve para nada. 7 defesas, que defesa? O chutinho, aquele chutinho que chega atrasado. Aí você tem que ver o jogo. Aí o jogo mostrou outro padrão, cara. Defesas dificílimas assim, né? Foram defesas, defesas que você percebe que alguns goleiros que estão na Copa que são goleiros de seleção, tomariam um gol.
E não tá sendo a melhor Copa para os goleiros não, viu? Toda situação do nível não é a melhor Copa em termos de atuação dos goleiros.
Agora, o grande personagem da Copa até agora seja um goleiro, não tá sendo mesmo. E só assim, eu concordo com o Calçade que os números frios muitas vezes eles não dizem. Agora, um pouco eles dizem. E a Suécia finalizou 16 vezes contra 10 finalizações da Holanda. Ah, quais finalizações e tal? Eu acho que o próprio Calçade acabou de esclarecer que quando as defesas são difíceis, obviamente boa parte dessas defesas, dessas finalizações, são finalizações de fato, acho que criadas num contexto de dificuldade para o adversário.
Então por isso que eu digo que eu acho que o placar foi muito pesado para a Suécia. É legal ver a Holanda jogar, eu inclusive assim, é uma seleção que eu torço para que vá longe. Não sei, né, porque a gente tenha possibilidade de cruzar com o Brasil. A grande possibilidade ainda, eu diria grande possibilidade, porque a gente não sabe se o Brasil vai ficar em primeiro ou em segundo. Então acho que tem essa questão também, existe uma possibilidade considerável do Brasil pegar a Holanda, mas eu acho que o placar foi bastante cruel para Suécia pelo que ela apresentou em vários momentos do jogo.
Só para tua curiosidade, para o Léo, se ficar em terceiro ainda pode pegar o México, o Brasil?
Pode, é uma das combinações, mas é que aí pode pegar o primeiro do grupo da Alemanha também.
Pode pegar o México, Alemanha ou a França, vamos dizer. São esses pontos.
Essa seria a menos provável.
Caramba, não nego isso não.
É uma roleta russa, velho.
É o trauma de finalização da Copa e é mais fácil.
Escolhe aí.
Cara, é uma roleta russa isso, cara.
Como você é um dos grupos que terminam primeiro, termina no primeiro dia, são 4 dias a última rodada, né? No primeiro dia você termina o Grupo C. Então, basicamente, você não sabe. Se você for terceiro, você vai ter que esperar. Porque a combinação depende de todos os 12 grupos, né?
Aliás, assim, eu não quero trazer temas que não são ainda os temas, mas assim, essa pressa em declarar a fórmula maravilhosa, eu acho que deixa acabar a fase de grupos, porque a gente vai chegar agora numa situação bastante desagradável nessa última rodada da Copa do Mundo. Esse negócio dos terceiros colocados vai permitir uma uma série de olhar, de definição, de eu quero isso, eu quero aquilo, eu não quero isso, eu não quero aquilo.
Então assim, esse negócio de antecipadamente querer decretar, né, que maravilha, primeira rodada maravilhosa, tá tudo lindo, puxa, que cara, a gente sempre vai curtir a Copa do Mundo que nem maluco, porque a Copa do Mundo ela é inestragável, né? Perdão pela—
que beleza!
Ela é inestragável, lembrando um famoso ministro.
É por isso que tem que ir para 64 logo, falei.
É isso que eu ia falar, porque aí faz ponto de vista regulador. O problema, e o Infantino vem com a solução, fala assim: esse negócio de terceiro não ficou bom, então vamos colocar assim grupos. Você tira os 2 primeiros de cada grupo e 16 grupos, saem os 64.
E aí pode acontecer uma outra coisa legal com relação a isso, sabe o que que é? Não tem mais eliminatória sul-americana porque vai todo mundo. Aí acaba essa eliminatória chata para caramba.
Eles vão deixar lá uma Eles vão deixar uma vaga para poder fazer ida e volta, 18 jogos para eliminar um.
Isso tem que ter, porque tem que ocupar o calendário, não tem como evitar.
Não tem outra coisa, pelo amor de Deus. Nossa Senhora, ocupa o calendário com outra história, pelo amor de Deus. Mas é isso aí, vai ter esse negócio do terceiro lugar. Vai ter, vai ter, né, Tadinho?
Vai ter essa questão do terceiro lugar.
E sabe o ponto do terceiro lugar? Que é esse assim, o ABC não tem como fazer conta, os últimos grupos tem.
Então, para mim esse sempre foi o pior problema. Porque você dá uma vantagem considerável aos times que jogam, os grupos que jogam nos últimos 2 dias, vai, principalmente no último dia. Mas é uma vantagem muito considerável você saber se você precisa fazer 2 ou 3 gols, se você pode empatar ou se você pode perder.
É muito injusto do ponto de vista esportivo, cara.
É absurdo, assim, porque não tem isonomia. A gente falou tanto da isonomia pelo que fizeram com o Irã, com etc. e tal, com várias seleções. Nesse aspecto, a vantagem dessas seleções que jogam por último, e elas não fizeram nada para ter essa vantagem, porque eu acho que se ainda você monta, mas não tem como montar, né, que você não tem como dar vantagem ao cabeça de chave sem dar vantagem para seleção que é inferior. Então a minha questão sempre foi, a minha principal questão sempre foi essa.
Eu até tô de acordo que a questão do nível técnico da Copa tá muito legal, mesmo com seleções Sim, tá gostoso de assistir, tá bom mesmo. Tá legal, e eu dou o braço a torcer em relação a isso. Agora, este outro problema você não soluciona. Você pode sim ter sorte, a gente pode dar a sorte, e é muito pouco provável que isso aconteça, de que cheguemos ali na reta final nos últimos 2 dias e poucas seleções tenham essa vantagem de poder fazer a conta, mas é muito improvável.
Assim, o mais provável é que as seleções dos grupos que jogam por último possam ter uma vantagem enorme em relação às outras seleções.
E só uma coisa, o Jean tá se referindo não a escolher adversários, mas simplesmente se classificar.
Exatamente, se classificar. Escolher adversário tem até uma coisa que evita, que é os últimos grupos, eles só têm uma possibilidade. Os primeiros grupos têm mais possibilidades, os últimos só têm uma, pra justamente não ter como direcionar.
E também é bom que se diga, né, Léo, acho que assim, o escolher adversário, embora isso te dê, quer dizer, essa fórmula te dê uma possibilidade maior pra isso, Mas assim, o escolher adversário já aconteceu também em momentos de classifica, classifica só o primeiro e o segundo, e eu prefiro ficar em segundo porque o meu caminho vai ser mais fácil.
Até hoje tem quem diga que a Inglaterra não fez muita questão de não perder para Bélgica em 18 para ir para fugir do lado de Brasil e França. E que foi uma, ela não contava em perder para Croácia só, mas que eles ficaram do outro lado, ficaram.
Só um recadinho para vocês que estão aqui à mesa, então vocês se preparem porque sábado que vem é a última rodada, né, da fase de grupos, e o Linha de Passe vai entrar no ar 1 hora da manhã, porque a gente nem às 11. Então a gente vai ficar até 1 hora da manhã fazendo conta, porque o programa vai ser em cima dos jogos do dia, mas vai ser muito projeção para a fase de 16 avos. A gente vai ter que ficar fazendo um monte de conta para definir os terceiros colocados.
É domingo, 1 da manhã, ou seja, sábado para domingo, sábado para domingo, a 1 da manhã. Exatamente, já prepara, o programa vai até às 3 da manhã. Eu já fiz um prompt aqui para isso, já vai preparando, divide com a gente, tá bom? O que tá pegando muito aqui no chat é essa coisa do comparativo. Os caras viram a Alemanha vencendo seu segundo jogo hoje, vencendo de virada a Costa do Marfim, adversário mais difícil, e viram a Holanda passando por cima da Suécia também, caminhando aí a sua classificação, muito possivelmente em primeiro lugar do grupo.
Aí começa a falar assim, ah, vendo a Holanda hoje, eu fico mais preocupado ainda com o Brasil. Vendo a Alemanha hoje, aí que o resultado de ontem fica pior. Parece que os resultados de hoje ainda pioraram o resultado de ontem da seleção brasileira. Tem lógica, né? Faz todo sentido, parece que fica até pior. A pergunta que eu faço para vocês é: olhando as duas seleções que jogaram hoje, não vou entrar no nível do coletivo porque o Birna já falou muito bem aqui.
Coletivamente não dá para comparar porque é um trabalho que andou para trás, né, da seleção brasileira coletivamente, mas Se a gente falar individualmente, tá muito diferente? Holanda e Alemanha são muito acima da seleção brasileira, já contando os desfalques da seleção, e talvez mais um aí.
Não acho, não acho. Acho que o Brasil tem uma zaga que todas as seleções saberiam aproveitar se fossem mais— se o Brasil, se fossem jogadores dessas seleções bem treinadas. Eu acho que vou pegar um exemplo aqui. O melhor jogador da Holanda da Copa passada e do jogo de hoje, o Cody Gakpo, joga pelo lado esquerdo. A Holanda constrói muito pelo lado esquerdo, aí pega, traz todo adversário para o lado esquerdo para fazer inversão, fazendo uma boa jogada para o lado direito.
Não, e foi o melhor jogador da última Copa da Holanda também, para mim, com alguma sobra. Ele é mais jogador que o Vini Júnior? Não, não é mais jogador que o Vini Júnior. Então aqui, qual é a questão? Eu concordo com todo mundo, porque você olha Alemanha, Holanda, elas estão no outro estágio de futebol e crescendo. Não é que elas estão prontas, elas estão crescendo. O Ancelotti tá no momento em que o que ele pode fazer de fato é dar um jeito da seleção marcar compactada, entender as horas que ela pode pressionar alto, porque a pressão alta não tá funcionando em alguns momentos.
E contra as seleções, você, por exemplo, não pode cometer essa falha. E usar os seus jogadores mais rápidos no contra-ataque. Não dá para fazer um jogo de construção, um jogo mais inteligente. Ou seja, é literalmente, desculpa o termo, é fechar casinha e contra-atacar. E tentar melhorar essa jogada aérea defensiva e ofensiva. Essas seleções estão no estágio acima, mas elas não têm jogadores tão melhores que os do Brasil.
O Rafinha, eu diria que não tem nem jogadores melhores do que o Brasil na média.
Em algumas posições tem, por exemplo, queria que o Kimmich fosse brasileiro, por exemplo.
Mas nenhum que seria titular no Brasil.
Não, não, não é isso. Mas assim, o que eu tô querendo dizer é assim, na média, eu não digo que a seleção, o nível individual da seleção brasileira não é inferior Holanda não é inferior à Alemanha, não é mesmo, não é mesmo. Basta olhar para os rendimentos desses jogadores. E claro, a gente tá falando de um Brasil que já perdeu 4 titulares. E quando eu digo 4 titulares, eu tô falando 4 ou 5, né? É, ou 5. Militão, 5. É porque a gente vê, eu não sei, jogadores que eram titulares naquele momento e se machucaram.
Rodrigo Estevão, Militão, Wesley e Rafinha. 5 jogadores que no momento em que se machucaram eram titulares da seleção brasileira. Então assim, a gente precisa considerar isso também. Hoje, olhando para o elenco da seleção brasileira, apesar das 5 ausências, eu não digo que individualmente é uma seleção inferior à Holanda ou Alemanha.
Tem vantagens e desvantagens de envelhecer e ver um monte de Copa do Mundo, né? Você pega, hoje tá fazendo 32 anos que o Brasil começou a campanha de 94 contra a Rússia lá em na Universidade Stanford, perto de São Francisco. E quando eu lembro, quando o Brasil foi pegar a Holanda, vindo daquele jogo contra os Estados Unidos em que suou sangue, duro, jogador amado, eu te amo e toda aquela história. E a Holanda era uma senhora seleção, né?
O Bergkamp, Overmars, o melhor ponta do mundo, base do Ajax, o Ronald Koeman, um dos melhores defensores do mundo, o Rijkaard veterano jogando no meio de campo.
Que não jogou menos que o Brasil na semifinal.
E assim, a gente ficava... Nas quartas. E o papo era, e o Brasil com essa bolinha aí? Sei não, hein? E foi um jogo épico, né?
Não, e o Brasil fez 2x0 e quando tomou 2x2 foram, tá, agora já era.
Não, mas foi um jogo épico. Quer dizer, cara, assim, ok, você pode não estar bem, mas assim, chega uma mata-mata de Copa do Mundo, o jogo é grande pra você, mas é grande pra eles também. O jogo é grande pros dois, né? Então assim, todo mundo tem grandes jogadores aqui.
É, e a gente tem essa tendência aqui...
E o Brasil ali também tava 24 anos sem ganhar.
É, então assim, tinha um peso nosso.
É uma tendência de torcedores de clubes também, assim, de transformar, assim, o caminho do caos para o Olimpo, ele é minúsculo, é uma coisa assim, em uma semana é a depressão total para euforia absoluta. E acho que obviamente não dá para ser assim. Eu acho que é exagerado esse pessimismo em relação à seleção brasileira. Não tô longe de achar que a seleção hoje é uma forte candidata à conquista do título da Copa do Mundo. Mas esse papo de que não vai passar, primeiro que não passar nessa Copa é impossível, é impossível.
Na fase de grupos, já foi.
Depois, claro, você vai ter um combate. E no caso do Brasil, não vai pegar uma seleção, porque vai ter seleção fraca na próxima fase, vai ter.
É outra coisa assim, ao contrário da Copa anterior, que tinha na outra Copa desde o começo.
Exatamente, é que tinha na outra Copa desde o começo. É claro que você vai ter seleções fracas na próxima fase. Algumas seleções vão dar sorte, não é o caso do Brasil, porque o Brasil, a tendência é pegar uma seleção bem boa. Não é uma seleção favorita na próxima fase, mas a tendência é que o Brasil pegue uma seleção forte. Você pode cair? Pode cair. É, acho que hoje a gente não olha para o Brasil e fala, pô, esse Brasil aí vai atropelar, e aí beleza, na hora que chegar com a França ou com a Espanha ou com a Argentina, nós vamos ver.
Não dá para falar isso, evidentemente. O Brasil tem a possibilidade de cair contra equipes menores e menos cotadas. Mas daí esse sentimento de depressão absoluta, eu sinceramente eu não embarco nessa não.
É isso. Se a gente tivesse num campeonato pontos corridos, a gente estaria aqui dizendo que, pô, se analisar um time por 2 jogos é brincadeira. É só que a Copa do Mundo também é brincadeira, só que ela acaba antes.
Faltam 6 jogos para algumas seleções.
A Copa do Mundo, ela ela te obriga a fazer isso. Cada jogo tem uma importância muito maior no sentido de evolução ou não, quanto evoluiu de um jogo para o outro. A cada momento que passa, o Ancelotti tem um problema diferente, né? Então ele perde o Wesley, ele arranjou um problema para consertar. E esse problema, a gente, ele foi claro, visível no primeiro jogo da Copa. Agora ele tem um outro no segundo jogo e para o terceiro.
E talvez para o quarto, que é o Rafinha. Então o tempo todo ele tá tentando é recompor um time sem conseguir firmar nada, firmar nada, entendeu? Porque o jogo, o jogo do Rafinha é um jogo de um jogador que ficou, eu falo, 4 meses, né, fora da temporada. Ele perdeu uma quantidade de jogos incríveis, num volume muito grande, pelo Barcelona. Então você perde o teu— se o excesso te tira a tua melhor condição, a falta de jogo para quem tá contundido também, né?
Porque você não tá jogando menos numa condição ótima, você tá jogando menos porque está contundido. Isso falta, você sente que isso atrapalha o time, atrapalhou o Carlo Ancelotti, o Rafinha, e agora a gente não sabe quando ele vai voltar, se o Brasil estará na Copa quando ele voltar ainda. É uma realidade e o antelote tem que buscar alternativas. Repito o que a gente falou aqui ontem, a fala do Danilo de que o Brasil não é maduro, e é verdade, é verdade.
Essa é a grande questão.
Quando você compara com a Holanda, ela é mais madura que o Brasil, a Alemanha está mais madura e tal. Isso sim, uma coisa é ficar no individual, esse aqui é mais que o outro e tal. Quando eles se juntam, o Brasil não tem ainda um time maduro. Então essa falta de maturidade, você jogar para o campo do adversário, ela tem um peso. Você esperar o adversário tem outro. E para mim, ontem, o Carlo Ancelotti, não tem outra explicação, não consigo encontrar outra explicação para aquilo que eu vi no jogo.
É, num tempo ele jogou taticamente de uma forma, com Vinícius e Rafinha abertos, depois o Rayan. No segundo tempo, ele recua e fica Vinícius por dentro, né, com Matheus Cunha. Matheus Cunha deixando de fazer esse papel do meio de campo para chegar na área, ficando um pouco mais adiantado. Então ali era contra o Haiti. Aí tem dois caminhos, é um, é vou, preciso condicionar este time a assumir formatos diferentes dentro do mesmo jogo, independentemente do adversário.
Então tem que fazer contra o Haiti. Segundo é: vai fazer isso contra o Haiti? É, e fez contra o Haiti. Então você não consigo ver o lado estratégico contra o Haiti, e sim o lado tático de desenvolver um formato que ele falou na coletiva, o Danilo, tem que ser mais maduro, jogar com o bloco mais baixo e atrás.
E olha que o Haiti ajudou, né, Calçadinho? Porque o Haiti também podia dizer: tá bom, baixa aí, eu vou ficar na minha.
Depois foi o Carlo Ancelotti que falou isso na coletiva também, na mesma linha do Danilo. Aí você fala: pô, esses caras estão conversando sobre isso dentro da concentração. E o terceiro ponto é: você vê isso no jogo contra o adversário que não era necessariamente para jogar assim, mas você vê ele fazer isso, fala, pô, 3 a 0, vem, vamos ver. E não aconteceu nada, né? O Brasil não fez gol nessa etapa. Sim, mas então significa que nós estamos longe, mas muito longe de formar uma equipe.
E tem mais um jogo para isso que isso aconteça. Depois você volta para casa, se não der certo.
Na verdade, a equipe não estará formada no primeiro jogo do mata-mata e ela precisa ser desenvolvida, precisa passar Aí ganha maturidade, ganha personalidade.
Fora que daqui a pouco vem o Pedrinho e vai pra gente discutir essa história do Rafinha. É um outro problema, é uma outra situação que vai forçar o Ancelotti a repensar a situação.
Tá vindo um problema muito maior do que as pessoas estão avaliando.
Então, porque a gente tá falando, é uma posição, trocou um por outro, não é bem assim, não é bem assim. Pra gente dar uma arrematada aqui nesse assunto Holanda, como eu disse, toda vez que a gente falar dessa seleção, a gente vai esbarrar no Brasil, vai trazer o assunto Brasil, porque é inevitável. E o papo é esse. E o papo é esse, e o papo é esse. Mas vamos lá, olhar para a Holanda hoje, Brasil olhando para a Holanda, claro, já falei da parte coletiva, assusta. Agora fala, ah, dali não vai dar para passar.
Assusta, assusta não é a palavra, mas é um confronto histórico de Copa do Mundo. Sim, é. Opa, vamos lá, 74, 94, 98, sabe, 2010, 2014 teve 3 a 0 na decisão. Dar a última palhinha, né?
Nos últimos confrontos eles têm vencido, mas é confronto histórico, pô.
O Brasil só em todos os tempos na Copa do Mundo tem um jogo que o Brasil terminou o primeiro tempo ganhando e perdeu, foi esse. Toda a história da Copa do Mundo, 2010, tem um jogo que o Brasil terminou o primeiro tempo ganhando e perdeu, que foi esse. Então assim, é um jogo duro para os dois, é, tem muita tradição, muita história de duas escolas que se respeitam muito, se gostam muito. O holandês, o jeito de ver futebol do holandês tem muito a ver com o jeito do brasileiro ver futebol.
Né? Então eu acho que assim, são cenários fantásticos. Eu acho que se acontecer, é que assim, hoje me parece, eu tenho dificuldade de ver o Japão fazendo o saldo que ele teria que fazer na última rodada para não ser, é mais provável o Brasil não ser primeiro do que o Japão.
Isso é isso, essa é a chance maior, bem mais possível.
Mas eu também acho que assim, as pessoas estão falando como se o Marrocos fosse golear o Haiti, mas se o Brasil não pudesse ganhar de mais de um da Escócia também, o Brasil pode ganhar de mais de um da negócio, mas assim, tranquilamente também.
É, eu falei ontem, né, o que eu acho é que no grupo do Brasil, os 3 a 0 sobre o Haiti é o resultado que deixa mais aberta essa dúvida em relação a saldo de gols para a última rodada. Porque acho que se o Brasil tivesse metido 6 no Haiti, aí ia ser muito difícil para o Marrocos, né, conseguir e de repente ter uma vantagem além da que o Brasil teria em relação a saldo de gols, considerando isso que o Léo falou. Que o Brasil pode também fazer 2, 3 na Escócia.
Pode fazer. Acho que a Escócia se fecha bem, se fecha até melhor do que o Haiti.
E pra Escócia perder de 1 ou 2 é garantir a classificação.
É isso, exato. Claro que ela vai jogar pelo empate acima de tudo, que um pontinho também garante.
Ah, com 4 passa.
Mas assim, eu acho que a questão é muito mais essa. O 3x0 contra o Haiti, somado ao resultado do Marrocos contra a Escócia, de alguma maneira ele deixa completamente aberto. Eu acho que se o Brasil tivesse vencido por 1 a 0 o Haiti, a gente talvez nesse momento estivesse dizendo, cara, vai mudar de lado, o Brasil vai ser segundo e vai mudar de lado. Se o Brasil tivesse feito 6 a 0, a gente diria, ah, o Marrocos vai ter muita dificuldade de conseguir tirar o primeiro lugar do Brasil.
O 3 a 0 acho que deixa tudo completamente aberto e indefinido. Mas eu concordo com o Léo que é muito mais possível hoje o Brasil ficar em segundo do que a Holanda. O Japão não é um time para sair goleando, pode até nos surpreender, mas eu ficaria realmente surpreso.
Eu tô com mania de falar aqui que com 4 passa, com 4 passa, com 4 passa, mas se todo mundo que eu acho que vai fazer 4 fizer 4, vai ter gente que não vai passar. São 8, mas todo mundo faz um pontinho. Cabo Verde, se ganhar da Arábia lá, vai ficar com 4.
Mais uma crítica ao regulamento desse negócio do confronto direto.
Você tá no tempo certo para que é o regulamento.
Isso eu já falei outras vezes e para outros campeonatos também, até comparando. Algum tempo eu comparei que é um critério no campeonato italiano, por exemplo, que eu acho muito ruim, que a coisa do confronto direto ela fecha a definição sobre quem tem a vantagem antes das rodadas finais. Ao passo que se você deixa o saldo de gols para definir, você deixa tudo aberto. Você fala, bom, tudo bem, para se classificar você vai ter que meter 6, 7 gols na última rodada, mas tá aberto.
Então eu vou pegar o exemplo da Turquia. É, se fosse outro confronto direto, a Turquia estaria viva nesse momento jogando, precisando golear e tudo. Então eu acho mais legal do ponto de vista da emoção do campeonato.
Você pode levar até o fim, né?
Você leva até o fim, você não encerra a discussão sobre quem tem a vantagem entre 2 ou até 3 na primeira rodada. Na primeira rodada você já falou, ó, tá aqui, a vantagem é desse time contra este time se empatarem em pontos.
Eu posso fazer um contraponto?
Lógico, deve.
Eu, por exemplo, se o Equador ganhar de 2 a 0 de Curaçao hoje e ganhar de 2 a 0 da Alemanha, ele é primeiro. Vale por quê? Porque ele vai ter feito mais saldo nos jogos com Equador e com Alemanha e com a Costa do Marfim. Porque vale mais o que você fez contra o seu adversário ou contra Curaçao?
Então, mas a questão, mas a questão, então, mas a questão é principalmente nos pontos corridos do campeonato longo. O meu ponto, o meu, então eu, eu, isso eu discordo nos pontos corridos, eu discordo mais ainda porque eu acho que nos pontos corridos você tem que estimular os times que disputam esse campeonato a, sobretudo isso aconteceu de certa maneira na Premier League que tinha o saldo de gols como critério, na reta final os caras saberem, ó, tanto o City como o Arsenal sabiam que talvez não bastasse ganhar de 1 a 0, de 2 a 0, eles iam ter que meter 3, meter 4.
Então acho que isso é muito bom para o campeonato, além do que, como eu disse, não fecha a parada antes. Então eu entendo o que o Léo tá falando, mas justamente é algo que você já tem definido de antemão, né? O Equador já sabe que se ele ganhar 2 a 0, 2 a 0, ele vai ser, e o outro não pode fazer nada. Eu acho sempre mais legal quando todo mundo pode se esforçar até a última rodada para ficar à frente do seu adversário. E a Turquia agora vai cumprir tabela na última rodada.
Feito para Turquia, né? 60 chutes e nenhum gol também.
62 chutes a gol e nenhum.
Incompetência.
Vocês vão precisar fazer um esforço, viu?
Nossa, precisa mesmo.
Vamos para o intervalo. A gente segue no YouTube. É uma lembrança, tá? O programa hoje tem 2 horas de duração também na ESPN, tá? É, 2 horas, como diria o outro, concomitantes aí com o YouTube, com o TikTok, com o Disney Plus, tá bom? Então hoje a gente fica 2 horas. Não dá para dar aquela largada aí? Não dá. Até dá, né?
Até dá, né?
Até dá. De repente tomar uma aguinha aqui, uma relaxadinha aqui. Quando o Pedro Ivo falar daqui a pouco, a gente volta para falar da história do Rafinha, hein? E vamos para o YouTube aí, meu queridão.
Vamos nessa, vamos lá.
Mídia paulista, mídia mineira, ele tá fora.
Fã de esportes, é o seguinte, tá rolando jogos da Copa do Mundo, hein? Tá só na primeira fase ainda, hein? Fase de grupos, ainda tem mais uma semaninha de fase de grupos aí para a gente saber quem vai se classificar. Daqui para o fim tem um mês ainda de Copa do Mundo. E você assiste todos os jogos dessa competição na Kazé TV no Disney Plus, certo? Amanhã agenda cheia, aliás, essa semana todos os dias de agenda cheia e vários, vários jogos.
E a gente acompanhando a situação dos grupos, vamos ver quem é que o Brasil vai pegar na próxima fase. Próximo jogo do Brasil quarta-feira, você vai ver na Kazé TV no Disney Plus, certo? Depois segue a gente aqui no Linha de Passe. Pedro Ivo Almeida, é, o homem chegou. O homem dos bastidores da seleção brasileira, acompanhando o dia a dia. Que rapaz, belo visual, hein? Ah não, explica aí, explica aí esse visual aí, ô Pedro. Antes de qualquer coisa, não é possível.
Sério, não, tem um ventinho ali, ó, tá balançando. Tem um ventinho ali, pô, tem um ventinho. Explica isso aí, Pedro.
Eu vou te falar, cara, é muito bom conhecer vocês e ter a certeza da canalícia que vocês iam debochar do meu esforço hercúleo aqui para arranjar um bom visual para o Ilha de Páscoa. Todos vocês dariam risada. Não, mas falando sério, tô dentro do quarto aqui. Vocês gostaram dessa inteligência artificial que eu montei? Passa como natural, William? Dá para passar um ar de naturalidade? Eu tô dentro do quarto, você acha?
Ficou ótimo. Você até tá mais bonito, Pedro.
Nosso Chico Joubert rolou um AI no seu ar. Eu estou no bairro de, ó, estou no bairro de Ibirauquem. Aqui em Jersey City, à beira do Rio Hudson, na divisa com Nova York. Lá vocês podem ver, claro, skyline ali, né, toda vista de Manhattan aqui. O trabalho, ele tá aqui, ó, levantando o dedo aqui pedindo os créditos. Vinícius Nicoletti, que arranjou esse pico aqui, ele falou, vamos para lá que vai ficar bonito, monta lá que o Lian merece.
Chico me identificou aqui, que eu cheguei, eu falei, mas tô aqui, o bairro é o quê exatamente? É Jersey City, mas é o quê? Então é o bairro de Hoboken, Jersey City. À beira do Rio Hudson, com essa vista belíssima para Manhattan. Afinal, o Dia de Passe merece. Mas é isso, ele acabei de chegar aqui da Filadélfia. A gente veio hoje da Filadélfia, parte da nossa equipe veio ontem, parte da nossa equipe veio hoje de manhã. Nosso último bonde chegou aqui agora, final de tarde, em New Jersey.
Já já a gente vai para Morristown, base da seleção, também a nossa base. Mas estamos por aqui participar do Dia de Passe, falar bastante de Rafinha, né? Tô vendo aí vocês comentando bastante especificação, o que que pode ser de um lado, que pode ser do outro, quem é que entra na vaga, se é mais fraco, se não é, se joga mais, menos bola. Então a gente tá aqui a disposição durante essa próxima hora, pelo que eu entendi. Então hoje 2 horas de passe no linear, na TV também, né?
Não só Disney Plus e não só nas redes sociais, YouTube, TikTok. Então a gente fica à disposição aqui. William, tá aprovado pelo menos o cenário? Porque é importante o vídeo ser bonito, porque o áudio a gente ainda tá tentando aprimorar.
Tá aprovadíssimo, aprovadíssimo! Você tá mais bonito inclusive. Deve ter rolado, deve ter rolado um efeito especial aí também nessa lataria aí que Tá mais bonito também, tá caprichado, tá te fazendo bem essa viagem. É a minha pergunta que eu tenho para você, você pode responder no final, que você tem resposta para tudo, você é um cara que sabe de tudo. Então depois eu queria que você me explicasse por que que as nuvens, pelo menos, se não tiver, eu queria entender por que que as nuvens aí elas não se movimentam.
Isso, isso é um movimento, as nuvens se movimentam, só que como a Terra também se movimenta na mesma velocidade das nuvens nesse momento, fica assim, as duas acompanham aqui, ó. Exato, aqui, ó, na mesma velocidade. Tá ventando um pouquinho, mas não tanto. É, mas de fato não tá ventando tanto não, então por isso que tá esse ar. Mas se o fã de esporte mais atento ficar atento naquela nuvem ali, ó, em cima daquele prédio, até o final do Linha de Passe eu prometo para vocês que eu vou reconfigurar o prompt aqui, a nuvem vai se mexer.
Mas falando sério, venta pouco, não é aquela ventania que a gente já pegou aqui em outros dias. Por enquanto, à beira do Rio Hudson aqui, que venta bastante, hoje pelo menos tá tranquilo. E só por isso as nuvens ainda não estão se movimentando, William Tavares.
Perfeito.
Pedro Ivo no seu momento Derico, assessor para assuntos aleatórios. Lembra do Jô? Era demais, era demais. Ô, meu querido Pedro Ivo Almeida, explique a situação de Rafinha, por favor. A gente viu a nota emitida pelo—
Calma aí que você não te ouvia. Vamos lá, vamos dar um segundinho. Deixa eu verificar aqui meu retorno.
Fica tranquilo, tá ouvindo bem agora? Sossegado, temos tempo, temos tempo. Explica para gente a situação de Rafinha, por favor. Parece que a expectativa é para um retorno em 2 semanas. Fala para gente aí o que você tem de informação sobre o jogador da Seleção Brasileira que saiu lesionado, e evidentemente o exame já confirmou essa lesão.
Desculpa, eu vou te pedir só para tentar ajeitar meu retorno aqui.
Fica tranquilo, fica tranquilo. Não tá ouvindo? Não tá ouvindo? Não tá ouvindo? Não tem problema, a gente segue aqui enquanto a gente reconecta com Pedro Ivo Almeida. Enquanto a gente tava falando abobrinha, tava dando certo. Quando começou a falar sério, já foi.
Já era. Tinha que ter aproveitado aqui, né?
Como é que eu vou adivinhar, né?
Como é que eu vou adivinhar, né, que vai dar um negócio desse?
Ô Jean, o tamanho dessa ausência para a seleção brasileira, um jogador fundamental, importante, craque, mas que ao mesmo tempo não tava rendendo na seleção que a gente espera. Conta aí para nós.
É, então acho que esse é o ponto, né? Porque como o Calçad disse, vira, parece que vira solução a lesão do Rafinha. Ah, não tava jogando nada, não sei o quê, não vale a pena. Primeiro que eu acho que já tinha havido uma evolução do primeiro para o segundo jogo. Eu acho que embora ele não tenha feito os gols, o que fez acabou sendo impedido ali por pouco, mas acabou sendo anulado, corretamente anulado. Assim, a gente tava falando há pouco, né, dos jogadores decisivos, dos jogadores importantes, dos jogadores grandes das outras seleções.
E gostem ou não do Rafinha, a gente tenha gostado ou não da participação dele nos 2 primeiros jogos, assim, ele é um dos maiores, ou deveria ser uma das referências técnicas dessa seleção brasileira. Ele e o Vini deveriam ser os 2 caras principais do ponto de vista de peso, eu tô falando, pelo que entregaram no Real Madrid, no Barcelona nos últimos anos e tudo mais. A gente ainda não viu esse Rafinha na seleção, é verdade, mas eu sou sempre daqueles que acha que Existe a possibilidade disso acontecer num determinado momento.
A gente falou tanto, né, do desmanche do lado direito da seleção brasileira em 3 ocasiões por mudanças diferentes. Antes você tinha um atacante e um lateral direito que era um zagueiro, aí parecia tudo montadinho, certo? Os 2 se machucam, você muda a lógica, coloca um lateral que avança mais. O Rafinha não era o cara da direita, tava jogando um mais para o meio, e aí você machuca o lateral que ia te dar profundidade. O Rafinha depois volta para o lado direito e agora ele se machuca.
Então o que eu quero dizer é assim: os problemas que o Ancelotti tem enfrentado uma hora atrás da outra e seguidos praticamente tem obviamente atrasado, né? Mas eu tinha esperança, até pela qualidade do técnico, que num determinado momento o Rafinha conseguisse entregar o que a gente já viu ele entregar em alguns momentos no Barcelona. Então eu acho que é um desfalque pesado, sim. Eu acho que vai fazer falta e provavelmente vai fazer falta, não sei por quanto tempo, mas não é um jogo apenas, né, pela maneira como— E agora você vai ter que achar outras, né?
É uma volta voando.
Exato. E outra coisa, né, Calça, talvez só rapidinho para encerrar, assim, a única coisa boa seja o fato de que para a posição onde o Rafinha que estava jogando agora, o Brasil tem dois caras no banco, né, tem duas alternativas de jogadores para atuar por ali pelo lado direito. Isso vale para o Rayan, isso vale para o Luiz Henrique. O Rayan entrou contra o Haiti, o Luiz Henrique possivelmente comece na partida contra a Escócia, mas pelo menos você tem jogadores também de qualidade, mas sem o mesmo tamanho, para testar e para ver se consegue engrenar por lá.
Já te passo, o calçal Pedro voltou E aí o Pedro vai trazer as informações com relação ao Rafinha. Tem matéria no nosso site, no espn.com.br. Um dos autores da matéria é o Pedro Ivo, explicando para a gente a situação do Rafinha. Expectativa para retorno em 2 semanas, é isso, Pedro?
William, agora sim, né, confirmando a minha informação de que eu não estou no quarto do hotel, de que eu estou de fato na rua. A internet oscilou, mas a gente tá de volta aqui. E sim, agora trazendo a informação para vocês sobre o Rafinha. A gente A gente subiu há pouco no nosso site essa matéria. Que acontece? O Rafinha não teve exatamente uma lesão mais grave detectada. Ainda há um cuidado para um diagnóstico um pouco mais preciso entre amanhã e segunda-feira.
Por quê? Porque ainda tem um edema no local. Então talvez o exame possa não ser concluído, possa não ser conclusivo, desculpa. Ele vai ser reavaliado nos próximos dias. Mas de momento, a informação que a CBF trabalha, ela não passa essa previsão, né, abertamente nem publicamente. Mas a informação que circula dentro da comissão técnica da CBF, da Seleção Brasileira, no momento é que eles tentam acelerar todo esse processo. Eles falam em tratamento intensivo nas próximas semanas para ter o Rafinha dentro de 2 semanas. 2 semanas está batendo ali fim de semana de 4 e 5 de julho, e as oitavas de final batem justamente nesse momento.
De 4 a 7 de julho teremos jogos distribuídos ali da fase de oitavas de final. Rafinha não seria uma opção para o jogo contra a Escócia, não seria uma opção para o jogo de 16 avos, trabalhando para quem sabe voltar no jogo das oitavas de final. A gente fala quem sabe porque isso tudo é dentro de um prognóstico de que haja uma recuperação bem-sucedida, positiva, que as coisas caminhem bem. Pode ter uma intercorrência aqui e ali, mas por enquanto, na visão otimista, quem sabe ter o Rafinha nas oitavas em 2 semanas.
E aí tem um ruído, tem um impasse, porque a seleção brasileira, claro, tá dentro de uma Copa do Mundo, vai tentar acelerar para ter o seu jogador. De longe, lá na Catalunya, em Barcelona, o clube do Rafinha observa a distância e pensa: recebemos os exames. Com isso aqui, talvez se fosse uma fase normal de temporada, uma rodada normal de La Liga, não aceleraríamos desse ponto para ter em 2 semanas. Mas estamos acompanhando. Barcelona tem pouca crença de que o Rafinha volte em 2 semanas, quer acompanhar um pouco mais, preocupado, claro, já com o retorno do Rafinha já com a pré-temporada, já com o início da temporada 26/27 na Espanha, independentemente do futuro dele.
Mas a seleção acha que tem condição de tratar o Rafinha para as oitavas de final. É como a gente percebeu no comunicado que a CBF soltou agora no meio da tarde, eles não vão falar um prazo, eles não vão ficar gerando expectativa de que uma semana vai estar no campo, duas semanas vai estar no campo, vai estar pronto para as oitavas. Eles só vão falar alguma coisa como tiver ali na agulha para voltar a treinar. Então Rafinha, que se recuperou do probleminha ali das bolhas no pé, Agora tem essa questão muscular, é o quarto problema muscular.
Imagino que você já tenha passeado bastante por esse assunto ontem, hoje, mas é isso, informação de que o Rafinha fica pelo menos 2 semanas fora da seleção e tentando acelerar para quem sabe nas oitavas de final ter o Rafinha à disposição.
William Pedro, é só mais um, pelo menos da minha parte agora, depois o pessoal vai conversar contigo, você também vai participar da nossa, do nosso debate aqui. Essa, essa lesão do Rafinha, qual a relação com essa lesão anterior, essa de março até maio. Algum tipo de relação, a preocupação é uma região próxima?
Enfim, William, é o quarto problema que o Rafinha tem, né, na musculatura da coxa só nesse ano. A gente tá falando de um problema em janeiro, a gente tá falando do problema final de fevereiro, a gente tá falando do problema de março a maio que ele teve, a gente tá falando de um novo problema. É, não dá para ser leviano aqui sem olhar os exames e falar que as coisas estão, sabe, diretamente ligadas. Agora, é uma musculatura que teve 3 problemas nos últimos 5 meses.
Então é claro, talvez não seja a mesma musculatura de um jogador que não teve nenhum problema muscular nesses meses, como é o caso, por exemplo, só para citar, um jogador de ataque atua na Espanha também, na mesma intensidade de temporada, o Vini Júnior. O Vini Júnior, tivesse ele hoje um problema, seria o primeiro muscular na temporada. O Rafinha tendo hoje é o quarto nessa temporada. Se tá diretamente relacionado, a gente não sabe, mas o que a turma que circula ali dentro do ambiente de seleção brasileira fala é, é claro que gera um alerta.
É tipo que o Neymar, Neymar tá voltando, mas todo mundo com alerta ligado e muita cautela. Por quê? Porque é um Neymar que vem de problemas recorrentes, não é que falar que não cicatrizou, que acelerou, mas tem ali uma memória muscular um pouco mais desgastada, uma memória muscular um pouco mais comprometida. Quando estica, talvez tem uma facilidade maior para estourar do que outros jogadores que estão com a memória muscular um pouco mais, né, privilegiada.
Diferença que você olha, comparar os dois, o Neymar há muito tempo não tem uma temporada excelente. E o Rafinha, na passada, ele teve uma atuação para ganhar a Bola de Ouro, ele jogou 53% mais minutos do que nessa daqui. Então essa daqui ele jogou só 47% do tempo em relação aos minutos da outra em que ele arrebentou, que ele foi espetacular. Então é uma série de contusões, e isso assim, você recupera, joga, vai. O tanto que no No clássico contra o Real Madrid, ele entra do lado direito no final do jogo porque ele tava em processo de recuperação.
Clássico a gente transmitiu e já era pertinho da convocação da Copa do Mundo. Então, o cara, na hora de dar aquele salto, aproveitar a Copa para ganhar tração, ele baixa e vai tentar se recuperar. Então é Neymar tentando se recuperar durante a Copa, Rafinha tentando se recuperar para fases muito duras. Você volta para casa. Então vamos ver como que o Carlo Ancelotti, quando ele estiver à disposição, quando o Neymar— como é que Carlo Ancelotti vai administrar isso?
Se ele já— se as soluções encontradas fizerem um Brasil tornar o Brasil uma equipe perigosa para os adversários, vai ser mais— a volta pode ser mais controlada. Se o Brasil não tiver perdido, aí eles vão ter que forçar a barra. E aí que o Barcelona tá com um olhar desse tamanho preocupado, porque ele sabe bem qual foi, como foi a temporada do Rafinha em detalhes. E forçar agora pode levar um problema maior.
O Casemiro e o Rafinha são nesse momento os principais alvos dos críticos da seleção brasileira.
Tão vaiados ontem na hora da escalação.
O Casemiro, muito por conta de não ter feito a falta no jogo contra a Croácia, e obviamente não fez aquela falta porque ele tinha ficado fora do jogo contra a Bélgica em 18 e ele ia tomar o amarelo, ia estar fora do jogo seguinte. E aquele é um lance, para mim, o Brasil teve ali muito mais azar do que imprudência. Imprudência foi do Fred na movimentação. Então eu entendo totalmente a decisão do Casemiro, que não justifica o momento dele, que obviamente não é igual ao das últimas duas Copas, tá bem inferior por enquanto, né?
E o Rafinha, eu entendo que ele não joga bem na seleção brasileira como joga no clube, mas eu acho essa crítica uma loucura. Assim, o chat aqui tá criticando muito, eu acho uma loucura. Se você pegar em qualquer, perguntar para qualquer especialista em futebol de todos os países que estão na Copa do Mundo, nenhum tira o Rafinha dos 10 ou dos 5 principais atacantes do mundo Hoje, apesar das lesões. Uma outra questão, dizem que o Rafinha— tô fazendo uma defesa dele aqui, tá?
Dizem que o Rafinha é um jogador que tira o pé, que não sei o quê. Cara, o jogo mais violento que um jogador da Seleção Brasileira sofreu até hoje, contra Argentina. Quem toma cotovelada do Tamendi, apanha o jogo inteiro numa arbitragem suja, suja. Se eu não me engano, Andrés Gomes, se o Dalton tiver memória boa, uruguaio, e Stefano Isoiti no no VAR, que deixaram aquilo acontecer. Cara, ele não tirou o pé de uma bola, ele apanhava, tomou cotovelada, continuou, sabe, jogando, jogando.
Assim, sério, se é uma coisa que esse cara não é, é um cara de tirar o pé da bola. Eu entendo que o rendimento tá baixo, mas eu também acho que um jogador desse nível não é craque. Para mim, o operário de altíssimo nível não é craque. É um cara que entra no jogo de Copa do Mundo, se por alguns centímetros não tivesse impedido, porque tem impedimentos que obviamente se o cara não tivesse impedido, o zagueiro conseguiria interferir na jogada.
O do lance do Rafinha no gol é um lance de jogo, não conseguiria interferir. Se ele tivesse centímetros atrás, ele teria feito o gol. Um gol do Rafinha, dois gols mudam isso, inclusive para ele, porque é óbvio que ele tá sentindo isso, que ele tá muito pressionado. Então eu acho que olhando o nível dos jogadores que o Ancelotti tem à disposição, o Rayan ainda cru, de repente faz um gol e cresce na Copa do Mundo. Jean falou, às vezes tem um cara que a gente não espera, e às vezes nem é tão bom quanto é o Ryan, e vai na Copa do Mundo ali e faz um gol, deslancha, sabe?
Tem uma baita atuação. Salenco fez uma vez 5 contra Camarões no 6 a 1 e conseguiu trabalhar a vida inteira depois disso, com salários melhores do que conseguiria se ele tivesse feito aqueles 5 gols no jogo de Copa do Mundo. De repente um cara desse consegue engrenar, de repente o Luiz Henrique consegue substituir, mas nenhum deles é nesse momento da carreira um jogador do nível do Rafinha.
Sabe?
Então eu acho que eu entendo a insatisfação vendo o desempenho dele Barcelona e seleção. Eu entendo, eu entendo e divido. Mas a crítica e a descrença no jogador, eu acho ambas desproporcionais, tá, Willian?
E aí eu não sei, contra a perseguição, é isso. Eu não sei o que é desempenho, realmente vamos combinar que concordo.
Não, assina embaixo. Agora eu também penso como o Jean, eu acho que os minutos que ele jogou na segunda partida já foram bem melhores do que os da primeira partida. É uma pena que ele perdeu aquele gol de cavadinha, né, que aquilo obviamente mudaria o cenário. Porque Mateus Cunha era outro que era muito criticado, não como Rafinha. E obviamente agora tá tranquilo, porque Copa do Mundo, até o dia que falou que é do Olimpo ao caos, ao caos, é assim, é muito rápido no futebol, é muito rápido na Copa do Mundo, é muito mais rápido ainda. Então eu acho que é uma grande perda para a seleção brasileira.
É um jogador que é uma perda muito mais complicada do que as pessoas estão imaginando.
E eu digo outra coisa, a ideia que o André Kifuri falou no outro Linha de Passe, e eu concordo, eu concordo com ele, e eu tentaria mais um jogo sem isso, de jogar com Danilo Santos e Paquetá, mais 2 volantes, deixando 2 atacantes adiantados. Para mim, sem o Rafinha ela fica mais forte. Porque você pode colocar o Hendrik jogando adiantado com o Vini em 4-4-2. Você pode até colocar, dependendo do jogo, Igor Thiago jogando com o Vini num 4-4-2, sabe?
O Luiz Henrique funciona no 4-4-2, mas funciona melhor jogando no 4-3-3, 4-2-3-1. Então vamos esperar para ver o que o Ancelotti vai fazer.
O Pedro Ivo chamou.
Oi, onde tá o Matheus Cunha nesse time?
Já tirou.
Matheus Cunha joga no 4-4-2 do lado do Vini, qualquer um deles assim, qualquer um deles.
Ou não, falei, pode ser ele jogar do lado do Vini, Matheus.
Vini e Matheus, Vini e Igor Thiago, Vini e Endrick, qualquer um deles assim, porque você reforça os lados do campo.
Você tinha colocado o Endrick.
É, você reforça os lados do campo.
Tava tentando entender só.
Não, a ideia básica é você fechar os lados do campo, ter força de dois jogadores que sabem atuar como volantes nas laterais, com força física bastante, e ter os dois atacantes para fazer o gol.
Então, se o adversário tá todo lá no fundo, o lado do campo a gente amarra tudo. A gente abandonou, ele fecha o meio, não entra nunca mais.
Mas é difícil da gente arrumar soluções. O Pedro Ivo chamou, pera aí que acabou.
Se o Vini abrir para fazer isso, desvazia.
Eu tô contando que talvez a Escócia possa ser o, não sei, talvez o Japão, mas a Escócia possa ser um dos últimos adversários a jogar desse jeito contra o Brasil.
Fala aí, Pedro.
Não, só chamei, mas acabou que depois eu vi que eu tava na dúvida da percepção reflexão, beleza, até do BN sobre a atuação do Rafinha ontem. Porque do jeito que muita gente fala do Rafinha, fica muita questão do histórico dos últimos 2, 3 jogos, que ele não foi bem. E ontem ficou muita coisa de ter se lesionado e saído. Mas ontem, até o momento que ele sai, eu achava uma boa atuação do Rafinha. Eu acho que Rafinha em muitos momentos ficou aquela coisa de corre por dentro, vem aberto, depois faz como segundo atacante, gira para cá.
Ele tava fazendo tudo. E acho que esse fazer tudo de um time que não tinha encaixe, né, muito bem azeitado, o prejudicava. Ontem, quando ele é um cara de beirada de campo que toda hora tá com espaço ali nas costas da zaga, ontem eu tava gostando do Rafinha. O gol que ele faz é anulado, é uma questão de centímetros, mas não muda para mim a percepção do que eles estavam tentando fazer e fazendo bem até aquele momento. O gol que ele perde ali, por capricho talvez, mas é mais uma chance, que é mais uma projeção ali, é mais um momento que ele chega que antes não vinha correndo.
Ontem me agradava o Rafinha até o momento da saída dele. Não é o Rafinha do Barcelona, tudo bem. Não é o Rafinha que a gente quer ver, talvez aquele modo Prime. Vocês falaram aí de 5 jogadores ali, 5 principais atacantes de uma Copa do Mundo. Ok, tudo bem. Mas ontem não era para mim uma atuação abaixo do Rafinha não. Mas depois eu vi que o Vitor falou até citando o Jean, que parece que eles também tinham essa mesma visão. É só porque eu acho que essa coisa de também o hate que ficou para o Rafinha, e me chamou muita atenção ontem, até coloquei lá no grupo que a gente conversa, né, durante as partidas, no momento da escalação, o tanto que vai um Casemiro e Rafinha Eu falei, gente, tive assim, sabe, é, ficou entranhado ali uma coisa de que o cara não joga bola, que eu tava achando um pouco desproporcional.
E ontem o início do jogo dele para mim foi até interessante, dentro do que o Brasil começava a mostrar, ainda não tinha mostrado, punha baixando, vindo acelerando por um lado, Rafinha tacando nas costas da zaga por outro. Tava, tava me agradando de certa forma ali aquela primeira, aquele primeiro momento do jogo do Rafinha ontem.
Já começou a dar uma ideia aqui de esquema de jogo sem o Rafinha? Né?
Eu ainda não faria contra Escócia, tá?
Você não simplesmente trocou uma peça, você mexeu no esquema.
Eu não mudaria.
Fala, Pedro.
Me desculpa, o mínimo que começou a dar certo ontem, o Cunha baixando, um desenho um pouco mais, não é exatamente o Lozano, mas o Cunha baixa para acelerar, o Vini de um lado, tem um homem de beirada aí, a ver se é o Rayan, se é o Luiz. Mas eu não mudaria muito o pouco que começou a dar certo ontem, não.
É, eu não mudaria a ideia inicial contra a Escócia, é só questão da característica. E se não funcionar, você treina.
Aí você volta para aquela ideia sua dos dois ali na frente. O que que vocês acham?
Vamos lá.
Acho que contra a Escócia não tem que abrir mão de mais um jogador na frente não, até porque a Escócia vai tentar se fechar, vai tentar.
Ontem, por exemplo, vamos combinar que o Brasil até vai precisar vencer o jogo, né?
É, não. E ontem, pensando, por exemplo, ontem a Escócia pensando no lado direito forte do Marrocos, pôs dois laterais esquerdos, né? Pôs o Tierney e o Robertson para fechar o lado com um minuto já tava, já tava perdendo, mas a ideia era essa pelo menos. Então assim, e a Escócia vai entrar sabendo que empate tá dentro, perder de 1 tá praticamente dentro, perder de 2 a chance tá dentro, é muito boa também, porque 3 pontos nessa Copa do Mundo aí deve dar para entrar.
Então é só não pode tomar uma goleada. Então o Brasil vai ter que ter paciência, vai ser um jogo de paciência. Então o Brasil não vai ter tanta facilidade assim de chamar a Escócia para o seu campo, não vai. Vai ter que segurar.
E não é uma bobagem da Escócia fazer isso.
Exato. Então assim, vai ter que ter paciência. Esses espaços— o Haiti ontem, o mole que o Haiti deu de avançar a linha, marcar bloco médio, por exemplo, a bola que o Paquetá mete, a defesa com o Vinícius Júnior. A Escócia não vai dar esse tipo de chance para o Brasil, duvido muito.
É, o Haiti foi generoso. O Haiti foi generoso. Acho que aprendeu. Cara, a gente Também, se ficar mudando, mudando, mudando, mudando, com o Rafinha seria o Rafinha, seria essa escalação repetida. Não sei o que ele pensa a respeito do Casemiro, que tem esse, tomar o segundo amarelo não joga às 16 avos. É o Fabinho, né? Se ele vai querer movimentar aqui, tirar o Casemiro por isso, ou se ele vai, se levar amarelo, tudo bem. Mas é colocar o Rayan, cara. Coloca o Rayan e segue o jogo.
Ou contra a Escócia, não seria melhor o Luiz Henrique, pelo que ele falou ontem na coletiva? Então, característica de Haiti, eu acho que sim, é uma só essa mudança, aí muda um pouquinho, troca a peça e pronto.
É óbvio que a gente gostaria muito de poder testar 8 mil métodos, né? Muita gente já falou, já vi sugestão de 3 zagueiros, porque como a gente não tem lateral, você pode usar os pontas nas alas, tá? Ok, acho que sim, existem, né, não vou dizer dezenas, mas existem muitas ideias possíveis.
Quantas vezes o Ancelotti jogou assim com 3 zagueiros?
É isso, sem nem entrar nessa questão do que ele, Ancelotti em geral, prefere. Mas acho que enfim, é isso, você sabe, não dá para testar tudo, infelizmente.
Mas eu tô curioso, como que é essa sugestão de 3 zagueiros com os pontas? É É curioso, porque assim, é fácil se elucubrar, mas na prática você põe Vinícius e Rayan voltando, voltando, aí o Brasil então vai jogar com 3 zagueiros mesmo, não com 4. Mas enfim, acho que não é muito.
É que assim, a gente vê o tempo todo essa questão de, tudo bem, eu entendo que assim, né, as pessoas queiram encontrar soluções, mas de fato assim, ele encontrou, tinha encontrado uma solução que teve que mudar por conta das lesões, das mudanças que a gente já repetiu 40 vezes aqui. Tá tendo que reencontrar a solução o tempo todo. Obviamente, como a gente já disse aqui também, a seleção brasileira tá atrás da grande maioria das seleções do ponto de vista do trabalho.
E acho que no momento em que você encontrou, foi maravilhoso o jogo com Haiti? Não foi. Mas acho que tem um caminho ali indicado, você tem que insistir nisso. Acho também que olhando para a Escócia não faria sentido você tirar um atacante nesse jogo especificamente, pela— porque você vai precisar dos caras mais agudos com capacidade de quebra de linha e tudo mais. Então assim, vamos ver o que dá contra a Escócia. E aí assim, também a depender de quem vai ser o adversário no jogo seguinte, aí eu acho que não tem jeito, o ciclo não foi trabalhado.
Ele não tem um monte de opção na manga. Então, ok, vai ter um momento em que ele vai ter ali 3, 4, 5 dias antes do jogo seguinte, e aí ele vai dizer, bom, beleza, meu próximo adversário é o Japão, é a Holanda. É, vai obviamente estudar esse adversário, e dentro daquilo que ele testou e que ele experimentou e das características que ele hoje conhece melhor dos jogadores, ele vai tentar montar o time. Agora não adianta a gente, né, Acho que se iludir que as soluções vão ser encontradas de uma hora para outra, como um passe de mágica.
É claro que ninguém vai fazer isso com irresponsabilidade, né? São profissionais aí da área médica da Seleção Brasileira, mas acelerar este processo para ele estar de volta aí há 2 semanas, talvez nas oitavas de final, é um risco que vale a pena correr? Porque a gente sabe que essa coisa de acelerar processo, por mais que seja feito de forma profissional, Às vezes, né, acelera, o cara volta e dá ruim.
Eu acho que é o que o jogador quer.
É, então, por exemplo, pergunta para um Titi se ele se arrepende de ter sacrificado tudo ali para ser campeão do mundo com a França. Então acho que assim, jogador, se perguntar para ele, ele vai querer jogar, ele vai querer fazer tudo para jogar, para ser campeão do mundo, para ser importante. E o jogador está sob os cuidados da seleção brasileira nesse momento. As decisões são dele e da seleção brasileira e só, né? Afinal das contas é isso. Então o cara, se tiver condição de ir para o jogo, vai para o jogo.
É, não tem como prever. Pergunta para o Diego Costa se ele se arrepende. Talvez ele se arrependa. Saiu com, na Champions League, ele com 4 minutos, né? Agora é isso, eu acho que é o que o Bernard falou. No fim, você tá falando de uma Copa do Mundo. Se tem um lugar, um campeonato, um contexto em que Qualquer jogador provavelmente, se tem uma possibilidade de jogar, ainda que isso possa resultar num problema ali mais sério que depois vai tirá-lo por mais tempo, acho que na Copa do Mundo talvez isso valha.
Assim como eu citei o exemplo do Diego Costa, era final de Champions League, final de Champions League também tem um pouco esse peso, né? Não tão grande, mas também.
Acho que o meu ponto ali olhando para a seleção, é evidente, não há jogador, acho que você já falou isso, né, Bernardo? Não há jogador do tamanho, não tem o tamanho, Luiz Henrique não tem o tamanho do Rafinha, Sim, o Ryan não significa que não possa decidir jogos. É isso aí que eu quero chegar. O Ryan também não tem o tamanho do Rafinha, é óbvio isso, né? Não tem ninguém ali do tamanho do Rafinha. Mas você acha, por exemplo, Luiz Henrique, vendo o momento do Rafinha como é que tá, ele não pode entregar algo até melhor?
Eu acho que pode, poder pode.
Assim, só não tem capacidade para entregar. De repente coloca lá o Luiz Henrique, joga bem um jogo, vai bem outro e tal.
Mas é que São coisas diferentes, né? Aí você tá falando essa decisão que você tá colocando, eu acho que essa cabe à comissão técnica.
Mas é esse o meu ponto.
Então, porque uma coisa é a comissão técnica olhar e dizer, não, pera lá, eu não vou arriscar o Rafinha também, porque se eu arriscar o Rafinha, de repente eu sou obrigado a perder uma substituição durante o jogo. É isso, comissão técnica é uma coisa, mas do ponto de vista do jogador é o que o Menino falou. Acho que É compreensível que todo jogador queira, cara.
É isso, cara.
Por exemplo, o Mané já operou o joelho, entrou para jogar a final da Copa do Mundo e parou o Romário.
Do cacete.
Perdeu nos pênaltis.
Espetacular. Mas assim, você tem, porque o meu ponto de vista é esse, você tem o Rafinha voltando. Ah, o Rafinha, beleza, tá lá nas oitavas, o Rafinha tá 70%, ok? Talvez não chega nem nisso, hein?
Talvez não chegue nem nisso, hein?
60%, sei lá, 50%, ok. Mas você tem o Luiz Henrique ali que tá dando conta e que na atual conjuntura tá entregando até mais que o Rafinha. Não tô dizendo que o Luiz Henrique é melhor que o Rafinha e não é maior que o Rafinha, não é isso. É pelo momento.
A gente acabou de falar, a gente tá falando que o Luiz Henrique não vem bem quando ele entra de titular. Por que que eu acho que a gente sempre tá prejudicado pela última impressão? O Luiz Henrique tá entregando mais que o Rafinha na seleção nos últimos jogos.
Não, não, eu tô dizendo, se o Luiz Henrique entrar e começar a entregar nesses dois jogos, por exemplo, vai jogar agora contra o Esporte na fase de 16 avos, ele vai bem, ele dá conta do recado, ele consegue entregar nesses dois jogos o que o Rafinha, por exemplo, ainda não tá entregando, você chega lá numa outra condição, fala, o Rafinha ainda não tá 100%, Luiz Henrique tá bem, eu sustento o Luiz Henrique ou eu tenho que colocar o Rafinha porque é o Rafinha?
Ah, mas aí, mas é muito sim, né? Ainda tem um jogo da Esporte, né?
Mas a gente só pode trabalhar com certeza.
Eu acho que é Eu acho que eu tô mais, eu acho que eu tô mais preocupado com o que vai ser do jogo contra a Escócia. Inclusive entendo que colocou o Rayan ontem, a gente debateu isso aqui mesmo, os companheiros estavam aí. Acho que a situação é outra, não acho que o Rayan necessariamente pula a fila. Acho que pode ter um Luiz Henrique pintando contra a Escócia. É um campo, o jogo de campo muito menos liberado, menos espaços. Agora, se chegar, Copa do Mundo é aquilo, é muito de momento.
Se o Luiz Henrique tiver bem, fizer um baita jogo contra a Escócia, fizer um baita jogo contra os 16 avos, ainda nem questão da lesão do Rafinha. Eu acho que você não pode abrir mão de um jogador que tá bem, porque a gente tem poucos jogadores. Quem a gente tem bem hoje na seleção? Vini, e acho que para por aí. O Douglas Santos, para mim, todo mundo oscila. Gostei do Bruno ontem. Então Douglas e Vini. O Bruno para mim foi bem ontem.
Agora todo mundo para mim oscila. Se eu tenho um Luiz Henrique, um Nicoletti aqui comigo, Bier, né, um Willian que vai bem 2 jogos, aí não é mais uma questão sobre o Rafinha, é uma questão das poucas opções que eu tenho que estão conseguindo ser regulares de um jogo para o outro. O que mais me preocupa nessa seleção é que não há uma regularidade de um jogo para o outro, não há ninguém que consiga fazer 2 bons jogos, com exceção aí para mim do Vini, do Douglas.
Todo mundo oscila, isso é fato. Então você pega, mas se o Luiz Henrique vier bem, Escócia 16, aí não tem nem papo de Rafinha lesionado, mantém o cara, mantém, porque tem pouca gente entregando com essa regularidade. E aí não dá para você negociar em Copa do Mundo, é, não sabe, a gente tá falando de alguém que não tá cotado E entra atropelando. A gente tá falando de alguém que vinha muito bem, que era líder de time. Quantas vezes a gente falou que o Casemiro veio bem, entrou bem na era Ancelotti?
A gente tá falando dele aqui, que é um cara que não tá conseguindo jogar nessa Copa. Então assim, o momento ali de 2 jogos para mim vai afastar o Rafinha, nem por uma questão de lesão não. Agora eu ainda quero esperar para ver, por isso que eu falo que é muito se. Eu quero esperar para ver alguém que vai entrar, fazer um bom jogo contra Escócia, fazer um bom jogo 16 avos final. E aí eu acho que o debate aqui seria com o maior prazer, que a gente estaria falando de mais um nome resolvendo em alto nível.
Acho que a gente ainda não tem isso. Acho que hoje tem o Vini, ponto, o Matheus Cunha ontem, ponto, e o Douglas Santos com alguma regularidade, e a coisa muda muito. Matheus Cunha, para mim, fez uma boa data FIFA em março, fez um bom amistoso contra o Panamá, aí não vai bem contra o Egito, saca? Então assim, é tudo muito acelerado, é tudo muito atropelado e dinâmico por aqui.
Fala, Bruno.
Não, assim, eu, eu Concordo que qualquer jogador que tiver atuando em alto nível, ele fica na seleção, ainda mais nesse momento em que a equipe precisa que individualidades resolvam questões que o coletivo não tá resolvendo. Eu só quero lembrar aqui na entrevista do Casemiro, eu sei que muita gente pode questionar o Casemiro pelo desempenho dele, eu acho que ninguém vai questionar a história do Casemiro como líder, como jogador experiente, como cara vencedor, como uma das referências do tridente vencedor do Real Madrid.
Ele que foi estrategicamente escolhido para falar mais sobre a da Seleção Brasileira, entre os jogadores, nas entrevistas antes dos jogadores se juntarem para viagem aos Estados Unidos, etc., ele falou: essa é a Copa do Mundo do Vini Júnior e tem que ser a Copa do Mundo do Vini Júnior e do Rafinha. É para entender como o mundo do futebol enxerga esse cara.
Agora, é óbvio que se o Luiz Henrique entrar bem, porque é isso mesmo, era o que tinha que ser, era o que tinha que ser, perfeito, são os dois, seriam os dois protagonistas dessa seleção.
Disse que o cara do Você é o Neymar.
Pois é.
Mas aí você não perde a chance. Eu acho que isso de alguma maneira explica um pouco. É claro que é uma frase apenas, mas é um fã. O que eu quero dizer é que assim, eles mesmos parecem ter dúvidas em determinados momentos a respeito dessa coisa. E acho que o Vini, isso é bom que se diga, tá chamando protagonismo para si de uma maneira absolutamente indiscutível, né, que assim Ele foi o grande nome da seleção brasileira nos 2 primeiros jogos.
O Rafinha ainda não conseguiu, o Rafinha ainda não fez uma grande partida, embora eu ache que ele jogou 40 minutos bem melhor do que tinha jogado no primeiro jogo. Mas por isso tudo eu acho que não tem muita discussão assim em relação a se alguém vai bem. É o que o Pedro falou, é Copa do Mundo. E se a gente tá falando um Davi na Alemanha que sai do banco e vira um jogo contra— que tava difícil, né, um jogo complicado. Contra a Costa do Marfim.
Eu acho que é isso. Quem entrar na seleção e for muito bem, você não vai tirar, você não vai tirar, não tem que tirar. Aquela lógica de que muitas vezes vale para o ponto corrido, que é, pô, não, beleza, entrou, foi bem, mas calma. Na Copa do Mundo não tem muita calma, porque você tem que sempre apostar que o cara vai conseguir repetir. Tirar o Matheus Cunha na próxima partida, não tem como. Seria uma insanidade, uma loucura.
Acho que estamos todos em relação a isso, que até quem faz 2 gols tá pendurado, né? E ele nunca vai encontrar nada. De repente ele encontra no jogador, ele cresce o nível de confiança. O Matheus Cunha desempenhou um papel muito interessante que ele é capaz de fazer, e o Ancelotti descreveu cada um, a personalidade de cada um como jogador de futebol. Então o Matheus é um jogador que sai do meio e chega na área. Ele é um atacante que chega junto com a bola.
Tem atacantes que esperam a bola. O Endrick é diferente também, é um cara de muita velocidade. Então tirar o Matheus nesse momento é um negócio meio estranho. E por que esse papel é importante? Porque geralmente jogador que trafega nesse espaço, ele consegue caminhar e correr, no caso, desmarcado. Você tem uma chegada desmarcada, né? Quando você tá parado, é mais fácil te marcar. E o Ancelotti, gente, ele não tem uma ideia na cabeça nesse momento que ele tá perseguindo.
Ele tá vendo o que as alterações mostram para ele. Ele já passou para outro nível. Tem um nível de eu tenho um time na minha cabeça e vou colocar. A hora que ele perde o Militão, perde o Wesley, perde o Estevão, Pede agora o Rafinha, pede o quem que mais, o Rodrigo, entendeu? A ideia foi reformulada inúmeras vezes. Agora com os 26 convocados, é, cara, vai mexendo e tenta até o último jogo desta etapa agora, esses 3, tirar alguma ideia, alguma coisa, porque depois, cara, você volta para casa, empate é pênalti.
É pênalti. Se fosse contra o Marrocos, o jogo de 16 avos terminasse 1 a 1, era pênalti. Então, cara, as coisas estão muito simples. E eu não, eu não tô confiante, acho que o Brasil vai cair cedo.
É mesmo? Cedo, o que que é?
16 avos ou oitavas no máximo?
É que o futebol que jogou até agora é isso. É isso, futebol que jogou até agora, pelo adversário, é isso. Eu só acho que pode crescer, não tenho certeza. Não tem como saber se vai. Eu acho que o Brasil, repito, nossa discussão lá do começo, acho que o Brasil tem grandes jogadores em algumas posições, bons jogadores em outras, tem como crescer. Depende do encaixe, da reação dos jogos.
Eu acredito na lei de Paulo Rossi, eu acho que a fase de grupos não vale nada. E a partir da segunda fase, quando os jogos grandes começarem—
É que você na sua idade não tem o trauma, né, de 82.
E essa vale mesmo, essa vale menos mesmo. Acho que assim, porque se a gente tá falando que o Brasil ontem num determinado momento começou a testar no Haiti uma maneira que ele pretende usar contra outras seleções, é a prova de que nessa Copa do Mundo, mais até do que nas outras, por motivos óbvios, a fase de grupos, abre aspas, não vale nada. É mais assim mesmo nessa Copa do Mundo. Foi tratada assim, ela foi tratada como um teste, experiência de um monte de seleção que tá olhando, né, para fase aguda de uma outra maneira. E acho que é normal que seja assim, esse regulamento permitiu que fosse assim.
Deixa eu te falar uma coisa, vai ver a escalação da França contra o Iraque, é poupar um monte de jogador. Acorda, pode ter certeza, sim, vai arriscar para quê?
Até porque tem que botar uns caras para jogar ali, né, que o negócio é bom para jogar também, ajuda, né?
Brincadeira, vai ver o time misto da França. Essa referência aí. Agora assim, sobra todos os holofotes só para o Vini Júnior, né? Porque você tá falando de protagonismo, Vinícius Júnior, Rafinha, os dois holofotes nos dois. Ah, então os dois devendo e tal. Vini Júnior fez dois bons jogos, é o melhor jogador da seleção brasileira por enquanto, ok? Participação nos 4, vai ficar tudo nele agora. Fica, mas esse protagonismo fica muito focado assim agora.
Eu não sou uma pessoa que dita como as outras pessoas têm que se comportar ou pensar. Eu só acho que vão ficar frustradas se esperarem que o Vini Júnior resolva a Copa. Ou vão acreditar numa maluquice se isso acontecer e o Vini Júnior ganhar a Copa do Mundo fazendo gols em todos os principais jogos e o Brasil, quem sabe, ganhando nos pênaltis alguns, como aqueles que acham que o Romário ganhou a Copa do Tetracampeonato. Na verdade, quem ganhou a Copa foi a dupla de zaga, Aldair e Márcio Santos, foi o senhor trabalho do meio de campo, foi a marcação muito forte do Mauro Silva e do Dunga, que inclusive acompanhava o Romário à noite.
Romário queria sair, não bebia, mas assim, você sabe que no imaginário do futebol, no futebol, é o cara que faz o gol, né?
Perfeito.
O cara que faz o gol, o cara que resolve lá na frente, esse é o cara que historicamente sempre foi mais valorizado, que custa mais caro, que tem os holofotes, que ganha as manchetes.
Ele é o que você tá querendo dizer o seguinte, William, que até para o futebol coletivo Mas é assim que as coisas funcionam. Até pro Vinícius Júnior ter o seu mundo Romário em Copas do Mundo, ele precisa que o resto do time funcione. Então, nesse momento, o resto do time não está funcionando pra isso.
Mas ele tá. Ele tá, mas isso... Então, individualmente, ele tá funcionando. Ele tá ajudando o resto.
O que não pode é, de repente, um jogo ele não conseguir render bem, como foi, por exemplo, o Romário na final da Copa do Mundo, né? E você falar assim, olha, é por causa dele, ficou devendo, na hora H não joga. É injusto, é injusto. O Brasil precisa ter um time, precisa ter um sistema de jogo que funciona, precisa ter movimentos em campo que os jogadores entendem com facilidade, precisa ter os jogadores que entram, precisam jogar bem alguns deles, sabe assim?
Então é óbvio, o Vini Júnior está sendo o protagonista da seleção. Sem o Vini Júnior, provavelmente o Brasil não teria nem empatado com Marrocos, né? Porque o gol, no momento que ele faz, muda E aí tem uma outra coisa curiosa, porque Marrocos recuou um pouco depois do gol do Brasil, porque Marrocos viu ali o Vini Júnior, porque Marrocos viu Rafinha, sabe? Quando você joga contra o Vini Júnior e contra o Rafinha, a visão de quem enfrenta esses caras é diferente de quando você pega jogadores que eles sabem que não tem um nível tão alto, são tão decisivos ao longo das temporadas como esses caras são.
Então assim, é, acho que quando olhar para o Luiz Henrique é diferente, a gente perde já nessa impressão, tem os dois lados nessa impressão, perde.
De repente ele vai lá o jogo porque ele esperava dele. Tem os dois lados, é o futebol, é a graça do jogo.
Eu só acho que assim, já falei, vou repetir, o Vini Júnior foi o melhor em campo nos dois jogos, foi decisivo. Como disse o Biner, ele muda o jogo contra Marrocos, porque até o gol que ele acha e tira do nada, o Brasil tava tomando um baile de Marrocos. E eu acho que no fim das contas, olhando para a Copa do Mundo da seleção brasileira até aqui, na boa, se você tirar aqueles 30 minutos iniciais, é mais ou menos o que eu esperava.
Tanto no jogo contra Marrocos, pelo equilíbrio que houve a partir do gol do Vini, como no jogo contra o Haiti, em que o Brasil foi bem, foi bem superior, mas também tá longe de ser brilhante. Agora, eu acho que assim, o Vini, ele tá com uma ânsia de ser protagonista, que ele tem conseguido ser o protagonista. Mas eu até espero que a confiança que ele teve nos dois jogos para chamar para si, e o resultado que ele acabou obtendo, se transformando no melhor jogador desses dois jogos e no cara mais decisivo para a seleção, lhe permita também em alguns momentos entender que, calma lá, ele não precisa mais chamar esse negócio o tempo todo para si.
Porque acho que houve nos dois jogos, em vários momentos, uma opção melhor de passe, por exemplo, em que ele acaba não passando, talvez por essa ânsia de dizer, bom, eu preciso resolver tudo aqui, essa pegada vai ter que ser comigo. E até entendo que ele pense isso, porque no fim das contas é o que tá acontecendo, ele tá resolvendo muito na individualidade. Mas acho, e repito, porque senão as pessoas— ele foi o melhor jogador da seleção brasileira nos 2 jogos, ele é o melhor jogador do Brasil de longe até aqui.
Mas acho que sim, houve momentos em que ele poderia ter tomado decisões melhores de troca de passes, e ele acabou tentando partir para individualidade, acabou não rendendo.
Para fechar esse assunto, tá feliz com as nossas opiniões? Não, você vai ler o chat já já.
Eu só quero ficar lendo chat durante o programa, não faz.
Eu leio, tem umas coisas engraçadas.
Hoje não tem hora só do YouTube, né? Então agora tá tudo misturado. O Pedro tá com a gente? Tá tudo certo? Tá ouvindo lá direitinho a gente? Tô aqui. Opa, opa, maravilha, maravilha! Pedro, só para dar uma arrematada aqui no assunto, então vai lá, na tua, no teu feeling, que você acompanhou na coletiva ontem, inclusive pelo que o Ancelotti falou, é contra a Escócia, tá mais para Luiz Henrique ou mais para Rayan?
Ah, eu acho que é tudo filho, William, tudo filho. Ainda não tem muita informação, ainda não deu para colher muita informação porque a comissão tá conversando. Hoje inclusive um dia de descanso. Acho que podemos ter Luiz Henrique Ah, faz naquela posição Luiz, Rayan, Rayan, Luiz, de um jogo para o outro. Identitariamente que eu acredito que vai ser o campo que não vai existir tanto para o Rayan no jogo contra a Escócia. E acho que de resto muda muito pouco de estrutura, porque avaliação que deu certo minimamente o que foi proposto.
Mas no primeiro tempo deu uma travadinha lá, provavelmente Tira o Casemiro por causa dos cartões, entra com o Luiz Henrique, seguindo a linha de raciocínio dele na entrevista. O Raian é para quando tem campo para você correr, o Luiz Henrique é mais para o mano a mano, para um contra um. O Esporte deve jogar fechado, então o Luiz Henrique deve jogar no time exatamente igual, talvez com a saída do Casemiro.
Agora, só assim, se for isso a saída do Casemiro, e entendo que a saída do Casemiro, aí você tem também esse dilema de olhar, bom, beleza, saída do Casemiro, o substituto natural tá muito claro. É o Fabinho. Agora, eu acharia muito legal aquilo que o Calçadinho falou, você colocar o Danilo para primeiro ver como o Danilo se sai nessa posição, ainda que contra uma seleção que acho que não vai propor muito jogo, não vai tentar atacar muito e tal.
Mas seria interessante, né? Porque acho que assim, o Danilo é um cara que tá pedindo passagem e que acho que até diante do último jogo, do que Bruno e o Paquetá já conseguiram criar mais em relação ao primeiro, ele talvez tenha menos possibilidade de começar jogando. Mas eu gostaria muito, né, de poder ver também o Danilo nessa condição aí, para ver se de repente ele se torna uma alternativa para ausência do Casemiro também.
Ô Pedro Ivo, pode arrematar aí o assunto, Rafinha, que picotou ali no meio do teu raciocínio.
Rapaz, o que eu dei de sorte com visual aqui, eu não dei com sinal de internet. Mas tá tudo bem, a gente vai aprendendo.
Arrematando só, que até o áudio bom ainda, pô.
Eu não sei até onde deu para escutar, deu para escutar a minha última intervenção aqui, minha última fala, mas eu vejo muito mais o Luiz dentro de característica, porque não vai ter de contra Escócia, e dentro de feeling de alternância que ele vem de um jogo para outro, Luiz com Rayan, Rayan com Luiz. De resto, acho que vem aí uma estrutura de time mantida. Acho que em algum momento ao longo, Fabinho e Danilo são jogadores que vão ganhar um pouco mais de espaço no time titular.
E aí é um pouco de informação também, é natural. Tem gente dentro da comissão técnica que acha que essa transição pode ocorrer ao longo da competição. O Casemiro foi mantido, sim, tem a confiança, é um pilar da equipe. Mas avaliação é que de fato não foi novamente um grande jogo, e se tiver que trocar também vai ser trocado. Rafinha acabou saindo por uma questão circunstancial, não achava ele mal ontem, repito, mas também se não tivesse bem, acho que também não ia mais segurar muito muito não.
Foi no segundo jogo, houve uma tentativa, mas daqui para frente eu acho que é jogo contra a Escócia decidindo o lugar no grupo, depois é mata-mata. Então se tiver que trocar, se tiver que dar espaço a Danilo, a Fabinho, a quem tiver que ser, vai acontecer. E para o primeiro desafio daqui para frente, Escócia, feeling ainda um pouco do que a gente observa. O Luiz pode pintar por ali, mas vamos começar a ver amanhã. Tem treino 11 horas da manhã daqui dos Estados Unidos, meio-dia do Brasil.
Tem treino segunda-feira, tem treino terça, uma janela um pouco mais curta dessa vez entre segunda, o segundo e terceiro jogo. A partida já era quarta-feira lá em Miami, William.
Perfeito. Pedrão, vou te liberar, falta 10 minutinhos, programa acabar, a gente vai até mudar de assunto aqui. Já te libera, vai dar mergulho. É, exatamente, tá, tá, as condições ali não estão ideais. Felizmente a gente conseguiu trocar uma ideia ainda com Pedro, agora no final finalizou e tá tudo certo. Pedrão, abraço, boa sequência de trabalho aí. As nuvens realmente se movimentaram. Obrigado, viu. Foi, foi, pronto.
E as nuvens realmente se movimentaram.
Se movimentaram, exatamente. Eu tava com dúvidas, né? Você achou meio poético assim? As nuvens realmente se movimentaram. Pode fazer analogias.
Eu não sei por que que passa isso na sua cabeça quando você tá apresentando o programa, mas isso é uma outra discussão.
Ah, você não sabe tudo que passa na minha cabeça quando eu tô apresentando o programa. Ainda bem que você não sabe, Calçadinho. E a tal da pausa para hidratação? Hoje mudou o jogo, hein? Hoje a pausa para hidratação mudou o jogo naquele momento, mais uma vez a Suécia acordou para o jogo, uma mudança danada, quase que ainda consegue, fez gol, mas foi anulado e tudo.
Conceitualmente é um, foi criada pela FIFA para atender interesses comerciais, comerciais, e dentro dos Estados Unidos tentar transformar, levar o futebol a uma mais próximo daquilo que os norte-americanos fazem com todos os esportes. A hidratação, conhecendo de onde vem, das cabeças de onde parte esse cuidado, né, com os jogadores, a gente sabe que o cuidado sempre foi zero. Então ninguém tá preocupado com hidratação. É uma, é uma, é uma desculpa para parar o jogo no meio. Poder vender comercialmente.
Porque se fosse só hidratação, um minutinho tava bom, né?
Lembro que a FIFA vai faturar nesse ciclo de Copa, contando com a Copa, 13 bilhões de dólares. Então assim, você entende o volume. Por outro lado, existe a pausa. Sim, do ponto de vista técnico, eu gosto. Por quê? Porque eu vejo jogos sendo modificados. Do ponto de vista da regra do jogo, dos espírito do jogo, a pausa ela vai contra o espírito do jogo. Você não interrompe a partida, você trabalha ela nos seus 45 minutos, né, para o mínimo de interferência.
Tanto que existe a lei da vantagem. Hoje você tem as bolas que ficam ao redor do campo para cobrar rápido. Você dá, hoje você tá punindo o goleiro que demora para cobrar, para o tiro de meta vira escanteio, o lateral Então, de um lado, o jogo tem que ser muito mais rápido. Do outro, opa, preciso de uma pausa. Tudo bem. Mas do ponto de vista técnico, nós temos assim, a gente vai entrar até em números que o Data me expôs.
Pode colocar a tela aí, gente, até para ajudar.
Números do Data e tem outros números também.
Ó, a gente vai mostrar um percentual aí para quem tá em casa com relação a essa pausa aí, como é que muda. Lá, orientações, vamos lá. Gols até 5 minutos após apito inicial, intervalo e pausas para hidratação. Gols até 5 minutos após início e pausas, 23. Proporção em relação aos 105 gols da Copa, 22%. E é muita coisa, é muita coisa.
O Data tá de olho nisso, né, e vai acompanhar ao longo dessa Copa, porque é o seguinte, é algo diferente que tá aí e ele modifica partidas. Não é questão só da hidratação. Aliás, a hidratação, como eu disse, É preocupação menor. O El País, junto com uma ferramenta, jornal espanhol, analisou nos primeiros 28 jogos da Copa, foram 56 pausas, 2 por jogo, tá? Em 24 das 56 pausas após os acontecimentos, dessas pausas, o jogo mudou de tendência.
É, hoje, por exemplo, a Alemanha, o jogo veio assim, opa, pausa serviu alguma coisa.
Quando vai fazer o gol contra a Costa do Marfim, para o jogo, Costa do Marfim volta, faz o gol e tem o melhor momento dela até o final do primeiro tempo. Aí outra paralisação, obviamente a do intervalo, e a Alemanha joga muito mais que a Costa do Marfim no segundo tempo.
4 em cada 10 paradas, 43% das paradas desse desta faixa analisada por eles de 48 jogos, de 28 partidas, elas, em 43 delas houve uma inversão nesse, no ritmo, no que estava acontecendo. Tanto que o jogo do Brasil, o Brasil toma o gol antes da pausa e marca contra o Marrocos e marca após a pausa o gol de empate. Então são observações, nós vamos aprendendo muita coisa, como vamos aprender e criticar. E não sei se sairemos felizes com uma Copa de 48 seleções, que tudo, ao que tudo indica, caminhará para 64 no próximo movimento.
Porque daqui a pouco, seguinte, como a Copa do Mundo ela está distribuída pelo mundo, ela não é mais feita num país. Então isso também acontece, você vai ter tanto fuso horário que você vai poder jogar partidas em tudo.
E aquilo que você disse outra vez tem toda lógica, para FIFA interessa muito que China e Índia consigam chegar à Copa do Mundo.
Uma hora a China e Índia vão. Repito, para quem não acompanhou, China e Índia, China e Índia, só para quem não acompanhou, China e Índia juntas, China e Índia juntas tem uma população maior do que todos os 48 países estão no Mundial. Então assim, eles não veem a hora de botar a China e a Índia nessa parada aí.
Mas só assim, em relação à pausa para hidratação, o meu problema é, e acho que assim, As pessoas podem até ver consequências positivas na pausa para hidratação, como calçar de view. O grande problema para mim é a mentira da FIFA, é a forma como ela é implementada. Porque a FIFA diz que é uma pausa para hidratação. Já tá muito claro que o objetivo não é uma pausa para hidratação. Acho que se fosse uma pausa para hidratação, o melhor seria implementar a ideia do Van Dijk, quer dizer, pô, vamos colocar pausa para hidratação Quando é necessária a hidratação, né?
Se você precisa hidratar, se tá quente, e foi para isso que ela teoricamente foi criada. Mas hoje a pausa para hidratação, como bem definiu o É o País, é a pausa para publicidade. É por isso, tá muito claro que é por isso que a FIFA colocou a pausa para publicidade nos jogos. Inclusive, a emissora que transmite a Copa do Mundo nos Estados Unidos, eu tava conversando outro dia com Bruno Vicari, ela ela sai do jogo mesmo, ela sai completamente do jogo, vai para o intervalo e depois volta.
Então essa é uma pausa para publicidade. Se você queria implementar essa pausa, seja ela para hidratação ou para publicidade, você não faz isso da maneira como a coisa foi feita. Porque foi, ela foi praticamente colocada sem nenhuma discussão, sem nenhuma, sem nenhum debate com os jogadores, com técnicos. Na verdade, a FIFA decidiu Porque sabia que dessa maneira poderia ganhar mais dinheiro e colocou ali. Então, ainda que você veja algumas consequências positivas, ainda que você goste por um aspecto ou por outro, não é numa Copa do Mundo.
A própria FIFA, que faz tanto teste para tanta coisa, para tanta mudança de regra em campeonatos menores, em Sub-20, em Sub-17, em Sub-isso, em Sub-aquilo, um negócio desse tamanho é impingido numa Copa do Mundo, né, da maneira que foi sem que jogadores, inclusive, e eu repito, Van Dijk, porque é um cara grande que teve a coragem de falar a esse respeito da maneira que falou, sem que jogadores sejam de fato consultados e digam queremos ou não queremos.
E acho até, já para dar uma ideia para FIFA, embora a gente saiba que a questão não é hidratação, eu acho até que se você quer a pausa para hidratação ou não, isso pode ser definido com os próprios capitães.
Antes do jogo, de acordo com, ou até mesmo durante o jogo, um gatilho de temperatura, gente.
Como já existe no tênis, por exemplo, né?
O tênis existe em alguns campeonatos, existe um gatilho de temperatura, chegou ali, é na Libertadores, é o momento, o que me incomoda na paralisação é que como o futebol ele tende a ficar cada vez mais aos pés dos times muito ricos, que geralmente vão ter os melhores elencos vão ter os melhores elencos e quase sempre os melhores treinadores, a possibilidade dos times menos fortes conseguirem resultados diminui muito. Então você é aquele— porque futebol é um jogo muito mental.
Você tá jogando um mata-mata, por exemplo, Libertadores da América semifinal, aí tem o time favorito, o outro tá se defendendo bem, e o cara chuta, não chega. Você vai vendo que o time quase fica nervoso, parou o jogo, é outro jogo. Você tá favorecendo demais já quem tem muito dinheiro. Eu não tô falando isso, por exemplo, entre os grandes, por exemplo, do Brasil. Vou pegar aqui o São Paulo. São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos.
Entre esses eu não diria isso. Mas aí você vai pegar, por quê? Porque o Palmeiras fez o trabalho pra ganhar dinheiro, o São Paulo fez pra perder, o Corinthians fez pra perder e assim por diante, né? Então não é pra isso o raciocínio. É quando for pegar, por exemplo, o Remo. O Remo nunca vai poder competir com esses times e assim por diante. Então eu acho que pro espírito do jogo, o Calçadinho citou isso inclusive, é ruim. Agora, para quem quer ver um jogo mais estratégico, mais elaborado, aquela coisa mais fria, perfeito.
É uma questão de preferência.
O que eu não gosto é você— vamos imaginar que a gente vai chegar numa semifinal, duas semifinais de Copa do Mundo, só são, só tem duas, são 4 times. Numa tem parada, na outra não. Nessa daqui, o cara conseguiu capotar o resultado do jogo e ganhar a partida a partir da pausa.
Essa é a parte boa. Você tem um jogo que chove, um jogo que não chove.
Mas o jogo chove, você não controla. Então a pausa você controla, você fala ou tem ou não tem.
Você não controla a temperatura. Acho que é como o Léo falou, no fim, a pausa não, acho que ela deveria ser concedida.
Ou você oferece para todos a mesma coisa ou não oferece.
Porque se a justificativa é a proteção à saúde do jogador, ela tem que estar em risco.
É isso.
Não, saúde não se discute, a saúde se privilegia.
A saúde não, senão a gente aqui, o futebol brasileiro Pararia todos os jogos.
Já parou de hoje, amanhã tem mais às 9 da noite. Agora é amanhã mesmo, né? Porque hoje não é meia-noite, mas amanhã cedo. O que que tem?
Ah, tem jogador machucado, diminuiu demais os caras machucados, porque eles iam ter que ficar um minuto fora, eles não ficam.
Por isso mesmo, a pausa para hidratação vai contra.
E que o juiz ficou de olho para não ter orientação do técnico, para não ter enrolação também. Saudade e paz a todos e a todas.
Essas mudanças vão fazer parte do dia a dia.
Ótimo, Guruja.
A causa não, mas as outras vão fazer parte.
As outras vão.
Tchau, hein?
O dia tem compromisso.