Falta identidade para a Seleção Brasileira? O que esperar de duelo contra o Haiti - Linha de Passe
Nesta quinta-feira (18), nossos comentaristas repercutiram o dia de Copa do Mundo e projetaram o confronto da Seleção Brasileira contra o Haiti, no segundo desafio do time de Carlo Ancelotti no mundial.
Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Carlo Ancelotti
André Kifuri
Leonardo Bertozzi
Mário Marra
Paulo Calçade
Vítor Birner
- Análise Brasil x HaitiEderson na lateral direita · Manutenção de Casemiro · Papel de Danilo Santos · Uso de Matheus Cunha · Potencial de Endrick e Rayan
- Técnico Carlo AncelottiNão querer identidade única · Versatilidade tática · Dificuldade de comunicação em português · Comparação com Espanha e Argentina
- Expectativa sobre Endrick e jovens jogadoresEndrick e a narrativa de 'mascarado' · Comparação com Mbappé · Lamine Yamal e outros jovens talentos · Importância de minutos para jovens
- Previsao Climatica BrasilSusto e pânico inicial contra Marrocos · Melhora no ambiente de treinamento · Declarações de Danilo sobre maturidade · Expectativa de melhora contra Haiti
- Análise Suíça x Bósnia e Canadá x CatarSuíça e Canadá próximos da classificação · Expulsão na Bósnia · Hat-trick de Jonathan David · Lesão de Koné
- Abertura da Copa do MundoCompetitividade global do futebol · Desempenho de seleções africanas · Espanha tropeça contra Cabo Verde · República Democrática do Congo impressiona · Portugal e a posse de bola sem gols
- Coreia do Sul na CopaDesempenho abaixo do esperado · México classificado · Torcida mexicana · Erro do goleiro sul-coreano
- Análise Tcheca x África do SulEmpate e pouca pontuação no grupo · Mudanças táticas da Tcheca · Gol de Mokoena
- Primeira rodada da CopaVozinha (Cabo Verde) · Messi (Argentina) · Kane (Inglaterra) · Kai Havertz (Alemanha) · Tyler Adams (EUA)
- Vasco e Renato GaúchoTerceiro técnico em pouco tempo · Vasco na zona de rebaixamento · Gestão de futebol de Pedrinho
A hora é agora, foi de resposta, linha de passe no ar, estamos prontos na ESPN, no Disney Plus, no TikTok, no YouTube. Lembrando que essa edição vai da meia-noite a 1 na ESPN e da 1 às 2 seguirá, da 1 às 2 no YouTube, nas redes sociais como um todo. Eu muito bem acompanhado de Breyle Pires, Vitor Birner, Leonardo Bertozzi e Paulo Calçade. É o seguinte, vapt vupt, a gente vai para o intervalo e na volta vamos falar do jogo de hoje, sim, mas sexta-feira tem Brasil em campo e esse é o nosso destaque.
O André Kifuri da Filadélfia estará conosco também. Rápida pausa e já voltamos. Aqui no YouTube, eu dei o play no YouTube para acompanhar o chat e veio já a propaganda. Deixa eu ver se era É, não, não é, não é legal não, não é legal não. Breiler Pires, muito boa noite, fã de esportes. A gente vai falar de seleção já já. Acabou agora o jogo México e Coreia do Sul. Admito, Breiler Pires, que eu esperava mais depois do que os dois apresentaram na primeira rodada. Boa noite, tudo bem?
Sim, eu também, Felipe. Boa noite para você, para os companheiros, para o fã de esportes que tá ligado com a gente. Especialmente da Coreia do Sul, que tinha feito um bom segundo tempo contra a Tcheca, conseguiu sair com uma vitória. Hoje faltou novamente o Son, né, como protagonista, como se esperava na Coreia do Sul, mas faltou mais jogo coletivo também. E aí a falha do Kim, né, o goleiro, acaba sendo determinante. O Romo, bem posicionado, marca o gol da vitória do México.
Mas um jogo decepcionante, sim. Mas por outro lado, o México confirmando, de certa forma, a expectativa local pela classificação, uma classificação antecipada. E de certa forma também os dois anfitriões, a gente vai falar mais de Canadá aqui, já garantidos jogando pelo empate na última rodada para terminarem na primeira colocação do grupo. O fator casa de certa forma jogando, né, contribuindo para México e também para o Canadá.
Boa noite, Vitor. Bem, não esperava mais também, ou eu é que tava deslumbrado?
Tudo bem, tudo bem. Boa noite a você, Breiner, Calçadinho, Léo. Ao André, aos fãs de esporte. Eu acho que você tava deslumbrado, esperava um pouco mais da Coreia do Sul. O México para mim repetiu um futebol de nível muito, muito baixo quando a gente pensa em uma seleção que pretende, sei lá, chegar às quartas de final de Copa do Mundo. Acho que essa seleção mexicana é pobre na criação, não é forte defensivamente. Eu acho que ela tá sendo sustentada pela sua torcida, que é maravilhosa.
Que é espetacular. Então o resultado para mim sim foi um pouco surpreendente, porque eu esperava, como o Breder, um pouco mais de bola da Coreia do Sul. Até apostaria no empate se eu tivesse feito o bolão antes. E a Coreia do Sul, por conta de um erro do seu goleiro, mereceu a derrota. O jogo foi um jogo de empate de 0 a 0.
Bertozzi, tudo jóia? O que que você tem para falar desse México e Coreia do Sul?
Tudo bem? Boa noite, boa noite, boa noite, companheiros. Boa noite, fã de esportes. Tenho para falar que o México é o primeiro classificado, é classificado em primeiro, e Já que a torcida tá ajudando, ele vai ter a torcida a favor também na segunda fase, 16 avos de final, porque o jogo da segunda fase é no Azteca, né? Então o torcedor tem comparecido, foi lindo. O selito lindo foi a parte mais bonita do jogo, né?
E o torcedor mexicano, eu gosto, ele vai àquela parada para hidratação, ele não é pouco, e dá vida a um jogo que não tem muita vida em campo.
Foi a melhor parte do jogo, de fato, o jogo Numa Copa de jogos muito bons, esse jogo não teve muito a entregar não, né? Acabou sendo um pouco decepcionante. Mas o México vai jogar em casa e talvez isso equilibre um pouco as coisas, porque o México pega um terceiro. Mas a gente tem que esperar qual o terceiro. Pode ser o terceiro do grupo do Brasil, que é um adversário chato. Pode ser o terceiro do grupo da França, que é um adversário chato.
Enfim, qualquer que seja o adversário, não deve ser vida fácil para o México. Então vai precisar muito sim desse fator campo. Mas da Coreia eu esperava mais. Acho que a Coreia hoje com bola entregou muito menos do que na estreia contra a República Tcheca.
E aí, Calçade, o México classificado, é o que diz Breyler e Birner sobre os mandantes, Canadá também.
A força da torcida mexicana, Canadá melhor, o México foi boa noite, boa noite, Calçade. O México, eu vejo que dependendo do terceiro que vier, o México pode ficar na próxima fase pelo que tem, pelo que ele apresenta, sim. Pela torcida ele deveria ir longe, pelo futebol ele não poderia passar na próxima fase, porque ele vai estar tomando o lugar de alguém melhor que ele. Não vejo uma equipe assim, uma equipe teve menos posse jogando contra a Coreia no primeiro tempo, no segundo tempo também, embora a Coreia do Sul tenha finalizado no alvo, no gol, só no final do segundo tempo.
Primeira, aliás, foram duas finalizações no mesmo lance. E foi tudo da Coreia. Então também não dá para querer ganhar um jogo assim. E o goleiro, o goleiro fez uma baita lambança e saiu reclamando do time. Ele pegou, soltou a bola e o gol tornou um erro, ao que tudo caminhava até para o empate, um 0 a 0. E aí o goleiro entregou e a Coreia do Sul dançou nesse lance. Mas eu não gosto da equipe mexicana. Acho que o México já teve equipes Sim, muito melhores, bem melhores, muito melhores. Inclusive na Copa aqui de 2014 no Brasil era muito melhor que essa.
Vendeu caro para Holanda, reclama da arbitragem até hoje.
E é uma pena porque jogando em casa com essa galera, se tivesse um time razoável, um pouquinho acima de razoável, ah, ele ia junto. Mas dependendo do terceiro que vier, eu acho que o México fica.
Lembrando que nessa chave, além de México e de Coreia do Sul, temos Tcheca e África do Sul. Já já o Mário Marra vai trazer como foi esse jogo de de empate. Mas antes, para já mostrar o que vai ser a marca do Linha de Passe hoje, um foco total na seleção brasileira, nós vamos à cidade que recebe o Brasil nesta sexta-feira, Filadélfia, com André Kifuri chegando conosco aqui no Linha de Passe. A gente tá debatendo o jogo, André, eu sei que você tá focado aí no Brasil, e a gente tá falando das coisas dos mandantes, né?
Você sente aí o clima mais dos Estados Unidos, Estados Unidos que também jogarão nesta sexta-feira. O seu salve! E se puder, um destaque inicial, dá uma, uma aperitivo do que deve ser o nosso debate do Brasil. André Kifuri, o que você nos traz nesse seu alô? Um abraço, boa noite para você, André.
Oi, Felipe, tudo bem por aí? Um abraço para você, para os companheiros no estúdio, uma ótima noite aos nossos amigos e amigas fãs de esportes que acompanham Linha de Passe. Seleção Brasileira teve um dia de trabalho em Morristown pela manhã e depois viagem de ônibus após o almoço aqui para Filadélfia. Amanhã tem o jogo contra o Haiti, importantíssimo para as pretensões de classificação da Seleção Brasileira. Uma partida também cercada de muita curiosidade a respeito da formação inicial que vai ser escolhida pelo técnico Carlo Ancelotti, que falou no fim da tarde aqui no estádio do jogo.
Ao lado do zagueiro Gabriel Magalhães. Supõe-se então que o Gabriel Magalhães vai jogar depois de ficar 2 dias afastado dos treinamentos— afastado não, né, poupado dos treinamentos por fadiga muscular. Ele trabalhou hoje pela manhã lá no centro de treinamentos do New York Red Bulls e viajou com a delegação e vai para o jogo. A seleção brasileira, pela entrevista coletiva, pelas declarações do técnico Carlo Ancelotti, no final da tarde aqui na Filadélfia.
Não deve ter muitas modificações. Quem imaginava que haveria uma revolução no time, uma reconstrução a partir desse segundo jogo da fase de grupos, acredito que vai se frustrar. Duas mudanças, três como máximo na escalação inicial para enfrentar o Haiti. Mas de noticiário do dia ficam algumas outras declarações do Carlo Ancelotti que a gente vai poder discutir conforme evidentemente a pauta do programa de hoje, aquilo que vocês aí no Brasil entendem que é mais interessante.
Mas do meu ponto de vista pessoal, acompanhando a entrevista, o que mais me chamou a atenção foi uma frase taxativa do técnico da seleção brasileira dizendo o seguinte: não quero ter uma identidade de jogo, prefiro que o meu time saiba fazer muitas coisas. Foi o que o técnico da seleção, Carlo Ancelotti, declarou durante a entrevista de hoje. Eu fico por aqui participando do programa. Hoje consigo ver vocês, então a saudade diminui.
Temos aqui um belo retorno de vídeo para acompanhar o programa. E desde já, já mando um abraço e permaneço à disposição do Linha de Passe com muito prazer.
Show! Anotei essa declaração do Ancelotti para a gente na sequência debater bastante. Vamos fazer assim, Fãs de esporte, a gente já já vai para o intervalo. Antes eu vou acionar o Mário Marra, que acompanhou in loco Tcheca e África do Sul, para ele arrematar esse primeiro bloco do Grupo A, para a gente depois falar sobre a seleção brasileira. Vamos ver o trabalho do Mário Marra.
Companheiros do Linha de Passe, a segunda rodada do Grupo A aberta com o empate entre República Tcheca e África do Sul. Um jogo com a República Tcheca mudando bastante Foi muito cobrado o treinador na primeira para segunda rodada, a exigência por um time mais rápido. E aí jogadores, alguns até muito conhecidos, como o Souttar, né, jogador que é colega do Endrick no Lyon, e o Souček, jogador que caiu com o West Ham, mas é um jogador histórico de Premier League, os dois foram para o banco.
O time de fato ficou mais rápido. Início da partida, com 6 minutos, saiu o primeiro gol. Mas um pouquinho antes, o Patrick Schick, outro muito conhecido, perde um gol inacreditável. Mas o time da República Tcheca mostrava muita velocidade. E de novo o fator parada técnica, pausa para hidratação, pode ter entrado e mudado um contexto. Porque logo depois do gol, a República Tcheca continua acelerando o jogo, continua tentando criar jogadas.
Só que veio a parada técnica, o jogo mudou. A África do Sul passou a atacar mais, a República Tcheca a se defender. Virou um jogo de ataque da África do Sul e contra-ataque da República Tcheca. Termina o primeiro tempo com a vitória parcial em 1 a 0, que até possibilitaria uma classificação no grupo com do terceiro melhor colocado. Dependendo obviamente do que a República Tcheca conseguisse aprontar na última rodada contra o México.
Só que no segundo tempo, o volume de jogo da África do Sul foi muito melhor, o jogo melhorou. África do Sul conseguiu fazer o gol de empate com o Mokoena, filho do capitão Mokoena, Aaron Mokoena, que foi capitão na Copa de 2010. Ele faz o gol de empate e a sensação que passou é que a África do Sul tava melhor e poderia ter alcançado um resultado melhor. O empate para os dois. E aí acho que esse é um ponto para a gente bater o papo.
Sem pontuar, sem somar 4 pontos, dificilmente alguém vai passar. E nesse grupo, com 1 ponto para África do Sul e ser um futebol tão bonito assim, e 1 ponto para República Tcheca, olha, tendência que esse grupo só tem os 2 primeiros classificados mesmo.
Valeu, valeu, Mário Mar. É isso, fãs de esporte. Antes da gente ir para o intervalo, um convite. Você já sabe, ficar ligado no Disney Plus para acompanhar todos os jogos da Copa através da Gazeta TV. Todos os jogos da Copa pela Gazeta TV dentro do Disney Plus. Não dá para perder. Agora sim, vamos para o intervalo e na volta seleção brasileira. O que esperar do jogo desta sexta-feira? Vamos lá, estamos de volta. Bertozzi, a gente falou do Grupo A. Grupo B, a Suíça vence a Bósnia e Canadá goleia com 6 a 0 a seleção de Catar.
Se a gente for preciosista, a gente pode falar que não estão matematicamente classificadas, mas pela vantagem, pelo saldo, pelo fato de se enfrentarem na última rodada, duas seleções que estarão no mata-mata Suíça e Canadá. Agora, não foi fácil a vida da Suíça não, porque a Bálsamo entrou para fazer aquela defesa que já tinha tentado fazer contra, contra o Canadá na primeira rodada, né, bem organizadinha ali com seu 4-4-2. Hoje com o Dzeko, né, no ataque, ele que não tinha jogado o primeiro jogo porque tava ainda sem condições físicas.
Mas uma vez que saiu o gol e veio a expulsão, aí o jogo desandou completamente e Esse garoto que entrou, né, o Moçambique mudou o jogo. O pessoal tava falando, é, o Hendrik deles entrou, né. Então, sem comparações, mas é um garoto que ganhou uma oportunidade, mudou o jogo e foi absolutamente determinante. Então, a Suíça, que fez muito feio na estreia, porque não tem desculpa não ganhar do Catar, né, esse Catar que a gente viu hoje, mas vai ter que ganhar do Canadá para ser primeiro. Isso vai ser interessante na última rodada.
Mas que pedrada!
Tem alguns jogos que na última rodada já ficam, você começa a puxar e já fica 32 anos de final, né? Não, é exatamente isso, ou por uma disputa de primeiro lugar ou pela classificação. Então já são jogos que, claro, primeira rodada tá todo mundo no jogo, na segunda já produz classificados, já produz equipes quase que eliminadas, quem já vai ter que fazer milagre. Isso é bem interessante.
Esse grupo aqui foi, obviamente, foi melhor do que o grupo do México, porque o segundo do B vai pegar o segundo do A, que deve ser a Coreia do Sul, né?
A não ser que a Coreia do Sul perca.
O Bertozzi, você, a gente tava comentando aqui essa história do Canadá melhor que o México, pensando em mandantes.
Esse time do Canadá arrumadinho, arrumadinho. E assim, é impressionante o que esses caras pressionam. Só que assim, normalmente eles pressionavam e não tinham esse peso ofensivo que eles mostraram hoje, né? A estreia já teve muito isso, um time que criava mas não conseguia botar a bola para dentro. Tanto que contra a Bósnia veio o Kylian Mbappé do banco para fazer o gol, e hoje ele foi titular, fez o primeiro gol. E aí, bom, o Jonathan David desencantou, né?
Aliás, desencantou e como, porque ele fez um hat-trick. Jogador que não teve uma temporada boa na Juventus, né? Foi muito abaixo, aliás, do que se esperava dele, mas maior artilheiro da história da seleção, né? Se encontrou. E a partir do momento que o Catar teve jogador expulso, é aquela história, é melhor fazer o pênalti e não ser expulso naquela situação do que ser expulso e ficar com a menos o tempo que o Catar ficou, né?
Porque aí foram com 10 jogadores.
E assim, não foi perfeito porque teve a fratura do Koné, porque é o melhor meio-campista do time. Acho que vai fazer uma falta tremenda na sequência da competição para o Canadá, cara.
A gente tá vendo aí os gols. Canadá goleou a seleção do Catar por 6 a 0. Aí a gente tá no quarto. A lesão é muito feia, né? É daquelas que se aparecer para você na timeline, cenas fortes, melhor não ver, cara.
A transmissão Futebol foi muito sensível em não colocar replays, né? Acho que é uma orientação que eu acho muito, muito sensata. Aí o último gol já nos acréscimos. Primeira vez que uma seleção que não é da Europa ou da América do Sul faz 5 gols ou mais no jogo de Copa do Mundo, né? Então é também um grande feito aí para o Canadá, que até hoje não tinha vencido um jogo de Copa, né?
É isso, 6 a 0 Canadá contra Catar. Grupos A e B fechamos a conta nesta sexta-feira. Grupo C, o do Brasil, e grupo dos Estados Unidos. Vamos falar do Brasil, Vini. A gente vai já trazer o Ancelotti, né, do que disse o André Furia, essa coisa da identidade e tudo mais. Fale, Ancelotti.
O Brasil tem várias identidades. Eu não quero uma identidade clara na equipe porque minha equipe tem que fazer muitas coisas. Quero que a minha equipe possa fazer muitas coisas, defender com bloco baixo, Atacar, aproveitar da qualidade dos jogadores, ser agressivo na frente, baixar o bloco e ser defensivo na tua área. Não há identidade clara, você não tem que esperar uma identidade clara na equipe porque não quero uma identidade clara. Quero uma equipe que saiba fazer muitas facetas do futebol.
Vamos começar com o André Kifuri, que acompanha a seleção brasileira. André, vamos lá. Essa é uma declaração importante, mas que gera, né, pra gente a questão de uma linha muito tênue entre não ter identidade, ser um time de repertório, de várias coisas, um adversário que não sabe exatamente como te anular, e não ter uma identidade propriamente dita no sentido ruim, que é você não saber o que vem, no sentido de não ter a capacidade de ter alguma identidade.
Como é que você traz a sua visão sobre o que ele disse, além do clima envolvendo a seleção nos últimos dias para esse jogo contra o Haiti?
Felipe, vamos lá, é uma linha meio tênue. A gente não pode de maneira nenhuma correr o risco de desrespeitar alguém com a carreira que o Carlo Ancelotti tem, o tamanho do homem de futebol que ele é. Ao fazer uma interpretação que pode ser equivocada de uma frase que ele disse, tentando mais uma vez se comunicar em português da forma mais clara, o que é absolutamente louvável. E ele tem feito isso praticamente desde que assumiu a posição de técnico da seleção brasileira.
Mas muitas vezes, nessa mistura com o espanhol, às vezes ele coloca também algumas palavras em italiano, E você percebe em determinados momentos que ele tem um pouco mais de dificuldade para dizer em português aquilo que ele está pensando. E eu tenho absolutamente zero críticas a fazer a ele nesse aspecto. Eu aplaudo o esforço de se comunicar na língua do país cuja seleção ele comanda. Eu acho isso excelente da parte dele, mas é arriscado.
Então, se Aí eu vou tentar aqui transmitir aquilo que eu pensei. Se ele está dizendo que não quer que o time dele só seja capaz de jogar futebol de um jeito, eu tô de pleno acordo. Se ele está dizendo, porque usou a palavra identidade, que não quer que a seleção brasileira sob o comando dele tenha uma identidade clara, aí seria uma interpretação literal do que ele falou. Eu já não entendo bem, no sentido de não sei se esse é um bom caminho.
Porque na entrevista coletiva de ontem, o Danilo falou sobre maturidade futebolística, mencionou a Argentina, mencionou a França, dizendo: olha, o nosso trabalho, ele não tem a sustentação necessária por falta de tempo e também por falta de solução de problemas. Para ser considerado um trabalho maduro. E a seleção brasileira não tem essa estrutura coesa. Essa foi outra expressão que ele usou. Mas quando ele fala sobre favoritas, França e Argentina foram as duas seleções que ele, que ele mencionou.
É claro que essas seleções têm uma identidade clara, uma identidade definida. Isso não significa que elas só saibam jogar de um jeito. A Espanha também tem uma identidade claríssima de jogo. Também não quer dizer que ela só saiba jogar de uma determinada maneira. Então essa é uma declaração que eu gostaria de ter ouvido o Ancelotti explicar melhor. De novo, se ele está dizendo que quer que a seleção brasileira jogue de maneiras diferentes, às vezes dentro de uma mesma partida ou de uma partida para outra, conforme as características do adversário, Está tudo certo.
Eu acho que tem que ser isso mesmo. Acho difícil alguém discordar, mas a ponderação do tempo de trabalho precisa ser feita. Não é mais demorado, não é mais trabalhoso conseguir incutir numa equipe de futebol todas essas facetas? Facetas foi uma palavra que ele usou também. Todas essas facetas do jogo. E esse tempo está disponível ou a seleção brasileira está num modo de emergência durante a fase de grupos da Copa do Mundo para tentar competir, chegar ao mata-mata e tentar competir melhor, né?
Agora, se ele quis dizer que não quer uma identidade, que não quer que a seleção brasileira seja reconhecida por um determinado jeito de jogar futebol, aí eu sim, eu tenho as minhas ressalvas, evidentemente, na minha maneira de enxergar as coisas.
Eu acho que foi muito caso de um italiano que fala um português elogiável para o tempo que ele tá aqui, com seus limites com idioma. Porque eu pergunto, qual era a identidade do Real Madrid do Ancelotti? Sabia pressionar alto, recuava quando queria ser pressionado para usar o contra-ataque, sabia reter a bola para segurar o jogo. Ele não tinha um modelo de jogo Como posso falar? Com um carimbo tão forte como tem, por exemplo, a Espanha.
Ou seja, um time com mais de uma faceta, como ele disse.
Eu acho que ele quis dizer isso assim pra mim, muito claro. Não é que ele não quer um time...
Eu também.
A gente não pode confundir identidade com personalidade.
Não.
Não, eu acho que ele fez...
Sabe aquele joguinho de Instagram, Léo, que bota uma silhueta de um jogador e fala, quem é esse cara? Que você fala, ah, esse cara é o Beckham, porque ele batia falta assim, ou Roberto Carlos, porque corria daquele jeito. Eu acho que é isso. É um time que você não fecha o olho e sabe qual é.
Talvez ele leve a questão da identidade pro aspecto de previsibilidade. No sentido de identidade, quer dizer, ah, eu sei que o Brasil vai jogar assim.
Um modelo previsível de jogo.
Porque é a única coisa que eles sabem fazer. Então talvez ele não queira que seja dessa maneira o Brasil interpretado, que seja um time capaz de se adaptar a diferentes situações de jogo.
O do Tite tinha uma identidade definida, por exemplo.
Tinha, tinha.
Pra fazer uma comparação.
E essa identidade, pelo menos quando a gente fala de 2018, né.
Foi mapeada muito bem pela Bélgica.
Foi, e mais do que isso, ela foi colocada em crise naquele amistoso com a Inglaterra, por exemplo.
Sim, 95, time reserva inglês.
Exato. Então, sim, às vezes acontece também. Mas, de fato, o que eu concordo muito com o André é assim, a gente mal está com tempo de criar uma identidade, quanto mais várias. Esse é o ponto central para mim. Você está, você está, você está, mal saiu do rascunho ainda. Então, assim, desenvolver um time multifacetado envolve muito tempo de trabalho, muito treinamento, muitos jogos.
Mas começa por não tomar gols pela defesa.
Mas disso eu tô de acordo.
É uma defesa alta, uma defesa baixa.
Mas assim, se ele me falar o que ele falou antes, que é a gente vai ser campeão não levando gols e fazendo um a mais que o adversário, eu assino agora. Também, eu também. É ponto, né?
Eu vejo que, cara, seguinte, você tem várias fases no jogo e um grande time de futebol, seja ele uma equipe futebol, um campeonato de um país ou uma seleção domina essas fases. Então eu preciso jogar com o bloco baixo, sei fazer. Eu preciso agora, com o adversário tá lá no fundo me vencendo por 1 a 0, ele vai só me marcar, eu preciso saber entrar e furar essa retranca, esse ferrolho, esse muro e tal. Isso é uma— isso você precisa ter identidades desenvolvidas, né?
É difícil um time que tem só uma identidade. É claro que você tem características mais marcantes. Vamos para a Espanha, posse de bola é uma identidade. Vamos para a França, atacar, contra-ataque, ataque rápido, contra-ataque, essa é uma identidade. Argentina que entrou, Argentina pode exibir talvez as duas. Quando tem Juliano Simeone, precisa jogar nas costas do adversário, ele velocidade. Quando pega um time fechado, vai com um time que foi ele contra a Argélia, que fica tocando até encontrar o Messi.
Então são, você domina momentos e situações do jogo. Isso é um time legal. Claro que os seus jogadores, o momento da geração do país e os jogadores que você convoca vão te levar para um lado ou para o outro. O ideal seria Você conseguia administrar tudo. A impressão que eu tenho é que ele quis, eu não quero ter identidade, que eu quero saber o momento certo e jogar de acordo com ele. Sabe o que é legal? Depois, se a gente puder ouvir o Ancelotti outra vez, ontem o que que falou o Danilo na coletiva?
Que tem, o time não é maduro. E ele falou do bloco baixo, tem que saber jogar no bloco baixo, aqui atrás. O Danilo, tá? E o Ancelotti falou isso hoje. Então, e o que a gente conversou ontem, aquele papo do Danilo não era uma conversa da cabeça do Danilo. Os caras estão processando, ele tava vendo isso, estava na cabeça do Danilo por ele ser um cara que analisa, entende, mas ali no mínimo eles conversaram entre eles, jogadores e Danilo e treinador, e treinador e jogadores.
De que não identidade, mas seria, precisamos assumir em determinados momentos com o grupo que temos. O Brasil está mais para o time que reage, se você quiser chamar isso de identidade, pode chamar, do que para o time que controla. E ele quis dizer ali que você tem que dominar tudo. Gente, nós não temos nenhuma, não vamos conseguir dominar. A gente chegou atrasado para a Copa. Com passos atrás, voltamos casinhas, circunstâncias, casinhas, voltamos.
E o time está treinando na primeira fase. Isso, e aí que depende a escalação do Haiti. É uma escalação para desenvolver um modelo para Copa toda, para o jogo do Haiti só. Então isso vai determinar as trocas. Eu acredito que nós não vamos ter muitas. Daqui a pouco a gente fala sobre isso. Mais tarde vem os nossos times aqui, times que a gente escalaria. Cada um do YouTube, né?
O time que o Ancelotti vai escalar, para mim não é o time que a gente acha que vai escalar, o time que a gente escalaria.
O dele é outro, dele é Matheus Cunha lá na frente, acredito, com o Rafinha, Vinícius, Paquetá, Bruno. E acredito que ele vai manter o Casemiro e vai colocar o Danilo lateral. Vai ser o time.
Quais foram as duas atuações convencentes do Sul-Americano, Argentina e Colômbia, né? O Scaloni tá desde 2018, né? E o Lorenzo desde 2022. A Colômbia não se classificou para Copa de 22, antes ainda da Copa de 22 contratou o Néstor Lorenzo. Coincidência ou não, são as duas seleções que fizeram a final da última Copa América e são as duas seleções que você olha hoje e você viu ontem. A Colômbia teve suas dificuldades contra o Uzbequistão, teve time fechadinho e tal, Mas você percebe, quando os jogadores, o que o André já descreveu ao falar da Argentina de relações socioafetivas, né, de que é basicamente o que a gente chama no popular de entrosamento.
Você sabe o que o seu companheiro espera de você, não só no anímico, no tático, no técnico. É assim, o Luiz Dias, ele sabe exatamente o movimento que o Daniel Munhoz vai fazer para receber aquela bola por trás da defesa. Da mesma maneira que o Arias sabe a hora que ele tem que aproximar do Luiz Dias. O Ramos, eu não preciso falar o quanto que ele sabe, embora ontem ele não tenha feito um jogo muito bom. Mas assim, esses automatismos que parecem um futebol de clube, que algumas seleções têm, o Brasil não tem tempo para desenvolver.
Identidade não é uma boa palavra, porque eu pergunto: quais os últimos campeões mundiais sem identidade? Uma aí, você olha e fala. É assim que joga. Não vai, mas também não dá tempo de desenvolver em 2 jogos.
Mas a Argentina criou, a Argentina criou uma identidade durante a última Copa.
Dá para mim, criou a partir da Copa América ganhando o Brasil aqui em 2020. É, então, mas ali inclusive Diego Lugano chegou aqui, encontrou a gente aqui. Vocês não sabem a bobagem que vocês fizeram. Mas logo depois falou assim, vocês não sabem Ele falou outra coisa, ele falou outra coisa. Você não sabe o que o Brasil fez. Você é muito bom. Aí, pá, na hora levantaram o monstro.
Mas acho que essa fala do Ancelotti também é um pouco de choque de realidade, porque é a primeira vez que a seleção vai para uma Copa treinada por um europeu. Dificilmente um treinador brasileiro diria que o Brasil negociaria com a identidade. A fala ali seria Não, a gente vai jogar como Brasil, de forma ofensiva.
Lembra que ele foi perguntado antes do jogo com o Marrocos, perguntaram: e aí, vai para cima?
Ele falou: não, vamos ver o jogo, vamos ver como é que vai dar o jogo.
Mas você já sabe que jogador seria o capitão dessa identidade com o brasileiro, né? Pois é, a gente estaria falando nele, falamos desde que ele nasceu, continuaremos falando.
Não viajou com a seleção toda.
A identidade com o Neymar, a identidade esperando, e ele fora. Então esse foi o caminho que a gente adotou.
E 2002, Felipão adota o esquema com 3 zagueiros, mas para justificar aquilo ele diz, olha, eu vou jogar com 3 zagueiros justamente para ser ofensivo, para aproveitar.
E ainda colocou o Cleberson na frente. Foi com o Cleberson que ajustou, ficou redondinha. Então não tava, 3 jogos da Copa, não tava, não tava.
Mas o meu ponto é esse, o torcedor entende essa mensagem como algo positivo de, olha aqui, esse é o time que a gente tem hoje, esse é o time que o ciclo proporcionou. Porque quando o treinador tem um ano para trabalhar, ele vai de acordo com o que acontece em cada jogo, ele vai tateando.
Você tá entendendo esse momento? Porque eu acho que o torcedor entende ganhar ou perder. É óbvio que você vai criando É bom que você tem uma identificação com o torcedor, mas eu pego muito, por exemplo, essa seleção inglesa extremamente pressionada, né, na convocação, alguns questionamentos, principalmente por causa do Palmer e do Foden. E eu acho que ninguém questiona nesse momento, tô esperando para ver, porque o campo vai ditar as coisas.
Então eu não vejo como Ancelotti poderia armar uma seleção com cara de Brasil histórico nesse momento.
Mas eu acho que a torcida se tocou disso também.
Eu sempre gosto de lembrar da entrevista coletiva dele na convocação no Rio de Janeiro, quando ele fala: eu quero uma equipe resiliente. Ele foi enfático: eu quero uma equipe resiliente. Resiliente pode ser entendido como adaptável, uma equipe que não toma gols, uma equipe que sofre sem perder a ideia de jogo, a concentração. O problema é que essa ideia de jogo, essa concentração, que inclui entrosamento, relacionamentos, movimentação em campo, não tá pronta.
A ideia não tá pronta e ele tem que resolver isso. Ele não, ele e os jogadores têm que resolver isso nessas 3 partidas da primeira fase.
Deixa eu jogar para o André. E André, sempre espaço aberto e microfone aberto e tal. Existe, eu acho que é muito legal em cobertura de Copa, de grandes eventos, essa percepção de quem tá in loco, quem tá à distância, porque quem tá à distância tá vendo o jogo, mas também tá Essa coisa que a gente tá falando de torcida, a gente tá vivendo aqui, você tá distante, e você tá perto dessa, desse núcleo de trabalho brasileiro que não necessariamente tá sujeito, ou está sujeito a um pouco isso.
Quando você olha o jogo deste, desta sexta do Haiti, quanto o chacoalhão para o Marrocos na sua sensibilidade de ambiente foi bom nesse sentido? Disso, do Danilo falar uma coisa, vem o Ancelotti falar outra, deles estarem ali talvez em comum acordo de que alguma coisa precisava acontecer ou não, dum baque do, gente, a gente caiu no buraco e levamos um susto que tá durando ainda. Traz um pouco sua percepção do Marrocos até o Haiti nessa linha do tempo de estado anímico da seleção.
Pois não, o susto foi muito grande, né, naqueles primeiros 30 minutos. E para quem tinha alguma dúvida disso, se atingiu mesmo os jogadores em campo, se esse susto, essas sensações, esse receio— falaram várias palavras, né? Receio, ansiedade, descontrole. Na verdade foi medo, medo mesmo. Ontem a gente falou sobre isso aqui no programa, a respeito disso, e ninguém está imune a um sentimento que é tão influente e decisivo nos esportes, e o futebol não fica fora disso.
Como qualquer outro, né? Então o medo, ele faz parte do que acontece. Quando a seleção brasileira, na primeira meia hora contra o Marrocos, não tinha uma organização de equipe, né, a tal maturidade coletiva que o Danilo mencionou, para se agarrar, todo mundo ficou em pânico. E o Danilo confirmou isso tendo observado o primeiro tempo do banco de reservas sem poder agir. Lembremos, ele entrou no jogo no segundo tempo e aí participou de uma fase mais organizada da equipe, quando o Brasil conseguiu equilibrar ações, manter a bola mais tempo no campo de ataque.
A atuação da seleção brasileira como equipe no segundo tempo foi melhor. O susto certamente gerou muita conversa, muita reflexão, muitas dúvidas a respeito do que fazer. Os dois primeiros dias de trabalho, dentro daquilo que a gente pode observar, os tais 15 minutos, que para nós ali são como uma eternidade, mas infelizmente passam rápido, né, em unidade de tempo. 15 minutos não é um período muito, muito largo, muito, muito generoso.
Mas o que a gente pôde ver nos jogadores, até no semblante da comissão técnica, foi uma expressão de tensão. Primeiro dia, segundo dia de trabalho. Hoje pela manhã aconteceu algo diferente. Tem dois campos de treinamento ali no CT do New York Red Bulls onde a seleção brasileira tem trabalhado, e muitas vezes a comissão técnica coloca os jogadores para trabalhar no campo que fica mais longe da lateral de onde nós podemos observar os trabalhos ali.
Dessa vez, hoje pela manhã, A roda de bobinho, o pré-aquecimento, tudo foi ali na nossa frente, muito perto. Aí você consegue ver o rosto dos jogadores de uma forma mais clara, os cinegrafistas e fotógrafos trabalham muito melhor, e a gente principalmente pode ouvir o ambiente. E o ambiente de hoje, eu até toquei nesse assunto com o Zinho nas nossas participações logo depois do treino, era um ambiente de descontração. Era um ambiente leve, de brincadeira, normal, comum, nada em excesso, nada falso, nada exagerado, mas um ambiente muito diferente dos, dos dois primeiros treinamentos depois da partida de estreia contra o Marrocos.
Então, né, na coletiva de hoje o Ancelotti também já estava com outro rosto, sobrancelha não se ergueu tanto. Ele teve momentos em que sorriu. Então eu vejo uma normalidade que veio gradualmente depois de um susto muito grande. O que me passa é que ninguém pode garantir absolutamente nada, mas pelo menos na cabeça do treinador, que só não passou a escalação durante a entrevista de hoje porque disse que prefere conversar com os jogadores primeiro, mas então o time está pronto na cabeça dele.
Me passa uma sensação de que tá todo mundo ali convicto de qual é o caminho a seguir a partir de agora, ou pelo menos em relação ao jogo dessa sexta-feira aqui na Filadélfia. Quando a seleção chegou, veio de ônibus, né, de Morristown, a chegada no hotel foi de uma recepção de um número bem interessante de pessoas, torcedores brasileiros aqui no hotel onde que nós estamos hospedados, tem bastante gente também circulando com a camisa da seleção.
Evidentemente pessoas que vieram para cá, estão aqui por causa do jogo. Então eu vejo e sinto um ambiente mais leve, mas é claro que o resultado é soberano. No caso da seleção brasileira, a maneira como esse resultado vai ser atingido, pensando, é claro, em vitória, porque você pode ganhar não jogando tão bem. Não imagino a seleção brasileira deixando de vencer o Haiti nessa sexta-feira. Mas a maneira como o Brasil vai jogar, é claro, vai ditar muito da repercussão depois que o jogo terminar.
E a gente vai poder tratar tudo disso aqui exatamente no Linha de Passe, logo depois da partida.
Vi que você pegou ar, eu só queria também jogar para você, para no fim do que você quer falar pegar esse gancho do André, do, da maneira como vencer, a importância disso, que eu vejo que o Birner também sinalizou aqui.
Então fica à vontade. Golear o Haiti, goleou o Haiti. Se não golear o Haiti, a casa cai. Então assim, a gente vai ter que esperar.
Goleada 3 a 0 ou 4?
Porque a gente tá num jejum aí enorme que o Ancelotti não tem nada a ver com ele, já é um jejum de 24 anos. E ao que tudo indica, vai para 28.
Né?
Então é a tendência até agora. É, mas não é, isso não faz parte da vida dele. Ele pegou a seleção faz um ano, tanto que desmantelada, ele poderia ter deixado de lado qualquer papo de renovação. Vamos conversar depois da Copa, vamos conversar depois da Copa. E ficou muito claro que ele jogou numa coletiva depois fica mais caro e tal. Ele quis ficar, é porque ele entende, não é trouxa, que um ano num time de futebol que você tá todo dia com os caras tem um peso.
Um ano numa seleção, você chegou no meio de uma competição onde as coisas não iam bem, é totalmente diferente.
Mais um ciclo para Hendrik, aí Estevam.
Exato. E ele já viu o que tem pela frente e o que precisa ser desenvolvido e quais as funções Tá bom, é um treinador italiano, não tem esse peso dos 24 anos, sabe que a Copa, para quem vai disputar o título, tem 8 jogos, mas a partir do 4º jogo você pode voltar para casa a qualquer momento. E a partir dali é que ele, na cabeça dele, eu imagino que ele acredita que a equipe vai estar um pouco mais desenvolvida, não jogando de várias maneiras e tal, isso não tem.
Até porque o Brasil tem limitações estruturais para colocar dentro de campo jogadores. Por isso que a gente ficou claro, sim, claro que é só um jogo, mas há uma, assim, há um flerte com o retorno de 4 atacantes. Porque quando ele fala de jogar com bloco baixo, tem que saber, ele falou ali, só falou do bloco baixo quando ele se referiu à questão tática, ele só falou do bloco baixo. Que que é o bloco baixo? É um time, bloco é o time, todos os jogadores baixo, que joga no teu campo.
Você não joga lá, você joga no teu campo. Ele falou isso, o Danilo falou isso. Claro, contra a Itália, Escócia, é difícil você, né, exercer o teu tal bloco.
Só um parênteses, Calçade, se ele quiser testar para se convencer que dá para jogar com 4 atacantes, como ele pensou em grande parte do ciclo. E dá para entender porque ele abandonou, porque ele tinha o Militão na direita, que além de sustentação tinha o lançamento longo. Ele tinha o Estevão na direita, que jogava realmente ali mais fixo do lado, que desequilibrava. Ele tinha o Rodrygo, que era construtor e era atacante. Ou seja, ele tinha outras características mais além do cara da direita que dava o sustento, e tinha o passe longo de muita qualidade que ele usou 500 vezes no Real Madrid para ganhar jogos.
Né? Mas se ele quiser testar para ver se o posicionamento encaixa, se não vai ficar espaço entre as linhas, se o bloco fica compactado com 4 atacantes, tem que ser contra o Haiti. Dá para testar isso contra o Haiti. Contra a Escócia já é um pouquinho mais arriscado.
O maior erro do Brasil foi quando o time tava lá na frente e tomou uma bola, a bola atravessou o campo, passou por todo mundo.
Com muita facilidade.
Muita facilidade. Ali é um erro de balanço defensivo, que é quando você tem a posse de bola, está construindo seu jogo, você tem jogadores que se posicionam para evitar isso. E ali não tinha ninguém para evitar, tava todo mundo desorganizado. Agora, a seleção aqui espremida pelo Marrocos também não foi bem. O tal do bloco baixo na hora da necessidade não foi, porque o time teve vários formatos contra o Marrocos, vários formatos.
É, ele tinha um lateral esquerdo e um zagueiro do lado direito. E o time saía com o zagueiro para jogar. Peraí, mas tem um lateral do outro lado e sai com zagueiro. Aí era Paquetá mais o zagueiro, que era o Ibanez. As coisas não fluíam aqui, a bola não ia do outro lado. Então assim, é um time que tava esquisito. Aí vem a parada técnica, ele toma o gol antes, faz o gol depois. Eu amo parada técnica, né? Senão a gente estaria perdendo para o Marrocos até agora.
E você muda os jogos, eu acho sensacional. Acho maravilhoso quem tem, quem pode em um minuto mudar um jogo. Como treinador, sim, olhando para os caras, você olhando para capacidade, tem cara que fica perdido, né? Não sabe nem com quem conversar. Tem cara que não consegue entrar nem na roda, e tem cara que vai lá e muda o jogo.
Eu gosto.
Se você fizer uma pesquisa entre os grandes times com grandes elencos e bons técnicos, eles vão gostar. Os dos pequenos com elencos mais limitados, mesmo tendo bons técnicos, vão dizer que não.
Sabe que a Telemundo, televisão, a Telemundo é hispânica nos Estados Unidos. Telemundo não coloca comercial. Fez um, fez até um, ela se colocou diante disso, falou, a gente não vai usar, nós vamos ficar no jogo. Isso é meio interessante, tá sendo falado, é porque virou um negócio, virou que nem o Esporte Americano, a Copa virou o Shop Tour, só faltou o Galebe anunciando. Entrando no campo anunciar, foi no meio do Shopping Tour tem um jogo.
Hoje, por exemplo, México-Coreia do Sul, na hora que eu já tava começando a engrenar, veio a parada.
Mas só para— então você, eu vejo que vamos ver esse Brasil assim amanhã, porque eu acredito que ele vai fazer poucas alterações, porque ele precisa estruturar o time dentro daquela ideia inicial que tava equivocada, e o jogo mostrou isso. Então o jogo é preciso começar a partida contra o Haiti usando os pontos positivos do Brasil, quando o Brasil consegue se reformular e não ficar tão bagunçado que ele é a sua caída. Ele tem alguns, algumas, alguns mistérios para resolver.
Por exemplo, Rafinha lá direito, Vinícius lado esquerdo. Eu acho que ele vai de Mateus Cunha. Eu colocaria o Endrick, mas Mateus Cunha tá bom. Eu tenho um trio atacante. Usa o Paquetá no centro do campo, um trio no meio de campo. Ele tem que primeiro posicionar bem o trio de meio de campo para ter posse, passe, circulação, inversão de jogo. Tudo bem. Outra coisa, quando o Rafinha, que faz muito isso, entra, vem na direção do gol, uma coisa é você receber uma bola na diagonal para chutar, a outra é você vir construir o jogo aqui e o lado direito vai morrer porque o Danilo O Danilo vai enxergar o espaço, mas o Danilo não vai chegar no pau de escanteio ali, porque ele sabe que ali não vai voltar o Brasil.
Então, com o Danilo, você pode liberar outros jogadores. Então ele pode usar os laterais, Danilo e Douglas Santos, até para se comportar mais no centro do campo. Jogadores que ocupam os lados vão progredindo, determinado momento Fecham para o centro do campo e você libera até um pouquinho mais o Casemiro. Você fica com 4, você defende com 4 mais o goleiro, 5. Então assim, esses mecanismos é que a gente precisa ver. Agora é uma certa identidade, né?
Que é assim, dominar é dominar uma forma de jogar. Eu domino esta forma, beleza. E agora tem adversário lá atrás totalmente fechado, linha de 5, mais 4, só um atacante. Como é que você entra ali, você arrebenta os caras ali? Isso, você olhando para o Brasil hoje, você fala, é impossível. Porque o Marrocos também é o seguinte, o Marrocos, o Brasil enfrentou um dos melhores adversários da Copa até agora. É que esse, se o Brasil tivesse enfrentado o Marrocos hoje e empatado 1 a 1, a gente estaria olhando para toda a Copa do Mundo, a primeira etapa, a primeira rodada, e falando assim, nossa, Esse jogo foi bom, hein?
O Brasil sofreu, o Brasil correu risco, mas o Marrocos e Brasil foi um bom jogo. Como o Brasil estreou logo no dia seguinte, puxou a fila, o que veio depois a gente ficou olhando para o Brasil falando, ê Brasil! Então tem um pouco assim de— nós não tivemos tantos jogos desse nível, embora o Brasil tenha ido mal.
Mas é que até depois disso, né, digerido o resultado, outras seleções jogaram, o semblante do Ancelotti é de decepção com o desempenho, principalmente no primeiro tempo, porque o Marrocos era o adversário perfeito para testar e comprovar uma identidade pretendida inicialmente, que é de um Brasil mais reativo. Porque Haiti e Escócia não vão oferecer esse cenário. E até para se comprovar isso, para chegar no mata-mata, com alguma solidez pro torcedor.
Ah, tá bom, não vai ser o time ofensivo, não vai ser o time que domina com posse, mas vai ser um time letal que mata na velocidade do Vini. Rafinha consegue se associar lá na frente com o centroavante. Não aconteceu. E pelo contrário, o Brasil consegue jogar melhor quando ajusta a pressão alta.
Você cogitou que ia acontecer o quê? Que o Brasil ia fazer um jogo consistente a partida inteira contra o Marrocos. Não tô falando que ia jogar tão mal como jogou no começo, não a partida inteira, mas estranho.
Mas o que ele tá dizendo é que se tem um jogo para você jogar dessa forma que o Ancelotti falou e o Danilo também, não temos que— os dois falaram a mesma coisa.
Porque o Brasil ganhou do Egito com isso não funcionando também.
Não, mas isso é impactante. É um dos líderes do elenco e o treinador falaram a mesma coisa 2 dias diferentes na coletiva, jogar mais recuado e explorando. O Marrocos é o ideal. E a questão é como usar a primeira fase para desenvolver o time, se nos próximos 2 jogos você não vai ter isso, entendeu? É isso.
E desmancha até convicção, porque aí precisa mexer no time, né? Tem que sacar Igor Thiago, tem de repensar o Paquetá. Então, para o Ancelotti em termos de planejamento, o desempenho no primeiro tempo contra Marrocos foi devastador, porque faz com que ele tenha de remanejar as cartas.
Tem insegurança, né?
E ao mesmo tempo, ele não quer ficar refém de uma ideia, porque a partir desse momento ele passa a navegar no escuro. É o que acontecer contra o Haiti que pode determinar o que vai acontecer contra a Escócia, porque da ideia pretendida, Marrocos acabou se saindo muito bem, porque o Brasil, no começo do primeiro tempo, Até, ah, tá bom, já que Marrocos quer jogar, deixa eles virem. Só que de repente perceberam, pô, se eles vierem dessa forma, a gente vai tomar uma sacola.
Porque Marrocos começou a entrar, a defesa vazou. Então, nesse aspecto de jogar de forma reativa, o Ancelotti já teve uma amostra de que, com a diferença, se Marrocos tivesse mais qualidade lá na frente, fico pensando só o Ezalzouli, que foi desfalque, acabou cortado. Se tivesse ele, que é um jogador mais agudo, de mais finalização, Brasil poderia ter saído do primeiro tempo tomando 3 gols.
Foi com uma característica que o Brasil não tem. E o Marrocos foi com praticamente meias atacantes. Lembra, ele não foi atacante puro. Nem o Brahim Dias é isso. É, o Saulo Zulia talvez poderia ser esse cara agudo, né? Mas o Marrocos então se associou por ter esses caras desde os volantes Ele foi se associando. Então aquilo que o Brasil gostaria de ter, que é um jogo que combina com o jeito do brasileiro, né? Brasileiro, e se bem que a gente no Brasil, a gente joga pouco assim.
A gente quer, a gente admira um jogo que a gente não joga. E digo mais, vocês assistam a Copa de 70 outra vez, que vocês vão ver um time, não é esse futebol que fica ali, tá, tá, tá, não. Lembre-se que o Jairzinho fez gols, cansou de fazer gol com lançamento.
Na bola longa, o Gerson virou sinônimo de passe longo.
Deixa eu fazer o seguinte, turma, como é a reta final, deixa eu jogar para o André, que é mais fácil a gente controlar aqui na bancada, porque o André é o nosso homem, homem ao mar, né? Então, André, seu destaque final assim no, assim, faltam 2 minutos e meio, aquele 1 minuto e meio, 1 minuto e 25, sobre o que você quer ver nesse jogo Brasil-Haiti? Sua prioridade, André?
É, o que eu quero ver é uma coisa, o que eu acho que nós vamos ver é outra coisa. Eu venho dizendo, até por coerência, logo depois do jogo contra Marrocos, que a seleção brasileira foi deglutida. Essa foi a palavra que eu usei, deglutida pelo meio de campo marroquino. Então eu entendo que todos os problemas que a seleção Seleção Brasileira mostrou decorrem desse defeito. Então, por óbvio, eu acho que esse defeito precisa ser corrigido com a entrada de um jogador a mais no meio de campo.
Eu gostaria de ver um time para fazer exatamente isso que o Léo sugeriu. Calçade também participou do debate ali naquele momento, que é um time que primeiro se preocupa em manter o seu gol sem ser vazado e confia na capacidade ofensiva dos vários atacantes que a seleção brasileira tem, independentemente daqueles que vão iniciar as partidas, porque existem muitas possibilidades de substituição, jogadores que podem contribuir. Então a receita para ganhar é a receita da Copa de 94, que foi aqui mesmo nos Estados Unidos, com a presença do Zinho, que nos brinda com os comentários dele aqui diariamente.
Para mim seria isso, o 4-4-2 Eu não tô fazendo comparação entre desenho do time de 94 e esse time que eu imaginaria que seria bem-sucedido aqui, nada disso. Só tô dizendo caráter, maneira de jogar, objetivos, ideia, não levar gol e confiar na capacidade dos atacantes de inventar alguma coisa, como Vinícius fez na estreia contra Marrocos. O que eu acho que nós vamos ver é um time parecido com o da estreia, com poucas modificações, mas muito provavelmente bem mais equilibrado, em especial no momento sem a bola, para durante o jogo recuperar confiança e tecnicamente ser superior ao Haiti. Essa é a minha impressão.
Valeu, André, grande abraço para você, um bom descanso, ótimo trabalho nesta sexta-feira na cobertura de Brasil e Haiti. Bom café da manhã, bom café da manhã, turma. Exato, ou de repente um lanchinho.
O chá, olha lá, que a torradeira ele já tem.
Lembrem-se, estamos na Filadélfia, não viajamos com tudo, apenas uma mala de mão. Então a situação aqui ela vai ter que ser controlada de uma outra maneira.
Tchau, tchau, abração, André. Pessoal, seguinte, recado importante: o Linha de Passe na ESPN está no final, a gente tá nos últimos segundos, vem aí o Esporte Center, só que a gente vai continuar no YouTube. E no YouTube cada um vai escalar o time que gostaria de ver, não é tentando antecipar o que o Ancelotti fará.
Cada um vai escalar seu time, defender seu time e pode dizer na sequência que time que ele acha que o Ancelotti vai escalar.
Entre que é tema, o Ancelotti falou sobre ele, então é isso, pessoal. Tchau, tchau, fiquem com o EsporteCenter. Galera, chega no YouTube, vamos nessa, esperamos vocês. Estamos já no YouTube. Aquele momento, para quem estava no YouTube falou: por que eles ficaram em silêncio? Eu gosto de contar bastidores de televisão, porque se naquele momento do silêncio qualquer um de nós falássemos, a gente invadiu o Esporte Center na transição, é na passagem do bastão, sabe? A zafapau eu para.
Ainda bem que você falou isso agora. A gente não tá muito ligado.
Vocês podiam ter Dá uma tossida, passa água. Não, não, não sabia. Vamos lá, vamos lá, gente, vamos comer. Já começa direto, Vini, com as escalas. Temos algumas, manda, pode mandar.
Posso colocar uma questão aqui do Marinalvo antes?
O que foi?
Marinalvo tem uma questão antes.
Manda, manda.
Você me corrija, você entende disso mais do que eu. Ele pergunta por que que o Brasil não usa uniforme verde. O Brasil aposentou depois de 50 o uniforme branco, tradicionalmente não usa. E porque eu acho, tô deduzindo, que a CBF tem no seu símbolo azul e amarelo.
É amarelo, nunca pensou em usar verde. Aliás, existe a famosa história do manto de Nossa Senhora quando o Brasil precisou mudar.
Mas o Brasil joga calção branco e não tem.
Então, aliás, amanhã jogará com— aliás, não me lembro do Brasil ter jogado de meias pretas na história da Copa do Mundo, mas amanhã jogará, né?
Acho que 74.
Bom, enfim, ó, seguinte, a gente costuma ter no YouTube enquete. Eu vou fazer enquete na bancada, tá bom? A enquete é: começamos com as escalações ou começamos com o tema Endrick? Posso votar primeiro? Escalações, escalações.
Até porque o Endrick vai acabar, ele vai entrar no debate.
Então vamos lá, Vini, vamos fazer assim: vocês disparam a escalação e a gente começa a debater com o criador da escalação argumentando e os colegas aqui debatendo em cima da prancheta do coleguinha. Vamos começar com a prancheta do campeão, Paulo Calçade, o homem que traz títulos para ESPN. Vamos lá, Alisson, Danilo, Marquinhos. Vou deixar o dono da prancheta escalar.
Bom, Alisson no gol, né, o Danilo entrando na vaga do Ibanez, Marquinhos, o Gabriel Magalhães, Douglas Santos. É, aí eu coloco Danilo Santos, jogador do Botafogo ainda, e Bruno Guimarães. Com Luiz Henrique na direita, Rafinha, Vini Júnior e Endrick. Tá bom, vou explicar agora o porquê desse time. O Ancelotti falou de bloco baixo, que é um time mais defensivo, que saiba jogar compactado, sair em velocidade. O Danilo falou nisso ontem, e a característica do Brasil pelos convocados também levam a gente para ter esse formato.
Nós não conseguimos, você não consegue enxergar dentro do time convocado e até do momento do futebol brasileiro um meio de campo que controle o jogo e tenha muitos jogadores. Então você vai justamente colocar mais jogadores ofensivos e esperar um time com mais reação para aproveitar a velocidade desses jogadores que estão aí na tela.
Vamos lá.
E aí o que nós temos? Nós temos o Danilo, lateral esquerdo. Lateral direito. Danilo não é um lateral que vai ocupar o corredor e vai ter uma jogada que o Rafinha vai tocar a bola para ele, ele vai passar na linha de fundo e cruzar. Isso pode acontecer uma vez no jogo, duas. Com Wesley era o tempo todo. Aí ele perdeu com Wesley este formato na seleção brasileira, essa ideia de jogo. Então o Danilo é o que temos. Como não abandonar o lado direito e tornar a seleção brasileira equilibrada do lado direito, colocando o Luiz Henrique.
Com isso, a missão do Danilo, ela passa a ser defensiva, defensiva, que é aquilo que ele pode exercer nesse momento. Defensiva com os zagueiros, já são com o Danilo mais 2 zagueiros, são 3. O Douglas Santos é um lateral também que não tá mais, tá tímido, não tá maduro para seleção. Então também esperar que ele passe, que ele se solte, não parece ser a característica desse momento. Então ele pode jogar numa zona intermediária e também cuidar da seleção numa cobertura no centro do campo.
Com isso você libera o Bruno Guimarães e você tem no Danilo Santos um jogador que é vertical, que conduz a bola, que tem velocidade e que pode subir desmarcado. Por isso que eu coloco o Danilo, porque ele tem essa capacidade. Então se eu tenho um time com mais capacidade para se defender, eu vou soltar os volantes no jogo, tá? Rafinha junto por dentro com o Endrick. O Rafinha faz bem esse papel com Vinícius Júnior e Luiz Henrique.
Sem a bola é um 4-4-2. Aí sem a bola tem essa linha de 4, os 2 volantes, Luiz Henrique volta pelo lado direito, Rafinha volta pelo lado esquerdo e ficam Vini e Endrick para puxar o contra-ataque. Quando o Brasil tiver mais baixo. Então sim, eu tentei formar na minha cabeça um time que aproveite uma equipe do meio para trás mais defensiva e tenha velocidade na saída, imaginando que é o Brasil para jogar mais recuado. E quando tiver a posse de bola, aí você tem Vini, Rafinha, Luiz Henrique, a movimentação do Endrick, pode ser uma subida do Danilo também.
Uma pergunta, Calçade, e galera no chat, concordam com o professor Calçade? Para o Calçade, a pergunta que eu faço com a escalação do Calçade é: essa é uma escalação pensada para o Haiti ou é como você imagina o Brasil eventualmente?
Eu gostaria de ver nesse jogo contra o Haiti, se eu fosse treinador, escalaria. E aí, cara, é o seguinte, não vejo o Brasil em condição de ficar trocando, ficar jogo a jogo. Esse jogo é uma escalação, aquele jogo é outra, aquele jogo Pode ser um Paquetá determinada partida, mas nós não conseguimos ter, não vamos usar identidade que o Ancelotti não usou, mas é estabilidade então nem com um nem com outro. E eu não sei, esse é meu time, não acredito que vai jogar, vai jogar essa defesa que tá aí com o Bruno Guimarães e o Casemiro, tá, com o Paquetá, Rafinha, Matheus Cunha e Vinícius. Eu acho que é o time do Ancelotti. O meu é esse aí da tela.
Vamos lá, Vini! A galera tá comentando no chat, eu quero saber qual o próximo selecionável aqui. Vitor Ernesto Birner, o nosso coach de La Varsia. Birner, coach de La Varsia ficou bom isso aqui, hein?
Mais ou menos.
Essa é a sua escala. Eu sei que ele já treinou na Varsia. Coach de La Varsia. Birner, e aí essa seleção aí no papel?
Primeiro eu vou explicar que a ideia é encontrar um caminho dentro daquilo que o Ancelotti tem feito. Não é uma ideia que eu, por exemplo, teria iniciado.
Agora que eu vi o Ederson ali na lateral.
Sim, o Ederson tem— vamos começar por ele então. O Ederson tem força física, o Ederson tem velocidade, o Ederson tem passe longo, o Ederson pode fazer a chegada à frente, o Ederson pode suprir, é alto, tem 1,82, 1,83. Tem 72% de acerto em passes longos na temporada pela Série A, tá? Pode suprir bastante o que o Brasil precisa desde a saída do Militão. Só que tem que ser testado se isso funciona na prática, se é da teoria do ar-condicionado e funciona na realidade.
Ele foi convocado justamente considerando essa possibilidade de jogar na direita.
Eu manteria o Casemiro por ser quem é, pela liderança e tudo mais. Porque se o Ancelotti— estou me colocando no lugar do Ancelotti— se o Casemiro jogar mal contra o Haiti, eu tenho o aval indiscutível para tirá-lo.
Sim, sim, sim, acabou a discussão.
Casemiro, que foi colocado pelo Ancelotti como jogador mais imprescindível da equipe, o líder da equipe, o capitão, o time que é da personalidade da equipe, foi o pior jogador do Brasil na estreia. Então, como é um jogo contra o Haiti, E eu preciso entender se foi lentidão por conta do desgaste da Premier League. Lembrando que ele já vinha caindo um pouco de rendimento no final da Premier League, mas se ele não tem condições físicas de fazer o jogo que é necessário, eu vou saber se é isso ou se é entrosamento colocando ele nessa partida.
E o Bruno com ele fez uma dupla que parecia interessante quando o Casemiro jogou bem na seleção brasileira. O Danilo, para mim, Danilo Santos joga— os outros 3 eu não mexi, a zaga e lateral esquerdo. O Danilo joga a frente. Porque se o Danilo consegue pressionar alto, o Danilo consegue se deslocar para construir também pelos lados, tem chegada na área. E se o Brasil for pressionado, o Danilo pode muito bem fazer a parede ali do lado direito, né, para proteger o Ederson.
Você forma Danilo e Ederson ali, você tem muita força física para você marcar mais baixo daquele lado. O lado esquerdo não tá pronto, mas parece mais bem resolvido. E aí você traz o quarteto e deixa o Vinícius e o Rafinha adiantados para o contra-ataque. Esse pode ter um contra-ataque letal se você tiver um passe longo de qualidade. Pensando que o treinador tem pouco tempo para fazer as coisas, esse é o modelo de jogo mais simples de ser executado, mais simples de ser conciso e consistente.
Por isso eu, para tentar achar um caminho, colocaria ele no jogo contra o Haiti.
Turma, achei interessante o Ederson ali. Eu queria só jogar para mesa A ideia aqui não é ombudsman da escalação do amiguinho, mas pegar um elemento do Colegas no sentido... Ederson na lateral, em algum momento você acha que pode entrar nesse radar?
Com a camisa 2 ele já tá, né? Aquele herdou do Wesley, não tem jeito. Assim, não é uma posição que ele já tenha jogado, né? Seria uma coisa que ele teria que testar, olhar nos treinos.
Exato.
Para mim tem um ponto que eu acho que pode corroborar com o que diz o Birner: o Brasil vai estar nos mata-matas, certo? Ninguém aqui acha que não vai estar. Na fase de grupo você realmente tem que fazer muito esforço para não estar.
Jesus!
Talvez o Ancelotti entenda esses dois últimos jogos como as últimas chances que ele vai ter para testar algo que possa dar errado, porque passou dessa fase. A partir do quarto jogo, como lembrou o Calçadinho, no quarto No quarto jogo você já pode ir embora. Podem ser 8.
E a Cruzamento do Brasil é chata, hein?
É chatíssima. Primeiro ou segundo, então, não tem muito para onde correr. É um adversário duro. Então assim, ele tem ainda alguma chance de tentar algo que pode dar errado sem que a consequência seja grave.
Exato.
Então eu acho que por esse aspecto faz sentido. Porque assim, a gente não tem parâmetro. A gente tinha algum parâmetro do Ibanez como lateral na própria seleção e não deu certo. Então assim, tentar o Ederson é uma coisa mais no escuro ainda, é muito no escuro. Então na hora que eu mostrar meu time, você vai ver que eu fui um pouquinho mais conservador.
Eu tenho assim preocupação com sem a bola. É assim, um cara que não— porque onde ele jogou na Atalanta? Na Atalanta ele jogou no lado esquerdo, no 3-4-3, ele no lado esquerdo. Então você pega Todo o mapa de movimentação dele ao longo do ano foi lado esquerdo, né? E aí, pra dentro, né? Não, daqui do lado esquerdo e subindo. Sim, toda a faixa do lado esquerdo do time. Ele como lateral direito, sim, o time com a bola, eu acho que faz sentido.
Como faria colocar o Danilo Santos? Uma mobilidade, cara ligado, com a fome, momento dele, pô, bota esse cara pra jogar ali. Aí sem a bola, na hora que você tem que marcar um ponto, o cara, bom, mano, tal. Aí eu vejo o Ederson, não sei, entendeu? É, você tá na linha de 4 corretamente posicionado, marcar dentro da área numa função de lateral para não tomar aquela bola invertida aqui nas costas e tal. Eu digo, tem uma série de detalhezinhos da vida de um lateral que é perigoso.
É automático, o cara é gozado, ele vai pensar, aí pensar contra o Mbappé não vai dar.
Turma, quem é o próximo, Vini? É o Bertozzi? É o Bertozzi. E ele deu uma deixa, eu vou falar, né, não sei o que lá, não sei o que lá.
Eu tô curioso.
Na tela, escalação. E aí, Bertozzi?
Ela está bem pragmática, né? Eu, porque eu, na verdade, é o time do Bier, né, mas com Danilo, tá? O meu meio-campo é o mesmo.
Você tirou Paquetá e o Igor Thiago?
Isso, isso. Entrei com o Matheus Cunha. A minha, a minha maior surpresa na estreia foi a saída do Matheus Cunha, porque eu sempre entendi que ele era um pilar do time. E pra mim, você não tira um dos pilares do time pra estreia na Copa do Mundo, mas foi o que aconteceu. E então ele volta, porque o Matheus Cunha pra mim é o cara que melhor consegue fazer essa transição entre o com bola e o sem bola. É o que vai ajudar a fechar o lado esquerdo quando o time perder a bola, formar o 4-4-2 quando o time não tiver a posse.
E sobretudo, ele não— ele tá como 9 ali, mas você não vai ver ele naquela posição. Ele não vai jogar de costas, ele vai ser o jogador que vai recuar, vai procurar o jogo entre linhas, vai procurar uma enfiada de bola para uma diagonal. Enfim, eu acho que ele é um jogador que tem que jogar nesse time. Então por isso que eu coloco o Matheus Cunha de volta. O Danilo, porque assim, o Ibanez, atuação do Ibanez realmente foi muito ruim, e não só pelo aspecto ofensivo que ele não tem, mas defensivamente também, muito bote precipitado, muito duelo perdido.
Então assim, claramente ele Sentiu um pouco a estreia e acho que nesse momento a experiência do Danilo, a tranquilidade que ele tem, um cara que já jogou muito jogo grande na vida, é melhor. Então assim, esse time não vai ter muito avanço de laterais. Ah, quem vai fazer o lado? Eu acho que é um time que vai naturalmente afunilar em alguns momentos, né, mas vai ter que tentar criar os mecanismos para aproximar Vini e Rafinha ali na frente e Uma coisa que o Birner pontuou, que eu concordo, a capacidade do Danilo de entrar na área e do Bruno também, né, de chegar, de chegar para definir.
São dois jogadores que têm boa chegada, tem bom arremate e que podem ajudar nisso aí. Então por isso que esse é o meu, esses são os meus 11. E enfim, pelo que tá se falando, vai ser quase isso, né, só o Paquetá que não deve sair, né.
É, essa é uma questão. Vamos lá, Breiler, quero, imagino que o Breiler seja o próximo Sim, eu fiz minha lista. Não, eu também fiz, é que eu imagino que a minha é só pra arrematar. Diga aí, Brilha.
Então, a minha... Tem carne?
Não, mas tem o Hendrik.
Babau. Mas tem vontade. Tentou, hein?
A gente guarda pro segundo tempo.
Tá bem, perfeito.
Mas a minha é parecida com a do Birner e do Bertozzi também. E até o Danilo, pra mim, faz sentido. E aí eu vou pensando jogo a jogo, porque... Na situação em que o Brasil tá, de fato não dá para menosprezar nenhum adversário. A gente sabe que o Brasil tem de ganhar do Haiti, tem capacidade para ganhar e ganhar bem. Mas eu acredito que o Ancelotti tem de pensar olhando muito o adversário. O Haiti mostrou contra a Escócia um jogo muito forte pelo lado esquerdo, o Belegarde, o Providência atacando muito por ali.
Então Danilo, esse lateral mais defensivo, mais da posição para mim é bola de segurança. Mas nessa formação, é, para mim é o Ancelotti remetendo ao Velho Testamento ali. O Ancelotti num 4-3-2-1 na época do Milan, em que ele é os dois pontas ali, Rafinha e Vini, vão jogar não tão abertos. Para mim, eu concordo com o Bertozzi, para o cenário do jogo é um jogo de jogar muito pelo centro. Com associação e com infiltração, porque o Haiti é permissivo com esse tipo de jogo.
Então o Brasil pode ter superioridade numérica, porque o Haiti joga muito pelos lados e acaba dando espaços pelo meio. Então nessa formação, Vini e Rafinha não seriam pontas, né? Eventualmente, numa bola esticada, o Vini pode fazer a dele pela esquerda, até o Danilo, né, apoiar, o Danilo Santos apoiando mais pelo lado direito. Mas eu vejo nesse time uma capacidade maior de controle, infiltração pelo meio e ao mesmo tempo até no momento defensivo.
E por isso eu vou com Casemiro. Casemiro hoje é escolha impopular para todo mundo, porque realmente foi muito mal contra Marrocos.
É o mais criticado do chat. Não dá.
E com razão, porque o Casemiro foi mal, mas pela experiência e o principal, capacidade de ajudar no jogo aéreo defensivo, porque o Haiti Chega no fundo, principalmente pelo lado direito com Marcu, o Allan, é bola na área o tempo todo. Perrô tem 1,94m, então junto com Isidore dão muito trabalho nessas bolas alçadas na área. Acredito que o Casimiro recuando ali pode ajudar Marquinhos, Gabriel Magalhães. Mas até para variação, essa formação pode ir para um 4-1-3-2, né, com Vini e Hendrik fazendo uma dupla de ataque se associando mais.
Então vejo que eu iria dessa forma, com um meio mais encorpado, com jogadores mais centralizados para ter superioridade.
Eu não vejo assim, no primeiro jogo, a situação do Casemiro, eu não associo ao caos que foi o time. Sim, atribui ao caos o jogo ruim do Casemiro. Porque onde é que você ganha o jogo? Você ganha o jogo nos 5 metros. Cara, é, a bola tá ali, vai chegar, eu e o Bertozzi estamos disputando, quem chegar primeiro é o dono dela, ou ela vira ataque, contra-ataque, ou toma um gol. A bola longa é uma característica do jogo assim menor, o jogo ele é disputado nesses lances o tempo todo, de aceleração rápida e ganhar uma dividida e tocar.
O Casemiro não conseguiu sair do lugar, assim, tem lances, é só rever o jogo. Tem lances, tem um lance característico, a bola tá onde tá o Birner ali e ele não consegue chegar. Uma colocação do Emerson Alves aqui, não é pela falta de estrutura atrapalhou a vida dele. Eu tirei, eu tirei, mas esse meio de campo aqui com 3, eu acho sim que se encaixa perfeitamente no discurso do Ancelotti e do Danilo.
Do Emerson Alves aqui no chat: Fabinho entrou bem, ninguém falou.
Ele disse, entrou bem, mas o Fabinho no primeiro tempo, da maneira como começou o Paquetá aberto pelo lado direito, o Fabinho também teria dificuldade, porque eu também acho, cara, o Casemiro ficou exposto nesse momento. E isso pode até ter condicionado o Casemiro de, caramba, tem, tá vazando de todo lado aqui jogador marroquino em superioridade toda hora.
Entrou na coisa, no time mais organizado, um pouco mais encaixado.
Então eu concordo com o Calçadio, o Casemiro numa rotação abaixo, assim como vários outros jogadores, Ibanez, Paquetá, Igor Thiago, mas também no começo, os 30 primeiros minutos, acabou ficando muito desprotegido.
A gente não deve começar a descartar jogador. Exato. Porque, por exemplo, o Ibanez, eu não tenho, eu, para mim, o Ibanez vai jogar em algum momento, pode ser como lateral, como zagueiro. Digo, a gente começar a descartar esse, não serve. Exato. Sabe o que vai acontecer? A gente não vai ter um nada. É, vamos ter 11, a gente vai triturar todo mundo, recuperar os caras. O Brasil jogou na sexta, no sábado, no sábado, domingo folga.
Gente, reclamaram da folga, vocês estão de sacanagem nessa, como se aquilo fosse ganhar algum jogo. E aí, ao caçar uma folga, é uma forma, isso é uma coisa bem, bem na cabeça do brasileiro mesmo, e até perversa. Você caça folga para punir o cara. Jogaram mal, né? Vou tirar folga de vocês, tá, cara? Esse momento que você recupera e descontrai pode te ajudar lá na frente. Quando você mantém a tensão na panela fechada e com fogo ligado, piora.
É, tem umas coisas, são simples, mas é difícil de entender, né? Não foi, né, gente? Os cara treinaram de manhã e a recuperação você não põe para treinar à tarde. Aí você tranca todo mundo, tá tudo de castigo, né? A coisinha, nossa, gente, que momento! Mas aí o cara volta a treinar na segunda, terça, quarta, quinta, e, cara, deu tempo do Ancelotti. E esse jogo de amanhã vai ser um teste para o Carleto, porque se o time voltar uma bagunça, sim, opa, aí vai sobrar tudo no colo dele. Porque você fala assim, e aí, e aí, tio?
Porque se ele estava mal-humorado depois do jogo do Marrocos, eu imagino uma atuação ruim amanhã.
A sorte dele é que o Neymar não tem condição física, senão ia reclamar que o Neymar não entrou no jogo e que não tá jogando.
Tinha um combinado.
E ontem estavam botando por aí, Neymar amanhã, e tal. Falei, pô, brincadeira.
Ó, vamos fazer o seguinte, tem um ponto da escalação do Hendrik que eu não vou trazer agora, que é a história do Hendrik, eu falei Hendrik, né, da história do Breyler, a escalação do Breyler. Que é o Hendrik, que por enquanto é o único que pôs o— não, não, não, teve mais alguém que pôs o Hendrik.
Eu coloquei.
Você colocou?
A gente já vai debater ele numa forma maior do que aqui, e já já o momento interatividade, o Biren trazendo algumas coisas para cá. Mas antes de colocar minha escalação, porque ela vai ter uma coisa curiosa, eu vou pôr parênteses e vocês vão falar assim: ué, você tá em dúvida? Não, não, não, não, não vai ser dúvida. Eu quero explicar.
Não falaram que valia parênteses?
E o Matheus Cunha, deixei entre parênteses Endrick e Rayan, vou explicar o porquê, mas vamos lá. Eu concordo com o Calçari, porque quando acabou o jogo com o Marrocos, todo mundo queria 5, 6 substituições e não me parece que é por aí que vai se chegar em algum lugar. A gente passou o pequeno período do Ancelotti falando, olha, ele achou uma pedra fundamental que é Casemiro e Bruno Guimarães.
Para um jogo, os caras que mais jogaram.
Frita todo mundo. Mas eu também fiquei especialmente com o Casemiro preocupado, que na Copa do Mundo tua avaliação tem que ser rápida.
Se não deu certo no segundo jogo, não deu certo, e falou o Bini, até logo.
E por mais que o Haiti seja um adversário frágil, essa competitividade, essa luta dos 5 metros do Calçade que ele acabou de trazer, isso aqui vai acontecer nesse jogo. Então se o Casemiro replicar o que aconteceu no Marrocos com Haiti, vai ficar evidente. Então eu acho que isso Vale a pena. Eu fiquei em dúvida entre o Luiz Henrique, porque eu acho que essa é uma combinação, combina mais, é uma escalação, combina mais com o Haiti num enfrentamento com uma Holanda, com uma Suécia.
Eu vejo valor no Danilo no meio-campo, no lugar do Paquetá, que aliás eu sempre queria antes mesmo do teste do Paquetá. Eu nunca entendi por que a questão binária do Danilo era o Bruno Guimarães, assim, ah, é o Bruno Guimarães ou Danilo. Mas por quê? Não, porque o Paquetá tem, eu não sei. Então Eu vejo o Danilo. Por que eu coloquei os parênteses? Porque eu acho que o futebol ganhou um quê? Às vezes eu comparo a outros esportes, por gostar de outros esportes.
Essa coisa um pouco do basquete, do jogador... É que a diferença no basquete é que o cara entra e sai, entra e sai. O Brasil, ele tem a possibilidade... A gente tá vendo na Copa do Mundo alguns jogos com primeiro e segundo tempos absolutamente diferentes.
Agora tem 4 tempos.
Exatamente.
Bem lembrado.
E conseguem mudar mais o primeiro do segundo tempo quem tem gás para colocar. Basta ver o que foi França e Senegal. Primeiro tempo de França e Senegal foi um jogo, o segundo foi outro. E aí, por que eu coloquei em parênteses? Porque eu sei que muita gente quer o Endrick, e eu ainda não acho que o Endrick andou a fila inteira para nesse jogo já ser o titular. O que me incomodou no jogo passado foi a fila não andar para nada para ele, ou nem para o Ryan.
Eu coloquei entre parênteses porque para mim esses dois tem que estar muito em cima na linha da mudança de jogo.
Acho que eles estão no mesmo patamar para entrar.
Eu não acho que eles estão no mesmo patamar, mas se você perguntasse para mim, par ou ímpar, quem você tem um feeling ali de— eu tenho mais no Ryan do que no Hendrik nessa possibilidade de— eu acredito muito no Ryan, mas absurdamente. Só acho que ele tá mais casinhas atrás até pela concorrência, porque o primeiro da fila é o Luiz Henrique, não é ele.
Segundo, a linha de raciocínio do Bertozzi, com a qual concordo totalmente, sobre quando você pode testar e errar. Porque o Rayan em clube, no Vasco, indiscutível. Na Inglaterra, ultra elogiável. Mas esse é um jogo de Copa do Mundo, e o Rayan é um cara que parece que não sente. É isso, parece. Só que como já disseram vários jogadores, né, o Felipe Luiz, acho que quem foi que falou isso, que um jogo de Copa do Mundo é uma coisa única, que nunca sentiu coisa igual, etc.
Se há um momento para você testar o Ryan, nem que seja por um período do jogo, é isso. Não, eu concordo.
Respondendo a sua pergunta, mas o Ryan, o Hendrik, eu acho que o Hendrik está num debate sobre titularidade. Eu não acho que o Ryan esteja nesse debate. Eu acho que ele está no debate, cara, em algum momento precisam dar 20 minutos para esse cara, é isso. O Hendrik não, ele tá à frente.
Mas o problema é que é do jeito que a coisa caminha, é perigoso o Ryan ter minutos e o Hendrik não. Porque criou...
Ele vai tirar o Mateus Cunha por um Igor Thiago.
É, então tem a coisa da posição, né, do Rayan jogar mais aberto.
Lembra que o Calçade falou pra não descartar jogador?
Sim.
De ser um ponta.
Sim, sim, claro.
E no caso do Endrick, criou-se uma narrativa que pra mim é algo muito pesado pra um jogador tão jovem, que é: olha, o Endrick não tem tanto espaço porque ele tem uma máscara.
Eu não levo.
Tem um jeito.
É isso. Não levo. Não levo.
Calçade, vamos combinar.
E ele conviveu com o Hendrik, ele falou, é, cara.
Mas um jogador que não tem nem 20 anos, o cara joga no Real Madrid, foi precoce em tudo, cara, imaginar que ele tem um comportamento totalmente ilibado, que não pise fora da linha, não vai acontecer, porque faz parte até do processo de formação dele determinados momentos tomar um puxão de orelha, o capitão chegar e conversar, mas isso não pode impedir que o campo fale, o campo necessite de um jogador com a característica dele e a gente não coloca por uma questão de, ah não, é pela hierarquia, por respeitar toda trajetória que um jogador comum deveria percorrer.
E nesse caso, a gente vê também que na Copa do Mundo, se o jogador tem personalidade, Se o jogador já demonstrou em clube, sobretudo que tem estrela, cara, põe para jogar.
Olha, eu não discordo de você, eu quero que você pague uma lembrança.
Olha o Guardiola em Marrocos.
Cada pessoa é uma pessoa, cada um reage de um jeito, a circunstância e o contexto. O Messi precisou de 3 Copas para fazer uma Copa de alto nível. É o Messi. Não é tão simples assim. Eu não tô falando que não vai fazer, só tô falando que não é simples.
É uma Copa do Mundo, é uma Copa do Mundo, só que você tem 26 jogadores para convocar. O Brasil já levou um jogador sem condição de jogar e eles sabiam disso não antes da convocação. Eles foram iludidos, né? E olha, dá para levar. Aí convocaram, aí viram que ele não consegue jogar e não quiseram criar um problema maior. Eu entendo que o grupo falou, professor, deixa o Neymar aqui. E tá bom. Aí você começa, o Endrick não tá pronto, o Neymar não dá para jogar.
O Rayan é muito novo. Peraí, então, que tá todo mundo fazendo aqui, seguinte, é uma coisa você chegar num time e ter que trabalhar com o elenco que você tem, a outra é você montar uma seleção. Seguinte, se o Endrick não tá pronto, Endrick, próxima Copa. João Pedro, você tá pronto, vem aqui. Leva um cara que tá pronto, deve ter alguém pronto aí para jogar, né?
Leva o Pedro, leva o Matheus Pereira, que mudaria o estilo de jogo.
Leva alguém. Agora, o que não pode é eu levar, aí ficar no discurso para botar o cara no fim da fila por uma questão. Uma coisa é tua preferência, você prefere a característica do Matheus Cunha, do Igor Thiago, cara, você é o treinador, você tem todo direito. Aliás, quando a gente monta a nossa seleção, da minha parte, não tô dizendo que o Ancelotti tá errado, eu estou apenas falando da minha preferência. Eu posso estar totalmente advocado, mas era a minha preferência.
Ou as duas podiam funcionar, poderia. Mas eu digo, ele escolhe os caras e ele não tá errado. Ele só vai, só tem o jogo de amanhã e ele tem que provar que ele conseguiu melhorar o Brasil de sábado para sexta-feira. Se o Brasil tiver no mesmo marasmo, opa, tá errado. Aí ele vai ter que agir mais fortemente nas peças. Agora Ter um discurso que coloca o jogador sem condições, porque tem gente que acredita no, sei lá, no coelhinho da Páscoa, que é: não, tem que levar— esses papos surgem em época de Copa— tem que levar um terceiro goleiro jovem para a próxima Copa.
Gente, nós temos que ganhar essa aqui, a próxima a gente vê lá na próxima. Ou tem que levar um cara novo para ganhar experiência Cara, tem que ganhar experiência nenhuma. Ou ele pode jogar Copa, ele não pode. Agora, levar um jogador que você não vai usar, a caralho, e aí conversa maluca.
E no caso do Hendrik, se a gente pega jogadores que foram levados ou para ser centroavante ou para fazer falso 9, Igor Thiago, Matheus Cunha e Hendrik, eventualmente até o Rayan, né, o Rayan no Vasco chegou a jogar centralizado, deles O Hendrik é o que tem mais faro de gol. O Hendrik é o cara que pode tirar um coelho da cartola num giro, numa finalização inesperada, até mesmo com mais presença de área, né, porque ele gosta do gol, gosta de estar sempre perto.
É, tô ali só pela idade ou até mesmo por comportamento? E aí, uma coisa é comportamento de desrespeitar o treinador, é desrespeitar companheiros, E não é esse o relato em relação ao Endrick. O Endrick ser mascarado, isso tirar minutos, e cadê aquela narrativa até de muitos treinadores?
Olha, eu gosto de treinar, de jogador, mas porque o Endrick tem fama de mascarado? Eu não sei de onde surge isso.
Isso não, não, não, existe entre jogadores assim a leitura de bastidor da declaração do Casemiro, de outros, é dessa coisa de tentar segurar o famoso baixa bola, né?
Então, mas isso...
Ele negou e tal, mas...
Isso vai acontecer. Alguns jogadores até convivem a carreira inteira com essa peste. Mas no caso do Endrick...
Se fosse assim, Romário não tinha...
Pois é.
Eu pensei e não ia falar. Mas você...
Eu falei, pô.
O Romário não jogava. O Romário jogava na noite, não bebia, tomava água, não sei o quê. Amanhã, tava voltando às 7 da concentração.
E não me pega o argumento também de, ah, estão segurando o Endrick pra não queimar, pra protegê-lo. Isso aí é balela.
Eu também não sei. Isso é muito balela.
Isso é balela porque... Cara, um jogador jovem como o Endrick, se entra, não entrega, vai mal, tem muito tempo para se recuperar, vai voltar para o clube, vai ter mais Copas. Agora, o Endrick precisa— a gente precisa travar um debate honesto sobre características, o que entrega para o jogo, e não sobre uma narrativa que é até perigosa de querer já colocar esse selo nessa peça, num jogador que tá em processo de formação, que acabou Foi para o Real Madrid, deu amanhã 60 minutos, tá ganhando do Haiti, não tô falando de 1 a 0, mas tá ganhando assim, 2, vai, 3, tomara, cara.
Botava o Hendrik e o Rayan para jogar. Sim, cara, se não é, os cara precisam botar o pé na Copa, tem que botar o pé na Copa. Vamos lá, gente, ó, vocês vão jogar aqui, ó, seguinte, cara, e se você não fizer isso aqui que eu tô te falando, você não entra mais, ok?
Foi uma coisa que foi muito bem feita em 2002, naquele jogo com a Costa Rica, né, que já tava classificado Atalanta, até o Kaká jogou.
E depois lá na frente, com expulsão de Ronaldinho, precisava jogar. Turma, vamos fazer o seguinte, vou organizar. Você vai assumir agora.
Só um negócio sobre o Emerson aqui, vamos lá. Primeiro, quem quiser votar, por favor, tem uma enquete. Vitor Padilha, obrigado. Aliás, ele fez enquete sobre as seleções de todos nós e nenhum de nós conseguiu sequer 50% da aprovação.
Não conseguiu.
50%?
Conseguiu?
Paulo Calçade. Homem do Povo, o único, 55% de aprovação, Paulo Calçade. Muito bem, Paulo Calçade.
Se liga, Tcheló, tá tão ótimo.
O mais gongado, Bertossi, 77%. Deixa eu ver o conservador, Brenner, 60%.
Eu vou te explicar o porquê.
Pesquisa que tá agora no nosso chat do YouTube, Vitor Padilha dando aula aqui, hein. Digital. Hendrik tem que ser titular na seleção brasileira? Por enquanto, 80% dizem sim.
O Brenner pôs também num concordar.
O Hendrik simboliza hoje a produção do Casemiro.
É isso, certeza, é verdade.
Se você tivesse colocado, é verdade, você tem calçado de colecionador.
Você ouviu O Professor Calçade, ele faz isso na Copa Imprensa, é populista, ele ouve os apelos da arquibancada.
Foi muito bom, continue. 81, 82% querem o Hendrik como titular da seleção brasileira. Eu acho que o Hendrik pode entrar e resolver jogos, eu acho que ele pode ser titular e se tornar de fato um jogador essencial. Eu acho que o Ancelotti, para o Ancelotti seria mais legal Usar um 4-4-2 com o Endrick, tá, usando ele como um cara que sai da direita para dentro e não como centroavante, porque no Palmeiras não funcionou assim, na França ele não joga assim, né, ele joga na direita e recua um pouco mais inclusive, mas com um atacante do lado direito.
Eu só não tenho essa certeza toda que o povo tem de que o Endrick vai levar o Brasil ao título mundial. Tô falando que não vai, eu só não tenho essa convicção toda que o povo tem.
Mas assim, mas não tem ninguém dizendo que o Endrick O Endrick vai ser o Ronaldo em 2002.
Mas pra ter 83% de confiança...
Pelé em 58%, no caso.
As pessoas olham pro time e percebem, olha, tá faltando gol, tá faltando um centroavante que passe mais confiança pro time.
É um abusado, exato.
Ele não é um centroavante, ele é um atacante.
Não, mas o Endrick pode fazer muito bem a função de centroavante com Rafinha, com Vini, com o time inteiro.
Andar o tempo inteiro.
Se movimentando. Muito rápido, se movimentando. Mas não deixa de ser uma referência. Quando olha, a gente olha para o ataque do Brasil com o Endrick, você vai enxergar, se precisar dar mais profundidade, corre lá, ele vai ser esse cara para afundar. Agora, esperar do Endrick, nossa, ele vai marcar pressão como o Igor Thiago, não vai. Você precisa gerar compensações para isso. E é muito fácil cobrar de um jogador jovem, olha, ele não tá jogando porque ele ainda não recompõe como deveria, ou não faz pressão alta como deveria.
E o Vini faz. Como deveria. O Rafinha faz hoje em dia assim, não, mas nos clubes sim, hoje em dia na seleção não fez na última Copa, por isso saiu no meio do jogo contra a Croácia. Mas na seleção, se você tiver Vini e Rafinha, e depender dos dois para marcar pressão, não vai funcionar.
Se fosse, porque com todo respeito, se não é para marcar pressão e se isso fosse irrelevante, só pela técnica o Pedro tava na Copa.
Sim, só pela gente.
Sim, vamos lá, eu abri a França pegou Senegal, ganhou 3 a 1. Tá bom, Koundé é um zagueiro que joga como lateral.
Sim, acostumado inclusive.
É o Upamecano, Saliba, Theo Hernández. Aí Tchouaméni, Rabiot, 2 volantes. E olha, vamos combinar aqui, não tem nada de extraordinário no Rabiot, ele tá ali já há séculos, né?
Achou um passe que ninguém tem achado.
Mas tem 2 aqui, ó, Tchouaméni, Rabiot. A marcação, ela é feita do lado esquerdo pelo Doué, foi feita pelo Olise do lado direito. Eu tô, por isso que é um time muito parecido com esse aqui, o que eu escalei. Você tem o Dembélé, é onde eu coloquei no centro, onde eu coloquei o Rafinha, e o Mbappé onde eu coloquei o Hendrik. Quer dizer, é nesse formato da França, não tem time.
E não é possível que o Hendrik marque menos que o Mbappé, é impossível.
E, cara, doeu, Lise. Você tem Rafinha voltando, e no meu time, né, e teria o Luiz Henrique. Cara, vocês vão ter que baixar e ficar aqui marcando junto com os volantes. A França faz isso, um monte de time faz isso. Claro, a França tá fazendo isso há um tempão, o mesmo treinador, e tá, e já foi campeão mundial. Mas não é um esquema kamikaze, só precisa funcionar.
Vamos fazer o seguinte, o Ancelotti, vamos ver o Ancelotti, foi perguntado sobre o Endrick. Acho que vale a pena a gente abrir o debate com o Ancelotti, mas a gente que desceu aqui chega mais, Ancelotti? Fala do menino.
Mateus Cunhas, mais associativo, tem mais qualidade de meia-punta que de delanteiro referente, coisa que tem, que tem Igor Thiago, um jogador referente na área, forte nos duelos, muito agressivo na recuperação da bola. Endrick No hay ni uno ni otro. Endrick es otra cosa. Para mí personalmente, Endrick es otra cosa. Es un talento extraordinario, Endrick, y Brasil va a aprovechar de sus calidades en esa Copa del Mundo y también en la próxima Copa del Mundo.
Ela é paciente, não tem pressa, é muito, como pode dizer, maduro para sua idade. Então isto é um aspecto muito importante. E também a família perto dele é muito, muito Paciente. Isto é um aspecto importante para um jovem, porque vou meter a indica, é o momento correto. Temos que esperar um pouco, vai ser importante.
É curioso, ele falou que vai pôr, mas também talvez não. Momento correto.
E qual é o momento correto?
Eu espero que a gente, pela cara dele, eu espero que a gente tem esse momento, não sei. O momento não desapareça assim de repente.
Uma coisa que me chamou atenção, ele também falando da próxima Copa, porque curioso, ele tem contrato, né? Quanto ao falar isso, óbvio, o Hendrik tem 20 anos, é uma coisa matemática e óbvia, mas quanto à convocação dele, também é um entendimento do Ancelotti do valor desses caras novos também para o próximo ciclo? Mas você acha que não?
Não, porque é o seguinte, cara, a gente tem que pensar hoje, não tem que pensar lá na frente. Mas se não for colocar, é uma loucura. Ah, ele falou assim para valorizar o jogador e tal. Pelo que eu vejo, sim, ele vai colocar o Endrick na hora que a casa caiu. Deu um desespero, bota Endrick, bota quem tiver no banco dentro da área. Para mim, o Endrick entra nessas circunstâncias, na visão dele. Na minha, começaria o Jogando amanhã.
E tem essa coisa também de preservar Calma. Eu entendo quando você tem opções melhores, mais cascudas, e caras que estão desempenhando. O cara tá fazendo gol, tem um centroavante ali que tá entregando, é normal pedir calma com jovem que seja sensação. Mas quando há problemas no time, seu time precisa de gol, seu time não tem movimentações bem definidas, não tem uma identidade, e o Endrick sempre que entrou na seleção mostrou estrela, mostrou que pode contribuir, aí se interditar o debate porque é jovem, porque tem que esperar, ou porque tem futuro, é algo que não faz sentido.
Parece que se o Brasil tivesse um Mbappé em 2018, ele seria banco ou às vezes nem convocado, porque era jovem demais. E o Mbappé foi campeão do mundo com a França com menos de 20 anos. A gente vê o Lamine Amal, sensação com a seleção espanhola, com 17, 18 anos. O Manzambi, que o Léo citou, entra no jogo pela Suíça, resolve a parada saindo do banco com personalidade. O Ayari na Suécia, todo mundo falando, a Suécia do Gyökeres, chegou o Ayari lá, meteu o gol, foi um dos melhores em campo.
Então jogador, o Boadim, então nem se fale, né, em Marrocos tomou conta do meio-campo dominando jogadores muito mais experientes do que ele. Então, juventude e Copa do Mundo muitas vezes combinam. Jogador tem sangue no olho, jogador tem intensidade. E isso de, ah, mas vai sentir, é um jogo de Copa do Mundo, cara, se Casemiro, Paquetá, Bruno Guimarães, que já jogaram Copa do Mundo, disseram que ansiedade pesou, ansiedade pesa para todos.
E nesse momento, se o jogador já vestiu a camisa do Real Madrid, já vestiu a camisa do Lyon, já vestiu a camisa da seleção brasileira, principal e já se provou, eu vejo que ele já passou por fases suficientes para no mínimo merecer minutos. E aí a gente nem indo na questão de titularidade, mas o Endrick não jogar por ser jovem, aí de fato é queimar um cartucho numa convocação mesmo de 26, que para necessidade do time hoje o Endrick precisa jogar de alguma maneira.
E aí entra o Rayan no pacote, é outro jogador que pode te entregar pelo lado direito e até mesmo se associando com outro atacante. Então o Ancelotti tem vivência suficiente para saber que tá mais próximo de prejudicar o time do que de queimar um jovem talento colocando para jogar numa Copa, ainda mais uma Copa agora com 48 seleções.
Só fazer uma comparação que o pessoal tá no chat fazendo. Uns disseram que o Mbappé não marca. O Mbappé faz a pressão na saída de bola, só que ele é o jogador que fica mais adiantado porque ele é o acionado para o contra-ataque. Ele tem 1,4 bola roubada por jogo. Falaram que o Olizé não marca. O Olizé pressiona muito a saída de bola adversária. O time do Company é uma máquina de marcação no campo de ataque. Ele tem 3,1 bola roubada por jogo.
É um atacante, é muita coisa. E o Hendrik jogando do lado do campo, ele não jogou como centroavante na França, recompondo, vindo marcar na frente do lateral e tudo mais. Ele tem 2,8 bolas roubadas por jogo, ou seja, ele sabe pressionar, ele sabe marcar.
Se ele não pressionar mais do que o Mbappé, e aí uma coisa é um Mbappé já campeão do mundo, outro status na carreira, resolve mais jogo com a bola, não dá para comparar. Energia que o Endrick tem é de fato de ter um pouco de paciência também, ele vai pecar. E de novo, Vini Júnior e Rafinha, Fazem esse trabalho de forma impecável, de forma irretocável? Também não fazem.
Eu peguei só os números nas ligas, tá? Não peguei nos campeonatos europeus, tá?
Vamos arrematar a primeira fase. Hoje começamos a segunda. A gente tem umas telas. E aí, Vini, fique à vontade até para colocar em cima da gente, porque debate flui melhor assim, sem eu ficar cortando a turma. Primeira fase acabou. Aí a gente tem, vamos lá, mais posse de bola, né? Melhor desempenho das seleções da primeira rodada: Portugal contra Congo, 74 9,8% não venceu. Mais finalizações, Turquia contra Austrália, não venceu.
Mais grandes chances, a Alemanha com o Curaçao. Mais escanteios, Uruguai não venceu. Menos finalizações contra o México, com África do Sul venceu.
E hoje a Espanha também tem posse de bola gigante, não aconteceu nada.
As 5 menores posses de bola, nenhuma perdeu. Olha lá, a Austrália ganhou e as outras 4 empataram.
O que vocês acham?
Um time que ficou lá embaixo, que chamou a atenção, jogar rapidamente para mudar esses números.
De primeira rodada, de favoritos, de time que não é visto como favorito, que você falou, pô, isso aqui...
A primeira coisa que chamou atenção foi que a Copa de 48 não foi esse vareio dos grandes com os pequenos que a gente imaginava, porque era um temor de todo mundo e Alemanha e Curaçao sim, os outros não. Cabo Verde empatar com a Espanha, a República Democrática do Congo empatar com Portugal e defendendo bem. E assim, no geral, acho que a organização... Eu acho que o mundo fora Europa, América do Sul nunca esteve tão competitivo.
Não sei se a gente está perto de ter um campeão. A gente já teve um semifinalista agora. Não sei o quanto a gente está perto de ter um campeão, mas...
E de sair dos 8, que na verdade tem 7 na Copa.
Exato.
Menos a Itália, que não foi.
Mas a real é que hoje, assim, a gente chegou num nível em que você vê um Brasil e Marrocos e você tem que aceitar que o empate é um resultado normal.
Dolorido, mas sim.
Entendeu?
E que levante as mãos para o céu.
E não é o único jogo. Você vê um Holanda e Japão E o empate é um resultado normal.
E algo até previsto antes do jogo, né? Não é pela circunstância da partida.
A ponto de eu preferir jogar contra a Holanda do que contra o Japão.
Você vê França e Senegal e você já imaginava que a França ia sofrer até fazer o primeiro gol.
Primeiro tempo surrado, hein?
Então assim, eu acho que o legal da primeira rodada foi isso, né? Foi a gente perceber que assim, meu Deus do céu, pô, sabe? E as seleções africanas quase todas, Estados Unidos contra Paraguai, a Tunísia foi horrível. Mas assim, no geral, as seleções africanas muito bem organizadas, muito bem treinadas, mas muitas delas com técnicos locais. O que nos anos 90, seleções africanas eram todas dirigidas por europeus praticamente. Então assim, eu acho isso muito legal.
Essa era a minha tese, que futebol africano iria evoluir o dia que tivesse treinadores locais. Mas pode parecer uma contradição com o Brasil que tem estrangeiros e outros países, mas no continente africano, é preciso alguém que entenda o dia a dia, a cultura africana, do que você botar um sueco para dirigir um time africano. São mundos completamente diferentes, precisa ser alguém que entenda aquele mundo, aí as coisas vão funcionar.
E é Gana sob o comando do Carlos Queiroz, teve um dos piores desempenhos, mas venceu o jogo ali no finalzinho. Sim, mas foi adversário mais fraco também, o Panamá. Senegal já tem uma identidade, trocou de técnico, saiu ali o Cissé, entrou o Pape Diaw, mas manteve muita coisa das ideias, até aprimorou algo, né, adicionou mais coisas na identidade de jogo. E é legal também, né, Bertozzi, observar a diversidade de jogo, né, de várias.
Com mais seleções, a gente tende a ter propostas muito distintas de jogo, estratégias. E é isso. Você vai jogar sem posse de bola, vai resistir lá atrás como a Austrália fez e vai dar certo. Então é observar também essas nuances. Até mesmo a gente, muita gente tende, né, a taxar o futebol africano como uma escola só, né? E não é.
Hoje, mais plural que tem.
E hoje cada vez mais é uma, são escolas de futebol muito distintas, né? A gente consegue observar Gana e Senegal Não tem nada a ver uma seleção com a outra, até o processo de construção. Então tem esse aspecto. E para mim, não, a Espanha, né, nesse sentido, por todo ciclo com o De La Fuente, toda a expectativa, tropeçar contra Cabo Verde, é, eu esperava, eu não esperava que a Espanha fosse passar como a Alemanha passou sobre o Curaçao.
Para mim, Cabo Verde é uma seleção mais forte, que tem mais argumentos, e mostrou isso se defendendo bem, mas esperava uma vitória, né? A Espanha tropeça. Claro que faltou contundência ali, faltou pontaria, faltou Nico Williams e Lamine Amal, mas também faltou um pouco mais de identidade ofensiva, né?
Para Espanha ficou um time muito moroso na construção das seleções, que eram as zebras. A que mais me impressionou foi a República Democrática do Congo. Do francês Sebastián Desabré, porque não só se defendeu bem, como jogou em alguns momentos, finalizou uma vez mais que a seleção portuguesa, né?
E você olha, foi o único gol, foi a única bola no gol.
E a ordem dos gols do jogo também sugeria que a coisa podia desandar. E nós estamos falando de uma seleção que tem o meio-campo mais forte. Quando a gente fala de capacidade de controle de bola, Não tô falando coletivamente, quando a gente fala dos jogadores, cara, Portugal tem no meio de campo, para mim é uma aula, né? O Vitinha tocou na bola mais de 1.200 vezes, mais de 120 vezes na partida. É uma loucura, sim, é uma loucura.
Vamos fazer o seguinte, um giro rápido assim das fortes. Você diria Argentina, França, Inglaterra que jogaram melhor, ou não põe a Inglaterra nesse bolo?
Porque assim, principalmente a Inglaterra, pelo nível do adversário aniversário, das favoritas assim.
Eu vou trazer a miúca também.
E pela coragem do Túlio de enfrentar o senso comum e levar o que ele considera o melhor time, não reunião de bamabamba.
Esse é o mais divertido.
É.
E você, aliás, vocês são essas três assim. Eu já vou trazer a miúca de quem você botou na ordem. Não, não, não, não trouxe. Eu trouxe uma prateleira.
Ah, tá perfeito.
Argentina, Inglaterra, acho que foram bem.
A França, a França, o primeiro tempo nem tanto, mas o segundo aí mostrou a bala que tem na agulha, né, Breiler?
É, mas para mim a França e Inglaterra pegaram adversários mais fortes. A Argentina pega uma Argélia até indefinida ali, né? O Mahrez e Aouar, jogadores mais talentosos no banco, quando entram a fatura já tá praticamente liquidada. Mas até antes mesmo de formação de escalação, para mim, França e Inglaterra tinham jogos mais difíceis e passaram com autoridade. E eu coloco no bolo aí como até uma seleção que pode surpreender por jogar em casa também.
Estados Unidos me impressionaram, o time do Maurício Pochettino jogou muito bem.
Eu ia até propor isso assim, de quem a gente não costuma ver como favorito, quem na primeira fase te trouxe uma impressão de uma competência competitividade que pode durar rodada 2, rodada 3, mata-mata.
Estados Unidos.
Todos os Estados Unidos. Um time que pegou uma equipe fraca, que eu assim, pegou uma equipe fraca, fez o que tinha que fazer, mas que me chamou atenção, que é a Suécia. Geralmente time escandinavo sabe jogar bola. Agora, cara, eles têm um ataque assim que num dia feliz eles têm 2, 3 cara para tirar o olho da cartola.
É que as expectativas eram tão baixas pela eliminatória que qualquer coisa que eles fizessem seria alguma coisa, né? Mas de fato, assim, o Isaque, o Gyöker está numa sequência assim de um ano para cá, ele tem média de um gol por jogo com a seleção. Então ele é um cara que, pô, às vezes você não tá jogando bem, mas ele tá.
Eu prefiro Japão e Holanda no grupo deles, entendeu? Mas assim, o primeiro jogo eu achei que eles iam sofrer demais.
Você acha que num confronto Suécia e Noruega, Noruega, mas eu acho que a Suécia num jogo contra o Japão, se eles conseguirem levar o jogo para o terreno deles, jogo aéreo, eu acho Eles podem complicar, turma.
Destaques individuais, a gente vai colocar as notas do Data ESPN, né, que montou essa tela. O algoritmo do Data ESPN, que sempre a gente vê bastante no Bola de Prata. Melhores da primeira rodada segundo o algoritmo do Data ESPN, que é 40% do prêmio ESPN Bola de Prata. O Vozinha de Cabo Verde, Rezaian do Irã, Singo da Costa do Marfim, Schlotterbeck, adoro ele, Brown, 2 jogadores da Alemanha. Assim, obviamente jogar contra o Curaçao ajuda, mas a zaga, né?
Geralmente é no ataque que ajuda. O Hwang In-seong, eu não tô chegando, né? Son, Just, Byung, Byung, Just da Nova Zelândia fez 2 gols, Diallo da Costa do Marfim, Messi, que foi a melhor nota ali embaixo, 9,07, Kane, E Kai Havertz, minha gente.
E aí, esse algoritmo, ele é como tá escrito ali, 40% do prêmio ESPN Bola de Prata. Qual é a diferença dele? Ele olha para todos os jogadores, entendeu? É, os— vai, tem 1.248 na Copa, aqueles que entraram em campo foram observados dentro de parâmetros técnicos. Então tem caras assim, acho que vai surpreender muita gente. O ataque tá mais, o ataque dentro daquilo que a gente pode até esperar, mas os outros são bem diferentes. Talvez chama essa atenção, os outros são bem diferentes.
Não sei se eu colocaria Luiz Dias também, partidaça ontem.
O Diallo, Costa do Marfim, faz o gol da vitória contra o Equador, mas eu achei o Diomandé mais influente nos jogos.
O Diallo entra no segundo tempo inclusive, né? O Diomandé aliás teve índices gols nesse jogo, em dribles, arrancadas, e foi um papo que te dá. O Liverpool, mais um, 19 anos, o Liverpool ofereceu 100 milhões nele já essa semana, e o Leipzig falou, não, pode aumentar aí.
Que time esse jogo, né?
Tá valorizado.
E é por isso que é 40% do prêmio, não, e os outros 60 são observação, de observação, de análise, uma análise não por um algoritmo, mas uma análise do humano, sim, enxergando o futebol. As águas coloridas, basicamente com números, números da Opta, que é um, abastece o mundo, especialista, informações, especialista nisso.
Mas é que, mas é interessante, mas é que o número muitas vezes não é tão preciso. Eu vou ser o mal-humorado aqui, porque o Vozinha como goleiro da rodada, todo mundo vai assinar e ficar feliz pela história. Mas para mim, o Al-Wais da Arábia Saudita contra o Uruguai e o Beach da Austrália, esse é sacanagem. Eles fazem defesas mais difíceis, mais plásticas até do que o Vozinha. Então o número acaba contando, né? O Vozinha foi muito bem, muito exigido, apesar de ter bons argumentos.
Mas o contexto, o contexto, ele gera outra percepção.
Exato. E até o nível de dificuldade das defesas, quando a gente fala de goleiro e no meio-campo também, me impressionou muito o jogo do Tyler Adams, do companheiro do Ryan Burnmouth. Tomou conta do meio-campo pelos Estados Unidos.
Ó, a gente vai agora colocar algumas imagens para a gente nessa reta final aqui no Linha de Passe, na versão no YouTube. Aliás, que agradável, primeira vez que eu faço um Linha de Passe apenas no YouTube, é divertidíssimo. Algumas imagens da Copa, é abertura, né, no Azteca.
Chuva de sombreiros, linda, foi linda.
Primeiro gol de Curaçao.
Esse aí é o Iraque.
Ah, é o Iraque, né? Pera aí, então deixa eu colocar isso do Ayman Hussein. Ele que tinha ficado 7 horas preso, aquele caso que a gente falou muito tempo, né, da imigração. O cara que fez os gols da classificação e tal. Essa foi realmente uma grande história. Temos aí o gol de Curaçao. Aí sim, o gol de Curaçao Primeiro na Copa, foi 7 a 1.
Quando fez o gol, foi 1 a 0, né?
Foi 1 a 0, foi buscar o empate. Aí veio a maldita, conheço time que levou 7 a 1 que não fez isso.
A maldita pausa, Alemanha voltou, é isso, deu um apagão.
É isso. Aí a Suécia, né, o gol do Yassin Ayari, né, fez 2 gols. É, ele não comemorou em homenagem ao pai, que é tunisiano. História bonita, mas bonita.
E o pai que o incentivou a jogar pela Suécia, né? Ele perguntou, pai, e aí? Então ele falou, não, vai. Joga, o país que te acolheu, pode ir, vai fundo.
Aí depois do jogo ele deve ter pensado, fiz uma boa escolha.
E aí o Messi, 3 gols, hat-trick, um vermelho que não foi dado, mas tudo bem, o que vale é o show. Que espetáculo esse cara. 16, hein? Não, que espetáculo, cara. E assim, posso falar, os gols foram incríveis, mas aquela jogada dos passinhos curtos, aquela coisa que ele... Olha ele aí. Olha o vozinho aí.
E a mamãe, que é a bisavózinha, tá a caminho, viu? A mamãe do Vozinha vai. Ela tava com problemas com visto, né? E tudo se resolveu agora.
Vai que a mãe dele não é terrorista, né?
Quando a pessoa fica famosa, né, rapidamente se resolve as coisas, né? Então a mãe dele estará lá para o segundo jogo.
Tem que ver se ela não vai levar uma bomba, né, cara?
Uma bomba de chocolate para o filho. Ouviu o que você falou? É, pode Considerações finais, um destaque final para cada um, papum. Voltando ao Brasil, Bertozzi, destaque final, seu palpite para o jogo e assim seu olhar mais atento ao quê?
Meu palpite para o jogo é 3 a 0 e o meu olhar mais atento vai ser para o comportamento das laterais, porque queira ou não assim são situações que a gente vai conviver até o fim da Copa. Não tem jeito assim, é o que tem, é o que tem.
Calçadinho, eu espero um 3 a 0 pelo menos, e mais fruto de um jogo melhor, e que o Carlo Ancelotti tenha conseguido de sábado até amanhã, até hoje no caso, que é o último dia de treinamento, é melhorar a organização da seleção brasileira para não ser aquele começo caótico. Obviamente é um nível muito diferente que a gente vai ter, vai encarar. Mas também, se não der, se não der coisa boa, vai piorar a avaliação dele. Então a gente tem que melhorar para ver o trabalho do Carletto, se funcionou ao longo da semana.
Espero também um 3, 4, até 3 a 0, tá? Escolher um placar. Eu não espero uma atuação espetacular da seleção brasileira, eu espero evolução, espero que a seleção consiga fazer o seu trabalho sem bola mesmo que não seja agredida de um jeito mais coeso. Aí a gente tem que ficar observando. Na TV a gente vê um pouco só. Se fosse no estádio, facilitaria o posicionamento dos jogadores, as movimentações, como elas acontecem. Eu espero que o Brasil saia do jogo mais leve e que dê um passo para ter um time no mata-mata.
Eu não acho que ele vai estar pronto, acho que nem no primeiro jogo do mata-mata vai estar pronto, mas ele tá muito mais bem preparado do que está nesse momento.
3 perguntas: o placar, o 3 a 1, o ponto de atenção. E eu quero que responda aqui, o internauta, o Fradi da Colina, sobre Renato Gaúcho fora do Vasco da Gama.
E é 3 a 1 porque tomou gol do Egito, tomou gol do Panamá, tomou gol de Marrocos, vai tomar do Haiti. Caiu o Renato, né, depois de 3 meses de trabalho, pouco mais de 3 meses. Renato que já tinha dado a entender que não tava ali com muita paciência para o meio do futebol. De certa forma, acaba também por parte dele entregando, e mais um desafio para diretoria do Vasco escolher mais um treinador. Pedrinho, desde que assumiu o Vasco, indo para o 6º técnico, 7º se a gente contar o Felipe, né, como interino, como tampão.
Então, de fato, muito problemática a gestão de futebol do presidente Pedrinho, e com mais um pepino para resolver. Nessa volta durante a parada para Copa, para preparar um time com um novo treinador. Vasco, lembrando, está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
Tchau, Breiler!
Tchau, Biro!
Salve de paz a todos e a todas, valeu!
Amanhã, amanhã, coladinho, colado no jogo, coladinho com o jogo.
Isso, o jogo é 9:30, 11:30, né?
11:30, linha de passe.
Turma, tchau!
Um especial Momentos para o YouTube também, exclusivo.
Valeu, até a próxima! Tchau, tchau, pessoal! Boa sexta, bom jogo para você!