Seleção Brasileira sofre com Marrocos e fica no empate em estreia na Copa do Mundo - Linha de Passe
Neste sábado (13), nossos comentaristas repercutiram o empate da Seleção diante do Marrocos no primeiro desafio na Copa do Mundo de 2026.
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William
André Kifuri
Eugênio Leal
Jean Odi
Jéssica Dias
Pedro Ivo Almeida
Vítor Birner
- Copa do Mundo e Seleção BrasileiraEmpate contra Marrocos · Primeiro tempo ruim · Segundo tempo melhor · Nervosismo e erros técnicos · Falta de entrosamento
- Convocação da SeleçãoProblemas no meio-campo · Marcação frouxa · Construção de jogadas · Compactação defensiva · Sistema tático
- Desempenho de JogadoresVinícius Júnior · Casemiro · Paquetá · Igor Thiago · Rafinha · Bruno Guimarães · Danilo
- Técnico Carlo AncelottiPressão e ansiedade · Comunicação em português · Incomodo com o resultado · Estratégia de jogo
- Pressão sobre a Seleção BrasileiraMudanças táticas · Confiança da equipe · Evolução do time · Próximos jogos (Haiti, Escócia)
- Desempenho de EndrickPedido da torcida · Ausência na estreia · Potencial de jogo · Comparação com Igor Thiago
- Histórico de Copas e tropeços iniciaisRecorde de finalizações sofridas · Comparação com 1966 e 2014
- Brasil na Copa do MundoFalha coletiva · Posicionamento defensivo · Papel do goleiro Alisson
- Caso Neymar e Robinho Jr.Lesão muscular · Possibilidade de retorno
- Vinicius JuniorGol marcado · Decisão individual · Recusa em responder em espanhol
Começando Linha de Passe, Jean, de perguntas difíceis eu responderei depois, tá bom? É 1 a 1, o empate do Brasil contra Marrocos na estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo. Gol do Vini Júnior ainda no primeiro tempo. A gente vai destrinchar esse jogo aí, que teve um primeiro tempo pavoroso da seleção brasileira. No segundo tempo, um Brasil melhor, mas o gol da virada não saiu. Marrocos também caiu de produção no segundo tempo.
A gente vai falar tudo isso daqui a pouquinho com Calçade, com Eugênio Leal, com Jean Odi, também com o Vitor Birner. Participações do André Kifuri, do Pedro Ivo Almeida. Vamos girar muito as nossas equipes aí para falar dessa estreia da seleção brasileira. 1 a 1 com Marrocos. A gente segue no YouTube, programa de 2 horas, hein? Hoje 1 hora e meia com ESPN, com Disney Plus, com YouTube e mais aquele chorinho de meia horinha exclusivamente lá no YouTube na reta final, tá bom? A gente volta daqui a pouquinho.
Quase foi chorinho mesmo, quase foi chorinho.
Eu respondi sem querer.
Muito bem, vamos lá, meu povo, começando Linha de Passe primeiro com a movimentação da galera. Jéssica Dias vai chegar agora nesse Linha de Passe para ver aí como ficou aí o torcedor brasileiro, se no final das contas 1 a 1 tava nos planos. Jéssica, se frustrou a galera? Se tão baixo as travas aqui no chat, é só porrada na seleção brasileira, viu? Tudo bem contigo, queridona?
Oi, William, tudo bem sim. Um beijo para você, para os companheiros do Linha de Passe, fãs de esportes. Bom, pelo que eu estava aqui conversando com o pessoal nos bastidores, é claro que o sentimento é de que queriam um Brasil vencendo na estreia. Mas vem cá, tem água no chopp com esse empate do Brasil diante do Marrocos? Ou a animação segue?
A animação só.
Esse shopping aí então seu tá purinho ainda?
Sim, puro álcool.
Ainda não tem esse sentimento de desânimo? Afinal, o Brasil, né, é o pentacampeão do mundo, tem muita Copa do Mundo pela frente. É isso que vocês estão sentindo?
É verdade, a esperança nunca acaba.
Seremos hexa diante do Haiti, um adversário um pouco mais fácil na teoria. E aí, na próxima vitória vem? É isso? Na próxima vem a vitória de lavada e pode ser, pode, pode querer. Ai, eu tô muito emocionada! Pessoal aqui tá no clima muito animado ainda, Guruja. Afinal, ainda tem o Acer, ainda tem show de pagode aqui no Alzirão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde nós estamos, é no bairro da Tijuca. Então tem que manter o clima um pouco mais lá no alto.
Vamos ver se alguém analisa aqui alguma mudança do Carlo Ancelotti, brasileiro. Eu quero saber se vocês gostaram desse time que o Ancelotti colocou em campo. Tem muita gente reclamando. Primeiro tempo não foi dos melhores, depois ele mexeu e segundo tempo foi um pouco melhor. Foi, é, eu acho que poderia ter sido melhor. Falta muita comunicação entre eles, entrosamento, comunicação. É isso que você pensa?
Eu acho que sim.
1 a 1. Portanto, é o sentimento do torcedor. Já começou o pagode, a galera já tá aqui começando a animar novamente. Inclusive aqui, ó, samba no pé, o que não falta, viu, William? Empate, não é derrota. Brasil soma apenas um ponto no grupo, mas aqui, ó, é Rio de Janeiro. Nada, pouca coisa, quase nada para um carioca que gosta de samba e tem esperança ainda no Brasil nessa Copa do Mundo. Olha a diva sambora aí. Eu volto com você, William.
Valeu! Afinal de contas, o Brasil empatou, mas é um sábado à noite, né? E como diria Jean Odi, todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite. A gente sempre espera, né, Jean Odi? O que a gente não esperava era um primeiro tempo tão ruim da seleção brasileira, hein?
Tudo bem, meu querido?
Tudo bom, William?
Boa noite a você, a todo mundo, cara. É isso, eu acho que obviamente se esperava mais, ou talvez não se esperasse tão pouco na primeira meia hora. Eu acho que para mim essa é a questão. Se a gente pegar todo o resto do jogo, pra mim tá absolutamente dentro do que eu imaginava e do que eu esperava. A primeira meia hora foi muito decepcionante. Eu imaginava um jogo equilibrado, imaginava um jogo disputado. Não acho que o empate seja um resultado terrível, até porque a gente tá falando de uma Copa do Mundo cujo regulamento é aquilo, né? Quer dizer, te permite avançar mesmo indo muito mal.
Empate hoje classificou o Brasil.
Empatar com o Marrocos não é ir muito mal. Agora, o Brasil foi muito mal na primeira meia hora. E eu fiquei surpreso porque eu acho que sim, Se você pega as convocações das duas seleções, você vai ver que os brasileiros quase todos jogam no mais alto nível do futebol mundial, né, em grandes clubes, em grandes campeonatos, acostumados a jogos grandes. Enquanto no Marrocos a gente tem 3, 4, 5 jogadores nessa condição, mas de resto você vai ver caras em ligas menores ou em times menores.
E a minha impressão pro começo do jogo, mesmo se tratando de uma seleção brasileira que repete em boa parte o elenco da Copa passada, é que o Brasil tremeu, tava tremendo um pouco ali. O nervosismo foi muito grande, tava tenso. Então eu atribuo muito ao nervosismo do Brasil também no começo do jogo, né? Os mais de 30 passes errados na primeira etapa não são normais, muitos erros técnicos. Eu acho que a gente tem questões táticas para discutir também.
Falamos tanto do terceiro homem no meio-campo e parecia que não tinha terceiro homem nenhum no meio-campo. Essa questão do meio-campo precisar ser populado foi, né, populado. Você acabou colocando mais um jogador ali, mas o próprio gol de Marrocos mostra que essa marcação foi muito frouxa. Eu não vou entrar nas individualidades, acho que a gente vai discutir bastante as individualidades aqui, mas de maneira geral eu acho muito decepcionante A questão psicológica no início da partida, na primeira meia hora, até o gol do Vini praticamente, que chamou a responsabilidade para si naquele momento, que ninguém tava tendo coragem de fazer isso.
E essa questão tática de que, no fim das contas, a marcação que a gente achou que ia ser encorpada com a entrada de um meio-campista e a saída de um atacante não foi o que se viu na primeira etapa, né? Acho que depois, depois do gol do Vini, O jogo foi absolutamente equilibrado. Esperava até que o Brasil produzisse muito a partir do momento em que o Ancelotti faz as mudanças, que eu acho que deveriam ter sido feitas mesmo no momento em que ele deixa o time mais ofensivo, vamos dizer assim, pelo menos na teoria.
Tudo bem, você pode achar que podia entrar o Endrick e não o Matheus Cunha, é uma outra história.
Pedidos por Endrick aqui no chat.
É, eu entendo os pedidos por Endrick por tudo que ele vem fazendo. Agora, do ponto de vista tático, me parece que as mudanças elas foram boas. Ainda assim, não é que o Brasil tenha produzido um caminhão de oportunidades a partir do momento que essas mudanças aconteceram. Eu não acho sinceramente o resultado terrível e acho até um resultado normal se a gente lembrar que Marrocos foi semifinalista da última Copa do Mundo.
Mas, Eugênio, como disse o Jean aqui, os primeiros 30 minutos, né, a gente tava até brincando na redação, né, 30 minutos de Paraguai da seleção brasileira, hein, Eugênio? Tudo bem?
Boa noite, William. Jean Birner Calçade, fã de esporte. Boa noite. 30 minutos muito ruins, especialmente nos primeiros 15, quando o Marrocos subiu um pouco mais a marcação. Eu, ao longo dessa semana, pontuei algumas vezes que o Brasil tinha muita dificuldade na construção a partir da linha básica de defesa com o goleiro ali. O Brasil não conseguiu. No próximo jogo com o Egito, o Brasil recorreu muito à ligação direta do Alisson Hoje ele começou a insistir um pouco nisso.
Eu até imaginei de início que a escalação do Igor Thiago era justamente por isso, pelo fato de o Ancelotti saber que o Brasil tem muita dificuldade na construção. Ainda tem, talvez evolua, né, na construção por baixo. Então você coloca lá um centroavante grandalhão para ali fazer a ligação direta, ele tentar ali ganhar no alto, pelo menos conquistar uma segunda bola para a seleção brasileira. Mas não foi isso que aconteceu. O time começou muito mal.
É, a expectativa é a mãe da frustração. Eu, da minha parte, não tinha expectativa boa com relação à atuação do Brasil. Pontuei isso essa semana várias vezes e algumas vezes fui criticado de estar torcendo contra. E não, é o fato de que é óbvio que o Brasil está no início de trabalho. Hoje foi o jogo zero, ou jogo 1, melhor dizendo, do Ancelotti, porque o que ele fez até o último amistoso foi observar Testar formações, observar jogadores.
Até a última data FIFA ele tinha convocado jogadores que nunca tinha chamado antes. Ele foi testando, testando, testando. Hoje chegou, meu, hoje é a Vera, não tem mais como testar. Ele foi no que ele acreditava para esse jogo, que eu acho que vai ser diferente do que ele vai acreditar para o próximo jogo. Acho que teremos muitas modificações, mas o fato é que o time depois do gol do Vini deu uma acalmada, sim. E por que você erra muito?
E por que o erro vai gerando cada vez mais insegurança, instabilidade, nervosismo? Porque você não tá pronto. O Brasil, obviamente, vou falar de novo o que eu falei a semana inteira, não é um time pronto para Copa. A gente, eu espero que ele vai evoluindo e quem sabe chegando à fase final, a grande decisão, ele possa melhorar e alcançar um desempenho melhor. Mas hoje o Brasil era obviamente um time coletivamente muito frágil. E o gol, que contou muito com a capacidade individual do Vini, deu uma acalmada.
Acho que deu uma assustada também em Marrocos. E o time se acerta aí na virada do primeiro para o segundo tempo.
Termina o primeiro tempo bem até.
É. E aí a gente tava junto na calçade, depois ele vai entrar também nessas questões. O Ancelotti consegue do primeiro para o segundo tempo dar uma organizada no time. Agora Acho que o Paquetá jogou mal, jogou bem mal, mas tem duas coisas a serem observadas. O Jean falava assim, se esperava que de repente o Brasil produzisse mais a partir do momento que colocou mais um atacante, porque ele saiu do esquema com 3 meio-campistas e passou ao 4-2-4.
A partir dali, o Brasil até então, 61 minutos, tinha 57% da posse de bola. Nesse período após a saída do Paquetá, que não é exatamente o Paquetá, é ao perder um jogador no meio de campo, O Brasil teve 41% e passou a maior parte da posse de bola para o time de Marrocos, que foi o que a gente viu na reta final do jogo. Não que o Brasil tenha deixado de eventualmente chegar, mas chegava mais vezes em jogadas de transição do que exatamente por ter a bola.
A boa notícia é que nesse momento o Brasil conseguiu bloquear bem a sua defesa, e quando o Marrocos teve mais posse de bola, ele teve dificuldade para criar. Teve um chute no finalzinho do jogo que o Alisson defendeu e mais nada nem disso. Então assim, começou mal, foi evoluindo, segundo tempo foi melhor. E eu espero que no próximo jogo vá um pouquinho melhor, no outro que vá um pouquinho melhor.
Próximo jogo é contra o Haiti, tem que ir bem melhor.
Tem, porque também tivemos contra hoje o adversário mais difícil da fase de grupos. O sorteio não beneficiou o Brasil.
Era hoje o melhor teste olhando para os mata-matas. Porque o Haiti obviamente não é o melhor teste para você olhar para os mata-matas. Ainda que eu concorde com o Eugênio, não sei nem se por isso, pela diferença do time, né, que o Brasil vai enfrentar, a gente vai ter mudança assim no próximo jogo.
Vitor Werner tem um olhar um pouco, não sei se um pouco ou diferente, um pouquinho diferente em relação aos companheiros, com relação à atuação da seleção brasileira. Tudo bem, Werner?
Boa noite a você, Jean, Eugênio, Calçade, aos fãs do esporte. Ontem, quando você perguntou o que esperar, eu falei, é o jogo mais imprevisível de todos.
Sim.
E o começo do jogo, ele foi muito parecido com os defeitos que o Brasil apresentou contra o Egito, contra uma seleção mais forte que a seleção egípcia, com meio-campo com os volantes totalmente desentrosados, no meio-campo dando muito espaço, né? E eu vou entrar depois nos detalhes individuais, como disse o Jean. Eu não vou culpar os jogadores Mas aí depois eu explico o porquê. Nem os zagueiros, nem o Alisson no lance do gol, tá?
É fácil entender porque aquilo aconteceu. Só que a reação brasileira coletiva depois do gol do Vini, ela para mim foi muito positiva. O Brasil pegou uma seleção competitiva, uma seleção forte, atual campeã, devia ser vice, mas é atual campeã africana, seleções, oi, subjúdice, atualmente é campeã, né? Talvez haja honestidade e justiça e retire o título, e o título a Senegal ganhou de verdade dentro do campo. Mas de qualquer maneira é uma seleção forte, competitiva, que não perde há muito tempo.
30 jogos hoje, né? Chegou a 30 jogos.
E o Marrocos ficou do 301º minuto, gol do Vini foi no 32º, até os 99 sem chutar no gol do Brasil. Porque o Brasil começou a ganhar o meio de campo, porque o Brasil acuou o Marrocos, porque aí entrou o tamanho de alguns jogadores. Por exemplo, o Rafinha jogou mal? Sim, concordo, jogou muito abaixo do que o Rafinha tem que jogar a Copa do Mundo. Mas ele bota medo nos marroquinos, ele é respeitado pelos marroquinos pela sua carreira no clube.
E é óbvio que se fosse um atacante não tão grande, talvez o Marrocos saísse um pouco mais para o jogo. Pelo lado do Rafinha. O Vini Júnior fez um grande jogo, não fez? Fez uma grande jogada, bons lances, uma boa partida do Vini Júnior.
Uns 2 lances no primeiro tempo de associação com Rafinha ali, quando o Rafinha aproximou, que jogou bem, deram um brilhareco.
E o gol que mudou a cara do jogo.
É assim, né?
Então assim, o Brasil podia ter jogado, e eu tinha esse temor, como fez nos primeiros 30 minutos o jogo inteiro. Porque foi assim contra o Egito em grande parte do jogo também, né? O Brasil tem problemas de marcação. Eu vejo muito mais problemas do Brasil na marcação do que na construção das jogadas.
Mas não te surpreenderam os primeiros 30 minutos?
Não, não surpreenderam.
Mas ali foi muito erro técnico, eles estavam nervosos demais.
Mas o Brasil sempre estreia nervoso em Copas do Mundo, não é uma novidade.
Até as melhores seleções do Brasil.
Mas isso não os absorve.
De verdade, eu vou ser sincero, eu assisto Copa do Mundo desde 86, vai? Vou pegar minha experiência aqui de 86.
Vi todas ali.
Eu nunca vi uma estreia com esses 30 minutos. Eu vi o Brasil oscilar, não jogar muito bem, ter dificuldades. As estreias são sempre difíceis, mas esses 30 minutos, pelo menos, foram muito ruins.
Mas o bom é que passou, né?
Passou, passou.
E se você me perguntar no final do jogo, ah, tá, foi bom? Não, bom não foi. Eu tenho mais notícias boas para dar. Sendo racional, e eu aqui eu tenho que ser, tá? Eu entendo quem tá xingando, criticando, quer que o Brasil ganhe, perfeito.
Se eu tenho mais notícias boas ou notícias ruins para dar, eu tenho mais notícias boas sobre a seleção.
Vamos destrinchar suas notícias boas durante o programa. Mais notícias boas ou ruins, Calçade? O Birner tá muito confuso hoje.
Não que sejam definitivas, né?
Para mim é nenhuma coisa nem outra. Tem, era o que o o que a gente falou aqui durante a semana. A gente só não sabia o roteiro, mas o resultado final é o que, é o que o Brasil apresenta: dificuldade para jogar contra adversários. E aí é muito fácil pegar o Marrocos, achar que é o Marrocos de 1950. É um Marrocos finalista da Copa Africana de Nações, né, um Marrocos que foi longe na Copa do Mundo de 22. E que tudo bem, o Ancelotti tem um ciclo muito curto, tem um ano, e o Marrocos, a comissão técnica Teve uma data FIFA só, só que eles aproveitaram uma estrutura e eles foram para o jogo muito bem escalados pelo seguinte: só jogador de meio de campo, associação, associação.
Aí o Brasil não conseguiu ver a cor da bola nos primeiros minutos. O que tem é a santa parada técnica, eu adoro, né? Até porque contra time desorganizado nada melhor do que parar o jogo para alguém arrumar. E o Brasil toma o gol antes da parada e faz o gol depois da parada. Porque o Ancelotti dá uma organizada. Porque o Brasil foi assim para campo, primeiro hiper nervoso, muito nervoso, a ponto do Paquetá pegar a bola e passar para adversário.
Então, muitas vezes muito erro de passe. E é Casemiro, é o que eu não posso falar de falta de experiência. Se tem alguém experiência nessa seleção, Casemiro. Casemiro foi muito mal no jogo. O Ibanez, eu acho que ele pode melhorar como lateral. Eu vejo o Ibanez também um pouco do resultado de um time desorganizado. Outro que foi bem mal organizado, sim. O time que o Ancelotti conseguiu construir ao longo das eliminatórias e data FIFA, no pouco tempo que ele teve, chegou na Copa do Mundo, parece que ele assumiu ontem.
Culpa dele, ele perdeu o Militão, que seria titular, ele perdeu o Rodrygo, que poderia jogar muito, certamente jogaria demais, e E perdeu o Estevam, que era talvez o principal jogador do time. Eu tô falando Wesley, Wesley já é a segunda leva, mas a saída do Wesley desorganizou tudo. E a gente falou isso aqui, porque você tem o Wesley, você teria uma formação. Sem Wesley, lá direito morto. O que que ele tem? Iboez. Como é que ele fazia saída de bola?
Geralmente você sai num 3-2 e joga 5 lá. O Ancelotti fazia saída com 4, os 2 laterais aqui, os 2 zagueiros, saída ali com 4 jogadores. O meio de campo, o Casemiro mal, o lado direito, o Paquetá tentando preencher. Então você tinha um time que usava muito o lado direito e não se aprofundava porque não tinha ninguém para cair ali. Por quê? Porque tava Vinícius com Rafinha. Não, o Rafinha não tava aqui do lado direito, tava Paquetá, Rafinha, Vinícius e Igor Guimarães.
Depois ele muda na parada técnica, ele conserta.
Paquetá vem jogar aqui por dentro, vem Rafinha, Vinícius, Igor. O Brasil conseguiu melhorar e estabilizar muito. Então assim, é, o jogo serviu para ir vendo, tomando ciência do que está acontecendo com a seleção brasileira.
Cansamos de falar aqui que a seleção brasileira só estará mais ou menos pronta no primeiro jogo.
E o legal é que assim A gente, eu lembro da gente ter falado muito isso em relação ao Tite na Copa retrasada, que, e o Tite mesmo admitiu na última que esse foi um problema na retrasada, que era, cara, não dá, Copa do Mundo não dá para ficar esperando. E eu acho que nesse sentido o Ancelotti foi muito bem, porque ele faz as mudanças, acho que na hora que tinha que fazer. A gente pode até dizer, ah, as mudanças do intervalo são por causa do cartão amarelo, convenientemente por causa do amarelo, pode ser por causa do amarelo, mas os dois mereciam sair, porque senão estavam tocando.
O Danilo tava jogando bem, o Casemiro não tava jogando bem, e as mudanças tinham que acontecer.
O Danilo traz uma experiência, uma liderança. Você é o seguinte, se ele não vai ganhar na corrida de um jogador veloz, mas ele tem a liderança. Tanto que tem alguns momentos que tá o Danilo aqui de zagueiro, Marquinhos do lado, ele pode voltar e tal. Então assim, é um cara que passou a administrar essa última linha, importante. No meio de campo, o Fabinho para mim foi melhor. Embora uma substituição ousada seria colocar o Danilo como primeiro volante. Jogou no Palmeiras. É que aí é um treinador italiano, né?
Você não—
contra o Haiti dá para fazer.
Porque o Danilo seria um cara que conduz a bola como primeiro volante, é um jogador que poderia se aprofundar, subir desmarcado, e o Bruno Guimarães segura um pouquinho.
Sabe o que vai acontecer?
Segura um pouquinho para ele.
Ele vai mexer porque O Haiti é o que é. Provavelmente para o jogo contra o Haiti, o Brasil provavelmente vai conseguir um resultado melhor, o torcedor provavelmente vai ficar empolgado e ele provavelmente vai mexer no time para o terceiro jogo e vai ser criticado se o Brasil não fizer um grande jogo.
E um detalhe, a gente vai mostrar daqui a pouco um recorte bem interessante do que foi o primeiro tempo.
Ah, pera aí, vamos mostrar já?
Eu acho que eu tô com a tela em mãos aqui.
Deixa o primeiro dar um número geral, a gente vai, que eu tô com a tela Números gerais, números gerais. Brasil finalizou 13 vezes, 5 no gol. Marrocos, 14, 3 no gol. Isso é geral. Vamos lá, primeiro tempo. O Brasil finalizou 6, acertou 2. O Marrocos finalizou 12. Então o Marrocos foi uma bombardeira. É porque o Marrocos era um time de associação e o Brasil desorganizado. O Brasil não é um time de associação. A menos que o Ancelotti invente um novo Brasil.
Mas o Brasil não é de associação, de ficar, Doc, é de transição, de profundidade. Basta ver o gol do Vinícius. Segundo tempo, o Marrocos finalizou duas vezes. Então o Brasil, o time que finalizou 12 no segundo tempo, finalizou duas. Aí você mostra o seguinte: toda aquela bagunça, desorganização, time tremendo, assim, nervosíssimo. Ele conseguiu, a partir da parada técnica do primeiro tempo e no segundo com as trocas, falar assim: calma, vamos começar a jogar a Copa do Mundo agora. E a gente vai ver o recorte, que o recorte é histórico.
Isso, é histórico, dos 15 minutos. Vamos colocar a tela, já já a gente aciona o André Kfoury, que já tá prontinho para falar com a gente também.
Olho nessa tela aí, ó, é a mais finalizações sofridas pela seleção nos primeiros 15 minutos de um jogo de Copa. Desde 66, quando nós temos os dados.
Perfeito.
Se não me falha aí, são 60 anos, né? É isso aí. Bem calçado, parabéns. É um pouco menos que minha idade. Em 66, Portugal em 15 minutos chutou 7 vezes e o Brasil saiu derrotado, tomou um 3x1.
O vareio lá de Portugal.
Hoje, Marrocos, hoje, porradaria, 60 anos depois, o Brasil tomou 6 finalizações em 15 minutos e empatou o jogo. Aí vem 70 com a Tchecoslováquia, na época, né, 5, e aí o Brasil ganhou 4 a 1. E a Hungria em 66 ainda, isso mostra como tava 66. Nossa, foi uma bagunça, né, terrível. E também o Brasil é derrotado. Então assim, esse foi histórico, gente, porque foi um negócio absurdo.
E outra coisa, né, Calçadinho, 15 minutos, se você considerar o que era o futebol nessa época de 66 a 70 e o que é o futebol hoje, você tomar tanta finalização no gol em 2026 acaba sendo muito significativo, porque hoje obviamente os jogos não, não concebem tanto espaço.
Exato, é peso 2, é verdade. E olha que não tem a Alemanha ali em 2014, porque aí no final, nos 15 minutos, veio depois.
Alemanha em 2014, no primeiro tempo, finalizou 10 vezes contra o Brasil. O Marrocos hoje finalizou 12. É claro que a Alemanha guardou um monte, né? Claro, foi guardando. E o Marrocos não, mas assim, tenho um passar para os nossos companheiros. Eu acho que tem um ponto seguinte: o placar não foi o esperado pela torcida brasileira, mas mantém a disputa pelo primeiro lugar do grupo aberta. Esse é um ponto. O segundo, o desenvolvimento do jogo foi mostrando caminhos para a seleção e para o Carlo Ancelotti.
É isso, ele usou o banco Rapidamente. Então assim, tem fatores que podem, se ele continuar a evoluir essa equipe e não ficar fechado numa ideia, a gente tem um ponto de partida que é desenvolver um time com a bola rolando, cara.
Eu vou acionar o André depois, me lembra a gente falar dessa questão aí, você falou de mudanças que ele pode fazer contra o Haiti e depois contra a Escócia, porque eu acho esse assunto interessante, de coisas que ele viu hoje, que o Calçadinho tá falando também. E que podem impactar nos próximos jogos. André Kifu, bom, você me falasse que ia ser 1x1 o jogo hoje, eu até falei, 1x1 eu acho que é um resultado bem aceitável. O que para mim foi inaceitável foram os 30 minutos, os 30 primeiros minutos da seleção brasileira.
Mas o jogo teve mais de 100, vale lembrar.
É, aqueles 30, mas em 30 minutos só, em 5 minutos você perde uma Copa do Mundo.
Mas o Alisson fez milagres, fez alguma coisa assim?
Eu concordo com você sobre esses 30 minutos.
Eu acho que esses 30 minutos, eu acho que a crítica ela é pertinente, correta, só vendo o que o Brasil fazia e o que aconteceu durante o jogo. Eu não sei porque você tá surpreso.
Tô surpreso com os 30 minutos, foram muito abaixo de qualquer coisa que eu esperava. Embora você citou o jogo contra o Egito, mas esses 30 minutos foram terríveis. Eu já falei aqui, de abertura de Copa do Mundo, eu não lembro uma coisa tão horrorosa assim com relação à seleção brasileira em 30 minutos. Vamos ouvir o André Kifuri também. É, se ele também ficou surpreso com os 30 minutos, se para ele, igual o Vitor Birner também imaginava, não surpreendeu tanto assim mediante que o Brasil já tinha apresentado.
E quero ouvir o lado do André Kifuri nessa história também, primeira participação com a gente aqui no Linha de Passe de hoje. Tudo bem, André?
Oi, William, tudo bem? Um abraço a todos aí, um abraço forte aos nossos fãs de esportes que nos acompanham, começando por esse finalzinho, né, dessa parte final da discussão de vocês, o que que eu posso dizer dentro do estádio? Eu não fiquei surpreso, porque a partir do momento em que o técnico da Seleção Brasileira, na entrevista coletiva de ontem, abriu claramente a possibilidade para que a Seleção Brasileira tivesse menos ideias no jogo de hoje, tivesse menos iniciativa, tivesse menos clareza, porque essa é a tradução para o que o Ancelotti disse em português, né, mas em termos futebolísticos, digamos assim, quando ele abre a porta para a seleção brasileira esperar Marrocos jogar com inteligência, evidente, eventualmente no espaço, ele deixa que, ele deixa claro que na cabeça dele a seleção brasileira não tinha condições de se impor no jogo de hoje.
Então eu não fiquei surpreso, eu fiquei pior do que surpreso, eu fiquei absolutamente aterrorizado. Eu considero a primeira meia hora do jogo os piores 30 minutos da seleção brasileira numa Copa do Mundo desde aquela tarde fatídica em Belo Horizonte, que muita gente prefere não lembrar, mas eu acho que precisa ficar sempre marcada. O futebol nem sempre acompanha esse tipo de desequilíbrio com reflexo no resultado. E de fato, como o Birner, acho que foi o Birner que pontuou, o Alisson não fez nenhum milagre, o Brasil não levou 3 bolas na trave, etc.
Não, de fato não. Mas a superioridade em campo e a maneira como a seleção brasileira mostrou-se mais do que receosa em determinados momentos, talvez com medo mesmo, me deixaram assustado. Então, para mim, meia hora inicial, um terror que a gente não sentia desde a Copa de 2014, na semifinal contra a Alemanha. O resultado muito diferente desse, embora o empate em 1 a 1 tenha ficado bom para a seleção brasileira, exatamente pelo que o Calçade falou.
E entendo que a seleção nesse momento está mais aliviada por não ter perdido do que incomodada com o fato de não ter conseguido ganhar de Marrocos na estreia dessa Copa do Mundo. Um time, é, Calçade mencionou agora há pouco, aquele time que nós imaginávamos que estava sendo construído não apareceu em campo, simplesmente não apareceu. E a explicação para as trocas, principalmente nas laterais, eu imagino que o Ancelotti dará na sua entrevista coletiva.
Daqui a pouco o Pedro Ivo Almeida estará aqui conosco e ele está na sala de imprensa Aqui no estádio MetLife para ouvir o técnico da seleção brasileira. Mas o que nos chegou antes do jogo como contexto para substituição é que os dois laterais que entraram, o Ibanez e o Douglas, ganharam as vagas na parte física por se mostrarem mais inteiros do que os dois que treinaram em tese nos últimos dias como titulares, o Danilo e o Alexsandro.
E a situação da troca no ataque foi porque o Igor Thiago teria treinado melhor do que o Matheus Cunha e oferece a possibilidade de uma pressão maior na saída de bola, o que efetivamente, né, do ponto de vista prático não aconteceu. A minha impressão pessoal é que no segundo tempo, quando o Matheus Cunha entrou, o Brasil teve um jogo mais dinâmico, manteve-se um pouco mais de tempo no campo de ataque, de forma a se sentir menos pressionado.
Mas assim, a primeira meia hora marca, porque não é, não é o que a gente espera ver num Brasil e Marrocos, mesmo com todos os problemas que a seleção brasileira tem, uma quantidade de problemas que cabe a pergunta: talvez estejam sobrecarregando a comissão técnica de forma até que até Carlo Ancelotti, com toda a capacidade que ele tem, está surpreso.
Isso é engraçado, né? Porque o André tem toda razão, e é o nosso jeitinho, né, sobrecarregar a comissão técnica de certa maneira.
Acostumaram com a moleza do Real Madrid, né? É isso aí, exatamente.
A Madrid é facinho também, né?
Molezinha. Mas sabe o que é legal, acho que, da frase do André, das informações que ele traz? É que assim, a escolha pelos laterais com esta justificativa faz todo sentido do mundo. A gente não discute aqui que do ponto de vista físico e de rendimento recente cabia mais o Ibanez do que o Danilo, cabia mais o Douglas do que o Alexsandro. Agora, é a prova de que futebol não é só isso. Futebol não é só qualidade técnica, futebol não é apenas o preparo físico.
Futebol tem também a questão psicológica, por exemplo, para citar um exemplo, tem a questão tática. E hoje Eu acho que a questão psicológica para o Ibanez, para mim pelo menos, pesou demais, ficou muito evidente. Então quando a gente fala, né, eu falei aqui que eu achei que o Brasil tremeu nos 30 primeiros minutos, e tremeu inclusive com jogadores mais renomados que já vestiram camisas maiores e tudo mais. Eu acho que isso se aplica muito ao Ibanez.
Não quer dizer que seja um problema insolúvel, que depois da estreia essa coisa não vai mudar e que os caras vão acabar se acostumando e podem entrar no prumo. Agora, é complicado porque também você faz escolhas olhando para uma questão física que faz sentido, mas a outra questão, seja ela psicológica, seja ela tática, seja ela técnica— e repito, a técnica hoje foi muito influenciada pela psicológica, me parece claro.
Começo do jogo mostra aquela quantidade, mais de 30 passes errados no primeiro tempo.
Aquilo ali é um reflexo da questão psicológica, porque os caras não são jogadores de má qualidade. Então eu acho que o que o André traz da questão da escolha dos laterais e do fim das contas do rendimento— aí tô falando mais do Ibanez, porque acho que o Douglas acabou cumprindo mais ou menos ali aquilo que se espera dele. Mas é a prova de que é isso, cara. Às vezes você faz uma escolha por uma razão certa e uma outra razão vai te tirar essa lógica, não é? Não é uma coisa matemática, não é tudo lógico e óbvio, senão não seria futebol.
Mas o que tá claro pro Ancelotti, não sei se o André vê assim, pra mim tá muito claro que o Brasil tem um time a ser construído no Mundial e ele precisa encontrar.
Eu sabia.
E ele tem mais 2 jogos, porque depois é mata-mata. Exato. Então ele precisa. Então todas as ideias que foram, que chegaram com ele no dia da convocação, na pastinha, Todas aquelas ideias, ideias que justificavam a convocação de 26 nomes, cara, zera tudo. Agora, sei lá, nos Estados Unidos se vira e monta.
Não é, ele já identificou o erro dele quando perdeu o Wesley e trouxe o jogador de outra posição. Ali ele já percebeu, eu precisava ter mais gente no meio de campo.
É identificar o erro, Eugênio?
Eu acho que é não ter jogador.
Eu penso que ele colocaria um outro Wesley, poderia colocar o Pedro, o Bernardo.
Mas ele não ia botar esse cara.
Mas que colocasse, são jogadores da posição.
Mas é o que eu digo aqui, eu acho que não dá pra chamar de, ah, ele identificou o erro, porque se provavelmente ele tivesse um outro jogador exatamente como o Wesley, ele teria chamado.
Ele respondeu sobre isso, ele disse que pelo que ele observou dos amistosos e dos treinos, ele estava satisfeito com as opções de Ibanez e Danilo, e ele identificou que havia uma dúvida desde antes com relação à quantidade de defensores. E quantidade de jogadores de meio-campo. E ele identificou que naquele momento dos caras que estão na pré-lista, né?
Porque eu acho que também tem isso. É claro, ele não vai dizer, não vai falar nada.
Até porque senão ele não teria colocado esses jogadores.
Poderia colocar outros. Casemiro e Paquetá, que já tem Copa do Mundo nas costas, Bruno Guimarães também, estavam hoje verdes.
Eu ia falar, tremeram.
Se imagina botar um jogador que não teve histórico na seleção. Você fala assim, você convoca, é um jogador que não será utilizado, ele vai ficar no banco.
É que o histórico do Paqueta na seleção não é ruim. O do Bruno é muito abaixo do jogador que ele trouxe.
Na primeira Copa.
Mas o do Casemiro, não, esse é o pilar da seleção.
É o pilar da seleção.
Mas ele foi corrigindo.
Só que o Casemiro, se a questão é que o Calçade falava, ele não vai poder agora ficar apegado às ideias que ele trouxe, ao time que ele trouxe. O Casemiro foi o primeiro cara que ele botou no time quando ele assumiu a seleção brasileira. Vem aqui, Casemiro, preciso de você.
A partir de você eu vou organizar o time.
E o Casemiro hoje não deu resposta alguma. Ele fez um primeiro tempo péssimo. E o Fabinho, que entrou no lugar dele, melhorou muito a posição.
Eu tenho uma dúvida, Eugênio. Eu concordo com a tua sobre o Casemiro, muito ruim. Eu só não sei se ela é fruto da falta de conexão, mísera conexão entre ele, o Bruno, o Paquetá, a marcação toda. O gol do Marrocos para mim é uma falha da dupla de volantes do Brasil, não é uma falha da zaga e nem do Alisson.
Tô de acordo.
Assim, é verdade que o Brahim Dias teve naquele lance, assim, é que pareceu um jogo de pelada assim.
Para mim é uma falha coletiva.
Eu também acho que embora o Magalhães demorou ali na corrida ali, ok, mas tudo bem, eu tô te entendendo.
Mas eu também acho que tem uma parceria, é muito mais espaço que você dá para o Brahim. Porque assim, se você joga com a linha tão alta, não tem, você não pode dar liberdade para um jogador como Brahim ali no meio de 3 jogadores do Brasil, porque eram os 2 volantes e o Paquetá.
O grande problema do Brasil nesse primeiro tempo era a falta de compactação. Havia uma separação muito grande entre os jogadores da frente e jogadores de trás. E ali apareceu esse problema.
Esse é o Brasil-Egito. Isso é, esse é o Brasil-Egito. Esse é o Brasil-Egito.
Tem erro do Casemiro, do Bruno Guimarães, Tem, mas eu vejo um erro de sistema.
Mas sabe o que me assustou mais?
O sistema coletivo não tava funcionando. Tanto que o passe do Brahim, desculpa, Bino, o Brahim é o jogador aberto pela direita, ele vem por dentro, e quem tenta, quem fica ali pensando se vai ou se não vai é o Douglas Santos, o jogador mais próximo dele, porque se o Brahim tá na ponta, o Douglas tenta acompanhar, mas não sabe se vai ou se não vai. Se o jogador tá na dúvida é porque o sistema não tá Encaixado.
Você tem toda razão, eu assino embaixo seu comentário. E a minha única questão é, por exemplo, contra o Egito, tô pegando porque o jogo que o Brasil ganhou e deu muito espaço, muita bola nas costas dos zagueiros, porque a pressão da marcação alta não funcionou. Dessa vez a marcação alta não foi boa, sim, não funcionou zero. Mas para mim a pior notícia do jogo, vamos começar por ela, as notícias. A dupla de volantes. E eu assim, e a dupla de volantes é um pilar dessa curta era Ancelotti.
Mas você não faz distinção? Eu faço distinção para mim do Bruno para o Casemiro hoje.
Casemiro foi bem pior.
O Casemiro foi bem pior do que o Bruno, mas bem pior. Eu não acho que o Bruno, eu não acho que a atuação do Bruno foi terrível não.
Pedro Luiz não tá no estádio, mandou uma mensagem para nós durante o jogo, ele falou, ele informou que o Fabinho estava se movimentando desde os 10 minutos do primeiro tempo. Enquanto você tá fazendo isso, é porque o teu primeiro volante não é que ele tá mal, ele tá mal, não é apenas mal jogando mal, é algum problema.
Será que é porque essa informação é muito interessante?
Eu não vi.
Porque assim, 10 minutos é algo que te leva até a supor se não tem alguma questão física ali, alguma dúvida em relação à questão física.
Até porque você tirar, se tivesse tirado o Ibanez em 10 minutos, 15, 20.
Você fala, puta, esse cara sentiu e não vai dar nada. Exato, Casemiro é outra história. E é só que assim, só porque acho que o Casemiro é um ponto de atenção muito especial. Como disse o Eugênio, o Casemiro foi o cara que o Ancelotti trouxe e que a gente mesmo chamou de solução. Sim, o Ancelotti achou uma solução para um setor do Brasil que era o setor mais frágil e mais criticado antes da chegada dele, e ele resolveu com essa dupla de volantes.
Fato.
Só que a gente não pode esquecer que esta solução tem 34 anos de idade, essa solução jogou uma temporada inteira na Premier League com um nível de exigência físico absurdo.
É verdade.
Então assim, o que eu me pergunto, e tomara que não seja isso, porque bola o Casemiro tem de sobra, experiência ele tem de sobra. E liderança. Liderança ele tem. Mas o que eu me pergunto é, porque às vezes as coisas são assim, periga ser uma questão física, de desgaste, de chegar no final de temporada europeia morto, um jogador de 34 anos de idade, e de repente não suportar o nível de intensidade de jogos de Copa do Mundo. E se for isso, a gente tem um problema sério, porque tô de acordo, Fabinho entrou bem hoje, tá, mas também é um jogador de 32 anos, é um jogador que não tem recentemente uma ficha de serviços prestados absurda.
Então pode ser uma questão realmente para a seleção brasileira, sim, fazer por isso ele ter chamado mais um jogador de meio-campo.
Pode ser, pode ser.
Talvez ele tenha identificado numa carência ali.
Pra gente passar pro André.
Eu vejo assim, o Brasil passou a se comportar melhor a partir da mudança tática do Ancelotti na parada. No segundo tempo ele vem com mais mudança ainda, porque no segundo tempo o Rafinha já continuou fixado na direita, o Vini na esquerda, Igor Thiago centralizado, com o Paquetá do lado esquerdo e Bruno Guimarães, e aí o Fabinho como primeiro volante.
Então você tinha um trio.
Porque você pode jogar com os dois volantes paralelamente, como cansou de jogar com Bruno e Casemiro, e o terceiro mais adiantado. E era um Brasil tão redesenhado para ter um trio. E ali no segundo tempo o Brasil melhorou. Mas pode ser um caminho.
Agora, o Ancelotti, a entrada do Danilo também, né, que a gente comentava, o Danilo pela direita ali deu uma boa arrumada. E até em algum momento ele apareceu no ataque. Ataque indo ao fundo. É, mas assim, o Danilo não tem fôlego para fazer isso, se for jogar 90 minutos.
O Danilo no segundo tempo, ele foi o Danilo para aquilo que ele foi convocado, que é trazer experiência, trazer liderança. O Danilo zagueiro, ele veio, ele entrou justamente para tentar acalmar um setor que tava caótico, né? E a convocação dele se justifica por isso.
É, foi o primeiro convocado, né?
Eu vou, eu vou passar para o André só com informações que vão chegando aqui do nosso querido Pedro Ivo Almeida, que está na coletiva nesse momento. Depois vai participar com a gente aqui do Linha de Passe. Vamos aguardar que a gente tenha trechos da coletiva também. Lembrando, temos mais 1 hora e 10 de programa, mais 50 minutos aqui no Disney Plus, também na ESPN, e depois meia hora.
Desculpe corrigi-lo, 40.
40, obrigado. Não se ganha a Copa no primeiro jogo. Não achei que estaria perfeito no primeiro jogo, só não podemos perder a confiança. Precisamos ter uma equipe mais equilibrada. Palavras do Ancelotti. E aí perguntaram para ele se tem que mexer na equipe. A escalação inicial não é a que termina. Jogadores que entraram fizeram um bom jogo. Os que entraram, tá? E segunda impressão, porque o Pedro Ribeiro Carta, eu acho que ele esteve em todas as coletivas do Ancelotti, né?
Esteve em todas as coletivas do Ancelotti. Ele conhece, já entrevistou o Ancelotti, já teve exclusiva com Ancelotti, ele destaca que tá muito elegante, claro, muito cortês como sempre, mas tá num tom assim de que tá sem paciência.
Na entrevista, a flash interview, aquela que acontece no campo ainda, ele deu respostas quase flash interview. Obrigado. É a entrevista que acontece no campo ali com o backdrop, ali essa câmera de backdrop também, né? Ele foi quase monossilábico. Ele falou assim: fomos muito mal no primeiro tempo, melhoramos no segundo, temos que melhorar. E a segunda pergunta: melhorar em quê?
E ele falou que esperava um time melhor, mas não informou.
Ele falou: não, eu não vou comentar. Talvez ele nem queira também entregar os detalhes, porque assim, eu acho que a gente já viu, a lateral direita não dá para ser com Ibanez, pelo menos por enquanto. A questão, o Danilo aguenta 90 minutos? Sim, o Danilo. Qual o sobrenome dele? Danilo do Flamengo.
Danilo do Flamengo, Danilo do Botafogo.
Ele aguenta 90 minutos? Se ele não aguentar, vai voltar o Ibanez ali em algum momento, ou ele tem alguma outra possibilidade dentro do elenco? Ele tem trazer ali o Danilo do Botafogo, vou botar ali o próprio Éder, isso aí era para se pensar. Agora a questão é Outra coisa, esse é um ponto importante, hein?
Isso é um ponto importante.
O Igor Thiago é uma questão que a gente tem que voltar mais.
Vamos conversar sobre isso, tem bastante tempo. A gente vai falar sobre ele também, com certeza. Aí, o André, então a gente tem conversado aqui, a gente já falou hoje inclusive isso, que a Copa do Mundo precisa de medidas urgentes, a coisa tem que ser muito rápida, não dá para ficar pensando muito, né? Tem que tomar decisões rápidas para melhorar. O espaço é curto.
Belo gol do Vini.
Belo gol do Vini. A pergunta que eu te faço é a seguinte: o jogo de hoje, o jogo de hoje, ele já mostra urgência em alguma posição, alguma situação, André, já para o jogo seguinte contra o Haiti? E olha que é o Haiti, hein, William.
Eu não saberia dizer especificamente em relação à posição, mas eu achei interessante e positiva a essa resposta do Ancelotti que o Pedro acaba de nos informar a respeito do risco de perder a confiança. Me parece claro que ele notou muito cedo que o time estava muito intranquilo. Como disse o Jean muito bem agora há pouco, alguns jogadores muito experientes, mais de uma Copa do Mundo, um goleiro de 3 Copas, Casemiro mais de uma Copa, Paquetá mais de uma Copa.
Seleção Brasileira tinha jogadores na estreia desse Mundial em campo com vasta experiência em relação às pressões que precisam ser administradas. E então, quando um técnico como Ancelotti percebe e deixa isso claro com uma declaração na entrevista, que o time precisa se sentir forte, se sentir bem, a minha impressão é que o trabalho dele é fazer tudo que estiver ao alcance para injetar na equipe jogadores que tragam isso de volta.
E aí eu acho que é uma questão de, talvez a partida contra o Haiti seja a ocasião apropriada para experimentar juventudes que precisam se provar neste cenário. Toda vez que eu ouço ou leio alguém fazer comparações entre, por exemplo, a Copa do Mundo e a Champions League, no sentido de dizer, ah, mas o principal futebol futebol do mundo está na Champions todos os anos, a Copa do Mundo é uma outra coisa. Eu lembro de uma declaração do Felipe Luiz, que é um jogador que foi, né, um jogador absolutamente experimentado, jogou duas finais de Champions, passou a maior parte da sua carreira na elite da elite do futebol e disputou Copa do Mundo também.
E eu me lembro dele ter dito: eu joguei duas finais de Champions, mas nada do que eu senti ao ouvir o hino nacional futebol brasileiro num jogo de Copa do Mundo se compara a todo o resto da minha carreira em termos de experiências. Então isso, isso é uma amostra do que a Copa do Mundo— eu falei ontem, né— esse teatro incontrolável pode fazer com jogadores de futebol, independentemente da vivência, da trajetória que eles tenham, em um jogo específico.
Isso não significa que na próxima partida, daqui a duas partidas, no último jogo contra a Escócia na fase de grupos, esses mesmos mesmos jogadores que se mostraram temerosos diante da seleção marroquina estejam do mesmo jeito. Eles podem mudar completamente de conduta, de temperamento, talvez por se sentirem parte de uma organização melhor, porque eu acho que as coisas todas estão interligadas. E lembrando, o gol do Marrocos, ele começa em um passe forçado do Ibanez para o Paquetá, que não consegue dominar a bola Brasil perde a posse, a bola é muito bem enfiada entre os zagueiros, de modo a dar ao jogador que fez o gol todas as opções que ele quisesse diante do Alisson, porque a defesa estava andando para frente, estava muito próxima do meio de campo, não teve como voltar.
Eu também não atribuo o gol a uma falha do sistema defensivo, né, ou seja, notadamente os zagueiros ou até mesmo o Alisson Essa é a minha opinião. Mais do que uma consequência natural do que acontecia em campo até aquele momento, o gol foi quase um fato obrigatório. Processo que o futebol nos apresenta muito frequentemente: a superioridade tão clara de uma equipe sobre outra que, mesmo que o merecimento seja por mais gols, algum gol termina por acontecer.
E foi o que se deu aqui hoje. E se não fosse a capacidade do Vinícius de criar o próprio lance, um espaço que o Bruno Guimarães encontrou para ele. A seleção brasileira poderia ter tido uma sorte muito pior até o final do jogo nessa estreia, e a situação em termos de classificação ficar muito mais complicada. Então a minha impressão é que o Ancelotti já sentiu isso. Não saberia dizer em que posições ele entende que é necessário interferir, mas a seleção brasileira tem o Endrick em campo E esse menino é um menino especial.
Eu não vejo por que não testar essa, esse brilho, essa coisa que é difícil descrever, que ao longo da carreira dele, desde categorias inferiores, nos principais momentos, quando o perfil da ocasião ficou mais elevado, ele sempre apareceu e apareceu bem.
Esse é um tema que eu eu quero trazer aqui para mesa. Eu só preciso fazer um break aqui rapidinho, tá rapidinho. A gente segue no YouTube, a gente continua aqui também na ESPN, no Disney Plus, e a gente volta daqui a pouco para falar sobre Endrick, para falar sobre mudanças que essa equipe precisa, se são urgentes, ação para o Haiti, se mexer com alguém pode abalar a confiança. E as informações que eu tô recebendo aqui da coletiva do Ancelotti são que ele tá batendo muito na tecla de confiança.
É confiança, exatamente. A gente vai falar sobre isso também. E lembrando, tem muitas perguntas, tem muitas colocações. Agradeço desde já assim todo mundo que tá participando no nosso chat. A última meia hora do programa ela vai ser toda no YouTube e a gente vai tentar atender o máximo possível, tá, dessas participações e trazer todo mundo aqui para nossa, para nossa conversa aqui no Linha de Passe. Certo, de cara, Ancelotti errou em não colocar Endrick no jogo, sim ou não?
Você já pode votar lá no chat, pode votar. Não, você colocou não? Isso, você votou não.
É, mas eu achei que errou.
Você errou, eu errei, você errou também, você errou no voto.
Depois reclama que o Brasil tá assim.
Acontece até no intervalo, até coisas mais, de votar coisas mais importantes.
Vamos lá. Tudo bem, tá tudo certo. Talvez ele tenha razão, mas estamos aqui, né? É o seguinte, hein, você que está acompanhando aqui o Linha de Passe, que tá coladinho com a gente todo dia, esse Linha de Passe com 2 horas de duração, você pode assistir os jogos da Copa do Mundo, todos os jogos da Copa do Mundo na Kazé TV, no Disney Plus, tá? Amanhã, por exemplo, teremos a Holanda em campo, né? Amanhã tem estreia da seleção holandesa.
Agora vem uma sequência, né?
Holanda, vem Alemanha, na terça tem Argentina, tem França, vai ter, olha, agora, né, o creme de la crème vai entrar em campo mesmo.
Pior que tá legal, né, mesmo sem as gigantonas, tá gostoso de assistir.
Até os jogos menores assim tão legais de assistir, tá, tá no nível gostoso de assistir essa Copa do Mundo. E você acompanha, repito, todos os jogos na Kazé TV, no Disney Plus. Vamos atender o nosso povo aqui porque o assunto que o André levantou é um assunto que tem muita gente aqui falando também sobre Endrick, Endrick, Endrick, Endrick. E agora na coletiva o Ancelotti foi perguntado por que o Endrick não entrou. E o Ancelotti respondeu: eu não estou aqui para falar individualmente de algum jogador.
Essa resposta, o Ancelotti tá curto e grosso nas respostas. E segundo informações aqui, também ficou incomodado com pergunta de repórter e tal. A gente vai trazendo as informações aqui para você. Faz parte. Ele está visivelmente incomodado com a atuação da seleção brasileira, o que é ótimo, hein? O que, claro, ótimo. Ainda bem, ainda bem que ele tá demonstrando isso.
Que bom!
Mas vamos para o Endrick, vamos para o Endrick, Jean.
É bom dizer que o Endrick inclusive estava aquecendo junto com o Matheus Cunha e o Luiz Henrique, né? Os três estavam aquecendo juntos e na hora de entrar o Endrick acabou ficando. Não sei se isso parte de uma dúvida que o Ancelotti tinha ali. Eu acho que os pedidos pelo Endrick são absolutamente compreensíveis. Pela característica do Endrick, pelo que ele costuma fazer quando ele sai do banco da Seleção Brasileira. E o Endrick é o tipo de cara que eu acho que periga entrar num jogo e aí ter uma atuação que vai transformá-lo em titular.
Agora, para mim tava muito claro, né, assim, antes do jogo, que a chance de titularidade não existia para o Endrick, que a dúvida era entre Igor Thiago e Matheus Cunha. E pra mim, se tem uma única, um único ponto do qual eu realmente discordo e discordei de antemão do Ancelotti, é a escalação do Igor Thiago como titular. Aí eu vou te explicar, assim, eu nem acho que, assim, o Igor Thiago é porque ele virou, né, o pior jogador de todos os tempos da última semana depois do— Não, então eu não acho que tivesse lógica e te explico o porquê.
Eu acho que contra um time como Marrocos que não vai jogar completamente fechado, que não vai ser— para mim, o Igor Thiago, eu entendo a convocação dele, acho que faz sentido, ao contrário de muita gente. Eu acho que faz sentido pelo jogador que ele é, pelas características que ele tem, porque é um jogador diferente de todos os outros atacantes. É o cara de área, é o cara de referência, é o cara que na bola aérea é muito forte e tudo mais.
E você pode precisar desse jogador em vários momentos de uma Copa do Mundo. Mas pra mim é o jogador destes momentos específicos, de pegar defesa com linha baixa toda fechada e que você vai ficar, vai ter que começar a apelar pras bolas dentro da área.
Você procura entender do titular só numa exceção da exceção?
Para mim, só numa exceção da exceção. Talvez contra o Haiti, talvez contra o Haiti fizer. Agora eu não acho que ele vá ser titular porque eu acho que ele foi mal, mas eu acho que tecnicamente ele de fato está abaixo dos outros.
Mas esse foi o discurso de todo mundo que defendeu a convocação dele. Então ele é preciso ter um jogador com essa característica para eventualmente no jogo trancado em que o time adversário coloca lá 3 zagueiros, baixa linha, você ter alguém na área para atrair atenção, nem necessariamente para fazer gol, mas para atrair atenção de 1 ou 2 zagueiros. Não faz sentido. O que eu tentei entender hoje foi a questão da ligação direta, porque o Brasil notadamente tinha dificuldade para sair construindo desde trás.
Então você tem um cara lá na frente para fazer o pivô numa ligação que vem do goleiro, poderia ser justificável, mas nem isso aconteceu.
Até porque os outros, né, Eugênio, eu acho que pela qualidade técnica uma ligação direta pode funcionar melhor do que com o cara que faz o pivô, mas pode funcionar até melhor com o cara de velocidade, de habilidade. E acho que quando o Matheus entrou, as pessoas querem o Endrick, eu entendo o desejo pelo Endrick, mas eu acho que quando o Matheus entrou a gente nota essa diferença. No tratar a bola.
Mas aí nós temos duas situações, né? A gente concorda que a defesa não tava bem, sim, que o time tava nervoso, que o time tava errando passe, que o meio de campo não tava legal. Casimiro tava péssimo, o Bruno Guimarães não foi uma enormidade. A gente concorda tudo isso. O cara que tá lá na frente, vai morrer de fome, ele é o resultado também desse caos. E a gente quer que ele na bola resolva tudo sozinho.
Ele teve uma chance, ele teve duas chances, né?
Ele teve uma chance muito boa, muito boa, do segundo tempo do lateral.
Chutou e o goleiro trocaram a cara com o goleiro.
Errou no cabeceio, poderia ter empatado o jogo. Acho que a gente tava 0 a 0, tava 0 a 0, tava 1 a 0. Eu quero dizer o seguinte, a gente já tá eliminando um cara que eu também concordo que era para momentos como esses específicos, porém olhar para ele como se tudo tivesse ocorrido muito bem e ele fosse o resultado, porque onde que mais melhora Mateus Cunha? Era outro time. O Marrocos chutou duas vezes no gol, era outro contexto, que era um Brasil muito mais organizado.
E aí a gente tem que olhar para o cara. Ancelotti é um péssimo treinador? Não. O Ancelotti tem vitórias importantes na carreira? É, ele é o maior nome entre os treinadores da Copa. Então nós não podemos achar que esse cara é um imbecil, não sabe nada de bola. E ele está tendo dificuldade, ele tá tendo dificuldade. A dificuldade hoje tá aí. Ele pensou uma coisa, aconteceu outra. E ele foi na parada técnica, mexeu no time, empatou.
No segundo tempo, mexeu na equipe e o Brasil teve um momento de posse, domínio em cima do Marrocos. O Marrocos começou a trocar, aí veio, aí o Marrocos conseguiu respirar, porque o Marrocos tava, não digo sufocado, mas aquele jogo do primeiro tempo tinha desaparecido. É, quero ver o Endrick.
Acho que contra o Haiti não é um jogo ideal, importante colocar o Endrick.
Agora é o seguinte, A gente tem que tomar cuidado com alguma coisa. Você quer formar uma equipe, é isso, ou você quer só ficar testando? Então é, acho que nós temos dois tempos contra o Haiti. Um é para organizar um time que ele acha que pode continuar na Copa, e o outro é, pô, estamos ganhando o primeiro tempo, segundo, opa, agora eu quero ver só esse jogador, agora eu quero ver aquele outro. Até o Rayan ele pode colocar. É, a gente só tem que tomar cuidado, senão vira uma loucura. A gente Esse reserva, eu tô vendo aqui, Rafinha fora, todo mundo fora.
Só uma coisa que eu não quero ser confundido, porque assim, só para deixar claro, eu não quero ser confundido com aqueles que você bem definiu como querem eliminar o Igor Thiago, tá? Eu repito, quando tava todo mundo metendo o pau nele, eu falei, cara, o cara virou o pior jogador de todos os tempos agora, o vice-artilheiro da Premier League é esse lixo todo do que as pessoas estão falando. Então não é isso aqui. Eu entendo a convocação dele, eu acho que ele tem qualidades, mas são qualidades que talvez não caibam para um titular da seleção brasileira, cuja, cuja qualidade melhor do ataque nos seus melhores momentos também era mobilidade dos caras de frente.
Então esse cara fixo eu acho que vai ser para momentos específicos e não para ser o titular.
A gente cobra, a gente pega o jogador no time e cobra esse jogador na seleção.
Seleção.
Isso vale para o Vinícius, vale para o Rafinha, para o Igor Thiago, para todos eles. Afinal de contas, o time leva até a seleção. Alguns casos o treinador tem uma convicção que independentemente disso ele tá na seleção. Mas o que é o Rafinha no Barcelona? Ele tem, às vezes ele joga com De Jong, com Gavi, com Pedri, com o Lamine. Ele tem um nível, o time tem um nível de controle de posse de bola e de um time que se associa e a bola chega para ele.
É outro jogo, outro tipo de jogo.
A bola chega assim, ó, bola para o Rafinha.
Em várias vezes ele foi melhor do que o do Barcelona.
Nós não temos um time de associação, nós não temos. Tanto que o Marrocos levou uma equipe que fez isso. Ó, o Marrocos, o Brahim Dias é um atacante ou é um meia atacante?
É um meia atacante.
Me diz quem era o atacante do Marrocos, você pegar Características atacante, eram todos eles com essa característica e funcionou muito bem.
Quero que o Ancelotti inclusive vinha escalando lá atrás quando ele tinha os 4.
O Rafinha é produto, ele é ótimo jogador, mas ele, a gente quer que o Rafinha do Barcelona traga para seleção o Pedri, e nós não temos. Quer que traga o De Jong, que nós não temos. Quer que traga o Gavi, que nós não temos. O Firmino Lopes, que deveria estar no Mundial, mas sofreu uma contusão. Excelente jogador, para mim seria titular da seleção da Espanha, não tem também esse jogador. Então é o seguinte, nós precisamos criar uma condição para extrair o máximo do Rafinha.
E o Rafinha tem jogado com Ancelotti totalmente diferente assim. Ele, o que que ele é? Ele é o cara do lado esquerdo no Barcelona, que circula, que se associa. Na seleção brasileira, ele tá na esquerda, ele tá por dentro, ele tá no lado, porque é preciso encontrar o jogo dele ainda. Só que o Brasil não tem um meio de campo para tirar o máximo dele, e é possível que isso ainda seja alcançado na Copa. É muito fácil olhar para o jogador, medi-lo no seu time e falar assim: fora.
Aí eu pergunto: quem é que fica hoje no jogo de hoje? Se for pelo nível de atuação individual do jogo de hoje, se tá fora quem não foi excelente—
não, não, hoje não teve ninguém excelente. Então tá todo mundo fora. Se o Sarrafo hoje é quem foi razoável, você pode escolher um.
Então o Vini fez o gol. Não, mas pera aí, eu acho que tem um olhar para trás também. Mas gente, é que eu acho que tem um olhar para trás também, entendeu? Acho que as críticas, obviamente, e eu concordo em linhas gerais com que o Calçade tá dizendo, ainda que eu ache que obviamente assim, é óbvio que o Vini e o Rafinha, por motivos óbvios que não é preciso explicar, eles têm mais crédito. Então eles podem não jogar 1, 2, 3 jogos até no melhor nível, que eles vão continuar no time por motivos óbvios.
Casemiro tem esse crédito? Não, então o Casemiro, acho que a gente falou já, é uma outra questão. O Casemiro tem uma questão de idade física que a gente tem dúvida da questão física. A gente tem, não sei se é para ter, se não é para ter. Vamos ver contra o Haiti, ele vai ser menos exigido nesse aspecto. Mas voltando para o Rafinha, eu também acho, Calçade, que assim, se Se passar a primeira fase e não pegar, cara, não dá. Porque você tem Luiz Henrique, porque você tem Hendrik, porque você tem Rayan, você tem muito cara bom ali no banco.
Vale lembrar, e era um ícone para ele, vale lembrar o Felipão, 2002, até o jogo contra a Bélgica com Juninho, quando o Brasil foi beneficiado pela arbitragem, num gol mal anulado do Mark Wilmots, né? Juninho é titular, vai começar uma quarta de final entre o Kleber, o Brasil incorpora e ganha.
94 também, a troca do Raí pelo Mazinho. Isso é normal acontecer nas seleções. Eu acho que hoje em dia talvez a gente tenha mais trocas, até porque você tem 5 substituições, então você pode ver mais jogadores em ação ao longo das partidas. Agora, essa questão do Hendrik, que é o tema inicial, eu entendo da seguinte forma: ali na frente todo mundo briga por posição junto, porque Rafinha e Vini são jogadores que podem atuar por dentro ou por fora.
Então hoje, por exemplo, quando entra o Luiz Henrique, o Rafinha passa a jogar por dentro. Então, e o Hendrik, o quê? Esse cara visto, pelo menos pelo Ancelotti, para jogar por dentro.
Vamos começar jogando na direita.
Sim, que pode jogar pela direita. Eu acho que poderia ser uma bela observação, mas ele ainda não fez isso na seleção sob comando do Ancelotti. Só que é o seguinte, você tem, vamos lá, na fila Vini e Rafinha. Hoje entrou o Igor Thiago, mas na frente dele estava o Matheus Cunha.
Na frente do Igor Thiago, na frente, era por isso que me surpreendeu.
Luiz Henrique também. Ah, mas não tá concorrendo direto. Mas tá, porque o Luiz Henrique entra no lugar que joga o Rafinha para dentro. Então na fila, na cabeça dele, só depois vem o Endrick. Agora, por outro lado, a gente olhando pela capacidade técnica do Endrick. Porque a bola bate no Igor Thiago, ele é mais lento, ele é mais pesado, e a bola não fica, ele tem mais dificuldade para dominar. Então o jogo fica mais carregado com ele, difícil de circular.
Aí entra o Matheus Cunha, melhora um pouco, melhora, só que ainda não é no nível do Endrick. Quando entrar o Endrick, aí vai, ele vai estar mais conectado com a agilidade do Rafinha e do Vini.
E eu acho melhor companheiro para os dois.
E isso tende a potencializar o desempenho dos três.
A escolha pelo Igor Thiago pode ter sido por uma leitura do Ancelotti imaginando o que aconteceu no primeiro tempo. Marrocos vai se associar, vai subir. Olhando para o Marrocos até no amistoso contra a Noruega, uma, eu preciso desafogar, o Igor Thiago é o pivô para receber essa bola.
Que o Angeli falou também, não foi, não foi, não funcionou, não foi.
É uma ideia.
E o problema do Igor Thiago é esse, ele não é um jogador conhecido da torcida, querido pela torcida. Ele é um desconhecido, cara, que apareceu na convocação. E aí ele aparece como titular no primeiro jogo e aí não aproveita as chances que tem. Ele tem duas chances claras de gol, não aproveita. Ele tinha obrigação, para ele ser bem aceito pela opinião pública brasileira, de fazer. Se ele faz o gol, cala a boca de todo mundo. Ele erra a cabeçada, ele erra o gol do lateral batido rápido.
E também perdeu contra o Egito, né?
Também perdeu pelo menos dois gols contra o Egito.
A entrada do Endrick passa por uma reorganização do meio de campo.
Eu acho que o Endrick é o cara.
Tem a questão também do porte do Endrick, que ele é mais baixo.
Então, vamos lá, o Endrick, quando começou a jogar, quer dizer, que ele foi, inclusive o Abel Ferreira o coloca para jogar como centroavante, centroavante, e não vai. E a gente até dizia, pô, parece um menino no meio de adultos ali e tal. E na hora que ele simplesmente muda a posição, ele passa a jogar como um segundo atacante, a coisa muda completamente. E tem a ver com isso que o Eugênio tá falando. Eu não vejo o Endrick, não consigo ver o Endrick como centroavante, centroavante da característica do Igor Thiago.
Óbvio, ele é muito mais técnico, mas para fazer este trabalho, né, o pivôzão de costas e tal, ou mesmo para as bolas aéreas, ainda que ele tenha muitas valências como centroavante, eu acho que não é a dele. Ele é um cara que vai dar mobilidade ao ataque, que vai dar mais qualidade técnica, que vai melhorar a capacidade de triangulação, de infiltração de todo mundo, porque era assim que inclusive O Ancelotti sonhava jogar, né, na Copa do Mundo quando ele tinha o Estevão, quando ele tinha o Rodrygo, o Vini e o Rafinha.
A gente lembra, o Estevão ficava ali mais na ponta direita de fato, né, e talvez fosse o grande nome da seleção do Ancelotti, tanto que até o começo da Copa artilheiro da seleção brasileira sob o comando do Ancelotti. Os outros estavam sempre mudando de lugar, trocando, invertendo, e acho que o Igor Thiago não é o jogador Teoricamente para fazer isso.
A versatilidade do Rodrigo com jogadores para fazer a troca.
O Endrick é o jogador que você tem muita qualidade nele para tocar e receber de volta. Sim, isso é. E ele imbuído disso, de tocar e receber, ele pode tanto tocar e receber como ele pode receber do companheiro e lançar um terceiro homem, alguém que tá entrando. Ele tem essa capacidade técnica, ele é muito muito técnico. Porém, não é aquele jogador que você vai chutar bola longe para ele dominar, porque ele é muito forte, mas ele tem um— ele é pequeno em relação aos zagueiros.
Agora, eu acho que o jogo contra o Haiti, nós vamos ver uma equipe um pouco mais organizada, provavelmente num outro desenho tático, mesmo com essa formação inicial. Mas acho que o Danilo vai para o jogo.
Mas o dilema é esse, né, Calçadinho?
Pensando no Haiti, não pensando no Japão, No primeiro tempo, pensando na Copa, e encontrar um time. No segundo, pensar em colocar esses caras para jogar, porque o Danilo do Botafogo fez os primeiros, cara. Esses caras nunca jogaram Copa. Se os que jogaram Copa hoje estavam perdidos no primeiro tempo, imagina quem pode dar o direito de quem nunca entrou numa Copa do Mundo.
E tem que pôr para jogar só uma coisa que eu acho que assim é muito, muito importante, a gente precisa levar em consideração. Com o empate com Marrocos, como você acho que disse, tá aberto o primeiro lugar. E ficar em primeiro é essencial porque teoricamente você vai fugir da França e da Espanha até a final da Copa, né? Então, ou seja, tem o saldo de gols contra o Haiti.
Então assim, na verdade, não sei nem se dá para ficar pensando para frente, quer dizer, fazer para Exatamente por isso eu não reclamei, porque primeiro eu não espero o título hoje, eu espero que faça bons jogos, aí pensa em título depois.
Pedro Ivo Almeida, recebi várias informações aqui, ó. Pedro Ivo tá passando aqui a temperatura da coletiva, como é que tá o Ancelotti, trouxe algumas respostas aqui, mas melhor do que ninguém você que estava lá. É que a gente fala aqui, acho que o Pedro Ivo acompanhou todas as coletivas do Ancelotti, além de ter feito entrevista exclusiva com ele. Então pode trazer as impressões dessa coletiva depois desse empate aí da seleção brasileira com a seleção marroquina.
E também a gente tá discutindo aqui como vai ser contra o Haiti, o Pedro Ivo. Pelo que você conhece do homem aí, pelo que você viu da temperatura da coletiva, será que a gente já vai ter mudança para o próximo jogo? Tudo bem, meu querido? Seja bem-vindo aqui esse Linha de Passe.
William, um beijão para você, todo mundo na mesa, o fã do esporte que nos acompanha. Assim, né, chegando agora só nessa segunda hora do nosso Linha de Passe, porque acabou, fui para coletiva, até por conta de limitação de direitos e transmissão, até de espaço. É melhor acompanhar lá e vir para cá do que exatamente não ter como ouvir. E sim, tava em contato com o nosso Jean, com o nosso Silvani aí pilotando a nave. Olha, se eu tivesse que resumir, o homem tá incomodado, não é, não é para menos.
E sim, eu acho que são duas coisas que a gente não pode confundir. A gente Entrevistas do Carlo Ancelotti, a gente já começou a se acostumar, né? Ele tá tentando há muito tempo se comunicar em português. Em muitos momentos as respostas dele são mais curtas porque o vocabulário ainda não é tão extenso. Então ele acaba sendo mais direto, muitas vezes com uma ironia fina, muitas vezes muito bem-humorado. Hoje direto, pouco paciente, incomodado com a atuação do time.
E você perguntou, de fato acompanhei boa parte se não todas as coletivas do Ancelotti. A gente tem oportunidade de conviver com ele. Acho que eu não me lembro de um Ancelotti tão incomodável. Acho que tem muita coisa que entra no pacote, é o deslocamento, tem que sair lá do outro lado do estádio, vir para coletiva, sabe, aquela pressão ali. Tem um jogo de estreia de Copa do Mundo, é pressão para todo mundo, é pressão para ele também.
O desempenho não foi bom, ele repete isso várias vezes na saída do campo, na entrevista coletiva, mais uma vez na coletiva fala muito do desempenho coletivo que não foi bom no primeiro tempo. Então acho que isso também vai tirando a paciência. Então era o Ancelotti que já é de respostas curtas e diretas, incomodado com o resultado, impaciente com tudo, e me pareceu até querendo sair logo ali do local, aqui atrás da gente, onde ocorre a entrevista coletiva.
Então, se fosse para trazer uma primeira impressão de como está o Ancelotti, como estava há poucos minutos, dá para afirmar que ele tava incomodado. E não é uma crítica, nada disso, a gente pode criticar o desempenho, mas o comportamento coletivo é incômodo de quem estreou em Copa do Mundo e o desempenho não foi bom. Acho até que sai no lucro esse empate, pelo que não conseguiu controlar, pelo que sofreu em muitos momentos da partida, pelo que teve que contar muitas vezes mais com sorte do que teve exatamente juízo.
E acho que foi isso. E algo que me chamou muita atenção, a gente desce na correria, sai da sala de imprensa, sai da tribuna, desce, não acaba, acaba não acompanhando muito o que é falado pelos jogadores na saída de campo. Então a gente vai acompanhando rede social, vai pegando com vocês aí da redação, conversando conversei há pouco aqui com a nossa companheira Nathalie Gedra, que tá transmitindo a Copa, tá trabalhando na transmissão de uma das detentoras.
E eu perguntei, Nathalie, o que que houve ali no campo exatamente? E ela me relatou, falei com o Bruno, Bruno bateu muito na tecla de pressão, de ansiedade. Eu falei, então dialoga com uma das respostas do Ancelotti, que ele é perguntado sobre pressão e ansiedade do grupo. Ele acha que isso sim é um ponto fundamental a ser melhorado, que a seleção precisa evoluir. Ele acha que vai evoluir saindo esse primeiro jogo do corpo, essa estreia do corpo.
Então respondendo muito esse tom de que foi um primeiro tempo ruim do ponto de vista coletivo. Ele tenta não condicionar, né, as escolhas dele ali, que sim, ele foi perguntado, a escolha pelo Ibães, pelo Douglas Santos, pelo Igor Thiago. Não era exatamente a expectativa, não era um time que vinha treinando nos últimos momentos. Ele fala: não é questão de peças, o time não foi bem, o time todo não foi bem no início do primeiro tempo, não gostei.
E ele pontua muito também, ele evita responder muitas perguntas, mas ele responde diretamente quando ele é perguntado sobre pressão e ansiedade. Ele acha que sim. Isso influenciou e que sim, isso precisa melhorar também para os próximos jogos. Sobre mudanças, sim, não mudou poucas vezes, né? Muda de um jogo para outro na data FIFA, muda de um início de treinamento para o jogo contra o Panamá, muda do jogo com o Panamá, jogo contra o Egito, muda do jogo do Egito para estreia e vai mudar, sim, dá para afirmar, do jogo de hoje para o jogo contra o Haiti na próxima sexta-feira.
Não foi bom o desempenho do time que começou a partida. Ele admite que vai fazer trocas quando for necessário. Então me parece que tá claro que teremos mudanças, a ver quais serão para o próximo jogo.
William, muito bem.
É a temperatura da coletiva que a gente tava falando, né? Mas é, cara, e é óbvio que a gente falou aqui, que bom que ele tá insatisfeito, que bom que ele tá incomodado, que bom que ele tá até meio monossílabo, meio p da vida.
Esse tom que o Pedro relatou é um tom também que você encontrava no Real Madrid nos momentos mais complicados. Ele não, o Ancelotti, ele é um cara tranquilo e tal, mas não quer dizer que ele não tá nem aí, brother.
É a liderança tranquila, mas calma, fica atento.
Mas ele tá jogando a Copa do Mundo, né? Começou a primeira vez na vida, é a primeira para ele também, né? Uma coisa é amistoso com o Egito, amistoso com o Panamá, é outra assim, começou a Copa do Mundo, todo mundo tá olhando para ele.
Eu quero esperar O que ele mais falou no dia da convocação, a palavra que ele mais usou de maneira enfática para caracterizar o que ele espera da seleção: ele quer uma equipe resiliente.
Exatamente.
Ele falou isso várias vezes. Uma equipe resiliente é uma equipe que sabe lidar com dificuldades. Ou seja, ele já conseguia entender que a seleção teria problemas na Copa do Mundo. Talvez ele não imaginasse que seriam do tamanho que ele viu nessa primeira meia hora de jogo, mas ele sabia que haveria problemas. Ele deve ter pensado numa seleção crescendo, chegando no mata-mata e tendo que lidar com momentos difíceis do mata-mata, com os quais o Brasil teve dificuldades, por exemplo, nas últimas Copas do Mundo.
E essa construção de resiliência passa por um jogo coletivo bem ajustado e por uma seleção com muito mais confiança em si. Não foi o que a gente viu hoje. Hoje foi o começo dessa construção. Se ela vai acontecer ou não vai, Nem o Ancelotti sabe.
Até porque, né, acho que isso é uma coisa legal. O Pedro relata aqui que—
Oi, Pedro, desculpa te cortar, gente, só para pegar um gancho do Vitor e passar para o Jean. Ele também fala algo como não tinha como estar perfeito nesse primeiro jogo ainda. Isso tá muito sobre confiança também. Então até para colocar aí nesse balaio do que ele acha que não seria, que ele acha que precisa melhorar, sobre confiança confiança também, que é o ponto importante que o Vitor toca.
Já vai, já.
É, não, é porque eu acho que essa questão da confiança, esse é um exemplo claro de algo que um técnico que chegou até um pouco tempo tem menos condição de saber. Esse conhecimento do jogador, da característica, de quem vai sentir ou não vai sentir um jogo maior, um jogo mais importante, obviamente se você tem menos tempo de trabalho com a seleção, você vai conhecer menos. É claro que ao trabalhar com o Casemiro, com o Vinícius Júnior, né, e com todos os jogadores que trabalharam com ele, ele conhece muito bem esses caras.
Ele sabe das características técnicas, das características psicológicas, dependendo de quando trabalhou com os caras, das questões físicas também. Agora, tem uma série de jogadores, então pega o exemplo do Ibanez, cara. Ele chamou o Ibanez para amistosos, né. O Ibanez se saiu bem como lateral ali em alguns amistosos, jogou bem. Como é que ele vai prever ou entender ou tentar saber como o Ibanez vai reagir num jogo de Copa do Mundo, num jogo tão grande, né?
Porque não é que jogou, sei lá, uma final de Copa América com Argentina para falar, pô. E eu não tô dizendo, tá, eu não quero apontar o dedo para o Ibanez e nem dizer, ah, o Ibanez não tem condição de ser jogador da seleção. Eu acho que pontualmente jogou mal, mas o que eu tô querendo dizer é Existe uma série de avaliações que já tinha dado um sinal semana passada, né? Mas eu acho que assim, tem uma série, existe uma série de avaliações que um técnico, quando trabalha um ciclo inteiro com jogadores, ele vai chegar às conclusões, tem outro exemplo, certas ou erradas, mas ele vai chegar.
Entrava nas eliminatórias jogando bem, todo mundo pedia de titular quando o Estevam machucou, Luiz Henrique hoje entrou.
Então não é, não faz a mesma coisa, não é a primeira vez.
Quando foi titular também acabou não rendendo. De novo, não é apontar o dedo para estes jogadores, ainda que no caso do Ibanez, vocês sabem que eu falei aqui, né, é que ele quando foi convocado pela primeira vez pelo Tite era muito justa a convocação pela quantidade de bons jogos que ele tinha feito pela Roma e tudo mais. Ainda que a torcida da Roma nunca tenha sido apaixonada pelo Ibanez, porque em jogos mais pesados especificamente nos derbis com a Lazio, que são jogos, para quem não sabe, cardíacos, é que os caras assim vivem como ele falhava, ele falhava.
Não tô dizendo que vai falhar na Copa do Mundo, ele falhou uma vez ou outra, ele falhava, falhava, falhou várias vezes no derby. Quer dizer, então assim, isso é, pode, pode ser considerado um indício dessa questão psicológica ou não, não sei. Eu não tô dizendo que ele não tem condição de ter. Mas são, são, acho que são coisas que precisam ser levadas em consideração.
Muito bem, é o seguinte, gente, aquela paradinha no nosso Linha de Passe. A gente passa a bola no Disney Plus e também na ESPN para o Resenha.
Saúde para todos e a todas que não estarão conosco no YouTube.
Disney Plus vai seguir também? Disney Plus segue também, tá vendo, gente?
Segue também, pô.
E no YouTube e no TikTok. No TikTok.
A galera grande no TikTok.
Essa próxima meia hora, eu, Gênio Léo, então aqui os especialistas, YouTuber, TikToker, tá bom aqui o negócio.
Não, eu não tenho canal do YouTube.
E a gente segue com Insta. E você é Instagrammer também?
Não, eu não tenho conta ali também.
Você é TikToker, Instagrammer? Você parou aí, você parou aí, mas você vai voltar.
Vou voltar, vai voltar.
E a gente segue com André Kifuri e com o Pedro Ivo Almeida também nesse momento aí YouTube, de TikTok, de Disney Plus, enfim. E o Linha Volta na ESPN neste domingão, hein? Segura aí que a gente segue aqui. Muito bem, agora direto aqui no YouTube, no TikTok, no Disney Plus.
Só vou dar uma informação que tá sendo passada aqui por várias pessoas que estão deixando comentário.
Manda!
E não sei se é melhor, se o Haiti é mais fácil que a Escócia, porque a Escócia tá sofrendo ali, viu?
1 a 0 Escócia.
Fez gol a zero?
Gol da Escócia! Que beleza, hein? Confiei no fazedor. Gol da Escócia aqui, ó.
É o Dermota.
Gol da Escócia.
Ah, meu Deus do céu, viu?
Ô André, não sei se você conseguiu ouvir aí o papo ali com o Vini Júnior, ele falando, fez o gol, mas poderia ser melhor e tal, etc. Tem muito o que melhorar, o que evoluir. Vini Júnior é sempre uma pauta porque é um cara que a gente olha, tem Vini Júnior e Rafinha, né, depositando as principais esperanças nesses dois jogadores. Hoje ele fez o gol que garantiu o empate para o Brasil. A tua avaliação da atuação hoje do Vini, tanto individualmente quanto coletivamente?
Eu ainda acho que ele prende a bola em alguns momentos ali, acaba se atrapalhando, viu?
Pois é, eu concordo com você, mas hoje os demais jogadores da seleção brasileira, um pouco menos o Bruno Guimarães, que participou da jogada com ele, foi inteligente ao devolver a bola com espaço dentro da área para o Vini solto conseguir criar. Mas os demais companheiros do Vinícius devem agradecer imensamente ao gol que ele produziu no lance individual e salvou o Brasil. Eu tenho a impressão de uma situação muito complicada na estreia da Copa e posteriormente, claro, em termos de classificação.
Então, Vini Júnior, cobrado pela qualidade que tem e também, né, na comparação direta com aquilo que ele já produziu vestindo a camisa do seu clube, na tarde de hoje aqui em Nova Jersey é o responsável por, num lance de brilho individual, conseguir um empate para a seleção brasileira e permitir que no no intervalo, passado aquele, passada aquela meia hora inicial, a seleção pudesse respirar um pouco, ouvir as orientações do seu treinador, e durante o segundo tempo se sentir um pouco menos pressionada, né?
Mas no campo das ideias, as coisas não mudaram muito. A seleção teve mais uma oportunidade, da qual o Vini participou, bem lançado pelo Matheus Cunha, né? Excelente bola, tenho quase Tenho certeza que foi o Matheus Cunha que é o que foi o autor do lançamento, e ele colocou a bola para o Rafinha ter a única oportunidade que o Rafinha teve no jogo. A finalização foi defeituosa, não foi do jeito que o Rafinha queria. A minha curiosidade é não só o problema da falta de confiança que os jogadores demonstraram, mas no caminho inverso da entrevista do Ancelotti, a quantidade confiança que o Ancelotti tem em determinadas figuras.
Vai ser interessante acompanhar os próximos dias para entender bem as modificações que ele possa fazer num plano em que não observamos treinos e não conversamos com Ancelotti, exceto na véspera e no dia do jogo. Mas a seleção vai mudar, não há como entender que as coisas vão continuar da que estão em relação à escolha de jogadores, mesmo porque existe o fator desgaste. Durante o primeiro tempo hoje em especial, a temperatura estava altíssima, foi um caldeirão aqui, foi realmente muito calor.
E a seleção brasileira vai ter que começar de novo a montagem de um time dentro da Copa do Mundo. Questão Neymar, eu acredito que vai ficar no noticiário por algum tempo campo, porque a ideia da comissão técnica num cenário positivo era ter o Neymar na partida contra o Haiti. Mas a partir do momento em que o Neymar não treina, como isso pode ser possível, né? Desculpe a redundância aqui, como isso pode acontecer? É claro que é preciso respeitar os processos de uma lesão muscular, mas para o jogador estar em campo num jogo ele precisa primeiro se recuperar da lesão, depois se movimentar naturalmente, depois recuperar a parte física, depois treinar, depois se colocar à disposição tecnicamente para ajudar o time.
Eu não sei se haverá tempo para o Neymar fazer isso. Me parece que é uma janela muito pequena para ele.
Eu queria falar sobre o Vini só, porque eu acho que assim, é o que o André falou em relação— o Vini, no fim das contas, ele tira um gol do nada no momento que era terrível, né? E Acho que o Calçadinho falou, teve muito a ver com a parada do Ancelotti também, a melhora do Brasil, mas teve muito a ver com o gol do Vini também, né, que com a qualidade dele conseguiu tirar aquele gol do absolutamente nada e mudar talvez o nervosismo e a pressão que o Brasil sentia.
O gol, aquela jogada que o Igor Thiago não conseguiu conectar de cabeça, e no segundo tempo uma assistência para o Rafinha que pega mal na bola.
Agora, eu sou Se o Hakimi jogasse no Brasil, tava um pedido para tirar do time, porque ele tava bem longe, ele sofreu com o Vini.
Inclusive, numa jogada, ó, fisicamente ele deve estar com problemas. Acho que assim, tem uma segunda questão aí em relação ao Vini. Então ele é obviamente a maior nota da seleção brasileira, foi o melhor em campo dentre os jogadores do Brasil, foi o cara que tirou o gol do nada, etc. Etc., etc., etc. Ele só não pode achar que é obrigação dele fazer isso o tempo todo, porque, porque eu acho que depois, né, Pedro, assim, ele a partir de um certo momento ele achou que ele tinha que resolver tudo sozinho, partindo para cima, driblando no um contra um, em lances em que claramente existiam opções melhores ali, seja fosse para cruzar, fosse para tentar um toque ali para o Douglas que tava chegando profundo, num lance que até ele sofre a falta do Hakimi, né, uma falta feia inclusive do Hakimi, que o árbitro deixou rolar, deixa seguir e tudo mais. Mas eu acho também assim, ele não pode se sentir necessariamente esse—
não tá acontecendo com os outros, ele tenta assumir a responsabilidade.
Eu entendo, só que assim, só que o limite para isso, você chama responsabilidade, eu tô plenamente de acordo, mas o limite para isso para mim é Quando tem alguém do lado esquerdo livre, exatamente, quando tem alguém claramente melhores condições.
Vejo duas situações para o Vinícius brilhar. A primeira, o Vinícius jogador do espaço longo, então ele dá um tapa, o drible do Vinícius é um drible, aquele drible que ele dá um tapa e chega antes que o adversário. Quando ele balança o adversário, ele passa. Quando ele tem espaço, espaço eu digo para driblar, Quando ele tá abafado, ele tem uma marcação dupla de Gué, driblar no espaço curto já é mais difícil para ele. Esse era o— isso vai o Estevão fazer isso muito bem, era o melhor jogador nesse quesito.
Mas o Vini, aí ele precisa ter um apoio para passar a bola. Quando ele tenta passar entre 2, 3, a bola fica com o adversário. Então é preciso ajudá-lo e ele se ajudar também a entender que não dá para passar no meio do adversário. Alguns conseguem, ele não é o caso dele.
O Pedro chamou.
É que eu queria fazer até um contraponto. E olha que eu concordo bastante quando há esse tipo de ponderação, esse tipo de observação sobre o Vini. Só que aí, tentando fazer o advogado do diabo, o outro lado, eu acho que a gente sempre falou desses pontos do Vini. Tô tentando enxergar minimamente o copo meio cheio porque eu acho que sim, quando o adversário tá melhor posicionado, a bola tem que girar. Quando tem uma outra dinâmica ofensiva que tá funcionando melhor, tem que acontecer, não insistir nele.
Só que depois de algum tempo, traçando uma linha de corte contra a Croácia, depois do jogo contra a França, Croácia, Panamá, Egito, e hoje aqui contra o Marrocos, eu gostei muito do Vini contra a Croácia, campo aberto, foi bem. Eu gostei dele contra o Panamá, outra especificação que talvez ele tenha falhado em alguns momentos não é exatamente sua maior característica, finalização. Pegar, abriu, bateu. Achei que foi abaixo, como todo time contra o Egito.
E hoje aqui, o lance que ele constrói o gol, que para mim nasce até de uma indecisão do Bruno, que não consegue girar para onde deveria circular, acaba procurando o Vini, e o Vini não tá no espaço curto, que não é muito a dele, abre para bater e finaliza bem mais uma vez. Eu acho que também dá para tirar uma outra percepção do tipo: é, muita coisa não tá acontecendo, mas até Vini, que não faria isso em 3 de 4 partidas em sequência pela seleção, me agradou.
Eu costumo, que eu tô sempre, admito que eu tô sempre querendo ver um pouco mais do Vini na seleção. Até quando o coletivo funciona um pouco melhor, acho que o individual dele fica baixo. Mas acho que uma boa notícia, e não só pelo jogo de hoje, porque funciona contra o adversário do tamanho da Croácia, e vinha de questionamento, foi mal contra a França, seleção. Funciona no amistoso contra o Panamá, a finalização e já falando em Copa do Mundo, já era uma reunião de grupo para Copa do Mundo.
Funciona numa estreia de Copa do Mundo. Então, com todos esses poréns que eu tô de acordo, e de Jean Calçade, eu consigo ver um Vini talvez num momento que até eu não esperasse. Se pegasse de março para cá, não esperasse que ele chegaria no segundo jogo de Copa com essas, com essas valências, com essa evolução, por exemplo, do ponto de vista de finalização. Então acho que também dá para ponderar só essa situação do Vini. E hoje é ele quem tira ali da cartola quando o coletivo de de fato não existiu.
Mas só para ponderar, que eu sempre muito crítico a uma situação de Divino, acho que eu, acho que eu curti esse 3 de 4 de bons jogos aqui que ele fez na última sequência.
O Birner, vamos atender o chat aí, vamos dar uma olhada registrando aqui participações, por favor, que é o momento, é o momento da galera do chat aqui no YouTube.
Vamos lá, o Vlad FB fala que o Hendrik tem que jogar. Jonas Hermenegildo, para que complicar com esse Igor Thiago, deixa o Vini e o Rafinha na frente, falando 4-4-2, que tem alguma lógica. Mas aí eu acho que, bom, é uma boa discussão. Agora uma enquete nova: como foi a atuação do Vini Júnior na estreia do Brasil na Copa do Mundo? Ótima, boa, razoável, ruim. Eu vou votar boa, tá?
É, fez o gol, né?
É isso aí, meu voto. Daqui a pouquinho a gente divulga o resultado. O JALC falando que Casemiro tá pesado. No jogo de hoje tava mesmo. Marcos Oliveira fala: pior seleção brasileira de todo tempo, muito ruim essa seleção. Acho exagero. Yuri também tá falando aqui da lentidão do Casemiro e o Bruno juntos. Só Danilo Santos ou Ederson podem resolver. Essa é uma discussão, né, sobre o Ederson. Ederson, sim, ter feito boas temporadas assim é E eu não duvido que a dupla de volante do Brasil ou melhora ou vai ser modificada. É simples assim, desse jeito não dá para jogar, né?
Você vê que curioso aqui, né? O Eduardo Chaves aqui, todo mundo, pessoal criticando o Rafinha para caramba, né? Muitos o Vini, apesar do gol hoje. O Brasil não tem zagueiro, lateral e meio-campo, só se salva o Vini e o Rafinha.
Esse aqui eu acho, mas eu tenho bons zagueiros, acho que tem bons zagueiros.
Acima da média, o nível dos laterais é bem discutido, mas discutir os níveis dos zagueiros do Brasil que ninguém discute.
Você pode, não, não, não, não, isso que eu não tô pedindo passagem porque tem um comentário aqui curioso no TikTok.
O Santos pede Fabinho no lugar do Casemiro titular, Eugênio.
Pelo jogo de hoje é uma perfeita observação. Não tem aqui no TikTok, fala. O Pastor Alemão. Pastor Alemão, ele colocou aqui uma situação que é verdadeira, né? Pelo menos o Rafinha joga no Barcelona na posição do Vini, tem jogado desde que o Lamine Amal virou titular do outro lado, e que fora da esquerda ele vira um Wellington Cissi.
Mas isso, e ele disse que prefere jogar na direita. Então é isso que eu falei, na direita tem o Lamine Amal no Barcelona, nenhuma chance. Mas o Rafinha Ele não é lá minimamente na questão do drible do Vinícius. Ele é um jogador que explora muito bem as costas das defesas, a profundidade. Agora, para tirar o melhor do Rafinha, você tem que ter o passe. E qual foi o passe para o Rafinha? Não existe passe. Porque eu repito, quando eu comparei o meio de campo do Barcelona, da seleção, e não tem comparação, porque tem passe.
O Brasil não se associa. Então o Brasil, assim, a jogada do Brasil hoje é aquela jogada, chegava na cara do gol, espirrava a bola para um lado, e no primeiro tempo só para esquerda, não tinha direita. Depois, quando entrou Luiz Henrique, e antes o Rafinha, você conseguia distribuir o jogo. Mas é um jogo, chega até aqui e faz assim, porque aí do lado vai cruzar para área. Cara, é preciso também conseguir se organizar nos amistosos.
Fala, Pedro. Tem muito problema aí, André.
Só para— fui eu, fui eu aqui só para dar um panorama que a gente tava tentando aqui desde o início da minha entrada trazer a sensação da zona mista. Então trabalho aqui em parceria com o nosso Murilo Borges do Digital, o Carlos Fonseca também. Eles estão na zona mista, eu estava na coletiva. E o Ancelotti falou na coletiva que não se ganha Copa no primeiro jogo, né? Ele sabia que não estaria perfeito no primeiro jogo, mas que não pode perder a confiança.
E o Bruno Guimarães agora em coletiva repete, parece que esse foi o mantra ali, esse foi o tom da conversa. Foi uma conversa positiva, abre aspas, para o Bruno Guimarães falando sobre a relação com Ancelotti ali pós-jogo. Ele tentou nos passar confiança, disse para não perdermos essa confiança durante a Copa e que a Copa não se ganha no primeiro jogo. Ainda tem muita coisa a acontecer, sabemos que precisamos melhorar, nos precipitamos muito no começo do jogo, mas sabemos também que a Copa não se ganha no primeiro jogo.
Só para dar uma temperatura daqui, do que tá sendo falado por Bruno Guimarães, por Ancelotti, no ambiente da seleção brasileira depois desse empate na estreia, tá, William?
Eu não sei se o Pedro sabe de alguma coisa que eu li aqui muito rapidamente, mas enfim, agora a gente tá num clima mais—
sim, vamos lá.
Que eu achei muito interessante, parece que o Vinícius Júnior se recusou a responder em espanhol, né, uma entrevista ali, uma pergunta de um repórter espanhol, falou que não ia responder. Eu fico imaginando aqui, claro que estamos especulando, Mas o quanto não é uma, assim, um incômodo com tudo que ele vive na Espanha há tantos anos, né? Porque me chama até atenção esse negócio dele, dele. Então não queria saber se você sabe, se você chegou a ouvir alguma, alguma, não sei se é um caso de regras da coletiva também, né?
Ele tem, ele tem, confesso que ainda não. Na coletiva, desculpa, na coletiva você tem uma limitação de línguas. E geralmente quando alguém tenta fazer alguma pergunta fora dessa língua estabelecida pelo media officer, que a gente chama, pelo chefe da área de imprensa ali, é vetado. Não é o caso exatamente hoje, porque ontem ela te respondeu espanhol, italiano, inglês e português. Vini ontem respondeu algumas perguntas, perguntava às vezes em espanhol, ele respondia em português.
Mas essa do Vini, desculpa, eu vou ficar devendo, porque deve ser na posição de campo, que a gente chama de flash interview. Mas eu não sei exatamente, porque ali não necessariamente tem alguma limitação, porque aí o cara, o repórter, jornalista do país dele, ele faz a pergunta e o Vini vai respondendo a vários detentores do mundo inteiro. Mas vou tentar entender já já para a gente trazer esse debate aqui, mas não foi exatamente o local, posição onde eu tava ali agora.
É, e assim, só não tô querendo, mas assim, eu fiquei curioso realmente, né, porque o Vini fala bem espanhol, né, tá acostumado a responder. E não sei se aquele momento, cara, seleção brasileira, eu não quero, não vou falar. E aí talvez venha um pouco pouco, né, desse, do que, de tudo que ele sofre, porque que ele sofre na Espanha, para caramba, a gente não pode negar, né.
O André, não é nem para tomar tanto tempo assim, a gente pode até falar, mas claro, é para atender a galera aqui do chat também, porque a gente sabe como é que é a relação, e a gente já falou aqui essa semana quando o Alisson inclusive deu coletiva, como é que é a relação com Alisson, né. O Alisson é o goleiro que a bola desvia na barreira contra o Panamá, mata ele. Tem gente falando que ele errou, tem gente falando que ele errou, né?
Como disse o Calçade, o gol do Brasil, se é o Alisson que toma, é exatamente o gol que tomou o Bono hoje.
Se é o Alisson que tava mal posicionado, tava um pouco mais para direita, né? Tava um pouco mais para direita, né?
É a bola, não é uma falha, mas é a bola que dá para pegar. E o goleiro tem que pegar. Essas bolas.
Então, assim como a gente falou de Rafinha, mas onde tá a falha do Alisson hoje?
É, então eu queria entender também.
Tem gente que acha que ele devia ter ficado, não devia ter saído, mas é óbvio que se fica também é falha.
É que eu acho, até para passar para o André, é assim, a única coisa que eu acho, para mim não é falha, a única coisa que eu acho que realmente ele saiu fora da área desnecessariamente, talvez, porque aí ele não podia pegar com as mãos.
Mas não é, existe algo anterior ao gol. Todo time, todo time no mundo hoje que joga com seus zagueiros subindo e chegando à linha de meio de campo, o goleiro precisa estar, leva o goleiro junto, tá? O goleiro sai da área, o goleiro é que a imagem não mostra, às vezes o goleiro tá na meia-lua da grande área. E por que que ele joga ali? Porque num contra-ataque ele consegue chegar às vezes e dividir a bola. Se ele tá debaixo da trave, o atacante ganhou metros, meu, aí ele tá ferrado.
Então ele tem que decidir. E ele sai, ele sai. Se ele fica, cara, eu não vejo uma decisão errada, eu vejo uma baita conclusão. A falha tá no meio de campo, depois passa na defesa, o atacante tá entre dois zagueiros brasileiros que são vencidos na velocidade, e aí a culpa é do goleiro. Aí é demais, né?
Alguém apontou a culpa do Arthur?
Tá, tá, tem, né? Onde tá aqui?
André, quero te ouvir também sobre Alisson. E é a questão, tem muita, ah, saiu desesperadamente ali, passou da área. A partir do momento que ele passa da área, ele não pode fazer mais nada com as mãos. Então ele saiu para definir com os pés, o que não dava, visivelmente não dava para fazer, ou ele ficava no limite da área e tentava fazer uma defesa com as mãos, tentar pular e tal na hora da cobertura, etc. Há um questionamento sobre o que era desnecessário sair da área.
Para ser bem chato e para atender aqui também as críticas, queria te ouvir sobre a situação do Alisson.
A minha impressão é que ele tentou fazer o que está no manual, que é diminuir a distância, eventualmente tentar disputar o lance, dividir com o jogador adversário. Não foi possível. Ele pode ter cometido um um erro de cálculo achar que dava para chegar, mas ele estava absolutamente vendido pelas falhas cometidas anteriormente, né? Num efeito dominó que fez aparecer um jogador de Marrocos na cara dele. Não tenho, eu não tenho coragem de responsabilizar o Alisson, é verdade, da seleção marroquina no jogo.
Não tenho, pois é, não posso colaborar, não posso colaborar nessa É uma pena, mas não dá.
Eu acho que, eu acho que realmente aí entra de novo aquela coisa de pegar no pé, porque é de novo, qual foi a única bola da seleção marroquina que foi no gol? Foram duas, né? No final do jogo que ele faz a defesa, né?
E duas defesas. E de novo, hein, ele defende o chute de longa distância, que o pessoal depois fala, ah, ele assim fica passando pano para o Alisson.
Cara, assim, vamos lá, ele faz uma, ele não espalma para na frente, ele espalma para o lado. É a regra, tá no manual, espalmar para o lado. Não tem ninguém, tem um jogador de Marrocos ali que finaliza e ele ainda vai e faz a defesa, certo? Perfeito. E o outro lance, ele toma o gol. Aí fica aquela história, ah, tá vendo? Duas bolas no gol, uma entrou. Ah, mal chutou no gol, mas aqui foi, entrou. Gente, ele tava exposto, cara, ele tava exposto, né?
Ele tava exposto, certo? Ele tava exposto. E aí no segundo tempo ele faz a defesa ali. Repito, antes que todo mundo: ah, mas ele espalmou. Ele espalmou para o lado uma bola difícil e ainda fez a defesa.
Tinha um Gandula também mal posicionado.
É, aí eu acho que, eu acho que é querer, entendo assombrar, mas aí é querer achar pelo em ovo.
Você não gosta do cara e ele vai sempre ter problema na vida.
Aí é querer achar pelo em ovo. Mais no chat aí, Vitor Birner, vamos lá, por favor. Opa, voltou! Você saiu, tu tava digitando, tô respondendo.
Então deixa eu falar que tem um aqui que o cara falou aqui, que o Igor Thiago é Alfonso, né, fazendo a comparação. O cara chama, o outro chama Pastor Alemão.
Outro Pastor Alemão? Não é o mesmo?
Não, é o outro que mandou a mensagem, que eu fechei agora.
Seu tio Alva? Não, não tem Pastor Alemão.
Mas a tônica aqui também é em cima da ausência do Wendrick. Então a maior parte das questões no TikTok estão em cima da ausência.
Graças a Deus, rapidinho sobre a Hendrick então, pode ser? Pode, só para exemplificar a impaciência de Ancelotti durante a entrevista coletiva. Foi perguntado sobre Endrick e adotou até um expediente que ele não utiliza como de forma comum: não falo sobre jogador individualmente, só falo sobre o time. Não é comum ele responder assim, inclusive em coletiva ele fala sobre quem não tá na lista, inclusive em coletiva de convocação que eu digo, Inclusive, entrevista pré-jogo, ele fala sobre alguém que não vai jogar.
Hoje, quando perguntado especificamente sobre Endrick e a não utilização, se não me engano foi pela colega Raíza Simplício, ele fala: não falo sobre jogador específico, falo sobre o time. Só para ilustrar um pouco o assunto Endrick, a impaciência de Carlo Ancelotti hoje aqui no MetLife após o empate, tá?
O Pedro, só uma coisa, até porque o André levantou uma bola agora há pouco, acho que ainda enquanto a gente tava, não tava apenas no YouTube. Sobre, a gente tava falando sobre mudanças na equipe, até te perguntei sobre isso, tal possibilidade é para o próximo jogo. E acho que foi o André, não lembro mais quem foi, acho que foi o André, falou sobre pilares dessa seleção e jogadores de confiança, passando por Casemiro. E alguns desses pilares não foram bem hoje, né?
Quase ninguém foi muito bem hoje. Pergunta que eu te faço é, mesmo estes pilares Mas eles estão de alguma forma ameaçados ou com os pilares do Ancelotti não se mexe?
Pilares do Ancelotti: Alisson no gol, não acho que vai mudar. A defesa titular dele: Gabriel, Magalhães e Marquinhos. É o primeiro jogo dessa defesa titular em 2026, não acho que ele vai mudar por conta de um jogo. Casemiro é um ponto específico, falo já já. De resto, hoje quem eu vejo Bruno, Paquetá, Vini, um pouco Rafinha. Quero entender melhor um pouco essa relação com Rafinha, que não vem bem há algum tempo. Sobre Casemiro, eu acho que é a primeira vez que a gente se depara com uma situação de: 1, saiu porque tava mal, saiu só pela questão do cartão? 2, sentiu alguma coisa?
Porque eu fiquei com essa dúvida. Acho que eu mandei uma mensagem para vocês no WhatsApp até perguntando sobre a transmissão, porque logo no início do jogo Fabinho começa a aquecer, foi começar a aquecer na do campo. É o que não ficou muito bem esclarecido. A gente tá até tentando a informação lá dentro do estádio ainda. Fabinho começa a aquecer logo no início do jogo e o Casemiro tava uma rotação abaixo. A corrida para chegar na bola, o bote, o giro para fazer um passe, a leitura, sabe, parecia um caminhão ali manobrando.
E não é uma crítica ao que ele vem jogando, mas era um comportamento que me soou atípico. Então entender essa mudança, vai passar por algum problema que ele teve, tirá-lo, minar confiança, acho Acho que não, é um dos dois principais líderes. Marquinhos é o capitão e ele é o segundo capitão. De resto, acho que tá todo mundo ali de alguma forma, não sob ameaça, mas sabe, aberto ou com brecha ou podendo ser sacado do time. Ele é questionado rapidamente sobre as mudanças, né, do time que vem treinando, time que entrou em campo.
Ele fala: observei muito e cheguei a esse time. Então acho que vai ser mais uma semana de muita observação, muita observação. Vai rodar lateral, vai rodar o cara que vai se aproximar, vai rodar o cara que vai jogar, paquetar pela direita, ou quando ele cai pela esquerda. O Bruno ora pela direita, ora pela esquerda, tá rendendo melhor onde. Quem é esse cara para começar? É o Mateus Cunha que começa?
É o Igor?
É o Hendrick durante o jogo? Rayan vinha muito bem cotado, vinha participando de treinamento, foi bem, vinha sendo muito testado, observado, não foi muito lembrado. Acho que tem muitas posições ali que acabam ficando mais abertas. Essas que eu citei, acho que não. Casimiro, eu tenho dúvida se é algo ali somente de cartão, se teve algo físico clínico muscular. Mas eu acho que ainda é pouco provável do primeiro para o segundo jogo que ele seja uma peça, né, considerada para saída.
Agora, dá para afirmar que vai mexer, ele já mexe habitualmente com problemas. E falando aqui que deve mexer, eu acho que é uma certeza que o time que vem aí para o jogo contra o Atlético é bem diferente.
William, tem que ser, né? Aqui duas questões. O Mário Teixeira destaca aqui no TikTok, tá?
Eu tô aqui no chat, estamos aqui no YouTube, você tá no TikTok, destaca que a gente já falou aqui, é muito influenciador aí, é bastante, bastante.
Ele fala sobre a distância entre a zaga e o meio, né, a falta de compactação que a gente falou aqui. É, falou que muitas vezes quem tava armando era a zaga, que faltou entrosamento. O gol sofrido é muito isso, né, é uma zaga que tava num ponto do campo, o meio-campo tava do outro lado, faltou compactação. E Só para fechar aqui, da parte do TikTok, a Amanda Oliveira, ela diz algo que eu acho que resume algo que muita gente que tá revoltada queria falar: ninguém jogou nada.
O Vini jogou, vai.
O Vini jogou, mas assim, é o torcedor revoltado, o torcedor revoltado, ele tinha uma expectativa de muito mais de todos os jogadores.
Acho que foram atuações, as melhores atuações foram razoáveis, mas nada além disso. Manda aí, YouTube, o chat nosso, YouTube.
Muita crítica aqui, tá? A nós ou a seleção? Não, a seleção mais. A nossa tem algumas, a seleção tem muitas. Time sem confiança. Para mim era jogo claro para o Ancelotti arriscar Rayan, Endrick. E ele acha que o Ancelotti identificou esse problema.
Tava decidindo o primeiro lugar hoje.
E outra, e outra, ele fez 5 mudanças, ele fez 5 5 mudanças, que é o máximo que ele pode fazer. E para mim, nenhuma mudança equivocada, nenhuma mudança errada. Então assim, eu de novo entendo os apelos pelo Endrick, mas cara, o cara mudou 5 vezes. Todas as mudanças que ele fez faziam sentido.
Os 2 amarelados logo de cara, porque o Brasil teria, estaria sujeito às transições rápidas do Marrocos no segundo tempo. E ele fala, um amarelo, eu fico com 10. Aí acabou jogo.
Então ele fez, foi correto ainda, e com o agravante de que os amarelados estavam jogando muito mal.
Então tava cheio de motivo.
O Ricardo dos Santos fala que o problema para o Ancelotti é que o Fabinho foi muito bem.
Não tem problema não, talvez nós vamos usar, mas eu entendi o que ele tá dizendo.
Até porque, como disse o Pedro, a gente não sabe. Eu me pergunto, a essa altura cultura, o que é melhor, quer dizer, o que é menos pior para a seleção brasileira? Que de repente, ah, o Casemiro sentiu uma coisinha ali, vai voltar logo, e portanto a atuação dele hoje tem a ver com esse probleminha físico que ele sentiu no começo do jogo, e que de repente lhe permite nem que seja voltar contra a Escócia, talvez seja melhor do que a atuação de hoje ser um reflexo daquilo que a gente falava, né, no no começo do programa, ser um reflexo de repente de um jogador de 34 anos que atuou por uma temporada inteira da Premier League e tá esgotado fisicamente. Tomara que não seja isso, porque esse é um problema menos solucionável.
Eu preciso liberar o pessoal lá, tá?
Em relação ao jogo e a necessidade do jogo, em algumas chegadas, algumas tentativas de tirar a bola do adversário, assim, ele demonstrou assim, tá tão atrasado, chegou atrasado, carece aí de uma melhor resposta ao longo da semana, se havia alguma coisa, se era só pelo cartão amarelo. Agora, atuação justificava a saída de um jeito ou de outro.
Sim, André Kifuri, obrigado mais uma vez, sempre contando com a sua participação aqui no Linha, viu? Um abração.
Não, não, não, não, de jeito nenhum. Entre nós, quem agradece que sou eu. Um abraço a todos, boa noite, até a próxima.
Pedro Ivo, beijo, meu querido, obrigado mais uma vez também, sempre contando com você, hein?
Sem a mesma fidalguia. Obrigado vocês. Só para finalizar aqui, tirar uma dúvida então que a gente levantou, é, não foi uma questão física, clínica, muscular, como queiram chamar, saiu por conta de cartão, não de lesão, o Casemiro. Nenhum problema então, nenhuma questão médica, de ordem médica. Saiu por conta do cartão no primeiro tempo, tá bom?
Boa, Pedro! E para fechar em alto nível esse Linha de Passe, um recado do Júnior Rotelli para você, Eugênio Leal. Ele disse que você tá gato de barba.
Gostou? Um abraço para o Júnior.
Aprovado! Você que é um homem mexicano, só eu não tenho, mas você acha que é gato?
Mexicano, é.
Olha aí a aproximação. O que que você acha, hein?
Olha, muito constrangido no próximo No próximo Linha a gente vai botar essa pergunta no YouTube.
Eugênio, com ou sem barba?
Eugênio, muito gato, gato ou pouco gato?
Aliás, sempre bom divulgar o final da enquete. Como foi a atuação da estreia do Vini? 34% acharam boa, 30% razoável, 11% ótima e 26% ruim.
Aí pega aquele pessoal que gosta de dar uma mexida em enquete, né? Aí pede Soma 30, achando que o razoável, o pessoal é positivo, acho que o razoável é para bom. Então dá 64 com mais 11, 75% de aprovação para o vinho.
A camisa da seleção entra o clube, o cara torce para o Barcelona, tal, o que era Vasco e também o Flamengo vai. Então assim, é uma questão de paixão, não seleção.
Nossa, que olhar apaixonado para mim, hein? Que isso, rapaz! Então o clima está gato também de bar.
Fica assim rapidinho.
O povo gosta de falar aqui, né?
Mandou aqui sobre a pergunta que o Vini não respondeu. Foi uma pergunta de uma jornalista da Venezuela que pediu para o Vinícius responder em espanhol, e o Vini disse: eu estou falando para o Brasil, vou responder em português. É isso. Mas não era nem um espanhol, né? Então não sei se—
Vixe Maria, viu? Amanhã a gente volta às 10 da noite, hein? Vai lá!
Saúde e paz a todos e a todas, um excelente final de semana. E quem sabe até você vai torcer para a Escócia, vai dar secadinha para estar um empate Escócia-Haiti.
Tá 1 a 0 aí no intervalo. Se a gente parar de falar, o empatezinho é bom, hein?
Não dá para ficar com medo deles não. A questão depois é de quanto Marrocos poucos vai ganhar deles nos outros jogos.
A gente vai continuar aqui no YouTube, o Jean vai embora, o Jean vai embora, mas ele quer ver o segundo tempo do jogo. Vai lá ver o Haiti.
O Haiti é logo ali, vai lá. Deu o horário, deu o horário, ele não quer saber, ele é um escravo do horário.
Deu o horário, ele vai embora.