Episódios de Linha de Passe

Estados Unidos atropelam Paraguai e esquenta para Brasil x Marrocos - Linha de Passe

13 de junho de 20261h54min
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No Linha de Passe desta sexta-feira (12), nossos comentaristas analisam tudo sobre a Copa do Mundo, com as análises de como foi Estados Unidos x Paraguai! Além disso, fazem esquenta para Brasil x Marrocos, que se enfrentam neste sábado (13).

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Participantes neste episódio7
W

William

HostNarrador
A

André Kifuri

Convidado
B

Breiler Pires

Comentarista
E

Eugênio Leal

Comentarista
M

Marcela Rafael

Reporter
P

Paulo Calçade

ComentaristaJornalista
V

Vítor Birner

Comentarista
Assuntos8
  • Marrocos na Copa do MundoPragmatismo tático de Ancelotti · Intensidade e coletivo de Marrocos · Individualidades do Brasil · Jogo de contra-ataque · Marrocos como 'brasileiros da África'
  • O Papel de Vinícius Júnior na SeleçãoPressão e expectativas · Comparação com Romário e Ronaldo · Confiança de Ancelotti · Diferença entre clube e seleção · Talento vs. Extraordinário
  • Neymar e Seleção BrasileiraDeclarações de Carlo Ancelotti · Ausência de favoritos na Copa · Capacidade de competir · Dúvidas sobre a escalação · Potencial de crescimento
  • Seleção Paraguaia· EsportesDesempenho dos Estados Unidos · Fragilidade defensiva do Paraguai · Destaques individuais (Pulisic, Balogun) · Substituição de Pulisic · Técnico Alfaro
  • Seleção BrasileiraEscalação provável · Papel de Vinícius Júnior e Raphinha · Função de Matheus Cunha · Opções no banco de reservas · Importância das substituições
  • Expectativas e RealidadesEntusiasmo dos torcedores · Ambição de título · Fan Fest em Dallas · Tucker (aniversariante)
  • O papel de Neymar na SeleçãoCondições físicas e médicas · Influência no ambiente da equipe · Decisão de convocação · Expectativa de participação
  • Histórico Brasil-FrançaComparação com gerações passadas · Impacto do 7x1 · Percepção internacional do Brasil
Transcrição453 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Olá para você que é fã de esportes, bom dia! Sim, é meia-noite, já virou o dia. Bom dia para você que tá chegando com a gente aqui, que tá acompanhando esse Linha de Passe até as 2 da manhã para falar do que aconteceu hoje. Claro, Vamos falar sobre Seleção Brasileira também, porque a estreia é amanhã, né? Aliás, é hoje, né? Já virou o dia, é hoje contra Marrocos. Muito para a gente discutir, muito para a gente conversar aqui, começando evidentemente pelo jogo entre Estados Unidos e Paraguai.

Mas durante 2 horas estaremos com você, 1 hora na ESPN e também no Disney Plus, e depois a segunda hora, além da primeira hora também estar no YouTube, a segunda hora exclusivamente no YouTube Onde a gente vai ter aquele contato direto, onde você vai participar mais ativamente desse Linha de Passe. Vou fazer um intervalo bem rapidinho, rapidinho, e você vem para cá, hein? Chama o pessoal aí, movimenta esse chat e vem para cá, que hoje o programa tá especial e é gol dos Estados Unidos.

A gente volta já já. Muito bem, fã de esporte, seja bem-vindo, seja bem-vinda. Estamos aqui com Paulo Calçade, com Eugênio Leal, com Breiler Pires, com Vitor Birner, com você no nosso— vem para o chat, dá like, hein? Vem para o chat, dá like, porque 2 horas de programa, já falei, 2 horinhas de programa, as 2 no YouTube, mas a segunda hora exclusivamente no YouTube. E aí a gente vai poder interagir mais com você, com muito mais tempo até do que ontem, que a gente ficou meia hora, né?

Tem gente torcendo aqui, disse que a segunda seleção é Holanda e vai Corinthians, né?

?Voz B

Hoje é minha segunda, já é sua segunda?

?Voz A

Não é, não é, porque tem esse lado do torcedor, né? A minha segunda não tem problema. Tinha gente hoje torcendo pro Bobadilha, aí ele fez o gol contra. Aí tinha gente torcendo pro Maurício, pro Gustavo Gomes, pro Souza, né? O Maurício meteu o gol. Tem essas coisas, futebol brasileiro invadindo as outras seleções. Fandesportes, acabou agora. Estados Unidos 4, Paraguai 1. Vitor Birner, fora o baile, né? Principalmente no primeiro tempo, foi um atropelo.

Brincadeira que os Estados Unidos fizeram com o Paraguai, o que o Paraguai não fez, hein?

?Voz B

Agora, boa noite a você, William. Calçade, Eugênio, Breiner Pires. Boa noite, boa noite aos fãs e às fãs do esporte. Tem o placar, né, que já explica um pouco, porém mais que o placar, tem um domínio agressivo, brutal, americano no campo de ataque, com posse de bola, não abrindo mão de tentar um gol depois de tentar o outro, continuar tentando depois tentar o outro. O Paraguai sem achar contra-ataques, O Paraguai sem conseguir sair jogando, o Paraguai se defendendo de maneira medíocre.

Não parecia uma seleção que estava disputando uma abertura de Copa do Mundo para ele, Paraguai. O resultado ou ficou de bom tamanho ou ficou até um pouco magro para aquilo que os Estados Unidos podia ter feito, porque o goleiro paraguaio ainda fez algumas grandes defesas para evitar uma goleada ainda maior. Eu já imaginava antes que os Estados Unidos tinham mais time que o Paraguai. Mas não uma diferença tão grande em campo como a gente assistiu.

Se o Paraguai pretende conseguir a terceira vaga nesse grupo, que é um grupo bem complicado, ele vai ter que subir de patamar.

?Voz A

Sinceramente, Calçade, não sei como é que o Paraguai vai subir de patamar tão rápido assim, porque hoje foi o fundo do poço o primeiro tempo.

?Voz C

Boa noite.

?Voz A

Boa noite.

?Voz C

Acho que os Estados Unidos conseguiram expor todos os problemas do Paraguai.

?Voz A

Nossa Senhora!

?Voz C

E defesa muito frágil, um time Tudo bem, se defende como quase todo mundo num 4-4-2. E aí começaram as falhas, porque a marcação do Paraguai, ela foi totalmente batida, né? Ela não teve a menor condição de segurar o Pulisic. Num lado que você tinha um quarteto no Paraguai, você tá jogando do lado esquerdo, então você tem um jogador que joga acima do lateral, O Diego Gomes, o Cubas e o Bobadilha. Tô falando dos 2 volantes, 2 volantes.

Aí você tem Gustavo Gomes e o Cáceres. Então é um quarteto, né? Ainda tem o Bobadilha, volante. Então você tem o lado esquerdo, esse quarteto é responsável em fazer a marcação, lateral bater com ponta, mas as compensações, as ajudas, as coberturas. E os Estados Unidos, eles entraram por ali, mas com uma facilidade Eu acho que foi o jogo mais legal da Copa até agora, foi a melhor exibição de uma equipe na Copa do Mundo. Sem dúvida.

O grande diferencial para mim é que, além da qualidade individual, que isso ficou muito claro nos Estados Unidos, é que é uma equipe mais estruturada. Isso é muito importante numa Copa do Mundo, você ter um time estruturado. Não que os Estados Unidos, quando chegaram para o Mundial, nessa trajetória até o Mundial, você olhasse como uma grande força. A gente tá falando exclusivamente desse jogo e eles vão passar de fase. Já é, já são 3 jogos nesta etapa e mais um garantido, pelo menos.

Mas eles foram bem estruturados e mostraram isso dentro de campo. Foi um jogo legal para assistir, individualmente também bem, com o time que pressiona muito após a perda, alto. Isso é fantástico. Isso aí é a cartilha básica do Mundial, isso vale para qualquer time, né? Perdeu, pressiona para recuperar. Você não consegue, aí você vai se compor e segurar o adversário.

?Voz B

E o Pochettino é um baita técnico, foi vice-campeão europeu pelo Tottenham.

?Voz C

O México deu assim alguns botes e recuperou bolas, mas contra uma equipe que errou muito mais na saída. Eu acho que a organização dos Estados Unidos foi superior. Muito superior à do México para recuperar as bolas. E durante o jogo todo na pressão, não só na saída de bola, mas no jogo corrido, que é ganha aqui, perde ali, erra o passe, pressiona. Então isso foi bem legal, eles deram uma, foi uma boa exibição. Acho que a gente teve um belo jogo hoje, foi diferente do que eu vi até agora. Para mim esse foi o melhor jogo, sem dúvida.

?Voz A

E a Marcela Rafael acompanhou de perto, está em Dallas, certo? É isso, Felipe Silvani? Em Dallas, né? Está em Dallas a Marcela Rafael acompanhando aí a repercussão, né? Porque para a gente, assim, a forma como foi o jogo, Estados Unidos assim absolutamente surpreendente, essa forma como passou por cima do Paraguai. Queria saber se o pessoal tava nessa vibe aí também, viu, Marcela? Se esperava isso, se realmente achava que ia ser com essa sobra toda. Queridona, bem-vinda aqui ao nosso Linha de Passe.

MRMarcela Rafael

Fala, William! Um beijo para você, para o pessoal aí do estúdio, para os fãs de esportes. Não, ninguém tava esperando, pelo menos ninguém tava esperando uma goleada. 4 a 1 é algo realmente acima do que todos os torcedores aqui dos Estados Unidos na Fan Fest estavam esperando. Eu tô aqui na Fan Fest, eu tô em Dallas, no norte do Texas. Torcedores estão muito animados. Antes do jogo eu perguntava, o que que vocês estão esperando?

O que que vocês imaginam da partida? Eles falaram, olha, se a gente vencer 1 a 0 hoje já é algo muito positivo, porque a ideia é chegar ali na fase de 32 avos, o que é muito, mas muito legal mesmo. Só que alguns torcedores falavam: não, a nossa geração, essa geração de agora, é a geração mais talentosa, então estamos esperando chegar nas quartas de final. Ok, depois do jogo perguntei aqui a alguns torcedores, eles saíram rapidamente aqui da FanFest, e todos eles falavam: agora a gente vai ser campeão!

É claro que eles estão muito empolgados depois de uma goleada. E claro, estamos nos Estados Unidos, tudo aqui é muito rápido, tudo aqui é muito organizado. E aqui na FanFest não tem mais ninguém, mas estava completamente lotado lá em Dallas Downtown. Bem diferente. Estávamos procurando alguns pontos lá em Dallas Downtown para ver se os torcedores estavam realmente empolgados com essa estreia dos Estados Unidos na Copa do Mundo.

Pouca gente aqui, pessoal tava mais animado. Estivemos aqui ontem também no jogo do México, na abertura da Copa do Mundo, muita gente também. Tem muito mexicano. Aqui em Dallas pela proximidade também eles fazem essa migração então muita gente até mais cheio do que hoje mas hoje também tinham muitos torcedores dos Estados Unidos animados muitos soccer people aqui eles estavam muito animados mas eu vou conversar aqui com uma família inclusive com um birthday guy ele tá fazendo 12 anos what's your name Tucker Tucker tá fazendo 12 anos e ele ganhou esse big present did you think this game was better than you expected Yeah. What's your better or your the player do you more like?

?Voz E

Pulisic.

MRMarcela Rafael

Pulisic. Okay. And now, how far the U.S. U.S. team are going to the World Cup? Finals. Finals. Okay. Então vai até a final. Ele tá falando que ele gosta muito do Pulisic. Ganhou esse presente de aniversário. Tá fazendo 12 anos e agora vai até a final. Bem que eu falei. Todo mundo achando que ia até quartas de final e que tava ótimo. Agora todo mundo quer ir chegar à final. E ser campeão. Okay, thank you very much and happy birthday to you.

Got a ball, right? Do you like soccer? Do you play soccer? Yes, I play soccer. Yeah, ele joga futebol, que é algo que não é tão comum aqui também. Let me talk to her mother here. Hi, the game was better than you expected? I am a Canadian living in America and it was great. And you're gonna— boom! Well, you're gonna stay with USA today, right? You know what? I hate Say it, Scotland. That tartan army. Yes, I know. They wear kilts and they're fun and they drink.

Yeah. Are you? Would you not? So you're going to support Scotland? Would you not? Okay. Put your kilts on. Okay, it's up to you. Okay, thank you very much. Eu perguntei se ela é canadense, tá morando aqui nos Estados Unidos e eu perguntei: Você vai torcer agora para os Estados Unidos ao fim? Ela disse não. Eu vou torcer para a Escócia. Por quê? Porque eles usam saias, eles são divertidos e eles bebem. Então tá bom, é com ela, ela pode torcer para quem ela quiser.

Mas é esse o clima então aqui nos Estados Unidos, aqui no norte de Dallas e na Fan Fest, que é algo muito voltado para essa Copa do Mundo. A gente consegue ver sim esses torcedores muito animados, ainda mais depois de uma goleada. Teve um torcedor que falou para mim, o que é que aconteceu com o Paraguai? Cadê aquele Paraguai que venceu o Brasil, que venceu também a Argentina? Foi o que aconteceu com eles, para onde eles foram.

E muitos lembrando também do jogo de novembro, daquele amistoso quando os Estados Unidos venceram o Paraguai também, deu aquela maior confusão. E eles falaram, agora foi na paz, agora foi na bola. E eles estão aqui felizes e muito mais esperançosos, viu, William?

?Voz A

É, os paraguaios não tiveram tempo nem de anotar a placa. Marcela, um beijão para você, obrigado pela participação, boa sequência de trabalho aí, queridona. Tudo bem. Olha, não tá, não tá fácil para mãe do menino aí não, né? Que ela nasceu no Canadá, então ela torce para o Canadá. Aí ela tá torcendo para os Estados Unidos. Hoje tá legal, mas não imagino que vá para a final da Copa, né? Estão empolgados, tudo bem. Mas aí vai torcer para Escócia, que aí também, né, meu?

?Voz B

Tá aí, sabe uma coisa?

?Voz A

É melhor, é melhor realmente beber e se divertir, né? Melhor.

?Voz B

É fã dos celtas nascidos, que são originários das Highlands escocesas.

?Voz A

E o João Castelo Branco, que fica ali perto e tal, o que que você acha?

?Voz B

Eu acho que ele deve ter simpatia pela Escócia porque ele é o brasileiro na Inglaterra. Se ele fosse inglês, teria provavelmente uma certa rivalidade.

?Voz A

Então pergunta para ele, Vitor.

?Voz F

Bem-vindo!

?Voz E

Muito obrigado. Fala, companheiros! Fala, Birney! Eu curto muito, sim, os escoceses E os irlandeses são muito simpáticos lá na Inglaterra. Eu sou amigo de vários e até gostaria daquele kilt deles, essa saia no calor aqui ia bem, porque você sabe que embaixo, né, não usam nada, né, é a tradição. Então fica bem fresquinho. Mas olha só, falar um pouquinho desse jogo aqui.

?Voz A

Eu falo português.

?Voz E

Tudo bem? Tudo bem, cara. Como está sentindo, hein?

?Voz A

Eu tô com dor no meu coração, viu?

?Voz E

Imagino, foi ruim, hein?

?Voz A

Foi ruim.

?Voz C

Não, esse em português, e muito ruim.

?Voz A

Mas desse ano depois eu acho que foi também uma boa destreza, viu?

?Voz E

Mas o Paraguai no primeiro tempo não jogou nada, né? O que que você acha? Ele estava muito nervoso? O que aconteceu?

?Voz A

Eu acho que o time estava nervoso.

?Voz C

Depois assim, aí eu vou ver, sentia aquele, aquele quente de público, né, viu?

?Voz A

Eu sou paraguaio, mas eu tô procurando meu português.

?Voz E

Desculpa, tá? É, vai ser uma Copa difícil agora depois dessa derrota.

?Voz A

Eu acho que sim, mas a gente vai para São Francisco e vai Eu não sei aí, você como tá, o Brasil como tá.

?Voz E

Eu tô ao vivo aqui para o Brasil, daqui a pouco a gente conversa mais. Deixa eu falar com meus companheiros lá. Valeu, valeu, obrigado pela participação. A gente vê aí então o paraguaio saindo decepcionado, né? Ele falou, meu, dor no meu coração. Coitados, né? Como vocês já adiantaram, né, companheiros, muito ruim o início do Paraguai, principalmente Estados Unidos dominou totalmente o primeiro tempo, né? Uma festa muito bonita por aqui, os gols do Balogun, o destaque desse jogo.

Pulisic também jogou muito bem, não sei se aconteceu alguma coisa com ele porque foi substituído pro segundo tempo. Mas o Balogun, que nasceu em Nova York, viveu em Londres, lá no Arsenal, foi onde ele cresceu, fez a base no Arsenal, vendido em 2023 para o Mônaco, vem se destacando na Ligue 1, artilheiro do time, e agora herói nos Estados Unidos com ótimos gols, né? E a gente vê aqui o estádio se esvaziando. Assim, um pouco da experiência por aqui no estádio de Los Angeles, muito impressionante esse estádio, realmente um dos estádios mais impressionantes que eu já vi na minha vida.

Ô, vamos lá! E sem problemas com organização, você vê todo mundo saindo numa boa. A entrada também foi legal, acompanhamos a chegada da torcida fazendo um esquenta por aqui. É muito legal ver um pouco dessa cultura do futebol americano, né? Porque na cidade nesses últimos dias a gente não via tanto o clima de Copa, mas aqui como dá para ver, todo mundo vem para cá com camisa do time, é muita gente fantasiada, foi muito legal. Ei, tell me, man, quickly, one question live to Brazil. Abra espanhol?

?Voz G

Hablo español.

?Voz E

¿Cómo fue? ¿Cómo están sintiendo con esta partida?

?Voz B

Estamos sintiendo que podemos llegar con el equipo de Estados Unidos a semifinales. Tenemos equipo que se cuide Alemania, que se cuide Argentina, Brasil. Vamos por ellos.

?Voz G

USA, USA semifinal for sure, hundred percent.

?Voz E

Gracias. Thank you very much. Hay ali umas saúdas americanos latinos também, né? Enfim, uma grande festa por aqui. Eu sigo por aqui, vou tocar bola para vocês também, mas Foi uma noite muito legal, sem a presença de Donald Trump, que eu achei que talvez estivesse por aqui também. Infantino também não deu as caras, mas tivemos um show legal ali. Katy Perry cantando uma música, Anitta representando o Brasil. E deixo vocês com um grito aqui do USA da molecada. USA for Brazil!

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?Voz E

Thank you. Ele gostou de como chutaram a bola. Tá falando umas besteiras aí de futebol americano.

?Voz C

Faz parte.

?Voz E

É o soccer, né?

?Voz A

É o soccer. É o soccer. É o soccer. Mas parece que agora eles se ligaram que tem uma Copa do Mundo aí. Acho que eles acordaram para isso.

?Voz C

E é o soccer engarrafado que faz isso.

?Voz A

É o soccer líquido.

?Voz B

Sabe que o João sabe disso? Os ingleses tiram Sarro dos americanos chamarem de soccer, porque futebol você joga com os pés.

?Voz A

Sim, né?

?Voz B

E na Inglaterra se brinca com isso bastante, né?

?Voz A

É verdade. João, obrigado, viu, meu querido? Boa sequência de trabalho aí para você, hein? Valeu demais.

?Voz E

Obrigado, companheiro. Eu vou ficar aqui com essas figuras aqui.

?Voz A

Esse aí, esse aí, esse aí, esse aí, por América.

?Voz E

De onde era isso?

?Voz C

De Califórnia.

?Voz E

Califórnia. How was the game, man? Como foi para você?

?Voz C

Puro, puro, puro, puro, puro. Me gusta.

?Voz E

Tomou um negocinho, verdad?

?Voz A

Difícil. Amigos, abração.

?Voz C

Só querendo arrafar.

?Voz E

Hasta luego.

?Voz A

Para Brasil. Brasil?

?Voz C

No, no, para Estados Unidos. Tchau, tio. Pois tá lindo, viu?

?Voz B

Foi tranquilo o Capitólio.

?Voz C

Por favor, por favor, por favor. Paraíso de maluco, João, também.

?Voz A

Beleza, vou te liberar, João.

?Voz C

Parabéns, João!

?Voz A

Deu, deu problema, João. Vai tranquilo, vai sossegado, João.

?Voz C

Merece folga amanhã.

?Voz E

Eu vou para onde ele vai, eu vou, eu vou para onde ele vai, cara.

?Voz C

É para onde ele bebeu esse negócio aí.

?Voz A

Não, que acho que ele tá sem rumo, viu?

?Voz E

Vai ter, não, vai ter festa boa.

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?Voz E

Okay, olha lá, ele joga futebol, quer jogar um dia com Pulisic, jogador favorito dele. Well done, man. Congratulations for your win.

?Voz F

You happy?

MRMarcela Rafael

Yeah.

?Voz F

Good game.

?Voz B

Yeah, it was awesome.

?Voz E

Okay, awesome. Aí, galera, adoraram. Valeu.

?Voz A

Show, João.

?Voz E

Vocês, companheiros, bom programa por aí.

?Voz A

Obrigado, meu querido. Boa sequência de trabalho para você.

?Voz C

O melhor foi aquele que não tem idade para beber.

?Voz A

Exatamente.

?Voz C

Esse garotinho, porque o resto, o João, o João frequentador dos pubs ingleses, se levar esses novos amigos, acaba o estoque.

?Voz A

O campeoníssimo ali de óculos, o penúltimo, aquele só de você encostar, você já não passa no bafômetro.

?Voz C

Ele parou no João porque ele Para não cair, né? Agarrou, João. Que beleza, hein?

?Voz B

Vamos voltar a falar de futebol.

?Voz A

Tchau, viu, João? Mas isso é futebol, isso também é futebol, também é futebol.

?Voz B

Faz parte.

?Voz A

Mas a gente pode falar do Policite aqui com Eugênio, né, Eugênio? Porque realmente você vê que todo mundo ali que falou, falou, ah, o Policite, o Policite, o Policite. E realmente o homem arrebentou, né? Você ficou com invejinha ali, você queria estar ali também, né, curtindo, tomando um negocinho, né?

?Voz F

Fala sério, eu tô bem aqui com os amigos. Tô muito bem aqui com os amigos. Bom dia, bom dia, bom dia a todos. É isso, o primeiro tempo, o primeiro tempo que ele jogou, né, do Pulisic, foi excepcional. Ele destruiu o Cáceres, ele ganhou todas, todas que ele foi para cima do Cáceres, ele ganhou, passou com tranquilidade, contribuiu para jogadas importantes do time dos Estados Unidos. Para mim, ao lado do Balogun, melhor em campo.

E me chama atenção o fato de ele ter sido substituído no intervalo O que para mim, eu não sei, não tem informação de alguma eventual lesão, né? Mas para mim representou que o técnico Maurício Pochettino falou, beleza, jogo tá ganho, pelo menos uma precaução, vamos poupar, tirar esse jogador que é importantíssimo, que é a grande referência técnica da equipe, e evitar que ele se desgaste no segundo tempo. Depois, um pouco mais adiante, ele tira o próprio Alugum, depois tira o Tillmann, mas foi um passeio Um passeio assim impressionante por uma Copa do Mundo, gente.

Essa é uma Copa do Mundo. Você pode me perguntar o que aconteceu, o Paraguai jogou muito mal ou os Estados Unidos jogou muito bem? O time dos Estados Unidos jogou muito bem, as duas coisas. E o Paraguai jogou muito mal. Ele soube explorar as deficiências do Paraguai. Então, e me chamou atenção, a gente até comentava durante o programa, né? Porque a gente conhece o Alfaro, técnico paraguaio, há muitos anos. Ele tá no cenário aqui sul-americano, pelo menos o primeiro título dele foi em 2007 com o Arsenal de Sarandí.

Ele foi campeão da Copa Sul-Americana, foi campeão argentino das Copas Sul-Americanas, na época turbinado. Sim, mas ele depois conseguiu vários bons resultados em outros clubes por onde passou. E fez um trabalho de eliminatórias maravilhoso com essa seleção paraguaia, maravilhoso. Ele conseguiu fazer o time voltar a ser competitivo. E hoje ele viu o time dele ser atropelado, atropelado. E não foi no segundo tempo porque o time dos Estados Unidos não quis. Beleza, lembrou um pouco o 7 a 1.

?Voz A

É, lá vem ele de novo, 5 a 0 no primeiro tempo.

?Voz F

No intervalo os caras se reúnem ali, tá bom, né, não vamos acelerar muito não, que não precisa. Foi mais ou menos isso, foi só mais um gol no segundo tempo, no finalzinho do jogo, o 4 a 1 dos Estados Unidos. E que me chama atenção é isso, você vê, ele entra num 4-4-2 e nitidamente o time dos Estados Unidos pela esquerda ia muito bem, com Anthony Robson chegando para dar suporte, mas especialmente com o já citado Christian Pulisic.

E era óbvio que ali todas as jogadas entravam, todas as jogadas entravam, e ele não fez nada para estancar esse sangramento, tapar o vazamento. Ele não, ele deixou correr. No meio do segundo tempo ele vai trocar ali o lateral direito. Ele tinha um atacante que era nulo no jogo, a bola não chegava praticamente no Sanabria. Ele poderia momentaneamente tirar o Sanabria, colocar mais um zagueiro, fazer uma linha de 5 para dobrar a marcação ali em cima do Pulisic, estanca ali, botar 1 a 0, segura no 1 a 0, o jogo acalma, segundo tempo o ritmo é outro, você tenta voltar para o jogo, aí depois você pode tirar um zagueiro, recolocar um jogador de frente.

Mas não, ele deixou passar, ele viu o time dele ser atropelado, massacrado, e fez absolutamente nada. Vai mudar no intervalo, já perdendo de 3 a 0, e tenta botar o time mais para frente com a entrada do Maurício e tal. Há uma melhoria, mas eu acho que a melhoria do Paraguai no segundo tempo se dá em função dos Estados Unidos terem falado assim: Beleza, pra mim deu, já ganhamos o jogo e não precisamos mais nada. E levaram o segundo tempo em banho-maria.

E isso me assustou muito. A ingenuidade do time paraguaio, a total falta de ação uma vez de posse da bola, não sabiam o que fazer com a bola. Era dar no Enciso, o Enciso saía tentando driblar e até que perdia, não dava em nada. E a fragilidade defensiva, porque esse time foi construído nas eliminatórias a partir— e ganhou do Brasil, e ganhou da Argentina, ganhou do Uruguai, ganhou de vários times a partir de uma solidez defensiva que hoje a gente não conseguiu enxergar de jeito nenhum.

?Voz A

Deitaram e rolaram por todos os lados. Aliás, a impressão, né, Breiler, em algum momento, em algum momento, grande parte do jogo, é que parece que os jogadores do Paraguai tinham se reunido ali na porta do estádio: vem você, vem você, vem você, vem você, você. Vamos jogar lá e ver o que dá, porque os caras não conseguiam se comunicar. Não acertava passe daqui até ali, não acertava lançamento, não conseguia sair. Claro, tem muito mérito dos Estados Unidos, né?

Mas tomavam dribles desconcertantes, erros de posicionamento, estava tudo errado, impressionante.

?Voz F

Tudo bem?

?Voz G

Total, tudo bem, William. Boa noite. Para mim, enquanto é madrugada, é noite.

?Voz A

É só quando rai o sol que é bom dia.

?Voz G

É, eu sou desses.

?Voz B

Concordo com você.

?Voz F

Boêmio.

?Voz B

Não.

?Voz A

São homens da madrugada.

?Voz G

Não sou boêmio, sim senhor. Mas na verdade, de fato, foi um passeio dos Estados Unidos. O time dos Estados Unidos sobrou no jogo. Concordo com o Calçade, entre os 4 jogos até aqui, a estreia mais imponente de um time na Copa do Mundo. E até surpreende, de fato, né? Assim como o Birner, eu também não esperava uma diferença tão grande entre Estados Unidos e Paraguai em campo. E de certa forma, Os Estados Unidos mandam um recado também para o futebol sul-americano, porque a defesa do Paraguai, que o Eugênio lembrou, foi uma das melhores das eliminatórias sul-americanas.

O Paraguai sofreu apenas 10 gols em 18 jogos nas eliminatórias, e na estreia da Copa, em apenas um jogo, sofre 4 e poderia ter sofrido mais. Tamanha a fragilidade defensiva do time do Alfaro, é tamanha a imponência dos Estados Unidos no ataque. E claro, né, chama atenção, é um choque de realidade dos jogadores que a gente tá acostumado a acompanhar de perto aqui no futebol brasileiro. Tudo bem que o Maurício entrou bem no segundo tempo, faz o gol de honra do Paraguai, mas a atuação de Júnior Alonso pela esquerda, de Gustavo Gomes marcando o Balogun, sendo atropelado em vários lances, e principalmente do Bobadilha, jogadores que não conseguiram se conectar com a rotação do jogo.

?Voz A

Os brasileiros, né, do Paraguai.

?Voz G

E são jogadores de referência nos seus clubes aqui no Brasil. E deixaram muito a desejar. É claro, tem muita coisa, muita água para rolar, nem tudo acontece igual para todas as equipes, mas essa diferença que a gente viu entre Estados Unidos e Paraguai é um recado para seleções sul-americanas de que se não entrar nessa mesma rotação, com essa intensidade— Argentina, por exemplo, atuais campeões, encararam adversários mais frágeis, Se chegarem de salto alto, amigo, podem ser atropelados também.

?Voz A

Mas não foi o caso, não foi salto alto o Paraguai?

?Voz G

Não, não, não foi.

?Voz A

Porque são os donos da casa.

?Voz G

Não, não foi salto alto, mas de um time que teve, que acreditou que somente o que apresentou nas eliminatórias, jogar fechadinho, 2 volantes protegendo a defesa, seria o suficiente.

?Voz B

Eu concordo com o Brenner e não concordo com você. Do quê? Eu acho que o Paraguai competiu pouco.

?Voz A

Mas não achei salto alto, porque não, não, no salto alto não. Mas o Paraguai não é uma seleção que pode passar pela cabeça de entrar nesse salto alto contra os donos da casa, estádio cheio lá, todo mundo a favor.

?Voz B

É difícil de entender como o Paraguai conseguiu a eliminatória que conseguiu, olhando a qualidade dos jogadores, né, e olhando as outras equipes.

?Voz G

Mas tinha uma fórmula ali, né, Birner?

?Voz A

Perfeita.

?Voz G

Defesa muito bem fechada, um zagueiro jogando como lateral esquerdo, como Júnior Alonso.

?Voz B

Perfeito. O que eu concordo contigo é porque, além da superioridade coletiva e técnica dos Estados Unidos, a impressão que eu tive é que quase todos os duelos individuais eram vencidos pelos americanos. O time parecia fisicamente mais bem preparado para o jogo.

?Voz A

Sem dúvida.

?Voz B

Me parece que o Paraguai sucumbiu mentalmente e aí começou a perder as bolas.

?Voz A

Por isso que eu não achei salto alto. Eu acho que o Paraguai até se surpreendeu foi surpreendido pelos Estados Unidos, pela volúpia, por aquela pressão alta o tempo todo. E eu acho que aí rolou um apanhe mental mesmo.

?Voz G

E até os Estados Unidos, por muito tempo, sofreram com essa dificuldade de ter jogadores atuando em grandes ligas da Europa. Até o Donovan, por muito tempo, atuava na MLS, que foi a grande referência dos Estados Unidos por muito tempo. Hoje é praticamente o time inteiro jogando em times top de linha da Europa. Então a gente tem o Pulisic no Milan, tem o Paul no Mônaco.

?Voz C

Certinho, desce um PSV, então Balogun no Mônaco. Eu digo, quando você compara onde jogam, atuam jogadores do Paraguai e os jogadores dos Estados Unidos, os jogadores norte-americanos atuam em ligas superiores às ligas dos jogadores do Paraguai. Eu tô falando da brasileira, e eles estão bem acima.

?Voz G

E tá aí talvez um ponto de explicação para essa diferença de intensidade que a gente viu. O volante que engoliu o jogo hoje pelos Estados Unidos, Tyler Adams do Bournemouth jogando Premier League em altíssimo nível. E hoje foi soberano, ganhou todos os duelos. Então, de fato, é um recado sim para seleções sul-americanas essa diferença que a gente viu contra o Paraguai. E vamos combinar, hein, o Pulisic sobrou pelo lado esquerdo, mas do lado direito, o que o Serginho Dest fez com o Júnior Alonso em determinados momentos, que no Barcelona era lateral, Ele tá com a camisa 2 ainda, joga, pode até jogar mais jogo acima.

?Voz A

Não deixou saudade lá, né?

?Voz C

Porque assim, não adianta a gente olhar para os Estados Unidos de 4 em 4 anos e achar que pelo fato do futebol lá não ser o primeiro esporte, o esporte mais relevante, que eles não tenham jogadores importantes e influentes em outras ligas, né?

AKAndré Kifuri

Eles têm.

?Voz C

Eles podem não ter no ambiente deles ali uma liga fantástica, mas Quando eles são pinçados, eles formam e eles geram...

?Voz F

Os caras esperavam, por exemplo, o Pulisic. Eu sei que você quer chamar o intervalo.

?Voz A

Não, mas pode fechar, pode fechar.

?Voz F

Fez uma reta final de temporada péssima no Milan.

?Voz C

Foi fantástico.

?Voz F

O Milan despencou, caiu todo mundo, inclusive, né? Do goleiro ao ponta esquerda, quando terminou o campeonato.

?Voz G

O Pulisic jogou hoje o que não jogou na temporada inteira.

?Voz F

Na temporada inteira. E de repente ele pega e destrói 45 minutos.

?Voz A

Ele tava muito à vontade também, né?

?Voz F

Muito à vontade. E o Cáceres... E tem uma coisa que é emocional. A gente viu na entrevista coletiva do Paraguai o Diego Gomes chorando, que tem essa coisa assim da emoção dos caras estarem ali depois de 16 anos. Ninguém acreditava, o Paraguai era um dos lanternas das eliminatórias quando chegou ao faro e conseguiu estar na Copa. Talvez você falava agora há pouco, né, coitado de fulaninho que vai torcer para seleção da Escócia.

Há objetivos diferentes para as seleções nas Copas do Mundo. Eu acho que para o Paraguai, o fato de estar ali depois de 16 anos já é algo que para eles, pô, chegamos aqui. É um perigo, mas estamos participando da festa depois de muito tempo.

?Voz A

Mas pode competir se quiser, não é proibido.

?Voz F

É, sim, mas eu acho que eles não conseguiram, eles não conseguiram entrar na sintonia da competição. Agora vamos jogar. Eles não conseguiram isso.

?Voz C

E o Cáceres, depois de 10, 15 minutos, ele não conseguia nem mais lateral, se posicionar corretamente para marcar o gol.

?Voz A

Procurando até agora.

?Voz C

Ele, quando ele ia buscar, já deu uma linha de fundo.

?Voz F

Meu Deus, pode ter certeza.

?Voz A

Intervalo rapidinho, a gente vai para o YouTube. Se liga aí, Birner. Aliás, muito obrigado, galera que tá chegando no YouTube, participando muito. Por favor, o YouTube é para isso. Na volta a gente vai falar sobre seleção brasileira. Hoje teve coletiva do Ancelotti, hoje teve também Vinícius Júnior falando. E lembrando que a gente segue mais uma horinha na ESPN no Disney Plus e a segunda hora, aquela da 1 até as 2 da manhã, no YouTube, com muita participação sua que tá lá no chat, tá bom?

A gente volta já já. Voltando, meu querido fã de esporte, é o seguinte, hein, meu querido e minha querida, negócio é o seguinte: você que tá acompanhando Linha de Passe, já falei, 2 horas todo dia você acompanha os jogos da Copa do Mundo, todos os jogos da Copa do Mundo na Kazé TV, no Disney Plus, tá bom? Então amanhã tem um jogo do Brasil, amanhã tem Catar e Suíça. 4 da tarde, na madruga, né? Austrália na madruga também. Todos os jogos da Copa do Mundo você liga lá na Kazé TV, no Disney Plus, e depois fica com a gente no Linha de Passe.

Vamos ouvir o Ancelotti. André Kifuri já está conosco, já já vou acionar André Kifuri, mas vamos ouvir o Ancelotti hoje, dia de coletiva. Também é nix, inclusive hoje. Ontem tava com problemas na voz, né? Deve ter enlouquecido naquele dia. Eu entendo ele completamente, eu sei que você entende. Vamos ouvir o Ancelotti sobre a estreia da seleção brasileira e perspectivas aí para essa Copa do Mundo.

?Voz C

Vamos lá. Marrocos é muito bem organizado, que tem qualidade em todos os aspectos. Temos que fazer um jogo completo em todos os aspectos. Não podemos olvidar nenhum deles: defensivo, ofensivo, transição. Vigilar bem a nível defensivo. No futebol moderno não tem equipo pequenos. Marrocos é um dos melhores equipos de África. Estamos convencidos que podemos competir com todos os equipos do mundo. Um equipe que tem qualidade a nível técnico, que tem qualidade a nível caráterial, que tem qualidade a nível de experiência.

Então, um equipo E temos a confiança absoluta que podemos competir com todo mundo.

?Voz A

Muito bem. André Kifuri chegando com a gente nesse Linha de Passe aqui para bater um papo sobre as declarações de Ancelotti. Acho assim, né, André, ele fala que não tem dúvida que o Brasil pode competir contra qualquer equipe. Acho que esse verbo competir aí, acho que ele não tá errado. Mas teve um outro momento da coletiva que ele falou que não tinha favorito, que hoje futebol não tem esse negócio de favorito, em Copa do Mundo não tem favorito.

Queria saber se você concorda com isso, que a gente vive aqui falando França favorita, Espanha favorita e tudo. Claro que a gente tem que aguardar, é muito tempo até os confrontos, até as coisas acontecerem, as equipes vão se ajustando. Mas queria te ouvir sobre isso. Acho que competir, ok, né, André? Mas assim, dizer que não tem um favorito, sempre tem algumas seleções mais destacadas e que, claro, estão à frente do Brasil por N fatores que a gente já falou aqui, né, André? Tudo bem?

AKAndré Kifuri

Tudo bem, William? Um abraço para você, boa noite a todos aí, saudades de vocês. E uma saudação aos nossos amigos e amigas que acompanham o Linha de Passe. Eu ia abordar exatamente essas duas declarações do técnico da Seleção Brasileira na coletiva de hoje, porque eu acho, William, que elas estão conectadas, elas estão interligadas. O Carlo Ancelotti é um homem do futebol da mais alta estatura. Não é isso que está em discussão aqui, nem o nome que ele tem, sua carreira como jogador, e óbvio, a trajetória como treinador no futebol de clubes, que é uma coisa fora do comum.

Por isso, talvez, é a parte da opinião pública interessada na seleção brasileira que, por algum motivo, tenha algum dia se manifestado contra a presença de um treinador estrangeiro no comando da seleção. Não veja qualquer problema com o fato desse treinador ser Carlo Ancelotti. Então ele é uma figura absolutamente acima de pequenas questões e etc. Mas hoje, hoje eu acho que ele deu uma forçada de barra. E por que que eu acho que as coisas estão interligadas?

Porque ao dizer algo que contraria o senso comum, outros treinadores, jogadores a mídia brasileira, a mídia europeia, até a mídia americana, de que há favoritos nesta Copa, pelo menos, pelo menos França, Espanha e Argentina, por razões diferentes. Mas quando ele contraria essa ideia e diz que para ele não há favoritos, a minha impressão é que essa é uma forma dele sustentar a outra frase que ele disse: a de que o Brasil pode enfrentar qualquer adversário.

Porque veja, se não há favoritos, o Brasil está num bolo de equipes que podem sonhar, e de fato está. Mas isso não significa que não haja camadas, né? E as camadas, elas podem ser apenas teóricas. A Copa do Mundo é um teatro incontrolável que não respeita muitas vezes essas hierarquias. Então, né, aquilo que a gente já disse, nem sempre ganha a melhor seleção do mundo, ganha o time que fica mais quente ao longo de um mês. Mas em termos de trabalho, em termos de jogo e em termos de momento, pelo menos França, Espanha e Argentina estão à frente do que é a seleção brasileira hoje.

E isso não é culpa do Ancelotti, que assumiu há tempo suficiente para dirigir o time por 12 partidas. Então dizer que espera uma Copa do Mundo muito equilibrada, acho que todo mundo concorda. Agora, não há favoritos, eu já vejo de uma outra maneira. E em especial porque a seleção chega ao dia da estreia envolvida em dúvidas, mesmo que pareça que o Ancelotti não as tem mais. É claro que são coisas diferentes, ele obrigatoriamente tem que escolher uma escalação para iniciar a Copa do Mundo.

Pode não ser a escalação que ele adoraria colocar em campo, e de fato não será. Muitos problemas aconteceram, jogadores titulares foram perdidos ao longo do caminho, mas isso não significa dizer que a seleção brasileira está louca para jogar, né, ansiosa para entrar em campo e desafiar, atropelar todo mundo, porque as coisas não estão para isso. Me parece um ponto de partida meio cercado de incertezas, com um forte componente de otimismo de que será possível crescer durante a Copa e talvez se tornar o time mais quente do Mundial.

E de fato não dá para afastar essa possibilidade, mas não há favoritos, eu não consigo concordar, William.

?Voz B

Desculpe, assim, para mim o Ancelotti em todas as entrevistas principalmente depois da chegada aos Estados Unidos, tem tentado evitar polêmicas. E eu entendo o papel dele. O papel dele não é dizer pra gente a realidade. O papel dele, como o André foi, você, André, fez uma vez perfeito, ele fez um jogo com as palavras, né? O Brasil está entre os favoritos, como disse o André, mas é muito óbvio que o Brasil, porque não tem um time pronto ainda, não entende até onde essa seleção pode chegar.

Após o jogo contra o Egito, por exemplo, Ancelotti falou que gostou, que gostou da parte defensiva. Eu tenho absoluta certeza que ele não gostou nem um pouco. Não, eu tenho absoluta certeza que ele achou que só nos poucos momentos em que a marcação alta funcionou contra uma seleção mais fraca, que a seleção marroquina, o Brasil conseguiu fazer aquilo que ele imaginava. Porque várias vezes os egípcios que insistiram na saída de bola, fizeram lançamentos longos nas costas dos zagueiros do Brasil.

Aí eu ouvi a gente falando, mas os zagueiros— mas não, não, não, não, o problema era a marcação na frente, o que estourava nos zagueiros. De Antelotti tem duas ideias básicas de jogo, seja com um terceiro jogador no meio-campo, seja com um quarto atacante, que é a pressão alta para roubar a bola. Quando não tem, você recompõe, recupera e joga em transição rápida em direção ao gol adversário. O Brasil não é um time que vai ficar procurando a bola, não é a Espanha, é um jogo praticamente, eu vou usar esse termo, não é preciso, mas oposto à forma espanhola de jogar futebol.

E o papel do Ancelotti nas entrevistas é exatamente esse, porque eu me apego muito ao que disse o Alisson ontem na coletiva, eu tô juntando as coisas, ele falava, o Ancelotti é um cara que não se envolve em polêmicas, é um cara que mantém o ambiente tranquilo, é um cara que tem a liderança, ou seja, Nós estamos vendo uma das maiores virtudes de Carlo Ancelotti, que é gerenciar o ambiente. Isso garante que o time vai encaixar para o jogo contra o Marrocos?

Não. Garante que o time vai encaixar na primeira fase? Não. Mas ele sabe também que ele tem a primeira fase, se o Brasil jogar um futebol razoável, para acertar o time para o mata-mata, que é o momento em que começa uma outra Copa do Mundo. É como a Libertadores, tem a fase de grupos, classificou e tal, aí você entra para um outro campeonato. E ali o Brasil precisa estar pronto. Eu acharia muito estranho se o Ancelotti dissesse nesse momento o que realmente ele pensa, porque seria muito ruim pra Seleção Brasileira, porque a gente só ia estar falando sobre isso.

?Voz G

Mas mesmo com jogo de palavras, ele também não engana ninguém.

?Voz B

E não tá querendo enganar.

?Voz G

Não, é muito diferente, por exemplo, quando o Parreira em 2014 disse, o Brasil é favorito, somos favoritos. E o Ancelotti disse, nós vamos competir. Competir contra qualquer um.

?Voz A

Competir eu concordo, acho que o Brasil tem capacidade de competir.

?Voz G

E é isso, é não fazer feio diante de uma França, conseguir como competiu no amistoso.

?Voz A

Perdeu, mas compete.

?Voz G

Competiu, esteve presente. Então vejo que o Ancelotti também, de certa forma, ao longo desse trabalho na seleção, em momento algum criou expectativa irreal. E acho que ele tenta mais se posicionar como esse cara que não vai vender ilusão do que necessariamente alguém que quer fazer com que o torcedor não enxergue que a seleção hoje não é favorita, mas pelos jogadores que tem, pelo treinador que tem, pode de certa forma fazer um bom Mundial.

?Voz A

O Brasil não tá no pacote de favoritos, eu acho que a Copa tem favoritos sim.

?Voz C

Ele é o maior nome, né? Ele é o maior nome entre os treinadores da Copa, é o maior nome, assumiu faz pouco tempo e já tem um contrato renovado até a Copa do Mundo. Da próxima. Como o maior nome entre os treinadores, ele sabe primeiro a importância que ele tem para o Brasil, para o povo brasileiro, para a seleção brasileira. O cara desse tamanho chegar pequenininho falando, a gente vamos ver, né, não somos favoritos e tal, não combina nem com o tamanho dele.

Então não combina com a figura Carlo Ancelotti. Um cara que ganhou, que foi super vitorioso, mas em clubes, mas vai fazer o primeiro jogo em Copa do Mundo dele dirigindo uma seleção, né? Já ele é diferente, isso. Mas ele é gigantesco para o futebol, então não dá para esse personagem tão grande chegar pequenininho e falar, é, tá, as coisas estão difíceis. E só para completar, não, o que diferencia o Brasil de algumas equipes, não todas, é que a Espanha tem uma Espanha ideal para olhar e falar, com aquele futebol que a gente jogou ali, a gente ganha a Copa do Mundo.

A França fala, com aquele futebol ali, a gente ganha a Copa do Mundo. A Argentina fala, olha, se a gente replicar aquela situação da Copa passada, podemos chegar longe. O Brasil não tem, porque o Brasil do Carlo Ancelotti, a gente pode dizer que para começar a Copa do Mundo ele deu um passo atrás até.

?Voz A

Sim.

?Voz C

Agora, na hora de estrear na Copa do Mundo, o Brasil deu um passo atrás. Ele não tá— não tô dizendo que o Brasil foi brilhante nas eliminatórias, mas parecia uma administração muito mais segura e com mais certezas do que agora. O Brasil chega para estreia do Mundial, que o Ancelotti tem certeza de alguma coisa?

?Voz A

Não tem.

?Voz C

Não, ele vai lá, ele mete na cabeça dele e vai falar assim: vamos ver. Então é uma situação inusitada, não para ele, que é um campeoníssimo em mata-mata. Eu acho que, Eugênio, a confiança dele tá em todos os mata-matas que ele já pegou na vida e ganhou grandes competições no mata-mata, às vezes estando em inferioridade. Exatamente. Eu acho que ele puxa para ele e fala assim: calma aqui, calma aqui, time de camisa pesada. Exatamente.

?Voz F

Eu já peguei grandes potências e eu Eu posso, eu às vezes consigo me livrar. É isso, eu acho que é um discurso institucional, porque o Vini também deu entrevista e num sentido muito parecido com o que falou o Ancelotti. Não exatamente as mesmas palavras, mas num discurso muito parecido, que vamos disputar para ganhar, temos time para disputar o título, estamos na briga, tô pronto. É, não fuja responsabilidades. Ele teve um discurso muito parecido com isso, porque assim, uma véspera de estreia você precisa transmitir um pouco de confiança no seu próprio trabalho.

Embora nós saibamos que a seleção está até agora, mostrou muito menos do que o potencial técnico que ela tem.

?Voz B

Muito menos.

?Voz F

O que eu tô acreditando e colocando fé é que ao longo do torneio essa equipe vai desenvolvendo um ritmo, entrosamento, encaixe melhor para quem sabe chegando no mata-mata elas terem uma seleção mais aquecida.

?Voz B

Muitas vezes ganhar Copa do Mundo, o Brasil precisa esquentar.

?Voz F

Agora tem 8 jogos, tem um a mais para você esquentar, cara. Claro, não vai poder tropeçar no meio do caminho, essa é uma questão.

?Voz A

Mas por exemplo, nessa questão do favoritismo, até para ir para o André mais uma vez, por exemplo, amanhã Brasil e Marrocos, estreia da seleção brasileira. O Brasil é favorito amanhã, André?

AKAndré Kifuri

Boa pergunta, né? Esse é um tema que também é interessante e a coletiva de hoje ofereceu boas informações. O Ancelotti foi perguntado a respeito do modo de atuar contra a seleção marroquina na estreia da Copa do Mundo. Só o fato de haver a pergunta, e é uma pergunta que cabe, se não me engano, Posso estar com a memória ruim aqui, mas acho que não. Foi o Fred Caldeira da Kazé TV que fez a pergunta a ele a respeito de posse de bola, como o Brasil vai atuar, se haverá uma intenção clara de ser protagonista em campo.

E a resposta do Ancelotti foi uma resposta genérica, genérica: no futebol é preciso se adaptar às situações, não há só uma maneira de jogar, é preciso entender o jogo, alguma coisa nessa linha. Abrindo uma porta, não necessariamente para ter menos posse do que Marrocos, mas eventualmente para jogar esperando, para jogar punindo um determinado ímpeto de uma equipe que pode querer atacar o Brasil de maneira desorganizada e deixar espaços, correr mais riscos do que deveria correr em qualquer situação normal.

E aí não se trata de ufanismo, amarelinha, pentacampeão. Em qualquer situação normal, na opinião de vocês, eu só vou concluir, na opinião de vocês, quem seria em um Brasil e Marrocos, ainda mais numa Copa do Mundo, o time dominante em campo, em intenção, em proposta, em execução? A resposta só pode ser uma, e com o respeito máximo que qualquer adversário na Copa do Mundo nos merece, a seleção brasileira ela tem uma trajetória, ela tem uma história.

Então, ah, o futebol mudou, essa expressão foi utilizada hoje também. Além disso, há uma tendência antiga, antiga no sentido, né, as coisas acontecem muito rápido no futebol, então certas ocorrências parece que faz muito tempo. Mas há uma tendência até hoje de relacionar a forma como o Ancelotti pode montar a seleção brasileira com a maneira como ele montou o Real Madrid dos seus melhores momentos, que era um time, como vocês disseram aí, que utilizava o ímpeto do adversário, muitas vezes equipes coletivamente do ponto de vista técnico superiores, para puni-las.

E em mata-matas conseguiu vencer, conseguiu conquistar. Só que o Real Madrid era um trabalho diário de um período muito maior, e diante de equipes tecnicamente inferiores, a postura era de time dominante e a execução também. Então, aí eu acho que até tem uma questão para ser observada ao longo da Copa: se o Brasil pode mesmo, como disse o Ancelotti, enfrentar qualquer equipe Nós primeiro precisamos ver como o Brasil vai enfrentar o Marrocos, porque se há uma porta aberta para jogar de uma maneira um pouco mais conservadora, até mesmo esperando— e eu não tô com isso dizendo que vai ser assim, que essa é a determinação, mas o fato disso não ter sido afastado completamente na entrevista coletiva, eu esperava que ele dissesse não.

Brasil será protagonista. Essa é a história da seleção brasileira, e é assim. Pode não conseguir, mas assim será. Não, ele deu uma resposta, como eu falei agora há pouco, genérica, e deixou claro que existem várias maneiras de atuar. E talvez a gente veja a seleção marroquina até com um pouco mais de intenção, um pouco mais de ideias do que o Brasil neste sábado.

?Voz B

É, a seleção marroquina tá mais bem preparada do ponto de vista coletivo, uma seleção que vem de um bom resultado na Copa Africana das Nações, apesar da maneira como ganhou. Na verdade, o resultado foi ruim, mas o tapetão resolveu o problema da seleção marroquina, né? Uma das maiores vergonhas da história do futebol esse ano. Sim, esse ano, exatamente. Para o Marrocos é o, talvez, talvez não, em Copas do Mundo, um dos jogos da vida.

Na última, obviamente, quando avançou. Então vou colocar em primeira fase o jogo da vida de Marrocos, porque é um jogo contra a seleção brasileira. Como disse o Mbappé quando foi enfrentar o Brasil no amistoso, em que a França deu um baile no Brasil: não existe favorito contra 5 estrelas, né? Eu tô falando do melhor atacante do mundo ao lado do Harry Kane, né?

?Voz A

Falando de história, de camisas.

?Voz F

Hoje o Hakimi na entrevista falou Nós somos conhecidos como os brasileiros da África.

?Voz B

Sim, assim, assim, disse que não tinha favoritismo no jogo. A nossa crise de autoestima por conta dos resultados da seleção, e ela é plenamente compreensível, ela não bate nesses países. Os marroquinos adoram, os franceses. O Doué, quando apareceu, perguntaram, você quer ser o Zidane? Não, não, não, não, não, eu quero jogar como Ronaldinho. Assim, eu conheço alguns torcedores de lá, você sabe que eu já fui jogar uns PSG, idolatra o Brasil.

Eles assim, o Brasil é assim, é tudo que eles querem ser em futebol, mesmo eles sendo hoje muito mais parecidos com o Brasil do que o Brasil é hoje.

?Voz A

Eu só acho o seguinte, a aura existe, a prática ela não tem existido.

?Voz B

Amanhã o jogo, só rapidamente, eu acho que amanhã o jogo do Brasil contra o Marrocos é ou o jogo mais imprevisível, ou no mínimo um dos mais imprevisíveis da primeira fase da Copa do Mundo. Você tem de um lado um time pronto e forte, do outro lado você tem um time que tem os 2 zagueiros finalistas da Champions, um deles campeão inglês, o outro bicampeão da Champions e ganhando na França. Você tem 2 dos melhores atacantes do mundo na seleção brasileira, você tem jogadores muito bons para estrutura de montagem de time, um treinador, Calçade já falou, que é um gigante da história do futebol.

Mas isso ainda não é um time. Se o Brasil ganhar amanhã do Marrocos, fizer um grande jogo, não tem surpresa. Se o Brasil não jogar nada e perder.

?Voz A

Também não tem surpresa.

?Voz E

Não tem surpresa.

?Voz A

Feio não é surpresa.

?Voz B

Não tem surpresa.

?Voz A

Acho que o Brasil tomar um 3 a 0 do Marrocos amanhã não é uma surpresa.

?Voz B

Se fizer um, se ele tomar 1 a 0, sair, é impossível.

?Voz C

Eu não consigo imaginar um resultado para esse jogo porque todos eles são possíveis. Mas assim, tem alguns países, alguns adversários que você olha e você fala assim, bom, Brasil pode ganhar jogando mal, mas ele ganha o jogo. Nesse caso do Marrocos não é verdade, porque quem acompanha futebol vê que o Marrocos, se fosse a gente, a gente tava na redação olhando as estreias do Brasil nas Copas do Mundo, mas você talvez essa seja uma das mais difíceis pelo momento do adversário.

Ah, Brasil já iniciou Copa pegando a Espanha, mas não é essa Espanha aqui, é outra Espanha, é outra, é outra, exato. Então assim, olhando para o potencial do adversário, é uma estreia difícil e tem o componente de toda estreia que pesa, e pode pesar muito para o time marroquino também. Mas é uma seleção brasileira que conseguiu se estruturar menos para a Copa do Mundo do que o seu adversário, sem dúvida, e ainda perdeu um grande jogador para a equipe, o Abdessal Souli, que jogador do Betis, excelente.

Ele com o Brahim Dias do Real Madrid e o Souli são dois pontas que levariam muito problema ao Brasil. O Brasil, o Marrocos perde esse jogador. Isso é uma vantagem enorme para essa seleção brasileira também, né? Então é um lado esquerdo que sofreu, ele foi abalado. E tem um negócio interessante: ah, o Brasil é favorito, como que os jogadores adversários estão se comportando?

?Voz A

Se você, você tirando Cristiano Ronaldo, de você seguir o teu raciocínio, a gente tem que encerrar aqui na TV e seguir no YouTube.

?Voz C

Ah, vamos falar de Cristiano Ronaldo.

?Voz B

Saúde para todos e a todas que vão nos abandonar, continuamos no YouTube.

?Voz A

Ainda não acabou, não é pegadinha não, é isso, ó. A gente tá encerrando aqui no Disney Plus, a gente tá encerrando aqui na ESPN. Na sequência tem Esporte Center, mas o Linha de Passe tem mais uma hora direto no YouTube, tá? Então fica com a gente no YouTube que a gente vai seguir essa conversa, vai seguir com o André, vai falar de Vini Júnior. E tem muito assunto ainda nessa hora e vamos atender bastante o nosso chat, tá bom? Beijo para você.

Continue no YouTube conosco, continua aí na ESPN, vê o SportsCenter aí na TV e fica com a gente no celular no YouTube, pode ser?

AKAndré Kifuri

Tá bom, hein?

?Voz B

Eu já tô ligado aqui, hein?

?Voz C

Fica ligado, manda a bola no Bino aqui. O lance é o seguinte: quantos jogadores que estão na Copa do Mundo lembram do Brasil campeão de 2002? Dos 1.248 jogadores, se você pegar, é Cristiano Ronaldo que tinha 16 anos. Quem tem 30 anos tinha 6 anos de idade quando o Brasil foi campeão, certo? Nasceu em 96, 2026 nós temos 30 anos.

?Voz B

Nunca mais chegou na semi, tá?

?Voz C

Então é o seguinte, quem tem 30 anos de idade, não— o Brasil é uma lenda, ou 5 estrelas, pentacampeão, mas eles não sentiram esse Brasil, eles não viram vestígio desse Brasil. A imagem que eles têm é o Brasil tomando 7 a 1. De quem tá jogando o Mundial é o Brasil tomando 7 a 1 da Alemanha. E alguns eram garotos ainda, pô.

?Voz A

Mas o pessoal viu o Brasil tomar de 7 a 1, viu o Brasil ser eliminado por Bélgica e Croácia.

?Voz C

Boa parte do público que acompanha a Copa no Brasil, enorme público também, a história da seleção brasileira ouviu falar. Não participaram deles, não. Esse público não participou. Quem tem 30 anos de idade não participou. Da fase de vitória da Seleção Brasileira de 94 com 2002 e tal. Isso não existiu. Então o Brasil tá nesse jejum imenso, como de 70 para 94, corre seríssimo, enorme risco, e mais provável que amplie esse jejum de títulos.

É, e cara, daqui a pouco a gente vai, você vai querer exigir respeito dos adversários? É a mesma coisa. Daqui a pouco é como Uruguai, que ganhou a Copa de 30, 50, ganhou de 50 e até hoje vive disso. O Uruguai com o Brilhareco ali em 2010, você pode falar disso, podemos falar dos grandes jogadores, mas a questão é: o Uruguai até hoje fala do Maracanãço porque a vida do Uruguai acabou no Maracanãço.

?Voz G

Mas nesse contexto todo, são 76 anos que o Uruguai fala a mesma coisa. Mas nesse contexto todo, para um treinador que olha com olhar de fora, de alguém que não viveu de perto todo esse contexto que o torcedor viveu, não faz sentido justamente diante desse adversário dar um passinho atrás, entender, olha, se Marrocos jogar como jogou contra Noruega, pode ser bom para o Brasil a gente tentar um jogo de mais contra-ataque, de mais transição? Porque eu acredito que—

?Voz A

Ter menos a bola?

?Voz G

Não, porque Marrocos, pela característica, e até com a troca de treinador, né, com a saída do Walid Regragui, passou a ser um time que propõe mais, que se arrisca mais, que pressiona mais alto. Então eu não acredito que na estreia de Copa do Mundo Marrocos vai se plantar lá atrás e fazer uma retranca para tentar achar uma bola contra o Brasil. Não vai ser assim o jogo. Sabendo disso, eu vejo que faz sentido um olhar mais pragmático do Ancelotti.

E aí não é algo definitivo. Ah, o Brasil vai jogar dessa forma até o mata-mata, ou vai ser todo jogo dessa forma. É ser pragmático, entendendo que o Brasil ainda está se construindo. Do outro lado tem uma equipe muito mais pronta. E o principal, a gente tem de bater nessa tecla também, que individualmente o Brasil ainda é melhor que Marrocos. Se a gente pegar jogador por jogador, não tem comparação. Marrocos tem destaques, como Hakimi, é um craque, um dos melhores laterais direitos do mundo.

Tem o Boudji, que é um jogador jovem, também tem se destacado. Mas nome por nome, o Brasil ainda tem mais jogador. Não tem mais coletivo. E até por isso eu vejo que para o Brasil vai ser melhor se Marrocos tiver essa atitude de se expor, de querer pressionar. Porque para um time que não tá totalmente consolidado, jogar propondo com a bola o tempo todo, com mais posse, Diante desse tipo de adversário, é mais arriscado do que, de certa forma, reconhecer o momento, esperar e, sendo pragmático, eu vejo que o Ancelotti tem mais chance de conseguir o resultado.

?Voz B

Só uma coisa, Calçadinho, só divulgando a enquete que tá no YouTube. A pergunta, votem: Brasil está entre os favoritos para ganhar a Copa do Mundo? Brasil é o principal favorito por enquanto, 16%. É favorito, mas não o principal, 36%. Não é favorito, 48%. Desculpe.

?Voz A

Vou acionar o Kfoury. Manda ver.

?Voz C

O Kfoury tá com a gente também, achei que ele tinha ficado no trabalho.

?Voz A

Ele vai ficar mais 5 minutinhos, é só para acionar, depois a gente vai poder falar mais também. Fala, Kfoury, você chamou aí.

AKAndré Kifuri

Não, em relação a essa questão de quem hoje vive coletivamente o melhor momento entre Brasil e Marrocos, eu acho que são, de novo, são camadas. A minha impressão é, mesmo com a mudança de treinador e teoricamente com a mudança de ideia de jogo, e a gente não tem a mesma amostra, né? A amostra que a gente tem de Marrocos é com o técnico anterior. A amostra de competição e conquista e melhores momentos é com o técnico anterior, não com a comissão técnica que veio para essa Copa do Mundo.

Então é difícil falar em relação ao comportamento de equipe. A minha impressão é que Marrocos está à frente do Brasil na execução da própria proposta. Para explicar, entre aquilo que Marrocos pretende fazer e o que de fato faz, e o que o Brasil pretende fazer e de fato faz com o Ancelotti, Marrocos está na frente, independentemente das propostas. Coletivamente, o Marrocos não é melhor que o Brasil. Eu não, eu não consigo pensar dessa maneira.

Eu acho que é preciso respeitar, não se discute, é uma força do futebol africano, tem seus méritos indiscutíveis. Alguns valores individuais, uma coesão para jogar que vem desde o Mundial passado, que também é absolutamente elogiável, merece aplausos. Coletivamente não é melhor que o Brasil de hoje, de hoje, esse Brasil com tantos defeitos e tantos jogadores que poderiam estar aqui para melhorar o nível individual e coletivo do time.

Essa é a minha opinião. Por isso é assim, Eu entendo que estrategicamente, porque o Brasil ainda não é um time maduro na sua maneira de atuar, talvez seja melhor um treinador italiano acostumado a um determinado nível de pragmatismo também, para usar o mesmo termo que o Breyler usou, é ser um pouco mais cauteloso, cauteloso em relação à maneira de atuar e competir. Mas do ponto de vista da qualidade coletiva Eu não consigo entender o Marrocos à frente do Brasil.

?Voz A

Muito bem, André, obrigado pela tua participação com a gente. Acho que amanhã tem mais, né? Amanhã é dia de jogo do Brasil, né?

AKAndré Kifuri

Amanhã tem muito mais, meus amigos, claro que sim.

?Voz A

Um abraço, meu querido, bom descanso aí para você.

?Voz C

É, tem uma participação da Juliana Marques.

?Voz A

O que que ela falou aí?

?Voz C

Ela falou: tá mais fácil arrumar um namorado do que o Brasil ser Tomara que você tenha sucesso, Juliana. Ela falou também que tá no dia propício.

?Voz G

O Brasil já passou, já passou o dia dos namorados.

?Voz C

Não, não, passou pra você.

?Voz A

Mas pra quem não sabe, pra quem não sabe, Juliana, inclusive eu tenho uma dica aqui pra você. Hoje é dia de Santo Antônio, né? Hoje é dia do santo casamenteiro, né? Então também tá ali, né? Teu namoro.

?Voz B

Ah, hoje ou foi ontem? Foi ontem.

?Voz A

Não, é dia 13 de junho. 13 de junho, exatamente. O Calçade fez vários pedidos aí.

?Voz C

Ah, um dia acaba dando certo, cara. Assim, a gente olhando para o Brasil, né, o Ancelotti, vendo Ancelotti dirigir o Real Madrid em tantas oportunidades, e assim, o Real Madrid é a maior instituição, para mim, né, para quem não concordar fica à vontade, o Real Madrid é a maior instituição de futebol do planeta, maior do que qualquer seleção.

?Voz B

Eu vejo, sabe que discordo do senhor, né, já falamos sobre isso.

?Voz C

No mundo hoje nada maior que o Real Madrid. E o Ancelotti dirige e dirigiu essa máquina durante muitos jogos, ganhou muitos títulos. E, cara, ele não olhava para o tamanho do adversário. Quando se precisasse baixar, ele tá ganhando um jogo e ele tem Vini Jr., ele tem uns cara com velocidade, ele não tá nem aí de baixar e deixar o adversário vir e atacar o espaço que o adversário propiciava. Então assim, ele não ganhou a semifinal, né, contra o City.

?Voz F

Ele ficou todo lá atrás, o City martelando, martelando, mas depois eles ganhando os pênaltis, cara.

?Voz C

E eu vejo assim, o Brasil, se o Brasil imaginando a escalação com Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e o Alexsandro, Casemiro, Bruno Guimarães, Paquetá, aí Rafinha Matheus Cunha e Vini Júnior.

?Voz A

Isso mesmo, foi assim o treinamento a semana toda.

?Voz C

Você tem dois, você tem formações diferentes aqui. Uma formação é o Brasil no momento que sai para construir o jogo. Talvez a gente encontre o Brasil, deixa eu ver, nesse desenho aí, tá?

AKAndré Kifuri

Isso.

?Voz C

Então assim, o Brasil sai, o adversário tá lá atrás, Marrocos tá defendendo a área dele. Então o Brasil sai para se organizar desse jeito. Invertendo o lado, né? Vinícius pela esquerda, Rafinha pela direita. Não acredito que ele vai tirar o Vinícius, vai mudar, até porque o Rafinha até prefere jogar do lado direito. O Rafinha prefere jogar pelo lado direito e ele no Barcelona—

?Voz B

uma coisa, vai jogar o Matheus para esquerda e o Vini na frente.

?Voz C

Então esse aqui é o Brasil, na minha visão, esse é o Brasil no momento que tem a posse de bola e o adversário está fechadinho. Quando o Brasil perde a bola, o Brasil volta com o Rafinha e o Vinícius. O Matheus Cunha, o Rafinha e o Vinícius ficam por dentro, 2. O Matheus Cunha vai voltar pelo lado esquerdo, o Paquetá pelo lado direito, com Bruno Guimarães e Casemiro. Então é um 4-4-2, porque Raphinha e Vinícius, porque no momento que o Brasil se defende, você não vai baixar o Vinícius para marcar lateral. Vinícius não faz isso há um tempão.

?Voz B

E quando recupera a bola, contra-ataque mais fácil do Brasil.

?Voz C

O Ancelotti tem 2 jogadores de velocidade para contra-atacar. Então, no momento que o time está posicionado para defender e sair no contra-ataque, ele deve ter Vinícius e Raphinha por dentro, tá? Ah, o adversário tá todo fechado. Aí distribui o Brasil de forma diferente. Nesse desenho tá aqui, só invertendo Rafinha e Vinícius. Agora tá invertido.

?Voz B

Só uma coisa, pessoal do chat, tá? Por favor, vocês quiserem deixar opiniões, perguntas, por gentileza, agradeço. Tá aqui os agradeços. Eu trocaria esse Mateus Cunha aí, colocava o Endrick, colocaria o Danilo mais próximo do Paquetá ao invés do Guimarães, e o Casemiro, apesar de vocês falando, ele fala usar velho, obviamente veterano, é o único volante 5 mesmo, fica lá mesmo. O Renato Rivas tava aqui com a gente, oficial. Se os times do Brasil conseguirem se encontrar gradativamente na competição, pode acontecer, é uma incógnita.

Eu penso com você. Orlando fala que é um baita de um treinador o Ancelotti. Karina Batory Anti-woke, right wing. Real Madrid humilharia o Brasil na tranquilidade. Magnus the Dreamer, Mateus Cunha tem que jogar no meio. Ah, no Real Madrid, imagina, olha só, tá falando isso daqui.

?Voz G

Felipe Guilherme tem uma boa aqui, ó.

?Voz B

Por favor, ajude.

?Voz G

Se tiver Estados Unidos contra Irã no primeiro mata-mata, seria o jogo mais tenso da história. Olha, Pode acontecer, hein? Se os Estados Unidos terminam—

?Voz C

Olha a expressão, mata-mata.

?Voz A

Ainda bem, mas...

MRMarcela Rafael

Exatamente.

?Voz C

Eu acho que nessa hora é melhor optar por playoff.

?Voz B

O Diego fala, pergunta, ele acha o Danilo um lateral horrível.

?Voz G

E se rolar essa combinação, agora ficou mais difícil porque os Estados Unidos fizeram uma goleada, pode ser que terminem em primeiro do grupo. Mas Estados Unidos em segundo, Irã em segundo do grupo, jogam no dia 3 de julho em Dallas.

?Voz C

Nossa, na véspera.

?Voz G

Na véspera do Dia da Independência dos Estados Unidos.

?Voz B

Carlos Alberto, melhor evitar isso daí. Vão entregar amanhã. Rodrigo Marcelo, boa noite para você também. Denis Mendonça: Tchelote tem que dar uma oportunidade para os novatos que estão correspondendo também. É só uma coisa sobre isso assim, eu quero o Pirata aí, por favor. Uma coisa é o jogador começar o jogo, outra coisa ele entrar durante o jogo para mudar a partida. São situações completamente diferentes.

?Voz A

É outra coisa. Vou passar para você, vou passar para você, eu quero te ouvir.

?Voz B

Inclusive em cima disso, eu tô falando que eles não têm que jogar, só tô falando que são situações bem diferentes.

?Voz A

Essa seleção que tá começando, Bruno Caletti, obrigado pelo elogio, que a gente mostrou esses jogadores que estão aí. Você olha para essa seleção e você consegue prever que é uma seleção que vai sofrer mudanças durante essa competição, que tem muita gente pedindo passagem? É bem provável que isso aconteça?

?Voz F

Imagino que sim. A confirmar essa escalação Ela é uma escalação mais conservadora do que o Ancelotti vinha propondo antes.

?Voz B

Para mim ela é óbvia, tá?

?Voz F

Tá, mas não é o que ele vinha fazendo.

?Voz B

Foi o que eu disse que ele faria na hora da convocação. É, dos 3 que você colocou, eu falei que ele ia colocar o Wesley na direita para— ia colocar— eu achava que Danilo e Paquetá ia brigar pela posição, achava o Danilo na frente, achava que tinha uma briga lateral esquerda, Wesley ia para direita para dar sustento. Porque com os 4 atacantes era impossível você encaixar a marcação até a Copa do Mundo.

?Voz F

Então eu acho que é uma escalação mais conservadora em função de ser o Marrocos o adversário mais difícil. Eu acho que já para o segundo jogo, dependendo do que acontecer no primeiro, ele pode colocar um time mais agressivo, vai com um homem de área mesmo, que seja o Igor Thiago ou Endrick. Porque eu vejo, eu leio o Matheus Cunha como um meia. Tá, ele é o jogador que vai dar suporte ao Vini, porque o Vini não vai baixar para marcar.

Primeiro, para não ter o desgaste físico. Segundo, para ter essa condição de eventualmente puxar um contra-ataque.

?Voz B

Só um pitaco, muito diferente, obviamente, pela característica, menos construtor, menos técnico, porém mais intenso fisicamente, é o Rodrigo que jogaria na esquerda se tivesse inteiro.

AKAndré Kifuri

É, mas o Rodrigo tá fora, também é um meia atacante, por isso eu tô citando que não é uma surpresa, né?

?Voz F

Sim, é que o Matheus, ele poucas vezes a gente tem visto ele aparecer na área. Não é o 9, ele nunca foi o 9 de área, ele é um meia atacante. Então, então o que a gente vai para esse jogo, a confirmar a escalação que a gente viu ali, que é o que todo mundo tem comentado, vai para esse jogo sem um homem de área, apostando numa mobilidade muito grande de todos esses jogadores. Uma vez o Brasil tendo a posse de bola, não vai ter muita posição definida.

O Rafinha circula por toda essa área, o Paquetá a mesma coisa, o Vini e o Matheus mais pela esquerda, mas entrando na área e saindo da área o tempo inteiro. Então, com a chegada do Bruno Guimarães também para pisar na área, eventualmente do Danilo. Uma coisa que me chamou atenção na entrevista hoje, e que é básica, mas Nessa ansiedade que nós temos por saber qual é o time que começa jogando, foi que o Ancelotti falou assim: é, tão muito preocupados com o time que começa, mas eu tô muito preocupado também em fazer boas substituições, porque eu tenho jogadores que têm entrado nos jogos e têm mudado dinâmica dos jogos.

?Voz B

Então, Rivas Oficial, você acha que o Raio pode desencantar na Copa?

?Voz F

Falando sobre as substituições, acho que pode, se tiver oportunidade para isso. Porque eu vejo, por exemplo, o Igor Thiago e o Endrick na frente dele na fila para entrar, entendeu? E atrás dele tá o Gabriel Martinelli. E tem Luiz Henrique ainda, tem o Luiz Henrique, né? Que teoricamente Luiz Henrique, ele é o primeiro dessa fila, tá? Para você botar o Luiz Henrique aberto pela direita e compor esse ataque com ele, Rafinha, Vini e Mateus Cunha, entre aspas, fazendo essa função, ou um outro jogador de área que pode ser o Igor Thiago ou o Endrick.

?Voz C

O Ancelotti tem que aprender uma coisa rapidamente. Ele é muito esperto e ele já deve ter sacado isso. Na Copa do Mundo você não pode demorar, ficar pensando na esteira, você tá falando, mas eu vou mudar.

?Voz A

Não, vai lá e faz. Eu consegui fazer das colocações do pessoal aqui no chat.

?Voz B

Gustavo Rodrigues pergunta para mim, mas eu vou passar para o pessoal. Miller, o Paquetá, ele afirma, não tem capacidade para organizar no meio de campo. O Brasil precisa de um organizador no meio de campo do jeito que o Ancelotti joga?

?Voz C

O Paquetá não tem. Ele é o—

?Voz F

quem é o outro nesse elenco? É o que mais tem, né?

?Voz B

Ele tem, mesmo ele não é um—

?Voz F

tudo que é a realidade do futebol brasileiro hoje, do futebol mundial, vai catar um número 10, o clássico camisa 10, é raro.

?Voz B

Quanto uma seleção de transição rápida precisa de um organizador de meio-campo.

?Voz F

Mas não necessariamente será uma seleção de transição rápida.

?Voz A

É um, sinceramente, que a gente viu, por exemplo, a gente não sabe ainda isso, isso é onde a gente não sabe, o jogo a gente não sabe.

?Voz F

No jogo com o Panamá, o Brasil melhorou consideravelmente a partir da entrada dele, Fábio Nascimento. E ele foi justamente isso, desculpa, Bina, ele foi justamente o jogador que pegou essa bola, cadenciou, buscou uma tabela aqui, buscou outra ali, conseguiu um passe passa, pisou na área, finalizou, deu assistência. Então ele, dentro dessa situação, ele, Bruno Guimarães, que sai do segundo homem para jogar um pouco mais avançado, eventualmente o Danilo, Danilo Botafogo, né, do Botafogo, entrando, são jogadores que têm mais capacidade de organizar o jogo do que os atacantes, porque o Rafinha nunca foi um meia.

?Voz B

Vini e Rafinha não estão dando certo. O Fábio Nascimento afirmando isso, ele fala: Rafinha tem que ir para o banco. Alguém concorda com isso?

?Voz A

Então, alguém acha que o Ancelotti, alguma, 2 jogos ou fase de grupos, tá bom, os 3 jogos. Essa é uma pergunta legal, os 3 jogos, afirmou, tá, 3 jogos. Mas é uma questão interessante, 3 jogos, o Rafinha, o Vini continuam sem entregar o que se imagina. A gente tá falando do Rafinha e do Vini.

?Voz B

E o banco tá entregando? Pode mudar, no começo da Copa não. Alguns jogadores, Rafinha, Vini, Casemiro, Marquinhos.

?Voz A

Esses caras parecem que são intocáveis. Não, eles são intocáveis no começo.

?Voz B

A gente, a Copa do Mundo pode mudar isso.

?Voz C

A gente quer que os jogadores resolvam o problema individualmente daquilo que tiraram coletivamente.

?Voz G

Sim, sim.

?Voz C

Então, se nós tivemos um ciclo, um ciclo horroroso, muito mal feito, a gente sabe bem o que aconteceu na CBF, o que acontece há muitos anos na CBF. Então assim, não, tudo que aconteceu lá não era algo que favorecia a construção de um time, né? Construíram outras coisas, mas time de futebol não.

?Voz B

Só de Moisés Rocha pergunta para você.

?Voz C

Deixa eu acabar de responder uma para você perguntar outra, porque senão, cara, eu vou ficar—

?Voz A

dá uma respirada.

?Voz G

Ele tá que nem o pessoal na coletiva, um passinho.

?Voz C

Não, não, você começa, cara, eu acho uma uma injustiça, primeiro, uma injustiça a gente só cobrar individualmente o jogador para resolver um problema que também é coletivo, e é muito coletivo, é que o coletivo não proporcionou. Aí, claro, numa genialidade, a gente quer que ele resolva sozinho. Agora, em combinações e associações com os companheiros, isso vai faltar. E aí nós não vamos mudar para eles, e nós vamos cobrar o cara que jogue como no clube, e ele vê 300 dias por ano esses mesmos jogadores e treina com esses caras.

Então assim, é uma cobrança indevida. A outra, da outra pergunta, a gente aqui no Brasil tem essa coisa do 10, o 10, o 10, o 10. Outro dia eu fui para um debate com Silas, nosso companheiro Maurício Noriega da Record, justamente sobre isso. Falar de um time que o Ancelotti dirigiu. Ancelotti, o meio de campo do Ancelotti tinha Casemiro, Modrić, Kroos.

?Voz B

Quem era o Mas tinha dois grandes organizadores, dois, né?

?Voz C

Dois faziam tudo, né? E voltava, né? Esse daí é o jogador do futebol de hoje, aquele 10 que fica ali. Agora ele não volta. Tem um lá na Argentina e tudo bem, você fala, faz o que você quiser, gente, vocês corram por ele e dá bola nele. Agora, cara, ele tá, ele tentou montar um meio de campo, aí entra o Paquetá. O Paquetá não é o 10, mas dentro de um meio de campo mais mais azeitado, poderia ser um cara funcional, o cara que, pô, o cara ataca, ele defende, ele volta, ele fecha.

?Voz F

Como Vinícius falou hoje, consegue cabecear um pouco mais o jogo.

?Voz C

Agora, despejar tudo nele também não acho justo, até porque não tem. Aí é a conversa, você veja que a conversa nem chegou no Neymar porque ele não tem a menor condição.

?Voz B

É, mas pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, per se jogar, vai jogar aqui, ó, vai jogar no mata-mata.

?Voz F

Vamos fazer pergunta? Deixa eu pegar aqui.

?Voz C

Não tem o que falar de alguém que tá machucado.

?Voz A

Vai lá, Eugênio.

?Voz F

Eu costumo sempre falar que o Ancelotti é um técnico artesão, porque ele não parte de algo quadrado assim: o meu time vai jogar dessa maneira e ponto final, e vai encaixando todo mundo ali para jogar do jeito que ele quer. Não. E ele fez isso muito em anos seguidos no Real Madrid.

?Voz C

Gattuso, Pirlo, Gattuso, Seedorf, Kaká. É diferente de Modrić, Casemiro e Kroos, e é diferente do que a gente tá vendo hoje, que ele não tem esses caras, cara.

?Voz F

No Real Madrid recente, que ele tinha Benzema com o Vini, ele perde o Benzema, ganha o Bellingham, ele encontra uma maneira de fazer aquilo funcionar. Daqui a pouco ele perde o Kroos, ele vai tentando Não conseguiu encaixar o Mbappé, como vai ser difícil encaixar. Mas aí são outros, é o problema de quem vai assumir agora, o Mourinho, que vai assumir o Real Madrid agora. Mas isso acontece porque ele vai entendendo as qualidades de cada jogador, as características, e vai tentando encaixá-las para um coletivo, ao invés de impor um sistema para os jogadores que ele tem.

Só que isso demanda tempo. Na seleção ele não tem tanto tempo. O que acontece com o Rafinha? Rafinha brilha no Barcelona dentro de um contexto em que ele é um jogador que ele— o ataque do Barcelona pende para direita em cima do Lamine Amal, que prende a bola e vai no drible. Tem muitas vezes na referência o Lewandowski, quando tem o Ferran Torres, mas o jogador fixo dentro da área. E ele é o cara que fecha pela esquerda normalmente para atacar espaço na defesa adversária.

Então o jogo tá de um lado, daqui a pouco inverte para o outro, ele vem, passa, atropela o lateral ou zagueiro e aparece para finalizar. Não é essa circunstância da seleção brasileira. E até agora o Ancelotti não conseguiu encaixar essa característica dele no jogo do Brasil, e nem o colocou aberto pela direita como ele jogava antes do Lamine Yamal se impor como titular do Barcelona. Isso pode acontecer, como disse o Calçade, ele tem que fazer isso rapidamente, porque é tiro curto, são 8 jogos.

Mas até agora não aconteceu, e não é culpa do Rafinha, é culpa de um time que tá em formação.

?Voz G

Na primeira fase, jogo a vera ali, a exceção de chegar terceiro jogo ali, Brasil já classificado, dificilmente ele vai mexer na estrutura e nesses caras de maior hierarquia. Casemiro e Bruno Guimarães Marquinhos e Gabriel Magalhães e Rafinha.

?Voz A

E o goleiro Alisson também tá nesse pacote.

?Voz G

Alisson também, alguns ele não tem alternativa. E nesse caso aí, Calçadio, o treinador olha, pô, são caras que no momento decisivo precisam aparecer, precisam dar um jeito. E na pior das hipóteses, a coisa não tá rolando, ele olha para o banco, tem Danilo, tem Luiz Henrique, tem Rayan, tem Endrick, tem Igor Thiago, um monte de gente pedindo passagem. O Tite no ciclo passado, quando Gabriel Martinelli, que nem citei, o Tite não tinha banco, olhava para o banco, não tinha esses caras com a capacidade de mudar o jogo radicalmente como Ancelotti tem hoje.

Então hoje o Ancelotti, mesmo que sejam jogadores jovens, dá para olhar para o banco não só com confiança Mas despertando esperança do torcedor. Eu entendo o lado do torcedor olhar e, pô, esse cara tá pedindo passagem, tem de dar chance. Mas eu entendo também o lado do técnico que dá uma segurada pensando, pô, até do lado físico, e essa Copa vai exigir muito do físico, é muito bom ter jogadores com fôlego, com fome, querendo jogos.

?Voz C

A minha maior, assim, respondendo ao chat que o Billy perguntou, o Eugênio falou, para mim assim é uma coisa que eu mais Mas aguardo, não é? Eu acho que a escalação vai ser essa. Para mim, se tivesse alguma diferença, alguma mudança, seria um outro jogador no lugar do Matheus Cunha. Porque o Matheus Cunha, assim, teoricamente ele tem um papel que é voltar para marcar pelo lado esquerdo e ser o cara, e ser o homem, um homem mais adiantado para fazer uma parceria com Rafinha e com Vinícius. Então ele fica fazendo esse, essa diagonal o tempo todo, o Matheus Cunha.

?Voz G

E essa marcação contra o Marrocos vai precisar ser muito ajustada, porque o Hakimi não é aquele lateral que apoia pelo corredor. Aí é o Matheus, então aí é o Matheus, vai acompanhar individual, vai fazer perseguição.

?Voz C

É um negócio incrível, porque assim, com a bola é o Vinícius do lado esquerdo, sem a bola não é o Vinícius que volta pelo lado esquerdo, é o Matheus Cunha. E nem sempre o Matheus Cunha vai estar. Então eu quero ver como é que isso vai funcionar. Agora, pra mim, a coisa que eu mais estou curioso é pra saber o que se passa na cabeça do Carlo Ancelotti em relação às mudanças, entendeu? Com esse banco aí. Tá bom, chegou o segundo tempo, 15 minutos, você tem várias situações.

Você pode estar ganhando bem, fala, pô, eu vou ferrar o Marrocos ainda, vou botar o Endrick, vou... Porque esses caras estão pedindo passagem. Vou botar esses caras ali, até porque Hendrik, Hendrik, Danilo do Botafogo, Rayan, meu, esses caras precisam estrear em Copa do Mundo.

?Voz G

Imagina um cenário de segundo tempo em que você precisa do resultado, tá um 0 a 0 ali amarrado.

?Voz C

Esse é outro cenário.

?Voz G

Você pode montar um ataque com Luiz Henrique ou Rayan do lado direito, Martinelli do lado esquerdo, dois pontas agressivos, e Endrick e Igor Thiago. Você tem capacidade de ter retenção de bola lá na frente, referência, profundidade, e ao mesmo tempo muita amplitude com jogo agressivo, velocidade, e de certa forma preservando jogadores também ao longo da competição.

?Voz C

Se ele quiser matar o adversário de correr, ele coloca Luiz Henrique, Rayan, Endrick e Martinelli.

?Voz F

Nossa Senhora, fugindo do assunto aqui, o Fabrício Romano publicou agora pouco que o Policite não teve nenhum tipo de lesão. A substituição foi apenas por precaução.

?Voz A

Você ia falar, acho que dessa, da formação aí, a gente tá falando de Vinícius Júnior e Rafinha, aí você falou assim, eu mexeria e pronto, ponto final. Pode registrar.

?Voz B

Vamos continuar com as perguntas das pessoas, tá?

?Voz A

Vai lá.

?Voz B

É o Matheus Rocha Oficial, pergunta: será que entrando com Danilo e Luiz Henrique, ambos no lugar de Cunha, e Rafinha não seria a melhor opção?

?Voz C

É para você, Danilo Santos, Danilo Botafogo, no lugar de Cunha e Rafinha.

?Voz G

Eu gosto da ideia do Luiz Henrique, porque o Luiz Henrique é um ponta típico ali.

?Voz C

É, mas ele vai botar por dentro o Vinícius de centroavante.

?Voz G

É, então aí você vai sacrificar Rafinha ou Vini na recomposição, tá formando um quarteto de meio de campo com Paquetá, Danilo e os dois volantes. Não, mas ele tirou quem do meio?

?Voz B

Tirou Matheus, Matheus e o Rafinha.

?Voz C

Eu, Matheus e Rafinha. Aí vamos para o jogo, aí vai estar Vinícius, vai estar Luiz Henrique, vai estar Vinícius, Luiz Henrique, Matheus, Danilo, Paquetá e os dois volantes, Casemiro. E ele vai, mas então meio de campo tem 4.

?Voz F

Aí substitui, às vezes são até mais importante do que o time que começa.

?Voz C

Com esse time aí, o Brasil só joga por dentro, não tem ponta. Tudo bem, você fala o Luiz Henrique, mas assim, você vai, vai sobrar Vini e Luiz Henrique, concorda? Se você abrir Vini e Luiz Henrique, não tem ninguém por dentro. Por dentro vão chegar Paquetá e Danilo. É interessante eles chegarem pelo centro do campo quando tem um companheiro ali. Tá bom, se eles chegam por dentro, Vinícius e Luiz Henrique se aproximam, não tem ninguém na beirada.

Eu digo, então é um Brasil que fica meio assim, ele não ataca pela beirada. Se atacar pela beirada, não tem ninguém por dentro. E se atacar por dentro, não tem ninguém na beirada.

?Voz B

Eugênio, Fábio pergunta para você se a fase, momento físico do Danilo e do Alessandro pode ser o mapa da mina para o Marrocos.

?Voz A

É, os dois laterais, né?

?Voz F

Pode ser, concordo. Eu não defendo o Alexsandro, tá? Aliás, na minha cabeça iria o Ibanez pela direita, iria o Douglas Santos pela esquerda.

?Voz A

Também não colocaria o Danilo, não, tá?

?Voz F

Mas eu não sei se vai ser essa escalação. Pelo que os companheiros que estão lá têm apurado, tá mais para o Danilo e para o Alexsandro jogarem. São jogadores experientes que conhecem bem as respectivas posições. Embora o Danilo não jogue ali já há algum tempo, mas ele sabe o que é a necessidade de cobertura de espaço, né? Só que são problemas para mim porque são jogadores que já não têm a intensidade para jogar 90 minutos com jogadores, especialmente o Brahim Dias caindo nas costas do Alexsandro ali, é uma aposta na experiência, né?

É muito difícil segurar, muito, perdeu o Esaú ali. Do outro lado, já um pouco mais tranquilo para o Danilo lidar ali.

?Voz C

O que eu acho que ele faz aí é assim, você tem um lateral que é muito utilizado como lateral base, que é o Alexandre no Flamengo. Então, lateral que não segura. O Danilo nem se fala. Você tem um quarteto, você tem na verdade Danilo, Marquinhos, Gabriel e Alexandre. Cara, esse time aqui não Não vai ninguém. Esse quarteto não passa, passa do meio de campo, mas mantendo posição. Você não vai ver os laterais baixando o tempo todo lá no fundo do campo.

?Voz F

Por isso a perda do Wesley, que era o único lateral de fundo que a gente tinha no elenco.

?Voz C

Mas aí ele pode liberar mais o Bruno Guimarães para jogar ao lado do Paquetá, enfiados com os dois jogadores de beirada, Danilo, Rafinha e Matheus. Você tem os 5. É o seguinte, você vai, cara, você vai atacar com 5 sempre, né? Assim, muitas seleções quando se organizam, se organizam no 3-2-5. 2 volantes aqui, pode ser o Bruno Guimarães e o Danilo na saída, você ter o quarteto, um lateral pode descer, mas você também pode ter os laterais.

Isso eu quero ver, se o Brasil vai sair com linha de 3 3, sim, não é linha de 3, é saída com 3, saída com 3, ou se ele vai deixar os laterais muito próximos dos zagueiros.

?Voz F

Eu acho que vai fazer uma saída com os laterais próximos, porque o Wesley, ele por ter esse pulmão para ir no fundo, ele em alguns momentos contra o Panamá e também no início do jogo com Egito, ele era o cara que dobrava pela direita aqui no ataque, chegando ao ataque. Ele e Luiz Henrique, com o lateral esquerdo ficando mais fazendo essa linha de 3. Então zagueiros e lateral esquerdo ficando, o Casemiro à frente deles. Aí você libera o Paquetá e o Bruno Guimarães para atuarem como meias.

Você traz o Vini para dentro, ou deixa o Vini aberto e traz o Matheus Cunha. E você tem de um lado o Wesley, Rafinha, um atacante, Igor, Thiago ou Endrick, e Vini com os dois meias pisando ali para construir. Sem Wesley você não tem quem faça isso.

?Voz C

E aí você tem que ter alguém do lado do campo, porque se esse jogador do lado tiver o tempo todo aqui no miolo da grande área, o lado direito tá morto. E o Marrocos vai saber que aqui por aqui não, o Brasil não joga, porque o Danilo também Eu não vejo no Danilo hoje, é no Danilo do Flamengo, é a segurança para ir até o fundo. É um jogador mais preocupado em manter um posicionamento também pela questão física, também por aí, a confiança tá nesse pacote.

?Voz F

O Wesley, que é bem mais jovem que ele, a gente aqui não conseguiu ir no amistoso caindo e voltando.

?Voz C

Com esse time que a gente tá prevendo aí, a gente A gente tá falando de tantos detalhes táticos de posicionamento, eu quero ver como é que vai funcionar isso aí.

?Voz A

O André Silva aqui falou: o que acha do fato de não ter um atacante com boas estatísticas de gols na atualidade? Até temos, né? O próprio Igor Thiago, Premier League, é, foi vice-artilheiro da Premier League. E vamos combinar que ser vice-artilheiro da Premier League é ser o artilheiro da Premier League, né? Porque o Haaland, né?

?Voz B

Oi? Mesmo tendo marcado vários gols de pênaltis, é o feito. Sim, jogaram hoje, o City, o pênalti, o Brasil não bate pênalti, não é verdade?

?Voz G

A gente não sabe o teto do Igor Thiago. Pode ser que o Igor Thiago desça degraus na carreira, né, não consiga se firmar na Inglaterra ou não consiga dar um salto além do Brentford. Mas na história, quando alguém olhar e falar, nossa, o que que esse Igor Thiago tava fazendo na convocação? O Ancelotti vai dizer, pô, o cara foi vice-artilheiro da Premier League atrás do Haaland. Então isso é muita coisa, era um jogador que precisava estar na convocação, não só pelos gols que fez, mas pelas características.

Centroavante, retém a bola lá na frente, dá profundidade, consegue proteger a bola. Muita gente olha, né, pelo porte físico e trata o Igor Thiago como, ah, esse aí é bagre, não sabe. Ele tem técnica também, jogador que consegue não só na velocidade, mas driblar um zagueiro, consegue preparar a jogada para quem vem de trás. Então, para mim, é uma convocação merecida e um jogador que pode ser fundamental. Para ser titular, aí depende muito da ideia, depende também do adversário.

Eu vejo que para esse jogo contra Marrocos, para o segundo tempo, pode ser interessante ter o Igor Thiago, principalmente para usar a bola na área. Marrocos já se mostrou frágil em alguns momentos defendendo bola aérea. Então o Igor Thiago, para mim, tem uma utilidade muito grande. E eu também, o Raphinha, né? Tem um hate em torno do Raphinha, principalmente depois daquela história com a Argentina. E ali o Raphinha acabou chamando uma responsabilidade que não deu conta de entregar.

Mas se a gente analisar só bola, Raphinha, pelo recurso que tem, muita gente, ah, não tem um 10 na seleção. Mas pelas características, pela técnica, o Raphinha que mais se aproxima disso. Então você vai abrir mão, vai rifar um Raphinha só porque ele não é o Raphinha do Barcelona?

?Voz A

É que os caras estão carregando, o Rafinha, o Vini Jr., vou até falar do Vini agora que o Vini também deu entrevista hoje. Esses caras estão carregando o peso de um ciclo onde eles não foram bem, onde nada funcionou, né? Quase nada funcionou, o Brasil acabou se classificando para a Copa, mas aí vai todo mundo praticamente, né? Mas eles vão carregando um peso, inclusive de outra Copa do Mundo, né? O próprio Rafinha falou, tô chegando mais maduro.

O Vini Jr. falando, tô chegando mais maduro e tal. Então a gente tá esperando esses caras desabrocharem. Calçada tem razão, o Eugênio também, claro, futebol é coletivo, evidente que tem muita coisa extracampo que atrapalhou para caramba, a gente já falou mil vezes aqui, mas não comprometeram, mas não fizeram o que se espera deles. Sim, de acordo, de forma justa, injusta, são vítimas de um processo, deveriam ser mais protagonistas, deveriam assumir.

Ok, a gente pode discutir, mas até agora não desabrocharam na seleção. E aí eu pergunto aqui para depois a gente atender mais gente no chat. Birner, vamos lá, você confia no Vinícius Júnior? Você olha, mas vai falar, confia, Vinícius Júnior, camisa da seleção. Eu confio mesmo que o Vinícius Júnior vai fazer a Copa.

?Voz B

Ele seria o meu titular, tá? Eu acho ele um atacante bem acima da média, não acho craque, mas acho que o jogador bem acima da média, tá? Não é o Mbappé, não, não é o Kane, jogadores diferentes. Kane, para mim, beira ser craque, tá? Mas é um jogador acima da média.

?Voz A

Mais bola que o Vinícius Júnior? A pergunta, muito mais. São muito diferentes, são funções diferentes.

?Voz B

Agora, o Kane é finalizador absurdo e joga de 10 também, se quiser, sem nenhuma dificuldade.

?Voz G

Sim, aí também entra a questão de gosto, né? Porque para quem prefere, ah, um futebol com velocidade, de drible, de mais ousadia, vai escolher o Vinícius.

?Voz B

Esses dois jogadores que são mais completos e mais definidores do que o Vini.

?Voz G

Exato.

?Voz B

É, agora, se há uma Copa para começar a exigir de fato do Vini Júnior coisas acima da média, é essa. Agora, o Casemiro falou numa entrevista que essa tem que ser a Copa do Vini Júnior, tem que ser a Copa do Rafinha. Foi nesse ciclo, entre a última Copa e essa Copa, que eles se firmaram como jogadores de destaque do futebol mundial. Um foi eleito melhor do mundo, o outro quase foi eleito melhor do mundo, são protagonistas de equipes vencedoras em seus países.

O Vini Júnior nesse último ciclo fez gols em duas decisões de Copa do Mundo e de Champions, sem ficar em cima do muro. Bem assim, entenda literalmente que eu vou falar: eu não desacredito. Você fala assim, eu garanto, não tenho como, nem ele. Mas eu não desacredito dele.

?Voz G

Com nenhum jogador da seleção dá para dizer isso, porque o cara não tem aquele selo de venceu pela seleção O Messi, até ganhar uma Copa do Mundo na seleção argentina, carregava essa pecha. E aí o Vinícius jogava mais que ele na seleção, inclusive. O Vinícius paga um preço também, que é de ter sido muito precoce. Vinícius com 17 anos já tinha estourado, subido para o time principal do Flamengo, e com 18 vai para o Real Madrid e se firma no Real Madrid, contrariando até as expectativas.

?Voz A

Demorou para se firmar no Real Madrid também, né?

?Voz G

Se firma no time profissional, porque em período normal a ideia para o Vini no começo era, ah, o Vini vai ficar ali uma temporada a partir do Ancelotti, que ele hoje falou que se sente muita vontade trabalhando com Ancelotti, que dá ele confiança e liberdade. Mas assim, analisando a carreira do Vini, foi tudo muito cedo, como é a do Endrick hoje. E aí de repente tratam o Vinícius Júnior como se fosse um veterano de seleção, um cara que já jogou 5 Copas e nunca ganhou nada, um grande pé frio.

E não é para tanto também. O Vini jogou a última Copa com 22 anos, então ainda muito jovem. Hoje tem 25, vai fazer, né, em julho 26. Mas o Vini ainda é jovem, o Vini ainda tem possibilidade de jogar mais 2 Copas. Analisando isso, para mim é um jogador que ainda pode dar frutos, pode render.

?Voz A

E claro, em seleção, estamos falando seleção, porque de clube a gente sabe que já foi.

?Voz G

Mas com treinador que confia nele, que de certa forma consegue não só tirar o melhor, mas acomodar uma equipe que jogue para o Vini, né, que favoreça as características, que de certa forma tire um pouco de responsabilidade da recomposição, o Vini para mim é um jogador que eu confio sim. Tanto ele como Rafinha, por serem mais cascudos, eu vejo que tem essa vaga cativa com o Ancelotti, porque na cabeça dele, Endrick, Rayan, Luiz Henrique são jogadores para mudar o cenário pensando nesse longo prazo.

?Voz B

Quantos anos o Vini tem?

?Voz G

25.

?Voz B

O Ronaldo, quando decidiu a Copa do Mundo, ele tava às vésperas de completar 26, ia completar em setembro, a Copa foi no meio do ano, ganhou com 25 anos. E o Romário, quando ganhou a Copa do Mundo, tinha 27. Anos de idade. Só para lembrar dos jogadores que decidiram e que antes daquilo, principalmente o Ronaldo, apesar de ter feito uma Copa espetacular também anterior, 98, ele foi muito bem, né?

?Voz A

Aí teve a polêmica toda da final, mas ele tava indo muito bem.

?Voz B

Na regularidade da Copa inclusive foi melhor do que 2002, resolveu a Copa.

?Voz A

Sim, sim, sim.

?Voz B

Teve ciclo de lesões também.

?Voz G

Então hoje, qual a leitura que a gente faz sobre o Romário? Pô, o cara do tetra, muitos até exageram, diz: ah, o Romário levou a seleção nas costas ganhou sozinho.

?Voz B

Avisa para o Aldair, Márcio Santos, Dunga, Mauro Silva, Zinho.

?Voz F

Quem fala isso é que não viu a Copa.

?Voz G

Não tem isso.

?Voz C

Agora imagina, sem Dunga e Mauro Silva, Euzinho, Mazinho, é isso. Mas imagina o Branco quando entra no lugar do Leonardo. O Branco decidiu contra a Holanda.

?Voz G

Mas o Romário foi muito decisivo, mas também não é preciso elevar isso como se fosse sozinho.

?Voz C

Esse negócio de sozinho não existe.

?Voz G

E assim, se o Brasil perde nos pênaltis pra Itália, o Romário seria lembrado como esse cara. Pô, o cara que perdeu gols feitos na Copa do Mundo.

?Voz B

É verdade, é verdade.

?Voz G

O cara que não tem ali na hora H, não consegue ganhar um título importante. E o Romário hoje se arvora nessa imagem, né, do cara do tetra. Pode acontecer com o Vini. O Vini, você pode questionar qualquer coisa. Ah, o Vini não tá no mesmo nível de Romário e Ronaldo. Sim, beleza. O Vini na seleção ainda não apresentou o que poderia, o jogador do Real. Mas uma coisa não dá para questionar: o Vini é um cara que tem estrela. Cara que faz 2 gols em final de Champions e decide um título para o Real Madrid, alguma coisa ele tem.

E até pelo que fez pelo Flamengo também, é um jogador precoce, tem estrela. E numa Copa do Mundo, a coisa encaixando, o time ajudando, o ambiente favorecendo, com confiança, também pode acontecer com ele. Então é ter um pouco mais de calma antes de decretar que não serve mais para seleção, tanto para ele como para Rafinha.

?Voz B

Que o Vini é o melhor atacante do lado esquerdo do mundo. Lado esquerdo eu também acho. Do lado esquerdo, pensando, lado direito a briga é muito melhor. Tem Yamal, tem Olise.

?Voz G

Eu não sei, eu vejo, eu acho o Vini, o Mbappé não é mais ponta, né? Muitas vezes jogou como ponta.

?Voz B

Ele tira a ponta aqui, que também não acho que o Vini é um ponta.

?Voz G

Hoje também o se adaptou a segundo atacante.

?Voz C

O que eu não vejo assim, eu acho que o Vini ele tá atrás de todos esses que você citou, das recentes. Não dá para comparar o Vini com Ronaldo, com Romário, com Ronaldinho Gaúcho, com Rivaldo, coloco nessa lista também. Sim, ele é um excelente jogador, ele não é um extraordinário. Extraordinário eu não colocaria nessa, né, nesse time. E entendo que ele precisa entender Ele até falou sobre isso essa semana, eu espero que ele acredite nisso, que ele não é, não precisa ser o cara da Copa e nem ser o cara do Brasil.

Ele, nesse momento de afastamento do Neymar, e o Vini conseguiu chegar num lugar que o Neymar não conseguiu, que é ganhar um prêmio aqui que o Neymar sempre quis ganhar.

?Voz A

Melhor do mundo, é isso aí, o Neymar não teve.

?Voz C

O Neymar, sim, como A carreira do Vinícius, ela é uma carreira que vai muito mais longe pelo que a gente vê, mas o Neymar como poço de talento é muito superior ao Vinícius. Ah, sim, talento, negócio absurdo, né?

?Voz B

Felipe Guilherme Garcia, ele cita outro jogador aqui que eu esqueci, eu acho que entra na briga, que é o Kvaratskhelia.

?Voz C

Exatamente. E esse é superior, os dois últimos anos com o PSG na Liga dos Campeões foi superior.

?Voz G

Ele não tá na Copa.

?Voz C

Mas o Vini é, o Vini não pode trazer para ele essa responsabilidade de querer ser o cara, de querer ser o, mas muitas vezes ele puxou isso, né? Claramente, entrar com isso, qualquer um ali, eu não vejo nos outros, tá? Eu não vejo que isso tá na cabeça do Rafinha, é porque nem pode estar, não tem motivo para estar, não ajuda isso, não tá na cabeça do Paquetá porque não tem motivo para estar, não tá na do Bruno Guimarães, não tá na do Dili, de ninguém, né? De ninguém.

?Voz F

A seleção é maior do Qualquer um, qualquer um.

?Voz C

Mas é um cara que vem do Real Madrid, cara que ganhou a Liga Espanhola.

?Voz F

Você não acha assim, Calçade, que não é?

?Voz C

Meu, você é importante.

?Voz F

Tem um limite pequeno, tênue, uma linha tênue entre isso, entre ele se colocar numa condição de que eu vou resolver e ele ter personalidade para não ter medo de fazer as jogadas.

?Voz C

Exatamente, coisas diferentes.

?Voz F

Porque às vezes A gente pode entender uma jogada que ele pega e ele decide fazer a tentativa da finalização, nem sempre vai conseguir, como qualquer outro jogador. E se isso é uma personalidade dele de querer, de não ter medo de tentar, ou se ele vai estar puxando demais a responsabilidade só para ele, né, querendo se colocar na condição de protagonista. Isso a gente vai poder medir ao longo da jornada, mas nos amistosos vez ou outra a gente via ele reclamando de uma bola que não foi passada para ele.

Eu tô aqui, me dá essa bola aqui, você tentou outra e tal. Ele tem que entender que ninguém, nem Pelé na Copa de 70, e basta ver os jogos, fez com que a seleção jogasse em função dele. Os times vencedores do Brasil, os times vencedores do Brasil não tinham alguém para quem o resto da equipe jogava. Era o contrário, cada um jogava para a equipe. E o mal do Brasil nos últimos 16 anos é que o Brasil passou a jogar para um jogador só.

?Voz C

E a responsa— o que você, quando você enxerga que o cara tem essa cobrança de ser o cara, quando você vê um toque a mais, isso é nítido, é aquele toque, é aquele toque que ferra, acaba com a jogada ali. É, então ele não faz no clube. O objetivo dele, ele tem que ter isso em mente, é passar bola para quem tiver mais bem colocado. Gente, assistência e gol, cara, se você sair da Copa do Mundo com 7 assistências e nenhum gol, você será visto como um cara campeão.

?Voz F

Exatamente. Se for campeão, né?

?Voz C

Esse cara proporcionou 7 gols, entendeu? Ele é mágico. Então eu vejo isso no Vinícius.

?Voz F

Não vai adiantar nada se ele fizer 7 gols e o time Não ganhar.

?Voz C

Então assim, o Vinícius precisa tirar isso da cabeça. Eu quero ver, eu não tô convencido que ele tirou. Ele tá falando, mas não tô convencido.

?Voz A

Não tô nem comparando jogadores, mas em cima disso te pergunto: quem foi a seleção campeã da Copa do Mundo de 2018? França. Perfeito. Quem era o centroavante da França?

?Voz F

Giroud.

?Voz A

Quantos gols ele fez naquela Copa? É isso.

?Voz B

E o melhor jogador da França na Copa do Mundo, com exceção do jogo da final, foi Kanté.

?Voz A

Não é? Sim, volante, basicamente é isso. O cara foi campeão, o cara não fez gol nenhum e tirava, e virou meme, tirava uma onda no Giroud, que o Giroud é isso.

?Voz B

Volta a falar, a França ganhou o primeiro Campeonato do Mundo dela com o Givarti de centroavante.

?Voz A

É verdade, fraco, exatamente, que também não fez gol, que também não fez gol. Mais chat aí, ô Birner, vamos lá, perguntas como colocações também.

?Voz B

Vamos lá, Fábio Nascimento: vim na seleção, parece que é outro jogador, isso é fato. Eu tô sempre para que possa conseguir fazer a diferença nessa Copa, mas vai depender muito de um crescimento coletivo ao longo da competição. Concordo totalmente.

?Voz G

Mas eu não vejo o Vini como outro jogador. Para mim é um jogador com menos confiança no Real Madrid. Então não é o jogador, por exemplo, Birne, que se omite, que deixa de jogar, que deixa de pedir bola. Pelo contrário, continua aparecendo, continua tentando, só que o índice de acerto é menor porque ele não tem Aquele ambiente do Real Madrid, as pessoas que olham pra ele com mais certeza. Você chegar num ambiente em que você sabe, pô, aqui eu preciso me provar, aqui eu ainda não sou o cara.

E é muito difícil isso que o Calçade falou, de se desapegar dessa ideia de ser o protagonista, de ser o cara que vai decidir. Porque no Real Madrid ele é essa figura. Então, quando o cara se acostuma com isso no clube, ainda mais um clube gigantesco como o Real Madrid, Deixar essa faceta de lado não é algo tão simples. Estou na seleção, é outra parada. Ele tem um status também, e que de certa forma o Ancelotti é o que melhor reconhece esse status do Vini como um cara que pode sim ser protagonista, mas ao mesmo tempo construindo um time melhor, construindo uma equipe que acomode melhor as características do Vini, ele pode render mais.

?Voz B

O Cláudio Stor tá falando que Desculpe, que o Hendrik tem que jogar. E o Sequeiro fala bem, né? Se o Hendrik entrar nessa fase de grupos e terminar como artilheiro do Brasil na fase de grupos, com menos minutagem que o Rafinha, Cunha e Vini, boa pergunta, dá para pensar em titularidade? Dá para pensar, mas a gente tem que entender as circunstâncias disso. Entra no contra-ataque, qual o jeito que o Brasil vai jogar? O Brasil está consistente sem bola com esses jogadores, um deles que ele citou aqui que poderia sair para entrada do Endrick.

Então são circunstâncias diferentes. Agora, é óbvio que você fazer um monte de gol e ganhar confiança, você tem que olhar para isso com carinho.

?Voz G

Mas lógico, você tá pedindo passagem, são mundos completamente diferentes. Mas você falando disso, aí começa a fazer um monte de gol, vai ser titular. Com o Ancelotti, o Endrick foi o artilheiro da Copa do Rei e continuou sendo reserva no time de campeonato espanhol, de Champions. Lógico, não dá para comparar Copa do Rei com Copa do Mundo, outro patamar, outra, outro peso um gol em Copa do Mundo.

?Voz A

E o dia a dia de clube, seleção, tem muita coisa.

?Voz G

Mas o Endrick, ele pode virar uma espécie de talismã ali, olha, pô, entra, tem estrela, muda a cara do jogo, põe fogo, faz um gol. Agora, com a cabeça do Ancelotti, de novo, não é imaginando como brasileiro, como torcedor, mas pela cabeça do Ancelotti Ele vai devagar com o Hendrik e a tendência é respeitar essa hierarquia e tentar tirar mais dos caras.

?Voz C

Eu acho isso um problema, porque assim, a partir do mata-mata você vai para o risco, que é o chamado vou ver o que acontece. É um perigo. Na fase de grupos, claro, o jogo mais difícil é esse aqui. Aliás, os jogos deste grupo começam com Em tese, se não acontecer uma grande zebra, com a decisão pelo primeiro lugar amanhã e com a decisão da terceira vaga amanhã também.

?Voz A

Perfeito, perfeito.

?Voz C

Então sim, o Brasil perde para o Marrocos, opa, já começa a olhar o que que vai acontecer na vida do Brasil como segundo.

?Voz B

Te faço a pergunta que tem muito a ver com a Copa do Mundo, só para entender, só para você emendar no seu raciocínio. Se o Brasil perder o jogo de estreia, o segundo jogo fica mais difícil do que ele é?

?Voz C

Muito mais assim, apesar que o segundo, mas o segundo é o Haiti, né, cara? Mas é o Haiti, aí eu acho que é o seguinte: se o Haiti virar o problema do Brasil, aí é melhor voltar mesmo.

?Voz G

Exatamente.

?Voz C

Aí você volta, você fala assim: eu não tenho competência para jogar esse negócio. Porque uma coisa é Escócia, a outra é o Haiti.

?Voz G

Mas do lado emocional, uma coisa é pegar o Haiti depois de ganhar na estreia, outra depois de perder Vamos combinar, todo barulho que uma derrota para Marrocos pode dar.

?Voz C

Aí eu já superestudo, né? Se o Brasil tiver problema emocional contra o Haiti, aí é melhor a gente não ir para Copa.

?Voz A

Exatamente.

?Voz C

Ah, cara, é o seguinte, vamos respeitar, vamos não sei o quê, são caras que jogam em outras ligas e tal, mas não dá, cara.

?Voz B

É, o Haiti não é um time bobo, mas é fraco.

?Voz C

Não dá, não dá.

?Voz G

Não é bobo, mas contra a Escócia, estreia ali, a gente sabe como é uma estreia, é o terceiro jogo físico. Imagina se o Haiti surpreende e vence o jogo e o Brasil perde para Marrocos. É um jogo que o Brasil não vai ganhar com o pé nas costas.

?Voz A

Ele pode não ganhar com o pé nas costas, mas assim, nesse cenário, depois de perder a estreia, vou guardar isso no peso.

?Voz C

Haiti assim, Haiti você põe um time para jogar o primeiro tempo E aí você troca os 5 da frente no segundo tempo, bota o Haiti, sim, o Haiti no segundo tempo, e o Brasil faz assim, aí você destrói o Haiti. Porque é o seguinte, o Brasil tem algo, nós não temos a organização necessária para disputar Copa, a gente não trabalhou bem para disputar essa Copa, mas o Brasil tem uma coisa que poucos times têm hoje, olhando hoje. Que é a hora que você olha para o banco, tem tudo morto de fome querendo jogar bola.

Hendrik morto de fome, é Danilo morto de fome, Rayan morto de fome, que é o mais pedido do chat, disparado. Martinelli, o seguinte, você bota uns caras que você consegue botar um ataque diferente, fala assim para o adversário: agora troca você para ver, cara. Então eu tô assim, eu quero ver o Ancelotti, espero que ele não fique Tudo bem, tem um outro lado, pô, o time tá ganhando lá 1 a 0, preciso manter esse time para eles se entrosar jogando a Copa, aí não vou trocar ninguém.

Mas eu queria ver, eu quero ver 15 minutos segundo tempo, cara, começa a trabalhar, bota, deixa os caras. Quem que garante que o cara da Copa não é o Endrick, cara? O moleque entra, o moleque entrou ali, foi pá, gol, ele entra, cara, ele tem, cara, tem caras que tem. De repente ele não tá nem aí para Copa do Mundo, ele tá lá com essa potência dos 19 anos de idade. Cara, o Ancelotti não pode perder tempo e sair da Copa assim: pô, será que eu deveria ter colocado o Endrick?

Você não pode, não pode fazer isso. Você tem 8 jogos para quem disputa o título, para a maioria tem 4, 5 no máximo.

?Voz G

Só de ter levado o Neymar, ele parece que não vai ser esse cara do será-se, né? Ah, vou me—

?Voz A

o Neymar, mas olha, mas o Seracê pode acontecer num determinado momento, porque sabe qual vai ser a grita, né? É assim, ah, tem, vamos lá, 5 minutos para acabar, vai lá, 5 minutos para acabar, vamos lá, perguntinha, perguntinha, perguntinha. Quartas de final, tá?

?Voz B

Brasil lá jogando, pensar que um cruzamento, passou 2 mata-matas, já é outra coisa, outro momento, tá?

?Voz A

Tá enfrentando, sei lá, Alemanha, enfim, não tô pensando aqui no cruzamento exato, mas lá, 0 a 0, segundo tempo, jogo meio encruado e tal. O Neymar tá pronto para jogar um segundo tempo inteiro, certo? Tá pronto para jogar um segundo tempo inteiro. E o Endrick tá ali no banco também.

?Voz C

Quartas de final você tem dia 9, dia 10 e dia 11 de julho. Vamos imaginar dia 9.

?Voz A

Aí ele olha para o banco, ele puxa quem?

?Voz C

Tá, aí quando é que o Neymar vai botar a chuteira e correr no campo?

?Voz A

Não sei, tá esperando o Neymar para semana que vem.

?Voz B

Ele tá perguntando se é Neymar ou Hendrik.

?Voz A

Eu não tenho dúvida, hoje é ele. Eu não tô falando quartas de final, William, porque eu tô pensando na grita pós a escolha.

?Voz C

Mas a grita de quem não acompanha futebol e é só fã do Neymar, aí não precisa nem lidar com isso. Não, o Ancelotti, eu não vou falar aqui o que eu pensei, mas ele está andando para esse tipo de problema. Mas eu vou Ele nem chega. Aí que tá o problema, é o seguinte: ele falou o tempo todo que só ia quando se perguntavam do Neymar, ele falava de todo mundo, só vai quem tiver fisicamente bem.

?Voz F

Sim, tá.

?Voz C

Aí vem, aí vem a convocação, ele recebe um laudo, porque aí tem várias, tem alguém precisa dizer a verdade nessa história. Ele recebeu um laudo até agora, que é a informação que se tem, Conveniente para convocação, para não chamar de falso, chama de conveniente. Ó, são uma coisinha de nada, vou convocar, tá? Chega lá, não era isso. Gente, desculpa, não tem esse nível de erro em departamento médico? O médico Eugênio falar que é um edema e o médico Paulo Calçade fala isso aqui é um grau 2.

Seguinte, ou demite ele, ou demite— você tem que demitir um dos dois. Alguém tem que pagar essa conta, porque é uma falha muito grande. Num posto muito alto num clube profissional, na seleção brasileira. Então, isso aqui é um, isso aqui é, opa, dá para convocar, convoca Neymar, tá bom. Chega lá, fala, caceta, não era isso, mas nós já convocamos. Ou eles levaram um golpe e assimilaram o golpe para não ficar mal, vai ficar, e abraçaram a causa, abraçaram o seguinte, o discurso que ele teve foi para o espaço.

Não serviu para nada, porque ele levou justamente aquele jogador que ele respondia sem condição de treinar até agora na Copa do Mundo. Ele não vai jogar agora, ele não deve ser, não deve estar pronto para jogar contra o Haiti. Haiti é dia 19, ele não foi para campo. E é um jogador que tá parado há 20 dias, ele já não tava bem, ele para 20 dias, aí você treina ele 5 e bota para jogar, não Se ele jogar a partir do mata-mata 20 minutos, eu vou achar muito.

Em condições favoráveis, o jogo do Brasil no final, ganhando o jogo, não é para resolver jogo.

?Voz B

Ele foi convocado por causa do ambiente. Até o momento, o que a gente pode esperar dele é exemplo e contribuição para o ambiente, não dentro do campo.

?Voz A

Parece que tá entregando isso.

?Voz C

E aqui eu vou dividir com vocês o que eu acredito. Eu acredito. Um minuto, professor, deixa ele aqui com a gente. É isso, eu acredito nisso. Os caras chegaram e falaram, deixa ele aqui para gente.

?Voz B

Inclusive, se ele não tiver condições de jogar, não vai ser cortado.

?Voz C

Mas isso hoje é uma declaração de um jornalista italiano, é a única certeza nesse momento.

?Voz F

Agora me fale o nome. Um jornalista italiano que disse que tem contato com o David e que assim, até a véspera não estava em cogitação a convocação, e que na última hora a explicação foi, olha, Não quero comprar briga, melhor ter ele do meu lado do que ter todo mundo contra mim.

?Voz B

E os jogadores adoram ele, os líderes pediram o jogador, é hora de construir o ambiente.

?Voz C

Então modere o seu discurso para não ter que borrá-lo na prática, porque toda a resposta era outra.

?Voz B

Eu não convocaria o Leandro para o campo, entendendo as circunstâncias, eu também levaria.

?Voz C

Ele discursou, ele discursou no sentido e nas ele fez o que qualquer treinador de seleção brasileira fazia, era Neymar e mais 25.

?Voz A

2 da madruga, acabou o Linha de Passe.

?Voz F

É o seguinte, hein, amanhã, amanhã, agora os parceiros, fazer com o pessoal que tá aqui no chat mandando mensagem, bombando.

?Voz B

Abraço para o Felipe Silva, para Laila.

?Voz A

Vamos continuar essa vibe.

?Voz B

Sim, para Cláudio História. Não sei se é exatamente o mesmo, né, do nosso colega. O Rikitaqui. O Sekiro Way, o Mateus. Esse dia tem que tomar cuidado aqui, né? Mas se cair também, não tô nem aí.

?Voz A

Tá tudo certo.

?Voz B

Rafael Vesgi não sei o quê, Wilson Costa, não sei o quê. Não consigo ler o nome inteiro dele aqui, não aparece.

?Voz C

Essa hora o povo até gosta.

?Voz A

Pós-jogo do Brasil, Linha de Passe. Neste, se acabou o jogo do Brasil, já dá para acompanhar na Kazé TV no Disney Plus. E aí, Breno Galvão, obrigado pelo elogio! E chat bombando, obrigado!

?Voz B

Saúde e paz a todos e a todas. Valeu, gente, excelente dia de estreia do Brasil, hein?

?Voz C

Amanhã tem mais no YouTube também.

?Voz A

Catar e Suíça, imperdível! Seguinte jogo de Copa, pô!

Estados Unidos atropelam Paraguai e esquenta para Brasil x Marrocos - Linha de Passe | Castnews Index — Castnews Index